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No Princípio...

A Origem de Tudo e de Todos [3] Por Ruy Porto Fernandes Nenhum ser humano conheceu toda a verdade como Jesus Cristo. E esta verdade foi revelada aos doze apóstolos, embora muitas vezes fossem proibidos de divulgá-la antes de sua ressurreição e, creio, até mesmo depois de sua ressurreição. Eles foram autorizados a testificarem somente o que foi revelado nas escrituras do NT sobre o seu ministério, martírio e ressurreição corpórea devido ao parco conhecimento da realidade que os cercavam. Mas em nossos dias, após complementação de nosso conhecimento científico, podemos compreender toda a verdade tal como Jesus Cristo em seu tempo conhecia, principalmente em relação à experiência humana corpórea isenta de todo o mal, tendo o Espírito Santo como imanente constituinte espiritual de nosso próprio corpo físico. A vida eterna é o objetivo que Deus se propõe, e desde o primeiro dia da Criação. E esta verdade era a ideia que Jesus tinha em mente quando tomou consciência de si próprio em tenra idade. Ele tinha consciência de que mesmo eterno, iria envelhecia. Sentia a mudança física se processando em seu próprio corpo ao longo dos anos e sabia que a morte, após determinada idade, iria ocorrer. Mas, ele sabia que tinha nascido para ter vida física eterna. Portanto, ele cria que a vida eterna, mesmo com o envelhecimento e a morte se processando em seu corpo, era continuidade desta mesma vida que considerava eterna e física em seu próprio corpo humano (João 6.47; 11.25-26). Embora soubesse que teria que morrer, Jesus Cristo estava plenamente consciente de que seu corpo físico era eterno. O Espírito Santo era imanente e fazia parte do seu próprio corpo físico, que mesmo assim continuava envelhecendo, podendo até morrer, pois Deus Espírito o tinha gerado. Então ele sabia que teria que morrer e ser ressuscitado para a vida eterna. Ele sabia que somente vivo, em carne osso, é que poderia sair desta terra para viver eternamente. Pois foi assim que o seu Deus fez desde início teve como objetivo, e isto estava escrito no rolo da Torah, em Bereshit: “No princípio criou Deus os céus e a terra [para a eternidade]”. E quando nada é dito do Sheol também ser eterno! Jesus Cristo sabia que somente em um corpo humano de carne e ossos é que se pode viver eternamente e ser tirado desta terra (amaldiçoada; Gn 3.17), como aconteceu com Moisés e Elias. Não há como contornar esta verdade! E foi isso que ocorreu com os santos judeus (Mt 27.52-53) e o ladrão da cruz (Lc 23.43) por ocasião da própria ressurreição de Jesus Cristo. Creio que o Fator Enoque* também ocorreu em um período da História de nossa humanidade. Podemos interpretá-lo através de símbolos contidos na Bíblia, tanto no Antigo e Novo Testamento. Até mesmo a pessoa de Enoque toma-se também por símbolo, e não personagem histórico como erroneamente considerei em artigos anteriores.** Esta foi uma surpreendente revelação que o Espírito Santo nos concedeu. Embora o Fator Enoque seja um fato histórico que não podemos verificar cientificamente, nem mesmo astronomicamente por falta de um equipamento ótico [teria que ser absurdamente grande] para que pudéssemos esquadrinhar meticulosamente as galáxias em busca de sistemas solares semelhantes ao nosso, somente por fé em determinados símbolos e sinais que o Espírito Santo nos legou na Bíblia e na natureza, é que podemos complementar o nosso entendimento da verdade. Então aqui cabe perguntas: a quem Deus se dirige quando no segundo dia da criação nada diz quanto à obra realizada [não diz que a obra foi boa], como nos outros dias em que Deus viu que foi bom? A quem Deus se dirige quando fala a Adão e Eva, pois para o escritor ambos realmente existiram como personagens históricos, e não simples símbolos que ora sabemos. Então, a causa de termos os textos dos onze primeiros capítulos Gênesis desta forma foi para explicar o que os antigos não compreendiam poder existir, o Mal. P.ex. Atribuíram a Adão e Eva a entrada do Mal na terra, mas hoje sabemos que quando Deus falou com Adão e Eva que a terra era maldita devido à desobediência e seus pecados, em verdade, não falava com eles. Deus está falando com satanás. Falava para os espíritos imundos [em contraposição ao Espírito Santo] que corrompeu a natureza e a humanidade desde que foi formada pelo processo evolutivo. Na realidade foi Satanás a quem Deus repreendeu e culpou como a causa da maldição desta terra. Este, sim, foi quem primeiro pecou criando uma dualidade espúria do bem com toda

a desgraça advinda do seu mal. Somente após a revelação de Deus em Jesus Cristo é que podemos compreendemos tais fatos. Para o escritor de Gênesis os relatos foram inspirados pelo Espírito Santo e refletiam a realidade factual e histórica dos acontecimentos. Foram fatos que ocorreram no espaço-tempo de sua realidade contemporânea aos fatos embora não estivessem presente testificando-os. E o Espírito os confirmava, mas o que os escritores não sabiam era que o Espírito Santo considera o texto como símbolo da realidade. Então, o que o Espírito Santo queria que os textos, em verdade, representassem? O Espírito queria mostrar que o mal é anterior à própria criação ao simbolizar o segundo dia (o dia dois representando a dualidade), mas não a Deus, simbolizado no primeiro dia! Primeiramente aceitar para depois entender. Tal como se dirigindo ao rei de Babilônia (Isaías 14.5-15) e de Tiro (28.12-19), Deus também pronuncia juízos de condenação a Lúcifer e ao querubim ungido. Em Gênesis, Deus também se dirige diretamente a Satanás quando fala com Adão e Eva. De mesma forma, se dirigindo a determinadas pessoas, Jesus está repreendendo a Satanás que enganava aquelas pessoas. Não fosse assim, Jesus não teria dito na cruz: Pai perdoa-os porque eles não sabem o que fazem. Ou seja, somente Satanás, e Judas Iscariotes, eram conscientes do que estavam fazendo. Portanto, Satanás manipulava os algozes de Jesus Cristo para aquele propósito. A sequência de exposição em Genesis 1-11 foi cuidadosamente articulada para atender aos questionamentos que, a cada época, os sucessivos descendentes de Abraão encontravam para explicar a existência do mal e da morte, e tendo Deus como criador. E as respostas que encontram estavam no pecado e na desobediência a Deus pelo homem. E, conscientes e concordes com esse diagnóstico submetem-se a Deus. Portanto, o Espírito Santo nos alerta para não tomarmos a cronologia de Gênesis como verdadeiro paradigma de tempo geológico, evolutivo e histórico. Por meio do próprio Paulo o Espírito Santo também faz esta advertência. Quando Lucas enumera as sucessivas gerações desde Jesus até Adão, e se utiliza da Septuaginta como repositório fiel da verdade científica e esta crença chegou até os nossos dias quando ainda se resiste em atentar para o alerta do Espírito. Mas o que ninguém até o momento considerou foi que à altura da sétima geração, simbolicamente, na época de Enoque, Deus escolhe diversos grupos familiares e resgate-os para viverem eternamente, ao molde de Adão e Eva no Jardim do Éden, e procriar nas condições que aspirou desde o início da criação. Deus transladou-os para planetas terrenos, localizados em galáxias deste mesmo universo, previamente libertos do mal, com natureza controlada para fornecer vida como no Éden. Deus lhes deu a vida eterna nos mesmos corpos físicos, transformados para não mais envelhecerem adoecerem e morrer. Creio que este universo esteja cheio de vida. Vida eterna conforme deus se propôs realizar desde o primeiro dia da criação. Ele não foi derrotado em seu propósito e tão pouco foi impedido de realizá-la. Se Deus fosse impedido em seu propósito, ainda hoje os sáurios dominariam este planeta. E jamais os mamíferos poderiam viver aqui e serem transladados para todo o universo. Ainda estaríamos vivendo em outra forma física sujeitos para sempre ao envelhecimento e morte, e impedidos de viver eternamente em corpos físicos. Se realmente fosse verdade que não poderia existir vida eterna neste universo, Jesus Cristo não teria ressuscitado, e antes disso, não poderia se encontrar com Elias e Moisés aqui (Mt 17.1-9; Mc 9.2-9; Lc 9.2836). Assim como Satanás não impediu impor que a morte habitasse eternamente neste universo [Satanás é o deus da morte], assim também não impediu que Deus espalhasse a vida eterna se por todas as terras deste universo. Neste momento milhares de seres humanos em todo o universo se alegram porque Jesus Cristo reina. Mas também porque está revelando uma nova abordagem ao ensino bíblico devido ao avanço do conhecimento cientifico. Este conhecimento não pode mais ser ignorado. Niterói, 20 de maio de 2013. * Fator Enoque [translado de grupos familiares para planetas terras em sistemas planetários similares ao nosso... como exposto em artigos anteriores Deus e a Vida Eterna [1-4] e Fator Enoque [2] e acima] ** Deus e a Vida Eterna [2].