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Engenharia Civil 2012

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Engenharia Civil 2012

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ÁGUAS SUPERFICIAIS E SUBTERRÂNEAS
UTFPR - CURITIBA UTFPR - CURITIBA

ESCOAMENTO SUPERFICIAL

Ronaldo L. S. IZZO, D.Sc.

izzo@utfpr.edu.br http://paginapessoal.utfpr.edu.br/izzo

UTFPR - Curitiba

Engenharia Civil 2012

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Engenharia Civil 2012

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ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA

ÁGUAS SUPERFICIAIS

• Intercâmbio entre os reservatórios  (oceanos, geleiras, rios, lagos, vapor d’água, água subterrânea, água retida nos seres vivos) • Ciclo Hidrológico da Água
UTFPR - CURITIBA UTFPR - CURITIBA

CICLO HIDROLÓGICO

 energia solar. • Esse ciclo é governado  no solo e subsolo  gravidade, bem como pelo tipo e densidade da cobertura vegetal  na atmosfera e superfícies líquidas  pelos elementos e fatores climáticos, como por exemplo temperatura do ar intensidade de radiação solar, fatores responsáveis pelos processo de circulação dos oceanos para a atmosfera.

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CURITIBA UTFPR .CURITIBA BACIA HIDROGRÁFICA Engenharia Civil 2012 7 Engenharia Civil 2012 8 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS PADRÕES DE DRENAGEM Bacia de Drenagem é definida como uma área de captação da água. 2 .Engenharia Civil 2012 5 Engenharia Civil 2012 6 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUPERFICIAIS BALANÇO HÍDRICO UTFPR .CURITIBA As drenagens apresentam padrões característicos em função do tipo de litologia e estruturas geológicas ocorrentes. UTFPR . onde toda a água captada converge para um único ponto de saída.CURITIBA UTFPR . Os rios são os principais componentes das bacias de drenagem. demarcada por divisores topográficos.

CURITIBA 3 .Engenharia Civil 2012 9 Engenharia Civil 2012 10 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS Dendritico – ramos irregulares de canais em várias direções. Geralmente resultantes da presença de juntas e fraturas em rochas maciças ou foliações em rochas metamórficas. de uma área topograficamente elevada tal como um domo ou um cone vulcânico. Riachos. UTFPR . Nessa situação. comuns em rochas maciças e em acamadamentos planos de rochas. Tais estruturas com seus padrões de seção transversal têm guiado as direções dos vales. UTFPR .CURITIBA UTFPR .CURITIBA Paralelo ou subparalelo – Canais que se formaram em superfícies inclinadas sobre rochas homogêneas.CURITIBA UTFPR . Engenharia Civil 2012 11 Engenharia Civil 2012 12 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS Radial – Canais radiais como raios de uma roda. Retangular – sistema de canais marcados por curvas em ângulos retos. canais são freqüentemente observados em cortes de estrada recentes ou escavações inclinações moderadas. diferenças na resistência da rocha são tão tênues que o controle das direções de crescimento dos vales é desprezível.

CURITIBA Engenharia Civil 2012 UTFPR .CURITIBA Treliçado – Arranjo retangular de canais com as correntes alimentadoras principais paralelas e bastante longas. Anular – Correntes seguem caminhos aproximadamente circulares e concêntricos ao longo de rochas brandas que circundam um domo ou embasamento onde a erosão expôs sucessivamente cinturões de rochas de diferentes graus de erosão.CURITIBA Desordenado – Correntes apresentam completa falta de arranjo e ajuste com as estruturas e rochas. Esse padrão é comum em áreas onde existem bordas de afloramento de rochas sedimentares dobradas. um domo erodido ou um embasamento criado por dissolução da rocha carbonática. 4 . Ambas. UTFPR . um embasamento estrutural.Engenharia Civil 2012 13 Engenharia Civil 2012 14 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS UTFPR . como videiras ou em padrão de treliças.CURITIBA UTFPR . formam cinturões longos e aproximadamente paralelos. fracas e resistentes. Característica de terrenos recentemente degelados onde as características do terreno foram remodeladas por processos anteriores ao congelamento. uma caldeira. 15 Engenharia Civil 2012 16 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS Centripetal – Correntes convergem em direção a uma depressão central tal como uma cratera vulcânica.

planícies de inundação. em geral descem escarpas e desembocam em rios subseqüentes.5 alta. energia mais baixa. ou já existiam antes do processo. mais transporte e menos erosão. • Rios Subseqüentes – têm seu curso controlado por • Fase Madura:  trechos médios. Engenharia Civil 2012 19 Engenharia Civil 2012 20 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS COMPORTAMENTO DAS DRENAGENS EM RELAÇÃO AO SUBSTRATO EM ROCHAS ÍGNEAS: UTFPR . descontinuidades (falhas. • Relação largura/profundidade  canais simples (retilíneos ou meandrantes) rel.Engenharia Civil 2012 17 Engenharia Civil 2012 18 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS FASES DOS RIOS • Fase Juvenil:  excesso de energia predomina erosão e transporte. canais entrelaçados rel. canais anastomosados rel. cabeceiras. contemporâneo a um processo tectônico (ex. <40. em concordância com o mergulho das camadas. falhamento). • Grau de entrelaçamento  mede o número de barras ou ilhas no canal por comprimento de onda ao longo do talvegue. UTFPR .CURITIBA UTFPR . >40 • Rios Antecedentes – entalham seu curso rapidamente. • Rios Superimpostos – ocorre sobre coberturas sedimentares com substrato cristalino. 5 . transporte e muita deposição. <10.5 baixa).CURITIBA COMPORTAMENTO DAS DRENAGENS EM RELAÇÃO AO SUBSTRATO EM ROCHAS SEDIMENTARES • Rios Conseqüentes – correm segundo a declividade do terreno. o rio estabelece seu curso sem influência das estruturas do embasamento cristalino. juntas). <1. • Rios Obseqüentes – têm seu fluxo no sentido oposto à declividade (mergulho) das camadas.CURITIBA RIOS – SISTEMAS DE DRENAGEM – MORFOLOGIA DOS CANAIS Parâmetros Morfométricos (Morfologia dos canais de drenagem) • Sinuosidade  relação entre comprimento do talvegue e comprimento do vale (>1.CURITIBA UTFPR . • Fase Senil:  energia muito baixa.

CURITIBA UTFPR . TRANSPORTE) EROSÃO A erosão provocada por um rio dependerá das condições das margens e do seu fluxo: • Laminar (velocidade baixa) • Turbulento (velocidade alta) Transporte • Tração (arraste.CURITIBA UTFPR .Engenharia Civil 2012 21 Engenharia Civil 2012 22 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA Em função dos parâmetros morfométricos pode-se caracterizar 4 padrões básicos de canais de rios: • • • • Retilíneo Meandrante Entrelaçado Anastomosado UTFPR .CURITIBA 6 .CURITIBA ESCOAMENTO SUPERFICIAL PROBLEMAS ? Engenharia Civil 2012 23 Engenharia Civil 2012 24 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUPERFICIAIS RIOS – PROCESSOS FLUVIAIS (EROSÃO. rolamento e saltação) • Suspensão (partículas finas) • Misto UTFPR .

7 .CURITIBA UTFPR . diamantíferos. com o aprofundamento do seu leito é denominado de solapamento. Seu estudo permite caracterizar a evolução do sistema de drenagem e da própria bacia. deps. Nas seções do rio em que ele possui um canal com margens elevadas que o impeçam de espraiar-se a erosão pode atingir grandes profundidades. • Potencialidade de solapamento do curso de água.Engenharia Civil 2012 25 Engenharia Civil 2012 26 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS RIOS – PROCESSOS FLUVIAIS (DEPOSIÇÃO) A deposição em sistemas de drenagem ocorre principalmente como depósitos aluviais de rios e leques.CURITIBA base da fundação deverá estar obrigatoriamente pelo menos um metro abaixo do nível que o curso de água poderá erodir durante as cheias. carvão e outros). uma vez que podem hospedar recursos minerais (placers auríferos. especialmente durante as cheias.CURITIBA RIOS E ENGENHARIA FUNDAÇÕES DE PONTES O fenômeno de remoção ou erosão de partículas dos leitos dos rios. Importância • Determinação da profundidade mínima de fundações de pontes. UTFPR . Engenharia Civil 2012 27 Engenharia Civil 2012 28 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS FUNDAÇÕES DE PONTES A profundidade mínima é determinada pela condição absoluta de que a UTFPR .CURITIBA UTFPR . Esses depósitos são de grande importância econômica. cassiterita.

Engenharia Civil 2012 UTFPR . represas e rios) e águas subterrâneas (aqüíferos) não são recursos necessariamente independentes. A infiltração é o processo mais importante de recarga da água no subsolo. Uma regra empírica indica que as fundações devem ter comprimento 4 vezes maior (4h) que a variação média (h) entre o nível normal e o nível máximo.Engenharia Civil 2012 29 Engenharia Civil 2012 30 ÁGUAS SUPERFICIAIS ÁGUAS SUPERFICIAIS FUNDAÇÕES DE PONTES A presença de pilares ao longo do leito do rio aumenta a intensidade do solapamento uma vez que são pontos críticos de obstrução da corrente (diminuição da seção / aumento da velocidade de fluxo). Em muitos casos podem existir ligações entre corpos de água superficial e aqüíferos. a água pode fluir do rio para o aqüífero ou vice-versa. sob o risco de inutilização da obra de engenharia. Dependendo da carga potenciométrica entre o rio e o aqüífero. Definição e Origem: água subterrânea é toda a água que ocupa os vazios em formações rochosas ou nos solos.CURITIBA 8 . principalmente quando o rio tem margens altas que o impedem de espraiar-se). PLANÍCIES ALUVIAIS Do ponto de vista da engenharia essa planícies tem um interesse muito grande já que estão associados a elas grandes problemas tais como recalque das argilas. É originada predominantemente da infiltração das águas das chuvas.CURITIBA ESCOAMENTO SUBTERRÂNEO UTFPR . UTFPR . Esses problemas com fundações são intensificados também nas curvas do rio na sua parte convexa dos meandros.CURITIBA 31 Engenharia Civil 2012 32 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS As águas de superfície (lagos. Solapamento originado por enxurradas (o fluxo de alta energia retira material do fundo do rio aumentando sua profundidade.CURITIBA LOCAÇÃO DE PONTES E CAPTAÇÃO DE ÁGUA Evitar a localização de pontes. UTFPR . complicando obras de escavação e de fundações (exige fundações profundas). estradas e pontos de captação de água em sistema fluvial meandrante de rios com fluxo intenso de água onde possa haver o abandono do meandro em períodos curtos de tempo. Nessas áreas as fundações devem ser mais profundas em comparação às fundações nas margens côncavas. presença de lençol freático a baixas profundidades.

O NA tende a acompanhar o relevo da superfície.saturado 9 . Zona não saturada (vadosa ou de aeração): a partir da superfície é constituída por material (solo e /ou rocha) onde os espaços abertos (poros) são parcialmente preenchidos por água e parcialmente preenchidos por ar. Pode ser medida por poços onde a altura d’água marca o NA. UTFPR . Engenharia Civil 2012 35 Engenharia Civil 2012 36 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Nível freático NA (d’água): limite entre a zona não saturada e a saturada.CURITIBA • Cobertura vegetal (favorece a infiltração pelas raízes das plantas) • Topografia (superfícies planas favorecem a infiltração) • Precipitação (chuvas regulares favorecem a infiltração) • Ocupação do solo UTFPR . Furos profundos já detectaram água a 10 km de profundidade.Engenharia Civil 2012 33 Engenharia Civil 2012 34 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS A recarga depende: • Tipo de rocha e solo (porosidade e permeabilidade) UTFPR .CURITIBA Profundidade: A maior parte da água subterrânea ocorre em até 750m de profundidade. Zona de capilaridade: região acima do NA onde a água sobe (acima do NA) alguns centímetros ou até mesmo vários decímetros. a partir da superfície.CURITIBA UTFPR . Abaixo disso a porosidade das rochas diminui muito e conseqüentemente a água também diminui.CURITIBA Meio não-saturado Meio . Zona saturada (freática): região abaixo da zona saturada onde os poros são totalmente preenchidos por água. A coluna de água pode ter até 10km de espessura.por processos de capilaridade (força adesiva líquidosolo que impele a água por pequenos tubos capilares abertos – depende do tipo de sedimento).

orvalho. Porosidade secundária: desenvolve-se após a formação da rocha. geada). Porosidade primária (intergranular): desenvolve-se junto com formação da rocha. ou seja. típica de rochas sedimentares. porosidade cárstica. quanto maior for a uniformidade dos grãos. ex. maior será a porosidade. em outros a água superficial de rios e lagos alimenta os reservatórios subterrâneos quando o nível desses mananciais de superfície for mais elevado que o da superfície do aqüífero e quando o leito do rio ou fundo do lago for permeável.CURITIBA UTFPR . pois num sedimento mal selecionado as partículas menores ocuparão os espaços existentes entre as maiores. que coletam a águas de precipitações (chuva. granizo. da sua seleção.CURITIBA INFILTRAÇÃO Engenharia Civil 2012 UTFPR . UTFPR . porosidade por fraturas. dos cursos superficiais e dos vales. Em uma rocha sedimentar clástica. UTFPR . Se o corpo de água superficial suprir a zona de saturação será chamado de influente e ao contrário se o aqüífero subterrâneo se infiltrar no corpo de água superficial esse será chamado de efluente. a porosidade vai depender da maior ou menor uniformidade dos grãos. neve.CURITIBA 10 . Em alguns lugares os aqüíferos são rapidamente reabastecidos pela chuva.Engenharia Civil 2012 37 Engenharia Civil 2012 38 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS INFILTRAÇÃO E RECARGA O ciclo hidrológico mostra que a ocorrência de água subterrânea resulta principalmente da infiltração através do solo.CURITIBA 39 Engenharia Civil 2012 40 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS POROSIDADE É a propriedade física definida pela relação entre o volume de poros e o volume total de um material. Portanto. ocasionando uma diminuição de porosidade.

CURITIBA AQUÍFERO Nota: unidades litológicas que apesar de saturadas tem pouca permeabilidade são denominadas aqüicludes. UTFPR . calcários cársticos. 11 . Depende do tamanho dos poros e da conexão entre eles. Esse é o principal fator UTFPR . mas de pequena permeabilidade que não permite a passagem de água que fica retida nos interstícios microscópicos por forças de atração molecular e de absorção. conglomerados. Litologias porosas e permeáveis que armazenam e transmitem volumes significativos de água subterrânea passível de ser explorada.CURITIBA FONTES Fluxo de água subterrânea que emerge naturalmente na superfície. Em certas circunstâncias o lençol freático pode interceptar o a superfície do terreno. ao contrário das argilas dotadas de elevada porosidade. Uma variação vertical ou horizontal na permeabilidade é a base para a ocorrência de fontes. Dessa maneira pode-se verificar que os cascalhos e as areias grosseiras bem selecionadas apresentam permeabilidade elevada. UTFPR . ígneas e metamórficas com alto grau de fraturamento. ocasionando o afloramento de água na superfície. Unidades litológicas que possuem pouca porosidade e pouca permeabilidade são os aqüífugos. Exemplos de bons aqüíferos: sedimentos inconsolidados.CURITIBA UTFPR .Engenharia Civil 2012 41 Engenharia Civil 2012 42 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PERMEABILIDADE É a propriedade dos materiais de conduzirem a água. arenitos. Engenharia Civil 2012 43 Engenharia Civil 2012 44 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS AQÜÍFEROS São reservatórios de água subterrânea.CURITIBA que determina a disponibilidade de água subterrânea.

que capta as águas de infiltração e as armazena.CURITIBA UTFPR . UTFPR . Pode conduzir ao projeto de grandes obras de impermeabilização quando na verdade trata-se de um lençol suspenso. UTFPR . Ocorrem em situações profundas. dando a idéia de ser um lençol freático típico. SUSPENSOS E CONFINADOS AQÜÍFEROS LIVRES são aqueles cujo topo é demarcado pelo nível freático.CURITIBA UTFPR .Engenharia Civil 2012 45 Engenharia Civil 2012 46 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS AQÜÍFEROS LIVRES.CURITIBA AQUÍFERO LIVRE AQUÍFERO CONFINADO AQÜÍFEROS SUSPENSOS são acumulações de água na zona insaturada sobre litologias impermeáveis formando aqüíferos livres acima do NA principal. normalmente com concavidade voltada para superfície. estando em contato com a atmosfera. AQÜÍFEROS CONFINADOS são acumulações de água em estrato permeável e poroso que ocorrem entre dois estratos impermeáveis. Engenharia Civil 2012 47 Engenharia Civil 2012 48 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS AQÜÍFEROS LIVRE E SUSPENSO Uma das ocorrências de água subterrâneas é o chamado aqüífero suspenso. onde a água está sob a ação da pressão atmosférica e também da coluna de água localizada no estrato permeável. A locação de poços de produção também pode ser prejudicada pelo fácil esgotamento ou pelo atravessamento da camada selante e a condenação do aqüífero ao esgotamento. Normalmente ocorrem com pouca profundidade. Trata-se de um falso lençol criado pela existência de um estrato impermeável.CURITIBA 12 .

CURITIBA Engenharia Civil 2012 UTFPR .CURITIBA 51 Engenharia Civil 2012 52 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS AQÜÍFERO CONFINADO É necessário: a) Seqüência de estratos inclinados onde um estrato permeável UTFPR . b) Situação geométrica em que o estrato permeável intercepte a superfície. O poço ao perfurar o aqüífero permite a ascensão de água pelo princípio dos vasos comunicantes e a água jorra tentando atingir a altura da zona de recarga.CURITIBA 13 . UTFPR .Engenharia Civil 2012 49 Engenharia Civil 2012 50 ÁGUA SUPERFICIAL E SUBTERRÂNEA ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS AQÜÍFERO CONFINADO A zona de saturação pode ser constituída de camadas permeáveis e impermeáveis. c) Perfuração de poço que atinja o aqüífero e esteja com a boca abaixo da superfície potenciométrica. O artesianismo se dá pela pressão hidrostática da coluna de água que ocorre entre a zona de recarga do aqüífero confinado e um ponto em profundidade dentro do aqüífero alcançado pela perfuração de um poço. Aqüíferos confinados podem.CURITIBA encontre-se entre estratos impermeáveis. UTFPR . As camadas permeáveis são aqüíferos. Quando um aqüífero se encontra entre duas camadas impermeáveis diz-se estar confinado. permitindo a recarga de água nesta camada. em determinadas situações originar o fenômeno de artesianismo ou poços jorrantes (artesianos).

UTFPR .CURITIBA Engenharia Civil 2012 55 UTFPR .CURITIBA FIM UTFPR . Em poços onde a intenção não é o rebaixamento do nível freático e sim a produção de água é sempre importante estar-se atento para a variação do nível freático com relação à sazonalidade da intensidade pluviométrica da região. A locação de diversos poços contíguos é bastante comum para obter um resultado de rebaixamento mais rápido e eficiente para a realização da obra subterrânea e a própria impermeabilização.Engenharia Civil 2012 53 Engenharia Civil 2012 54 ÁGUAS SUBTERRÂNEAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS POÇOS EM OPERAÇÃO – CONE DE DEPRESSÃO O rebaixamento do nível da água subterrânea em uma determinada área envolve a formação de um cone de depressão.CURITIBA 14 . decorrente da vazão de bombeamento do poço. correndo-se o risco de projetar poços rasos em uma estação de chuvas que podem ficar situados acima do nível freático em períodos de estiagem. Se a vazão de bombeamento for maior que a vazão de recarga irá ocorrer a redução do nível freático.