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REDES ETHERNET NA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

REDES ETHERNET NA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

REDES ETHERNET NA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
REDES ETHERNET NA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
HENRIQUE Matheus Engenheiro Eletricista formado pela Universidade Federal de Mato Grosso em (2003) e técnico

HENRIQUE Matheus

Engenheiro Eletricista formado pela Universidade Federal de Mato Grosso em (2003) e técnico em Eletrônica pela Escola Técnica Federal de Mato Grosso (1998). Iniciou seu trabalho na EJM Engenharia em 1996 atuando nas áreas de projetos elétricos e de automação.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

O

que é Ethernet ?

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Por que usar a rede Ethernet ?

4

 

O Padrão

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Ethernet (Subcamada MAC)

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A rede Ethernet na

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O

uso da Ethernet como rede de

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Atos Web

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Descrição Geral

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Esquema de Ligação

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Ligando o Web Server a uma Rede

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Topologias

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O

Intranet

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Internet

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WEB

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Referências

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Contato

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O que é Ethernet ?

O que é Ethernet ? Ethernet é uma tecnologia de LAN ( Local Area Network) 1

Ethernet é uma tecnologia de LAN (Local Area Network) 1 que transmite informações

entre sistemas computacionais nas velocidade de 10, 100 ou 1000 milhões de bits por segundo (Mbps). Atualmente a versão mais utilizada da tecnologia Ethernet é a de 10Mbps utilizando cabos tipo par trançado.

A rede Ethernet de 10Mbps possui vários meios de transmissão, desde o original cabo

coaxial grosso, passando pelo coaxial fino, o par trançado e os sistemas de fibra ótica. As mais

novas normalizações para rede Ethernet de 100 e 1000 Mbps operam sobre o par trançado e com sistemas de fibra ótica.

Por que usar a rede Ethernet ?

com sistemas de fibra ótica. Por que usar a rede Ethernet ? Existem muitas tecnologias de

Existem muitas tecnologias de rede em uso atualmente, mas a Ethernet é de longe a mais utilizada por ser uma rede popular e de tecnologia independente de um fabricante. A crescente popularidade da Ethernet garante a existência de um grande mercado para equipamentos com essa tecnologia, o que também ajuda a mantê-la com um preço competitivo. Desde a primeira normalização da Ethernet, suas especificações e direitos de uso foram disponibilizados com facilidade para qualquer fabricante. Essa abertura juntamente com a facilidade de implementação e robustez da rede resultou num mercado enorme e é outra razão para a Ethernet ser tão utilizada na indústria da computação.

A capacidade de se interligar um grande número de equipamentos utilizando uma

tecnologia neutra é uma ferramenta essencial para qualquer gerente de rede. A maioria das redes deve permitir que uma grande diversidade de computadores de fabricantes diferentes possa ser interligada. Isso requer um alto grau de interoperabilidade, que a rede Ethernet possui.

O Padrão Ethernet.

que a rede Ethernet possui. O Padrão Ethernet. Padrão : Cabo coaxial grosso (thick) de 50

Padrão: Cabo coaxial grosso (thick) de 50 ohms (10B5). Outros meios: Cabo coaxial fino (thin) - tambem chamado de cheapernet. (10B2) Par Trançado (10BT) Fibra Optica (10BF) Thin - usa junções T Thick - usa TAP's Par Trançado - Usa Hubs

Os sinais são codificados: (Manchester Encoding)

1 Uma LAN é definida como sendo um sistema de comunicação privado que normalmente cobre um área limitado, daí vem o termo Local Area.

HIGH: 0.85 volts

LOW: -0.85 volts

HIGH: 0.85 volts LOW: -0.85 volts 1 0 Transceiver : circuitos para detectar transmissão e colisão.

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0

Transceiver: circuitos para detectar transmissão e colisão. Cabo do transceiver: conecta o transceiver à interface do computador. Interface: Monta os dados no frame apropriado. Computa checksum nos frames de saída e verifica nos frames de entrada. Implementa buffering para frames de entrada. Implementa queueing para frames de saída. Maior comprimento do cabo: 500 metros. Para maiores distâncias é necessário o uso de repetidores.

maiores distâncias é necessário o uso de repetidores . Comprimento máximo : 2.5 Km. Ethernet (Subcamada

Comprimento máximo: 2.5 Km.

Ethernet (Subcamada MAC)

7

1

6

6

2

0-1500

0-46

4

Preâmbulo

Iní-

Endereço

Endereço

Tam.

Dados

PAD

CRC

cio

Destino

Origem

Preâmbulo: 7 bytes

10101010

Start of frame: 10101011 Destination address e Source address: 2 ou 6 bytes (para 10 Mbps) Multicast: envio de uma mesma mensagem para um grupo de estações. (MSB = 1) Broadcast: envio de uma mesma mensagem para todas as estações. (Todos os bits = 1) Lenght: dá o comprimento do data field (0-1500). Para evitar problemas, o tamanho do frame que vai do destination address até o checksum deve ser maior ou igual a 64 bytes.

Qualquer estação detetando uma colisão aborta sua transmissão e gera um ruído para prevenir todas as outras estações e então espera um tempo aleatório antes de repetir o ciclo novamente. Depois da primeira colisão, cada estação espera 0 ou 1 slot time antes de tentar novamente. Depois de uma segunda colisão, a espera será de 0, 1 ou 2 ou 3 slot times. Numa terceira colisão, a espera será entre 0 e 7. E assim por diante.

Depois de 16 colisões, uma falha é relatada aos protocolos superiores.

A rede Ethernet na Indústria.

aos protocolos superiores. A rede Ethernet na Indústria. Arquiteturas de automação devem fornecer ao usuário

Arquiteturas de automação devem fornecer ao usuário três níveis básicos de serviços. O primeiro, controle, é o mais importante. Serviços de controle envolvem a troca de dados, onde o tempo é uma variável crítica, entre dispositivos de controle como CLPs, dispositivos de E/S, servos, conversores de freqüência, sensores e atuadores. Redes com a função de controle devem fornecer algum nível de parametrização de prioridades e/ou capacidade de interrupção. O segundo serviço é o de fornecer ao usuário capacidade de parametrização e manutenção do sistema de automação. Essa função normalmente envolve o uso de computadores ou ferramentas equivalentes para programação de vários dispositivos de controle. Isso pode ser executado no comissionamento da planta ou durante a operação, como por exemplo o controle de receitas em sistemas de batelada. O terceiro serviço é o de informação que deve fornecer informações para análise e tendência para serem monitoradas através de uma IHM ou sistema supervisório. Não podemos assumir que uma única rede pode adequar-se as necessidades de todos os níveis de serviço, já que cada um tem seus próprios atributos e benefícios. Quando é necessária uma estrutura de rede de vários níveis, então essa rede deve ter consistência de dados entre diferentes segmentos de rede. A estrutura típica de automação mostrada na ilustração 1 inclui um nível de informação que pode ser implementado através de uma rede ethernet, um nível de controle que tradicionalmente possui atributos como alto determinismo e redundância e pode ser implementado por uma rede Profibus ou ControlNET e um nível de dispositivo que exigem baixa quantidade de informação e alta velocidade e pode ser implementado por uma rede ASI, Profibus DP ou DeviceNET.

Ilustração 1 - Esquema típico de Automação A escolha da implementação da rede de uma

Ilustração 1 - Esquema típico de Automação

A escolha da implementação da rede de uma rede ethernet no nível de informação é

interessante, pois a maioria das indústria possui uma rede ethernet no nível administrativo que

é onde serão feitas as análises e estudo de tendência com os dados obtidos do chão de fábrica.

O uso da Ethernet como rede de controle.

O maior argumento usado contra a Ethernet como rede de controle é a falta de determinismo 2 . Mas os usuários também precisam de alta repetibilidade que é a garantia da chegada da mensagem ao mesmo tempo o tempo todo (ou rapidamente reconhecer que a mensagem não chegou e tomar providências). Algumas melhorias implementadas na tecnologia Ethernet tem melhorado e muito o determinismo, a repetibilidade e a performance da rede. Switches romperam a barreira das colisões diminuindo-as a quase zero. CSMA/CD trouxe o mecanismo para detectar e recuperar

a rede de contenções quando elas ocorrem. Além disso, existem esforços para criação de um

esquema de priorização de mensagens na rede Ethernet que se implementadas permitirão o uso de mensagens de controle ou alarmes de alta prioridade. Porém, nenhuma dessas tecnologias foram testadas em aplicações de controle de alta- velocidade. Em muitas aplicações com tempos críticos, uma mensagem recebida com atraso poderia desligar um processo resultando em perdas de produção. A viariação na velocidade de envio dos pacotes de informação (que é o que acontece em uma rede Ethernet) também poderia causar isso. Perder um HUB ou SWITCH em uma rede de informação causaria perda informações do processo; a perde de um deles numa rede de controle poderia causar perda da

2 Determinismo habilita o usuário a predizer com precisão o pior caso de transmissão de dados, ou seja, permite ao usuário determinar o tempo máximo de comunicação.

produção ou danificar uma máquina. Essas e outras questões devem ser levadas em consideração para a determinação racional de quando uma rede Ethernet é boa ou viável para uma aplicação de controle.

Atos Web Server.

viável para uma aplicação de controle. Atos Web Server. Descrição Geral O produto 2345.00 – ATOS

Descrição Geral

O produto 2345.00 – ATOS WEBSERVER – tem a capacidade de armazenar páginas XML em sua memória flash. Estas páginas podem ser visualizadas a partir de um browser conectado a Intranet ou Internet.

O ATOS WEBSERVER é capaz de gerar páginas XML 3 dinamicamente onde operações de escrita e leitura das variáveis do PLC via http possuem respostas em formato XML. Sua programação é feita pelo aplicativo WEB Studio, o editor de página XML da ATOS. Além de servidor de páginas, o ATOS WEBSERVER pode operar também como conversor Ethernet / Serial transparente o que permite que qualquer equipamento que possua canal RS232 ou RS485 se conecte à rede Ethernet. Desta maneira é possível interligar máquinas / processos com sistemas supervisórios via rede Ethernet

/ processos com sistemas supervisórios via rede Ethernet 3 XML é a abreviação de E X

3 XML é a abreviação de EXtensible Markup Language (Linguagem extensível de formatação). Trata-se de uma linguagem que é considerada uma grande evolução na internet

Esquema de Ligação

Esquema de Ligação EJM ENGENHARIA www.ejm.com.br Pág.9

Ligando o Web Server a uma Rede

Sendo o Web Server um conversor Ethernet – Serial transparente, ou seja, ele recebe uma informação encapsulada no protocolo Ethernet TCP/IP que será repetida na porta serial. sua interligação com os PLCs é através da comunicação serial padrões RS 232 ou RS 485. Portanto virtualmente qualquer equipamento que se comunique por uma porta serial poderá ser ligado à Ethernet através do Web Server.

poderá ser ligado à Ethernet através do Web Server. Topologias Abaixo seguem dois exemplos de topologias

Topologias

Abaixo seguem dois exemplos de topologias que exemplificam as vantagens de ter um Webserver ligado a uma rede ethernet.

Intranet

Em uma fábrica, através da rede Ethernet, PC’s podem supervisionar / alterar os programas de CLP’s ligados à intranet da empresa. Para isto basta possuir o endereço IP do módulo Webserver em que o CLP esteja conectado e configurar a comunicação do WinSUP 2 para uma conexão TCP/IP.

Internet Através da rede mundial de computadores, se o Webserver estiver conectado a um servidor

Internet

Através da rede mundial de computadores, se o Webserver estiver conectado a um servidor que disponibilize um endereço de IP fixo na Internet, de qualquer parte do mundo é possível comunicar com a máquina/processo, como exemplificado abaixo:

é possível comunicar com a máquina/processo, como exemplificado abaixo: EJM ENGENHARIA www.ejm.com.br Pág.11

O WEB STUDIO.

O WEB Studio é uma poderosa ferramenta de desenvolvimento XML para programação do ATOS WEBSERVER. Sua interface, baseada na plataforma Windows™, foi criada para ser simples e intuitiva, possibilitando a criação de “Web Pages” para monitoração de variáveis de máquinas / processos. Seu editor XML possui uma interface orientada a objetos, ou seja, componentes como bargraphs, gráficos de tendência, botões, campos de edição / visualização, são inseridos e posicionados no browser com o mouse. A associação destes campos com as variáveis do sistema é feita pelas propriedades de cada objeto, organizados através de uma árvore hierárquica de componentes.

cada objeto, organizados através de uma árvore hierárquica de componentes. EJM ENGENHARIA www.ejm.com.br Pág.12

Referências

Referências EtherNet/IP: Industrial Protocol - White Paper, Allen Bradley. Website:

EtherNet/IP: Industrial Protocol - White Paper, Allen Bradley. Website: http://www.ab.com/networks/ip_whitepaper.html

Charles Spurgeon's Ethernet Web Site. Website: http://www.ethermanage.com/ethernet/

Moreira, Edson dos Santos, Redes de Computadores: Teoria e Prática, ICMSC-USP, Agosto de 1997.

Atos Automação Industrial, Atos WebServer, manual de programação / Configuração, Abril de

2004.

Website: www.atos.com.br

Contato

Abril de 2004. Website: www.atos.com.br Contato EJM Engenharia Construção e Comércio Ltda. Telefone: 65

EJM Engenharia Construção e Comércio Ltda. Telefone: 65 686 21 14 TeleFax: 65 686 23 47

e-mails: ejm@ejm.com.br

henrique@ejm.com.br

eunice@ejm.com.br web site: www.ejm.com.br

Principal

Eng. Mateus (eletricista)

Eng. Ikeda (civil)

Eng. Henrique (eletricista)

Eunice. Dep. Financeiro