COPPE/UFRJ

ASPECTOS METEOROLÓGICOS E BALANÇO HÍDRICO EM UM ATERRO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

Angela Tostes Alves da Silva

Dissertação

de

Mestrado

apresentada

ao

Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil, COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Engenharia Civil.

Orientadores: Cláudio Fernando Mahler Adriana Soares de Schueler

Rio de Janeiro Setembro de 2008

ASPECTOS METEOROLÓGICOS E BALANÇO HÍDRICO EM UM ATERRO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

Angela Tostes Alves da Silva

DISSERTAÇÃO SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DO INSTITUTO ALBERTO LUIZ COIMBRA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM CIÊNCIAS EM ENGENHARIA CIVIL.

Aprovada por:

________________________________________________ Prof. Cláudio Fernando Mahler, D.Sc.

________________________________________________ Dra. Adriana Soares de Schueler, D.Sc.

________________________________________________ Prof. Mauricio Ehrlich, D.Sc.

________________________________________________ Prof. Valdo da Silva Marques, D.Sc.

RIO DE JANEIRO, RJ - BRASIL SETEMBRO DE 2008

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Silva, Angela Tostes Alves da Aspectos Meteorológicos e Balanço Hídrico em um Aterro de Resíduos Sólidos Urbanos/Angela Tostes Alves da Silva. – Rio de Janeiro:

UFRJ/COPPE, 2008. XVI, 125 p.: il.; 29,7 cm. Orientadores: Cláudio Fernando Mahler Adriana Soares de Schueler Dissertação (mestrado) – Programa de Engenharia Civil, 2008. Referências Bibliográficas: p. 100-112. 1. Balanço hídrico em aterros de resíduos sólidos urbanos. 2. Monitoramento de de elementos sólidos UFRJ/ COPPE/

meteorológicos em aterros

resíduos

urbanos. I.. Mahler, Cláudio Fernando et al. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, Programa de Engenharia Civil. III. Titulo.

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Katyusse Bovoy. iv . e especialmente ao Almir Venancio pelo empenho em tudo o que envolveu a instalação e a manutenção da referida Estação no Aterro Metropolitano de Gramacho. incentivo e dedicação. A minha orientadora Adriana Soares de Schueler pela disponibilidade e paciência demonstradas em todos os momentos que necessitei. estímulo e por ter contribuído para a realização desta dissertação. Aos estagiários do Curso Técnico de Meteorologia do CEFET-RJ pela companhia e colaboração nas idas ao aterro de Gramacho: Aline Verol. Braz (In memoriam) e Amelia. Ao Eduardo Domenico Aloise pelo companheirismo. Aos meus pais. por terem contribuído para a minha formação pessoal e profissional. Cesar Bruno. Leonardo Garcia e especialmente Bruno Matos. Allan Amâncio. Ao meu orientador Cláudio Fernando Mahler pelo apoio que recebi durante toda a realização do Mestrado. À Coordenação de Meteorologia do CEFET-RJ pelo empréstimo da Estação Meteorológica Automática Maws. com muito amor.AGRADECIMENTOS A Deus por mais esta conquista. Cecília Lima e Gabriela Assis. Aos professores da Geotecnia da COPPE que contribuíram para essa dissertação com os seus ensinamentos e aos demais que tive ao longo da vida. Júlia Carelli. Aos professores Valdo da Silva Marques e Mauricio Ehrlich por aceitarem o meu convite para participar da banca.

da instalação e da retirada da Estação Meteorológica Automática Maws. respectivamente. Aos colegas Vinicius Guedes e Ronaldo Izzo pelos resultados de suas pesquisas elaboradas no Aterro Metropolitano de Gramacho.Ao Felipe Roque e aos alunos das turmas 5A MET 2007/1 e 6A MET 2007/1. do Laboratório de Geotecnia e do Laboratório de Computação do bloco B. que participaram. Pedro e demais colegas do Mestrado. mesmo não tendo sido mencionadas. do Curso Técnico de Meteorologia do CEFET-RJ. Flavia. À REDUC pelo fornecimento dos dados meteorológicos. À COMLURB por permitir a instalação da Estação Meteorológica Automática Maws no Aterro Metropolitano de Gramacho. A Siana. por um imperdoável esquecimento. Ao amigo Paulo Emannoel Viola (In memoriam) pelo exemplo de amor e dedicação à Meteorologia e pelo incentivo profissional. Ao Luis Manoel Paiva Nunes e a todas as pessoas que. Aos funcionários da Secretaria Acadêmica do Programa de Engenharia Civil. ajudaram de forma direta ou indireta no cumprimento dessa etapa da minha vida. 5A MET 2008/1 e 6A MET 2008/1. Valeu! v . especialmente representada por Lucio Vianna Alves. Eliane. Sueli. Cristina.

instalada no Aterro Metropolitano de Gramacho especialmente para obter dados para esta dissertação. no estado do Rio de Janeiro. bem como do Balanço Hídrico. e pela estação da REDUC. Foram obtidos dados meteorológicos registrados pela estação meteorológica automática MAWS. Também foram utilizados dados de precipitação.Resumo da Dissertação apresentada à COPPE/UFRJ como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Mestre em Ciências (M. vi . situada na cidade de Duque de Caxias. na estação da REDUC. cujos cálculos foram feitos utilizando-se o método climático proposto por Thornthwaite e o programa HELP (Hydrological Evaluation of Landfill Performance). que é um modelo computacional que analisa em detalhes o comportamento hídrico dos aterros de resíduos. utilizando os dados coletados no aterro ou num local próximo. ou seja. Comparações foram feitas para verificar se houve diferenças significativas nos registros dos elementos meteorológicos e nos resultados do Balanço Hídrico.) ASPECTOS METEOROLÓGICOS E BALANÇO HÍDRICO EM UM ATERRO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Angela Tostes Alves da Silva Setembro/2008 Orientadores: Cláudio Fernando Mahler Adriana Soares de Schueler Programa: Engenharia Civil O presente trabalho teve como objetivo o estudo do Aterro Metropolitano de Gramacho através de alguns aspectos meteorológicos. Sc. medidos através do pluviômetro tipo “Ville de Paris” já instalado no aterro de Gramacho e pertencente à COMLURB.

Sc. by automatic weather station from REDUC. in Rio de Janeiro State. Comparisons were performed to verify if there were relevant differences between meteorological data and also on the results of the water balance. Meteorological data were obtained by automatic weather station MAWS. and by automatic weather station from REDUC. by using the meteorological data obtained by automatic weather station installed in Gramacho Landfill or on a site next . what is a computational model that analyzes the water balance of landfills. installed in Gramacho Landfill especially to obtain meteorological variables for this dissertation. in other words.Abstract of Dissertation presented to COPPE/UFRJ as a partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Science (M.) METEOROLOGICAL ASPECTS AND WATER BALANCE IN URBAN SOLID WASTE LANDFILL Angela Tostes Alves da Silva September/2008 Advisors: Cláudio Fernando Mahler Adriana Soares de Schueler Department: Engineering Civil The objective of this project was to study Gramacho Landfill considering meteorological aspects as well as the water balance. vii . situated in Caxias city. Also were used rainfall data measured with a Ville de Paris pluviometer already installed in Gramacho Landfill and belonging to COMLURB. whose calculations were made by using the classic climatic method proposed for Thornthwaite and the software HELP (Hydrological Evaluation of Landfill Performance).

.....................................1............................................................... 14 2..................... OBSERVAÇÃO METEOROLÓGICA DE SUPERFÍCIE.............................................................. PROPRIEDADES FÍSICAS.......1......................... .......................................... ATERRO CONTROLADO........................ RESÍDUOS SÓLIDOS....... ELEMENTOS DO CLIMA........................ PROPRIEDADES BIOLÓGICAS............ ..................... ATERRO SANITÁRIO..... ..ÍNDICE AGRADECIMENTOS ...2....... XVI CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO ............ ... 4 2.............................................................................................. 24 2.................1... 17 2..............................1. ...... 1 CAPÍTULO 2 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...... XIV LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS.............................................. VII ÍNDICE ................. 27 viii ..................2................................................................................................................................ ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS CONVENCIONAIS................... PERCOLADO DO RESÍDUO SÓLIDO................................3................ ....................... 8 2.....................2................................................... VIII LISTA DE TABELAS ............. .1................................. .............. 4 2............................................................ 12 2........................................................... 8 2........... PROPRIEDADES QUÍMICAS...... 15 2..1............ .......................................... .............................5........ IV RESUMO....................3................................. 15 2........ 12 2................6........... LIXÃO....................... NOÇÕES DE ALGUMAS PROPRIEDADES DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS....... SISTEMA DE COBERTURA DE ATERROS....3....1........................................................ VI ABSTRACT ........... 26 2...2.......................... .................... XII LISTA DE FIGURAS..... 27 2...................................... ...........6........................ ESTAÇÃO METEOROLÓGICA DE SUPERFÍCIE.....1......................................1..5....................... .............. 25 2...2.4..........1...1..... 12 2......................................................... ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS AUTOMÁTICAS.................. ................................... TEMPERATURA DO AR........ ........................................5.......................2..............1......2.......................................................................... 24 2.......1....1........................................................................

.................................6.............. DISPOSIÇÃO DOS CONTINENTES E MARES........... ....... .................... 44 2...1... EVAPORAÇÃO.1............. MODELO MODUELO 2..4.......2..... ......... 35 2. .......................................7.....1.......................... TIPO DO SOLO... .................1............................. 35 2........1...........6.1......3....9.......4........................................6........................ BALANÇO HÍDRICO........ 31 2...........7....9............................ 29 2. MÉTODO SUÍÇO...... .........................................................6............. TEMPERATURA COMO FUNÇÃO DA LATITUDE....... VARIAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO COM O OCEANO..... 33 2.... 34 2................................ LATITUDE....4........... ................. 34 2..................................2................... 28 2....... .............. ......... 30 2.................6......... ............................9.......6.......................7.........6.................. 34 2...... 36 2. PRESSÃO ATMOSFÉRICA.................................................................................1..........8................................9.... RELEVO......................1......................................... UMIDADE DO AR........................................... FATORES CLIMÁTICOS..... MÉTODO DO BALANÇO HÍDRICO.....3..................................................... 41 2. ...................... . ............................... .. 46 2.9............................ 30 2...... 28 2................................................ ............. ........................................7. ESTIMATIVA DE PERCOLADOS ATRAVÉS DE MÉTODOS EMPÍRICOS...................... MÉTODO DA CAPACIDADE DE CAMPO.. 27 2............................3...................... 27 2.................1.....2... ....... 46 ix ...............................................6...................................1.....1..1.... VARIAÇÃO ANUAL DA TEMPERATURA.....................5............. RADIAÇÃO SOLAR.................9.6........2.........................2.....6..................3........... NEBULOSIDADE......................... ........2.... 35 2...................................... PRECIPITAÇÃO ANUAL........ 42 2....7..........7............ ................. 29 2........... ALTITUDE........ .... .. 30 2....................3... 43 2...5.....9............................................. ................................................... MÉTODO RACIONAL.... .............................6..... ..........................2.........................7..................... PRECIPITAÇÃO.............9............ ASPECTOS CLIMÁTICOS DOS ATERROS SANITÁRIOS..7.............. ESTIMATIVA DE PERCOLADOS ATRAVÉS DE MODELOS COMPUTACIONAIS.....2................ 34 2.......... .....6........................ ................... 41 2..................... CORRENTES MARÍTIMAS.................

.......... MODELO HELP....... 66 4.................1..... COMPARAÇÕES ENTRE ALGUNS MÉTODOS E MODELOS UTILIZADOS PARA A ESTIMATIVA DE PERCOLADOS. 68 4............... .... DIREÇÃO E VELOCIDADE DO VENTO................. .....................3.................. 58 3.............. TEMPERATURA DO AR.......... . 64 3...2.......... 55 3................... PRECIPITAÇÃO................................................ 71 CAPÍTULO 5 – CÁLCULO DO BALANÇO HÍDRICO UTILIZANDO OS MÉTODOS DE THORNTHWAITE E O MODELO NUMÉRICO HYDROLOGICAL EVALUATION OF LANDFILL PERFORMANCE (HELP) 74 5.........5................1......................................................................................................3...... TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA DO AR.................. 69 4............4............. 64 3..........1.............. EVAPORAÇÃO.........3.......................... 48 2......... PRESSÃO ATMOSFÉRICA........................2........1...................... ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA MAWS....................3................ VENTO........1........ 68 4.2...........1...... ...................... 68 4........................... ............1...... MODELO HELP.............2....3......... ............3..............................................................................1. 58 3.............. 62 3...................... .........2..............1..................... 65 CAPÍTULO 4 – COLETA DE DADOS METEOROLÓGICOS ............ .....2...................................................................................1.................3.......................2..................................... 64 3................ PLUVIÔMETRO TIPO “VILLE DE PARIS”.......... 55 3........... ......... ...................... SENSORES DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA AUTOMÁTICA MAWS...1.............2....................................... 74 5.................. ............ MONITORAMENTO TOPOGRÁFICO E GEOTÉCNICO..........3....... MONITORAMENTO AMBIENTAL... ... TIPOS DE MONITORAMENTO..........1.. 79 x ......... 63 3............................. PRECIPITAÇÃO.......................1......1..................2...............4..9.1.......... .....1.... 60 3...................5.... ..............2.9............... ....... 53 CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS DO ATERRO DE GRAMACHO .....3..................... LOCALIZAÇÃO E HISTÓRICO................... .............................................. CLIMA.............................................1................. 66 4... .... MÉTODOS DE THORNTHWAITE.............................. 68 4.. ............. ..... RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL............... ................... UMIDADE DO AR...........2................. 70 4.............................................1..........................

.............. ....................... 99 CAPÍTULO 8 .................................... 98 7..................................................2....... ...................................................................... 88 6..................................CAPÍTULO 6 – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS . 91 CAPÍTULO 7 – CONCLUSÕES .......................... CONCLUSÕES...1..... 98 7............. SUGESTÕES PARA FUTURAS PESQUISAS...................... BALANÇO HÍDRICO – MÉTODO DE THORNTHWAITE....................... 100 ANEXOS.. ELEMENTOS METEOROLÓGICOS.................................................2............ 113 xi ........ 85 6.... 85 6. .............. ..................REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......3............................................1.................................... BALANÇO HÍDRICO – MODELO HELP..................... .............

......... ........................ ........................................................................ ........ 54 Tabela 3...................................... 59 Tabela 3...............................9 ..................8 – Parâmetros utilizados no cenário 2................. ...................................Comparação entre métodos e modelos utilizados para a estimativa de percolados em aterros de resíduos sólidos urbanos...................................... baseados no Índice de umidade. com base no Índice de aridez (Ia) e no Índice de Umidade (Ih)...... 76 Tabela 5.........................................................4 – Tipos Climáticos Segundo Thornthwaite – 1948......Histórico do recebimento de lixo domiciliar e público no município do Rio de Janeiro............. 60 Tabela 3........................................................................................................................9 – Parâmetros utilizados no cenário 3........1 .......................... ..............................................7 – Parâmetros utilizados no cenário 1.................................................................... 78 Tabela 5................................................................1 – Métodos utilizados para o monitoramento topográfico e geotécnico do aterro de Gramacho............. 77 Tabela 5.......... 51 Tabela 2..........8 – Tipos de camadas consideradas pelo modelo HELP..................... .............................5 ...........Módulos principais do modelo Moduelo 2... .......... ................ 10 Tabela 2....... ....3 – Índices: hídrico................... 32 Tabela 2.. .7 ...........2 – Significado das colunas do Anexo 2.. 47 Tabela 2.........................5 – Subdivisões dos Tipos Climáticos Segundo Thornthwaite – 1948.................Coeficientes de permeabilidade em aterros de resíduos sólidos................. .............................10 – Parâmetros utilizados no cenário 4.............................................................................3 – Normais Climatológicas da estação do Aterro de Flamengo................................................................................................Análise gravimétrica dos resíduos sólidos no município do Rio de Janeiro em 2007.................... de aridez e de umidade......Escala Beaufort........................... ............................ 8 Tabela 2.. 82 Tabela 5........................ ....................................... 62 Tabela 5.. 76 Tabela 5................................................. 82 Tabela 5............ 84 xii ........4 ............................... 75 Tabela 5............................ ..............2 – Descrição e freqüência do monitoramento ambiental do aterro de Gramacho...............3 .. 83 Tabela 5.............6 – Subdivisões dos Tipos Climáticos com base no Índice Térmico (Evapotranspiração Potencial Anual) .....2 .................Intensidade da precipitação................................................................... .6 – Representação da direção do vento... 29 Tabela 2............................... ............. ........... ...................... .................. 5 Tabela 2. ........LISTA DE TABELAS Tabela 2.................... 74 Tabela 5.................1 – Significado das colunas do Anexo 1...................... ........... 33 Tabela 2......................................

........................ ........................Tabela 5....................11 – Parâmetros utilizados no cenário 5. 84 xiii ....

... através de uma imagem do satélite Landsat.. 89 Figura 6....................5 .3 – Valores de Limite de Liquidez........................................5 – Piranômetro...............................Lagoa de equalização do aterro de Gramacho........................................................................................Cerca de proteção..........................................3 – Inclinômetro Figura 3.................... Limite de Plasticidade e Índice de Plasticidade no ponto P1......4 – Acompanhamento topográfico ........ com dados registrados no aterro de Gramacho ....... .................. ............ 71 Figura 4.......................... pela estação da REDUC e pelo pluviômetro da COMLURB................................ . 40 Figura 3................ 71 Figura 4... 55 Figura 3....... 59 Figura 3...........Manguezal do aterro....6 – Sensores para a medição do vento .............. 67 Figura 4..2 – Curva granulométrica no ponto P1......................................................................... 70 Figura 4..................................1 – Planta do Aterro Metropolitano de Gramacho mostrando o ponto P1 para onde foi rodado o modelo HELP..2 – Registros de temperatura média mensal obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS e pela estação da REDUC...................6 ................1 – Estação de Tratamento de Chorume do Aterro de Gramacho .....................8 – Pluviômetro existente no Aterro Metropolitano de Gramacho ...............Localização do aterro de Gramacho...................... 67 Figura 4.......................................... ............9 – Localização no Aterro Metropolitano de Gramacho da estação Meteorológica MAWS e do pluviômetro pertencente à COMLURB ........................................................................................... 66 Figura 4..................................2 ............... 61 Figura 4.................... 69 Figura 4............................ 73 Figura 5............................4 – Pluviômetro e abrigo ................................1 – Registros pluviométricos obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS..... ..................................................................7 – REDUC vista do Aterro Metropolitano de Gramacho ....... 81 Figura 6... 79 Figura 5......................... 80 Figura 5...................2 – Estação Meteorologica MAWS instalada no Aterro Metropolitano de Gramacho.. 86 Figura 6............ .....LISTA DE FIGURAS Figura 2..... 72 Figura 4. com dados registrados na REDUC ..........3 – Extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955.........................................2 – Balanço Hídrico de um aterro sanitário . 87 Figura 6.....3 – Software de interface gráfica YourVIEW..........1 – Camadas de um sistema de cobertura final .1 ............... 20 Figura 2............... 57 Figura 3............... Figura 3.... 90 xiv .........................4 – Extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955.......

..... .................. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC..13 – Curvas da percolação na camada 4 do ponto estudado no aterro de Gramacho....14 – Curvas da percolação na camada 4 do ponto estudado no aterro de Gramacho................. 94 Figura 6......... .... com diferentes espessuras de barreira................................ calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC.............6 – Balanço hídrico do cenário 1................................. com diferentes espessuras de barreira.................. . ....................9 – Balanço hídrico do cenário 2............. 96 Figura 6............................................... com dados registrados em Gramacho................ 92 Figura 6.. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC................................ utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho................ calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho........5 – Variação mensal da evapotranspiração potencial..... .. 93 Figura 6....................11 – Curvas da percolação na camada 2 do ponto estudado no aterro de Gramacho... calculado pelo modelo HELP............. com diferentes espessuras de barreira..... com os fornecidos pela Caenge Ambiental................ ............................................. ........... da evapotranspiração real e da precipitação calculadas pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955................ utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC................... calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação do aterro de Gramacho........................................................................................................................ utilizando dados meteorológicos registrados pela estação do aterro de Gramacho.................................... 96 Figura 6.... 91 Figura 6.. 97 xv .. com diferentes espessuras de barreira...................... calculado pelo modelo HELP......................... ...10 – Curvas da percolação na camada 2 do ponto estudado no aterro de Gramacho........8 – Balanço hídrico do cenário 2............................................. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho....................................7 – Balanço hídrico do cenário 1........ 90 Figura 6........... 94 Figura 6...15 – Comparação dos valores da produção diária de chorume calculada através do modelo HELP....................12 – Balanço hídrico do cenário 3.............Figura 6........ 95 Figura 6........ 93 Figura 6.............

LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIATURAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas COMLURB Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Rio de Janeiro – RJ) COPPE/UFRJ Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro CAD Capacidade de água disponível DBO Demanda bioquímica de oxigênio DQO Demanda química de oxigênio FUNDREM Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro HELP Hydrological Evaluation of Landfill Performance INMET Instituto Nacional de Meteorologia OMM Organização Meteorológica Mundial REDUC Refinaria Duque de Caxias RSU Resíduos Sólidos Urbanos TMG Tempo Médio de Greenwich UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro US EPA United States Environmental Protection Agency xvi .

no entanto. Existem diversos métodos de cálculo do balanço hídrico. um dos fatores que deve ser levado em conta como medida de proteção ambiental é o balanço hídrico do local do aterro. a quantidade do líquido percolado pode ser determinada por vários métodos baseados em equações empíricas. apresentando facilidade na entrada dos dados e rapidez na obtenção dos resultados. o do Balanço Hídrico. que se baseia nos mesmos princípios hidrológicos tradicionais do cálculo do balanço hídrico e de fluxo em meios não saturados. evaporação e transpiração) e do próprio movimento superficial (escoamento) e subterrâneo (percolação) da água (Varejão-Silva. computandose. ficando então conhecido como Balanço Hídrico de Thornthwaite e Mather. desenvolvido por Schroeder et al. 2000). surgiram modelos computacionais que procuram descrever com mais detalhes a dinâmica e o comportamento hídrico dos aterros sanitários. pois ele influencia diretamente na escolha do tipo de solo que será utilizado na camada de cobertura do aterro e no dimensionamento da espessura desta. posteriormente modificado por ele e Mather. Dentre os mais utilizados. encontra-se o modelo HELP (Hydrologic Evaluation of Landfill Performance). (1994). Tais fluxos decorrem das trocas com a atmosfera (precipitação. agricultura e construção civil. de modo a se estabelecer a quantidade de água disponível às plantas em um dado momento. 1955. tendo em vista que ele permite monitorar o volume de água armazenada e que a geração de efluentes líquidos e gasosos está associada à infiltração de água no aterro. tais como o Suíço. até a profundidade explorada pelas raízes. Consiste em se efetuar a contabilidade hídrica do solo. sendo que um dos mais conhecidos e que tem como finalidade principal servir como base para uma classificação climática foi o proposto por Thornthwaite. dentre outras. Com a crescente preocupação com as questões ambientais. todos os fluxos hídricos positivos (entrada de água no solo) e negativos (saída de água do solo). Para um aterro sanitário. 1 Por esse motivo o . Diversas áreas tais como recursos hídricos. cada um com a sua função. são diretamente relacionadas aos aspectos meteorológicos. em 1948. destacando-se. O balanço hídrico climático compreende a determinação de todos os ganhos e perdas hídricas que se verificam num terreno com vegetação. O clima também é um fator importante.CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO Num projeto de aterros de disposição de resíduos. em 1955. condensação. sistematicamente. o Racional e o da Capacidade de Campo.

para saber se foram seguidos os procedimentos recomendados pela OMM. Esta dissertação é composta de 8 capítulos: No Capítulo 2 é feita uma revisão bibliográfica dos principais tópicos referentes à classificação. pressão atmosférica. umidade relativa do ar. e com os dados de precipitação obtidos através do pluviômetro tipo “Ville de Paris” já instalado no Aterro Metropolitano de Gramacho e pertencente à COMLURB. precipitação. eficiente e seguir as normas e critérios estabelecidos pela Organização Meteorológica Mundial. percolado e disposição dos resíduos sólidos. Os métodos empíricos e os modelos computacionais utilizados na estimativa da quantidade de percolados em aterros de resíduos sólidos também são apresentados. situada em Duque de Caxias. será feita uma comparação dos dados meteorológicos registrados no Aterro Metropolitano de Gramacho com os fornecidos pela REDUC. situado no estado do Rio de Janeiro. que permite estimar o percolado gerado. pois a confiabilidade no cálculo do balanço hídrico depende fundamentalmente da qualidade dos dados utilizados. 2 . Na análise das informações meteorológicas obtidas a partir das diferentes fontes será incluída uma avaliação a respeito dos equipamentos utilizados para a sua obtenção.acompanhamento dos elementos do clima ou meteorológicos deve ser contínuo. direção e intensidade do vento. Na parte de Meteorologia é feita uma abordagem a respeito das observações e estações meteorológicas de superfície. bem como dos elementos do clima e fatores climáticos. utilizando diferentes cenários. radiação solar global. possibilitando o monitoramento horário dos seguintes elementos meteorológicos: Temperatura. utilizando-se o método climático proposto por Thornthwaite e o programa HELP. O Balanço Hídrico Climático é apresentado através do método desenvolvido por Thornthwaite em 1948 e modificado por ele e Mather em 1955. no mesmo estado. estabelecendo-se uma relação com os aterros sanitários ao se citar seus aspectos climáticos. Além disso. bem como calcular o Balanço Hídrico. O presente trabalho tem como objetivo estudar alguns aspectos meteorológicos do Aterro Metropolitano de Gramacho. efetuando-se ao final do capítulo uma comparação entre os principais. Para este estudo uma estação meteorológica automática MAWS foi instalada no Aterro Metropolitano de Gramacho. propriedades. ressaltando-se o sistema de cobertura de aterros por estar relacionado com o balanço hídrico. e também se há diferenças significativas no resultado do balanço hídrico utilizando-se dados obtidos no local ou próximo ao aterro.

3 . e o clima. incluindo os monitoramentos topográfico. geotécnico e ambiental. O procedimento empregado para se obter os dados meteorológicos utilizados na dissertação é descrito no Capítulo 4.No Capítulo 3 são apresentadas algumas características do aterro de Gramacho. e do modelo numérico HELP. e Thornthwaite e Mather. onde são descritos os equipamentos e a sua localização. todos feitos com os dados do aterro de Gramacho e da REDUC. efetuando-se comparações e avaliando-se a forma de obtenção dos mesmos. enquanto no Capítulo 8 são listadas as referências bibliográficas. com o nomograma para cálculo da evapotranspiração potencial mensal pela fórmula de Thornthwaite e com algumas rosas dos ventos do aterro de Gramacho e da REDUC selecionadas dentro do período estudado. nas quais se incluem as sugestões para futuras pesquisas. 1955. 1948. visando a obtenção das conclusões. No final da dissertação são apresentados os anexos com o balanço hídrico do aterro de Gramacho utilizando o método proposto por Thornthwaite em 1948 e modificado por ele e Mather em 1955. e as conclusões encontram-se no Capítulo 7. Os resultados do balanço hídrico obtidos a partir dos procedimentos descritos no capítulo anterior são apresentados e interpretados. O Capítulo 5 apresenta os procedimentos utilizados no cálculo do Balanço Hídrico Climático utilizando os métodos de Thornthwaite. No Capítulo 6 encontra-se a análise dos elementos meteorológicos medidos pelas diferentes fontes. As considerações finais.

reatividade. inertes. combustibilidade ou solubilidade em água. metal. classificados: Os resíduos podem ser . papel. ou apresentam características de inflamabilidade. toxicidade. apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente. ou resíduos Classe II B. comerciais. de podas de árvores. entre outros) e inorgânicos (vidro. submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada. areia. plástico. galhos. como folhas. industriais e de serviços de saúde ou aqueles gerados pela natureza. Classe II . Os resíduos são definidos segundo sua origem e classificados de acordo com o seu risco em relação ao homem e ao meio ambiente. entre outros).Inertes: são os resíduos que quando amostrados de uma forma representativa. .Perigosos: são aqueles que.Não Perigosos: Classe II A . São recolhidos e enviados para os locais de destinação ou tratamento. terra.CAPÍTULO 2 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. em resíduos urbanos e resíduos especiais. em função de suas propriedades físicas. Por sua natureza física: seco e molhado. de animais mortos. perigosos. corrosividade. Pelos riscos potenciais ao meio ambiente: perigosos. De acordo com a norma NBR 10. . Normalmente. não tiveram nenhum de seus constituintes 4 . à temperatura ambiente. não-inertes e inertes. Classe II B . No Brasil os resíduos são classificados quanto à periculosidade segundo a definição da ABNT em sua norma NBR 10.Não Inertes: são aqueles que não se enquadram na classificação de resíduos Classe I. entulho. os resíduos sólidos são os restos das atividades humanas domésticas. químicas ou infecto-contagiosas. Podem ter propriedades tais como: biodegradabilidade. Resíduos sólidos.004/2004 da ABNT. semi-sólido ou semi-líquido.004/2004: Classe I . apresentam-se no estado sólido. patogenicidade. Por sua composição química: orgânicos (restos de alimentos..1.

698.692.1 .04 1.1.177.447. Ano Acumulado no Ano Domiciliar 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Público 1.385.785. vidro.02 1.930.954.084.306.273.80 1. Tabela 2.gov.525.792.197.029.00 1.Histórico do recebimento de lixo domiciliar e público no município do Rio de Janeiro. embalagens em geral e uma grande diversidade de outros itens.809.425.463.79 1.439.27 Fonte:www.175.rj. dureza e sabor.515.232. turbidez. alguns resíduos que podem ser tóxicos. lata.98 1.br/comlurb/ 5 .670.35 1.49 1.93 861.993.66 868.312.941.039.rio.91 1.327.421. Contém.478. Por sua origem: Domiciliar Î Aquele formado pelos resíduos sólidos de atividades residenciais.506.79 1.451.90 967.solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água.57 1. ainda.224.00 1.34 1.285.465. . Contém muita quantidade de matéria orgânica. plástico.22 997.001.242.63 1.62 901.00 1.961.16 1.292. O histórico do recebimento de lixo domiciliar e público no município do Rio de Janeiro está demonstrado na Tabela 2.684.770. excetuando-se aspecto.642.130.94 1.02 1.

laboratórios. São agulhas.Comercial Î Aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços. constituídos por papéis. clínicas veterinárias. ou seja. Público Î São aqueles originados dos serviços: . sangue coagulado. estados e países. embalagens etc. clínicas. estabelecimentos bancários. asseio pessoal e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades. trazidos aos portos. meios de culturas e animais usados em testes. tais como. de galerias. originam-se de material de higiene. petroquímica. constituídos por restos vegetais diversos. resíduos alcalinos 6 . química. plásticos e embalagens diversas. farmácias. terminais rodoviários e ferroviários Î Constituem os resíduos sépticos. filmes fotográficos de raios X etc. limpeza de praias. tais como: hospitais. além de ser composto por matéria orgânica. ou seja. de limpeza pública urbana. Basicamente. aqueles que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. tais como. e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos. algodões. lodos. que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. de córregos e de terrenos. podendo ser representado por cinzas. bandagens. óleos. restaurantes etc. supermercados. Industrial Î Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria. terminais rodoviários e aeroportos. Serviços de saúde e hospitalar Î Constituem os resíduos sépticos.). O lixo destes estabelecimentos e serviços. remédios com prazos de validade vencidos. . lojas. alimentícia etc. São produzidos em serviços de saúde. papelaria. os resíduos assépticos destes locais são considerados como domiciliares. bares. Resíduos assépticos destes locais. restos de podas de árvores etc. incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas. seringas. resíduos de limpezas gerais (pós. gazes. metalúrgica. instrumentos de resina sintética. aeroportos. são considerados como domiciliares. Também neste caso. de limpeza de áreas de feiras livres. luvas descartáveis. órgãos e tecidos removidos. cinzas etc. tem um forte componente de papel. restos da preparação de alimentos. postos de saúde etc. Portos. O lixo industrial é bastante variado.

Agrícola Î Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária. têm sido alvo de legislação específica. tóxicos e dos restos de embalagem de inseticida e herbicida empregados na área rural. inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico. galhos e terra. no comércio ou em outras atividades desenvolvidas nas cidades. corrosivos. Em várias regiões do mundo. latas. definindo os cuidados na sua destinação final e. transporte. restos de colheita etc. folhas. escórias. destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. tratamento e destino final. fibras. Rejeitos de mineração Î Resultantes dos processos de mineração em geral. clínicas que. madeira e todos os outros detritos apresentados à coleta nas portas das casas pelos habitantes das cidades ou lançados nas ruas. farmácias. plásticos. em geral altamente tóxicos. plásticos. inflamáveis. borracha. papel. ração. Incluem-se neles os resíduos dos logradouros públicos. metal. estes resíduos já constituem uma preocupação crescente. Também as embalagens de agroquímicos diversos. O entulho é. restos de alimentos. ambulatórios. vidros e cerâmicas etc. alimentos ou medicamentos fora da validade ou deteriorados. Nestes resíduos encontram-se: papel. por vezes. como hospitais. Também se incluem nesta categoria os materiais radioativos. papelão. defensivos agrícolas. também conhecidos como lixo doméstico. normalmente são aqueles gerados nas residências. pelo perigo que representam à saúde pública e ao meio ambiente. co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos. madeira. trapos. solos de escavações etc. manipulação. como embalagens de adubos. exigem maiores cuidados no seu acondicionamento.ou ácidos. passível de reaproveitamento. geralmente. 7 . Nesta categoria. A Os resíduos especiais são aqueles gerados em indústrias ou em serviços de saúde. Entulho Î Resíduos da construção civil: demolições e restos de obras. um material inerte. Os resíduos urbanos. vidro. resíduos de matadouros. reativos.

96 58.59 0. As características dos resíduos podem variar também em função dos aspectos sociais. A composição física dos resíduos sólidos.1.21 1.Análise gravimétrica dos resíduos sólidos no município do Rio de Janeiro em 2007. % em peso 14.00 0. Componentes Papel – papelão (%) Plástico (%) Vidro (%) Mat. sua heterogeneidade e as proporções de diferentes compostos e elementos químicos.23 1.trapo (%) Couro (%) Osso (%) Coco (%) Vela – parafina (%) TOTAL PESO ESPECÍFICO (kg/m3) TEOR DE UMIDADE (%) Fonte: COMLURB (2007).74 1.1.2 . dependem basicamente das condições de geração.30 8 . mas têm sido usadas para os resíduos. geográficos e climáticos. Tabela 2. da construção e da operação do aterro.36 0. do modo de coleta.00 143. As propriedades que serão descritas a seguir são do solo.15 2. A Tabela 2.1.56 17.67 0.00 100.2 relaciona os componentes dos resíduos sólidos no município do Rio de Janeiro com os percentuais medidos em 2007.57 65.23 0.1.2.1. Composição. culturais. econômicos. Orgânica putrescível (%) Metal total (%) Inerte total (%) Folha (%) Madeira (%) Borracha (%) Pano. Propriedades físicas: .75 0.55 0. os tipos de materiais que os constituem. 2. Noções de algumas propriedades dos resíduos sólidos urbanos.

além das condições meteorológicas tornam difícil a padronização de valores. Massa específica. especialmente a geração de gases e lixiviados. tecidos e plástico) como de pequenas dimensões. e variam em torno de 10-6 a 10-8 m/s. Com o passar do tempo o material resultante da decomposição tende a se tornar mais granular. madeiras. Granulometria. Segundo Gotteland et al. principalmente o conteúdo orgânico. Os ensaios em poços consistem na pesagem do material e na determinação do volume a partir do preenchimento da cava devidamente impermeabilizada com manta sintética. 2007.3 são mostrados os coeficientes de permeabilidade em aterros de resíduos sólidos. . várias técnicas são usadas para determinar a massa específica in situ e dentre elas destacam-se os ensaios em poços escavados (2 a 4m de profundidade) ou trincheira e aqueles empregando radiação gama. os métodos e o grau de compactação. Na Tabela 2. Encontram-se tanto partículas de grandes dimensões (blocos de rocha. O conteúdo orgânico também afeta os parâmetros de resistência e a deformabilidade dos resíduos. o local que possui coeficiente de permeabilidade ou condutividade hidráulica da ordem de 10-8 m/s. A variação granulométrica dos resíduos sólidos urbanos que chegam nos aterros é muito grande. A norma ABNT NBR 13. Observa-se que os valores em aterros brasileiros são menores do que os encontrados na bibliografia internacional. 1995 apud Calle.896/1997 estabelece como condição ideal para a instalação de aterros de resíduos sólidos. . controla o processo bioquímico. mas os valores apontados na literatura mostram uma variação girando em torno de 10-4 a 10-8 m/s. o volume.. sendo que a grande maioria situa-se entre 10-4 a 10-6 m/s. metais. A variabilidade na composição dos resíduos. O teor de matéria orgânica influencia a permeabilidade já que é o maior responsável pelo 9 . A composição. a umidade. É uma propriedade que varia conforme o aterro.. Permeabilidade.

(2003) (1)ABREU.aumento do percentual de partículas finas e diminuição do índice de vazios com o passar do tempo. (1996) (1) MANASSERO (1990) (1) BEAVEN & POWRIE (1995) (1) BRANDL (1990) (1994) (1994) (1) MARIANO & JUCÁ (1998) (1) CEPOLLINA ET AL. a quantidade de água que um perfil de terreno retém contra a ação da gravidade. 2000 apud Schueler. (1994) AGUIAR (2001) AZEVEDO ET AL.6 x10-4 10-7 a 10-4 3 x10-7 a 5 x10-6 / 10-6 a 5 x10-4 / 3 x10-8 a 2 x10-6 1. (1979) (1) KORIATES ET AL. determina o volume máximo aproximado de água que um solo bem drenado pode armazenar por longos períodos. a capacidade de campo corresponde ao conteúdo 10 .1 x 10-5 10-5 10-5 / 1. (1983) (1) OWEIS & KHERA (1986) (1) OWEIS ET AL.1 x 10-5 10-5 a 4 x 10-4 10-7 a 10-5 3 x10-7 a 3 x 10-6 1. (1994) (1) SANTOS ET AL.Coeficientes de permeabilidade em aterros de resíduos sólidos. (1998) (1) CARVALHO (1999) EHRLICH ET AL. PESQUISADOR COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE (m/s) FUNGAROLI ET AL.9 x 10-4 a 5. Tabela 2.15 x 10-5 a 5. Em outras palavras.1 x 10-4 10-5 a 10-6 . Capacidade de campo. Segundo Veihmeyer (1931). sem adição de água.5 x 10-4 / 1.5 x10-5 a 2.89 x10-8 a 4. 2005 10-5 a 2 x 10-4 3. após plenamente inundado e deixado drenar livremente por uns poucos dias.15 x10-6 10-7 10-7 5 x 10-8 a 8 x 10-6 10-5 3. chamado de capacidade de campo do solo.3 . (1990) (1) LANDVA & CLARK (1990) (1) GABR & VALERO (1995) (1) BLENGINO ET AL.

pela seqüência dos horizontes pedogenéticos e pelo gradiente textural entre os horizontes (Fabian e Ottoni Filho. A fração orgânica constitui a maior parcela dos resíduos sólidos urbanos gerados pelos municípios brasileiros.. varia entre 15 a 40%. A capacidade de campo pode ser influenciada pela textura e estrutura do solo ou do resíduo. 1995). O valor médio do teor de umidade inicial dos resíduos domiciliares é da ordem de 60% (Lima.1998 apud Calle. Em sua pesquisa. e maiores que os encontrados em países desenvolvidos. a partir de resultados de análises em diversas cidades brasileiras. 11 . revela que a matéria orgânica e o agregado fino correspondem a aproximadamente 59% do total dos resíduos com um teor de umidade de 65%. Teor de umidade. Segundo Tchobanoglous et al. É a máxima capacidade de absorção em condições de livre drenagem.. usualmente. Os componentes inorgânicos. os valores do teor de umidade para os resíduos se encontram numa gama bastante ampla. o tipo de cobertura e o tipo de base do aterro. geralmente. (1993). Os fatores que influenciam o teor de umidade de um aterro incluem o teor de umidade inicial do resíduo. pelo teor de matéria orgânica. De acordo com Carvalho (2006). Calle (2007) cita que os resíduos domiciliares brasileiros têm se apresentado com taxas de matéria orgânica da ordem de 50 a 60%. 2004). (1993). a profundidade. sendo expressa como o teor de umidade correspondente. com um valor típico de aproximadamente 25%. podendo ser volumétrica (volume de água/volume total da amostra) ou gravimétrica em base seca (massa de água/massa seca de resíduos sólidos urbanos) ou em base úmida (massa de água/massa total da amostra) Tchobanoglous et al. o tipo de sistema de tratamento de chorume. normalmente associado ao percentual de matéria orgânica. através da precipitação. tais como. A capacidade de campo em resíduos sólidos urbanos é a quantidade máxima de água que pode ficar retida na massa aterrada em oposição à ação da força da gravidade. 2007). (2003). onde a evapotranspiração excede a precipitação.de umidade medido após toda a água livre da massa saturada ser drenada por gravidade. da temperatura e das estações do ano. de 15 a 130%. têm um teor de umidade abaixo de 10% (Knochenmus et al. papéis e produtos plásticos. 1988 apud Paixão et al. A composição média dos resíduos apresentada em Castilhos et al. as condições climáticas locais. 2000 e Reichardt. . típicas de países em desenvolvimento. o teor de umidade dos resíduos sólidos urbanos aterrados.

Havendo mudanças nesta faixa de temperatura.1. 12 .1. 2. Coumoulos et al. que devem ser ambientalmente sustentáveis.2. (Bertazzoli e Pelegrini. juntamente com as químicas. 2. (1995) apresentaram valores típicos de temperatura relacionados à profundidade. características do resíduo e condições ambientais. alguns microrganismos iniciam ou cessam a sua atividade (Junqueira.1. As temperaturas no interior da massa de lixo são de grande importância principalmente no que se refere à atividade de microrganismos que promovem a degradação dos diversos componentes do lixo.2. Temperatura. Dependendo da faixa de temperatura da massa. 2002). diferentes tipos de microrganimos estão em atividade. pelos processos de oxidação química e pela dissolução de materiais orgânicos e inorgânicos dos resíduos. com baixo custo de implantação. 2. operação e manutenção. Abaixo da profundidade de 20 m a temperatura diminuiu. tempo de disposição. 2000 apud Calle. Propriedades químicas: A composição química do percolado gerado em aterros de resíduos sólidos urbanos irá variar enquanto a massa de lixo passar pelas diversas fases de decomposição. As propriedades químicas são influenciadas pela decomposição biológica dos materiais orgânicos biodegradáveis. Percolado do resíduo sólido. Mostraram que a temperatura aumenta até 20 m de profundidade. Essas propriedades do percolado dependem dos seguintes fatores: Idade do aterro.. O conhecimento das propriedades biológicas.3.1. permite que sejam aplicados os métodos de pré-tratamento e disposição mais adequados. chegando aos 60oC e independendo da temperatura do meio ambiente.1. Propriedades biológicas: O resíduo sólido urbano possui substâncias poluentes representadas pela população microbiana e pelos agentes patogênicos que contém. 2007).

Define-se percolado ou lixiviado como o líquido que se infiltra através dos resíduos sólidos e extrai materiais dissolvidos ou em suspensão (Tchobanoglous, 1994). Segundo Orth (1981), o percolado ou lixiviado é formado pela percolação de águas que atravessam a massa de resíduo arrastando o chorume, além de outros materiais. O chorume é um líquido preto, mal cheiroso, que apresenta elevada demanda química de oxigênio, produzido pela decomposição da matéria orgânica contida no lixo. É um poluente extremamente agressivo ao ambiente, em função da elevada concentração de matéria orgânica e outros materiais inorgânicos, necessitando de tratamento anterior ao seu lançamento no corpo receptor. Os principais fatores que influenciam na sua formação e composição são o teor de umidade inicial e as características da matéria orgânica, ou seja, a quantidade de água contida na massa de resíduos. Além disso, também contribuem a água gerada no processo de decomposição biológica e a água da chuva que percola pela camada de cobertura. Um dos principais problemas ambientais dos aterros é a liberação de percolado no local, resultando na contaminação do solo e da água. O percolado é um efluente que depende das características físicas do local de disposição dos resíduos e é formado pela umidade inicial contida nos resíduos, pelo processo de decomposição biológica, pela água de constituição presente nos resíduos que é liberada pela compactação, e por fontes externas de água que infiltram pela camada de cobertura, tais como precipitação pluviométrica, águas subterrâneas, recirculação do próprio percolado etc. Os resíduos sólidos orgânicos depositados em aterros possibilitam a geração de um percolado com altas concentrações de matéria orgânica e com quantidades consideráveis de metais tóxicos (Cd, Co, Cr, Cu, Fe, Mn, Ni, Pb, Zn ), cuja composição química apresenta grande variabilidade. Além das variações temporais das características físicas, químicas e biológicas dos líquidos percolados, da natureza dos resíduos depositados, da presença de oxigênio, da forma de disposição, da idade e da operação do aterro, a composição do percolado é extremamente influenciada pelos fatores climáticos, através das variações sazonais. O percolado é gerado durante todo o ciclo de vida do aterro, devendo ser monitorado e encaminhado para tratamento por longo período após o fechamento do aterro. O volume de percolados é normalmente calculado utilizando métodos empíricos e
modelos computacionais. (Koerner e Daniel, 1997).

Schueler (2005) relata que para a previsão da quantidade de percolado gerada em aterros de resíduos diversos aspectos devem ser considerados:

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- composição, quantidade e densidade da massa do lixo aterrado; - idade do aterro, que se relaciona à fase de estabilização por que passa o material; - condições ambientais externas, como temperatura, pluviometria, insolação, ventos; - questões relacionadas ao projeto do aterro, como o tipo de proteção de base e de cobertura, presença de vegetação, drenagem de efluentes, topografia, características do solo entre outros; - procedimentos operacionais, tais como o recobrimento adequado dos resíduos que pode diminuir a quantidade do percolado gerado, mesmo quando ocorrem chuvas intensas. Esses fatores, em sua maioria, são grandezas variáveis tanto sazonalmente como com o passar do tempo. A grande heterogeneidade dos resíduos dificulta a identificação das características como sua capacidade de retenção de umidade, principalmente porque podem passar por transformações ao longo do tempo. Quando o resíduo é aterrado, a sua umidade costuma ser mais baixa, o que faz com que haja absorção da água infiltrada até que o material atinja a capacidade de campo. Depois que isso acontece, essa água é liberada e ocorre a percolação. Sendo assim, no início do processo a produção de percolado costuma ser baixa. À medida que a fração orgânica, responsável por parte da retenção de água, é degradada e a densidade aumenta, há um aumento na produção de percolado.

2.2. Disposição de resíduos sólidos.

2.2.1. Lixão. É um local onde há uma inadequada disposição final dos resíduos sólidos, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. É o mesmo que descarga de resíduos a céu aberto. Há total descontrole quanto aos tipos de resíduos recebidos nesses locais, verificando-se, inclusive, a disposição de dejetos originados dos serviços de saúde e das indústrias. Os resíduos assim lançados acarretam problemas à saúde pública, como proliferação de vetores de doenças, geração de maus odores e, principalmente, a poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas através do chorume, comprometendo os recursos hídricos.

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2.2.2. Aterro controlado. É uma técnica de disposição dos resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. Esta forma de disposição em que a proveniência dos resíduos é controlada produz, em geral, poluição localizada, pois a extensão da área de disposição é minimizada. Porém, geralmente não dispõe de impermeabilização de base, o que compromete a qualidade das águas subterrâneas, nem de sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados. Este método é preferível ao lixão, mas, devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação, a qualidade é inferior ao aterro sanitário. Na fase de operação, realiza-se uma impermeabilização do local, de modo a diminuir os riscos de poluição. O biogás é extraído e o lixiviado é tratado. A deposição faz-se por células que, uma vez preenchidas, são devidamente seladas e tapadas. A cobertura dos resíduos faz-se diariamente. Uma vez esgotado o tempo de vida útil do aterro, este é selado, efetuando-se o recobrimento da massa de resíduos com uma camada de terras com 1,0 a 1,5 m de espessura. Posteriormente, a área pode ser utilizada para alguns tipos de ocupações, tais como campos de jogos etc. (ABNT/NBR 8.849/1985).

2.2.3. Aterro sanitário. De acordo com a norma da ABNT NBR 8.419/1992, o aterro sanitário é considerado um local utilizado para a disposição dos resíduos sólidos no solo, particularmente lixo domiciliar, com o propósito de isolar todo tipo de ação que possa poluir o meio ambiente. É baseado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, que permitem o confinamento em camadas cobertas com material inerte, seguro em termos de controle de poluição ambiental e proteção à saúde pública. Os geossintéticos são constituídos de diferentes polímeros e apresentam várias aplicações. Têm uma importante função nos sistemas de disposição de resíduos sólidos, já que podem funcionar como material drenante e previnem a entrada de água no aterro, a fuga do gás para atmosfera e a contaminação do solo pelo percolado. Em aterros de resíduos os geossintéticos de maior interesse são os geotêxteis e as geomembranas. A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes
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auxiliando o início ou a aceleração do processo de biodegradação. que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro.líquidos percolados acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade . Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. entre outros. a utilização do biogás pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono ou Certificados de Redução de Emissões do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Neste processo. aterros Bandeirantes e São João em São Paulo. A resistência ao cisalhamento é uma importante propriedade geotécnica que deve ser calculada para os aterros sanitários. Ainda na atualidade utilizam-se no Brasil parâmetros da literatura internacional para avaliar o comportamento dessas estruturas. evitando assim a contaminação dos lençóis freáticos. 16 . A cobertura do aterro sanitário é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais. gás carbônico (CO2) e água (vapor). conforme previsto no Protocolo de Quioto. embora os resíduos sejam diferentes na sua origem. cujo objetivo é a outorga de concessão para aproveitamento do biogás do aterro de Gramacho por um período de 15 anos.PEAD. como o Brasil. A recirculação é um procedimento de custo reduzido que é defendido por um grande número de profissionais envolvidos em projetos. Isto já é efetuado por diversos aterros sanitários no Brasil: Aterro de Nova Iguaçu. e é formado pela decomposição dos resíduos. Em abril de 2007 foi assinado um contrato para a realização do projeto "Biogás Gramacho". que é constituído por metano. O percolado obtido nas partes mais antigas do aterro possui grande quantidade de microorganismos e é reintroduzido principalmente nas partes mais novas. destacam-se a recirculação. gravimetria dos componentes etc. entre outros. o percolado coletado pelo sistema de drenagem é reinserido no próprio aterro. visando promover uma aceleração da decomposição dos resíduos dispostos. sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo. a evaporação e o transporte para o tratamento em estações de esgoto. Embralixo-Arauna em Bragança Paulista. estrutura. O interior do aterro sanitário deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do biogás. Dentre as diversas alternativas para o tratamento dos percolados. bem como a redução da sua carga poluidora. de acordo com o MDL. No caso de países em desenvolvimento. operação e monitoramento de aterros sanitários. Os gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia.

o aterro tem que ser objeto de um processo de monitoração especifico. o aterro sanitário apresenta algumas desvantagens. e se reunidas as condições. tais como a necessidade de novos locais para a disposição dos resíduos sólidos. No Brasil. a qual compromete a estabilidade do sistema de 17 . Um aterro sanitário deve possuir um sistema de monitoramento ambiental (topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. pode se transformar num espaço verde para lazer. guarita de entrada. prédio administrativo. Estas duas alternativas permitem uma grande redução do volume dos resíduos. sem qualquer processamento. Quando atinge o limite de capacidade de armazenagem. Em vários países é comum o emprego de trituração prévia ou o enfardamento dos resíduos. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe. A prática mais comum compreende o lançamento dos resíduos recebidos e a compactação direta sem qualquer tratamento prévio. conseqüentemente. à medida que os mais antigos se vão esgotando. de reaproveitamento do biogás e de sistemas de cobertura. Numa perspectiva de médio e longo prazo este é um problema grave. sistema de controle de entrada de resíduos (balança rodoviária). o que compromete a sua estabilidade física e provoca acréscimo na geração do percolado. O principal objetivo dos sistemas de cobertura para aterros de resíduos sólidos é formar uma barreira física visando impedir a entrada de água da chuva no interior do aterro.A maior parte dos aterros sanitários recebe resíduos brutos. pois normalmente apenas um número reduzido de locais reúne todas as condições necessárias para ser utilizado. eliminando assim o efeito estético negativo. além da maior facilidade de tráfego sobre células já concluídas (Nahas et al. Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água. o que. Além disso.. 1996). destacando. Sistema de cobertura de aterros. embora apresente garantias razoáveis. oficina e borracharia. promover a resistência à erosão dos taludes. uma região populosa e assim por diante.3. recomenda-se distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m. permite uma otimização geral de diversas técnicas e dispositivos. Do ponto de vista sanitário. 2. entre outras as associadas à compactação mais eficiente dos resíduos triturados e aos sistemas de drenagem de chorume e gases. é necessário precaver-se contra as falhas na superfície.

normalmente com condutividade hidráulica menor que 10-7 cm/s. o qual deve direcionar o percolado e parte do gás produzido para os sistemas principais de coleta de percolados. evitar a proliferação de vetores e pássaros e preservar a saúde humana e o meio ambiente. A qualidade dos solos naturais utilizados como camada de cobertura pode ser melhorada com a adição de alguns materiais. O sistema de cobertura deve ser projetado de forma a atender também a utilização do aterro após o seu fechamento. Peyton e Schroeder (1998) relatam a importância do tipo de material de cobertura. tais como bentonita cinzas voláteis. deve-se levar em conta os aspectos geotécnicos e os fatores que influenciam o crescimento de vegetação. após o espalhamento e a compactação dos resíduos. reduzir a exalação de odores. 2006). existe a necessidade da construção de um sistema de cobertura final para promover a separação física entre o resíduo e o meio ambiente. de acordo com o seu objetivo (ALBRIGH et al. as camadas intermediárias deverão ser executadas. geotêxteis e outros. A camada de cobertura deverá ser compactada para a obtenção de uma condutividade hidráulica relativamente baixa (<10-5 ou <10-7 cm/s). O solo pode ser utilizado como camada de cobertura de um aterro de resíduos sólidos e. A eficiência da camada de cobertura influencia diretamente o processo de decomposição bioquímica dos resíduos. 2004 apud Ferreira. Podem ser utilizados diversos tipos de argilas. entre outros. O projeto do sistema de cobertura para aterros de resíduos sólidos varia em função do local do aterro e de acordo com os resíduos a serem armazenados. já que o seu coeficiente de permeabilidade influencia significativamente na drenagem e acúmulo da água da chuva. controlar a combustão espontânea. Nessas camadas deve ser construído um sistema de drenos secundários. Cada camada do sistema de cobertura possui características e funções específicas e os procedimentos para a sua execução devem seguir um controle de qualidade para minimizar ou até mesmo evitar as descontinuidades e defeitos da camada. As argilas. a geração e as características físico-químicas do percolado e o controle de migração do gás para a atmosfera (Ferreira. visando à 18 . Quando os aterros de resíduos sólidos estão com suas áreas de disposição totalmente utilizadas.cobertura. tendo ocupado todo o espaço físico previsto no projeto. Também pode-se optar pelo uso de solos de baixa permeabilidade conjuntamente com geomembranas. para isso. devido a sua baixa permeabilidade. são o material mais empregado para a construção de sistemas de cobertura em aterros de resíduos sólidos. 2006). Durante a operação dos aterros.. controlando dessa forma a migração dos gases.

. o que determina o tipo de material a ser utilizado. a qual provoca o ressecamento do solo e a 19 . geralmente construído de argila compactada. tendo em vista que quanto maior o índice pluviométrico do local. química e biológica. geomembranas ou a combinação desses materiais (EPA. . Barros (2005) relata que para a confecção de um projeto do sistema de cobertura final de aterros de resíduos devem ser considerados e avaliados vários fatores. ou seja. 2003). o que pode ser realizado por meio de um sistema de replantio. de modo que a inclinação dos taludes proporcione segurança e estabilidade a todo o sistema de cobertura final e que haja um sistema adequado de drenagem. 1997). . Em regiões de clima árido e semi-árido. condicionando-o à utilização futura. A erodibilidade e a resistência ao cisalhamento do solo que se pretende usar como cobertura. A recuperação da área do aterro. . Para isso sempre deve haver uma manutenção desse sistema que garanta a sua durabilidade. um resíduo perigoso etc. O desempenho dos sistemas de cobertura em solo natural (argila) em regiões áridas fica comprometido pela alta evaporação. se ele é um resíduo sólido urbano. como também no dimensionamento da espessura da camada da cobertura. O sistema de cobertura final dos aterros de resíduos sólidos deve garantir a estabilidade física. Este sistema é constituído de várias camadas.proteção da saúde humana e reduzindo ou eliminado os riscos ambientais. dentre os quais se destacam: . O balanço hídrico do local onde está implantado o aterro. O clima do local que influencia diretamente não só na definição do tipo de solo a ser utilizado na cobertura. as coberturas finais devem possuir configurações e especificações de solos diferentes das coberturas convencionais construídas em aterros de regiões de clima úmido (Koerner e Daniel. menor deverá ser a permeabilidade do solo a ser aplicado como cobertura. O tipo e a classe de resíduo a ser coberto. porém a longo prazo os seus custos devem diminuir.

Prover a separação física entre o resíduo e o meio ambiente.1. que são: Fonte: KOERNER e DANIEL (1997). deve-se utilizar o sistema de cobertura final com uma barreira capilar (Dwyer. O princípio físico das barreiras capilares é baseado no fluxo não saturado entre solos de diferentes texturas.formação de trincas. fazendo com que a água fique armazenada na camada superior durante um período maior. existem 6 ( seis) componentes básicos em um sistema de cobertura final. . Regular a liberação dos gases de dentro do aterro e . apud Barros (2005). 2006). Figura 2. as quais dependem do propósito a ser atingido e do que for definido no projeto do sistema dessa cobertura. e cujos objetivos são: . 2003 apud Ferreira. ou seja. Por este motivo.1 – Camadas de um sistema de cobertura final 20 . visando a proteção da saúde humana. Controlar a infiltração de água para o interior do aterro e minimizar a percolação. A água infiltrada pela superfície não passa para a camada de solo mais grosso até que a camada de solo fino esteja bem próxima da sua saturação. uma camada de solo fino sobre uma camada de granulação mais grosseira (brita). Podem existir três condições diferentes de cobertura final. Conforme ilustrado na Figura 2.

pode não ser necessária em sistemas de cobertura final de regiões áridas. Uma camada superficial construída com solos naturais proporciona suporte para o plantio de vegetação. A camada de drenagem. Camada de proteção Î proteger as camadas do sistema de cobertura que se encontram abaixo e armazenar a água que percola através da camada de superfície. dependendo do fato dos gases produzidos necessitarem ou não de coleta e gerenciamento. Da mesma forma. concreto asfáltico e outros materiais. permitindo absorver e reter a água adicional. tem-se verificado que a camada de superfície pode ser combinada com a camada de proteção. Camada de drenagem Î reduzir a carga hidráulica (do líquido) na camada inferior que funciona como barreira. tanto em drenos de solos naturais como nos de geossintéticos. inclusive alguns materiais de demolição e construção. Algumas camadas podem ser também combinadas. Este tipo de problema pode ser 21 .Os sistemas de cobertura final nem sempre necessitam de todos os componentes. por exemplo. cascalho. a camada de proteção deve ser capaz de sustentar o crescimento das espécies para minimizar a erosão. formando uma única camada. a camada de coleta de gás. 1997). Da mesma forma. As funções das camadas de um sistema de cobertura final se encontram resumidas abaixo: Camada superficial Î separar os componentes que se encontram abaixo da mesma do meio ambiente. minimizando assim a quantidade de água que infiltra para as camadas inferiores. a camada de coleta de gás pode ser exigida para algumas coberturas. do resíduo ou do solo contaminado. Ao longo do tempo a camada de drenagem pode sofrer obstrução excessiva. composta por solo granular. formando uma única camada (Koerner e Daniel. e eliminar a poropressão na interface da barreira subjacente. Para esta camada são utilizados solos naturais (misturados ou não). drenar a água do solo acima. Por exemplo. Caso o projeto do sistema de cobertura exija que a camada de superfície seja composta de vegetação. mas não para outras. é freqüentemente combinada com a camada de base.

Camada de coleta de gás Î diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa para a atmosfera. é 21 vezes mais prejudicial ao aquecimento do planeta do que o dióxido de carbono (CO2). Liner (revestimento) de argila geossintética (GCL): Produto fabricado com uma camada de bentonita colocada entre geotêxteis ou adesivos unidos a uma geomembrana. embora possa conter materiais processados como a bentonita. Para a construção desta camada geralmente são utilizadas as seguintes categorias de materiais: . Camada de barreira hidráulica ou de gás Î controlar o movimento de líquidos e/ou gases. amplamente aplicado em obras geotécnicas. Requer cuidados na instalação.10 a 5. principal componente dos gases da decomposição do lixo. mas mantém a sua resistência mecânica durante um longo período. . O metano (CH4). Liner (revestimento) de argila compactada (CCL): Constituído primariamente de solos naturais que são ricos em argila. de baixa permeabilidade e espessura fina.10 cm/s. eliminando assim a necessidade da construção de uma camada de drenagem. . se não toda a precipitação que infiltra nestas camadas.prevenido e evitado com a incorporação de filtro de solo ou geotêxtil entre a camada de drenagem e a camada superior. A bentonita é um componente de baixa condutividade hidráulica. Em regiões áridas. 22 . sendo que o GCL constituído por bentonita sódica apresenta uma condutividade hidráulica na ordem de -9 -9 1. Para estes locais pode ser possível a construção de uma camada de superfície e de proteção que absorverá a maioria. a necessidade e o projeto de uma camada de drenagem devem ser baseados na freqüência e intensidade da precipitação e na capacidade de retenção das outras camadas do sistema de cobertura. Geomembrana: É um polímero flexível.

Além disso. O uso de vegetação sobre a camada de cobertura final reduz a erosão. também podem ser usados como camada de proteção. como os cascalhos. em aplicações especiais. Esta camada é construída imediatamente sobre o resíduo. Segundo Koerner e Daniel (1997). Os solos de granulometria média têm em geral características melhores para germinar sementes e para o desenvolvimento das raízes das plantas. podendo provocar trincamentos e comprometer o sistema de cobertura final. como as argilas. Arbustos e árvores são inadequados. após o seu fechamento. restabelecendo a interação da área com o meio ambiente local. também deve ser evitada. 23 . existe uma variedade de solos que podem ser utilizados como camada de cobertura e a escolha do tipo de solo a ser usado deve ser precedida de uma avaliação dos solos existentes no local onde se pretende construir a cobertura. pois ela aumenta a evapotranspiração e diminui a quantidade de chuva que se infiltra. reduzindo assim a quantidade do lixiviado gerado no aterro e o efeito da intensidade do vento. devido a suas raízes se estenderem a profundidades que normalmente invadem as camadas que se encontram abaixo.Os materiais usados na construção da camada coletora de gás deverão ter especificações similares aos materiais granulares usados na camada de drenagem ou similares aos materiais geossintéticos de drenagem. são freqüentemente férteis. Solos arenosos podem ser um problema devido à baixa retenção de água e à perda de nutrientes por lixiviação. Essa penetração forma caminhos preferenciais de infiltração de água. podendo apresentar dificuldades em períodos úmidos para o estabelecimento inicial da vegetação. Estes materiais deverão ser dispostos de tal forma que facilitem a construção e a compactação. A presença de animais sobre o aterro. uma camada subseqüente pode ser exposta. penetrando na camada de drenagem. Dependendo da profundidade desses buracos. Camada de base ou de fundação Î servir de base para as outras camadas que compõem o sistema de cobertura final. minimiza o impacto visual. pois os animais podem fazer buracos na superfície do solo. tornando essas áreas caminhos preferenciais da água. danificando o sistema de camadas de cobertura. Outros materiais. A seleção das espécies de plantas a serem utilizadas na camada de cobertura deve ser criteriosa. Os solos de textura fina.

visibilidade etc). às correções. mediante leituras ou registros contínuos. ao tratamento e à transmissão dos dados. possibilitando a confecção de cartas sinóticas utilizadas para a previsão do tempo. a obtenção de séries climatológicas. às técnicas de calibração e aferição. em seu conjunto. que são locais tecnicamente escolhidos e preparados para tais fins. Estação Meteorológica de Superfície. a alimentação dos diversos modelos numéricos. 2. permitem conhecer as características e variações dos elementos atmosféricos. pressão ao nível do mar etc). pressão atmosférica. os quais constituem os dados básicos para informar o tempo que está ocorrendo nas diferentes estações meteorológicas. Os dados meteorológicos podem ser obtidos. utilizando instrumental adequado e valendo-se do sentido da visão. ao manuseio. ininterrupta e em horas estabelecidas. Tais medidas visam à obtenção de informações qualitativas e quantitativas referentes aos parâmetros meteorológicos capazes de serem comparadas e de caracterizarem plenamente o estado instantâneo da atmosfera. Outros dados são estimados ou derivados dos primeiros (temperatura do ponto de orvalho. A fim de que as observações feitas em diferentes estações possam ser comparáveis. aos ajustes.2. diretamente dos instrumentos (temperatura. Uma área de 24 . As observações realizadas de forma sistemática. direção e velocidade do vento etc) ou identificados pelo próprio observador (quantidade. É o local onde é feita a avaliação de um ou de diversos elementos meteorológicos. uniforme. De acordo com Vianello e Alves (2002). tipo e altura de nuvens. Deve ser localizada de maneira a fornecer dados meteorológicos representativos da área na qual está situada. Devido a sua importânca é importante que as observações meteorológicas sejam feitas com o máximo de precisão e honestidade (INMET.5.4. precipitação. representem as condições meteorológicas num dado momento e em determinado lugar. Consiste na medição ou determinação de todos os elementos que. as observações meteorológicas de superfície são procedimentos sistemáticos e padronizados pela OMM no que diz respeito aos tipos de equipamentos. 1999). às estimativas. aos horários em que são realizadas. dentre outras. Observação Meteorológica de Superfície. As observações meteorológicas são realizadas em estações meteorológicas. a exposição dos instrumentos deve ser semelhante. que deve ser um profissional bem preparado. e ao uso operacional.

Estações Meteorológicas Aeronáuticas e Estações Especiais. e numa posição que garanta uma representação correta das condições do meio ambiente. Emprega-se o Tempo Médio de Greenwich ou “tempo universal”. contanto que estejam convenientemente localizados. A hora legal de Brasília é atrasada 3 horas sobre o tempo universal. especialmente nos sentido leste-oeste. a mínima e a chuva. as Estações Meteorológicas Convencionais. dependendo das suas finalidades. 2. Estações Climatológicas Î são usadas. Estações Sinóticas Î são aquelas em que se realizam observações para fins de previsão do tempo em horários padronizados internacionalmente. É importante também que a área seja bem exposta. as de segunda classe são as que não realizam as medidas de pressão atmosférica.5. Exigem a presença diária do observador meteorológico para coleta de dados. Estações Climatológicas. tanto quanto possível. também conhecidas como termo-pluviométricas. tendo longos horizontes. A estação não deve. ladeiras. plana. penhascos ou pequenos vales. Estações Agrometeorológicas. para fins climatológicos. Há dois tipos de Estações Meteorológicas de Superfície: As Estações Meteorológicas Convencionais e as Estações Meteorológicas Automáticas.1. estas últimas denominadas de Estações de Sondagem Atmosférica) ou sobre o oceano (em navios). Segundo Vianello e Alves (2002). elas se dividem em classes de acordo com o número de elementos observados. em geral. estar localizada sobre ou próximo às margens de rios. Podem se localizar sobre o continente (superfície ou ar superior. As de primeira classe são aquelas que medem todos os elementos do clima. são classificadas em: Estações Sinóticas. é satisfatória para os instrumentos externos. cordilheiras. radiação solar e vento e as de terceira classe medem a temperatura máxima. quando 25 . mas suas observações podem ser utilizadas também para fins de previsão do tempo. de fácil acesso e coberta com grama sempre aparada. Estações Meteorológicas Convencionais.terreno cercada. Os instrumentos devem estar longe da influência imediata de árvores e de construções que possam projetar sombra na área da estação ou interferir nas condições atmosféricas locais.

higrógrafo. Estações Meteorológicas Automáticas. As instalações são rigorosamente padronizadas (orientação do cercado. pelo menos três vezes ao dia. barômetro. psicrômetro. termômetro de máxima. catavento. barógrafo. anemômetro e/ou anemógrafo. . 2. pluviógrafo. 1999). Nesse tipo de estação a coleta de dados é totalmente automatizada. pluviômetro. termômetro de mínima. Possuem um abrigo termométrico.2.5. Como exemplo. ventilador ou aspirador para psicrômetro. dimensões. é possível citar: Estações Micrometeorológicas. Fazem parte da rede básica da OMM. quando equipadas apropriadamente. Estações Agrometeorológicas Î Realizam observações meteorológicas e fenológicas para relacionar os elementos meteorológicos às atividades agrícolas. além de possibilitar observações visuais locais que caracterizam o tempo passado e o tempo presente. Estações Ozonométricas. Estações Climatológicas Ordinárias: São mais simplificadas e em geral constituídas apenas de um abrigo meteorológico de menor porte e de sensores para medir a temperatura e a chuva. evaporímetro de Piche. todos os elementos meteorológicos necessários aos estudos climatológicos e sinóticos.realizadas nos horários TMG. piso etc) a fim de evitar influências anômalas nas medições. processam e registram informações meteorológicas de superfície e altitude para fins aeronáuticos e sinóticos. Estações Especiais Î Todas as demais estações com qualidades distintas enquadramse como tais. cor da pintura do abrigo. Essas estações realizam obrigatoriamente observações às 12:00. 18:00 e 24:00 TMG. que são captados por um 26 . Estações de Recepção de Informações (imagens e dados) de Satélites etc. Podem ser Principais ou Ordinárias: . Estações Climatológicas Principais: São as que medem. Estações de Radar. heliógrafo e termômetros de solo (INMET. termógrafo ou termohigrógrafo. Os sensores operam com princípios que permitem a emissão de sinais elétricos. Estações Meteorológicas Aeronáuticas Î Coletam.

elementos são: Os principais 2.6. Nas camadas de ar adjacentes ao solo é que se verificam as variações mais rápidas dos valores de temperatura do ar e a partir de determinada altitude (correspondente à superfície de 850 hPa) é que se verifica um decréscimo mais ou menos regular. as correntes marítimas. a distribuição dos continentes e mares. são as grandezas meteorológicas que comunicam ao meio atmosférico suas propriedades e características peculiares.6. Temperatura como função da latitude.1. A oscilação diurna da temperatura varia notavelmente de amplitude segundo as condições locais e a época do ano. os ventos predominantes e pela ação das massas de ar.sistema de aquisição de dados.1. Elementos do Clima. Como a maioria dos gases.6. A distribuição de temperatura no planeta é influenciada por diversos fatores. Apresenta como principal vantagem o registro contínuo dos elementos. Temperatura do ar. Segundo Vianello e Alves (2002). mas a temperatura depende de outros fatores também. 2. As variações médias anuais são muito maiores sobre os interiores continentais e bem menores sobre os oceanos situados nas mesmas latitudes. com saídas dos dados em intervalos que o usuário programar.6. tais como a latitude.1.1. Cidades na mesma latitude estão à mesma distância do equador e tendem a ter a mesma temperatura. de tal forma que se considera a referida amplitude como um dos índices climatológicos mais significativos. a 27 . o ar não é um bom condutor de calor e tarda muito a alcançar o equilíbrio térmico com os demais corpos com os quais se acha em contato. Variação anual da temperatura. Quanto aos hemisférios. 2. como por exemplo. 2. A temperatura do ar é controlada principalmente pela radiação solar e a sua distribuição depende da latitude. a altitude. possibilitando que o armazenamento e o processamento dos dados sejam informatizados.2.

recarga de aqüíferos e vazão dos rios. O campo bárico da atmosfera é analisado ao nível do mar e as variações horizontais da pressão atmosférica revelam. A precipitação é o elemento alimentador da fase terrestre do ciclo hidrológico e constitui. Para as condições climáticas do Brasil. granizo e neve). A precipitação sempre equilibra a evaporação em termos globais. a chuva é a precipitação mais significativa em termos de volume. chuvisco. no todo. infiltração. portanto.6. A pressão atmosférica é o elemento mais importante no estudo e pesquisa das condições físicas da atmosfera. 2. Centros de altas pressões: Apresentam pressões mais elevadas no seu centro e pressões diminuindo gradativamente para a periferia. esse campo bárico. representados num único plano. através da análise. . através das flutuações e deslocamentos dos diferentes sistemas de pressão. evaporação. Pressão atmosférica.6.variação da temperatura é menor no hemisfério sul do que no norte porque neste predominam os continentes. Há duas naturezas de sistemas de pressão: . 2. os sistemas ou centros de pressão que compõem. 1999). conjunto de partículas em suspensão na atmosfera (nevoeiro e bruma) e como partículas que se depositam (geada e orvalho) (INMET.3. A análise do campo bárico ao nível do mar permite a exata visualização do comportamento físico da atmosfera. Precipitação. a fim de manter harmônico o equilíbrio hidrológico.2. Centros de baixas pressões: Apresentam pressões mais baixas no seu centro e pressões aumentando gradativamente para a periferia. Tipos de precipitação: 28 . evapotranspiração. A precipitação é definida como conjunto de partículas líquidas ou sólidas que caem das nuvens (chuva. pois é o único que permite a análise direta dessas condições físicas e nos leva à previsão da evolução das mesmas. fator importante para os processos de escoamento superficial direto.

A precipitação sobre o oceano é mais alta do que sobre o continente.5 a 1.3.6.. CHUVISCO FRACO MODERADO FORTE INTENSIDADE até 0.1 a 60. Três fatores determinam a precipitação anual: Latitude. Frontal: É resultante dos deslocamentos das massas de ar. . 2.4 . A distribuição da precipitação é irregular: Próximo ao equador as chuvas são mais intensas. Convectiva: É resultante da ascensão do ar úmido por aquecimento local. Orográfica: É resultante do levantamento forçado do ar úmido ao cruzar uma região montanhosa e constitui um tipo com maiores totais anuais. sofrendo uma diminuição gradativa a medida que as latitudes aumentam.0 mm/h CHUVA FRACA MODERADA FORTE INTENSIDADE 1.3 a 0.Intensidade da precipitação. . relevo e posição relativa do continente.1 a 5. que é o volume de água que cai na unidade de tempo. Nas faixas onde a circulação atmosférica é caracterizada por ascensão do ar.0 mm/h 5. Tabela 2. Variação da precipitação com o oceano.4 mostra a intensidade da precipitação (chuvisco e chuva).1.0 mm/h acima de 60.0 mm/h Fonte: Adaptado de INMET (1999).3 mm/h 0. 29 .3. A Tabela 2.2.5 mm/h 0. registram-se grandes totais anuais de chuvas e nas faixas de predominância de subsidência tais valores são menores. Precipitação anual. Sobre as ilhas a precipitação é maior do que sobre o oceano devido aos efeitos orográficos e convectivos.6. 2.

Velocidade do vento.5. Fatores que afetam a evaporação de qualquer corpo da superfície: .6. A radiação solar incidente no topo da atmosfera terrestre varia basicamente com a latitude e o tempo. com máximo de evaporação durante o dia e mínimo à noite. O vapor d’água contribui para o aquecimento e resfriamento da superfície do globo e está diretamente relacionado com a distribuição e extensão da precipitação sobre a Terra. a qual. Estes incluem o teor de umidade. Natureza da superfície. Umidade relativa do ar. . A evaporação do solo depende de outros fatores além das condições meteorológicas. Temperatura do ar e da superfície de evaporação. Radiação solar.6. Pressão atmosférica.6. interage com seus constituintes. solar e terrestre. Umidade do ar. . 2.4. ao atravessar a atmosfera. A umidade do ar ou atmosférica é a quantidade de vapor d’água que a atmosfera contém em um determinado momento e num determinado lugar. O regime de evaporação pode ser aproximadamente paralelo ao regime de temperatura. 1999). Parte dessa radiação que é espalhada em outras direções é especificada de radiação solar 30 .6. . . . A evaporação nas superfícies líquidas também será afetada pela presença de impurezas ou de vegetação. propriedades físicas e composição química do solo. 2. já que deve ser levado em conta o estado da superfície adjacente e o caráter da superfície líquida. Radiação total. . Total de umidade na superfície disponível para evaporação.2. Evaporação. bem como a profundidade do nível do lençol d`água (INMET.

a velocidade e a direção do vento são medidas no sentido horizontal do movimento do ar. À noite serve de manto térmico evitando as perdas de calor terrestre pela radiação noturna.6. inventada por Sir Francis Beaufort (17771857). B 3/2 (2.7.8.6. 2. utilizando a equação 2. Somando a radiação difusa com a direta obtém-se a radiação solar global. Vento.87 . que chega diretamente à superfície do solo. Na prática. Nebulosidade. é denominada de radiação solar direta. redistribuindo as massas de ar e influenciando os regimes pluviométricos. diminuindo assim o aquecimento da superfície. Durante o dia. É um sistema para calcular e informar a velocidade do vento. o vento tem grande importância como agente transportador de calor e umidade de uma região a outra. A Tabela 2. a outra parte. 31 .5 apresenta a Escala Beaufort. A quantidade e a altura da base das nuvens em relação ao solo é um elemento climático bastante usado. Do ponto de vista climatológico.1) Onde: U = velocidade do vento em milhas náuticas por segundo B = número Beaufort Algumas organizações como da Comissão da Marinha Meteorológica e a Organização Meteorológica Mundial. a nebulosidade intervém refletindo. hidrógrafo da Marinha Real Britânica. que se processa tanto no sentido horizontal quanto na vertical. baseado na Força ou Número de Beaufort. absorvendo ou difundindo a radiação solar que recebe.difusa. O vento é simplesmente o ar em movimento.1: U = 1. providenciaram uma tabela com os valores de Beaufort correspondendo ao aspecto do mar e aos efeitos visíveis em terra. 2. das altas para as áreas de baixa pressão. O vento sopra de acordo com as diferenças de pressão.

Grandes vagalhões de 9 a 12m.6 1.de espuma densa. Alguns "carneiros".5 . Assobios na fiação aérea. Vagalhões regulares de 6 a 7.6 25..7 2 brisa leve 1. 32 . observado em terra.0. Força 0 1 calma Aragem 0 . Poeira e pequenos papéis Pequenas vagas. Espuma e 30 . Vagas de até 4.2 18. mais longas de soltos são levantados. Mar grosso.Tabela 2. Muitos árvores. Fonte: LAMMA.10 com princípio de arrebentação. Possibilidade de a ondular. 11 1. afetada.de altura.5 m.3 3 brisa fraca 7.3 21.3 18.5 9 ventania forte 10 tempestade 21.5 m.Escala Beaufort.respingos saturam o ar. movem-se as folhas das árvores e a 4 .8 m Movem-se as grandes 28 . visibilidade é seriamente . alguns borrifos. 47 borrifo começa afetar a Impossível andar contra visibilidade. árvores. Guarda-chuva usado com dificuldade.2 45 54 55 65 66 77 8 ventania 15. de até 13.. Vagas moderadas de forma Movem-se as pequenas 17 .. laivos de espuma. Vagalhões de 7. Movem-se os maiores 22 Muitas cristas brancas.. A Grandes estragos.12 2-6 0-1 A fumaça sobe verticalmente.2 29 91 104 12 furacão 30 .3 rugas.4 13 18 19 26 4 brisa moderada 5 brisa forte 7. a superfície do mar fica danos na estrutura dos 55 toda branca.5 m com faixas Danos nas partes 41 .4 5. 29 Navios de tamanho médio somem no cavado das ondas. 2 .4 36 44 7 vento forte 12. a Muito raramente 26.6 pé). mas sem grimpa começa a arrebentação.5 9. agitam e as bandeiras se desfraldam.8 27 35 6 vento fresco 9.5 0.8 3. o vento. com freqüentes Movem-se os galhos das 16 "carneiros". É difícil de altura. galhos das árvores..2 5.9 12. com a aparência de mas a grimpa ainda não escamas. funcionar As folhas das árvores se Grandes ondulações de 60 cm 7 . Mar todo de espuma. 105 . reage. A direção da aragem é Mar encrespado com pequenas indicada pela fumaça. Sente-se o vento no Ligeiras ondulações de 30 cm (1 rosto.4 m. A visibilidade é prédios. branca e fraca arrebentação. Vagalhões excepcionalmente grandes. O salientes das árvores.5 15. É difícil andar arrebentação. com cristas..1 78 90 11 tempestade violenta 26.3 7. Faixas com espuma 40 andar contra o vento. 27 Probabilidade de borrifos.longa e uns 2. A água começa 21 "carneiros". o vento arranca 33 contra o vento. Grandes vagas de até 3. O mar rola. Espuma branca de árvores. Designação m/s km/h nós Aspecto do mar Efeitos em terra 3.6 m.5m Quebram-se os galhos 34 das árvores. O vento arranca as faixas de Arranca árvores e causa 48 espuma.2 visibilidade é muito afetada. afetada.. 0-1 Espelhado.

0 337. Padronizou-se o norte ser 0o. 2.0 67. A figura da Rosa dos Ventos.7. o leste 90o. indica os principais rumos ou direções determinadas pelos pontos cardeais.6. conforme é mostrado na Tabela 2. É expressa em graus.5 135. Fatores climáticos.0 22.5 315.5 Norte-nordeste NNE Nordeste Este-nordeste Este Este-sudeste Sudeste Sul-sudeste Sul Sul-sudoeste Sudoeste NE ENE E ESE SE SSE S SSW SW Oeste-sudoeste WSW Oeste W Oeste-noroeste WNW Noroeste NW Norte-noroeste NNW Fonte: Adaptado de INMET (1999). o sul 180o e o oeste 270o.0 157. Cada quadrante da Rosa dos Ventos corresponde a 90o. a partir do norte geográfico (norte verdadeiro).0 112. Em informações climatológicas usa-se a Rosa dos Ventos com oito pontos de direção. desenvolvida por antigos astrônomos e navegadores.6 – Representação da direção do vento.5 180.A direção do vento é definida como a direção de onde ele sopra. 33 .0 292. Tabela 2. Direção Norte Abreviatura Direção em graus N 360.0 202.5 90.5 270.0 247. medidos no sentido dos ponteiros do relógio.5 45.5 225.

7. Disposição dos continentes e mares.O regime normal de cada um dos elementos climáticos estudados determina o clima de uma região.7. 1964). devido à quantidade de terras emersas ser maior. Altera a distribuição da temperatura.7. Quanto mais longe do equador. 2. 2. 2.2. os mais importantes fatores que governam o clima de uma região são os seguintes: Latitude. disposição dos continentes e mares.3. Altitude. Influi na distribuição da temperatura. Sendo assim. menor a temperatura porque a incidência da luz solar é menor. As manifestações características dos elementos do clima se apresentam em combinações determinadas e o conjunto delas nos permite definir as características básicas dos climas das diferentes regiões do globo. ao contrário dos continentes.7. Em escala regional ou local. boa parte deste hemisfério sofre influência da continentalidade. afetando a distribuição das pressões e. relevo. o hemisfério norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes. Os elementos climáticos variam no tempo e no espaço e são influenciados por certos fatores. menor será a temperatura porque a concentração dos gases e da umidade é menor e o ar se torna rarefeito. Relevo. o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Latitude. conseqüentemente o regime de ventos.1. Esse fenômeno decorre da curvatura do planeta Terra que faz com que diminua a incidência de radiação solar com o aumento da latitude. a água demora irradiar a energia absorvida. À medida que aumenta a altitude. altitude. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Os oceanos demoram a se aquecer. chamados fatores climáticos. Por outro lado. ou seja. 2. 34 . tipo do solo e correntes marítimas (Blair e Fite. Provoca variação imediata dos elementos meteorológicos.4.

5. 2. pode ocorrer a paralisação da operação do aterro e o aumento na geração dos percolados. o da chuva. Em regiões onde ocorre muita precipitação pluviométrica. evitando-se possíveis contaminações do solo e de águas superficiais e subterrâneas. Em regiões de pouca 35 . Tipo do solo. além de provocar a entrada do oxigênio dissolvido na água.7. transportando calor. Estas informações servem de parâmetro para que. chuva e vegetação. alterando a distribuição das temperaturas e apresentando influência direta no clima. As correntes marítimas têm suas próprias condições de temperatura e pressão e se movimentam por todos os oceanos do mundo. influindo na temperatura. 2.7. haja um melhor acompanhamento e controle da produção do percolado e dos gases.8. após a instalação do aterro. Antes da construção de um aterro sanitário deve-se fazer um levantamento das condições meteorológicas predominantes ao longo das estações do ano e efetuar uma análise integrada dos aspectos do clima e sua influência na produção de chorume e odor. A vegetação impede a Quando há desmatamento ocorre diminuição das chuvas. Aspectos Climáticos dos aterros sanitários. A precipitação influencia a quantidade e a qualidade do percolado. pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar. e há um aumento da temperatura na região. 2004). incidência total dos raios solares na superfície. Além disso. O regime de chuva na área dos aterros sanitários é de extrema importância.6. o que favorece a degradação do material orgânico presente nos resíduos sólidos urbanos (Calle. em conseqüência. Nos meses de alto índice pluviométrico observa-se um aumento considerável na quantidade dos líquidos percolados. visto que a umidade diminui. 2007). 2. Influi na distribuição da temperatura. sendo a água infiltrada o principal fator (Paes.Modifica consideravelmente o regime de ventos e. Correntes marítimas.

2. como as regiões semi-áridas. Pode-se dizer então. a planta não é vista como um instrumento de integração dos elementos climáticos. Balanço hídrico. Foi introduzido por Thornthwaite como recurso para superar as limitações da classificação climática proposta por Wladimir Köppen em 1901.precipitação. Na classificação climática de Thornthwaite. Aterros situados em áreas com menos de 500 mm/ano são classificados como locais relativamente secos. prático e fisicamente consistente. No estudo do clima de determinada região. O balanço entre o volume da água que entrou e o que saiu num determinado volume. que o Balanço Hídrico Climático é a contabilização da água no solo representativo da região. representa a variação do armazenamento da água nesse volume. como locais relativamente molhados. pode-se contabilizar a variação de água em um determinado espaço de tempo. como locais molhados. que até então se baseava exclusivamente na vegetação natural como a melhor expressão da totalidade do clima. Dessa forma. O regime de ventos é um aspecto climático dos mais importantes e menos estudados. a geração de percolados é significativamente menor. bem como com a propagação de odores na área do aterro. Em um determinado volume de solo em estudo. mais de 500 mm/ano e menos do que 1000 mm/ano. onde o balanço hídrico é negativo. um tipo de clima é 36 . especialmente a chuva. Esse método é considerado simples. o limite do volume a ser considerado está normalmente definido pelo maior alcance do sistema radicular das plantas predominantes naquele solo representativo da região na qual deve estar localizado o ponto de coleta dos elementos climáticos.9. Está relacionado com a dispersão do lixo depositado nas células antes delas serem cobertas. e sim. e aterros situados em áreas com mais de 1000 mm/ano. como um meio físico pelo qual é possível transportar água do solo para a atmosfera. O Balanço Hídrico Climático foi introduzido primeiramente por Thornthwaite em 1948 para a quantificação e estudo do fator hídrico. A precipitação pluviométrica é de fundamental importância também para a análise do comportamento geomecânico e ambiental dos aterros. ou quase inexistente. A classificação de um aterro sanitário como molhado ou seco é função principalmente da quantidade de precipitação que se infiltra na massa de lixo e se baseia na média anual das precipitações. em grande parte do ano. denominado volume de controle.

definido como seco ou úmido relacionado às necessidades hídricas das plantas, ou seja, dependente de um balanço hídrico. O conceito de balanço hídrico (Thornthwaite, 1948) avalia o solo como um reservatório fixo no qual a água armazenada até o máximo da capacidade de campo, que é a capacidade máxima que um solo tem de reter água em seus capilares contra a ação da gravidade, somente será removida pela ação das plantas. As deficiências e os excedentes de água ao longo de um ano, que são caracterizados por meio do balanço hídrico, podem influenciar o clima de determinada região alterando as suas condições de umidade. No caso das plantas, o excesso de água no período chuvoso em grande parte não resolve a deficiência hídrica no período de estiagem, mas pode amenizar tal situação principalmente para as plantas que possuem um sistema radicular grande e profundo. Essa relação, positiva ou negativa, de acordo com Thornthwaite, deveria ser representada por um Índice de Umidade. Com base na definição de que o excesso de água de 6 polegadas (152 mm) em uma estação do ano compensaria uma deficiência de 10 polegadas (254 mm) em outra estação, Thornthwaite propôs ainda o Índice Hídrico e o Índice de Aridez, os quais caracterizariam a subdivisão dos tipos climáticos baseados no Índice de Umidade (ABAG/RP). O método descrito acima foi aperfeiçoado por Thornthwaite e Mather em 1955. A capacidade de campo e a taxa de utilização da umidade do solo para a evapotranspiração passaram a depender da profundidade, do tipo e da estrutura do solo. A profundidade do solo pode variar de poucos milímetros, em solos arenosos rasos, a cerca de 300 mm, em solos siltosos profundos. Em solos arenosos, as plantas podem posuir raízes mais profundas que em solos argilosos e siltosos; conseqüentemente, deve haver alguma compensação. Por outro lado, existem na natureza consideráveis variações na Por tudo isso, definiu-se a

capacidade de armazenamento d´água pelos solos.

capacidade de água disponível (CAD) que é calculada a partir das propriedades físicas do solo, utilizando valores da capacidade de campo, densidade aparente ou global, e ponto de murcha permanente, e da profundidade efetiva das raízes. O ponto de murcha permanente, é o teor de água de um solo no qual as folhas de uma planta que nele cresce atingem, pela primeira vez, um murchamento irrecuperável. Caso não se tenham informações, são utilizados critérios práticos, onde solos arenosos apresentam 60 mm de água disponível por metro de solo explorado pelas raízes, solos com textura média, 140 mm/m e solos com textura argilosa, 200 mm/m (Pereira, 2002). Para fins de classificação climática utiliza-se o valor de CAD igual a 100 mm
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Outra modificação substancial proposta por Thornthwaite e Mather diz respeito ao comportamento da evapotranspiração real à proporção que o solo vai perdendo água. Esses autores sugeriram um declínio linear da evapotranspiração com o aumento da tensão d´água no solo. Além disso, eles propuseram uma relação exponencial,

envolvendo os seguintes parâmetros: armazenamento d´água no solo ao longo do ano, capacidade de água disponível e perda d´água acumulada, apresentada na equação 2.2: S = F . e (A/F) Onde: S = armazenamento (ARM) ao longo do ano; A = perda d´água acumulada ou negativo acumulado F = capacidade de água disponível (CAD). Algumas definições, segundo Alfonsi et al. (1995): (2.2)

. Evapotranspiração real ou efetiva: quantidade de água que nas condições reais é evaporada do solo e transpirada pelas plantas nas condições atuais dos parâmetros meteorológicos, umidade do solo e condições da cultura. É o processo de transferência de vapor onde o solo não está totalmente coberto e nem na capacidade de campo. Além dos fatores meteorológicos que condicionam a evapotranspiração, tais como a radiação solar, o vento, a temperatura do ar e o déficit da pressão de vapor, a evapotranspiração real é grandemente afetada pelo tipo de cultura, porcentagem de cobertura do solo e disponibilidade de água no solo.

. Evapotranspiração potencial: máxima capacidade de água capaz de ser perdida como vapor, em uma dada condição climática, por um meio contínuo de vegetação, que cobre toda a superfície do solo estando este na capacidade de campo ou acima desta. Desta maneira, inclui a evaporação do solo e a transpiração de uma vegetação de uma região específica em um dado intervalo de tempo.

. Excedente hídrico: diferença entre a precipitação e a evapotranspiração potencial, quando o solo atinge a sua capacidade máxima de retenção de água.

. Deficiência hídrica: diferença entre a evapotranspiração potencial e a real. Nos aterros sanitários, uma forma tradicional de se analisar a presença de água no solo é através do cálculo do balanço hídrico que, tanto para o estudo do solo quanto da água,
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é baseado na relação existente entre a precipitação, a evapotranspiração, o escoamento superficial e a capacidade de armazenamento de água no solo, cujas contribuições são resumidas abaixo: Precipitação Î representa a recarga de água no sistema e é o fator que mais influencia no cálculo do balanço hídrico. Pode ser determinada de forma relativamente precisa, mas os dados devem ser obtidos no próprio local onde se encontra o aterro, pois variações, mesmo que em pequenas distâncias, podem conduzir a valores diferentes de precipitação; Evapotranspiração Î processo de transporte da água de uma superfície vegetada, na forma de vapor, para a atmosfera, através dos mecanismos combinados de evaporação do solo e transpiração das plantas. A evaporação de superfícies cobertas por resíduos sólidos não pode ser medida diretamente, mas pode ser estimada com a aplicação de equações empíricas; Escoamento superficial Î em áreas cobertas com lixo fresco, só ocorrerá escoamento superficial (runoff) em caso de chuva forte e/ou nas encostas. Em áreas cobertas com solo, o escoamento superficial depende de suas características. Caso haja erosão do material, haverá maior infiltração, que pode levar a problemas de estabilidade da massa de lixo; Capacidade de armazenamento/retenção Î armazenamento representa a quantidade de água que pode ficar retida no solo e nos resíduos, no caso dos aterros sanitários, podendo ser caracterizado como a capacidade de campo. Já a retenção é caracterizada como o retardo na percolação do lixiviado através da massa. De forma prática, pode-se dizer que ambos se referem à capacidade de armazenamento da massa de lixo que depende da porosidade dessa massa, da quantidade de água presente no momento da disposição, da altura e da idade do aterro.

No balanço hídrico, a mais importante fonte de entrada de água no sistema se dá através da face superior do aterro, através da percolação pela camada de cobertura. Por esse motivo, é de extrema importância o conhecimento do regime de chuvas na área do aterro. O solo, por ser um meio poroso, absorve a água da chuva que caiu sobre ele até
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O balanço hídrico é um sistema contábil de monitoramento da água do solo que permite estimar o percolado gerado em aterros de resíduos sólidos num fluxo unidimensional e origina-se da aplicação do princípio de conservação de massa para a água num volume de solo. ainda há movimentação de água no interior da célula (IPT/CEMPRE. de vida útil longa.que as camadas superiores atinjam a saturação. assim. o excesso não infiltrado começa a escoar pela superfície. prosseguindo seu caminho até atingir a massa de resíduos. as propriedades dos materiais envolvidos. Por esse motivo. Precipitação (P) Evapotranspiração(ET) Run-off (R) (R) Infiltração Umidade dos resíduos (ǻUL) Percolação (I) Infiltração de água subterrânea (I) Fonte: FARQUHAR (1989) Figura 2. 2007).2. as características do projeto e a operação do aterro. 1997). A água infiltrada no solo sofre a ação da capilaridade e da gravidade.2 – Balanço Hídrico de um aterro sanitário 40 . Para a conservação de massa. alterando. é necessário o projeto e a construção de barreira efetiva. Logo. 2000 apud Huse. Nos aterros brasileiros a precipitação é a forma principal de entrada de água. o princípio da conservação de massa é a base para o balanço hídrico (Koerner e Daniel. na superfície desses empreendimentos. Mesmo após o encerramento da chuva. conforme ilustra a Figura 2. a quantidade de água que entra na camada de cobertura deve ser igual à quantidade que sai mais o montante de água que ficou armazenado. Para a avaliação do movimento da água através dos aterros sanitários são consideradas a intensidade dos processos climatológicos e hidrológicos. umedecendo-a de cima para baixo. o perfil de umidade da célula. A partir desse momento.

1.3: Q=P. denominada Método Suíço. Neste método. para se identificar os períodos em que há aumento de umidade.A.1. atinge a camada de impermeabilização na base da plataforma e. ou seja.K t (2.9. Este método tem uma formulação simplificada. O cálculo da vazão média pode ser expresso pela equação 2. Alguns métodos fundamentados em equações empíricas. podem produzir percolado em meses chuvosos. 41 . 2. são utilizados para estimar a quantidade de percolados em aterros de resíduos sólidos. serão descritos abaixo. Dentre os métodos mais utilizados estão o Suíço. sem levar em consideração teorias ou métodos científicos. conforme descrito por Lins (2003). na Suíça. uma sistemática empírica para a determinação da vazão de percolado. bem como o Racional e o da Capacidade de Campo.9.O balanço hídrico deve ser feito com freqüência. onde estão embutidas todas as perdas de água. estimase que uma certa porcentagem da precipitação infiltra nos resíduos. Barros (2004) relata que foi estabelecida. que se baseiam somente na experiência ou observação. 2. Estimativa de percolados através de métodos empíricos. Esta porcentagem é. conseqüentemente deve ser drenada. se possível mensal. Método Suíço. que se baseia numa metodologia mais sofisticada que analisa cada componente do balanço hídrico de um aterro. estipulada em função do peso específico dos resíduos dispostos no aterro e da experiência do projetista.1. não considerando a evapotranspiração potencial. visto que a produção do percolado é função apenas da precipitação sobre a cobertura e do grau de compactação dos resíduos.3) Onde: Q = vazão média de líquido percolado (l/s). pela sua simplicidade de cálculo e o do Balanço Hídrico. Esses métodos. Mesmo que os aterros estejam situados em áreas com déficit anual de chuva. normalmente.

subtrair a parcela de água devida à evapotranspiração. i = intensidade média da chuva (l ou m3 . C = coeficiente de escoamento ou “runoff”. t = número de segundos em um ano. Para se obter a parcela da precipitação que infiltra. intensidade e duração das chuvas e o coeficiente de escoamento superficial ou “runoff”. 1981 apud Lins. dentro do mesmo intervalo de tempo.2.7 ton/m3.P = precipitação anual média (mm).9. conforme a equação 2. A = área do aterro (m2).1. K = coeficiente dependente do grau de compactação dos resíduos sólidos urbanos. A = área da bacia receptora da chuva (m2 ou ha).7 ton/m3. Método Racional. O cálculo da vazão superficial por este método baseia-se em três parâmetros: área da bacia de contribuição.A (2. deve-se subtrair o volume total precipitado sobre a área do aterro. 2003): de 0. do volume escoado. Valores do coeficiente K para a aplicação do Método Suíço (Rocca. de 02. portanto a fórmula algébrica mostrada na equação 2.50 Î Aterro fracamente compactado em que o peso específico dos resíduos sólidos urbanos compactados varia de 04. a 0.4) Onde: Q = vazão do percolado (l/s ou m3/s).i. Tem-se. 2.15 a 0.4 apresentada abaixo: Q=C. que é calculado pelo método racional.5: 42 . ha/s).5 a 0. deste resultado. Devendo.25 Î Aterro fortemente compactado em que o peso específico dos resíduos sólidos urbanos compactados é maior do que 0.

de maneira que todo o movimento de água é considerado vertical. A massa de lixo será homogênea. as quais se encontram descritas abaixo: .Q = [(P – ES) – EP] . não levando em consideração os fluxos preferenciais tomados pelo percolado. 43 .1. . não existindo pontos de surgência e elevação do lençol freático no aterro. O tipo de solo de cobertura será uniforme para todo o aterro e com mesma espessura. Em sua pesquisa. Lins (2003) cita que são adotadas algumas hipóteses para a utilização do método experimental baseado na capacidade de campo. Será considerada uma média da capacidade de campo do lixo velho e novo. 2. Toda infiltração é proveniente apenas da precipitação que cai diretamente sobre o aterro. em profundidades. EP = evaporação Potencial (mm). C = coeficiente de escoamento superficial ("run-off". Método da Capacidade de Campo.5) Onde: Q = vazão do percolado (l/s ou m3/s). . P = precipitação média mensal (mm). admensional). ES = (P . da capacidade de campo do lixo. Não existirão variações. A = área da bacia receptora da precipitação (m2 ). C) = escoamento superficial (mm). . sendo uniforme para todo o aterro. . t = número de segundos em um mês (2592000 s).3. A t (2. .9. A profundidade do aterro é muito menor que sua extensão horizontal.

De acordo com a definição de balanço hídrico.9. Para o cálculo do balanço hídrico de um aterro sanitário.6: Perc = U + I – ( CCsolo + CClixo) Onde: Perc = percolado (mm) U = umidade do solo + lixo (mm) (coleta realizada três vezes no mês). A precipitação será baseada em boletins pluviométricos e a evaporação em dados hidrometeorológicos.6) A infiltração será determinada pela multiplicação da precipitação com o coeficiente K da Tabela 2.1. os fluxos que contribuem para o ganho de água por parte do solo: águas que chegam por precipitação (P) e o próprio teor de umidade inicial do lixo (UL). bem como a capacidade de campo do lixo e umidades.7) 2.. 44 . I = infiltração (mm).592.5. são considerados: .000 s). A vazão é calculada conforme a equação 2.4. A estimativa da quantidade de água que efetivamente se infiltra no maciço de lixo e é responsável pela geração de percolado. As umidades da massa de lixo e do solo serão uniformes para todo o aterro. é possível escrever a equação 2.7: Q = Perc . CCsolo = capacidade de campo do solo (mm) CClixo = capacidade de campo do lixo (mm) (2. Método do Balanço Hídrico. A capacidade de campo do solo será a média obtida pelos ensaios. Área aterro t Onde: t = número de segundos em um mês (2. pode ser calculada por meio do balanço hídrico local. (2.

o Método Suíço teve um erro de 39%. e o Método do Balanço Hídrico 57.8) Com exceção da precipitação. Os resultados mostraram que estes métodos foram falhos na previsão.5%. principalmente em épocas de déficit hídrico. os demais termos contidos na equação 2. num determinado período de tempo for maior do que a quantidade que sai. Estas variáveis são fortemente influenciadas pela sucção. o Racional e o do Balanço Hídrico.8%. C: Qe – Qs Qe: P + UL (inicial) Qs: R + ET+ ǻUS + ǻUL C = P í (R + ET +ǻUS + ǻUL) Onde: C = Percolado produzido P = Precipitação ǻUs = Umidade retida no solo de cobertura ǻUL = Diferença do teor de umidade dos componentes do lixo ET = Evapotranspiração R = Escoamento superficial .Run-off (2. o Método Racional 46. Por exemplo. sendo mais provável a geração de percolado.8 são de difícil obtenção. que é a capacidade de 45 . os fluxos que contribuem para a perda de água do solo: escoamento superficial ou run-off (R). Estas discrepâncias muito elevadas devem-se ao fato de que os métodos não levam em consideração algumas variáveis importantes. percolado (C) e as diferenças que ocorrem ao longo do tempo nos teores de umidade do solo (ǻUS) e do resíduo (ǻUL).. a densidade e a capacidade de campo da camada de cobertura e do lixo. dificultando a sua utilização prática. o balanço hídrico é considerado positivo. Se a quantidade de água que entra (Qe) no solo. dentre eles: o Método Suíço. evapotranspiração (ET). Jucá (2003) em sua pesquisa cita que alguns métodos empíricos foram utilizados a fim de estimar o volume de percolado gerado no aterro da Muribeca (Recife-PE). Quando ocorre o contrario. tais como a umidade. têm-se o balanço hídrico negativo e a geração de percolado é menor.

que por sua vez é de difícil obtenção no lixo. conhecido como capacidade de campo ou de retenção. inicialmente. Os modelos numéricos que calculam o balanço hídrico estão se tornando uma ferramenta importante na avaliação do desempenho dos sistemas de cobertura dos aterros sanitários A escolha da metodologia deve ser adequada às condições do local. Os principais modelos computacionais utilizados. qualquer acréscimo de água resulta na percolação de igual quantidade da massa. no escoamento de água entre as células e no balanço de umidade. modelos computacionais têm sido desenvolvidos com base no Método do Balanço Hídrico desde o início da década de 80. 2. conseqüentemente. no dimensionamento do sistema de drenagem e no tratamento dos percolados. a partir do qual. além de informações da morfologia do terreno e das características dos resíduos recebidos. Estes parâmetros dependem da composição dos resíduos. Espanha. dados climatológicos diários. idade e compacidade do aterro.9.2.1. e também do clima da região. Em seu estudo. Os resíduos sólidos.reter água. a contaminação orgânica e o biogás gerado diariamente. baseado nas equações de fluxo saturado. que analisa o fluxo de um líquido através de um meio poroso. É capaz de gerar de forma horária os dados de umidade e a vazão de líquidos lixiviados. serão discutidos a seguir. entretanto. da profundidade. Estimativa de percolados através de modelos computacionais. atualmente. agem como uma esponja e simplesmente absorvem a água. O software reproduz a evolução do aterro e a simulação com o modelo devidamente calibrado permite estimar a vazão do líquido percolado. o material atinge um teor de umidade. Segundo Sobrinho (2000). para estimar a quantidade de percolado em aterros sanitários. A condutividade hidráulica e a capacidade de campo dos resíduos interferem no balanço hídrico do aterro e. aos resíduos e à operação do aterro. 2.2.9. O Moduelo 2 é um modelo tridimensional desenvolvido pelo Grupo de Engenharia Ambiental da Universidade de Cantabria. Modelo Moduelo 2. Borba (2006) cita que no Moduelo 2 são inseridos. O programa permite estimar a contaminação emitida no 46 .

.7. propriedades dos resíduos (umidade. . meteorológicos. lixiviado. crescimento das 47 .quantidade de água que chega até os drenos de lixiviado. 2006.cargas de contaminantes biodegradação da matéria orgânica do resíduo.lixiviado e como biogás.7 . tais como. 2006).contaminação produzida pela . o modelo simula a degradação dos RSU. produção total. que possibilita a avaliação do nível interno de líquidos em células predeterminadas. estimando a composição do líquido lixiviado.concentrações de DQO e DBO. partindo de dados topográficos. 2003 apud Borba. necessários para a realização das simulações. Fonte: Lobo. O Moduelo 2 é estruturado em dois módulos principais. densidade e poder calorífico). Produção de RSU Î onde são armazenados os parâmetros que caracterizam os RSU que chegam ao aterro. . o volume e a composição do biogás gerado. .volume e composição do biogás gerado diariamente. Tabela 2.transferência de umidade entre as células. são divididos em quatro blocos independentes: . composição gravimétrica. Degradação do resíduo .estima o volume diário de lixiviado. . Módulo Hidrológico Cálculo . cujos cálculos efetuados e resultados são mostrados na Tabela 2. Os dados de entrada. orgânicos biodegradáveis e não biodegradáveis no Resultado .Módulos principais do modelo Moduelo 2. de caracterização do resíduo depositado e do tipo de exploração do aterro (Borba.estabelece as condições de umidade em cada célula. Além do cálculo das vazões de líquidos lixiviados e do registro instantâneo da umidade nas células.balanço hídrico.

radiação solar média diária. É um modelo computacional que executa simulações do fluxo da água através dos aterros sanitários. como é o caso dos aterros de resíduos. proporção de recicláveis. Morfologia do aterro Î com todos os dados necessários para a realização das simulações os quais se referem à disposição geométrica do aterro (topografia da área do aterro. ordem de enchimento) e as características de discretização (dimensão horizontal das células. .taxas de produção. situação de cada célula. umidade. temperatura média diária. espessura da cobertura. (1994).velocidade do vento e umidade relativa do ar diária. Modelo Help. desenvolvido por Schroeder et al. Climatologia Î onde são armazenadas as séries temporais das variáveis climatológicas como precipitação horária. 2006).9.2. capacidade de campo. vem se destacando como modelo determinístico recomendado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency – US EPA) para modelagem hidrológica em ambientes complexos. 2. . . Os três primeiros blocos podem ser denominados “parâmetros reais” e neles são resumidos todos os parâmetros físicos que o modelo precisa para simular o comportamento do aterro. baseado no balanço hídrico. O quarto bloco se refere aos “parâmetros de simulação” que permitem ajustar os valores calculados aos obtidos nas medições reais (Borba. raio de influência dos drenos etc). sua composição e características. biodegradáveis e composição química. 48 . Parâmetros de cálculos para simulação Î que contêm tanto os que governam os modelos teóricos utilizados (permeabilidade. A partir destes dados calcula-se a evolução anual da quantidade de resíduos produzidos.2. O modelo HELP (Hydrologic Evaluation of Landfil Performance). tipologia das células e posição dos drenos). densidade etc) como aqueles que controlam a simulação propriamente dita (data de inicio e de fechamento.

1994). percentual utilizado na recirculação do percolado. ou seja. Os efeitos da capilaridade na taxa de fluxo também não são considerados. tais como o fato de não considerar as contribuições de líquidos provenientes das reações de degradação do resíduo. durante todo o período da simulação. não 49 . condutividade hidráulica saturada. espessura. porosidade) e da geomembrana (densidade. declividades dos taludes e distâncias máximas entre os drenos laterais. ou seja. o seu processo de biodegrabilidade é desconsiderado pela simulação do HELP. O HELP calcula o balanço hídrico levando em conta a capacidade de campo de um solo ao estimar o acúmulo de água em uma das suas camadas. homogêneo e infinito. drenagem lateral (Simões et al.. sob diferentes condições. Como existem poucos dados físicos para a caracterização do resíduo. e obteve sucesso.e fornece resultados que permitem determinar a quantidade de percolado produzido pelo aterro e avaliar a eficiência da camada de cobertura na redução da sua produção. O HELP é um modelo de camadas. Barros (2004) constatou que dos três métodos usados no trabalho para avaliar o volume de percolados medidos nos lisímetros. tais como. faz-se o cálculo do balanço hídrico. Uma camada é um elemento indivisível. o que significa que a drenagem não saturada ocorre a partir do momento em que a umidade da camada alcança a capacidade de campo. No entanto. características do solo (capacidade de campo. descrição e espessura das camadas de solo e resíduos. ao sistema de drenagem. que ocorre quando este transpassa a camada de resíduos.. apresenta algumas limitações. e a descarga de líquidos percolados. O HELP assume um fluxo uniforme de água. para cada camada. dados do sistema de cobertura. transmissividade) (Schroeder et al. infiltrações subsuperficiais. 2005). subestimando o volume do percolado gerado. Trata-se de um modelo quasi-bidimensional porque a água passa das camadas superiores às inferiores. o que significa que o aterro é dividido. ponto de murcha. e. o modelo HELP foi o que apresentou melhores resultados em comparação com os obtidos nos ensaios. condutividade hidráulica saturada. No modelo HELP a massa de resíduos é considerada um solo artificial e os parâmetros relativos ao solo são constantes e independentes das variações climáticas. o tempo decorrido entre a ocorrência da precipitação e a geração do percolado. O HELP utiliza as condições climáticas e permite a entrada de dados referentes à área do aterro. defeitos de instalação. e algumas camadas permitem uma perda lateral de água. O HELP já foi bastante testado. Em seu estudo a respeito do balanço hídrico em aterro sanitário por meio de lisímetros de grandes dimensões. percola verticalmente.

drenagem vertical em camadas não-saturadas e vazamentos através das camadas de solos. Os perfis incluem várias combinações de vegetação. deve-se agregar os resultados individuais. tais como eventuais trincas no solo causadas por impacto de caminhões pesados e tratores.. faz-se necessário seu desmembramento com a criação de diferentes setores ou perfis dos aterros. editar ou apagar camadas. cobertura. ao longo da área total. transpiração das plantas. 1994). Subsuperficiais Î infiltração. Superficiais Î interceptação das águas pluviais pela vegetação de cobertura. Quando ocorrem diferenças consideráveis na geometria superficial e no subsolo. Para cada projeto é possível construir ou modificar o perfil do aterro. também é desconsiderado (Schroeder et al. drenagens laterais subsuperficiais. armazenamento de água na superfície do aterro. 50 . Processos hidrológicos no interior do maciço: dados relativos à geometria e ao material das camadas formadoras do aterro. capacidade de armazenamento de água das camadas do aterro. geomembranas ou “liners”compostos. escoamento superficial e evaporação. camadas de drenagem lateral. outro caminho preferencial. Dados de entrada que o modelo HELP usa para fazer as simulações (Schroeder et al. camadas de resíduos. O fluxo dos bolsões de gás comuns no interior dos aterros de resíduos. Processos que o HELP considera possíveis de ocorrer: .levando em conta a existência de caminhos preferenciais que podem levar ao aumento da permeabilidade. Cada perfil é analisado separadamente e para a obtenção do resultado total. 1994): . adicionar. evaporação da água contida no solo. barreiras e geomembranas. ..

O programa considera defeitos na instalação. 1. 2. por exemplo. Fonte: US EPA. Lateral lateralmente. PEAD (polietileno de alta densidade). 1994 apud Sobrinho. A condutividade hidráulica varia entre 10-5 e 10-6 cm/s Camada que faz parte do sistema de drenagem Drenagem superficial e é projetada para conduzir a água. 51 .0 mm de espessura e PEAD texturizada.8 – Tipos de camadas consideradas pelo modelo HELP. Geomembrana As geomembranas podem ser de vários tipos e reduzem a área onde é possível a infiltração. barreira de solo ou geomembrana. A camada por baixo normalmente é uma barreira de solo. dependendo da função e das propriedades hidráulicas. É permitida a drenagem lateral para o sistema de coleta. A condutividade hidráulica é superior a 10-9 m/s. As barreiras de solo apresentam baixas Barreira de permeabilidades. tendo a função de restringir a drenagem vertical. pois permitem uma percolação via vapor de difusão. pequenas fissuras etc. 1. argila geossintética. camada de coleta de gás e camada de lixo. Argila compactada. Tipo de camada Percolação Vertical Características hidráulicas Exemplos Cobertura vegetal. Tem alta permeabilidade.5 mm de espessura. Nesta camada o fluxo é estritamente vertical (descendente devido à gravidade e acendente devido à evapotranspiração). A camada barreira de solo geralmente tem uma condutividade hidráulica entre 10-8 e 10-9 m/s. normalmente são constituídas Solo de argila compactada (CCL) ou argila geossintética (GCL). PVC (polivinil clorado). Na Tabela 2. drenos subsuperficias na cobertura. de drenagem lateral.0 mm de espessura. geralmente >10-4 m/s. 2000. Tabela 2.8 são apresentados os quatro tipos de camadas considerados no HELP.Dados requeridos para a montagem dos perfis: A camada de cobertura e as demais camadas do perfil do aterro devem ser especificadas como uma camada de percolação vertical. Solos granulares ou materiais geossintéticos.

dados climatológicos.Para cada camada os valores dos parâmetros podem ser fornecidos da seguinte forma: Diretamente Î o usuário insere os valores do armazenamento de água no solo. capacidade de campo. país e latitude). Através de um banco de dados Î o programa possui um banco de dados padrão (default) para os parâmetros do solo. o HELP necessita. velocidades médias do vento. da localização do aterro (cidade. Estes são classificados segundo o Departamento de Agricultura Americano e pelo Sistema de Classificação Universal . É necessário escolher uma localidade que esteja presente no banco de dados “WHI Weather Generator” do modelo ou então inserir os dados. médias diárias e mensais da temperatura. e a distribuição gama com dois parâmetros. umidade relativa. Dentre as medidas estatísticas calculadas. da média da umidade relativa ao longo do ano dividida em quartos e dos seguintes parâmetros: Profundidade da zona de evaporação Î é a profundidade máxima em que a água pode ser removida por evapotranspiração e para estimá-la é preciso considerar o tipo de 52 . ponto de murcha e condutividade hidráulica saturada. além das especificações do Climáticos Î é necessário ao menos um ano de dados dos totais diários e mensais de precipitação. Para o cálculo da evapotranspiração. dados climáticos. O “WHI Weather Generator” também gera estatisticamente até cem anos de dados climáticos para se utilizar como entrada. que podem ser digitados ou importados de um arquivo no formato padrão. Processos hidrológicos externos: projeto para realizar as análises. da média anual da velocidade dos ventos. que mede percentualmente a relação entre o desvio padrão e a média aritmética. além da precipitação e da temperatura. para o período em estudo. radiação solar. uma distribuição de freqüências que pode ser útil no estudo de principalmente no estudo das precipitações pluviométricas. porosidade. estão o coeficiente de variação. crescimento vegetal e evapotranspiração.

Datas do início e do final da estação de crescimento Î são determinadas a partir das temperaturas médias diárias e da espécie das plantas. e para grama ou vegetação densa.solo e a vegetação. o primeiro dia juliano é o dia de número 1 e o último é o dia de número 365. já que a variação da temperatura não impede que isso ocorra. O IAF máximo para solo nú é zero. Quando existe vegetação. Sendo assim. em excelente estado.5.0. dia 365. e para solos argilosos de 30 cm a 1. Índice de área foliar (IAF) Î trata-se de um valor adimensional que relaciona a área da folhagem. 1994).3. as gramíneas estão presentes durante todo o ano. A Tabela 2. Os dias Julianos são contados sem ser considerada a divisão em meses. O tipo de solo determina a profundidade que a água pode percolar por capilaridade. entre 10 e 20 cm. a profundidade da zona de evaporação deve ser especificada como sendo a do próprio solo. quando a grama ou vegetação apresenta-se em estado de qualidade mediana. para siltes.0. enquanto que o tipo da vegetação determina a profundiade das raízes. ou seja.50 m (Schroeder et al. com a área do solo ocupada. Para o cascalho pode ser considerada uma faixa de profundidade da zona de evapotranspiração entre 2 e 10 cm. onde acontece a transpiração da planta. 2. é considerado um IAF igual a 2.0.9 apresenta a comparação entre os métodos Suíço e do Balanço Hídrico e os modelos computacionais Moduelo 2 e Help. para grama ou vegetação em bom estado é considerado um valor de IAF de 3. 53 . No clima tropical úmido. o início da estação de crescimento corresponde ao primeiro dia juliano e o término ao último. é considerado um IAF igual a 1. Para um solo nú. para solos arenosos. a profundidade da zona de evaporação é.9. Para solo com grama ou vegetação rala. no mínimo. entre 20 e 46 cm. considerando as limitações apresentadas por cada um. Comparações entre alguns métodos e modelos utilizados para a estimativa de percolados. igual a profundidade média alcançada pelas raízes das plantas. é considerado um IAF igual a 5..

Comparação entre métodos e modelos utilizados para a estimativa de percolados em aterros de resíduos sólidos urbanos. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Método Suíço Balanço Hídrico Moduelo 2 1D x 1D x x 3D x x x Help Quase 2D x x x x 54 . Características Dimensão Precipitação Temperatura Velocidade do vento Radiação Solar Insolação Umidade relativa Interação com a atmosfera Camadas de resíduos Camadas de solo Geossintéticos Sistema de drenagem Fluxo Vertical Fluxo Horizontal Histórico do aterro Simulação em operação Simulação pósfechamento Degradação dos resíduos Previsões de longo prazo Fonte: Ferreira (2006).9 .Tabela 2.

O aterro de Gramacho foi construído sobre uma região de mangue constituída por sedimentos argilosos e siltosos. Este satélite foi desenvolvido pela Agência Espacial Americana e contribui para o mapeamento da superfície terrestre. Rio de Janeiro. no bairro de Jardim Gramacho. O Aterro Metropolitano de Gramacho. 55 .1. está localizado no município de Duque de Caxias. através de uma imagem do satélite Landsat. Figura 3. Na Figura 3. numa área de manguezal. Belford Roxo e Nova Iguaçu.CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS DO ATERRO DE GRAMACHO 3.1 .1 está assinalada a localização do aterro de Gramacho. O lençol freático na região é raso e em períodos chuvosos chega à superfície do terreno. ao Sul com a cidade do Rio de Janeiro e a Oeste com São João de Meriti. às margens da Baía de Guanabara.Localização do aterro de Gramacho. de coloração cinza escuro e com grande teor de matéria orgânica. considerado o maior da América Latina em termos de volume de lixo recebido. a Leste com a Baia da Guanabara e Magé. O aterro está situado na latitude de 22º44’S e no meridiano 43º16’W. Fonte: Silva (2005). Localização e histórico. numa imagem do satélite Landsat. O município de Duque de Caxias limita-se ao Norte com Petrópolis e Miguel Pereira.

feito por Ehrlich et al. seguida de tratamento biológico aeróbio por lodos ativados. sendo que o seu problema mais grave reside no lançamento de esgotos domésticos e de lixo. conseqüências da ausência de uma infra-estrutura adequada de saneamento básico.. na ordem de 10-7 cm/s. Devido à concentração populacional.Viabilizado pelo governo estadual. o aterro foi implantado em novembro de 1976 através de um convênio entre a COMLURB e os municípios de Duque de Caxias e Nilópolis. já que o solo existente é favorável à contenção de líquidos. não somente para a cidade do Rio de Janeiro. tais como a construção de uma barreira periférica que impediria o extravasamento do chorume que escorria pelas laterais do aterro e costumeiramente atingia o manguezal do entorno do aterro. obtém-se excelente redução de amônia. O efluente 56 . o qual encontra-se no Relatório Técnico COPPETEC (1992). O polimento do lixiviado é obtido pelo processo de membranas de nanofiltração. A Baía de Guanabara e sua bacia hidrográfica constituinte formam um ecossistema muito importante. No início de janeiro do ano 2000. a recuperação do aterro foi incluída no Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. foi iniciada a operação da estação de tratamento de chorume. da cor e da toxicidade do chorume. no âmbito da extinta FUNDREM. como também para as do seu entorno. Além da remoção da matéria orgânica medida como DBO e DQO. Em 1991 foi feito um convênio entre a COPPE/UFRJ e a COMLURB. Este resultado justificou e norteou a recuperação técnica da área do aterro. além de operar o aterro. visando a elaboração de um projeto completo de operação e recuperação da área do aterro de Gramacho. Nesse estudo concluiu-se que o solo de base do aterro é essencialmente constituído por argila mole orgânica que possui um índice de permeabilidade baixa. ao crescimento urbano desordenado e aos processos industriais. esse ecossistema tem sido bastante poluído ao longo dos anos. adotaram-se soluções técnicas para transformar Gramacho num aterro sanitário. tratamento físico-químico de coagulação e clarificação e correção do pH. promovesse a sua recuperação. Uma vez confirmada a viabilidade técnicoeconômica do Projeto de Recuperação do Aterro Metropolitano de Gramacho. Nesse mesmo ano. Esse sistema é composto de equalização em lagoa. não permitindo o extravasamento do lixiviado pelo seu fundo. Em 1995 a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro decidiu realizar os serviços necessários ao desenvolvimento de um amplo programa de recuperação do aterro de Gramacho e para isso foi contratada por licitação uma empresa que.

além da operação em si. está incluída a manutenção das avenidas que dão acesso ao aterro e dos 17 km de estradas internas. Em julho de 2006 a Caenge Ambiental. Além disso. para a qual o chorume é conduzido após ser coletado através de um canal de drenagem periférico ao aterro. garantindo o tráfego dos veículos no aterro principalmente em situações de chuvas intensas. O chorume armazenado na lagoa é bombeado para uma peneira mecânica. sem odor e com as características físicoquímicas conforme as permitidas pela legislação ambiental regional (Giordano et al. onde os materiais sólidos finos são removidos. foi contratada pela COMLURB para operar e manter o Aterro Metropolitano de Gramacho. 2002).2 .Lagoa de equalização do aterro de Gramacho. os monitoramentos ambientais.2 é apresentada a lagoa de equalização do aterro de Gramacho. sediada em Brasília. visando um acompanhamento eficiente das condições do aterro.tratado apresenta aspecto claro. Figura 3. O contrato prevê. topográficos e geotécnicos. Atualmente Gramacho é a principal unidade para destino final de resíduos sólidos urbanos coletados na cidade do Rio de Janeiro e nos municípios da região 57 . Na Figura 3.. e depois alimenta o tanque de homogeneização.

500 toneladas dos outros municípios da sua região metropolitana. que irá substituir os aterros mencionados acima. de 1. Nilópolis e São João de Meriti. e de manutenção.200 toneladas são provenientes do Rio e 1. além da sua transformação em área para o uso público. 3. assim como o de Gericinó.2. em média. Tipos de monitoramento. e a terceira para o lixo hospitalar. 3. na zona oeste do Rio de Janeiro. Monitoramento Topográfico e Geotécnico.2. conforme é mostrado na Tabela 3. que reduz a infiltração das águas pluviais e conseqüentemente reduz o volume de chorume gerado. a quantidade de chorume gerada é.300.000 m2 de área e sua localização visou atender. a segunda para compactadores e caminhões. Mesquita. Esse monitoramento é realizado através da inspeção visual e da leitura de instrumentos instalados no aterro. De acordo com dados recentes fornecidos pela COMLURB. aos principais centros urbanos dos municípios envolvidos.700 toneladas de lixo urbano por dia. já se encontra com a vida útil tecnicamente esgotada. O aterro de Gramacho. em especial Duque de Caxias. durante o período em que existe a responsabilidade pelo passivo ambiental. para o aterro de Gramacho são levadas. Segundo a CAENGE AMBIENTAL.500 m³/dia. situada em Paciência.metropolitana. 7. Queimados. No aterro de Gramacho é feito o monitoramento topográfico e geotécnico. Em maio de 2008 a Comissão Estadual de Controle Ambiental concedeu o licenciamento prévio para a instalação do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos do Rio (CTR-Rio) na Fazenda Santa Rosa. em Bangu. a cobertura final é feita com argila de baixa permeabilidade.1. bem como o ambiental. 58 . de maneira eqüidistante. regularização dos taludes e das vias internas. No aterro de Gramacho. A altitude atual é de cota 45 m acima do nível do mar. Depois que eles forem desativados sofrerão processos de encerramento. sendo que 6. O aterro possui 1.1. O aterro é dividido em três praças de vazamento: A primeira para carretas. em média. incluindo a cobertura total.

com.Tabela 3.4 – Acompanhamento topográfico Fonte: http://www. Os resultados são repassados à Caenge.4 mostram funcionários do aterro de Gramacho efetuando a leitura de um inclinômetro e realizando um acompanhamento topográfico. Figura 3.br/texto_aterro.3 e 3.3 – Inclinômetro Figura 3. Semanal nos demais trechos. a operadora vem implantando sistemas pontuais de drenagem do percolado e das águas pluviais. distribuindo uniformemente o peso pelas regiões do aterro.caenge. Diárias nos trechos de operação. no aterro de Gramacho uma equipe técnica realiza leituras periódicas dos equipamentos de monitoramento topográfico e geotécnico (marcos e inclinômetros). Inspeção Visual Identificar ocorrência de trincas. visando. Freqüência de Leitura Semanal nos trechos de operação.1 – Métodos utilizados para o monitoramento topográfico e geotécnico do aterro de Gramacho. respectivamente. as áreas e cotas a serem atingidas pelo vazamento dos resíduos são previamente planejadas e mudam de localização em períodos que variam entre dez a quinze dias. deslocamentos de estradas e valas e quaisquer outros sinais de movimento de massa. dessa forma. para 59 . Marcos Superficiais Identificar deslocamentos e recalques do maciço. estufamentos. que define as áreas que podem receber a disposição de resíduos com o mínimo comprometimento da estabilidade dos maciços.html Segundo a Caenge Ambiental. afundamentos. Duas vezes por semana. em função da necessidade de prolongar a vida do aterro. Método Inclinômetros Função Identificar deslocamentos horizontais do maciço. Quinzenal nos demais trechos. As Figuras 3. Além disso. Fonte: Adaptado de Monteiro (2006). evitar carregamentos concentrados. Em função do monitoramento geotécnico.

assim como as tendências ao longo do tempo. No aterro de Gramacho é feito de forma a atender aos órgãos de controle ambiental e à legislação vigente. preservação. que são executados na medida em que o aterro avança. Sólidos Guanabara) em suspensão total e Sólidos em Suspensão Voláteis.2. Baía da realizando análises laboratoriais contendo: DBO. Diária Fonte: Monteiro (2006). Monitoramento e ações de controle realizados pela Gerência de Pesquisas da COMLURB. estudo e acompanhamento contínuo e sistemático das variáveis ambientais. Coberturas vegetais têm sido intensificadas em todos os taludes. Monitoramento Ambiental. Monitoramento Descrição Freqüência Bimestral Coleta de amostras à jusante e à montante do aterro.2 apresenta a descrição e a freqüência com que esse controle é feito. sendo esta medida importante para aliviar as pressões internas causadas pelo biogás. Avaliar quantitativamente poeiras totais e sílica livre cristalizada nas áreas de circulação de veículos.2 – Descrição e freqüência do monitoramento ambiental do aterro de Gramacho. de forma a evitar processos erosivos que possam desestabilizar o maciço. 60 . DQO. de modo a manter a massa de lixo não saturada. Estação de Tratamento de chorume Manguezal Monitoramento da estação de tratamento em cada uma das unidades que a compõem. Corpos Hídricos (Rio Sarapuí. Nitrogênio amoniacal.2. 3. degradação e recuperação ambiental.maior estabilidade. utilizando bomba de amostragem de ar. Tabela 3. Equipe para manutenção de viveiro e replantio das espécies nativas além de ações sistemáticas de limpeza. Mensal Diária Particulados sólidos Bimestral (no verão) Semestral Bimestral (no verão) Controle de Vetores de Transmissão de Enfermidades Estação Pluviométrica Avaliar o comportamento hídrico da área do aterro e na contribuição para geração do percolado. Rio Iguaçu. A Tabela 3. O monitoramento ambiental é um processo de coleta de dados. Oxigênio dissolvido. Fornece informações sobre os fatores que influenciam no estado de conservação. O mesmo é feito em relação aos gases gerados. visando identificar e avaliar qualitativa e quantitativamente as condições dos recursos naturais em um determinado momento.

Figura 3. A empresa operadora do aterro realiza o monitoramento da qualidade do ar e dos corpos hídricos do entorno do aterro. dos quais 50 hectares foram replantados e 100 hectares se auto-regeneraram.5 e 3. em alguns trechos. já formam um túnel. permitindo que seja despejado na baía da Guanabara sem danos para o meio ambiente. No aterro também é feita a evaporação do líquido. ao final do processo.6 são mostradas uma parte do manguezal no entorno do aterro de Gramacho e a cerca de proteção mencionada acima. que é volatilizado a partir da fermentação do próprio chorume. com coleta de água da baía e dos rios Sarapuí e Iguaçu. Aves e caranguejos voltaram a freqüentar o mangue e uma espécie de gramínea se prolifera nas áreas próximas da estrada da cota dois (os primeiros dois metros acima do nível do mar). nas margens da Baía da Guanabara. Além disso.5 .6 . O manguezal no entorno do aterro está sendo recuperado com o plantio de mudas de espécies nativas. Outra parte é recirculada dentro do aterro. utilizando o biogás.Em toda a volta do aterro de Gramacho há uma rede de 5. Foi construída ainda uma cerca de proteção. na lagoa de equalização. Figura 3. de onde é bombeado para a Estação de Tratamento de Chorume que promove.Manguezal do aterro. em seis pontos distintos (CAENGE AMBIENTAL). resultando na evaporação de cerca de 20% do percolado bombeado.Cerca de proteção.5 km de canaletas que captam e conduzem o percolado para a lagoa de equalização. Um cinturão de manguezal saudável é o melhor indicador da não-poluição dos corpos hídricos adjacentes. duas bombas de água e quatro canhões movimentam o chorume por aspersão. 61 . respectivamente. delimitada por árvores que. para impedir a entrada do lixo que chega flutuando pela baía com o movimento das marés. Nas Figuras 3. No total foram recuperados 150 hectares de manguezal. uma redução da carga orgânica do chorume. através de caminhões-pipas que irrigam as pistas de serviço evitando o levantamento do particulado sólido gerado pela movimentação dos veículos.

5 79 79 80 80 80 79 77 77 79 80 79 80 79 111.3 21. entre o equador e o Trópico de Capricórnio.1 105.0 29.5 21.1 88.8 MAI 1016. A Tabela 3.6 80. As Normais Climatológicas são obtidas através do cálculo das médias de parâmetros meteorológicos. Clima. 62 .3 apresenta as Normais Climatológicas do Rio de Janeiro referentes ao período de 1973 a 1990.6 84. estação do Aterro de Flamengo.4 85.3 FEV 1012. o primeiro padrão possível de ser calculado foi o de 1931 a 1960.0 106.5 23.5 23. somente a partir de 1910 começaram a ser feitas as observações meteorológicas.7 JUL 1019.3. obedecendo aos critérios recomendados pela OMM.7 JAN 1011. como tropical.6 114.8 92.0 21. com máximo de chuva no outono e estação seca coincidindo com o inverno.4 157.6 27.9 158.4 18.7 160. No entanto.0 24. de 1901 a 1930.3 Fonte: INMET (1992).3 21.4 98. Como no Brasil.4 18.3 ANO 1011.2 102.6 169.8 21.0 1172.9 23.4 50.0 195.4 30.8 24.2 21.2 23.9 20.4 27.5 26.0 27. segundo a Classificação Climática de Köppen adaptada ao Brasil. As cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias.2 29.5 178.7 NOV 1012.2 25.3 137. Essas médias se referem a períodos padronizados de trinta anos.4 136.5 87.3 JUN 1018.6 97.9 104.2 90. estão situadas na região sudeste do Brasil.5 1198. 1931 a 1960 e 1961 a 1990.1. MAR 1012.8 26.2 26.4 22.3 25.4 25. onde o aterro se encontra.2 25.2 26.7 18.6 AGO 1018.4 21.3 SET 1017.8 22. Tabela 3.8 103.2 104.8 DEZ 1011. o INMET conseguiu calcular as Normais de 1912 a 1942 para algumas estações meteorológicas que possuíam dados desse período.3 103.0 26.1 2078.5 ABR 1014. Elemento Pressão atmosférica (hPa) Temperatura média (oC) Temperatura máxima (oC) Temperatura mínima (oC) Precipitação total (mm) Evaporação total (mm) Umidade Relativa (%) Insolação total (horas e décimos) 196.4 28.2 20.2 182. sucessivamente.5 168.6 25.2 95.4 56.2 103.0 171. situada na latitude de -22º55`S e no meridiano -43º10`W. Elas têm o seu clima definido.6 166.3.3 – Normais Climatológicas da estação do Aterro de Flamengo.9 19.2 207.3 23.5 OUT 1014.

2) Abaixo serão abordados alguns elementos do clima em relação à região onde se encontra o aterro de Gramacho. porém.No Brasil. 3. As temperaturas do ar das cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias são típicas das áreas litorâneas tropicais. acentuam ainda mais essas diferenças. atenua. criam situações bastante diferenciadas quanto à variação das temperaturas. As 63 .UR00 4 Onde: UR12. As médias mensais situam-se sempre acima de 20. A região Sudeste é cortada em sua parte meridional pelo Trópico de Capricórnio. para o cálculo das temperaturas e umidades relativas médias diárias. Os efeitos combinados da latitude (o sudeste se estende aproximadamente entre 15ºS e 25ºS). O relevo.2. 18 e 00 TMG. respectivamente: B T = T12 + 2 . em amplas áreas. (T00) + Tmax + Tmin 5 Onde: T12 = temperatura do ar às 12 TMG (°C) (3. Temperatura do ar. UR18 e UR00 = Umidade relativa às 12. respectivamente (3.3. As características da circulação atmosférica regional. as condições térmicas decorrentes da localização geográfica dessa região. da forma e disposição do relevo e ainda da maior ou menor continentalidade.1) T00 = temperatura do ar às 00 TMG (°C) Tmax = temperatura máxima do ar (°C) Tmin = temperatura mínima do ar (°C) BB UR = UR12 + UR18 + 2 .0°C.1. muito marcadas pela ação dominante da massa de ar tropical atlântica e da polar atlântica.1 e 3. são usadas as equações 3. o que lhe confere caráter nitidamente tropical do ponto de vista climático.

fornecendo ao continente substancial suporte de água para a baixa atmosfera. o que provoca uma grande evaporação da água da superfície. As chuvas desta estação são principalmente de origem frontal. 3. Nas cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias no verão as chuvas são principalmente de origem convectiva.3. e. Precipitação.0°C. Outra pré64 . em função do intenso calor comum nessa estação. acarretando inundações.2.3. Esta. exceto nas situações pré-frontais ou quando ocorre um bloqueio atmosférico por vários dias impedindo a entrada das frentes frias. As chuvas são intensas.temperaturas são elevadas no verão. O Clima Tropical úmido das cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias apresenta grande influência da maritimidade.4. 3. podendo ultrapassar 40. O aterro de Gramacho devido a sua posição latitudinal está localizado na zona tropical e submetido à forte radiação solar. A região de Duque de Caxias é uma das áreas de maior pluviosidade do Estado do Rio de Janeiro devido à presença da Serra do Mar que forma uma barreira natural para a entrada dos ventos úmidos. uma vez que nesse processo é empregado calor. quando podem ocorrer máximas acima de 30. Os meses de inverno são os mais secos. principalmente nos locais mais baixos. Umidade do ar. em conseqüência da passagem das frentes frias originárias do extremo sul do continente e geralmente de fraca intensidade. provenientes das nuvens Cumulonimbus que são formadas geralmente a partir da tarde. ao mesmo tempo. normalmente de curta duração e acompanhadas por grande quantidade de descargas elétricas.3. embora se estendam por um período de dois a quatro dias.3. 3. cria melhores condições à evaporação. No inverno as temperaturas são amenas. comprimindo as amplitudes térmicas anuais.0°C. Já foram observadas num intervalo de 24 horas precipitações superiores a 100 mm. por sua vez. Evaporação. O Oceano Atlântico funciona como um poderoso regulador térmico. sendo tanto mais ativa quanto maior o calor disponível a ser empregado no seu processamento.

65 . Os ventos nessas cidades. A intensidade desse vento. giram de nordeste para noroeste e para oeste. continuam a girar para sudoeste e depois para sudeste. diminui progressivamente e cessa à noite. no sentido anti-horário. Estando o aterro às margens da Baía de Guanabara. A causa básica da brisa marítima é a diferente razão de aquecimento das superfícies do mar e da terra. Na área frontal. 3. com a aproximação e passagem das frentes frias. Vento. denominado brisa marítima. Nas cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias na maior parte do dia predominam os ventos do quadrante norte devido à Alta Subtropical do Atlântico Sul. podem se estabelecer nas camadas baixas.condição necessária à evaporação é a existência de superfícies líquidas.5. brisas terrestres dirigidas da terra para o mar que são o resultado do resfriamento noturno pela radiação que atua mais rapidamente sobre o solo do que sobre o mar. é maior em dias quentes. Geralmente no final da manhã se estabelece um vento que sopra do mar. causada pela radiação solar. podendo ser fraca sob condições de nebulosidade. alcança sua intensidade máxima no começo da tarde.3. À noite. fica evidente que ele possui uma superfície à disposição de intenso processo de evaporação.

e a sua transferência para um computador conectado a ela através de cabos. foi instalada uma estação meteorológica automática MAWS modelo 101 no Aterro Metropolitano de Gramacho. Essa estação.2. Na Figura 4. mostrada na Figura 4. pode ser instalada de forma rápida e fácil.1. 4.CAPÍTULO 4 – COLETA DE DADOS METEOROLÓGICOS Para se fazer o monitoramento de alguns elementos meteorológicos no local do aterro de Gramacho e o cálculo do balanço hídrico.br Figura 4.com. Devido à sua estrutura compacta e leve. com baixo consumo de energia. A Estação Meteorológica Automática MAWS.1 está assinalado o local da Estação de Tratamento de Chorume onde foi instalada a estação meteorológica.resol.1 – Estação de Tratamento de Chorume do Aterro de Gramacho 66 . assim como para o armazenamento de dados por aproximadamente três meses. Um painel solar é utilizado como fonte de alimentação externa sendo usadas também baterias reservas. Fonte: www. é básica e considerada apropriada para o monitoramento meteorológico em tempo real. da Vaisala. tem uma fonte interna para suprir as necessidades do sistema. No aterro de Gramacho a estação foi instalada num gramado na área da Estação de Tratamento de Chorume através de um tripé que foi preso ao solo com vergalhões. sem grandes fundações de concreto. Estação Meteorológica Automática MAWS. dependendo do número de elementos monitorados.

3 – Software de interface gráfica YourVIEW 67 . fornece procedimentos de configuração básicos e diretos. que oferece uma apresentação no monitor do computador. o YourVIEW. em tempo real. menus auxiliares e suspensos. O usuário não precisa ter nenhum conhecimento anterior de linguagens de programação. O programa tem uma interface gráfica com ícones. Na Figura 4. Figura 4. se necessário.3 é apresentada a interface gráfica da estação MAWS.2 – Estação Meteorologica MAWS instalada no Aterro Metropolitano de Gramacho O programa de configuração da estação. os parâmetros podem ser modificados posteriormente pelo usuário. Entretanto. o MAWS Lizard. e caixas de diálogos.Figura 4. dos elementos medidos e calculados.

Temperatura e Umidade Relativa do ar. precipitação.1. com precisão de ±0. Pressão atmosférica.1. Cada sensor da estação é fornecido com um cabo e/ou conectores para facilitar a sua instalação. Foi necessário fazer visitas freqüentes à estação para efetuar manutenção. A unidade de medida é mm/h. segundo VAISALA (1999). radiação solar global. Tem capacidade para medir temperaturas num intervalo de -40°C a +60°C. cujos sensores serão descritos a seguir. por um conversor de 16 bits e por um programa avançado de validação e controle de qualidade de dados. A capacitância muda com a umidade relativa porque o vapor d´água é absorvido pelo 68 . em distância igual ou superior a quatro vezes a altura de eventuais obstáculos.1.1. e direção e intensidade do vento.3.1. Todos os componentes se encaixam facilmente e sem necessitar de ferramentas especiais. Sensores da Estação Meteorológica Automática MAWS.2. O sensor de temperatura é uma termo-resistência. que permite a medição da pressão atmosférica. O sensor possui célula capacitiva de silício que na realidade é um aneróide miniatura. A área de captação da precipitação deverá estar posicionada em plano horizontal a uma altura de 1. pressão atmosférica. visto que no aterro de Gramacho há muita poeira e o seu acúmulo sobre os sensores pode alterar as medidas dos elementos.1. A precisão dos sensores é assegurada por uma unidade de processamento central de 32 bits.3 hPa. Para esse estudo foram monitorados os seguintes elementos: Temperatura.4. Os sensores são os responsáveis pela medição das variáveis. É indicado para a medição de pressões atmosféricas entre 600 a 1100 hPa (hectopascal). A medida da umidade relativa é realizada medindo-se a capacitância do elemento sensor. 4.1. Encontra-se no interior da caixa selada da estação meteorológica. com precisão de ±0. umidade relativa do ar.1. principalmente em termos de limpeza dos sensores. Precipitação.3°C. 4.5 m.1. A Organização Meteorológica Mundial recomenda que o pluviômetro mantenha-se em local livre. 4. mas possui comunicação externa. A extensão da deformação é medida pela capacitância entre dois eletrodos.

4 – Pluviômetro e abrigo 4. Deve ser instalado em suportes que garantam seu perfeito nivelamento e em locais abertos sem a presença de sombras. Mede na faixa de 0 a 100%. Os dois sensores conjugados são protegidos por um mini abrigo meteorológico na cor branca. Esse abrigo evita a exposição direta dos elementos sensores aos raios solares e à chuva. naturalmente ventilado.4.4 são mostrados o pluviômetro e o abrigo meteorológico da estação instalada no aterro de Gramacho. Figura 4. Na Figura 4. que fornece a necessária proteção contra a radiação solar e a precipitação pluviométrica.1. obstáculos e áreas reflexivas. Radiação solar global. mostrado na Figura 4.5.1. com precisão de ±2% (0 a 90%) e ±3% (90 a 100%). Suas unidades de medida são: Temperatura Î ºC (graus Celsius) e Umidade Relativa Î % (porcentagem). 69 . O circuito eletrônico dentro do cabeçote da sonda emite um sinal de tensão proporcional à umidade da medida.polímero do elemento sensor. A radiação solar global é medida por um radiômetro específico denominado Piranômetro. No Hemisfério Sul é recomendada a instalação do instrumento na face norte. Esse conjunto sensor deve ser instalado no lado oposto do sensor de radiação. além de garantir a livre circulação do ar permitindo um equilíbrio com a atmosfera a sua volta.

Suas unidades de medida são: Velocidade do vento Î m/s e Direção do vento Î ° (graus). mas recomenda-se instalação entre 1.5 m e 2 m de altura. Direção e velocidade do vento.6.minimizando a possibilidade de sombras de sensores ou estruturas da estação meteorológica. fornecendo ampla varredura de 0 a 360º.5 à 60 m/s. Esta variável não é dependente da altura do instrumento. com precisão de ±0. Sensores de vento. 70 .1.3 m/s.1. sendo que valores inferiores a estes inviabilizam por completo a representação do fenômeno. Figura 4. A direção do vento é detectada usando um potenciômetro de rotação simétrica axial com dois lados. devem ser instalados em área livre.5. acima do nível do terreno ao seu redor. com distância horizontal 10 vezes superior à altura do obstáculo. Em alguns casos a distância horizontal pode ser reduzida para 3 vezes sua altura.5 – Piranômetro 4. O sensor monitora a velocidade de ventos de 0. mostrados na Figura 4. Sua unidade de medida é W/m². com precisão < ±3º .

2.6 – Sensores para a medição do vento No presente estudo foram utilizados também dados meteorológicos fornecidos pela REDUC. 71 . e informações de precipitação obtidas através do pluviômetro tipo “Ville de Paris”. Figura 4. Pluviômetro tipo “Ville de Paris”.Figura 4.7 – REDUC vista do Aterro Metropolitano de Gramacho 4. cuja foto é mostrada na Figura 4. já instalado no atero.7. situada em Duque de Caxias e distante aproximadamente 5 km do Aterro Metropolitano de Gramacho.

Destina-se à captação e acumulação de chuva para posterior medição com uma proveta graduada. dotado de um cone coletor. O modelo é o de uso mais tradicional e generalizado do Brasil. Consiste em um aro circular de captação com 400 cm2. procedeu-se à análise para verificar se foram seguidos os procedimentos padronizados pela Organização Meteorológica Mundial para as observações meteorológicas. São utilizadas para a leitura duas provetas de vidro que serão descritas no item 6. A capacidade de acumulação do pluviômetro em termos de altura de precipitação é de 125 mm. Na Figura 4.1.5 está indicado o pluviômetro existente no Aterro de Gramacho e pertencente à COMLURB. com 630 mm de comprimento. 72 . Um par de braçadeiras faz a fixação do pluviômetro à estaca. Figura 4.8 – Pluviômetro existente no Aterro Metropolitano de Gramacho Uma vez apuradas e criticadas as informações meteorológicas obtidas a partir das diferentes fontes. encimando um recipiente com capacidade de acumulação de cerca de 5 litros. O corpo é construído em chapa de aço inoxidável.

gov. Fonte: www.rio.br/comlurb.rj.9 – Localização no Aterro Metropolitano de Gramacho da estação Meteorológica MAWS e do pluviômetro pertencente à COMLURB 73 . Figura 4.9 estão indicadas as localizações da estação Meteorológica MAWS (à esquerda) e do pluviômetro pertencente à COMLURB (à direita).Na Figura 4.

É sempre representada pelo valor EP . é igual à soma de P com o módulo de ALT DEF (Deficiência) Î deficiência hídrica.1 – Significado das colunas do Anexo 1. obtida através da multiplicação dos dados da coluna 3 pelos da coluna 4 P Î total de precipitação mensal P – EP Î subtração dos valores da coluna 5 dos da coluna 6 ARM (Armazenamento) Î considera-se que os valores da água armazenada disponível na zona das raízes variam entre 0 e 100mm.1 são apresentados os significados de cada coluna do Anexo 1 Tabela 5. COLUNA 1 2 3 Meses do ano Temperatura Î temperaturas médias mensais Nomograma Î evapotranspiração potencial mensal obtida através do nomograma de Thornthwaite (Anexo 7) Correção Î preenchida com os respectivos fatores de correção mensais (função do mês e da latitude do lugar). Só existe quando (P – EP) >0 e o ARM = 100. 74 .1. o EXC Será sempre = [(P. visto que os meses anteriores climatologicamente são chuvosos ALT (Alteração) Î indica a alteração dos valores da coluna 8. Nos outros casos.EP) – ALT] SIGNIFICADO 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Fonte: Adaptado de Vianello e Alves (2002). o que ocorreu com os meses de maio e junho de 2007. que é o valor usado para fins de classificação climática. Nos meses em que há água disponível no solo (ARM > 0). utilizando o método proposto por Thornthwaite em 1948.CAPÍTULO 5 – CÁLCULO DO BALANÇO HÍDRICO UTILIZANDO OS MÉTODOS DE THORNTHWAITE E O MODELO NUMÉRICO HYDROLOGICAL EVALUATION OF LANDFILL PERFORMANCE (HELP) 5. Neste caso. obtidos através de uma tabela de duração máxima possível de brilho solar no Hemisfério Sul EP Îevapotranspiração potencial média em mm/mês. É a subtração algébrica dos milímetros de água disponível do mês em curso do valor do mês anterior ER Î evapotranspiração real mensal. Métodos de Thornthwaite. é sempre igua a EP.ER EXC (Excesso) Î é o excesso hídrico. Está apresentado no Anexo 1 deste estudo o cálculo do balanço hídrico do aterro de Gramacho. Na Tabela 5. Normalmente parte-se de 100 mm no mês em que o resultado da coluna 7 é positivo e superior a 100mmm ou no mês no qual a soma dos balanços dos meses anteriores é positiva e superior a 100 mm. com a capacidade de água disponível (CAD) igual a 100mm.

2 – Significado das colunas do Anexo 2. 75 . Quando a soma de um valor positivo de P – EP de um determinado mês com o ARM do mês anterior for maior que o CAD.2 são apresentados os significados de cada coluna do Anexo 2. determina-se o valor do Negativo Acumulado para o referido mês. ER é a soma das colunas 6 (P) e 10 (ALT). embora ARM não seja total. não pode ser maior que CAD. sem considerar o sinal negativo de ALT DEF (Deficiência) Î deficiência hídrica. obviamente. Tabela 5. soma-se este valor ao ARM do mês anterior. Inicia-se quando surge um valor negativo de P – EP. num processo inverso. O valor do Negativo Acumulado do mês seguinte será igual a soma do valor de P – EP desse mês com o valor de P – EP do mês anterior ARM (Armazenamento) Î com o valor da coluna 8 consulta-se uma tabela que depende do valor de CAD e determina-se o ARM para cada mês. utilizando o método aperfeiçoado por Thornthwaite e Mather em 1955 e utilizando a CAD igual a 100mm. Quando ocorrer um valor positivo de P – EP. o ARM do mês será igual ao próprio CAD. É igual à potencial. No primeiro mês em que se observa um valor negativo de P – EP. quando ARM é total (igual a CAD determinada) e quiando P – EP > 0. Com esse valor de ARM.ER EXC (Excesso) Î é o excesso hídrico. volta-se à tabela e. obtendo-se o valor do ARM do mês em questão que. Idem coluna 12 do Anexo 1.No Anexo 2 é apresentado o cálculo do balanço hídrico do aterro de Gramacho. Nos casos em que P – EP < 0. É sempre representada pelo valor EP . o valor da coluna é P – EP. Na Tabela 5. COLUNA 1a7 8 Idênticas ao Anexo 1 Negativo Acumulado Î coluna dos valores negativos acumulados da diferença P – EP. o que indica que há excesso de água no referido mês ALT (Alteração) Î é o ARM do mês em curso menos o ARM do mês anterior ER Î evapotranspiração real. SIGNIFICADO 9 10 11 12 13 Fonte: Adaptado de Vianello e Alves (2002).

4 – Tipos Climáticos Segundo Thornthwaite – 1948. levam aos seguintes resultados dos índices hídrico (Ih). apresentados na Tabela 5. Tabela 5.3 121. baseados no Índice de umidade.0 118.3. de aridez e de umidade.3 – Índices: hídrico. de aridez (Ia) e de umidade (Im). ambos utilizando os dados registrados no aterro de Gramacho e a CAD igual a 100mm.3 0.5 Tabela 5. apresentados nos Anexos 1 e 2. ÍNDICES Ih =100*EXC/EP Ia =100*DEF/EP Im =(100*EXC-60*DEF)/EP MÉTODO DE 1948MÉTODO DE 1955 118.2 2.O cálculo do balanço hídrico pelo método proposto por Thornthwaite em 1948 e pelo método aperfeiçoado por Thornthwaite e Mather em 1955. Im • 100 80 ч Im < 100 60 ч Im < 80 40 ч Im < 60 20 ч Im < 40 00 ч Im < 20 -20 ч Im < 00 -40 ч Im < -20 -60 ч Im < -40 76 . TIPOS CLIMÁTICOS ÍNDICE DE UMIDADE (Im) A – Super úmido B4 – Úmido B3 – Úmido B2 – Úmido B1 – Úmido C2 – Sub-úmido C1 – Sub-úmido seco D – Semi-árido E – Árido Fonte: Vianello e Alves (2002).9 119.

0 ч Ia < 16.0 Fonte: Adaptado de Vianello e Alves (2002). D.0 10. CLIMAS ÚMIDOS (A.3 w – excesso d’ água moderado no inverno Ia • 33.5 – Subdivisões dos Tipos Climáticos Segundo Thornthwaite – 1948.7 ч Ia < 33. 77 .7 d – excesso d’ água pequeno ou nulo 16. E) ÍNDICE DE ARIDEZ (Ih) 00.3 Ih • 20.3 S2 – grande excesso d’ água no verão W2 – grande excesso d’ água no inverno Ia • 33. com base no Índice de aridez (Ia) e no Índice de Umidade (Ih).3 s – excesso d’ água moderado no verão 16. C2) r – deficiência d’ água pequena ou nula s – deficiência d’ água moderada no verão w – deficiência d’ água moderada no inverno S2 – grande deficiência d’ água no verão W2 – grande deficiência d’ água no inverno ÍNDICE DE ARIDEZ (Ia) CLIMAS SECOS (C1.0 ч Ih < 20.7 ч Ia < 33.0 00.0 10.0 Ih • 20. B.0 ч Ih < 20.Tabela 5.0 ч Ih < 10.

ET = EP. Tipo climático: Mesotérmico.A evapotranspiração potencial (EP) é uma quantidade que pode ser obtida em função da temperatura do ar e da duração do dia.6 mm (Anexo 1) e concentração da evapotranspiração potencial nos meses de dezembro. ambos utilizando a CAD igual a 200mm.4. Os valores limites de evapotranspiração potencial anual. janeiro e fevereiro de 34%. isto é.6 permitem concluir que com os dados do período estudado chega-se à seguinte classificação. 78 . com evaporação anual de aproximadamente 861.5 e 5.3. utilizando o método proposto por Thornthwaite em 1948 e o método aperfeiçoado por Thornthwaite e Mather em 1955. propostos por Thornthwaite. com deficiência hídrica pequena ou nula. Tabela 5. são mostrados na Tabela 5.6 – Subdivisões dos Tipos Climáticos com base no Índice Térmico (Evapotranspiração Potencial Anual) Tipo Climático A’ – megatérmico B’4 – mesotérmico B’3 – mesotérmico B’2 – mesotérmico B’1 – mesotérmico C’2 – microtérmico C’1 – microtérmico D’1 – tundra E’1 – gelo perpétuo EP anual (mm) EP • 1. Os resultados da Tabela 5. Esta quantidade é normalmente usada como índice de eficiência térmica.6.140 1. 5.140 > EP • 997 997 > EP • 855 855 > EP • 712 712 > EP • 570 570 > EP • 427 427 > EP • 285 285 > EP • 142 EP < 142 Fonte: Vianello e Alves (2002). levados às Tabelas 5. Nos Anexos 3 e 4 são apresentados os cálculos do balanço hídrico do aterro de Gramacho. segundo Thornthwaite: Clima: Superúmido.

79 . apresentado no Capítulo 2. escolhido por Guedes (2007) para estudar as emissões de biogás pela camada de cobertura e mostrado na Figura 5. Figura 5.07. O detalhamento do mesmo pode ser encontrado em Schroeder et al. O cálculo do volume de percolado gerado no aterro de Gramacho foi feito por meio do modelo HELP. Modelo HELP. O Modelo HELP foi rodado para o ponto P1 do aterro de Gramacho.5.1 – Planta do Aterro Metropolitano de Gramacho mostrando o ponto P1 para onde foi rodado o modelo HELP.2.1 Fonte: GUEDES (2007). versão 3. (1994).

2). Fonte: GUEDES (2007).3 são apresentados os limites de Atterberg determinados para o solo do ponto P1: Limite de Liquidez de 54.2 – Curva granulométrica no ponto P1.5% e Limite de Plasticidade de 20. Através do ensaio de permeabilidade do solo. realizado no Laboratório de Geotecnia da COPPE. Guedes (2007) verificou que o solo do Ponto P1 apresenta 66% de finos. 80 . O Índice de Plasticidade é de 33. Na Figura 5.Pela curva granulométrica do ponto P1 (Figura 5.8%. Figura 5. o coeficiente de permeabilidade foi definido igual a 1. o que indica um material altamente plástico de acordo com o Sistema Unificado de Classificação de Solos. sendo 27% de argila e 39% de silte.7%.6 x 10-6 cm/s.

Para utilizar o modelo HELP. No ensaio de compactação realizado com o solo do ponto P1. Camada 2: 5m de resíduo. Camada 3: 50cm do solo caracterizado no trabalho de Guedes (2007). O ponto P1 do aterro foi dimensionado com uma área de 1 hectare (1 ha).5%. Figura 5.3 – Valores de Limite de Liquidez. criou-se para o ponto P1 o seguinte perfil com três camadas para mostrar a situação real: Camada 1: 50cm do solo caracterizado no trabalho de Guedes (2007). de maio de 2007 a abril de 2008. mas foi 81 . Para a criação do cenário climático foram inseridos os dados diários de precipitação e temperatura medidos no aterro de Gramacho e na REDUC.Fonte: GUEDES (2007). Guedes (2007) obteve a massa específica de 1.56 g/cm3 e a umidade ótima de 23. Limite de Plasticidade e Índice de Plasticidade no ponto P1. Para avaliar a Climatologia do local seria uma amostra insuficiente.

Estão apresentados na Tabela 5.100 x 10-4 82 .00 0.00 500. Tabela 5. CAMADA ESPESSURA (cm) POROSIDADE (vol/vol) CAPACIDADE DE CAMPO (vol/vol) 1 .0180 PERMEABILIDADE (cm/s) 1. Estão apresentados na Tabela 5. CAMADA ESPESSURA (cm) POROSIDADE (vol/vol) CAPACIDADE DE CAMPO (vol/vol) 1 .2920 0.600 x 10-6 1.000 x 10-3 1.5300 PONTO DE MURCHA (vol/vol) 0.5010 0.solo 500.resíduo 3 .7 – Parâmetros utilizados no cenário 1.2920 0.0770 0.2840 0.7100 0.solo 50.8 os parâmetros utilizados no cenário 2.1350 0.solo c/ grama 2 . b) Com grama na camada de cobertura (dados climáticos medidos na REDUC).00 0.5010 0.5010 0.6710 0.7 os parâmetros utilizados no cenário 1.600 x 10-6 Cenário 2: a) Com grama na camada de cobertura (dados climáticos medidos em Gramacho).8 – Parâmetros utilizados no cenário 2. b) Solo nu na camada de cobertura (dados climáticos medidos na REDUC).00 50.2840 50.1350 PERMEABILIDADE (cm/s) 1.resíduo 3 .0770 0. Tabela 5.6710 0.000 x 10-3 1.1350 1. A partir daí foram feitas suposições para criar os seguintes cenários e efetuar os processos de modelagem do balanço hídrico através do programa HELP: Cenário 1: a) Solo nu na camada de cobertura (dados climáticos medidos em Gramacho).utilizada para representar o período acima mencionado.2840 PONTO DE MURCHA (vol/vol) 0.00 0.solo nu 2 .100 x 10-4 0.00 50.

b) 20cm de solo nu na camada de cobertura e 30cm de barreira (dados climáticos medidos na REDUC).1350 PERMEABILIDADE (cm/s) 1.000 x 10-3 1.solo nu 2 .2840 PONTO DE MURCHA (vol/vol) 0.00 50.4180 0. Tabela 5.solo 35.3670 0.00 0.10 os parâmetros utilizados no cenário 4.4270 0.000 x 10-7 1. Estão apresentados na Tabela 5.9 – Parâmetros utilizados no cenário 3.00 15.1350 0.0770 0.600 x 10-6 1.resíduo 4 . Estão apresentados na Tabela 5.Cenário 3: a) 35cm de solo nu na camada de cobertura e 15cm de barreira (dados climáticos medidos em Gramacho). 83 .2920 0.5010 0.9 os parâmetros utilizados no cenário 3.6710 0.00 500. CAMADA ESPESSURA (cm) POROSIDADE (vol/vol) CAPACIDADE DE CAMPO (vol/vol) 1 .600 x 10-6 Cenário 4: a) 20cm de solo nu na camada de cobertura e 30cm de barreira (dados climáticos medidos em Gramacho).barreira 3 .2840 0. b) 35cm de solo nu na camada de cobertura e 15cm de barreira (dados climáticos medidos na REDUC).5010 0.

para a profundidade.1350 PERMEABILIDADE (cm/s) 1.2920 0.4270 0.600 x 10-6 Em todos os cenários foram utilizados os valores do perfil padrão do HELP para a declividade.000 x 10-7 1.barreira 3 .6710 0. e para a umidade inicial da camada de resíduos.00 500.000 x 10-3 1.000 x 10-7 1.solo nu 2 .5010 0.5010 0.solo 5.4270 0.00 50. CAMADA ESPESSURA (cm) POROSIDADE (vol/vol) CAPACIDADE DE CAMPO (vol/vol) 1 .2840 PONTO DE MURCHA (vol/vol) 0. Estão apresentados na Tabela 5.resíduo 4 .11 os parâmetros utilizados no cenário 5.000 x 10-3 1.6710 0.2840 PONTO DE MURCHA (vol/vol) 0. umidade inicial e limites da zona de evaporação.solo 20.0770 0.00 0.00 30. Tabela 5.4180 0.barreira 3 . CAMADA ESPESSURA (cm) POROSIDADE (vol/vol) CAPACIDADE DE CAMPO (vol/vol) 1 .00 500.11 – Parâmetros utilizados no cenário 5.0770 0.600 x 10-6 Cenário 5: a) 5cm de solo nu na camada de cobertura e 45cm de barreira (dados climáticos medidos em Gramacho): b) 5cm de solo nu na camada de cobertura e 45cm de barreira (dados climáticos medidos na REDUC).10 – Parâmetros utilizados no cenário 4.Tabela 5.4180 0.2920 0.3670 0.00 45.00 50.600 x 10-6 1.1350 0. 84 .5010 0.2840 0.00 0.3670 0.5010 0.1350 0.solo nu 2 .1350 PERMEABILIDADE (cm/s) 1.600 x 10-6 1.resíduo 4 .2840 0.

3 deste estudo. que ocorre através da observação errada do valor na escala da proveta. As observações do pluviômetro devem seguir a padronização da OMM. pela estação da REDUC e pelo pluviômetro da COMLURB. Comparando-se esses valores verifica-se que. nas três fontes de dados houve maior ocorrência de precipitação nos meses de dezembro a março. Além disso. toda a água encontrada no seu bojo. A precisão do sensor do registrador confere aos resultados obtidos por ele uma maior confiabilidade. Na Figura 6. o que por si só invalida as medições feitas por ele. Os valores registrados pela estação Maws só não foram superiores aos demais nos meses de maio. árvores e prédios. meses de verão. o que mostra que o período estudado não foi atípico. comportando-se de acordo com as Normais Climatológicas apresentadas na Tabela 3. enquanto a segunda. é dividida em décimos de milímetro. em geral. A primeira é graduada de dois em dois décimos de milímetro. cercado por uma tela. A falta de regularidade nas observações do pluviômetro e o despreparo para a função de observador meteorológico dos funcionários que fazem esse procedimento. utilizando-se para isso duas provetas adequadas: Uma de 25 mm e outra de 7 mm. Para se ler a altura d´água dentro da proveta. ela deve ser colocada num lugar plano e horizontal. observação do pluviômetro consiste em recolher.1 são mostrados os dados mensais de precipitação obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS. cuidadosamente.1. Uma vez recolhida do pluviômetro toda a água existente. 85 . devido ao ângulo de visão. leitura através de uma proveta e registrador. o pluviômetro encontra-se em local inadequado. e menor ocorrênca nos meses de junho a setembro. respectivamente. setembro e fevereiro. As diferenças existentes entre os valores medidos pelo pluviômetro da COMLURB e pela estação Maws se devem em parte pela diferente localização no aterro. são duas das causas apontadas como principais.CAPÍTULO 6 – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 6. própria para a medição de pequenas quantidades d´água. no que diz A respeito ao manuseio dos equipamentos e aos horários em que são realizadas. deve-se fechar a toneira do mesmo. Elementos meteorológicos. na hora prevista para a observação. mas principalmente pela forma como foram obtidos. tomando-se cuidado ao ler o menisco d´água que se forma no interior da proveta para que não se cometa erro de paralaxe.

0 Precip. na grande maioria das ocasiões em que foi registrada chuva no aterro Gramacho e não na REDUC.0 ai /0 ju 7 n/ 07 ju l/0 ag 7 o/ 07 se t/0 ou 7 t/0 no 7 v/ 0 de 7 z/ 0 ja 7 n/ 0 fe 8 v/ m 08 ar /0 ab 8 r/0 8 MAWS REDUC COMLURB m meses/ano Figura 6. Verifica-se que apenas no mês de agosto a temperatura média mensal registrada na REDUC foi superior a do aterro. embora a REDUC seja próxima ao aterro de Gramacho. Convém salientar que analisando-se os dados diários. a diferença se dá pela variabilidade espacial da precipitação. Dados mensais de precipitação 350.0 0. pela estação da REDUC e pelo pluviômetro da COMLURB.2 são apresentados os registros de temperatura média mensal obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS e pela estação da REDUC. sendo que a 86 . ou seja. (mm) 200. muitas vezes não ultrapassando 5 mm.1 – Registros pluviométricos obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS.0 250.0 50. a quantidade de chuva foi pequena.0 150. mas levando-se em conta que as condições de obtenção foram semelhantes. Na Figura 6.0 300.Os dados de precipitação obtidos pela estação da REDUC no período estudado foram sempre inferiores aos registrados pela estação Maws. No mês de maio o valor foi o mesmo para as duas estações e nos demais a temperatura média mensal do aterro sempre foi superior à da REDUC. é possivel haver diferenças na ocorrência de chuvas diárias.0 100.

quando também ocorreu a intensidade 87 ab r/0 l/0 ou t/0 ju 8 .2 – Registros de temperatura média mensal obtidos pela Estação Meteorológica Automática MAWS e pela estação da REDUC. Ainda assim é preciso um estudo mais aprofundado para se justificar essa diferença. (oC) 23.0 24. a diferença foi de 3oC.0 no v/ 07 de z/ 07 8 7 ag o/ 07 ju n/ 07 ja n/ 08 7 m ai /0 7 se t/0 7 fe v/ 0 ar /0 8 m meses/ano MAWS REDUC Figura 6. mas a intensidade média mais elevada ocorreu em outubro (Anexo 11). No aterro de Gramacho o vento com maior intensidade ocorreu em novembro (Anexo 10). de maio de 2007 a abril de 2008. enquanto na REDUC de sudeste. conforme é mostrado nos Anexos 8 e 9.0 25. exceto nos meses junho e julho. tanto no aterro de Gramacho quanto na REDUC. a direção predominante dos ventos é sudeste (SE). Em Gramacho as freqüências de este são as que se apresentam em segundo lugar na maioria dos meses. Na REDUC o vento com maior intensidade ocorreu em outubro (Anexo 12). havendo apenas oito ocorrências de ventos com intensidade menor que 0.diferença foi sempre de no máximo 1oC.0 21. Estranhamente. A intensidade dos ventos em Gramacho nesse mês foi maior do que na REDUC. no único mês em que a REDUC apresentou a maior temperatura média mensal. Temperatura média mensal 26. nos quais o segundo lugar em freqüência é o de direção noroeste.5 m/s.0 18.0 Temp.0 20.0 19. Através das Rosas dos Ventos do Aterro de Gramacho e da REDUC verifica-se que durante o período estudado. Em agosto de 2007 a direção dos ventos predominantes em Gramacho foi de este.0 22. respectivamente. A intensidade média menos elevada ocorreu em abril.

assim como em Gramacho. pois há o tratamento na Estação de Tratamento de Chorume.média mais elevada. mas após consulta ao setor responsável foi informado que a estação meteorológica segue a padronização da OMM. Não houve autorização para visitar a estação meteorológica instalada na REDUC. tela e árvores em torno do pluviômetro da COMLURB interferem na mensuração da precipitação. Na Figura 6. com os valores reais da produção mensal de percolados em Gramacho nesse período. a dispersão por três bombas de alta pressão e o espalhamento nas pistas internas por duas pipas 6. O local onde a estação meteorológica foi instalada no aterro de Gramacho apresentava-se livre de agentes interferentes nas proximidades. Construções. Pretendia-se fazer comparações dos resultados do volume de percolados obtidos através do modelo HELP. Balanço hídrico – Método de Thornthwaite. Na REDUC a intensidade média menos elevada ocorreu em junho (Anexo 13). mas segundo a COMLURB. e valores elevados de novembro de 2007 a abril de 2008.2. Verifica-se que houve deficiência hídrica nos meses de julho a setembro. a produção de percolados de Gramacho não é medida. de maio de 2007 a abril de 2008. correspondendo às colunas12 e 13 do Anexo 4. sendo que o maior excedente ocorreu em março. um pequeno excedente hídrico em maio.3 é apresentado o extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955. junho e outubro. A Estação Meteorológica Automática MAWS modelo 101 apresentou medições coerentes e cumpriu a sua finalidade. 88 .

0 200.Balanço Hídrico -Gramacho 250.4 é mostrado o extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955.3 com a Figura 6.0 50.0 100.0 0. Comparando-se a Figura 6. com dados registrados no aterro de Gramacho Na Figura 6.3 – Extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955. observa-se que houve um número maior de meses com excedente hídrico em Gramacho.0 ja n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ju n/ 07 ju l/0 7 ag o/ 07 se t/0 7 no v/ 07 de z/ 07 m ai /0 7 ab r/0 8 ou t/0 7 mm meses/ano Excedente Déficit Figura 6.0 150.4. correspondendo às colunas 12 e 13 do Anexo 6. 89 . Verifica-se que a maior deficiência hídrica ocorreu em setembro e o maior excedente em janeiro.

que apresentaram excedente hídrico conforme visto na Figura 6.0 200. da evapotranspiração real e da precipitação.0 40.0 120.0 100.5 é mostrada uma outra forma de se representar o balanço hidrico.5 – Variação mensal da evapotranspiração potencial.4 – Extrato simplificado do balanço hídrico calculado pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955.0 ag o/ 07 ju n/ 07 ja n/ 08 fe v/ 08 /0 7 7 de z/ 07 m e se s/ a n o E x c edente D é fic it Figura 6. Real Precipitação Figura 6.Gramacho 350.0 50. 90 m m ar /0 8 m ai /0 7 no v ab r/0 8 ou t/0 7 se t/0 7 ju l/0 . como era de se esperar. Analisando-se tais curvas observa-se que nos meses de novembro de 2007 a abril de 2008. com dados registrados na REDUC Através da Figura 6.0 0.R e d u c 160. através das curvas correspondentes à variação mensal da evapotranspiração potencial.0 mm 80. da evapotranspiração real e da precipitação calculadas pelo método proposto por Thornthwaite e Mather em 1955.0 0.0 250. com dados registrados em Gramacho.0 60. Balanço Hídrico . ou seja.0 300. a precipitação foi maior do que a evapotranspiração real.3. Potencial Evap.0 150.0 100.0 140.B a la n ç o H íd r ic o .0 20.0 7 ag o/ ar /0 8 ab r/0 8 7 /0 7 07 07 07 7 l/0 /0 ou t/0 ja n/ 0 n/ 0 v/ z/ fe v/ se t ai ju 08 7 8 mm no m de ju meses/ano Evap.

onde a diferença entre a precipitação e a evapotranspiração foi negativa. Balanço hídrico . Na Figura 6.0 Runoff Percolação Cam. a percolação foi praticamente nula. os meses de outubro e novembro em que a precipitação foi superior a 200mm.7 é apresentada a relação entre os mesmos elementos da Figura 6.3. o percolado gerado também foi maior.Verifica-se que nos meses em que houve maior precipitação.7).0 meses/ano Figura 6.Situação real 400. 3 100.0 250.0 300.0 Evapotranspiração Precip. Nos meses de junho a setembro de 2007.0 0.6 e para o mesmo cenário. que retrata a situação real do aterro.6.6 – Balanço hídrico do cenário 1. . 91 .0 m ai /0 7 ju n/ 07 ju l/ 0 7 ag o/ 07 se t/0 7 ou t/0 7 no v/ 07 de z/ 07 ja n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ab r/0 8 -50. semelhante à Figura 6. calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho. utilizando o modelo HELP com os dados registrados pela estação automática MAWS. a evapotranspiração. Na Figura 6. o escoamento superficial. os valores do percolado gerado foram menores. 150.0 Precipitação (mm) 200.Dados de Gramacho . onde o comportamento das curvas foi.6. utilizando o modelo HELP com os dados obtidos pela estação da REDUC. de dezembro de 2007 a abril de 2008. para o cenário 1 (Tabela 5.7 também é mostrado o quanto a evapotranspiração influi na percolação.Evapot. em geral. pois houve um maior escoamento superficial. No entanto.0 50. Através da Figura 6.0 350. o percolado gerado e também a diferença entre a precipitação e a evapotranspiração.6 é mostrada a relação entre a precipitação. Balanço hídrico – Modelo HELP.

Situação real 300.0 Runoff Percol.8) criado. respectivamente. uma vez que promove a perda de água por evapotranspiração.Evapot. .0 meses/ano Figura 6.0 Precipitação 150. Nos dois casos verifica-se que a percolação diminuiu. 3 50. 92 ja . Nas Figuras 6.9 encontra-se o balanço hídrico para o segundo cenário (Tabela 5. utilizando-se dados meteorológicos de Gramacho e da REDUC.0 200.7 – Balanço hídrico do cenário 1. Cam. calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC.0 n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ju l/0 7 ag o/ 07 n/ 07 v/ 07 de z/ 07 m ai /0 t/0 ou no ab se r/0 8 7 7 t/0 7 ju -50.0 250.0 (mm) Evapotranspiração Precipi. o qual teve grama na camada de cobertura.Balanço Hídrico .0 0. o que minimiza a quantidade de água da chuva que se infiltra na massa de resíduos. 100. demonstrando a importância da vegetação sobre a camada de cobertura final.Dados da REDUC .8 e 6.

0 0.0 t/0 7 no v/ 07 de z/ 07 ja n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ab r/0 8 07 07 7 7 ai /0 n/ ju l t/0 7 /0 Precipitação Evapotranspiração Precip.0 meses/ano Figura 6. Cam.0 200. 3 ag o/ -100.0 Evapotranspiração Precip.0 50. m Balanço hídrico . 93 .0 350. calculado pelo modelo HELP.0 150. .) 400.0 250.Dados da REDUC . utilizando dados meteorológicos registrados pela estação do aterro de Gramacho. Runoff Percol.0 100.Evapot.0 (mm) ou se ju -50.0 -150.Cenário 2 (c/ veget.Evapot. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC. Cam.8 – Balanço hídrico do cenário 2.0 0.Balanço Hídrico .0 ju l/0 7 ag o/ 07 se t/0 7 ou t/0 7 no v/ 07 de z/ 07 ja n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ab r/0 8 m ai /0 7 ju n/ 07 -50.0 Precipitação (mm) 150. .0 -100.0 250.0 200.9 – Balanço hídrico do cenário 2.0 300. calculado pelo modelo HELP.Cenário2 (c/ vegetação) 300. 3 100.0 50. Runoff Percol.Dados de Gramacho .0 meses/ano Figura 6.

0 3.Nas Figuras 6.11 são apresentadas as curvas da percolação na camada 2 do ponto estudado no aterro de Gramacho. Percolação Camada 2 .0 3. Comparando-se os valores da percolação mostrados por estas figuras com os ocorridos nos meses mais chuvosos das Figuras 6.0 1. 94 m ar /0 8 m ai /0 7 t/0 7 ju l/0 ou se ag no de z/ 07 t/0 7 r/0 8 /0 7 07 7 /0 7 l/0 /0 8 07 7 7 .0 v/ 07 /0 8 08 t/0 t/0 ag o/ de z/ ju n ja n fe v/ m ar m ai ju ou se no ab ab r/0 8 mês Barreira 15 cm Barreira 30 cm Barreira 45 cm Figura 6. cuja função é mudar a direção e/ou impedir a percolação da água da chuva que entra em contato com esta camada.10 – Curvas da percolação na camada 2 do ponto estudado no aterro de Gramacho.0 6. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho. com diferentes espessuras de barreira.0 2. calculadas pelo modelo HELP.6 a 6. respectivamente.0 1.0 0.0 ja n/ 08 ju n/ 07 fe v/ 08 o/ 07 v/ 07 7 mês Barreira 15cm Barreira 30cm Barreira 45cm Figura 6.0 2.Reduc 7. com diferentes espessuras de barreira hidráulica. Percolação .0 mm 4.Gramacho 7. com diferentes espessuras de barreira. utilizando-se dados meteorológicos de Gramacho e da REDUC.10 e 6.0 6.Camada 2 .0 0. é importante o projeto e a construção de uma camada de barreira hidráulica. percebe-se que como a precipitação é a forma predominante de entrada de água no aterro.0 mm 4.11 – Curvas da percolação na camada 2 do ponto estudado no aterro de Gramacho.9.0 5. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC.0 5.

calculadas pelo modelo HELP.0 250.9.0 m ai /0 7 ju n/ 07 ju l/0 7 ag o/ 07 se t/0 7 ou t/0 7 no v/ 07 de z/ 07 ja n/ 08 fe v/ 08 m ar /0 8 ab r/0 8 meses/ano Figura 6.Barreira de 15cm 400.0 50.6 com a Figura 6.0 0. percebe-se que quando a segunda camada é especificada como uma camada de barreira hidráulica torna-se uma barreira natural à infiltração de água no aterro.0 300.9). calculado pelo modelo HELP utilizando dados meteorológicos registrados pela estação do aterro de Gramacho. onde é mostrado o Balanço hídrico calculado pelo modelo HELP para o cenário 3 (Tabela 5. Nas duas figuras as curvas correspondentes à barreira de nula.10 e 5.0 350.0 -50.0 Evapotranspiração Precip. Conseqüentemente há um aumento da parcela da precipitação destinada ao escoamento superficial.Evapot.0 Precipitação (mm) 200.Comparando-se a Figura 6. Cam.11). com os dados meteorológicos registrados pela estação do aterro de Gramacho. 5.12 – Balanço hídrico do cenário 3. respectivamente. Runoff Percol. Balanço Hídrico . no qual utilizou-se uma barreira hidráulica de 15 cm. utilizando-se dados meteorológicos de Gramacho e da REDUC. Cam. .Dados de Gramacho . 4 100. 45 cm demonstram que a percolação foi praticamente 95 . Nas Figuras 6. com diferentes espessuras de barreira hidráulica (Tabelas 5.0 150.12.13 e 6. 2 Percol.14 são apresentadas as curvas da percolação na camada 4 do ponto estudado no aterro de Gramacho.

0 1.0 0.0 3.0 de z/ 07 fe v/ 08 m ar /0 8 fe v/ 08 m ar /0 8 ai /0 7 t/0 7 7 l/0 7 7 7 v/ 07 8 ag no m mês Barreira 15 cm Barreira 30 cm Barreira 45 cm Figura 6.Percolação Camada 4 .Gramacho 7. 96 ab r/0 8 ab r/0 o/ 0 se t/0 n/ 0 ju ou ju ja n/ 0 8 . utilizando dados meteorológicos registrados pela estação da REDUC.0 5.0 mm 4.0 2.0 6.0 0.13 – Curvas da percolação na camada 4 do ponto estudado no aterro de Gramacho.0 ag o/ 07 no v/ 07 ou t/0 7 ju n/ 07 se t/0 7 ju l/0 7 m ai /0 7 ja n/ 08 /0 7 mês Barreira 15cm Barreira 30cm de z Barreira 45cm Figura 6.Reduc 7. utilizando dados meteorológicos registrados pela estação de Gramacho.Camada 4 .0 2. com diferentes espessuras de barreira.14 – Curvas da percolação na camada 4 do ponto estudado no aterro de Gramacho.0 1.0 4.0 5. com diferentes espessuras de barreira.0 3.0 6. Percolação .

A diferença observada é função dos totais anuais de precipitação registrados nas duas estações. de maio de 2007 a abril de 2008. calculados através do modelo HELP. Produção diária de chorume . em média 1.119. No período estudado no presente trabalho.000 m2. confere a ele uma confiabilidade maior do que.9.0 500.0 1000. cuja área na época era de 1.0 0. Comparando-se os valores atuais obtidos com o fornecido pela CAENGE AMBIENTAL.0 (+619.0 mm. cuja área atual é de 1. para o ano de 1987 foi de 820 m3/dia e para 1988. por exemplo. No entanto.15). mas o fato do modelo HELP considerar parâmetros referentes às características geométricas. O método utilizado para o cálculo do valor fornecido pela CAENGE AMBIENTAL não foi informado. enquanto que com os dados da REDUC os valores foram subestimados. verifica-se que com os dados registrados em Gramacho a produção de chorume foi superestimada.0 m3/dia e 1. umidade inicial e limites da zona de evaporação. e para a umidade inicial da camada de resíduos. os valores da produção diária de chorume no aterro de Gramacho. com os fornecidos pela Caenge Ambiental.8) 2119.217. foram iguais a 2. porém mais próximos (Figura 6.15 – Comparação dos valores da produção diária de chorume calculada através do modelo HELP. 97 . 1. respectivamente.200.6 mm e 1185.2 m3/dia. Além disso.No Relatório Técnico COPPETEC (1992) o valor calculado da produção de chorume no aterro de Gramacho. deve-se dar prosseguimento a este estudo ulilizando um período maior de informações que possibilitem conclusões mais amplas.234 m3/dia.maio/07 a abril/08 2500. utilizando-se dados meteorológicos obtidos no aterro de Gramacho e na REDUC.000m2.0 2000. deste estudo.0 Dados Gramacho Dados REDUC Informação Caenge 1217.2 (-282.0 m3/dia 1500. 1745.500 m³/dia. os métodos empíricos apresentados no item 2. que nem sempre representam bem a realidade brasileira e especificamente o local estudado. geotécnicas e hidrológicas dos aterros.300. as diferenças apresentadas em relação ao valor fornecido pela CAENGE AMBIENTAL podem ser devidas à escassez de informações de campo que levou à utilização nesta pesquisa dos valores do perfil padrão do HELP para a profundidade.0 1500.0) Figura 6.1.

que está diretamente relacionada com volume do percolado produzido. principalmente em relação à precipitação. o que reforça a importância de uma estação meteorológica no aterro para monitorar os elementos do clima. como são poucas as estações meteorológicas brasileiras inseridas no banco de dados do programa HELP. um ano. mais uma vez observaram-se diferenças nos resultados alcançados com os dados medidos no local do aterro e numa estação próxima. Considerando-se todas as etapas envolvidas nesta dissertação. conclui-se que é importante o monitoramento dos elementos meteorológicos nos aterros de resíduos. 1948 e Thornthwaite e Mather. se possível. Assim como nos casos mencionados acima. para utilizá-lo deve ser feito. na superfície dos aterros. contribuindo-se. foram obtidos resultados consistentes através das simulações feitas com o modelo computacional HELP. 98 . de forma correta e contínua. A parcela de redução do volume do percolado devida à evaporação também é importante e o aterro de Gramacho tem condições climáticas favoráveis a isso devido ao seu clima que apresenta altas temperaturas durante quase todo o ano. Os resultados obtidos através do HELP ratificaram o fato de que é importante o projeto e a construção de barreira efetiva. o monitoramento das variáveis meteorológicas nos aterros de resíduos. Além disso. ser pequeno e ter dado apenas uma noção do comportamento hídrico do aterro de Gramacho.1.CAPÍTULO 7 – CONCLUSÕES 7. O mesmo verificou-se quando foi calculado o Balanço Hídrico Climático utilizando os métodos de Thornthwaite. Apesar do período em que foi feito o monitoramento meteorológico. de vida útil longa. tais como impermeabilização de base e tratamento de percolado e biogás. foram percebidas diferenças significativas. a fim de possibilitar melhores resultados do balanço hídrico e da produção do percolado gerado. um regime de ventos eficiente e altos índices de radiação solar. dessa forma. principalmente da precipitação. 1955. Comparando-se alguns elementos meteorológicos obtidos pela estação instalada no aterro de Gramacho com os registrados na REDUC. para que se estabeleçam medidas de proteção ambiental. Conclusões.

que permitam resultados mais próximos à realidade. .Aumentar o número de pontos no aterro de Gramacho a serem estudados. . incluindo a obtenção de informações dos solos e dos parâmetros dos resíduos depositados nesses locais.Manter uma estação meteorológica automática no aterro de Gramacho para continuar o monitoramento dos elementos estudados e possibilitar a utilização do software HELP com uma série maior de dados do aterro. Sugestões para futuras pesquisas. 99 .7.2.

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0 80.5 100.2 -24.6 131.0 0.0 0.0 61.4 P(mm) P-EP(mm) ARM(mm) ALT(mm) ER(mm) DEF(mm) 0.0 0.8 92.0 22.2 131.0 0.0 4 5 6 7 8 9 10 11 Cad=100mm 12 EXC(mm) 32.98 0.8 861.4 -7.9 90.0 80.0 0.8 201.0 100.6 157.0 0.6 nov/07 23.7 81.8 114.05 1.3 jan/08 24.2 120.4 201.2 47.17 1.0 291.6 36.0 0.ATERRO 3 EP(mm) 49.8 100.0 0.5 jun/07 20.9 139.5 soma 113 .0 0.7 82.56 1881.8 fev/08 25.8 47.0 139.7 44.0 0. BALANÇO HÍDRICO 1948 .8 290.0 261.0 0.7 1 2 Meses 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 0.2 -7. (°C) Nomograma Correção mai/07 20.0 61.0 222.9 ago/07 20.8 1019.10 1.0 89.8 44.0 set/07 21.0 49.94 0.0 0.0 0.0 42.4 -24.9 0.0 -47.8 861.1 98.0 201.7 114.7 82.0 40.4 -47.0 20.2 1019.0 mar/08 24.8 out/07 23.7 abr/08 23.0 jul/07 19.0 0.0 0.5 157.09 1.0 0.BALANÇO HÍDRICO DO ATERRO DE GRAMACHO UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR THORNTHWAITE EM 1948.6 8.0 1080.89 0.95 Temp.00 1.5 104.4 42.0 0.3 71.7 dez/07 25. UTILIZANDO CAD = 100MM.6 203.0 89.4 100.0 0.00 0.2 51.97 1.4 8.0 100.0 0.0 0.9 100.0 0.8 32.ANEXO 1 .15 1.0 0.5 104.2 204.3 71.1 98.0 79.7 100.9 90.6 192.6 14.8 67.5 100.5 100.0 0.5 192.

0 80.2 -24.7 1.0 54.6 1.8 out/07 23.2 120.6 -79.3 jan/08 24.2 41.5 1.5 100 -7.4 1.97 71.9 90.3 71.7 51.7 43.0 set/07 21.7 201.8 114.6 192.3 4.4 Temp.9 ago/07 20.15 98.0 -47.5 -20.4 42.8 201.05 89.17 104.94 44.3 290.9 1109.5 104.1 98.7 139.10 82.09 80.8 836.ANEXO 2 .9 0.9 65.6 157.12 4 5 6 7 8 9 10 11 Cad=100mm 12 13 DEF(mm) EXC(mm) 0.0 139.5 192.8 1044. 1 2 Meses 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 0.00 90.2 1.7 dez/07 25.5 25.95 49.2 100 100 100 100 100 100 100 -119.8 32.(mm) ARM(mm) -7.8 fev/08 25. (°C) Nomograma Correção EP(mm) P(mm) P-EP(mm) mai/07 20.5 222.8 0.56 1881.0 204.ATERRO 3 Neg.5 1.4 -7.89 42.5 soma 861.2 131.0 0.0 14.2 36.8 1019.5 THORNTHWAITE E MATHER EM 1955.7 82.835 0 92.4 81.3 -27.4 8.98 47.5 jun/07 20.2 45.00 61.64 72.8 100 ALT(mm) ER(mm) 49.9 42. UTILIZANDO CAD = 100MM.9 291.7 114.0 mar/08 24.8 20.5 157.7 abr/08 23.0 32.8 -32.0 jul/07 19.0 22.5 131.BALANÇO HÍDRICO DO ATERRO DE GRAMACHO UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR BALANÇO HÍDRICO 1955 .0 89.6 8.5 1.1 261.8 201.8 203.6 nov/07 23. Acum.2 114 .8 0.

2 131.0 79.0 204.94 0.0 40.0 80.3 jan/08 24.0 32.2 120.6 82.3 290.8 -24.7 114.0 200.6 71.0 200.0 49.7 mai/07 20.10 1. BALANÇO HÍDRICO 1948 .7 51.09 1.0 200.0 0.ATERRO 3 Nomograma Cad=200mm 8 9 10 11 12 1 Correção 0.0 0.6 157.5 jun/07 20.7 dez/07 25.7 44.0 139.0 42.0 0. UTILIZANDO CAD = 200MM.4 203.8 201.0 200.4 -7.8 -47.1 261.8 201.0 -47.6 8.0 0.5 192.0 0.9 90.9 200.0 120.2 -24.4 44.2 36.1 98.0 0.4 42.0 mar/08 24.0 0.6 nov/07 23.7 abr/08 23.BALANÇO HÍDRICO DO ATERRO DE GRAMACHO UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR THORNTHWAITE EM 1948.6 0.9 ago/07 20.98 1.8 192.00 1.0 22.0 89.ANEXO 3 .4 8.8 fev/08 25.0 0.05 0.5 EP(mm) P(mm) P-EP(mm) ARM(mm) 2 4 5 6 7 Meses 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 Temp.4 81.5 104.89 0.3 71.9 0.5 80.0 set/07 21.8 861.0 200.8 167.8 1019.0 0.0 jul/07 19.7 201.0 0.0 2280.7 114.0 61.8 98.2 90.00 1.2 131.5 192. (°C) ALT(mm) ER(mm) DEF(mm) EXC(mm) 0.8 32.5 222.15 1.2 47.97 861.8 1019.6 104.95 0.0 0.0 14.7 82.0 47.2 -7.0 0.0 0.0 200.0 0.6 1881.4 200.8 out/07 23.9 139.8 89.0 0.0 0.5 soma 115 .0 49.0 0.4 200.0 0.0 0.9 291.5 157.0 0.17 1.5 61.0 0.0 0.

6 1881.4 200.7 10.4 90.9 200.ATERRO 3 Nomograma Cad=200mm 8 9 10 11 12 13 1 Correção EP(mm) P(mm) P-EP(mm) 0.8 -32.3 jan/08 24.8 836.3 71.2 36.5 61.17 1.0 144.0 200.0 200.5 222.5 47.2 -24.0 -15.9 291.8 201.5 157.3 4.0 200.0 22.6 -54.6 157.00 1.8 out/07 23.7 42.4 81.8 19.9 90. UTILIZANDO CAD = 200MM.0 200.2 116 .5 192.1 98.6 32.0 mar/08 24.9 mai/07 20.6 104.0 2219.5 -119.09 1.7 114.9 42.1 109.5 soma 861.0 139.4 -7.6 44.1 261.00 1.0 -47.6 192.7 0.6 8.8 -7.0 49.3 80.ANEXO 4 .0 200.6 89.8 1019.7 51.8 203.BALANÇO HÍDRICO DO ATERRO DE GRAMACHO UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR THORNTHWAITE E MATHER EM 1955.0 -79.10 1.98 1.89 0.97 71.7 abr/08 23.8 201. Acum.6 nov/07 23.8 fev/08 25.94 0.2 120.8 32.(mm) ARM(mm) ALT(mm) ER(mm) DEF(mm) EXC(mm) 49.7 82.7 43.0 set/07 21.7 114.5 jun/07 20.9 80.95 0.15 1. BALANÇO HÍDRICO 1955 .8 98.3 290.05 0.0 14.4 8. (°C) Neg.9 ago/07 20.2 131.7 201.0 89.0 -40.4 90.8 24.7 dez/07 25.3 200.2 131.0 jul/07 19.0 - 2 4 5 6 7 Meses 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 Temp.8 139.8 185.0 200.4 42.8 0.5 82.5 104.2 41.0 204.8 989.

6 49.1 nov/07 22.0 26.7 82.0 -17.9 ago/07 23.0 148.1 1.8 -12.0 0.4 116.0 jun/07 19.0 0.5 42.7 fev/08 24.0 0.8 1.0 0.4 0.3 71. UTILIZANDO CAD = 100MM.8 soma 117 .1 1.4 -12.0 71.5 34.0 mar/08 24.8 51.4 Temperatura(°C) Nomograma mai/07 20.0 100.5 0.7 22.4 0.5 65.0 1.9 90.8 dez/07 24.2 104.2 17.1 220.0 0.6 1.0 1.0 151.3 140.1 98.2 0.0 1.0 0.5 0.8 1.6 80.6 0.0 89.0 61.5 157.0 151.7 115.1 89.0 0.8 58.6 jul/07 18.0 0.6 0.0 set/07 21.4 -44.9 44.0 0.9 250.2 20.0 0.0 0.0 100.0 0.6 -59.6 1162.3 100.9 42.0 100.9 59.0 47.0 1.0 0.5 abr/08 22.2 0.2 34.6 82.REDUC DEF Correção EP(mm) P(mm) P-EP(mm) ARM (mm) ALT (mm) ER(mm) (mm) EXC (mm) Meses 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 861.0 34.1 80.0 0.1 82.8 1. BALANÇO HÍDRICO 1948 .2 -20.0 2.8 100.4 36.0 9.3 100.8 -5.7 -44.7 0.1 58.0 0.2 98.0 1.0 95.7 44.0 0.8 66.5 61.8 75.5 1.9 -20.0 -44.5 104.0 49.4 out/07 23.6 jan/08 24.ANEXO 5 .BALANÇO HÍDRICO COM OS DADOS OBTIDOS NA REDUC UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR THORNTHWAITE EM 1948.0 0.0 -5.0 0.8 51.0 90.

5 -24.(mm) 48.3 116.0 89.8 Neg.8 dez/07 24.9 28.0 148.0 100.1 -82.2 14.4 1.6 jul/07 18.1 58.7 22.5 157.6 mai/07 20. UTILIZANDO CAD = 100MM.6 6.5 -44.(mm) Exc. Acum.7 fev/08 24.1 82.0 mar/08 24.1 220.5 100.ANEXO 6 .5 104.9 90.5 abr/08 22.0 0.0 1.7 82.1 98.0 1.1 -126.9 ago/07 23.8 1.4 36.1 116.9 250.0 19.3 151.3 -15.8 -12.6 83.6 jan/08 24.1 nov/07 22.0 39.3 151.REDUC 6 7 8 P9 10 11 12 13 1 2 Meses Temperatura(°C) Nomograma Correção EP(mm) P(mm) 52 48 47 48 61 74 75 89 86 90 85 74 861.2 1.0 100.(mm) Alt.4 34.1 89.8 -186.8 1.0 95.0 61.0 2.5 21.8 -76.6 -5.0 -4.9 -11.5 -151.5 118 .9 44.3 140.8 51.7 1.9 -38.8 51.(mm) ER(mm) Def.3 4 5 BALANÇO HÍDRICO 1955 .8 soma 22.(mm) Arm.0 90.1 68.8 0.6 100.8 66.9 42.8 1.0 71.2 -44.2 98.2 1.9 -17.4 18. 3 EP(mm) -12.5 jun/07 19.0 47.2 0.56 1162.3 71.0 100.0 100.4 24.3 15.3 5.2 80.BALANÇO HÍDRICO COM OS DADOS OBTIDOS NA REDUC UTILIZANDO O MÉTODO PROPOSTO POR THORNTHWAITE E MATHER EM 1955.0 -5.8 28.1 37.7 24.6 1.4 -15.6 -59.8 46.0 49.2 104.0 set/07 21.9 46.8 1.6 -20.1 80.3 43.1 58.4 out/07 23.7 115.5 75.0 100.4 0.8 1.

ANEXO 7 – Nomograma para Cálculo da Evapotranspiração Potencial Mensal. pela Fórmula de Thornthwaite. Não-ajustada. em Função da Temperatura Média Mensal. 119 . Fonte: Vianello e Alves (2002).

120 .ANEXO 8 – ROSA DOS VENTOS DO ATERRO DE GRAMACHO NO MÊS DE AGOSTO DE 2007.

121 .ANEXO 9 – ROSA DOS VENTOS DA REDUC NO MÊS DE AGOSTO DE 2007.

122 .ANEXO 10 – ROSA DOS VENTOS DO ATERRO DE GRAMACHO NO MÊS DE NOVEMBRO DE 2007.

ANEXO 11 – ROSA DOS VENTOS DO ATERRO DE GRAMACHO NO MÊS DE OUTUBRO DE 2007. 123 .

124 .ANEXO 12 – ROSA DOS VENTOS DA REDUC NO MÊS DE OUTUBRO DE 2007.

ANEXO 13 – ROSA DOS VENTOS DA REDUC NO MÊS DE JUNHO DE 2007. 125 .

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