ATERROS E DECISÕES POLÍTICAS NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA: EFEITO CASCATA.

José Francisco Bernardino Freitas
Universidade Federal do Espírito Santo

Das mais de trinta ilhas que, compõem o arquipélago, parte do território municipal de Vitória, atualmente só algumas poucas, não se encontram incorporadas ou ligadas à ilha principal. Das inúmeras áreas de mangues, seja ao redor ou no interior das ilhas deste arquipélago, muitas foram extintas. Uma sucessão de aterros, que se inicia em épocas coloniais vem, desde então, interferindo na conformação desse território. Em artigo anterior nosso objetivo foi o de demonstrar as alterações na argumentação oficial quanto aos propósitos para a realização dos diversos aterros na área do município, desde o primeiro identificado até o ano de 2000. Da mesma forma que a pesquisa anterior, este estudo comprova, utilizando os relatórios e mensagens de governo como fonte principal que, independente de recomendações, a determinação política assume relevante papel em suas implementações. O estudo aponta também um efeito do tipo “cascata” nas diversas intervenções em aterros, significando que um primeiro resultava em um outro subseqüente e assim por diante. Isto gerou uma sucessão de “necessidades” de intervenções por aterros, embora os propósitos iniciais para suas realizações nem sempre fossem os mesmos à época de suas ocupações. Outro aspecto verificado refere-se às atividades portuárias, em particular as do Porto de Vitória, as maiores responsáveis pela grande maioria dos aterros que se sucederam na região. Ainda que argumentos técnicos pretendessem dar o tom no caso de algumas das intervenções, é possível verificar interesses políticos “falando mais alto” nas diversas obras de aterro efetuadas. As constatações deste estudo revelam que, em última instância, a conformação físico-territorial atual da cidade de Vitória sempre esteve ao sabor de decisões político-administrativas ainda que recomendações técnicas apontassem outra direção. Sugere ainda que as questões ambientais a que a cidade atualmente se sujeita são resultado destas decisões. Abstract Among the thirty four islands which, conforms the chain of islands, part of the municipal territory of Vitória, nowadays, only a few, are not incorporated or linked to the main one, the Island of Vitória. Many mangrove areas around or within the main island surface have been extinct. A succession of landfills has, since colonial times, gradually been interfering in the conformation of such a territory. In an earlier paper our objective was to demonstrate the changes in official argument about the purposes of those landfills since colonial times, up to year 2000. Using the same kind of primary source of the earlier research, this study, takes the executive government official messages and reports to the legislative, to demonstrate that political determination even contradicting technical recommendations, assumes relevant task for the implementation of the analyzed landfills. This study points out a type of "cascade" effect concerning the various landfills, meaning that one lead to another and so and on so forth. This has generated a succeeding "necessity" of landfills interventions, although original purposes for their implementation have seldom been the same at the time of their occupation or urbanization. Another aspect identified refers to port activities, particularly those of the Port of Vitória, as playing a major role to justify the great majority of the succeeding landfills implemented. Despite technical arguments, political commitment always sounded lauder for the succeeding landfill works in the region. This study reveals that the territorial conformation of the city of Vitória has been guided by political force even if technical recommendations pointed to other direction. It also suggests that environmental problems, which are felt nowadays, are a result of those decisions.

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A razão de análise deste período reside no fato de que é nele. 8) aterros da Grande São Pedro e Andorinhas. São Pedro II. Cumpre mencionar que duas pesquisas orientaram as conclusões aqui esboçadas [2]. tendo sido as atividades portuárias. seus destinos político e econômico. Santo André. Este estudo comprova. 4) aterro da Esplanada Capixaba. 5) aterros da Praia Comprida compreendendo os bairros da Praia do Canto. Interessa enfatizar que os aterros incluídos no escopo deste documento são apenas aqueles promovidos na Ilha de Vitória ou em áreas que passam a ser incorporadas a esta. a segunda. favorecida sua afirmação como capital portuária. correspondentes aos bairros de São Pedro I. 6) aterros de Bento Ferreira relativo aos bairros de Forte São João. as maiores responsáveis pela grande maioria dos aterros que se sucederam na região. relacionadas às diversas intervenções de aterro realizadas em seu território. significando que um primeiro aterro resultava em um outro subseqüente e assim por diante. estendendo o período da pesquisa anterior até o ano de 2000. utilizando os relatórios e mensagens de governo como fonte principal que. Ilha de Santa Maria.ATERROS E DECISÕES POLÍTICAS NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA: EFEITO CASCATA. respectivamente. conforme demonstrado em estudo anterior [1]. Ilha das Caieiras. utilizando as informações obtidas na primeira. são incluídas ao final deste documento e. selando. independente dos motivos oficiais que justificaram a necessidade das intervenções por aterros. Jucutuquara. São José. a primeira. a determinação política assume relevante papel em suas implementações. que inclui os bairros da Praia do Suá. identifica alterações e repercussões no espaço urbano de Vitória em decorrência dos diversos aterros promovidos no território do município. caracterizada pela proximidade entre montanha e mar. 3) aterros da Ilha do Príncipe promovidos no bairro do mesmo nome. em particular as do Porto de Vitória. Em assim sendo. Redenção (São Pedro III) Conquista (São Pedro IV). sua ocupação e seu desenvolvimento urbanos. Ilha do Boi e Enseada do Suá. A primeira investiga ações governamentais baseadas nos relatórios e mensagens de governo no período entre 1900 e 1965 e. Sugere ainda que as questões ambientais a que a cidade atualmente se sujeita são resultado destas intervenções. Horto. também na atual área central. 2) aterros do Porto de Vitória. situado na área central da cidade.ufes. da mesma forma que ocorre significativa alteração quanto à argumentação oficial para suas realizações. O estudo aponta também um efeito do tipo “cascata” nas diversas intervenções. e Bento Ferreira. Andorinhas e São Cristóvão. Nova Palestina (São Pedro V).br 1 . e que as figuras ilustrando alguns dos aspectos abordados neste estudo. Resistência (São Pedro VI). Monte Belo. Importa acrescentar que as referências às fontes consultadas encontram-se em notas de rodapé que também são utilizadas para informações complementares ao texto. Santa Cecília. José Francisco Bernardino Freitas Universidade Federal do Espírito Santo Este documento aborda questões associadas ao desenvolvimento da cidade de Vitória no período entre 1900 e 2000. que as intervenções por aterros assumem proporções representativas quando comparadas à extensão territorial da Ilha de Vitória. a partir disto. analisados neste documento na ordem que se segue: 1) aterros do Parque Moscoso. 7) aterro da Enseada do Suá. e Santa Lúcia. composto por um arquipélago e uma parte continental. apresenta alterações ao satierf@npd. Figura 1. Estas pesquisas contaram com bolsistas de iniciação científica cujos trabalhos constituem importantes fontes de informação a este estudo [3]. compreendem aos bairros atuais. implementados no bairro do mesmo nome. não incluindo os aterros realizados em áreas continentais do território municipal. as constatações deste estudo são calcadas em 8 (oito) conjuntos de aterros que. 1) ATERROS DO PARQUE MOSCOSO A Ilha de Vitória. Praia de Santa Helena. teve em decorrência de sua privilegiada posição geográfica. A atual conformação do território municipal. situa estas intervenções nos limites municipais de Vitória [4]. e.

em benefício das melhorias das condições sanitárias da cidade define. cujo objetivo era o de facilitar a passagem de pedestres até o hospital. Diante disto. em grande parte. O aterro de ligação do Porto dos Padres à construção da Santa Casa de Misericórdia margeava a lateral do Campinho dando origem a Rua do Comércio. em 1890. hoje Avenida Florentino Avidos. cobertos por mangues. e mais recentemente. o Cais das Colunas ou do Imperador e o do Porto dos Padres. os aterros assumiram papel relevante. Em 1892 o governo federal. diversas intervenções foram concebidas e implementadas pelos governantes. por resultar em obstrução que impedia a limpeza natural do local pelo movimento das marés. Desde o final do século XIX a aspiração dos políticos capixabas era tornar Vitória uma grande praça comercial de exportação de café. Em 1882 é iniciada a primeira etapa de aterro da área interna do Campinho como recurso de saneamento desta região. constituídas por terrenos alagadiços e. porém. para viabilizar sua expansão territorial. A Torrens termina por acatar esta sugestão e mesmo com a diminuição das despesas não consegue levantar capital para sua implementação. Os primeiros estudos sobre esse porto foram realizados em 1881 quando o ministro Buarque Macedo envia a Vitória o engenheiro Milnor Roberts. antigo Cais Queimados. Os trabalhos de urbanização e embelezamento. um Código de Posturas da Intendência Municipal da Cidade de Vitória. com a justificativa de redução de custos. Entre 1889 e 1891. por sua vez. denominada cidade alta. só foram concluídos em 1912 [10]. a cidade passa a se expandir para as áreas mais baixas de seu território. destacavam-se por suas intensidades de utilização. Essas áreas eram. Essa obra de aterro. em geral. não é aceita pelo governo federal que. as lagoas de águas pluviais e pontas de mar do largo a Conceição. vem transformar o mangue do Campinho em alagadiço sujo. dentre outros objetivos. A área do atual Parque Moscoso que anteriormente se constituía em área de mangue denominada Lapa do Mangal. tornando o alagado depósito de detritos e dejetos [7]. para promover a acessibilidade e as condições sanitárias na capital. era um dos limites da cidade em fins do século XIX e início do século XX. em território do atual município de Vila Velha. independente do Rio de Janeiro [11]. O Cais Schmidt. A Torrens realiza novos estudos que determinam o cais do porto na baia de Vitória. tendo rejeitado a proposta de Roberts por razões financeiras. aterros. tendo sido concluída em 1888 [8]. rua Dr. João Santos Neves. outorga por 50 anos a concessão das obras de construção e melhoramentos do porto além de sua exploração à Companhia Brasileira Torrens. Uma das primeiras intervenções de aterro que se tem notícia na Ilha de Vitória ocorre no período de governo de Francisco Alberto Rubim entre 1812-1819 nas imediações da área do atual Parque Moscoso. foi neste período chamada de Campinho. 2) ATERROS DO PORTO DE VITÓRIA É possível que todo esse tempo para a conclusão das obras do Campinho se justifique também em decorrência de despesas do governo com aterros em outras áreas da cidade e com propósitos distintos. facilitando a caminhada dos pedestres a pé enxuto [6]. receberam os primeiros lençóis de terra. o esgotamento de pântanos e águas estagnadas. Isto serve de motivo para impulsionar outros aterros na região. não foram encontradas informações de obras de aterro na região. Nisto. tapamento de terrenos abertos e valas e canalização de águas [9] . o banhado dos Palames. Em 1906. Esta proposição.longo de seu processo de desenvolvimento com grande parte de suas ilhas incorporadas ao continente [5] . a ocupação do território se deu em região de cota mais elevada na Ilha de Vitória. com o desenvolvimento da capital e conseqüente crescimento populacional. inicialmente. Até 1880 diversos atracadouros de embarcações encontravam-se situados na baia de Vitória. o governo estadual promove uma série de 2 . contudo. cujo relatório indica a construção do ancoradouro em terras continentais em frente à cidade. Originalmente. A fim de possibilitar as ocupações destas. A idéia era a transformação dos diversos cais em um único e grande porto que centralizasse o comércio do estado. Entretanto. com as obras de aterro finalizadas em 1910. Os alagadiços do caminho do pôrto dos Padres ao hospital em construção. grande parte da região continuava alagada. limite sul do município de Vitória. opta pela localização do cais em área mais afastada da cidade.

muitas o foram em sua função. quase sessenta anos desde seu primeiro projeto. O governo estadual teve por argumento o fato de que a área oferecia vantagens por se apresentar assentada sobre rochas [15]. Essa situação corrobora os argumentos do governo estadual para sua professa convicção quanto a esta localização para o porto. A dificuldade de precisar a área destinada ao porto está também associada às suas sucessivas expansões e. a Lapa do Mangal não teria se deteriorado tornando "necessário" o aterro que deu origem ao Campinho. reconhecendo o potencial do porto de Argollas. e a maior facilidade de ligação a uma futura linha férrea de suporte ao cais. a idéia que fica é a de que um aterro parece resultar de outro e tornar necessário um seguinte. no município de Vila Velha. pelo mesmo decreto. cujo plano de obras é aprovado pelo decreto 7994 de 12 de maio de 1910 [17]. por sua vez. consegue sustar a construção no continente e pelo decreto 5951 de 1906 e. na rua da Alfândega e seu prolongamento pela denominada rua do Comércio (atual Avenida Jerônimo Monteiro). novamente. ao grande número de aterros que inclui. na década de 1930. como resultado. Quanto ao aterro do Porto. da mesma forma que rodovias e ferrovias. Neste período. a ser realizados por concessão do governo federal ao estadual e. por entender que o porto constituía elemento essencial de atração de investimentos para a capital. Este projeto da Torrens foi aprovado pela União pelo decreto nº 5213 de 1904. para a viabilização desse cais. Vale aqui a ressalva de que nos documentos consultados não é revelada a exata localização do Porto de Vitória. Os estudos de Lisboa apontaram a região como mais adequada tecnicamente devido à profundidade da bacia marítima. Lisboa. O governo do Estado do Espírito Santo não concordando com estas indicações. Aterros para complementação das obras do porto passam. não aprova as alterações entendendo que estas comprometiam o projeto [12]. a Companhia do Porto de Vitória obteve a concessão das obras portuárias pelo governo estadual em 1906. A preocupação dos governantes se direciona aos projetos de abertura e pavimentação de vias. para serem implementadas quando os tempos de crise arrefecessem [19]. a mensagem de governo de Bernardino Monteiro de 1920 revela a execução de um plano geral de viação e estradas trafegáveis para o estado de forma geral e. tendo sido reiniciadas apenas na administração de Florentino Avidos (1924-1928) [18]. Em 1902 a Torrens encarrega o engenheiro Alfredo Lisboa de realizar novos estudos. No conjunto. propõe seu estabelecimento no continente. Contudo. as obras do porto são interrompidas em 1914 devido à crise financeira experimentada pelo estado em decorrência da Primeira Guerra Mundial. detendo assim. Entende-se que este se encontra delimitado pela área que se estende desde o antigo Cais Schmidt até o limite com o desativado cais do transporte aquaviário de Vitória. à firma francesa Societé de Cosntruction du Port de Bahia.alterações a esta última proposição com o intuito de reduzir ainda mais os custos. obras não foram realizadas no Porto. desta vez pela Companhia do Porto de Vitória. respectivamente de ligação do porto com a cidade e desta com o restante do estado e estados vizinhos. Não fosse este. Novos estudos são realizados. responsável por promover o escoamento da crescente produção cafeeira no início da República seja para mercados internos ou externos. transferir as obras para a Ilha de Vitória. Junta-se a isto a condição de porto da capital. Conforme já mencionado. Diante das dificuldades financeiras. porém outros aterros e serviços complementares às obras do porto só permitem sua conclusão final em 1939 [20]. da transmissão desta sua concessão para a Companhia do Porto de Victoria [14]. O governo federal. com a permissão à Companhia Torrens. a construção de um cais único demandou a incorporação do aterro do Porto dos Padres aos que se sucederam ao longo da baía de Vitória. maiores vantagens econômicas do que a baia de Vitória. importantes firmas comerciais localizavam-se as margens da baía. Em 1937 foi concluída a primeira seção do cais sobre aterro. entretanto o início de sua construção só se dá no período entre 1908 e 1912 no governo do Jerônimo de Souza Monteiro. para o Porto em particular. 3 . escolhido para ponto terminal da Estrada de Ferro Victoria a Minas. Se. no período de dez anos do pós Guerra. Pode-se argumentar que a relação entre o aterro do Campinho e o do Porto de Vitória está associada ao aterro inicial no Porto dos Padres. a Companhia Torrens obtém da união diversas prorrogações para o inicio das obras [13]. No que se relaciona a isto. entre a baía e a atual avenida Presidente Getúlio Vargas. em decorrência dos elevados preços do produto no mercado externo [16].

com esta última área de aterro ainda não ocupada. Importa aqui destacar uma aparente contradição. indicada pelo governo do estado como mais viável do ponto de vista econômico. A instalação desta ponte demandou as primeiras obras de aterro na região às margens da Ilha do Príncipe. planos de urbanização futuros passam a incluir a região da Ilha do Príncipe como importante área passível de expansão residencial ou comercial para Vitória [27]. Nas palavras de Aguiar: Sendo Victoria uma cidade magnificamente favorecida pela sua belleza panoramica. Em meados dos anos de 1970 e ao início dos anos de 1980. com vistas à instalação de uma ponte de ligação da Ilha de Vitória ao continente [21]. concorrendo com as obras de aterro do Campinho. A partir destas primeiras obras de aterro e com a instalação da ponte. em 1968 um grupo para a elaboração de projetos e planejamento da urbanização da região que propõe como solução a recuperação dos mangues por enrocamento e novo aterro com o material obtido pela dragagem da baía [31] . a dragagem da baía de Vitória com o propósito de aumentar o calado do canal de acesso e. demonstra a incorporação da Ilha do Príncipe à Ilha de Vitória. seja na direção mais a sul da cidade no rumo do município de Vila Velha. aproveitando o produto da dragagem da obra de aprofundamento do canal de acesso a baía de Vitória. novas intervenções por aterro na região noroeste da Ilha do Príncipe. entretanto. Accresça-se a isso a necessidade imperiosa de um plano de conjuncto que. Interessa mencionar que o projeto urbanístico do grupo recebeu a colaboração do Porto de Vitória em conjunto com outros órgãos técnicos que já consideravam a necessidade de uma outra via de acesso ao continente que incluía a construção de uma segunda ponte [32] que demandou. à época denominada Seis Pontes [23]. dentro dos princípios de urbanismo. em 1928 é instalada a Ponte Florentino Avidos. Contudo. Nenhum destes planos foi implementado. Os aterros realizados até 1967 não foram suficientes para o saneamento da área que continuava sendo utilizada como depósito de destroços e lixo [30]. diversos aterros foram efetuados até 1960. apenas em 1960. oriente o crescimento de Victoria [26]. Na década de 1930 dois governantes. a localização do porto na Ilha de Vitória vem desencadear a forma e possivelmente a orientação de crescimento da cidade [22]. O propósito mencionado nos documentos oficiais era o de promover a necessária acessibilidade visto que o crescimento do porto tornava imperativa a criação de ligações com outras regiões [24]. não explicitando porém o propósito definido para as obras. O objetivo oficial expresso na mensagem de Lindenberg do exercício de 1960 para realização desse aterro foi o de embelezamento. cada vez mais. Nesta perspectiva. todos estes. A Figura 2 da década de 1960. da mesma forma que a ligação dessa ilha com o bairro Santo Antônio [33]. é vislumbrada a necessidade de novos aterros na Ilha de Vitória. podem ser citadas as despesas para a realização de aterros do cais de saneamento da Ilha do Príncipe. Como conseqüências mais imediatas. a promulgada convicção do governo estadual de que a Ilha de Vitória seria o local estratégico para a localização do porto. 3) ATERROS DA ILHA DO PRÍNCIPE Resultado da necessidade de escoamento da produção seja pela Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo ou pela Vitória a Minas. desde 1881. interessa argumentar pelo encadeamento de aterros que as obras do Porto resultaram. em 1977. A localização do porto na Ilha de Vitória. 4 . Significa dizer que. impunha-se o auxilio da mão de obra do homem à natureza para adaptá-la às exigências da hygiene e belleza das cidades modernas e faze-la o reflexo exacto da grandeza do Estado. Nesta perspectiva Lopes Filho institui. são várias as propostas de aterros na Ilha do Príncipe para acomodar o acesso dessa segunda ponte ao continente. além da conquista de áreas necessárias à expansão e crescimento da capital [29]. é realizado um grande aterro a nordeste da Ilha do Príncipe. começava a demandar dispendiosas obras complementares fora de seu alcance financeiro [25] e. seja mais a leste no rumo das praias ou mais à oeste na direção da Ilha do Príncipe e Bairro de Santo Antônio. a ampliação de vias na cidade. alterar os contornos da Ilha de Vitória. Em 1957 a Lei Municipal nº 664 autoriza o executivo a aterrar a área de mar situada entre a Ponte Florentino Avidos e o Cais Schmidt [28]. necessária ao desempenho demandado pelo crescimento das atividades portuárias.Assim. Aguiar (1928-1930) e Bley (1930-1943) mencionam intervenções por aterro na região.

Associam-se a estes objetivos a modernização da capital em decorrência da industrialização prevista pelo Plano. ao menos parecer moderna [36]. como a principal personagem na justificativa desta área de aterro. que segundo Santos Neves. dissimulada por razões de acessibilidade [38]. Estas quadras são definidas com a intenção de adotar parcialmente os alinhamentos pré-existentes. para a vazão dos "grandes troncos rodoviários" do norte [39]. ainda que estes incorporassem áreas aos limites municipais sobretudo para o desenvolvimento das atividades portuárias. Ainda que pese a intenção expressa na citação de Aguiar (1929) apresentada acima. corroborando a intenção de complementação com esse 5 . apontando ainda a existência de uma demanda de terrenos e prédios na região [37]. resultaram em um efeito do tipo "cascata". compreendida entre a o Cais Schmidt e a Curva do Saldanha. até então analisados. são os aterros da Esplanada da Capixaba e o dos mangues entre o Forte São João e Bento Ferreira realizados a partir de 1951. Considera que esta área encontrava-se bastante ocupada. Principalmente no que diz respeito à conquista de novas áreas de crescimento. esses aterros. Conseqüência direta dessa demanda. além dos propósitos de facilitar a acessibilidade conforme acima. Esse anseio de modernização é também explícito pela proposta de ocupação da Esplanada da Capixaba. Ainda que com estes argumentos. determinações muito mais políticoadministrativas do que recomendações técnicas orientaram as ações dos governantes. 4) ATERRO DA ESPLANADA CAPIXABA Campos Jr. na região comercial de Vitória. novamente. projetando-o como bairro comercial especial. na década de 1940. de traçado regular composto por quadras de dimensões maiores. região do Novo Arrabalde. Isto. em que a implementação de um primeiro demandava a realização de um outro e assim sucessivamente. Observe-se que neste momento além da necessidade de correção das águas da bacia de evolução do Porto. melhorar as condições de tráfego para a Praia Comprida. sempre foram calcados em questões de acessibilidade e de necessidade de saneamento [34]. A cidade precisava. essa mudança de argumentação só passa a ser explicitada a partir do Plano de Valorização Econômica aprovado em 1951 no governo de Jones Santos Neves. As informações apresentadas nos permitem argumentar que. em particular os promovidos pelo Plano de Melhoramentos de Avidos. surge uma outra necessidade: a de uma zona comercial de suporte às atividades portuárias decorrentes de seu crescimento.Ainda que os aterros efetuados na região do Parque Moscoso não aparentem ter sido realizados em decorrência direta das intervenções relacionadas à instalação do porto na baía de Vitória o fato é que todos os aterros implementados. já sugeriam propósitos de expansão territorial. o Porto aparece. senão ser. O Código Municipal de 1954 estabelece normas específicas para a região. Santos Neves em seu discurso apresentado à Assembléia Legislativa do Estado em 31 de janeiro de 1951 declara a respeito da modernização da capital: Todos sentimos a necessidade imperiosa de suprir Vitória das práticas remodeladoras indispensáveis ao seu progresso. O Plano de Valorização Econômica de Neves tinha como objetivo com o aterro. Essa intenção de modernização está diretamente associada à existência do Porto de Vitória devido à facilidade que este proporcionava a cidade de Vitória de se relacionar diretamente com os principais centros europeus. A mensagem de Santos Neves referente à administração do ano de 1951 aponta que foi escolhida a região denominada Esplanada Capixaba para a realização de um aterro com a finalidade de corrigir o sistema de águas da bacia de evolução do porto. com formas diferenciadas e mais regulares do que as da ocupação original. a conquista para a cidade de uma área edificável que desse continuidade à zona comercial de Vitória. Interessa também mencionar que os argumentos oficiais para a realização dos aterros até os anos de 1940. é particularmente explícito no caso da instalação do Porto de Vitória. indica uma escassez de áreas disponíveis. promovendo continuidade entre o novo e o traçado já existente.. pela recuperação dos vastos mangais de sua orla litoral [35]. a partir de 1920 passa a ter seus primeiros moradores e. Interessa lembrar que. na região da Capixaba já haviam sido realizados aterros no governo de Monteiro (1916-1920) e de Avidos (1924-1928) com propósitos sanitaristas. Assim.

5) ATERROS DA PRAIA COMPRIDA Os aterros na Praia Comprida. previa inicialmente. se constituem em desdobramento do aterro da Esplanada da Capixaba e em última instância dos aterros do Porto de Vitória. A proposição de Brito no Procjeto de um novo arrabalde dotado dos serviços de abastecimento dágua e de drenagem. da zona comercial de apoio as atividades do Porto de Vitória e a modernização pretendida para a capital [40].aterro. resultando os bairros já mencionados e os atuais bairros de Ilha de Santa Maria. O loteamento do terreno. em menos de dois anos. o governo passa a buscar outra área para acomodar as sedes de seus poderes [43]. que também incluíam aterros das partes alagadas. Segundo o discurso de Santos Neves à Assembléia Legislativa em 30 de janeiro de 1955: Com o desmonte dos morros circunvizinhos e as areias recolhidas pela drenagem do canal atterou-se extensa área para a expansão urbanística da cidade. Nesta perspectiva é possível argumentar que os aterros promovidos na região de Bento Ferreira. planejado com todos os requisitos da moderna técnica urbanística. em direção à entrada da baía de Vitória para expansão da cidade. já se acha concluído . tratados mais adiante neste documento. na década de 1950. em segundo plano. de Santa Cecília e do Horto. passam a incorporar à Ilha de Vitória. têm revelado que a cidade vai se desenvolvendo a luz destas intervenções por aterros sendo o Porto o principal protagonista. laterais à avenida ao longo dos atuais bairros de Jucutuquara. ao fundo. que Brito não considera a área do atual bairro de Bento Ferreira passível de ocupação e/ou aterro em sua proposta de 1896. a partir da segunda metade dos anos de 1970. para Vitória. como recurso para viabilizar o leito da Estrada de Rodagem (atual Avenida Vitória). A Figura 3 permite visualizar as proporções do aterro da Esplanada da Capixaba já concluído ao final do governo de Santos Neves. Essa intenção de expansão adquire forma com o convite ao engenheiro sanitarista Francisco Saturnino Rodrigues de Brito. tem-se o Porto de Vitória e. resultam da determinação do governo de Muniz Freire (1892-1896) de utilização de áreas na própria Ilha de Vitória. Junta-se a isto a necessidade de ampliação das áreas de serviço portuárias decorrentes do desenvolvimento do porto e seus setores complementares. A estrada de rodagem proposta para acesso ao arrabalde. o aterro da Capixaba atinge seu objetivo de incrementar as atividades comerciais no centro de Vitória que se desdobram em congestionamentos das funções comerciais administrativas e residenciais.. concluídos na primeira metade dos anos de 1950. Frente à Capixaba. que em 1896. para cobrir a distância entre o núcleo urbano e a região da Praia Comprida para onde se pretendia o arrabalde. Interessa observar contudo. Esse aterro da Esplanada da Capixaba.000 ms2.. deixando livre e espaço para a improvável continuação do cais comercial. Por certo. quase o dobro da área conquistada em todos os outros períodos de sua história. na região de Bento Ferreira [44]. Santos Neves. 6 . É possível argumentar que como resultado disto. a realização de aterros. conquistou-se ao mar uma área aproximada de 96. margeava ao norte uma extensa área de mangue onde futuramente se promovem aterros. Outros aterros também eram previstos na região do novo arrabalde propriamente dito [45]. somado aos aterros realizados na região de Bento Ferreira. segundo o relatório de Santos Neves de 1953. [41]. em pleno coração da cidade. Até o presente. analisados mais adiante neste documento. os fatos apresentados. no documento de 1952 argumenta que Vitória possuía capacidade de desenvolvimento oferecida pelo potencial elétrico de Rio Bonito e pelo reaparelhamento do Porto [42]. envolve-se em sua primeira experiência em expansão urbana com a elaboração de um projeto que pretendia a ampliação da cidade de Vitória em uma área cinco a seis vezes maior que a do núcleo da capital ao final do século XIX. a Ilha do Príncipe e a Ponte Florentino Avidos. impondo a este à ampliação de suas dependências com a instalação de galpões de oficina mecânica e de serraria e carpintaria. Nesta mesma figura. Monte Belo e Bento Ferreira tratados mais adiante neste documento.

com propósitos.. já em 1945. para a viabilização do novo arrabalde. ao realizar pequeno histórico da região. É nestes períodos que a Praia Comprida recebe aterros nas áreas mais baixas e sujeitas à influência das marés. para completar a área destinada ao novo arrabalde . O projeto de Brito incluía conforme transcrição abaixo [51]: . indica que ao longo de vários anos. apontam como início de realização dos aterros na região da Ilha de Santa Maria e Monte Belo. os extensos mangaes que se trata de aproveitar. se intensificando a partir do governo de Jones dos Santos Neves (1951-1955) e se estendendo até o de Cristiano Dias Lopes Filho (1967-1971). indica que o processo adotado pelo município para destinação final de lixo é o de aterros sanitários a céu aberto. começam a ganhar vulto. Ltda. destacando-se os mangais ao longo da Avenida Vitória [47]. o novo arrabalde propriamente dito. contudo. a despeito de receberem uma camada de saibro [48]. Na mensagem de 1982. parecem ser. mas também áreas alagadas e alagáveis como complementação à área de expansão proposta. as únicas referências oficiais restringem-se às obras de aterro às margens da avenida Vitória. A região da Praia Comprida. Os trabalhos que o Governo mandou executar conquistam ao mar uma área relativamente limitada e que pouca influência poderá exercer. extensas áreas de mangue foram aterradas e. A Figura 4 permite a visualização da extensão do aterro promovido na região na década de 1960. no início de século XX. Para este empreendimento seria utilizado o material do desmonte da Ilha de Santa Maria e. As dificuldades de apropriação da área já eram previstas visto que.. em seguida. Conforme apontado em mensagem de 1927.É. outros pequenos morros da área resultando em aterro 7 . e cumpre prevenir os inconvenientes que então resultarão . . Aristeu Borges de Aguiar (1928-1930) da mesma forma que nos relatórios municipais de Moacir Monteiro Avidos (1928-1930).. Nestes períodos.. porém. Novaes corrobora esta informação e indica que em 1926 a firma Joppert Martins & Cia. muitas vezes. tinha sido encarregada pelo governo do estado a aterrar os mangues desde o Forte São João à Praia Comprida. Êsses trabalhos. Estas intervenções são indicadas nas já mencionadas mensagens e relatórios de governo do prefeito Octaviano Índio do Brasil Peixoto (19241928).. dos governadores: Bernardino de Souza Monteiro (1916-1920). É no período de intervenção de Bley (1930-1943) que investimentos e serviços de aterros nas áreas de mangues da região.. do então prefeito Octávio Índio do Brasil Peixoto. 6) ATERROS DE BENTO FERREIRA A região do atual bairro de Bento Ferreira. em parte. o início de obras futuras mais ousadas. ou como Brito denominara. sobretudo. no governo de Muniz Freire que uma estrada entre Jucutuquara e a Praia do Suá é construída [46]. isolados. Brito admite que não se tratava somente de aproveitar terrenos secos. as intervenções na Praia Comprida constituem em aterros de restritas proporções. desde o governo municipal de Henrique de Novaes (1916 a 1920) recebe aterros para alinhamento de ruas e praças. nas imediações da Chácara do Bispado. a mais próxima da área para onde Brito realizara proposta em 1896. de promoção da acessibilidade. na tentativa de viabilizar sua ocupação. não atendendo aos padrões desejáveis de limpeza pública. Até 1950. que prosseguem nas décadas de 1920 e 1930.. invadidas ou ocupadas por terceiros. o lixo continuava a ser despejado nos mangues existentes no Forte São João. e de Américo Poli Monjardim (1937-1944) [50]. realizadas entre 1932 e 1942 no período de governo do interventor João Punaro Bley. o prefeito da capital Rudy Mauer. Na mesma mensagem Mauer. a partir de 1951. apenas. A referência que se tem desta obra é a de que neste mesmo ano é anunciado o aterro do primeiro trecho que se estende desde o cinema Trianon em Jucutuquara à Ilha de Santa Maria [49].. somente foram encontradas referências ao envolvimento do estado na promoção da ocupação e urbanização desta região. Venturin e Protti. Florentino Avidos (1924-1928). meados da década de 1920 [53]. nos documentos oficiais. Foi a partir do Plano de Valorização Econômica de Jones dos Santos Neves (1951-1955) que a região entre o Forte São João e Bento Ferreira passa a receber intervenções por aterro nas áreas de mangues com a justificativa de suas recuperação com propósitos de expansão territorial. recebe a atenção dos governantes com um plano de urbanização supervisionado por Agache [52]. Contudo.

8 . e que poderiam resultar em restrições à acessibilidade ao Porto de Vitória. de Cima e. começa-se. com o propósito de aumentar sua profundidade possibilitando o acesso de navios de maiores calado. Esta obra de aterro foi concluída em 1977 e em 1979 é proposto no mandato de Carlos Alberto Lindenberg von Schilgen um plano de estruturação de uma zona institucional no aterro do Suá. se deu novamente por demanda de expansões das atividades portuárias. anteriormente tratado neste documento [54]. era o de impedimento da passagem de correntes marítimas entre a Ilha do Boi e a Ilha de Vitória que resultavam no assoreamento de parte da entrada do canal conformador da baía de Vitória. do Canto. este último. do Bode e do Boi às pontas do Suá. a despeito do projeto de Brito datar de 1896. aos moldes do que já acontecera na região do Parque Moscoso. esta só tem consolidada sua ocupação a partir das décadas de 1950 e de 1960. Em assim sendo. Entretanto. 7) ATERRO DA ENSEADA DO SUÁ Com a conclusão das obras de aterro na região do novo arrabalde e. Documentos oficiais indicam que a área a ser recuperada desde o Forte São João até a Ilha de Santa Maria proporcionaria a capital uma extensão de quase 500. estes mangues passam a receber posteriormente pequenos aterros como resultado de iniciativas individuais decorrentes do processo de ocupação irregular da área. analisada adiante neste documento. Formosa.065. Segundo os mesmos autores. com a incorporação das áreas de Bento Ferreira e arredores até o Forte de São João. A anexação das ilhas de Santa Maria e Monte Belo à Ilha de Vitória torna também imperativa a incorporação desta região de mangue. as atividades portuárias passam a reverberar na direção às praias com as intervenções por aterro se intensificando no período.nas imediações do atual Colégio Salesianos. nos anos de 1970. só na década de 1980. Situação semelhante dá-se ao final dos anos de 1970 na região de São Pedro. Naquele momento. execução do aterro hidráulico e a elaboração do projeto de urbanização. parte do levantamento aerofotogramético de 1971. Jolindo Martins Filho em entrevista realizada em janeiro de 2003. Em 1971 é anunciado um projeto de urbanização para a área da Praia do Suá pela Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano (Comdusa) e em 1972. é empregado para a execução de obras complementares de aterro dos mangues da região entre o Clube do Saldanha e Bento Ferreira [55]. e muitas áreas de mangue continuam. Segundo o governante. Desse conjunto de aterros pode-se perceber que a região entre o Forte São João e os atuais bairros de Ilha de Santa Maria e Monte Belo. em particular as do Porto de Vitória. O argumento oficial para realização das obras segundo o arquiteto autor do plano de urbanização da região.000 metros quadrados na região da Praia do Suá que incluía levantamento topográfico e cadastral. iniciam-se os procedimentos para execução do aterro da área delimitada pelas praias do Suá. pelo Projeto Cura. é que os atuais bairros de Forte São João. cada vez mais. demonstra a extensão territorial prevista para incorporação a Ilha de Vitória indicada pelo enrocamento já implementado. se repete. Esta obra não se conclui devido aos elevados custos. Com relação à região da Praia Comprida. e Comprida definido pelos enrocamentos ligando as ilhas do Sururu. transportando para a área serviços administrativos estaduais e integrando esta zona com as atividades institucionais já localizadas na contígua área de aterro da Ilha de Santa Maria e de Bento Ferreira [58]. no ano de 1972 já em fase de conclusão [57]. iniciado em 1959.000 m² o que representa cinco vezes a área correspondente ao aterro da Esplanada Capixaba. no governo de Lindenberg o material obtido com a dragagem do canal de acesso ao porto e de sua baía de evolução. de Santa Helena. a sofrer com a impossibilidade de limpeza pelas marés. coincidindo com a "necessidade" vislumbrada por Santos Neves de extensão territorial da Esplanada da Capixaba. A figura 5 de montagem de fotos da região. a demanda de uma área de serviços com a construção de galpão para reparos foi a justificativa encontrada para o início das obras de aterro. Ilha de Santa Maria e Monte Belo passam a receber investimentos em infraestrutura [56]. à nordeste de Bento Ferreira. situação semelhante a da Lapa do Mangal ou Campinho. O contrato firmado com a Comdusa visava o aproveitamento de uma área de 1. Em 1961. bem na entrada da baía de Vitória. Quanto à região do atual bairro de Bento Ferreira. a se pensar na conquista de áreas na Praia do Suá. já não havia mais espaço ou área no centro da cidade para dar conta das movimentações geradas pelo porto.

nas proximidades da colônia de pescadores da Ilha das Caieiras [62]. em terra firme. e a população excluída do mercado de trabalho dos grandes projetos industriais. atual Rodovia Serafim Derenzi. propícia a habitação. ou ao tamanho de lotes e de quadras. chamava a atenção da população imigrante. Uma moradora da ocupação original da região. Este aterro vai. à região portuária de Vitória [61]. por uma comunidade situada na Ilha das Caieiras. Martins Filho argumenta que sua proposição para a Enseada do Suá constituía em uma área de uso preferencialmente residencial para toda a extensão da área aterrada. A partir de então. sem o aterro ter sido concluído. No entanto. faz com que diversas alterações sejam realizadas na proposição original antes mesmo de sua aprovação. com o propósito de localizar a estação rodoviária nas imediações Ilha do Príncipe. desta forma evidente. Em meados da década de 1970. uma área no meio do manguezal. resultar em outros aterros também associados à construção de um outro porto: o de Tubarão [59]. a área passa a ter seu acesso facilitado com a estrada de terra contornando a região noroeste da Ilha de Vitória. servindo de conexão da região norte de Vitória ao centro da capital. passa a crescer o número de invasões nesta região. pelo do potencial de empregos resultante do estabelecimento dos grandes projetos industriais na região da Grande Vitória. especialmente as companhias Vale do Rio Doce (CVRD) e Siderúrgica de Tubarão (CST). Fica. a prevalência das negociações de natureza política no que diz respeito às alterações efetuadas na proposta de Martins Filho. 9 . 8) ATERROS DA GRANDE SÃO PEDRO E ANDORINHAS Enquanto o poder público se encarregava da proposta de urbanização para as áreas públicas do acima analisado aterro da Enseada do Suá. é iniciada a ocupação desta região. Esta população é atraída para o município de Vitória. Esta estrada é aberta com o propósito de escoar a crescente produção da lavoura. Estas famílias vão ser localizadas em área de encosta do Maciço Central denominada bairro da Comdusa. Além disto. é notória a vinculação da "necessidade" do aterro da Enseada do Suá ao Porto de Vitória. em entrevista concedida em dezembro de 1992 por ocasião de minha pesquisa de doutoramento. outra área de mangue do outro lado da Ilha de Vitória. fica clara a associabilidade dos aterros realizados às atividades portuárias e o fato de um aterro provocar outro. de forma a garantir que e a população continuasse a residir e obter seus rendimentos na área [65]. No conjunto. cuja acessibilidade dependia do não assoreamento do canal de entrada da baía. é atraída pela área de mangue utilizada como depósito de lixo porque neste local encontram possibilidades de renda e moradia [63]. opta pela remoção dos moradores do antigo bairro Miramar oriundo da invasão de famílias de menor poder aquisitivo em uma das áreas de aterro da região. ponto de descanso dos remadores que traziam produtos agrícolas da região serrana do estado pelo Rio Santa Maria. no futuro. quanto à tipologia construtiva proposta para a região. mas também quanto ao uso e. também sua fonte de renda. e assim por diante. era exclusivamente formada por fazendas e sítios com apenas um pequeno povoado. à conveniência desse empresariado que adquire quase toda a área. Até o final do século XIX. criado. à noite e o despejo de terra e compactação durante o dia. abundante no estuário [60].Na mesma entrevista de janeiro de 2003. isto é. até então alagável. Neste período. exatamente. Assim. até o momento. Vale dizer que estas alterações não se restringem apenas àquelas de natureza morfológica relacionadas ao sistema viário. para converter esta área. o poder público municipal. que os barracos eram erguidos no meio da lama pelos moradores e acessados por pinguelas também construídas pela própria população [64]. pela incapacidade do primeiro absorver as atividades decorrentes do estabelecimento dos grandes projetos industriais na região da Grande Vitória comentados a seguir neste estudo. o interesse despertado por parte do empresariado local na época. dedicada a exploração do pescado. Lideranças comunitárias passam a planejar a ocupação da região e conseguem o compromisso dos governos estadual e municipal de realização dos aterros e da futura urbanização do local. senhora Judith Gonçalves aponta. aterros sanitários são realizados a partir de 1978. Assim essa gente passa a promover aterros sobre uma área de mangue utilizada como depósito de lixo. a então denominada Estrada do Contorno. conseqüentemente. Apenas em 1939 no mandato de Bley (1930-1943).

então. O então prefeito. em última instância. a necessidade de abrigo dessa população. a conivência e. Apenas em 1989 é que o prefeito Vitor Buaiz adota uma política que denomina de inversão de prioridades com a finalidade de oferecer melhores condições de vida à população sem deixar de garantir a preservação do manguezal. as atividades do Porto de Tubarão.. novamente as atividades das companhias Siderúrgica de Tubarão e Vale do Rio Doce. que indicam os problemas que adviriam da realização dos aterros na região. Significa dizer que. Inicia-se assim uma etapa distinta da anterior quanto ao processo de urbanização dos aterros efetuadas nas áreas de mangue. Carlos Alberto von Schilgen anuncia. a urbanização das áreas dos antigos mangues da região. anteriormente. da sua apropriação ao fim que tinha em vista. de conquistar definitivamente ao mar uma certa area.. Tanto a declaração do prefeito quanto o compromisso do governador Elcio Álvares em visita ao bairro em setembro de 1977 selam a decisão do poder público quanto ao aterro a ser promovido na região.. conclui de forma quase que profética: 10 . Assim. Para não haver dúvidas acerca dos inconvenientes relacionados à "corajosa" iniciativa do Governo. Joana D'arc. uma vez que cidadãos de melhor poder aquisitivo também invadem área de marinha e não são reprimidas". Saturnino de Brito cita diversas recomendações do Sr.. conta da latitude econômica da corajosa iniciativa do Governo [70]. Ressalte-se que naquele momento. Pode-se argumentar que. O Governo não hesitou ante as difficuldades que resultariam do aproveitamento d'estas planicies. o Governo pesou as vantagens e desvantagens provenientes da preferencia na utilisação de terrenos da propria ilha sobre a das planicies continentaes ao sul e ao norte. o que garante a posse da área de depósito de lixo aos catadores [68]. pode ser entendida como uma alternativa política ao admitir as invasões e promover o aterro e. ou melhor. para a região de São Pedro. No que tange a questões ambientais. conforme documenta o jornal A Gazeta em janeiro de 1981 [67]. Andorinhas. A valorização advinda do Promorar vem desencadear outro processo de ocupação irregular das áreas alagadas nas imediações do Bairro de São Pedro I resultando em vários São Pedro (II. Na introdução ao projeto Brito esclarece: Antes de commetter a uma Commissão o estudo techcnico do terreno para o estabelecimento de um novo arrabalde que satisfizesse á necessidade inadiavel que procurámos esboçar.. a Comissão de Justiça e Paz elabora Ação de Reintegração de Posse e o juiz dá ganho de causa ao movimento comunitário em virtude dessa ação judicial.. estes três últimos formados com a ajuda de aterros. Neste mesmo ano. No mesmo documento. pode ser visualizada na Figura 6. que assinaria contratos para estender o programa aos bairros de Itararé. Laroche.. pode-se dizer. posteriormente. em busca do potencial de trabalho gerado pelos investimentos industriais dos anos de 1970.. prevalecia como justificativa às intervenções. e sim. cumpre retomar a discussão promovida por Brito ao apresentar sua proposta para o novo arrabalde em 1896. não se trata só de aproveitar terrenos seccos. O prefeito de Vitória declara estar do lado dos invasores argumentando que estes não passavam de "pessoas injustiçadas. ainda. e daremos. novamente decisões políticas orientam essa intervenção uma vez que governantes seriam incapazes de se manifestarem contra os movimentos organizados que contavam com a simpatia do público. "parceria" entre poder público e população invasora. É de nosso entendimento que a transferência das famílias do antigo bairro Miramar para o bairro da Comdusa atrai a atenção da população migrante. funcionam como responsáveis pela atração desta população e resultam nestas intervenções por aterro. .A partir de 1981 a Prefeitura Municipal de Vitória passa a contar com recursos do Promorar para a região [66]. III e IV). que segundo a Prefeitura de Vitória não dispunham mais de capacidade de auto-recuperação [69]. Santa Maria e Monte Belo. Destaque-se que é somente neste momento que aparece uma preocupação com a degradação do meio ambiente. neste mesmo ano. Esta região iria mais tarde constituir o denominado Grande São Pedro cuja proporção de aterro para a formação dos bairros mencionados. .. até agora sob o dominio das altas marés. Com effeito. desempregada e desabrigada. de reconhecida autoridade no assunto.

de ai para diante. da mesma forma que os problemas ambientais deles advindos. decorrentes de intenções político-administrativas. interrompendo o texto. desencadearam. ressalta em negrito em seu documento de 1955 a expressão "o início de obras futuras mais ousadas". quanto à ocupação das obras de aterro nem sempre foram fieis aos originais da época de suas realizações.Aceitando. porém com propósitos totalmente contrários a preocupação desse autor. impondo a seus habitantes ônus financeiros. Importa aqui ressaltar a utilização por parte do governador Jones dos Santos Neves dos argumentos expressos no relatório de Brito. um conjunto de intervenções de "efeito cascata" em que objetivos. Pode-se dizer que o argumento de Brito é manipulado por Santos Neves com propósitos políticos. da já apresentada citação de Brito. o projeto do novo arrabalde foi executado e o porto foi localizado na ilha. conforme demonstrado ao longo deste documento. entende-se que as conclusões aqui esboçadas necessitam ser complementadas por investigações mais abrangentes que incluam aspectos tanto econômicos como sociais acerca destes empreendimentos. então. cumpre resolver o de correcção a males que decorrem de assim serem contrariados os princípios supra expostos [71]. Estas ações. 11 . sociais e ambientais irreparáveis. a necessidade apontada no relatório. omitindo assim. A despeito das adversidades explicitadas nas recomendações técnicas. e que estes aterros vieram a alterar sobremaneira os contornos da ilha de Vitória. Em assim sendo. Santos Neves. o aterro de mangaes como solução para o problema do desenvolvimento da Cidade. sejam de cunho econômico ou social. de prevenção dos inconvenientes que estas obras resultariam. para endossar exatamente o contrário do que o engenheiro sanitarista tecnicamente defendia. A intenção de Santos Neves de expansão territorial assume neste momento uma proporção ainda mais "ousada" do que àquela expressa no final do século XIX por Freire. Vale enfatizar que este estudo se propõe verificar as alterações físico-territoriais que os empreendimentos que resultaram nestes aterros promoveram na Ilha de Vitória.

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4) Praça Oito de Setembro. E) Campus da Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes [15. 7. MARINATO. PEDRINI. FERREIRA. 2) Porto dos Padres. Vitória: 1998. O outro inclui o aterro hidráulico realizado na orla de Camburi. Adiciona-se a isto o fato de que exíguas informações oficiais foram localizadas a respeito destes aterros.. José Francisco B.. Giovanilton. representações e narrativa. 2.. Vitória: 2002. 20) Andorinhas. PIBIC/CNPq/UFES.cjb. A razão de exclusão destes dois últimos conjuntos. 1900-1950: modernização e expansão territorial. Vitória: 2003. 15) Campus da Universidade Federal do Espírito Santo . Cristina F. Braz. Os relatórios de governo e os planos e projetos urbanísticos para Vitória. João Pessoa. A. 4. 13) Esplanada Capixaba. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação dos professores José Francisco Bernardino Freitas e Renata Hermanny de Almeida do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). [6. 16) Enseada do Suá. Intervenções urbanísticas em Vitória. 6) Forte São João. 9. Os relatórios e mensagens de governo e as intervenções urbanísticas em Vitória – 1930-1955. CRUZ. 22 (vinte e dois locais) que receberam aterros.. 18 e 19]. B) Porto e Esplanada Capixaba [1. 2 A pesquisa "Os aterros e a cidade de Vitória-ES: alterações e repercussões no espaço urbano – 1895-2000". In Anais do XXII Simpósio Nacional de História: História. 14 e 16] D) Grande São Pedro e Andorinhas [17. 12. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). 20 e 21]. 12p.. Os aterros de Bento Ferreira à Enseada do Suá: a cidade a caminho das praias. 14 . 10) Praia Comprida. 11) lha do Príncipe. não permitindo sua inclusão neste estudo. O processo de expansão das estradas do Espírito Santo e o Porto de Vitória a partir dos Relatórios e Mensagens de governo: 1900-1961. PIBIC/CNPq/UFES. Ver ainda. F. C) Bento Ferreira Praia Comprida e Enseada do Suá. Manuela K. 5 e 13]. 18) Jabour.1 FREITAS.1965: uma história a partir da legislação. São eles em ordem cronológica da primeira iniciativa de intervenção no local: 1) Largo de Conceição (atual Praça Costa Pereira). 9) Monte Belo. novo agrupamento. 7) Jucutuquara. é a de que o primeiro destes tem uma função exclusiva de desenvolvimento das atividades educacionais no município porque se restringe a aterros promovidos no Campus da Universidade em área contígua ao manguezal e sujeita a influência das marés. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). Evolução urbana de Vitória segundo os relatórios e mensagens de governo: 1908-1943. PIBIC/CNPq/UFES. In Anais do IV Encontro da ANPHU-ES: História. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). o que resultou em 06 (seis) grandes extensões territoriais contíguas de aterro conforme se segue: A) Ilha do Príncipe e Parque Moscoso [3 e 11]. Patrícia S da. identifica no município de Vitória. PIBIC/CNPq/UFES. 12) Ilha do Boi.1985-2000. 14p. 10. Cristina. CD-Rom. Posteriormente.. MARINATO. 8) Ilha de Santa Maria. Vitória: 2002. Ressalte-se que estes dois últimos (E e F) incluem aterros áreas continentais do município de Vitória não abordados neste estudo. 22) Praia de Camburi.net . FREITAS. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). 8. 5) Porto de Vitória. acontecimento e narrativa.Ufes. Uma primeira classificação da pesquisa resulta em 13 (treze) agrupamentos de áreas considerando-se a proximidade geográfica entre elas. Vitória . PIBIC/CNPq/UFES. Os aterros do Parque Moscoso e Ilha do Príncipe: novas possibilidades de ocupação em Vitória. 3) Parque Moscoso. PIBIC/CNPq/UFES. com base nos mesmos critérios foi realizado. 21) São Cristóvão e. C.1900 . Vitória: 2002. Vitória: 2001. 19) Maria Ortiz.. Vitória: 2000. 3 São eles em ordem alfabética: CASAGRANDE. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). http://anphues. 2003. José Francisco B. 14) Bento Ferreira. 17) Grande São Pedro. Os aterros e a cidade de VitóriaES: alterações e repercussões no espaço urbano . MURARI. F) Praia de Camburi [22]. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo).. Rosana de S.

n. Op. Dr. Maria S. DAU .n. incorporar a Ilha do Príncipe à Ilha de Vitória. História e estatística da Província do Espírito Santo. Uma análise mais detida das intervenções propostas e das realizadas pelos governantes desde o início do século vinte aponta para uma explícita intenção de ampliação da rede viária e de transportes. contudo. Vitória: [s.. Maiores detalhes ver: ESPÍRITO SANTO.. Relatório Apresentado pelo Dr. Grasiella D. 18 SIQUEIRA. Vitória: PMV. Mensagem Final Apresentada pelo Exmo. Ver DAEMON. ao passar o Governo do Espírito Santo ao seu Sucessor Exmo. Renata Hermanny de. Florentino Avidos ao Congresso Legislativo. Major João Punaro Bley (1930-43) . 19 ESPÍRITO SANTO. 3666 de 28 de maio de 1900. Ma da Penha S. 3985 de 9 de abril de 1901 e 4363 de 17 de março de 1902. Cit. aterrando não só o córrego como terrenos ao lado da Igreja. coronel Nestor Gomes. da "A Provincia". Maiores detalhes ver ELTON. pelo Major João Punaro Bley. já mencionados. Descobrimento. 2001. VILAS NOVAS. Parque Moscoso: Documento de Vida. Presidente do Estado do Espírito Santo. 6 DERENZI. em janeiro do ano de 1755 pelo adjunto Militar Dionísio Francisco Frade.gov. a despeito da ocupação da região só se efetivar nas décadas de 1930 e 1940 e sua consolidação nos anos de 1950 e 1960. Victoria: Typ. 15 SIQUEIRA. Uma sexta seção faz a ligação desta ilha à Ilha de Vitória.es. 16 CAMPOS JR. 5 Segundo informações obtidas na página <www. Op. 1943. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano). onde se pretendia fazer um cemitério. 2 ed. Cit. Governador (1924-1928: Avidos)..Relatório apresentado ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República. p. Op.n. 1986. Segundo Daemon. Governador (1924-1928: Avidos). Logradouros antigos de Vitória. Vitória: [s. entretanto indica o início destas obras a partir dos fins de 1888. 9 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Ver também. José Francisco Bernardino. São Paulo: 1993. O Capitalismo se apropria do espaço: A construção civil em Vitória(ES). Maiores detalhes ver MENDONÇA. Op. 1926. Vale mencionar que esta ilha principal encontra-se. Snr. teria dado início às obras. podem ser encontrados nos. Op. Florentino Avidos referente as realizações dos anos de 1925 e 1926. a Ilha de Vitória.]. na região da Prainha (Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Prainha). sua necessidade já era vislumbrada desde os anos de 1910. Maria Izabel Perini. 103. Snr.n. Jeronimo Monteiro Presidente do Estado no mesmo período. incrustada em terras continentais sendo circundada por um canal em toda sua extensão territorial. Ma da Penha S. Vitória: Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo – NAU. Esta sexta seção é hoje denominada Ponte Seca devido se encontrar sobre área de aterro que veio. Em assim sendo. 1849. Luiz Serafim. Codigo de Posturas da Intendencia Municipal da Cidade de Victoria Capital do Estado do Espirito Santo. Presidente do Estado. 1995. Michele Monteiro. Snr. Mensagem Apresentada ao Congresso Legislativo na 2ª Sessão da 13ª Legislatura em 07 de setembro de 1929 pelo Doutor Aristeu Borges de Aguiar.1996.1943.htm> da Prefeitura Municipal de Vitória. Biografia de uma Ilha.]. Presidente do Estado do Espírito Santo. Governador (1930-1943: Bley). Op.n. 10 ESPÍRITO SANTO. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. seja rodoviário ou ferroviário tanto na capital ou de ligação entre esta e o interior e estados vizinhos em especial os do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Dr. desenhos ou plantas de períodos anteriores à base cartográfica utilizada. Vitória: CODESA. Governador (1924-1928: Avidos). 1926. mais tarde. Exposição Sobre os Negócios do Estado no Quatriênio de 1908 a 1912 pelo Exmo. Presidente do Estado do Espírito Santo.PIBIC/CNPq/UFES. Martha Machado. Mensagem lida ao Congresso na 3ª sessão da 12ª legislatura pelo Exmo. 8 NOVAES. 1890. Governador (19241928: Avidos). 21 ESPÍRITO SANTO.. 12 ESPÍRITO SANTO.n. 17 ESPÍRITO SANTO. Vitória: 2003. o município é composto por um arquipélago que inclui 34 ilhas e uma parte continental a norte da ilha principal. Basílio Carvalho. Governador (1924-1928: Avidos). 1926. 20 ESPÍRITO SANTO. Maiores detalhes destas intervenções. Este instrumento foi promulgado com o argumento de que o governo estadual não dispunha de verbas que garantissem o início e a 15 .UFES. p. 23 A Ponte Florentino Avidos é hoje também chamada de Cinco Pontes porque inclui cinco sessões metálicas que promovem a ligação da área continental do Município de Vila Velha à Ilha do Príncipe. 1929. quando foi realizado um estudo da área. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Dr. 1996. Vitória: [s. que descia da Fonte Grande com o propósito de viabilizar a edificação. Vitória: Tipografia do Espírito Santense. Vitória: 2001. Na verdade a proposição do Novo Arrabalde por Brito em 1896. de.163. deve ser considerada como ilustrativa porque carece precisão técnica. Bernardino de Souza Monteiro. 1928. Carlos Teixeira de. s/d. Governador (1928-1930: Aguiar). aterrou-se parte do lugar e cobriu-se o Reguinho. Vitória: [s.]. 11 SIQUEIRA. Presidente do Estado do Espírito Santo. 14 ESPÍRITO SANTO.].. ESPÍRITO SANTO. e equipe. PIBIC/CNPq/UFES. 1912. tendo sido na primeira metade do ano seguinte concluída considerável parte do aterro. fica comprovada certa indecisão quanto à orientação do desenvolvimento da cidade baseado na análise do discurso dos governantes expressos nos relatórios e mensagens de governo no período entre 1900 a 1950. a convite de Muniz Freire já explicitava uma orientação que se pretendia para a expansão da cidade. Universidade de São Paulo. Maiores detalhes ver: ESPÍRITO SANTO. 1930. configurando o que se denomina baía de Vitória. Contendo Dados Completos de todos os Serviços Prestados no Quadriênio de 1924-1928. As áreas de aterro foram incluídas nesta planta.]. 25 Clara indicação disto é a Lei Estadual de nº 19/1892 que cria taxas especiais destinadas às obras de melhoramentos do porto. Snr. 1920. acessada em 22 de março de 2004. Interessa esclarecer que o nome Vila Moscoso foi atribuído em homenagem a Henrique Ataíde Lobo Moscoso presidente da Província que segundo Elton. Vitória: [s. acima mencionados. Governador (1928-1930: Aguiar). Cit. 24 ESPÍRITO SANTO. O desenvolvimento do Porto de Vitória 1870-1940. Op. PRADO. Relatório final de pesquisa de iniciação científica (orientação do professor José Francisco Bernardino Freitas do Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo). observando-se os contornos das ilhas e da parte continental do município referenciados em fotografias.]. Governador (1908-1912: Monteiro). 2 ed. 1995.n. de sua Gestão no Quadriênio de 23 de Maio de 1916 a 23 de Maio de 1920. 1993. ALMEIDA. Ma da Penha S. 13 Decretos federais números: 2901 de 30 de maio de 1898. trabalhos de iniciação científica de CRUZ (2001) e PEDRINI (2001). a 15 de Junho de 1928.. Na verdade esta ponte já era objeto do plano aprovado pelo decreto nº 7994 de 1910 conforme mensagem de Avidos de 1926. 1995. 7 MUNIZ. Cit. Vitória: IJSN. CAMPOS. Os aterros da Grande São Pedro. Governador (1924-1928: Avidos). Eneida Maria Souza. Andorinhas e São Cristóvão: ocupações populares a noroeste da ilha de Vitória.br/negocios/guia_investidor/geoeconomicos. Cem anos do projeto de um Novo Arrabalde Vitória (ES) – 1896-1996. 22 Nos estudos anteriores. Cit. realizados por FREITAS (2002 e 2003). 1926. Outra referência de aterro anterior a esta data diz respeito a uma intervenção realizada na segunda metade do século XVIII em decorrência de licença obtida do Bispo da Bahia. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Vitória: [s. Vitória: [s. Elmo. Cit. 4 A Figura 1 foi elaborada tendo por base a planta geral do município de Vitória obtida por restituição de levantamento aerofotogramétrico de 1998 com atualizações posteriores por pesquisa em campo.. Governador (1916-1920: Monteiro).vitoria. interventor federal no Estado do Espírito Santo . 3ª Sessão da 13ª Legislatura em 22 de setembro de 1930 pelo Doutor Aristeu Borges de Aguiar. Cit. A pedra fundamental desta ponte foi lançada em 1926 pelo chefe da nação em visita à Vitória. Elton. 1928.]. FREITAS. para construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição.

Ver também. Cit.].]. 26 ESPÍRITO SANTO. 34 FREITAS. Governador (1928-1930: Aguiar).]. José Francisco B. 1977. aponta a década de 1930 como de implantação do projeto. Vitória: Departamento de Imprensa Oficial. Governador (1975-1978: Álvares). São Paulo. o Plano de Remodelamento Urbano da Capital de Aguiar sob a direção de Saldanha da Gama.]. José Francisco B.. Xerox do Brasil. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Op. Ver. p. 1955.]. Op. Vitória: [s. Desafio & Proposta: Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo – 1967-1970: Christiano Dias Lopes Filho. Rio de Janeiro. 2. Governador (1975-1978: Álvares). Cumpre esclarecer que atualmente a Esplanada Capixaba compreende os terrenos incluídos entre as avenidas Jerônimo Monteiro e Beira-mar no trecho que se estende desde a frente do Palácio do Governo às imediações do Forte Saldanha da Gama. A mesma autora indica. 2002.n. Governador (1951-1955: Santos Neves). Arthur Carlos Gerhardt Santos em 1972.). 27 Segundo a mensagem de Aguiar de 1929. relativo ao ano de 1979. Governador (1975-1978: Álvares). Vitória: [s. O município de Vitória sob regime revolucionário – Triênio 1930 – 1933.]. tratava da conformação do emergente bairro resultante dos aterros. Vitória: [s. 2001. 1961. 38 O aterro promovido na administração de Florentino Avidos inclui a abertura da avenida Capixaba.n.]. Oficinas Alba gráfica. Governador (19511955: Santos Neves). Vitória: PMV. 1980. Fac. Ma da Penha S. Op. 43 Primeiramente deslocam-se várias secretarias da administração estadual. Vale ainda ressaltar que o estudo realizado pelo Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo. Vitória: [s.n. relativa ao ano de 1976 . 2002. Código Municipal de Vitória: Lei nº 351 de 24 de abril de 1954. Seu argumento era o de que o Palácio Anchieta apresentava sérios problemas construtivos e que seria menos custosa a aquisição de um prédio mais novo para sediar as atividades do executivo do que recuperar o Palácio.n. P. 1929. Governador (1959-1962: Lindenberg).. pelo Governador Eurico Vieira de Rezende.. Mensagem à Assembléia Legislativa no governo Dr. 1977. Governador (1924-1928: Avidos). Símile. ESPÍRITO SANTO. Mensagem enviada à Assembléia Legislativa em 1º de março de 1980. Carlos Teixeira de..1995.Vitória: julho 1968. 30 ESPÍRITO SANTO. 1970. 1976. 1952. 32 BONINO. 1928. 1986. 1979. Op.Elcio Álvares. 16 . entretanto. o plano supervisionado por Alfred Agache propõe a transformação da Ilha do Príncipe em bairro residencial nobre em extensão a área também residencial e nobre do Parque Moscoso. Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Governador do Estado. 1952. In: BRÍGIDO. Mensagem ao Povo . Cit.n. ESPÍRITO SANTO. diante do potencial esvaziamento da área central de Vitória. [s. Mensagem à Assembléia Legislativa Elcio Álvares – 1975.n. 1953. 1957. Maiores detalhes ver: ETUC (Empreza de Topografia Urbanismo e Construções Ltda). p.n. Vitória: [s. Jones dos Santos Neves . Governador (1975-1978: Álvares). ESPÍRITO SANTO. Mais recentemente. Cit. Governador (1978-1982: Rezende). 1968. 36 Uma discussão acerca dos aspectos inerentes a modernização pretendida para Vitória entre 1890 e 1940. (Coord. Ver também. ESPÍRITO SANTO. Ma Cristina da S. Michele Monteiro. 1996. Para maiores detalhes. In Revista Capixaba. Op. Renata Hermanny de. Reinaldo e ACHIAMÉ.]. Governador (1967-1971: Lopes Filho). Vitória: [s. Op. desde a segunda metade dos anos de 1990.n. Aguiar prevê que Vitória ficaria dotada de "extensa" área para edificações em "local pitoresco e de fácil acesso". dos esforços do governo municipal de carrear investimentos para a região. sobretudo.Elcio Álvares Vitória: Guavira Editores Ltda. e equipe. Ver também: ESPÍRITO SANTO.]. Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Op. Eneida Maria Souza. Michele M.n. Cit. 41 ESPÍRITO SANTO. Governador (1951-1955: Santos Neves). e que só a partir de então no governo de Jerônimo Monteiro é que passam a ser cumpridas suas determinações originais. 1996. Op. Governador (1951-1955: Santos Neves). de. 1999. José Francisco Bernardino.212.n. 37 CAMPOS JR. FUPAM. Cit. 33 ESPÍRITO SANTO. Maiores detalhes ver: MENDONÇA. Entre 1930 e 1933 é previsto grande aterro viabilizado pelo desmonte do morro da Santa Casa de Misericórdia cujo propósito seria o de utilização comercial. Ver ainda: LEME. ALMEIDA. Transferência de interesse no percurso da verticalização das construções em Vitória. A opinião pública se manifesta contrária diante. Um Estado em Marcha para o desenvolvimento Governo Christiano Dias Lopes Filho. ESPÍRITO SANTO. Fernando. Mensagem à Assembléia Legislativa relativa ao ano de 1977 . Vitória: [s. Coleção Canaã Vol. a sede da Assembléia Legislativa do Estado. NOVAES. CAMPOS. Cit.n. pode ser conferida em: PRADO. Op.n. 31 ESPÍRITO SANTO. Mensagem enviada à Assembléia Legislativa em 15 de março de 1977. Governador (1975-1978: Álvares). Governador do Estado. Ver também ELTON. Lei nº 664 de 16 de julho de 1967. encaminhando sua prestação de contas referente ao exercício de 1967.n. Ver ainda: ESPÍRITO SANTO. prolongamento da rua da Alfândega e da ladeira Pernambuco. 1945. Francisco S. O Novo Arrabalde. Maiores detalhes em: ESPÍRITO SANTO. 1955.Elcio Álvares. MENDONÇA. Cit. Arquivo Público Estadual do Espírito Santo. Governador do Estado.. o legislativo estadual. Op. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa Estadual por Ocasião da Abertura da Sessão Legislativa de 1954 pelo Doutor Jones dos Santos Neves. 1996. R. Na mesma mensagem. Martha Machado. Cit. Governador (1951-1955: Santos Neves). Edição comemorativa do 100º aniversário do projeto. e FREITAS. ver SIQUEIRA. Governador (1971-1974: Santos). s/d. p. Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. respectivamente as atuais avenida Jerônimo Monteiro e rua Wilson de Freitas além da construção do Mercado da Capixaba em terrenos conquistados ao mar. FAUUSP.]. Urbanismo no Brasil – 1895-1965. Elmo. (Coord.). Governador (1967-1971: Lopes Filho). e. Plano de Urbanização de Vitória. FREITAS. Mensagem apresentada pelo Governador Christiano Dias Lopes Filho à Assembléia Legislativa. que o produto dessa tributação foi até o ano de 1908. Rio de Janeiro. Henrique de. 42 ESPÍRITO SANTO. 45 BRITO. Vitória: [s.p.]. foi realizado um plano que previa a construção do cais do contorno da Ilha do Príncipe e incluía o aterro dos mangues marginais e o arruamento dos terrenos existentes e acrescidos.. Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa Estadual por Ocasião da Abertura da Sessão Legislativa de 1952 pelo Doutor Jones dos Santos Neves. 2001. 29 ESPÍRITO SANTO. Em 1946. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa Estadual por Ocasião da Abertura da Sessão Legislativa de 1953 pelo Doutor Jones dos Santos Neves. aplicado no resgate das dívidas do estado. Vitória: [s. nº17.segurança de conclusão das obras. o executivo e legislativo municipal e. Vitória: [s.]. Cit. 44 ESPÍRITO SANTO. por último.386-391. Universidade da Bahia. Ma Cristina da S. 1972. 1999. Pasta Resoluções.. Laerte Rangel.Com vistas ao futuro – discursos: 1943-1954. Governador do Estado. 1954. 2002. Vitória: [s. Supervisão de Hubert Alfred Agache. 35 NEVES. A modernidade e seu retrato: imagens e representações das transformações da paisagem urbana em Vitória (1890-1940). José Inácio Ferreira (1999-2002).]. Relatório dos Trabalhos. 1975. 169. São Paulo: Studio Nobel. Cit.n. Em 1929. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). Salvador: 2002. Projecto de um Novo Arrabalde: 1896. a propósito do centenário do projeto de Saturnino de Brito. no início de sua administração. Revolução urbanística em Vitória. O Espírito Santo Trabalha e Confia 1951-1955. 2003. Vitória: [s.. Vitória: [s. Eneida Maria Souza. PRADO. propõe a mudança da sede do executivo estadual para a área de aterro da Enseada do Suá onde já se localiza. Levantamento cadastral e plano de urbanização da cidade de Vitória. 28 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Vitória. Decretos e Leis]. 39 ESPÍRITO SANTO. em 15-61968. 40 Outros detalhes ver: PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA.]. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa na Abertura da Sessão Legislativa de 1961 pelo Dr. Ver ainda LEME. Vitória: [s.

n. David. Francisco S.p.. Vitória: 14 jan. Op. Posseiros impetram ação para ficar em S. 1995. Ver também ESPÍRITO SANTO.]. Op. Ver também. Cit. London.Secretaria Municipal de Ação Social. na região de Camburi. Ver também: ESPÍRITO SANTO.. p. Vitória: [s.. 1981. Mensagem à Assembléia Legislativa – 1973.n.n. Sr. Op. 53 VENTURIN. Cit. Prefeito (1924-1928: Peixoto). Prefeito (1982-1983: Mauer). 65 FREITAS. Ver também. na Sessão de 31 de dezembro de 1927. pelos aterros hidráulicos construídos em grande área da praia do Suá até a praia do Canto. São Pedro. 49 NOVAES. Ver também. 07 jan. Prefeito (1937-1944: Monjardim). A GAZETA. Tavares. 36p. 2001.]. Prefeito (1979-1981: von Schilgen). 1992. Vitória: [s. A GAZETA. Governador (1959-1962: Lindenberg). Vitória: [s. Cit. e A TRIBUNA. Vitória. 30 jan. Síntese geral das obras realizadas no quadriênio 1937-1942. v. Op. Governador (1928-1930: Aguiar). bem como da construção de extenso quebra-mar (enrocamento) e piers do Porto de Tubarão". não foram incluídos no escopo deste estudo. Prefeito Municipal. 1955. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nabil Bonduki (org). Governador (1924-1928: Avidos). 07 jan. 1980. A TRIBUNA. Prefeito (1979-1981: von Schilgen) 1981. Vitória: 12 de nov. Vitória: [s. 61 ESPÍRITO SANTO. PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Octávio Índio do Brasil Peixoto. A GAZETA. I. Tavares. Prefeito (1928-1930: Avidos).]. 2000. Segundo depoimentos técnicos. 1927. Mensagem Apresentada à Assembléia Legislativa do Estado em sua Sessão Ordinária de 1959 pelo Governador Dr Carlos Fernando M. Luciano e PROTTI. Para um panorama dos aterros promovidos na Ilha de Vitória e as questões ambientais destes advindas ver: ZECCHINELLI. 1982. São Paulo. 2000. 56 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA.]. 1981. s. 47 46 17 . causados pelos movimentos das correntes. Op. Vitória. p. Relatório SEMAS. 2001. Cit. PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Relatório Apresentado à Câmara Municipal de Vitória no ano de 1979 pelo prefeito Calos Alberto Lindenberg von Schilgen. Promorar de São Pedro só termina em 2 anos. Prefeito (1924-1928: Peixoto). Projeto São Pedro – Desenvolvimento urbano integrado e preservação do manguezal – Vitória (ES) . 1981.]. ESPÍRITO SANTO. ver A GAZETA. 1979. Invasores do São Pedro movem ação contra a Polícia. PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA.Brazil. Vitória: 07 de ago. e A TRIBUNA. Cit. Relatório Apresentado à Câmara Municipal de Vitória no ano de 1981 pelo prefeito Calos Alberto Lindenberg von Schilgen. e. Studio Nobel.. Townscape and local culture: the use of streets in low-income residential areas in Vitória (ES) . 1919.].DERENZI. 1942. Op. 1996. Vitória: PMV. 62 DIAS. Cit. a erosão na orla se deveu às fortes ressacas do mar. Op. University of London. Cit. Op. 1930. conforme já mencionado. Cit. 06 e 08. Cit. Maiores detalhes. (Coleção Elmo Elton. 1992. Vitória. de. University College.].]. Vitória. 1920. 9. Mensagem Apresentada à Câmara Municipal de Victoria pelo Prefeito Doutor Moacyr Avidos. 1981. 58 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Cit.. 1981. Em ambos os primeiros momentos. Separata do livro Habitat – As práticas bem-sucedidas em habitação. Governador (19281930: Aguiar). Op. Tese (Doutorado em Geografia). 1993 (Coleção Nossos Bairros 1). 07 jan. Governador (1959-1962: Lindenberg). 9. Op. Mensagem apresentada à Câmara Municipal pelo Doutor Henrique de Novaes na Sessão de 1919.uma experiência municipal a caminho do desenvolvimento sustentável.. 1995. Esses aterros. 6. NDFC.. de. 1981. Cit. Op. Ilha de Santa Maria e Monte Belo. Vitória: 10 jan. 68 A GAZETA. Aterro ameaça destruir praia de Camburi. ESPÍRITO SANTO. Vitória: [s. Cit. o de Tubarão. 08. 70 BRITO. [s. p.. são justificados por problemas de erosão em trechos da praia. Cit. como resultado da expansão. 69 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Aterros alteram correntes e ameaçam toda a orla marítima. meio ambiente e gestão urbana nas cidades brasileiras.n. Dissertação (Mestrado em Planejamento Urbano e Regional). 55 ESPÍRITO SANTO. Op. 1928.p. 1926. Cit. PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. ESPÍRITO SANTO. Vitória: 27 de out.n. 51 BRITO. 59 A orla de Camburi recebe aterros hidráulicos em três momentos: o primeiro. 06. 63 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. e também "muito principalmente. Técnicos criticam aterro em Camburi. 1945. Op.Núcleo de Desenvolvimento Familiar e Comunitário. p. Governador (1971-1974: Santos). 48 Sua proposta para a solução do problema seria a de um crematório em Caratoíra. Cit. 6. S. ESPÍRITO SANTO. A TRIBUNA. 1996. Op. Vereador nega grilagem de terras em São Pedro.. R. Francisco S. Vitória: [s..n. e. R.n. José Francisco Bernardino. Dono de lotes em São Pedro ganha liminar na Justiça. afetando a faixa da praia. Vitória: 28 nov. Op. London. Governador (1930-1943: Bley). 1929. Pedro. dando contas dos Negócios do Município no anno de 1929. p. ESPÍRITO SANTO. dos projetos de urbanização da Ilha do Príncipe e da Ilha do Boi. Governador (1924-1928: Avidos). também por aterro.n. Arthur Carlos Gerhardt Santos. Vitória: Secretaria Municipal de Cultura. 1992. Cit.. p. Governador (1916-1920: Monteiro). p. Op. 57 O contrato da Comdusa. 1996. de.]. 1995. Prefeito (1916-1920: Novaes). no mandato de von Schilgen o segundo em 1992 e o último em 1999. 52 ETUC (Empreza de Topografia Urbanismo e Construções Ltda. de. Vitória: [s. 6). 1929. s/d. Cit. Op. Governador (1951-1955: Santos Neves). Prefeito (1979-1981: von Schilgen).]. 1981. Cit. 1996. Projeto São Pedro: desenvolvimento urbano integrado e preservação do manguezal em Vitória. 54 ESPÍRITO SANTO. 71 BRITO. Francisco S. 5. 1972. Maria S.n.1927. Mensagem apresentada à Câmara Municipal no ano de 1982 do Prefeito Rudy Mauer. 50 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Lindenberg. Ver PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA. Bairros discutem se devem ou não aceitar Promorar. 1961. 64 FREITAS.. R. 67 A GAZETA. ESPÍRITO SANTO. 1943. 1973. p. Vitória: [s. 1959. Rio de Janeiro. Cit.n. José Francisco Bernardino. Mensagem apresentada à Câmara Municipal de Victória pelo Exmo.. de um outro cais de porto. 1996. Vitória: [s. Luiz Serafim.). 66 PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA..]. 60 DIAS. p. Promorar está em fase final no São Pedro. Op. Op. 1980. Governador (1971-1974: Santos). Vitória: [s. tratava ainda. 6. Tudo isto contribuiu para alterações no movimento das correntes marítimas.

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