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Instituto Politécnico da Guarda Agrupamento de Escolas de Almeida

Doença de Alzheimer

2012/2013

Unidade curricular:

Saúde e Envelhecimento

Docente: Armanda Cipriano

Discente: Mafalda Telo Jacinto

i

Índice Geral
Índice de figuras .......................................................................................................... iv Introdução..................................................................................................................... 1 Capitulo I – breve histórico da doença de Alzheimer .................................................... 2 Capitulo II – A Doença De Alzheimer ............................................................................ 4 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. Estágio Inicial .............................................................................................................. 5 Estágio Intermediário ................................................................................................. 5 Estágio grave ou terminal.......................................................................................... 6 A evolução da doença ............................................................................................... 6

Capitulo III – Sintomas, sinais e Causas ....................................................................... 8 3.1. Sintomas da doença....................................................................................................... 8 3.2. Sinais da doença ........................................................................................................ 8 Perda de Memória .............................................................................................. 9 Dificuldade em planear ou resolver problemas ............................................. 9 Dificuldade em executar tarefas familiares..................................................... 9 Perda da noção de tempo e desorientação ................................................. 10 Dificuldade em perceber imagens visuais e relações especiais ............... 10 Problemas de linguagem ................................................................................. 11 Trocar o lugar das coisas ................................................................................ 11 Discernimento fraco ou diminuído ................................................................. 11 Afastamento do trabalho e da vida social ..................................................... 12 Alterações de humor e personalidade....................................................... 12

3.2.1. 3.2.2. 3.2.3. 3.2.4. 3.2.5. 3.2.6. 3.2.7. 3.2.8. 3.2.9. 3.2.10. 3.3.

Causas da doença e factores de risco .................................................................. 13

Capitulo IV – Diagnóstico ............................................................................................ 14 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. História Clínica .......................................................................................................... 14 Exame Físico ............................................................................................................. 14 Avaliação neuropsicológica .................................................................................... 15 Métodos Complementares de Diagnóstico........................................................... 15

Capitulo V – Tratamentos ........................................................................................... 16 5.1. 5.2. 5.3. Tratamentos Psicossociais ..................................................................................... 16 Terapia Comportamental......................................................................................... 16 Tratamento medicamentoso ................................................................................... 16

Capitulo VI – Prevenção da doença ............................................................................ 18

Capitulo VII - Os cuidados que o cuidador deve ter nas várias etapas da doença ...... 21 ii

........................................................................................... 23 Conclusão......................................................... 32 Anexos ..... 30 Web grafia ....................................................................................................................Capitulo VIII – Aplicação da escala de avaliação ................................................................... 33 iii .................................................................................................................. 29 Glossário .......................................................................

......................................Alois Alseihmer ...................... 4 4 – diferentes estados do cérebro.............................................................Índice de figuras Figura nº Figura nº Figura nº Figura nº 1.................................. 7 iv ...... 3 3 – seções do cérebro .......................................................................... 2 2 – Placas neuríticas ..........................................

.............Índice de Tabelas Tabela 1...........................................................................Diferenças entre os sinais de envelhecimento normal e os da Doença de Alzheimer .............. 8 v .................................

No quarto capítulo analisa –se o diagnostico desta doença. surge um aumento de demências entre as quais a doença de Alzeihmer. Esta doença foi referida pela primeira vez em 1906 pelo médico alemão Alois Alzheimer. lento e irreversível cujas células se deterioram (neurónios) de forma lenta e progressiva. XXI. No Sexto capítulo indica-se as formas de prevenção da doença. Este trabalho estrutura-se em 9 capítulos. pensamento. com agravamento progressivo. No sétimo capítulo menciona-se os cuidados que o cuidador deve ter nas várias etapas da doença. No terceiro capítulo reporta-se os sintomas. saber sobre a prevenção da doença de Alzeihmer e realçar a importância da compreensão e ajuda no relacionamento entre família. concentração.Introdução Com envelhecimento da população portuguesa. sinais e as causas que afetam a doença. trata-se de uma patologia neuro degenerativa mais comum na população Sénior. provocando uma atrofia do cérebro. O primeiro capítulo refere-se a uma breve historial sobre o aparecimento da doença. referenciado pela primeira vez pelo médico Alois Alzheimer. Este trabalho tem como objetivo enriquecer a minha formação na disciplina de saúde e envelhecimento. cuidadores e pessoas com doença de Alzheimer. No segundo capítulo explica-se a doença de Alzheimer. caracterizada por alterações de memória e outras funções cognitivas (atenção. 1 . linguagem. No quinto capítulo é referenciado os vários tipos de tratamentos. nas últimas décadas do sec. XX e início do sec. …).

continuado a sua pesquisa na Universidade de Munique. Em 1902.pt/2011/03/alois-alzheimer-1864-1915.blogspot.. que se encontrava em fase avançada de demência. Iniciou a sua carreira no ramo da psiquiatria em 1888 em Frankfurt. desorientação no tempo e no espaço. problemas de linguagem e perda de memória. Estes sintomas continuaram a agravar-se progressivamente o que levou à morte da paciente. tendo. Emil Kraepelin convidou Alzheimer para trabalhar juntamente com ele na clínica de psiquiatria da Universidade de Heildelberg..html ] Alois Alzheimer (1864-1915). juntamente com o neurologista Franz Nissl. no ano seguinte. Alzheimer submeteu então a paciente a um exame anatomopatológico. passados 4 anos e meio. Através deste exame Alois Alzheimer observou lesões neurofilamentares no interior dos 2 .Alois Alseihmer [ http://alzheimersantioch. principalmente do córtex cerebral. Os dois desenvolveram variadas e extensas pesquisas sobre a anatomia do sistema nervoso. De modo a descobrir as causas da doença de Auguste D. na Alemanha. onde. Alois Alzheimer estudou o caso de uma das suas pacientes: Auguste D. foi um psiquiatra e neuropatologista alemão que viveu entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX.Capitulo I – breve histórico da doença de Alzheimer Figura nº 1. se dedicou à neuropatologia. A paciente começou a demonstrar sintomas delirantes como. ciúmes intensos em relação ao marido.

Figura nº 2 – Placas neuríticas [http://www.neurónios e uma grande acumulação de placas senis nos espaços extracelulares. que ocorrem na faixa etária pré-senil. fez menção pela primeira vez à “doença descrita por Alzheimer” e. a partir dessa altura o nome “Doença de Alzheimer” passou a ser utilizado para designar casos de demência com características clínicas e neuropatológicas semelhantes às de Auguste D. Kraepelin. Passados cinco anos E.pt] 3 . um professor de psiquiatria alemão de renome.neuropatologia.

pensamento. na personalidade e na capacidade funcional da pessoa. O processo geralmente é difundido. dificultando a realização das suas actividades de vida diária”. entre outras). concentração. beta-amilóide (cromossoma 21). Présenilina 1(cromossoma 14) e Présenilina 2 (cromossoma 1). Esta deterioração tem como consequências alterações no comportamento. parietal e temporal. ouve ou sente) e afasias (distúrbio. linguagem.com/area-de-atuacao/fisioterapianeurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/ Progressivamente instalam-se alterações intelectuais e de esfera afetiva. Caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. atenção. mas sobressaem os distúrbios de funções simbólicas: apraxias (Incapacidade de executar movimentos coordenados). agnosias (perda da capacidade de interpretar o que vê.wordpress. O grau de atrofia varia de paciente para paciente.Capitulo II – A Doença De Alzheimer Segundo a associação de Alzheimer Portugal a Doença de Alzheimer “ é um tipo de demência que provoca uma deterioração global. Figura nº 3 – seções do cérebro http://fisioterapiaportoalegre. mas pode ser mais grave nos lobos frontal. perda parcial ou total da fala ou da 4 . progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória. Estão identificados pelo menos quatro genes que parecem conferir o risco hereditário: APOE (cromossoma 19).

1.compreensão da linguagem. Apresentam geralmente delírios de infidelidade conjugal e roubos. abrir e fechar gavetas rapidamente. Irritabilidade. Esses pacientes podem vagar. marchar. hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controlo e de memória. Embora continuem a passear. Os doentes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. tem alguns problemas de linguagem. por pensar que ainda é de dia. 2. resultante de lesão no hemisfério cerebral esquerdo). Esta etapa inicial. O doente pode precisar de assistência nas atividades da 5 .se constantemente. até ao ponto de não conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou casa de banho. instabilidade de humor e. engasgar-se com a comida e saliva. Estágio Inicial Neste etapa da doença. Os doentes perdem . como ficar acordado durante a noite. provalvelmente. o vocabulário fica restrito a poucas palavras. não compromete a sociabilidade. como delírios e crises convulsivas. alterações de personalidade. Pode ocorrer manifestação psicótica. incapacidade de aprender e de reter informações novas. perde a capacidade de sorrir. 2.2. Estágio Intermediário Neste estágio o doente é completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. o doente tem perda da memória recente. Em estágios mais avançados passa a não se alimentar. Anormalidades do ciclo sonovigília podem tornar-se evidentes. estão em risco significativo de quedas ou acidentes devido à confusão. As perdas cognitivas aumentam e o indivíduo evolui até ficar totalmente dependente de outros para a execução de suas atividades mais básicas. bem como fazer as mesmas perguntas várias vezes. fica acamado e a morte sobrevém em consequência de complicações como pneumonia. sustentar a cabeça. desidratação ou sepse (infecção generalizada).

No estágio avançado de Alzheimer. a maior parte do córtex está gravemente danificada. Por motivos desconhecidos. desnutrição e necrose da pele por pressão.3. hostilidade. de reconhecerem a família e as pessoas queridas e de cuidarem de si mesmas. o doente já perdeu todo o senso de tempo e lugar.4. Estão em risco de pneumonia. alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função. embora os sintomas em alguns doentes pareçam . A duração típica da doença é de 8 a 10 anos. A desorganização comportamental ocorre na forma de agitação. As pessoas perdem a capacidade de se comunicarem. fica totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer atividade da vida diária. 2. enquanto outros têm estados da doença prolongados sem deterioração importante. Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. e / ou fulminante. 6 . Neste estágio. O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte. mas a evolução varia de 1 a 25 anos. falta de cooperação ou agressividade física.se estabilizar durante algum tempo. O cérebro encolhe muito em função da morte de células em todo o órgão. A evolução da doença A evolução da doença de Alzheimer é gradual. Estágio grave ou terminal Neste estágio o doente é incapaz de andar. 2. existe um declínio constante.vida diária. Não ocorrem sinais motores ou outros sinais neurológicos focais.

podendo atingir o triplo na Europa de Leste. Todos os anos. voltaria agora mesmo a ter a vida que tinha antes. Face ao envelhecimento da população nos estados-membros da União Europeia os especialistas prevêem uma duplicação destes valores em 2040 na Europa Ocidental.4 milhões de cidadãos europeus desenvolvem demência. Lembre-se: a pessoa com Doença de Alzheimer não tem culpa do que lhe aconteceu… é uma pessoa como você e antes da Doença de Alzhei mer. 7 . o que significa que a cada 24 segundos. 1. um novo caso é diagnosticado. se dependesse dela.Figura nº 4 – diferentes estados do cérebro [http://www. tinha uma vida normal… E é claro.alz.org/brain_portuguese/13.asp] Para Portugal este número é estimado em mais de 90 000.

às vezes. o estado físico. como dados históricos ou político O que é normal no envelhecimento Ter uma vaga lembrança de um acontecimento Manter a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas Manter a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme Esquecer-se de nomes ou palavras. sinais e Causas Os sintomas não são iguais em todas os doentes e. mas recordá-los posteriormente Perder progressivamente a capacidade de. Sinais de alerta Esquecer-se de parte ou da totalidade de um acontecimento Progressivamente perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas Progressivamente perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme Esquecer-se progressivamente de informação que conhecia. vestir ou alimentar. são influenciados pela personalidade. mas lembrar-se mais tarde Ter dificuldades em manter uma conversa.2. É recomendável consultar um médico especialista como um neurologista ou psiquiatra.1. autonomamente. de qual a melhor não conseguindo manter o raciocínio ou palavra a usar lembrar-se das palavras Esquecer-se do local onde guardou um Perder alguma coisa de vez em quando. se lavar. apesar das dificuldades alimentar impostas pelas limitações físicas Progressivamente perder a capacidade de tomar decisões Progressivamente perder a capacidade de gerir o seu orçamento Não saber em que data ou estação do ano está Tomar uma decisão errada pontualmente Cometer erros ocasionais. vestir. Sinais da doença 8 . frequentemente. objecto e não ser capaz de fazer o processo mas conseguir encontrá-la através do seu mental retroactivo para se lembrar raciocínio lógico Tabela 1. 3. por exemplo a passar um cheque.Diferenças entre os sinais de envelhecimento normal e os da Doença de Alzheimer 3. Sintomas da doença É importante ter em mente que muitos dos sinais e sintomas da doença de Alzheimer são comuns a outras demências e podem até ser facilmente confundidos com sinais do processo de envelhecimento normal. Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra. Manter a capacidade de se lavar. Esquecer-se.Capitulo III – Sintomas. o grau de cultura e o estilo de vida que o doente teve.

Perda de Memória Um dos sinais mais comuns da Doença de Alzheimer. notas. Outros exemplos incluem o esquecimento de datas importantes ou eventos.2.3. é o esquecimento de informações recentes. Dificuldade em executar tarefas familiares Pessoas com Doença de Alzheimer podem ter dificuldades em executar diversas tarefas diárias.2. Dificuldade em planear ou resolver problemas Algumas pessoas podem perder as suas capacidades de desenvolver e seguir um plano de trabalho ou trabalhar com números. Podem ter muitas dificuldades de concentração e levar muito mais tempo para fazer coisas que habitualmente faziam de forma mais rápida. O que é normal? Às vezes. 3. Podem ter dificuldade em seguir uma receita familiar ou gerir as suas contas mensais. gerir um orçamento de trabalho ou em lembrar-se das regras do 9 . repetir a mesma pergunta várias vezes. especialmente nas fases iniciais.3. lembretes ou dispositivos electrónicos) ou mesmo membros da família para as coisas que habitualmente se lembrava por si mesmo.2. O que é normal? Cometer erros ocasionais. mas recordá-los posteriormente. Podem ter dificuldades em conduzir até um local que já conhecem. esquecer-se de nomes ou palavras. usar auxiliares de memória (por exemplo.1. 3.2. por exemplo a passar um cheque.

3. O que é normal? Ter problemas de visão devido a cataratas. ter problemas de visão pode ser um sinal de Doença de Alzheimer. Às vezes podem até esquecer-se de onde estão ou como chegaram até lá. não reconhecendo a sua imagem reflectida no espelho. 10 . Podem ter dificuldades em entender alguma coisa. 3.2. Perda da noção de tempo e desorientação As pessoas com Doença de Alzheimer podem perder a noção de datas. que não esteja a acontecer naquele preciso momento.seu jogo favorito.5. O que é normal? Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra. a pessoa pode passar por um espelho e achar que é outra pessoa.2. O que é normal? Às vezes precisar de ajuda para gravar um programa de televisão ou deixar as batatas no forno e só se lembrar de as servir no final da refeição. Dificuldade em perceber imagens visuais e relações especiais Para algumas pessoas. mas lembrar-se mais tarde.4. Em termos de percepção. ou esquecer-se de que já comeu. A pessoa com Doença de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição. dificuldades em calcular distâncias e determinar uma cor ou o contraste. estações do ano e da passagem do tempo. Podem ter dificuldades de leitura.

como não saber onde estão os óculos ou o comando da televisão. 3.3. Podem perder os seus objectos e não serem capazes de voltar atrás no tempo para se lembrarem de quando ou onde o usaram. Às vezes. 11 . podem não ser capazes de perceber quando os estão claramente a enganar e ceder a pedidos de dinheiro. O que é normal? Às vezes ter dificuldade em encontrar a palavra certa para dizer alguma coisa. Trocar o lugar das coisas As pessoas com Doença de Alzheimer podem colocar as coisas em lugares desadequados.8. podem vestir-se desadequadamente ou mesmo não não ir logo ao médico quando têm uma infecção. Podem ter dificuldades em encontrar palavras adequadas para se expressarem ou dar nomes errados às coisas. podem até acusar os outros de lhes roubar as suas coisas. Por exemplo.2.6. Problemas de linguagem As pessoas com doença de Alzheimer podem ter dificuldades em acompanhar ou inserir-se numa conversa. Podem parar a meio da conversa e não saber como continuar ou repetir várias vezes a mesma coisa. pois não reconhecem a infecção como algo problemático. Discernimento fraco ou diminuído As pessoas com Doença de Alzheimer podem sofrer alterações na capacidade de julgamento ou tomada de decisão.2.2. 3. O que é normal? Perder coisas de vez em quando.7.

10. 3. projectos de trabalho ou desportos favoritos. O que é normal? Às vezes. com os amigos ou em locais onde eles se sintam fora da sua zona de conforto. Podem começar a demonstrar dificuldade em assistir a um jogo do seu clube até ao fim.O que é normal? Tomar uma decisão errada de vez em quando. no trabalho. O que é normal? Desenvolver formas muito específicas de fazer as coisas e irritar-se quando a sua rotina é interrompida. actividades sociais. com medo ou ansiosos. deprimidos.9. Podem tornar-se confusos. sentir-se cansado do trabalho. Alguém com a Doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto. Alterações de humor e personalidade O humor e a personalidade das pessoas com Doença de Alzheimer pode alterar-se. como faziam antes.2. da família. 3. desconfiados. Podem começar a irritar-se com facilidade em casa. ou podem esquecer-se de acabar alguma actividade que começaram. Afastamento do trabalho e da vida social As pessoas com Doença de Alzheimer podem começar a abandonar os seus obbies.2. 12 . ou não lhe apetecer sair.

Aterosclerose. 13 . Graves ou repetidas lesões cerebrais A idade continua a constituir o maior factor de risco para a Doença de Alzheimer. em virtude do aumento da esperança de vida. mas sabe-se que ela pode estar relacionada a alguns fatores de risco tais como:           Influência genética. Este facto coloca importantes desafios à medicina. Entretanto suas causas ainda não são totalmente esclarecidas. Essas funções são alteradas quando a proteína tau é modificada pela adição anormal de fósforo no processo de fosforilação. segundo a análise bioquímica. Obesidade e diabetes.3. formam-se pela acumulação de uma proteína denominada Tau cuja função é de estabilizar os microtúbulos dos axónios. actividade social e exercício físico. Idade. colesterol elevado e homocisteína.3. Baixa escolaridade. do índice de envelhecimento e da baixa taxa de natalidade e fecundidade. Contaminação com metais como mercúrio e alumínio. Baixos níveis de estímulo intelectual. muito embora não seja causadora da doença. Estes factores levam a um envelhecimento das sociedades europeias. Tensão arterial alta. Traumatismo craniano. Causas da doença e factores de risco Estima-se que a causa do Alzheimer seja devido a alterações intracelulares verificadas no citoplasma dos neurónios e.

pressão sanguínea e pulsação. uma vez que nem sempre o paciente se encontra em condições de fornecer esse tipo de informação. as alterações interferirem na vida quotidiana da pessoa. avaliar as dificuldades nas actividades diárias e recolher informação sobre medicação. 4. auscultação cardíaca e pulmonar. exame físico. psiquiatra. para que e após avaliação clínica. A avaliação médica usualmente realizada nestes casos inclui: história clínica. visão. é aconselhado o recurso a consulta médica. gerontológo e/ou geriátrico) é necessária para além do médico de família. testes neuropsicológicos e métodos complementares de diagnóstico de imagem (ressonância magnética ou TAC). avaliação da temperatura. em muitos casos.1. O 14 . Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de Doença de Alzheimer é a aceitação da demência como consequência normal do envelhecimento. Se de alguma forma. fornecendo informação relevante ao médico.2. na família. Para o médico é também importante saber se existe algum caso de DA. História Clínica O médico realiza um questionário para identificar problemas de saúde passados.Capitulo IV – Diagnóstico . Exame Físico O exame físico inclui avaliação da audição. ou outros problemas de saúde relacionados. O diagnóstico da doença envolve diferentes tipos de avaliação e. 4. Os familiares ou pessoas próximas do paciente podem ser muito importantes nesta fase do diagnóstico. a consulta de um médico especialista (neurologista. seja iniciado o processo de diagnóstico diferencial.

Também é possível realizar alguns testes laboratoriais ao sangue e à urina para eliminar outras possíveis condições patológicas. existem testes de diagnóstico neuroquímico complementares. contagem para trás. coordenação visual e motora e pensamento abstracto. permitindo o diagnóstico da doença numa fase mais precoce. consumo de álcool e hábitos tabagísticos. 15 . Algumas das questões efectuadas durante o exame são: data e a localidade onde se encontra.médico pode ainda questionar acerca da alimentação. Permitem despistar a presença de tumores e coágulos sanguíneos que poderiam estar na origem dos sintomas.4. Métodos Complementares de Diagnóstico A ressonância magnética e TAC são técnicas imagiológicas que permitem obter imagens de uma determinada estrutura. Uma nova técnica – PET – também pode ser utilizada para avaliar a actividade cerebral conseguindo detectar alterações biológicas decorrentes da doença antes de qualquer outro método de diagnóstico utilizado actualmente. Avaliação neuropsicológica Neste tipo de avaliação é avaliada a memória. Actualmente. …. que analisam biomarcadores específicos da doença em amostras de líquido céfalo-raquidiano. 4. capacidade de resolução de problemas.3. O principal objectivo desta avaliação é caracterizar os sintomas de défice cognitivo presente. copiar ou fazer um desenho. 4. neste caso do cérebro. atenção.

que incluem depressão. que ocupem o tempo e tragam satisfação e bem-estar. perambulação.Passeri. como se sentar à mesa. arrumar a casa e se locomover. actos de vestir. fazer compras. evitar sestas durante o dia. Tudo isto preenche a sua vida e promove um sono nocturno mais tranquilo. que podem causar sofrimento considerável para os membros da família e para quem cuida do paciente. ansiedade. Terapia Comportamental O paciente com Doença de Alzheimer pode desenvolver uma ampla variedade de transtornos comportamentais. e ainda mais que tal melhora pode ocorrer mesmo que o quadro depressivo não esteja claramente definido (Reifler. Tratamentos Psicossociais A finalidade deste tratamento é de avaliar as actividades do dia-a-dia.1. Depois devem ser avaliadas as actividades instrumentais da vida diária.Capitulo V – Tratamentos Não existe um padrão típico de tratamento. evitar confronto com o paciente. existe sim uma intervenção que deve ser baseada em vários tipos de tratamentos. Entre elas. Este é um dado muito 16 .3. violência. promovendo recursos para auto-manutenção física. As abordagens não farmacológicas devem ser buscadas antes da terapia medicamentosa. manter ambiente calmo. 5. como comunicação. agitação. tomar banho e se arrumar. 5. tirar o pó da casa e uma variedade de actividades manuais. 1985). podemos encontrar actividades simples. profissionalmente.2. comer. 1989. Tratamento medicamentoso Muitos estudos sugerem haver melhoras em pacientes deprimidos com doença de Alzheimer quando tratados com anti depressivos. higiene. usar o banheiro antes de deitar. insónia. delírios. além de promover reuniões sociais. alucinação. 5.

Os resultados no tratamento da doença são difíceis e frustrantes. principalmente se considerarmos que. Donepezil 17 . Os inibidores utilizados atualmente (utilizados apenas em doenças com déficit colinérgico como Alzheimer) são: Tacrina (melhora apatia e ansiedade). de modo geral. pois não há medidas específicas e a ênfase primária é o alívio em longo prazo dos problemas comportamentais e neurológicos associados.importante e justifica a ênfase do tratamento psico-farmacologico para o paciente de Alzheimer. determinados medicamentos que inibem a enzima responsável pela destruição da acetilcolina. em alguns países. Foram introduzidos. a depressão na doença de Alzheimer tende a responder bem ás medicações anti depressivas.

mas certifique-se quanto à fonte e nutrientes. como bróculos ou espinafres e maçãs. Muitos peixes estão contaminados com mercúrio. o cação. a tintureira e o robalo. • • Mantenha um peso equilibrado e q uma alimentação saudável. As pesquisas sugerem que a estimulação mental. O chocolate. viajar. O pigmento na curcuma que atribui ao caril a sua cor amarela pode também ajudar a quebrar as “placas” que marcam o c érebro de doentes com Alzheimer. • Evite o mercúrio. já que muitos peixes possuem toxicidade de mercúrio. Pode também ingerir óleo de peixe. • Um novo estudo de uma equipa de investigadores do Instituto para a Estudo Biológico de Salk demonstrou que um tipo específico de antioxidantes presente nos morangos pode auxiliar a memória e proteger o cérebro do desenvolvimento de Alzheimer. o lúcio. Como foi já mencionado. incluindo sementes de cânhamo e de linho. o peixe-espada. comer frutas e legumes é uma das melhores maneiras de combater os radicais livres. Foi demonstrado cientificamente que os alimentos que combatem Alzheimer são mirtilos. atum. que pode causar Alzheimer. tais como.Capitulo VI – Prevenção da doença 7. puzzles. vegetais de folha verde. • Insira na sua alimentação óleos vegetais ricos em Ómega 3. chá verde.1. falar duas línguas. • Desafie a sua mente todos os dias. evitando o excesso de peso. vitamina E e vitamina C são outros antioxidantes que podem desempenhar um importante papel contra a doença de Alzheimer. e aprender a tocar um instrumento são boas formas de combater a senilidade 18 . • Algumas formas simples de prevenir a Doença de Alzheimer: Tenha uma alimentação rica em frutas e legumes. • Certifique-se que está a incluir na sua alimentação uma quantidade suficiente de antioxidantes.

Mantenha os detergentes num lugar seguro. Não utilize fósforos. produzindo uma hormona que prejudica o cérebro. • Faça regularmente exercício físico. 4.precoce e Alzheimer. Alguns conselhos práticos A cozinha e a casa de banho são divisões que merecem ter uma atenção especial. Aprenda algo novo todos os dias. ou instale um dispositivo de segurança para a detenção de fugas de gás. 2. Desligue os electrodomésticos pequenos antes de se deitar. • Regule o stresse. • 1. Desligue o gás antes de se deitar. 3. A Doença de Alzheimer pode alterar a percepção da dor. Apresenta-se aqui algumas medidas que se pode seguir para diminuir consideravelmente o risco de acidentes desagradáveis: • 1. Na casa de banho Retire a chave da fechadura. 5.2. mas sim um acendedor eléctrico. aproveitando para fazer jogos que exercite a memória. 3. 7. Regule a água quente para uma temperatura máxima de 37ºC. Na cozinha Substitua o fogão a gás por um eléctrico. A meditação. mesmo que seja um número de telefone ou uma palavra. 2. Está provado que o stresse danifica a mente e o corpo. ao ponto de o doente não se aperceber que água está a escaldar. 19 . pois podem originar quedas perigosas. yoga. arte ou jardinagem são apenas algumas das formas de gerir o stresse. Retire os tapetes.

20 .4. Coloque tapetes anti-derrapantes e apoios para as mãos na banheira ou no duche.

paciência e dedicação. como por parte de familiares e amigos é o primeiro passo para começar a tomar medidas. Ansiedade em encarar cada dia e no que diz respeito ao futuro.Os cuidados que o cuidador deve ter nas várias etapas da doença Cuidar de um doente de Alzheimer é uma tarefa difícil. de si mesmo e até dos outros. 21 . especialmente se adicionado à angústia de ver alguém muito querido a perder as suas capacidades. Exaustão . O grande desafio do cuidador é desenvolver um ambiente capaz de suportar as rotinas de cuidados primários e minimizar as perturbações do comportamento do doente. Os sinais de stress no cuidador podem ser:          Negação no que diz respeito à doença e aos seus efeitos no doente. etc.não quer mais estar com os amigos ou participar em actividades que antes apreciava. Conhecer e reconhecer os sinais de stress no cuidador tanto por parte deste. uma vez que um cuidador que está a atravessar por estes sintomas não consegue prestar os cuidados adequados ao doente. Falta de concentração e dificuldade em acabar tarefas mais complexas. Reacções emocionais. É assim uma responsabilidade que pode ter um enorme desgaste emocional e físico. Raiva para com o doente. particularmente na frequência e gravidade dos problemas comportamentais e deterioração das capacidades funcionais. energia. muitas vezes recai sobre o familiar mais próximo. como por exemplo. Assim. Depressão .Capitulo VII .sentir-se triste e sem esperança a maioria do tempo. ter pesadelos. que requer tempo. chorar por questões mínimas ou estar sempre irritado. Insónia . Isolamento .sentir-se sempre cansado e sem energias para enfrentar as tarefas do dia-a-dia. é preciso reconhecer a importância e influência do cuidador na evolução da doença.acordar a meio da noite.

tirar algum tempo para si todos os dias. manter os seus interesses e hobbies e visitar regularmente o seu médico. Atitudes a tomar que podem ajudar a reduzir o stress do cuidador:  Apreender mais sobre a Doença de Alzheimer e tornar-se num cuidador informado. Assim é essencial fazer uma alimentação saudável. mais preparado vai estar para compreender o doente e para enfrentar o seu dia-a-dia. 22 . Problemas de saúde como perder ou ganhar peso. e estratégias para cuidar destes. Cuidar de si próprio Procurar ajuda A saúde do cuidador é um aspecto importante. Quanto mais souber sobre a doença. vai alterar a sua atitude no dia-a-dia. etc. estar com os amigos. Aceitar os seus sentimentos Partilhar informações e sentimentos com familiares e amigos Se partilhar as informações acerca da doença bem como os seus sentimentos com familiares e amigos. relaxar. contribuirá para uma maior compreensão por partes destes o que lhes permitirá prestar o apoio que tanto precisa. como esta afecta o doente.     Ser realista quanto a si próprio e reconhecer as suas limitações como cuidador. ficar mais sujeito a gripes. praticar exercício físico regularmente.     Ser positivo e manter o humor sempre que possível Pensar no que pode fazer para ajudar o doente em vez de pensar no que não pode fazer.

designadas por Actividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD). as tarefas domésticas e a lavagem da roupa. Foi efectuado a dois idosos não institucionalizados.Capitulo VIII – Aplicação da escala de avaliação As escalas de avaliação geriátrica serve para determinar deficiências e/ ou incapacidades ao nível das atividades da vida diária. Tempo de aplicação: 5 minutos Idoso 1 1. familiares ou cuidadores. um vive no meio rural (idoso 1) outro vive no meio urbano (idoso 2) a escala de Lawton & Brody.UTILIZAÇÃO DO TELEFONE Utiliza o telefone por iniciativa própria É capaz de marcar bem alguns números familiares 1 É capaz de pedir para telefonar. mas não é capaz de marcar Não é capaz de usar o telefone 23 . A pontuação final resulta da soma da pontuação das 8 AIVD e varia entre 0 a 8 pontos (5 pontos no homem). e também a nível nutricional. No caso dos homens não se contabilizam a preparação das refeições. Cada AIVD tem vários níveis de dependência (3 a 5). correspondendo ao número de AIVD em que o idoso é independente. a nível cognitivo e afectivo. A informação pode ser obtida através do questionário directo ao idoso. Pode ser aplicado por médicos. Esta escala avalia a autonomia do idoso para realizar as actividades necessárias para viver de forma independente na comunidade. Para cada AIVD o idoso é classificado como Dependente (0 pontos) ou Independente (1 ponto). enfermeiros ou outros profissionais de saúde.

LAVAGEMDA ROUPA Lava sozinho toda a sua roupa 24 . mas não segue uma dieta adequada Necessita que lhe preparem e sirvam as refeições 4.PREPARAÇÃO DAS REFEIÇÕES Organiza. como lavar pratos ou fazer a cama 1 Realiza tarefas ligeiras. prepara e serve as refeições sozinho e adequadamente Prepara adequadamente as refeições se se fornecem os alimentos 0 Prepara.FAZER COMPRAS Realiza todas as compras necessárias independentemente 0 Realiza independentemente pequenas compras Necessita de ir acompanhado para fazer qualquer compra É totalmente incapaz de comprar 3. mas não pode manter um nível adequado de limpeza Necessita de ajuda em todas as tarefas domésticas Não participa em nenhuma tarefa doméstica 5. aquece e serve as refeições.TAREFAS DOMÉSTICAS Mantém a casa sozinho ou com ajuda ocasional (trabalhos pesados) Realiza tarefas ligeiras.2.

mas necessita de ajuda em grandes compras e no banco Incapaz de manusear o dinheiro 25 . mas não usa outro transporte Viaja em transportes públicos quando vai acompanhado Só utiliza o táxi ou o automóvel com ajuda de terceiros 0 Não viaja 7.UTILIZAÇÃO DE MEIOS DE TRAnSPORTE Viaja sozinho em transporte público ou conduz o seu próprio carro É capaz de apanhar um táxi.1 Lava sozinho pequenas peças de roupa A lavagem da roupa tem de ser feita por terceiros 6.MANEjO DA MEDICAÇÃO É capaz de tomar a medicação à hora e dose correctas 0 Toma a medicação se a dose é preparada previamente Não é capaz de administrar a sua medicação 8.RESPONSABILIDADE DE ASSUNTOS FINANCEIROS Encarrega-se de assuntos financeiros sozinho 1 Realiza as compras diárias.

mas não segue uma dieta adequada Necessita que lhe preparem e sirvam as refeições 4. mas não é capaz de marcar Não é capaz de usar o telefone 2.TAREFAS DOMÉSTICAS 1 Mantém a casa.PREPARAÇÃO DAS REFEIÇÕES 1 Organiza. como lavar pratos ou fazer a cama 26 .Idoso 2 1. prepara e serve as refeições. sozinho ou com ajuda ocasional (trabalhos pesados) Realiza tarefas ligeiras.FAZER COMPRAS 1 Realiza todas as compras necessárias independentemente Realiza independentemente pequenas compras Necessita de ir acompanhado para fazer qualquer compra É totalmente incapaz de comprar 3. aquece e serve as refeições. sozinho e adequadamente Prepara adequadamente as refeições se se fornecem os alimentos Prepara.UTILIZAÇÃO DO TELEFONE 1 Utiliza o telefone por iniciativa própria É capaz de marcar bem alguns números familiares É capaz de pedir para telefonar.

mas não usa outro transporte Viaja em transportes públicos quando vai acompanhado Só utiliza o táxi ou o automóvel com ajuda de terceiros Não viaja 7. mas não pode manter um nível adequado de limpeza Necessita de ajuda em todas as tarefas domésticas Não participa em nenhuma tarefa doméstica 5. toda a sua roupa Lava sozinho.UTILIZAÇÃO DEMEIOS DE TRANSPORTE 1 Viaja sozinho em transporte público ou conduz o seu próprio carro É capaz de apanhar um táxi.LAVAGEM DA ROUPA 1 Lava sozinho.Realiza tarefas ligeiras. pequenas peças de roupa A lavagem da roupa tem de ser feita por terceiros 6.MANEjO DA MEDICAÇÃO 1 É capaz de tomar a medicação à hora e dose correctas Toma a medicação se a dose é preparada previamente Não é capaz de administrar a sua medicação 27 .

RESPONSABILIDADE DE ASSUNTOS FINANCEIROS 1 Encarrega-se de assuntos financeiros.8. mas necessita de ajuda em grandes compras e no banco Incapaz de manusear o dinheiro Em suma o idoso 1 é dependente (pontuação 4 – dependência moderada) e o idoso 2 é totalmente independente (Pontuação 8). sozinho Realiza as compras diárias. 28 .

ainda não foi encontrada nenhuma cura mas. afectiva e social afectando.Conclusão Pode-se concluir que a doença de Alzheimer é uma doença que provoca deficiência cognitiva. existem várias formas de tratamento que podem minimizar os sintomas da doença de Alzheimer. explorando assim uma melhor qualidade de vida para o doente. da maneira. a memória necessária para reter e aprender novas informações. como se pode proceder diante de um paciente com Doença de Alzheimer. A realização deste trabalho possibilitou alargar os conhecimentos em relação aos múltiplos fatores que podem influenciar as ações de um técnico de Gerontologia. ainda. Até aos dias de hoje. 29 . Perceber. permitindo também um maior compreensão. as exactas necessidades do tratamento. principalmente.

infecções.a perda de peso pode ocorrer. redução de massa muscular. ou jogar xadrez. por exemplo. e para que servem. escaras de decúbito.é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados. apesar do fato da força muscular.Esta categoria abrange a memória do significado das palavras. Memória semântica . Mudanças físicas . Apraxia . como usar uma faca e um garfo. habitualmente com a finalidade de alimentar. hidratar e administrar medicação. Mudança de personalidade . Comunicação . 30 . Memória episódica .esta é a memória de como conduzir os nossos atos quer física como mentalmente. ou compreender a linguagem falada.As pessoas com doença de Alzheimer tem dificuldades na emissão e na compreensão da linguagem.uma pessoa que tenha sido sempre calma. Entubação Nasogástrica – Consiste na introdução de um tubo de plástico ou silicone (sonda) através de uma narina até ao estômago. leva a outros problemas. São comuns as mudanças bruscas e frequentes de humor.Glossário Afasia . por sua vez. uma flor ou um cão. como por exemplo. Agnosia . o que.é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos. passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo. pneumonia. escrita ou gestual. Memória de procedimento .É a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida.é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar. educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso. da sensibilidade e da coordenação estarem intactas.

de muitas maneiras. riscos de segurança e problemas de comportamento. 31 .Pode ter consequência na vida diária. tecidos ou parte de um órgão por infecção ou pertubação de irrigação sanguínea.Morte de celulas. Perda de memória .Necrose . conduzindo a problemas de comunicação.

com/causas-do-alzheimer/ hora 10:05 data 15-05-2013 32 .Web grafia http://cuidadores-alzheimer.PDF hora: 18:48 data 26-05-2013 http://projectodealzheimerfozcoa.webnode.web.ua.com/area-de-atuacao/fisioterapianeurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/ hora 11:56 data 15-05-2013 http://www.ua.tuasaude.web.html 2013 hora 15:25 data 15-05- http://cuidadores-alzheimer.pt/artigos/textos/TL0032.web.pt/diagnostico.ua.pt/cuidadores.wordpress.pt/historia-do-alzheimer/hora14:53 data 8-05-2013 http://www.html hora: 18:59 data 26-05-2013 http://fisioterapiaportoalegre.psicologia.pt/ hora 16:34 data 27-04-2013 http://cuidadores-alzheimer.

Anexo CD com manual do cuidador para doentes de Alzheimer E vídeo sobre a doença 33 .