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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

AUTOMAÇÃO DE SISTEMA DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA Área de utilidades por Samuel José Venâncio

Luiz Sérgio Carvalho Conceição Orientador

Campinas (SP), Dezembro de 2007

UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

AUTOMAÇÃO DE SISTEMA DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA Área de utilidades por Samuel José Venâncio

Relatório apresentado à Banca Examinadora do Trabalho de Conclusão do Curso de Engenharia Elétrica para análise e aprovação. Orientador: Luiz Sérgio Carvalho Conceição

Campinas (SP), Dezembro de 2007

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SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS..................................................................iii LISTA DE FIGURAS ................................................................................ iv LISTA DE TABELAS ................................................................................ v RESUMO .................................................................................................... vi ABSTRACT............................................................................................... vii 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 1
1.1. OBJETIVOS ..................................................................................................... 2 1.1.1. Objetivo Geral ................................................................................................ 2 1.1.2. Objetivos Específicos...................................................................................... 2 1.2. METODOLOGIA............................................................................................. 2 1.3. ESTRUTURA DO TRABALHO ..................................................................... 3 1.4. REVISÃO BIBLIOGRAFICA ......................................................................... 3

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................ 5
2.1. HISTÓRIA SOBRE A AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL ................................. 5 2.2. CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL – CLP ............................... 5 2.2.1. Evolução dos CLP´s ....................................................................................... 6 2.2.2. Como o CLP trabalha .................................................................................... 7 2.2.3. Constituição .................................................................................................... 7 2.2.4. Ciclo de trabalho de um CLP ........................................................................ 8 2.2.5. Aplicabilidade do CLP ................................................................................... 9

3. SISTEMA DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA .................................. 11
3.1. JUSTIFICATIVA DE MELHORIAS NO SISTEMA .................................. 13 3.2. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO ........................................................... 13 3.2.1. Materiais Utilizados ..................................................................................... 14 3.2.2. Métodos de Implantação .............................................................................. 15 3.2.3. Benefícios Qualitativos ................................................................................. 21

4. CONCLUSÃO FINAL......................................................................... 22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................... 23 GLOSSÁRIO............................................................................................. 24 ANEXO I – PROJETO ELÉTRICO ...................................................... 27

LISTA DE ABREVIATURAS
IHM CPU CLP USF EPROM UCP Pç. Mts. Interface homem maquina Centrar of Processing Unit Controlador Lógico Programável Universidade São Francisco Erasable Programmable Read Only Memory (circuito eletrônico para memória de leitura) Unidade Central de Processamento peças metros

iii

...... 16 Figura 12....... Foto do Painel existente (painel de bombas e torres de resfriamento de água) ....... 19 Figura 14......................................... 10 Figura 6........................ 8 Figura 3............................................................. 11 Figura 8.................................................. Planta do Sistema de Resfriamento de Água com as devidas melhorias ............... 10 Figura 7..... Sensor de temperatura na tubulação de saída para a fábrica .................................................. Programa Ladder para Partida e Reversão de um Motor ................................................... Programa Ladder para Partida Estrela-Triângulo ................................... 21 iv ...........LISTA DE FIGURAS Figura 1........................................................................................................... 18 Figura 13............................................................................................................... Ciclo de Varredura de um CLP ... 15 Figura 10..... Sistema de bombas e válvulas .................. 12 Figura 9.............. Sensor de temperatura nos reservatórios de água ............. Fluxograma de funcionamento do programa do CLP das bombas e alarmes .................................................. 20 Figura 16........ 9 Figura 4... Planta de Sistema de Resfriamento de Água ............... 16 Figura 11... Fluxograma de funcionamento do programa de CLP das torres e alarme .................................................. Circuito de Força da Partida Estrela-Triângulo.. Estrutura Básica de um CLP ..... 9 Figura 5........... Circuito de Força para Partida e Reversão ........... 20 Figura 15.... 8 Figura 2........................................... Foto do novo Painel (painel de resfriamento de água) .............................................. Pressostato instalado na saída da bomba .........................

.................... Materiais utilizados na implantação do sistema ........LISTA DE TABELAS Tabela 1.... 15 v ................................

automatização de sistema de bombas e torres. Campinas. Universidade São Francisco. 2007. Automatização de sistema de resfriamento de água. CLP. IHM. Palavras-chave: Sistema de resfriamento. A proposta consiste na automatização de um sistema de resfriamento de água que possui cinco bombas. ou ligar e desligar torres e bombas conforme a necessidade do sistema para atender a fábrica. quatro torres de resfriamento de água. vi . serviço que hoje é feito manualmente pelos operadores do setor. Campinas. que através dos dados obtidos dele. o próprio sistema ligará a bomba reserva e o operador terá maior tempo para controlar o problema e evitando que o sistema pare. será gerado um alarme para o operador que através de uma IHM instalada no novo painel identificará o problema ocorrido. Trabalho de Conclusão de Curso. será comandado automaticamente todo o trabalho de troca de bombas por defeito. 2007. dois reservatórios e um sensor de temperatura. Samuel José. Em casos de falha.RESUMO VENANCIO. No caso de falha de uma das bombas.

the operator is informed about the failure. MMI. Through an alarm signal. both installed in the new cubicle. Keywords: Water cooling system.ABSTRACT Automation of a water-cooling system composed of five pumps – four main and a spare –. which currently is done manually. two reservoirs and a temperature sensor to control the system automatically. the mechanic will have more time to solve the problem keeping the system working. Then. he can easily identify the defect checking the MMI and PLC. four cooling towers. With the spare pump. The main goal of this work consists of automating the water-cooling system to guarantee the full-time operation. vii . PLC.

diminuindo o consumo de energia e a carga térmica. farmacêutica. confiabilidade. onde é possível a substituição de comandos a reles e contatores por um único componente. engarrafamento. a difícil manutenção e modificação de comandos e as onerosas alterações na fiação. INTRODUÇÃO A automação em sistemas de produção começou por volta da década de 20. química. siderúrgica e metalúrgica. tanto na área industrial como residencial. De acordo com Georgini (2003) um dos processos que os CLP’s são bem empregados é na automatização de painéis elétricos das mais diversas aplicações. sistemas de controle estatístico de processo. papel e celulose. geração de energia. enlatamento. têxtil. usinagem. sistema de controle de estações. encontramos CLP’s utilizados na implementação de painéis seqüenciais de intertravamento. Os CLP’s são encontrados em processos de empacotamento. sistemas de controle de células de manufatura entre outros. linhas de pintura e sistemas de tratamento de água. primeiramente nas linhas de montagem automotivas com Henry Ford daí para cá o avanço tecnológico nas mais diversas áreas da automação industrial tem sido cada vez maior. diminuindo assim o alto consumo de energia. melhorando o desempenho. sistemas de segurança. melhorando o layout.1. controle de malhas. eliminando assim a poluição visual dentro dos painéis elétricos pela diminuição de componentes. Atualmente. De acordo com Georgini (2003) na década de 60 começaram a surgir os Controladores Lógicos Programáveis (CLP) que substituirão os painéis de cabina de controle com relés. em sistemas de controle predial de ar condicionado. plásticos. transporte e manuseio de materiais. automotiva. montagem automatizada. bebidas. proporcionando um aumento na qualidade e quantidade de produção e reduzindo custos. existentes em indústrias de alimentos. 1 .

unidades de refrigeração dentre outras.2.1. a temperatura da água e o funcionamento das bombas podem ser controlados automaticamente. este último com a finalidade de fazer a leitura da água que será enviada para a fábrica em torno de 29. 2 . Este sistema é responsável pelo fornecimento de água a uma temperatura controlada para as linhas de produção da fábrica onde existem máquinas que dependem de resfriamento a água. é possível aplicar conceitos teóricos para a solução de problemas do dia-a-dia de uma planta industrial. A principal melhoria para a automação do sistema foi a montagem de um novo painel com CLP. bem como apresentar os efeitos da implementação na Robert Bosch e quais os ganhos obtidos. 1. depois. a instalação de sensores nos reservatórios de água e na tubulação de saída para a fábrica. Objetivo Geral O principal objetivo deste projeto é a implementação das ferramentas de automação estudadas durante o curso de Engenharia Elétrica da Universidade São Francisco. como encapsuladoras. Assim.1. Os operadores. METODOLOGIA A metodologia utilizada para a execução deste projeto foi embasada nas melhores técnicas de automação existentes hoje.1. Objetivos Específicos Esta monografia tem como objetivo demonstrar em detalhes uma proposta de melhoria no funcionamento e operação de um sistema de resfriamento de água. que atualmente precisam fazer manobras manualmente para manter o sistema em operação.1. injetoras de plástico. terão o auxilio de recursos automatizados para proporcionar de forma confiável o funcionamento de equipamentos fundamentais para a fábrica.1. OBJETIVOS 1. por onde serão executados todos os comandos necessários para a automação do sistema. Desse modo.2. 1. e por fim foi executado melhorias no painel existente para que o mesmo pudesse ser comandado remotamente.5°Celsius e pressostatos em cada bomba.

Através destes dados foi possível elaborar o esquema elétrico e layout do novo painel elétrico dentro das normas Brasileiras. o operador se deslocava até o local para fazer estas manobras manualmente. Por fim foi instalado o painel e componentes de campo. novo painel e sistema existente. quando não precisava mais de todos os equipamentos ligados o só ia ser percebido quando fossem até o local para fazer o chek-list diário. era acionado um sinal sonoro no bombeiro que através de um painel sinótico. Logo após a apresentação teórica. com isso muitas vezes causando o aquecimento da água que está retornado para a fábrica e consequentemente ocasionando o desarme de muitas máquina por alta temperatura. 1. Elaborado e testado o programa de CLP e IHM para que possa fazer os comandos necessários para a automação. 1.3. passado toda a fiação entre componentes e painéis. gerando assim um desperdício enorme de energia. REVISÃO BIBLIOGRAFICA 3 . avisava o setor de utilidades que tinham de sair correndo para primeiramente achar o defeito e tentar sana-lo. mas quando dava algum alarme seja lá o motivo que o gerou. Começa ai todo o processo para a execução do projeto. Compra os componentes inexistentes na empresa e iniciar a montagem do mesmo com um CLP e outros componentes para controlar todo o sistema existente. instalação de todos os componentes no campo e interligação dos componentes. com as mais diversas áreas que esta sendo empregado. ESTRUTURA DO TRABALHO O projeto está estruturado com a apresentação de teorias sobre automação industrial de processo. devido a temperatura da água estar se elevando. através do software Autocad para comandar todas estas operações automaticamente. Quando era necessário ligar mais uma bomba ou torre de resfriamento. todos os testes no programa antes de implantar no sistema.Primeiramente foram levantadas todas as deficiências do sistema para poder dar início ao projeto. a história do CLP. Efetuado todos os testes de instalação do software no sistema para identificar e sanar possíveis falhas. feitos todos os testes e colocado o sistema em automático para acompanhamento. há um pouco sobre o processo de resfriamento de água.4. elaboração de programa de CLP. incluindo montagem de painel.

distribuição de energia e sistemas de climatização de ambientes como escritórios e os próprios ambientes de linhas de produção que necessitam de ambientes considerados com sala limpa (ambientes com temperatura.Na década de 70 quando este sistema de resfriamento de água foi instalado na Robert Bosch ainda não era muito difundida a automação em sistemas de processo como o descrito neste projeto e sim em linhas de produção de peças. 4 . Com tudo. é o proposto. Conforme a tecnologia foi avançando. por exemplo. a Robert Bosch começou a melhorar suas instalações internas pelas partes mais críticas como linhas de produção. alguns setores ficaram atrasados devido ao alto custo e a falta de espaço disponível de imediato para execução. pois não podia ter paradas muito longas. com o passar do tempo é que foi se formando a idéia de implementação de sistemas auto-controlados em processos e também na área predial e residencial. Uma saída alternativa bem mais viável e de bom resultado foi a implantação desse novo painel (painel de resfriamento de água) com tamanho que se adapta ao espaço disponível e que automatizará todo o sistema sem ter que trocar os painéis existentes gerando economia e confiabilidade no sistema por parte do restante da fábrica. umidade e pureza do ar controla). Um destes sistemas.

não só da indústria automobilística. devido todas as mudanças a ser feitas no painel tinham que ser feitas com as linhas paradas.1. que vem se aprimorando constantemente. o CLP. Daí para cá o avanço tecnológicas nas mais diversas áreas da automação Industrial tem sido cada vez maior. como de toda a indústria manufatureira.PLC) nasceu praticamente dentro da indústria automobilística americana. na década de 20. será falado sobre os controladores lógicos programáveis (CLP). Sob a liderança do engenheiro Richard Morley. devido a grande dificuldade de mudar a lógica de controle de painéis de comando a cada mudança na linha de montagem. indústrias testeis dentre outras. em grande parte. Tais mudanças implicavam em altos gastos de tempo e dinheiro. HISTÓRIA SOBRE A AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL A história da automação industrial começa com a criação das linhas de montagens automobilísticas com Henry Ford. ao avanço da microeletrônica que se deu nos últimos anos. um equipamento bastante versátil e de fácil utilização. 2. Nascia assim. em 1968. diversificando cada vez mais os setores industriais e suas aplicações. 5 . 2. IHM e suas aplicações. elinha parada é dinheiro jogado fora. foi preparada uma especificação que refletia as necessidades de muitos usuários de circuitos à reles. proporcionando um aumento na qualidade e quantidade de produção e reduzindo custos.CLP (Também conhecido do inglês como Programer Lógic Control . especificamente na Hydronic Division da General Motors.2. CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL – CLP De acordo com Georgini (2003) o Controlador Lógico Programável . depois abordado sobre áreas e métodos de aplicação.2. como metalúrgicas. O avanço de automação está ligado. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Neste capítulo será mostrado um pouco de como surgiu e a evolução da automação industrial.

“compila”). como a variedade de tipos de entradas e saídas. As memórias depois de programadas eram colocadas no CLP para que o programa do usuário fosse executado. muita coisa evoluiu nos controladores lógicos.1. compara com as instruções do programa do usuário e altera o estado das saídas. A estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks. A linguagem utilizada era o Assembly que variava de acordo com o processador utilizado no projeto do CLP. Geração: Os CLP's passam a ter uma Entrada de Programação. As vantagens eram: a utilização de várias representações das linguagens. Geração: Com a popularização e a diminuição dos preços dos microcomputadores.2. apagar. ou seja. Os Terminais de Programação (ou maletas. 2a. o aumento da velocidade de processamento. 2. Geração: Os CLP's de primeira geração se caracterizam pela programação intimamente ligada ao hardware do equipamento. as instruções do programa. a inclusão de blocos lógicos complexos para tratamento das entradas e saídas e principalmente o modo de programação e a interface com o usuário. possibilidade de simulações e testes. 3a. verifica o estado das entradas. Com o auxílio dos microcomputadores a tarefa de programação passou a ser realizada nestes. onde um Teclado ou Programador Portátil é conectado. gravando-se o programa em memória EPROM. podendo alterar.Desde o seu aparecimento. Geração: Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão dependentes do hardware do equipamento. como eram conhecidas) eram na verdade Programadores de Memória EPROM. possíveis pela inclusão de um “Programa Monitor” no CLP. 4a. sendo realizada normalmente no laboratório junto com a construção do CLP. além de realizar testes (Debug) no equipamento e no programa. o qual converte (no jargão técnico. gravar o programa do usuário. para poder programar era necessário conhecer a eletrônica do projeto do CLP. Evolução dos CLP´s Podemos didaticamente dividir os CLP's historicamente de acordo com o sistema de programação por ele utilizado: 1a. Assim a tarefa de programação era desenvolvida por uma equipe técnica altamente qualificada. os CLP's passaram a incluir uma entrada para a comunicação serial. 6 . até hoje.

. 5a. e então executa. ou mudanças. Existem Fundações 2. 2. Geração: Atualmente existe uma preocupação em padronizar protocolos de comunicação para os CLP's. a CPU lê os dados de entradas dos dispositivos de campo através da interface de entrada. Sistemas Supervisórios.2. uma Unidade Central de Processamento – UCP (Central of Processing Unit . com base na leitura das entradas. Constituição Na figura 1 está demonstrado como é a estrutura básica de um CLP.2. Os programas são normalmente realizados na linguagem Ladder. como Controladores de Processos. também conhecido como um ciclo.2. apenas quando as mudanças são realizadas através de comandos de programa. 7 .CPU). não só CLP's. ou realiza os controles de programa que tinham sido armazenados na memória. gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais flexíveis e normalizadas. baseado no programa. proporcionando uma integração a fim de facilitar a automação. o CLP escreve ou atualiza as saídas atuando nos dispositivos de campo. Este processo. Como o CLP trabalha Operacionalmente. Estes são constituídos basicamente por uma fonte de alimentação. possibilidade de armazenamento de vários programas no micro.3. determinados pelo programa armazenado na memória. Redes Internas de Comunicação e etc. A CPU é onde são realizados todos os cálculos necessários à obtenção dos valores necessários às saídas. de modo a proporcionar que o equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento outro fabricante. fruto da chamada Globalização. Finalmente. continua na mesma seqüência sem interrupções.treinamento e ajuda por parte do software de programação. e são colocados na memória da CPU em forma de operações. etc. a linguagem que mais se aproxima de um esquema elétrico baseado em relês. além de módulos de entrada e saída.

uma série de instruções referentes aos programas presentes em sua memória: Figura 2. (2005).Figura 1. Quando está no estado de execução. Ciclo de trabalho de um CLP Na figura 2. ilustro um ciclo de varredura de um CLP. Estrutura Básica de um CLP Vale ressaltar que a figura 1 foi extraída de apostila de automação III. Ciclo de Varredura de um CLP Vale ressaltar que a figura 2 foi extraída de apostila de automação III. 8 . 2.4. executando a cada ciclo de varredura. um CLP trabalha em loop. (2005). cuja duração é da ordem de milisegundos.2.

2. transporte e manuseio de materiais. sistemas de segurança. siderúrgica e metalúrgica. 5 e 6 são demonstradas algumas aplicações básicas de CLP: Figura 3. usinagem. Programa Ladder para Partida e Reversão de um Motor 9 . 4. têxtil. geração de energia.2. montagem automatizada. farmacêutica. Circuito de Força para Partida e Reversão Figura 4. automotiva. Nas figuras 3. existentes em indústrias de alimentos. em sistemas de controle predial de ar condicionado. papel e celulose. bebidas.5. química. enlatamento. Aplicabilidade do CLP Os CLP’s são encontrados em processos de empacotamento. plásticos. engarrafamento. linhas de pintura e sistemas de tratamento de água.

Figura 6. Circuito de Força da Partida Estrela-Triângulo.Figura 5. Programa Ladder para Partida Estrela-Triângulo 10 .

SISTEMA DE RESFRIAMENTO DE ÁGUA Na figura 7 é representado um sistema de resfriamento de água utilizado na empresa Robert Bosch onde é feito todo processo de resfriamento da água utilizada pela fábrica. que ao ser ligado retira o calor da água e uma bacia em sua base onde está conectada uma tubulação que levará a água para outro reservatório por meio de gravidade e em seguida bombeada para a fábrica através de outro sistema. onde existe um ventilador no seu topo. A água chega das linhas em um reservatório que está conectado a cinco bombas como mostra a Figura 8.3. Figura 7. Estas bombas são interligadas cada uma em uma torre de resfriamento. Planta de Sistema de Resfriamento de Água . onde quatro trabalham e uma fica de reserva para possíveis falhas nas bombas principais.

12 . etc. Mas. água como o fluido de resfriamento. em contracorrente ou corrente cruzada com a água que desce. Ela é usada não só em processos industriais. Para tanto. ela passa por um outro sistema que a resfria. Por exemplo: lagoa de resfriamento (água quente entra num lado da lagoa e após atravessar a sua extensão.Figura 8. A Figura 7 demonstrada acima no projeto mostra o esquema de uma planta de sistema de resfriamento de água. a necessidade de remover carga térmica de um dado sistema e usa-se. Sistema de bombas e válvulas Em muitos processos. Devido à sua crescente escassez e preocupação com o meio ambiente. há outros sistemas. Na prática. o sistema mais comum é o de resfriamento de água evaporativo a ser apresentada neste trabalho. Este sistema é constituído de reservatórios para armazenamento da água que vem dos resfriadores. Na Robert Bosch possui um sistema onde é feito todo processo de resfriamento da água utilizada pela fábrica. Por meio desse contato do líquido com o gás. como "shopping centers". sai resfriada do outro lado). parte da água evapora e ocorre o seu resfriamento. além de motivos econômicos. constituída de um enchimento interno para melhor espalhar a água. a água quente que sai desses resfriadores (trocadores de calor) deve ser reaproveitada. Ar ambiente é insuflado através do enchimento. A água que sai dos resfriadores de processo é bombeada e distribuída no topo da torre de resfriamento. bombas que envia a água quente para as torres de resfriamento evaporativo (Evaporative Cooling Tower). na maioria dos casos. em geral um sistema de resfriamento de água. torres de resfriamento não evaporativo (usadas em usinas nucleares). mas também em prédios com sistema central de ar condicionado. e retorna ao circuito dos resfriadores de processo nas linhas de produção.

Existe um sensor de temperatura que gera um sinal digital acionando um relê no painel de alarmes. gerando demora em chegar às bombas para sanar o defeito ocorrido e correndo o risco de parar o fornecimento de água para a fabrica paralisando parcialmente a produção tanto por falta de água como também por falta de ar comprimido devido os compressores utilizam a água deste sistema. Este painel está interligado na central de bombeiros. e quatro torres de resfriamento onde é feito o resfriamento de toda a água utilizada na produção da empresa. No término dos reparos é feita toda a manobra de válvulas novamente para que a bomba que deu defeito seja colocada em funcionamento e desligando a bomba reserva. Nos itens decorrentes. utilizando como base o objetivo apresentada neste estudo. avisando o ocorrido para que possam ir até o local analisar o problema e normalizar o sistema. Quando o problema é o defeito em alguma bomba o operador tem que fazer toda a manobra de inversão de válvulas para que a bomba reserva possa assumir a função daquela que deu o defeito.3. JUSTIFICATIVA DE MELHORIAS NO SISTEMA O sistema apresentado possui uma enorme dificuldade para o manuseio e controle do sistema pelo fato de todas as manobras serem feitas manualmente. que foi a automatização de um sistema de resfriamento de água através de melhorias elétricas no painel existente e instalação de novos componentes de campo e um novo painel que está fazendo todo o controle automaticamente. A maioria dos problemas. 13 . para acioná-las o operador desloca até o local para fazer todas as manobras em válvulas e painéis elétricos manualmente. Muitas vezes ocorrem problemas como o operador estar longe do local. IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO O projeto foi implementado na empresa Robert Bosch com sucesso. O sistema é constituído de cinco bombas onde quatro são de operação normal e uma é reserva para substituir qualquer uma delas em um possível defeito. é o alarme de alta temperatura gerado por este sensor que estava instalado na tubulação de saída de água para a fabrica.1. 3. serão apresentadas quais as necessidades exigidas para a sua aplicabilidade e quais os benefícios gerados. após isso é acionada a manutenção para fazer o reparo na mesma. com isso o operador perde muito tempo ao ter que ir até o local e ligar mais uma bomba e mais uma torre manualmente.2. que ao receber a indicação de falha liga para o setor de utilidades.

temperatura. IHM Rexhoth 1pç.5mm² Fiação de 2X0. Fornecer energia estabilizada para componentes internos e externos. 2X1.3. Montar componentes como CLP.5mm² e 3X1. Relês marca CONEXEL 12pç. CLP Bosch 1pç. Enviar sinais digitais comandado pelo CLP. Painel de 60X80X30cm 1pç. Proteger circuitos elétricos contra curtos e surtos de correntes elétricas. Softwares do CPL e IHM ------------- Fazer programas que controlarão o sistema. Fiação para comunicação de 200mts. Comandar o sistema. relés e outros.2.75mm² com malha de shilde 100mts. Fonte de tensão de 220Vca/24Vcc 1pç. pressão e outros que não podem sofrer interferências eletromagnéticas externas. Usados para ligar componentes de campo com o painel elétrico. Materiais Utilizados Os materiais utilizados na automatização deste sistema estão relacionados na tabela abaixo: Componentes Quantidade Aplicação Software Auto-Cad ------------- Fazer layout e desenho elétrico do painel. 14 .1. Fazer a interface homem maquina (entrada e saída de dados). Usados para ligação de sensores como. Disjuntores de proteção 3pç.

2. Figura 9. Materiais utilizados na implantação do sistema 3. Tabela 1. Foto do novo Painel (painel de resfriamento de água) 15 . Controlar temperaturas. receber os dados dos componentes externos. torres e fazer a troca de bombas por defeito através de um CLP.2. Abrir e fechar de válvulas através de comando elétrico Pressostatos 5pç.0mm² 20mts. Tem como finalidade.Fiação de 20X1. Controlar falta de pressão em uma tubulação tanto de produtos líquidos como gasosos. supervisionar as temperaturas do sistema como um todo e com isso acionar as bombas. Métodos de Implantação Para tornar possível esta implementação. Usados para interligações entre painéis. foi primeiramente confeccionado um painel menor com peças já existentes na empresa demonstrado na figura 9. Sensores de temperatura PT100 3pç. Atuadores elétricos 4pç.

Pressostato instalado na saída da bomba Elaborado esquema elétrico para montagem do novo painel utilizando informações adquiridas com os operadores de como deveria funcionar o sistema e quais as seguranças 16 . Foto do Painel existente (painel de bombas e torres de resfriamento de água) Instalado sistema de segurança (pressostato) nas saídas das bombas conforme demonstrado na figura 11.Feito melhorias necessárias nos painéis existentes demonstrado parcialmente na figura 10 para que o mesmo possa enviar dados e em função deles ser controlado remotamente pelo novo painel. Figura 10. enviar uma mensagem para a IHM instalada no novo painel e através de um relé. enviar um sinal digital para o painel sinótico. Figura 11. para que o sistema possa avisar quando houver problemas como falta de pressão e através deste sinal o CLP fazer a troca de bombas.

17 . conforme fluxogramas de funcionamento e alarmes demonstrados nas figuras 12 e 13. Confeccionado programa de CLP+IHM para controlar todo o sistema através dos dados recebidos do campo utilizando o software WINSPS e Vicomposer. Softwares desenvolvidos pela empresa Rexhoth. O software utilizando foi o Auto-Cad (vide anexo I).necessárias para eliminação de falhas. empresa que faz parte do grupo Bosch no Brasil.

Figura 12. Fluxograma de funcionamento do programa de CLP das torres e alarme 18 .

Figura 13. armazenamento e saídas de água para a fabrica. Fluxograma de funcionamento do programa do CLP das bombas e alarmes Instalado e ligado os sensores de temperatura tipo PT100 de três fios que são sensores de boa resolução e que conseguem fazer comunicação com o CLP nos reservatórios de água demonstrado na figura 14 e na tubulação que vai para a fabrica demonstrado na figura 15 fazendo leituras das temperaturas de entrada. Com base na 19 .

20 . Figura 14. Sensor de temperatura na tubulação de saída para a fábrica Efetuado testes de instalação do software no sistema para identificar e sanar possíveis falhas e finalização do projeto passando todo o sistema para o automático e acompanhamento do seu funcionamento. Sensor de temperatura nos reservatórios de água Figura 15. Na figura 16 é apresentado em vermelho onde foram instaladas às melhorias. faz o acionamento das bombas e torres conforme a necessidade do sistema e emite alarmes por defeito e temperaturas acima do especificado.leitura desta temperatura.

que deixou de ter suas linhas parcialmente paradas por aquecimento nas máquinas que dependem de água para se refrigerarem. 21 . melhorando a confiabilidade do setor de distribuição de água resfriada perante toda a fabrica. Eliminou o risco de paradas repentinas nas máquinas de linhas de produção por falta tanto de água na temperatura ideal quanto de ar comprimido na fábrica. saná-lo pessoalmente ou chamando a manutenção sem a necessidade de fazer manobras manuais. o funcionário tem mais tranqüilidade para verificar o defeito.3. Houve um ganho enorme no requisito homem/hora com o novo sistema. pois.TT TT P P P P P TT Figura 16. Planta do Sistema de Resfriamento de Água com as devidas melhorias 3. Depois de tudo implantado o sistema passou a ter maior desempenho. Benefícios Qualitativos Com a implantação da automação neste sistema foi possível reduzir a quantidade de alarmes por temperaturas altas. o sistema pode automaticamente ligar e desligar tanto as bombas quanto torres de resfriamento de água. já que o sistema aciona automaticamente a bomba reserva e convertendo este tempo para o operador analisar melhor o motivo do alarme. Assim. Os operadores têm apenas que fazer um check list diário por turno para averiguar o funcionamento do processo.2.

tudo que foi feito durante a implantação teve seus desafios e os mesmos foram contornados com muito esforço. tudo que foi conhecido com este projeto são coisas que usaremos durante todos os dias dentro da empresa e fora dela também. pois. Estamos medindo o seu desempenho e até o momento está atendendo as expectativas do setor responsável. atendendo também os custos previstos. Foram implantados pressostatos. Hoje estamos preparados para novos desafios na área de melhorias elétricas e mecânicas na empresa. CLP e IHM para fazer o monitoramento das varáveis digitais (sinal de pressão. e variáveis analógicas (sinais de temperatura e interface homem máquina). pois.4. tanto da parte da empresa que forneceu todas as ferramentas necessárias para a conclusão. sinais de painel em ordem ou defeito). Este sistema foi implementado na Robert Bosch com grande sucesso. A proposta foi melhorar um sistema que tinha uma deficiência muito grande na parte elétrica como um todo devido o sistema ser antiquado e despreparado para eventuais problemas. Todos os recursos que foram usados nesta implementação já estavam disponíveis na empresa. inclusive mão-de-obra. CONCLUSÃO FINAL Este projeto mostrou a utilização de técnicas de automação industrial ensinadas no decorrer do curso de Engenharia Elétrica da USF. termostatos. 22 . Concretizar este projeto foi de grande importância para a os setores responsáveis.

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atendendo a comandos que podem ser manuais ou automáticos. Malha de proteção para cabos de sinal de controle. colocada sobre o hardware. Como exemplo. É a parte física do computador. Conector unipolar utilizado para interligação da fiação entre o painel e o campo. Sua função básica é de proteger a integridade de equipamentos contra sobrepressão ou subpressão aplicada aos mesmos durante o seu funcionamento. Tem como finalidade proteger sinais de controle contra interferências magnéticas externas. É um elemento que produz movimento. que transforma o computador em algo útil para o ser humano. e em oposição à pressão aplicada. circuitos integrados e placas. redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento. O mecanismo de mudança de estado mais utilizado é o micro interruptor. é o conjunto de componentes eletrônicos.GLOSSÁRIO Relés Dispositivo elétrico destinado a produzir modificações súbitas e predeterminadas em um ou mais circuitos elétricos de saída. São utilizados para substituir contatores auxiliares por ocupar menos espaço e comportar pequenas quantidade de corrente elétrica. na manipulação. torna-se legível pela substituição dos valores em bruto por símbolos Bornes Atuadores Pressostato Shilde Software Hardware Assembly 24 . É um instrumento de medição de pressão utilizado como componente do sistema de proteção de equipamento ou processos industriais. É constituído em geral por um sensor. o conjunto de instruções e dados processado pelos circuitos eletrônicos do hardware. ou seja. que se comunicam através de barramentos. ou seja. o software é a parte lógica. que é um mero padrão de bits. quando certas condições são satisfeitas nos circuitos de entrada que controlam o dispositivo. A linguagem de máquina. Como mecanismo de ajuste de set-point utiliza-se na maioria das aplicações uma mola com faixa de ajuste selecionada conforme pressão de trabalho e ajuste. Toda interacção dos usuários de computadores modernos é realizada através do software. podendo ser utilizado também ampola de vidro com mercúrio fechando ou abrindo o contato que pode ser do tipo normal aberto ou normal fechado. É uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas. um mecanismo de ajuste de set-point e uma chave de duas posições (aberto ou fechado). Uma linguagem de montagem ou assembly é uma notação legível por humanos para o código de máquina que uma arquitetura de computador específica usa. que é a camada. pode-se citar atuadores de movimento induzido por cilindros pneumáticos (pneumática) ou cilindros hidráulicos (Hidráulica) e motores (dispositivos rotativos com acionamento de diversas naturezas). Em contraposição ao hardware.

EPROM é um tipo de chip de memória de computador que mantém seus dados quando a energia é desligada. o software vem disponibilizando. Na automação industrial. controladores de processo são equipamentos responsáveis pelo controle de processo industrial ou parte dele através de algoritmos de controle específicos. Uma EPROM é programada por um dispositivo eletrônico que dá voltagens maiores do que os usados normalmente em circuitos elétricos. Loop É uma palavra inglesa. O programa de computador busca as informações no CLP e as exibe de forma animada na tela do computador. em suas versões mais recentes. É utilizado principalmente para a elaboração de peças de desenho técnico em duas dimensões (2D) e para criação de modelos tridimensionais (3D). em decimal) seja movido para o registrador 'AL'. que controlam um equipamento. para os programadores é mais fácil recordar a representação equivalente em instruções mnemônicas MOV AL. design de interiores. tais como PID. e que admite luz ultravioleta durante o apagamento. pela qual o chip de silício pode ser visto. Além dos desenhos técnicos. uma máquina ou até mesmo um processo completo de fabricação. Em outras palavras. Tal instrução ordena que o valor hexadecimal 61 (97. é não-volátil. vários recursos para visualização em diversos formatos. que originalmente significa “aro”. Uma vez programado. Software de programação de CLP Software de programação de IHM Linguagem de programação de CLP É um software do tipo CAD — computer aided design ou projeto assistido por computador — criado e comercializado pela Autodesk. Inc. lógica fuzzy ou redes neurais. É amplamente utilizado em arquitetura. gráficos. EPROMs são facilmente reconhecíveis pela janela transparente no topo do pacote. displays de mensagens ou 25 Winsps Vicomposer Ladder Auto-Cad EPROM Controlador de Processo Sistemas Supervisórios . e que no contexto da língua portuguesa é usada com este último significado. na forma de sinóticos. embora já tenham sido comercializadas versões para UNIX. Sistemas Supervisórios são programas instalados em um computador conectado a uma rede de comunicação de um ou mais CLP´s (controlador lógico programável). “anel” ou “sequência”.chamados mnemônicos. engenharia mecânica e em vários outros ramos da indústria. Por exemplo. O Autocad é atualmente disponibilizado apenas em versões para o sistema operacional Microsoft Windows. uma EPROM pode ser apagada apenas por exposição a uma forte luz ultravioleta. enquanto um computador sabe o que a instrução-máquina IA-21 (10110000 01100001) faz. desde 1982. 61h. Podem ser ainda equipamentos programáveis capazes de realizar diversos tipos de algoritmos lógicos e matemáticos. O processo de apagamento dura de 10 a 30 minutos.

numéricos. objetos em movimento como motores ou mudança de cores para identificar presença de produto em tanques e tubos. acionando elementos. Também possibilita a atuação sobre o processo. modificando valores ou até mesmo interromper o processo. 26 .

ANEXO I – PROJETO ELÉTRICO 27 .

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