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Bispo da diocese de Leiria-Fátima em entrevista

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Festa da Fé D. António Marto estende “abraço de acolhimento fraterno” aos visitantes
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Semanário diocesano • www.jornalpresente.pt Diretor: Carlos Magalhães de Carvalho • 0,50€ Ano LXXXI • nº 4131 • 30 de maio de 2013

Fátima • Celebrações dominicais para surdos • Férias para pais de lhos com de ciência
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Pergunta da semana

30 de maio de 2013

O que levou a Diocese a substituir dois jornais por um único?
Vítor Coutinho
Chefe de Gabinete do Bispo Diocesano

Que expetativas tem para o novo jornal diocesano?
Pe. Rui Marto
Vigário de Fátima

Pe. João Feliciano
Vigário de Colmeias

Pe. José Luís Ferreira
Vigário de Ourém

Espero que traga paz e serenidade
Mesmo com a Internet acessível a todos, a biblioteca continua a ser necessária. Os livros e os jornais personalizam conteúdos e humanizam assuntos. Assim espero que seja o PRESENTE. Que seja um jornal aberto ao mundo, apresente assuntos do interesse da comunidade e os trabalhe numa perspetiva atual e humanizada. Que seja virado para o futuro e interfira na vida da comunidade trazendo paz e serenidade. Espero que cada edição seja trabalhada e pensada com competência e profissionalismo. Que tenha uma boa apresentação e espelhe cuidado, gosto, brio e capacidade de se renovar.

Coragem de noticiar o que de bom se faz
Há dias comentava a necessidade de haver jornalistas com coragem de divulgar coisas boas, positivas para as nossas comunidades. Era assim que gostava que fosse o novo jornal da Diocese. Espero que seja um órgão de comunicação que fale das coisas boas que se fazem nas nossas paróquias, porque isto ajuda a aumentar o ânimo das pessoas. Aguardo por um jornalismo renovado neste sentido. Que deixe as notícias e assuntos negativos para outros jornais e trilhe caminhos capazes de ajudar as pessoas a ultrapassar com maior felicidade estes momentos difíceis por que passamos.

Espero um jornal cativante e acessível a todos
Espero que marque a Diocese. Gostava que fosse acolhido por todos, apesar das dificuldades económicas por que atravessamos, mesmo pelas pessoas mais simples que gostam de saber o que se passa na sua diocese e na sua paróquia. Espero pois que seja jornal formativo, com artigos pequenos, que possam ser lidos e compreendidos por todos. Que apresente temas que realmente interessem às populações e seja diversificado, apelativo e com qualidade. Que chegue também aos mais jovens e que leem pouco. Enfim, que seja um dom e uma presença para todos.

A decisão de a Diocese deixar de ter dois jornais para ter apenas um é resultado de um longo processo de reflexão que se vem fazendo já há mais de 20 anos. Repetidamente, em muitos órgãos consultivos e em assembleias diocesanas, de leigos e padres, houve insistências para repensar o atual modelo. Era estranho que uma diocese pequena continuasse a gastar recursos financeiros e humanos em dois jornais. Por um lado, os dois jornais tornaram-se altamente deficitários, o que para uma diocese com poucos recursos económicos se tornou insustentável. Pareceu ao Bispo diocesano que não podia, em consciência, continuar mais tempo a gastar verbas muito necessárias para garantir o normal funcionamento dos serviços diocesanos e o apoio às comunidades. Por outro lado, foi-se alargando a convicção de que a Diocese se deveria centrar numa informação de tipo eclesial, abandonando o jornalismo “regionalista”, dado haver na região órgãos de comunicação social com os quais não nos compete concorrer. O jornal deve espelhar a vida da diocese de Leiria-Fátima, na diversidade das suas expressões, e estar em sintonia com os dinamismos das comunidades cristãs. Também terá ecos dos acontecimentos da Igreja universal. Isto não significa que um jornal eclesial olhe só para dentro da Igreja; deve também possibilitar uma abertura dos católicos para o mundo, para as questões sociais e políticas, para as expressões da cultura. Deste modo, proporciona leituras de acontecimentos e problemas significativos a partir de perspetivas e critérios cristãos, de modo a contribuir para um olhar crente sobre as questões da vida. Esta remodelação contou com o apoio de todos os conselhos e responsáveis diocesanos, colhendo alargado consenso. Com ela pretende-se sobretudo conseguir maior qualidade no serviço informativo relativo à vida das comunidades cristãs, garantindo a sua viabilidade económica.

Pe. Rui Acácio
Vigário de Leiria

Pe. Jacinto Gonçalves
Vigário de Milagres

Pe. José Lopes Baptista
Vigário de Monte Real

Aproxime a Igreja das pessoas
Espero que o PRESENTE seja um contributo para a Igreja estar presente no mundo e que seja capaz de fazer esta ponte entre a Igreja e mundo. A minha experiência diz-me que as pessoas querem e precisam que a Igreja forneça meios capazes de fazer esta ponte com a comunidade, o jornal PRESENTE pode e deve ter esse papel na nossa comunidade. Como meio eclesial não deve cortar o cordão umbilical com o Evangelho e deve ter a capacidade de levar as pessoas a assumirem a sua vivência cristã todos os dias.

Ser o embaixador dos paroquianos
Faço votos de que o jornal PRESENTE prime pelo rigor litúrgico e aproxime as comunidades da Igreja. Gostaria que fosse um contributo na melhoria da imagem da Igreja local e da diocese de Leiria-Fátima. Seria importante que fosse o reflexo da atividade das nossas paróquias funcionando como um verdadeiro embaixador das nossas comunidades. Espero que o jornal seja um meio de partilha de fé e de vivências cristãs. Que seja uma forma de incentivar os paroquianos a caminharem cada vez mais no caminho de Cristo.

Estreita colaboração com as paróquias
As minhas expetativas resumem-se ao facto do PRESENTE ser um órgão de comunicação que se revele especial na comunicação entre a Diocese e os diocesanos. Espero que o novo título represente afincadamente a vida e dinâmica das paróquias, desenvolvendo uma estreita colaboração com cada uma. Isto porque o PRESENTE será um meio de informação palpável, que vai permitir o acesso à informação sobretudo aos mais idosos. Temos de apostar no PRESENTE, pois é o jornal da Igreja.

Pe. José Martins Alves
Vigário de Porto de Mós

Pe. Sérgio Fernandes
Vigário da Batalha

Pe. Virgílio Rocio Francisco
Vigário da Marinha Grande

Unir o legado dos anteriores jornais
As minhas expetativas giram em torno da necessidade de se informar sobre o que se vai fazendo nas paróquias. Espero que o PRESENTE seja efetivamente o órgão de comunicação de toda a Diocese, que seja dinâmico e capaz de estabelecer contatos e veicular as notícias do que vai acontecendo nas paróquias. Na minha opinião é importante que o PRESENTE consiga unificar o legado dos extintos jornais diocesanos.

Refletir a dinâmica das paróquias
Fico expectante que o novo órgão de comunicação da diocese traga mais informação ao nível eclesial, o que o vai distinguir dos restantes órgãos de comunicação da região. É muito importante e, até mesmo, fundamental que o PRESENTE consiga refletir a dinâmica das paróquias e que dê continuidade à proximidade que já vinha sendo um apanágio dos anteriores dois órgãos de comunicação diocesana.

Que seja a janela da Diocese para o mundo
Atualmente existem tantos órgãos de informação que é necessário que o PRESENTE venha marcar a identidade da nossa diocese no contexto da Igreja universal e trazer à luz do dia o que é a Diocese e a sua dinâmica. Há de ser veículo de informação eclesial, formação humana e cristã e partilha de boas práticas diocesanas. Atrevo-me mesmo a dizer que é indispensável que o PRESENTE seja a janela da Diocese para o mundo.

ficha técnica
Diretor: Carlos Magalhães de Carvalho (diretor@jornalpresente.pt); Redacção: redacao@jornalpresente.pt; Conceção gráfica e paginação: paginacao@jornalpresente.pt; Comercial, publicidade e assinaturas: Margarida Gaspar (presente@jornalpresente.pt • telf 244 821 100 • 9h30-13h30); Administração, propriedade e editor: Fundação Signis (Rua Joaquim Ribeiro Carvalho, nº 60, 2414-011 Leiria • telefone: +351 961 522 268 • signis@leiria-fatima.pt). Número de registo: 102262. Tiragem desta edição: 10 000 exemplares

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D. António Marto estende “abraço de acolhimento fraterno” aos visitantes

A verdadeira festa diocesana
Milhares de pessoas são esperados na cidade do Lis, entre os dias 31 de Maio e 2 de junho, dias em que decorre a Festa da Fé, uma organização da diocese Leiria-Fátima. O convite aos éis é feito por D. António, que se dirige aos cristãos na primeira pessoa, apelando à participação pelos “Caminho(s) de vida, razões de esperança”
va onde se sentiu “a alegria da unidade da Igreja Diocesana, expressa em algumas iniciativas que juntaram milhares de fiéis”. Sob o tema “Caminho(s) de vida, razões de esperança”, o evento programado para 2013 pretende dar “visibilidade à beleza e à alegria dos caminhos da vida, com Cristo na comunidade cristã, na sociedade e no mundo”, além de pretender ainda “manifestar as razões de esperança, tão necessárias nestes tempos que vivemos de dificuldades e desafios acrescidos”. A todos sem exceção – “às crianças, jovens, adultos; aos leigos, padres e religiosos; aos mais envolvidos na ação pastoral e aos menos próximos da vida eclesial” – D. António Marto convida para que “entrem em cada uma das tendas de exposição, em cada espaço de oração, de cultura, de música e de convívio”. No recinto estarão instaladas várias tendas de exposição, uma de cada vigararia, e outras de serviços e movimentos diocesanos, onde será possível partilhar e receber informação sobre os diversos dinamismos eclesiais da Igreja de Leiria-Fátima. O programa inclui momentos de celebração e oração (destacando-se a celebração da Missa do Corpo de Deus), de cultura e expressão artística. O convívio e a diversão não foram deixados ao acaso e assumem os respetivos espaços na Festa da Fé. Igualmente integrados no programa em busca dos “Caminho(s) de vida, razões de esperança”, dois painéis temáticos e uma visita guiada são propostos pelo Centro de Formação e Cultura da diocese de Leiria-Fátima, para o dia 1 de Junho, na igreja de São Francisco, em Leiria. O painel subordinado ao tema “Quando a fé inspira poetas e músicos!”, cujo início fica previsto para as 10h30, contará com a intervenção de Cristina Nobre, que versará sobre “O lugar da fé na obra de Afonso Lopes Vieira”, do padre Augusto Pascoal, com o tema “O drama da fé na obra de Miguel Torga”, e do padre Augusto Frade, que vai dissertar sobre “O louvor de Deus na música do P. Carlos Silva”. No período da tarde, o historiador Saúl Gomes conduzirá uma visita guiada pela igreja de São Francisco, quando forem 15h00. Uma hora mais tarde, terá início o segundo painel que abordará o tema “Fé e Arte, o diálogo continua…”, com intervenções de Marco Daniel, sobre “Os estilos artísticos e a história cristã, capítulos de um diálogo sempre renovado”, de Humberto Dias, sobre “A arquitetura dos espaços sagrados em busca de um novo paradigma”, e de Sérgio Bernardes, sobre “O vitral, limiar luminoso da expressão do Mistério”.

“A todos, sede bem-vindos, em nome de Jesus Cristo, nosso caminho e nossa esperança”, escreve D. António Marto, no convite que endereça a toda a diocese de Leiria-Fátima (ver caixa ao lado). Reportando à edição da Festa da Fé realizada em 2010, o Bispo de Leiria considera que “vivemos juntos uma experiência intensa e maravilhosa de celebração festiva da nossa fé”. Com base nesta “grata memória”, a Diocese repete a iniciatiPUB

Ourivesarias

D. António convida
Decoração Comercial e Construção
A Expofat dedica-se à construção e renovação de espaços comerciais das mais variadas áreas. A experiência e o Know-how dos nossos colaboradores, aliada ao rigor e qualidade, permite-nos fazer o acompanhamento de todo o processo, desde a fase de projecto até à entrega da obra, tornando-se numa mais valia para os nossos clientes.

Caríssimos irmãos e irmãs, Em maio de 2010, vivemos juntos uma experiência intensa e maravilhosa de celebração festiva da nossa fé. Com o lema “Rosto(s) da Igreja Diocesana”, sentimos a alegria da unidade da Igreja Diocesana, expressa em algumas iniciativas que juntaram milhares de fiéis, tal como saboreámos a riqueza da sua diversidade, na partilha das várias comunidades, movimentos, estruturas e serviços.

Perfumarias

Ópticas

...

Livrarias

Sapatarias

Projecto CAD Projecto 3D Orçamentação Execução de Obra

Moda e indumentária

Mercearias

apelo à participação de cada um de vós: às crianças, jovens e adultos; aos leigos, padres e religiosos; aos mais envolvidos na ação pastoral e aos menos próximos da vida eclesial
Com esta grata memória voltei a propor uma nova edição da Festa da Fé como coroamento do Ano da Fé. A realização da Festa será nos próximos dias 31 de maio a 2 de junho. Escolhemos como tema a expressão “Caminho(s) de vida, razões de esperança”. Queremos dar visibilidade à beleza e à alegria dos "caminhos de vida" com Cristo na comunidade cristã, na sociedade e no mundo. E queremos também manifestar as “razões de esperança”, tão necessárias nestes tempos que

Diversas Clínicas

OBRAS CHAVE NA MÃO

LMFERRAZ

Em 2010, a Imagem Peregrina foi o centro das atenções da Festa da Fé vivemos de dificuldades e desafios acrescidos. Neste momento em que a data se aproxima, renovo o meu convite e apelo à participação de cada um de vós, meus irmãos e minhas irmãs diocesanos: às crianças, jovens e adultos; aos leigos, padres e religiosos; aos mais envolvidos na ação pastoral e aos menos próximos da vida eclesial. Só com a presença de todos, na vossa diversidade de carismas e personalidades, poderemos fazer uma verdadeira festa diocesana, de todos e para todos. Aos que aceitarem este convite do vosso Bispo, bem como a todos os que estiverem de passagem ou em visita ocasional, estendo o meu abraço de acolhimento fraterno e o convite a que entrem em cada uma das tendas de exposição e em cada um dos espaços de oração, de cultura, de música e de convívio. A todos, sede bem-vindos, em nome de Jesus Cristo, nosso caminho e nossa esperança! D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

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Vigararias empenhadas e motivadas para a Festa da Fé

Re exo da dinâmica das paróquias
Entre os dias 31 de maio e 2 de junho, a cidade de Leiria acolhe uma das festas do calendário diocesano mais esperadas. A Festa da Fé vai dar aos visitantes uma mostra da dinâmica das nove vigararias da diocese Leiria/Fátima, que estão empenhadas em fazer desta uma grande manifestação da fé cristã. A organização de cada uma das nove tendas reflete a motivação dos envolvidos. As expetativas são elevadas

Dividida por seis blocos, a tenda da vigararia de Leiria apresenta uma mostra dos últimos seis anos pastorais. A ideia para concepção deste espaço partiu da vontade de “fugir ao simples afixar de cartazes e ao multimédia. Vamos tentar criar cenários para cada bloco tendo como pano de fundo a atividade de cada um destes seis anos”, explica Rui Acácio Ribeiro, vigário de Leiria, que espera que “o material expositivo seja animado". A vigararia de Fátima prepara-se para trazer “um padrão diferente do ano anterior”. Através de dados estatísticos e fotografias, Fátima pretende “dar a expressão da fé, com a representação de celebrações, a vida das paróquias e o trabalho dos leigos”, adianta o vigário, Rui Marto. A eventual exposição de fotografias no âmbito do concurso “Caminhos da fé”, levada a cabo na vigararia, é outra das possibilidades que poderá ser vista. “Estamos a pensar diversificar um pouco e apresentar as atividades pastorais de cada paróquia realizadas ao longo deste ano e do projeto diocesano”, conclui Rui Marto. Uma “espécie de resumo do que se fez na implementação do plano pastoral diocesano, nomeadamente do que se pôs em prática e da renovação que se deu a partir desse plano” é a sugestão da tenda das Colmeias. Na opinião do vigário, João Feliciano, “é importante que se promova um marketing religioso

porque fazemos muita coisa boa nas nossas paróquias e nem sempre conseguimos dar a conhecer”. Segundo este vigário, a Festa da Fé é “a oportunidade da Igreja se poder mostrar à cidade, sair dos seus claustros e cantinhos paroquiais e mostrar o que faz”. Igualmente interessante é a sugestão trazida por Ourém. Uma barca que estará na tenda ouriense fará embarcar os visitantes numa viagem com partida nos tempos de São Paulo até aos dias de hoje. “Vamos ter expressões paroquiais da vivência da fé, tendo em conta que cada paróquia foi convidada a apresentar as suas expressões de fé, em powerpoint. Teremos ainda mesas com boletins paroquiais e fotos que são expressões da vida cristã local”, resume José Luís Ferreira, vigário de Ourém. Na tenda dos Milagres, os visitantes são convidados “a reviver cada um dos anos e atividades realizadas no âmbito do projeto pastoral”, apresentados através de diversos painéis. Serão ainda expostos materiais e objetos que suportaram as atividades realizadas no âmbito do projeto pastoral. A intenção é que seja feita “uma caminhada que culminará no encontro com Cristo”, desvenda Jacinto Gonçalves. O vigário dos Milagres está “otimista e com expetativas elevadas” em relação à Festa da Fé, defendendo que “é importante que a Igreja abra as suas portas para que sejam despertadas vivências da fé”. A vigararia da Marinha Grande também vai marcar presença na Festa da Fé com uma tenda onde vão ser mostradas as dinâmicas ao nível da fé dos últimos anos. Vários trabalhos de alunos da catequese daquela vigararia e fotografias vão ser o centro das atenções dos visitantes da tenda da Marinha Grande, onde “alguns voluntários estarão

presentes e disponíveis para estabelecer diálogos e tirar dúvidas aos interessados”, como refere o vigário Virgílio Rocio. De Porto de Mós chegam seis placards, com um metro quadrado cada, destinados à apresentação dos trabalhos das seis paróquias daquela vigararia. “Vai ser apresentado diverso material que retrata a visita do Bispo à vigararia”, explica o vigário, José Alves. Cada pároco designou um voluntário responsável pela apresentação da passagem de D. António Marto pela respetiva paróquia. O padre José Alves acredita que “esta é uma excelente oportunidade para contatarmos com as restantes vigararias da diocese, tendo em conta que distamos vários quilómetros de Leiria”. A tenda da Batalha optou por uma mostra das atividades pastorais levadas a cabo nos últimos meses. Através de uma aplicação interativa e com a ajuda de dois tablets, os visitantes poderão conhecer de mais perto o que foi feito no âmbito do plano pastoral diocesano. Considerando o “conceito da Festa da Fé bastante interessante”, o vigário Sérgio Fernandes defende que “ainda há um longo caminho a percorrer no sentido das diversas vigararias se tornarem mais interativas”. “Na prática, cada qual ainda fica muito no seu canto”, confessa Sérgio Fernandes. De Monte Real também chegam mostras da forma como “as paróquias têm evoluído e demonstrado dinâmicas”. Uma parte da tenda destinada àquela vigararia vai ser ocupada pelas diversas paróquias que irão apresentar vários conteúdos. “Foram nomeados responsáveis que deverão dar a conhecer o que nós somos, de fato, na perspetiva da evolução registada nos últimos anos”, explica José Lopes Baptista, vigário em Monte Real.

A liberdade de escolher
Maria Inês Pedro
Estudante

Professar a Fé e Acreditar é uma atitude que cabe a cada a um de nós… Mas afinal, o que é verdadeiramente a Fé? A Fé é como uma força que nos puxa,…nos impulsiona a entregarmo-nos a Deus, a confiar n’Ele como um Pai e a tratarmos Jesus como Irmão que morreu para nos salvar! Tenho apenas 16 anos, acabei de professar a minha fé diante da comunidade ao ser crismada, mas sinto que ainda não vivi o suficiente para dar o devido valor à Fé, a esta força que nos move, nos alimenta e nos fortalece… Sinto que é difícil definir Fé em palavras, uma vez que é algo que se vive com o coração! A Fé dá-nos a certeza que não estamos nem nunca estaremos sós, mesmo nos momentos mais difíceis. A Fé rompe com o medo do desconhecido

e é a certeza de que tudo irá correr bem, a confiança de que Deus está connosco! O que seria viver sem Fé, o que seria viver sem Acreditar? Seria viver como robots que têm a sua função definida e a efectuam, enquanto tiverem energia para tal. A Fé dá-nos a liberdade de escolher o nosso caminho, a segurança de que qualquer que seja o trilho que seguirmos a nossa vida terá sentido. Festejar a Fé é dar-lhe valor, é reconhecer a sua merecida importância na vida de cada um e da comunidade. Se a fé nos faz felizes, então deve ser festejada, aclamada, partilhada. A Festa da Fé foi, há três anos, marcada pela presença de Nossa Senhora de Fátima na nossa cidade. Não há maior símbolo de Fé, já que Maria ofereceu a sua vida a Deus, tornando-se um grande apoio para todas as mães pela sua coragem, pela sua luz, pela sua confiança e determinação. A sua visita veio renovar o laço dos

leirienses com Deus através da Sua Mãe e a sua luz espalhou-se por todas as ruas da nossa cidade, iluminando-as e enchendo os rostos de felicidade! Este ano, voltaremos a repetir esta grande Festa e Nossa Senhora estará connosco, como está sempre, mas desta vez, não pela sua presença simbólica através da imagem. Como todas as mães, Ela diz-nos: Agora fazem sozinhos! E cá estamos nós, de braços abertos para receber e festejar esta Fé que nos une a todos! Queremos voltar a festejar a Esperança, a Verdade que conduz a nossa vida, que nos anima a crescer, aprender, descobrir, sentir a alegria de estar com os outros. Vamos aproveitar estes dias para cantar, dançar, correr, brincar, rezar, conscientes de que e em todos os momentos que esta Festa nos vai proporcionar estaremos inundados pelo Espírito Santo e seremos bandeiras de Fé para o mundo, hasteadas em Leiria.

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NA DIOCESE

Orquestra Ars Lusitanae

Pe. João Paulo Vaz

A Orquestra Ars Lusitanae é um projeto formado por músicos da região de Leiria, ou que escolheram a cidade como local de atividade profissional, que querem partilhar a sua paixão pela música e levar até ao público os grandes autores da música orquestral. Sob a direcção de Alberto Roque, o concerto de estreia da Orquestra inclui obras de J.B. Vanhal, Vivaldi e Poulenc. São solistas convidados: Fagotes: Beatriz Carvalho e Sérgio Ventura Soprano: Manuela Moniz Flauta: Carla Antunes Órgão: João Santos

Padre na Diocese de Coimbra, João Paulo Vaz faz em 1986 as suas primeiras composições musicais. O seu percurso musical ganha maior intensidade e relevo a partir de 1987. A sua atividade sacerdotal é fortemente marcada por um ambiente pastoral juvenil e de formação. É assim que, ainda hoje, continua a compor, numa clara opção por pôr a render os seus talentos musicais ao serviço da promoção da pessoa humana e da evangelização. São cerca de 250 as composições, que deixam perceber também o seu percurso de crescimento pessoal e interior ao longo de mais de 20 anos.

Bandas Filarmónicas
A cidade acolhe bandas filarmónicas da região que acabarão por desfilar na procissão celebrativa do Corpo de Deus. São convidadas a Sociedade Filarmónica Maceirense, a Filarmónica S. Tiago dos Marrazes, a Banda Recreativa Portomosense, a Sociedade Artística Musical dos Pousos, a Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico e a Sociedade Filarmónica Vermoilense.

” ios Um “Som o Fest últim do o revelaçã

Grupo val Jota (Braga - 19 a 21 e julho), a banda “Somos Um”, da paróquia de Fátima, surge com o objetivo de pôr os seus talentos ao serviço da mensagem cristã. De inspiração cristã, a banda está já inserida na vida paroquial e tem participado em vários encontros de cariz musical e festivo, bem como em atividades internas de formação e reflexão. Este ano já confirmou a sua presença no próximo Festival Jota, de 19 a 21 de julho, na freguesia de Paul, diocese da Guarda.

Movimentos diocesanos Porto de Mós Santa Catarina da Serra

Movimentos diocesanos Espite Leiria Pataias Colmeias Cúria diocesana

Marinha Grande Monte Real Ourém Leiria Cruz Vermelha

Tenda Jovem

Milagres Fátima Juncal

Seiça

Tendas de Exposições Barraquinhas Palco Tenda de comunicação

Batalha

ie Leiria. dix buén esdi Dsb de o up gr un xie um

De de , por iniciativa Nasce em 2000 m co s ico ús sete m um grupo de a am vir ui aq e qu formação clássica em ar se aperfeiço possibilidade de ndo a aprendiza ia al te musicalmen da ivi at a um . Com gem à diversão o a ns rrupta e inte de regular, ininte o seu primeiro tra a nt grupo aprese ”, ’n ck Ki ro op co, “S balho discográfi ava 08. Em 2009, gr 20 de iro ne ja em a m co ”, , “Up 2 Nine seu segundo cd ão Jo ia ar M cial de participação espe elo no piano. M e ip Fil e z, na vo

O concerto conta com temas que integram o trabalho discog ráfico de 2011, “Ser Feliz”. Na sua quase tot alidade da autoria do Pe. Marcelo de Mo raes o concerto tem como objetivo passar uma mensagem especial aos participante s de fé. “Ser Feliz” é uma compilação de músicas resultantes da caminhada do autor na Igreja nos últimos 18 anos.

Pe. Marcelo de Moraes

Rouxinóis do Arunca
Os Rouxinóis do Arunca, de Albergaria dos Doze, partilham entre si um grande respeito pela música e a sua aprendizagem. Cada um, com as suas histórias de vida, tem uma peculiar visão do processo de envelhecimento. Abraçaram a música como projeto pessoal, formativo e lúdico fundamental no enriquecimento de cada um. Atualmente reúnem todas as semanas para ensaiar e atuar ao vivo. Com a sua música passam aos seus públicos uma atitude ativa e construtiva.

“Mendigo de Deus” é o projeto musical de Rui Pinto. Natural de Vila Real, começou a tocar guitarra aos 14 anos, colocando desde logo o seu talento ao serviço da paróquia. Ao longo dos anos foi participando em diferentes projetos musicais onde interpretava temas da sua autoria. Em 2009 concretiza o sonho de reunir essas composições e de as editar num trabalho discográfico a que deu o nome de “Mendigo de Deus”, expressão que considera representativa da sua forma de estar na vida.

Mendigo de Deus

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12 e 13 de maio

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Inscrições abertas até fim de junho

Ministério do papa Francisco consagrado a Maria
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Férias para pais de filhos com deficiência
O Santuário de Fátima, em estreita colaboração com o Movimento da Mensagem de Fátima, promove pelo oitavo ano consecutivo a Semana de Férias para pais de pessoa com deficiência. Durante uma semana, estas pessoas, crianças ou adultos, estarão entregues aos cuidados de uma equipa de profissionais e voluntários que protagonizarão momentos de celebração da fé e de formação sobre a Mensagem de Fátima, assim como momentos lúdicos, de passeio e socialização. As principais atividades realizam-se no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, em Fátima. À semelhança dos anos anteriores, ainda que a maioria dos pais opte por regressar a casa confiando os filhos aos cuidados do Santuário de Fátima, aceita-se que cada participante seja acompanho pelos pais, assim o desejem. A iniciativa dirige-se a pessoas que não frequentem instituições e reparte-se em quatro períodos de uma semana, sendo que cada pessoa inscrita apenas poderá participar num deles. Os interessados podem inscrever-se até 30 de junho, mediante o preenchimento de um questionário-proposta de inscrição dirigido ao Movimento da Mensagem de Fátima disponível em www.fatima.pt. Outras formas de contacto poderão ser o telefone/fax 249 539 679 ou e-mail mmf@ fatima.pt.

D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, faz a consagração do pontificado do Papa Francisco.

D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, consagrou a Nossa Senhora de Fátima o Ministério do Papa Francisco. A cerimónia aconteceu por ocasião da peregrinação aniversária de maio, no Santuário de Fátima, perante milhares de peregrinos vindos de todo o mundo. O pedido veio do próprio Papa que manifestou o seu «agrado pela iniciativa e profundo reconhecimento pela satisfação do seu desejo em união de oração com todos os peregrinos de Fátima, aos quais, de coração, concede a Bênção Apostólica propiciadora de todos os bens”. A mensagem foi lida por D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima no final da celebração da Eucaristia internacional do dia 13 de maio.

Inscrições até sábado

Santuário promove simpósio
Termina sábado o prazo para as inscrições no simpósio teológico-pastoral do Santuário de Fátima. Sob o mote «Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo crente» a iniciativa insere-se no programa celebrativo do Centenário das Aparições e decorrerá de 20 a 22 de junho, no Centro Pastoral Paulo VI. Em nota de imprensa, o Santuário de Fátima explica ser seu «desejo e da Comissão Organizadora do simpósio que este encontro de discussão e reflexão se revele um privilegiado contributo para a vivência do tema proposto no Santuário, para o presente ano pastoral, nas diversas comunidades e para cada indivíduo».

Curso sobre Mensagem de Fátima com inscrições esgotadas

Eucaristia em Língua Gestual Portuguesa

Iniciativa pode repetir-se em outubro
Em menos de duas semanas, as inscrições para o curso sobre a Mensagem de Fátima esgotaram superando todas as expetativas da organização. A iniciativa está agendada para 7 a 9 de junho, na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores e insere-se no conjunto de atividades propostas como preparatórias da vivência do Centenário das Aparições, em 2017. Em nota de imprensa, o Santuário explica que «as inscrições estavam abertas para um limite de 35 pessoas, mas, atendendo ao elevado número de interessados, o Santuário de Fátima alargou a turma para um máximo de 72 formandos». Dado o interesse demonstrado, o Santuário de Fátima estuda a possibilidade de repetir a formação, eventualmente em outubro próximo, em data ainda a definir. O curso pretende expor os elementos fundamentais das aparições da Cova da Iria, fazer uma sistematização dos conteúdos temáticos e enquadrar teologicamente os diversos aspetos destas aparições. Prevê-se um aprofundamento da Mensagem de Fátima e uma reflexão sobre algumas das suas implicações para a vida cristã. O curso destina-se a devotos e peregrinos de Fátima, agentes da pastoral, colaboradores do Santuário ou dos movimentos marianos e todo o cristão interessado em conhecer melhor a espiritualidade fatimita.

Fátima celebra para surdos
Não ouvem mas vão poder assistir à celebração da eucaristia com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, todos os domingos, na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima. Desde o passado dia 19 de maio – dia da Peregrinação Nacional de Surdos que a eucaristia das 15 horas é acompanhada por dois intérpretes para ajudar à participação dos surdos. As celebrações são interpretadas na sua totalidade, incluindo os cânticos e homilias. Prevê-se ainda alguns momentos de reflexão partilhada para um melhor entendimento da celebração eucarística. Ana Cardeira, professora de Língua Gestual Portuguesa, participou nas cerimónias religiosas da Peregrinação Nacional de Surdos, realizada em colaboração da Federação Portuguesa das Associações de Surdos. “Gostei imenso do evento. Estavam muitos surdos de todo o País na missa, que foi interpretada de forma excecional, tal como alguns cânticos”, confirma a professora residente na Marinha Grande. “Senti-me sensibilizada, pois
CCCCCCCCCCCCC

percebi que os surdos também têm uma fé muito forte e creem imenso na Igreja”, frisa Ana Cardeira, para quem “a importância destas missas é enorme, pois as homilias devem dirigir-se a todo o ser humano, até mesmo às
PUB

pessoas diferentes”. Prometendo voltar à Basílica da Santíssima Trindade, Ana Cardeira acrescenta que “é muito grato para quem tem incapacidades auditivas poder seguir a sua religião, percebendo a palavra de Deus”.

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NA DIOCESE

ENTREVISTA

Festa na Maceira

Há mais de 150 anos, no domingo de Pentecostes
 

Dois mil na Passeata da Fé
ARMANDA BALINHA

Bênção do pão nos Montes
Partilha e fé. Estes foram os principais fios condutores da cerimónia dominical que teve lugar no passado dia 19 de maio, na Igreja de Santa Marta e São Vicente, nos Montes – paróquia de Alpedriz - aquando da bênção do pão. Mais do que uma cerimónia cristã, esta iniciativa veio cumprir uma tradição que já se celebra naquela localidade há mais de 150 anos, sem interrupções. Todos os anos, no domingo de Pentecostes, as mulheres cozem o pão, colocam-no em tabuleiros enfeitados com toalhas de linho bordadas à mão e as melhores flores que tiverem no jardim. Na missa desse dia, o pão é benzido pelo sacerdote e é distribuído aos presentes à saída. Este ano foi o pároco – padre Virgílio Rocio – que presidiu à celebração. “Esta tradição provém do Antigo Testamento, que nos fala da oferta
ARMANDA BALINHA

A paróquia da Maceira viveu, na semana passada, momentos únicos com a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e a profissão pública da fé para assinalar o Ano da Fé, proclamado pelo Papa emérito Bento XVI. Aproveitando a visita da Imagem Peregrina, foi feita uma “passeata da Fé”, na qual mais de duas mil pessoas participaram, percorrendo 1500 metros pela estrada principal da vila, com faixas e cartazes que testemunhavam a alegria de ser cristão. No decorrer dos três dias de festa cristã na Maceira, vários foram os momentos altos, nomeadamente a celebração das missas – que contaram com a presença de mais de mil paroquianos – e um almoço convívio que reuniu meio milhar de fiéis. Na missa do domingo, toda a paróquia fez a sua profissão pública da fé, como faziam os primeiros cristãos que se preparavam para o Batismo. “Todos levaram velas e as acenderam a partir do Círio Pascal no momento da profissão de fé”, explicou o padre Marcelo Moraes. “Parabéns à paróquia da Maceira que soube viver com intensidade a proposta da Igreja e proclamou publicamente, e com alegria, a fé que recebeu e que a conserva e a quer fazer crescer”, concluiu o pároco.

dos primeiros frutos da terra”, explica Virgílio Rocio. “A bênção do pão tem a ver com a consciência que Deus nos oferece o alimento, através do suor”, prossegue, adiantando que “o alimento que a terra produz é para todos, havendo ainda muito a fazer na área da partilha”. Consciente de que “há muita gente a passar fome”, o pároco

confessa que “vão-nos chegando informações de situações cada vez mais difíceis e complicadas”. Esses casos são encaminhados para o Banco Alimentar e para a Loja Social da Junta de Freguesia de Pataias, havendo ainda o cuidado de informar os interessados acerca de alguns direitos (subsídios) que desconhecem.

Em honra ao Divino Espírito Santo

Arrabal cumpre tradição
Foram 2.600 os pães distribuídos pela população da paróquia do Arrabal (Leiria). Vindos dos quatro cantos da paróquia, o pão foi reunido no adro da Igreja Paroquial e benzido pelo Pe. António Faria. Depois da missa, partiu em procissão pelas principais ruas da aldeia e finalmente foi distribuído pelos presentes. O momento é de festa e conta com animação musical a cargo das filarmónicas de Santa Margarida do Arrabal e de Senhor dos Aflitos do Soutocico. Na paróquia do Arrabal, a tradição tem cerca de 200 anos. Conta-se que tudo terá tido início num ano de seca e escassez. A tradição explica que, nesse tempo, se multiplicaram as preces por chuva e abundância e
NELSON OLIVEIRA

Vieira de Leiria

Festa Sénior acarinhou idosos da paróquia
Mais de centena e meia de idosos da paróquia de  Vieira  de  Leiria  participaram, no passado dia 26 de maio, na XIV Festa Sénior promovida pelo Centro Social Paroquial. Depois da participação na missa, onde foi apresentada uma imagem de Nossa Senhora de Fátima oferecida pelo Santuário de Fátima e destinada à capela do Centro Social, os idosos participaram num almoço-convívio, no qual tomaram parte várias individualidade locais e regionais. No final do almoço, Álvaro Pereira, presidente da Câmara da Marinha Grande, sublinhou a importância dos mais idosos e do papel que desempenharam na construção da sociedade vieirense e fez votos para que, no próximo ano, a iniciativa se repita. Um espetáculo no Cine-Teatro Ator Álvaro, com atuação de utentes do Centro Social, da escola de dança da BIP, de uma fadista amadora e do Rancho Peixeiras da  Vieira  alegrou, durante a tarde, algumas das horas de muitos idosos. Para a concretização da festa, organizada pelo Departamento de Animação do Centro Social, muito contribuíram voluntários dos serviços de ação social da paróquia e do agrupamento de escuteiros 1076.

as promessas de distribuição de pão pelos mais necessitados. A chuva regressou e a promessa cumpriu-se em dia de Pentecostes. Hoje a tradição mantem-se. Em procissão, cestos decorados de todas as cores, a lembrar o arco-íris que terá

aparecido noutros tempos, exibem o pão a distribuir pela população. A iniciativa é patrocinada por um grupo de voluntários que, por fé, promessa ou devoção, mantêm viva a tradição da partilha solidária das primeiras colheitas.

Batalha - 25 e 26 de maio

Festejos da Santíssima Trindade
A festa paroquial da Batalha voltou a reunir os fiéis e os diversos serviços pastorais desta comunidade, no passado fim de semana. O ponto central da celebração é a Missa dominical no Mosteiro e a procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas da vila, mas é sobretudo o folclore tradicional que atrai alguns milhares de participantes no cortejo final. Centenas de pessoas preparam a cuidada ornamentação e transportam as ofertas e andores com os tradicionais bolos de ferradura e os tabuleiros de pão, acompanhadas pelas crianças com sacas de “merendeiras bentas”. Estas são atiradas, a meio do percurso, sobre a cabeça do povo, que faz todos os esforços para as apanhar e levar como recordação ou futura defesa contra as traças da roupa. A tradição é centenária e terá as suas origens numa promessa feita pelos frades dominicanos de oferecerem pão ao povo, em honra da Santíssima Trindade, pela intervenção divina na proteção dos seus celeiros de uma praga de insetos. - LMF

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NA DIOCESE

ENTREVISTA

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D. António dos Santos Marto em entrevista

A maior riqueza da diocese são as pessoas
Pediu-nos a equipa do jornal PRESENTE que entrevistássemos D. António Marto, bispo da diocese de Leiria-Fátima. A entrevista decorreu na Casa Episcopal. Com a habitual simpatia, D. António Marto dispôs-se a conversar amavelmente connosco. Damos conta de uma entrevista onde houve tempo para falar dos principais anseios e projetos de uma diocese marcada por uma fé viva e por uma dedicação entusiasta.
dispensável como o grande animador da vida das comunidades que constituem a Diocese. É, portanto, um bispo que tem de ser próximo, que tem de estar no meio do seu povo, como um membro do Povo de Deus, irmão mais velho, pai na fé, que procura orientar. E, neste sentido, todos os anos tenho escrito uma carta pastoral para que as comunidades tenham sempre uma referência, uma indicação do caminho, propostas práticas para revitalizar sempre a vida da comunidade cristã. Em todo este dinamismo têm de se envolver todas as componentes do Povo de Deus, a começar pelos pastores, que são os primeiros responsáveis dessas comunidades, e depois pelo envolvimento dos leigos, também dos jovens, das crianças; é, portanto, um trabalho de todos e para todos. Os principais objetivos que tinha colocado para esta visita concretizaram-se? Os objetivos da visita pastoral eram três. O primeiro era revitalizar a fé; o segundo era reforçar os laços de comunhão e de corresponsabilidade, de tal maneira que as pessoas sintam uma pertença afetiva e efetiva à Igreja de Jesus; o terceiro era avivar o entusiasmo de testemunhar a fé no mundo de hoje. Senti que as comunidades me receberam bem, que esta mensagem passava e que interpelava as pessoas, as alegrava, mesmo… Agora, naturalmente, a visita pastoral não é uma varinha mágica que transforma imediatamente as comunidades; é um impulso, é um grande balão de oxigénio, é um empurrão, é um despertar. Mas, depois, é um trabalho que tem de ser continuado e, por isso, a visita tinha três momentos: a preparação, que procurava envolver o maior número de gente possível e criar expetativa, através de um clima de oração, de reflexão, de empenhamento; depois, a visita, propriamente dita, do bispo que está no meio do seu povo: foi uma experiência de comunhão muito bela conhecer os rostos e sentirmo-nos todos irmãos! Diria que foi uma visita feita à maneira dos Apóstolos, que iam visitar as comunidades que fundavam para as confirmar na fé e lhes despertar, portanto, a alegria de crer e o entusiasmo de testemunhar. Penso que se conseguiu bastante. Durante a visita às instituições e organismos civis, sentiu o mesmo acolhimento que sentiu nas comunidades? Como se relaciona a diocese com as estruturas civis? Senti o carinho do Povo de Deus, que ansiava a visita, mas senti também a estima e o acolhimento da parte das coletividades, das autarquias, da sociedade civil. Um dos pontos das visitas era sempre um encontro com as autarquias e as coletividades, as associações culturais, sociais, recreativas, como um sinal da presença da Igreja no mundo; não de uma Igreja só fechada em si, mas de uma Igreja que entra em diálogo com a humanidade. Como meros responde aos inúpedidos que, certa-

Textos:

LeopolDina Simões Carla Abreu Vaz
Fotos:

LMFerraz

Qual a maior riqueza da diocese de Leiria-Fátima? Do ponto de vista geográfico, é a diocese mais pequena do País. Todavia, a densidade populacional está à frente de muitas outras dioceses maiores geograficamente, quer no Norte, como Bragança e Vila Real, quer no Sul, como Beja. É uma diocese que está no centro do País, onde se nota que a fé ainda está viva, embora também sofra já o impacto da secularização, destas grandes transformações sociais e culturais que provocam a erosão da fé, que se apoiava numa mera tradição, e na qual hoje se percebe, de facto, um certo afastamento por parte dos mais novos; o que significa que é necessário apostar na formação de cristãos adultos. Mas é também uma diocese onde se sente uma participação bastante

viva dos leigos envolvidos na vida das comunidades cristãs. Nos encontros que realizo, em cada ano, em cada vigararia, aparece muita gente e gente de muita qualidade, seja humana seja cristã. Por isso, a maior riqueza da Diocese são as pessoas, sobretudo homens e mulheres, jovens e crianças cheias de uma fé viva e de uma dedicação entusiasta à comunidade cristã e aos de fora, sobretudo aos mais esquecidos, aos mais sós, aos mais carenciados. Essa é a riqueza mais extraordinária das comunidades cristãs e, por conseguinte, da Diocese. Terminada a visita pastoral e tendo encontrado, como disse, pessoas muito boas com muita fé, como é que um prelado pode na diocese fazer para que essa fé se mantenha e seja uma esperança viva, mantendo essa chama e que a chama, por sua vez, seja levada aos jovens e se multiplique? Um bispo sozinho não faz nada! E, no entanto, é alguém in-

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ENTREVISTA

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Que mensagem gostava de deixar aos leitores deste novo projeto?
O título do jornal por si, PRESENTE, quer transmitir uma mensagem: que é um presente, um dom que a Igreja pretende pôr à disposição dos seus fiéis e da sociedade, mas também é o símbolo da presença da Igreja no mundo que estabelece uma comunicação. A Igreja é comunhão, mas não há comunhão sem comunicação, não apenas uma comunicação de notícias, mas de vida das comunidades e do mundo, toda ela vista à luz da fé. Queria que os leitores sentissem o jornal PRESENTE como seu, como uma mensagem que lhes chega todas as semanas em ordem a descobrir a beleza e a alegria da fé e o entusiasmo de a viverem no meio do mundo, neste mundo a que o Senhor nos envia e por cuja transformação nos pede para sermos responsáveis. sentarem um défice muito grande, neste momento, não podíamos deixar de olhar para este problema e tomar esta resolução, que foi avalizada através de um parecer que pedi ao conselho presbiteral e ao conselho económico da diocese. […] Nós não acabámos com os jornais, fundimo-los num novo. O PRESENTE significa um novo projeto de jornal, conservando, naturalmente, sobretudo a característica eclesial, pondo de parte o aspeto mais regionalista, na medida em que já existem outros jornais que cumprem essa missão. Mas um jornal eclesial não quer dizer um jornal que vive só fechado para a Igreja ou na sacristia; lança também o seu olhar para o mundo, para a sociedade e procura ler os acontecimentos culturais e sociais à luz da fé. O PRESENTE é um jornal que procura herdar a melhor experiência histórica dos outros dois e dar um salto em frente, também, na maneira de comunicar, de tornar presente a vida da Igreja Diocesana. Além desta nova linha editorial, há outras decisões em termos de comunicação da diocese (Internet, novas tecnologias da informação, etc.)? Sim. Agora, nenhuma diocese pode ficar alheia às novas

"Agora, precisamos é de começar a abrir caminhos novos para a responsabilização de um maior número de leigos na vida das comunidades."
mente, terá da parte destas entidades. Como consegue fazer essa gestão? Eu procuro, enfim, envolver. Não queria que a Diocese fosse identificada só pelo bispo. O bispo faz parte do Povo de Deus; tem uma responsabilidade própria, mas é toda a Igreja que tem de estar presente no mundo, numa atitude de diálogo, de abertura, de respeito pelos outros, pelos que são diferentes, de partilha das alegrias, dos sofrimentos, dos problemas, das dificuldades, de serviço, também, e de colaboração naqueles âmbitos que são comuns, para o bem comum das pessoas e da sociedade. E nisso tenho encontrado, também, resposta da parte das autarquias e da sociedade civil. Este ano não haverá nenhuma ordenação sacerdotal na Diocese. Mesmo evitando-se uma leitura negativa – recentemente usou uma metáfora interessante, referiu que não queria sofrer de “glaucoma espiritual”. Como se podem ultrapassar estes factos? Haverá que dar mais lugar aos leigos, sendo que apesar de tudo em algumas matérias será sempre necessário um sacerdote? Não podemos fechar os olhos à realidade: no ano passado não houve nenhuma ordenação sacerdotal e este ano também não. Por isso, estamos a atravessar um período de carência de vocações sacerdotais e mesmo de número de sacerdotes necessários para assistir como é preciso as comunidades cristãs. Agora, como disse, não vamos fazer disto um drama – embora tenhamos de enfrentar a realidade – porque Deus escreve direito por linhas tortas. A vida das comunidades está, por vezes, muito centrada na figura do padre-faz-tudo; e esse tempo para algumas comunidades acabou, para outras tende a acabar. Portanto, é preciso envolver mais os ministérios laicais (porque existem os ministérios laicais). Por exemplo, já existe, agora, aquele que é o mais visível, o ministério do catequista ou do ministro extraordinário da Comunhão. Mas existe já, também, o ministério daqueles que presidem à celebração da Palavra na ausência de presbítero; que presidem às exéquias – não é necessário que seja um padre! Depois, terá, porventura, de haver um menor número de celebrações da Eucaristia! Portanto, teremos de nos dispor a ter menos celebrações, com um maior número de pessoas – juntando-se mais pessoas temos mais participação e mais possibilidade de leitores, de acólitos, de grupos corais com qualidade – e inclusivamente com maior qualidade celebrativa e de vivência… Nesta linha, no que respeita à formação dos leigos, o que é que a Diocese oferece, nesta área? Hoje essa é uma das grandes apostas: a formação do Povo de Deus, particularmente daqueles que têm funções e mais responsabilidades nas comunidades cristãs, como sejam os catequistas, os ministros extraordinários da Comunhão, etc. Nós dispomos para isso do Centro de Formação e Cultura e, concretamente, da Escola Razões da Esperança – acessível a todos – que funciona de quinze em quinze dias, duas horas ao fim do dia, e que tem um tema comum para todos e, depois, tem cerca de oito especializações. Por exemplo, a formação de catequistas; a animação vocacional, a formação litúrgica, a formação de acólitos... Agora, precisamos é de começar a abrir caminhos novos para a responsabilização de um maior número de leigos na vida das comunidades.

tecnologias da comunicação como um novo mundo e um novo espaço de evangelização. Por conseguinte, esta renovação insere-se, também, dentro da renovação global dos meios de comunicação da diocese: o portal, o facebook, o youtube já estão a funcionar e outros, porventura, hão de vir também. Tendo, como é conhecido de todos, um apreço especial pela questão da beleza, como é que, enquanto pastor de uma diocese, e por meio dos seus presbíteros, consegue levar a beleza renovada de Deus e do Evangelho a cada diocesano? É também muito sensível ao tema da alegria de ser cristão, basta recordar o lema que escolheu para o seu episcopado: “Servidores da vossa alegria” (2Cor 1,24). Porquê a necessidade de sublinhar estas dimensões da vida dos cristãos? Se quiser dizer como é que despertei para esta dimensão da beleza da fé e da beleza de Deus… foi através dos Pastorinhos de Fátima. Quando me convidaram a fazer uma conferência num congresso, em 1997, tive de ler, pela primeira vez, as Memórias da Irmã Lúcia. Fiquei muito impressionado com a seriedade da mensagem e também com o encanto com que as crianças videntes acolheram a mensagem e pelo seu enamoramento pela beleza de Deus! Foi aí que pensei que a nós nos falta este encanto pela beleza de Deus, pela beleza da fé e pela alegria da fé. Muita gente ainda tem uma relação triste com a fé, como se ela fosse um fardo, um conjunto de obrigações; ora o encanto pela fé é o encanto pela beleza de Deus que sobressai na beleza do rosto de Cristo, que se

O “PRESENTE”
Neste abrir caminhos novos e neste aceitar, às vezes, as di culdades com que nos deparamos também está o jornal PRESENTE. A questão da sustentabilidade da Diocese é também uma questão importante. Pode falar um pouco deste projeto, de como foi pensado? O projeto já vem sendo pensado. Foi há 25 anos que se pôs, pela primeira vez, a questão no Congresso de Leigos; depois, foi retomada pelo Sínodo Diocesano que já recomendava a fusão dos dois jornais, exatamente porque é uma diocese pequena e não justificava que existissem dois jornais da mesma área e, por vezes, enfim, com uma certa competitividade entre eles. Agora, a crise económica fez sentir os seus efeitos em todas as áreas, em todos os aspetos, e na Igreja também; de tal maneira que nos obriga a uma racionalização de recursos financeiros e de recursos humanos. E, em virtude de os dois jornais repre-

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Saúda sempre as crianças como seus “amiguitos e amiguitas”, é a sua imagem de marca…
(risos) Já fazia isto em Viseu e julgo que também em Braga, onde fui auxiliar. Via que as nossas celebrações eram muito dirigidas aos adultos… e as crianças sentiam-se ali como que estranhas. Se não houvesse alguém que lhe dirigisse uma palavra saíam de lá como que frustradas. Foi esse o impulso que me levou a dizer-lhes umas palavras, depois, naturalmente, também segundo o exemplo de Jesus que tinha uma ternura especial para com as crianças. Gostaria que elas sentissem a fé como uma linguagem de ternura, que toca o coração, e também de alegria. Uma vez uma criança perguntou-me porque era eu tão amigo das crianças; respondi-lhe que era porque elas são a beleza e a alegria do mundo, o mundo sem (vós) crianças é um mundo feio e um mundo triste. Quer dizer, elas merecem uma atenção particular porque trazem a beleza e a alegria do mundo.

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ENTREVISTA

NO MUNDO

"...não podemos deixar de ver o aspeto humano, o aspeto ético, a luz e a força do Evangelho, feita de denúncia e anúncio simultaneamente"
torna ajuda, apoio, misericórdia, perdão, esperança. De tal maneira que o Papa Paulo VI disse, logo a seguir ao Concílio Vaticano II, que a graça de Deus é alegria, a fé é alegria, o Cristianismo é alegria, Jesus Cristo é a nossa alegria. A propósito da Festa da Fé, como é que se testemunha Cristo num contexto assolado pela crise, pela pobreza, pela fragilidade dos valores cristãos, pela crescente falta de con ança nas instituições em geral e também na Igreja, na falta de fé nos valores que Cristo veio trazer com o seu Evangelho? Esta beleza da fé não pode ser transmitida por mera teoria, tem de ser pelo testemunho pessoal de uma vida bela, boa, digna, justa e feliz, na amizade com Cristo; depois, tem também de ser transmitida pelo testemunho da comunidade cristã, que tem de mostrar um rosto belo, sobretudo o rosto da fraternidade que é aquilo que está a procurar fazer o Papa Francisco: mostrar a simplicidade e a fraternidade da fé. Como Papa, fala às periferias, não só geográficas, mas às periferias existenciais da vida, ali onde estão presentes a dor, o sofrimento, o abandono, mas também a indiferença religiosa, o esquecimento de Deus, enfim, toda a série de misérias materiais como a pobreza, a escravidão, a opressão, a falta de trabalho… e misérias espirituais também. Hoje, um dos aspetos desta cultura, a que eu chamo cultura do desencanto, é o vazio, um vazio dos corações e das almas, um vazio de ideais, de valores e mesmo de fé, um vazio de amor ao próximo. É este vazio que provoca o clima de desencanto. São precisos testemunhos, mas também são precisos eventos que saiam do hábito rotineiro do dia-a-dia e despertem as pessoas para o acontecimento. Daí a Festa da Fé que procura mobilizar toda a Igreja diocesana, todas as comunidades, e não só naqueles dois ou três dias. É necessário vir para a rua mostrar que é possível trazer beleza, alegria e ânimo à cidade dos homens, mesmo em tempos de crise. Não nos podemos deixar abater pelo desencanto e pelo desespero! munidades têm um grupo sócio-caritativo. Além destas ações visíveis, a Igreja é muitas vezes acusada de não intervir, digamos, civilmente, politicamente, em áreas em que poderia ser porta-voz dos mais desfavorecidos, dos mais negligenciados e explorados, de car demasiado silenciosa. Como responde a estas a rmações? Se fizerem a contagem das intervenções dos bispos neste sentido de chamar a atenção para os problemas da justiça social, para os problemas laborais, para a solidariedade entre todos, estas devem ser, porventura, muito mais do que as dos políticos, mas nós situamo-nos noutro campo. Por outro lado, há dioceses, duas ou três dioceses no País, onde a comunicação social está e faz eco imediato, muitos outros bispos fazem essa intervenção no seu trabalho, não dão nas vistas, mas animam e trabalham. Depois, é preciso distinguir bem. Alguns quereriam que nós, os bispos, entrássemos no campo político e deitássemos o Governo abaixo. Isso não pertence à Igreja mas aos mecanismos da Democracia. Portanto, temos de ter muito cuidado, porque estamos muitas vezes na fronteira da barricada, não podemos deixar de ver o aspeto humano, o aspeto ético, a luz e a força do Evangelho, feita de denúncia e anúncio simultaneamente, mas não podemos entrar no campo político, há que respeitar a autonomia da política.

tar com os outros de comunicar a própria afetividade? Como torná-los mais corresponsáveis dentro da própria comunidade cristã? Há ainda o problema das vocações sacerdotais; para que elas surjam tem de haver um ambiente propício e esse ambiente propício é a família; sem fé a planta da vocação não desabrocha. O projeto pastoral diocesano que saiu do Sínodo terminou. Quais as linhas gerais de ação do novo plano pastoral? Foi para mim muito gratificante assumir o projeto que tinha saído do Sínodo, que já estava a decorrer quando cheguei à Diocese. Foi também belo tê-lo encerrado juntamente com as visitas pastorais e em Fátima, porque uma das caraterísticas desta Diocese é o carisma de Fátima, que a diocese é chamada a cuidar, quer como santuário, quer como mensagem ao serviço da qual está o Santuário. Agora, encerrado este programa, já desenhámos outro nas suas linhas gerais até 2010, a médio prazo; isto depois da consulta a todos os órgãos de participação da Diocese. Iremos debruçar-nos sobre aspetos setoriais da mensagem, concretamente, no próximo biénio (2013-2015), a Família, o segundo biénio (2015-2017) será sobre Nossa Senhora, Mãe da Ternura e Estrela da Evangelização, ligado ao Centenário das Aparições (de Fátima); 2018 será um ano jubilar na Diocese, celebraremos o Centenário da Restauração da Diocese, o biénio de 2018 a 2020 será dedicado aos jovens.

FAMÍLIA E IGREJA
Tem valorizado bastantes vezes a ação caritativa das várias organizações ligadas à Igreja. A Diocese tem conseguido dar resposta? Sim. Por exemplo, a Cáritas Diocesana tem feito um trabalho muito bom, não um mero assistencialismo (mas que já é muito). Às vezes, critica-se por ser uma caridade assistencialista, mas não podemos deixar as pessoas morrer à fome ou permitir que deixem de ter casa por não pagarem a renda! Alguém tem de fazer alguma coisa e aqueles que muito falam às vezes não fazem nada. Hoje os dois grandes pilares que sustentaram a crise e que ainda estão a sustentá-la são a família e a Igreja, são as comunidades mais próximas das pessoas, onde elas sabem que têm comunidade e apoio. Hoje quase todas as co-

Quais as áreas em que a Igreja deveria ser mais interventiva? A primeira coisa tem que ver com a presença da Igreja no mundo através dos cristãos no mundo, nesta relação da fé com a cultura e com os problemas sociais. Uma Igreja que vive fechada para si, “autorreferencial”, como diz o Papa Francisco, é uma Igreja que adoece. A sua missão é voltar-se para o mundo e levar aí o Evangelho de Cristo com toda a riqueza que ele tem em ordem à transformação do mundo, tornando-se muito próxima dos que mais sofrem e dos mais carenciados. Dois outros aspetos que estão muito ligados são a pastoral da juventude e a pastoral vocacional. O jovem quer dar um sentido à sua vida, não pode deixar de dar um sentido à sua vocação. Por outro lado, como tornar atraente a fé para os jovens que vivem num mundo diferente, que é o mundo digital, que não é apenas uma questão de tecnologia, mas de cultura nova que diz respeito à maneira de estar no mundo, de es-

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ENTREVISTA

NO MUNDO

NO PAÍS

LITURGIA

Brasil celebra centenário das Aparições de Fátima

Imagem de Nossa Senhora percorre dioceses do Brasil
A imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai percorrer todas as dioceses do Brasil. A iniciativa teve início no passado dia 12 de maio, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Rio de Janeiro perante cerca de trinta mil fiéis, e deverá terminar a 13 de outubro de 2017. Coordenada pela associação arquidiocesana de Janeiro “Tarde de Maria”, esta peregrinação tem como finalidade assinalar o centenário das Aparições de Fátima. A reitoria do Santuário de Fátima revela que o Papa Francisco manifestou alegria pela iniciativa fazendo votos de que esta seja uma oportunidade para reforçar a consciência da importância da oração do terço.

Pastoral da Saúde

Mais “Educação para a saúde”
Para o padre Feytor Pinto é um dever do Estado informar os utentes sobre os seus direitos e isenções. O padre Feytor Pinto acredita que só com mais “educação para a saúde” se pode combater o desperdício. O coordenador nacional da Pastoral da Saúde participava num debate sobre a “Decisão Partilhada em Saúde” quando revelou que “no campo da participação dos benefícios que o Estado pode proporcionar, a iliteracia leva a que muita gente pague o que não deveria pagar”. Mas, “infelizmente, vivemos na ignorância”, esta educação começa pela escola e pela família, mas pode também, na sua opinião, passar pelas comunidades locais. “Sejam associações recreativas, casas do povo, clubes, grupos de jovens ou comunidades de natureza religiosa, todos esses lugares devem ser lugares de educação para a saúde”. Para o padre Feytor Pinto é também um dever do Estado informar os utentes sobre os seus direitos e isenções. “Temos que ajudar todas as pessoas que são frágeis, débeis, a saber recorrer às isenções que lhes são propostas”, cita a Rádio Renascença. “Quando a pessoa está educada para a saúde sabe como vai prevenir a sua doença e o tipo de comportamento que deve ter”. Na sua opinião, este conhecimento permitirá a cada pessoa não adoecer tantas vezes, e, por outro lado, promover atitudes capazes de “superar as dificuldades que baterem à sua porta”, acrescenta.

Inglaterra

XXV Encontro Nacional decorre em Fátima
Termina amanhã o XXV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde. O evento está a decorrer em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, e reúne profissionais das diversas áreas da saúde em torno do tema “A Arte de Cuidar”.

Líderes religiosos condenam “terrorismo bárbaro”
“Todas as nossas religiões exaltam a santidade da vida humana e nenhuma mágoa justifica tal ataque”, afirma o comunicado do “Fórum da Fé para Londres” divulgado pela Rádio Renascença. Em reação ao assassinato de um militar nas ruas de Londres por dois alegados islamitas nigerianos, no passado dia 22, os líderes religiosos londrinos uniram-se na condenação do que chamaram de “terrorismo bárbaro”. Juntos, emitiram um comunicado onde afirmam que, como representantes de muitas das comunidades de fé londrinas, deploram o ataque terrível que aconteceu no dia 22 em Woolwich. “Todas as nossas religiões exaltam a santidade da vida humana e nenhuma mágoa justifica tal ataque bárbaro, que custou a vida a um jovem. O terrorismo não tem lugar nas nossas ruas”, continua a nota divulgada pela Rádio Renascença. “Rezamos pela vítima deste ataque e pela sua família, e apelamos a que os londrinos se unam nesta altura. Redobraremos os nossos esforços para trabalhar pela paz, o amor, a compreensão e a esperança.” O comunicado termina com a assinatura de representantes anglicanos, muçulmanos, católicos, sikhs, budistas, hindus, judeus, zoroastreus e batistas, entre outros.

Tomada de posse a 7 de julho

D. Manuel Clemente é o novo patriarca de Lisboa
D. Manuel Clemente, até agora bispo do Porto, foi nomeado patriarca de Lisboa, sucedendo a D. José Policarpo. A nomeação do papa Francisco data de 18 de maio estando a tomada de posse agendada para dia 7 de julho. A Agência Ecclesia lembra que «a resignação “por limite de idade” do cardeal e patriarca emérito de Lisboa, apresentada em 2011, já tinha sido aceite por Bento XVI, decisão que foi agora “confirmada pelo Papa Francisco”, em nota enviada pela Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé) em Portugal». Recorde-se que D. Manuel Clemente, bispo do Porto desde 2007 e antigo bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, foi eleito vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa em 2011, após ter presidido à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Manuel José Macário do Nascimento Clemente nasceu em Torres Vedras a 16 de julho de 1948, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa onde acabou por se formar em História antes de entrar no Seminário Maior dos Olivais em 1973. Em 1979 licenciou-se em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa e doutorou-se em Teologia Histórica em 1992. Foi ordenado padre em junho de 1979. Foi coadjutor das paróquias de Torres Vedras e Runa, formador e reitor do Seminário dos Olivais e membro do Cabido da Sé de Lisboa. Em novembro de 1999 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa por João Paulo II e ordenado em janeiro de 2000. Em 2007, Bento XVI nomeou-o bispo do Porto, para suceder a D. Armindo Lopes Coelho. É autor de vários trabalhos sobre o catolicismo em Portugal e presença semanal no Programa Ecclesia, na RTP2. É membro do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais (Santa Sé). Foi um dos delegados da Conferência Episcopal no Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2012 no Vaticano, acabando por ser eleito membro da respetiva Comissão para a Informação.

Papa condena violência em «nome de Deus»

O bem não é exclusividade dos católicos
O Papa diz que a violência em «nome de Deus» é uma «blasfémia». A afirmação foi feita na homilia de dia 22 de Maio na capela da Casa de Santa Marta que contou com a presença do patriarca de Antioquina dos Maronistas do Líbano. A Agência Ecclesia revela ainda que papa Francisco defendeu que o bem não é «exclusiviPUB

dade dos católicos». “Todos nós devemos fazer o bem”, afirmou, acrescentando que “acredita que este mandamento é uma bela estrada rumo à paz. Se fizermos o bem aos poucos, lentamente, vamos encontrar-nos lá, fazendo o bem, e assim criaremos a cultura do encontro”. Precisou ainda que defende uma cultura de diálogo e do «fazer do bem».

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NO MUNDO

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LITURGIA: 2 de junho

OPINIÃO

Ano C • Solenidade do Corpo de Deus
Leitura I Leitura dos Actos dos Apóstolos Naqueles dias, Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Era sacerdote do Deus Altíssimo e abençoou Abraão, dizendo: «Abençoado seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador do céu e da terra. Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou nas tuas mãos os teus inimigos». E Abraão deu-lhe a dízima de tudo. Palavra do Senhor. Gen 14, 18-20
DR

Salmo O Senhor é sacerdote para sempre. [Ou:] Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec. Disse o Senhor ao meu Senhor: «Senta-te à minha direita, até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés. O Senhor estenderá de Sião o ceptro do teu poder e tu dominarás no meio dos teus inimigos. A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste nos esplendores da santidade, antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei». O Senhor jurou e não Se arrependerá: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec». Salmo 109 (110), 1-4 (R. 4bc)

Leitura II Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha». Palavra do Senhor. 1 Cor 11, 23-26

Aleluia

Evangelho

Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor. Quem comer deste pão viverá eternamente. Jo 6, 51 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Naquele tempo, estava Jesus a falar à multidão sobre o reino de Deus e a curar aqueles que necessitavam. O dia começava a declinar. Então os Doze aproximaram-se e disseram-Lhe: «Manda embora a multidão para ir procurar pousada e alimento às aldeias e casais mais próximos, pois aqui estamos num local deserto». Disse-lhes Jesus: «Dai-lhes vós de comer». Mas eles responderam: «Não temos senão cinco pães e dois peixes... Só se formos nós mesmos comprar comida para todo este povo». Eram de facto uns cinco mil homens. Disse Jesus aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta». Assim fizeram e todos se sentaram. Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção. Depois partiu-os e deu-os aos discípulos, para eles os distribuírem pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e ainda recolheram doze cestos dos pedaços que sobraram. Palavra da salvação. Lc 9, 11b-17

Comentário

Não temos senão cinco pães e dois peixes
O dia declinava e os discípulos de Jesus foram surpreendidos com a incontornável urgência de providenciar alimento para as multidões que Jesus acolhera e ensinava. Cinco pães e dois peixes é quanto possuem. O Evangelho sublinha a desproporção alarmante entre a necessidade da multidão e a quantidade de alimento disponível. Surpreendentemente todos comeram, ficaram saciados e muito sobejou. Entre a experiência da fome da multidão e a da abundância repartida ganha relevo o gesto de Jesus que “tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e pronunciou sobre eles a bênção ... partiu-os e foi-os dando aos discípulos para eles os servirem à multidão”. Aquilo que no início pareceria apenas uma tímida dúvida pragmática (“Não temos senão cinco pães e dois peixes...”) manifesta-se como profética ousadia de não resumir as possibilidades da vida ao passado já vivido, conhecido e controlado. Quem conta apenas consigo mesmo, isola-se e apodrece, mas quem conta com Deus, abre-se, surpreende-se, surpreende. E naquele momento os discípulos aprenderam que a vida não é apenas subsistência e sobrevivência mas é, sobretudo, geração e dom. Perceberam que, na vida, o que não se dá perde-se, estraga-se. Perceberam que os que se deixam aprisionar na lamentação queixosa de não serem

Pe. Emanuel Matos Silva

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amados só encontram saída para as suas fomes no exercício de começarem a amar. Para nos ajudar a centrar em Jesus e no seu gesto, a liturgia da Palavra do dia do Corpo e Sangue de Cristo oferece-nos um sugestivo tríptico: o sacrifício de Melquisedec; a instituição da Eucaristia; a multiplicação dos pães. Pegando em cinco pães e dois peixes, dando graças ao Pai pelo que colocou à disposição da humanidade e sem se queixar do que falta, Jesus prolonga o dom do próprio Pai. A gratidão e a acção de graças fazem com que, do pouco que se tem, com a benção de Deus, se possa repartir/ partilhar inesgotavelmente. Na sua oração Jesus dá graças a Deus não por ter algo para comer mas sim por ter algo para dar e partilhar. Dar graças, dar de graça, com liberdade e amor, sem se prender ou deixar aprisionar, cria dons inesgotáveis. O pão que Jesus distribui à multidão

não é um pão vulgar. É um pão que tem a capacidade de dar vida nova ao mundo. Por isso a multiplicação dos pães evoca a ceia de Jesus com os Apóstolos, a Páscoa. Cristo – Único Senhor ontem, hoje e sempre - liga a sua presença salvadora no mundo e na história à Eucaristia. Ao pão e ao vinho Jesus dá nova realidade e novo significado: o seu Corpo e o seu Sangue, a sua vida, a sua identidade, o seu ministério, os seus gestos, as suas palavras, as suas relações, a reconstrução do homem. A multiplicação dos pães poderia parecer no início apenas a resolução pontual de um problema. Mas Jesus associa os discípulos ao seu gesto (Dai-lhes vós mesmo de comer). E é nos gestos de entrega de Si mesmo que os discípulos aprendem com Jesus a servir e a serem ministros da vida eterna (Tomai e comei ... Tomai e bebei ... Fazei isto em memória de mim): amar é dar tudo, e dar-se a si mesmo (Sta Teresa do Menino Jesus). A multiplicação dos pães torna-se assim um gesto verdadeiramente pedagógico para a Igreja. Fazendo e celebrando o memorial de Jesus, a Igreja repete com a sua vida a entrega de Jesus ou seja, tudo o que faz, tudo o que diz, é pela vida do mundo que Deus ama. Sem a Eucaristia como poderíamos ser Corpo de Cristo? Que a solenidade do “Corpo de Deus” nos ajude a redescobrir a fonte da nossa identidade cristã.

Sugestão de cânticos
9 de junho | Domingo X
Entrada Ao nosso encontro vieste J. Akepsimas Cristo vence A. Kunc Salmo Louvar-Vos-ei Senhor porque me salvastes M. Luís Apresentação dos dons Deus é amor M. Luís Deus enviou ao mundo M. Luís Comunhão Comungando o Teu Corpo L. Deiss Deus é amor M. Luís Pós-comunhão Bendito seja Deus bendito seja M. Simões Cantarei ao Senhor enquanto viver C. Silva Final Dai graças ao Senhor porque F. Santos Povos da terra louvai M. Simões
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LITURGIA
Pe. Jorge Guarda
Vigário Geral

OPINIÃO

ÚTIL
Laurinda Alves
Jornalista

No o do presente
Este jornal quer ser um agradável e bom presente da diocese de Leiria-Fátima para quantos o receberem. Não deixará de dizer presente semanalmente em cada família ou casa que o chamar pelo nome mediante a sua assinatura ou simplesmente para se propor como hóspede ou, melhor, amigo. Por fim, levará a todos os seus leitores notícias, reflexões, ensinamentos e muitos outros dados do presente, ou seja, da atualidade da Igreja as suas comunidades, serviços, instituições e movimentos. Esperamos que nunca fique ausente dos principais acontecimentos eclesiais nem perca nenhuma oportunidade para comunicar a vida cristã onde quer que ela fervilhe. Ele reflete a vida e impulsiona-a. Se quantos o escrevem ou fazem estiverem imbuídos pela fé, o jornal será também um presente oferecido a Deus, tal como os magos que viajaram até Belém da Judeia o fizeram a Jesus, depois que se prostrarem e adorarem (cf Mt 2,11). Na verdade, se o “Presente” souber narrar as boas obras da fé, fazendo-as brilhar diante dos homens, estes glorificarão a Deus pelas sua maravilhas (cf Mt 5, 16). E Deus, “que está presente no oculto” (cf Mt 6,18), recebe o culto destas boas obras publicadas e há de abençoar por muitos anos esta publicação que dele dá testemunho. Escrevo este texto à saída de um tempo de silêncio e oração que marcou o fim de oito meses de EEVQ - Exercícios Espirituais da Vida Quotidiana - que decidi fazer neste Ano da Fé. Para ser verdadeira, não fui eu que decidi. Apenas discerni sobre aquilo que me pareceu ser um 'toque de Deus' no meu ombro há cerca de um ano. Nessa altura eu estava a gravar uma série de programas de televisão, que consistiam numa sucessão de entrevistas a portugueses com muito (s) talentos (s) que vivem e trabalham em Portugal e trabalhava com a Raquel P., que foi o meu braço direito em toda a série "Feitos em Portugal". Ao longo desse ano, a Raquel falou-me na experiência de oração diária orientada pelas irmãs Escravas, em articulação com os padres jesuítas, que estava a fazer e mais do que qualquer conversa de fé sobre este tema e outros temas espirituais, marcou-me a sua atitude na vida. Centrada, livre, focada no Essencial, alegre, forte, confiante e disponível para os outros.

O meu ano da Fé
nas palavras e exemplos de Jesus. Sei que a palavra 'Deus' continua a ser uma palavra difícil nos dias que correm, mas também sei que vale a pena atualizar o olhar para tenta perceber melhor quem é este Deus de quem nos falam e tantas vezes nos aparece com uma imagem tao distorcida e distante. Cometem-se as maiores atrocidades 'em nome de Deus', mas também acontecem os maiores milagres. E falo do milagre da transformação interior, que é aquele que mais me toca prover, aquele que mais me revela quem é Deus. Quando falo do milagre da transformação interior estou a referir-me à evolução pessoal num caminho de aprofundamento do conhecimento próprio e das realidades à nossa volta, sejam elas de que natureza forem e não apenas no campo espiritual. Falo de olhar para dentro de nós tentando ver como estamos hoje e como estávamos há umas semanas, ou meses ou anos, percebendo por onde Deus passou e onde atuou nas nossas vidas. Como sabemos a vida confere-se para trás, olhando de hoje para o passado, e nesta lógica é muito fácil parar para perceber para onde estamos a evoluir. E fica muito claro aquilo que nos move e quem nos guia. É neste sentido que falo dos milagres da transformação interior e sublinho a ideia de que se Deus existe na nossa vida, tem que se notar nos nossos atos. Nos nossos gestos e palavras. na maneira como entregamos a vida e nos entregamos aos outros. Ou seja, se isso não transparece, somos obrigados a parar mais uma vez para perceber onde é que nos distanciamos do Essencial. Este caminho não é uma linha reta (ninguém evolui em linha reta e a própria reta é uma abstração!) e embora seja feito de avanços e recuos, de conquistas e fracassos, de tentações de desânimo e muita coragem para recomeçar, é um caminho que podemos ler, avaliar, fazer e refazer sempre. Acredito profundamente num Deus próximo, cheio de amor e humor, capaz de acolher e perdoar sempre, de Se alegrar por nós e de atravessar connosco os tempos erosivos e as fases de maior sofrimento. Acredito que este caminho é feito lado a lado, numa intimidade de amigos que conversam e não deixam nada de fora das conversas, mas também sabem que o silêncio é fecundo e nem sempre são precisas palavras. Rezar, para mim, é pedir a Deus que ilumine tudo na minha vida e, em especial, aquilo que mais me apetece esconder. É não Lhe esconder aquilo que mais me custa e é pedir-Lhe que me ajude e que venha comigo, pois a minha maior certeza é que sozinha não só capaz de tudo e tanto que a vida me exige. No fim destes EEVQ e aos 51 anos, sinto que um novo tempo começou para mim. Um tempo de maior proximidade e capacidade de rezar. Alguém perguntou um dia, em oração, "como pode renascer alguém que já viveu metade da sua vida?". Julgo que era uma pergunta de Santa Teresa d'Ávila, mas não tenho a certeza. Em todo o caso termino com esta interrogação que para mim também já é uma certeza, pois é esse 'antes' e esse 'depois' que sinto que marcou o meu tempo de vida neste Ano da Fé e nestes EEVQ. E é este eterno recomeço (terno e eterno, aliás!) que revela quem é Deus para nós e em cada um de nós.

"O jornal terá identidade, missão e mensagens próprias.
O jornal será uma presença de qualidade entre os meios de comunicação social locais, mas com uma identidade, missão e mensagens próprias. Incentivará e refletirá a presença e testemunhos cristãos no mundo nas múltiplas atividades e ambientes onde eles estiverem. Será também para os crentes ajuda e apoio para que levem a luz, a esperança, o amor e demais valores evangélicos aos lugares onde vivem, trabalham e convivem. Será portanto para eles um presente informativo e formativo da comunidade cristã. A palavra “fio”, como a anterior, é também rica de sentidos. No título uso-a com o sentido de uma linha ténue que une numa sucessão contínua. Com o título acima mencionado, escreverei periodicamente neste jornal algumas reflexões, comentários, relatos e opiniões sobre a vida atual da Igreja ou do mundo. Fá-lo-ei na perspetiva cristã. Oxalá os meus escritos sejam um presente para os leitores.

Acredito profundamente num Deus próximo, cheio de amor e humor, capaz de acolher e perdoar sempre, de Se alegrar por nós e de atravessar connosco os tempos erosivos e as fases de maior sofrimento.
Na altura não me ocorreu que eu própria acabasse por fazer esta experiência, mas lembro-me de ter ficado muito impressionada com o testemunho da Raquel. Agora, passado todo este tempo e no dia em que concluí os meus próprios EEVQ, confesso que sinto que há um 'antes' e um 'depois' na minha vida de cristã a partir daqui. Explico melhor, para que se perceba a radicalidade do que digo, pois trata-se de matéria porventura invisível aos olhos dos outros. Falo de coisas que acontecem no segredo do coração, que é onde tudo nasce e acontece. Falo daquilo que o Principezinho e a Raposa de Saint-Éxupèry sublinhavam nas suas conversas sobre os Homens e a natureza dos sentimentos. A minha história com Deus tem sido um caminho longo, demorado, cheio de conversas com tantas dúvidas como certezas. Um caminho percorrido na certeza de que nunca vou sozinha ou desacompanhada. Um percurso feito dia após dia, numa sequência de anos fáceis e difíceis (acho que mais difíceis do que fáceis!), pontuados por perdas e conquistas, por acontecimentos transformadores e pessoas interpeladoras que me falam de um Amigo que nunca desiste de mim e me acolhe sempre, tal como sou e estou. Pode soar a frase feita, mas esta certeza de caminhar sempre amparada só pode ser conferida com a própria vida, e é isso que sinto que acontece na minha vida. Sinto que Deus é uma presença constante, um critério afinado e uma fasquia elevada. Mais, sinto que o meu discernimento do dia-a-dia era impossível sem a inspiração que colho

F. Costa Pereira
Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h Tel. 244 832406

Médico Especialista Doenças da boca e dentes

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AGENDA
Pré-Seminário - Grupo S. Paulo (Festa da Fé) quinta sexta Início da Festa da Fé - "Caminho(s) de Vida, Razão de Esperança" (21h00, Leiria) junho Pré-Seminário - Grupo S. Paulo (Festa da Fé) sábado Festa da Fé - "Caminho(s) de Vida, Razão de Esperança" (dia inteiro) DPC - Percurso "Fé a Arte, um diálogo de séculos" (Festa da Fé) junho Pré-Seminário - Grupo S. Paulo (Festa da Fé) domingo Festa da Fé - "Caminho(s) de Vida, Razão de Esperança" CNE - Festa no Castelo (Festa da Fé) Encontro Diocesano de Adolescentes (Festa da Fé) Festa do Corpo de Deus (Festa da Fé) MCC - Ultreia Diocesana Pré-Seminário - Grupo Samuel (Festa da Fé) junho MFS - Encontro de Formação Recoleção para o Clero segunda VA - Reunião de Grupo (Soutocico) junho CVS - Reunião de chefes de grupo VA - Reunião de Grupo (Leiria) terça Exercícios Espirituais Encerramento da Escola Diocesana «Razões da Esperança» (21h00) junho Exercícios Espirituais SPS - Reunião Mensal quarta Reunião da equipa sacerdotal da vigararia de Fátima (10h00) junho Exercícios Espirituais Reunião da equipa sacerdotal da vigararia quinta da Marinha Grande (10h00) Reunião da equipa sacerdotal da vigararia de Leiria (10h00) VA - Reunião de grupo (14h30) junho Exercícios Espirituais Sagrado Coração de Jesus
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ESTATUTO EDITORIAL
O PRESENTE Leiria-Fátima é um jornal semanal de informação eclesial que pretende dar, através do texto e da imagem, uma ampla cobertura dos mais importantes e significativos acontecimentos regionais, nacionais e internacionais, que reflictam a vida dos católicos na diocese de Leiria-Fátima, em comunhão com as outras comunidades eclesiais e com a Igreja universal. O PRESENTE Leiria-Fátima é propriedade da Fundação Signis, da diocese de Leiria-Fátima, e é independente do poder político, do poder económico e de quaisquer grupos de pressão. O PRESENTE Leiria-Fátima identifica-se com os valores da Igreja Católica e presta serviço às comunidades cristãs no espaço da Igreja diocesana. O PRESENTE Leiria-Fátima rege-se, no exercício da sua actividade, pelo cumprimento rigoroso das normas éticas e deontológicas do jornalismo. O PRESENTE Leiria-Fátima defende o pluralismo de opinião, que garanta a unidade com o ensino da Igreja. O PRESENTE Leiria-Fátima pauta-se pelo princípio integrador das várias sensibilidades eclesiais e ecuménicas nas opções editoriais. O PRESENTE Leiria-Fátima assume-se como um jornal de referência na informação e formação dos cristãos, privilegiando os que constituem a diocese Leiria-Fátima, cuja colaboração se pretende.

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19h00 19h30 08h30 09h00 09h45 10h00 Sábados Sé Franciscanos Domingos Espírito Santo Franciscanos Paulo VI S. Francisco

Paróquia de Leiria
10h00 10h30 11h00 11h30 18h30 19h30 21h30

S. Romão Franciscanos Santo Agostinho Sé e Seminário Sé Franciscanos Nª Sr.ª Encarnação

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Instruções: Recortar e preencher o cupão com letra legível e dados correctos e completos. Enviar para: PRESENTE Leiria-Fátima, Seminário Diocesano de Leiria, 2414-011 LEIRIA

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x Desejo ser assinante do semanário . Para o efeito envio os meus dados correctos e completos.

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Exercícios Espirituais Imaculado Coração de sábado Maria SAM - Reunião Grupo Missionário (21h00) junho Exercícios Espirituais Peregrinação Nacional domingo das Crianças a Fátima
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Envia-nos as tuas respostas aos pa atempos para o email presentinho@jornalpresente.pt indicando o teu nome, idade e número de a inante dos teus pais.

Ganha brindes!

Nídia Nair

pinta a barca da fé
<DIVERSOS VÍNCULOS EM INTERSEÇ ÇÃO>

O primeiro encontro com Jesus
que o Sr. Padre di e: Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. - Foi lindo receber Jesus! - O meu coração sentiu-se muito contente por receber Jesus! - Gostei de ver os meus colegas a serem batizados e senti-me cheia de alegria. Quando comunguei, senti no meu coração que Jesus me ajudou muito. - Gostei, muito a sério, de comungar, porque me deu muita alegria e gostei de sentir Jesus dentro de mim.

Na paróquia da Boavista, as crianças ficaram muito contentes por terem feito a primeira comunhão. Algumas delas di eram-nos estas palavras: - Quando Jesus entrou no meu coração, senti amor e alegria. - Gostei de ser batizado e de comungar Jesus. Ele fez-me sentir feliz. - O que eu gostei mais foi quando Jesus entrou no meu coração. Também gostei muito do meu batizado e das palavras

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palavras cruzadas
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Também podes enviar os teus desenhos e a tua fotografia, que nós publicamos!

Ci a de m a ari

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horizontais 2. Em Maio todos os caminhos vão dar a esta cidade de Portugal 5. Po o ler o presentinho em todas elas 6. Alguns de nós recebem-NO pela primeira vez 7. Há tantas em Maio que é o mês delas 9. Maio é o mês dela Verticais 1. O que fazemos para receber Jesus 3. A vez em que os meninos da Boavista receberam Jesus 4. O que estou a ler neste momento 7. Nome da festa dos últimos dias de maio 8. Todos os caminhos vão dar a esta cidade de Itália

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ara mim, a esperança está na pessoa humana, no que ela tem no seu coração. Acredito no homem. Não digo que ele é bom ou mau, mas sim que acredito nele, na dignidade e na grandeza da pessoa.
In Conversas com Jorge Bergoglio (Papa Francisco)

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GIC Leiria-Fátima

30 de maio de 2013

Carlos Magalhães de Carvalho
diretor@jornalpresente.pt

editorial Consigo. Agora.
Aceitámos com humildade o desafio que nos foi proposto, sem esquecer o legado histórico dos jornais diocesanos que nos precederam, por considerarmos ser este um desafio, ao serviço de toda a comunidade, com a qual queremos construir este novo semanário. É cheios de esperança no bom acolhimento deste novo projeto da diocese, que a redação tem trabalhado, acreditando, como cristãos, que apenas somos instrumentos para esta missão que Ele nos pede. Pretendemos estar presentes todas as semanas e ser janela aberta para a vida dos católicos na nossa Igreja e, simultaneamente prestarmos um serviço à unidade das comunidades cristãs da diocese de Leiria-Fátima. . Esta coragem para enfrentarmos os desafios e dificuldades que naturalmente surgirão neste percurso que agora se inicia, radica no facto de sabermos que Jesus ressuscitado estará "contem connosco para vos fazer chegar um jornal informal e sério

Cá está o Presente
Luís Miguel Ferraz

O passado
Em 1914, o padre José Ferreira de Lacerda estava empenhado na causa pela restauração da diocese de Leiria, extinta desde 1881, e percebeu que uma das armas mais eficazes seria um jornal. Assim, funda O Mensageiro, cuja primeira edição, a 7 de outubro, ostentava a toda a largura da 1.ª página: “Católicos da antiga diocese de Leiria: O Mensageiro ao iniciar a sua publicação, ao mesmo tempo que vos saúda, solta o brado que lhe sai do fundo da alma: Viva a Diocese de Leiria!”. A restauração do Bispado aconteceu no ano de 1918, mas a missão deste jornal não estava concluída. No contexto de perseguição à Igreja nestes primeiros anos da República, vai assumir como grande causa “a defesa dos interesses dos católicos”, tanto no plano religioso, como no social e político, com o espírito combativo do seu fundador. Em 1933, o bispo D. José Alves Correia da Silva sentiu que era útil um outro jornal para reforçar esse serviço aos católicos e, sobretudo, ser a voz “oficial” da Diocese. Nascia assim A Voz do Domingo, editada pelo padre José Galamba de Oliveira. Os dois jornais seguiram o seu percurso, umas vezes unidos nas mesmas causas, outras divergindo na visão sobre a sociedade e o papel da Igreja na sua construção. Até que, em 1971, com a morte do padre Lacerda, ambos ficam na posse da Diocese. Pode dizer-se que, desde essa altura, se levantou com maior pertinência a questão da necessidade de dois semanários diocesanos, com replicação de alguns conteúdos e, sobretudo, exigindo um duplo investimento em meios, estruturas e pessoas. O Congresso dos Leigos de 1988 apresentou ao bispo D. Alberto Cosme do Amaral um pedido de ponderação sobre a unificação dos dois títulos. No Sínodo Diocesano de 1995 a 2002, o bispo D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva recebeu propostas concretas no mesmo sentido. No Projeto Pastoral para 2005-2011, o bispo D.

António Marto veio encontrar indicações para a necessidade e urgência de uma decisão, até porque, entretanto, ambos os jornais se tinham tornado economicamente muito deficitários. Em 2013, após longa ponderação e depois da consulta aos conselhos presbiteral, pastoral e económico e de alguns meses de trabalho de diversas comissões, o Bispo tomou, por fim, a decisão de unificar os jornais num projeto comum.

ciativas de toda esta Igreja particular de Leiria-Fátima.

O futuro
O futuro a Deus pertence. Mas Ele coloca nas nossas mãos a responsabilidade de o construir. Cada um dos diocesanos é convidado a unir-se ao seu Bispo nesta aposta na comunicação social da Diocese e a fazer deste o “seu” jornal, desde os profissionais e outros colaboradores diretos, até aos anunciantes, assinantes e leitores, sejam padres ou leigos, estejam mais ou menos próximos do dinamismo eclesial, porque é para todos, na sua diversidade, que se faz este esforço. O jornal Presente assume como seus assinantes os dos dois jornais até agora editados. Mas pretende-se

O Presente
Nasce, assim, o Presente Leiria-Fátima. Não vem acabar com os jornais existentes, mas assumir-se como filho e continuador de ambos, procurando ser merecedor da história que herda e tentando, na medida do possível, melhorar a qualidade do serviço informativo aos diocesanos.

sempre connosco a consolar-nos e que foi Ele que nos chamou a esta missão. A fé, como todos sabemos, é uma experiência individual mas que se vive e celebra em comunidade. Por isso, este jornal, voz da diocese de Leiria-Fátima, é de todos, não só dos que fazem e preparam cada edição, mas de todos que, de uma maneira ou outra, possam contribuir de forma construtiva para ser cada vez mais um veículo da mensagem cristã. A cada um de vós, caros leitores, dizemos presente, contem connosco para vos fazer chegar todas as semanas um jornal informal e simultaneamente sério, arejado e alegre, leve mas com conteúdos, dando o melhor de cada um de nós, sem nunca esquecer que somos um jornal eclesial. A vossa fidelidade será um presente e refletirá o orgulho de uma pertença eclesial.

Este é o presente que a Diocese quer oferecer a todos: um jornal que seja financeiramente sustentável e que cumpra a missão evangelizadora da Igreja através dos meios de comunicação social, cuja importância tem sido sublinhada por todos os últimos Papas, sobretudo, desde João Paulo II. Pretende-se que este jornal contribua para uma resposta a essa missão no momento “presente”, conforme as atuais exigências da comunicação, na articulação entre a imprensa escrita e os meios digitais. E que esteja “presente” e seja a voz das várias comunidades, serviços e ini-

que essa família de amigos da imprensa diocesana se vá alargando a públicos ainda mais vastos, em todas as comunidades, estratos sociais e faixas etárias. O caminho não está feito e são muitos os desafios numa mudança desta dimensão. Com a consciência das suas limitações e da humildade dos seus recursos, a equipa chamada a dar corpo ao jornal Presente quer crescer e melhorar a cada semana, contando com a ajuda de todos. E, sobretudo, confia na ajuda de Deus e coloca nas suas mãos este trabalho. Conte connosco! Contamos consigo! Agora.