Sumário

Introdução......................................................................................................................2 1. Diagnóstico................................................................................................................2 1.1. Transtorno Mental Orgânico...............................................................................2 1.2. Psicoses..............................................................................................................3 1.3. Transtornos não-psicóticos, não-orgânicos.......................................................3 2. Conduta.....................................................................................................................4 2.1. Manejo Verbal.....................................................................................................4 2.2. Contenção Mecânica..........................................................................................4 2.3. Tranqüilização Rápida........................................................................................5 Fonte..............................................................................................................................6

Transtorno Mental Orgânico É muito importante a avaliação de uma causa orgânica como determinadora de agitação psicomotora. o médico deve realizar um diagnóstico diferencial instantâneo e procurar categorizar o paciente em um dos três grupos: 1.1. O comportamento violento pode ser definido como aquele que conduz ou ameaça conduzir a um dano físico em pessoas ou objetos. os quadros de agitação psicomotora. Dentre as etiologias orgânicas. a avaliação e conduta do paciente violento que. devemos tratar o distúrbio orgânico adjacente. em vez de somente controlar a violência.2 AGITAÇÃO PSICOMOTORA Introdução As emergências psiquiátricas consistem de duas situações principais: as tentativas de suicídio e a agitação psicomotora. Abordaremos aqui. psicológicos e biológicos. podemos citar: . não raramente. Nestes casos. Perfil do paciente violento: • • • • • • • Homem Jovem (15 a 30 anos) Baixo nível sócio-econômico Desempregado História prévia de atos violentos Vítima de violência na infância Usuário de drogas 1. Diagnóstico Ao nos depararmos numa Emergência com um paciente que apresentou. ameaça ou está com um comportamento agressivo. devemos avaliar concomitantemente: • • • alteração do nível de consciência a "etiologia" do comportamento agressivo potencial para a violência no futuro próximo É de fundamental importância a designação da causa do comportamento agressivo. Para isso. nos chega à emergência. isto é. É determinado pela interação de múltiplos fatores sociais.

3 • • • • • • • intoxicação por álcool ou outras drogas TCE infecções do SNC epilepsia doenças metabólicas: hipoglicemia etc hipóxia abstinência O diagnóstico diferencial é feito por uma boa anamnese e exame físico. em vez de falar sobre seus conflitos. A violência pode durar de minutos a horas e está muito associada com a utilização de álcool. pode haver necessidade de internação para esclarecimento do diagnóstico. antisocial e paranóide. incluem o ciúme patológico que pode levar a situações de auto e heteroagressividade e casos de simulação que quando são bem "estudados". Quanto ao potencial de agressividade do paciente. Estes pacientes tendem a agir.2. não-orgânicos Este grupo inclui pacientes principalmente com transtornos de personalidade. que. exaltado ou eufórico paciente intoxicado por álcool ou outras drogas . enquanto os esquizofrênicos se sentem atingidos por mal-estar vago e indefinido. mas. normalmente. Os transtornos de personalidade mais comumente relacionados são o boderline. deve haver uma avaliação cuidadosa dos riscos de se permanecer sozinho próximo a um paciente em franca agitação psicomotora.3. Transtornos não-psicóticos. freqüentemente. geralmente são esquizofrênicos ou maníacos e dificilmente são influenciados por intervenções verbais. acompanhada de ilusões e alucinoses mal-estruturadas que vão desaparecendo com medidas terapêuticas sintomáticas. Atenção especial deve ser dada: • • • • • • • paciente com as mãos fechadas musculatura tensa sentado na ponta da cadeira inquieto paciente que fala alto. o sintoma mais proeminente é a obnubilação da consciência. Outros quadros de transtornos não-orgânicos. 1. Na avaliação clínica. O diagnóstico diferencial entre agitação esquizofrênica e maníaca pode ser difícil. os maníacos experimentam uma inefável sensação de bem-estar. cedem à intervenção verbal sem isolamento e contenção. 1. O comportamento do paciente durante a entrevista é o preditor mais importante de violência iminente. de forma ameaçadora paciente paranóide ou com humor irritado. Psicoses Os pacientes violentos deste grupo. não-psicóticos. suscedidos por exames complementares que ajudarão no diagnóstico e facilitarão o estabelecimento de uma terapêutica adequada.

Algumas recomendações são feitas: • • • • • durante todo o procedimento. É extremamente importante que isto não seja dito em tom desafiador. o paciente sempre deve ser esclarecido sobre o que está sendo feito. mas deve estar esclarecido de que seus atos agressivos não serão aceitos e de que o entrevistador tem meios de contê-los. o tratamento mais efetivo é a intervenção verbal. com a contenção é mais fácil obter-se dados da história e estado mental que permitam uma conduta mais adequada. tanto em relação a segurança e conforto da contenção quanto a outros parâmetros. Sua maior importância é propiciar segurança à equipe médica e ao próprio paciente. as faixas de contenção devem ser de material resistente. Manejo Verbal Independente do diagnóstico. ao se dar conta de que foi impedido de atos destrutivos.4 2. 2.1. de gratidão. muitas vezes. apenas para "se livrar" do paciente. a reação do paciente é . O paciente violento deve ser estimulado a falar de seus sentimentos. respeitosa e direta. como o couro. ao fim do tratamento. como sinais vitais e nível de consciência. . a posição de decúbito lateral. Contenção Mecânica Não deve ser encarada como um procedimento isolado. o motivo e o caráter não-punitivo (mesmo que esteja psicótico). O médico deve ter atitude calma. Se a intervenção verbal não for suficiente. Além disso. por exemplo: "Você está sendo contido para não causar danos aos outros nem a si próprio". Ao contrário do que se imagina. sendo uma que coordena e fala com o paciente. a violência representa. O médico é a pessoa mais indicada para informá-lo e pode dizer. com a cabeça levemente elevada é a mais indicada. tratando o paciente com honestidade e dignidade.2. Assim. A comunicação deve transmitir um desejo consistente de auxiliar. Conduta 2. adota-se outras formas de conduta. o ideal é o envolvimento de 5 pessoas. um movimento defensivo contra sentimentos intoleráveis de fragilidade e desproteção. o paciente deve ser observado.

Principalmente idosos e pacientes com transtornos mentais orgânicos podem ter piora da agitação com os benzodiazepínicos. retardando suas reais necessidades terapêuticas. É importante salientar que a avaliação causal do paciente violento precede qualquer forma de tratamento e. em estado crepuscular ou com dissociação da consciência. pode ser usado. hipervigilância. Devemos avaliar principalmente: • • Orientação alo e auto-psíquica Alterações da atenção (hipotenacidade. depressão respiratória (sobretudo em pacientes intoxicados por outras drogas e com doenças pulmonares). Observação 1: A avaliação do nível de consciência é de fundamental importância! Um paciente de olhos abertos não significa estar lúcido. Caso sejam utilizados em pacientes alcoolistas ou usuários de outras drogas e portadores de doença física podem piorar a agitação.3. Nos EUA está sendo muito usado o Lorazepan. Tranqüilização Rápida Seria o tratamento farmacológico com o intuito de diminuir a tensão. Ao antipsicóticos de alta potência são as medicações de escolha. Por fim. hipovigilância) . 25 a 100 mg IM. mas podem ser uma opção. deve estar claro a todos o fato de que o paciente violento necessita de um acompanhamento cuidadoso e que o tratamento adequado não se limita às medidas tomadas na Emergência.5 2. Os inconvenientes dos benzodiazepínicos seriam o efeito sedativo. A via EV tem efeito mais rápido. Os benzodiazepínicos têm sido citados como principais alternativas aos antipsicóticos. Os neurolépticos de baixa potência (Clorpromazina. a hiperatividade. é importante lembrar da importância dos relatos de acompanhantes e principalmente familiares na complementação da história colhida com o paciente. agitação e/ou agressividade do paciente. não ultrapassando 45 a 100 mg nas 24 horas. Já a agitação do Delirium Tremens é reduzida com a administração de clordiazepóxido ou Diazepan. Haloperidol. uma tranqüilização medicamentosa em um indivíduo com transtorno orgânico subjacente só irá prejudicá-lo. precipitar crises convulsivas e piorar arritimias cardíacas preexistentes. IM. de 30 em 30 minutos até o fim dos sintomas. mas impõe problemas práticos evidentes. porém esta droga ainda não está disponível em nosso meio. ele pode estar sonolento. 5 mg IM. para se potencializar os efeitos dos antipsicóticos. e o eventual efeito paradoxal apresentado por algumas pessoas. com obnubilação da consciência. portanto. na forma injetável. Nunca devem ser usados EV. Além disso. por exemplo) têm o inconveniente da sedação e hipotensão.

ansioso.ccs. Senso-percepção: ilusões.html .br/psiquiatria/981-15. fuga de idéias (pensar em Mania!).ufsc. alucinose Afeto: embotado (pensar em esquizofrenia). alucinações. labilidade afetiva (pensar em doenças orgânicas) Humor: eufórico. sensopercepção. perseveração (pensar em Demência!). concretude (pensar em Oligofrenia ou Esquizofrenia!). afeto e humor: • • • • Pensamento: acelerado. irritado Fonte http://www.6 Observação 2: Nas psicoses devemos avaliar alterações do pensamento. pseudo-alucinações. descarrilhamento (pensar em Esquizofrenia!).