UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA DISCIPLINA: HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO Prof.

ª: ROSELAINE CRISTINA MIGNONI

SAÚDE PÚBLICA E AMBIENTAL

ALESSANDRA ZULIAN, ALEXSANDRO SORDI, ANDRESSA SEGABINAZZI, GIAN BORTOLOTTO E VALDERÊS MATOS COGO

CAXIAS DO SUL, 23 DE ABRIL DE 2013.

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

ALESSANDRA ZULIAN, ALEXSANDRO SORDI, ANDRESSA SEGABINAZZI, GIAN BORTOLOTTO E VALDERÊS MATOS COGO

SAÚDE PÚBLICA E SAÚDE AMBIENTAL

TRABALHO ACADÊMICO DE AVALIAÇÃO PARCIAL EM HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO.

CAXIAS DO SUL, RS 2013.

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.............1............................... CONCLUSÃO...................................................................................12 6...........................................................................................3 Legislação........1 História.........................14 6............................................1 Legislação..........9 Vigilância Sanitária no Brasil.............17 6.................................27 2 ................3 Principais Campanhas Hoje no Brasil.16 6................................................................................................................... INTRODUÇÃO....................1 História...................................................7.5 3...........................................................................13 6................... SAÚDE PÚBLICA..............................19 6........7..1 História e conceitos do começo da Saúde Pública................................3 Qualidade do solo.................................................................................13 6.....................................................................................................................6......... SAÚDE AMBIENTAL.......6 Problema: água........................................................................................22 8.......1 Vigilância ambiental em saúde..............1 Plano de Saneamento Básico.........................................................4 3.........................................7 Vigilância sanitária e ambiental..............................2 Saúde ambiental no Brasil.....8 Vigilância sanitária.......................................................................... O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE......................................................................18 6..............................................................SUMÁRIO 1..............................4 2.........................................24 9...............................16 6.....9 6.................................. POLUIÇÃO AMBIENTAL.......5 3..........................................................................................4 2.................................19 6.........................................................................................................2 Qualidade do ar.........8 6...................1 Desenvolvimento sustentável..............................8............................................................2 Principais Direitos................... ANEXOS........................................................5 3.........................................................................7.................................................................................................4 Desastres naturais e acidentes com produtos perigosos.....................................................................................................................1 Água no Brasil...........................................................................................20 7.............................. CONDIÇÕES E LEGISLAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA........ SAUDE NO TRABALHO......................................................................................................................................................9 6............................7..............................................5..................................25 10.............4........................................................11 6.......................................................................................15 6...........................................................18 6..........................18 6...........................................1 História e Conceito...........................................................................................................................................................................................................5 Saneamento básico...3 2......17 6...........................8 5..................................20 7... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................7 4.......................4 O que engloba.................1 Problemas e desafios........................................

A construção de um sistema de Vigilância Ambiental para a Saúde Pública requer um modelo de compreensão da realidade que seja capaz de organizar as ações de promoção e prevenção. O tema foi desenvolvido nos marcos da Saúde Coletiva que. para a compreensão do processo saúde-doença. oferecer subsídios às políticas de desenvolvimento sustentável. tais como Ambiente Desenvolvimento Sustentável. O presente trabalho procura abordar alguns conceitos fundamentais para o entendimento da Saúde Pública e Ambiental. os custos q envolvem esses processos e a parte de saúde física e mental. Legislação.1. Causa. Nesse sentido. História. na perspectiva da complexidade. saúde pública e meio ambiente com o intuito de chamar a atenção para os responsáveis dessa área que tratem do assunto com mais compromisso porque existe um aparato jurídico nacional e internacional para a proteção do meio ambiente e da saúde humana. Problemas e soluções. 3 . relaciona os elementos sociais. mormente quando se trata de tratamento de água e esgotamento sanitário. Risco. não só a importância da saúde e do meio ambiente equilibrado para as presentes e futuras gerações. exige um novo modelo de vigilância à saúde com ênfase nos aspectos de promoção e prevenção. A evolução do perfil epidemiológico brasileiro. com a incorporação crescente de novos agravos à saúde decorrentes da industrialização e urbanização tardia e acelerada. ainda. faz-se a compreensão das relações entre saneamento. para melhorar a qualidade dos serviços como um todo e. INTRODUÇÃO Esse trabalho vislumbra. ambientais e produtivos no estudo da causalidade em saúde. bem como aponta alguns aspectos do serviço de saneamento básico. Uma bibliografia recente serviu para introduzir elementos críticos aos conceitos usualmente adotados.

saneamento.2. 4 . A primeira iniciativa de caracterizar as definições de saúde pública foi apresentada por Edward Amory (1877–1957). Com Louis acrescentamos em nosso cotidiano os anticépticos e medidas de prevenção de doenças. 1920 que descreveu a saúde pública como: "A arte e a ciência de prevenir a doença. caracterizando como problema de saúde publica. moradia. o controle das infecções.1 HISTÓRIA E CONCEITO 2.1 HISTÓRIA E CONCEITOS DO COMEÇO DA SAÚDE PÚBLICA A doença na humanidade está presente desde os primórdios da convivência humana em sociedade. garantido acesso livre e igual a todos aos serviços oferecidos de garantia a saúde como melhoria. mas sim algo coletivo. O conceito de saúde hoje. meio ambiente. A preocupação em controlar os causadores das epidemias no meio coletivo. Quando a doença é dada em um numero considerado na população. A saúde pública consiste na ação do Estado em garantir seu posto de devedor de saúde ao cidadão. onde medidas devem ser tomadas para que não haja uma desqualificação do bem estar do cidadão. é descrita como um direito de todos e é um dever do Estado garantir ao cidadão medidas sócias e econômicas que tem como prioridade a redução de riscos de doenças e de outros danos. a educação dos indivíduos nos princípios de higiene pessoal. O Estado é responsável nas formas de organização social e política das populações. O direito ao acesso a este conceito de saúde é determinado em diretrizes na qualidade de alimentação. SAÚDE PÚBLICA 2. suas ações levavam ao inicio de epidemias e problemas condicionados a chamada saúde pública. trabalho. prolongar a vida. um quadro de doença individual não há procedentes de causar um dano a uma parte de uma população. iniciou-se com os estudos de Louis Pasteur em microorganismos (principalmente em agentes patológicos) e como evitá-los ou eliminá-los de nosso cotidiano. que pode estar com o mesmo sintoma da doença caracterizada como individual. Ele tem como base oferecer serviços de saúde. mais claro que todo problema individual de saúde tem uma expressão e dimensão coletiva. onde se torna o competente a evitar a incidência de doenças nas populações por meio de ações de vigilância e intervenções governamentais. essa doença esta caracterizada em caráter de responsabilidade medicinal. em relação a tê-la como direito. O dever do Estado confere em um estudo dos fatores sociais. lazer. a organização de serviços médicos e de [enfermagem] para o diagnóstico precoce e pronto tratamento das doenças e o desenvolvimento de uma estrutura social que assegure a cada indivíduo na sociedade um padrão de vida adequado à manutenção da saúde". educação. renda. Neste dado conceito não pode caracterizar a saúde como um modo individual. compete ao Estado garantir a saúde do cidadão e da sociedade. ambientais. Na à medida que o ser humano ia se organizando em sociedade. Para explicar melhor. etc. Abrangendo o saneamento do meio. transporte. nos EUA. promover a saúdee a eficiência física e mental mediante o esforço organizado da comunidade. atuar em fatores condicionantes e determinantes do processo saúde-doença.1. econômicos e educacionais da população para garantir a saúde devida aos cidadãos. proteção e recuperação. Hoje em dia.

tecidos e substâncias humanas para fins de transplante.descentralização. 5 . nos termos da lei: I . São apresentados neste tópico os diretos mais primordiais na sociedade brasileira para prevenir caos e problemas patológicos aos cidadãos. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. fiscalização e controle. com direção única em cada esfera de governo. a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. cabendo ao Poder Público dispor. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. 3. bem como bebidas e águas para consumo humano.atendimento integral. processamento e transfusão de sangue e seus derivados. VI . hemoderivados e outros insumos. tóxicos e radioativos. compete além de outras atribuições. priorizam a qualidade de vida e o bem-estar do cidadão. também. IV . produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. de modo geral vista neste trabalho. transporte. VIII . mediante contrato de direito público ou convênio. Onde é vedada: a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos. salvo nos casos previstos em lei.3. proteção e recuperação. por pessoa física ou jurídica de direito privado. II . bem como a coleta. nos termos da lei. nele compreendido o do trabalho.participação da comunidade. pesquisa e tratamento. CONDIÇÕES E LEGISLAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA 3. bem como as de saúde do trabalhador. II . III . V . São de relevância pública as ações e serviços de saúde.incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico.1 LEGISLAÇÃO A Legislação na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 determina nos âmbitos dos direitos a acesso a saúde. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos.participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico.executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica.fiscalizar e inspecionar alimentos. sendo vedado todo tipo de comercialização. devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e. VII . com prioridade para as atividades preventivas. III .ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. Ao Sistema Único de Saúde (SUS). compreendido o controle de seu teor nutricional. As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde. que: A saúde é direito de todos e dever do Estado.participar do controle e fiscalização da produção. sobre sua regulamentação. sem prejuízo dos serviços assistenciais.2 PRINCIPAIS DIREITOS Os direitos ao acesso a saúde. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . segundo diretrizes da constituição. imunobiológicos. equipamentos.controlar e fiscalizar procedimentos.colaborar na proteção do meio ambiente.

terá todo apoio necessário para alimentar seu bebê.2. fornecido por bancos de leite.2. autorizados pelo SUS. Vacinação: As crianças e os adolescentes têm direito a receber do SUS a vacinação necessária à prevenção de doenças.2. o corpo do doador deverá ser reconstruído. parto e pós-parto. Mãe soropositiva e amamentação: A mãe portadora do HIV não poderá amamentar para prevenir que o vírus seja passado pelo leite ao bebê. inclusive nos casos de mães detentas e/ou portadoras do HIV. 1. sendo este encaminhado à Rede Nacional de Bancos de Leite Humano (REDEBLH) ou oferecido aleitamento artificial com fórmulas apropriadas até o segundo ano de vida.2. para serem transplantados. 1. maior de idade. Abrigo para adultos vivendo com HIV/AIDS: Os portadores de HIV e doentes de AISD têm direito a abrigo nas Casas de Apoio para Adultos Vivendo com HIV/AIDS. e por equipes médicocirúrgicas especializados. órgãos e partes do corpo de pessoas mortas. viabilizando o aleitamento dos bebês com leite humano ou artificial. consultas e orientações gratuitas – bem como ao conhecimento do seu local de atendimento e vinculação a este para o pré-natal e o parto. toda a medicação necessária ao seu tratamento. público ou privado. assim como a receber informações como métodos e técnicas para regulação da fecundidade ou prevenção da gravidez. gratuitamente do SUS.3 – Principais direitos no país em relação à saúde: Realização de transplante: Os transplantes ou enxertos de tecidos. pago pelo SUS através do Programa Nacional de DST e AIDS. de sua indicação. a qualquer momento.1.5 – Principais direitos dos idosos em relação à saúde: 6 .2 – Principais direitos da mulher em relação à saúde: Pré-natal: A mulher tem direito a acompanhamento especializado durante a gravidez – o que inclui exames. durante todo o período de trabalho de parto.2.2. Após a doação.2.2. Nestas condições. cancelar a doação. Acompanhamento durante o parto: A gestante tem direito a um acompanhante. Planejamento familiar (SUS): A mulher tem direito ao planejamento familiar.2. Doação e retirada de órgãos (adultos): A retirada de tecidos.2. órgãos e partes do corpo de menor de idade ou juridicamente incapaz.4 – Principais direitos no país em relação relacionado à AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis: Remédios gratuitos: Os pacientes portadores do HIV e doentes de AIDS têm direito a receber. antes do transplante.1 – Principais direitos da criança e adolescente em relação à saúde: Teste do pezinho: Todo recém-nascido tem direito a realizar a triagem neonatal (teste do pezinho) para detectar possíveis doenças. dependerá da autorização por escrito do cônjuge ou parente. 1. poderá ser feita desde que permitida pelos pais ou pelos responsáveis legais. Doação e retirada de órgãos (menor de idade ou incapaz): A retirada de tecidos. órgãos ou partes do corpo humano só poderão ser realizados por estabelecimento de saúde. Amamentação: O SUS tem que garantir o direito do recém-nascido a ser amamentado. 1. O doador vivo ou seus responsáveis legais que autorizarem a doação podem.

2 milhões de pessoas. – Segurança do Paciente: Desenvolvido em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). – Tuberculose: A campanha deste ano alerta para o principal sintoma da doença: tosse por mais de três semanas. Entre elas as principais estão aqui destacadas: 1. Vide Anexo (X4). ela inc entiva a conscientização para a detecção precoce do câncer de mama. Vide Anexo (x6). diabetes e hipertensão. Por isso. pelo menos. as pessoas só percebem que estão com hepatite quando há manifestações mais graves. – Hepatites Virais: As hepatites B e C são doenças graves que atacam o fígado. Serão enviadas aos estados e municípios cerca de 43 milhões de doses da vacina. Vide Anexo(X1). Além disso. Como são doenças silenciosas. Vide Anexo (X5). 3. Além de incentivar o diagnóstico precoce.Acompanhamento: A pessoa maior de 60 anos tem direito a um acompanhante durante todo o tempo em que estiver internado ou em observação. – Câncer de Mama: A campanha de prevenção ao câncer de mama convoca às mulheres a estarem atentas à saúde. como cirrose ou câncer de fígado. 6. 5. 4. dá descontos de até 90% em outros itens e medicamentos pela Farmácia Popular. o Programa Nacional de Segurança do Paciente tem como objetivo prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos – incidentes que resultam em danos ao paciente como quedas. Também mostra os principais sintomas das duas doenças. Com o slogan “Cuidar da sua saúde é um gesto de amor à vida”. 7 . Reabilitação: Os idosos têm direito a receber medicamentos do Poder Público. por muitas vezes. 2. com idade entre 25 e 35 anos. – Hanseníase: A campanha do Ministério da Saúde alerta sobre a importância da prevenção e do tratamento da hanseníase e de verminoses. exceto se a internação for numa UTI ou por decisão justificada do médico. Vide Anexo (X2). O público principal é o homem. 7.3 PRINCIPAIS CAMPANHAS HOJE NO BRASIL O Brasil hoje mantém centenas de campanhas para proporcionar aos seus cidadãos a melhor qualidade de vida e bem estar. O público-alvo é de 39. 80% desse grupo.nos serviços de saúde públicos e privados. Diagnóstico e tratamento precoces podem evitar a evolução das hepatites. Vide Anexo (X3). a campanha do Ministério da Saúde alerta para quem fez sexo sem camisinha. – A 15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe será realizada entre 15 a 26 de abril. assim como próteses e outros recursos relativos ao tratamento para reabilitação e recuperação de sua saúde. Escolha do tratamento: À pessoa idosa consciente sobre seu estado de saúde é assegurado o direito de optar pelo tratamento ao qual irá ser submetido. especialmente os de uso continuado. compartilhou agulhas ou seringas ou recebeu transfusão de sangue antes de 1993. administração incorreta de medicamentos e erros em procedimentos cirúrgicos . tipo que mais acomete as mulheres. – Saúde Não Tem Preço: O programa Saúde Não tem Preço oferece medicamentos de graça para milhões de brasileiros com asma. A meta é vacinar. 3.

fiscalizar e inspecionar alimentos. complementarmente. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. sob é considerada em relação à saúde. equipamentos. dispõe sobre o Sistema Único de Saúde. possibilitando a organização de um processo de otimização das atividades para não prejudicar o trabalhador. bem como as de saúde do trabalhador.controlar e fiscalizar procedimentos. 8 . de adoecimento ao trabalhador. O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE O Sistema Único de Saúde. O SUS dispõe sobre as ações e os serviços públicos de saúde que devem ser garantidos a todos os cidadãos para a sua promoção. se ver obrigada a cuidar de tudo aquilo que possa ser considerado como fatores que condicionam e interferem com a saúde individual e coletiva e se torna responsável por toda política social e econômica protetiva da saúde do cidadão. Com isso. 200 da Constituição Federal que decreta as responsabilidades do SUS: I . psicológicas e emocionais. Agentes de risco Quando há um processo de trabalho. devido às consequências que as atividades em determinadas condições podem gerar em doenças. buscando o processo valorização das condições de trabalho e de qualidade de vida e de saúde do trabalhador. não pode contar com a participação do capital estrangeiro na saúde privada. em razão do disposto no art. deve submeter-se à lei quanto à remoção de órgãos e tecidos e partes do corpo humano. como aquilo que pratica a ação. podemos encontrar uma ou mais situações de riscos. encurtar a vida ou ate mesmo levar a morte dos trabalhadores. É importante reconhecer a importância do trabalhador. proporcionar qualidade e bem-estar ao trabalhador é essencial. do setor público. nele compreendido o do trabalho. 5. III . mas em uma forma integral.participar do controle e fiscalização da produção. hemoderivados e outros insumos. O agente atua diretamente ou não no corpo do trabalhador.incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. de acidentes. um setor da área da Administração Pública.4. não só o corpo físico.colaborar na proteção do meio ambiente.ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da Produção de medicamentos. tóxicos e radioativos. Entendemos como corpo. ou seja. VI . não pode receber auxílios e subvenções e existe a possibilidade de o setor privado participar. proteção e recuperação. O SUS deve atuar em campo demarcado pela lei. Porém existe a liberdade da iniciativa privada.executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Um agente deve ser entendido. VIII . com suas restrições (não pode explorar o sangue). de forma mais concreta e direta. transporte. imunobiológicos. II . compreendido o controle de seu teor nutricional. Os métodos são colocados em prática com o auxilio de profissionais da área. VII . bem como bebidas e águas para consumo humano. no sentido literal.participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. V . de formas fisiológicas. provocando a reação sobre o outro. SAÚDE NO TRABALHO A saúde do trabalhador hoje é cuidada com mais relevância. IV .

Ou seja. Quando vamos à praia. Riscos Mecânicos: quedas. Isso mostra importância de analisar todos os processos e fases de operações do trabalho a ser realizado. rebarbas. a radiação solar tropical pode vir a representar um agente de risco potencial causador. Riscos químicos: sólidos como poeiras. como no caso dos vendedores ambulantes. hospitais etc. iniciou-se o processo de classificação dos riscos a saúde. Contudo. eletricidade. mecanismos de coerção e punição. SAÚDE AMBIENTAL 6. podem passar despercebidos aos profissionais da área da saúde do trabalhador e ate mesmo do trabalhador e ocasionar efeitos danosos a saúde dos mesmos. possuem baixos níveis de concentração. horas extras. 6. Diversos agentes. Classificação Riscos Físicos: ambiente térmico. ambiente mal iluminado. a curto ou longo prazo. por exemplo. ao longo do tempo. suas magnitudes e consequências com o tempo. corrosivos. gases. Contudo. irritantes – asfixiantes. fagulhas. pode fazer deste um risco para a saúde. aranhas etc. vibrações. contato com vetores de doenças infectocontagiosas. escorpiões. Esses riscos são classificados por métodos técnicocientíficos. cavacos. de lesões e até mesmo de câncer de pele.O agente de risco está presente no ambiente de trabalho e os processos de proteção devem começar a atuar nele e em sua organização para não ocorrer acidentes. ruído. ritmo de trabalho. Riscos Organizacionais: trabalho em turnos alternados e noturnos. pressões anormais. estão presentes na natureza sem atuar de forma negativa sobre a saúde do homem. Desta forma.). qualificar o risco e tomar as devidas procedências dos mesmos. esforços físicos e mentais (fadiga). Riscos ergonômicos: postura (fadiga e problemas osteoarticulares). em determinados ambientes. estamos sujeitos a elevadas temperaturas e às radiações ultravioleta e infravermelha.). líquidos – vapores. anestésicos – narcóticos. Classificação dos riscos Para classificar quais os riscos que o trabalhador está exposto e qual suas tolerâncias e proteção. trabalho repetitivo e monótono. Riscos Biológicos: contato com animais peçonhentos (cobras. sistêmicos – carcinogênicos. Se ir à praia deixa de ser um eventual prazer para se tornar obrigação diária. radiações ionizantes. choque de veículos. O que faz um agente ser de risco é a concentração e a forma de atuação sobre o homem. ocasionando um processo imperceptível e tornando-se um costume aos indivíduos que frequentam este ambiente. outros impactos mecânicos. ir à praia pode ser muito agradável e saudável. analisando as probabilidades de eventos. cobrança e produtividade. lesões no manuseio de máquinas e instrumentos. inflamáveis – explosivos.1 HISTÓRIA 9 . os agentes de risco. pausas. jornadas. contato ou manuseio com microrganismos patogênicos (laboratórios. fumos. adiante mencionados. a repetição da ação do agente.

Tulchinsky e Varavikova (2000) afirmam que Hipócrates deu à medicina um sentido científico e ético que perdura até o presente. The Sanitary Conditions of the Labouring Population of Great Britain . predominava ainda a teoria dos miasmas que explicava a origem das doenças nos odores e vapores infecciosos que emanavam da sujeira das cidades e que defendia que o melhor método 10 . mas alguns elementos geográficos eram mais valorizados.No início do século V a. 1987). • o renascimento humanístico da literatura clássica. em grande medida. • a experimentação científica. Desenvolveram-se. no relatório de Edwin Chadwick. tais como o fornecimento de água pura e a disposição adequada de lixo e de esgotos. que pareciam afetar a saúde (Barett. ideias em defesa de uma política nacional de saúde. 2000). no medo de revoltas populares e na necessidade de trabalhadores sadios e fortes para a indústria. a cidade-estado grega provia serviços de saúde para os pobres e os escravos e funcionários das cidades eram designados para verificar a drenagem pública e o fornecimento de água. na Grécia. de interesse tanto individual quanto de toda comunidade. a despeito do desenvolvimento acadêmico nesse campo do saber. que divulgava a ideia de que a doença causava pobreza e que isso causava ônus à sociedade como um todo. a vegetação e a hidrografia. A Reforma Sanitária obrigava uma série de intervenções. principalmente as endêmicas. A observação e a classificação das doenças permitiram melhor conhecimento das mesmas e permitiram a aplicação de conhecimento científico às necessidades de saúde de uma comunidade e ganhou contornos ideológicos. o Factory Act e o Public Health Act foram promulgados em 1833 e 1848 (Jones e Moon. escritos da escola Hipocrática. mas também nas formas de tratamento e nas variações da dieta. Além disso. de 1842. os progressos nos estudos do inter-relacionamento saúde e ambiente foram restritos. tais como o clima. A ideia de que organismos microscópicos poderiam causar doenças transmissíveis começou a se concretizar. Reconhecia-se que diferenças geográficas resultavam em diferentes padrões de doenças. refletia e criava hipóteses sobre o papel do meio ambiente nas condições de saúde das populações (Barret. O novo conhecimento geográfico do mundo permitiu o reconhecimento de uma diferença observável não só no padrão das doenças. Portanto. na Inglaterra. No entanto. a incorporação de ações sobre o meio ambiente. O reconhecimento da influência do lugar no desencadeamento de doenças permitiu o desenvolvimento de uma nova visão intelectual da medicina que estudava. Rosen (1958) afirma que essa obra constituiu o primeiro trabalho sistemático a apresentar uma relação causal entre fatores ambientais e doenças e que por 2000 anos foi a base da epidemiologia. e a localização de seus focos. embora tenha ocorrido um grande crescimento cumulativo do conhecimento. com a Reforma Sanitária. Baseando-se. fornecendo os fundamentos do entendimento de doenças endêmicas e epidêmicas. Entretanto. O período do início do século XVI a meados do século XVIII pode ser considerado um período de transição. em termos concretos. como parte de políticas de saúde. só se deu a partir do século XIX. • a disseminação do conhecimento através da revolução no processo de impressão. as Águas e os Lugares.. até o século XVIII. destacam a relação entre as doenças. Movimentos políticos passaram a reivindicar melhores condições de saúde para grupos menos favorecidos. sobretudo Sobre os Ares. 2000).C. a partir do entendimento que os problemas de saúde eram um fenômeno social. graças a quatro desenvolvimentos: • a exploração marítima e continental europeia.

que visava identificar impactos ambientais de ações humanas (contaminação. A despeito de ser uma política setorial. têm surgido novos padrões de distribuição de doenças. carcaças de animais. também a poluição causada por veículos. alguns tratamentos médicos mostraram-se iatrogênicos e algumas das principais causas de morte do século XX (neoplasias) estavam também relacionadas a fatores ambientais. descreve bem o cenário: "Todas as grandes cidades possuem um ou vários bairros de má reputação . Contribuiu para isso a descoberta do primeiro caso de resistência de Staphylococcus à penicilina. a partir da década de 1970. visando controlar. Durante essa década. as próprias ruas não são planas nem pavimentadas. com uma ampliação de doenças crônicodegenerativas. Por isso. são sujas. poluição. Desde então. com reflexos nas condições de saúde. Além disso. esgotos. nesse. a ventilação torna-se difícil. A Vigilância Ambiental em Saúde tem como objetivo geral prevenir e controlar fatores de risco de doenças e de 11 . sem esgotos nem canais de escoamento. a análise se limitará aos anos mais recentes. Concomitantemente. a saúde ambiental ganhou realce sob um novo enfoque. pela má e confusa construção de todo o bairro. os mesmos enfoques internacionais.38). Além disso. descrever um histórico dessa relação em nosso país. cheias de detritos vegetais e animais. ao mesmo tempo em que desenvolveu sua base científica e pragmática. mas em contrapartida semeadas de charcos estagnados e fétidos. Em 1980. criou a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). foi criado um órgão de controle ambiental.para a prevenção de doenças era limpar as ruas de lixo. após sua visita à Inglaterra. De fato. em 1959.. num primeiro momento. na qual está inserida uma Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde. etc. e como vivem muitas pessoas num pequeno espaço. três quartos dos microrganismos norte-americanos já eram resistentes à penicilina. em 2003. texto. então. 1986. O Ministério da Saúde vem estruturando a área de Vigilância e. Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. é fácil imaginar o ar que se respira nestes bairros operários" (Engels. mudanças climáticas. inclusive. Não seria possível. Nos países em desenvolvimento. da década de 1980 em diante. com crescente industrialização de diferentes partes do mundo..) e suas repercussões na saúde. p. a exemplo dos EUA. 1987). foi criada a SEMA (Secretaria Especial de Meio Ambiente) e. a poluição de origem industrial e. publicado pela primeira vez em 1845. No bojo desse processo.onde se concentra a classe operária. desvinculada do setor saúde. como é o caso do câncer (Jones e Moon. houve uma volta às pesquisas sobre a relação saúde e ambiente. Em meados do século XX. havia maior prevalência das doenças infecciosas. No estado de São Paulo.2 SAÚDE AMBIENTAL NO BRASIL No Brasil. as condições sanitárias das cidades inglesas eram terríveis. os enfoques na abordagem de problemas de saúde relacionados ao meio ambiente seguiram. Surgiram e proliferaram críticas ao modelo biomédico de saúde pública. O livro de Engels. até os anos 1960. em linhas gerais. vem fornecendo uma base mais sólida para a efetividade de políticas e programas de saúde coletiva no enfrentamento dos complexos problemas científicos. foram estabelecidos os Padrões de Qualidade do Ar e das Águas. visando à níveis mais altos de saúde para a totalidade das populações. Houve. um crescente reconhecimento do papel das causas externas. ela trouxe alguns resultados positivos. 6. Habitualmente. sociais e administrativos. sobretudo ambientais. sobretudo nos mais pobres. As preocupações com os problemas ambientais e sua vinculação com a saúde humana foram ampliadas no Brasil. mudanças na cobertura vegetal. A nova Saúde Ambiental ampliou seu potencial e seus horizontes. na origem de muitas doenças.

quanto à eficiência do produto. seus componentes e afins.074. a importação. as informações referentes aos fatores ambientais condicionantes e determinantes das doenças e outros agravos à saúde. a comercialização. o destino final dos resíduos e embalagens. para o SUS e a sociedade. a propaganda comercial. Algumas leis. A Vigilância Ambiental em Saúde foi definida pela Fundação Nacional de Saúde – Funasa . V . produtos técnicos. individual e coletiva. IV . verificada nas últimas décadas.realizar avaliação toxicológica preliminar dos agrotóxicos. com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou outros agravos à saúde" (Brasil-MS. 2001). consequência do padrão de crescimento econômico adotado no país e de suas crises. II . que dispõe sobre a pesquisa. domiciliares. ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública. e afins. inclusive o RET. a embalagem e rotulagem.3 LEGISLAÇÃO Juntamente com a evolução da legislação. decorrentes do ambiente e das atividades produtivas. III . domiciliares. de agrotóxicos. produtos técnicos. Um de seus objetivos específicos é identificar os riscos e divulgar. a experimentação. física e mental. decretos e normas são destacados a seguir: Decreto 4074/02 | Decreto nº 4. e dá outras providências. o controle. Art. de 11 de julho de 1989. 12 . o armazenamento. a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos. a utilização. públicos ou coletivos.802.monitorar os resíduos de agrotóxicos e afins em produtos de origem animal.como "um conjunto de ações que proporciona o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana. públicos ou coletivos. a classificação. a produção. 6.estabelecer intervalo de reentrada em ambiente tratado com agrotóxicos e afins. seus componentes. Essa relação tem se tornado mais evidente para a sociedade devido à sensível redução da qualidade ambiental. destinados à pesquisa e à experimentação.avaliar e classificar toxicologicamente os agrotóxicos.6º Cabe ao Ministério da Saúde: I . industriais. o registro. a exportação. e VI . industriais. pré-misturas e afins.conceder o registro.outros agravos à saúde. Regulamenta a Lei no 7. ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. ampliou-se a consciência de que a saúde. está intrinsecamente relacionada à qualidade do meio ambiente. pré-misturas e afins destinados ao uso em ambientes urbanos. o transporte. de 4 de janeiro de 2002.avaliar os agrotóxicos e afins destinados ao uso em ambientes urbanos. nas suas dimensões.

dos agrotóxicos. que permite.avaliar os agrotóxicos e afins destinados ao uso em ambientes hídricos.Artigos 196 e 200 Lei 8.4 O QUE ENGLOBA Trata-se de um campo de práticas intersetoriais e transdisciplinares voltadas aos reflexos. de 15 de setembro de 1965. estabelecendo suas classificações quanto ao potencial de periculosidade ambiental.080 de 19 de setembro de 1990 – Dispõe sobre as condições para a promoção. química e biológica. a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.SUS e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. produto técnico. na proteção de florestas nativas e de outros ecossistemas. magnéticos e eletromagnéticos (altera a Lei no 4. proteção e recuperação da saúde. de agrotóxicos. quanto à eficiência do produto.934 de 5 de maio de 2009 . seus componentes e afins. à qualidade de vida e à sustentabilidade.771. fauna. flora) e o meio ambiente cultural (patrimônio arqueológico. histórico. ar. na saúde humana. III .” 6. atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura. na proteção de florestas nativas e de outros ecossistemas. pré-mistura e afins destinados à pesquisa e à experimentação. Engloba o meio ambiente natural (solo. abriga e rege a vida de todas as suas formas. com vistas ao bem-estar.conceder o registro. turístico).Art. a fim de orientar políticas públicas formuladas com utilização do conhecimento disponível e com participação e controle social. paisagístico.realizar a avaliação ambiental. com redação dada pela Lei 7804. Na Legislação Brasileira: Artigo 3º da Lei 6938 de 31 de agosto de 1981.Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde .realizar a avaliação ambiental preliminar de agrotóxicos. água. inclusive o RET. e IV . II . das relações ecogeossociais do homem com o ambiente. e dá outras providências).142 de 28 de dezembro de 1990 . 13 . Constituição Federal . Lei 11. 7º Cabe ao Ministério do Meio Ambiente: I . Pecuária e Abastecimento e da Saúde.Dispõe sobre limites à exposição humana a campos elétricos. de 18 de julho de 1989 que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente: “Conjunto de condições. artístico. produtos técnicos e pré-misturas e afins destinados ao uso em ambientes hídricos. leis. Lei 8. influências e interações de ordem física .

baseia-se em dois conceitos chaves: a prioridade na satisfação das necessidades das camadas mais pobres da população. oxigênio. etc.6. sócio da SEI – Consultoria em Sustentabilidade.  A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal).  A preservação dos recursos naturais (água. Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Em abril de 1987 a Comissão de Brudtland como ficou conhecida publicou o relatório “Nosso Futuro Comum” que traz o conceito de desenvolvimento sustentável para o discurso público. Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico. O Desenvolvimento Sustentável tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:  A satisfação das necessidades básicas da população (educação. do preconceito e do massacre de populações oprimidas. o risco de colapso é tido como certo por especialistas.5 SANEAMENTO BÁSICO 14 . “Para que essas nove bilhões de pessoas tenham condições dignas de vida em 2050. de fato. em larga escala.). afirma João Paulo Altenfelder. que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. é preciso adotar desde já práticas sustentáveis. saúde. que leva em conta o meio ambiente. terá nove bilhões. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável. desenvolvimento é confundido com crescimento econômico.  A elaboração de um sistema social garantindo emprego. os índios).). como. segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria. alimentação. por exemplo. “O mundo tem hoje sete bilhões de pessoas e. Como define a Comissão de Brundtland o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem as suas.” 6. através da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela ONU. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica.  A efetivação dos programas educativos. pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.  A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver). qualidade em vez de quantidade. como o próprio crescimento econômico. vai ocorrer o esgotamento da nossa capacidade de produção”. soluções sustentáveis para a geração de energia e mudar seus métodos produtivos e seus padrões de consumo para conservar recursos naturais e promover inclusão social. em 2050.4.1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Foi um termo utilizado pela primeira vez na década de 1980. etc. lazer. O desenvolvimento sustentável sugere. Esta comissão foi presidida por Gro Harlem Brudtland. Se o mundo não adotar. Para ser alcançado. e às limitações que o estado atual da tecnologia e da organização social impôs sobre o meio ambiente. Muitas vezes. com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem. Sem uma mudança do modelo que privilegia o ganho financeiro de curto prazo.

as obrigações do titular. a gestão dos serviços de saneamento básico também permanece atrelada à informação. definir como cada segmento irá se comportar para atingir as metas traçadas. 11. a coleta e o tratamento de esgoto. e ainda determina os princípios dessa prestação de serviços. na forma de receitas e lucros. à coleta e tratamento adequado do esgoto e do lixo. e as condições para a retomada dos serviços.A importância do saneamento e sua relevância à saúde humana remontam às mais antigas culturas. tanto para a elaboração dos planos de trabalho. Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde. a concessão dos serviços de saneamento a empresas privadas deve ser muito bem fiscalizada pelo Estado. 55% da população não têm água tratada nem saneamento básico. Políticas públicas devem ser desenvolvidas para reverter esse quadro. Por este motivo e outros. sendo que os resultados destes investimentos. independente dela ter acesso ou não ao serviço. outras renascendo com o aparecimento de outras. 6.5. com a participação de todos que atuam no saneamento num determinado território e pela sua população. e mais ainda para que a população possa fiscalizar e exigir a implantação desses serviços e seu constante aprimoramento. uma vez que o objetivo de uma companhia privada é sempre o lucro máximo o que pode inviabilizar um bom serviço em certos casos de comunidades carentes. Atualmente. e essa responsabilidade não pode ser delegada. as condições para delegação dos serviços. as regras para as relações entre o titular e os prestadores de serviços. e ao manejo correto das águas das chuvas. esgotamento sanitário. recolhimento e destinação de resíduos sólidos visando a saúde das comunidades. abastecimento de água de qualidade e em quantidade suficientes às suas necessidades. Ele é formulado sob a coordenação do poder público. dos instrumentos de regulação e de planejamento. o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. Deve partir da análise da realidade e traçar os objetivos e estratégias para transformá-la positivamente e. No Brasil.445/2007 estabelece a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico como instrumento de planejamento para a prestação dos serviços públicos de saneamento básico. manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.445/2007 como o conjunto dos serviços. Um dos princípios desta lei é permitir que todos tenham acesso a os serviços de saneamento básico como. são de longa maturação. O setor de saneamento básico também se caracteriza por necessidade de um elevado investimento em obras e constantes melhoramentos. O desenvolvimento do saneamento sempre esteve ligado à evolução das civilizações. 11. melhorar a qualidade de vida da população e à produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. O plano deve expressar o compromisso coletivo da sociedade em relação à forma de construir o saneamento. o saneamento básico ainda é uma questão preocupante dados do IBGE revelam que mais de 70% dos municípios brasileiros não têm política de saneamento e quase 50% não fiscalizam a qualidade da água.1 PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO O plano de saneamento básico é o instrumento indispensável da política pública de saneamento e obrigatório para a contratação ou concessão desses serviços. A política e o plano devem ser elaborados pelos municípios individualmente ou organizados em consórcio. No Brasil. limpeza urbana. A lei nº. drenagem urbana. assim. às vezes retrocedendo. infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água. Atualmente. 15 . Saneamento básico é uma atividade relacionada com o abastecimento de água potável.

29%. Previsões afirmam que nos próximos anos a guerra não será mais pelo petróleo e sim devido à escassez dos recursos hídricos. ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico.0% referem se aos mares e os 3% restantes às águas doces. constata-se que somente 0. como será quando a água se tornar escassa? Seremos.000 habitantes registraram perdas de volume de água entre 20 a 50%. O mau uso da água tem causado preocupação em alguns países (em sua maioria europeus) e vários estudos tem sido realizados para tentar sanar o problema. Entre as águas doces. Segundo dados do estudo “Atlas do Saneamento 2011”. Em consequência. Entre a captação de fontes de abastecimento até a torneira do consumidor final. não sendo economicamente viável seu aproveitamento para o consumo humano. mesmo com grande disponibilidade de recursos hídricos. Boa parte dos pesquisadores concorda que a ingestão de água tratada é um dos mais importantes fatores para a conservação da saúde.6.6.7% são formadas por geleiras.7 % de toda a água potável no mundo. alvo” O desperdício de água cresce a cada dia. etc. ainda. acarretando uma série de problemas. A água é um recurso natural de valor inestimável. No entanto. realizado pelo IBGE (Brasileiro de Geografia e Estatística). em fontes subterrâneas (poços e nascentes). referência cultural e bem social indispensáveis à adequada qualidade de vida da população.6 PROBLEMA: ÁGUA A água é elemento essencial à vida vegetal e animal. ou seja. A água abrange quase quatro quintos da superfície terrestre. que afetarão tanto a humanidade. no mínimo. o país sofre com a escassez de água potável em alguns lugares. inclusive dinheiro”. A água doce disponível em território brasileiro está irregularmente distribuída: aproximadamente. Possuí 13. O ser humano não consegue ver que todos os itens industrializados precisam de água para ser produzidos. O homem necessita de água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para atender as necessidades. A água é. como as diversas formas de vida. proporcionam elevados índices pluviométricos. detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta (rio Amazonas). 16 . auxilia na prevenção das doenças (cálculo renal. Os climas equatorial.01% encontrada em fontes de superfície (rios.3% do volume total de água do planeta podem ser aproveitado para nosso consumo. 0. geológicos e químicos que mantêm em equilíbrio os ecossistemas. para proteção da saúde e para propiciar o desenvolvimento econômico. em cada dez municípios. O Brasil é o país mais rico em água disponível para o consumo. “A revolução industrial não aconteceria sem a água. economizar água torna-se um fator benéfico e essencial à vida. 6. o Brasil perde grande quantidade de água nos processos de tratamento e distribuição. Sendo assim. desse total. o que poderá provocar futuramente um déficit em sua quantidade.1 ÁGUA NO BRASIL O Brasil é um país privilegiado com relação à disponibilidade de água. restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país. sendo 0. infecção de urina. Aproximadamente 80% de nosso organismo é composto por água. seis com mais de 100. tropical e subtropical que atuam sobre o território. é considerada o solvente universal. 2. 72% dos mananciais estão presentes na região amazônica. 97. “Se hoje nós temos guerra por causa de petróleo. lagos) e o restante. vapor de água e lençóis existentes em grandes profundidades (mais de 800m).) e proteção do organismo contra o envelhecimento.

Para diminuirmos este desperdício podemos adotar medidas simples e praticas. varra as calçadas para retirar o lixo e use balde em vez de mangueiras. a adoção de ações integradas. Vigilância em Saúde Ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano – VIGIÁGUA 17 . de forma a minimizar os riscos de doenças decorrentes da exposição aos mesmos. saneamento e saúde. incluindo os resíduos tóxicos e perigosos. A Vigilância Ambiental em Saúde tem como universo de atuação todos os fatores ambientais de riscos que interferem na saúde humana e as inter-relações entre o homem e o ambiente e vice-versa. compreendendo a identificação de fontes de contaminação e modificações no meio ambiente que se traduza em risco à saúde. diversos órgãos e instituições desenvolvem programas e projetos e ações relacionados à saúde ambiental. quer seja na atmosfera. área de serviço e quintal. Uma torneira aberta pode consumir. Fechar a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. e • desastres naturais e acidentes com produtos perigosos. que possam vir a afetar a saúde da população.4 litros (numa casa) ou 16 litros (num apartamento). com o propósito de exercer a vigilância dos fatores de riscos ambientais. até 2.7 VIGILÂNCIA SANITÁRIA E AMBIENTAL 6.Esse percentual de perda ficou em 20% em cidades com menos de 100. A vigilância dos fatores de risco relacionados aos contaminantes ambientais caracteriza-se por uma série de ações. • qualidade do ar.000 habitantes. para que as ações integradas sejam implementadas de forma eficiente. não podemos desperdiçar. em todos os níveis de governo. relacionados às doenças ou outros agravos à saúde. • qualidade do solo. requer articulação constante com os diferentes atores institucionais públicos. coleções hídricas ou no solo. Para sua implementação. o percentual do desperdício de água no Brasil está em níveis preocupantes. por minuto. mantendo a constante vigilância dos contaminantes. Contaminantes ambientais: Propõe-se nesta área o mapeamento de áreas de risco em determinado território. A vigilância ambiental dos fatores de riscos não biológicos fica desmembrada em cinco áreas de agregação: • contaminantes ambientais. reaproveitar a água de chuva ou da máquina para lavar o chão da cozinha. porém. fechar a torneira enquanto ensaboa e volte a abri-la apenas para enxaguar. o mundo tem se conscientizado a respeito da falta de água e da necessidade de se economizar.1 VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE A Vigilância Ambiental em Saúde é um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente e que interferem na saúde humana. Apesar de o país ser um dos campeões em existência de aquíferos e de fonte de água potável no mundo. com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de riscos ambientais. A atuação da Vigilância Ambiental em Saúde. No âmbito do Ministério da Saúde. • qualidade da água para consumo humano. a fim de assegurar que os setores assumam suas responsabilidades de atuar sobre os problemas de saúde e de ambiente em suas respectivas áreas. 6.7. privados e com a comunidade. a FUNASA vem articulando com outras instituições dos setores público e privado que compõem o SUS e demais integrantes das áreas de meio ambiente. por exemplo. No início do século XXI.

caracterizar. As atividades da vigilância devem ser rotineiras e preventivas. 6. especialmente àquelas de interesse à saúde humana. 18 . acompanhamento e avaliação das ações. sobretudo aquelas evitáveis. cadastrar e monitorar substâncias.7. secas. quantificar. A avaliação dos riscos à saúde humana. Além disto. identificando a existência e a necessidade de sistemas de monitoramento da qualidade do ar. visando ao controle ou a eliminação dos riscos. preparação para emergências e respostas aos acidentes químicos. As atividades de vigilância e prevenção são articuladas com as instituições que atuam com a prevenção. 6.O consumo de água segura é de importância fundamental para a sadia qualidade de vida e de proteção contra as doenças. indicadores e metas da PPI-ECD correspondentes à sua competência. A vigilância da qualidade da água para consumo humano é uma atribuição do Setor Saúde há mais de três décadas e consiste em um conjunto de ações a serem adotadas pelas autoridades de saúde pública. acompanhamento e avaliação das ações e as metas da PPIECD correspondentes a sua competência. visando identificar. que tenham potencial risco à saúde humana. é de interesse o mapeamento e o cadastramento das principais áreas de risco de poluição do ar. também constitui uma premissa da vigilância da qualidade da água.4 DESASTRES NATURAIS E ACIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS Na vigilância e prevenção de desastres naturais. objetivando garantir que a água consumida pela população atenda ao padrão e normas estabelecidas na legislação vigente. em particular nas áreas metropolitanas. O monitoramento deverá dar prioridade àquelas substâncias químicas e a agentes físicos de comprovado ou suspeito efeito deletério à qualidade da saúde humana. Esta área será responsável pela coordenação do sistema de informação de vigilância e controle da qualidade do ar e pela identificação. representada pela água utilizada para consumo humano. desmoronamentos e incêndios em vegetações. pretende-se identificar sistemas de monitoramento destas áreas. que envolvam riscos para a saúde humana ou para o meio ambiente.7.7. além da interação com a rede de laboratórios de saúde pública e a inter-relação com as ações de saneamento em situações de emergência. sobre os sistemas e soluções alternativas de abastecimento de água.3 QUALIDADE DO SOLO Na área de vigilância da qualidade do solo o objetivo maior é o mapeamento e o cadastramento das áreas de contaminação ambiental da superfície e do subsolo terrestre. a fim de garantir a redução das enfermidades transmitidas pela água de consumo humano. Esta área é também responsável pela coordenação do sistema de informação de vigilância e controle de desastres naturais e desastres tecnológicos e a identificação. 6.2 QUALIDADE DO AR Na área de vigilância da qualidade do ar. relacionadas a fatores ambientais e que têm afligido populações em todo o mundo. são enfatizados os riscos e efeitos à saúde decorrentes de eventos relacionados a inundações. especialmente as áreas de resíduos (passivos) perigosos e tóxicos. Acidentes com Produtos Perigosos são eventos ou situações perigosas provocadas por descargas acidentais de substâncias.

a varíola. a cólera. por volta dos séculos 17 e 18 na Europa e 18 e 19 no Brasil.8 VIGILÂNCIA SANITÁRIA Entende-se por Vigilância Sanitária um conjunto de ações capazes de eliminar. 6. por exemplo. dos alimentos que eram consumidos e para a remoção do lixo produzido por cidades cada vez mais populosas. compreendidas todas as etapas de processo. A humanidade não conhecia ainda os processos de contaminação que espalhavam a peste. Por este motivo. mas. A Vigilância Sanitária tem como missão a proteção e promoção à saúde da população e defesa da vida. Para cumpri-la. pode ser um importante parceiro nos objetivos deste serviço. As preocupações com a saúde das populações. direta ou indiretamente. garantindo a higiene e evitando a propagação das epidemias. além de contribuir no acompanhamento das políticas direcionadas às ações de Vigilância Sanitária. O Conselho de Saúde. Ao longo dos tempos. na idade antiga.6. mesmo não conhecendo todo o processo de transmissão de doenças. como uma resposta a este novo problema da convivência social. da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Assim. Para isto ele diz quais são as regras. se relacionem com a saúde. o governo também se desenvolvia e se tornava complexo. da produção ao consumo. De quem governa uma aldeia para quem governa um Estado nos dias de hoje vai uma grande diferença. Por exemplo. e especialmente com as ações de Vigilância Sanitária. era sabido que a água poderia ser uma via de contaminação e que os alimentos de igual maneira poderiam ser meios de propagação de doenças. O lixo produzido passou a ter um local próprio para depósito e outras providências básicas vieram compor a agenda pública. estes problemas foram crescendo e se tornando mais complexos. Surgiram então as regras e providências sanitárias. uso e circulação de produtos que apresentam algum tipo de risco para a saúde das pessoas. tem que ser feito em condições tais que protejam o produto da deterioração ou contaminação e. diversificado em suas atribuições. a febre tifoide outras doenças que marcaram a história. diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente. que se constituíam na tecnologia de ponta para a época. Com as populações aglomerando-se em cidades. emergiram do poder público desde os tempos mais remotos.9 VIGILÂNCIA SANITÁRIA NO BRASIL O governo tem a obrigação de promover e proteger a saúde da população.o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. a água para abastecer as cidades passou a ser transportada através de aquedutos. teve início a Vigilância Sanitária.1 HISTÓRIA Desde o nascimento das cidades. 2 . com diferentes condições econômicas. a Vigilância Sanitária deve procurar uma participação efetiva na rede de Controle Social do SUS. abrangendo: 1 . por conseguinte. contando com a colaboração dos Conselhos de Saúde para as suas ações. 19 .8. protejam a saúde daqueles que vão consumir. O transporte de alimentos.o controle de bens de consumo que. 6. que temos registros das preocupações com a Vigilância Sanitária. as normas que devem ser consideradas e respeitadas na produção. deve ter uma interação muito grande na sociedade. Interessante notar que o cuidado com a vigilância implicou na atividade profissional de especialistas voltados para o estudo da água.

no artigo 15. cargas e pessoas. armazenamento. DF e Municípios) com as atribuições comuns e os objetivos gerais do SUS. Combinando-se as competências atribuídas a cada uma das esferas de governo (União. nesses setores. e processos de trabalho. poderíamos citar apenas algumas delas: Poluição atmosférica.  Normatização e controle de tecnologias médicas. enunciados na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde. enxofre. na medida dos interesses predominantemente locais. 3. chegando a matar várias espécies animais e vegetais. e saúde do trabalhador. prestados pelo estado e modalidades do setor privado.  Normatização e controle de serviços direta ou indiretamente relacionados com a saúde. sonora. aquática. da produção. guarda. processos e equipamentos. necessariamente. luminosa etc. contemplando veículos. o que pressupõe. industrial. Os Estados têm o poder-dever de coordenar e. e enquadrando-as no esquema de limites pra o exercício dessas competências pelas entidades estatais. executar ações e serviços de Vigilância Sanitária e de saúde do trabalhador. a legislação sobre normas gerais expedidas pela União. benzeno. do ar e do solo para sobreviver com qualidade de vida e saúde. entre as quais prevalece a de elaboração de normas técnicas específicas. suas matérias-primas.080. 2. comercialização e consumo de substancias e produtos de interesse da saúde. aeroportos e fronteiras. Estadual e Municipal “A Lei Orgânica da Saúde”. Os principais poluentes ambientais são: chumbo. dioxinas e gás carbônico. estabeleceu. suplementando. procedimentos e equipamentos e aspectos da pesquisa em saúde. gases poluentes. objetos materiais. podendo-se descrever para o Brasil as seguintes funções de vigilância sanitária:  Normatização e controle de bens. suplementar a legislação federal e estadual no tocante à aplicação e execução de ações e serviços de Vigilância Sanitária”.Os modelos institucionais de organização da proteção da saúde são os mais variados entre os países. Estados. podemos concluir que. “Os Municípios podem. entre outros. de normas reguladoras de atividades do setor privado e de normas técnico-científicas de promoção. as atribuições comuns da União. solos e ar. elementos químicos. 7. monóxido de carbono. proteção e recuperação da saúde. do DF e dos Municípios. dos Estados. circulação.  Normatização e controle específico de portos. em caráter complementar. A União se limita a expedir normas gerais sobre o sistema nacional de Vigilância Sanitária. incluindo o poder de polícia administrativa sanitária: 1. Competências dos Níveis Federal. mercúrio. pois depende muito dos recursos hídricos. coadjuvantes de tecnologias.  Normatização e controle de aspectos do ambiente. A poluição ambiental prejudica o funcionamento dos ecossistemas. a competência de cada uma das entidades estatais para legislar nesses campos. Esta poluição pode ocorrer com a liberação no meio ambiente de lixo orgânico. transporte. Tipos de Poluição: Existem diversos tipos de poluição. Aqui falará apenas dos principais tipos de poluição: 20 . em matéria de Vigilância Sanitária. definindo-o e coordenando-o em todo o território nacional. pesticidas. POLUIÇÃO AMBIENTAL Podemos definir poluição ambiental como a ação de contaminar as águas. Lei Federal 8. O homem também é prejudicado com este tipo de ação.

cansaço. especialmente dos grupos mais vulneráveis. córregos ou lagos. pois é ela que nos mata a sede. Assim sendo. * não jogando lixo em rios. há consumo de energias. Poluição aquática: Esse é um tipo de poluição também muito conhecido por todos. torna-se necessária uma eficiente produção de fertilizantes. A Poluição do ar tem como consequência: dores de cabeça. Para tal. * Separando lixos recicláveis e muito mais. mas é difícil dizer a magnitude do risco. desconforto. 7. Muitas doenças tem a água como veículo. como os veículos motorizados (principalmente os carros). Com a destruição da Camada de Ozônio aumenta bastante o número de casos de câncer de pele. que com o tempo acabam por comprometer o ambiente. implica uma crescente produção de alimentos. Há consideráveis incertezas em estimar tanto as exposições como os efeitos e suas relações. responsáveis pelo atual estado decadente do nosso planeta. Além disso. Os exemplos indiscutíveis de doenças causadas por uma exposição a produtos químicos na população geral são raros. queimadas de florestas e lixo. que. Diferentemente das relações saúde/doença e 21 . não é consumida apenas a energia própria do corpo humano. e é causado por diversos agentes. O monóxido de carbono lançado ao ar pode ajudar a acabar com a Camada de Ozônio. entre outros. está em risco pela poluição do ar. Geralmente acontecem por ocupações irregulares à beira de rios. todo o processo de industrialização constitui um dos principais responsáveis pela poluição ambiental. seja como ferramentas ou máquinas. o necessário aumento de produção só pode ser atingido mediante uma intensificação da agricultura nas áreas já disponíveis. sobretudo provenientes de outras fontes. e por indústrias que despejam lixo em córregos. Esse é o tipo de poluição mais conhecido. A poluição ambiental tem. o Homem consegue transformar as matérias-primas que dispõe.. Como combater a Poluição: * Evitando queimadas. Uma delas é a tendência que o Homem sempre sentiu para a mecanização.1 PROBLEMAS E DESAFIOS Frequentemente é muito difícil identificar relações causa-efeito. etc. exigindo-se ainda uma proteção eficiente das plantas cultivadas contra pragas de origem vegetal ou animal. A segunda causa do comprometimento do meio ambiente reside no contínuo aumento da população. Uma vez que a área de terras cultiváveis não pode crescer ao mesmo ritmo do que a população. em geral. diminuição dos reflexos e muito mais. Não é apenas nas grandes cidades que acontecem. e como objeto de lazer ou arte. seja em forma de adubos orgânicos. de forma a torná-las úteis para si. * Sempre escolhendo andar de transporte coletivo a carro.Poluição atmosférica: Nada mais do que a poluição do ar. o fabrico e uso de fertilizantes e pesticidas constituem o segundo maior componente da poluição ambiental. durante estes processos de fabricação. Durante a confecção de todos estes artigos formam-se quantidades apreciáveis de resíduos inúteis. duas causas principais. seja em forma de fertilizantes minerais. palpitações no coração. Também a produção de energia está associada a uma poluição do meio ambiente. vertigens. A saúde da população. os idosos e os doentes. Mas a necessidade do emprego de meios químicos de proteção é perfeitamente criticável. Como nenhum outro ser vivo. como as crianças. porque embora eles possam aumentar a produção em até 50%. nos lava etc.. que evita que raios ultravioletas cheguem até nós.

particularmente quando se dedicam a estudar efeitos sobre a saúde pouco importantes ou de evolução longa. • extrapolações a partir das exposições no ambiente de trabalho. DESAFIOS Os desafios que devem ser enfrentados permeiam toda a organização social. Com estes instrumentos. De igual forma. do ar e do solo –. os acidentes com produtos perigosos. à construção e à implementação de políticas publicas que deem respostas efetivas às demandas da sociedade. além do destaque dos conselhos. o estabelecimento das relações doença-ambiente seguiria pelas etapas definidas no “marco causa-efeito para a saúde e o ambiente” proposto pela OMS. estes efeitos vão se manifestar em pessoas de diferentes idades. no sentido de “desconstruir”. para que desenvolvam atividades nesse campo. crianças. No tocante ao controle social. harmonização e potencializarão do arcabouço jurídico-normativo. adultos e idosos. como a degradação ambiental – a poluição das águas. aponta a necessidade de se contar com uma equipe multidisciplinar. de pesquisa. pela possibilidade de ingestão de água e alimentos contaminados. jovens. apresenta-se a necessidade de explorar as temáticas de saúde e ambiente nas perspectivas da criação de novos instrumentos. crianças. Sua sensibilidade aumenta quando o campo é restringido a populações conhecidas por sua sensibilidade – asmáticos. necessários para avaliar a segurança de agentes físicos e químicos e para compreender como pré dizer e prevenir os efeitos nocivos à saúde e ao ambiente. as substâncias químicas e seus efeitos à saúde da população apontam a capacidade de ativar e acelerar as mudanças pretendidas. as fontes de poluição são dispersas e variadas. além da importância de se potencializar a simbiose saúde-ambiente. com os profissionais da saúde ambiental. A ideia de crescimento se transforma tendo em vista uma nova concepção de desenvolvimento. A incorporação de temas no trato da saúde pública. os desastres naturais. desenvolvidos e efetivados para que garantam a representatividade 22 . ganha importância ainda a via digestiva. “decodificar”. idosos. No campo da formulação teórico-conceitual. deve-se fomentar a criação de ambientes favoráveis para a obtenção de resultados. neste campo a escala espacial e a população exposta são bastante ampliadas e variadas.trabalho. perpassando todas as áreas afeitas. a distribuição e o consumo de bens e serviços até as formas de estruturação do Estado e seus aparelhos em suas relações com a sociedade. “reconstruir” e problematizar a interface entre saúde e ambiente. e a exposição a elas ocorre em baixas doses. as radiações ionizantes e não ionizantes. podendo haver efeitos locais e também remotos. há necessidade urgente de se aproximar os grupos acadêmicos. que permitem identificar os riscos mais graves para uma população maior. integrada por especialistas de diversas áreas do conhecimento. do Ministério da Saúde (CGVAM/SVS/MS). as condições socioeconômicas das pessoas atingidas também podem ser distintas. da Secretaria de Vigilância em Saúde. já que a identificação de problemas graves entre os trabalhadores de uma indústria é um sinal de alarme para uma população maior. Do ponto de vista legal e normativo. Outro grande desafio se refere à qualificação técnica dos profissionais de saúde e das outras áreas envolvidas. O conhecimento sobre estas relações é construído com base em três tipos de estudos: • estudos experimentais. bem como a necessidade de que estes profissionais estejam comprometidos. inclusive a sua cultura. há de se estimular o envolvimento de parcerias inovadoras. desde a produção. mas por tempo prolongado. A experiência de institucionalização da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental. além da via respiratória de absorção de tóxicos. já que o local de exposição é o de moradia. no plano individual e coletivo. Para rearranjos organizacionais. • estudos epidemiológicos – custosos e longos. novos mecanismos de participação da sociedade devem ser identificados.

gestão. 23 . para ações sanitárias promocionais e preventivas que objetivem minimizar os impactos e garantir a sadia qualidade de vida da população. A saúde pode trabalhar de forma preventiva e integrada na determinação de políticas públicas saudáveis e. O momento histórico brasileiro exige políticas públicas de saúde preocupadas com a pobreza produzida pelo desequilíbrio na distribuição da renda e adequadas ao enfrentamento do processo de degradação ambiental. bem como outros órgãos de interesse. visando ao aprimoramento e à ampliação dos mecanismos de avaliação e controle social. é necessário expressar no cotidiano que os esforços precisam estar voltados para a construção de um processo que fortaleça a democratização da sociedade brasileira e a implementação do conceito ampliado de saúde. Pelos motivos já enunciados. Integração e Desenvolvimento Agrário. bem como aprimorar e atualizar os processos de atenção. à dependência energética de fontes não renováveis. Fazenda. educação e sistematização de informação em saúde. Por fim. de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população sob a ótica da sustentabilidade. com a sensibilização da comunidade em todo o processo. pontualmente. o Ministério da Saúde propõe a definição de uma Política Nacional de Saúde Ambiental (PNSA) e chama ao diálogo as principais instâncias de governo e da sociedade. Agricultura. Ciência e Tecnologia. Minas e Energia. Educação. Cultura. envolvidos para o bemestar humano e a saúde do planeta. alocar recursos. para assegurar a execução de projetos. a Política Nacional de Saúde Ambiental (PNSA) tem como objetivos precípuos proteger e promover a saúde humana e colaborar na proteção do meio ambiente. vigilância. evitar gastos para o SUS e danos à população oriundos de empreendimentos potencialmente poluidores. Meio Ambiente. na esteira da visão ecossistêmica da saúde e com base na ética humana e ecológica. os desafios de identificar prioridades. conquistado pela moderna reforma sanitária brasileira. Assim. por meio de um conjunto de ações específicas e integradas com instâncias de governo e da sociedade civil organizada. para fortalecer sujeitos e organizações governamentais e não governamentais no enfrentamento dos determinantes socioambientais e na prevenção dos agravos decorrentes da exposição humana a ambientes adversos. que está relacionada à transformação não sustentável dos recursos naturais. programas e ações concretas e oportunas que possibilitem a materialização de uma política nacional de saúde ambiental que se traduza em promoção da qualidade de vida e da defesa do ambiente. ainda. Nessa perspectiva. criar oportunidades. Cidades. construir agendas. Trabalho e Emprego. Esporte. Outro importante desafio é a necessidade de ampliação das parcerias com o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos Estaduais. à geração de resíduos e à frequente exposição humana a substâncias e agentes químicos presentes na produção de bens e serviços para a sociedade. há a necessidade de atuação conjunta nos níveis intra e interministerial. abrangendo as áreas de Saúde. Restam. para uma atuação integrada.da população.

A construção de um Sistema de Vigilância em Saúde Ambiental requer compreensão. Devemos considerar tanto os setores governamentais como as denominadas organizações não governamentais (ONG). também depende dos contextos em que esses processos ocorrem. agricultura. devem ser substituídas por uma compreensão que reporte o problema à globalidade dos processos de saúde. sempre. A complexidade dessa situação deve ser levada em consideração. dinâmica e complexa. da dispersão. não podendo estar subordinada a níveis de complexidade inferior. A determinação da exposição e do efeito sobre o indivíduo e as populações expostas não é um tema simples. iluminação. E isso tem que ser ensinado. de relações monocausais entre exposição-efeito. mas aproximar-se-á. quando se adotam limites de tolerância para determinados agentes químicos aquém das garantias de total segurança de exposição. etc. O ponto de partida deve ser o entendimento (a visão) e a definição de objetivos (perguntas) comuns. sexo). habitação e trabalho. do biorritmo. É no processo de intervenção ou de investigação que se constrói o modelo explicativo. o quanto possível. idade. daí a importância de uma nova educação. Devemos nos manter conscientes de que a saúde pública é condição humana. ainda dominantes. da quantidade de esforço físico despendida e das condições gerais do ambiente (ventilação. Cabe aos técnicos de cada um desses setores a sua parcela de responsabilidade para a superação desse quadro. Reconhecemos que há um descompasso entre as políticas de saúde pública. recursos hídricos. Mas. meio ambiente. como vemos ocorrer. pode-se dizer que o efeito da nocividade ambiental depende não só da natureza de seus elementos (tipo). exaustão. estão envolvidos múltiplos fatores que interagem e são interdependentes.). da realidade. da concentração. saneamento. capaz de organizar as ações de prevenção em saúde.8. Nele. À trato de conclusão. com frequência. que não levará à verdade. das características individuais dos expostos (susceptibilidade. CONCLUSÃO A Saúde Ambiental é um campo relativamente novo do conhecimento. que trata da compreensão e da análise dos condicionantes ambientais que afetam a saúde humana. redes ou movimentos sociais. melhorar a qualidade dos serviços como um todo e colaborar com as políticas de desenvolvimento sustentável. do tempo de exposição. desenvolvimento urbano. As abordagens simplistas. 24 . para que se tenha uma leitura mais apropriada da realidade.

ANEXOS X1 X2 X3 25 .9.

X4 X5 X6 26 .

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28 .