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Page 1 Ministério da Saúde Secretaria de Assistência à Saúde Departamento de Promoção e Assistência à Saúde Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar Guia Básico para a Farmácia Hospitalar Brasília, 1994

Page 2 © 1994 - Ministério da Saúde É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. Tiragem: 10.000 exemplares Equipe Técnica Responsável:Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar /Departamento de Assistência e Promoção à Saúde / SAS / MS SAUS, Quadra 4, Bloco N - 10Q Andar 70058-902 - Brasília-DF Fones: (061) 224-4251 — 314-6490 Edição: Divisão de Editoração Técnico-Científica / Coordenação de Documentação e Informação/ Secretaria de Administração Geral / Ministério da Saúde-CDI/SAG/MS

Apoio na Distribuição: Serviço de Intercâmbio Científico - CDI / SAG / MS Impresso no Brasil / Printed in Brazil ISBN:85-334-0046-2 Brasil. Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. Guia Básico para a Farmácia Hospitalar. --Brasília, 1994 174 p. ISBN 85-334-0046-2 1. Farmácia Hospitalar II.Título

Page 3 Editores Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar Sandra Suzana Prade - Enfermeira Coordenadora Maria Zenaide Paiva Gadelha - Farmacêutica Chefe do Serviço de Planejamento, Avaliação e Desenvolvimento Tecnológico. Eni Aires Borba- Enfermeira Chefe do Serviço de Normatização Autores Ana Márcia Yunes Salles Gaudard - Farmacêutica Núcleo Normativo de Farmácia - F.H.D.F. Ana Maria da Silveira Rodrigues - Farmacêutica Hospital de Clínicas da UFPR Cristina Harbel - Farmacêutica

Hospital de Clínicas da UFPR Elisa Cazue Sudo - Farmacêutica Hospital Universitário de Brasília - DF / Núcleo Normativo de Farmácia FHDF Gracce Maria Scott Baréta - Farmacêutica Hospital de Clínicas da UFPR Ivonete Batista de Araújo - Farmacêutica / Professora UFRN Levy Gomes Ferreira - Farmacêutico / Professor UFRJ Maria Zenaide Paiva Gadelha - Farmacêutica Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar - COCIN/MS Mauro Silveira de Castro - Farmacêutico/ Professor Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS Maria de Fátima Dantas - Farmacêutica Hospital Onofre Lopes - Natal - RN Maria de Fátima Correia Cardoso - Farmacêutica Hospital Onofre Lopes - UFRN Tarcísio José Palhano - Farmacêutico / Professor UFRN

Page 4 Edição Coordenação de Documentação e Informação Divisão de Editoração Técnico-Científica Márcia H. G. Rollemberg Chefe da Divisão

Recursos Humanos 20 4.Digitação Page 5 SUMARIO Apresentação Introdução CAPÍTULO I Estrutura Organizacional da Farmácia Hospitalar 13 1.Revisão Paulo Cesar Guimarães Costa .Rosana Lobo Capa / Diagramação Andréa Milhomem Seixas Waldemar Gadelha Neto Revisão Colaboração Ileana Santich . Localização 14 2.Digitação José Armando da Costa Cunha .Farmacêutica Assessora na Assistência Farmacêutica OPS / MS José Edmilson Amaro Peixoto . Informática 22 6. Área Física 15 3. Inter-relação com Outros Setores do Hospital 27 Referências Bibliográficas 29 CAPÍTULO II Funções da Farmácia Hospitalar 31 . Recursos Materiais 21 5.

Participação no Estabelecimento de Protocolos Institucionais de Tratamentos 77 5. Germicidas e Correlatos 38 3. A Garantía da Qualidade e a Farmácia Hospitalar 89 . Correlatos e Controle de Consumo 48 5. Bases para Desenvolvimento de um Sistema de Garantía da Qualidade 86 3. Seleção de Medicamentos. Participação nos Programas de Farmacovigilância no Hospital 78 6. Farmácia Clínica 68 3. Distribuição de Medicamentos. Manipulação/Produção de Medicamentos e Germicidas Farmacotécnica 41 4. Informação sobre Medicamentos 58 Referências Bibliográficas 60 CAPÍTULO III Funções Clínicas 63 1. Germicidas e Correlatos 35 2.1. Farmacocinética Clínica 81 Referências Bibliográficas 83 Page 6 CAPÍTULO IV Garantía de Qualidade 85 1. Armazenamento e Conservação de Medicamentos. Aspectos Básicos do Sistema de Qualidade 86 2. Estudo de Utilização de Medicamentos 63 2. Germicidas. Aquisição. Participação nos Programas de Suporte Nutricional 70 4.

Finalidades Básicas do Manual de Políticas e Procedimentos da Farmácia Hospitalar 107 3. Avaliação 101 8. Diagnóstico da Situação 96 6. Revisão e Atualização 117 8. Distribuição 116 6. Desenvolvimento de Projetos em Farmácia Hospitalar 103 9. Instruções aos Usuários 116 7. Definições Básicas 93 2. Fases 95 5. Implementação e Avaliação de Projetos 93 1. Formulação de um Projeto 97 7. Conceitos 107 2. Estrutura e Conteúdo de um Manual de Políticas e Procedimentos 108 4. Conclusão 117 Referências Bibliográficas 118 . Elaboração do Manual de Políticas e Procedimentos 111 5. Características 93 3.4. Conclusão 90 Referências Bibliográficas 91 CAPÍTULO V Formulação. Conclusão 104 Referências Bibliográficas 105 CAPÍTULO VI Manual de Políticas e Procedimentos 107 1. Modalidades 95 4.

Page 7 Anexos I Logística 121 II Boas Práticas de Fabricação 125 Condições Técnicas para Fracionamento de Medicamentos 133 Perfil Farmacoterapêutico 135 Orientação Farmacêutica ao Paciente 141 Ficha de Detecção de Reações Adversas 143 Organograma do Serviço de Farmácia 145 Resoluções. quanto na elaboração de projetos de reestruturação de farmácias hospitalares.DDD 163 Glossano 171 Page 8 Apresentação I emos a satisfação de apresentar o Guia Básico de Farmácia Hospitalar. Nesta publicação estão concentradas orientações de profissionais experientes. Portarias. Decretos 147 Principais Fontes de Informações 161 Lista das Doses Diárias Definidas . uma publicação que tem por objetivo fornecer subsídios técnicos aos farmacêuticos. tanto nas suas atividades cotidianas. e ampliar esta especialidade farmacêutica. Longe de tê-lo como obra acabada. que tentaram transmitiros conhecimentos adquiridos ao longo de suas carreiras profissionais na área de Farmácia Hospitalar. a Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar (COCIN) entende que o Guia Básico de Farmácia Hospitalar está aberto a sugestões e críticas que permitam seu .

aperfeiçoamento. A COCIN aproveita a oportunidade para agradecer a todos os profissionais que, de maneira dedicada, contribuíram para tornar possível a realização desta obra. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar

Page 9 Introdução A Farmácia Hospitalar data da época de gregos, romanos, árabes, e é certo que na Idade Média a medicina e a farmácia se desenvolviam de forma paralela sob a responsabilidade de religiosos dos conventos, nas boticas e nos hortos de plantas medicinais. Com o advento das especialidades farmacêuticas, o farmacêutico passou a não exercer a sua função de manipulador de fórmulas medicamentosas e orientador do uso de medicamentos. A partir da década de 40, com o surgimento de antibióticos e sulfas, e apesar da existência do grande número de especialidades farmacêuticas, os farmacêuticos, na Europa e nos Estados Unidos da América, começaram a tomar conhecimento da necessidade de ampliação de suas áreas de atuação e iniciaram os primeiros passos em direção à Farmácia Hospitalar. No Brasil, a partir de 1950, os Serviços de Farmácia Hospitalar, representados na época pelas Santas Casas de Misericórdia e Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, passaram a se desenvolver e a se modernizar. O professor José Sylvio Cimino, diretor do Serviço de Farmácia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, foi o farmacêutico que mais se destacou nesta luta, sendo, inclusive, o autor da primeira publicação a respeito da Farmácia Hospitalar no País.

Mesmo assim, apesar dos esforços de alguns profissionais na modernização e melhoria da assistência farmacêutica hospitalar, esta ainda é responsável por cerca de um terço dos custos hospitalares no Brasil. O alto custo da assistência farmacêutica explica-se, em grande parte, nas razões seguintes: - Formação deficiente do farmacêutico para as atividades da Farmácia Hospitalar, tendo em vista que as universidades orientam o profissional para atuar em análises clínicas e indústrias, em detrimento de conhecimento do medicamento; - Despreparo dos farmacêuticos para assumirem as atividades administrativas da Farmácia Hospitalar; - A limitação do papel da farmácia hospitalar como setor exclusivo de armazenagem e distribuição de produtos farmacêuticos, sem o desenvolvimento de atividades de produção e fracionamento de medicamentos; - O não comprometimento de alguns profissionais da área de saúde com as propostas de uso racional de medicamentos. Na década de 80, o Ministério da Saúde, através da Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar (COCIN), priorizou seu apoio à Farmácia Hospitalar através do Curso de Especialização de Farmacia Hospitalar. Com os profissionais treinados, buscava-se melhor controle das infecções hospitalares no País através de estímulo à ação efetiva do farmacêutico na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar- CCI H. O "Guia Básico para a Farmácia Hospitalar" pretende fornecer orientações básicas sobre organização e funcionamento de uma farmácia hospitalar, minimizando as lacunas motivadas pela má formação do farmacêutico no âmbito da assistência hospitalar, uma vez que este tema

não faz parte do programa curricular de todos os cursos de Farmácia no País. Este trabalho propõe-se a ser material didático para os cursos de Farmácia Hospitalar e meio de divulgação das atividades do farmacêutico, com enfoque especial no controle de infecção hospitalar, e procura, através dos seus seis capítulos e anexos, desenvolveros seguintes temas: Organização, Funções Básicas, Funções Clínicas, Garantia da Qualidade, Formulação e Avaliação de Projetos de Implantação da Farmácia Hospitalar e Manual de Políticas e Procedimentos. Na Organização, descreve-se as principais atividades da farmácia e a inter-relação com os demais setores do hospital. As Funções Básicas constituem o suporte indispensável para o bom funcionamento da farmácia, do controle de infecção hospitalar e, consequentemente, do hospital. No capítulo das Funções Clínicas, descreve-se, de forma sucinta, a importância da participação do farmacêutico , nas atividades interprofissionais de acompanhamento e orientação ao paciente, nos programas de suporte nutricional e na farmacocinética, entre outros. A Garantia da Qualidade procura mostrar as bases para o desenvolvimento do sistema de qualificação das atividades e produtos executados através da Farmácia Hospitalar. Nos capítulos V e VI, Formulação e Avaliação de Projetos de Implantação de Farmácia Hospitalar e Manual de Políticas e Procedimentos, respectivamente, são fornecidos dados para que o farmacêutico possa conhecer e formular um projeto de estruturação e funcionamento, bem como a elaborar normas e procedimentos técnicos.

a farmácia precisa de uma estrutura organizacional bem elaborada e com funções bem definidas. disponíveis. com segurança quanto a eficácia e ausência de efeitos indesejáveis. A experiência acumulada mundialmente na área da Farmácia Hospitalar. justificando. A farmácia como unidade técnico-administrativa do hospital e que visa primordialmente a assistência ao paciente no âmbito dos medicamentos e correlatos. das atividades da farmácia e dos recursos financeiros. é fato comprovado que sem o medicamento e os correlatos não há sucesso na assistência sanitária ao paciente. executa uma série de atividades com o objetivo de fazer o uso racional dos medicamentos. do número de leitos. portanto. especialmente no início de sua modernização na década de 60. Independentemente da complexidade da organização da farmácia. que para serem executadas precisam de profissionais com conhecimentos básicos teóricos e práticos para o bom desempenho das funções. esta tem funções essenciais. Para assegurar produtos farmacêuticos de boa qualidade em quantidades adequadas. A estrutura organizacional de uma Farmácia Hospitalar depende do tipo de atendimento assistencial da instituição. tem . materiais e humanos. Os medicamentos representam uma parcela muito alta do orçamento dos hospitais.CAPITULO 1 Estrutura Organizacional da Farmácia Hospitalar Seja qual for o tamanho e a complexidade do hospital. a implementação de medidas que assegurem o uso racional desses produtos.

têm tido. distribuindo medicamentos e orientando pacientes na administração dos mesmos. núcleos de apoio dos programas de saúde pública. na Europa e nos Estados Unidos. muito antes do aparecimento da primeira série de informações técnicas da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre medicamentos essenciais1. no Brasil não era diferente. um caráter multidisciplinar e base em critérios semelhantes aos propostos nos informes da OMS para a seleçâo de medicamentos essenciais4. com isso. As comissões de farmácia e terapêutica dos hospitais. do Conselho Federal de Farmácia. produzindo. de 19 de junho de 1990 (Anexo VIII). e o farmacêutico hospitalar tinha como função o fornecimento dos produtos farmacêuticos acabados e o controle dos psicotrópicos e entorpecentes. As Farmácias Hospitalares são. visando. uma clientela-alvo. atender. As funções do farmacêutico hospitalar no Brasil foram definidas a partir da Resolução 208.demonstrado que a mesma é um elemento de capital importância na assistência à saúde1. ficando apenas na obrigatoriedade de distribuir produtos industrializados aos pacientes. encarregadas de propor a seleção dos medicamentos que passam a fazer parte da relação de medicamentos 13 Page 12 padronizados do hospital. sempre. articuladas aos órgãos governamentais. em programas sociais de grande alcance. atualmente. Os programas de seleção de medicamentos surgiram nos hospitais por iniciativa dos serviços de farmácia. através da assistência . os objetivos da farmácia eram restritos. Se até o início da década de 70. embasados em publicação espanhola6.

A Farmácia Hospitalar é o serviço através do qual se executa a assistência farmacêutica. como ocorre usualmente. como através do exercício da assistência farmacêutica em ambulatórios. tanto para atenderá distribuição de medicamentos aos pacientes internados e ambulatoriais. buscando a melhor relação risco/benefício e custo/eficácia e. entre custo e efetividade. Localização A Farmácia Hospitalar deve estar localizada em área de livre acesso e circulação. tem servido para comparar terapêuticas alternativas.farmacêutica. 1. prevenção e recuperação da saúde individual ou coletiva. de acordo com a Resolução 208 do Conselho Federal de Farmácia. o que é mais importante. integrada funcional e hierarquicamente às atividades hospitalares" (Anexo VIII). centrada nos produtos farmacêuticos"5. a farmácia deve ser considerada como um serviço clínico e hierarquicamente ligada à direção do hospital e ao serviço médico. não só na área da farmácia propriamente dita. Como foi definida. e não aos serviços de administração de materiais e patrimônio. a Farmácia Hospitalar é campo adequado da prática farmacêutica para a docência. Além disso. A investigação científica aplicada. como para receber estes e demais produtos farmacêuticos adquiridos para consumo. é definida como "unidade hospitalar de assistência técnico-administrativa. Organização A Farmácia Hospitalar. que vem sendo realizada com frequência nos últimos vinte anos. que está definida como: "O conjunto de procedimentos necessários à promoção. Além de pacientes e produtos 14 . dirigida por profissional farmacêutico.

1 Central de Abastecimento Farmacêutico . há necessidade de uma área mínima. no Brasil ainda não existem parâmetros oficiais. • Tipo de assistência prestada pelo hospital. a farmácia também recebe visitas de técnicos e de fornecedores. semestral ou por estoque mínimo). e a distribuição dos setores é realizada usando referências espanholas ou americanas. • Tipo de compras efetuadas pela farmácia (mensal. Os principais são: • Tipo de hospital (geral ou especializado).Page 13 farmacêuticos.CAF: A Central de Abastecimento Farmacêutico tem como objetivo básico garantir a correta . • Localização geográfica. • Número de leitos. tendo em vista que são muitos os fatores que podem condicionar o espaço necessário para uma farmácia. o que justifica a sua localização em ponto estratégico que facilite a troca de informações. Área física A Farmácia Hospitalar deve dispor de um espaço suficiente para o desenvolvimento das diferentes atividades. como: 2. que permita adequar todos os setores de trabalho de forma racional. Embora alguns países da Europa e dos Estados Unidos já possuam padrões mínimos para as diversas áreas. Independentemente desses fatores. • Tipo de atividades da farmácia. De qualquer forma. toda farmácia de hospital deve dispor de pelo menos algumas áreas consideradas essenciais. 2.

g) Localização .o local deve estar disposto em um só plano.deverá estar localizado o mais próximo possível das unidades hospitalares. faz-se necessário dotar o local de condições adequadas1112'1314 a) Acesso . Para tanto. deverá contar com eficiente sistema de drenagem para prevenir inundações.o acesso. d) Drenagem .deverá conter equipamentos adequados à segurança contra incêndio e acidentes ocupacionais. h) Ventilação . e a circulação devem ser otimizados. b) Água e eletricidade . correlatos e outros materiais adquiridos. dentro de padrões e normas técnicas específicas. c) Comunicações .deve contar com abertura superior e inferior nas paredes esternas e nas regiões muito quentes. bem como das áreas de acesso externo. com o uso de .deverá contar com instalações de redes suficientes para o desempenho de suas atividades.conservação dos medicamentos. ou contar com sistema que facilite o suprimento das unidades hospitalares. germicidas. contando com divisões e portas que favoreçam a circulação e a liberdade de movimentos.caso seja necessário. que venham assegurar a manutenção das características e qualidade necessárias à sua correta utilização8'9'10. entre todas as dependências do hospital. is Page 14 e) Circulação .deverá contar com eficiente sistema de comunicação. f) Segurança . tanto externo como interno. facilitando o recebimento e a distribuição.

O local deve permitir uma disposição sistemática dos produtos.não permitir a incidência direta de luz solar e controlar ao máximo a temperatura e a umidade. i) Conservação-todas as instalações devem ser de fácil conservação. Em geral. armazenagem e distribuição. ou se têm indicação especial em sua armazenagem. A temperatura recomendada está em torno de 20-22°C para a conservação de medicamentos.elementos vazados(cobogó). A distribuição deve ser efetuada de modo a permitir o atendimento correto. Quando da armazenagem. A incidência de luz solar acelera o processo de perda da estabilidade de alguns medicamentos. Os produtos deverão ser recebidos conforme as especificações padronizadas. Quanto à umidade. não-umidificáveis. possuindo pisos. paredes e teto laváveis. k) Condições ambientais . que facilite a localização e evite trocas na separação. permitindo a correta limpeza. segundo o solicitado. Neste sentido é primordial a utilização de um sistema de controle de prazos de validade. garantindo sua inviolabilidade e conservação. verificando a . nunca armazenar medicamentos em contato com o solo ou com paredes (mínimo de 1 metro de distância). os produtos deverão ser dispostos técnica e racionalmente. Verificarse os mesmos foram fornecidos em frascos adequados. de modo a garantir que o produto adquirido mantenha a qualidade adequada. A Central de Abastecimento Farmacêutico deverá estar organizacionalmente dividida em: recepção. cada dez graus de elevação da temperatura correspondem à duplicação da velocidade dos processos de decomposição15. j) Disposição dos produtos farmacêuticos .

em áreas isoladas.i.i. por exemplo: soluções parenterals de grande volume.J.onde são acondicionadas especialidades farmacêuticas e outros produtos que não exigem condições especiais de temperatura.J. sendo conveniente a divisão em áreas isoladas: • Área de armazenagem geral .M.1. ou em armários com fechaduras.1.W. luz e umidade. contrastes radiológicos.^Àt>.i i.i i i j u.1.n i n t.i i j i m n u. necessitam de condições específicas de armazenamento de acordo com as 16 Page 15 características físico-químicas destes.rede alternativas de energia e sistema de alarme.l. radiofármacos e outros.1Al.i. produtos inflamáveis. material para envase (frascos.i. • Área de armazenagem dos termolábeis . • Área de armazenagem de inflamáveis .i. ^1ÀMÀ^W.1.exige paredes reforçadas e temperatura controlada para evitar o risco de explosão.l. • Área de armazenagem de psicotrópicos e entorpecentes . matérias-primas.1. correlatos e outros.M.M U.:::::^ .i. Medicamentos.por sertm produtos que causam dependência física e psíquica. Esta área pode ser subdividida em vários espaços ou blocos para guardar separadamente. precisam ser armazenados com segurança. soluções anti-sépticas.prioridade de entrega e a integridade dos produtos fornecidos11.M. etiquetas etc).M. correlatos.i i n feS:::::.1.W ' W • n i.onde são armazenados produtos sensíveis às variações de temperatura utilizando equipamentos frigoríficos adequados às necessidades locais e sistemas de segurança que incluem.1.1.

Estrutura de uma Farmacotécnica preparações nAo-estereb LABORATÓRIO DE ANALISE E CONTROLE DA QUALIDADE COLÍRIOS NUTRIÇÃO PARENTERAL CITOSTÁTICOS MISTURAS INTRAVENOSAS FRACIONAMENTO PREPARAÇÕES ESTÉREIS PRODUÇÃO GERMICIDAS (DILUIÇÃO E PRODUÇÃO) MATÉRIAS-PRIMAS ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS PAPÉIS(PÓS) .Tipos de Armazenamento 17 Page 16 Fig.Fig 1 . 2.

segundo as exigências do sistema de distribuição adotado. 2.quando a farmácia se propõe a acondicionar estes produtos. De qualquer forma. tratamento e controle das infecções hospitalares.CAPSULAS SUPOSITÓRIOS POMADAS OUTROS FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS SOLUÇÕES SUSPENSÕES EMULSÕES OUTROS 18 Page 17 •Area de armazenagem de radiofármacos . para a guarda dos produtos dispostos de forma a facilitar . Garantir e manter a integridade dos mesmos é básico para o desenvolvimento das mais importantes ações de prevenção. deve procurar seguir as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear CNEN. germicidas e correlatos podem ser comprometidas pela armazenagem inadequada. precisa de espaço para análise das prescrições. Todas as atividades onde estão envolvidos medicamentos.2 Área de Dispensação Interna: deve permitir dispensar corretamente os medicamentos.

tais como: áreas de preparações de produtos nãoestéreis. Esta área pode dividir-se em diferentes subáreas. cujos graus de complexidade e de desenvolvimento estão em consonância com os medicamentos e germicidas manipulados. espaço e equipamentos da farmácia e do hospital ao qual se integra. 2. É recomendável a existência de um laboratório auxiliar que permita realizar os controles de qualidade químicos e físico-químicos em todos os produtos manipulados. que possam ser adequadas às várias situações vigentes nos hospitais brasileiros 2. Para tanto.3 Área de Produção/Manipulação . e sua quantificação. de preparações estéreis e outras. A organização da unidade ou seção estará condicionada às disponibilidades de pessoal. não se pretende fixar normas rígidas. rotinas e procedimentos específicos (Figura 2^. a unidade ou seção de farmacotécnica subdivide-se em áreas definidas e que devem estar organizadas com normas.vide Anexo II) constitui uma exigência ética e jurídica e um requisito técnico sistemático. mas deve ser de . de envase. segundo o grau de dificuldade e equipamentos necessários à produção e ao controle correspondentes. de fracionamento.4 Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM): O centro pode ou não estar situado na própria área da farmácia. mas oferecer diretrizes gerais e flexíveis. O controle microbiológico deve estar preferencialmente centralizado no laboratório do hospital.Farmacotécnica: Que deverá dispor de equipamentos específicos.a separação e preparação das doses. convenientemente instalados. A aplicação de normas de correta fabricação e controle de medicamentos (Boas práticas de fabricação. A distribuição do espaço físico e a dotação de material e de pessoal podem ser estabelecidas a partir de uma classificação das formas farmacêuticas a elaborar. Portanto.

podem dedicar maior tempo para funções que requeiram um maior grau de .graus e ensinamentos práticos para desenvolverem atividades na Farmácia Hospitalar centradas no trabalho assistencial. já que difundir informações objetivas e esclarecedoras é tão importante quanto distribuir corretamente 19 Page 18 Page 19 Hospitalar. Os técnicos ou auxiliares de farmácia são servidores da saúde que receberam uma formação básica de 1e ou 2. em princípio. a assitência do farmacêutico. Ainda que ambos os sistemas possam ser eficazes. treinamento em serviço nos próprios hospitais ou mediante cursos de especialização em nível de pós-graduação.fácil acesso à equipe de saúde do hospital. é indispensável para a formação do especialista. existe o título de especialista em Farmácia Hospitalar. em número suficiente para exercer as funções que se queiram desenvolver de acordo com o plano de prioridades assistenciais do hospital. assim. Em alguns países6. que se adquire através de programas de residência. adequada e suficiente. Em qualquer caso. é necessário que os farmacêuticos do hospital tenham recebido previamente uma formação especializada. A farmácia deverá estar dotada de farmacêuticos. a experiência prática no hospital. técnicos e auxiliares de farmácia. durante 24 horas. sob a supervisão dos farmacêuticos que. é certo que deve haver um número mínimo de farmacêuticos. Qualquer que seja o tamanho do hospital. a fim de que o serviço de farmácia tenha.

A atualização. matéria prima e material administrativo dependem do tipo de atividades propostas e é específico para cada unidade. A correta compreensão destes elementos é fundamental para inserção e integração da Farmácia Hospitalar no programa institucional de controle de infecção.sua importância cresce na razão direta do seu grau e nível de formação. necessita de equipamentos especializados para manipulação de produtos sólidos. Informática A informatização. Recursos Materiais As necessidades de recursos materiais do tipo: equipamentos. A farmacotécnica. Além disso. reciclando seus conhecimentos periodicamente através da educação continuada1. é de suma importância na .formação e especialização1. o material deve ser específico para armazenagem de produtos termolábeis. deve contemplar conhecimentos gerais de epidemiologia e análise de custos tangíveis e intangíveis das infecções hospitalares. É necessário que os técnicos em farmácia se mantenham atualizados. tanto dos farmacêuticos como dos seus auxiliares. inflamáveis e ainda os de grandes volumes. psicotrópicos. material de acondicionamento. líquidos nãoestéreis e injetáveis. 21 Page 20 5. precisa de material de acondicionamento e matéria-prima para produção de produtos farmacêuticos. 4. Na central de abastecimento farmacêutico. Os técnicos em farmácia representam a mão-de-obra responsável pela demanda das atividades e a. em qualquer atividade. por exemplo.

Melhorar a qualidade da assistência ao paciente através de uma rápida e precisa transmissão de informação atualizada.atualização e consolidação de dados. Na Farmácia Hospitalar existem muitas áreas onde a melhora da qualidade e a produtividade. dificultando a sua localização quando necessária. como18: • Administração. A introdução da informática nas atividades do serviço de farmácia deve buscar os seguintes objetivos gerais7: . . facilitando uma atuação mais clínica do farmacêutico. além de consumir muito tempo e possibilitar informações erradas.Avaliar a carga de trabalho nas diferentes áreas. o que se torna inexequível sem que exista um processador e um controlador mecânico de dados. gerando grande número de funções. • Aquisição e distribuição de medicamentos. . com redução de tempo de trabalho. O sistema de saúde é complexo e com muitos componentes. maior confiabiiidade e rapidez na produção de informações. através de estatísticas de aquisições e dispensações e dimensionamento de estoque. Estas atividades podem ser agrupadas em cinco categorias principais. pode estar associado a utilização de um sistema eficiente e mecânico de processamento e controle de dados7. A Utilização da Informática na Farmácia Hospitalar Todas as atividades na farmácia são realizadas em função do medicamento e do paciente.Facilitar a gestão do serviço. de maneira inadequada. . germicidas e correlatos. Em muitos hospitais os dados são processados de forma manual. para distribuir os recursos e conseguir a máxima eficácia ao menor custo.

entre outros. como as horas de trabalho. controle de estoques. as informações são precisas e muito mais ágeis. na administração. permitindo resoluções rápidas. Com a avaliação e o controle dos registros e das atuações de pessoal. 5. 5. as condições e normas de armazenagem.1 Administração da Farmácia: A grande maioria das funções administrativas podem ser facilmente registradas em computadores. o estabelecimento das áreas de atuação de cada 22 Page 21 envolvido na ação. como a organização dos recursos humanos. o controle financeiro por paciente. o número de profissionais e técnicos necessários e. com a garantia da qualidade. pode-se analisar variáveis.• Informações sobre medicamentos. Também pode ser realizado. a partir dos dados de cada produto. Germicidas e Correlatos: Todas essas atividades. por centro de custos e ainda por enfermarias ou unidades especiais. • Prática clínica. necessi- . pode-se. Com o processamento mecânico.2 Aquisição e Distribuição de Medicamentos. para terem aplicação da informática. estabelecer e controlaras condições técnicas ideais de disposição de cada material ou medicamento na central de abastecimento farmacêutico. • Educação/pesquisa. o tempo desenvolvido para realização de cada atividade. desde que se criem ou se utilizem programas específicos. Com relação à armazenagem. ainda.

• Consumo médio mensal de cada produto. Para se fazer a programação. 23 .tam de uma série de dados sobre medicamentos. para que se possa estabelecer os diversos programas. • Formulação. do estabelecimento de uma relação de produtos pela Comissão de Farmácia e Terapêutica do hospital. • Nome da especialidade farmacêutica. • Código de identificação do medicamento. que permita inclusão ou exclusão. • Incompatibilidades e interações. pelo menos. • Preço do produto. • Estoque de segurança.D. comerciais e de controle de estoques. • Classe farmacoterapêutica. as seguintes informações7: • Denominação Comum Brasileira . • Relação dos laboratórios fabricantes. No entanto.C. listados no Guia Farmacoterapêutico. • Condições para conservação. há necessidade.B. No caso específico dos medicamentos. • Concentração. é necessário que esta base de dados disponha do maior número possível de informações e que possa ser atualizada. em primeiro lugar. • Unidade de medida. esta base deve conter. Estabelece-se uma base de informação sobre cada produto que contenha dados farmacológicos. germicidas e correlatos.. suficientes para as finalidades a que se destinam.

Com estes dados. o sistema que melhor rendimento apresenta é o sistema de distribuição por dose unitária. para manutenção da assistência farmacêutica ao paciente. erros e custos.que quando atingido gera novo pedido. germicidas e correlatos com estoque de segurança. • Produtos recebidos recentemente. a informática pode contribuir significativamente na redução de trabalho. Distribuição Uma das atividades de maior impacto na farmácia é a distribuição e/ ou. • Ponto de requisição . tempo. • Produtos com consumo variável em função das variações sazonais. Seja qual for o sistema escolhido. • Consumo médio mensal. Os sistemas de dose individual e unitária necessitam de um maior . Para se fazer a aquisição dos produtos pela farmácia. a informação correta de quais produtos são necessários naquele período. erros de cálculo e. a dispensação de medicamentos. há necessidade de se dispor das informações3 : • Medicamentos. principalmente. • Relação dos fornecedores.Page 22 Aquisição O objetivo principal da farmácia de um hospital é dispor de todos os medicamentos necessários para a terapêutica dos pacientes ao menor custo possível. • Produtos com processo de compra já iniciados. a previsão da quantidade e a data da aquisição são alguns dos muitos relatórios que o sistema computadorizado pode fornecer regularmente com a redução de trabalho. Porém.

em que não utilizam o sistema de distribuição por dose individual ou unitária6. . Com a informatização. consequentemente. permite-se ter dados reais e sempre disponíveis do consumo de cada produto. • A reposição dos estoques dos materiais é automática baseada no consumo registrado no sistema informatizado. No caso de distribuição em áreas especiais e serviços cirúrgicos. troca ou suspensão). o sistema informatizado permite que o produto não utilizado (por morte. por paciente/unidade e por centro de custos. de forma manual em hospitais de médio e grande porte. redução de mão-de-obra e. Além destas vantagens. e possíveis intercorrências. com ganho de tempo. no máximo. uma semana. há possibilidade de erros que dificultam o funcionamento do sistema. torna-se praticamente impossível. com economia para a instituição. • A utilização de formulários onde estejam registrados os produtos consumidos por pacientes ou pela unidade. com a economia para o paciente e para a instituição.número de informações sobre os produtos e doses fornecidos aos pacientes. a informatização se baseia em quatro aspectos fundamentais: • Fixação de estoque para um período de consumo. dados farmacoterapêuticos dos produtos.A obtenção de tais informações e dados. 24 Page 23 • Codificação pela farmácia de todos os produtos que são distribuídos a estas unidades.seja incorporado novamente ao estoque da farmácia.

tanto para texto.quefacilitamoacesso à BD16.Sistema de Informação de Drogas (e medicamentos) de lowa (EUA). • IDIS16 . • ICRDE16 . o que equivale a 2.000 páginas mecanografadas ou 600 disquetes convencionais e se pode utilizar com .Sistema de Informação sobre Toxicologia.SCIMATE. Atualmente podemos contar com alguns user-fríendlies como PAPERCHASE. que é um sistema de armazenamento ótico de dados.Sistema de Informação sobre Toxicologia Histórica. • MEAD-DATA central . Uma outra alternativa é o uso de CD-ROM.5. • TOXLINE16 .cobre 200 revistas com textos completos. Para a concretização deste processamento. O CD-ROM armazena a informação de forma digital.750.OMEDICALCONECTION.Banco de Dados da Investigação Internacional sobre o Câncer. • HISTOX16 . sendo necessária a utilização de programas conhecidos de origem internacional e nacional. deve-se utilizar um vocabulário comum de uma base de dados (BD) que permita o livre acesso aos diversos programas. Existem algumas alternativas de acesso à BD como o user-friendl/. como para imagem. Pode conter mais de 500 milhões de caracteres (550 MB). Existem.cobertura 1800 revistas. que é um software baseado em uma sucessão de menus que permitem ao usuário acessar as informações. sem necessidade de conhecer a metodologia de uma consulta.3 Informações sobre Medicamentos: A informática é essencial nesta área em razão do grande número de informações e pela constante atualização dos dados. também. versões reduzidas como: • MINI-MEDLINE .

Com o estudo das prescrições. ainda. A principal vantagem do CD-ROM é que se pode fazer a consulta tanto 25 Page 24 pelo sistema de menus. que devem estar dirigidas à busca de reações adversas.qualquer tipo de ordenador compatível7. corno através de perguntas. história farmacoterapêutica e ainda a análise da utilização dos fármacos. precisa e podem gerar boletins. como o Drug Interactions de Hansten. 5. interações medicamentosas e incompatibilidades terapêuticas de forma a alertar aos profissionais (farmacêuticos. Utilização de Medicamentos .relatórios e outros impressos de interesse. Estes sistemas permitem dar uma informação rápida. Pode-se fazer os estudos sobre as prescrições.4 Prática Clínica716: Com o sistema informatizado. Permite verificar se os protocolos de tratamento .Realiza-se estudos sobre farmacoeconomia e farmacoepidemiologia. pode-se ter a informação sobre se as recomendações médicas estão sendo cumpridas. sobre a variabilidade dos tratamentos instituídos para uma mesma patologia e. pode-se realizar uma série de atividades orientadas à atenção ao paciente. Com a história farmacoterapêutica. médicos e enfermeiros) sobre os riscos da administração de determinados medicamentos. Pode ser usado o banco de dados. que não constam no Guia Farmacoterapêutico do hospital. sobre o número de produtos administrados ao paciente. tem-se acesso aos dados que permitem realizar as funções de farmacovigilância.

e se está sendo observada a prescrição dos produtos do guia farmacoterapêutico. o acompanhamento das diversas fases da pesquisa. qual a média de consumo de um mesmo produto. torna-se fácil o levantamento dos dados. Através de consulta específica sobre reações de um determinado medicamento.D. quais medicamentos são utilizados para a mesma patologia. pela complexidade dos trabalhos ou investigação. A informática na Farmácia Hospitalar é um passo essencial no engajamento do farmacêutico na farmácia clínica. apesar do investimento inicial. germicidas e correlatos com o uso de computadores. resulta no uso racional sem gastos excessivos. e avaliar a necessidade de adaptação das alterações.D. pode-se obter informações detalhadas com o aprofundamento do conhecimento. se estão sendo utilizadas as doses diárias definidas (D.). Com a informática. pelos procedimentos administrativos no hospital e peia necessidade do cumprimento das boas práticas clínicas.estão sendo cumpridos. através do uso de programas já existentes ou pela elaboração de novos. 26 Page 25 Do exposto. 5.5 Educação/Pesquisa: A importância do computador nas atividades educativas pode ser perfeitamente avaliada através das atividades relatadas anteriormente. com o aprimoramento da . pode-se constatar que a gestão de medicamentos. desde que os profissionais de saúde tenham acesso às informações e se interessem em buscá-las. Uma outra aplicação é nos ensaios clínicos ou em pesquisa.

de enfermagem. A seleção de medicamentos. sejam coordenados por iniciativa de outro serviço. a educação em saúde. em alguns casos. a farmácia clínica e a farmacocinética clínica são as atividades de caráter multidisciplinar. 6. de análise clínica. nutrição. que exigem interligação com outros setores do hospital. entre outros. administração. responsável pelos cuidados diretos aos pacientes hospitalizados. O inter-relacionamento da Farmácia Hospitalar com a equipe de enfermagem. O inter-relacionamento com a equipe de saúde (clínica e cirúrgica) se dá através dos subsídios que o Centro de Informações de Medicamentos pode repassar.assistência farmacêutica no âmbito hospitalar. Com o objetivo de evitar a duplicação de esforços e de alcançar a maior eficácia assistencial a Farmácia Hospitalar deve manter estreita ligação com os serviços clínicos. Para o êxito dos programas de educação em saúde. de farmacologia clínica. possui no desempenho de suas atividades a necessidade indispensável do contato permanente com a equipe da farmácia na administração de medicamentos e na farmacovigilância com a detectação precoce das reações adversas. a nutrição parenteral. a farmacovigilância. o controle de esterilização do material médico-hospitalar e das informações sobre medicamentos dirigidas aos pacientes dependem da equipe multidisciplinar. o controle da infecção hospitalar. cirúrgicos. Inter-relaçâo com Outros Setores do Hospital A Farmácia Hospitalar deve manter relacionamento e cooperação com todos os serviços do hospital e. com aqueles cujas funções fazem interligações entre suas atividades. entre outros. . os estudos de utilização de medicamentos. especialmente. microbiologia. ainda que.

As Comissões de Farmácia e Terapêutica representam um campo de atuação conjugada entre farmacêuticos. médicos e enfermeiros. onde se promove o uso racional dos medicamentos com a seleção dos produtos farmacêuticos necessários à assistência farmacêutica dos pacientes. distribuição e controle dos medicamentos. O inter-relacionamento da Farmácia Hospitalar com a administração do hospital se dá por intermédio do acompanhamento de todos os processos de aquisição. aquisição. A Farmácia Hospitalar estabelece o inter-relacionamento com a Comissão e Serviço de Controle de Infecção Hospitalar através da padronização. para uso dos pacientes. o microbiologista. o inter-relacionamento se dá através do controle 27 Page 26 bacteriológico das preparações formuladas. 28 . Com os estudos da sensibilidade/resistência dos microrganismos aos antibióticos. mas um importante serviço na assistência ao paciente hospitalizado. o farmacêutico e os membros do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar estudam e propõem modificações da padronização de antibióticos usados nos hospitais. germicidas e correlatos. fracionadas e manipuladas na Farmácia Hospitalar. manipulação e controle de antibióticos. insumos e correlatos. Como se pode verificar a Farmácia Hospitalar não é área isolada. Com o estudo e a necessidade de preparo das soluções parenterals. o serviço de nutrição e dietética mantém contatos frequentes com a Farmácia Hospitalar. Com a Microbiologia.

SUFIE. 12-MAIA NETO. 1992. 1990. Brasília. Conservación y Control de Medicamentos. 5 . FALGAS. São Paulo. Farmacia Hospitalaria. D. Administração de Materiais: Almoxarifado Hospitalar. 1987. Programa Regional de Medicamentos Esenciales. União Social Camiliana. p. Rio de Janeiro. Brasília.ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE FARMACÉUTICOS DE HOSPITALES.M. Washington. 1985. Farmácia Hospitalar: um Enfoque Sistémico. 2.ORGANIZACIÓNPANAMERICANADELASALUD. sem data. Thesaurus.ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Septiembre. . Sène de Informes.B. J. Farmacia Hospitalaria en 1980. Iniciação à Farmácia Hospitalar.. União Social Camiliana. 7. sem data.MEC. Fundamentos de Administração em Farmácia. São Paulo.DOMINGUEZ-GIL. 2a ed.489 p. J. SECRETARIA DE ENSINO SUPERIOR.KFOURI. 10-CIMINO. Manual de Serviço de Farmácia. Seleção de Medicamentos Essenciais. M. 1982. Hurle. Bases para el Desarrollo yAprovechamientoSanitariodelaFarmaciaHospitalaria. Relatório de Oficina de Trabalho sobre Farmácia Hospitalar. 1990. II -PATERNO.HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. 1987. Brasília. Artpress. 1978.1973.F. J. 55/63. Madrid.ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. 9 . 3. São Paulo.S. Seminário sobre Farmácia Hospitalar. In Salud. 4 . F. EMISA. Cadernos de Ciências da Saúde. Libro Blanco. J. 8 . 6. Zaragoza.Page 27 Referências Bibliográficas I . Madrid.

29 Page 28 14-MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL. 131/159. cap. Libro Blanco de la A. Page 29 CAPITULO II Funções da Farmácia Hospitalar .267. Ed. 1987. 21 . CEME. Hospital Pharmacy. p. C. G. W... p.F.HASSAN. Almoxarifados Centrais de Medicamentos.ARRIZABALAGA. Manual Para la Administración de Farmacias Hospitalarias. Madrid.M. p. 1990..CAOC. 1989. EMISA.J.K.E.1/4. 16-ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. 19 . Información de Medicamentos en un Servicio de Farmacia.22 p. 5a ed. Farmacia Hospitalaria en 1980. Syllabus. p. In Salud. Talleres Edigraf.13 -CONSEJO GENERAL DE COLEGIOS OFICIALES DE FARMACÉUTICOS.4. maio 1989.MOLINA. Bogotá.121/126. 2.G. 1986. G. 1989. Información sobre Medicamentos.H. Brasília. Buenos Ai res. Critérios y Estándares de Pratica para Servidos de Farmacia Hospitalaria.. Asignatura de Farmacia Clinica.E.IÑESTA. Curso Latino Americano de Farmacia Clinica. CEME. Lea e Febiger. Brasília. A. ALBEROLA. 18 . 20. Philadelphia.37 p. 1987./n/bA7T7ac/()nc/eMec//ca/r7er)fos. Farmacia Hospitalaria. Madrid.BIZPURU. 1982. 15 -MINISTÉRIO DA SAÚDE-Boas Práticas para Estocagem de Medicamentos. 17 . Santiago.UNIVERSIDAD DE CHILE.

semelhante ao de laboratório clínico./A Farmácia Hospitalar. 4) Estabelecimento de um sistema racional de distribuição de medicamentos capaz de assegurar que o medicamento prescrito chegue ao paciente a que está destinado na dose correta e no momento indicado. ao de radiodiagnóstico e outros.associada a outras comissões quando necessário. A Farmácia Hospitalar moderna. germicidas e correlatos necessários ao hospital. permitindo que se disponha da quantidade necessária ao atendimento e evitando o armazenamento em demasia. realizada pela Comissão de Farmácia e Terapêutica. conservação e controle dos medicamentos seccionados. germicidasFarmacotécnica. 2) Aquisição. pelo aspecto antieconòmico em detrimento de outros produtos considerados essenciais. 5) Implantação de um sistema de informação sobre medicamentos . que são: 1 ) Seleção de medicamentos. sustenta seu trabalho em cinco pilares fundamentais. 3)Manipulação/produção de medicamentos. seja por motivos económicos. a farmácia pode e deve produzir medicamentos em diferentes formas farmacêuticas seja pela indisponibilidade de produtos no mercado. É considerada como um serviço de apoio essencial ao hospital. tendo como objetivo.promover o uso racional do medicamento. permitindo que a qualquer momento os esquemas de tratamento de cada paciente hospitalizado possam ser revistos e atualizados. de acordo com a Resolução 208 do Conselho Federal de Farmácia. é unidade técnico-administrativa dirigida obrigatoriamente por um farmacêutico.

tais como: • Estudos de utilização de medicamentos.1 Uma vez consolidadas as cinco funções que se consideram prioritárias na Farmácia Hospitalar. • Desenvolvimento de programas que visem à implantação de central de misturas intravenosas e central de diluição. no momento da alta. além de assistir os pacientes. 31 Page 30 Estes cinco pilares constituem as funções que poderiam ser classificadas como prioritárias na Farmácia Hospitalar.que permita otimizar a prescrição médica e a administração dos medicamentos. • Desenvolvimento de programas de farmacocinética clínica. enquadradas nas funções . orientando-os adequadamente quanto ao tratamento ambulatorial ou domiciliar prescrito. entre outros. Seria ilógico. • Desenvolvimento de programas de farmácia clínica. • Participação na elaboração de protocolos terapêuticos. pode-se desenvolver programas ou outras ações tendentes a conduzir ao emprego seguro e eficaz dos medicamentos. • Participação em programas de farmacovigilância. de forma especial. • Desenvolvimento de programas de suporte nutricional. desenvolver programas de monitorização dos níveis plasmáticos de medicamentos em pacientes hospitalizados. por exemplo. já que qualquer outra atividade deverá sustentar-se em uma ou várias destas funções. Estas ações estão. se não se dispõe previamente de um sistema de distribuição de medicamentos que garanta que os pacientes recebam os medicamentos prescritos e nas doses adequadas. na grande maioria.

nível médio e auxiliares de saúde que visem aprofundar o conhecimento sobre o emprego racional de medicamentos. estarão articuladas aos objetivos de assistência à saúde do distrito sanitário. cada um dos programas deverá estarem consonância com as prioridades do hospital. obrigatoriamente. na universidade. Evidentemente. Suporte Nutricional. Além das funções básicas e clínicas. o serviço de farmácia terá. Naturalmente. para o desenvolvimento de todas estas atividades na Farmácia Hospitalar. que desenvolver atividades educacionais e de pesquisas e participarativamente nas Comissões de Farmácia Terapêutica. programando cursos para profissionais da área e outros de nível superior. torna-se necessário provê-la de pessoal treinado e em número suficiente. por sua vez. de Parecer Técnico para o aprimoramento da assistência farmacêutica hospitalar. Controle de Infecção Hospitalar. preferencialmente. bem como dotá-la de infra-estrutura material adequada 1. O caráter permanente dos cursos e orientações resulta em melhor e 32 Page 31 mais eficiente atendimento aos pacientes e redução de desperdícios e custos1. a utilização correta dos germicidas e o uso adequado dos correlatos e demais temas que possam melhorar a qualidade da assistência e prevenir as infecções hospitalares.clínicas. Atividades Docentes ou Educacionais Os farmacêuticos do hospital devem assumir funções docentes. . as quais. As atividades educacionais referentes à formação e à especialização do farmacêutico devem estar apoiadas.

podem desenvolver-se programas de pesquisa de interesse à saúde. • Estudo de hábitos de prescrição de medicamentos. antiinflamatórios e outros para avaliar relação entre indicação e prescrição. dependendo dos meios disponíveis. na Farmácia Hospitalar também se detectam situações em que só a pesquisa apurada conduz à orientação e às soluções concretas. corticóides. buscando a melhorrelação entre risco-benef icio ou efetividade-custo. como os antimicrobianos. Na Farmácia Hospitalar. germicidas e correlatos. • Aspectos económicos apresentados pelosdiferentes sistemasde distribuição de medicamentos. e do nível e funções do hospital1. com a melhoria da assistência à saúde. que se responsabilizam pela execução dos cursos de acordo com a demanda instituída pelo avanço tecnológico. • Análise comparativa de métodos de controle de qualidade aplicados a . As atividades de investigação científica são marcadas por linhas de pesquisa que se desdobram em programas de real interesse na área de Farmácia Hospitalar: • Comparação de tratamentos alternativos. Atividades de Pesquisa Sendo a pesquisa um processo orientado pela necessidade de desvendar uma dúvida ou esclarecimento de fatos ou princípios relativos a um determinado problema. antineoplásicos. • Detecção de reações adversas aos medicamentos através da farmacovigilância. • Desenvolvimento de tecnologias farmacêuticas no preparo de medicamentos. científico e modernização da área.através das Escolas Superiores de Farmácia.

germicidas e correlatos. priorizando os de uso restrito.medicamentos. • Estudo de compatibilidade em nutrição parenteral. Pode-se enumerar algumas: a) Contribuir na monitorização dos níveis de sensibilidade.garantiadequalidade. • lnvestigaçãodefarmacocinéticaclínica.entreoutras. 33 Page 32 Comissão de Controle de Infecção Hospitalar/Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH/SCIH). e) Controlar a monitorização e validação dos procedimentos e equipamentos de esterilização e desinfecção. lavanderia. nutrição. esterilização e anti-sepsia. • Estabilidade de medicamentos e germicidas. higienização e outros. com outras comissões em que tenham participação. • Pesquisa dos princípios ativos de fitoterápicos. através da divulgação de seus objetivos. d) Realizara integração da CCIH e SCIH. c) Participar dos estudos de utilização de antimicrobianos. . f) Efetuar assessorias especiais quanto a hemodiálise. Existem atividades específicas de controle de infecção hospitalar que devem ter a participação do farmacêutico. • Investigação das condições de estocagem de medicamentos. germicidas e correlatos. b) Participar na elaboração de normas e rotinas de limpeza. • Interferência dos medicamentos nos resultados clínicos laboratoriais. prevalência de microrganismos e nas investigações de surtos. desinfecção.

da enfermagem. Por exemplo. segundo suas peculiaridades. da direção médica. Cada instituição deve formar sua Comissão de Parecer Técnico.Seleção de fornecedores qualificados (Normas da ABNT): a) Avaliação in loco da capacidade e/ou do sistema de qualidade do fornecedor. b) Avaliação de amostras do produto. c) Histórico de fornecimentos similares. Normalmente. h) Participar de cursos e treinamentos. deve-se utilizar os métodos de comprovação desta qualificação. a avaliação de equipos transfusionais deve contar com a . e) Experiência disponível de outros usuários. sendo essencial a comprovação da capacidade dos fornecedores em atender os requisitos estabelecidos para o exercício das funções básicas. fazem parte da mesma os representantes da administração do hospital. Neste sentido. acima descrita.g) Monitorizar as ações de controle de vetores e da qualidade da água. d) Resultados de ensaio de fornecimentos similares. demonstra a necessidade da 34 Page 33 integração da Comissão de Parecer Técnico com todas as unidades do hospital. principalmente quanto à delegação de competência a especialistas. da farmácia. como os descritos na ISO 9004 . Comissão de Parecer Técnico (CPT): As ações do farmacêutico na Comissão de Parecer Técnico inseremse em programas de garantia da qualidade. A comprovação da qualidade. da nutrição e do controle de infecção. transmitindo conhecimentos relativos à sua área de atuação.

e por enfermeiro. No hospital. Funções Básicas da Farmácia Hospitalar 1. o processo é realizado pela Farmácia Hospitalar. visando maior alcance de resultados. e a variedade de soluções germicidas disponíveis no mercado são determinantes da necessidade e utilização de normas e critérios para sua seleção. as soluções parenterais de grande volume devem. c) Reduzir custos. b) Promover a atualização e reciclagem em temas relacionados à terapêutica hospitalar.tendo a necessidade de participação multidisciplinar. Seleção de Medicamentos.participação de representante do banco de sangue. 1. Germicidas e Correlatos O grande número de especialidades farmacêuticas e correlatos. ser avaliadas por farmacêutico. seleção e emprego terapêutico no hospital. estas ações estão vinculadas às atividades desenvolvidas pela Comissão de Farmácia e Terapêutica.Em nosso país. Objetivos da Seleção de Medicamentos: a) Implantar políticas de utilização de medicamentos com base em correta avaliação. iterativo. O processo baseia-se em critérios científicos e económicos. visando obter a disponibilidade dos medicamentos essenciais à cobertura dos tratamentos necessários aos pacientes 15> . multidisciplinare participativo.na utilização das mesmas. quanto ao processo de fabricação. no mínimo. e fornece elementos necessários ao uso racional de medicamentos15'19> 21'29. muitas vezes.1 Seleção de Medicamentos: A seleção de medicamentos é definida como um processo contínuo. que determina e assegura os níveis de acesso aos medicamentos necessários ao sistema de saúde.

baseando-se em ensaios clínicos controlados que demonstrem efeito benéfico à espécie humana. menor custo de tratamento e maior comodidade posológica. . selecionando aqueles antimicrobianos que permitam suprir as necessidades terapêuticas. ou que possua característica farmacológica que represente vantagem no uso terapêutico. dentre medicamentos de mesma ação farmacológica. verificando a ecologia hospitalar quanto a microrganismos prevalentes. • Realizar a seleção de antimicrobianos em conjunto com a Comissão/ Serviço de Controle de Infecção Hospitalar. sempre que possível. aquele de menor toxicidade relativa. • Priorizar formas farmacêuticas que proporcionem maior possibilidade de fracionamento e adequação à faixa etária.Critérios a Serem Considerados para a Adequada Seleção de Medicamentos1'15'19'20'21'29'36'37'41: • Considerar as necessidades epidemiológicas da população atendida. exceto quando os ensaios clínicos justificarem o uso concomitante e o efeito terapêutico da associação for maior que a soma dos efeitos dos produtos individuais. dentre os medicamentos de mesma indicação e eficácia. um representante de cada categoria química ou com característica farmacocinética diferente. 35 Page 34 • Eleger. padrões de sensibilidade. • Incluir medicamentos de comprovada eficácia. • Evitar a inclusão de associações fixas. • Escolher.

Segundo a política adotada pela Comissão de Farmácia e Terapêutica. para cada medicamento.A partir da análise dos dados coletados. armazenagem e outros). A apresentação pode ser realizada como um Guia 36 Page 35 Farmacoterapêutico onde. os medicamentos selecionados podem estar relacionados em uma lista contando. Metodologia para o Processo de Seleção de Medicamentos1 10 19 : a) Levantamento e Análise de Dados .Verificar as necessidades terapêuticas relacionadas às patologias tratadas no hospital. ou para infecções em que o novo produto seja superior aos anteriores. com: Medicamentos agrupados segundo classificação farmacoterapêutica. no mínimo. • Forma farmacêutica de apresentação e dose. b) Padronização de Medicamentos . fundamentado em ensaios clínicos comparativos. • Utilizarsempre as Denominações Comuns Brasileiras (DCB) . exista uma . • índice remissivo dos medicamentos listados. aos hábitos de prescrição e às condições que possam influir ou limitar a eleição (recursos. • índice geral segundo a classificação farmacoterapêutica.• Reservar novos antibióticos para o tratamento de infecções causadas por microrganismos resistentes a antibióticos padrões.Decreto n° 793 MS/93. deve-se eleger os medicamentos necessários ao arsenal terapêutico do hospital. e segundo os critérios de seleção.

• Observações quanto à utilização no hospital. o processo de restrição de uso é necessariamente realizado com a participação da Comissão/ Serviço de Controle de Infecção Hospitalar.A Comissão de Farmácia e Terapêutica deverá fixar e avaliar normas e. É de primordial importância a divulgação de normas de utilização racional de medicamentos. • Reações adversas. • Indicações e contra-indicações. seminários. c) Estabelecimento de Normas .pequena monografia que conste no mínimo de: • Forma farmacêutica de apresentação e dose. e) Avaliação da seleção. para que a padronização em forma de lista ou Guia Farmacoterapêutico possa ser mais adequadamente utilizada. participação em reuniões clínicas e outras. para a utilização de medicamentos não padronizados e para a inclusão ou exclusão dos mesmos. • Dose recomendada e via de administração. d) Informação de Medicamentos Padronizados -A correta utilização está intimamente relacionada com a adequada divulgação da seleção de medicamentos. Portanto. a Comissão de Farmácia e Terapêutica é responsável pelo estudo da melhor forma de fazer chegar a todos os profissionais de saúde do hospital estas informações.Pelo menos a cada dois anos deverá ser efetuada a revisão da padronização de medicamentos. através da análise de alguns indicadores de qualidade como a quantidade de . No caso de antimicrobianos. Além destas. através de boletins informativos. deverá determinar quais medicamentos terão o seu uso restrito e o mecanismo adequado de avaliação da utilização correta.

desinfecção e esterilização em estabelecimentos de saúde). escolha e aquisição 37 Page 36 de produtos químicos para limpeza. as novas alternativas terapêuticas. de 17 de maio de 1993 (Anexo VIII). indicações e contra-indicações de uso dos produtos. A escolha dos produtos e os critérios de utilização devem ser estabelecidos conjuntamente pela Comissão/ Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e a Farmácia Hospitalar.solicitações de medicamentos não-padronizados. 1. o grau de conhecimento e a utilização do padronizado e outros. O processo de seleção de correlatos exige conhecimento dos seguintes fatores para a decisão: a) Descrição sumária do produto . 2 Seleção de Germicidas: A seleção de germicidas obedece ao mesmo processo realizado com os medicamentos. Os critérios oficiais para a seleção estão contidos na norma de Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimento de Saúde-MS.Na seleção de germicidas é necessário o conhecimento sobre a composição. Estes dados fazem parte da Portaria Conjunta n° 1. da Secretaria de Vigilância Sanitária e Secretaria de Assistência à Saúde MS. descontaminação. (seleção.3 Seleção de Correlatos: Na seleção de correlatos. mecanismo de ação. perfil de consumo dos medicamentos (verificar por que algumas apresentações ou medicamentos não foram utilizados).Características necessárias das . é necessário observar o disposto na legislação vigente.

O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar deve participar da seleção de correlatos.cânulas. Aquisição. Armazenamento e Conservação de Medicamentos.finalidade e/ou aplicação do produto. c) Apresentação .adesivos.Exige conhecimento das características intrínsecas e do nível de qualidade do produto a ser adquirido. Germicidas e Correlatos 2. • Para que comprar? . constitui-se num processo ligado às decisões relativas à qualidade. número de unidades. O adequado processo de aquisição está baseado em um banco de informações que torne factível responder às seguintes questões: • O que comprar? . b) Objetivo do produto .Exige conhecimento da compatibilidade entre as necessidades de aquisição e as atividades assistenciais da institui- . dos componentes e da embalagem. tubos e drenos. além de relacionar-se ao gerenciamento da produção.sondas.matérias-primas utilizadas na fabricação.e aos fatores de custo.1 Procedimentos de Aquisição: A aquisição de medicamentos. germicidas e correlatos selecionados para uso hospitalar. fracionamento e controle dos mesmos. quando passíveis de semi-industrialização pela Farmácia Hospitalar. agulhas e seringas. 2. tamanho e outros. principalmente no que se refere a determinação de quais deverão ser de uso único (descartáveis). e) Uso único . próteses e implantes. acessórios.fios cirúrgicos. d)Classificação: os correlatos podem e devem ser classificados de acordo com a natureza dos produtos como exemplifica o material textil. luvas. conteúdo.apresentações que supram as necessidades do hospital em embalagens. e outros. quando observados os parâmetros anteriores.

Dados fundamentais para o planejamento institucional. indica qual a qualidade que se pode esperar dos produtos. dando consistência ao item "o que comprar".Determina o grau de conhecimento sobre o produto. 38 Page 37 • Como vai ser utilizado? . O processo de aquisição tem caráter multidisciplinar e deve estar fundamentado nos itens anteriores.Determina a amplitude da concorrência para aquisição. além de proporcionar informações relativas às condições determinadas no item "o que comprar". • Onde armazenar? .Verifica a capacidade de armazenagem essencial à manutenção das características dos produtos adquiridos. • Qual o tipo de reposição? . . • Que fatores poderão contribuir para as oscilações do consumo? Determina a essencialidade do conhecimento do modelo de consumo e sua influência na política de abastecimento. • Quais são os fornecedores? . verificando-se a capacidade técnica para o fornecimento.ção.Fornece informações sobre o tempo de entrega. • Para quanto tempo comprar? Quanto comprar? .Exige conhecimento da política de suprimentos da instituição e dados referentes ao consumo dos produtos passíveis de aquisição (vide Anexo I). O critério de qualidade deve ser avaliado por uma Comissão de Parecer Técnico ou por delegação de competência a especialistas. • Quanto pagar? Como pagar? .

O.U. 09/91 . Na aquisição de medicamentos.T. o conhecimento detalhado sobre o fabricante e o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (vide Anexo II) devem ser considerados como critério na escolha do produto a ser adquirido.) n° 01/91. . o sistema de informações deve monitorizar todo o processo a que está submetido cada artigo armazenado ou em aquisição. todos da Secretaria Nacional de 39 Page 38 Vigilância Sanitária do Ministerio da Saúde. Para tanto.O. 27/12/91. NT n° 06/92. Os germicidas possuem aspectos específicos a serem considerados na aquisição. 31/01/92. o que determinaria a interrupção das atividades assistenciais.U.O. No caso de soluções parenterais de grande volume.U.Em conjunto com as funções de logística.e os critérios para estes produtos constam da publicação "Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde"x Os correlatos necessitam de registro conforme estipulado na legislação (Portaria Conjunta n° 1/93).Diário Oficial da União (D.D. em que estão categorizados os tipos estabelecidos e os cuidados pertinentes a cada um. 03/91. 09/92 . 05/91. com o objetivo de manter estoques contínuos. Normas Técnicas (N. 07/91. 08/91. 04/91. NT n° 12/91 -D. 02/91.) de 31/10/91. 06/91. as normas a serem seguidas pelos fabricantes estão dispostas na legislação que segue e devem ser consideradas ao analisar as indústrias aptas a fornecer produtos com boa qualidade. Em complementação. o proceso de aquisição deve evitar a ruptura dos níveis de estoque.

da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária do MS. precauções. cuidados de conservação e transporte. bem como o comportamento do correlato em uso. • Categoria do produto . com segurança.Verificar se não existem limitações quanto à utilização. de 31/07/91. Além dos aspectos legais observados. as operações a que se destina. alguns aspectos importantes devem ser observados: • Qualidade . para o profissional e para o paciente.Verificar a adequabilidade dos dados constantes do rótulo.Verificar se a qualidade do material corresponde àquela mencionada pelo fabricante. é necessário testar o correlato em uso.Verificar se existe assistência adequada. • Simplicidade .Verificar se a categorização está dentro do estabelecido. • Instruções . • Boas Práticas de Fabricação . • Serviço . Em caso de uso de óxido de etileno ver se os princípios da Portaria n° 4. bem como. quais procedimentos industriais possuem controle de qualidade.Caso seja uso único. verificaros dados sobre esterilização.Verificar se existem instruções quanto ao uso. Para tanto. desde aspectos de manipulação até sua funcionalidade. quanto à legislação. foram observados e qual o sistema de controle de qualidade utilizado.Verificar se o fabricante segue as Boas Práticas de Fabricação.deve-se observar os seguintes itens: • Rótulo . pois mesmo produtos registrados podem apresentar problemas na sua utlização. • Segurança -Verificar se a utilização do material permite realizar. • Uso único . do fornecedor ou .

observação dos prazos de validade. dentro de padrões e normas técnicas específicas. com o maior número possível de usuários para verificar. Caso haja discordâncias. reunir os profissionais responsáveis e esclareceros problemas. Todos os produtos são armazenados obedecendo às condições técnicas ideais de luz. a manutenção do tratamento ao paciente e uma organização nas diversas atividades da farmácia. características físico-químicas. no mínimo. gerando redução de custos. temperatura e umidade. os aspectos acima. 2. Tem como objetivo básico garantir a conservação dos medicamentos.Submeter o correlato a testes de utilização. Uma boa armazenagem é fator de suma importância em todo processo da assistência farmacêutica hospitalar.fabricante. • Parecer . para o uso do correlato. Os produtos devem ser dispostos de forma a garantir inviolabilidade. 3. em uma central de abastecimento farmacêutico. optando por materiais que cumpram suas 40 Page 39 finalidades com qualidade. correlatos e outros materiais adquiridos. Manipulação/Produção de Medicamentos e .2 Armazenagem de Medicamentos. Germicidas e Correlatos: Atividade de importância fundamental na assistência farmacêutica hospitalar. germicidas. com a manutenção da qualidade dos produtos. que assegurem a manutenção das características e qualidade necessárias à correta utilização2'**• 24.

com apresentação adequada.Germicidas .1 Objetivos da Farmacotécnica: A conveniência de preparação pode basear-se tanto em critérios de disponibilidade (preparações não existentes no mercado). na forma de dosificação eficaz e segura. custo de produção vantajoso e outros). Consequentemente. a preparação de 41 Page 40 misturas intravenosas e de nutrição parenteral. para sua adequação aos sistemas de distribuição próprios do hospital e às necessidades de uso. as atividades da área de farmacotécnica compreendem a produção o controle de uma série de preparações normalizadas e extemporâneas. como por exemplo. de anti-sépticos germicidas. como nos económicos (escassez de recursos.Farmacotécnica Uma Farmácia Hospitalar deve estar preparada para manipular determinadas preparações farmacêuticas necessárias ao hospital. O setor ou seção responsável por esta atividade é a Farmacotécnica. 3. além das operações de fracionamento e diluição de produtos comerciais. o desenvolvimento da tecnologia farmacêutica e. principalmente. a preparação de fórmulas não existentes no mercado e a manipulação de germicidas. o crescente rigor nas exigências de qualidade determinam que a razão da existência da área de farmacotécnica no hospital seja. Atualmente.1 Objetivo Geral: A finalidade da farmacotécnica é de contribuir com as demais áreas da . sobretudo. produtos estéreis e medicamentos em condições que garantam a correta utilização das especialidades farmacêuticas produzidas pela indústria farmacêutica.1. 3.

d) Preparar. para alcançar seus objetivos buscando atingir uma mecânica de funcionamento que permita: • Fomentar a responsabilidade das pessoas que participem da elabo- .Farmácia Hospitalar para que esta cumpra sua missão de serviço clínico e colabore diretamente na assistência ao paciente hospitalizado ou ambulatorial. esterilização. 3. medicamentos com a qualidade aceitável. 3. limpeza. manipulados.2 Os Objetivos Específicos da Farmacotécnica no Hospital são: a) Proporcionar.1. desinfecção. b) Desenvolver fórmulas de medicamentos e produtos de interesse estratégico e/ou económico para a Farmácia Hospitalar e para o hospital. f) Manipular produtos estéreis. adaptados às necessidades específicas da população que atende. a qualquer momento. diluir e/ou reenvasar germicidas necessários para as ações de anti-sepsia. nas condições preconizadas pelas Boas Normas de Fabricação. fracionados ou reenvasados.citostáticos e misturas intravenosas. g) Contribuir na formação e reciclagem de pessoal auxiliar e outros farmacêuticos. e) Garantir a qualidade dos produtos elaborados. independentemente da disponibilidade comercial. c) Fracionar e/ou reenvasar os medicamentos elaborados pela indústria farmacêutica a fim de racionalizar sua distribuição e administração.incluindo soluções de nutrição parenteral.2 Funcionamento da Farmacotécnica29: A unidade de farmacotécnica da Farmácia Hospitalar pode realizar atividades através de várias áreas distintas. nesta área de conhecimento e tecnologia.

Recepção I Materias-primas Especialidades Farmacéuticas Correlatos e outros Procedimentos Operacionais (Fórmulas Padrão) I Quarentena I Amostragem Quarentena Amostragem Análises Rejeição Aceitação Análises I Informe Documentado / Rejeição .ração e controle dos medicamentos. 42 Page 41 Fig 3: Fluxograma de funcionamento da farmacotécnica.

o setor de análise e controle da qualidade devem possuir área própria sob a responsabilidade de um farmacêutico.3 Principais Fases no Controie de Qualidade para Produção/ Manipulação de Medicamentos e Germicidas9 . como exemplificado na figura 3. como está esquematizado na figura 4. Além disso. manipulação ou fracionamento de cada medicamento ou produto com qualidade garantida. diferente daquele que se ocupa da produção. • Identificara origem e as características concretas de qualquer produto. As atividades de produção/manipulação.Devolução Aceitação Armazenamento I Ordem de Produção 43 Page 42 • Seguir. de forma detalhada. . acondicionamento e controle de qualidade dependem de um fluxo racional que vai desde a matéria-prima até a distribuição e a utilização do produto acabado. 3. a trajetoria de fabricação. Reduzir os desvios da qualidade ao minimo possível. O laboratório de análise e controle de qualidade deve exercer suas atividades sobre os pontos cruciais do processo de produção/manipulação a fim de evitar desperdícios de esforços e recursos com má utilização de especialidades farmacêuticas adquiridas.

b) A ordem de mistura dos componentes.1 Formas Farmacêuticas Não-Estéreis: À margem das peculiaridades de cada situação específica. Certamente. pelo fato do requisito de esterilidade constituir um elemento de complexidade que condiciona efetivamente os procedimentos do processo. critérios e procedimentos.1 Matérias-Primas e Material de Acondicionamento: a) Seleção das características físicas. deve-se diferenciar.3. e estabelecer condições de trabalho rigorosas em relação às mesmas. identificar as etapas do processo susceptíveis de desvios de qualidade. c) O estabelecimento das condições ótimas de conservação para cada produto e fixação de seu prazo de validade. dois grupos de preparações: as estéreis e as não-estéreis. 3.3. químicas e biológicas críticas para definir suas propriedades e garantira reprodutibilidade da mesma em lotes sucessivos de produção. juntamente com os limites de tolerância adequados. c) O enchimento ou envase manual ou automático.destacam-se 44 Page 43 alguns pontos concretos a serem observados: a) A composição da formulação.3. d) A elaboração de formas farmacêuticas líquidas (problema principal: .2.2 Processo de Elaboração ou Produção: É fundamental documentar normas. 3. b)0 estabelecimento das provas a realizar» relativas a cada uma das propriedades eleitas.3. neste caso.

estabilidade do sistema ou do(s) princípio(s) ativo(s)). Análise e controle da qualidade Matéria-prima -1 Material de acondicionamento Especialidades farmacêuticas Correlatos Recepção Armazenagem de matéria-prima Armazenagem de material de acondicionamento Correlatos U Armazenagem de especialidades farmacêuticas i (racionamento Farmacotécnica (produção) . da Farmacotécnica. Fig 4.Fluxograma de produção/manipulação. e) A elaboração de pomadas e supositórios (problema principal: seleção de excipientes).

• Frascos a vácuo. sua metodologia de produção ou preparação para uso pressupõe dificuldades consideráveis.3. misturas intravenosas. nutrição parenteral. • Manutenção preventiva (controles periódicos).Elaboração Doslficação Acondicionamento Distribuição Produto acabado Ultllizaçâo de resultados clínicos 45 Page 44 3. uma vez que os aspectos relacionados à composição e mistura da formulação são comuns às preparações não-estéreis: a) Controle do ambiente: • Instalação de câmara de fluxo laminar (fornecer uma área limpa adequada às operações). há uma preocupação centrada nos aspectos específicos do requisito de esterilidade. . uma vez que.2 Formas Farmacêuticas Estéreis.2. Portanto. por sua maior complexfbllidade. A manutenção dos requisitos de qualidade tem importância singular nas preparações estéreis (colírios. nos ¡tens listados a seguir. citostásticos e outros). b) Adequação do material de envase: • Bolsas plásticas.

o qual poderia aumentar a carga microbiana. Além disso. • Tampas. • Conscientizar o pessoal de que todo movimento que se faz pode 46 Page 45 comprometer a confiabilidade nos requisitos do produto final. deve-se: • Manter instruções intensivas de princípios da técnica asséptica dos procedimentos. nesse caso.3 Requisitos Básicos de Acondicionamento (envase e fracionamento) de todas Preparações Farmacêuticas: . • Escolher supervisores com cuidado especial. 3. As técnicas assépticas. Como critérios fundamentais.• Seringas. ordenados e confiáveis. • Outros. recomenda-se: • Selecionar indivíduos versáteis. cujo perfil deve demonstrar forte capacidade para desenvolver trabalho rotineiro de forma cuidadosa. c) Recursos humanos: O desempenho do pessoal encarregado da preparação é um ponto fundamental no que se refere à qualidade dos produtos estéreis. tediosas para o operador inexperiente. uma vez que o indivíduo desenvolve a coordenação que torna tais técnicas naturais. convertem-se em atitude e em modo de pensar. • Se um indivíduo apresentar sintomas de gripe ou outra enfermidade infecciosa não deve ingressar na área asséptica.3. • O pessoal deve gozar de boa saúde e estar livre de qualquer problema dermatológico.

F. • FARMACOPEIA INTERNACIONAL.4 Bibliografia da Farmacotécnica: Dispor de informações atualizadas é pré-requisito para atuar nas atividades típicas de uma seção de farmacotécnica. que aceitamse ou rejeitam-se os produtos com base nos resultados procedentes da inspeção ou da análise de uma amostra. inevitavelmente de forma taxativa. 3. cuja consulta permite resolver boa parte dos problemas mais frequentes. seja em relação a lotes de matérias-primas que chegam à seção de farmacotécnica. Bibliografia recomendada: • Martindale The Extra Pharmacopoeia. Edited by James E.4 Controle . 3.quando for o caso. é possível fazer uma seleção de publicações que constituem uma documentação mínima. b) Proteção eficiente frente a microrganismos.a) Permeabilidade ao vapor de água. • FARMACOPEIA BRASILEIRA. . São Paulo.Tomada de Amostras e Métodos Analíticos: A tomada de decisões. oxigénio ou à radiação luminosa para possibilitar esterilização. London.3. 3a ed. OMS.Genebra. conclui-se. Organização Andrei Editora. Embora estas informações encontrem-se dispersas em um número considerável de livros e revistas. The Pharmaceutical Press. seja em relação aos lotes de produtos elaborados na mesma. d) Data de validade. c) Identificação e rotulagem correias. 1977. constitui um dos aspectos mais característicos e problemáticos das atividades do farmacêutico responsável pelo laboratório de análise e controle da qualidade. Em geral. Reynolds.

USA • PRISTA. Lisboa. na dose indicada. O antimicrobiano adequado. 4. Indústria Gráfica Siqueira. São Paulo. está relacionado com a dispensação destes. v. et. o equipo de solução parenteral e a agulha hipodérmica e em condições adequadas de uso e o anti-séptico corretamente preparado. • The Merck Index. Correlatos e Controle de Consumo Alguns dos erros possíveis de ocorrer na administração de medicamentos em pacientes hospitalizados estão intimamente relacionados ao sistema de distribuição dos mesmos. Técnica farmacêutica e farmacia galènica. maior contribuição será prestada para garantir o sucesso das terapêuticas e profilaxias instauradas.L. Fundação Calouste Gulbenkian. Merck & Co Inc. são exemplos de um conjunto de medidas adotadas pela farmácia que influem no sucesso da terapêutica antimicrobiana.• FARMACOPEIA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL. Distribuição de Medicamentos. ai. N. O cumprimento das normas e rotinas adotadas para a utilização de antiinfecciosos tem importância capital na manutenção da ecologia . para o paciente certo. Unites States Pharmacopeia Convention. O controle da prescrição de medicamentos de uso restrito como antibacterianos.3. 2a ed. 1959. Rockville. 1. Quanto maior for a eficiência e eficácia do sistema de distribuição de medicamentos. Germicidas.2. antivirais e antifúngicos. administrado na hora correta. 47 Page 46 • THE UNITED STATES PHARMACOPEIA.

no caso de insucesso da terapêutica de primeira escolha possibilidades de ser medicado com medicamentos de reserva.Estudos relacionam aos sistemas tradicionais uma elevada incidência de erros. tais como: idade. peso. permite efetuar avaliação da prescrição médica.acesso do farmacêutico 48 Page 47 às informações sobre o paciente. através de uma dispensação ordenada.microbiana hospitalar em níveis passíveis de controle. b) Racionalizar a distribuição e administração de medicamentos . informarsobre possíveis . monitorizara duração da terapêutica. O uso indiscriminado de germicidas pode contribuir para a má utilização e desenvolvimento de resistência cruzada com antimicrobianos. até erros de vias de administração e planejamento terapêutico. diagnóstico e medicamentos prescritos. para que somente pessoas treinadas tenham acesso aos mesmos. O controle da distribuição de germicidas. e em condições adequadas para a pronta administração. além de propiciar ao paciente . 4.1 Sistemas de Distribuição de Medicamentos: A Organização Panamericana de Saúde indica como objetivos de um sistema racional de distribuição de medicamentos. por horários e por paciente. conforme o nível de atividades determinadas pelas rotinas instituídas pelo Serviço de Controle de Infecções Hospitalares.O sistema de distribuição deve facilitar a administração dos medicamentos. c) Aumentar o controle sobre os medicamentos. é fundamental. os seguintes: a) Diminuir erros de medicação . que incluem desde a incorreta transcrição de prescrições.

Os sistemas mais adotados são os tradicionais de distribuição coletiva.É obtido pela consecução dos objetivos anteriores. racionalização da distribuição e aumento do controle dos medicamentos. melhor forma de administração e outros. pode-se elaborar estudos de utilização e de consumo de medicamentos.reações adversas. a rapidez e o controle dos medicamentos prescritos e demonstra que. Com a sistematização dos dados. dos sistemas conhecidos na atualidade. A experiência prática acumulada recomenda que as Farmácias Hospitalares estabeleçam um sistema que garanta a segurança. Estudos29 neste sentido demonstraram que 25% do consumo de medicamentos pode ser reduzido em hospitais que adotam o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária. os quais permitem a identificação e o planejamento de correções dos maus hábitos de prescrição. redução de erros. e) Aumentar a segurança para o paciente . d) Diminuir os custos com medicamentos . interações. diminuem-se os custos de estoque e evitam-se gastos desnecessários de doses excedentes. prescrição individualizada ou combinada23. o que mais preenche os requisitos e atinge os objetivos assinalados é o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária29. No sistema de distribuição coletiva ou de estoque descentralizado por unidade assistencial. pois existe a adequação da terapêutica. a Farmácia Hospitalar é mero repassador de medicamentos em suas embalagens originais segundo o solicitado pelo . não-cumprimento do plano terapêutico.Com a dispensação por paciente. No Brasil uma parte significativa dos hospitais não implantou o sistema de distribuição por dose unitária. e no máximo por 24 horas.

Assim. • Ausência de investimento inicial. incremento da possibilidade de contaminações. Ocorre alto custo de estocagem. 49 Page 48 Quadro 1. • Mínima espera na execução das prescrições. caducidade. • Facilidade de acesso aos medicamentos por qualquer pessoa. . e outros23. más condições de armazenagem. • Mínimas atividades de devolução à farmácia.pessoal de enfermagem. facilidade para desvios. aumento da incidência de erros de medicação. quem mais executa as atividades de dispensação farmacêutica é o pessoal de enfermagem. ou segundo um estoque mínimo e máximo para cada unidade solicitante5'19'23. DESVANTAGENS • Aumento potencial de erros de medicação. • Redução das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmácia Hospitalar. • Aumento de estoque de medicamentos na Farmácia Hospitalar e nas unidades assistenciais. gastando para tal cerca de 15 a 25% do seu tempo de trabalho na armazenagem e preparo de medicamentos. Sistema Colativo de Distribuição de Medicamentos: VANTAGENS • Rápida disponibilidade de medicamentos na unidade assistencial. e outros) . • Perdas económicas devidas à falta de controle (p. grande perda por caducidade e/ou má armazenagem.ex: desvio. • I ncremento das atividades do pessoal de enfermagem.

o controle de estoques é mais efetivo. a diminuição do tempo de preparo de doses. a retenção de um documento mais fidedigno quanto ao consumo.• Difícil integração do farmacêutico à equipe de saúde. 50 . contraposto ao de dose unitária.SDMPI pode ser efetuado de duas maneiras5'm 23 através da transcrição da prescrição médica ou de cópia da mesma. resumo das vantagens e desvantagens inerentes a sua implantação. tem-se a possibilidade de erros de transcrição. Com a dispensação estabelecida peia cópia da prescrição médica. Mesmo que a redução do problema seja parcial para a realidade brasileira. perdas por deterioração. desvios e outros23. O fornecimento de medicamentos individualizados por paciente não determina. Na primeira. permite um estoque desnecessário em unidades de internação em torno de 25%. erros de administração. esses erros são minimizados. a implantação deste sistema representa grande avanço. O Sistema de Distribuição de Medicamentos por Prescrição Individualizada . prescrições adulteradas e outros. Entretanto. No quadro 2. em larga escala. Relatos afirmam que este sistema.