1 – Quais são os principais objetivos que o enfermeiro deverá observar no momento de internação?

Verificar a identidade do paciente e avaliar seu estado clínico; deixá-lo tão confortável quanto possível no ambiente novo e potencialmente ameaçador; apresentá-lo aos companheiros de quarto e à equipe; orientá-lo quanto ao ambiente físico e atividades rotineiras; fornecer matérias e equipamentos especiais para os cuidados diários. 2 – O que são rotinas hospitalares? • • • • • Avaliação adicional - histórico e exame físico inicial; Prescrição, evolução e diagnóstico de enfermagem. Passagem de plantão: Passar o plantão no leito: intercorrências, exames pendentes, preparos para exames, avaliações pendentes, etc.; Relatar as pendências da unidade: expurgo, carrinho de emergência, kits, falta de medicamentos e de materiais de consumo, manutenção, etc.

3 – Em que consiste o processo de transferência hospitalar? Cite quatro formas de implementação: Requer uma preparação completa, bem como uma documentação cuidadosa. A preparação inclui explicar a transferência ao paciente e sua família, discussão da condição apresentada pelo paciente e o plano de tratamento junto à unidade ou instituição receptora, e arranjos para transporte caso necessário. A documentação sobre a condição do paciente antes e durante a transferência associada a uma comunicação adequada entre as equipes de enfermagem, asseguram a continuidade do tratamento e fornecem uma proteção legal para o hospital que executou a transferência de seu pessoal. Implementações: • Explicar a transferência ao paciente e sua família. Avaliar a condição física do paciente, para identificar um meio de transferência, como careira de rodas ou maca. Reunir as medicações do paciente armazenadas no carrinho de enfermagem ou no refrigerador. Se o paciente estiver em transferência para outra unidade, enviar o material recolhido a este local; se a transferência estiver acontecendo para outra instituição, retorne os produtos a farmácia do hospital. Notificar o setor administrativo do hospital e outros setores apropriados quanto a transferência. Uma pessoa da equipe deve notificar o departamento de dietas, a farmácia e a telefonista do hospital (caso a transferência seja feita para outro locar do próprio hospital). 1

• •

a fim de receber diferentes níveis de assistência. Avaliações ou intervenções críticas que devam ser completadas logo depois 5 – Em relação a alta hospitalar determine seu tipo. De uma unidade para outra. reconheçam a necessidade de repouso. 4. Devolva esses medicamentos caso a terapia não tenha sofrido alterações. 2. 3. explique a dosagem. médico principal e diagnóstico médico do cliente. seus familiares e outras pessoas envolvidas entendam sua enfermidade. 5. Listar as instruções de dietas e atividades na folha de instruções do paciente. obedeçam a terapia com medicamentos. Listar os medicamentos receitados na folha de instruções do paciente. gerenciem seu nível de atividade. 2 • • • • • . Se o paciente requer cuidados médicos na sua residência. 1. sigam cuidadosamente a dieta. Nome. conheçam as possíveis complicações. revisar o plano de tratamento do paciente para a alta. a freqüência de administração e os efeitos adversos. obter o formulário apropriado em uso no hospital. confirme os arranjos junto ao órgão apropriado da comunidade ou e outro departamento do hospital. iniciado na ocasião da internação e modificado durante o período de hospitalização.. Obter junto ao médico uma ordem de alta por escrito.4 – Como pode ser a transferência hospitalar? Para cada exemplo faça um tipo de transferência. Consultar o médico a respeito da próxima consulta para o paciente. Se o paciente decidir por sua alta contra ordens médicas. Revisar procedimentos que o paciente ou familiar terão que executar em casa. Obtenha na farmácia os remédios que o paciente por ventura tenha trazido ao hospital. No caso uma nova prescrição.. Resumo da evolução até o momento da transferência. No dia da alta. Retire os valores do paciente armazenados no cofre do hospital e revise todos os itens junto com ele. Ex: UTI para UEG (unidade de enfermagem geral). estado de saúde atual( físico e psicossocial). junto com a dosagem. junto com o paciente e sua família. informar a família do paciente quanto a data e horário da alta. idade. tempo prescrito. Plano de cuidado atual. Implementações: • • • • Antes do dia da alta. seus objetivos e sua forma de implementação planejada: Alta de ambulatório Alta hospitalar Alta domiciliar Objetivos  orientar para que o paciente. freqüência de administração e reações adversas que devem ser relatadas ao médico.

6 – Ao admitirmos um paciente. Após o paciente ter deixado a área. 2. Ramificação dupla (ou múltipla) História completa Hipotética dedutiva Descreva cada uma delas: 3 . realizamos o processo de anamnese que é entendida como. ajude-o a entrar no compartimento de transporte. Após verificar o quarto quanto a pertences eventualmente esquecidos. Se o paciente estiver saindo de ambulância. contate o departamento administrativo. 4. se necessário.• • • Ajudar o paciente a se vestir. segundo Sacket. retire os lençóis do leito e notifique a equipe de higiene que o quarto se encontra pronto para uma limpeza completa. 3. ao fazermos a anamnese utilizamos quatro estratégias de diagnósticos: 1. Se a família do paciente ainda não tomou providências quanto ao pagamento. ajude a acomodar o paciente na cadeira de rodas e o acompanhante até a saída do hospital. Reconhecimento de um padrão.

22. femoral. carotídeo. 3. Retal-0. 15. interpretação da dor. porém. ulnar. coluna lombar. Avaliação do sistema respiratório: 17. Axilar-1°C menor que a oral. freqüência cardíaca. ombros cotovelos. Face. língua. mãos e punhos. quadril e pelve. 8. articulações. Avaliação do sistema cardiovascular. Posicionamento do paciente. 3. nervos cranianos. abdome. 20. Avaliação do aparelho musculoesquelético: força muscular. 7. Tipo morfológico. percepção sensorial. qual a freqüência normal e como se expressa o tipo . tibial e pedial. 10. 1.pressão arterial. dota-se como referência a posição anatômica. cavidade oral. 8 – durante o exame físico observamos inicialmente os sinais vitais. 5. 2. 21. 14. 6. 13. mesmo acamado devemos imaginá-los.6 °C maior que a oral. sistema motor reflexos. Pescoço. 12. Avaliação neurológica: nível de consciência. Avaliação do aparelho geniturinário. Oral. Avaliação do globo vesical. av. 16. 11. Unhas. a freqüência e o ritmo? • Temporal. 19. Quais são os principais pontos de verificação. joelhos. braquial. 18. reto e ânus. Lavagem das mãos. Orelha. 4 . Crânio. das pupilas. 4. 2. é necessário mencionar a posição em que o paciente se encontra. Nariz e seios paranasais. 2º pulso: Sabemos que é o bombeamento do sangue e do coração. Coleta de dados. Couro cabeludo. Avaliação do sistema gastrintestinal: lábios. 9. Olhos.7 – Quanto ao exame físico sabemos que é feito da forma céfalo-caudal. são eles: 1º temperatura: descreva o material e as formas de aferição 1. A ectoscopia inicia-se logo ao primeiro contato com o paciente seguindo o seguinte roteiro: (22 situações a observar) Para localizar e descrever as estruturas anatômicas e realizar o exame físico. Pele e pelos. avaliação da marcha.poplíteo. radial. freqüência expiratória. Avaliação das mamas.5 a 0. Sinais vitais: temperatura.

das artérias e também das arteríolas. da resistência vascular periférica. ocorre durante o relaxamento do ventrículo esquerdo. caracteriza-se uma arritimia. 10 – Ao identificarmos os processos respiratórios.p Taquicardia. freqüência normocardíaca.• Em um adulto a freqüência normal varia entre 60 a 100 bpm. enquanto acontece a respiração normal. • Tipos: Bradicardia. avaliando sua a profundidade. da elasticidade da parede arterial.batimentos menores de 60 pm. suas variação de normalidade e forma de verificação? Definida como sendo a força lateral exercida pelo sangue sobre as paredes arteriais. seguida por uma respiração extremamente curta e ineficiente. indicando diretamente a resistência dos vasos sanguíneos. temos tipos de respiração para caracterizá-las. do volume de sangue e sua viscosidade. A pressão sistólica ou máxima ocorre durante a contração do ventrículo esquerdo e reflete a integridade do coração. Bradipnéia – respiração lenta e regular de igual profundidade. A freqüência aumenta com a temperatura do corpo. quais são elas? • • • • • • • Apnéia – ausência periódica de respiração Apneustica – inspiração prolongada e entrecortada. Eupnéia – ritmo e freqüência normais Kussmaul – respiração rápida (lembra suspiros) Taquipnéia – respirações rápidas. Ao verificá-la ou medi-la o enfermeiro deverá estar atento para? Observar as subidas e descidas do peito do paciente. a pressão arterial depende da força empregada nas contrações ventriculares. • Se os intervalos não forem regulares. 11 – O que é pressão arterial. ou mínima. A pressão diastólica. 9 – Respiração: a respiração é um fenômeno exercido na região lateral do bulbo que faz a troca de gases. como crepitações ou roncos e avaliar a freqüência respiratória. Cheyne-Stokes – Respirações rápidas e profundas de 30 a 170 segundos pontuados por períodos de apnéia durando 20 a 60 segundos. Auscultar com atenção para detectar possíveis outros sons da respiração.batimentos maiores de 100 pm. As variações de normalidade de um adulto são: • Sistólica – 95 a 140 • Diastólica – 60 a 90 Verificação 5 .

Usando o polegar e o dedo indicador da outra mão. Em pacientes obesos. o quarto som de Korotkoff. para fechar a válvula. o som traduzido tem boa ressonância (tambor) CLARO PULMONAR – percussão na área pulmonar. Essa é a pressão sistólica. Sub maciço . Registre a presão. Continue liberando ar de forma gradual. recoberta por uma membrana flexível. a maior circunferência do braço determina níveis pressóricos falsamente elevados. observar a coluna de mercúrio ou o mostrador aneróide e ausculte o som sobre a artéria. inspeção. intensidade. Durante a liberação de ar. fígado. quais são esses?Quanto ao som. claridade e origem. palpação e percussão 14 – As formas de utilização das mãos nestas habilidades fazem com que se perceba a produção de sons. Esvazie rapidamente o manguito. Questões emocionais Após a alimentação ou movimentação Após o banho 13 – A aplicação das técnicas de exame físico são utilizadas 5 habilidades. Centrar a câmpula do estetoscópio sobre a parte da artéria onde são detectadas as batidas mais fortes e mantenha em posição com uma das mãos. O braço do paciente deve ser mantido no nível do coração e ficar bem apoiado. Localizar a artéria braquial usando o tato.O som traduzido é duro e resistente sem propagação. R: A área percutida pode emitir os seguintes sons: Maciço – é o som emitido durante a percussão em áreas desprovidas de ar . são elas: R: Anamnese. o som traduzido é de ressonância clara. duração. 12 – cite cinco problemas que podem alterar a pressão arterial falsamente? • • • • • A braçadeira do esfigmomanômetro ser de tamanho diferente do que comporte o braço da pessoa.• • • • • • • • • O paciente deve ficar deitado ou sentado durante as medidas de pressão arterial.é o som emitido em área que contém pouco ar . ainda auscultando o som sobre a artéria. Anote a pressão diastólica. Prender confortavelmente o manguito desinflado ai redor da parte superior do braço. Ao ser ouvida a primeira batida. timbre. coração . como os músculos. gire o parafuso existente na pêra de borracha de ar no sentido horário. como a área estomacal. 6 . Abra lentamente a válvula da bomba de ar e esvazie cuidadosamente o manguito. o som traduzido é abafado Timpânico – é o som emitido em regiões que contenham ar. observe a pressão indicada pela coluna do mercúrio ou pelo mostrador. ausculta.

A doença ocorre num determinado momento e espaço. Lavagem das mãos. pelas bactérias. 20 – Em um hospital os problemas infecciosos podem se caracterizar como: • Doenças exporádicas . Excede a frequencia normal esperada (mais de duas vezes o desvio padrão acima da média) e este aumento não é predictível. que podem causar contaminações nessas feridas. 17 – Ao admitirmos um paciente em um nosocômio. as condições de suporte do paciente e o local a ser inspecionado determinarão a forma a ser exigida. Doenças epidêmicas . • • • • • 18 – Cite as razões para desenvolvimento de cepas resistentes microbianas: A produção de enzimas.16 .Ocorre raramente ou é infrequente. São exemplos as mastites clinicas. As infecções hospitalares resultam de bactérias aeróbicas e anaeróbicas. devemos primar para que não haja disseminação da infecção hospitalar. Cite alguns desses cuidados.abundante mas infrequente. vírus. o trato respiratório inferior e o sangue. Cuidados na inserção de cateteres no trato urinário.. ou o agente está sempre presente e a doença clínica resulta de outros factores. em movimento. Uma doença epidémica sugere um desiquilíbrio grande com o agente em vantagem. não é previsível e a ocorrência é localizada. Este desiquilibrio é comum quando uma nova estirpe do organismo aparece (mutação) ou quando o hospedeiro é exposto pela primeira vez ao agente. Evitar danos de pele ocorridos durante a tricotomia pré-operatória. deitado ou sentado. parasitas e fungos. alteração da permeabilidade impedindo o alcance da droga e por mutaão cromossomial ou pela aquisição de um plasmídeo ou de um transposon. Não tem regularidade.Ao fazermos a avaliação física da pele. 7 • . Uso de luvas. É uma investigação organizada onde o enfermeiro deverá estar atento para a menor alteração no comportamento e no organismo do paciente. A ocorrência esporádica sugere que o agente infrequentemente infecta o hospedeiro. feridas cirúrgicas.. 19 – O que é resistência microbiana? R: É a resistência que os microorganismos adquirem aos antibióticos. devemos observar o seguinte roteiro: R: A Inspeção poderá ser realizada com o paciente em pé. Para evitá-los deve-se ter os seguintes cuidados. a sintetização de alvos modificados para os quais as drogas são eficazes. que inativam a droga. As infecções hospitalares mais comuns envolvem o trato urinário.

imunidade e ao grau de elevação da virulência no organismo. dor e em último caso (crônicos) perda da função. são elas: R: 1.é a capacidade do organismo de reconhecer substâncias. 23 – Quanto as bactérias existem 3 fases de resistência. a enfermeira deve evitar conversar diretamente diante da face do cliente ou conversar. a pessoas protegidas ou beneficiadas em relação às demais. Quanto mais baixo for o grau de endemicidade melhor é o equilibrio entre ambos. podem ser? Para controlar a saída de organismos por meio do trato respiratório. tentando eliminálas. Se a doença infecciosa pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. a infecção é assintomática. 21 – Quando ocorre a infecção. Ela deve cobrir a boca ou o nariz. quando espirrar ou tossir.Transformação: incorporação de um material genético livre no meio por uma célula bacteriana. Imunidade geral . apesar de ser na prática controlada pelos mecanismos específicos (pelos linfócitos). é uma doença transmissível ou contagiosa. definidos na antiguidade greco-romana: calor. 22 – O que é resposta inflamatória? R: A resposta inflamatória é fundamentalmente uma reação inespecífica. moderada (mesoendémica) ou alta (hiperendémica).Conjugação: transferência de material genético (DNA plasmidial e/ou do cromossomo) entre duas bactérias através de um tubo de conjugação. 2. sendo também responsável por 8 . Caracteriza-se por cinco sintomas e sinais. A frequência média da doença endémica pode ser baixa (hypoendémica). que se referia a indivíduos livres de impostos. de encargos pesados. gerando sinais e sintomas a infecção é sintomática. quais são eles? A suscetibilidade a um agente infeccioso. A palavra imunidade origina-se do latim immunis.• • Doenças endêmicas . 3 fatores fundamentais determinam se o hospedeiro desenvolverá a infecção ou não. do grau de resistência individual. espirrar ou tossir diretamente sobre feridas cirúrgicas ou campos de curativos esterilizados. tumor (edema). considerá-las estranhas e promover uma resposta contra elas. Uma infecção consiste a entrada e multiplicação de um agente infeccioso nos tecidos de um hospedeiro. As doenças endémicas são o resultado de equilibrio a longo prazo entre agente e hospedeiro.Transdução: transferência de material genético entre duas bactérias feitas por um vírus bacteriófago.É constante. rubor. Quando um patógeno se multiplica. No entanto este equilíbrio pode ser perturbado por factores ambientais e ligados ao hospedeiro. Se o agente infeccioso(patógeno) falha em provocar lesão nas células ou tecidos. 24 – O enfermeiro deverá conhecer a porta de saída ou mecanismo de transmissão das bactérias. 3. ocorre com regularidade previsível com apenas pequenos desvios na frequência esperada.

fornecendo lenços ou gazes descartáveis. alérgicas ou agressivas. para controlar a disseminação de microorganismos. que podem causar as chamadas doenças ocupacionais. Sua função é neutralizar ou atenuar um possível agente agressivo. também podem nos proteger contra efeitos de substâncias tóxicas. em casos de acidentes ou exposições à riscos. caracterize um hospedeiro suscetível? R: Hospedeiro susceptível é o Indivíduo dentro do âmbito hospitalar que pode contrair a doença 26 .ensinar os clientes a proteger os outros. 25 – Em um hospital. evitam lesões ou minimizam a sua gravidade. destina-se a proteger a integridade física do trabalhador durante a atividade de trabalho.O que são EPIs e cite situações de quando usá-los: Os EPIs são os equipamentos de proteção individuais. contra o corpo do trabalhador que o usa. 9 .