Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº.

 Cyonil  Borges  –  aula  00 AULA DEMONSTRATIVA

SUMÁRIO 1. Apresentação 2. Cronograma 3. Metodologia 4. Teoria 5. Questões de Fixação

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Observação: apesar de ser um curso teórico, vou postar arquivos adicionais a cada aula, só com exercícios de 2011 e 2012 (ESAF e bancas mais tradicionais). E, além das questões, vocês terão comentários. No entanto, peço que, antes de vocês enfrentarem as questões, passeiem pela teoria. É muito importante. A ESAF está um pouquinho diferente, por isso, além da teoria, é ponto-chave a resolução da lista de exercícios. Observação: o curso de teoria vai ser prático, porém antecipo que este curso não substitui o curso de exercícios. Isso. Ao lado da teoria, lancei um curso de exercícios de ESAF para o concurso. Antes de adquirir esse curso, peço que leia as primeiras folhas do curso de Exercícios. Observação final: as aulas teóricas serão antecipadas até o dia 7 de janeiro, para permitir mais tempo para a sua preparação. Afinal o Direito Administrativo é só mais uma matéria entre outras. Assim, apesar de vocês amarem o Direito Administrativo, não podem se esquecer das demais disciplinas, igualmente importantes.

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Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº.  Cyonil  Borges  –  aula  00 APRESENTAÇÃO Concursandos de todo o Brasil, Muitas vagas! Apesar de o instrumento convocatório (Edital para nós) distribuir as vagas em diversas áreas, há a concentração de 166 vagas em uma área do total de mais de 250 vagas. Porém, o bom número de vagas não é algo, infelizmente, tão positivo. É só positivo. Digo isso porque é de notório conhecimento que o nível dos candidatos está cada vez mais “pavoroso”, por isso é condição sine qua non para o sucesso uma ótima preparação por meio de cursos direcionados. Conquanto a prova deva ser aplicada em 24 de março, é ideal definir a estratégia, e que seja cirúrgica. E, se você procura estratégia, não perca tempo, vem para o curso estratégia. Aqui no sítio do curso on-line estratégia você vai encontrar os melhores Professores, os melhores materiais. Com relação à banca ESAF, é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores organizadoras de concursos públicos. Tempos atrás eu falava horrores da instituição. Hoje o meu “verbo” é distinto. A banca tem prezado pela qualidade dos certames, porém nem sempre preza pela novidade, o que é um lado positivo para os Professores de cursinhos preparatórios, afinal sempre acertamos na mosca! Esse será o meu caso, é claro!  Ah! Apesar de ser um curso mais dirigido aos entendimentos “ESAFEANOS”, é um curso de teoria, e, enquanto tal, servirá para todas as carreiras fiscais, jurídicas e Tribunais em geral. É só curtir! No site www.tecconcursos.com.br, há mais de 25 mil questões comentadas das mais diversas disciplinas. Em Direito Administrativo, há quase mil só de ESAF. Das oportunas dicas de estudo, o 1º colocado da Receita Federal indicou o treinamento por meio de questões. Forte abraço a todos, Cyonil Borges.

Observação: a aula demonstrativa é só parte da nossa realidade. A aula completa estará disponível para os alunos regularmente matriculados. Aguardo vocês! Se você pretende se matricular, peço que aguarde e imprima a aula 01 (versão “full”).

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estatutos e regimentos. formas de prestação. Objeto do direito administrativo. princípios. preceitos constitucionais. Conceito de administração pública sob os aspectos orgânico. JÁ DISPONÍVEL AULA 07: Agentes públicos: classificação. anulável e inexistente. Lei formal. costume. princípios gerais. (Tópicos 1 a 3 do Edital) AULA 01: Direito administrativo como direito público. formal e material. Objeto do direito administrativo.estrategiaconcursos. Mérito do ato administrativo: discricionariedade. concessão.br                                                      3 . Ação e omissão. costume. tratados internacionais. vejamos a distribuição do nosso curso: AULA 00: DEMONSTRATIVA: Direito administrativo como direito público. permissão e autorização. procedimento administrativo. anulação e convalidação do ato administrativo.  Cyonil  Borges                                      www. Fontes do direito administrativo: doutrina e jurisprudência na formação do direito administrativo.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. instruções. conceito e teorias. classificação. AULA 02: Fatos da administração pública: atos da administração pública e fatos administrativos. tratados internacionais. Ato administrativo: validade. Classificação. Lei formal. eficácia e autoexecutoriedade. (Tópicos 7 a 10) JÁ DISPONÍVEL AULA 03.com. Fontes do direito administrativo: doutrina e jurisprudência na formação do direito administrativo. Regulamentos administrativos.  Cyonil  Borges  –  aula  00 PROGRAMA E CRONOGRAMA A seguir. Teoria das nulidades no direito administrativo. empregado público e Profº. concessão de domínio pleno (Tópicos 18 e 19). VERSÃO COMPLETA E DISPONÍVEL. princípios gerais. Conceito de administração pública sob os aspectos orgânico. Regulamentos administrativos. Parcerias PúblicoPrivadas (Tópicos 15 e 16). aforamento. Regime jurídico: servidor público estatutário. instruções. Vícios do ato administrativo. JÁ DISPONÍVEL AULA 06: Responsabilidade civil do Estado e dos prestadores de serviços públicos: evolução. Responsabilidade civil. penal e administrativa do servidor (Tópico 23). JÁ DISPONÍVEL AULA 04: Serviços públicos: conceito. Revogação. ocupação. Natureza jurídica do domínio público. permissão e concessão de uso. (Tópicos 1 a 3 do Edital). Formação do ato administrativo: elementos. Utilização dos bens públicos: autorização. Ato administrativo nulo. Centralização e descentralização da atividade administrativa do Estado. Teoria dos motivos determinantes. JÁ DISPONÍVEL AULA 05: Bens públicos: classificação e caracteres jurídicos. estatutos e regimentos. Administração pública direta e indireta (Tópico 6). formal e material.

de 21/06/1993 e alterações. polícia judiciária e polícia administrativa. Legislação de Pessoal Civil da União. de 17/07/2002 e demais disposições normativas relativas ao pregão. JÁ DISPONÍVEL AULA 12: Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Tópico 29). Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Poder de polícia: conceito. Pedido de reconsideração e recurso hierárquico próprio e impróprio.estrategiaconcursos.com. 14) JÁ DISPONÍVEL AULA 09: Licitações.  Cyonil  Borges  –  aula  00 ocupante de cargo em comissão. Representação e reclamação administrativas. Sistema de Registro de Preços. 28).Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. de 24/11/2011. Prescrição administrativa. e 17) JÁ DISPONÍVEL AULA 10: Controle interno e externo da administração pública.520.666. liberdades públicas e poder de polícia.br                                                      4 .170. Lei nº 8.  Cyonil  Borges                                      www. Poder hierárquico e suas manifestações. Direitos. deveres e responsabilidades dos servidores públicos civis. Instância administrativa. 12. Regime de contratação afeto às microempresas e empresas de pequeno porte. Portaria Interministerial nº 507. Lei nº 10. (Tópicos 20 e 22. JÁ DISPONÍVEL AULA 11: Improbidade administrativa (Tópico 27). JÁ DISPONÍVEL Profº. Decreto nº 6. de 25/07/2007. Tribunal de Contas da União e suas atribuições Procedimento administrativo. (Tópicos 11 a 14. (Tópicos 24 a 26) JÁ DISPONÍVEL AULA 08: Ausência de competência: agente de fato. Hierarquia. contratos e convênios. (Tópicos 4 e 5.

estrategiaconcursos. mais de uma. gostaria de tecer breves considerações a respeito da experiência como professor de cursos preparatórios. Não existe uma “receita de bolo” infalível que possa ser utilizada por todas as pessoas. buscando o que há de mais importante para ser destacado em cada questão. ORIENTAÇÕES FINAIS1 A seguir. sem. Também não há como pré-determinar de forma generalizada um número de horas mínimo ou máximo por dia que o aluno deve se dedicar aos estudos. Em síntese. Claro que. qual seja: a indicação da posição correta que está sendo adotada pelas principais bancas examinadoras.  Cyonil  Borges                                      www. sem incorrer na prolixidade tão comum dos estudos acadêmicos. recomendo a excelente e criativa obra do autor Alexandre Meirelles.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. muitas vezes acaba por afastar o aluno do foco pretendido. ainda.br                                                      5 . fruto de minha experiência colhida no magistério. Mas é preciso. II) Concisão: este curso visa ser claro e preciso. apesar de ser importante nas discussões doutrinárias. somada à própria trajetória como concursando. cheguei a algumas conclusões: 1. como colaborador na preparação de alunos para concursos.  Cyonil  Borges  –  aula  00 METODOLOGIA Passando à metodologia a ser adotada no presente curso. Aqui vale o ditado de que o “hábito faz o monge”. algo 1 As dicas são sintéticas. por razões óbvias. Cespe e FCC. sem “pirotecnias jurídicas". ainda que apenas meia hora. Não há um método único para a aprovação em concurso. Para um maior aprofundamento. sobretudo. perder de vista os pontos cruciais (mais cobrados em concurso) de tão rica disciplina que é o Direito Administrativo. especialmente ESAF. como se fosse a “chave do sucesso”. ou todas numa semana. um método. Não se pode dizer. uma rotina.com. principalmente os realizados pela Esaf. especialmente em minhas turmas de Tribunal de Contas da União. em três pilares: I) Objetividade: procuro tratar dos assuntos de forma direta. a qual. obviamente. Planejamento: é preciso que se estabeleça um ciclo de estudos. Pode ser uma matéria de cada vez. informo que ela está baseada. como estudante e. Simplesmente adorável. que está certo ou errado estudar somente uma matéria (ou mais de uma) numa semana. No ciclo. que tive o prazer de orientar nos ciclos de estudo no ano 2003 em Brasília. a partir de experiência própria. o segredo é: crie a sua própria estratégia. independentemente do número de horas de estudo que for definido para cada dia da semana. fundamentalmente. Profº. e III) Abordagem da matéria sem perda de conteúdo: ressalto que a objetividade e a concisão almejadas não foram pensadas com sacrifico do conteúdo necessário. essencialmente. o importante é estudar TODOS os dias.

se você não quer ser um esqueleto se arrastando sobre a disciplina então vibre com cada tópico novo que você aprende de cada matéria que irá cair na sua prova. o candidato a concurso público deve ter fé.br                                                      6 . jamais acredite nas “LENDAS” que são contadas nos corredores dos cursinhos de que “Fulano de tal” passou no concurso sem estudar porque é muito inteligente. DISCIPLINA (cumprir o planejado) e DISPOSIÇÃO (cumprir o planejado. Bom. o caminho será mais curto se você não perder o foco no concurso desejado. Cyonil Borges. deve crer que durante a sua preparação não medirá esforços para estudar todos os itens do edital e. principalmente. Tenha fé. 3.com. mesmo para o “Fulano de tal” (o Sr. um ano. tenho a certeza de que imbuído desse ânimo de confiança ficará mais fácil para assimilarmos os conceitos constantes dos tópicos sobre Direito Administrativo.  Cyonil  Borges                                      www. Verifique com ex-alunos do curso que pretende fazer se as aulas estão em sintonia fina com o que há de mais recente na jurisprudência dos Tribunais Superiores. deve crer que é capaz de ocupar aquele tão sonhado cargo público. independentemente do concurso.estrategiaconcursos. Costumo dizer aos candidatos que. analisando se atendem às suas necessidades. Inteligência). continuem entusiasmados. 2. Espero que “se deliciem” com o assunto. Não escolha cursinhos preparatórios por grife. Informe-se sobre as qualidades dos professores. Profº. De todo modo. Não caia nessa.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. Assim. pois como já diz um velho almirante fuzileiro naval. “um corpo que não vibra é um esqueleto que se arrasta”. Outra coisa. Costumo afirmar aos colegas que não esmoreçam. Seu projeto pode durar seis meses. deve crer que no “dia D” fará a sua melhor prova. com todo afinco possível). Abraço a todos. Passar em concurso exige: DISCIPLINA e DEDICAÇÃO. ou seja. passemos à “aula-demo”. 4. ou mais anos. são sempre três os requisitos para a aprovação – PLANEJAMENTO (a tal da rotina). Não há glória sem sofrimento. avançando sobre a matéria.  Cyonil  Borges  –  aula  00 padronizado.

De fato.1. alguns elementos – ditos constitutivos – costumam ser constantes: o humano.br                                                      7 . a figura do Estado só se faz presente a partir da constituição. sua base GEOGRÁFICA. Isso porque não Profº. Com outras palavras. porém. classificação Essa primeira aula é bastante conceitual. nessa ordem.com. o geográfico. elementos. e respeitadas as posições doutrinárias divergentes. Estado: conceito. afinal não há Estado real sem soberania! Ao lado desses. o conceito de Estado não é fixo no tempo e sequer no espaço. por um território. Vamos “passear” um pouco nas linhas introdutórias do Direito Constitucional. não é suficiente para nos angustiar (o concursando vive mesmo em apneia!). há bons autores que acrescentam o elemento finalidade como informador do Estado. verdadeiro elemento teleológico – leia-se: finalístico. para garantirmos a completa compreensão dos detalhes do nosso querido Direito Administrativo. cada um desses pode assim ser definido: POVO é elemento humano.  Cyonil  Borges  –  aula  00 Parte 1 – Noções gerais 1. por um povo.estrategiaconcursos. responsável pela organização do Estado.  Cyonil  Borges                                      www. e o político-administrativo. e por um governo soberano. TERRITÓRIO são os limites do Estado. GOVERNO SOBERANO diz respeito ao elemento condutor. Apesar disso. a base DEMOGRÁFICA. como nosso José Afonso da Silva.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. Sinteticamente.

como se situam? Antes de responder a tal quesito. Entre as formas de organização do poder político. portanto. como no caso do “Estado” palestino frente a Israel. do território. Suíça e Canadá. destacam-se: a Confederação. ou cuja soberania não é reconhecida pelos demais Estados. Não preciso nem dizer que há países da África com variados dialetos. alguns dos leitores logo pensam: entendi! O Estado é formado pelos Elementos POVO. Muitos autores fazem questão de destacar que os elementos acima são INDISSOCIÁVEIS. a soberania do Estado palestino. apesar de excelente para que se dê identidade a um povo e facilite a formação de um grande Estado. Faixa essa entendida por Israel como parte de seu território. e de razões históricas. os amigos devem ter mente que diversas são as formas de Estado.br                                                      8 .  Cyonil  Borges                                      www. o Estado Unitário. e. há países em que se fala mais de um idioma e nem por isso deixam de ser vistos como Estado.com. por exemplo. o qual não nos parece ser elemento constitutivo do Estado! Além disso. atualmente. Como Israel não reconhece.  Cyonil  Borges  –  aula  00 se pode pensar a figura do Estado sem um projeto para o futuro. o que teremos não é um Estado. Imaginaram? Nessa hipótese. de Estado. e o Estado Federal. prender ministros e outras autoridades palestinas. pensa rapidamente se existe o Estado da Atlântida! Se considerássemos a descoberta desta ilha perdida.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. pois. a depender da época.estrategiaconcursos. mesmo assim não poderíamos encaixá-la na qualidade de Estado. sendo a integração bastante facilitada por conta da presença de um único idioma. o português. Nosso país. a Bélgica. por exemplo. ou seja. Distrito Federal e Municípios? O que esse ‘pessoal’ todo é? E os Territórios. e. Se ainda não caiu a ficha. 3º do texto constitucional esclarece bem esse sentido. precisam “andar juntos” para que se chegue à noção conceitual que se tem. Na Confederação. ao ilustrar as normas constitucionais programáticas. A leitura do art. No Estado Unitário (puro e impuro) existe um único centro de poder. Um breve exemplo permite-nos chegar a tal conclusão: imaginemos um Estado sem um governo soberano. Nesse instante. mas problemas. é de grande extensão territorial. deixam de ser considerados Estados. Estados. apenas para ilustrar. nem por isso. lugar de aplicação de suas leis. responsável por Profº. encontraríamos POLVO. De outro lado. há o entendimento de que tem legitimidade para. se descumprirem leis israelenses. Exemplos disso. TERRITÓRIO E GOVERNO SOBERANO. de regra. Mas por que aqui no Brasil existe União. dentro da “Faixa de Gaza”. há a reunião de Estados Soberanos. no lugar de POVO. oportuno registrar que a uniformidade linguística não é elemento de formação dos Estados.

competência exclusiva do Presidente da República): nomear. inc. por exemplo: a França.estrategiaconcursos. portanto.  Cyonil  Borges                                      www. não sendo.  Cyonil  Borges  –  aula  00 todas as atribuições políticas. havia Estados Soberanos. há diferentes polos de poder. A Federação é a FORMA DE ESTADO. 84. nos EUA. Vamos à resposta.com. Note: movimento da periferia para o centro – agregação. XIV. da CF/1988. Já os territórios detêm competência tão-somente administrativa. entes políticos/federados componentes da Federação Brasileira. Vejamos (art. o Procurador-Geral da República. segregador).Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. portanto. isso porque o Presidente da República é responsável pela nomeação do Governador do Território depois da sabatina pelo Senado Federal. os quais largaram a soberania para aglutinarem-se em torno da Federação (isso em 1787). afinal a capacidade de autogoverno é inexistente. quando determinado em lei. o presidente e os diretores do banco central e outros servidores. Dizem as boas línguas que nossa forma Federativa é espelho do sistema norte-americano. por exemplo: o Brasil. A União. Os territórios são definidos doutrinariamente como autarquias da União (as ditas autarquias territoriais). Estados. ou seja. reunidos em Confederação (desde 1776). os Governadores de Territórios. Essa afirmação é só metade verdadeira.br                                                      9 . os quais atuam de forma autônoma entre si. tínhamos um Estado Unitário. os Estados-membros. após aprovação pelo Senado Federal. diferentemente do sistema norte-americano (centrípeto ou agregador). isso porque a Federação Brasileira foi formada por desagregação (movimento centrífugo. Distrito Federal e Municípios?). adotada aqui no Brasil. os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. o Distrito Federal e os Municípios são as pessoas integrantes da Federação. e por desagregação foi criada a Federação Profº. Retornemos ao quesito (Mas por que aqui no Brasil existe União. São pessoas jurídicas de direito público INTERNO. Trocando em miúdos. Não é bem um espelho. Já no Estado Federal. considerados entes federados na CF/1988. Já no Brasil.

com. Vejamos o art. essencialmente. Por exemplo: o Banco Central – como autarquia – não edita leis – autolegislação. atributo que significa. ou Presidente – autogoverno. produzindo normas próprias. a Caixa Econômica – como empresa pública – não elege governador. legislam.  Cyonil  Borges  –  aula  00 (CF/1891). o termo “normas”). à distribuição interna de poder por diferentes centros políticos. Pois bem. administrar e se autogovernar). também. mais NOMOS (regras donde deriva. mas não são soberanos ou independentes. De forma esquemática: Essa forma de Estado (Federação) está ligada. os Estados. sendo a República Federativa a guardiã do atributo da soberania. Assim. prefeito. o reconhecimento que o Estado Brasileiro tem frente aos demais Estados Soberanos. atribuindo-se aos Estados-membros mera autonomia. 18 da Constituição Federal. podem criar suas próprias normas (legislar). Esses traços diferenciam tais pessoas das entidades da Administração Indireta (autarquias. Profº.  Cyonil  Borges                                      www. com capacidade de tríplice autonomia (legislar. ou seja. para efeito de fixação: A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. sociedades de economia mista e empresas públicas – serão estudadas mais à frente). Os destaques não constam do texto original. pois essas são exclusivamente administrativas. a soberania é atributo da República Federativa do Estado Democrático de Direito Brasil. Todos os entes federativos são autônomos. o Distrito Federal e os Municípios. em breves palavras. todos autônomos.estrategiaconcursos. Todos aqueles que integram a Federação são entes políticos ou federados. Autônomo deriva de AUTOS (próprio). ou seja. Como sobredito. fundações públicas. dizer que os entes federativos são autônomos significa dizer que podem estabelecer as próprias regras.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº.br                                                      10 . nos termos desta Constituição.

No vigente ordenamento republicano e democrático brasileiro.). abreviadamente. cabe registrar que. De que valeria o Estado criar a norma para vê-la cumprida por todos. inicialmente. Antes de tratarmos de Estado de Direito. eletivos (contraponto da  Prestação de contas pelos gestores públicos. além de eletivos. O que é Estado de Direito? Para respondermos ao quesito. dado que.br                                                      11 . apenas a República Federativa do Brasil tem competência para a formalização de tratados. pode ser destacado “Estado de Direito”. vejamos.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. ao lado da Monarquia. por exemplo. referindo-se à maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados.  Temporariedade dos mandatos vitaliciedade monárquica). os Estados-membros ou os Municípios. inclusive a si mesmo. Obviamente. não são exercidos nem ocupados em caráter permanente. Em síntese. houve a citação de que o Estado Brasileiro é República Federativa e Estado Democrático de Direito.República:  Legitimidade popular dos Chefes dos Executivos (Presidente. o que diz art. mas como Chefe de Estado. como diria um educador famoso: educar é dar exemplo. por serem os mandatos temporários e seus ocupantes. podem ser apresentadas as seguintes características da foRma de governo . os cargos políticos de chefia do Poder Executivo.com. e Prefeitos) e das Casas Legislativas. se não fosse o Estado o primeiro cumpridor? Profº. 1º da Constituição Federal de 1988: A República Federativa do Brasil. no direito internacional. mas desta distinta. Nesse particular. transitórios. a República (a coisa do povo para o povo) é forma de governo.  Cyonil  Borges                                      www. o exercício de tal poder não é vitalício.  Cyonil  Borges  –  aula  00 Linhas acima. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. Do trecho. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (.. O Estado não se afasta de cumprir a norma que cria. Dois novos conceitos para agruparmos ao rol já existente: o que é República? O que é ser de Direito e Democrático? O que é República? Na visão do autor José Afonso.estrategiaconcursos.. dela não dispondo a União. que. Responde à questão de quem deve exercer o poder e como este se exerce. Governadores. pode ser assim traduzida: O Estado cria as leis (em sentido amplo – a norma) para que a todos sejam impostas. o Presidente da República não subscreve os tratados como Chefe de Governo.

A Lei diz respeito à vontade geral. o servidor da Receita Federal é o Estado quando atua. para fazer frente ao Estado Absolutista. No Estado de Direito a contenção do poder é feita pela lei. assim. têm alcances diferenciados.br                                                      12 . 1º . Por fim. se o Estado é de Direito e. portanto. a contenção do Estado pelo povo. essencialmente. Isso ocorre porque o Estado.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. De fato. é uma presunção relativa (ou juris tantum. Com efeito. Sabemos que servidores são seres falíveis. é composto por seres humanos.  Cyonil  Borges                                      www. portanto. presumidamente.  Cyonil  Borges  –  aula  00 A ideia de Estado de Direito baseia-se na imposição de “freios” à atividade do próprio Estado. logo depois dos respectivos concursos e do derradeiro ato de posse. sendo a democracia mais abrangente do que o direito. Logo. e não o inverso (parágrafo único do art. Por exemplo. por serem presumidos legítimos. príncipe). De se destacar que esse “primado da lei” no Estado de Direito gera uma presunção para todo e qualquer ato que provenha do Estado: a presunção de legitimidade dos atos estatais. os atos falhos dos agentes públicos. o que vem a ser Estado Democrático? A Constituição. invertida pelo trabalho do particular. ao fim. é legítimo. de acordo com a ordem jurídica. nos termos desta Constituição”). não só os administrativos.estrategiaconcursos. podem ser questionados por terceiros. então. o Estado de Direito surgiu. e que os termos Democrático e Direito.com.“todo poder emana do povo. pode ser questionada. Profº. que estudaremos no tópico de atos administrativos. porventura produzidos nessa qualidade. significa a vontade do povo. cujo poder – de base divina e contratualista por vezes – centrava-se na figura do soberano (rei. assim como boa parte dos amigos leitores também o serão. ao mencionar Estado Democrático de Direito. possuem a característica da presunção de legitimidade? Resposta: SIM! Mas. uma vez que tais atos contam com presunção relativa de legitimidade. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. a qual. todo e qualquer ato proveniente do Estado é produzido. para aqueles que gostam de latim). Nesse instante alguns amigos devem estar pensando: então todos os atos do Estado. tornam-se inquestionáveis? Resposta: NÃO! A presunção de legitimidade. deixa evidente que não se trata de reunião meramente formal de elementos. obviamente. pressupõe-se que cumpra a lei. ou seja.

Vamos agora. CharlesLouis de Secondat. julgar. o Legislativo. Considerações gerais No tópico anterior. inclusive. distinguir as três principais funções do Estado: legislar. Parte II – Origens históricas do Direito Administrativo. será que com a real participação dos cidadãos ou meramente semântica ou formal. modernamente. tal como no Brasil. consagra essa “tripartição” de poderes no art. como dito. Profº. as quais.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. tal qual escrito na Constituição (art. o autor mais influente e discutido a respeito da repartição das atividades de Estado é. o Executivo e o Judiciário”. certa vez. modernos e clássicos. de vez. aprendemos que o Estado Brasileiro tem FOrma de GOverno a REPÚBLICA e Forma de Estado a FEderação. para. Montesquieu registrou que as missões fundamentais do Estado. Contudo.com. aplicando-a. assumindo o compromisso formal de evolução para a ideia de Constituição Dirigente (leia-se: preocupada com os direitos sociais – de 2ª geração – e não tão-somente os de 1ª geração – civis e políticos). independentes. como é o caso da Norte-americana).1. independentes e harmônicos entre si. Aristóteles. 2º da CF/1988. Esta ideia rodeia quase todo o direito ocidental moderno. a ideia de que a Constituição é meramente garantia (negativa ou liberdade. o problema é saber como são feitas tais leis. quem julgasse. de julgar (função judicial ou jurisdicional: aplicar o Direito aos casos conflituosos. o famoso Barão de Montesquieu. muito provavelmente. e assim sucessivamente. Locke e Rosseau. com textos bastante difundidos no campo da filosofia jurídica. dão origem aos “Poderes” constituídos. dar atendimento às demandas concretas da coletividade) deveriam ser exercidas por órgãos diferentes. ocuparam-se da abordagem de quais e quantas seriam as principais funções a serem desempenhadas pelo Estado. como ensinou. Exatamente por isso que nosso texto constitucional se preocupou em inserir expressamente o termo Democrático.estrategiaconcursos. e administrar. Hobbes. No seu clássico “O Espírito das Leis”. Desse modo.br                                                      13 . e fontes do Direito Administrativo. para afastar. de legislar (função legislativa: criar o Direito novo). não legislaria. que. não administraria.  Cyonil  Borges                                      www. Apenas para citar alguns mais conhecidos. objeto. quem administrasse. 2º): “São Poderes da União. conceito. solucionando-os em definitivo) e de administrar (função administrativa ou executiva: usar a norma jurídica criada. 2. Diversos pensadores. Karl Lowenstein.  Cyonil  Borges  –  aula  00 Por exemplo: o Estado da Venezuela é de Direito? Acredito que sim.

além da função normativa. constituindo o que se reconhece na doutrina constitucionalista como sistema de “Freios e Contrapesos” (ou checks and balances.estrategiaconcursos. 52. que a Constituição o autorize. Exerce também a FUNÇÃO Profº. A divisão do Poder entre órgãos diferentes possibilita aos órgãos constitucionalmente estabelecidos controlar-se entre si. mas sim de órgãos distintos. CF). para então sintetizar a referida distribuição de funções. II. a seguir. exerce a FUNÇÃO JURISDISCIONAL quando o Senado processa e julga o Presidente da República nos CRIMES DE RESPONSABILIDADE (art. como não poderia deixar de ser. por exemplo. embora tenham suas funções normais (funções típicas). enfim. a seguir. exercentes do Poder. para os mais chegados à língua inglesa). O Legislativo. diferentemente da tripartição de Montesquieu (considerada rígida). dos ensinamentos do autor José dos Santos Carvalho Filho. a representação gráfica da tripartição brasileira. desempenham também funções que materialmente deveriam pertencer a Poder diverso (funções atípicas).  Cyonil  Borges  –  aula  00 Acontece que. Decorre daí o entendimento de que o Poder é UNO. o Poder do Estado. 52. que é um só. “Os Poderes estatais. é óbvio. sempre. I. De fato. Tome-se como exemplo a ordem jurídica brasileira.  Cyonil  Borges                                      www.br                                                      14 . especialização) de função.com. é exercido em diversas frentes.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. CF) ou os Ministros do Supremo Tribunal Federal pelos mesmos crimes (art. Todavia. “em forma de pizza”: Utilizo-me. Vejamos. tecnicamente. indivisível. o exercício dos Poderes no Brasil dá-se por precipuidade (preponderância. havendo apenas uma distribuição funcional – aquilo que os constitucionalistas chamam de princípio da especialização. a abordagem inicial de Montesquieu não falava de “Poderes”. não há exclusividade.

"b" etc. o Judiciário faz licitações (administração de compras. e de FUNÇÃO ADMINISTRATIVA. o Poder Executivo. nunca chegou a ser aplicado com efetividade. a missão legislativa. no caso federal. 205. 96. CF). O Judiciário. ainda. esta sim. pelo Poder Executivo. "a". no que o Judiciário está. I.”2 Portanto. CF). quando produz. medidas A discussão sobre a possibilidade de ser exercida função jurisdicional pelo Executivo. por exemplo. p. a função administrativa de Estado é exercida. e 52. A nova. atipicamente. 84. "b". pratica atos no exercício de FUNÇÃO NORMATIVA. DIOGO DE FIGUEIREDO MOREIRA NETO ("Contencioso Administrativo". o Senado processa e julga o Presidente da República nos crimes de responsabilidade (inc. o mesmo Poder pode deflagrar o processo legislativo.). de maneira atípica. Continuo. também exerce. 23) admite que o Executivo exerça jurisdição. O Poder Executivo. I. desempenha também FUNÇÃO ATÍPICA NORMATIVA. Quanto à FUNÇÃO JURISDICIONAL. Por fim. atipicamente. o qual também exerce atipicamente funções administrativas. afora sua função típica (função jurisdicional). A missão típica do Poder Judiciário é aplicar o direito aos casos litigiosos que lhes sejam submetidos. Contudo. no Brasil. a única que produz a res iudicata (por José dos Santos Carvalho Filho). exercendo funções administrativas. art. sequer alude àquela expressão. 96. II. não há como se negar que a mesma função é desempenhada por todos os demais Poderes.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. CF). Enfatizo. Da mesma forma. Para nós. como na elaboração dos regimentos internos dos Tribunais (art. A Carta anterior ainda abria certa fenda para essa possibilidade no art. 2 Profº. todavia. o sistema constitucional pátrio vigente não deu margem a que pudesse ser exercida pelo Executivo. através do sistema do contencioso administrativo. 62.estrategiaconcursos. que nossa afirmação é feita à luz do ordenamento jurídico pátrio. 96. que. normas gerais e abstratas através de seu poder regulamentar (art. "a". I do art. 51. quando organiza os seus serviços (art. foi superada pelo advento da nova Constituição. ao contrário da anterior. IV. cuja missão típica é a atividade administrativa. obras. A questão seria identificar a quem é outorgada a função de forma típica ou atipicamente. na verdade. quando faz licitações e concursos públicos. essencialmente. 68. IV. sem definitividade. quando edita medidas provisórias (art. "a". CF). 52 da Constituição Federal). Contudo. XIII. serviços) e concursos públicos para seleção de servidores (administração de pessoas). Ousamos discordar do ilustre professor. "c". ao qual incumbe precipuamente a função administrativa.br                                                      15 . é o Presidente da República. ainda. Essa mesma função – administrativa – pode ser percebida com relação ao Poder Legislativo. O melhor exemplo disso é a possibilidade de edição por parte de seu chefe de medidas provisórias. contudo.com.  Cyonil  Borges                                      www. por exemplo. CF) ou leis delegadas (art. o fato de existirem contendas na via administrativa suscetíveis de decisão não implica o exercício da função jurisdicional típica. ou. que. O Legislativo também desempenha a atividade jurisdicional quando.  Cyonil  Borges  –  aula  00 ADMINISTRATIVA quando organiza seus serviços internos (arts. quando encaminha normas para apreciação do Poder Legislativo.

conforme se verá no devido momento. estar certo. como é o caso do autor Diogo Figueiredo. contido no inc. Essa é a posição da doutrina majoritária e que devemos levar para a prova. Em havendo previsão na Constituição dos Estados e nas Leis Orgânicas. XXXV do art. coercitivamente – pelo Estado. Fácil verificar.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. Mas.  Cyonil  Borges                                      www. Leia-se: impostas obrigatoriamente – coativamente. 5º da Constituição Federal.. A Jurisdição é quase que monopolizada pelo Poder Judiciário e apenas em casos excepcionais pode ser exercida pelo Legislativo. tanto os Governadores como os Prefeitos ficam autorizados a editarem medidas provisórias. podem seus atos ser levados à apreciação do órgão judiciário competente. como sobredito. Por isso. portanto. ou seja. afinal não é um homem direito. Contudo. como a decisão proveniente do Judiciário. porém sem definitividade (sem o colorido jurisdicional).br                                                      16 .estrategiaconcursos. que não pode ser “invadido” pelos órgãos judiciais. é claro. o Executivo não exerce atividade jurisdicional em sentido formal. em parte. 2. Se lhe perguntassem: você entregaria a mão de sua filha para um traficante de drogas? Obviamente não. como o “mérito” da decisão administrativa. essa apreciação judicial não é ilimitada.2. tratando-se. conduta irrepreensível. como na aula de atos administrativos. tanto nessa aula. Obviamente. em sentido estrito. tem sido voz vencida. Transcreva-se: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. O Direito comparece. no entanto. de concursos públicos. como bem informado por José dos Santos. Profº. estas não constituirão coisa julgada material ou definitiva. 62 da CF/1988).  Cyonil  Borges  –  aula  00 estas que possuem força de lei desde sua edição (art.com. de antemão. Ainda que o Executivo adote decisões em processos administrativos de sua competência. que o conceito da palavra direito tem estreita ligação com retidão. como conjunto de normas norteadoras/regentes da conduta humana. Em nosso mundo jurídico não é diferente. responderia: com o pé direito. com o sentido que esta deve ser vista. porque.. Direito: ramos e sub-ramos Se lhe perguntassem: com que pé acordou hoje? Provavelmente. que. ao Poder Executivo não é dado o exercício da atividade jurisdicional (em seu sentido formal). Aguardem as “cenas do próximo capítulo” – tópico de atos administrativos. em razão do princípio da inafastabilidade de jurisdição. Há quem defenda que o Poder Executivo exerce atividade jurisdicional. adiante-se: há limites para apreciação de atos administrativos pelo Poder Judiciário. com força de definitividade.

que é substituída pela ideia de função. quem não se lembra do Direito Civil e Empresarial/Comercial. Inversamente. para facilitar que o ser humano cresça. o direito foi dividido em ramos. O autor Celso Antônio ensina que o Direito Privado é governado pela autonomia de vontade.  Cyonil  Borges  –  aula  00 Aprendemos que o Direito é uma ciência UNA. que o Direito Administrativo é sub-ramo do direito público interno. maciça.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. Já o Direito Público se encarrega da disciplina dos interesses coletividade. logo. logicamente. interesses públicos. o que seria da vida dos Professores de Direito se tivessem que conhecer toda a ciência jurídica? Simplesmente não seria. ou a ordem privada (Direito Civil e Empresarial). de supremacia. reproduza. obviamente. Por fim. Porém. do interesse público e social. antes de morrer. uma vez que regula as relações em que predominam os interesses do Estado. e. Como sub-ramos do Direito Privado. a disciplina da hierarquia entre seus órgãos. São sub-ramos em que o predomínio é o interesse individual. alerto que essa dicotomia (público e privado) é meramente didática. este. o chamado dirigismo estatal. por outro lado. percebemos. isto é. competindo-lhe a organização do Estado (por exemplo: o Direito Constitucional). tais finalidades ou meios não esbarrem no Direito.br                                                      17 . positivado no próprio Código Civil. parcialmente. o Direito Privado pode ser entendido como aquele que regula as relações entre os homens. de dever de atendimento do interesse público. Nessa passagem. Por exemplo: há normas do direito privado que defendem interesses públicos (por exemplo: direito de família). e porque em pelo menos um dos polos da relação disciplinada por ele está a Administração Pública.estrategiaconcursos. existem normas de direito administrativo para a defesa de interesses dos particulares (leiase: dos administrados). Resgatando Orlando Gomes. por ser indivisível. privado e social. monolítica. servindo-se para tanto dos meios que elejam. claramente. em posição de verticalidade. sendo encontrados os ramos: público.com.  Cyonil  Borges                                      www. como são as normas de segurança e os direitos fundamentais. cujo atendimento não é um problema pessoal de quem os esteja a curar. A ciência jurídica é bastante complexa e difusa. tendo em vista o interesse particular dos indivíduos. o Direito Público se ocupa de interesses da sociedade como um todo. as partes elegem as finalidades que desejam alcançar. por questão meramente didática. Profº. mas um dever/encargo/múnus público inescusável. desde que. Assim não há espaço para a autonomia da vontade. das relações com seus servidores (como é o caso do Direito Administrativo). a atividade financeira (arrecadatória) do Estado (por exemplo: o Direito Tributário).

italiano. pois. dotado de princípios e objeto próprios. por exemplo. o Estado ficar sem pagar e o contratado ter a obrigação de executar os serviços. . berço do direito administrativo. 37 da CF/1988. juntamente com o direito constitucional e outros ramos do direito público. do Italiano. porque podemos aprimorá-lo e não simplesmente partir do zero. e outros).estrategiaconcursos.112/1990. que tem por objetivo assegurar a proteção dos direitos individuais. cenas dos próximos capítulos). do Francês. 3 Direito Administrativo. atualmente. Ed.Regime legal dos servidores (Lei 8. não apenas nas relações entre particulares. Dos direitos nacionais. no §6º do art.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº.com. com a entrada de novo governante. Atlas. inglês.3. em especial à lei fundamental que é a Constituição) e sobre o princípio da separação de poderes. a partir do momento em que começou a desenvolver-se – já na fase do Estado Moderno – o conceito de Estado de Direito. em que o Estado será responsável pelos atos dos agentes. O Direito Administrativo Brasileiro certamente não brotou antes do Direito Romano. 24. todo o corpo de servidores era despojado para a colocação de novos agraciados.Responsabilidade civil do Estado: existente.  Cyonil  Borges                                      www. que o nosso sistema se fartou. encontrada. o que. do Germânico. pode captar os traços positivos e reproduzi-los de acordo com sua realidade histórica. ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro3. entre nós. O que é mais fácil: criticar um livro de um grande autor ou fazer um livro de igual quilate? Criticar. Com o Direito Administrativo Brasileiro não foi diferente. 17ª edição. como. na esfera federal): com a finalidade de se evitar o sistema de despojos (“spoil system”). sejam lícitos ou ilícitos (a chamada responsabilidade objetiva. alemão.br                                                      18 . p. mas também entre estes e o Estado. . foi do francês (de base romanística).  Cyonil  Borges  –  aula  00 2. provavelmente.Inserção do princípio da moralidade administrativa de forma expressa no texto da Constituição. . de certa forma. que. estruturado sobre o princípio da legalidade (em decorrência do qual até mesmo os governantes se submetem à lei. Profº. teve início. tendo as contribuições dos diversos direitos nacionais (francês. Origem do Direito Administrativo A formação do Direito Administrativo como ramo autônomo. obviamente. é para ser visto com bons olhos. desde a Constituição de 1946.Presença de cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos: cláusulas que garantem a posição de supremacia do Estado sobre os particulares. São exemplos de contribuições: .

primeiro passemos à leitura do art. todavia. isso mesmo. sem distinção de qualquer natureza. Na França. penso ser suficiente essa apresentação. dentro do que a doutrina denomina contencioso administrativo. Detalhe importantíssimo de prova.  Cyonil  Borges                                      www. em 2002.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. do tipo livro esquematizado. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. de forma metódica. Profº. 5º Todos são iguais perante a lei. temos duas: a administrativa e a judiciária. Na França. Então responda: no Brasil.estrategiaconcursos. nos termos seguintes: XXXV .  Cyonil  Borges  –  aula  00 É bem verdade que existem outras contribuições. No entanto. da CF/1988: Art. houve sim para a formação do nosso sistema de jurisdição contribuição do sistema inglês. como ocorrido com o Código Civil de 1916 alterado. no entanto. à igualdade. não cabe a reapreciação pelo Poder Judiciário. toda a legislação de mais de cinco mil Municípios. será que existe a separação das autoridades administrativa e judiciária? Será que as decisões adotadas por um Ministério ou por Tribunais de Contas não poderão ser sindicáveis/controláveis pelo Poder Judiciário? A resposta é simples. à segurança e à propriedade. sistematizando. ao vasculharmos os manuais de Direito Administrativo. DF e União.com. A partir da leitura do texto. as decisões administrativas são definitivas. 26 Estados.4. XXXV. tão-somente. tornando-o inerte às evoluções. à liberdade. Código com 200 mil folhas. Codificação Acaba de ser lançado o primeiro Código Administrativo no Brasil! Os amigos foram ao lançamento? Aconteceu no salão da livraria Cultura. 2.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. não temos apenas uma jurisdição.br                                                      19 . percebemos três correntes a favor ou contra a reunião de forma harmônica das normas administrativas. desvendamos que não vigora entre nós a existência de duas jurisdições (como na França) – sistema contencioso. seus defensores apontam para o perigo de petrificar o direito. às transformações do mundo. assim distribuídas: 1ª – O Direito Administrativo não pode ser codificado: em sendo o Direito Administrativo bastante dinâmico. Brincadeirinha! O Direito Administrativo ressente-se de codificação legal. portanto. tendo o objetivo deste curso (concursos públicos). 5º. em que a definitividade é traço formal do Judiciário (sistema de jurisdição UNA ou ÚNICA).

e) União. todos autônomos. dos estados. nos termos da Constituição. Estados. Distrito Federal e Municípios.br                                                      20 . Territórios Federais e Municípios. Profº.com. Distrito Federal.estrategiaconcursos. Estados. Estados. A União distingue-se do Estado federal. d) União. autônoma em relação às unidades federadas. Por isso as questões nos servem para a fixação da matéria. haveria facilitação na compreensão e aplicação das normas. b) União. essa parece ser a menos extremada. (Certo/Errado) 2) (2007/Cespe – Bombeiros/DF) O termo União designa entidade federal de direito público interno. São exemplos de codificações parciais: Código de Águas. que é o complexo constituído da União. 3ª – O Direito Administrativo é passível de codificação parcial: das correntes.112/1990. do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. Distrito Federal.  Cyonil  Borges                                      www. Eventuais dúvidas serão resolvidas em nosso fórum. todos soberanos. Distrito Federal. Lei 9. todos soberanos. todos independentes. Lei 8. Territórios Federais e Municípios.784/1999 (Lei de Processo Federal). Territórios Federais e Municípios. a) União.  Cyonil  Borges  –  aula  00 2ª – O Direito Administrativo deve ser codificado totalmente: segundo seus defensores.745/1995 (Lei de Concessões de Serviços Públicos). Distrito Federal e Municípios. Código Florestal. Estados. (Certo/Errado) 3) (2008/Esaf – EPPG) Assinale a opção que contempla todos os entes da organização político-administrativa da República Federativa do Brasil. desde os primórdios da construção desse conceito. todos autônomos. garantindo-se aos administrados maior segurança jurídica. QUESTÕES DE FIXAÇÃO Não é um curso de questões comentadas. c) União. Estados. 1) (2007/Cespe – MP-AM – Promotor) A ideia de Estado de Direito. não defende a inexistência de qualquer código ou a existência de um código totalizante. Lei 8.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. está associada à de contenção dos cidadãos pelo Estado.

2. 2 c) 3. 2. 3. 3 b) 1. exceto: a) comando b) coordenação c) execução Profº. 2. e) os Três Poderes da União. 3. 1.ENAP – Administrador) São entidades políticas. 2. 1 e) 3.com. 1. 3 d) 2. 3.  Cyonil  Borges                                      www. 1. 1. Executivo e Judiciário da União.  Cyonil  Borges  –  aula  00 4) (2006/Esaf .estrategiaconcursos. 2. integrantes da República Federativa do Brasil: a) as autarquias da União e dos Estados. dos Estados e dos Municípios. 3 República Estado Unitário (1) Forma Governo (2) Sistema Governo de de de Parlamentarismo (3) Forma Estado Federação Monarquia Presidencialismo 6) (2010/ESAF – CVM – Analista – outras áreas) Partindo-se do pressuposto de que a função política ou de governo difere da função administrativa.br                                                      21 . 1. 3. 5) (2010/ESAF – CVM – Agente Executivo) Correlacione as colunas abaixo e. b) as autarquias e empresas públicas da União. c) os Estados brasileiros.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. 1. 2. com personalidade jurídica de direito público interno. d) os Poderes Legislativo. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) a) 1. é correto afirmar que estão relacionadas(os) à função política. 2. 3. 1. 2. ao final. selecione a opção que expresse a correlação correta.

uma definição de público excluiria as relações econômicas. analise os conceitos de "público" a seguir: I. Ele é um espaço dinâmico que não pode ser garantido por delimitação nem possui um lócus específico. assinale aquele que não foi introduzido no sistema brasileiro. b) se somente a afirmativa II estiver correta.  Cyonil  Borges                                      www. e) se todas as afirmativas estiverem corretas.br                                                      22 . Dessa forma. III. previsto na norma constitucional. c) Natureza judicante da decisão do contencioso administrativo. políticas e sociais que interferem na produção do espaço público. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. 8) (1999/Esaf – Assistente Jurídico/AGU) A influência do Direito Administrativo francês no Direito Administrativo brasileiro é notável. a) Regime jurídico de natureza legal para os servidores dos entes de direito público. Entre os institutos oriundos do direito francês abaixo.com. impede que. d) Cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos. Este direito. O termo público pode ser entendido como relativo àquilo que é "de todos e para todos".estrategiaconcursos. b) Teoria da responsabilidade objetiva do Poder Público. Pode-se vincular a noção de público a um regime no qual iguais reunidos em coletividades buscam o bem comum e o exercício de práticas solidárias. e) Inserção da moralidade como princípio da Administração Pública. à "coisa pública" e ao "interesse público". Assim sendo. 9) (2002/Esaf – AFRF) “A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.  Cyonil  Borges  –  aula  00 d) direção e) planejamento 7) (2006/FGV – Min. no Brasil. II. d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. c) se somente a afirmativa III estiver correta. O público é resultado da separação entre Estado e Sociedade. bem como uma relação de influência sobre o Estado tendo em vista a construção da cidadania. o seguinte instituto Profº. da Cultura/Analista de Administração) Não existe uma definição única a respeito do conceito de público.

no Brasil. c) o de que os atos de gestão estão excluídos da apreciação judicial. para o exercício do controle jurisdicional. 12) (2008/Cespe – TJ – Analista Administrativo) Para a identificação da função administrativa como função do Estado. b) o do chamado contencioso administrativo. excludente da judicial.  Cyonil  Borges                                      www. Profº. e) o da justiça administrativa.Ana Téc-Tecnologia da Informação) O sistema adotado. no ordenamento jurídico brasileiro. do seguinte instituto de Direito Administrativo: a) controle administrativo b) contencioso administrativo c) jurisdição graciosa d) recursos administrativos com efeito suspensivo e) preclusão administrativa 11) (2006/Esaf . é a) o da chamada jurisdição única.SUSEP . o estudo da Administração Pública abrange: a) a atividade administrativa. os doutrinadores administrativistas têm se valido dos mais diversos critérios.  Cyonil  Borges  –  aula  00 de Administração Pública. como o subjetivo.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº.br                                                      23 . o objetivo material e o objetivo formal. 13) (2005/Esaf – AFRFB) Em seu sentido subjetivo. d) o do necessário exaurimento das instâncias administrativas. possa expressar caráter de definitividade em suas decisões: a) Arbitragem b) Contencioso administrativo c) Juizados especiais d) Mediação e) Sindicância administrativa 10) (2004/Esaf – MRE – Oficial de Chancelaria) O dispositivo da Constituição Federal pelo qual “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito” impede a adoção plena. típico para a solução de conflitos. b) o poder de polícia administrativa. de controle judicial de legalidade. dos atos da Administração Pública.com.estrategiaconcursos.

expressa uma das funções tripartites do Estado. 14) (1999/Esaf – Assistente Jurídico/AGU) A Administração Pública. CONFIRA SEU GABARITO 1 2 3 4 5 ERRADO CERTO E C B 11 12 13 14 15 A CERTO C C E Profº. b) O conjunto de órgãos e entidades integrantes da Administração é compreendido no conceito funcional de Administração Pública.br                                                      24 . d) No sentido orgânico.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. materialmente. em seu sentido objetivo. é correto afirmar: os conceitos de a) Em seu sentido material.  Cyonil  Borges  –  aula  00 c) as entidades e órgãos que exercem as funções administrativas. c) Administração Pública. e) a intervenção do Estado nas atividades privadas.estrategiaconcursos. Administração Pública confunde-se com a atividade administrativa. engloba as seguintes atividades. a Administração Pública manifesta-se exclusivamente no Poder Executivo. em sentido objetivo.com.  Cyonil  Borges                                      www. exceto: (a) Polícia administrativa (b) Serviço público (c) Elaboração legislativa. d) o serviço público. no exercício da função administrativa. e) A Administração Pública. com caráter inovador (d) Fomento a atividades privadas de interesse público (e) Intervenção no domínio público 15) (1998/Esaf – Procurador) Sobre Administração Pública. não se manifesta no Poder Legislativo.

E pode acreditar.  Cyonil  Borges  –  aula  00 6 7 8 9 10 C C C B B That’s all! Foi só “pra” ter ideia do curso teórico. essa é uma das partes mais chatas do Direito Administrativo.estrategiaconcursos. Abraço forte a todos e excelente semana.com.Curso  Teórico  de  Direito  Administrativo  para  AFC-­‐STN     Profº. As próximas aulas serão supimpas! Aguardo vocês no curso teórico.  Cyonil  Borges                                      www. Cyonil Borges. Profº.br                                                      25 .