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Eduardo Corona

Estudo de uma Residência Unifamiliar, 1956 Ítalo Galeazzi

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.  Casa M.G. 1961 1/32      . Carlos Lemos e Eduardo Corona.

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em geral eram dos anos 50 e do início dos 60 como a casa M. Publicamente. assim como biografias e obras de arquitetos reconhecidos. Escrito juntamente com o arquiteto Carlos Lemos. ainda não estão resolvidas – ou que pelo menos. explica que “nem sempre seus projetos e suas concepções são realizados. é enfrentar e dar continuidade a um trabalho. nada distingue daquilo que se pode convencionar de técnica construtiva. Eduardo Corona foi um dos redatores da revista Acrópole (1) desde 1966 até 1971. Esta compreensão tem sido reclamada pelos arquitetos professores. por julgá-la inútil. cuja grande maioria nada viu ainda de positivo. para a realização de um exercício de prática de projeto. impotentes. que resolve problemas de profundidade humana. onde sempre defendeu os aspectos éticos da profissão e os interesses da classe sem. também foram publicados uma serie de 5 estudos de Eduardo Corona para residências unifamiliares. conduzem o estudo do . Nos consideramos. com discernimento. No texto introdutório. considerando que uma serie de decisões de ordem técnica e de forma. até as etapas de finalização do projeto arquitetônico. diversos projetos do arquiteto como o edifício de apartamentos Jorge Bey Maluf de 1956. são por ele enfrentados com conhecimento. Com textos bastante claros e diretos. projeto dos próprios autores do guia. também estavam incluídas no dicionário. Na Acrópole número 210 de 1956. sua posição política era estar sentado em cima do muro. devido a fatores diferenciados de origem” e que por isso “cada arquiteto tem em seus arquivos particulares uma enorme serie de estudos. desde o instante em que o proprietário resolve simplesmente sustar a fiscalização arquitetônica por parte dos autores do projeto. (3) Suas contribuições ao meio acadêmico e sobretudo no ensino de arquitetura. quando conviveu com Oscar. que sabe idealizar obras bonitas. reconhecendo etapas de projeto e verificando resultados. Os projetos não foram executados. capazes de realizar a arquitetura que o homem de nossos dias reclama. e se entrosem na grande arrancada de preparação de futuros arquitetos. A partir deste material publicado. com audácia e com sensibilidade para que possa . É um profissional. talvez desde os dias de estudante no Rio. de qualidade artística ou de realização econômica ou mesmo de realidade financeira. por fim.E ano após ano. sustenta-se na convicção da vigência da concepção Moderna para a arquitetura contemporânea.(. foi encarte da revista. a Residência Abrahão Rotberg de 1957 e o edifício do Departamento de Historia y Geografia da Faculdade de Filosofia. como seu estagiário e desenhista. nada vê. O encarte destacável era um glossário de termos técnicos ilustrados com detalhes construtivos. digna pelo menos de conceituação benevolente por parte dos entendidos e da crítica. Um Guia de Arquitetura Contemporânea de São Paulo (5). no entanto. o redator.. Intimamente. Escrevia regularmente no informe do IAB de São Paulo. Noutras palavras: resta repelir idéias retrógradas” (4).ao cabo e ao fim . professores de cadeiras técnicas e científicas. de 1961. A escolha de um projeto moderno. solucionando questões que nem o verdadeiro autor tinha-se deparado ainda. também elaborado por Carlos Lemos e Eduardo Corona. O exercício parte de um anteprojeto existente. com os 5 diferentes projetos extraídos do arquivo do arquiteto. o trabalho de pesquisa proposto foi desenvolver um destes estudos. maior progresso no raciocínio.oferecer ao semelhante soluções. colocava suas impressões sobre o panorama da produção arquitetônica brasileira. era um homem de esquerda. o que irritava o pessoal do Partidão. Outra contribuição importante do arquiteto para a revista.” (6) Além de seus textos. anos mais tarde. como sua reação ao “surto imobiliário de especulação desenfreada” (2) ou explicando as “Dificuldades do arquiteto ou A triste figura do cliente desavisado”: “O proprietário ou o cliente. anteprojetos e croquis de toda natureza. além de ocorrerem como professor desde 1949. capazes de enfrentar o mundo de amanhã e seus problemas. Lastimável desconhecimento ou desrespeito por uma profissão”. eram igualmente apresentadas nas notas de arquitetura em Acrópole: “O arquiteto não é mais um especialista na grande arte. para que os outros especialistas. logo depois do falecimento de Corona: “Com seu tino agudo de observação escreveu durante anos nos boletins do IAB. Carlos Lemos escreveria sobre o colega de trabalho. Irreparável atitude. foi o Dicionário de Arquitetura Brasileira de 1957. este então leigo até não mais poder. consciente do tempo em que vive.. artísticos e técnicos. foram publicados na revista Acrópole. que abre uma sessão de 4 páginas. referindo-se aos arquitetos em geral. As obras apresentadas.) Resta mais homogeneidade de conceituação. contudo. último ano de circulação de um dos mais importantes periódicos especializados em arquitetura do Brasil. Nunca se importou com isso. Ciências e Letras da Cidade Universitária de São Paulo de 1966. cujos aspectos sociais. feitos para objetivar este o aquele problema que se apresenta (7). não estão claras – mas que já podem ser verificadas a partir desta etapa do projeto arquitetônico. apresentando uma recopilação da produção mais recente dos arquitetos de São Paulo. modestamente vigilantes tentamos salvar alguma coisa para que de tanta burrice surgisse uma obra razoável. A ênfase na análise tectônica e na proposições de novas soluções construtivas. entendam os propósitos e meios. Mais que simplesmente redesenhar um projeto existente. o dicionário era publicado por partes em seqüência alfabética nos diferentes números da revista. Nomenclaturas e conceitos de teoria e história da arquitetura. assumir posições políticas radicais.G.

projeto e revelam-se em novos desenhos técnicos complementares. Presume-se que a casa poderia ter sido projetada para um lote de uma nova urbanização. o alinhamento dos muros também esta indicado na perspectiva por linhas que correspondem ao perímetro do terreno. Um que se desenvolve desde o acesso até o final do volume dos dormitórios e outro que parte das áreas de serviço até a outra extremidade da sala de estar. tampouco possa ver o que está acontecendo fora. Mas conforme se comprova na planta baixa. alimentos para novos conteúdos formais e anímicos. conferindo características espaciais específicas a cada um. Na frente do terreno. o que lhe qualifica como uma área mas privativa da casa. A orientação solar não está especificada mas pode ser deduzida pela projeção da sombra na perspectiva. pelo menos nas imediações deste projeto. Mesmos sabendo de que se trata de um estudo ou anteprojeto e. é fácil entender sua localização em planta e seu dimensionamento pode ser feito com as diferenças de altura informadas. por exemplo. Quanto à localização desta casa. O mural situado mais atrás. Mesmo considerando a existência de muros vazados e desníveis de terreno que delimitam a partição das áreas externas. impedindo que o morador seja visto da rua e que este. pela disposição dos brises verticais do pátio semicoberto e pela distribuição dos espaços em planta. “A aparência da construção proporciona à fantasia. Primeiramente. também. níveis. determinando maior controle à hora de propor soluções construtivas e. pesquisou-se as utilizadas em obras existentes.50 m2 de área construída.50 nos dormitórios e de 2. delimitando as extensões dos pátios. A planta está ordenada por dois eixos que são determinantes para a distribuição das áreas edificadas e pátios. Conclui-se que a fachada de acesso esta orientada para nordeste. conteúdos estéticos impensáveis” (8). Estendem-se nas duas laterais e nos fundos do terreno com uma altura de 2 metros. os pátios comunicam-se nos recuos de fundo e laterais. Em um primeiro instante. para verificar a correspondência entre os desenhos. Decidiu-se trabalhar com a residência que o artigo numera como “2”. há alguns pontos que devem ser observados na comparação dos desenhos. um corte longitudinal esquemático e uma perspectiva interna do living. o muro é substituído por uma grade baixa como as que Corona desenharia para outras casas. as dimensões de 25x40 do terreno são informadas. Entretanto. a julgar pela forma como está representando o entorno na perspectiva e por não estarem desenhados os muros. sobretudo. substitui o muro encerrando um pátio mais reservado. Os projetos de residências unifamiliares que foram construídas. surpreendem por sua racionalidade construtiva e funcionamento. etc. sendo a incidência solar crítica das primeiras horas da tarde controlada pelos brises. poderia tratar-se de um projeto para uma casa de campo. Acredita-se que este seja o melhor método para conhecer um projeto e. porque observando as imagens. debaixo da parte coberta. chegaram a trabalhar juntos. a análise de obras de outros arquitetos. inclusive. Informa pé-direito de 3. analisou-se dimensões. Primeiramente. como a da cozinha que faz divisa com o terreno vizinho. que é um exercício indispensável para quem aprende a projetar. * * A informação gráfica publicada do projeto está composta de 4 desenhos: uma planta baixa com referência de escala. foi a que mais apresentava informações que pudessem resultar em condicionantes de projeto. virtualmente. de forma. serviram de base para conhecer as soluções técnicas que o arquiteto utilizava em determinados casos. uma perspectiva externa. já se denota uma primeira subdivisão em uma zona parcialmente coberta delimitada pelo mural e pelos brises. também publicados na revista.50m nas demais áreas. Como já foi observado. na qual. que ao final. um importante projeto Moderno. talvez. Haveria incidência solar nos dormitórios nas primeiras horas da manhã. A representação gráfica dos muros nos desenhos originais não informam suas reais dimensões e acredita-se que não corresponde ao importante papel que estes elementos assumem no projeto. controlariam também a entrada de luz direta nas últimas horas do dia. O pátio da piscina consiste numa zona de recreação mais privada. mesmo que no corte esteja representada. elementos construtivos. acessível necessariamente uma vez que se passe pela sala de estar. mobiliário. Estes muros de alvenaria não possuem nenhuma vinculação estrutural à edificação. Uma vez valorizada sua aplicabilidade. Esta ligação entre pátios é visual. A batalha com o técnico durante a construção mostra. constantemente. que a falta de detalhes ou de um traço impreciso é característica desta fase de projeto. Pode ser acedido desde os quartos e da área de serviço onde também está o quarto do . Os tijolos vazados. por sua vez. Na perspectiva interna. o estar receberia sol durante grande parte do dia. foram redimensionadas para a situação correspondente. como se fosse uma extensão do estar. configuram os pátios com as demais partes construídas. Para decidir que tipo de esquadria utilizar. Isto porque não se encontrou nas próprias obras de Corona situações semelhantes que pudessem ser aplicadas ao novo projeto. desde o acesso principal. A disposição dos pátios e a distância da edificação em relação ao alinhamento definem um ponto onde. É evidente que estes arquitetos e obras eram contemporâneos de Corona e que as vezes. porque entre os estudos para residências projetados por Eduardo Corona publicados em Acrópole (9) . estes aparecem ao fundo. (10) A casa tem 400. pois a forma como devem ser acedidos e percorridos é bastante intencional e programada: ao entrar no primeiro pátio. que fecham externamente parte do estar ao pátio maior. por sua vez. sombras. ainda se tivesse construído pouco. num terreno de 25x40m. Mais que indicar os limites do terreno. Um curto texto explica que o material publicado é um estudo de residência para um casal com 2 ou 3 filhos. Foi necessária. Na perspectiva não estão desenhados os brises verticais e um dos pilares que aparecem em planta e na perspectiva interna. estes eixos se cruzam e revelam a pretensão do arquiteto por um dimensionamento proporcional dos pátios. a escada que liga o estar aos quartos não está desenhada. Na planta baixa. qualidades de desenho e técnica que o mercado atual parece ter esquecido. O terceiro pátio é o dos dormitórios com uma utilização exclusiva dos que aí residem. não existe nenhuma informação concreta. por exemplo. Isto foi importante para saber o que se podia fazer quanto ao emprego de materiais e de soluções técnicas. Segundo. Suas dimensões são de 25cm de espessura acompanhando as dimensões das paredes externas da casa. reconheceu-se de imediato.

sugerida pelos novos pontos de sustentação do vigamento. Desta forma. O alinhamento destes novos pilares afetaria a continuidade da linha de apoio que. Inclusive os reservatórios nos dois projetos estão localizados em cima do corredor que leva aos dormitórios. evitando a adaptação de recursos técnico-construtivos mais complexos que não caracterizam este projeto. a descontinuidade da linha de apoio. senão consciência de eventual deslocamento e exploração formal do desajuste” (13). O segundo pátio. A comparação entre estes dois projetos estende-se também à utilização dos mesmo materiais e elementos construtivos. A solidez e coesão que em seu conjunto manifestam. a cobertura é sustentada por pilares metálicos de seção circular. pelo menos. sustentam a análise feita sobre a planta do estudo de caso e sobre a casa em Indianápolis. como os pilares e brises que suportam e fecham parcialmente a garagem. Este deslocamento da garagem e espaços adjuntos significou uma operação importante na organização da planta: o corredor externo do acesso principal sob o pátio semi-coberto. ao desenhar a planta sobre o desenho original seguindo as informações da escala. do encadeamento da experiência” (11). Assim. Dessa forma. de certa forma. com projeções limitadas às dimensões desta circulação. (12) Retomando o anteprojeto de 1956. Porém. Partindo do estar. quanto à estrutura. fazem a mesma função na parte coberta do pátio. No pátio. reduziu-se a parede junto à porta de acesso entendendo que sua redução em poucos centímetros. As dimensões do terreno. mais resguardado. sem transformar as características essenciais do projeto original. . não existem pilares ou outro tipo de apoio. Ainda na sala de estar. No projeto para uma casa no bairro Indianápolis de São Paulo. apóia-se uma laje menor que cobre cozinha. Foram introduzidos dois pilares como os existentes localizados do lado de fora. Estes exemplos. Igualmente neste caso a casa se desenvolve segundo um eixo longitudinal que conecta as diferentes partes agrupadas segundo as atividades que comportam. A garagem também está deslocada em relação ao alinhamento. Eduardo Corona repetiria estas mesmas soluções em outros estudos e projetos que foram construídos. servindo ao mesmo tempo de elemento de conexão com a garagem e com o pátio de serviço”. Entretanto. a casa apresenta paredes de alvenaria portantes que sustentam a laje de concreto em grande parte de sua extensão. No estudo de caso. ou inclusive com técnicas construtivas bastante avançadas em 1956. chega-se a um pequeno calçamento que leva à porta de entrada. recorreu-se a pequenos artifícios para se conseguir. Esta intervenção no projeto de Eduardo Corona deve ser encarada como um exercício de prática de projeto. buscou-se soluções convencionais sugeridas pelo próprio sistema estrutural identificado na casa. até a parede externa junto à divisa. junto às esquadrias da sala de estar. da firmeza de seus objetivos. Não se reconhece nenhuma relação proporcional ou modular comum aplicada a estes projetos que podem determinar uma maneira especifica de começar as propostas. de maneira que o edifício atinja sua verdade – autenticidade. percebe-se que este está limitado por dois pátios: um por onde se acede à casa. Para isso. gera um acesso secundário que leva diretamente a um corredor externo que une cozinha e garagem. junto ao mural. se poderia vencer 14m com concreto protendido ou laje nervurada mantendo uma espessura de 25 a 30 cm. provem da continuidade da própria investigação. coerência – sem menoscabo de qualquer de suas lógicas por causa da outra. No texto adjunto às imagens. O afastamento da garagem do muro lateral. Em 1959. Corona desenvolveria outros 2 estudos para residências unifamiliares também publicados em Acrópole. quarto de empregado e área de serviços. O alinhamento de paredes e esquadrias sugerem por onde se concentrariam esforços e onde estariam os apoios da cobertura. atualmente. que dão acesso ao pátio da piscina. antes. é acessível desde o estar e direciona a um percurso perimetral circundando os dormitórios. Contato. aumentou-se o vão das aberturas para que as 4 portas corrediças tivessem as mesmas dimensões das 6 do lado oposto. as intenções de projeto são retomadas e que. o arquiteto explica que “em virtude das restrições impostas quanto às distâncias de frente e afastamento de uma das divisas. que ao contrário. que uma vez contornado. Os pilares estão a 15cm dos marcos fixos das esquadrias. neste caso. que não pressupõe identificação ou subordinação entre razões diversas. não implicaria na instabilidade estrutural. não afetaria a estrutura. resultou que as corrediças não têm as mesmas dimensões. construída em 1956. onde o arquiteto afronta condicionantes de forma e de técnica pré-estabelecidas. senão como um labor de transformação de um material preexistente. Existe um desnível entre este pátio e com o que se comunica. são casas bastante diferentes às duas primeiras analisadas. sem que para isso fosse necessário uma divisória ou mobiliário específico. as condicionantes. a laje que cobre todo living. deixando um vão de 14m entre as paredes que sustentariam a laje nas extremidades. que também sofre uma “subdivisão” por um muro baixo. “A construção material deve pôr-se em contato com a ordem ideal que testemunha o suporte. Claro que. permitiria maior maleabilidade do conjunto por redução dos esforços e dilatações produzidas por efeitos externos. Mas pode-se afirmar que uma delas tenha sido produto da experiência de projeto da outra. um jardim social mais recatado com prolongamento visual. buscando soluções construtivas para um problema anunciado. apóia-se na parede que divide estar e cozinha. determinando uma descontinuidade do percurso e conseqüentemente a organização de espaços mais privados e de uso comum da casa. mas sim. seguiria pelo alinhamento das esquadrias e pela parede do dormitório do empregado. lhe garantindo um acesso mais restrito. a planta apresenta vários aspectos similares. Com tudo. No entanto. Cada novo projeto é o desenvolvimento de idéias implicitamente contidas em trabalhos anteriores.empregado. permitindo o acesso secundário direto às áreas de serviços. que o arquiteto repete soluções que determinam um modo especifico de definir a planta. “Ao analisar a obra dos maestros de arquitetura moderna nos damos conta de que estes não concebem o projeto como uma invenção ex-novo. são de aproximadamente 10x46m e provavelmente a localização da casa também não seja a mesma. e nesta mesma parede. foram inseridos apoios intermediários mesmo que estes não estejam incluídos na planta original. A divisão da casa em 3 volumes diferentes também contribuem formalmente para o projeto. não está alinhado com o corredor dos dormitórios.

Estudou arquitetura no Rio de Janeiro na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil. aproximadamente. Participou da Comissão de Exercício Profissional da União Internacional de Arquitetos (UIA). Talvez fosse mesmo exigente nos exames do vestibular. chegando a trabalhar como vice-presidente. Em 1957 começou como professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie como catedrático contratado. no entanto. como esquadrias e cobertura. posteriormente Universidade de Guarulhos. onde projetou e construiu 14 escolas entre 1949 e 1953. Em colaboração com o arquiteto Adolpho Rubio Morales projetou a Rádio e Televisão Bandeirantes em 1961. trabalhou de 1953 a 1966 e de 1991 a 1996. realizou o projeto do Planetário da Cidade de São Paulo no Parque Ibirapuera em 1957. ainda. Suas aulas teóricas eram expostas com muita clareza e vagarosamente desenvolvia suas idéias. Destaque para o Colégio Estadual da Penha de 1952. um grande número de projetos para Residências Unifamiliares. Trabalhou como estagiário e colaborador no escritório de Oscar Niemeyer desde 1945 até 1949. evidentemente na interpretação do material gráfico disponível da casa e na análise de outros projetos do mesmo autor. Com este ultimo. assessor pedagógico da diretoria da faculdade e chefe do Departamento de Projeto dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Brás Cubas e Farias Brito. Foi membro de júris de concursos de arquitetura nacionais e júri internacional da 6ª Bienal de arte de São Paulo. Mesma atribuição teve nos Salões Paulistas de Bela Artes e de Arte Moderna. No corredor que leva até à porta de entrada. Corona trabalhou com Sérgio Bernardes nos projetos do Parque dos Afonsos. neste caso. foi secretário e tesoureiro do IAB no Rio de Janeiro e em 1949 foi membro da diretoria do IAB de São Paulo. Nunca reprovou um aluno sequer. a qual mede. Biografia de Eduardo Corona Eduardo Corona nasceu em 22 de agosto de 1921 em Porto Alegre. Junto com os arquitetos Roberto José Goulart Tibau e Antonio Carlos Pitombo. não se importando muito com a receptividade das explicações. aluno que fosse bom aprendia tudo com facilidade e quem não fosse nunca iria tomar conhecimento da matéria. enquanto era dedicadíssimo no preparo de suas aulas. também publicou o Dicionário de Arquitetura Brasileira. Verificando-se as linhas descontinuas de projeção em planta e as zonas de sombra na perspectiva externa. a cobertura esta apoiada sobre as paredes que dividem os quartos e banheiros. também existe um balanço de 1. que se estendem por todo corredor. estudos preliminares e anteprojetos. pois “ao estruturar os edifícios o arquiteto trata de projetar a visão que tem de si mesmo” (14). 3 vezes o Prêmio Governador Valadares nas 3 primeiras edições de 1951. onde continuou ensinando projeto e orientando trabalhos de conclusão de curso até proximamente a seu falecimento. criador dos espaços habitáveis (Universidade Mackenzie).foi no detalhamento da linha de armários no corredor dos dormitórios e dos demais elementos construtivos deste setor. No CREA-SP. As paredes que delimitam os armários embutidos se estenderiam em altura até a base inferior da floreira. como participante. observou-se que as primeiras corresponderiam à linha de cobertura e que a parte descoberta seria uma floreira. projetando-se em balanço sobre o corredor. a superfície ensolarada num plano inferior ao da cobertura. Arquitetura Moderna Paulistana. As soluções propostas para as duas situações expostas baseiam-se. no primeiro armário. Foi delegado do Brasil e chefe de delegação no X Congresso da Federação Pan-americana de Arquitetos em Buenos Aires em 1960. garantindo mais um ponto de apoio e eliminação do balanço.Outro ponto que exigiu nova definição construtiva – devido à inexistência de detalhe arquitetônico específico no material publicado . Na perspectiva. grande parte deles publicados principalmente em Revistas e algumas publicações sobre Arquitetura Moderna do período. A condição subjetiva do ato criativo determina que uma eleição seja produto de uma vontade e de uma experiência pessoal. recebendo. Em 1949. continuou ensinando e orientando nos cursos de pós-graduação. confirma tal suposição. Foi fundador. porque ali estava selecionando futuros arquitetos. Chegou a ser chefe do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto e vice-diretor da faculdade. escreveu Bibliografia Mínima para escolas de arquitetura e com os arquitetos Alberto Xavier e Carlos Lemos. Desenvolveu. junto à Câmara Especializada de Arquitetura. Para garantir ainda a exeqüibilidade do sistema. no projeto do Banco Boa Vista e do projeto para o Centro Técnico da Aeronáutica de São José dos Campos. jamais exigiu coisa alguma dos outros” (15). Participou no detalhamento do conjunto da Pampulha em Belo Horizonte. 6 metros em sua maior dimensão. já que não há nenhuma interrupção com sobra em sua extensão. é tranqüilamente executável. Foi presidente da Associação Brasileira de Escolas de Arquitetura e da Fundação para Investigação Ambiental da FAUUSP. Em 1947 e 1948. era tolerante e complacente com os alunos desatentos como se não fizesse questão alguma que aprendessem. coloca-se junto aos quadros fixos das esquadrias basculantes. até o quarto de casal. servindo de apoio tanto para esta como para a linha de janelas basculantes. foi a São Paulo como professor de Teoria da Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP. Estruturalmente. como representante das entidades de classe (IAB-SP) e das instituições de ensino (FAUUSP). independente de sua primeira . Foi arquiteto da prefeitura de São Paulo contratado para a Comissão de Convênio Escolar para executar projetos de escolas no município. tornando-se catedrático interino desta disciplina desde 1945. Aposentado do curso de graduação desta faculdade. Em 1961 foi delegado do Brasil na Assembléia da UIA no VI Congresso realizado em Londres. “Estranhamente. procurando ordenar o novo às condições originais do projeto conferindo-lhes a mesma autenticidade. o que se propõe. No cotidiano.5 metros da laje que cobre a garagem. inclusive porque. mesmo que tivesse outras oportunidades. Considerando o vão de 14m na sala de estar (e ainda um balanço de 2 metros em toda extensão sobre a pavimentação externa). da Cidade Aeronáutica do Galeano e do Núcleo Residencial dos Aeroviários. onde atuou por muitos e muitos anos. professor. Para ele. estão graficadas vegetações que indicariam sua projeção sobre o armário. Juntamente com o arquiteto Lúcio Gomes Machado. A repetição de ano era uma bobagem. 1952 e 1953. diplomando-se em 1946. Tem duas teses publicadas: Princípios Fundamentais de Composição na Arquitetura Brasileira (FAUUSP) e do Arquiteto. pilaretes metálicos sobre as paredes divisórias dos armários.

n. 15 LEMOS. Curso Básico de Proyectos.br/fau/informa/infor22-01. p. p. COAC y Ediciones Serbal. ano 24.1963. 9 Outros estudos de residências unifamiliares de Eduardo Corona também foram publicadas no número 243 de Acrópole em 1959. nº 22. São Paulo. 243.1956. sobre o autor Ítalo Galeazzi. 2. 1993. p. São Paulo Informativo FAUUSP. 2000. São Paulo. "Dificuldades do arquiteto ou A triste figura do cliente desavisado". p . 10 Acrópole. Mies van der Rohe. São Paulo. Disponível em: http://www. nº 22. 2002. n. 12. Apud. Eduardo Corona. Barcelona. 1998. ano 19. Carlos. La palabra sin artificio. Hélio. Barcelona. Documentos de Arquitectura Moderna en América Latina 1950-1965. São Paulo Informativo FAUUSP. ano 25. 2001. edifício que projetou junto com o arquiteto Adolpho Morales em 1961. Reflexiones sobre arquitectura 1922/1968. Carlos Martí. Sua última publicação foi Oscar Niemeyer: uma lição de arquitetura de 2001. 297. 1963. Institut de Cooperació Iberoamericana. n.htm 7 Acrópole. 36. Paulo Mendes da Rocha. Carlos. 1959. Romano Guerra.usp. ano 21. Brasil 1938-1971. ano 3. 12 Acrópole. Apud PIÑON. São Paulo. p. Eduardo Corona escreveu este texto por rechaço ao desenvolvimento e administração das obras do Edifício para a Rádio e Televisão Bandeirantes. ibidem. 22. n. IAB. 2005. p. p. São Paulo. Barcelona. 1964. ano 10. Eduardo.230. Eduardo. 4 Idem. n. Hélio. 210. n.174. 2 CORONA.208. El Croquis Editorial. Eduardo Corona faleceu em 25 de abril de 2001 aos 79 anos. 3 Idem. Edicions UPC. Carlos. notas 1 Cf Acrópole.htm. Disponível em: http://www. 5 CORONA. NEUMEYER. 13 PIÑON.. IAB. Separata de Acrópole. doutorando em Projetos Arquitetônicos da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC). 1956. p. IAB. editado meses depois de sua morte. Las Variaciones de la Identidad. São Paulo. p. p. 8 Herman Sörgel. 217. "Aberrações arquitetônicas desorientam o paulistano". arquiteto. Eduardo Corona. LEMOS. ano 26. Theorie der Baukunst. Segunda Recopilación. Ensayo sobre el tipo en arquitectura.usp. 246. São Paulo. 1963. n. 6 LEMOS.231.br/fau/informa/infor22-01. 311. 100-101. Barcelona. Acrópole. IAB. 210. 11 ARÍS. . IAB. 2001.publicação como encarte de Acrópole. Madrid. 123. 295-296. p. Fritz. ano 3. São Paulo. 14 Paulo Mendes da Rocha. "Roteiro Arquitetura Contemporânea São Paulo". ano 10. Grupo de Investigación La Forma Moderna – ETSAB UPC. Acrópole.