PERSONIFICAÇÃO DO ESTADO

- CONSEQUÊNCIAS DA PERSONIFICAÇÃO A diferença entre PF e PJ > A PF adquire personalidade com o nascimento, mas não tem capacidade, e a PJ adquire personalidade e capacidade no momento de seu registro junto aos órgãos competentes. As PJs. Surgiram em Roma, porque os romanos no Digesto tem o conceito de PJ, eles se baseiam na Republica para estabelecer que algumas associações deveriam ter a mesma formação da Republica. O Estado brasileiro é uma PJ de Direito Púbico Internacional, porque ele tem relação com outros Estados. TEORIA FICCIONISTA: SAVIGNY: A vontade geral é a vontade predominante. Essa vontade geral é representada pelo Estado de acordo com os ―Contratualistas‖. TEORIA FICCIONISTA: HANS KELSEN (Ficção): Entende o Estado como uma ficção, As pessoas jurídicas são sujeitos artificiais, criadas pela lei. TEORIA NORMATIVISTA: O Hans Kelsen diz que a única realidade chama-se: ―NORMA / A Personificação do Estado é consequência da Norma‖. TEORIA REALISTA (GIERKE): O ESTADO SE MANIFESTA ATRAVÉS DE SEUS ÓRGAOS. – TEORIA DOS ÓRGÃOS: O Estado vai funcionar através dos seus órgãos. O conjunto de órgãos formam a função estatal. Os órgãos do Estado chamam-se ―Órgãos Públicos‖ porque prestam serviços. Através dos órgãos o Estado estabelece a sua vontade. A função dos órgãos é executar tarefas para o bem comum. TEORIA REALISTA : LABAND: Os direitos do Estado são separados dos Direitos e deveres do Cidadão. OPOSITORES: LEON DUGUIT: Entende o Estado como uma sociedade dirigida por vontades individuais mais fortes (O Estado), e que impões a sua vontade aos demais ( Teoria das Elites de PARETO MOSCA). CONCLUSÃO: As teorias ficcionistas e realistas não concordam uma com a outra, e os opositores não concordam com nenhuma delas. A visão dos Opositores é uma visão Anarquista. A União é uma PJ de Direito Público Interno e o Estado Brasileiro é uma PJ de direito Público Externo (Externo = Internacional, e Interno = Nacional).

RESPONSABILIDADE DO ESTADO (ART. 37, § 6º CF) O Estado é responsável pelos atos dos agentes que causarem prejuízos à outros, porque o agente vai externar a vontade do Estado. O Estado é responsável pela ação indenizatória, porem após analisar o processo, o Estado abre uma sindicância contra o Agente Público.

O Estado tem que saber as necessidades do povo para atendê-las. Já Hobbes diz que temos que passar todos os nosso direitos para o estado. que ele reputa inexata. não poupou Del Vecchio a definição de Kant. Diz que se poderia aplicar tanto a um município como a uma província e até mesmo a uma penitenciária! . dualística.Monística: defendida por hans kelsen diz que o único direito é o estatal. . e se não estiver positivado não é Estatal. Não há regra jurídica fora do estado (personalização da regra jurídica). POLÍTICOS E JURÍDICOS DO ESTADO Acepção filosófica: Aos primeiros pertence Hegel. ASPECTOS SOCIAIS. somente o estado tem a força para positivar o direito. inferior à definição clássica que nos deu do Direito. a ―manifestação visível da divindade‖. * Indivíduos e coletividade: * Liberdade e autoridade: . CARÁTER JURÍDICO DO ESTADO: . que abrangem a arte. ao concebê-lo como ―a reunião de uma multidão de homens vivendo sob as leis do Direito‖. colocando-o na rotação de seu princípio dialético da ideia como a síntese do espírito objetivo. Acepção jurídica: Em Kant colhe-se acerca do Estado conceito deveras lacunoso.que consiste em:. a única fonte do direito. ESTADO – DIREITO E POLÍTICA: . que definiu o Estado como a ―realidade da ideia moral‖. Os direitos individuais podem ser sacrificados se houver um coletivo. em exteriorizações dialéticas.CARÁTER POLÍTICO DO ESTADO: . a religião e a filosofia.O Estado para seguintes aspectos: estabelecer sua política tem que observar os * Necessidade e possibilidade: .O Estado tem que estabelecer o equilíbrio .Temos três teorias: monística. Com seu formalismo invariável.. porém não há possibilidade orçamentária para se atender a todas as necessidades.Teoria Dualística: O Estado e o direito são duas realidades distintas: .O Direito Estatal é um direito positivado. como instituição acima da qual sobrepaira tão-somente o absoluto. que concilia a contradição Família e Sociedade.O Estado vai positivar aquele direito que é exigido pelo povo. paralelística. viu Kant no Estado apenas o ângulo jurídico. Sem embargo de suas raízes kantistas. então o governo estabelece prioridades. o valor social mais alto. . a ―substância ética consciente de si mesma‖.não se pode priorizar o indivíduo em detrimento da sociedade e vice verso.

que o mesmo Del Vecchio já antes reproduzira e de que nos ocuparemos mais adiante. nota. O abalizado pensador confessa que o pessimismo sociológico domina os espíritos. não passa daquela ―instituição social. ao conceituar o Estado.16 Jean-Yves Calvez. como as religiões e as nacionalidades. de que a organização estatal representa uma forma de Sociedade apenas. que assinala sobretudo o aspecto institucional do poder. satisfaz. Célebre é a passagem em que ele sustenta que. embora de maior extensão e abrangendo por vezes efetivos humanos mais numerosos. . o Estado. com o único fim de organizar o domínio do primeiro sobre o segundo e resguardar-se contra rebeliões intestinas e agressões estrangeiras‖. pela forma. cujos laços. principalmente quando ele.Todavia não soube esse jurista-filósofo ir muito além da estreiteza jurídica do kantismo formalista. despreza contudo elementos concretos da realidade estatal. pela origem e pela essência. Oppenheimer. Vale a pena de referir sua noção de que a Sociedade é o gênero. mais vastas. partes constitutivas do Estado. Acepção sociológica: Com Oswaldo Spengler. A posição sociológica de Duguit com respeito ao Estado não varia consideravelmente da de Oppenheimer. De igual teor jurídico é também o conceito de Estado de Burdeau. conclui: ―O Estado é a generalização da sujeição do poder ao direito: por uma certa despersonalização‖. a espécie. inspirado em Burdeau e após comentar-lhe a concepção de Estado. Desenvolvendo as ideias de Burdeau. Chega-se a esse resultado mediante uma operação jurídica que eu chamo a institucionalização do Poder‖. em concorrência e contraste com outras. Tanto assim que sua definição de Estado como ―o sujeito da ordem jurídica na qual se realiza a comunidade de vida de um povo‖ ou ―a expressão protestativa da Sociedade‖. Duguit e outros o conceito de Estado toma coloração marcadamente sociológica. O conceito de Estado que elabora está vazado nas influências marxistas de seu pensamento. Ao passo que Spengler surpreende no Estado a História em repouso e na História o Estado em marcha. do ponto de vista exclusivamente jurídico. intenta então demonstrar que o Estado só existirá onde for concebido como um poder independente da pessoa dos governantes. posto que ressalte. que um grupo vitorioso impôs a um grupo vencido. como ele afirma. carecem todavia de envergadura e da solidez do laço político. separando o Estado da Sociedade. a distinção entre Sociedade e Estado. que só vão aparecer com toda a inteireza e precisão naquele conceito sociológico de Duguit. Oppenheimer considera errôneas todas as definições até então conhecidas de Estado. esse Estado é coação e pelo conteúdo exploração econômica. O Estado. A definição de Del Vecchio. Diz esse autor que ―o Estado se forma quando o poder assenta numa instituição e não num homem. desde Cícero a Jellinek. O Estado constitucional moderno não se desvinculou na teoria de Oppenheimer de sua índole de organização da violência e do jugo econômico a que uma classe submete outra. de suprema influência sobre os demais. com toda a lucidez que o Estado é o laço jurídico ou político ao passo que a Sociedade é uma pluralidade de laços.

sim. embora ache que ―a violência não é o instrumento normal e único do Estado‖. como toda sociedade humana na qual há diferenciação entre governantes e governados. como Marx o definiu. ―uma organização da respectiva classe exploradora para manutenção de suas condições externas de produção. na organização ou institucionalização da violência. por sua vez. de modo concentrado e organizado. assinala Engels que a presente Sociedade. bem como toda associação política: a força — diz aquele pensador — e não o seu conteúdo. e em sentido restrito como ―grupo humano fixado em determinado território. valendo-se de tais reflexões. enquanto Sociedade de classes. Só um instrumento consente definir sociologicamente o Estado moderno. o poder político. da propriedade coletiva se passou à apropriação individual dos meios de produção. O conceito de uma ordem jurídica legítima racionalizou. já não haveria lugar para o conceito do Estado. por conseguinte. de tal maneira que se existissem somente agregações sociais sem meios coercitivos. reaparece por igual num sociólogo da envergadura de Max Weber. ao seu célebre conceito de Estado: aquela comunidade humana que. Fadado a desaparecer. a saber. conforme expressões textuais do abalizado sociólogo. Todas as formações políticas são formações de força. e Max Weber. O Estado moderno racionalizou. segundo ele: os grupos e os indivíduos só terão direito ao emprego material da força com o assentimento do Estado. monopolizada pelo Estado. Marx e Engels explicam o Estado como fenômeno histórico passageiro. segundo as análises mais profundas da sociologia política. desde que. em sentido geral. No passado. onde os fortes monopolizam a força. De modo que. sendo o Direito por sua vez ―a disciplina da coação‖. é ―o poder organizado de uma classe para opressão de outra‖. Da mesma forma. Esse conceito. tocante à utilização da força física ou material. as regras concernentes à aplicação da força. o monopólio da violência física legítima.Considera o Estado coletividade que se caracteriza apenas por assinalada e duradoura diferenciação entre fortes e fracos. chega Max Weber. isto é. dentro de um determinado território. reconhece Max Weber o Estado como a derradeira fonte de toda a legitimidade. citando-o de forma literal. Algo caracteriza assim o presente. ao mesmo passo que o fez legítimo. onde os mais fortes impõem aos mais fracos sua vontade‖. de maneira bem sucedida.‖ O conceito de Estado repousa. o conceito marxista de Estado. porém. um meio inteiramente normal entre os mais distintos grupos. Em suma. fora a violência. lhe dá inteira razão. ―Todo Estado se fundamenta na força‖. . para a opressão das classes exploradas. não pode dispensar o Estado. De sorte que este se converte na única fonte do ―direito‖ à violência. oriundo da aparição da luta de classes na Sociedade. desde a horda. Outro jurista-sociólogo do tomo de von Jehring destaca também no Estado o aspecto coercitivo. prossegue o insigne sociólogo. o emprego da violência. Do mesmo cunho sociológico. por esse aspecto. disse Trotsky em Brest -Litowsk. Define o Estado. enfim. já examinado em tantos cientistas sociais. Com efeito. reivindica para si. diz esse autor que o Estado é simplesmente ―a organização social do poder de coerção‖ ou ―a organização da coação social‖ ou ―a sociedade como titular de um poder coercitivo regulado e disciplinado‖. Instituição portanto que nem sempre existiu e que nem sempre existirá. mas aquele que lhe é ―específico‖.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful