TEORIA DA NORMA INCRIMINADORA

É a norma de direito manifestada pela vontade do Estado em definir infração penal e cominar respectiva pena (sanção). Há também outras normas penais que preveem princípios e institutos aplicáveis às normas penais incriminadoras. O Código Penal atual é de 1940. Atualmente necessidade de prever crimes que à época não existiam, por exemplo, os crimes da informática. A norma penal é formada por dois preceitos: o preceito primário que faz a descrição do tipo penal e o preceito secundário que determina a pena. Exemplo: (art. 121 CP) “matar alguém”, “reclusão de 6 a 20 anos”. Para positivar a norma penal, utiliza-se a técnica legislativa “moderna”, caracterizada por ser descritiva. Ela descreve a conduta ( matar alguém). Binding, teórico alemão considerava o direito penal como acessório, ou seja, não era principal, não tinha caráter sancionador. Previa a existência de regras supralegais e os diferentes ramos do direito seriam chamados em cada caso. Von Liszt: (1851-1919) defendia o caráter indissociável entre o preceito primário e o preceito secundário. O direito penal é autônomo, sancionador, sendo a teoria aceita atualmente. As fontes do Direito Penal podem ser de produção material ou substancial, ou seja, provém do órgão competente da União (pertencente ao Poder Legislativo, Poder Executivo ou Poder Judiciário; os Estados não podem criar ou extinguir tipos penais existentes). O Art 22, I CF determina “Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho”, ou podem ser de produção formal ou de conhecimento: modo pelo qual o direito penal se exterioriza. Texto da lei é o comando normativo enquanto norma é o comportamento social, valor, observância, por exemplo, fazer fila. Os costumes e princípios gerais do direito esclarecem a utilização da lei. As leis penais podem ser classificadas em dois tipos. As leis incriminadoras são as que têm preceito primário e secundário. Caracterizam-se por serem exclusivas, imperativas, anteriores à prática do crime, gerais, ou seja, “ erga omnes”, e impessoais, dirigidas contra todos. As leis não incriminadoras são permissivas ou finais, complementares ou explicativas. Por exemplo, os artigos 1 ao 120 do CP. Normas penais em branco são aquelas leis onde o preceito, no que concerne ao conteúdo, é indeterminado, sendo determinada apenas a sanção, por isso necessitam de outra disposição legal para serem completadas. As em sentido lato ou homogêneo são a soma de lei penal e lei, as em sentido estrito ou heterogêneo são o resultado de lei penal somada a portaria, decreto etc., e as ao avesso correspondem a lei penal e lei penal.

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Os costumes e os princípios gerais do direito auxiliam a interpretação das leis penais. Quando a lei for omissa, o juiz decide o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito. A analogia ocorre com maior incidência, mas só pode ser aplicada em bonam partem, ou seja, que não prejudica o réu. Interpretar a lei penal significa extrair da norma penal o seu exato alcance. Quando é feita pelo órgão encarregado pela elaboração do texto que elaborou a lei, dizemos que a interpretação é autêntica ou legislativa. Quando é feita por doutrinadores, é doutrinária ou científica. Quanto ao meio empregado na interpretação, pode ser gramatical, ou seja, literal ou lógico, ou seja, teleológico, em relação ao sistema. O resultado da interpretação pode ser declarativo onde há correspondência entre interpretação e o que a lei diz, restritivo nos casos em que a lei foi além do que queria e a interpretação deve restringir seu alcance, ou extensivo, nos casos em que a lei ficou aquém de sua vontade. O PRINCÍPIO IN DÚBIO PRO REO só se aplica no campo da prova. Esgotada a interpretação sem que se tenha conseguido extrair o significado da norma, adota-se a interpretação mais favorável ao réu. A ANALOGIA consiste em aplicar a uma hipótese não regulada por lei disposição relativa a um caso semelhante. Onde há a mesma razão, aplica-se o mesmo direito. É considerada legal quando o caso é regido por norma semelhante e jurídica quando a hipótese é regulada por princípio extraído do ordenamento (jurisprudência). Só é aceita in bonan parte, para beneficiar o réu. In malem partem é proibida.

PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Art 1º, CP: “não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal”. Tem como base constitucional o art 5º, XXXIX CF “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. O princípio da legalidade compreende a reserva legal, ou seja, só lei de competência exclusiva da União (Congresso Nacional) pode criar leis penais e o principio da anterioridade que determina que a lei deve ser anterior à prática ilícita. Irretroatividade da lei, in malem partem. É uma garantia constitucional e um meio de se evitar o excesso estatal. O princípio da taxatividade determina que a lei penal deve ser pormenorizada, clara, de fácil entendimento, específica. O legislador ao descrever uma conduta ilícita e sua pena, deve observar os princípios da dignidade humana, a lei deve estar de acordo com os princípios constitucionais, da anterioridade e da reserva legal. Também é necessário haver conteúdo material de crime (vida, bem, liberdade) e conteúdo formal, a conduta deve se encaixar no tipo penal e o contexto deve forjar o conteúdo.

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Entrada em vigor com seu nascimento e só pode ser revogada por outra lei penal. quando a nova lei trata do mesmo assunto que a lei anterior. depois da vigência da lei). editadas em momento de cólera (guerra. salvo para beneficiar o réu” O efeito da anterioridade é a irretroatividade da lei pena. tem aplicação imediata no processo na etapa em que ele se encontra. o tribunal competente em grau de recurso e o juiz das execuções criminais.PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE DA LEI PENAL A lei penal deve ser anterior à conduta. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. A lei penal posterior mais severa é irretroativa. No entanto a lei processual não retroage. calamidade) que vigem até o término das circunstâncias que as determinaram e as leis temporárias que não expressam quando cessam seus efeitos São ultra-ativas: terão aplicação para os atos realizados durante sua vigência mesmo após sua revogação. a lei penal posterior mais branda é retroativa (atua sobre situações passadas. Em regra o período de vacatio legis é de 45 dias. art 2º CPP “A lei processual penal aplicar-se-á desde logo. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. Tem competência para aplicar lei mais benéfica o juiz 1º grau. exceto quando beneficiar o réu. REGIT ACTUM. São as leis excepcionais. A revogação pode ser expressa. quando a lei revogadora expressamente assim dispõe ou tácita. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência”. 3 . existem leis de vigência temporária. antes da vigência da lei) e a lei anterior mais benéfica é ultra-ativa (atua sobre situações futuras. consistindo uma garantia individual.” A Vigência da lei é o fenômeno pelo qual a lei rege todos os atos sob sua vigência. Promulgada passa a ter executoriedade e publicada torna-se obrigatória para todos. De acordo com o art 3º CP “A lei excepcional ou temporária. sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. A regra da lei penal do tempo é sua irretroatividade. salvo disposição em contrário. LEI PENAL NO TEMPO A lei penal nasce com a promulgação e publicação e deixa de existir por sua derrogação ou revogação: entre esses dois limites situa-se a eficácia da lei. O código penal assim determina no art 2º: “Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime.” Seu fundamento constitucional é o art 5º. XL da CF “a lei penal não retroagirá.

c) os sujeitos passivos podem ser nacionais ou estrangeiros. ou seja. ainda que outro seja o momento do resultado.Princípio da Territorialidade: lei nacional rege todos os fatos penais que venham a ser cometidos nos limites de suas dimensões por agente brasileiro ou não. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. da consunção (fato mais grave consome (absorve) o menos grave). O CONFLITO APARENTE DE NORMAS é o conflito aparentemente existente entre duas normas aplicáveis ao mesmo fato. mercantes ou de propriedade privada. e o da alternatividade (o conflito se dá dentro da norma. Adotado pela maioria dos países. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. tratados e regras de direito internacional. Depreendem-se os seguintes requisitos: a) o sujeito ativo do delito deve ser nacional. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. 4 . no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. pouco importando onde o fato foi praticado. b) o delito deve ser praticado no estrangeiro. Questões acerca da limitação da eficácia da lei penal no espaço 1. d) a lei aplicável é a do sujeito ativo do delito. pelo que todo fato criminoso praticado no seu âmbito fica sob o império daquela. sem prejuízo de convenções. foram adotados outros princípios como: 2. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. a lei penal vige no espaço territorial de um Estado. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. Os princípios que norteiam a resolução do conflito aparente são a especialidade (lei especial derroga a lei geral).TEMPO DO CRIME Art 4º CP Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. A Teoria da atividade adotada no CP brasileiro considera o momento da ação independente do resultado.Princípio da Nacionalidade (ou personalidade): aplica-se a lei penal do país de origem do delinqüente. § 2º . Como não soluciona todos os problemas. LEI PENAL NO ESPAÇO Art 5º CP: Aplica-se a lei brasileira. a do nacional.Para os efeitos penais. respectivamente. Não há hierarquia entre os princípios citados. e não entre normas). da subsidiariedade (lei primária derroga lei subsidiária). Em decorrência da soberania. § 1º . É importante para aferir a imputabilidade do agente. ao crime cometido no território nacional. que se achem.

“c” do CP) 6Território a) significado geográfico: espaço compreendido entre as fronteiras nacionais. * Sedes diplomáticas . 5.Princípio da Representação (ou da bandeira ou do pavilhão): determina a aplicação da lei brasileira a que pertencer a aeronave e embarcações privadas em que o crime tenha sido cometido.são dotadas de inviolabilidade (Convenção de Viena) . além de rios e lagos internacionais.agentes diplomáticos .familiares de diplomatas 5 . onde quer que se encontrem.não pode ser preso . navios e aeronaves. b) o delito deve ser cometido no estrangeiro. de natureza particular.não se submete a processo. 4.Princípio da Defesa (real. mas mantém a soberania do Estado * Extensão da imunidade . (art. Crimes praticados em embarcações ou aeronaves estrangeiras em território nacional = aplicável a lei brasileira. Barcos salva-vidas e destroços = vale lei da bandeira. espaço aéreo (coluna atmosférica). navios e aeronaves de natureza pública. SEM autorização de seu país. subsolo. d) a lei aplicável pode ser a de qualquer Estado. b) o delito pode ser cometido em qualquer Estado.Princípio da Justiça Universal (ou cosmopolita ou da comunidade internacional): o criminoso é julgado e punido onde for detido. 7º. c) o sujeito passivo é o Estado ou seus nacionais. d) a lei aplicável é a do sujeito passivo.tem inviolabilidade pessoal . mar territorial (12 milhas marítimas de largura). Lei penal em relação às pessoas * Imunidades diplomáticas . II. Atos executados no estrangeiro contra: a) a nação em seus interesses vitais. segundo as leis desse país. ou de proteção ou da ordem jurídica interessada): deve-se levar em conta a nacionalidade do bem jurídico ofendido pelo crime. Depreendem-se os seguintes requisitos: a) o sujeito ativo pode ser nacional ou estrangeiro. não se levando em conta o lugar do crime. b) Significado jurídico: espaço onde o país exerce sua soberania. Depreendem-se os seguintes requisitos: a) o sujeito ativo do crime pode ser nacional ou estrangeiro. b) bens jurídicos dos nacionais. canais e portos etc.Não são extensão do território.3. em alto-mar ou no espaço aéreo correspondente ao alto-mar. sem se cogitar nacionalidade do agente ou do local onde foi praticado. a nacionalidade do autor ou o bem jurídico lesado. c) o sujeito passivo pode ser nacional ou estrangeiro. Abarca solo.

de Estado. se. o agente é punido segundo a lei brasileira. de empresa pública. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União.Imunidade judiciária extensiva às partes (defesa e acusação) . b) ser o fato punível também no país em que foi praticado.chefe estrangeiro em visita ao país (inclui comitiva) * empregados particulares NÃO gozam de imunidade Inviolabilidade do Advogado – Lei 8.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. § 3º . calúnia: imputação de fato ilícito a outrem.Nos casos do inciso II. não estar extinta a punibilidade. sabendo que é falso difamação: imputação de fato ofensivo à reputação Injúria: qualidade negativa. embora cometidos no estrangeiro: I .. de Município. c) contra a administração pública. do Distrito Federal. embora cometidos no estrangeiro I . o Brasil se obrigou a reprimir.Não abrange ofensa proferida contra o juiz. de empresa pública. 6 . de Estado. § 1º . quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.906/ 04 – EOAB . ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. sociedade de economia mista. por quem está a seu serviço d) de genocídio. do Distrito Federal. § 2º . b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. de Município. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. II . e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. mercantes ou de propriedade privada. I Ficam sujeitos à lei brasileira. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição.os crimes: a) que.funcionários de organizações internacionais . por outro motivo. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. b) houve requisição do Ministro da Justiça Princípio da extraterritorialidade: aplicação da lei brasileira a fatos ocorridos no exterior. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. de Território.Alcança a difamação ou injúria . autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. por tratado ou convenção. Formas Incondicionada – lei brasileira aplicada SEMPRE Art 7º.Não alcança calúnia . de Território.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. b) praticados por brasileiro. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. sociedade de economia mista. xingamento EXTRATERRITORIALIDADE DA LEI PENAL Art 7º CP Ficam sujeitos à lei brasileira.os crimes a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. segundo a lei mais favorável.Nos casos do inciso I.

só será aplicada a lei brasileira se satisfeitas as condições indicadas no § 2º alíneas “a” e “b”. II. § 3º. I. defesa ou proteção (inc. jurisdicional universal. Condicionada .Quando o Brasil por tratados ou convenções internacionais é obrigado a punir determinados crimes. “b”.Contra Presidente da República ou bem de interessa da União. “a”) . Deportação .É o envio de uma pessoa para outro Estado para ser julgado e cumprir pena. II. “b”) . 5) Representação (inc. II e § 3º Princípios para a aplicação da Extraterritorialidade 1) Nacionalidade ou personalidade ativa (inc. “c”) . repressão universal) (inc. d) de genocídio. 3) Real.É o instrumento jurídico pelo qual o Estado soberano envia uma pessoa (não nacional) para outro Estado soberano para ser julgada e cumprir pena. .Quando o brasileiro for vítima. “a”.c) contra a administração pública.Crime praticado por brasileiro 2) Nacionalidade ou personalidade passiva (§ 3º) . (pode voltar depois de “arrumar” sua situação) Expulsão . “c”) . II. “d”.Crimes praticados em aeronaves ou navios privados e não julgados em países estrangeiros § 2º: Condições de Procedibilidade § 3º: Hipótese de extraterritorialidade condicionada Extradição . I. 4) Justiça Universal (cosmopolita.É a retirada do estrangeiro do território nacional em razão de comportamento atentatório contra a soberania nacional ou depois de ter cumprido pena no país (não poderá voltar) 7 .É a retirada compulsória de um estrangeiro do território nacional porque aqui está de forma ilegal. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. por quem está a seu serviço. Art 7º.

Princípio da identidade da norma: o pedido de extradição deve consistir em crime também no país no qual a extradição foi solicitada.fiscais .Princípio da reciprocidade: expulsão do território nacional um delinqüente.puramente militar .crime político ou de opinião: vedação expressa (art. .Princípio da legalidade: especificado em Tratado ou Convenção . social ou jurídica interna ou externa do Estado.Princípio da jurisdicionalidade: proíbe o Tribunal de Exceção (Tribunal criado posteriormente ao crime. 2) Quanto à PENA e à AÇÃO PENAL: (alguns desses princípios são flexíveis) . Limitação da extradição .Princípios e condições da extradição 1) Quanto ao DELITO: .Brasileiro nato: IMPOSSÍVEL.Brasileiro naturalizado: 2 hipóteses: . LII da CF) * todo ato lesivo à ordem política. .Princípio do “non bis in idem”: impede a extradição se o Brasil for igualmente competente para julgar o fato.Princípio da especialidade: deve ser julgado pelo fato que motivou a extradição (pelo país solicitante) .religiosos .Princípio da comutação: impedimento de se aplicar a pena de morte e prisão perpétua. .de imprensa . 8 . para julga-lo) . 5º.crime praticado antes da naturalização.a qualquer tempo se comprovado o envolvimento com tráfico de droga Competência . (preso no máximo 30 anos pq a lei brasileira deve ser respeitada) .crimes de extradição julgado pelo STF Crimes que impedem a extradição (de acordo com a doutrina) .

. Eficácia da sentença penal estrangeira (art 9º CP) . (depende da parte interessada) * sujeitar o sentenciado à medida de segurança. Medida de Segurança não é pena. Resultado (ou do efeito): lugar do crime é onde se produziu o resultado.Competência: STJ LUGAR DO CRIME Art 6º CP: Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. é internação. sendo irrelevante a conduta. .Para que tenha eficácia e produza as mesmas conseqüências que a lei brasileira. . Teorias Atividade (ação): lugar do crime é o da ação ou omissão. a partir de prova idônea (sentença traduzida) Homologação da sentença . Ubiqüidade (mista): tanto o lugar da conduta quanto do resultado.* No código Penal Militar: homossexualismo é tipificado como PEDERASTIA.Na falta: requisição do ministro da Justiça. Diminuição do tempo cumprido. sendo irrelevante a produção do resultado. crime por internet em que o indivíduo modifica ficha de doente) 9 .A sentença estrangeira produz alguns efeitos no Brasil. Conta-se o tempo da pena cumprido no exterior. Não depende de condição: * Reincidência: o indivíduo tem um crime cometido no exterior ou no Brasil.Só será executada desde que exista tratado de extradição com o país que proferiu a sentença. restituição ou outros efeitos civis. no todo ou em parte. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. * Detratação: cômputo da pena.Importância: fixar a competência do processo penal nos chamados “crimes à distância” (a ação é praticada em um lugar e o resultado em outro . lhe atribui: * obrigar a reparação do dano. Ex. .

. Conta-se o 1º dia útil subseqüente. Contam-se os dias.Prescrição e decadência Prazos processuais Art 798.Inclui o dia do começo.Contam-se os dias. os meses e os anos pelo calendário comum. porém. o do vencimento. domingo ou dia feriado. . § 1º CPP: Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. os meses e os anos pelo calendário comum. 10 .Contagem do mês e ano: * são contados como períodos que compreendem um número determinado de dias (pouco importa quanto sejam os dias do mês) -Prazo penal: extinção da pretensão punitiva. Conta-se o dia do começo -Prazo processual: prática de um ato processual. não se interrompendo por férias. § 1º Não se computará no prazo o dia do começo. incluindo-se.CONTAGEM DO PRAZO PENAL Art 10 CP O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. . .

D.Estado de necessidade (E.Exercício regular do Direito (E.Aprimoramento da Teoria Clássica (Wetzel) .D.R.Estrito cumprimento do dever legal (E.Não se analisa o aspecto subjetivo. 3 aspectos: *Aspecto material: todo fato humano que. . propositadamente ou descuidadamente lesa ou expõe a perigo bens jurídicos considerados fundamentais pela coletividade.) .) .D.) Culpabilidade = pressuposto para aplicação de pena.C. pouco importando seu conteúdo. Surge num contexto de crítica ao governo absoluto. * Aspecto analítico: crime é todo fato típico e ilícito (positivado na lei brasileira).TEORIA DO CRIME -Ação -Omissão -Vontade -Finalidade -Consciência -Exteriorização -Conduta -Fato Típico -Resultado -Nexo Causal -Tipicidade -Dolosa -Culposa CRIME -Ilícito Excludentes de ilicitude . Concepção bipartida – fato típico e ilícito.Legítima defesa (L.L.Concepção tripartida: fato típico.Chamada “teoria clássica” (Von Liszt). * Aspecto formal: é a subsunção de conduta ao tipo penal. TEORIAS 1) Naturalística ou causal . Considera-se infração penal tudo aquilo que o legislador descreve como tal.) .Dolo e culpa na culpabilidade .Dolo e culpa – fato típico 11 .Conceito de crime. ilícito (antijurídico) e culpável 2) Finalista da ação .N. . . Influência de Rousseau e Montesquieu.

execução 4.culposa: quando a vontade não atinge a finalidade (resultado não querido) Teorias da Conduta *Teoria Clássica (teoria tripartida do crime: ação.igualdade formal .crime: é uma estrutura lógico-objetiva (observável) .Vontade e finalidade . Damásio: ato praticado por menor.pouco importa se há ou não conteúdo (aspecto subjetivo) de crime .Omissão (comportamento negativo): abstenção.A ação deve ter finalidade: o dolo e a culpa devem estar na conduta .Ação (comportamento positivo): comissão .Culpabilidade: simples reprovação do Estado .cogitação 2. FATO TÍPICO . típica. não se discute. resultado.Iter Criminis (caminho do crime) 1. mas interrompida por condições alheias à vontade do agente. . não fazer vontade consciência exteriorização finalidade .“tentativa”: início da execução..enquanto interiorizada: irrelevante penal . nexo causal. culpável . CONDUTA Ação ou omissão humana consciente e voluntária dirigida a uma finalidade.dolosa: quando a vontade atinge a finalidade (resultado querido) . .lei se cumpre.É o fato material que se amolda perfeitamente aos elementos constantes do modelo previsto na lei penal. não se interpreta .Crime: * fato típico e antijurídico: aspectos objetivos * culpável: aspecto subjetivo 12 .Ausência de culpabilidade (inimputável).consumação (não se pune) (se pune) .excessivo apego à lei . . tipicidade.Elementos: conduta.só os humanos são dotados de vontade .preparação 3.

Ato = parte da conduta * plurissubsistente: vários atos (muitas facadas) * unisubsistente: um ato (uma facada) .não exclui a conduta . . vontade existe. indevidamente (subjetivo) .. é impossível dizer se foi praticado o tipo penal . o seu significado.não há vontade ...Culpabilidade: * dolo * culpa * imputabilidade * potencial consciência da ilicitude * inexigibilidade de conduta diversa (inserido pela teoria neo-clássica) (ex.vontade .exclui a conduta * Conseqüência: afasta a tipicidade (fato típico) 13 . Ex.há resíduo de vontade .Coação moral irresistível (VIS COMPULSIVA) . * Conseqüência: afasta a culpabilidade (não será penalizada) 2.Há tipos penais em que suas definições legais.Ausência de voluntariedade (ato reflexo): acarreta ausência de conduta.vontade viciada * Finalidade. não se pode obter a partir da observação .finalidade .) Da Conduta: ..faltei.exteriorização . caixa de supermercado c/ família seqüestrada. exteriorização e consciência – existem.usa violência. gerente de banco coagido devido a seqüestro da família) * Teoria Finalista da Ação (..Conclusão: sem finalidade subjetiva.consciência .Ex: coisa alheia (objetivo). . força física .É a realização material da vontade humana mediante a pratica de um ou mais atos.* Teoria Neoclássica (ou neo-Kantiana) .Algumas condutas não poderiam ser tipificadas a partir da mera observação.quebra do dogma: vontade e finalidade não estão na culpabilidade ..Coação física (VIS ABSOLUTA) . 1.. mas é viciada.

A norma estabelece o dever de agir. de que depende a existência do crime.respondo pela OMISSÃO. não pode responder por nada. não pelo resultado porque o agente não se enquadra nas hipóteses do “dever jurídico de agir”. o omisso pode interferir no processo causal e evitar o resultado. à criança abandonada ou extraviada. abstenção Teorias da conduta OMISSIVA 1. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Na realidade. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. se não. ou à pessoa inválida ou ferida. 135 . homicídio).AÇÃO: positivo. Logo quem fez nada. ao desamparo ou em grave e iminente perigo.. ou não pedir.OMISSÃO: negativo. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado c) com seu comportamento anterior.Se o agente estiver numa dessas 3 situações.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.aquele que se omite dá causa ao resultado . o socorro da autoridade pública: 14 . 2. responde por “omissão”. § 2º . b) de outra forma. salva-vidas) c) ingerência da norma .considera a omissão um comportamento “positivo” (ação) . criou o risco da ocorrência do resultado. somente é imputável a quem lhe deu causa.relevância da omissão para o Direito Penal * NON FACERE: (não fazer). . * Não interfere no nexo causal. proteção ou vigilância. responde pelo RESULTADO (por ex.Crimes omissivos próprios . nesses casos.Deixar de prestar assistência. 13 . inerente da omissão * QUOD DEBEATUR (aquilo que tinha o dever de fazer) Art. Formas de conduta omissiva 1. . Art.Naturalística (clássica) .Críticas à teoria clássica: * Omissão é um NADA.Dever jurídico de agir: a) dever legal (pai-filho) b) dever de garantidor (responsabilidade: babá.dever de agir.Formas de conduta: . mas isso é diferente de afirmar que o omisso foi seu causador. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. volitivo .Normativa .O resultado.

159 . .Ex. 140 .Ex.Ex: perda patrimonial.consciência. .ação geradora da omissão . física de levar adiante a ação exigida (não patrimonial) RESULTADO Modificação do mundo exterior provocada pela conduta. mas não se exige para a consumação . material. . comissivo por omissão . tentativa de seqüestro .Omissivos por comissão (menos importante) . morte . Ex.não é reconhecida por grande parte da doutrina Requisitos da omissão .responde pelo RESULTADO (dolo ou culpa) .Regra: todo crime material admite “tentativa” (quando não há consumação) CRIMES FORMAIS: há previsão de resultado naturalístico.Crimes omissivos impróprios. homicídio – morte/ roubo – diminuição patrimônio . espúrios.Injuriar alguém. por parte do omitente. qualquer vantagem. de seu poder de ação para a execução da ação omitida (dolo de omissão) . patrão não entrega equipamento de segurança ao trabalhador 3. conjunção carnal.Classificação das infrações penais de acordo com o RESULTADO (não confundir com o conceito de crime – formal.Em regra: não cabe “tentativa” . como condição ou preço do resgate CRIMES DE MERA CONDUTA: não há resultado nem previsão de resutado. comissivos impuros.Nem todo crime tem resultado naturalístico.Regra prática: “com o fim de” Art.possibilidade real. analítico) CRIMES MATERIAIS: consumação com o resultado .Teorias 1.Seqüestrar pessoa com o fim de obter.conhecimento da situação típica .2.Regra: não cabe “tentativa” Art.Exceção: quando possível cindir a execução.o agente tem o dever jurídico de agir . ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: 15 . pois há infrações penais que não produzem qualquer alteração. para si ou para outrem. .Naturalística: é a modificação provocada no mundo exterior pela conduta.

Jurídica ou normativa: resultado é toda lesão ou ameaça de lesão a um interesse penalmente relevante. somente é imputável a quem lhe deu causa.A conduta deu causa ao resultado.Segundo as leis da causalidade . (crimes materiais) . Art. . 13 .REGRESSUS INFINITUM * Procedimento de eliminação hipotética * Limite: conduta adveio de ação ou omissão culposa ou dolosa.O resultado.se estiver na cadeia da causalidade é causa idônea para o reultado .Necessidade de lei . . . embora possível (o resultado) é irrelevante para sua consumação (crimes formais) – Não há falar em nexo causal.Nexo causal: só tem relevância nos crimes cuja consumação depende do resultado. mas apenas em nexo normativo entre a conduta e o agente. de que depende a existência do crime.2.Dificuldade: prever todas as possibilidades causais em lei .Teoria da causalidade adequada .Quando não houver resultado naturalístico não há crime. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido .Teorias 1. NEXO CAUSAL .Nos delitos em que o resultado é impossível (mera conduta) e naqueles que. * Chamado nexo normativo 2.qualquer conduta que contribua para o resultado é causa idônea . .art 13 “caput” CP: causa é toda ação ou omissão anterior que contribui para a produção do resulltado.Só é causa a condição idônea à produção de resultado .Constatação objetiva: não se avalia dolo ou culpa. material e natural entre a conduta e o resultado.Teoria da equivalência dos antecedentes (conditio sine qua non) . físico.Elo de ligação concreto. .Assim: 16 .

desde que praticado com dolo ou culpa. 13.Nexo causal por ficção jurídica: a lei estabelece o nexo entre a conduta omissiva e o resultado sempre que estiver presente o DEVER JURÍDICO DE AGIR (art. .Sub-espécies: * absolutamente independente . . entretanto.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando.se comporta como se. . conseqüência: .firma o nexo causal . responde pelo resultado. produzisse o resultado . Superveniência causal Art. produzindo.dever legal.CRIME MATERIAL CRIME OMISSIVO PRÓRPIO CRIME MERA CONDUTA CRIME FORMAL CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO há resultado naturalístico inexiste resultado inexiste resultado Resultado naturalístico irrelevante Nexo causal Nexo normativo (o nexo está na lei) Nexo causal por ficção jurídica .Espécies de causa: * dependente * independente . por si só. 13 § 1º .não se origina da conduta .causa independente: é aquela que foge ao desdobramento causal da conduta.responde ao atos até então praticados 17 . os fatos anteriores. por si só.há uma dependência de modo que sem a anterior não haveria a posterior . ingerência da lei). produziu o resultado.causa dependente: é aquela que.não tem relação com o resultado Espécies: * pré-existente: existe antes da conduta * concomitante: ao mesmo tempo que a conduta * superveniente: atua após a conduta. originando-se da conduta insere na linha normal do desdobramento causal da conduta. dever garantidor. CP.rompe o nexo causal . imputam-se a quem os praticou Causa: é toda condição que atua paralelamente à conduta interferindo no processo causal. §2º. por si só o resultado.

documento .Adequação típica = enquadramento jornal + análise subjetiva (dolo ou culpa) . .Função garantista: direito à liberdade.rompe o nexo causal .Espécies de tipo * permissivos ou justificadores: excludentes de ilicitude * incriminadores: descreve um crime e prevê pena.* relativamente independente . . .1º momento: fato típico 18 . Ex. .art.tem função descritiva .Fato típico: é a descrição abstrata da conduta humana feita pormenorizadamente pela lei penal e corresponde a um fato criminoso.Tipicidade = enquadramento jornal .tem relação com a conduta apenas porque dela se originou Espécies: * pré-existente: atua antes do resultado * concomitante: concomitante com a conduta * superveniente: condicionalidade adequada.responde pelos atos até então praticados . por si só.Elementos do tipo * Núcleo: verbo * Elementos normativos: qualidade exigida em alguns casos. Ex.origina-se da conduta .Postulado do princípio da Reserva Legal. §1º CP TIPICIDADE . Objeto é aquilo que a lei visa proteger. coisa alheia. sujeito ativo / sujeito passivo * Objeto material: objeto do crime.Fases da tipicidade * Fase da independência do tipo .Conceito de tipicidade É a justaposição entre a conduta e o modelo descrito na lei (tipo penal). . conseq: . 13.comporta-se como se.sem nenhum conteúdo valorativo * Fase do caráter indiciário da ilicitude Não há distância entre o fato típico de ilicitude .desvinculado da ilicitude . tivesse produzido o resultado .

.externa: exteriorização da conduta .direta correspondência entre a conduta e o tipo legal. art 158 CP .Conduta é um dos elementos do fato típico. . contém elementos subjetivos e normativos.enquadramento de conduta ao tipo penal. 29 CP) .Ex. * Adequação típica de subordinação imediata: .normas de extensão * temporal: tentativa * pessoal: concorrência de pessoas (art.Derivação da teoria .consciência . .transforma o tipo em tipo injusto . 19 .Tipo penal nos crimes dolosos Vontade consciente de realizar os elementos constantes do tipo penal.Fases da conduta .confusão dos conceitos de tipo e ilicitude . .não há uma direta correspondência .Vontade: é a vontade de realizar a conduta e produzir o resultado.Elementos do DOLO . . .dos elementos negativos do tipo * Adequação típica: .Teorias .Logo. * Adequação típica de subordinação mediata: .vontade .2º momento: ilícito * Fase do tipo como essência da ilicitude . dolo é um dos elementos do fato típico.Dolo é o elemento psicológico da conduta.Espécies de tipo quanto aos seus elementos * tipo normal: contém os elementos objetivos * tipo anormal: além dos objetivos.interna: irrelevante penal .

com destaque de circunstâncias que agravam ou atenuam a pena.Teorias . prevendo a possibilidade de o resultado ocorrer sem.Assentimento ou consentimento: dolo é o assentimento do resultado. Ex. * Não é adotada no CP brasileiro. . instiga ou auxilia na prática do verbo do crime. essencial do crime. segura a vítima. . aparecem 3 figuras: .Para concurso de pessoas. a previsão do resultado com a aceitação dos riscos de produzi-lo. .É a descrição no “caput”. isto é.externa (exteriorização da conduta que passa a existir no mundo real) . há resquício de vontade) * Dolo é o elemento psicológico da conduta.interna (irrelevante penal) . * Derivados: se formam a partir do tipo fundamental. contudo desejá-lo. . * Conduta é um dos elementos do fato típico. sem contudo desejá-lo. .Fases da conduta . (mesmo quando há coação da vontade.Da representação: é a vontade de realizar a conduta. * Logo. . Ex. Basta prever a possibilidade do resultado. .Vontade: vontade de realizar a conduta e produzir resultado. . .AUTOR: pratica o verbo do tipo. .Tipo fundamental e tipos derivados * Fundamental ou básico: descrição mais simples. dolo é um dos elementos do fato típico. mandante de homicídio.CO-AUTOR: é aquele que diretamente ajuda o autor a praticar o verbo do tipo.. prevendo a possibilidade do resultado ocorrer.Representação: é a vontade de realizar a conduta.Tipo penal nos CRIMES DOLOSOS .PARTÍCIPE: é o que induz.Conceito: é a vontade consciente de realizar os elementos constantes do tipo penal.Do assentimento ou consentimento: 20 . * Basta o agente representar.

Teorias adotadas no CP Art.* Dolo é o assentimento do resultado. * NORMATIVO: dolo da teoria clássica (onde o dolo era elemento da culpabilidade) . mas acarreta a consumação do fato.Diz-se o crime: Crime doloso I . . sem qualquer juízo de valor.doloso. Ex: formação de quadrilha ou bando. mas aceita a possibilidade de sua produção (eventual) ou não se importa de produzir este ou aquele resultado (alternativo).Espécies de dolo * NATURAL: puramente psicológico. . * teoria da vontade * teoria do assentimento . A partir do caso concreto.Perigo abstrato ou presumido: a lei prevê a situação de perigo e procura evitar o dano. 18 .consciência da ilicitude como elemento do dolo. * DIRETO ou DETERMINADO: vontade de produzir o resultado. * INDIRETO ou INDETERMINADO: o agente não quer diretamente o resultado. Em seguida pratica novo ataque ao bem jurídico acreditando ser mero exaurimento. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. . * DANO: vontade de produzir uma lesão ao bem jurídico (resultado material).Elemento normativo de culpa. isto é. ERRO SUCESSIVO OU ABERRATIO CAUSAE: o agente pratica uma conduta acreditando atingir o resultado. * PERIGO: vontade de exposição a perigo do bem jurídico. perceber se a conduta expôs o bem jurídico a perigo. . porte de arma de fogo.Tipo penal nos CRIMES CULPOSOS . a previsão do resultado com a aceitação dos riscos de produzi-lo.Chamado de tipo aberto (o código não especifica a conduta) 21 . * ESPECÍFICO: visa um fim específico (tipos anormais) . Ex: art 134.tipos anormais = têm elemento objetivo e subjetivo (com o fim de) * DOLO GERAL. abandono de recém-nascido. (não há dano material) .Perigo concreto: cabe juízo de valoração.

Elementos do fato típico culposo * conduta * resultado * nexo causal * tipicidade * previsibilidade objetiva * ausência de previsão * quebra de dever jurídico de cuidado . .NÃO EXISTE EM DIREITO PENAL.Culpa consciente: o agente prevê a possibilidade do resultado. grave. levíssima.imprópria (por equiparação) – assimilação * erro do tipo escusável . o risco de produzir o resultado. (“dane-se”) . .A diferença entre eles é uma questão de enfoque. . mas o agente tem certeza que não vai ocorrer) .Culpa é culpa. 22 .Dolo eventual X culpa consciente . mas a culpa é vista de maneira única pela doutrina. . O resultado pode ser mais ou menos grave.negligência (omissão) .imperícia (inaptidão técnica em profissão ou atividade) + .Tipos penais culposos = abertos .imprudência (ação) . gravíssima (distinção sem efeito prático) .inconsciente (total imprevisibilidade) .Não há distinção de grau de culpa (ao contrário do dolo em que há diferenciação de pena) .leve.consciente (perceptível. mas TEM CERTEZA que não vai acontecer.Necessidade de análise do caso concreto. na sua conduta .. (“não vai acontecer”) .Dolo e culpa: são elementos subjetivos da conduta.Compensação de culpa .São situações limítrofes .Espécies de culpa .Dolo eventual: o agente ASSUME.Graus de culpa .Tipos penais dolosos = fechados .

acrescenta-lhe um resultado.Concorrência de culpas ..é um crime COMPLEXO (soma de 2 condutas ilícitas. .. com todos os seus elementos.crime qualificado pelo resultado = é crime único e resulta da fusão de duas ou mais infrações penais autônomas. Concurso de pessoas: Autor= pratica o verbo do tipo Co-autor Partícipe= induz. . .Teoria mais usada. bate com outro na mão correta. há visualização de uma conduta principal e atribuição de participação.Todos respondem como autor. . Ex.Conceito: é aquele em que o legislador. 23 . não há falar em “participação”. concorrentemente.Crime Preterdoloso (preterintencional) . depois de descrever uma conduta típica. portanto. Há falar em “autoria”. motorista na contramão devagar. 2) Teoria restritiva de autoria: mesmo o tipo penal sendo aberto (genérico).Culpa nos delitos omissos impróprios (art 13 CP – não fazer quando havia dever jurídico de agir) . pela sua conduta.. em alta velocidade.Teoria menos usada.Participação no crime culposo 1) Teoria do domínio do fato: como não há descrição de um fato principal (tipo penal aberto). cuja ocorrência acarreta um agravamento da sanção penal. . . .Há um fato antecedente (preter) com um resultado conseqüente..É POSSÍVEL PARTICIPAÇÃO NO CRIME CULPOSO.Ex.Cada agente responde pela sua culpa. instiga ou auxilia (forma mediata)) . . latrocínio) .

deixa de existir o tipo.Causar desabamento ou desmoronamento. ou não pedir. ou à pessoa inválida ou ferida. nem assumiu o risco de produzí-lo: . o agente responde pela conduta antecedente e a conduta subseqüente agrava a pena. 129. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Art. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. 256 .Conceito: trata-se de um erro incidente sobre SITUAÇÃO DE FATO ou RELAÇÃO JURÍDICA descritos: * no elementar ou circunstâncias de tipo incriminador * no elementar de tipo permissivo * nos dados acessórios irrelevantes para a figura . o latrocínio em que há dolo na conduta antecedente (roubo) e na subseqüente (morte).Todo crime qualificado pelo resultado.Elementar = expressão que. . por exemplo.crime preterintencional = espécie do gênero Questão de concurso: crime qualificado pelo resultado é a mesma coisa que crime preterintencional? * NÃO. nesses casos..Deixar de prestar assistência. se for retirada da descrição. caracterizado pelo dolo na conduta antecedente e culpa na conduta subsequete é um espécie de crime qualificado pelo resultado que possui outras modalidades. ERRO DE TIPO . quando possível fazê-lo sem risco pessoal. expondo a perigo a vida.Crime qualificado pelo resultado = gênero . o socorro da autoridade pública: Culpa Culpa Culpa Dolo Atropelamento + omissão de socorro Dolo (na lesão) Culpa (na morte) PRETERINTENCIONAL Art.Espécies de crime qualificado pelo resultado Elemento subjetivo ANTECEDENTE Dolo Elemento subjetivo SUBSEQUENTE Dolo Latrocínio Art. 135 . O crime preterintencional. 24 . ou ele se desloca para outro tipo. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. à criança abandonada ou extraviada.

Diferença ERRO DE TIPO e DELITO PUTATIVO por erro de tipo . erra e mata C (irmão gêmeo). desconhece que está cometendo um irrelevante penal. * incide sobre SITUAÇÃO CONCRETA como circunstância do tipo. Ex: A queria matar B. mas acaba por praticá-lo. Ex. * essa situação se encontra no tipo como elementar. real.Contrair casamento. induzindo em erro essencial o outro contraente.. * conseqüência: NÃO exclui o dolo – responde pelo crime. * conseqüência: exclui o dolo. A pega guarda-chuva de B que era idêntico. * conseqüência: exclui o dolo. Ex: Art. .Putativo por erro de crime = o agente quer praticar um crime. 236 . 5) erro sobre dado irrelevante. ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: 3) erro incidente sobre SITUAÇÃO DE FATO descrito como elementar do tipo permissivo (lícito) * consequência: afasta a ilicitude 4) erro incidente sobre circunstância do tipo incriminador. * conseqüência: NÃO exclui o dolo – responde pelo crime. mas em face do erro. * essa realidade está no tipo penal. Exemplos de erro de tipo 1) erro incidente sobre SITUAÇÃO DE FATO descrita como elementar do tipo incriminador * sobre situação concreta. 2) erro incidente sobre RELAÇÃO JURÍDICA descrita como elementar do tipo incriminador * erro incide sobre situação jurídica.Erro = falsa percepção da realidade.Erro de tipo = o agente não sabe que está cometendo um crime. 25 .

exclui a ilicitude do fato típico.putativa = imaginário .erro que não traz nenhuma conseqüência jurídica . .exclui o dolo invencível (desculpável. poderia ser evitado se o agente empregasse mediana prudência) – NÃO exclui a culpa – responde pela culpa.agente sabe que está cometendo crime – apreciação de caráter criminoso do fato .descriminante = é a causa que descrimina.Descriminantes putativas .NÃO exclui o dolo 26 .incide sobre dados irrelevantes da figura típica .Formas de erro de tipo * erro de TIPO ESSENCIAL .incide sobre elementares e circunstâncias . se houver previsão ERRO DE TIPO ESSENCIAL (sobre elementar) Afasta o DOLO ACIDENTAL (sobre circunstância) (responde pelo CRIME) NÃO afasta o DOLO PUTATIVO por erro de tipo Afasta a ILICITUDE .Compreende: * Legítima defesa putativa * Estado de necessidade putativo * Exercício regular do direito putativo * Estrito cumprimento do dever legal putativo * erro de TIPO ACIDENTAL . .exclui a ILICITUDE. isto é. .vencível (indesculpável) Responde por CULPA.características: impede o agente de compreender o caráter criminoso do fato ou de conhecer a circunstância. não pode ser evitado) – exclui a culpa vencível (indesculpável.invencível (desculpável) Afasta a CULPA . exclui o crime.Formas de erro de tipo . causa excludente de ilicitude . se houver previsão.

. atinge e mata pessoa.unidade complexa. Ex. A joga pedra na janela e quebra vidro. Ex. erra o tiro e mata C que passava pelo local.Espécies de erro de tipo acidental 1) Erro sobre OBJETO: objeto material do crime é a pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta. Responde pelo resultado produzido e se previsto como crime culposo. subtrai ouro ao invés de diamante. queria matar A e mata B.o agente pretendia atingir um bem jurídico.unidade complexa. 1) Verificação se o fato é típico ou não. Ex. Aplica-se o consórcio formal (1/6 a 1/2). .unidade simples. Responde como se tivesse atingido a pessoa visada (com todas as circunstâncias). Ex. Ex. A queria matar B. Aplica-se o concurso formal (aumenta-se a pena (+ grave) de 1/6 a 1/2). A queria matar B. A joga pedra na janela e atinge pessoa. lesão em B e mata C que passava pelo local. Ex. verificar se é ilícito.bens jurídicos DISTINTOS . 2) Se típico. 2) Erro sobre PESSOA: recai sobre pessoa que pretende atingir.. irmão gêmeo 3) Erro na EXECUÇÃO do crime – “ aberratio ictus” (desvio de golpe) . 27 . mas por erro na execução.unidade simples. OBS: se o resultado previsto como culposo for MENOS grave ou se o crime não tiver modalidade culposa. 5) Erro sobre NEXO CAUSAL ou aberratio causae (dolo geral ou dolo sucessivo) ILICITUDE É a contradição entre a conduta e o ordenamento jurídico. 4) RESULTADO DIVERSO do pretendido – aberratio criminis . não se aplica regra do aberratio criminis. pelo qual a ação ou omissão típicas tornam-se ilícitas. acarreta bem diverso . Responde por lesão corporal culposa.

Afere-se apenas se o agente deve ou não responder pelo crime cometido. mas pressuposto para imposição de pena.CULPABILIDADE É a possibilidade de se considerar alguém culpado pela prática de uma infração penal (conceito negativo de reprovação). É juízo de censurabilidade e reprovação sobre alguém que praticou um fato típico e ilícito. 28 . Não é elemento do fato típico.

é o que exige determinada qualidade no sujeito ativo .art 132 CP: expor saúde ou vida de outrem a perigo .art 180 CP: “adquirir.art 312 peculato (exige que seja func. .somente pode ser realizado pelo agente em pessoa. . .art 352 CP: fuga ou tentativa de fuga de preso 29 . A ausência de dano pode caracterizar tentativa ou indiferente penal..admite autoria mediata.atentado violento ao pudor .esgota toda a ação executória. conduzir.art 250: causar incêncio. mas não consuma o crime .art 288 CP: formação de quadrilha .aborto (exige mulher grávida) .art 122 CP: “induzir.só admite participação . sendo desnecessário demonstrar perigo. participação e co-autoria .art 150: violação de domicílio .art 159 CP: sequestro mediante resgate próprio de mãoprópria de dano de perigo de perigo abstrato de perigo concreto .ou tentativa acabada e perfeita.o tipo penal que contém várias modalidades de conduta e.crime infungível .aquele que se consuma com a lesão efetiva a um bem jurídico.art 129: lesão corporal .cabe “tentativa” .art 135 CP: deixar de prestar assistência . transportar. depende de comprovação são subsidiários em relação aos correspondentes crimes de dano ...art 148 CP: seqüestro .art 154: violação de segredo profissional ...é o que pode ser praticado por qualquer pessoa.art 323CP: abandono de cargo público .consuma-se com a simples conduta.aquele cuja consumação se prolonga no tempo. dependente da atividade do agente .não cabe “tentativa” .” .art 131 CP: praticar atos capaz de transmitir moléstia grave .. .art 342 CP: falso testemunho.ação ou omissão bastam para constituir o elemento objetivo da figura típica penal . receber. expondo. ocultar.exige para sua produção um resultado naturalístico . . (coletividade.pune com a mesma pena tanto o crime consumado quanto o tentado material formal de mera conduta permanente falho vago ação múltipla de atentado . Não admite delegação ou mandato. haverá apenas um único crime.não há necessidade de ocorrência de resultado naturalístico. mesmo que o agente pratique duas ou mais. .se consuma com o simples perigo criado ao bem jurídico da vítima.art 121 CP: homicídio . sem produzir um resultado efetivo de dano . .art 140: injúria . . sociedade) .furto .ou empreendimento.” . EXEMPLO .art 240 CP: adultério .art 137 CP: rixa .art 131 CP: contágio de moléstia grave . Público) . instigar ou auxiliar.art 210: violação de sepultura ..art 129: lesão corporal .Precisa ser demonstrado.aquele em que o sujeito passivo não tem personalidade jurídica. .Classificação dos crimes CRIME comum CONCEITO .porte ilegal de arma .

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