EDIREVISTAS SOCIEDADE EDITORIAL, S.A. GRUPO COFINA MEDIA – SGPS, S.A.

>CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Fernandes (Presidente); João Borges de Oliveira; Luís Santana; Laurentina Martins e António Simões Silva Directora de Arte Sofia Lucas Directora Comercial Olga Henriques Director de Produção Avelino Soares Directora de Marketing Maria João Costa Macedo Director On-line Nuno Ribeiro Director de Informática Rui Taveira Director de Recursos Humanos Nuno Mariz Fernandes Directora Administrativa e Financeira Alda Delgado Director de Assinaturas João F. de Almeida Director de Circulação Mário Rosário Directora de Research Ondina Lourenço

EDITORIAL
PCG

A loja de jogos
de jogos usados, trocando-os por descontos na aquisição de jogos novos. Dirigi-me a uma destas lojas, a Gamestop, no centro comercial Odivelas Parque, para adquirir um jogo para a minha filha. O jogo em questão era o «High School Musical Sing Along para PS2», que nas outras >PEDRO TRÓIA DIRECTOR lojas apenas estava disponível com os TROIA@PCGUIA.COFINA.PT microfones. Nesta loja, havia o jogo sem os ditos microfones. Quando fui para pagar pedi uma s grandes cadeias factura. Qual não é o meu espanto, de venda de jogos quando o empregado me pediu muita começaram a chegar a desculpa, mas não podia fazer a Portugal durante este ano e estão factura, porque não tinha… a abrir lojas nos principais centros Claro que o jogo voltou para a comerciais. A vantagem de comprar prateleira. jogos nestas lojas prende-se com o O problema é que eu já tinha ido facto de o atendimento ser feito por a essa loja há mais de um mês e pessoas que percebem do que estão o mesmo empregado disse-me a falar. exactamente a mesma coisa. Bom, Para além da venda de jogos, estas das duas, uma: ou estes senhores se lojas oferecem serviços de compra fartam de passar facturas e eu tenho sempre o azar de aparecer quando já não as há ou então algo se passa. ESTE MÊS… O sistema de trocas de jogos já navega numa parte cinzenta da lei, visto que muitos acordos de utilização de software impedem expressamente estas práticas. Isto em conjunto com o facto de não passarem facturas só pode deixar uma pessoa a pensar se não está a comprar gato por lebre. O último pormenor prende-se com o facto de cada vez que se compra lá um jogo este não vem selado, porque nas prateleiras só estão as caixas. Quando se escolhe um jogo, o empregado procura numa caixa os manuais e os CDs ou DVDs. Quem é que me diz que são novos? Ou mesmo que são legais? Vamos lá a ver se da próxima vez tenho a sorte de haver facturas e assim consigo levar o jogo que quero. Ou então, se calhar, perco a paciência e faço uma queixa a quem de direito. O que provavelmente é o que já devia ter feito na primeira vez que lá fui.

JANEIRO 2008 NÚMERO 146 PERIODICIDADE MENSAL

Director Pedro Tróia >REDACÇÃO Editor João Trigo Redactores Susana Esteves, João Pedro Faria, Carlos Marçalo, Cláudia Sargento, Luísa Dâmaso Revisão Teresa Resende Colaboradores Susana Rodrigues, Patrícia Grilo, José Luís Porfírio, Paulo Barbosa, Mário Cunha, Artur Martins, Leonel Miranda e Ana Gonçalves Secretária de Redacção Lurdes Marujo Imagem João Paulo António (ilustração da capa), António Moutinho, Vitor Gordo (fotos) >PRODUÇÃO GRÁFICA Carlos Dias, Jorge Fernandes, José Carlos Freitas, Paulo Glória, Paulo Fernandes, Carlos Campos e Fátima Mesquita (Assistente) >ARTE Director de Arte Adjunto Hélio Falcão Designer Gráfico João Carlos Pinto Coelho Infografia e publicidade José Alves, Carlos Tavares, Sandra Rebelo >QUADRO COMERCIAL Directora de Publicidade Ana Castro acastro@revistas.cofina.pt Gestor de Conta Ana Correia anacorreia@pcguia.cofina.pt Daniela Correia danielacorreia@pcguia.cofina.pt Assistentes de Publicidade Fátima Malaca (coordenadora) fmalaca@revistas.cofina.pt, Rute Dias rdias@revistas.cofina.pt e Susana Fernandes susanafernandes@cofina.pt >MARKETING Sónia Santos, Miguel Barreto, Susana Ventura (Assistente) >DIVISÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS Directora Editorial Cristina Magalhães cristinamagalhaes@revistas.cofina.pt Directora Comercial Virgínia Melo virginiamelo@revistas.cofina.pt >ENDEREÇOS Sede, Administração, Redacção, Departamento Comercial, Marketing e Assinaturas Av. João Crisóstomo, 72, 3.º 1069-043 Lisboa. Telef. 213 307 700, Fax: 213 307 799 Delegação do Porto Rua Manuel Pinto de Azevedo, nº 80 - 1º andar 4100-320 Porto Telef.: 226 153 650, Fax: 226 183 879 Internet www.pcguia.pt E-mail editorial redaccao@pcguia.cofina.pt E-mail comercial acastro@revistas.cofina.pt Propriedade e direitos A propriedade do título PC GUIA é de COFINA MEDIA – SGPS, SA
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A

>JOÃO TRIGO
EDITOR
JOAOTRIGO@PCGUIA.COFINA.PT

...pude analisar a nova plataforma da AMD. Chama-se Spider e é composta por três componentes separados – processador, chipset e placa gráfica. Veja nesta revista o resultado de uma viagem ao Leste europeu e de alguns dias de testes

à nova proposta deste fabricante concorrente da Intel. Instalei um telefone VoIP em casa e comecei a poupar a sério na factura de telecomunicações. É um dispositivo sem fios, que se liga à rede wireless. Prático e muito útil.

Pré-impressão H2M - Artes Gráficas, SA Av. Almirante Gago Coutinho, 44-A - 1700-031 Lisboa Impressão e acabamento Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, S.A., Casal de Santa Leopoldina- 2745 Queluz de Baixo Capa Printover fornecido por Sarriópapel Miolo Presscol Gloss fornecido por Sarriópapel Distribuidor exclusivo VASP – Soc. de Transportes e Distribuição, Lda, Complexo CREL – Bela Vista/Rua da Tascoa, 4.º Piso – Massamá – 2745 Queluz Distribuição de Assinaturas JMToscano, Tel: 214 142 909/34 >CIRCULAÇÃO E ASSINATURAS Responsável Departamento de Circulação Madalena Carreira Para apoio ao ponto de venda - Telef.: 213 307 723 Responsável Serviço de Assinantes Margarida Matos email assine@cofina.pt Linha directa: 213 307 777 Como fazer a sua assinatura RÁPIDO, FÁCIL, CÓMODO
• Pelo telefone, utilizando a nossa Linha Directa 213 307 777 Assinatura anual 12 edições + 24 DVDs €76,80 €93,40 €108,50

A Nvidia apresentou oficialmente o G92, introduzindo-o na gama GeForce 8800GT. Uma 8800GT consegue estar ao nível do desempenho de uma GTX actual até 1600x1200, gastando menos energia. Esperam-se boas notícias para o início do ano, pelo menos para os

financeiramente mais desafogados. Senão, a solução pode ser combinar mais do que uma placa gráfica de gama média. Aí, a ATI tenta responder com o sistema CrossFire X. Vamos ficar atentos, até porque já se começa a falar muito em >JOÃO FARIA JORNALISTA Hybrid SLI e em GeForce 9...
JFARIA@PCGUIA.COFINA.PT

Portugal Europa Resto do Mundo

Estes preços incluem IVA à taxa de 5%. O número no qual se inicia a assinatura corresponde ao mês seguinte ao da recepção do pedido de assinatura nos nossos serviços

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>SUSANA ESTEVES
JORNALISTA
SUSANAESTEVES@REVISTAS.COFINA.PT

...decidi que vou voltar a instalar o XP. Porquê? Porque nesta fase prefiro um melhor desempenho e um sistema estável a uma interface visualmente mais agradável. Pude ainda mais uma vez comprovar que há coisas que

nunca mudam numa equação. Senão vejamos: casa nova significa nova linha de Internet, ou seja, muitos meses de espera, algumas dores de cabeça à mistura e mais uma série de grandes exemplos de como não gerir um serviço.

>VENDA DE EDIÇÕES ANTERIORES Caso pretenda adquirir números anteriores desta revista contacte o 219 253 248 ou revistasanteriores@revistas.cofina.pt

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ABRIL 2007

JANEIRO 2008

3

Tire o máximo do seu Computador em casa

DVD
APLICAÇÕES
> Ashampoo Music Studio 2007 Programa Completo

Grave e edite a sua própria música
> Camtasia 3 Programa Completo

Faça vídeos a partir do conteúdo do seu ecrã
> ConceptDraw MindMap Pro 4 Programa Completo

Um programa para gestão de projectos
> Genie Backup Manager 5 Programa Completo

Faça cópias de segurança do seu sistema sem dificuldade

> PowerDirector 5 VE Programa Completo

Um sistema de captação e edição de vídeo para o seu computador

JOGOS
> Rail Simulator

O simulador de comboios que o deixa conduzir nas principais linhas europeias
> TimeShift MP Demo

A demo multiplayer deste shooter revolucionário
> Empire Earth III

Crie e desenvolva a sua própria civilização até conquistar o planeta
> Napoleon's Campaigns

Um jogo de estratégia baseado nas campanhas de Napoleão Bonaparte 44

J NE O 2008 J A U N IHRO 2 0 0 6

Tire o máximo do seu Computador em casa

Regulares
08 16 120 160 Notícias Entrevista Top nacional Pergunte ao especialista

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Software
>

Soluções
18 Cuide dos seus ficheiros

>

Guias
24 32 36 38 42 46 52 56 58 60 Organize a sua vida com o Scrybe Crie discos com o ImgBurn Artilhe o menu Iniciar do Vista Restaure a música do iPod para o PC Veja conteúdos de alta definição no seu PC Como alterar o Registo Acelere o arranque do seu computador Controle a sua máquina pelo telefone Salve o seu PC com Linux Utilize máquinas virtuais

Hardware
>

Mude de canal para a Web TV
Existem srviços que lhe permitem fazer o download de programas de televisão sem estar a cometer nenhuma ilegalidade
Cuide dos seus ficheiros

Guias
82 88 92 98 100 Faça um upgrade ao firmware Papel electrónico Vida nova à RAM Há qualquer coisa no ar Tenha uma rede melhor

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Tenha uma rede melhor

Internet
>

Guias
124 Envie ficheiros de grandes dimensões pela Net

18

Veja conteúdos de alta definição no seu PC

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JANEIRO 2008

164
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Upgrade
Banco de Testes
128 Hardware AMD Spider Asus EEEPC Abit IX38 QuadGT Speedster e IP35 Pro Biostar TF560 A2+ D-Link DAP-1160 MSI EX600 YA Edition Pavilion Elite M9050 Sapphire HD 2600Pro vs. HIS HD2600 XT IceQ Turbo vs. Asus 8600GTS TOP

ENEMY TERRITORY:

QUAKE WARS
O shooter mais famoso de sempre está de regresso com mais acção
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142

Software
Be Anywhere Drive Panda Internet Security 2008

Braço-de-Ferro
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Docking Stations
Targus Express Card Notebook Docking Station Toshiba Dynaport Logitech Alto Port Ergostation White

O que há de high tech em 2008?
Uma coisa é certa: será um ano bastante dinâmico em termos de novidade

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Blog do Gato
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Superteste
150

Kits de memória
Kingston Hyperx PC1100 Ul DDR3 OCZ PC1600 DDR3 Corsair Dominator PC1800 DDR3 Corsair DHX PC1333 DDR3 Kingston Hyperx PC1100 ll DDR3 Corsair Dominator PC8888 DDR2 Crucial Ballistix PC8500 DDR2 Patriot Extreme PC8500 DDR2 Patriot Extreme PC9200 DDR2 Patriot Extreme PC9600 DDR2

194

Assistência técnica
160 Especialista

Entretenimento
162 Lançamentos 164 Jogos Enemy Territory: Quake Wars The Orange Box Sega Rally

Shopping
180 186 188 190

Notícias Entrevista

Opinião Hotspot

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174 Engenhocas 176 Sugestões 178 Classificados
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NOTÍCIAS
PCG

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Primeiro telemóvel português entra no mercado
quais as farmácias que estão de serviço em qualquer ponto do País, os eventos culturais em cartaz, a meteorologia para cinco dias e a localização de radares fixos. Apontada como uma das funcionalidades mais úteis, o consumidor terá acesso a partir deste terminal a informações sobre os principais problemas de tráfego em tempo-real. No início do próximo ano, a empresa planeia lançar o seu primeiro sistema de navegação com GSM e outro com sensor de álcool (G400). Pelas suas características, a NDrive posicionou este equipamento no sector profissional. Um dos exemplos citados incide sobre o facto de um utilizador poder efectuar um scan a cartões de visita através de tecnologia OCR, que remete os contactos directamente para a agenda Outlook do utilizador. Uma das grandes vantagens também enumeradas, relativamente à oferta concorrente, é o acesso a todas as funcionalidades de navegação sem pagamento de qualquer assinatura, ao contrário do que se passa com outros produtos disponíveis no sector, como fez questão de sublinhar em conferência de imprensa João Neto, um dos administradores da empresa. O NPhone é fabricado na China, um detalhe que os responsáveis da NDrive assumiram prontamente, mas que recusam associar a qualquer insinuação de falta de qualidade, lembrando que, actualmente, mais de metade dos equipamentos informáticos têm como origem a indústria asiática. Questionados sobre a ausência de tecnologia 3G, os executivos da

GSM, GPS e um software de navegação 100% nacional. São estes os argumentos de venda do novo NPhone

S

urge pela mão da NDrive Navigation Systems, vai designar-se por S300 (ou NPhone), e pretende impor-se no mercado nacional como o primeiro telemóvel/navegador português. Este terminal funciona como um três-em-um (telemóvel, PDA e GPS), vem equipado com o Windows Mobile Professional 6, permite acesso ao e-mail e possui uma câmara fotográfica de 2 MP, conectividade Wi-fi, EDGE e Bluetooth 2.0. Enquanto navegador, inclui os mapas de Portugal (Açores e Madeira, incluídos), informação actualizada sobre o trânsito, 70 mil pontos de interesse com conteúdos detalhados e 20 mil fotografias. Fazem parte desta composição os conteúdos do livro «Boa Cama, Boa Mesa» do jornal «Expresso». Ainda através do serviço de GPS, o utilizador poderá consultar

companhia nacional explicaram que esta foi uma forma de colocar no sector um terminal com um preço mais competitivo. O preço de venda situa-se nos 399 euros. À semelhança do que já faz com outros produtos, a marca prepara-se também para levar este seu mais recente equipamento para além-fronteiras. Um dos primeiros países a recebê-lo será Espanha, mas os mercados francês e italiano também já estão assinalados no mapa. Aliás, o negócio da empresa fora do território nacional representa já 63% do negócio global. Nesta primeira fase, a NDrive irá colocar no mercado cerca de três mil unidades, distribuídas pelo canal retalhista.

A marca admite avançar, no início de 2008, com dois novos equipamentos: um sistema de navegação com um módulo GSM e um segundo equipamento com sensor de álcool, que irá designarse G400. Quanto a um segundo modelo de telemóvel, João Neto respondeu que este «é o primeiro de muitos outros produtos que vão surgir no mercado nacional a partir da convergência entre telefonia móvel e sistemas de navegação». Vale a pena recordar que a NDrive Navigation Systems nasceu de um spin-off da InfoPortugal, agora controlada maioritariamente pela Impresa. A primeira passará a dedicar-se exclusivamente ao negócio dos sistemas de navegação.

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Apple abre loja nacional online
apropriado de uma forma simples e rápida. É possível adicionar mais memória, colocar um disco rígido com mais capacidade, entre outras opções disponíveis na compra de um novo Mac. Passa a estar disponível também gravação laser gratuita para o iPod de maneira a personalizar o seu leitor de media digital. A expedição dos produtos é gratuita para encomendas superiores 121 euros.

Pode encontrar a loja oficial da Apple em http://store.apple.com/ portugalstore
A Apple abriu a sua Apple Online Store em Portugal. Disponível em http://store.apple.com/ portugalstore, a Apple Online Store é o local privilegiado para os adeptos da empresa americana procurarem as novidades Apple. A Apple Online Store oferece aos clientes a possibilidade de personalização dos seus computadores Macintosh de forma a construirem o sistema

NA BERRA
Plataforma Spider
Finalmente chegou ao mercado a aposta da AMD, que vem trazer para a luz do dia três promessas há muito faladas: a nova geração de processadores Phenom com quatro núclos, a nova gama de placas gráficas HD3800 com suporte para DX10.1 e o sistema CrossFire X.

GeForce 8800GT

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EBC reforça oferta da Digitus

A empresa aposta nos produtos de rede n-Draft
A EBC deu a conhecer ao mercado os novos produtos Wireless n-Draft da Digitus, marca que distribui em exclusivo no mercado português. O leque de equipamentos agora disponíveis inclui routers de banda larga, adaptadores PCI, PCMCIA e USB2.0, que garantem fiabilidade, alcance e estabilidade. Os novos produtos integram a tecnologia MIMO (Multiple-Input and Multiple-Output), permitindo velocidades de transferência até aos 300 Mbps para o standard 802.11n Draft 2.0. Paulo Leonardo, networking business manager da EBC, reconheceu que com a nova gama de produtos Draft N, a Digitus dá mais um passo para «se consolidar como uma marca de referência em produtos de redes para o mercado residencial e pequenos escritórios, mantendo a garantia de qualidade e a performance sempre associadas a esta marca alemã». O router de banda larga Digitus DN-7059 cumpre com todos os requisitos de largura de banda

É o novo canhão em termos de relação preço/desempenho. Baseia-se no G92, um processador gráfico que mais não é do que uma revisão do G80 que dá vida às 8800GTS, GTX e Ultra actuais, só que com algumas alterações de vulto, como é são do caso do suporte para PCI-Express 2.0.

GTS, GTX e afins
O problema é que, com o lançamento do chipset GeForce 8800GT, a Nvidia veio dar uma enorme dor de cabeça a quem acabou de dar largas centenas de euros por uma 8800GTS ou GTX. Fica desde já o aviso: O novo G92 veio mesmo para ficar e – fala-se – vai remodelar já em Fevereiro a gama GTS e GTX. Para 2008, fala-se também numa possível nova série GeForce 9.

Pressões no editorial
Jeff Gertsmann, ex-director editorial de um conhecido portal de análise a jogos, terá sido alegadamente despedido por ter dado um parecer apenas mediano a um título editado por um grande anunciante desse mesmo portal, que está a fazer uma enorme acção de publicidade precisamente a esse jogo. Apesar de as alegações não estarem nesta altura provadas, não deixa de ser uma acção que, a confirmar-se, merece total repúdio.

para aplicações multimédia, assegurados pela função WMM. Equipado com a tecnologia MIMO, suporta DDNS, tunelamento VPN, encriptação WPA-PSK e WPA2-PSK, e integra NAT (Network Address Translation), firewal Anti-DoS (denial of service), servidor virtual DMZ e DHCP. É configurado através de interface Web, por acesso local ou remoto, e possui software

actualizável. Os adaptadores Digitus PCI DN-7056, PCMCIA DN-7051 e USB2.0 DN-7053 possuem indicação LED para estado de ligação e transferência de dados, e o funcionamento dos três adaptadores é assegurado para os sistemas operativos Windows 2000/XP/XP64/Vista. Todos estes equipamentos são compatíveis com as especificações anteriores IEEE 802.11b/g.

A BERRAR

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NOTÍCIAS
PCG

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Sony abre um novo portal VAIO
Chama-se www.vaio-john.com e trata-se de um projecto exclusivo para os seus portáteis Vaio, captando as influências criativas de uma personagem única: John Malkovich, o actor nomeado pela Academia, realizador e produtor. Já operacional, o site irá funcionar como uma janela para o mundo de John Malkovich, que promete ser verdadeiramente “like no other”.

GeIL chega a Portugal
e concebida para o mercado de gaming. Esta gama de módulos de memória não só oferece uma estabilidade acima da média, como tem em conta as necessidades avançadas dos jogos, apresentando timings extremamente agressivos. No que concerne à série

A representação oficial do fabricante de memórias RAM foi conseguida pela Tech Computers
A GeIL, fabricante bem conhecido no mundo das memórias RAM para computador, já está em Portugal, sendo representada oficialmente pela Tech Computers. Na oferta de produtos da GeIL, destaca-se a série Black Dragon, especialmente desenhada

Os produtos GeIL já estão à venda em terras lusas

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Snapfish agora com álbuns fotográficos
A Snapfish acaba de alargar o seu portfolio de serviços de impressão online com os novos álbuns fotográficos. Marca de referência na impressão doméstica, a HP lançou em finais do ano passado o serviço de revelação online Snapfish, em www.snapfish. pt. Neste site, os consumidores podem carregar, editar e receber em sua casa de modo cómodo, rápido e acessível a sua colectânea de fotografias. Com o lançamento dos álbuns fotográficos digitais, calendários, agendas e postais, a oferta da Snapfish ficou ainda mais completa.

Ultra, destina-se ao mercado dos overclockers e entusiastas, apresentando timings fora do comum. Também nesta gama, estabilidade e fiabilidade são pontos bem assentes. De entre vários produtos de grande performance da GeIL, destaca-se o kit de 2x1GB PC6400 Ultra

Plus com timings do outro mundo: 3-3-3-8. Mais uma excelente proposta em matéria de overclocking para os adeptos do mundo do jogos, o que acaba por ser bastante positivo para o consumidor numa altura em que as compras de informática disparam.

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AMD lança Spider
A AMD apresentou a nova plataforma, chamada até agora Spider, composta por um novo processador (Phenom), um novo chipset e uma nova solução gráfica, a série 38xx. Veja mais na rubrica Banco de Testes deste mês.

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Acer inova desktops multimédia
uma maior capacidade de gestão, graças a uma concepção “tool-less” da estrutura, para fácil acesso e actualização de componentes. A série M1 é composta por dois modelos com especificações diferentes: o M1100 e o M1610. Ambos vêm equipados com o Acer eMode Management, uma ferramenta destinada à organização e controlo de todas as actividades de entretenimento, bem como com o Microsoft Works e o Office Trial. Os dois desktops possuem vários modos que oferecem ao utilizador um controlo sobre os mais diversos conteúdos, como TV, músicas, filmes, vídeos, fotografias e rádio. Adicionalmente, esta série oferece plug-ins Acer Zone, o Windows Vista e som surround de canal 7.1, para dar vida à multimédia digital. A série Acer M1 tem pré-instalado o Windows Vista Home Premium ou Home Basic genuínos. O Aspire M1100 vem equipado com um processador dual-core AMD Sempron ou AMD Athlon 64 X2, o Aspire M1100 integra um processador gráfico – ATI Radeon X1200 – que suporta Full DirectX 9.0 e executa o Vista Media Center e o Vista Premium. O Aspire M1610 possui um processador Intel Celeron ou Intel Core 2 Duo, tecnologia SATA 2 Hard Disk e Acer eMode Management. Oferece uma capacidade máxima de 500 GB de HDD e espaço para expansão, graças a dois compartimentos de expansão de unidades de 5,25” e seis de 3,5”.

A empresa apresentou duas novas propostas para a sua secretária
A Acer apresentou a mais recente série de desktops orientados para as áreas de entretenimento e multimédia, designada por Aspire série M1. Do leque de funcionalidades e características destacam-se a componente estética das máquinas e a atenção dada a alguns pormenores que optimizam a sua utilização. Por exemplo, foi alterada a posição das teclas de função, como é o caso da tecla Power, redesenhada para evitar o reinício acidental. Os modelos possuem ainda

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Chip7 inaugura

outlet
A empresa inaugurou o seu primeiro outlet, um espaço de comercialização de material informático que disponibiliza diversos produtos actuais a preços mais baixos. Situa-se em Perafita (Grande Porto) e vai funcionar como a versão “física” do outlet virtual, já disponível em www.chip7. pt/outlet. O espaço irá vender desde computadores da marca Chip7, a portáteis, passando por aparelhos GPS e vários consumíveis.

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NOTÍCIAS
PCG

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TMN apresenta HTC Touch Dual
teclas, oferece conectividade HSDPA / 3.5G e garante o acesso à Internet e à sua caixa de correio electrónico com velocidade até 3,6Mbps. O sistema operativo Windows Mobile 6 Profissional é complementado pelas ferramentas da suite Office Mobile, pelo Windows Live e pelas funcionalidades do Outlook Mobile e Internet Explorer Mobile. O modelo da família HTC Touch dispõe ainda de acesso a três serviços da TMN: internetnotelemóvel, Mobile TV e portal multimédia tmn i9. O Internetnotelemóvel é um serviço que permite aceder à Internet no terminal e manter o controlo dos custos de acesso. O Movile TV, como o próprio nome indica, garante que o utilizador pode ver televisão através do terminal. Este modelo está preparado para o acesso aos 28 canais de televisão de Mobile TV da TMN, organizados de acordo com sete categorias – dos generalistas aos temáticos e da informação ao entretenimento, cobrindo de forma transversal todos os segmentos –, mediante quatro pacotes de subscrição para diferentes opções de acesso. Com o novo HTC, pode aceder ainda ao tmn i9, um portal multimédia que reúne diversos conteúdos numa única localização. Com 128 MB de memória RAM, 256 MB de memória ROM, um processador com 400 MHz e capacidade para memória externa em formato micro-SD, este terminal oferece ainda uma câmara de 2 MP. O HTC Touch Dual é vendido pela TMN por 449,90 euros. Caso queira

O novo terminal oferece um teclado semi-qwerty e três serviços exclusivos do operador móvel

A TMN revelou a sua mais recente aposta no segmento de PDAs. O HTC Touch Dual, representado em Portugal pela Novabase, apresenta um teclado semi-qwerty de 20

devolver o seu terminal actual – dentro da política de retoma do operador – tem um desconto de 10 euros

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Brother lança novos multifunções fotográficos
a cores e de 1.200x1.200 ppp a preto e branco em todos os equipamentos. O scanner profissional oferece alta resolução 19.200 ppp, e possibilita a digitalização para aplicações de imagens, OCR, e-mail, arquivo e memórias flash USB, excepto o modelo MFC-235C. Este último integra fax autónomo profissional de 14,4 Kbps. Permite a recepção de uma página em seis segundos e tem a capacidade de armazenar até 170 páginas. O utilizador conseguirá, a partir deste modelo, enviar faxes directamente a partir do computador (apenas em monocromático), sem custos adicionais. Os preços destes equipamentos variam entre os 75 euros e os 106 euros.

O fabricante reforça a linha de MFP com quatro equipamentos
A Brother adicionou quatro novos multifunções jacto de tinta fotográficos ao seu portfolio de produtos, especialmente orientados para uso doméstico ou em pequenas empresas. As impressoras têm uma resolução de impressão de 6.000x1.200 ppp, permitem a impressão directa a partir de uma câmara digital compatível (ligação Pictbridge) ou de uma memória flash USB (formato JPEG). No caso dos modelos DCP-150C e DCP-350C, a impressão pode ser feita directamente a partir de cartão de memória. Relativamente a este último modelo, o utilizador poderá ainda editar as imagens a partir do ecrã LCD de 2 polegadas (ajustar a imagem, eliminar olhos vermelhos, imprimir em tons sépia 12
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ou preto e branco, entre outros). Esta gama oferece uma velocidade de impressão que varia entre as 30 ppm em monocromático e 25 ppm a cores, no caso do modelo DCP-350C, entre as 27 ppm a preto e 22 ppm a cores, quando se trata do DCP-150C e, por último, até 25 ppm em

monocromático e 20ppm a cores, com os equipamentos DCP-135C e MFC-235C. A função copiadora a cores é independente do PC e permite ampliar ou reduzir a dimensão de documentos desde 25% até ao máximo de 400%, com uma resolução de 1.200x600 ppp

NOTÍCIAS
PCG

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Micro Máquinas avança para os portáteis
produto tem registado. A estratégia de abordagem ao mercado possui moldes muito específicos. «A Micro Máquinas possui um perfil de Distribuidor Especialista e foca-se num número restrito de parcerias/fabricantes, mas procuramos um profissionalismo

Estes novos equipamentos vêm juntar-se às gamas de desktops e servidores que a empresa nacional já possui
A Micro Máquinas celebrou o arranque da sua área de negócio ligada aos computadores portáteis com o lançamento de cinco modelos, orientados para os segmentos residencial e de pequenas e médias empresas. Os MIC Notebooks surgem como complemento à linha de PCs da marca. Segundo explicou o director de negócio da Micro Máquinas, José Cortez, à PCGuia, este desafio surgiu no seguimento de necessidades manifestadas pelos clientes da companhia, e pelo crescimento que este segmento de

e um saber fazer que nos diferencie dos restantes players de mercado, nomeadamente dos distribuidores generalistas, que trabalham um sem-número de produtos, mas que não procuram a especialização/ conhecimento profundo e diferenciado em nenhum deles», explicou, avançando que a empresa irá trabalhar os mercados corporate, profissional, retalho especializado e distribuição. À excepção do modelo de entrada de gama (LE V510-440), os outros vêm equipados com a segunda geração de processadores Intel Core 2 Duo. Todos os equipamentos possuem ecrãs entre 15,4” e 14,1” e discos com uma capacidade de armazenamento entre 80 GB e 200 GB. O preço é um dos trunfos para

combater a concorrência, admitiu o próprio responsável da empresa. A prová-lo está o preço do modelo de entrada desta marca: 459 euros. A mala é oferecida com todos os modelos. «Procuramos garantir uma oferta de produtos actualizados, sempre tecnologia recente, para competirmos com os restantes operadores e para conseguirmos preencher necessidades pontuais às quais só uma empresa flexível, disponível e com estrutura optimizada pode responder», disse, lembrando que, «por vezes, os grandes fabricantes, com programas de produção e planeamento complexos não respondem de forma adequada e em tempo oportuno a todas as necessidades do mercado».

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Telemóveis chegam ao segmento Crianças
ainda associado a um tarifário TMN que não exige carregamentos obrigatórios e que ganha bónus pelas chamadas que recebe. O Mo1da Imaginarium será comercializado em todas as lojas Imaginarium de Portugal e nos pontos de venda TMN com um preço de venda de 69,90 euros. Há cerca de um ano, a Vodafone lançou também um equipamento destinado a este segmento de mercado. Chama-se Disney D100, possui igualmente um sistema de controlo que permite aos pais definirem a lista de números com quem o filho pode contactar e um segundo esquema através do qual os pais podem bloquear chamadas ou mensagens escritas para números que não estejam presentes na lista de contactos. O telefone pode ainda ser configurado para não tocar em determinados horários, como durante as aulas ou à noite. O modelo D100 está disponível em duas versões, Witch e Piratas das Caraíbas.

TMN e Vodafone foram os primeiros operadores a apresentar uma oferta dedicada aos mais novos
Telemóveis expressamente desenhados para corresponderem aos gostos e às necessidades das crianças são a nova tendência dos operadores móveis TMN e Vodafone. Em conjunto com a Imaginarium, a TMN anunciou o lançamento do Mo1, um terminal móvel concebido para crianças a partir dos seis anos. Possui sete teclas e, por uma questão de segurança, só permite fazer e receber chamadas para e das pessoas indicadas pelos pais. Este modelo da Imaginarium está 14
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Skoool.pt visa aprendizagem digital
à informação através de conteúdos inovadores. Este projecto foi possível graças ao co-financiamento do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional no âmbito da iniciativa comunitária Interreg IIIA Espanha-Portugal. Na sua primeira fase, o skoool.pt proporcionará conteúdos e recursos digitais para o 3º Ciclo do Ensino Básico nas áreas de Matemática, Biologia, Física e Química, estando previsto num futuro próximo completar os conteúdos deste ciclo e a inclusão de conteúdos de outros ciclos do ensino. A Câmara Municipal de Castelo Branco participa activamente no desenvolvimento do portal skoool.pt em língua portuguesa, colaborando no financiamento do projecto e contribuindo com a sua experiência. Para o efeito, integra a colaboração da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Por outro lado, os diferentes acordos estabelecidos com o Ministério da Educação irão permitir a experimentação da ferramenta skoool.pt em colaboração com os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas – com 3º Ciclo EB e Ensino Secundário – de Castelo Branco, onde os alunos e professores do sétimo ano do terceiro ciclo do ensino básico participarão na implementação de um modelo integral que está alinhado com os objectivos do programa Intel World Ahead. Os recursos da tecnologia skoool são abertos, gratuitos e disponíveis em

O portal educativo foi apresentado pela Intel e pela Câmara Municipal de Castelo Branco
A Intel Corporation e a Câmara Municipal de Castelo Branco apresentaram o portal Skoool. pt. Baseado em tecnologia skoool em língua portuguesa para a aprendizagem digital na maior das redes, esta ferramenta educativa de soluções multimédia criada pelo Intel Innovation Centre pode ser utilizada no campo das ciências e das matemáticas, quer por professores, quer por alunos. De facto, a tecnologia skoool coloca à disposição dos utilizadores um conjunto de recursos interactivos que se podem adaptar às diversas plataformas, dispositivos e idiomas utilizados. Este sistema serve de apoio à aprendizagem das matérias citadas e pretende potenciar novas formas de comunicação e de acesso

todas as plataformas informáticas, pelo que constituem um complemento cada vez mais indispensável aos livros de texto e materiais habituais. Pressupõe uma ajuda muito importante para o desenvolvimento do conhecimento técnico tão necessário na actual sociedade do conhecimento e contribui para melhorar a competitividade à escala mundial.

ENTREVISTA
PCG

Marcos Sousa, director-geral da Fujitsu Siemens Computers

FSC quer duplicar quota dos notebooks
O projecto e-Escolas é o primeiro passo para a consolidação no mercado nacional
TEXTO JOÃO TRIGO

FOTOS VITOR GORDO

um dos dois fabricantes de computadores portáteis escolhidos pelos operadores para o projecto e-Escolas. Com este negócio, a Fujitsu Siemens Computers (FSC) já entregou 30 mil unidades aos operadores e espera um «impacte significativo» na facturação e no número de unidades vendidas, segundo Marcos Sousa, director-geral da empresa. O objectivo é claro: duplicar a quota de mercado de computadores portáteis e ganhar preponderância numa luta que ganhou renovada importância com este projecto. 16
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É

A PCGuia ficou ainda a saber do abandono da aposta no segmento de PDAs – os Pocket Loox deixarão de ser vistos nas prateleiras – e da especial dedicação da multinacional ao Green IT, um conceito que alia a informática à responsabilidade social das empresas. PCGuia – A FSC não tem máquinas de consumo no mercado nacional. Qual é a razão para tal facto? Marcos Sousa – Existem Amilos (marca de consumo para portáteis) e Scaleos (marca de consumo para PCs) nos lineares

das insígnias de retalho, como por exemplo El Corte Inglês, Fnac e MediaMarket. Esta oferta tende a reduzir por opção de focalização em cadeias de retalho e também por lançamento de shots diferenciados em detrimento de lineares comuns. PCG – Ao colocarem máquinas de empresariais de entrada de gama disponíveis nas grandes superfícies, não receiam ficar fora de um segmento importante, caracterizado por consumidores que procuram, no exemplo dos gamers, um desempenho gráfico além do que os vossos notebooks

conseguem oferecer? M.S. – Estamos a focar a nossa oferta no sentido de proporcionarmos uma melhor experiência de utilização aos nossos consumidores, melhorando também os níveis de assistência. PCG – Que novos modelos podemos esperar para o início de 2008? M.S. – Iremos continuar a nossa forte aposta na área da mobilidade com a introdução de novos produtos e novas tecnologias, como a integração de módulos UMTS/3G em toda a linha de notebooks.

A Fujitsu Siemens Computers irá, em breve, anunciar uma nova versão da solução CentricStor, a nossa Virtual Tape Appliance, que é única no mercado, na medida em que trabalha com sistemas abertos e mainframes. Irá ainda anunciar uma nova solução FlexFrame, sobre a qual não podemos, neste momento, avançar pormenores. Destaco ainda a oferta “Green”, onde a preocupação económica se associa à preocupação ecológica. O nosso servidor Primergy TX120 é o mais económico do mundo. Com performances idênticas a outras ofertas, reduz em 40% o consumo energético. De notar que o consumo energético no ciclo de vida do produto já significa 54% do investimento em hardware (Gartner). A recuperação do investimento é tremenda. Por outro lado, é uma arma adicional no combate à ameaça de sobreaquecimento dos data centers. Menor consumo significa poupança e protecção do meio ambiente. PCG – Que novas tecnologias poderá a FSC implementar nesses modelos? M.S – Vamos implementar UMTS/ 3G em alguns modelos. Além disso, vamos apostar no FSC “Green Standard” e na CentricStor, um conceito de virtualização de armazenamento em ambientes heterogéneos. PCG – De que forma o projecto e-Escolas veio dinamizar o mercado de computadores portáteis em Portugal? M.S. – Este projecto tem um impacte sobretudo ao nível da massificação do acesso à sociedade da informação, o que permite que o país sinta um desenvolvimento exponencial nesta área, o que na nossa economia global é um factor imprescindível para ganharmos competitividade. PCG – Quantos portáteis vendeu a FSC neste projecto e o que representa essa venda nos resultados de 2007? M.S. – A Fujitsu Siemens

Computers prevê fazer mais de 30 por cento do projecto global. Até agora, fornecemos a maioria dos equipamentos que foram entregues ao abrigo deste projecto: cerca de 30 000 unidades. Estimam-se cerca de 600 000 unidades em três anos para os três destinatários (alunos do 10º ano, professores do Ensino Básico e Secundário e formandos no âmbito das Novas Oportunidades). Numa primeira fase, o modelo entregue foi o AMILO Pro V3515; a partir de Outubro, passamos a entregar o novo modelo Esprimo Mobile V5515. Esperamos um impacto significativo no volume de negócio, quer em facturação, como em número de unidades vendidas, pretendendo duplicar a nossa actual quota de mercado. É espectável que a expressão de mercado aumente significativamente durante os próximos três anos de duração do projecto por motivo dos baixos valores de aquisição dos equipamentos. PCG – É lícito pensar que a empresa poderá manter a quota de mercado atingida este ano depois de terminado o e-Escolas? M.S. – O projecto tem três anos de duração. Cria-se também uma nova dinâmica de mercado e novas oportunidades. O nosso crescimento nesta fase é exponencial, mas contamos com a nossa ampla oferta e com um reforço importante de serviço pós-venda para que esse crescimento seja sustentado e tenha continuidade. PCG – Qual foi a razão para os operadores de telecomunicações terem escolhido máquinas FSC em detrimento de outros fabricantes? M.S. – Flexibilidade do único fabricante europeu. Rápida disponibilização de grandes quantidades. A facilidade de entrega e o modelo de serviços local. PCG – Existem fabricantes que acusam

as empresas escolhidas pelos operadores de utilizarem este programa para escoarem stocks de PCs. Como reage a este argumento? M.S. – No caso da FSC, essa afirmação não tem qualquer sentido. O número de unidades envolvidas responde por si. Quanto a outros fabricantes, não posso responder por eles. PCG – Quanto representam as vendas de computadores portáteis na facturação da empresa em Portugal?

«O nosso crescimento nesta fase é exponencial»
M.S. – Fechámos o primeiro semestre fiscal 40% acima do budget, crescendo 60% em relação ao ano anterior, sendo que a área de negócio que obteve um maior crescimento foi a de Acquisition, sobretudo em Business Mobiles (Mobilidade, Focus de Volume Products). PCG – Quais são os objectivos de vendas na área de computadores portáteis para 2008? M.S. – O orçamento para o ano fiscal de 2008/2009 (que tem início em Abril de 2008) ainda não foi fechado. PCG – Que balanço faz do segmento de PDAs em Portugal? Quantos Pocket Loox venderam este ano? M.S. – Vamos descontinuar esta oferta em Dezembro. PCG – Durante quanto tempo irão garantir assistência técnica aos Pocket Loox? M.S. – Durante o tempo que seja necessário para assistir às necessidades dos nossos consumidores. PCG – Que impacte terá o encerramento desta área de negócio na estratégia da empresa? M.S. – No caso português, será mínimo. PCG – Qual é a importância do conceito Green IT para a empresa? M.S. – É enorme. Desde há 20 anos a esta parte que a FSC tem o conceito green. Oferecemos desde motherboards, Green PC, Green Mobile, Green Server, a Green for Dynamic DataCenter. Somos líderes de oferta green, com consumos de energia que podem ser inferiores a 50% do standard. A FSC incorpora o processo Nordic Swan na sua produção, bem como um standard FSC Green. PCG – Quando vamos encontrar máquinas FSC Green à venda no mercado nacional, sem custos adicionais para o consumidor final? M.S. – A oferta já está disponível, nomeadamente, no mercado empresarial. O cálculo global (não só CAPEX – índice que significa o capital utilizado para adquirir ou melhorar os bens físicos de uma empresa –, mas a soma dos TCO, OPEX, Operational Expenditure, que representa o capital utilizado para manter ou melhorar os bens físicos de uma empresa) é claramente vantajoso financeiramente para os nossos clientes. Para o mercado de consumo, porém, ainda não existem datas definidas. http://pt.wikipedia.org/wiki/ CAPEX PCG – Qual é o peso da estrutura nacional dentro da FSC Europa, no que concerne à facturação? M.S. – A FSC Portugal representa 1 por cento na estrutura europeia. ■
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SOFTWARE SOLUÇÕES
PCG
Ilustração: Magic Torch

2i0s d ca

Cuide dos seus ficheiros
Algumas pessoas têm planos de backup para tudo na vida... A PCGuia resolveu aplicar o princípio às informações contidas num PC
PCGUIA

U

m dia, o seu disco rígido morrerá. É um facto triste, mas é uma inevitabilidade. Tal como a maior parte das catástrofes, acontecerá ao acaso, num momento inesperado. Num minuto tudo funciona bem e, no instante seguinte, é atingido por uma mensagem de erro horrível,

ou então surge o temível ecrã azul da morte. É o fim. Ficará zangado consigo próprio se não fez cópias de segurança, mas já não haverá nada a fazer. Pode parecer um grande aborrecimento, mas efectuar cópias de segurança é, na verdade, uma tarefa muito simples. Mostrar-lhe-emos como

utilizar algum software gratuito, que detectará ficheiros novos ou modificados e que copiará automaticamente os novos dados para outra drive de disco. Pode mesmo programá-lo para que isso aconteça regularmente, de modo a não ter de se lembrar de fazer isso amiúde. Tudo o que tem a fazer é

arranjar uma segunda drive, o que não será complicado. Actualmente, os discos rígidos estão mais baratos do que nunca. Também vamos mencionar vários serviços online que pode utilizar para criar cópias de segurança externas dos seus dados, que salvarão a sua pele em caso de incêndio ou de roubo.

01 Compre um novo disco rígido
Evite efectuar cópias para CDs ou DVDs. Os CDs regraváveis não garantem fiabilidade suficiente, por isso, se decidir utilizar este método, terá de utilizar suportes novos em cada backup que efectuar. Como resultado, terá em pouco tempo um amontoado de cópias de segurança antigas que de nada lhe servirão. O ideal seria configurar um processo de backup automático, que não dependa de si para iniciar – o que não resulta com discos, porque estes têm de ser inseridos. Os discos rígidos são vendidos a preços muito competitivos nos dias de hoje e são, de longe, uma alternativa melhor. Pode instalar uma drive de backup no interior do seu PC. Mas, certamente que preferirá utilizar uma drive externa que mantém o ficheiro de segurança separado fisicamente. Se o seu PC deixar de funcionar e precisar urgentemente dos seus dados, é fácil pegar na drive externa e ligá-la a outro PC. A compra mais inteligente será um disco externo de 500 GB (ou superior), que custa cerca de 100 euros.

02 Organize-se

O primeiro passo na criação de um boa estratégia de backup é ter a certeza de que os seus ficheiros estão organizados, porque é difícil efectuar cópias de segurança úteis quando a informação importante está espalhada por todo o lado. O Windows ajuda-o com a estrutura de pastas de Os Meus Documentos. Faça uso desta funcionalidade porque é aqui que o software de backup espera encontrar os seus ficheiros. Para mais fica com a “casa” limpa e arrumada. De uma forma ou outra, é fácil haver confusões, em particular no Ambiente de Trabalho, que acaba por ser um local de despejo para ficheiros perdidos ou fortuitos que copia de drives portáteis. Agarre nesse amontoado de ficheiros e coloque-os em Os

Meus Documentos. Faz muito sentido a utilização adequada das pastas Os Meus Vídeos, As Minhas Imagens e As Minhas Pastas, porque pode decidir utilizar diferentes esquemas de backup para diferentes tipos de ficheiros. Quando já se tiver organizado, deverá ficar com uma estrutura de ficheiros limpa que lhe possibilitará apontar o seu software de backup para um único lugar.

03 Construa de um plano contingência
Com que frequência efectua uma cópia de segurança? Se utiliza o seu PC para trabalho, ou se faz alterações importantes diariamente, é fácil configurar um processo diário, para que o máximo que possa vir a perder, na eventualidade de o seu disco morrer, seja apenas um dia de

trabalho. O seu software de backup detectará as alterações e actualizará o seu backup com ficheiros novos e modificados – não copiará sempre toda a informação. Algumas pessoas gostam também de fazer uma cópia de segurança semanal e mensal para que, no caso de terem gravado alterações incorrectas (que estejam no backup diário), possam recuperar a informação a partir da versão mais antiga. Pode ter diferentes planos para diferentes tipos de informação. Talvez necessite de fazer cópias de segurança diárias dos seus ficheiros, o mesmo pode já não acontecer com a sua música, em que uma cópia mensal pode ser suficiente.

de software para a construção de um plano de backup automático é o SyncBack Freeware, que pode encontrar em www.2brightsparks. com. Estes programas funcionam quase todos da mesma forma. Tem de especificar a pasta fonte que contém toda a informação que quer guardar na cópia de segurança e a pasta de destino do seu dispositivo, onde as suas cópias serão colocadas. Depois, faça um plano que determine a altura do dia e a frequência com que o backup ocorrerá. Opte por uma altura conveniente para o realizar. Se deixar o seu PC sempre ligado, pode configurá-lo para decorrer durante a noite. Caso contrário, tente pensar numa altura em que tenha o PC ligado, mas em que não o esteja a utilizar.

04 Cópias de segurança automáticas
Uma grande ferramenta gratuita

05 Mais alguns planos de backups automáticos
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SOFTWARE SOLUÇÕES
PCG

Clique em New para adicionar mais planos. Pode gostar de fazer backups diários e semanais que abranjam os seus ficheiros de trabalho e outros independentes destes, com menos frequência, para os seus ficheiros de media. Pode criar pastas no seu dispositivo de destino, e dar-lhes os nomes Documentos Semanais, Música Mensal, ou qualquer coisa desse género. Clique no botão Expert, na parte inferior da janela do SyncBack, para aceder a uma série de separadores adicionais. Veja o separador Advanced; existem aí algumas opções que pode considerar úteis. Se tiver pouco espaço, pode comprimir os seus backups. Para o fazer, seleccione Expert e utilize o separador Compression.

08 Backup do Firefox
É possível efectuar a cópia de todas as particularidades do Firefox utilizando o Firefox Environment Backup Extension (FEBE). Vá a Task, Add-ons, Get Extensions e procure por FEBE. Uma vez instalado, está acessível a partir do menu Tools. Pode agora efectuar a cópia das suas extensões, cookies, histórico e favoritos, selectivamente, ou configure preferências para um determinado ficheiro. Existe mesmo um separador para configurar a marcação de um backup, que deve sincronizar com o seu sistema principal de cópia de segurança.

10 Backup deno IE7 favoritos
Se não possuir a barra de Menus, vá a Ferramentas, Barra de Menus, para a activar e depois escolha Ficheiro, Importar e Exportar. Aparecer-lhe-á um assistente que gerará um ficheiro HTML contendo todos os seus favoritos. Por defeito, será colocado em Os Meus Documentos e, assim, será feita uma cópia de segurança juntamente com todos os outros dados.

de armazenamento. Afinal, está a pagar por este serviço.

12 Backup online automático e contínuo
Se estiver disposto a pagar, a Carbonite (www.carbonite. com) é um outro serviço que lhe possibilita armazenamento ilimitado, por 42 euros por ano, e efectua a actualização automática do backup sem despesa adicional. Pode utilizar o serviço para efectuar uma cópia de segurança completa de todos os seus dados, mas se tiver centenas de gigas de informação e necessitar de fazer uma recuperação completa, terá de fazer o download da totalidade da informação.

11 Cópias off-site

06 Mantenhase atento à periodicidade
Clique em Expert e depois no separador E-mail. Esta opção permite-lhe definir as coisas para que receba uma mensagem de correio electrónico, no caso de o seu procedimento de backup falhar. Assinale a opção para que o e-mail apenas seja enviado se tiver ocorrido um erro.

09 Cópia de segurança num minuto
Às vezes, faz uma grande quantidade de trabalho sobre algo muito importante e seria catastrófico se, por mero acaso, a sua drive falhasse. Aqui fica uma forma muito rápida de fazer o backup desse ficheiro para um local remoto, utilizando a drive do Gmail a partir de www.viksoe.dk/code/gmail. htm. A aplicação GMail Drive cria uma drive virtual em O Meu Computador que descarrega os documentos para a conta de e-mail do Google. Basta mover e largar o seu trabalho importante no ícone e estará bem protegido na sua caixa de e-mail.

07 Restaure informação
Se necessitar de restaurar alguma informação a partir de um backup, tente em primeiro lugar executar a simulação de restauro para garantir que tudo vai acontecer como espera. Vá a Task, Simulated Restore. Existem algumas situações em que pode perder alguma informação no restauro. Imaginemos que esteve a trabalhar todo o dia nos seus ficheiros e que o último backup que fez tenha sido o da noite anterior. Fez alterações incorrectas a um ficheiro e guardou-as acidentalmente e quer, por isso, recuperar a versão da noite anterior. Neste caso, tem de ter cuidado para restaurar somente este ficheiro e não todos os outros. Caso contrário, perderá todas as alterações do dia.
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Efectuar um backup para uma drive externa salva a informação da morte tradicional do seu PC, o que não ajuda se a sua casa arder ou se os ladrões decidirem roubar os seus periféricos e o seu PC. Para se salvaguardar deste tipo de calamidades, torna-se necessário um backup off-site. Tudo depende do azar que costuma atrair, mas a maior parte das pessoas ficará contente com a criação de backups off-site ou externos apenas dos seus dados mais preciosos. O BT é um serviço digital em www.bt.com/digitalvault.com que lhe possibilita guardar até 1 GB de informação nos seus servidores gratuitamente. Se for um cliente de banda larga BT, pode guardar até 5 GB. Faz sentido fazer uso total deste espaço livre

13 Salvaguarde as suas fotos com o Flickr
Pode fazer uma cópia de segurança off-site das suas fotos utilizando o site de partilha de fotos Flickr. Vá a www.flickr.com e configure uma conta gratuitamente, que pode optar por tornar privada, para que outras pessoas não vejam as suas imagens. Um programa acessível designado FlickrSync (www. codeplex.com/flickrSync) permite-lhe sincronizar de forma automática a sua pasta de fotos com a sua conta no Flickr, isto para que o seu backup esteja sempre actualizado.

fotos 14 GuardePicasa com o Web Album
O Picasa é uma excelente ferramenta gratuita de gestão de fotos que possibilita o carregamento automático das suas imagens para os álbuns do Picasa Web Albums do Google. Dirija-se a http:// picasaweb.google.com para experimentar.

SOFTWARE SOLUÇÕES
PCG

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PASSO A PASSO

EXECUTE UM PROGRAMA DE BACKUP COM O SYNCBACK

01

Dê um nome ao perfil. Designe a fonte, provavelmente a pasta Os Meus Documentos, e um destino na sua drive de backup. Seleccione Backup the Source Directory Files, Including Selected Subdirectories.

02

No separador Subdirectories, assinale as que não quer incluir no backup (útil quando cria esquemas separados de cópias de segurança para diferentes tipos de informação). Depois clique em OK, e ser-lhe-á pedido para levar a cabo a simulação.

03

A simulação mostra-lhe exactamente quais os ficheiros que aqui serão copiados. Quando estiver satisfeito, clique no botão Schedule e ajuste a altura em que o backup irá decorrer, ou clique no botão Run para efectuar o procedimento de cópia pela primeira vez.

alemão não estiver à altura da tarefa, utilize a caixa de listagem para alterar o idioma do site.

Volte a 18máquinaaceder a fotos apagadas da sua fotográfica
O PC Inspector Creator Convar oferece uma outra aplicação chamada Smart Recovery que fará uma leitura do cartão de memória da sua máquina, em busca dos vestígios da informação apagada. Obtenha-o no mesmo endereço.

morte não é tão assustador como aparenta. O Windows pode estar exausto, mas a sua informação, em princípio, estará bem. Um caminho simples para obter a sua informação é correr um CD Linux Live e fazer arrancar o PC a partir dessa fonte.

20 Efectue um scan ao disco em busca de erros
Se não consegue aceder a alguns dos seus ficheiros e pensa que a culpa talvez seja dos sectores danificados, pode fazer correr um scan e tentar a recuperação da informação. Clique na drive de O Meu Computador com o botão direito do rato, escolha Propriedades e procure o separador Ferramentas. Escolha Verificar agora sob o item Certificação de Erros. ■

15

Crie cópias do email do Google utilizando o acesso POP

É possível configurar o seu programa de e-mail para descarregar as suas mensagens de correio electrónico do Google via POP. Desta forma, se alguma coisa correr mal no Google, continua a ter uma cópia local das suas mensagens importantes. No Mail do Google, clique em Settings, Forwarding and POP. Active o POP. Clique em Learn More para encontrar as instruções de como configurar o seu cliente de e-mail, uma vez que também são necessários ajustes nas definições das portas, além de outros.

acidentalmente ao movimentá-los para outras localizações. Pode ser vítima deste tipo de incidente se partilhar o seu PC com alguém. Se um ficheiro desaparecer, pode conseguir recuperá-lo utilizando o Google Desktop, que indexa a sua drive de disco, tornando a pesquisa bastante rápida e fácil. Descarregue-o em http://desktop. google.com. Vai ver que vale a pena.

Resgate a 19que não arranca informação de um PC
Se o seu PC não arranca e já tentou, sem sorte, o Windows Recovery CD, vai precisar de recuperar a sua informação de outro modo. É que o ecrã azul da

17 Recupere ficheiros
Ficheiros apagados acidentalmente podem ser recuperados utilizando uma aplicação gratuita designada PC Inspector File Recovery. Se apagar alguma coisa e a sua Reciclagem estiver vazia, quanto mais cedo tomar medidas, melhor. Efectue o download do software em www.pcinspector.de. Se o seu

Utilize o Google 16dados perdidos Desktop para reaver
Algumas pessoas perdem ficheiros
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GUIA COMPLETO
PCG PCG

> Ao detalhe
Explore a interface multifuncional do Scrybe

A

B

C

A B C D E

Modo de visualização

Navegue pelo calendário visualizando um dia, um mês ou o plano anual.
Planner/ ThoughtPad

Utilize estes separadores para alternar entre o calendário (Planner) e o ThoughtPad, onde reúne as informações da Internet.
Opções, Temas e Actualizações

E D G

Esta área permite-lhe procurar actualizações, alterar cores e transparências e o formato de visualização da data/hora.
Planner/Janela ThoughtPad

Independentemente do modo em que esteja, a interface principal consistirá quer numa apresentação do tipo calendário, quer nos seus marcadores da Internet.
Detail

Este ecrã é vital para editar acontecimentos e estabelecer lembretes de compromissos.
Lists

F

F G

Crie listas de tarefas a realizar, depois adicione-as ao calendário para que receba alertas de e-mail.
Tab

Este separador esconde a sua janela de colecções onde pode criar novos calendários e partilhar informações com amigos.

Organize a sua vida com o Scrybe
Pode até ser um acérrimo defensor das velhas agendas, mas, depois de pôr a vista em cima desta interface, vai mudar de opinião
PCGUIA

C

om o surgimento das aplicações Web, o software padrão da área de trabalho foi sendo ofuscado de diferentes formas. É claro que nem todas as aplicações deste género conseguem subir ao pódio e satisfazer as necessidades do utilizador, por exemplo, quando este está offline. No entanto, existe uma aplicação que o faz de forma exemplar: chama-se Scrybe (http://iscrybe.com). Trata-se de uma agenda gratuita disponível online que pode ser sincronizada com o e-mail da
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sua área de trabalho ou com programas de calendário, e que pode ser utilizada offline como se de um software normal se tratasse. A agenda Scrybe tem as funcionalidades suficientes para o fazer desistir dos calendários electrónicos com que trabalha actualmente, graças a uma interface intuitiva e apta a ser reordenada e reajustada mediante um par de cliques. A função de calendário é somente uma das partes da história do Scrybe. A funcionalidade de ThoughtPad permite-lhe pesquisar na Internet e

criar páginas Thought – uma área de transferência de imagens, texto e ligações guardados sob o mesmo tópico. Está tudo online, mas perfeitamente acessível para ser trabalhado offline, sem qualquer tipo de problema. O Scrybe assegura a sincronização de toda a informação, sempre que se ligar à Internet.

Tão simples como uma agenda de papel
Presentemente, o Scrybe está ainda disponível em versão beta,

por isso, terá de se registar e aguardar pelo e-mail que lhe disponibilizará uma conta. Assim que receber a mensagem em questão, basta seguir o link nela contido, e introduzir o seu nome de utilizador e a sua palavra-chave. Poderá guardar as especificações do Scrybe no seu browser, para facilitar a entrada na aplicação, ou simplesmente, adicioná-lo à lista de favoritos. Assim que entrar, verificará que as opções são bastante óbvias, pelo que estão ao alcance de qualquer pessoa menos ligada a este tipo

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PCG PCG

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PASSO A PASSO

COLOQUE INFORMAÇÃO NO CALENDÁRIO E EDITE ACONTECIMENTOS
Quando abrir o Scrybe, verá um calendário que foi, por defeito, designado por General. Clique num dia qualquer para o expandir (a cor preta passa a bege). Aqui, pode clicar na data para adicionar entradas no calendário ou clicar em Add e escrever.

01

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Clique num dia para ter uma visão mais detalhada – permite a expansão e movimentação pelos apontamentos ou compromissos. Clique no botão de expansão do lado esquerdo para activar o painel Collections/General, a partir do qual pode adicionar novos calendários e partilhar contactos.

depois faz o zoom do mês corrente apresentando-o panoramicamente. Ao clicar num dia em concreto, expande-se, permitindo a introdução de detalhes de um acontecimento ou de uma simples nota. Clicar novamente nessa data leva-o à página de edição, que é parecida com uma agenda diária, contendo um descritivo hora a hora. Após ter introduzido os seus comentários ao lado da data e tempo correctos, pode adicionar mais informação, abrir o painel Edit, do lado esquerdo, para importar os acontecimentos de outro calendário, ou fechar essa visualização e regressar ao modo de visualização geral/mensal. Basta clicar em qualquer um dos campos, que estão sempre dispostos no canto superior esquerdo da interface.

serviços, como o Hotmail, o Gmail, o Yahoo! e o Outlook. Todos os contactos que possuir ficam disponíveis dentro do Scrybe. Assim que este processo estiver finalizado, sempre que digitar as primeiras letras terá prontamente acesso a todos os contactos que correspondem à sua lista. Clique em Update para adicionar um contacto. Pode também partilhar a sua lista de tarefas escolhendo uma e seguindo o mesmo procedimento.

Importar e exportar
O Scrybe pode, com facilidade, importar e exportar informação entre aplicações, como um calendário digital já existente. Para efectuar a importação de ficheiros CSV, por exemplo, clique na seta cinzenta no limite esquerdo da área do seu calendário para activar novamente o painel pop-out. Seleccione Import e Export e procure no seu PC o ficheiro guardado. Para que não tenha de remover um elevado número de acontecimentos um a um, pode importar os seus calendários externos através de uma etiqueta que seja diferente daquela atribuída ao seu calendário padrão (designado General). Todos os calendários podem ser apagados na sua totalidade, excepto o calendário General, cujos acontecimentos importados têm de ser apagados individualmente. Os acontecimentos repetidos do Outlook estão armazenados como entradas múltiplas dentro dos ficheiros CSV, por isso, antes de exportar o seu calendário do Outlook, desligue os acontecimentos repetidos e configure Repeat Properties no Scrybe. Quando importa um calendário, as definições base dos lembretes (disponíveis em Options), por baixo de Reminder Defaults, são automaticamente aplicadas aos seus acontecimentos. Certifique-se que remove todos os problemas de configuração, antes de efectuar a importação de um calendário.

Funcionalidades básicas do calendário
As funções do calendário Scrybe centram-se em torno de um painel pop-out. Para adicionar um novo calendário, clique na seta cinzenta que está à esquerda da área do calendário. Os seus calendários aparecerão no painel referido. Seleccione um calendário e clique na seta à esquerda do nome do calendário. Escolha New a partir do menu vertical, atribua uma etiqueta ao calendário e seleccione uma cor disponível no submenu. Todos os acontecimentos marcados com a etiqueta aparecerão nessa cor, o que é útil para uma identificação rápida dos acontecimentos, se tiver calendários múltiplos. Para partilhar um calendário com terceiros, clique na seta cinzenta, no limite esquerdo da área do seu calendário. Seleccione um calendário existente ou adicione um novo e clique em Share with your contacts, que se situa na área abaixo das suas listas de calendários. Será então levado para um serviço designado Plaxo. Este irá procurar contactos na sua máquina que possam estar associados a programas ou

03

Feche o painel Collections para regressar ao modo de visualização mensal. Para editar qualquer compromisso, clique sobre ele e altere os campos no painel Details, situado ao lado do calendário. Pode também configurar lembretes e convites a partir daí.

> Cinco dicas rápidas
>Clique na barra cronológica no modo de visualização mais próximo do calendário, para activar uma zona de tempo secundária. >Defina lembretes, clicando numa entrada do calendário e escolhendo Reminder no painel Detail. >Altere a extensão do dia do seu calendário para dar conta das suas rotinas. Clique no dia com o botão direito do rato e escolha Options para abrir a janela Edit. >Se der entrada de um acontecimento e especificar uma data no texto, o Scrybe move o item para essa data. >Redimensione a extensão de um acontecimento, clicando numa entrada e arrastando-a para que alargue. 26

de soluções. A razão para tal é simples: o grande objectivo do Scrybe é ser tão simples como uma normal agenda de papel e simplificar ao máximo as entradas de datas, horas e eventos. É claro que esta simplicidade tem limites. Apesar de o seu esquema de funcionamento ser básico, o Scrybe é, na verdade, uma agenda muito completa, que oferece um nível de personalização bastante alargado. A primeira coisa a fazer é adicionar um acontecimento. O Scrybe mostra-lhe o calendário anual,

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Use o Scrybe como ferramenta de marcação
A funcionalidade ThoughtPad serve para armazenar todos os seus favoritos da Internet no disco rígido
recisará de despender cerca de 30 minutos para controlar algumas das funções básicas do Scrybe, como adicionar, alterar entradas e passar através das várias opções de visualização do calendário. Quando estiver familiarizado com o calendário, está na altura de o pôr a trabalhar para si, utilizando-o como um local de armazenamento de descobertas na Internet. Poderá guardar bastante mais do que apenas texto. Imagens, ligações e vídeos podem ser guardados na sua conta do Scrybe e vistos em qualquer momento. É perfeito para guardar as notas que tomou para as próximas férias ou aquela história interessante que encontrou por acaso na Internet, uma vez que todas estas informações estão disponíveis em qualquer altura. O painel do ThoughtPad, acessível a partir do meio da

P

barra de ferramentas principal, contém recortes da Internet, ou simplesmente texto, imagens e também notas. Estas notas podem ser organizadas em diferentes etiquetas (como os seus calendários), tornando fácil a localização de informação importante, quando estiver à procura dela. A formatação padrão, como o negrito, o itálico e as marcações, é extremamente parecida àquela disponibilizada pelo Microsoft Word, pelo que não sentirá grandes dificuldades de adaptação. O ThoughtPad inclui um browser, no fundo da janela, que lhe vai mostrando as miniaturas do que armazenou. Isto pode ser útil para localizar rapidamente algo específico, quando percorre um determinado número de assuntos relacionados. Para iniciar a junção de itens no seu ThoughtPad, clique em Labels e escolha New. Clique no painel New Note à direita e será

levado ao Insert editor e ao Clipboard do Scrybe. Aqui pode cortar e colar texto, imagens, ligações e vídeos directamente a partir da Internet. Ao colar o que copiou, irá ficar com o texto, as imagens e tudo o resto que estiver na página de Internet de origem. Mas, assim que estiver na janela de edição, pode formatar tudo isto da forma que quiser. Feche a janela de edição e verá o texto e as imagens mostradas no seu ThoughtPad, num formato mais atraente, com o qual pode interagir.

Scrybe Bookmarklet
Para obter informação de forma mais fácil, a partir da Internet, o Scrybe tem uma aplicação que faz tudo com o clique de um botão, sem ter de deixar o browser. Para utilizar o Scrybe Bookmarklet, assegure-se apenas de que esta ferramenta do browser está visível, depois arraste e largue simplesmente a

ligação encontrada em http:// iscrybe.com/main/bookmarklet. html, na barra de ferramentas. Pode adicionar o marcador clicando com o botão direito do rato, o que não funciona com todos os browsers. Após ter configurado o Bookmarklet, vá para uma página Web, seleccione o assunto que pretende e clique no botão Scrybe bookmarklet do browser. Será visualizada uma janela que mostra o seu documento elaborado a partir da Internet. Efectue qualquer alteração necessária na janela e clique em Update. Esse mesmo conteúdo será agora guardado na sua conta do Scrybe.

Dicas de edição
Tal como em qualquer aplicação de favoritos ou de álbum de recortes da Internet, compensa aprender algumas capacidades de edição para tornar a sua utilização mais produtiva. Afinal de contas, é tudo uma questão

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PASSO A PASSO

THOUGHTPAD E A NAVEGAÇÃO NA NET

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Clique no ThoughtPad e adicione as etiquetas as que precisar para categorizar a sua informação. Navegue até à página Web que escolheu e utilize o Scrybe Bookmarklet ou copie e cole o texto/ media no Clipboard do Scrybe.

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Se copiou alguns vídeos do YouTube, por exemplo, estes serão listados na área ThoughtPad. Dê um clique duplo num vídeo para o tornar maior e reproduza-o. Pode copiar localizações de ligações e adicionar notas ao vídeo neste ponto.

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Quando obtiver os conteúdos que pretende, clique em Update na janela Edit. A informação é apresentada como um documento que pode consultar com a ferramenta situada na parte inferior da página.

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GUIA COMPLETO
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Desligue-se sem receio
Como obter o máximo do modo offline
Se houver uma qualquer falha na página Web, os seus dados ficam inacessíveis. É aqui que as aplicações da área de trabalho ainda têm vantagens, mas o Scrybe tem um modo offline para que nunca fique sem o seu calendário do computador. Quando estiver offline, escreva simplesmente http://iscrybe. com no seu browser; quaisquer alterações que faça são automaticamente sincronizadas com a aplicação. Nem vai notar que não está online. Se as suas alterações em modo offline não forem sincronizadas, seleccione a opção Rewrite Offline Data from Scratch, na página Sign In. Esta operação apaga informação offline errada, para que da próxima vez que se registar online, a última informação introduzida seja armazenada na sua máquina. O Scrybe é conhecido por sofrer de um problema: quando está a trabalhar offline e precisa de saltar para a frente e para trás da data presente, por mais de dois meses, todos os acontecimentos estão marcados com a palavra Loading (a carregar). Ora, estes acabam por nunca ser carregados e o utilizador fica “pendurado” nesta fase. A solução passa por clicar com o botão direito do rato no seu calendário Scrybe, seleccionar Settings a partir da janela e, sob as configurações do Adobe Flash Player, clicar no ícone que mostra uma pasta com uma seta verde apontada para ela própria. Mova a barra deslizante para a direita para aumentar o tamanho de armazenamento. Contudo, existe ainda um problema com a tentativa de salto de três meses para a frente ou para trás

Seleccione a opção Rewrite Offline Data from Scratch na página Sign In se as suas alterações offline não forem sincronizadas adequadamente

de poupar tempo. Considere que consegue colar imagens, da mesma forma que consegue colar texto utilizando a área de transferência do Scrybe, ou seja, colando a sua localização na caixa de diálogo Images. Note que se estiver a utilizar o Firefox, a opção Copy Image Location é fornecida no menu, sempre que clicar com o botão direito do rato sobre a imagem. No Internet

Explorer pode ser encontrada a localização de uma imagem na caixa de diálogo Properties, que é acedida através de um simples clique com o botão direito. Após ter adicionado imagens e texto, e começado a preencher a sua pasta de etiquetas (Labels), pode achar que precisa de movimentar itens. Arraste e largue as suas notas em pastas diferentes. Basta carregar no

botão esquerdo do rato sobre o topo do artigo e arrastá-lo para a etiqueta apropriada. Pode também reorganizar imagens ou vídeos através da utilização dos comandos Move Up/Move Down que estão na janela Edit.

Adicionar itens a partir do e-mail
Quanto mais utilizar o Scrybe, mais se aperceberá que o

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Imprima o calendário
Possui uma filofax ou outra agenda de papel? Pode usar o Scrybe para imprimir o seu calendário, de forma a que este se ajuste à uma agenda tradicional Com o calendário online, o Scrybe é fantástico, mas é igualmente bom em modo offline, e os seus criadores tiveram em conta a importância de se poder imprimir o calendário e de o levar para onde os computadores não podem ir. Sob o separador TabSync existem três opções de formatação para efectuar a impressão do seu calendário Scrybe, para ajustá-lo à sua agenda de papel: de bolso, tipo livro ou clássica. Se pretender imprimir certos pormenores, então a opção de personalização (Customise) da impressão dá muito jeito. Permite-lhe imprimir o calendário, o calendário e as listas, ou somente as listas, com ou sem detalhes de horários nos seus acontecimentos. Siga o assistente para criar um modelo adequado para o seu calendário Scrybe e utilize o botão Preview para verificar se está ajustado ao seu tipo de agenda ou filofax. A opção Preview possibilita-lhe redimensionar o documento e ampliá-lo ou reduzi-lo. Clique Next e escolha como o quer imprimir. Quando o seu calendário impresso estiver pronto, basta seguir as indicações marcadas para dobrar facilmente o calendário de forma a ajustar-se correctamente à sua agenda. Genial!

O scrybe permite-lhe imprimir o seu calendário em tamanhos específicos para caber na sua agenda de papel

ThoughtPad e o calendário estão relacionados e podem ser utilizados conjuntamente para organizar a sua vida. Não era bom enviar apontamentos do seu e-mail directamente para o seu calendário Scrybe sem ter de abandonar a página onde está? O Scrybe’s bookmarklet contém uma função especial que lhe permite fazer exactamente isto. Por exemplo, recebe um e-mail de um amigo pedindo-lhe a marcação de um almoço. Basta realçar o texto relevante no e-mail e clicar no Scrybe Bookmarklet. Seleccione Event e clique em Update. O Scrybe atribui automaticamente a data e hora correctas através da análise do texto realçado. Pode mesmo seleccionar listas em qualquer lado da Internet, clicar em Scrybe Bookmarklet e depois em Tasks e Update. Rapidamente perceberá que poupa imenso tempo. Em conjunto com o ThoughtPad, pode copiar o menu do site do restaurante e partilhá-lo com a pessoa com quem agendou o almoço. Se isto não é o supra-sumo da organização, então o que é? ■

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SOFTWARE GUIAS
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Crie discos com o ImgBurn
Use este utilitário de gravação gratuito para gravar dados e criar ficheiros de imagem
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A

s aplicações de gravação de discos avançaram a passos largos desde o Windows XP. No Windows Vista já pode gravar directamente para DVD. O próprio utilitário de cópia de segurança integrado permite-lhe copiar para um disco, algo impossível de fazer anteriormente. No entanto, apesar de todos os avanços que ocorreram, continua a não haver uma funcionalidade para utilizar uma imagem de disco ou, na verdade, para gravar um ficheiro de imagem – o que é uma das coisas mais cruciais que convém saber. Para quem não está familiarizado com imagens de disco, façamos antes de mais um breve parêntesis para explicar em que consistem. Uma “imagem” é um ficheiro individual que por sua vez contém uma estrutura de ficheiros completa. Por exemplo, utilizando o software apropriado, é possível criar uma cópia de segurança de todo o disco rígido e guardá-la como um ficheiro de imagem. O formato de ficheiro mais comum para uma imagem é ISO. Se vir um ficheiro com esta extensão, pode gravá-lo num disco. Existem outros formatos de imagem de disco que estão associados a aplicações de software exclusivas. O Nero Burning ROM possui o seu próprio formato NRG, por exemplo, mas também lê e grava imagens ISO. A vantagem de utilizar um ficheiro de imagem tem que ver com o facto de os dados que contém

permanecerem protegidos e a salvo de qualquer edição ou cópia. O Windows não dispõe de uma funcionalidade que permita explorar os ficheiros guardados dentro da imagem... nem mesmo o Vista.

Criar uma imagem
Graças ao ImgBurn (que funciona em todas as versões do Windows, do 95 ao Vista, incluindo as versões de 64 bits, e no Linux), pode gravar ficheiros de “imagem” existentes ou criar as

A vantagem de utilizar um ficheiro de imagem tem que ver com o facto de os dados que contém permanecerem a salvo de qualquer edição ou cópia
Em vez disso, terá de recorrer à ajuda de um utilitário de terceiros especializado na criação de imagens. No disco deste número encontrará uma cópia do ImgBurn (www.imgburn.com), o qual está mais do que à altura da tarefa em causa. suas próprias imagens. Através dos ficheiros e pastas presentes no seu disco rígido, consegue gravar directamente para discos CD, DVD, HD-DVD e Blu-ray. Para além de criar e gravar imagens, pode usar o programa para gravar ficheiros de

vídeo de DVD directamente para o disco. Se explorar bem a aplicação, verá que contém um vasto conjunto de definições. Para os utilizadores menos experientes, estas podem parecer um tanto ou quanto complexas. Contudo, na maioria dos casos, as opções predefinidas são mais do que suficientes para executar a maior parte das funções, tais como criar uma cópia de todo o disco rígido com a finalidade de recuperar dados perdidos. A par da possibilidade de introduzir alterações no processo de gravação, o programa dá-lhe acesso a várias definições úteis do sistema. Pode, por exemplo, alterar a velocidade de leitura, apagar um disco RW e até modificar o código da região da sua unidade de DVD. ■

> Grave ficheiros de vídeo
Com este programa é fácil guardar filmes em formato digital
Pode utilizar o ImgBurn para gravar num DVD de dupla camada ficheiros de vídeo guardados no seu disco rígido. Irá precisar de antemão de todos os ficheiros necessários, tais como VOB, IFO e BUP. Certifique-se de que estão guardados numa pasta chamada Video_TS. A seguir, abra o ImgBurn e clique em Mode, Build. Além disso, confirme se a opção Device está seleccionada em Output. Clique no botão Browse for a Folder e localize a pasta onde os ficheiros estão guardados. No separador Information, clique no botão da calculadora para ter a certeza de que todos os ficheiros se ajustam correctamente. Surge no ecrã outra caixa de diálogo na qual terá de decidir que parte do filme deve vir a seguir ao salto entre camadas (o ponto em que a leitura do disco passa da primeira camada para a segunda). O programa sugere-lhe a melhor localização para esse “salto”. Dispõe de uma ou duas opções – escolha a que tem a melhor classificação. Em Settings, na janela principal do programa, pode ajustar manualmente a velocidade de gravação. Se possível, defina uma velocidade baixa nesta secção, pois ajuda a diminuir a

Grave ficheiros de vídeo num disco de dupla camada com o ImgBurn
potencial ocorrência de erros. Mude para o separador Labels e dê um nome ao disco. Clique no botão Build, o que faz aparecer novamente a janela Create Layer Break Position. Em princípio, não terá de fazer qualquer alteração aqui, por isso clique apenas em OK. Surge agora a janela de gravação. Clique em OK para começar a criar o seu disco. O tempo que demora a concluir esta tarefa depende das especificações do sistema, do gravador de DVD e da quantidade de dados que estão a ser gravados no disco.

> Dica
>Clique em Tools, Drive para
ajustar as definições do sistema a partir do ImgBurn. Para ver exactamente o que a sua unidade é capaz de fazer, seleccione Tools, Drive, Capabilities.

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PASSO A PASSO

UTILIZE O IMGBURN PARA CRIAR UM DVD

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Para gravar um ficheiro de imagem existente, inicie o programa e clique depois em File, Browse for a file. Seleccione o ficheiro e a seguir escolha onde pretende gravá-lo.

Se possui várias unidades de CD e DVD no seu computador, terá de especificar qual deve ser utilizada. Certifique-se de que a opção Verify está seleccionada para que o programa compare o disco recém-gravado com o ficheiro original.

02

Quando estiver pronto, clique em Write para dar início ao processo de gravação. Verá o processo evoluir à medida que a transferência decorre. Se a unidade ejectar o CD ou DVD quando acabar, volte a inserir o disco para efectuar a verificação da cópia.

03

Também pode utilizar o ImgBurn para gravar ficheiros existentes e guardá-los como uma imagem. Isto impede que o conteúdo da imagem seja editado antes de o gravar novamente.

04

Clique em Mode, Build. Clique em Output, Image File, e depois em Source navegue até à pasta onde os ficheiros estão guardados e seleccione-os. No separador Information, clique no botão da calculadora para verificar se o conteúdo cabe no DVD.

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Não precisa de gravar imediatamente a imagem no disco. Em vez disso, pode criar o ficheiro de imagem e guardá-lo no disco rígido. Use então o ImgBurn para gravá-la mais tarde num DVD.

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SOFTWARE GUIAS
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Artilhe o menu Iniciar do Vista
Faça pesquisas na Wikipédia e lance programas com privilégios de administrador. A PCGuia mostra-lhe como é que isso se faz com a ajuda do Start ++
PCGUIA

U

m dos maiores trunfos do Vista é a procura integrada no menu Iniciar, através da qual pode procurar programas e ficheiros de forma rápida e fácil escrevendo apenas palavras-chaves na janela de procura. No entanto, por que razão há-de contentar-se com uma coisa boa, quando pode torná-la excelente? O Start ++ aumenta o número de comandos que pode executar a partir desta caixa para fazer com que seja ainda mais fácil usar o seu computador. Transfira o Start ++ de http:// brandonlive.com/2007/02/22/ new-tool-i-made-for-vista-start/. Uma vez instalado, verá que pode realizar novas pesquisas,

agora reforçadas, a partir do menu Iniciar. Por exemplo, se precisa de procurar Edimburgo na Wikipédia, clique em Iniciar, escreva “w Edimburgo” na barra de procura e prima Enter. Isto lança o programa de navegação apontado para a Wikipédia e apresenta todos os resultados da pesquisa. Estão disponíveis entradas semelhantes para realizar pesquisas no Windows Live, Yahoo e Google.

Privilégios extra
Não se trata apenas de uma pesquisa melhorada aquilo que pode conseguir a partir deste pequeno e prático utilitário. Caso precise de correr um programa com privilégios de

administrador, o programa fornece uma versão do comando sudo do Linux, a qual lhe permite elevar rapidamente os seus privilégios para a condição de superutilizador. Por exemplo, para executar o regedit como administrador, escreva "sudo regedit" na barra de procura do menu Iniciar e prima Enter. Pode igualmente procurar e levar a cabo acções nos ficheiros que as suas pesquisas encontraram. Por exemplo, se pretende encontrar e reproduzir todas as canções dos Abba no seu sistema usando o Media Player, basta escrever “play abba” na barra de procura do menu Iniciar. Isto permite procurar todas as músicas que incluem a palavra-chave "abba"

e gera um ficheiro .M3U com os resultados. Este é então adicionado ao Media Player como uma lista pessoal. Também é possível personalizar comandos existentes e criar outros através da caixa de diálogo de configuração do Start ++. A explicação passo a passo (que publicamos juntamente com este artigo) fornece alguns detalhes sobre o modo de alterar ou gerar novos comandos nesta caixa de diálogo. Terá de produzir um comando da linha de comandos para executar a procura ou processar o que pretende, mas pode substituir a secção do comando por um carácter variável a fim de inserir os seus critérios de procura. ■

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PASSO A PASSO

CONFIGURAR O START ++

01

Depois de instalar o Start ++, clique duas vezes no ícone respectivo na Área de notificação para aceder à secção de configuração. Mude para o separador Command Startlets a fim de modificar os comandos disponíveis ou adicionar novos comandos.

02

Passe para o separador Options e assinale Keep Start ++ running in the System tray para que seja fácil lançar o utilitário de configuração. Para usufruir da máxima flexibilidade, opte por correr os startlets a partir do menu Iniciar mesmo quando o Start ++ não se encontra em execução.

03

Quando estiver satisfeito com as suas definições, feche a caixa de diálogo e experimente fazer uma procura no menu Iniciar. Escreva “w PC Guia” para procurar a sua revista favorita na Wikipédia. Caso pretenda procurar no Google ou Yahoo, use os prefixos g ou y, respectivamente.

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SOFTWARE GUIAS
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Restaure a música do iPod para o PC
A sua máquina encomendou a alma ao Criador e levou consigo toda a biblioteca de música? Não desespere, pois há uma forma de a salvar desde que a tenha num iPod
PCGUIA

Apple iPod é porventura o mais popular leitor digital portátil no universo dos utilizadores de PC. Pode não ter os menus mais simples de todos os leitores de MP3 disponíveis no mercado, mas o seu design elegante, os auscultadores brancos (ícones incontestáveis do iPod) e a forma simples de funcionar conquistaram uma grande parte da população. É impossível falar do iPod sem mencionar o software iTunes, uma aplicação gratuita que permite sincronizar o equipamento com um computador em termos de ficheiros de música sempre que se liga o iPod ao PC para carregar a bateria. Tal como cada dono de um iPod já saberá por esta altura, a transferência de ficheiros de música entre este conhecido gadget e o computador faz-se apenas num sentido. Ao usar o iTunes, apenas poderá passar as músicas para o iPod e nunca deste para o PC. Esta medida tem como objectivo evitar que os utilizadores partilhem ilegalmente música digital através do leitor da Apple. No entanto, existe uma razão perfeitamente válida – e legal – para o querer fazer. Por exemplo, se o seu PC tiver sofrido um crash de tal forma que o disco rígido é incapaz de voltar a responder, o que significa a perda de todos

O

os dados que lá se encontrem, ou se ele tiver sido roubado ou danificado, toda a sua biblioteca digital não teria necessariamente que estar também perdida, uma vez que ela reside no iPod. Tudo o

disponíveis que poderá usar para recuperar a música do iPod para o PC. No entanto, para o fazer vamos usar o CopyTrans, que poderá obter em www.copytrans. com. Descarregue a versão de

É necessário alterar primeiro uma série de definições no iTunes
que é necessário fazer é restaurá-la para o PC, e é precisamente isso que vamos fazer neste artigo. avaliação, cuja activação dura por 14 dias e está limitada a 100 músicas por sessão de backup. Depois disso, é necessário fazer o registo. O CopyTrans permite-lhe

Chame pela sua música
Existem alguns utilitários

transferir toda a música que estiver guardada no iPod para a biblioteca do iTunes sem que com isso perca quer as avaliações pessoais de cada faixa, quer a informação sobre playlists. No entanto, é necessário alterar primeiro uma série de definições no iTunes. No menu Edit, clique em Preferences e, na janela que se segue, vá até ao separador Advanced. Retire a selecção sobre as opções Keep iTunes Music folder organized e Copy files to iTunes Music folder when adding to library. Desta forma, tudo correrá bem. ■

> Outras formas de gerir o iPod
Pode usar o Winamp para sincronizar o seu PC com o leitor da Apple
Não deve deixar que a Apple dite as regras apenas porque comprou um iPod. Afinal de contas, o programa iTunes não é o único método para sincronizar músicas entre o iPod e o seu PC. Conhece o popular leitor de música digital Winamp? Pois bem, ele também é capaz de transferir ficheiros de áudio para uma grande diversidade de leitores de música digital portáteis, incluindo naturalmente o iPod. Também é muito fácil de ser usado, o que simplifica a tarefa. Assim que o iPod estiver ligado ao PC, feche o iTunes (que é automaticamente iniciado assim que o sistema detecta o leitor da Apple) e abra o Winamp. Na parte inferior do conjunto de janelas, verá que o iPod faz parte da lista de dispositivos portáteis dentro da secção Portables, na janela Media Library. Se esta não se encontrar aberta, poderá localizá-la através do menu View. Não é possível arrastar e largar faixas de música individuais para o seu iPod no Winamp tal como o faz no iTunes, mas poderá usar os botões Autofill e Sync para transferir as faixas a partir da biblioteca de música local para a biblioteca do iPod. Este processo pode demorar algum tempo até ficar totalmente concluído,

Apesar de não ser tão rápido quanto o iTunes, o Winamp é uma opção válida para fazer a sincronização entre o PC e o iPod
mas, uma vez que esteja terminado, basta clicar no botão Eject e poderá verificar que todas as músicas novas foram transferidas para o iPod sem que tenha sido preciso usar o iTunes. Devemos sublinhar, contudo, que o iTunes permite fazer um trabalho melhor no que à transferência de música para o iPod diz respeito, uma vez que o programa foi desenhado especificamente para este propósito. Mas se preferir usar o Winamp como o leitor predefinido de música digital, será sempre bom saber que pode contar com ele também para fazer a sincronização com o iPod.

> Dica
>Use a caixa Search For do CopyTrans para procurar no iPod um determinado artista ou música.

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PASSO A PASSO

RECUPERE MÚSICAS A PARTIR DO IPOD

Encerre o iTunes e inicie a versão de avaliação do CopyTrans que acabou de instalar. Assegure-se de que ainda não ligou o seu iPod ao computador.

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Lique o iPod ao PC. Se tudo correr bem, o programa encontra-o automaticamente. Se não, seleccione o iPod no menu Select iPod para obter um ecrã semelhante a este.

02

03

Para transferir músicas directamente para a biblioteca do iTunes, basta seleccioná-las e clicar depois no botão iTunes.

Também existe uma opção para fazer um backup das músicas para uma pasta algures no disco rígido. Seleccione as faixas que quer proteger, clique no botão Folder e escolha uma pasta de destino.

04

Também verá alguns comandos de reprodução musical que lhe permitem ouvir música directamente do iPod. Para mais opções, clique no separador Settings.

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Se vai usar o CopyTrans numa base regular, recomendamos que active a utilização de disco. Para o fazer no iTunes, ligue o iPod ao PC e seleccione Enable Disk Use na secção Options.

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Image : iStockphot o.c om

Veja conteúdos de alta definição no seu PC
A HDTV vem a caminho e os discos Blu-ray já são uma realidade. Está na altura de preparar o seu computador para dar o salto
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ão somos assim tão velhos para o poder confirmar na primeira pessoa, mas o formato PAL (sigla que significa Phase Alternating Line, ou Linha de Fase Alternante) deve ter sido impressionante quando apareceu, há cerca de 40 anos, dotando, na altura e em alguns países da Europa, os televisores de cor (em Portugal só viria a chegar mais tarde). Este sistema mantém-se quase na mesma. Não admira que as 625 linhas de varrimento de campo tenham hoje um aspecto pobre. Como tal, muitas são as pessoas
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que aguardam com expectativa a chegada da televisão de alta definição, ou HDTV (High-Definition Television), cuja resolução máxima de 1920 x 1080 representa um passo espectacular. Esta ansiedade também se está a alastrar ao mundo dos computadores. Provavelmente, estará a pensar quando é que conseguirá reproduzir conteúdos em alta definição no seu PC, através de uma drive Blu-ray ou HD-DVD. Conseguir já não é um problema, pois os discos e os conteúdos são hoje uma realidade. No

entanto, a resolução constitui, neste caso, uma fonte de notícias menos animadoras. Enquanto que os discos DVD convencionais requerem apenas 8 Mbps de stream de vídeo, um disco Blu-ray exige um bitrate de 20, 30 ou até mesmo 40 Mbps, e tudo isto sem perder um único frame ou ter falhas de áudio durante horas a fio. Por tudo isto, a geração que se aproxima está a levar a tecnologia até aos seus limites. Felizmente, não é preciso pedir à tecnologia actual para resolver estas questões na medida em que a Nvidia e a ATI

desenvolveram novos produtos que podem ajudar – e muito. Mais à frente veremos o que é que cada um dos fabricantes tem para nos oferecer. Ler um disco Blu-ray a uma taxa de até 40 Mbps é apenas uma das tarefas com que o seu PC tem de lidar. Esse stream também tem de ser descodificado do seu formato original (MPEG-2 ou MPEG-4, muito provavelmente) – o que é o suficiente para manter o sistema bastante ocupado. Mas a mais recente geração de processadores gráficos da Nvidia consegue

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lidar sozinha com as tarefas de descodificação, o que liberta o CPU para outras coisas, reduzindo assim as hipóteses de se vir a detectar um frame que “caiu”. E o facto de os GPUs serem cada vez mais eficazes também se traduz num consumo de energia cada vez mais racional, o que dá bastante jeito, sobretudo, para quem espera poder vir a ver filmes em alta definição num computador portátil.

a performance, mas também aplicar alguns novos truques que permitem incrementar a qualidade de imagem, algo que ainda é mais difícil de medir.

Processamento de imagem
A televisão analógica usa uma técnica para mostrar as imagens, chamada interlaçamento, em que desenha as várias linhas de varrimento horizontal para um frame e depois as

mesma técnica, sendo que a tecnologia PureVideo HD da Nvidia inclui algo que dá pelo nome de desinterlaçamento espaciotemporal para anular efeitos anormais. Enquanto que o desinterlaçamento convencional “olha” para um frame de modo a tentar preencher as linhas em falta num determinado varrimento, a PureVideo HD usa os dados provenientes de diversas linhas de modo a tentar restaurar o frame para o seu

Competição de descoficadores
A Nvidia esteve algum tempo sozinha na frente, mas a ATI voltou para o ringue e começou a dar luta, principalmente, com uma parte da sua tecnologia Avivo HD, que dá pelo nome de Unified Video Decoder. Trata-se de um módulo do GPU que também descodifica HDTV, Blu-ray, HD-DVD e MPEG-4. Em termos de desempenho, contudo, as duas empresas mantêm-se próximas. Convém ainda salientar que, em ambos os casos, esta aceleração por hardware funciona apenas em sistemas Windows Vista. O objectivo destas novas placas gráficas não é apenas aumentar

A Nvidia esteve algum tempo sozinha na frente, mas a ATI voltou para o ringue e começou a dar luta
correspondentes para o próximo frame. Com isto, conseguem-se melhorar as taxas de refrescamento e a nossa visão consegue juntar as linhas em alternância, de modo a que não note nada de estranho na fluidez da imagem, apesar de esta técnica original causar ocasionalmente artefactos pouco agradáveis na dinâmica do processo. O conteúdo digital a uma resolução de 720i e 1080i (“i” significa “interlaçado”) usa a detalhe original. Outros truques com vídeo são usados, por exemplo, na conversão de um filme gravado a 24 frames por segundo para os 25 fps exigidos pelo padrão PAL. Este padrão de pull-down mostra cada 12º frame mais longo em 50 por cento do que o normal, algo de que provavelmente nunca se deu conta mas que, mesmo assim, não é desejável usar em conteúdo de alta definição. Por isso mesmo, devemos esperar que as novas

> Integração HD a caminho
Vai ser muito – mas mesmo muito – mais fácil ver HD
Actualmente, dá algum trabalho fazer com que o PC suporte conteúdo HD. No entanto, as últimas notícias sugerem que a situação se alterará dentro de pouco tempo. Enquanto estas linhas eram escritas, ouviram-se rumores de que a Nvidia irá em breve apresentar um novo chipset para desktop que tem MCP73 como nome de código. Este chipset surgirá no mercado em cinco versões, e (surpreendentemente) quatro delas irão incluir gráficos integrados, na versão GeForce 7050 ou 7150. Ambas irão suportar HDMI e HDCP, o que se traduz em suporte para alta definição, mesmo que não exista uma placa gráfica dedicada instalada nessa motherboard. E se tudo isto não chegar, então prepara-se para o MCP79, que aparentemente irá surgir com um GPU integrado de classe 8 (ou seja, GeForce 8xxx), HDMI, HDCP e suporte para DirectX, bem como com a capacidade de lidar com resoluções HD na ordem dos 1080i. O suporte por parte das motherboards deverá facilitar a vida a quem procura um sistema para ver conteúdos em alta definição. No entanto, existem planos da ATI que confirmam o ditado popular – não há fome que não dê em fartura. De facto, foi anunciado um novo CPU, chamado Falcon, que deverá conhecer a luz do dia algures em 2009 e que irá incluir um núcleo de GPU compatível com DirectX, um controlador de memória partilhada e um controlador PCI Express x16. Mas a grande novidade acerca do Falcon tem que ver com o facto de o GPU incluir o Unified Video Decoder da ATI, um componente essencial da tecnologia Avivo. Desta forma, os sistemas equipados com processadores Falcon poderão descodificar conteúdo HD sem necessidade de haver mais hardware envolvido, tornando-os numa escolha ideal para dispositivos móveis.

placas empreguem um esquema de inversão de modo a reverter este efeito, restaurando a taxa de frames original e removendo quaisquer artefactos. Tanto a PureVideo como a Avivo oferecem uma variedade de técnicas de processamento de imagem para redimensionar e aumentar a nitidez da imagem, remover ruído e corrigir as cores. Estas técnicas podem até ter um efeito quase imperceptível mesmo a resoluções impressionantes de imagens a 1920x1080, mas também são capazes de produzir melhoramentos bem visíveis em conteúdos de qualidade inferior. As novas placas HD fazem o seu melhor por aumentar a qualidade de imagem. Mas até que ponto é que tudo isto se irá reflectir no monitor? Essa é, de facto, outra questão pertinente. Se o seu disco Blu-ray ou HD-DVD tiver o Image Constraint Token (ICT) activado, as imagens só poderão ser vistas num ecrã VGA de ligação analógica a uma resolução máxima de 960x540. Isto ainda não aconteceu, sendo que os rumores apontam para que só em 2010 este processo conheça a luz do dia. No entanto, não existem quaisquer garantias de que não venha a surgir até lá. De qualquer forma, os estúdios têm ainda outro “canhão” nas suas defesas, chamado Digital Only Token, que irá bloquear completamente o output analógico.

Requisitos futuros
Uma reprodução à prova de futuro requer a utilização de hardware que suporte High Definition Content Protection (HDCP), e que contemple uma ligação DVI ou HDMI. No entanto, isto não é algo fácil de conseguir, na medida em que cada elo na corrente deve suportar estas tecnologias: a drive óptica, a placa gráfica e até mesmo o monitor (ou televisor, caso queira usar a drive Blu-ray mais a sério). Faz portanto sentido procurar

O suporte para HDMI e HDCP em motherboards tornará mais fácil ver conteúdo HD num PC

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> Placas gráficas com suporte para HD
Nem sempre as topo de gama são a solução para todos os problemas
Não é preciso gastar uma fortuna para ter em mãos uma placa gráfica HD básica, mas que tenha todas as funcionalidades para ver vídeo em alta definição. A Nvidia incluiu aceleração de descodificação MPEG-2/4 e escalamento de qualidade de imagem na sua gama GeForce desde o modelo 6150. Hoje, poderá encontrar nas lojas uma 6200 por cerca de 50 euros. Note, contudo, que estas primeiras placas oferecem um desempenho pobre. Se optar por uma solução mais recente, como uma GeForce 7600 GT, obterá melhores resultados, na medida em que se trata de um modelo da geração seguinte à série 6xxx. Neste caso, a gama 7xxx inclui não só desinterlaçamento de HD e suporte para modo telecine inverso, como também conta com um processador mais poderoso face à 6150. Mesmo assim, custa apenas cerca de cem euros. Já no que toca à mais recente geração de processadores GeForce, as gamas 8400, 8500 e 8600 (ou 8400M e 8600M para portáteis) darão conta do recado, graças ao desempenho PureVideo HD com aceleração por hardware melhorada e a capacidade de lidar com discos protegidos por HDCP. Aconselhamos uma placa 8600GT (custam entre 100 e 150 euros) ou uma 8600GTS (entre 150 e 200 euros) para conseguir um bom compromisso entre preço e desempenho. Quanto à série 8800, foi concebida sobretudo para jogar, e o poder extra que os vários modelos apresentam pouca diferença fará em matéria de reprodução. Se preferir as placas da ATI, terá a escolha simplificada. Poderá comprar uma das primeiras RADEON X1600, por cerca de 75 euros. As novas HD 2400, 2600 e 2900 estão mais optimizadas para ver conteúdos HD, sendo os primeiros modelos da família mais baratos. Mas mesmo a mais básica das placas, como é o caso da ATI RADEON HD 2400, inclui de série a tecnologia Avivo e ainda suporte para HDMI e HDCP, bem como com o Unified Video Decoder para Blu-ray e HD-DVD. Nada mau, tendo em conta que se trata de uma placa que custa cerca de 45 euros na versão Pro, já com 256 MB de memória. As RADEON HD 2600 Pro são quase o mesmo, mas mais rápidas, e irão custar entre 75 e 100 euros. No entanto, este chipset gráfico é mais do que suficiente para ver conteúdos em alta definição, sendo possível ainda aventurar-se em alguns jogos. Contudo, para ter um bom compromisso entre estes dois mundos, será necessário ir para uma HD 2900. Actualmente, existe apenas a versão XT, que custa não menos do que 350 euros.

A escolha de uma placa gráfica depende sempre dos resultados que espera obter com ela

por hardware compatível com HDCP na próxima vez que estiver a pensar em comprar um novo computador. Para já, se tudo o que precisa é alta definição mais em conta no orçamento, uma drive Blu-ray ou HD-DVD é tudo

o que precisa. As tecnologias PureVideo HD da Nvidia e Avivo da ATI podem reduzir bastante a carga no CPU e melhorar a qualidade de imagem mas não são essenciais e, neste momento, não existe qualquer necessidade

de ter um ecrã HDCP. Para além do mais, as preocupações sobre as limitações impostas aos utilizadores podem até fazer com que o HDCP não seja implementado nos próximos anos. Sendo assim, se estiver satisfeito

com a imagem em alta definição proporcionada pela sua ligação analógica, sente-se no sofá e relaxe. Se calhar, acabará por nem sequer ser necessário ter de comprar tudo o que lhe estivemos a falar. ■

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Será que não conseguimos sair deste ecrã? Estamos a ver chaves há cinco horas...

Como alterar o Registo
A PCGuia diz-lhe qual é a melhor forma para enganar o Windows
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Registo é grande. Não faz ideia de como é extenso e entediante. A razão pela qual é tão descomunal tem que ver com o facto de ser uma base de dados de todas as coisas que sucedem no seu computador, desde o que acontece quando abre um ficheiro até à
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O

conservação de um registo da sua chave de produto do Windows. Como todos sabemos, vasculhar em bases de dados pode ser uma tarefa agradável para gente que não tenha vida pessoal e que goste de empreitadas aborrecidas, mas é óbvio que não apreciamos esse tipo de abordagem.

Enquanto algumas pessoas se divertem à grande a localizar uma chave do registo esquiva, enterrada numa sub-ramificação de HKEY LOCAL MACHINE, preferimos de longe que outros façam o trabalho difícil por nós. Afinal de contas, porquê lavar o seu carro, quando há sempre

voluntários para o fazerem em troca de alguns cobres? O segredo está em saber quais são as ferramentas de que precisa e o que fazer com elas. Continue a ler para poder desfrutar dos ensinamentos do guia para “preguiçosos” das definições do Windows.

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Detesta aquelas setas sem sentido nos seus atalhos? Sim, nós também
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As aplicações na barra de ferramentas irritam-no? Está na hora de se ver livre delas

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Instale o TweakUl e use-o para impedir que aplicações irritantes, como o Windows Update, sejam executadas à revelia

Como afinar aplicações
Antes de mais, vá até http://tinyurl.com/2meyw e transfira o powertoy TweakUl, instale-o e execute-o. O TweakUl permite-lhe alterar todo o tipo de definições do sistema, algumas úteis, outras nem tanto. Uma das coisas mais irritantes no Windows é quando uma aplicação que pretende alguma atenção decide chamar sobre si os olhares ao aparecer subitamente à frente de todas as outras janelas. O Windows Update é notório por isto. Já perdemos a conta ao número de vezes em que estávamos a “martelar” algum texto quando surge a caixa de reinício do Windows Update, unicamente para interpretar as nossas batidas nas teclas como permissão para reiniciar o XP sem guardar a informação actual. Para impedir tamanha interferência, de fazer ferver o sangue, clique em General e assinale a opção Prevent Applications from Stealing Focus (1). Sim, é assim tão fácil. Também pode alterar o modo como as aplicações piscam na barra de ferramentas para chamar a sua atenção. Detesta aquelas setas estúpidas nos atalhos do ambiente de trabalho? Sim, nós também. Clique em Explorer e escolha a opção Shortcut para se ver livre delas (2). Se tem muitas imagens guardadas e pretende ver miniaturas maiores, clique em Explorer, Thumbnails e altere o tamanho e a qualidade, até ao limite máximo de 256 pixels (3). Caso possua um teclado com botões extra para coisas como navegar na Internet ou reproduzir ficheiros multimédia, pode modificar as respectivas funções para executar outros programas (4). Finalmente, se tem um grande número de aplicações instaladas no seu computador, o menu Iniciar pode não lhe dar um minuto de descanso. Livre-se dos itens que nunca usa ou de que já não precisa na opção Taskbar and Start menu, Start menu (5). Assinale aquilo que não pretende que seja apresentado.

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O uso indevido do editor de políticas de grupo pode inutilizar o seu PC, por isso, avance com cautela
Impeça os outros utilizadores de se servirem do Painel de Controlo

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O editor de política de grupo é muito poderoso, por isso tenha cuidado para não inutilizar o seu PC

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Como criar as suas próprias políticas
Uma das ferramentas mais poderosas à sua disposição é o Editor de objecto de política de grupo. Antes de começar, contudo, convém desde já avisá-lo de que o uso indevido pode inutilizar o seu computador, por isso avance com cautela. Para lançar o editor de política de grupo, escreva gpedit.msc no campo Executar e deverá surgir uma janela parecida com esta (11). A maioria das coisas interessantes pode ser encontrada em Modelos Administrativos, portanto clique no ícone “+” para expandir a vista e dê uma espreitadela nas definições de Ambiente de trabalho (12). Para remover o IE do ambiente de trabalho e da barra de início rápido, clique em Ocultar o ícone do Internet Explorer no ambiente de trabalho e depois em Propriedades. Aqui pode indicar se pretende activar esta opção (13). Pode repetir isto para quaisquer outros itens do ambiente de trabalho que queira remover. Se é do tipo de leitores preocupados e pretende ocultar o que esteve a fazer no computador, assegure-se de que a lista dos seus documentos recentes é limpa quando sai. Clique na opção Menu Iniciar e na opção Barra de Tarefas, escolha a opção Limpar ao sai o histórico dos documentos recentemente abertos, a seguir clique em Propriedades e por fim assinale Activado (14). Quer impedir que outras pessoas que têm uma conta de utilizador própria no seu computador façam alterações no sistema? Impeça-as de se servirem do Painel de Controlo, ou restrinja o seu acesso unicamente às miniaplicações escolhidas por si (15). Tem, no entanto, de saber os nomes das miniaplicações (terminam em .cpl), tais como powercfg.cpl. Não há um limite real para aquilo que pode fazer, mas, antes de activar qualquer item, pense nos efeitos que isso terá no seu computador.
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As opções interessantes estão na pasta Modelos Administrativos

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Acelere o arranque do seu computador
Está farto e aborrecido com os longos tempos de arranque, não é verdade? É claro que está. Assuma hoje mesmo o comando com o nosso guia para optimizar a sua máquina
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om discos rígidos de um terabyte ou mais e processadores de múltiplos núcleos, as velhas artes de limpeza e arrumação interna do computador caminham a passos largos para se perderem para sempre face aos caprichos do tempo. Quando foi, por exemplo, a última vez que se lembra de ter eliminado um ficheiro para libertar algum espaço no disco? E contudo, todos nos preocupamos visivelmente com o desempenho dos nossos computadores. São abertas cada vez mais definições dos controladores para as nossas placas gráficas, e o número de ferramentas de overclocking lançadas para os nossos processadores não pára de aumentar, simplesmente para que consigamos pôr o último pixel de resolução nos jogos a correr tão depressa que queime o ecrã. Entretanto, os nossos computadores debatem-se com legiões de aplicações mal codificadas e

serviços de apoio ineficazes. Por que será que damos voltas de cão para afinar o nosso hardware a fim de conseguirmos uns quantos frames extra por segundo, mas toleramos uma máquina topo de gama que demora minutos a arrancar, em vez de segundos? No nosso caso, sentimo-nos muito mais frustrados por termos de esperar quase três minutos para que os nossos portáteis arranquem pela manhã do que por sermos obrigados a reduzir um pouco a resolução de um jogo.

Em busca do tempo perdido
Eis uma lista de algumas aplicações populares e do seu efeito no desempenho de um sistema amadurecido*. Assustador, não acha?

Nome
PACOTES DE SEGURANÇA AVG 7.5 Norton Internet Security 2007 Zone Alarm Avast! 4 PROCURA DO AMBIENTE DE TRANALGO Windows Desktop Search

Efeito no tempo de arranque
+34 s +54 s +28 s +34 s +47 s

Copernic Desktop Search

+4 s

*Optámos por não utilizar uma nova instalação do XP a fim de recriar os piores cenários

Sabedoria antiga
Esperamos que ninguém que esteja a ler este artigo tenha cometido o mais capital dos pecados da doutrina do silício – instalar duas aplicações para realizar uma só tarefa no mesmo computador. O triunvirato de segurança composto por firewall, detecção de spyware e antivírus chega até nós em tantas combinações diferentes que os donos de computadores menos informados cometem o erro relativamente comum de instalarem duas cópias da mesma coisa – o que representa um fardo enorme e desnecessário para o desempenho. Independentemente do número de vezes que os vendedores nos dizem que o impacte do software no desempenho é insignificante num moderno computador de múltiplos núcleos, os números (ver tabela) discordam. Embora um pacote de aplicações de segurança possa ser considerado essencial, dois é um disparate supérfluo. Para começar, talvez fique surpreendido por saber que, uma vez instalado e a correr, o mais recente pacote do Norton (www. symantec.com) emprega menos recursos do sistema do que inclusive o célebre esguio AVG da Grisoft (www.grisoft.com). Há, no entanto, o reverso da medalha: com efeito, o Norton acrescenta 22 segundos extra ao tempo de arranque em comparação com o AVG, e reduz de forma considerável a velocidade de acesso aos ficheiros. Por muito mau que seja a maior parte do software de segurança pelo facto de diminuir a velocidade do computador, os motores de busca do ambiente de trabalho são de longe os maiores culpados de que temos registo. Depois de instalado, o Office 2007, por exemplo, corre uma versão simplificada do Windows Desktop Search (www.microsoft.com/ windows/desktopsearch) para indexar o seu correio electrónico a fim de tornar o acesso mais rápido. Isto pode acrescentar um minuto inteiro ao tempo de arranque, pelo que, dada a dimensão da versão integral do WDS – que lhe confere velocidades iguais às do Vista na procura de ficheiros –, representa uma quebra enorme em termos de desempenho global. Inversamente, o Copernic Desktop Search (www. copernic.com) adicionou uns meros cinco segundos ao nosso tempo de arranque, encontrou as coisas mais depressa e não causou qualquer diminuição perceptível do desempenho.

Dois truques do ofício
Um par de factos essenciais que o ajudará a acelerar o arranque do seu computador

PROCESSLIBRARY.COM Não tem a certeza de quais são os processos em segundo plano de que realmente precisa? Basta escrever o respectivo nome no motor de busca em www.processlibrary.com. Além de possuir uma extensa base de dados de processos conhecidos, este indica-lhe quais são os processos críticos para o sistema e quais podem ser malware.

COPERNIC DESKTOP SEARCH O Copernic é um motor de busca que implica um download d 5 MB. O impacte no desempenho do sistema mal se nota, contudo é o mais rápido motor de busca do ambiente de trabalho actualmente existente. Mais esguio do que a Microsoft, mais privado do que o Google; toda a gente devia usá-lo.

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Seja cinturão preto no Gestor de Tarefas
As maneiras fáceis de aumentar o desempenho do seu computador: (1) Deverá estar familiarizado com o Gestor de tarefas, o qual pode fazer aparecer no Windows XP ou Vista premindo simplesmente Alt+Ctrl+Del. Antes de comprar um qualquer software caro de limpeza do Registo e começar a instalar mais aplicações que não precisa (as quais diminuirão a velocidade do seu computador), o Gestor de tarefas deverá ser a sua primeira escala numa demanda de resolução dos problemas. (2) O Gestor de tarefas apresenta no segundo separador uma lista de todos os processos actualmente em execução – mas não fica por aí. Comece por ir até Ver, Seleccionar colunas e assinale as caixas Tempo de CPU e Utilizações máximas da memória. Caso se debata com longos tempos de arranque, faça aparecer o Gestor de tarefas e clique no cimo destas colunas para ordenar os processos segundo a quantidade de tempo do processador que utilizaram desde o arranque. Os que apresentam os valores mais altos são aqueles onde deve começar a procurar a fim de cortar no tempo de arranque. (3) A sua próxima escala é o MSConfig – prima as teclas Windows+R e escreva msconfig na caixa de diálogo Executar para o abrir. No separador Arranque desta 2 aplicação pode decidir quais são os processos que o Windows carrega quando arranca – muitos são críticos para o sistema, pelo que não deve mexer-lhes, mas encontra igualmente coisas como o utilitário da área de notificação de vídeo QuickTime, as quais não passam de bloat. Desactive tudo o que não está associado ao hardware do computador ou ao motor e veja o arranque acelerar a toda a velocidade.

Visões do Vista
Por falar no Vista, o novo sistema operativo da Microsoft contém uma enorme quantidade de bloat que o atrasa. Por esta altura, quem utiliza o Vista já deve estar familiarizado com a desactivação do índice de procura (Painel de controlo, Sistema e Manutenção, Opções de Indexação) com a finalidade de reduzir o tempo que o processador demora a martelar os discos rígidos em segundo plano, mas, porventura, saberá também que mudar do aspecto Aero para o Vista Basic é uma das pouquíssimas afinações do ambiente de trabalho ao seu alcance que na verdade pode acelerar os seus jogos? A mudança para o aspecto Basic desactiva o Desktop Window Manager (pode fazê-lo a partir de uma linha de comandos escrevendo ‘net stop uxsms’), o que permite conservar os recursos gráficos mesmo quando há um jogo a correr em modo de ecrã inteiro. Adicionar mais RAM ajuda a aliviar qualquer efeito do Desktop Windows Manager, mas nas máquinas com um gigabyte ou menos, desactivá-lo pode resolver os problemas relacionados com o desempenho.

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Ferramentas de trabalho
A PCGuia publicou uma apreciação entusiasta relativamente ao
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CCleaner (www.ccleaner.com) uns quantos números atrás, e achamos que continua a ser a melhor maneira de limpar rápida e eficazmente o Registo e tomar o controlo dos ficheiros e serviços de arranque. Uma palavra de aviso, no entanto: a aplicação deixa-o eliminar os ficheiros de desinstalação das actualizações do Windows. Por si só, isto não é uma coisa má, mas alguns programas da Microsoft – como o Windows Desktop Search – também se instalam como actualizações do

XP em vez de aplicações discretas. Se eliminar o desinstalador apropriado, terá o cabo dos trabalhos para os remover mais tarde. A moral da história, porém, é que apesar de haver muitas e boas aplicações para limpar o Registo e recuperar ciclos do processador perdidos a verificar ficheiros de histórico redundantes, escolher em

primeiro lugar o melhor software parece ser a forma ideal de evitar perdas de velocidade. É praticamente impossível impedir a diminuição gradual do desempenho do sistema a partir do momento em que instala o Windows, mas consegue controlar o ritmo de diminuição da velocidade que a sua máquina sofrerá a longo prazo. ■

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Controle a sua máquina por telefone
Assuma o controlo da sua música com um telemóvel que funciona como comando à distância
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ão seria bom se pudesse poupar-se ao esforço de uma penosa caminhada de 10 metros? Os seus joelhos têm falta de uso e estão fracos? Nesse caso rejubile, pois agora pode mudar as faixas de música, recorrer a um magnífico equalizador gráfico Winamp e obter uma interface semelhante a VNC sem queimar uma preciosa caloria e sem ter de se levantar do sofá para ir até ao PC. Basta usar o telefone para controlar a aplicação no seu computador. Mas, primeiro, as coisas importantes – precisa do kit. Mais especificamente, precisa de ter o Winamp 5 instalado, de Bluetooth no seu computador e de um telefone com a segunda edição do Symbian Series 60. A maior parte dos últimos lançamentos da Nokia tem o que é necessário, assim como alguns telefones Samsung. Se não tem um, talvez valha a pena dar uma vista de olhos no Salling Clicker, um software semelhante que corre na plataforma Windows Mobile. Não faz exactamente as mesmas coisas, mas ao fim de vários anos de afinações no MAC, trata-se de um conceito com provas dadas.

Todos ansiamos por novas formas de controlar o PC, não é verdade? Agora pode obrigar o computador a acatar a sua vontade, à distância

Telefone a postos

O par perfeito

Winamp a funcionar

Transfira o software ControlFreak – que passou a ser gratuito – a partir de www.mtvoid.com e execute o programa de instalação. Certifique-se de que o Winamp está encerrado, pois irá instalar um novo plug-in e o Winamp tem tendência para deixar de trabalhar à mínima provocação. É-lhe fornecido um ficheiro que terá de transferir para o seu telefone. Deve poder fazê-lo com um clique do botão direito do rato e seleccionando Send To/Bluetooth Device, ou através de qualquer software Bluetooth que tenha instalado, seguindo depois as indicações que surgirem no visor do seu telemóvel.

A seguir precisa de emparelhar o seu telefone com o computador. Tal como antes, o método real para o fazer pode variar, dependendo do tipo específico de controladores Bluetooth que lhe foi imposto. Se está a correr o controlador predefinido do Windows, trata-se meramente de ir ao Painel de Controlo, abrir Dispositivos Bluetooth e utilizar o assistente para se ligar. Quando tiver terminado, tome nota da porta COM de entrada, indicada no separador Portas COM. Caso utilize um controlador diferente, a coisa deverá ser indolor... desde que respeite o procedimento RTFM!

Abra o Winamp (que deverá ter sido aberto depois de terminar a instalação do ControlFreak) e prima Ctrl-F para abrir o painel das definições. Escolha a porta COM que acabou de definir, carregue em OK e execute o ControlFreak no seu telefone. Prima a softkey esquerda, seleccione Connect e escolha o seu computador – quando tiver terminado, controlará o Winamp (e o seu PC) a partir do telemóvel. Se deixou a opção Automatically Connect assinalada, poderá executá-lo sempre que estiver dentro do alcance da rede Bluetooth.

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Salve o seu PC com Linux
Experimente usar o sistema operativo Ubuntu sem instalar o que quer que seja no computador
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ecuperar o seu PC caso ele se recuse a iniciar o sistema operativo é uma excelente razão para fazer um Live CD em Linux. Este disco de arranque contém na íntegra o sistema operativo Linux, pelo que não será preciso instalar o que quer que seja. Caso o Windows “morra”, pegue neste disco e terá um sistema operativo Linux simples e amigável que poderá usar para aceder aos seus dados e até mesmo para reproduzir ficheiros de música e vídeo. Poderá obter o ficheiro de imagem para o CD desta distribuição de Linux em www. ubuntu.com (basta clicar em Get Ubuntu e seguir as instruções) e o ISO Recorder em http://tiny url.com/5p2m. Esta aplicação permite-lhe gravar

R

o ficheiro de imagem do CD do Ubuntu obtido através do site directamente para um disco óptico vazio. Instale o ISO Recorder e, quando estiver pronto, clique no botão direito do rato sobre o ISO do Ubuntu e escolha Copy Image to CD. Insira um CD em branco na drive de gravação óptica e o programa fará o resto.

A vida é colorida
Agora, terá de alterar a sequência de arranque do seu PC de modo a que ele possa iniciar a partir do CD, em vez de o fazer através de um disco rígido. Reinicie o sistema e prima a tecla que permite entrar no BIOS. Se não souber qual é, esteja atento ao ecrã quando se der o reboot e

procure por qualquer indicação nesse sentido. Em alternativa, prima Eliminar ou consulte o manual da sua motherboard. Em último caso, recorra a uma máquina com ligação à Internet e procure num motor de busca por uma referência ao modelo da sua placa-mãe. Se colocar a expressão “bios key” logo a seguir ao modelo, obterá certamente uma resposta imediata. Uma vez dentro do assistente de configuração do BIOS, localize o menu Boot Order ou Boot Sequence onde poderá indicar a ordem de prioridade de dispositivos onde o sistema deve procurar por um sistema operativo. Depois de fazer as alterações, escolha Save, Exit e reinicie as operações. O colorido Ubuntu deverá fazer-se

notar logo a seguir. No entanto, algumas placas gráficas poderão impedi-lo de funcionar. Caso isto aconteça, reinicie o sistema e opte por fazer o arranque com a componente gráfica em modo de segurança, uma opção que poderá encontrar no menu do Ubuntu. Basicamente, o Ubuntu é como o Windows. Se ligar uma drive USB ao PC, ela será detectada e o respectivo ícone de acesso será exibido no ambiente de trabalho. Basta fazer um duplo clique nesse ícone para chamar a janela do explorador; por baixo de Places verá todas as outras drives existentes no seu PC. Poderá agora arrastar e largar o que quiser entre estas janelas para salvaguardar os ficheiros mais valiosos. ■

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PASSO A PASSO

PONHA O UBUNTU A TRABALHAR

01

Vá até www.ubuntu.com e clique em Get Ubuntu. O browser irá perguntar-lhe o que é pretende fazer com o ficheiro, mas, se usar o ISO Recorder, o sistema irá sugerir que abra o ficheiro com este programa. Quando o download estiver completo, o ISO Recorder será iniciado e o respectivo assistente ajudá-lo-á a construir o Live CD.

02

Reinicie o PC e entre no BIOS. Terá de indicar ao seu PC que deverá começar por fazer o arranque a partir da drive óptica. Localize o ecrã onde poderá definir o menu Boot Sequence e altere a ordem de arranque dos dispositivos de forma a colocar o CD como a primeira alternativa.

03

Uma vez dentro do Ubuntu, verá que é mais fácil navegar neste sistema operativo do que num Mac, isto caso nunca tenha experimentado navegar num, claro está. Use os menus no canto superior esquerdo para aceder aos programas. Quaisquer drives a que se ligue serão mostradas na forma de um ícone no ambiente de trabalho.

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Utilize máquinas virtuais
Uma única máquina Linux consegue correr muitos sistemas operativos e ao mesmo tempo empregar a virtualização, como a seguir explicamos
PCGUIA

A
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Agora já sabe como...
>Correr finalmente a maioria das
aplicações do Windows.

>Instalar o Linux a partir do Windows
sem alterar a configuração. >Guardar e restaurar snapshots. >Adicionar novos repositórios e ficheiros de chave ao Synaptic. >Partilhar pastas com uma máquina virtual. >Escolher entre os principais produtos de virtualização.

virtualização é uma das mais empolgantes tecnologias que emergiram nos últimos anos. O seu nome pode parecer intimidador, mas tem imenso para oferecer quer ao típico utilizador do dia-a-dia, quer a uma grande empresa. A virtualização permite criar uma máquina virtual sob a forma de software, a qual aparece como uma janela no ambiente de trabalho. A virtualização consiste no truque inteligente de recriar todos os vários componentes que, em conjunto, servem para criar um vulgar computador apenas em

software. Isto significa que placa gráfica, dispositivo de rede, portas USB, BIOS da placa-mãe e sistema de armazenamento são todos recriados pelo software de virtualização. A única coisa não recriada é o processador. Em vez disso, as instruções do processador são transmitidas aos componentes reais que se encontram dentro do computador. Os processadores modernos da Intel e AMD (com tecnologia Intel VT ou AMD-V) tornaram-se de tal maneira bons a acomodar software de virtualização que este corre com uma degradação mínima do desempenho. Pode

contar com cerca de 80 a 90 por cento da velocidade nativa da sua máquina, além de que, para a maioria dos utilizadores de computadores desktop, a máquina virtual não difere em nada da verdadeira. Porém, é nas grandes empresas que a virtualização causa o maior impacte.

Quintas de servidores
O principal exemplo da área na qual a virtualização pode fazer toda a diferença é o alojamento Web. Imagine uma empresa de alojamento Web que utiliza 100 máquinas diferentes para alojar os servidores Web dos seus clientes.

> Configure a partilha de ficheiros numa rede
Um dos primeiros problemas que provavelmente irá encontrar quando começar a utilizar máquinas virtuais é que estas estão isoladas do sistema operativo nativo. Isto significa, por exemplo, que não pode aceder ao seu disco rígido verdadeiro. Existem várias soluções diferentes. A mais fácil consiste em recorrer a uma chave USB para o armazenamento temporário, que utiliza primeiro para guardar ficheiros dentro da máquina virtual e à qual acede depois a partir do computador normal para poder dispor dos ficheiros. No entanto, não poderá aceder simultaneamente à chave USB a partir do computador normal e da máquina virtual, pelo que terá de fechar o software de virtualização antes de poder ler os dados no computador. Há uma opção melhor que consiste na ligação em rede. Pode parecer contra-intuitivo, mas na verdade resulta muito bem. Todas as máquinas virtuais utilizam a ligação de rede partilhada para terem acesso à rede a partir do computador hospedeiro – são visíveis na rede como novas máquinas. Tudo o que tem a fazer é configurar uma pasta de rede partilhada no computador hospedeiro (ou mesmo na máquina virtual), após o que poderá guardar e restaurar ficheiros nas máquinas virtuais e a partir das mesmas sem ter de reiniciar. Finalmente, caso recorra a máquinas virtuais para trabalhar, talvez queira ponderar uma solução comercial. Tanto o VMware como o Parallels oferecem as suas próprias ferramentas para aceder à máquina virtual a partir do computador hospedeiro. Pode inclusive arrastar ficheiros do computador virtual para o seu próprio computador sem necessidade de qualquer configuração adicional. Contudo, prepare-se para pagar por este nível de integração.

Windows XP, Vista e Linux conseguem partilhar ficheiros entre si com a ajuda da versão comercial do VMware

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PASSO A PASSO

OBTENHA O VMWARE DE GRAÇA

01

A VMware oferece uma versão grátis da sua tecnologia num produto chamado vmware-server. Tem de adicionar o repositório comercial Canonical ao Synaptic. Use “deb http:// archive.canonical.com/ubuntu feisty-commercial main” como localização.

02

Precisa de um número de série para utilizar o produto. Este é-lhe enviado por correio electrónico depois de se registar em www. vmware.com. O instalador Synaptic pede-lhe o número de série como parte do processo de instalação e efectua todas as alterações necessárias para correr o VMware.

estes problemas de uma assentada. Em vez das 100 máquinas, a empresa de alojamento emprega uma mão-cheia de máquinas muito mais potentes que correm dezenas de máquinas virtuais, uma para cada servidor dos seus clientes. O cliente não nota qualquer diferença (continua a dispor de uma máquina só para si), mas a empresa de alojamento consegue reduzir de forma drástica os custos em termos de hardware, bem como passar as máquinas virtuais de uma máquina para outra sem interromper o seu funcionamento.

Revolução do ambiente de trabalho
Talvez se interrogue acerca do que tem tudo isto a ver com o Linux. A resposta é que o Linux está no coração da revolução da virtualização – literalmente. O kernel do Linux, o código no centro do sistema operativo, foi inundado com adições e correcções para satisfazer o mercado de virtualização em crescimento. Isto faz do Linux uma das melhores escolhas para uma plataforma de virtualização. Mais, você não precisa de ser o director de TI de uma grande empresa para beneficiar de todas estas alterações. Correr uma máquina virtual no próprio ambiente de trabalho é muito útil, e a principal razão

03

À semelhança do VirtualBox, inicie o VMware a partir do menu Application, System Tools. Seleccione Local host e clique em Connect. Pode então clicar em Create na interface para criar uma máquina virtual. Também é possível transferir e abrir máquinas virtuais VMware pré-construídas.

Contudo, a virtualização é sem dúvida uma solução melhor do que qualquer uma das referidas. Basta instalar o Windows numa máquina virtual – o Windows não tem consciência do facto de que está a correr em software. Instala os controladores da placa de vídeo, sistema USB, placa-mãe e de rede para dispositivos de hardware reais. É o software de virtualização que preenche os espaços vazios nos bastidores. Isto significa que o software Windows que corre numa máquina virtual é quase 100 por cento compatível. Virtualmente qualquer aplicação que lhe vem à cabeça corre sem problemas, com uma excepção: jogos. Isto porque o hardware virtual emulado dentro da máquina virtual é específico, de baixas especificações e fixo. Regra geral, a placa gráfica consiste num dispositivo simples de há cinco anos, por exemplo, e são diminutas as esperanças no que toca aos modernos jogos 3D acelerados, se bem que esta situação tem vindo lentamente a mudar.

Escolhas de software
Uma das soluções de virtualização para Linux mais conhecida chama-se VMware. Estão disponíveis várias versões que cuidam das necessidades de todos, desde a grande empresa ao utilizador de

> Facto
>A Microsoft impõe restrições no Vista, o que significa que apenas pode utilizar uma máquina virtual com as versões mais caras

Só muito raramente é que qualquer uma dessas máquinas necessita de toda a potência do processador, ou toda a memória, e custa uma pequena fortuna manter a rede inteira em actividade. Outro problema é que, se algo corre mal, há um período de inactividade para o site do cliente, durante o qual se configura uma máquina de substituição e o site é restaurado a partir de um ficheiro de cópia de segurança. A virtualização resolve todos

o Linux está no coração da revolução da virtualização
para o fazer resolve o velho problema do Linux de oferecer compatibilidade com o Windows. No passado, falámos acerca de correr um emulador do Windows chamado Wine, assim como de efectuar o duplo arranque do computador para aceder às aplicações do Windows sem as quais não se pode passar. computadores desktop. A VMware é uma empresa de cariz comercial, o que faz com que até a versão desktop seja cara. No entanto, a VMware disponibiliza de facto duas versões grátis do seu software – ambas com funcionalidades mais do que suficientes para o vulgar utilizador.

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PARTILHAR FICHEIROS

01

Configure o protocolo Samba a partir do Ubuntu para partilhar ficheiros entre as máquinas real e virtual. Seleccione Shared Folders no menu System Administration e active unicamente o suporte de rede SMB (Samba).

02

Indique ao Ubuntu quais são as pastas que pretende partilhar. Clique em Add e mantenha as opções predefinidas para partilhar o directório original do Ubuntu. É aqui que são guardados a maior parte dos ficheiros – desactive Read only caso pretenda escrever novamente os ficheiros no Ubuntu.

03

Inicie agora a máquina virtual Windows (esta funciona também com outra máquina virtual Linux). Em Vizinhança de rede deverá ver agora o servidor de ficheiros Ubuntu. Clique aqui e insira o seu nome de utilizador e palavra-passe do Ubuntu.

> Cinco dicas rápidas
>Também existem versões do VMware disponíveis para o Microsoft Windows e Apple OS X, e cada uma delas partilha o mesmo formato de máquina virtual. Isto significa que pode correr as mesmas máquinas em cada computador. >Uma máquina virtual constitui uma excelente forma de instalar e experimentar todas as últimas distribuições do Linux sem aplicar quaisquer alterações permanentes na máquina que utiliza para trabalhar. >Se utiliza o Parallels ou o VMware, certifique-se de que instala o pacote de ferramentas. Este não só melhora o desempenho, como também adiciona a partilha de pastas e o rasto do cursor. >Um grande número de dispositivos
USB normais funciona no ambiente de uma máquina virtual, mas as coisas complicam-se quando o dispositivo em causa requer um controlador específico, como uma câmara Web.

Um rival da VMware nos desktop chama-se Parallels e oferece funcionalidades semelhantes aos produtos VMware comerciais a um preço bastante mais baixo, embora não consiga competir com as versões grátis. Existem ainda três projectos gratuitos, no entanto, ficam aquém no que diz respeito à facilidade de utilização. O KVM é o recém-chegado, mas está a ter um forte impacte no kernel do Linux e na virtualização, enquanto o

Xen, que já existe há vários anos, caminha no sentido de amadurecer como um produto de virtualização estável destinado às empresas. O terceiro projecto significativo chama-se VirtualBox e tem vindo a aproximar-se do VMware e do Parallels em termos de funcionalidade. Também é gratuito para uso pessoal, havendo inclusive uma versão disponível que utiliza a licença GPL, o que faz dele a melhor escolha para quem pretende

> Facto
>Pode correr máquinas virtuais nos computadores mais antigos, mas continua a precisar da máxima RAM possível, pois as máquinas virtuais utilizam memória verdadeira

experimentar as máquinas virtuais. Por fim, caso se dedique a fazer colecção de software de virtualização, vale a pena dar uma vista de olhos no QEmu e no Bochs. ■

> As máquinas virtuais têm outras vantagens?
Sim, chamam-se snapshots
Um snapshot é um momento parado no tempo, um depósito de dados de tudo o que se passa numa máquina virtual. O maravilhoso acerca dos snapshots é que pode criar um antes de experimentar algo arriscado. Todos nós já tivemos problemas com o Microsoft Windows, como, por exemplo, quando um controlador malcomportado conseguiu dar cabo da instalação inteira. Desde que crie de antemão um snapshot, poderá restaurar a máquina virtual exactamente para o mesmo estado em que se encontrava antes da instalação do controlador. O Linux também não é imune a problemas de instalação, pelo que criar snapshots de uma instalação do Linux que esteja a correr numa máquina virtual protege-o contra o que possa dar para o torto. A maior parte do software de virtualização permite criar snapshots do estado actual da sua máquina. VMware e Parallels incluem ambos um gestor de snapshots que permite, por exemplo, expandir novas máquinas a partir de diferentes snapshots. Além do mais, não ocupa muito espaço no disco, pois o software guarda apenas as diferenças entre um snapshot e o seguinte. Há também uma biblioteca de máquinas virtuais e snapshots que pode transferir. Chamam-se aplicações virtuais porque são concebidas para executarem uma tarefa específica que levaria algum tempo a configurar manualmente. Pode transferir também as versões mais recentes das suas distribuições favoritas como uma imagem virtual, para que possa experimentar a instalação antes de decidir se a actualização merece o incómodo de a instalar.

>São muitos os sites que oferecem imagens de máquinas virtuais pré-construídas, as quais pode transferir e correr a partir do seu software de virtualização. Dispensam qualquer instalação!

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TEMA DE CAPA
PCG PCG

Mude de canal para a Web TV
Existem serviços que lhe permitem fazer o download de programas de televisão sem estar a cometer nenhuma ilegalidade
PCGUIA

om a disseminação de acessos à Internet em banda larga e graças a tecnologias como as de compressão e distribuição, a televisão online é hoje possível. Diversos serviços estão em desenvolvimento, outros já foram lançados. Quer isto dizer que, caso tenha em casa um acesso à Internet com uma largura de banda relativamente decente, deverá ser capaz de receber televisão e até mesmo video on demand. A televisão via Internet representava uma série de problemas para os prestadores de serviço televisivo, entre os quais se destacam a capacidade de estes fazerem o serviço pagarse a si mesmo, a minimização dos custos de distribuição e, como não poderia deixar de ser, evitar a pirataria. A publicidade online paga cobre o custo de determinados serviços, mas a sua eficácia é grandemente debatida. São ainda oferecidos outros serviços na forma de extras, sendo que alguns incluem a capacidade de “alugar” ou “comprar” conteúdo para descarregar. O vídeo pode ser enviado via stream para o seu PC, o que quer dizer que poderá vê-lo ao mesmo tempo que é recebido na sua máquina. Em alternativa, poderá fazer o download de programas para que os possa visionar mais tarde. Em ambos os casos, a maior parte das empresas de televisão
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C

encaminha o custo da distribuição para o consumidor, utilizando sistemas peer-to-peer. Estes são mais robustos do que os sistemas cliente/servidor, mas significa que o PC de cada utilizador é usado para fazer o upload e o download dos dados. Como resultado, é muito provável que sejam transferidos mais dados do que aqueles que são necessários para o(s) ficheiro(s) pretendido(s).

A questão DRM
Uma vantagem óbvia para as empresas de televisão, relativamente à emissão tradicional, tem que ver com o facto de, uma vez transmitido o programa, os telespectadores não o poderão ver novamente, a não ser que o tenham gravado. Com um modelo de download, poderia receber um programa de televisão e vê-lo quantas vezes quisesse. Só que este mecanismo iria reduzir o potencial de rendimento do conteúdo – como deve imaginar, as pessoas dificilmente comprarão mais do que um DVD de um determinado filme, caso já tenham um exemplar com qualidade aceitável nos seus discos rígidos. É aqui que entra o DRM, sigla que quer dizer Digital Rights Management (ou gestão de direitos digitais). O DRM é usado para evitar que as pessoas copiem conteúdo sem autorização ou que assistam a um determinado conteúdo mais vezes do que as que têm direito.

O DRM é muito pouco popular para os espectadores. Como todos sabemos, a grande parte das pessoas gosta de ter as coisas sem quaisquer restrições. No entanto, os prestadores de conteúdos têm todo o direito de fazer lucro com aquilo que produzem. O normal é os programas serem alugados por um preço mais baixo do que custariam se fossem comprados. O aluguer tem quase sempre uma duração de 48 horas, após as quais o ficheiro volta a ficar inacessível. Caso se opte por comprar esse ficheiro, será possível vê-lo quantas vezes se quiser. No entanto, será muito difícil conseguir movê-lo para outro PC ou tentar reanimá-lo depois de reinstalar o Windows. Estes motivos estão na origem do desagrado que os consumidores sentem pelo DRM, enquanto os proprietários dos direitos dos conteúdos o vêem como essencial. É pouco provável que esta situação venha a alterar-se, pelo que, para já, apenas podemos examinar o quanto limitativo é o DRM.

Ênfase nos serviços
Reunimos os principais serviços de TV na Internet disponíveis para uso geral ou em versão beta. Descobrirá como usar cada um deles, quais são os seus requisitos mínimos e o que é que realmente valem. Para aferir este último elemento, teremos em consideração a qualidade

de imagem, a facilidade de utilização e a disponibilidade dos conteúdos. Alguns serviços são prestados por empresas ligadas ao ramo da televisão; outros têm que ver com conteúdos seleccionados a partir de uma série de prestadores. Apesar de alguns serviços apenas estarem disponíveis em determinados locais, a maior parte deles encontra-se acessível desde que tenha uma ligação à Internet em banda larga. É claro que isto também coloca um problema a quem presta o serviço, sendo muitas vezes necessário colocar uma espécie de barreira. Uma vez que a Internet é global, é necessário impor um limite artificial sobre quem pode receber qual ficheiro. Por exemplo, dentro do tradicional modelo de emissão, o conteúdo está limitado pelo alcance do transmissor. Neste novo paradigma, os prestadores de serviço limitam os conteúdos em termos geográficos, usando para esse efeito listas de endereços IP que se encontram registados em determinados países. É certo que estes nem sempre são exactos, podendo verificar-se uma situação em que pessoas que vivem em Portugal são impedidas de acederem a conteúdos disponibilizados apenas para o nosso país. A televisão na Internet ainda se encontra no seu estado de infância. No entanto, poderá muito bem vir a tornar-se no padrão do futuro.

D EJZ EN EB R O 2 0 0 8 A M I 7

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TEMA DE CAPA
PCG PCG

Veja o Joost através de P2P
Conseguirá a equipa do Skype tornar este serviço de televisão num serviço de distribuição de vídeo online?

O

estranho nome Joost foi desenvolvido pelas mesmas pessoas que trouxeram até nós o serviço Skype, que se tornou no mais popular sistema de voz sobre IP (VoIP). Com o Joost, tenta-se fazer o mesmo, só que usando televisão via Internet. De facto, este sistema recorre a tecnologia peer-to-peer (P2P) de forma a maximizar a largura de banda disponível para distribuir os ficheiros de vídeo. A qualidade de imagem é impressionante. Ao contrário do que se passa com outros serviços de Web vídeo, aproxima-se bastante dos índices de qualidade da televisão tradicional. Tal como acontece na maior parte dos outros sistemas de televisão via Internet, o Joost usa a largura de banda disponível para partilhar conteúdo, pelo que não estará somente

a transferir dados quando estiver a fazer o download ou o stream de um programa de televisão. Isto torna este modelo de distribuição mais robusto face a um servidor cliente, apesar de haver um efeito indesejável, sobretudo para

é apenas meia batalha ganha. Se o conteúdo não prestar, não interessa se a qualidade da imagem é boa ou óptima. Ao contrário de outros serviços de televisão sobre Internet, que tendem a ser prestados por uma empresa de TV como

O Joost usa a largura de banda disponível para partilhar conteúdo
quem tem um ISP nacional – é que o limite de tráfego incluído na mensalidade poderá ser atingido mais depressa do que se possa pensar. Por isso, é uma excelente ideia ir monitorizando os consumos dia a dia para não ter surpresas desagradáveis. um complemento à oferta tradicional, o Joost pretende ser um prestador de serviço televisivo em si mesmo. Ou seja, apresenta já acordos com empresas e estações de televisão, bem como com firmas de produção, de modo a reunir uma grande quantidade de conteúdos disponível para os seus espectadores.

O conteúdo ainda é rei
Desenvolver a tecnologia certa

Entre algumas empresas que mantiveram conversações com o Joost encontram-se a Fox Networks, a Warner Brothers Television, a Endemol, os estúdios Viacom Paramount e até a Aarman Animation. Mas enquanto que a tecnologia pode tornar todo este conteúdo disponível a uma audiência global, o mundo jurídico ainda não conseguiu acompanhar todos estes avanços e os acordos de licenciamento internacionais ainda não contemplam tudo o que o Joost torna disponível. Quer isto dizer que uma parte dos conteúdos está apenas ao alcance dos utilizadores nos Estados Unidos da América, ou seja, aos espectadores que tiverem endereços IP registados neste país. O software Joost corre sobre Windows XP e Vista, o que lhe dá uma vantagem sobre alguns dos seus concorrentes que têm apenas produções compatíveis com a versão XP do Windows. Curiosamente, também existe uma versão disponível para Mac baseado em Intel. O Joost ainda se encontra em fase beta e está disponível para download sem restrições. Vá até www.joost.com e clique em Download. No menu seguinte, escolha Download Joost Beta 1.0 – Windows. Mas antes de o fazer, registe-se numa conta Joost para obter um nome de utilizador e uma palavra-passe válida.

Ecrã completo
O Joost é o serviço televisivo sobre Internet que mais se aproxima da forma tradicional de ver televisão. Por defeito, a aplicação abre em modo full screen e os

Mesmo ainda não tendo passado da fase beta, existe uma vasta quantidade de conteúdos disponível no Joost

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O Joost usa, por defeito, o ecrã completo

controlos surgem no ecrã apenas quando se move o ponteiro rato para o centro. Assim que acaba de os usar, escondem-se automaticamente. Poderá usar um guia de programas electrónico muito simples. É apenas uma questão de seleccionar o programa e fazer log in. Depois, poderá

ser acedidos a partir dos EUA. A empresa tem vindo a trabalhar no sentido de permitir o acesso a conteúdo regional a várias audiências espalhadas pelo mundo. Devido ao seu backbone P2P, é fácil adicionar mensagens instantâneas e salas de conversação de chat de modo a que possa partilhar as

O Joost é o serviço televisivo sobre Internet que mais se aproxima da forma tradicional de ver televisão
navegar pelos diferentes canais disponíveis, tal como se estivesse sentado no sofá a fazer zapping. A maior vantagem do Joost sobre os sistemas tradicionais de emissão tem que ver com o facto de os conteúdos estarem disponíveis on demand, pelo que não interessa a altura em que sintoniza o canal. Caso o programa que deseje ver esteja disponível, não irá falhar sequer o início. Porém, tal como noutros acontece sistemas, os programas expiram, e só por isso é possível perder um programa inteiro. Existem mais de 150 canais disponíveis no Joost, embora alguns deles apenas possam reacções com outros utilizadores ou planear ver programas ao mesmo tempo que vê os seus amigos. Caso se depare com qualquer problema no Joost, existe uma base de conhecimento partilhado disponível em www. joost.com/support/faq/. Este é o melhor local para consultar em primeiro lugar, pois permite lidar com questões comuns, tais como a perda de palavraspasse e de informação de log in. Caso seja incapaz de resolver o problema deste modo, experimente os fóruns do Joost em www.joost.com/forums/, nos quais poderá pesquisar por assuntos semelhantes ou colocar uma mensagem a pedir ajuda.

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Aceda a mais conteúdos com o Sky Anytime
Subscreva a Sky para ver online a emissão de programas
A interface amigável permite pesquisar qualquer coisa que se queira ver

ara usar o Sky Anytime, é preciso ser-se um cliente da Sky TV. O conteúdo disponível dependerá de cada subscrição individual. Se não pagar pelo pacote de filmes, não conseguirá fazer o respectivo download, o mesmo acontecendo com o pacote de desporto. O serviço Sky Anytime foi lançado no ano passado e, de início, oferecia apenas filmes Sky aos subscritores que queriam vê-los a horas que não estavam programadas no canal de filmes por satélite. Mais recentemente, o serviço recebeu outros canais da Sky, permitindo aos subscritores actualizarem-se relativamente a séries norte-americanas, como «Ossos» («Bones»), ou outros programas no horário que mais lhes convém, libertando-os da grelha tradicional. Em muitos casos, são disponibilizadas
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P

antecipadamente temporadas de séries por uma pequena quantia. O software usa tecnologia peerto-peer (P2P) para distribuir os programas, o que quer dizer que o computador poderá estar a enviar dados enquanto os recebe. Isto é importante sobretudo em Portugal, uma vez que a grande maioria dos ISP nacionais impõe limites ao tráfego internacional.

serviço foi desenvolvido de modo a poder competir com os serviços oferecidos pelas empresas de televisão por cabo. Também é possível aceder ao Sky Anytime através do telemóvel. Para usar a versão PC do Sky Anytime, será necessário definir

online uma conta na Sky, em www.sky.com e seguir o link My Sky. Para quem já tenha registada uma conta deste tipo, basta fazer o log in. Uma vez que o utilizador tenha sido correctamente identificado como um cliente Sky, poderá instalar o software Sky Anytime. Ao iniciar o programa, terá de fazer o log in com o nome de utilizador e palavra-passe definidos na altura do registo em My Sky. Poderá agora navegar pelas diversas áreas da programação ou usar a ferramenta de pesquisa para encontrar exactamente o que procura. A interface é agradável, mostrando ecrãs animados com conteúdos simples. Basta seleccionar um para ir para determinada secção. O design de fundo altera-se de acordo com a secção escolhida. Poderá usar as opções à esquerda para tornar a pesquisa mais concisa. Quando se escolhe um programa, é mostrada alguma informação detalhada. Clicando em Download, iniciará a transferência para o PC.

Caixa de selecção
Para quem é cliente Sky + ou HD, parte da set top box é dedicada ao Sky Anytime. Durante a noite, a caixa grava um número de programas que a Sky seleccionou a partir das grelhas de programação da última semana. Isto dá ao utilizador uma opção de escolha alargada entre programas gravados previamente, os quais poderá ver quando quiser. Este

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BBC iPlayer à prova
A mais recente aventura do canal britânico ainda está na fase beta

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PASSO A PASSO

ACEDA AO IPLAYER

A

BBC começou por testar o iPlayer nos finais de 2005 com um número limitado de utilizadores. Hoje, está disponível para todas as pessoas, apesar de ser preciso um convite, tal como acontece com o Joost. O utilizador recebe depois um username e uma palavra-passe no e-mail de boas-vindas, os quais são necessários para entrar no iPlayer e descarregar o programa. Também, é essencial ter uma conta configurada com o serviço bbc.co.uk, o qual tem um nome de utilizador e uma password diferente, neste caso, escolhida pelo próprio utilizador. Ser-lhe-á solicitado que entre neste serviço sempre que descarregar um programa para ver. O iPlayer baseia-se no Kontiki Delivery Manager. Se, por exemplo, quiser usar o Sky Anytime, terá de instalar uma terceira versão do software. Compreende-se que as empresas de televisão queiram manter o controlo sobre a situação, mas este método parece-nos ser ineficaz.

28 dias depois...
Mais uma vez, o conteúdo é protegido através do DRM da Microsoft, o que quer dizer que os programas descarregados irão eventualmente expirar. Os

programas da BBC estão apenas disponíveis para download até uma semana depois de serem emitidos. No entanto, uma vez descarregado, o utilizador terá 28 dias para o ver. Caso comece a ver o programa, o período de validade será encurtado para sete dias após a primeira visualização. O DRM é um mal necessário que requer uma ligação ao servidor da BBC para verificação. Na altura em que escrevemos este artigo, verificámos algumas falhas de peso no sistema, tendo alguns dos programas descarregados sido bloqueados apesar de serem válidos. Este tipo de problemas é encaminhado para a secção de ajuda, mas a solução sugerida envolve eliminar o programa e tentar descarregá-lo de novo, caso seja permitido, o que está longe de nos deixar satisfeitos. O iPlayer ainda está na fase beta, pelo que é normal que o desempenho ainda não seja nada de especial. No entanto, se é neste tipo de aplicações que se encontra o futuro das emissões, então os espectadores devem ter mesmo em conta a gestão de direitos digitais quando estiverem a ver programas de forma legítima. O iPlayer é uma boa solução mas ainda tem algum caminho pela frente.

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Através do Internet Explorer e dentro do Windows XP, navegue até www.bbc.co.uk/iplayer e faça log in através do nome de utilizador e da palavra-passe que recebeu no e-mail de boas-vindas. Se instalou o software, poderá ver os programas que se encontram à disposição.

02

Poderá fazer a selecção por categoria, por ordem alfabética ou por dia e canal, dentro dos últimos sete dias. Escolha o dia a partir do qual deseja ver um determinado programa e escolha o ficheiro que deseja

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Agora, precisa de fazer novamente log in, desta vez usando o nome de utilizador e a palavra-passe com que se registou no bbc.co.uk. Caso não tenha uma conta definida, será convidado a fazê-lo. Uma vez que tenha entrado, será descarregado o programa que escolheu para ver.

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PASSO A PASSO

PASSE O SINAL PARA O SEU TELEVISOR

01

Dependendo das ligações disponíveis no seu televisor, poderá precisar de comprar uma ficha que permita ligar-se via S-Video ou através de qualquer uma das outras ligações existentes. Na loja de electricidade mais próxima conseguirá encontrar o adaptador de que precisa.

02

Para obter o melhor áudio, ligue a placa de som a um amplificador estéreo ou de som surround. Use a ligação digital, caso ambos os equipamentos a suportem. De outra forma, faça-o através da interface tradicional.

03

Instale o sensor de infravermelhos e o controlo remoto. Se estiver a usar o da Microsoft, ligue-o através de uma porta USB. Existem outros que se ligam ao PC através da porta de série. Desta forma, poderá controlar o seu PC a partir do seu sofá.

Dicas e truques
Pegue na TV via Internet e leve-a até ao ecrã do seu televisor ou aceda aos conteúdos a partir de qualquer lugar

D

epois de ter seleccionado os serviços de televisão via Internet, poderá querer fazê-lo, não através do monitor do seu PC, mas sim directamente no ecrã do televisor que tem na sala de estar. Tal é possível se tiver uma placa gráfica ou capacidades de saída de televisão (TVOut) e se tiver à mão os cabos indicados para o efeito. Na caixa em anexo, explicamos em detalhe os passos necessário para este efeito. De qualquer modo, se quiser

transpor este projecto para a prática, será uma boa ideia ter um controlo remoto para o computador. A Microsoft produz um para o seu sistema operativo Windows Media Center, mas poderá também comprar um rato sem fios para controlar à distância aquilo que se passa no PC. Regra geral, este tipo de ratos funciona através de um dispositivo USB que recebe os sinais remotos e os converte em comandos que o PC percebe. Também é possível comprar

um teclado do mesmo género, mas recomendamos que o faça apenas se precisar de editar texto ou realizar outra tarefa do género a partir do sofá.

Emissão de conteúdos
Se tiver cópias de gravações não protegidas guardadas no computador ou uma placa de captura de TV, poderá passá-las desde o PC até ao seu PDA ou telemóvel através da Internet. O kit TV Anywhere da Hauppauge permite-lhe fazer isso mesmo de forma simples.

> A transição para o digital
Assegure-se de que, nos próximos anos, continuará a ver televisão tal como gosta
Por volta de 2012, as emissões de televisão analógica terão os seus dias contados e todos deveremos passar a receber sinal televisivo pela via digital, seja ele baseado em emissões satélite, de cabo, terrestre ou pela Internet. Se já tiver em sua casa uma set top box associada ao seu fornecedor de televisão digital, não será necessário fazer quaisquer alterações. Também é possível receber transmissões digitais directamente no seu PC, bastando que para isso que instale um dispositivo DVB – uma placa PCI ou um adaptador USB. Poderá obter adaptadores de DVB terrestres ou via satélite, chamados, respectivamente, DVB-T e DVB-S. Os adaptadores terrestres são geralmente mais baratos do que os congéneres para satélite. A forma mais simples de tornar o seu computador compatível com emissões de televisão em sinal digital é comprar um stick USB de DVB-T, como é o caso do Freecom DVB-T TV Freeview, que vem acompanhado por uma antena e um comando remoto. É portátil, sendo por isso indicado para uma utilização num computador laptop. A configuração envolvida é quase inexistente.

O sistema usa redes Orb (www. orb.com) para distribuir o vídeo. Ao instalar o software Orb no seu PC, estará na prática a transformá-lo num servidor de vídeo que faz o upload de conteúdos on demand, assim que entrar na sua conta. Desde que tenha os detalhes de autenticação correctos, poderá aceder a conteúdos disponíveis em qualquer lugar na Web, optimizados para a velocidade da sua ligação à Internet. Esta é uma forma inovadora de levar televisão para os dispositivos móveis. A qualidade é, regra geral, boa, e a escolha de programas é variada. É como se se tratasse de levar o televisor e o videogravador consigo para fora de casa. É certo que terá o acesso a conteúdos limitado a zonas com cobertura Wi-Fi, mas o facto de os custos de ligação serem apenas aqueles associados à mensalidade que paga ao seu ISP aumenta o interesse sobre esta solução.

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Serviços nacionais
Apesar de a escolha ser grande, as coisas em Portugal ainda estão numa fase incipiente
asta abrir um motor de busca e fazer uma pesquisa rápida para descobrir que existem diversas soluções em Português para ver online televisão nacional, e não só. Os quatro canais de emissão aberta nacional estão todos disponíveis online e aqueles disponíveis através de serviço de cabo (ou ADSL, no caso dos “novos” fornecedores de triple play) estão também representados na Internet. É ainda possível descobrir diversos canais regionais, o que é um aspecto igualmente interessante. Vejamos então que sites ou, melhor dizendo, portais de televisão, poderá visitar. Verá que todos têm algo em comum para além dos canais: são gratuitos. Outro aspecto que convém sublinhar tem que ver com a emissão dos canais ligados à SIC, que apenas será possível para quem disponha de uma ligação à Internet prestada pela Sapo ou pela Netcabo.

B

normal, e noutros – sobretudo nos estrangeiros – notámos algumas quebras de serviço. Por vezes, a imagem parava enquanto o stream de áudio continuava a tocar. Aconteceu também parar tudo, o que se deve a uma de duas razões: ou existia um excesso de utilizadores nesse momento ou o servidor desse canal em particular foi alterado.

Portugal TV Online
WWW.CANAISDETV.BLOGSPOT. COM

TV Tuga
WWW.TVTUGA.COM

A interface para o utilizador é diferente daquela usada pela TVTuga, mas a organização é semelhante. Quer isto dizer que os canais estão segmentados pela natureza dos conteúdos, ou seja, existe um link para os canais nacionais, outro para os brasileiros e outros para documentários, desporto, filmes, música, humor, informação, etc.. O Portugal TV Online funciona como uma espécie de blog televisivo e não deixa de ser um portal de TV interessante, apesar do aspecto desarrumado da interface geral.

ao passar com o rato sobre o ícone de cada um dos canais é possível ver o histórico em termos de número de visualizações e, mais importante ainda, quantos utilizadores do serviço estão a ver online esse canal.

GForum
WWW.GFORUM.TV

O GForum reúne uma série de canais de televisão de natureza

diversa, apostando em áreas como o futebol e o desporto em geral, os conteúdos virados para o segmento infantil e para o mundo cor-de-rosa, nomeadamente, através de canais de compras e femininos. A navegação é simples, mas notámos alguma falta de qualidade na imagem dos conteúdos apresentados, talvez devido a uma saturação de acessos. Nesta matéria, o portal tem um indicador estatístico no canto superior direito que indica quantas pessoas se encontram online nesse momento, quantas já estiveram nesse dia, quantas o fizeram no dia anterior e qual foi a afluência desde o início. Existe ainda um contador do número de canais disponíveis nesse dia. ■

Este portal tem disponíveis online mais de 150 canais de televisão e de rádio. Os conteúdos estão segmentados por categoria, desde informação a documentários, passando pelo deporto, música ou humor. Existe ainda uma secção de canais nacionais e uma outra de canais somente brasileiros. A qualidade de transmissão é razoável, sendo a transmissão feita através do Media Player numa janela pequena ou em ecrã completo. Nalguns casos, existe um lag face à emissão
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Sintonizate
WWW.SINTONIZATE.NET

> Codecs e plugins a instalar
A grande maioria dos canais é suportada pelo plugin Windows Media Player no Internet Explorer ou no Firefox (recomenda-se a utilização da versão mais recente de ambos os browsers). Se ainda não tem a versão mais recente, poderá ir a http://download.microsoft. com/download/2/b/7/2b7eb0ca-bf37-4db2aa2e-47bf8c1f03b9/wmp11-windowsxp-x86ptpt.exe. Recomenda-se ainda que instale também alguns plugins para poder assistir a alguns canais, nomeadamente, os SopCast e TVU. Poderá encontrar a actualização para o IE em http://download.sopcast.com/download/SopCastOcx.zip e a actualização para o Firefox em http://releases.mozilla.org/pub/mozilla.org/extensions/ie_tab/ie_tab1.3.0.20070110-fx+fl+mz+zm-windows.xpi. Alguns canais exigem igualmente que se instale um código especial para que se possam ver. É o caso dos SopCast (http://download.sopcast.org/download/SopCast.zip) e dos TVU (http://www.tvunetworks.com/download.htm?id=rdb). Os codecs também poderão fazer falta. Para evitar problemas na visualização, deverá instalar o K-Lite Codec Pack (http:// www.freecodecs.com/download_soft.php?d=2351&s=95) ou o CCCP Project (http://www. cccp-project.net/).

Este portal de televisão é bastante agradável em termos de interface mas peca pelo tempo que demora a carregar cada uma das suas páginas. Tal como acontece com outros portais, divide os canais por categorias, contemplando quatro tipos principais: portugueses, brasileiros, futebol e música. Existe uma área onde estão indicados os canais mais vistos;

HARDWARE GUIAS
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AO DETALHE
HARDWARE QUE PODE ACTUALIZAR

E B A F C

D

G

A B

Motherboard A actualização do BIOS depende do fabricante, mas geralmente está disponível online.

C D

Leitor multimédia A Apple introduziu um útil actualizador automático, mas muitos leitores ainda dependem do utilizador para transferir o novo firmware e carregá-lo manualmente. Máquina fotográfica digital É possível inclusive adicionar novas funcionalidades e melhoramentos às máquinas fotográficas, mas certifique-se de que tem o modelo certo.

E F

Unidade óptica Os gravadores de DVD podem ser melhorados com actualizações do firmware, especialmente quando suportam novas tecnologias de encriptação de dados ou novos formatos. Placa de som O Vista pôs fora de uso muitas placas de som. Visite o site do fabricante para obter novos controladores.

Modem/Router Os routers requerem que se reinicie o computador depois do carregamento de um novo firmware, o que pode ser feito no painel de controlo do router.

G

Placa gráfica A actualização periódica dos controladores/firmware da placa gráfica garante a estabilidade nos jogos ou nas aplicações mais recentes.

Faça um upgrade ao firmware
Por que haveria de se arriscar a destruir um dispositivo electrónico, ao eliminar precisamente o que o faz funcionar? Porque os benefícios podem ser enormes
PCGUIA

> O que precisa
>Acesso à Internet para transferir o
firmware para o ambiente de trabalho. >Chave de fendas para retirar componentes que tenham de ser recolocados após a actualização. >Suportes de actualização, tais como disquete, unidade de CD ou chave USB.

uando a Microsoft descobre um problema com o Windows, lança uma correcção que pode ser transferida automaticamente através do Windows Update. Quando um fabricante de placas gráficas descobre que pode conseguir um desempenho

Q

superior das suas GPU, lança um novo controlador. Em ambos os casos, as linhas de código antigas, ineficazes ou problemáticas são substituídas por outras melhores. Talvez ache que a actualização de hardware problemático ou desactualizado exige de igual

modo que se altere algo físico. Saiba, no entanto, que em relação a qualquer componente de hardware que envolva microprocessadores, também pode efectuar alterações no respectivo firmware, normalmente movido pela mesma esperança de conseguir um desempenho

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melhor. O firmware de um dispositivo consiste numas quantas linhas de código guardadas muitas das vezes em memória flash não volátil. A missão do firmware é agir como um sistema operativo em miniatura, um pequeno conjunto de instruções para o funcionamento básico e a comunicação com os componentes principais. A sua complexidade, contudo, varia de acordo com o dispositivo em questão.

Dentro do computador
Os componentes do computador, por exemplo, requerem apenas que o firmware execute tarefas relativamente arbitrárias. O firmware da sua placa gráfica tem de identificar à placa-mãe quais as velocidades de relógio e as capacidades dos seus componentes centrais, bem como de que forma devem ser representados objectos básicos,

fotográfica digital precisa de algum tipo de programação do firmware que organize o menu e consiga pôr o sensor a falar com o processador integrado (ASIC) para efectuar ajustamentos em termos de imagem e compressão. Muitos fabricantes de máquinas fotográficas digitais, em particular, actualizam regularmente o firmware dos seus principais produtos a fim de melhorarem a navegação nos menus e o processamento de imagem. Vale a pena visitar regularmente os seus sites para transferir a versão mais recente do firmware.

>

PASSO A PASSO

ACTUALIZAR O FIRMWARE DE GRAÇA

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A Nikon D40 foi lançada há poucos meses, mas existe um novo firmware para ela que corrige pequenos erros. O mais importante para nós, contudo, é o facto de incluir o suporte para o USB Media Transfer Protocol do Windows Vista. Não é essencial, mas trata-se de mais uma maneira de extrair fotos da máquina fotográfica.

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Abra por sua conta e risco
Sem as ferramentas e os conhecimentos certos, as linhas de código reais do firmware são, de uma maneira geral, inacessíveis ao ser humano

A transferência do novo firmware é algo que implica tão-somente ir até ao site da Nikon e clicar nos separadores relativos ao suporte. São necessários dois ficheiros diferentes, os quais devem ser carregados um de cada vez no cartão de memória através de um leitor de cartões (ou directamente na máquina fotográfica se estiver ligada via USB).

À medida que os dispositivos se tornam mais simples, o firmware cresce em complexidade
tais como texto em DOS. A maior parte das suas funcionalidades, porém, são desbloqueadas pelo controlador no Windows. Também a sua placa-mãe possui um firmware que identifica componentes, controla tensões e velocidades do barramento e tem um controlador para o teclado. No entanto, a sua principal finalidade consiste em actuar como uma estrutura capaz de localizar o disco rígido no qual está instalado o Windows. É também conhecida por BIOS (Basic Input/Output System, ou sistema básico de entrada/ saída). Paradoxalmente, à medida que os dispositivos se tornam mais simples, o firmware cresce em complexidade. Por exemplo, os leitores de MP3 contêm um sistema operativo em miniatura no seu firmware que guarda toda a programação para o sistema de menus. Uma máquina comum. Evidentemente, existem hackers amadores hábeis que são capazes de abrir o firmware e afiná-lo à mão, mas, no que toca ao grosso dos utilizadores, não vem coisa boa de andarem a vasculhar no firmware. Trata-se, no fim de contas, do primeiro e último nível de código associado ao hardware – as alterações para lá do firmware implicam o uso do ferro de soldar. Basta um único erro nesta fase e o mais certo será que tudo deixe de funcionar. Compensa ser cuidadoso. Há uma razão para o firmware estar guardado na memória flash, em vez de codificado num chip. Mesmo com os melhores departamentos de controlo de qualidade do mundo, há sempre a possibilidade de um erro de programação entrar no programa sem ser detectado. Em vez de o fabricante se ver forçado a recolher toda a

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Para instalar o novo firmware, desça até à opção correcta do menu e clique em OK. O firmware antigo será então eliminado e o novo gravado a partir do cartão de memória. Convém não desligar a máquina durante o processo de escrita, senão corre o risco de ela deixar de funcionar.

produção de uma nova linha de máquinas fotográficas, dar aos compradores um pequeno ficheiro auto-executável para carregar num cartão de memória contendo uma correcção do software é uma forma muito mais económica de resolver os problemas. Em relação aos componentes que até certo ponto têm de ser “à prova do futuro”, tais como a placa-mãe, “flashar” o BIOS pode conferir-lhe a compatibilidade necessária com novos processadores. Flashar o BIOS numa placa-mãe – ou em qualquer dispositivo – já deixou de ser uma arte obscura

que exige que se arranque a partir de uma disquete. Hoje em dia, é possível flashar a maioria do firmware dentro do próprio Windows. Claro está que, se houver um corte de energia a meio do processo de escrita, o seu equipamento deixa pura e simplesmente de funcionar. Mas na maioria dos casos só precisa de voltar a correr a aplicação de instalação para reparar quaisquer problemas. Ainda assim, continua a não ser boa ideia actualizar o firmware de qualquer dispositivo a menos que tenha realmente de o fazer. ■
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PASSO A PASSO

MANTENHA O COMPUTADOR ACTUALIZADO

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Antigamente, para flashar o BIOS de uma placa-mãe era preciso arrancar o computador a partir de uma disquete. Hoje em dia, a maior parte dos fabricantes de placas-mães disponibiliza uma útil aplicação para o Windows que transfere um novo BIOS e o instala com um simples clique do rato.

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Faça sempre uma cópia de segurança do seu BIOS actual antes de instalar um novo. As ferramentas de recuperação fornecidas com a placa-mãe deverão permitir reinstalar a imagem funcional, caso algo corra mal.

Em relação às placas Foxconn, continua a ser necessário arrancar o utilitário de flashing do BIOS a partir de uma disquete ou de um cartão de memória USB e em seguida actualizar manualmente o firmware num DOS Loader.

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Independentemente do que acontecer, não desligue o computador durante o flashing do BIOS – muito provavelmente destruirá a placa-mãe se o fizer (a menos que possua um chip de reserva do BIOS). Pode parecer que o carregador fica suspenso durante muito tempo, mas deve aguardar até que o processo termine.

O hardware ligado em rede necessita de actualizações frequentes do firmware – a fim de permanecer compatível com as novas placas sem fios, por exemplo. Alguns routers baseados no padrão Draft-N são actualizados para o suporte da norma 802.11n apropriada.

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O router deverá transferir o novo firmware directamente do site do fabricante e instalá-lo durante o arranque. Alguns routers, como o N1 da Belkin, transferem automaticamente o firmware quando são lançados.

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PASSO A PASSO MANTENHA O COMPUTADOR ACTUALIZADO (cont.)

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Jogar no leitor de MP3
Apetece-lhe dar um salto até ao Rockbox? Então continue a ler
Uma dos muitos inconvenientes do software de gestão dos direitos digitais (Digital Rights Management, ou DRM) utilizado para proteger música e filmes transferidos de forma legal é o facto de não haver qualquer garantia de que um leitor comprado hoje será compatível com os serviços lançados amanhã. Alguns fabricantes reconhecem este problema e lançam firmware para manter o leitor actualizado, para que possa continuar a ouvir as canções que comprou caso a protecção das mesmas mude. A Apple, por exemplo, actualiza de vez em quando o firmware dos iPod a fim de os manter actualizados face às alterações que implementa na sua loja de música ou para adicionar novas funcionalidades. Na maioria das vezes, esse processo desenrola-se de forma automática através do iTunes, mas também pode ser feito manualmente. Isto pode ser útil no caso de ter corrompido o seu firmware actual ou se pretender transferir uma versão não oficial para obter novas funcionalidades. O Rockbox (www.rockbox.org) desenvolve flashes de firmware não oficiais para a maioria das marcas de leitores de MP3, os quais adicionam montes de aplicações extra – como jogos – e aumentam as definições de som predefinidas para regular a qualidade do áudio. Com uma vasta colecção de títulos disponível para o seu leitor, desde o Texas Hold ‘Em a Doom, vale a pena fazer uma visita ao Rockbox.

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Ficará surpreendido com a quantidade de dispositivos que podem ser afinados através da actualização do firmware. É possível inclusive corrigir erros em certos teclados e ratos mediante o flashing do firmware.

O Rockbox oferece flashes de firmware para uma extensa gama de leitores de MP3

Piratear hardware
Utilize o firmware contra as indicações do fabricante
Os leitores de DVD de alta definição capazes de reproduzir discos Blu-ray e HD-DVD ainda são uma tecnologia recente, o que significa que têm uma certa propensão para o aparecimento de erros. Não tema – no site do fabricante encontra novas correcções.

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Mas nem sempre se trata de obter as correcções mais recentes. Muitas pessoas substituem o firmware das suas PlayStation Portable por versões mais antigas, o que lhes permite verem filmes e jogarem jogos provenientes de outras fontes que não a Sony.

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Talvez a mais famosa, e mais bem sucedida, pirataria de firmware dos últimos anos foi a que sucedeu com as placas 3D Radeon 9500Pro da ATI. Com o intuito de reduzir os custos, os fabricantes de processadores CPU e GPU desenham os seus produtos de modo que seja possível desactivar ou diminuir a velocidade do relógio de certos elementos dos chips de topo de gama a fim de criar componentes de gama intermédia. Dessa forma, é utilizado o mesmo processo para todos os componentes, e aos que não passam determinados testes de qualidade são atribuídas especificações oficiais inferiores. A Radeon 9500Pro da ATI, por exemplo, era fisicamente idêntica à 9700Pro, uma placa muito mais potente que custava quase o dobro do preço. Mediante a instalação do BIOS de uma 9700Pro numa placa 9500Pro, era possível reactivar os elementos do chip processador que tinham sido desactivados e praticamente duplicar o desempenho. Várias outras placas da ATI e Nvidia também se revelaram boas candidatas para este tipo de softmodding, se bem que era uma empresa arriscada. Mesmo que fosse possível activar completamente o chip, não havia qualquer garantia de que iria durar, e outros componentes (como a memória) não eram forçosamente capazes de funcionar nas velocidades mais elevadas exigidas pelo relógio. Embora o processo de produção de processadores gráficos se mantenha inalterado, os fabricantes aprenderam de tal maneira a lição com este tipo de pirataria que agora é quase impossível actualizar placas desta forma. No entanto, continuam a ser lançados novos BIOS para placas de vídeo, os quais podem Radeon 9500Pro ajudar a resolver problemas, – o paraíso da como o não funcionamento de pirataria flash configurações SLI ou Crossfire.

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Papel electrónico
O consumo é mínimo, é flexível e não implica visitas ao oculista. A PCGuia lança um olhar sobre o papel electrónico, a tecnologia pela qual o mundo inteiro anseia
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uitas das tecnologias que realmente alteraram o mundo – iPod, banda larga, etc. – não as vimos chegar. Um dia acordámos e demos de caras com elas; passado pouco tempo, estavam por todo o lado e, por fim, descobrimos que já não conseguíamos imaginar a vida sem as ter ao nosso lado. Com o papel electrónico, por ter todas as características de ser algo capaz de alterar a vida tal como a conhecemos, será provavelmente assim. Imagine só, deixa de haver livros físicos para passar a existir apenas ficheiros de texto transferidos para um dispositivo. Deixa também de se armar em bom no café com o seu portátil antes de ter de o carregar a pé para casa 90 minutos mais tarde quando a bateria acaba

M

– pode editar o seu blog horas a fio com o seu dispositivo de papel electrónico dotado de ecrã táctil e sem retroiluminação. Além disso, não cansa a vista, pois o papel electrónico possui as capacidades reflectoras naturais do papel convencional, pelo que não há necessidade de recorrer a qualquer tipo de luz prejudicial para os olhos. O plano (ou talvez ainda sonho) é que, por fim, o papel electrónico substitua papel e os monitores, combinando ambos os conceitos num dispositivo portátil de consumo ultrabaixo. Alguém pediu o Apple iPaper?

Pôr por escrito
O papel electrónico já passou a fase de desenho desde os anos 70, mas só nos últimos dois anos é que ficou mais perto de ser posto à disposição do grande

público. O jornal flamengo De Tijd (The Times) levou a cabo no ano passado uma experiência limitada com papel electrónico, tendo fornecido a uma mão-cheia de assinantes felizardos um visor de papel electrónico e cópias da publicação no formato de livro electrónico. Antes de analisarmos os dispositivos específicos e o futuro dos mesmos, vejamos a tecnologia que está por trás deles. A PCGuia também já analisou dois dispositivos deste género nas suas páginas de Upgrades (Iliad e Sony). O segredo do papel electrónico na sua forma actualmente mais predominante reside, com efeito, na tinta e não no papel. Consiste num vasto conjunto de minúsculas microcápsulas, cada uma das quais contém corante preto e dióxido de titânio de cor branca.

As microcápsulas encontram-se alojadas entre duas camadas de eléctrodos (ou, nas versões mais recentes, dispostas sobre uma única camada de eléctrodos), em formação de pixels – por exemplo, 800 de largura por 600 de altura. Se aplicar uma carga negativa no eléctrodo de um determinado pixel, todo o dióxido de titânio contido nas microcápsulas associadas a esse pixel é obrigado a ir para o fundo, o que significa que em cima fica apenas o corante. Resultado? A sua superfície torna-se preta. Inverta a tensão e as partículas brancas são sugadas novamente para cima. Desta forma, cada pixel pode ser preto ou branco – ideal para texto. Trata-se de um conceito ilusoriamente simples, se bem que exige um complexo adaptador de visualização

Não requer polpa de árvores...
Corte transversal das microcápsulas de tinta electrónica
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1 Eléctrodo transparente superior 2 Pigmentos brancos com carga positiva 3 Fluido livre 4 O endereçamento das subcápsulas possibilita a capacidade de apresentação com qualidade de alta resolução 5 Pigmentos pretos com carga negativa 6 Eléctrodo inferior

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© E Ink Corporation 2002.

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Estado claro

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Estado escuro

À direita: O iRex iLiad possui um ecrã maior Em baixo: O Sony Reader PRS-500

> Agenda telefónica
Já chegaram os telemóveis dotados de papel electrónico
Ainda que o papel electrónico pareça uma tecnologia da era espacial, tem vindo a consolidar-se, aproveitando os preços acessíveis para dispositivos de autonomia limitada. Uma das suas primeiras aplicações comerciais generalizadas é no telefone Motorola de baixo custo, conhecido por MotoFone. Este microtelefone com o tamanho de uma barra de chocolate (semelhante na forma ao SLVR) tem por alvo as nações em vias de desenvolvimento. O seu leitor de papel electrónico é um visor monocromático capaz de apresentar apenas 12 caracteres de cada vez e com uma abordagem um tanto descontraída do texto – “hello” aparece como “HELLo”, e se pretende algo mais complicado do que o símbolo @, então está com azar. Embora a sua usabilidade sofra, supera quase todos os outros telefones por ter uma autonomia colossal da bateria e poder ser utilizado mesmo em condições de forte luminosidade. Mais importante ainda, constitui um precursor do modo como o papel electrónico será muito utilizado num futuro próximo – um visor para dispositivos portáteis cuja autonomia da bateria é mais importante do que a interface visual e a cor. É provável que os futuros leitores de MP3 de gama baixa incluam o papel electrónico devido à sua espessura diminuta, ao custo reduzido e ao baixo consumo de energia.

associado capaz de instruir os eléctrodos certos a mudarem de cara a fim de ser apresentado o texto necessário. Embora o papel electrónico em si tenha apenas o dobro da espessura do papel normal, um visor de papel electrónico (E-Paper Display, ou EPD) é um tanto ou quanto mais grosso; os EPD de maior resolução permitem obter tons de cinzento em resultado da mistura de pixels brancos e pretos dentro de um único caracter. Independentemente da resolução, as microcápsulas mantêm-se tal como estão até ser aplicada uma nova carga – por conseguinte, dispensa qualquer alimentação, a menos que pretenda mudar o que a tinta apresenta. Assim sendo, uma folha de papel electrónico consegue apresentar o mesmo conteúdo indefinidamente, ao passo que um monitor LCD “esquece-se”

O papel electrónico consegue apresentar o mesmo conteúdo indefinidamente, ao passo que um ecrã LCD “esquece-se” no momento em que é apagado
do que quer que seja que está a apresentar no momento em que é desligado. Mais, o papel electrónico emprega uma reflectividade natural para tornar a sua imagem visível, enquanto o LCD precisa de uma retroiluminação de alto consumo que cansa a vista. Com um EPD, pode ler milhares de páginas usando apenas um carregamento, e sem cansar mais os olhos do que aconteceria com um qualquer romance editado em papel. Os poucos EPD disponíveis no mercado de massas são dispositivos semelhantes aos PDA, capazes de apresentar muitos formatos de texto normais e dotados de um botão de pressão ou de um botão táctil no visor para virar a página. O dispositivo utilizado na experiência do jornal belga, o iRex iLiad, pode ser adquirido em www.irex.com. Há também um dispositivo Sony mais rudimentar, o Sony Reader PRS-500, que ainda faz as honras da casa, embora fosse criticado por ter uma interface medíocre e um desempenho lento. O iLiad é decididamente mais atractivo, pois, a par do seu visor de 768x1024, capaz de apresentar 16 tons de cinzento (contra 600x800 e quatro tons no dispositivo da Sony), aceita igualmente a entrada de texto – escreva no seu ecrã táctil Wacom com o estilete e a tinta electrónica muda de forma conforme necessário.

A Polymer Vision, uma spin-off da Philips, tem o seu próprio leitor de papel electrónico, o Readius

Porém, o iLiad começa a estar ultrapassado, agora que empresas como a Siemens, Samsung e Philips apresentaram protótipos de papéis electrónicos a cores. O truque está em cobrir o papel electrónico com um filtro a cores, tal como sucede com um ecrã LCD, o que faz os “pixels” brancos parecerem vermelhos, verdes ou azuis (ou cianos, magentas ou amarelos, dependendo do dispositivo), mas não tão opressivo que afecte os “pixels” pretos. Apesar de ainda estarmos nos primórdios do papel electrónico a cores, este é o caminho que um dia nos permitirá ver essa tecnologia de baixo consumo amiga dos olhos substituir os monitores LCD. ■
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Vida nova à RAM
Está a pensar comprar mais DIMMs de RAM? Antes de tudo, aprenda a fazer overclocking à memória do seu computador
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iz-se que o overclocking é por excelência o domínio dos gamers e de pessoas que reconstroem computadores todas as semanas. No entanto, podemos garantir-lhe que algumas dicas são suficientes para que qualquer pessoa consiga melhor desempenho da sua máquina.

Os processadores e as placas gráficas são os componentes mais sujeitos a overclocking, mas se alterar as definições dos módulos RAM pode ser tão ou mais eficiente. Mesmo as motherboards de entrada de gama têm algumas opções para que o utilizador altere os settings da

memória, uma vez que existe hoje em dia um elevado número de tipos de memória que deve ser suportado pela placa, bem como um leque de velocidades disponível bastante grande. Para pôr a memória a funcionar a velocidades para além das que são especificadas pelo fabricante, deve perceber os

números indicativos dos timings que estão escritos na superfície dos módulos. Quando compra memória RAM, ela tem determinada velocidade. Para perceber o que significam os números, terá de compreender a forma como a memória RAM funciona.

PASSO A PASSO

DEFINA NOVOS TIMINGS PARA A MEMÓRIA

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Quando iniciar o sistema, entre no BIOS e procure a opção referente aos settings de memória. Vai encontrar uma opção que diz respeito a timings. Alguns BIOS têm um menu, mas não permitem alterações aos módulos de memória.

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A latência CAS vai aparecer no menu de timings de memória. O seu BIOS dir-lhe-á até que ponto pode alterar os timings; normalmente as opções variam entre 4 e 15 – por defeito, está definido para Auto.

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Vá até à lista de timings e altere os valores fazendo pequenos incrementos. Não quer dizer que utilize latências mais baixas – é apenas uma forma de indicar os settings adequados, que a sua motherboard poderá não conseguir descobrir sozinha.

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> Velocidades RAM e a sua explicação
Perceba o que significam os números nos módulos de memória
O DDR e o DDR2 (os tipos de RAM mais comuns hoje em dia) são classificados de acordo com a velocidade máxima (medida em MHz) que conseguem atingir. No entanto, existe outro factor, além da velocidade, que pode afectar o desempenho – os timings. Os timings são números como 2-3-2-6, 3-4-4-8 ou 2-2-2-5. Normalmente, quanto mais baixos são, melhor. Estes valores indicam a quantidade de ciclos de relógio de que a memória necessita para cumprir determinada tarefa. A latência CAS (CL) representa o tempo que passa desde que um comando específico é enviado para a memória até que o módulo lhe responda. tRCD (Delay entre o RAS e o CAS) é o tempo necessário para a activação da linha (RAS) e da coluna (CAS) onde os dados em questão estão armazenados. O tRP (RAS Precharge) é o tempo necessário entre desligar o acesso a uma linha de dados e o início da tarefa de acesso a outra linha diferente. tRAS (Active to Precharge Delay) representa quanto tempo a memória tem de esperar até poder responder novamente a outro pedido de acesso. Por fim, o CMD (Command Rate) indica o tempo que passa ente a activação do chip da memória e a altura em que o primeiro comando é enviado para a mesma. Geralmente, é representado por T1 (um por ciclo de relógio) ou T2 (dois por cada ciclo de relógio). Conhecer bem estes timings permitir-lhe-á fazer overclocking à sua memória de forma segura.

Estes valores até podem fazer pouco sentido, mas acredite que vale a pena descobrir o que querem realmente dizer

Área de armazenamento
A RAM funciona como uma área de armazenamento temporária para ficheiros a que o processador tem de aceder com frequência. A maioria da RAM actual funciona a velocidades entre os 133 e os 1066 MHz. No entanto, estes números não aparecem desta forma

São os timings que o leitor precisa de dominar para desbloquear todo o potencial dos módulos de memória RAM
nos módulos de RAM. Porquê? Bem, porque, actualmente, os módulos de RAM mais recentes enviam informação duas vezes por cada ciclo de relógio – daí a designação Double Data Rate (DDR 400). DDR400 significa que a RAM opera a

uma velocidade efectiva de 400 MHz, já que está a enviar instruções duas vezes por ciclo de relógio. Quer isto dizer que a sua real velocidade de operação é de 200 MHz. Fazer o overclocking para além destes valores poderá tornar o sistema instável, razão pela qual deverá manter a sua caixa aberta

>

PASSO A PASSO

VERIFIQUE A MEMÓRIA

01

No Painel de Controlo (tanto no Windows como no Vista), é possível ver a quantidade de RAM no sistema e aceder a aplicações que monitorizam a memória. Procure o tipo de tarefas que necessitam de mais memória e dedique a essas tarefas mais memória.

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CPUZ é um programa especialmente indicado para processadores, mas também muito útil para a memória. Na área Memory Slot Selection (SPD) pode analisar exactamente que timings – algo que nem sempre é possível fazer no BIOS. Uma opção vital se está a pensar em alterar os timings.

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O MemSet é outra boa aplicação que pode ser utilizada para testar e alterar os módulos de memória de forma simples e rápida. Lembre-se de que continuará a sofrer dos mesmos “crashes” de sistema se fizer alterações severas nos módulos. Faça uma busca no Google para saber até onde pode “puxar” os seus módulos de memória.

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para remover os módulos se a experiência correr mal. A sua motherboard dir-lhe-á até que ponto poderá “puxar” a memória RAM, mas não existe qualquer garantia de que os módulos de memória específicos que está a usar podem ser levados até esse limite, pelo que não deverá saltar directamente para os valores máximos – neste caso, a melhor opção é mesmo a da tentativa e erro.

explicações). Quanto mais baixo for o número, mais rapidamente poderá a memória responder aos pedidos que lhe são feitos. No BIOS do seu sistema irá encontrar uma opção designada Serial Presence Detect (SPD), que é a opção para a configuração dos timings dos módulos de memória RAM do seu computador. O SPD

velocidades até 1066 MHz de fabricantes de primeira linha, como sejam a Crucial, a Kingston e a Corsair.

caso tenha uma motherboards que ofereça configurações dual channel.

Venha daí o calor Memória baralhada
Se fez um upgrade ao seu sistema e tem agora módulos de memória RAM de diferentes fabricantes, deverá estar Quando fizer overclock à sua memória, vai notar que ela vai produzir mais calor. Isto num espaço muito reduzido e onde, na verdade, acaba por contribuir para o aquecimento geral do sistema. Os fabricantes estão a apostar cada vez mais em colocar dissipadores de calor dedicados nos módulos de RAM, para ajudar a eliminar o calor adicional. Muitos deles têm uma aparência ridícula e ocupam muito espaço, mas isso não impede que o leitor se mantenha atento na hora da compra. Procure módulos que apresentem sistemas de dissipação em ambas as faces do dispositivo. Têm um custo ligeiramente superior do que a RAM de entrada de gama, mas vale a pena o investimento adicional. ■

Velocidades e latências
A frequência do BUS – o número em MHz – pode ser o factor central nas velocidades da RAM, mas são os timings que o leitor precisa de dominar para desbloquear todo o potencial dos módulos de memória RAM. As séries de números que podem ser encontradas nos módulos de memória definem os timings utilizados para as tarefas principais que a RAM desempenha – com nomes como CAS, RP e RCD (veja a caixa para mais

A RAM funciona como uma área de armazenamento temporária para ficheiros a que o processador tem de aceder frequentemente
recebe um valor por defeito do fabricante da memória RAM e depois o utilizador pode alterar os valores em questão. A frequência não é o factor principal, como já referimos, mas se vai trocar os seus módulos de memória com a intenção de fazer overclocking, é um elemento que poderá indicar os limites a obter. Hoje em dia, pode encontrar preparado para eventuais problemas quando começar a colocar em prática as teorias do overclocking. É muito provável que os timings não sejam os mesmos, mesmo que os módulos apresentem a mesma velocidade. Deverá, pois, certificar-se de que o módulo com velocidade inferior (com os timings mais elevados) está instalado no primeiro canal,

> Testes para medir o desempenho
Certifique-se de que a memória está a ter a performance que dela se espera
A sua máquina está a funcionar bem e parece processar dados dentro da normalidade de um sistema estável. No entanto, é importante perceber o que se está a passar na configuração. Para tal, é necessário correr testes de benchmark para analisar o desempenho do seu sistema. Existem muitas aplicações para este tipo de testes, mas o standard para testar memórias é o MemTest http:// hcidesign.com/memtest), que verifica a capacidade da memória do seu sistema em guardar e aceder a dados de forma conveniente. Para fazer com que o teste seja executado de maneira simples e sem problemas, deverá testar somente a quantidade de memória que está livre, e não a totalidade de memória RAM do sistema. De outro modo, o seu computador passará 90 por cento do teste a ler e a escrever informação do e para o disco rígido, e não testará a RAM como deve ser. Pode utilizar o Gestor de Tarefas do Windows para definir a quantidade certa de memória RAM a testar.

Caso tenha módulos de memória de diferentes fabricantes, execute o MemTest, para se assegurar de que o sistema está a funcionar sem problemas

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Imagem: iStockphoto.com

Há qualquer coisa no ar
Imagine nunca mais ter de se preocupar com cabos em sua casa. A PCGuia explica por que razão a electricidade wireless não é apenas uma ideia vaga
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e sair de casa numa noite de tempestade, pode ver em primeira-mão electricidade sem fios – é disso que se tratam os relâmpagos. Agora imagine que tem a capacidade de utilizar essa electricidade em casa, estabelecendo uma ligação sem fios entre o seu computador portátil e a tomada eléctrica na parede. Pegue neste cenário e leve-o um pouco mais além. Imagine que o seu monitor recebe alimentação da parede, de forma invisível e totalmente segura. Livre-se dos sockets e das tomadas e substituaas por adaptadores magnéticos. E ainda por cima este sistema seria amigo do ambiente, já que implicava uma carga inferior de radiação electromagnética entre o ponto de emissão e a ligação quando comparada com a radiação do router que o seu vizinho tem em casa. Não é preciso
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muito para ver que estaríamos perante uma revolução técnica e uma mudança de 90 graus no ambiente doméstico.

Ficção científica?
Existem várias empresas e uma série de universidades que se estão a esforçar para que tudo isto seja uma realidade. A Fulton Innovations (veja a caixa) refere que irá lançar, em 2008, uma série de equipamentos domésticos para utilizar na sua solução eCoupled (www.ecoupled.com), que facultará energia sem fios. Há alguns meses, todavia, a imprensa foi surpreendida pela publicação de um trabalho de uma equipa do Center for Materials Science and Engineering, no conhecido Massachusetts Institute of Technology (MIT), que propunha uma técnica para enviar electricidade de forma segura

em distâncias médias. Chamada “WiTricity”, esta técnica está, de acordo com os responsáveis pelo seu desenvolvimento, preparada para utilizações de grande escala – facultando energia a robôs em fábricas ou centros de produção ou a acumuladores de energia numa auto-estrada – até usos microscópicos, como sejam as ligações eléctricas dentro de um chip CMOS.

Tecnologia antiga renovada
Pode parecer estranho, mas a verdade é que os princípios de electricidade sem fios já foram descobertos há mais de um século e são colocados em prática no diaa-dia nas nossas casas. O brilhante cientista sérvio Nikola Tesla foi o primeiro homem a propor o envio de energia eléctrica num sistema sem fios. A sua história de vida

na Wikipedia vale bem uma visita (http://en.wikipedia.org/ wiki/Nikola_Tesla). Os grandes dispositivos de alta voltagem Tesla Coils são imagens que os cientistas mantêm actuais há séculos – aparecem frequentemente sob a forma de torres forradas com raios azuis em filmes ou em jogos de computador. O fundamento da maioria das técnicas de energia eléctrica sem fios é em grande medida a física de nível O. São os mesmos princípios através dos quais os transformadores de energia funcionam. Há uma acumulação de electricidade que cria um campo magnético. Graças a um processo simples, é depois criada uma acumulação de energia numa fonte secundária. Entre os dois locais de acumulação, a voltagem pode variar. O transformador é colocado numa unidade onde estão

num sistema sem fios. A sua história de vida na Wikipedia vale bem uma visita (http:// en.wikipedia.org/wiki/ Nikola_Tesla). Os grandes dispositivos de alta voltagem Tesla Coils são imagens que os cientistas mantêm actuais há séculos – aparecem frequentemente sob a forma de torres forradas com raios azuis em filmes ou em jogos de computador. O fundamento da maioria das técnicas de energia eléctrica sem fios é em grande medida a física de nível O. São os mesmos princípios através dos quais os transformadores de energia funcionam. Há uma acumulação de electricidade que cria um campo magnético. Graças a um processo simples, é depois criada uma acumulação de energia numa fonte secundária. Entre os dois locais de acumulação, a voltagem pode variar. O transformador é colocado numa unidade onde estão ambos os acumuladores, junto a um núcleo de ferrite que fixa a carga magnética entre eles e que reduz a quantidade de energia perdida durante a transferência. Mesmo assim, existe uma quantidade considerável de energia que se perde: a gama de fontes de alimentação “verdes” (amigas do ambiente) da Antec só consegue apresentar um índice de eficiência energética de 80 por cento. A transferência de energia sem fios é obtida colocando cada um dos acumuladores em localizações distintas e devidamente seladas – o que baixa ainda mais o índice de eficiência. Significa isto que existem dois grandes problemas para a técnica que descrevemos: a perda de qualquer uma das voltagens interfere com

quaisquer outros dispositivos ou com sinais de RF locais e, por outro lado, é perigosa. Existem apenas duas utilizações domésticas que recorrem a baixos índices de energia (e portanto emissões mais baixas e não prejudiciais) – os carregadores de escovas de dentes eléctricas e etiquetas RFID, que são demasiado pequenas para transportarem a sua própria fonte de alimentação.

Problema resolvido
Estes problemas estão a ser ultrapassados graças aos avanços tecnológicos mais recentes, nomeadamente no que concerne à ressonância dos objectos. Passamos a explicar: alguns objectos têm uma ressonância nativa, ou a tendência para oscilarem a uma frequência específica quando “excitados” – é a lei da física que permite que os cantores de ópera consigam quebrar copos com a voz. Os designs modernos para a electricidade sem fios recorrem a acumuladores primários e secundários, que se procuram através de ressonância mútua em frequências muito elevadas (acima de 10 GHz). Este processo ajuda a conduzir o campo magnético de forma a existir uma maior eficiência na transferência e não interfere com outros dispositivos. Na verdade, não é nada de novo – o nosso amigo Tesla utilizou a ressonância para construir amplificadores de energia e projectou a sua utilização para sistemas de electricidade sem fios. No entanto, continua a não ser a solução ideal para sistemas à distância: os designs do MIT conseguem obter à volta de 40 por cento de eficiência. Significa isto que 60% da electricidade que vai para o

primeiro acumulador está a ser desperdiçada. Mas, se considerarmos uma distância curta entre dois pontos, a história é diferente. Dave Baarman, o inventor do eCoupled, disse à PCGuia que com «a 110V foi atingida uma eficiência de 98,6 por cento». Além disso, o mesmo responsável garante que a parda de energia em pequenas distâncias torna o eCoupled um aparelho tão seguro como um normal transformador de energia – um dado importante para quem se preocupa com os efeitos nocivos dos campos magnéticos. Mas existem outros métodos alternativos. O Powercast (www.powercastco.com) foi posto em prática há pouco tempo sob a forma de um protótipo que usa sinais de radiofrequência para transportar carga entre aparelhos, mas apenas a um máximo de 6 V e a 70% de eficiência. A Powecast acredita que vai vender milhões destas unidades de baixo custo aos fabricantes de dispositivos de baixas necessidades de alimentação (como telefones móveis) no fim do próximo ano. A electricidade sem fios não é apenas um conceito alvo de experiências em laboratório, efectuadas por nerds que se babam quando vêem filmes de ficção científica. É uma realidade comercial que se tornará habitual a breve trecho – e essa realidade será posta em prática com tecnologias relacionadas com computadores, como sejam os carregadores de leitores de MP3, PDAs e computadores portáteis. Será o fim da tarefa enfadonha de procurar atrás da secretária pelo cabo de alimentação certo para os aparelhos electrónicos. ■

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TENHA UMA REDE MELHOR
Não consegue colocar a sua rede doméstica a funcionar correctamente? Neste artigo, poderá encontrar alguns conselhos para resolver muitos dos seus problemas
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s redes permitem a partilha de recursos, nomeadamente, a impressão de ficheiros, ou mesmo a conexão à Internet de alta velocidade. Isto se tudo funcionar de forma adequada. Os benefícios da implementação de uma rede doméstica são muitos. No entanto, para ter uma a funcionar de forma adequada em sua casa, poderá ter de enfrentar um verdadeiro desafio. A criação de uma rede não é nada de complexo. Na realidade, a conexão de equipamentos – com fios ou sem fios – é um processo linear. O mesmo se pode dizer da configuração das especificações necessárias para que os equipamentos comuniquem uns com os outros. A implementação de redes tende a ser uma daquelas tarefas onde o diabo se esconde nos detalhes. Desde as novas versões do Windows, que tratam as redes de uma forma um pouco diferente das versões antecessoras, até equipamentos de terceiros que parecem não conseguir manter uma rede sem fios ligada,
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existem inúmeros pequenos problemas que é necessário suplantar para se conseguir ter uma rede doméstica a funcionar adequadamente. E ainda nem referimos os problemas que as firewalls podem introduzir na equação. Mas, falaremos deles mais adiante.

Soluções simples
Apesar de poder ser frustrante implementar uma rede doméstica e colocá-la a funcionar, a resolução da maioria dos problemas que podem surgir é um trabalho simples, desde que saiba onde intervir. É essa a razão porque resolvemos propor-lhe este guia útil para a resolução de problemas. Não consegue ter um acesso à Internet partilhado a funcionar correctamente? Nós abordamos essa questão. Não consegue partilhar a sua colecção MP3 entre vários PC? Nós ajudamos a resolver essa dificuldade. Está a passar pelo pesadelo de colocar sistemas Vista e XP a interagirem uns com os outros na sua rede doméstica? Nós vamos colocá-los a funcionar bem quase de imediato. Vamos fazer

com que as irritáveis redes sem fios funcionem a seu favor, e não contra si. Iremos abordar os aspectos específicos uns parágrafos mais à frente. Para já, convém começar com uma visão geral dos elementos essenciais que precisará de ter em conta para que a sua rede funcione de forma correcta. Tudo começa com a parte física, ou seja, assegurar que o seu hardware está ligado de forma apropriada e com os drivers correctos dos equipamentos. Depois da parte física, passa-se ao mundo do TCP/IP, onde as especificações de endereço exactas fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso das redes. Mesmo quando as suas especificações TCP/IP estão correctas, os programas de firewall podem atravessar-se no caminho, pelo que também iremos abordar essa questão mais adiante.
Imagem: magictorch.com

Partilhar sem problemas
Dado que as redes têm tudo a ver com partilha, também vamos abordar a questão da “visualização” e conexão

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> Superdicas
>Aquando da configuração WEP ou WPA para a segurança de redes sem fios, efectue essa tarefa através de uma ligação cablada (com fios). Desta forma, não perderá conectividade quando o WEP/WPA estiver activado no router. >Se achar que o software de firewall está a impedir a conexão de rede, desactive temporariamente a firewall para ver se o problema fica resolvido. Em seguida, efectue as alterações de configuração necessárias na firewall. >Se baralhou a configuração do router, esqueceu a sua palavra-passe, ou não consegue lembrar-se da chave WEP/WPA, utilize o botão reset para restaurar a configuração original, voltando às especificações de fábrica. >Se a sua rede sem fios não conseguir obter um sinal forte a partir do seu router e a mudança de localização não constituir uma opção, considere o alargamento da distância de cobertura com equipamentos de rede doméstica mais potentes. >Verifique com regularidade se existem actualizações de drivers para o firmware do router e para a placa de rede sem fios. Se registar problemas de conectividade, ou lhe parecer que está a perder funcionalidades, isso poderá ser parte do problema da obsolescência dos drivers.

a recursos, como pastas partilhadas e impressoras. Na realidade, este é um desafio comum no alojamento de redes, tanto em sistemas XP, como Vista. Quando estivermos a tratar deste assunto, iremos olhar mais de perto para a forma de lidar com problemas comuns relacionados com os routers. Por exemplo, vamos ver como lidar com ligações DSL que teimam

em desligar-se por si mesmas, ou como conseguir que jogos e outros programas comuniquem de forma adequada através da gateway NAT. Abordaremos também mais uma boa dose de soluções para as suas angústias relacionadas com as redes sem fios, para que consiga lidar sozinho com uma rede doméstica que responda às suas necessidades. Posto isto, chega de introduções e passemos ao que interessa realmente – a resolução dos problemas. A primeira coisa que deve fazer é assegurar-se de que tudo está bem com a vertente do hardware, antes de efectuar qualquer alteração às especificações de software. Este conselho é verdadeiro sobretudo no mundo das redes. Se a sua componente física não estiver conectada de forma correcta, nunca conseguirá colocar a rede a funcionar. Se tem tido problemas de rede, comece por verificar se todos os equipamentos estão ligados de forma adequada. O seu modem DSL ou de cabo deve estar conectado à porta

WAN do seu router através de um cabo Ethernet normal, enquanto que o cabo do serviço (cabo coaxial ou de linha telefónica) deve estar conectado a um equipamento intermédio existente em sua casa. No caso de uma rede cablada (com fios), todos os PCs devem estar ligados a portas de comutação LAN individuais do seu router, igualmente através de cabos Ethernet normais. Quando os seus PC, router e modem estiverem ligados entre si correctamente e ligados à corrente eléctrica, as luzes LED de ligação adequadas devem estar acesas em todos os equipamentos. Se não for esse o caso, terá ligado os equipamentos à porta errada, ou então existe algum problema com o cabo físico. Em ambos os casos, deverá resolver o problema. Não parta do princípio que os seus cabos Ethernet estão sempre bons, mesmo depois de os ter acabado de comprar. O manuseamento dos cabos, se não for realizado com cuidado, pode danificá-los facilmente. De facto, não é preciso muito para

> O ipconfig é seu amigo
Este comando deve ser a sua primeira opção quando precisar de resolver problemas de rede
Pelo facto de ser uma ferramenta de linha de comando, poderá parecer-lhe um pouco intimidante à primeira vista. No entanto, a ferramenta ipconfig do Windows é uma das mais úteis para a resolução de problemas de rede que pode ter no seu arsenal. Quando é utilizada a partir da linha de comando (sem quaisquer controlos adicionais), fornece-lhe o endereço IP, a máscara de sub-rede e os endereços por omissão de gateway associados a todos os seus adaptadores de rede. Desta forma, é um meio útil para visualizar rapidamente estas especificações. Quando é acrescentado ao comando a sequência /all, obtém todos os detalhes importantes de todas as suas conexões de rede, incluindo os endereços de servidor DNS, detalhes associados a endereços adquiridos por DHCP, construção e modelos de adaptadores, entre outros. Quando utilizado com o comando /all, o ipconfig apresenta informação Em adição ao fornecimento de informação, o ipconfig também é sobre as especificações da sua rede uma ferramenta interactiva. Pode utilizá-la para tornar público um endereço IP (com o controlo /release), ou para obter/renovar um aluguer de endereço (com o controlo /renew). Se tiver problemas para aceder a determinados sites (por exemplo, o www.pcguia.pt), também pode utilizar esta ferramenta para limpar qualquer pedido de resolução de nome existente em memória cache (por vezes incorrecto), utilizando para isso o controlo /flushdns. Este controlo força o sistema a interrogar o DNS para identificar novamente o endereço correcto, resolvendo assim o problema. Se correr o ipconfig e aparecer um endereço 0.0.0.0, ou 169.254.x.x, fica a saber que teve problemas de endereço. O passo seguinte será recorrer ao ipconfig /renew. Se isto não resolver o problema, terá que ver se o componente servidor DHCP do seu router está a funcionar de forma adequada. Adicionalmente, o comando ipconfig diz-lhe quando os elementos da rede estão desligados ou desactivados. Quando precisar de respostas relacionadas com a rede e precisar delas rapidamente, bastará recorrer ao ipconfig e aos seus comandos.

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perder uma conexão ou estragar um par de cabos. Se as luzes de ligação não estiverem acesas, tente efectuar a ligação com outro cabo que esteja em bom estado. Quando todos os LED de ligação estiverem acesos, os cabos físicos já não devem ser considerados como a fonte de problemas. Mesmo assim, continua a ser possível que a sua rede não funcione de forma correcta – por exemplo, devido a uma placa de rede detectada de forma incorrecta, ou mal instalada. Mesmo com as luzes de ligação acesas, uma placa de rede continuará a não funcionar de forma adequada se não tiver instalado os drivers correctos. Enquanto que o Windows XP consegue detectar e instalar automaticamente os drivers correctos para virtualmente qualquer placa de rede Ethernet, já o mesmo não se

pode dizer em relação a modelos mais antigos e ao Windows Vista. É mais ou menos comum encontrar placas de rede mais antigas que não têm uma compatibilidade completa com o Vista, mesmo que funcionem com o XP na perfeição.

Ethernet” apresentado com um nome de produto, quer dizer que o driver necessário não está instalado. Para remediar este problema, poderá ter que abrir a caixa do seu PC para ver o número do modelo da placa de rede, e depois ir ao site do fabricante

Se tem tido problemas de rede, comece por verificar se todos os equipamentos estão ligados de forma adequada
Problemas com placas de rede
Para resolver os problemas com drivers de placa de rede no caso do Vista, vá ao Painel de Controlo e abra o Gestor de Dispositivos. Se não encontrar na lista a sua placa de rede, ou um objecto genérico do tipo “Controlador de para importar um driver compatível com o Vista. No entanto, esta tarefa pode ser fácil ou complicada. Alguns fabricantes (como a D-Link) fizerem um óptimo trabalho, assegurando que os drivers para Vista estão disponíveis para as suas placas. Contudo, outros não actualizam os drivers

para os modelos mais antigos. Mesmo assim, se efectuar uma pesquisa na Web com o número do seu modelo de placa de rede, poderá encontrar e aceder a um driver alternativo que funcione com o Vista. Caso isto não resulte, terá que comprar uma nova placa de rede para resolver o problema. Depois de ter resolvido os problemas da placa de rede, a sua placa aparecerá na lista do Gestor de Dispositivos e o ícone Ligação de área Local deverá estar visível em Ligações de Rede. Se a sua rede for sem fios e tiver problemas em conseguir que o Vista reconheça o seu adaptador Wi-Fi, o mais provável é que a culpa seja do mesmo problema de driver, pelo que deverá seguir os passos referidos atrás. Mais adiante vamos falar dos problemas específicos das conexões sem fios.

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Configuração TCP/IP correcta
É importante realizar esta tarefa de forma adequada, caso queira que os seus PCs se reconheçam uns aos outros na rede

A

s conexões físicas correctas são cruciais quando se quer ter uma rede a funcionar com sucesso, mas o mesmo se pode dizer das especificações de configuração TCP/IP. Virtualmente, todos os routers de redes domésticas (com ou sem fios) estão preparados por omissão para atribuírem as especificações TCP/IP correctas aos PCs via DHCP. Desta forma, a configuração dos clientes fica muito mais fácil, assumindo que tudo funciona como deveria. Em vez de tentar configurar coisas como o seu endereço IP, máscara de subrede, gateway por omissão e endereço DNS de forma manual, faça com que os seus PC obtenham essas especificações automaticamente através das propriedades Internet Protocol de cada conexão de rede. Na maior parte dos casos, o seu PC obterá as especificações TCP/IP requeridas sem problemas. No entanto, se estiver a utilizar o Windows Vista, poderá ter problemas quando tentar obter as suas especificações TCP/IP de forma automática. Isto deve-se a uma alteração efectuada no Vista, onde uma especificação, conhecida pela designação broadcast flag, está activada por omissão. Muitos routers não Microsoft não reconhecem esta especificação quando lhe é apresentada num pedido de endereço. Consequentemente, não atribuem as especificações de endereço ao cliente. A Microsoft já disponibilizou um editor de Registo que resolve este problema. Se tiver problemas em obter as especificações de endereço IP a partir do seu router, vá a http://support.microsoft.com/ kb/928233.

encontrar é um PC da sua rede obter algo que parece ser um endereço incorrecto. Abra a linha de comando e escreva ipconfig /all. Se constatar que o seu endereço IP começa com os números 169.254, significa que o seu sistema não foi capaz de obter as especificações TCP/IP a partir de um servidor DHCP e atribuir um endereço a si mesmo. Infelizmente, este endereço não o leva onde quer ir através da rede. Para resolver este problema, aceda à interface administrativa do seu router e assegure-se de que o componente de servidor DHCP está activo e configurado com um conjunto válido de endereços. Depois, volte à linha de comando e escreva ipconfig /renew para reiniciar o processo de aquisição de endereço. Para aprender mais sobre a ferramenta de rede ipconfig do Windows, veja a caixa sobre a mesma. A obtenção das especificações de endereço IP via DHCP é o caminho preferido. No entanto, existem alturas em que pode ser preferível ou mesmo necessário configurar manualmente as especificações TCP/IP. Por exemplo, se o seu PC alojar um programa ou jogo

e pretender que o mesmo seja acedido por pessoas externas, um endereço estático pode ser uma escolha melhor do que um atribuído por um servidor DHCP, dado que este último pode mudar. O mesmo se aplica quando se tenta implementar uma rede e não existe servidor DHCP disponível (uma rede sem fios ad-hoc, por exemplo). Nestes casos, é crítico ter as especificações TCP/IP configuradas correctamente, no sentido de assegurar uma comunicação adequada. Para configurar as especificações TCP/IP, abra as Ligações de Rede, a partir do Painel de Controlo, clique com o botão direito do rato na conexão de rede em questão e escolha Propriedades. Clique então em TCP/IP (Protocolo Internet) e escolha Propriedades novamente.

Configuração IP
Vamos começar por assumir que foi atribuído ao seu router o endereço IP de LAN 192.168.1.1 por omissão, como parte da configuração de fábrica. Cada PC da sua rede precisa de um endereço IP único e compatível para comunicar com outros

PCs, com o router, e com tudo o resto. Neste cenário, atribua aos outros PCs existentes na sua rede os endereços IP 192.168.1.2, 192.168.1.3, e assim por diante. Assegure-se de que os primeiros três números são sempre os mesmos. De seguida, dê a cada PC o mesmo valor de máscara de sub-rede, nomeadamente 255.255.255.0. Por fim, assegure-se de que os endereços da gateway predefinida e do servidor de DNS preferido são especificados para o mesmo endereço que a interface LAN do router – ou seja, 192.168.1.1, neste nosso exemplo. Clique duas vezes em Ok para sair do ecrã de propriedades. Quererá testar as suas novas especificações de endereço TCP/IP para garantir que as configurou correctamente. É aqui que entra em acção o utilitário ping. Se conseguir proceder ao ping de outro equipamento com sucesso, saberá então que o TCP/IP está bem configurado. Para mais detalhes sobre a utilização do ping para testar a conectividade entre equipamentos, veja a caixa sobre o tema.

> Resolva os problemas com o PING
Este utilitário ajuda-o a determinar se a comunicação TCP/IP é ou não possível
Uma coisa é assumir que as especificações TCP/IP estão correctas na sua rede; outra é testá-las completamente. Apesar de ser apenas uma ferramenta básica de diagnóstico, existem poucos utilitários de rede para Windows que sejam mais úteis do que o auxiliador de linha de comando conhecido por ping. O ping é um utilitário que envia uma série de pacotes de pedido para um endereço IP ou hostname que o utilizador especifica. Depois, há que esperar para ver se são recebidas as respostas correspondentes. Se as respostas forem recebidas, ficará a saber que a comunicação TCP/IP está a funcionar Na imagem, o ping está a testar as comunicações entre um de forma correcta entre o emissor e o receptor. Se não forem recebidas, isso PC e o router da rede poderá indicar um problema com o sistema, ou com um intermediário (por exemplo, um router) ao longo do caminho. O ping fornece ainda informação sobre os tempos da viagem de ida e volta (para ajudar a diagnosticar conexões de rede lentas) e sobre a perda de pacotes nesse mesmo caminho. Para resolver os problemas de rede com o ping, abra uma linha de comando e comece por proceder ao ping de um servidor fora da sua rede. Por exemplo, proceda ao ping de www.pcguia.pt. Se receber respostas bem sucedidas neste exemplo, ficará a saber que o TCP/IP está configurado e a funcionar entre o seu sistema, o seu router e a Internet. Se isto não funcionar, proceda seguidamente ao ping do seu router, seguindo-se o ping de outros PC existentes na sua rede. Os resultados irão ajudá-lo a determinar se o TCP/IP está configurado correctamente ao longo da sua rede, ou se existem sistemas individuais que não podem ser contactados, precisando assim que as suas especificações de endereço TCP/IP sejam examinadas com mais atenção.

Endereço errado
Outro problema que poderá
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PASSO A PASSO

MUDAR OS NOMES DO GRUPO DE TRABALHO

01

Para realizar esta tarefa no XP, abra a applet Sistema no Painel de Controlo e clique no separador Nome do Computador, Alterar. Insira um novo nome de grupo de trabalho que seja comum a todos os PC existentes na sua rede e depois clique em Ok. Reinicie o XP para implementar a alteração do nome.

02

Abra a applet Sistema no Painel de Controlo e clique em Definições Avançadas do Sistema. Clique no separador Nome do Computador, Alterar. Insira o mesmo nome de grupo de trabalho que escreveu no passo anterior, clique em Ok e reinicie o computador.

03

Após o reinício, todos os PC com o mesmo grupo de trabalho deverão ser visíveis em ferramentas como Os Meus Locais na Rede do XP e Rede do Vista. Abra Os Meus Locais na Rede do XP e clique na ligação Ver Computadores do Grupo de Trabalho para ver os PC do seu grupo de trabalho que acabou de configurar.

Visualização da sua rede
Se não conseguir ver nenhum PC, como é que poderá aceder aos seus recursos?

U

m dos problemas mais comuns com as redes domésticas é a incapacidade de “ver” os PC existentes na rede. Em alguns casos, os sistemas tendem a aparecer e a desaparecer de forma intermitente, enquanto que noutros nunca nada está visível. A resolução deste problema exige que sejam configuradas algumas especificações. Isto acontece especialmente no caso de redes que combinam sistemas Windows XP e Vista, uma vez que as especificações são configuradas de forma diferente e não são necessariamente compatíveis por omissão. Em primeiro lugar, assegure-se de que todos os sistemas da sua rede são um membro do mesmo grupo de trabalho. Por omissão, os sistemas Windows XP são colocados num grupo de trabalho chamado MSHOME, enquanto que os sistemas Vista residem num grupo de trabalho chamado Workgroup. Siga os passos apresentados na caixa para que todos os PC da sua rede sejam
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parte do mesmo nome de grupo de trabalho. Agora verifique se todos os PC em rede permitem a partilha de ficheiros e impressoras, com a especificação Partilha de Ficheiros e de Impressoras activada. Nos sistemas Windows XP, certifique-se de que a especificação Partilha de Ficheiros e de Impressoras em redes Microsoft está seleccionada nas propriedades de todos os seus adaptadores de rede. Na maior parte dos sistemas Windows Vista, este serviço não está activado por omissão. Para garantir que o seu sistema Vista pode ver (e ser visto por) outros PCs da sua rede, mude a sua posição para Privada, em vez de Pública. Para operar esta mudança, abra o Centro de Rede e Partilha no Painel de Controlo, clique na ligação Personalizar próxima de Rede, escolha a especificação Privada e clique em Seguida, Continuar, Fechar. Depois de concluir, o seu sistema Vista será capaz de navegar na rede e permitir a recepção de conexões, embora

as especificações de firewall e de conta de utilizador possam continuar a impedir o sucesso da conexão (voltaremos a estes problemas).

Leitura do mapa
Uma das funcionalidades mais interessantes do Windows Vista é o mapa de rede apresentado pelo Centro de Rede e Partilha. Mas apesar de esta ferramenta funcionar sem falhas em redes exclusivamente Vista, por omissão, os mapas não mostrarão sistemas Windows XP. Isto deve-se ao novo protocolo Link Layer Topology Discovery (LLTD) utilizado pelo Vista, que não está incluído no Windows XP. Se quiser que os sistemas XP estejam visíveis no mapa da rede gerado pelo Vista, precisará de instalar o LLTD Responder em todos os sistemas XP, que está disponível para importação gratuita em http://support.microsoft.com/ kb/922120. Convém sublinhar, no entanto, um aspecto importante. Mesmo que um sistema Windows XP não

esteja visível no mapa de rede do Vista, poderá estar acessível através da ferramenta Rede do Vista, desde que todas as outras especificações de configuração estejam correctas. Um ajuste adicional que ajudará a garantir uma boa navegação na rede envolve a permissão do NetBIOS sobre TCP/IP para todos os adaptadores de rede existentes na sua rede. Na maior parte dos casos, esta especificação é estabelecida por omissão, com as especificações NetBIOS sobre TCP/IP a serem ditadas pelo servidor DHCP (se especificado). Para garantir que o NetBIOS sobre TCP/IP está sempre activado, abra as propriedades de cada adaptador de rede, vá às propriedades TCP/IP e clique no botão Avançadas. Clique no separador WINS e escolha Activar o NetBIOS através do TCP/IP. Apesar de isto não resolver todos os problemas de navegação na rede, ajudará a tornar o processo mais flexível em termos globais.

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Partilha de ficheiros e impressoras
Este é um dos objectivos mais comuns de quem pretende implementar uma rede doméstica

A

partilha de uma ligação de banda larga entre múltiplos PCs pode ser a principal motivação de muitas pessoas para implementarem uma rede doméstica. No entanto, a possibilidade de partilhar ficheiros e impressoras aprece em segundo lugar, a pouca distância do primeiro. Apesar de o XP e Vista incluírem capacidades de partilha de ficheiros e de impressoras, para as conseguirmos ter a funcionar de forma correcta, é frequentemente necessário algum trabalho de ajuste e sintonização. Num sistema XP, a forma mais fácil de partilhar uma pasta é seguir o Assistente de Configuração de Rede, acessível através de Iniciar, Todos os Programas, Acessórios, Comunicações. Escolha a opção Este Computador Liga à Internet através de um Gateway Residencial ou através de outro Computador na minha Rede, e depois seleccione a opção Ligar Partilha de Ficheiros e Impressoras. Isto é o equivalente do XP a adicionar um sistema Vista ao tipo de rede Privada. Depois de concluir o trabalho com o Assistente, poderá partilhar pastas na sua rede, bastando para tal clicar nelas com o botão direito do rato e seleccionar Partilha e segurança. No separador Partilhar, seleccione a opção Partilhar esta Pasta na Rede. Depois disto, decida se quer que os utilizadores da rede possam alterar os ficheiros dessa pasta. Se quiser permitir a alteração dos ficheiros por parte dos outros utilizadores da rede, também deverá seleccionar a opção Permitir aos Utilizadores
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da Rede Modificar os Meus Ficheiros. O nome de rede da pasta será o mesmo que o nome local, caso não especifique nada em contrário. No entanto, poderá alterar esse nome para outro mais descritivo, se quiser. Uma vez concluída esta tarefa, clique em OK. A pasta será então partilhada, tal como é indicado pelo seu novo ícone.

No Vista é diferente…
Os passos para permitir a partilha de pastas num sistema Vista são um pouco diferentes. Tudo começa no Centro de Rede e Partilha. Abra esta ferramenta e clique na seta que se encontra ao pé de Partilha de Ficheiros, na secção Partilha e Detecção. Configure esta especificação para Ligado e clique depois em Aplicar. Com a partilha de ficheiros activada, poderá clicar com o botão direito numa pasta existente em Computador e seleccionar a opção Partilhar. Isto abrirá a janela de partilha de ficheiros, onde poderá escolher quais os utilizadores a que quer dar acesso à pasta e qual a extensão desse acesso. Se quiser partilhar a pasta com todos os utilizadores, seleccione Todos, escolha uma permissão apropriada e depois clique em Ok. Mesmo com as suas pastas partilhadas correctamente, precisará ainda de configurar as especificações de conta de utilizador correctas, de modo a evitar erros de negação de acesso. A melhor forma e mais segura de lidar com esta questão consiste em especificar contas de utilizador idênticas (o mesmo nome de utilizador e a mesma palavra-passe) em todos os PCs da sua rede. Por

exemplo, se a sua rede tiver um sistema XP e um sistema Vista, deverá utilizar a ferramenta Contas de Utilizadores, que encontra no Painel de Controlo, para criar uma combinação idêntica de nome de utilizador e palavra-passe em ambos os PCs. Se quiser alterar depois a sua palavra-passe num sistema, precisará de a alterar também em todos os outros sistemas para ficar igual, de modo a manter as coisas a funcionar de forma correcta.

A sua amiga firewall local
Por fim, terá de assegurar que o software de firewall que está a correr no seu PC não bloqueia as conexões para as pastas partilhadas dentro da sua rede. Se estiver a utilizar a firewall do Windows no XP, aquilo que precisa de fazer é abrir a Firewall do Windows no Painel de Controlo, clicar no separador

Excepções e depois garantir que a excepção Partilha de Ficheiros e Impressoras está seleccionada. Num sistema Windows Vista, proceda da mesma forma, mas clique na ligação Alterar Definições na janela Firewall do Windows para aceder ao separador Excepções. Se estiver a utilizar um outro programa de firewall (de terceiros) – como o ZoneAlarm – assegure-se de que as ligações de entrada Partilha de Ficheiros e Impressoras estão especificadas para Permitir dentro da zona de confiança. Partindo do princípio que resolveu todos estes problemas potenciais, deverá agora ser capaz de se ligar a qualquer pasta partilhada na sua rede, através de ferramentas como Os Meus Locais na Rede. Para facilitar a conexão regular a pastas partilhadas, sugerimos o mapeamento das unidades de rede, tal como exemplificado nos passos da caixa apresentada.

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PASSO A PASSO

MAPEAR AS UNIDADES DE REDE

01

Uma das formas mais fáceis de realizar esta tarefa é ir até à pasta que quer mapear em Os Meus Locais na Rede. Quando encontrar a pasta, clique no menu Ferramentas e escolha Ligar unidade de rede. Atribua-lhe uma letra de unidade, deixe a opção Restabelecer ligação no arranque seleccionada, e clique em Concluir.

02

As unidades de rede podem ser mapeadas no Vista tal como referimos no passo anterior, mas não ignore o botão Ligar Unidade de Rede na janela Computador. Se clicar neste botão, a janela Ligar Unidade de Rede é aberta, permitindo-lhe especificar uma letra de unidade e procurar a pasta.

03

Para aceder à pasta partilhada através da sua letra de unidade mapeada, abra O Meu Computador. A unidade será apresentada sob a forma de unidade de rede. Pode então aceder à pasta partilhada a partir de O Meu Computador como se fosse mais uma unidade local existente no seu PC.

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PASSO A PASSO

IMPLEMENTAÇÃO DE SEGURANÇA MAC

01

Abra uma linha de comando em todos os PC da sua rede e insira o comando ipconfig /all. Preste atenção à secção assinalada com Physical Address e escreva o endereço. Não é importante se as letras são maiúsculas ou minúsculas, mas é vital que tenha todos os 12 números hexadecimais correctos.

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Abra a interface administrativa do seu router e vá para a secção de segurança MAC, que encontrará nas especificações de firewall. Neste router da SMC, as especificações de segurança MAC só estão disponíveis se as funcionalidades de firewall avançadas estiverem activadas, e podem ser encontradas numa secção chamada MAC Filter.

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Assegure-se de que o controlo de endereço MAC está activado, inserindo depois o endereço MAC associado a todas as placas adaptadoras de rede existentes na sua rede, tanto as cabladas, como as sem fios. Clique seguidamente em Ok, Aplicar, ou Guardar Definições para implementar a nova funcionalidade de controlo de endereço MAC.

Os contratempos das redes sem fios
A inexistência de fios nem sempre significa ausência de problemas
s problemas mais comuns experimentados pelos utilizadores de redes sem fios são os associados à fraqueza de sinal. Apesar de as redes Wi-Fi disponibilizarem geralmente uma cobertura até cerca de 90 metros entre um adaptador Wi-Fi e o seu ponto de acesso sem fios (router), as interferências e as perdas de sinal devidas a obstruções, podem fazer com que os sistemas sem fios efectuem ligações a velocidades muito mais lentas do que as suas especificações óptimas. Mesmo existindo soluções sob a forma de kits, a melhoria do desempenho tem muito que ver com o teste dos locais onde se colocam os equipamentos; tente diferentes locais e orientações das antenas até obter um sinal adequado. Se o seu sinal continuar a cair de forma intermitente, considere como prováveis culpados outros equipamentos que funcionem na mesma gama de frequência de 2,4 GHz (como telefones sem fios e fornos microondas).

O

Alterar o canal
Se tudo o resto falhar, tente mudar
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o canal sem fios utilizado pelo seu ponto de acesso e cliente sem fios para um novo valor comum. Na maior parte dos routers, o canal é configurado a partir das especificações sem fios na interface administrativa do equipamento. Nos sistemas cliente, o canal sem fios é configurado a partir do separador Avançado (no Gestor de Dispositivos) do seu adaptador de rede sem fios, ou a partir do programa cliente associado à sua placa de rede. Já que falámos em programas cliente, é provável que venha a experimentar quebras de conexão sem fios em sistemas que têm a funcionar simultaneamente o software cliente fornecido com o seu adaptador de rede sem fios, e o serviço de Configuração Nula Sem Fios. Para resolver este problema, faça uma de duas coisas. Desinstale o programa cliente e deixe que seja o Windows a lidar com os detalhes de conexão (na realidade, faz um óptimo trabalho). Ou então, abra as propriedades do seu adaptador de rede sem fios, clique no separador Redes sem Fios, e assegure-se de que a opção Utilizar o Windows para configurar as definições de rede

sem fios não está seleccionada. Outra especificação que pode causar problemas quando se tenta criar uma ligação entre clientes sem fios e um ponto de acesso (router), é aquela que está associada à segurança MAC. Se a segurança MAC estiver activada no seu router sem fios, então os endereços MAC de todas as suas placas de rede sem fios têm de ser inseridos na tabela de endereços MAC do router, ou então as conexões são desactivadas automaticamente. No caso de um router combinado (cablado e sem fios), insira os endereços MAC de todas as placas de rede na sua rede. De uma forma geral, a implementação de segurança MAC é uma boa ideia, uma vez que impedirá que outros utilizadores sem fios dentro do mesmo campo de cobertura se liguem à rede e utilizem o seu ponto de acesso sem fios e a sua rede. Os utilizadores que quiserem “esconder” as suas redes sem fios fazem isso através da desactivação das especificações de difusão SSID. Isto impede que a rede sem fios seja anunciada a todos os clientes sem fios que estejam dentro do campo de

acção da mesmas. Se desactivar a difusão SSID, deixará de ver a sua rede sem fios na lista de redes sem fios disponíveis, pelo que precisará de a adicionar manualmente. Outro problema comum em que se incorre nas redes sem fios é saber como se pode obter uma chave de encriptação WEP ou WPA que se esqueceu, impedindo a conexão à rede sem fios. A resposta é simples: não pode. No caso de se esquecer da sua chave WEP ou WPA, sugerimos que efectue o reset do seu router (utilizando o botão para o efeito que se encontra normalmente na parte de trás do equipamento) e depois especifique novamente o WEP ou WPA, utilizando uma nova chave (de preferência, que seja mais fácil de lembrar no futuro). Resta-nos afirmar ainda que temos consciência de que muitos dos nossos leitores têm tido problemas com a criação de redes sem fios ad-hoc em casos em que não está disponível um ponto de acesso sem fios. Aqueles que quiserem implementar redes sem fios ad-hoc rapidamente, deverão ler o sexto passo na caixa que apresentamos sobre o mesmo tema

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Acabe com os cortes de ligação do router
Não deixe que o hardware seja o elo mais fraco
router da sua rede doméstica (cablado ou sem fios) deveria funcionar bem e com o mínimo de intervenções para a resolução de problemas. No entanto, um problema comum para os utilizadores que têm um serviço DSL, consiste numa situação em que o router insiste em deixar cair a ligação à Internet. Isto ocorre porque muitos routers estão préconfigurados para interromper a ligação DSL após um determinado período de inactividade. Se a sua conexão é dessas que insiste em cair, aceda ao seu router e procure uma especificação temporal na secção

O

de configuração DSL (ou WAN). Na maior parte dos casos, a especificação desse valor para zero (0) evitará que a conexão seja interrompida em situações de inactividade. No entanto, deverá

um pouco aleatoriamente, com base em erros existentes no seu código operativo ou firmware. Se lhe parecer que o seu router está a ter problemas, deverá considerar a actualização do seu firmware

As actualizações do firmware podem ser importadas a partir do site do fabricante do equipamento e instaladas a partir da interface administrativa do seu router
consultar o manual do seu router para ficar a saber os detalhes relacionados com a configuração desta especificação no caso desse modelo concreto. Por outro lado, também se costuma ouvir dizer que um router actua para uma versão mais recente. Normalmente, as actualizações do firmware podem ser importadas a partir do site do fabricante do equipamento e instaladas a partir da interface administrativa do seu router.

Existe ainda o grande problema actual das redes domésticas: permitir que programas ou outros utilizadores se liguem ao seu PC através da sua firewall do router, ou do componente NAT, também designado como abertura de portas. Para mais detalhes sobre como fazer com que o seu jogo multijogador favorito ou programa P2P funcione sem obstáculos por parte do firewall, veja a caixa sobre este assunto. ■

> Superdicas
>Não complique o processo de resolução dos problemas de rede tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Altere apenas uma especificação de cada vez e depois teste para ver o resultado. >Se planeia ter utilizadores externos a conectarem-se ao seu PC através da sua firewall, considere a utilização de especificações de endereços TCP/IP estáticos na sua rede, em vez de endereços alocados via DHCP. >Utilize atadores de cabos ou organizadores para manter os seus cabos de rede unidos e desembaraçados. Não existe nada pior do que lidar com um ninho de cabos quando se tentam resolver problemas relacionados com a parte física da rede. >Utilize o comando ipconfig /renew para obter um novo endereço IP sempre que se conectar a uma nova rede com o seu computador portátil. Se não fizer isto, poderá continuar a utilizar especificações obtidas a partir de uma rede diferente. >Se não conseguir entender-se com todas estas questões das redes, poderá querer considerar um programa chamado Network Magic – pelo menos testar as suas potencialidades.

> Passar pela firewall
Permita que conexões externas passem sem problemas pela sua firewall através das especificações de encaminhamento da porta do equipamento
Com base em circunstâncias normais, o router da sua rede doméstica não exigirá qualquer configuração especial para permitir que aceda a recursos Internet – por exemplo, sites, servidores de correio electrónico, etc. No entanto, poderão surgir problemas quando quiser permitir que utilizadores ou programas externos se liguem ao seu computador para determinados propósitos, nomeadamente, para se jogarem jogos multijogador online, para a partilha com serviços P2P, ou para a conexão a um servidor Web pessoal que esteja a alojar na sua máquina. Nestes casos, o componente NAT do seu router irá bloquear os pedidos do exterior, uma vez que o pedido não foi originado a partir do interior da sua rede. Para permitir a entrada de utilizadores externos, precisam de ser abertas portas no seu router, e precisa de ser dito ao router para onde deve encaminhar os pedidos que recebe através dessa porta. Neste router, as especificações de Port Forwarding são configuradas Suponhamos que está a correr um servidor Web no seu computador numa secção chamada Virtual Servers pessoal e quer que uma pessoa amiga seja capaz de se ligar a esse servidor. O servidor Web está a correr no seu sistema Windows XP, que se conecta à Internet através de um router de rede doméstica. Para tornar isto possível, precisará de dizer ao seu router para prestar atenção aos pedidos enviados para a porta TCP 80 do endereço IP atribuído pelo seu ISP, e depois encaminhar esses pedidos para a porta TCP 80 do seu sistema Windows XP. No mundo dos routers de redes domésticas, esta configuração é realizada através de uma funcionalidade conhecida como encaminhamento de porta. Com milhares de diferentes aplicações existentes por aí, é impossível dizermos-lhe quais as portas que deve abrir, ou mesmo como realizar isso no seu router particular. Felizmente, existe ajuda à mão. Os mentores do site www.portforward.com desenvolveram guias para configurar especificações de encaminhamento de porta (ou port forwarding) num grande leque de diferentes modelos. Além disso, disponibilizam guias e fóruns que ajudam a garantir que diferentes programas funcionam correctamente com o seu router. Desta forma, se quiser trocar ficheiros com algum amigo através de um programa de mensagens rápidas, ou participar na acção de um jogo multijogador, as especificações de encaminhamento de porta do seu router e os mentores do site PortForward ajudarão a tornar isso possível. Adicionalmente, muitos routers também incluem uma funcionalidade chamada Special Applications ou Port Triggering. Esta funcionalidade é óptima para o encaminhamento de porta rápido. Só tem de especificar uma porta desencadeadora (trigger). Depois, quando o seu router vir uma mensagem que sai da sua rede através dessa porta, abrirá automaticamente as portas de entrada que precisam de estar à espera de conexões. É mais ou menos como o encaminhamento de portas, com a excepção de que são dinâmicas, em vez de estarem sempre activas.

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JANEIRO 2008

ESPECIAL 2008
PCG

O que há de high

tech em 2008?
Uma coisa é certa: será um ano bastante dinâmico em termos de novidades
TEXTO SUSANA ESTEVES

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JANEIRO 2008

GettyImages

ESPECIAL 2008
PCG

aça contas ao seu orçamento para 2008, e retire uma percentagem para gastar em tecnologias. As novidades até podem não ser de peso, mas prometem atrair as atenções e o desejo dos consumidores, sejam eles mais ou menos vulneráveis aos apelos deste tipo de produtos. Estão previstas novas plataformas, novas tecnologias de rede, mais gadgets, entre outras soluções. A PCGuia foi à procura das novidades que deverão sair em 2008 no mercado nacional. Sem contar com os atrasos e adiamentos já típicos no mundo das tecnologias, eis alguns dos produtos com os quais pode contar durante os próximos 12 meses.

F

garantem o suporte para a próxima geração de aplicações baseadas na Web, e apoiam a virtualização de business intelligence. O download das versões beta, já está disponível no site da Microsoft.

Toshiba SpursEngine
Também presente na Ceatec, a Toshiba mostrou o seu processador de imagens SpursEngine, capaz de fazer modificações num rosto e mudanças de corte de cabelo em tempo real.

Office 2008 para Mac

Google Phone
Poderá ser um dos frutos mais apetecidos de 2008: estamos a falar do primeiro telemóvel da Google. O equipamento vai ter por base software de código aberto, capaz de potenciar o desenvolvimento de inúmeras aplicações por parte de terceiros. Segundo os mais recentes rumores, o Google Phone vai alojar aplicações como o Google Maps e o Gmail.

meses de 2008, no entanto, os primeiros dispositivos só deverão chegar mais tarde. Estas novas ligações vão permitir transferências de até 5 Gbits por segundo (o 2.0 permite 480 Mbits/segundo). O Wireless USB 1.1 vai revelar-se um padrão mais eficiente a nível energético, vai suportar ligações Ultra Wide Band, com frequências abaixo dos 6 GHz e transferências até 1 Gbit por segundo.

Jogo português para a xBox

xMax
Enquanto o WiMax não chega, e não abre portas à tecnologia VoIP, e enquanto a 3G LTE não se torna um standard aceite, o mercado poderá receber e utilizar a xMax, uma tecnologia que faz a ponte entre as redes actuais e as primeiras e que oferece performances superiores. A xMax permite às operadoras móveis, por exemplo, lançarem ofertas mais baratas, tanto no campo da voz, como dos dados. Também apelidada por alguns como a primeira oferta 4G, a xMAx poderá chegar ao mercado já em 2008.

Segundo o que está agendado, o Office 2008 para a plataforma Mac deverá ser a estrala da Macworld Conference and Expo, em janeiro de 2008. O novo Office irá partilhar algumas tecnologias com o Office 2007 para o Windows, assegurando uma maior compatibilidade entre ambas as versões. Os dois Office utilizam os formatos Office Open XML. O Publishing Layout View e o Ledger Sheets são duas das soluções que constarão do pacote.

Nova PlayStation 2

TV Sony OLED 11”
O novo modelo da consola da Sony será ainda mais leve que a actual versão Slim. Pesa 720 gramas, tendo o transformador AC embutido dentro da própria consola. O preço, em relação ao do actual modelo, também é mais reduzido: deverá rondar os 120 euros, ficando desta forma mais próxima da Wii da Nintendo em matéria de custo. Esta terceira versão da PS2 continua a merecer uma forte aposta da Sony, que entretanto já planeia o lançamento de 160 novos jogos. Estará disponível nas cores preto, branco e prateado.

O primeiro jogo português desenhado para uma consola, neste caso, da Microsoft, vai chamar-se Ugo Volt. O argumento baseia-se num futuro pós-apocalíptico e num herói chamado Volt, que é um robô humanóide. O título vai ser desenvolvido pela Move Interactive, e poderá também vir a ser lançado para a PlayStation 3.

Windows Server 2008, Visual Studio 2008 e SQL Server 2008
O grande lançamento está preparado para o próximo mês de Fevereiro, mas já há poucos segredos escondidos no que toca a estas soluções. Além de prometerem uma plataforma empresarial segura e mais fiável, A Sony já deu a conhecer ao grande público a sua nova televisão OLED de 11”, com apenas 3 mm de espessura. O produto esteve em exposição na Ceatec, uma feira que antecipa os lançamentos da próxima temporada no mercado de electrónicos e de TI. 116
JANEIRO 2008

Microsoft Home Server

USB 3.0 e Wireless USB 1.1
As primeiras especificações da norma USB 3.0 devem ser divulgadas nos primeiros seis É uma espécie de sistema nervoso central capaz de gerir todos os

ESPECIAL 2008
PCG

equipamentos existentes numa residência e tem a assinatura da Microsoft. O Home Server não é mais do que uma versão do sistema operativo da Microsoft para servidores, mas redesenhado e ajustado aos moldes e exigências dos utilizadores residenciais. Está muito orientado para as componentes multimédia e de segurança (backups de dados situados no computador central e no PC de clientes).

O próximo Firefox, também vai guardar configurações específicas de sites, como, por exemplo, o nível de zoom utilizado.

Parquímetro em Lisboa pago com telemóvel
Pelo que se sabe, em 2008, já poderá pagar o parquímetro através do seu telemóvel. Este processo vai ser possível, em parte, porque as três operadoras móveis nacionais celebraram um acordo com a EMEL. O utilizador terá de aceder ao serviço Telemultibanco do telemóvel, comunicar o lugar de estacionamento e o tempo que vai estar parado através de uma mensagem curta ou de uma chamada telefónica. O sistema vai taxar o parqueamento ao minuto, graças a um sistema de check in e check out.

que ajuda à circulação do ar. Esta possibilidade é bem-vinda, tendo em conta que as dimensões cada vez mais reduzidas deste tipo de equipamentos vieram dificultar a refrigeração. O sistema deverá equipar alguns portáteis já no final de 2008.

TV a Laser

System Center Mobile Device Manager 2008
Este é mais um dos produtos que constam na lista de lançamentos da Microsoft para este ano. Trata-se de uma solução que permite aos administradores de sistemas e dos parques informáticos empresariais gerirem todos os equipamentos móveis que dispõem. Para além da capacidade de gestão e configuração de vários terminais em simultâneo, esta solução ganha peso pelas funcionalidades que promete oferecer em termos de segurança.

motherboards mais pequenas e CPUs mais compactos. Mais para o final do ano, a plataforma Montevina, igualmente baseada no Penryn, vai incorporar a gama completa de portáteis, desde os mini-notes aos tradicionais. O Montevina vai incluir suporte aos formatos HD-DVD e Blu-ray e será compatível com a memória DDR3, além de ser a primeira linha de processador Centrino da Intel para computadores portáteis a oferecer a opção de tecnologias sem fios WiMAX e Wi-Fi integradas. O primeiro notebook a assentar na plataforma Montevina deverá chegar em 2008. Vai ter um processador Penryne e o chipset Cantiga.

iPhone com 3G e GPS
A Apple deverá lançar no segundo trimestre de 2008 uma versão do iPhone já equipada com as tecnologias 3G e GPS. Resta saber o impacte que estas tecnologias terão no preço e na autonomia da bateria do aparelho.

Firefox 3

Sistema de refrigeração Intel
A Intel revelou algumas das tecnologias que está a desenvolver para ajudar a reduzir a temperatura interna de uma computador portátil. No Intel Developer Forum, em Taipei, este fabricante mostrou uma unidade que continha três compressores cilíndricos, cada um deles com 2 mm de diâmetro e 10 cm de comprimento, que asseguravam o arrefecimento da unidade, extraindo o calor do laptop. O sistema trabalha de forma semelhante aos sistemas embutidos nos frigoríficos. Na prática, este sistema consegue reduzir a temperatura de um portátil em 10°C. Está também em desenvolvimento um material mais permeável ao ar, que pode ser colocado por baixo do teclado de um portátil e

A Mitsubishi vai apresentar na CES 2008, em Las Vegas, a sua TV Laser. Actualmente, as cores exibidas num ecrã são cerca de 30 a 35% das que o olho humano consegue ver. Com uma TV a laser são perceptíveis 90% das cores que os olhos vêem. A tecnologia tem por base um único chip fotoeléctrico central e as imagens são formadas com o mesmo princípio dos monitores de CRT. De acordo com os fabricantes, este equipamento custará metade do preço de um televisor actual e consumirá um quarto da energia necessária.

Plataformas Menlow e Moorestown
No primeiro semestre de 2008, a Intel espera disponibilizar uma plataforma designada por Menlow, orientada para dispositivos móveis e Web. Estes processadores garantem uma potência 10 vezes mais baixa, quando comparada com os primeiros UMPC do mercado. A caminho está também a plataforma Moorestown, que se prevê venha aumentar a autonomia das baterias através da redução de desperdício de energia.

Nokia WIMAx

WIMAx
Em Portugal, as questões relativas à tecnologia WIMAx estão congeladas, mas a Intel afirma que o ano da WIMAx é já o próximo. No Development Forum, a empresa revelou que espera disponibilizar os mais recentes processadores de 45 nm Hi-k, denominados Penryn, e WiMAX para computadores portáteis, bem como Mobile Internet Devices (MIDs), tudo em 2008.

As Betas já estão disponíveis, mas a versão final só sairá em 2008. Entre as várias novidades destaque para um novo tema padrão e uma melhor integração com diferentes plataformas. O uso do Geck 1.9 como motor de render oferece mais desempenho e maior segurança. Este último ponto mereceu uma atenção especial, uma vez que inclui um sistema de protecção contra malware. Existe um Gestor de diferentes tipos de extensões, como imagens ou feeds e o gestor de downloads foi revisto. 118
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Plataforma Montevina
Montevina vai ser a sucessora da Santa Rosa e já está a provocar uma onda de curiosidade. Consta que é mais eficiente em termos energéticos e que usa

A finlandesa Nokia diz querer estrear a tecnologia WIMAx em 2008 com o lançamento dos primeiros telemóveis compatíveis com um standard de comunicações sem fios, cuja largura de banda pode chegar aos 70 Mbps. Um dos produtos disponíveis deverá ser a Nokia Flexi WiMAX Base Station – uma estação retransmissora das comunicações WiMax. ■

INTERNET TOP 10
PCG

Top 10 Nacional
Este mês, a PCGuia relembra a importância de dominar mais do que uma língua s e apresenta-lhe algumas sugestões
JOÃO PEDRO FARIA

H

oje em dia é cada vez mais importante conseguir dominar mais do que uma Língua, quer seja na vertente falada, que na escrita. Apesar de o Inglês se ter imposto como o principal idioma, há que não descurar não só o Francês e o Alemão como principais alternativas na Europa, como também o Castelhano e, como não poderia deixar de ser, o Português, duas das línguas mais faladas em todo o mundo. O Português assume ainda uma importancia especial para quem, sendo estrangeiro, vem viver para Portugal, ou para quem, sendo já cidadão nacional, precisa de aprumar alguns termos técnicos relacionados com a sua actividade profissional. É para isso que existe as escolas de língua. Cada vez mais verticalizadas sobre diversos idiomas, apresentam ofertas que cobrem as principais necessidades.

onde existe uma Alliance Francaise bem como inteirar-se sobre os cursos leccionados, as respectivas certificações que eles garantem, o calendário (que inclui o prazo de inscrições e os horários das provas) e ainda o preçário.

cursos ministrados e as respectivas modalidades disponibilizadas. Destaque para a adopção de métodos de ensino adaptados às novas tecnologias, como é o caso do e-Learning.

BRITISH COUNCIL

www.britishcouncil.org/ portugal
Com uma interface bastante agradável para o utilizador, o site do British Council inclui, para além das informações habituais sobre o tipo de cursos leccionados e dos exames praticados, a possibilidade de fazer o registo directamente online. Também através do site, é possível saber onde se encontram os seis centros de ensino (curiosamente, o British Council de Coimbra foi um dos primeiros centros a abrir em todo o mundo, em 1938). Apresenta alguns links de grande utilidade em termos de ciência e sociedade e de serviços de informação.
CAMBRIDGE SCHOOL

CIAL – CENTRO DE LÍNGUAS

Dedicado à aprendizagem de alemão, o Goethe-Institut Portugal propõe no seu site um interessante teste de nivelamento que permitirá saber qual o tipo de curso mais indicado para cada situação. Para além de ter aulas dedicadas a alunos em geral, o instituto dispõe também de formação contínua para professores de alemão. Quem quiser manter-se actualizado poderá assinar a newsletter ou subscrever os feeds RSS sobre o calendário de eventos. O site serve ainda como espaço de intercâmbio entre as culturas e as sociedades alemã e portuguesa.

www.cial.pt
Se está interessado em aprender castelhano, italiano, holandês ou russo, faça uma visita ao site do CIAL – Centro de Línguas para ver se os cursos propostos vão ao encontro das suas necessidades. Este centro dispõe ainda de aulas particulares que acrescentam a esta lista línguas como o inglês, o francês, sobre as quais poderá obter mais informações no site. A juntar a isto existe ainda a possibilidade de aprender português, não para quem está a viver em Portugal e não domina a língua como também para quem tem uma profissão especializada (como é o caso da medicina) e precisa de consolidar os conhecimentos.
GOETHE-INSTITUT

INSTITUTO CERVANTES

ALLIANCE FRANÇAISE

http://lisboa.cervantes.es/
Caso esteja interessado em aprender a falar a língua de nuestros hermanos ou em aprofundar os conhecimentos actuais, poderá fazer a inscrição online no Instituto Cervantes. Primeiro, poderá ver que tipo de cursos estão disponíveis e consultar o respectivo calendário e preçário. Se, porventura, tiver dificuldades em traduzir uma determinada

www.alliancefr.pt
Uma das mais conhecidas escolas de língua francesa em todo o mundo, o site da Alliance Francaise em Portugal é bastante completo não só em termos de conteúdos como de opções de interacção, sendo possível obter a informação apresentada num ficheiro PDF ou enviá-la por e-mail. Poderá informar-se acerca das cidades 120
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www.cambridge.pt
Inglês, francês e alemão são os idiomas estrangeiros leccionados nesta escola de línguas. No entanto, o programa de ensino contempla ainda o português para estrangeiros. No seu site, que é acima de tudo explicativo, o Cambridge School indica os vários

www.goethe.de/ins/pt/lis/ deindex.htm

expressão ou termo de castelhano, catalão ou galego para português, inglês ou francês (ou vice-versa), poderá usar o serviço de tradução online disponível gratuitamente.

SPEAK WELL

www.speakwell.pt
Com presença física na Parede, nas imediações de Lisboa, a Speak Well é uma escola de Línguas que conta com consultores de línguas, formadores e professores especializados em inglês e português. No seu site é possível consultar a lista completa de serviços que estão à disposição do utente, nomeadamente os cursos apresentados para empresas, adultos, jovens e crianças. Existe ainda um curso de português para estrangeiros. A interacção é um pouco limitada, resumindo-se a um contacto de e-mail e a um mapa com as localização da escola.
WALL STREET INSTITUTE

LÍNGUAS E LÍNGUAS

www.languagelisboa.net
Após vinte anos de ligação às escolas internacionais, a Línguas e Línguas dissociou-se este ano, mantendo contudo os mesmos professores e as mesmas características pedagógicas. Apesar de o site referir cursos de línguas e aulas específicas de preparação para exames da University of Cambridge Local Examination’s Syndicate, apenas é possível consultar os preços e horários dos cursos de português para estrangeiros.

Júlio Isidro,
apresentador de televisão
Figura indissociável da RTP, Júlio Isidro tem um longo e invejável currículo não só na televisão pública em Portugal, como também no universo da rádio. Já a sua experiência com a Internet é bem mais recente, tendo entrado neste novo mundo há cerca de cinco anos. «Tenho uma visão meramente utilitária da Internet, e muito receosa até», disse-nos o apresentador. Júlio Isidro recorre à maior das redes para pesquisar questões que tenham que ver com a sua profissão, nomeadamente, com o programa de rádio sobre música antiga que passa diariamente na Antena 1. «Também a uso sob o ponto de vista cinematográfico e artístico, e ainda para consultar eventos sobre cultura e espectáculos em geral», adiantou--nos o enternainer. Conhecida a sua paixão pelo aeromodelismo, Júlio Isidro procura todos os sites e links relacionados e mantém ainda dois sites dedicados a este hobby. São eles a sua loja online, em www.jim.com.pt, e ainda um torneio de aeromodelismo, em www.clportugal.com. A loja online já teve mais de meio milhão de page views desde que surgiu, em 2003. O spam é eliminado assim que o recebe e usa o correio electrónico para comunicar com sócios do clube de aeromodelismo ou receber contratos da Sociedade Portuguesa de Autores, mas «sempre meramente numa perspectiva utilitária». Também já fez online banking e a experiência foi positiva. É um dos muitos portugueses que vão ao hipermercado online e já visitou o e-Bay, apesar de não ter comprado ou vendido qualquer item. Em termos de leitura, consulta os sites do «Expresso», do «Público» e do «Correio da Manhã». Costuma aceder a três fóruns de aeromodelismo americanos mas não entra nos chats. «Limito-me a ler os “disparates” que por lá se escrevem.»

www.wsi.pt

OXFORD SCHOOL

www.oxford-school.pt
Fundada em 1972, a Oxford School dedica-se ao ensino de línguas, leccionando cursos de inglês, francês, alemão e português para estrangeiros. Os cursos ministrados destinam-se não só a crianças, jovens e adultos, mas também a empresas ou instituições que queiram oferecer aos seus colaboradores um aprofundamento no conhecimento destas línguas. O site é bastante limitado não só em termos de conteúdo como também de interface, limitando-se a informar sobre os cursos disponíveis e o respectivo calendário e precário.

Um inglês mais aprofundado para todos, desde os mais pequenos aos adultos e sem esquecer as empresas, é o que propõe o Wall Street Institute. No site, poderá encontrar o centro mais perto de si e informar-se sobre o curso que mais lhe convém, de acordo com as suas necessidades. Caso precise de uma orientação, poderá fazer um teste para saber qual é o seu nível de inglês. Existe uma área na qual poderá consultar os protocolos estabelecidos, sendo possível descarregar o ficheiro em formato PDF. O site do Wall Street Institute disponibiliza ainda um tradutor online disponível gratuitamente. ■

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INTERNET GUIAS
PCG PCG

Envie ficheiros de grandes dimensões pela Net
É possível partilhar rapidamente ficheiros sem recorrer a drives USB ou CDs. Há várias soluções online
PCGUIA

À

s vezes pretende transferir alguns ficheiros de grandes dimensões para alguém que não está perto de si e, por isso, não pode utilizar um dispositivo USB. O tamanho máximo de um anexo do Google Mail é, neste momento, de 20 MB, o que é útil, mas nem sempre suficiente. Muitas pessoas optariam pela gravação de CDs, que depois enviariam pelo correio. Quem percebe do assunto utiliza os serviços online que alojam os seus ficheiros para outros efectuarem o descarregamento. Um desses serviços é o TransferBIGFiles (www.transferbigfiles.com). O melhor deste serviço é não necessitar de registo. É ideal para quem quer enviar ficheiros de grandes dimensões pontualmente. Dê um salto até ao site e faça o upload dos seus ficheiros. Há

espaço ilimitado, mas cada ficheiro não pode ter um tamanho superior a 2 GB. Quando efectuar o upload do ficheiro, especifique um ou mais endereços de e-mail, para receber uma notificação, que lhe explica como fazer o descarregamento. A pessoa só tem de seguir a ligação. Os ficheiros carregados ficam disponíveis durante cerca de 10 dias. Este serviço básico é suficiente para uma utilização ocasional mas, se necessita de partilhar muitos ficheiros regularmente, pode efectuar o download do cliente Dropzone e criar uma conta para obter funcionalidades suplementares. O cliente cria um ficheiro dump no seu ambiente de trabalho. Este pode ser carregado automaticamente, possibilitando-lhe a gestão de ficheiros e mantendo-os por 30 dias.

Este é um serviço gratuito. O leitor deve estar já a pensar: afinal, onde está o gato? Os donos do site estão esperançados que quando este se tornar mais popular, estarão preparados para vender espaço publicitário e fazer dinheiro. Por agora não há publicidade e os custos de hospedagem são assumidos pelos donos do site, por isso, continue a fazer uploads!

Entre no DropZone
Se quiser utilizar o cliente DropZone, tem de criar uma conta fornecendo o seu e-mail e a sua palavra-chave. Efectue o descarregamento do cliente e introduza o código de confirmação que lhe será enviado por e-mail. Agora, o cliente está pronto para receber os seus ficheiros e fazer o upload dos mesmos. O DropZone aparece na

área de notificação com a forma de um círculo verde. Clique sobre ele para abrir o grande círculo onde os ficheiros podem ser colocados. De seguida, para abrir o menu, clique com o botão direito do ícone na área de notificação. Depois disso, basta utilizar o item do menu Options para adicionar uma mensagem ao e-mail de notificação e, se for necessário, proteger com palavra-passe o ficheiro carregado. A informação da conta permite-lhe ver todos os ficheiros que foram carregados. Pode ver, apagar e alterar o estado de privacidade dos ficheiros carregados como muito bem entender. Quando estiverem prontos, basta premir X no círculo DropZone para o reenviar para a área de notificação. O serviço oferecido pela TransferBIGFiles é rápido, seguro e de confiança. ■

> Utilize a extensão Allpeers do Firefox
A partilha de ficheiros peer-to-peer nunca foi tão fácil
Esta elegante extensão do Firefox é um método alternativo de partilha de ficheiros de grandes dimensões. Utiliza tecnologia peer-to-peer para transferir ficheiros e até adiciona o suporte para BitTorrent ao seu browser. Para obtê-lo, escolha Tools, Add-ons, Get Extensions e procure por Allpeers. Para criar uma conta, tem de fornecer um nome de utilizador, uma palavra-chave e um e-mail. Pode importar os contactos da sua conta de e-mail da Web e estes aparecerão dentro da barra lateral do Allpeers. Para enviar um ficheiro para alguém, basta arrastá-lo para o seu nome. Se não quiser importar os seus contactos, pode partilhá-los através do botão Share ou mover os ficheiros para o espaço que aparece e dar entrada do endereço de e-mail. Para conseguir efectuar o descarregamento do ficheiro, o destinatário deve instalar o Allpeers e estar online ao mesmo tempo que o leitor. Se enviar um ficheiro para várias pessoas, esse ficheiro estará pronto para ser descarregado por todo o grupo, desde que pelo menos uma pessoa esteja online. Pode partilhar qualquer coisa com os seus contactos, incluindo links da Web, torrents, pastas inteiras e ficheiros, de qualquer tamanho. A vantagem sobre o TransferBIGFiles é que pode ser programado para fazer descarregamentos automáticos e, por isso, o leitor não necessita de ir ao site para dar início ao descarregamento. É uma opção útil se pretender enviar ficheiros para um PC que não esteja em funcionamento. A desvantagem é que os seus amigos têm de instalar o add-on e têm de estar online ao mesmo tempo

Clique na ligação Hide sempre que não estiver a utilizar o Allpeers, para esconder a barra de ferramentas

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INTERNET GUIAS
PCG PCG

>

PASSO A PASSO

PARTILHE DADOS COM O TRANSFERBIGFILES

01

Vá até www.transferbigfiles.com. Pressione Browse para localizar o seu ficheiro depois escreva o endereço de correio electrónico do destinatário. Assinale a caixa que confirma que é possuidor dos direitos de autor e pressione Send It!

Algumas vezes tem mais do que um ficheiro e mais do que um amigo. Neste caso, pressione More Links debaixo dos campos de ficheiro e de endereço para activar os espaços, até cinco ficheiros e até cinco endereços de e-mail.

02

Clique em Advanced Options para incluir a sua própria mensagem dentro do e-mail de notificação ou se quiser colocar uma palavra-chave de protecção dos ficheiros. Assinale a caixa para incluir a palavra-chave no e-mail que possibilita o acesso ao destinatário.

03

Utilize o cliente DropZone para efectuar o upload dos ficheiros a partir do seu ambiente de trabalho. Arraste os ficheiros grandes para o círculo dos ficheiros recebidos. Ser-lhe-á pedido o endereço do destinatário. O ícone da área de notificação fica encarnado enquanto os ficheiros estão a ser carregados.

04

Quando um ficheiro é carregado verá esta mensagem convidando-o a nomear a transferência e a especificar o destinatário. Assinale Advanced Options se pretender múltiplos destinatários ou para adicionar uma palavra-chave/mensagem ao e-mail.

05

Clique no botão direito no ícone da área de notificação e escolha Account Information para ver esta página. Aqui pode visualizar todos os ficheiros em que foi feito o upload. Pode ainda alterar o nível de privacidade e apagá-los.

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BANCO DE TESTES HARDWARE
PCG

Ao detalhe
Sistema de testes
Motherboard Gigabyte MA790FX-DQ6 Placa gráfica 2 x 3850 em Crossfire CPU 2.4GHz Phenom Memória 2 x 1GB Corsair Dominator Disco rígido Western Digital Raptor 150GB Fonte de alimentação Tagan TG900 de 900W Sistema Operativo Windows Vista ed 32 bits Rato Logitech G3 Teclado Logitech Media Elite Chassis A+Case El Diablo Monitor LCD Mirai de 22 polegadas

AMD Spider
A multinacional apresentou a nova plataforma, composta por chipset, processador e placa gráfica

A

solução até agora conhecida com o nome de código Spider foi revelada em Varsóvia aos jornalistas europeus. A PCGuia esteve na capital Polaca e pôde conferir que a proposta que a AMD apresentou é constituída por três novos módulos – processador, placa gráfica e chipset. Os novos Phenom são processadores com quatro núcleos (Quad-core) separados, com controlador de memória e interface I/O dedicada. Oferecem três níveis de cache, entre os quais se inclui a Shared L3 Cache, que faculta uma maior velocidade na partilha de dados e optimiza as opções de multitasking e de processamento multithreading. Além disso, conta com suporte para HyperTransport 3.0 com largura de banda para reprodução de conteúdo de alta definição (1080i) e com um controlador integrado para memória que garante o suporte para memória DDR2 1066 (está planeado o suporte para DDR3 nas variantes de 45 nm). De momento, estão disponíveis as versões 9500 e 9600. A primeira tem uma frequência de 2,2 Ghz, 2 128
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MB de cache L2, 2 MB de cache L3. Custa cerca de 169 euros. O Phenom 9600 funciona a 2,3 GHz e tem as mesmas caches que o primeiro processador. Está disponível por 190 euros. Os CPUs instalam-se nos sockets AM2+, mas podem ser usados com AM2 (nessa situação, o sistema recorrerá a Hypertransport 2.0 ou 1.0, dependendo da motherboard). A série 7 dos chipsets varia mas permite, no caso do 790FX (motherboards com preço estimado de 199 a 239 euros), a colocação de quatro placas gráficas no sistema. O 790X (159 a 169 euros) oferece suporte para duas placas gráficas e o 770 (109 a 129 euros) é a solução base e suporta apenas uma placa gráfica. Todas estas soluções contam com suporte para HyperTransport 3.0 e, como é natural, PCIe 2.0. Entre os parceiros que já garantem motherboards com esta solução encontram-se a Asus, a Gigabyte, a Foxconn, a Biostar e a Jetway.

No que concerne à plataforma gráfica, a ATI é a responsável pela criação da série Radeon HD3800, uma linha que suporta DirectX 10.1, introduzindo assim «efeitos in-game que até agora estavam limitados ao rendering de filmes em ambientes offline», referiu Richard Huddy, Worldwide Developer Relations Manager da empresa. Com as novas Radeon, o suporte para HDR Lighting foi optimizado. O GPU foi concebido e produzido de acordo com o processo de fabrico de 55 nm e conta com 666 milhões de transístores numa área de 192 mm2, um valor que testemunha o dobro da densidade de transístores da série HD 2900 (que tem 700 milhões de transístores em 408 mm2). Segundo dados do fabricante, o GPU assegura uma maior eficiência, já que necessita de metade da energia da série HD 2900XT, garantindo no entanto o dobro da eficiência de processamento de dados. Tanto as placas 3870 como as 3850 suportam tecnologia Avivo HD Video, pelo que o utilizador pode reproduzir conteúdo em alta definição. Uma referência ainda para a aplicação AMD Overdrive, um software que faculta ao utilizador dezenas de ferramentas de tweaking e de optimização para esta plataforma. Entre as várias opções, o leitor encontra

ferramentas para alterar definições de memória, de processador e de chipset. O software faz a monitorização dos quatro cores do processador em separado, assim como do GPU e da frequência da memória. Está disponível ainda uma área de Board Monitor, que verifica a velocidade dos Bus, PCIe, Southbridge e memória.

Prova de fogo
A questão que o leitor estará a colocar a si mesmo é a mesma que a nossa Redacção encontrou quando teve acesso à plataforma. Valerá a pena investir nela? É um facto que o utilizador poderá utilizar cada um dos três componentes da plataforma isoladamente (CPU, chipset e placa gráfica). A placa gráfica será talvez a primeira candidata para a compra de Natal, dado o suporte para DirectX 10.1 e a possibilidade de reprodução de conteúdo de alta definição. Os principais fabricantes de placas gráficas contam já com propostas da série 38xx. Mas a verdade é que a AMD aposta no conjunto dos componentes para garantir maior fiabilidade e mais rendimento. Desta forma, é a

Ao detalhe
PCMark Vantage
PCM ........................................ 4587 marks Memória .................................. 3691 marks TV/Movies................................ 3463 marks Gaming .................................... 4937 marks Musica .................................... 4609 marks Produtividade........................... 4534 marks Comunicações .......................... 3813 marks HDD ........................................ 4307 marks

PRATA

PCGuia
FABRICANTE AMD PREÇO €617 (preço indicativo para a plataforma com um processador Phenom 9600, motherboard com chipset 790x e duas placas gráficas HD 3850) SITE www.amd.com
Qualidade/Preço Características Desempenho

oportunidade de adquirir um Phenom com uma motherboard com chipset da série 7 e com uma (ou duas ou mesmo quatro) placa Radeon 38xx. Por ora, se quiser adquirir um processador, terá de cingir-se às duas opções que descrevemos. Isto porque o Phenom 9700 (2,4 GHz) não foi lançado, uma vez que sofria, à data do lançamento da plataforma, de um bug na cache L3 que afectava a sua estabilidade em casos de elevadas necessidades de processamento. Nessas situações, o processador “crasha”, pelo que a AMD optou por atrasar o lançamento, independentemente de ter já publicado um BIOS-fix que, de acordo com o fabricante, resolve o problema a custo de uma perda de 10 por cento de velocidade do CPU. A primeira palavra de destaque vai indubitavelmente para o Overdrive. Recorrendo a esta aplicação, conseguimos colocar o processador de 2,4 GHz a que tivemos acesso a funcionar a 3 GHz de forma rápida e, acima de tudo, estável, sem necessidade de utilizar mais do que o sistema de refrigeração a ar standard (o cooler é igual ao do AMD 6000+). Recorrendo ao SiSoft Sandra

(Arithmetic ALU), verificámos um valor de 35575, registando 31 112 (Arithmetic MFLOPS). No que concerne aos testes de Multimédia Integer, o processador atingiu 92 100, deixando para o benchmark de Multimédia Floating Point o registo de 120 121. Os resultados são inferiores ao que se consegue em alguns aspectos obter no mesmo benchmark com processadores como o Q6600, por exemplo, mas é preciso relembrar que o preço de venda ao público dos novos Quad-core da AMD é inferior ao das ofertas da Intel. No PCMark 2005, encontrámos uma performance consistente: 7043 marks no CPU e 3692 marks na memória.

Poder gráfico
O acesso a DirectX 10.1 fica garantido se adquirir uma das placas da série 38xx, mas só poderá efectivar esse projecto quando instalar o Service Pack 1 do Windows Vista. As melhorias situam-se ao nível do HDR Lighting – alterações que tornam a luz mais realística. O cálculo da Global Illumination deixa de ser feito num processo anterior ao rendering da cena do jogo (o que

produzia bonitos efeitos visuais mais impedia a reprodução adequada de cenários com dynamic lighting). Com o DirectX 10.1, a iluminação é feita com o rendering de centenas de cubos que captam a luz do ambiente específico em que se passa a cena. Outra das vantagens da nova série de placas gráficas é consequência directa do processo de fabrico de 55 nm. Falamos, nomeadamente, da descida do preço do GPU da placa, que é, para o cliente final, uma excelente notícia. No sistema de testes, registámos um ganho significativo quando comparámos os valores de benchmark (3DMark 2006) de uma placa HD 3850 com a opção de duas placas em Crossfire. Quando testámos a plataforma a 1680 x 1050 (4xAAA/8xAF), verificámos 12 564 3dmarks vs. 9632 3dmarks (simples x Crossfire). O jogo «Call of Juarez» (1680 x 1050) funcionou a uma média de 14,6 frames por segundo (fps), sendo que a 1280 x 1024 o valor subiu para 38,8 fps. Com o iTunes Bench, que regista os segundos para conversão de ficheiros de música, registámos 98.464 com o Storyville Live at Antones. Por fim, tivemos oportunidade de executar o

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VEREDICTO

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Série Radeon 3800
Radeon HD 3870 Interface de memória Velocidade de memória Frame buffer Form Factor Ligação de energia Pico de energia Nível de ruído Interfaces ATI PowerPlay ATI CrossfireX Preço 256 bit 1.8Ghzz 512MB Dual Slot PCIe 6 pinos w~105W 34 dBA 2 x Dual Link DVI com HDCP (HDMI + Áudio com adaptador + HDTV Out) Sim 2, 3 ou 4 placas €229 euros Radeon HD 3850 256 bit 2.4GHz 256MB Single Slot PCIe 6 pinos ~95W 31 dBA 2 x Dual Link DVI com HDCP (HDMI + Áudio com adaptador + HDTV Out) Sim 2, 3 ou 4 placas €129 euros

POV-Ray, uma aplicação para teste a processamento segmentado por vários CPUs. O teste faz o rendering de uma imagem muito grande e com um nível de detalhe invejável. A plataforma conseguiu fazê-lo em 3,02 minutos. Qual é, então, a resposta à questão que começámos por colocar? Bom, a verdade é que, no que concerne aos processadores, a escolha é simples. Se, por um lado, é uma realidade que o desempenho dos Phenom não está à altura de CPUs como Q6600 e superiores, a verdade é que também o preço não é comparável. A AMD oferece, com os Phenom, uma escolha muito em conta para o mercado de mainstream, enriquecida com o Overdrive, que garante alguma margem de manobra. Se analisarmos a plataforma Spider como um todo, então a balança pende claramente para uma decisão sem grande margem para dúvidas. Se quiser apostar na AMD, opte pela plataforma como um todo. Se o fizer, tem a hipótese de ponderar os sucessivos upgrades como investimentos menores e equilibrados, já que não vai ser necessário trocar de motherboard se pensar em comprar um novo processador desta série. Além disso, tenha em consideração que as suas necessidades de maior performance gráfica poderão ser alimentadas com o simples acrescento de mais placas gráficas (até quatro, como vimos)... e não se esqueça de que a plataforma suporta PCIe 2.0. J.T.
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Asus EEEPC
Precisa de oferecer um portátil ao seu filho, mas não quer gastar rios de dinheiro? Ou talvez precise de um segundo computador para complementar a sua máquina de secretária. Então, dê uma vista de olhos nesta nova proposta da Asus

O

que é o Asus Eee PC? É um computador portátil de baixo custo claramente destinado a um público muito jovem ou a pessoas que queiram ter um laptop como segundo computador, mas não querem ou não precisam de gastar o dinheiro que custa um portátil tradicional. O Eee PC é uma máquina muito pequena; é provavelmente o portátil mais pequeno que já tivemos aqui na PCGuia, talvez seja ainda mais pequeno que o Libretto da Toshiba. O ecrã tem 7 polegadas e está ladeado pelas colunas; a câmara está acima. O teclado é muito pequeno, o que é um problema para quem tem mãos grandes. O touchpad tem uma única tecla que funciona como os dois botões de um rato, fazendo pressão à direita ou à esquerda. Do lado esquerdo do teclado estão as entradas para equipamento de áudio, ou seja teclado e microfone, uma entrada USB e as entradas para o modem e rede sem fios. Do lado direito existem duas entradas USB, a ficha para a ligação de um monitor e a ranhura do leitor de cartões que suporta apenas o formato SD. O Eee PC inclui ainda rede sem fios 802.11g, com uma velocidade máxima de 54 mbps.

PRATA

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FABRICANTE Asus PREÇO Disponível em Janeiro. Preço indicativo €325 SITE pt.asus.com FICHA TÉCNICA Computador portátil com ecrã de 7”, processador Intel mobile Celeron, 512 MB RAM, disco de 4 GB ou 8 GB de tecnologia Flash. Webcam, 3 USB, 1 VGA out, SD Card Reader, 56K Modem, Ethernet, entrada para auscultadores e microfone, rede sem fios 802.11G, sistema operativo Linux Xandros
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

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Este portátil pesa apenas 900 gramas
O que faz funcionar esta máquina é um processador Intel Celeron D a 900 MHz em conjunto com um chipset Intel 910. Inclui 512 MB de memória RAM e 4 GB de memória flash que funciona como disco rígido. Quando o ligámos pela primeira vez, ficámos estupefactos com o tempo que ele demorou a arrancar, mas já lá vamos. A Asus adaptou um sistema operativo Linux para funcionar com o Eee PC, a que chamou Xandros e que é baseado no Debian Etch. Para 130
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além das funcionalidades normais de gestão de recursos da máquina, este sistema operativo também oferece todas as aplicações de que necessita para começar a trabalhar mal tira o computador da caixa. A Asus dividiu as aplicações por seis separadores intitulados “Internet” que, como o nome indica, reúnem todos os programas que lhe permitem trabalhar com a Internet, incluindo e-mail, mensagens instantâneas, VoiP e rádio IP, e Work, em que reuniu as aplicações do OpenOffice 2.0 e lhes chamou Documents, Spreadsheets e Presentations. Aqui também encontra o leitor de ficheiros PDF e o gestor de ficheiros. No separador Learn estão as aplicações relacionadas com a ciência, como, por exemplo, um

planetário ou uma tabela periódica. Curiosamente também estão aqui os programas de desenho. O separador Play engloba as aplicações multimédia e jogos. Em Settings estão os ícones que dão acesso à configuração do sistema. E em Favorites pode criar acessos directos aos programas mais usados. No fundo do ecrã está uma barra, parecida com a barra de tarefas do Windows, com uma área de notificação parecida com a do Windows e um ícone que dá acesso ao desktop. A unidade enviada pela Asus tinha o sistema operativo e o software em Inglês. Se estiver tudo traduzido para Português quando iniciarem a comercialização no nosso país, será um dos portáteis mais fáceis de usar, mesmo por quem tiver apenas uma ideia de como se usa um computador. O Asus Eee PC demorou cerca de 15 segundos desde que clicámos no botão de energia até ficar completamente pronto a trabalhar! Para quem usa o

Windows, o tempo de aprendizagem é muito curto e resume-se apenas a uma questão de nomenclatura dos programas, porque até os atalhos de teclas são os mesmos, como, por exemplo, usa-se CTRL+C para copiar e CTRL+V para colar. Em termos de aquecimento e ruído, quase não se dá por eles. Não queima as nossas calças se o usarmos ao colo, nem acorda ninguém com o barulho da ventoinha, no entanto, ela está lá. Os únicos reparos que temos a fazer são ao tamanho das teclas, que nos obriga a escrever com as mãos um pouco arqueadas, e à falta de espaço de armazenagem, porque 4 GB para ficheiros e sistema operativo ficam curtos ao fim de algum tempo, pouco tempo… Claro que pode usar um disco externo ou um cartão de memória, mas isso vai perverter um pouco a filosofia do EeePC. Resta falar do tempo de vida da bateria, que se ficou pelas 3h30. Este tempo não é nada de especial, visto que máquinas com muito mais poder de processamento, discos com peças móveis e ecrãs maiores conseguem muito melhor. Esperávamos um bocado mais. Como conclusão resta-nos dizer que esta máquina vai ocupar um lugar especial no nosso “Hall of Fame”, quanto mais não seja porque já não tínhamos tanto gozo a usar um computador há muito tempo… P.T.

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Abit IX38 QuadGT Speedster e IP35 Pro
Duas boas prendas para colocar no sapatinho de quem quer montar um sistema poderoso, silencioso e bem arrefecido
oi através da Command.com que a Abit nos fez chegar às mãos dois exemplares das suas mais recentes apostas para o mercado Intel, a Abit IX38 QuadGT Speedster e a IP35 Pro. Vejamos cada uma delas ao detalhe. Comecemos pela mais recente, a IX38, que se baseia (tal como o nome indica) no chipset Intel X38 Express/ICH9R. Quer isto dizer que é compatível com uma vasta gama de CPU para socket LGA775, desde os Core 2 Duo aos Extreme com FSB de 1333MHz e não esquecendo quer os recentes Core 2 Quad, quer os futuros Penryn produzidos com tecnologia de 45nm. Sublinhe-se que esta Abit suporta um FSB máximo de 1600 MHz. A IX38 QuadGT apresenta três slots PCI-Express (PCI-E), sendo duas PCI-E 2.0 16x e uma PCI-E 2.0 4x. Nesta matéria, inclui ainda duas portas PCI tradicionais

F

e uma PCI-E 1x. Apesar de não suportar memória RAM com especificação DDR3, permite instalar um máximo de 8GB distribuídos por quatro módulos DDR2 a 1066MHz. Relativamente parco é o número de ligações USB oferecidas de série, isto porque, para além das quatro portas no painel traseiro, não existe mais nada, nem sequer o tradicional bracket que é oferecido no pacote (de salientar que esta Abit traz porventura o bundle mais pobre que alguma vez vimos num modelo desta marca, limitando-se aos cabos SATA e IDE). E bem que poderia trazer, uma vez que este modelo suporta um máximo de dez ligações USB 2.0. Já as seis portas SATA2 com suporte RAID deverão chegar

para as encomendas em matéria de armazenamento, marcando presença ainda uma ligação PATA para dispositivos IDE e uma para FDD. Nesta altura do campeonato, talvez fosse mais sensato se os fabricantes ocupassem este espaço com um outro tipo de opção, visto que a disquete caiu em desuso. De referir a presença de uma ligação FireWire (sendo que suporta um máximo de duas) e duas fichas e-SATA, acompanhadas pela porta de rede Gigabit e pela secção de áudio onboard compatível com som 7.1. Há aspectos que são claramente

quer em termos de hardware, quer do software que acompanha a placa, principalmente no que à aplicação de monitorização e gestão diz respeito. Esta qualidade é, de resto, apanágio da Abit, e já ressalvamos isso mesmo em análises anteriores. No entanto, notámos alguma instabilidade no funcionamento deste modelo, nomeadamente quando experimentámos o overclocking, provavelmente causada por drivers. No que concerne à IP35 Pro, trata-se de uma motherboard baseada (tal como o nome indica, mais uma vez) no chipset Intel P35/ICH9R, o que faz com que aceite a maior parte dos mesmos processadores que se

OURO

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Abit IP35 Pro
DISTRIBUIDOR Command.com PREÇO €165 CONTACTO 256 370 000 SITE www.abit.com.tw FICHA TÉCNICA Chipset Intel I35/ICH9R, CPU Intel Core 2 Extreme/Quad/Duo com FSB a 1333/1066/800MHz, 8GB de RAM DDR2 800/667MHz, 2x LAN gigabit, som onboard 7.1 HD, ligação óptica S/PDIF, suporte HDMI, 1x PCI-E 16x, 1x PCI-E 16x (4x), 1x PCI-E 1x, 3x PCI, 1x PATA, 6x SATA, 1x 1394 no bracket (máx. 2x), 4x USB + 2x USB no bracket (máx. 12x USB 2.0), 2x e-SATA
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

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positivos. São os casos do botão de reset da CMOS disponível no painel traseiro, o sistema de dissipação passiva ou a qualidade de construção geral,

podem colocar na IX38 QuadGT. No entanto, o recheio da caixa apresenta não só mais um par de cabos SATA como também um sempre útil bracket que acrescenta duas portas USB 2.0, uma mini USB e uma FireWire às quatro USB 2.0 existentes no painel traseiro. Tal como acontece na IX38, os cabos SATA têm um sistema que permite trancá-los

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correctamente nas respectivas fichas. Produzida, tal como a IX38, num PCB azul “oceano”, a IP35 conta com o sistema Silent OTES que trata passivamente do arrefecimento desde o Southbridge ao Northbrige. Face ao modelo acima referenciado, mantém as duas portas e-SATA e, na medida em que a porta FireWire passa para o bracket, inclui duas portas de rede Gigabit. Outro aspecto que partilha com a IX38 é o suporte nativo para som HDMI, o que é óptimo para usar com placas gráficas que suportem vídeo HDMI. Refira-se que existem para este efeito duas slots PCI--wE 16x, para além de três PCI e uma PCI-E 1x. A disposição dos componentes é muito semelhante em ambos os casos, apesar de a IP35 parecer mais arrumada. De qualquer forma, a instalação é simples em qualquer um dos modelos. O BIOS permite mais uma vez ajustes avançados para quem gosta de fazer overclocking a tudo o que se liga à board. No entanto, se se for longe de mais e o sistema não arrancar, o botão

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Abit IX38 QuadGT Speedster
DISTRIBUIDOR Command.com PREÇO €215 CONTACTO 256 370 000 SITE www.abit.com.tw FICHA TÉCNICA Chipset Intel X38/ICH9R, CPU Intel Core 2 Extreme/Quad/Duo e Pentium Extreme Edition/D/4/Dual Core com FSB a 1600/1333/1066/800MHz, 8GB de RAM DDR2 1066/800/667/533MHz, 1x LAN gigabit, som onboard 7.1 HD, ligação óptica S/PDIF, suporte HDMI, 2x PCI-E 16x (com suporte 2.0), 1x PCI-E 16x (4x), 1x PCI-E 1x, 2x PCI, 1x, PATA, 6x SATA, 1x 1394 (máx. 2), 4x USB (max. 8), 2x e-SATA
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

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E-ZCmos dá uma grande ajuda, reiniciando o PC com as definições de origem. Mas mesmo com overclocking (dentro dos limites aceitáveis, entenda-se), a IP35 Pro mostrou-se sólida como uma rocha. Só é pena não que não seja compatível com SLI (para isso teria que ter um chipset Nvidia) e que, mesmo sendo compatível com sistemas CrossFire, nesse caso a segunda slot PCI-E 16x passe a funcionar apenas a 4x. J.P.F.
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Biostar TF560 A2+
Uma placa com margem para overclocking e um preço muito competitivo

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Biostar vende a TF560 A2+ a um preço que a coloca num mercado de gama média, acessível ao utilizador comum, que não procura uma motherboard topo de gama, para desempenho acima da média. Como o próprio nome indica, a board conta com o chipset nForce 560, que oferece optimizações do GPU para placas gráficas GeForce 7300GT, 7600GS e 8500GT e suporte para RAID 5. Garante ainda quatro portas SATA 3Gb/2, duas portas PATA, uma Gigabit Ethernet, seis portas USB 2.0 (mais dois headers 2.0) e quatro slots PCI Express (um dos quais 16x). Suporta memória DDR2 até 800 MHz nos quatro slots de que dispõe, até um máximo de 8 GB. Suporta processadores AMD 64 X2 dual core, X2, 64FX e Sempron. Muito embora

suporte processadores AM2+, não deixa de ser uma plataforma AM2. No entanto, a verdade é que, nos nossos testes, recorremos a opções de overclocking que revelaram que esta placa consegue, até certo ponto, fazer frente a opções AM2. O design da placa parece-nos particularmente bem concebido. É totalmente fanless (não tem qualquer ventoinha) e o código de cores ajuda o utilizador a instalar o restante hardware nos slots correctos. Repare que o chipset tem um dissipador dedicado e que o conector de energia está localizado junto ao extremo da motherboard (no caso das Biostar, nem sempre foi assim), permitindo que as portas necessárias para adicionar periféricos fiquem devidamente agrupadas. E é precisamente ao analisar esse facto

que damos por falta do controlador firewire, um facto que, para sermos francos, nada abona em seu favor, como se compreende. Se está à procura de uma opção com uma relação qualidade/preço equilibrada e tem um processador AMD, esta motherboard é uma opção em conta, especialmente se não dispensa suporte para overclocking e a garantia de estabilidade. Muito embora não esteja à altura de desempenhos de motherboards com chipset 590, a verdade é que conseguimos fazer com que o nosso X2 3800+ fosse utilizado de forma estável a 3 GHz. J.T.

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BRONZE

DISTRIBUIDOR Niposom PREÇO €69 CONTACTO 218 440 260 SITE www.biostar.com.tw FICHA TÉCNICA Motherboard ATX para processadores AMD com chipset nForce 560. Suporta até 8 GB de memória DDR2, oferece quatro portas SATA, duas portas PATA, uma Gigabit Ethernet, seis portas USB 2.0 (mais dois headers 2.0) e quatro slots PCI Express (um dos quais 16x)
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

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D-Link DAP-1160
Um ponto de acesso que tem a particularidade de ter um firmware desenvolvido em Linux

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D-Link apresentou o seu novo ponto de acesso (AP) DAP-1160, um equipamento wireless compatível com a norma IEEE 802.11g e que permite, quando ligado a um router de banda larga, que os utilizadores possam não só partilhar o seu acesso à Internet sem fios, como também criar uma rede wireless e partilhar ficheiros de imagem, som e multimédia, além de impressoras e rede.

Uma das principais características do DAP-1160 tem que ver com a sua plataforma desenvolvida em Linux, baseada num chipset Realtek RTL8186. Este AP pode ser actualizado com qualquer firmware personalizado com base no kit SDK, sendo que quem programa poderá fazer utilização total da

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memória Flash disponível de 4 MB e da memória SDRAM de 16 MB, de forma a incluir as funcionalidades avançadas que bem desejar. Versátil em termos de utilização, o DAP-1160 pode ser configurado para vários fins. Por exemplo, poderá funcionar como um AP para actuar como um hub central para utilizadores sem fios, como um cliente AP para se ligar a outro ponto de acesso, como uma ponte de grupo de trabalho para juntar dois grupos de trabalho wireless, ou também como uma ponte de grupo de trabalho com AP para actuar como um hub sem fios e uma ponte ao mesmo tempo. Também poderá servir como um repetidor de sinal para alargar a cobertura sem fios, para cobrir todos os pontos sem sinal disponível. Seja qual for a finalidade, a configuração

FABRICANTE D-Link PREÇO €77,90 CONTACTO 218 688 493 SITE www.dlink.pt FICHA TÉCNICA Ponto de acesso compatível com as normas 802.11b e 802.11g, protocolo de encaminhamento TCP/IP, 2 x Fast Ethernet 10/100Mbps, wireless até 54Mbps (2,4 GHz), compatível com WPA e WPA2, codificação WEP 64/128 bits, NAT com VPN Passthrough, gestão multioperacional (AP, cliente AP, repetidor, Workgroup, Workgroup Bridge com AP), software baseado em Linux, servidor/cliente DHCP, antena dipolo destacável 2 dBi (conector RP-SMA)
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

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é simples graças ao utilitário assistente Click’n Connect. Em termos de segurança, o DAP-1160 inclui encriptação WEP de 64/128 bits e segurança WPA/ WPA2 para proteger a rede e os dados transmitidos via wireless. A filtragem de endereços MAC e a função Desactivar a transmissão SSID também marcam presença, sendo que a última visa impedir o acesso de intrusos à rede de casa ou do escritório. J.P.F.

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MSI EX600 YA Edition
A proposta da MSI tem em vista o entretenimento e apresenta uma interessante relação preço/qualidade

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MSI concebeu o EX600R a pensar nas necessidades de quem precisa de uma máquina para lidar sobretudo com tarefas multimédia. Disponível em duas cores muito agradáveis à vista, Midnight Blue e Burgundy Red (a cor do modelo testado), este portátil apresenta um design simples mas elegante. Destaque para elementos como o ecrã de 15,4” com resolução WXGA e tecnologia Amazing Crystal Vision (ACV), que lhe dá um brilho muito agradável e se traduz num maior conforto de utilização, bem como para o teclado numérico independente, que só é possível incluir no EX600 graças ao formato panorâmico do ecrã. Baseado numa arquitectura ultra-low voltage Intel Centrino Duo (o processador é um T5250 a 1,5GHz), o EX600R conta ainda com 2 GB de memória RAM (o máximo que o sistema permite incluir), um disco rígido de 120 GB a 5400 rpm e uma unidade de regravação óptica DVD Super Multi. A placa gráfica é dedicada, tendo a escolha recaído sobre uma Nvidia GeForce 8400M G com 256 MB de memória RAM. O som depende de um sistema True Dolby Home Theater Surround Sound, apesar de as colunas não
DISTRIBUIDOR JP Sá Couto PREÇO €949 CONTACTO 229 993 999 SITE www.msi.com.tw FICHA TÉCNICA Intel PM965 Express Chipset, Intel Core 2 Duo T5250 a 1,5 GHz, 2 GB de RAM, Nvidia GeForce 8400M G com 256 MB de RAM, ecrã 15,4” WXGA ACV, disco de 120 GB, DVD Super Multi, webcam com 1,3 Mp, rede Wi-Fi, Bluetooth e gigabit, 4x USB 2.0, 1x FireWire, 1x PCMCIA, leitor de cartões 4-em-1, Windows Vista Home Premium, 2,6 kg
Qualidade/Preço Características Desempenho

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estarem à altura das necessidades (tal como é habitual na grande maioria destes equipamentos). Quem precisar de se ligar a uma rede poderá fazê-lo através de gigabit. Caso se trate de uma rede sem fios, o EX600 permite ligar-se via Bluetooth ou Wi-Fi, sendo de salientar a compatibilidade com redes wireless baseadas no standard 802.11n. Ratificado há cerca de dois anos pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers, uma organização profissional sem fins lucrativos, fundada em 1963 nos Estados Unidos, que tem como uma das principais missões estabelecer padrões para utilização em computadores e dispositivos a eles ligados, o padrão 802.11n é o primeiro que explora a tecnologia

Multiple-Input/Multiple-Output (MIMO), permitindo enviar dados a velocidades até dez vezes superiores em relação à anterior versão do standard, a 802.11g. Dois aspectos não nos agradaram: primeiro, o posicionamento do mouse pad, que não se encontra ao centro mas sim na parte esquerda ao fundo do teclado, o que nos causou alguma estranheza e irá certamente obrigar a alguma habituação, sobretudo a quem é dextro. Por outro lado, a sensibilidade é muito elevada e não raras vezes nos demos conta de estar a usar a função de scroll mesmo quando o dedo indicador estava no centro do pad. O segundo aspecto tem que ver com o conforto de utilização do teclado, sendo que a sensação transmitida

pelas teclas e o posicionamento dos braços podia ser melhor. Em matéria de desempenho, relembramos que se trata de um portátil baseado numa arquitecta de baixa voltagem, não podendo ser por isso muito ambicioso nesta matéria. Mesmo assim, o EX600 obteve 3540 marks no PCMark 05 e 1052 marks no 3DMark 06, valores que não permitem uma utilização mais afoita mas que também não comprometem. Já em termos de a autonomia, esperávamos mais do que as 2h32. O peso é de 2,6 kg, um valor que está dentro do espectável tendo em conta a utilização de um ecrã de 15,4”. Com um preço recomendado de 949 euros, o EX600 inclui a mala de transporte e um rato óptico USB. J.P.F.

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Pavilion Elite M9050
A HP apresenta o mais recente membro da família desktop

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PCGuia esteve recentemente em Nova Iorque, na apresentação da nova série de Pavilions da Hewlett-Packard (HP). O M9050 chega ao mercado mesmo a tempo de convencer os portugueses a gastarem o subsídio de Natal num novo computador. Numa revista como a nossa, habituada a máquinas que atingem limites de processamento quase impensáveis, a presença deste Pavilion assume uma importância maior, dado o facto de a HP produzir estas máquinas em série e de as comercializar num mercado de consumo cada vez mais competitivo. A configuração é bastante razoável, como pode ver pela ficha técnica, mas a verdadeira mais-valia do computador da multinacional norte-americana são os extras que a marca dedicou ao M9050. Repare no leitor de cartões 15-em-1 e na baía Media Drive para discos externos da HP (só da HP, infelizmente) e no botão de cópias de segurança que é visível no painel frontal do Pavilion. Este acciona a opção Easy Back-up, que faz uma cópia automática dos
FABRICANTE HP PREÇO €1199 CONTACTO 808 201 492 SITE www.hp.pt FICHA TÉCNICA Processador Intel Core 2 Quad Q6600, 3 GB de memória RAM DDR2, disco rígido com 320 GB de capacidade 7200 rpm + Media Drive externa de 320 GB, gravador de DVDs RAM com suporte para Lightscribe. Leitor de cartões de memória 15-em-1, placa gráfica Nvidia GeForce 8500GT com 512 MB de memória, teclado e rato sem fios e controlo remoto para as opções de Media Center. Windows Vista Home Premium de 32 bits. Monitor panorâmico HP w2408 de 24 polegadas.
Qualidade/Preço Características Desempenho

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ficheiros pessoais e da biblioteca multimédia do utilizador. A Media Drive é uma baía onde pode inserir o disco externo de 320 GB que a HP inclui no preço do Pavilion. Muito embora o dispositivo externo seja pesado, é uma opção de armazenamento portátil muito útil em determinadas situações. Outro elemento que abona claramente em favor deste sistema é a escolha do monitor panorâmico HP w2408 de 24 polegadas com saída HDMI, resolução 1900 x 1200 e um tempo de resposta de 5 ms. É um excelente monitor e dispõe ainda de um hub USB com quatro portas integradas para que o leitor possa ligar periféricos directamente a este dispositivo, como o rato, a webcam ou o leitor de MP3. A forma como o Pavilion está assemblado e como o fabricante pensou o interior da máquina dota-a de uma característica por nós muito apreciada – o silêncio. Para sermos francos, a máquina quase não se ouve, mesmo quando sujeita a alguns exigentes pedidos de processamento. Na

PRATA

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nossa Redacção, colocámo-nos atentamente à escuta, mas quase não se ouve o computador a funcionar. É uma característica muito boa e é fácil de perceber porquê. Torna-se ainda mais importante este facto se o leitor tem por hábito deixar a máquina ligada durante a noite. O design é também do nosso agrado. A HP pensou o Pavilion de forma a que o acesso às mais comuns opções seja simples e rápido. Um exemplo? O painel frontal da máquina esconde, entre outras coisas, duas portas USB e uma Firewire (bem como a entrada para o microfone e a saída para auscultadores). Estas estão assim devidamente protegidas – facto comum à baía para o disco externo. Repare ainda que, em cima do botão de backup automático pode encontrar uma segunda baía para ligar um Pocket Media Drive – um dispositivo semelhante ao já mencionado Media Drive, mas com um disco de

3,5 polegadas (a HP tem um disco deste tipo de 120 GB). O desempenho do sistema é muito satisfatório. Nos nossos testes (PCMark 2005), o Pavilion obteve 6718 marks, uma média de, entre outros resultados, 4964 marks (CPU) e 5893 marks (acesso ao disco). A GeForce 8500GT revelou uma performance incapaz de garantir com segurança que consegue ser a companheira de que o utilizador precisa para os jogos mais recentes. Os 2413 marks (3DMark 2006) provam o que dizemos. A placa gráfica, de resto, é o parente pobre numa configuração convincente. Feitas as contas, o Pavilion Elite M9050 foi uma agradável surpresa e é uma boa opção para quem procura uma máquina com uma configuração generosa e com extras convincentes. Se gosta de jogos, pondere a troca da placa gráfica. A 8500GT não está à altura do resto da configuração. De resto, uma boa aposta. J.T.

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BANCO DE TESTES HARDWARE
PCG

Sapphire HD 2600Pro vs. HIS HD2600 XT IceQ Turbo vs. Asus 8600GTS TOP
Está à procura de uma placa de gama média por um bom preço? Eis três interessantes opções

C

om a introdução da gama HD2600 na sua oferta, a AMD/ATI veio dar mais alternativas para quem procura uma placa gráfica de gama média, capaz de lidar não só com o vídeo em alta definição mas também com a “nova” API DirectX 10 (DX10) introduzida no Windows Vista. Vejamos em detalhe como se comporta cada um dos modelos que a PCGuia recebeu por parte da Sapphire e da HIS. E vejamos até que ponto conseguem ombrear com uma placa chegada agora ao mercado, a Asus 8600GTS TOP.

numa perspectiva CrossFire, isto é, colocando duas placas destas numa mesma motherboard com duas slots PCI-Express O bundle oferecido não é (nem poderia ser) muito vasto, limitandose ao CD com os controladores para o sistema operativo, um par de adaptadores DVI/VGA e S-Video/componentes e o manual. Como já referimos, trata-se de uma placa PCI-Express que conta com uma saída TV-out (S-Video) e duas DVI Dual Link. E porque se trata de uma placa da série 2xxx da ATI/AMD, é capaz

de arrefecer o GPU. A ventoinha apresenta um rolamento baixo, o que contribui em muito para o silêncio no modo de operação. Apesar de o relógio do motor recomendado para estes chips ser de 600 MHz, a Sapphire acelerou as coisas para os 700 MHz, e fez o mesmo com as memórias para uns saudáveis 1600 MHz a partir dos 1400 MHz de fábrica. Apesar

5542 marks no 3DMark 06, valor que desceu para os 4677 marks com os relógios predefinidos pela Sapphire. Já no que a jogos diz respeito, não espere conseguir jogar decentemente a uma resolução superior a 1024x768, sobretudo se quiser ligar filtros.

HIS HD2600 XT IceQ Turbo
Porque se trata de uma versão XT, a HIS baseia-se numa versão mais evoluída face ao modelo da Sapphire testado anteriormente. Também se trata de um modelo mais acessível face à proposta com 512 MB de memória DDR4, e isto explica-se muito facilmente pelo simples facto de a memória DDR4 ser, em português simples, caríssima. Duas expressões saltam à vista na designação deste modelo – IceQ e Turbo. A primeira diz respeito ao cooler usado nesta gráfica, um Artic Cooling silencioso que nada tem a ver com os tradicionalmente barulhentos coolers das placas de referência da AMD/ATI. Existe uma contrapartida, que é o facto de o volume do conjunto obrigar a usar duas slots, tal como tem vindo a ser habitual nas série IceQ. O segundo tem que ver com o facto de os relógios estarem “puxados” face aos valores de referência, mais precisamente para os 830 MHZ no caso do motor gráfico e para os 1920 MHz no caso das memórias. A placa recorre ao GPU RV630, que inclui 390 milhões de transístores e 120 processadores de stream, que são no fundo responsáveis pelos efeitos de iluminação e de sombras nos jogos. Em termos de bundle, nada a salientar para além dos adaptadores já mencionados na

Sapphire HD 2600Pro
A Sapphire HD 2600 Pro é comercializada numa pequena caixa, o que deixa desde logo antever que esta placa irá caber em qualquer chassis. E é precisamente na caixa que está escrito algo que deixa, desde logo, antever o tipo de utilização a que ela pretende corresponder: vídeo em alta definição. No entanto, e mesmo sendo ela capaz de debitar imagens a 1080i (para os mais leigos, recorde-se que o número 1080 corresponde ao número de linhas de resolução vertical e a letra associada significa interlaçado, ou varrimento não progressivo). Todavia, esta não é, de facto, uma placa gráfica para grandes aventuras em termos de jogos, e isso mesmo é atestado pelos magros 256 MB de memória DDR2, que rapidamente irão esgotar com a imensidão de texturas utilizadas nos mais recentes títulos em DX10. Ela é sobretudo uma excelente opção para quem espera não gastar muito dinheiro e obter em troca um desempenho suficientemente capaz. Aliás, tendo em conta os 70 euros que custa, não será totalmente descabido encará-la 140
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PCGuia
BRONZE
Sapphire HD 2600Pro
FABRICANTE Sapphire PREÇO desde €70,20 SITE www.saphhiretech.com FICHA TÉCNICA Motor gráfico Radeon HD2600 Pro, relógio do motor a 700 MHz, relógio da memória a 1600 MHz, 256 MB DDR2
Qualidade/Preço Características Desempenho

de emitir sinal HDMI através de um adaptador especial que se liga a uma das portas DVI. Tal como já explicámos em números edições recentes da PCGuia, a particularidade desta gama reside no facto de este adaptador ser também capaz de transportar áudio em 5.1, isto graças ao chipset dedicado que existe em cada uma das placas, desde a HD2400 mais básica à HD2900 mais “artilhada” e passando pela nova gama 38xx. O cooler é um simples dispositivo em alumínio suficientemente capaz

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VEREDICTO

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disto, é possível levar a Sapphire HD 2600Pro um pouco mais além. No nosso caso, conseguimos atingir os 775/1700 MHz. Depois disso, a placa tornou-se instável. Na prática, este valores traduziram-se em

HIS HD2600 XT IceQ Turbo
FABRICANTE HIS PREÇO desde €139,90 SITE www.hisdigital.com FICHA TÉCNICA Motor gráfico Radeon HD2600 Pro, relógio do motor a 830 MHz, relógio da memória a 1920 MHz, 512 MB DDR3
Qualidade/Preço Características Desempenho

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uma interface TV-Out com suporte para HDCP, o que faz com que seja possível ver conteúdos em alta definição no monitor ou no televisor. O bundle resume-se ao que foi descrito nas anteriores análises, sendo que o manual está em formato digital (existe ainda uma bolsa para guardar CDs).

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BRONZE
Sapphire HD2600 Pro que se poderão ligar às duas portas DVI Dual Link (capazes, portanto, de resoluções até 2560x1600 em monitores de maior dimensão) e à ligação TV-Out. Saliente-se ainda a presença de uma bridge, caso opte por fazer um sistema em CrossFire, o que poderá ser uma interessante solução em termos de preço/desempenho. Mais uma vez, falta o adaptador DVI/HDMI, que faz com que esta HIS se possa ligar a um televisor compatível com HDMI e fazer passar não só imagem em alta definição como também som HD 5.1, graças à tecnologia Universal Vídeo Decoding. Tudo isto vem acompanhado pelos drivers e pelo manual. Mais uma vez, e apesar de estarmos perante uma gráfica com a sigla XT, não se poderá esperar muito desta placa em termos de jogos. Se o objectivo for ler discos Blu-ray ou HD-DVD, não terá qualquer problema. Mas já a componente lúdica se mostra limitada, tendo a HIS HD2600 XT IceQ (e mesmo apesar de ser Turbo) ficado por uns medianos 5266 marks. Em termos de overclocking, não foi possível ir muito mais além numa placa que já está modificada por parte da HIS. Nos nossos testes, os valores máximos atingidos para um funcionamento estável ficaram-se, mesmo assim, por uns interessantes 860MHz/2120MHz para os relógios do motor gráfico e da memória, respectivamente, o que equivaleu a uma pontuação de 5900 marks.

VEREDICTO

7

Em conclusão
A Sapphire, a HIS e a Asus apresentam modelos com overcloking aplicado face às referências de fábrica e que permitem ir um pouco mais além, muito graças ao facto de as memórias utilizadas serem de 1ns. No entanto, sob o ponto de vista do consumo energético, são três soluções muito interessantes com valores entre os 100W em idle e os 150W em full load – longe, portanto, das topo de gama que facilmente atingem a casa dos 300 watts. Por outro lado, todas elas podem ser utilizadas em configurações de duas placas, o que permitirá aumentar a jogabilidade dos jogos. Tal como estão, são excelentes opções para quem pretende uma gráfica capaz de reproduzir vídeo em HD sem problemas (neste caso, aconselha-se mais o chip da ATI/AMD mas certifique-se sempre primeiro de que o seu ecrã é compatível com 1080i) e de executar alguns dos títulos mais recentes do mercado, desde que não se aventure a activar os filtros (se usar a 8800GTS TOP, poderá arriscar um pouco mais). J.P.F.

Asus 8600GTS TOP
Sim, é uma 8600GTS e não uma 8600GT. E o facto de ser TOP significa, de acordo com a Asus, que não só é 10 por cento mais rápida, como também mais fresca em funcionamento face a uma GeForce 8600GTS genérica. Não será, pois, o modelo mais “justo” para ombrear quer com a HD2600 Pro, quer com a XT, mas apresenta um preço que se equipara sobretudo ao desta última. Trata-se, portanto, legítimo incluí-la neste roundup a placas gráficas de gama média. Mais uma vez, a interessante relação preço/desempenho torna apetecível a sua utilização numa arquitectura de duas gráficas, neste caso denominada por SLI. Face à GTS “normal”, a TOP sobe os valores de relógio uma média de 14,5%, o que é sempre de assinalar como positivo. Mesmo assim, é possível subir um pouco mais a fasquia.

Nos testes, os relógios máximos aceitáveis que conseguimos retirar desta placa foram 780/2380 MHz para o motor e a memória, respectivamente, o que se traduz num resultado de pouco mais do que 200 marks face aos 6035 marks obtidos no 3DMark 06. Por outras palavras, não só o desempenho é mediano como não vale a pena o esforço para tentar ganhar mais alguns pozinhos. E é provável que nem todos os utilizadores estejam interessados em “puxar” pela placa, isto porque o cooler (ornamentado pelas cores de «Stalker» que, contudo, não faz parte do bundle) torna-se barulhento quando é preciso acelerar as rotações, o que acontece quando o GPU aquece a sério. À semelhança das duas HD2600 testadas, esta Asus conta com um par de ligações DVI Dual Link e

Asus 8600GTS TOP
FABRICANTE Asus PREÇO €160 SITE www.hisdigital.com FICHA TÉCNICA Motor gráfico GeForce 8600GTS, relógio do motor a 745 MHz, relógio da memória a 2290 MHz, 256 MB DDR3
Qualidade/Preço Características Desempenho

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BANCO DE TESTES SOFTWARE
PCG

Be Anywhere Drive
Aceda à sua máquina de casa ou do escritório a partir de qualquer parte do mundo

A

PCGuia analisou este mês a Be Anywhere Drive, uma proposta da Multiplicar Negócios para utilizadores que queriam controlar o computador remotamente. O conceito é simples de explicar. Imagine que se ausenta durante um tempo, mas que precisa de aceder à sua máquina de casa ou do escritório para efectuar determinadas tarefas. Vamos tomar como exemplo que deixou o computador a fazer conversão de vídeo e precisa de desligá-lo, ou que necessita de determinado ficheiro que está no disco rígido do sistema. A Be Anywhere Drive é uma pen drive USB de 1 GB (que pode ser usada somente como um dispositivo de armazenamento externo) que permite fazer o log in configurar servidores em determinadas máquinas e aceder a estas a partir de qualquer computador. Passamos a explicar:
EDITORA Multiplicar Negócios PREÇO €49, 99 (licença para três máquinas durante 1 ano) CONTACTO 219 426 820 SITE www.beanywhere.com REQUISITOS DE SISTEMA Pen drive de 1 GB com aplicação de acesso remoto de acesso remoto. Permite controlar até três computadores
Qualidade/Preço Características Desempenho

em sua casa ou no escritório, instala o software de servidor no computador. A instalação é simples, rápida e intuitiva e permite ao leitor definir opções de segurança (palavra-chave) para que mais ninguém consiga aceder à máquina. Além disso, configura automaticamente a firewall e a porta do router que deve ser aberta para que o serviço possa ser utilizado. É possível instalar esta licença em três máquinas diferentes. Depois, basta deixar a aplicação de servidor a ser executada (e deixar o computador ligado, como é natural) e inserir a pen drive em qualquer computador. Assim que ela é reconhecida, o cliente

de acesso remoto é executado e o leitor pode escrever a sua palavra-chave e o seu nome de utilizador. Não é instalado na máquina qualquer software, pelo que não há registos de qualquer utilização deste programa de acesso remoto – um facto importante se estiver preocupado com possíveis falhas de segurança. Assim que faz o log in, vê as máquinas servidores que estão online. A partir de aqui, pode aceder remotamente a estas e controlá-las num ambiente de área de trabalho normal. Pode ainda fazer partilha de ficheiros ou de pastas completas. A aplicação suporta Auto-resume, pelo que é possível concluir sempre as

OURO

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transferências de dados. Estão ainda disponíveis opções para sincronização de ficheiros (como o próprio nome indica, sincroniza dados entre o seu computador local e o remoto) e de convites pessoais de acesso. Esta última opção dá-lhe a possibilidade de convidar um amigo ou um colega e permitir que este aceda ao seu computador. Uma opção útil para, por exemplo, pedidos de assistência. A única desvantagem é mesmo o lag que por vezes se faz sentir. É uma característica inerente ao acesso remoto (afinal, a informação tem de seguir o seu curso de ida e volta), mas é por vezes, para sermos francos, aborrecido. A Be Anywhere Drive é uma excelente opção para ter acesso à sua máquina em qualquer parte. É verdade que existem opções open source que permitem o controlo remoto de computadores e que são gratuitas, mas não garantem a abrangência de serviços propostos por este pequeno dispositivo. Retire o preço de uma pen drive de 1 GB – cerca de 12 euros – e verá que esta aplicação custa somente 38 euros. Um preço muito razoável a pagar pelas garantias que oferece e pelo serviço de acesso remoto que faculta. Recomendado. J.T.

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BRAÇO-DE-FERRO DOCKING STATIONS
PCG

Docking Stations
Quem usa um portátil tem e terá sempre o problema da expansibilidade, quanto mais não seja por causa da falta de espaço na máquina para instalar tomadas para as mais diversas ligações
PEDRO TRÓIA E JOÃO TRIGO

O

aparecimento da norma USB veio minimizar este problema porque permite a ligação de vários dispositivos a uma única tomada no computador, quer através de ligações em cadeia, quer através de hubs. Para tentar resolver este problema,

os fabricantes de computadores portáteis sempre disponibilizaram as chamadas docking stations para acrescentar funcionalidades aos seus modelos, e, mais tarde, os port replicators, que servem para colocar as ligações já existentes nas máquinas mais acessíveis. O advento do USB 2.0, e o

grande aumento de largura de banda que trouxe, permitiu aos fabricantes de computadores portáteis e aos fabricantes de acessórios a criação de um novo tipo de docking station independente da marca ou modelo do computador a que se destina. Além disso, oferece

normalmente mais uma saída de vídeo e possibilidade de ligar sistemas de som mais completos. Nas próximas linhas vamos dar-lhe uma ideia acerca das várias ofertas disponíveis em Portugal neste campo e que pode utilizar independentemente da marca ou tipo de portátil que possui.

TARGUS EXPRESS CARD NOTEBOOK DOCKING STATION
sta é a única docking station presente neste comparativo, que, como o nome indica, inclui um cartão Express Card para ligação ao PC. Quais são as vantagens deste sistema? O facto de os cartões Express Card disponibilizarem uma maior largura de banda faz com que se consigam disponibilizar mais serviços na docking station sem, teoricamente, sobrecarregar o sistema. Mas claro, como tudo na vida, este sistema tem desvantagens, como, por exemplo, o facto de nem todos os portáteis incluírem uma ranhura compatível com estes cartões. Como tal, esta docking station é a mais bem equipada de todas as que testámos. Inclui 4 entradas USB, cada uma com um indicador LED video DVI e VGA, rede

E

com fios gigabit, saída de som analógico compatível com sistemas de som 5.1, saída de som digital óptica, entrada para microfone, e uma porta RS-232C. A instalação é também muito fácil, bastando inserir o CD que acompanha o equipamento e seguir as instruções. No cartão PC Card existe um pequeno interruptor que serve para adaptar o modo de funcionamento do cartão a todos os BIOS, caso existam problemas de reconhecimento do hardware. Tal como em qualquer tipo de hardware que requeira a instalação de qualquer tipo de software é aconselhável procurar na Internet os drivers mais recentes que normalmente resolvem quaisquer problemas que possam surgir. Depois de instalar tudo e fazer

os upgrades da praxe, a docking station da Targus fez exactamente o anunciado, integrando-se plenamente com o Windows Vista. Devido à maior disponibilidade de largura de banda, o nosso portátil de testes conseguiu trabalhar com uma ligação DVI sem quase darmos por isso no que respeita à performance da máquina.

Esta é a proposta que oferece mais possibilidades de ligação e a melhor qualidade, mas não está acessível a todos os utilizadores, porque ainda nem todos podem usar Express Card.

OURO
FABRICANTE Targus PREÇO € 224,95 CONTACTO 213 648 572 SITE www.targus.com FICHA TÉCNICA Docking station universal com ligação por PC Card, disponibiliza 4 ligações USB, saídas de vídeo DVI e VGA, áudio digital e analógico 5.1, RS-232, rede com fios 10/100/1000 mbps
Qualidade/Preço Características Desempenho

PCGuia

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TOSHIBA DYNAPORT
sta docking station disponibiliza seis portas USB2, uma saída frontal para auscultadores, uma entrada para microfone frontal, uma saída SPDIF em formato óptico, uma tomada RS-232C, rede com fios 10/100 MBPS e uma saída DVI. A instalação da Dynaport é muitíssimo fácil, o software inclui a língua portuguesa tanto para a rotina de instalação como para o software em si. Basta instalar o software e depois ligar o cabo USB ao computador. No entanto, recomendamos que dê um salto à Internet para ir buscar as últimas versões dos drivers para o adaptador de vídeo, áudio e rede. Veremos porquê mais à frente. Esteticamente a Dynaport não é de todo um “produto Toshiba”, isto porque tem linhas quase fluidas. À frente estão dois USB e as entradas para auscultadores e microfone. Na parte de cima estão dois LEDs para indicar se está ligado e outro para indicar a ligação USB. Como a maioria das entradas se encontra atrás, a Toshiba incluiu uma peça que serve para forçar os cabos a ficarem virados para baixo. O Dynaport DVI inclui quase todas as ligações que qualquer utilizador

LOGITECH ALTO

E

de PC precisa, menos a ligação analógica para colunas. Pode ligá-las usando a saída frontal para os auscultadores, o que não é muito prático. E não se entende, principalmente vendo o cuidado que foi posto na arrumação dos cabos na traseira da unidade. Como já dissemos, a instalação é muito fácil. No Vista, o sistema apenas reinicia uma única vez. Mas, se quiser usar dois monitores tem que fazer a actualização dos drivers do adaptador de vídeo porque, caso contrário, apenas consegue trabalhar num modo de “mirror” em que aparece a mesma imagem no ecrã do portátil e no ecrã do monitor. Depois da actualização dos drivers já poderá estender a área de trabalho para o segundo monitor. No entanto, se estiver a trabalhar com o Windows Vista perderá o modo Aero. Instalámos esta docking station num portátil com um processador Core 2 Duo U2500 a 1,2 GHz, 2 GB de RAM, placa gráfica Intel baseada no chip 945GM Express com 256 MB de memória partilhada. O sistema operativo é o Windows Vista Ultimate em Português. Devido a usar uma ligação USB, notou-se um pouco uma sobrecarga dos recursos do sistema. O Gestor de Recursos do Vista indica uma carga entre 6 e 14% mesmo sem estar a fazer nada no Windows. No geral, esta docking station faz o que diz na caixa e fá-lo de uma forma mais ou menos competente. É pena a saída para as colunas (ou a falta dela). Sobrecarrega um pouco as máquinas menos poderosas, ou seja, os portáteis mais vendidos, seja em que marca for.
FABRICANTE Toshiba PREÇO €159,90 CONTACTO 707 265 265 SITE www.toshiba.pt FICHA TÉCNICA Docking station universal com ligação USB 2.0, disponibiliza 6 ligações USB, uma saída de vídeo DVI, áudio digital e analógico, RS-232, rede com fios 10/100 mbps
Qualidade/Preço

O

Logitech Alto não é uma docking station, nem tão pouco um replicador de portas. É um suporte para portátil que coloca o ecrã ao nível dos olhos, inclui a possibilidade de usar um teclado sem fios e ao mesmo tempo é um hub USB de três portas. O Alto faz lembrar um trenó, porque a frente é curvada para segurar o portátil no sítio. Esta mesma frente é em borracha do lado de dentro para impedir que o computador escorregue e para protegê-lo contra riscos. Do lado direito encontram-se os LEDs de indicação para o teclado. O cabo USB para ligar ao PC pode ser arrumado num espaço para o efeito junto à parte de trás. As entradas USB adicionais encontram-se na retaguarda e do lado direito do suporte. Incluído no pacote encontra também um teclado sem fios com a qualidade a que a Logitech já nos habituou. O toque das teclas é muito suave e tem uma protecção de borracha para assentar os punhos.

Devido à falta de funcionalidades, não é necessária a instalação de software adicional, por isso, mal o liga ao PC fica logo pronto a funcionar. Não há nenhum encaixe para o PC; basta colocá-lo no sítio, ligar o cabo USB e pronto. Faltam algumas coisas ao Alto em termos de funcionalidades, mas a mais gritante é o rato. Não se percebe porque é que se incluiu um teclado sem fios e se deixou de fora o rato, utensílio imprescindível para qualquer utilizador de computador. Mas, o Alto faz o que diz na caixa. Sobe a posição do ecrã para ficar ao nível dos olhos e fá-lo com gosto; se tiver um portátil preto, o efeito em cima da secretária é ainda melhor. Só falta mesmo o rato…
FABRICANTE Logitech PREÇO €124,99 CONTACTO 214 159 017 SITE www.logitech.com FICHA TÉCNICA Suporte para portátil com hub USB de 3 portas, teclado sem fios
Qualidade/Preço Características Desempenho

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PCGuia
BRONZE

PCGuia
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Características Desempenho

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VEREDICTO

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PCG

PORT ERGOSTATION WHITE
sta proposta é também um suporte para computadores portáteis que inclui um hub USB de 4 portas. O primeiro impulso é compará-lo com a oferta da Logitech. Mas mal o tiramos da caixa vêem-se logo as diferenças. Em primeiro lugar, o material utilizado não transmite de todo uma sensação de segurança. Pelo menos não a suficiente para lá pormos o nosso portátil.

E

O sistema de articulação do suporte apresenta uma solução de engenharia interessante, com um sistema de travão duplo. A forma do suporte impede um pouco a circulação do ar se colocarmos o computador exactamente a meio do suporte. A instalação é completamente automática, ficando o hub logo disponível para utilização sem que seja preciso instalar qualquer software. Se precisar apenas de elevar o computador e aumentar o número de tomadas USB da sua máquina, esta é a melhor solução.

PCGuia
BRONZE

DISTRIBUIDOR Exabyte PREÇO €69,97 CONTACTO 219 828 680 SITE www.exabyte.pt FICHA TÉCNICA Suporte para portátil com hub USB de 4 portas
Qualidade/Preço Características Desempenho

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VEREDICTO

7

Ligação Logitech Alto Port Ergostation White Toshiba Dynaport Targus Express Card Notebook
USB

Video
X

Áudio
X

Rede com fios
X

USB
3

RS232
X

Extras
Teclado sem fios

USB

X

X

X

4

X

X

USB

DVI

SPDIF Óptico/ Auscultadores SPDIF Óptico/ Analógico 5.1

10/100 mbps

6

1

X

Express Card

DVI/VGA

10/100/1000 mbps

4

1

X

Conclusão

E
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m Portugal, fora dos fabricantes, existem poucas opções para aumentar as funcionalidades do seu portátil. No nosso

teste, a opção mais completa é a da Targus, mas a universalidade perde-se um pouco devido a usar um Express Card. Claro que não seria possível atingir

o nível de performances sem a placa. A opção da Toshiba é interessante, mas, se usar o Vista e a sua máquina não for topo de gama, vai ter problemas. ■

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Outras opções
Além das docking stations que testámos neste artigo, existem outras propostas à sua disposição

M

uitos fabricantes de notebooks têm, como produtos complementares, docking stations para os seus laptops. No nosso comparativo, preferimos incluir dispositivos que funcionam com qualquer máquina, mas caso o leitor tenha um computador portátil de um fabricante específico, poderá sempre dar um salto ao site do mesmo e conferir que doca pode utilizar com a sua máquina. Se tiver um Dell, por exemplo, veja em www.dell.pt que ofertas estão disponíveis. A multinacional norte-americana apresenta várias opções de docking stations com port replicators e garante, assim, ligações para os periféricos que possa utilizar com o computador. A D/Port Replicator (131,90 euros) é um bom exemplo do que pode usar com o seu Dell. Conta com uma porta de série, uma paralela, quatro portas USB 2.0, duas PS/2, uma VGA e outra DVI, uma S-Video, entrada para o cabo de rede, saídas para áudio e S/PDIF e o conector para a máquina. Funciona com os modelos Latitude D (D400, D600, D800, D505, D410, D610, D520, D531, D631, D620 ATG, D630 e D430). Tem um Sony Vaio? Então pondere a aquisição da VGP-PRBX1 (www. sony.pt) por 246 euros. Tem uma porta de série, uma paralela, duas saídas para monitor (uma VGA e outra DVI), quarto portas USB e uma porta de rede. Se, por outro lado, procura uma forma de aumentar a conectividade do seu computador Acer, então www. acer.pt é o site a visitar. Aí vai poder encontrar várias opções, entre as quais a Acer EasyPort Replicator, que, como o próprio nome indica, é uma doca com

opções para conectividade de vários periféricos e saída para monitor externo. É compatível com modelos TravelMate C100, C110, C300, 430, 530, 650, 660 e 800. Se o seu modelo não se inclui nesta lista, não se preocupe – existe outra opção (Acer USB) para ligação aos laptops Apire 1350, 1450, 1500, 1600, 1700, 1710, 2000, 3000, além dos modelos já referidos para a primeira docking station. Também a Kensington tem (www. kensington.com) garante algumas propostas para quem transporta o notebook para todo o lado. São várias as docking stations de que este fabricante dispõe. A Kensington Notebook Expansion Dock VGA (179, 90 euros) permite que o utilizador converta o laptop num posto de trabalho fixo. É uma mini docking station com replicador de portas que se liga ao computador portátil através de um cabo USB. Dispõe de tecnologia Clear View, pelo

que a estação funciona com cores de 24-bit e suporta resoluções até 1280 x 1024 pixels em ecrãs externos de 17 e 19 polegadas. A Hewlett-Packard (HP) lançou recentemente uma nova docking station (pode encontrá-la em www.hp.pt, mas a designação é sistema de ancoragem) para os seus laptops. Chama-se xb3000 e custa 169, 99 euros. Funciona exclusivamente com portáteis da multinacional Pavilion dv2000, dv6000, dv9000, bem como com as máquinas da série Presario V6000. Mediante a utilização de um adaptador, pode ainda

ligar os Pavilion ze2000, dv1000, dv4000, dv5000, dv8000; Presario M2000, V2000, V4000, V5000. Além de poder ajustar a altura a que coloca o seu computador portátil, o utilizador pode ainda beneficiar de colunas Altec lansing embutidas, seis portas USB, uma entrada para rede, uma porta VGA, uma SVideo e outra para vídeo composto, bem como uma entrada para auscultadores, uma entrada S/PDIF, uma entrada para microfone, uma porta de infra-vermelhos e, por fim, um slot para Kensington Lock. ■

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BRAÇO-DE-FERRO MEMÓRIA
PCG

Superteste
a kits de memória
Os módulos DDR3 estão a atingir velocidades incríveis. Será que são melhores do que os seus congéneres DDR2?
PCGUIA

KINGSTON HYPERX PC1100 UL DDR3 150
JANEIRO 2008

OCZ PC1600 DDR3

CORSAIR DOMINATOR PC1800 DDR3

CORSAIR DHX PC1333 DDR3

KINGSTON HYPERX PC1100 LL DDR3

CORSAIR DOMINATOR PC8888 DDR2

CRUCIAL BALLISTIX PC8500 DDR2

Q

uando há alguns meses apareceram pela primeira vez as motherboards compatíveis com memória DDR3, ficámos um pouco confusos com as comparações que se faziam. Apesar de as velocidades das memórias disponíveis ultrapassarem ligeiramente as apresentadas pelas DDR2, as latências pareciam-nos muito elevadas. Achámos, na altura que as DDR3 tinham de ser mais rápidas para proporcionarem uma vantagem em relação à tecnologia anterior. Hoje já estamos nessa fase. Por um lado, a Kingston colocou no mercado módulos DDR3 a 1375 MHz e com latências CAS de apenas cinco. Por sua vez, a Corsair disponibilizou um par de módulos rápidos na sua linha Dominator, adequados para 1800 MHz ou mais. Isto só é possível graças ao buffer de 8 bits das DDR3, que fornece uma largura de banda de memória teórica de 14,4 GB/s. Comparativamente, as melhores DDR2 são capazes de obter apenas dois terços desse valor.

Cuidado com as expectativas
Existem, no entanto, alguns problemas. Por isso, não comece já a esfregar as mãos de contente e a pensar em tirar partido de toda essa largura de banda para os processadores quad-core. O primeiro problema tem que ver com o facto de ainda serem poucas as motherboards baseadas no chipset P35 a disporem de um controlador DDR3 – pelo menos, na altura em que escrevemos este artigo. Recorde-se que estes controladores não são compatíveis com DDR2. O segundo problema está relacionado com a própria tecnologia. Uma vez que é recente, o preço ainda é bastante elevado. O preço de 2 gigabytes de memória de entrada de gama DDR3 a 1066 MHz permite adquirir quase o dobro se optar por módulos DDR2 com uma velocidade similar. Até os mais fervorosos adeptos da velocidade pensarão duas vezes antes de pagarem algumas centenas de euros por 2 gigabytes das memórias RAM mais rápidas testadas

Como testámos
■ Quase queimámos três motherboards durante estes testes com

voltagens e velocidades de relógio bastante elevadas. Para tornarmos a comparação o mais justa possível, as velocidades de FSB e de CPU foram fixadas a 450 MHz e 2,7 GHz, respectivamente. Depois disso, cada conjunto de módulos foi submetido a vários testes para vermos qual o impacte da memória mais rápida com diferentes aplicações. Efectuámos testes sintéticos, com jogos, e com aplicações de desktop para tentarmos ver o impacte real da memória mais rápida, e onde ele se faz notar.

neste artigo. Por outro lado, terá que se preparar para enveredar pelo chamado overclocking (aumentar a velocidade de relógio) para utilizar a maior parte destes módulos. A frequência de memória, tal como acontece com tudo o resto que constitui o seu PC, deriva de um múltiplo da velocidade básica de relógio da sua motherboard. Lembre-se de que, apesar de os processadores Core 2 mais recentes da Intel serem apresentados como tendo um FSB a 1333 MHz, o FSB real é de 333 MHz. Desde o Pentium 4 que os CPU da Intel são capazes de realizar quatro operações de transferência de dados por ciclo, pelo que 333 x 4=1333. A velocidade de bus externo dos módulos DDR3 (para um módulo com velocidade de dados dupla a 1333 MHz, essa velocidade é de 667 MHz) também é sincronizada com o front side bus. Assim, para se aproximar das velocidades apresentadas, terá que especificar os multiplicadores, dado que os SPD (serial presence detect – um chip na RAM) não transportam a informação de overclocking FSB. Os BIOS actuais para o P35 retiram pelo menos uma fase, permitindo especificar os multiplicadores para a velocidade de dados efectiva (ou seja, 1333 MHz, no exemplo anterior), numa selecção limitada de valores entre 2x e 4x. Neste contexto, para utilizar módulos PC3-14400 à sua velocidade indicada de 1800 MHz, precisa de um FSB de pelo menos 450 MHz, ou seja, um terço mais rápido do que os 333 MHz standard para que estão especificados os processadores mais recentes Core 2 e as placas P35. Isto significa a necessidade de aumentar a voltagem do CPU, o FSB e a northbridge para se conseguir que o sistema funcione de forma estável. E isto antes de ajustar as especificações da memória. Facilmente se depreende, que não é uma tarefa para os utilizadores menos aventureiros.

Boas notícias
O P35 é um chipset robusto para overclocking, e um CPU quad-core suporta um FSB a 450 MHz. Para este conjunto de testes utilizámos três
JANEIRO 2008

PATRIOT EXTREME PC8500 DDR2

PATRIOT EXTREME PC9200 DDR2

PATRIOT EXTREME PC9600 DDR2

151

BRAÇO-DE-FERRO MEMÓRIAS
PCG

motherboards diferentes. A Gigabyte GA-P35C-DS3R tem slots DDR2 e DDR3, sendo assim uma boa opção para as pessoas que quiserem adquirir uma motherboard já preparada para o futuro, sem terem que comprar para já novos módulos de RAM. No entanto, não se mostrou tão estável com as velocidades FSB mais elevadas como as duas placas Asus que também testámos. Para os nossos testes DDR3, utilizámos a Asus Blitz Extreme, enquanto que para os testes DDR2 recorremos à P5K Deluxe para comparação. Todos os valores benchmark apresentados no final deste artigo foram obtidos com um FSB de 450 MHz e um CPU QX6850 quad-core, que apresentava um multiplicador de 6x, um pouco abaixo do ideal, dando uma velocidade de relógio de 2,7 GHz. Por omissão, o mesmo CPU corre a nove vezes a velocidade de FSB de 333 MHz, disponibilizando 3 GHz. No entanto, um FSB superior pode provocar problemas. Quisemos isolar o desempenho de memória em termos de velocidade e de estabilidade, pelo que fizemos com que o processador se libertasse de outros aspectos que pudessem interferir. Depois de termos cada conjunto de módulos a funcionar de forma estável, com base nestas condições relativamente controladas, começámos a aumentar um pouco mais as velocidades de relógio e a reduzir as latências, de modo a constatarmos a sua versatilidade.

AO DETALHE Quentes e boas
A memória DDR3 é a grande novidade do momento e toda a gente quer um pouco dessa memória. Até à altura em que escrevemos este artigo, só as motherboards P35 da Intel tinham avançado na direcção das novas memórias, mas prevê-se que venha muito mais a caminho. Apesar de a P35 ter provado ser uma plataforma estável e versátil para overclocking, nem sequer é a escolha número um da Intel para fazer par com os módulos DDR3 na dança das velocidades de relógio. Essa honra vai para a X38, conhecida como Bearlake. Está cheia de funcionalidades engenhosas, tais como PCI-Express 2.0 e suporte gráfico de duas vezes 16 linhas para Crossfire. Além disso, deverá ser melhor do que a P35 para overclocking. Estamos à espera que uma destas chegue às nossas instalações um dia destes para podermos publicar uma análise completa da mesma. A Intel não é a única a ceder ao charme das DDR3. A Nvidia tem-se mantido calada relativamente ao seu futuro chipset C73 para processadores Core 2. Este chipset poderá suportar ou não quad SLI, mas é certo que se seguirá na linha para posicionar as memórias DDR3 no caminho certo para atingirem picos de desempenho ainda mais elevados. Os rumores sugerem que o C73 da Nvidia é o favorito para suplantar o X38, correndo a 500 MHz sem problemas. O ponto fraco é a data de lançamento, já que muitos analistas estão à espera que só apareça na Computex, em Junho.

As funcionalidades do chipset X38 da Intel, como o PCI-e, irão torná-lo num parceiro popular para DDR3

Leia com atenção
Existem dois aspectos que convém esclarecer antes de olhar para os valores de benchmarking, não vá ser induzido em erro pela nossa metodologia. Em primeiro lugar,

nem todos os valores de benchmark apresentados foram obtidos às velocidades indicadas para os módulos (embora a maior parte esteja com as latências indicadas). Resultam todos de um rácio predeterminado do FSB a 450 MHz e o mais próximo possível das velocidades indicadas. No caso específico dos módulos DDR2, uma especificação mais apurada pode resultar, em teoria, em valores de benchmark melhores. Em segundo lugar, os valores de benchmark não são um indicador de desempenho para todo o sistema. Com uma velocidade de bus tão elevada e um pouco de arrefecimento extra, o QX6850 consegue ultrapassar bastante os 3 GHz. Todos os nossos testes contaram com arrefecimento a ar. De igual modo, para mantermos as coisas o mais justas possível, só apresentamos os benchmarks das placas da Asus.

Falta alguma coisa?
Os leitores mais atentos irão aperceber-se de que existe uma omissão óbvia em todos estes procedimentos – a consideração da AMD, enquanto concorrente da Intel. A história mostra-nos que o controlador de memória existente na própria placa dos Athlon da AMD – e, por extensão, da futura gama Phenom – poderá fazer com que a largura de banda mais elevada dos módulos DDR3 se traduza em melhor desempenho do que o tradicional northbridge utilizado nas plataformas Intel. No entanto, tal como acontece com os módulos DDR2, a AMD está a demorar algum tempo para adoptar a nova tecnologia – talvez porque já utiliza o velho standard de memória de uma forma eficiente para as necessidades de qualquer um dos seus processadores. Fala-se em que deverão aparecer por volta do Natal motherboards a utilizar o chipset da AMD com suporte para DDR3 e socket AM3. Ao contrário do que acontece com os chips da Intel, esse controlador de memória na própria placa não significa que os processadores de socket AM2 não sejam capazes de utilizar as memórias DDR3, embora esteja previsto que os chips AM3 sejam compatíveis com o passado.

Valerá a pena?
Chegados à altura de emitirmos a nossa opinião, achamos que, por mais interessante que seja utilizar um processador quad-core a 3,5 GHz com RAM a uma velocidade de relógio de 2 GHz, é difícil afirmar que as memórias DDR3 constituam uma actualização essencial. Com base nos resultados obtidos, podemos ver que, como sempre, os grandes aumentos da largura de banda em termos de memória só se traduzem em melhorias menores no desempenho dos sistemas. Nos nossos testes, incluímos jogos como «Prey», uma vez que sabemos ser sensível à latência de memória. No entanto, até isto mostrou muito poucas melhorias quando aumentámos as velocidades de RAM. Será também interessante lembrar que, quando tentámos testar jogos DX10 utilizando o «Company of Heroes», notámos muito poucas vantagens em dispor de memória mais rápida. Por outro lado, em termos financeiros não faz qualquer sentido adquirir memória DDR3, numa altura em que se espera que os preços venham a baixar durante os próximos meses. Como tal, as nossas recomendações vão para a compra de módulos DDR2, ou então esperar mais algum tempo.

> A questão da latência
Ainda não tínhamos explicado que as velocidades de relógio mais elevadas dos módulos de memória DDR3 significam que um maior número de latências CAS (Column Access Strobe) não prejudica os módulos. Por exemplo, um módulo de DDR2 corre a 800 MHz, com uma latência CAS de quatro. Para completar a operação CAS – um dos primeiros passos na localização de dados num chip de RAM – demora cinco nanossegundos (4 ciclos x 1/800.000.000 segundos = 0,000000005 s). Um módulo de DDR3, por sua vez, corre a 1600 MHz com um CAS de oito. Para completar a mesma operação também demora cinco nanossegundos (dado que 8x1/1600.000.000 = 4x1/800.000.000). No entanto, o chip DDR3 pode transferir 12,8 GB de dados por segundo através do FSB, enquanto que o chip DDR2 está limitado a metade desse valor.

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JANEIRO 2008

Kingston HyperX PC11000 UL DDR3
ornecendo uma latência CAS de apenas cinco, este valor está a par das melhores RAM DDR2. Em termos de estabilidade, conseguiu fazer jus às especificações indicadas, apesar de termos sido obrigados a aumentar a voltagem para o conseguirmos. Os benchmarks reais situaram-se entre os melhores

F

deste conjunto de testes, mas todos os resultados de memórias DDR3 ficaram próximos. Menos satisfatório foi o facto de não podermos obter nenhum desempenho extra a partir dos módulos de latência ultrabaixa. A Kingston já especificou a velocidade de relógio destes módulos no máximo possível. Assim, apesar de termos ficado impressionados, não estamos certos de que valha a pena o preço.

DISTRIBUIDOR Exabyte PREÇO €720 CONTACTO 219 828 693 SITE www.kingston.com

PRATA

PCGuia

Qualidade/Preço Características Desempenho

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

VEREDICTO

8

OCZ PC1600 DDR3

A

OCZ e a Corsair estão cada vez mais desesperadas para se diferenciarem e adicionarem valor extra aos seus módulos, pelo que revestem frequentemente as suas memórias de topo com ranhuras inteligentes para permitir uma melhor dissipação de calor. Apesar de estes módulos poderem não parecer como sendo das gamas

premium, não se deixe enganar pelo seu aspecto. Parece-nos que, por baixo das ranhuras, estão chips idênticos aos das memórias Corsair Dominator PC1800. Dizemos isto porque suportaram o overclocking para as especificações de base das memórias Corsair. Além disso, aparecem muito próximas em termos de benchmarks. Se ignorarmos a baixa relação valor/preço disponibilizada por qualquer um dos módulos DDR3, estes módulos da OCZ são impressionantes, apesar de modestos.

DISTRIBUIDOR Globaldata PREÇO €465 CONTACTO 218 414 190 SITE www.ocztechnology.com

PRATA

PCGuia

Qualidade/Preço Características Desempenho

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

VEREDICTO

8

BRAÇO-DE-FERRO MEMÓRIAS
PCG

Corsair Dominator PC1800 DDR3

Corsair DHX PC1333 DDR3
os kits que testámos, este foi o mais lento, mas continua a indicar oficialmente a mesma velocidade que é apresentada pelos FSB mais rápidos. É mais ou menos como escolher a “bomba atómica menos destrutiva”. Também é compensador experimentar estes dois módulos de 1GB cada. Os rácios indicados são todos muito conservadores, com uma latência CAS de nove, mas a tecnologia DDR3

A

série Dominator da Corsair tem sido uma firme favorita graças ao seu interessante sistema de dissipação de calor de metal duplo, que arrefece o próprio núcleo da placa do circuito. O preço inclui um kit de ventilação separada, que permite melhorar o desempenho. Não tivemos qualquer problema

em colocar os módulos Dominator a funcionarem de acordo com a sua velocidade indicada – uns impressionantes 1800 MHz. No entanto, o mais importante foi nunca termos sentido que atingimos os seus limites de desempenho. Acabámos por desistir aos 2 GHz, mas suspeitamos que isto se ficou a dever ao CPU ou ao northbridge face aos 500 MHz do FSB necessários para atingir essa velocidade. Só quando as testarmos numa X38 é que teremos a certeza.

D

já provou ser muito mais tolerante a voltagens mais elevadas do que se suspeitava. Ficámos com a impressão de que a carga segura mais elevada andaria em torno de 1,9 V, mas para chegar a esse valor seria necessário pagar dividendos. Apesar de os valores benchmark aparecerem no fundo da tabela em muitos casos, estes módulos provaram que são capazes de um overclocking mais elevado em teste, atingindo quase os 1600 MHz com as mesmas latências e de forma estável. Quanto às ranhuras de dissipação de calor dos módulos DHX da Corsair, são um aspecto discutível.
DISTRIBUIDOR TBA PREÇO €355 CONTACTO 214 974 218 SITE www.corsairmemory.com
Qualidade/Preço

DISTRIBUIDOR TBA PREÇO cerca de €580 CONTACTO 214 974 218 SITE www.corsairmemory.com
Qualidade/Preço

PCGuia
BRONZE

Características Desempenho

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

VEREDICTO

7

OURO

PCGuia

Características Desempenho

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

VEREDICTO

9

Kingston HyperX PC1100 LL DDR3

Corsair Dominator PC8888 DDR2
ão os módulos DDR2 que apresentam os melhores desempenhos do mercado, mas também ainda têm um preço muito elevado, demasiado elevado para memórias DDR2. Por muito boas que sejam as memórias Dominator 8888, não se conseguem aproximar dos

Q

ual o valor que atribui a latências baixas? Estes módulos são idênticos ao kit de latência ultrabaixa, também da Kingston, já revisto atrás. Apesar de os tempos registados serem relativamente moderados (77-7-20, comparativamente aos

5-7-5-15 obtidos pelo kit de latência ultrabaixa), é difícil não ficarmos impressionados pelo desempenho global, que é idêntico ao da versão UL, mas com um custo inferior. Na qualidade de kit mais barato deste comparativo, merece uma recomendação, especialmente porque não é aquele que apresenta os piores desempenhos. No entanto, os adeptos do overclocking precisarão de algo que lhe possa dar um pouco mais.

S

módulos DDR3 em termos de velocidade de relógio. Inclusive, não foi fácil conseguir que suportassem uma velocidade de 1125 MHz. Na realidade, foi a esta velocidade que obtivemos o último conjunto estável de valores para fazer o benchmark, bem como os mais erráticos. Curiosamente, isso fez pouca diferença, com as baixas latências da memória DDR2 a manterem estes módulos Dominator acima da linha de água.

DISTRIBUIDOR Exabyte PREÇO cerca de €495,30 CONTACTO 219 828 693 SITE www.kingston.com

FABRICANTE Corsair PREÇO €572,25 SITE www.corsairmemory.com
Qualidade/Preço Características Desempenho

PRATA
154
JANEIRO 2008

PCGuia

Qualidade/Preço Características Desempenho

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

VEREDICTO

8

VEREDICTO

6

BRAÇO-DE-FERRO MEMÓRIAS
PCG

AO DETALHE Primeiras conclusões
Tendo em conta que realizámos vários testes, poderá ver quais as aplicações que beneficiam da memória mais rápida. Os jogos DX10 continuam a ser estrangulados na placa gráfica, no caso de considerar o «Company of Heroes». Por sua vez, «Prey» provou ser sensível à largura de banda de memória. No entanto, as diferenças de velocidade entre os módulos DDR2 e DDR3 são pouco perceptíveis nos testes Sandra de largura de banda de memória. Além dos tempos sugeridos, existem outras variáveis a ter em conta no caso das memórias RAM. A qualidade de construção também conta, como mostram as velocidades teóricas mais elevadas de módulos mais lentos.

Benchmarks
Teste de latência (ns)
62.6 58.2 61.9 53.6 53.8

Melhor

57.2 54.1

56.9

55.6

54.5

HyperX PC1100 DDR3

OCZ PC1600 DDR3

Dominator PC1800 DDR3 DHX

PC1333 DDR3

HYPERX PC1100 DDR3

Dominator PC8888 DDR2

Ballistix PC8500 DDR2

eXtreme PC8500 DDR2

eXtreme PC9200 DDR2

eXtreme PC9600 DDR2

Codificação Win9 (segundos)

Melhor

41 40 39 40 40 40 40 40 40 39

HyperX PC1100 DDR3

OCZ PC1600 DDR3

Dominator PC1800 DDR3 DHX

PC1333 DDR3

HYPERX PC1100 DDR3

Dominator PC8888 DDR2

Ballistix PC8500 DDR2

eXtreme PC8500 DDR2

eXtreme PC9200 DDR2

eXtreme PC9600 DDR2

Company of Heroes (FPS)
54.7 54.4 53.8 54 54 53.7 53.8 52.4 54.4 54.6

HyperX PC1100 DDR3

OCZ PC1600 DDR3

Dominator PC1800 DDR3

DHX PC1333 DDR3

HYPERX PC1100 DDR3

Dominator PC8888 DDR2

Ballistix PC8500 DDR2

eXtreme PC8500 DDR2

eXtreme PC9200 DDR2

eXtreme PC9600 DDR2

PREY (FPS)
198.7 197.5 196.8 195.3 194 192.6 190.9 197.2 195.6

HyperX PC1100 DDR3

OCZ PC1600 DDR3

Dominator PC1800 DDR3

DHX PC1333 DDR3

HYPERX PC1100 DDR3

Dominator PC8888 DDR2

Ballistix PC8500 DDR2

eXtreme PC8500 DDR2

eXtreme PC9200 DDR2

eXtreme PC9600 DDR2

SISOFT (SANDRA)
7947 7818 7591 7714 7571 7766 7970 7904

HyperX PC1100 DDR3

OCZ PC1600 DDR3

Dominator PC1800 DDR3

DHX PC1333 DDR3

HYPERX PC1100 DDR3

Dominator PC8888 DDR2

Ballistix PC8500 DDR2

eXtreme PC8500 DDR2

eXtreme PC9200 DDR2

eXtreme PC9600 DDR2

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JANEIRO 2008

Melhor

8101

8110

Melhor

194.5

Melhor

DDR3
FABRICANTE SITE PREÇO CAPACIDADE VELOCIDADE INDICADA LATÊNCIAS INDICADAS (CAS, RCD, RP, RAS) TIPO DE MÓDULO LARGURA DE BANDA INDICADA VELOCIDADE TESTADA LATÊNCIAS TESTADAS VOLTAGEM TESTADA VEREDICTO

HYPERX PC1100 DDR3
Kingston www.kingston.com
€720

OCZ PC1600 DDR3
OCZ www.ocztechnology.com
€465

DOMINATOR PC1800 DHX DDR3 PC1333 DDR3
Corsair www.corsairmemory.com
€580

HYPERX PC1100 DDR3
Kingston www.kingston.com
€495,30

Corsair www.corsairmemory.com
€355

2GB 1375MHz 5-7-5-15 PC3-11000 11,0GB/s 1350MHz 5-7-5-15 2,1V 8

2GB 1600MHz 7-7-7-20 PC3-12800 12,8GB/s 1800MHz 7-7-7-20 2,1V 9

2GB 1800MHz 7-7-7-20 PC3-14400 14,4GB/s 1800MHz 7-7-7-20 2,1V 9

2GB 1333MHz 9-9-9-24 PC3-10640 10,64GB/s 1350 MHz 9-9-9-24 2,0V 9

2GB 1375MHz 7-7-7-20 PC3-11000 11,0GB/s 1350MHz 7-7-7-20 1,9V 8

DDR2
FABRICANTE SITE PREÇO CAPACIDADE VELOCIDADE INDICADA LATÊNCIAS INDICADAS (CAS, RCD, RP, RAS) TIPO DE MÓDULO LARGURA DE BANDA INDICADA VELOCIDADE TESTADA LATÊNCIAS TESTADAS VOLTAGEM TESTADA VEREDICTO

DOMINATOR PC8888 DDR2
Corsair www.corsairmemory.com
€572,25

BALLISTIX PC8500 DDR2
Crucial www.crucial.com
€159,50

EXTREME PC8500 DDR2
Patriot www.patriot.com
€198

EXTREME PC9200 DDR2
Patriot www.patriot.com
€213,50

EXTREME PC9600 DDR2
Patriot www.patriot.com
€238

2GB 1111MHz 4-4-4-12 PC2-8890 8,89GB/s 1125MHz 4-4-4-12 2,4V 6

2GB 1066MHz 5-5-5-15 PC2-8500 8,5GB/s 1080MHz 5-5-5-15 2,2V 9

2GB 1066MHz 5-5-5-15 PC2-8500 8,5GB/s 1080MHz 5-5-5-15 2,2V 9

2GB 1150MHz 5-5-5-12 PC2-9200 9,2GB/s 1125MHz 5-5-5-12 2,3V 9

2GB 1200MHz 5-5-5-12 PC2-9600 9,6GB/s 1125MHz 3-3-3-15 2,35V 7

JANEIRO 2008

157

ASSISTÊNCIA TÉCNICA ESPECIALISTA
PCG

Pergunte ao
JOÃO TRIGO

Especialista
Nesta quadra festiva os pequenos duendes verdes que vivem no interior da sua máquina continuam a fazer das suas. É a altura preferida para fazerem das suas... Pensa que as memórias deixaram de funcionar porque “se cansaram”? Olhe que não – são eles a pregar partidas.

P

João, retirei um jogo da Internet e vem em formato .ISO, mas não sei como utilizá-lo. Podes ajudar-me?
Pedro, ao telefone

disco rígido de 300 GB, mas ele só reconhece 120 GB, por muitas voltas que dê. E antecipando a tua resposta, tenho uma motherboard recente com o BIOS actualizado...
André Luis, ao telefone

com esta versão. O que achas?
Rui Pereira, ao telefone

R
P

Hunf. Adiante, não quero falar nisso.

Ai, ai – os direitos de autor e a propriedade intelectual, Pedro. Tem visto as últimas notícias da ASSOFT? Sabe que as aplicações P2P estão a ser monitorizadas? Bom, um ficheiro ISO é um ficheiro de imagem (veja o artigo sobre o ImgBurn). Quer isto dizer que é um ficheiro que guarda todos os dados de determinado programa ou jogo, como se se tratasse de um DVD ou CD comercial. Para abrir a imagem, tem duas hipóteses. Execute o Nero e clique em Open. Depois, escolha Image Files e navegue até à pasta onde tem a imagem do disco. Abra-a e coloque um DVD virgem na drive. O programa encarregar-se-à de a gravar. Outra alternativa é recorrer a um software especial para leitura de ficheiros deste tipo. O mais comum é o Daemon Tools (www.daemon-tools.cc) ou o Alcohol (www.alcohol-soft. com). Estas aplicações permitem instalar drives ópticas virtuais para que o sistema possa executar as referidas imagens.

R

Caro André, antecipou-se à minha primeira resposta, mas não à solução que lhe vou dar. O melhor mesmo é instalar o Windows Vista no disco rígido (mesmo que o sistema indique que só estão 120 GB disponíveis). Quando o sistema operativo estiver instalado, vá ao Painel de Controlo e nas ferramentas de gestão de armazenamento (tem de ser o administrador de sistema), vai encontrar o seu disco com cerca de 200 GB de espaço não atribuído. Agora tem duas hipóteses: ou cria uma nova partição no espaço disponível ou expande a partição existente (onde tem o sistema operativo instalado). Uma coisa é certa: se tem um disco de 320 GB, aproveite-o devidamente. Ah, e antecipando o sorriso que poderá ter nos lábios após o jogo com o FC Porto, um comentário pessoal: as contas fazem-se no fim. Saudações leoninas.

R

Quem o aconselhou a cometer tamanha façanha, Rui? Alguém que não o quer bem ou que quer utilizá-lo como cobaia para experiências informáticas? A sua namorada, que quer vê-lo longe do PC? Primeira ideia – não instale a versão de 64 bits. Se o fizer, vai guardar rancor ao seu amigo (ou à sua namorada), garanto-lhe. Os principais periféricos vão funcionar, mas essa não será a tendência geral. Ainda faltam controladores assinados para grande parte de componentes de hardware e os utilizadores de versões de 64 bits queixam-se frequentemente (e com razão) de que muita coisa não funciona nesta versão... Pergunte ao nosso director Pedro Tróia (entre nós conhecido como Grande Chefe Touro Sentado), que já passou por um calvário deste tipo. Instale a versão de 32 bits. Fica bem servido e terá menos de um décimo dos problemas de drivers e de compatibilidade.

R

Olá, João. Estou a pensar em escolher um novo processador, mas estou entre os Quad-core da Intel e os da AMD. Podes aconselhar-me?
João Monteiro, ao telefone

P

P
160

Saudações benfiquistas. Tenho um problema aborrecido. Estou a tentar instalar o Windows Vista num

P

Aconselharam-me a instalar o Windows Vista de 64 bits, mas tenho receio de que os meus jogos e programas não funcionem

No outro dia, a jogar «Pro Evolution Soccer 2008», defrontei online um jogador cujo Nick era qualquer coisa semelhante a “JPT2008” que jogava com o Sporting C.P.. Estava a perder 0-2 ao intervalo, mas ganhei 2-3 com um golo no último minuto. Por acaso não era o João?
Ricardo, ao telefone

Tínhamos conversa para horas e horas, se começássemos a falar das diferentes arquitecturas e da forma como os dados são processados. Veja o nosso artigo sobre a solução Spider, nomeadamente sobre os Phenom, da AMD. Estivemos a vê-lo na Polónia e testámo-lo a tempo de publicarmos as nossas considerações nesta revista. A principal diferença entre Intel e AMD (falando no geral) tem que ver com o facto dos processadores da primeira marca serem constituídos por 2 x dual core. Os Phenom da AMD, pelo contrário, são processadores com quatro núcleos. Se quiser uma boa relação qualidade/preço, fica bem servido com a proposta que a AMD apresentou agora. Considere o Phenom 9600.

R

CONTACTO
Envie as suas perguntas para:
especialista@pcguia.cofina.pt

JANEIRO 2008

JOGOS LANÇAMENTOS
PCG

Pac-Man Rally
Se fizermos as contas aos anos em que circula no universo dos jogos, há muito que passou a adolescência, mas continua aí para as curvas. «Pac-Man Rally» é um jogo simples, sem cenários grandiosos e estratégias encadeadas, que vicia qualquer um. Os jogadores podem escolher controlar várias das personagens clássicas da Namco, como o Pac Jr. ou o Pac-Man. O objectivo é colocar os concorrentes fora de prova, fazendo uso de algumas armas e poderes especiais desenhados à imagem de Pac-Man. Prepare-se para entrar no jogo de karts mais viciante de todos os tempos.
EDITORA EA PLATAFORMA PSP

Army of Two
«Army of Two» promete ser bastante mais do que apenas o próximo jogo de acção da Electronic Arts para as consolas 360 e PS3. O lema é: quanto mais se ataca, mais se é atacado. Embora pareça estranho, isto pode jogar a seu favor, se vir a questão sob o ponto de vista estratégico. Por exemplo, pode optar por levar pancada com o duplo objectivo de desviar atenções e de um colega de equipa cumprir um determinado objectivo. Muita estratégia, muitas explosões, muita adrenalina e nenhum momento de pausa é o que este jogo oferece. A acção desenrola-se a partir de um motor gráfico e de um sistema de física construídos a pensar na nova geração de consolas, o que permite antever boas horas de entretenimento.
EDITORA EA PLATAFORMA PlayStation 3, Xbox 360

Uncharted: Drake’s Fortune
Uma pista com 400 anos, um caixão, um caçador de fortunas e muitos cenários de mistério. Estes são alguns dos ingredientes criados para apimentar o «Uncharted: Drake’s Fortune» para PlayStation 3. Este jogo aproveita ao máximo os avanços tecnológicos da nova consola da Sony, por isso, pode desde já contar com cenários e ambientes extremamente realistas. Mas não só. O herói desta aventura, Nathan Drake, é de carne e osso, ou seja, não aparece como um ser sobrenatural, capaz de fazer coisas dignas de um personagem da Marvel. É simplesmente um herói mais humano, com tudo o que isso tem de bom e de mau. O papel do jogador é descobrir e seguir pistas que o conduzam a um tesouro. Os gráficos são surpreendentes e ganham pontos acrescidos com a especial atenção que foi dada aos pormenores e às técnicas de animação.
EDITORA Sony PLATAFORMA PS3

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ENTRETENIMENTO JOGOS
PCG

Combates violentos e tiroteios sem fim são a fórmula vencedora em «Enemy Territory»

PRATA

PCGuia

DISTRIBUIDORA Ecogames PREÇO €49,99 CONTACTO 256 836 200 SITE www.activision.com REQUISITOS 2,8 GHz, 512 MB RAM, 128 MB 3D

Originalidade Longevidade Gráficos

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ENTRETENIMENTO JOGOS
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MISSÃO AO DETALHE
1 Este painel é o mais importante do jogo, tendo em conta que informa o jogador de qual é a sua missão no cenário. Se é um soldado, deve fazer explodir estruturas, se é médico, deve auxiliar os feridos, etc. 2 As unidades aéreas são essenciais para causar pesados danos ao inimigo, mas são difíceis de controlar. 3 Este local fortificado protege material secreto que a equipa tem de capturar. A ideia é explodir a estrutura e fugir rapidamente de volta ao local de captura. Porém, as dificuldades são imensas. 4 Eliminar inimigos fornece bónus, mas pode sempre criar um lança-mísseis numa posição fortificada e eliminar os inimigos de uma posição mais defensiva.

3

4
Após a eliminação, o jogador tem acesso a uma visão global do cenário

um tiro certeiro, de preferência, na cabeça. Foram introduzidas novas missões: captura de inimigos em locais específicos do cenário, escolta de veículos através dos cenários, colocação de explosivos e entrega de equipamento secreto em terminais. E cada objectivo obriga a uma abordagem diferente. Quando o jogador termina uma missão, em vez de receber uma simples informação, pode visualizar

os efeitos finais da missão – uma espectacular explosão. Embora exista uma forte vertente para o jogo de equipa, pode optar pela abordagem solitária, escapulir-se à acção e tentar discretamente alcançar os objectivos da missão de uma forma diferente. Basta clicar na tecla “M” para aceder aos seus objectivos, direccionar-se a uma peça de artilharia e eliminar inimigos à distância. Desse modo,

recebe bónus, que lhe permitem obter novas armas e ranking no jogo. Existem contudo várias formas de receber bónus nas missões sem ser preciso recorrer à abordagem bélica directa. Pode ser simplesmente pela contagem de corpos inimigos. Este shooter possui dois tipos de forças antagónicas. Os Strogg são uma raça alienígena vocacionada para o caos e destruição. Existe uma maior facilidade ao optar

Desempenho Definições do jogo

DETALHE MÁXIMO: Este título possui um grafismo impressionante. O mapa da Ilha é, sem dúvida alguma, o melhor de todos. A ilusão de distância é muito realista, graças à tecnologia de MegaTexture.

DETALHE MÍNIMO: Mesmo minimizando os detalhes, o jogo mantém-se bastante coeso. O impacte é mínimo na visualização das distâncias; já o modelismo e as texturas sofrem um forte revés. No entanto, o desempenho do jogo não sofre alterações consideráveis.

pelos grotescos alienígenas devido ao seu armamento bélico mais poderoso, aos veículos com poder de fogo superior e à sua arma de plutónio chamada Mojito, que causa pesadas baixas. Os GDF não possuem o mesmo tipo de armamento pesado e dependem bastante do seu jogo de equipa, o que os torna vulneráveis, caso jogue sem qualquer tipo de estratégia. Um aspecto negativo deste shooter? Quando um jogador é eliminado tem de ficar cerca de 25 segundos à espera de voltar ao activo. Para além disso, se não pressionar a tecla Space no momento exacto, a espera pode tornar-se bastante aborrecida. No geral, estamos na presença de um shooter bem construído e bastante divertido, que promete horas infindáveis de pura adrenalina. A facção dos Stroog é mais poderosa e divertida, e o resultado final é bastante positivo. Embora existam actualmente títulos como «Team Fortress 2» no mercado, este título é sem duvida alguma um dos melhores shooters de sempre. ■

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ENTRETENIMENTO JOGOS
PCG

As revelações em «Half-Life 2» são surpreendentes e a acção mantém níveis incríveis

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THE OR ANGE BOX
Não é a caixa de Pandora, mas também esconde surpresas incríveis
PCGUIA

ste Natal vai ser especial. Uma das prendas mais aguardadas de sempre chegou ao mercado. Estamos a falar do lançamento de «The Orange Box», que engloba três jogos: «Half-Life 2: Episode Two», «Team Fortress 2» e «Portal». Entre os três títulos, o mais aguardado de todos é logicamente «Half-Life 2: Episode Two», que traz de volta ao

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mercado uma já lenda no universo dos jogos de computador.

HALF-LIFE 2: EPISODE TWO
O problema com o lançamento deste produto no mercado é que há dois jogos («Team Fortress 2» e «Portal») que vão ficar esquecidos, tendo em consideração que a sequela de «Half-Life 2» decerto conquistará a ribalta

por tempo indeterminado. É claro que este protagonismo não surpreende ninguém e é simples de explicar: este título possui um grafismo soberbo, um argumento inacreditável e uma acção inebriante, tudo temperado com uma bela personagem feminina – Alyx. Não vale a pena tentar fugir; assim que deitar as mãos a este jogo irá passar horas de volta dele e esquecer que existe sequer

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ENTRETENIMENTO JOGOS
PCG

Em «Half-Life 2» é sempre gratificante destruir um Strider com uma arma poderosa

Este é o seu cubo de estimação. No jogo «Portal» é imprescindível aprender a utilizá-lo

Em termos gráficos, a Alyx de «Half-Life 2» está perfeita e super-realista

FPS para um nível muito acima do habitual, o que pode tornar este jogo um adversário à altura das exigências dos jogadores. ■

vida na Terra. Infelizmente a durabilidade do título restringe-se a sete horas, um aspecto menos positivo. Porém, a acção e as revelações do jogo são incríveis, pelo que o leitor continuará de certo a jogá-lo vezes sem conta até captar todos os detalhes. Outro aspecto impressionante do título é o modo como todas as histórias e acontecimentos se encaixam na completa perfeição. Os tiroteios, as revelações acerca dos acontecimentos e as batalhas com inimigos poderosos são brilhantes. Vale ainda a pena destacar a perfeita orquestração do som com as diversas situações que ocorrem durante o jogo, bem como o detalhe e o rigor dos cenários e dos combates, que são, sem sombra de dúvida, uma maisvalia de relevo e fazem desta sequela um título ainda melhor do que o original. As batalhas com os temíveis Hunter (um strider equipado com armas temíveis) 170
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foram aperfeiçoadas e tornaram-se incrivelmente viciantes. Estes inimigos possuem armas novas, muito explosivas e que aumentam o poder de fogo do jogador. «Half-Life 2: Episode Two» é um jogo com uma durabilidade

reduzida, mas vale pela acção que oferece. Se já for fã deste jogo, decerto que ficará ainda mais viciado em «Half-Life». No entanto, é necessário referir que o lançamento de «Bioshock» no mercado elevou os patamares dos

PORTAL
Este título é o jogo com a menor durabilidade dos três apresentados em «Orange Box». O jogador é confrontado durante cerca de três horas com vários desafios e quebra-cabeças. Dispõe de um “portal gun” que lhe permite saltar instantaneamente de uma superfície e conseguir ultrapassar os enigmas. O cerne do jogo é composto por uma série de câmaras de testes com quebra-cabeças incríveis, que obrigam o jogador a utilizar os portais de modo a não ser eliminado pelas máquinas. O aspecto mais positivo deste título é ser bastante mais do que um mero jogo com quebra-cabeças pelo meio. Possui um argumento sólido e a utilização do “portal gun” é uma experiência deveras gratificante e divertida. É ainda preciso referir que a ideia de “portal” introduz um novo conceito que poderá ser utilizado num futuro

Em «Team Fortress 2», disfarçar-se de médico é o ideal para atrair inimigos distraídos

QUEBRA-CABEÇAS EM PORTAL
1 Este é o Aperture Science Handheld Portal Device, a única salvação para resolver as tarefas impossíveis que GlaDOS impõe ao jogador. 2 Movimentar plataformas, caixas e botões é a forma básica de resolver grande parte dos quebra-cabeças. 3 Todos os sujeitos no programa de Aperture Science são do sexo feminino. A razão é desconhecida, mas talvez venha a ser desvendada em «Half-Life 3». 4 Estes suportes eliminam o impacto mortífero de uma queda, possibilitando ao jogador uma maior liberdade de movimentos.

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Quando é eliminado as condolências são sempre uma constante no jogo «Team Fortress 2». Ou talvez não…

próximo em vários jogos do género. Os quebra-cabeças são gratificantes e o final do jogo está bem construído, o que torna este título uma experiência agradável e um verdadeiro vício para os fãs do género. ■

TEAM FORTRESS 2
Os jogos online são alvo de muita procura e o resultado disso é o surgimento de um número cada vez maior deste tipo de títulos. A nova sequela apresenta novidades relevantes. Introduz um

grafismo completamente diferente e muito mais apelativo, dotado de animações muito divertidas. As classes das personagens foram melhoradas e diversificadas para tornar a jogabilidade mais viciante. Caso opte por jogar com um scout, a sua capacidade de salto e velocidade são superiores às dos soldados. Os espiões utilizam as suas habilidades especiais para ficarem invisíveis aos olhares desatentos dos inimigos. Cada unidade possui capacidades distintas, o que conduz o jogador a alternar entre as diversas personagens, mantendo o mesmo nível de diversão. O jogo está bem concebido e vocacionado para o espírito de equipa. A eliminação dos inimigos não é o aspecto crucial do título, mas sim a interactividade entre as personagens e as suas capacidades distintas. É inevitável referir que a ideia do jogo original se mantém praticamente

inalterada. Neste shooter qualquer personagem está bem construída e não existem unidades mais fortes do que outras. O balanceamento está perfeito. Assim, poderá sempre mudar de personagem e descobrir aspectos positivos em cada uma delas. Estamos pois na presença de um shooter bem construído. ■

PRATA

PCGuia

PRODUTORA Electronic Arts PREÇO €49,95 CONTACTO 707 200 172 SITE www.portugal.ea.com REQUISITOS 1.7 GHz, 512 MB RAM, 128 MB 3D

Originalidade Longevidade Gráficos

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Controlar o carro num curva é sempre uma árdua tarefa

As corridas são sempre emocionantes, mesmo quando o controlo da viatura é precário

Derrapagens violentas
«Sega Rally» é um jogo com origem nas consolas, e esta conversão aproveitou ao máximo a sua anterior mecânica. O realismo das derrapagens fazem da condução um verdadeiro desafio.

Sega Rally
Velocidade e derrapagens espectaculares
PCGUIA

stamos na presença de um simulador de corridas bem construído, que consegue proporcionar uma experiência muito aproximada à das reais provas de rali. As pistas encontram-se cobertas de neve e lama, e esse estratagema dificulta a vida aos jogadores. Mas é precisamente pelos desafios que coloca aos condutores/jogadores que se torna tão viciante. Outro dos atractivos de «Sega Rally» é o realismo das derrapagens, com a lama a saltar

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e o carro a sair de pista nas curvas mais apertadas. É de facto impossível escapar à adrenalina provocada por este título. O pior que podemos dizer sobre o jogo diz respeito à IA. As viaturas concorrentes amontoam-se na pista como se fossem uma matilha de lobos, tornando as ultrapassagens feitos quase impossíveis de alcançar. Resultado: as provas de apenas três voltas são praticamente irrealizáveis. Por outro lado, os 15 percursos introduzidos no jogo são bastante semelhantes, diferindo apenas em detalhes de cenário e na inclusão

O Subaru é um carro excepcional de conduzir, tanto pela velocidade como pelo design

de algumas curvas mais perigosas. Ou seja, se conseguir dominar uma pista, facilmente conseguirá dominar as restantes. O modo de carreira é, por isso, um pouco decepcionante, o que já não acontece com o modo online, que é incrível. Pela Internet, o jogador poderá competir contra seis adversários, e aqui podemos garantir que a jogabilidade atinge níveis incríveis. Além disso, pode optar pelo modo de perseguição, o que torna as corridas bastante emocionantes, devido à adrenalina imposta pela tentativa de apanhar os adversários. Tal como ocorre noutros jogos do género, não foi introduzida a possibilidade de comunicar com os adversários. Talvez as produtoras dos jogos considerem que os jogadores preferem as altas velocidades às salas de chat. Pode ser que no futuro isso seja considerado. Este jogo poderia facilmente tornar-se um verdadeiro clássico de jogos de rali, mas acaba por perder muito em termos de IA. A similaridade das pistas

também faz deste título um jogo mediano. Embora graficamente seja impressionante, poderia ter existido uma maior atenção a determinados detalhes. É um jogo bastante positivo, mas as falhas podem levar os fãs do género a escolher ofertas mais apelativas. ■

PCGuia
BRONZE

DISTRIBUIDORA Ecogames PREÇO €49,99 CONTACTO 256 836 200 SITE www.ecogames.pt REQUISITOS 2 GHz CPU, 1 GB RAM, 128 MB placa gráfica

Originalidade Longevidade Gráficos

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SHOPPING ENGENHOCAS
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Proporta Aluminium-Lined Leather Case
Ter um HTC Touch tem vantagens e desvantagens. Por exemplo, enquanto que alguns modelos de PDA têm a estrutura à volta do ecrã um pouco mais saliente, para protegê-lo de quedas ou riscos, o ecrã do HTC está completamente vulnerável. A sleeve protectora que vem no pacote comercial do Touch não cumpre na perfeição a sua função. Para além de ser muito fina, obriga o utilizador a colocar a mão no ecrã para retirar o terminal de dentro dela. Uma das soluções mais viáveis no mercado é a capa da Proporta. Em pele, com uma estética elegante, esta oferta possui um revestimento interno de alumínio (muito leve), que protege todo o PDA, especialmente o ecrã. A estrutura que o prende à capa é bastante forte, pelo que não há o risco de este escorregar. DISTRIBUIDOR Proporta PREÇO €39,95 O fecho é magnético. Na parte de trás tem uma abertura SITE www.proporta.com para a câmara. Todo o esquema de transporte está bem FICHA TÉCNICA Capa em pele, reforçada conseguido, o que faz com que o utilizador nunca tenha em alumínio, compatível com os modelos de retirar o equipamento da capa para realizar qualquer HTC Touch, P3450 e Elf tipo de função. Um pormenor meramente estético: podiam Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ter escondido o parafuso que se encontra na parte de Desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 trás da capa... A caixa inclui também um adaptador para VEREDICTO o cinto (removível). S.E. 9

PCGuia OURO

MemUp Orizon 30GB
São quase 300 euros por 30 gigas de espaço de armazenamento. Este espaço suporta ficheiros de vídeo e imagem, e-books e rádio FM. O preço, em função do que o utilizador ganha, não é de todo elevado. O ecrã é bastante bom e apresenta uma nitidez e uma fidelidade de cores muito agradáveis. A navegação é facilitada por um joystick, com o qual de controlam os menus e os comandos deste leitor. Achámos, logo à partida, o equipamento muito lento. Ainda demos o benefício da dúvida, mas esta questão acabou por ser comprovada. O próprio processo de avançar uma faixa no leitor de FABRICANTE MemUp música é extremamente lento ou menos de PREÇO €299 CONTACTO 21 983 35 35 navegar pela barra de menus. Apesar de a componente áudio ser bastante SITE www.memup.com ficheiros AVI, FICHA TÉCNICA Suporta promovida, está longe da nota 10 da Xvid, WMV, MJPEG, MP3, WMA, JPG, GIF, BMP, ecrã LCD de 4,3” com 16 milhões de PCGuia. Com os auscultadores a questão é diferente, mas, se quiser ouvir um filme em alta cores, 30 GB de armazenamento, suporta cartões SD/MMC, Rádio FM com gravador voz, já não obterá o melhor som do mundo. Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A grande vantagem é que, pode aproveitar este Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 equipamento para gravar os seus programas de televisão Desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 e de rádio favoritos, ou para registar simples notas VEREDICTO 7 de voz. S.E.

PCGuia
BRONZE

Transcend T-Sonic 840
Pegámos no mais recente T-Sonic de 4 GB da Transcend e fomos explorar o que este dispositivo oferece a mais, a um mercado que está a ser inundado por dispositivos deste género. É pequeno, mas não é leve. Aliás, basta pegar nele para sentir que o seu peso se deve a uma estrutura metálica, que lhe dá um ar bastante resistente. O ecrã tem uma qualidade aceitável, mas, se tivermos em conta que ocupa apenas metade do comprimento do leitor e que a parte inferior está completamente FABRICANTE Transcend PREÇO 4 GB €99; 2 GB €76.9 desaproveitada, podia SITE www.transcendusa.com ser bastante maior. FICHA TÉCNICA Ecrã de 1,8”, com 176 x Os comandos estão 220 pixels, rádio FM, gravador de voz, leitor de e-books. todos colocados na FORMATOS SUPORTADOS MP3, WMA, lateral do aparelho. WMA-DRM10, MTV, JPG, BMP Existe uma roda grande Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 que funciona como menu Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 de controlo central. Não é de todo o comando VEREDICTO 7 mais bonito que já vimos, mas é sem dúvida intuitivo e funcional. Estas características estendem-se ao menu. Pegando na componente estética, há um misto de altos e baixos que faz com que as opiniões se dividam. A frente em preto espelhado (óptimo para exibir dedadas) e o corpo metálico jogam a seu favor, mas depois existem pormenores, como a roda de controlo de menus que se encontra na lateral e a tampa de borracha cinzenta que cobre a entrada USB, que estragam um bocado o pacote. Os auscultadores desiludiram. São muito frágeis, de plástico, não são anatómicos e também não têm esponjas de protecção, o que faz deles um acessório não muito confortável. O som nem é mau, mas com uns auscultadores decentes é outra coisa. Tem pormenores que não se vêem geralmente em dispositivos do género, como por exemplo, o utilizador pode escolher a velocidade de reprodução, a qualidade de gravação de voz ou um screen saver. Consegue ler textos, desde que gravados no formato TXT, visualizar fotos e vídeos (o visualizador é algo lento) e aceder às letras das músicas, estilo Karaoke. Possui rádio FM. O preço por 4GB é, sem dúvida, uma mais-valia. S.E.

PCGuia
BRONZE

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iPod Touch
É lindo enquanto leitor multimédia, enquanto gadget, enquanto acessório de moda e enquanto gestor pessoal. Na verdade, é impossível ficarmos indiferentes a vários pormenores do iPod Touch: o ecrã, a componente estética que envolve todo o aparelho, a qualidade de som e até o esquema de comandos. Quantos leitores multimédia conhece com suporte para ligação Wi-fi, com uma interface que assenta num ecrã táctil, que oferece uma performance à qual não podemos apontar o dedo e uma qualidade de imagem capaz de o fazer esquecer que está a visualizar um filme num leitor de MP3? É claro que, tendo em conta tudo o que dissemos anteriormente, 16 GB parece bastante pouco. E, na nossa opinião, é mesmo. Se fizermos as contas, o preço por “giga” é bastante elevado e a qualidade que oferece merecia um espaço de armazenamento maior. Com isto queremos dizer: se realmente pretender espaço de armazenamento, então aconselhamos a versão clássica do iPod.

PRATA
Neste caso, e à semelhança de outros equipamentos Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 da Apple, não há Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 grande margem para Desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 personalização e o VEREDICTO 8 próprio organizador pessoal podia ter sido mais bem aproveitado. Ainda assim, estas são questões que passam perfeitamente para segundo plano assim que começa a tocar no aparelho. O esquema de comandos tácteis está muito bem desenhado e funciona na perfeição. O aparelho não possui quaisquer botões, nem mesmo o de volume, pelo que o utilizador tem sempre de olhar para o dispositivo para proceder a uma qualquer operação. Não existem colunas externas, microfone nem permissão para armazenamento de dados no iPod. S.E.
FABRICANTE iPod PREÇO €299 (8GB); €399 (16GB) SITE www.apple.pt FICHA TÉCNICA Ecrã de 3,5", interface multi-touch, wi-fi, 16 GB

PCGuia

Akasa Vortexx
O Vortexx é uma proposta indicada para quem procura uma forma de garantir que a placa gráfica tem uma refrigeração adequada sem perder desempenho. O equipamento é composto por uma ventoinha de 70 mm montada num dissipador com dois tubos de cobre. A montagem é simples e rápida. A ventoinha funciona a 2300 rpm e, de acordo com o fabricante, produz cerca de 19 dBs DISTRIBUIDOR Akasa e consome 2.88 watts. PREÇO €25 A grande desvantagem do Vortexx é SITE www.akasa.com.tw inerente às suas dimensões. Se quiser FICHA TÉCNICA Kit de dissipação para placas gráficas ATI (séries X1800, X1900 e instalar este produto na sua placa X1950) e Nvidia (séries 6800, 7800 (PCIe) gráfica, prepare-se para perder o slot PCI e 7900GTX). Com heatpipes em cobre e ou PCIe de que dispõe em baixo do da reguladores de voltagem placa, já que a espessura do sistema de Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 refrigeração a isso o obriga. Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Desempenho A assemblagem é fácil e o preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 convidativo. Os 19 dBs estão acima, na VEREDICTO 7 verdade, do que esperávamos. J.T.

PCGuia
BRONZE

BenQ DC E1000
Uma câmara fotográfica digital de 10 megapixels por 175 euros é algo que nunca pensaríamos que fosse possível há uns tempos. Mas o facto é que esta oferta surge agora pela mão da BenQ. Se está já pensar no ditado – «quando a esmola é grande, o pobre desconfia» –, desengane-se. A relação qualidade/ preço é bastante boa e, no geral, esta é uma máquina fotográfica que não desilude. No que à estética e ergonómica diz respeito, apesar do seu formato muito geométrico, os botões são um pouco pequenos, mas nada que consiga prejudicar o pacote comercial. Todos os menus são fáceis de operar e o ecrã de grandes dimensões é extremamente bemvindo, apresentando uma imagem bastante nítida. E quando essa imagem é captada e passada para o computador? Depende. No geral, a qualidade de imagem não é má, mas se estas forem tiradas com pouca luz, por exemplo, o caso já muda de figura. Infelizmente, a E1000 tem uma fraqueza que temos

de assinalar: a performance. O obturador só dispara uma vez em cada 4 segundos. Ou seja, Qualidade/Preço 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 se, por exemplo, tiver crianças Características 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 e quiser apanhar aquele Desempenho 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 momento específico, antevemos VEREDICTO 7 uma foto difícil de obter. Entre os 24 modos de disparo disponíveis, existem alguns sequenciais, no entanto, há um que não deixa visualizar as imagens no ecrã, nem imite qualquer som indicativo de disparo. O outro, que lhe permite tirar cerca de 11 fotos em poucos segundos, só consegue esta proeza BRONZE com 2 megapixels. A qualidade da imagem é, no geral, bastante boa para uma câmara deste segmento de preço. Podem até existir algumas falhas em termos de funcionalidades, mas é uma boa opção para quem não procura o profissionalismo absoluto. S.E.

FABRICANTE BenQ PREÇO €175 CONTACTO 213 614 113 SITE www.benq.pt FICHA TÉCNICA 10 megapixels, zoom óptico 3X, detecção facial, 24 modos de cena, ecrã de 3”

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SHOPPING SUGESTÕES
PCG

> Gadget para impressionar
Chama-se Super Bock XpresS e dificilmente caberá numa meia de Natal, mas apostamos que fará as delícias de quem a receber. Trata-se de um revolucionário sistema de cerveja a pressão caseiro. Inclui uma torneira, um barril de 5 litros de tara perdida e ocupa o espaço equivalente ao de uma máquina de café. Depois de encetado, mantém a qualidade da cerveja durante um mês, graças ao sistema de refrigeração e à pressão. Cada barril dá para cerca de 25 imperiais e tem a validade de 6 meses enquanto fechado.

> Emporio Armani lança
relógios desportivos
A faceta mais desportiva da colecção de relógios Empório Armani chega com novos modelos masculinos especialmente pensados para este Inverno. Para além do design atraente, cada relógio da colecção distingue-se pela comodidade, resistência e uso fácil, além de combinar elegância e funcionalidade. Esta colecção foi concebida para homens dinâmicos e que apreciam um estilo de vida desportivo. Os modelos AR5830, AR5831, AR5832 e AR5833 testemunham esta nova aposta e estão à venda por 270 euros.

> Pulsar revela cronógrafo Bilbao
Sabe o que é que a nova criação da Pulsar e o Museu Guggenheim têm em comum? A resposta está na cidade de Bilbao. A arquitectura levada ao limite em nome da arte serve de metáfora ao desenho do novo cronógrafo Pulsar Bilbao. A estilização dos índices é um elogio ao design de vanguarda e o cromatismo fazse em preto e prata. A bracelete de pele genuína acompanha a robustez do aço ionizado usado na coroa, bisel e botões e a legibilidade dos ponteiros estilizados é exemplo da inspiração de rasgo citadino ao serviço da arte relojoeira. Este cronógrafo com alarme é resistente à água até 100 metros, oferece uma caixa em aço inoxidável e bracelete de pele genuína. Está disponível por 199 euros.

> Lanidor e Proóptica

apresentam Eyewear

As duas marcas juntaram-se para a criação da marca Lanidor Eyewear, um projecto que aposta no design, na inovação tecnológica, na utilização de materiais de elevada qualidade e na preocupação com a acuidade visual. Desta união nascerá a breve trecho uma nova colecção de armações e de óculos de sol.

> Novas Bashan já estão à venda
Os novos modelos de moto 4 Bashan chegaram ao mercado. O modelo mais vendido actualmente é o BS200S-7. Está disponível em amarelo, azul e vermelho para entrega imediata, por 2249 euros, um valor a que acrescem 250 euros para documentação necessária. A BS200S-7 tem um motor de 200 cc monocilíndrico com 9.5KW/ 7500rpm. Funciona a gasolina e tem uma caixa manual de quatro velocidades com marcha-atrás. Oferece uma velocidade máxima de 80 km/h, travões de disco à frente e atrás, cabo de travões em malha de aço e suspensão a gás ajustável em altura e dureza. As moto 4 da marca Bashan, de origem chinesa, são representadas oficialmente em Portugal pela Spidados. Pode consultar mais informação em: www.spidados.pt. A marca está em 8.º lugar no ranking das moto 4 mais matriculadas no nosso país.

> Colecção Outono/Inverno Converse Red
Durante o lançamento inaugural da Converse (Product) Red no Reino Unido (Abril de 2006), a marca apresentou uma edição exclusiva limitada da sapatilha Chuck Taylor All Star fabricada com tecido mudcloth (técnica de tingimento originária do Mali) e desenhada em colaboração com o estilista britânico Giles Deacon. Este modelo de sapatilha, do qual só existem 600 pares em todo o mundo, é feito com autêntico mudcloth africano. O objectivo principal da Red consiste em sensibilizar o sector privado para participar na recolha de dinheiro para o Fundo Mundial de Luta Contra a Sida, Tuberculose e Malária em África. Depois de várias outras colaborações que tiveram lugar ao longo de 2007, a marca apresentou agora a colecção Outono/Inverno 2007. As All Star vão ter uma caixa diferente do resto das sapatilhas da marca Converse, que as diferenciam como produto exclusivo e especial Red. Na parte superior da caixa pode ver-se o logótipo identificativo da Converse Red. Dentro, as Chuck Taylor All Star vêm com um papel de protecção especial, além de terem um saco de tecido. Além disso, terão uma etiqueta onde se explica o projecto Red.

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SHOPPING CLASSIFICADOS
PCG

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> VENDA
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COMPUTADORES

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JANEIRO 2008

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PCGUIAPRO ÍNDICE
PCG

Hotspot
A subsidiação dos portáteis chegou ao mercado. As iniciativas dos fabricantes e das telcos dão os primeiros passos

Índice
180 186 188 190 Notícias Entrevista Opinião Hotspot

Entrevista
McAfee reforça portfolio para 2008
OUTUBRO 2006

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GettyImages

PCGUIAPRO NOTÍCIAS
PCG

Sun e Dell anunciam acordo
O objectivo é garantir que o sistema operativo Solaris passe a estar disponível directamente em servidores PowerEdge
The Photo Group

Sun e Dell colocam de lado velhas rivalidades e rubricam parceria

Depois de mais de uma década de forte competição em matéria de servidores, Sun e Dell vieram agora a público anunciar o estabelecimento de um acordo OEM para distribuição do sistema operativo Solaris 10. Nos termos desta parceria, a Dell passa assim a disponibilizar directamente Solaris nos seus servidores PowerEdge, ao mesmo tempo que garante o suporte neste âmbito. O acordo foi anunciado durante o Oracle OpenWorld, que decorreu em São Francisco, nos Estados Unidos da América, e onde marcaram presença quer o presidente e CEO da Sun, Jonathan Schwartz, quer também o chairman e CEO da Dell, Michael Dell. Com mais este passo, a Dell garante a possibilidade de expandir o seu leque de ofertas em termos de sistemas operativos ao mesmo tempo que a Sun faz crescer o alcance do seu sistema operativo Solaris. Como parte do acordo, as duas companhias propõem-se cooperar em termos de certificação de sistemas e também no que diz respeito ao desenvolvimento de ofertas

baseadas em tecnologia conjunta. «Acredito que a oferta que a Dell vai passar a disponibilizar em Solaris permitirá ajudar a redefinir o mercado para as duas empresas», disse Jonathan Schwartz. O mesmo responsável acrescentou também que este acordo «dá à Dell uma maior capacidade ao nível da comunidade de software livre – através do acesso ao Solaris e OpenSolaris –, permitindo à Sun uma presença mais abrangente num vasto conjunto de clientes e canais de venda». Do lado da Dell, o CEO referiu que uma parte do foco da companhia, no que diz respeito à necessidade de simplificar as TI – que, recorde-se, é uma das linhas orientadoras da estratégia corporativa da Dell –, «tem que ver com a capacidade de disponibilizar aos clientes uma maior capacidade de escolha», situação reforçada «a partir do momento em que passamos a disponibilizar Solaris». O acordo segue-se a uma análise feita pela Sun dentro do seu grupo de utilizadores, e na qual foi possível concluir que um terço destes corria Solaris em

servidores Dell. «Nesse momento, aproximei-me da Dell e propus esta parceria», disse Schwartz. Por seu turno, Michael Dell aproveitou para explicar que «do lado dos clientes Dell, se ouviam cada vez mais pedidos para que a companhia disponibilizasse suporte para Solaris». Recorde-se que a Dell e a Sun fabricam servidores que competem entre si. Segundos os mais recentes dados disponibilizados pela IDC, a Sun lidera a disputa, com uma quota de mercado em termos mundiais na casa dos 13%, enquanto a Dell tem uma percentagem de 12%. Dizem os analistas que este acordo poderá levar a Sun a perder alguma da sua quota de mercado nos servidores para a Dell, mas acabará por trazer outras vantagens à empresa de Jonathan Schwartz, uma vez que lhe vai permitir uma maior adopção dos seus produtos de software open source, conduzindo, dizem os mesmo analistas, «a um substancial aumento das receitas na área dos serviços». O CEO da Sun explicou ainda que a sua empresa e o próprio mercado estão completamente modificados:

«Nós estamos numa fase diferente da nossa história e acredito que a própria indústria também estará.» Para Schwartz, a palavra de ordem hoje em dia é «coopetição», razão pela qual as duas companhias pretendem «em conjunto, ir atrás da maior fatia de mercado possível, em vez de se manterem isoladas e afastadas uma da outra». Entretanto, a PCGuia quis saber quais as repercussões desta nova parceria junto da Sun e da Dell portuguesas. O director-geral da Sun, Jorge Salamanca, explicou que este passo «surge de forma natural, já que ambas as companhias reconhecem a necessidade de satisfazer a procura por parte dos clientes Sun pelo sistema operativo Solaris». O mesmo responsável referiu ainda tratar-se «de um sinal claro que, de facto, o sistema operativo Solaris, continua a ser a aposta mais segura e capaz para resolver as principais questões técnicas» dos clientes Sun. Por seu lado, Luís Ló, director-geral da Dell em Portugal, acredita que «este acordo beneficiará os clientes Dell ao oferecer-lhes mais possibilidades de escolha e valor acrescentado para aplicações que exijam fiabilidade, escalabilidade, performance e virtualização integrada». Ao mercado nacional, e mundial, Luís Ló disse esperar que «a integração deste sistema operativo em sistemas Dell 100% standard possa aportar novas oportunidades e novos clientes», que beneficiarão simultaneamente das características do Solaris «e do modelo único de negócio da Dell, com forte presença no mercado nacional de servidores». Recorde-se que o acordo agora estabelecido entre a Sun e a Dell, segue-se a outros semelhantes que a companhia liderada por Jonathan Schwartz assinou já com a IBM e a Intel.

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JANEIRO 2008

Qimonda Portugal vence prémio mundial
A empresa foi considerada um exemplo nas áreas de apoio aos clientes e de iniciativas estratégicas e operacionais
Arquivo S.I.

Os «Qimonda Awards», cerimónia que a multinacional germânica Quimonda organizou, pela primeira vez, na sua terra natal para distinguir as suas subsidiárias espalhadas pela Ásia, Europa e Estados Unidos da América, reconheceu a unidade portuguesa, sedeada em Vila do Conde, com o prémio «Site Award». O galardão reconhece a excelência do desempenho nas áreas consideradas fundamentais no seio da Qimonda AG: apoio aos clientes, iniciativas estratégicas e operacionais, contributo para os resultados da corporação e vivência dos valores da empresa. Este galardão foi atribuído à Qimonda Portugal pelo trabalho desenvolvido com vários clientes em produtos específicos para aplicações gráficas, comunicações móveis e produtos de consumo. O resultado do trabalho criativo da equipa da unidade de Vila do Conde passou com distinção nos testes realizados por diversos clientes, qualificando esta unidade como o seu mais importante fornecedor. A Qimonda Portugal foi também reconhecida pela forma como reorganizou internamente o seu sistema de produção, focando a sua actividade nos produtos de maior valor acrescentado. Outra

das alíneas que motivou este reconhecimento foi a eficácia na formação que anualmente é ministrada a todos os colaboradores. A estes dois prémios há que somar duas menções honrosas, com dois segundos lugares nas categorias «Prémio Ideas for Qimonda», com o projecto de redução de custos e melhoria de desempenho ambiental, submetido por dois colaboradores; e «Prémio de Actividades de Melhoria», pelo projecto de optimização dos processos de gestão de recursos humanos. A unidade em Vila do Conde recebeu ainda dois terceiros lugares, o «Prémio de Ambiente, Higiene e Segurança» e o «Prémio de Projecto» pela colaboração conjunta com outras unidades do grupo. A Qimonda Portugal é a maior fábrica europeia de montagem e teste de produtos de memórias, pertencendo à multinacional Qimonda AG, com sede na Alemanha. A produção de semicondutores, nomeadamente de memórias DRAM, é destinada a computadores, servidores e outros terminais digitais, como leitores de MP3, telemóveis, câmaras fotográficas digitais e consolas de jogos, entre outros.

PCGUIAPRO NOTÍCIAS
PCG

Investigadores portugueses desenvolvem tecnologia para cirurgia ortopédica
A navegação assistida por computador em cirurgia ortopédica funciona como um GPS virtual nas salas de operações
GettyImages/ImageOne

Uma equipa de seis investigadores do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) está a desenvolver uma nova tecnologia, crucial para aumentar o sucesso da cirurgia do joelho, designadamente, a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior entre o fémur e a tíbia. A nova tecnologia dá pelo nome de ArthroNav - Navegação Assistida por Computador em Cirurgia Ortopédica, e é uma espécie de navegador cirúrgico que funciona como um GPS virtual nas salas de cirurgia e como um sistema de visualização que fornece,

em tempo real, a posição e a orientação das ferramentas cirúrgicas e órgãos-alvo (neste caso, ossos). A cirurgia de reconstrução do ligamento é um procedimento muito frequente, mas extremamente difícil, que requer cirurgiões altamente treinados. O joelho é a maior articulação do corpo, estando bastante susceptível a lesões, em especial, no meio desportivo. A intervenção cirúrgica é feita por via minimamente invasiva (artroscopia) e exige uma precisão milimétrica, porque um ínfimo erro pode conduzir a tensões anormais sobre o ligamento, provocando dores durante o movimento,

diminuição da mobilidade articular e, em casos extremos, forçando a uma cirurgia correctiva. No caso particular deste projecto, é dado um grande ênfase ao processamento do vídeo endoscópico, dado tratar-se de um procedimento muito

pouco invasivo. Pretende-se com isto melhorar a percepção dos cirurgiões e a habilidade da navegação dentro da articulação do joelho, através da fusão de sensores ópticos, reconstrução 3D parcial e registo de modelos pré-operativos.

IBM faz a maior aquisição da sua história
A Big Blue ofereceu 3,34 mil milhões de euros para comprar a canadiana Cognos
A IBM deverá adquirir a empresa canadiana de business intelligence Cognos por 4,9 mil milhões de dólares (3,34 mil milhões de euros). O negócio ainda está sujeito a aprovação dos accionistas da Cognos e das autoridades que regulamentam o mercado norte-americano. A compra corresponde a um prémio de 9,5 por cento face ao valor real das acções da empresa de BI e será feita em dinheiro. Está previsto que a operação esteja concluída no primeiro trimestre de 2008. Esta aquisição serve para reforçar a estratégia anunciada em Fevereiro de 2006, que a empresa liderada por Samuel Palmisano denominou IBM Information on Demand. Trata-se de uma oferta que combina as capacidades de integração e gestão de dados e conteúdos com serviços de consultoria para permitir aos decisores alcançar uma informação optimizada do ponto de vista do valor para o negócio. De salientar que a Cognos possui uma das poucas plataformas de performance management e BI totalmente assente em standards abertos e integrável com Service Oriented Architecture (SOA). Com a integração da Cognos no universo IBM, o número de empresas adquiridas pela IBM para suportar e melhorar a oferta do seu conceito Information on Demand ascende a 23. Se o business intelligence é uma das actuais prioridades junto dos chief information officers (CIO), a performance management é, por outro lado, uma prioridade para os chief financial officers (CFO) que exigem uma plataforma comum para melhorar os processos e o desempenho das empresas. No entender de Steve Mills, vice-presidente do grupo de Software da IBM, as organizações estão a pedir à indústria de TI soluções que possibilitem «ter uma única visão sobre os negócios em tempo real, de forma a poder tomar decisões em tempo útil para o negócio, isto é, em tempo real para um amplo leque de utilizadores internos e externos à organizações», disse este responsável em comunicado de imprensa. Para ele, a junção das soluções da IBM com as ferramentas da Cognos permite responder às necessidades que o mercado está a pedir nesta matéria. Com este negócio, a empresa entra em grande na área do business intelligence e na corrida dos gigantes do software pelo controlo das aplicações de BI, depois de, no passado mês de Outubro, a SAP ter anunciado a compra da Business Objects (BO), por 4,8 mil milhões de euros, e a Oracle ter comunicado, em Março de 2007, a aquisição de outro grande player nesta área – a Hyperion, por um valor de 2,5 mil milhões de euros. De referir que esta é a maior aquisição da história da IBM, superando os 4 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) que desembolsou em 2002 com a compra da empresa de consultoria PriceWaterhouseCoopers. A Cognos possui cerca de 4000 funcionários e uma base de clientes que supera as 25 mil empresas.

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JANEIRO 2008

PCGUIAPRO NOTÍCIAS
PCG

Estado quer partilha de vantagens na factura electrónica
Na Administração Pública, as economias da facturação electrónica não são visíveis a curto prazo. O Executivo procura uma forma de ultrapassar esta situação
O índice de economia da facturação electrónica não é algo visível no imediato, quando se trata da Administração Pública, razão pela qual «o Estado procura uma plataforma de entendimento no sentido de garantir, numa primeira fase, a partilha de vantagens» com os seus fornecedores. A ideia foi deixada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, que falava durante a conferência sobre «Factura Electrónica: Eficiência e Competitividade das Organizações num Mundo Digital e Global». O debate teve como objectivo analisar o que está a ser feito e o que ainda há a fazer para a plena adopção da factura electrónica. Mariano Gago disse existirem ainda «muitos problemas em matéria de adopção da factura electrónica» por parte do sector público, mas garantiu que «hoje em dia, estamos bem melhor do que estávamos há dois anos atrás». O ministro realçou também o facto de as políticas para o desenvolvimento da Sociedade da Informação terem trazido para a AP portuguesa «a ideia de que é possível trabalhar em cooperação, o que levou à criação de relações de confiança entre os vários profissionais». O debate foi aberto por Alexandre Nilo Fonseca, presidente da Aliança Digital, que aproveitou para salientar o facto de a questão da factura electrónica já estar «na agenda de muitos dos organismos públicos» e também de «muitas empresas». No entanto, «há ainda um grande caminho a percorrer». Nilo da Fonseca considerou importante que o Estado adopte a factura electrónica, «uma vez que é o maior comprador a nível nacional, o que significará um grande impulso na utilização da mesma». Uma ideia também defendida por António Mira dos Santos, subdirector-geral das Actividades Económicas, do Ministério da Economia e da Inovação, para quem «o Estado tem um papel muito importante a desempenhar no desenvolvimento da economia
Arquivo S.I.

Mariano Gago procura uma plataforma de entendimento com os fornecedores da Administração Pública

digital em Portugal», sendo que não pode «descurar essa responsabilidade». Do lado da UMIC, o seu presidente, Luís Magalhães, aproveitou para sublinhar que «a adopção de estratégias digitais leva a reduções de custos na ordem das centenas de

milhares de euros na Administração Pública». Este responsável deixou o exemplo da Dinamarca, o único país europeu em que a factura electrónica é uma realidade, «sendo que é esse o objectivo da UMIC e de todos os intervenientes neste processo, para Portugal».

MNE cria um consulado virtual
O objectivo é desburocratizar os serviços e actos anteriormente disponíveis somente nos postos consulares
O Ministério dos Negócios Estrangeiros, mais precisamente a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, seleccionou a Indra para desenvolver e implementar a solução de consulado virtual (www.consuladovirtual.pt), que permite facilitar o acesso aos serviços da Administração Pública disponíveis nos consulados portugueses de uma forma rápida e simples. Esta solução, já disponível, consiste num sistema que, via Internet, permite distribuir um conjunto de serviços e informações até agora apenas acessíveis directamente nas secções e nos postos consulares portugueses. No consulado virtual é possível realizar serviços e actos, anteriormente realizados apenas fisicamente numa secção ou posto consular. Adicionalmente, no caso de serviços/actos que exigem a presença do cidadão na secção ou posto consular, é possível no consulado virtual realizar o agendamento da realização do serviço/acto, enviando nesse mesmo momento um conjunto de informação que possibilitará uma tramitação mais rápida da celebração do serviço/acto aquando da deslocação à secção ou posto consular. Foi ainda disponibilizado um novo portal das comunidades portuguesas, onde é possível consultar informação relevante para o cidadão português que pretende deslocar-se ao estrangeiro, nomeadamente, contactos dos postos consulares e informação sobre situações críticas de segurança no mundo.

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PCGUIAPRO ENTREVISTA
PCG

Javier Perea, director ibérico da McAfee

McAfee elege integração como trunfo
A empresa vai manter o ataque ao mercado em todas as frentes e reforçar o portfolio, o canal e os níveis de protecção
TEXTO SUSANA ESTEVES ● FOTOS ARQUIVO S.I.

O

negócio da McAfee no terreno das grandes contas, ou no mercado corporativo, como é internamente denominado, corre de feição, segundo admitiu o director ibérico da companhia, Javier Perea. Em conversa com a PCGuia, este responsável admitiu que o negócio tem crescido acima da média do mercado, impulsionado em grande parte por negócios agora complementares ao do antivírus, como são os casos das soluções de intrusão e de protecção de dados. É nestas duas ferramentas e em mais alguns trunfos que irá assentar o grosso da estratégia da McAfee para 2008. Javier Perea avançou ainda que o próximo ano vai ser marcado por novos produtos, novos ataques 186
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direccionados a determinados segmentos-alvo e pelo reforço de algumas estratégias. Quanto à compra de novas empresas na área da segurança, a multinacional mantém-se atenta às oportunidades. PCGuia – Que análise faz deste ano, em termos de negócio? Javier Perea – Até agora, os resultados são muito bons, melhores do que podíamos esperar. O mercado de segurança apresenta um crescimento maior do que o de software, e mesmo assim conseguimos crescer acima do mercado. Posso adiantar que, a nível global, no último trimestre, voltámos a bater o recorde em termos de lucros, já lá vão 12 trimestres consecutivos de recordes.

PCG – Qual foi o contributo ibérico para este total? J.P. – A filial ibérica é muito relevante a nível global e possui um peso muito importante no negócio global da Europa. É a segunda maior a seguir ao Reino Unido, e está à frente de mercados como o alemão, o francês e o italiano. É responsável por 20% do negócio na Europa. Por exemplo, Portugal registou o melhor trimestre de toda a história de McAfee, com um crescimento superior a 50% PCG – A que se devem estes resultados? J.P. – Deve-se, por um lado, ao facto de a McAfee ter um negócio muito consolidado nas grandes contas, mesmo a nível do Governo. Trabalhamos com parques

informáticos bastante grandes e temos clientes de peso, como a Caixa Geral de Depósitos, o BES, algumas instituições públicas e muitas empresas na área da indústria. Estamos agora a lançar novos produtos que se integram com os produtos que já estão instalados, como é o caso das nossas soluções de spyware. Se o cliente já possui as nossas soluções, todo o processo de instalação dos novos produtos e de administração é muito mais fácil, porque temos uma única consola de gestão. As empresas buscam uma gestão integrada em termos de segurança e a vantagem que oferecemos e que marca a diferença face à concorrência é exactamente a oferta de uma consola de gestão, capaz de controlar a partir de um

único ponto várias soluções. Por outro lado, apesar de não competirmos, por regra, em preço, acabamos por ter uma grande vantagem nesta área ao vendermos soluções integradas. Se temos uma solução tipo A e fazemos um upgrade para uma B, o custo não é elevado. PCG – Qual é o vosso produto estrela? J.P. – Os antivírus continuam a ser os produtos mais relevantes, mas a McAfee faz mais do que apenas antivírus, e existem áreas que estão a crescer rapidamente. Por exemplo, estamos a apostar nas soluções de Intrusion Prevention, e já somos o número dois a nível mundial. Antes, o fabricante líder nesta área era a ISS. Mas a McAfee já está à frente, logo atrás da Cisco. Vamos focar-nos muito na questão das vulnerabilidades. Todas elas são tecnologias menos populares, até porque nem todas as companhias usam Intrusion Prevention, a menos que detenham um grande parque de computadores. PCG – E como é que está a evoluir este negócio no espaço ibérico? J.P. – Está muito bem e a crescer. O mercado de antivírus está maduro e há poucos novos clientes. Os que existem vão mudando e actualizando as soluções, mas são já poucos os projectos novos. As soluções de Intrusion Prevention e de gestão de vulnerabilidades são tecnologias novas, às quais as companhias estão atentas. Em Portugal, existe já um banco, cujo nome não posso ainda revelar, que vai avançar para um projecto a este nível. PCG – Esta oferta está apenas a ser dirigida às grandes contas? J.P. – As pequenas empresas podem avançar para algo semelhante, se assim o desejarem, mas um projecto relevante só faz sentido junto de companhias que tenham sistemas distribuídos. Para as empresas médias e mais pequenas, estamos a focar-nos muito nas appliances para filtrar correio e spam, grandes fontes de malware, um dos grandes problemas de uma empresa média. PCG – Que novidades podemos esperar

para o ano, em termos de produtos? J.P. – Comprámos, este ano, a Safeboot, por 350 milhões de dólares. Trata-se de uma companhia de encriptação de dados e de segurança para dispositivos móveis que vai funcionar como um complemento importante para o negócio de Data Lost Prevention. Em 2008, vamos também apostar na certificação de sites de comércio electrónico. O que neste caso a McAfee faz é certificar as lojas virtuais que são seguras, para que os utilizadores das mesmas saibam que podem fornecer os dados dos cartões de crédito sem problemas. Ainda neste campo, vamos promover o Site Advisor, a nossa ferramenta

qualquer processo que não esteja previsto, independentemente da sua dimensão. Acima de tudo, a McAfee ajuda as empresas a prevenirem-se contra as falhas e minimizarem qualquer problema, daí a aposta nas soluções de Data Lost Prevention e de Intrusion Detection. PCG –Quanto é que vai crescer este negócio em 2008? J.P. – A nossa expectativa é a de que o crescimento ronde os 40%, até porque há muitas empresas que não conhecem estas tecnologias. Por exemplo, a oferta de Data Lost Prevention deverá crescer significativamente. As empresas têm de assegurar que a sua informação

PCG – O mercado de consumo não é portanto prioritário. J.P. – É. Temos uma gama de produtos orientada para esse segmento, mas dentro do nosso preço. A Bit Defender e a Kaspersky são fabricantes novos que chegam por um, dois anos e depois desaparecem. Não serão os primeiros nem vão ser os últimos. Nas pequenas empresas, a Panda pode ter uma presença mais forte, porque oferece uma prestação mais pequena e é mais agressiva em preço. A Panda não tem a tecnologia que tem a McAfee para estar nas grandes contas, por isso, endereça as PME, que são mais sensíveis à questão preço. PCG – Conseguem roubar muitos clientes à Symantec? J.P. – Sim. Em Espanha há já muito poucos clientes grandes com Symantec; em Portugal há mais. O mesmo acontece em relação à TrendMicro. É claro que quando existe um grande parque instalado a mudança é mais difícil de conseguir. PCG – Onde é que a McAfee ainda falha? J.P. – Na penetração e educação do canal de distribuição. Trabalhamos com muitos parceiros e, por vezes, é complicado chegarmos aos mais pequenos. Com os grandes parceiros temos uma relação directa, mas com os restantes que vendem às pequenas empresa temos de reforçar as nossas relações e cobertura. PCG – E como pretendem resolver esta questão? J.P. – Vamos trabalhar de forma mais próxima com os distribuidores locais. Chamámos, mais recentemente, para a nossa lista a Afina que se vem juntar à GTI e à TechData. É através deles que nos vamos manter em contacto com os pequenos revendedores PCG – Que expectativas têm para o mercado ibérico, a nível global? J.P. – Incluindo consumo e antivírus, pensamos que o crescimento se situe nos 25%. PCG – E quanto vale Portugal? J.P. – Cerca de 20%. ■
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Queremos ser reconhecidos no mercado como o fabricante global de segurança que somos
que alerta para o grau de perigosidade de cada site através de um esquema de cores, e o Hacker Safe, que após uma busca no Google, por exemplo, alerta para sites pouco seguros, validando os restantes como Hacker Safe. não sai do espaço a que está confinada e ter noção que qualquer pessoa hoje em dia pega numa flash drive de 2 GB e rouba todo o tipo de informação crítica de uma empresa. É uma falha de segurança enorme. PCG – Permanecerá também o empenho para dissociar o nome McAfee da imagem de uma empresa de antivírus? J.P. – A McAfee é um fabricante de segurança global. Passámos anos associados ao negócio de antivírus e é normal que a associação se mantenha. O facto é que estamos agora ligados a mais coisas e temos de chegar com esta mensagem junto dos nossos clientes. Queremos ser reconhecidos no mercado como o fabricante global de segurança que somos.

Estratégia de ataque em várias frentes
PCG – Quais são as principais vulnerabilidades das grandes empresas? J.P. – Primeiro, existe um desconhecimento do que têm de proteger. Se um banco tiver 5 mil computadores em várias agências, o principal problema do responsável da segurança é saber quais as vulnerabilidades dos servidores e garantir que não existe uma grande margem de manobra para falhas. Se existir na rede um dispositivo capaz de detectar e interceptar ataques contra uma vulnerabilidade, o nível de protecção será seguramente muito maior. A solução é minimizar a margem de erro, daí falarmos em zero day protection. Há vulnerabilidades que não se conhecem, mas há sistemas que sem as conhecer, asseguram a protecção das máquinas. Tratam-se de sistemas de segurança genéricos que travam a ocorrência de

Concorrência agressiva
PCG – Como é que competem nesta área com empresas como a Panda, a Kaspersky ou a Bit Defender? J.P. – A Kaspersky e a Bit Defender possuem produtos mais orientados para a área de consumo. São ofertas muito agressivas em preço e a McAfee nunca entra em guerras de preços. Apesar de termos uma presença significativa no consumo, a nossa guerra é outra...

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PCGUIAPRO OPINIÃO
PCG

Reputação: o futuro da segurança informática?
SÉBASTIEN COMMÉROT, RESPONSÁVEL PELO MARKETING PARA A EUROPA DO SUL, MÉDIO ORIENTE E ÁFRICA DA IRONPORT

N
OPINIÃO

o mundo da Internet, os

piratas e os spammers são cada vez mais inventivos e tecnologicamente inovadores. A prova é a corrida existente, há vários anos, entre estes e os fabricantes de soluções de segurança. A cada reacção dos editores de soluções antivírus ou anti-spam, os piratas replicam de novo, lançando ataques inéditos. Tomemos como exemplo o spam por imagem, que apareceu em 2006. Este spam escapava aos filtros anti-spam, porque o

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Os piratas inovam sem cessar e as tecnologias que assentam unicamente na filtragem tradicional à base de assinaturas são ultrapassadas

texto publicitário ou fraudulento estava contido numa imagem inserida na mensagem. Os editores reagiram com assinaturas para filtrar essas imagens. Os spammers reagiram imediatamente, gerando para o mesmo ataque centenas de milhares de imagens diferentes, quer através da inserção de pontos ao acaso, quer cortando aleatoriamente as imagens em subimagens. Os filtros tradicionais, baseados em assinaturas, ficaram assim completamente ultrapassados.

Com o tempo, os fornecedores de anti-spam descobriram como gerir melhor esse spam por imagem. Mas apareceram outras técnicas de spam no primeiro trimestre de 2007, como o spam “link-imagem” (a mensagem contém apenas um link que remete para uma imagem armazenada num servidor online e não é desta forma bloqueada pelos tradicionais filtros de conteúdo) ou ainda o spam PDF (a imagem enviada pelo spammer não está na mensagem mas sim num ficheiro anexo em formato PDF). Como se vê, os piratas inovam sem cessar e as tecnologias que assentam unicamente na filtragem tradicional à base de assinaturas são ultrapassadas. Isso é verdade para o spam mas também para os vírus ou para o software espião em geral: novos ataques com novas formas de códigos maliciosos ou variantes dos antigos que são lançados regularmente e impedem o sucesso dos filtros à base de assinaturas, por definição, reactivos. Proteger a sua rede informática unicamente com soluções deste tipo é, como na vida quotidiana, deixar um desconhecido entrar em casa, dizendo que o podemos revistar depois. No entanto, seremos capazes de o revistar? Poderemos enfrentar um novo tipo de arma que ainda não conhecemos? E reconheceremos que é uma arma ou aceitaremos esse objecto como

perfeitamente inofensivo? Ensinamos às nossas crianças desde a mais tenra idade a não ir com desconhecidos na rua e a não abrir a porta a desconhecidos. Protegemo-nos igualmente nas empresas através de ferramentas de controlo de acessos aos edifícios ou equipas de segurança que autorizam as entradas. Não chegou a altura de, daqui para a frente, o fazer de forma sistemática ao nível dos sistemas informáticos das empresas? Para o fazer, as soluções capazes de avaliar a reputação de um servidor de e-mail que nos pede para estabelecer uma ligação com ele para nos enviar mensagens ou a reputação de um website ao qual o utilizador se quer ligar são extremamente eficazes. Elas permitem-nos bloquear a grande maioria das ameaças antes mesmo de elas poderem entrar na rede da empresa. Associados a avançados filtros de análise contextual, estes sistemas que avaliam a reputação dos servidores de e-mail ou dos websites têm um bom futuro. ■

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GETTYIMAGES

A democratização

dos portáteis
Chegou a era do subsídio ao portátil através de serviços de comunicações 3G. O mercado está a reagir de forma positiva às múltiplas iniciativas
TEXTO CARÇOS MARÇALO

O

País está a assistir a um fenómeno relacionado com um crescimento exponencial da venda de portáteis de baixo preço, impulsionada inicialmente pelo programa e-Escolas, mas que pouco a pouco está a ser adaptado a outras iniciativas de cariz totalmente privado, direccionadas para vários sectores e públicos, como as pequenas e médias empresas e o consumidor final. É o caso do serviço Office Box PME da TMN, destinado às pequenas

e médias empresas. Esta oferta possibilita aos clientes deste operador móvel aderir a uma versão alargada do Office Box PME, através do qual se inclui a possibilidade de aquisição de um portátil para um grupo de três ou de cinco utilizadores, com Windows Vista e Office Ready incluídos. Cada máquina custa 150 euros mais IVA, valor acrescido de uma mensalidade de 70 euros por utilizador (IVA não incluído), para um mínimo de cinco utilizadores, e 75 euros mensais,

mais uma vez sem IVA incluído, para grupos de três utilizadores. Estes valores mensais incluem os serviços de voz fixa, voz móvel, Internet móvel e Internet fixa. O Office Box PME inclui ainda três ou cinco telemóveis e telefones fixos, consoante o número de utilizadores, um router wireless e uma central telefónica, sendo obrigatório um vínculo contratual de 36 meses. Outra iniciativa é a da Chip7. A empresa do grupo liderada por Miguel Monteiro lançou uma

campanha de oferta de portáteis a zero euros até 31 de Dezembro. Para usufruir desta iniciativa, o utilizador tem de aderir a um pacote de comunicações móveis por um prazo de três anos e por um valor mensal de 39,90 euros. Esta oferta está disponível para qualquer interessado, sem quaisquer restrições. Esta acção está a ser desenvolvida em parceria com a Acer e com um operador móvel; a campanha disponibiliza o acesso de banda larga móvel a 6 GB de tráfego e

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No entender de João Amaral, director-geral da Toshiba Portugal, o projecto acabou por funcionar «como catalisador do mercado de portáteis». Este responsável explica que, de algum modo, «centrou a atenção nas vantagens do portátil, enquanto ferramenta de trabalho mas também de entretenimento, ajudando, assim, a desejar a necessidade de utilização», ao mesmo tempo que «fez com que as pessoas não envolvidas pelo projecto procurassem no mercado alternativas equiparadas». Para o homem forte da Toshiba em Portugal, as famílias perceberam que «o portátil é, sem dúvida, uma ferramenta de trabalho imprescindível na realização de tarefas que os novos tempos exigem» e que é «um novo modelo de educação que começa, aos poucos, a definir-se». Nesse sentido, João Amaral acredita que a electrónica de consumo conquistou também um lugar importante. Para Manuel Sá, product manager da Sony Vaio em Portugal, o mercado beneficia de todas as iniciativas de divulgação tecnológica e incentivo à sociedade de informação, «pelo que o VAIO não é excepção». Apesar de estes portáteis não participarem directamente na iniciativa do Governo, a marca «está a beneficiar no curto prazo da notoriedade que o programa dá genericamente ao produto portátil, e, no longo prazo, na

divulgação do modelo de uso inerente à mobilidade». Questionado sobre a forma como esta iniciativa está a influenciar a procura no retalho, o product manager da Sony Vaio em Portugal diz que não é possível «isolar e quantificar esse efeito». Apesar de uma das mensagens que o Governo e os operadores veiculam relativamente aos portáteis se relacionar com o facto de esta ser ferramenta de estudo, e de isso constituir «uma componente importante», o interlocutor da Sony considera que «não é a única», uma vez que «o portátil é também uma ferramenta de lazer e entretenimento, fornecida com as mais recentes tecnologias de hardware e software». O director de Marketing de PSG da HP Portugal, Alexandre Silveira, afirma que a iniciativa e-Escolas «pode efectivamente dinamizar o mercado de portáteis e todas as marcas vão beneficiar dela». O interlocutor da HP reconhece que os portáteis são cada vez mais considerados como uma ferramenta para o ensino, «mas mesmo assim, ainda nem todas as famílias têm possibilidades de os adquirir». Outra das empresas que não integra a iniciativa é a Asus. O gestor de produto Portáteis desta empresa, Peter Chang, confirma que «os computadores já são considerados como ferramentas de trabalho pelos

estudantes». No entanto, a procura de notebooks «irá aumentar devido ao factor mobilidade e à descida de preços», refere Peter Chang.

Mercado em crescendo
De acordo com o «III Observatório Toshiba», estudo apresentado recentemente e no qual se analisaram as tendências para o mercado dos portáteis até 2011, constata-se que o fecho de 2007 ficará marcado por um crescimento superior a 50%, traduzido num volume de vendas de 600 mil unidades e numa base instalada superior a 1 milhão de unidades. Se a estes valores se retirarem os dados relacionados com o e-Escolas, o mercado nacional registaria um crescimento de 27%, e não de 54%, como se estima. A penetração de portáteis versus desktops é superior a 70%, sendo uma tendência que deve continuar a acentuar-se. Através desta análise da realidade nacional, verifica-se que o preço médio dos portáteis continua com tendência a baixar 10% ao ano, sendo o valor médio actual de 945 euros. Os valores relativos até ao terceiro trimestre de 2007 indiciam que 54% das vendas de laptops são de um valor inferior a mil euros, sendo que mais de 10% do total de máquinas

vendidas até este período se encontram num escalão inferior aos 500 euros por portátil. No «III Observatório Toshiba» considera-se ainda que o projecto e-Escolas será, em 2007 e 2008, um dos grandes catalizadores de crescimento do mercado, constituindo a génese de um novo canal de distribuição – a venda (subsidiada) de portáteis com acesso a banda larga móvel através de operadores telecomunicações. Neste relatório, estima-se que haja uma média de crescimento anual superior a 25%, e uma crescente importância dos portáteis nas vendas totais de PCs, que ultrapassará os 85% em 2011. Outro factor a ter em conta com a redução do preço dos portáteis prende-se com o período de substituição destas máquinas, que deverá ser reduzido de 40 meses, em 2007, para 24 meses até 2011. O «Barómetro da Mobilidade: o PC portátil e a conectividade 3G nas médias e grandes organizações portuguesas», um estudo realizado pela IDC a pedido da Dell Portugal, apresentado em Julho de 2007, indica que as organizações de média e grande dimensão utilizam PCs portáteis, contudo, apenas cerca de um terço disponibiliza portáteis a mais de 20% dos seus colaboradores. Em termos de evolução, mais de 75% das organizações pretendem adquirir um PC portátil nos próximos 12 meses, e apenas 3% afirmam que não pretendem adquirir este tipo de equipamento. Das organizações que pretendem adquiri-lo, 57% terão como fim a substituição de portáteis obsoletos, reflexo de alguma maturidade do mercado. No entanto, o custo das telecomunicações era considerado uma barreira, com cerca de 71% dos inquiridos a considerarem interessante a conectividade 3G (UMTS/HSDPA) integrada no portátil quando comparada com soluções baseadas em PCMCIA ou USB. Contudo, o custo e a cobertura das comunicações 3G ainda são percebidos como barreiras para a sua utilização. A situação está a mudar com o aparecimento de novas ofertas no mercado nacional direccionadas para empresas.

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Mudanças na liderança do mercado
Os dados do mercado nacional de portáteis relativos ao terceiro trimestre de 2007 apontam para a venda de 162.448 máquinas nestes três meses, o que corresponde a um aumento de 47,2%, quando comparado com os 110.393 portáteis vendidos em idêntico período do ano anterior. De acordo com os dados relativos aos primeiros seis meses de 2007, houve um aumento de 20% na venda portáteis, totalizando 214.943 mil unidades, face aos 179.119 laptops vendidos em idêntico período de 2006. Feito o somatório das vendas de portáteis até Setembro de 2007, venderam-se um total de 377.391 notebooks. O crescimento reportado no último trimestre analisado conta já com a inserção das 40 mil primeiras máquinas vendidas ao abrigo do programa e-Escolas e que teve como consequência a alteração na liderança do ranking dos principais fabricantes de portáteis em Portugal. A Toshiba e a Fujitsu Siemens Computers são as empresas que neste momento participam no

e-Escolas, conjuntamente com a portuguesa Inforlândia, que tem um pedido de 5000 máquinas Insys por parte da TMN, mas cujos resultados não se reflectem na análise da IDC deste trimestre. Quem beneficiou com o e-Escolas

face ao período homólogo de 2006, vendendo um total de 36.344 portáteis, o que se traduz por uma quota de mercado de 22,4%. Alexandre Silveira, da HP Portugal, salienta que «desde o início do ano, a HP tem uma liderança confortável

Os dados do mercado nacional de portáteis relativos ao terceiro trimestre de 2007 apontam para a venda de 162.448 máquinas nestes três meses
neste período foi a Toshiba, que, pela primeira vez desde a sua presença em Portugal, lidera um trimestre com um total de 40.119 máquinas vendidas, representando uma quota de mercado de 24,7% e um crescimento de 104,2% face aos resultados obtidos no terceiro trimestre de 2006. A HP, empresa que até à analise destes dados não integrava o programa e-Escolas, foi relegada para o segundo lugar, apesar de ter registado um crescimento de 48,3%, em qualquer categoria na qual actua», apesar de no terceiro trimestre ter sido ultrapassada pela Toshiba no segmento de portáteis. No entanto, este responsável entende que a análise correcta destes dados passa por «expurgar os números das máquinas comercializadas ao abrigo desta iniciativa, mas identificar a marca preferida pelos consumidores que puderam escolher livremente no mercado». O último lugar do pódio pertence à Fujitsu Siemens Computers, que

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Portugal - Top 10 de fabricantes por unidades de notebooks comercializadas
Fabricante T3 2006 Quota de mercado T3 2007 Quota de mercado Crescimento anual

Toshiba.....................19.648 ......... 17,8% .......................40.119 ............... 24,7%.......................104,2% Hewlett-Packard .......24.511 ......... 22,2% ......................36.344............... 22,4% .......................48,3% Fujitsu Siemens.........3.134 ........... 2,8% ........................28.062 ............... 17,3% .......................795,4% Acer .........................17.195 ......... 15,6% .......................16.448 ............... 10,1% .......................-4,3% Asus ........................12.574 ......... 11,4% .......................13.051 ............... 8,0% ........................3,8% Sony.........................3.790 .......... 3,4% ........................8.108 ................. 5,0% ........................113,9% LG Electronics ...........1.300 .......... 1,2% ........................5.400 ................ 3,3% ........................315,4% Dell ..........................8.210 .......... 7,4%.........................4.450 ................ 2,7% ........................-45,8% JP Sa Couto ..............932 ............. 0,8% ........................2.079 ................ 1,3% ........................123,1% Apple .......................1.260 .......... 1,1% .........................1.800 ................ 1,1% .........................42,9% Outros ......................17.839 ......... 16,2%.......................6.587 ................ 4,1% .........................-63,1% Total ........................110.393 ....... 100% .......................162.448 ............. 100% ........................47,2%

(FONTE: IDC EMEA PC TRACKER – Q3 2007 FINAL RESULTS TOP)

à boleia do e-Escolas obteve um crescimento de 795% neste trimestre, quando comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, vendendo 28.062 máquinas e alcançando um market share de 17,3%. O director-geral da Fujitsu Siemens Computers Portugal confirma que «a associação ao maior evento de mobilidade do país justifica, em grande parte, um crescimento extraordinário num trimestre da FSC em Portugal». Dos 10 fabricantes representados no ranking da IDC, dois apresentaram taxas de crescimento negativas – a Dell e a Acer –, enquanto oito apresentaram taxas de crescimento de dois e três dígitos, à excepção da Asus, que reportou um crescimento de 3,8%. Peter Chang, gestor de produto portáteis da Asus, explica que este trimestre foi pautado por campanhas do programa e-Escolas, o que, de certa forma, «influenciou o ranking, não permitindo ser um reflexo exacto do mercado». No entanto, Peter Chang acredita que «existem cinco fabricantes mais ou menos ao mesmo nível: a HP a Toshiba, a Fujitsu , Siemens, a Acer e a Asus». Por seu lado, Manuel Sá destaca a manutenção do crescimento da marca VAIO a um ritmo superior ao mercado, num trimestre em que «os segmentos com maior crescimento são aqueles associados aos produtos de entrada e ao programa e-Escolas, o que mostra a disponibilidade do canal e do consumidor para comprar produtos que oferecem maior valor e que se diferenciam dos demais». Nesse sentido, a aposta em argumentos tecnológicos fortes, como a alta-definição e o Blu-ray, a disponibilização de produtos com grande integração com o utilizador e o fornecimento de conceitos avançados de mobilidade, tem permitido este crescimento. De referir ainda que no ranking dos 10 maiores fabricantes de portáteis surge a portuguesa JP Sá Couto, com 2079 máquinas vendidas, o que representa um crescimento de 123%, face a idêntico período em 2006, e traduz-se por uma quota de mercado no terceiro trimestre de 2007 de 1,3%. ■
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Não há nada que me irrite mais do que ouvir alguém atrás de um balcão ou do outro lado de uma linha telefónica a dizer: «Infelizmente o nosso sistema está em baixo». Ou ainda mais irritante: «Não temos sistema.» Ou pior ainda: «Hoje o sistema está lento.» Claro que volta e meia o “sistema” pode não lhe apetecer trabalhar ou pode mesmo ficar em casa doente ou a cuidar dos filhos, mas, todos os dias? E de que sistema se trata? Talvez o sistema solar, o sistema de Hi-fi, o sistema de ar condicionado. Ou talvez o sistema de Dias da Cunha, do Sporting, que não se cansava de ir à televisão falar dele. Em Portugal, até nos call centers a culpa é do sistema. Quando alguém que conheço tentou adquirir um acesso telefónico “arrasador” da TVCabo e caiu no erro de pronunciar as palavras

malditas – portabilidade do número –, o sistema foi logo abaixo, impedindo a activação do serviço. E ficou em baixo mais de uma semana, após inúmeros contactos para o call center de apoio ao cliente da TVCabo, em que as respostas eram invariavelmente as mesmas. Essa pessoa foi à loja devolver o material que os funcionários da TVCabo, não dependentes do sistema, lhe deixaram em casa, para descobrir que, visto que o sistema estava em baixo, o pedido de acesso telefónico não tinha dado entrada no sistema, logo, não podia ser activado o dito serviço… Gostava de conhecer a pessoa que cuida do sistema, para lhe dar os parabéns! Hum, mas cheira-me que lá pelas bandas da ex-PT, ex-Multimédia, o sistema deve ter vontade própria, como no Matrix…

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Lá pelas bandas da ex-PT, ex-Multimédia, o sistema deve ter vontade própria, como no Matrix

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