Projeto Casa Ecológica. Versão 4.

0 Autor: Higor Queiroz

Projeto Casa Popular Ecológica
Mar/2005 Autor: Higor Queiroz Consultor Ambiental

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz

Resumo
A "Casa Ecológica" foi idealizada objetivando demonstrar procedimentos adequados do ponto de vista ecológico na construção civil e abrigar atividades relacionadas à educação ambiental. Destaca-se que o conceito de "Casa Ecológica" passa, necessariamente, pela adoção de critérios coerentes com a política de gerenciamento ambiental, quer seja na escolha dos materiais construtivos, como nas técnicas de aproveitamento dos condicionantes naturais (vento), no tratamento dos resíduos oriundos do uso (p. ex. esgoto) e na busca de racionalização e eficiência energética.

Dados
Enquanto faltam moradias para sete milhões de famílias há pelo menos cinco milhões de unidades habitacionais sem utilização no País. São casas sem o "Habite-se", unidades não comercializadas ou de veraneio que poderiam sanar mais de 80% do problema de moradia brasileiro. O déficit habitacional urbano brasileiro, segundo dados da Fundação João Pinheiro-MG, é de 5,9 milhões de unidades, enquanto que na área rural a demanda é de 1,1 milhão. No total, sete milhões de unidades habitacionais estão faltando no País. A maior concentração da demanda é nas regiões Sudeste e Nordeste que, juntas, somam 73% das necessidades brasileiras. O grande contraste desta realidade é que, segundo dados do próprio IBGE, existem pelo menos cinco milhões de moradias desocupadas nas grandes cidades brasileiras. Estes dados foram apresentados no Painel ‘Nossas Cidades: Desafios Habitacionais “, com participação de três especialistas na área habitacional: o arquiteto e urbanista Ângelo Marcos Vieira de Arruda, o geógrafo Ulisses Franz Bremer e o professor e fundador da Universidade de Brasília (UnB), Lucídio Guimarães Albuquerque”. Um destaque estatístico que merece atenção é que da estimativa de 15 milhões de brasileiros que não dispõem de moradia digna, 92% deles estão inseridos em famílias cuja renda familiar não chega a cinco salários mínimos. Isto é, pessoas sem qualquer capacidade de endividamento ou de disponibilização de recursos próprios para entrarem nos programas de habitação popular. "Este é o dado agravante e que mostra que os mecanismos utilizados até aqui não vão resolver o problema. O que se tem feito é remediar a situação. E remediar é fácil, resolver é difícil", alertou o professor gaúcho e também geógrafo Ulisses Franz Bremer. O especialista Ângelo Marcos Vieira Arruda concorda sobre a gravidade da situação."O grande desafio é saber de onde virão os recursos para zerar o déficit. Trata-se de uma faixa da população sem condições mínimas de participar financeiramente". Além do processo construtivo ainda complexo e da desarticulação das comunidades, os programas de habitação popular - desenvolvidos pelos governos ou por outras organizações como os Creas, por exemplo esbarram num outro obstáculo: o alto preço das terras nas metrópoles, estimulado pela especulação imobiliária. Segundo Vieira Arruda, a participação recomendada do valor do terreno no custo final de um empreendimento habitacional deve estar entre 6 e 7% do valor total. No entanto, em grandes metrópoles como São Paulo, o peso do terreno mesmo que localizado em bairros distantes do centro, nunca é inferior a 30%, o que segundo o especialista inviabiliza uma série de projetos habitacionais. "Esta estrutura fundiária associada à ilegalidade urbanística são os dois grandes aliados do déficit habitacional urbano", comenta. Com 70 milhões de pessoas morando nas metrópoles brasileiras e com um crescimento populacional exacerbado – nos últimos dez anos a população das maiores cidades brasileiras cresceram 30% - os especialistas não vêem soluções em curto prazo e apontam a prática do Estatuto das Cidades e a implementação de programas para dar sustentabilidade às cidades, como os principais instrumentos de mudança. "Precisamos de soluções inovadoras e compartilhadas com as várias regiões brasileiras, precisamos fazer uma fusão dos recursos disponíveis e não deixar que cada prefeitura ou governo faça seu programa separadamente e de forma dispersa e, por fim, precisamos estimular parcerias e ações cooperativadas para otimizar os recursos e o tempo", acredita o geógrafo Ulisses Bremer.

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Histórico da Habitação
A HABITAÇÃO POPULAR NO BRASIL O problema da habitação para populações de baixa renda integra as preocupações dos governos brasileiros desde a época imperial. Nesse período verificou-se a expansão e o agravamento dos problemas relativos à habitação para populações de baixa renda em todo o país, atestando que os esforços realizados não foram suficientes para enfrentá-los. A ação governamental no campo da habitação popular teve sua origem no Segundo Reinado, coincidindo com o momento em que o trabalho livre começa a substituir o trabalho escravo. Na época da abdicação de D.Pedro I (1830), e início da Regência, quando foi criada (1831) a primeira Caixa Econômica do país na cidade do Rio de Janeiro. E, a partir desse momento, procurou articular o problema habitacional com o quadro econômico e social do país, relacionando as sucessivas respostas tentadas pelos Governos em seus diferentes níveis administrativos. Mesmo com a política vigente a partir de 1964, quando a produção de unidades habitacionais é bem mais expressiva do que a obtida nas políticas anteriores, não se atendeu à demanda da população de baixa renda. Surgiram o BNH e o Sistema Financeiro de Habitação, que surgiram com o objetivo primordial de construir casas para proporcionar emprego aos operários, através de maior movimentação do setor da construção civil. A CIDADE DE FORTALEZA SE FAZ METRÓPOLE Se Fortaleza hoje é a maior cidade do Ceará, foi Aquiraz, no entanto, a primeira vila criada em 1713. De uma pequena cidade nos fins do século XIX, com somente 40.902 habitantes, Fortaleza, em menos de um século alcança e ultrapassa a cifra de cidades com mais de dois milhões de habitantes. A condição de capital administrativa e, como conseqüência, sede de repartições públicas de vários níveis, além de outros órgãos ligados à administração, a construção da Estrada de Ferro de Baturité, partindo dela para o interior, no momento áureo da produção algodoeira, o melhoramento do porto, a construção de rodovias, entre outras medidas, contribuíram para que Fortaleza fosse paulatinamente adquirindo feições de grande metrópole, e que fosse, aos poucos, estabelecendo uma competição com as demais cidades do interior, até galgar a posição que desfruta hoje. As secas periódicas que assolavam o interior e principalmente a abertura de estradas e construção de rodovias, ligando a capital aos municípios mais distantes do interior e a outros estados, muito contribuíram para que Fortaleza se transformasse gradualmente, num excelente pólo de atração para a população migrante. Esses e outros fatores teriam criado as condições necessárias para que ocorresse um vertiginoso crescimento demográfico e, a partir dele, um reforço das funções urbanas da cidade, que dia-a-dia expande sua área de influência, requalifica sua condição de centro de atividades e pólo gerador de desenvolvimento. Os imensos conjuntos habitacionais que contornam a cidade, construídos pelo sistema financeiro do extinto BNH, deram lugar à formação de favelas e pequenos núcleos constituídos pelos conjuntos construídos no regime de mutirão. Estes ampliam o processo de ocupação do território da cidade e da região metropolitana. “Favela é a denominação dada, no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, a assentamentos humanos espontâneos e não-convencionais, por isso carentes de arruamento e serviços de saneamento básico, nos quais as habitações são construídas geralmente pelos próprios moradores, em áreas de domínio público ou em propriedades particulares não utilizadas. As favelas surgem quase sempre em terrenos de menor valor imobiliário, em encosta ou sujeitos a inundação, como resultado de condições econômicas estruturais que provocam o êxodo da população das zonas rurais para as cidades, em busca de emprego. A primeira favela surgiu no Morro da Providência junto à Central, no

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz início do século. Sua população era formada pelos (soldados) sobreviventes da Guerra de Canudos, que não encontraram melhores condições de sobrevivência na cidade do Rio de Janeiro. Este morro passou a ser denominado Morro da Favela, talvez por uma alusão a uma planta do sertão da Bahia que tinha o nome favela. O termo popularizou-se e hoje existem favelas em todos os pontos da cidade”. Segundo dados oficiais para 1985, o município de Fortaleza possuía 234 favelas com 64.035 domicílios, 70.450 famílias e 352.250 pessoas residentes. Em 1991, os números passaram para 313 favelas com 98.258 domicílios, 108.145 famílias e 540.720 habitantes. Os números são reveladores da situação crítica que atinge um elevado percentual da população da cidade. No entanto, os estudos e censo voltados a este tema só consideram “favelas”, espaços caracterizados pela concentração de moradias pobres e pela ausência de infra-estrutura urbana nessas concentrações. Independente da sua localização, um dos aspectos que caracteriza uma favela é o fato de seus moradores ocuparem imóveis públicos ou privados irregularmente do ponto de vista da legalidade constituída. Uma favela localizada numa área de risco adiciona a essa insegurança social a insegurança físico-territorial, gerada pela ocorrência de inundações ou deslizamentos de terra da área onde está estabelecida. Assinalem-se ainda as péssimas condições de vida impostas às famílias que moram nas favelas por um modelo de crescimento econômico produtor de miséria e pobreza que se expressa, por exemplo, no esvaziamento do interior do estado e na concentração populacional e de atividades em Fortaleza, bem como na distribuição desigual de atividades, renda, serviços, equipamentos e infra-estrutura na cidade. Antes de 1980, a maioria das favelas de Fortaleza não se localizava em áreas consideradas de risco. As mais conhecidas eram Poço da Draga, Campo do América, Lagamar, Alto da Balança (faixa lindeira à BR-116), Dias Macedo, Santa Terezinha, Serviluz, Caça e Pesca, Verdes Mares, Pirambu, Arraial Moura Brasil, Santa Cecília, Pici etc. Dessas, a que sofria inundações de porte significativo era a favela do Lagamar. As outras favelas, todas padecendo de condições de vida precárias, não apresentavam um quadro de ameaça à vida de seus ocupantes que hoje atinge a maioria dos que moram nas atuais áreas de risco. De maneira geral, essas favelas foram construídas em áreas destinadas a praças e ruas - ''os becos de prefeitura''- e terrenos pertencentes a instituições governamentais. As ocupações de encostas, de áreas alagáveis e de terrenos privados apresentavam um percentual insignificante. Dados da Prefeitura de Fortaleza apontam que, em 1981, a cidade possui 241 praças oficiais, dessas 36 estavam completamente ''invadidas'' e 20 parcialmente, isto é, ocupadas com favelas. A partir da década de 1980, a Prefeitura intensifica o controle urbanístico e a urbanização de praças na cidade, principalmente no setor leste onde se concentra as camadas média e de alta renda da cidade. Assim, diminuiu o estoque das áreas públicas livres utilizadas para a construção de favelas. Por outro lado, intensificam-se os deslocamentos populacionais do interior para a capital em busca de sobrevivência, cuja opção de moradia para a maioria das famílias pobres será construir um barraco nas margens dos recursos hídricos. Essa forma de ocupação de risco se concentrará no setor oeste da cidade, onde as ações de controle urbanístico da Prefeitura quase inexistem. Na atualidade, os estudiosos e os órgãos oficiais apontam Fortaleza com um déficit aproximado de 163.933 unidades habitacionais e 94 áreas de risco ocupadas por 20.000 famílias. A esses números somam-se as 40.000 famílias que migram para Fortaleza anualmente, expulsas por falta de emprego e devido às péssimas condições de vida do interior do Ceará. Vale ressaltar que Fortaleza possui 98.089 imóveis vagos na RMF, representando 59,8% do déficit habitacional da região. Casas seguras, regularização fundiária, margens de rios urbanizadas são ações prioritárias em relação às áreas de risco, porém incapazes de superar os desequilíbrios intra-urbanos, interurbanos e inter-regionais geradores dessas áreas, as quais são um dos efeitos mais perversos do crescimento regional e urbano em curso.

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Apresentação
Os novos conceitos adotados pelos especialistas em habitação apontam para o procedimento de que uma cidade sustentável deve crescer para o Centro de uma cidade e não para a periferia. Isto é, ao mesmo tempo em que se deve desestimular a ocupação irregular das áreas adjacentes aos grandes centros urbanos, é preciso reocupar as áreas centrais, reativando centros históricos e reocupando antigos prédios e áreas abandonadas por fábricas e outros equipamentos urbanos desativados. Outro conceito que vem sendo aplicado desde o evento mundial de habitação, o Habitat 2002, é de que é imprescindível considerar os saberes tradicionais e as técnicas locais de construção de programas habitacionais de lugares distantes dos centros. "Antes se construía o mesmo modelo de casa popular no Amazonas, com temperatura média de 39ºC, também na Serra Gaúcha, onde neva no inverno, sem levar em consideração o clima, a cultura e o conhecimento das populações acerca dos materiais que poderiam ser utilizados", diz Vieira Arruda. O professor e fundador da UnB, Lucídio Guimarães Albuquerque, alertou para a densidade demográfica extrema que é apontada para a partir dos próximos 30 anos em todo o planeta. Segundo dados trazidos pelo professor, atualmente dos 6,6 bilhões de habitantes do planeta, 5,8 bilhões já estão vivendo em cidades e já existe uma densidade demográfica de 105,56 hab/km2. "Em 2050 seremos quase nove bilhões sobre uma área habitável no planeta de apenas 90 milhões de km2. SE não estamos conseguindo atender as demandas sociais, ambientais, culturais e de moradia dessa população, será que conseguiremos depois?", conclui.

Objetivo do projeto
Oferecer habitação adequada a populações carentes, tanto de áreas rurais como urbanas, por meio de uma abordagem que possibilite o desenvolvimento e a melhoria de condições de moradia, ambientalmente saudável e ecologicamente correta, com ênfase no desenvolvimento sustentável e a consciência da preservação e desenvolvimento ambiental. A implantação do Projeto prevê uma fase de treinamento da mão-de-obra, para o trabalho com a nova tecnologia e todo o controle e acompanhamento tecnológico da construção, para a garantia da qualidade e integridade da construção. A prioridade é mostrar construções sustentáveis com ecoprodutos fabricados industrialmente. No entanto, alternativas de autoconstrução com técnicas manuais, que tragam contribuição relevante, também receberão destaque. A Construção Sustentável faz uso de ecomateriais e de soluções tecnológicas e inteligentes para promover o bom uso e a economia de recursos finitos (água e energia elétrica), a redução da poluição e a melhoria da qualidade do ar no ambiente interno e o conforto de seus moradores e usuários. Esse tipo de construção nunca é intuitivo. Mesmo quando emprega produtos ou processos artesanais (por ex. móveis restaurados, decoração com artefatos reutilizados, etc.), o faz conscientemente, buscando o sucesso ambiental integral da obra, promovendo a educação ambiental e divulgando o consumo consciente, e não apenas uma construção. Casa Saudável Não há casa sustentável sem ser saudável. A finalidade de uma construção sustentável não é apenas preservar o meio ambiente, mas também ser menos invasiva aos seus moradores. Ela não pode ser geradora de doenças, caso de prédios que geram a Síndrome do Edifício Doente (SEE*). A Casa Sustentável deve funcionar como uma segunda ou terceira pele do próprio morador, porque ela é sua extensão, como ensina o geobiólogo espanhol Mariano Bueno. Ela é seu ecossistema particular, e, assim como no planeta Terra, todas as interações devem ocorrer reproduzindo ao máximo as condições naturais: umidade relativa do ar, temperatura, alimento, geração de resíduos e sua transformação, conforto, sensação de segurança e bem-estar, etc.

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Descrição do projeto
Projeto de arquitetura de uma residência para baixa renda, com 27.71 m² de área construída e 114.00 m² de área do terreno, executada com a tecnologia de tijolo artesanal1 e cobertura com telhas ecológicas2, produzida a partir de embalagens cartonadas (Peal). O projeto modelo será aberto à visitação pública e para tanto, terá “itens extras3” para simular a residência ecológica ideal, estimulando mais pessoas a visitarem ou virtualmente conhecerem o projeto, através de Web Câmeras transmitindo os espaços da casa em tempo real através do site oficial a ser criado. Tijolo1 • As residências serão construídas utilizando-se tijolos que podem ser fabricados a partir do solo cimento, e o equipamento pode ser utilizado na própria obra reduzindo os custos com transporte dos tijolos.

Capaz de diminuir o custo de construção de uma casa em até 50%, utilizando o próprio solo e um pouco de cimento nas fundações e na confecção de tijolos, usar o solo-cimento não é novidade, há pelo menos dez mil anos o homem utiliza o solo como material de construção. Como evidência destas técnicas, utilizadas intensivamente pelos gregos e difundidas pelos romanos, temos como vestígios edificações que estão de pé até hoje desafiando o tempo após milhares de anos. Já foi empregada na construção da Muralha da China, há mais de 4 milênios. O tijolo de solo
cimento possui alta resistência à compressão simples e baixa absorção. O solo-cimento apresenta como vantagens a economia, conseguida na obtenção do solo, na sua fabricação e facilidade do processo construtivo; qualidade, no que diz respeito ao conforto térmico e acústico das habitações; boa resistência a compressão; bom índice de impermeabilidade e bom acabamento externo final. O solo, material mais utilizado na sua fabricação, é de fácil obtenção e baixo custo, podendo ser extraído do próprio local da obra. Seu preparo e processamento junto com o cimento, assim como todos os processos de fabricação do bloco e execução dos dois tipos de alvenaria, são de fácil assimilação. O sistema construtivo não exige uma mão de obra qualificada, o que reduz o custo total, podendo ser realizada por regime de mutirão. No entanto, é importante que um técnico acompanhe a obra, pelo menos na fase inicial do processo. A redução dos custos na construção de habitações populares, com o uso de solocimento pode atingir até 40% contra os 30% do tijolo de entulho reciclado e os 20% do tijolo de cimento com o refugo E.V.A. descartado das indústrias calçadistas. • Em Fortaleza, possuímos um fabricante da máquina manual para fabricação do tijolo, e o mesmo oferece apoio técnico.

Telhas2 As propriedades obtidas nas telhas produzidas de embalagens longa vida nas análises realizadas são superiores se comparados aos parâmetros de mercado, pois apresentaram alta resistência à flexão e baixa absorção de água, devido à sua origem plástica. Testes referentes ao conforto térmico também foram realizados, comparando-se as telhas fabricadas de polietileno / alumínio, com similares de cerâmica e de zinco. Concluiu-se que, ao longo do ano, a temperatura superficial constatada pela telha de zinco foi de 67 oC, seguida pela de polietileno / alumínio, com 47 C, e de cerâmica, 41 C. Já as temperaturas internas não apresentaram diferenças significativas - entre 22 e 23,5 oC, em média - e nos dias mais quentes do ano variação de 32 a 33 oC. • Na região Nordeste não são encontrados fabricantes da telha, em São Paulo, encontram-se fabricantes divididos entre micro empresas e cooperativas. A instalação de uma mini fábrica de Telhas Peal, requer um Hidrapulper para separação dos componentes da embalagem, uma prensa térmica para produção das chapas e uma prensa fria para a moldagem das peças. (Artigo Técnico Anexo).
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Itens Extras3 (Total: 10)
1) Sistema de Captação de Água de Chuva Permite usar a área de cobertura (telhado ou laje) da casa para captar a água da chuva e, após passar por um filtro ou mecanismo de retenção de impurezas, conduzi-la a um reservatório onde será armazenada e utilizada na residência para fins não potáveis. O uso do Sistema de Captação de Água de Chuva é uma alternativa sustentável para economizar e reaproveitar a água em residências particulares, edifícios, instalações comerciais, condomínios, indústrias, chácaras, sítios, fazendas, casas de praia e edificações em geral. Seu uso tem funções diversas como: descarga de vasos sanitários, lavagem de pisos, quintais e automóveis, irrigação de hortas e jardins. Além disso, o armazenamento da água da chuva contribui para diminuir os efeitos das enchentes comuns nos centros urbanos, onde a impermeabilização do solo não permite um rápido escoamento das águas pluviais. Em locais afastados das cidades, sem poluição industrial ou uso de agrotóxicos, e seguindo uma série de cuidados, a água de chuva pode ser usada para fins potáveis, como beber, banhar-se e cozinhar alimentos. Sistema O Sistema de Captação de Água de Chuva é formado por um KIT que inclui o Filtro AC1 ou AC2, o "coração do sistema", que reduz a pressão de água e separa impurezas como areia, terra, poeira, folhas e gravetos. Os Filtros AC1 e AC2 são de grande eficiência, baixíssima perda de volume de água durante a filtragem e de fácil manutenção. Além do Filtro, o KIT é composto por todos os acessórios necessários para garantir a chegada de uma água de qualidade ao reservatório, estando, então, pronta para o uso. 2) Mini-Estação de Tratamento Mesmo com um sistema de uso econômico da água, como torneira com fechamento automático e descarga com dois tipos de acionamento: um com 03 litros para descarte de dejetos líquidos e um com 06 litros para descarte de dejetos sólidos; serão utilizadas Mini-estações de tratamento da água. Mini-estações são sistemas modulares, fabricados em plástico leve e atóxico, para tratamento de água e esgoto. Este equipamento, que realiza o tratamento biológico de todas as águas usadas (servidas) em um imóvel, é recomendado para residências, edifícios, condomínios, indústrias (carga orgânica de refeitórios e banheiros), parques, casas em áreas de praia e/ou litoral, chácaras, sítios, fazendas e situações em que não haja atendimento pela rede pública. As Mini-estações são indicadas, também, para quem deseja fazer o reuso da água tratada no próprio ambiente construído, para funções como: descarga de vasos sanitários, lavagem de piso e automóveis, regas de horta e jardins. As Mini-estações realizam tratamento de caráter biológico, associando etapas anaeróbias (por ausência de ar) e aeróbia (presença de ar), através das quais ocorre a descontaminação do efluente (ver esquema acima). A carga orgânica contida na água é removida pela ação de microrganismos eficientes (bactérias), eliminando patógenos que podem transmitir doenças e contaminar o lençol freático. Essa ação permite que a água devolvida ao meio ambiente saia com cor cristalina, sem turbidez ou odores, sem oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente, podendo ser reusada para funções não-potáveis. Benefícios As Mini-Estações:

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz Tratam a água e o esgoto no local de geração do resíduo Atendem populações a partir de 2 pessoas Eficiência de 94% a 98% de remoção de DBO (demanda bioquímica de oxigênio) Pequena exigência de área para instalação (a partir de 4m2) Permitem o reaproveitamento da água para funções secundárias - descarga de vasos sanitários, lavagem de piso e automóveis, rega de hortas e jardins • Estima-se que é possível economizar pelo menos 40% na conta de água com o reaproveitamento das águas servidas (fonte: ATA | Austrália). • São modulares, de plástico atóxico, e podem ser ampliadas, caso cresça o número de usuários. • Fácil instalação e manutenção, não requer alvenaria nem obras complexas. • Impermeáveis, sem risco de trincas comuns a fossas e filtros de cimento. • Eficiência muito superior a sistemas de concretos • Atendem às Normas da ABNT NBR 7229/93 e NBR 13969/97 e legislação ambiental dos Estados e municípios • A água tratada pode ser lançada em corpos d’água ou infiltrada diretamente no solo Dimensionamento O dimensionamento do sistema é feito de acordo com normas da ABNT - NBR 7229/1993. Sistemas modulares Os módulos têm tamanhos diversos, e são dimensionados de acordo com o número de usuários e sua contribuição diária (ver tabela ao final desta página), conforme normas ABNT. Na aquisição do sistema, é fornecido manual de instalação completo ao cliente. Etapas do Tratamento • Entrada do efluente por um difusor de entrada, com quebra de sólidos e redução da velocidade de entrada dos efluentes, evitando a turbulência do material já depositado. • No tanque séptico, ocorre a decantação dos materiais pesados no fundo e a flutuação dos materiais leves na parte superior, com a formação de área de lodo ao fundo; área de depuração ao centro, e área de materiais flutuantes na parte superior. • A saída do efluente passa por um pré-filtro de saída, preenchido com brita n. º 03, para impedir a saída dos materiais sólidos flutuantes. • Caixa de inspeção/passagem entre o tanque séptico e o septo-difusor II, para facilitar a distribuição do efluente. • Passagem do efluente pelo filtro aeróbio, onde ocorre o tratamento pela filtragem lenta do efluente através do processo de colmatagem do geotextil contido no sistema e subseqüente descolmatagem bacteriana • O efluente tratado poderá, então, infiltrar no solo, ser coletado e conduzido a corpo receptor ou reaproveitado para o uso em lavagem de pisos, lavagem de veículos, rega de jardins, uso em vasos sanitários ou reuso industrial. A eficiência do sistema é da ordem de 94% a 98% (abatimento de DBO). Limpeza Para remoção do lodo no tanque séptico, a cada 1, 3 ou 5 anos, de acordo com o modelo escolhido. Manutenção O sistema não requer manutenções, exceto a limpeza do tanque séptico (primeiro componente do sistema). As inspeções deverão ser feitas periodicamente, através das caixas de inspeção. Lembrete A água tratada não é potável, portanto, não deve ser bebida, usada para cozinhar e lavar alimentos, banhos e lavar roupa. Reuso da água tratada • • • • •

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz A solução ecologicamente correta para a água tratada é fazer o seu reuso no imóvel. A Mini-estação não reaproveita a água diretamente, mas a trata e a disponibiliza para o reuso. Para que o reaproveitamento ocorra, é necessário a adoção de alguns complementos -como cisternas, equipamentos para bombeamento e sistemas para pós-tratamento da água (cloração, uso de raios UV, dentre outros) . 3)Tintas ecológicas • São naturais • Não agridem a saúde do aplicador e do usuário • Isentas de produtos derivados de petróleo • Não usam pigmentos à base de metais pesados • Isentas de cheiro, não eliminam compostos orgânicos voláteis (COVs), não poluem o ar interior, não alteram o equilíbrio iônico da habitação. • Não causam dores de cabeça durante a aplicação ou depois dela • Não contaminam a água, o solo ou a atmosfera. • Permitem a respiração da parede • Permeáveis ao vapor da água e bons reguladores da umidade relativa do ar • As embalagens utilizadas são retornáveis • Permitem combinações altamente criativas • Custo competitivo • São eco-educativas e estimulam a consciência ecológica As tintas ecológicas são elaboradas artesanalmente, com uso de água mineral pura e de insumos naturais, sem agredir o meio ambiente, o aplicador e usuário final. Além disso, as embalagens retornáveis, ao serem devolvidas em bom estado de conservação, propiciam abatimento no preço pago pelo cliente e garantem um ciclo de vida adequado ao produto. Ecotinta Mineral é um produto mineral à base cal, veiculado em água, preparado sob encomenda, para pinturas de paredes e muros em áreas internas e externas. Ecotinta Mineral é elaborada de forma personalizada, com água pura de fonte mineral, isenta de cloro e substâncias químicas agressivas à saúde ou ao meio ambiente. Não tem cheiro, não elimina compostos orgânicos voláteis (COVs)*, sendo inteiramente livre de substâncias derivadas de petróleo. Não agride a camada de ozônio, nem plastifica a parede, permitindo um ambiente mais natural, onde as paredes respiram. Ecotinta Mineral é ideal para aplicação em dormitórios, quartos de criança, salas de estar e banheiros, pois não é afetada pela umidade, nem forma bolor e não elimina odores. Aplicações • • • Em qualquer tipo de parede sem massa corrida ou massa acrílica. Para paredes revestidas com massa fina. Para construções naturais, com paredes revestidas à base de terra, ou para construções rústicas, com cimento desempenado, Ecotinta Mineral demonstra sua excelência e elevado desempenho.

Características básicas • 100% natural, sem produtos derivados de petróleo. • Sem cheiro, não elimina COVs (compostos orgânicos voláteis). • Fungicida natural, não permite a formação ou instalação de bolores. • Não forma filme sobre a parede, permitindo a respiração. • Permeável ao vapor dágua

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz • • • • • Ideal para paredes de cimento desempenado (alisado com desempenadeira), terra ou revestidas com massa fina. De fácil aplicação, Ecotinta Mineral é feita para ser aplicada com rolo (espuma ou lã de carneiro), dispensando o uso de brocha. Excelente ancoragem sobre todos os tipos de superfície, exceto aqueles com aplicação de massa corrida ou massa acrílica. Excelente cobertura, não apresenta o efeito de “manchado” característico das pinturas a cal convencionais em dias de chuva. Preço excelente

Rendimento Cerca de 90m2 para duas demãos, por lata de 18 litros. Recomendações • Não aplicar Ecotinta Mineral sobre paredes revestidas com massa corrida ou massa acrílica • Para os casos em que se requeira um acabamento liso e que permita a respiração da parede e permeabilidade ao vapor d’água, recomenda-se usar massa fina sobre o reboco. Em seguida, aplique Ecotinta Mineral. Cartela de cores Ecotinta Mineral incorpora apenas pigmentos naturais ou sintéticos isentos de metais pesados. Ecotinta vai preparada com cores básicas. Para os casos em que se deseje uma tonalidade específica, o pigmento é enviado à parte para que o próprio usuário defina o tom de seu interesse. Pigmentos naturais Cores terra, vermelha e ocre. Pigmentos sintéticos atóxicos Brancos, azuis, verdes, pretos, amarelos e marrons. Fixação Por ser um produto 100% natural, Ecotinta Mineral pode demorar alguns dias para atingir uma perfeita fixação à parede ou substrato. Para acelerar este processo, recomenda-se o uso de um fixador natural, Ecofix, que pode ser borrifado com aspersor sobre as paredes pintadas ou aplicado com pincel ou rolo sobre a superfície pintada com Ecotinta Mineral. Ecofix é um produto auxiliar de elevado rendimento e baixo custo. 4) Piso Residencial é um produto líquido de base vegetal, atóxico, sem cheiro e de excelente desempenho, utilizado para revestimento e proteção de pisos em edifícios residenciais e comerciais, casas, escritórios, etc. De fácil manipulação e aplicação, Resina Ecopiso Linha Residencial forma uma película (membrana) sobre a superfície aplicada, de alta resistência ao tráfego de pessoas e objetos (abrasão), bem como à ação de agentes químicos em geral. Composição Produto bicomponente, obtido pela mistura do Componente A (Óleos vegetais); e Componente B (Reagente). Indicações Resina Ecopiso Linha Residencial é indicada para: · Revestimento de pisos de qualquer natureza: concreta pedra (ardósia, pedra-mineira, granilite e outros), assoalhos, pisos de madeira e madeiramento, mobiliário em geral, e mesmo aqueles de baixa porosidade. Também pode ser aplicada na proteção de telhas ou telhados de pedra, do tipo shingle. · Em substituição a sintecagem de assoalhos em geral . Proteção de madeira e madeiramento em geral

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz . Proteção de telhas e telhados de pedra . Impermeabilização e proteção de peças de artesanato, como luminárias de fibras vegetais ou papel reciclado. Nestes casos, após a cura, permite a limpeza da superfície com produtos químicos. . Outras indicações, avaliadas caso a caso, com nosso departamento técnico Acabamento Brilhante. Características· · Boas elasticidade e elevada durabilidade · Boa resistência aos raios ultravioleta · Boa resistência a agentes químicos em geral · Excelente penetração nos poros abertos da superfície · Excelente ancoragem mesmo em superfícies porosas e não-porosas · Permite limpeza fácil da superfície aplicada, depois de curada · Sem cheiro, não emite vapores tóxicos durante a aplicação e a fase de endurecimento · Não agride o sistema respiratório de aplicador e morador, nem a camada de ozônioRendimento8m2 com duas demãos para pisos com baixa porosidade. Aplicação Feita a partir da mistura dos componentes A e B, na proporção de 2:1 (duas partes do A para 1 do B). A aplicação pode ser feita com rolo (de espuma ou epóxi) ou pincel. Instruções gerais acompanham o produto. Embalagens 1kg, 5kg e 20kg. Equipamentos de proteção Recomenda-se apenas o uso de luvas de látex ou plástico para manipular o produto. Desempenho ambiental Resina Ecopiso Linha Laje e Caixa Dágua é um produto atóxico, sem cheiro, cuja manipulação pode ocorrer em ambientes fechados. Não agride as vias respiratórias do aplicador, nem a camada de ozônio. 6) Decoração Abajur; mesa e cadeiras do jardim (serão todos restaurados); moldura de quadros feita com papel; Colcha de cama feita com retalhos; poltrona de câmara de ar de pneus; etc, todos os itens utilizados na exposição permanente, estarão disponíveis para compra no site da casa ecológica onde informaremos o fornecedor dos itens expostos (lojas especializadas ex.: móveis; associações comunitárias ex.: artesanato). Móveis de Bambu São fabricados em bambu, cadeiras, mesas, portões, cercas, casas e até pontes. Na Ásia, as inúmeras utilidades do bambu já são conhecidas há séculos e a cultura dessa gramínea é encarada como um agronegócio. A China, cuja área de cultivo supera os três milhões de hectares, possui catalogados quatro mil diferentes usos para o bambu, movimentando mais de um bilhão de dólares por ano. No Brasil, a planta é pouco explorada. No entanto, essa história está mudando com a criação de projetos que fazem do bambu um instrumento de geração de renda e inclusão social. Lojas de decoração e móveis já importam produtos de alta qualidade, incluindo itens ainda não fabricados no Brasil.

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz A casa ecológica terá sua decoração dividida em dois tipos de materiais: os que serão feitos com material reutilizável e os feitos com matérias primas naturais, como os móveis de bambu. Mesa da cozinha, cadeiras, poltronas, porta retrato, banco, espreguiçadeira, estante, cama, etc. Curiosidades Nome científico: Dendrocalamus giganteus Nomes populares: Além de bambu-gigante, essa espécie é conhecida também como bambu-balde. Classificação: O bambu-gigante pertence à família das gramíneas, a mesma do arroz, do trigo e do milho. Faz parte da tribo Bambusae, onde existem cerca de 1.300 espécies. Dentro do gênero Dendrocalamus há outras variedades, como a D. strictus, popularmente conhecida por bambu-maciço ou bambu-cheio-chinês. Origem: O bambu surgiu na Terra durante o período Cretáceo, ou seja, entre 65 milhões e 136 millhões de anos atrás, um pouco antes da era Terciária. O bambu-gigante é originário da Ásia, tendo distribuição natural no Sri Lanka, Bangladesh, Tailândia e China. Na Indonésia, Malásia e Filipinas, essa espécie foi introduzida, assim como no Brasil, pelas mãos dos colonizadores portugueses e, mais tarde, por imigrantes chineses e japoneses. Ocorrência: Existem em torno de 250 espécies nativas no país. A maioria delas, porém, não está associada a um meio ambiente específico, podendo aparecer na Mata Atlântica, no Cerrado etc. No entanto, muitas variedades espalhadas em propriedades rurais e até mesmo na cidade são exóticas. Características: Uma das espécies mais altas, o bambu-gigante pode atingir 30 metros de comprimento, o equivalente a um prédio de dez andares. O diâmetro do caule ou colmos varia entre dez e 20 centímetros e a espessura pode chegar a três centímetros. As folhas são compridas e predominantemente verdes. 7) Energia Solar Fototérmica Nesse caso, estamos interessados na quantidade de energia que um determinado corpo é capaz de absorver, sob a forma de calor, a partir da radiação solar incidente no mesmo. A utilização dessa forma de energia implica saber captá-la e armazená-la. Os equipamentos mais difundidos com o objetivo específico de se utilizar a energia solar fototérmica são conhecidos como coletores solares Os coletores solares são aquecedores de fluidos (líquidos ou gasosos) e são classificados em coletores concentradores e coletores planos em função da existência ou não de dispositivos de concentração da radiação solar. O fluido aquecido é mantido em reservatórios termicamente isolados até o seu uso final (água aquecida para banho, ar quente para secagem de grãos, gases para acionamento de turbinas, etc.). Os coletores solares planos são, hoje, largamente utilizados para aquecimento de água em residências, hospitais, hotéis, etc. devido ao conforto proporcionado e a redução do consumo de energia elétrica. 8) Energia Solar Fotovoltaica A Energia Solar Fotovoltaica é a energia obtida através da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico, relatado por Edmond Becquerel, em 1839, é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão. É uma energia limpa, não poluente, confiável, racional, que não requer manutenção e não consome nenhum combustível. Por essas razões, pode ser utilizada em inúmeras aplicações. O Brasil dispõe de um dos maiores potenciais do mundo para aproveitamento de energia renovável, principalmente e energia solar. O sistema de aquecimento solar, além de ecologicamente correto, é uma fonte inesgotável de energia. Ao longo dos últimos 20 anos, o custo da Energia Solar Fotovoltaica caiu de forma espetacular. Hoje em dia, para a grande maioria das aplicações, consegue-se pagar o investimento feito em cerca de dois anos, ou menos. 9) Paisagismo

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz Paisagismo com espécies oriundas do Ceará. Serão plantadas árvores frutíferas e principalmente da região onde se localizará a casa ecológica. 10) Horta Medicinal O uso de plantas medicinais nos serviços de saúde pública mesmo seu emprego pelo próprio povo requer cuidados com a seleção das plantas, a maneira de cultivá-las e de preparar as formas de sua administração. As plantas selecionadas serão cultivadas próximas a casa facilitando o uso de plantas frescas como recomendado nos projetos chamados farmácias vivas. O controle dos órgãos do corpo surge com os pensamentos. Dado que você se encontra em estado de estafa, a sua defesa orgânica torna-se praticamente nula, fazendo que o organismo se torne suscetível a este ou aquele tipo de problema. As ervas medicinais utilizadas serão: • Alecrim Pimenta ou de Tabuleiro • Malvariço • Malva – Santa • Hortelã Rasteira e Japonesa • Chambá • Colônia • Goiabeira • Babosa • Maracujá • Coifa • Gengibre • Salsa

O Local de Implantação
A escolha do local de implantação da casa modelo deverá dispor de espaço para estacionamento dos visitantes, lanchonete, banheiros para visitantes, sala externa administração/recepção, quiosque com material sobre o projeto, meio ambiente, construção, souvenirs, etc. como meio de auto sustentabilidade do projeto, somado as parcerias para o mesmo fim.

O Projeto Arquitetônico
Modelo Utilizado: KIT 1 DE HABITAÇÃO POPULAR DO EN FORTALEZA NORTE/CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (HABITAÇÃO DE 1 QUARTO + VARANDA, SALA, COZINHA, BANHEIRO E LAVANDERIA [EXTERNA] ) Responsáveis Técnicos: ETAPAS DA OBRA Infra-estrutura, Cobertura, Pavimentação, Revestimentos, Esquadrias, Pintura, Instalações, Soleiras e Peitoris, Limpeza, Arremates e Verificação Final. Cleudon Chaves Júnior, Arquiteto CREA 4131 D/Ce Paulo Franklin B. Filho, Arquiteto CREA 6580 D/Ce

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz

Custos
A habitação ecológica custa hoje 50% da habitação construída e financiada pela Caixa Econômica Federal, tendo em vista que o projeto é o mesmo, mas substituídos os materiais utilizados por ecoprodutos, temos então uma redução do custo da obra (queda de R$ 12.000,00 para R$ 6.000,00 – por cada casa popular kit 01) e uma construção saudável, ambientalmente, socialmente e economicamente. Serão necessários 4.900 tijolos (R$ 0,30 a unidade) e cerca de 20 telhas tamanho padrão por casa (aprox. 0,90 cm x 1,50 R$ 23,00 a unidade), somado a no mínimo duas máquinas para fabricação do tijolo em cada projeto com produção de 1.000 tijolos/dia com duas pessoas na operação e 2 dias para secagem do tijolo (R$3.200,00 por máquina), acessórios para instalação elétrica e hidráulica orçado em aprox. R$ 500,00, e custos a combinar com transporte, hospedagem e alimentação dos técnicos que irão orientar o processo de inicialização do projeto. Tijolos Telhas Acessórios Elétricos e hidráulicos, soleiras, peitoris e madeiras Cimento p/ Piso e Alicerce Pedras p/ Alicerce Custo material por casa Mão de Obra/casa Terreno 117m2 Prensa Tijolo Kit Equipamentos Telha Casa Modelo - Kit captação água, mini estação de tratamento, tinta e piso ecológicos, móveis e decoração; energia fototérmica, solar e/ou eólica; paisagismo e horta medicinal – valores sob consulta 4.900 20 1 20 sacas 2 carradas 2 1 R$ 0,30 R$ 23,00 R$ 800,00 R$ 15,00 R$ 150,00 R$ 3.130,00 R$ 600,00 R$ 2.070,00 R$ 3.000,00 R$ 50.000,00 R$ 1.470,00 R$ 460,00 R$ 800,00 R$ 300,00 R$ 300,00 R$ 3.130,00 R$ 600,00 R$ 2.070,00 R$ 6.000,00 R$ 50.000,00 Indica-se parcerias para aquisição dos itens extras.

Conclusão
A sustentabilidade de uma obra moderna é avaliada pela sua capacidade de responder de forma positiva aos desafios ambientais de sua sociedade, sendo ela mesma um modelo de solução. A Casa Sustentável deve(rá): a) usar recursos naturais passivos e de design para promover conforto e integração na habitação; b) usar materiais que não comprometam o meio ambiente e a saúde de seus ocupantes e que contribuam para tornar seu estilo de vida cotidiano mais sustentável (por exemplo, o usuário de embalagens descartáveis deveria usar produtos reciclados a partir dos materiais que, em algum momento, ele mesmo usou); c) resolver ou atenuar os problemas e necessidades gerados pela sua implantação (consumo de água e energia); d) prover saúde e bem-estar aos seus ocupantes e moradores e preservar ou melhorar o meio ambiente.

Projeto Casa Ecológica. Versão 4.0 Autor: Higor Queiroz Todos esses desafios teriam de ser considerados em todo o ciclo de vida da habitação, sendo esta pensada como uma obra aberta: sempre passível de ampliação e melhoramentos. ______________________________ Higor Queiroz de Holanda Furtado Consultor Ambiental