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AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTENCIA DE DÉBITO C/C DANOS MORAIS E TUTELA ANTECIPADA

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE ARMAZÉM – SANTA CATARINA.

FULANO DE TAL, solteiro, engenheiro Agrônomo, RG n. 10001000, inscrito no CPF sob o nº. 001.002.003-04, residente e domiciliado na Rua Sem Saida, n 0001, Bairro Termas do Gravatal, na cidade de Gravatal/SC, por seu procurador infra-assinado, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, propor a presente:

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTENCIA DE DÉBITO C/C DANOS MORAIS E PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA Em face de BELTRANO – FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS MULTISEGMENTOS, inscrito no CNPJ sob o nº xxxxxxxxxxxxxx, com endereço na Av. xxxxxxxxxxxxxxx - Centro - Rio de Janeiro/RJ - CEP. 00.001-02, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

I-DOS FATOS

01) No ano de 2006 o Requerente foi surpreendido com várias inscrições de seu nome em órgãos restritivos de crédito, ocasionados em razão da clonagem de seus documentos por terceiros. 02) Ressalta-se que o Requerente sequer portava na época talões de cheque ou cartões, e, embora nunca tenha contratado com as empresas xxxxxxxxx, xxxxxxxxx e xxxxxxxxx, teve seu nome negativado pelas mesmas, motivo pelo qual ingressou com a ação judicial de n. 159.xx.xxxxxx-x, nesta Comarca. 03) Entretanto, embora tenha passado anos do ocorrido, o Requerente ainda nos dias de hoje vem sentindo as conseqüências e os efeitos da clonagem de seus documentos. II - DA TUTELA ANTECIPADA 09) O Requerente nada deve a empresa Requerida, uma vez que não realizou qualquer transação comercial com a mesma, conforme mencionado nos prolegomenos, tendo sido a inscrição nos órgãos restritivos de credito realizada indevidamente e a mantença ilegal. 10) Portanto, diante do equívoco da empresa Requerida o Requerente teve seu nome

Aquele que por ato ilícito (arts. é de se ponderar que o Requerente não visa o descumprimento de suas obrigações. ainda que exclusivamente moral. 186. uma vez que não foi notificado sobre a suposta divida. por ação ou omissão voluntária. o Requerente teve seu nome inscrito nos órgãos de recuperação de crédito. visa esclarecer sua posição vulnerável frente às abusividades da Requerida. III . requer declaração de inexistência de débito e ainda. dos direitos e garantias fundamentais faz-se oportuna transcrição: “Inciso V: é assegurado o direito de resposta. c omete ato ilícito”. não podendo assim contrair . Razão pela qual. uma vez que nada devia. é absolutamente pacífica tanto na doutrina quanto na jurisprudência. vez que. conforme ficou demonstrado. é o restabelecimento do equilíbrio jurídico defeito pela lesão. pois em decorrência da cobrança indevida. além da indenização por dano material. uma vez que sempre foi bom pagador e cumpridor de seus deveres. causar dano a outrem. moral ou à imagem:”(grifo nosso). traduzido numa importância em dinheiro. a honra ea imagem das pessoas. “Inciso X: são invioláveis a intimidade. no rol do artigo 5º. a vida privada. 20) O Código Civil assim determina: “art. sem sequer previamente notificá-lo. o Requerente nada deve.indevidamente inscrito nos órgãos de proteção de crédito. negligência ou imprudência. uma vez que não se trata apenas da declaração da inexistência de débito. Art. dando ensejo ao cadastro nos órgãos restritivos de crédito indevidamente. eis que teve seu crédito abalado.DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA 19) Verifica-se in casu a negligência da empresa Requerida perante o Requerente. que ganhou texto na Carta Magna. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”(grifo nosso) 24) Conforme restou comprovado. pois agora o mesmo vê-se compelido a ingressar com ação judicial visando a reparação de seu dano sofrido. Aquele que. proporcional ao agravo. 11) Outrossim. 21) Neste caso a conduta da empresa Requerida está configurada no fato de que a mesma cobrou do Requerente uma dívida inexistente. Logo objetivo maior desta peça exordial. Tamanha é sua importância.DO DANO MORAL 23) A garantia da reparabilidade do dano moral. fica obrigado a reparalo”. violar direito e causas dano a outrem. e sequer teve a chance de evitar a negativaçao de seu nome. 927. visto não ser possível a recomposição do status quo ante. 22) O prejuízo está caracterizado no fato de que o Requerente sofreu abalo moral e psicológico em decorrência da falta de diligência da Requerida. 186 e 187). incisos V e X. ocasionou um enorme abalo em sua imagem. IV . a reparação do dano causado. muito pelo contrário.

Min. o consumidor. quando do julgamento antecipado. como detentor dos meios de prova que são muitas vezes buscados pelo primeiro. protesto incabível. Aldir Passarinho) . devolução indevida de cheques e situações assemelhadas – 50 salários mínimos (REsp 471159/RO. conforme disciplina o artigo 333.qualquer tipo de empréstimo. IV. conjunto probatório suficiente a formar a convicção do Magistrado. importe reputado como justo e adequado.Inscrição indevida no SERASA – 50 salários mínimos (REsp 418942/SC. raramente ultrapassam os 50 salários mínimos. que a casuística do STJ revela que a Corte tem fixado como parâmetros razoáveis para compensação por abalo moral. 43) Estabelecida a desnecessidade de comprovação do abalo moral. e às quais este não possui acesso. decorrentes de erro certo e notório da empresa Requerida. Rel. CPC 42) O julgamento antecipado da lide é uma decisão conforme o estado do processo e se dá por circunstâncias que autorizam o proferimento de uma sentença antecipada (questão de mérito somente de direito ou que não se precise produzir provas em audiência. causou danos ao Requerente de ordem moral e psicológica.DO JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE – ART.1) Do valor da condenação a indenização pelos danos morais . ocorrência de revelia). Enfim o Requerente viu-se em uma situação constrangedora e humilhante.06.C – INVERSÃO DO ONUS DA PROVA 37) Em regra. I. pois o Requerente nada devia. há de ser afastada a alegação de cerceamento de defesa. adotou teoria moderna onde se admite a inversão do ônus da prova justamente em face desta problemática. que não vislumbrando a necessidade de produção de prova em . indenizações que. o ônus da prova incumbe a quem alega o fato gerador do direito mencionado ou a quem o nega fazendo nascer um fato modificativo. Rel. V .001133-2 formam. o fornecedor. Min. incisos I e II do Código de Processo Civil. em decorrência do nome do Requerente ter sido inscrito nos órgãos de proteção de crédito. Rel.Inscrição indevida em cadastro restritivo.Manutenção do nome de consumidor em cadastro de inadimplentes após a quitação do débito – 15 salários mínimos (REsp 480622/RJ. portanto. 330. na sua maioria. VI .DA APLICAÇÃO DO C. representando uma atualização do direito vigente e procurando amenizar a diferença de forças existentes entre pólos processuais onde se tem num ponto. como figura vulnerável e noutro. 38) O Código de Defesa do Consumidor. observa-se neste caso que a falta de diligência da empresa Requerida e sua conduta. diga-se equivocadamente. Min. tendo em vista que os elementos constantes nos autos corroborados com as provas anexas ao processo nº 159. 27) Ademais.D. Ruy Rosado de Aguiar)(grifo nosso) 31) Nota-se. Aldir Passarinho) .

00 (quinze mil reais). xxxxxxxxxxxxx. como de todos os documentos que a d) A PROCEDENCIA do pedido para: d. JULIANA RIBEIRO CARGNIN OAB/SC . f) A produção de todas as provas em direito admitidas. e de todas outras que façam necessárias ao curso da instrução processual. Dá-se a causa o valor de R$ 15. e) Que seja a Ré condenada no pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios de 20% sobre o valor apurado. pode agir conforme dispõe o artigo 330.000.00 (quinze mil reais).DOS PEDIDOS a) o recebimento da presente peça exordial. documental. do CPC. g) O julgamento antecipado da lide com base no artigo 330. em especial o depoimento pessoal do representante legal da Ré. VII . prova testemunhal.000. bem como. d. I. Nestes Termos Pede Deferimento.2) Que seja a ré condenada a pagar a título de indenização por danos morais a importância de R$ 15. I do CPC g) Requer ainda o deferimento da Justiça Gratuita. além dos juros e correção monetária. 30 de junho de 2010. ou o valor que Vossa Excelência julgar por certo. Gravatal.audiência.1) Que seja declarada a inexistência do suposto debito oriundo do contrato n.