A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista

DESENVOLVIMENTO E ANIMAÇÃO SOCIAL

A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista

O convívio pessoal sempre foi um desafio para a humanidade e, durante algum tempo, passou sem ser notado devido a algumas condutas relacionadas com a individualidade, a centralização do poder e a valorização dos produtos em vez das pessoas (Alonso, 2008). Com o aumento da facilidade de acesso à informação e com o sensível aumento da escolaridade da população, temos a formação de cidadãos exigentes e críticos. Desta forma, passou-se a valorizar a qualidade de produtos e serviços e, posteriormente, as pessoas que os produzem (Alonso, 2008). As instituições perceberam que o sucesso de sua filosofia está no factor humano, ou seja, no seu interior. Somando o factor mencionado anteriormente com a situação actual, onde vivemos um acelerado ritmo de mudanças que exige uma capacidade permanente de adaptação, não é possível negar a necessidade de investir no ser humano, gerando os mais variados processos de trabalho, com um conceito diferenciado de gestão de pessoas (Alonso, 2008). Dentre estes processos, podemos destacar a gerência participativa, o 5 S, o trabalho humanizado, o horário de trabalho pedagógico colectivo, o horário de estudo em conjunto, o desenvolvimento de pessoas e as dinâmicas de grupo (Alonso, 2008). Dinâmica de grupo é uma ideologia política, interessada nas formas de organização e na direcção de grupos, acentuando a importância da liderança democrática, a participação dos membros nas decisões e vantagens das actividades cooperativas em grupo (Alonso, 2008).

CAPÍTULO I – ATRACÇÃO INTERPESSOAL 1.1.TEORIAS DA ATRACÇÃO INTERPESSOAL Porque é que as pessoas são atraídas por umas e não por outras? 1.1.1. Teoria do reforço Esta teoria salienta o poder de uma recompensa (ou uma experiência positiva) para fazer com que queiramos o comportamento que conduziu á recompensa (Nunes, 2008, Farinha, 2005).

2008). Caracteriza as relações como uma troca de recompensas e custos. num continuum desde extremamente positivo a extremamente negativo. quer ajustando as percepções das contribuições e das recompensas é para realizar a equidade psicológica (Nunes.1. 2005). Farinha. Estes estímulos são avaliados num continuum desde gostam muito até não gostam nada (Nunes. estímulos que castigam suscitam sentimentos negativos. . Teoria da Troca Social Esta Teoria pústula que o reforço é um alicerce importante da atracção interpessoal. Isto é.2. Isto sugere que tentemos manter um equilíbrio entre as recompensas e os custos que vivenciamos e os que experiência o nosso parceiro (Nunes.1. 2005).3. 2008). mas simplesmente associação de sentimentos positivos e agradáveis com essa pessoa (Nunes. 2008). 1. 2008. 1. Mediante um qualquer estímulo neutro associado com uma recompensa ou castigo torna-se avaliado de modo semelhante (Nunes. 2005). Estímulos que recompensam provocam sentimentos positivos. 2008.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista   Modelo Reforço-afecto Modelo afecto-reforço – Princípios básicos A maior parte dos estímulos de outras pessoas recompensam ou castigam. Farinha. Na maior parte das situações não são os atributos de uma pessoa que são importantes para a atracção interpessoal. A restauração do equilíbrio quer ajustando as recompensas. 2008). Farinha. tem em consideração ambas as partes do relacionamento (Nunes. Que recompensas actuais uma pessoa proporciona em comparação com as recompensas esperadas de outra pessoa (Nunes. A satisfação sentida por uma pessoa numa relação pode ser prevista se conhecermos 2 coisas: • • Que recompensa ganha uma pessoa por estar com outra. 2008. Teoria da Equidade Segundo esta teoria não se tem em conta somente os próprios custos e recompensas como também os custos e recompensas para outra pessoa na relação.

2004). a troca social. Explicações Sociobiológicas Teoria que explica a atracção recorrendo a ideias da teoria evolutiva e coloca o comportamento social no contexto do nosso passado evolutivo. 2005). Farinha. a equidade e a sociobiologia. gostamos das pessoas que nos recompensam e que nos ajudam a satisfazer as nossas necessidades. 2005). Defende que o ser humano age egoisticamente para tornar máxima a possibilidade de perpetuação dos próprios genes (Farinha.2. DETERMINANTES DA ATRACÇÃO INTERPESSOAL 1. A expectativa de interacção aumenta o gostar. Quatro aspectos importantes que afectam a atracção interpessoal: o reforço. 2008). mas podem maximizar os seus investimentos mediante a escolha de mulheres com saúde e juventude exigida para a reprodução (Farinha. Farinha. 1. As teorias sociobiológicas parecem ser particularmente úteis para sublinhar a estrutura ampla em que evoluem as práticas culturais e o comportamento social (Nunes. Farinha. A teoria do reforço sugere que somos atraídos pelas pessoas que associamos a sentimentos positivos (Nunes. 2005). 2005). Familiaridade Quantas mais vezes os sujeitos tinham visto uma face. 2005). Exemplo disso é as diferenças sexuais na reprodução sugerem que as mulheres necessitam de ser muito mais selectivas e de maximizar cada investimento assegurandose que os seus parceiros podem providenciar os recursos necessários para a sobrevivência da criança. 2008. A teoria da troca social concorda que as pessoas procuram reforço. Em conclusão. A teoria da equidade sublinha a justiça e defende que a estabilidade nas relações depende em parte de conseguir normas de distribuição de custos e benefícios que sejam equitativos para ambas as partes (Nunes. mais diziam que gostavam da pessoa (Varela.1.4. 2008. . 2008. mas sublinha também que os julgamentos sobre atracção estão baseados nos cálculos dos custos e benefícios suscitados pela relação (Nunes.1. Os homens podem ser menos selectivos.2.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista 1.

Diversos estudos procuraram mostrar que formamos relações com as pessoas que estão na nossa proximidade e que as relações mais fortes são formadas com aqueles que vivem mais perto ou trabalham nos mesmos locais(Varela. Por exemplo:   Semelhança de valores é um factor importante na atracção. nas atitudes. origem étnica. 2005) . 2005).3. mais gostarão uma da outra (Varela. Distância funcional entre 2 pessoas A proximidade leva à atracção em vez da repulsa quando as pessoas com que se interage são iguais. a expectativa de interacção pode contribuir para que as pessoas formem uma impressão mais favorável (Varela. religião. 2005). Dados sociodemográficos. 2005). afiliação política.2. 1. Complementaridade . Proximidade Um dos factores que contribui para o aumento da probabilidade das pessoas se encontrarem e estabelecerem relações é a proximidade geográfica (Varela. Semelhança Tendemos a gostar das pessoas que são semelhantes a nós na personalidade.2. 1. 2005). por exemplo. Atracção Quanto maior é a semelhança nas atitudes de 2 pessoas. classe social. 2005).A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista O facto de ser desagradável ter contactos com uma pessoa que não gostamos. 1. A proximidade pode ser 2 tipos:   Distância física actual que existe entre 2 pessoas. 2004).2. nos valores e em características sociodemograficas (Varela. quando a cooperação prevalece sobre a competição. instrução e idade (Varela. e quando as atitudes entre as pessoas que interagem são positivas ou neutras e não negativas (Varela.2.4.

6. Outro factor de atracção é a proximidade que determina as interacções sociais. A complementaridade na personalidade não afecta a atracção. 2005). um contacto repetido com alguém que não se goste pode aumentar a hostilidade (Varela. 2005).5. 2005). um contacto mais frequente está associado a uma atracção maior. Em conclusão. no entanto torna-se cimento necessário para que as pessoas permaneçam juntas por muito tempo (Varela.2. mas não determina a sua qualidade (Varela. 2005). 2005). 2005). interesses. 1.3. valores. isto implica que tendemos a gostar daqueles que gostam de nós (Varela. Segundo Kerckoff e Davis no começo das relações a complementariedade não é muito importante. Reciprocidade Reciprocidade do gostas. Já a complementaridade no comportamento e em áreas de realização pode aumentar a atracção (Varela. As pessoas gostam das que gostam delas e sentem maior atracção pelas que expressam atitudes positivas (Varela. Qualidades Positivas Gostamos mais de pessoas com qualidades agradáveis que com qualidades desagradáveis (Varela. Tendemos a gostar de pessoas que são semelhantes a nós nas atitudes. 2005). 1.2. 1. Se uma pessoa é avaliada no inicio de modo neutro ou ligeiramente positivo. personalidade e características demográficas (Varela. No entanto. 2005). a exposição repetida suscita o aumento do gostar. ATRACTIVIDADE FÍSICA O que se entende por “fisicamente atraente”? . 2005).A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista Somos atraídos por pessoas um pouco diferentes de nós mas que nos complementam (Varela.

nome . (Lee-Manoel.1. e perante essas estratégias o resultado é muitas vezes de correspondência. de se tornarem esposas/maridos mais competentes e de serem mais felizes no casamento (Lee-Manoel.riso . modestas e sociáveis. Isto quer dizer que se no abstracto preferimos uma pessoa mais atractiva. Salum & Morais. As condições em que o julgamento é feito também se revestem de importância (Lee-Manoel. equilibradas. fortes. s. Salum & Morais. s. O estereótipo da atractividade física pressupõe que as pessoas atraentes possuem características socialmente desejáveis (Lee-Manoel.a altura . tais como: . Salum & Morais. em contexto real escolhemos alguém que se aproxime do nosso nível de atractividade. Bussab & Otta. Salum & Morais. Também com mais possibilidades de arranjar empregos de prestigio.d. Ao fazermos essa escolha.). Estereótipos de Atractividade física Existe uma tendência para se pensar que o que é bonito é bom. 1.d. bem como no seio da mesma cultura ao longo do tempo. Há uma grande variação nas opiniões sobre o que constitui a beleza em diferentes culturas. amáveis. s. s. combinamos a informação sobre a atractividade da pessoa com o nosso próprio julgamento de probabilidade em sermos aceites. Bussab & Otta. sensíveis. Estudos realizados demonstraram que as pessoas atraentes eram consideradas sexualmente mais impressionáveis.d. Bussab & Otta.o rosto . Bussab & Otta.3.).A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista São diversos os factores físicos e comportamentais que podem estar implicados.d. Hipótese da correspondência Diversos autores mostraram que os sujeitos escolhem parceiros comparáveis em termos de atractividade física.) .a constituição física .) 1.3.estereótipos A atractividade não é um dado absoluto.2. . interessantes.

isto apoia a hipótese de correspondência (Lee-Manoel. Bussab & Otta. Também é evidente que as pessoas preferem associar-se com pessoas atractivas. Em consequência de estereótipos.d.. as pessoas bonitas tem muitas vezes interacções mais gratificantes. ideias. nem de adaptação (elevada auto-estima. pois passamos a ter algo em comum (Rêgo. Às pessoas fisicamente atractivas são atribuídas outras características desejáveis (Lee-Manoel. Salum e Morais. felicidade e maturidade) (Lee-Manoel. s. por isso. s. Através do acto de comunicar. com aquele a quem nos dirigimos. s.d. Existe uma evidência de que as pessoas que estabelecem relacionamentos (namorados e casais) tendem a ser mais semelhantes no nível de beleza do que pares aleatórios. experimentamos o sentido de comunhão.d. tem uma melhor auto-conceito e mais habilidades sociais que a média das pessoas (Lee-Manoel. tais como pensamentos. Embora a beleza traga vantagens tem também um lado negativo. tendo como objectivo provocar uma resposta. s.d. . No entanto. As pessoas atraentes podem sofrer com avanços sexuais desagradáveis do sexo oposto e de ressentimentos dos membros do mesmo sexo.). É um processo que abrange todos os mecanismos pelos quais um indivíduo provoca reacções.d. Bussab & Otta. Oliveira. Salum & Morais.d. Raramente podem estar seguras se os outros têm em conta as suas qualidades interiores ou só a aparência. intenções. Bussab & Otta. partilhar um certo conteúdo de informações. Salum & Morais. que desaparece com o tempo (Lee-Manoel.). Comunicar significa.). Podemos concluir que a atractividade física tem um grande impacto na atracção inicial de uma pessoa por outra. atribuindo-lhes boas qualidades.d. CAPÍTULO II – COMUNICAÇÃO Comunicação é uma componente básica das relações humanas. s. Salum & Morais. Salum & Morais. Bussab & Otta. desejos e conhecimentos.). a atractividade física não afecta os nossos julgamentos de integridade (honestidade). Bussab & Otta. s.). s.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista O homem tem estereótipos das pessoas atractivas como sendo competentes socialmente.).

Não podemos não comunicar 1..d. 2006).d. O modo como se comunica resulta de um processo de aprendizagem. O receptor é o sujeito a quem se dirige a mensagem. Oliveira.. A mensagem é o conteúdo da comunicação.. comporta sempre alguns elementos que lhe são característicos (Prates.d.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista O homem utiliza um complexo sistema de símbolos para se relacionar com os outros:    Sinais verbais. s. Oliveira.). s. s. cada ser humano integra-o na sua própria individualidade e desenvolvimento. . Através deste sistema de sinais.a. Sinais não verbais (Oliveira.). Serra. exprimimos o que queremos o que queremos as outras pessoas e estabelecemos um sistema de relações (Rêgo.. Desta forma para que haja comunicação tem que estar presentes 3 elementos essenciais:    O emissor Mensagem Receptor. O canal é todo o suporte que serve de veículo a mensagem (Serra. 2006).d. Embora a situação de comunicação se possa apresentar de muitas maneiras diferentes. Nós estamos constantemente a transmitir mensagens. necessidades e desejos (s. s.d. 1997).1. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Comunicar é trocar mensagens. em função das suas características pessoais. Todos os comportamentos vividos e assumidos são adquiridos e comunicamos de modo a que cada indivíduo os adopte e os torne seus. Sinais escritos. s. O emissor é o sujeito que emite ou transmite a mensagem. 2006). aqueles que nos observam (Rêgo.

um sentimento. 2006). para depois se organizar os elementos estruturantes do conteúdo mental e assim conceber a mensagem (Serra. pensa-se naquilo que se deseja manifestar.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista Comunicar é procurar no interior de cada um. que por sua vez será descodificada pelo receptor (Serra. no processo de comunicação. enfatizando. uma opinião. não só o significado que atribuímos às coisas. De todas as possíveis interferências no circuito de comunicação. Esta pode ficar de imediato reduzida por efeito da simplificação operada pelo receptor ao desprezar certos pormenores da informação. os nossos gestos. ignorância do sentido das palavras ou atribuição de significado desvirtuado devido ao contexto. Raramente a captará com fidelidade e em sintonia cultural e afectiva com o emissor. PROCESSO DE COMUNICAÇÃO O processo de comunicação inicia-se com a elaboração da mensagem. as significações para os estímulos ou acontecimentos. Em função disso pode reduzir ou ampliar o significado que a mensagem traz do emissor. princípios e valores (Serra. 1997). 2006). A partir daqui escolhem-se as palavras adequadas e constrói-se a frase. 2. e expressões. Às distorções provocadas por ordem física ou fisiológica dá-se o nome de ruídos. às resultantes de ordem psicológica dá-se o nome de filtragens (Serra. o seu vocabulário pessoal mais ou menos rico de significações. 2006). Tudo isto porque a sua interpretação é feita por referência aos próprios conceitos. lhes possam dar (Prates. Assume sempre uma significação pessoal. porventura. Ele tem o seu próprio código linguístico. tenhamos presente. com quem comunicamos. é fundamental que. 2006). as maiores dificuldades surgem na descodificação e na interpretação da mensagem. O ciclo comunicacional inicia-se com uma operação mental. Nenhuma mensagem é recebida passivamente ou de forma neutra. A sensibilidade pessoal naquele momento pode leválo a prestar maior atenção a uns aspectos e negligenciar outros. Após a codificação verifica-se a emissão da mensagem. mas que atendamos às possíveis significações que as outras pessoas.2. palavras. . Na transmissão e retransmissão da mensagem podem ocorrer distorções por várias razões: má dicção ou deficiente audição. Logo. matizes secundários ou menosprezando aspectos essenciais. A esta fase chama-se codificação.

Fala de “certa” maneira com o outro.). opiniões.d. de acordo com o papel que na circunstância desempenha (Dias. Nesta relação há múltiplos factores que determinam o seu êxito ou fracasso (Dias. princípios e valores que definem a sua maneira pessoal de pensar. Por isso. 2. sentir e agir.). se um individuo fala com outro e este é.1. Ora é em função deste quadro de referências que o emissor organiza a sua mensagem. s. por hipótese.d.3.2. que é único. 2. seu subordinado.). Quanto mais divergentes tiverem sido as vivências. pois o receptor não teve as mesmas vivências do emissor. usos e costumes característicos do meio constituem mais um factor condicionante da comunicação (Dias. Este conjunto de comportamentos.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista 2. s. quando comunica com outrem vê tudo o que diz ou escreve à luz do seu próprio saber e no seu contexto pessoal. adequados com a ideia que ele tem do que é ser chefe.d. aquele tem comportamentos próprios de quem é chefe. BARREIRAS À COMUNICAÇÃO A comunicação põe os interlocutores em interacção dinâmica. principal porque é inevitável e porque tem-se pouca consciência dele (Serra. e vice-versa (Serra.). mais díspares serão os quadros de referência e tanto mais difícil se tornara a comunicação. Quadro de referência pessoal Cada interlocutor tem um conjunto de ideias. e deste espera respostas e atitudes apropriadas com o conceito que aquele tem do que é ser subordinado (Dias. regras. s. Desta forma. Desempenho de papéis Cada ser humano assume atitudes diferentes em cada momento do seu relacionamento interpessoal.3. 2006). Entende-se por barreiras á comunicação os obstáculos que dificultam a emissão e/ou recepção das mensagens (Dias.). s.d.d. s. Este é o principal obstáculo à comunicação. . 2006).3.

2006). qualquer comportamento . À excepção das boas maneiras ou etiqueta. Se a comunicação se operar entre pessoas que não se conheciam anteriormente.. TIPOS DE COMUNICAÇÃO Existem dois tipos de comunicação interpessoal: verbal e não-verbal. Por oposição. s. Se a comunicação se opera entre pessoas que já se conheciam anteriormente. 2006). as pessoas. a grande maioria dos comportamentos não-verbais são intuitivos e baseados normas. O silêncio só se torna um acto não-verbal significante se representar um corte no discurso verbal (Serra.3. 2006). a comunicação verbal é estruturada e alvo de contínuo treino formal e informal (s. o clima afectivo que surgirá no inicio. 2006). 2006. por exemplo. gera-se um clima afectivo definido com base nas interacções anteriores: amistoso ou indiferente.). s.a.a.3. O estudo dos sinais não-verbais é de extrema importância para a compreensão do fenómeno comunicacional. Clima relacional A atmosfera afectiva que se cria entre o emissor e o receptor também é importante. …A sua alteração dependerá dos moldes em que prosseguir o processo comunicacional (Dias. a. 2. Em primeiro lugar. A comunicação não-verbal é o processo pelo qual. de intimidade ou de desconfiança. 2006). Em segundo lugar. a maioria da comunicação não-verbal ocorre em conjunto com a verbal. o polegar a pedir boleia. Isto é.. A comunicação não-verbal é toda a comunicação que não use palavras. No entanto esta divisão é fictícia. manipulam intencionalmente ou não acções e expectativas. exprimindo experiências.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista 2. a comunicação não-verbal é sujeita a pouco treino. sentimentos e atitudes de forma a relacionarem-se e controlarem-se a si próprios. constituindo a terceira distinção da comunicação verbal. a comunicação verbal está limitada ao uso da linguagem.d. A comunicação não-verbal funciona no presente e em dependência do contexto.4. As quatro diferenças para com a linguagem verbal ajudam a compreender a comunicação não-verbal (s. pois salvo alguns sinais que se sustentam por si próprios. de simpatia ou antipatia condicionará a comunicação (Serra.. aos outros e ao ambiente (Serra.

Partilha de emoções.a. Gestos das mãos. Postura. Ambiente físico.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista não-verbal a que uma ou ambas as partes do processo atribuam significado. Eugênio Mussak . cada vez mais. A quarta distinção refere-se à capacidade comunicacional do comportamento não-verbal ser dependente da possibilidade de uma resposta ou feedback comportamental (s. 2006). 2006). Tom de voz. Gestão do tipo de relacionamento pretendido pelo emissor. Posicionamento do corpo em relação ao outro. Todos estes sinais cumprem uma ou mais funções comunicacionais. 2006). 2006). sobre a sua situação e sobre a sua relação. Os sinais não-verbais podem ser englobados em oito categorias: • • • • • • • nomeadamente: • • • • • • Fornecer dados sobre o comunicador. Em conclusão a linguagem não-verbal assume particular importância no contexto organizacional actual.a. mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos com nós mesmos e com aquilo que fazemos. pensamentos e pontos de vista. Expressão e movimentos faciais. CAPÍTULO IIIO HOMEM COMO SER SOCIAL Somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver.. se insere em contextos multiculturais e beneficia de diferentes culturas (s. Facilitar a consequência pretendida pela mensagem (Serra. Gestão de interacção. modo de vestir e aparência (Serra. uma vez que a sociedade. Gestão de impressões. intencionalmente ou não. Roupas..a. torna-se comunicação (s. 2006).

. o medo passam muito tempo escondidos antes de se mostrarem na sua plenitude (s.). Conviver significa ter em consideração o semelhante com todas as suas características pessoais. s. A maioria das funções actualmente é executada em equipas (s. O homem é um ser social pois é frágil demais para viver sozinho. s. portanto. Actualmente já não existem profissões exercidas isoladamente. mas porque os outros influenciam na maneira como convivemos connosco mesmos e com aquilo que fazemos (s. As relações interpessoais influenciam a dependência funcional que as pessoas têm entre si e também no seu lado humano (s. A socialização é. Logo somos sociais não apenas porque dependemos de outros para viver. a capacidade de compartilhar sentimentos positivos.).). s. aprender e colaborar.a. ajudar. entender (s.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista O homem é um ser social.a. s. s. Logo o resultado profissional depende da interacção entre ambos factores.).. confiar.. 3. SOCIALIZAÇÃO Socialização é o processo através do qual o indivíduo se integra no grupo em que nasceu adquirindo os seus hábitos e valores característicos.d. É também no grupo que se vive a afectividade. A raiva.). como faziam os antigos artesãos.1.a. um processo fundamental não apenas para a .. os ciúmes.. s. Se pensarmos um pouco sobre o ambiente social podemos perceber que está relacionado com dois factores: com o ambiente de trabalho e com as relações interpessoais.a.d. No entanto. repartir. Conviver significa compartilhar.d. pois a percepção do valor e da beleza do trabalho pode ser influenciada por ele. Gostar do trabalho mas conviver num ambiente negativo não é muito diferente de não ter aptidão para a tarefa apesar de estar entre amigos (s.d. o seu maior problema reside no facto de que ele ainda não aprender bem a viver em sociedade. e o ambiente de trabalho é o local onde esse conceito é mais testado durante a vida adulta.d.É através da Socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade.d.. O ambiente é fundamental.a.). as frustrações. tolerar.a.

é induzida a acreditar em tudo e em todos a sua volta sem fazer qualquer tipo de questionamento. isto é. não existem experiências proibidas e cada um tem que ser adulto o suficiente para arcar com as consequências dos seus actos. por isso dispõe de um mínimo de experiência de vida suficiente para tentar avaliar se tudo o lhe foi ensinado e imposto como sendo certo. 1999.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista integração do indivíduo na sua sociedade. modelando-os por valores. a socialização humana ocorre na infância. não ético." (Monteiro & Santos. justo. Wikipédia.d.).). s. que o adolescente é tão rebelde. Wikipédia. a maneira como lhe ensinaram de como é a vida e como ele tem que viver não tem sentido com a realidade que está a sua volta (Monteiro & Santos. incapaz de viver isoladamente longe de outro ser humano e além disso. . s.).d. a busca pela construção da sua própria personalidade e visão do mundo é justamente o processo de socialização (Monteiro & Santos. injusto. Na fase primária.d. não existe assunto proibido. bom. mau. A busca pelas respostas que a sociedade insiste em não responder e proíbe que se tente respondê-las é justamente a fase terciária da socialização. crenças. uma consequência dos conflitos decorrentes do facto dele ser continuamente obrigado a reconhecer que nem tudo o que lhe impõem como verdade realmente o é. secundária e terciária).). 1999). 1999. s.d. mas também. normas dessa mesma culturas em que o indivíduo se insere (Monteiro & Santos. precisa conviver com um maior número possível de outros humanos para formar sua própria personalidade e visão de mundo.. não existe pergunta proibida. onde o indivíduo ainda não é totalmente um adulto mas já não é criança. é a chamada aprendizagem por imitação (Monteiro & Santos. imoral. ético. Wikipédia. Quando um indivíduo passa a defender até as últimas consequências a seguinte tese:". existe ou não existe. isto é. 1999. s.d.. O ser humano é um ser social. apropriando comportamentos e atitudes. É a fase dos "Pôr que? Como? Quando? Onde!!!". 1999. moral.. Normalmente é por isso. onde a criança por não ter um mínimo de experiência de vida não tem a mínima condição de avaliar se tudo o que lhe ensinam é verdadeiro ou não. É o processo de integração do indivíduo numa sociedade. para a continuidade dos Sistemas Sociais (Wikipédia.).não existe assunto inquestionável. Wikipédia. errado. O processo de socialização humana é processo complexo e é composto de três fases (primária. A fase secundária da socialização humana ocorre na adolescência.. s.

2. 2007). Sprinthall & Collins. não consegue ao longo de toda a sua vida chegar até a fase secundária e mais de 98% da população mundial morre de velhice sem ter alcançado a fase terciária de socialização humana (Monteiro & Santos. Sprinthall & Collins. uma adequada integração em grupos é indispensável para a formação de um ser humano completo e equilibrado emocional e socialmente. 1999.d. além do mais. Os grupos distinguem-se uns dos outros pelos mais variados critérios. Assim. também. Para que tal aconteça é necessário que um conjunto de indivíduos esteja em interacção durante um período de tempo e que consiga desenvolver uma actividade colectiva com vista à continuação de objectivos partilhados. ao longo da vida do indivíduo. 2007). 3. Wikipédia. uma identidade própria que origina entre os membros um sentimento de pertença e que é reconhecido externamente (Monteiro & Santos. nem todos os conjuntos de indivíduos se podem considerar um grupo. 2007). Os grupos primários são grupos de pequenas dimensões . s.d.. Wikipédia. que inevitavelmente se traduz numa maior ou menor intensidade e reciprocidade das interacções pessoais (Monteiro & Santos. Pela organização mais informal ou mais formal. Este efeito pode revestir aspectos positivos. Um grupo coeso possui.). s. E pela dimensão. Desta forma podemos distinguir dois tipos de grupos: os grupos primários e os grupos secundários.. Um grupo pode facilitar mudanças comportamentais desejáveis nos seus membros. 1999. mas também negativos. facilitar a manifestação pelos seus membros de comportamentos socialmente indesejáveis e/ou desadequados (Monteiro & Santos. mais funcional. Sprinthall & Collins. O GRUPO O grupo desempenha papéis decisivos na vida humana já que é nele que se processa a socialização do indivíduo imprescindível à sua formação enquanto pessoa.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista Quando isto acontece significa que o indivíduo se encontra na fase terciária do processo de socialização humana. pelo contrário.d. Em função da natureza dos objectivos que prosseguem que podem ter uma natureza mais marcadamente emocional ou. s.. 1999. Ele é constituído por um conjunto de indivíduos. Wikipédia. Infelizmente mais de 75% da população mundial. 1999. É amplamente reconhecido que o grupo pode exercer uma forte influência no comportamento individual. mas pode. No entanto.

d. em processos de transformação da sociedade e na construção solidária e colectiva (Monteiro & Santos. Wikipédia. pelo líder.3. objectivos a atingir. Importa. Não esclarece os critérios subjacentes à avaliação que faz. Wikipédia. 5. de forma explícita ou implícita. Não é objectivo nas apreciações. de que o associativismo é um notável exemplo. 2007).d. 1999. por exemplo. comanda 2. 3.d.). Nos grupos secundários. s. 1999. s. Sprinthall & Collins. Líder autoritário 1. 4.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista caracterizados fundamentalmente por motivações afectivas. Wikipédia. 1999) 3. Define.. LIDERANÇA Os fenómenos de liderança são inerentes aos grupos sociais. 2007). Na maior parte dos grupos. 1999. O relacionamento está marcado pela informalidade e impessoalidade (Monteiro & Santos.d.). Sprinthall & Collins. Wikipédia. geralmente formados por um maior número de elementos que os grupos primários. que o quadro que se segue regista (Monteiro & Santos. emerge um indivíduo que coordena as actividades e mobiliza as energias dos seus membros para que os objectivos possam ser atingidos (Monteiro & Santos. a família. recorrendo ao elogio e à crítica destrutiva. não esquecer o importante papel social desempenhado pelos grupos. s. A cada tipo correspondem diferentes modos de dirigir os grupos. distribui as tarefas e todas Não as actividades comunica sem os consultar o grupo.). o grupo de amigos (Monteiro & Santos. 1999. a comunicação e as relações que se estabelecem não são directas. s. Distinguem-se três tipos de líder. também. Toda a comunicação passa .

d. 3. 2. Procura ser objectivo nas avaliações que faz sobre o trabalho 3. Nível de satisfação e motivação baixo. 1. 3. O quadro que se segue regista os efeitos dos diferentes tipos de liderança. Não assume a orientação do Só intervém quando solicitado. Liderança autoritária 1. 2. 3. s.3. subjectivo.1. . Desinteresse desinvestimento e frequentes conflitos Liderança permissiva entre os membros do grupo. 1999. Efeitos dos diferentes tipos de liderança Os diferentes tipos de liderança provocam diferentes efeitos. não tomando iniciativas nem Procura não avaliar os elementos do grupo e quando o faz é Líder democrático Consulta os elementos do grupo sobre a forma como o trabalho deve O grupo participa nas suas decisões contribuindo na definição de estratégias e meios para atingir os objectivos. 2. Produtividade elevada. produzido.). 1. decorrer. Wikipédia. Produtividade baixa. Nível de motivação e e satisfação baixo. 2. quer ao nível da satisfação dos membros do grupo (Monteiro & Santos. decisões. 1.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista Líder permissivo grupo. quer ao nível da produtividade do grupo.

Desta forma podemos referir dois tipos de rede. 3.). 2. eficácia. é baixo. informação. Produtividade satisfatória. 2. A comunicação circula entre todos os É um tipo de rede que favorece a resolução elementos que interagem livremente. REDES DE COMUNICAÇÃO No interior do grupo.4. Liderança democrática Frequentes conflitos entre os membros do grupo. 2. Nenhum elemento tem acesso privilegiado à Em tarefas simples a informação circula rapidamente e com poucas distorções. permitem rapidez e Redes descentralizadas . como se pode observar no quadro: Redes centralizadas 1. 1. Wikipédia. e satisfação. 1. Desta forma designamos por redes comunicacionais os canais e modo como as pessoas se relacionam no interior do grupo (Monteiro & Santos. 3. estabelecem-se comunicações entre os seus membros. Redes em que toda a comunicação passa por um elemento do grupo e é esse elemento que decide se a comunicação é passada para os outros elementos ou não. 3. Elevado nível de motivação 3. O nível de satisfação dos membros do grupo Rede em estrela e rede em Y. As relações entre os elementos do grupo são marcadas pela cooperação e interajuda. por mais pequeno que ele seja. 1999.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista 3. s.d. 4.

s. s.).4. quando a pessoa contribuiu para a sua obtenção (ex. 5. no grupo de trabalho. A cada estatuto corresponde um papel social. 1999. Os grupos modelam o seu comportamento segundo as normas e os valores dos grupos a que pertencem: na família. s.d. 1999.d. como o sexo. 1999.4. Wikipédia. s.). O desempenho em simultâneo de vários papéis sociais pode ser gerador de conflitos no indivíduo que os desempenha. atitudes e valores assumidos pelos outros elementos do grupo. O nível de satisfação e segurança dos Rede em círculo e em cadeia.). Distinguem-se dois tipos de conflitos: . no interior dos grupos sociais (Monteiro & Santos. ou atribuídos. Wikipédia. A necessidade de pertencer ao grupo e de ser aceite leva a que as pessoas adoptem comportamentos. a idade e a etnia (Monteiro & Santos.d. Estatutos e os Papéis Sociais Cada um de nós ocupa uma posição nos diferentes grupos a que pertence. 4.Influência do grupo No interior do grupo os seus membros interagem influenciando-se mutuamente. membros é maior do que nas redes centralizadas. é nos grupos que emergem os modelos e se exercitam os papéis sociais (Monteiro & Santos. nos grupos de lazer… é nos grupos que se realizam as aprendizagens. O conceito de interacção grupal implica a influência mútua dos comportamentos o que passa pela adopção de condutas e expressões linguísticas próprias que ganham dimensão no grupo e que o distinguem dos outros (Monteiro & Santos. Os estatutos podem ser adquiridos.).1. É conjunto de comportamentos e atitudes que se espera da parte dos outros tendo em conta a posição que se ocupa na hierarquia social.d.2. 3.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista de problemas complexos no entanto a possibilidade de distorção é maior.). 1999. na escola. Professora). Wikipédia. 3. Wikipédia. s. 1999. O papel é o conjunto de comportamentos e atitudes que os outros esperam de uma pessoa tendo em conta a posição que ela ocupa no grupo (Monteiro & Santos.d. Wikipédia.

d. s. Corresponde geralmente a uma perda de poder e prestígio. . 1999. 1999. 3. situação. afectiva e a comportamental. Componente afectiva – refere-se aos sentimentos e ao sistema de valores: a pessoa desenvolve sentimentos positivos ou negativos.1. Daí afirmar-se que estatuto e papel são conceitos complementares (Monteiro & Santos. Componentes das atitudes: Numa atitude podemos considerar três componentes: a cognitiva. Ex.). s. portanto. mas a sua religião impede-a de recorrer a certas práticas médicas.5. s. situação) de uma forma positiva ou negativa. Wikipédia. AS ATITUDES A atitude é a uma tendência ou predisposição a responder a um determinado objecto social (pessoa. grupo social). A atitude não é.d.d.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista • Conflito interpapéis – conflito que pode ocorrer quando uma pessoa para responder a um papel fica impossibilitada de responder a outro.). relativamente ao objecto social. 1999. Ex.5. s. Wikipédia. As atitudes não são directamente observáveis: inferem-se dos comportamentos (Monteiro & Santos. • Conflito de descontinuidade de papéis – conflito que pode ocorrer quando um indivíduo passa a desempenhar funções inferiores às anteriormente ocupadas.). Wikipédia.d. Wikipédia.: Uma mãe quer salvar um filho. 1999.: A reestruturação de uma empresa leva a que um director passe a ocupar um lugar subalterno na hierarquia da mesma (Monteiro & Santos. • Componente comportamental – conjunto de respostas do sujeito face ao objecto social e que depende das ideias e crenças bem como dos valores (Monteiro & Santos. agradáveis ou desagradáveis. 3. um comportamento mas uma predisposição uma tendência relativamente estável para uma pessoa se comportar de determinada maneira. O papel depende do estatuto da pessoa e esta desempenha tantos papéis quanto os estatutos. • • Componente cognitiva – refere-se às ideias e crenças sobre um objecto social (pessoa.).

A mudança de atitudes depende de novas informações e/ou afectos relativos ao objecto. a escola. s.A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista É a partir de uma informação ou convicção. Wikipédia. 1999. apesar da relativa estabilidade das atitudes estas podem mudar ao longo da vida. Wikipédia. coisa ou situação. Wikipédia. que se desenvolve um conjunto de comportamentos (Monteiro & Santos. A propaganda e a publicidade têm por objectivo influenciar as nossas atitudes e comportamentos. s. s. Componente comportamental – mudança de práticas sexuais (Monteiro & Santos.d.d. Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa.d.). É muito mais aceite quando manifestado desta forma.d. Wikipédia. sendo um grande motivador de preconceito e discriminação (Monteiro & Santos. 1999.). Por exemplo as Atitudes face à sida: Componente cognitiva – crença de que a sida é fatal. Wikipédia. a que se atribui um sentimento. sendo os modelos que elas imitam e com os quais se pretendem identificar). Preconceito é um juízo preconcebido. manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas.). o grupo de pares (pessoas de idade aproximada com quem os jovens convivem) e os mass media (grandes veículos de informação na sociedade contemporânea e que têm uma grande importância na formação de novas atitudes e no reforço das que já existem) (Monteiro & Santos. possuindo salvo-conduto e presunção de inocência para atingir seu objectivo (Monteiro & Santos. homofobia. xenofobia. machismo e intolerância religiosa. As atitudes são aprendidas no processo de socialização. O Estereótipo também é muito usado em Humorismo como manifestação de racismo. no meio social onde o sujeito está inserido. De facto. consequentemente.d. A sua aceitação é ampla e culturalmente difundida. 1999. 1999. São vários os agentes sociais responsáveis pela formação e modificação das atitudes: os pais e a família (que exercem um papel fundamental na formação das primeiras atitudes da criança.. São transmitidas mensagens que visam persuadir as pessoas a formar uma atitude e.d. Wikipédia. s. s. s. a comportarem-se de determinada maneira (Monteiro & Santos. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. 1999. Componente Afectiva – é assustador contrair sida.).). 1999. lugares ou tradições considerados diferentes ou .).

R.d.com/recursos-humanos/dinamicas-degrupo/trabalhando-as-relacoes-interpessoais-por-meio-de-dinamicas-de-grupodia . exemplo: "todos os alemães são prepotentes".). "todos os americanos são arrogantes". chamada estereótipo. Trabalhando as relações interpessoais através de dinâmicas de grupo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Alonso. "os alentejanos são preguiçosos". Wikipédia. Observa-se então que. não do conhecimento. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém que lhe é diferente. s. tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer argumento ou raciocínio (Monteiro & Santos. De modo geral. s.umtoquedemotivacao. o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial. etc. As formas mais comuns de preconceito são: social. 1999. (2008).). o preconceito é um erro (Monteiro & Santos. trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença. 1999.d. pela superficialidade ou pela estereotipia. Entretanto. racial e sexual. ou seja. Consultado a 23 de Outubro de 2008 através de http://www. Wikipédia. "todos os ingleses são frios".A Mutualidade de Santa Maria – Associação Mutualista "estranhos".

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