Serpentes e Dragões

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Edson ferreira da Costa
A Consumação........................................................7 A Criação................................................................6 A Nossa União........................................................7 A prisão de Dragão por mil anos..............................8 A Serpente.............................................................7 Agradecimentos......................................................3 Alguns outros títulos de Jesus:................................4 Aparição.................................................................6 Bibliografia...........................................................19 Conclusão.............................................................18 Introdução..............................................................4 Lançamentos Contemporâneos..............................15 Lançamentos da idade média................................11 Lançamentos na antiguidade...................................9 O Dragão................................................................7 O Dragão é solto e derrotado..................................8 O Ministério de Jesus Cristo.....................................6

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Agradecimentos
Sempre grato a Deus pela vida e capacidade para viver. Aos amigos. Aos meus familiares. Aos meus professores (as). Ao Pastor e corpo ministerial da Igreja Cristo Vive de Nova Iguaçu. Aos leitores pelo interesse para a leitura.

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Introdução
No que nós poderíamos chamar de nada, ocorreu uma manifestação que transformou o nada em o universo. Esse fenômeno foi provocado pelo existente Criador que respeitosamente conhecemos como Jesus Cristo é o Senhor, mas, me atrevo, com tremor e temor no Senhor, em considerar como sagrado o nome Cristo com razão no seguinte conceito: Deus tornado ser humano (João 1:14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.); para salvar as pessoas (1 João 4:14 - E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo). “Jesus” quer dizer “Javé é Salvador”; é a forma grega de “Josué” (Mateus 1:21 - Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles). “Cristo” quer dizer “Ungido”; é o mesmo que o termo hebraico MESSIAS (Atos17:3 - expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio).

Alguns outros títulos de Jesus:
EMANUEL (Mateus 1:23 - Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)); FILHO DE DAVI (Lucas 20:41- Mas Jesus lhes perguntou: Como podem dizer que o Cristo é filho de Davi?);
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FILHO DE DEUS (João 1:34 - Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus); FILHO DO HOMEM (Mateus 25:31- Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória); SENHOR (Atos 2:36 - Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo); VERBO (João 1:1- No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus); SERVO (Filipenses 2:7 - antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana); CORDEIRO de Deus (João 1:29 - No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!); SUMO SACERDOTE (Hebreus 7:26 - Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, Hebreus 8:6 - Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas); MEDIADOR (1Timóteo 2:5 - Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem). Nesse período, aconteceu de Lúcifer, um anjo de luz, ser expulso do reino de Deus, conforme narrado por Isaias 14:12-15 - Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.
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A Criação
Através de Jesus o universo foi criado e é mantido em existência (João 1:3 - Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez; Colossenses 1:16-17 - pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste).

Aparição
Ele é o ANJO do Senhor que aparece no Antigo Testamento (Gênesis 18:13 - Apareceu o SENHOR a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra e disse: Senhor meu, se acho mercê em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo). Esvaziou-se da sua glória e se humilhou, tomando a forma de ser humano (Filipenses 2:6-11 - pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai).

O Ministério de Jesus Cristo
O seu ministério terreno durou mais ou menos 3 anos e meio. Jesus ensinou a verdade de Deus por preceitos e por PARÁBOLAS. Ele fez MILAGRES, curando enfermos e endemoninhados, fazendo sempre o bem. Foi rejeitado pela maioria do povo e pelas autoridades, sendo submetido à morte de cruz. Foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Depois subiu ao céu, onde
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está para interceder pelos seus (Hebreus 7:25 - Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles).

A Nossa União
E o salvo está unido com Cristo, que vive nele pelo seu Espírito (Romanos 8:9-11- Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita; Gálatas 2:20 - logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim; Gálatas 4:6 - E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!; Felipenses 1:19 - Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação).

A Consumação
Na sua segunda vinda Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos (2 Timóteo 4:1 - Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino).

A Serpente
No livro do Gênesis temos a imagem da serpente, conceituando esse anjo que caiu em desgraça. (Gênesis 3:1,4 - Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis).

O Dragão
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Mas, tanto no livro de Isaias (Isaías 27:1 - Naquele dia, o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar), como no livro do Apocalipse temos a mesma serpente do livro do Gênesis, mas agora na figura de um dragão simbolizando a besta do inferno. ( Apocalipse 12:3-4, 7,9 - Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos).

A prisão de Dragão por mil anos.
De acordo com a bíblia sagrada, no seu livro do Apocalipse, um anjo desceu do céu e aprisionou o dragão por mil anos. (Gênesis 20:1-3 - Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo.)

O Dragão é solto e derrotado
Todo o destino do universo, principalmente o do dragão já foi definido pelo Criador e nosso Senhor Jesus Cristo desde a fundação do mundo, conforme no livro do Apocalipse está descrito. (Apocalipse 20:7-10 - Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue(Gogue: Este nome designa um personagem misterioso, que personifica e conduz todas as forças hostis a Deus e ao seu povo.) e Magogue(Magogue, Tubal e Meseque são mencionados entre os filhos de Jafé[Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.]), a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento
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dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos). O homem, porém, contaminado, como ficou pela desobediência, se deixa influenciar pela semente do mal, que foi proliferada desde Caim, e dá margem a imaginação do anjo que caiu. O homem acha e imagina que ele é quem derrota o dragão, criando personagens de cavalheiros guerreiros que derrotam o dragão que quer devorar as mulheres indefesas. Alguns exemplos dessa manifestação produzida no campo das artes são essas:

Lançamentos na antiguidade
Dragões do Oriente Médio

Ningishzida (constelação da Hidra) enrolado em torno do eixo do mundo, rodeado por figuras que representam outros deuses (planetas e constelações) O mais antigo dos dragões guardiões é o deus sumério Ningishzida, anterior a 2100 a.C. Era o deus da cura e também a constelação da Hidra, que parece se enrolar em torno do pólo celeste. O nome significa "guardião da boa árvore", que tanto pode ser a árvore da vida (de acordo com a Bíblia, o que guarda a Árvore da Vida são os querubins e uma espada flamejante) quanto o eixo da ordem do universo.
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Ningishzida parece ser o precursor deus grego da cura, Asclépio (o romano Esculápio), cuja serpente enrolada em um cajado ainda é um símbolo da medicina. A serpente do Éden pode ser também derivada do deus sumério, ao qual um mito dá um papel parecido, ainda que de moral oposta. O pescador Adapa, devoto do sagaz deus Enki, quebra as asas do vento sul e é convocado pelos deuses a se explicar. Seu deus lhe diz para não comer o que lhe oferecessem. O deus supremo An, impressionado pela sabedoria, diz a Ningishzida para lhe oferecer "o pão e a água da vida", mas o mortal se recusa, perde a oportunidade de se tornar um deus e é expulso do paraíso.

Apep ou Apófis, representado na tumba de Ramsés I (1290 a.C.) Alguns séculos mais tarde (entre 2000 a.C. e 1700 a.C.), o egípcio Apep (para os gregos, Apófis), é uma gigantesca serpente aquática que, tenta engolir a barca de Ra, o Sol, durante sua passagem pelo mundo subterrâneo. Vários deuses a enfrentam, mas o único que consegue derrotá-la é Set, que após a vitória se torna arrogante e acaba expulso da barca.

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O deus Marduk enfrenta Tiamat Outra imagem negativa do dragão (cerca de 1100 a.C.) vem de Babilônia. O casal formado por Apsu, a água doce e pela dragoa Tiamat, a água salgada do mar, gerou os demais deuses, mas depois conspira para livrar-se deles. Um de seus descendentes, Ea (versão semita de Enki) mata Apsu e Tiamat vinga-se criando um exército de monstros para combater os deuses, entre os quais o dragão Mushussu ("serpente furiosa"). O deus Marduk mata Tiamat e corta seu corpo em dois. Com a metade dianteira faz o Céu, com a traseira, a Terra. Muitos outros mitos seguem modelo semelhante, sejam ou não inspirados em Tiamat: o grego Zeus derrota o deusdragão Tífon, o hitita Iskur mata a serpente Illujanka, o indiano Indra destrói Vritra, o nórdico Thor e a imensa Jormungand aniquilam-se no crepúsculo dos deuses e o cananeu Baal vence Lotan, a serpente de sete cabeças conhecida pelos hebreus como Leviatã ("enrolado") e pelos cristãos como a "Besta do Apocalipse". (Aqui nesse último parágrafo o homem vai mais longe. Ele coloca o deus cananeu baal matando a besta do apocalipse. Ainda de acordo com a bíblia os cananeus foi um povo amaldiçoado por Noé).

Lançamentos da idade média

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Representação do estandarte romano do draco na Coluna de Trajano

A concepção mais antiga no Ocidente é a do dragão como serpente gigante, sem patas ou asas. Os antigos gregos e romanos descreviam os dragões como enormes serpentes, como era o caso do guardião da fonte de Tebas morto pelo herói Cadmo e do dragão da Cólquida, adormecido por Medeia para que Jasão pudesse roubar o tosão de ouro. E também de Ládon, o dragão de cem cabeças que guardava os pomos de ouro no Jardim das Hespérides. A concepção romana evoluiu a partir da grega, combinada com elementos do Oriente Médio - como o musrussu de Babilônia -, ampliando o sincretismo que caracterizou a cultura helenística e cristã. O Apocalipse, por exemplo, descreve Satã como "um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres" em cerca de 100 d.C. No Império Romano, cada coorte tinha um signum (estandarte militar) particular e depois das guerras Dácias e Partas de Trajano no oriente, o estandarte do dragão (Draco), passou a ser usado nas coortes Sarmatarum (Sármata) e Dacorum (Dácia), ou seja, as coortes de cavalaria. Provavelmente era de origem iraniana: segundo a Historia Augusta, havia Persici dracones no tesouro quando Aurelianus reconquistou Palmira (272 d.C.). Pinturas coptas do século V, referentes à ocupação sassânida do Egito, mostram essas forças carregando dracos.

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Sármata a serviço de Roma com o estandarte do dragão, reconstrução de Gerry Embleton com base na estela de Chester e na escultura da Coluna de Trajano.

O draco era um grande dragão (de comprimento aproximadamente equivalente à altura de um homem) fixado na ponta de uma lança, com grandes mandíbulas abertas de prata e o resto do corpo formado de seda colorida. Com as mandíbulas abertas para o vento, o corpo de seda inflavase e ondulava, assemelhando-se a uma biruta. Mais tarde, a partir do final do século III, foi usado também pela infantaria. Esse signum é descrito em Vegetius Epitoma Rei Militaris, 379 d.C. (livro II, capítulo XIII, De centuriis atque vexillis peditum): Primum signum totius legionis est aquila, quam aquilifer portat. Dracones etiam per singulas cohortes a draconariis feruntur ad proelium "O primeiro signo da legião inteira é a águia, portada pelo aquilífero. Além disso, dragões são levados às batalhas por cada coorte, pelos draconários". É possível que esse dragão parta romanizado tenha uma distante origem chinesa. De qualquer forma, foi usado por vários comandantes romanos como símbolo pessoal, inclusive Constâncio III (poder por trás do trono do imperador Honório na década de 410 e co-imperador em 421), cujo estandarte, como Magister da cavalaria, era um dragão de púrpura. Constâncio III pode ter sido confundido com (ou imitado por) algum líder bretão do século V que tenha sido a base para a lenda do rei Artur, e seu estandarte a base para o dragão heráldico de Gales. O epíteto de Uther Pendagon, o lendário pai de Artur, significa "dragão chefe" ou "dragão cabeça" (que, segundo a lenda, teria adotado ao ver um cometa em forma de dragão).

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Dragão ataca elefante, Bestiário de Aberdeen, século XII

Nas Etymologiae, a primeira enciclopédia escrita na Idade Média (entre 599 e 636 d.C.) o bispo Isidoro de Sevilha ainda descreve o dragão como "a maior das serpentes", encontrada na Índia e África. Não é venenosa, mas mata até elefantes prendendo-lhes os pés com a cauda e sufocando-os com seus anéis. Parece uma descrição exagerada das pítons, as grandes serpentes constritoras da África, Ásia e Austrália análogas às nossas jibóias. Aliás, é possível que a palavra anaconda - o nome pelo qual a sucuri é conhecida em inglês e espanhol - originalmente se aplicava à píton asiática e talvez derive do tâmil ánai-konda, "mata-elefante". O paradigma ocidental moderno, o dragão de quatro patas e duas asas, foi introduzida nas moedas inglesas e (em vermelho) na bandeira de Gales pelo galês Henrique VII Tudor em 1485, quando derrotou Ricardo III de York. Só depois tornou-se a mais comum na arte ocidental. Para distingui-la da versão hoje mais popular, os heraldistas de língua inglesa passaram a referir-se à figura de duas patas como wyvern e à de quatro patas como dragon (dragão). Entre as mais famosas lendas medievais sobre dragões contam-se: Beowulf: o herói anglo-saxão mata um dragão do qual um de seus homens roubou uma taça de ouro, mas morre dos ferimentos. Dragão de São Jorge: um reino da Líbia sorteava virgens para serem sacrificadas, vestidas como noivas, a um dragão. A escolha recaiu sobre a filha do rei e este ofereceu seu tesouro e metade do reino a quem a salvasse. Informado, o capadócio São Jorge fez o sinal da cruz e conseguiu ferir o dragão. Fez, então a princesa amarrá-lo com uma cinta de flores e conduzi-lo à cidade, onde o matou em troca da conversão do rei e do povo ao cristianismo.

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A lenda Oficial Segundo a lenda ensinada aos católicos dos tempos modernos, Jorge foi um soldado cristão nascido na Capadócia. Mudou-se para Lida (na Palestina), terra de sua mãe, após a morte do pai (que seria da Capadócia) e foi promovido a capitão do exército romano por sua dedicação e habilidade qualidades que levaram o imperador Diocleciano a conferir-lhe, aos 23 anos de idade, o título de comes (origem da palavra "conde", mas equivalente, na época, a ministro) e chamá-lo a exercer altas funções na corte imperial em Nicomédia, então capital do Império Romano. Um dia, o imperador Diocleciano decidiu eliminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se atônito com a decisão. Afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses e defendeu a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. O Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos, inclusive lacerando-o com uma roda de espadas. Após cada tortura, era
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levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador! Eu sou servo de um Deus vivo! Somente a Ele eu temerei e adorarei". Finalmente, Diocleciano teria mandado degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Seu sofrimento teria convertido a Imperatriz Alexandra, esposa de Diocleciano, e o sacerdote pagão Atanásio, que a ele se juntaram no martírio e foram também canonizados.
O famoso episódio do dragão é um acréscimo tardio à lenda. Segundo a Encyclopedia Catholica, o dragão só é mencionado a partir dos séculos XII e XIII. É encontrado na Lenda Dourada de Jacobus de Voragine, ao qual provavemente deve sua ampla difusão. Pode ser derivado de uma alegorização do tirano Dadiano ou Diocleciano, às vezes chamado de "dragão do abismo" (ho bythios drakon) nos textos mais antigos. Dragão de Lancelote: O cavaleiro da Távola Redonda enfrenta um dragão escondido em uma tumba para cumprir uma profecia que promete ao vencedor gerar um leão (Galahad) com a filha de um rei (Elaine).

Lançamentos Contemporâneos
1 - Caçadores de Dragões

Sinopse

Há perigo no Reino: um dragão está prestes a destruir o mundo! Uma garota decide ajudar seu tio, Lord Arnold, dono de um imenso castelo e de uma fabulosa fortuna, sai à procura de heróis iguais aos que ela conhece dos contos de fadas. Mas ao invés disso encontra Gwizdo e Lian-Chu, dois atrapalhados caçadores de dragão. Determinada a seguir com eles em sua aventura para salvar a terra. Zoe parte em uma viagem perigosa, para um mundo desconhecido de dragões adormecidos, que podem acordar a qualquer momento.
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O Caçador de Dragão

DESCRIÇÃO DO PRODUTO Sinopse: Órfão desde bebê, quando seus pais foram assassinados em um ataque de orcs, Kendrick de Elwood foi criado por Darius, seu irmão mais velho. Darius dedicou sua vida para cuidar dele e tirar as monstros de sua terra. Ele se tornou um grande guerreiro e protegeu Kendrick de todas as possíveis injustiças. Agora, depois de anos de ausência, uma ameaça está para surgir, mais letal do que orcs ou homens. Relatos de ataques de dragões se espalharam como fogo selvagem através da população em pânico. Recordando-se da profecia de sua mãe sobre um possível
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caçador de dragões em sua família, Darius leva Kendrick para uma perigosa jornada para o castelo de Ocard – o lugar de treinamento do Caçador de Dragões. Ao mesmo tempo que eles lutam contra maliciosos homens e uma terra infestada por orcs, eles se aliam a um grupo de guerreiros que juram sua parceria nesta perigosa missão. Os irmãos de Elwood juntaram-se a Raya, uma princesa, Olick, um frenético mudo, e cinco humanos mercenários que devem escapar das ciladas das orcas e dos ataques dos dragões para alcançar a fortaleza em Ocard. Será que os dragões irão dizimar completamente a terra dos Elwood? Somente o Caçador de Dragões poderá decidir!

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Conclusão
O importante de tudo isso é o seguinte: Até hoje existem homens inspirados pela filosofia da serpente lá do paraíso. A maldita filosofia transforma os homens em candidato a besta do apocalipse. A história trás revelações de caráter e personalidades que ao alcançarem o poder, passaram a usar como símbolo de seus poderes a figura do dragão. Como a bíblia traça o perfil do dragão, a besta, como o principal agente do mal que é destruído por Nosso Senhor Jesus Cristo (O Cavalheiro do Cavalo Branco). Os homens (seis [6]) nas suas tentativas de usurparem para si o poder e a divindade de Deus criaram e continuam criando seus mitos e ídolos humanos com poderes para destruir o inimigo público número um – o dragão. Conseqüentemente geram a idolatria que afasta os demais homens do verdadeiro Deus, encaminhando-os para a escravidão da ignorância. A ignorância incapacita o ser humano de conhecer a si próprio e a vida que pulsa ao seu redor. O ser humano escravizado passa a ser guiado por qualquer onda de vento, que termina numa praça de trevas e morte.

Leia a Bíblia
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Bibliografia
Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005. http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Drag%C3%A3o.

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