SALMO 4 (DAVI) ORAÇÃO EM MEIO À ANGÚSTIA (v.1) Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça!

Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
1. Davi apela ao Deus da sua justiça, Àquele que estabelece o seu

direito. Deus é o juiz sobre toda a Terra, mas tem um cuidado especial com aqueles que o servem. 2. Os inimigos de Davi eram motivo de sua angústia, mas o Senhor alargou os seus horizontes, alargou os seus caminhos, deu-lhe um escape. 3. Davi pede que Deus o ouça porque o buscou em momentos de aperto, mas era comum buscá-lo nos melhores momentos. Assim deve ser a nossa atitude para com Deus (v.2) Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?
1. Tem-se a impressão que Davi fala como um profeta de Deus: “Ó

mortais, até quando convertereis minha glória em vexame?”. Como profeta, Deus falava através de Davi aos homens que não consideravam o poder da presença do Senhor. 2. Ao amarem a vaidade, os homens buscavam os prazeres fugidios da vida; a busca das coisas que passam rapidamente por nós, e no final, não sobra nada. 3. Ao buscar a mentira, os homens querem encontrar as coisas que possam favorecê-los sem se importar se atropelam ou não as outras pessoas. (v.3) Sabei que o Senhor separou para si aquele que é piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo a ele.
1. Se Davi estava tinha problemas com os seus inimigos, eles

deviam saber que Deus tem cuidado daqueles que separou para si; o piedoso é aquele que busca e teme ao Senhor. 2. Em meio aos bilhões de pessoas no mundo, Deus separa para si aqueles que têm fé Nele e o servem. 3. Havia uma certeza no coração de Davi: o Senhor atendia as suas petições. Não é demais nos lembrarmos, que Ele também atende as nossas.

(v.4) Irai-vos e não pequeis; consultai com o vosso coração em vosso leito, e calai-vos.
1. “Irai-vos e não pequeis” (Ef 4.26). Algumas atitudes nossas

podem ser prejudiciais a nós e também a outros. Não é pecado termos certos tipos de emoções, inclusive a ira, mas todas devem estar sob controle. 2. Se nos deixarmos levar pela ira cairemos no mesmo erro de Caim. Nenhuma das nossas emoções devem nos levar ao descontrole das ações. 3. Se após um momento de ira, tivermos a oportunidade de respirarmos fundo, de chegarmos em casa, de sabermos que haverá um outro dia, a noite deve ser de reflexão: “Consultai o coração no travesseiro e aquietai-vos”. Uma boa noite de sono pode esfriar a nossa cabeça. (v.5) Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Senhor.
1. A NVI traz: “Ofereçam sacrifícios como Deus exige”. Aquele que

teme e serve ao Senhor deve cumprir os mandamentos estabelecidos por Ele. 2. Todo sacrifício deve ser resultado de um coração arrependido que se volta confiante para Deus. 3. Podemos aplicar à nossa relação com Deus, na visão que temos do NT: adoração, evangelismo e contribuição. (v.6) Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto.
1. “Muitos dizem”. O mundo está cheio de incrédulos, de céticos.

Mas quero acreditar que na igreja não encontramos tais tipos. 2. Davi roga a ação do Senhor no meio do povo; talvez o seu desejo fosse que toda a dúvida fosse dissipada; que o Senhor iluminasse as mentes dos incrédulos. (v.7) Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.
1. Davi descreve o seu estado pessoal: “Encheste meu coração de

alegria”. O Senhor era a razão da alegria do rei. 2. Davi descreve o tipo de alegria que sentia, contrastando com a dos seus inimigos: “Alegria maior do que a deles que têm cereal e vinho à vontade.”. 3. A alegria que temos no Senhor é sempre maior do que a abundância de bens.

(v.8) Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.
1. Depois de transitar entre a sua oração e fala aos seus adversários, Davi

só quer descansar do dia estafante: “Em paz me deito e durmo”. Parece que não aconteceu nada; o rei deixa os seus temores com o Senhor e dorme como um bebê no seio da mãe. 2. Como seria bom se todos nós abandonássemos os tranqüilizantes, tranqüilizados pelos fortes braços do nosso Pai, sussurrando em seus ouvidos: “Porque só tu, Senhor, fazes com que eu viva em segurança”. PR. Eli da Rocha Silva IBJH (Dusolina) 28/04/2009