WORKSHOP

Desenvolvimento da Cultura e Competências Empreendedoras: Recursos e soluções

24 de Março /2009 Auditório do CECOA Lisboa

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Problema > Número insuficiente de programas de ressocialização e de preparação para a vida profissional Caracterização do projecto > O projecto “Empreendedorismo para a Reinserção Social de Reclus@s” tem por base conteúdos elaborados pela CG International em colaboração com a Gesventure e foi adaptado pela DGSP para os Serviços Prisionais Portugueses. Com a duração total de 8 meses, a implementação do projecto piloto foi realizada nos Estabelecimentos Prisionais de Castelo Branco, Leiria, Sintra e Beja.

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Objectivos Gerais

> Criar opções viáveis e sustentáveis de Reinserção sócioprofissional de reclusos/as > Evitar a reincidência na prática de crimes

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Objectivos Específicos > Incrementar o respeito mútuo – por si e pelos outros – > Reconhecer as características empreendedoras próprias que lhes possibilitem o crescimento pessoal > Aprender a trabalhar, quer em grupo, quer individualmente de uma forma responsável > Gerar ideias e reconhecer oportunidades de “vida”
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> O projecto desenvolve-se em quatro fases:
> Avaliação > Descoberta > Ideias e oportunidades > Planeamento e start-up do negócio

> Quando é aplicado em meio livre tem ainda uma quinta fase:
> Suporte ao negócio

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Fase I, de Avaliação (3 semanas) > Realização de um conjunto de actividades que visam a auto e hetero- avaliação d@s reclus@s e a apresentação do projecto aos participantes. > Actividades relevantes: Empreendedor por um dia – concepção, planeamento e funcionamento de um negócio noções básicas.

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Almoço ou café com empresários na prisão. Em cada mesa um@ empresári@ partilha a sua experiência de empreededorismo com um grupo de reclus@s.

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Desenvolvimento de competências em sala, com recurso à metodologia “learn by doing”. Entre guardas e reclusos surge uma nova relação: “passei a ver os reclusos de uma outra forma.” F., Guarda Prisional.

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Fase II, da Descoberta (10 semanas) > Os participantes aprofundam a noção de empreendedorismo e aprendem a definir objectivos pessoais e profissionais. > Descobrem por si próprios as respectivas características empreendedoras, os seus métodos de aprendizagem e a sua capacidade de adaptação. > Treinam métodos de resolução de problemas e de tomada de decisão. > As actividades realizadas estimulam a capacidade de comunicação, a criatividade, a autoconfiança e a auto-estima.

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Fase II, da Descoberta (10 semanas) > Actividades relevantes: > Empreendedor por um dia – Preparação com maior rigor de um negócio, funcionando como uma oportunidade para aplicação dos conhecimentos e reforço da motivação.

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Empreendedor por um dia: venda de produtos no exterior da prisão

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Almoço com empresários na prisão

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Fase III, das Ideias e Oportunidades (8 semanas) > Desenvolver competências no planeamento de um negócio e na definição de um projecto de vida:
> Geração de ideias; > Identificação de oportunidades; > Pesquisa de mercado; > Marketing e Publicidade; > Planeamento financeiro.

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Fase III, das Ideias e Oportunidades (8 semanas)

> Actividades relevantes: > Empreendedor por dois ou três dias para consolidação de todas as fases de um plano de negócios.

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O acesso à Internet, vedado em meio prisional, foi permitido aos reclus@s participantes. Pesquisa de mercado e planeamento financeiro do negócio foram algumas das actividades desenvolvidas nesta fase.

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Fase IV, Planear o Meu Negócio (15 semanas) > Os participantes elaboram individualmente o seu plano de negócios, que inclui o trabalho de pesquisa, a redacção e o preenchimento da sua matriz financeira.

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O projecto disponibilizou formação contínua a profissionais e reclusos. Nesta fase, uma empresa especializada dá formação na elaboração de um plano de negócios.
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Os reclus@s são convidados a expor publicamente o resultado dos seus trabalhos. Nesta foto, reclusos apresentam as suas ideias de negócio a entidades e empresas locais.
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Resultados > 60 reclus@s beneficiaram do programa e 42 terminaram todas as fases da formação Os inquéritos aplicados denotam a qualidade do serviço prestado: 89% d@s reclus@s consideraram os conteúdos do projecto muito importantes 86% consideraram-se muito motivados durante a sua frequência 84% consideraram os temas tratados muito pertinentes para o seu desenvolvimento pessoal 86% sentiram que a sua auto-estima evoluiu muito 76% consideraram que estão bem preparados para gerir um negócio
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Resultados Ao nível da evolução das competências, os resultados nas categorias evoluiu bastante/evoluiu muito foram também elevados

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Resultados (avaliação reactiva dos facilitadores) > 80% consideraram que os facilitadores revelaram muita clareza e objectividade na explicação das actividades e que tinham uma interacção muito positiva com os participantes > 71% consideraram que os facilitadores tiveram grande preocupação na adaptação dos métodos de aprendizagem ao grupo > 74% consideraram que os facilitadores tinham uma capacidade elevada para consolidar conhecimentos > 77% consideraram a avaliação global do projecto bastante positiva

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Resultados (reconhecimento) > O interesse dos Media e da população neste projecto foi muito expressivo (9 reportagens/referências televisivas e 20 artigos na imprensa escrita) > Reportagem SIC com share de 35%, com um visionamento de (um milhão e quinhentas mil) 1.500.000 pessoas em média > Menção Honrosa na 6.ª edição (2008) do Prémio Boas Práticas no Sector Público

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Factores determinantes para o processo de mudança > Predisposição da DGSP para inovar numa área core da sua missão: a reinserção da população reclusa. > Financiamento da Iniciativa Comunitária Equal, que possibilitou a aquisição no exterior de metodologias de intervenção inovadoras, passando o Projecto a contar com o valor acrescentado de experiências de empreendedorismo em Portugal e no estrangeiro, em especial no Canadá.

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Factores determinantes para o processo de mudança > Esforço das equipas no terreno - afectação permanente e envolvimento dos profissionais na adaptação do programa ao perfil da população reclusa e à realidade portuguesa. > Igualdade de género. Duas das prisões piloto (uma feminina e outra masculina) avançaram em conjunto, constituindo o primeiro grupo misto num programa de longa duração o que representa uma inovação em Portugal e na Europa.

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Benefícios > Melhoraria do nível de resiliência interna d@s destinatári@s > Criação de impacto ao nível dos processos de tomadas de decisão > Intervenção ao nível da motivação e do raciocínio custos/benefícios da mudança > Reforço da capacidade prospectiva em destinatári@s (imediatismo e pelo pensamento centrado no presente) > Alteração de crenças que estão na base de um comportamento criminal

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Benefícios > Enriquecimento das possibilidades de intervenção reeducativa em contexto prisional (empowerment e responsabilidade) > Aumento da determinação, da auto-estima, da responsabilidade, da proactividade, da criatividade e da autonomia > Influência positiva na cultura da organização – Impacto no reforço dos laços prisão–meio livre

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Disponibilização da informação necessária > Os funcionários envolvidos neste projecto tiveram todos condições para desempenharem um bom papel:
> foram alvo de um intenso programa de desenvolvimento de competências > puderam reunir-se periodicamente para a partilha de conhecimentos e experiências > usufruíram da plataforma PGISP que integra uma comunidade de prática para partilha de documentos e comunicação on-line > contaram com a tutoria de uma empresa especializada que os acompanhou no terreno

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Disponibilização da informação necessária > Foi colocado um banner no portal www.pqisp.info para permitir o acesso directo ao Moodle. Esta plataforma vai também facilitar o processo de disseminação deste projecto a todo o sistema prisional, dada a opção pela versão e-Iearning. > O design deste modelo formativo vai permitir uma elevada transferibilidade, dado que recorre ao som e vídeo, bem como à disponibilização, para download, de todos os recursos tecnico-pedagógicos necessários para implementar o projecto noutros estabelecimentos prisionais.

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Absentismo e empenho > Absentismo nulo nos profissionais e muito baixo nos reclusos. > Castelo Branco – taxa de absentismo d@s reclus@s é de 3% mas a maior parte das faltas foram justificadas por motivo de saídas precárias, idas a tribunal e consultas médicas. > Beja o absentismo foi praticamente nulo > Leiria – absentismo não chegou a 1%. Estas taxas de absentismo apresentam valores abaixo dos verificados noutras actividades como a escola, a formação profissional ou a actividade laboral.
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Testemunhos de Reclusos Ao conhecer-me melhor ganho uma vantagem competitiva sobre os outros. Participante de Beja Foi muito útil descobrir o empreendedor que havia em mim.
Participante de Leiria

É fascinante! Abriu-se agora este vasto leque de oportunidades, o que me dá esperança no futuro. Participante de Leiria
Sinto-me livre cá dentro.
Participante de Castelo Branco

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Resultados globais
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