DEYVSON FERREIRA OLIVEIRA WELITON FERREIRA DE SOUZA

PROJETO DE PESQUISA INFLUÊNCIA DO MEL NO PROCESSO FERMENTATIVO

Votuporanga – Tecnologia na produção de açúcar e álcool - SP

2

09/2011

SP 09/2011 . Votuporanga – Tecnologia na produção de açúcar e álcool .3 DEYVSON FERREIRA OLIVEIRA WELITON FERREIRA DE SOUZA PROJETO DE PESQUISA INFLUÊNCIA DO MEL NO PROCESSO FERMENTATIVO Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Especialização em Química Tecnologia na Produção de Açúcar e Álcool. como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Processo Industrial Sucroalcooleiro. da UNIVEV / SOMAY.

........... 04 2 OBJETIVOS........... 18 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO............................................................ 21 ..............................................................4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..................................... 19 7 EXIQUILIDADE.............................................................. 06 2.................. 08 METODOLOGIA............................. 06 3 JUSTIFICATIVA................................................................................................................................................................................................................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................................................................................................... 20 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................ 06 2...................................... 07 4 5 FUNDAMENTAÇÃO.............................................................................1 OBJETIVO GERAL............................................................................................

sendo mais usada em praticamente toda indústria por ser mais viável economicamente. é uma substância orgânica obtida da fermentação de açúcares. bem como na indústria de perfumaria. por ter sua produção economicamente viável. simplesmente álcool. seja por motivos tecnológicos ou pelo rendimento apresentado. hidratação do etileno ou redução a acetaldeído. Sendo produção de etanol via fermentação. 2003). permitiu o surgimento de motores especialmente desenvolvidos para funcionar com etanol hidratado.5 1 INTRODUÇÃO O etanol é o mais comum dos álcoois. o etanol é o que ocupa maior destaque na atualidade. sustentada na utilização de biomassa de origem agrícola e renovável (WIKIPÉDIA 2011). A utilização de etanol no Brasil como biocombustível encontrou seu ápice na década de 70. o que não ocorre com os demais. O desenvolvimento da engenharia nacional. Os álcoois são compostos que têm grupos hidroxilo ligados a átomos de carbono sp 3. os carros a etanol . No Brasil. tal substância é também muito utilizada como combustível de motores de explosão. Podem ser vistos como derivados orgânicos da água em que um dos hidrogênios foi substituído por um grupo orgânico. em 1979. A maior diferença ambiental do álcool está em sua origem renovável (FILHO. Em 1984. que surgiu devido à crise internacional do petróleo (SOUZA. vinho e aguardente. Dentre os bicombustíveis existentes. 2007). encontrado em bebidas como cerveja. após o segundo choque do petróleo. O etanol (CH3CH2OH). O governo brasileiro com grandes investimentos apoiados pelo Banco Mundial possibilitou a ampliação da área plantada com cana-de-açúcar e a implantação de destilarias de etanol (ÚNICA 2011). na linguagem corrente. com a criação do programa Proálcool. constituindo assim um mercado em ascensão para um combustível obtido de maneira renovável e o estabelecimento de uma indústria de química de base. também chamado álcool etílico e.

Os antibióticos microbiocidas são específicos. estes podem sobreviver durante o processo industrial de produção do etanol. sendo que o grau de pureza de cada molécula depende do refinamento do processo seqüencial de purificação. 2003). passando pelos trocadores de calor. Eles podem ocasionar perda de açúcar significativa e intoxicação das leveduras (OLIVA NETO e YOKOYA. A indústria sucroalcooleira faz uso de métodos tradicionais para o tratamento do caldo de cana-de-açúcar fermentado. E depois a produção não parou mais de subir. até a chegada às dornas de fermentação. com o objetivo de reduzir sua carga microbiana contaminante. A sensibilidade das bactérias contaminantes frente a novos agentes antimicrobianos tem sido largamente estudada (CHERUBIN. com uso cada vez mais comum de mel na alimentação das leveduras verifica de certa forma inconveniente para fermentação. A degradação de sacarose e a de ácido lático e acético são os maiores prejuízos causados pela contaminação bacteriana. . com ação seletiva sobre as principais bactérias contaminantes da fermentação.6 passaram a responder por 94. Mesmo o Brasil sendo um grande produtor de etanol. neste processo ainda existe problemas que diminuem o rendimento etanólico com a contaminação da fermentação por microrganismos. 1995). O conhecimento do processo fermentativo é fundamental na busca por aprimoramento. preconizando o uso de antibióticos e de ácido sulfúrico concentrado. já que toda a produção do álcool ocorre por esta via. mesmo após o tratamento térmico do caldo. . onde existe um expressivo aumento da população bacteriana (ALCARDE.4% da produção das montadoras instaladas no Brasil (ÚNICA). A maioria dos princípios ativos empregados na indústria do etanol é obtida do metabolismo de microrganismos selecionados. Atualmente. 2001).

7 2 OBJETIVOS 2. no controle do pH. . consumo de ácido sulfúrico.  Influência da contaminação bacteriana metabolismo da sacharomyces cerevisae (levedura) e viabilidade celular. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Avaliar influência direta da utilização do mel no consumo de ácido sulfúrico e na variação do pH. viabilidade celular e contaminação bacteriana no rendimento da destilaria.  Os mecanismos de defesa da levedura frente às alterações causado pelo mel final.1 OBJETIVO GERAL Entender a influência do mel final ou melaço na composição do mosto para alimentação da levedura (saccharomyces cerevisaie).

. interfere no processo fermentativo. com isso ajudaremos a reduzir custos e melhorando a eficiência do processo.8 3 JUSTIFICATIVA Ao realizar esta pesquisa estaremos entendendo como mel final ou melaço.

está confuso!!!) Figura 1. por ser um organismo vivo com várias funções múltiplas e podendo alterar a estequiometria da fermentação devido a alteração do processo. (melhorar. pelo fato da mesma ter sido obtida através de melhoramento genético para se melhor adequar as necessidades do processo industrial. Podendo interferir até certo limite em nosso favor neste mecanismo. al. Observa-se que mesmo conhecendo a bioquímica e fisiologia a mesma é negligenciada em favor da produção industrial. pela facilidade de obtenção em grandes quantidades. ou seja.. como as leveduras de panificação. as destilarias brasileiras tem como prática iniciar os processos fermentativos com uma determinada levedura. como a saccharomyces cerevisaie (manter em itálico e a primeira letra maiúscula).9 4 FUNDAMENTAÇÃO Segundo AMORIM et. ou ainda. seja pela tradição de seu uso. A fermentação é um processo biológico conduzida por levedura (saccharomyces cerevisaie) em que há a transformação de açúcares em etanol (álcool). a qual se desenvolve em condições de anaerobiose. em ausência de oxigênio. (1996). Principais rotas metabólicas da Levedura ceresivae) (Sacharomyces ..

para novamente ser enviado à dorna de fermentação. a qual objetiva metabolizar anaerobicamente o substrato para gerar energia na forma de ATP (Adenosina Trifosfato). 1). CO 2(gás carbônico). glicerol. Em seguida é feito o tratamento do fermento com ácido sulfúrico e quando necessário adiciona-se antibiótico e nutriente. É importante que a dorna tenha passado pelo processo de assepsia. Este processo baseia-se na separação da levedura do vinho através de centrífugas. Então o mosto é adicionado necessitando-se manter sempre constante a concentração de açúcar. Toda vez que forem citar figura no texto devem escrever por exemplo (Figura 1) O processo fermentativo utilizado neste estudo é amplamente empregado nas indústrias sucroalcooleiras (Melle-Boinot). substrato (açúcar) será a formação fracionada de etanol. Pode-se observar que o CO 2 e etanol são produtos de excreção (Fig.10 A estequiometria do processo com a matéria prima. Esta molécula contém ligações de fosfato de alta energia e é o veículo da energia interna de açúcar transferindo esta para a construção de novas células. ácidos orgânicos (maior proporção ácido lático). 2). e outros produtos em menor porcentagem produzidos pela levedura. . ou seja. ou a realização do trabalho celular e diversas atividades fisiológicas (excreção e absorção e entre outras) e biossíntese essencial para manutenção da vida para perpetuar a espécie. A produção de álcool industrial não é o objetivo da levedura. para a recuperação do levedo alcoólico (Fig. biomassa.

4. portanto a complexidade das operações da planta. mas também no controle da floculação. prática exigida no processo clássico.2 a 5. Porém o uso excessivo de ácido sulfúrico durante o tratamento do . Entretanto este processo tem a desvantagem de ser mais demorado pelo fato de ter fases de limpeza e partida.Economia de açúcar devido à menor reprodução celular elevando o rendimento em etanol. . embora tenha papel fundamental na acidificação do meio. durante uma a duas horas. de fórmula molecular H 2SO4.. Em pH de 1. (arrumar a frase e colocar junto com a frase anterior) Ácido Sulfúrico é um ácido forte. diminuindo. O pH e um fator de grande importância devido a sua importância tanto no controle da contaminação bacteriana quanto ao seu efeito sobre o crescimento da levedura. uma vez que lava (cheque se podemos utilizar este termo) a parede celular da levedura. de modo a tornar o meio desfavorável para as bactérias.5. Sistema de batelada com reciclo: Melle-Boinot É importante que nas figuras sejam citadas de onde foram retiradas.Eliminação de contaminantes pela centrifugação do vinho (separação de células de levedura).. taxa de fermentação e formação de subprodutos. mas seu papel não se resume somente no controle microbiano.Fonte: ALMEIDA (1960) descreve as seguintes vantagens deste processo: . . .Eliminação da necessidade de cultura pura no preparo do pé-de-cuba.8 a 3. desta forma a fermentação inicia com valores de pH baixos e finaliza com pH em torno de 4. Ele possui alto poder corrosivo.11 Figura 2.Fermentação mais pura devido ao tratamento do leite de levedura (tratamento ácido). Com o objetivo de amenizar o estresse ocasionado pelo processo de fermentação é realizado o tratamento do fermento que consiste da diluição do creme de levedura com água e a aplicação de ácido sulfúrico (que tem seu controle ajustado pelo pH – aqui é importante citar qual pH teremos no controle).

conforme demonstrado na equação 1. especialmente os preparados com melaço. Fermentações conduzidas em meios mais ácidos resultam em maiores rendimentos de etanol. ao mesmo tempo em que reduz a contaminação bacteriana.5. sendo o primeiro mais problemático do que o segundo para a fermentação alcoólica. Os caldos de cana fermentam sem correção de acidez. Entretanto. em pH 5. utilizam-se como matérias primas o melaço e o caldo. durante aproximadamente uma hora. Os valores de pH dos mostos industriais geralmente se encontram na faixa de 4. Nas usinas que tem a produção de álcool acoplado à fabricação de açúcar. que o pH influencia de forma direta na formação de subprodutos. fermentações alcoólicas desenvolvem-se bem em níveis mais elevados de pH. pois tem maior nível . (devemos colocar essa frase onde falamos do tratamento do fermento).8 (LIMA. (não utilizamos observe.9.0 (isso já foi dito anteriormente). em substratos de alto poder tampão.8 a 5. com a conseqüente redução da produção de glicerol. portanto. faz-se seu tratamento com ácido sulfúrico em pH de 2.0 a 3. As fermentações se desenvolvem numa ampla faixa de valores de pH. com boa capacidade tamponante.2 a 6. pelo fato de restringir o crescimento do fermento.5 a 4. dizemos que as células de leveduras estão em equilíbrio. A fermentação alcoólica inicia-se com valores de pH baixos. visando a redução da carga microbiana. No processo de fermentação com reutilização da levedura. Durante este processo.5 a 5.12 fermento causa estresse na levedura e pode intensificar a queda da viabilidade celular resultando em uma série de dificuldades operacionais. a célula de levedura absorve o H + obtido da dissociação do ácido sulfúrico em água. como os melaços.2. em pH natural que varia de 5. 2001). Observase. temos que citar a equação com o número dela) (Equação 1) Quando esta relação ocorre em regime harmônico. sendo adequada entre 4 e 5. finalizando com valores de 3.

a capacidade tampão de uma solução é definida como a quantidade de matéria de um ácido forte ou uma base forte necessária para que 1.13 de esgotamento de sacarose. colocar Tabela em maiúsculo e citar a numeração dela). ou seja. Por esta razão torna-se necessária a adição de diferentes quantidades de ácido sulfúrico por m 3 de pé-de-cuba para obter o pH desejado. 1996 CALDO 5. ANO MOSTO CONSUMO DE ÁCIDO SULFÚRICO FONTE: USINA CORURIPE FILIAL ITURAMA Utilização de mel residual na composição do mosto é elevada. reagem quantitativamente com as espécies básicas e ácidas presentes.Vocês devem colocar um título para a tabela. (eu retiraria tudo que se refere a tabela e esta frase para utilizarmos no resultado e discussão do trabalho e não no projeto). a habilidade desta solução resistir a mudanças de pH frente a adições de um ácido ou de uma base.70 kg / m³ .30 kg / m³ 2002 CALDO + 2 MASSAS 14. 1996).79 kg/m³ 2008 CALDO + 3 MASSAS 13. qualitativamente. Essa prática está se tornando bastante comum. uma vez que a recuperação da sacarose aumenta na fábrica de açúcar. (eu aumentei com essa frase) Como pode ser visto na tabela abaixo (também devemos citar Tabela 1. respectivamente. há uma elevação no consumo de ácido sulfúrico.00 L de solução tampão apresente uma mudança de uma unidade no pH (Skoog et al. tendo como conseqüência direta o poder tampão exercido pelo alto pH do mel. Quantitativamente. que incorporando mel na composição do mosto. A razão fundamental de uma solução tampão resistir à mudanças de pH resulta do fato de que íons hidroxônio ou hidroxila quando adicionados a este tipo de solução. A capacidade tamponante de uma solução tampão é.. originando o ácido fraco e a base fraca. Tabela 1 .

Na condição de estresse para as leveduras o ambiente é favorável para as bactérias. A conseqüência direta desta situação de estresse é a queda na vitalidade celular e posteriormente a morte das células de leveduras nos ciclos fermentativos seguintes. Estes danos. Se esta relação for maior do que 2. (aqui está confuso. principalmente as do gênero Lactobacillus.0 significa um estado crítico em termos de morte das células de leveduras. A relação que permite um bom equilíbrio durante o tratamento ácido do fermento está descrito conforme a equação 2. causando uma perda na vitalidade celular. associados as . Estas bactérias acabam dominando o processo fermentativo. Tem a facilidade de penetrar na membrana protetora da levedura e entrar na estrutura interna diretamente por difusão simples. quantidades em excesso de H + ficam disponíveis no meio. ou seja. Estas bactérias apresentam resistência a altas temperaturas e pH baixos e sua habilidade de crescimento é rápida. 1971). na presença de glicose no meio. Nesta condição. Leveduras e bactérias láticas são freqüentemente encontradas juntas nos ecossistemas naturais e podem competir pelos mesmos nutrientes (ALEXANDER. gerando uma sobrecarga nas reservas energéticas. O aumento de vinho no pé-de-cuba. quem tem facilidade?) Os ácidos causam danos em seus processos celulares além de influenciar a sensibilidade da levedura ao etanol. fazendo com que a levedura excrete mais K +.14 O acido lático produzido pelas bactérias aumenta consideravelmente a acidez prejudicando a levedura. uma vez que a contaminação bacteriana é a maior causa de redução na produção de etanol durante a fermentação por Saccharomyces cerevisiae. menor concentração de levedura pelas centrifugas. devido ao incremento no poder tampão. resulta no aumento do consumo de ácido sulfúrico no tratamento.

50 0. Muitos nutrientes também deixam de ser aproveitados pela levedura. (também podemos fazer citações dessa forma) a redução no rendimento fermentativo devido à presença de bactérias láticas é óbvia. arquivos técnicos. O mel final utilizado na fermentação é proveniente da produção de açúcar. pois. 2009) – se optar pela citação da forma que está acima tem que tirar essa última. que ocasiona a redução na velocidade de fermentação.80 0.79 0. 2003). aumento de fundo de dorna.77 0.00 4.50 5. isto é. dificuldades do tratamento ácido do creme de levedura. além de reduzir a eficiência das centrífugas e dos antimicrobianos utilizados (SOUZA.50 4.00 3. cristalizador ou bombeamento.00 5.15 altas concentrações de açúcar utilizadas na fermentação podem fazer com que a levedura tenha uma queda na vitalidade celular e posteriormente a morte das células de leveduras nos ciclos fermentativos seguintes. queima de açúcar no evaporador. FONTE: ELANCO. então se diz que o melaço está esgotado e a pureza deste depende principalmente do conteúdo de água. Segundo Souza (2009). vácuo. Verifica-se que pureza baixa e brix muito alto favorecem acidez alta e caramelização. quando uma molécula de glicose é convertida em duas de ácido lático e resultam em duas moléculas de etanol que deixaram de serem produzidas pelas leveduras. a taxa de cristalização torna-se mais baixa até atingir um ponto em que não se pode mais cristalizar a sacarose a uma dada temperatura. duas moléculas de álcool deixaram de ser produzidas pela levedura. À medida que ocorre a cristalização do açúcar do mel final. De fato ocorre a redução no rendimento fermentativo pelas bactérias láticas. RECUPERAÇÃO 0.75 0. quando uma molécula de glicose é convertida em duas de ácido lático.81 . além de inconvenientes como entupimento de tubulações. Na tabela abaixo mostra como a recuperação de açúcar aumenta a acidez do mel final.76 FÁBRICA ACIDEZ 3. pois são desviados para a multiplicação bacteriana (CHERUBIN. outro problema causado pela presença de bactérias contaminantes é a floculação. Além do mais. O ácido lático mostrou ser a substância com maior grau de toxicidade para as células de leveduras e conseqüentemente sendo a substância que mais interfere no rendimento da fermentação.

tais como: ácidos orgânicos. pode servir de agente inibidor da fermentação . Os ácidos fenólicos e orgânicos são provenientes da destruição térmica de açúcares redutores durante o processo de fabricação de açúcar.16 O mel apresenta muitos compostos sendo em sua maioria indesejáveis para a fermentação. conforme a tabela abaixo (colocar numeração) demonstra que quanto maior a utilização de mel na composição fica mais visível esta rota metabólica (citar a figura que tem essa rota metabólica). ácidos fenólico. processo. Ele pode ser utilizado como única fonte de carbono sob condições aeróbicas e pode tratar-se. matéria em suspensão e outros. Este mecanismo de defesa da levedura. O mel além de carregar os produtos dessas alterações que também é proveniente do (melhorar a idéia) Estes compostos inibitórios. inseridos no mosto para alimentação da levedura atuam diretamente na conversão do açúcar em álcool. por outro lado. Também pode-se verificar que os mesmos podem causar um fenômeno conhecido como efeito tampão. demonstraram que uma diminuição da pureza do mel final. A cana-de-açúcar já sofre alterações antes mesmo de ser esmagada na usina. Um estudo da ELANCO em (deve ser citada a data que foi feito o estudo). . 1997). de um subproduto quando glicose ou outros açúcares facilmente fermentescíveis são convertidos em etanol (NEVOIGT e SATHL. teores elevados de sais de cálcio e magnésio (CaX 2 e MgX2). eleva o índice de glicerol no meio. O glicerol está envolvido no metabolismo Saccharomyces Cerevisiae de diferentes formas.

No entanto.92 70 4.55 2.25 2.15 50 3. arquivos técnicos.20 3. redução no teor alcoólico. MEL % ART/ART GLICEROL % MOSTO FERMENTADO 40 3. e como mais recentemente observado.50 3. que afeta TEOR ALCOOLICO GLICEROL 7.25 7.17 Figura 3. arquivos técnicos. é a diretamente o rendimento da destilaria. A conseqüência direta disto. Formação de (glicerol e dos ácidos orgânicos). o glicerol pode também ser formado em decorrência de estresses físico.07 FONTE: ELANCO. .00 8.54 60 3.30 80 4.87 8.13 8. químico.85 3.75 9. microbiologicamente.68 90 5.90 2.62 FONTE: ELANCO.

92 4.67 FONTE: ELANCO.36 4.18 Isto demonstra como é importante ter um equilíbrio entre a produção de açúcar e álcool para não afetar o rendimento industrial.27 5. aumento na acidez verifica uma elevação na floculação e na carga microbiana.50 27. arquivos técnicos.50 16.49 4.00 62.00 5. causando uma queda significativa no rendimento alcoólico e também na viabilidade das leveduras (ALTHERTUM. verifica-se que as leveduras interagem entre si para formação da floculação devido ao excesso de íons de cálcio. porque temos que melhorar a discussão dela) ACIDEZ MEL VINHO BAST/ML 3.60 14. Apesar dos transtornos gerados pela floculação das leveduras devido a bactérias indutoras da floculação na indústria sucroalcooleira. aumentando o tempo de fermentação. Formação da floculação representa a resposta de mudanças do ambiente como a contaminação bacteriana ou também estratégia de sobrevivência em condições desfavoráveis pela levedura. não existem ainda métodos de controle industrial para caracterizar e monitorar estes agentes (LUDWIG et al.20 23.90 18.30 9. Com o aumento da floculação há um aumento da acidez do “vinho” (mosto fermentado e centrifugado).88 4. A floculação reduz a superfície de contato entre a levedura e o meio. Nas fermentações que se utiliza mel no mosto.66 5.49 4.. ACIDEZ MEL FLOCULAÇÃO 4.50 78.80 5.05 .00 1.50 47. 2001).10 3. Conforme observa nas tabelas abaixo. ENTRETANTO DEVE SER MELHORADA A DISCUSSÃO DAS TABELAS.00 31. 1984). PODEMOS UTILIZAR ESSES DADOS TAMBÉM PARA DISCUSSÃO DO TRABALHO. (melhorar essa idéia – eu também retiraria esta tabela abaixo.23 5.

.19 FONTE: ELANCO. arquivos técnicos.

5 METODOLOGIA O seguinte projeto será desenvolvido através do estudo de artigos publicados. dados coletados de empresas do setor sucroalcooleiro. trabalhos de teses. além de manuais do processo produtivo. . empresas fornecedoras de matéria prima. órgãos especializados no setor.

6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO 2011 AGO ATIVIDADE JUL 2012 AGO MAR ABR MAI JUN JUL SET OUT NOV DEZ FEV SET OUT NOV DEZ JAN Elaboração do projeto de pesquisa Coleta de dados Análise de dados Pré correção Correção final Apresentação Quadro 1 – Cronograma de atividades para o projeto de pesquisa sobre Influência do mel no processo fermentativo. .

7 EXIBILIDADADE O projeto de pesquisa se apresentar um bom resultado pode ser executado por qualquer empresa que assim desejar. .

J. J. 1994. 1981a. Nolasco-Junior. Cadernos Copersucar 1983.C. álcool e subprodutos 2003. J. 1994. V. 2001.. J. CTC. p: 40-46. 1996.. CTC.A. ALVES. YOKOYA. Fatores que afetam a formação de ácidos orgânicos. F. CTC. 2003.. D. A. R. p. Stupiello. Seleção de linhagens de Saccaromyces cerevisiae floculantes e linhagens não produtoras de H 2S e sua influência na qualidade da cachaça . Belo Horizonte: Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais. E.) Produção de cachaça de cana-de-açúcar. C. M. R. RT-674-93. Universidade de São Paulo. (Tese. CTC. Considerações sobre tratamentos de caldo de cana para fermentação alcoólica. Finguerut. Horii. 251 f. 45-57. Programa de Controle Mútuo Agrícola e Industrial. Lavras: UFLA. Efeito da população de bactérias na floculação de leveduras isoladas de processos industriais de fermentação alcoólica. G. ALCARDE. bem como outros parâmetros da fermentação alcoólica . Fermentação alcoólica. J.8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SILVA. Álcool e Açúcar. In: CARDOSO.G. Nº3.P. RT-764-95/96..L. Programa de controle operacional da fermentação alcoólica (1997). M. CASTRO. Mestre em Ciência de Alimentos). Projeto floculação-fase I-caracterização e proposta de um índice de floculação. Nolasco-Junior. . Manual de controle microbiológico da usina de açúcar e álcool. Balanço de bactérias na fermentação alcoólica.. H. Piracicaba. Pereira-César. 2005a. Finguerut.. (Ed. SCHWAN. STAB: Açúcar. Dissertação (Mestrado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas)–Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.F. 1993. 99p. J.