Normas de Conduta Exemplos e Perguntas Frequentes

ÍNDICE
I_ PREÂMBULO_ pág. 3 II_ PROPÓSITOS DO CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA_ pág. 4 III_ ENQUADRAMENTO_ pág. 4 IV_ MISSÃO, VISÃO E VALORES DA ANA_ pág. 5 V_ PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA_ pág. 6 VI_ RELAÇÕES COM OS VII_ INTERDIÇÕES EXPLÍCITAS_ pág. 21

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Posteriormente. Com isso aumenta-se a motivação. é importante que a ANA possua o seu Código de Ética e Conduta. o qual não só elenca os princípios pelos quais a Empresa se orienta. certamente. numa Empresa norteada por princípios é mais raro que surjam dúvidas sobre o que deve ser feito. o Conselho de Administração pretende clarificar os valores da Empresa. para que a ANA seja crescentemente guiada por atitudes e princípios éticos. tornando claro para todos o que está certo e o que está errado. por forma a que a ANA se torne cada vez mais capaz de corresponder àquilo que a comunidade dela espera. porque eles proporcionam uma base sólida sobre a qual assenta a nossa unidade de pensamento e de acção. Uma Empresa ética é uma Empresa cujos colaboradores se habituaram a pensar e a agir eticamente. de um processo de mudança difícil e prolongado. Ao tomar a iniciativa de elaborar o presente Código de Ética e Conduta. ou seja à medida que se revelam úteis para ajudar a ANA a fazer face aos desafios contemporâneos. Face às mais variadas circunstâncias do dia a dia. Ideias fortes de negócio. É tarefa de todos nós transformar em acção esses princípios. embora se tivesse transformado numa Empresa com autonomia de gestão. estimula-se o espírito de corpo e. Logo. um dos mais valiosos activos que possuimos. reduzindo-se o desperdício. uma Empresa não se torna ética pelo mero facto de promulgar um código. um Código de Ética é condição necessária. complementarmente. dado que todos sabem distinguir o certo do errado.I_ PREÂMBULO As empresas fortes assentam em ideias fortes. Por que é tão essencial para a ANA a clarificação dos seus valores? Por um lado. nesta nova fase da sua existência em que está a entrar. como define os padrões de comportamento que todos os seus colaboradores devem respeitar e fazer respeitar. por outro. de reforçar os valores de dedicação ao cliente e de orientação para os resultados e de desenvolver valores de espírito competitivo e de inovação. mas também sólidos princípios éticos entranhados na sua conduta quotidiana. no termo do qual tanto a Empresa genericamente considerada como cada um dos seus colaboradores se encontrarão mais fortes. por conseguinte. O Conselho de Administração 3 . continuou a actuar sem concorrência. também se consegue maior eficiência. A ANA teve origem na administração pública. Por todas essas razões. Uma tal transformação não ocorre por decreto. Naturalmente. Trata-se. mas não suficiente. porque os valores alicerçam a reputação da Empresa. Necessita agora. Entranha-se progressivamente na organização à medida que as novas atitudes e comportamentos comprovam a sua adequação às circunstâncias presentes. A rápida alteração das circunstâncias externas nos anos recentes impõe a clarificação e actualização dos valores da Empresa.

directores. em geral. b) Reforçar o sentimento de cultura partilhada assente em princípios. porém. 4 III_ ENQUADRAMENTO ÂMBITO Para efeitos do presente Código de Ética e Conduta entendese por colaboradores todos os membros dos órgãos sociais. c) Estimular os colaboradores da Empresa a questionarem-se sobre se aquilo que habitualmente fazem estará de acordo com os valores da Empresa. COMISSÃO DE ÉTICA Será criada uma Comissão de Ética destinada a acompanhar a implementação do Código e a elaborar recomendações sempre que ocorram situações controversas. no âmbito da sua actividade. . As normas do Código de Ética e Conduta da ANA obrigam igualmente os trabalhadores a prazo e todos aqueles que prestem serviço à Empresa a título permanente ou ocasional. quadros e.II_ PROPÓSITOS DO CÓDIGO DE ÉTICA E CONDUTA Os propósitos deste Código podem ser assim sintetizados: a) Tornar conhecidos de todos os colaboradores os valores que norteiam a Empresa e as normas de conduta que devem adoptar no dia a dia. Não se exclui. e) Consolidar as relações da Empresa com os seus múltiplos stakeholders. Os colaboradores reportarão a essa Comissão para esclarecimento de dúvidas quanto à aplicação do presente normativo a casos concretos. d) Estabelecer critérios de hierarquização dos valores e das regras de conduta por forma a reduzir o potencial de conflito de interesses na tomada de decisões. ACTUALIZAÇÕES O presente Código será objecto de revisões ou actualizações sempre que o Conselho de Administração o entender necessário. todos os trabalhadores da ANA e empresas participadas. a possibilidade de as participadas adoptarem. normas de conduta próprias em complemento das presentes.

social e cultural das regiões em que se insere. Desenvolvimento dos colaboradores_ Empenho no crescimento profissional e pessoal próprio e dos demais. ligando Portugal ao mundo e contribuir para o desenvolvimento económico. Espírito competitivo e inovador_ Esforço de melhoria contínua assente na abertura de espírito e na criatividade ao nível das práticas de gestão. assegurando um desempenho fundado na confiança dos parceiros e clientes e orientado para a rendibilidade e sustentabilidade. as comunidades nacional e local. VISÃO E VALORES DA ANA A actividade da ANA é guiada pela sua declaração de Missão. o accionista e os parceiros internos e externos. assumir parcerias. VISÃO Posicionar a ANA como gestor aeroportuário de reconhecida competência. Espírito de equipa_ Comunicar. Oferecer aos seus clientes um serviço de elevada qualidade. VALORES Dedicação ao cliente _ Toda a actividade da Empresa é orientada pelo propósito de servir os clientes atendendo às suas necessidades e preocupações. Visão e Valores. criando valor para os accionistas e assegurando elevados níveis de qualificação profissional e motivação dos seus colaboradores. profissionalismo e integridade no relacionamento com os clientes. Orientação para os resultados_ Empenho e diligência na realização de metas ambiciosas 5 MISSÃO Gerir de forma eficiente as infra-estruturas aeroportuárias a seu cargo. partilhar. entender o trabalho individual como parte do todo.IV_ MISSÃO. informar. cujo entendimento é indispensável para a compreensão dos princípios éticos que norteiam a Empresa. Responsabilidade_ Rigor. .

decisões. b) Aplicar os padrões de segurança e qualidade em vigor na Empresa.V_ PRINCÍPIOS GERAIS DE CONDUTA O presente capítulo trata dos princípios gerais de conduta genericamente aplicáveis a todas as áreas de actividade da Empresa. actividades e resultados da Empresa à sua guarda. n) Assegurar a adequada defesa do interesse da Empresa num quadro geral de rigor e profissionalismo. actuar pró-activamente e agir com responsabilidade em todas as situações. Em particular. financeiro. 6 . designadamente promovendo o seu bom nome e reputação. observando as regras de um saudável relacionamento cordial. h) Valorizar o espírito de iniciativa. em vez de ignorá-los ou ocultá-los. assegurando que é exclusivamente utilizado para as finalidades a que se encontra destinado. cumprindo as disposições legais e regulamentares em vigor. os colaboradores da ANA deverão pautar o seu desempenho pelos mais elevados padrões de integridade e honestidade pessoais. o mérito individual e a diligência na prossecução dos objectivos. o) Preservar a confidencialidade das informações sobre projectos. c) Proteger e preservar o património físico. m)Partilhar a informação e o conhecimento com vista à melhoria do desempenho colectivo. devem os colaboradores da Empresa: a) Actuar de forma a assegurar a continuidade da operação e a prossecução da Missão da Empresa. f) Focalizar as atenções no cumprimento dos objectivos definidos. intelectual e informativo da Empresa e o colocado à sua guarda. i) Cumprir e fomentar o cumprimento dos procedimentos estabelecidos pela organização. no contexto da sua orientação para resultados sustentáveis. sempre que forem chamados a representá-la nas suas relações com instituições externas. A ANA orienta a sua actuação por valores de dedicação ao cliente. j) Agir com abertura de espírito e disponibilidade para aprender com os erros. g) Assumir riscos controlados. responsabilidade. não as transmitindo a terceiros se não estiverem autorizados para tal. l) Contribuir para assegurar um bom ambiente de trabalho e cooperação entre todos. e) Fazer prevalecer em todas as situações o bem público pelo qual compete à Empresa zelar. No exercício das suas funções. respeitoso e profissional. d) Tomar as medidas apropriadas para impedir práticas que consubstanciem violações dos princípios éticos da Empresa. espírito de equipa. k) Actuar com lealdade para com a Empresa. espírito competitivo e inovador. desenvolvimento dos colaboradores e orientação para os resultados.

Devem ser recusados? Resposta 1: Os presentes devem ser recusados se houver razões para acreditar que. deve chamar a atenção das pessoas responsáveis pela prevaricação. deve comunicar o facto à sua chefia. os fornecedores pretendem influenciar decisões a seu favor. s) Respeitar e fazer respeitar os princípios de protecção ambiental pelos quais a Empresa se rege. Questão 1: Pelo Natal alguns fornecedores enviam presentes. Que devo fazer? 7 Resposta 2: Antes de mais. em resultado de benefícios pessoais pecuniários ou outros daí decorrentes. q) Combater o boato e a desinformação. . Questão 2: Tomo conhecimento de que as normas de segurança da Empresa estão a ser desrespeitadas num qualquer domínio. ofertas e convites de entidades terceiras sempre que. Se a situação persistir. t) Recusar prendas. r) Comunicar à hierarquia quaisquer situações de conflito de interesses que possam inibir a observância rigorosa das normas de conduta. A segunda obrigação é alertar a hierarquia para a eventual existência de falhas de comunicação que propiciam a receptividade ao boato. Questão 3: Um assunto que preocupa as pessoas motiva o lançamento de boatos dentro da Empresa. Que fazer? Resposta 3: A primeira obrigação de qualquer colaborador é não colaborar na difusão dos boatos. desse modo.p) Fazer prevalecer o interesse geral da Empresa sobre os interesses particulares de cada um e de cada órgão de estrutura. a isenção das suas decisões ao serviço da Empresa possa ser ou aparente ser prejudicada por esse facto. principalmente quando for evidente a intenção de denegrir pessoas ou órgãos da Empresa.

VI_ RELAÇÕES COM OS O presente capítulo especifica os princípios e as normas de conduta aplicáveis ao relacionamento com os diversos stakeholders da Empresa. Chamamos stakeholders às partes interessadas no desempenho da Empresa e no meio ambiente na qual ela opera. As próximas secções tratam separadamente das normas de conduta aplicáveis a cada um deles. Consideraremos separadamente os seguintes: _ Os passageiros _ As companhias de aviação _ Os clientes não-aviação _ Os clientes da área de carga _ Os parceiros _ Os fornecedores _ Os colaboradores _ Os accionistas _ As outras empresas do sector _ As entidades públicas _ As comunidades locais _ Os órgãos de comunicação social A cada um destes stakeholders corresponde um relacionamento que coloca problemas éticos particulares. 8 .

Pergunta 2: Pode alguém responsável pelo atendimento ao público realizar chamadas particulares no local de trabalho? Resposta 2: É errado colocar as conveniências pessoais à frente da obrigação de prestar ao público um serviço competente e diligente. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. 11. 2. comunicando simultaneamente a iniciativa à sua chefia. Auscultação periódica do grau de satisfação com os serviços prestados pela Empresa e seus parceiros. Sensibilidade às preocupações dos passageiros. Iniciativa e diligência na resolução dos problemas. Pergunta 3: Posso valer a minha condição de colaborador da ANA para obter um tratamento especial na condição de passageiro? Resposta 3: Os colaboradores da ANA devem ser tratados em igualdade de circunstâncias com os demais passageiros. Postura geral cortês. 10. Garantia de condições exemplares de segurança e protecção. Trato afável e disponibilidade para prestar serviço. 7. . Disponibilização de infra-estruturas que ofereçam boas condições de acessibilidade. 5. 6. Pergunta 1: Um colaborador sem responsabilidades directas no assunto detecta uma falha no serviço aos passageiros. Disponibilização de informação atempada. 9.Facilitação dos procedimentos de apresentação de reclamações e resposta adequada às mesmas num prazo razoável. 8. O que deve fazer? 9 Resposta 1: A sua obrigação é alertar o departamento responsável para o facto.OS PASSAGEIROS Nas relações com os passageiros que recorrem aos serviços prestados pela Empresa. precisa e concisa sobre os serviços prestados.Busca de soluções inovadoras orientadas para a melhoria dos níveis de satisfação. 3. verdadeira. 4. limpeza e ventilação. prestável e profissional. designadamente daqueles que têm necessidades especiais. Preocupação com o conforto e bem-estar dos passageiros.

quando isso possa de algum modo reflectir-se nas suas condições de operação. Auscultação periódica do grau de satisfação com os serviços prestados pela Empresa e seus parceiros. Disponibilidade para incorporar na tomada de decisão as opiniões ou sugestões que possam afectar ou condicionar o relacionamento entre ambas as partes. Postura dialogante em relação aos projectos de investimento estruturantes. . 7. Prestação de informação rigorosa e atempada relativamente a quaisquer perturbações que possam ocorrer no serviço normal. 2. designadamente respondendo com rapidez e flexibilidade em situações especiais ou de emergência. Cooperação tendo em vista tornar mais agradável a experiência de voo dos passageiros de forma segura e pontual. Pergunta 1: Devem as companhias aéreas ser informadas com antecipação dos projectos de ampliação e remodelação em curso nos aeroportos? 10 Resposta 1: Sim. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. 6. 5. 3.AS COMPANHIAS DE AVIAÇÃO Nas relações com as companhias de aviação que utilizam as suas infra-estruturas. 4. Busca de soluções inovadoras orientadas para a melhoria dos níveis de satisfação. mas salvaguardando sempre as reservas de divulgação de informação que a direcção da ANA entenda apropriadas. Igualdade no tratamento sem prejuízo das necessidades particulares de cada uma. 8. Atenção à satisfação das necessidades específicas.

Preocupação com o conforto e bem-estar dos clientes. precisa e concisa sobre os serviços prestados. Busca de soluções inovadoras orientadas para a melhoria dos níveis de satisfação. Trato afável e disponibilidade para prestar serviço. pode a ANA alegar que o serviço não foi prestado por si? 11 Resposta 1: Não. sem prejuízo de exigir responsabilidades ao causador do sinistro. 6. . dado que a ANA foi responsável pela selecção da Empresa licenciada. Disponibilização de informação atempada. 5. designadamente daqueles que têm necessidades especiais.OS CLIENTES NÃO-AVIAÇÃO Nas relações com os clientes não-aviação que utilizam as suas infra-estruturas. verdadeira. Pergunta 2: Pode a ANA. 11. Sensibilidade às preocupações dos clientes. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. em caso de prejuízo causado por uma entidade licenciada a outro licenciado na sua infra-estrutura. Postura geral cortês. Iniciativa e diligência na resolução dos problemas. Auscultação periódica do grau de satisfação com os serviços prestados pela Empresa e seus parceiros. Pergunta 3: Compete à ANA zelar pela segurança contra roubos e actos de vandalismo contra as instalações das entidades licenciadas? Resposta 3: Sim.Facilitação dos procedimentos de apresentação de reclamações e resposta adequada às mesmas num prazo razoável. Disponibilização de infra-estruturas que ofereçam condições adequadas a uma boa prestação do serviço. 4. 9. 2. 10. retardar a respectiva reparação alegando não ser o facto da sua responsabilidade? Resposta 2: A ANA deve assegurar com a máxima rapidez a reparação dos danos causados. Garantia de condições exemplares de segurança e protecção. A ANA deve assumir a responsabilidade pela segurança das pessoas e bens que se encontrem nos espaços aeroportuários sob sua gestão. Pergunta 1: Perante a reclamação de um utente do aeroporto relativa a qualquer serviço prestado por uma entidade licenciada. 3. 7. prestável e profissional. 8.

a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. Contudo. Igualdade no tratamento sem prejuízo das necessidades particulares de cada um. 2. bem como diligenciar junto da PSP (ou entidade privada) com vista à manutenção da disciplina naquela área. Pergunta 1: A ANA tem alguma responsabilidade pela indisciplina do parqueamento auto que serve o terminal de carga? 12 Resposta 1: Como entidade gestora. cabe-lhe promover as acções necessárias junto dos handlers e da PSP tendo em vista a supressão das debilidades identificadas. Atenção à satisfação das necessidades específicas. 6. 7. Postura dialogante em relação aos projectos de investimento estruturantes. Disponibilidade para incorporar na tomada de decisão as opiniões ou sugestões que possam afectar ou condicionar o relacionamento entre ambas as partes. Prestação de informação rigorosa e atempada relativamente a quaisquer perturbações que possam ocorrer no serviço normal. 5. . Auscultação periódica do grau de satisfação com os serviços prestados pela Empresa e seus parceiros. a ANA deve assegurar que existam áreas adequadas para o parqueamento de viaturas. Busca de soluções inovadoras orientadas para a melhoria dos níveis de satisfação. designadamente respondendo com rapidez e flexibilidade em situações especiais ou de emergência. Pergunta 2: A ANA é responsável em caso de danificação ou roubo de mercadorias? Resposta 2: Não. enquanto entidade gestora. 3.OS CLIENTES DA ÁREA DE CARGA Nas relações com os clientes carga que utilizam as suas infraestruturas. 4.

tendo em vista a prestação de um serviço de qualidade aos clientes. É mais importante trabalhar em cooperação com os parceiros para resolver os problemas do que apontar o dedo aos culpados. Co-responsabilização no compromisso de qualidade e serviço excelentes. deve ser dado conhecimento à respectiva chefia da existência de um conflito de interesses. Orientação para resultados. deveremos desculpar a ANA remetendo os clientes para esse parceiro? Resposta 2: Os nossos clientes tendem naturalmente a responsabilizarnos pelo desempenho dos parceiros. 7. da transparência. Observância dos princípios e normas de conduta estabelecidos pelo presente Código. 5. da neutralidade e da equidade. Partilha de toda a informação indispensável à optimização da prestação de serviços. daí resultando o dever de acordar com eles padrões de qualidade de serviço e de vigiar pelo seu cumprimento. 3. Pergunta 2: Se algo correr mal e soubermos que a culpa é imputável a um parceiro. 6. Rigor e profissionalismo na selecção dos parceiros e na avaliação do seu desempenho. Caso ocorram. 2. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. Tratamento assente nos princípios da boa fé.OS PARCEIROS Nas relações com os diversos parceiros que diariamente operam nos seus aeroportos. 4. Pergunta 1: Posso estar envolvido num processo de decisão relativo a uma Empresa parceira propriedade de um familiar meu? 13 Resposta 1: Situações desse tipo devem ser evitadas. . Cooperação leal assente no princípio da delimitação rigorosa das responsabilidades específicas de cada parceiro.

Exigência de respeito pelas normas de qualidade em vigor. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. 3. deverá informar do facto a sua chefia. Rigor e profissionalismo na avaliação e selecção dos fornecedores. 9. desde que não aproveite para negociar com vantagem esses títulos aproveitando-se de informação não pública adquirida no desempenho das suas funções. Tratamento assente nos princípios da boa fé. Cooperação leal assente no princípio da delimitação rigorosa das responsabilidades específicas de cada fornecedor interveniente. Que devo fazer? 14 Resposta 1: Mesmo que saiba. não deve dar a informação solicitada. É correcto? Resposta 3: Nenhum fornecedor deve ser pago sem que previamente esteja verificado o integral cumprimento dos compromissos contratuais por ele assumidos. 2. Além disso. 6. Prevalência dos interesses da Empresa sobre quaisquer outros. Pergunta 2: Posso deter acções ou obrigações de empresas que mantêm relações comerciais com a Empresa ou suas participadas? Resposta 2: Sim. 5. da neutralidade e da equidade. . Observância dos princípios e normas de conduta estabelecidos pelo presente Código. Partilha de toda a informação indispensável à optimização da prestação de serviços. Pergunta 1: Um fornecedor consultado para prestar serviços à Empresa pediu-me para indagar se estava bem colocado. pago-lhe adiantadamente o serviço contratado. tendo em vista a preocupação de assegurar a qualidade do serviço ao menor preço. da transparência. Pergunta 3: Tenho conhecimento de que um fornecedor está num situação financeira difícil. 4. Selecção dos fornecedores orientada para os resultados. 7. Co-responsabilização no compromisso de qualidade e serviço excelentes. 8. Para o ajudar. considerando especialmente os que se pautam por princípios de responsabilidade social e de cidadania.OS FORNECEDORES Nas relações com os seus fornecedores.

Pergunta 1: Pode algum colaborador ser prejudicado na sua carreira pelo facto de desempenhar cargos sindicais no interior da Empresa? Resposta 1: Não. Exceptua-se apenas aquela informação cuja natureza imponha a sua confidencialidade. Pergunta 3: Têm os colaboradores o direito a serem informados das estratégias traçadas pela Administração para o desenvolvimento da Empresa? Resposta 3: A difusão dessa informação é considerada útil para aumentar os níveis de motivação dos colaboradores. Garantia de liberdade de associação e de negociação colectiva. contrariando as situações de favoritismo indevido. Respeito pela dignidade e direitos das pessoas. desde que respeite a legislação em vigor e as normas de conduta relevantes em vigor na Empresa.OS COLABORADORES No relacionamento com os seus colaboradores. 5. . 8. 4. Pergunta 4: Pode a Empresa divulgar dados prévios dos colaboradores sem seu prévio consentimento? Resposta 4: Não. em circunstâncias devidamente justificadas e autorizadas. 2. pode justificar-se a divulgação de certos dados. Todavia. 7. Divulgação de toda a informação necessária à sua motivação com vista à maximização do desempenho individual e colectivo. Tratamento equitativo. Estímulo do desenvolvimento profissional. a ANA regese pelos seguintes princípios: 1. Pergunta 2: Pode algum colaborador ser sancionado por manifestar opiniões diversas das dos seus superiores hierárquicos? 15 Resposta 2: Não. 3. desde que o faça através dos canais apropriados e no respeito pelas regras da civilidade e da boa-fé. Empenho na criação de condições de saúde. 6. Fomento da criatividade individual e colectiva. higiene e segurança no trabalho. Compromisso de não discriminação e de igualdade de oportunidades. por exemplo aquando da realização de estudos sobre a Empresa.

OS ACCIONISTAS No relacionamento com os seus accionistas. Defesa incondicional dos interesses dos accionistas. Rentabilização adequada dos activos da Empresa. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. os interesses dos accionistas da Empresa devem sempre prevalecer sobre os dos seus fornecedores. 2. Prestação de informação verdadeira. frontalidade e transparência no relacionamento com os accionistas. 6. . 4. Pergunta 1: É legítimo assinar com um fornecedor um contrato que ponha em causa os interesses dos accionistas? 16 Resposta 1: Não. Escrupuloso respeito pelas orientações emanadas dos órgãos da tutela ou de supervisão. Lealdade. 5. Salvaguarda e valorização do património da Empresa e do colocado à sua guarda. rigorosa. 3. completa e atempada sobre a actividade da Empresa.

a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. não pode ser fornecida informação confidencial. . Estrito respeito pela legalidade e pelo cumprimento de normas. 5. acordos e ainda pelos usos e costumes dominantes na actividade. Cooperação institucional e técnica. Respeito pelas regras da concorrência leal. Em segundo lugar. regulamentos. nacionais e estrangeiras. Em terceiro lugar. 2. não deve ser fornecida informação que não sirva um propósito comum às duas partes.AS OUTRAS EMPRESAS DO SECTOR Na sua relação com outras empresas aeroportuárias. 4. 3. Pergunta 1: Pode-se trocar livremente informação com as outras empresas do sector? 17 Resposta 1: A troca de informação nunca deve ser inteiramente livre. Relacionamento cordato e de boa fé. Em geral. todo o intercâmbio que se afaste das práticas instituídas deve ser submetido a uma decisão prévia da hierarquia. deve ser satisfeito o princípio da reciprocidade. Aplicação do princípio da reciprocidade. Em primeiro lugar.

uma companhia aérea decidir operar no período nocturno. 5. Colaboração com as entidades reguladoras do sector. 4. Colaboração com as autoridades nacionais. regionais e locais na protecção do ambiente natural nas áreas de influência dos aeroportos. Prestação de informação correcta e relevante para a definição das políticas públicas.AS ENTIDADES PÚBLICAS No seu relacionamento com as entidades públicas. . 3. Colaboração com as autoridades nacionais. 6. 2. Cumprimento das directivas nacionais e comunitárias. deverá a ANA comunicar a infracção ao INAC? 18 Resposta 1: Mesmo que a decisão da companhia aérea seja justificável tendo em conta as circunstâncias e. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. os órgãos regionais e as autarquias. regionais e locais na implementação das políticas definidas para o sector aeroportuário. a ANA tem a obrigação legal de comunicar ao INAC a ocorrência. incluindo o Estado central. designadamente. sob pena de ser cúmplice da infracção. os interesses dos passageiros envolvidos. contrariando as disposições legais em vigor. Colaboração com as autoridades regionais e locais em todos os assuntos relevantes para as populações residentes nas áreas de influência dos aeroportos. Pergunta 1: Se.

3. Promoção e preservação do bem-estar das populações. 2. Diálogo e relacionamento construtivos para a promoção dos interesses das comunidades locais. No entanto. Posso subscrevê-lo? 19 Resposta 1: A resposta é negativa.AS COMUNIDADES LOCAIS No seu relacionamento com as comunidades locais das zonas de influência dos seus aeroportos. deve alertar a Empresa para o problema e para a necessidade de resolvê-lo. visto que qualquer colaborador deve lealdade à Empresa. social e cultural das populações. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. se lhe parecer justa a reivindicação dos moradores. designadamente do meio ambiente em que se inserem. Pergunta 1: Tomo conhecimento de que um grupo de moradores do bairro onde resido prepara um abaixo-assinado protestando contra o ruído do aeroporto. Colaboração com as comunidades locais tendo em vista o desenvolvimento económico. .

Comunicação exclusiva através dos serviços competentes. É permitido? Resposta 2: O pedido deve ser encaminhado para o órgão da Empresa encarregado do relacionamento com os órgãos de comunicação social.OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL No relacionamento com os órgãos de comunicação social. a ANA rege-se pelos seguintes princípios: 1. Pergunta 2: Um repórter pretende captar imagens de um espaço reservado (não público) das instalações da Empresa. ao qual caberá responder como entender adequado. Que devo fazer? 20 Resposta 1: O jornalista deve ser encaminhado para o órgão competente da Empresa. . 2. Compromisso de colaboração com os órgãos de comunicação social tendo em vista informar correctamente o público sobre as decisões e actividades da Empresa. a chefia deverá sempre ser informada do contacto. Por outro lado. Pergunta 1: Um jornalista conhecido solicitou-me que prestasse declarações sobre um acontecimento que envolve a Empresa.

6. . Pergunta 2: Posso dar preferência a um fornecedor que oferece presentes. 8. Utilizar em proveito próprio ou de terceiros o património da Empresa ou o colocado à sua guarda. proferir declarações e depoimentos ou dar entrevistas sem estar mandatado para o efeito. Praticar quaisquer actos que violem o presente Código de Ética. 2. preterindo ou não consultando outros com propostas eventualmente mais vantajosas para a Empresa. Pergunta 1: Os colaboradores podem prestar informações sobre trabalhos de carácter confidencial que desenvolveram ou estão a desenvolver? 21 Resposta 1: Todos os colaboradores têm o dever de confidencialidade em relação a informações reservadas a que tenham acesso em virtude das funções que desempenham na Empresa.VII_ INTERDIÇÕES EXPLÍCITAS Pela sua especial gravidade. estabelecendo uma relação de simpatia que facilita a interacção com a Empresa? Resposta 2: Não pode dar preferência a fornecedores que enviam presentes. 4. Difundir para o exterior informação sensível ou confidencial. Violar a legislação em geral e os normativos em vigor na Empresa. 7. Pergunta 3: Posso deixar pessoas exteriores à Empresa utilizarem equipamentos ou veículos da Empresa? Resposta 3: Não pode permitir que pessoas exteriores à Empresa utilizem equipamentos ou veículos colocados pela Empresa à sua guarda. 3. Utilizar em proveito próprio ou de terceiros ideias. técnicas ou projectos desenvolvidos no quadro da Empresa. Representar a Empresa. cuja violação é susceptível de conduzir à abertura de um processo disciplinar: 1. 5. Comunicar a empresas concorrentes informação comercialmente sensível sobre a Empresa. são especificamente interditos os seguintes comportamentos. Oferecer ou aceitar subornos.

VERSÃO_JULHO DE 2007 .