Correção Teste de Avaliação n.

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Ano letivo 20 Nome da Escola Turma Professor N.º / 20 Novos Contextos –Filosofia | 10.º Data / / 20

A dimensão estética – análise e compreensão da experiência estética A criação artística e a obra de arte
1.1. A. 1.2. D. 1.3. B. 2. Duas das razões que poderão levar o artista à criação das suas obras são a de ele se compreender a si mesmo, interpretando o significado da vida, da Natureza e do Universo e dando-lhes uma determinada expressão, e a de se exprimir e revelar a si mesmo, dando a conhecer a outrem o seu mundo interior. 3.1. São referidos na afirmação «o retrato e a pintura paisagística realistas». Esse aspeto remete-nos para a teoria da arte como imitação. De acordo com esta teoria, o propósito da arte é imitar e reproduzir as coisas, os objetos, as pessoas e as ações tal como eles existem na natureza. 3.2. Inúmeras criações humanas reconhecidas como sendo arte não se reduzem a meras imitações. Além disso, muitos autores consideram que a verdadeira arte é sempre, não uma imitação ou mera cópia, mas uma transfiguração do real, pressupondo uma “interpretação” pessoal. 4.1. Segundo Tolstoi, as obras de arte são criações que permitem às pessoas comunicarem e relacionarem-se umas com as outras, transmitindo emoções e sentimentos. Como tal, a obra de arte faz com que o espectador – aquele que a recebe – entre numa certa forma de comunhão com aquele que a produz – o artista –, assim como com todos os outros espectadores eventuais dessa obra. 4.2. Três críticas dirigidas a esta perspetiva são as seguintes: em primeiro lugar, esta teoria parece estabelecer a priori que a produção artística tem origem na experiência emocional, quando talvez existam outros fatores e outras condições causais a presidir à criação; em segundo lugar, mesmo que se admita que a emoção está na base da criação, o momento em que o artista cria a sua obra não coincide, em geral, com o do estado emocional que a motivou; finalmente, esta teoria parece admitir que a qualidade das obras decorre das condições emocionais que as originam, quando afinal o mérito da obra assenta sobretudo na sua harmonia interna. 5. Segundo Clive Bell, um bom crítico pode ser capaz de nos conduzir à emoção estética, levando-nos a reconhecer um objeto como uma obra de arte. Sendo assim, se algum objeto a que chamamos obra de arte não desperta emoção estética ao crítico sensível, dir-se-á que esse objeto não constitui uma verdadeira obra de arte. Mas, dado que estamos no pleno domínio da subjetividade do crítico, nada existe que nos permita refutar uma perspetiva desse género. Uma teoria que não pode ser refutada (visto ser sempre confirmada em qualquer situação) é, segundo vários filósofos, desprovida de significado. 6. De acordo com a teoria institucional da arte, o que faz com que um certo objeto – no âmbito da literatura, da pintura, da música, etc. – seja digno de se chamar arte é o facto de ele possuir um estatuto que lhe é conferido por pessoas que, ligadas à esfera artística, detêm autoridade suficiente para o fazer. Mediante uma ação de batismo, essas pessoas transformam os objetos e artefactos em obras de arte, através de processos que vão desde a exibição, a representação e a publicação dessas obras, até ao simples facto de lhes chamarem arte. Será possível definir o conceito de arte? As diversas teorias que estudámos – teoria da arte como imitação, como expressão, formalista, institucional – apresentam determinadas definições de arte, todas elas sujeitas a objeções e críticas, dado o seu carácter redutor e em virtude da emergência de novas formas de arte. Segundo Morris Weitz, por exemplo, a arte não pode ser definida, pois não é possível estabelecer as condições necessárias e suficientes para que tal aconteça. Procurar um denominador comum entre diferentes obras de arte será uma tarefa insensata, pois o conceito de arte é um conceito aberto, o que se encontra em sintonia com a própria criatividade artística e com o surgimento de novas formas de arte. Quando muito, poderá admitir-se a existência, entre diferentes obras, de uma parecença familiar. (O aluno deverá apresentar também a sua perspetiva sobre este assunto.)