ROTEIRO DE ESTUDO

Curso: Série: Disciplina: Professor EAD: Tema: Objetivos do Tema 3 Serviço Social 1º Semestre Leitura e Produção de Texto Rosemeire Lopes da Silva Farias Tema 3: Texto e intertextualidade     Compreender o que é intertextualidade; Observar quando os textos dialogam entre si; Verificar quais são os diferentes tipos de intertextualidade; Discutir como identificar a intertextualidade em diferentes textos. RESUMO DO TEMA Tema 3: Texto e intertextualidade A intertextualidade é o diálogo entre diferentes textos; significa inter-relacionar, diretamente ou não, assuntos afins, em que os conhecimentos são reunidos e voltados para a análise e verificação do mesmo objeto de estudo. Ela pode se dar também em diferentes manifestações artísticas, por exemplo, entre pinturas, esculturas, arquitetura e outras. O TEXTO E SUAS RELAÇÕES: A INTERTEXTUALIDADE Do que a terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores: “Nossos bosques têm mais vida” “Nossa vida”, no teu seio, “mais amores”. (Hino Nacional Brasileiro) Nossas flores são mais bonitas Nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. (MENDES, Murilo. Canção do exílio.) Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. (DIAS, Gonçalves. Canção do exílio.) Vejam que nos trechos acima conseguimos reconhecer um texto no outro, em especial reconhecer o texto do Hino Nacional nos dois trechos de poesia. Isso é intertextualidade. A INTERTEXTUALIDADE DENTRO A MÚSICA Período Letivo: 1º bimestre 2013-1

Amor é um fogo que arde sem se ver Amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente,

(1 CORÍNTIOS 13) A intertextualidade na música: Monte Castelo (Legião Urbana) Ainda que eu falasse a língua do homens. lealdade. pois nosso conhecimento provém do que vivenciamos e lemos. É solitário andar por entre a gente. é um andar solitário entre a gente. seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Que conhece o que é verdade. é isso o amor. É um não querer mais que bem querer. é ter com quem nos mata. E falasse a língua dos anjos. sem amor eu nada seria. e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência. nada seria.é dor que desatina sem doer. (Camões) Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos. e não tivesse amor. QUANDO TEMOS QUE CONSTITUIR O NOSSO? Sempre recorremos. É querer estar preso por vontade. é servir a quem vence. é nunca contentar-se de contente. E ainda que tivesse o dom de profecia. O amor é o fogo que arde sem se ver. Perceba que na música do Legião Urbana há claramente a presença do texto de Camões e do texto bíblico. O amor é bom. atenção. então nossos discursos sempre terão marcar de outros discursos. MAS. É um contentamento descontente. e não tivesse amor. se o leitor não conhecer nenhum dos textos não conseguirá fazer a relação. É só o amor. sem amor eu nada seria. É dor que desatina sem doer. Não sente inveja ou se envaidece. é um cuidar que ganha em se perder. o vencedor. de maneira tal que transportasse os montes. INTERTEXTUALIDADE . não quer o mal. E falasse a língua dos anjos. Ainda que eu falasse a língua dos homens. O QUE É INTERTEXTUALIDADE?  PEGUNTO A VOCÊS: QUANTAS VEZES RECORREMOS A OUTRO TEXTO. Mas. e ainda que tivesse toda a fé. É um não querer mais que bem querer. É ferida que dói e não se sente.

em um texto. . 1997) A intertextualidade implícita ocorre sem citação expressa da fonte. que faz parte da memória social de uma coletividade. está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido. resenhas e traduções. com palavras de um grande poeta brasileiro. Nesse caso. 86)  Na letra do Hino Nacional Brasileiro.” (KOCH & ELIAS. nos resumos. cabendo ao interlocutor recuperá-la na memória para construir o sentido do texto. no entanto. Canção do Exílio Do que a terra mais garrida Teus risonhos. outros trechos se constituem de modo a remeter a passagens deste. Em ambos os casos. Nossos bosques têm mais vida. grande parte ou mesmo toda a construção do sentido fica prejudicada. a intertextualidade ocorre quando. Nosso céu tem mais estrelas. Nossa vida mais amores. Devemos lembrar que. Onde canta o sabiá. enquanto alguns trechos reproduzem o “estilo” do autor do texto-fonte. nas citações e referências. “Nossa vida” no teu seio /“mais amores”. conhecer o texto-fonte ou modo de constituição é condição necessária para a construção de sentido. em certos tipos de paráfrases e ironias (KOCH. 1991). como acontece nos discursos relatados. A intertextualidade explícita ocorre quando há citação da fonte do intertexto. É um elemento constituinte e constitutivo do processo de escrita/leitura e compreende as diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende de conhecimentos de outros textos por parte dos interlocutores. Em sentido “stricto sensu. As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá. (KOCH. p. na paródia. lindos campos /têm mais flores. COMO PODE SER A INTERTEXTUALIDADE   EXPLÍCITA IMPLÍTICA De acordo com Koch e Elias. Minha terra tem palmeiras. nas retomadas de textos de parceiro para encadear sobre ele ou questioná-lo na conversação. exige-se do interlocutor uma busca na memória para a identificação do intertexto e dos objetivos do produtor do texto ao inseri-lo no seu discurso. a beleza e a alegria que existem em nossa natureza (lá). 2009. Duque Estrada reafirma. Os dêiticos auxiliam a compreensão. em contraste com o exílio de Gonçalves Dias em Portugal (aqui). Nossas várzeas têm mais flores. Gonçalves Dias. a intertextualidade pode ser: • • intertextualidade explícita: quando a fonte aparece claramente no intertexto. Quando isso não ocorre. intertextualidade implícita: quando não há citação expressa da fonte e o interlocutor deve relacionar os conteúdos intertextuais. “Nossos bosques têm mais /vida”. como nas alusões.

Identifiquem a presença da intertextualidade e qual a intenção do emissor ao usar desse .anhanguera. 1-71. Leitura e Produção de Texto. Revisão: O que é texto? Texto não é um aglomerado de frases. Aspectos cognitivos É o que fazemos para interpretar a charge acima.  O texto não é simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado por um receptor. PERGUNTA DESAFIADORA REFERENTE AO TEMA DA AULA Proponho a vocês agora um momento de discussão e reflexão em grupo sobre o conteúdo abordado em nossa teleaula. 2012. 2011. Leitura em sala de aula. anúncios que utilizam a intertextualidade como um recurso de mensagem. 2012. REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES CATONIO.com Acesso em: 14 mar. Aspectos linguísticos 2. p. FARIAS. em revistas ou jornais. Campo Grande. Angela Cristina Dias do Rego. Pesquisem. Rosemeire Lopes da Silva. Aspectos sociais 3. (Palestra ministrada no SELEL 2011).ARTICULAÇÃO EXISTENTE EM UM TEXTO O ATO DE PRODUZIR UM TEXTO SIGNIFICA: Articular: 1. Disponível em: www. Valinhos.

Escrevam suas conclusões.recurso textual. . .