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AULA 03 - DIREITOS DA NACIONALIDADE

1. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS OU ESTRUTURAIS DO ESTADO (PODER, TERRITÓRIO, POVO E OBJETIVOS)

1.1 Poder

1.2 Território É o componente espacial do Estado. É a superfície da terra sobre a qual o Estado exerce a sua jurisdição.

1.3 Objetivos

1.4 Povo É o componente pessoal do Estado. Povo não é sinônimo de população, porque povo é um conceito jurídico, e população é um conceito geográfico, demográfico. Se existir o vínculo jurídico-político (nacionalidade) entre o indivíduo e o estado, ele faz parte do conceito de povo de um determinado Estado. Em outras palavras, a nacionalidade é um vinculo jurídico-político que liga o individuo ao Estado, fazendo-o parte do povo. Dentro desse conceito de povo, enquadram-se os brasileiros natos e naturalizados. Já dentro do conceito de população estão não só os brasileiros, mas também os estrangeiros e apátridas. A constituição não diz quem são os estrangeiros. Esse conceito se chega por exclusão, será estrangeiro que não for brasileiro. Ter uma nacionalidade é um direito fundamental do cidadão, para tanto, basta observar que a nossa CF trata a nacionalidade como um direito fundamental (está no capítulo III, do Título II da CF). Além disso, ter uma nacionalidade é um direito da pessoa humana, porque o art. 15 da Declaração Universal dos Direito Humanos (10/12/98 - declaração da ONU) diz que todo homem precisa ter uma nacionalidade.

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo (brasileiros natos e naturalizados), eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.

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§ 1º - O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei

complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.

2. ESPÉCIES DE NACIONALIDADE

Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) II - naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.

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(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) § 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. § 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados; III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. § 1º - São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. § 2º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.

2.1 Originária (primária, de 1º grau ou nata) Resulta de uma acontecimento natural e involuntário (nascimento) .
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No Brasil.

12. por exemplo.subsolo . em regra.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil.2 Sangue (ius sanguini) Os estados de imigração (importam nacionais de outros estados). os quais adotam como regra o critério de sangue (Ex: Alemanha e Itália). por naturalização) Resulta de um ato jurídico. ou em sentido restrito) Se divide em: . Critérios determinantes da nacionalidade primária (originária ou atribuída) 3.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . em regra.espaço aéreo nacional . guerras e catástrofes naturais.mar territorial . em regra. desde que estes não estejam a serviço de seu país.1 Territorialidade (direito de solo ou ius soli) Atribui nacionalidade a quem nasce no território.2 Secundária (derivada.solo . I CF): Os nascidos na República Federativa do Brasil. Diferente dos estados emigração. o critério territorial. 12. Crises econômicas. adotam o critério de solo. independente da nacionalidade dos ascendentes. O Brasil adota.plataforma continental . São brasileiros: I . por aquisição. voluntário. denominado naturalização. 3.com 2. Quais as espécies de território: a) Real (propriamente dito. adquirida. (ius soli) Art. Observação: São brasileiros natos (art. ainda que de pais estrangeiros. 3. influenciam para que o estado seja de imigração ou emigração.Email: sergioglins@gmail.

os nascidos nas embaixadas brasileiras não serão brasileiros natos. seu filho aqui nascido não será brasileiro nato. só por esse fato. no espaço aéreo nacional ou internacional. Exemplo 5: Boliviano. inciso i. A lei diz de que 12 milhas (1 milha tem 1852 metros) náuticas é o mar territorial. além do mar territorial. 5º do CP . Zona Economicamente Exclusiva. onde quer que esteja.aeronave particular nacional. . alínea a).Art. é casado com brasileira. Exceção: Se um dos pais estiver a serviço de seu país de origem não será brasileiro nato (art. define outros dois institutos: Zona Contigua. 12. que é formada por 12 milhas após o mar territorial.Email: sergioglins@gmail. será brasileiro nato. mas ele vem a serviço da Argentina. Esta lei. e tem um filho no Brasil.embarcação pública nacional. . Assim. Exemplo: Um boliviano vem passar férias no Brasil com sua família. no mar territorial nacional ou no mar internacional. Seu filho nasce no Brasil.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . Seu filho será brasileiro nato porque ele não esta a serviço da Bolívia. a serviço de seus pais. mas não são consideradas território do país que ocupa.617/93 define o mar territorial. consulado) não é território por extensão.embarcação particular nacional. Seu filho não será brasileiro nato. O que ocorre é que as representações são dotadas de imunidades em face de tratados internacionais. Boliviano a serviço da ONU no Brasil. Observação: Não interessa a nacionalidade dos pais. nasceu no território brasileiro será brasileiro nato. .aeronave pública nacional. onde quer que esteja. a serviço de seu país. que é formada por 188 milhas após o mar territorial. Observação: Representação diplomática (embaixada. Exemplo 4.com b) Ficto (por extensão ou por ficção) . devendo ser considerado brasileiro nato. vem ao Brasil com sua família e tem um filho aqui. O filho poderá obter a dupla nacionalidade. porque aplica-se a regra de seu pais de origem. Exemplo2: Um boliviano e sua esposa vêm para o Brasil. . Exempo3: Um boliviano. Pergunta: O que é mar territorial? Resposta: A lei 8.

Exemplo Prefeito de São Paulo vai a Paris assinar um convênio. Observações: A CBF não faz parte da República Federativa do Brasil.1 Nacionalidade primária a) Inciso I. desde que estes não estejam a serviço de seu país. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. Adotou-se como regra o critério territorial. Os nascidos na República Federativa do Brasil.Email: sergioglins@gmail. São brasileiros: I . São brasileiros: I . Se um brasileiro estiver a serviço da ONU ou FMI. qual seja. ‘a’ Art. de pai brasileiro OU mãe brasileira. b) Inciso I.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins .com 4. e seu filho nascer no exterior. se lá nascer o seu filho será brasileiro. Nacionalidade 4.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. seu filho será brasileiro nato. O inciso comporta uma exceção. ainda que de pais estrangeiros. que é a pessoa jurídica com capacidade jurídica internacional. Estados. ‘b’: Art. DF. (ius soli). porque indiretamente ele estará a serviço da República Federativa do Brasil. O COB não faz parte da República Federativa do Brasil. . 12. se o nascido no Brasil tiver pais estrangeiros que estejam a serviço de seu país.natos: b) os nascidos no estrangeiro. porque ele esta a serviço do Município de São Paulo. (IUS SANGUINIS + CRITÉRIO FUNCIONAL) Observação: Se tiver a serviço de qualquer das pessoas jurídicas com capacidade política (União. 12. Município – Administração Direta ou Indireta) estará a serviço da República Federativa do Brasil.

2) venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. para que ele seja considerado brasileiro nato. depois de atingida a maioridade. devendo prevalecer o direito de soberania. Na Itália. o direito de nacionalidade. entendendo assim. atingida a maioridade.com Observação: (QUESTÕES APENAS SUBJETIVAS) Se um casal brasileiro a serviço do Brasil na Itália adotar um menino. 12. Contudo. terão os mesmos direitos e qualificações. de um lado a soberania nacional (eis que. b) venha residir na RFB e opte. 12.Os filhos.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . 1) desde que sejam registrados em repartição brasileira competente OU. adota-se o critério de sangue. Para evitar essa situação a Constituição prever hipóteses para que se adquira a nacionalidade brasileira. este será brasileira nato. há posição divergente. em qualquer tempo. por exemplo. ‘c’: Art.Email: sergioglins@gmail. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54. porque aqui estamos diante de princípios constitucionais. permitiria que um italiano originário fosse presidente da republica) e do outro lado. Portanto. de 2007) Exemplo: Ronaldo teve filho na Itália. Outra hipótese é que o ‘Ronald’ venha a residir na RFB e opte. pela nacionalidade brasileira. em qualquer tempo. Além disso. (Art. Então. 227 § 6º . São brasileiros: I . afirma que será brasileiro naturalizado. pela nacionalidade brasileira. c) Inciso I. O professor Marcelo Novelino. o filho dele não tinha nacionalidade (conflito negativo de nacionalidade) – apátrida ou heimatlos. havidos ou não da relação do casamento. ou por adoção. em qualquer tempo. §3º CF. depois de atingida a maioridade.natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. como o direito de nacionalidade é um direito fundamental. afirma que não poderá assumir os cargos constantes do art. pela nacionalidade brasileira. o Ronaldo não estava a serviço do Brasil. Assim. . proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação). são duas possibilidades: a) registrado em repartição brasileira competente. Porém. a CF/88 estabelece que basta registrá-lo em repartição brasileira competente. mesmo quem entende que é brasileiro nato.

na forma da lei. 109. serão atribuídos os . se houver reciprocidade em favor de brasileiros. X. CRFB). desde que requeiram a nacionalidade brasileira. pode exercer todos os direitos de um brasileiro nato). de 2007) 4.com É denominada de nacionalidade potestativa. desde que requeiram a nacionalidade brasileira.2 Nacionalidade secundária II . b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. poderão ser registrados em repartição diplomática ou consular brasileira competente ou em ofício de registro. Até que faça a opção. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. adquiram a nacionalidade brasileira.Aos portugueses com residência permanente no País. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 54. É ato personalíssimo. de 1994) § 1º .Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . existe um brasileiro nato sob condição suspensiva (enquanto menor. 95.Email: sergioglins@gmail. Observação: As causas referentes à nacionalidade são de competência da Justiça Federal (art. Entre a Emenda n. filhos de pai brasileiro ou mãe brasileira.naturalizados: a) os que.º 3/04 e 54/07 não era possível o registro desse brasileiros na repartição competente. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. então. ADCT Os nascidos no estrangeiro entre 7 de junho de 1994 e a data da promulgação desta Emenda Constitucional. residentes na República Federativa do Brasil há mais de trinta anos ininterruptos e sem condenação penal. se vierem a residir na República Federativa do Brasil. foi incluído na CRFB o seguinte: Art.

exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. adquiram a nacionalidade brasileira (nacionalidade secundária originária). salvo os casos previstos nesta Constituição. b. passaria a ser brasileiro naturalizado (grande naturalização). A Constituição de 1824 permitiu que todos os portugueses que estivessem no Brasil à época da independência seriam brasileiros naturalizados. . § 1º Aos portugueses com residência permanente no País. b) expressa Depende de requerimento do interessado ORDINÁRIA Não cria direito público subjetivo para o naturalizando (ato discricionário). quando estabeleceu que todo os estrangeiros que estivem no território na data da proclamação da República. O estrangeiro tem o direito líquido e certo à naturalização. salvo os casos previstos nesta Constituição. se houver reciprocidade em favor de brasileiros.com direitos inerentes ao brasileiro nato. Cria direito EXTRAORDINÁRIA público subjetivo para o naturalizando (ato vinculado).Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . tacitamente.Email: sergioglins@gmail.naturalizados: a) os que. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. Se não fizesse isso. na forma da lei. Também foi prevista na Constituição de 1891. de 1994) a) tácita Não está prevista na CRFB.Todos os estrangeiros. exceto os originários de países de língua portuguesa II .1) Ordinária Subdivide-se em quatro: 1 . teriam o prazo de 6 meses para firmar a sua nacionalidade originária.

. mas aí. Em 22. a Constituição exige apenas dois requisitos: I – residência por um ano ininterrupto. Macau.com 2 . como estrangeiro. Como consta neste estatuto. b) Se houver reciprocidade. II .Portugueses (quase nacionais) Art. pode exercer os direitos inerentes aos brasileiros NATURALIZADOS. Guiné Bissau. Os portugueses podem também se naturalizar brasileiro. A constituição federal exige apenas: a) Residência permanente no País. Assoris. II – idoneidade moral. portanto estrangeiro. os portugueses podem votar e ser votado desde que requeira. na forma da lei.naturalizados: a) os que. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Goa. Moçambique. 3 . para os portugueses existem duas possibilidades: a) a primeira permite que ele. para esses. 12 § 1º Aos portugueses com residência permanente no País. de 1994) São denominados pela doutrina como quase-nacionais. exceto os portugueses. se houver reciprocidade em favor de brasileiros.2000. Timor. mantenha os mesmos direitos concedidos aos naturalizados. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. Assim.04. Assim.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . adquiram a nacionalidade brasileira. sem deixar de ser português. Príncipe e Cabo Verde). e esteja no território nacional a mais de três anos. foi assinado o estatuto da igualdade entre brasileiros e portugueses. O português. salvo os casos previstos nesta Constituição.Email: sergioglins@gmail. e a partir daí começou a existir a reciprocidade.Todos os originários de países de língua portuguesa – países lusofônicos (Angola. ele perderá a nacionalidade portuguesa. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.

de 09/12/81) § 1º. filiação. posteriormente à naturalização.estrangeiro que tenha vindo residir no Brasil antes de atingida a maioridade e haja feito curso superior em estabelecimento nacional .com b) a segunda permite a naturalização. 115.Email: sergioglins@gmail. item VII e se deseja ou não traduzir ou adaptar o seu nome à língua portuguesa. desde que requeira a naturalização até 2 (dois) anos após atingir a maioridade. A petição será assinada pelo naturalizando e instruída com os documentos a serem especificados em regulamento. de 09/12/81) § 2º. lugares onde haja residido anteriormente no Brasil e no exterior.964. O estrangeiro que pretender a naturalização deverá requerêla ao Ministro da Justiça. naturalidade. radicado definitivamente no território nacional. Qualquer mudança de nome ou de prenome. (Incluído pela Lei nº 6.Naturalização precoce I . quando se tratar de: (Incluído § e incisos pela Lei nº 6. dia. 115 do Estatuto do Estrangeiro) Art. nacionalidade. de 09/12/81) § 3º. (Renumerado pela Lei nº 6.964.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . declarando: nome por extenso.estrangeiro admitido no Brasil até a idade de 5 (cinco) anos. sexo. . passado pelo serviço competente do lugar de residência no Brasil. só por exceção e motivadamente será permitida. profissão. (Parágrafo único transformado em 3º pela Lei nº 6.964. se satisfaz ao requisito a que alude o artigo 112.Colação de grau em curso superior II .Legais (art. 4 . Exigir-se-á a apresentação apenas de documento de identidade para estrangeiro. mês e ano de nascimento.964. atestado policial de residência contínua no Brasil e atestado policial de antecedentes. de 09/12/81) § Subdivide-se em dois: . estado civil. mediante autorização do Ministro da Justiça.

de 1994) Obs. Perda da Nacionalidade Art. II adquirir outra nacionalidade.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins .: Até a Emenda n. por sentença judicial.tiver cancelada sua naturalização. 5. eis que. II . radicado definitivamente no território nacional.estrangeiro que tenha vindo residir no Brasil antes de atingida a maioridade e haja feito curso superior em estabelecimento nacional de ensino.Email: sergioglins@gmail. . A naturalização extraordinária cria direito público subjetivo. se requerida a naturalização até 1 (um) ano depois da formatura. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.2 extraordinária Art.naturalizados: b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.estrangeiro admitido no Brasil até a idade de 5 (cinco) anos. 12 CF § 4º . se requerida a naturalização até 1 (um) ano depois da formatura. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . Muitos estrangeiros aguardam tanto tempo (e não apenas os 4 anos) por que não sabem falar a língua portuguesa. desde que requeira a naturalização até 2 (dois) anos após atingir a maioridade. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. b.com de ensino. se trata de ato vinculado. São hipóteses de naturalização secundária expressa ordinária legal: I . 12 II . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.º 3/2004 eram 30 anos.

b) imposição de naturalização. Assim. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. todo brasileiro que adquire outra nacionalidade perderá a nossa. mas será brasileiro naturalizado. 2 Lei n. mas há duas posições: 1ª corrente (Alexandre de Moraes) – Pode voltar. sem que com isso perca a nacionalidade brasileira.com b) de imposição de naturalização. 2 6. pela norma estrangeira. (majoritária) . Observações: O brasileiro que perde a nacionalidade brasileira por ter se naturalizado em outro país pode voltar a ser brasileiro. Aqui. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. tem-se um conflito positivo de nacionalidade.Email: sergioglins@gmail. é permitido ao brasileiro adquirir outra nacionalidade originária. e será brasileiro nato. Assim. Aqui também tem conflito positivo de nacionalidade. ele não perdeu a nacionalidade brasileira. Exemplo: Roberto Carlos teve nacionalidade espanhola reconhecida para lá trabalhar por certo tempo. sendo considerado polipátrida. Em regra. 818/49 . as exceções apenas são admitidas se previstas constitucionalmente. DIFERENÇAS ENTRE BRASILEIROS NATOS E NATURALIZADOS A CRFB proíbe que a lei estabeleça diferenças entre brasileiros natos e naturalizados. Há duas exceções: a) reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. pela norma estrangeira. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. 2ª corrente (José Afonso da Silva) – Pode voltar a ser brasileiro.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . Contudo. como a nacionalidade deferida pela Espanha é tida lá como originária. ao brasileiro residente em estado estrangeiro.

b) Exercício de função Art. a Constituição Federal estabelece cinco hipóteses em que brasileiros natos e naturalizados terão tratamento diferenciado. São elas: a) Exercício de cargos.de oficial das Forças Armadas (a partir dos Tenentes. VI .São privativos de brasileiro nato os cargos: I .de Presidente do Senado Federal. LI. 5. 89.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. desde que não sejam presidentes das respectivas casas. Obs. III . de 1999) Os motivos que levaram a CRFB a reservar alguns cargos ao natos foram: segurança nacional e linha sucessória do Presidente. VII . b) Exercício de função – art.da carreira diplomática.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . e dele participam: .: Todos os ministros do STF devem ser natos (os do STJ não). O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República.Email: sergioglins@gmail. a) Exercício de cargos Art.1 Exceções A constituição Federal proíbe que a norma infraconstitucional (lei) traga diferenças entre brasileiros natos e naturalizados. V . I.de Presidente e Vice-Presidente da República. Deputado ou Senador podem ser naturalizados. II .com 6. 12 § 3º .de Ministro de Estado da Defesa (Incluído pela Emenda Constitucional nº 23.de Presidente da Câmara dos Deputados. e) Extradição – art. 89. Exemplo: A LOMAN não pode falar que só brasileiros natos podem ser juízes. c) Propriedade art. §4. Contudo. VII. pois estão na linha de comando). d) Perda da condição de nacional – art. 12. IV . 222.

Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . sendo dois nomeados pelo Presidente da República. 12 § 4º .os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. por sentença judicial.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . c) Propriedade Art. . apenas na condição de lidere da maioria e minoria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O brasileiro nato nunca perderá por esse motivo. VI .o Ministro da Justiça.Email: sergioglins@gmail. todos com mandato de três anos. Veja que o brasileiro naturalizado pode compor o Conselho da República. III .com I . IV . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. ou como Ministro da Justiça. com mais de trinta e cinco anos de idade. de 2002) d) Perda da condição de nacional Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36. VII . ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. 222. dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. vedada a recondução. Só o brasileiro naturalizado pode perder a condição de nacional em razão da prática de atividade nociva ao interesse social. V .os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados. II .o Presidente do Senado Federal.seis cidadãos brasileiros natos.o Presidente da Câmara dos Deputados.o Vice-Presidente da República. Observação: É possível que brasileiros naturalizados participem do Conselho da República.tiver cancelada sua naturalização. Contudo.

Cabe ao MPF ajuizar ação na JF. Observação: Como a lei ainda não existe para o segundo caso (comprovado envolvimento em tráfico de ilícitos de entorpecentes e drogas afins). Pergunta: Na hipótese de perda da nacionalidade por esse motivo. praticado antes da naturalização. pode ser solicitado ao Estado brasileiro a permissão para julgar outros crimes (pedido de extensão). praticado antes da naturalização. Observação: A CF veda a extradição de estrangeiro quando o crime praticado for político ou de opinião. salvo o naturalizado. mas apenas através de ação rescisória.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . o STF tem adotado o entendimento de que no caso de entrelaçamento (contaminação) de crimes de natureza política e comum. a qualquer momento. O brasileiro nato nunca pode ser extraditado . Observação: O extraditando. b) Por comprovado envolvimento em tráfico drogas. . quando aquele constituir o fato principal. na forma da lei (aqui tem-se uma norma de eficácia limitada). na forma da lei (norma de eficácia limitada). Contudo.com Pergunta: O que é atividade nociva ao interesse nacional? Reposta: Não há no Brasil nenhuma lei que diga o que é interesse nacional.nenhum brasileiro será extraditado. ele pode voltar a adquirir a nacionalidade brasileira? Resposta: Sim. Apesar do Estatuto do Estrangeiro admitir a extradição na hipótese de conexão entre crime comum e político. 5º LI . e) Extradição Art. só pode ser processado e julgado no país estrangeiro pelo crime objeto de extradição. em caso de crime comum. não poderá ser extraditado. como regra. a extradição deve ser indeferida. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. e o caso concreto vai revelar se é ou não nociva ao interesse nacional. Já o naturalizado pode ser extraditado em duas situações: a) Por cometimento de crime comum.Email: sergioglins@gmail.

não incidindo. a soma das penas aplicadas. mas se consideram isoladamente uma a uma das correspondentes aos diversos crimes. Existem duas espécies de extradições: a) ativa: é aquela requerida pela República Federativa do Brasil ao Estado Estrangeiro. V do Tratado de Extradição entre o Brasil e a Itália.Extradição Entrega de um indivíduo por um Estado a outro Estado requerente em razão da prática de crimes fora do seu território. Relator(a): Min. não impede. 2. por si só. . 5º LI) Há duas soberanias nos polos das relações jurídicas. DJ 29-08-2003 PP-00019 EMENT VOL02121-02 PP-00219) Obs.Email: sergioglins@gmail. 4.: Extradição ≠ Expulsão ≠ Deportação ≠ Entrega . 3. julgado em 18/06/2003. b) passiva: é aquela requerida por um Estado Estrangeiro à República Federativa do Brasil. o cálculo da prescrição conforme o direito brasileiro toma por base a pena efetivamente aplicada no estrangeiro e não aquela abstratamente cominada no Brasil à infração penal correspondente ao fato.com Observação: Princípio da dupla punibilidade – verificada a prescrição em face da legislação de qualquer dos dois Estados. SEPÚLVEDA PERTENCE. Tribunal Pleno. no cálculo do prazo prescricional. Independentemente da aplicabilidade ao caso da parte final do art. (Ext 864. I. em conseqüência. 1.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . a vedação constitucional de aplicação a fato anterior da legislação penal menos favorável. não se considera. Extradição: prescrição conforme o direito brasileiro: base de cálculo. Aplica-se à verificação da prescrição segundo a lei brasileira. legais ou convencionais. II. As normas extradicionais. não constituem lei penal. no processo de extradição passiva. Cuidando-se de extradição executória. (art. aqui incontroversa. Extradição executória: condenação à revelia na Itália: admissibilidade. III. a regra. a extradição que o extraditando tenha sido condenado à revelia no Estado requerente. Extradição: lei ou tratado: aplicabilidade imediata. a extradição será indeferida. segundo o direito extradicional brasileiro. de que cuidando-se de concurso material de infrações.

Deportação Só o estrangeiro pode ser deportado. o qual criou o Tribunal Penal Internacional Art. é preso. mas viola regras administrativas. . Ex. processado e condenado. Quando terminar de cumprir a pena. se a nossa jurisdição falhar. mas constitucionalizado no Brasil com a EC n. Expulsão é estrangeiro o território Tribunal Internacional. O estrangeiro adentra no território nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45. do pode ser deportado. Ressalte-se que ele não pratica infração penal.º 45. ou seja. não poderá ser extraditado. É ato privativo do Chefe do Executivo. será expulso. EXTRADIÇÃO É a entrega de um indivíduo estado estado por a um outro EXPULSÃO Só estrangeiro pode ser expulso. subsidiariedade ou complementaridade. privativo do chefe do executivo.Entrega Está previsto no Estatuto de Roma.: estrangeiro que entra no país com visto de turista e começa a trabalhar . . Vigora o princípio da especialidade. violando uma regra administrativa. nato O ou não O Só DEPORTAÇÃO o estrangeiro Esta ENTREGA prevista de no Roma. não comete nenhum crime. Pena Foi em razão da prática de crimes fora do seu território. Estatuto com a brasilerio criação requerente. Assim. Existe espécies: duas adentra ato nacional e viola uma regra administrativa.Expulsão Só estrangeiro pode ser expulso. todavia. de 2004) O brasileiro nato pode ser entregue para julgamento pelo TPI. Um estrangeiro adentra no território nacional.com . naturalizado pode.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . o brasileiro poderá ser julgado pelo TPI. 5º § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.Email: sergioglins@gmail. comete um crime.

no para TPI turista e começa a trabalhar. é preso. e administrativo. expulso. . comete um crime. Após o cumprimento pena. é possível a entrega de natos. ele da será Estado estrangeiro à RFB (art. Ex: tem visto de República Federativa do Brasil a um entregues julgamento (organismo internacional). LI). ou seja.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins .com Ativa – é aquela pela Um estrangeiro apenas um ilícito Aqui se permite que brasileiros natos sejam requerida adentra no território nacional. Assim. Aqui vigora o princípio da subsidiariedade. Passiva – é aquela requerida por um processado condenado. complementariedade.Email: sergioglins@gmail. 5. especialidade. Na extradição nos duas Na entrega não há dois Estados temos soberanias. estado estrangeiro. soberanos. só se o Brasil falhar no julgamento é que se permitirá que o TPI atue.

etc.referendo. 5 da Lei n. . 2. Direito ao sufrágio É o direito de votar (CAPACIDADE ELEITORAL (CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA). com valor igual para todos. Garantam a participação do povo no Poder. nos termos da lei. c) direito a iniciativa a lei popular. São direitos políticos expressos na CF/88: a) direito ao sufrágio. Exige ainda que o voto seja periódico e secreto. b) capacitário – só tem direito de votar quem possui certas características de natureza intelectual.com DIREITOS POLÍTICOS 1. tais como. Esse sufrágio restrito pode ser: a) censitário – só tem o direito ao voto aquele possui certas condições econômicas. b) iniciativa popular.plebiscito. e.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . Introdução Os Direitos Políticos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político. independentemente de qualquer exigência.iniciativa popular. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. Será restrito quando o direito de votar for concedido tão somente aqueles que tiverem determinadas condições. condições culturais ou econômicas. c) direito de elegibilidade. mediante: I . II .º 12. Será universal quando assegurado o direito de votar a todos os nacionais. b) direito ao voto. 14.034/2009). A CF/88 estabelece o sufrágio universal.Email: sergioglins@gmail. III . Art. d) direito de propor ação popular. ATIVA) e ser votado O direito ao sufrágio pode ser: Universal e Restrito. Observação: STF (proibição de retrocesso político) decidiu que é inconstitucional a lei que estabelecia a obrigatoriedade do voto impresso nas eleições a partir de 2014 (art. por meio de diversas modalidades: a) direito de voto.

Para que se possa concorrer a um mandato eletivo é necessário o cumprimento de alguns requisitos denominados CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE.1. . . cabendo ao povo aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. salvo para as entidades previstas no art.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . b) dos conscritos. . . 2.2 Plebiscito e Referendo .sigiloso. 35 . Todo elegível é obrigatoriamente eleitor. . b) o menor entre 16 e 18 anos. mas não pode ser votado. durante o serviço militar obrigatório. alistar-se é apenas um dos requisitos para se adquirir a capacidade eleitoral passiva. 2. . Observação: A obtenção do título de eleitor não permite ao cidadão o exercício de todos os direitos políticos.1 Capacidade eleitoral ativa A aquisição dessa capacidade dá-se com o alistamento eleitoral. c) maiores de 70 anos. A CF/88 não permite o alistamento: a) dos estrangeiros.É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional. “Art. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos.periódico.Referendo → é posterior ao ato legislativo.com 2. Exemplo: plebiscito sobre a forma e sistema de governo de 1993. 2. e. Exemplo: arma de fogo.obrigatório (em regra) – NÃO É CLÁUSULA PÉTREA. 6º desta Lei". Isto porque. e a não incidência de nenhuma das INELEGIBILIDADES.direto (em regra).2 Capacidade eleitoral passiva Diz respeito ao direito de ser votado e ser eleito.Plebiscito → é convocado com anterioridade a ato legislativo .personalíssimo.1 Características do voto .1. mas nem todo eleitor é elegível.Email: sergioglins@gmail. e facultativo para: a) analfabetos. Exemplo: Analfabeto pode votar.

A CF/88 estabelece hipóteses de inelegibilidades (art.a idade mínima de: . a Constituição expressamente permite que lei complementar estabeleça outras hipóteses. Observação: As inelegibilidades absoluta só podem ser previstas na CF. 14. 14 §3º CF): a) a nacionalidade brasileira ou condição equiparada a português. eis que. b) o pleno exercício dos direitos políticos. e) a filiação partidária. Deputado Estadual ou Distrital.18 dezoito anos para Vereador. . d) o domicílio eleitoral na circunscrição. . essas hipóteses não são exaustivas.35 anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.1 Condições de elegibilidade São condições de elegibilidade (REQUISITO POSITIVO – art. Porém.com 2. é necessário que não ocorra uma das causas de ilegibilidades.os não alistáveis (estrangeiros e conscritos).vedação da reeleição para o terceiro mandato para determinados cargos públicos § 5º O Presidente da República. para se concretizar a capacidade eleitoral passiva. a) inelegibilidade absoluta Impede que o cidadão concorra a qualquer mandado eletivo.30 anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal.2.Email: sergioglins@gmail. Prefeito. Vice-Prefeito e juiz de paz. . . sendo que para Presidente e Vice. c) o alistamento eleitoral. São os seguintes: . §7). A doutrina divide em inelegibilidade absoluta e relativa. b) inelegibilidade relativa . 2.analfabetos.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . os Prefeitos e quem os houver sucedido.2 – Inelegibilidades Como vimos.21 anos para Deputado Federal. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. não basta está presente as condições de elegibilidade.2. ou . exige-se a condição de brasileiro nato. Regulamento f) .

Observação: A CF/88 não exige a desincompatibilização para o candidato que pretender concorrer a reeleição. prefeito. Assim temos: a) prefeito – parentes não poderão candidatar-se a vereador ou prefeito no mesmo município. . e somente poderá candidatarse a um único período subsequente.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . até o segundo grau ou por adoção.Motivos de casamento. o vice assumirá efetiva e definitivamente o mandato. Contudo. Observação: Na hipótese de ocorrer a vacância definitiva do cargo de Presidente. b) governador – parentes não poderão candidata-se a qualquer cargo no Estado (vereador. Essa regra se aplica a quem tenha substituídos os chefes do executivo dentro de seis meses anteriores ao pleito eleitoral. É a denominada inelegibilidade reflexa. Observações: 12Essa inelegibilidade não alcança as viúvas. deputado estadual.com substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente Observação: A CF/88 apenas veda a terceira reeleição sucessiva. Governador ou prefeito. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. parentesco ou afinidade § 7º . devem renunciar até seis meses antes do pleito. governador). o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins. porque incide sobre terceiros.São inelegíveis. do Presidente da República. senador. Alcança quem vive maritalmente com o chefe do poder executivo. c) presidente – parentes não poderão candidatar-se a nenhum cargo político no País. . salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição . se pretender a outros cargos. Observar que a inelegibilidade alcança apenas o território de jurisdição do titular. do Distrito Federal. de Governador de Estado ou Território. Nada impede que Lula se candidate novamente. no território de jurisdição do titular.Email: sergioglins@gmail.

governador ou presidente). podendo ser eleito. os parentes afins são elegíveis até mesmo para o próprio cargo do titula do executivo (prefeito. atendidas as seguintes condições: I . 141.com 34- Alcança o casado no casamento religioso. o TSE entende que o registro de candidatura apresentada por partido político e autorizada pelo candidato suprirá a ausência de prévia filiação. § 8º . será agregado pela autoridade superior e. Porém. §3º V CF). 14 da CF. no Criação de município por desmembramento – o parente do prefeito do município mãe curso do mandato.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . 5- não poderá candidatar-se a Chefe do Executivo do município recém-criado. Sumula Vinculante n. Inclusive.º 18: A dissolução da sociedade ou do vinculo conjugal. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do . a fim de proteger a probidade administrativa. no ato da diplomação. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. II . passará automaticamente.se contar mais de dez anos de serviço. estar filiado a partido político (art. se eleito. para a inatividade.se contar menos de dez anos de serviço. CASO EM QUE. Assim.Condição de militar O militar é alistável.Previsões da Lei Complementar § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. IMPORTANTE: A INELEGIBILIDADE REFLEXA NÃO É APLICÁVEL CASO O CONJUGE OU PARENTE JÁ EXERÇA MANDADTO ELETIVO. 6Se o chefe do executivo renunciar ao mandato seis meses antes do pleito eleitoral. não afasta a inelegibilidade prevista no §7º do art. o TSE afirmou que o cônjuge. .O militar alistável é elegível. PODERÁ CANDIDATARSE A REELEIÇÃO. é vedado ao militar. seu cônjuge ou parente poderá candidatar-se a todos os cargos eletivos na circunscrição.Email: sergioglins@gmail. quando este tiver direito a concorrer a reeleição e houver renunciado até seis meses antes do pleito eleitoral. deverá afastar-se da atividade. enquanto estiver em serviço ativo. .

cargo ou emprego na administração direta ou indireta. III . § 4º. 16. V . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . 37. admitindo apenas a sua perda ou suspensão somente se dará nos casos expressos no texto constitucional.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . 3.2 Suspensão dos direitos políticos (prazo determinado) II .Email: sergioglins@gmail. Princípio da anterioridade eleitoral Art.improbidade administrativa. 5º. IV .cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. 3. É vedada a cassação de direitos políticos. nos termos do art. nos termos do art. 15.com exercício de função. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. de 1993) Com base nesse artigo. VIII.1 Perda dos direitos políticos (prazo indeterminado) Art.condenação criminal transitada em julgado. 3. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. enquanto durarem seus efeitos.incapacidade civil absoluta. o STF declarou inconstitucional o fim de verticalização nas coligações partidárias nas eleições de 2006 . 4. Privações dos direitos políticos A CF veda expressamente a cassação dos direitos políticos.

incorporação e extinção de partidos políticos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 52. É livre a criação. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. na forma da lei civil.com DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. distrital ou municipal. III . organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . o pluripartidarismo. após adquirirem personalidade jurídica. na forma da lei.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. II . os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . 17. o regime democrático. § 4º . de 2006) § 2º . resguardados a soberania nacional.Email: sergioglins@gmail.Os partidos políticos. fusão. § 3º .prestação de contas à Justiça Eleitoral.caráter nacional. estadual.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. IV . § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. .

já que ele é formado pelo vice-presidente da República. os conceitos de nacionalidade e cidadania se equivalem. b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal podem adquirir a nacionalidade brasileira. segundo a CF.E No sistema jurídico brasileiro. portanto.E Como regra. E Suponha que Jean tenha nascido na França quando sua mãe. pelo presidente da Câmara dos Deputados. pelos líderes da maioria e da minoria da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. os nascidos no território brasileiro. ainda que de pais estrangeiros. . e. e. Jean será automaticamente considerado brasileiro naturalizado. considerando-se brasileiros natos os nascidos no Brasil. a terceiros. assim. desde que formalmente a requeiram. com todos os direitos e deveres previstos no ordenamento jurídico brasileiro. assim. diplomata brasileira de carreira. ainda que de pais estrangeiros. morava naquele país em razão de missão oficial. Nessa hipótese. o critério do jus soli. independentemente de qualquer outro fator. na atribuição de nacionalidade. a) O Brasil adota.com QUESTÕES I – NACIONALIDADE 1 – CERTO OU ERRADO Os efeitos jurídicos de sentença transitada em julgado que trate da perda da nacionalidade brasileira não são personalíssimos. além do ministro de Estado da Justiça. E Apenas brasileiros natos podem compor o Conselho da República. são considerados brasileiros natos. assinale a opção correta.C O brasileiro nato nunca poderá ser extraditado. podendo-se estender.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . desde que estes não estejam a serviço de seu país de origem.C 2 . adota-se no Brasil o critério territorial (jus soli) para a atribuição de nacionalidade originária. mas poderá vir a perder a nacionalidade. pelo presidente do Senado Federal.Acerca dos direitos e deveres individuais e coletivos e dos direitos de nacionalidade. assumir a condição de brasileiros naturalizados.Email: sergioglins@gmail.

Fernanda é Ministra do Superior Tribunal de Justiça. Camila. Fernanda e Carolina. Gilda é Presidente da Câmara dos Deputados. V. nascida em 22 de fevereiro de 2012 na Grécia. Neste caso.Considere as situações hipotéticas abaixo. d) Mariana. De acordo com a Constituição Federal brasileira. sendo exigida. apenas prévia autorização da autoridade competente. desde que a reunião tenha caráter pacífico e não frustre outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. são privativos de brasileiro nato os cargos ocupados APENAS por a) Mariana e Gilda. e) Mariana e Camila.Email: sergioglins@gmail. III. Camila é Ministra do Supremo Tribunal Federal.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . se preencherem os requisitos constitucionais. mas a suspensão de suas atividades é medida que se insere no âmbito do poder de polícia da administração. como o habeas corpus e o mandado de segurança. I.Eulina. 3 . a) apenas Carmem é brasileira nata. para tanto. d) As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial. b) Eulina e Carmem podem se tornar brasileiras naturalizadas. II. Camila e Gilda. e) Eulina e Carmem são brasileiras naturalizadas independentemente do preenchimento de qualquer requisito. Fernanda e Carolina. 4 . em caso de relevante interesse social ou de ofensa ao bem-estar coletivo. nascida em 18 de novembro de 2011 no Brasil. d) Eulina e Carmem são brasileiras natas.com c) A CF assegura o direito de reunião em locais abertos ao público. c) Camila. Carmem. b) Mariana. c) apenas Eulina é brasileira nata. IV. é filha de cidadão espanhol e de cidadã croata que estavam passando suas férias em passeio turístico no Piauí. . é filha de cidadãos brasileiros que estavam a serviço da República Federativa do Brasil no mencionado país. Carolina é Ministra do Tribunal Superior do Trabalho. Mariana é Vice-Presidente da República. e) São gratuitas as ações que visam assegurar as liberdades públicas e a proteção de direito líquido e certo.

. João  a) não poderá candidatar-se. desde que possua idoneidade moral e adquira a nacionalidade brasileira. 6 .  d) poderá candidatar-se. nascido em Portugal. b) Aristóteles. não sofra condenação criminal e requeira a nacionalidade brasileira. desde que opte pela nacionalidade brasileira. por ocasião de serviços diplomáticos prestados naquele Estado por seu pai à República Federativa do Brasil. Airton e Aristóteles. é filho de pai inglês e mãe alemã que não estavam a serviço de seus países. Alberto. Airton e Ananias.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins .João. b) poderá candidatar-se. São considerados brasileiros natos a) Ananias.com 5 . atendendo a essa condição de elegibilidade. por ser considerado brasileiro nato. e) Ananias. à luz da Constituição da República. Nesse caso. adquiriu a nacionalidade brasileira após residir por um ano ininterrupto no Brasil. considerada exclusivamente a exigência relativa à nacionalidade. de idade optou pela nacionalidade brasileira. II. Ananias. quando completou dezoito anos. filho de pai brasileiro e de mãe russa que veio residir no Brasil e. residente no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. requereu a nacionalidade brasileira. d) Ataulfo. Ataulfo. Alberto e Ataulfo. nasceu na Rússia. Aristóteles e Alberto. por se tratar de cargo reservado a brasileiros natos e João ser estrangeiro. Aristóteles. na forma da lei.   c) poderá candidatar-se. Alberto e Airton. desde que resida por mais cinco anos ininterruptos no país. é filho de pai holandês e de mãe brasileira que estava a serviço do Brasil. possui idoneidade moral. filho de pai brasileiro e mãe espanhola. nascido na França. reside há dez anos ininterruptos no país e pretende candidatar-se a Presidente da República.Considere: I. por já residir há mais de um ano ininterrupto no país. Airton.Email: sergioglins@gmail. nascido na Holanda. IV. nos termos da Constituição da República. a qualquer tempo. V.  e) poderá candidatar-se. nascido no Brasil. nascido na França. c) Ataulfo. III.

Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . A CF consagra a prevalência da democracia representativa. . em qualquer idade. alistáveis. enquanto menor. podem se eleger. e os estrangeiros não dispõem da capacidade eleitoral ativa. é filho de mãe brasileira. portanto. durante o período militar obrigatório. d) brasileiro naturalizado. independentemente de residir na Inglaterra. O ordenamento jurídico-constitucional brasileiro considera inelegíveis. e) brasileiro nato. pela nacionalidade brasileira. fazendo apenas alusão à democracia direta. atendidas determinadas condições. depois de atingida a maioridade. sua mãe protocole no Supremo Tribunal Federal a requisição da sua nacionalidade brasileira. filho de pai inglês e de mãe brasileira. c) sempre brasileiro nato. em qualquer tempo. sem mencionar expressamente os meios pelos quais a soberania popular poderá ser diretamente exercida. desde que venha a residir no Brasil e requisite. O povo exerce o poder por meio de representantes eleitos ou de forma direta. se contarem com mais de dez anos de serviço. desde que. inglês. nascido na Inglaterra. menor impúbere. a nacionalidade brasileira. contudo. a qualquer tempo porque foi registrado na repartição inglesa.    II – DIREITOS POLÍTICOS 1 – CERTO OU ERRADO Os conscritos. mesmo residindo na Inglaterra.John. em regra. como nos casos de plebiscito e referendo.  b) sempre brasileiro naturalizado.com 7 . será considerado  a) brasileiro nato. estes. se vier a residir no Brasil e opte. foi registrado na repartição inglesa.Email: sergioglins@gmail. não sendo. O alistamento eleitoral é obrigatório para os maiores de dezesseis e os menores de sessenta anos de idade. os estrangeiros e os militares. pois.

ter. b) não poderá concorrer ao pleito. b) trinta anos e ser brasileiro nato. com 18 anos de idade. pela primeira vez. se vencer as eleições. Rodolfo  a) poderá concorrer ao pleito.      a) trinta e cinco anos e ser brasileiro nato.Email: sergioglins@gmail. pois incide em caso de inelegibilidade reflexa pelo fato de seu pai ser Deputado Estadual no mesmo território de jurisdição em que deseja se eleger.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . como impedimentos ao exercício do direito de ser votado. seu pai não poderá se reeleger no mesmo Estado de jurisdição do filho. c) não poderá concorrer ao pleito. constituem exceções e.Rodolfo.com As inelegibilidades.     . no mínimo.Nos termos da Constituição Federal. pois não possui idade suficiente para se eleger Vereador. quanto à idade e à nacionalidade. portanto. concorrer para o cargo de Vereador em Município que pertence ao mesmo Estado no qual seu pai é Deputado Estadual. mas. e) trinta e cinco anos e ser brasileiro nato ou naturalizado. Neste caso. respectivamente. se circunscrevem às taxativamente previstas no texto constitucional. são condições de elegibilidade para Senador. deseja. d) trinta anos e ser brasileiro nato ou naturalizado. 3 . 2 . segundo a Constituição. c) dezoito anos e ser brasileiro nato ou naturalizado. pois possui idade suficiente para se eleger Vereador e não incide em caso de inelegibilidade reflexa em relação a seu pai. e) poderá concorrer ao pleito. d) poderá concorrer ao pleito desde que seu pai renuncie ao respectivo mandato até seis meses antes do pleito.

Plínio. Tibério. segundo a Constituição Federal brasileira. referendo e iniciativa popular. do Prefeito. b) trinta dias contados da posse. deve renunciar ao respectivo mandato até doze meses antes do pleito. nos termos da lei. instruída com provas da fraude.Mauri é eleito Prefeito Municipal de uma determinada cidade.com 4 . são elegíveis. visto que. para concorrer a outro cargo.  b) o alistamento eleitoral é obrigatório para os maiores de dezoito anos e analfabetos. até o segundo grau. III – PARTIDOS POLITICOS 1 – certo ou errado O legislador ordinário não tem competência para estabelecer normas relativas aos critérios de filiação e de escolha de candidatos dos partidos políticos.  e) em regra. os parentes afins.  d) a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. no prazo de      a) quinze dias contados da posse.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . no texto constitucional. c) trinta dias contados da diplomação.No tocante aos Direitos Políticos. O candidato derrotado. e. sabe que. mediante plebiscito.Email: sergioglins@gmail.  c) o voto é facultativo para os analfabetos e os maiores de sessenta anos e menores de dezoito anos. no território de jurisdição do titular. 5 . é assegurada às agremiações partidárias a autonomia para estabelecer as normas relativas à . com valor igual para todos. d) quinze dias contados da diplomação.  a) o Governador de Estado. que respeita a ordem constitucional e o Estado Democrático. o acusa de fraude e poderá ingressar na Justiça Eleitoral com ação de impugnação de mandato eletivo. e) cinco dias contados da diplomação.

os de possuírem caráter nacional e prestarem contas à Justiça Eleitoral. 6-B II: 1 – C E E C E E. os partidos políticos são instituições de caráter não permanente. III: 1 – C E E.E . com vistas à organização e participação política do eleitorado.Considere as seguintes afirmações sobre as normas constitucionais relativas à criação e ao funcionamento de partidos políticos: I. bem como ao seu funcionamento. No Brasil.E E E E C C. 4-D. dentre os quais.Excelência Cursos Direito Constitucional – Poder Judiciário Professor: Sergio Lins . Está correto o que se afirma em      a) I. III. II. 2 . independentemente de ter ou não representação no Congresso Nacional. b) II. apenas. cujo objeto e finalidades foram delimitados pela CF. 5-B. c) III. e) I. 2 . 4-D. organização e funcionamento. apenas. organização. 2-E. fidelidade e disciplina partidárias. 2-B. 3-D. Qualquer partido político pode ingressar com mandado de segurança coletivo. 3-E. II e III. GABARITO: I: 1. Embora assegure aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. apenas. a Constituição prevê que seus estatutos devem estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. apenas. d) I e II. Os partidos políticos deverão observar preceitos estabelecidos na Constituição.com sua estrutura interna. Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão.Email: sergioglins@gmail. na forma da lei. 5-D.