CANIBALISMO SAGRADO E SACRIFÍCIOS HUMANOS

Deus é antropófago. Por isto os homens são sacrificados a ele. Antes dos homens serem sacrificados, sacrificavam-se animais, pois aqueles a quem eram sacrificados não eram deuses. – Evangelho de Filipe. "Em muitos aspectos, tanto morais como físicos, os canibais são mais sensíveis do que nós...têm uma espécie de governos, mas nenhum que sistematicamente rouba e dê fome aos desamparados; eles podem comer seus os inimigos, mas não os queimam vivos nem os torturam até à morte por causa de trivialidades doutrinais. -- Montaigne [1533 - 1592]1 CANIBAL 1 3 6 26 28 ORIGEM DO CANIBALISMO EM GERAL SACRIFÍCIOS HUMANOS FUNDACIONAIS

A ORIGEM DO CANIBALISMO ASTECA, EM PARTICULAR21 SACRIFÍCIOS HUMANOS NA TRADIÇÃO CLÁSSICA A GRANDE FOME IRLANDESA DA BATATA 28 SÍNDROME DE ESTOCOLMO 33 37 A IDEOLOGIA CANIBAL COMO MÍSTICA GUERREIRA TESES MATERIALISTAS PARA OS SACRIFÍCIOS HUMANOS

CANIBAL
«Caraíbas» • (de karaiba, estrangeiro, na língua dos Caraíbas), adj. relativo às Antilhas, Venezuela e Guianas e aos povos que ali habitavam quando lá chegaram os Europeus; • s. m. a língua dos Caraíbas; • s. m. pl. antigos povos antropófagos; «Canibal» • s. m. • antropófago; • (fig.) homem feroz como os lobos! (< do cruzamento de caribal(o) das Caraíbas com can- de canídeo por haver cadelas que por alguma causa mórbida podem em certas alturas comer as próprias crias logo depois do nascimento) Caribal = Terme par lequel les indiens Carib se désignaient eux-même et qui signifie "hardi": Encyclopedia Universalis, v Cannibalisme et Trésor de la Langue Française
CNRSParis1977v Cannibale.

Les fantasmes européens et les craintes - légitimes - des indigènes se mêlèrent et elles se traduisirent dans le langage pour désigner, dans un improbable fruit du vocabulaire local et de sa version vaguement canine, le canibal espagnol. Comme le note Frank Lestringant: "Colomb n'est pas seulement le découvreur de l'Amérique; c'est d'abord l'inventeur du cannibale". Sur son carnet de bord, en date du dimanche 4 novembre 1492, l'Amiral inscrit sur la foi de ses truchements que plus au Nord de Cuba: "il y avait des hommes avec un seul oeil et d'autres avec des museaux de chiens mangeant les êtres humains".

Não creio que a origem do termo «canibal» tenha a derivação tão simplória como a referida pelos gramáticos, que nem sequer são unânimes quanto a isso. Para
"In many respects, moral as well as physical, the cannibals live more sensibly than we do....they have a government of sorts, but not one that systematically robs and starves the helpless; they may eat their enemies, but do not burn them alive or torture them to death over doctrinal trivia...-- Montaigne [1533 - 1592]
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uns, cara-ib seria sinónimo de estrangeiro entre os caribenhos e para outros, seria o nome que estes davam a si mesmos! Tal como se divaga até parece que o termo “canibal» resultaria de um mero trocadilho inventado como o “ovo de Colombo», a propósito de coisas tão desagradáveis como são sempre fenómenos como o canibalismo e a pedofilia! O termo canibal já devia existir porque a realidade do canibalismo não terá sido descoberta pela primeira vez por Cristóvão Colombo pois os antigos já a conheciam em povos africanos e sob a forma ocidental arcaica da licantropia. Aliás, é mesmo bem possível que o termo seja uma corruptela alternativa do nome do Carnaval. «Canibal» < *canipalu *canilup(us), lit. “cão lobo”??? < Ka-ni-wer, lit. “o que transporta o ka da vida para o céu < Ka-Ana-Wer > Haanewar > Fen. Hannibal > «Aníbal». Ver. DIONÍSIO (***) & LUPERCALES (***) A conotação canina do nome tanto pode ser posterior ao uso latino deste termo como sobretudo pela relação deste conceito com o culto do canino Anubis que poder ter tido em tempos o nome de *Anuber. De facto, a relação fonética entre canibal e *canipalu faz-nos lembrar Apolo Lucayo, o deus dos “lobos brancos”, que, por relação com Anpu/Anubis dos Egípcios, nos reporta para os “deuses de transporte dos mortos” relacionados com os canídeos (lobos, chacais e hienas) que devoravam os cadáveres que não eram inumados. Ora, e nem mais uma vez por acaso, o arquipélago que exibe hoje o nome das Antilhas aparece nos mapas antigos sob a denominação de Lucayas, Caraibas ou, ainda, Camercanas. Este último nome é sobretudo sugestivo por fazer lembrar Chimalma, mãe de Quetzalcoatl, Deusa Mãe dos Astecas...e de todos os navegantes paleolíticos desde os Camarões à Suméria... ou, dos lendários Simérios aos longínquos samurais das ilhas de Cipango (< Ki-Phan-Ku, a ilha da Fénix e sol nascente de Benu!) Isto reporta-nos para a ideia de que Anpu (> Anpu + lu >) / Apolo tenha sido a evolução dum mui arcaico deus da “licantropia canibal” em relação com o culto do “transporte das almas” (= Ka) para uma hipotética ilha dos mortos para lá do “por do sol”, nos mares ocidentais! A peregrinação dos povos antigos fazia-se pelas estrelas da grande via láctea que era o seio da Noite, a grande vaca leiteira que era a deusa mãe primordial! Por terra estes povos procuravam a sepultura do sol no lugar que veio a ser no tempo de cristianismo o túmulo do apóstolo Tiago, em Compostela! Ver: ASTROS/ ESTRELAS (***) & FOMOIROS (***) Os que se aventuravam por mar iriam mesmo aportar às Antilhas ou Caraíbas! Notar ainda que, no Egipto, ao lado de Anpu/Anubis aparece sempre Toth nas mesmas funções de deus dos mortos mas, agora no papel das aves comedoras de cadáveres como o abutre e o condor! Em qualquer dos casos estamos seguramente no campo do mais arcaico dos mistérios míticos: o “cultos dos mortos”! Pois bem, esta tradição dos deuses gémeos, guardiães dos mortos, parece ter permanecido na mitologia dos Astecas, ainda que de forma encoberta, no mito de Quetzalcóatl & Tlaloc.

Ver: ANPU (***) & QUETZALCÓATL (***) ORIGEM DO CANIBALISMO EM GERAL
L'anthropophagie est inconcevable. Elle est plus qu'une simple crainte, avec elle ouvre une béance; il est donc logique qu'elle suscite des réactions de rejet absolu. Elle est l'acte le plus ignoble: ignoble par nature, irréductible à la culture, annihilateur de toute dignité; et ce quelles que soient les époques, les sociétés, les lieux. Au point que même reléguée dans l'univers de la mythologie, ou dans celui de l'étranger, elle pétrifie encore. (...) Autrement dit, la question de l'anthropophagie sans raison culturelle, de simple nécessité ou par goût, est un tabou anthropologique absolu. L'anthropophagie doit toujours obligatoirement être requalifiée en cannibalisme car il n'est pas concevable que cet acte puisse être non-signifiant, et même non hautement signifiant. En ethnologie, la proposition même d'une anthropophagie par appétence suffirait à une grave décrédibilisation de l'auteur d'une telle provocation. Tandis qu'en droit, paradoxalement, l'explication de la pulsion cannibalique compte peu, sa seule existence en relègue l'auteur, de factoet irrémédiablement, dans la catégorie des aliénés: ainsi la jurisprudence a-t-elle préféré mettre le comportement anthropophage d'une mère sur le compte d'une aliénation mentale non-reconnue par la médecine dans le but de préserver "l'honneur de l'humanité". Autant dire que l'anthropophage est nié, exclu du champ du droit, pour être coûte que coûte confié à la médecine psychiatrique. (...)Le changement de nature emporte ici changement de degré: de l'inconcevable absolu, l'absorption de chair humaine devient une transgression acceptée car gérée par un ordre dogmatique et encadré par la force édifiante du rituel. Intégrer pour mieux contrôler, telle est la stratégie de l'institution cannibale. 2

A origem dos “sacrifícios humanos”deve ser tão antiga quanto a perversão que transformou o homo erectus omnívoro num homo sapiens apreciador de carne assada e do tutano dos restos dos banquetes dos carnívoros, em companhia dos canídeos. Os primeiros europeus eram canibais, diz um estudo da France Presse, em Atapuerca:
Restos fossilizados atribuídos aos primeiros europeus, descobertos no sítio arqueológico de Atapuerca (norte da Espanha), revelam que estes homens pré-históricos eram canibais que apreciavam a carne de crianças e adolescentes. As primeiras escavações nesse local começaram em 1978, e no correr da década de 1980, foram encontrados inúmeros restos de humanos pequenos, uma descoberta significativa para os arqueólogos envolvidos. "Sabemos, por exemplo, que eles praticavam o canibalismo", afirma José María Bermúdez de Castro, vice-director de Atapuerca, um dos sítios arqueológicos mais importantes da Europa, inscrito em 2000 no património mundial da Unesco. O estudo dos fósseis também revelou que esses homens praticavam a antropofagia para alimentação, e não por ritual, e que comiam os seus adversários depois de os matar em combate. "É o primeiro caso de canibalismo bem documentado da história da humanidade; não quer dizer que seja o mais antigo", explicou Castro, acrescentando que “os restos do Homo antecessor da Grande Dolina estão dispersos, rompidos, fragmentados, misturados com os restos de outros animais, cavalos, rinocerontes, todos os tipos de animais que são produto da caça e consumidos pelo ser humano". Os restos fossilizados, encontrados a partir de 1994, correspondem provavelmente aos primeiros seres humanos que se desenvolveram na Europa, batizados de Homo antecessor. O Homo antecessor, que viveu antes do homem de Neandertal e do Homo sapiens, se instalou há 800.000 anos nas grutas de Atapuerca, provavelmente depois de uma longa imigração a partir da África e através do Oriente Médio, o norte da Itália e depois a França.
2 L'Aliment sacré, Par Christophe Meyer.

"Além disso, temos pelo menos dois níveis com restos de Homo antecessor canibalizado, portanto não se trata de um canibalismo pontual, e sim parece que é algo continuado ao longo do tempo". "Depois há outra circunstância muito interessante, que é que a maioria dos 11 indivíduos identificados é de crianças ou adolescentes". "Achamos que há dois jovens adultos, entre eles talvez uma mulher, e isso também pode ter um significado, pois é a morte da base da pirâmide demográfica do grupo", conclui o vice-diretor. (...) No total, cerca de 7.000 fósseis humanos foram encontrados no local.

Obviamente que a taxa de 1/700 de canibalização não revela um canibalismo em massa propriamente dito até porque a canibalização sistemática na base da pirâmide etária teria acabado com a espécie humana. Assim o melhor é concluir que há 800.000 anos, nas grutas de Atapuerca, havia o risco de morrer canibalizado na taxa de 1/700 o que não está muito de acordo com a tese de que “esses homens praticavam a antropofagia para alimentação, e não por ritual, e que comiam os seus adversários depois de os matar em combate”. As crianças e adolescentes não seriam propriamente combatentes e a taxa calculada por alto não sendo pontual também não é reveladora dum canibalismo alimentar regular bastando suspeitar que a taxa de abate de animais de outras espécies terá sido muito superior a 1/700. Mesmo que não fosse uma forma de canibalismo ritual e fosse de facto uma forma de alimentação desviante excepcional esta seria no mínimo aceite para controlo demográfico do grupo. A domesticação da hiena deve ter começado por esta altura a partir duma bemsucedida partilha de afectos entre espécies que competiam pelo mesmo nicho ecológico!
L'anthropophagie comme signe du chaos;est un thème si largement répandu qu'il est possible de le retrouver dans toutes les mythologies de la Création, ne serait-ce qu'à l'état de vestiges ou bien caché derrière une symbolique complexe, dans le but de censurer la crudité du fait. 3

Ver: NUT (***) A morte natural por velhice seria uma ocorrência rara nos tempos arcaicos do alto paleolítico. A mítica longevidade dos patriarcas antediluvianos deve ser uma espécie de sonho mítico de uma minoria de privilegiados do neolítico emergente onde o envelhecimento natural, por ser coisa rara nestes tempos arcaicos, acabou mitificado na forma de antepassados míticos fundadores do grupo citadino neolítico. A maioria dos caçadores paleolíticos arcaicos acabaria caçada por predadores naturais como os lobos ou serem vítimas durante as caçadas de acidentes e mortes súbitas por exaustão sendo abandonados e depois comidos por necrófagos.
L'endophagie funéraire permet d'expliquer ce curieux phénomène de cannibalisme brutal envers un étranger parfaitement intégré. Cette seconde forme de cannibalisme (si on excepte le sacrifice humain) relève de la question du sort à réserver la dépouille de celui qui a cessé de vivre. Que faire du mort qui laisse au groupe un corps si encombrant, comment gérer cette chose? La réponse occidentale traditionnelle a longtemps été (avant la vogue de la crémation) de le faire manger par (ou le réintégrer à) la Terre-Mère. Certes, la réponse n'était pas formulée ainsi, mais cela en est le sens. Dans les groupes de chasseurs - cueilleurs auxquels s'intéresse l'ethnologie, la révolution agraire du néolithique n'a pas pu induire une telle

3 L'Aliment sacré, Par Christophe Meyer.

se os lobos comiam elementos da espécie humana e. du viol à l'inceste et de l'inceste au cannibalisme. 5 L'Aliment sacré. l'analogie s'opère encore plus facilement entre inceste et cannibalisme. 4 A licantropia foi aprendida pelos humanos como uma espécie de imitação do canibalismo natural dos lobos. se as hienas também comiam os cadáveres dos humanos não inumados. quando estas tradições seriam já vestigiais e apenas nos cultos de Tanit. se existem locais geográficos onde a “morte do sol” teria sido então particularmente objectiva e dramaticamente vivida seria nas regiões das longas noites boreais da Lapónia. e os autos de fé da inquisição. on y retrouve une pratique plus ancienne. Par Christophe Meyer.5 Dolo “Delito sexual” violação incesto canibalismo.pratique. (…) Ensuite. facto que nos explica que a prática dos sacrifícios humanos tenham chegado até às Américas onde tenham sobrevivido até à época da provável colonização minóica por Viracocha. Au contraire. seguramente a 4 L'Aliment sacré. sobretudo. o estranho rito da cremação com os “auto-sacrifícios por amor” que os acompanhavam até há bem pouco tempo na Índia. . si pour les besoins de la cause. podem ter tido esta remota origem nos primórdios da conquista do fogo! L'examen de certaines sociétés permet même de supposer une parenté plus étroite entre interdits alimentaires et sexuels et de les confondre en une notion indistincte. il y a plus qu'un glissement de sens. Ora. dont la proximité a déjà été évoqué. terra de Kar-ki e das “rena» (< Re-una) de Alef-inus]. De facto. ce qui laisse penser que la confusion est bien l'état originel des deux notions d'alimentation et de sexualité. Comer sexualmente alguém era sinónimo de conhece-la de forma bíblica o que poderia acontecer de forma suprema quer pelo incesto enquanto amor mais aproximado ao próximo quer pela incorporação total antropofágica! Os “sacrifícios humanos” podem ter começado por estar relacionados com a vivência dramática da morte solar em relação com fenómenos cósmicos apocalípticos como seriam a queda de cometas ou os eclipses solares. il ne faut pas oublier que c'est par un abus de rationalité. Par Christophe Meyer. une continuité dans la même notion. --. De la transgression au viol. os homens que estavam em vias de fazer amizade com o lobo e se banqueteavam ao lado das hienas acabariam por aceitar a ideia mística de comer também os cadáveres dos humanos! Se os lobos e canídeos “transportavam as almas” dos humanos não inumados para o paraíso comendo-os. nous tentons d'isoler ces différentes composantes. à mesma honra e dignidade poderiam aceder os humanos começando por comer o tutano dos ossos humanos deixados pelas hienas e acabando mais tarde por aprender a come-los assadas! Dito de outro modo. «Lapónia» [< | Rê < Urash < Kaur | phiania. Ainsi. quia peut-être fondée la nôtre: faire manger la dépouille (ou la réintégrer) au groupe. A propósito da mitologia do povo Sami da Lapónia ver: APOLO CARNEIOS (***) O princípio da magia simpática do “similia similibus curantur” teria gerado o impulso cultural para os sacrifícios humanos em honra da morte do sol.

(…) Perhaps the best way of expressing the matter is to say that the Alatunja has. passing from father to son. Thus. 6 L'Aliment sacré. a position which. child. ce qui rend ce même bien sacré. enables him to wield considerable power not only over the members of his own group. ex-officio. La fonction sacrificielle est connue depuis longtemps dans les sociétés non-étatiques. animais. dirigidas a plantas. la pratique se rapprochant le plus d'une telle institutionnalisation étant constituée par l'intichiuma c'est-à-dire par la mise à mort et la dévoration de son propre totem. which is called an Ertnatulunga. 6 In-ti-chi-u-ma = Cerimónias sagradas executadas por alguns povos aborígines australianos. two at least of the bodies showing marks of fire. Barnes & Noble Publishing. The Alatunja is not chosen for the position because of his ability. Obviamente que há que saber se os restos mortais encontrados pelos arqueólogos já teriam idade para trabalhar de serventes de pedreiros. NY. De resto. for example. or a special hole in the ground.. The authority which is wielded by an Alatunja is of a somewhat vague nature. and from the occurrence of similar offerings in the corners of houses or under the foundations. Le sacrifice est la grande fabrique du sacré (sacer facere). which has usually the form of a cleft in some rocky range.James is Professor Emeritus of History of Religion London UniversityPage-95 A verdade é que os aspectos rituais referidos seriam meras práticas residuais herdadas do passado e a que apenas se recorria em épocas de maior crise e carestia ou em situações de máxima importância social e formal. E. deposited in jars with food-offerings in smaller vessels. are kept the sacred objects of the group. Il s'agit d'offrir la propriété d'un bien (homme ou chose) à un dieu. por isso. in the whole area of the high place at gezer skeletons of new-born infants were buried. Near to this store-house. Dr. always provided that the man is of the proper designation—that is. O. but only in that case. e fenómenos naturais com significado totémico.. or uninitiated man dares venture on pain of death. in a kangaroo group the Alatunja must of necessity be a kangaroo man. within certain limits. (…) The most important function of the Alatunja is to take charge of what we may call the sacred store-house. Elles n'instituent pas de sacrifice en tant que tel. is hereditary." Sacrifice and Sacrament by Dr.mesma que Anat/ Atena e Artemisa e continuado de forma paroxística e sem qualquer decréscimo de intensidade até as descobertas ibéricas. Par Christophe Meyer. James. numerous bodies of children discovered in the foundations of buildings leave no room for doubt that oblations [offerings] of this character were of common occurrence among the canaanites to strengthen the walls of houses and cities. concealed from view. se o trabalho infantil foi de regra até há poucos anos e. mais de façon diffuse.that the infants were an oblation of first-born devoted to the temple from birth may be deduced from the fact that they were less than a week old. if he be a man of personal ability. se as crianças seriam o grupo de maior sinistralidade laboral seria quase uma honre que as crianças que morriam a trabalhar fossem enterradas nas fundações dos edifícios que ajudavam a construir. no woman. SACRIFÍCIOS HUMANOS FUNDACIONAIS Foundation Sacrifices: "In palestine. the post is one which. . in which. but over those of neighbouring groups whose head men are inferior in personal ability to himself.

we can come to no other conclusion than that this is expressive of his recognition of what may be called a group relationship. . (…) and the object of which is to increase the supply of the animal or plant bearing the name of the particular group which performs the ceremony. while conducting them.At intervals of time. to follow out strictly the customs of his ancestors. that amongst the Arun-ta natives a man calls a large number of men belonging to one particular group by the name “Ok-nia” (a term which includes our relationship of father). De facto há fortes probabilidades de tanto a Austrália como a polinésia terem sido povoados ainda antes do neolítico por povos marinheiros da época megalítica provenientes das costas das regiões mais ocidentais da Europa e que teriam uma cultura marítima e língua comum com os povos do mar Egeu. be pointed out that. there is no necessity for each to have either a medicine or an Irun-tar-inia man. A religião totémica é possivelmente a forma mais arcaica de manifestação religiosa e não terá comparação entre as culturas neolíticas antigas porque já teria evoluído ainda que seja possível postular que esta seria uma mera variante do xamanismo de que aliás o termo Inti-chiuma estaria próximo. In the performance of this ceremony the Alatunja takes the leading part. and when determined upon by the Alatunja. o alatunja aborígene australiano seria o “presidente da junta” local ou algo próximo de *arantuja. as the case may be. and that he calls all their sons by the name of “Ok-ilia” (elder brother) or “Itia” (younger brother). though he has. while every group has its Alatunja. the members of the group perform a special ceremony. (…) It may. that he calls all the wives of these men by the common name of “Mia” (mother). Each group has an Intichiuma of its own. and that in regard to the position of the latter there is no such thing as hereditary succession. however. Assim sendo. and during the celebration the proceedings are carried out under his direction. Arunta < Har-Antu + cha > *arantuja > alantuja > Alatunja. When we find. called Inti-chiuma. which can only be taken part in by initiated men bearing the group name. he it is who decides when it is to be performed. for example.

povo que teria adorado a grande deusa M(i)a Antu que quotidianamente paria o sol com a aurora para o devorar à noitinha. La fin de la fête célèbre la mise en ordre définitive de l'univers. ni juridique. son but étant de figurer le chaos dionysiaque en respectant la forme que lui ont prêté les mythes: anthropophagies plus ou moins déréglée. il devient lui-même tabou car au contact de la sacralité. de le relancer par cycles. sa sacralité n'est pas ambivalente pour les membres du clan qu'il protège. la force terrible dont il est le siège se libère et détruit l'imprudent qui n'est pas assez puissant pour la supporter. En effet. Mesmo entre os fenícios. (…) Le totem est en règle générale un animal comestible (plus rarement une plante et exceptionnellement une force naturelle) qui se trouve dans un rapport particulier avec l'ensemble du groupe clanique. La division de la tribu en clans totémiques se présente donc à première vue . en vertu d'une nécessité interne. (…) La seconde consiste à reproduire symboliquement toute la mise en mouvement du cosmos afin de le réactiver. par simple contact. Le tabou violé se venge tout seul car. la transgression se suffit à elle-même et le châtiment se déclenche automatiquement. ni religieuse. Mais ces restrictions tabou ne procèdent pas d'une logique de l'interdit telle que la pensée contemporaine pourrait la concevoir. Le tabou comme pénalité naturelle. Cette seconde forme s'expriment au moment de grandes célébrations annuelles qui reproduisent le passage du sauvage au civilisé. ce n'est qu'en cas de violation de l'interdit que la force destructrice du tabou réapparaît derrière le totem. estes terão sido apenas e sobretudo intensos em Cartago perante as desastrosas derrotas dos seus exércitos nos finais das guerras púnicas. de craintes que la dynamique de la création ne s'arrête d'un coup. A ele seriam votados sacrifícios humanos de que os Aruntas se terão fugindo por mar e criando uma cultura nova que lhe era adversa. os ameríndios sobretudo astecas. à moins qu'un rite de purification n'ait été prévu. o filho da grande cultura dos Aruntas. Le terme tabou est un mot polynésien qui désigne l'ambivalence du sacré en traduisant la "terreur sacrée" qu'il inspire. orgies sexuelles. enfim. les prohibitions tabou ne constituent pas un système éthique qui détermine les interdictions par une raison. Ce rapport s'exprime en trois étapes d'une chronologie imprécise: le totem est l'ancêtre mythique du groupe.Alatunja seria literalmente tão só e apenas o pequeno Arunta. alguns celtas mais nórdicos e fanáticos e. Cependant cette "action-réflexe" d'autoprotection du sacré induit indirectement une réaction de protection de la société contre le transgresseur. mais il s'agit d'une transgression codifiée qui n'a rien en commun avec la licence.. Les rituels comportent ainsi deux fonctions. car ils se soumettent à un interdit de consommation de sa chair. La première fonction des rituels est de légitimer certains actes de la vie quotidienne qui sont spécialement dangereux car fortement sacralisés. Na verdade. Le mode de fonctionnement du tabous' apparente donc plus à celui d'un principe de la physique que de celui d'une disposition normative. Les institutions sont alors suspendues le temps de la fête et la transgression devient la règle. forme l'ossature du système des interdits qui est mis en scène par les rituels. Le passage vers une appréhension pénale commence donc à se dessiner. car leur essence n'est ni morale. consommation du totem. par la simple remise en vigueur des règles quotidiennes. Dans ce cas la forme du rituel rappelle le mythe qui explique l'origine de cette pratique et permet de réguler la vie de tous les jours en harmonie avec les commandements mythiques. que eram reconhecidos como praticando sacrifícios humanos. il s'est chargé d'une part de ce mana qui le retranche de la société de sessemblables.. terão sido muitas a tentativas culturais para fugir ao jugo pesado do matriarcado cretense e todas elas muito precoces só tendo ficado memória recente entre os fenícios. Son infraction l'ayant exposé à la force du sacré (le mana).

. contra natura. ou pelo menos de sobreaviso sobre os riscos de mal nutrição que uma dieta pobre em proteínas de origem animal pode acarretar.comme un mode de gestion du sacré. They saw their gods as instructing them about life. anti-ecológica em alguns aspectos. existem explicações para a prevalência do canibalismo nos períodos mais arcaicos da história humana com laivos idilicamente tão rusonianas quão contraditórias: The development of agriculture created more food. Este facto é particularmente curioso por pôr os vegetarianos em causa. Also. Perhaps fewer than half of the children of agricultural societies lived past the age of ten. but here instruction was lacking. 7 Ver: “DEUS MORTO” PRIMOGÉNITO DE DEUS! (***) OU A MORTE SACRIFICIAL DO No entanto. They suffered from disease epidemics that had been rare among hunter-gatherers. (…) Agricultural societies were more vulnerable to storms and drought. sewage and their water supply. 8 …porque deixaram de ser eles próprios os caçadores dos animais que comem! . Archaeologists have found in the bones of children in agricultural societies more signs of malnutrition than that of people living from hunting and gathering. pelo curto espaço de tempo que demorou a chegar à época industrial.mais obesos8. De resto é sabido que as novas gerações que nasceram e cresceram na época pós moderna da fartura de produtos de origem animal tendem a ser de facto mais altos mas também. Or. and agricultural societies remained on the brink of inadequate nutrition. chegando mesmo a ser ab início. and their ignorance was costly. Se as coisas fossem assim tão pessimistas para o lado da agricultura esta nunca teria vingado como sistema de organização social. cette conception n'est que le fruit d'une société qui met l'accent sur l'individu.. people were more vulnerable to disaster. la mort est un phénomène qui supporte une interprétation toute différente au niveau du groupe. and the average height of early farming populations has been discovered to be shorter than that of hunter-gatherers. Domesticated plants were vulnerable to insect ravages in ways that wild plants were not. And with the greater dependence upon growing their own food. but life was not simple: more food made possible more people. Quer isto dizer que nem os povos do início do neolítico se aperceberam dos riscos que estavam a correr nem tinham a sensatez suficiente para saberem que as “saudades das cebolas do Egipto” eram meras armadilhas em que a história se estava a meter? Obviamente que a questão da evolução social nunca foi uma questão de opção 7 L'Aliment sacré. Par Christophe Meyer. de certo modo. They knew nothing about bacteria. il ne faut pas oublier que si la mort violente est considérée comme une tragédie individuelle. the crowding of people in more populous societies was accompanied by unsanitary conditions. considerada pelo senso comum como portador de vantagens comparativas em relação ao sistema anterior de “caça e recolecção”! O facto de a agricultura ter tido que enfrentar novos problemas ambientais criados pela própria lógica dum sistema de exploração da natureza que era. não significa que a chamada revolução neolítica tenha sido desde logo uma regressão adaptativa da espécie humana em relação ao período evolutivo paleolítico que a antecedeu! A prová-lo está o estrondoso sucesso que este sistema teve. Ainsi. People living close to each other tended to be careless about their refuse.

José só se terá enganado em dois anos. se for possível demonstrar que os ciclos solares da época dos faraós não seriam de 14 anos! . Ora. Mesmo assim. (…) “Agora dou esta sugestão a Faraó: “Faraó deve escolher um homem sensato e inteligente. queimadas pelo vento leste. (…) “Vamos ter de agora em diante sete anos de muita fartura em todo o território egípcio. 17-36). como todas as grandes ignorâncias humanas. O mito de “José no Egipto” e a realidade histórica de Imhotep são exemplos significativos disto mesmo! Na época rural era fácil relacionar as crises com as épocas de fome e estas com as intempéries naturais e com variações climatéricas. Depois vamos ter sete anos de fome. Ele deverá ter autoridade sobre o país inteiro. (…). durante os sete anos de fome que virão. secas. Mas a causa destas variações permanecia no segredo dos deuses e era. (…) “Tornei a dormir e tive outro sonho.” disse José. a explicação até é mais simples e intuitiva do que poderia parecer! Os mitos que fazem da agricultura uma dádiva de deuses bondosos ou uma aquisição de sábios humanistas mais não fazem do que revelar nas entrelinhas que ela apareceu como solução inevitável para tempos de carestia e em lugares de recursos escassos limitados. (…) “Os dois sonhos são um só. “Então o Faraó contou o sonho a José. E a nação sobreviverá à crise. Logo depois saíram outras vacas – mas estas eram fracas. Sonhei que de um só talo saíam sete espigas boas e cheias de grãos.consciente dos povos e se existe um aparente paradoxo nas vantagens comparativas do neolítico há que tentar explica-lo! Relação tem poral do Neolítico e do Paleolítico Superior Néolithique 1 Paléolithique Supérieur 0 5 10 Milénios 15 20 25 30 Figura 1: Visão gráfica. atribuída ao castigo dos pecados humanos. Toda a mercadoria recebida será guardada em armazéns e depósitos – como propriedade do rei. “(…) De repente vi que sete vacas belas e gordas saíram do rio e ficaram pastando no capinzal da margem. feias e magras.” (Génesis 41. Assim o povo poderá ser sustentado com as provisões do Faraó. Depois nasceram no mesmo talo sete espigas feias. a primeira evidência duma relação de causalidade entre a actividade climática e economia vem dos tempos bíblicos e dos faraós do Egipto.

como já foi glosado até à saciedade. será uma cópia em segunda mão de há mais de 5 mil anos. é afinal uma mistura do nome do faraó Joser ou Geser. “como nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que vem de Deus”. facto que se aceita como decorrente da baixa qualidade nutritiva da dieta monótono da maioria da população. mas isso são outras histórias. as vantagens deste sistema foram sobretudo adicionais. a lenda bíblica de José do Egipto. a fome abateu-se sobe o Egipto porque sete anos haviam já passado sem cheia do Nilo. Segundo uma inscrição do Período dos Ptolomeus gravada numa rocha da ilha de Sahal. supervenientes e invisíveis porque de natureza espiritual e cultural pelo acréscimo de tempo/pessoa não afecto às actividades produtivas que este sistema permitia. foi esta mais-valia. filho de Ptá. Ora. Os restauros modernos descobriram que nesta ficou gravado o sonho premonitório do seu sucesso. com todos os seus ricos e preços ecológicos. sentado no seu trono. os locais que necessitavam duma gestão exaustiva e ordenada de recursos naturais com meios tanto naturais quanto artificiais eram as ilhas e oásis mediterrânicos e tiveram os vales fluviais do chamado crescente fértil como locais privilegiados de sucesso! No entanto. com o de Imotep. Recordou-se do deus Imotep. condição civilizacional sine qua non resultante dos primeiros passos dados pela humanidade no sentido da acumulação de capital e riqueza! Afirmar que a revolução neolítica acabou por trazer mais problemas do que soluções para aqueles que pretendia resolver seria contrariar a lógica impiedosa do gráfico anterior. o grande sábio que a arquitectou. O reinado de Joser foi politicamente e economicamente tão estável que este até se deu ao luxo de mandar restaurar a grande esfinge de Gize onde aos pés da qual deixou uma lápide comemorativa. A verdade é que o principal problema ecológico da agro-pastorícia foi o de reduzir os predadores naturais do homo sapiens ao mínimo e de expor o homem à promiscuidade da vida urbana e aos predadores invisíveis que eram as doenças infectocontagiosas. que já na altura teria sido famoso. por limites óbvios na investigação. que já uma vez tinha livrado o Egipto de um desastre semelhante. no Nilo: “No décimo oitavo ano do reinado de Joser.” Jos-(er + Imhot)-ep => Jos-ef > José. (…) O relato desta terrível situação chegou ao faraó que. O nome de José. como se verá. sentiu um grande desgosto. que estes povos eram maioritariamente formados por hordas de escravos que de outro modo teriam sido massivamente sacrificados em rituais sangrentos como os dos Astecas ou em razias guerreiras! Na mesma linha de raciocínio. seria necessário determinar para os mesmos locais se a densidade populacional efectiva teria ou não . que veio a marcar a diferença cultural decisiva e que veio trazer vantagens comparativas à vida sedentária da agro-pastorícia! Assim sendo. No entanto. que mandou construir a primeira pirâmide em degraus de Sacara.Escusado será dizer que mesmo no Antigo Egipto esta lenda já era considerada antiga. o terceiro faraó da 3ª dinastia. a revolução neolítica foi também o início da civilização enquanto começo de vida urbana e. o filho do patriarca bíblico Jacob. Assim. a verdade é que estes estudos omitem. se os estudos da antropologia arqueológica revelam uma maior tendência dos povos dos primórdios da agricultura para a malnutrição.

such as those on the plains of what is now the United States or societies in ancient Austrália”…prova. or they might be a person who had incurred the wrath of various people or the king. and early farmers were eager to please the gods by sending them what gifts they could. Ora. Como é óbvio. como era o caso da agricultura intensiva. misfortune was explained as the work of displeased gods. Human sacrifice existed among agriculturalists in Europe and in West Asia. inquestionavelmente arcaico e primitivo! Como o autor refere taxativamente que se trata apenas duma aparência é bem possível que a tese clássica se mantenha ainda a mais lógica e então. (…) Sacrificing people took place among agricultural people in India. tese este que foi tacticamente demonstrada pela realidade histórica do esclavagismo moderno. por cause. where the sacrifice might include scapegoating -.”Animal and human sacrifices appear to have been less prevalent in hunting and gathering societies. and left to die. A riqueza emergente das famílias dependia da fertilidade tanto das esposas como do gado e dos escravos! A regra era a de que. Or someone might be sacrificed who had been a stranger seized on some pathway or held captive from war.compensado uma malnutrição que a la longue acabaria por interferir na morbimortalidade geral da população e. da incipiente industria nascente na . It was believed that killing someone or an animal sent that creature to the invisible world of the gods. ficariam mais necessitados de “mão-de-obra” acessível e barata.. A afirmação seguinte é valida ipsis verbis para todos os períodos da história da humanidade em que os critérios de pensamento mágico e irracional prevaleceram sobre os racionais e. maimed. de acordo com a lógica evolucionista. pelo menos que estas práticas já vinham do passado! Neste caso estaríamos perante meras divergências quanto à intensidade dum fenómeno cuja natureza e qualidade era. a verdade teria sido mais ou menos a de que os sacrifícios humanos eram uma forma de exercício do direito penal nas sociedades primitivas paleolíticas que progressivamente foi substituído pela escravatura pelas óbvias vantagens económicas que este sistema penal apresentava em sociedades que necessitavam do uso de mão-de-obra intensiva para aplicar no desenvolvimento da agricultura. a simples afirmação do mesmo autor de que.an attempt to avoid calamity by people passing their sins to a chosen person who was then slain or sent away. Sendo assim.. Uma coisa é afirmar que os “sacrifícios humanos”ainda se verificavam nos alvores da história um pouco por toda a parte onde a revolução do neolítico tinha acabado de chegar e outra seria afirmar que só ai se verificavam “sacrifícios humanos”porque então. pela lógia natural das coisas este terá sido sobretudo predominante no período anterior ao neolítico. na sua densidade! (…) In agricultural societies. teríamos que conseguir provar que estes nunca teriam existido em sociedades paleolíticas. a parte seguinte do texto começa a revelar-se altamente questionável! And what gift was better than a servant in the form of another human? People saw the sending of one or a few members of their society to the gods as a good bargain insofar as it assured the survival of the entire society. Those sacrificed might be children. in Egypt and elsewhere in agricultural Africa. à medida que a sociedades iam evoluindo para sistemas produtivos mais complexos. as afirmações que este autor faz começam a ser discutíveis na medida em que carecem de rigor no que respeita tanto à definição como à delimitação dos termos de comparação que utiliza. A lógica produtiva da actividade agropecuária é a de que toda a mão-de-obra faz falta nos trabalhos agrícolas.

No entanto. Los evolucionistas del sec. Quando essas tribos guerreavam. ou então.forma de artesanato citadino e da manutenção do fausto palaciano. André Bonnard. A escravatura nasce quando se preferiu conservar a vida do prisioneiro. mas para que ele desse rendimento trabalhando. É provável que. pero que luego habían abandonado . como todas as regras parece ter tido uma grande excepção nas civilizações centro-americanas. fosse passando-os a fio de espada durante os saques que imediatamente se seguiam às vitórias fosse em hecatombes de “sacrifícios” humanos em festas triunfais. Em tempos muitos antigos (a Ilíada conserva vestígios disso). A escravatura aparece primeiro – por mais paradoxal que seja – como um progresso. eram comidos. uma das primeiras mercadorias a ser objecto de tráfico tenham sido os homens. Hacían notar que los pueblos antiguos habían sacrificado seres humanos cuando todavía estaban en un estadio primitivo. quando o comércio começou. – CIVILIZAÇÃOGREGA. No topo da imagem a grande cobra solar emplumada que seria um símbolo cretense e de que viriam a evoluir os discos solares alados egípcio e caldeus. Nas tribos primitivas não havia escravos. acabava por substituir pela “escravatura” o desperdício que era matar os prisioneiros de guerra. DA ILÍADA AO PARTENON. esta explicação. XIX eran propensos a considerar el sacrificio humano en función del nivel de desarrollo. crus ou assados. vendiam-se os prisioneiros por dinheiro ou outra coisa. não por humanidade. quando os homens se puseram a praticar o comércio. Figura 2: Grande cerimónia sacrificial maia em que o sacerdote é ajudado por quatro mancebos e coadjuvado por outros três sacerdotes de diversos graus e parece fazer um augúrio inspeccionando o coração da vítima humana. particularmente no caso dos Astecas. os prisioneiros eram mortos.

XIX! De resto. Pero estos últimos desempeñaban un papel menos . acrecentaron su ritmo conforme aumentaba su poder." Las ciudades del Yucatán eran los principales lugares sagrados y centros religiosos de los mayas. este tipo de razonamiento no es aplicable a los aztecas que. “considerar el sacrificio humano en función del nivel de desarrollo” quase não passa duma verdade de “Messier de Lapalisse” que pouco mais afirma do que o senso comum que considera tais práticas como uma “grande selvajaria” o que não é mais do que o mesmo que afirmar que são coisas de gente primitiva e não evoluída! A verdade porém é que outros povos e outras culturas antes e ao lado das dos astecas parecem ter tido menos práticas de “sacrifícios humanos”.brought to the sacrifice individually. wearing their ball game equipment.. Veracruz.esta práctica. A mediados del siglo XX. Na medida em que não deixou de evoluir o evolucionismo não é hoje o mesmo que era no sec.. Esta explicación basada en el grado de desarrollo cultural desapareció con el evolucionismo. O evolucionismo Darwinista pode ter morrido com o seu autor mas. lejos de renunciar a los sacrificios.. pero la remplazaron otras. como seria óbvio. las explicaciones de los sacrificios humanos reflejaban posiciones teóricas opuestas: los materialistas y las humanistas. Figura 3: Stone carving from main ball court at El Tajin. "Ball players are sacrificed with lavish ceremonies.. En sus famosos templos en forma de pirámides escalonadas se hacían ofrendas a los dioses. Mexico shows a human heart sacrifice. Desgraciadamente. incluidos sacrificios humanos. enquanto teoria científica comprovada tanto pela genética como pela paleontologia transformouse em paradigma biológico que perdura sem que no entanto tenha deixado de ficar sujeito às suas próprias leis.

antes lo abominaron y prohibieron como el comerla. Every three months. y si algunos historiadores lo han escrito.. Por outro lado a possibilidade de estarmos perante propaganda política de vencedores para justificar a destruição humilhante dos vencidos não deixa de ter de ser considerada porque se trata duma prática quase reflexa que tem vindo a ser repetida ao longo da história ao ponto de começar a ser suspeita de corresponder a uma reacção táctica de má consciência de vencidos em épocas de viragem histórica particularmente críticas. the Spanish began their relentless search for gold. Those who were found without a current token had their hands amputated as an example to others. 9 Garcilaso Inca de la Vega establece categóricamente que los Inkas habían ya dejado esa práctica de algunos pueblos preinkásicos y a la letra dice ". In return they were given a copper token stamped with the date. En síntesis. RELIGIONES DE LOS PUEBLOS DE MESOAMERICA Y AMERICA DEL SUR 9 . Others who resisted were fed to the savage Spanish dogs..no sacrificaron carne ni sangre humana con muerte. calúnias e boatos intriguistas estes que se repetiram na idade média contra bruxas e judeus e na idade MOVIIENTOS RELIGIOSOS PRIMITIVOS. dónde y cuándo se hacían los semejantes sacrificios de hombres. Se estima que la inmolación de víctimas humanas sólo empezó a practicarse en el siglo XV bajo la influencia de tribus foráneas.". hoy se conoce que los Quechuas de ciertas provincias practicaban algunos sacrificios humanos. Figura 4: Soon after landing on the island of Hispaniola. fue porque los relatores los engañaron por no dividir las edades y las provincias. the Indians were forced to surrender a hawk's bell filled with gold dust.importante que en la religión azteca... Foi assim que os cartagineses foram acusados deste mesmo crime pelos Romanos que também acusaram os cristãos de comerem criancinhas. mujeres y niños.

vigilando a Moctezuma. and it rolled across the floor. realizó 10 The Aztec Account of the Spanish Conquest of Mexico. Al enterarse Pedro de Alvarado. They attacked some of them from behind. Then they cut off his head.a fiesta in which "song was linked to song". or split their heads to pieces. They struck others in the shoulders. striking them with their swords. stabbing them. Durante la ausencia de Hernán Cortés en Tenochtitlan Pedro de Alvarado quedó al mando. sacarle el corazón y cortarle la cabeza para seguidamente enterrar sus restos con gran pompa. sempre que existem fenómenos mórbidos desta natureza civilizacional em época de crise e transição histórica. but their intestines dragged as they ran. y uno especialmente horrible en honor a huitzilopochtli. and their arms were torn from their bodies. They attacked the man who was drumming and cut off his arms. They attacked all the celebrants. soldado valiente pero de corta visión. they could find no escape. Others they beheaded: they cut off their heads. They slashed others in the abdomen. They wounded some in the thigh and some in the calf. que consistía en abrirle el pecho a un joven. they seemed to tangle their feet in their own entrails.moderna contra ateus e comunistas. Some attempted to run away. forcing their way to the place where the drums were played. 10 Figura 5: Alvarado en la matanza del Templo Mayor. After mentioning the first rituals of the fiesta that was being celebrated . and their entrails all spilled to the ground. COPYRIGHT BY CASADO INTERNET GROUP . No matter how they tried to save themselves. tanto estamos perante fumos com fundamentos de verdade mal compreendida como perante exageros de retórica ideológica! Os horrores que o exército de Cortés exerceu sobre os azetecas faziam dos sacrifícios humanos e da inquisição uma suave carícia! The Indian chroniclers describe the beginning of the terrible slaughter perpetrated by Pedro de Alvarado in the patio of the main temple in Tenochtitlan. and these fell instantly to the ground with their entrails hanging out.they tell how the Spaniards entered the sacred patio: They ran in among the dancers. As acusações de genocídio de judeus levantadas pelos vencedores contra a Alemanha nazi parecem ser suspeitas de exageros idênticos o que permite postular que. spearing them. Por estas fechas los indígenas tenían un importante ritual religioso que involucraba algunos sacrificios.

Não é difícil ligar as constantes matanças com as possessões demoníacas. En medio de esa gran lucha Hernán Cortés le pidió o más bien obligó a Moctezuma que calmara a su gente. teoría comprensible porque toma en cuenta las profundas creencias religiosas que los hubiera convertido en sacrílegos al atacar al emperador. execuções eram realizadas em público e de preferência com muitos populares presentes. A SANTA INQUISIÇÃO Certa vez Cristo foi perguntado por Tiago e João – dois de seus apóstolos – se algumas cidades que não quiseram dar ouvidos as palavras de Jesus deveriam ser destruídas (Lucas 9:54). así cuando regresó Cortés encontró a la ciudad en una gran agitación. pois praticantes e estudiosos de magia negra alegam que o período de maior infestação demoníaca na Europa foi justamente o espaço de tempo em que a inquisição católica esteve vigente. -Biografía de Hernán Cortés. pois desse modo a igreja deixava evidente o que acontecia com seus opositores. jesus horrorizado responde dizendo que veio ao mundo para salvar as almas dos homens e não condená-los (Lucas 9:55/56).gran matanza de indígenas quienes comenzaron a revelarse. . y que alguno de esos proyectiles mató al emperador por error. tanto que no período mais negro e violento da idade média. Mas a igreja católica deve ter arrancado esta página da bíblia. aunque otra versión es que en realidad estaban tirándole flechas y piedras a los españoles. y así lo hizo Moctezuma que salió a tratar de calmar a los furiosos habitantes de Tenochtitlán quienes al ver tal falta de caracter de su lider le dejaron caer una lluvia de piedras haciendo que Moctezuma perdiera la vida.

Os religiosos da Inquisição chegavam aos pecadores por meio de denúncias anónimas ou por investigações directa da vida privada dos cristãos. Morte ao estilo de sacrifícios humanos. a Inquisição construía uma fogueira onde o condenado era lançado e retirado várias vezes para que seu corpo fosse queimado aos poucos e seus pecados pudessem ser lentamente purgados. Como já foi dito. Uma outra forma era a morte em uma grande fogueira. Dependendo do caso. Uma das situações consideradas menos sofridas pelos inquisidores era o enforcamento do pecador. Para aqueles que cometiam as faltas mais graves. Seguindo a linha de raciocínio lógico é evidente que a prática de queimar pessoas era a preferida pelos soldados inquisitores. era a prática de sacrifício no fogo. -. e que deveria atender aos seguintes elementos: Terror puro causando extrema dor ao executado e temor por parte de quem está assistindo. Em períodos conhecidos como os treze dias do “Sacrifício à besta” o terror e pânico humano deveriam ser amplos e para isso deveria ser usado o fogo para maior prolongamento da dor. com grande público presente.“SAnTÔ Inquisição. Costumava-se amarrar os sentenciados em um mastro e acender uma grande fogueira ao seu redor. Uma das formas mais frequentes de sacrifício cometido pela Inquisição era a morte na fogueira. Copyright © 2009-2010 FLAGELO ROMANO Figura 6: Execução pelo fogo num auto-de-fé do Terreiro do Paço. o sofrimento na fogueira poderia ser mais ou menos doloroso. 29/08/2009 Miguel Conraado. Os “santos inquisidores” acreditavam que o fogo tinha a função de purificar os cristãos de seus pecados. tem que ser executada e acompanhada de muita dor e sofrimento para que o ritual seja considerada um sucesso. . um sacrifício agradável e exigido ao deus de toda a maldade. os pecados mortais levavam literalmente os condenados à pena de morte. seguido da queima de seu corpo em uma fogueira. As formas de sacrifício com o fogo variavam conforme os pecados de cada pessoa. assim como. Dependendo da falta cometida. Mas a forma mais temida era a queima lenta e prolongada em uma pequena fogueira. por Satanás.Para pagãos e praticantes de magia negra só a morte não é necessária. Execução pelo fogo.

E um desenhador/gravador junta as duas coisas.). ou seja. sai disparate: um terreiro do paço com o paço idêntico ao que existia antes de 1755. nomeadamente na chamada "lenda negra" da Inquisição. monumento ou paisagem. mas antes no claustro do convento de São Domingos. e tem-se uma descrição sumária do que ocorreu (quantos executados. Imagine: sabe-se. vai-se em busca de gravuras antigas com a paisagem onde se deu o aocntecimento. quanto público. O que é impossível. procura-se o contexto. Num segundo momento. no entanto. O melhor dos Blogues Possíveis de Rui Tavares. que teimavam chegar ao oiro das Índias a todo o custo. A mentalidade inquisitorial da terra natal mais o medo a um mundo arcaico que parecia materializar todos os medos medievais da cristandade terão feito estes conquistadores. enviou-me esta pergunta sobre a gravura aqui acima: “. como já sucedera com muitos outros. estaria mais ligada ao palco do Terreiro. após uma catástrofe violenta. identificou: o desenhador/gravador (nem sempre a mesma pessoa) justapõe uma descrição de um acontecimento com uma imagem anteriormente disponível de uma cidade. Mas no que diz respeito ao auto-da-fé de 1762. nessa data o Paço que dava nome ao Terreiro já tinha desaparecido. e isso terá levado a melhor. é quase seguro que os colonizadores espanhóis levaram para o México o seu mundo cultural que era o de uma Europa a começar a sair da Idade Média e de uma Espanha em guerra civil com a islâmica Granada e com os judeus. a gravura mostra em fundo o Paço Real intacto. há ainda um detalhe suplementar que vem aumentar a confusão: é que na verdade ele não foi no Terreiro do Paço/Praça do Comércio. na Praça do Comércio. no local onde chegou a notícia.. Diz ser essa ilustração uma representação do auto-de-fé do padre Gabriele Malagrida. etc. Será o auto-de-fé de outra pessoa realizado antes do terramoto. que houve um auto-da-fé em Lisboa. . ao Rossio. Num caso como o de Lisboa. entrar em delírio paranóico acabando por exagerar tudo o que viam mal e pior entendiam.. ou o autor da ilustração não quis representar ruínas? Foi o Padre Malagrida o primeiro e último auto-de-fé na Praça do Comércio?” Um dos problemas tem precisamente a ver com aquilo que V. Mas a imagem auto-da-fé português na imaginação europeia. Na verdade.fiquei com uma dúvida quanto à ilustração do capítulo 8.Figura 7: Cópia da gravura anterior séculos depois ou prova de que os autos-defé no Terreiro do Paço eram tão rotineiros que repetiam os mesmos rituais sociais ao mesmo tempo e no mesmo lugar? António Carvalho. morto pela inquisição em 1762. – Pobre e Mal Agradecido.

reforzados por estas cosas hablamos de ellos para ocultar nuestras propias debilidades y justificar el mal trato que ellos sufrieron en nuestras manos. não percebeu que se tratava de um ritual guerreiro (HCPB: II." -. y aun más indios. 1954: 187).. Ambos transmitem aos que lêm estas primitivas informações sobre o canibalismo como sendo uma forma habitual de alimentação. o canibalismo faz aqui a sua grande entrada. conservam-nos não por 1hes pouparem generosamente a vida. 200-201.. Souza. E. Figura 8: Promenor do mapa de Kunstmann II. muchos menos. Parece que o princípio cristão do “amai-vos uns aos outros como Deus vos amou” pode ser levado demasiado à letra de pelo menos duas maneiras. entre as pp. No digo que ellos no hacían sacrificios y que ellos no mataban hombres y niños en tales sacrificios. com uma paulada na cabeça. porque as cartas tem acrescentos de outras mãos). a quantos da guerra conduzem cativos. 434-435). no demasiado. pg54: i6z-x65). em alguns casos da história: ou as pessoas se amavam mutuamente em agapés e comiam sexualmente em bacanais ou amavam-se de forma sado-masoquista comendo-se entre si em variantes diversas de canibalismo sagrado ou tresloucado! . – HISTÓRIA DA EXPANÇÃO PORTUGUESA. senão mesmo de ambas em simultâneo."Muchos cuentan -quizás por alguno de esos escritores que apresura su pluma .Pedro Cieza de León. mas a fim de serem mortos para sua alimentação: pois vencedores e vencidos se entre devoram uns aos outros e a carne humana lhes é comum entre as viandas” (Souza. llamado por Von Hagen el "Príncipe de los Cronistas" escribió por 1553 Tudo aponta para que a realidade dos sacrifícios humanos estivesse já em declínio mesmo entre os ameríndios pré-colombianos! Como que para ensombrar as maravilhas da Natureza. Que não era. V. pero muchos menos seres humanos que lo que creí. Depois de despedaçado e assado teria sido comido por um grupo de mulheres. Figura 9: Churrascos humanos na Flandres feitos pelos carrascos dos inquisidores espanhóis.I da edição: Circulo de Leitores. sino que no fue como se cuenta. que representa um íncola rodando um espeto onde está de assadura um corpo humano inteiro (HCPB: II. Da mesma ignorância padecia o autor do mapa conhecido por Kunstmann II (15051506?). Ellos hacían sacrificios de animales y llamas de sus rebaños. como lo relatare.que hubieron días de fiesta cuando ellos mataban mil o dos mil niños. Mas que tornava os que a praticavam ameaçadoramente perigosos. Vespúcio (ou alguém por ele. Na segunda das suas viagens Vespúcio diz ter assistido a morte de um mancebo da expedição.

if so.º 1272 de 31/01/2001.Duma forma ou de outra. XIX. a sua frequência entre os ameríndios não pode ser menosprezada nem. de E Leão Maia. ouro. a talho de foice. etc. ou seja. um negócio de milhões”. peles.. a suspeita de que. de ânimo leve. pré-lógico. diamantes. amacacado. XIX: O móbil era simples: que se provasse cientificamente que o ”outro” era degenerado. que se espera metido sem a força do martelo. animalesco. isn't it reasonable to ask that question about the Aztecs? And further. inferior. o obscurantismo que ainda imperava na Europa do tempo das descobertas ter-se-ia inevitavelmente projectado na forma hiperbólica como estes conquistadores. primitivo. isn't it reasonable to ask the question in the spirit of honest inquiry. o crime não compensou. que os vencedores da história costumam invariavelmente apresentar para todas as formas de aniquilação brutal (ainda que mais ou menos dolosamente merecida ou provocada por morbo suicidário) dos mais acérrimos inimigos vem. observaram mal e descreveram pior o estranho novo mundo que lhes barrava o caminho para a terra prometida do ópio e das especiarias que era a Índia. marfim. que nos apropriássemos dos enormes tesouros que dormiam nos territórios em que viviam: ouro. na forma de teorias pseudocientíficas. and. sabendo-se que a forma selvática com que o conquistador espanhol destruiu as brilhantes civilizações ameríndios (ainda que de facto desfasadas culturalmente em relação ao resto da história) para as substituir por um colonialismo que se revelou (a avaliá-los pelos próprios padrões dos invasores espanhóis e em comparação com os resultados da colonização da América do norte) como dos mais ineficazes e improdutivos de que há memória. mutatis mutandis. especiarias. ficamos com a sensação de que. em tese. A propósito das desculpas (nem sequer de “mau pagador” porque não se podem pagar dívidas a mortos e/ou a desaparecidos). medrosos e cheios da má consciência na descrição do fenómeno dos “sacrifícios humanos dos ameríndios”. poderia aplicar-se.11 Este móbil do crime de “lesa ciência” que foi a “invenção do racismo” cometido pelo positivismo do sec. o seguinte e brilhante paralelismo com as teses racistas do sec. . with willingness to accept the conclusions that 11 Docomento da revista Gente n. seria legítimo e até solidário que nos preocupássemos com ele. petróleo. para além do que sói ser “socialmente correcto” de acordo com o senso comum de cada lugar e época. Since we think that we know that some human beings have eaten other human beings in the history of our world. under what conditions. se calhar. a todas as formas de má consciência que é a racionalização e branqueamento teórico de toda e qualquer forma de exploração (aquisição de mais-valias indevidas) da fraqueza (o “estado de necessidade” marxista) alheia. “RACISMO. banalizada! The question of food among the Aztecs was bound to bring up the question of whether it *ever* included human beings. houve crime na justificação da colonização castelhana da América central é mesmo inevitável! A ORIGEM DO CANIBALISMO ASTECA. que nos encarregássemos de o civilizar – e. De facto. EM PARTICULAR A sacralização que os ameríndios faziam do derramamento de sangue humano para saciar a fome dos deuses solares pode ter tido origens em perversões de ritos de morte e ressurreição solar das épocas de transição para as sociedades agro-pecuárias! No entanto. sobretudo.

ou seja estes povos. -. muito maior pecado do que comer o cadáver de um guerreiro morto em combate pelo inimigo! Ora este tipo de lógica seria inevitavelmente aflorado no longo tempo que estas culturas tiveram para elaborar os seus ritos de catarse e justificação do canibalismo sagrado! De facto. Frederiksen. Well." Figura 10: Típico sacrifício asteca por cardiotomia por abordagem abdominal trans-diafragmática. eram tão ecológicos e económicos que quase que não desaproveitavam a carne humana! Se o canibalismo tivesse sido sempre um pecado absoluto. AZTEC STUDENT RESEARCH GUIDE.In Their Own Words. I would be declaring myself disinterested in "truth". comer o corpo de Cristo seria. So I might consider the writings of the sixteenth century Spaniards. por razões religiosas ou místicas. but the people who witnessed what was happening in central Mexico prior to the arrival of the Spaniards did not.(C)1997-99 Thomas H. o rito é a racionalização neurótica do homem social! MEXICA SACRIFICE . should I simply deny the evidence and refuse to believe anything that *I* consider distasteful? If I were to behave that way. But the evidence that I could piece together from them would be suspect because perhaps some of them may have motivated by ulterior goals in writing down what they heard. old Fords and natural stone may last forever. they had direct contact with some of the surviving eye-witnesses. my first reaction is to consult eye-witnesses. All rights reserved 12 . I'm satisfied with what I *want* or *like* to believe. After all. thanks.the evidence points to? Since I am a lover of the Nahuatl language (and therefore have interest in and positive feelings toward the community that used/uses it). AZTEC RELIGION – Sahagun. mesmo em tese mística. Since I would really like to *know* (if there is any possibility of knowing). my attitude would be "No. partly due to that very arrival and partly due to the natural passage of time.12 Os ameríndios sacrificavam sistematicamente os prisioneiros de guerra e comiam quase que sistematicamente os corpos dos guerreiros mais destemidos.

Independentemente de todas as explicações que impliquem uma lógica mítica serem aceitáveis. who practiced similar sacrifices. um complemento regular da dieta dos povos caçadores mais primitivos precisamente pela dependência de produtos cárneos que a dieta dos caçadores recolectores provocaria! 13 WWW. por uma qualquer razão a investigar.13 A persistência dos “sacrifícios humanos”entre os Astecas numa fase avançada das civilizações centro americanas levanta pelo menos a suspeita de que se não estamos perante um verdadeiro paradoxo evolucionista estamos pelo menos diante duma grave excepção. -. como ficou dito. que afinal só confirma a regra que o evolucionismo é! Esta excepção só pode ser a de que. revela uma forte componente traumática no plano imaginário pelo que tem que ter uma explicação cultural muito forte. Their neighbors may have well viewed this not as religious dedication. and even glorification of the Aztec's fanatic devotion to sacrificing captured enemies. Aztec accounts of great sacrifices of the past mentioned festivals in which tens of thousands of victims went to the altar.rjames. regarded the Aztec's wholesale massacres of thousands of victims as abhorrent. já que as componentes ecológicas não seriam nas Américas mais constrangedoras do que noutros pontos do mundo paleolítico! Figura 11: Codex Magliabechiano. a distorted Aztec version of an earlier religion. a verdade é que o exagero do canibalismo sagrado dos ameríndios. o canibalismo pode ter sido.com/toltec. It is no surprise that these nations were willing participants in the burning of the Aztecs sacred books. but as a political means of draining their neighbor's manpower. as these sacred books likely contained justifications. particularmente dos Astecas. But what the Spaniards saw was an aberration. Even the neighboring states. Na verdade. one of the many reasons they were so willing to help Cortes in his campaigns against the Aztecs. a sociedade asteca era uma implantação artificial no tecido social dos povos autóctone que permaneciam cultural e maioritariamente na face de caçadores /recolectores. .

Trabalho forçado e demasiado penoso para quem praticava uma agricultura de horta. Estas primeiras grandes civilizações históricas do início da agricultura . muito rudimentar. embora agricultores temporários e deambulantes.Fazendo os devidos distanciamentos emocionais nada obstaria a um caçador que deificava os animais que abatia a considerar um ser humano (que poderia até ter algumas diferenças rácicas em relação à morfologia genética da sua tribo de origem. com pau de escavar. Com dificuldade se deixam escravizar para a actividade sedentária da agricultura. sendo o homem omnívoro.I da edição: Circulo de Leitores. batata. os Astecas já estavam na fase da agricultura intensiva do milho! Porém. V. amendoim. não deve ter deixado de ser um pouco neurótica!De facto o que está em causa no canibalismo é o carácter excepcional de um animal matar para comer um elemento da sua própria espécie. como mandioca. Os indígenas (salvo os Guaranis cultivadores já relativamente estáveis de milho) ainda eram sobretudo recolectores e caçadores. Sabemos ainda que. 1996: 66). que começam a confundir baptismo com escravatura (Cartas do Brasil: 70). feijão e milho. à data dos descobrimentos ibéricos. é duvidoso que estivessem numa fase culturalmente evoluída mesmo em termos comparativos com a civilização da Suméria ou com o Império Antigo do Egipto. como foi o da “caça/ recolecção”. O ódio aos colonizadores cristãos cresce em algumas das formações. Muitos nem conheciam a cultura de sementeira. a mística da comunhão com a divindade que sobreviveu até ao catolicismo é um mero complemento justificativo cultural que só vem confirmar o lado neurótico do começo da civilização! De facto. – HISTÓRIA DA EXPANÇÃO PORTUGUESA. coisa que só acontece em poucos animais e em períodos de grande stress ambiental! Claro que a primeira coisa que mereceria confirmação seria verificar até que ponto a civilização dos Astecas mereceria o epíteto de evoluída porque no que diz respeito à escravatura sabemos que ela não existia no “Novo Mundo” razão pela qual os colonos europeus se viram na necessidade de para ali levarem escravos negros logo nos primeiros tempos da colonização ocidental das Américas! Habituados a África e aos Africanos. por exemplo no período de prevalência simultânea de Cromagnon e do Nienthertal) comestível! O resto. caçadores e cultivadores de diversas variedades de vegetais. intentam os primeiros colonos a escravização dos indígenas para com o seu trabalho valorizarem as terras. mas só a de “coivara” (COUCO. Figura 12: Guaranis. a sua passagem por uma fase de quase exclusiva actividade carnívora.

Fica assim explicada a razão pela qual as primeiras grandes civilizações da história se vieram a desenvolver em locais que. apagado a “baldes os baldes de águas fria” em disputas de caserna ou consumido no “fogo de palha” de guerras de razias. permitiu aos povos das primeiras civilizações históricas terem a intuição de que a vida gregária inerente ao sedentarismo agro-pecuário não era compatível nem com uma actividade guerreira permanente como era a do período cultural da “caça e recolecção” nem. e. de menor expressão ou mesmo inexistente. até se podem considerar verdadeiros oásis naturais na medida em que se podem resumir a vales férteis no meio do deserto! O Vale do Nilo tem seguramente esta situação típica de vale praticamente inatacável a não ser pela nascente Núbia ou pelo delta donde só poderia ter sido atacada pelo mar. a par de elevados níveis de desenvolvimento agro pastoril (próprios de uma civilização que tecnologicamente já era pouco menos desenvolvida do que a civilização europeia medieval). por isso. Já a Mesopotâmia não era assim tão invulnerável por ser passível de ataque bélico a partir das montanhas da Assíria sendo esta uma das razões pelas quais as civilizações caldeias não tiveram uma evolução tão monótona como a civilização do Egipto! No estudo dos povos da Caldeia encontra-se constantemente a demonstração de que a actividade agrícola torna as populações das planícies mais pacíficas do que as das terras altas de serra e montanhas onde a actividade agrícola seria mais difícil. com o tempo. quase que seguramente que o fogo das primeiras tentativas de formação de sociedades gregárias agro pastoris nunca teria sido ateado se o equilíbrio instável em que se iriam gerar as energias necessárias para fazer crepitar as primeiras centelhas do fogo da histórica tivesse sido constantemente agitado pela irrequietude aguerrida das castas guerreiras. por mero acaso geográfico. abandonaram práticas de comportamento antropossocial consideradas bárbaras como os “sacrifícios humanos” (mesmo pelos padrões dos alvores da história precisamente porque os começos da vida citadinas. O corolário lógico era o de que os serranos eram caçadores aguerridos que acabavam sempre por descer as montanhas e conquistar o poder e as cidades das planícies. o ciclo se repetia. um elevado padrão cultural próprio de civilizações sedentária e pacificadas com um grande sentido gregário e de solidariedade social! Estas civilizações que vieram influenciar fortemente a cultura bíblicas. Como.apresentavam. com as vinganças das “leis do sangue”! Quer isto dizer que o antigo princípio de que o selvagem é um “animal para a guerra” foi progressivamente substituído pelo homem enquanto “animal social”! Evidentemente que na transição duma fase histórica para outra teria que vir a haver um compromisso cultural que se veio a concretizar no aparecimento das castas guerreiras! Porém. do tipo de oásis como eram as zonas ribeirinhas do crescente fértil. e é aqui que começam a surgir as primeiras dúvidas e polémicas pré históricas. típica de cidades como Ur ou as da civilização de Harapa do vale do Indo) precisamente porque a convivência social prolongada em ecossistemas fechados. confirmava-se que a agressividade dos caçadores e guerreiros nada tinha de condição genética mas que era apenas uma condição necessária à sobrevivência em ambientes . por extrapolação simpática deste princípio de desmilitarização da sociedade. estes locais poderiam ter sido verdadeiros oásis localizados no Sará como entendem muitos autores. Felizmente que existiram oásis naturais onde foi possível encontrar alguma paz duradoura mas estes não teriam sido muito pelas suas próprias características! Ora bem.

. pero alertado por algunas señales divinas. Zeus descubrió el engaño y enfurecido convirtió a todos en lobos. se manifesta por uma forma particular de desenvolvimento dos meios de produção e que costuma ser precedida de uma qualquer catástrofe natural destruidora de precários equilíbrios ecológicos previamente existentes! Suspeitamos que os locais protegidos que permitiram a primeira centelha de civilização agro-pecuária teriam sido as ilhas do mediterrâneo primeiro Malta e depois Creta! SACRIFÍCIOS HUMANOS NA TRADIÇÃO CLÁSSICA Ora. Otras versiones lo hacen hijo de Titán y la Tierra. según las versiones. Pero su apasionada religiosidad le llevó a realizar sacrificios humanos. a não ser na situação excepcional dos paraísos tropicais. y sus crímenes llegaron a oídos de Zeus. particularmente de crianças! Possivelmente esta degenerescência moral corresponderia a uma adopção por parte das hierarquias sacerdotal minóica de práticas rituais abomináveis não tanto segundo a ética dos invasores micénicos mas sobre os hititas dóricos ficando explicada a estranha erupção do “mito de Perseu e do Minotauro” no coração da idade de ouro dos minóicos como sendo uma versão censurada a posteriori pela nova ética reinante depois da idade das trevas! Ver: MINUTAURO (***) & DILÙVIO (***) En la mitología griega Licaón era un rey de Arcadia hijo de Pelasgo (al que sucedió) y de Melibea. violando la sagrada ley de la hospitalidad. Era un rey culto y religioso. y en ella erigió un altar a Zeus Licio. como costuma acontecer sempre. quiso asegurarse antes de que el huésped no era un dios. uma maior rudeza de carácter e uma dependência da natureza! Assim. inocente. Licaón se preparó para asesinarle. como afirmaban sus temerosos súbditos. Enterado de esta aberración. Después devolvió la vida a Níctimo.adversos! Dito de outro modo. Cilene o Deyanira. Ovidio afirma que llegó al punto de sacrificar a todos los extranjeros que llegaban a su casa. exigia. que sucedió a su padre en el reino de Arcadia. Fundó la ciudad de Licosura. los fulminó con su rayo o tuvieron que exiliarse para siempre. mezcladas con las de animales. muy querido por su pueblo. pelo menos nos climas temperados. Los hijos de Licaón eran famosos por su insolencia e impiedad. A história dos irmão de Níctimo parace-se demasiado com a dos irmão de José do Egipto para não corresponder a uma origem comum na época da revisão dos panteões ocorrida no império hitita no reinado de Tudália IV. instituyó las lupercales. al que ayudó a abandonar la vida salvaje que habían llevado hasta entonces. lo que degeneró su posterior metamorfosis. Los jóvenes príncipes tuvieron la osadía de asesinar a su propio hermano Níctimo y servir sus entrañas al huésped. é referido pelas fontes gregas que o dilúvio de Deucalião teria acontecido por causa da abominação do “sacrifício humano”. por estranha coincidência. Fue entonces cuando Licaón. una de las más antiguas de Grecia. que se disfrazó de viejo mendigo y acudió al palacio de los licaónidas para comprobar si los rumores eran ciertos. a dieta alimentar dos serranos pode ser mais saudável e permitir uma maior robustez mas. Zeus se hizo pasar por un peregrino y se hospedó en su palacio. além das condições geográficas adequadas à sedentarização a história necessitou dum estímulo ideológico poderoso ou seja duma verdadeira revolução ideológica que.

Também. “o espírito leonino do homem de Deus”. Assim sendo. (Foi um filho de Minos e Pasífae. Foi um filho de Minos e Pasífae.Nictimo. Obviamente que será impossível saber se o caso ocorreu ou não com a cumplicidade de Licaón o pai destes estouvados rapazes com mera conveniência de salvar as aparências respeitáveis do início do patriarcado arcádio. e governou Creta. O primeiro Deucalião foi um filho de Prometeu e Climene.) Este Deucalião foi o pai de Idomeneu. seu sucessor. e aparentemente sucedeu seu irmão mais velho Catreu como rei de Creta. Na verdade. existem referências gnósticas de que Saturno foi deus na época dos sacrifícios humanos. sem que seja por mero acaso. e aparentemente sucedeu seu irmão mais velho Catreu como rei de Creta O segundo Deucalião viveu muitas gerações depois. O segundo Deucalião viveu muitas gerações depois. provocado precisamente por ira que generó a Zeus la impiedad de los hijos de Licaón. neste caso. Sendo assim estamos numa época de transição do matriarcado cretense para o patriarcado actual que terá ocorrido com o fim da talassocracia cretense. lit. Según Apolodoro fue en el reinado de éste último cuando se produjo el diluvio de Deucalión. e governou Creta. para se salvar do dilúvio. durante festas teofágicas dionisíacas que comemorariam a morte solar de Osíris e de que as saturnalias e lupercalias seriam a sobrevivência latina e a Páscoa católica a sublimação suprema mais recente! Assim a informação seguinte de Apolodoro não será muito correcta. N-íctimo < Íctimin < *Actimino. a lenda de Perseu atesta que os cretenses sacrificavam anualmente sete jovens atenienses de cada sexo ao Minotauro. Sem que se tenha reparado nisso antes Licaon / Deu-calión implicam um trocadilho e uma antinomia semântica em torno do mesmo nome relativo ao arcaico deus Kauran / Crono da “idade de ouro”. Era casado com Pirra. . Quando Zeus decidiu pôr fim à idade do ouro dos pelásgios com o dilúvio. Assim este facto terá ocorrido na época bíblica do sacrifício de Isaque. que esteve presente com uma força armada cretense na guerra de Tróia. Por mero acaso (ou nem isso!) Licaon seria uma forma mítica de referir a degenerescência dos descendentes do reino de Saturno. por sua vez parece um caso de iniciação falhado que teria ocorrido precisamente em torno do altar de Zeus Lício. Ka-Li-on < Ka-ri-on < kauran < Kur-An Licaon = Li-Ka-on = Ka-Li-on | + Deus => Deu-ca-lión. já depois do dilúvio. A dar algum crédito aos mitos teríamos. Prometeu avisou o filho que construiu um barco de madeira que equipou com provisões. é quase seguro que se existiu um segundo Deucalião na época da guerra de Tróia este nada teve a ver com o filho do rei Minos porque o império minóico teria desaparecido precisamente com o dilúvio de Deucalião mais de 300 anos antes do fenómeno do “povos do mar” que terá ocorrido na época da queda do império hitita a que se seguiram as invasões dóricas e a idade das trevas da civilização grega. que suspeitar que os poetas antigos teriam confundido o mito do dilúvio sumério com o maremoto do cataclismo da Atlântida. o postulado antepassado semântico de todos os deuses de morte e ressurreição pascal. ou seja.

Sua volta recorrente relacionava-se com o extraordinário crescimento demográfico. esta prática alimentar parece ter sido mais absurda então do que seria hoje na medida em que os povos primitivos se regiam. No entanto. Esta prática continuou durante a época micénica pois aparece na Ilíada com o sacrifício de Efigénia. O que esteve presente na guerra de Tróia seria rei duma Creta micénica e por isso seria um terceiro Deucalião. A GRANDE FOME IRLANDESA DA BATATA Nos séculos XVIII e XIX. Possivelmente nas festas dos rapazes sacrificavam-se ao “deus menino” do sol de inverno. A prática de sacrifícios humanos nas arcaicas saturnálias antepassadas dos carnavais modernos era seguramente um facto. e. na medida em que se tratava de matar humanos propositadamente para os comer. donde la convirtió en su sacerdotisa y tenía la misión de sacrificar a los extranjeros como ofrendas a la diosa. por Pierre Joannon. finalmente. Artemisa castigó a Agamenón tras haber matado éste un ciervo sagrado en una arboleda sagrada y alardear de ser mejor cazador. por regras morais e religiosas do que por conceitos pragmáticos e racionalistas! Os interditos alimentares eram ainda mais complexos do que os tabus sexuais! A ideia de comer cadáveres humanos por mero cinismo economicista e por pragmatismo ecológico parece pouco credível na esfera do imaginário dos povos primitivos. muito mais do que os modernos. Esta substituição de última hora como a de Isaque é suspeita de censura posterior em nome do religiosamente correcto da época que saia da idade das trevas onde a religiosidade paternalista hitita tinha acabado por ser imposta pelos dórios.Sendo assim. hija de Agamenón. o chamado segundo Deucalião será um terceiro porque. Según algunas versiones. . los barcos de Agamenón quedaron de repente inmóviles al detener Artemisa el viento en Áulide. En su camino a Troya para participar en la Guerra de Troya. -. a Irlanda era o país mais povoado da Europa. o segundo seria minóico e terá sido filho de Minos e Pasífae e sucedeu a seu irmão Catreu como rei de Creta sobrevivente ao maremoto. éste así lo hizo. uma escrava de Aquiles que decorou a pira funerário de Patroclo com o sacrifício humano de doze cabeças de Troianos. em 1836. de 1845 a 1849. pero la mayoría afirma que Artemisa la sustituyó en el último momento por una corza o una cierva y la transportó a Táurica. Com mais de 8 milhões de habitantes recenseados em 1841. 1837 e 1839. Ver: DEUS MORTO (***) & AQUILES (***) TESES MATERIALISTAS PARA OS SACRIFÍCIOS HUMANOS As teses materialistas modernas parecem partir da ideia de que o canibalismo dos ameríndios não seria sagrado senão por mera hipocrisia cultural. Na Ilíada seria também sacrificada de forma bárbara Polixana. O flagelo tornara-se parte integrante da paisagem social e castigou ininterruptamente o país por quatro vezes: de 1725 e 1729. a fome não era novidade para os irlandeses.A grande diáspora irlandesa. de 1740 a 1741. en Crimea. a menos que tenha sido o primeiro uma vez que o filho de prometeu seria ainda mais mítico que este filho de Minos. todos os estrangeiros capturados durante as caçadas de Outono. Un adivino llamado Calcas reveló un oráculo según el cual la única forma de apaciguar a Artemisa era sacrificar a Ifigenia.

O Senhorio da Irlanda dominou toda a ilha irlandesa e foi criado na sequência da invasão normanda da Irlanda. além do mais fraco governo executivo do planeta." A comissão concluiu que a principal causa era a péssima relação dos donos de terra com seus empregados. políticas e religiosas. laço feudal ou paternalismo como na Inglaterra. Não existia realeza hereditária. Irlanda estava a beira de uma fome em massa. no topo da pirâmide social estava a classe ascendente protestante e as famílias Anglo-Irlandesas que eram donas da maiorias das terras e que tinham poder ilimitado sobre seus vastíssimos . Dito de outro modo estaríamos perante a demonstração. Em 1829 os católicos eram aproximadamente 80% da população. em 1844 a Irlanda tinha "uma população morrendo de fome. No entanto. A partir daqui a Irlanda iria tornar-se progressivamente numa verdadeira colónia inglesa. a nível de toda a história de uma grande civilização.O sucesso do crescimento demográfico da Irlanda era uma mistura de razões ecológicas. entre 1169 e 1171." Entre 1801 e 1845 houve 114 comissões e 61 comités especiais visitando resolver a questão política do estado da Irlanda e "todos sem excepção profetizavam um desastre. uma Igreja alienígena. uma aristocracia ausente. dos riscos nefasto da monocultura intensiva que teve a sua expressão moderna mais dramática na fome da Irlanda de 1840. três quartos dos trabalhadores desempregados. Segundo e acordo com Benjamin Disraeli.Uma das teorias positivistas avançadas foi a de que os “sacrifícios humanos”seriam uma resposta à penúria e às fomes cíclicas provocadas pela explosão demográfica das populações astecas em resultado do excessivo sucesso da exploração intensiva do milho nas férteis regiões subtropicais centro americanas. sua população crescendo rapidamente. a maioria vivendo em condições de pobreza e insegurança. péssimas condições de moradia e nível de vida inacreditavelmente baixo.

um sistema conhecido como germinação. descrito pela comissão como "opressivo e tirano que ajudou à destruição do próprio país". No segundo semestre de 1845. para negociar com os donos de terra. porque esta colheita trazida da América do sul teve um enorme sucesso ecológico no solo irlandês onde produzia mais comida por hectare do que trigo. analisou. No entanto. com o lucro sendo enviado para a Inglaterra. No século XVIII. e estes intermediários eram descritos como "tubarões de terra" e "vampiros". Uma boa parte deles nunca pisou o solo da Irlanda. autor de um estudo sobre a questão irlandesa. pois nenhuma outra plantação rendia o suficiente para sustentar uma família. escreveu Paul Dubois.domínios. decorrentes da miséria e do vício. altamente empobrecido. O locatário pagava o aluguel trabalhando para o dono da terra. Por causa da prática do conacre os camponeses precisavam produzir a maior colheita possível no mínimo "campos de batata” que podiam alugar. Deve ter sido a análise desta fatalidade que motivaram Maltus a postular a hipótese de que as populações humanas crescem em progressão geométrica enquanto os meios de subsistência poderiam crescer somente em progressão aritmética. Segundo ele. Muitos dos senhores destes domínios eram de uma "aristocracia ausente" que viviam na Inglaterra e usavam agentes para administrar as suas propriedades. “Se a colheita fosse ruim. os donos de terra Irlandeses achavam que as suas terras eram apenas fonte de riqueza de onde deveriam extrair a maior quantidade de dinheiro possível para ir gasta-lo em Inglaterra. de arroz”. a perda foi total. A Irlanda era católica e portanto conservadora e natalista e a Igreja abençoava implicitamente a explosão demográfica irlandesa. a base da alimentação do mundo rural irlandês. E elas foram três consecutivas. a Irlanda não conseguia sair do seu ciclo infernal de pobreza. Durante o século XVIII foi criado o sistema do "homem do meio". Em 1846 e 1847. A batata foi introduzida na Irlanda como uma planta de jardim. Um milhão . não uma. Desesperada. que se transformou em livro de cabeceira de Winston Churchill. Por outro lado as famílias precisavam de ser numerosas para ajudarem nos "campos de batata” e excedentariamente irem ganhar dinheiro a trabalhar os campos de gado dos senhorios coloniais ingleses. em poucos dias o míldio. O homem do meio alugava grandes quantidades de terra dos donos a uma taxa fixa que era definida como eles bem entendiam. que eram extremamente altos. Eles pagavam salários mínimos para a plantação ou criação de gado para exportação. “Os irlandeses viviam de batatas. Pelo fim do século XVII tornou se um alimento suplementar mas a dieta principal ainda era de pão e leite. o excesso demográfico levou à divisão progressiva por das propriedades rurais acabando tão pequenas que mal davam para plantar batata. como os chineses. em pouco tempo a população não tinha outra alternativa a não ser emigrar ou morrer. Então dividiam essa terra em vários pequenos lotes para aumentar a quantidade de aluguéis que eles podiam obter. Por outro lado. um fungo do bolor. esse crescimento populacional é limitado pelo aumento da mortalidade e por todas as restrições ao nascimento. Os locatários podiam ser expulsos por razões como não pagamento dos aluguéis. era a batata. ou pela decisão do dono da terra de criar ovelhas em vez de semear cereais. destruiu três quartos da produção de tubérculos. apesar do sucesso da cultura intensiva dos "campos de batata”. haveria uma catástrofe”. A Irlanda era a vacaria dos melhores bifes ingleses! De acordo com Woodham-Smith.

a fome deixou de ser o único flagelo. depararam-se com uma assustadora paisagem lunar. -. A todos os que sofreram com aquilo. Alguns navios se tornaram verdadeiras sepulturas. perverso e turbulento". Vieram se somar a ela as epidemias de tifo. Parece-me que tal fanatismo doutrinário dos liberais escondeu um acerto de contas contra um povo que o secretário inglês na Irlanda. Um prato barato que se estendesse a um faminto era entendido como um desaforo aos lucros. Espalhados nela. definiu como "egoísta. na época sir Charles Trevelyan. disputando cada grão a tapas e socos. que se traduz por um inchaço hidrópico dos membros e. para elas. as autoridades impediram que carregamentos de comida vindos de outras partes fossem entregues à população a preços subsidiados porque. homens. médicos e funcionários também pagaram seu tributo. além do terrível edema da fome. por Pierre Joannon. a rota dos emigrantes pelo Atlântico seria um imenso cemitério”. então se delineou: enquanto três milhões de irlandeses. Um quadro paradoxal. as leis do mercado nada mais pareciam do que maldade e sadismo. Nem as classes abastadas foram poupadas: landlords. reduzida aos ossos. ‘however savage. do corpo. em vez de compaixão. num total de oito milhões. O que conseguiam catar do chão levavam logo à boca ou jogavam para os filhos. removia a terra como um bando de doidos. describing his conquest the previous August of the Aztec city of Tenochtitlan on Lake Texcoco in the Valley of Mexico. escorbuto e disenteria bacilar. sentados ao redor. suscitando uma animosidade reforçada pela repulsa. A Grande Fome da Batata. “Se fosse possível fincar cruzes sobre a água. nem os britânicos chegaram encarar os irlandeses como ingleses mas apenas como colonos ali ao lado e à mão! COLAPSO POPULACIONAL NO MÉXICO DE 1500 In May 1522 Hernan Cortes wrote to the Holy Roman Emperor Charles V (Charles I of Spain). Os repórteres do London News enviados para os campos da Irlanda em 1849 não cobrirem a Grande Fome que grassava na ilha pelo terceiro ano consecutivo não imaginavam o que os aguardava: Onde esperavam ver a celebrada cor esmeralda das terras irlandesas. famintos e doentes precipitaram-se rumo aos Estados Unidos e Grã-Bretanha. (…) Na primavera de 1847. que nunca chegaram ao porto de destino. uma gente famélica. em seguida. padres.A grande diáspora irlandesa. he wrote. afirmou um comissário da imigração. tais favores aviltariam os preços do mercado. has ever practised such . mas estima-se que as doenças tenham matado mais gente do que a própria fome. encovados e exaustos.e meio de irlandeses cansados. mulheres e crianças. sob o ponto de vista humano. os grandes plantadores continuavam a mandar sacos de cereais para fora. eram reduzidos a uma vida de animais. febre intermitente. pois como se sabe os irlandeses nunca se conformaram com o domínio britânico. ‘No race’. (…) Não se sabe quantas vítimas a epidemia fez. Não satisfeitos com isso.

As usual. due to the stresses of this exceptional population crisis. who conquered almost the whole of Mexico in the fifteenth century AD. division of labour. This crisis was in full swing when the Spaniards arrived in 1519. and there were other causes of high mortality. trade.S. Pagden. epidemics and often destruction of the cities (La Venta. One can sympathise with Cortes: he had had a gruelling time restraining his Tlaxcalan allies from killing and eating all the Aztec women and children. -. and in view of the signs of exceptionally severe population crisis. and set up progressively more stressful civilisations. as noted in the text. Barbarians invaded from the North. excluding a Northern region of barbarian nomads and a Southern region (Yucatan) occupied by the Maya. Claire Russell and W. 1531-2. are plausible in terms of food consumption and probable population density at the time. This has sometimes been ascribed to the arrival of new diseases from Europe (smallpox. Tollan). ending in a population crash unique in combined scale and proportions. But the figures on the graph. China and India experienced much greater absolute drops in population. as suggested by our dashed line.fierce and unnatural cruelty as the natives of these parts’ (transl. much lower population estimates have been given for the earlier dates. But of course the Mexicans are not and were not inherently crueller than other peoples.M.Population Crises and Population Cycles. They were simply experiencing the worst population crisis in recorded history. But exceptionally low general resistance. Teotihuacan. “Mexico” means Central Mexico. Russell. . The cultivation of chinampas. measles etc) to which the Mexicans had no specific immunity: there were serious epidemics in 1520. Throughout this paper. But the Mexican combination of scale and proportion is unique. based on tribute lists and rounded. to succumb in turn to population crises. made possible very high population densities even by Egyptian or Chinese standards . the Tepanecs and finally the Aztecs. and social stratification. cities. so the crash may have started earlier at an unknown date from a still larger population. floating islands on lakes. A succession of brilliant centres of civilisation arose.up to 360 people per square kilometre. As shown in our earlier papers. the Toltecs. was probably at least as important as lack of specific immunity. 9. the subject of our tenth paper. irrigation and terracing had brought about high population density. Central Mexico and the Andes to the Conquests. and Mycenaean Greece an equally great proportionate drop. with famines. 1545 and 1576. In Mexico as in the Old World. 1971).

Jacques Soustelle.SÍNDROME DE ESTOCOLMO A Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet em sueco) é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro. acabando por ser abandonadas subitamente sem razão aparente. A mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a consciência da vítima. a vítima não se torna totalmente alheia à sua própria situação. De facto. A síndrome é relacionada com o rapto da noiva e outros tópicos semelhantes na antropologia cultural. As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores. tal como a imaginavam os astecas. a princípio como mecanismo de defesa. como adiante se verá. Emanava da sua concepção do mundo. É importante observar que o processo da síndrome ocorre sem que a vítima tenha consciência disso. parte de sua mente conserva-se alerta ao perigo e é isso que faz com que a maioria das vítimas tente escapar do sequestrador em algum momento. Entretanto. acaba sempre de forma trágica em tempo de súbita ruptura deste sistema por graves crises externas. o vínculo que une a continuidade cósmica. mesmo em casos de cativeiro prolongado. à qual adaptavam a sua conduta. é provavelmente quem melhor expressa a posição humanista. en La vie quotidienne des Aztèques. por medo de retaliação e/ou violência. os especialistas que pertencem à corrente humanista pensam que as crenças religiosas. Tudo aponta para a possibilidade de populações inteiras abandonarem pacificamente estas cidades no seu auge sem aparentes sinais de violência de causas externas ou internas. Figura 13: cardiotomia sacrificial dos astecas. (…) É importante notar que os sintomas são consequência de um stress físico e emocional extremo. para eles era demasiado real. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do sequestrador. O postulado de que a cultura intensiva do . a ideologia de um povo podem ser o primeiro móbil do seu comportamento. é una ideia que está na origem do paroxismo sangrento a que conduziu a civilização asteca. O sucesso da monocultura do milho que os maias foram descobrir no México estaria sujeita a crises cíclicas que se foram repetindo durante alguns séculos. O paradigma do amor ódio senhor escravo implica sempre uma cumplicidade cultural quase simbiótica que. A identificação afectiva e emocional com o sequestrador acontece para proporcionar afastamento emocional da realidade perigosa e violenta a qual a pessoa está sendo submetida. Em resumo. Faz notar que. e o sangue. O complexo e dúbio comportamento de afectividade e ódio simultâneo junto aos captores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas. mas independentes. ao estudar a civilização maia deparamos com o fenómeno duma aparente falta de concomitância temporal das diversas cidades que pareciam nascer e prosperar segundo ciclos temporais semelhantes. Desde o ponto de vista. ainda que o não possamos compreender.

duma população maioritariamente consciente das realidades demográficas e esclarecida quanto aos meios a utilizar! A verdade é que os astecas não eram maltusianos nem tinham consciência os problemas que apenas pressentiam eram de tipo demográfico! Otra interpretación materialista. sacrificar uma maioria de machos quando seria mais eficaz sacrificar fêmeas antes ou durante o seu período de fecundidade. paradoxalmente e sem que no imediato se entenda a razão deste facto pode estar relacionada com a intensidade anómala de sacrifícios humanos dos astecas. Pelo contrário. cínicas e racionais. os astecas parecem ter sido os primeiros a conseguirem criar uma certa continuidade civilizacional criando o primeiro império do Iucatão. a fim de reduzir o número de nascimentos. ainda que muitos acreditem na teoria do “bom selvagem” de Rousseau poucos nos atrevemos a permitir que as fronteiras da nossa confortável sociedade de consumo se abram indiscriminadamente aos povos subalimentados do terceiro mundo! Inegavelmente a questão da interpretação do fenómeno antropológico dos “sacrifícios humanos”como de todos os fenómenos aberrantes do comportamento social. recurre a la estrategia del terror: los sacrificios de prisioneros tenían por objeto aterrorizar a las provincias rebeldes y obligarles a someterse. então. un día u otro. a tese da “estratégia do terror” coloca os humanistas a fazerem figura de menor clarividência! É evidente que a cumplicidade existia tal como existiu sempre em todos os sistemas sociais em que imperou “a estratégia do medo e do terror” ou qualquer outra menos racional e mais emocional pela simples razão de que. Claro que a contra argumentação humanista não é mais do que uma irónica demonstração pelo absurdo de que as respostas do tipo “causa e efeito” às pressões ecológicas no animal humano não podem ser do tipo “dose / reporta”. Por outro lado. según las fuentes. releva mais da ideológica do que da arqueologia ou da meta análise histórica! A ideologia não é uma inovação da modernidade! Doutrinas e ideologias existiram sempre. Ora. a “estratégia do terror” passa a ser uma mera táctica . quando tratamos de questões que relevam da ideologia não as podemos desinserir do contexto de crenças em que estas se desenham! Então. num quadro de comportamentos a que chamamos “libertação” das às estratégias inatas e automáticas dos instintos. coisas que todos supomos saber ainda que dizendo-as de modo diverso! Só que também não é credível que os materialistas estivessem a pensar em respostas do tipo “causa e efeito”. privilegiando o “livre arbítrio” das respostas empíricas inovadoras em detrimento das necessidades instintivas! Enfim. A esto. tanto mais que a correlação de ambos os factos é incontornável. sobretudo quando sabemos que o animal humano se caracteriza por uma progressiva independência. já que e difícil estudar o estado de real da sua prosperidade económica. presentes e passados. los humanistas redarguyen que. Todos pertenecían a un sistema en el que cada hombre debía. contar con tener uno de estos cometidos. Os humanistas respondem a esta opinião que não seria lógico. Quer dizer que.milho levaria a uma exaustão dos solos ou que a situação de monocultura as exporia a pragas e vulnerabilidades climáticas costuma ser uma das explicações para o colapso das cidades maias em pleno auge de prosperidade arquitectónico. mesmo nos nossos dias. fossem elas mitos. en consecuencia. más política. los sacrificios humanos estaban extendidos fuera del imperio azteca y que. crenças religiosas e políticas ou teorias científicas. debía haber una complicidad real entre las victimas y sus sacrificadores.

por estarem ainda numa fase evolutiva insuficiente. el culto del sacrificio legitimaba a los propios Estados. “Esta revisión del culto del sacrificio no sólo acarreó su desarrollo en mayor escala. subrayan que las gentes del pueblo no estaban autorizadas a participar en los festines rituales. para asegurar la salvaguardia del poder de los dirigentes o de los Estados. Sin embargo. y los esqueletos no muestran ninguna señal de carencia. Demarest considera la costumbre religiosa del sacrificio humano como una causa del desarrollo de estos Estados. Los humanistas pudieron ciertamente reírse. que. Señala que durante el periodo clásico. M. sino que transformó también su cometido causal.componente de estratégias mais vastas relacionadas com a legitimação e preservação do poder e a consolidação de estados. por condição! En 1977. Michael Harner. Una vez más. Ora. gracias al culto militarista del sacrificio humano. según propia declaración. es decir. propuso una explicación materialista que encontró franca aceptación. são instáveis e incipientes. El Estado azteca pudo reclutar y motivar a los inmensos ejércitos que agrandaron su imperio gracias a la ideologia. Además. ni especialista en América Central. Todas las transformaciones politicas que fueron efectuadas por los aztecas de Tecnochtitlán se basaban en una ideología que justificaba cada vez más la guerra o la rivalidad entre Estados. Harner sigue afirmando obstinadamente que “los sacrificios humanos no eran ni obra de locos. no domina las fuentes del siglo XVI. Harner no es. aunque a fines del período siguiente. muchos antropólogos y arqueólogos atribuyen un papel pasivo a la ideologia. Según los especialistas. Harner afirmaba que el crecimiento demográfico acarreaba la disminución de los recursos proteínicos (caza. lo cual quita mucho valor a los argumentos de Harner.” La tesis de Arthur A. estos sacrificios servían para legitimar el poder de los dirigentes. tanto más cuanto que M. ni una respuesta servil a unos dioses con extrañas aficiones. Las interpretaciones y sucesivas reinterpretaciones del sacrificio humano entre los aztecas distan de haber sido inútiles. Los críticos no dejaron de subrayar este hecho. aves) y que los sacrificios humanos y el canibalismo ritual se habían desarrollado para compensar las carencias de nutrición provocadas por esta situación. A pesar de estas criticas. La constatación de un aspecto aberrante del comportamiento humano muestra cuán numerosos son los comportamientos sociales aceptados desde que el hombre existe. que en vez de servir para legitimar y. sino más bien una manera de resolver unos problemas ecológicos”. la ideología es considerada un móvil primordial del comportamiento humano y las creencias religiosas son susceptibles de tener por sí mismas una fuerza causal. el régimen alimentario de los aztecas contenía muchas proteínas. Demarest representa el punto de vista más avanzado de la teoría de la arqueología americana. a las que ha contestado con mucho aplomo. A. antropólogo de la New School de Nueva York. se é verdade que os povos que praticavam “sacrifícios humanos” respondiam a problemas ecológicos também é verdade que o faziam desastradamente e não terá sido assim de forma simples e redutora como os materialista e os positivistas o pretendem mas também não é muito verosímil que os astecas tenham estado possuídos duma forma de loucura divina tal que os levasse a praticarem “sacrifícios humanos”selvática e irracionalmente duma forma generalizada e sistemática e sem qualquer razão de ser. incluso negándole toda función. Aquilo que parece ressaltar da incómoda análise do fenómeno dos “sacrifícios humanos”é precisamente o seu aspecto anacrónico enquanto práticas rituais primitivas . Por consiguiente. por tanto. se convirtió en la fuerza rnotiva dora de un expansionismo ilimitado. real ou aparente. conse cuentemente. peces. ni etnohistoriador y.

o massacre dos kemeres vermelhos.. depois. Mesmo Alexandre utilizou esta forma de vingança militar. by JOE ZIAS 3 4 Plutarch (AD 46-120) Mor. Alex. a verdade é que parece que este aspecto seria apenas secundário e decorreria da própria ideologia subjacente ao sistema do “culto matriarcal do sangue” menstrual da Deusa Mãe de que os “sacrifícios humanos”eram apenas um dos componentes! Como hoje se sabe. todos eles. De facto. a prática dos “sacrifícios humanos”não era um mero exercício de “vingança de sangue” e. fenómenos críticos históricos menos macabro que os “sacrifícios humanos” praticados pelos povos ameríndios? Evidentemente que existe algo nos comportamentos colectivos humanos deste tipo que releva da pura patologia social e não está fora de questão que desta mesma loucura tenham padecido os ameríndios do período das descobertas! O que espanta nos ameríndios é que esta patologia não tenha sido meramente episódica ou paroxística e culturalmente denegada mas tenha sido vivida de forma tão natural e. Curtius Rufus. que tenha que ser considerada estrutural e constitutiva da vida social corrente! Na verde. etc.4. a crucificações dos romanos na revolta de escravos ou de povos colonizados e sem cidadania romana como foi no episódio da revolta da Judeia e durante as “perseguições e a morte dos santos mártires cristãos” nos circos romanos de várias épocas imperiais. Os próprios colonizadores espanhóis que tão hipocritamente se horrorizaram com o fenómeno dos “sacrifícios humanos” nos povos ameríndios nem por isso se comportaram de forma branda e humana quando se tratou de saquear o ouro do novo mundo e de tentarem a escravização do indomável índio! Os “autos de fé” que se seguiram às primeiras tentativas de conversão dos indígenas das Américas não seriam mais brandos dos que os que na metrópole eram utilizados para queimar judeus e cristãos novos incómodos! Enfim.554A/B. no que diz respeito ao canibalismo sagrado os ameríndios apenas diferem de outros povos paleolíticos na forma paroxística e quase neurótica com que praticaram os sacrifícios humanos! O “sacrifícios humano” era uma forma .4 In addition. hecatombes humanas por meras razões de estado têm sido praticadas de forma recorrente desde a antiguidade sendo algumas reconhecidas em povos civilizados recentes como foram as crueldades das condenações à morte por empalamento no império militarista assírio e. ainda que tenham acabado por funcionar como “mecanismo de terror” num sistema ideológico que servia de legitimação para o militarismo imperial dos astecas.000 survivors from the siege of Tyre crucified on the shores of the Mediterranean. serão.17. Alexander the Great had 2. o holocausto judeu no nazismo. While many people believe that crucifixion was reserved for criminals only as a result of Plutarch's passage that "each criminal condemned to death bears his cross on his back."3 the literature clearly shows that this class of individuals were not the only ones subjected to this ultimate fate. during the times of Caligula – AD 37-41 – Jews were tortured and crucified in the amphitheater to entertain the inhabitants of Alexandria. – crucifixion in antiquity. as depurações étnicas dos Balcãs. executada de forma tão permanente e sistemática. Hist. 4.no seio de uma sociedade que noutros aspectos se revela brilhante e paralela às grandes civilizações ocidentais do começo da história.

A IDEOLOGIA CANIBAL COMO MÍSTICA GUERREIRA One of the indigenous texts in the Codice Matritense describes how Itzcoatl and Tlacaelel rewarded the principal Aztec chieftains with lands and titles after the victory over Azcapotzalco. The preserved an account of their history. de forma irreversível. The lords of Mexico decreed it. mais não era do que a previsão do que veio a suceder com o colonialismo moderno. de exercício do direito penal! O canibalismo sagrado pode ter tido pelo menos várias motivações traumáticas específicas destes povos que mais não fizeram do que reforçar sinergicamente a neurose social que o canibalismo sagrado dos ameríndios implica: Primeiro. but later it was burned. the lords of Mexico declared: . o facto muito provável de as viagens marítimas destes colonos arcaicos terem sido longas e em condições muito mais precárias e penosas do que as que vieram a acontecer no renascimento Europeu não sendo de excluir que em condições de fome e penúria. além do mais. quiçá trágica e violenta. adeptos fanáticos de cultos religiosos que incluíam os sacrifícios humanos e eventuais canibalismos mágicos (há época já em decadência no ocidente mas ainda frequentes nas sociedades de origem. a ideia de que os povos ibéricos que se revelaram tão impiedosos e sanguinários nas práticas de autos de fé e torturas inquisitórias até perto do sec. Por outro lado. tivesse que ter sido praticado e mais tarde justificado na forma de ideologias místicas que iriam acabar por instituir o canibalismo como forma de rito expiatório. perfeitamente adaptada ao tempo da cultura ameríndios. De resto. lhes teriam feito perder os laços uterinos com a terra natal. não pudemos desprezar a ideia de que os povos que imigraram para ocidente nos tempos arcaicos eram obcecados adoradores de cultos de morte e ressurreição solar. XIX e ainda na colonização renascentista do novo mundo poderem ter sido ainda mais ferozes e sanguinários alguns milénios antes não deixa de ser de ponderar quanto mais não seja para em simultâneo explicar e compreender um pouco da alma ibérica que manteve até há bem pouco tempo os mais elevados níveis de fervor religioso católico de mistura com as práticas mais arcaicas e pagãs de auto sacrifício místico e sadomasoquismo penal. during the reign of Itzcoatl. o carácter colonial das civilizações pré-colombianas com todos os ingredientes de instabilidade social próprios de civilizações controladas por minorias transportado da Europa! Esta violência social latente e implícita a uma sociedade desenraizada da evolução natural circundante. a possibilidade de estes colonos arcaicos terem chegado às Américas em condições tais que. Depois. sem ligações com a terra natal. and then says that the king and his adviser decided to give their people a new version of Aztec history. como teria sido o caso duma catástrofe como a descrita no mito da Atlântida. de sacrifícios animais colectivos na forma de touradas de morte e nos cultos de tragédia pungente e “morte e ressurreição primaveril nos ritos de catolicismo sui generis que são as festas telúricas da “da semana santa” sevilhana. como a minóica e a fenícia) e que ficaram fixados para sempre nos costumes que estes primeiros colonos vieram a desenvolver no ultramar. tal que o canibalismo de sobrevivência. Finalmente.peculiar.

would die unless it were fed with human blood…. numa verdadeira manifestação de terror organizado. But most important of all is the exalted praise given to what can only be called a mystical conception of warfare. Esta crença não foi invenção dos astecas pois já era praticada pelos maias tanto na forma de sacrifícios humanos de morte como na forma do auto-sacrifício por sangramento. Para evitar a punição divina. com indumentária própria e comandados por um mestre que organizavam a flagelação pública e privada. a fim de evitar a propagação da terrível doença que dizimou grande parte da população da Europa. but the major purpose was to capture victims for sacrifice.. revolucionários.are raised to the same level as the ancient creative gods Tezcadipoca. Parece que nestes ritos de coragem contava mais a dor do que o sangue o que faz lembrar as mortificações da carne dos ascetas medievais particularmente activos na península ibérica. perseguindo os ricos e os judeus. . and Quetzalcoatl. De início. In part the motive was simply to extend the rule of Tenochtitlan.. and their gods Huitzilopochtli in particular . because the source of all life. our subjects. will be lost and our land destroyed. a própria Igreja aceitava estes sacrifícios “altruístas” como forma de imitação da flagelação de Jesus pelos soldados de Pilatos! Até o papa Clemente VI ordenou uma flagelação pública em Avignon. eles fizeram parte das práticas de auto-flagelação penitencial dos «flagelantes»! Os flagelantes eram verdadeiros “exércitos” organizados. a igreja católica sempre considerou estes ritos como suspeitos de paganismo o que se confirma como sendo de facto sobrevivências de ritos arcaicos de auto-punição mística e de ritos de passagem intuídos na mística de morte e ressurreição solar."It is not fitting that our people should know these pictures. No entanto. recorded in a number of extant documents." to the conquest of all other nations. Ora. infligiam castigos nos seus próprios corpos.. the sun. the Aztecs claim to be descended from the Toltec nobility. praticado particularmente nos ritos pessoais de “punção para sangramento do pénis” e da perfuração da língua. In the new version. the "people of the sun. num baixo-relevo maia. Mas. Our people. neste caso a peste. Figura 14: um rito de “perfuração da língua” praticado por uma imperatriz diante do próprio esposo. depressa os flagelantes se tornaram incontroláveis. segundo rituais próprios. for these pictures are full of lies. dedicating the Aztec people.

o monoteísmo judaico e depois o do fanatismo cristãos dos martírios e depois dos perseguidores de pagãos tinham muito de impiedade em relação a religiosidade popular politeísta! Mas notar sobretudo que a autoflagelação seria uma prática canaanita dos cultos de fertilidade de Baal / Ashera que terão sobrevivido à margem do judaico-cristianismo possivelmente nos seus locais de origem.o que levou o papa a condená-los. em muitos aspectos. desesperados. sem cabeça ou enforcados. laceravam-se a si próprios com facas e espadas. para chamar a atenção do vosso deus! Talvez esteja a conversar com alguém. que eram afinal canaanitas terão trazido esta bárbara tradição de auto-sacrifícios para a península Ibérica na mesma bagagem dos sacrifícios humanos que fizeram a fama de Cartago. cobrindo-se de sangue. puseram-no sobre o seu altar e clamaram a Baal toda a manhã. ou tenha ido tratar de algum assunto. gritando: Ó Baal. quem sabe até se não estará a dormitar um pouco e precise de ser despertado! Eles gritavam cada vez mais alto. – 1Reis:18: 26-29 28-29 27 26 Notar que o cinismo de Elias seria típico de um ateu moderno. Assim estiveram. ou de mais arcaica tradição como seria a região da caldeia. Elias ria-se deles: Têm de gritar ainda mais alto. ou então pode estar a viajar. até à altura do sacrifício da tarde. E de que maneira! Sua Santidade não esteve pelos ajustes e muitos acabaram queimados. Por volta do meio-dia. Mas esta tradição parece mais antiga do que o próprio cristianismo! Eles preparam um dos animais. sem que se visse qualquer reacção ou se ouvisse alguma voz ou se recebesse uma resposta fosse de que tipo fosse. Os fenícios. além de outras medidas de carácter proibitivo. Começaram mesmo a fazer danças em volta do altar. segundo o seu costume. . ouve-nos! Mas não se via resposta alguma. Figura 15: Flagelantes medievais Flagelantes em procissão contra a peste. De facto.

a tradição dos flagelantes.Figura 16: Procissão dos flagelantes de Góia. E assim. quem sabe se em parte para assimilar fortes tradições de raiz popular moçárabe. e esta atitude é realizada por uma ínfima minoria dentro do xiismo. marquant l’exode des enfants d’Israël après leur délivrance par le prophète Moïse. E é assim que nos vamos deparar com a festa islâmica do “ashura”. possivelmente nas “festas dos rapazes”. A autoflagelação é proibida dentro do Islão. mas muitos acreditam que é um ponto comum entre todos os muçulmanos xiitas. fête de l’expiation . a “ashura” tomou uma visão grotesca. “Avant même d’être une fête musulmane. Le prophète Mahomet. en 622. que já teria fortes raízes ibéricas. Achoura était une fête juive. continuou tanto nos rituais da semana santa como nos autos de fé da inquisição. alla à la rencontre des juifs le jour du Youm Kippour. em certas regiões. No Iraque. com autoflagelações até ao extremo sangramento como prova da sua fé e para expiação da sua negligência por não terem conseguido evitar o martírio de Hussein.

les neuvième et dixième jours du mois de Muharram qui marque Achoura. «Achara» signifie dix en arabe et reprend ainsi le dixième jour de Muharram. Pendant deux jours. teria no massacre de Hussein ou uma falsa desculpa ou uma causa para uma espécie de regressão traumática a práticas rituais arcaicas sado-masoquistas que eram implícitas aos cultos canaanitas de Baal. Le deuxième jour. le Prophète Mahomet recommanda aux musulmans de jeûner deux jours. et que des spectacles viennent égayer les rues. Les Marocains.durant laquelle ils jeûnaient. . une pratique connue de tous les Marocains sous le nom de zem-zem. le Judaïsme et l’Islam. their children will be protected and will enjoy a long life. (…) Pour les pays sunnites du Maghreb. la tradition veut qu’on leur offre des cadeaux. Elle symbolise l’accostage de l’Arche de Noé. pour confirmer la continuité de la cérémonie juive et s’inscrire dans la tradition de Moïse. (…) “The child doesn’t understand what’s going on. par exemple ont ajouté aux cérémonies religieuses des concepts culturels qui ne relèvent pas de l’Islam. Figura 17: In marking the holiest day of Ashura. qui n’est pas mentionnée dans le Coran. which is at the heart of their faith. des friandises. les enfants sont mis à l’honneur.” Esta forma de os xiitas festejarem o “ashura”. Cette fête marque la liaison entre deux religions. (…) Un an plus tard. le concept est différent. les enfants s’amusent à asperger d’eau les passants et leurs proches. The parents are faithful and believe by doing this. D’où l’origine étymologique de cette fête. some Shiites believe children should learn at an early age about Hussein’s suffering. Achoura. Le premier jour. est considérée comme une fête mineure.

tal é pura coincidência como o facto de ter sido durante os dez primeiros dias deste mesmo mês que os xiitas combateram por Hussein quando este mês era de jejum e de paz! De facto. o sangue terá sido a motivação essencial. . a relação desta festa com as saturnais iniciáticas arcaicas do ciclo dos ritos de passagem e das “festas dos rapazes”! O “ashura” tem o nome de Tamkharit no Senegal o que sugere uma festa de pascal de Tamuz / *Kertu. Na verdade os judeus helenistas teriam substituído a festa de Tamuz pela sua Páscoa e as festas de inverno pela festa da expiação de Youm Kippour. De facto. os marroquinos parecem ser os únicos que parecem preservar. No entanto. dos símbolos supremos do crescente lunar e da estrela de Estar serão uma mesma forma traumática de denegação patriarcal do antigo poder matriarcal da tradição insular mediterrânica. tanto mais que ser dador da direito a cartão que facilita o acesso aos cuidados de saúde. …As a result. umas gotas da própria vida! De resto esta mística de lógica mágica intuitiva. da palmeira e da “árvore da vida” parecem cultos matriarcais muito antigos em que o “auto-sacrifício” sangrento e os “sacrifícios humanos” estariam presentes precisamente no período da quaresma. O símbolo da Arábia saudita sunita parece ter sepultado e enterrado no seu subconsciente colectivo esta relação da palmeira e do duplo sabre da deusa mãe. um festival realizado no primeiro mês de Muharram do calendário islâmico em que a guerra e proibida. Se “Achara signifie dix en arabe et reprend ainsi le dixième jour de Muharram”. com os transmontanos portugueses. ainda subjacente na cultura moderna. Este arquétipo. teria sido durante séculos um arquétipo que levou no Egipto ao culto do «cá» e do anquê. na origem. ou seja. tal como teria estado o canibalismo sagrado em tempos de canícula. o próprio nome “ashura”. tem servido de reforço emotivo subconsciente para as pessoas procurarem participar no altruísmo de dar sangue. parece ser a do profeta Maomé que reporta esta festa à tradição judaica.Ora. Do mesmo modo. a mesma que faria com que os maias preferissem esta cor nas pinturas murais dos recantos iniciáticos dos seus templos. o culto de Baal / Ashera. Huitzilopochtli ceased to be the tutelary god of a poor band of outcasts. a manutenção do calendário lunar. como se notou já. Ver: MACARENA (***) Na verdade. and his rise to greatness coincided with that of the Aztecs themselves. O sangue foi reconhecido muito cedo pelos povos primitivos como fonte de vida e fazer sangramentos por mutilação pungente seria uma forma intuitiva de dar o que cada um tinha de mais sagrado aos deuses. nos povos primitivos a cobrir os cadáveres com ocre vermelho por magia simpática. Obviamente que estamos perante sobrevivências de práticas de auto-sacrifício que seria praticado na época da quaresma nos “ritos de passagem”. faz lembrar o deus solar Ashur dos bárbaros assírios e Ahura dos testos avésticos assim como o asura dos vedas! E de Muharram à virgem de Macarena poderia ir apenas um pequeno passo etimológico. desculpa ainda mais esfarrapada como soiem ser as que justificam as incoerências dos mitos fundadores e das decisões políticas sem saída.

nem a dos cruzados. COPYRIGHT BY CASADO INTERNET GROUP ." and that he believed it was his mission "to gather together all the nations" in the service of his god. Tlacaelel never consented to become king. Before the Spaniards destroyed it. tal como hoje de forma meramente fisiológica e utilitarista. De qualquer modo. a crueldade dos assírios não terá sido muito menor. and his priests composed a number of others. he was called "the Giver of Life" and "the Preserver of Life. Chiapas and Guatemala.-. nem a giad islâmica são mais recomendáveis! 14 The Aztec Account of the Spanish Conquest of Mexico. eterno e sem saída! …The explanation seems to be that Tlacaelel persuaded the Aztec kings (he was counselor to Motecuhzoma I and his successor Axayacatl after the death of Itzcoatl) that their mission was to extend the dominions of Huitzilopochtli so that there would be a constant supply of captives to be sacrificed. first from nearby places and later from such distant regions as Oaxaca. Since he was identified with the sun. or traveling merchants. ao ser oferecido ao sol.The old Toltec prayers. on the outskirts of Cuauhtla in the present-day state of Morelos. ficamos a saber que as grandes loucuras humanas são o resultado de da intoxicação abusiva do divino. and he even directed the creation of a large botanical garden in Oaxtepec. the army. pelo menos duma parte poderosa e influente da sociedade. The changes brought about by Tlacaelel in Aztec religious thought and ritual were his most important accomplishments. most of them directed to Quetzalcoatl. nem a de Turquemeda ou dos próprios espanhóis aquém e além-mar no período conturbado da contra-reforma. it was the scene of innumerable sacrifices of captives. só poderia corresponder a uma mística que implicava a noção de que o astro que dava a vida se alimentava também de vida num ciclo místico cósmico infinito. demonstra que a visão totalitária e fanática dum homem honesto pode ser tão perniciosa para a evolução da ética social como a devassidão anarquizante e laxista dos desonestos. the protocol of the royal court and the organization of pochtecas. além de ter um ressonante nome fenício. dedicated to Huitzilopochtli. No chão deste pátio ainda hoje se podem ver grandes bacias de pedra para onde era escoado o sangue de bovinos.14 A figura lendária do criador da mística dos sacrifícios humanos dos Astecas. Nem o fanatismo elitista dos judeus. com ou sem desculpas teóricas. but apparently no other tribe ever performed them with such frequency… O culto solar era preponderante no Egipto e será natural pensar que a mística solar centro-americana terá tido ligações com esta ou com um qualquer povo intermediário de marinheiros do mar egeu! No templo solar egípcio de Niusserré que tinha num dos lados do pátio grandes matadouros de animais destinados ao sacrifício. There is good evidence that human sacrifices were performed in the Valley of Mexico before the arrival of the Aztecs. but he also reformed the judicial system. Fray Diego de Duran wrote that Itzcoatl "took only those actions which were counseled by Tlacaelel. It was also Tlacaelel who suggested the building of the great main temple in Tenochtitlan. were revised in his favor. even though the nobles offered him the throne on the death of Itzcoatl in 1440 and again on the death of Motecuhzoma I in 1469. nem a dos romanos. Despite his key role in Aztec history. era um fluido vital (o ka) que. Tlaca-el-el." Tlacaelel did not originate the idea that Huitzilopochtli-the-Sun had to be fed the most precious food of all-human blood but he was unquestionably responsible for the central importance that this idea acquired in the Aztec religion. O sangue. E óbvio que a teoria da justificação do expansionismo imperialista dos astecas não passava duma perversão mítica e sobretudo era obviamente um anacronismo cultural! No entanto.

la guerre était devenue indispensable. Tlacaelel réussit à persuader les sages que l'on pouvait éviter la mort du Soleil en le nourrissant d'eau précieuse. Ce soleil était celui du mouvement. Os impérios exploram os cativos que prendem no interior das suas muralhas acabam por cair a ajuda da sua revolta e sua traição.. se tudo isto é tão verdade como a inevitabilidade da 15 Americas . Le cinquième Soleil fut créé à Teotihuacan. aliás. seja por velhice. a razia de sacrifícios humanos atingia precisamente os elementos mais dinâmicos da sociedade da Tripla Aliança asteca e acabariam por produzir o mesmo efeito que teve a purga estalinista levada a cabe nas chefias do exército vermelho! Claro que uma teoria cataclísmica de ciclos solares permite suspeitar uma origem cultural traumática de causa astronómica. De qualquer modo quase todos os impérios e civilizações caem à mão dos estrangeiros que são chamados a socorre-los ou se aproveitam das suas guerras civis intestinas. sem grande convicção pragmática. o filho do sol havia um dia caído na terra por não ter sabido conduzir o caro do sol (facto que os judeus confirmavam à sua maneira com o mito da “queda do anjo” do orgulho. seja por má gestão da natural conflitualidade interna. Les dieux se réunirent pour désigner celui qui aurait l'honneur d'incarner le nouvel astre. tal como se postulou a propósito do carácter colonial e racista das civilizações centro-americanas pré-colombianas. Les Aztèques justifiaient alors leurs conquêtes par la mission suprême qu'il devaient accomplir.ou não passa tudo duma ilusão feita há medida da história dos vencedores? Não. Pour que le Soleil vive.Azteques. Lúcifer) é quase seguro que tais mitos serão metáforas da queda de um cometa ou de um grande meteoro no centro do mar egeu precisamente por esta altura. Pour qu'il ne manque jamais d'eau précieuse. Tlacaelel instaura le principe des “guerres fleuries” entre les cités de la Triple Alliance.. Il y avait eu le Soleil de terre suivi de ceux du vent. Mayas. C'est cette perspective pessimiste qui est à l'origine de la vision mystico guerrière des Aztèques. quase todos os impérios caem de podres. No caso dos astecas o recurso a uma política intensiva a terror ideológico acabou por se revelar uma arma de dois gumes e visto a posteriore compreende-se que a sua derrota seria inevitável.Civilisations Precolombiennes . a bem ou a mal e o mais depressa possível! Mas por amor de deus.Neste contexto histórico os Espanhóis tiveram Deus do seu lado e sobretudo uma grande sorte. L'objectif était d'obtenir suffisamment de prisonniers pour les sacrifices. Les Aztèques considéraient que plusieurs Soleils avaient existé auparavant. Os impérios que sacrificam sistematicamente os vencidos acabam por não ter quem os defenda quando são atacados. os astecas tiveram ainda a pouca sorte de terem partilhado uma teoria mítica com implicações pragmáticas completamente anacrónicas e de efeitos contraproducentes. Incas.htm . É que. Tous périrent dans un cataclysme. Ce liquide était le sang des êtres humains que l'on allait sacrifier pour assurer la survie de l'astre solaire. Sendo quase certo que os astecas eram sobreviventes do cataclismo ocorrido no mar Egeu por volta do ano de 1700 antes de Cristo podemos postular que esta teoria mítica encobre a verdade recalcada desse mesmo cataclismo. que Faetonte. du feu et de l'eau. Tal como os gregos acreditavam. Todas as religiões são acerrimamente natalistas porque precisam de almas para o céu que acabam logicamente por serem sacrificadas como carne para canhão nas guerras santas que mais não são do que campanhas missionárias à força feitas com a melhor intenção do mundo: levar almas para o céu. Mais comme les précédents sa destinée était de disparaître lui aussi dans un cataclysme. 15 Acumulando todos estes inconvenientes.

nada na vida se consegue sem luta e só Sócrates. Cristo e Buda parecem ter alcançado alguma paz de espírito aceitando que a luta social culturalmente mais eficaz é a aquela que é travada no interior do próprio crente. porque não nos empenhamos mais em incluir esta lógica na lei natural da luta pela sobrevivência dando conta de que ao conseguirmos o sucesso de ter eliminado os predadores naturais da espécie humana nos tornamos nos lobos uns dos outros? Será inevitável o cinismo? Estarão os sábios reformadores como o lendário Minos. é de ficar arrepiado só de pensar que o nome da ideologia nazi se chamava precisamente arianismo. que obviamente tem sido tão conturbada e violenta quanto o e comparativamente falando a história de cada um de nos. Paulo. Marx. Mas. Akineton. Maomé. nos crematórios e na guerra. O deus Áries dos gregos era do signo do carneiro que é o mais solar de todos! O esoterismo é precisamente isto mesmo.luta de classes numa história repetitiva. a loucura social por excesso de zelo espiritual atinge foros tal letalidade que acabe em genocídio como parece ter sido o que aconteceu com os astecas e seguramente também com o nazismo! Notar que o núcleo semântico da teoria nazi era quase idêntico à dos astecas: a pureza da raça ariana tinha o lugar do sol e o racismo agressivo era a contrapartida dos sacrifícios humanos nos campos de concentração. “Ariano” < haurian < Kauran > Ouranos < Ur-ano.. O nome dos Ariano tem feito correr muita tinta relativa ao mito dos povos indo-europeus. A verdade é que ariano é a sobrevivência ressonante da onda de fundo do deus mais arcaico da cultura egeia. senhor dos exércitos dos infernos do Kur. condenado a serem sempre excessivos? E um lugarcomum dizer que os defeitos dos grandes homens são do tamanho da sua imagem histórica. que terá sido tão cruel a sacrificar jovens atenienses ao seu deus Minotauro quanto justo legislador dos vivos e depois de morto. dos mortos. o céu diurno. etc. Ora bem. ou seja o pai do sol. “De médico e de louco todo o mundo tem um pouco” mas. Afinal a doença do fanatismo por intoxicação divina é tão recorrente na história como todas as guerras em nome dum qualquer ideal. Moisés. de quando em quanto. ainda assim conseguirá a espécie humana curar-se sozinha? . S. Assim. cura-te a ti mesmo" (Lucas 4: 23). monótona e sem fim. a teorias racistas são uma mera variante das intolerâncias religiosas fanáticas e/ou elitistas e correspondem a uma neurose social traumática de raízes profundas na história da humanidade. mutatis mutandis! “Médico. ou seu filho Saturno / Crono. Este deus seria Úrano. A confirmação da existência duma memória cultural profunda a que Junge chamava subconsciente colectivo arquétipo. No entanto.