Preparatório OAB

Direito Tributário Capitulo 3 - Aula 1 Impostos

Professora: Sabrina Welsch

Curso Preparatório OAB - Direito Tributário Professora: Sabrina Welsch Impostos Imposto é uma espécie do gênero de tributos - estes, definidos no artigo 3º do CTN. Esta espécie de tributo tem como fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16 CTN). A obrigação de pagar tributo tem como fato gerador a situação prevista em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Portanto, em se tratando de imposto, a situação prevista em lei como necessária e suficiente ao nascimento da obrigação tributária não se vincula a nenhuma atividade estatal. De acordo com a Constituição Federal, podemos classificá-los como Impostos Federais, Estaduais e Municipais. DOS IMPOSTOS FEDERAIS IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - II Também conhecido como "tarifa aduaneira", "direitos de importação", "direitos aduaneiros", entre outras denominações. - Competência: é da União. - Função: predominante a extrafiscalidade. É um importante instrumento de proteção da indústria nacional e de equilíbrio da política econômica. - Materialidade / fato gerador: é a entrada da mercadoria estrangeira no Território Nacional, (art. 19 CTN). Os portos e aeroportos alfandegados e áreas adjacentes aos pontos de fronteira alfandegados, são denominados de "zonas primárias". Os entrepostos aduaneiro e especial, depósitos, terminais ou outros locais destinados ao armazenamento são denominados de "zonas secundárias". Não se deve confundir a ocorrência do fato gerador com a forma pela qual tal ocorrência se exterioriza ou é documentada.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).” www.r2direito.com.br

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Não constitui fato gerador a entrada no território aduaneiro: I. de mercadorias às quais tenha sido aplicado o regime de exportação temporária; II. de mercadorias que retornem ao país nas seguintes condições: a) enviadas em consignação e não vendidas nos prazos autorizados; b) por defeito técnico que exija sua devolução para reparo ou substituição; c) por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país importador; d) por motivo de guerra ou calamidade pública; e) por quaisquer fatores alheios à vontade do exportador; III. do pescado capturado fora das águas territoriais do país, por empresa localizada no seu território, desde que satisfeitas as exigências que regulam a atividade pesqueira. Despacho aduaneiro da mercadoria importada é o procedimento mediante o qual se verifica a exatidão dos dados declarados pelo importador em relação à mercadoria importada, aos documentos apresentados e à legislação vigente, objetivando promover sua entrega ao importador e a regular entrada no país. A conferência aduaneira relativa às declarações será realizada na presença do importador ou do representante. - Sujeito Ativo: haja vista a competência atribuída à União, é esta o sujeito ativo. - Contribuinte: a) o importador; b) o destinatário da remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente; c) o adquirente da mercadoria entreposta; d) o arrematante dos produtos apreendidos ou abandonados. - Responsável: a) o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso interno; b) o depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro. - Responsável solidário: a) o adquirente ou cessionário de mercadoria beneficiada com isenção ou redução de imposto; b) o representante, no país, do importador estrangeiro; c) o transportador no caso de avaria ou extravio. - Alíquotas: A Tarifa Aduaneira do Brasil é denominada TEC (Tarifa Externa Comum), sendo aplicada a nomenclatura Comum do Mercosul.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).” www.r2direito.com.br

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Existem duas espécies de alíquotas no imposto de importação. Uma é chamada de alíquota específica, que é expressa por uma quantia determinada, em função da quantificação dos bens importados. A outra alíquota é a "ad-valorem", indicada em porcentagem a ser calculada sobre o valor do próprio bem. Os valores expressos em moeda estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional, à taxa de câmbio vigente na data em que se considerar a ocorrência do fato gerador. - Base de cálculo: Quando a alíquota for específica, a base de cálculo é a medida adotada pela lei para o caso (art. 20, I CTN).quando for ad valorem, a base de cálculo é o preço normal do produto, ou de seu similar, que seria alcançado, ao tempo da importação (art. 20,II CTN). Finalmente, se for um produto apreendido ou abandonado que é levado ao leilão, a base de cálculo será o preço da arrematação (art. 20,III CTN). IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO - IE - Competência: União. - Função: predominantemente extrafiscal. - Materialidade: O tributo em comento tem como fato gerador a saída do território nacional, dos produtos nacionais ou nacionalizados, sendo considerado como tal a data de registro da exportação no SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR/SISCOMEX . Despacho de exportação é o procedimento mediante o qual se processa o desembaraço aduaneiro de mercadoria destinada ao exterior, seja ela exportada a título definitivo ou não. Também sujeitam-se a despacho as mercadorias que, importadas a título não definitivo, devam ser objeto de reexportação. - Sujeito ativo: União. - Sujeito passivo: Contribuinte: O contribuinte do imposto é o exportador ou quem a lei a ele equiparar (art. 27 CTN), assim considerada qualquer pessoa que promova a saída do produto do território nacional.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).” www.r2direito.com.br

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Responsáveis: o transportador, o depositário e outras pessoas designadas na lei. - Alíquotas: Neste caso as alíquotas poderão ser específicas e ad valorem. O Poder Executivo pode, nos limites fixados em lei, alterar as alíquotas do imposto em função dos objetivos da política cambial e do comércio exterior (art. 26 CTN). Segundo o decreto-lei 1.578/77, o qual regulamentou o imposto em comento, a alíquota básica é de 30%, facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou aumenta-la segundo os parâmetros legais (CTN). Em caso de elevação, a alíquota do imposto não poderá ser superior a cinco vezes o percentual fixado, segundo a Lei nº 9.716, de 26.11.1998. - Base de cálculo: é o preço normal que a mercadoria ou seu similar, alcançaria ao tempo da exportação em uma concorrência de mercado internacional, no caso de ser considerada esta ad valorem. Em se tratando de produtos sujeitos a alíquota específica, a unidade de medida adotada pela lei, (art. 24 CTN). IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA - IR -Competência: União (art. 153, III, CF e art. 43 CTN). - Função: principal fonte de receita tributária, assim tem função nitidamente fiscal. - Materialidade: tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica, de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no item anterior. A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, da condição jurídica ou da nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção. Na hipótese de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei ordinária estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto (segundo §§ 1º e 2º, art. 43 CTN - inseridos LC 104/01). Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto nos momentos estipulados em lei. - Sujeito ativo: União.

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- Sujeito passivo: Contribuinte é a pessoa física ou jurídica titular da disponibilidade jurídica ou econômica, da renda ou de proventos, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis. - Responsável: A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam, sob pena de ser-lhe exigido o valor respectivo, segundo o art. 45 CTN. - Alíquota: Para as pessoas físicas as alíquotas serão variáveis entre 15% e 27,5% em conformidade com os valores da base da cálculo. No que toca às pessoas jurídicas será de 15%, sendo que a parcela do lucro real, presumido ou arbitrado, que exceder o valor resultante da multiplicação de vinte mil reais pelo número de meses do respectivo período de apuração sujeita-se à 10%. - Base de cálculo: A base de cálculo para as pessoas físicas é considerada como os rendimentos, deduzidos os gastos com contribuição previdenciária, gastos com empregados e, abatendo-se as despesas com dependentes, pensão alimentícia, médicos, educação, etc. Para as pessoas jurídicas a base da cálculo será considerada conforme o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos tributáveis. Tudo em IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI - Competência: União, art. 153, IV CF, art. 46 CTN. - Função: Típico instrumento de função extrafiscal, por força de dispositivo Constitucional, art. 153, § 3º, inciso I. A seletividade teve o intuito de tributar pesadamente os produtos de luxo, denominados por vezes de artigos supérfluos, tais como perfumes e, por outras vezes aqueles artigos cuja utilização ou consumo são desaconselháveis, tais como o cigarro e a bebida - Materialidade: De acordo com o RIPI - DECRETO Nº 4.544, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2002. O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - TIPI (Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, art. 1º, e Decreto-lei nº 34, de 18 de novembro de 1966, art. 1º).

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Exclusões Não se considera industrialização: I - o preparo de produtos alimentares, não acondicionados em embalagem de apresentação: a) na residência do preparador ou em restaurantes, bares, sorveterias, confeitarias, padarias, quitandas e semelhantes, desde que os produtos se destinem a venda direta a consumidor; ou b) em cozinhas industriais, quando destinados a venda direta a corporações, empresas e outras entidades, para consumo de seus funcionários, empregados ou dirigentes; II - o preparo de refrigerantes, à base de extrato concentrado, por meio de máquinas, automáticas ou não, em restaurantes, bares e estabelecimentos similares, para venda direta a consumidor (Decreto-lei nº 1.686, de 26 de junho de 1979, art. 5º, § 2º); III - a confecção ou preparo de produto de artesanato, definido no art. 7º; IV - a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor ou usuário, em oficina ou na residência do confeccionador; V - o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, na residência do preparador ou em oficina, desde que, em qualquer caso, seja preponderante o trabalho profissional; VI - a manipulação em farmácia, para venda direta a consumidor, de medicamentos oficinais e magistrais, mediante receita médica (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º, parágrafo único, inciso III, e Decreto-lei nº 1.199, de 27 de dezembro de 1971, art. 5º, alteração 2ª); VII - a moagem de café torrado, realizada por comerciante varejista como atividade acessória (Decreto-lei nº 400, de 30 de dezembro de 1968, art. 8º); VIII - a operação efetuada fora do estabelecimento industrial, consistente na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte: a) edificação (casas, edifícios, pontes, hangares, galpões e semelhantes, e suas coberturas);
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b) instalação de oleodutos, usinas hidrelétricas, torres de refrigeração, estações e centrais telefônicas ou outros sistemas de telecomunicação e telefonia, estações, usinas e redes de distribuição de energia elétrica e semelhantes; ou c) fixação de unidades ou complexos industriais ao solo; - Sujeito ativo: União. - Sujeito passivo: Considera-se como contribuinte I - o importador ou quem a lei a ele equiparar; II - o industrial ou quem a lei a ele equiparar; III - o comerciante de produtos sujeitos ao imposto, que os forneça aos contribuintes definidos no inciso anterior; IV - o arrematante de produtos apreendidos ou abandonados, levados a leilão. - Alíquotas: As alíquotas do IPI são as mais diversas, especialmente em face desse imposto ter o caráter da seletividade. A legislação específica adotou a Tabela de Incidência do IPI, conhecida por TIPI - aprovada pelo Decreto n.º 4.542 de 26/12/2002. - Base de cálculo: São deveras diferentes dependendo do caso específico. Em se tratando de produtos estrangeiros, deverão ser adotadas bases de cálculo específicas, de acordo com a) o produto estrangeiro objeto de desembaraço aduaneiro (onde se utilizará do preço normal, acrescido do Imposto sobre a Importação, das taxas líquidas exigidas para a entrada do produto no país, dos encargos cambiais efetivamente pagos ou dele exigível) e b) do produto estrangeiro abandonado objeto de arrematação ( no caso do preço da arrematação. Da não cumulatividade: Regra prevista na Contribuição Federal, art. 153, II e § 3º - "será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores". A não-cumulatividade consiste na compensação dos valores creditados com o valores debitados, em determinado tempo - geralmente mensal, e não integra a estrutura do IPI nem se confunde com a base de cálculo. Lançamento: O lançamento é efetuado em conformidade com o art. 150 do CTN, consistindo num lançamento por homologação. O contribuinte providencia a escrituração de seus livros de entrada e saída, anotando como crédito o valor IPI relativo às entradas de matérias primas e insumos e, como débito o relativo às
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saídas dos produtos. Apura o saldo, transferindo para o período seguinte se for credor ou, recolhendo o valor correspondente se for devedor. Caso o contribuinte não providencie os pertinente recolhimentos nas épocas próprias, ou efetuar recolhimentos à menor, poderá o IPI ser lançado de ofício. IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, E RELATIVAS A TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS. - IOF - Competência: Privativa da União, a teor dos artigos 153, V da CF e art. 63 do CTN. Regulamentado ainda pela LEI nº 8.894, de 21 de junho de 1994. - Função: Tem função predominantemente extrafiscal, servindo como instrumento de manipulação da política de crédito, câmbio e seguro, assim como de títulos e valores mobiliários. - Materialidade: Podem se constituir em fato gerador: a) a efetivação de uma operação de crédito; b) a efetivação de uma operação de câmbio pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente; c) a efetivação de uma operação de seguro, pela emissão da apólice ou do documento equivalente, ou recebimento do prêmio, na forma da lei aplicável; d) a emissão, a transmissão, o pagamento ou o resgate de títulos e valores mobiliários, na forma da lei aplicável. - Sujeito Ativo: União. - Sujeito Passivo: Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como dispuser a lei. - Responsável: De forma genérica a condição de responsável foi atribuída pelo legislador ordinário às instituições financeiras e aos seguradores. - Alíquota: As alíquotas embora possam ser modificadas pelo Poder Executivo devem respeitar sempre uma alíquota limite, constante em lei, a qual não pode ser ultrapassada por ato normativo do Poder Executivo. - Base de cálculo: A base de cálculo é o valor da operação compreendida na forma do art. 64 do CTN. A teor da Súmula 185 do STJ não incide o IOF sobre depósitos judiciais.

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- Lançamento: O lançamento é realizado por homologação nos termos do art. 150 CTN. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR - Competência: União. - Função: Predomina a função extrafiscal, por ser esse imposto um instrumento auxiliar do disciplinamento estatal da propriedade rural. - Materialidade: tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do Município. - Sujeito Ativo: A União segundo o art. 153, VI CF e 29 do CTN. - Sujeito Passivo: Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título. - Responsável: Considerados os termos dos art. 128 a 133 do CTN é o sucessor a qualquer título. - Alíquotas: É variável em função da área e do grau da utilização do imóvel em conformidade com o art. 11 da Lei 9393/96. - Base de cálculo: É o valor fundiário no s termos do artigo 30 do CTN. - Lançamento: Feito por declaração do contribuinte. IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS - IGF. A teor do artigo 153, inciso VII CF foi atribuída a União a competência para instituir o imposto sobre grandes fortunas, nos termos da Lei Complementar. Competência que restou não exercitada. Não obstante, nenhuma lei complementar tenha sido editada o único comentário que se pode tecer é no sentido da observância aos princípios tributários.

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TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL - Imposto sobre transmissão causa mortis e doação ITCMD. - Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços ICMS, vale ressaltar que a legislação básica neste caso está em consonância com o Decreto 406/66. - Imposto sobre a propriedade de veículos automotores IPVA. Todos com legislação variável de acordo com as normas vigentes em cada Estado da Federação. TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS - Imposto sobre a propriedade territorial e predial urbana IPTU. - Imposto de transmissão inter vivos ITVI. - Imposto sobre serviços de qualquer natureza ISS. Todos com legislação variável de acordo com as normas vigentes em cada Município.

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