CÓDIGO DEONTOLÓGICO DE TÉCNICO(A) DE ACÇÃO EDUCATIVA

CÓDIGO DEONTOLÓGICO DE TÉCNICO(A) DE ACÇÃO EDUCATIVA
INTRODUÇÃO
Que faz um Técnico (a) de Acção Educativa? Dito em poucas palavras: É profissional da educação, antes de mais, porque exerce nas crianças uma influência global, tanto maior quanto menor for a sua idade;

É profissional da comunicação, na medida em que a educação é um fenómeno de comunicação de valores, informações, sentimentos, atitudes, capacidades, etc; Por consequência, o seu saber-fazer-bem deve

consistir em saber-comunicar pedagogicamente, isto é, com uma validade específica, que é da ordem da legitimidade e do sucesso;

Tendo a educação, hoje, estatuto normativo de “direito do homem” – o mais – o elevado critério da da normatividade contemporânea

legitimidade e do sucesso da educação deve ser a sua conformidade com o direito à educação;

Sendo assim, um Técnico (a) de Acção Educativa não é profissional apenas da instrução nem de qualquer

educação, mas profissional do direito à educação e da comunicação pedagógica;

Para formar esta distinção profissional, importa agir sobre os seus factores principais que são a selecção, a formação, a avaliação, a remuneração, as condições de trabalho, a autonomia e a Deontologia;

 A Deontologia pode ser considerada como a quintaessência de uma cultura profissional. Os Códigos de Deontologia profissional enunciam os princípios ou valores fundamentais vinculativos da profissão – exprimindo o seu sentido humano e social – e os correspondentes deveres para com os seus destinatários, os colegas, a profissão e seu órgão profissional, a entidade patronal e outros legítimos interessados. Devem ser concretos, exequíveis e ter força obrigatória, quanto

possível. A sua obrigatoriedade ganha força jurídica quando a Deontologia é transformada em Direito positivo, por via de Decreto.

PRINCÍPIOS DE DEONTOLOGIA PEDAGÓGICA

A distinção profissional dos Técnicos (a) de Acção Educativa que vai ético ser proposta uma exige um profissionalismo consequente; com Deontologia

Uma profissão é uma actividade socialmente relevante e devidamente remunerada, que se distingue por um saber-fazer-bem; Contribuir para a formação e realização integral das crianças, promovendo o desenvolvimento das suas capacidades, civicamente estimulando responsáveis a e sua autonomia e criatividade, incentivando a formação de cidadãos democraticamente intervenientes na vida da comunidade.

Objectivos:

Estabelecer os princípios que orientam a conduta ética e profissional de técnicas de acção educativa, por regulamentos legais.

NORMAS GERAIS DE CONDUTA DE ÉTICA
 Dignidade, decência, zelar pela consciência dos princípios morais; eficácia e a

 Manter atitudes e comportamentos equilibrados;  Manter confidencialidade quanto às informações e actividades referentes ao trabalho;  Agir com transparência perante os outros;

Não falsear qualquer tipo de dados ou informações;

 Não aceitar ou oferecer presentes ou gratificações, ainda que sob a forma de tratamento preferencial;  Ser assíduo e pontual;

 Exercer as actividades com competência e empenho, estando em actualização permanente;  Propiciar igualdades, não admitindo qualquer atitude de discriminação, em função da cor, sexo, crença, origem de classe social, idade, incapacidade física ou mental;

NORMAS RELATIVAS À PROFISSÃO
 Ter elevada conduta profissional, agindo sempre com dignidade e honra;  Ser estritamente profissional, cordial, imparcial no tratamento com a instituição (pais e educadores);  Exercer as actividades com competência e diligência;  Manter confidencialidade quanto às informações e actividades referentes ao trabalho;  Respeitar a hierarquia e dar cumprimento determinações legais dos seus superiores;

às

Manter um bom ambiente de trabalho, respeitar, ter boa vontade, espírito de equipa, lealdade e confiança;

 Assumir a responsabilidade pela execução do seu trabalho;

Comunicar ao seu superior, qualquer situação contrária à ética, ilegal, irregular ou duvidosa de que tenha conhecimento, ficando garantido o sigilo quanto à fonte de informação para o exterior;

 Ser um modelo de exemplo de conduta para a equipa em situação de liderança;  Analisar regularmente o trabalho efectuado e reconhecer eventuais falhas que mereçam mudanças de atitudes

Dignificar a profissão durante e fora do seu exercício;

 Deve desenvolver uma atitude de análise crítica e reflexiva permanente em relação a si próprio e ao seu desempenho profissional;  Deve praticar e tem o dever de denunciar às entidades competentes qualquer exercício socioeducativo, antiético, prejudicial ou com efeitos nocivos quer para a criança, praticados por Educadores ou por outros profissionais;  Deve esforçar-se para desenvolver em si qualidades pessoais que optimizem o seu desempenho profissional, tais como a paciência, a tolerância, o auto controle, a empatia, o altruísmo, o equilíbrio;

Deve defender e fazer respeitar os direitos e deveres inerentes à sua profissão, tal como os constantes neste código.

NORMAS DE TÉCNICO DE ACÇÃO EDUCATIVA NO RELACIONAMENTO COM COLEGAS

Ser solidário com os (as) colegas;

 Não descriminar colegas por qualquer motivo;  Inter-ajuda;

Saber partilhar conhecimentos e experiências com os colegas; Deve-se manter o sigilo profissional e a confidencialidade perante a vida pessoal de toda a equipa;

 Saber ser transparente perante a equipa de trabalho;  Saber Conviver com harmonia;
 

Respeitar e ter amizade para com o próximo; Não exprimir publicamente eventuais divergências com colegas; Respeitar as competências, opiniões e trabalho dos colegas; Manifestar solidariedade com colegas vítimas de injustiças ou em caso de dificuldades;

 Informar sobre os recursos a que a pessoa pode ter acesso, bem como sobre a maneira de os obter.

NORMAS DE TÉCNICO DE ACÇÃO EDUCATIVA EM RELAÇÃO ÀS CRIANÇAS
 Ser solidário com as crianças;  Zelar para o desenvolvimento da criança;

 Ter paciência e tolerância com a criança, para que possamos criar empatia, confiança e amizade com ela;

Saber conviver com a criança, para que esta se sinta confortável e segura; Transmitir valores às crianças, tais como: Partilha; inter-ajuda; regras; Respeitar o nome de cada criança, como elemento constitutivo da sua identidade e do sentimento da sua dignidade;

 Respeitar a privacidade de cada criança e o seu direito ao silêncio.

Respeitar a dignidade, liberdade e diferença – cultural, económica, social e pessoal – de cada criança, sem discriminação alguma, tratando-a sempre como sujeito dos seus direitos e nunca como ‘objecto’ a moldar à imagem e semelhança dos adultos e da sociedade; Guardar sigilo sobre informações confidenciais obtidas na sua relação com as crianças, numa base de confiança, excepto por razões profissionais ou imposição legal;

 Permitir e estimular o exercício dos direitos da criança, para promover o desenvolvimento da sua autonomia e responsabilidade.  Salvaguardar os direitos da criança com necessidades especiais e colaborar activamente na sua reinserção social;

Respeitar o direito da criança ao erro, no seu aprender a ser, a conhecer e a fazer;

 Confiar na criança e nas suas possibilidades de ser mais e melhor.

Não impor convicções e opiniões, antes reservar as suas posições mais pessoais, sempre que recomendável, e não ostentar emblemas de qualquer filiação ideológica ou crença, excepto quando tal for óbvio, notório ou público; Ser justo, compreensivo e bondoso nos seus juízos e decisões, nomeadamente na avaliação do trabalho das crianças e no julgamento e sanção das suas infracções disciplinares; Estar sempre do lado da criança, designadamente em situações de conflito de deveres; Ser exemplo de convicção na possibilidade e de acção pela realidade de um mundo melhor;

 Proporcionar um ambiente de trabalho adequado, visando o bem-estar, segurança saúde e higiene da criança;

Tratar a criança, de maneira respeitosa e cordial, procurando fortalecer as relações e aperfeiçoar os processos de comunicação.

NORMAS DE TÉCNICO DE ACÇÃO EDUCATIVA EM RELAÇÃO AOS PAIS
 Ser solidário com os pais, saber ouvi-los, respeitar e ajudar o que estiver ao alcance do T.A.E.

 Ter um bom relacionamento independentemente da condição religião,

com os pais social, raça ou para um bom

Transmitir confiança e relacionamento mútuo.

segurança

 Criar empatia com os pais, ter discrição nos vários assuntos que possam surgir;

Manter a confidencialidade acerca da vida pessoal das famílias.

 Evitar que interesses ou opiniões pessoais entrem em conflito com os interesses dos pais, mantendo um relacionamento imparcial e tecnicamente competente;  Dialogar diariamente com os pais/cuidadores.  Informar os pais sobre qualquer assunto que seja pertinente em relação ao seu educando.  Não desautorização pública.  Manter civilidade no relacionamento com os pais, transmitindo informações de forma justa e fidedigna, por meio de fontes autorizadas;