Rui Marques 12º

• Emoções • Afectos • Sentimentos

“A palavra emoção traduz, em geral, à mente uma das seis emoções ditas primárias ou universais: alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão. (…)” Damásio, António

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As emoções podem ser interpretadas através da alteração do tom de voz, das expressões faciais, da postura corporal, e estão presentes nas interacções sociais. Têm um papel fundamental sobretudo no início da vida, pois quando nasce um ser humano, este não possui qualquer capacidade para se fazer entender e para expressar as suas necessidades e desejos, senão através do choro ou com movimentos não coordenados e globais.

Falar de afectos é falar da relação. A relação implica uma troca, em que se dá e se recebe, o que envolve sempre modificação dos elementos envolvidos. Nestas relações somos afectados pelos outros e afectamo-los. Os afectos que se estabelecem constroem a matriz da nossa vida pessoal e podem exprimir-se pelo amor mas também pelo ódio. A nossa sobrevivência psicológica funda-se nas relações interpessoais.

As emoções constituem um aspecto muito complexo do ser humano e são objecto de várias interpretações que se organizam em várias perspectivas. Estas perspectivas dão-nos a conhecer a natureza e a génese das emoções. • • • • Perspectiva evolutiva; Perspectiva fisiológica; Perspectiva cognitivista; Perspectiva culturalista.

Perspectiva evolutiva:

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Foi desenvolvida por Charles Darwin, que, através da comparação de expressões de emoções humanas com as dos animais, identificou seis emoções primárias ou universais: a alegria, a tristeza, a cólera, o desgosto, a surpresa e o medo.

Considerou que as emoções têm um papel adaptativo fundamental na história da espécie humana, sendo estas determinantes na capacidade de sobrevivência do ser humano. Ao investigar junto de culturas muito diferentes, Ekman confirmou a tese de Darwin, afirmando que há emoções que são universais e que não dependem dos processos de aprendizagem e da cultura em que são manifestadas. Mesmo assim Ekman, não nega que a cultura influencie as emoções, na medida em que existem regras que controlam a sua expressão. Perspectiva fisiológica: Foi desenvolvida por William James, que considera que para haver emoção, esta tem que ser provocada por determinados estímulos. Inicialmente os estímulos estão ligados a respostas físicas que só depois são interpretadas como emoções.

Esta perspectiva tem como fundamento a relação que se estabelece entre o corpo e a mente. A mente influencia o corpo e o corpo também influencia a mente. William James, acha que se retirarmos do comportamento as componentes fisiológicas que acompanham uma emoção forte, no fim nada resta de emoção. Ficamos apenas com uma percepção cognitiva. “Se perdesse a faculdade corporal de sentir, ficaria excluído da vida afectiva, terna e intensa, e reduzido a uma existência de forma puramente cognitiva e intelectual.”

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Perspectiva cognitivista:

Os defensores desta perspectiva, defendem que os processos cognitivos, como as recordações, percepções e aprendizagens, são elementos fundamentais para se perceber as emoções.

Acham então, que estes factores de ordem cognitiva é que explicam os estados emocionais: é o modo de como se encara a situação, de como é interpretada e avaliada, que causa a emoção, e não o acontecimento em si. A alegria, o medo e a cólera dependem da interpretação da situação feita pelo sujeito. Esta interpretação depende dos quadros cognitivos, da história pessoal do individuo e do seu contexto de vida. Alguns críticos consideram que não é necessário estar na posse de aptidões cognitivas desenvolvidas, para sermos capazes de exprimir emoções, pois os recém-nascidos têm essa capacidade mesmo antes de poderem reconhecer qualquer estímulo visual.

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Perspectiva Culturalista: Para os defensores desta perspectiva, as emoções são comportamentos aprendidos no processo de socialização. Consideram que as emoções são uma construção social e que tal como a linguagem têm de ser aprendidas.

Cada cultura tem diferentes formas de exprimir as emoções e estas variariam no espaço e no tempo. As culturas e sociedades diferentes têm um conjunto de regras que determinam o tipo de emoções que podem ser manifestadas em determinadas situações ou acontecimentos, e os determinados comportamentos para exprimi-las. Esta perspectiva nega a existência das emoções universais: às diversas culturas corresponde uma diversidade de emoções e respectivas expressões.

Bibliografia

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http://filotestes.no.sapo.pt/psicEmocao.html http://www.infopedia.pt/$afecto