UNIVERSIDADE DO SULDE SANTA CATARINA ANDRÉ BENEDET ZILLI

ESTUDO DA VIABILIDADE DA RECUPERAÇÃO DE CALOR DOS GASES DE EXAUSTÃO DE FORNOS A ROLOS PARA O PROCESSO DE SECAGEM DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS

Tubarão 2011

ANDRÉ BENEDET ZILLI

ESTUDO DA VIABILIDADE DA RECUPERAÇÃO DE CALOR DOS GASES DE EXAUSTÃO DE FORNOS A ROLOS PARA O PROCESSO DE SECAGEM DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS

Relatório de estágio apresentado ao curso de Engenharia Química em Estágio Supervisionado em Engenharia Química, da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Engenharia Química.

Orientador: Prof. Maykon Cargnin, Msc.

Tubarão 2011

ANDRÉ BENEDET ZILLI

ESTUDO DA VIABILIDADE DA RECUPERAÇÃO DE CALOR DOS GASES DE EXAUSTÃO DE FORNOS A ROLOS PARA O PROCESSO DE SECAGEM DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS

Este Relatório de Estágio foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Engenharia Química e aprovado em sua forma final pelo Curso de Engenharia Química, da Universidade do Sul de Santa Catarina.

_____________, _____ de __________ de 2011.

_________________________________________________________ Prof. e orientador Maykon Cargnin, Msc. Universidade do Sul de Santa Catarina

Dedicado a todos que contribuíram para minha formação, tanto profissional e acadêmica, quanto pessoal.

AGRADECIMENTOS

A Deus por ter me propiciado capacidade cognitiva para desenvolver este presente estudo. Ao meu orientador Maykon Cargnin, Msc, pelo ensinamento transmitido. Ao meu supervisor de campo Engº Químio Patrick Henrique, pelo companheirismo e incentivo. À Cerâmica Elizabeth Sul Ltda., por ter disponibilizado espaço para o desenvolvimento deste estudo. Aos meus pais, pelo carinho e compreensão. E aos meu amigos, que muito me ajudaram nesta caminhada.

” (Colin McGinn) .“A mente talvez seja simplesmente pequena demais para compreender a mente.

para então acrescentar a energia proveniente do forno. O intuito é reaproveitar o ar de exaustão. e fazer com que se reaproveite esta energia para aquecer o ar de combustão de um secador contínuo de peças cerâmicas. A energia será transportada por uma tubulação de aço comercial liso. Secagem. Nesse transporte serão consideradas a perda térmica e a perda de carga. calculando a quantidade de energia que o secador requer.RESUMO Este estudo tem por objetivo determinar a quantidade de energia desperdiçada pela chaminé um forno a rolos de cerâmica. . da chaminé do forno até ao secador. diminuirá também o valor a ser pago pelo consumo do mesmo. gás esse usado no processo de aquecimento do ar ambiente. antes da entrada no secador. o presente visa também o balanço de massa e energia do secador. Transferência de calor. Com a diminuição do consumo de gás. Além disto. Palavras-chave: Revestimento cerâmico. a fim de diminuir o consumo do gás natural.

Heat transfer. . Drying.ABSTRACT Key words: Ceramic tile.

........ ............ 19 Figura 3 – Esquema de um secador contracorrente com pré-aquecimento. ...............LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Classificação dos secadores baseados no método de operação...... ..... 18 Figura 2 – Secagem por convecção com circulação de ar......... 27 ............

...........................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1– Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 1 do forno.............. ........ 36 Gráfico 4 – Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 2 do secador......... ........ ....... 33 Gráfico 3– Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 1 do secador...... 36 ............ 32 Gráfico 2 – Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 2 do forno....... .................................

.................... .................................. .......................... 35 Tabela 7 – Valores para o ar quente da chaminé do secador.. ..................... 34 Tabela 6 – Valores de diferença de pressão encontrados para cada furo e para cada comprimento de diâmetro da chaminé do secador................................................................. mássica e o calor do ar da chaminé do forno. ......... 37 Tabela 8 – Valores de vazão volumétrica.............................. .......LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Valores de umidade encontrados............................................................................................................. ................................................ 38 Tabela 10 – Variáveis utilizadas para o cálculo da perda de calor............. mássica e o calor do ar da chaminé do secador....................................... 31 Tabela 4 – Valores para o ar quente da chaminé do forno..... 34 Tabela 5 – Valores de vazão volumétrica......................... 30 Tabela 2 – Valores de umidade de saída da monoporosa retificada para diversos dias de produção (%)........................................ 41 Tabela 12 – Balanço de massa para o secador................ 30 Tabela 3 – Valores de diferença de pressão encontrados para cada furo e para cada comprimento de diâmetro da chaminé do forno....... 38 Tabela 9 – Especificações para a tubulação de transporte de calor. .............................. ...... ................ ........ 38 Tabela 11 – Dados do secador para os balanços de massa e energia..... ........... ..................... 43 Tabela 13 – Balanço de energia para o secador....................................................... .............................................. 43 .................................................

........... 34 5...........................................................................................................SUMÁRIO 1.............2 CÁLCULOS DOS BALANÇOS DE MASSA E ENERGIA DO SECADOR ........ 41 REFERÊNCIAS .............. 30 5...................3 SEGAGEM ............................................. 22 3.................................................................................................2 Vazão.....................................2 INDÚSTRIA DE REVESTIMENTO CERÂMICO NO MUNDO E NO BRASIL ..........................................4 BALANÇOS DE MASSA E ENERGIA DO SECADOR DE MONOPOROSA RETIFICADA ............................. 30 5.1 CÁLCULO DA VAZÃO................................ 22 4 MATERIAL E MÉTODOS ............................... 49 .. temperatura e energia do ar da chaminé do secador ............................... 47 ANEXO A – ESCOPO DA MANEIRA DE COLETA DE DADOS ATRAVÉS DO TUBO DE PITOT....................................................... 19 3 OBJETIVOS ...................... TEMPERATURA E ENERGIA DO AR DAS CHAMINÉS DO FORNO E DO SECADOR .................1 OBJETIVO GERAL ............. 25 4... 31 5................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................................2............................ 23 4....................... temperatura e energia do ar da chaminé do forno .................................................1 HISTÓRIA DA CERÂMICA..... 31 5................................ 48 ANEXO B – CARTA PSICROMÉTRICA.................................................................................... 38 5....................................... TEMPERATURA E ENERGIA DO AR DAS CHAMINÉS DO FORNO E DO SECADOR..................................2............................ 27 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................................................................................................................. 23 4.........3 CÁLCULO DA PERDA DE CALOR E PERDA DE CARGA DA TUBULAÇÃO DE AR QUENTE .................................2 VAZÃO................................................................................................................................ 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO......................................................................................................... 17 2............................................................... 17 2.................... 16 2.......................................................................................................................3 PERDA DE CALOR E PERDA DE CARGA NA TUBULAÇÃO DE CONDUÇÃO DO CALOR..................................... INTRODUÇÃO ........ 22 3............................................................................................................................4 TRANSFERÊNCIA DE CALOR CONVECTIVO .......................................................................... 16 2. 46 ANEXOS ..............1 UMIDADE DE ENTRADA E SAÍDA DA MONOPOROSA .........1 Vazão...... 44 6 CONCLUSÃO ......

..............ANEXO C – GRÁFICO DE RUGOSIDADE ......................... 50 ........................

Esta energia provém dos gases de exaustão do forno. a energia vinda da chaminé do forno a rolos. tanto para o biscoito cerâmico1 quanto para produtos acabados. há indústrias que ainda não fazem uso desse potencial que tem em mãos. consomem energia para o processo de aquecimento do ar de combustão para a secagem do material cerâmico. Os equipamentos cerâmicos que necessitam de calor são os fornos. mas que ainda não recebeu decoração e nem foi queimado no forno. que tanto pode ser um ar limpo. atualmente as indústrias vêm mostrando interesse em reaproveitar ou recuperar aquilo que seria jogado fora. Ao analisarmos as questões mundiais que enfocam principalmente em energia renovável. que podem ser aproveitadas e recuperadas. os secadores e atomizadores. ficando atrás os fornos e os secadores. através da chaminé. Contudo. A energia pode ser aproveitada para alimentação de outros equipamentos. é que se mais preza. como pode ser um ar com particulados. como por exemplo. pode ser vinda de alguma fonte. ao processo que temos. pode-se sempre encontrar uma forma de reduzir gastos aproveitando produtos secundários do processo. sem poluição. 1 Material prensado já em formato de revestimento (piso). Tal potencial é a energia liberada pelo forno a rolos cerâmico. Os atomizadores são os que mais consomem energia. tais como secadores e/ou atomizadores. . INTRODUÇÃO Devido ao processo contínuo de querer otimizar o processo.13 1. No processo de produção de revestimentos cerâmicos há fonte de energias. também. contribuindo como energia para outros equipamentos. tais como dióxido de carbono. Fonte de energia limpa. óxidos de enxofre entre outros. os secadores contribuem para o processo produtivo. Não menos importante. ou fonte energética sustentável tem a necessidade de aplicar então. Os secadores. Tal energia. utilizando os recursos disponíveis. Tanto no processo de produção quanto nos equipamentos necessários para o mesmo. haja vista que esta ideia não é inovadora.

a monoporosa ainda tem seu mercado. a empresa recentemente instalou um secador exclusivo para a secagem da monoporosa retificada. A monoporosa é o comum azulejo que conhecemos. que é de papel. Além de outros fatores.14 Atualmente. oferecem em seu portfólio produtos cerâmicos classificados como porcelanato. além de porcelanato esmaltado retificado e grês. onde a água condessaria na embalagem. Para a produção desta monoporosa. no momento. O presente trabalho mostra a viabilidade da instalação de uma tubulação que leve o ar de exaustão da chaminé de resfriamento indireto do forno a rolos para . e precisa ser apresentada de uma maneira robusta. O material mais comumente retificado é o porcelanato. os precisa-se de equipamentos para fazê-los. A retífica também é feita na monoporosa. através da absorção também se tenta controlar o sistema produtivo. principalmente pela absorção de água pela peça. O processo de retífica é feito com água. acabando por molhá-la. as indústrias cerâmicas têm investido cada vez mais em apresentar produtos inovadores. para assim propiciar um assentamento mais próximo de uma peça a outra. onde os lados são retificados. A diferença entre esses materiais está pela temperatura em que o material foi queimado. grês e monoporosa. Esses tipos de revestimento cerâmico são-nos apresentados de várias formas. entre as quais. porém a monoporosa também pode ser retificada. Todavia. A empresa Cerâmica Elizabeth Sul Ltda. precisando ser seca antes do processo de classificação de produto final e embalagem. começaria um processo de troca térmica com o exterior. secador este que hoje consome energia provinda da combustão de gás natural. levando a perda da embalagem e gerando custos. e que serve para muitos como um revestimento de parede mais barato. destaca-se o acabamento final do produto: se ele é retificado ou não.. depois de embalada. precisa cortar literalmente as bordas do produto. pois a mesma se não fosse secada. pela massa em que foram produzidos e. Para ser um produto retificado. e a peça consequentemente fica úmida. vaporizando a água absorvida. novos aos clientes. Embora seja menos requisitada. As cerâmicas. Para monoporosa retificada faz-se necessário à secagem. deixando-o com todos os lados retos. produz monoporosa retificada. porém ela absorve muita água.

bem como a quantidade de calor liberada pela chaminé e as perdas de calor e carga da tubulação que conduzirá o ar quente. pois o mesmo tem o papel de aquecer o ar para o processo de combustão.15 o secador de monoporosa retificada. Este ar quente. . provindo da chaminé seria dado como ar de combustão. O estudo leva em consideração os cálculos de balanço de massa e energia para o secador. reduzindo o consumo de gás natural.

a cerâmica tem seus primórdios na Ilha de Marajó. Estudos arqueológicos. A cerâmica marajoara aponta à avançada cultura indígena que floresceu na ilha. mas é inegável que a experiência técnica adquiriu tamanha perfeição. Nasce.. um finíssimo pó branco. pintados e esmaltados. Do grego "kéramos” ("terra queimada" ou “argila queimada”). sendo que peças de argila cozida foram encontradas em diversos sítios arqueológicos.1 HISTÓRIA DA CERÂMICA A cerâmica é o material artificial mais antigo produzido pelo homem: é produzido há cerca de 10-15 mil anos. a porcelana (ANFACER. que permite fabricar vasos translúcidos e leves. levando em consideração os principais assuntos do estudo. . indicam a presença de uma cerâmica mais simples. há cerca de oito mil anos. que indica ter sido criada na região amazônica por volta de cinco mil anos atrás. com isso. Foram justamente eles os primeiros a usar. cada povo descobriu seu estilo próprio e. o caulim. surgiram novas técnicas. A cerâmica é muito antiga. a partir do segundo século antes da nossa era. talvez mais. 2. desde a metade do terceiro milênio a. frequentemente encontrado em escavações arqueológicas. seja em grandes estabelecimentos. A cerâmica. Os sistemas são fundamentalmente os mesmos. então. é um material de grande resistência. No Brasil. que permite resultados extraordinários. tanto de uso comum como artístico. ou por pequenos artesãos. as peças de cerâmica mais antigas conhecidas por arqueólogos foram encontradas na área ocupada pela cultura Jomon. fornos e secadores cerâmicos. é produzida hoje por toda parte. Foi assim que os artífices chineses. contudo.16 2 REFERENCIAL TEÓRICO Faz-se aqui um breve levantamento bibliográfico. 2011). criaram objetos de design. Com a prosperidade da cerâmica. No Japão. como cerâmica.C.

Na evaporação. feldspato e caulim. O termo secagem é também usado para se referir à remoção de outros líquidos orgânicos. argilosas e não argilosas. 2. como benzeno e solventes orgânicos.3 SEGAGEM Secagem é o processo de remoção de água e outras substâncias de materiais. frequentemente significa a remoção de quantidades relativamente pequenas de água. b) cerâmica Branca c) materiais refratários d) cerâmica de alta tecnologia/cerâmica avançada e) revestimentos cerâmicos  o suporte ou biscoito. Os materiais não argilosos. Secagem. de sólidos.  o engobe.  o esmalte.17 2. servem para sustentar o corpo cerâmico ou promover a fusão da massa e os materiais sintéticos são utilizados para a produção de engobes e esmaltes e. a água é removida como vapor no seu ponto de . Os materiais argilosos são formados de uma mistura de diversos tipos e características de argilas para dar a composição desejada e são a base do biscoito. Evaporação refere-se à remoção de quantidades relativamente grandes de água do material. em geral. O corpo cerâmico compõe-se de matérias-primas naturais. servem para fazer a decoração dos revestimentos. quartzo.2 INDÚSTRIA DE REVESTIMENTO CERÂMICO NO MUNDO E NO BRASIL A indústria cerâmica na atualidade pode ser subdivida em setores que possuem características bastante individualizadas e com níveis de avanço tecnológico distintos: a) cerâmica vermelha.

. p. a temperatura do sólido ajusta-se até atingir o regime permanente. podemos citar os secadores a túnel e os secadores com roletes. Tratando-se de equipamentos de secagem. Dentre os secadores. ou em corrente paralela. a trajetória do fluxo de ar não . como mostra a Figura 1: Figura 1 – Classificação dos secadores baseados no método de operação. Usualmente.18 ebulição. Imediatamente depois do contato entre a amostra e o meio secante. 2007. 1). Na secagem de um sólido úmido por um gás a uma temperatura e umidade fixas. têm-se vários tipos de secadores. Fonte: Park et al. onde o produto úmido é apoiado. Os secadores a túnel podem ser com roletes. 20-?. a água é geralmente removida como vapor pelo ar (GEANKOPLIS. 520. 1993. A velocidade de secagem e a temperatura do sólido podem aumentar ou diminuir para chegarem às condições do regime permanente (ROSA. O fluxo de ar nesses secadores pode ser transversal ou contracorrente com o material. Na secagem. tradução minha). ocorre sempre certo tipo de comportamento. p.

686.19 é simples. Em qualquer caso. O processo de secagem de peças cerâmicas envolve secadores contínuos. […] e o custo de secagem por unidade de produto é relativamente pequena (TREYBAL. o material fica sujeito a um curso de secagem (FOUST et al.. tradução minha). 1985. p. como mostra a Figura 2: Figura 2 – Secagem por convecção com circulação de ar. 2. 411).4 TRANSFERÊNCIA DE CALOR CONVECTIVO . mas assume sucessivamente cada uma das direções. A secagem contínua oferece a vantagem de que geralmente o equipamento necessário é relativamente pequeno à quantidade de produto.. p. Fonte: Park et al. O secador pode ser operado em reciclo. 2007. 2008.

Consideremos agora o escoamento de um fluido ao longo de uma superfície quando existe uma diferença de temperatura entre o fluido e a superfície. analisemos a transferência de calor para o caso de um fluido escoando sobre uma superfície aquecida. vejamos como pode-se comparar as duas: a) convecção livre. região de baixa velocidade. 2008). independente da natureza do fluxo livre. . a condução é mais importante.o padrão de escoamento é determinado pela força do empuxo sobre o líquido aquecido. . . as partículas na vizinhança da superfície são desaceleradas em virtude das forças viscosas. p.15. o fluido contido na região de variação substancial de temperatura é chamado de camada limite térmica. Por exemplo. A porção de fluido contida na região de variação substancial de velocidade é denominada de camada limite hidrodinâmica. seja o escoamento em regime laminar ou turbulento.20 Sabe-se que as partículas de um fluido. estarão presentes e têm um papel importante em qualquer processo convectivo (RECCO. Quando um fluido escoa ao longo de uma superfície. Para que ocorra a transferência de calor por convecção através do fluido é necessário um gradiente de temperatura (camada limite térmica) em uma região de baixa velocidade (camada limite hidrodinâmica). a troca de energia em nível molecular ou o fenômeno da condução de calor. Neste caso. Portanto. Portanto.16-17). como mostra a figura 1. O mecanismo da convecção pode então ser entendido como a ação combinada de condução de calor na região de baixa velocidade onde existe um gradiente de temperatura e movimento de mistura na região de alta velocidade. a mistura entre o fluido mais quente e o mais frio é mais importante (QUITES. b) convecção forçada.os perfis de velocidade e temperatura são interdependentes. são estacionárias e que uma camada muito fina de fluido junto à superfície está permanentemente em regime de fluxo laminar. .o padrão de escoamento é determinado primeiramente por uma força externa. adjacentes ao contorno de um sólido. Existem dois tipos de convecção: livre e forçada. região de alta velocidade.

Em alguns problemas.primeiro. os perfis de velocidade são determinados. depois eles são usados para determinar os perfis de temperatura (procedimento usual para fluidos com propriedades físicas constantes). A maioria dos problemas industriais de transferências de calor é posta usualmente em uma dessas duas categorias limites. e então falamos de convecção mista (BIRD.21 . Gases Processo de combustão Combustíveis .299-300). p. 2004. entretanto. os dois efeitos devem ser levados em consideração.

22 3 OBJETIVOS 3. sem o uso do ar quente de exaustão. . diminuindo assim o consumo de gás natural.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS No estudo. c) Determinar a quantidade de calor que o forno oferece através da chaminé. 3. Este ar será utilizando este ar quente como ar de combustão para o processo de secagem da monoporosa retificada. e) Calcular as perdas de calor e carga na tubulação de condução do ar quente. e reduzindo gastos. b) Realizar balanço de massa e energia no secador. f) Determinar as reduções de custo com este estudo. d) Definir melhor tubulação para conduzir o ar do forno ao secador.1 OBJETIVO GERAL Estudo da viabilidade econômica e térmica do reaproveitamento do ar quente de proveniente da exaustão do resfriamento indireto de um forno a rolos de cerâmica. focará: a) Determinar a vazão das chaminés do forno e do secador.

s/ nº. quantidade de calor teoricamente gasto pelo secador. quantidade de calor disponível para usar-se no secador.. temperatura do ar de saída da chaminé do secador. TEMPERATURA E ENERGIA DO AR DAS CHAMINÉS DO FORNO E DO SECADOR Para cálculo da vazão do ar da chaminé do forno quanto a do secador. quantidade de calor perdido na tubulação de condução do 4. umidade da peça de monoporosa entrante. vazão do ar de exaustão da chaminé do forno. temperatura do ar de exaustão. quantidade de calor real gasto pelo secador. vazão do ar de saída da chaminé do secador. instrumento usado para calcular velocidade do fluido pela diferença de pressão. temperatura da peça de monoporosa entrante no secador. elencadas abaixo: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) calor. O ar quente será conduzido ao secador por meio de uma tubulação. Para isto. precisou-se medir diferentes variáveis do processo. m) n) perda de carga na tubulação de condução do calor. situada na Rodovia Luiz Rosso. temperatura de saída da peça de monoporosa. Consiste em recuperar o ar quente de exaustão da chaminé do forno a rolos e usá-lo como ar de combustão no secador de monoporosa retificada.1 CÁLCULO DA VAZÃO.23 4 MATERIAL E MÉTODOS Este estudo foi realizado na Cerâmica Elizabeth Sul Ltda. viabilidade econômica. fez-se uso do tubo de Pitot. km 7. . umidade de saída da monoporosa.

com os valores de cada pressão para cada parcial do diâmetro. convertendo depois em Pa. (2) onde d em m e P em m. A diferença de pressão em (Δ ) foi determinada a partir do tudo de Pitot. gerando uma equação polinomial de segunda ordem para a linha de regressão. As medições foram feitas conforme o diâmetro da chaminé. . encontrando a velocidade do ar de exaustão. há um valor de pressão. A medição com o tudo de Pitot consiste em fazer dois pequenos furos nas chaminés. em kg. para casa furo há uma equação para encontrar o valor de Δ . Então.c. para cada parte do diâmetro. formando uma cruz (cf. Com esses dados. (1) onde. O instrumento utilizado foi o tudo de Pitot. A partir do diâmetro. v em m. Com este valor. Anexo A).c. através do perímetro: d . utiliza-se da Equação (3) para o cálculo da diferença de pressão: d 1 ( quação polinomial de segunda ordem) dn 1 -dn n ∫d n (3) encontrando-se o Δ em mm.s-1. aplica-se na Equação (1). A partir destas medições.m-3 e Δ em a.a. medido em mm. O valor da massa específica do ar ( ) foi determinado a partir da equação dos gases ideais: . plota-se um gráfico de dispersão. Como foi feito dois furos na tubulação.24 Através da Equação (1).a. foi possível de terminar a velocidade de ar nas chaminés: v √ . . sendo o diâmetro encontrado pela Equação (2). Os furos foram feitos de forma transversal. estipulou-se a que distâncias deveriam ser feitas as medições dentro da tubulação. (4) .

kgmol-1. Y1 e Y2 dado em kgágua.h-1. m v (6) em kg.s-1.h-1. Em algumas situações. coletadas nos dois orifícios feitos para o uso do tubo de Pitot.( s ) s1 ) s .2 CÁLCULOS DOS BALANÇOS DE MASSA E ENERGIA DO SECADOR Operando em regime contracorrente. v em m. e tendo a velocidade do ar.( 1 s . sendo a Equação (7) para o balanço de massa e a Equação (8) para o balanço de energia do secador: s .s-1.( ) 1- (7) ) (8) onde Ss é em kgsólido seco. através da Equação (5): v. X1 e X2 em kgágua.s-1.kgsólido seco-1. A temperatura foi coletada com ajuda do termômetro Minipa MT-405.kgss-1 e HG1 e HG2 em kcal. as equações de dimensionamento seguem.( 1 s .A v (5) encontrando a vazão Q em m3.kgar seco. é possível calcular a vazão volumétrica de ar da chaminé. será feito o uso da vazão mássica. Gs em kgar seco.h-1.25 sendo P em Pa. dada por: . Para efeito de medida usual.m-3 e Qv em m3. mostra-se o valor também em m3. Sabendo a área da chaminé.m³.kmol-1K-1. encontrando Qm kg. Hs2 e Hs1 em kcal. PM em kg. . o secador requer uma energia para poder aquecer o ar de combustão e uma energia para secar o material. T em K e R é a constante de gases ideais em Pa.kgar seco-1. sendo 4.s-1 e A em m2. A temperatura usada é a média das temperaturas do ar.

dadas abaixo: . A umidade do material entrante e a umidade de saída do material foi determinada pela média de seis peças de monoporosa. também. após. Para encontrar o valor de do calor usado para aquecer o ar de combustão. retirou-as.( - ) (9) sendo HG3 dado em kcal. utiliza-se a Equação (9): s . medido suas massas novamente. tomou as peças usadas para o cálculo da umidade entrante e as pôs por uma hora a 200 °C em uma estufa. Para o cálculo de Hs1 e Hs2. pela Equação (12): (1. depois passando pelo processo de secagem. outra a tarde e outra no período matutino do dia seguinte. usa-se a Equação (13) e para encontrar o valor de HG1. o valor é encontrado pela Equação (10): (m mida -mseca ) m mida 1 (10) onde m é da do em g e U em %. para encontrar o valor da umidade do ar de entrada de combustão.26 Fez-se uso da carta psicrométrica (cf.) (12) onde X é dado em kg. Para o valor da umidade de saída da peça do secador. HG2.kgágua-1. logo após a retífica. e obtendo o valor da umidade de saída da peça pela Equação (11): (mseca -mdepois da estufa ) mseca 1 (11) sendo m é da do em g e U em %. sendo feita uma medição com duas peças pela manhã. Anexo B). a Equação (14). ou seja.kgar seco-1. Essa umidade (x) é convertida para umidade absoluta. O processo realizado foi a medição da massa da peça úmida. e HG3. e medindo a massa da peça seca.

4. a Figura 3 mostra um esquema básico de um secador.kg-1.kgar seco. 2011. T (15) sendo m em kg. encontrando Q em kcal.°C-1 e Δ em ° .kgss. ). ). pode-se calcular a energia que a tubulação poderia transportar. 5. Ts2 Figura 3 – Esquema de um secador contracorrente com pré-aquecimento.h-1. com suas correntes de entrada e saída: TG3 Y3 Secador TG2 Y2 Aquecedor TG3 Y1 S1 X1. (14) . s (13) 5 .3 CÁLCULO DA PERDA DE CALOR E PERDA DE CARGA DA TUBULAÇÃO DE AR QUENTE O valor de vazão. Para efeito visual.27 s ( ps ( .h-1. O diâmetro do tubo de condução foi determinado proporcionalmente ao diâmetro da tubulação da chaminé. Cp é dado em kcal. Cp em kcal. tanto volumétrica quanto mássica pode ser dado pelas Equações (5) e (6). HG em kcal. p gua . através da Equação (15): m.°C-1 e T em °C. . p.kg-1. respectivamente. encontrando os valores correspondentes a seu Schedule. . Através da vazão mássica. Fonte: Elaboração do autor. Ts1 S2 X2. diâmetro interno e externo pela NBR 5590. onde o valor do Hs em kcal.

é necessário.m-2.°C-1.m-2. Para o cálculo da perda de carga utilizou-se a seguinte Equação (19): v D f (19) .28 Para determinar a perda de calor. sabe-se o valor do calor perdido por convecção forçada através da Equação (17).v . Determinado o regime de escoamento.m-3 e µ em Pa. primeiramente. v em m.K-1. dando assim a quantidade de calor que realmente será transportada ao secador.A. Portanto. e (16) onde D é o diâmetro interno em m.h-1. dado pela Equação (16): D. T a temperatura do ar em °C.v. deve-se calcular o valor do calor perdido. diminui-se o valor encontrado na Equação (15) pelo valor encontrado na Equação (17).h-1. usou-se Equação (18).( ). em kg. determinar em regime se encontra o escoamento do fluido. T a temperatura do ambiente externo em °C e L o comprimento da tubulação em m.5 . A em m2 da tubulação de condução do ar. ao longo do tubo. A viscosidade e a massa específica do ar são encontradas para a temperatura do gás na saída da chaminé. através da Equação (17): q h. h (18) onde h em W.s-1. v a velocidade de escoamento do ar na tubulação de condução em m. Para conseguir o valor de h. através do número adimensional de Reynolds. sendo este o calor por convecção. h é o coeficiente convectivo de transferência de calor dado em kcal. Utilizando o h encontrado. (17) onde q é dado em kcal. usada para a determinação do coeficiente convectivo de transferência de massa em tubulação para convecção forçada para ar a 1 atm (GEANKOPLIS.s-1 e D em m.s. 2003): . D .

em kg. L em m.29 onde Δ é dado em a.m-3. Anexo C) . D em m determinado pelo gráfico de rugosidade (cf. f é o fator de atrito da tubulação (adimensional). e v em m. .s-1.

2011.831 4.1 UMIDADE DE ENTRADA E SAÍDA DA MONOPOROSA Os valores da umidade de entrada foram feitos de acordo com a Equação (10). 5. encontrando os valores descritos abaixo.8 3768. Material Peça 1 Peça 2 Peça 3 Peça 4 Peça 5 Peça 6 Massa úmida (g) 3836 3755.30 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES Seguindo todos os métodos propostos supracitados. Tabela 1 – Valores de umidade encontrados. o valor encontrado foi de 5.624 6.002731 Portanto. depois de passarem uma hora na estufa a 200 °C. 5.3 3522.009 0. 0.15 0.019 Manhã Tarde Manhã Média Desvio padrão Fonte: Elaboração do autor.3 3791.8 Umidade (%) 4. os valores de umidade encontrados por turno (manhã e tarde).15 0. Esses valores são encontrados através da Equação (11).3 3799.009% de umidade que entra juntamente com a peça no secador.3 3579.008 4. utilizou-se valores já calculados diariamente durante o período de produção da monoporosa retificada.1 3616 3570. Esses dados encontram-se em relatórios diários de produção do laboratório de qualidade da empresa. Para a umidade de saída.14 .806 5.764 4.3 3698.22 0.01 0.7 3575. e estão descritos na Tabela 1.5 Massa seca (g) 3650.23 0.58 0.18 0. estão na Tabela 2: Tabela 2 – Valores de umidade de saída da monoporosa retificada para diversos dias de produção (%).

equipamento este que mede a vazão devido à diferença de pressão. no valor de 0.31 0. Então. Os valores são em mm. medido com uma fita métrica.2. ou seja. Furo 1 Furo 2 . valor este encontrado através da Equação (2).185 Desvio padrão 0. considerando a espessura de 0.8 m (diâmetro externo) e diâmetro interno de 0. a seguir estarão tabelados os valores para a chaminé do forno. bem como os valores de vazão volumétrica.797 m.003 m. TEMPERATURA E ENERGIA DO AR DAS CHAMINÉS DO FORNO E DO SECADOR Os resultados mostram a quantidade de energia disponível em cada chaminé. vazão mássica e calor.2 0. 5.a. temperatura e energia do ar da chaminé do forno Para determinar a quantidade de calor que o forno está mandando para rua.17 0.2 VAZÃO. descartando o ar quente sem fazer uso do mesmo.1 Vazão. Esses valores são imprescindíveis para o cálculo do balanço de massa e energia do secador.11 0.16 0. A vazão foi determinada a partir do tubo de Pitot.17 0.23 Média 0.16 0.185%. como umidade de entrada tem o valor de 5.119 Fonte: Elaboração do autor. 5.1 0. 2011. O diâmetro foi encontrado através do perímetro.009% e a umidade de saída de 0. precisa-se descobrir primeiramente a vazão desse ar e o diâmetro da chaminé..c. Tabela 3 – Valores de diferença de pressão encontrados para cada furo e para cada comprimento de diâmetro da chaminé do forno.

63 0.4 0.7 0.18 0.5 6 -1 Øtubo (m) 0.36 0.72 0.005275 m Gráfico 1– Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 1 do forno.72 0.27 0.18 0. 4 2 0 -2 -4 0 0.5 0.797 Fonte: Elaboração do autor. Fonte: Elaboração do autor.45 0.65 4. 2011. plotou-se dois gráficos de dispersão.4 -2 0.a) x Øtubo (m) 8 6 mm.54 0.a) 1.032703x2 . Com os valores da Tabela 3.8 0.c.6 0.c.a.27 0.1 0.45 0.36 0.216573 R² = 0.32 ΔP1 (mm.0.797 ΔP2 (mm.5 3 -1.941092x + 0. 2011.09 0.9 y = 2.3 6 10 17.3 0. um para cada furo: ΔP1 (mm. .c.7 6 -2 -3 3 Øtubo (m) 0.54 0.a) 2 -2 -2.2 0.63 0.c.09 0.

. 1 5 1 ∫.6 0.5 0.2 0. ou por estar muito próximo do exaustor.105593 R² = 0.c.75 0. 1 1 . Fonte: Elaboração do autor. os valores encontrados no furo 1 foram desconsiderados.5. . aplica se na Equação (3).15 0. a Para efeitos de cálculo.a.c.7 0..c. gerando muita depressão.65 0.1 5 . interferindo nos cálculos. . a .45 0.a) x Øtubo (m) 20 15 y = -42.55 0. Isso pode ser justificado pela medição que não foi bem feita.9 m Gráfico 2 – Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 2 do forno.05 0.339115x2 + 45. Encontrado o valor da equação polinomial de segundo grau do gráfico.a..85 0.4 0. .219944 mm.3 0.c. .a. ∫. pois o mesmo apresentou um valor muito discrepante do que seria original.33 ΔP2 (mm. 5 mm.25 0. tanto para o valor do Gráfico 1 quanto para o Gráfico 2: . (20) mm.. 1 . 10 5 0 0 -5 0.1 0. 2011.8 0. .35 0. . .988524x . (21) 5.

0559 kg. mássica e o calor do ar da chaminé do forno.7609 11. utilizou-se da equação de área para circunferência.7753 m3.s-1 15. listadas abaixo: Tabela 4 – Valores para o ar quente da chaminé do forno. 2011.5762 Fonte: Elaboração do autor. Com o valor da temperatura.h1 . 5.797 m. tab. essa energia servirá para ar de combustão do secador. Deste modo. portanto. usando o diâmetro interno de 0.h-1 714. sendo conduzido por uma tubulação.2 Vazão.720. através da Equação (4) e a velocidade do ar através da Equação (1). Equação (6) e Equação (15). T (°C) ρ (kg.m-3) v (m. considerou-se somente o furo 2.h-1 Logo.34 Assim. Com os valor do furo 2. A temperatura encontrada no furo 2 foi de 189 °C.3945 kg.s-1 4. Para encontrar o valor da área utilizada pela Equação (5). 2011. considerando a perda de carga e calor. respectivamente. determinou-se a massa específica do ar. usa-se por interpolação dos valores encontrados tabelados (PERRY. Δ é igual 15 ° : Tabela 5 – Valores de vazão volumétrica.820.8496 kcal.s-1) Furo 2 189 0. a vazão mássica e o calor fornecido pela chaminé. Vazão volumétrica Vazão mássica Energia Fonte: Elaboração do autor.2. As equações são usadas são as Equação (5). Qv Qm Q 5. O valor da diferença de temperatura (Δ ) é dado pela diferença entre o ar e o ambiente e terno. temperatura e energia do ar da chaminé do secador . 2-209).s-1 614. considerando este como ° . Para o valor da capacidade calorífica do ar.9203 kJ. a energia que a chaminé expele é de aproximadamente 615 Mcal. determinou-se a vazão volumétrica.

Furo 2 Øtubo (m) 0. Furo 1 ΔP1 (mm.27 0.42 0.3 0.35 Para o balanço de massa e energia do secador.c.54 0..597 .5 7.06 0. valor este encontrado através da Equação (2).12 0.06 0. precisa-se saber a quantidade de massa de ar e energia que o secador tem. vazão mássica e calor.5 8 8.03 0.597 ΔP2 (mm.a.24 0.21 0.09 0.5 6.18 0.39 0.6 5 3.03 0.45 0.5 7 7 8 7 6.36 0.5 3 Øtubo (m) 0.5 7 7 6.24 0.5 3.5 Fonte: Elaboração do autor.5 7.33 0.57 0. no valor de 0.15 0.5 -3 -3 -2 -2. A vazão foi determinada também a partir do tubo de Pitot.5 4 6 3.48 0.48 0.15 0. Tabela 6 – Valores de diferença de pressão encontrados para cada furo e para cada comprimento de diâmetro da chaminé do secador.39 0. a seguir estarão tabelados os valores para a chaminé do secador.5 8 3 2. considerando a espessura de 0.3 0.45 0.21 0.a) 6.003 m. 2011.6 7.54 0.6 m (diâmetro externo) e diâmetro interno de 0.a) 2 3.5 4.5 8 5 7.36 0.12 0.597 m.c.51 0.18 0.c.6 4.33 0.57 0.09 0. Os valores estão em mm.5 4 7.5 3.42 0.5 7.27 0. medido com uma fita métrica. bem como os valores de vazão volumétrica. O diâmetro foi encontrado através do perímetro.51 0.

7 y = -42.1 0. Fonte: Elaboração do autor. Encontrado o valor da equação polinomial de segundo grau do gráfico.050491x + 4.3 0.3 0. ΔP2 (mm. Fonte: Elaboração do autor.c.7 y = -84.2 0.5 0.5 0. 2011.c.4 0. um para cada furo: ΔP1 (mm.023551x + 2.352183 R² = 0.845636 Gráfico 3– Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 1 do secador.1 0.6 0.6 0.36 Com os valores da Tabela 6. plotou-se dois gráficos de dispersão.a) x Øtubo (m) 10 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 0 0.412507 Gráfico 4 – Equação polinomial de segundo grau dos valores de diferença de pressão por comprimento da chaminé para o furo 2 do secador.4 0. tanto para o valor do Gráfico 3 quanto para o Gráfico 4: . 2011.315690x2 + 36.2 0.883454x2 + 26. aplica se na Equação (3).373735 R² = 0.a) x Øtubo (m) 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 0.

8616 10. A média do ar quente ficou 134. a vazão mássica e o calor fornecido pela chaminé. determinou-se a massa específica do ar. Com os valores de cada temperatura. 2-209). usa-se por interpolação dos valores encontrados tabelados (PERRY.5 .c.5°C. Equação (6) e Equação (15).. 5 (22) 1 5.7932 Furo 2 135 0.s-1) Furo 1 134 0. .5°C: . (23) 5.37 1 ∫.597 m.a. Para o valor da capacidade calorífica do ar. Com os valores médios.5 0. T (°C) ρ (kg.8626 10. . portanto. utilizou-se da equação de área para circunferência.c. considerando este como ° .1 5 . . mm. Δ é igual 104.. usando o diâmetro interno de 0. Para encontrar o valor da área utilizada pela Equação (5). 5 . 2011. respectivamente.5 - . . determinou-se a vazão volumétrica. através da Equação (4) e a velocidade do ar através da Equação (1).8244 Média 134.5 mm.8637 10. O valor da diferença de temperatura (Δ ) é dado pela diferença entre o ar e o ambiente e terno.1 1 5 . 1 a ∫. 1 . As equações são usadas são as Equação (5).m-3) v (m.8088 Fonte: Elaboração do autor. a A temperatura encontrada em cada medição para o furo 1 e o furo 2 foram 134 °C e 135 °C. respectivamente. listadas abaixo: Tabela 7 – Valores para o ar quente da chaminé do secador.a. tab.

h-1. Diâmetro nominal (DN) 12 Diâmetro externo mm (in) 323.079 m2 0.023 kJ.250) Série (schedule) nº 20 Fonte: adaptado de NBR 5590. utilizou-se a Equação (17).750) Espessura de parede do tubo mm (in) 6. para utilizá-la precisa-se do valor do coeficiente convectivo de transferência de calor. especificadas abaixo. em que esse está em função de diversas variáveis listadas abaixo: Tabela 10 – Variáveis utilizadas para o cálculo da perda de calor.5762 m. porém.396.4 (0.957611 kcal.m-3 1.7609 kg.8 (12. Para o cálculo da perda de calor.025640 m3. usou do bom senso utilizando uma tubulação de aço comercial.s-1 2.s-1 .15 K 0.956587 kJ.s-1 9. 1995.h-1 Logo. de acordo com a NBR 5590: Tabela 9 – Especificações para a tubulação de transporte de calor.797 m.K-1 11.38 Tabela 8 – Valores de vazão volumétrica.3 PERDA DE CALOR E PERDA DE CARGA NA TUBULAÇÃO DE CONDUÇÃO DO CALOR Analisando o diâmetro da chaminé de 0. Variável T T A ar quente Cpar quente v Valor 189 °C = 462.kg-1.15 K 30 °C = 303.279.s-1 237. a energia que sai da chaminé de aproximadamente 240 Mcal.610026 kg. 2011. Vazão volumétrica Vazão mássica Energia Fonte: Elaboração do autor. Qv Qm Q 3.093359 kg.h-1 275. mássica e o calor do ar da chaminé do secador. 5.

equação esta específica para ar à pressão de uma atmosfera. antes do cálculo efetivo.5 .1 . h .1 . (26) Essa então foi a perda de calor. -1 (25) Encontrado o valor de h (Equação 25). pois o fluxo está em regime turbulento.h-1 q . basta saber o valor total de calor que tubo conduz e diminuir deste valor encontrado na Equação (26). . Desta maneira.3174 m 40 m 0. . 1 .s-1 ar quente Dinterno L Qv Qm Fonte: Elaboração do autor.9159 m3.39 2.m. 1 51 . .6970 kg. 2011.5 .43. Porém. Este cálculo fez-se através da Equação (15): . determinando o regime de escoamento do fluido através da Equação (16).1 (24) Portanto. -1 ou . dando assim um norte para a equação a ser tomada para o cálculo do coeficiente de película. utilizou-se a Equação (18).11. valor este alto. -5 e . determinando assim o valor da perda de calor na tubulação de condução do calor para o secador: kcal. encontrando o valor do coeficiente convectivo de transferência de calor: . 5 kcal. para determinar realmente o calor transportado pela tubulação. 5 . 1 5 .10-5 Pa.(1 - ).s 0.h-1 .. . o regime de escoamento do fluido será turbulento. aplicou-se na Equação (17).s-1 0. . fez-se o cálculo do número de Reynolds. . obtendo o seguinte resultado: .m. 1 1..

determina-se o valor que realmente será transportado. .h-1 . diminuindo o valor da perda pelo valor encontrado na Equação (26): -1 real . . resumindo.1. Anexo C). Tendo os valores necessários. .1 . não somente há perda de calor. pois o fluido é ar. antes do cálculo. através da Equação (29): . (28) Desse modo. k . precisa-se do valor do fator de atrito da tubulação: Através do número de Reynolds. no gráfico de fatores de atritos para fluidos dentro de tubulações (cf. Logo. utilizou-se a Equação (19). usou-se a Equação (19) para o cálculo da perda de carga: 11 . a (30) Deste modo. Entretanto.004. . (1 - ) 11 . considerando aço comercial sem rugosidade (commercial steel – smooth pipe).86 % do calor fornecido. 3 1431 kca . o que não influenciou muito no transporte do ar quente. encontrou-se o valor do fato de atrito (f).1. 1 . a perda de carga torna-se muito pequena.s-1 ou . 1 . mas também há perda de carga na tubulação.979 kcal.h-1 a uma temperatura de 166. (27) Determinando o valor do calor transportado pela tubulação. . sabendo o calor que realmente chega ao secador. 1. . e com densidade e viscosidade baixas. Para calcular a perda de carga. perde-se 13. é possível calcular a temperatura que o fluido chega ao secador. Contudo. . .96°C.1 51 .40 kcal.1 k s m. através da tubulação pode-se fornecer em torno de 83. determinado na Equação (24). 1 (29) Assim. par quente - . . O valor encontrado foi de 0.

°C-1 0.5 °C 1.°C-1 Para uso da Equação (7). 1. conseguiu-se encontrar a massa de água evaporada do sólido.. ou seja.5 kg. Os cálculos forma feitos para uma base de cálculo de uma (1) hora.4 BALANÇOS DE MASSA E ENERGIA DO SECADOR DE MONOPOROSA RETIFICADA Operando em regime contracorrente.kg-1.kgss -1 . pela Equação (33): .d-1 17.602 m2.185 % 30 °C 60 % 210 °C 134. 1 5 kg gua . precisando antes a quantidade de sólido seco (Ss).m-2 4. precisa do valor da umidade em forma de umidade absoluta.. 5 . utilizou-se a Equação (12): .41 5. S1 Ts1 x1 Ts2 x2 TG3 UR TG2 TG1 Cpágua Cpargila 6. 5 1.0086 % 115 °C 0.kg-1.0 kcal. tem que haver calor suficiente para aquecer o ar da temperatura ambiente até essa temperatura. para isto.h-1 20 °C 5. Abaixo seguem dados essenciais para o cálculo dos balanços de massa e energia do secador: Tabela 11 – Dados do secador para os balanços de massa e energia. 1 5 1 5 1 .814 kg. a temperatura máxima de secagem é de 210 °C.232 kcal. Produção do secador Peso Entrada de sólido Temperatura de entrada do sólido Umidade de entrada do sólido Temperatura de saída do sólido Umidade de saída do sólido Temperatura de entrada do ar ambiente Umidade relativa do ar ambiente Temperatura de entrada do ar no secador Temperatura de saída do ar do secador Calor específico da água Calor específico da argila Fonte: Elaboração do autor. 5 . através da Equação (34). 2011.kgss -1 (31) (32) kg gua Com os valores de X1 e X2.

kgar seco -1 1 . 1 5 ) s ( 1- . dado pela Equação (13): 1 kcal. 1. .( 1 - ) ) 5. 1 5) .h-1 (34) m gua evaporada ( 1 -( 1 .kgar seco -1 seco -1 . 5 ( .. determina-se o valor de ar seco na saída do secador (Gs): s . . 1 5 (37) (38) Rearranjando as Equações (8) e (14). Logo.( ..kgar seco -1 .115 (35) (36) Da mesma forma que se foi preciso o cálculo da entalpia dos sólidos. (1 - ) ( ( 1 -( 1 . .1 . . 1 ). haja vista que o sistema de aquecimento apenas aquece o ar. 1 5). 5. 5 1. calculou-se também a entalpia do ar em na entrada e saída do secador. 1 ).0165 kgágua. 5. Contudo. (1. (11. . portanto Y3 = Y2 = 0. 1 5 . através da carta psicrométrica (cf. determinou-se as entalpias do ar através da ( . 5. 5 5 . sendo o valor de 0. . 5 kg gua evaporada (33) . kcal.h-1 . 1 kgar seco .5 5 . ( . 1 1 kcal. 1 ). .5 1. 1 5 ).h-1 (40) . (39) Então. ( .kgss -1 s1 s ( . 1 ) ) ) . 1 . pôde-se encontrar o valor de Y1.kgss -1 . fez-se necessário o valor da umidade absoluta do ar ambiente. .kgar Equação (14): 1.kgar seco -1 1 ( . . . Anexo B). ). 1 kgss . . 1 5). 1 . e na entrada antes do aquecimento. kcal. precisou-se das entalpias dos sólidos. Determinou-se então o valor da entalpia para o ar de entrada no sistema de aquecimento: kcal.0419 kgágua.)) No balanço de energia.42 s 1 .15 . não retira umidade. . . através da Equação (7). . 5.

h-1 Erro 3. 2011.739.h-1 13.h-1 aquecer a peça seca TOTAL 754. tem-se: Tabela 13 – Balanço de energia para o secador.h-1 Ar da chaminé Peça seca TOTAL Saída 9. Para o balanço de energia.079.61 kg. .( 1.43 Dados todos os valores.814. (41) Sintetizando tudo.739.163. 1. Ar ambiente Peça úmida TOTAL Entrada 9.62 kcal.660. .551.977.25 kcal.h-1 Fonte: Elaboração do autor.09 kg.h-1 4.052. fez-se uso da Equação (9) para cálculo da energia necessária para aquecer o ar de combustão de 30°C até 210°C: kcal.26 kg.h-1 aquecer e evaporar a água Energia para 201.70 kg.83% Queima do combustível 784.814.h-1 4.64 kcal.h-1 30.23 kcal.02 kcal.70 kg.977.h-1 . 2011.h-1 13. ) .64 kcal. temos para o balanço de massa: Tabela 12 – Balanço de massa para o secador. Entrada Saída Ar da chaminé 311.68 kcal.581. 1 1-1 .45 kcal.h-1 Peça seca 97.44 kg.h-1 Energia para 144.15 .h-1 Fonte: Elaboração do autor.396.h-1 TOTAL Diferença 784.242.

pdf>. PERRY. PARK. Kil Jin et al.. Estudo para Utilização de Energia Térmica Proveniente de Forno Cerâmico para Secagem de Cerâmica. Rio de Janeiro: LTC. Mai/Jun. Warren E. NBR 5590: tubos de açocarbono com ou sem costura.. Acesso em 9 out. R. Apostila. 2 ed. 1984. 6 ed. 2007. Eduardo Emery Cunha. QUITES. 24 p. NewJersey: Prentice Hall. Fenômenos de transporte.org. 2009. 2004. Perry’s C emica Engineer’s Handbook. Cerâmica Industrial. 1995. Upper Saddle River. Edwin N. Princípios das Operações Unitárias. BIRD. 2011. MALONEY. volume 13. Rio de Janeiro: LTC. RECCO. ROSA. Apostila. O. 2008. R. J. H. Fenômenos de transporte. Campinas. Glauber. Rio de Janeiro. STEWART. Tubarão. Disponível em <http://www. Morro da Fumaça. pretos ou galvanizados por imersão a quente para condução de fluidos.. GEANKOPLIS. número 3. Conceitos de processo e equipamentos de secagem. D.org.44 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. LIGHTFOOT. 2 ed. UNISUL. J. et al. 2008. Curso de Engenharia Química. Disponível em <http:// www. FOUST. Cesar Renato Alves da. Byron. 2008. C. Transport Processes and Separation Process Principles (includes Unit Operations) . br>. Apostila da Disciplina de Operações Unitárias III.ceramicaindustrial. H. anfacer. GREEN. Unidade Acadêmica de Ciências Tecnológicas. Acesso em 13 nov. Alan S. 2010. New York: McGraw Hill. Secagem. ANFACER – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE CERÂMICA PARA REVESTIMENTOS. 23-27. 14th ed. 2008. .br/pdf/v13n03/v13n3a05.

Mass-transfer operations. Singapura: McGraw-Hill.45 TREYBAL. . Robert Ewald. 1985. 3 ed.

pois o máximo que se pode “pegar” do que é lançado fora sempre torna -se lucro. em relação a redução de custos. Uma vez que haja este estudo.46 6 CONCLUSÃO Ainda que o valor de economia em reais seja baixo. não significa que não possa ser implantado. não desperdiçando o que também é produzido. pois o mesmo precisa de melhoria contínua em seus dimensionamentos. Reaproveitar o máximo de energia que é disponibilizada é um recurso aceitável. pode ser uma alavanca para uma possível implantação. .

47 ANEXOS .

48 ANEXO A – Escopo da maneira de coleta de dados através do tubo de Pitot Tubulação/ Chaminé Furo Tubo de Pitot Furo .

49 ANEXO B – Carta psicrométrica .

50 ANEXO C – Gráfico de rugosidade .

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