fisiologia da prolactina

JOSÉ MARIA SOARES JÚNIOR MÔNICA GADELHA

Luciene Cervantes. . Patricio • DIRETOR-EXECUTIVO: Jorge Rangel C OORDENADORA E DITORIAL : Angela Helena Viel • E DITOR DE A RTE : Maurício Domingues ASSISTENTE EDITORIAL: Tatiana Daré • ARTE/DIAGRAMAÇÃO: Roberto Gomes REVISÃO: Paulo Barroso e Maria Grazia Ficher PRODUÇÃO GRÁFICA: Francisco Eugênio Fuentes.DIRETOR-GERAL: Idelcio D. Mauricio Luciano. Ivan Santana. Tiago Manga Misson GERENTES DE NEGÓCIOS: Aldo Vianna de Lima. Renato Almeida. Marcela Crespi de Branco. Valéria Santos Silva Os conceitos aqui emitidos são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião dos Laboratórios Pfizer Ltda.

FISIOLOGIA DA PROLACTINA JOSÉ MARIA SOARES JÚNIOR PÓS-DOUTOR EM GINECOLOGIA DA DISCIPLINA DE GINECOLOGIA ENDÓCRINA E CLIMATÉRIO DO DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO/ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA (UNIFESP/EPM) MÔNICA GADELHA PROFESSORA ADJUNTA DE ENDOCRINOLOGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ). MÉDICA ENDOCRINOLOGISTA DO INSTITUTO ESTADUAL DE DIABETES E METABOLOGIA DO RIO DE JANEIRO (IEDE-RJ) .

releasing hormone). constituem cerca de 15% a 25% das células funcionantes e estão localizados. Esses níveis de prolactina podem manter-se elevados enquanto houver sucção da criança3. os valores de prolactina podem estar discretamente reduzidos devido à diminuição do estrogênio9. O gene que codifica a PRL está localizado no cromossoma 62. Em hipófises normais. em especial. A purificação e o isolamento da PRL ocorreram devido aos estudos de Friesen e colaboradores1. tendo ação endócrina em diversos tecidos e órgãos e naqueles tecidos onde também é produzida e secretada (tecido linfóide e endométrio). A maior concentração de prolactina é detectada no líquido amniótico. No período de lactação. que depende principalmente da ação do GH mediada pelo IGF-I6-8. sendo 10 a 100 vezes mais elevada do que a concentração sérica materna ou fetal. Apesar de o número absoluto de lactotrofos não se modificar com a idade. a secreção basal de prolactina diminui e atinge níveis de 5 a 20 ng/ml até a idade adulta5. A sua expressão é influenciada por dopamina. A explicação para essa discre- . deve-se procurar outras causas de hiperprolactinemia. a maior fonte de prolactina para o líquido amniótico é a decídua. 2 TIPOS DE PROLACTINA Por muito tempo. Porém. nas asas laterais posteriores da adenohipófise3. A identificação da PRL no ser humano só foi elucidada após 1970. Durante a gestação. Provavelmente. Durante a vida fetal e em recém-nascidos com uma semana de vida. Caso isso ocorra. os níveis séricos de prolactina são superiores a 200 ng/ml. como se verá adiante. Na pós-menopausa. o popularmente chamado “leite de bruxa”. A PRL não é essencial para o desenvolvimento puberal das mamas. há hiperplasia dessas células durante a gravidez e a lactação. Algumas crianças podem apresentar secreção mamária após o nascimento. VARIAÇÕES FISIOLÓGICAS DOS NÍVEIS SÉRICOS DE PROLACTINA NA MULHER Os lactotrofos da adenohipófise são as células que sintetizam e secretam PRL. essa secreção desaparece. o tamanho da hipófise pode dobrar ou até mais que dobrar4 – níveis de PRL 10 a 20 vezes superiores ao basal (antes da gestação) são atingidos 3 . os níveis de prolactina não devem ultrapassar 200 ng/ml. Isso ocorre pois devido à perda do efeito inibitório do estrogênio e da progesterona maternos.HIPERPROLACTINEMIA FISIOLOGIA DA PROLACTINA PROLACTINA (PRL) A PRL é um hormônio produzido principalmente na hipófise. que desenvolveram método radioimunoensaio específico para PRL humana. uma vez que havia muita dificuldade de distinguir a prolactina do hormônio do crescimento (GH) em humanos. o efeito lactogênico da prolactina é exercido em toda a sua amplitude. pode ter importante ação autócrina e parácrina. observou-se que os níveis séricos de PRL não se correlacionavam sempre com os achados clínicos. após algumas semanas. estrogênio e TRH (thyrotropin .

o principal PIF (prolactin-inhibiting factor). as quais predominam (> 90% das formas circulantes de PRL) em indivíduos normais e naqueles com prolactinomas (modificado da referência bibliográfica 12) REGULAÇÃO NEUROENDÓCRINA DA PROLACTINA (FIGURA 2) O hipotálamo inibe de forma tônica a secreção de PRL pela adenohipófise.FISIOLOGIA DA PROLACTINA pância residiria na heterogeneidade da molécula de PRL circulante. A forma 16-kDa tem atividade antiangiogênica3. Ela apresenta alta afinidade com o receptor e elevada bioatividade.corresponde a um dímero com peso molecular de aproximadamente 48 a 56-kDa. onde a eluição se dá por causa do peso molecular (Figura 1). Em contraste. os principais tipos (formas) circulantes são3.resultam da clivagem da PRL monomérica. tais como: inibição da adenilato ciclase e da MAPK. Vários mecanismos intracelulares de sinalização estão envolvidos nesses processos.molécula grande ( big prolactin). 4) PRL glicosilada .consiste em um complexo antígeno-anticorpo de PRL monomérica e IgG . O pico I representa a macroprolactina. Os principais candidatos são: GABA.Perfil de eluição de prolactina (PRL) obtido pela cromatografia de gel filtração de soro de pacientes com prolactinoma. o pico II os dímeros de PRL e o pico III as formas monoméricas. A dopamina. 3 40 III 30 PRL µ g/L 20 10 I II 0 15 20 25 Tubo 30 35 40 Figura 1 .10-12: 1) PRL monomérica . Provavelmente. a big prolactin e a big big prolactin. ativação de fosfatases. tornando-se menos ativa em comparação à forma não-glicosilada13. somatostatina e calcitonina17. Em condições basais. essa condição é chamada de macroprolactinemia10-12. . ainda que encontradas em praticamente todos os indivíduos. Quando o soro do paciente apresenta um predomínio de big big PRL. geralmente inferiores a 10% da prolactina total circulante. e a glicosilação do hormônio pode modular essas duas características. a dopamina e os agonistas dopaminérgicos seletivos parecem ter importante função na regulação da transcrição do gene da PRL15 e da proliferação das células lactotróficas16. estão presentes em concentrações pouco expressivas. a PRL pode sofrer glicosilação parcial e variável. Sendo assim. A forma monomérica representa cerca de 80% a 90% da PRL total no soro de indivíduos normais e de pacientes com diagnóstico clínico e anatômico de prolactinoma. usualmente conhecida como macroprolactina com peso molecular de 150 a 170-kDa. A caracterização dessas três formas de PRL é preferencialmente realizada por meio de estudos de cromatografia em colunas de gel filtração. Além do papel no controle da secreção de PRL. e atinge os lactotrofos acoplando-se a receptores específicos (D2) que existem em suas membranas14. 3) PRL de alto peso molecular . 5) PRL 8-kDa e 16-kDa . A PRL glicosilada é menos imunorreativa e apresenta menor atividade biológica do que a PRL monomérica3. 2) PRL dimérica . sendo liberada na circulação porta-hipofisária. é sintetizada nos axônios dos neurônios tuberoinfundibulares.molécula muito grande (big big prolactin) .molécula pequena (little prolactin ).resulta da glicosilação da PRL monomérica e apresenta peso molecular de 25-kDa. outros fatores hipotalâmicos desempenham um papel de PIFs secundários. aumento dos canais de K+ voltagem-dependente e diminuição dos canais de Ca++ voltagem-dependente14.corresponde a um hormônio monomérico de 199 aminoácidos com peso molecular de aproximadamente 23-kDa.

Além disso.Regulação do eixo hipotalâmico-hipofisário-ovariano. GHRH. bFGF. por via neuroendócrina. Dentre os mais potentes estimuladores locais da secreção de PRL estão: galanina. acetilcolina. Figura 2 . A secreção da PRL também é regulada por fatores autócrinos e parácrinos intrahipofisários17. A PRL apresenta uma secreção basal com 4 a 14 pulsos a cada 24 horas superimpostos3. endotelina-1 e calcitonina representam inibidores locais17.HIPERPROLACTINEMIA Apesar do predomínio do efeito inibitório da dopamina sobre a secreção da PRL. que envolve um controle tanto inibidor como estimulador pelo sistema hipotalâmico-hipofisário. a própria PRL. autócrina ou parácrina. VIP. angiotensina II. vasopressina. ocitocina e VIP (vasoactive intestinal polypeptide). existem vários estímulos que causam aumento da PRL por meio da inibição dos PIFs ou da liberação de PRFs (prolactin-releasing factors). GnRH. estando sob um complexo sistema regulador duplo. Os neurônios que produzem os PRFs são ativados pela serotonina (5-HT). TGFβ. angiotensina II. Os mais importantes PRFs são TRH. Assim. Por outro lado. GnRH (gonadotropin-releasing hormone) e IL-6. galanina e substância P também podem aumentar os níveis de PRL . NPY. a neurorregulação da PRL é multifatorial. Ela exibe um ritmo circadiano com valores maiores nas primeiras horas da manhã. 4 . EGF. Acredita-se que alterações no tônus dopaminérgico deflagradas pela luz sejam o principal mecanismo neuroendócrino envolvido nesse ritmo18.

onde ativam a transcrição gênica19. rins. Figura 3 . as STATs são fosforiladas pela JAK2. próstata. hipófise. destacandose entre essas as STATs 1 a 5 (signal transducers and activators of transcription tipos 1 a 5). Isso ocorre por meio da degradação dos receptores. Receptores da PRL são expressos nos seguintes locais: mamas. cérebro e linfócitos3. É fundamental que a desativação do sistema JAK-STAT ocorra no momento preciso. As tirosinas fosforiladas no complexo receptor-JAK2 formam sítios de ligação para diversas proteínas sinalizadoras. miocárdio.FISIOLOGIA DA PROLACTINA MECANISMO DE AÇÃO DA PROLACTINA A PRL age por meio de um receptor do tipo citocina. pois a ativação constitutiva desse sistema está associada com a transformação celular. ilhotas pancreáticas. O gene que codifica esse receptor localiza-se na região cromossômica 5p13. intestino. testículos. da defosforilação das tirosinas presentes nos receptores-JAK2s e da síntese dos SOCSs (suppressors of cytokine-signaling)19. fígado. As STATs são fatores de transcrição citoplasmáticos latentes. Após a ligação ao complexo receptor-JAK2. A STAT5. as STATs se separam do complexo receptor-JAK2. córtex adrenal.Mecanismo de ação da prolactina 5 . transmembrana e intracitoplasmático) [Figura 3]. Uma molécula de PRL liga-se a duas do seu receptor. ovários. pulmões. que se localiza na superfície da célula. por exemplo. se homodimerizam ou heterodimerizam com outras STATs e movem-se para o núcleo. Isso ativa a JAK2 (Janus family of tyrosine kinase tipo 2) que fosforila o receptor e se autofosforila em múltiplas tirosinas. composto por três domínios (extracelular. epiderme. Posteriormente. ativa a transcrição do gene da ß-caseína20. causando a dimerização do mesmo.

HIPERPROLACTINEMIA FUNÇÕES DA PROLACTINA • Fisiologia endócrina da mama . A expressão temporal dos PRL-R é idêntica à da PRL endometrial. . coincidindo com os primeiros sinais histológicos de decidualização. o que acarreta quadro clínico de anovulação crônica e diminuição da fertilidade3. declinando próximo ao termo 25. A insulina. que. A ocitocina estimula a contração das células mioepiteliais que circundam os alvéolos mamários e a contração das paredes do canal galactóforo. estimulando a secreção alveolar de leite. que contêm os alvéolos (glândulas) que secretam o leite para os túbulos secundários. hormônios estimuladores do metabolismo protéico. auditivos e tácteis (por exemplo: o choro do bebê. • Útero O útero é um dos primeiros locais extrapituitários descritos como possível fonte de síntese e secreção de PRL24. a prolactina parece ter ação sobre a manutenção do corpo lúteo. cada glândula mamária é composta de 15 a 20 lobos envolvidos por tecido adiposo. Já a prolactina estimula a secreção das proteínas do leite. são também importantes no crescimento do sistema de ductos21. ocorre a inibição dos neurônios dopaminérgicos e maior liberação de prolactina. A ejeção do leite é devido a um reflexo neuroendócrino. a liberação de ocitocina pela hipófise posterior. ainda. evidenciando a ação luteotrófica da PRL23. confluem no canal galactóforo que se abre no mamilo21. é minimamente expresso ou ausente nas fases proliferativa e secretora inicial. o cortisol. há também. A quantidade desse tecido determina o tamanho e a forma da mama. a progesterona atua sinergicamente com o estrogênio (e também com todos os outros hormônios) no estímulo do crescimento dos alvéolos e no desenvolvimento das características secretoras21. Métodos imuno-histoquímicos e de hibridização in situ revelaram que o PRL-R é fortemente expresso pelo epitélio glandular e pelas células estromais no endométrio decidualizado e pseudo-decidualizado. a tiroxina. reduzindo a liberação de gonadotrofinas (FSH e LH). Se a gravidez ocorre. mas é independente da capacidade de amamentação. Camundongos com knock-out do receptor da PRL exibem diminuição dos ciclos ovulatórios e do número de folículos primários.Gravidez e amamentação Morfologicamente. Cada lobo subdivide-se em lóbulos. por sua vez. ser estimulada por impulsos visuais. SISTEMA REPRODUTOR • Eixo hipotalâmico-hipofisário-ovariano A hiperprolactinemia causa inibição do eixo hipotalâmico-hipofisário-ovariano. a síntese de PRL foi detectada no pico das fases secretora e menstrual. mas muito pouca gordura21. desencadeado pelo estímulo da sucção mamilar que. conduzido pelos nervos somáticos e medula espinal. inibem a secreção de leite. A estimulação adrenérgica (estresse ou ansiedade) pode inibir a secreção de ocitocina e impedir a ejeção do leite22. Depois do desenvolvimento do sistema de ductos. Além disso. permitindo a chega6 da do leite ao mamilo. • Ovário Nos ovários. que contém concentrações de proteínas e glicose semelhantes às do leite. chega ao hipotálamo. Nessa região. Durante toda a gravidez. O líquido secretado nos últimos dias antes do parto é o colostro. Jabbour e Critchley26 (1998) confirmaram a expressão do receptor de PRL (PRL-R) no endométrio e na decídua. o número de células deciduais diferenciadas e síntese de PRL decidual aumentam após a implantação. Apesar de o estrogênio e a progesterona promoverem o desenvolvimento físico das mamas durante a gestação. Esses convergem nos ductos mamários. o contato físico). alcançando o acme entre 20 e 25 semanas. a caseína e a lactalbumina. por mecanismo reflexo. Em úteros não-gravídicos. a enorme quantidade de estrogênio produzido pela placenta estimula o crescimento e a ramificação do sistema ductal. A ejeção do leite pode.

Esta enzima é responsável pelo aumento do processo mitótico celular e está envolvida em processos de carcinogênese31. entretanto. Em síntese. e concluíram que a secreção de PRL endometrial estimula o desenvolvimento e função das glândulas endometriais durante a gravidez. a prolactina poderia determinar proliferação celular pela ativação gênica ou bloquear o sinal celular da diferenciação celular. sabemos que a PRL. em ambos os casos. morfologicamente analisado. a PRL estimula a função das células imunes. Entretanto. Negami e Tominaga28 (1991) relataram os efeitos da PRL em cultura de células endometriais humanas (células epiteliais e estromais) e discutiram o seu papel na implantação. Possivelmente. houve diminuição do número de implantações embrionárias nas ratas com hiperprolactinemia.29 mostraram que camundongas submetidas a hiperprolactinemia experimental. condição na qual os pacientes podem apresentar elevação desse hormônio. diferenciação e preparação do endométrio. Rossi et al. a ação da prolactina não está bem estabelecida32. para facilitar a implantação e placentação do concepto. Um dos mecanismos celulares relacionados com a proliferação celular é a ativação da MAP quinase31. na fase de diestro. o estrogênio e a progesterona com seus respectivos receptores estão diretamente relacionados com a proliferação. a PRL em baixas concentrações (3 a 30 ng/ml) aumentaria a ligação e o crescimento celular. Panzan et al. A regulação desta enzima é influenciada tanto pela progesterona quanto pelo estrogênio. SISTEMA IMUNE Várias evidências indicam que a PRL é um fator de crescimento de linfócitos e um estimulante da resposta imune. desde que continuassem apresentando ciclos estrais.27 (2000) estudaram PRL-R no endométrio de ovinos durante o ciclo estral. Em animais imunossuprimidos. Portanto. indicando um papel limitado para a PRL como imunomoduladora33.30 mostrou que a hiperprolactinemia determinou diminuição da produção de progesterona e do número de pinopódios no endomério em ratas adultas. como no lupus eritematoso sistêmico. tiveram seu endométrio mais proliferado e espessado. Além disto. os níveis de PRL se alteram em doenças imunes. com o objetivo final da implantação. Contudo. camundongos com knock-out do gene do receptor da PRL ou do gene da PRL não apresentam alteração inata da imunidade. Além disso. 7 .FISIOLOGIA DA PROLACTINA Stewart et al.

Polonsky KS. 23. Feldman M. Arq Bras Endocrinol Metab 2002. Kleinberg D. and 24-hour rhythmic features of secondary hyperprolactinemia due to functional pituitary stalk disconection mimic tumoral (primary) hyperprolactinemia. 12 (Suppl B): 643. 21. 1995. Kliegman RM. Oliveira-Filho RM. Sinha YN. J Mol Endocrinol. Simões MJ. Low MJ. 136:1296-302 9. Kelly PA. Parks JS. Ruan WF. 8. Metoclopramideinduced hyperprolactinemia affects mouse endometrial morphology. 27. Kronenberg HM. Endocr Rev 1995. Behrman RE. Endocrinology 1995. In: Larsen PR. Mechanism of action of hormones that act at the cell surface. pp 1845-69. Evidence that the growth hormone receptor mediates differentiation and development of the mammary gland. et al. Ruan W. Kovacs KT. The roles of prolactin. Prolactin: structure. receptor binding. and biological properties of the glycosylated and nonglycosylated forms. Liu J. 54 (4): 185-90.81-176. 62: 1779-89. Schuler LA. Structural variants of prolactin: occurrence and physiological significance. Saxe VC. 1991. and thyroid hormones in lymphocyte development and functions: insights from genetic models of hormone and hormone receptor deficiency. 20. Motta EL. Ostrom KM. et al. J Mammary Gland Biol Neoplasia 1997. 28. 17. Rincon-Arano H. Carter-Su C. In: Larsen PR. Guyda H. 21. Day RN. Polymorphism of prolactin secreted by human prolactinoma cells: immunological. 16. 19. Pellegrini I. Sundmark V. 11. et al. pp 39-49. Dorshkind K. Rutter WJ. Williams Textbook of Endocrinology. 13. Kleinberg DL. 2: 7-17. Mora N. 97 (3): 575-85. 10th Ed. Proc Natl Acad Science USA 1971. In: Nelson Textbook of Pediatrics. Science 1981. Ramírez MM. Haapalainem E. 140: 5348-55. Spiegel A. Hatori N. The prolactin gene is located on chromosome 6 in humans. et al. 10. Johnson GA. 22. Kanyicska B. The relationship between decidualization and prolactin mRNA and production at different stages of human pregnancy. 1): 50-7. 12. Sheldrick EL. pulsatile. Friesen H. 6. Frolich M. 5. Elmquist JK. Zhao. Kronenberg HM. Taylor S. Williams Textbook of Endocrinology. Pennsylvania. Melmed S. 212: 815-6. 8 . Kelly MA. Vieira JGH. Majá JO. 35 (Suppl. 80: 1523-631. Elsevier. Stewart MD. Saunders Inc. Cunningham BC. growth hormone. Madrid 2003. 2003. Kronenberg HM. editors. 2004. Freeman ME. et al. et al. 126: 3274-6. 2. Endocrinology 1993. E. 24. Polonsky KS. Brooks J. function.177-279. Neuroendocrine and reproductive functions in male mice with target disruption of the prolactin gene. Jenson HB (eds). In: Larsen PR. R-Ras promotes tumor growth of cervical epithelial cells. Jabbour HN. editors. Catanese V. 23 (1-2): 13-24. Fisher PA. Melmed S. Selective inhibition of prolactin gene transcription by the ETS-2 repressor factor. Panzan MQ. 17th editon. 10th Ed. Rosales C. Saunders Inc. The pituitary gland in pregnancy: a clinicopathologic and immunohistochemical study of 69 cases. Inagaki C. Prolactin production by human endometrium during the normal menstrual cycle. In: Tratado de Ginecologia. Domest Anim Endocrinol. Horseman ND. 135 (6): 751-4. Chandrashekar V. Potential roles of decidual prolactin in early pregnancy. 7. Endocrinology 1999. Owerbach D. 29. Polonsky KS. Catanese V. Estradiol enhances the stimulatory effect of insulin-like growth factor-I (IGF-I) on mammary development and growth hormone-induced IGF-I messenger ribonucleic acid. 86: 1562-7. Steger RW. Cancer 2003. Horm Res. Cone RD. Simoes MJ. Pincus SM. Goffin V.14:1-43. Rodrigues de Lima G. Macroprolactinemia. Baracat EC. Histologia de los órganos genitales y de la mama. Saunders Inc. Soares JM Jr. Endocr Rev 2000. 2002. 2002.127:1977]. 121: 197-205. Hormones of the Hypothalamus and Pituitary. 46:45-50. 82: 3107-10. Ligand-independent activation of steroid receptors. Endocrinology 1990. 16: 354-69. Melmed S. et al. Haidar MA. Endocrinology 1998. J Biol Chem 1998.45-64. Rossi AG. et al. 32. Hwang P. Williams Textbook of Endocrinology. Wieczorek R. Ruan W. 2000. 30. Physiol Rev 2000.HIPERPROLACTINEMIA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Soares Jr. Rodriguez-Castaneda A. Prog Food Nutr Sci. 3. 122: 2667-74. 292-312. p. entropic. Melmed S. editors. Motta ELA. JM. Neuroendocrinology. Panamericana . J Clin Endocrinol Metab 2001. Anterior pituitary. et al. Tominaga T. 10th Ed. Riddick DH et al. p. Bazer FW. Reproduction 2001. 1990. Flint AP. Cooke NE. Prolactin receptor and uterine milk protein expression in the ovine endometrium during the estrous cycle and pregnancy.Obstetrícia Y Medicina de la Reproducción. Negami AI. 139: 3691-5. 14. 26. 1979 Nov 15. Effects of prolactin on cultured human endometrial cells. Non-lactogenic effects of growth hormone on growth and insulin-like growth factor-I messenger ribonucleic acid of rat mammary gland [ published erratum appears in Endocrinology 1990. 18. J Clin Endocrinol Metab 1997. 2003. McNeilly AS. Asa SL. Grandy DK. 272: 31909-15. Pituitary lactotroph adenomas develop after prolonged lactotroph hyperplasia in dopamine D2 receptor-deficient mice. The prolactin/growth hormone receptor family: structure/function relationships. Acta Microscópica 2003. A review of the hormone prolactin during lactation. Basal. Am J Obstet Gynecol. Rosales R. Wu WX. Sano T. 4. et al. J Clin Endocrinol Metab 1998. Scheithauer BW. Gray CA. Joyce MM. Roura LC (ed). 14: 255-61. Baracat. Prolactin pulsatile characteristics in postmenopausal women. Glasier AF. Gynecol Obstet Invest. Endocrinology 1988. 65: 61-4. Mayo Clin Proc 1990. Anti-prolactin (PRL) autoantibodies cause asymptomatic hyperprolactinemia: bioassay and clearance studies of PRL-immunoglobulin G complex. A radioimmunoassay for human prolactin.C. Maslar IA. 2003. Veldman RG. Spencer TE. 33. Mosquette R. Critchley HO et al. Biol Reprod. et al. p. 83: 761-4. and regulation of secretion. 31. Gunz G. 133: 1602-8. Metoclopramide-Induced Hyperprolactinemia Caused Marked Decline In Pinopodes And Pregnancy Rates In Mice. Burghardt RC. 25. et al. 68: 1902-6. Riskind PN. Ronin C. et al. insulin-like growth factor-I. Katznelson L. 15. Lerant A.

Administração de antagonistas da dopamina pode ser recomendável. B-03 . Medidas gerais de suporte devem ser adotadas para remover qualquer medicamento não absorvido e para manter a pressão sangüínea. Monitorização dos níveis séricos de prolactina em intervalos mensais (quando se atinge regime terapêutico efetivo.5mg podem ser utilizadas em pacientes hiperprolactinêmicos. úlcera péptica ou hemorragia gastrintestinal. Não há risco em especial na população idosa. Efeito hipotensivo (tratamento crônico). Decidir entre descontinuar a amamentação ou a droga. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.5 mg) administrado em dose única no primeiro dia pós-parto.25mg por semana quinzenalmente) pode reverter as reações adversas ocorridas. até o retorno da anovulação. recomenda-se divisão da dose semanal em administrações múltiplas. Excluir a possibilidade de gravidez antes do início do tratamento e considerar a suspensão se a gravidez ocorrer durante o tratamento. Inibição da lactação: dose inicial de 1 mg (dois comprimidos de 0. Tratamento de distúrbios hiperprolactinêmicos: recomendado teste de gravidez a cada 4 semanas durante período amenorréico e após reinício da menstruação. Tratamento de disfunções associadas com a hiperprolactinemia como amenorréia. partos prematuros.2389.1.25 mg em lactantes tratadas para supressão da lactação estabelecida para se evitar a hipertensão ortostática. astenia / fadiga. anovulação e galactorréia. dor torácica. dor epigástrica. de acordo com a tolerabilidade do paciente. até a resposta terapêutica ótima. diminuição nos valores de hemoglobina em mulheres com amenorréia nos primeiros meses após o retorno da menstruação.25mg 1x por semana). Doses reduzidas no início da terapia (0. vômitos. Não se associa o uso do produto com um risco aumentado de aborto. Insuficiência hepática de grau grave associou-se com um aumento da ASC (adequar doses). Cuidado na administração com drogas que diminuem a pressão sangüínea. Não exceder a dose única de 0.25 a 2mg por semana. Registro n° MS . ou síndrome da sela vazia com hiperprolactinemia associada. Hipotensão sintomática possível após a administração. cefaléia. ou com histórico de doença mental psicótica particularmente grave. A dose terapêutica é normalmente 1mg por semana e varia de 0. gravidez múltipla ou anormalidades congênitas. que representam as patologias básicas que contribuem para as manifestações clínicas acima. depressão e parestesia. adicionando-se 0. cada vez que período menstrual estiver atrasado em mais de 3 dias. hiperprolactinemia idiopática. palpitações. em uma ou duas tomadas por semana. Doses de até 4. Não é recomendado uso concomitante de outros alcalóides do ergot em tratamentos prolongados.25 mg (metade de um comprimido de 0. Uso concomitante de outros medicamentos (maleato de metilergonovina) durante puerpério recente não afetou a eficácia e segurança do produto.5 mg de cabergolina. Aumentar a dose semanal gradualmente. dor abdominal / dispepsia / gastrite. a redução temporária da dose com aumento mais gradual (etapas de 0. Superdosagem acidental: sintomas de superestimulação de receptores dopaminérgicos (náusea. É indicado em pacientes com adenomas pituitários secretores de prolactina (micro e macroprolactinomas). Interações medicamentosas: atenção na administração concomitante com outras drogas hipotensoras (risco de hipotensão sintomática). Uso adulto. Vasoespasmo digital e cãibras nas pernas ocasionalmente relatados.5mg por semana. Posologia e modo de administração: Recomenda-se a administração às refeições. São incomuns alterações nos testes laboratoriais na terapia a longo prazo. hemianopia transitória. os ciclos ovulatórios persistem por no mínimo 6 meses após a descontinuação.FISIOLOGIA DA PROLACTINA DOSTINEX® (cabergolina) Informações Técnicas Apresentações: caixas com 1 frasco contendo 2 ou 8 comprimidos. síndrome de Raynaud. idiopáticos ou devido a adenomas hipofisários. No caso de reações adversas graves ou persistentes. dor de cabeça. Admnistrar a dose semanal em dose única ou dividida. constipação. Avaliar pacientes durante aumento da dose para determinar menor dose capaz de produzir resposta terapêutica. Mulheres que não desejem engravidar devem usar um método contraceptivo mecânico durante e após o tratamento. Supressão da lactação já estabelecida: dose inicial de 0. Com doses maiores que 1mg. Hipotensão sintomática/desmaios raramente relatados. hipotensão ou distúrbios de percepção/pensamento). Dose inicial de 0.5 mg) a cada 12 horas por 2 dias (dose total de 1 mg). Contra-indicações: hipersensibilidade a qualquer alcalóide do ergot.5mg por semana em intervalos mensais. Inibição/supressão da lactação fisiológica: não deve ser utilizado em mulheres com pré-eclâmpsia ou hipertensão pós-parto. tontura / vertigem. normalização da prolactina sérica observada em 2-4 semanas). Reações adversas são geralmente dose-relacionadas. vômitos. Monitorizar mulheres grávidas para detectar sinais de aumento hipofisário. rubores. queixas gástricas. Na maioria dos casos. epistaxe. com subseqüente aumento gradual. Após a suspensão. oligomenorréia. geralmente se observa a recorrência de hiperprolactinemia. sonolência. É também indicado em situações em que a inibição da lactação fisiológica após o parto e/ou supressão da lactação já estabelecida são clinicamente mandatórias. considerando a importância da droga para a mãe.0061. Composição: cada comprimido contém 0. MAIORES INFORMAÇÕES À DISPOSIÇÃO DA CLASSE MÉDICA. Não administrar com antagonistas de dopamina nem com antibióticos macrolídeos. Insuficiência renal não modifica sua cinética. Reações adversas: náuseas. Indicações: tratamento de distúrbios hiperprolactinêmicos. em pacientes com intolerância a agentes dopaminérgicos diminuem a incidência de reações adversas. Cautela em pacientes com doença cardiovascular grave. Persistência da supressão dos níveis de prolactina por vários meses em alguns pacientes. Mulheres que desejam engravidar devem descontinuar o tratamento um mês antes da concepção. Precauções: gerais: avaliação completa da hipófise antes do tratamento (hiperprolactinemia com amenorréia/galactorréia e infertilidade possivelmente associada com tumores hipofisários).

Alexandre Dumas. 1860 – São Paulo – SP – CEP 04717-904 CNPJ 46.868/0019-98 © Copyright Laboratórios Pfizer Ltda.com.pfizer. FASC 1 192188 .Laboratórios Pfizer Ltda. R.070.br DXD0403 EMC HIPERPR. 2004 Todos os direitos reservados www.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful