UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GIOÁS UNIDADE DE PIRES DO RIO CURSO DE GEOGRAFIA

RELATÓRIO DE PRÁTICA CURRICULAR: GEOGRAFIA URBANA CLASSIFICAÇÕES DAS CIDADES GOIANAS

Realização: Turma 3º Geografia Urbana – 2013

Orientação: Cleusa Maria da Silva

Maio/2013 Pires do Rio-GO

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

GRAFICOS

Gráfico 01- População Urbano e Rural do Estado de Goiás..................................................... 08 Gráfico 02- Classificação dos municípios por número de habitantes...................................... 08 Gráfico 03- Classificação dos municípios por número de habitantes...................................... 09 Gráfico 04- Evolução da população Urbana e Rural em Goiás 1980-2010............................ 11 Gráfico 05- População Urbana e Rural de Pires do Rio - GO 2010........................................ 12 Gráfico 06- População Urbana e Rural de Santa Cruz - GO 2010.......................................... 13 Gráfico 07- População Urbana e Rural de Palmelo - GO 2010.................................................13 Gráfico 08- População Urbana e Rural de Ipamerí - GO 2010................................................ 14 Gráfico 09- População Urbana e Rural de Urutaí - GO 2010.................................................. 14 Gráfico 10- População Urbana e Rural de Orizona - GO 2010............................................... 15

QUADRO Quadro 01- Classificação de cidade – IBGE............................................................................. 10

TABELAS

Tabela 01-- Classificação dos municípios por número de habitantes........................................ 09

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SUMÁRIO

Introdução ................................................................................................................ 04 1- Conceituação de Urbano................................................................................... 04 1.1 Segundo José Eli da Veiga.................................................................................05 1.2 Segundo Roberto Lobato Corrêa....................................................................... 06 2- Resultados da Prática Curricular.................................................................... 07 2.1 Classificação das Cidades Goianas.................................................................. 07 2.2 Crescimento Populacional e Urbanização ....................................................... 10 2.3 População Rural e Urbana de Pires do Rio e Entorno..................................... 11 Considerações finais............................................................................................16 Referências .......................................................................................................... 17

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INTRODUÇÃO

Esse relatório é resultado do trabalho desenvolvido na disciplina de Geografia Urbana do curso de Geografia da Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Pires do Rio, que teve como objetivo compreender como está distribuída a população no estado de Goiás e observando o índice de urbanização do Estado. E também elaborar um material didático pedagógico sobre a estatística populacional no território goiano que possa subsidiar professores e alunos do Ensino Fundamental e Médio. A presente pesquisa e a elaboração do material contaram com a participação de todos os alunos do 3º Ano de Licenciatura em Geografia – turma 2013, sob a orientação da professora, Cleusa Maria da Silva. O trabalho foi teoricamente fundamentado em dois autores: Corrêa (1989) e Veiga (2002). A turma foi dividida em grupos de trabalho, os quais tiveram cada um suas respectivas funções. O primeiro ficou responsável pelo levantamento do número de habitantes, área e densidade demográfica dos 246 municípios goianos. O segundo, o levantamento da população urbana e rural e cálculo do índice de urbanização de cada município. O terceiro ficou responsável pela sistematização dos dados e elaboração dos gráficos e tabelas. O critério utilizado foi a definição de urbano segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a classificação de cidade segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para finalizar o quarto grupo foi o responsável pela elaboração deste relatório. O Método empregado foi o quantitativo, tal método caracteriza pelo emprego da quantificação tanto das modalidades de coleta de informação, quando no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas: percentual, média e coeficiente de correlação.

1 - Conceituação de Urbano

O conceito de urbano encontra-se muito em voga na literatura, principalmente na literatura geográfica. Muito se tem escrito no campo do urbano e variados são os conceitos do mesmo. Nos dias atuais a busca pela definição do que seja o rural e o urbano se torna essencial já que esses espaços têm passado por profundas transformações. A ideia de rural como local de atraso já não se encaixa na realidade de hoje, visto que a modernização do campo trouxe a aplicação de tecnologias avançadas para este setor. Por outro lado, a concepção do urbano como sinônimo do progresso, pode não ser tida como absoluta, pois atualmente as cidades, enfrentam inúmeros

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problemas socioeconômicos e socioambientais. Mas não é objetivo desse trabalho entrar nesse campo. Assim esse trabalho apoiou-se em apenas dois autores para referenciá-lo.

1.1 Urbano segundo José Eli da Veiga

Veiga (2002) afirma que o Brasil é menos urbano do que se calcula e o entendimento do processo de urbanização do Brasil é atrapalhado por uma regra muito peculiar, que é única no mundo. Este país considera urbano toda sede de município e de distrito, sejam quais forem suas características. Esse critério é retrógado, pois se fundamenta no Decreto-Lei 311, de 1938 e não considera as características estruturais e funcionais. E o Estatuto da Cidade não corrigiu isso, o que é uma falha imperdoável, pois não define o que é cidade. Assim toda sede de município é cidade, sejam quais forem suas características demográficas e funcionais. Muitos estudiosos procuram contornar esse obstáculo pelo uso de outra regra. Para efeitos analíticos, não se deveria considerar urbanos os habitantes de municípios pequenos demais, com menos de 20 mil habitantes, esse entendimento de Veiga corrobora a definição da Organização das Nações Unidas sobre urbano. Mas Veiga acrescenta que outros critérios também são necessários, como: a densidade demográfica e a localização, porque se basear apenas no número de habitante é demasiado simplista. Segundo o número de habitantes (até 20 mil), 4.024 municípios brasileiros seriam rurais. No entanto Veiga afirma que toda via, há muitos municípios com menos de 20 mil

habitantes que tem alta densidade demográfica e uma parte deles pertencem a regiões metropolitanas e outra aglomerações. Assim para que a análise da configuração territorial possa de fato evitar a ilusão imposta pela norma legal, é preciso combinar o critério de tamanho populacional do município com sua densidade demográfica e sua localização. A análise da configuração territorial do Brasil revela uma tendência que não deveria ser ignorada pelos formuladores das políticas governamentais. O território é crucial para o desenvolvimento. A complicada problemática do desenvolvimento territorial exige que sejam abordados separadamente em três temas centrais: a recomposição dos territórios, expressa, por tanto, essa necessidade de novas formas institucionais de “governança” das aglomerações; os sistemas produtivos locais podem ser definidos como um conjunto de unidades produtivas tecnicamente interdependentes, economicamente organizada, e territorialmente aglomeradas e o meio ambiente, pois para as microrregiões que não abrigam aglomeração, à qualidade ambiental pode se tornar o principal trunfo do desenvolvimento.

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Segundo Veiga (2000) que são inúmeras as distorções impostas pela abominável divisão territorial em vigor. Por exemplo, é crescente o número de agricultores, pecuaristas, extrativistas, pescadores e até populações indígenas que perdem direitos aos parcos benefícios dirigidos as populações rurais porque residem em sedes de minúsculos municípios. Assim a metodologia oficial de cálculo do “grau de urbanização” no Brasil está obsoleta.

1.2 Segundo Roberto Lobato Corrêa

Segundo Corrêa (1989) o espaço de grande cidade capitalista constitui-se, em primeiro momento de sua apreensão, no conjunto de diferentes usos da terra justapostos entre si. Tais usos definem áreas, como o cento da cidade, local de concentração de atividades comerciais, de serviço e de gestão, áreas industriais, áreas residenciais distintas em termos de forma e conteúdos sociais, de lazer e, entre outras aquela de reserva para futura expansão. Este complexo conjunto de usos da terra é, em realidade, a organização espacial da cidade ou, simplesmente, o espaço urbano que aparece assim como espaço fragmentado. Mas o espaço urbano é simultaneamente fragmentado e articulado: cada uma de suas partes mantém relações espaciais com as demais, ainda que de intensidade muito variável. Estas relações manifestam-se empiricamente através de fluxos de veículos e de pessoas associados a operações de carga e descarga de mercadorias, aos deslocamentos quotidianos entre áreas residenciais e os diversos locais de trabalho, aos deslocamentos menos frequentes para compras no centro da cidade ou nas lojas do bairro, as visitas aos parentes e amigos, as idas ao cinema, culto religioso, praia e parques. A articulação manifesta-se através de relações espaciais envolvendo a circulação de decisões e investimentos de capital, mais-valia, salários, juros, rendas, envolvendo ainda a prática do poder e da ideologia. As relações espaciais integram, ainda que diferentemente, as diversas partes da cidade, unindo-as em um conjunto articulado cujo núcleo de articulação te sido, tradicionalmente, o centro da cidade. Este é um segundo momento de apreensão do que é o espaço urbano: fragmentado e articulado. Introduz-se ainda um terceiro momento de apreensão do espaço urbano: é um reflexo da sociedade. Assim, o espaço da cidade capitalista é fortemente dividido em áreas residenciais segregadas, refletindo a complexa estrutura social em classes. Por ser reflexo social e fragmentado, o espaço urbano, especialmente o da cidade capitalista, é profundamente desigual, o espaço urbano é também mutável, dispondo de uma mutabilidade que é complexa, com ritmos e natureza diferenciados.

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O espaço da cidade é também um condicionante da sociedade. O condicionamento se dá através do papel que as obras fixadas pelo homem, as formas espaciais, desempenham na reprodução das condições de produção e das relações de produção. Fragmentada, articulada, reflexo e condicionante social, a cidade é também o lugar onde as diversas classes sociais vivem e se reproduzem. Isto envolve o quotidiano e o futuro próximo, bem como as crenças, valores e mitos criados no bojo da sociedade de classes e, em parte, projetados nas formas espaciais. O espaço urbano assume assim uma dimensão simbólica que, entretanto, é variável segundo os diferentes grupos sociais, étnicos, etc. O espaço urbano capitalista fragmentado, articulado, reflexo, condicionante social, cheio de símbolos e campo de lutas é um produto social, resultado de ações acumuladas através do tempo, e engendradas por agentes que produzem e consomem o espaço. Esses agentes são os proprietários dos meios de produção, os proprietários fundiários, os promotores imobiliários, o Estado e os grupos sociais excluídos. Observando a compreensão de urbano de Veiga e Corrêa percebe visões diferenciadas de urbano, enquanto Veiga atém a número de habitantes, densidade demográfica e localização, Corrêa analisa a partir da dinâmica do capital. Contudo este trabalho se baseou única e exclusivamente no número de habitantes.

2 Resultados da Prática Curricular

A seguir apresentar-se-á o resultado do levantamento e sistematização dos dados segundo a classificação de cidades goianas.

2.1 Classificações das Cidades Goianas

De acordo com dados do Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambiental (IMB) a população dos 246 municípios goianos, está distribuída em 73,2 por cento na zona urbana e 26,8 por cento na zona rural, isto entendendo urbano como toda a sede de município. Assim pode se afirmar com base no gráfico 1 que o Estado de Goiás possui uma alta taxa de urbanização, mas abaixo da taxa de urbanização do Brasil. A população urbana do Brasil representa 84,4 por cento do total de acordo com o Censo de 2010. A taxa é a maior da série histórica, iniciada em 1960 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Graf. 1 - População Urbana e Rural do Estado de Goiás

26,80%

Rural 73,20%

Urbana

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

Mas segundo o critério de classificação da ONU e de VEIGAS (2000), Goiás não é tão urbano assim. Segundo o gráfico 2 a maioria dos munícipios goianos tem menos de 20 mil habitantes, isto é 72 por cento e apenas 28 por cento tem mais de 20 mil habitantes. Nessa perspectiva a taxa de urbanização de Goiás seria de 28 por cento, as demais cidades se classificariam como rurais.

Graf. 2 - Classificação dos Municípios Goiano por Número de Habitantes

28%

até 20.000

acima de 20.000

72%

Fonte: Censo Populacional 2010 - IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

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O gráfico 3 e a tabela 1 apresenta da distribuição dos municípios goianos segundo o número de habitantes, sendo que 43 por cento dos municípios têm menos de 5 mil hab. E apenas uma cidade tem mais de 1 milhão e esta é a capital do Estado.

Graf. 3 - Classificação dos Municípios Goiano por Número de Habitantes
120 100 80 60 40 20 0 0 a 5.000 5.001 a 10.000 10.001 a 20.000 20.001 a 50.000 50.001 a 100.000 100.001 a 500.001 a acima de 500.000 1.000.000 1.000.000

Fonte: Censo Populacional 2010 - IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Elaboração: Turma 3º Geografia - Maio/2013

Dos 246 municípios goianos 64,6 por cento tem até 10 mil habitantes, apenas oito cidades tem mais de 10 mil habitantes. E somente 12 têm entre 50 a 100 mil o que corresponde a 4,8 por cento. Nenhuma cidade se classifica entre 500 mil a um milhão de habitantes. Tab. 1 - Classificação dos Municípios Goianos por Número de Habitantes
ESCALA N.º MUNICÍPIOS

0 a 5.000 5.001 a 10.000 10.001 a 20.000 20.001 a 50.000 50.001 a 100.000 100.001 a 500.000 500.001 a 1.000.000 Acima de 1.000.000
TOTAL

106 53 35 32 12 7 0 1
246

Fonte: Censo Populacional 2010 - IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Elaboração: Turma 3º Geografia - Maio/2013

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De acordo com a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentado no quadro 1, as cidades se classificam como: 92 por cento são cidades pequenas, ou seja, têm menos de 50 mil habitantes; 4,8 por cento são cidade média pequena; 2 por cento são cidade média; 0,8 por cento cidade média grande e 0,4 por cento como metrópole, sendo está uma metrópole regional.

ESCALA até 50.000 50.000 a 100.000

Quadro – 1 Classificação de Cidade - IBGE Nº. MUNICÍPIOS CLASSIFICAÇÃO 226 12 Cidade Pequena Cidade Média Pequena

100 a 300.0000 300 a 500.000 500 a 1.000.000 + 1.000.000 TOTAL

5 2 0 1 246

Cidade Média Cidade Media Grande Cidade Grande Metrópole

Fonte: Censo Populacional 2010 - IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

Assim são consideradas como cidade média pequena, Caldas Novas; Catalão; Cidade Ocidental (entorno de Brasília); Goianésia; Itumbiara; Jataí; Luziânia; (entorno de Brasília); Mineiros; Novo Gama (entorno de Brasília); Planaltina (entorno de Brasília); Senador Canedo (região metropolitana) Santo Antônio do Descoberto (entorno de Brasília). Observa uma concentração de população nas cidades ao entorno da capital do país. Como cidade média os municípios de Águas Lindas de Goiás; (entorno de Brasília) Formosa; Rio Verde; Trindade; Valparaíso de Goiás (entorno de Brasília). Anápolis e Aparecida de Goiânia são classificadas como cidades médias grandes, a primeira um polo industrial e a segunda está cornubada a capital Goiânia, e esta por sua vez é a única metrópole.

2.2 Crescimento Populacional e Urbanização

A urbanização em Goiás é um processo recente, mas ganhou uma dinâmica mais acelerada a partir da construção de Brasília e a modernização da agricultura.

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O processo de urbanização nas cidades de Goiás vem se intensificando com o aumento de percentual de pessoas residentes na zona urbana e consequentemente uma diminuição do porcentual da população rural como pode ser observado no gráfico 4. Um dos motivos do aumento da urbanização se deve em grande parte ao processo de modernização da agricultura, com a utilização de máquinas e equipamentos em substituição ao capital humano, que se deslocou para áreas urbanas em busca de trabalho e estudos. Houve um crescimento significativo da população urbana entre 1980-2010, em contrapartida uma queda na população rural, estabilizando-se apenas no período de 2000 – 2010.

7000000

6000000
5000000

Graf. 4 - Evolução da População Urbana e Rural em Goiás 1980 -2010

4000000
Urbana 3000000 2000000

Rural

1000000
0 1980 1991 2000 2010

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

2.3 População Rural e Urbana de Pires do Rio e Entorno

De acordo com a ONU a cidade de Pires do Rio(GO) é considerada como uma cidade urbana, pois apresenta uma população de mais de 20.000 habitantes. E segundo o IBGE é considerada uma cidade pequena, pois não ultrapassam os 50.000 habitantes. O município apresenta uma população de aproximadamente 28.762 habitantes, segundo o Censo de 2010. Sendo que 27.094 residem na cidade, e 1. 668 residem na zona rural (fazendas, chácaras e ou sítios). Pires do Rio possui uma área territorial de 1.073.361 km², tendo desta forma uma densidade demográfica de 26,8hab/km². A fundação da mesma foi no ano de 1922, o que demonstra

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que houve um crescimento bem elevado da população da zona urbana em relação à zona rural considerando os seus noventa anos de existência. A taxa de urbanização é mais elevada que a do Brasil. Apenas 6,1 por cento da população estão residindo na zona rural.

Graf. 5 - População Urbana e Rural de Pires do Rio GO - 2010
6,1%

Urbana

Rural

93,9%
Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

A cidade de Santa Cruz de Goiás é uma das mais antigas e surgiu com as bandeiras que se adentraram no interior do país em busca de ouro, o local foi descoberto por Manoel Dias da Silva em 1722. Segundo ao critério da ONU não pode ser considerada urbana, pois, o número de habitantes é inferior a 20 mil. Pelo IBGE é considerada como cidade pequena. O município apresenta uma população de 3.142 habitantes, sendo que 981 residem na cidade, e 2.161 residem na zona rural (fazendas, chácaras e ou sítios). A área territorial da mesma é de 1.108.962 km², possuindo assim uma densidade demográfica de 2,8hab/km². Em seus duzentos e oitenta e três anos pouca coisa mudou, a maioria da população reside na zona rural(fazendas, chácaras e sítios), isto é 54,6 por cento e 45,5 reside na zona urbana. É uma cidade com tradições folclóricas como: as Cavalgadas, festa do Divino Espirito Santo; Folias de Reis; Contradança entre outras. O município é dotado de belas paisagens naturais, grandes áreas de preservação ambiental e a cidade preserva parte da arquitetura colonial. A população busca a maioria de serviços e mercadorias em outros municípios, principalmente em Pires do Rio.

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Graf. 6 - População Urbana e Rural de Santa Cruz de Goiás - 2010

45,4% Urbana 54,6%

Rural

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

No gráfico 7 pode-se observar que o município de Palmelo é o mais urbanizado do entorno de Pires do Rio, com 94,6 por cento da população na cidade e também o com menor área, apenas 59 km². A população é de aproximadamente 2.335 habitantes, segundo o IBGE (Censo demográfico 2010), apenas 5,4 por cento residem na zona rural. Palmelo também é conhecida como uma cidade espírita, sua origem se deve ao espiritismo.

Graf.7 - População Urbana e Rural de Palmelo - GO 2010
5,4%

Rural Urbana

94,6% Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia - Maio/2013

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O gráfico 8 mostra a taxa de urbanização do município de Ipameri de acordo com IBGE (Censo demográfico de 2010). O município de Ipameri contém uma população de aproximadamente 24.735 habitantes distribuída em uma área territorial de 4.369 km². Pode-se que 84 por cento da população residem na zona urbana e 16 por cento na zona rural.

Graf. 8 - População Urbana e Rural de Ipameri - GO 2010

16%

Rural Urbana

84%

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

O Gráfico 9 apresenta a taxa de urbanização da cidade de Urutaí em 2010.

Graf. 9 - População Urbana e Rural de Urutaí -G0 2010

42% Urbana 58% Rural

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

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No município de Urutaí 58 por cento da população residem na zona urbana e 42 por cento na zona rural. A população do município é de aproximadamente 3.074 habitantes distribuído em uma área de 626,7Km² com uma densidade demográfica de 4,9hab./km² . O gráfico 10 representa a taxa de urbanização do município de Orizona. Segundo o Censo populacional de 2010 a população urbana corresponde a 55,8 por cento e a rural com 44,2 por cento. A população total é de aproximadamente 14.300 habitantes distribuídos em uma área de 1.972,8 km² com densidade demográfica de 7,2hab./km².

Graf. 10 - População Urbana e Rural de Orizona - GO 2010

44,20% 55,80%

Urbana Rural

Fonte: IMB – Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Sócio Ambientais Elaboração: Turma 3º Geografia – Maio/2013

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da realização das aulas teóricas e a prática curricular foi possível compreender a complexidade do conceito de urbano. E a pesquisa possibilitou conhecer a forma como a população de Goiás está distribuída em seu território. Alguns munícipios com alto índice de urbanização acima da média nacional e do Estado e outros que ainda mantém a maior parte da população na zona rural. O levantamento de dados e sistematização possibilitou visualizar a dinâmica populacional das cidades goianas e classificá-las segundo o critério de urbano da ONU e a classificação segundo o IBGE.

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Foi uma experiência agradável e que resultou de um trabalho em equipe. Espera-se que esse trabalho seja útil a professores e alunos.

REFERÊNCIAS

CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço Urbano - Editora Ática, 1989. VEIGA, José Elias da. 2002 – Cidade imaginárias: O Brasil é menos urbano do que Campinas-SP: Autores Associados, 2002. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1 http://www.seplan.go.gov.br/sepin>. se calcula.

Realização: Turma – 3º Geografia/2013

Célia Vieira da Silva Dayane Keisny Ferreira Silva Edson de Paiva Pereira Fernanda Alves dos Santos Gisele Rayane de Almeida Cipriano Gismaira da Costa Silva Jairo Cesar Alves Teixeira Juliane Aparecida Rezende Kênya Maria Espíndola Barroso Linier Aparecida Resende Pedroso Lorena Rodrigues dos Santos Moraes Mariana Lúcio Paes Marielly Balbina Rezende Avanzo Mirian Mendes da Silva Neusa Alves Paulo Vitor Divino dos Santos Raphael de Araújo Pinheiro Raquel Alves Espíndola

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Reginaldo Duarte Cecotte Thiago Pereira Duarte Valdirene Corrêa Peres Vera Lúcia Pereira Bernardo Victor Hugo da Silva Monteiro William Divino Vaz

Coordenação:

Prof.ª: Cleusa Maria da Silva.