REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS AUTORIDADE TRIBUTÁRIA DE MIÇAMBIQUE DIRECÇÃO GERAL DE IMPOSTOS DIRECÇÃO DE NORMAÇÃO TRIBUTÁRIA    

 

Assunto: Perguntas e respostas mais frequentes em sede de tributação dos rendimentos obtidos pelos não residentes em Moçambique, que foram objecto de pareceres vinculativos por parte da DGI. 1. Enquadramento fiscal de rendimentos resultantes da venda de bilhetes a favor das Companhias Aéreas não residentes, que não escalam Moçambique, companhias residentes em países com os quais não foram celebrados Acordos Para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento com a República de Moçambique, R: Na situação acima descrita, o serviço é considerado realizado e utilizado fora do território moçambicano, o que determina a não tributação em Moçambique, por interpretação, do item vii) da alínea c) do nº 3 do artigo 5 do Código do IRPC, aprovado pela Lei nº 34/2007, de 31 de Dezembro; Assim, a transferência dos rendimentos provenientes da venda de bilhetes das companhias aéreas não residentes, é efectuada, sem encargos fiscais em Moçambique em sede do IRPC, uma vez que as referidas companhias aéreas não escalam o território moçambicano.

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de uma patente. ou por informações 2 . os rendimentos obtidos pela entidade não residente consubstanciam da concessão de uso de uma marca comercial com transmissão de Know-how. no âmbito do qual a empresa moçambicana usa a marca da empresa sul-africana. Os rendimentos em referência enquadram-se no conceito de Royalties previsto no artigo 12 da retro mencionada Convenção. usado neste artigo.Como as companhias aéreas não têm estabelecimento estável em Moçambique. R: Nos termos da citada Convenção. aprovada através da Resolução nº 35/2008. com residência em Moçambique nos termos previsto na alínea a) do nº 3 do artigo 17 da Lei nº 2/2006. significa as retribuições de qualquer natureza pagas pelo uso ou pela concessão do uso de um direito de autor sobre uma obra literária. de 22 de Março (Lei Geral Tributária). artística ou científica (incluindo os filmes cinematográficos e filmes. gravações ou discos para transmissão pela rádio ou pela televisão). o qual dispõe: “O termo “Royalties”. para a transferência de valores. devendo a entidade não residente nomear um representante legal. para efeitos de emissão de certidão. de uma marca comercial. de uma fórmula ou de um processo secretos. 2. exige-se que alguém tenha poderes bastantes para representá-las junto da Administração Tributária. de 30 de Dezembro. Enquadramento fiscal nos termos da Convenção celebrada entre as Repúblicas de Moçambique e da África do Sul para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Imposto sobre o Rendimento. de um contrato de franchising celebrado entre uma entidade com domicílio fiscal na República da África do Sul e uma entidade com domicílio fiscal na República de Moçambique. de um desenho ou de um modelo. de um plano.

Emiratos Árabes. Botswana. Portugal. Enquadramento fiscal do Contrato de Prestação de Serviços celebrado entre uma entidade com domicílio fiscal na República de Moçambique e uma entidade residente na República das Maurícias. aplicando-se a taxa de 5%. Tais rendimentos serão tributados no País da Fonte. Vietname e India. Macau. por um período de 4 meses. 3 . neste caso na República de Moçambique. para efeitos de aplicação da Convenção e certificação da residência fiscal da entidade não residente. 3. Itália. conforme previsto no nº 2 do artigo 12 da mesma Convenção. cujo escopo do contrato são os serviços de Consultoria e organização interna de gestão. estes rendimentos são também tributados como royalties nos termos do nº 2 do artigo 12 destas Convenções.respeitantes a uma experiencia adquirida no sector industrial. Mauricias. comercial ou científico”. Nos termos das outras Convenções celebradas por Moçambique. sendo aplicáveis as seguintes taxas que variam de Convenção para Convenção: País Portugal Maurícias Itália Emiratos Árabes África do Sul Botswana Vietname Macau Índia Royalties 10% 5% 10% 5% 5% 10% 10% 10% 10% A entidade moçambicana que efectua os pagamentos deverá preencher o modelo M/3-DTI.

previstos na alínea b) do nº 3 do artigo 5 da citada convenção. exceptuando a República da Itália. é o da República das Maurícias. não se encontram reunidos os pressupostos de estabelecimento estável. a não ser que a empresa exerça a sua actividade no outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento estável aí situado. o qual prevê: “ … Os lucros de uma empresa de um Estado Contratante só podem ser tributados nesse Estado. 4 . os serviços objecto do Contrato acima referido consubstanciam rendimentos pagos a título de honorários de simples prestação de serviços previstos no nº 1 do artigo 7 da mesma convenção. Se a empresa exercer a sua actividade deste modo. mas na medida em que forem imputáveis a esse estabelecimento estável. o Estado contratante é competente para tributar os rendimentos auferidos pela entidade não residente. Neste caso. os seus lucros podem ser tributados no outro Estado. pelos serviços prestados à entidade moçambicana. para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre Rendimento. para efeitos de aplicação da Convenção e certificação da residência fiscal da entidade com domicílio na República das Maurícias. que não contém a disposição que qualifica os serviços como Estabelecimento estável.” Sendo os serviços em causa realizados por um período inferior a 180 dias. A entidade que efectue os pagamentos deverá preencher o modelo M/1-DTI.R: Nos termos da Convenção entre a República de Moçambique e a República das Maurícias. Este enquadramento é válido para as Convenções celebradas por Moçambique. quando estes sejam prestados por um período superior a 180 dias. aprovada pela Resolução nº 54/98 de 12 de Dezembro.

Enquadramento fiscal dos rendimentos pagos à um advogado de nacionalidade portuguesa. e Revista pela Adenda aprovada pela Resolução nº34/2008. são considerados como rendimentos de profissões independentes. A empresa moçambicana. R: A tributação dos rendimentos auferidos pelo advogado será tributada de conformidade com o Acordo para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento. para efeitos de aplicação da Convenção e certificação da sua residência fiscal. de 16 de Outubro. os rendimentos auferidos pelo advogado. ratificado pela Assembleia da República através da Resolução nº 9/91.4. ” Uma vez que o advogado não tem um escritório onde exerça a sua actividade no país e não permanece no mesmo por mais de 180 dias. 5 . permanecendo aqui no máximo 3 semanas. em nome do beneficiário efectivo dos rendimentos. e o advogado desloca-se ocasionalmente a Moçambique. a favor da entidade com domicílio fiscal na República de Moçambique. celebrado entre a República de Moçambique e a República Portuguesa. Nos termos do nº 1 do artigo 14 do supra citado Acordo. A actividade é exercida por conta própria. deverá preencher o modelo M/3-DTI. que estabelece que “Os rendimentos obtidos por um residente de um Estado contratante pelo exercício de uma profissão liberal ou de outras actividades de carácter independente só podem ser tributados nesse Estado. sendo por vezes os serviços prestados a partir de Portugal. no âmbito do contrato de prestação de serviços de consultoria com a duração superior a 6 meses. o Estado português é competente para tributar os rendimentos obtidos pelo advogado português. de 20 de Dezembro. de acordo com o previsto nas alíneas a) e b) do nº 1 do artigo acima citado.

segundo o preceituado no nº 5 do artigo 13 da mesma Convenção que estabelece. (i) Caso o stock do capital da sociedade seja constituído principalmente por bens imobiliários situados no território nacional. R: Uma vez que foi celebrado uma Convenção entre Moçambique e a África do Sul para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento.5. principalmente por bens imobiliários situados num Estado Contratante podem ser tributados nesse Estado”. Enquadramento fiscal dos rendimentos obtidos pela transmissão de acções de uma sociedade residente em Moçambique cedidos por um accionista sul-africano. as mais-valias auferidas pela entidade sul-africana deverão ser tributadas no Estado de residência da empresa beneficiária efectiva dos rendimentos (alienante das acções). ou seja em Moçambique. a tributação das mais-valias auferidas pela entidade sul-africana deverá ser efectuada no Estado da fonte. “os ganhos provenientes da alienação de bens diferentes dos mencionados nos números 1 à 4 deste artigo. ratificado pelo Conselho de Ministros através da Resolução nº 35/2008. o qual estabelece que “os ganhos provenientes da alienação de acções do stock de capital de uma sociedade cujo activo seja constituído directa ou indirectamente. de 30 de Dezembro. só podem ser tributados no Estado 6 . a questão em análise fica sujeita ao regime nela previsto. nos termos do nº 4 do artigo 13 da referida Convenção. sem estabelecimento estável no território nacional à favor de uma entidade residente no território nacional. na África do Sul. (ii) Caso o stock do capital da sociedade não seja constituído principalmente por bens imobiliários situados no território nacional.

7 . para se poder beneficiar da aplicação da Convenção e certificação da sua residência fiscal.Contratante de que o alienante é residente”. Para o efeito. a requerente deverá preencher o modelo M/3-DTI. o que significa que. a tributação deve ser efectuada no Estado de residência do alienante das acções. a República da África do Sul.

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