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AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO c.c.

REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS e CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO EM ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE JUIZ DE FORA/MG, A QUE ESTA FOR DISTRIBUÍDA.

Dados Fictícios

JOÃO DA SILVA, brasileiro, solteiro, autônomo, filho de PAULO DA SILVA e MARIA DA SILVA, inscrito no CPF sob o nº 000.000.000-00, portador da CI nº MG 00000000 SSP/MG, residente e domiciliado na cidade de Juiz de Fora/MG, na Rua Antônio Carlos nº 000, Centro, CEP nº 36.100-000, por seus advogados que esta subscrevem (docs. 01 e 02), com endereço profissional mencionado no cabeçalho desta, onde receberão intimações, vem à presença de Vossa Excelência propor a presente

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO c.c. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS e CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO EM ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO
(COM ANTECIPAÇÃO PARCIAL DE TUTELA)
em face de ULTRAMERICANO ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO LTDA., situado na cidade de São Paulo/SP, na Rua dos Inconfidentes nº 000, bairro dos Imigrantes, CEP nº 04.000-000, pelos fatos a seguir expostos: DOS FATOS 1O autor é titular do cartão de crédito ULTRAMERICANO, bandeira VISA, nº 0000.0000.0000.0000, que tem como administrador o ULTRAMERICANO ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO LTDA., ora réu (doc. 03). 2 Em 29.06.11, o autor ao tentar realizar a compra de materiais de construção pelo crediário de uma loja desta cidade, foi informado que o seu nome (e CPF) constava dos bancos de dados do SPC e do SERASA, em decorrência de lançamentos do réu nos valores de R$ 299,96,

96.08 02. senão vejamos: a) Débito de R$ 384. pois inexiste qualquer débito do autor para com o réu. 04 e 05). respectivamente.43 353. são suficientes para comprovar a inexistência de débito junto ao réu.44 578.17 34.05.93.15 482.03. 3 Surpreso com as negativações pela ré.08 02. de 06. 5 As faturas e respectivos pagamentos acima (docs.11.07. b) Débito de R$ 299. 06 e 07).08. existe apenas uma compra parcelada. 08/13). de 02. no valor de R$ 31.04.08.03. Só para argumentar.62 115. ainda sim.06.04. para a fatura de julho/11.05.93. os pagamentos efetuados neste ano (2011). demonstram que os débitos lançados nos bancos de dados do SERASA e do SPC. o autor compareceu às agências do SPC e do SERASA onde obteve extratos nos quais confirmou as inclusões nos citados cadastros restritivos (docs. 4Os lançamentos no SERASA e no SPC são indevidos.08 (SERASA): FATURA/VENCIMENTO VALOR TOTAL PAGAMENTO MÍNIMO PAGAMENTO EFETUADO 02. no campo (2) Crédito/Pagamento(-).73 34.08.07 75.11 (SPC): FATURA/VENCIMENTO VALOR TOTAL PAGAMENTO MÍNIMO PAGAMENTO EFETUADO 02.05.15 102. sendo os demais lançamentos referentes a encargos.03.04.08 470. no campo “demonstrativo”.73 34.96.20.11 02. vencido em 06. juros e tarifa da fatura.11 08.27 170. haveria apenas o lançamento da 6ª parcela.02. 6 Esclareça-se que na fatura com vencimento em 02.03 a 02.00 831.11* 539.15 *pagamento efetuado através de boleto de cobrança.06. .03. mesmo que não tivessem sido quitadas as faturas de 02.48 831.56 200.11 02.00 100.15 101.00 * informação obtida na fatura com vencimento em 02. conforme se verifica das consultas realizadas pela citada loja (docs.11.vencido em 02. R$ 384. uma vez que estava em dia com o pagamento das faturas do cartão crédito. Desta forma.43 353.00* 578. ocorreram de forma indevida.93 e R$ 299. e R$ 384.

pois seu nome/CPF foi lançado e mantido indevidamente em cadastros restritivos por débitos inexistentes. em especial.DANO MORAL CONSUBSTANCIADO .A inclusão indevida do nome do consumidor no cadastro de negativação do SPC constitui violação ao patrimônio ideal da pessoa. somente com os pagamentos efetuados neste ano de 2011. e no SERASA. DO ENTENDIMENTO DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS 12 Sobre o tema.O dano . b) o DANO MORAL causado ao autor.11 e 06. que foi pago em 06. compareceu a agência do réu e obteve o boleto de cobrança no valor de R$ 34. ser indenizada por aquele que praticou o ato ilícito. . devendo. . quais sejam: a) o ATO ILÍCITO do réu consistente na negativação e manutenção do nome/CPF do autor junto ao SERASA e no SPC. submeteu o autor a grande aborrecimento. pela inadimplência de débitos que não existem.08. 11 Pelo exposto.11 (doc.CRITÉRIO DE FIXAÇÃO. e. fato que abalou o seu crédito e o está impossibilitando de realizar qualquer transação comercial e bancária que necessite consultar tais cadastros. humilhação e constrangimento. os realizados em 02.INCLUSÃO INDEVIDA DO NOME DO CONSUMIDOR NO CADASTRO DE NEGATIVAÇÃO DO SPC . com vencimento em 06. 9A conduta do réu acima narrada. c) e o NEXO DE CAUSALIDADE entre a CONDUTA do réu e o DANO MORAL experimento pelo autor. no valor de R$ 384.QUANTUM INDENIZATÓRIO . razão pela qual as restrições lançadas no SPC.07. em princípio.7 Como o autor não recebeu a fatura de julho/11. no valor de R$ 299. materializado no ABALO DE SEU CRÉDITO.04. que se caracteriza por sua honra subjetiva. não teve o autor alternativa a não ser o ajuizamento da presente para ver reparados os danos morais e canceladas as inscrições indevidas do seu nome/CPF junto aos órgãos de proteção ao crédito. esta.93.15.06.11.11.96. 8 Repita-se.03. o autor quitou integralmente o débito de seu cartão de crédito. 10 Os pressupostos da obrigação de indenizar estão presentes no caso em tela. o que caracteriza o DANO MORAL. com vencimento em 02. se afiguram indevidas.07. eis uns julgados: “AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS . 13).

319 do CPC).MONTA INDENIZATÓRIA. . . sem repercussão no patrimônio. A exigência de prova de dano moral (extrapatrimonial) se satisfaz com a demonstração da existência da inscrição irregular.Não há parâmetros legais versando sobre a determinação do valor de danos morais. fixá-lo sob seu prudente arbítrio.Não há parâmetros legais versando sobre a determinação do valor de danos morais. Daí caber.Não é exigível a prova do dano moral quando se tratar de protesto e manutenção indevida do nome de devedor no Serasa.) “AÇÃO DE INDENIZAÇÃO .INDEVIDA INCLUSÃO DO NOME DO AUTOR EM CADASTRO NEGATIVO DE ENTIDADE DE CRÉDITO .003-7 – Relª. nos termos do artigo 273. não pode ser provado. – A. Juíza Beatriz Pinheiro Caires – DJU – 20.AC. apresentar contestação.Cív. Ele existe tão-somente pela ofensa e dela é presumido. atingindo-o internamente no seu sentimento de dignidade.” (TJMG . Osmando Almeida – DJU 18.00.00 (quinhentos reais).n.Cív. 384. para determinar ao réu que retire o nome/CPF do autor de todos os cadastros restritivos de crédito.2003) DO REQUERIMENTO DE CITAÇÃO DO RÉU 13 Requer a CITAÇÃO PELO CORREIO do réu para. .C. do CPC. Juízo. o SERASA e o SPC. . b) ao final.2005) (g.0000. sob pena de serem tidos como verdadeiros os fatos narrados na inicial (art. inciso I. cabendo ao julgador fixá-lo sob seu prudente arbítrio.DANOS MORAIS . sob pena de multa diária de R$ 500.” (TJMG – 9ª C. n. a DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DO DÉBITO junto ao réu.10. Des.02. contados da data do evento danoso. pois seu crédito está abalado. em especial.. ao juiz. DOS PEDIDOS E SUAS ESPECIFICAÇÕES 14 Pelo exposto. requer: a) a ANTECIPAÇÃO PARCIAL DE TUTELA. devidamente corrigida e atualizada até a data do efetivo pagamento. . e. sendo evidente que a permanência injustificada do nome em tais órgãos de proteção ao crédito ofende a sua integridade moral.simplesmente moral. querendo.476321-7/000 – Rel. a título de reparação por danos morais.A entidade que promove a indevida inscrição de devedor no SPC e/ou em outros bancos de dados responde pela reparação do dano moral que decorre dessa inscrição. e a CONDENAÇÃO do réu ao pagamento da importância a ser fixada por este R. com a RATIFICAÇÃO da antecipação de tutela acima. sendo o bastante para justificar a indenização. nº 2.6ª C. uma vez que o mesmo está impedido de realizar qualquer transação comercial ou bancária que necessite consultar os ditos cadastros.

nos termos da Lei nº 1. em especial. requer a inversão do ônus da prova nos termos do artigo 6º.000. não tem como juntar aos autos o contrato nº 4349. que se encontra em poder do réu.2632. 09 de setembro de 2011.00 (hum mil reais).060/50 e modificações posteriores.3901.7003. Juiz de Fora. 16 Ad cautelam. oitiva de testemunhas a serem oportunamente arroladas e outras que se fizerem necessárias no curso desta. DOS BENEFÍCIOS DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA 17 Requer os benefícios da Gratuidade da Justiça. 14). por não ter condições de arcar com as despesas decorrentes do processo e honorários advocatícios. uma vez que. MG. inciso VIII. § 3º.c) a CONDENAÇÃO do réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios a serem fixados nos termos do artigo 20. provará o alegado com os documentos que instruem a presente. sem prejuízo do sustento próprio e do de sua família (doc. Pede deferimento. do CPC. . depoimento pessoal do representante legal dos réus. do Código de Defesa do Consumidor. DAS PROVAS 15 Em função da relação de consumo estabelecida entre as partes. DO VALOR DA CAUSA 18 Atribui à causa o valor de R$ 1.