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Informações sobre o Ministério do Turismo - MTur

O território brasileiro é cercado por cenários paradisíacos e naturais, como serras, matas, praias do brasil, etc. e rodeados de um misto de culturas que compõem o país. Para tanto, é necessário uma organização tanto da sociedade, quanto do governo para a manutenção desses recursos e conscientização da atividade turística. Atualmente, a lei responsável por gerir as atividades turísticas no Brasil é a 11.771, de 17 de setembro de 2008, que fala acerca da política nacional de turismo. Essa lei define as funções que devem ser desempenhadas pelo Governo Federal de forma a gerenciar esse setor. Assim, em 2003, foi criado o Ministério do Turismo (MTur), um órgão do Governo Federal destinando a expandir a atividade turística de uma forma sustentável, atuando também na geração de empregos e incentivando a inclusão social. Dentro dessa estrutura temos:

A Secretaria Nacional de Políticas do Turismo - destinada a implementar a política nacional do turismo, orientados pelas normas do Conselho Nacional de Turismo*.

*Conselho Nacional de Turismo - órgão colegiado responsável por assessorar o ministro de Estado do Turismo na criação e implementação da Política Nacional de Turismo, bem como auxiliar nos planos, programas, projetos e atividades. Ele é formado por 71 membros de todo Brasil derivados de instituições públicas e empresas privadas do setor.

A Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo responsável por elaborar programas, planos e ações para estimular o turismo no país. O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) - é uma autarquia do ministério do turismo, criado em 1996 e tem por objetivo promover, divulgar e apoiar a venda dos produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros internacionalmente.

Além disso, o MTur possui diversos departamentos que auxiliam cada secretaria e são responsáveis por funções específicas. Veja como é o organograma do MTur:

Foto extraída do site do MTur

Plano Nacional de Turismo
Um dos documentos responsáveis pelo planejamento e gerenciamento do turismo no Brasil é o Plano Nacional de Turismo – PNT 2007/2010. Para sua elaboração, todos os seguimentos relacionados ao setor se reuniram, a fim de transformar essa atividade rentável e importante meio de inclusão social, com a criação de empregos, valorização do mercado interno, absorção de turistas, etc.

Esse documento é um instrumento que permite conhecer informações como as projeções para a atividade turística no Brasil e os principais desafios; como é feita a gestão descentralizada, a fim de desenvolver essa atividade; as metas para o turismo brasileiro; os programas e macroprogramas a serem desenvolvidos; e, as entidades e instituições relacionadas ao turismo e seus segmentos. Para saber mais sobre esse documento e ficar por dentro dessa perspectiva, leia o artigo Noções Básicas do Plano Nacional do Turismo.

Organizações Turísticas
Algumas Organizações Internacionais de Turismo
Organização Mundial do Turismo (OMT) – órgão das Nações Unidas, responsável pela promoção de um turismo responsável, sustentável e acessível. Possui também, o papel de estimular o desenvolvimento econômico e sustentável no mundo. Essa organização representa os interesses das organizações governamentais e mundiais relacionadas ao turismo. Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) – é uma entidade ligada ao comércio internacional responsável por representar, gerenciar e servir a indústria aérea. The World Travel & Tourism Council (WTTC) – é um fórum formado por representantes da indústria de Viagens e Turismo no mundo.

Algumas Organizações Nacionais de Turismo
Ministério do Turismo (MTur); Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur); Secretarias Estaduais e Municipais, como a Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Turisrio); Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) – associação destinada a representação dos interesses das agências de viagens, bem como defesa dos direitos dessa classe, entre outras.

Noções Básicas do Plano Nacional de Turismo
Plano Nacional de Turismo

O Plano Nacional de Turismo (PNT) baseia-se na Lei nº 11.711 de 17 de setembro de 2008 que define as funções a serem desempenhadas pelo Governo Federal para o setor turístico brasileiro. “Art. 1o Esta Lei estabelece normas sobre a Política Nacional de Turismo, define as atribuições do Governo Federal no planejamento, desenvolvimento e estímulo ao setor turístico e disciplina a prestação de serviços turísticos, o cadastro, a classificação e a fiscalização dos prestadores de serviços turísticos.” O PNT é um documento estratégico elaborado pelo Ministério do Turismo (MTur) em conjunto com todos os segmentos turísticos do país com a finalidade de orientar, gerir e garantir que o turismo será uma atividade geradora de renda e emprego no Brasil. Sua principal missão é a inclusão social e estimulo do turismo interno e valorização do país. Atualmente, o plano vigente é o Plano Nacional de Turismo – PNT 2007/2010 – Uma Viagem de Inclusão. Ele tem como função dar continuidade aos programas já existentes e lançados pelo MTur e pela Embratur, a fim de tornar o Brasil sede das melhores cidades turísticas mundiais. É ele o responsável por apresentar ao país a Política Nacional de Turismo de uma forma clara e sistemática. Ele também mostra as principais contribuições ao Programa de Aceleração do Crescimento 2007/2010. Dentre as ações do PNT estão:
  

estimular o turismo sustentável; elaborar programas e campanhas institucionais, principalmente para idosos e pessoas com necessidades especiais; fortalecer a política de crédito para o setor;

É função dessa política realizar o planejamento e organização do setor e gerir as diretrizes. 4. 2.. Outro incentivo. assim como divulgado no PNT. A cada quatro anos ou quando necessário. etc. 5. Esse sistema é composto pelo Ministério do Turismo. . promoção do Brasil como um destino turístico em feiras. etc. criado com o objetivo de concentrar e harmonizar a execução da Política Nacional de Turismo. metas e programas desenvolvidos pelo PNT. programas e metas do PNT. Comitê Interministerial da Facilitação Turística Colegiado dentro do setor é composto por órgãos públicos do Governo Federal relacionados ao Turismo. Ministério do Trabalho e Emprego. O PNT é composto por um mensagem feita pelo Presidente da República e pela Ministra do Turismo. a Embratur e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo. congressos. são eles: 1. 6. embarque. É importante salientar também que são considerados dentro da Política Nacional de Turismo: Sistema Nacional de Turismo Formado pelas entidades e órgãos públicos do setor. promover os produtos turísticos brasileiros à nível internacional. O Programa de Aceleração do Crescimento e o Turismo Diagnóstico Gestão Descentralizada do Turismo Metas para o Turismo 2007/2010 Macroprogramas e Programas Entidade e Instituições do Conselho Nacional de Turismo Conheça o Plano Nacional de Turismo Política Nacional de Turismo A Política Nacional de Turismo é um conjunto de leis e normas que norteiam o turismo no Brasil. treinamento de pessoas em cursos de capacitação na área. para que as demais áreas do governo (Ministério da Educação. Ministério do Desenvolvimento. 3. o Conselho Nacional de Turismo. é a promoção de tarifas de passagens. que tem como objetivo garantir que as atividades turísticas sejam sustentáveis em conjunto com as iniciativas oficiais e do setor privado. Ao longo da obra o texto é dedicado a exposição das principais diretrizes. etc. menor burocracia com relação as exigências de turistas no Brasil. Exemplo disso é a criação de linhas de crédito e financiamentos para os empresários conveniados ao programa Cadastur. as metas e programas do PNT são revistas e atualizadas. Indústria e Comércio Exterior) possam incentivar as atividades do setor.

do FUNGETUR. ter participação no Sistema Nacional de Turismo. etc. simples. acampamentos turísticos e transportadoras turísticas. Além do FUNGETUR. BNDS Automático.Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR) É um fundo vinculado ao MTur. poderá fazer aplicações em títulos públicos federais. é de competência do MTur tratar de assuntos como: . Prestadores de Servições Turísticos Formado por sociedades empresariais. o concurseiro estará bem preparado para os desafios da carreira pública. Terá suporte financeiro de acordo com a lei orçamentária anual. responsável por oferecer apoio financeiro para o financiamento de atividades turísticas que irão desenvolver o turismo interno. bem como suas leis. Essas empresas são obrigadas a fazer cadastro no MTur. Para as empresas privadas. De acordo com o edital do Ministério do Turismo (MTur). como de meios de hospedagem. empresários individuais e serviços sociais autônomos prestando serviços remunerados. parques temáticos. o ideal é adquirir o conhecimento específico do órgão. FNE – Programa de Apoio ao Turismo Regional (PROATUR). organização de eventos. sendo válido por dois anos. a partir da emissão do certificado. O conveniado terá direito a contribuições e doações de qualquer entidade e também de organismos internacionais.MTur Em matéria de concursos públicos. Regimento Interno do Ministério do Turismo . a construção de obras para modernização. Assim. é necessário realizar um cadastro no MTur e para órgãos públicos. organismos internacionais e nacionais. FCO Empresarial – Linha de Crédito de Desenvolvimento do Turismo Regional. Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). em seu último concurso. um dos tópicos do material de estudo é o Regimento Interno do Ministério do Turismo que diz respeito a competência de cada função dos órgãos e secretarias e também mostra a estrutura organizacional. diretrizes e regimento. agência de turismo. FNO – Programa de Financiamento do desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Turismo). poderá obter recursos do orçamento geral da União. linhas de créditos. existem outras linhas de crédito para o Turismo:      PROGER – Turismo Investimento. Como por exemplo. Através disso.

acarretado principalmente pela crise financeira internacional. Incentivar às políticas públicas e privadas relacionadas as atividades turísticas. Gerenciar o Fundo Geral de Turismo (FUNGETUR) e. Articulação e Ordenamento Turístico Relações Internacionais do Turismo Promoção e Marketing Nacional Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo composta pelos departamentos:     Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo Infra-Estrutura Turística Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao Turismo Órgão Colegiado: Conselho Nacional de Turismo (CNT) Diagnóstico do Turismo    Diagnóstico do Turismo Turismo Internacional Todas as Páginas Pagina 1 de 2 Ambiente Econômico Ambiente Econômico Internacional A economia mundial atravessa um período de transformação. empresas e equipamento das empresas que prestam serviços turísticos. Gerenciar os programas e planos relativas as atividades de turismo. A quebra sucessiva de bancos. Sua estrutura organizacional é composta por: Órgãos que atendam os interesses direitos e imediatos do Ministro de Estado:    Gabinete Secretaria-Executiva Consultoria Jurídica Órgãos com funções específicas: Secretaria Nacional de Políticas de Turismo composta pelos departamentos:     Planejamento e Avaliação do Turismo Estruturação. Promoção do Turismo Nacional. Gerenciar o Sistema Brasileiro de Certificação e Classificação de atividades. o aumento da taxa .     Política Nacional do Turismo.

referentes ao primeiro semestre de 2009. vem se mostrando mais elevado nos últimos anos do que os observados nos países desenvolvidos. líder desde 2003. Pelo menos em termos percentuais. que demonstra o nível de atividade da economia é a Corrente de Comércio. sendo que os prognósticos de queda das atividades econômicas em 2009 são mais acentuados do que o esperado. superando a Alemanha. o crescimento econômico. e ajudou a reverter a queda no comércio mundial. Uma das heranças deixadas pela crise foi transformar o país asiático no maior exportador do mundo.FMI havia ajustado a sua projeção de crescimento da economia mundial para 2009.75% (em novembro de 2008) para 0. que era o principal fornecedor de mercadorias à Europa.8%. com o objetivo de evitar outro colapso financeiro. Além disso. defendeu a necessidade crescente dos países regularem com mais rigidez o sistema bancário. de 1. a mais baixa taxa registrada desde 1945. Um indicador de grande relevância. O Fundo Monetário Internacional . Após uma fase de turbulência. Segundo dados da Organização Mundial de Comércio .2% em média) e. a China superou a Alemanha e os EUA. as estimativas declinaram para -0. As perspectivas em relação à atividade econômica mundial são de recuperação gradual.de desemprego e a contração da liquidez nas economias ricas criaram instabilidade no mundo inteiro.5% (em janeiro de 2009). retorna-se gradativamente à trajetória de crescimento equilibrado e de aumento nos fluxos comercial e de capital. verificado nos países emergentes e naqueles em desenvolvimento.0%). e ultrapassando os EUA. na Rússia (-9. No relatório Perspectivas para a Economia Mundial. Um ano depois. realizado em Davos (Suiça). o FMI ressalta que a recuperação econômica mundial está ocorrendo de modo mais intenso do que o esperado. isoladamente. Também o Fórum Econômico Mundial. mas de forma desigual. principalmente nos países desenvolvidos (-3. .OMC. e recomenda que os governos mantenham as medidas de estímulo à economia enquanto a situação não estiver definitivamente estabilizada. divulgado em janeiro de 2009. destacou que a recuperação global ainda é muito frágil para que sejam suspensos os programas de estímulos. no volume de negócios.

A partir de 2007. resultando num aumento da participação do País no comércio mundial. ocasionada pela crise financeira internacional. as previsões dos analistas de mercado. a valorização do real em relação ao dólar e o aquecimento do mercado doméstico e das importações influenciaram sobremaneira a diminuição do saldo. em 18/01/2002. .1 bilhões. com o aquecimento do mercado interno. com um volume de negócios de US$ 36. O país asiático superou os Estados Unidos. elevando-se em mais de 46. Segundo os dados divulgados pelo MDIC. declinando posteriormente até o final daquele ano. uma taxa de crescimento superior a das importações mundiais. de 2002 a 2006. registrando um valor mínimo de US$ 18.54%). observa-se uma diminuição no saldo positivo da balança comercial. O fim da recessão principalmente nos países da zona do euro e EUA e o contínuo aquecimento da demanda interna projetam um animador aumento da corrente de comércio. porém. em 2007 iniciaram uma trajetória de significativo crescimento até atingir seu preço máximo em meados de 2008. as cotações do petróleo apresentaram majoração.17. Indústria e Comércio Exterior . contrariando. Em 2008.MDIC. conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento. observou-se uma forte queda. O gráfico a seguir mostra o significativo incremento dos saldos da balança comercial (cerca de 350%) ocorrido entre 2002 e 2006. Em 2007.3% entre os meses de março e setembro. e máximo de US$ 78. em 2009 a China consolidou-se como a principal parceira comercial do País. que registrou em 2009 a única queda dos últimos sete anos (-26. Conforme se pode observar no gráfico abaixo. Entretanto. pontos condicionantes à recuperação econômica internacional. Existem. a crise financeira internacional contribuiu para uma redução ainda mais acentuada. A elevação dos déficits públicos e a emergência de uma crise de pagamento em países da zona do Euro são fatores de instabilidade. importando principalmente soja e minério de ferro.As exportações brasileiras vêm apresentando. Posteriormente. Outra grande preocupação é a volatilidade do preço do petróleo.26. desde 2003. A projeção do saldo comercial do mercado interno é de equilíbrio com o mercado externo. em 09/08/2006.

Um aumento no preço do petróleo tende a causar pressões inflacionárias.50%. Destaca-se a perspectiva de retorno do crescimento da economia a patamares observados antes da crise financeira mundial. Inicialmente cotado a US$ 42. alimentado não só pelo consumo interno.EIA mostram uma nova majoração dos preços a partir de 2009.BC para o período pós-crise é de reaquecimento. diminuir o ritmo de crescimento da economia global. redução da taxa de juros e balança de pagamentos equilibrada. Ambiente Econômico Nacional Com uma combinação positiva entre inflação controlada. A perspectiva do Banco Central .Dados divulgados pela Energy Information Administration . o Brasil tem registrado crescimento do produto interno bruto superiores aos observados em níveis mundiais. percebe-se que em maio de .65. consequentemente. mas também pela retomada dos investimentos. O gráfico a seguir mostra a evolução do PIB mundial e brasileiro desde o ano de 2002. terminou o ano em US$ 76. um incremento de 78.94. o que pode gerar aumento na taxa de juros e. Observando a evolução do Risco-País considerado o termômetro que mede o nível de confiança dos investidores globais em relação à economia no período de seis anos compreendido entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009.

Ressalta-se que. o Risco-País atingiu 196 pontos. reduzindo de forma sistemática a vulnerabilidade do país. apresentando a seguir acentuada queda até junho de 2007.64 para 481.2004 este atingiu o nível máximo de 723.91 pontos (média das cotações diárias de março) a 204. comprovando a solidez de seus fundamentos econômicos e a redução da vulnerabilidade externa. o risco Brasil flutuou no intervalo de 230.36 pontos.de R$ 2.32/US$ em abril para R$ 3. o País recebeu a classificação de investment grade pela Moody's. no auge da crise financeira internacional. Após alta vertiginosa (64. fato histórico para a economia brasileira. permitiu o ajuste das contas externas.22%) ocorrida em 2002 . Em 2009.constatou-se tendência de queda até atingir a cotação mínima em julho de 2008 (R$ 1. Depois o Risco-País mostrou volatilidade.40/US$).21 pontos. O gráfico a seguir mostra a evolução das cotações da moeda norte-americana em relação ao real no período de 2002 a 2009. O regime de câmbio flutuante.59/US$).16 pontos.65 pontos.55 pontos (média de dezembro). No dia 31 de dezembro. a última das três maiores agências de classificação de risco do mercado financeiro (juntamente com a Fitch e a Standard & Poors). A partir de então. saltando de 282. vigente desde 1999. . tal tendência foi revertida até alcançar o máximo daquele ano em dezembro (R$ 2. quando atingiu o nível de 147. em setembro de 2009. com amplitude de 26. representadas pelas médias mensais das taxas diárias.81/US$ em outubro .

44/US$). seguiu desde então uma tendência de declínio. consequentemente.75%a. iniciando o mês de janeiro cotado a R$ 2. alcançou em 2009 o menor nível desde o início da série histórica.38/US$ e finalizando dezembro em R$ 1.74/US$ (desvalorização de 26.70/US$).a. o dólar apresentou forte depreciação em relação à moeda nacional. provocando reação da demanda interna. nas reuniões realizadas no segundo semestre de 2009. Esta medida. que apresentou significativo crescimento em 2002. . o comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa Selic em 8.Em 2009. A taxa Selic.53%. foram fatores que propiciaram o aumento da entrada de capital externo.84%). Considerando as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas. ano em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 12. Efetivamente. Com cortes sucessivos. A cotação máxima foi registrada no dia 2 de março (R$ 2. e a mínima. a melhora nas condições financeiras internacionais observadas principalmente nos últimos meses de 2009. no dia 15 de outubro (R$ 1. aliada à rápida recuperação da economia brasileira. ressaltando que tal patamar contribuiu para manter a inflação sob controle e para a recuperação da atividade econômica. a apreciação da moeda nacional. combinada com outros instrumentos de política fiscal. e consequente aumento no consumo das famílias. fez com que houvesse um aumento do crédito. acarretando.

08%. . a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas (Belo Horizonte. Porto Alegre.43% em 2009. detectou-se resultado de 1. situou-se.6 milhão) teve uma queda de 7.25%. calculado pela FGV. o Índice de Preços por Atacado (IPA) acusou redução de 4. 2007 e 2009) ficado abaixo da meta. no biênio 2002-2003. que havia sido a mais elevada registrada desde 2004 (7.60%).95%. em três anos (2006.8%. tendo inclusive. Entre os componentes do IGP-DI. 6. Rio de Janeiro. e em 2004-2005 pouco abaixo do teto da meta.Disponibilidade Interna (IGP-DI). em dezembro de 2009. acima dos limites superiores estabelecidos pelo governo. O contingente de desocupados (1. De acordo com os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo IBGE.90%). quando comparado ao mês anterior (redução de 122 mil pessoas). o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 3.O IPCA. apurado desde 1994 encerrou um ano registrando deflação. revelou declínio de 1. a menor da série histórica iniciada em março de 2002. Nos anos seguintes. indicador oficial da inflação divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2009.1% em dezembro de 2009. Já o Índice Geral de Preços . Salvador e São Paulo) igualou-se a de dezembro de 2008. Foi a primeira vez na história que o índice. enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) cresceu 3. Recife. a inflação situou-se mais próxima do centro da meta fixada.59 ponto percentual abaixo da taxa apurada em 2008 (5.

foram criados 9. Observado o PIB pela ótica da demanda. e uma consequente expansão do consumo das famílias.4% quando comparado a dezembro/2008. Devido à diminuição do desemprego. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego realizada pelo IBGE.11% em relação ao estoque de assalariados formais de dezembro de 2008. um dos fatores que contribuíram para este resultado foi a elevação de 2. com o aumento de ocupação e do rendimento médio real do trabalho. O rendimento médio real domiciliar subiu 4. do salário e da transferência de renda para o trabalhador através de programas . Com o vigésimo quarto aumento consecutivo.Já os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).478. foram gerados quase um milhão de empregos (+995.496 postos de trabalhos formais. o grande destaque das divulgações das contas nacionais tem sido o consumo doméstico.5% da massa salarial real.MTE. No período de 2002 a 2009. mostram que. o que representa um crescimento de 3. Segundo o governo. o aumento da massa salarial ocorreu em função da expansão do emprego.6% na renda média mensal do trabalhador. de 2002 a 2009. em virtude das adversidades impostas pela crise financeira internacional. o consumo aquecido foi fundamental para a recuperação do PIB após os impactos causados pela crise. na comparação com o trimestre do ano anterior. resultado bastante favorável. em 2009. houve aumento do acesso ao crédito. houve um crescimento médio de 57. do Ministério do Trabalho e Emprego . De acordo com o IBGE.110 postos de trabalho).

Estima-se que a massa salarial crescerá cerca de 6% em 2010. ao mesmo tempo em que tem sido apontada como uma das responsáveis pela capacidade do governo em adotar instrumentos anticíclicos.IBPT. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário . houve um aumento nominal da arrecadação tributária.67% (R$ 12. a carga tributária (somatório dos tributos federais.66 bilhões contra R$ 1.88%. apesar do declínio percentual.73% em 2009 (R$ 20. . A atual carga tributária. os estaduais 4.26 bilhões). representando queda de 0. Ainda segundo o IMPT.84% (R$ 3.19 bilhões). e os municipais a 4. atingiu 35.58%. o que corresponde a um crescimento nominal de R$ 36. é por muitos considerada excessiva e a vilã do crescimento. em relação ao PIB. estaduais e municipais arrecadados). seguida da COFINS (R$ 2. uma vez que aumenta os custos de produção. de 2008 para 2009.54% do total arrecadado.sociais.092. seguido do FGTS (R$ 7.42 bilhões).91 bilhões). ou seja. Os tributos federais representam 69.16% apurados em 2008. diminuindo a competitividade dos produtos nacionais frente aos estrangeiros.65 bilhões em 2008. com R$ 8.14 ponto percentual em relação aos 35. O tributo que registrou o maior crescimento nominal foi o relativo ao INSS (R$ 20. enquanto os estaduais correspondem a 25.056.21 bilhões).61 bilhões) e os municipais 6.02% em 2009.01 bilhões. os tributos federais cresceram 2. o que proporcionará maior expansão do consumo. A arrecadação de tributos em 2009 totalizou R$ 1. enquanto a maior queda nominal foi do IPI.71 bilhões.

A dívida líquida do setor público.Em relação à política fiscal. a necessidade de adoção de medidas anticíclicas em face a crise internacional impediu a continuidade da redução em 2009.3%). o resultado primário foi superavitário em torno de 2. O endividamento público voltou a crescer atingindo 43% do PIB retornando ao patamar de 2007. após alcançar pouco mais da metade do PIB no biênio 2002-2003. Cabe destacar que se trata de dados referentes à posição em dezembro de cada ano. Em 2009. a crise no Brasil durou apenas seis meses e foi o grande teste de estresse da economia nacional. . Para muitos especialistas.25% do PIB. sobre a arrecadação. o Brasil vem apresentando avanço nos últimos anos. por sua vez. tanto com a instituição da Lei de Responsabilidade Fiscal quanto com a adoção de metas de superávit primário. quando atingiu o percentual mínimo dos últimos oito ano (37. vem registrando declínio. o Brasil foi um dos últimos a entrar em recessão e um dos primeiros a superá-la.consequentemente. refletindo o efeito da crise financeira internacional sobre o nível de atividade e. Porém. Dos países afetados pela crise financeira internacional. Este. declinou progressivamente até o ano de 2008. como mostra o gráfico a seguir.

Como consequência. passando a constituir 49. além de atenderem as crescentes demandas do mercado interno. também. a classe AB (grupo com renda domiciliar mais elevada. como a redução do IPI para os setores automotivo. em 2005 o percentual caiu para 4. se a miséria não houvesse diminuído entre 2003 e 2008. Cerca de 31 milhões de brasileiros ascenderam de classe social entre os anos de 2003 e 2008. Enquanto em 1990. em relação aos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio ODM. ocorreu uma queda acumulada de 43% na classe E. 8. enquanto a classe E abrangia 16. A classe C. É preciso destacar ainda que o aumento dos investimentos.9 milhões de brasileiros entre 2003 e 2008. Documento Referencial Turismo no Brasil 2011/2014 Mensagem do Presidente do Conselho Nacional de Turismo . nesse período. impactarão de forma positiva a competitividade brasileira no mercado internacional. As rápidas medidas anticíclicas adotadas pelo governo. Dentre estes objetivos.35% dos brasileiros.02% da população em 2008. Já a classe D representava 24.9 milhões de brasileiros desta classe seriam aproximadamente 50 milhões de pessoas. em que a busca da paz e da segurança mundial e a promoção do desenvolvimento se reforcem mutuamente.5 milhão migraram da classe D para classes superiores.8% dos brasileiros viviam na pobreza extrema.4 milhões deixaram a classe E (que traça a linha da pobreza no país) e 1. totalizando 19. programados para os próximos anos. dominante pelo percentual populacional.que vinha se comportando de forma adequada na história recente.00) ganhou 6 milhões de pessoas.2%. superior a R$ 4. destaca-se o fato de o País já haver ultrapassado a meta de reduzir pela metade a proporção da população que vive com renda inferior a um dólar por dia. abrindo perspectivas promissoras para o desenvolvimento sustentável e equilibrado com benefícios para todos. O ambiente econômico e o Turismo também são impactados de forma significativa pelas melhorias sociais que vêm sendo registradas nos últimos anos.807. Um outro importante objetivo refere-se ao comprometimento do País com a construção de um sistema multilateral mais justo e equitativo.4 milhões em 2008. contribuindo com o estabelecimento de uma rede global de cooperação entre as quais se destaca a cooperação Sul-Sul. sustentada principalmente pelo mercado interno. recebeu 25. de eletrodomésticos e moveleiro foram responsáveis pela recuperação da economia. em decorrência dos compromissos assumidos para a realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e do Programa de Aceleração do Crescimento. sendo que 19. o que representa um resultado superior ao estabelecido pela ONU. Os 29.22% da população. sendo estes com ênfase em infraestrutura. as classes média e alta ganharam maior representatividade populacional. No mesmo período. Esses indicadores traduzem melhorias importantes na composição social do País. O Brasil vem avançando. Com isso.

regionais e macrorregionais. A proposta de gestão descentralizada do Turismo tem permitido a realização dos bons resultados nos últimos anos. Mais do que isso: para que os investimentos públicos e privados consolidem um legado para toda a população. em 2016. numa leitura que se sobrepõe a governos e partidos. quando foi criado. O dado é da Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo. de inclusão social e de geração de divisas. O Conselho Nacional de Turismo e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo. que envolve o governo federal. A implementação vem sendo realizada com o acompanhamento desta rede de gestão integrada pelas instâncias governamentais e pelos diversos colegiados nos âmbitos nacional. com um esperado aumento de 14. neste sentido. o Ministério do Turismo tem apresentado resultados positivos e se consolidado no País como um importante vetor de desenvolvimento socieconômico. realizada pela Fundação Getúlio Vargas. As análises. para a formulação de políticas públicas e para os investimentos privados e para a ação empresarial. Sinaliza para uma ampla perspectiva de interlocução no enfrentamento dos desafios relacionados à realização dos grandes eventos citados. É neste contexto que foi elaborado este documento referencial sobre o Turismo no Brasil 2011/2014. as reflexões. constituindo-se em uma referência básica e fundamental para o debate sobre as perspectivas de desenvolvimento da atividade. Barreto Filho Ministro de Estado do Turismo e Presidente do Conselho Nacional de Turismo . o setor privado e as organizações representativas da sociedade civil. em permanente articulação com o Ministério do Turismo. os governos estaduais e municipais. que vem se organizando na implementação das políticas de Turismo nas diversas esferas de gestão. em 2014. a realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA. Trata-se.6% na variação média do faturamento. O País possui hoje uma rede de gestão descentralizada e compartilhada do Turismo. de um documento que consolida o pensamento das principais lideranças do Turismo no Brasil . as projeções e as proposições que integram o documento são fruto desse trabalho coletivo e traduzem as expectativas da diversidade de segmentos e atores que integram e são impactados pelo setor nos próximos anos. A elaboração do Plano Nacional de Turismo em 2003 e a atualização deste em 2007 foram realizadas no contexto desta proposta de gestão descentralizada. a expectativa do empresariado para 2010 é de otimismo. A ação articulada entre governos e sociedade civil é um pressuposto importante para o enfrentamento do desafio. constituem instâncias fundamentais neste processo de interlocução no âmbito nacional. no Rio de Janeiro. Luiz Eduardo P. estaduais. Não obstante os impactos da crise financeira internacional. Os eventos impõem desafios importantes a serem enfrentados para que se constituam num marco.Desde 2003. e dos Jogos Olímpicos. junto às 80 maiores empresas do setor. são oportunidades para o Turismo nacional e para a imagem do Brasil no exterior. Neste cenário.

e um retrato do Turismo na Brasil. uma avaliação das perspectivas de evolução do Turismo no contexto internacional. O presente documento está estruturado em três partes principais: (i) Diagnóstico. Consolida a ação conjunta do Ministério do Turismo. (ii) Cenários e Projeções e (iii) Proposições. contextualizadas ao ambiente econômico. em 2014. organizados por eixos temáticos que sistematizam e problematizam as principais questões relacionadas ao desenvolvimento da atividade no País. por meio de uma ação articulada entre os setores governamentais relacionados à atividade e os setores de mercado envolvidos na produção e comercialização do Turismo. que vem norteando o processo de implementação da Política Nacional de Turismo. que sirva de marco de passagem e ponto de partida para os futuros atores deste processo.Apresentação A elaboração do Documento Referencial Turismo no Brasil 2011 / 2014 dá inicio a um processo de reflexão sobre as perspectivas de desenvolvimento do Turismo brasileiro para os próximos anos. cujo objetivo e garantir a continuidade das conquistas obtidas e buscar o aprofundamento e aprimoramento das políticas e programas para o desenvolvimento do Turismo no Brasil. tal como ocorreu em 2006 e constitui importante subsídio para a revisão do Plano Nacional de Turismo.FIFA. Os Cenários e Projeções referem-se às perspectivas que se abrem para o desenvolvimento do Turismo no Brasil. O objetivo deste trabalho é sobrepor-se a qualquer situação político-partidária. O Diagnóstico faz a análise e expõe o estado da arte do desenvolvimento da atividade nos últimos anos. seguramente. . desafios e expectativas do setor. alinhando objetivos e potencializando os resultados do desenvolvimento da atividade no País. social e político. um marco para o desenvolvimento da atividade no País e impõe um desafio cujo enfrentamento deve-se dar de forma articulada. do Conselho Nacional de Turismo e do Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo. quando se prevê a eleição periódica dos gestores nas esferas estadual e federal. verifica-se a necessidade de elaboração de um documento que formalize as conquistas. A elaboração do Diagnóstico constitui uma etapa fundamental do processo de reflexão sobre o futuro. indicando as potencialidades e os entraves que devem ser considerados. construído com base na apresentação dos principais resultados registrados. No momento atual. Ao mesmo tempo. no qual os setores governamentais e as representações da sociedade civil interagem num processo permanente de discussão e atuação. O desenvolvimento deste documento se dá no âmbito da Gestão Descentralizada e Compartilhada do Turismo. constituirá. inciando por uma contextualização do ambiente econômico internacional e nacional. do País e do mundo. na perspectiva dos próximos quatro anos. São construídas três alternativas de cenários futuros. por ser a expressão de um fórum democrático e representativo. Conclui com uma análise dos principais desafios. A realização da Copa do Mundo de Futebol da Fédération Internationale de Football Association .

apoiadas em reflexões e análises de instituições de reconhecido mérito. que existe desde 1966 e era responsável pelo desenvolvimento do setor no país. e sistematiza o conjunto de recomendações e orientações que devem ser promovidas e seguidas pelos diversos atores que interagem de forma articulada na gestão e promoção do Turismo no Brasil. com a criação do Ministério do Turismo. desenvolve o plano de regionalização e os programas de certificação e qualificação da produção associada ao turismo. foi criado o Ministério do Turismo. que traça as linhas gerais de implementação das políticas públicas para o desenvolvimento do turismo no país. além da consideração dos impactos decorrentes da realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016. a Secretaria Nacional de Políticas de Turismo. de modo a alcançar os ideais projetados. Em 2003. marketing e apoio a comercialização dos . em 2003 se deu o passo fundamental para que o país criasse condições de competitividade para se consolidar como destino emergente global. A segunda área de sustentação do Ministério está estruturada na Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo. É responsável pelo desenvolvimento da infraestrutura. recebeu a missão de executar a promoção. A terceira é a EMBRATUR. A primeira. que elaborou um Plano Nacional de Turismo com estratégia e metas para o setor e estruturou seu trabalho em três áreas fundamentais. As Proposições compõem a terceira parte do documento. Estas proposições estão também organizadas por eixos temáticos. e sinalizam as alternativas de desenvolvimento da atividade para o período 2011 a 2014.tomando como referência as expectativas de comportamento de variáveis estratégicas. financiamento e promoção de investimentos no turismo. é responsável pela gestão do Plano Nacional de Turismo. conforme os desafios apontados no Diagnóstico. Estes cenários orientam as projeções dos indicadores. Plano Aquarela 2005-2009    Plano Aquarela 2005-2009 Estratégia -Marketing Todas as Páginas Pagina 1 de 2 Primeira etapa: criação e implantação Nova fase para o turismo brasileiro Para estabelecer políticas públicas de desenvolvimento do turismo no país e garantir um trabalho estratégico de promoção internacional do Brasil. Naquele ano.

a EMBRATUR dedicou-se. no Brasil. O desenho do Plano Aquarela teve três fases: diagnóstico. o perfil do turista a ser conquistado. Como funciona? . Desde o período de elaboração do plano. a situação dos países que competem com o Brasil. em regiões diversas. Durante o ano de 2004. ao coordenar a estruturação e qualificação dos destinos turísticos brasileiros com a promoção internacional para que mais cidades brasileiras. Essas pesquisas deram a base sólida necessária para decidir tanto a estratégia quanto o plano operacional do marketing turístico internacional do Brasil. constantemente renovado e compartilhado pela equipe técnica do instituto e por parceiros nas inciativas pública e privada do setor de turismo. a partir de 2003. Esse novo desenho permitiu avanços importantes nos últimos seis anos. permite o desenvolvimento com profissionalismo da promoção turística do Brasil no exterior.Marketing Turístico Internacional do Brasil foi o instrumento que deu consistência. a análise dos produtos brasileiros (oferta internacional). as atualizações e os resultados Desde 2005. Olhando para as grandes oportunidades de crescimento do turismo internacional no mundo e a crescente concorrência entre os destinos. A construção. serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. renda e desenvolvimento gerados pelo setor. o que permitiu o detalhamento de que produtos devem ser promovidos. recebem turistas internacionais e usufruam do emprego. Os fatores analisados para revelar essa radiografia foram: o mercado turístico global. estratégia.e. a desenvolver um plano estratégico para posicionar o Brasil no mercado turístico global. Mercado global. esteve presente a busca de referências em pesquisas que retratassem a realidade do mercado global. foi feita uma radiografia do setor naquele momento para responder a perguntas essenciais para elaboração da estratégia. de acordo com a característica de cada mercado.destinos. a opinião do mercado turístico (operadores e agentes de viagens) e a opinião interna (dentro do Brasil) dos formuladores de políticas e representantes do mercado turístico. o Plano Aquarela . Dessa forma. metas e objetivos para o trabalho de promoção internacional da EMBRATUR. Atualizado anualmente. de acordo com as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Turismo (PNT). ao mesmo tempo. até hoje. flexível às mudanças que acontecem no mercado turístico global. quando foi lançado. o plano permite que a tomada de decisão seja sempre coerente com as estratégias planejadas .Marketing Turístico Internacional do Brasil. a opinião dos turistas estrangeiros. O diagnóstico Nesta fase. e do posicionamento do país nos principais mercados emissores de turistas. formulação da estratégia de marketing e plano operacional. Assim nasceu o Plano Aquarela . foi realizado um diagnóstico detalhado da situação do turismo no mundo.

O perfil e o comportamento dos mercados turísticos mais importantes (principais países que têm o turismo bem desenvolvido). Com este instrumento. além dos consultores da empresa Chias Marketing e representantes das principais operadoras de turismo brasileiras que atuavam no mercado internacional. bem como do Brasil e seus principais competidores no turismo internacional. A posição dos principais líderes mundiais. por sua vez. . A partir de uma lista de destinos. praias. O resultado foi uma grade de 163 produtos turísticos dispostos em um ranking que considera todas as variáveis analisadas. Tendo como ponto de partida o Programa de Regionalização do Ministério do Turismo. parques nacionais e estaduais. Por sua dimensão continental. serviços e roteiros integrados. nas Américas e no Brasil. As oportunidades e desafios para o Brasil. Produtos. órgãos oficiais de turismo de vários países. foram então estudados e selecionados os produtos e destinos turísticos que ordem ser promovidos no mercado internacional . o trabalho de promoção internacional pode formular prioridades estratégicas para quais produtos promover em que países emissores para o Brasil. podem combinar interesses e atividades múltiplas. a oferta Brasil foi estudada e organizada no âmbito de seus produtos exclusivos (aqueles que permitem uma experiência única e diversa de qualquer outra no mundo) e de sua oferta segmentada (quais produtos são oferecidos nos diversos segmentos turísticos). os produtos turísticos do Brasil foram avaliados. singularidade e conhecimento do público) e o grau de aproveitamento atual no exterior. Esse processo foi realizado em várias etapas e envolveu aproximadamente vinte técnicos do Ministério do Turismo.Monumenta. do convênio EMBRATUR / Unesco . considerando a potencialidade para o turismo internacional. A base foram pesquisas internacionais realizadas por entidades reconhecidas. bem como na evolução da atividade nesses três contextos durante determinada série histórica. da EMBRATUR.Foi feito um estudo com foco no desempenho do turismo no mundo. o que promover? Um passo fundamental foi conhecer a realidade da oferta turística internacional do Brasil. Nesse sentido.que. tais como Organização Mundial do Turismo (OMT). Os dados pesquisados permitiram identificar: As principais tendências do turismo no contexto global. De outro lado. cidades. World Travel and Tourism Council (WTTC). identificou onde havia necessidade de desenvolvimento de mais recursos para qualificar o produto turístico e os investimentos necessários para tal. valor de mercado. seu valor real (condições reunidas de oferta turística. o país oferece inúmeras possibilidades aos viajantes . do Proecotur.que conjugam diversos aspectos como acesso. institutos de pesquisa e outras instituições do setor privado.

que os diferenciam dos produtos de outros países. em cinco grandes segmentos . esportes. eventos e incentivos. levando em conta aspectos diferenciais. A lista de produtos por segmento ou nicho foi definida com base nos estudos de mercado e nas estimativas de volume de viagens por segmento turístico. uma qualitativa e outra quantitativa. por exemplo: o que somente o Brasil pode oferecer como experiência de viagem. Foram ouvidos turistas estrangeiros que estavam terminando sua viagem ao Brasil e turistas potenciais. Américas e Ásia. A situação da oferta turística do Brasil foi ainda analisada sob os aspectos da presença dos produtos turísticos brasileiros no mercado internacional.200 turistas estrangeiros que terminavam a sua visita ao Brasil e a outra com 5 mil turistas potenciais entre aqueles que viajam frequentemente ao exterior. A primeira foi feita em outubro de 2004 com 1.Ao longo dos primeiros anos de aplicação do plano. Foram feitas duas pesquisas com o consumidor final. por exemplo. . à medida que surgiram novas demandas e tendências e conforme se observava o desempenho desses e de outros produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. essa grade de produtos foi atualizada. os operadores internacionais e o mercado brasileiro? Decifrar a visão que o Brasil tinha para turistas que já haviam ou não visitado o país exigiu uma série de pesquisas realizadas pela EMBRATUR. que atendem ao público (um produto para segmento de golfe seriam os campos de golfe brasileiros). aplicadas em seus países de origem. Vale ainda destacar que os principais fatores de competitividade dos produtos turísticos brasileiros foram analisados por ter características brasileiras. Dentro de cada segmento. O que pensam os turistas estrangeiros. observado seus aspectos culturais e naturais? Quais atrativos somente nosso país oferece? como podemos nos diferenciar de nossos concorrentes? Oferta segmentada para o mundo O processo de elaboração da grade de produtos inclui o esforço de organização da oferta turística brasileira segundo os conceitos definidos pela OMT e adotados pelo mercado mundial. em dezoito países da Europa. Algumas perguntas foram feitas.sol e praia. potencialidade geral e dos nichos. tendo como referência: O conteúdo dos catálogos de vendas das principais operadoras turísticas dos dezoito maiores países emissores. O uso do produto feito pelo turista internacional que visita o Brasil. A imagem do pais. ecoturismo. cultura. e negócios. foram estabelecidos diversos nichos de mercado (golfe. é um nicho do segmento de esportes) e dentro dos nichos são determinados os produtos focados. O histórico da promoção turística internacional executada pelos principais líderes mundiais e pelo Brasil até aquele momento.

mas a predisposição para viajar em curto e médio prazo era pequena. o comportamento. O nível de conhecimento dos profissionais do setor de turismo e dos consumidores dos diferentes mercados a respeito do país. Dentre os aspectos negativos destacados estavam a pobreza e a segurança pública. Espanha. povo. Alemanha. O interesse pelo Brasil entre os turistas potenciais era alto. secretários estaduais e lideranças dos setores público e privado ligadas ao turismo no Brasil. Peru. . Para conhecer a opinião dos profissionais do setor de turismo no exterior foi feita uma pesquisa com dez maiores operadores de turismo em dezoito países "prioritários" (Argentina. Os problemas de comunicação a ser solucionados e os aspectos positivos que deveriam ser ressaltados. A opinião interna destacou como síntese do Brasil a diversidade e a possibilidade de vivenciar novas e diferentes culturas e ambientes. esses turistas estavam sendo fidelizados. Durante quatro dias foram mobilizadas aproximadamente 100 lideranças de todo o país. ou seja. Bolívia. em ordem de prioridade: sol e praia. os interesses e o perfil dos turistas atuais e potenciais. associações. recomendação de amigos e parentes. O índice de repetição da viagem ao Brasil era bastante alto. sendo sempre cinco operadores que não trabalhavam com produtos e destinos brasileiros e outros cinco que já comercializavam o produto "Brasil". Colômbia. Chile. em 15 reuniões setoriais. Esses encontros garantiram um processo participativo de construção e fortalecimento da imagem turística do país. Os elementos de valor para compor as estratégias de comunicação. Itália. Esses quatro estudos. todos realizados no último trimestre de 2004. conhecer o Brasil. Venezuela. belezas naturais. Inglaterra. Uruguai. França. Paraguai. Os principais resultados observados foram: Os turistas internacionais que visitavam o Brasil eram experientes.A opinião interna do setor turístico brasileiro foi incorporada por meio de uma série de encontros realizados com representantes das organizações. foram fundamentais para ter informações confiáveis sobre: A experiência. Portugal. Holanda. haviam feito pelo menos uma viagem intercontinental nos últimos dois anos. O melhor do Brasil é a natureza e o povo. Estados Unidos. cultura viva. Japão e China). Os principais motivos da escolha do país como destino turístico apontados foram. A imagem e o posicionamento do destino Brasil no mercado internacional.

Como resultado. o grande desafio da comunicação naquele momento seria fazer que tais públicos descobrissem de fato o Brasil. Amazônia. sempre com objetivo de aperfeiçoar e profissionalizar ainda mais o trabalho de promoção do turismo do Brasil no exterior. Portanto. Durante seis meses. Povo Brasileiro. O posicionamento do Brasil estava sempre entre natureza / patrimônio natural e estilo de vida. a diversidade cultural.Entre os pontos fortes do Brasil destacaram-se: os atrativos naturais. O mapeamento do posicionamento do destino Brasil para os diferentes mercados revelou que havia um consenso no imaginário dos diferentes públicos.2009 Com os avanços registrados na primeira fase de implantação do Plano Aquarela. Plano Aquarela 2007-2009    Plano Aquarela 2007-2009 Diversificação da Oferta Todas as Páginas Pagina 1 de 2 O Plano Aquarela 2007 . de forma a manter a coerência da atuação com os novos comportamentos e as inovações dos mercados turísticos internacionais. o povo brasileiro e a imagem do Brasil. indicada pelo Banco Central. Diversidade. Por isso as conjunturas externas e internas que condicionam o fluxo turístico também foram estudadas. incorporando novas propostas estratégicas e táticas. Novos objetivos para um novo momento Os objetivos gerais de crescimento do turismo no país no período 2007-2010 passaram a priorizar o crescimento da entrada de divisas no país. todas as ações executadas e investimentos feitos até então foram avaliados para conhecer os resultados e corrigir os processos. Mesmo para o turista que já havia estado no Brasil. . Para isso buscou o aprimoramento da aplicação das estratégias de marketing e da própria gestão do plano. Os ícones do país apontados foram Rio de janeiro. o Plano Aquarela foi atualizado em diversos aspectos. O nível de conhecimento dos turistas potenciais e dos profissionais do setor de turismo no exterior em relação ao país era muito baixo. as decisões envolvem cada vez mais complexidade. Em um cenário de mudanças rápidas e constantes na situação dos países e do mercado global. Foz do Iguaçu e Brasília. o conhecimento era concentrado nos ícones e havia insegurança sobre a infraestrutura do país. a partir de 2007 a EMBRATUR passou a trabalhar para a consolidação do novo posicionamento turístico do Brasil nos mercados-alvo.

ao mesmo tempo. da permanência do turista e dos fluxos de visitantes. com boa oferta aérea e com conexões aéreas diretas para o Brasil. e mercado potencial. considerando-o como um "mercado". de alta estada média. garantir maior efetividade dos impactos econômicos do turismo no desenvolvimento do país e na geração de empregos nas diversas regiões do Brasil. em que se visa: Crescimento do fluxo turístico dos países de maior receita. Consolidação da marca guarda-chuva "Brasil" para o público consumidor (potenciais turistas) dos mercados de maior prioridade. o Plano Aquarela. A estratégia foi customizada de acordo com o mercado turístico que se desejava atingir. permanência e número de turistas). a partir de 2007. oportunidades e desafios dos países-alvo mais importantes. Esforço junto aos órgãos competentes para aumento da oferta aérea e diversificação dos portões de entrada. O conceito também foi aplicado ao segmento de negócios. já que as viagens desse público não estão relacionadas ao local onde se realiza a ação. quota competitiva (turistas do Brasil / soma de turistas dos . priorizando os mercados de gasto médio alto. acessibilidade aérea. mas sim ao tema ou ao negócio a que se refere. Estratégia aprimorada: prioridades para promoção A fim de otimizar a aplicação dos recursos disponíveis. atingindo uma média superior à da América do Sul e do mundo. considerando o interesse pelo Brasil e por seus competidores diretos. Esse foco deu-se pela necessidade de compor diversas motivações e comportamentos de gastos das diferentes nacionalidades de visitantes. Aumento das ações cooperadas com a iniciativa privada do setor de turismo e com investidores estrangeiros desses países que atuam no Brasil e no exterior. Com essa atualização da estratégia.O objetivo era que este crescimento ocorresse a partir do aumento do gasto médio do turista estrangeiro. Posição competitiva Considera a capacidade de crescimento (volume real e potencial de turistas). Mais foco e especialização: objetivos por país A partir da experiência e dos avanços acumulados nos dois primeiros anos de implantação do plano. receita gerada (gasto diário. eventos e incentivos. levando em conta um estudo detalhado de características. a EMBRATUR passou a estabelecer o planejamento por "mercados" e não mais por "programas". foram considerados os seguintes critérios para o estabelecimento de prioridades estratégicas: Atrativo do mercado Leva em conta o número de turistas atuais. desdobra objetivos por países.

Países verdes: aqueles que. Todos os cenários desenhados consideram possibilidades reais de investimentos. que considerou quatro níveis de prioridades: Países azuis: mercados turísticos que. Anualmente as prioridades são revisadas. sendo que o cenário ideal considera as possibilidades de captação de novos recursos. Países brancos: são mercados emergentes. Têm um volume pequeno.competidores diretos). são considerados de alta prioridade. A partir desse estudo foi estabelecida uma matriz de prioridades estratégicas de mercado. devem ser considerados de alta prioridade para o Brasil. As metas anuais de entrada de turistas estrangeiros no Brasil passaram também a ser definidas por mercado-país e são calculadas em função de diferentes cenários orçamentários: o orçamento ideal de acordo com a relação "dólar/turista" recomendada pela OMT Organização Mundial de Turismo e o orçamento destinado pela União à EMBRATUR. pelo seu volume emissivo atual ou sua importância para o turismo mundial. a posição do Brasil em cada país em relação à de seus competidores. Países amarelos: aqueles que apresentam volume emissivo pequeno. pelo volume emissivo atual (um pouco menor que o dos países azuis) e pela predisposição para viajar ao Brasil. de acordo com as mudanças conjunturais e em função da saída ou inclusão de novas rotas aéreas com destino ao Brasil. . mas podem apresentar oportunidades que mereçam ações de promoção pontuais. investimento de marketing acumulado (soma do investimento realizado nos anos anteriores). mas que podem crescer pelo interesse demonstrado em relação ao Brasil.

e as ações voltadas a grupos de consumidores de interesses específicos. ou seja. Por outro lado. Macroprograma Reserva Conjuntural.como o Sistema Aquarela. Macroprograma Mercados Internacionais.focadas em um público-alvo que está em todas as partes do mundo ao mesmo tempo . que prevê programas de promoção nos mercados para públicos específicos de negócios e incentivos. luxo. LGBT. portal e ferramentas de relacionamento online. Macroprograma Negócios. que tem por objetivo manter o Plano Aquarela como ferramenta de gestão e controle de programas. . Inclui material promocional. e as verbas descentralizadas repassadas às unidades da Federação para a realização de ações de marketing internacional. os esforços dirigidos ao consumidor final e realizados diretamente nos países-alvo para a imprensa. que inclui os programas de promoção nos mercados turísticos geográficos. monitoramento de imagem. metas e orçamentos . banco de imagens. de forma permanente. por meio de suas ferramentas de promoção e de comunicação dirigidas aos profissionais do setor de turismo. como golfe. imprensa e consumidor. a execução do plano. ações. Plano Operacional de Promoção: como atuar por mercado Para atender ao detalhamento da estratégia por país e ao processo de aperfeiçoamento da gestão de objetivos e metas. os esforços realizados pela EMBRATUR. constituído de ações que visam à comunicação da EMBRATUR com os estados e o Distrito Federal e ao auxílio estratégico e operacional à sua promoção no exterior. criação de companhas de publicidade. Eventos e Incentivos. as ações abrangentes de promoção . que inclui promoção em eventos mundiais excepcionais. gestão da Marca Brasil. que contêm recomendações de promoção internacional (mercados. Monitoria e Controle. o Plano Aquarela estabeleceu um processo de comunicação a ser aplicado em cada país. criação e produção de brindes. foram definidos novos macroprogramas: Macroprograma de Comunicação. constituído por programas horizontais (servem a todos os países e atendem a públicos diversos) que contemplam ações de base para a atividade promocional e de apoio à comercialização. por meio de ações dirigidas a seus respectivos públicos-alvo: profissionais do setor de turismo (trade).Tática refinada: o Plano Com a nova orientação. aumentar e diversificar a oferta do produto Brasil nas prateleiras dos canais de distribuição. Suas principais ferramentas são as Fichas dos Estados. Macroprograma Aquarela: Informação. lua de mel. formadores de opinião e o público consumidor (potenciais turistas) diretamente estimulariam a demanda para o Brasil e ajudariam a consolidar uma imagem positiva do país e do turismo brasileiro. ente outros. Macroprograma dos Estados. tinham como objetivo ampliar a presença dos destinos e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. Também abrange ações referentes à comunicação institucional. De um lado. produtos e ferramentas a ser trabalhados) para cada um deles. que é a forma de monitorar.

a grade de segmentos e produtos turśiticos foi reformulada. aumentando o destaque daqueles com alto potencial de crescimento no país. mais consistentes. os cinco segmentos que agrupam a oferta turística do Brasil para os mercados internacionais ficaram assim determinados: . como o turismo de aventura.As ferramentas para promoção A crescente combinação das diversas formas de atuação faz que as ações sejam cada vez mais potencializadas e os resultados. Principais ferramentas de promoção e públicos a que são destinados Grade de produtos e segmentos aperfeiçoada Observando o comportamento do mercado turístico e a expansão e profissionalização de algumas atividades no Brasil. Assim. de acordo com o orçamento disponível e os países prioritários. Nesta fase. para quais públicos. são mais adequadas. para cada país em que é feita a promoção do destino Brasil são determinadas quais ferramentas.

O novo ranking levou em conta o potencial dos produtos para o mercado internacional e quanto realmente vem sendo utilizado. do Ministério do Turismo. de uma Copa do Mundo de Futebol e uma edição dos Jogos Olímpicos. A consulta aos gestores do turismo nos estados (secretários e presidentes de órgãos de promoção do turismo). segmentos de mercado e público-alvo nos diferentes países. farão do Brasil um dos principais destinos turísticos do mundo até 2020. Para o Ministério do Turismo. Integração com o programa Destinos Referência em Segmentação. Integração com o programa 65 Destinos Indutores. Visitas técnicas aos destinos turísticos. estabeleceu-se uma nova classificação de produtos para diferentes motivações. . do Ministério do Turismo. ampliada para 269 itens. Dessa forma. por meio das entidades que a representam. Plano Aquarela 2020 Marketing Turístico Internacional do Brasil Um grande legado para o país As grandes transformações que o Brasil viveu nesta década ganharão novo impulso com a realização. A oportunidade de projetar o país no mundo. foi apresentada uma nova grade de destinos e produtos exclusivos. de construir uma imagem de modernidade. Com a revisão dos produtos mapeados. planejamento é a palavra-chave para vencer os desafios que temos pela frente para aproveitar essa oportunidade. com apenas dois anos de intervalo. a partir de um processo em que foram consideradas: A consulta à iniciativa privada do setor de turismo.Também os produtos ofertados foram objeto de revisão. competência para receber grandes eventos. aliada às já conhecidas belezas naturais e culturais do país.

patrimônio histórico e condições da orla.Uma parte essencial desse planejamento é o que estamos finalizando agora. . qualificação de pessoal. Na outra ponta do planejamento das ações do Ministério do Turismo. incentivar que suas viagens ao país durem mais tempo. e com toda a infraestrutura e qualificação necessária. durante e depois dos grandes eventos esportivos se projetar como destino turístico no exterior e. além de aumentar o fluxo de turistas estrangeiros. com o lançamento do Plano Aquarela 2020 . O objetivo principal é garantir mais desenvolvimento para todas as regiões do país. Vamos olhar também para o grande mercado doméstico para o turismo. projetos ambientais. mobilidade. conhecendo as cidades-sede e os roteiros regionais que estão sendo desenvolvidos para o período dos eventos.que traça metas e objetivos para que o Brasil consiga antes. O Brasil não será o mesmo depois de sediar. os aeroportos e terminais rodoviários. incentivando os brasileiros a viajar dentro do país durante os eventos. renovação de várias áreas urbanas . um grande programa na área de infraestrutura turística.3 bilhões em investimentos que ajudarão o Brasil a receber. As obras de infraestrutura planejadas trarão uma nova qualidade para a mobilidade urbana. sinalização turística. visitem novos destinos que vão despontar com a grande exposição que teremos na mídia internacional. São US$ 2. pela TV. Até 2016. esses megaeventos são capazes de transformar cidades turísticas. a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. a malha rodoviária. milhares de turistas brasileiros e estrangeiros na próxima década. Hoje. alavancar o turismo e outros setores da economia e deixar como herança uma imagem melhorada. como o programa Olá. com obras e ações para melhorar acessibilidade. Várias ações já estão em andamento.muitos deles já iniciados. um país ainda pouco conhecido em toda a sua diversidade para os bilhões de pessoas que assistem. São questões que impactam diretamente o turismo e se constituirão em grandes legados para o país. Mas a grande oportunidade será revelar. gerando emprego e renda e dando a contribuição do turismo para a diminuição das desigualdades regionais. que deve treinar 80 mil pessoas nos idiomas inglês e espanhol somente em 2010. saneamento. de braços abertos. com o Prodetur. serão sete anos de grandes investimentos em infraestrutura. com intervalo de apenas dois anos. para o mundo. Não podemos esquecer que muito já vem sendo feito. Luiz Barretto Ministro do Turismo Dezembro de 2009 O Brasil revelado A transformação de eventos esportivos como a Copa do Mundo de Futebol e os jogos Olímpicos em espetáculos transmitidos para todo o mundo mudou também seu significado para o país e a cidade que os sedia. ampliada e consolidada do país. estão os temas ligados à qualificação e à promoção dentro do país. Turista. por exemplo.

a oportunidade de revelar. Com o Plano Aquarela 2020. Esse posicionamento é resultado do trabalho realizado desde 2003. sua nova posição econômica e política no mundo. a estratégia e as principais ações para trabalhar a promoção e a imagem do Brasil como destino turístico. contribuindo para a geração de emprego. O Brasil terá. que a EMBRATUR apresenta so setor de turismo e à sociedade brasileira.. quando o Ministério do Turismo foi criado para garantir a implementação de políticas públicas para o setor e a EMBRATUR recebeu a missão de promover o Brasil como destino turístico no exterior. desse processo. mais frutos do que qualquer outro setor.eventos que serão marcados por grande conectividade. renda e oportunidades para todas as regiões. para o mundo. esses eventos. Apoiado em pesquisas. a EMBRATUR dá sua contribuição para esse processo. É uma estratégia construída a partir de dois pilares. O Brasil saberá entrar para a história como mais um caso de sucesso na realização tanto da Copa como das Olimpíadas . profissional e apaixonado. O turismo colherá. durante um longo período de tempo antes. mas têm acesso à divulgação da cultura e da forma de viver do povo. o plano oferece. que envolve não só o governo. como líder na América Latina. Um trabalho que trouxe também impactos diretos para o desenvolvimento do país. dos principais atrativos turísticos. a EMBRATUR renova seu compromisso com o trabalho. para desenvolver oTurismo no Brasil . como a entrada de . estudos e na experiência exitosa de seus anos de promoção turística internacional. o planejamento. para os principais mercados turísticos do mundo.acompanham na internet ou pelos jornais e revistas. novos ícones? As imagens de sonho que vêm à cabeça dos brasileiros ao tentar responder a essas perguntas é o que perseguimos como meta neste Plano Aquarela 2020. pela importância da internet como meio de comunicação e promoção até então nunca vista e pela afirmação do Brasil e da América do Sul em uma nova posição no cenário global. para a próxima década.. de paisagens diversas. toda a sua diversidade. mas toda a sociedade brasileira. sua capacidade de receber grandes eventos. durante e depois da Copa e das Olimpíadas. Esses espectadores não assistem apenas as competições. Jeanine Pires Presidente da EMBRATUR Dezembro de 2009 Construindo o futuro Como será o Brasil como destino turístico em 2020? Que imagem os viajantes estrangeiros levarão do Brasil? Como será o posicionamento do país no mercado de turismo global após a realização de uma Copa do Mundo e de uma edição dos Jogos Olímpicos? Teremos novos produtos e destinos. O primeiro é o posicionamento competitivo que o país já tem hoje. Ao oferecer ao país um plano consistente para a próxima década.

da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. A renda total gerada pelo turismo internacional em 2008 alcançou US$ 1. no período de julho/agosto. já se observou a desaceleração da queda no turismo internacional que se iniciara no segundo semestre de 2008. Há apenas três décadas. como a América do Sul. Mas. assim que começaram a aparecer sinais de abrandamento da crise. Estados Unidos. exige dos países grande ofensiva de marketing para disputar o mercado .que nos dão um diagnóstico atualizado da situação competitiva do país e de sua imagem internacional. 922 milhões de turista circularam pelo mundo. O segundo é o conjunto de pesquisas periódicas realizadas com visitantes estrangeiros.quase 6 bilhões de dólares em 2008 (número 132% superior ao de 2003) e a consolidação do Brasil no sétimo lugar entre os países que mais recebem eventos internacionais no mundo. O turismo no mundo Em 2008. Essa previsão foi mantida mesmo com as dificuldades vividas em 2009. Incorporamos também os estudos de importantes experiências de outros países que realizaram Jogos Olímpicos ou Copa do Mundo. ainda em desenvolvimento. A estratégia . vêm despontando como destino de um número cada vez maior de viajantes. . que permitiu acumular avanços que posicionaram o país como um dos principais emergentes no turismo mundial. das telecomunicações e a globalização da economia foram grandes impulsionadores das viagens . segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT). Canadá e México). ano em que a crise econômica global trouxe consequências para o setor em praticamente todo o mundo.aqui apresentada é um planejamento consistente e os primeiros passos para uma nova etapa da promoção do país. Esse quadro. A evolução dos transportes. representantes do setor turístico no Brasil e no exterior. Foram esses referenciais que guiaram também a primeira edição do Plano Aquarela Marketing Turístico Internacional do Brasil. Regiões emergentes. Esse crescimento veio acompanhado de uma mudança expressiva nos roteiros de viagens. esse número não ultrapassava 277 milhões. Com a realização. em 2004. está registrado no apêndice deste documento. apenas 3% dos turistas dirigiam-se para fora dos 15 principais receptores (países da Europa.que deve movimentar 1. sondagens de imagem e acompanhamento da imprensa internacional . o país ganha condições de atingir um novo patamar na sua promoção e como destino turístico global.metas e objetivos de marketing internacional do turismo brasileiro para 2020 .6 bilhão de turistas pelo mundo em 2020. Em 1950. em um curto período.1 trilhão e respondeu por 30% de todas as exportações de serviços do mundo. Todo esse processo. buscando adaptá-las à realidade brasileira.e fizeram o turismo se transformar em uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo e um dos principais pilares do comércio internacional. Em 1990 esse índice chegou a 31% e em 2008 alcançou 45% das chegadas de turistas internacionais. hoje e nos próximos anos. É também uma ferramenta de trabalho para construir nossos sonhos. e suas atualizações anuais.

Projeções e Cenários para o Turismo no Brasil    Projeções e Cenários para o Turismo no Brasil Cenários do Turismo Todas as Páginas Pagina 1 de 2 Metodologia A elaboração de cenários é uma das principais ferramentas auxiliares ao processo de planejamento e definição de estratégias. pelo crescimento e consolidação da América do Sul. a respeito das condições internas e externas que afetam a dinâmica da atividade. com previsão de encerrar o ano com queda de 1%. em índices acima da média mundial e também superiores aos sul-americanos. a América do Sul é uma das regiões que vêm apresentando melhor desempenho dentro desse quadro. O Brasil. tecnológicas. destino líder nesta região. públicos e privados. nos próximos anos. É útil para orientar os gestores.Ainda segundo a OMT. em grande parte tem sido responsável. Em relação à construção de cenários. existe uma série de métodos de análise e um conjunto diversificado de técnicas utilizadas. vale ressaltar que a elaboração de cenários é um exercício na tentativa de "previsão de incertezas". ente os quais destacam-se: Análise Lógica Indutiva Não utiliza nenhum algorítimo matemático e admite que as decisões sejam fundamentadas em um conjunto de interrelações e interdependências adimensionais envolvendo variáveis sociais. contra uma média de 5% nos números globais. políticas. certamente consolidará essa posição e será uma oportunidade sem precedentes para que o país cresça. e econômicas. e fazê-los conscientes das variáveis que afetam o desenvolvimento do turismo no País. ambientais. Análise de Impactos de Tendências Baseia-se nas técnicas de previsão clássica (modelos econométricos combinados com técnicas de distribuição de probabilidades e análises qualitativas). Entretanto. historicamente. A realização de megaeventos esportivos. Segundo Grumbach . Considera a análise do passado e do presente dos principais eventos econômicos e não-econômicos para reduzir as incertezas em relação ao futuro. como em outras partes do mundo.

Assim. decidiu-se utilizar a combinação entre os métodos de Análise Lógica Indutiva e Análise de Impacto de Tendências na construção dos cenários do Turismo 2011-2014. Análise de Impactos Cruzados Tem como pressuposto a existência de interrelações de eventos futuros. em um processo permanente e . utilizando os conceitos de crescimento do Turismo e de competitividade turística. Essas premissas devem ser acompanhadas ao longo do tempo. são apresentadas as premissas e seu comportamento em cada um dos cenários analisados. a determinação das variáveis-chave através da análise estrutural e o estudo da estratégia de atores. o terceiro cenário. por último. foram desenhados três diferentes cenários para o Turismo brasileiro nos próximos quatro anos. O segundo cenário combina condições externas e internas moderadamente favoráveis. O primeiro cenário combina condições externas e internas favoráveis cujo resultado é o crescimento acelerado do Turismo com ganhos de competitividade turística. Na sequência. E. e combinando as hipóteses alternativas para um conjunto de incertezas críticas externas e internas. a subjetividade na atribuição das probabilidades aos eventos pode comprometer o processo. cujo resultado é o crescimento inercial com problemas de competitividade. Análise de Godet Método desenvolvido por Michel Godet e constituído por duas etapas: (i) a Construção da Base. que são quantificados e avaliados através do cruzamento de probabilidades. e (ii) a Construção de Cenários que. delimitando o conjunto de possibilidades para o futuro do Turismo brasileiro. o resultado é o crescimento moderado do Turismo com pequenos ganhos de competitividade turística. a vantagem dessa análise é que ela proporciona sinergia entre os fatores qualitativos e os métodos analíticos. por serem considerados os mais adequados para o conjunto de informações disponíveis. deverá hierarquizar os cenários.& Marcial. A combinação das duas técnicas de análise permite identificar e selecionar as combinações coerentes e plausíveis. pra os próximos quatro anos. que tem como objetivo a delimitação do sistema a ser analisado. que combina as condições externas e internas desfavoráveis. PREMISSAS Para a construção dos cenários para oTurismo no Brasil no período 2011 a 2014 foi elencada uma série de premissas que impactam o desenvolvimento do setor. além de elaborar hipóteses. Apesar de ser bem mais flexível do que os modelos econométricos. Esse é o método mais utilizado para elaborar cenários que envolvem sistemas complexos. Analisando essas metodologias.

como o Brasil. neste contexto. a alta liquidez internacional e as baixas taxas de inflação têm possibilitado o registro de taxas de juros reais menores. globalizado e fortemente influenciado por diversas variáveis.sistemático de avaliação da realidade à luz do que foi antecipado. um possível aumento na taxa de juros dos Estados Unidos pode reduzir a capacidade de expansão da economia mundial e afetar negativamente a economia dos países emergentes. No entanto. encontram-se as variáveis que o setor de turismo brasileiro. exercem pouca ou nenhuma governança. reduzindo o custo de financiamento das economias emergentes e possibilitando uma tendência de declínio nas taxas de juros internacionais. No grupo de condições externas. Em relação às finanças internacionais. consequentemente. crescimento da economia mundial. O bom desempenho das economias dos países em desenvolvimento e as projeções otimistas. em relação ao crescimento sustentado no médio prazo. As premissas foram divididas em dois grandes grupos: condições externas ao setor de turismo e condições internas ao setor. consequentemente. A retomada do crescimento da economia mundial após a crise iniciada em 2008 deverá possibilitar uma expansão da economia mundial. o nível de renda per capita. o que será fundamental para impulsionar o setor de Turismo. nível de crédito. as premissas externas foram divididas em:      Dimensão Econômica Dimensão Política Dimensão Ambiental Dimensão Social Agenda Governamental No grupo de condições internas. . tais como. é responsável pelos resultados. destacam-se as premissas que o setor de Turismo possui responsabilidade e influência direta sobre as decisões e. taxa de câmbio. entre outras. de forma a ajustar a estratégia na medida em que esta é implementada. Por exemplo. taxa de juros. existem ainda alguns fatores que podem inibir o ritmo de crescimento da economia mundial em um período pós-crise e. tende a aumentar o fluxo de investimentos para esses mercados nos próximos anos. público e privado. as premissas foram divididas em seis grupos:       Estrutura de Mercado Governança e Investimentos Públicos Investimentos Privados Acesso e Mobilidade Turismo Internacional Turismo Doméstico Condições Externas Dimensão Econômica O Turismo é um setor econômico dinâmico. da economia brasileira. Dentre estas.

No que tange à economia nacional, a continuidade das políticas macroeconômicas tem demonstrado o compromisso do país em relação à responsabilidade fiscal, estabilidade monetária e câmbio flutuante. É importante destacar que o regime de câmbio flutuante permitiu o ajustamento das contas externas, o que possibilitou uma renegociação voluntária das dívida externa, com o melhoramento do seu perfil. Neste cenário, a vulnerabilidade do país vem se reduzindo sistematicamente, trazendo impactos importantes para as variáveis que afetam diretamente o Turismo, como, por exemplo, a taxa de câmbio (US$). A valorização da moeda nacional tem favorecido a expansão das importações brasileiras, fator que tem sido considerado positivo para o País, uma vez que cerca de 70% das compras externas está diretamente vinculada à indústria, correspondendo à compra de matérias-primas e máquinas para a modernização do parque industrial. Com a estabilidade macroeconômica interna e a redução na vulnerabilidade externa, o Risco Brasil caiu significativamente e, como um dos resultados diretos, a economia brasileira obteve a classificação de investiment grade. Com a classificação, as empresas brasileiras tiveram maiores facilidades para captar recursos no mercado internacional, o que deverá aumentar o ritmo de crescimento da economia nacional. No entanto, essa valorização do real acabou afetando de maneira negativa o saldo da conta Turismo da balança de pagamentos, uma vez que a entrada de divisas é menos sensível à variação na taxa de câmbio do que as despesas, como mostra o gráfico a seguir. Essa menor sensibilidade da receita de divisas em relação à taxa de câmbio se explica por dois motivos: primeiro, apesar do fluxo intrarregional (a América Latina representa 38% do mercado emissor para o Brasil) ser muito sensível às variações no câmbio, o fluxo interregional, que representa 62% (principalmente América do Norte e Europa), é pouco sensível; segundo, as viagens de negócios são menos sensíveis à variação na taxa de câmbio do que as viagens de lazer. Assim, sendo tudo o mais constante gera uma desvalorização cambial, o que tende a aumentar a entrada de divisas, uma vez que, apesar de não afetar a vinda dos turistas europeus e norteamericanos, atrai mais turistas sul-americanos e, por conseguinte, mais divisas.

Para a dimensão econômica, foram avaliadas as seguintes premissas:

            

Crescimento da economia mundial; Crescente investimento estrangeiro no Brasil; Comportamento do preço do petróleo; Comportamento da taxa de juros norte-americana; Manutenção da política macroeconômica vigente; Comportamento da taxa de juros reais do Brasil; Comportamento da Inflação no Brasil; Comportamento da taxa de câmbio; Comportamento do Risco-país; Evolução do crédito ao consumidor; Taxa de crescimento da renda per capita do brasileiro; Expansão do consumo das famílias; Aumento da poupança interna do brasileiro.

Dimensão Política
A influência das políticas públicas tem se mostrado fundamental para o desenvolvimento do Turismo, uma vez que, a atividade turística necessita direta e indiretamente da estrutura institucional do estado e da infraestrutura pública para garantir melhores resultados em termos de geração de lucro para as empresas, emprego e renda para a economia. Ressalta-se que o crescimento econômico sustentável depende da estabilidade política, que poderá possibilitar a continuidade nas reformas estruturais, criando melhores condições para atrair investimentos para a economia em geral e para o setor de Turismo em particular. Desta forma, para essa dimensão, foram avaliadas as seguintes premissas:
  

 

Transição democrática e madura 2010/2011; Ambiente de estabilidade de regras para incentivar o investimento na economia brasileira; Execução dos programas de investimentos em infraestrutura, com vistas à realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA em 2014 e dos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016; Realização de investimentos públicos acompanhando o desenvolvimento do setor privado; Consolidação do Brasil como liderança econômica e política na América do Sul.

Dimensão Social
O Turismo pode ser considerado importante ferramenta de desenvolvimento social, uma vez que age como catalisador do desenvolvimento de outras atividades econômicas em seu entorno e contribui para a qualidade de vida da população. Outro fato que merece ser destacado é a capacidade do Turismo no processo de inclusão social em regiões com poucas alternativas de desenvolvimento. Os programas sociais executados nos últimos anos no país têm contribuído para a redução do trabalho infantil, a ascensão socioeconômica das classes mais pobres e dinamização de economias locais. O aumento da classe média tem efeitos sobre o consumo interno, inclusive de serviços e produtos turísticos. As condições

macroeconômicas atuais contribuem para a continuidade deste quadro. Neste contexto, foram avaliadas as seguintes premissas para o período 2011-2014:
    

Manutenção dos programas de transferência de renda; Ampliação da geração de postos de trabalho (formais e informais); Redução das desigualdades regionais; Redução dos níveis de pobreza; Oferta de vagas para qualificação profissional.

Dimensão Ambiental
O agravamento dos problemas climáticos em nível mundial aumentou a discussão sobre as estratégias que deverão ser adotadas para garantir a sustentabilidade do Turismo nacional, essencial na preservação dos ecossistemas, uma vez que muitas de suas atividades acontecem em ambientes ecologicamente frágeis. Além disso, a utilização de práticas sustentáveis, além de representarem, a longo prazo, economia de recursos, contribui para a preservação do atrativo turístico. Em relação às implicação das mudanças climáticas sobre o Turismo, a publicação do documento Climate Change and Tourism - Responding to Global Challenges, da Organização Mundial do Turismo, é o reconhecimento da importância do Turismo no processo de desenvolvimento sustentável. Segundo o documento, as alterações climáticas podem causar impactos diretos sobre os destinos turísticos, seus níveis de competitividade e de sustentabilidade. Principalmente, em determinadas regiões turísticas, onde o meio ambiente é o principal recurso para a atividade. A realização da Confederação das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em 2012, no Rio de Janeiro, estimulará as discussões sobre o tema na mídia brasileira, o que pode influenciar padrões de consumo em todo país. Para essa dimensão, foram avaliadas as seguintes premissas:
    

Ampliação das políticas de proteção ambiental; Maior conscientização sobre as consequências do aquecimento global; Maior utilização de práticas sustentáveis pelas empresas do setor; Maior compreensão do Turismo como forma de sustentabilidade econômica da proteção ambiental; Valorização do Turismo sustentável.

Agenda Governamental
A carga tributária elevada aumenta os custos de produção, o que reduz a competitividade dos produtos e serviços nacionais em relação aos estrangeiros. Para crescer a taxas maiores e de forma sustentável, o governo deve procurar alternativas para reduzir o peso dos impostos sobre os produtos e serviços nacionais, sem reduzir o volume dos investimentos necessários. A redução da carga tributárias poderá aumentar a competitividade do setor de Turismo nacional. Do mesmo modo, a reforma da legislação trabalhista e a reforma previdenciária poderão contribuir para reduzir os custos de produção e para a redução da informalidade e melhoria das condições de trabalho no setor. São ações estratégicas não só para a

composição de custo como também para o aperfeiçoamento da operação das empresas de Turismo, contribuindo para o desenvolvimento do setor. Sua realização melhorará o ambiente de negócios da economia brasileira, e o início de um novo governo abre espaço para a discussão e defesa desta agenda de reformas, que avançou pouco nos últimos anos. Nesse contexto, foram avaliadas as seguintes premissas:
  

Realização de reforma tributária; Realização de reforma trabalhista; Realização de reforma previdenciária.

Condições Internas
Estrutura de Mercado
O aumento da competição deve dominar o cenário das empresas do setor de Turismo nos próximos anos. A concretização dos investimentos públicos para a Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e para os XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016 vão consolidar a confiança dos investidores privados, que serão estimulados a ampliarem seus investimentos. A ocorrência de novos atores no mercado promoverá uma concorrência por preço e qualidade. Novos arranjos comerciais devem ser observados, devido ao interesse de grandes grupos estrangeiros no mercado brasileiro. Isto poderá promover mudanças na estrutura de mercado tradicional observada no Brasil. Este contexto sinaliza para a necessidade de melhoria de gestão, governança corporativa e investimentos em tecnologia. A internet tende a se consolidar como canal de vendas, a partir da demanda do mercado consumidor, que possuirá um papel cada vez mais ativo e independente. Para o quadriênio 2011/2014, foram avaliadas as seguintes premissas:
      

Crescimento do setor turístico; Aumento do papel da internet como canal de comercialização dos serviços turísticos; Nível de exigência dos turistas, buscando melhor relação custo-benefício; Tendência à concentração de mercado como ameaça às pequenas e médias empresas; Investimentos em gestão, inovação e tecnologia para aumentar a produtividade das empresas da cadeia produtiva do Turismo; Ampliação da qualificação da mão de obra em toda a cadeia produtiva do Turismo; Expansão e renovação da oferta hoteleira.

Governança e Investimentos Públicos
A manutenção da política específica para o setor de Turismo, executada através do Ministério do Turismo, deverá afetar positivamente a dinâmica do processo de desenvolvimento turístico. O Plano Nacional de Turismo lançado em 2003 e, atualizado em 2007, definiu as diretrizes do planejamento da atividade, destacando a sua relevância na geração de divisas, emprego, renda e inclusão social.

realizados por grupos nacionais e internacionais. direta e indiretamente. deverão suprir algumas necessidades atuais para o desenvolvimento turístico dos estados habilitados a participar do programa. Prodetur Nacional. foram avaliadas as seguintes premissas:      Adequação e ampliação das linhas de financiamento para o Turismo (prazo. O setor de Turismo também possui particularidades quanto ao financiamento e adequação das linhas de financiamento existentes. Qualificação dos tomadores de crédito. os megaeventos esportivos. que possuem uma grande influência na atividade turística. com vistas à realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e dos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. Investimentos Privados A estabilidade econômica e a manutenção das regras são fatores fundamentais para a ampliação dos investimentos privados no Turismo brasileiro. de forma a estimular a qualificação do produto turístico brasileiro. Para o quadriênio 2011/2014. Em paralelo. Estes megaeventos serão responsáveis por uma oportunidade sem precedentes em termos de cooperação institucional. Para essa dimensão. Implementação efetiva da Lei Geral do Turismo. tanto entre gestores públicos quanto na integração público-privada. Manutenção e aceleração dos programas de investimentos em infraestrutura. taxas e garantias). O setor de Turismo brasileiro. ao Turismo para a realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e dos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. Apoio do Congresso Nacional ao setor de Turismo. foram avaliadas as seguintes premissas:          Mobilização e cooperação entre poder público e iniciativa privada. Garantia dos investimentos. Os 65 destinos indutores poderão estar sujeitos à análise conforme desempenho do seu índice de competitividade. das três esferas de governo para viabilizar a infraestrutura necessária à Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e aos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. com o aumento da participação do capital estrangeiro. Monitoramento e avaliação do Plano Nacional de Turismo. Ampliação dos investimentos privados nos destinos turísticos. Fortalecimento político-institucional da gestão pública do Turismo em âmbito nacional. para a realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e dos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. Os investimentos do Programa de Desenvolvimento do Turismo. Ação interministerial para a realização de investimentos ligados. . deverão demandar uma nova linha de prioridade de ação para o setor público. Ampliação dos investimentos em hotelaria.O Programa de Regionalização do Turismo tem contribuído para o processo de desenvolvimento do Turismo brasileiro e deve continuar a orientar as ações de estruturação da oferta turística. Estímulo aos processos de participação e descentralização das políticas públicas de Turismo e fortalecimento das instâncias de governança. estadual e municipal. Ampliação da capacidade de investimento nas empresas aéreas nacionais.

apenas no mês de realização do evento. Gestão estratégica da informação relativa à logística de transportes para o Turismo. diversos investimentos relacionados à mobilidade urbana e à acessibilidade aérea. Turismo Internacional Os principais destinos emissores dentre os países desenvolvidos ainda sofrerão com os impactos da crise econômica. reforçando o fluxo turístico intrarregional. o Brasil terá um reforço espontâneo de exposição na mídia por conta da realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e dos XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. Melhoria das vias de acesso (terrestre e aquaviária) aos destinos turísticos. foram avaliadas as seguintes premissas: . um destino de longa distância e com custo ainda elevado. principalmente China e Índia. Melhoria da sinalização turística urbana e rodoviária. vem realizando um consistente trabalho na promoção do destino Brasil no exterior. iniciando a trajetória necessária para a consolidação do país como um destino turístico global. quando são esperados cerca de 500 mil turistas. o desenvolvimento do Turismo no País está condicionado a uma mudança na regulamentação e regulação do transporte aéreo internacional para o Brasil. Desta forma. principalmente pela evolução dos índices de desemprego e da dificuldade de acesso ao crédito.Acesso e Mobilidade Uma das principais limitações para o desenvolvimento do Turismo brasileiro diz respeito às questões de acesso e mobilidade urbana. alavancados por mútuos interesses comerciais. foram avaliadas as seguintes premissas:          Execução do PAC da mobilidade urbana para a Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014. o que será extremamente positivo para o Turismo. Isso terá impacto nas viagens de norteamericanos e europeus ao Brasil. Para o quadriênio 2011/2014. Para essa dimensão. Estes eventos poderão também incentivar o aumento das viagens oriundas dos países vizinhos ao Brasil. que por meio da Embratur. Ampliação do número de voos internacionais para o Brasil. Ampliação e melhoria da infraestrutura aeroportuária e da capacidade de atendimento dos principais terminais aéreos do país. Em relação à infraestrutura. Outro ponto a ser ressaltado é o conjunto das ações do Ministério do Turismo. O país terá uma substancial melhora em termos de logística de transporte. Capacidade das empresas aéreas brasileiras em atender a demanda futura. Melhoria da integração da malha aeroviária doméstica. Ampliação da oferta de assentos e destinos pelo transporte aéreo doméstico. terrestre e aquaviária serão realizados. para permitir a realização bem-sucedida da Copa em 2014. à melhora na regulamentação e regulação do transporte aéreo doméstico e à melhor e maior integração da malha aeroviária e das condições das vias de acesso terrestres e aquaviárias. ao crescimento no número de voos internacionais. Os fluxos de Turismo internacional devem se intensificar com origem nos BRICs. Fortalecimento da aviação regional. Adicionalmente.

consolidação do Mercosul como principal mercado para o Brasil. Para essa dimensão. Maior participação do Turismo na cesta de consumo das famílias. Consolidação dos produtos turísticos regionais. Maior participação dos países em desenvolvimento no mercado global de Turismo. Facilitação dos processos de emissão de vistos. esse mercado consumidor vem ganhando relevância. Aumento do número de viagens domésticas. foram avaliadas as seguintes premissas:      Inclusão de novos mercados consumidores para o setor de Turismo. Copa das Confederações. sustentando a demanda em momentos em que a conjuntura externa apresentou-se desfavorável. sem integração com atores locais. Dessa forma. Modelo operacional verticalizado para operadoras internacionais na comercialização do destino Brasil. Proposições    Proposições Oferta Turística Todas as Páginas Pagina 1 de 2 Proposições por Eixos Temáticos . Consolidação do Brasil como destino para eventos internacionais. Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 e XXXI Jogos Olímpicos Rio 2016. Melhoria da qualidade dos produtos e destinos turísticos.       Visibilidade ampliada do Brasil na mídia internacional. Flexibilização dos acordos bilaterais com relação à entrada dos estrangeiros no país. ao sediar os megaeventos Jogos Militares. Fortalecimento da estratégia de promoção do Brasil no exterior. Rio +20. Turismo Doméstico O mercado turístico doméstico tem crescido exponencialmente. alvo tanto de ações comerciais da iniciativa privada como de políticas públicas.

particularmente as análises situacionais por eixos temáticos.Tendo como referência as considerações sobre o ambiente econômico nacional e internacional e os resultados do Turismo no Brasil. foi elencado um conjunto de propostas para o fortalecimento da atividade ao longo dos próximos quatro anos. contribuindo para a valorização da dignidade humana através do enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Quadro de Classificação das Propostas Planejamento     Promover a atualização do Plano Nacional de Turismo de forma democrática e participativa. agentes privados e terceiro setor). para a sua implantação. subdivididos em temas. uma ação articulada dos diversos atores que interagem na realização do Turismo no país (entes governamentais. Incorporar ao planejamento princípios que promovam qualidade e competitividade aos produtos e prestadores de serviços turísticos. Incorporar ao planejamento. Promover ações que fortaleçam a relação do Estado com a sociedade. cada qual na sua respectiva área de atuação. A complexidade e interdependência das propostas demandam. de forma transversal. . mediante vasta e substantiva participação social na definição das políticas públicas. de modo a melhor enquadrar os seus objetivos e a facilitar o processo de acompanhamento e avaliação dos resultados da sua implementação. As propostas estão organizadas por eixos temáticos. de modo a potencializar os resultados. princípios que promovam maior responsabilidade social no setor de Turismo. da redução da pobreza e da inclusão social.

bem como das alternativas mitigadoras. como o Conselho Nacional de Turismo. por meio do Comitê Interministerial de Facilitação Turística. assim. Dar mais operacionalidade e objetividade às reuniões do Conselho Nacional de Turismo. com o objetivos de melhorar a gestão e obter maiores recursos financeiros públicos e privados. geração e distribuição de renda. e as instâncias de governança macrorregionais e regionais. assim como orçamento e quadro técnico adequado. Apoiar a elaboração. à existência de órgão oficial de Turismo.     Incorporar ao planejamento princípios que promovam a sustentabilidade ambiental e a redução dos impactos do Turismo no clima e no meio ambiente. regionais e municipais. Manter os atuais vetores de desenvolvimento do Turismo: promoção da igualdade de oportunidades. Aprimorar o modelo de governança das agências macrorregionais de Turismo. com o fortalecimento das Câmaras Temáticas e das Categorias de Atividade. Implementação          Fortalecer a gestão pública federal do Turismo. Instituir grupo estratégico para apoiar as articulações das ações governamentais relacionadas ao Turismo frente às demandas do setor. Criar um modelo público-privado de governança das ações propostas para a realização da Copa do Mundo de Futebol 2014. instituído pel Lei nº 11. estadual e municipal. proteção do patrimônio histórico e cultural.771/2008. Utilizar a metodologia de Avaliação Ambiental Estratégica como subsídio à tomada de decisões. geração de trabalho e ocupação. Condicionar os repasses da verba descentralizada do MTur à elaboração de política estadual de Turismo. o Fórum de Secretários e Dirigentes Estudais de Turismo. Fortalecer a Gestão Descentralizada do Turismo. à sustentabilidade ambiental e ao estabelecimento de uma parceria mundial para o desenvolvimento. disponibilizando informações sobre os impactos ambientais das Políticas de Turismo. implementação e o monitoramento e avaliação das Políticas de Turismo nos âmbitos estaduais. Estimular o envolvimento e a adesão dos atores da iniciativa privada aos programas e ações desenvolvidas pelo Ministério do Turismo de fomento à atividade. particularmente em relação à erradicação da extrema pobreza e da fome. redução das desigualdades sociais e regionais. garantindo apoio ao Ministério do Turismo. à promoção da igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres. Fortalecer a integração interministerial com interface no Turismo. à organização dos colegiados e à destinação de orçamento estadual para o setor. Monitoramento e Avaliação  Acompanhar os resultados da política nacional do turismo nos âmbitos nacional. respeito ao meio ambiente e propiciar ao brasileiro conhecer o Brasil. Promover ações que signifiquem aportes do setor de Turismo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. . os colegiados estaduais e municipais de Turismo.

Revisar a legislação atual que limita o transporte interestadual em veículos comerciais de porte médio. visando à consolidação da produção de dados sobe o Turismo. Estabelecer parcerias para implementar instrumentos de monitoramento e controle dos impactos ambientais. política de isenção de vistos. integrando as realizações. e capacitação de agentes públicos para o atendimento aos turistas. os investimentos públicos e privados e os resultados nos estados. Sistematizar as legislações correlatas aplicáveis aos prestadores de serviços turísticos. Legislação        Orientar o turista quanto aos seus direitos nas relações com os prestadores de serviços turísticos. Regulamentação da Lei do Turismo e dos mecanismos para fiscalização dos prestadores de serviços turísticos. Incentivar o cadastramento dos prestadores de serviços turísticos junto ao cadastro oficial do Ministério do Turismo .Cadastur. Articular com o congresso Nacional para a adequação e regulamentação da legislação de interesse da atividade turística. dentre outros aspectos. Informação Estatísticas  Atuar em consonância com os principais órgãos oficiais produtores de estatísticas nacionais. especialmente no que se refere à legislação e regulamentação.   Fortalecer a implementação do Sistema Integrado de Gestão do Turismo como ferramenta de monitoramento e avaliação do Turismo em âmbito nacional. conforme legislação vigente. Estimular a participação do Ministério do Turismo nos foros multilaterais. Flexibilizar a legislação para a indicação de empreendimentos turísticos privados na sinalização rodoviária. sociais e culturais ocasionados pela atividade turística. . nas negociações de liberalização de serviços turísticos em organismos internacionais. Promover o mapeamento georreferenciado das ações do Plano Nacional de Turismo. municípios e regiões turísticas. tais como a Organização Mundial do Comércio e o Mercosul. Simplificar os procedimentos de entrada de equipamentos importados para o setor de Turismo. Relações Institucionais     Promover a articulação entre diferentes setores da sociedade e órgãos do governo com vistas ao desenvolvimento do setor. Facilitar os procedimentos de emissão de vistos de turistas estrangeiros para o Brasil.

     Aprimorar e ampliar o sistema nacional de informações sobre o Turismo. o Boletim de Ocupação Hoteleira. Resultados alcançados no Turismo O Brasil alcança um novo patamar Entre 2005 e 2009. principais atividades realizadas. Implantar a Conta Satélite de Turismo no Brasil. Utilizar as novas mídias para divulgação das informações sobre o Turismo. melhorar a posição competitiva do país frente aos concorrentes diretos. Realizar estudo detalhado dos espaços para convenções e feiras no País. companhia de viagem. Estudos e Pesquisas        Levantar e acompanhar a estrutura de consumo dos diversos setores vinculados à cadeia produtiva do Turismo. preço médio e canal de compra. e a Ficha de Passageiro do Transporte em Ônibus Regulares. com o objetivo de conhecer o perfil do turista e o reflexo econômico. o Plano Aquarela . Informatizar e integrar os instrumentos de coleta de dados entre o setor público e privado. ambiental e social da atividade. Para realizar o balanço desse período é preciso considerar os objetivos pelos quais se faz um plano de marketing: vender mais (medido em número de turistas ou receita gerada no país).Marketing Turístico Internacional do Brasil permitiu que o Brasil alcançasse um novo patamar no mercado turístico global. Divulgação       Disseminar as informações sobre Turismo no Brasil e sua importância socioeconômica. como a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes. dentre outras informações. Investir em inteligência comercial a fim de tornar possível transformar as estatísticas. gerar uma posição que permita superar as crises externas e internas. publicações e intercâmbios de conhecimento entre a gestão pública e as instituições de ensino. Implantar sistema de acompanhamento de resultados da iniciativa privada. de forma integrada e descentralizada. gasto médio diário. melhorar a imagem e o posicionamento.   O crescimento do turismo . estudos e pesquisas em informações capazes de orientar estratégias que aumentam a competitividade das empresas e produtos turísticos nos mercados nacional e internacional. Desenvolver estudos sobre o mercado de trabalho em Turismo. medindo o fluxo de turistas nos principais destinos. Consolidar e complementar o banco de dados sobre os indicadores do Turismo no Brasil. Realizar de forma padronizada pesquisas de mensuração de resultados. ou imagem comparativa. produção científica. Realizar o Inventário da Oferta Turística no país. cadastrando atrativos e equipamentos turísticos. Apoiar pesquisas.

 Recorde na entrada de divisas: De 2003 a 2008. a evolução na entrada de divisas em dólares por meio do gasto de turistas estrangeiros foi de 132% e evidencia o sucesso de buscar turistas que fiquem mais tempo. e deve sempre ser analisada levando em conta as condições de acessibilidade aérea. Balança de Exportação de Serviços    Número crescente A evolução do número de turistas de 2003 a 2008 também apresentou crescimento positivo. a situação econômica dos mercados e a posição geográfica do Brasil. de longa distância dos principais emissores do mundo.2%.   Gastos de turistas estrangeiros no Brasil (2003 .  Número de turistas estrangeiros no Brasil . foi o líder na geração de receitas. em quinto lugar. visitem mais cidades turísticas e gastem mais em sua estada no Brasil. o turismo figurou entre os principais itens da pauta de exportação do país. de 22.2008)    Lugar de destaque na exportação de serviços Em 2008. Na pauta de serviços.

a pesquisa constatou que 285 dólares são o gasto médio do turista de evento internacional no Brasil.World Travel and Tourism Council. em 2008.coloca o Brasil na 13ª posição no ranking da economia do turismo. o Brasil é. No detalhe de cada um dos países prioritários do Plano Aquarela. O WTTC leva em conta diversos aspectos. Uma projeção realizada pela Fundação Getúlio Vargas para os 254 eventos internacionais realizados no Brasil em 2008 aponta que os gastos diretos dos participantes estrangeiros deixaram no Brasil 122.   . por meio da Fundação Getúlio Vargas. Em 36 eventos pesquisados.   A melhoria da posição competitiva do Brasil Os concorrentes diretos do Brasil definidos inicialmente foram países da América Latina e Caribe.6 milhões de dólares. tendo em vista os resultados dos dados e pesquisas em 2004. estudo do WTTC . desde as receitas e empregos gerados pelo turismo até investimentos públicos e privados no país. o destino líder em 15 países e o segundo nos 6 restantes. Entre as grandes economias de turismo A Conta Satélite do Turismo 2009. entre 181 países pesquisados.  Número de cidades que realizaram eventos internacionais    O impacto econômico gerado para o país com a realização desses eventos foi atestado por pesquisa realizada em 2008 e 2009 pela EMBRATUR.

A evolução de 2004 a 2008 mostra a potencialização dos mercados de proximidade da América do Sul. Cultura e Turismo são os elementos retratados de forma mais positiva. Comparado com seus competidores diretos. os Jogos Olímpicos em 2016. inicia uma nova etapa de atualização do Plano Aquarela para o período 2010-2020. o Ministério do Turismo. É líder na América do Sul e ocupa a segunda posição na América Latina. A melhoria econômica do país nos últimos anos gerou um importante aumento do turismo interno. o que gera menor dependência no caso de crises específicas nas diferentes regiões ou nas crises mundiais.  Melhoria da imagem comparativo do Brasil Identidade reconhecida e posicionamento   Na pesquisa qualitativa realizada pela EMBRATUR com turistas estrangeiros em visita ao Brasil em 2009.  Mais competitivo No Relatório sobre Competitividade em Turismo do Fórum Econômico Mundial.do 49ºpara o 45º lugar. e de potencializar para o turismo os enormes ganhos de imagem nos anos seguintes. o Brasil tem a maior diversificação de mercados emissores. levando em conta o pouco tempo de existência.   Evolução positiva da imagem na mídia O trabalho realizado pelo Programa de Relações Públicas da EMBRATUR com a imprensa internacional trouxe avanço na qualidade das informações sobre o Brasil divulgadas na mídia estrangeira. a imagem do país é configurada principalmente com os elementos Natureza e povo apontados como o que o Brasil tem de mais positivo. A análise realizada pelo Monitor Brasil. mostra que Economia. ferramenta de monitoramento online da mídia em dez países. divulgado em 2009. o Brasil cresceu quatro posições em relação ao relatório de 2008 . permitiu que o Brasil tenha hoje uma situação que o favoreceu frente à recente crise mundial. Infraestrutura e serviços de qualidade aparecem já com 11% de citações. a Marca Brasil é reconhecida por 22% dos entrevistados. por meio da EMBRATUR. além de uma grande diversificação de destinos que foram motivo de reportagens realizadas por jornalistas convidados para visitar o Brasil. Com esses objetivos alcançados.   Imagem consolidada Na pesquisa qualitativa com turistas estrangeiros no Brasil em 2009. com o Plano Nacional de Turismo e o Plano Aquarela. incorporando a responsabilidade de mostrar o Brasil para o mundo durante a grande oportunidade da Copa do Mundo de Futebol em 2014.   Posição diante de crises O trabalho de planejamento consistente do Ministério do Turismo nos últimos anos. um índice excepcional. o que os coloca em uma melhor posição frente à crise econômica mundial. Um segundo elemento é a diversificação dos mercados emissores de turismo para o Brasil.    Situação Atual por Eixos Temáticos  Situação Atual por Eixos Temáticos .

Planejamento e Gestão A proposta de gestão descentralizada e compartilhada vem fomentando a consolidação de uma rede em prol do Turismo em todo o território nacional. os Órgãos Estaduais de Turismo. É importante ressaltar que os eixos estão relacionados entre si e devem ser entendidos de forma abrangente e complementar. Esse modelo. e devem ser tratados de forma a garantir a continuidade e a melhoria dos avanços conquistados. tendo como referência os resultados apresentados.Fomento Todas as Páginas Pagina 1 de 2 Considerando o estágio atual do Turismo no País.CNT e pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo .Fornatur. envolvendo o poder público nas três esferas do governo.771 / 2008) que instituiu o Sistema Nacional de Turismo. para a otimização dos resultados pretendidos. e permitir abordagens específicas e articuladas. Os temas referidos estão agrupados por eixos temáticos. a iniciativa privada e o terceiro setor. Estes pontos são descritos a seguir. com o objetivo de facilitar a compreensão. os Fóruns e Conselhos Estaduais de Turismo. . as Instâncias de Governança Regionais.  Desenvolvimento do Turismo . pelo Conselho Nacional de Turismo . foi regulamentado com a aprovação da Lei do Turismo (Lei nº 11. os Órgãos Municipais de Turismo e os Colegiados Municipais de Turismo. Este sistema é formado por um núcleo estratégico de âmbito nacional composto pelo Ministério do Turismo. iniciado em 2003. foram diagnosticados os principais desafios e entraves ao desenvolvimento da atividade para os próximos anos. e por uma rede de gestão descentralizada composta pelas Instâncias de Governança Macrorregionais.

Do ponto de vista dos processos de gestão. na articulação e na avaliação dos resultados almejados. em função dos diferentes níveis de articulação e organização local. ainda são necessários esforços para promover a integração ente as diferentes esferas de governo e entre os setores público e privado. Não obstante os resultados e avanços decorrentes da descentralização e da participação propostas. vinculadas ao setor em todo o País. Ainda que se tenha institucionalizado uma rede de cooperação por meio de colegiados organizados. envolvendo. a gestão descentralizada tem permitido somar esforços. envolvendo representações governamentais e da sociedade civil. nos âmbitos federal. direta e indiretamente. estadual. municipal. compartilhar e alinhar ações repercutem positivamente no planejamento. . instituições públicas e privadas.Entendida como uma estratégia necessária para implementar a Política e o Plano Nacional de Turismo. recursos e reunir talentos em favor da atividade turística. tanto do poder público quanto dos diferentes segmentos da iniciativa privada e das organizações sociais. a participação destas instâncias no processo de gestão ainda requer ajustes. regional e macrorregional.

Nos últimos anos.O processo de descentralização é um processo de transferências sucessivas. As instâncias de governança regional. o Conselho Nacional de Turismo vem consolidando seu papel como colegiado representativo. de modo a constituírem uma interlocução eficiente nas regiões turísticas. buscando ampliar sua autonomia e proatividade nas pautas do Turismo nacional. rompendo uma tradição de imposição das ações do estado e do não reconhecimento como agente atuante na política. . será necessário aperfeiçoar a interlocução e a qualificação dessa rede. Registra-se também a carência de referenciais de planejamento e gestão para o Turismo nestas diversas escalas. as entidades que compõem o Conselho ainda carecem de uma maior articulação por afinidades e de organização por categorias de atividades. Para a consolidação do Sistema Nacional do Turismo. e mesmo os orçamentos. para que se fortaleçam e constituam legados de gestão independentes. deixando uma lacuna que coloca em risco a abrangência da rede e a perenidade no processo de gestão local do Turismo. Além de limitações operacionais em algumas agências e de indefinições quanto a sua autonomia e manutenção. no sentido de avançar com novas propostas na formatação institucional. O setor apresenta também carências no que se refere à profissionalização para a gestão. Em âmbito nacional. É uma tarefa complexa da construção da democracia e requer mudanças de concepções de gestão não só dos agentes públicos. Já os colegiados municipais têm apresentado uma organização insipiente e uma participação limitada. particularmente no nível gerencial. mas do próprio cidadão. tem sido contínuo o apoio aos fóruns e conselhos estaduais de turismo. com capacidade de superar os períodos de alternâncias e descontinuidades de governo. apesar de uma significativa evolução nos últimos anos. ainda não estão organizadas em sua totalidade. o que dificulta a estruturação da oferta turística. são pouco expressivos para fazer frente às demandas. estados e municípios. considerando as especificidades de cada grupo social e gerando intervenções adequadas a cada situação. com desdobramentos para as regiões. se recente também de uma articulação mais estreita e permanente com os respectivos Órgãos Estaduais de Turismo e com o Fornatur. particularmente àqueles cujas áreas de abrangência extrapolam os territórios estaduais. podendo ocorrer de maneiras diferentes. e isso depende do grau de articulação e maturidade dos atores sociais. pelo qual a capacidade de decisão e de recursos perpassa gradativamente os escalões governamentais e chega até a base. de modo a tratar de forma integrada as questões relativas aos diversos segmentos do Turismo. No nível macrorregional. vêm sendo organizadas agências de desenvolvimento para uma ação focada na estruturação e promoção dos produtos turísticos. Este processo deve estabelecer as conexões. No entanto. a partir de um processo coordenado pelo Núcleo Estratégico Nacional. O fortalecimento e a qualificação dos colegiados tem se configurado como atividade sistemática do Ministério do Turismo. tanto no âmbito governamental quanto no setor privado. em que o conhecimento assume um papel preponderante. quando existem. Poucos Estados e Municípios possuem políticas ou planos setoriais de turismo. rotinas e critérios para a evolução dessas práticas.

assim como ao Sistema Nacional de Turismo. Por fim. envolvendo diversos setores governamentais. de forma particularizada para cada uma das cidades-sede. o caráter multifacetado do Turismo é um fator de dificuldade. controle de qualidade dos serviços prestados. Trata-se de um grande desafio que impõe uma permanente atuação para o fortalecimento e a integração entre todos os atores que formam esta rede de gestão do Turismo. o Ministério do Turismo vem planejando investimentos e ações. a atividade foi regulamentada por um complexo conjunto de normas que dispõe sobre seu funcionamento e operação. viabilizando a totalidade de sua operacionalização. Os trabalhos são liderados pelo Grupo Executivo da Copa. com as suas respectivas parcerias. ao propiciar à Política Nacional de Turismo a institucionalidade desejada. onde interagem estes diversos atores. no planejamento. em que fique clara a participação e a responsabilidade de cada nível. dos órgãos governamentais e das representações da sociedade civil. Neste contexto. transparência e participação no planejamento das ações. constituem os ambientes propícios que devem permitir uma maior visibilidade. ente os quais o Ministério do Turismo. a intermediação na prestação dos serviços pelos agentes de viagens etc. Falta ainda avançar em seus decretos regulamentadores. é fundamental a articulação. a regulamentação passa a ser um arcabouço de difícil entendimento e aplicação. e os Jogos Olímpicos. Diversos aspectos peculiares ao funcionamento do Turismo ainda devem ser considerados no âmbito da regulamentação da atividade. tais como a obtenção de vistos e a imposição de taxas. eventos que exigem um planejamento estruturado de ações. e os controles e imposições burocráticas. coordenação e acompanhamento das ações a serem empreendidas. para subsidiar a elaboração de políticas nacionais. em como seus desdobramentos para as Unidades da Federação e Municípios. Em sua evolução. o MTur articula-se com outros países buscando a troca de experiências sobre a organização de megaeventos esportivos. Para fazer frente a tais desafios. em 2014. Para o sucesso destas iniciativas. considera-se que colegiados fortalecidos. em 2016. Contudo.A expectativa é que a proposta de gestão descentralizada funcione como uma rede nacional. primeiramente por meio do levantamento das principais demandas. destacam-se os entraves ao desenvolvimento da atividade turística entre países vizinhos. o maior desafio para os próximos anos é a preparação do País para sediar a Copa do Mundo de Futebol FIFA. no rio de Janeiro. defesa dos interesses do consumidor. Em complemento a este trabalho. . composto por cinco ministério. o Ministério do Turismo vem aprimorando sua atuação em fóruns organismos internacionais. de forma institucionalizada. No que se refere à regulamentação. sem uma sistemática que integre ou articule essas normas. No âmbito das relações institucionais internacionais. em negociações de acordos de cooperação internacional e na realização de estudos de prospecção e difusão de melhores práticas internacionais. buscando potencializar os recursos demandados para os dois eventos. Para tanto. A aprovação da Lei do Turismo constitui um marco importante. tais como aqueles relativos ao trabalho temporário. que tem sido articulado pelo governo federal.

o que tem propiciado maior efetividade nos processos de gestão. que vêm sendo permanentemente elaborados. A produção e a disseminação de informações baseadas em pesquisas contínuas e confiáveis proporcionam o surgimento de uma nova cultura. é essencial para a estruturação e implementação de um sistema nacional de estatísticas de Turismo. Para tanto. mas pelo consumo. Além disso. Grandes avanços vêm sendo obtidos com relação à produção de estudos e pesquisas sobre o setor. trata-se de uma atividade econômica que não se define pela produção. para esta atividade. Por se tratar de uma atividade relativamente recente. especificamente. mas. Mas ainda existem lacunas para um conhecimento mais aprofundado da atividade e seus impactos. o que impõe grandes limitações na obtenção de dados pelos métodos estatísticos tradicionais. são imprescindíveis informações que subsidiem as decisões.Informação A dificuldade de obtenção de dados produzidos e organizados de forma sistemática e contínua não é um problema exclusivo do setor turístico. configuram importante avanço . ferramenta estratégica para orientar a tomada de decisões do setor público e da iniciativa privada. facilitando a profissionalização e otimizando a aplicação dos recursos públicos e privados. os estudos e pesquisas. A continuidade dos esforços para a produção de informações sobre a oferta e demanda turística. este fato é agravado pela falta de referência conceitual. que possibilite apurar a dimensão da atividade. bem como mensurar seus impactos econômicos e sociais.

. de modo que os serviços de imigração possam ser utilizados também como fontes preciosas de informações. Os dados e informações provenientes deste sistema são elementos fundamentais ao acompanhamento das metas do Plano Nacional de Turismo e para o atendimento às disposições da Lei Geral do Turismo. Além disso. Também as limitações relativas à comunicação e à disseminação das informações constituem um gargalo para o desenvolvimento das ações. que têm políticas de fronteira semelhantes. este tema deve ser sempre priorizado. Como se trata de uma atividade multifacetada. No entanto. sistematização. A perspectiva de implementação efetiva da metodologia das Contas Satélites do Turismo no Brasil. regional e municipal. de pesquisa e de produção de dados e registros estatísticos das mais diversas áreas do conhecimento. impõe a consolidação desta plataforma interinstitucional como condição essencial para que o País possa produzir indicadores de resultados e impactos da atividade. consolidadas e reconhecidas internacionalmente. passou por diversos aprimoramentos que possibilitaram uma busca mais rápida e objetiva das informações disponíveis. nacional. de forma que se possa avançar. Especificamente em relação à sistematização de informações sobre a oferta turística. a produção e disseminação de informações e dados sobre o Turismo sugere uma interação com instituições acadêmicas. de forma a integrar-se a um sistema que propicie a comparabilidade no mercado internacional. não existe ainda uma ferramenta que possibilite o envio automático de informações a usuários cadastrados. Apesar dos grandes avanços obtidos. de modo a consolidar uma verdadeira plataforma interinstitucional. No que tange à disseminação dos dados. que desde seu desenvolvimento. deve-se evoluir na uniformização das informações e nos métodos de coleta. O processo de geração. portanto. tanto dos setores governamentais quanto dos agentes privados. é necessário investir na padronização dos dados de demanda e fluxos turísticos domésticos. O Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos Cadastur do Ministério do Turismo também se insere no âmbito das iniciativas que visam prover o mercado e o governo de informações confiáveis. A existência de um sistema que defina as bases para a coleta. de acordo com a recomendação da OMT. sistematização e disseminação destas informações demanda constante aprimoramento e. A exemplo do que acontece em outros países. efetivamente. tratamento e disseminação dos dados é indispensável para a garantia da validade e comparabilidade dos dados nas instâncias administrativas internacional. pode-se destacar o portal do Ministério do Turismo na internet. estadual. Isto impõe uma articulação complexa que ainda não tem sido fomentada em toda a amplitude demandada. o aprimoramento das metodologias de aferição ainda significa um desafio. é fundamental progredir na implementação do inventário. o que limita seus alcance e sua eficácia como ferramenta de apoio à tomada de decisão para os gestores públicos e privados.para a consolidação deste sistema. no aprimoramento do sistema nacional de informações sobre e para o Turismo. contribuindo com dados sobre o mercado em geral e com pesquisas sobre emissivo e receptivo.

médio e longo prazos. o Ministério optou por uma estratégia de priorização. Em função de adequações e reordenamento.819 municípios. envolvendo 3. Para isso. valorizada e integrada num mercado mais abrangente. as avaliações e valorações do . no qual cada peculiaridade local pode ser contemplada. envolvendo 3. A seleção dos destinos indutores considerou os 87 roteiros apresentados no 2º Salão do Turismo em 2006. foi definido o conceito de destino indutor. que permitisse foco e potencialização dos recursos disponíveis. o mapa atual apresenta 276 regiões turísticas. agregando valor aos territórios. que é aquele capaz de induzir o desenvolvimento regional. pelo qual os municípios são incentivados a um trabalho conjunto de estruturação e promoção. onde diversos municípios se integram e se complementam na prestação de serviços aos turistas.635 municípios/distritos. A estruturação da oferta turística pode ser potencializada se considerada em sua dimensão regional. Em função da diversidade de destinos turísticos do País. o MTur vem realizando em conjunto com Estados e Municípios. No âmbito deste Programa.Estruturação da Oferta Turística A dimensão e diversidade do território brasileiro são de tal ordem que a estruturação e organização da oferta turística do país constituem um dos maiores desafios para a gestão e o desenvolvimento sustentável da atividade. qualificação e promoção. para identificar as regiões e roteiros que devem ser objeto do ordenamento. foram identificadas 200 regiões turísticas. Tendo este princípio como referência. com visão de curto. gestão. o Ministério do Turismo criou e vem implementando o Programa de Regionalização do Turismo. processo habitual que reflete a própria dinâmica da atividade. o mapeamento turístico do País. Em 2006. estruturação.

buscando potencializar a permanente qualificação dos destinos turísticos brasileiros. O diagnóstico considera em 13 dimensões todos os aspectos relevantes para a estruturação adequada de um destino turístico. O diagnóstico compreende o Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional. e suas experiências e práticas exitosas devem ser multiplicadas.Plano Aquarela e do Plano de Marketing Turístico Nacional . qualificação e apoio à comercialização. O foco nos 65 destinos indutores não significa. Como resultado foram selecionados 65 destinos considerados indutores. que tem por objetivo monitorar anualmente a evolução do grau de competitividade dos destinos. e o próprio Ministério do Turismo. que os demais destinos turísticos brasileiros não devam ser apoiados na sua estruturação. de modo a promover um efeito indutor regional. No fortalecimento da governança. Esses destinos. fomentando a interrelação com as respectivas Regiões Turísticas. . Estas vertentes se complementam oferecendo os subsídios básicos para a gestão local dos destinos indutores. Municípios.Plano Cores do Brasil. fortalecimento da governança e aprimoramento da gestão local. são realizadas ações de capacitação e fortalecimento das lideranças locais.Plano de Marketing Turístico Internacional . além de outros estudos e investigações sobre investimentos do governo federal e sobre as potencialidades desses destinos. Estados. O foco nos destinos indutores busca acelerar o processo de qualificação. vêm recebendo investimentos técnicos e financeiros do MTur com o objetivo de aprimorá-los. presentes em todas as Unidades Federadas. A ação ministerial junto aos 65 destinos indutores se dá em três frentes: diagnóstico. também atuam no apoio à consolidação dos demais destinos. no entanto.

como é o caso da cabotagem para o turismo náutico e da formalização de serviços temporários para o turismo de eventos. quanto para a criação de novos produtos que possam ampliar e diversificar a oferta turística brasileira. promoção e comercialização dos roteiros turísticos. realizado em 2009 no Anhembi. uma das estratégias de mobilização. Não obstante todas as limitações. Estes esforços são importantes. com grande impacto para o desenvolvimento local e que contribuem para a promoção da diversificação da oferta turística. como ao surgimento de importantes nichos de consumo. particularmente em territórios fragilizados economicamente. deve haver uma atenção especial com a perspectiva da inclusão da produção local como fator de sustentabilidade. Inicialmente. mas também pela dimensão da inclusão e do respeito às diferenças. e constitui um marco no desenvolvimento da atividade turística no país. Ainda no âmbito da estruturação dos produtos turísticos. A identificação e conceituação dos segmentos mais expressivos da oferta turística nacional são referências para o planejamento e para a promoção nos mercados nacional e internacional. Ainda no que diz respeito à estruturação da oferta. com ênfase em 87 que agrupam 359 municípios de 116 regiões turísticas. em São Paulo. Em termos de produção associada ao Turismo. o enfoque recai na comercialização. devido não só as características e peculiaridades da oferta de novos produtos no Brasil.No 4º Salão do Turismo. o Brasil possui hoje um conjunto de produtos e segmentos diversificado. o que acabava por fugir ao escopo da ação do MTur. Não considerar a produção local no desenvolvimento do Turismo pode consolidar casos graves de exclusão social que devem ser evitados. Mas ainda há muito a avançar neste processo de segmentação. que pode ser potencializada e deve ser valorizada por um modelo de desenvolvimento do Turismo que se propõe includente. O evento resulta de um esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada. buscando o aperfeiçoamento e estimulando a sua qualidade.Os resultados alcançados pelo Programa de Regionalização do Turismo são apresentados anualmente no Salão do Turismo. A ação ministerial avançou na articulação estratégica. na sua estruturação. gerando resultados e abrindo perspectivas de desenvolvimento socioeconômico para as regiões turísticas. não só porque constituem um mercado em expansão. possibilitando expandir a oferta e sua comercialização para um mercado de consumo ampliado e diverso. Há que se considerar também a acessibilidade para pessoas com deficiência. visando formas de inserir a produção associada e o Turismo de base comunitária devem ser compreendidos como uma alternativa estratégica de valorização e qualificação dos destinos. foram apresentados 337 roteiros. junto ao mercado e ao poder público com atuação em assuntos que afetam segmentos específicos em todo o território nacional. trabalhou-se junto à produção propriamente dita. o Ministério do Turismo iniciou um processo de mudança na abordagem desta produção em relação ao turismo. particularmente no que se refere aos segmentos de estruturação mais recente e que tem um grande potencial de crescimento. . tanto no mercado nacional quanto no mercado internacional. tanto para a consolidação dos produtos existentes. Atualmente. a segmentação turística precisa ser desenvolvida de forma a aproximar a oferta da demanda e dos novos nichos de mercado.

A execução dos programas e ações. o redirecionamento das estratégias de promoção internacional com destaque para a diversidade natural e cultural do País e. a captação dos dois principais megaeventos esportivos . propiciando condições favoráveis de crescimento da atividade. Para tal. a qualificação profissional e o desenvolvimento do novo sistema de cadastramento de prestadores de serviços turísticos. fizeram frente a conjunturas desfavoráveis. da prioridade dada ao setor e da implementação da Política Nacional de Turismo. a revisão da legislação turística com a promulgação da Lei do Turismo. registram os avanços do setor. fluxos turísticos domésticos e entrada de divisas estrangeiras. a estruturação da oferta turística a partir do modelo proposto pelo Programa de Regionalização. o aumento do crédito para o setor.Turismo no Brasil    Turismo no Brasil Prestação de Serviços Turísticos Todas as Páginas Pagina 1 de 2 A partir do esforço empreendido pelo governo federal em parceria com a iniciativa privada. a exemplo da falência da empresa aérea Varig ou dos momentos mais graves da crise financeira internacional. Os resultados. a realização de cinco edições do Salão do Turismo. aliada à eficiente execução orçamentária. contribuiu a implementação do modelo de Gestão Descentralizada e Compartilhada. a atividade vem alcançando números crescentes nos últimos anos. a ampliação das campanhas de incentivo às viagens domésticas. Além disso. mais recentemente. medidos por meio de indicadores diretos e indiretos relacionados à geração de empregos.

20). Estes setores.Geração de Emprego e Renda Segundo a OMT. passou de 1. Além disto. No ano de 2008. demanda cerca de R$ 16. tais como indústria têxtil (R$ 27. que delimita os setores da economia relacionados ao setor. Mercado de Trabalho .00) e siderurgia (R$ 68. Segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica . Valor este bem menor do que o demandado por outros setores econômicos. A dimensão econômica do Turismo pode ser avaliada por meio da metodologia de Contas Satélites do Turismo.FIPE. De acordo com metodologia da OMT e os dados da RAIS. a Copa do Mundo FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. a partir dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). o Turismo é responsável pela geração de 6% a 8% do total de empregos no mundo. denominados Atividades Características do Turismo (ACTs). representam conquistas significativas. o mercado formal de trabalho nas Atividades Características do Turismo (ACTs). este número correspondeu a 5. são apresentados os principais resultados do Turismo no Brasil nos últimos anos.60 do valor de produção da atividade para a geração de uma unidade de emprego. o que representa um crescimento da ordem de 32. que registram as ocupações formais no País. A seguir. constituem a base para a avaliação do mercado de trabalho do Turismo.435.internacionais. com vistas a constituir um painel de referências para as projeções de comportamento da atividade no futuro e para as análises dos diversos aspectos que demandam encaminhamentos e intervenções que propiciarão o alcance dos objetivos estabelecidos. .90).71 milhões de pessoas empregadas. do Ministério do Trabalho e Emprego. no Brasil. em 2002.205. construção civil (R$ 28. a hotelaria. conforme recomendação da OMT. para 2.033.27 milhões de pessoas empregadas em 2008. é uma das atividades econômicas que demanda o menor investimento para a geração de trabalho.198.70% em seis anos.76% do total de empregos formais acumulados no País. um segmento intensivo em mão de obra e com grande participação na atividade turística.

sua utilização ainda é limitada. em razão da falta de correspondência com o . formais e informais. No entanto.41 mil ocupações. O número de ocupações formais e informais nas ACTs refere-se à meta dos Planos Nacionais de Turismo 2003/2007 e 2007/2010. considerando estudos que indicam uma relação de dois empregos informais para cada emprego formal.Tomando como referência o número de empregos gerados no mercado formal. nas Atividades Características do Turismo em todo o Brasil. conforme os dados apresentados no gráfico a seguir. por meio de estudos que vêm sendo realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada . o Brasil tem se destacado nas discussões internacionais sobre a metodologia das contas satélites. em parceria com o MTur.IPEA. pode-se chegar a uma aproximação para o número total de ocupações formais e informais. com maior precisão. Com esses estudos. Os números do estoque das ocupações formais e informais do Turismo estão apresentados no gráfico a seguir: A meta do Plano Nacional de Turismo refere-se ao número de ocupações formais e informais geradas em cada ano. A dimensão do mercado de trabalho do Turismo pode ser aferida. relativa à geração de empregos e ocupações no Turismo. Observa-se que no ano de 2008 forma geradas 457.

Os estudos elaborados pelo IPEA. Auxiliar de Transportes. nas quais apenas uma pequena parcela do total de ocupados está associada à demanda de turistas. com o apoio do MTur. Cultura e Lazer. que corresponde aos indicadores apresentados nos Gráficos acima. considerando também que o aumento total de ocupações será equivalente. a partir do ano 2010. identifica o total de pessoas ocupadas nas ACTs. Agência de Viagem.cálculo empregado em outros países. Uma das carências relacionadas ao mercado de trabalho em Turismo está vinculada à eficiência e à efetividade da qualificação profissional. a partir deste ano. Transportes. Por sua especificidade. Assim.3 ocupações informais. A distorção é mais evidente nas atividades Alimentação e Cultura e Lazer. a relação entre empregos formais e empregos informais passa a ser de 1 para 1. a metodologia acaba sendo mais precisa para dimensionar a real evolução do setor e a importância socieconômica da atividade. um ajuste no conceito deste indicador utilizado como meta do PNT 2007/2010 e também para as projeções respectivas dos cenários neste trabalho. mas optou-se por mantê-la neste patamar. Aluguel de Transportes. a metodologia do IPEA adota o percentual de trabalhadores que atendem exclusivamente a turistas. que tem grande impacto na qualidade dos serviços prestados e na ampliação e valorização das ocupações em .3. que a proporção da ocupação formal e informal varia sensivelmente nas ACTs e que quando consideradas em seu conjunto. cada emprego formal corresponde a 1. Por este motivo. Espera-se que esta relação possa ser reduzida nos próximos anos. o conceito não é adotado para a meta do PNT relativa à geração de ocupação no Turismo. transferindo empregos informais para formais no decorrer do período. A metodologia internacionalmente adotada. Em decorrência desta atualização. e maior precisão da relação entre as ocupações formais e informais do Turismo. As ACTs consideradas são Alojamento. propõe-se. Por meio do referido estudo. Essa relação foi obtida com base nos dados da PNAD de 2008. indicam. Alimentação. também. sem levar em consideração o percentual desses trabalhadores que prestam serviços somente a residentes e não a turistas.

no que se refere à valorização do profissional qualificado e no reconhecimento dessa qualificação como fator de competitividade. indiretamente.307.SENAC. Essa carência está relacionada à limitação de informações sobre a mão de obra de Turismo no Brasil. em termos da oferta de qualificação objetivamente demandada pelo mercado e adequada às suas condições. É importante considerar que este número não retrata a totalidade de qualificações realizadas para o Turismo no País. por permitirem maior fixação da mão de obra. o Ministério do Turismo tem como desafio o mapeamento permanente destas informações. em 2008. ao longo de sete anos.Plano Setorial de Qualificação . de modo a potencializar os resultados das suas ações. etc. quanto à oferta de qualificação. exercem. o que corresponde a expressivos 57. por meio de parcerias com instituições especializadas e dos cursos oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial .Fluxos Turísticos Domésticos O aumento da renda média e do consumo das famílias e a emergência de uma nova classe média no Brasil constituem uma oportunidade ímpar de fortalecimento deste mercado e de reconhecimento do Turismo como importante fator de desenvolvimento . Não obstante o montante e o crescimento do número de profissionais qualificados pelos programas referidos. inclusive cursos superiores.61% do total de empregados formais nas Atividades Características do Turismo no País. Os agentes privados também têm uma importância estratégica na efetividade desses resultados. As instituições que atuam na qualificação para o Turismo carecem de um trabalho mais integrado. Somados os números dos quadros acima.Turismo. impacto positivo na efetividade da qualificação profissional. considerando a existência de outras instituições que atuam nesta área.PLANSEQ. Mercado Interno .. que inclui o setor para a qualificação e preparação para inserção no mercado de trabalho dos beneficiários do Programa Bolsa-Família. de modo a atuar de forma integrada com as instituições que atuam no setor. É importante destacar ainda que ações implementadas para atenuar a sazonalidade dos fluxos turísticos. tanto no que se refere à limitação de informações sobre a mão de obra de Turismo no Brasil. Também não estão contabilizados os resultados do Programa Próximo Passo .805 pessoas. Neste sentido. realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com o apoio do MTur. 1. tanto no que se refere à demanda. com foco nas demandas do mercado. foram qualificadas pelas duas instituições. ainda há muito a avançar frente à carência do setor. como investimentos em centros de convenções. Os poucos dados disponíveis sobre a qualificação profissional em Turismo no Brasil resultam dos registros das ações empreendidas pelo Ministério do Turismo. apresentados nos quadros a seguir. programas promocionais para períodos de baixa ocupação.

em todo o país. etc. Considerando a taxa de permanência média de 8. campings e resorts) correspondem a 30. assim denominadas aqueles deslocamentos realizados mais de dez vezes ao ano para um mesmo destino. individualmente ou em grupo. As informações relativas às viagens domésticas são aferidas por meio de pesquisa amostral domiciliar realizada sob encomenda do Ministério do Turismo.econômico e social. do total de viagens domésticas realizadas. casas de parentes e amigos. excluindo deste número as viagens rotineiras. campings. e 30. 45.14 bilhões mobilizados pelo mercado de Turismo doméstico no Brasil naquele ano.60 em 2007.33 bilhões de pernoites no ano de 2007. ônibus.). o que permite estimar um montante de R$ 9. Quanto aos meios de transportes utilizados.). No que se refere aos meios de hospedagem. pousadas. No momento em que novos produtos entram.4% em ônibus. com pelo menos um pernoite no destino. A grande maioria dos turistas se utiliza de casas de parentes e amigos nos locais visitados (56. a utilização de serviços turísticos (hotéis. as viagens podem e devem ser incluídas neste rol. o gasto médio por dia realizado pelos turistas foi de R$ 58. a cada dia. negócios. resorts. na pauta de consumo dos brasileiros. etc. automóvel.8% do total de viagens realizadas. potencializando o consumo doméstico e aquecendo a economia. As viagens domésticas no Brasil vêm crescendo nos últimos anos.3% em avião.5% de 2005 a 2007. de meios de transporte (avião. Nas viagens domésticas são utilizados diferentes tipos de meios de hospedagem (hotéis. Os números apresentam uma expansão de 12. .1% foram feitas em veículos particulares.) e por diferentes motivações (lazer.3%).5 dias. conforme aferida pela pesquisa amostral domiciliar. quando foram realizadas em torno de 156 milhões de viagens domésticas. visita a parentes. As viagens domésticas referem-se às viagens realizadas pelos brasileiros no País. pousadas. foram gerados 1. Ainda de acordo com a referida pesquisa. 11. etc.

2 milhões de viagens realizadas por brasileiros pelo País. à exceção do Distrito Federal. o desembarque de passageiros de voos nacionais foi de 55. também é o maior emissor de turistas domésticos para outros estados (30. este número chega a um total de 302.68% acima do verificado no ano anterior. o que propiciou a popularização deste meio de transporte nos últimos anos no Brasil. em 2007. observa-se uma significativa redução.85 milhões.4% no Rio Grande do Sul. Quando considerado o preço médio do bilhete aéreo. entre os anos de 2002 a 2009. em Tocantins. Pelo Yield Tarifa.55%. No que se refere aos fluxos interestaduais. dado aferido de acordo com os registros regulares da Infraero. foram realizadas 146. Este percentual de fluxos intraestaduais varia de 29. Além das viagens domésticas. Espírito Santo. Um indicador importante sobre os fluxos no mercado interno do Turismo refere-se aos desembarques em voos nacionais. observa-se uma redução. ainda que se considere que esta também poderia ser resultado de uma maior quilometragem voada. quando o número de passageiros desembarcados foi de 48. Goiás e Mato Grosso do Sul. 14. Em 2009. a 87. em valores atualizados pelo IPCA.Uma importante informação sobre o mercado interno refere-se à predominância dos deslocamentos realizados no interior dos próprios Estados em quase todas as Unidades da Federação.2 milhões de viagens rotineiras em todo o País.2% do total de todo o País).4% do total de todo o País). Em 2007. O desempenho do setor aéreo no mercado doméstico foi influenciado pela queda no preço dos bilhetes aéreos.7 milhões. conforme mostra o quadro a seguir: . O crescimento dos desembarques domésticos entre 2002 e 2009 foi da ordem de 70%. Somadas às viagens domésticas. que corresponde ao valor médio que cada passageiro paga por quilômetro voado nas companhias aéreas nacionais. assim definidas aquelas com uma frequência superior a 10 viagens por ano para um mesmo destino. é realizado no Brasil um grande número de viagens rotineiras. traduzindo o excelente desempenho do setor da aviação civil no mercado interno. São Paulo é o estado que mais recebe turistas (27.8%. da ordem de 25.

Anac. sendo a oferta substituída pelas demais empresas aéreas brasileiras. houve um crescimento superior a 100% nos assentos-quilômetros pagos no tráfego. não houve redução significativa na oferta de assentos ente 2005 e 2006. a oferta e a demanda por transporte aéreo de passageiros no país. Entre 2003 e 2009. Essas variáveis representam. em 2009 houve um crescimento de 15. em linhas gerais.Outro indicador relativo ao mercado doméstico de viagens refere-se ao número de assentos-quilômetros oferecidos e assentos-quilômetros pagos.9% no número de assentos oferecidos por quilômetro e de 17. o que reflete o bom desempenho do setor no período. No tráfego doméstico. Ainda de acordo com os números apresentados. Comparando a 2008.39% no número de assentos pagos. de acordo com os dados que são disponibilizados nos Anuários Estatísticos da Agência Nacional da Aviação Civil . A relação entre os assentos-quilômetros ofertados e os assentos-quilômetros pagos traduz uma ocupação média das aeronaves. o aproveitamento . o que revela que a saída da Varig em 2005 pouco impactou o mercado doméstico.

em média. . Em 2008. o número total de desembarques na categoria analisada foi de 61. passando de 56. O transporte rodoviário coletivos regulares.80% para 71. segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres . O grau de importância desse serviço pode ser medido quando se observa que o transporte rodoviário por ônibus é a principal modalidade na movimentação coletiva de usuários nas viagens de âmbito interestadual.0%. último ano com informação disponibilizada pelo Anuário da ANTT.5 bilhões.1%.57 milhões de passageiros. considerada uma distância que. esboçando leve recuperação em 2009. implica em pernoite no local visitado. os desembarques de passageiros para percursos acima de 75 km. no Brasil é responsável por uma movimentação superior a 140 milhões de usuários/ano. dando continuidade a uma queda que acumula uma perda de 13% desde 2002. diminuiu a partir de 2007 para 68. Outro indicador importante relativo aos fluxos de turistas domésticos refere-se aos transportes rodoviários coletivos regulares. enquadrando deste modo o passageiro como turista.teve um aumento de 2002 até 2006. conforme informado no Anuário Estatístico da ANTT. com um faturamento anual superior a R$ 2. Sua participação na economia brasileira é expressiva.9%. o transporte rodoviário vem perdendo mercado. Esta taxa média de ocupação indica um mercado interno aquecido para o transporte aéreo no País. O Plano Nacional de Turismo 2007-2010 adota como indicador. relacionado à meta de viagens domésticas. com 66. porém.400 ônibus.ANTT.75%. e utiliza 13. No entanto. O gráfico a seguir apresenta os números de desembarques de passageiros em transportes rodoviários desta categoria. reduziu para 65. Em 2007. O transporte rodoviário de passageiros.

além de constituírem uma parcela importante do mercado de consumo. o setor opera hoje com uma demanda que corresponde a 20% da demanda registrada em 1985. particularmente no que se refere às viagens de curta distância. de acordo com os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores . de acordo com estudo realizado pela Câmara Brasileira de Turismo da Confederação Nacional de Comércio. apresentados no gráfico abaixo. o licenciamento de veículos individuais cresceu 80% entre os anos de 2002 e 2008. Estes dados sinalizam para a necessidade de especial atenção a este segmento dos transportes. . apresentam um grande potencial de crescimento com a entrada de novos grupos de consumidores no Turismo. particularmente para os deslocamentos curtos e as viagens rotineiras. Este dado revela um potencial de expansão das viagens domésticas por duas vias: pela maior mobilidade dos brasileiros.Anfavea. e pelo aumento de consumo da população.Em relação ao transporte turístico. No que se refere ao uso do transporte individual. particularmente para as curtas distâncias e as viagens de mais baixo custo que. que representam uma importante alternativa para as viagens domésticas. O aumento da frota de veículos individuais contribui para o crescimento dos fluxos turísticos no mercado interno. que abre novos nichos de mercado para o Turismo interno.

que apura a parcela do perfil do mercado de Turismo na frota do setor de locação de automóveis (nº total da frota x(% turismo de lazer + % turismo de negócios). Em 2008. desembarques aéreos. à exceção dos números relativos ao transporte coletivo rodoviário de passageiros.44% no número de veículos alugados para turistas. a perda de posição dos transportes coletivos rodoviários de passageiros.Os dados relativos ao crescimento dos desembarques domésticos já apresentados e os dados do gráfico acima. um comportamento divergente ao crescimento do Turismo no País nos últimos anos. relativos aos licenciamentos de veículos particulares (automóveis). explicam.61%. houve um aumento de 12. Este número é aferido com base nos registros da Abla . todos os demais indicadores relacionados aos fluxos de turistas domésticos (viagens domésticas. em parte. assentos ofertados e . Desde o ano de 2002 até 2008. observase o crescimento desse indicador em torno de 96. Outro indicador relacionado aos fluxos turísticos domésticos refere-se ao número de veículos alugados por turistas no país. conforme gráfico a seguir: É importante destacar que.Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis. quando comparado ao ano anterior.

veículos licenciados e veículos locados para turismo) apresentam um excelente desempenho. e os demais indicadores relacionados aos fluxos domésticos apontam para um crescimento igual ou superior a 10% ao ano. As viagens domésticas cresceram em torno de 12. nos últimos cinco anos.pagos.Entrada de Divisas Estrangeiras O resultado da receita cambial turística nos últimos anos aponta para o fortalecimento da atividade no mercado internacional. Mercado Externo.30 bilhões. entre 2002 e 2008. . atingindo a cifra de R$ 58 milhões.94%. esse valor representa um crescimento de 165% se comparado ao ano de 2002 (US$ 2 bilhões).5% entre 2005 e 2007. em 2009. Apesar de inferior ao máximo histórico registrado em 2008. No mesmo período. De acordo com os dados do Banco Central. o crescimento da receita turística mundial foi de66%. Uma informação relacionada aos fluxos turísticos domésticos refere-se aos investimentos realizados anualmente pelo Ministério do Turismo em promoção interna. em 2009 o Brasil registrou uma receita cambial turística de US$ 5. Estes recursos aumentaram 155.

o saldo apresenta.95% no período. afetou consideravelmente importantes mercados emissores internacionais para o Brasil. após mais de 10 anos com saldos negativos. Tomando o ano de 2002 como referência.0%. que mesmo tendo seus efeitos atenuados em função das medidas anticíclicas. apresenta uma tendência à estabilização. o que motivou muitos brasileiros a realizar viagens ao exterior. O ano de 2009 registrou uma pequena queda. o crescimento até 2008 foi da ordem de 33. O saldo cambial líquido do Turismo. com números pouco superiores a 5 milhões desde então. . O País registrou cerca de 6. 73% chegaram ao país por via aérea.36 milhões.6%. Chegada de Turistas no Brasil (em milhões) Dos turistas estrangeiros que o Brasil recebeu em 2008. que apresentou resultados positivos em 2003 e 2004. certa estabilidade desde 2004. Sobre esse resultado. desde 2005. em 2009.59 bilhões. em função da estabilidade econômica e da valorização do real em relação ao dólar. inferior a 1%. Esses números têm mantido. um déficit crescente. depois de apresentar um crescimento superior a 40% entre os anos de 2003 e 2005. É importante esclarecer que estes desembarques internacionais incluem. hão de ser considerados os impactos causados pelo encerramento das operações da companhia aérea Varig. no mesmo período. adotadas pelo governo federal. também brasileiros voltando do exterior. bem como a sua permanência e aos gastos realizados. além dos turistas estrangeiros. em relação a 2008. o crescimento é de 39. chegando a 5. apresentou déficit de US$ 5. Se considerada a série de 2002 a 2009.Mesmo com o crescimento da receita.48 milhões de passageiros desembarcados de voos internacionais em 2009. pela pandemia de Influenza A (H1N1) e pela crise financeira internacional. assim como a entrada de turistas estrangeiros. A geração de divisas pelo Turismo está diretamente relacionada à entrada de turistas estrangeiros no País. Esta chegada de turistas estrangeiros. o crescimento do Turismo internacional no mundo foi da ordem de 31.

relativos às operações internacionais de empresas aéreas brasileiras. evidencia-se a limitação . houve aumento gradativo do número de assentos oferecidos. que mesmo com a recuperação gradativa. no entanto. de acordo com os dados disponibilizados nos Anuários Estatísticos da Anac. Em 2006. não obstante a tendência de recuperação no início de 2010. influenciado pela saída de operação da Varig. apresentados no gráfico a seguir: No mercado internacional. considerando a expansão da economia brasileira e mundial no período. houve variação no número de assentos-quilômetros oferecidos ao longo dos anos. É importante destacar. após esse período. houve uma diminuição expressiva da ordem de 36. Entretanto.Outro indicador relativo ao mercado internacional do Turismo refere-se ao número de assentos-quilômetros oferecidos e assentos-quilômetros pagos. Este patamar se manteve baixo também durante o ano de 2007. em 2009 ainda não havia sido recuperada a oferta disponível em 2005.70% no número de assentos-quilômetros ofertados. analisando apenas as empresas brasileiras. o aumento do emissivo internacional brasileiro e da demanda internacional.

o que possibilitou o aumento da conectividade do país. O ápice desse processo de captação de eventos internacionais se deu com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. No período que vai de 2002 a 2009. aumento o número de companhias aéreas internacionais no mercado brasileiro. a cada ano.0%. de acordo com o gráfico a seguir. um número maior de cidades turísticas brasileiras se insere no rol de hospedeiras de eventos internacionais. com uma taxa de ocupação bastante competitiva.importante representada pela oferta aérea no desenvolvimento do receptivo internacional brasileiro no período.0% em 2007. é importante destacar que. Em 2009 este número cresceu para 933 voos semanais para 30 países. que colocam o País em destaque no cenário mundial e abrem grandes perspectivas para o desenvolvimento do Turismo brasileiro. Nos últimos anos. Além deste crescimento no número de eventos captados. oscilou de 75. além de eventos conexos. Um fator que influencia positivamente e sinaliza para a expansão do mercado internacional do Turismo no Brasil refere-se à realização de eventos internacionais no País. girando em torno do patamar de 70. o Brasil galgou posições no ranking da Internacional Congress and Convention Association . Por outro lado. O País passou da 19ª posição em 2003 para a 7ª posição em 2008. indicando uma desconcentração na oferta de destinos qualificados para o turismo de negócios. A ocupação média das aeronaves brasileiras em voos internacionais pode ser obtida pela relação entre os assentos-quilômetros ofertados e os assentos quilômetros-pagos. . esta ocupação. nos demais anos o setor apresenta um desempenho operacional melhor do que o mercado doméstico.ICCA relativo aos maiores captadores de eventos no mundo. A exceção de 2007. Segundo dados da Anac. o Brasil possui hoje mais frequências semanais com destinos internacionais.8% em 2005 a 65. quando foram realizados 254 eventos internacionais. Os anos de 2008 e 2009 apontam para uma melhora nesta ocupação. Embora a oferta de assentos disponíveis em 2006 não tenha sido recuperada. em 2003 eram 563 frequências semanais regulares para 26 países.

Em 2009.87 milhões em promoção externa do Turismo brasileiro. uma retração se comparado aos anos anteriores. Turismo no Brasil . uma consequência da crise financeira internacional.Plano Aquarela . Esta retração ocorreu em função do maior contingenciamento de recursos orçamentários. que visaram reposicionar a imagem do destino turístico Brasil no mercado internacional.Também pode ser observado. a partir das diretrizes do plano de marketing internacional . o crescimento nos investimentos em promoção externa.e do esforço de inserir o Brasil dentre os maiores destinos de realização de eventos internacionais. O orçamento do ano de 2010 reverte essa queda e sinaliza com a disponibilidade recorde de U$ 98 milhões. foram investidos U$ 39.

Cadastur.Prestadores de Serviços Turísticos A prestação de serviços turísticos no Brasil se desenvolveu de maneira informal em decorrência das dificuldades burocráticas inerentes ao processo de formalização empresarial.846 prestadores de serviços cadastrados em situação regular. constituindo-se num forte indutor ao processo de formalização. .Rais. A análise do processo de formalização pode auxiliar no diagnóstico das dificuldades da atividade e contribuir para a proposição de ações que atuem no enfrentamento deste gargalo. Com uma grande parcela destes prestadores de serviços composta por organizações familiares e de pequeno porte.1% comparado a 2008. Os números retratam a quantidade de cadastros em situação regular no Cadastur no encerramento de cada ano. Conforme observa-se no gráfico a seguir. do Ministério do Trabalho e emprego relativos a hotéis e agências de viagem. o Turismo brasileiro ainda é uma atividade que opera com grande participação do mercado informal. "renovação" e "análise de alteração".771/08. ou seja. é a atração de um número cada vez maior desses agentes turísticos para a formalidade. Estes registros traduzem uma expansão e maior formalização da atividade nos últimos anos. o que representa um aumento de 6. São regulares aqueles em situações de cadastro "inicial". em média oito mil novos cadastros a cada ano são somados ao Sistema. Lei nº 11. existiam 36. como parte do processo de qualificação desses serviços. cadastros oriundos somente da situação "cadastro inicial". além dos registros da Relação Anual de Informações Sociais . O cadastro no Ministério do Turismo se tornou obrigatório com a aprovação da Lei do Turismo. Em face das limitações de informações sistematizadas sobre o mercado turístico no Brasil. Uma informação relevante sobre o processo de formalização da atividade refere-se ao número de novos cadastros regulares dos prestadores de serviços turísticos por ano. do Ministério do Turismo. Um objetivo permanente. Em 2009. buscou-se trabalhar com os dados de registros do Sistema de Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos .

uma cobertura maior que o Cadastur. movimenta mais de R$ 60 bilhões por ano no Brasil. são apresentados os registros da Rais.A partir dos registros da Rais (grupo 551 da CNAE). um contínuo aumento do número de estabelecimentos hoteleiros e outros tipos de alojamentos temporários formalizados no Brasil. o crescimento foi de 31. De 2003 a 2008. relativos a duas importantes categorias de prestadores de serviços que atendem predominantemente a turistas: alojamentos e agentes de viagem. como mostra o quadro a seguir. foram criadas 2.01%. tendo. .927 agências de viagem em todo o País. Na sequência. de acordo com os dados da Rais. segundo o Sebrae.Novos Cadastros de Prestadores de Serviços Turísticos (unidade) O universo de registros da Rais abrange todas as atividades regulares. é possível observar. No período de 2002 a 2008. neste sentido. As agências de viagem formam um enorme contingente de micro e pequenas empresas que.

de modo geral. registrando desempenho satisfatório nos últimos anos. revelam que. para os quais são particularmente sensíveis as pequenas e médias empresas. a atividade turística no País vem se fortalecendo e se consolidando como um importante segmento gerador de negócios e de empregos diretos e indiretos. Resultados registrados pela Iniciativa Privada Os estudos realizados junto à iniciativa privada confirmam que o setor de Turismo no Brasil começa a atingir a maturidade econômica. que predominam no universo de prestadores de serviços turísticos no País. para estes ramos e para o universo que eles representam. mas também por meio de ações de incentivo relacionadas à simplificação dos procedimentos normativos e regulamentares. apresentados a seguir. não só por meio de campanhas de sensibilização junto aos agentes turísticos. com a ampliação da participação no mercado internacional e um crescimento setorial acima das taxas de crescimento geral da economia. . Estes resultados. As empresas relacionadas ao Turismo vêm. Isso pode ser estimulado.Agências de Viagem e Operadores de Turismo (unidade) A formalização das atividades é um caminho eficiente para se avançar no processo de qualificação dos serviços turísticos.

por segmento pesquisado: Agências de Viagens As mais elevadas variações médias do faturamento foram verificadas em anos alternados. apresentando maiores aumentos nos anos pares e menores nos ímpares. respectivamente). Cabe destacar que com relação a emprego. respectivamente).1%. acompanhando o desempenho do faturamento apurado pelas Pacet. Os dois percentuais mais elevados ocorreram em 2008 e 2004 (25.6% e 20. 2006. 2004. Feiras e Eventos . ano em que a pesquisa foi iniciada. os resultados foram positivos para as atividades relacionadas ao Turismo.8%. ou seja. conforme apresentado a seguir. ainda que ínfimo (-1. enquanto que os menores crescimentos (em realidade. realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).A Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo . as variações são menos amplas. quedas do faturamento) foram detectados em 2009 e 2007 (-4.7% e -1. mostra que desde 2004.6% em 2009). No que concerne aos postos de trabalho. sendo observado apenas um declínio na série histórica. previsão). 2008 e 2010 (neste caso. verificou-se igualmente alternância.Pacet.

respectivamente). embora as variações médias sejam de menor proporção.3%.8% em cada um desses anos). acusando tênues declínios (-1. registrando elevação do faturamento na faixa compreendida entre 12. antevendo-se alguma recuperação para o corrente ano. As variações médias dos postos de trabalho foram menos intensas.5% até atingir 30.6%. Quanto ao contingente de pessoal.2%).2% no ano em curso. No que se refere a emprego. Meios de Hospedagem Mais um ramo cujo desempenho tem sido considerado bastante favorável.9% e 59. bastante superiores às do faturamento (22. observaram-se maiores elevações percentuais nos anos de 2006 e 2007 (34. ainda assim constatou-se ligeiro crescimento (1. embora positivos.6%) e um mínimo em 2009 (+2.1% e 18.9%) os demais anos apresentaram variação média entre 11. cujos incrementos percentuais são os mais modestos: no que diz respeito ao faturamento. respectivamente). as variações do quadro de pessoal são menos intensas.7%.6%).0%) em 2005 e 2007 e percentual máximo em 2006 (+19.6%).1%). declinando drasticamente em 2009 (ainda assim positivo em 1. detectando-se perspectiva de expansão de 21. com elevados percentuais apurados principalmente no quinquênio 2004/2008. os incrementos são menos amplos. a partir de então. Transporte Rodoviário Trata-se do segmento que apresenta a série mais curte.4%.5% no período 2004/2008. mais fortemente no biênio 2004/2005 (+28. . Acompanhando o comportamento geral.0% e 23. Transporte Aéreo Mais um ramo do Turismo a apresentar notável evolução tanto em termos de faturamento quanto a postos de trabalho.A série de variação média do faturamento iniciou em 2004 com crescimento mínimo de 5. respectivamente) superou os prognósticos mais otimistas. Ainda que o ano de 2009 tenha sido influenciado negativamente pela crise financeira internacional. O aquecimento dos negócios estimulou os empresários em geral a realizarem contratações adicionais de pessoal ao longo de todos esses anos. a variação média atingiu um máximo em 2008 (+12. o qual foi registrando incremento até atingir o máximo de 27. iniciada em 2007.0% e +47. sendo que à exceção de 2009 (+2. Locadoras de Automóveis Tal ramo tem apresentado evolução anual bastante satisfatória.7%).5%.5% e +21. verificaram-se também resultados satisfatórios. Operadoras A expansão do montante auferido em 2004 e 2008 (+47.1% do que nos anos imediatamente anteriores.3% em 2006. tendo acusado maiores percentuais no biênio 2004/2005 (pouco mais de 10%) e decréscimo somente em 2009 (-2. constataram-se aumentos menos amplos. respectivamente).9% e 7. A série histórica iniciada em 2005 revelou crescimento até 2008 (desde 21. mas igualmente positivos (2.7%). Em relação ao observado em 2009 e ao vislumbrado para 2010.

ações e projetos do setor.2%. com destaque para as companhias aéreas (+17. o maior e o menor valor foram detectados igualmente em 2008 e 2009 (+3.2%) e principalmente 2009 (-29.0%. Os empresários. os empresários afirmaram que houve estabilidade no faturamento quando comparado a 2008.0%). isto se reflete na credibilidade que o Ministério do Turismo tem obtido na formulação e implementação das políticas públicas para o setor. a atividade vem ganhando o devido reconhecimento como um importante vetor de desenvolvimento socioeconômico. desde a sua criação o Ministério tem procedido a execução de quase 100% do limite disponibilizado. sobre as perspectivas para o desenvolvimento da atividade.1%). O crescimento da atividade turística teve reflexo positivo sobre o quadro de pessoal. o que enfatiza o seu compromisso frente ao setor. mas 2006 (-4. em 2003. conforme decretos de programação financeira. no âmbito do ministério do Turismo e do conselho Nacional de Turismo.5% e -0. induzirá a contratação de mão de obra adicional (prevista em 11.quanto aos postos de trabalho. em suas duas edições 2003/2007 e 2007/2010.9%) que. O nível de emprego também apresentou flutuações. influenciado pela crise econômica mundial e pela gripe H1N1. No que concerne a faturamento. essa atividade foi grande contratante. impulsionado principalmente pelos segmentos eventos e feiras.3%).2 bilhões. A elaboração do Plano Nacional de Turismo.1%. A prioridade dada ao Turismo pelo governo federal se reflete nos orçamentos anuais e sua execução. em apoio às atividades. contou com a ampla participação dos setores representativos e foi precedida de momentos de reflexão. Considerando os limites autorizados anualmente. respectivamente). manifestam otimismo em relação ao montante a ser auferido (+17. aumentando seu efetivo de pessoal em 7. Institucionalmente. Assim. Turismo Receptivo Trata-se do ramo que apresentou maior instabilidade em termos de evolução da série histórica da Pacet. Orçamento.9%) e operadoras de turismo (+12. de modo geral. cabendo destacar a ponderável queda apurada em 2009 (-24. Vale ressaltar que o crescimento médio das atividades características do Turismo em 2009 alcançou 1. Crédito e Investimentos Desde a criação do Ministério do Turismo e a reativação do Conselho Nacional de Turismo. incluindo recursos de programação e emendas parlamentares.4%) frustaram as expectativas empresariais. quando o segmento foi mais atingido pela crise financeira internacional. caso venha a se confirmar. No período de janeiro de 2003 a dezembro de 2009. o Ministério do Turismo aplicou. o valor correspondente a R$ 9. no âmbito de um processo aberto e democrático decorrente de uma proposta de gestão descentralizada.3%) e feiras (8. os biênios 2004/2005 e 2007/2008 registraram resultados satisfatórios. No que concernem aos resultados do ano de 2009. . o qual elevou-se de 2008 para 2009.

BNDES.No período de 2003 a 2009.BNB).58 bilhões. CAIXA. foram da ordem de R$ 5. um aumento de 55. os investimentos do Ministério do Turismo. Em 2009. Financiamentos concedidos para o Turismo (R$ bilhões) . Nas áreas de promoção e apoio à comercialização. o valor dos financiamentos concedidos pelas instituições financeiras federais chegou a R$ 5.24 milhões em promoção externa. Banco do Brasil . De 2007 a 2009. Banco da Amazônia .57 milhões entre 2004 a 2009 em promoção interna e US$ 263.Basa e Banco do Nordeste . Tomando como referência os valores concedidos por instituições financeiras oficiais (Banco Nacional do Desenvolvimento . ano da criação do Ministério do Turismo.BB. o Ministério do Turismo repassou para estados e municípios recursos do Orçamento Geral da União da ordem de R$ 620 milhões para fazer frente às contrapartidas do PRODETUR.5% se comparado ao ano anterior. observa-se um crescimento da ordem de 400% desde 2003.82 bilhões. sem considerar a contrapartida federal do Programa de Desenvolvimento do Turismo Nacional Prodetur. em infraestrutura turística. foram investidos R$ 196. Outro indicador da expansão do Turismo nacional e de sua posição cada vez mais significativa na economia brasileira é o crescimento do volume de crédito destinado ao setor.

. Em 2009.88%. Os bancos oficiais vêm desenvolvendo novos produtos e serviços financeiros em que o crédito é oferecido ao turista. o valor chegou a 118. com recorte dos segmentos específicos do Turismo. O número disponível relativo ao crédito ao consumidor refere-se unicamente ao valor das autorizações do Cartão Turismo CAIXA. esse crescimento foi de 100.O financiamento ao consumidor final também constitui outro relevante insumo para o desenvolvimento do Turismo. O montante de recursos governamentais e de financiamento concedidos pelas instituições oficiais de crédito à iniciativa privada. ou seja. Observa-se um crescimento contínuo do valor das autorizações do Cartão Turismo CAIXA desde sua criação. o que corresponde a um aumento de 23. de forma desburocratizada.98 milhões. tem sido um grande alavancador do desenvolvimento do turismo interno do País. com grande aceitação pelos consumidores e com impactos positivos na comercialização de produtos no mercado interno. em três anos o valor dobrou. para a produção e o consumo. No período de 2006 a 2009.64% quando comparado ao ano anterior.

com recursos da ordem de R$ 1.99 bilhões.BNDES lançou programa específico de financiamento para a Copa do Mundo de 2014 destinado ao setor de hospedagem. Os investimentos apresentados referem-se aos compromissos assumidos para os temas "mobilidade urbana" e "estádios/arenas". totalizando mais de R$ 17. principalmente àqueles vinculados ao Turismo. aeroportos. Diversos acordos e compromissos vêm sendo assumidor por entes governamentais e instituições privadas no sentido de priorizar os investimentos necessários a sua realização.Copa do Mundo e Compromissos Assumidos A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. e a realização da Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016 são grandes desafios e oportunidades excepcionais para o desenvolvimento do Turismo brasileiro. Considerando a data limite para conclusão das reformas e construções necessárias. Estados e Municípios para viabilizar os recursos e ações necessários à realização desses eventos.48 bilhões. e os federais de R$ 11. estão previstos também investimentos em portos. assim como a Copa das Confederações em 2013. De acordo com a Matriz. Para tanto. deve ultrapassar a promoção dos atrativos turísticos nacionais. sendo de responsabilidade dos clubes brasileiros de futebol profissional que são proprietários de estádios a serem utilizados. bem como a melhoria da infraestrutura e a qualidade dos serviços turísticos. Trata-se dos maiores eventos esportivos do mundo. é preciso criar as condições necessárias para que tais eventos sejam capazes de consolidar o Brasil como um dos principais destinos turísticos mundiais. Além dos compromissos assumidos de acordo com a Matriz de Responsabilidades. estadual e federal.17 bilhões. É importante destacar que outras . os estaduais de R$ 3. com forte apelo midiático e significativa capacidade de geração de emprego e renda para os setores envolvidos. O quadro a seguir ilustra a prioridade e foi elaborado a partir da Matriz de Responsabilidade celebrada entre União. infraestrutura turística e segurança. cujos recursos estão divididos em privado. O legado. municipal. porém. Os investimentos municipais serão de R$ 1. em sua realização. os recursos privados são da ordem de R$ 333 milhões.36 bilhões. a preparação para estes eventos antecipa e prioriza os investimentos no desenvolvimento da infraestrutura básica turística. direta e indiretamente. Além destes.0 bilhão. o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social .

. segurança pública.áreas também podem ser objeto de financiamentos concedidos pelo BNDES em temas como desenvolvimento tecnológico. ao mesmo tempo. particularmente no que se refere à acessibilidade e à mobilidade urbana. um desafio e uma oportunidade. não só para a consolidação e reconhecimento do Turismo como importante fator de desenvolvimento socioeconômico para o País. A preparação para a realização dos dois eventos referidos constitui. mas também para a construção de um novo patamar de qualidade dos territórios e da rede de cidades no Brasil. energia e infraestrutura aeroportuária.