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Aulas 03 e 04

Curso Preparatório para Auditores Fiscais, Técnicos, Analistas e Carreiras Afins.

Direito Administrativo Profª Fernanda Marinela

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3. ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO

1. FORMAS DE PRESTAÇÃO DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA: a) Centralizada: atividade exercida pelo próprio Estado (Administração Direta) b) Descentralizada (outorga e delegação) c) Desconcentração: distribuição interna de partes de competências decisórias, agrupadas em unidades individualizadas. OBS: Não confundir: Descentralização Política com Descentralização Administrativa (pode ser: descentralização territorial ou geográfica, descentralização por serviços, funcional ou técnica e descentralização por colaboração).

2. ADMINISTRAÇÃO DIRETA

- ÓRGÃOS PÚBLICOS - é centro de competência governamental ou administrativo, tem necessariamente funções, cargos e agentes, mas é distinto desses elementos, que podem ser modificados, substituídos ou retirados sem supressão da unidade orgânica. Os órgãos integram a estrutura do Estado por isso, não tem personalidade jurídica nem vontade própria, são meros instrumentos de ação dessas pessoas jurídicas.

- Classificação: a) Quanto à posição estatal: independentes, autônomos, superiores e subalternos; b) Quanto à estrutura: simples e compostos; c) Quanto à atuação funcional: singulares e colegiados d) Quanto às funções: ativos, consultivos e de controle

3. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA - ou descentralizada é composta por entidades que possuem personalidade jurídica própria e são responsáveis pela execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada.

- Características: a) personalidade jurídica própria (responde pelos seus atos, patrimônio próprio, receita própria e capacidade administrativa, técnica e financeira); b) criação e extinção dependem de lei c) sua finalidade não será lucrativa, inclusive quando exploradoras da atividade econômica, vide art. 173, da CF; d) não sofrem relação de subordinação, mas estão sujeitas a controle, que pode ser interno ou externo, pela própria entidade a que se vinculam (ex. supervisão ministerial) e controle externo pelo Poder Judiciário e Legislativo (ex. Tribunal de Contas e as diversas ações judiciais); e) permanecem ligadas à finalidade que lhe instituiu (princípio da especialidade)

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Direito Administrativo Profª Fernanda Marinela www.666/93. além da exigência do concurso público para admissão de pessoal (ponto muito divergente). Criação e extinção: por lei – art. juízo privativo e reexame necessário. 2 . não se confundem com as autarquias administrativas e não compõem a Administração Indireta. Responsabilidade Civil: é. 2. Assim as suas anuidades tem natureza tributária e em caso de não pagamento podem ser discutidas por meio de execução fiscal. a anuidade não é tributária. Privilégios processuais: prazos dilatados.AGÊNCIAS REGULADORAS .150. 37. a depender da previsão legal. da CF) e subsidiária do Estado. com prazo fixo. Bens autárquicos: seguem regime de bem público (alienabilidade condicionada.AUTARQUIAS . . §2º da CF). Técnicos.Regime Jurídico: 1. dotada de capital exclusivamente público. Controle: interno e externo 3.Conceito: Autarquia de regime especial.Regime especial: caracteriza-se por três elementos: maior independência. .Aulas 03 e 04 Curso Preparatório para Auditores Fiscais. conforme lei que cria a pessoa jurídica. com capacidade administrativa e criada para a prestação de serviço público (realizam atividades típicas de Estado) .cursoparaconcursos.320/64 e LC 101/00 – modificada pela LC 131/09) 11. 10. não se submete a contabilidade pública e ao Tribunal de Contas e está dispensada de fazer concurso público.Conceito: É pessoa jurídica de direito público. 6. 9. podendo ser estatutários ou celetistas. impenhorabilidade. que após a ADIN 1717 tem natureza jurídica de autarquia. . Débitos judiciais: seguem regime de precatório (art. Atos e Contratos: seguem regime administrativo e obedecem à Lei 8. não cabe execução fiscal (cobrança via execução do CPC). 4.Autarquias Territoriais: são os territórios. em regra. §6º.910/32. impossibilidade de oneração e imprescretibilidade) 7. objetiva (art.Autarquias Profissionais: são os conselhos de classe.OAB: ADIN 3026 – não depende de concurso público – alega o STF que a OAB não compõe a Administração Pública . Surge em razão do fim do monopólio estatal.37. XIX. estão sujeitas às regras de contabilidade pública e a controle pelo Tribunal de Contas. 5. investidura especial (depende de aprovação prévia do Poder Legislativo) e mandato.br I . Prescrição qüinqüenal – DL nº 20. Analistas e Carreiras Afins. Nesse contexto. Regime de pessoal: os seus agentes são servidores públicos.100 da CF) 8. Procedimentos financeiros: regras de contabilidade pública (Lei nº 4. tem-se a exceção da a Ordem dos Advogados do Brasil que segundo a jurisprudência do STF não está sujeitas às mesmas condições. Imunidade tributária para os impostos. da CF. II . além de não compor a Administração Direta ou Indireta (vide ADIN 3026).com. desde que ligada à sua finalidade especifica (art.

daquela Lei. Analistas e Carreiras Afins. autárquica e fundacional autorizados a prorrogar. ou de direito privado.666/93. . e seguirá o regime próprio das empresas públicas e sociedades de economia mista. 37.Aulas 03 e 04 Curso Preparatório para Auditores Fiscais.649/98. portanto. MP 407/07 – convertida na lei 11. Controle: interno e externo 3 . . atividades e bens transferidos ao setor privado. podendo optar por modalidades especificas como o pregão e a consulta (ADIN 1668). dependendo para sua constituição do registro de seus atos constitutivos no órgão competente (art. controle e fiscalização de serviços públicos. caracterizando uma espécie de autarquia. independentemente da limitação do art. é que compõe a Administração Indireta. inciso VI. da Lei 8. destinado pelo seu fundador para uma finalidade específica.Conceito: são autarquias ou fundações que por iniciativa da Administração Direta. denominada fundação governamental. 4 .AGÊNCIAS EXECUTIVAS . em caráter excepcional e respeitado o prazo-limite de 31 de julho de 2009.cursoparaconcursos.Lei 9. os contratos por prazo determinado. sendo que somente a pública. . Criação e Extinção: são autorizadas por lei. realizados com base no o o art. inciso III. o III . instituída pelo Poder Público. criada para prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica.745.Alguns aspectos: a) Regime de pessoal b) Licitação: obedece às normas da Lei 8. Técnicos. parágrafo único.EMPRESAS ESTATAIS A) EMPRESA PÚBLICA: É pessoa jurídica de direito privado composta por capital exclusivamente público. em razão da celebração de um contrato de gestão. criada para a prestação de serviços públicos ou exploração de atividades econômicas sob qualquer modalidade empresarial.Conceito: É uma pessoa jurídica composta por um patrimônio personalizado. com capital misto e na forma de S/A. 2 . vigentes em 27 de dezembro de 2007. denominada autarquia fundacional.661/08 .Art. 1 Ficam os órgãos e entidades da administração direta.Função: É responsável pela regulamentação. de 9 de dezembro de 1993. Pode ser pública ou privada de acordo com a sua instituição. recebem o status de Agência. . IV – FUNDAÇÃO PÚBLICA . XIX da CF) 2.com. alínea “h”.br . B) SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: É pessoa jurídica de direito privado.Regime Jurídico 1. V .Natureza jurídica da fundação pública: pode ser de direito público. capital e competência para as suas ações. Direito Administrativo Profª Fernanda Marinela www. que objetiva uma maior eficiência e redução de custos .Principais diferenças: forma de constituição.

9. 37. é responsabilidade objetiva. Elas não prestam serviços públicos delegados pelo Estado. remédios constitucionais. 8. b) Organizações Sociais – também chamada de “OS”.Aulas 03 e 04 Curso Preparatório para Auditores Fiscais. III. 3º). respondendo o Estado subsidiariamente pelo prejuízos causados. Regime falimentar: não estão sujeitos a este regime – Lei 11. podendo. §1º. c) Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – também denominada OSCIP. funcionamento e prestação de contas (art. instituída por particular para prestação de serviços sociais não exclusivos do Estado (serviços socialmente úteis – art. Quando exploradoras de atividade econômica. por meio de parcerias de serviços públicos não exclusivos do Estado. Regime Tributário: em regra. todavia. integrantes da iniciativa privada com algumas características peculiares. quando exploradoras da atividade econômica. com base no art. 7. o regime será o privado.1º). 6. 4 .ENTES DE COOPERAÇÃO: a) Serviços Sociais Autônomos – rótulo atribuído às pessoas jurídicas de direito privado. acumulação. não têm privilégios tributários. Bens: são penhoráveis. previsto em lei (art. Regime de pessoal: titularizam emprego. Analistas e Carreiras Afins. Contratos e Licitações: obedecem à Lei 8. é pessoa jurídica de direito privado. seguindo o regime da CLT. em razão de algumas regras: concurso público. teto remuneratório. da CF.173. obedecem às regras gerais de processo. são equiparados a servidores públicos. mas exercem atividade privada de interesse público. fins penais. não extensíveis à iniciativa privada. sob o incentivo e fiscalização dele e que consagrem em seus estatutos uma série de normas sobre estrutura.com. 5. como fundações. Direito Administrativo Profª Fernanda Marinela www. Privilégios processuais: não gozam.cursoparaconcursos.101/05 VI . CF) 4. improbidade administrativa e outras. Técnicos. sociedades civis ou associações ou com estruturas peculiares previstas em lei específica. Compõem o chamado sistema “S”. Podem ser constituídas por meio das instituições particulares convencionais. Pessoa jurídica de direito privado. exceto se a empresa for prestadora de serviços públicos e o bem estiver diretamente ligado a eles.br 3.§6º. Responsabilidade Civil: quando prestadoras de serviços públicos.4º). foi instituída e definida pela Lei nº 9637/98. são criadas por particulares para a execução. ter regime especial por meio de estatuto próprio (art.666/93.