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Ernst & Young Terco Auditoria | Impostos | Transações Corporativas | Consultoria | Middle Market | Governo | Serviços Financeiros

Sobre a Ernst & Young A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, nossos 152 mil colaboradores estão unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. Nosso diferencial consiste em ajudar nossos colaboradores, clientes e as comunidades com as quais interagimos a atingir todo o seu potencial. No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria, com 4.100 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de pequeno, médio e grande portes.

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Demonstrações financeiras consolidadas ilustrativas em IFRS, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, baseadas nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis — CPC

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As informações contidas nesta publicação foram preparadas na data-base de 13.12.11. Dessa forma, possíveis alterações em pronunciamentos posteriores não estão contempladas. Esta publicação contém informações de forma sumária e, portanto, é destinada para uso com o propósito de orientação geral. Esta publicação não é indicada como substituto de uma pesquisa detalhada ou de um julgamento profissional. A EYGM Limited, ou qualquer outro membro global da organização Ernst & Young, não pode aceitar responsabilidade por perdas ocasionais decorrentes de ações adotadas ou ações não adotadas por qualquer pessoa como resultado do uso do material contido nesta publicação. Qualquer assunto específico deve ser discutido com o seu consultor ou auditor. As informações contidas nas reportagens desta publicação refletem apenas as opiniões dos profissionais citados nas mesmas, e não necessariamente da Ernst & Young Terco. Expediente Grupo Modelo Sócio-líder de Auditoria Sérgio Romani Conteúdo técnico Idésio S. Coelho, Paul Sutcliffe, Silvio Takahashi e Wagner Aquino Diretora Editorial Mitizy Kupermann Coordenação editorial Osmar Maduro e Clarissa Wahl Reportagem Felipe Datt Coordenação de design Alexandre Rossetto e Luiz Rubio - YaoDesign Revisão João Hélio de Moraes Fotografias Arquivo de imagens Ernst & Young Terco

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International GAAP© Demonstrações financeiras consolidadas ilustrativas em IFRS, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, baseadas nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis — CPC

Conteúdo
Reportagens Fraudes contábeis Governança e auditoria Sustentabilidade Demonstrações financeiras do Grupo Modelo S.A. Palavras iniciais Comentários gerais sobre as demonstrações financeiras Comentários para o exemplo ilustrativo do Grupo Modelo Normas emitidas pelo CPC vigentes em 31 de dezembro de 2011 Demonstrações financeiras consolidadas Balanço patrimonial consolidado Demonstração consolidada do resultado Demonstração consolidada do resultado abrangente Demonstração consolidada do fluxo de caixa Demonstração consolidada de valor adicionado (DVA) Demonstração consolidada das mutações do patrimônio líquido Notas Explicativas às demonstrações financeiras consolidadas em IFRS e CPC 1 2 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.9 2.10 2.11 2.12 2.13 2.14 2.15 2.16 2.18 2.19 2.20 2.21 2.23 2.24 2.26 Informações sobre o grupo Políticas contábeis Base de consolidação Combinações de negócios Investimento em coligadas Participação em Joint Ventures Ativos não circulantes mantidos para venda e operações descontinuadas Conversão de moeda estrangeira Reconhecimento de receita Subvenções governamentais Benefícios de aposentadoria e outros benefícios pós-emprego Transações envolvendo pagamentos em ações Instrumentos financeiros – Reconhecimento inicial e mensuração subsequente Instrumentos financeiros derivativos e contabilidade de hedge Ajuste a valor presente de ativos e passivos Ações preferenciais conversíveis Ação em tesouraria Arrendamentos mercantis Custos de empréstimos Propriedades para investimento Ativos intangíveis Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros Caixa e equivalentes de caixa Pronunciamentos do IFRS revisados em 2010 6

6 8 10 12 12 14 18 20 22 23 24 25 26 27 28 30 30 30 31 32 32 33 34 34 35 36 37 37 38 39 43 45 46 46 46 47 48 48 48 50 50 50 50 51

2.8 Impostos

2.17 Imobilizado

2.22 Estoques

2.25 Provisões

2.27 3 4 5 6 7 8 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 8.8 9 10 11 13 15 15.1 15.2 15.3 15.4 16 18 19 20 21 23 24 25 26 27 28 29 30 31

Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2011 Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas Combinações de negócios e aquisição de participações de não controladores Participação em Joint Venture Investimento em coligada Informações por segmento Outras receitas/despesas e ajustes Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais Despesas financeiras Receitas financeiras Depreciação, amortização, variações cambiais e custos de estoques incluídos na demonstração consolidada do resultado Despesas com benefícios a funcionários Custos de pesquisa e desenvolvimento Componentes do resultado abrangente incluído nas mutações do patrimônio líquido Impostos sobre o lucro Operação descontinuada Lucro por ação Propriedades para investimento Outros ativos financeiros e passivos financeiros Outros ativos financeiros Outros passivos financeiros Atividades de hedge e derivativos Valor justo Teste de perda por redução ao valor recuperável do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura e intangíveis com vida útil indefinida Cliente e outras contas a receber (circulante) Depósitos à vista e de curto prazo Capital social e reservas Dividendos pagos e propostos Subvenções governamentais Receita diferida Planos de previdência e outros benefícios pós-emprego Planos de remuneração baseados em ações Fornecedores e outras contas a pagar (circulante) Informações sobre partes relacionadas Compromissos e contingências Objetivos e políticas para gestão de risco financeiro Eventos subsequentes

52 53 56 59 60 60 64 64 64 64 65 65 65 66 66 66 69 71 72 73 74 75 75 76 79 81 83 85 85 86 87 90 91 93 93 93 99 101 102 104 106 111 112

12 Imobilizado 14 Intangível

17 Estoques

22 Provisões

Referências aos CPCs nas Notas Explicativas

Reportagem: Fraudes contábeis

Governança para reduzir riscos de fraudes contábeis
Por Felipe Datt

A H

á uma década, a quebra de pesos pesados como Enron e WorldCom, envolvidas em uma série de eventos de manipulação de demonstrações financeiras, levaram os órgãos reguladores dos Estados Unidos a criar um protocolo sobre como lidar com a questão das fraudes contábeis. A criação da Lei Sarbanes-Oxley, em 2002, foi uma consequência das fraudes e escândalos contábeis que, na época, atingiram grandes corporações e teve como objetivo evitar a fuga dos investidores. “Essa modalidade de fraude é a mais arriscada, a mais cara e a que pode representar as piores consequências para uma organização. Pode mudar a imagem da empresa de forma representativa com o mercado e os acionistas. Dependendo das circunstâncias, pode levar a empresa à ruína”, opina José Francisco Compagno, sócio da área de Fraud Investigation e Dispute Services da Ernst & Young Terco. Conceitualmente, o mercado classifica as fraudes em três categorias: a operacional, quando acontece no ambiente da operação; a corrupção, que envolve, por exemplo, o pagamento de propinas; e a ocupacional, quando alguém se utiliza do cargo para praticar uma atividade ilícita, como o roubo de ativos ou a falsificação de documentos. A fraude contábil se enquadra na última categoria, e é efetivada quando a administração ou algum executivo manipula relatórios ou informações financeiras para favorecimento próprio ou para levar a empresa a atingir metas. Compagno explica que a fraude contábil é uma situação dinâmica, que começa na motivação e na pressão. A motivação, na maioria das vezes, acontece por pressão interna ou do mercado, por exemplo, quando a empresa precisa melhorar

seus índices para continuar captando ou mantendo as ações em alta. A oportunidade surge quando uma fragilidade específica nos controles e processos internos da empresa é detectada. A fraude contábil, assim, é um risco presente tanto em um ambiente de prosperidade quanto no de crise. Em épocas de bonança, muitas empresas têm tendência a atrelar remunerações a objetivos muito mais agressivos do que a realidade permite. Na crise, as empresas podem estar com seus indicadores de desempenho ruins e, pressionadas por situações de mercado como a necessidade de captar recursos mesmo sem apresentar saúde financeira compatível, podem manipular os balanços para atingir objetivos do negócio. Compagno observa que existe hoje, no Brasil, um ambiente favorável para a ocorrência dessas fraudes. O primeiro argumento recai sobre o atual momento de prosperidade do País, em que as empresas definem metas agressivas de crescimento e rentabilidade, sofisticando a forma de atrelar metas à remuneração de seus executivos. Muitas vezes esse crescimento descontrolado abre margem para a criação de um ambiente de expectativas ainda maiores, que não acompanham o desenvolvimento de controles e processos internos na corporação. Há também uma expectativa de retomada, em 2012, do número de empresas que pretendem abrir capital, situação em que o desempenho explanado nas demonstrações financeiras a investidores e acionistas ganha vital importância, na medida em que a companhia precisa atingir alguns objetivos como a valorização das ações, captação de recursos e busca

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de novos mercados. As previsões da BM&FBovespa é que 200 empresas realizem sua oferta inicial de ações até 2015. Detecção, prevenção e reação O fortalecimento do mercado de capitais brasileiro na última década e o amadurecimento de aspectos de governança corporativa, sobretudo nas companhias de capital aberto, levaram a uma melhor estruturação dos processos e de controles internos, bem como da maneira como as informações contábeis e financeiras são geradas e reportadas ao mercado. Juntamente com esses fatores, as respostas às investigações desse tipo de incidente começam a se tornar mais profissionais, efetivas e independentes. “A evolução mais importante no Brasil recai sobre os processos de governança corporativa do ponto de vista reativo quando um incidente é detectado”, descreve Compagno. Do ponto de vista operacional, as administrações têm de estar atentas a mecanismos de prevenção de práticas ilícitas. Ao mesmo tempo, têm de ter em mente que, por mais que esses mecanismos sejam efetivos, elas sempre estarão sujeitas a esse tipo de incidente. A tarefa recai, dessa maneira, em trabalhar de forma estruturada para mitigar possíveis riscos e, em caso de uma irregularidade detectada, responder de forma efetiva para minimizar esses incidentes e seus impactos junto a acionistas ou investidores. “A questão da governança é um aspecto de vital importância para reduzir os riscos de fraudes. A montagem de um comitê de auditoria é uma tendência do mercado, mas desde que tenha independência e autonomia para fiscalizar”, explica o vice-presidente

de Contabilidade da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Edmir Lopes de Carvalho. Para o especialista, a redução de riscos passa por estruturas de processos bem estabelecidos e governança adequada. Ao mesmo tempo, o tema tem de estar presente na agenda dos comitês de auditoria e deve ser um dos focos de atenção da estrutura executiva e de governança. A adoção de mecanismos específicos para lidar com a matéria é fundamental. Nessa linha, está se tornando cada vez mais ativa e importante dentro das corporações a área de Compliance. Um de seus objetivos é criar mecanismos de monitoramento e estruturas de informação com as quais seja possível definir, acompanhar e identificar indicadores financeiros e eventuais oscilações que sugiram distorções que podem representar uma fraude contábil. A melhor prevenção tem de partir da administração, cujas decisões devem ser pautadas pela integridade, com orçamentos, metas e objetivos realistas. Os desafios têm de existir, mas precisam ser atingíveis e menos sujeitos a pressões, definem os especialistas. “Às vezes, a alta administração não compactua com a fraude, mas um diretor de uma área de negócios que tem seu bônus atrelado às vendas pode ser a origem de um grande problema. Investigamos muitas situações em que a administração do Brasil comete uma fraude porque tem o objetivo financeiro atrelado a uma meta definida pela matriz, que nos contrata para a investigação porque suspeita de uma situação fora do usual”, explica Compagno. “Do ponto de vista reativo ou de resposta ao incidente, é onde entendo que as organizações deveriam ter preocupação.

Ao mesmo tempo, é onde se encontra a fragilidade da grande maioria das empresas brasileiras”, revela. Para Compagno, as empresas que tiveram as consequências mais negativas após denúncias de fraudes são as que não responderam adequadamente ao incidente com uma comunicação efetiva ao mercado e uma clara separação da atividade executiva do processo de investigação, que deve ser independente. O objetivo é fazer com que o mercado perceba que o processo de apuração dos fatos está sendo conduzido de forma adequada e independente, e que medidas corretivas estão sendo tomadas com o intuito de não gerar rupturas importantes nos negócios que possam afetar acionistas e demais investidores.

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Reportagem: Governança e auditoria

Novas regras visam melhorar aspectos da governança
Por Felipe Datt

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mpresas listadas no Novo Mercado, o segmento com as mais altas práticas de governança corporativa da BM&FBovespa, e nos Níveis 1 e 2 têm pouco mais de dois anos para se adaptar às novas regras que prometem sofisticar a governança, garantindo maior imparcialidade nas tomadas de decisões colegiadas e protegendo os interesses de acionistas e investidores. Aprovadas depois de mais de dois anos de discussão, as novas regras preveem, entre outros pontos, que os cargos de presidente do conselho de administração e do presidente ou principal executivo da companhia não poderão ser acumulados pela mesma pessoa. Paralelamente, a reforma do regulamento de listagem prevê que as empresas serão obrigadas a criar um código de conduta que estabeleça os valores e princípios que orientam suas atividades. A reforma do regulamento vem sendo discutida desde 2006 e ganhou força em 2008, com a instalação da Câmara Consultiva do Novo Mercado (CCNM). Nesse órgão, grupos especiais foram formados para lidar com temas específicos, apresentando-os, posteriormente, para discussão junto a economistas, advogados, auditores, associações, especialistas do mercado e investidores. As novas medidas representam um passo adiante em direção ao que o mercado compreende como as melhores práticas de governança corporativa. “Ainda não é possível afirmar que as empresas de capital aberto brasileiras atendam a todas as melhores práticas de governança. Temos um mercado de capital pujante e com potencial para atendê-las, mas ainda existem aspectos importantes para evoluir”, opina o diretor de Advisory Services da Ernst & Young Terco, Antonio Cocurullo.

A separação da figura do CEO da do presidente do conselho de administração é um exemplo prático desse processo de aprimoramento das melhores práticas. Conforme Cocurullo, a nova medida chega para eliminar conflitos de interesse básicos, garantindo ao conselho maior independência na avaliação de projetos estratégicos da administração, maior equidade na gestão e no reporte de informações relevantes, reduzindo privilégios e garantindo maior transparência ao mercado — alguns dos pilares básicos de governança. A Bolsa de Valores determinou que, excepcionalmente, e para fins exclusivos de transição, os cargos de presidente do conselho de administração e de diretor-presidente ou principal executivo da companhia poderão ser acumulados pela mesma pessoa, pelo prazo máximo de três anos contados a partir da data do início de negociação dos valores mobiliários no Novo Mercado. Entre as atribuições do conselho de administração que constam das novas regras está a de elaborar e tornar público um parecer prévio fundamentado sobre toda e qualquer oferta pública de aquisição que tenha por objeto as ações de emissão da companhia, sobre a conveniência e oportunidade da oferta quanto ao interesse do conjunto dos acionistas e em relação à liquidez dos valores mobiliários de sua titularidade, sobre as repercussões da oferta nos interesses da companhia, além de outros pontos que considerar pertinentes. Aprimorando o conselho As medidas foram bem recebidas pelo mercado, mas a própria formação do conselho ainda precisa de aprimoramento, defende Cocurullo, para quem o órgão primordialmente tem de ser constituído por membros que

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representem os interesses dos acionistas. Além disso, precisa ser formado por um time de profissionais que possam ter independência e pensem exclusivamente na perpetuação do negócio. “Os conselhos precisam de profissionais que agreguem valor e representem os acionistas. O Novo Mercado exige um percentual de membros independentes, mas ainda é recorrente vermos membros dos conselhos que não conhecem o negócio e não aprofundam as discussões”, aborda. As novas diretrizes da Bovespa não alteram as regras para composição do conselho. Tanto para o nível mais sofisticado de governança, o Novo Mercado, quanto para o Nível 2, a legislação prevê um conselho de administração formado por no mínimo cinco membros, dos quais 20% têm de ser independentes e com mandato unificado de até dois anos. Para o Nível 1, a exigência legal prevê uma composição por três membros. As novas regras para as companhias listadas no Novo Mercado e no Nível 2 preveem vedação ao estabelecimento de limitação de voto em percentual inferior a 5% do capital social. Em outras palavras, a companhia não poderá prever, em seu estatuto social, disposições que limitem o número de votos de acionistas em percentuais inferiores a 5% do capital social. As companhias tampouco poderão prever, em seus estatutos sociais, disposições que estabeleçam quórum qualificado para a deliberação de matérias que devam ser submetidas à assembleia geral de acionistas. Além disso, as companhias não poderão antever em seus estatutos sociais disposições que impeçam o exercício de voto favorável ou imponham ônus aos acionistas que votarem favoravelmente à supressão ou alteração de cláusulas estatutárias.

Governança e auditoria Em outra ação que visa ao aprimoramento de aspectos de governança nas empresas de capital aberto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou uma nova instrução que estabelece que as companhias que instalarem e mantiverem um comitê de auditoria estatutário poderão contratar auditor independente para a prestação de serviços por até dez anos consecutivos. Desse modo, a Instrução n° 509 dobra o prazo de rodízio de auditores independentes, atualmente em cinco anos. Entre os objetivos do comitê está o de opinar sobre a contratação, destituição, supervisão e avaliação do auditor independente que vai elaborar a auditoria externa; monitorar a qualidade e integridade dos mecanismos de controles internos e das demonstrações financeiras; e avaliar e monitorar as exposições de risco da companhia. A norma determina também que, para as empresas com comitês instituídos, “o auditor independente deve proceder à rotação do responsável técnico, diretor, gerente e de qualquer outro integrante da equipe de auditoria com função de gerência, em período não superior a cinco anos consecutivos, com intervalo mínimo de três anos para seu retorno”. A instrução também estabelece regras de divulgação do regimento interno, relatório anual resumido e currículo dos membros do comitê. Entre as determinações está que o comitê deve ser um órgão de assessoramento vinculado diretamente ao conselho de administração e previsto no estatuto, com reuniões obrigatórias a cada dois meses, e possuir um canal de denúncias de práticas irregulares internas. O comitê deve ser formado por no mínimo três membros, eleitos pelo conselho de administração, que exercerão seus cargos por no máximo dez anos.
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Pela legislação vigente, as empresas não têm exigência de montar órgãos administrativos ligados ao conselho de administração, com exceção de conselhos fiscais, mas que não têm caráter permanente. “As empresas brasileiras não têm obrigação legal de ter qualquer comitê, com exceção das instituições financeiras por determinação do Banco Central e das companhias seguradoras por norma da Susep”, explica Roberto Lamb, da Comissão de Finanças, Contabilidade e Mercado de Capitais do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). O próprio IBGC entende como princípio básico de governança corporativa a criação de comitês independentes ligados ao conselho de administração para discussão e acompanhamento de áreas específicas, como remuneração, recursos humanos e auditoria. “Algumas empresas constituem um conselho fiscal com o intuito de fiscalizar e questionar. Em outros casos, notamos que o conselho fiscal é um mero simbolismo”, afirma Cocurullo, da Ernst & Young Terco. Para as empresas que não instituírem um comitê de auditoria estatutário, o rodízio continuará a ser compulsório a cada cinco anos, como defendido por entidades como a Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec). A decisão ainda provoca controvérsias. Para alguns especialistas, a troca do prestador de serviços é saudável ao garantir uma maior transparência nos reportes ao mercado. Para outros, tira a possibilidade de a firma de auditoria conhecer profundamente o negócio. “Com o rodízio mantido a cada cinco anos, continuaremos a conviver com o velho problema de não permitirmos às empresas optar pelo prestador de serviços que escolherem”, finaliza Cocurullo.

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Reportagem: Sustentabilidade

Reportes integrados serão testados em 2012
Por Felipe Datt

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fabricante brasileira de produtos cosméticos Natura é uma das 50 empresas globais que participarão voluntariamente dos primeiros testes para a integração de seus relatórios contábeis e socioambientais. Ao lado de Microsoft (EUA), HSBC (Reino Unido) e Danone (Itália), a empresa integrará por dois anos o programa-piloto de relatórios sustentáveis do International Integrated Reporting Council (IIRC), organização não governamental criada em 2010 que reúne ex-presidentes de entidades como IASB, FASB, além de universidades, ONGs, firmas de auditoria e grandes corporações. A instituição busca disseminar a importância do reporte de indicadores socioambientais e de boas práticas de gestão de forma a agregar valor à marca, aos acionistas e à sociedade. O piloto prevê que, além das demonstrações financeiras, dados relevantes como emissão de carbono, tratamento de resíduos, consumo de água e energia, bem como as ações na área social e trabalhista da companhia, sejam divulgados com regularidade ao mercado. A ideia é que as melhores práticas obtidas nesses dois primeiros anos do texto formem a base de um futuro modelo de relatório integrado. O principal objetivo do programapiloto de relatórios integrados, ou relatórios de responsabilidade socioempresarial, é reforçar junto ao mercado, investidores e acionistas o contexto social, ambiental e econômico em que a empresa está inserida, levando a

administração a tomar decisões mais sustentáveis e permitindo às partes interessadas entender os riscos envolvidos no negócio. Dos cerca de 40 membros do IIRC, três são brasileiros: Maria Helena Santana, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Comitê Executivo da International Organization of Securities Commissions (IOSCO); Nelson Carvalho, ex-presidente do Conselho Consultivo de Normas do International Accounting Standards Board (IASB); e Roberto Pedote, vice-presidente de Finanças, Jurídico e Tecnologia da Informação da Natura. As discussões sobre relatórios conjuntos que integrem finanças e ações sustentáveis começaram há uma década, com a criação da Global Reporting Initiative (GRI), outra organização não governamental que dissemina a importância de transformar as ações socioambientais em números que possam ser interpretados pelo mercado e os investidores. “Em 2006 foram 517 reportes de empresas seguindo as diretrizes do GRI e, em 2010, a expectativa é que sejam atingidos 1.868”, explica a porta-voz do grupo, Lucy Goodchild. A Natura é uma das empresas que já elaboram seus relatórios de desempenho socioambiental seguindo as diretrizes do GRI. O GRI é um dos grupos envolvidos na criação do IIRC, que expôs a estratégia de atrair empresas de economias emergentes como Brasil, China e Coreia do Sul, e o intuito de que essas empresas desenvolvam, testem e refinem os princípios do relatório visando a uma possível,

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porém incerta, integração com o IFRS (o padrão internacional de contabilidade) e o US Gaap (o padrão norte-americano) no futuro. A integração de relatórios ganhará força em 2012 com a realização da Rio+20, conferência internacional sobre clima e meio ambiente comandada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Reportar o desempenho da empresa não apenas nas suas dimensões econômicas, mas incluindo todos os seus aspectos sociais, ambientais e de governança, com indicadores claros, fará parte dos negócios das corporações em um futuro próximo, defendem os especialistas. De um lado estarão os investidores, cada vez mais atentos aos negócios que representem riscos ao seu capital. De outro, as corporações, cujo segredo estará em descobrir como aumentar os lucros e atrair investimentos com suas ações sociais e ambientais. Segundo Zunara Carvalho, sócia de Program Management & Sustainability da Ernst & Young Terco, as discussões atuais giram em torno da criação de um modelo de relatório que permita às empresas divulgar os principais indicadores de forma objetiva e padronizada, e que possa ser comparado com o de outras empresas. As discussões envolvem, também, a criação de diretrizes para as empresas majorarem e darem valor a passivos e ativos ambientais e de implantação de premissas que permitam o trabalho adequado dos auditores. “Ainda não se sabe ao certo qual modelo será usado no futuro.

O objetivo é também fazer com que as grandes empresas globais com forte envolvimento com o meio ambiente divulguem seus ativos e passivos ambientais”, revela Zunara. O professor do Núcleo de Estudos de Contabilidade e Meio Ambiente da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, José Roberto Kassai, usa como exemplo o derramamento de petróleo no Golfo do México pela British Petroleum (BP) em 2009, naquele que é considerado um dos maiores acidentes ambientais de toda a história. A empresa perdeu US$ 25 bilhões em valor de mercado apenas nos dias seguintes ao acidente, sem contar as multas milionárias que foi obrigada a pagar. “Se a empresa tivesse reportado os passivos ambientais ou possíveis riscos, provavelmente seus acionistas teriam pressionado a administração por melhores práticas e o acidente não teria acontecido. A ideia dos relatórios é mostrar os podres e seus efeitos na cadeia produtiva. É preciso comprometimento, investimentos em inovação e novas tecnologias, mas acredito que, para as empresas, seja mais um desafio do que um risco”, interpreta o especialista.

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Demonstrações financeiras do Grupo Modelo S.A.
Palavras iniciais
Esta publicação contém um conjunto ilustrativo de demonstrações financeiras e foi elaborada pela Ernst & Young Terco para auxiliar profissionais responsáveis pela preparação e divulgação de DFs, considerando os pronunciamentos contábeis do CPC, ou Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aplicáveis ao exemplo. Essa elaboração – de uma companhia manufatureira fictícia, portanto não financeira – pretendeu explorar aspectos que sirvam como ponto de partida na escolha de conteúdos e formatos presentes nas demonstrações que melhor representem a visão dos administradores sobre a situação dos negócios da companhia. Nesse exemplo foram divulgados apenas os saldos consolidados de um grupo de empresas hipotético. Contudo, de acordo com a Lei n° 11.638 de 2007, as demonstrações consolidadas do grupo devem ser divulgadas em conjunto com a demonstração individual da sociedade controladora. É importante observar que essas são demonstrações financeiras ilustrativas e, portanto, não são preparadas com o objetivo de atender às exigências de qualquer país ou aos regulamentos do mercado de ações, e não ilustram todas as possíveis exigências contábeis ou de divulgação de informações de acordo com os CPCs. Dessa forma, sempre que houver menção de que as demonstrações financeiras estão de acordo com as políticas contábeis adotadas no Brasil, isso significa que estão de acordo com a hierarquia de pronunciamentos aprovados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e com as deliberações emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicáveis apenas a esse determinado exemplo. Devem ser consideradas, ainda, eventuais diferenças na aplicação dos pronunciamentos em decorrência de situações específicas que podem ocorrer em outras empresas do mesmo segmento. As anotações à direita de cada página referem-se aos parágrafos dos CPCs que descrevem as exigências específicas para divulgação. No caso de dúvidas sobre as exigências do CPC, é essencial consultar fontes pertinentes e, quando necessário, obter aconselhamento profissional adequado. Esta iniciativa demonstra o comprometimento da Ernst & Young Terco com a orientação sobre as melhores práticas de divulgação das informações contábeis para as companhias que buscam o fair presentation nas suas relações com os investidores. Esperamos que seja de utilidade para os administradores e contadores envolvidos na tarefa de preparar e divulgar informações de alta qualidade e, para isso, colocamos toda a nossa equipe à disposição em caso de dúvida sobre qualquer aspecto abordado nesta publicação. Políticas contábeis A realização do conceito de “representação apropriada”, tradução escolhida pelo CPC para a expressão true and fair view, deve levar a um processo de busca na essência econômica das informações contábeis. Sugerem-se as seguintes etapas no planejamento do processo contábil pela alta administração com vistas ao objetivo de divulgação (CPC 26.17): a) formulação e escolha de políticas contábeis, particularmente as chamadas políticas contábeis críticas, com amplo reconhecimento na governança da empresa; b) divulgação ampla dessas políticas; c) escolhas de divulgação dos quadros e notas explicativas nos aspectos de forma e conteúdo com o objetivo de instruir um investidor interessado na empresa com informações adicionais relevantes, ou seja, aquelas capazes de alterar o julgamento desse investidor. Projetos em andamento no IASB e no FASB O IASB (International Accounting Standards Board) e o FASB (Financial Accounting Standards Board) estão debatendo quatro projetos principais – leasing, reconhecimento da receita, instrumentos financeiros e seguros – que não foram concluídos em 2011, como originalmente previsto, tendo em vista os requisitos de qualidade desejáveis. A mudança nessas normas contábeis internacionais deve merecer o adequado monitoramento sobre as modificações e entrada em vigor, tendo em vista os eventuais reflexos na condução dos negócios e na comunicação com os investidores. Combinação de negócios sob controle comum Esse é um tema importante e generalizado, que pode ser observado sob os seguintes aspectos: a) não existe regulação IFRS a respeito de transações sob controle comum; b) representa uma transação entre partes relacionadas;

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c) não está sujeita às forças de mercado; d) pode existir grande diversidade na necessidade de informações de investidores e financiadores sobre as demonstrações financeiras separadas ou individuais; e e) a existência de interesses dos não controladores nas entidades sob controle comum é um aspecto relevante a ser levado em consideração. Existem ainda aspectos como eventuais efeitos tributários, efeitos em reorganizações subsequentes e a remuneração dos administradores, o que dá uma ideia da dimensão das consequências determinadas pelas políticas contábeis escolhidas para tratar esse tipo de transação. Passivo e Patrimônio Líquido Existem divergências sobre quais características os chamados títulos híbridos devem ter para serem classificados dentro do patrimônio e não como uma dívida, de acordo com os critérios da norma contábil internacional IFRS. Os requisitos para distinguir instrumentos de dívida e patrimônio, previstos na norma CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação (IAS 32), são complexos e muito criticados quando levam a classificações que podem não refletir a substância econômica da transação. Devido ao uso da informação contábil pelos investidores e à recente interpretação do órgão regulador por meio do Parecer de Orientação CVM nº 37 de 2011, os administradores devem considerar as possíveis consequências na adoção de políticas contábeis para o tratamento desse tipo de transação. Governança corporativa A Instrução CVM n° 509 de 2011 introduziu a questão do funcionamento do chamado Comitê de Auditoria Estatutário em conjunto com o prazo do rodízio das firmas de auditoria em até dez anos. Essa é uma interessante evolução na estrutura de governança das empresas, que reforça a necessidade de uma supervisão nas escolhas das políticas contábeis. Além de assessorar o conselho de administração da companhia na relação com os auditores independentes, o comitê de auditoria deve também se envolver em diversos outros aspectos, entre os quais pode ser destacada a importância da revisão dos controles internos. O envolvimento da administração com a estrutura dos controles internos vem sendo enfatizado desde a edição da Lei Sarbanes-Oxley, nos Estados Unidos, mas ainda não havia recebido a ênfase necessária na regulação brasileira. Em aspectos mais amplos desse tema, a supervisão do comitê de auditoria das empresas brasileiras deve considerar também a avaliação e o gerenciamento dos riscos e de seus efeitos sobre as demonstrações financeiras. Esses efeitos devem ser avaliados especialmente na repercussão das condições econômicas sobre as políticas contábeis que envolvem os testes sobre a recuperabilidade dos ativos (impairment), as reorganizações societárias, as políticas de hedge contábil (hedge accounting) e na determinação do valor justo (fair value) de instrumentos financeiros. Comunicação com o investidor A mudança nas estimativas contábeis com base tanto no valor justo (fair value) quanto no valor de uso deve levar a um esforço adicional de compreensão dos efeitos na geração de fluxo de caixa, particularmente quando se utilizam informações contábeis na projeção de fluxos. Os emissores da informação contábil devem também responder ao conceito do que os administradores entendem como o desempenho da empresa, especialmente nos aspectos de medições não contábeis como o Ebit e Ebitda, e o papel dos Outros Resultados Abrangentes na compreeensão do investidor e dos leitores da informação contábil. Comentários sobre o ambiente contábil A dinâmica das operações nos mercados de capitais e o aperfeiçoamento contínuo da regulação tiveram acrescentados mais um ingrediente com a adoção plena do IFRS. Está desenhado à frente dos participantes do processo contábil, aí incluídos contadores, auditores, analistas, diretores, conselheiros, reguladores e outros, claramente um processo de mudança cultural. O processo de preparação das informações contábeis incorporou um nível tal de complexidade que não é mais possível que os participantes não diretamente envolvidos, como administradores e conselheiros, se furtem às perguntas que devem ser feitas para o contínuo aperfeiçoamento dos relatórios contábeis. Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) O CPC tem como objetivo “o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em

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conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais”. A capacidade do CPC é utilizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, que aprova os pronunciamentos do CPC com base no dispositivo legal previsto no parágrafo 5 do artigo 177 da lei societária. O CPC representa uma evolução significativa no trato de questões regulamentares brasileiras na medida em que reúne representantes de entidades da iniciativa privada, do mundo acadêmico e do setor profissional de contabilidade. São elas: Abrasca; Apimec; Bovespa; Conselho Federal de Contabilidade; Fipecafi e Ibracon. Além dos membros atuais, outras entidades, como o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Secretaria da Receita Federal e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), são sempre convidadas a participar.

Comentários gerais sobre as demonstrações financeiras
Demonstrações separadas, individuais e consolidadas As demonstrações individuais das entidades que têm investimentos em controladas e joint ventures devem ser divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas (integral ou proporcional), conforme requerido pela legislação societária. A divulgação das demonstrações financeiras individuais, requerida pela legislação societária no Brasil, atende à necessidade da divulgação de diversos cálculos com efeitos societários (determinação dos dividendos mínimos obrigatórios e distribuídos, do valor patrimonial da ação, etc.) (ICPC 09.4,5,6,7,8). Considera-se, entretanto, de maior utilidade para o usuário investidor a demonstração consolidada, o que implica na maior utilização desse tipo de demonstração para o uso em comentários gerenciais e no relatório de administração. Políticas gerais na apresentação das demonstrações financeiras Algumas orientações podem ser extraídas dos CPCs como “regras de divulgação” aplicáveis às demonstrações:
• Equilíbrio

A entidade deve apresentar com igualdade de importância todas as demonstrações financeiras que façam parte do conjunto completo de demonstrações financeiras, o que implica em não destacar nenhuma das demonstrações em prejuízo das outras; essas demonstrações são complementares, e o efeito das transações deve ser considerado em todas as peças desse conjunto em lugar de enfatizar a posição financeira sobre a demonstração do resultado ou vice-versa (CPC 26.11);
• Integridade

Políticas contábeis inadequadas não podem ser retificadas por meio da divulgação das políticas contábeis utilizadas ou por notas ou qualquer outra divulgação explicativa (CPC 26.18);
• Continuidade

As demonstrações financeiras devem ser elaboradas no pressuposto da continuidade, a menos que a administração tenha intenção de liquidar a entidade ou cessar seus negócios, ou ainda não possua uma alternativa realista senão a descontinuação de suas atividades (CPC 26.25);
• Materialidade

i) Se um item não for individualmente material, deve ser agregado a outros itens, seja nas demonstrações financeiras, seja nas notas explicativas; ii) Um item pode não ser suficientemente material para justificar a sua apresentação individualizada nas demonstrações financeiras, mas pode ser suficientemente material para ser apresentado de forma individualizada nas notas explicativas; iii) Não é necessário fornecer uma divulgação requerida se a informação não for material (CPC 26.30);

• Compensação de ativos e passivos

Ativos e passivos, e receitas e despesas não devem ser compensados como regra geral, exceto quando refletirem a essência da transação; a mensuração de ativos líquidos de provisões relacionadas, por exemplo, a de obsolescência nos estoques ou a de créditos de liquidação duvidosa nas contas a receber de clientes não são consideradas compensação (CPC 26.32,33);
• Compensação de receitas e despesas

As transações não ordinárias que não geram propriamente receitas, mas que são incidentais às atividades principais geradoras de receitas, devem ser apresentadas compensando-se quaisquer receitas com as despesas relacionadas resultantes da mesma transação. Por exemplo: (i) ganhos e perdas na alienação de ativos não circulantes, incluindo investimentos e ativos operacionais, devem ser apresentados de forma líquida, deduzindo-se seus valores contábeis dos valores recebidos pela alienação e reconhecendo-se as despesas de venda relacionadas; e (ii) despesas relacionadas com uma provisão reconhecida de acordo com o CPC 25 – Provisões e que tiveram reembolso segundo acordo contratual com terceiros (por exemplo, acordo de garantia do fornecedor) podem ser compensadas com o respectivo reembolso (CPC 26.34); A informação referente ao período anterior, inclusive a informação narrativa e descritiva, deve ser divulgada para
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• Informações sobre períodos anteriores

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todos os valores apresentados nas demonstrações financeiras do período corrente quando for relevante para a compreensão do conjunto das demonstrações do período corrente ou quando continua a ser relevante no período corrente (CPC 26.38,40);
• Mudanças de políticas contábeis

Quando a entidade aplica uma política contábil retrospectivamente ou faz a divulgação retrospectiva de itens de suas demonstrações financeiras, ou, ainda, quando reclassifica itens de suas demonstrações financeiras, deve apresentar, como mínimo, 3 (três) balanços patrimoniais e duas de cada uma das demais demonstrações financeiras, bem como as respectivas notas explicativas. Os balanços patrimoniais a serem apresentados nesse caso devem ser os relativos: i) ao término do período corrente; (ii) ao término do período anterior (que corresponde ao início do período corrente); e (iii) ao início do mais antigo período comparativo apresentado (CPC 26.39); Quando a apresentação ou a classificação de itens nas demonstrações financeiras forem modificadas, por mudança na natureza das operações, revisão por melhoria na apresentação das demonstrações ou exigência de outro pronunciamento, os montantes apresentados para fins comparativos devem ser reclassificados, a menos que a reclassificação seja impraticável. Quando os montantes apresentados para fins comparativos são reclassificados, a entidade deve divulgar: (i) a natureza da reclassificação; (ii) o montante de cada item ou classe de itens que foi reclassificado; e (iii) a razão para a reclassificação (CPC 26.41,45); Cada demonstração contábil e respectivas notas explicativas devem ser identificadas claramente e distinguidas de qualquer outra informação que porventura conste no mesmo documento publicado (CPC 26.49,51). Além disso, as seguintes informações devem ser divulgadas de forma destacada e repetida quando necessário: (i) o nome da entidade; (ii) se as demonstrações financeiras se referem a uma entidade individual ou a um grupo de entidades; (iii) a data-base das demonstrações financeiras e notas explicativas e o respectivo período abrangido; (iv) a moeda de apresentação; (v) o nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações financeiras (CPC 26.51).

• Mudança na apresentação

• Identificação

Considerações gerais A realização do conceito de “representação apropriada”, tradução escolhida pelo CPC para a expressão true and fair view, deve levar a um processo de busca da essência econômica das informações contábeis. Sugerem-se as seguintes etapas no planejamento do processo contábil pela alta administração com vistas ao objetivo de divulgação (CPC 26.17): a) formulação e escolha de políticas contábeis, particularmente as chamadas políticas contábeis críticas, com amplo reconhecimento na governança da empresa; b) divulgação ampla dessas políticas; c) escolhas de divulgação dos quadros e notas explicativas nos aspectos de forma e conteúdo, com o objetivo de instruir um investidor interessado na empresa com informações adicionais relevantes, ou seja, aquelas capazes de alterar o julgamento desse investidor. Balanço patrimonial (ou demonstração da posição financeira) A informação a ser apresentada no balanço patrimonial tem uma prática bastante consolidada ao longo do tempo no Brasil, entretanto, é necessário destacar que a lista de itens mínimos determinada pelos pronunciamentos e regulações geralmente não atende aos requisitos de uma boa divulgação, motivo pelo qual os administradores devem avaliar a estrutura das demonstrações (contas e detalhamentos) com referência aos propósitos a serem alcançados nas divulgações. A adequação das contas deve ser julgada com base na (i) natureza e liquidez dos ativos, (ii) na função dos ativos na entidade, e (iii) nos montantes, natureza e prazo dos passivos (CPC 26.58). Os detalhamentos das contas também usam os mesmos critérios, como, por exemplo (CPC 26.78): (a) os itens do ativo imobilizado são segregados em classes de acordo com o CPC 27 – Ativo Imobilizado; (b) as contas a receber são segregadas em montantes a receber de clientes comerciais, contas a receber de partes relacionadas, pagamentos antecipados e outros montantes; (c) os estoques são subclassificados, de acordo com o CPC 16 – Estoques, em classificações tais como mercadorias para revenda, insumos, materiais, produtos em processo e produtos acabados; (d) as provisões são segregadas em provisões para benefícios dos empregados e outros itens; e (e) o capital e as reservas são segregados em várias classes, tais como capital subscrito e integralizado, prêmios na emissão de ações e reservas. Distinção entre ativos e passivos circulantes e não circulantes Nas empresas não financeiras é usual que os ativos não circulantes contenham ativos tangíveis, intangíveis e financeiros de longo prazo. Os ativos circulantes nesse tipo de empresa são identificados como os itens que participam do ciclo operacional, ou seja, do capital de giro. A exceção a este critério é quando a demonstração está baseada no critério de liquidez, geralmente aplicável às instituições financeiras. A distinção entre circulante e não circulante é baseada no ciclo operacional ou de ativos realizados e passivos liquidados dentro deste mesmo ciclo; a norma define o ciclo operacional como o tempo entre a aquisição dos ativos que circulam continuamente (capital de giro) e sua realização em caixa; alternativamente, presume-se um prazo de
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12 meses para o ciclo operacional no caso de não ser claramente identificável (CPC 26.60-65); a divulgação da posição financeira em muitas empresas opta por estabelecer o limite de 12 meses como única referência para essa distinção, porém os objetivos de atender a um usuário interessado na elaboração de fluxos de caixa prospectivos são mais bem atendidos se ficar claro para o leitor quais os itens que participam do capital de giro da companhia tendo em vista a existência de outros itens com vencimento para os próximos 12 meses. Demonstração do resultado e demonstração do resultado abrangente Por força da necessidade de atender às disposições societárias, o CPC 26 optou por apresentar a demonstração do resultado abrangente em duas demonstrações. A demonstração do resultado do período com os itens que tradicionalmente já faziam parte do resultado e a demonstração do resultado abrangente contendo, no mínimo (CPC 26.82A): (a) resultado líquido do período; (b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza (exceto montantes relativos ao item (c); (c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; e (d) resultado abrangente do período. O conceito do resultado abrangente pretende explicar todas as variações no patrimônio líquido com exceção das transações entre acionistas e, por esta razão, tem alta importância para o investidor interessado no desempenho da empresa porque reúne todas as transações que afetam o resultado em uma única demonstração. A dificuldade no caso brasileiro é conciliar essa visão, chamada de all inclusive, porque inclui todas as transações que alteram o patrimônio líquido, com a lei societária, em especial nas exigências do cálculo do dividendo mínimo obrigatório. Demonstração dos fluxos de caixa A informação sobre fluxos de caixa proporciona aos usuários das demonstrações financeiras uma base para avaliar a capacidade da entidade para gerar caixa e seus equivalentes e as necessidades da entidade para utilizar esses fluxos de caixa. O CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa define os requisitos para a apresentação da demonstração dos fluxos de caixa e respectivas divulgações (CPC 26.111). Os seguintes tópicos principais devem ser usados em todos os fluxos de caixa: Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade; Atividades de investimento: são as aquisições e vendas de ativos de longo prazo; Atividades de financiamento: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do patrimônio líquido e dos empréstimos da empresa. As somas e subtrações desses itens resultam na mudança do caixa mais equivalentes e compreendem numerário, depósitos bancários e investimentos de curto prazo com alta liquidez e baixíssimo risco. A demonstração dos fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais, de investimento e de financiamento deve ser apresentada da forma que seja mais apropriada aos negócios da empresa. A classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa. Essas informações podem também ser usadas para avaliar a relação entre essas atividades (CPC 3 (R1).12). O principal problema para as companhias brasileiras é a classificação dos juros e dividendos, que no pronunciamento internacional IAS 7 permite tratamentos alternativos, mas recebe uma diretriz específica no caso do pronunciamento americano SFAS 95. O pronunciamento IAS 7 permite a uma empresa não financeira classificar de forma consistente entre os períodos: (a) juros (despesas financeiras) e dividendos pagos ou recebidos no tópico “operacional”, ou (b) juros e dividendos pagos como “financiamento”, ou seja, custo da obtenção dos recursos financeiros, e juros (receitas financeiras) e dividendos recebidos como “investimento”, ou seja, retornos sobre investimento. Já o pronunciamento americano, por outro lado: (i) requer que os juros pagos e os juros e dividendos recebidos devam ser classificados como fluxo de caixa operacional, (ii) classifica os dividendos pagos como um fluxo de caixa de “financiamentos”, porque são considerados um custo para obter recursos. Acrescente-se que o SFAS 95 determina que a transação deve ser classificada na atividade que representar a fonte predominante de fluxos de caixa para o item, e esta diferença pode fazer com que a empresa potencialmente varie a classificação para um mesmo tipo de transação. A premissa subjacente no caso do pronunciamento americano é a convergência entre o fluxo de caixa operacional e os itens do resultado. O IAS 7 requer divulgar, separadamente, os juros pagos e recebidos e os dividendos pagos e recebidos, e o SFAS 95 permite que os juros e dividendos recebidos possam ser divulgados em conjunto. Recomenda-se que as empresas brasileiras, particularmente aquelas com registro em bolsas americanas, estabeleçam e divulguem em nota explicativa às demonstrações de fluxos de caixa uma política contábil para esses itens. Uma forma de conciliação entre esses pronunciamentos poderia ser a demonstração de juros pagos e juros e dividendos recebidos como item do fluxo de caixa operacional, e os dividendos pagos como item do fluxo de caixa de financiamento, mantendo-se cada um desses itens demonstrado em separado.
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Demonstração das mutações do patrimônio líquido Para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação do saldo é feita no início e no final do período, demonstrando-se separadamente as mutações decorrentes: (i) do resultado líquido; (ii) de cada item dos outros resultados abrangentes; e (iii) de transações com os proprietários realizadas na condição de proprietário, demonstrando separadamente suas integralizações e as distribuições realizadas, bem como modificações nas participações em controladas que não implicaram perda do controle (CPC 26.106). O CPC 26 requer ainda as seguintes informações no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (a) para cada classe de ações do capital: (i) a quantidade de ações autorizadas; (ii) a quantidade de ações subscritas e inteiramente integralizadas, e subscritas mas não integralizadas; (iii) o valor nominal por ação, ou informar que as ações não têm valor nominal; (iv) a conciliação da quantidade de ações em circulação no início e no fim do período; (v) os direitos, preferências e restrições associados a essa classe de ações, incluindo restrições na distribuição de dividendos e no reembolso de capital; (vi) ações ou quotas da entidade mantidas pela própria entidade (ações ou quotas em tesouraria) ou por controladas ou coligadas; e (vii)ações reservadas para emissão em função de opções e contratos para a venda de ações, incluindo os prazos e respectivos montantes; e (b) uma descrição da natureza e da finalidade de cada reserva dentro do patrimônio líquido. Notas explicativas A melhor redação na elaboração de notas explicativas é aquela que melhor atende aos objetivos das demonstrações, ou seja, contribui na avaliação pelo leitor do desempenho da empresa ou na inferência de fluxos de caixas futuros. Esse objetivo é geralmente limitado pela cultura contábil da empresa e do ambiente, além da tradição na redação das notas, que geralmente levam a um “conservadorismo” do texto. A mudança para a contabilidade internacional traz, entretanto, um impacto considerável na formulação dessas notas pelo aumento da complexidade nas estimativas contábeis e pela necessidade de atender a novos requisitos provocados pelos novos pronunciamentos, à regulação do mercado de capitais e à evolução das demonstrações das outras empresas no ambiente global. As notas explicativas devem (CPC 26.112): (a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações financeiras e das políticas contábeis específicas utilizadas, de acordo com os itens 117 a 124; (b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos, Orientações e Interpretações que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e (c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações financeiras, mas que seja relevante para sua compreensão. A introdução das notas relativas aos “julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas” representa uma evolução recente e importante de divulgação. A sua origem remonta à exigência por parte da autoridade reguladora americana (SEC), que incluiu as “estimativas contábeis críticas” como item obrigatório dos Comentários Gerenciais (Management Discussion and Analysis - MD&A), o que levou as empresas que operam no ambiente global à inclusão de uma nota explicativa com um conteúdo similar. No Brasil, com a revisão das normas de registro de companhia feitas pela Instrução CVM n° 480 e a introdução nessa norma dos ”comentários dos diretores” (assemelhados aos MD&A) no item 10 do “Formulário de Referência”, existe também a necessidade de incluir essa nota explicativa com o mesmo conteúdo, já que se trata de informação contábil relevante divulgada em uma outra mídia. Essa nota explicativa deve conter as premissas adotadas nas estimativas contábeis que envolvam níveis significativos de subjetividade, relativos a itens sobre os quais exista incerteza no julgamento. A divulgação desses aspectos deve aumentar a compreensão sobre a qualidade e a variabilidade que influenciem a condição financeira e o desempenho operacional. Finalmente, as expressões genéricas devem ser evitadas porque são irrelevantes à análise do investidor, como, por exemplo, “... taxas permitidas pela legislação...” ou, de forma redundante, ” ... elaboradas de acordo com a lei...”, “... de acordo com as legislações societária, tributária e normas específicas dos órgãos reguladores da matéria...”. Esse tipo de redação sugere uma obediência às normas sem divulgar as bases da estimativa contábil ou as escolhas feitas pelos administradores.

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Comentários para o exemplo ilustrativo do Grupo Modelo
As demonstrações e notas explicativas apresentadas são apenas ilustrativas e não contêm todos os detalhes e cruzamentos próprios ao conjunto das demonstrações financeiras de uma empresa em particular. Não obstante, no propósito de estabelecer uma base da qual as pessoas envolvidas na emissão desses relatórios contábeis possam partir, as notas explicativas em alguns casos podem ser percebidas como mais extensas do que as notas explicativas tradicionais no ambiente contábil brasileiro. O objetivo em todos os casos é de apresentar referências que possam ser úteis aos emissores das demonstrações financeiras no momento de transição para um novo conjunto de regras contábeis, os CPCs baseados nas IFRSs. Essas novas regras contêm exigências de divulgação maiores do que aquelas das regras anteriores, a que as companhias brasileiras estavam acostumadas, o que torna esse momento especialmente desafiador. No apoio a esses desafios, a Ernst & Young Terco preparou para as companhias não financeiras brasileiras uma visão dessa evolução, com o propósito de servir ao público envolvido na preparação e utilização dos relatórios contábeis. A CVM publicou a Instrução n˚ 485, de setembro de 2010, alterando a Instrução CVM n˚ 457 de 2007, e que determina a elaboração das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board – IASB. A norma esclarece, ainda, que esses pronunciamentos são aqueles emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e referendados pela CVM. Base de apresentação das demonstrações financeiras do Grupo Modelo S.A. As demonstrações financeiras do Grupo Modelo S.A. apresentadas neste documento representam os números consolidados do Grupo para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011, considerando que a data de transição para o IFRS e full CPC foi 1º de janeiro de 2009, data na qual foi aplicado o CPC 37. Para fins de exemplificação, estão sendo apresentadas somente as demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (CPC) convergentes com as IFRS. Cabe notar que a legislação societária brasileira requer a apresentação de demonstrações financeiras individuais, não contidas neste modelo. A demonstração consolidada do valor adicionado, apesar de não requerida pelas IFRS, é obrigatória para as companhias abertas no Brasil, sendo facultativa para as demais entidades, a menos que exigida pelo órgão regulador. Moeda Funcional A moeda funcional da controladora e a moeda de apresentação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo é o real. No caso das demonstrações financeiras de um grupo, deve ser enfatizado que não existe uma moeda funcional do grupo, e sim uma moeda de apresentação. Cada entidade incluída nas demonstrações financeiras consolidadas, seja controlada, coligada ou joint venture, tem sua própria moeda funcional, que deve ser convertida na moeda funcional de apresentação das demonstrações consolidadas. Demonstração do Resultado O Grupo adotou a política de discriminar os vários tipos de receitas na demonstração do resultado, o que supera as exigências do CPC 26.82, que apenas exige a apresentação da receita total como uma rubrica da demonstração do resultado. Essa informação também poderia ser apresentada nas notas explicativas, de acordo com o CPC 26.97. No caso brasileiro, existe o consenso de incluir o PIS e Cofins na dedução dos itens envolvidos na cálculo da receita líquida, conforme o CPC 30 - Receitas. Conforme esta norma, a demonstração de resultado inicia-se com a receita líquida (até então, no Brasil, a prática era iniciar-se com a receita bruta), ou seja, os impostos incidentes sobre a receita de vendas (como o PIS e Cofins, já citados) já foram deduzidos. O CPC 26.99 exige que as despesas sejam analisadas de acordo com sua natureza ou de acordo com sua função na entidade, ou seja, da melhor forma a prestar informações confiáveis e mais pertinentes. O Grupo apresentou a análise de despesas por função, que é a forma tradicional no ambiente contábil brasileiro. Não há exigência específica para identificar, na demonstração do resultado, se foram adotados ajustes a serem efetuados nos valores divulgados nas demonstrações financeiras do exercício anterior. O CPC 23 exige que sejam apresentados detalhes apenas nas notas explicativas. O Grupo ilustra como uma entidade pode complementar as exigências da norma de maneira a ficar mais claro ao leitor que os valores foram ajustados. Caso aplicável, a parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial também deve ser divulgada. A apresentação da demonstração dos “outros resultados abrangentes” vinha sendo proposta dentro das mutações do patrimônio líquido. O CPC 26 (R1) vetou essa opção, devendo a apresentação ser feita separadamente em relação a esta última demonstração. Da mesma forma, no Brasil, a demonstração dos resultados abrangentes também não pode ser apresentada em conjunto com a demonstração de resultados. O CPC 41 exige a apresentação dos valores básicos e diluídos por ação, decorrentes de operações descontinuadas na demonstração do resultado ou nas notas explicativas. O Grupo optou por demonstrar essas informações juntamente
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com outras informações exigidas para operações descontinuadas na Nota 12, apresentando as informações para operações em continuidade na demonstração do resultado. Demonstração dos fluxos de caixa O CPC 3.20 permite que as entidades divulguem fluxo de caixa oriundo de atividades operacionais utilizando o método direto ou o método indireto.O Grupo apresenta o fluxo de caixa utilizando o método indireto. O Grupo conciliou o lucro antes do imposto com o fluxo de caixa líquido oriundo de atividades operacionais. No entanto, a conciliação do lucro após os impostos sobre a renda também é aceitável nos termos do CPC 03. O CPC 3.34 permite que os juros pagos sejam demonstrados como atividades operacionais ou financeiras e que os juros recebidos sejam demonstrados como atividades operacionais ou de investimento, quando considerado pertinente pela entidade. O Grupo classifica os juros recebidos como atividades operacionais para obtenção de recursos financeiros. O Grupo classifica os juros pagos como atividades de financiamento, uma vez que são custos de obtenção de recursos financeiros. Demonstração de Valor Adicionado (DVA) O requisito de divulgação da Demonstração de Valor Adicionado (DVA), aprovado pelo Pronunciamento Técnico CPC 09, é aplicável apenas para as companhias abertas. As Normas e Interpretações abaixo não foram consideradas nestas demonstrações financeiras ilustradas: CPC 08 CPC 11 CPC 13 CPC 17 CPC 21 CPC 29 ICPC 01 ICPC 04 ICPC 05 Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários Contratos de Seguro Adoção inicial da Lei 11.638/07 e da Medida Provisória 449/08 Contratos de Construção Demonstração Intermediária Ativo Biológico e Produto Agrícola Contratos de Concessão Adoção do Alcance do Pronunciamento Técnico CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações Pronunciamento Técnico CPC 10 - Pagamento Baseado em Ações - Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria ICPC 07 Distribuição de Lucros in Natura ICPC 09 Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial ICPC 10 Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43 ICPC 11 Recebimento em Transferência de Ativos de Clientes

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Normas emitidas pelo CPC vigentes em 31 de dezembro de 2011
No quadro apresentado a seguir estão identificados os pronunciamentos emitidos pelo CPC até 13.12.11, associados às Deliberações CVM que os aprovaram e aos pronunciamentos internacionais (IFRS) correspondentes. Acesse www.cpc.org.br para atualizações. Regulação Contábil Brasileira Norma CPC
CPC 00 CPC 01 CPC 02 CPC 03 CPC 04 CPC 05 CPC 06 CPC 07 CPC 08 CPC 09 CPC 10 CPC 11 CPC 12 CPC 13

Descrição
Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Redução ao Valor Recuperável de Ativos Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio de Demonstrações Contábeis Demonstração dos Fluxos de Caixa Ativo Intangível Divulgação sobre Partes Relacionadas Operações de Arrendamento Mercantil Subvenção e Assistência Governamentais Custos de Transação e Prêmio na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários Demonstração do Valor Adicionado Pagamentos Baseados em Ações Contratos de Seguros Ajuste a Valor Presente Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação Fase 1 Combinação de Negócios Estoques Contratos de Construção Investimento em Coligada e Controlada Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto Custos de Empréstimos Demonstração Intermediária Informação por Segmento Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro Evento Subsequente Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes Apresentação das Demonstrações Contábeis Ativo Imobilizado Propriedade para Investimento Ativo Biológico e Produto Agrícola Receitas Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada Tributos sobre o Lucro

Deliberação CVM
539/08 e 675/11 611/09 534/08 e 624/10 547/08 e 624/10 553/08 560/08 554/08 555/08 556/08 557/08 562/08 563/08 564/08 565/08

Norma IFRS
Framework IAS 36 IAS 21 IAS 7 IAS 38 IAS 24 IAS 17 IAS 20 Parte 39 Sem correspondência IFRS 2 IFRS 4 Diversos Sem correspondência Revogado

CPC 14 CPC 15 CPC 16 CPC 17 CPC 18 CPC 19 CPC 20 CPC 21 CPC 22 CPC 23 CPC 24 CPC 25 CPC 26 CPC 27 CPC 28 CPC 29 CPC 30 CPC 31 CPC 32
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566/08 580/09 e 665/11 575/09 e 624/10 576/09 605/09 606/09 e 666/11 577/09 e 672/11 581/09 e 673/11 582/09 592/09 593/09 594/09 595/09, 624/10 e 676/11 583/09 584/09 596/09 597/09 598/09 599/09

Corresponde ao OCPC 03 IFRS 3 IAS 2 IAS 11 IAS 28 IAS 31 IAS 23 IAS 34 IFRS 8 IAS 8 IAS 10 IAS 37 IAS 1 IAS 16 IAS 40 IAS 41 IAS 18 IFRS 5 IAS 12

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

CPC 33 CPC 35 CPC 36 CPC 37 CPC 38 CPC 39 CPC 40 CPC 41 CPC 43 CPC 44 ICPC 01 ICPC 02 ICPC 03 ICPC 04 ICPC 05 ICPC 06 ICPC 07 ICPC 08 ICPC 09

Benefícios a Empregados Demonstrações Separadas Demonstrações Consolidadas Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração Instrumentos Financeiros: Apresentação Instrumentos Financeiros: Evidenciação Resultado por Ação Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40 Demonstrações Combinadas Contratos de Concessão Contratos de Construção do Setor Imobiliário Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil Alcance do Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações – Transações de Ações do Grupo e em Tesouraria Hedge de Investimento Líquido em Operação no Exterior Distribuição de Lucros in Natura Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43 Recebimento em Transferência de Ativos de Clientes Mudanças em Passivos por Desativação, Restauração e Outros Passivos Similares Direitos a Participação Decorrentes de Fundos de Desativação, Restauração e Reabilitação Ambiental Cotas de Cooperados em Entidades Cooperativas e Instrumentais Similares Passivos Decorrentes de Participação em um Mercado Específico – Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos Patronais Contratos de Concessão: Evidenciação Entidades de Incorporação Imobiliária Esclarecimentos sobre as Demonstrações Contábeis de 2008 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária Brasileiras Contratos de Concessão Informações Financeiras Pró-forma Destaques (com base nos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações editados até 31/12/09)

600/09 607/09 e 667/11 608/09, 624/10 e 668/11 609/09 604/09 604/09 604/09 636/10 610/09 A ser emitido 611/09 e 677/11 612/09 613/09 614/09 615/09 616/09 617/09 601/09 618/09

IAS 19 IAS 27 IAS 27 IFRS 1 IAS 39 IAS 32 IFRS 7 IAS 33 IFRS 1 Sem correspondência IFRIC 12 IFRIC 15 IFRIC 4, SIC 15 e SIC 27 IFRIC 8 IFRIC 11 IFRIC 16 IFRIC 17 IAS 38, IFRS 3, IAS 28, IAS 31, IAS 27, IAS 39 IAS 16, IAS 40 e IFRS 1 IFRIC 18 IFRIC 1 IFRIC 5 IFRIC 2 IFRIC 6 IFRIC 19 SIC 29 Sem correspondência Sem correspondência Sem correspondência Sem correspondência Sem correspondência Sem correspondência Sem correspondência
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ICPC 10 ICPC 11 ICPC 12 ICPC 13 ICPC 14 ICPC 15 ICPC 16 ICPC 17 OCPC 01 (R1) OCPC 02 OCPC 03 OCPC 04 OCPC 05 OCPC 06 CPC Destaques

619/09 620/09 621/09 637/10 — 638/10 652/10 677/11 561/08 e 624/10 Ofício-Circular CVM/ SNC/SEP nº 01/2009 Ofício-Circular CVM/ SNC/SEP nº 03/2009 653/10 654/10 A ser emitido Ofício-Circular CVM/ SNC/SEP nº 002/2010

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

Grupo Modelo S.A.
International GAAP© Demonstrações financeiras consolidadas ilustrativas em IFRS, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, baseadas nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis — CPC

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(Posição Financeira Consolidada) CPC 26.51(b), (c) 2011 2010 Em 31 de dezembro de 2011 BRGAAP CPC 26.51(d), (e) Notas R$000 R$000 Ativos CPC 26.60, CPC 26.66 Ativo Circulante CPC 26.54(a) Caixa e equivalentes de caixa 19 14.512 13.694 Outros ativos circulantes 15 1.129 153 CPC 26.54(d), CPC 40.8 Clientes e outras contas a receber 18 27.672 24.290 CPC 26.54 (b), CPC 40.8 (c) Estoques 17 24.875 25.489 CPC 26.54(c) Despesas antecipadas 244 165 CPC 26.55 68.432 63.791 Ativos de operações descontinuadas 10 13.554 - CPC 26.54(e), CPC 31.38 81.986 63.791 CPC 26.60, CPC 26.66 Ativo não circulante Outros ativos financeiros não circulantes 15 6.997 3.491 CPC 26.54(d), CPC 40.8 Impostos diferidos ativos 9 383 365 CPC 26.54(o), CPC 26.56 Investimentos em empresas coligadas 6 764 681 CPC 26.54(g), CPC 18, CPC 18.38 Propriedades para investimento 13 8.893 7.983 CPC 26.54(h) Ativo imobilizado 12 34.411 25.811 CPC 26.54(i) Ativo intangível 14 6.019 2.461 CPC 26.54(j) 57.467 40.792 Total do ativo 139.453 104.583 Passivo Passivo circulante CPC 26.60, CPC 26.69, CPC 26.54(k) Fornecedores e outras contas a pagar 27 17.601 19.514 Empréstimos e financiamentos 15 2.460 2.775 CPC 26.54(m), CPC 40.8(f) Outros passivos financeiros circulantes 15 3.333 303 CPC 26.54(m), CPC 40.8(e) Subsídios governamentais 23 149 151 CPC 26.55, CPC 07.24 Receita diferida 24 220 200 CPC 26.55 Imposto de renda e contribuição CPC 26.54(n) social a pagar 3.963 4.013 Provisões 22 728 155 CPC 26.54(l) Dividendos a pagar 21 1.887 1.710 30.341 28.821 CPC26.54(p), CPC 31.38 Passivos de operações descontinuadas 10 13.125 - 43.466 28.821 Passivo não circulante CPC 26.60, CPC 26.69, CPC 26.54(m) Empréstimos e financiamentos 15 20.856 22.203 Provisões 22 1.950 77 CPC 26.54(l), CPC 26.78(d) Subvenções governamentais 23 3.300 1.400 CPC 07.24 Receita diferida 24 196 165 CPC 26.55 Obrigações de benefícios definidos CPC 26.55, CPC 26.78(d) pós-emprego 25 1.094 655 Outros passivos 416 126 CPC 26.55 Impostos diferidos passivos 9 3.527 1.787 CPC 26.54(o), CPC 26.56 Outros passivos financeiros não circulantes 15 1.011 - CPC 26.54(m), CPC 40.8(e) 32.350 26.413 Total do Passivo 75.816 55.234 Patrimônio Líquido CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) Capital social 20 32.028 29.453 Reserva de Capital 20 5.739 661 CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) Ações em tesouraria 20 (774) (774) CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) Reserva de Lucros 20 24.016 18.645 CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) Reserva de alienação de operações descontinuadas 10 46 - CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) Outros resultados abrangentes 20 (357) (335) Proposta de distribuição de CPC 26.54 (r), CPC 26.78 (e) dividendos adicional 20 450 910 61.148 48.560 CPC 26.54(q), CPC 36, CPC 36.27 Participação de não controladores 2.489 789 Total do patrimônio líquido 63.637 49.349 Total do passivo e do patrimônio líquido 139.453 104.583
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BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RESULTADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

CPC 26.51(b), (c) 2011 2010 CPC 26.51(d), (e) Notas R$000 R$000 Operações em continuidade CPC 30.35(b)(i) Venda de mercadorias 190.599 172.864 Prestação de serviços 17.131 16.537 CPC 30.35(b)(ii) Receita do resgate de programa de fidelidade 1.375 1.125 CPC 30.35(b)(ii) Receita de aluguel 1.404 1.377 CPC 30.35(c) Outras receitas 8.1 1.585 2.548 CPC 26.103 Receita Total 212.094 194.451 CPC 26.82(a) Custo das vendas (163.691) (155.268) CPC 26.103 Lucro Bruto 48.403 39.183 CPC 26.85, CPC 26.103 Despesas com vendas e distribuição (14.000) (13.002) CPC 26.103 Despesas administrativas (19.823) (13.657) CPC 26.103 Outras despesas operacionais 8.2 (1.088) (706) CPC 26.103 Equivalência Patrimonial 6 83 81 CPC 26.82(e), CPC 18, CPC18.38 Lucro antes das receitas e despesas financeiras 13.575 11.899 CPC 26.82(a) Despesas Financeiras 8.3 (3.305) (1.561) CPC 26.82(b), CPC 40.20 Receitas Financeiras 8.4 1.635 724 CPC 26.82 (a) Resultado antes dos impostos sobre os lucros 11.905 11.062 CPC 26.85 Despesa com impostos sobre os lucros 9 (3.893) (3.432) CPC 26.82(i), CPC 32. CPC 32.77 Resultado líquido das operações em continuidade 8.012 7.630 CPC 26.85 Operações descontinuadas Lucro (prejuízo) após o imposto do exercício resultante de operações descontinuadas 10 220 (188) CPC 26.82(k), CPC 31.33(a) Resultado Líquido do Exercício 8.232 7.442 CPC 26.82(i), CPC 26.83(a)(ii) Atribuível aos: Acionistas controladores 7.944 7.203 CPC 26.83(a)(i), CPC 36.27 Acionistas não controladores 288 239 Lucro por ação IAS 33.66 básico - lucro do exercício atribuível a acionistas controladores detentores de ações ordinárias R$ 0,26 R$ 0,25 diluído - lucro do exercício atribuível a acionistas controladores detentores de ações ordinárias R$ 0,26 R$ 0,25 Lucro por ação originado das operações em continuidade básico - lucro de operações continuadas atribuíveis a acionistas controladores detentores de ações ordinárias R$ 0,26 R$ 0,25 diluído - lucro de operações em continuidade atribuíveis a acionistas controladores detentores de ações ordinárias R$ 0,26 R$ 0,25

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DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RESULTADO ABRANGENTE Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

CPC 26.81 2011 2010 Notas R$000 R$000 CPC 26.51 Lucro do exercício 8.232 7.442 CPC 26.82 Outros resultados abrangentes CPC 26.82 Ganho líquido sobre hedge em investimento líquido 1.178 – CPC 26.90 Efeito de imposto de renda (400) – 8.8 778 – Diferenças cambiais sobre conversão de operações estrangeiras (246) (117) CPC 26.90 Efeito de imposto de renda – – 8.8 (246) (117) Ganho sobre hedge de fluxo de caixa (732) 33 CPC 26.90 Efeito de imposto de renda 220 (9) 8.8 (512) 24 Ganho líquido sobre ativos disponíveis para venda (60) 3 CPC 26.90 Efeito de imposto de renda 18 (1) 8.8 (42) 2 Outros resultados abrangentes do exercício, CPC 26.85 líquidos de impostos (22) (91) Total de resultados abrangentes do exercício, CPC 26.85A líquidos de impostos 8.210 7.351 Atribuível a: CPC 26.83(b)(ii) Acionistas Controladores 7.923 7.115 Acionistas Não Controladores 287 236 CPC 26.83(b)(i), CPC 36.27 8.210 7.351

Comentário
O CPC 26 (R1) vetou a divulgação da demonstração de resultados abrangentes apenas na demonstração das mutações do patrimônio líquido, prática aceita até a emissão desta norma. O Grupo elegeu por demonstrar os efeitos tributários de forma individual, de forma que nenhuma divulgação adicional em nota explicativa é requerida.

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DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO FLUXO
CPC 26.51(b), (c) DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 2011 2010 CPC 26.51(d), (e) R$000 R$000 Atividades operacionais Notas Lucro antes dos impostos sobre a renda nas operações CPC 03(R1).11, CPC 03(R1).20(b) em continuidade 11.905 11.062 Lucro (prejuízo) antes dos impostos sobre a renda nas operações descontinuadas 10 213 (193) Lucro antes dos impostos sobre a renda 12.118 10.869 Ajuste de itens sem desembolso de caixa para conciliação CPC 03(R1).22(b) do lucro antes do imposto com o fluxo de caixa Depreciação e perda por redução ao valor recuperável do imobilizado 12 3.907 3.383 Amortização e perda por redução ao valor recuperável do intangível 14 325 174 Despesas com pagamentos baseados em ações 26 412 492 Redução das propriedades para investimento 13 306 300 Redução em instrumentos financeiros 725 - Ganho sobre baixa de imobilizado 8.1 (532) (2,007) Ajuste ao valor justo de contraprestação contingente 4 358 - CPC 03(R1).22(c) Receita Financeira 8.4 (1.635) (724) Despesas Financeiras 8.3 3.305 1.561 CPC 03(R1).22(c) Outros resultados operacionais (267) - Equivalência Patrimonial 6 (83) (81) CPC 03(R1).22(a) Variações em provisões, benefícios e incentivos 711 107 Ajustes de capital de giro: Aumento em contas a receber de clientes e outras contas a receber e adiantamentos (3.382) 1.247 Redução de estoques 614 1.662 Aumento em outros ativos circulantes e despesas antecipadas (1.055) 45 Outras variações no ativo 476 (315) Variações em fornecedores (1.913) (1.086) Variações em outros passivos 915 861 CPC 03(R1).32 Juros recebidos 336 724 Imposto de renda e contribuição social pagos (3.759) (4.379) Fluxo de caixa líquido originado de atividades operacionais 11.882 12.833 CPC 03(R1).11, CPC 03(R1).23 Atividades de investimento CPC 03(R1).18(b) Resultados de venda de imobilizado 1.990 2.319 Aquisição de imobilizado 12 (11.501) (7.822) CPC 03(R1).18(a) Aquisição de propriedades para investimento 13 (1.216) (1.192) CPC 03(R1).18(a) Aquisição de instrumentos financeiros (3.969) (225) CPC 03(R1).18(c) Resultados da venda de instrumentos financeiros 232 - CPC 03(R1).18(d) Aquisição de intangíveis 14 (587) (390) CPC 03(R1).18(a) Aquisição de controlada, líquida de caixa adquirido 4 230 (1.450) CPC 03(R1).41 Recebimento de incentivos 23 2.951 642 Fluxo de caixa líquido aplicado em atividades de investimento (11.870) (8.118) CPC 03(R1).11, CPC 03(R1).23 Atividades de financiamento Resultados do exercício de opções 20 175 200 CPC 03(R1).19(a) Aquisição de participação de não controladores 4 (325) - CPC 03(R1).44 Custos de transação para emissão de ações 20 (32) - CPC 03(R1).19(a) Pagamento de passivos de arrendamento CPC 03(R1).19(e) mercantil financeiro (51) (76) Captações de empréstimos obtidos 5.253 2.645 CPC 03(R1).19(c) Pagamento de empréstimos (135) (1.784) CPC 03(R1).19(d) Juros pagos (1.502) (1.321) CPC 03(R1).32 Dividendos pagos a acionistas controladores 21 (2.620) (1.770) CPC 03(R1).32 Fluxo de caixa líquido aplicado em atividades CPC 03(R1).32 de financiamento 763 (2.106) Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 775 2.609 CPC 03(R1).31 Diferença cambial líquida 43 19 Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro 19 13.694 11.066 CPC 03(R1).49 Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro 19 14.512 13.694

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DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE VALOR ADICIONADO (DVA) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010

DESCRIÇÃO Receitas Vendas de mercadorias, produtos e serviços Outras receitas Insumos adquiridos de terceiros Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros Outras Valor adicionado bruto Depreciação, amortização e exaustão Valor adicionado líquido produzido pela entidade Valor adicionado recebido em transferências Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras Outras Valor adicionado total a distribuir Distribuição do valor adicionado Pessoal Remuneração direta Benefícios F.G.T.S. Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais Remuneração de capitais de terceiros Juros Remuneração de capitais próprios Dividendos Lucros retidos / Prejuízo do exercício Participação dos não controladores nos lucros retidos

2011 2010 R$000 R$000 210.509 191.903 207.730 2.779 (149.516) (139.673) (8.377) 60.993 56.976 3.523 83 1.635 60.499 60.499 38.205 189.401 2.502 (134.487) (131.725) (2.062) 57.416 54.183 3.165 81 724 57.348 57.348 38.050

(1.466) (700) 4.017 3.233

1.805 2.360

44.019 43.853 565 605 5.249 5.198 4.943 4.492 3.893 3.432 750 730 300 330 3.305 8.232 5.607 288 1.561 7.442 4.583 239 3.305 1.561 2.337 2.620

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DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
Atribuível aos Acionistas Controladores Reserva de Capital Reserva de ágio (Nota 20) Outras reservas (Nota 20)

Capital Social (Nota 20) Em 1º de janeiro de 2010 Diferenças cambiais sobre conversão de operações estrangeiras Ganho sobre hedge de fluxo de caixa Ganho líquido sobre ativos disponíveis para venda Lucro do exercício Constituição de reserva de retenção de lucro Dividendos (Nota 21) Dividendo adicional proposto - excedente ao mínimo obrigatório (Nota 21) Exercício de opções (Nota 26) Remuneração com base em ações (Nota 26) Adição de minoritário em função de combinação de negócio Outros movimentos Em 31 de dezembro de 2010 Ganho líquido sobre hedge em investimento líquido Diferenças cambiais sobre conversão de operações estrangeiras Ganho sobre hedge de fluxo de caixa Ganho líquido sobre ativos disponíveis para venda Pagamento de distribuição de dividendos Lucro do exercício Constituição de reserva de retenção de lucro Constituição de reserva legal Dividendos (Nota 21) Dividendo adicional proposto - excedente ao mínimo obrigatório (Nota 21) Operações descontinuadas (Nota 10) Emissão de ações (Nota 21) Exercício de opções (Nota 26) Remuneração com base em ações (Nota 26) Custo de emissão das ações da aquisição da controlada Extintores Ltda. (Nota 4) Adição de minoritário em função de combinação de negócio Aquisição de participação minoritária Em 31 de dezembro de 2011 29.388 - - - - - - - 65 - - 29.453 - - - - - - - - - - - 2.500 75 - - - - 32.028

Opções de ações outorgadas - - - - - - - - 135 - - 135 - - - - - - - - - - - 4.703 100 - (32) - - 4.906 - - - - - - - - - 298 - 298 - - - - - - - - - - - - - 307 - - - 605 228 - - - - - - - - - - 228 - - - - - - - - - - - - - - - - - 228

Constituição de reserva legal

-

- - - -

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Reserva de Lucros Reserva legal Ações em tesouraria (Nota 20) (774) - - - - - - - - - - (774) - - - - - - - - - - - - - - - - - (774) 1.232 - - - - - 360 - - - - - 1.592 - - - - - - - 397 - - - - - - - - - 1.989 Operações descontinuadas (Nota 10) Reserva de retenção de lucro 13.106 - - - - 4.223 - - - - - - 17.053 - - - - - - 5.020 - - - (46) - - - - - - 22.027 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 46 - - - - - - 46 Lucros acumulados Proposta de distribuição de dividendos adicional - - - - 7.203 (360) (1.710) (910) - - - - - - - - - 7.944 (5.020) (397) (1.887) (450) - - - - - - (190) - - - - - - - - 910 - - - 910 - - - - (910) - - - - 450 - - - - - - - 450 42.936 (117) 24 2 7.203 - (1.710) 200 298 - 48.560 778 (246) (512) (42) 7.944 - - (1.887) - 7.203 175 307 (32) - (190) 61.148

Total Participação de não controladores 208 - - - 239

Total

Outros resultados abrangentes (244) (117) 24 2 - - - - - - - (335) 778 (246) (512) (42) - - - - - - - - - - - - (357)

43.144 (117) 24 2 7.442

(4.223)

- - - - 342 789 - - - - 288 - - - - - - - - 1.547 (135) 2.489 (1.710) 200 298 342 49.349 778 (246) (512) (42) (910) 8.232 - - (1.887) - - 7.203 175 307 (32) 1.547 (325) 63.637

-

-

- - (276) - -

- (276) - (276)

-

(910)

-

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Notas Explicativas às demonstrações financeiras consolidadas em IFRS e CPC
(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)
CPC 26.51(d),(e)

1. Informações sobre o Grupo
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Modelo S.A. (“o Grupo”) para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram autorizadas para emissão de acordo com a resolução dos membros do Conselho de Administração em 28 de janeiro de 2011. Constituída como uma “Sociedade Anônima” domiciliada no Brasil, as ações do Grupo são negociadas na BM&FBovespa. A sede social da empresa está localizada na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1.830 — São Paulo – SP. O Grupo participa através de suas investidas em produtos e serviços relacionados a equipamentos antifogo e produtos eletrônicos, atua no ramo de investimentos para propriedades de arrendamento.
CPC 26.138(a) CPC 24.17

CPC 26.138(b)

2. Políticas Contábeis
As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas com apoio em diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras foram apoiadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da administração para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos financeiros pelo valor justo e pelo método de ajuste a valor presente, estimativas do valor justo das propriedades para investimento, as estimativas do valor em uso dos terrenos e edificações, análise do risco de crédito para determinação da provisão para devedores duvidosos, assim como da análise dos demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para contingências. Os valores contábeis de ativos e passivos reconhecidos que representam itens objeto de hedge a valor justo que, alternativamente, seriam contabilizados ao custo amortizado, são ajustados para demonstrar as variações nos valores justos atribuíveis aos riscos que estão sendo objeto de hedge. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de estimativa. A Companhia revisa suas estimativas e premissas pelo menos anualmente. As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as políticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e os pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que estão em conformidade com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB.
CPC 26.16 CPC 26.112 (a), (b) CPC 26.117(a)

Comentário
As companhias abertas brasileiras não financeiras produzem e divulgam informações contábeis com base nos pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC e normas emitidas pela CVM, o chamado BRGaap, que, na situação atual, tem poucas diferenças em relação às normas IFRS. A transição de um modelo de custo histórico para um modelo geral, que adota estimativas contábeis de itens financeiros ao “valor justo” e itens não financeiros pelo “valor em uso”, deve levar a um esforço de divulgação adicional em cada nota explicativa por conta da diversidade de políticas contábeis adotadas na avaliação de cada item. Em maio de 2011, o IASB emitiu o pronunciamento IFRS 13 com o objetivo de uniformizar os conceitos que dessem suporte às estimativas de valor justo. O objetivo desse pronunciamento foi a tentativa de reduzir a complexidade nas mensurações e aumentar a consistência dos relatórios contábeis emitidos no ambiente global. Em resumo, o IFRS 13 estabeleceu:
• uma nova definição para “valor justo”; • um conceito único para a mensuração do valor justo; e • normas para divulgação.

O conceito de valor justo está agora claramente estabelecido sobre os valores de saída, como pode ser observado na definição contida no IFRS 13: Appendix A: o preço que seria recebido na venda de um ativo ou pago para transferir um passivo em uma transação ordenada entre participantes do mercado na data da mensuração. (The price that would be received to sell an asset or paid to transfer a liability in an orderly transaction between market participants at the measurement date). O IFRS 13 estabeleceu ainda uma “hierarquia de valor justo” que categorizou aplicação desse método em três níveis conforme as entradas utilizadas nas técnicas de avaliação. Essa hierarquia deu a prioridade mais alta para os preços não ajustados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos, e a prioridade mais baixa para as estimativas que utilizem entradas não observáveis nas estimativas contábeis (IFRS 13.72).
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2.1 Base de consolidação
Base de consolidação a partir de 1º de janeiro de 2011
As demonstrações financeiras consolidadas são compostas pelas demonstrações financeiras do Grupo Modelo S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2010, apresentadas abaixo: % participação Razão social Extintores Ltda. Bright Sparks Limited Wirewoks Inc. Sprinklers Inc. Iluminação Ltda. Mangueiras Ltda. Chamas Laboratórios Ltda. País sede Brasil Brasil EUA EUA Brasil Brasil Brasil 2011 80,0 95,0 98,0 100,0 87,4 100,0 20,0 2010 95,0 98,0 100,0 80,0 100,0 CPC 36.26 CPC 36.12

O Grupo é proprietário de participação societária de 20% do patrimônio da empresa recentemente constituída Chamas Laboratórios Ltda. No entanto, ao Grupo, como controlador, cabe aprovar todas as principais decisões operacionais. Uma vez iniciadas, as operações serão utilizadas apenas pelo Grupo. Com base nesses fatos e circunstâncias, a administração determinou que, substancialmente, o Grupo é controlador dessa entidade, que, portanto, foi consolidada em suas demonstrações financeiras. As controladas são integralmente consolidadas a partir da data de aquisição, sendo esta a data na qual o Grupo obtém controle, e continuam a ser consolidadas até a data em que esse controle deixe de existir. As demonstrações financeiras das controladas são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o da controladora, utilizando políticas contábeis consistentes. Todos os saldos intragrupo, receitas e despesas e ganhos e perdas não realizados, oriundos de transações intragrupo, são eliminados por completo. Uma mudança na participação sobre uma controlada que não resulta em perda de controle é contabilizada como uma transação entre acionistas, no patrimônio líquido. O resultado do período e cada componente dos outros resultados abrangentes (reconhecidos diretamente no patrimônio líquido – ver Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis) são atribuídos aos proprietários da controladora e à participação dos não controladores. Perdas são atribuídas à participação de não controladores, mesmo que resultem em um saldo negativo.

CPC 36.22 CPC 36.24 CPC 36.20 CPC 36.30

CPC 36.28

Comentário
As companhias devem se preparar para a adoção dos novos pronunciamentos do IFRS, que trazem modificações na forma de como consolidar uma entidade, tratar os empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures) e aspectos de divulgação (IFRS 10, 11 e 12). O IFRS 10 em particular:
• define o conceito de controle como base para a consolidação; • estabelece como aplicar o conceito de controle para identificar se um investidor controla uma investida

e se deve consolidar essa investida;
• estabelece requisitos para a preparação das demonstrações financeiras consolidadas.

O IFRS 10 não muda a forma de consolidar uma entidade, conforme já estabelecido no IAS 27 (CPC 36), mas muda o critério de consolidar ou não através da reformulação do conceito de controle, além de adicionar requisitos para considerar se existe o controle das decisões. Os seguintes parágrafos foram extraídos do IFRS 10, em uma tradução livre: 6 – Um investidor controla uma investida se está exposto, ou tem direitos, aos retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida e tem a capacidade de afetar esses retornos através do seu poder sobre as investidas; 7 – Um investidor controla uma investida se e somente se o investidor acumula todos os seguintes requisitos:
• poder sobre a investida; • exposição ou, direitos, aos retornos variáveis decorrentes do seu envolvimento na investida; e • capacidade de usar o seu poder sobre a investida para afetar o retorno do investimento.

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2.2 Combinações de negócios
Combinações de negócios a partir de 1º de janeiro de 2009
Combinações de negócios são contabilizadas utilizando o método de aquisição. O custo de uma aquisição é mensurado pela soma da contraprestação transferida, avaliada com base no valor justo na data de aquisição, e o valor de qualquer participação de não controladores na adquirida. Para cada combinação de negócio, a adquirente deve mensurar a participação de não controladores na adquirida pelo valor justo ou com base na sua participação nos ativos líquidos identificados na adquirida. Custos diretamente atribuíveis à aquisição devem ser contabilizados como despesa quando incorridos. Ao adquirir um negócio, o Grupo avalia os ativos e passivos financeiros assumidos com o objetivo de classificálos e alocá-los de acordo com os termos contratuais, as circunstâncias econômicas e as condições pertinentes na data de aquisição, o que inclui a segregação, por parte da adquirida, de derivativos embutidos existentes em contratos hospedeiros na adquirida. Se a combinação de negócios for realizada em estágios, o valor justo na data de aquisição da participação societária previamente detida no capital da adquirida é reavaliado a valor justo na data de aquisição, sendo os impactos reconhecidos na demonstração do resultado. Qualquer contraprestação contingente a ser transferida pela adquirente será reconhecida a valor justo na data de aquisição. Alterações subsequentes no valor justo da contraprestação contingente considerada como um ativo ou como um passivo deverão ser reconhecidas de acordo com o CPC 38 na demonstração do resultado ou em outros resultados abrangentes. Se a contraprestação contingente for classificada como patrimônio, não deverá ser reavaliada até que seja finalmente liquidada no patrimônio. Inicialmente, o ágio é mensurado como sendo o excedente da contraprestação transferida em relação aos ativos líquidos adquiridos (ativos identificáveis adquiridos, líquidos e os passivos assumidos). Se a contraprestação for menor do que o valor justo dos ativos líquidos adquiridos, a diferença deverá ser reconhecida como ganho na demonstração do resultado. Após o reconhecimento inicial, o ágio é mensurado pelo custo, deduzido de quaisquer perdas acumuladas do valor recuperável. Para fins de teste do valor recuperável, o ágio adquirido em uma combinação de negócios é, a partir da data de aquisição, alocado a cada uma das unidades geradoras de caixa do Grupo que se espera sejam beneficiadas pelas sinergias da combinação, independentemente de outros ativos ou passivos da adquirida serem atribuídos a essas unidades. Quando um ágio fizer parte de uma unidade geradora de caixa e uma parcela dessa unidade for alienada, o ágio associado à parcela alienada deve ser incluído no custo da operação ao apurar-se o ganho ou a perda na alienação. O ágio alienado nessas circunstâncias é apurado com base nos valores proporcionais da parcela alienada em relação à unidade geradora de caixa mantida.
CPC 15.54 CPC 15.B63(a)

CPC 15.18 CPC 15.19

CPC 15.15 CPC 15.16

CPC 15.42

CPC 15.58

CPC 01.82

Comentário
O CPC 15 (IFRS 3) não é aplicável nas combinações de negócios que envolvam entidades sob controle comum. O tratamento contábil não está previsto explicitamente no conjunto das normas CPC/IFRS, porém presume-se que deve ser mantida a coerência da informação contábil para informações consolidadas e individuais, sob pena de distorcer as informações para uso dos investidores e outros tipos de usuários. Em essência, temos duas alternativas para tratar combinação de negócios entre partes não independentes ou relacionadas: o método de compra (purchase method) e o método de comunhão de interesses (pooling of interests). A escolha do método de compra significa tratar o ágio (goodwill), originado na aquisição como resultante da aplicação do valor justo aos itens patrimoniais, como um intangível de vida indefinida não sujeito a amortização periódica, mas sujeito ao impairment, por força de avaliar todos os ativos. No caso da comunhão de interesses, a combinação dos negócios utiliza o valor de livros para os itens patrimoniais sem a geração de ágio(goodwill). É comum o questionamento se determinadas reestruturações societárias constituem ou não uma combinação de negócios, notadamente quando a investidora incorpora a investida ou vice-versa. Nesses casos, via de regra, o entendimento é de que não há geração de riqueza por se tratar de transação entre partes relacionadas, sujeita à aplicação dos conceitos definidos na ICPC 09, item 44.

2.3 Investimento em coligadas
O investimento do Grupo em sua coligada é contabilizado com base no método da equivalência patrimonial. Uma coligada é uma entidade sobre a qual o Grupo exerça influência significativa. Com base no método da equivalência patrimonial, o investimento na coligada é contabilizado no balanço patrimonial ao custo, adicionado das mudanças após a aquisição da participação societária na coligada. O ágio
CPC 18.06

CPC 18.11

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relacionado com a coligada é incluído no valor contábil do investimento, não sendo amortizado. Em função de o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) integrar o valor contábil do investimento na coligada (não é reconhecido separadamente), ele não é testado separadamente em relação ao seu valor recuperável. A demonstração do resultado reflete a parcela dos resultados das operações da coligada. Quando uma mudança for diretamente reconhecida no patrimônio da coligada, o Grupo reconhecerá sua parcela nas variações ocorridas e divulgará esse fato, quando aplicável, na demonstração das mutações do patrimônio líquido. Os ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre o Grupo e a coligada, são eliminados de acordo com a participação mantida na coligada. A participação societária na coligada será demonstrada na demonstração do resultado como equivalência patrimonial, representando o lucro líquido atribuível aos acionistas da coligada. As demonstrações financeiras da coligada são elaboradas para o mesmo período de divulgação que o Grupo. Quando necessário, são efetuados ajustes para que as políticas contábeis estejam de acordo com as adotadas pelo Grupo. Após a aplicação do método da equivalência patrimonial, o Grupo determina se é necessário reconhecer perda adicional do valor recuperável sobre o investimento do Grupo em sua coligada. O Grupo determina, em cada data de fechamento do balanço patrimonial, se há evidência objetiva de que o investimento na coligada sofreu perda por redução ao valor recuperável. Se assim for, o Grupo calcula o montante da perda por redução ao valor recuperável como a diferença entre o valor recuperável da coligada e o valor contábil e reconhece o montante na demonstração do resultado. Quando ocorrer perda de influência significativa sobre a coligada, o Grupo avalia e reconhece o investimento neste momento a valor justo. Será reconhecida no resultado qualquer diferença entre o valor contábil da coligada no momento da perda de influência significativa e o valor justo do investimento remanescente e resultados da venda.

CPC 18.23

CPC 18.22 CPC 18.39

CPC 18.37(e)

CPC 18.26

CPC 18.31 CPC 18.33

CPC 18.18

2.4 Participação em Joint Ventures
O Grupo mantém participação em joint venture, na qual os empreendedores mantêm acordo contratual que estabelece o controle conjunto de várias atividades da Companhia. O Grupo reconhece sua participação na joint venture utilizando a consolidação proporcional. O Grupo combina sua participação nos ativos, passivos, receitas e despesas da joint venture, linha por linha, nas suas demonstrações financeiras consolidadas. As demonstrações financeiras da joint venture são preparadas para o mesmo período de divulgação do Grupo. Os ajustes são efetuados, quando necessário, para alinhar as políticas contábeis com as adotadas pelo Grupo. Ajustes são efetuados nas demonstrações consolidadas do Grupo com o objetivo de eliminar a participação do Grupo nos saldos intragrupo, receitas e despesas e ganhos e perdas não realizados sobre transações entre o Grupo e sua joint venture. Perdas em transações são reconhecidas imediatamente se a perda fornece evidências de redução do valor realizável de ativos. A joint venture é proporcionalmente consolidada até a data em que o Grupo deixe de exercer controle conjunto. Quando ocorrer perda de controle conjunto, e contanto que esta investida não se torne controlada ou coligada, o Grupo passa a mensurar esse investimento a valor justo a partir de então. No momento da perda de controle conjunto, será reconhecida na demonstração do resultado qualquer diferença entre o valor contábil da antiga joint venture e o valor justo do investimento, bem como eventuais resultados da venda da joint venture. Quando o investimento remanescente mantiver influência significativa, será contabilizado como investimento em uma coligada, conforme descrito anteriormente.

CPC 19.30 CPC 19.34

CPC 19.48 CPC 19.36

CPC 19.45

Comentário
O Grupo contabiliza a participação na joint venture utilizando a consolidação proporcional. No entanto, a norma internacional também permite que as joint ventures sejam reconhecidas utilizando o método da equivalência patrimonial. Esta era uma divergência entre o IAS 31 e o CPC 19, que mantinha a política contábil brasileira de somente permitir a consolidação proporcional. Essa divergência foi finalmente eliminada com a edição do CPC 19 (R1), que em seus itens 38 e 39 passaram a permitir também a adoção do método de equivalência patrimonial. Porém, o IASB e o CPC consideram a alternativa da equivalência patrimonial uma forma não recomendada, conforme o item 40 do IAS 31/CPC 19 (R1), ou seja, a preferência é pela adoção da perspectiva de que existe o controle compartilhado em lugar da influência significativa, que é o conceito aplicável às entidades coligadas. O Grupo optou pela consolidação proporcional por entender que esse método melhor reflete a natureza de suas operações compartilhadas.

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Em maio de 2011, o IASB emitiu o IFRS 11 Joint Arrangements para substituir o IAS 31 Interests in Joint Ventures, correspondente ao CPC 19 Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto. Esse novo pronunciamento entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2013 e traz significativas mudanças nos conceitos e métodos de consolidação desse tipo de empreendimento. Por exemplo, onde o IAS 31 identifica três formas possíveis de empreendimentos controlados em conjunto (i.e., operações controladas em conjunto, ativos controlados em conjunto e entidades controladas em conjunto), o IFRS 11 estabelece apenas duas formas de empreendimentos conjuntos (joint operations e joint ventures). Uma das principais motivações para a emissão do IFRS 11 foi remover a escolha do uso da consolidação proporcional para as joint ventures, obrigando ao uso do método da equivalência patrimonial. Nas operações controladas em conjunto, uma entidade reconhece ativos, passivos, receitas e despesas, e/ou sua participação relativa nesses itens, se houver. Entretanto, esse método não se confunde com a consolidação proporcional, já que são tecnicamente diferentes. Essas mudanças devem ser consideradas pelas companhias brasileiras, uma vez que a consolidação proporcional é extensamente utilizada no ambiente contábil brasileiro e, em muitos casos, produzirá efeitos na condução dos negócios.

2.5 Ativos não circulantes mantidos para venda e operações descontinuadas
Os grupos de ativo não circulante classificados como mantidos para venda são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo, deduzido dos custos de venda. Os grupos de ativo não circulante são classificados como mantidos para venda se seus valores contábeis forem recuperados por meio de uma transação de venda, em vez de por meio de uso contínuo. Essa condição é considerada cumprida apenas quando a venda for altamente provável e o grupo de ativo ou de alienação estiver disponível para venda imediata na sua condição atual. A administração deve comprometer-se com a venda dentro de um ano a partir da data de classificação. Na demonstração consolidada do resultado do exercício corrente e exercício anterior, as receitas e despesas de operações descontinuadas são divulgadas em separado das demais receitas e despesas, depois da rubrica de lucros após impostos, mesmo quando o Grupo detiver participação não controladora após a venda. O lucro ou prejuízo resultante (após os impostos) é divulgado separadamente na demonstração do resultado. Uma vez classificados como mantidos para venda, os ativos não são depreciados ou amortizados.

CPC 31.08

CPC 31.33

CPC 31.25

2.6 Conversão de moeda estrangeira
As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional da controladora. Cada entidade do Grupo determina sua própria moeda funcional, e naquelas cujas moedas funcionais são diferentes do real, as demonstrações financeiras são traduzidas para o real na data do fechamento. i. Transações e saldos As transações em moeda estrangeira são inicialmente registradas à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data da transação. Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconvertidos à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data do balanço. Todas as diferenças são registradas na demonstração do resultado, com a exceção das diferenças geradas por empréstimos em moeda estrangeira, relativas a um hedge efetivo contra investimentos líquidos em uma operação no exterior. Essas diferenças são lançadas diretamente no patrimônio líquido até a alienação do investimento líquido, quando são reconhecidas na demonstração do resultado. Encargos e efeitos tributários atribuídos à variação cambial nestes empréstimos são também reconhecidos no patrimônio líquido. Itens não monetários mensurados com base no custo histórico em moeda estrangeira são convertidos utilizando a taxa de câmbio em vigor nas datas das transações iniciais. Itens não monetários mensurados ao valor justo em moeda estrangeira são convertidos utilizando as taxas de câmbio em vigor na data em que o valor justo foi determinado. Antes de 1º de janeiro de 2009, o Grupo tratou o ágio e quaisquer ajustes ao valor justo efetuados nos valores contábeis de ativos e passivos oriundos da aquisição como ativos e passivos da controladora. Portanto, esses ativos e passivos já estão expressos na moeda adotada para apresentação das demonstrações financeiras ou representam itens não monetários, não havendo, consequentemente, diferenças de conversão. ii. Empresas do Grupo Os ativos e passivos das controladas no exterior são convertidos para reais pela taxa de câmbio da data do balanço, e as correspondentes demonstrações do resultado são convertidas pela taxa de câmbio da data das transações. As diferenças cambiais resultantes da referida conversão são contabilizadas separadamente no patrimônio líquido. No momento da venda de uma controlada no exterior, o valor diferido acumulado reconhecido no patrimônio líquido, referente a essa controlada no exterior, é reconhecido na demonstração do resultado.
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CPC 02 (R1) 62-67 CPC 02 (R1).24 CPC 02 (R1).11

CPC 02 (R1).26(a) CPC 02 (R1).31 CPC 02 (R1).35

CPC 02 (R1).35

CPC 02 (R1).68

Eventual ágio na compra de uma controlada no exterior após 1º de janeiro de 2009 e eventuais ajustes a valor justo dos valores contábeis dos ativos e passivos resultantes da aquisição são tratados como ativos e passivos da controlada no exterior e convertidos na data do fechamento.

2.7 Reconhecimento de receita
A receita é reconhecida na extensão em que for provável que benefícios econômicos serão gerados para o Grupo e quando possa ser mensurada de forma confiável. A receita é mensurada com base no valor justo da contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e impostos ou encargos sobre vendas. O Grupo avalia as transações de receita de acordo com os critérios específicos para determinar se está atuando como agente ou principal e, ao final, concluiu que está atuando como principal em todos os seus contratos de receita. Os critérios específicos, a seguir, devem também ser satisfeitos antes de haver reconhecimento de receita:
CPC 30.35(a) CPC 30.14 CPC 30.20 CPC 30.09

Venda de produtos
A receita de venda de produtos é reconhecida quando os riscos e benefícios significativos da propriedade dos produtos forem transferidos ao comprador, o que geralmente ocorre na sua entrega. No segmento eletrônico, o Grupo mantém um programa de pontos por fidelidade dos clientes que permite a eles acumular pontos ao comprar produtos nas lojas de varejo do Grupo. Os pontos podem então ser trocados por produtos, operação sujeita à obtenção de um número mínimo de pontos. A contraprestação recebida é alocada entre produtos eletrônicos vendidos e pontos emitidos, alocando aos pontos contraprestação equivalente ao correspondente valor justo. O valor justo dos pontos é determinado mediante a aplicação de análise estatística. O valor justo dos pontos emitidos é diferido e reconhecido como receita no resgate dos pontos.

CPC 30.14 CPC 30.14(a) CPC 30.14(b)

Comentário
O CPC 30 não prescreve um método de alocação para vendas de múltiplos elementos. A política do Grupo de reconhecimento de receita para vendas que envolvem a emissão relacionada ao programa de fidelidade é baseada no valor justo dos pontos emitidos, em linha com o IFRIC 13 e CPC 30. O Grupo poderia, alternativamente, ter baseado a sua política de reconhecimento de receita nos valores justos relativos dos produtos vendidos e dos pontos emitidos. O CPC 30 não estabelece nenhum requisito de divulgação específico. O Grupo não incluiu divulgação extensiva sobre o programa de fidelidade, uma vez que os valores não são significativos. Se a receita diferida e a receita relativa ao programa de fidelidade fossem mais significativas, itens adicionais de divulgação poderiam incluir o número de pontos pendentes, o período em que se espera que haja reconhecimento de receita, as principais premissas utilizadas para determinar o período ao longo do qual a receita é reconhecida e o efeito de mudanças nos percentuais de resgate.

Prestação de serviços
A receita da instalação de extintores de incêndio, equipamentos e materiais de prevenção contra incêndio é reconhecida com base no percentual de conclusão das obras. O andamento das obras é medido com base nas horas de trabalho incorridas até uma data-corte, como porcentual do total de horas de trabalho estimadas para cada contrato. Quando o resultado do contrato não puder ser medido de forma confiável, a receita é reconhecida apenas na extensão em que as despesas incorridas puderem ser recuperadas.
CPC 30.20 CPC 30.26 CPC 30.20(c)

Receita de juros
Para todos os instrumentos financeiros avaliados ao custo amortizado e ativos financeiros que rendem juros, classificados como disponíveis para venda, a receita ou despesa financeira é contabilizada utilizando-se a taxa de juros efetiva, que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados de caixa ao longo da vida estimada do instrumento financeiro ou em um período de tempo mais curto, quando aplicável, ao valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. A receita de juros é incluída na rubrica receita financeira, na demonstração do resultado.
CPC 30.30 CPC 30.30(a)

Receita de aluguel
Receita de aluguel resultante de arrendamentos mercantis operacionais de propriedades para investimentos é contabilizada de forma linear ao longo do prazo dos compromissos de arrendamento mercantil.
CPC 06.50

Comentário
Os aspectos contábeis acerca dos contratos de construção do setor imobiliário são tratados pela interpretação IFRIC 15 – Contratos de Construção do Setor Imobiliário (Agreements for the Construction of Real Estate), que aborda a contabilização das receitas e dos correspondentes custos das companhias que realizam a incorporação e/ou construção de imóveis.
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De acordo com essa norma, na contabilização das receitas e das respectivas despesas de incorporação ou venda, existe sempre a necessidade de se avaliar o tipo de contrato de construção e, consequentemente, a norma internacional a ser aplicada. Em outras palavras, as companhias deverão aplicar o CPC 30 – Receitas (IAS 18) ou o CPC 17 – Contratos de Construção (IAS 11), dependendo do referido enquadramento. Nos casos em que o comprador for capaz de especificar os principais elementos estruturais do projeto do imóvel antes de se começar a construção e/ou especificar mudanças estruturais significativas após o início da construção, os resultados da empresa devem ser contabilizados de acordo com o CPC 17 (IAS 11). Isso porque, nesse caso, trata-se de um contrato especificamente negociado para a construção de um ativo. Logo, as receitas e as despesas desse contrato de longo prazo passam a ser reconhecidas ao longo do tempo de maneira proporcional, de acordo com o método da porcentagem completada (percentage of completion method). Por outro lado, quando os compradores têm apenas uma possibilidade limitada de influenciar no projeto do imóvel, o contrato de construção passa a ser visto como um contrato convencional de venda de bens. Nesse contexto, de acordo com o IAS 18, as respectivas receitas e despesas somente devem ser reconhecidas no momento da transferência dos riscos e benefícios ao comprador, que frequentemente só acontece no momento da entrega das chaves do imóvel. Nota-se assim a razão da grande polêmica que a aplicação da IFRIC 15 tem causado no ambiente contábil brasileiro. Isso porque, como ela está baseada na essência econômica e não na forma jurídica, questionamentos têm sido levantados sobre o momento em que as incorporadoras brasileiras devem reconhecer seus resultados: ao longo da construção do empreendimento, conforme o IAS 11, ou apenas na entrega das chaves, conforme o IAS 18. Nesse sentido, é importante ressaltar que não existe consenso entre os envolvidos no processo de elaboração das demonstrações financeiras e, portanto, devemos aguardar novos esclarecimentos tanto por parte do IASB e do IFRIC, quanto por parte da CVM e do CPC, acerca do desfecho desse dilema.

2.8 Impostos
Imposto de renda e contribuição social – correntes
Ativos e passivos tributários correntes do último exercício e de anos anteriores são mensurados ao valor recuperável esperado ou a pagar para as autoridades fiscais. As alíquotas de imposto e as leis tributárias usadas para calcular o montante são aquelas que estão em vigor ou substancialmente em vigor na data do balanço nos países em que o Grupo opera e gera receita tributável. Imposto de renda e contribuição social correntes relativos a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido são reconhecidos no patrimônio líquido. A administração periodicamente avalia a posição fiscal das situações nas quais a regulamentação fiscal requer interpretação e estabelece provisões quando apropriado.
CPC 32.46 CPC 32.61 (a)

Impostos diferidos
Imposto diferido é gerado por diferenças temporárias na data do balanço entre as bases fiscais de ativos e passivos e seus valores contábeis. Impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças tributárias temporárias, exceto:
• ►quando o imposto diferido passivo surge do reconhecimento inicial de ágio ou de um ativo ou passivo em uma
CPC 32.61 (a) CPC 26.117 CPC 32.22(c)

transação que não for uma combinação de negócios e, na data da transação, não afeta o lucro contábil ou o lucro ou prejuízo fiscal; e • ►sobre as diferenças temporárias tributárias relacionadas com investimentos em controladas, em que o período da reversão das diferenças temporárias pode ser controlado e é provável que as diferenças temporárias não sejam revertidas no futuro próximo. Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, créditos e perdas tributários não utilizados, na extensão em que seja provável que o lucro tributável esteja disponível para que as diferenças temporárias dedutíveis possam ser realizadas, e créditos e perdas tributários não utilizados possam ser utilizados, exceto:
• ►quando o imposto diferido ativo relacionado com a diferença temporária dedutível é gerado no

CPC 32.39

CPC 32.34

reconhecimento inicial do ativo ou passivo em uma transação que não é uma combinação de negócios e, na data da transação, não afeta o lucro contábil ou o lucro ou prejuízo fiscal; e • ►sobre as diferenças temporárias dedutíveis associadas com investimentos em controladas, impostos diferidos ativos são reconhecidos somente na extensão em que for provável que as diferenças temporárias sejam revertidas no futuro próximo e o lucro tributável esteja disponível para que as diferenças temporárias possam ser utilizadas.

CPC 32.24

CPC 32.44

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O valor contábil dos impostos diferidos ativos é revisado em cada data do balanço e baixado na extensão em que não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que todo ou parte do ativo tributário diferido venha a ser utilizado. Impostos diferidos ativos baixados são revisados a cada data do balanço e são reconhecidos na extensão em que se torna provável que lucros tributáveis futuros permitirão que os ativos tributários diferidos sejam recuperados. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à taxa de imposto que é esperada de ser aplicável no ano em que o ativo será realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas de imposto (e lei tributária) que foram promulgadas na data do balanço. Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido também é reconhecido no patrimônio líquido, e não na demonstração do resultado. Itens de imposto diferido são reconhecidos de acordo com a transação que originou o imposto diferido, no resultado abrangente ou diretamente no patrimônio líquido. Impostos diferidos ativos e passivos são apresentados líquidos se existe um direito legal ou contratual para compensar o ativo fiscal contra o passivo fiscal e os impostos diferidos são relacionados à mesma entidade tributada e sujeitos à mesma autoridade tributária.

CPC 32.56 CPC 32.37

CPC 32.47

CPC 32.61(a)

CPC 32.71

Imposto sobre vendas
Receitas, despesas e ativos são reconhecidos líquidos dos impostos sobre vendas, exceto:
• ►quando os impostos sobre vendas incorridos na compra de bens ou serviços não forem recuperáveis junto às
CPC 30.08

autoridades fiscais, hipótese em que o imposto sobre vendas é reconhecido como parte do custo de aquisição do ativo ou do item de despesa, conforme o caso; e • ►quando os valores a receber e a pagar forem apresentados juntos com o valor dos impostos sobre vendas. • quando o valor líquido dos impostos sobre vendas, recuperável ou a pagar, é incluído como componente dos valores a receber ou a pagar no balanço patrimonial.

2.9 Subvenções governamentais
Subvenções governamentais são reconhecidas quando houver razoável certeza de que o benefício será recebido e que todas as correspondentes condições serão satisfeitas. Quando o benefício se refere a um item de despesa, é reconhecido como receita ao longo do período do benefício, de forma sistemática em relação aos custos cujo benefício objetiva compensar. Quando o benefício se referir a um ativo, é reconhecido como receita diferida e lançado no resultado em valores iguais ao longo da vida útil esperada do correspondente ativo. Quando o Grupo receber benefícios não monetários, o bem e o benefício são registrados pelo valor nominal e refletidos na demonstração do resultado ao longo da vida útil esperada do bem, em prestações anuais iguais.
CPC 07.07 CPC 07.12 CPC 07.26

CPC 07.23

Comentário
O CPC 07 permite duas formas de apresentar benefício governamental relativo a ativos. Pode ser apresentado no balanço patrimonial como receita diferida, que é reconhecida como receita de forma sistemática e racional ao longo da vida útil do ativo. Alternativamente, pode reduzir o valor contábil do ativo. O benefício é então reconhecido como receita ao longo da vida útil de um ativo depreciável por meio de encargo de depreciação reduzido.

2.10 Benefícios de aposentadoria e outros benefícios pós-emprego
O Grupo patrocina dois planos de previdência do tipo benefício definido, os quais requerem que contribuições sejam feitas a fundos administrados separadamente dos fundos próprios do Grupo. O Grupo concede também determinados benefícios de assistência à saúde pós-emprego a funcionários em nível executivo. Esses benefícios são financiados em regime de caixa. O custeio dos benefícios concedidos pelos planos de benefícios definidos é estabelecido separadamente para cada plano, utilizando o método do crédito unitário projetado. Ganhos e perdas atuariais são reconhecidos como receita ou despesa quando os ganhos ou perdas atuariais acumulados líquidos não reconhecidos para cada plano no final do período-base anterior ultrapassarem 10% da obrigação por benefícios definidos ou o valor justo dos ativos do plano naquela data, dos dois o maior. Esses ganhos ou perdas são reconhecidos ao longo do tempo de serviço médio de trabalho remanescente esperado dos funcionários que participam dos planos. Os custos de serviços passados são reconhecidos como despesa, de forma linear, ao longo do período médio até que o direito aos benefícios seja adquirido. Se o direito aos benefícios já tiver sido adquirido, custos de serviços passados são reconhecidos imediatamente após a introdução ou mudanças de um plano de aposentadoria. O ativo ou passivo de planos de benefício definido a ser reconhecido nas demonstrações financeiras corresponde ao valor presente da obrigação pelo benefício definido (utilizando uma taxa de desconto com base em títulos de longo prazo do Governo Federal), menos custos de serviços passados ainda não
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CPC 33.64 CPC 33.92 CPC 33.93

CPC 33.96

CPC 33.54 CPC 33.07

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reconhecidos e menos o valor justo dos ativos do plano que serão usados para liquidar as obrigações. Os ativos do plano são ativos mantidos por uma Entidade Fechada de Previdência Complementar. Os ativos do plano não estão disponíveis aos credores do Grupo e não podem ser pagos diretamente ao Grupo. O valor justo se baseia em informações sobre preço de mercado e, no caso de títulos cotados, no preço de compra publicado. O valor de qualquer ativo de benefício definido reconhecido é limitado à soma de qualquer custo de serviço passado ainda não reconhecido e ao valor presente de qualquer benefício econômico disponível na forma de reduções nas contribuições patronais futuras ao plano.

Comentário
A política do Grupo para planos de benefícios definidos é a de reconhecer ganhos ou perdas atuariais quando os ganhos ou perdas atuariais acumulados líquidos não reconhecidos do período anterior ultrapassarem 10% da obrigação por benefício definido ou o valor justo dos ativos do plano na referida data, dos dois o maior. Essa abordagem é chamada, por vezes, de método do corredor. O CPC 33 permite também outras políticas de reconhecimento. Quando a Companhia optar por reconhecer todos os ganhos ou perdas atuariais diretamente no patrimônio líquido, esses ganhos ou perdas devem ser apresentados na demonstração do resultado abrangente. Contudo, todas as demais divulgações sobre planos de aposentadoria permanecem as mesmas.
CPC 33.58(a)

2.11 Transações envolvendo pagamentos em ações
Funcionários (inclusive executivos sênior) do Grupo recebem remuneração em forma de pagamento baseado em ações, em que os funcionários prestam serviços em troca de títulos patrimoniais (“transações liquidadas com títulos patrimoniais”). Funcionários trabalhando no grupo de desenvolvimento dos negócios são recompensados com direitos de valorização de ações, os quais só podem ser liquidados com caixa (“transações liquidadas com caixa”). Em situações em que títulos patrimoniais forem emitidos e alguns ou todos os bens ou serviços recebidos pela Companhia como contraprestação não puderem ser especificamente identificados, os bens ou serviços não identificados recebidos (ou a serem recebidos) são mensurados como a diferença entre o valor justo do pagamento em ações e o valor justo de quaisquer bens ou serviços identificáveis recebidos na data do benefício. Esta diferença é então capitalizada ou contabilizada em despesa, conforme a situação.
CPC 10.44

Transações liquidadas com títulos patrimoniais
O custo de transações com funcionários liquidadas com instrumentos patrimoniais, e com prêmios outorgados, é mensurado com base no valor justo na data em que foram outorgados. Para determinar o valor justo, o Grupo utiliza um especialista de precificação externo, o qual utiliza um método de valorização apropriado. Maiores detalhes estão demonstrados na Nota 27. O custo de transações liquidadas com títulos patrimoniais é reconhecido, em conjunto com um correspondente aumento no patrimônio líquido, ao longo do período em que a performance e/ou condição de serviço são cumpridos, com término na data em que o funcionário adquire o direito completo ao prêmio (data de aquisição). A despesa acumulada reconhecida para as transações liquidadas com instrumentos patrimoniais em cada data-base até a data de aquisição reflete a extensão em que o período de aquisição tenha expirado e a melhor estimativa do Grupo do número de títulos patrimoniais que serão adquiridos. A despesa ou crédito na demonstração do resultado do período é registrado em “despesas de pessoal” e representa a movimentação em despesa acumulada reconhecida no início e fim daquele período. Nenhuma despesa é reconhecida por prêmios que não completam o seu período de aquisição, exceto prêmios em que a aquisição é condicional a uma condição do mercado (condição conectada ao preço das ações do Grupo), a qual é tratada como adquirida, independentemente se as condições do mercado são satisfeitas ou não, desde que todas as outras condições de aquisição forem satisfeitas. Em uma transação liquidada com títulos patrimoniais em que o plano é modificado, a despesa mínima reconhecida em “despesas de pessoal” correspondente às despesas como se os termos não tivessem sido alterados. Uma despesa adicional é reconhecida para qualquer modificação que aumenta o valor justo total do contrato de pagamentos liquidados com títulos patrimoniais, ou que de outra forma beneficia o funcionário, mensurada na data da modificação. Quando um prêmio de liquidação com instrumentos patrimoniais é cancelado, o mesmo é tratado como se tivesse sido adquirido na data do cancelamento, e qualquer despesa não reconhecida do prêmio é reconhecida imediatamente. Isto inclui qualquer prêmio em que as condições de não aquisição dentro do controle da Companhia ou da contraparte não são cumpridas. Porém, se um novo plano substitui o plano cancelado, e é designado como plano substituto na data de outorga, o plano cancelado e o novo plano são tratados como se fossem uma modificação ao plano original, conforme descrito no parágrafo anterior. Todos os cancelamentos de transações liquidadas com títulos patrimoniais são tratados da mesma forma.
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CPC 10.27 CPC 10.21 CPC 10.10

CPC 10.07 CPC 10.19 CPC 10.20 CPC 10.21

CPC 10.28 CPC 10.B42– B44

O efeito de diluição das opções em aberto é refletido como diluição de ação adicional no cálculo do resultado por ação diluído (Nota 12).

CPC 41.45 CPC 10.07

Transações liquidadas com caixa
O custo de transações liquidadas com caixa é mensurado inicialmente ao valor justo na data de outorga utilizando o modelo binominal de valorização, sendo detalhes adicionais incluídos na Nota 27. Esse valor justo é debitado na demonstração do resultado ao longo do período até a aquisição, com o reconhecimento do passivo correspondente. O passivo é mensurado ao valor justo a cada data do balanço até — e incluindo — a data de liquidação, com a variação no valor justo reconhecido em despesa com benefícios de empregados na demonstração do resultado.
CPC 10.30 CPC 10.32 CPC 10.33

2.12 Instrumentos financeiros – Reconhecimento inicial e mensuração subsequente
(i) Ativos Financeiros Reconhecimento inicial e mensuração
Ativos financeiros são classificados como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros disponíveis para venda, ou derivativos classificados como instrumentos de hedge eficazes, conforme a situação. O Grupo determina a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial, quando ele se torna parte das disposições contratuais do instrumento. Ativos financeiros são reconhecidos inicialmente ao valor justo, acrescidos, no caso de investimentos não designados a valor justo por meio do resultado, dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição do ativo financeiro. Vendas e compras de ativos financeiros que requerem a entrega de bens dentro de um cronograma estabelecido por regulamento ou convenção no mercado (compras regulares) são reconhecidas na data da operação, ou seja, a data em que o Grupo se compromete a comprar ou vender o bem. Os ativos financeiros do Grupo incluem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outras contas a receber, empréstimos e outros recebíveis, instrumentos financeiros cotados e não cotados e instrumentos financeiros derivativos.
CPC 40.21 CPC 38.09 CPC 38.14

CPC 38.43

CPC 38.09 CPC 38.38

Mensuração subsequente
A mensuração subsequente de ativos financeiros depende da sua classificação, que pode ser da seguinte forma:

Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado
Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado incluem ativos financeiros mantidos para negociação e ativos financeiros designados no reconhecimento inicial a valor justo por meio do resultado. Ativos financeiros são classificados como mantidos para negociação se forem adquiridos com o objetivo de venda no curto prazo. Esta categoria inclui instrumentos financeiros derivativos contratados pelo Grupo que não satisfazem os critérios para a contabilidade de hedge, definidos pelo CPC 38. Derivativos, incluindo os derivativos embutidos que não são intimamente relacionados ao contrato principal e que devem ser separados, são também classificados como mantidos para negociação, a menos que sejam classificados como instrumentos de hedge eficazes. Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado são apresentados no balanço patrimonial a valor justo, com os correspondentes ganhos ou perdas reconhecidos na demonstração do resultado. O Grupo não designou nenhum ativo financeiro a valor justo por meio do resultado no reconhecimento inicial. O Grupo avaliou seus ativos financeiros a valor justo por meio do resultado, pois pretende negociá-los em um curto espaço de tempo. Quando o Grupo não estiver em condições de negociar esses ativos financeiros em decorrência de mercados inativos, e a intenção da administração em vendê-los no futuro próximo sofrer mudanças significativas, o Grupo pode optar em reclassificar esses ativos financeiros em determinadas circunstâncias. A reclassificação para empréstimos e contas a receber, disponíveis para venda ou mantidos até o vencimento, depende da natureza do ativo. Essa avaliação não afeta quaisquer ativos financeiros designados a valor justo por meio do resultado utilizando a opção de valor justo no momento da apresentação. Derivativos embutidos em contratos principais são contabilizados como derivativos separados quando os seus riscos e características econômicas não são intimamente relacionados com aqueles dos contratos principais e os contratos principais não forem contabilizados a valor justo por meio do resultado. Esses derivativos embutidos são mensurados a valor justo, com os correspondentes ganhos ou perdas resultantes de variações no valor justo reconhecidos na demonstração do resultado. Uma nova revisão somente ocorre quando houver uma mudança nos termos do contrato que significativamente altere os fluxos de caixa que, de outra forma, seriam requeridos.
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CPC 38.AG14 CPC 38.55(a) CPC 38.46 CPC 38.45

CPC 38.10 CPC 38.11

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Empréstimos e recebíveis
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos, com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. Após a mensuração inicial, esses ativos financeiros são contabilizados ao custo amortizado, utilizando o método de juros efetivos (taxa de juros efetiva), menos perda por redução ao valor recuperável. O custo amortizado é calculado levando em consideração qualquer desconto ou “prêmio” na aquisição e taxas ou custos incorridos. A amortização do método de juros efetivos é incluída na linha de receita financeira na demonstração de resultado. As perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas como despesa financeira no resultado.
CPC 38.09 CPC 38.46(a) CPC 38.56

Investimentos mantidos até o vencimento
Ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimentos fixos são classificados como mantidos até o vencimento quando o Grupo tiver manifestado intenção e capacidade financeira para mantê-los até o vencimento. Após a avaliação inicial, os investimentos mantidos até o vencimento são avaliados ao custo amortizado utilizando o método da taxa de juros efetiva, menos perdas por redução ao valor recuperável. O custo amortizado é calculado levando em consideração qualquer desconto ou prêmio sobre a aquisição e taxas ou custos incorridos. A amortização dos juros efetivos é incluída na rubrica receitas financeiras, na demonstração do resultado. As perdas originadas da redução ao valor recuperável são reconhecidas como despesa financeira no resultado. O Grupo não registrou investimentos mantidos até o vencimento durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009.
CPC 38.09 CPC 38.46(b) CPC 38.56

Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles ativos financeiros não derivativos que não são classificados como (a) empréstimos e recebíveis, (b) investimentos mantidos até o vencimento ou (c) ativos financeiros pelo valor justo por meio do resultado. Estes ativos financeiros incluem instrumentos patrimoniais e de títulos de dívida. Títulos de dívida nessa categoria são aqueles que se pretende manter por um período indefinido e que podem ser vendidos para atender às necessidades de liquidez ou em resposta às mudanças nas condições de mercado. Após mensuração inicial, ativos financeiros disponíveis para venda são mensurados a valor justo, com ganhos e perdas não realizados reconhecidos diretamente na reserva de disponíveis para venda dentro dos outros resultados abrangentes até a baixa do investimento, com exceção das perdas por redução ao valor recuperável, dos juros calculados utilizando o método de juros efetivos e dos ganhos ou perdas com variação cambial sobre ativos monetários que são reconhecidos diretamente no resultado do período. Quando o investimento é desreconhecido ou quando for determinada perda por redução ao valor recuperável, os ganhos ou as perdas cumulativos anteriormente reconhecidos em outros resultados abrangentes devem ser reconhecidos no resultado. Dividendos sobre instrumentos patrimoniais disponíveis para a venda são reconhecidos no resultado quando o direito de recebimento do Grupo for estabelecido. O valor justo de ativos monetários disponíveis para a venda denominados em moeda estrangeira é mensurado nessa moeda estrangeira e convertido utilizando-se a taxa de câmbio à vista vigente na data de reporte das demonstrações financeiras. As variações do valor justo atribuíveis a diferenças de conversão que resultam de uma mudança do custo amortizado do ativo são reconhecidas no resultado, e as demais variações são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido.
CPC 38.09 CPC 38.46 CPC 38.55(b) CPC 38.67

CPC 38.AG83

Desreconhecimento (baixa)
Um ativo financeiro (ou, quando for o caso, uma parte de um ativo financeiro ou parte de um grupo de ativos financeiros semelhantes) é baixado quando:
• ►Os direitos de receber fluxos de caixa do ativo expirarem; • ►O Grupo transferiu os seus direitos de receber fluxos de caixa do ativo ou assumiu uma obrigação de pagar
CPC 40.21 CPC 38.17(a)

CPC 38.18(b)

integralmente os fluxos de caixa recebidos, sem demora significativa, a um terceiro por força de um acordo de “repasse”; e (a) o Grupo transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou (b) o Grupo não transferiu nem reteve substancialmente todos os riscos e benefícios relativos ao ativo, mas transferiu o controle sobre o ativo. Quando o Grupo tiver transferido seus direitos de receber fluxos de caixa de um ativo ou tiver executado um acordo de repasse, e não tiver transferido ou retido substancialmente todos os riscos e benefícios relativos ao ativo, um ativo é reconhecido na extensão do envolvimento contínuo do Grupo com o ativo. Nesse caso, o Grupo também reconhece um passivo associado. O ativo transferido e o passivo associado são mensurados com base nos direitos e obrigações que o Grupo manteve.
CPC 38.20(a) CPC 38.20(c) CPC 38.18(b)

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O envolvimento contínuo na forma de uma garantia sobre o ativo transferido é mensurado pelo valor contábil original do ativo ou pela máxima contraprestação que puder ser exigida do Grupo, dos dois o menor.

CPC 38.30(a)

(ii) Redução do valor recuperável de ativos financeiros
O Grupo avalia nas datas do balanço se há alguma evidência objetiva que determine se o ativo financeiro, ou grupo de ativos financeiros, não é recuperável. Um ativo financeiro, ou grupo de ativos financeiros, é considerado como não recuperável se, e somente se, houver evidência objetiva de ausência de recuperabilidade como resultado de um ou mais eventos que tenham acontecido depois do reconhecimento inicial do ativo (“um evento de perda” incorrido) e este evento de perda tenha impacto no fluxo de caixa futuro estimado do ativo financeiro, ou do grupo de ativos financeiros, que possa ser razoavelmente estimado. Evidência de perda por redução ao valor recuperável pode incluir indicadores de que as partes tomadoras do empréstimo estão passando por um momento de dificuldade financeira relevante. A probabilidade de que as mesmas irão entrar em falência ou outro tipo de reorganização financeira, default ou atraso de pagamento de juros ou principal pode ser indicada por uma queda mensurável do fluxo de caixa futuro estimado, como mudanças em vencimento ou condição econômica relacionados com defaults.

CPC 38.58 CPC 38.59 CPC 40.B5(f)

Ativos financeiros ao custo amortizado
Em relação aos ativos financeiros apresentados ao custo amortizado, o Grupo inicialmente avalia individualmente se existe evidência clara de perda por redução ao valor recuperável de cada ativo financeiro que seja individualmente significativa, ou em conjunto para ativos financeiros que não sejam individualmente significativos. Se o Grupo concluir que não existe evidência de perda por redução ao valor recuperável para um ativo financeiro individualmente avaliado, quer significativo ou não, o ativo é incluído em um grupo de ativos financeiros com características de risco de crédito semelhantes e é avaliado em conjunto em relação à perda por redução ao valor recuperável. Ativos que são avaliados individualmente para fins de perda por redução ao valor recuperável e para os quais uma perda por redução ao valor recuperável seja ou continue a ser reconhecida não são incluídos em uma avaliação conjunta de perda por redução ao valor recuperável. Quando houver evidência clara da ocorrência de redução do valor recuperável, o valor da perda é mensurado como a diferença entre o valor contábil do ativo e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo perdas de crédito futuras esperadas ainda não incorridas). O valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados é descontado pela taxa de juros efetiva original para o ativo financeiro. Quando o empréstimo apresentar taxa de juros variável, a taxa de desconto para a mensuração de qualquer perda por redução ao valor recuperável será a taxa de juros efetiva corrente. O valor contábil do ativo é reduzido por meio de uma provisão, e o valor da perda é reconhecido na demonstração do resultado. Receita de juros continua a ser computada sobre o valor contábil reduzido com base na taxa de juros efetiva original para o ativo. Os empréstimos, juntamente com a correspondente provisão, são baixados quando não há perspectiva realista de sua recuperação futura e todas as garantias tenham sido realizadas ou transferidas para o Grupo. Se, em um exercício subsequente, o valor da perda estimada de valor recuperável aumentar ou diminuir devido a um evento ocorrido após o reconhecimento da perda por redução ao valor recuperável, a perda anteriormente reconhecida é aumentada ou reduzida ajustando-se a provisão. Em caso de eventual recuperação futura de um valor baixado, essa recuperação é reconhecida na demonstração do resultado.

CPC 38.63 CPC 38.64

CPC 38.AG84 CPC 40.16 CPC 40.B5(d)(i) CPC 40.B5(d)(ii) CPC 38.65 CPC 38.AG93

Investimentos financeiros disponíveis para venda
Para instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda, o Grupo avalia se há alguma evidência objetiva de que o investimento é recuperável a cada data do balanço. Para investimentos em instrumentos patrimoniais classificados como disponíveis para venda, evidência objetiva inclui uma perda significante e prolongada no valor justo dos investimentos, abaixo de seu custo contábil. Quando há evidência de perda por redução ao valor recuperável, a perda acumulada – mensurada pela diferença entre o custo de aquisição e o valor justo corrente, menos a perda por redução ao valor recuperável que tenha sido previamente reconhecida no resultado – é reclassificada do patrimônio líquido para o resultado. Aumentos no valor justo após o reconhecimento da perda por redução ao valor recuperável são reconhecidos diretamente no resultado abrangente. No caso de instrumentos de dívida classificados como disponíveis para venda, a perda por redução ao valor recuperável é avaliada com base nos mesmos critérios utilizados para ativos financeiros contabilizados ao custo amortizado. Contudo, o valor registrado por perda por redução ao valor recuperável é a perda cumulativa mensurada pela diferença entre o custo amortizado e o valor justo corrente, menos qualquer perda por redução ao valor recuperável no investimento previamente reconhecida na demonstração de resultado. Juros continuam a ser computados pela taxa de juros efetiva utilizada para descontar o fluxo de caixa futuro para a perda por redução ao valor recuperável sobre o valor contábil reduzido do ativo. A receita de juros é registrada como receita financeira. Quando, em um exercício subsequente, o valor justo de um instrumento de

CPC 38.67

CPC 38.68 CPC 38.69

CPC 40.16 CPC 38.AG93 CPC 38.70

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dívida aumentar e este aumento puder objetivamente ser relacionado a um evento ocorrido após o reconhecimento da perda por redução ao valor recuperável na demonstração do resultado, a perda por redução ao valor recuperável é mantida na demonstração do resultado.

(iii) Passivos financeiros Reconhecimento inicial e mensuração
Passivos financeiros são classificados como passivos financeiros a valor justo por meio do resultado, empréstimos e financiamentos, ou como derivativos classificados como instrumentos de hedge, conforme o caso. O Grupo determina a classificação dos seus passivos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial. Passivos financeiros são inicialmente reconhecidos a valor justo e, no caso de empréstimos e financiamentos, são acrescidos do custo da transação diretamente relacionado. Os passivos financeiros do Grupo incluem contas a pagar a fornecedores e outras contas a pagar, contas garantia (conta-corrente com saldo negativo), empréstimos e financiamentos, contratos de garantia financeira e instrumentos financeiros derivativos.
CPC 40.21 CPC 38.43 CPC 38.56

Mensuração subsequente
A mensuração dos passivos financeiros depende da sua classificação, que pode ser da seguinte forma:

Passivos financeiros a valor justo por meio do resultado
Passivos financeiros a valor justo por meio do resultado incluem passivos financeiros para negociação e passivos financeiros designados no reconhecimento inicial a valor justo por meio do resultado. Passivos financeiros são classificados como mantidos para negociação quando forem adquiridos com o objetivo de venda no curto prazo. Esta categoria inclui instrumentos financeiros derivativos contratados pelo Grupo que não satisfazem os critérios de contabilização de hedge definidos pelo CPC 38 - Derivativos, incluindo os derivativos embutidos que não são intimamente relacionados ao contrato principal e que devem ser separados, também são classificados como mantidos para negociação, a menos que sejam designados como instrumentos de hedge efetivos. Ganhos e perdas de passivos para negociação são reconhecidos na demonstração do resultado. O Grupo não apresentou nenhum passivo financeiro a valor justo por meio do resultado.

CPC 38.47(a)

CPC 38.55(a)

Empréstimos e financiamentos
Após reconhecimento inicial, empréstimos e financiamentos sujeitos a juros são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetivos. Ganhos e perdas são reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo de amortização pelo método da taxa de juros efetivos.
CPC 38.47 CPC 38.56

Contratos de garantia financeira
Os contratos de garantia financeira emitidos pelo Grupo são contratos que requerem pagamento para fins de reembolso do detentor por perdas por ele incorridas quando o devedor especificado deixar de fazer o pagamento devido segundo os termos do correspondente instrumento de dívida. Contratos de garantia financeira são inicialmente reconhecidos como um passivo a valor justo, ajustado por custos da transação diretamente relacionados com a emissão da garantia. Subsequentemente, o passivo é mensurado com base na melhor estimativa da despesa requerida para liquidar a obrigação presente na data do balanço ou no valor reconhecido menos amortização, dos dois o maior.
CPC 38.47(c) CPC 38.14

Desreconhecimento (Baixa)
Um passivo financeiro é baixado quando a obrigação for revogada, cancelada ou expirar. Quando um passivo financeiro existente for substituído por outro do mesmo mutuante com termos substancialmente diferentes, ou os termos de um passivo existente forem significativamente alterados, essa substituição ou alteração é tratada como baixa do passivo original e reconhecimento de um novo passivo, sendo a diferença nos correspondentes valores contábeis reconhecida na demonstração do resultado.
CPC 38.39 CPC 38.41 CPC 38.40

(iv) Instrumentos financeiros – apresentação líquida
Ativos e passivos financeiros são apresentados líquidos no balanço patrimonial se, e somente se, houver um direito legal corrente e executável de compensar os montantes reconhecidos e se houver a intenção de compensação, ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
CPC 39.42

(v) Valor justo de instrumentos financeiros
O valor justo de instrumentos financeiros ativamente negociados em mercados financeiros organizados é determinado com base nos preços de compra cotados no mercado no fechamento dos negócios na data do balanço, sem dedução dos custos de transação.
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CPC 38.48A CPC 40.27

O valor justo de instrumentos financeiros para os quais não haja mercado ativo é determinado utilizando técnicas de avaliação. Essas técnicas podem incluir o uso de transações recentes de mercado (com isenção de interesses); referência ao valor justo corrente de outro instrumento similar; análise de fluxo de caixa descontado ou outros modelos de avaliação. Uma análise do valor justo de instrumentos financeiros e mais detalhes sobre como eles são calculados estão na Nota 15.4.

2.13 Instrumentos financeiros derivativos e contabilidade de hedge
Reconhecimento inicial e mensuração subsequente
O Grupo utiliza instrumentos financeiros derivativos, como contratos a termo de moeda, contratos a termo de commodities e swaps de taxa de juros para fornecer proteção contra o risco de variação das taxas de câmbio, o risco de variação dos preços de commodities e o risco de variação das taxas de juros, respectivamente. Os instrumentos financeiros derivativos designados em operações de hedge são inicialmente reconhecidos ao valor justo na data em que o contrato de derivativo é contratado, sendo reavaliados subsequentemente também ao valor justo. Derivativos são apresentados como ativos financeiros quando o valor justo do instrumento for positivo, e como passivos financeiros quando o valor justo for negativo. Quaisquer ganhos ou perdas resultantes de mudanças no valor justo de derivativos durante o exercício são lançados diretamente na demonstração de resultado, com exceção da parcela eficaz dos hedges de fluxo de caixa, que é reconhecida diretamente no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes. Para os fins de contabilidade de hedge (hedge accounting), existem as seguintes classificações:
• ►hedge de valor justo, ao fornecer proteção contra a exposição às alterações no valor justo de ativo ou passivo
CPC 38.86(a) CPC 38.86(b) CPC 38.86(c) CPC 38.87

reconhecido ou de compromisso firme não reconhecido, ou de parte identificada de tal ativo, passivo ou compromisso firme, que seja atribuível a um risco particular e possa afetar o resultado; ou • ►hedge de fluxo de caixa, ao fornecer proteção contra a variação nos fluxos de caixa que seja atribuível a um risco particular associado a um ativo ou passivo reconhecido ou a uma transação prevista altamente provável e que possa afetar o resultado; ou • ►hedge de investimento líquido numa unidade operacional estrangeira. No reconhecimento inicial de uma relação de hedge, o Grupo classifica formalmente e documenta a relação de hedge à qual o Grupo deseja aplicar contabilidade de hedge, bem como o objetivo e a estratégia de gestão de risco da administração para levar a efeito o hedge. A documentação inclui a identificação do instrumento de hedge, o item ou transação objeto de hedge, a natureza do risco objeto de hedge, a natureza dos riscos excluídos da relação de hedge, a demonstração prospectiva da eficácia da relação de hedge e a forma em que a Companhia irá avaliar a eficácia do instrumento de hedge para fins de compensar a exposição a mudanças no valor justo do item objeto de hedge ou fluxos de caixa relacionados ao risco objeto de hedge. Quanto ao hedge de fluxos de caixa, a demonstração do caráter altamente provável da transação prevista objeto do hedge, assim como os períodos previstos de transferência dos ganhos ou perdas decorrentes dos instrumentos de hedge do patrimônio líquido para o resultado, são também incluídos na documentação da relação de hedge. Espera-se que esses hedges sejam altamente eficazes para compensar mudanças no valor justo ou fluxos de caixa, sendo permanentemente avaliados para verificar se foram, de forma efetiva, altamente eficazes ao longo de todos os períodos-base para os quais foram destinados. Hedges que satisfazem os critérios para sua contabilidade são registrados da seguinte forma:

CPC 38.55(a) CPC 38.88

Hedge de valor justo
O ganho ou a perda resultante das mudanças do valor justo de um instrumento de hedge (para instrumento de hedge derivativo) ou do componente cambial da sua quantia escriturada medido de acordo com o CPC 02 (para instrumento de hedge não derivativo) deve ser reconhecido no resultado. O ganho ou a perda resultante do item coberto atribuível ao risco coberto deve ajustar a quantia escriturada do item coberto a ser reconhecido no resultado. As mudanças do valor justo do instrumento de hedge e as mudanças do valor justo do item objeto de hedge atribuíveis ao risco coberto são reconhecidas na linha da demonstração de resultado relacionada ao item objeto de hedge. A mudança no valor justo de um derivativo de taxa de juros designado numa relação de hedge é reconhecida no resultado financeiro. A mudança no valor justo do item objeto de hedge relacionada ao risco objeto de hedge é registrada como ajuste do valor contábil do item objeto de hedge, sendo também reconhecida no resultado financeiro. Se o item objeto de hedge for baixado, o valor justo não amortizado é reconhecido imediatamente na demonstração do resultado. Quando um compromisso firme não reconhecido é designado como um item objeto de hedge numa relação de hedge, a variação do valor justo do compromisso firme atribuível ao risco coberto é reconhecida como um ativo financeiro quando ela for positiva ou como um passivo financeiro quando ela for negativa, com o reconhecimento de um correspondente ganho ou perda na demonstração do resultado. O saldo acumulado no balanço patrimonial, decorrente das variações sucessivas do valor justo do compromisso firme atribuível ao risco coberto, será transferido para o saldo do item objeto de hedge no momento do reconhecimento inicial (reconhecimento do saldo das contas a pagar ou das contas a receber).
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco
CPC 38.93 CPC 38.89

CPC 38.92

43

O Grupo tem swap de taxa de juros para proteção contra a exposição a mudanças no valor justo do seu empréstimo garantido na base de 8,25%. Vide Nota 15 para maiores detalhes.

Hedge de fluxo de caixa
A parte eficaz do ganho ou perda do instrumento de hedge é reconhecida diretamente no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, enquanto a parte ineficaz do hedge é reconhecida imediatamente no resultado financeiro. Quando a estratégia documentada da gestão de risco do Grupo para uma relação de hedge em particular excluir da avaliação da eficácia de hedge um componente específico do ganho ou perda ou os respectivos fluxos de caixa do instrumento de hedge, esse componente do ganho ou perda excluído é reconhecido imediatamente no resultado financeiro. Os valores contabilizados em outros resultados abrangentes são transferidos imediatamente para a demonstração do resultado quando a transação objeto de hedge afetar o resultado; por exemplo, quando a receita ou despesa financeira objeto de hedge for reconhecida ou quando uma venda prevista ocorrer. Quando o item objeto de hedge for o custo de um ativo ou passivo não financeiro, os valores contabilizados no patrimônio líquido são transferidos ao valor contábil inicial do ativo ou passivo não financeiro. Se a ocorrência da transação prevista ou compromisso firme não for mais esperada, os valores anteriormente reconhecidos no patrimônio líquido são transferidos para a demonstração do resultado. Se o instrumento de hedge expirar ou for vendido, encerrado ou exercido sem substituição ou rolagem, ou se a sua classificação como hedge for revogada, os ganhos ou perdas anteriormente reconhecidos no resultado abrangente permanecem diferidos no patrimônio líquido na reserva de outros resultados abrangentes até que a transação prevista ou compromisso firme afetem o resultado. O Grupo utiliza contratos de câmbio a termo para oferecer proteção contra a sua exposição ao risco cambial relacionada a transações previstas futuras altamente prováveis e a compromissos firmes, bem como contratos a termo de commodities contra sua exposição à volatilidade nos preços de commodities. Vide Nota 15 para mais detalhes.
CPC 38.95

CPC 38.74 CPC 38.96

CPC 38.97 CPC 38.100 CPC 38.98

CPC 38.101

Hedges de investimento líquido
Hedges de investimentos líquidos em operações no exterior, inclusive hedge de item monetário que são contabilizados como parte do investimento líquido, são contabilizados de forma similar ao hedge de fluxo de caixa. Ganhos ou perdas no instrumento de hedge relacionado à parte eficaz do hedge são reconhecidos diretamente no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, enquanto quaisquer ganhos ou perdas relacionados à parte ineficaz são reconhecidos no resultado. Na alienação da operação no exterior, o valor cumulativo dos ganhos ou perdas reconhecido diretamente no patrimônio líquido é transferido para o resultado. O Grupo utiliza um empréstimo para proteção contra a sua exposição ao risco de câmbio dos seus investimentos em controladas no exterior. Para mais detalhes, vide Nota 15.

CPC 38.102

Classificação entre curto e longo prazo
Instrumentos derivativos não classificados como instrumento de hedge eficaz são classificados como de curto e longo prazo ou segregados em parcela de curto prazo ou de longo prazo com base em uma avaliação dos fluxos de caixa contratados.
• ►Quando o Grupo mantiver um derivativo como hedge econômico (e não aplicar contabilidade de hedge), por
CPC 26.60

um período superior a 12 meses após a data do balanço, o derivativo é classificado como de longo prazo (ou segregado em parcela de curto e longo prazo), consistentemente com a classificação do item correspondente. • ►Os derivativos embutidos que não estão intimamente relacionados ao contrato principal são classificados de forma consistente com os fluxos de caixa do contrato principal. • ►Os instrumentos derivativos designados como tal e que são efetivamente instrumentos de hedge eficazes são classificados de forma consistente com a classificação do correspondente item objeto de hedge. O instrumento derivativo é segregado em parcela de curto prazo e de longo prazo apenas quando uma alocação confiável puder ser feita.

Comentário
O exemplo de divulgação do Grupo Modelo prevê vários tipos de operação apenas para apresentar uma visão das possibilidades de divulgação, não tendo a pretensão de esgotar o assunto. A divulgação dos instrumentos financeiros é tratada basicamente nos CPCs 39 e 40 e na Instrução CVM nº 475, que amplia essas informações nos aspectos da exposição ao risco. Estes pronunciamentos preveem a divulgação de seis categorias: (i) ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado; (ii) investimentos mantidos até o vencimento; (iii) empréstimos e recebíveis; (iv) ativos financeiros disponíveis para venda; (v) passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e (vi) outros passivos financeiros. A companhia deve também evidenciar a natureza e extensão dos riscos dos instrumentos financeiros através das informações quantitativas e qualitativas dos riscos assumidos, que incluem tipicamente os riscos de crédito, liquidez e mercado. A Instrução CVM nº 475/08 determina a divulgação de uma análise de sensibilidade para cada tipo de risco de mercado considerado relevante pela administração.
44 Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

Uma visão geral dos efeitos sobre as demonstrações dos diversos instrumentos financeiros pode ser resumida no quadro a seguir: Categoria Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Investimentos mantidos até o vencimento Empréstimos concedidos e contas a receber Ativos financeiros disponíveis para venda Ativos financeiros disponíveis para venda Outros passivos financeiros Mensuração Efeito do custo das transações nas demonstrações financeiras Resultado Custos da transação lançados no resultado Resultado Custos da transação capitalizados Resultado Custos da transação capitalizados Patrimônio líquido Custos da transação capitalizados Resultado Custos da transação lançados no resultado Resultado Custos da transação capitalizados

Valor justo

Custo amortizado Custo amortizado Valor justo

Valor justo

Custo amortizado

Esses grupos foram resumidos em um novo pronunciamento IFRS 9 em apenas duas categorias: instrumentos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado e instrumentos financeiros mensurados pelo custo amortizado. A mudança prevista nessa norma deve levar a uma simplificação na divulgação para melhor entendimento do usuário até 2013, data da vigência desse novo pronunciamento, ou 2015 caso a sua vigência seja postergada. Categorias segundo regras atuais do IAS 39 para avaliação subsequente de ativos financeiros e passivos financeiros Ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Investimentos mantidos até o vencimento

Proposta do IASB segundo IFRS 9

Mantêm-se regras atuais; regras do fair value option são mantidas. Categoria será substituída por “Instrumentos Avaliados Subsequentemente ao Custo Amortizado” e serão mantidas regras atuais de avaliação subsequente. Somente instrumentos que possuam basic loan features serão avaliados ao custo amortizado. Categoria será substituída por “Instrumentos Avaliados Subsequentemente ao Custo Amortizado” e serão mantidas regras atuais de avaliação subsequente. Somente instrumentos que possuam basic loan features serão avaliados ao custo amortizado. Categoria será eliminada do IAS 39 até 2012. Categoria será substituída por “Instrumentos Avaliados Subsequentemente ao Custo Amortizado” e serão mantidas regras atuais de avaliação subsequente. Somente instrumentos que possuam basic loan features serão avaliados ao custo amortizado subsequentemente.

Empréstimos concedidos e contas a receber Ativos financeiros disponíveis para venda

Ativos financeiros não destinados a negociação

2.14 Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários de longo prazo são atualizados monetariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, e somente registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Para fins de registro e determinação de relevância, o ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos de caixa contratuais e a taxa de juros explícita, e em certos casos implícita, dos
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco 45

respectivos ativos e passivos. Com base nas análises efetuadas e na melhor estimativa da administração, o Grupo concluiu que o ajuste a valor presente de ativos e passivos monetários circulantes é irrelevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto e, dessa forma, não registrou nenhum ajuste.

2.15 Ações preferenciais conversíveis
Ações preferenciais conversíveis são segregadas em componentes do passivo e do patrimônio líquido com base nos termos contratuais. Na emissão das ações preferenciais conversíveis, o valor justo do componente do passivo é determinado utilizando uma taxa de mercado para um título de dívida não conversível equivalente; sendo esse valor classificado como um passivo financeiro mensurado ao custo amortizado (líquido dos custos da transação) até ser eliminado na conversão ou resgate. O restante dos valores é alocado à opção de conversão reconhecida e incluído no patrimônio líquido, líquido dos custos da transação. O valor contábil da opção de conversão não é reavaliado em exercícios subsequentes. Os custos de transação são alocados aos componentes do passivo e do patrimônio líquido das ações preferenciais conversíveis com base na alocação dos valores aos componentes do passivo e patrimônio líquido no reconhecimento inicial dos instrumentos.
CPC 40.21 CPC 39.18 CPC 39.28

CPC 39.35 CPC 39.AG31(a) CPC 39.38

2.16 Ação em tesouraria
Instrumentos patrimoniais próprios que são readquiridos (ações de tesouraria) são reconhecidos ao custo e deduzidos do patrimônio líquido. Nenhum ganho ou perda é reconhecido na demonstração do resultado na compra, venda, emissão ou cancelamento dos instrumentos patrimoniais próprios do Grupo. Qualquer diferença entre o valor contábil e a contraprestação é reconhecida em outras reservas de capital.

CPC 39.33

2.17 Imobilizado
O Grupo optou por não avaliar o seu ativo imobilizado pelo valor justo como custo atribuído, considerando que: (i) o método de custo, deduzido de provisão para perdas, é o melhor método para avaliar os ativos imobilizados do Grupo; (ii) o ativo imobilizado do Grupo é segregado em classes bem definidas e relacionadas às suas atividades operacionais; (iii) a indústria em que o Grupo opera é significativamente impactada pelo desenvolvimento tecnológico, o que requer da administração revisão frequente dos valores recuperáveis e estimativas de vida útil dos bens do ativo imobilizado, o que vem sendo feito consistentemente pelo Grupo ao longo dos anos; e (iv) o Grupo possui controles eficazes sobre os bens do ativo imobilizado que possibilitam a identificação de perdas e mudanças de estimativa de vida útil dos bens. Fábricas e equipamentos são apresentados ao custo, líquido de depreciação acumulada e/ou perdas acumuladas por redução ao valor recuperável, se for o caso. O referido custo inclui o custo de reposição de parte do imobilizado e custos de empréstimo de projetos de construção de longo prazo, quando os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Quando partes significativas do ativo imobilizado são substituídas, o Grupo reconhece essas partes como ativo individual com vida útil e depreciação específica. Da mesma forma, quando uma inspeção relevante for feita, o seu custo é reconhecido no valor contábil do imobilizado, se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Todos os demais custos de reparos e manutenção são reconhecidos na demonstração do resultado, quando incorridos. O valor presente do custo esperado da desativação do ativo após a sua utilização é incluído no custo do correspondente ativo se os critérios de reconhecimento para uma provisão forem satisfeitos. O valor residual e a vida útil estimada dos bens são revisados e ajustados, se necessário, na data de encerramento do exercício. Vide Nota 23 para mais informações sobre a mensuração da provisão para desativação de ativos. Depreciação é calculada de forma linear ao longo da vida útil do ativo, a taxas que levam em consideração a vida útil estimada dos bens, como segue:
• ►Edifícios • ►Fábrica e equipamentos

CPC 27.73(a) CPC 27.30 CPC 27.15 CPC 27.36

20 anos 5 a 15 anos
CPC 27.67 CPC 27.68 CPC 27.71

Um item de imobilizado é baixado quando vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do ativo) é incluído na demonstração do resultado no exercício em que o ativo for baixado. O valor residual e vida útil dos ativos e os métodos de depreciação são revistos no encerramento de cada exercício, e ajustados de forma prospectiva, quando for o caso.

CPC 27.51

46

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

Comentário
No que se refere aos métodos de depreciação, observa-se que uma boa parcela das companhias continua a adotar o método linear para seus ativos imobilizados, sendo poucas as companhias que utilizam outros métodos, como unidades produzidas para algumas classes especiais de ativos. Também não se verifica a divulgação das vidas úteis e as taxas de depreciação utilizadas como prática generalizada entre as companhias abertas brasileiras.

2.18 Arrendamentos mercantis
A caracterização de um contrato como arrendamento mercantil está baseada em aspectos substantivos relativos ao uso de um ativo ou ativos específicos ou, ainda, ao direito de uso de um determinado ativo, na data do início da sua execução.
ICPC 3.6

Grupo como arrendatário
Arrendamentos mercantis financeiros que transferem ao Grupo basicamente todos os riscos e benefícios relativos à propriedade do item arrendado são capitalizados no início do arrendamento mercantil pelo valor justo do bem arrendado ou, se inferior, pelo valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento mercantil. Sobre o custo são acrescidos, quando aplicável, os custos iniciais diretos incorridos na transação. Os pagamentos de arrendamento mercantil financeiro são alocados a encargos financeiros e redução de passivo de arrendamento mercantis financeiros, de forma a obter taxa de juros constante sobre o saldo remanescente do passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos na demonstração do resultado. Os bens arrendados são depreciados ao longo da sua vida útil. Contudo, quando não houver razoável certeza de que o Grupo obterá a propriedade ao final do prazo do arrendamento mercantil, o ativo é depreciado ao longo da sua vida útil estimada ou no prazo do arrendamento mercantil, dos dois o menor. Os pagamentos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa na demonstração do resultado de forma linear ao longo do prazo do arrendamento mercantil.
CPC 06.08 CPC 06.20 CPC 06.25

CPC 06.27

CPC 06.33

Grupo como arrendador
Arrendamentos mercantis para os quais o Grupo não transfere substancialmente todos os riscos e benefícios da posse do ativo são classificados como arrendamentos mercantis operacionais. Custos diretos iniciais incorridos na negociação de arrendamentos mercantis operacionais são adicionados ao valor contábil do ativo locado e reconhecidos ao longo do prazo do arrendamento com base semelhante à receita de aluguel. Aluguéis contingentes são reconhecidos como receita ao longo do tempo em que eles são auferidos.
CPC 06.08 CPC 06.52

Comentário
Considera-se que nos leasings financeiros os riscos e benefícios são transferidos (e não a propriedade) do arrendador para o arrendatário, enquanto que nos leasings operacionais, não. Nesse contexto, os leasings classificados como operacionais são aluguéis, enquanto que os financeiros seriam genuinamente compras financiadas, em linha com a Estrutura Conceitual (CPC 00) que define os ativos como “recursos controlados pela empresa, oriundos de eventos passados, do qual se esperam benefícios econômicos futuros”. Em outras palavras, o conceito de controle aplicável nesse tipo de operação está relacionado à extensão em que existe a transferência de riscos e benefícios, e que pode ocorrer conjuntamente com a transferência da propriedade legal, ou não. Espera-se, entretanto, o fim dessa divisão em duas classes de leasing como parte dos projetos conjuntos IASB/ FASB, com base no Exposure Draft emitido em agosto de 2010 sobre o tema. As principais críticas ao modelo atual referem-se às demonstrações das arrendadoras em que os leasings operacionais não são reconhecidos no ativo e no passivo, isso por uma separação inadequada entre os arrendamentos financeiros e operacionais. Alega-se que os limites percentuais e pequenas alterações nos contratos terminam descaracterizando a essência da operação. Essa nova proposta estende a aplicação do conceito da prevalência da essência das transações sobre a forma jurídica, ou seja, no reconhecimento inicial do leasing, operacional ou financeiro, a empresa arrendatária deve reconhecer, além do ativo arrendado, o respectivo passivo decorrente da obrigação relativa ao valor presente dos pagamentos futuros do contrato. Essa abordagem está baseada no conceito do direito de uso em que arrendadores e arrendatários reconhecem ativos e passivos originados nesses tipos de contrato. Dessa forma, e no formato atual dessa proposta, assim como no financeiro, o arrendamento operacional ganhará registro no balanço patrimonial. Espera-se um segundo exposure draft para o primeiro trimestre de 2012, um novo período para comentários e deliberações e, após, a emissão do pronunciamento no segundo semestre de 2012, para uma provável entrada em vigor a partir de janeiro de 2015. O impacto nos limites de covenants, como os índices de endividamento (relação entre a dívida e o patrimônio) e medições como o Ebitda, será imediato quando da adoção, motivo pelo qual as companhias devem preparar-se para essas modificações.
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco 47

2.19 Custos de empréstimos
Custos de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de um ativo que necessariamente requer um tempo significativo para ser concluído para fins de uso ou venda são capitalizados como parte do custo do correspondente ativo. Todos os demais custos de empréstimos são registrados em despesa no período em que são incorridos. Custos de empréstimo compreendem juros e outros custos incorridos por uma entidade relativos ao empréstimo. O Grupo capitaliza custos de empréstimos para todos os ativos elegíveis quando a construção tenha sido iniciada a partir de 1º de janeiro de 2009. O Grupo continua a contabilizar em despesa os custos de empréstimo relativos a projetos de construção iniciados antes de 1º de janeiro de 2009.
CPC 20.8

CPC 20.27

Comentário
A política de capitalização a partir de 1º de janeiro de 2009 do Grupo não é aplicável para as companhias abertas brasileiras que já capitalizavam os custos dos empréstimos em observância à Deliberação CVM nº 193/96.

2.20 Propriedades para investimento
Propriedades para investimento são inicialmente mensuradas ao custo, incluindo custos da transação. O valor contábil inclui o custo de reposição de parte de uma propriedade para investimento existente à época em que o custo for incorrido se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos; excluindo os custos do serviço diário da propriedade para investimento. Após o reconhecimento inicial, propriedades para investimento são apresentadas ao valor justo, que reflete as condições de mercado na data do balanço. Ganhos ou perdas resultantes de variações do valor justo das propriedades para investimento são incluídos na demonstração do resultado no exercício em que forem gerados. Propriedades para investimento são baixadas quando vendidas ou quando a propriedade para investimento deixa de ser permanentemente utilizada e não se espera nenhum benefício econômico futuro da sua venda. A diferença entre o valor líquido obtido da venda e o valor contábil do ativo é reconhecida na demonstração do resultado no período da baixa. Transferências são feitas para a conta de propriedade para investimento, ou desta conta, apenas quando houver uma mudança no seu uso. Se a propriedade ocupada por proprietário se tornar uma propriedade para investimento, o Grupo contabiliza a referida propriedade de acordo com a política descrita no item de imobilizado até a data da mudança no seu uso.
CPC 28.20 CPC 28.33 CPC 28.75(a) CPC 28.35

CPC 28.66 CPC 28.69

CPC 28.61

Comentário
Alternativamente, os CPCs 27 e 28 permitem a contabilização de imobilizado e propriedades para investimento ao custo histórico, menos provisão para depreciação e perda por redução ao valor recuperável. Nessas circunstâncias, divulgações sobre base de custo e taxas de depreciação seriam requeridas. Adicionalmente, o CPC 28 requereria uma nota explicativa com divulgação sobre o valor justo da propriedade para investimento contabilizada ao custo. Portanto, companhias ainda assim precisariam determinar o valor justo. Pode-se dizer que a principal estimativa crítica relacionada às propriedades para investimento diz respeito à mensuração pelo valor justo porque, como não existe mercado ativo para muitas dessas propriedades, o cômputo desse valor é, na grande parte dos casos, realizado por meio de projeções de fluxo de caixa, o que invariavelmente envolve a adoção de premissas subjetivas. Essa circunstância recomenda um esforço adicional na divulgação dessas premissas para o esclarecimento dos investidores e leitores das demonstrações financeiras.

2.21 Ativos intangíveis
Ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento inicial. O custo de ativos intangíveis adquiridos em uma combinação de negócios corresponde ao valor justo na data da aquisição. Após o reconhecimento inicial, os ativos intangíveis são apresentados ao custo, menos amortização acumulada e perdas acumuladas de valor recuperável. Ativos intangíveis gerados internamente, excluindo custos de desenvolvimento capitalizados, não são capitalizados, e o gasto é refletido na demonstração do resultado no exercício em que for incorrido. A vida útil de ativo intangível é avaliada como definida ou indefinida. Ativos intangíveis com vida definida são amortizados ao longo da vida útil econômica e avaliados em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda de valor econômico do ativo. O período e o método de amortização para um ativo intangível com vida definida são revisados no mínimo ao final de cada exercício social. Mudanças na vida útil estimada ou no consumo esperado dos benefícios econômicos futuros desses ativos são contabilizadas por meio de mudanças no período ou método de amortização, conforme o caso, sendo tratadas como mudanças de estimativas contábeis. A amortização
48 Grupo Modelo | Ernst & Young Terco
CPC 04.24 CPC 04.83 CPC 04.74 CPC 04.57 CPC 04.118 CPC 04.88 CPC 04.09 CPC 04.97 CPC 04.104

de ativos intangíveis com vida definida é reconhecida na demonstração do resultado na categoria de despesa consistente com a utilização do ativo intangível. Ativos intangíveis com vida útil indefinida não são amortizados, mas são testados anualmente em relação a perdas por redução ao valor recuperável, individualmente ou no nível da unidade geradora de caixa. A avaliação de vida útil indefinida é revisada anualmente para determinar se essa avaliação continua a ser justificável. Caso contrário, a mudança na vida útil de indefinida para definida é feita de forma prospectiva. Ganhos e perdas resultantes da baixa de um ativo intangível são mensurados como a diferença entre o valor líquido obtido da venda e o valor contábil do ativo, sendo reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa do ativo.
CPC 04.107 CPC 04.108 CPC 04.109

CPC 04.113

Custos de pesquisa e desenvolvimento
Os gastos com pesquisas são registrados como despesas quando incorridos e os gastos com desenvolvimento vinculados a inovações tecnológicas dos produtos existentes são capitalizados, se tiverem viabilidade tecnológica e econômica, e amortizados pelo período esperado de benefícios dentro do grupo de despesas operacionais. Os custos de desenvolvimento de um projeto específico são reconhecidos como ativo intangível sempre que se puder demonstrar: (i) a viabilidade técnica de concluir o ativo intangível da forma que estará disponível para uso ou venda; (ii) a intenção de concluir o ativo e a habilidade de usar ou vender o ativo; (iii) como o ativo gerará benefícios econômicos futuros; (iv) a disponibilidade de recursos para concluir o ativo; e (v) a capacidade de avaliar de forma confiável os gastos incorridos durante a fase de desenvolvimento. Após o reconhecimento inicial, o ativo é apresentado ao custo menos amortização acumulada e perdas de seu valor recuperável. A amortização é iniciada quando o desenvolvimento é concluído e o ativo encontra-se disponível para uso, pelo período dos benefícios econômicos futuros. Durante o período de desenvolvimento, o valor recuperável do ativo é testado anualmente.
CPC 04.54 CPC 04.57

Patentes e licenças
As patentes foram concedidas para um período de dez anos pela agência governamental competente com a opção de renovação no final do referido período. Licenças para o uso de propriedade intelectual são concedidas por períodos de cinco e dez anos, dependendo da licença específica. As licenças preveem a opção de renovação quando o Grupo cumprir as condições da licença, por um custo baixo ou mesmo sem ônus para o Grupo (para maiores detalhes, vide Nota 15). Assim, essas licenças são consideradas como de vida útil indefinida. A tabela a seguir apresenta um resumo das políticas aplicadas aos ativos intangíveis do Grupo: Licenças Vida útil Método de amortização utilizado Gerados internamente ou adquiridos Indefinida Patentes Definida Desenvolvimento de produtos Definida Amortizados ao longo do período de vendas futuras esperadas do correspondente projeto de forma linear Gerados internamente
CPC 04.118 (a) (b) CPC 04.122(a)

Não amortizada

Amortização linear ao longo do prazo da patente

Adquiridos

Adquiridos

Comentário
Assim como com outras normas internacionais, a adoção inicial do CPC 04 (IAS 38) fez com que algumas companhias alterassem determinadas premissas contábeis acerca dos seus ativos intangíveis. Duas das principais alterações que puderam ser observadas foram a revisão da vida útil de alguns ativos intangíveis e a baixa de valores capitalizados, principalmente aqueles referentes a gastos com pesquisa. Isso é necessário, pois de acordo com o CPC 04 (IAS 38), apenas gastos com desenvolvimento podem, em determinados casos, ser ativados. Em contrapartida, os gastos com pesquisa deverão sempre ser reconhecidos como despesa. Foram verificadas, também, transferências de saldos de alguns intangíveis para o imobilizado e vice-versa.

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

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2.22 Estoques
Os estoques são avaliados ao custo ou valor líquido realizável, dos dois o menor. Os custos incorridos para levar cada produto à sua atual localização e condição são contabilizados da seguinte forma: Matérias-primas - custo de aquisição segundo o custo médio. Produtos acabados e em elaboração - custo dos materiais diretos e mão de obra e uma parcela proporcional das despesas gerais indiretas de fabricação com base na capacidade operacional normal, mas excluindo custos de empréstimos. O custo de estoques inclui a transferência de ganhos e perdas de hedge de fluxo de caixa registrada no patrimônio líquido que se qualificam em relação à compra de matérias-primas. O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos estimados necessários para a realização da venda.
CPC 16.36(a) CPC 16.09 CPC 16.10 CPC 16.25 CPC 16.12 CPC 16.13 CPC 38.98(b)

CPC 16.06

2.23 Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
A administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Sendo tais evidências identificadas e tendo o valor contábil líquido excedido o valor recuperável, é constituída provisão para desvalorização ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou de determinada unidade geradora de caixa é definido como sendo o maior entre o valor em uso e o valor líquido de venda. Na estimativa do valor em uso do ativo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados ao seu valor presente, utilizando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita o custo médio ponderado de capital para a indústria em que opera a unidade geradora de caixa. O valor líquido de venda é determinado, sempre que possível, com base em contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas atribuíveis à venda do ativo, ou, quando não há contrato de venda firme, com base no preço de mercado de um mercado ativo, ou no preço da transação mais recente com ativos semelhantes. O seguinte critério é também aplicado para avaliar perda por redução ao valor recuperável de ativos específicos:
CPC 01.28 CPC 01.53 CPC 01.23 CPC 01.31 CPC 01.05 CPC 01.08 CPC 01.63 CPC 01.57

CPC 01.105 CPC 01.109 CPC 01.112 CPC 01.114 CPC 01.9(b)

Ágio pago por expectativa de rentabilidade futura
Teste de perda por redução ao valor recuperável de ágio é feito anualmente (em 31 de dezembro) ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil.

Ativos intangíveis
Ativos intangíveis com vida útil indefinida são testados em relação à perda por redução ao valor recuperável anualmente em 31 de dezembro, individualmente ou no nível da unidade geradora de caixa, conforme o caso ou quando as circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil.
CPC 01.99 CPC 01.119 CPC 01.9(a)

Comentário
O CPC 1.92 permite que o teste anual de perda por desvalorização de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida seja feito em qualquer época do ano, desde que seja sempre na mesma época todos os anos. Ágio e ativos intangíveis de diferentes naturezas podem ser testados em épocas diferentes.

2.24 Caixa e equivalentes de caixa
Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. O Grupo considerada equivalentes de caixa uma aplicação financeira de conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e estando sujeita a um insignificante risco de mudança de valor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo; por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da contratação.
CPC 03 (R1).7 CPC 03 (R1).8 CPC 03 (R1).50

2.25 Provisões
Geral
Provisões são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que benefícios econômicos sejam requeridos para liquidar a
50 Grupo Modelo | Ernst & Young Terco
CPC 25.14 CPC 25.53 CPC 25.54 CPC 25.47

obrigação e uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. Quando o Grupo espera que o valor de uma provisão seja reembolsado, no todo ou em parte, por exemplo, por força de um contrato de seguro, o reembolso é reconhecido como um ativo separado, mas apenas quando o reembolso for praticamente certo. A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada na demonstração do resultado, líquida de qualquer reembolso.

CPC 25.59 CPC 25.60 CPC 25.84 CPC 25.85 CPC 25.86

Obrigação por desativação de ativos
A provisão para custos de desativação de ativos surgiu na construção de uma unidade de produção de materiais à prova de fogo. Os custos de desativação de ativos são provisionados com base no valor presente dos custos esperados para liquidar a obrigação utilizando fluxos de caixa estimados, sendo reconhecidos como parte do custo do correspondente ativo. Os fluxos de caixa são descontados a uma taxa antes de imposto corrente que reflete os riscos específicos inerentes à obrigação por desativação de ativos. O efeito financeiro do desconto é contabilizado em despesa conforme incorrido e reconhecido na demonstração do resultado como um custo financeiro. Os custos futuros estimados de desativação de ativos são revisados anualmente e ajustados, conforme o caso. Mudanças nos custos futuros estimados ou na taxa de desconto aplicada são adicionadas ou deduzidas do custo do ativo.
CPC 27.16(c) CPC 25.45 CPC 25.47 ICPC 12.08 CPC 25.59 ICPC 12.05

Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Sociedade é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.
CPC 25.14

Passivos contingentes reconhecidos em uma combinação de negócios
Um passivo contingente reconhecido em uma combinação de negócios é inicialmente mensurado ao valor justo. Subsequentemente, é mensurado entre o maior de:
• ►o valor que seria reconhecido de acordo com a política contábil de provisões acima (CPC 25); ou • ►o valor inicialmente reconhecido menos, quando for o caso, amortização acumulada reconhecida de acordo
CPC 15.56

com a política de reconhecimento de receita (CPC 30).

2.26 Pronunciamentos do IFRS revisados em 2010
Em maio de 2010 o Conselho emitiu seu terceiro conjunto de emendas a suas normas, com o objetivo de eliminar inconsistências e esclarecer dúvidas na redação. Existem provisões de transição em separado para cada norma. A adoção das emendas descritas a seguir trouxe alterações às políticas contábeis; porém, não impactou o desempenho ou a situação financeira do Grupo.
• IFRS 3 Combinações de Negócios: As opções de mensuração disponíveis para participação minoritária (NCI)

receberam emendas. Somente os itens de NCI que constituem 100% de participação corrente que outorgam ao acionista uma parcela proporcional dos ativos líquidos da entidade no caso de dissolução da sociedade deverão ser mensurados por seu valor justo ou pela parcela proporcional dos instrumentos de participação dos ativos líquidos identificáveis da adquirida. Todos os outros itens devem ser mensurados pelo seu valor justo na data de aquisição (vide Nota Explicativa 5). As emendas ao IFRS 3 entram em vigor para os períodos anuais iniciando em ou após 1º de julho de 2011. Porém, o Grupo adotou essas emendas a partir de 1º de janeiro de 2011 e modificou sua política contábil, visto que a emenda foi emitida a fim de eliminar consequências indesejadas que podem advir da adoção do IFRS 3.
• IFRS 7 Instrumentos Financeiros – Divulgações: O objetivo desta emenda é simplificar a divulgação

apresentada, através da redução no volume de divulgações no que se refere a garantias recebidas e melhoria nas divulgações, através da exigência de divulgação de informações qualitativas a fim de colocar as informações quantitativas em perspectiva. O Grupo reflete as requisições de divulgação revisadas na Nota Explicativa 16.
• IAS 1 Apresentação das demonstrações financeiras: Esta emenda esclarece que a entidade pode apresentar

análise de cada item de outros resultados abrangentes nas demonstrações de mutações no patrimônio líquido ou nas notas explicativas, o que não é aplicável no Brasil. O Grupo apresenta tal análise na Nota Explicativa 8.8.

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2.27 – Pronunciamentos do IFRS ainda não em vigor em 31 de dezembro de 2011
Listamos a seguir as normas emitidas que ainda não haviam entrado em vigor até a data de emissão das demonstrações financeiras do Grupo. Esta listagem de normas e interpretações emitidas contempla aquelas que o Grupo de forma razoável espera que produzam impacto nas divulgações, situação financeira ou desempenho mediante sua aplicação em data futura. O Grupo pretende adotar tais normas quando as mesmas entrarem em vigor.
• IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras – Apresentação de Itens de Outros Resultados

CPC 23.30 CPC 23.31(d)

Abrangentes Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou após 1º de janeiro de 2012.
• IAS 12 Imposto de Renda – Recuperação dos Ativos Subjacentes

Esta emenda esclareceu a determinação de imposto diferido sobre as propriedades de investimento mensurado pelo valor justo. Introduz a presunção refutável de que o imposto diferido sobre as propriedades de investimento mensurado pelo modelo de valor justo no IAS 40 deveria ser definido com base no fato de que seu valor contábil será recuperado através da venda. Esta emenda entra em vigor para os períodos anuais iniciando em ou após 1º de janeiro de 2012.
• IAS 19 Benefícios aos Empregados (Emenda)

O IASB emitiu várias emendas ao IAS 19. Tais emendas englobam desde alterações fundamentais, como a remoção do mecanismo do corredor e o conceito de retornos esperados sobre ativos do plano, até simples esclarecimentos sobre valorizações e desvalorizações e reformulação. O Grupo está atualmente avaliando o impacto completo das emendas restantes. Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou após 1º de janeiro de 2013.
• IAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais (revisado em 2011)

Como consequência dos recentes IFRS 10 e IFRS 12, o que permanece no IAS 27 restringe-se à contabilização de subsidiárias, entidades de controle conjunto, e associadas em demonstrações financeiras em separado. Esta emenda entra em vigor para períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013.
• IAS 28 Contabilização de Investimentos em Associadas e Joint Ventures (revisado em 2011)

Como consequência dos recentes IFRS 11 e IFRS 12, o IAS 28 passa a ser IAS 28 Investimentos em Associadas e Joint Ventures, e descreve a aplicação do método patrimonial para investimentos em joint ventures, além do investimento em associadas. Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013.
• IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações - Aumento nas Divulgações Relacionadas a Baixas

Esta emenda exige divulgação adicional sobre ativos financeiros que foram transferidos, porém não baixados, a fim de possibilitar que o usuário das demonstrações financeiras do Grupo compreenda a relação com aqueles ativos que não foram baixados e seus passivos associados. Além disso, a emenda exige divulgações quanto ao envolvimento continuado nos ativos financeiros baixados para permitir que o usuário avalie a natureza do envolvimento continuado da entidade nesses ativos baixados, assim como os riscos associados. Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de julho de 2011, e, no Brasil, somente após a aprovação do CPC. A emenda em questão afeta apenas as divulgações e não tem impacto sobre o desempenho ou a situação financeira do Grupo.
• IFRS 9 Instrumentos Financeiros – Classificação e Mensuração

O IFRS 9 na forma como foi emitido reflete a primeira fase do trabalho do IASB na substituição do IAS 39 e refere-se à classificação e mensuração dos ativos e passivos financeiros conforme estabelece o IAS 39. A norma entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013. Em fases subsequentes, o IASB examinará contabilidade de cobertura e perda no valor recuperável de ativos financeiros. Esse projeto deverá ser encerrado no final de 2011 ou no primeiro semestre de 2012. Adoção da primeira fase do IFRS 9 terá efeito sobre a classificação e mensuração dos ativos financeiros do Grupo, mas potencialmente não trará impactos sobre a classificação e mensuração de passivos financeiros. O Grupo irá quantificar o efeito dessa emenda em conjunto com as outras fases, quando emitidas, a fim de apresentar um quadro abrangente.
• IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas

O IFRS 10 substitui as partes do IAS 27 Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais que se referem ao tratamento contábil das demonstrações financeiras consolidadas. Inclui também os pontos levantados no SIC-12 Consolidação — Entidades para Fins Especiais – Envolvimento com Outras Entidades. O IFRS 10 estabelece um único modelo de consolidação baseado em controle que se aplica a todas as entidades, inclusive às entidades para fins especiais. As alterações introduzidas pelo IFRS 10 irão exigir

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que a administração exerça importante julgamento na determinação de quais entidades são controladas e, portanto, necessitam ser consolidadas pela controladora, em comparação com as exigências estabelecidas pelo IAS 27. Esta norma entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013.
• IFRS 11 – Acordos Conjuntos

Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013.
• IFRS 13 – Mensuração de Valor Justo

Esta emenda entrará em vigor para os períodos anuais iniciando em ou a partir de 1º de janeiro de 2013.

3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
Julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo requer que a administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. No processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo, a administração fez os seguintes julgamentos que têm efeito mais significativo sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas:
CPC 26.122

Compromissos de Arrendamento Mercantil Operacional – Grupo como Arrendador
O Grupo contratou arrendamentos mercantis comerciais de propriedades na sua carteira de propriedades para investimento. O Grupo determinou, com base em uma avaliação dos termos e condições dos contratos, que assume todos os riscos e benefícios significativos da propriedade dos referidos bens; desta forma, contabiliza os contratos como arrendamentos mercantis operacionais.

Operações Descontinuadas
Em 1º de março de 2010, o Conselho da Administração anunciou a sua decisão de vender o segmento de borracha relativo à empresa Mangueiras Ltda.; assim, o classificou como grupo disponível para venda. O Conselho da Administração considerou que a controlada satisfez os critérios para ser classificada como mantida para venda na referida data pelos seguintes motivos:
• ►A Mangueiras Ltda. está disponível para venda imediata, podendo ser vendida a um potencial comprador
CPC 31.7

no seu estado atual. • ►O Conselho da Administração tinha um plano para a venda da Mangueiras Ltda. e iniciou negociações preliminares com um potencial comprador. Outros potenciais compradores foram identificados, caso as negociações com o potencial comprador não resultem em venda. • ►O Conselho da Administração espera que as negociações sejam finalizadas, e a venda concluída até 29 de fevereiro de 2011. Para maiores detalhes sobre operações descontinuadas, vide Nota 10.

CPC 31.8

Estimativas e Premissas
As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no próximo exercício financeiro, são discutidas a seguir.

CPC 26.125

Reavaliação de Propriedades para Investimento
O Grupo apresenta suas propriedades para investimento a valor justo, sendo as mudanças no valor justo reconhecidas na demonstração do resultado. O Grupo contratou avaliadores independentes especializados para determinar o valor justo em 31 de dezembro de 2010. Para propriedades para investimento, o avaliador utilizou técnica de avaliação com base no método de fluxo de caixa descontado, devido à falta de dados comparáveis de mercado dada a natureza das propriedades. O valor justo determinado das propriedades para investimento é sensível ao rendimento estimado, bem como à taxa de vacância de longo prazo. As principais premissas adotadas para determinar o valor justo da propriedade para investimento são detalhadas na Nota 13.

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Perda por Redução ao Valor Recuperável de Ativos não Financeiros
Uma perda por redução ao valor recuperável existe quando o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa excede o seu valor recuperável, o qual é o maior entre o valor justo menos custos de venda e o valor em uso. O cálculo do valor justo menos custos de vendas é baseado em informações disponíveis de transações de venda de ativos similares ou preços de mercado menos custos adicionais para descartar o ativo. O cálculo do valor em uso é baseado no modelo de fluxo de caixa descontado. Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco anos e não incluem atividades de reorganização com as quais o Grupo ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada no método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuros esperados e à taxa de crescimento utilizada para fins de extrapolação. As principais premissas utilizadas para determinar o valor recuperável das diversas unidades geradoras de caixa, incluindo análise de sensibilidade, são detalhadas na Nota 16.

Transações com Pagamentos Baseados em Ações
O Grupo mensura o custo de transações liquidadas com ações com funcionários baseado no valor justo dos instrumentos patrimoniais na data da sua outorga. A estimativa do valor justo dos pagamentos com base em ações requer a determinação do modelo de avaliação mais adequado para a concessão de instrumentos patrimoniais, o que depende dos termos e condições da concessão. Isso requer também a determinação dos dados mais adequados para o modelo de avaliação, incluindo a vida esperada da opção, volatilidade e rendimento de dividendos e correspondentes premissas. As premissas e modelos utilizados para estimar o valor justo dos pagamentos baseados em ações são divulgados na Nota 26.

Impostos
Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o amplo aspecto de relacionamentos de negócios internacionais, bem como a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos contratuais existentes, diferenças entre os resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras mudanças nessas premissas, poderiam exigir ajustes futuros na receita e despesa de impostos já registrada. O Grupo constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, para possíveis consequências de auditorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que opera. O valor dessas provisões baseia-se em vários fatores, como experiência de auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tributários pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem surgir numa ampla variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da companhia do Grupo. Imposto diferido ativo é reconhecido para todos os prejuízos fiscais não utilizados na extensão em que seja provável que haja lucro tributável disponível para permitir a utilização dos referidos prejuízos. Julgamento significativo da administração é requerido para determinar o valor do imposto diferido ativo que pode ser reconhecido, com base no prazo provável e nível de lucros tributáveis futuros, juntamente com estratégias de planejamento fiscal futuras. O Grupo apresenta prejuízos fiscais a compensar no valor de R$427 (2010: R$1.198). Esses prejuízos se referem a controladas que apresentam histórico de prejuízos, não prescrevem e não podem ser utilizados para fins de compensação com lucro tributável em outra parte do Grupo. A compensação dos prejuízos fiscais acumulados fica restrita ao limite de 30% do lucro tributável gerado em determinado exercício fiscal. Essas controladas não têm diferenças temporárias tributáveis ou planejamentos fiscais que poderiam parcialmente justificar o reconhecimento de imposto diferido ativo. Se o Grupo fosse capaz de reconhecer todos os impostos diferidos ativos não reconhecidos, haveria aumento de lucro em R$128. Para mais detalhes sobre impostos diferidos, vide Nota 9.

CPC 32.88

Benefícios de Aposentadoria
O custo de planos de aposentadoria com benefícios definidos e de outros benefícios de assistência médica pós-emprego e o valor presente da obrigação de aposentadoria são determinados utilizando métodos de avaliação atuarial. A avaliação atuarial envolve o uso de premissas sobre as taxas de desconto, taxas de retorno de ativos esperadas, aumentos salariais futuros, taxas de mortalidade e aumentos futuros de benefícios de aposentadorias e pensões. A obrigação de benefício definido é altamente sensível a mudanças nessas premissas. Todas as premissas são revisadas a cada data-base. Ao determinar a taxa de desconto adequada, a administração considera as taxas de juros de debêntures emitidas por corporações de elevada solvência e títulos do Tesouro Nacional com vencimento correspondente à duração da obrigação do benefício definido. A qualidade dos títulos é revisada, e aqueles com um spread de crédito excessivo são excluídos da população de títulos que são utilizados para identificar a taxa de juros.

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A taxa de mortalidade se baseia em tábuas de mortalidade disponíveis no país. Aumentos futuros de salários e de benefícios de aposentadoria e de pensão se baseiam nas taxas de inflação futuras esperadas para o país. Para mais detalhes sobre as premissas utilizadas, vide Nota 25.

Mensuração ao Valor Justo da Contraprestação Contingente
Contraprestação contingente, proveniente de uma combinação de negócios, é mensurada ao valor justo na data de aquisição como parte da combinação de negócios. Se a contraprestação contingente for classificada como um derivativo, e portanto um passivo financeiro, deve ser subsequentemente remensurada ao valor justo na data do balanço. O valor justo é baseado no fluxo de caixa descontado. As principais premissas consideram a probabilidade de atingir cada objetivo e o fator de desconto.

Valor Justo de Instrumentos Financeiros
Quando o valor justo de ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido de mercados ativos, é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for viável, um determinado nível de julgamento é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros.

Custos de Desenvolvimento
Custos de desenvolvimento são capitalizados de acordo com a prática contábil descrita na Nota 2.21. A capitalização inicial de custos é baseada no julgamento da administração de que a viabilidade tecnológica e econômica será confirmada, geralmente quando um projeto de desenvolvimento de produto tenha alcançado um determinado ponto seguindo um modelo estabelecido de gestão de projeto. Ao determinar os valores a serem capitalizados, a administração adota premissas sobre a geração futura de caixa esperada do projeto, taxas de desconto a serem aplicadas e o período esperado dos benefícios. Em 31 de dezembro de 2011, o valor contábil dos custos de desenvolvimento capitalizados era de R$2.178 (2010: R$1.686). Esse valor inclui investimentos significativos no desenvolvimento de um sistema inovador de prevenção contra incêndio. Antes de ser comercializado, é preciso que se obtenha um certificado de segurança emitido pelas autoridades regulatórias competentes. Devido à natureza inovadora do produto, existe alguma incerteza sobre a obtenção do certificado. Contudo, o Grupo está certo de que o certificado será obtido.

Provisão para Desativação de Ativos
Como parte da alocação do preço de compra da Extintores Ltda. em 2011, o Grupo reconheceu uma provisão para obrigações com a desativação de ativos relativos à fábrica da Extintores Ltda. Ao determinar o valor da provisão, premissas e estimativas são feitas em relação às taxas de desconto, ao custo esperado para a desativação e remoção de toda a fábrica do local e à época esperada dos referidos custos. O valor contábil da provisão em 31 de dezembro de 2011 era de R$1.221 (2010: R$ 0). Se a taxa de desconto antes de imposto utilizada no cálculo for 10% acima da estimativa da administração, o valor contábil da provisão será menor em R$94.

Provisões para Riscos Tributários, Cíveis e Trabalhistas
O Grupo reconhece provisão para causas cíveis e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais.

Reconhecimento de Receita – Programa de Fidelidade
O Grupo estima o valor justo de pontos concedidos segundo o programa de fidelidade aplicando técnicas estatísticas. Dados considerados pelos modelos incluem premissas sobre taxas de resgate esperadas, o mix de produtos que estarão disponíveis para resgate no futuro e preferências de clientes. Como os pontos emitidos segundo o programa não expiram, essas estimativas estão sujeitas a variações e incertezas. Em 31 de dezembro de 2011, a obrigação estimada relativa a pontos não resgatados era de aproximadamente R$416 (2010: R$365).

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Comentário
O CPC 26 requer que uma entidade divulgue os julgamentos significativos aplicados ao preparar as demonstrações financeiras e estimativas significativas que envolvam alto grau de incerteza. Os requisitos de divulgação vão além dos requisitos existentes em outras normas, como, por exemplo, o CPC 25. Essas divulgações representam uma fonte de informação muito importante, uma vez que destacam as áreas que são mais suscetíveis a mudanças durante o período futuro previsível. Assim, qualquer informação apresentada deve ser suficientemente detalhada para ajudar o leitor das demonstrações financeiras a entender o impacto de possíveis mudanças significativas.

4. Combinações de negócios e aquisição de participações de não controladores
Aquisições em 2010 Aquisição da Extintores Ltda.
Em 1º de maio de 2011, o Grupo adquiriu 80% das ações com direito a voto da Extintores Ltda., uma companhia de capital fechado com sede no Brasil, especializada na produção de materiais à prova de fogo. O Grupo adquiriu a Extintores Ltda. para ampliar significativamente a gama de produtos no segmento de equipamentos de proteção contra incêndio que podem ser oferecidos aos clientes. O Grupo optou por mensurar a participação de não controladores na adquirida ao valor justo. O valor justo dos ativos e passivos identificáveis da Extintores Ltda. na data da aquisição é apresentado a seguir: Ativos Imobilizado (Nota 12) Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Patentes e licenças (Nota 14) Passivos Contas a pagar a fornecedores Provisões (Nota 22) Provisão para custos de arrendamento mercantil operacional (Nota 22) Provisão para reestruturação (Nota 22) Provisão para custos de desativação de ativos (Nota 22) Imposto de renda e contribuição social diferidos passivos Total dos ativos identificáveis líquidos Participação de não controladores mensurada a valor justo Ágio na aquisição (Nota 14) Total da contraprestação (2.542) (400) (400) (500) (1.200) (1.511) 7.233 (1.547) 2.231 7.917
CPC 15.B64(o)(i) CPC 15.59 CPC 15.B64(a) CPC 15.B64(d) CPC 15.B64(b) CPC 15.B64(c)

Valor justo reconhecido na aquisição 7.042 230 1.736 3.578 1.200

CPC 15.B64(i)

CPC 03(R1).42(c)

13.786

(6.553)

Ativos adquiridos e passivos assumidos
O valor justo das contas a receber de clientes é de R$1.736. O valor bruto das contas a receber de clientes é de R$1.800. Não houve perda por redução ao valor recuperável de nenhuma conta a receber de clientes, e espera-se que o valor contratual possa ser recebido integralmente. Antes da aquisição, a Extintores Ltda. decidiu eliminar algumas linhas de produtos (para mais detalhes, vide Nota 22). A provisão para reestruturação reconhecida acima era uma obrigação presente da Extintores Ltda. antes da combinação de negócios. A execução do plano de reestruturação não depende da aquisição pelo Grupo. O ágio pago de R$2.231 compreende o valor dos benefícios econômicos futuros oriundos das sinergias decorrentes da aquisição e do valor da lista de clientes da adquirida que não pôde ser reconhecida separadamente. Devido aos termos contratuais da aquisição, a lista de clientes não pode ser separada;
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CPC 15.B64(e) CPC 15.B64(k) CPC 15.B64(h)

assim, não satisfaz os critérios de reconhecimento como um ativo intangível, de acordo com o CPC 04 Ativos Intangíveis. Não há expectativa de que o ágio gere benefícios fiscais futuros. Na data da aquisição, foi registrado um passivo contingente com o valor justo de R$400, resultado de um pedido de reembolso por um fornecedor que teve o carregamento de mercadoria rejeitado pelo Grupo devido às divergências nas especificações técnicas da mercadoria. O pedido está sujeito a arbitragem legal e se espera que o assunto seja finalizado apenas no final de 2012. Na data do balanço, o passivo contingente foi reacessado e determinou-se o montante de R$400, o qual é baseado no resultado provável esperado. O valor justo da participação de não controladores na Extintores Ltda. foi estimado aplicando o método de projeção dos fluxos de caixa descontados. A Extintores Ltda. é uma companhia de capital fechado para a qual não há informações de mercado disponíveis. A estimativa de valor justo se baseia no seguinte:
• ►Taxa de desconto estimada em 18%. • ►Valor terminal projetado para o final do período, calculado com base na taxa de crescimento sustentável
CPC 15.B64(j) CPC 15.56(a)

CPC 15.B64(o)(ii)

de longo prazo para a indústria entre 2% e 4%, utilizada para determinar a receita para exercícios futuros.
• ►Um reinvestimento de 60% dos lucros.

Desde a data da aquisição, a Extintores Ltda. contribuiu para o Grupo com receitas de R$17.857 e lucro antes dos impostos de R$750. Se a combinação de negócios tivesse ocorrido no início do exercício, as receitas do Grupo totalizariam R$29.930, e o lucro das operações seria de R$1.130. Contraprestação de compra Ações emitidas, ao valor justo Contraprestação contingente assumida Total da contraprestação Análise do fluxo de caixa da aquisição Custos da transação da aquisição 1 (600) Caixa líquido adquirido da controlada 2 230 Custos da transação atribuíveis à emissão de ações 3 (32) Fluxo de saída de caixa, líquido 1 incluído no fluxo de caixa das atividades operacionais 2 incluído no fluxo de caixa das atividades de investimento 3 incluído no fluxo de caixa das atividades de financiamento O Grupo emitiu 2.500.000 ações ordinárias como contraprestação (pagamento) pela participação acionária de 80% na Extintores Ltda. O valor justo das ações corresponde ao preço publicado das ações do Grupo na data da aquisição e totaliza R$7.203. Custos relacionados à aquisição de R$600 foram reconhecidos na demonstração do resultado como despesas administrativas. Custos relativos à emissão de ações no valor de R$32 como contraprestação foram reconhecidos diretamente no patrimônio líquido, como “ajuste de avaliação patrimonial”. (402) R$000 7.203 714 7.917

CPC 15.B64(q)(i) CPC 15.B64(q)(ii)

CPC 15.B64(f)(iv) CPC 15.B64(f)(iii) CPC 03(R1).42(a)

CPC 03(R1).42(c)

CPC 15.B64(f)(iv)

CPC 15.B64(m)

Contraprestação contingente
Como parte do contrato de compra com o ex-proprietário da Extintores Ltda., foi acordada uma contraprestação contingente. Pagamentos adicionais, para o ex-proprietário, serão feitos da seguinte forma: a) R$675, se a Companhia gerar R$1.000 de lucros antes de impostos durante os 12 primeiros meses após a aquisição, ou b) R$1.125, se a Companhia gerar R$1.500 de lucros antes de impostos durante os 12 primeiros meses após a aquisição. Na data da aquisição, o valor justo da contraprestação contingente foi estimado em R$714. Em 31 de dezembro de 2011, os principais indicadores de performance da Extintores Ltda. mostravam claramente que a meta (a) será atingida e a realização da meta (b) é provável devido à expansão significativa do negócio e às sinergias implementadas. Dessa forma, o valor justo da contraprestação contingente em 31 de dezembro de 2011 aumentou em R$357, para R$ 1.071, sendo esse aumento registrado diretamente no resultado como despesas administrativas.
CPC 15.B64(f)(ii)

CPC 15.B64(f)(i)

CPC 15.B64(f)(iii)

CPC 15.58 (b) (i)

Aquisição de participação adicional na Iluminação Ltda.
Em 1º de outubro de 2011, o Grupo adquiriu mais 7,4% das ações ordinárias da Iluminação Ltda., elevando sua participação acionária para 87,4%. A contraprestação de R$325 foi paga aos acionistas não controladores.
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CPC 36. 30 CPC 36. 41 (e)

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O valor contábil dos ativos líquidos (excluindo ágio na aquisição original) na referida data era de R$1.824, e o valor contábil da participação adicional adquirida era de R$135. A diferença de R$190 entre a contraprestação e o valor contábil da participação adicional adquirida foi reconhecida diretamente em lucros acumulados no patrimônio líquido.

Aquisições em 2010
Em 1º de dezembro de 2010, o Grupo adquiriu 80% das ações com direito a voto da Iluminação Ltda., uma empresa sediada no Brasil, especializada na produção e distribuição de lâmpadas. O valor justo dos ativos e passivos identificáveis da Iluminação Ltda. na data da aquisição é apresentado a seguir: Terrenos e edifícios (Nota 12) Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Contas a pagar a fornecedores Imposto de renda e contribuição social diferido passivo Provisão para garantias de manutenção Acervo líquido Participação não controladores (20%) Total do acervo líquido adquirido Ágio na compra (Nota 14) Contraprestação paga à vista Valor justo reconhecido na aquisição (Ajustado) R$000 1.280 50 853 765 (807) (380) (50) 1.711 (342) 1.369 131 1.500 50 (1.500) (1.450) Valor contábil anterior R$000 247 50 853 765 (807) (70) (50) 988
CPC 15.67(d) CPC 15.67

2.948 1.915

(1.237) (927)

Fluxo de caixa no momento da aquisição Caixa líquido adquirido com a controlada Caixa pago Fluxo de saída de caixa, líquido

A contabilização dos ativos líquidos adquiridos nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2010 foi feita com base numa avaliação preliminar do valor justo, uma vez que o Grupo contratou uma avaliação independente dos terrenos e edifícios de propriedade da Iluminação Ltda.; entretanto, esta avaliação não havia sido concluída quando da aprovação das demonstrações financeiras pela administração. A mensuração dos terrenos e edifícios foi concluída em abril de 2010 e indicou que o valor justo na data da aquisição era de R$1.280, ou seja, um incremento de R$200 em relação ao valor preliminar. A Iluminação Ltda. contribuiu com lucro de R$20 da data da aquisição (1º de dezembro de 2010) até 31 de dezembro de 2010 para o resultado do exercício do Grupo. Se a combinação tivesse ocorrido no início do referido exercício, as receitas do Grupo para 2010 totalizariam R$198.078 e o lucro seria de R$7.850. O ágio de R$131 representa o benefício econômico futuro esperado das sinergias decorrentes da aquisição.

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Comentário
O pagamento de uma parcela que depende de algum acontecimento no futuro, ou seja, um evento após a data de aquisição, é caracterizado como uma contraprestação contingente. A contraprestação contingente é parte da contabilização do preço de aquisição, ou seja, tem influência no cálculo do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill). O valor da contraprestação contingente paga aos acionistas faz parte do preço de aquisição e deve ser contabilizado como dívida e estimado ao valor justo (fair value), ou seja, utilizando métodos de avaliação próprios. O método considerado como mais confiável na literatura é o de valor médio ponderado (probabilityweighted payout approach), que se baseia na estimativa de cada pagamento com base na sua probabilidade. Os ajustes pelo pagamento futuro desse montante estimado afetam os resultados subsequentes (e não o ágio/ goodwill). Nesse caso, o pronunciamento CPC 15 (IFRS 3) prevê a contabilização no resultado do período correspondente à informação. O IASB discutiu em outubro de 2011 uma proposta de emenda para remover inconsistências percebidas relacionadas com a orientação do IFRS 3 para retribuição contingente numa combinação de negócios. Atualmente o IFRS 3 toma referências múltiplas para determinar a classificação, mensuração posterior e divulgação de retribuição contingente. Especificamente, as propostas dizem respeito a: (i) IFRS que é aplicável para a classificação da contraprestação contingente como dívida ou capital próprio (IFRS 3.40); (ii) IFRS que é aplicável para a medição de mudanças subsequentes no valor justo da contraprestação contingente (IFRS 3.58); e (iii) se as exigências de divulgação do IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações são aplicáveis, além dos requisitos da IFRS 3.B64. As mudanças propostas iriam excluir referências à orientação de outras IFRSs no pronunciamento IFRS 3 (correlacionado ao CPC 15).

5. Participação em Joint Venture
O Grupo tem participação acionária de 50% na Esguichos Ltda., uma joint venture que se dedica à produção de equipamentos de prevenção contra incêndio no Brasil. O Grupo efetua para a empresa Esguichos Ltda. a consolidação proporcional (50%). A parcela dos ativos, passivos, receita e despesas da entidade joint venture em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e para os exercícios findos nessas datas, incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas, é a seguinte: Ativo circulante Ativo não circulante Passivo circulante Passivo não circulante
CPC 19.56 CPC 19.57

2011 2010 R$000 R$000 1.613 1.404 1.432 1.482 (112) (551) (510) (500)

Patrimônio líquido 2.423 1.835 Receita 30.047 29.438 Custo dos produtos vendidos Despesas administrativas Custos financeiros Lucro antes dos impostos sobre os lucros Imposto de renda e contribuição social Lucro do exercício de operações correntes (27.244) (26.710) (1.319) (1.293) (102) (100) 1.382 1.335 (794) (778) 588 557

O Grupo não tem parcela de qualquer passivo contingente ou compromissos de compra futura de imobilizado em 31 de dezembro de 2011 e 2010.

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6. Investimento em coligada
O Grupo tem participação acionária de 25% na Força Total Ltda., que se dedica à produção de equipamentos de prevenção contra incêndio para usinas geradoras de energia no Brasil. A Força Total Ltda. é uma entidade privada não cotada em bolsa. A tabela a seguir apresenta um resumo das informações financeiras do investimento do Grupo na Força Total Ltda.: 2011 2010 Em 1º de janeiro de 2010 R$000
CPC 18.37(b) CPC 19.54 CPC 19.55

R$000 R$000

Parcela do balanço da coligada: Ativo circulante Ativo não circulante Passivo circulante Passivo não circulante Acervo líquido Receita Lucro Valor contábil do investimento 1.631 1.581 3.416 3.207 (1.122) (976) (3.161) (3.131) 764 681 8.323 8.160 83 81 764 681 1.500 3.126 (920) (3.106) 600 8.090 87 600

Parcela de receita e lucro da coligada:

7. Informações por segmento
Para fins de administração, o Grupo é divido em unidades de negócio, com base nos produtos e serviços, com três segmentos operacionais sujeitos à divulgação de informações:
• ►O segmento de produtos antifogo produz e instala extintores de incêndio, equipamentos antifogo e tecidos
CPC 22.22(a) CPC 22.22(b)

antifogo.
• ►O segmento de produtos eletrônicos fornece equipamentos eletrônicos para os mercados de defesa, aviação

e segurança elétrica e equipamentos eletrônicos de consumo para utilização doméstica. Oferece também produtos e serviços nas áreas de eletrônica, segurança, termal e arquitetura elétrica. • ►O segmento de propriedade para investimento arrenda escritórios e fábricas de propriedade do Grupo, não necessários para suas atividades. A administração monitora separadamente os resultados operacionais das unidades de negócio, para poder tomar decisões sobre alocação de recursos e avaliar o desempenho. O desempenho dos segmentos é avaliado com base no lucro ou prejuízo operacional, que, em alguns casos, conforme demonstrado na tabela abaixo, é medido de forma diferente do lucro ou prejuízo operacional das demonstrações financeiras consolidadas. Os financiamentos do Grupo (incluindo receita e despesa de financiamentos) e impostos sobre o lucro são administrados no âmbito do Grupo, não sendo alocados aos segmentos operacionais. Preços de transferência entre segmentos operacionais são determinados com isenção de interesses, de forma semelhante às transações realizadas com terceiros.

CPC 22.28(b) CPC 22.27(a)

60

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Exercício findo em 31 de dezembro de 2011

Produtos antifogo R$000

Eletrônicos R$000

Propriedades para investimentos R$000

Ajustes e eliminações R$000

Consolidado R$000

CPC 22.23 CPC 22.24(a), (b)

Receitas Clientes no exterior Intersegmento Total de receitas Resultado Depreciação e amortização Perda por redução ao valor recuperável – ágio Parte ineficaz de hedge de contrato de commodity Perda por redução ao valor recuperável – instrumentos fin. disponíveis para venda Participação nos lucros das coligadas Lucro do segmento (antes dos impostos sobre o lucro) Ativos operacionais Passivos operacionais Outras divulgações Investimento em coligadas Despesas de capital 5 1. Receitas intersegmentos são eliminadas por ocasião da consolidação. 2. O lucro referente a cada segmento operacional não inclui receita financeira (R$785), perda por redução ao valor recuperável de instrumentos de capital (R$23), perda de ativos financeiros a valor justo através do resultado (R$1.502), ganho de ativos financeiros a valor justo através do resultado (R$850) e despesas financeiras (R$1.627). Os lucros operacionais dos segmentos não consideram os lucros sobre vendas intersegmentos (R$175) e ganhos líquidos realizados de ativos financeiros disponíveis para venda (R$2). 3. Os ativos dos segmentos não incluem impostos diferidos (R$383), empréstimos a coligadas (R$200), empréstimos a Diretores (R$13), notas promissórias (R$3.674), ágio (R$2.281) e derivativos (R$2.252), os quais são administrados no âmbito do Grupo, totalizando R$ 8.803. 4. Os passivos dos segmentos não incluem impostos diferidos (R$3.527), impostos correntes a pagar (R$3.963), empréstimos (R$19.550), ações preferenciais conversíveis (R$2.778) e derivativos (R$3.185), os quais são administrados no âmbito do Grupo, totalizando R$ 33.003. 5. Despesas de capital referem-se a adições ao imobilizado, ativos intangíveis e propriedades para investimento, incluindo ativos resultantes de aquisição de controladas. (3.428) (88) 83 10.245 53.865 17.732 (389) (200) (65) 3.033 44.764 7.252 321 18.467 4.704 (1.694) 2 8.803 3 33.003 4 (3.817) (200) (65) (88) 83 11.905 125.899 62.691 139.842 139.842 69.263 7.465 76.728 1.404 1.404 (7.465) 1 (7.465) 210.509 210.509

CPC 22.23

CPC 22.28

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Conciliação das receitas: receita dos segmentos + outras receitas = receita total (R$ 210.509 + R$ 1.585 = R$ 212.094). Conciliação do ativo operacional: ativos dos segmentos + ativos de operações descontinuadas = total do ativo (R$ 125.899 + R$ 13.554 = R$ 139.453). Conciliação do passivo operacional: passivos dos segmentos + passivos de operações descontinuadas = total do passivo ( R$ 62.691 + R$ 13.125 = R$ 75.816)

Exercício findo em 31 de dezembro de 2010

Produtos antifogo R$000

Eletrônicos R$000

Propriedades para investimentos R$000

Ajustes e eliminações R$000

Consolidado R$000

Receitas Clientes no exterior Intersegmento Total de receitas Resultado Depreciação e amortização Participação nos lucros das coligadas Lucro do segmento (antes dos impostos sobre o lucro) Ativos operacionais Passivos operacionais Outras divulgações
CPC 22.24(a)

123.905 123.905

66.621 7.319 73.904

1.377 1.377

(7.319) 1 (7.319)

191.903 191.903

CPC 22.23(a) CPC 22.23(b)

(2.460) 81 6.274 52.076 19.442

(472) 5.396 40.159 4.066

314 9.887 1.688

(922) 2 2.461 3 33.038
4

(2.932) 81 11.062 104.583 55.234

CPC 22.23(e) CPC 22.23(g)

CPC 22.23

CPC 22.23

CPC 22.23

Investimento em coligadas Despesas de capital 5

681 5.260

4.363

1.192

-

681 10.815

CPC 22.24(b)

1. Receitas intersegmentos são eliminadas por ocasião da consolidação. 2. O lucro referente a cada segmento operacional não inclui receita financeira (R$724) ou despesas financeiras (R$1.561). O lucro operacional dos segmentos inclui lucro sobre vendas de intersegmentos (R$85). 3. Os ativos dos segmentos não incluem impostos diferidos (R$365), empréstimos a diretores (R$8), notas promissórias (R$1.685), ágio (R$250) e derivativos (R$153), os quais são administrados no âmbito do Grupo. 4. Os passivos dos segmentos não incluem impostos diferidos (R$1.787), impostos correntes a pagar (R$4.013), empréstimos (R$21.340), ações preferenciais conversíveis (R$2.644) e derivativos (R$254), os quais são administrados no âmbito do Grupo. 5. Despesas de capital referem-se a adições ao imobilizado, ativos intangíveis e propriedades para investimento, incluindo ativos resultantes de aquisição de controladas.

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Informações geográficas Receitas de clientes no exterior
2011 R$000 Brasil Estados Unidos Total 158.285 52.224 210.509 2010 R$000 142.022 49.881 191.903
CPC 22.33(a) CPC 22.34 CPC 22.33(a)

As informações acima sobre a receita consideraram a localidade do cliente. A receita referente a um dos clientes totalizou R$45.521 (2010: R$41.263), resultante de vendas feitas pelo segmento de produtos antifogo.

Ativos não circulantes
2011 R$000 Brasil Estados Unidos Total 40.023 9.300 49.323 2010 R$000 29.004 7.251 36.255
CPC 22.33(b)

Ativos não circulantes nesse caso correspondem a imobilizado, propriedades para investimento e ativos intangíveis. Conciliação: IR diferido (R$ 383) + coligadas (R$ 764) + outros ativos fin. não circ. (R$ 6.997) + ativos não circulantes (R$ 49.323) = ativo total (R$ 57.467).

Comentário
Receitas e despesas de juros não foram divulgadas por segmento, pois tais itens são administrados no âmbito do Grupo, não sendo informados ao diretor responsável pelo segmento. As informações sobre obrigações do segmento só deverão ser divulgadas quando solicitadas ao diretor responsável. A divulgação interna de informações do Grupo é feita com base nos CPCs. As divulgações do segmento podem aumentar significativamente se as informações internas não tiverem sido elaboradas com base nas políticas contábeis adotadas no Brasil. Nesse caso, será necessário realizar a conciliação entre os itens divulgados internamente e aqueles comunicados externamente. A divulgação de informações por segmento acrescenta um grande valor no julgamento dos investidores através da compreensão da contribuição das partes do negócio ao todo constituído pela empresa. Embora seja possível avaliar a empresa de forma agregada através das demonstrações contábeis, é mais difícil compreender o desempenho do negócio sem conhecer, por exemplo, a contribuição de produtos novos vs. produtos maduros ou o crescimento das vendas por regiões geográficas. O pronunciamento CPC 22 (IFRS 8) também apresenta exigências de divulgações que devem ser feitas mesmo pelas companhias que apresentaram apenas um segmento. Os requisitos tratam da divulgação de informações sobre as receitas provenientes de produtos ou serviços (ou grupos de produtos e serviços similares), sobre os países em que a empresa obtém receitas e mantém ativos e sobre os principais clientes, independentemente de essas informações serem usadas pela administração ao tomar decisões operacionais.

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8. Outras receitas/despesas e ajustes
8.1 Outras receitas operacionais
2011 R$000 Subvenções governamentais (Nota 23) Ganhos líquidos na alienação de imobilizado Foram recebidos subsídios governamentais para a aquisição de determinados itens do imobilizado. Não há condições pendentes ou contingências relacionadas a tais subsídios.
CPC 07.43(d)

2010 R$000 541 2.007 2.548

1.053 532 1.585

8.2 Outras despesas operacionais
2011 R$000 Custos de defesa em licitações Contingências trabalhistas (Nota 22) Despesas operacionais diretas (incluindo reparos e manutenção) de propriedades para investimento de aluguel Variação do valor justo de propriedades para investimento (Nota 13) (579) (102) (101) (306) (1.088) 2010 R$000 (53) (353) (300) (706)
CPC 28.75 (f)(ii)

8.3 Despesas financeiras
2011 R$000 Juros de conta garantida e outras despesas financeiras Juros sobre dívidas e empréstimos tomados Encargos financeiros a pagar referentes a compromissos de arrendamento mercantil financeiro e compras a prazo Total de despesas de juros Perda por redução ao valor recuperável de investimentos em participações Perda por redução ao valor recuperável de instrumentos disponíveis para venda Parte ineficaz do contrato de commodity a termo Prejuízo líquido de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Efeito financeiro do desconto sobre provisões (Nota 22) Total das despesas financeiras (842) (702) (40) (1.584) (23) (88) (65) (1.502) (43) (3.305) 2010 R$000 (792) (728) (40) (1.560) (1) (1.561)
CPC 40.20(b)

CPC 40.20(e)

CPC 40.20(e)

CPC 40.24(b) CPC 40.20(a)

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8.4 Receitas financeiras
2011 R$000 Receita de juros sobre empréstimos a coligada (Nota 28) Receita de juros sobre outros empréstimos e recebíveis Receita de juros sobre investimentos disponíveis para venda Ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Total das despesas financeiras 20 580 185 850 1.635 2010 R$000 (792) (728) (40) 724
CPC 40.20(a) (i) CPC 40.20(b)

8.5 Depreciação, amortização, variações cambiais e custos de estoques incluídos na demonstração consolidada do resultado
2011 R$000 Incluído no custo de vendas: Depreciação Perda por redução ao valor recuperável do imobilizado (Nota 12) Amortização e perda por redução ao valor recuperável de ativos intangíveis (Nota 14) Variações cambiais líquidas Provisão para garantias (Nota 22) Custos dos estoques reconhecidos como despesas Incluído em despesas administrativas: Depreciação Pagamentos mínimos de arrendamento mercantil reconhecidos como despesa de arrendamento mercantil operacional 277 250 282 175
CPC 06.35(c)

2010 R$000 2.476 301 174 (40) 48 131.140
CPC 16.36(d) CPC 01.121(a)

3.415 325 (65) 106 150.283

8.6 Despesas com benefícios a funcionários
2011 R$000 Ordenados e salários Custos de previdência social Custos relacionados a aposentadoria (Nota 25) Benefícios pós-emprego que não de aposentadoria (Nota 25) Despesas de pagamentos baseados em ações (Nota 26) 38.205 3.854 1.395 153 412 44.019 2010 R$000 38.050 3.837 1.361 113 492 43.853
CPC 26.104

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8.7 Custos de pesquisa e desenvolvimento
Os custos de pesquisa e desenvolvimento reconhecidos como despesa na demonstração do resultado durante o exercício financeiro totalizam R$2.235 (2010: R$1.034).
CPC 04.126

8.8 Componentes do resultado abrangente incluído nas mutações do patrimônio líquido
2011 R$000 Ganhos líquidos sobre hedge em investimento líquido Diferenças cambiais sobre conversão de operações estrangeiras Ganhos sobre hedge de fluxo de caixa Ganho líquido sobre ativos disponíveis para venda 778 (246) (512) (42) 2010 R$000 (117) 24 2

CPC 26.90 CPC 26.91 CPC 26.92

CPC 40.23

9. Imposto sobre o lucro
A composição da despesa de imposto de renda e contribuição social nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 encontra-se resumida a seguir: Demonstração consolidada do resultado 2011 R$000 Imposto de renda e contribuição social correntes: Despesa de imposto de renda e contribuição social correntes Ajustes relativos ao imposto de renda corrente e contribuição social do exercício anterior Imposto de renda e contribuição social diferidos: Relativo à constituição e reversão de diferenças temporárias Despesas de imposto de renda e contribuição social apresentadas na demonstração do resultado 179 3.893 (340) 3.432
CPC 32.80(c)

2010 R$000 3.901 (129)

3.732 (18)

CPC 32.80(a) CPC 32.80(b)

Demonstração consolidada do resultado abrangente Imposto de renda e contribuição social diferidos relativos a itens debitados ou creditados diretamente ao patrimônio líquido durante o exercício: Ganho (perda) de reavaliação de hedge de fluxo de caixa Ganho (perda) não realizado de ativos financeiros disponíveis para venda Perda líquida de hedge de investimento líquido 220 (18) (400) (198) (9) (1) (10)
CPC 32.81 (a)

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A conciliação entre a despesa tributária e o resultado da multiplicação do lucro contábil pela alíquota fiscal local dos Estados Unidos da América nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 está descrita a seguir: 2011 R$000 Lucro contábil antes dos impostos de operações em continuidade Lucro/(prejuízo) antes dos impostos de operação descontinuada Lucro contábil antes dos impostos sobre o lucro À alíquota fiscal de 30% (2010: 30%) Ajustes relativos ao imposto de renda e contribuição social correntes do exercício anterior Subsídios governamentais isentos de imposto Utilização de prejuízo fiscal anteriormente não reconhecido Despesas não dedutíveis para fins fiscais: Perda por redução ao valor recuperável do ágio Mudança na contraprestação contingente da aquisição da Extintores Ltda. Outras despesas não dedutíveis Efeito de alíquotas fiscais mais elevadas nos EUA À alíquota fiscal efetiva de 31% (2010: 32%) Despesa de imposto de renda e contribuição social apresentada na demonstração consolidada do resultado Imposto de renda e contribuição social atribuível a operação descontinuada 60 107 121 528 3.886 3.893 (7) 3.886 144 401 3.427 3.432 (5) 3.427 11.905 213 12.118 3.635 (18) (316) (231) 2010 R$000 11.062 (193) 10.869 3.261 (129) (162) (88)

CPC 32.81(c)(i)

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Imposto de renda e contribuição social diferidos
O imposto de renda e contribuição social diferidos em 31 de dezembro referem-se a: Balanço patrimonial consolidado 2011 R$000 Depreciação acelerada para fins fiscais Reavaliações a valor justo de imóveis para investimento Avaliações a valor justo de investimentos disponíveis para venda Avaliação a valor justo de empréstimo objeto de hedge Ganho líquido de hedge de investimento líquido Benefícios de assistência médica pós-aposentadoria Fundo de pensão Avaliação a valor justo de swap de taxa de juros (hedge de valor justo) Reavaliações de hedge de fluxo de caixa Perda por redução ao valor recuperável de instrumentos de dívidas sem cotação disponíveis para venda Receitas diferidas sobre programas de fidelidade Ações preferenciais conversíveis Prejuízo fiscal a compensar com lucros tributáveis futuros Despesa (receita) de imposto de renda e contribuição social diferidos Ativo (passivo) fiscal diferido, líquido Refletido no balanço patrimonial da seguinte maneira: Ativo fiscal diferido Passivo fiscal diferido - operações em continuidade Passivo fiscal diferido - operações descontinuadas Passivo fiscal diferido, líquido (2.649) (1.330) 17 (11) (346) 102 243 11 173 2010 R$000 (635) (1.422) (1) 59 138 (46) Resultado consolidado 2011 R$000 490 (92) (43) (105) (11) 2010 R$000 (121) (90) (33) 36 CPC 32.81 (g)(i) CPC 32.81 (g)(ii)

27

-

-

-

71 91 383

65 55 365

(6) (36) (18) 179

(11) (32) (89) (340)

(3.218)

(1.422)

383 (3.527) (74) (3.218)

365 (1.787) (1.422)

Reconciliação do passivo fiscal diferido
2011 Saldo de abertura Receita / (despesa) de imposto reconhecida no resultado Imposto (despesa) reconhecido no patrimônio líquido Operações descontinuadas Imposto diferido adquirido em combinação de negócios Saldo em 31 de dezembro R$000 (1.422) (179) (108) 2 (1.511) (3.218) 2010 R$000 (1.732) 340 (10) (20) (1.422)

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O Grupo possui prejuízos fiscais gerados no Brasil, no valor de R$427 (2010: R$1.198), passíveis de compensação com lucros tributáveis futuros das empresas em que foram gerados, sem prazo de prescrição. Contudo, essas perdas são de controladas que possuem um histórico de perdas e não podem ser utilizadas para compensar lucros tributáveis de outras empresas do Grupo. Não foi reconhecido um ativo fiscal diferido em relação a esses prejuízos, uma vez que não podem ser utilizados para compensar lucros tributáveis de outras empresas do Grupo e ainda por terem sido gerados em controladas deficitárias há algum tempo. A controlada não possui diferenças temporárias tributáveis nem outras oportunidades de planejamento tributário disponíveis que possam suportar o reconhecimento dessas perdas como impostos diferidos ativos. Se o Grupo pudesse reconhecer todos os valores de impostos diferidos ativos, o lucro aumentaria em R$128. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não foi reconhecido um passivo fiscal diferido em relação a impostos que deveriam ser pagos sobre resultados não remetidos de determinadas controladas, coligadas ou joint ventures do Grupo, uma vez que:
• ►o Grupo determinou que os lucros não distribuídos de suas controladas não serão distribuídos no futuro

CPC 32.81(e)

CPC 32.87

CPC 32.81(f)

próximo;
• ►o Grupo possui um acordo com sua coligada no sentido de que os lucros da coligada somente serão

distribuídos mediante aprovação do Grupo. A controladora não espera aprovar essa distribuição na data de divulgação das demonstrações financeiras; e • ►a joint venture do Grupo somente poderá distribuir seus lucros mediante aprovação de todos os participantes do empreendimento. A controladora não espera aprovar essa distribuição na data de divulgação das demonstrações financeiras. As diferenças temporárias relativas a investimentos em controladas, coligadas e joint ventures, sobre as quais não foi reconhecido um passivo fiscal diferido, montam a R$1.745 (2010: R$1.458). Não há consequências fiscais associadas ao pagamento de dividendos em 2011 ou 2010 pelo Grupo a seus acionistas.
CPC 32.82(a)

10. Operação descontinuada
Em 1º de março de 2011, o Grupo publicou a decisão de seu Conselho de Administração de alienar a empresa Mangueiras Ltda. A empresa Mangueiras Ltda. produz mangueiras de borracha, sendo um segmento operacional que apresenta informações em separado e faz parte das operações do Brasil. Os negócios da Mangueiras Ltda. vêm sendo desenvolvidos em um ambiente produtivo imprevisível, tornando difícil para a administração obter crescimento e lucratividade real a partir desse segmento. A alienação da Mangueiras Ltda. está prevista para ser concluída em 28 de fevereiro de 2012, e em 31 de dezembro de 2011 estavam sendo negociadas as condições finais para a venda. Em 31 de dezembro de 2011, a Mangueiras Ltda. estava classificada como grupo de ativos mantido para venda e como operação descontinuada. O resultado do exercício da Mangueiras Ltda. é apresentado a seguir: 2011 R$000 Receita Despesa Lucro bruto Custos financeiros Perda por redução ao valor recuperável reconhecida quando do recálculo do valor justo menos custos de venda (Nota 13) Lucro (prejuízo) da operação descontinuada antes dos impostos Receita tributária: Relacionada a lucro (prejuízo) antes do imposto Relacionada ao cálculo a valor justo menos custos de venda Lucro (prejuízo) do exercício da operação descontinuada 5 2 220 5 (188) 43.657 (42.809) 848 (525) (110) 213 2010 R$000 45.532 (45.206) 326 (519) (193)
CPC 31.33(b)(i) CPC 31.30 CPC 31.41

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

69

As principais classes de ativos e passivos da Mangueiras Ltda. classificados como mantidos para venda em 31 de dezembro são: 2011 R$000 Ativo Intangível (Nota 14) Imobilizado (Nota 12) Contas a receber Ações do capital não negociáveis Caixa e equivalentes de caixa (Nota 19) Ativos classificados como mantidos para venda Passivo Contas a pagar Imposto de renda e contribuição social diferidos Obrigações sujeitas a juros (Nota 15) Obrigações diretamente associadas a ativos classificados como mantidos para venda Ativos líquidos diretamente associados ao grupo de mantidos para venda Incluído no resultado abrangente: Reserva de mantidos para venda Impostos diferidos sobre reserva de mantidos para venda Reserva de grupo de alienação classificado como mantido para venda (Nota 20) Os fluxos de caixa líquidos incorridos pela Mangueiras Ltda. são: 2011 R$000 Atividades operacionais Atividades de investimentos Atividades de financiamento Caixa líquido gerado (utilizado) Lucro por ação: Básico, da operação descontinuada Diluído, da operação descontinuada R$0,011 R$0,011 (R$0,010) (R$0,009) (1.999) 0 (436) (2.435) 2010 R$000 3.293 0 (436) (2.857) 66 (20) 46 (7.242) (74) (5.809) (13.125) 429 135 4.637 6.980 508 1.294 13.554 2010 R$000

CPC 31.38

CPC 31.40

CPC 31.38

CPC 31.33(c)

CPC 41.68

As obrigações sujeitas a juros são compostas por um empréstimo bancário de R$5.809 com juros fixos de 7,5%, com vencimento em 1º de janeiro de 2016.

Perda por redução ao valor recuperável de imobilizado
Imediatamente antes da classificação da empresa Mangueiras Ltda. como operação descontinuada, o valor recuperável de determinados itens do imobilizado foi estimado sem que houvesse sido identificada perda no respectivo valor. Após a classificação, foi reconhecida uma perda por redução ao valor recuperável no valor total de R$110 (R$77, líquida de imposto) para que o valor contábil dos ativos no grupo de alienação fosse reduzido ao valor justo menos os custos de venda. Esse valor foi reconhecido no resultado na linha “Lucro do exercício de operação descontinuada”. Foi obtida uma avaliação independente para determinar o valor justo no qual se basearam transações recentes envolvendo ativos semelhantes no mesmo segmento de mercado.
70 Grupo Modelo | Ernst & Young Terco
CPC 01.124 CPC 31.33 (a) (iii)

11. Lucro por ação
O calculo básico de lucro por ação é feito através da divisão do lucro líquido do exercício, atribuído aos detentores de ações ordinárias da controladora, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o exercício. O lucro diluído por ação é calculado através da divisão do lucro líquido atribuído aos detentores de ações ordinárias da controladora (após o ajuste referente aos juros sobre as ações preferenciais conversíveis e sobre títulos conversíveis, em ambos os casos líquidos de impostos) pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o exercício mais a quantidade média ponderada de ações ordinárias que seriam emitidas na conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas em ações ordinárias. O quadro abaixo apresenta os dados de resultado e ações utilizados no cálculo dos lucros básico e diluído por ação: 2011 R$000
Lucro líquido de operações em continuidade atribuível a detentores de ações ordinárias da controladora Lucro (prejuízo) da operação descontinuada atribuível a detentores de ações ordinárias da controladora Lucro líquido atribuível a detentores de ações ordinárias da controladora - lucro básico por ação Juros sobre ações preferenciais conversíveis Lucro líquido atribuível a detentores de ações ordinárias da controladora ajustado pelo efeito da diluição 7.724 220 7.944 247 8.191

2010 R$000
7.391 (188) 7.203 238 7.441
CPC 41.70-73A

2011 Milhares Média ponderada da quantidade de ações ordinárias para o lucro básico por ação * Efeito da diluição: 29.966

2010 Milhares 28.646

Opções de ações Ações preferenciais conversíveis
Média ponderada da quantidade de ações ordinárias ajustada pelo efeito da diluição*

112 833
30.911

177 833
29.656

* A média ponderada da quantidade de ações considera o efeito da média ponderada das mudanças nas ações em tesouraria durante o exercício.

CPC 41.70-73A

Não houve outras transações envolvendo ações ordinárias ou potenciais ações ordinárias entre a data do balanço patrimonial e a data de conclusão destas demonstrações financeiras.

Comentário
Devido à existência de diferentes tipos de ações, mais precisamente ordinárias e preferenciais, e ainda opções de ações concedidas pela empresa, instrumentos de dívidas conversíveis e outros instrumentos que afetam o número de ações em circulação, o cálculo desse indicador torna-se mais complexo. Sobre esse aspecto, é importante destacar que as exigências presentes no CPC 41 (IAS 33) são um assunto novo para a maioria das companhias brasileiras. A Legislação Societária brasileira fazia menção à divulgação desse indicador, mas não havia uma norma que determinasse os critérios para esse cálculo. Nesse contexto, a grande parte das companhias brasileiras não evidenciava, por exemplo, o efeito de possíveis instrumentos diluidores sobre esse indicador. Em uma análise parcial das demonstrações financeiras divulgadas recentemente, o principal fator mencionado pelas companhias que apresentaram essa diferença foram as opções de ações (stock options) concedidas aos administradores das companhias sob a forma de pagamento baseado em ações. O CPC 41 (IAS 33) exige ainda que a entidade divulgue nota sobre instrumentos que poderiam potencialmente diluir os resultados por ação básicos no futuro, mas que não foram incluídos no cálculo do resultado por ação diluído, porque são antidiluidores para os períodos apresentados. Esse é o caso das debêntures conversíveis que aumentam o denominador, que é a quantidade média de ações, mas também aumentam o numerador, que é o lucro atribuível aos acionistas, porque, quando se admite que as debêntures serão conversíveis, é igualmente necessário fazer a adição ao resultado dos encargos financeiros desse instrumento de dívida. Por essa razão, as companhias não devem considerar tais instrumentos no cálculo do lucro por ação diluído, haja vista que seu efeito seria antidiluitivo.
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco 71

12. Imobilizado

Terrenos e edificações próprios R$000 Custo ou avaliação: Em 1º de janeiro de 2010 Adições Aquisições de controlada (Nota 5) Alienações Ajuste cambial Em 31 de dezembro de 2010 Adições Aquisições de controlada (Nota 4) Alienações Operações descontinuadas (Nota 10) Diferenças cambiais Em 31 de dezembro de 2011 Depreciação e perda por redução ao valor recuperável: Em 1º de janeiro de 2010 Despesa de depreciação no exercício Perda por redução ao valor recuperável (Nota 8.5) Alienações Ajuste cambial Em 31 de dezembro de 2010 Despesa de depreciação no exercício* Alienações Operações descontinuadas (Nota 10) Diferenças cambiais Em 31 de dezembro de 2011 Valor residual líquido: Em 31 de dezembro de 2011 Em 31 de dezembro de 2010 11.937 9.933 4.160 354 (3.069) 5 1.450 500 (1.283) 20 687 11.887 1.587 1.280 (3.381) 10 11.383 2.458 2.897 (4.144) 30 12.624

Imobilizações em curso R$000

Outros imobilizados R$000

Total R$000

CPC 26.78(a) CPC 27.73 (d),(e)

4.500 4.500

24.602 6.235 (49) 26 30.814 4.543 4.145 (4.908) (3.980) 79 30.693

36.489 7.822 1.280 (3.430) 36 42.197 11.501 7.042 (4.908) (8.124) 109 47.817

-

11.944 2.728 301 (49) 12 14.936 3.297 (3.450) (2.094) 30 12.719

16.104 3.082 301 (3.118) 17 16.386 3.797 (3.450) (3.377) 50 13.406

4.500 -

17.974 15.878

34.411 25.811

* Depreciação do exercício exclui a perda por redução ao valor recuperável de R$ 110 (vide Nota 10).

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Em 2010, a perda de R$301 por redução ao valor recuperável foi representada pela redução no valor contábil de determinados itens do imobilizado no segmento de prevenção contra incêndio a seu respectivo valor recuperável. Isso foi reconhecido na linha de resultado “custo de venda”. O valor recuperável foi baseado no valor em uso, tendo sido determinado em relação à unidade geradora de caixa. A unidade geradora de caixa consistia nos ativos localizados no Brasil de propriedade das empresas Chuveiros Automáticos Ltda. e Esguichos Ltda., controlada e joint venture do Grupo, respectivamente. Para determinação do valor em uso da unidade geradora de caixa, os fluxos de caixa foram descontados à taxa de 12,4% antes dos impostos.

Custos de empréstimo capitalizados
O Grupo iniciou a construção de novas instalações de segurança contra incêndio em fevereiro de 2011. Espera-se que esse projeto seja concluído em fevereiro de 2012. O valor contábil das instalações de segurança contra incêndio em 31 de dezembro de 2011 era de R$3 mil (2010: 0). As instalações de segurança contra incêndio são financiadas por terceiros em um acordo sob a forma de empreendimento. O valor dos custos de empréstimo capitalizados durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 era de aproximadamente R$1.149 (2010: 0). A taxa utilizada para determinar o montante dos custos de empréstimo passíveis de capitalização foi de 11%, que representa a taxa efetiva do empréstimo específico.
CPC 20.26(a) CPC 20.26(b)

Arrendamentos mercantis financeiros e ativos em construção
O valor contábil do imobilizado mantido sob compromissos de arrendamento mercantil financeiro em 31 de dezembro de 2011 foi de R$1.178 (2010: R$1.486). Houve adições ao imobilizado durante o exercício no valor de R$45 (2010: R$54) de itens sob compromissos de arrendamento mercantil financeiro, que são garantidos pelos próprios bens objeto dos contratos. Terrenos e edificações com valor contábil de R$7.400 (2010: R$5.000) estão sujeitos a hipoteca de primeiro grau como garantia de dois empréstimos bancários do Grupo (Nota 15). Em 31 de dezembro de 2011, além das novas instalações de segurança contra incêndio, o imobilizado incluía o valor de R$1.500 (2010: 0) em despesas relativas a uma usina em construção. Ambos os ativos em construção serão registrados como “terrenos e edificações” após finalização da construção.
CPC 27.74(b) CPC 27.74(a)

13. Propriedades para investimento
2011 R$000 Saldo inicial em 1º de janeiro Adições (gastos subsequentes) Perda líquida de ajuste a valor justo Saldo final em 31 de dezembro 7.983 1.216 (306) 8.893 2010 R$000 7.091 1.192 (300) 7.983

As propriedades para investimento são registradas a valor justo, que foi determinado com base em avaliações realizadas pela empresa Acme Avaliações, avaliadores independentes de renome, em 31 de dezembro de 2011 e em 31 de dezembro de 2010. Acme Avaliações é especialista na avaliação desse tipo de propriedade para investimento. O valor justo dos imóveis não foi determinado em transações observáveis no mercado devido à natureza do imóvel e à ausência de dados comparáveis, tendo sido aplicado um método de avaliação segundo a recomendação do International Valuation Standards Committee (Comitê de Normas Internacionais de Avaliação). Foram utilizados os seguintes dados principais:

CPC 28.75(d) CPC 28.75(e)

2011 Ganhos (%) Taxa de inflação (%) Taxa de desocupação de longo prazo (%) Crescimento de longo prazo em taxas reais de aluguel (%) 6—7% 3,5 % 9% 9%

2010 5—6% 3% 5% 4%

CPC 28.75(d)

CPC 28.76

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Comentário
O Grupo decidiu avaliar seus imóveis para investimento a valor justo de acordo com o CPC 28. Alternativamente, o CPC 28 permite que o imobilizado e os imóveis para investimento sejam registrados ao custo histórico menos a provisão para depreciação e perda por redução ao valor recuperável. Se o Grupo contabilizasse os imóveis para investimento ao custo, seriam exigidas informações sobre a base de custo e taxas de depreciação em vez de divulgações sobre o método de valor justo selecionado e as premissas utilizadas para determinação do valor justo.

14. Intangível
Custos de desenvolvimento R$000 Custo: Em 1º de janeiro de 2010 Adições – desenvolvimento interno Aquisição de controlada (Nota 5) Em 31 de dezembro de 2010 Adições – desenvolvimento interno Aquisição de controlada (Nota 4) Operações descontinuadas (Nota 10) Em 31 de dezembro de 2011 Amortização e perda por redução ao valor recuperável: Em 1º de janeiro de 2010 Amortização Em 31 de dezembro de 2010 Amortização Perda por redução ao valor recuperável (Nota 16) Operações descontinuadas (Nota 10) Em 31 de dezembro de 2011 Valor residual líquido: Em 31 de dezembro de 2011 Em 31 de dezembro de 2010 2.178 1.686 1.560 525 2.281 250 6.019 2.461 165 124 289 95 384 60 50 110 30 (3) 137 200 200 225 174 399 125 200 (3) 721 1.585 390 1.975 587 2.562 635 635 1.200 (138) 1.697 119 131 250 2.231 2.481 2.339 390 131 2.860 587 3.431 (138) 6.740 Patentes e licenças R$000
CPC 04.118(c)

Ágio R$000

Total R$000

CPC 04.118(e)

Existem dois principais projetos de pesquisa e desenvolvimento de prevenção contra incêndio: sistemas aprimorados de esguichos e detecção de incêndio e tecidos que dificultam a propagação de incêndio para automóveis e aviões. Nos desenvolvimentos relacionados à eletrônica, as iniciativas concentram-se nos equipamentos de segurança acionados através da internet. Todos os custos com pesquisa e desenvolvimento não elegíveis para capitalização foram reconhecidos como despesas administrativas no resultado (nota 8.7).

CPC 04.118(d)

Aquisição durante o exercício
O item patentes e licenças inclui ativos intangíveis adquiridos por meio de combinações de negócios. As patentes foram concedidas pelo prazo mínimo de dez anos pelo órgão governamental competente, enquanto as licenças foram adquiridas com possibilidade de renovação ao término do prazo a baixo custo ou sem ônus

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para o Grupo. As licenças adquiridas anteriormente foram renovadas e permitiram que o Grupo determinasse que os ativos tenham vida útil indefinida. Em 31 de dezembro de 2011, esses ativos foram submetidos a testes de perda por redução ao valor recuperável (Nota 16).

15. Outros ativos financeiros e passivos financeiros
15.1 Outros ativos financeiros
2011 R$000 Outros ativos financeiros (incluindo derivativos) Outros ativos financeiros Investimentos disponíveis para venda – ações do capital não negociáveis Investimentos disponíveis para venda – ações do capital negociáveis Investimentos disponíveis para venda – títulos de dívida negociáveis Notas de crédito Empréstimo a coligada Empréstimo a diretores Total de outros ativos financeiros Circulante Não circulante Instrumentos financeiros derivativos Hedge de fluxo de caixa: Contrato de moeda estrangeira a termo Derivativos não designados como hedges: Contratos de moeda estrangeira a termo Derivativos embutidos Total de instrumentos financeiros derivativos Circulante Não circulante Total de outros ativos financeiros (incluindo derivativos) Total circulante Total não circulante 1.500 500 2.252 1.129 1.123 153 153 252 153 1.038 337 612 3.674 200 13 5.874 5.874 898 300 600 1.685 8 3.491 3.491 2010 R$000

CPC 40.8

8.126

3.644

1.129 6.997

153 3.491

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Investimentos disponíveis para venda - ações do capital não negociáveis
O Grupo possui participações de não controladores (entre 5% e 9%) em empresas com as quais o Grupo mantém colaboração em pesquisas. O valor justo das ações ordinárias não negociáveis foi estimado através do método de fluxo de caixa descontado. A avaliação exige que a administração utilize certas premissas na utilização do método, inclusive risco de crédito e volatilidade. As probabilidades das diversas estimativas dentro do escopo podem ser avaliadas de maneira razoável, sendo utilizadas na estimativa da administração para o valor justo desses investimentos patrimoniais não negociáveis. A administração determinou que o potencial efeito decorrente da utilização de alternativas razoavelmente possíveis como dados de entrada para o método de avaliação reduziria o valor justo em R$24 (2010: R$25) com o uso de premissas menos favoráveis e aumentaria o valor justo em R$21 (2010: R$22) com o uso de premissas mais favoráveis.

CPC 40.27 CPC 38.AG74-79

Investimentos disponíveis para venda - títulos de dívida e ações do capital negociáveis
O Grupo possui investimentos em títulos patrimoniais e de dívida negociáveis. O valor justo de títulos de dívida e patrimoniais negociáveis é determinado em relação a cotações divulgadas em um mercado ativo.

Perda por redução ao valor recuperável de investimentos disponíveis para venda
Para instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda, o Grupo avalia se há alguma evidência de perda por redução ao valor recuperável do investimento a cada data do balanço. Para investimentos em títulos patrimoniais classificados como disponíveis para venda, a evidência de perda por redução ao valor recuperável é uma queda significativa e prolongada no valor justo desses investimentos, abaixo de seu custo contábil. A classificação entre “significante” e “prolongada” requer julgamento. Ao fazer este julgamento, o Grupo avalia, dentre outros fatores, a movimentação do preço histórico da ação e a duração ou extensão da queda do valor justo quando comparado ao custo contábil. Baseada nesses critérios, a Companhia identificou uma perda por redução ao valor recuperável de seus investimentos disponíveis para venda, e títulos de dívida de R$88 e ações do capital negociáveis de R$23. Essas perdas foram reconhecidas como despesas financeiras na demonstração do resultado (Nota 8.3).
CPC 38.58 CPC 38.67 CPC 38.68 CPC 38.69

15.2 Outros passivos financeiros
2011 R$000 Outros passivos financeiros (incluindo derivativos) Outros passivos financeiros Contraprestação contingente (Nota 5) Contratos de garantia financeira Total de outros passivos financeiros Circulante Não circulante Instrumentos financeiros derivativos Hedge de fluxo de caixa Contrato a termo de moeda estrangeira Contrato a termo de commodity Hedge de valor justo Swaps de taxas de juros Derivativos não designados como hedges Contrato a termo de moeda estrangeira Derivativos embutidos Total de instrumentos financeiros derivativos Circulante Não circulante Total de outros passivos financeiros (incluindo derivativos) Total do circulante Total do não circulante 2010 R$000
CPC 40.8

1.071 88 1.159 1.159 -

49 49 49 -

170 980 35 970 1.030 3.185 2.174 1.011 4.344 3.333 1.011

254 254 254 303 303 -

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Contraprestação contingente
Como parte do contrato de compra com o antigo proprietário da Extintores Ltda., uma contraprestação contingente foi acordada entre as partes. Essa contraprestação depende do lucro antes dos impostos da Extintores Ltda. ao longo de um período de 12 meses. O valor justo na data de aquisição era R$714, o qual foi ajustado em 31 de dezembro de 2011 em virtude do desempenho significativamente melhor comparado com o orçado, com um valor justo de R$1.071. A contraprestação é devida por avaliação final e pagamento aos ex-acionistas em 30 de abril de 2012. Não há expectativas de quaisquer outras mudanças com relação a essa remuneração.

Comentário
O CPC 40.7 requer divulgação de informações que permitam aos usuários das demonstrações financeiras avaliar a importância dos instrumentos financeiros para a posição patrimonial e financeira e o desempenho. Como o Grupo tem um montante significativo de ativos e passivos financeiros e de derivativos diferentes em seu balanço patrimonial, ele optou por fornecer informações detalhadas aos usuários das demonstrações financeiras sobre os diferentes tipos de instrumentos financeiros e seus valores justos.

Empréstimos sujeitos a juros
taxa de juros efetiva % Circulante Obrigações segundo compromissos de arrendamento mercantil financeiro e de aluguel com opção de compra (Nota 29) Conta garantida Outros empréstimos: Empréstimo bancário de R$1.500 (2009: R$1.400) Empréstimo bancário de R$2.200 Não circulante Obrigações segundo compromissos de arrendamento mercantil financeiro e de aluguel com opção de compra (Nota 29) Debêntures a 8% Empréstimo garantido de US$3.600 a 8,25% Empréstimo bancário garantido – LIBOR +2,0% Outros empréstimos: Empréstimo bancário de R$1.500 (2010: R$1.400) Empréstimo bancário de R$2.500 Empréstimo bancário de R$2.200 Empréstimo bancário de R$5.809 Empréstimo de sócio Participação em empréstimo de joint venture Ações preferenciais conversíveis Total de empréstimos sujeitos a juros
* inclui os efeitos do respectivo swap de taxas de juros

Vencimento

2011 R$000

2010 R$000

7,8 EURIBOR+1

2011 À vista

83 966

51 2.650

EURIBOR+0,5 EURIBOR+0,5

1/11/2012 31/03/2011

1.411 2.460

74 2.775

7,8 8,2 *LIBOR+0,2 LIBOR+2,0

2013–2014 2013–2020 31/05/2016 31/07/2016

905 3.374 2.246 3.479

943 3.154 3.489

EURIBOR+0,5 EURIBOR+1,1 EURIBOR+0,5 7,5 11,00 EURIBOR+0,5

1/11/2012 2014–2016 31/03/2015 1/01/2016 2014 30/06/2015

2.486 2.078 3.000 510 18.078

1.357 2.229 2.078 5.809 500 19.559 2.644 22.203

11.65

2013–2017

2.778 20.856

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Contas garantidas
Uma parcela dos depósitos a curto prazo do Grupo cauciona as contas–correntes garantidas.

CPC 40.7

Empréstimo bancário de R$1.500
Não há garantia para esse empréstimo, que possui vencimento final total em 1º de novembro de 2012.

Debêntures a 8%
As debêntures a 8% deverão ser liquidadas em parcelas iguais e anuais de R$350 a partir de 1º de janeiro de 2013.

Empréstimo garantido a 8,25%
O empréstimo é garantido por hipoteca em primeiro grau sobre alguns terrenos e edificações do Grupo, com valor contábil de R$2.400 (2010: 0).

Empréstimo bancário garantido
Esse empréstimo foi obtido através de um multi-option facility (MOF) de seis anos. O empréstimo deverá ser liquidado no prazo de 12 meses a partir da data das demonstrações financeiras, mas foi classificado no longo prazo, uma vez que o Grupo espera exercer seu direito de acordo com o MOF de refinanciar esse empréstimo. Esse empréstimo de substituição imediata está disponível até 31 de julho de 2017. O valor total a ser liquidado no vencimento é de R$3.500. O serviço é garantido por hipoteca em primeiro grau sobre alguns terrenos e edificações do Grupo, com valor contábil de R$5.000 (2010: R$5.000).

Empréstimo bancário de R$2.500
O empréstimo deverá ser liquidado em duas parcelas iguais no valor de R$1.250 com vencimento em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2016.

Empréstimo bancário de R$2.200
Não há garantia para esse empréstimo, que possui vencimento final total em 31 de março de 2015. Em 31 de dezembro de 2010, R$74 tinha vencimento final total em 31 de março de 2011.

Empréstimo bancário de R$5.809
Esse empréstimo foi liquidado antecipadamente em 31 de março de 2011.

Participação em empréstimo de joint venture
Refere-se à participação de 50% do Grupo no empréstimo bancário da joint venture no valor de R$1.020 (2010: R$1.000), com vencimento final total em 30 de junho de 2016.

Empréstimo de sócio
Em fevereiro de 2011, o Grupo e um terceiro constituíram uma empresa para adquirir, construir e explorar uma instalação de segurança de equipamento de incêndio. O sócio contribuiu com aproximadamente R$2,7 mil em 2011 para a aquisição e construção da instalação de testes de segurança contra incêndio, tendo se comprometido a contribuir com aproximadamente R$1 mil em cada um dos dois exercícios subsequentes para conclusão do projeto. Espera-se que a construção seja finalizada em 2013 ao custo total de cerca de R$5 mil. O sócio tem direito a 22% de reembolso do capital em circulação no início das operações. Ao final do quarto período anual, o sócio terá direito ao reembolso de 100% do capital. A taxa de juros efetiva é de 11%, sendo que os juros acumulados sobre a contribuição somaram R$300 em 31 de dezembro de 2011.
CPC 26.79 (a)(v)

Ações preferenciais conversíveis
Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, havia 2.500.000 ações preferenciais conversíveis em emissão. Cada ação tem valor nominal de R$1 e pode ser convertida, se o acionista assim o desejar, em ações ordinárias em 1º de janeiro de 2014, considerando-se uma ação ordinária para cada três ações preferenciais detidas. Eventuais ações preferenciais não convertidas serão resgatadas em 31 de dezembro de 2017 ao preço de R$1,20 por ação. As ações preferenciais conferem dividendos de 7% ao ano, a serem pagos semestralmente em 30 de junho e 31 de dezembro. Os direitos atrelados aos dividendos não são cumulativos. As ações preferenciais são classificadas acima das ações ordinárias no caso de eventual liquidação.

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15.3 Atividades de hedge e derivativos
Derivativos não designados como instrumentos de hedge
O Grupo toma empréstimos em moeda estrangeira e celebra contratos de moeda a termo na administração das suas exposições. Esses contratos de moeda a termo não são designados como hedges de fluxo de caixa, hedges de valor justo ou hedges de investimento líquido, sendo celebrados por períodos consistentes com as exposições da transação em moeda, que geralmente variam de um a 24 meses.
CPC 40.22

Hedges de fluxo de caixa
Em 31 de dezembro de 2011, o Grupo mantinha contratos de câmbio a termo designados como hedges de vendas futuras esperadas a clientes nos Estados Unidos para os quais o Grupo prevê que seja altamente provável a realização de transações. Outrossim, o Grupo também mantém contratos de câmbio a termo em aberto em 31 de dezembro de 2011, designados como hedges de compras futuras junto a fornecedores no Reino Unido, com os quais o Grupo mantém compromissos firmes. Os contratos de câmbio a termo estão sendo utilizados como hedge do risco cambial atrelado aos compromissos contratuais. Em 31 de dezembro de 2010, o Grupo mantinha contratos de câmbio a termo designados como hedges de vendas futuras esperadas a clientes nos Estados Unidos para os quais o Grupo tem compromissos firmes. O grupo mantém contratos de câmbio a termo em aberto em 31 de dezembro de 2011 designados como hedges de compras futuras junto a fornecedores no Reino Unido com os quais o Grupo prevê seja altamente provável a realização de transações. 2011 Ativos R$000 Contratos de câmbio a termo Valor justo 252 (170) 153 (254) Passivos R$000 Ativos R$000 2010 Passivos R$000
CPC 40.23(a)

Os termos essenciais dos contratos de câmbio a termo foram negociados para estarem casados com os termos dos compromissos. Não houve transações altamente prováveis para as quais se argumente que não tenha ocorrido a contabilidade de hedge e que não haja elemento significativo de ineficácia de hedge que exija reconhecimento na demonstração do resultado. Os hedges de fluxo de caixa de vendas futuras esperadas em janeiro de 2011 foram avaliados como sendo altamente eficientes, com ganho líquido não realizado de R$252, e o passivo fiscal diferido de R$76 em relação aos instrumentos de hedge foi incluído em outros resultados abrangentes. Os hedges de fluxo de caixa de compras futuras esperadas em fevereiro e março de 2012 foram avaliados como altamente eficientes em 31 de dezembro de 2011, com perda não realizada líquida de R$170, com correspondente ativo fiscal diferido de R$51, incluído no patrimônio em relação a esses contratos. Os hedges de fluxo de caixa de vendas futuras esperadas no primeiro trimestre de 2011 foram considerados altamente eficazes, com ganho não realizado de R$153, e o passivo fiscal diferido de R$46 em relação a esses contratos foi incluído em outros resultados abrangentes. Os hedges de fluxo de caixa de compras futuras esperadas no primeiro trimestre de 2011 também foram avaliados como altamente eficazes, com prejuízo não realizado de R$254, e o ativo fiscal diferido de R$76 em relação a esses contratos foi incluído em outros resultados abrangentes. O valor transferido durante o período do patrimônio líquido da reserva de outros resultados abrangentes para o saldo contábil dos itens objeto de hedge foi insignificante para o exercício de 2011 e 2010. Espera-se que os valores incluídos em outros resultados abrangentes em 31 de dezembro de 2011 afetem a demonstração do resultado com um ganho de R$82 em 2012. Risco de preço de commodities O Grupo compra cobre em base contínua, uma vez que suas atividades operacionais na divisão de eletrônicos exigem fornecimento contínuo de cobre para a produção de seus dispositivos eletrônicos. O aumento da volatilidade dos preços do cobre nos últimos 12 meses levou à decisão de firmar contratos a termo para essa commodity.

CPC 40.24(b)

CPC 40.23(c)

CPC 40.23(c)

CPC 40.23(c) CPC 40.23(d) CPC 40.23(e) CPC 40.23(a)

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Esses contratos devem reduzir a volatilidade dos fluxos de caixa no tocante a compras de cobre previstas com alta probabilidade ou compromissos contratuais atribuíveis a flutuações no preço do cobre de acordo com a diretriz de gestão de risco traçada pelo Conselho de Administração, a partir de 1º de julho de 2011. Os contratos pretendem oferecer cobertura (hedge) contra o risco de volatilidade dos preços de compra do cobre por um período de três a 12 meses com base nos contratos de compra existentes. O Grupo designou como objeto do hedge apenas a movimentação dos preços à vista (spot-to-spot) do preço de compra da commodity na íntegra. Os pontos a termo (custo de carregamento) dos contratos a termo para essa commodity estão, portanto, excluídos da designação de hedge. Variações no valor justo dos pontos a termo reconhecidos na demonstração do resultado em custos financeiros não foram significativas no decorrer do exercício. Em 31 de dezembro de 2011, o valor justo dos contratos a termo em aberto referentes a essa commodity totalizava um passivo de R$980. As ineficácias reconhecidas em custos financeiros na demonstração do resultado do exercício corrente somaram R$65 (vide Nota 8.3). A eficácia acumulada no valor de R$915 está refletida no resultado abrangente.

Hedge de valor justo
Em 31 de dezembro de 2011, o Grupo mantinha contrato de swap de taxa de juros com valor nocional de US$3.600 (R$2.246), que prevê que o Grupo receba taxa de juros fixa de 8,25% e pague uma taxa variável igual à LIBOR+0,2% sobre o valor nocional. O swap está sendo utilizado como hedge da exposição às variações no valor justo do empréstimo garantido de 8,25%. A redução no valor justo do swap de taxas de juros de R$35 (2010: 0) foi reconhecida em custos financeiros e compensada com um ganho semelhante em empréstimos bancários. A ineficácia reconhecida em 2011 e 2010 foi insignificante.

CPC 40.22 CPC 40.24(a)

Hedge de investimentos líquidos em operações estrangeiras
Em 31 de dezembro de 2011 foi incluído em empréstimos um financiamento no valor de US$3.600.000 (R$2.246, incluindo o efeito de swap de taxas de juros acima discutido), que foi designado como hedge do investimento líquido nas controladas dos Estados Unidos, Wireworks Inc. e Sprinklers Inc., sendo utilizado como hedge contra a exposição do Grupo a risco cambial sobre esses investimentos. Os ganhos e perdas sobre a reconversão desse financiamento são transferidos ao patrimônio para compensar quaisquer ganhos e perdas sobre a conversão dos investimentos líquidos nas controladas. Não há ineficácia nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010.

CPC 40.24(c)

Derivativos embutidos
Em 2011, o Grupo celebrou contratos de venda de longo prazo com clientes na Suíça e na Noruega. Os preços de venda desses contratos são fixos e expressos em dólares canadenses. Esses contratos exigem entrega física e serão mantidos com a finalidade de entregar a commodity de acordo com as exigências de vendas esperadas por parte dos compradores. Esses contratos contêm derivativos cambiais embutidos. O Grupo também celebrou vários contratos de compra de bronze e cromo junto a vários fornecedores na África do Sul e na Rússia, que contam com um mercado ativo. Os preços de compra desses contratos estão ligados ao preço da eletricidade. Esses contratos contêm swaps de commodity embutidos. Esses derivativos embutidos de commodities e de moeda estrangeira foram separados e contabilizados a valor justo, transitando pelo resultado. O valor contábil dos derivativos embutidos em 31 de dezembro de 2011 montou a R$500 (2010: 0).

CPC 38.AG 33(d)

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15.4 Valor justo
Encontra-se a seguir uma comparação por classe do valor contábil e do valor justo dos instrumentos financeiros do Grupo apresentados nas demonstrações financeiras.

CPC 40.25 CPC 40.26

Valor contábil 2011 R$000 Ativos financeiros Contas a receber de clientes e outras Empréstimos e outros valores a receber Investimentos financeiros disponíveis para venda Contrato a termo de câmbio Derivativos embutidos Derivativos em hedges eficazes Caixa e equivalentes de caixa Total Passivos financeiros Empréstimos sujeitos a juros: Obrigações segundo compromissos de arrendamento mercantil financeiro e de aluguel com opção de compra Empréstimos a taxas pós-fixadas * Empréstimos a taxas prefixadas Ações preferenciais conversíveis Contas a pagar a fornecedores e outras Conta garantida Contratos de garantia financeira Contraprestação contingente Passivos financeiros derivativos ao valor justo por meio do resultado Contratos a termo de câmbio Derivativos embutidos Derivativos em hedges eficazes Total (970) (1.030) (1.185) (45.261) (254) (44.795) 27.672 3.887 1.987 1.500 500 252 14.512 50.310 24.290 1.693 1.798 153 13.694 41.628 2010 R$000

Valor justo 2011 R$000 2010 R$000

27.672 3.887 1.987 1.500 500 252 14.512 50.310

24.290 1.693 1.798

153 13.694 41.628

(988)

(994)

(1.063)

(1.216)

(12.210) (6.374) (2.778) (17.601) (966) (88) (1.071)

(9.727) (8.963) (2.644) (19.514) (2.650) (49) -

(12.210) (10.140) (2.843) (17.601) (966) (88) (1.071)

(9.727) (10.325) (2.785) (19.514) (2.650) (49) -

(970) (1.030) (1.185) (49.167)

-

(254) (46.520)

* Inclui empréstimo garantido a 8,25% apresentado ao custo amortizado à variação no valor justo tendo em vista o hedge de risco de taxa de juros.

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O valor justo dos ativos e passivos financeiros é incluído no valor pelo qual o instrumento poderia ser trocado em uma transação corrente entre partes dispostas a negociar, e não em uma venda ou liquidação forçada. Os seguintes métodos e premissas foram utilizados para estimar o valor justo.
• ►Caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedores e outras

obrigações de curto prazo se aproximam de seu respectivo valor contábil em grande parte devido ao vencimento no curto prazo desses instrumentos. • ►Valores a receber a longo prazo a taxas pré e pós-fixadas são avaliados pelo Grupo com base em parâmetros tais como taxas de juros, fatores de riscos específicos de cada país, credibilidade individual do cliente e as características de risco do projeto financiado. Com base nessa avaliação, são constituídas provisões para fazer face a perdas esperadas nesses valores a receber. Em 31 de dezembro de 2011, o valor contábil desses valores a receber, líquido das provisões, se aproxima de seu valor justo. • ►O valor justo de títulos e bônus negociáveis é baseado nas cotações de preço na data das demonstrações financeiras. O valor justo de instrumentos não negociáveis, de empréstimos bancários e outras dívidas financeiras, de obrigações sob arrendamento mercantil financeiro, assim como de outros passivos financeiros não circulantes, é estimado através dos fluxos de caixa futuro descontado utilizando taxas atualmente disponíveis para dívidas ou prazos semelhantes e remanescentes. • ►O valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda é obtido através de preços de mercado cotados em mercados ativos, se houver. • ►O valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda sem negociação no mercado é estimado através de uma técnica de avaliação. • ►O Grupo contrata instrumentos financeiros derivativos junto a diversas contrapartes, sobretudo instituições financeiras com classificações de crédito de grau de investimento. Os derivativos avaliados utilizando técnicas de avaliação com dados observáveis no mercado referem-se, principalmente, a swaps de taxas de juros, contratos cambiais a termo e contratos de commodities a termo. As técnicas de avaliação aplicadas com maior frequência incluem modelos de precificação de contratos a termo e swaps, com cálculos a valor presente. Os modelos incorporam diversos dados, inclusive a qualidade de crédito das contrapartes, as taxas de câmbio à vista e a termo, curvas das taxas de juros e curvas da taxa a termo da commodity objeto. Em 31 de dezembro de 2011, o valor marcado a mercado da posição ativa de derivativos está líquido de um ajuste de avaliação de crédito atribuível ao risco de inadimplemento da contraparte nos derivativos. As mudanças no risco de crédito da contraparte não tiveram efeito significativo na avaliação da eficácia do hedge para derivativos designados em relações de hedge e outros instrumentos financeiros reconhecidos a valor justo.

Hierarquia de valor justo
O Grupo usa a seguinte hierarquia para determinar e divulgar o valor justo de instrumentos financeiros pela técnica de avaliação: Nível 1: preços cotados (sem ajustes) nos mercados ativos para ativos ou passivos idênticos; Nível 2: outras técnicas para as quais todos os dados que tenham efeito significativo sobre o valor justo registrado sejam observáveis, direta ou indiretamente; Nível 3: técnicas que usam dados que tenham efeito significativo no valor justo registrado que não sejam baseados em dados observáveis no mercado.

Ativos avaliados a valor justo
31 Dez 2011 R$000 Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado Contratos de câmbio – com hedge Contratos de câmbio – sem hedge Derivativos embutidos Ativos financeiros disponíveis para venda Ações patrimoniais Títulos de dívida 1.375 612 337 612 1.038 252 1.500 500 252 1.500 500 Nível 1 R$000 Nível 2 R$000 Nível 3 R$000

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Ativos avaliados a valor justo
31 Dez 2011 R$000 Passivos financeiros a valor justo por meio do resultado Contratos de câmbio – com hedge Contrato de commodity a termo Swap de taxas de juros Contratos cambiais a termo – sem hedge Derivativos embutidos 170 980 35 970 1.030 170 980 35 970 1.030 Nível 1 R$000 Nível 2 R$000 Nível 3 R$000

No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, não houve transferências entre avaliações de valor justo Nível 1 e Nível 2 nem transferências entre avaliações de valor justo Nível 3 e Nível 2.

Comentário
Na primeira aplicação das novas exigências de divulgação do CPC 40, a entidade está isenta de divulgar informações comparativas. Contudo, as entidades podem considerar a possibilidade de fornecer informações comparativas para auxiliar os usuários. Reconhecimento e divulgação de ativos e passivos financeiros é um dos requisitos mais complexos das práticas contábeis brasileiras e IFRS. Atenção deve ser dada a instrumentos patrimoniais e de dívida. Com a crescente sofisticação do mercado brasileiro e internacional, novas modalidades de transações financeiras vêm sendo criadas, cabendo às companhias a devida análise de tais instrumentos de acordo com as diretrizes do CPC 39. A CVM emitiu em 2011 o Parecer de Orientação nº 37, ressaltando a necessidade de os preparadores das demonstrações financeiras considerarem a essência sobre a forma e exemplificando com justamente a classificação de instrumentos patrimoniais e de dívida.

16. Teste de perda por redução ao valor recuperável do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura e intangíveis com vida útil indefinida
Para fins de teste de perda por redução ao valor recuperável, o ágio adquirido por meio de combinações de negócios e licenças com vidas indefinidas foi alocado a duas unidades geradoras de caixa, que também são segmentos operacionais que divulgam informações, como a seguir demonstrado:
• ►Unidade geradora de caixa que produz produtos eletrônicos; e • ►Unidade geradora de caixa que produz equipamentos de prevenção contra incêndios.

Valor contábil do ágio e licenças alocadas a cada uma das unidades geradoras de caixa:

Unidade de Produtos Eletrônicos 2011 R$000 Valor contábil do ágio Valor contábil de licenças com vidas úteis indefinidas 50 2010 R$000 250

Unidade de Equipamentos de Prevenção contra incêndios 2011 R$000 2.231 2010 R$000 2011 R$000 2.281

Total 2010 R$000 250
CPC 01.128(a)

360

-

1.050

240

1.410

240

CPC 01.128(b)

O Grupo realizou o teste de valor recuperável em 31 de dezembro de 2011 e considera, entre outros fatores, a relação entre sua capitalização no mercado e seu valor contábil, quando efetua revisão para identificar indicadores de perda por redução ao valor recuperável. Em 31 de dezembro de 2011, a capitalização do mercado do Grupo era inferior ao valor contábil de seu capital, indicando potencial perda por redução ao valor recuperável do ágio e perda por redução ao valor recuperável dos ativos. Além disso, a queda generalizada nas atividades de construção e incorporação em todo o mundo e a incerteza econômica contínua levaram a uma redução na demanda de unidades de Equipamentos de Prevenção contra Incêndio e Produtos Eletrônicos.
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CPC 01.124(a)

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Unidade geradora de caixa de Produtos Eletrônicos
O valor recuperável da unidade de Produtos Eletrônicos foi determinado por meio de cálculo baseado no valor em uso a partir de projeções de caixa provenientes de orçamentos financeiros aprovados pela alta administração para os próximos cinco anos. O fluxo de caixa projetado foi atualizado para refletir a queda na demanda de produtos e serviços. A taxa de desconto antes dos impostos aplicada a projeções de fluxo de caixa é de 15,5% (2010: 12,1%), e os fluxos de caixa que excedem o período de cinco anos são extrapolados utilizando uma taxa de crescimento de 3,0% (2010: 5,0%), que é igual à taxa de crescimento de longo prazo para a indústria eletrônica. Como resultado dessa análise, a administração registrou uma perda por redução ao valor recuperável de R$200 no ágio, o qual tinha uma base contábil de R$250. A perda foi reconhecida como despesa administrativa na demonstração do resultado.
CPC 01.128(c) CPC 01.128(d) (iii) CPC 01.128(d)(iv) CPC 01.128(d)(v)

Unidade geradora de caixa de Equipamentos de Prevenção contra Incêndio
O valor recuperável da unidade de Equipamentos de Prevenção contra Incêndio também é apurado por meio de cálculo baseado no valor em uso a partir de projeções de fluxo de caixa a partir de orçamentos financeiros aprovados pela alta administração para os próximos cinco anos. O fluxo de caixa projetado foi atualizado para refletir a queda na demanda de produtos e serviços. A taxa de desconto antes dos impostos, aplicada às projeções do fluxo de caixa, é de 14,4% (2010: 12,8%). A taxa de crescimento, utilizada para extrapolar o fluxo de caixa dos equipamentos produzidos pela unidade no período que excede cinco anos, é de 5,8% (2010: 3,8%). Essa taxa de crescimento excede em dois pontos percentuais a taxa média de crescimento para o segmento em que a unidade de equipamentos de prevenção contra incêndio opera. A administração acredita que essa taxa de crescimento se justifica com base na aquisição da Extintores Ltda., que resultou no controle da patente industrial e, consequentemente, impediu que outras entidades fabricassem um produto especializado por um período de dez anos, com opção de renovação após o término do mencionado período. Como resultado dessa análise, a administração não identificou uma perda por desvalorização para essa unidade geradora de caixa, na qual um ágio de R$2.231 está alocado.
CPC 01.128(c) CPC 01.128(d) (iii)

CPC 01.128(d)(iv) CPC 01.128(d)(v)

Principais premissas utilizadas em cálculos com base no valor em uso
O cálculo do valor em uso tanto para a unidade produtora de eletrônicos quanto para a produtora de equipamentos de prevenção contra incêndio é mais sensível às seguintes premissas:
CPC 01.128(dXi) CPC 01.128(dXii)

Margens brutas
As margens brutas são baseadas nos valores médios obtidos nos três exercícios que antecedem o início do período orçamentário. Essas margens são aumentadas ao longo do período orçamentário para fins dos ganhos de eficiência planejados. Um aumento de 1,5% por ano foi aplicado à unidade de Produtos Eletrônicos, ao passo que 2% ao ano foram aplicados à unidade de Equipamentos de Prevenção contra Incêndio.

Taxas de descontos
As taxas de descontos refletem a atual avaliação de mercado referente aos riscos específicos a cada unidade geradora de caixa. A taxa de desconto foi estimada com base no custo médio ponderado de capital para o segmento. Outrossim, essa taxa foi ajustada para refletir a avaliação de mercado de qualquer risco específico à unidade geradora de caixa, motivo pelo qual as estimativas de entradas e saídas do fluxo de caixa não foram ajustadas para refletir esses riscos específicos.

Inflação de preços de matérias-primas
As estimativas são obtidas a partir de índices publicados para os países que fornecem as matérias-primas, bem como dados relativos às commodities em específico. Os valores estimados são utilizados se os dados estiverem publicamente disponíveis (principalmente para o Brasil e os Estados Unidos). Alternativamente, as variações de preços de matérias-primas vêm sendo utilizadas como indicador de futuras variações de preço.

Premissas de participação no mercado
Essas premissas são importantes, uma vez que, além de utilizar dados do segmento para taxas de crescimento (conforme a seguir observado), possibilitam que a administração avalie como a posição da unidade relativamente aos seus concorrentes poderia mudar ao longo do período orçamentário. A administração espera que a participação no mercado de eletrônicos permaneça estável ao longo do período orçamentário, e espera que a posição do Grupo relativamente aos seus concorrentes se fortaleça após a aquisição da Extintores Ltda.

Estimativas de taxas de crescimento
As taxas são baseadas em pesquisa publicada sobre o segmento. Devido às razões acima apresentadas, a taxa de longo prazo utilizada para extrapolar o orçamento para os equipamentos de prevenção contra incêndio vem sendo ajustada por qualquer elemento adicional, como resultado da aquisição de importante patente do segmento.

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Sensibilidade a mudanças nas premissas
No que se refere à avaliação do valor em uso da unidade de Equipamentos de Prevenção contra Incêndio, a administração acredita que nenhuma mudança razoavelmente possível em qualquer uma das principais premissas acima mencionada levaria o valor contábil da unidade a exceder significativamente seu montante recuperável. No caso da unidade de Produtos Eletrônicos, o valor recuperável é igual ao valor contábil e, consequentemente, qualquer mudança nas principais premissas poderia levar a uma perda por valor recuperável. As implicações das principais premissas para o montante recuperável são discutidas a seguir: • Variação de preços de matérias-primas – A administração analisou a possibilidade da ocorrência de aumentos nos preços de matérias-primas superiores ao orçado devido à inflação. Isso pode ocorrer se as mudanças regulatórias esperadas resultarem em demanda crescente que não possa ser atendida pelos fornecedores. Estima-se que variação de preços fique entre 1,9% e 2,6%, dependendo do país de onde as matérias-primas são compradas. Caso o Grupo não consiga repassar ou absorver, mediante melhorias de eficiência, os aumentos médios de 4,5% nos custos adicionais, o valor em uso da unidade de eletrônicos seria reduzido e isso poderia resultar em uma perda por desvalorização. • ►Premissas de taxa de crescimento – A administração reconhece que a velocidade da mudança tecnológica e a possibilidade da entrada de novos concorrentes no mercado causem impacto significativo nas premissas de taxas de crescimento. Não se espera que o efeito da entrada de novos concorrentes no mercado gere impacto adverso nas previsões contempladas no orçamento, podendo gerar, no entanto, uma alternativa razoavelmente possível na taxa de crescimento de longo prazo de 3%. Uma redução de 0,8% na taxa de crescimento de longo prazo resultaria em uma perda por desvalorização.
CPC 01.128(f) CPC 01.128(fXi)

CPC 01.128(f)(ii) CPC 01.128(fXiii)

Comentário
As companhias também devem observar os seguintes itens na divulgação para cada classe de ativos: (a) o valor da perda (reversão de perda) com desvalorizações reconhecidas no período e eventuais reflexos em reservas de reavaliações; (b) os eventos e circunstâncias que levaram ao reconhecimento ou reversão da desvalorização; (c) a relação dos itens que compõem a unidade geradora de caixa e uma descrição das razões que justifiquem a maneira como foi identificada a unidade geradora de caixa; e (d) se o valor recuperável é o valor líquido de venda, divulgar a base usada para determinar esse valor e, se o valor recuperável é o valor do ativo em uso, a taxa de desconto usada nessa estimativa. As divulgações das estimativas envolvidas na redução do valor recuperável dos ativos devem ser feitas para cada unidade geradora de caixa – UGC, definida como “o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos. Em parte das companhias abertas brasileiras não foi divulgado qualquer ajuste e, em muitos casos, a divulgação sobre os testes de recuperabilidade é limitada ao resumo da norma, com pouco conteúdo informativo. Esse é um assunto importante que deve ser objeto de uma política contábil clara por parte dos administradores e sujeita à revisão dos conselhos fiscais e comitês de auditoria.

17. Estoques
2011 R$000 Matérias-primas (ao custo) Produtos em andamento (ao custo) Produtos acabados (ao custo ou ao valor realizável líquido) Total dos estoques ao custo ou ao valor realizável líquido, dos dois o menor 6.046 13.899 4.930 24.875 2010 R$000 7.793 11.224 6.472 25.489
CPC 16.36(e) CPC 16.36(b) CPC 26.78(c)

O valor das baixas de estoques reconhecidas como despesas totalizou R$286 (2010: R$242), reconhecido em custo de vendas.

18. Clientes e outras contas a receber (circulante)
2011 R$000 Contas a receber de clientes Contas a receber de coligadas Contas a receber de outras partes relacionadas 26.501 551 620 27.672 2010 R$000 23.158 582 550 24.290
CPC 40.34(a) CPC 26.78(b) CPC 40.6

Para mais informações sobre os termos e condições envolvendo contas a receber de partes relacionadas, consulte a Nota 28.
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Em 31 de dezembro de 2011, a perda por redução ao valor recuperável sobre as contas a receber de clientes totalizava R$108 (2010: R$97). Vide, na próxima página, as movimentações na provisão para perda por redução ao valor recuperável dos montantes a receber (ver divulgação sobre risco de crédito na Nota 31).

Perda por redução ao valor recuperável individual R$000 Em 1º de janeiro de 2010 Cobranças relativas ao exercício Utilizadas Valores estornados e não utilizados Ajuste de taxa de desconto Em 31 de dezembro de 2010 Cobranças relativas ao exercício Utilizadas Valores estornados e não utilizados Ajuste de taxa de desconto Em 31 de dezembro de 2011 29 4 (4) 29 10 (3) (2) 34

Perda por redução ao valor recuperável coletivo R$000 66 8 (7) 1 68 16 (5) (6) 1 74

Total R$000 95 12 (11) 1 97 26 (8) (8) 1 108
CPC 40.16

Em 31 de dezembro, a análise do vencimento de saldos de contas a receber de clientes é a seguinte:

CPC 40.37

Total R$000 2011 2010 26.501 23.158

Saldo ainda não vencido e sem perda por redução ao valor recuperável R$000 17.596 16.455

Saldo vencido, mas sem perda por redução ao valor recuperável

< 30 dias R$000 4.791 3.440

30 – 60 dias R$000 2.592 1.840

60 – 90 dias R$000 1.070 945

90 – 120 dias R$000 360 370

> 120 dias R$000 90 108

19. Depósitos à vista e de curto prazo
Bancos e disponíveis rendem juros a taxas flutuantes baseadas em taxas diárias de depósitos bancários. Os depósitos a curto prazo são efetuados por períodos que variam entre um dia e três meses, dependendo das necessidades imediatas de caixa do Grupo, rendendo juros de acordo com as respectivas taxas de depósito de curto prazo. Em 31 de dezembro de 2011, o grupo tinha disponíveis R$5.740 (2010: R$1.230) de linhas de financiamento comprometidas e não sacadas, em relação às quais todas as condições precedentes haviam sido cumpridas. O Grupo ofereceu como garantia uma parte de seus depósitos de curto prazo, com o objetivo de cumprir exigências de garantia. Para mais detalhes, consulte a Nota 29.
CPC 03 (R1).54(a)

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Caixa e equivalentes de caixa são afetados pelos seguintes elementos em 31 de dezembro:

2011 R$000 Caixa e bancos Depósitos a curto prazo 8.716 5.796 14.512 Caixa e bancos e equivalentes de caixa atribuíveis a operações descontinuadas (Nota 10) 1.294 15.806 Saques a descoberto (Nota 15) (966) 14.840

2010 R$000 9.903 3.791 13.694 13.694 (2.650) 11.044

20. Capital social e reservas
Ações autorizadas
CPC 26.78(e) CPC 26.79(a)(i) CPC 26.79(a)(iii)

2011 Em milhares Ações ordinárias no valor de R$1 cada Ações preferenciais conversíveis no valor de R$1 cada com dividendos de 7% ao ano (Nota 15) 29.528 2.500 32.028

2010 Em milhares 26.953 2.500 29.453

Durante o exercício, o capital acionário autorizado foi aumentado em R$2.500 através da emissão de 2.500.000 ações ordinárias no valor de R$1 cada.

Ações ordinárias emitidas e totalmente integralizadas
Em milhares Em 1º de janeiro de 2010 Emitidas em 1º de novembro de 2010 pelo valor de exercício das opções de compra de ações (Nota 26) Em 31 de dezembro de 2010 Emitidas em 1º de maio de 2011 em troca de capital acionário emitido pela Extintores Ltda. (Nota 4) Emitidas em 1º de novembro de 2011 pelo valor de exercício das opções de compra de ações (Nota 26) Em 31 de dezembro de 2011 29.388 65 29.453 2.500 75 32.028 R$000 29.388 65 29.453 2.500 75 32.028

CPC 26.79(a)(iv)

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Ágio na subscrição de ações
R$000 Em 1º de janeiro de 2010 Aumento em 1º de novembro de 2010 pelo valor de exercício das opções de compra de ações Em 31 de dezembro de 2010 Aumento em 1º de maio de 2011 como resultado da emissão de capital acionário para aquisição da Extintores Ltda. (Nota 4) Aumento em 1º de novembro de 2011 pelo valor de exercício das opções de compra de ações Diminuição devido a custos de transação Em 31 de dezembro de 2011 4.703 100 (32) 4.906 135
CPC 26.78(e)

Ações em tesouraria
Em milhares Em 31 de dezembro de 2011, 2010 335 R$000 774

CPC 26.79 (a) (vi)

Esta reserva representa o componente patrimonial das ações preferenciais conversíveis, líquido de imposto de renda e contribuição social diferidos.

Planos de opção de compra de ações
A Empresa mantém dois planos de opção de compra de ações, os quais conferem opções de subscrição de ações da Empresa determinadas a executivos e empregados que trabalham há mais tempo na Empresa (Nota 26).

Outras reservas de capital
Transações com pagamentos baseados em ações R$000 Em 1º de janeiro de 2010 Remuneração baseada em ações (Nota 26) Em 31 de dezembro de 2010 Remuneração baseada em ações (Nota 26) Em 31 de dezembro de 2011 298 298 307 605

Ações preferenciais conversíveis R$000 228 228 228

Total R$000 228 298 526 307 833

Natureza e finalidade das reservas Outras reservas de capital Transações com pagamentos baseados em ações
Na reserva de benefícios de compra de ações por empregados é contabilizado o valor das remunerações baseadas em ações oferecidas aos empregados, inclusive profissionais importantes da administração, como parte das remunerações por eles recebidas. Para mais detalhes sobre esses planos, consulte a Nota 26.
CPC 26.79(b)

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Ações preferenciais conversíveis
Na reserva de ações preferenciais conversíveis, é contabilizado o componente de capital das ações conversíveis emitidas. O componente passivo está refletido nos passivos financeiros.

Reservas e Retenção de Lucros Reserva Legal
A reserva legal é constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido do exercício até o limite de 20% do capital, de acordo com o artigo 193 da lei societária.

Reserva de Retenção de Lucros
É destinada à aplicação em investimentos previstos em orçamento de capital aprovado pela administração do Grupo, de acordo com o artigo 196 da lei societária.

Comentário
Os orçamentos de capital justificam o montante da retenção de lucros e devem conter todas as fontes de recursos e aplicações de capital (fixo e circulante), com o horizonte de até cinco anos (§ 1˚, artigo 196 da lei societária). A Instrução CVM nº 481/09 exige que, havendo proposta de retenção de lucros prevista em orçamento de capital, a companhia deverá disponibilizar aos acionistas, até um mês antes da data marcada para a realização da AGO, cópia desse orçamento de capital.

Outras reservas incluídas na demonstração de mutações no patrimônio líquido Reserva para hedge de fluxo de caixa
A reserva para hedge de fluxo de caixa contém a parte eficaz dos hedges de fluxo de caixa até a data do balanço. Também é contabilizada, como um componente em separado, a porção eficaz de ganhos ou perdas sobre instrumentos em hedges de fluxo de caixa. R$512 representam os movimentos nos hedges de fluxo de caixa e a parte eficaz do contrato de commodity a termo, líquidos de imposto.

Reserva para ativos financeiros disponíveis para venda
Nessa reserva são contabilizadas as variações de valor justo envolvendo ativos financeiros disponíveis para venda.

Reserva para conversão em moeda estrangeira
A reserva para conversão em moeda estrangeira é utilizada para contabilizar diferenças cambiais oriundas da conversão das demonstrações financeiras de controladas estrangeiras, sendo também utilizada para contabilizar o efeito do hedge sobre investimentos líquidos em operações estrangeiras.

Comentário
O patrimônio líquido é definido como a diferença entre o valor dos ativos e o dos passivos e também representa os direitos dos acionistas na entidade. Na concepção atual da estrutura conceitual do IFRS, a variação dos valores no patrimônio líquido é explicada somente pelos resultados abrangentes e pelas transações entre os sócios. O patrimônio líquido também é fortemente influenciado pela legislação societária, que estabelece a seguinte divisão: - Capital Social: valores recebidos dos acionistas ou gerados pelas operações sociais, ou seja, lucros a cuja distribuição os sócios renunciaram e que foram incorporados formalmente ao capital; - Reserva de capital: valores recebidos que não transitaram pelo resultado como receitas e que se destinam a: (i) absorção de prejuízos, resgate; (ii) reembolso ou compra de ações; (iii) resgate de partes beneficiárias; e (iv) incorporação ao capital social; - Ações em tesouraria: representam as ações da companhia que são adquiridas pela própria sociedade; - Prejuízos acumulados: representam resultados negativos gerados pela entidade e que poderão ser absorvidos por lucros futuros. A conta de lucros acumulados para cumprir a lei societária é uma conta transitória que recebe os resultados das operações sociais e os destina integralmente como dividendos propostos e/ou retenção de lucros; recebe também os efeitos de mudanças nas políticas contábeis e erros atribuídos aos exercícios anteriores (CPC 23). No patrimônio líquido, a demonstração de outros resultados abrangentes (CPC 26.90) deve incluir: - os ajustes de reclassificação (CPC 26.95);
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- os ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido (CPC 33.93a); - os ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior (CPC 02.41b); - ajuste de avaliação patrimonial dos ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda (CPC 38); - ajuste de avaliação patrimonial da parcela efetiva de ganhos e perdas de hedge de fluxo de caixa (CPC 38). Os ajustes de avaliação patrimonial, conforme previsto na lei societária, representam as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo.

21. Dividendos pagos e propostos
A administração possui como política avaliar a possibilidade de propor o maior valor possível excedente aos dividendos mínimos obrigatórios e, para isso, considera as eventuais necessidades de investimento e continuidade da empresa. O estatuto social da sociedade assegura um dividendo mínimo obrigatório anual correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme a legislação societária. Em virtude das atuais necessidades de reinvestimento do lucro líquido do exercício em imobilizado operacional, a administração neste ano proporá à assembleia um dividendo superior ao mínimo obrigatório, conforme detalhado abaixo:

ICPC 08.9 ICPC 08.11

2011 R$000 Lucro Líquido do Exercício Antes da Participação dos Não Controladores Atribuíveis aos: Acionistas não controladores Lucro líquido do exercício Constituição das reservas Legal 1 Lucros a realizar 2 Lucro disponível Dividendos propostos pela administração Valor dos dividendos mínimos obrigatórios 3 Dividendos propostos em excesso ao mínimo obrigatório 4 (397) 0 7.547 2.337 1.887 450 (288) 7.944 8.232

2010 R$000 7.442

(239) 7.203

(360) 0 6.843 2.621 1.710 911

A administração da sociedade proporá pagar os dividendos propostos em 2011, 30 dias após a aprovação pela assembleia geral ordinária. Os dividendos propostos pela administração representam um dividendo equivalente a R$ 0,073 por ação ordinária e R$ 0,07 por ação preferencial. Os dividendos mínimos obrigatórios estão demonstrados no balanço patrimonial de 2011 como obrigações legais (provisões no passivo circulante), e os dividendos em excesso a esse mínimo como reserva de dividendos em linha especial na demonstração das mutações do patrimônio líquido. Os dividendos em excesso ao mínimo obrigatório relativos ao exercício de 2010 foram reconhecidos como ajuste para adoção inicial dos CPCs na demonstração das mutações do patrimônio líquido e foram revertidos da conta de dividendos a pagar, no balanço patrimonial de 2010, onde estavam originalmente apresentados, de acordo com as regras anteriores.

Comentários
Os principais aspectos na divulgação sobre a distribuição do lucro no Brasil são a política de dividendos e sua relação com a obrigação estatutária do dividendo mínimo obrigatório. Os seguintes aspectos devem ser abordados para a compreensão do leitor sobre a base da estimativa contábil dos dividendos. Propõe-se que sejam relatados nessa nota: a) A caracterização sumária da política de distribuição dos dividendos, incluindo a destinação do lucro e pagamento dos dividendos;
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b) O tipo e o cálculo do dividendo mínimo obrigatório para as companhias brasileiras; c) O efeito na posição financeira (balanço patrimonial) da empresa dos dividendos mínimos obrigatórios e dos dividendos propostos em excesso a este mínimo. Referências ao cálculo dos dividendos: 1 Referente à previsão do artigo 193, que destaca 5% do lucro até o limite de 20% do capital social; 2 Relativos à previsão dos artigos 197 e 202, com base na parcela do dividendo obrigatório excedente ao lucro realizado (e não pelo montante de lucros a realizar definido no artigo 197); 3 Segundo a lei societária, a companhia aberta constituída após a vigência da Lei n˚ 6.404/76 deve prever um dividendo mínimo obrigatório e poderá fixar livremente o quantum de dividendo obrigatório (não ficando, portanto, limitada pelo quantum mínimo de 25% do lucro ajustado). 4 Considera-se que o dividendo mínimo obrigatório calculado segundo o estatuto social atende à condição de obrigação presente e, portanto, se não pago não deve ser demonstrado no passivo da empresa; a parcela do dividendo que exceder ao mínimo deve ser mantida no patrimônio líquido em conta especial.

22. Provisões
Arrendamento operacional Contingências Trabalhistas Passivo contingente Total

Reestruturação Garantias de manutenção

Desativação

Contingências Cíveis

R$000 Em 1º de janeiro de 2011 Aquisição de uma controlada (Nota 4) Constituída durante o exercício Utilizada Estorno de valores não utilizados Ajuste de taxa de desconto Em 31 de dezembro de 2011 Circulante 2011 Não circulante 2011 175

R$000 -

R$000 -

R$000 -

R$000 4

R$000 53

R$000 -

R$000 232
CPC 25.84(a)

-

500

1.200

400

-

-

400

2.500

CPC 25.84(b) CPC 25.84(c)

112 (60) (6) 2 166 114 52 166

(39) (6) 11 466 100 366 466 -

21 1.221 1.221 1.221 -

(136) 6 264 83 181 264 -

26 (19) 1 12 3 9 12 4 4

102 (8) 2 149 28 121 149 38 15 53

400 400 400 -

240 (268) (12) 43 2.678 728 1.950 2.678 155 77 232
CPC 25.84(e) CPC 25.84(d)

CPC 25.84(c) CPC 26.60 CPC 26.66

Circulante 2010 Não circulante 2010

117 58 175

Garantias de manutenção
Uma provisão é reconhecida para registrar as obrigações referentes aos pedidos que se espera receber para conserto/troca de produtos em garantia vendidos nos últimos dois anos, com base na experiência passada sobre o nível de consertos e trocas. Espera-se que a maioria desses custos seja incorrida no próximo exercício financeiro e que a totalidade deles seja incorrida dentro de dois anos a partir da data do balanço patrimonial. As premissas utilizadas para calcular a provisão para garantias foram baseadas nos atuais níveis de vendas e atuais informações disponíveis sobre devoluções baseadas no período de garantia de dois anos para todos os produtos vendidos.

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Reestruturação
A provisão para reestruturação já existia antes da combinação de negócios e se refere, principalmente, à eliminação de determinadas linhas de produtos da Extintores Ltda. O plano de reestruturação foi elaborado e anunciado aos empregados da Extintores Ltda. em 2010, quando a provisão foi reconhecida nas demonstrações financeiras da empresa adquirida. Espera-se que a reestruturação seja concluída até 2012.

Desativação
Foi reconhecida provisão para custos de desativação associados com uma fábrica de propriedade da Extintores Ltda. O Grupo compromete-se a desativar a fábrica como resultado da construção da unidade de manufatura para produção de tecidos que dificultam a propagação do incêndio.

Arrendamento mercantil operacional oneroso
Na aquisição da Extintores Ltda., foi reconhecida uma provisão pelo fato de que os prêmios de arrendamento sobre o arrendamento mercantil operacional foram significativamente mais altos do que a taxa de mercado na data de aquisição. A provisão foi calculada com base na diferença entre a taxa de mercado e a taxa paga.

Provisões para demandas judiciais
A Companhia registrou provisões, as quais envolvem considerável julgamento por parte da administração, para contingências trabalhistas e cíveis para as quais é provável que uma saída de recursos envolvendo benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa razoável possa ser feita do montante dessa obrigação. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. A Companhia e suas controladas revisaram suas estimativas e consideram as provisões existentes suficientes para cobrir eventuais perdas relacionadas a estes processos. Encontram-se também em andamento ações indenizatórias de natureza tributária, cível e trabalhista movidas contra a Companhia e suas controladas, que, de acordo com a avaliação dos assessores jurídicos da Companhia e de suas controladas, deverão ser julgadas improcedentes. Destas ações, aproximadamente R$1.400 referem-se a contingências de natureza trabalhista e tributária cujo desfecho é considerável possível, tornando desnecessária uma provisão.

Provisão
Uma provisão anteriormente reconhecida como passivo contingente com valor justo de R$400 foi registrada na data de aquisição da Extintores Ltda. (vide Nota 4)

Comentário
Os itens do pronunciamento CPC 25.84-92 tratam, em resumo, da obrigação de divulgar: (a) a movimentação dessa rubrica ocorrida no período; (b) a descrição da natureza; (c) cronograma e incertezas associados às obrigações; e (d) o valor de reembolsos esperados. Prevê também para os passivos contingentes a divulgação de uma breve descrição de sua natureza e, quando praticável, as estimativas, incertezas e possibilidades de reembolso. A existência de uma forte presença de obrigações legais oriundas de conflitos fiscais e trabalhistas predomina no conteúdo das companhias selecionadas, conforme pode ser facilmente observado pela leitura das demonstrações financeiras divulgadas pelas companhias abertas. Existem ainda problemas na adoção de uma nova terminologia de acordo com as normas internacionais, já que só devem ser denominados de provisões os passivos de prazo ou valor incerto. Em outras palavras, os accruals, que são passivos decorrentes de apropriações por competência, não devem ser chamados de provisões. Nesse contexto, as provisões para férias, provisões para IR e CS devem a partir de agora ser chamadas de férias a pagar, IR e CS a pagar, e assim por diante. Do mesmo modo, há necessidade de se diferenciar as provisões dos passivos contingentes. De fato, os passivos contingentes não são reconhecidos no balanço das companhias, seja porque não se pode computar o valor referente a tal obrigação com confiabilidade ou ainda porque não é provável que haja a referida saída dos recursos. De acordo com o CPC 25 (IAS 37), as contingências possíveis devem apenas ser divulgadas em nota explicativa. Portanto, para fins de IFRS, não deverá haver passivos reconhecidos no Balanço Patrimonial das entidades com o nome de contingências passivas, ou ainda provisões para contingências.

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23. Subvenções governamentais
2011 R$000 Em 1º de janeiro Recebidas durante o exercício Baixadas ao resultado Em 31 de dezembro Circulante Não circulante 1.551 2.951 (1.053) 3.449 149 3.300 3.449 2010 R$000 1.450 642 (541) 1.551 151 1.400 1.551
CPC 07.43(b)

Subvenções governamentais foram recebidas para a compra de alguns itens do imobilizado. Não existem condições ou contingências não cumpridas atreladas a essas subvenções.

CPC 07.43(c)

24. Receita diferida
2011 R$000 Em 1º de janeiro Diferida durante o exercício Baixadas ao resultado Em 31 de dezembro Circulante Não circulante 365 1.426 (1.375) 416 220 196 416 2010 R$000 364 1.126 (1.125) 365 200 165 365

CPC 30.36

A receita diferida é referente às transações do programa de fidelidade. Em 31 de dezembro de 2011, o passivo estimado para pontos não resgatados é de aproximadamente R$461 (2010:R$365).

Comentário
O CPC 30 acrescenta após os “Exemplos”, ao final do texto do pronunciamento, uma “Interpretação A – Programa de Fidelidade de Cliente” e um “Apêndice – Orientação de aplicação”, correlacionados ao IFRIC 13, que ilustram as questões contábeis envolvidas nas estimativas dos programas de fidelidade.

25. Planos de previdência e outros benefícios pós-emprego
O Grupo oferece dois planos de benefícios definidos que substancialmente cobrem todos os seus empregados, sendo que ambos exigem que as contribuições sejam feitas a fundos separados dos fundos próprios da Companhia. O Grupo também deliberou pelo oferecimento de determinados benefícios de pós-emprego a empregados de alto escalão nos Estados Unidos. Esses benefícios são financiados em regime de caixa.
CPC 33.120 CPC 33.120A(b)

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As tabelas a seguir apresentam um resumo dos componentes da despesa de benefício líquido reconhecida na demonstração do resultado, bem como do status de capitalização e dos valores reconhecidos no balanço patrimonial para os respectivos planos:

Plano de previdência no Brasil 2011 Despesa líquida com benefícios (reconhecida no custo de vendas) Custo do serviço corrente Custo dos juros sobre as obrigações de benefícios Rendimento esperado dos ativos do plano Perda atuarial líquida reconhecida no exercício Custo do serviço passado Despesa líquida com benefícios Rendimento real dos ativos do plano R$000 (715) (201) 127 (100) (55) (944) 445

Plano de previdência nos EUA 2011 R$000 (430) (55) 56 (22) (451) 293

Plano de assistência médica 2011 R$000 (128) (25) (153) -

Total 2011 R$000 (1.273) (281) 183 (122) (55) (1.548) 738
CPC 33.120A(m) CPC 33.120(g)

Plano de previdência no Brasil 2010 R$000 Custo do serviço corrente Custo de juros sobre as obrigações de benefícios Rendimento esperado dos ativos do plano Perda atuarial líquida reconhecida no exercício Custo do serviço passado Despesa líquida com benefícios Rendimento real dos ativos do plano (744) (218) 126 (44) (107) (987) (338)

Plano de previdência nos EUA 2010 R$000 (322) (65) 47 (34) (374) (166)

Plano de assistência médica pós-emprego 2010 R$000 (105) (8) (113) -

Total 2010 R$000 (1.171) (291) 173 (78) (107) (1.474) (504)
CPC33.120A(m)

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Ativo (passivo) de benefícios

Plano de previdência no Brasil 2011 R$000 Obrigação com benefícios definidos Valor justo dos ativos do plano (4.940) 2.617 (2.323) Perdas atuariais não reconhecidas Custos dos serviços passados não reconhecidos Passivo de benefícios 1.481 428 (414)

Plano de previdência nos EUA 2011 R$000 (1.093) 705 (388) 47 (341)

Plano de assistência médica pós-emprego 2011 R$000 (339) (339) (339)

Total 2011 R$000 (6.372) 3.322 (3.050) 1.528 428 (1.094)

CPC 33.120A(f)

Plano de previdência no Brasil 2010 R$000 Obrigação com benefícios definidos Valor justo dos ativos do plano (4.108) 1.763 (2.345) Perdas atuariais não reconhecidas Custos dos serviços passados não reconhecidos Passivo de benefícios 1.414 483 (448)

Plano de previdência nos EUA 2010 R$000 (1.115) 680 (435) 425 (10)

Plano de assistência médica pós-emprego 2010 R$000 (197) (197) (197)

Total 2010 R$000 (5.420) 2.443 (2.977) 1.839 483 (655)

CPC 33.120A(f)

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As movimentações no valor presente da obrigação com benefício definido são as seguintes:

Plano de previdência no Brasil R$000 Obrigação com benefício definido em 1º de janeiro de 2010 Custo de juros Custo do serviço corrente Benefícios pagos Perdas (ganhos) atuariais sobre obrigação Diferenças cambiais sobre planos estrangeiros Obrigação com benefício definido em 31 de dezembro de 2010 Custo com juros Custo do serviço corrente Benefícios pagos Perdas (ganhos) atuariais sobre obrigação Diferenças cambiais sobre planos mantidos nos EUA Obrigação com benefício definido em 31 de dezembro de 2011 3.973 218 744 (983) 156 4.108 201 715 (569) 485 4.940

Plano de previdência nos EUA R$000 1.275 65 322 (158) (379) (10) 1.115 55 430 (299) (119) (89) 1.093

Plano de assistência médica pós-emprego R$000 88 8 105 (4) 197 25 128 (1) 339

Total R$000 5.336 291 1.171 (1.141) (223) (14) 5.420 281 1.273 (868) 366 (90) 6.372

CPC 33.120A(c)

As movimentações no valor justo dos ativos do plano são as seguintes:

CPC 33.120A(e)

Plano de previdência no Brasil R$000 Valor justo dos ativos do plano em 1º de janeiro de 2010 Rendimento esperado Contribuições do empregador Benefícios pagos Perdas atuariais Diferenças cambiais sobre planos mantidos nos EUA Valor justo dos ativos do plano em 31 de dezembro de 2010 Rendimento esperado Contribuições do empregador Benefícios pagos Ganhos atuariais Diferenças cambiais sobre planos nos EUA Valor justo dos ativos do plano em 31 de dezembro de 2011
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Plano de previdência nos EUA R$000 676 47 324 (158) (213) 4 680 56 25 (299) 237 6 705

Total R$000 2.810 173 1.274 (1.141) (677) 4 2.443 183 1.003 (868) 555 6 3.322

2.134 126 950 (983) (464) 1.763 127 978 (569) 318 2.617

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O Grupo espera contribuir com R$1.500 aos seus planos de previdência com benefício definido em 2011. As principais categorias dos ativos do plano com uma porcentagem do valor justo dos ativos totais do plano são as seguintes:

CPC 33.120A(q) CPC 33.120A(j)

Plano de previdência no Brasil 2011 % Ações no Brasil Ações nos EUA Títulos no Brasil Títulos nos EUA Propriedade 44 29 10 10 7 2010 % 49 29 5 8 9

Plano de previdência nos EUA 2011 % 13 9 33 19 26 2010 % 10 9 32 15 34

Os ativos do plano incluem propriedade ocupada pelo Grupo com valor justo de R$150 (2010: R$140). A taxa total esperada de rendimento de ativos é apurada com base nas expectativas de mercado existentes naquela data, aplicável ao período ao longo do qual a obrigação deve ser liquidada. Essas expectativas estão refletidas nas principais premissas abaixo. As principais premissas utilizadas para apurar as obrigações com benefícios previdenciários e de assistência médica pós-emprego do Grupo são as seguintes:

CPC 33.120A(k) CPC 33.120A(l)

CPC 33.120A(n)

2011 % Taxa de desconto Plano mantido no Brasil Plano mantido nos EUA Rendimento esperado dos ativos do plano Plano mantido no Brasil Plano mantido nos EUA Taxa de crescimento salarial: Plano mantido no Brasil Plano mantido nos EUA Taxa de crescimento dos benefícios Plano mantido no Brasil Plano mantido nos EUA Taxa de aumento do custo com assistência médica Expectativa de vida em planos de previdência privada para participantes assistidos com 65 anos: Brasil Homens Mulheres Plano mantido nos EUA Homens Mulheres 19,0 22,0 20,0 20,0 23,0 2,1 2,2 7,2 3,5 3,8 7,2 8,3 4,9 5,7

2010 %

5,5 5,9

5,9 6,8

4,0 4,1

2,1 2,3 7,4

20,0 20,0 23,0

19,0 22,0

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

97

A variação de um ponto percentual na taxa de aumento presumida nos custos com assistência médica teria os seguintes efeitos:

CPC 33.120A(o)

Aumento R$000 2011 Efeito sobre o custo de serviço corrente e custo de juros Efeito sobre a obrigação com benefícios definidos 2010 Efeito sobre o custo de serviço corrente e custo de juros Efeito sobre a obrigação com benefícios definidos 4 7 6 12

Redução R$000

(2) (8)

(2) (5)

A variação de um ponto percentual na taxa de desconto presumida teria os seguintes efeitos:

Aumento R$000 2011 Efeito sobre o custo de serviço corrente e custo de juros Efeito sobre a obrigação com benefícios definidos 2010 Efeito sobre o custo de serviço corrente e custo de juros Efeito sobre a obrigação com benefícios definidos (34) (28) (43) (34)

Redução R$000

37 31

30 26

98

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

Os valores atuais e relativos aos quatro exercícios anteriores são os seguintes:

CPC 33.120A(p)

Plano no Brasil 2011 R$000 Obrigação com benefício definido Ativos do plano (Déficit) superávit Ajustes de experiência sobre passivos do plano Ajustes de experiência sobre ativos do plano (4.940) 2.617 (2.323) (572) 318 2010 R$000 (4.108) 1.763 (2.345) (257) (464) 2009 R$000 (3.973) 2.134 (1.839) 320 (920) Plano nos EUA 2011 R$000 Obrigação com benefício definido Ativos do plano (Déficit) superávit Ajustes de experiência sobre passivos do plano Ajustes de experiência sobre ativos do plano (1.093) 705 (388) 145 243 2010 R$000 (1.115) 680 (435) 402 (217) 2009 R$000 (1.275) 676 (599) 256 (175) 2008 R$000 (890) 1.085 195 (150) 220 2007 R$000 (1.093) 815 (278) 345 372 2008 R$000 (1.758) 2.536 778 (125) (548) 2007 R$000 (1.585) 2.284 699 245 (486)

Benefícios médicos de previdência privada 2011 R$000 Obrigação com benefício definido Ajustes de experiência sobre passivos do plano (339) (48) 2010 R$000 (197) (37) 2009 R$000 (88) (22) 2008 R$000 (80) 15 2007 R$000 (78) 20

26. Planos de remuneração baseados em ações
Plano para a alta administração
O Plano para a Alta Administração (SEP) concede opções de ações à alta administração com mais de 12 meses de serviços prestados à Companhia. O preço de exercício das opções é equivalente ao preço de mercado das ações na data de concessão. As opções serão exercíveis se e quando o lucro por ação do Grupo aumentar 10% em um prazo de três anos a partir da data de concessão e o executivo ainda estiver empregado naquela data. Caso contrário, as opções caducam. O valor justo das opções é estimado na data de concessão, com base em modelo binomial de precificação das opções que considera os prazos e condições da concessão dos instrumentos. O prazo de vida contratual de cada opção concedida é de cinco anos. Não há alternativas para pagamento em dinheiro. O Grupo não adotou a política de pagamento em dinheiro no passado.
CPC 10.45(a)

CPC 10.46

Plano de opção de ações a funcionários
Todos os demais funcionários têm direito a opções com base no Plano de Opções de Ações a Funcionários (Gesp) após dois anos de serviços prestados à Companhia. O exercício das opções depende do Retorno Total ao Acionista (RTA) do Grupo, com relação ao grupo dos principais concorrentes. Os funcionários devem permanecer em serviço por um período de três anos após a data de concessão. O valor justo das opções de ações concedidas é estimado na data de concessão, com base no modelo de Monte Carlo, que considera os prazos e condições da concessão das ações. O modelo simula o RTA, comparando-o ao grupo dos principais concorrentes. Também são considerados os dividendos históricos, covariações da oscilação do preço das ações do Grupo e cada entidade do grupo de concorrentes para prever a distribuição do desempenho relativo das ações. O preço de exercício das opções é equivalente ao preço de mercado das ações na data de concessão. O prazo contratual das opções é de cinco anos, não havendo alternativas para pagamento em dinheiro aos funcionários. O Grupo não adotou a política de pagamento em dinheiro no passado.
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco 99
CPC 10.45(a)

CPC 10.47 (a) (iii)

Direito de valorização de ações
Os funcionários do grupo de desenvolvimento do negócio recebem direitos de valorização de ações (SARs), somente pagáveis em dinheiro. Esses direitos são exercíveis quando um determinado número de contratos de venda é fechado. O prazo de vida contratual dos SARs é de seis anos. O valor justo dos SARs é calculado na data de concessão, com base em modelo binomial de precificação das opções que considera os prazos e condições da concessão dos instrumentos e a probabilidade de atingir as metas estabelecidas. O valor contábil do passivo referente a SARs em 31 de dezembro de 2011 corresponde a R$299 (2010: R$194). Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, nenhum direito de valorização de ações tornou-se exercível. A despesa reconhecida referente a serviços de funcionários recebidos durante o exercício está demonstrada na tabela abaixo: 2011 R$000 Despesa proveniente de transações de pagamento com base em ações e liquidadas com capital próprio Despesa proveniente de transações de pagamento com base em ações e liquidadas em dinheiro Total das despesas provenientes de transações de pagamento com base em ações Não houve cancelamentos ou alterações nos planos durante 2011 ou 2010. 307 105 412 2010 R$000 298 194 492
CPC 10.51(a) CPC 10.51(b)

Movimentação durante o exercício
A tabela a seguir apresenta o número (Nº) e média ponderada do preço de exercício (WAEP $) e o movimento das opções de ações durante o exercício:

2011 Nº R$000 Em aberto em 1º de janeiro Concedidas durante o exercício Vencidas durante o exercício Exercidas durante o exercício Expiradas durante o exercício Em aberto em 31 de dezembro Exercíveis em 31 de dezembro (575)1 250 (375)3 (25) (725)1 110

2011 WAEP R$000 R$2,85 R$3,85 R$2,33 R$3,02 R$3,24 -

2010 Nº R$000 (525)1 155 (25) (165)2 (15) (575)1 100

2010 WAEP R$000 R$2,75 R$3,13 R$2,33 R$3,08 R$2,13 R$2,85 CPC 10.45(c)

1 Incluídos nestes saldos estão as opções sobre 277.000 ações que não foram reconhecidas de acordo com o CPC 10, uma vez que as opções foram outorgadas anteriormente, a 7 de novembro de 2003. Estas opções não sofreram modificações posteriores, e, portanto, não há necessidade de contabilizá-las de acordo com o CPC 10. O número de opções em aberto era: Em 1º janeiro de 2010: 277.000 Em 31 de dezembro de 2010: 267.000 Em 31 de dezembro de 2011: 252.000 2 O preço médio ponderado das ações, na data de exercício, para as opções efetivamente exercidas, era de R$4,09. 3 O preço médio ponderado das ações, na data de exercício, para as opções efetivamente exercidas, era de R$3,13.

CPC 10.45(c)

CPC 10.45 (d)

A vigência contratual média ponderada remanescente para as opções de ação restantes em 31 de dezembro de 2011 era de 2,94 anos (2010: 2,60 anos). O valor justo médio ponderado das opções outorgadas durante o exercício era de R$1,32 (2010: R$1,18). A faixa de preço de exercício para as opções remanescentes ao final do exercício era de R$2,33 a R$3,85 (2010: R$2,13 a R$3,13).
CPC 10.47(a) CPC 10.45(d) CPC 10.47(a)(i)

100

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A tabela a seguir apresenta uma relação das informações dos modelos utilizados nos três planos para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010:

2011 SEP Rendimento de dividendos (%) Volatilidade esperada (%) Taxa de retorno livre de risco (%) Prazo de vida esperado das opções (anos) Média ponderada do preço das ações (R$) Modelo utilizado 3,13 15,00 5,10 3,00 3,10 Binomial 2010 SEP Rendimento de dividendos (%) Volatilidade esperada (%) Taxa de retorno livre de risco (%) Prazo de vida esperado das opções (anos) Média ponderada do preço das ações (R$) Modelo utilizado 3,01 16,30 5,00 3,00 2,86 Binomial

2011 GESP 3,13 16,00 5,10 4,25 3,10 Monte Carlo 2010 GESP 3,01 17,50 5,00 4,25 2,86 Monte Carlo

2011 SAR 3,13 18,00 5,10 6,00 3,12 Binomial 2010 SAR 3,01 18,10 5,00 6,00 2,88 Binomial
CPC 10.47 (a) (ii)

A vida esperada das opções é baseada em dados históricos e não indica necessariamente padrões de exercício que possam ocorrer. A volatilidade esperada reflete a presunção de que a volatilidade histórica é indicativa de tendências futuras, que podem não corresponder ao cenário real.

27. Fornecedores e outras contas a pagar (circulante)
Em 1º de janeiro de 2009 R$000 17.734 1.565 289 9 12 19.609

2011 R$000 Fornecedores Outras contas a pagar Juros a pagar Joint venture (Nota 28) Outras partes relacionadas (Nota 28) 15.563 1.955 43 30 10 17.601

2010 R$000 17.729 1.495 269 12 9 19.514

Termos e condições dos passivos financeiros acima referidos:
• ►Contas a pagar a fornecedores não rendem juros e são geralmente liquidadas em prazos de 60 dias. • ►Outras contas a pagar não rendem juros e têm prazos médios de seis meses. • ►Os juros a pagar são geralmente liquidados ao longo do exercício social. • ►Para os termos e condições envolvendo partes relacionadas, consulte a Nota 28. • ►Para explicações sobre o processo de gerenciamento do risco de crédito do Grupo, consulte a Nota 30.

CPC 40.39

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101

28. Informações sobre partes relacionadas
As demonstrações financeiras incluem as informações financeiras do Grupo e controladas apresentadas na tabela abaixo:
CPC 05.12

% participação societária Razão social Extintores Ltda. Bright Sparks Limited Wireworks Inc. Sprinklers Inc. Iluminação Ltda. Mangueiras Ltda. Chamas Laboratórios Ltda. País–sede Brasil Brasil EUA EUA Brasil Brasil Brasil 2011 80,0 95,0 98,0 100,0 87,4 100,0 20,0 2010 95,0 98,0 100,0 80,0 100,0 -

O Grupo é proprietário de participação societária de 20% do patrimônio da empresa recentemente constituída Chamas Laboratórios Ltda. No entanto, ao Grupo, como controlador, cabe aprovar todas as principais decisões operacionais. Uma vez iniciadas, as operações serão utilizadas apenas pelo Grupo. Com base nesses fatos e circunstâncias, a administração determinou que, substancialmente, o Grupo é controlador dessa entidade, que, portanto, foi consolidada em suas demonstrações financeiras. A tabela a seguir apresenta o valor total das transações realizadas com partes relacionadas no exercício social em questão (quanto às informações referentes a saldos em aberto em 31 de dezembro de 2011 e 2010, vide Notas 18 e 27):
CPC 05.17 CPC 05.22

Vendas a partes relacionadas

Vendas efetuadas por partes relacionadas

Valores devidos por partes relacionadas

Valores devidos a partes relacionadas

CPC 05.17

R$000 Entidade com influência significativa sobre o Grupo: International Fires P.L.C. Coligada: Força Total Ltda. Joint venture em que a controladora é uma das participantes: Esguichos Ltda. Principais membros da administração do Grupo: Outros interesses dos membros da administração 2011 2010 2011 2010 2011 2010 2011 2010 7.115 5.975 2.900 2.100 225 135

R$000 590 430 510 490

R$000 620 550 551 582 20 -

R$000 30 12 10 9
Valores devidos por partes relacionadas

Empréstimos a/de parte relacionada Coligada: Força Total Ltda. Principais membros da administração do Grupo: Empréstimos de diretores (Nota 16) 2011 2010 2011 2010

Juros recebidos

20 1 -

200 13 8

CPC 05.17

102

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Empresa líder do conglomerado
O Grupo é a empresa líder do conglomerado no Brasil, e a empresa líder do conglomerado do Grupo é a EY Limitada. Além do pagamento de dividendos, não houve outras transações entre o Grupo e a EY Limitada durante o exercício social (2010: 0).

Entidade com influência significativa sobre o Grupo
International Fires P.L.C. A International Fires P.L.C. é proprietária de 31,48% das ações ordinárias do Grupo (2010: 31,48%).

Coligada
Força Total Ltda. O Grupo detém participação societária de 25% na Força Total Ltda. (2010: 25%).

Joint venture na qual a controladora é uma das participantes
Esguichos Ltda. O Grupo tem participação de 50% na Esguichos Ltda. (2010: 50%).

Termos e condições de transações com partes relacionadas
As vendas e compras envolvendo partes relacionadas são efetuadas a preços normais de mercado. Os saldos em aberto no encerramento do exercício não têm garantias, não estão sujeitos a juros e são liquidados em dinheiro. Não houve garantias prestadas ou recebidas em relação a quaisquer contas a receber ou a pagar envolvendo partes relacionadas. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o Grupo não contabilizou qualquer perda por redução ao valor recuperável das contas a receber relacionada com os valores devidos por partes relacionadas (2010: R$ 0). Essa avaliação é realizada a cada exercício social, examinando-se a posição financeira da parte relacionada e do mercado no qual a parte relacionada atua.

CPC 05.21 CPC 05.17(b)

Transações com outras partes relacionadas Financiamentos a diretores
O Grupo oferece à alta administração uma linha de crédito para financiamentos de até R$20, a serem amortizados em cinco anos a partir da data em que o financiamento é concedido. Esses financiamentos não têm garantia, estando sujeitos à taxa de juros média incorrida em empréstimos de longo prazo (atualmente, EURIBOR + 0,8). Qualquer financiamento concedido é incluído nos instrumentos financeiros apresentados no balanço patrimonial.

Outras participações de diretores
Durante os exercícios de 2011 e de 2010, foram efetuadas pelas empresas do Grupo compras a preços normais de mercado junto à G Indústrias Ltda., empresa cuja esposa de um dos diretores atua como diretora e acionista controladora. Um determinado diretor detém participação societária de 25% (2010: 25%) na Proteção contra Incêndios e Casas Ltda. A empresa firmou um contrato para fornecimento de extintores de incêndio. Durante 2011 e 2010, a empresa forneceu extintores à Protege Ltda. a preços normais de mercado.

Financiamento a coligada
O financiamento concedido à Força Total Ltda. tem o objetivo de financiar a aquisição de novas máquinas para produção de equipamentos de prevenção de incêndio. O financiamento não tem seguro, devendo ser amortizado totalmente até 1º de junho de 2013, a juros EURIBOR + 0,8.

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Remuneração do pessoal-chave da administração do Grupo
2011 R$000 Benefícios de empregados de curto prazo Previdência e benefícios de assistência médica pós-emprego Benefícios de desligamento1 Remuneração baseada em ações Remuneração total paga a pessoal-chave da administração 435 110 40 18 603 2010 R$000 424 80 12 516
CPC 05.16(a) CPC 05.16(b) CPC 05.16(d) CPC 05.16(e)

1

Os diretores não executivos não recebem previdência do Grupo. Durante 2011, R$40 foram pagos a um determinado diretor que se aposentou no cargo de diretor executivo em 2010.

Participações de diretores executivos no plano de incentivos à compra de ações por empregados
As datas de vencimento e os preços de exercício das opções de compra de ações ordinárias pelos diretores executivos são as seguintes:

Data de emissão

Data de vencimento

Preço de exercício

2011 Quantidade de ações em circulação

2010 Quantidade de ações em circulação 10.000 83.000 93.000

CPC 05.16(e)

2010 2010 2011 Total

2012 2014 2014

R$2,33 R$3,13 R$3,85

10.000 83.000 37.000 130.000

Nesse plano, não foram concedidas opções de compras de ações aos diretores não executivos. Para mais detalhes, consulte a Nota 26 sobre o plano de compra de ações.

29. Compromissos e contingências
O Grupo contratou arrendamentos comerciais para determinados veículos motores e maquinários. Esses arrendamentos têm vida média entre três e cinco anos, sem previsão contratual para opção de renovação. A contratação desses arrendamentos não sujeita o Grupo a restrições. Os aluguéis mínimos futuros a pagar sobre arrendamentos mercantis operacionais não canceláveis em 31 de dezembro são os seguintes:

CPC 06.35(d)

2011 R$000 Dentro de um ano Após um ano, mas menos de cinco anos Mais de cinco anos 255 612 408 1.275

2010 R$000 250 600 400 1.250

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Compromissos de arrendamento mercantil operacional – Grupo como arrendador
O Grupo contratou arrendamentos de propriedades comerciais para sua carteira de propriedades para investimento, representadas pela sede do Grupo e pelas unidades de produção. Esses arrendamentos não canceláveis apresentam prazos remanescentes com duração entre cinco e 20 anos. Todos os arrendamentos contemplam uma cláusula para possibilitar a revisão dos encargos de aluguel anualmente, de acordo com as condições de mercado existentes. Os aluguéis mínimos futuros a receber, de acordo com os arrendamentos mercantis operacionais canceláveis em 31 de dezembro, são os seguintes:

CPC 06.56(c)

2011 R$000 Dentro de um ano Após um ano, mas menos de cinco anos Mais de cinco anos 709 2.815 5.901 9.425

2010 R$000 695 2.760 5.864 9.319
CPC 06.31(e)

Arrendamento mercantil financeiro e compromissos de arrendamento
O Grupo contratou arrendamentos mercantis financeiros e compromissos de arrendamento para vários itens do imobilizado. Esses arrendamentos têm prazos de renovação, mas não contemplam opções de compra e cláusulas de reajuste de preço. As renovações ficam à opção da entidade que contratou o arrendamento. Os pagamentos futuros mínimos a título de arrendamento, nos termos dos arrendamentos mercantis financeiros e compromissos de arrendamento, juntamente com o valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento, são os seguintes:

2011 Valor presente dos pagamentos (Nota 16) R$000 83 905 988 988

2010 Valor presente dos pagamentos (Nota 16) R$000 51 943 994 994
CPC 06.31(b)

Pagamentos mínimos R$000 Dentro de um ano Após um ano, mas menos de cinco anos Mais de cinco anos Total de pagamentos mínimos de arrendamentos mercantis Menos valores que representam encargos financeiros Valor presente de pagamentos de arrendamento mínimos 944 994 (41) 953

Pagamentos mínimos R$000 56 1.014 1.070 (76) 994

Compromissos de capital
Em 31 de dezembro de 2011, o Grupo tinha compromissos de R$2.310 (2010: R$4.500), incluindo R$2.000 (2010: 0) relativos à conclusão da unidade de produção de equipamentos de segurança contra incêndio e R$310 (2010: R$516) relativos à participação do Grupo na joint venture.
CPC 27.74(c) CPC 19.55

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Processo judicial
Um cliente no exterior moveu uma ação contra o Grupo, sob a alegação de equipamentos defeituosos. O desembolso esperado para essa ação, caso o cliente ganhe a ação, é de R$850. Uma vez que a data do julgamento ainda não foi marcada, não é possível definir a época do eventual pagamento. Os assessores legais do Grupo consideram ser possível, mas não provável, que a ação tenha resultado favorável ao cliente, não tendo sido, portanto, constituída nenhuma provisão nas demonstrações financeiras.
CPC 25.86 CPC 19.54(a)

Garantias
O Grupo forneceu as seguintes garantias em 31 de dezembro de 2011:
• ►Garantia de 25% dos saques a descoberto da coligada até o montante máximo de R$500 (2010: R$Nil),

incorrido juntamente com outros investidores da coligada (os valores contábeis dos correspondentes contratos de garantia financeiras foram de R$87 e R$93 em 31 de dezembro de 2011 e 2010, respectivamente); • ►Garantia a uma parte não relacionada referente ao cumprimento de um contrato pela joint venture. Não se espera a geração de passivos; e • ►Garantia da sua participação de R$20 (2010: R$15) no passivo contingente da coligada, incorrido juntamente com outros investidores.

CPC 05.20(h)

Passivos contingentes
O Grupo reconheceu um passivo contingente de R$400 na aquisição da Extintores Ltda. Vide Nota 4 para mais informações.

CPC 18.40 CPC 25.86 CPC 19.54(b) CPC 18.40(a)

30. Objetivos e políticas para gestão de risco financeiro
Os principais passivos financeiros do Grupo, que não sejam derivativos, referem-se a empréstimos, contas a pagar a clientes e outras contas a pagar e contratos de garantia financeira. O principal propósito desses passivos financeiros é captar recursos para as operações do Grupo. O Grupo possui empréstimos e outros créditos, contas a receber de clientes e outras contas a receber e depósitos à vista e a curto prazo que resultam diretamente de suas operações. O Grupo também mantém investimentos disponíveis para venda e contrata transações com derivativos. O Grupo está exposto a risco de mercado, risco de crédito e risco de liquidez. A alta administração do Grupo supervisiona a gestão desses riscos. A alta administração do Grupo conta com o suporte de um comitê de riscos financeiros que presta assessoria em riscos financeiros e estrutura de governança em riscos financeiros apropriada para o Grupo. O comitê de riscos financeiros fornece garantia à alta administração do Grupo de que as atividades do Grupo em que se assumem riscos financeiros são regidas por políticas e procedimentos apropriados e que os riscos financeiros são identificados, avaliados e gerenciados de acordo com as políticas do grupo e disposição para risco do grupo. Todas as atividades com derivativos para fins de gestão de risco são realizadas por equipes especializadas com as habilidades, experiência e supervisão apropriadas. É política do Grupo não participar de quaisquer negociações de derivativos para fins especulativos. O Conselho de Administração revisa e estabelece políticas para gestão de cada um desses riscos, os quais são resumidos abaixo.

Risco de mercado
O risco de mercado é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro flutue devido a variações nos preços de mercado. Os preços de mercado englobam três tipos de risco: risco de taxa de juros, risco cambial e risco de preço que pode ser de commodities, de ações, entre outros. Instrumentos financeiros afetados pelo risco de mercado incluem empréstimos a receber e empréstimos a pagar, depósitos, instrumentos financeiros disponíveis para venda e mensurados ao valor justo através do resultado e instrumentos financeiros derivativos. As análises de sensibilidade nas seguintes seções referem-se à posição em 31 de dezembro de 2011 e 2010. As análises de sensibilidade foram preparadas com base no valor da dívida líquida, o índice de taxas de juros fixas em relação a taxas de juros variáveis da dívida e derivativos, e a proporção de instrumentos financeiros em moedas estrangeiras; são todos eles valores constantes e com base nas designações de hedge existentes em 31 de dezembro de 2011. As análises excluem as movimentações do impacto nas variáveis de mercado sobre o valor contábil de obrigações de aposentadoria e pós-aposentadoria, provisões e sobre ativos e passivos não financeiros das operações no exterior.

106

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

As seguintes premissas foram adotadas no cálculo das análises de sensibilidade:
• A sensibilidade do balanço patrimonial refere-se a derivativos e instrumentos de dívida disponíveis para

CPC 40.40(b)

venda.
• ►A sensibilidade do respectivo item da demonstração do resultado é o efeito das mudanças assumidas

conforme os respectivos riscos do mercado. Tem por base os ativos e passivos financeiros mantidos em 31 de dezembro de 2011 e 2010, inclusive o efeito da contabilização de hedge. • ►A sensibilidade do patrimônio é calculada considerando o efeito de quaisquer hedges de fluxo de caixa e hedges de investimento líquido de uma controlada no exterior associados em 31 de dezembro de 2011 para fins de mudanças presumidas no objeto do hedge.

Risco de taxa de juros
Risco de taxas de juros é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro flutue devido a variações nas taxas de juros de mercado. A exposição do Grupo ao risco de mudanças nas taxas de juros de mercado refere-se, principalmente, às obrigações de longo prazo do Grupo sujeitas a taxas de juros variáveis. O Grupo gerencia o risco de taxa de juros mantendo uma carteira equilibrada entre empréstimos a receber e empréstimos a pagar sujeitos a taxas fixas e a taxas variáveis. A política do Grupo é manter entre 40% e 60% de seus empréstimos a pagar sujeitos a taxas fixas de juros, excluindo empréstimos que se refiram a operações descontinuadas. Para gerenciar esse risco, o Grupo contrata swaps de taxas de juros, nos quais o Grupo concorda em trocar, em intervalos específicos, a diferença entre os valores das taxas de juros fixas e variáveis calculados com base no valor do principal nocional acordado entre as partes. Esses swaps pretendem dar cobertura (hedge) às obrigações de dívida objeto do hedge. Em 31 de dezembro de 2011, depois de considerar o efeito dos swaps das taxas de juros, aproximadamente 43% dos empréstimos tomados pelo Grupo estavam sujeitos a taxa fixa de juros (2010: 60%).

Sensibilidade a taxas de juros
A tabela abaixo demonstra a sensibilidade a uma possível mudança nas taxas de juros, mantendo-se todas as outras variáveis constantes no lucro do Grupo antes da tributação (é afetado pelo impacto dos empréstimos a pagar sujeitos a taxas variáveis). Com relação ao patrimônio do Grupo, existe apenas um impacto não significativo. Aumento/redução em pontos base 2011 Reais US$ Reais US$ 2010 Reais US$ Reais US$ +10 +15 –10 –15 (19) 12 +45 +60 –45 –60 (48) (13) 33 12 Efeito no lucro antes da tributação R$000

A movimentação presumida em pontos base para a análise de sensibilidade a taxas de juros é baseada nas taxas atualmente praticadas no ambiente de mercado, indicando uma volatilidade significativamente mais elevada do que em exercícios anteriores.

Risco de câmbio
O risco de câmbio é o risco de que o valor justo dos fluxos de caixa futuros de um instrumento financeiro flutue devido a variações nas taxas de câmbio. A exposição do Grupo ao risco de variações nas taxas de câmbio refere-se principalmente às atividades operacionais do Grupo (quando receitas ou despesas são denominadas em uma moeda diferente da moeda funcional do Grupo) e aos investimentos líquidos do Grupo em controladas no exterior.
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco
CPC 40.40(b) CPC 40.33

107

O Grupo gerencia seu risco de câmbio por meio de transações de hedge que devam ocorrer no período máximo de 24 meses. Transações para as quais não haja incertezas são cobertas por hedge por prazo indeterminado. É política do Grupo negociar os termos dos derivativos designados na relação de hedge, mantendo uma correspondência com os termos dos itens objeto do hedge de modo a maximizar a eficácia do hedge. O Grupo mantém cobertura (hedge) para suas exposições a flutuações na conversão para reais de suas operações no exterior, mantendo empréstimos a pagar líquidos em moedas estrangeiras e utilizando swaps de moedas e contratos cambiais a termo. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o Grupo mantinha hedge para 75% e 70%, respectivamente, de suas vendas em moeda estrangeira, para as quais existiam compromissos firmes nas datas reportadas.

Sensibilidade a taxa de câmbio
A tabela abaixo demonstra a sensibilidade a uma variação cabível que possa ocorrer na taxa de câmbio do US$, mantendo-se todas as outras variáveis constantes, do lucro do Grupo antes da tributação (devido a variações no valor justo de ativos e passivos monetários) e do patrimônio do Grupo (devido a variações no valor justo de contratos de câmbio a termo e hedges de investimento líquido). Variação na taxa US$ 2011 + 9% — 9% 2010 + 8% — 8% Efeito no lucro antes da tributação R$000 (30) 20 (40) 40 Efeito no patrimônio R$000 (154) 172 (146) 158

A movimentação sobre o efeito após tributação é o resultado de uma variação no valor justo de instrumentos financeiros derivativos não designados na relação de hedge e ativos e passivos monetários denominados em dólares americanos, em que a moeda funcional da Companhia é outra que não o dólar. Embora os derivativos não tenham sido designados na relação de hedge, funcionam como hedge econômico e compensarão as transações objeto do hedge quando estas ocorrerem. A movimentação do patrimônio tem origem na movimentação dos empréstimos em dólares americanos (líquidos de caixa e equivalentes de caixa) no hedge de investimento líquido em operações nos EUA e hedge de fluxos de caixa. Essa movimentação compensará a conversão do ativo líquido das operações realizadas nos EUA para reais.

Risco de preço de commodities
O Grupo é afetado pela volatilidade de certas commodities. Suas atividades operacionais requerem aquisição e produção em continuidade de componentes eletrônicos e, portanto, requerem fornecimento contínuo de cobre. Devido ao aumento significativo verificado na volatilidade dos preços dessa commodity, o Conselho de Administração do Grupo desenvolveu e implantou uma estratégia de gestão de risco para a gestão de risco de preço de commodities, visando mitigar esse risco. Com base na previsão do fornecimento de cobre necessário nos próximos 12 meses, o Grupo mantém cobertura (hedge) para o preço de compra mediante contratos a termo para essa commodity. Considera-se que a previsão seja altamente provável.

Sensibilidade a preços de commodities
A tabela abaixo apresenta o efeito das variações de preço do cobre após o impacto da contabilização de hedge.

Variação no preço final do exercício 2011 Cobre + 15% — 15%

Efeito no lucro antes da tributação R$000 (220) 220

Efeito sobre patrimônio R$000 (585) 585

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Risco do preço das ações
Tanto as ações do Grupo negociadas em bolsa quanto as não negociadas estão sujeitas ao risco do preço de mercado decorrente de incertezas no que diz respeito a valores futuros de títulos de investimento. A gestão do risco do preço das ações por parte do Grupo se dá por meio da diversificação e da imposição de limites nos instrumentos patrimoniais. Os relatórios acerca da carteira de títulos são enviados à administração sênior do Grupo em intervalos regulares. O Conselho de Administração do Grupo analisa e aprova todas as decisões relacionadas aos investimentos patrimoniais. Na data do balanço patrimonial, a exposição às ações não negociadas em bolsa pelo valor justo era de R$1.038. Uma variação de 10% no fluxo geral de lucros, de acordo com as avaliações realizadas, poderia ter um impacto de aproximadamente R$120 no capital do Grupo. Na data do balanço patrimonial, a exposição às ações negociadas em bolsa pelo valor justo era de R$337. Uma redução de 10% no índice de mercado da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) teria um impacto de aproximadamente R$55 sobre a renda ou patrimônio atribuível ao Grupo, dependendo se o declínio for ou não significativo e prolongado. Um aumento de 10% no valor das ações negociadas em bolsa teria um impacto sobre o patrimônio em um montante semelhante, mas sem efeito sobre a renda, a menos que houvesse alguma taxa de redução por desvalorização a ele associada.
CPC 40.33(a) CPC 40.40

Risco de crédito
O risco de crédito é o risco de a contraparte de um negócio não cumprir uma obrigação prevista em um instrumento financeiro ou contrato com cliente, o que levaria ao prejuízo financeiro. O Grupo está exposto ao risco de crédito em suas atividades operacionais (principalmente com relação a contas a receber e notas de crédito) e de financiamento, incluindo depósitos em bancos e instituições financeiras, transações cambiais e outros instrumentos financeiros.

Contas a receber
O risco de crédito do cliente é administrado por cada unidade de negócios, estando sujeito aos procedimentos, controles e política estabelecida pelo Grupo em relação a esse risco. Os limites de crédito são estabelecidos para todos os clientes com base em critérios internos de classificação. A qualidade do crédito do cliente é avaliada com base em um sistema interno de classificação de crédito extensivo. Os recebíveis de clientes em aberto são acompanhados com frequência, e quaisquer entregas a grandes clientes costumam ter a cobertura de cartas de crédito ou outras formas de seguro de crédito. Em 31 de dezembro de 2011, o Grupo contava com aproximadamente 55 clientes (2010: 65 clientes) que deviam ao Grupo mais de R$250 cada e eram responsáveis por aproximadamente 71% (2010:76%) de todos os recebíveis devidos. Cinco clientes (2010: sete clientes) apresentavam saldos superiores a R$1 mil, sendo responsáveis por mais de 17% (2010: 19%) dos valores a receber. A necessidade de uma provisão para perda por redução ao valor recuperável é analisada a cada data reportada em base individual para os principais clientes. Além disso, um grande número de contas a receber com saldos menores está agrupado em grupos homogêneos e, nesses casos, a perda recuperável é avaliada coletivamente. O cálculo é baseado em dados históricos efetivos. A exposição máxima ao risco de crédito na data–base é o valor registrado de cada classe de ativos financeiros mencionados na Nota 15. O Grupo não conta com garantias como segurança.

Instrumentos financeiros e depósitos em dinheiro
O risco de crédito de saldos com bancos e instituições financeiras é administrado pela Tesouraria do Grupo de acordo com a política por este estabelecida. Os recursos excedentes são investidos apenas em contrapartes aprovadas e dentro do limite estabelecido a cada uma. O limite de crédito das contrapartes é revisado anualmente pelo Conselho de Administração do Grupo e pode ser atualizado ao longo do ano, o que está sujeito à aprovação do Comitê Financeiro do Grupo. Esses limites são estabelecidos a fim de minimizar a concentração de riscos e, assim, mitigar o prejuízo financeiro no caso de potencial falência de uma contraparte. A exposição máxima do Grupo ao risco de crédito em relação aos componentes do balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e 2010 é o valor registrado, como demonstrado na Nota 15, com exceção das garantias financeiras e instrumentos financeiros derivativos. A exposição máxima do Grupo em relação a garantias financeiras e instrumentos financeiros derivativos é apresentada na Nota 28 e no quadro de liquidez abaixo, respectivamente.
CPC 40.33 CPC 40.39(b) CPC 40.36

Risco de liquidez
O Grupo acompanha o risco de escassez de recursos por meio de uma ferramenta de planejamento de liquidez recorrente. O objetivo do Grupo é manter o saldo entre a continuidade dos recursos e a flexibilidade através de contas garantidas, empréstimos bancários, debêntures, ações preferenciais, arrendamento mercantil financeiro e arrendamento mercantil operacional. A política do Grupo é a de que até 35% dos empréstimos devem ter seu vencimento dentro do período de 12 meses seguintes. 12,1% da dívida do Grupo terá seu vencimento em menos de um ano em 31 de dezembro de 2011 (2010: 15,6%), com base no valor registrado dos empréstimos refletidos nas demonstrações financeiras, excluindo-se as operações descontinuadas.
Grupo Modelo | Ernst & Young Terco 109

O quadro abaixo resume o perfil do vencimento do passivo financeiro do Grupo em 31 de dezembro de 2011 com base nos pagamentos contratuais não descontados. Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos com rendimento Ações preferenciais conversíveis Outras obrigações Fornecedores e outros exigíveis Derivativos financeiros Menos de 3 meses R$000 21 3 a 12 meses R$000 1.562 >5 anos R$000 8.000

CPC 40.39(a)

Imediato R$000 966

1 a 5 anos R$000 10.554

Total R$000 21.103

3.785 287 5.038

15.187 3.159 18.367 Menos de 3 meses R$000 18

194 1.270 139 3.165 3 a 12 meses R$000 1.433

970 150 1.681 13.355

2.778 10.778 >5 anos R$000 11.600

3.942 150 20.242 5.266 50.703

Exercício findo em 31 de dezembro de 2010

Imediato R$000

1 a 5 anos R$000 7.572

Total R$000 23.273

Empréstimos e financiamentos com rendimento Ações preferenciais conversíveis Outras obrigações Fornecedores e outros exigíveis Derivativos financeiros

2.650

4.321 549 7.520

14.904 1.254 16.176

2.056 185 3.674

202 925 8.699

2.644 14.244

21.281 202 3.754 1.803 50.313

Os instrumentos financeiros derivativos divulgados no quadro acima são os fluxos de caixa brutos sem desconto. O quadro a seguir mostra a respectiva conciliação desses valores aos valores registrados. Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 Entradas Saídas Líquido Descontado às taxas interbancárias aplicáveis Exercício findo em 31 de dezembro de 2010 Entradas Saídas Líquido Descontado às taxas interbancárias aplicáveis
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Imediato R$000 200 (287) (87) (87) Imediato R$000 500 (549) (49) (49)

Menos de 3 meses R$000 2.000 (3.159) (1.159) (1.159) Menos de 3 meses R$000 1.000 (1.254) (254) (254)

3 a 12 meses R$000 100 (139) (39) (35) 3 a 12 meses R$000 -

1 a 5 anos R$000 500 (1.681) (1.181) (1.011) 1 a 5 anos R$000 -

>5 anos R$000 >5 anos R$000 -

Total R$000 2.800 (5.266) (2.466) (2.292) Total R$000 1.500 (1.803) (303) (303)

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Gestão do capital social
O capital social inclui ações preferenciais conversíveis, patrimônio atribuível aos acionistas controladores menos a reserva líquida de ganhos não realizados. O objetivo principal da administração de capital do Grupo é assegurar que este mantenha uma classificação de crédito forte e uma razão de capital livre de problemas a fim de apoiar os negócios e maximizar o valor do acionista. O Grupo administra a estrutura do capital e a ajusta considerando as mudanças nas condições econômicas. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, o Grupo pode ajustar o pagamento de dividendos aos acionistas, devolver o capital a eles, ou emitir novas ações. Não houve alterações quanto aos objetivos, políticas ou processos durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. O Grupo administra o capital por meio de quocientes de alavancagem, que é a dívida líquida dividida pelo capital total, acrescido da dívida líquida. A política do Grupo é a de manter esse quociente entre 20% e 35%. O Grupo inclui na dívida líquida os empréstimos e financiamentos com rendimento, empréstimos de parceiros empresariais, fornecedores e outros exigíveis, menos caixa e equivalentes de caixa, excluindo-se as operações descontinuadas.
CPC26.124A CPC26.124B

2011 R$000 Empréstimos e financiamentos com rendimento (Nota 15) Fornecedores e outros exigíveis (Nota 27) (-) Caixa e equivalentes de caixa (Nota 19) Dívida líquida Ações preferenciais conversíveis (Nota 15) Instrumentos de patrimônio Patrimônio Capital social e dívida líquida Quociente de alavancagem 20.856 17.601 (14.512) 23.945 2.778 58.370 61.148 85.093 28%

2010 R$000 22.203 19.514 (13.694) 28.023 2.644 45.916 48.560 76.583 37%

CPC 26.134

Comentário
O CPC 26.134 e CPC 26.135 exigem que as entidades realizem divulgações qualitativas e quantitativas no que diz respeito a seus objetivos, políticas e processos em relação à gestão do capital social. O Grupo divulgou um quociente de alavancagem, visto ser esta a medida adotada pelo Grupo para monitorar o capital. Contudo, outras medidas podem servir melhor a outras entidades.

Garantia
O Grupo ofereceu parte dos depósitos de curto prazo em garantia a fim de cumprir as exigências de garantia relacionadas aos derivativos de hedge em vigor. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, o valor justo do depósito de curto prazo oferecido em garantia era de R$5 mil e R$2 mil, respectivamente. As contrapartes não têm obrigações de devolver as ações ao Grupo. Não há outros termos e condições significativos associados ao uso da garantia. O Grupo não tem garantia alguma em 31 de dezembro de 2011 e 2010.
CPC 03(R1).52 CPC 40.38

31. Eventos subsequentes
Em 14 de janeiro de 2012, um edifício com valor contábil líquido de R$1.695 foi seriamente danificado por uma enchente, e os estoques, com valor contábil líquido de R$857, foram perdidos. Estima-se que o valor a ser pago pelo seguro seja inferior ao custo total de perda: aproximadamente R$750 menor do que o necessário.
CPC 24.21 CPC 24.10

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Referências aos CPCs nas Notas Explicativas

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1. Informações sobre o Grupo
CPC 24.17

A entidade deve divulgar a data em que foi concedida a autorização para emissão das demonstrações contábeis e quem forneceu tal autorização. Se os sócios da entidade ou outros tiverem o poder de alterar as demonstrações contábeis após sua emissão, a entidade deve divulgar esse fato. Cada demonstração contábil e respectivas notas explicativas devem ser identificadas claramente. Além disso, as seguintes informações devem ser divulgadas de forma destacada e repetida quando necessário para a devida compreensão da informação apresentada: (d) a moeda de apresentação, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; e (e) o nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações contábeis.

CPC 26.51 (d), (e)

CPC 26.138 (a), (b)

A entidade deve divulgar, caso não seja divulgado em outro local entre as informações publicadas com as demonstrações contábeis, as seguintes informações: (a) o domicílio e a forma jurídica da entidade, o seu país de registro e o endereço da sede registrada (ou o local principal dos negócios, se diferente da sede registrada); (b) a descrição da natureza das operações da entidade e das suas principais atividades.

2. Políticas contábeis
CPC 26.16

A entidade cujas demonstrações contábeis estão em conformidade com os Pronunciamentos, Interpretações e Orientações do CPC deve declarar de forma explícita e sem reservas essa conformidade nas notas explicativas. A entidade não deve descrever suas demonstrações contábeis como estando de acordo com esses Pronunciamentos, Interpretações e Orientações a menos que cumpra todos os seus requisitos. As notas explicativas devem: (a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas de acordo com os itens 117 a 124 (Divulgação de Políticas Contábeis); (b) Outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: (a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações contábeis.

CPC 26.112 (a), (b)

CPC 26.117 (a)

2.1. Base de consolidação
CPC 36.12 CPC 36.20 CPC 36.22

As demonstrações contábeis consolidadas devem incluir todas as controladas da controladora. Os saldos, transações, receitas e despesas intragrupo (entre as entidades do grupo econômico) devem ser eliminados. As demonstrações contábeis da controladora e de suas controladas utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas devem ser de mesma data. Quando a data de encerramento da controladora for diferente da data da controlada, esta última deve elaborar, para fins de consolidação, demonstração contábil adicional na mesma data das demonstrações da controladora, a menos que isso seja impraticável. Quando, de acordo com o item 22, as demonstrações contábeis da controlada, utilizadas para fins de consolidação, forem de data diferente da data de encerramento das demonstrações da controladora, devem ser feitos os ajustes necessários em razão dos efeitos de eventos ou transações relevantes que ocorrerem entre aquela data e a data das demonstrações contábeis da controladora. Independentemente disso, a defasagem máxima entre as datas de encerramento das demonstrações da controlada e da controladora é de até dois meses. A duração dos períodos abrangidos nas demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as respectivas datas de encerramento devem ser iguais de um período para outro. As demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas utilizando políticas contábeis uniformes para transações e outros eventos iguais, em circunstâncias similares. As receitas e as despesas da controlada são incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas a partir da data de aquisição, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios. As receitas e as despesas da controlada devem estar baseadas nos valores dos ativos e passivos reconhecidos na posição consolidada da controladora na data da aquisição. Por exemplo, despesas de depreciação, reconhecidas na demonstração consolidada do resultado do período, devem estar baseadas nos valores justos dos ativos depreciáveis reconhecidos na posição consolidada da data da aquisição. As receitas e as despesas da controlada são incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas até a data em que a controladora perder o controle sobre essa controlada.

CPC 36.23

CPC 36.24 CPC 36.26

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CPC 36.28

O resultado do período e cada componente dos outros resultados abrangentes (reconhecidos diretamente no patrimônio líquido – ver Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis) são atribuídos aos proprietários da controladora e à participação dos não controladores. O resultado abrangente total é atribuído aos proprietários da controladora e à participação dos não controladores, independentemente de esses resultados tornarem negativa a participação dos não controladores. As mudanças na participação relativa da controladora sobre a controlada que não resultem em perda de controle devem ser contabilizadas como transações de capital (ou seja, transações com sócios, na qualidade de proprietários), e não no resultado ou no resultado abrangente. A controladora pode perder o controle sobre uma controlada em dois ou mais acordos contratuais (transações). Contudo, às vezes as circunstâncias indicam que os contratos múltiplos devem ser contabilizados como uma única transação. Para determinar se um contrato deve ser contabilizado como uma única transação, a controladora deve considerar todos os termos e condições do contrato, bem como seus efeitos econômicos. Um ou mais dos itens abaixo podem indicar que a controladora deve contabilizar um contrato múltiplo como uma única transação: (a) eles foram firmados ao mesmo tempo e são complementares; (b) eles formam uma única transação, projetada para alcançar efeito comercial global; (c) a ocorrência do contrato é dependente da ocorrência de pelo menos outro acordo; (d) um acordo, considerado isoladamente, não se justifica economicamente, porém, quando considerado em conjunto com outros acordos, ele passa a se justificar. Um exemplo disso é quando o acordo prevê a alienação de ações a um preço abaixo do mercado, mas é compensado por outro, com a subsequente alienação a um preço acima do mercado.

CPC 36.30

CPC 36.33

2.2 Combinações de negócios
CPC 01.82

Se o ágio decorrente de expectativa de resultado futuro (goodwill) tiver sido alocado a uma unidade geradora de caixa e a entidade se desfizer de uma operação dentro daquela unidade, o ágio associado à operação baixada deverá ser: (a) incluído no valor contábil da operação, ao determinar os ganhos ou as perdas na baixa; e (b) medido com base nos valores relativos da operação baixada e na parcela da unidade geradora de caixa retida, a menos que a entidade consiga demonstrar que algum outro método reflita melhor o ágio (goodwill) associado à operação baixada.

CPC 15.04 CPC 15.15

A entidade deve contabilizar cada combinação de negócios pela aplicação do método de aquisição. Na data da aquisição, o adquirente deve classificar ou designar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos da forma necessária para aplicar subsequentemente outros Pronunciamentos, Interpretações e Orientações. O adquirente deve fazer essas classificações ou designações com base nos termos contratuais, nas condições econômicas, nas políticas contábeis ou operacionais e em outras condições pertinentes que existiam na data da aquisição. Em algumas situações, os Pronunciamentos, as Interpretações e as Orientações podem exigir tratamentos contábeis diferenciados, dependendo da forma como a entidade classifica ou faz a designação de determinado ativo ou passivo. Exemplos de classificação ou designação que o adquirente pode fazer com base nas condições existentes à data da aquisição incluem, porém não se limitam a: (a) classificar ativos e passivos financeiros específicos como ativo ou passivo financeiro ao valor justo com efeitos reconhecidos no resultado do período, ou como ativo financeiro disponível para venda, ou ainda como ativo financeiro mantido até o vencimento em conformidade com o disposto no Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; (b) designar um instrumento (contrato) derivativo como instrumento de proteção (hedge), de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; e (c) determinar se um derivativo embutido deveria ser separado do contrato principal, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (que é uma questão de “classificação”, segundo o termo que esse Pronunciamento utiliza).

CPC 15.16

CPC 15.18

O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos na data da aquisição. Em cada combinação de negócios, o adquirente deve mensurar qualquer participação de não controladores na adquirida pelo valor justo dessa participação ou pela parte que lhes cabe no valor justo dos ativos identificáveis líquidos da adquirida. Em combinação de negócios em estágios, o adquirente deve reavaliar sua participação anterior na adquirida pelo valor justo na data da aquisição e deve reconhecer no resultado do período o ganho ou a perda resultante,

CPC 15.19

CPC 15.42

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se houver. Em períodos contábeis anteriores, o adquirente pode ter reconhecido ajustes no valor contábil de sua participação anterior na adquirida, cuja contrapartida tenha sido contabilizada como outros resultados abrangentes (em Ajustes de Avaliação Patrimonial), em seu patrimônio líquido (por exemplo, porque os investimentos na adquirida foram classificados como disponíveis para venda). Nesse caso, o valor contabilizado pelo adquirente em outros resultados abrangentes deve ser reconhecido nas mesmas bases que seriam exigidas caso o adquirente tivesse alienado sua participação anterior na adquirida (ou seja, deve ser reclassificado para o resultado do exercício).
CPC 15.54

Em geral, o adquirente deve mensurar e contabilizar, subsequentemente, os ativos adquiridos, passivos assumidos ou incorridos e os instrumentos patrimoniais emitidos em combinação de negócios conforme outras normas e pronunciamentos aplicáveis, dependendo de suas respectivas naturezas. Contudo, este Pronunciamento fornece orientações sobre mensuração e contabilização subsequentes para os seguintes itens: (a) direitos readquiridos; (b) passivos contingentes reconhecidos na data da aquisição; (c) ativos de indenização; e (d) contraprestações contingentes. O Apêndice B.63 fornece orientação para aplicação dessas exigências.

CPC 15.58

Algumas alterações no valor justo da contraprestação contingente que o adquirente venha a reconhecer após a data da aquisição podem ser resultantes de informações adicionais que o adquirente obtém após a aquisição sobre fatos e circunstâncias já existentes na data da aquisição. Essas alterações são ajustes do período de mensuração, conforme disposto nos itens 45 a 49. Todavia, alterações decorrentes de eventos ocorridos após a data de aquisição, tais como o cumprimento de meta de lucros; o alcance de um preço por ação especificado; ou ainda o alcance de determinado estágio de projeto de pesquisa e desenvolvimento não são ajustes do período de mensuração. O adquirente deve contabilizar as alterações no valor justo da contraprestação contingente que não constituam ajustes do período de mensuração da seguinte forma: (a) a contraprestação contingente classificada como componente do patrimônio líquido não está sujeita a nova mensuração, e sua liquidação subsequente deve ser contabilizada dentro do patrimônio líquido; (b) a contraprestação contingente, classificada como ativo ou passivo, que: (i) for instrumento financeiro e estiver dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: CPC 15 – Reconhecimento e Mensuração deve ser mensurada ao valor justo, sendo qualquer ganho ou perda resultante reconhecido no resultado do período ou em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido, de acordo com o citado Pronunciamento. (ii) não estiver dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração deve ser contabilizada de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes ou outros Pronunciamentos, quando apropriado. Outros Pronunciamentos do CPC fornecem orientações sobre mensuração e contabilização subsequentes para ativos adquiridos e passivos assumidos ou incorridos em combinação de negócios, como, por exemplo: (a) O Pronunciamento Técnico CPC 04 – Ativo Intangível estabelece como contabilizar ativos intangíveis identificados adquiridos em combinação de negócios. O adquirente mensura o ágio por rentabilidade futura (goodwill) pelo valor reconhecido na data da aquisição menos a perda acumulada por redução ao valor recuperável. O Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos estabelece como contabilizar as perdas por redução ao valor recuperável de ativos.

CPC 15 – Apêndice B.63 (a)

2.3. Investimento em coligadas
CPC 18.06

Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por exemplo, por meio de controladas), 20% ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), menos de 20% do poder de voto da investida, presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que o investidor minoritário tenha influência significativa. Pelo método de equivalência patrimonial, um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) é inicialmente reconhecido pelo custo, e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição. A parte do investidor no lucro ou prejuízo do período da investida é reconhecida no lucro ou prejuízo do período do investidor. As distribuições recebidas da investida reduzem o valor contábil do

CPC 18.11

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115

investimento. Ajustes no valor contábil do investimento também são necessários pelo reconhecimento da participação proporcional do investidor nas variações de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes da investida, reconhecidos diretamente em seu patrimônio líquido. Tais variações incluem aquelas decorrentes da reavaliação de ativos imobilizados, quando permitida legalmente, e das diferenças de conversão em moeda estrangeira, quando aplicável. A parte do investidor nessas mudanças é reconhecida de forma reflexa, ou seja, em outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido do investidor (ver o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis), e não no seu resultado.
CPC 18.18

O investidor deve suspender o uso do método de equivalência patrimonial a partir da data em que deixar de ter influência significativa sobre a coligada e deixar de ter controle sobre a até então controlada (exceto, no balanço individual, se a investida passar de controlada para coligada) e, a partir desse momento, contabilizar o investimento como instrumento financeiro de acordo com os requisitos do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. Se a coligada passar a ser sua controlada ou então um empreendimento sob controle conjunto tal como definido pelo Pronunciamento Técnico CPC 19 – Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture), permanece o uso da equivalência patrimonial nas demonstrações individuais. Quando da perda de influência e do controle, o investidor deve mensurar ao valor justo qualquer investimento remanescente que mantenha na ex-coligada ou ex-controlada. O investidor deve reconhecer no resultado do período qualquer diferença entre: (a) o valor justo do investimento remanescente, se houver, e qualquer montante proveniente da alienação parcial de sua participação na coligada e na controlada; e (b) o valor contábil do investimento na data em que foi perdida a influência significativa ou foi perdido o controle.

CPC 18.22

Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream) entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada são reconhecidos nas demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da participação de outros investidores sobre essa coligada que sejam partes independentes do grupo econômico a que pertence a investidora. As transações ascendentes são, por exemplo, vendas de ativos da coligada para o investidor. As transações descendentes são, por exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada. A parte do investidor nos lucros e prejuízos resultantes dessas transações deve ser eliminada. O investimento em coligada e em controlada é contabilizado pelo método de equivalência patrimonial a partir da data em que ela se torna sua coligada ou controlada. Na aquisição do investimento, quaisquer diferenças entre o custo do investimento e a parte do investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida devem ser contabilizadas como segue: (a) o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) relativo a uma coligada ou controlada (neste caso, no balanço individual da controladora) deve ser incluído no valor contábil do investimento, e sua amortização não é permitida; (b) qualquer excedente da parte do investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida sobre o custo do investimento deve ser incluído como receita na determinação da parte do investidor nos resultados da investida no período em que o investimento for adquirido. Ajustes apropriados devem ser efetuados após a aquisição, nos resultados da investida, por parte do investidor, para considerar, por exemplo, a depreciação de ativos com base nos respectivos valores justos da data da aquisição. Da mesma forma, retificações na parte do investidor nos resultados da investida devem ser feitas após a aquisição, por conta de perdas reconhecidas pela investida em decorrência da redução do valor desses ativos ao seu valor recuperável (impairment), tais como, por exemplo, para o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) ou para o ativo imobilizado. Devem ser observadas as disposições da Interpretação Técnica CPC 09. Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream) entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada são reconhecidos nas demonstrações contábeis do investidor somente na extensão da participação de outros investidores sobre essa coligada que sejam partes independentes do grupo econômico a que pertence a investidora. As transações ascendentes são, por exemplo, vendas de ativos da coligada para o investidor. As transações descendentes são, por exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada. A parte do investidor nos lucros e prejuízos resultantes dessas transações deve ser eliminada.

CPC 18.23

CPC 18.26

As demonstrações contábeis do investidor devem ser elaboradas utilizando políticas contábeis uniformes para eventos e transações de mesma natureza em circunstâncias semelhantes. Após a aplicação do método de equivalência patrimonial, incluindo o reconhecimento dos prejuízos da coligada em conformidade com o disposto no item 29, o investidor deve aplicar os requisitos do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração para determinar a necessidade de reconhecer alguma perda adicional por redução ao valor recuperável do investimento líquido total desse investidor na coligada.

CPC 18.31

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CPC 18.33

Em função de o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) integrar o valor contábil do investimento na coligada (não é reconhecido separadamente), ele não é testado separadamente em relação ao seu valor recuperável. Em vez disso, o valor contábil total do investimento é que é testado como um único ativo, em conformidade com o disposto no Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, pela comparação de seu valor contábil com seu valor recuperável (valor de venda líquido dos custos para vender ou valor em uso, dos dois o maior), sempre que os requisitos do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração indicarem que o investimento possa estar afetado, ou seja, que indicarem alguma perda por redução ao seu valor recuperável. A perda por redução ao valor recuperável reconhecida nessas circunstâncias não é alocada para algum ativo que constitui parte do valor contábil do investimento na coligada, incluindo o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill). Consequentemente, a reversão dessas perdas é reconhecida de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01, na medida do aumento subsequente no valor recuperável do investimento. Na determinação do valor em uso do investimento, a entidade deve estimar: (a) sua parte no valor presente dos fluxos de caixa futuros que se espera sejam gerados pela coligada, incluindo os fluxos de caixa das operações da coligada e o valor residual esperado com a alienação do investimento; ou (b) o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados em função do recebimento de dividendos provenientes do investimento e o valor residual esperado com a alienação do investimento. Sob premissas adequadas, os métodos acima devem gerar o mesmo resultado.

CPC 18.37(e)

As seguintes divulgações devem ser feitas: (e) a data de encerramento do exercício social refletido nas demonstrações contábeis da coligada e da controlada utilizadas para aplicação do método de equivalência patrimonial, sempre que essa data ou período divergirem das do investidor, e as razões pelo uso de data ou período diferente.

CPC 18.39

A parte do investidor nas alterações dos outros resultados abrangentes contabilizados pela coligada e pela controlada deve ser reconhecida pelo investidor também como outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido.

2.4. Participação em Joint Ventures
CPC 19.30

O empreendedor deve reconhecer seu investimento na entidade controlada em conjunto utilizando a consolidação proporcional. Na consolidação proporcional, um dos dois formatos indicados a seguir (item 34) deve ser aplicado para a divulgação das informações. Diferentes formatos de divulgação podem ser utilizados para alcançar os efeitos da consolidação proporcional. O empreendedor pode combinar sua parte em cada um dos ativos, passivos, receitas e despesas da entidade controlada em conjunto com itens similares, linha a linha, em suas demonstrações contábeis. Por exemplo, ele pode combinar sua parte no estoque da entidade controlada em conjunto com seu próprio estoque, ou sua parte no imobilizado da entidade controlada em conjunto com o seu próprio imobilizado. Alternativamente, o empreendedor pode incluir sua parte em cada um dos ativos, passivos, receitas e despesas da entidade controlada em conjunto em suas demonstrações contábeis utilizando uma linha separada. Por exemplo, ele pode evidenciar sua parte no ativo circulante da entidade controlada em conjunto de forma separada como componente do grupo de ativos circulantes e evidenciar sua parte no imobilizado da entidade controlada em conjunto de forma separada como componente do grupo de ativos imobilizados. Os dois formatos de divulgação resultam na divulgação de valores idênticos para o resultado do período e cada um dos principais componentes de ativos, passivos, receitas e despesas. Ambos os formatos são aceitos para as finalidades deste Pronunciamento. O empreendedor deve suspender a aplicação da consolidação proporcional a partir da data em que deixar de ter o controle compartilhado sobre a entidade controlada em conjunto. Na data em que o investidor deixar de ter controle conjunto sobre a entidade, ele deve contabilizar o investimento remanescente, se houver, como instrumento financeiro de acordo com os requisitos do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, desde que a entidade não se torne uma controlada ou uma coligada. A partir da data em que a entidade controlada em conjunto tornar-se uma controlada do investidor, ele deve contabilizar sua participação em conformidade com o Pronunciamento Técnico CPC 35 – Demonstrações Separadas, ou de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 36 – Demonstrações Consolidadas e o Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios. A partir da data em que a entidade controlada em conjunto tornar-se uma coligada do investidor, deve contabilizar sua participação em conformidade com o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada e em Controlada. Quando da perda do controle conjunto, o investidor deve mensurar ao valor justo o investimento remanescente, se houver, na ex-entidade controlada em conjunto. O investidor deve reconhecer no resultado do período qualquer diferença entre:
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CPC 19.34

CPC 19.36 CPC 19.45

(a) o valor justo do investimento remanescente, se houver, e qualquer montante proveniente da alienação parcial de sua participação na entidade controlada em conjunto; e (b) o valor contábil do investimento na data em que o controle conjunto tiver sido perdido.
CPC 19.48

Quando o empreendedor faz aportes de capital na forma de ativos ou vende ativos para o empreendimento controlado em conjunto, o reconhecimento de qualquer ganho ou perda proveniente dessa transação deve refletir a essência da transação. Enquanto o ativo for mantido pelo empreendimento controlado em conjunto, e desde que o empreendedor tenha transferido todos os riscos e benefícios significativos da propriedade, o empreendedor deve reconhecer somente a parcela do ganho ou perda atribuível à participação dos demais empreendedores. O empreendedor deve reconhecer o valor total de qualquer perda quando a transação (de aporte de capital ou de venda) fornecer evidência de redução no valor realizável líquido dos ativos circulantes, ou redução do valor recuperável no caso de ativos não circulantes.

2.5. Ativos não circulantes mantidos para venda e operações descontinuadas
CPC 31.08

Para que a venda seja altamente provável, o nível hierárquico de gestão apropriado deve estar comprometido com o plano de venda do ativo, e deve ter sido iniciado um programa firme para localizar um comprador e concluir o plano. Além disso, o ativo mantido para venda deve ser efetivamente colocado à venda por preço que seja razoável em relação ao seu valor justo corrente. Ainda, deve-se esperar que a venda se qualifique como concluída em até um ano a partir da data da classificação, com exceção do que é permitido pelo item 9, e as ações necessárias para concluir o plano devem indicar que é improvável que possa haver alterações significativas no plano ou que o plano possa ser abandonado. A entidade não deve depreciar (ou amortizar) o ativo não circulante enquanto estiver classificado como mantido para venda ou enquanto fizer parte de grupo de ativos classificado como mantido para venda. Os juros e os outros gastos atribuíveis aos passivos de grupo de ativos classificado como mantido para venda devem continuar a ser reconhecidos. A entidade deve evidenciar: (a) um montante único na demonstração do resultado compreendendo: (i) o resultado total após o imposto de renda das operações descontinuadas; e (ii) os ganhos ou as perdas após o imposto de renda reconhecidos na mensuração pelo valor justo menos as despesas de venda, ou na baixa de ativos ou de grupo de ativos mantidos para venda que constituam a operação descontinuada. (b) análise da quantia única referida na alínea (a) com: (i) as receitas, as despesas e o resultado antes dos tributos das operações descontinuadas; (ii) as despesas com os tributos sobre o lucro relacionadas conforme exigido pelo item 81(h) do Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro; (iii) os ganhos ou as perdas reconhecidas na mensuração pelo valor justo menos as despesas de venda ou na alienação de ativos ou de grupo de ativos mantidos para venda que constituam a operação descontinuada; e (iv) as despesas de imposto de renda relacionadas conforme exigido pelo item 81(h) do Pronunciamento Técnico CPC 32 - Tributos sobre o Lucro. A análise pode ser apresentada nas notas explicativas ou na demonstração do resultado. Se for na demonstração do resultado, deve ser apresentada em seção identificada e que esteja relacionada com as operações descontinuadas, isto é, separadamente das operações em continuidade. A análise não é exigida para grupos de ativos mantidos para venda que sejam controladas recém-adquiridas que satisfaçam aos critérios de classificação como destinadas à venda no momento da aquisição (ver item 11). (c) os fluxos de caixa líquidos atribuíveis às atividades operacionais, de investimento e de financiamento das operações descontinuadas. Essas evidenciações podem ser apresentadas nas notas explicativas ou nos quadros das demonstrações contábeis. Essas evidenciações não são exigidas para grupos de ativos mantidos para venda que sejam controladas recém-adquiridas que satisfaçam aos critérios de classificação como destinadas à venda no momento da aquisição (ver item 11); (d) o montante do resultado das operações continuadas e o das operações descontinuadas atribuível aos acionistas controladores. Essa evidenciação pode ser apresentada alternativamente em notas explicativas que tratam do resultado.

CPC 31.25

CPC 31.33

2.6. Conversão de moeda estrangeira
CPC 02 (R1).11

O ambiente econômico principal no qual uma entidade opera é, em geral, e com raras exceções, aquele em que ela fundamentalmente gera e desembolsa caixa. Uma entidade deve considerar os seguintes fatores na determinação de sua moeda funcional:

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(a) a moeda: (i) que mais influencia os preços de bens e serviços (geralmente, será a moeda na qual o preço de venda de seus produtos e serviços está expresso e acertado); e (ii) do país cujas forças competitivas e regulamentos mais influenciam na determinação do preço de venda de seus produtos ou serviços. (b) a moeda que mais influencia mão de obra, material e outros custos para o fornecimento de produtos ou serviços (geralmente será a moeda na qual tais custos estão expressos e são liquidados).
CPC 02 (R1).24

Uma transação em moeda estrangeira deve ser contabilizada, no seu reconhecimento inicial, na moeda funcional, aplicando-se, à importância em moeda estrangeira, a taxa de câmbio à vista entre a moeda funcional e a moeda estrangeira na data da transação. Na data de cada balanço: (a) os itens monetários em moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se a taxa de fechamento. As variações cambiais que surgem da liquidação de itens monetários ao converter itens monetários por taxas diferentes daquelas pelas quais foram inicialmente convertidas durante o período, ou em demonstrações contábeis anteriores, devem ser reconhecidas como receita ou despesa no período em que surgirem, com exceção das variações cambiais tratadas no item 35. As variações cambiais resultantes de itens monetários que fazem parte do investimento líquido da entidade que reporta em uma entidade no exterior (ver item 17) devem ser reconhecidas no resultado nas demonstrações contábeis separadas da entidade que reporta ou nas demonstrações contábeis individuais da entidade no exterior, conforme apropriado. Nas demonstrações contábeis que incluem a entidade no exterior e a entidade que reporta (por exemplo, demonstrações contábeis consolidadas ou nas quais a entidade no exterior é reconhecida pelo método de equivalência patrimonial), tais variações cambiais devem ser registradas, inicialmente, como outros resultados abrangentes em conta específica do patrimônio líquido e reconhecidas em receita ou despesa na venda do investimento líquido, de acordo com o item 56. (NR) (Nova Redação dada pela Revisão CPC nº 1, de 8/01/2010) 62. Uma entidade deve divulgar as variações cambiais líquidas, classificadas em conta específica de patrimônio líquido, e a conciliação do montante de tais variações cambiais, no começo e no fim do período, e mencionar a partir de que data está aplicando esse procedimento (item 70). 63. Quando a moeda de apresentação das demonstrações contábeis for diferente da moeda funcional, esse fato deverá ser citado, juntamente com a divulgação da moeda funcional e a razão para a utilização de uma moeda de apresentação diferente. 64. Quando houver uma mudança na moeda funcional da entidade que reporta ou de uma entidade significativa no exterior, esse fato e a razão para a mudança da moeda funcional deverão ser divulgados. 65. Quando uma entidade apresentar suas demonstrações contábeis em uma moeda que seja diferente da sua moeda funcional, ela somente deverá mencionar que essas demonstrações estão em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil se estiverem de acordo com todas as exigências de cada Pronunciamento e cada Interpretação aplicáveis, incluindo o método de conversão descrito neste Pronunciamento. 66. Algumas vezes uma entidade apresenta suas demonstrações contábeis ou outras informações financeiras em uma moeda que não a sua moeda funcional sem cumprir as exigências do item 65. Por exemplo, uma entidade poderá converter para outra moeda somente itens selecionados de suas demonstrações contábeis ou, então, uma entidade cuja moeda funcional não seja a moeda de uma economia hiperinflacionária poderá converter as demonstrações contábeis para outra moeda, convertendo todos os itens pela taxa de fechamento mais recente. Essas conversões não estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e as divulgações especificadas no item 67 serão exigidas. 67. Quando uma entidade apresenta suas demonstrações contábeis ou outras informações financeiras em uma moeda que não a sua moeda funcional ou a moeda de apresentação das demonstrações contábeis, e as exigências do item 65 não são cumpridas, deverá a mesma entidade: (a) identificar claramente as informações como sendo informações suplementares para distingui-las das informações que estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil; (b) divulgar a moeda utilizada para essas informações suplementares; e (c) divulgar a moeda funcional da entidade e o método de conversão utilizado para determinar as informações suplementares.

CPC 02 (R1).26 (a)

CPC 02 (R1).31

CPC 02 (R1).35

CPC 02 (R1) 62-67

CPC 02 (R1).68

A entidade deverá adotar prospectivamente o item 55 para todas as aquisições posteriores ao início do período para o qual este Pronunciamento se aplica. É permitida a adoção retrospectiva do item 55 para todas as aquisições anteriores, devendo ser feita a divulgação desse fato. Para a aquisição de uma entidade no exterior
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tratada de forma prospectiva, mas que tenha ocorrido antes da data de adoção deste Pronunciamento, a entidade não deverá retificar os anos anteriores e, dessa forma, poderá, quando apropriado, tratar o ágio e os ajustes ao valor justo resultantes da aquisição como ativos e passivos da entidade, em vez de ativos e passivos da entidade no exterior. Portanto, o ágio e os ajustes ao valor justo já estarão expressos na moeda funcional da entidade ou, então, serão itens não monetários em moeda estrangeira, os quais são contabilizados utilizandose a taxa cambial em vigor na data da aquisição.

2.7. Reconhecimento de receita
CPC 06.50

A receita de arrendamento mercantil proveniente de arrendamentos mercantis operacionais deve ser reconhecida na receita em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil, a menos que outra base sistemática seja mais representativa do modelo temporal em que o benefício do uso do ativo arrendado seja diminuído. A receita deve ser mensurada pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita proveniente da venda de bens deve ser reconhecida quando forem satisfeitas todas as seguintes condições: (a) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens; (b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau normalmente associado à propriedade, nem efetivo controle de tais bens; (c) o valor da receita possa ser confiavelmente mensurado; (d) for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e (e) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser confiavelmente mensuradas.

CPC 30.09 CPC 30.14

CPC 30.20

Quando o desfecho de transação que envolva a prestação de serviços puder ser confiavelmente estimado, a receita associada à transação deve ser reconhecida tomando por base a proporção dos serviços prestados até a data do balanço. O desfecho de uma transação pode ser confiavelmente estimado quando todas as seguintes condições forem satisfeitas: (a)o valor da receita puder ser confiavelmente mensurado; (b) for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; (c) a proporção dos serviços executados até a data do balanço puder ser confiavelmente mensurada; e (d) as despesas incorridas com a transação, assim como as despesas para concluí-la, possam ser confiavelmente mensuradas.

CPC 30.26 CPC 30.30

Quando a conclusão da transação que envolva a prestação de serviços não puder ser estimada confiavelmente, a receita somente deve ser reconhecida na proporção dos gastos recuperáveis. A receita deve ser reconhecida nas seguintes bases: (a) os juros devem ser reconhecidos utilizando-se o método da taxa efetiva de juros, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; (b) os royalties devem ser reconhecidos pelo regime de competência, de acordo com a essência do acordo; e (c) os dividendos devem ser reconhecidos quando for estabelecido o direito do acionista de receber o respectivo valor.

CPC30.35(a)

A entidade deve divulgar: (a) as políticas contábeis adotadas para o reconhecimento das receitas, incluindo os métodos adotados para determinar a fase de execução de transações que envolvam a prestação de serviço.

2.8. Impostos
CPC 26.117

A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas: (a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações contábeis; e (b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis.

CPC 30.08

Para fins de divulgação na demonstração do resultado, a receita inclui somente os ingressos brutos de benefícios econômicos recebidos e a receber pela entidade quando originários de suas próprias atividades. As quantias cobradas por conta de terceiros – tais como tributos sobre vendas, tributos sobre bens e serviços e tributos sobre valor adicionado — não são benefícios econômicos que fluam para a entidade e não resultam em aumento do patrimônio líquido. Portanto, são excluídas da receita. Da mesma forma, na relação de
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agenciamento (entre operador ou principal e agente), os ingressos brutos de benefícios econômicos provenientes das operações efetuadas pelo agente, em nome do operador, não resultam em aumentos do patrimônio líquido do agente, uma vez que sua receita corresponde tão somente à comissão combinada entre as partes.
CPC 32.22(c)

Uma diferença temporária pode surgir no reconhecimento inicial de um ativo ou passivo; por exemplo, se todo o custo ou parte do custo do ativo não vier a ser dedutível para fins fiscais. O método de contabilização para essa diferença temporária depende da natureza da transação que conduziu ao reconhecimento inicial do ativo ou passivo: (c) se a transação não é uma combinação de negócios e não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável, a entidade, na ausência das exceções previstas pelos itens 15 e 24, reconheceria o ativo ou passivo fiscal diferido resultante e ajustaria o valor contábil do ativo ou passivo pelo mesmo valor. Esses ajustes tornariam as demonstrações contábeis menos transparentes. Portanto, este Pronunciamento não permite que a entidade reconheça o ativo ou passivo fiscal diferido resultante, tanto no reconhecimento inicial ou subsequentemente (ver o exemplo a seguir). Além disso, a entidade não deve reconhecer mudanças subsequentes no ativo ou passivo fiscal diferido não reconhecido, uma vez que o ativo é depreciado.

CPC 32.24

O ativo fiscal diferido deve ser reconhecido para todas as diferenças temporárias dedutíveis na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada, a não ser que o ativo fiscal diferido surja do reconhecimento inicial de ativo ou passivo na transação que: (a) não é uma combinação de negócios; e (b) no momento da transação não afeta nem o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). Entretanto, para diferenças temporárias dedutíveis associadas com investimentos em controladas, filiais e coligadas, e interesses em empreendimentos sob controle conjunto, o ativo fiscal diferido deve ser reconhecido de acordo com o item 44.

CPC 32.34

Um ativo fiscal diferido deve ser reconhecido para o registro de prejuízos fiscais não utilizados e créditos fiscais não utilizados na medida em que seja provável que estarão disponíveis lucros tributáveis futuros contra os quais os prejuízos fiscais não utilizados e créditos fiscais não utilizados possam ser utilizados. Ao final de cada período de apresentação das demonstrações contábeis, a entidade deve reavaliar os ativos fiscais diferidos não reconhecidos. A entidade reconhece um ativo fiscal diferido não reconhecido previamente na medida em que se torna provável que lucros tributáveis futuros permitirão que o ativo fiscal diferido seja recuperado. Por exemplo, uma melhoria nas condições de comercialização pode tornar mais provável que a entidade seja capaz de gerar lucro tributável suficiente no futuro para que o ativo fiscal diferido atenda aos critérios de reconhecimento mencionados nos itens 24 ou 34. Outro exemplo é quando a entidade reavalia os ativos fiscais diferidos na data da combinação de negócios ou subsequentemente (ver itens 67 e 68). A entidade reconhece passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis associadas com investimentos em controladas, filiais e coligadas e participações em empreendimentos sob controle conjunto, exceto quando ambas as seguintes condições sejam atendidas: (a) a empresa controladora, o investidor ou empreendedor seja capaz de controlar a periodicidade da reversão da diferença temporária; e (b) seja provável que a diferença temporária não se reverterá em futuro previsível.

CPC 32.37

CPC 32.39

CPC 32.44

A entidade reconhece ativo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias dedutíveis advindas dos investimentos em controladas, filiais e coligadas e participações em empreendimentos sob controle conjunto (joint venture), na medida em que, e somente na medida em que, seja provável que: (a) a diferença temporária será revertida em futuro previsível; e (b) estará disponível lucro tributável contra o qual a diferença temporária possa ser utilizada.

CPC 32.46

Passivos (ativos) de tributos correntes referentes aos períodos corrente e anterior devem ser mensurados pelo valor esperado a ser pago para (recuperado de) as autoridades tributárias, utilizando as alíquotas de tributos (e legislação fiscal) que estejam aprovadas no final do período que está sendo reportado. Os ativos e passivos fiscais diferidos devem ser mensurados pelas alíquotas que se espera que sejam aplicáveis no período quando for realizado o ativo ou liquidado o passivo, com base nas alíquotas (e legislação fiscal) que estejam em vigor ao final do período que está sendo reportado. O valor contábil do ativo fiscal diferido deve ser revisado ao final de cada período de reporte. A entidade deve reduzir o valor contábil do ativo fiscal diferido na medida em que não seja mais provável que lucro tributável suficiente estará disponível para permitir que o benefício de parte ou de todo aquele ativo fiscal diferido possa ser utilizado. Qualquer redução do ativo fiscal diferido deve ser revertida na medida em que se torne provável que lucro tributável suficiente estará disponível.
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CPC 32.47

CPC 32.56

CPC 32.61(a)

Tributo corrente ou tributo diferido devem ser reconhecidos fora do resultado se o tributo se referir a itens que são reconhecidos no mesmo período ou em período diferente, fora do resultado. Portanto, o tributo corrente e o diferido que se relacionam a itens que são reconhecidos no mesmo ou em período diferente: (a) em outros resultados abrangentes, devem ser reconhecidos em outros resultados abrangentes (ver item 62); (b) diretamente no patrimônio líquido, devem ser reconhecidos diretamente no patrimônio líquido (ver item 62A).

CPC 32.71

A entidade deve compensar os ativos fiscais diferidos na data da combinação de negócios ou subsequentemente (ver itens 67 e 68). A entidade deve compensar os ativos fiscais correntes e os passivos fiscais correntes se, e somente se, a entidade: (a) tiver o direito legalmente executável para compensar os valores reconhecidos; e (b) pretender liquidar em bases líquidas, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.

2.9. Subvenções governamentais
CPC 07.07

Subvenção governamental, inclusive subvenção não monetária a valor justo, não deve ser reconhecida até que exista segurança de que: (a) a entidade cumprirá todas as condições estabelecidas; e (b) a subvenção será recebida.

CPC 07.12

Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática, desde que atendidas as condições deste Pronunciamento. A subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no patrimônio líquido. A subvenção governamental pode estar representada por ativo não monetário, como terrenos e outros, para uso da entidade. Nessas circunstâncias, esse ativo deve ser reconhecido pelo seu valor justo. Apenas na impossibilidade de verificação desse valor justo pode haver a atribuição de valor nominal. Um dos métodos considera a subvenção como receita diferida no passivo, sendo reconhecida como receita em base sistemática e racional durante a vida útil do ativo.

CPC 07.23

CPC 07.26

2.10. Benefícios de aposentadoria e outros benefícios pós-emprego
CPC33.07

Os termos a seguir são usados neste Pronunciamento com os seguintes significados: Benefício a empregado é toda forma de compensação proporcionada pela entidade a seus empregados em troca dos serviços prestados por esses empregados. Benefício de curto prazo a empregado é o benefício (exceto benefício por desligamento) devido dentro de um período de 12 meses após a prestação do serviço pelos empregados. Benefício pós-emprego é o benefício a empregado (exceto benefício por desligamento) que será pago após o período de emprego. Plano de benefício pós-emprego é o acordo formal ou informal pelo qual a entidade compromete-se a proporcionar benefícios pós-emprego para um ou mais empregados. Plano de contribuição definida é o plano de benefício pós-emprego pelo qual a entidade patrocinadora paga contribuições fixas a uma entidade separada (fundo de pensão), não tendo a obrigação legal ou construtiva de pagar contribuições adicionais se o fundo não possuir ativos suficientes para pagar todos os benefícios devidos. Plano de benefício definido é o plano de benefício pós-emprego que não seja plano de contribuição definida. Plano multiempregadores é o plano de contribuição definida ou de benefício definido (exceto plano da previdência social) que: (a) possui ativos formados por contribuições de várias entidades patrocinadoras que não estão sob o mesmo controle acionário; e (b) utiliza aqueles ativos para fornecer benefícios a empregados a mais de uma entidade patrocinadora, de forma que os níveis de contribuição e benefício sejam determinados sem identificar a entidade patrocinadora que emprega os empregados em questão. Outros benefícios de longo prazo a empregados são os benefícios a empregados (que não sejam benefícios pós-emprego e benefícios por desligamento) que não sejam encerrados totalmente dentro de 12 meses após o final do período em que os empregados prestam o respectivo serviço. Benefício por desligamento (benefício pago a título de indenização por encerramento do contrato firmado entre as partes) é o benefício a empregados devido em virtude de: (a) decisão de a entidade terminar o vínculo empregatício do empregado antes da data normal de aposentadoria; ou (b) decisão do empregado de aderir à demissão voluntária em troca desse benefício.

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Benefício adquirido (elegíveis) pelo empregado é o benefício a empregado que não depende da manutenção do vínculo empregatício, mas cujo recebimento pode estar condicionado a uma data futura. Valor presente de obrigação de benefício definido é o valor presente sem a dedução de quaisquer ativos do plano, dos pagamentos futuros esperados necessários para liquidar a obrigação resultante do serviço do empregado nos períodos corrente e passados. Custo do serviço corrente é o aumento no valor presente da obrigação de benefício definido resultante do serviço prestado pelo empregado no período corrente. Custo dos juros é o aumento no valor presente da obrigação de benefício definido, no período, decorrente da aproximação do momento da liquidação dos benefícios. Ativos do plano compreendem: (a) ativos mantidos por fundo de benefícios a empregados de longo prazo; e (b) apólices de seguro elegíveis. Ativos mantidos por fundo de benefício a empregado de longo prazo são os ativos (exceto instrumento financeiro não transferível firmado pela entidade patrocinadora objeto das demonstrações contábeis): (a) que sejam mantidos por entidade (fundo) que esteja legalmente separada da entidade patrocinadora objeto das demonstrações contábeis e que existam unicamente para pagar ou financiar os benefícios a empregados; e (b) que estejam disponíveis para serem utilizados exclusivamente para reduzir as obrigações de benefícios a empregados que não estejam disponíveis aos credores da entidade patrocinadora (inclusive em caso de falência ou recuperação judicial) e que não possam ser devolvidos à entidade patrocinadora objeto das demonstrações contábeis, salvo se: (i) os ativos remanescentes do fundo forem suficientes para cobrir todas as respectivas obrigações de benefícios a empregados do plano ou da entidade patrocinadora; ou (ii) os ativos forem devolvidos à entidade patrocinadora para reembolsá-la por benefícios já pagos a empregados. Apólice de seguro elegível é a apólice de seguro1 emitida por seguradora que não seja parte relacionada (como definido no Pronunciamento Técnico CPC 05 – Divulgação sobre Partes Relacionadas) da entidade patrocinadora, se o produto da apólice: (a) só puder ser utilizado para pagar ou financiar benefícios a empregados, segundo um plano de benefícios definidos; e (b) não esteja disponível para os credores da própria entidade patrocinadora (mesmo em caso de falência) e não possa ser pago a essa, a menos que: (i) o produto represente ativos excedentes que não sejam necessários para a apólice cobrir todas as respectivas obrigações de benefícios a empregados; ou (ii) o produto seja devolvido à entidade patrocinadora para reembolsá-la por benefícios a empregados já pagos. Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo pode ser liquidado entre partes conhecedoras e dispostas a isso numa transação em que não exista favorecimento entre elas. Retorno dos ativos do plano são juros, dividendos e outras receitas, ganhos e perdas, realizados ou não, derivados dos ativos do plano, deduzidos de quaisquer despesas de administração (exceto aquelas incluídas nas premissas atuariais e utilizadas para mensurar as obrigações de benefício definido) e os tributos pagos pelo próprio plano. Ganhos e perdas atuariais compreendem: (a) os ajustes de experiência (os efeitos de diferenças entre as premissas atuariais adotadas e o efetivamente ocorrido); e (b) os efeitos de alterações nas premissas atuariais. Custo do serviço passado é o aumento no valor presente da obrigação de benefício definido quando há introdução ou alterações nos benefícios pós-emprego ou nos benefícios a empregados de longo prazo resultantes de serviços prestados pelos empregados em períodos passados. O custo do serviço passado pode ser positivo (quando novos benefícios são introduzidos ou melhorados) ou negativo (quando os benefícios existentes são reduzidos).1 Uma apólice de seguro qualificada não necessariamente é um contrato de seguro, conforme definido no Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro.
CPC 33.54

A quantia reconhecida como passivo de benefício definido deve ser o total líquido dos seguintes valores: (a) o valor presente da obrigação de benefício definido na data a que se referem as demonstrações contábeis (ver item 64); (b) mais quaisquer ganhos atuariais (menos quaisquer perdas atuariais) não reconhecidos devido ao tratamento estabelecido nos itens 92 e 93; (c) menos qualquer custo do serviço passado ainda não reconhecido (ver item 96);

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(d) menos o valor justo dos ativos do plano (se existirem) na data a que se referem as demonstrações contábeis, disponíveis para a liquidação das obrigações (ver itens 102 a 104).
CPC 33.58(a)

A aplicação do item 58 não deve resultar no reconhecimento de ganho apenas como resultado de perda atuarial ou do custo do serviço passado no período corrente, nem no reconhecimento de perda apenas como resultado de ganho atuarial no período corrente. A entidade deve, portanto, reconhecer imediatamente o que se segue, nos termos do item 54, na medida em que ocorram quando o ativo de benefícios definidos é determinado em conformidade com o item 58(b): (a) perdas atuariais líquidas e o custo do serviço passado do período corrente que excedam qualquer redução no valor presente dos benefícios econômicos especificados no item 58(b)(ii). Se não houver alteração ou se for verificado aumento no valor presente dos benefícios econômicos, a totalidade das perdas atuariais líquidas e do custo do serviço passado, ambos do período corrente, deve ser imediatamente reconhecida nos termos do item 54; (b) ganhos atuariais líquidos após a dedução do custo do serviço passado do período corrente que excedam qualquer aumento no valor presente dos benefícios econômicos especificados no item 58(b)(ii). Se não houver alteração ou se for verificada redução no valor presente dos benefícios econômicos, a totalidade dos ganhos atuariais líquidos após a dedução do custo do serviço passado, ambos do período corrente, deve ser imediatamente reconhecida nos termos do item 54.

CPC 33.64

A entidade deve utilizar o Método de Crédito Unitário Projetado para determinar o valor presente das obrigações de benefício definido e o respectivo custo do serviço corrente e, quando aplicável, o custo do serviço passado. Ao mensurar o passivo de benefício definido de acordo com o item 54, a entidade deve, sujeita ao item 58A, reconhecer a parcela (como especificado no item 93) dos ganhos e das perdas atuariais como receita ou despesa se o valor líquido acumulado dos ganhos e das perdas atuariais não reconhecidos no final do exercício anterior exceder o maior valor entre: (a) 10% do valor presente da obrigação de benefício definido nessa data (antes da dedução dos ativos do plano); e (b) 10% do valor justo de quaisquer ativos do plano nessa data. Esses limites devem ser calculados e aplicados separadamente para cada plano de benefício definido.

CPC 33.92

CPC 33.93

A parcela de ganhos e perdas atuariais a ser reconhecida em cada plano de benefício definido é o excesso determinado de acordo com o item 92, dividido pelo tempo médio remanescente de vida laborativa dos empregados participantes do plano. No entanto, a entidade pode adotar qualquer método sistemático que resulte em reconhecimento mais rápido dos ganhos e das perdas atuariais, contanto que a mesma base seja aplicada tanto a ganhos como a perdas, e que seja aplicada consistentemente a cada exercício. A entidade pode aplicar tais métodos sistemáticos aos ganhos e às perdas atuariais mesmo se eles estiverem dentro dos limites especificados no item 92. Ao mensurar o seu passivo de benefício definido de acordo com o item 54, a entidade deve, sujeita ao disposto no item 58A, reconhecer o custo do serviço passado como despesa linear durante o período médio até que os benefícios se tornem adquiridos. No caso em que os benefícios já forem imediatamente adquiridos no momento de introdução de um plano de benefício definido ou de alterações no plano de benefício definido já existente, a entidade deve reconhecer o custo do serviço passado imediatamente.

CPC 33.96

2.11. Transações envolvendo pagamentos em ações
CPC 10.07

A entidade deve reconhecer os produtos ou os serviços recebidos ou adquiridos em transação de pagamento baseada em ações quando ela obtiver os produtos ou à medida que receber os serviços. Em contrapartida, a entidade deve reconhecer o correspondente aumento do patrimônio líquido em conta de instrumentos patrimoniais por pagamentos baseados em ações se os produtos ou serviços forem recebidos em transação de pagamento baseado em ações liquidada em ações (ou com outros instrumentos patrimoniais), ou deve reconhecer um passivo se a transação for liquidada em dinheiro (ou com outros ativos). Para transações de pagamento baseadas em ações liquidadas pela entrega de instrumentos patrimoniais, a entidade deve mensurar os produtos ou serviços recebidos e o aumento correspondente no patrimônio líquido de forma direta, pelo valor justo dos produtos ou serviços recebidos, a menos que esse valor não possa ser estimado com confiabilidade. Se for esse o caso, a entidade deve mensurar o valor dos produtos ou serviços recebidos e o correspondente aumento no patrimônio líquido de forma indireta, tomando como base o valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados. A outorga de instrumentos patrimoniais é condicional quando depende do cumprimento de condições
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CPC 10.10

CPC 10.19

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específicas de aquisição (vesting). Por exemplo, a outorga de ações ou opções de ações ao empregado é normalmente condicionada à permanência do empregado na entidade por determinado período de tempo. Além disso, podem existir condições de desempenho a serem atendidas, tais como o alcance de determinado crescimento dos lucros ou determinado aumento no preço das ações da entidade. As condições de aquisição, desde que não sejam condições de mercado, não devem ser levadas em conta quando da estimativa do valor justo das ações ou opções de ações na data da mensuração. Por outro lado, as condições de aquisição devem ser consideradas para fins de determinação do número de instrumentos patrimoniais incluídos na mensuração do valor da transação de tal forma que o valor dos produtos ou serviços, recebidos em contrapartida aos instrumentos outorgados, seja estimado com base na quantidade de instrumentos que serão concedidos. Assim, em bases cumulativas e sujeito às exigências do item 21, nenhum valor deve ser reconhecido para os produtos ou serviços recebidos se os instrumentos patrimoniais outorgados não forem concedidos em razão do não atendimento das condições de aquisição; por exemplo: a contraparte não cumpriu, ou o prazo especificado de prestação de serviço ou a condição de desempenho não foi alcançada.
CPC 10.20

Para fins de aplicação do disposto no item 19, a entidade deve reconhecer o montante relativo aos produtos ou serviços recebidos durante o período de aquisição, baseando-se na melhor estimativa disponível sobre a quantidade de instrumentos patrimoniais que se espera conceder, devendo revisar tal estimativa sempre que informações subsequentes indicarem que o número esperado de instrumentos que serão concedidos seja diferente da estimativa anterior. Na data da aquisição e sujeita às exigências do item 21, a entidade deve revisar a estimativa de forma a se apurar a quantidade de instrumentos patrimoniais que efetivamente será concedida. As condições de mercado, tal como um preço–meta sobre o qual a aquisição (ou direito de exercício) das ações ou opções de ações está condicionada, devem ser consideradas na estimativa do valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados. Por essa razão, quando da outorga de instrumentos patrimoniais com condições de mercado, a entidade deve reconhecer os produtos ou serviços recebidos de contraparte que satisfaz todas as demais condições de aquisição (por exemplo, serviços recebidos de empregado que permaneceu empregado no período especificado), independentemente de as condições de mercado estarem satisfeitas. A entidade deve reconhecer, no mínimo, os serviços recebidos mensurados na data da outorga pelo valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados, a menos que esses instrumentos não sejam concedidos em função do não cumprimento de alguma condição de concessão especificada na data da outorga (exceto se for uma condição de mercado). Isso se aplica independentemente de alguma modificação nos termos e condições sob as quais os instrumentos patrimoniais foram outorgados ou do cancelamento ou liquidação dos respectivos instrumentos. Adicionalmente, a entidade deve reconhecer os efeitos das modificações que resultarem no aumento do valor justo dos acordos de pagamento baseados em ações ou que, de outra forma, vierem a beneficiar os empregados. No Apêndice B, figuram orientações para aplicação desse procedimento. Se um instrumento patrimonial outorgado é cancelado ou liquidado durante o período de concessão (exceto quando o cancelamento ocorra por perda do direito ao instrumento patrimonial por não atender às condições de concessão), a entidade deve: (a) tratar como aquisição antecipada quando o cancelamento ou liquidação ocorrer durante o período de aquisição e, portanto, a entidade deve reconhecer imediatamente o montante que seria reconhecido como serviços prestados no período remanescente de aquisição; (b) tratar como recompra de instrumento patrimonial qualquer pagamento feito quando do cancelamento ou liquidação, ou seja, a contrapartida do pagamento deve ser uma redução do patrimônio líquido, exceto se o valor do pagamento exceder o valor justo desse instrumento, mensurado na data da recompra. Qualquer excesso deve ser reconhecido como despesa do período. Contudo, se o acordo de pagamento baseado em ações incluir componentes passivos, a entidade deve reavaliar o valor justo dessas obrigações exigíveis na data do cancelamento ou liquidação. Qualquer pagamento feito para liquidar esses componentes passivos deve ser contabilizado como amortização integral do respectivo passivo; (c) se novos instrumentos patrimoniais forem outorgados aos empregados e, na respectiva data dessa nova outorga, a entidade reconhecer a transação como substituição dos instrumentos cancelados, a entidade deve considerar a outorga dos novos instrumentos (em substituição aos cancelados) como modificação dos instrumentos patrimoniais originalmente outorgados, em conformidade com o item 27 e com as orientações contidas no Apêndice B. O valor justo incremental deve ser a diferença entre o valor justo dos novos instrumentos patrimoniais dados em substituição e o valor justo dos instrumentos cancelados, na data da outorga dos novos instrumentos dados em substituição. O valor justo líquido dos instrumentos patrimoniais cancelados será o seu valor justo imediatamente antes do respectivo cancelamento menos o montante de algum pagamento aos empregados quando do cancelamento dos mesmos, o qual deve ser contabilizado como redução do patrimônio líquido, em conformidade com a alínea (b). Se a entidade não reconhecer os novos instrumentos patrimoniais outorgados como substituição dos instrumentos patrimoniais cancelados, a entidade deve contabilizar esses novos instrumentos como outorga adicional de novos instrumentos patrimoniais.

CPC 10.21

CPC 10.27

CPC 10.28

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CPC 10.30

Nas transações de pagamento baseadas em ações liquidadas em dinheiro, a entidade deve mensurar os produtos ou serviços adquiridos e o passivo incorrido ao valor justo desse passivo. Até que o passivo seja liquidado, a entidade deve reavaliar o valor justo desse passivo no fim de cada exercício social e na data da liquidação, sendo qualquer mudança de valor reconhecida no resultado do período. A entidade deve reconhecer os serviços e o passivo correspondente quando os serviços forem prestados. Por exemplo, algum direito imediatamente concedido sobre a valorização das ações, sem que os empregados tenham de completar determinado tempo de serviço, torna esses empregados titulares do direito ao recebimento futuro. Na ausência de evidência em contrário, a entidade deve presumir que os serviços já foram prestados pelos empregados em contrapartida aos direitos sobre a valorização de ações. Então, a entidade deve imediatamente reconhecer os serviços recebidos e o correspondente passivo. Quando os direitos sobre a valorização de ações são concedidos aos empregados somente após terem completado período específico de serviço, a entidade deve reconhecer os serviços recebidos e o correspondente passivo ao longo desse respectivo período, à medida que os serviços são prestados pelos empregados. O passivo deve ser mensurado, inicialmente e ao fim de cada exercício social, até a sua liquidação, pelo valor justo dos direitos sobre a valorização de ações, mediante a aplicação de modelo de precificação de opções e considerando os termos e condições sob os quais os direitos foram outorgados, à medida que os serviços são prestados pelos empregados. A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações contábeis entender a natureza e a extensão de acordos de pagamento baseados em ações que ocorreram durante o período. Para fins de aplicação do disposto no item 10 nas transações com outras partes que não os empregados, normalmente não se aceita a premissa de que não se pode mensurar confiavelmente o valor justo dos produtos ou serviços recebidos. Dessa forma, o valor justo destes deve ser mensurado na data em que a entidade obtém os produtos ou que a contraparte presta os serviços. Em casos raros, quando não for possível mensurar com confiabilidade o valor justo dos produtos ou serviços recebidos e o correspondente aumento do patrimônio líquido, ela deve efetuar essa mensuração indiretamente, ou seja, com base no valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados na data em que os produtos são recebidos pela entidade ou os serviços são prestados pela contraparte.

CPC 10.32

CPC 10.33

CPC 10.44

CPC 10.B42B44

No item 27 é requerido que, independentemente de eventuais modificações no prazo e condições em que foram outorgados os instrumentos patrimoniais, ou o cancelamento ou a liquidação do respectivo instrumento, a entidade deve reconhecer, no mínimo, os serviços recebidos mensurados pelo valor justo dos instrumentos na data da outorga, a menos que esses instrumentos não sejam concedidos por conta do não atendimento de condição de aquisição (outra diferente de uma condição de mercado) especificada na data da outorga. Adicionalmente, a entidade deve reconhecer os efeitos das modificações que aumentem o valor justo dos acordos de pagamento baseados em ações ou outra que, de outro modo, venha a beneficiar os empregados. Para aplicar as exigências do item 27: (a) Se a modificação aumentar o valor justo do instrumento patrimonial outorgado (ou seja, reduzindo o preço de exercício), mensurado imediatamente antes e depois da respectiva modificação, a entidade deve incluir o valor justo incremental na mensuração do montante reconhecido dos serviços recebidos em troca do instrumento outorgado. O valor justo incremental outorgado é a diferença entre o valor justo do instrumento modificado e o valor do instrumento patrimonial nas condições originais, ambos estimados na data da modificação. Se a modificação ocorrer durante o período de aquisição, o valor justo incremental deve ser incluído na mensuração do montante reconhecido como serviços recebidos para o período entre a data da modificação e a data da aquisição do instrumento modificado, adicionalmente ao montante baseado no valor justo na data da outorga do instrumento patrimonial original, para o período de aquisição remanescente. Se a modificação ocorrer após a data da aquisição, o valor justo incremental outorgado deve ser reconhecido imediatamente, ou durante o período de aquisição se for exigido do empregado que ele venha a completar período adicional de serviço antes de tornar-se incondicionalmente titular do respectivo instrumento patrimonial modificado; (b) Similarmente, se a modificação aumentar o número de instrumentos patrimoniais outorgados, a entidade deve incluir o valor justo do instrumento patrimonial adicional, mensurado na data da modificação, na mensuração do montante reconhecido para os serviços recebidos em troca do instrumento patrimonial outorgado, consistentemente com os requisitos na alínea (a). Por exemplo, se a modificação ocorrer durante o período de aquisição, o valor justo do adicional instrumento patrimonial outorgado deve ser incluído na mensuração do montante reconhecido como serviços recebidos no período entre a data da modificação e a data da aquisição desse instrumento adicional, em complemento ao montante baseado no valor justo na data da outorga do instrumento patrimonial originalmente outorgado, o qual será reconhecido no período original de aquisição remanescente; (c) Se a entidade modificar as condições de aquisição de modo a beneficiar os empregados, por exemplo, pela redução do período de aquisição ou pela modificação ou eliminação de condições de desempenho (que não

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seja uma condição de mercado, cujas mudanças devem ser contabilizadas de acordo com a alínea (a), a entidade deve considerar as condições modificadas na contabilização quando aplicar o disposto nos itens 19 a 21. Se a entidade modificar os prazos ou condições dos instrumentos patrimoniais outorgados de modo a reduzir o valor justo total dos acordos de pagamento baseados em ações, ou de outro modo que não beneficie os empregados, a entidade deve, contudo, continuar a contabilizar os serviços recebidos em troca dos instrumentos patrimoniais outorgados como se aquela modificação não tivesse ocorrido (a não ser que haja um cancelamento de algum ou todos os instrumentos patrimoniais outorgados, os quais devem ser contabilizados em conformidade com o item 28). Por exemplo: (a) se a modificação reduzir o valor justo do instrumento patrimonial outorgado, mensurado imediatamente antes e depois da modificação, a entidade não deve considerar essa redução no valor justo e deve continuar a mensurar o montante reconhecido dos serviços recebidos em troca dos instrumentos patrimoniais, baseado no valor justo desses instrumentos, na data da outorga; (b) se a modificação reduzir o número de instrumentos patrimoniais outorgados aos empregados, essa redução deve ser contabilizada como cancelamento de parte dos instrumentos outorgados, em conformidade com o exigido no item 28; (c) se a entidade modificar as condições de aquisição de modo que não beneficie os empregados, por exemplo, pelo aumento do período de aquisição ou pela modificação ou aumento das condições de desempenho (que não seja uma condição de mercado, cujas mudanças devem ser contabilizadas em conformidade com a alínea (a), a entidade não deve considerar as condições de aquisição modificadas na contabilização quando aplicar o disposto nos itens 19 a 21.

CPC 41.45

Para calcular o resultado diluído por ação, a companhia deve presumir o exercício de opções, bônus de subscrição e semelhantes diluidores da companhia. Os valores presumidos provenientes desses instrumentos devem ser considerados como tendo sido recebidos da emissão de ações ordinárias ao preço médio de mercado das ações ordinárias durante o período. A diferença entre o número de ações ordinárias emitidas e o número de ações ordinárias que teriam sido emitidas ao preço médio de mercado das ações ordinárias durante o período deve ser tratada como emissão de ações ordinárias sem qualquer contrapartida.

2.12. Instrumentos financeiros – reconhecimento inicial e mensuração subsequente
Os termos que se seguem são usados neste Pronunciamento com os significados especificados:
CPC 38.09

Definição de derivativo
Derivativo é um instrumento financeiro ou outro contrato dentro do alcance deste Pronunciamento Técnico (ver itens 2 a 7) com todas as três características seguintes: (a) o seu valor altera-se em resposta à alteração na taxa de juros especificada, preço de instrumento financeiro, preço de mercadoria, taxa de câmbio, índice de preços ou de taxas, avaliação ou índice de crédito, ou outra variável, desde que, no caso de variável não financeira, a variável não seja específica de uma parte do contrato (às vezes denominada ―subjacente‖); (b) não é necessário qualquer investimento líquido inicial ou investimento líquido inicial que seja inferior ao que seria exigido para outros tipos de contratos que se esperaria que tivessem resposta semelhante às alterações nos fatores de mercado; e (c) é liquidado em data futura.

Definições de quatro categorias de instrumentos financeiros
Ativo financeiro, ou passivo financeiro mensurado pelo valor justo por meio do resultado, é um ativo financeiro ou um passivo financeiro que satisfaz qualquer das seguintes condições: (a) é classificado como mantido para negociação. Um ativo financeiro ou um passivo financeiro é classificado como mantido para negociação se for: (i) adquirido ou incorrido principalmente para a finalidade de venda ou de recompra em prazo muito curto; (ii) no reconhecimento inicial, é parte de carteira de instrumentos financeiros identificados que são gerenciados em conjunto e para os quais existe evidência de modelo real recente de tomada de lucros a curto prazo; ou (iii) derivativo (exceto no caso de derivativo que seja contrato de garantia financeira ou um instrumento de hedge designado e eficaz); (b) no momento do reconhecimento inicial, ele é designado pela entidade pelo valor justo por meio do resultado. A entidade só pode usar essa designação quando for permitido pelo item 11A, ou quando tal resultar em informação mais relevante, porque:
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(i) elimina ou reduz significativamente uma inconsistência na mensuração ou no reconhecimento (por vezes, denominada inconsistência contábil‖) que de outra forma resultaria da mensuração de ativos ou passivos ou do reconhecimento de ganhos e perdas sobre eles em diferentes bases; ou (ii) um grupo de ativos financeiros, passivos financeiros ou ambos é gerenciado e o seu desempenho avaliado em base de valor justo, de acordo com uma estratégia documentada de gestão do risco ou de investimento, e a informação sobre o grupo é fornecida internamente ao pessoal–chave da gerência da entidade nessa base (como definido no Pronunciamento Técnico CPC 05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas), por exemplo, a diretoria e o presidente executivo da entidade. No Pronunciamento Técnico CPC 40 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação, os itens 9 a 11 e B4 exigem que a entidade forneça divulgação a respeito dos ativos financeiros e dos passivos financeiros por ela designados pelo valor justo por meio do resultado, incluindo a forma como satisfez essas condições. Para instrumentos que se qualificam de acordo com (ii) acima, essa divulgação inclui a descrição narrativa de como a designação pelo valor justo por meio do resultado é consistente com a estratégia documentada da entidade de gestão do risco ou de investimento. Os investimentos em instrumentos patrimoniais que não tenham o preço de mercado cotado em mercado ativo, e cujo valor justo não possa ser confiavelmente medido (ver o item 46(c) e o Apêndice A, itens AG80 e AG81), não devem ser designados pelo valor justo por meio do resultado. É de notar que os itens 48, 48A, 49 e o Apêndice A, itens AG69 a AG82, que estabelecem os requisitos para determinar uma mensuração confiável do valor justo de ativo financeiro ou passivo financeiro, se aplicam igualmente a todos os itens que sejam medidos pelo valor justo, quer seja por designação ou por outro método, ou cujo valor justo seja divulgado. Investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com vencimentos definidos para os quais a entidade tem a intenção positiva e a capacidade de manter até o vencimento (ver o Apêndice A, item AG16 a AG25), exceto: (a) os que a entidade designa no reconhecimento inicial pelo valor justo por meio do resultado; (b) os que a entidade designa como disponível para venda; e (c) os que satisfazem a definição de empréstimos e contas a receber. A entidade não deve classificar nenhum ativo financeiro como mantido até o vencimento se a entidade tiver, durante o exercício social corrente ou durante os dois exercícios sociais precedentes, vendido ou reclassificado mais do que uma quantia insignificante de investimentos mantidos até o vencimento antes do vencimento (mais do que insignificante em relação à quantia total dos investimentos mantidos até o vencimento), que não seja por vendas ou reclassificações que: (i) estejam tão próximos do vencimento ou da data de compra do ativo financeiro (por exemplo, menos de três meses antes do vencimento) que as alterações na taxa de juro do mercado não teriam efeito significativo no valor justo do ativo financeiro; (ii) ocorram depois de a entidade ter substancialmente recebido todo o capital original do ativo financeiro por meio de pagamentos programados ou de pagamentos antecipados; ou (iii) sejam atribuíveis a um acontecimento isolado que esteja fora do controle da entidade, não seja recorrente e não tenha podido ser razoavelmente previsto pela entidade. Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis que não estão cotados em mercado ativo, exceto: (a) os que a entidade tem intenção de vender imediatamente ou no curto prazo, os quais são classificados como mantidos para negociação, e os que a entidade, no reconhecimento inicial, designa pelo valor justo por meio do resultado; (b) os que a entidade, após o reconhecimento inicial, designa como disponíveis para venda; ou (c) aqueles com relação aos quais o detentor não possa recuperar substancialmente a totalidade do seu investimento inicial, que não seja devido à deterioração do crédito, e que são classificados como disponíveis para a venda. Um interesse adquirido num conjunto de ativos que não seja empréstimo nem conta a receber (por exemplo, participação em fundo mútuo ou em fundo semelhante) não é empréstimo nem recebível. Ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles ativos financeiros não derivativos que são designados como disponíveis para venda ou que não são classificados como (a) empréstimos e contas a receber; (b) investimentos mantidos até o vencimento; ou (c) ativos financeiros pelo valor justo por meio do resultado. Definição de contrato de garantia financeira Contrato de garantia financeira consiste em contrato que requer que o emitente efetue pagamentos
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especificados, a fim de reembolsar o detentor por perda em que incorrer devido ao fato de o devedor especificado não efetuar o pagamento na data prevista, de acordo com as condições iniciais ou alteradas de instrumento de dívida.

Definições relativas a reconhecimento e mensuração
Custo amortizado de ativo financeiro ou de passivo financeiro é a quantia pela qual o ativo financeiro ou o passivo financeiro é medido no reconhecimento inicial menos os reembolsos de capital, mais ou menos a amortização cumulativa usando o método dos juros efetivos de qualquer diferença entre essa quantia inicial e a quantia no vencimento, e menos qualquer redução (diretamente ou por meio do uso de conta redutora) quanto à perda do valor recuperável ou incobrabilidade. Método de juros efetivos é o método de calcular o custo amortizado de ativo financeiro ou de passivo financeiro (ou grupo de ativos ou de passivos financeiros) e de alocar a receita ou a despesa de juros no período. A taxa efetiva de juros é a taxa que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos de caixa futuros estimados durante a vida esperada do instrumento ou, quando apropriado, o período mais curto na quantia escriturada líquida do ativo financeiro ou do passivo financeiro. Ao calcular a taxa efetiva de juros, a entidade deve estimar os fluxos de caixa considerando todos os termos contratuais do instrumento financeiro (por exemplo, pagamento antecipado, opções de compra e semelhantes), mas não deve considerar perdas de crédito futuras. O cálculo inclui todas as comissões e parcelas pagas ou recebidas entre as partes do contrato que são parte integrante da taxa efetiva de juros (ver o Pronunciamento Técnico CPC 30 - Receitas), dos custos de transação e de todos os outros prêmios ou descontos. Existe um pressuposto de que os fluxos de caixa e a vida esperada de grupo de instrumentos financeiros semelhantes possam ser estimados confiavelmente. Contudo, naqueles casos raros em que não seja possível estimar confiavelmente os fluxos de caixa ou a vida esperada de instrumento financeiro (ou grupo de instrumentos financeiros), a entidade deve usar os fluxos de caixa contratuais durante todo o prazo contratual do instrumento financeiro (ou grupo de instrumentos financeiros). Desreconhecimento é a remoção de ativo financeiro ou de passivo financeiro anteriormente reconhecido do balanço patrimonial da entidade. Valor justo é a quantia pela qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso em transação sem favorecimento. Compra ou venda regular é uma compra ou venda de ativo financeiro sob contrato cujos termos exigem a entrega do ativo dentro do prazo estabelecido geralmente por regulação ou convenção no mercado em questão. Custo de transação é o custo incremental que seja diretamente atribuível à aquisição, emissão ou alienação de ativo financeiro ou de passivo financeiro (ver o Apêndice A, item AG13). Custo incremental é aquele que não teria sido incorrido se a entidade não tivesse adquirido, emitido ou alienado o instrumento financeiro.

Definições relativas à contabilidade de hedge
Compromisso firme é um acordo obrigatório para a troca de quantidade especificada de recursos a um preço especificado em data ou em datas futuras especificadas. Transação prevista é uma transação futura não comprometida, mas antecipada. Instrumento de hedge é um derivativo designado, ou (apenas para hedge do risco de alterações nas taxas de câmbio de moeda estrangeira) um ativo financeiro não derivativo designado, ou um passivo financeiro não derivativo, cujo valor justo ou fluxos de caixa se espera que compensem as alterações no valor justo ou nos fluxos de caixa de objeto de hedge designado (os itens 72 a 77 e o Apêndice A, itens AG94 a AG97, explicam em detalhes a definição de instrumento de hedge). Posição protegida é um ativo, passivo, compromisso firme, transação prevista altamente provável ou investimento líquido em operação no exterior que (a) expõe a entidade ao risco de alteração no valor justo ou nos fluxos de caixa futuros; e (b) foi designada como estando protegida (os itens 78 a 84 e o Apêndice A, itens AG98 a AG101 explicam em detalhes a definição de posição coberta). Eficácia de hedge é o grau segundo o qual as alterações no valor justo ou nos fluxos de caixa da posição coberta que sejam atribuíveis a um risco coberto são compensadas por alterações no valor justo ou nos fluxos de caixa do instrumento de hedge (ver Apêndice A, itens AG105 a AG113).
CPC 38.14

A entidade deve reconhecer o ativo financeiro ou o passivo financeiro nas suas demonstrações contábeis quando, e apenas quando, a entidade se tornar parte das disposições contratuais do instrumento (ver o item 38 com respeito a compras regulares de ativos financeiros). A compra ou venda regular de ativos financeiros deve ser reconhecida e desreconhecida, conforme aplicável, usando a contabilização pela data da negociação ou pela data de liquidação (ver o Apêndice A, itens AG53 a AG56).
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CPC 38.38

CPC 38.43

Quando um ativo financeiro ou um passivo financeiro é inicialmente reconhecido, a entidade deve mensurá-lo pelo seu valor justo mais, no caso de ativo financeiro ou passivo financeiro que não seja pelo valor justo por meio do resultado, os custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão do ativo financeiro ou passivo financeiro. De acordo com o item 117 do Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis, a entidade divulga, na nota explicativa sobre as políticas contábeis, as bases de mensuração usadas na elaboração das demonstrações contábeis e as outras políticas contábeis usadas que sejam relevantes para o entendimento dessas demonstrações contábeis. Derivativo embutido é um componente de instrumento híbrido (combinado) que também inclui um contrato principal não derivativo – em resultado disso, alguns dos fluxos de caixa do instrumento combinado variam de forma semelhante a um derivativo isolado. O derivativo embutido faz com que alguns ou todos os fluxos de caixa que de outra forma seriam exigidos pelo contrato sejam modificados de acordo com a taxa de juros especificada, preço de instrumento financeiro, preço de mercadoria, taxa de câmbio, índice de preços ou de taxas, avaliação ou índice de crédito, ou outra variável, desde que, no caso de variável não financeira, a variável não seja específica de uma das partes do contrato. Um derivativo que esteja anexo a um instrumento financeiro, mas que seja contratualmente transferível independentemente desse instrumento, ou que tenha uma contraparte diferente desse instrumento, não é um derivativo embutido, mas um instrumento financeiro separado. O derivativo embutido deve ser separado do contrato principal e contabilizado como derivativo segundo este CPC se, e apenas se: (a) as características econômicas e os riscos do derivativo embutido não estiverem intimamente relacionados com as características econômicas e os riscos do contrato principal (ver Apêndice A, itens AG30 e AG33); (b) o instrumento separado com as mesmas características que o derivativo embutido satisfizer a definição de derivativo; e (c) o instrumento híbrido (combinado) não for medido pelo valor justo com as alterações no valor justo reconhecidas no resultado (i.e., o derivativo que esteja embutido num ativo financeiro ou passivo financeiro pelo valor justo por meio do resultado não é um derivativo separado). Se o derivativo embutido for separado, o contrato principal deve ser contabilizado segundo este Pronunciamento Técnico se ele for instrumento financeiro, e de acordo com outros Pronunciamentos apropriados se não for instrumento financeiro. Este Pronunciamento não trata da questão de se o derivativo embutido deve ser apresentado separadamente no balanço patrimonial.

CPC 40.21

CPC 38.10

CPC 38.11

CPC 38.45

Para a finalidade de medir um ativo financeiro após o reconhecimento inicial, este Pronunciamento classifica os ativos financeiros nas quatro categorias definidas no item 9: (a) (b) (c) (d) ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; investimentos mantidos até o vencimento; empréstimos e contas a receber; e ativos financeiros disponíveis para venda.

Essas categorias aplicam-se à mensuração e ao reconhecimento do resultado segundo este Pronunciamento. A entidade pode usar outras descrições para essas categorias ou outras categorizações quando apresentar a informação nas demonstrações contábeis. A entidade deve divulgar nas notas explicativas as informações exigidas pelo Pronunciamento Técnico CPC 40 – Instrumentos Financeiros – Evidenciação.
CPC 38.46

Após o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar os ativos financeiros, incluindo os derivativos que sejam ativos, pelos seus valores justos sem nenhuma dedução dos custos de transação em que possa incorrer na venda ou em outra alienação, exceto quanto aos seguintes ativos financeiros: (a) empréstimos e contas a receber conforme definidos no item 9, que devem ser mensurados pelo custo amortizado usando o método dos juros efetivos; (b) investimentos mantidos até o vencimento conforme definidos no item 9, que devem ser medidos pelo custo amortizado usando o método dos juros efetivos; e (c) investimentos em instrumentos patrimoniais que não tenham preço de mercado cotado em mercado ativo e cujo valor justo não possa ser confiavelmente medido, e derivativos que devam ser liquidados pela entrega desses instrumentos patrimoniais não cotados, os quais devem ser medidos pelo custo (ver o Apêndice A, itens AG80 e AG81). Os ativos financeiros que sejam designados como posições protegidas estão sujeitos a mensuração segundo os requisitos da contabilidade de hedge contidos nos itens 89 a 102. Todos os ativos financeiros, exceto aqueles mensurados pelo valor justo por meio do resultado, estão sujeitos a revisão quanto à perda do valor recuperável de acordo com os itens 58 a 70 e o Apêndice A, itens AG84 a AG93.

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CPC 38. AG14

A negociação reflete normalmente a compra e a venda ativas e frequentes, e os instrumentos financeiros mantidos para negociação são geralmente usados com o objetivo de gerar lucro com as flutuações de curto prazo no preço ou na margem do operador. A entidade aplica o Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis a ativos financeiros e passivos financeiros que sejam itens monetários de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02 e estejam denominados em moeda estrangeira. De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, qualquer ganho e perda em moeda estrangeira relativo a ativos monetários e passivos monetários é reconhecido no resultado. Uma exceção é um item monetário que é designado como instrumento de cobertura ou na cobertura de fluxo de caixa (ver itens 95 a 101) ou na cobertura de investimento líquido (ver item 102). Para a finalidade de reconhecer ganhos e perdas em moeda estrangeira de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, um ativo financeiro monetário disponível para venda é tratado como se fosse escriturado pelo custo amortizado na moeda estrangeira. Em harmonia com isso, para esse tipo de ativo financeiro, as diferenças de câmbio resultantes de alterações no custo amortizado são reconhecidas no resultado, e outras alterações na quantia escriturada são reconhecidas de acordo com o item 55(b). No caso dos ativos financeiros disponíveis para venda que não sejam itens monetários de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02 (por exemplo, instrumentos patrimoniais), o ganho ou a perda que é reconhecido diretamente como outros resultados abrangentes de acordo com o item 55(b) inclui qualquer componente em moeda estrangeira relacionado. Se houver relação de hedge entre um ativo monetário não derivativo e um passivo monetário não derivativo, as alterações no componente em moeda estrangeira desses instrumentos financeiros são reconhecidas no resultado.

CPC 38. AG 83

Reclassificação
CPC 38.50 -50D

A entidade: (a) não deve reclassificar um instrumento financeiro derivativo de ou para a categoria mensurado ao valor justo por meio do resultado enquanto ele é mantido ou emitido; (b) não deve reclassificar um instrumento da categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado se no reconhecimento inicial ele foi classificado como mensurado ao valor justo por meio do resultado; e (c) pode, se um ativo financeiro não é mais mantido com o propósito de venda ou recompra no curto prazo (mesmo no caso de o ativo ter sido adquirido com o propósito de negociação ou recompra no curto prazo), reclassificá-lo da categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado se os requisitos nos itens 50B ou 50D forem atendidos. A entidade não deve reclassificar um instrumento financeiro para a categoria mensurado ao valor justo por meio do resultado após o reconhecimento inicial. As seguintes mudanças nas circunstâncias não são reclassificações no que tange ao item 50: (a) um derivativo que estava designado como instrumento de hedge efetivo em hedge de fluxo de caixa ou de investimento líquido no exterior e não mais atende aos requisitos; (b) um derivativo que se torna instrumento de hedge eficaz em uma relação de hedge de fluxo de caixa ou de investidor no exterior; (c) instrumentos financeiros são reclassificados quando a companhia de seguro muda sua política contábil de acordo com o item 45 do Pronunciamento. Um ativo financeiro para o qual o item 50(c) se aplica (exceto um ativo financeiro do tipo descrito no item 50D) pode ser reclassificado da categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado somente em circunstâncias excepcionais. Se a entidade reclassifica um ativo financeiro da categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado de acordo com o item 50B, o ativo financeiro deve ser reclassificado pelo fair value na data de sua reclassificação. Qualquer ganho ou perda já reconhecido no resultado não deve ser revertido. O valor justo do instrumento financeiro na data de sua reclassificação se torna seu novo custo ou custo amortizado, o que se aplicar. Um ativo financeiro para o qual o item 50C se aplica que atenderia à definição de empréstimos e recebíveis (se o ativo financeiro não tivesse sido classificado como mantido para negociação no reconhecimento inicial) pode ser reclassificado da categoria mensurado ao valor justo por meio do resultado se a entidade tem a intenção e a capacidade de manter o ativo para um futuro previsível ou até o vencimento.

CPC 38.46 (a), (b)

Após o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar os ativos financeiros, incluindo os derivativos que sejam ativos, pelos seus valores justos sem nenhuma dedução dos custos de transação em que possa incorrer na venda ou em outra alienação, exceto quanto aos seguintes ativos financeiros:

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(a) empréstimos e contas a receber conforme definidos no item 9, que devem ser mensurados pelo custo amortizado usando o método dos juros efetivos; (b) investimentos mantidos até o vencimento conforme definidos no item 9, que devem ser medidos pelo custo amortizado usando o método dos juros efetivos.
CPC 38.50(e)

Um ativo financeiro classificado como disponível para a venda que atenderia à definição de empréstimos e recebíveis (se não tivesse sido designado no reconhecimento inicial como disponível para a venda) pode ser reclassificado da categoria de disponível para a venda para a categoria de empréstimos e recebíveis se a entidade tem a intenção e a capacidade de manter o ativo financeiro para um futuro previsível ou até o vencimento. Se a entidade reclassificar um ativo financeiro da categoria de mensurado ao valor justo por meio do resultado de acordo com o disposto no item 50D ou da categoria de disponível para a venda de acordo com o disposto no item 50E, ela deve reclassificar o ativo financeiro pelo seu valor justo na data da reclassificação. Para um ativo financeiro reclassificado de acordo com o item 50D, qualquer ganho ou perda já reconhecido no resultado não deve ser revertido. O valor justo do ativo financeiro na data da reclassificação se torna o novo custo ou custo amortizado, o que se aplicar. Para um ativo financeiro reclassificado da categoria de disponível para a venda de acordo com o item 50E, qualquer ganho ou perda prévio nesse ativo que tenha sido reconhecido em ajustes de avaliação patrimonial (conta de patrimônio líquido) de acordo com o item 55B deve ser contabilizado de acordo com o item 54. O ganho ou a perda proveniente de alteração no valor justo de ativo financeiro ou passivo financeiro que não faça parte de relacionamento de hedge (ver itens 89 a 102) deve ser reconhecido como segue: (a) o ganho ou a perda resultante de ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado pelo valor justo por meio do resultado deve ser reconhecido no resultado.

CPC 38.50(f)

CPC 38.55(a)

CPC 38.55(b)

O ganho ou a perda proveniente de alteração no valor justo de ativo financeiro ou passivo financeiro que não faça parte de relacionamento de hedge (ver itens 89 a 102) deve ser reconhecido como segue: (b) o ganho ou a perda resultante de ativo financeiro disponível para venda deve ser reconhecido como outros resultados abrangentes (ver o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis), exceto no caso de perdas no valor recuperável (ver itens 67 a 70) e de ganhos e perdas cambiais (ver o Apêndice A, item AG83), até que o ativo financeiro seja desreconhecido, momento em que o ganho ou a perda cumulativo anteriormente reconhecido com outros resultados abrangentes deve ser reconhecido no resultado. Contudo, os juros calculados usando o método dos juros efetivos (ver item 9) é reconhecido no resultado (ver o Pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas). Os dividendos resultantes de instrumento patrimonial disponível para venda são reconhecidos no resultado quando o direito da entidade de recebê-los é estabelecido (Pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas).

CPC 38.56

Para os ativos financeiros e passivos financeiros contabilizados pelo custo amortizado (ver itens 46 e 47), é reconhecido o ganho ou a perda no resultado quando o ativo financeiro ou o passivo financeiro for desreconhecido ou estiver sujeito a perda no valor recuperável, e por meio do processo de amortização. Contudo, para os ativos financeiros ou passivos financeiros que sejam posições cobertas (ver itens 78 a 84 e o Apêndice A, itens AG98 a AG101), a contabilização do ganho ou perda deve seguir os itens 89 a 102.

CPC 38.67

Quando o declínio no valor justo de ativo financeiro disponível para venda foi reconhecido como outros resultados abrangentes e houver evidência objetiva de que o ativo tem perda no valor recuperável (ver item 59), a perda cumulativa que tinha sido reconhecida como outros resultados abrangentes deve ser tratada como ajuste por reclassificação e reconhecida no resultado mesmo que o ativo financeiro não tenha sido desreconhecido. Um hedge de risco cambial de compromisso firme pode ser contabilizado como hedge de valor justo ou como hedge de fluxo de caixa. A entidade deve avaliar, na data de cada balanço patrimonial, se existe ou não qualquer evidência objetiva de que um ativo financeiro, ou um grupo de ativos financeiros, esteja sujeito a perda no valor recuperável. Se tal evidência existir, a entidade deve aplicar o item 63 (para ativos financeiros contabilizados pelo custo amortizado), o item 66 (para ativos financeiros contabilizados pelo custo) ou o tem 67 (para ativos financeiros disponíveis para venda) para determinar a quantia de qualquer perda no valor recuperável. Um ativo financeiro, ou um grupo de ativos financeiros, tem perda no valor recuperável e incorre-se em perda no valor recuperável se, e apenas se, existir evidência objetiva de perda no valor recuperável como resultado de um ou mais eventos que ocorreram após o reconhecimento inicial do ativo (evento de perda) e se esse evento (ou eventos) de perda tiver impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro, ou do grupo de ativos financeiros, que possa ser confiavelmente estimado. Pode não ser possível identificar um único evento discreto que tenha causado a perda no valor recuperável. Em vez disso, o efeito combinado de vários
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CPC 38.87 CPC 30.58

CPC 30.59

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eventos pode ter causado a perda no valor recuperável. As perdas esperadas como resultado de acontecimentos futuros, independentemente do grau de probabilidade, não são reconhecidas. A evidência objetiva de que um ativo financeiro, ou um grupo de ativos, tem perda no valor recuperável inclui dados observáveis que chamam a atenção do detentor do ativo a respeito dos seguintes eventos de perda: (a) significativa dificuldade financeira do emitente ou do obrigado; (b) quebra de contrato, tal como o descumprimento ou atraso nos pagamentos de juros ou de capital; (c) emprestador ou financiador, por razões econômicas ou legais relacionadas com as dificuldades financeiras do tomador do empréstimo ou do financiamento, oferece ao tomador uma concessão que o emprestador ou financiador de outra forma não consideraria; (d) torna-se provável que o devedor vá entrar em processo de falência ou outra reorganização financeira; (e) desaparecimento de mercado ativo para esse ativo financeiro devido a dificuldades financeiras; ou (f) dados observáveis indicando que existe decréscimo mensurável nos fluxos de caixa futuros estimados de grupo de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial desses ativos, embora o decréscimo ainda não possa ser identificado com os ativos financeiros individuais do grupo, incluindo: (i) alterações adversas no status do pagamento dos devedores do grupo (por exemplo, número crescente de pagamentos atrasados ou número crescente de devedores de cartão de crédito que atingiram o seu limite de crédito e estão apenas pagando a quantia mínima mensal); ou (ii) as condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com os descumprimentos relativos aos ativos do grupo (por exemplo, aumento na taxa de desemprego na área geográfica dos devedores, decréscimo nos preços das propriedades para hipotecas na área relevante, decréscimo nos preços do petróleo para ativos de empréstimo a produtores de petróleo, ou alterações adversas nas condições da indústria que afetem os devedores do grupo).
CPC 38.14

A entidade deve reconhecer o ativo financeiro ou o passivo financeiro nas suas demonstrações contábeis quando, e apenas quando, a entidade se tornar parte das disposições contratuais do instrumento (ver o item 38 com respeito a compras regulares de ativos financeiros). A entidade deve desreconhecer um ativo financeiro quando, e apenas quando: (a) os direitos contratuais aos fluxos de caixa de ativo financeiro expiram; ou

CPC 38.17(a)

CPC 38.18(b)

A entidade transfere um ativo financeiro se, apenas se: (b) retiver os direitos contratuais de receber fluxos de caixa do ativo financeiro, mas assumir a obrigação contratual de pagar os fluxos de caixa a um ou mais destinatários em acordo que satisfaça as condições do item 19.

CPC 38.20(a)

Quando a entidade transfere um ativo financeiro (ver item 18), deve avaliar até que ponto ela retém os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro. Nesse caso: (a) se a entidade transferir substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro, a entidade deve desreconhecer o ativo financeiro e reconhecer separadamente como ativos ou passivos quaisquer direitos e obrigações criados ou retidos com a transferência.

CPC 38.20(c)

Quando a entidade transfere um ativo financeiro (ver item 18), deve avaliar até que ponto ela retém os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro. Nesse caso: (c) se a entidade não transferir nem retiver substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade do ativo financeiro, a entidade deve determinar se reteve o controle do ativo financeiro. Nesse caso: (i) se a entidade não retiver o controle, ela deve desreconhecer o ativo financeiro e reconhecer separadamente como ativo ou passivo quaisquer direitos e obrigações criados ou retidos com a transferência; (ii) se a entidade retiver o controle, ela deve continuar a reconhecer o ativo financeiro na medida do seu envolvimento continuado no ativo financeiro (ver o item 30).

CPC 38.30(a)

Se a entidade não transferir nem retiver substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade de ativo transferido, e retiver o controle do ativo transferido, a entidade continua a reconhecer o ativo transferido até o ponto do seu envolvimento continuado. A medida do envolvimento continuado da entidade no ativo transferido é o ponto até o qual ela está exposta a alterações no valor do ativo transferido. Por exemplo: (a) quando o envolvimento continuado da entidade assumir a forma de garantia do ativo transferido, a medida do envolvimento continuado da entidade é a menor entre (i) a quantia do ativo e (ii) a quantia máxima de retribuição recebida que a entidade pode ser obrigada a reembolsar (a quantia de garantia).

CPC 38.39

A entidade deve remover um passivo financeiro (ou parte de passivo financeiro) de sua demonstração contábil quando, e apenas quando, for extinto – isto é, quando a obrigação especificada no contrato for retirada, cancelada ou expirar.
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CPC 38.40

A troca entre tomador e fornecedor de empréstimos existentes e tomador e fornecedor de instrumentos de dívida com termos substancialmente diferentes deve ser contabilizada como extinção do passivo financeiro original e reconhecimento de novo passivo financeiro. De modo similar, uma modificação substancial nos termos de passivo financeiro existente ou de parte dele (quer seja atribuível à dificuldade financeira do devedor, quer não) deve ser contabilizada como extinção do passivo financeiro original e reconhecimento de novo passivo financeiro. A diferença entre a quantia escriturada de passivo financeiro (ou de parte de passivo financeiro) extinto ou transferido para outra parte e a retribuição paga, incluindo quaisquer ativos não monetários transferidos ou passivos assumidos, deve ser reconhecida no resultado. Quando um ativo financeiro ou um passivo financeiro é inicialmente reconhecido, a entidade deve mensurá-lo pelo seu valor justo mais, no caso de ativo financeiro ou passivo financeiro que não seja pelo valor justo por meio do resultado, os custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão do ativo financeiro ou passivo financeiro. Após o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar todos os passivos financeiros pelo custo amortizado usando o método dos juros efetivos, exceto no caso de: (a) passivos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. Esses passivos, incluindo derivativos que sejam passivos, devem ser medidos pelo valor justo, exceto no caso de passivo derivativo que esteja ligado a e liquidado pela entrega de instrumento patrimonial não cotado, cujo valor justo não possa ser confiavelmente mensurado, o qual deve ser mensurado pelo custo; (b) passivos financeiros que surjam quando uma transferência de ativo financeiro não se qualifica para desreconhecimento ou quando se aplica a abordagem do envolvimento continuado. Os itens 29 e 31 aplicam-se à mensuração de tais passivos financeiros; (c) os contratos de garantia financeira conforme definidos no item 9. Após o reconhecimento inicial, o emitente desse contrato deve medi-lo (a não ser que se aplique o item 47(a) ou (b)) pelo mais alto dos seguintes valores: (i) a quantia determinada segundo o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e (ii) a quantia inicialmente reconhecida (ver item 43) menos, quando apropriado, a amortização cumulativa reconhecida de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas; (d) compromissos para conceder um empréstimo a uma taxa de juros inferior à do mercado. Após o reconhecimento inicial, o emitente de tal compromisso deve medi-lo (a não ser que se aplique o item 47(a)) pelo mais alto dos seguintes valores: (i) a quantia determinada segundo o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e (ii) a quantia inicialmente reconhecida (ver item 43) menos, quando apropriado, a amortização cumulativa reconhecida de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas. Os passivos financeiros designados como posições protegidas estão sujeitos aos requisitos da contabilidade de hedge dos itens 89 a 102.

CPC 38.41

CPC 38.43

CPC 38.47

CPC 38.48(a)

A melhor evidência de valor justo é a existência de preços cotados em mercado ativo. Se o mercado para um instrumento financeiro não estiver ativo, a entidade estabelece o valor justo usando uma técnica de avaliação. O objetivo de usar uma técnica de avaliação é estabelecer qual teria sido o preço da transação na data de mensuração em uma troca entre partes não relacionadas, sem favorecidos, motivada por considerações comerciais normais. As técnicas de valorização incluem o uso de recentes transações de mercado com isenção de participação entre partes conhecedoras e dispostas a isso, se estiverem disponíveis, referência ao valor justo corrente de outro instrumento que seja substancialmente o mesmo, análise do fluxo de caixa descontado e modelos de apreçamento de opções. Se existir uma técnica de avaliação comumente usada por participantes do mercado para determinar o preço do instrumento e se ficou demonstrado que essa técnica proporciona estimativas confiáveis de preços obtidas em transações de mercado reais, a entidade pode usar essa técnica. A técnica de avaliação escolhida tira o máximo proveito dos inputs do mercado e confia o menos possível em inputs específicos da entidade. Ela incorpora todos os fatores que os participantes de mercado considerariam ao determinar o preço e é consistente com metodologias econômicas aceitas para determinar o preço de instrumentos financeiros. Periodicamente, a entidade calibra a técnica de avaliação e testa a sua validade usando preços de quaisquer transações de mercado correntes observáveis relativas ao mesmo instrumento (i.e., sem modificação ou reempacotamento) ou baseadas em quaisquer dados de mercado observáveis disponíveis. O ganho ou a perda proveniente de alteração no valor justo de ativo financeiro ou passivo financeiro que não faça parte de relacionamento de hedge (ver itens 89 a 102) deve ser reconhecido como segue: (a) o ganho ou a perda resultante de ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado pelo valor justo por meio do resultado deve ser reconhecido no resultado.

CPC 38.55(a)

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CPC 38.56

Para os ativos financeiros e passivos financeiros contabilizados pelo custo amortizado (ver itens 46 e 47), é reconhecido o ganho ou a perda no resultado quando o ativo financeiro ou o passivo financeiro for desreconhecido ou estiver sujeito a perda no valor recuperável, e por meio do processo de amortização. Contudo, para os ativos financeiros ou passivos financeiros que sejam posições cobertas (ver itens 78 a 84 e o Apêndice A, itens AG98 a AG101), a contabilização do ganho ou perda deve seguir os itens 89 a 102.

CPC 38.63

Se existir evidência objetiva de que se tenha incorrido em perda no valor recuperável em empréstimos e contas a receber ou investimentos mantidos até o vencimento contabilizado pelo custo amortizado, a quantia da perda é medida como a diferença entre a quantia contabilizada do ativo e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo as perdas de crédito futuras em que não se tenha incorrido), descontado pela taxa efetiva de juros original do ativo financeiro (i.e., a taxa efetiva de juros calculada no reconhecimento inicial). A quantia escriturada do ativo deve ser baixada diretamente ou por meio do uso de conta redutora. A quantia da perda deve ser reconhecida no resultado. A entidade avalia primeiro se existe evidência objetiva de perda no valor recuperável individualmente para ativos financeiros que sejam individualmente significativos, e individual ou coletivamente para ativos financeiros que não sejam individualmente significativos (ver o item 59). Se a entidade determinar que não existe evidência objetiva de perda no valor recuperável para um ativo financeiro individualmente avaliado, quer seja significativo, quer não, ela inclui o ativo em grupo de ativos financeiros com características semelhantes de risco de crédito e avalia-os coletivamente quanto à perda no valor recuperável. Os ativos que sejam individualmente avaliados quanto à perda no valor recuperável e para os quais a perda no valor recuperável é ou continua a ser reconhecida não são incluídos na avaliação coletiva da perda no valor recuperável. Se, em período posterior, a quantia da perda no valor recuperável diminuir e a diminuição puder ser objetivamente relacionada com um acontecimento que ocorra após o reconhecimento da perda no valor recuperável (como uma melhora na avaliação de crédito do devedor), a perda por imparidade anteriormente reconhecida deve ser revertida, seja diretamente, seja ajustando por conta redutora. A reversão não deve resultar na quantia escriturada do ativo financeiro que exceda o que o custo amortizado teria sido, caso a perda no valor recuperável não tivesse sido reconhecida na data em que a perda no valor recuperável foi revertida. A quantia da reversão deve ser reconhecida no resultado.

CPC 38.64

CPC 38.65

CPC 38. AG93

Uma vez que um ativo financeiro, ou um grupo de ativos financeiros semelhantes, tenha sido reduzido como resultado de perda por redução ao valor recuperável de ativos, o rendimento de juros é daí em diante reconhecido usando a taxa de juros usada para descontar os fluxos de caixa futuros para a finalidade de medir a perda por redução ao valor recuperável de ativos. Quando o declínio no valor justo de ativo financeiro disponível para venda for reconhecido como outros resultados abrangentes e houver evidência objetiva de que o ativo tem perda no valor recuperável (ver item 59), a perda cumulativa que tinha sido reconhecida como outros resultados abrangentes deve ser tratada como ajuste por reclassificação e reconhecida no resultado mesmo que o ativo financeiro não tenha sido desreconhecido. A quantia da perda cumulativa que for reclassificada e reconhecida no resultado segundo o item 67 deve ser a diferença entre o custo de aquisição (líquido de qualquer amortização de juros e pagamento do principal) e o valor justo atual, menos qualquer perda no valor recuperável resultante desse ativo financeiro anteriormente reconhecido no resultado. As perdas no valor recuperável reconhecidas no resultado para investimento em instrumento patrimonial classificado como disponível para venda não devem ser revertidas por meio do resultado. Se, em período posterior, o valor justo de instrumento de dívida classificado como disponível para venda aumentar e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorra após o reconhecimento da perda no valor recuperável no resultado, a perda no valor recuperável deve ser revertida, sendo a quantia da reversão reconhecida no resultado. A perda por redução ao valor recuperável de ativos de ativo financeiro escriturados pelo custo amortizado é medida usando a taxa efetiva de juros original do instrumento financeiro, porque descontar à taxa de juros do mercado corrente iria, com efeito, impor a mensuração do valor justo sobre ativos financeiros que são de outro modo medidos pelo custo amortizado. Se os termos de empréstimo, de conta a receber ou de investimento mantido até o vencimento forem renegociados ou de outra forma modificados devido a dificuldades financeiras do mutuário ou do emitente, a perda por redução ao valor recuperável de ativos é medida usando a taxa efetiva de juros original antes da modificação dos termos. Os fluxos de caixa relacionados com contas a receber a curto prazo não são descontados se o efeito do desconto for imaterial. Se um empréstimo, uma conta a receber ou um investimento mantido até o vencimento tiver taxa de juros variáveis, a taxa de desconto para medir qualquer perda por redução ao valor recuperável de ativos segundo o item 63 é a taxa efetiva de juros corrente determinada de acordo com o contrato. Um método prático é o credor medir a perda por redução ao valor recuperável de ativos de ativo financeiro escriturado pelo custo amortizado na base do valor justo de instrumento, usando o preço de mercado observável. O cálculo do valor presente de fluxos de caixa
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CPC 38.67

CPC 38.68

CPC 38.69 CPC 38.70

CPC 38. AG84

futuros estimados de ativo financeiro garantido reflete os fluxos de caixa que podem resultar da execução menos os custos da obtenção e da venda da garantia, quer a execução menos os custos da obtenção e da venda da garantia sejam prováveis, quer não.
CPC 39.42

Um ativo financeiro e um passivo financeiro devem ser compensados, e o montante líquido apresentado nas demonstrações contábeis, quando, e somente quando, a entidade: (a) dispõe de um direito legalmente executável para liquidar pelo montante líquido; e (b) tiver a intenção tanto de liquidar em base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. Na contabilização da transferência de ativo financeiro que não se qualifica para baixa, a entidade não deve compensar o ativo transferido e o passivo associado (Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, item 36).

CPC 40.16

Quando ativos financeiros sofrem redução no valor recuperável por perdas com crédito e a entidade registra a perda no valor recuperável em conta separada (por exemplo, em conta de provisão usada para registrar perdas individuais ou conta similar usada para registrar perdas de forma coletiva), em vez de reduzir diretamente o montante do valor contábil do ativo, deve ser divulgada a conciliação das movimentações dessa conta durante o período para cada classe de ativos financeiros. De acordo com o item 117 do Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis, a entidade divulga, na nota explicativa sobre as políticas contábeis, as bases de mensuração usadas na elaboração das demonstrações contábeis e as outras políticas contábeis usadas que sejam relevantes para o entendimento dessas demonstrações contábeis. O item 21 requer a divulgação da base de mensuração usada na elaboração das demonstrações contábeis e de outras políticas contábeis usadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. Para os instrumentos financeiros, essa evidenciação inclui: (d) quando a conta de provisão é usada para reduzir o valor contábil de ativo financeiro que sofreu baixa por perdas no valor recuperável devido a perdas de crédito: (i) os critérios para determinar quando o valor contábil do ativo financeiro baixado é reduzido diretamente (ou, no caso da reversão de baixa, aumentado diretamente) e quando a provisão é utilizada; e (ii) os critérios para baixar montantes contabilizados na conta de provisão contra o valor contábil do ativo financeiro baixado (ver item 16);

CPC 40.21

CPC 40.B5 (d) (i-ii)

CPC 40.B5(f)

O item 21 requer a divulgação da base de mensuração usada na elaboração das demonstrações contábeis e de outras políticas contábeis usadas que sejam relevantes para a compreensão das demonstrações contábeis. Para os instrumentos financeiros, essa evidenciação inclui: (f) os critérios que a entidade utiliza para determinar que existe evidência objetiva de que perda do valor recuperável tenha ocorrido (ver item 20(e)).

CPC 40.27

A entidade deve divulgar, para cada classe de instrumentos financeiros, os métodos e, quando uma técnica de avaliação for usada, os pressupostos aplicados na determinação do valor justo de cada classe de ativo financeiro ou passivo financeiro. Por exemplo, se for o caso, a entidade divulga informações sobre os pressupostos relativos a taxas de pagamento antecipado, estimativas de percentuais de perda com créditos e taxas de juros ou taxas de desconto. Se houver mudança na técnica de avaliação, a entidade deve evidenciar essa mudança e a razão para fazê-la.

2.13. Instrumentos financeiros derivativos e contabilidade de hedge
CPC 01.82(b)

Reconhecimento inicial e mensuração subsequente
Se o ágio decorrente de expectativa de resultado futuro (goodwill) tiver sido alocado a uma unidade geradora de caixa e a entidade se desfizer de uma operação dentro daquela unidade, o ágio associado à operação baixada deverá ser: (b) medido com base nos valores relativos da operação baixada e na parcela da unidade geradora de caixa retida, a menos que a entidade consiga demonstrar que algum outro método reflita melhor o ágio (goodwill) associado à operação baixada.

CPC 38.55(a)

O ganho ou a perda proveniente de alteração no valor justo de ativo financeiro ou passivo financeiro que não faça parte de relacionamento de hedge (ver itens 89 a 102) deve ser reconhecido como segue: (a) o ganho ou a perda resultante de ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado pelo valor justo por meio do resultado deve ser reconhecido no resultado.

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CPC 38.86

As relações de hedge são de três tipos: (a) hedge de valor justo: hedge de exposição às alterações no valor justo de ativo ou passivo reconhecido ou de compromisso firme não reconhecido, ou de parte identificada de tal ativo, passivo ou compromisso firme, que seja atribuível a um risco particular e possa afetar o resultado; (b) hedge de fluxo de caixa: hedge de exposição à variabilidade nos fluxos de caixa que (i) seja atribuível a um risco particular associado a um ativo ou passivo reconhecido (tal como todos ou alguns dos futuros pagamentos de juros sobre uma dívida de taxa variável) ou a uma transação prevista altamente provável e que (ii) possa afetar o resultado; (c) hedge de investimento líquido em operação no exterior como definido na Pronunciamento Técnico CPC 02.

CPC 38.88

Uma relação de hedge qualifica-se para contabilidade de hedge segundo os itens 89 a 102 se, e apenas se, todas as condições seguintes forem satisfeitas: (a) no início do hedge, existe designação e documentação formais da relação de hedge e do objetivo e estratégia da gestão de risco da entidade para levar a efeito o hedge. Essa documentação deve incluir a identificação do instrumento de hedge, a posição ou transação coberta, a natureza do risco a ser coberto e a forma como a entidade vai avaliar a eficácia do instrumento de hedge na compensação da exposição a alterações no valor justo ou nos fluxos de caixa do item coberto atribuíveis ao risco coberto; (b) espera-se que o hedge seja altamente eficaz (ver o Apêndice A, itens AG105 a AG113) ao conseguir alterações de compensação no valor justo ou nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto, consistentemente com a estratégia de gestão de risco originalmente documentada para essa relação de hedge em particular; (c) quanto a hedge de fluxos de caixa, uma transação prevista que seja o objeto do hedge tem de ser altamente provável e tem de apresentar exposição a variações nos fluxos de caixa que poderiam, em última análise, afetar o resultado; (d) a eficácia do hedge pode ser confiavelmente medida, isto é, o valor justo ou os fluxos de caixa do item coberto que sejam atribuíveis ao risco coberto e ao valor justo do instrumento de hedge podem ser confiavelmente medidos (ver itens 46 e 47 e o Apêndice A, itens AG80 e AG81 para orientação sobre a determinação do valor justo); (e) o hedge é avaliado em base contínua e efetivamente determinado como tendo sido altamente eficaz durante todos os períodos das demonstrações contábeis para o qual o hedge foi designado.

CPC 38.89

Se um hedge de valor justo satisfizer as condições do item 88 durante o período, ele deve ser contabilizado como segue: (a) o ganho ou a perda resultante da nova mensuração do instrumento de hedge pelo justo valor (para instrumento de hedge derivativo), ou do componente de moeda estrangeira da sua quantia escriturada medido de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02 (para instrumento de hedge não derivativo), deve ser reconhecido no resultado; e (b) o ganho ou a perda resultante do item coberto atribuível ao risco coberto deve ajustar a quantia escriturada do item coberto a ser reconhecido no resultado. Isso se aplica se o item coberto for de outra forma medido pelo custo. O reconhecimento do ganho ou perda atribuível ao risco coberto no resultado se aplica se o item coberto for um ativo financeiro disponível para venda.

Hedge de valor justo
CPC 38.92

Qualquer ajuste resultante do item 89(b) feito na quantia escriturada de instrumento financeiro coberto para o qual for usado o método dos juros efetivos (ou, no caso de hedge de carteira de risco da taxa de juros, em linha separada do balanço patrimonial descrita no item 89A) deve ser amortizado no resultado. A amortização pode começar assim que um ajuste existir e deve começar no mais tardar quando o item coberto cessar de ser ajustado quanto às alterações no seu valor justo atribuíveis ao risco que está sendo coberto. O ajuste baseia-se na taxa efetiva de juros recalculada na data de início da amortização. Contudo, se, no caso de hedge de valor justo e da exposição à taxa de juros de carteira de ativos e passivos financeiros (e apenas em hedge desse tipo), a amortização usando uma taxa efetiva de juros recalculada não for praticável, o ajuste deve ser amortizado usando o método de linha reta. O ajuste deve ser completamente amortizado até o vencimento do instrumento financeiro ou, no caso de hedge de carteira de risco da taxa de juros, até a expiração do período de reprecificação relevante. Quando um instrumento firme não reconhecido for designado como item coberto, a alteração cumulativa posterior no valor justo do compromisso firme atribuível ao risco coberto é reconhecida como ativo ou passivo, com o ganho ou a perda correspondente reconhecido no resultado (ver item 89(b)). As alterações no valor justo do instrumento de hedge também são reconhecidas no resultado.

CPC 38.93

Hedge de fluxo de caixa
CPC 38.95

Se um hedge de fluxo de caixa satisfizer as condições do item 88 durante o período, ele deve ser contabilizado como segue:

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(a) a parte do ganho ou perda resultante do instrumento de hedge que é determinada como hedge eficaz (ver item 88) deve ser reconhecida diretamente como outros resultados abrangentes (ver o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis); e (b) a parte ineficaz do ganho ou perda resultante do instrumento de hedge deve ser reconhecida no resultado.
CPC 38.97

Se o hedge de transação projetada subsequentemente resulta no reconhecimento de ativo ou passivo financeiro, os ganhos ou perdas associados que foram reconhecidos em ajustes de avaliação patrimonial (outros resultados abrangentes), de acordo com o disposto no item 95, devem ser reclassificados do patrimônio líquido para resultado como ajuste de reclassificação (ver o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis) no mesmo período ou períodos nos quais o fluxo de caixa protegido afeta o resultado (como, por exemplo, no período no qual a receita ou a despesa de juro é reconhecida). No entanto, se a entidade espera que toda, ou parte, da perda reconhecida em ajustes de avaliação patrimonial não será recuperada nos períodos futuros, ela deve reclassificar esse valor para o resultado como ajuste de reclassificação que não se espera recuperar. Se o hedge de transação prevista resultar posteriormente no reconhecimento de ativo ou passivo não financeiro (perda por redução ao valor recuperável de ativos do objeto de hedge futuro), ou se a transação prevista de ativo ou passivo não financeiro se tornar um compromisso firme para o qual se aplica a contabilidade de hedge de valor justo, então a entidade deve adotar (a) ou (b) abaixo: (a) reclassifica ganhos e perdas associados que foram reconhecidos como outros resultados abrangentes de acordo com o item 95 no resultado no mesmo período ou períodos durante os quais o ativo adquirido ou o passivo assumido afeta o resultado (como nos períodos em que a despesa de depreciação ou o custo das vendas é reconhecido). Contudo, se a entidade espera que a totalidade ou parte da perda reconhecida diretamente como outros resultados abrangentes não será recuperada em um ou mais períodos futuros, ela deve reclassificar no resultado a quantia que não espera recuperar; (b) remove ganhos e perdas associados que foram reconhecidos como outros resultados abrangentes de acordo com o item 95 e os inclui no custo inicial ou em outra quantia escriturada do ativo ou passivo.

CPC 38.98

CPC 38.100

Para hedges de fluxo de caixa que não os tratados nos itens 97 e 98, os montantes que foram reconhecidos em ajustes de avaliação patrimonial como outros resultados abrangentes devem ser reclassificados para o resultado como ajuste de reclassificação no mesmo período, ou períodos, nos quais os fluxos de caixa projetados afetarem o resultado (por exemplo, quando a venda projetada ocorrer). Em qualquer das seguintes circunstâncias, a entidade deve descontinuar prospectivamente a contabilidade de hedge especificada nos itens 95 a 100: (a) o instrumento de hedge expirar ou for vendido, terminado ou exercido (para essa finalidade, a substituição ou rollover de instrumento de hedge para outro instrumento de hedge não é seu fim se essa substituição ou rollover fizer parte da estratégia de hedge documentada da entidade). Nesse caso, o ganho ou a perda cumulativo resultante do instrumento de hedge que se mantém reconhecido como outros resultados abrangentes desde o período em que o hedge estava em vigor (ver item 95(a)) deve permanecer reconhecido no patrimônio líquido até que a transação prevista ocorra. Quando a transação ocorrer, aplicam-se os itens 97, 98 ou 100; (b) o hedge não atende mais aos critérios de contabilidade de hedge no item 88. Nesse caso, o ganho ou a perda cumulativo resultante do instrumento de hedge que se mantém reconhecido como outros resultados abrangentes desde o período em que o hedge estava em vigor (ver item 95(a)) deve permanecer reconhecido separadamente no patrimônio líquido até que a transação prevista ocorra. Quando a transação ocorrer, aplicam-se os itens 97, 98 ou 100; (c) já não se espera que a transação prevista ocorra, caso em que qualquer ganho ou perda cumulativo relacionado resultante do instrumento de hedge que permaneça reconhecido como outros resultados abrangentes desde o período em que o hedge estava em vigor (ver item 95(a)) deve ser reconhecido no resultado. Uma transação prevista que deixe de ser altamente provável (ver item 88(c)) pode ainda vir a ocorrer; (d) a entidade revoga a designação. Para hedges de transação prevista, o ganho ou a perda cumulativo resultante do instrumento de hedge que se mantém reconhecido como outros resultados abrangentes desde o período em que o hedge era eficaz (ver item 95(a)) deve permanecer reconhecido separadamente no patrimônio líquido até que a transação prevista ocorra ou deixe de se esperar que ocorra. Quando a transação ocorrer, aplicam-se os itens 97, 98 ou 100. Se já não se espera que a transação ocorra, o ganho ou a perda cumulativo que tinha sido reconhecido diretamente no patrimônio líquido deve ser reconhecido no resultado.

CPC 38.101

CPC 38.102

Hedges de investimento líquido
Os hedges de investimento líquido em operação no exterior, incluindo um hedge de item monetário que seja contabilizado como parte do investimento líquido (ver Pronunciamento Técnico CPC 02), devem ser
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contabilizados de forma semelhante aos hedges de fluxo de caixa: (a) a parte do ganho ou perda resultante do instrumento de hedge que for determinada como hedge eficaz (ver item 88) deve ser reconhecida diretamente no patrimônio líquido por meio da demonstração de mutações no patrimônio líquido (ver Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis); e (b) a parte ineficaz deve ser reconhecida no resultado. O ganho ou a perda resultante do instrumento de hedge relacionado com a parte eficaz do hedge que foi reconhecida diretamente no patrimônio líquido deve ser reconhecido no resultado quando da alienação da operação no exterior.
CPC 26.60

Classificação entre curto e longo prazo
A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos circulantes e não circulantes, como grupos de contas separados no balanço patrimonial, de acordo com os itens 66 a 76, exceto quando uma apresentação baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante. Quando essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser apresentados por ordem de liquidez.

CPC 39.18

2.15. Ações preferenciais conversíveis
A essência de um instrumento financeiro, em vez de sua forma jurídica, rege sua classificação no balanço patrimonial da entidade. Essência e forma legal são comumente consistentes, mas nem sempre. Alguns instrumentos financeiros assumem a forma legal de patrimônio líquido, mas são passivos em sua essência, e outros podem combinar características associadas a instrumentos patrimoniais e características associadas a passivos financeiros. Por exemplo: (a) uma ação preferencial que proporcione resgate obrigatório pelo emitente por uma quantia fixa ou determinável em data fixa ou futura, ou dê ao titular o direito de exigir que o emitente resgate o instrumento numa ou após uma data específica por uma quantia fixa ou determinável, é um passivo financeiro; (b) um instrumento financeiro que dá ao seu detentor o direito de devolvê-lo ao emitente por caixa ou outro ativo financeiro (instrumento com opção de venda) é um passivo financeiro, com exceção dos instrumentos classificados como instrumentos patrimoniais de acordo com os itens 16A e 16B ou itens 16C e 16D. O instrumento financeiro é um passivo financeiro mesmo quando o montante de caixa ou outro ativo financeiro é determinado com base em índice ou outro item que tenha potencial de aumentar e diminuir. A existência de uma opção para o titular do instrumento devolvê-lo para o emitente por caixa ou outro ativo financeiro significa que o instrumento com opção de venda satisfaz a definição de passivo financeiro, com exceção dos instrumentos classificados como instrumentos patrimoniais de acordo com os itens 16A e 16B ou itens 16C e 16D. Por exemplo, os fundos mútuos abertos, trustes, parcerias e algumas entidades cooperativas podem fornecer a seus membros o direito de resgate de suas participações a qualquer momento por caixa, o que resulta em que essas participações sejam classificadas como passivos financeiros, com exceção daqueles instrumentos classificados como instrumentos patrimoniais de acordo com os itens 16A e 16B ou itens 16C e 16D. No entanto, classificações como passivo financeiro não impedem o uso de descrições como “ativos líquidos atribuíveis aos detentores dos títulos” nas demonstrações contábeis da entidade que não tenha patrimônio líquido próprio (como alguns fundos mútuos ou trustes), ou a utilização de divulgação adicional para mostrar que as participações dos membros incluem itens como reservas que atendam à definição de patrimônio e instrumentos com opção de venda que não atendam. Um contrato não é um instrumento patrimonial somente porque pode resultar no recebimento ou entrega de instrumentos patrimoniais da própria entidade. A entidade pode ter a obrigação ou direito contratual de receber ou entregar uma quantidade de suas próprias ações ou outro instrumento patrimonial de modo que o valor justo dos instrumentos patrimoniais da própria entidade a ser recebido ou entregue é igual ao valor do direito ou obrigação contratual. Tal obrigação ou direito contratual pode ser um montante fixo ou um montante que flutue, em parte ou na íntegra, em resposta às mudanças em uma variável diferente do preço de mercado dos instrumentos patrimoniais da própria entidade (ex: taxa de juros, preço de commodities ou preço de instrumento financeiro). Dois exemplos são: (a) contrato para entrega de instrumentos patrimoniais da própria entidade equivalentes ao valor de R$ 100; e (b) contrato para entrega de instrumentos patrimoniais da própria entidade equivalentes ao valor de 100 gramas de ouro. Esse contrato é um passivo financeiro da entidade, embora a entidade deva ou possa liquidá-lo por meio da entrega de seus próprios instrumentos patrimoniais. Não é um instrumento patrimonial, porque a entidade utiliza um número variável de seus próprios instrumentos patrimoniais como meio para liquidar o contrato. Assim, o contrato não mostra uma participação nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos.

CPC 39.21

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CPC 39.28

O emitente de instrumento financeiro não derivativo deve avaliar os termos do instrumento financeiro para determinar se ele contém tanto um passivo quanto um componente de patrimônio líquido. Tais componentes devem ser classificados separadamente como passivos financeiros, ativos financeiros ou instrumentos patrimoniais de acordo com o item 15. Juros, dividendos, perdas e ganhos relativos a um instrumento financeiro ou a um componente que é um passivo financeiro devem ser reconhecidos como receita ou despesa no resultado. Distribuições a titulares de instrumento patrimonial devem ser debitadas pela entidade diretamente no patrimônio líquido, líquido de qualquer benefício tributário. Custos de transação de uma transação de patrimônio líquido devem ser contabilizados como dedução do patrimônio líquido, líquido de qualquer benefício fiscal. Uma forma comum de instrumento financeiro composto é um instrumento de dívida com a opção de conversão embutida, como por exemplo um título de dívida conversível em ações ordinárias da própria empresa emissora e sem nenhum outro derivativo embutido. O item 28 requer que o emissor de instrumento financeiro apresente o componente passivo e o componente patrimonial separadamente no balanço patrimonial da seguinte forma: (a) A obrigação do emissor de fazer pagamentos de juros e principal é um passivo que existe enquanto o instrumento não é convertido. No reconhecimento inicial, o valor justo do componente passivo é o valor presente dos fluxos de caixa contratados descontados à taxa aplicada pelo mercado naquele período a instrumentos com características de crédito similares e que fornecem substancialmente os mesmos fluxos de caixa, nos mesmos termos, mas que não possuem cláusula de conversão.

CPC 39.35

CPC 39. AG31(a)

CPC 39.38

Custos de transação que se relacionam com a emissão de instrumento financeiro composto devem ser atribuídos aos componentes do patrimônio líquido e passivo do instrumento em proporção à alocação dos rendimentos. Custos de transação que se relacionam conjuntamente com mais de uma transação (por exemplo, custos de oferta concorrente de algumas ações e listagem em bolsa de outras ações) devem ser atribuídos a essas transações utilizando uma base para alocação coerente e consistente com transações similares.

2.16. Ações de tesouraria
CPC 39.33

Se a entidade readquire seus próprios instrumentos patrimoniais, esses instrumentos (ações em tesouraria) devem ser deduzidos do patrimônio líquido. Nenhum ganho ou perda deve ser reconhecido no resultado na compra, venda, emissão ou cancelamento de instrumentos patrimoniais da própria entidade. Tais ações em tesouraria podem ser adquiridas e mantidas pela entidade ou outro membro do grupo consolidado. Montantes pagos ou recebidos devem ser contabilizados diretamente no patrimônio.

2.17. Imobilizado
CPC 27.15 CPC 27.30

Um item do ativo imobilizado que seja classificado para reconhecimento como ativo deve ser mensurado pelo seu custo. Após o reconhecimento como ativo, um item do ativo imobilizado deve ser apresentado ao custo menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumulada (Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos). Se o método de reavaliação for permitido por lei e um item do ativo imobilizado for reavaliado, toda a classe do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo deve ser reavaliada. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil, segundo o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. O valor contábil de um item do ativo imobilizado deve ser baixado: (a) por ocasião de sua alienação; ou (b) quando não há expectativa de benefícios econômicos futuros com a sua utilização ou alienação.

CPC 27.36

CPC 27.51

CPC 27.67

CPC 27.68

Ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do ativo imobilizado devem ser reconhecidos no resultado quando o item é baixado (a menos que o Pronunciamento Técnico CPC 06 – Operações de Arrendamento Mercantil exija de outra forma em operação de venda e leaseback). Os ganhos não devem ser classificados como receita de venda. Os ganhos ou perdas decorrentes da baixa de um item do ativo imobilizado devem ser determinados pela diferença entre o valor líquido da alienação, se houver, e o valor contábil do item. As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de ativo imobilizado: (a) os critérios de mensuração utilizados para determinar o valor contábil bruto.

CPC 27.71 CPC 27.73(a)

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2.18 Arrendamentos mercantis
ICPC 3.6

A determinação sobre se um acordo é, ou contém, arrendamento mercantil, deve estar baseada na essência do acordo e exige uma avaliação se: (a) o cumprimento do acordo depende do uso de ativo ou ativos específicos (o ativo); e (b) o acordo transfere o direito de usar o ativo.

CPC 06.08

Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. No começo do prazo de arrendamento mercantil, os arrendatários devem reconhecer, em contas específicas, os arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, cada um determinado no início do arrendamento mercantil. A taxa de desconto a ser utilizada no cálculo do valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil é a taxa de juros implícita no arrendamento mercantil, se for praticável determinar essa taxa; se não for, deve ser usada a taxa incremental de financiamento do arrendatário. Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário são adicionados à quantia reconhecida como ativo.

CPC 06.20

CPC 06.25

Os pagamentos mínimos do arrendamento mercantil devem ser segregados entre encargo financeiro e redução do passivo em aberto. O encargo financeiro deve ser imputado a cada período durante o prazo do arrendamento mercantil, de forma a produzir uma taxa de juros periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo. Os pagamentos contingentes devem ser contabilizados como despesa nos períodos em que são incorridos. Um arrendamento mercantil financeiro dá origem a uma despesa de depreciação relativa a ativos depreciáveis, assim como uma despesa financeira para cada período contábil. A política de depreciação para os ativos arrendados depreciáveis deve ser consistente com a dos demais ativos depreciáveis, e a depreciação reconhecida deve ser calculada de acordo com as regras aplicáveis aos ativos imobilizados (e com as relativas à amortização dos ativos intangíveis quando pertinente). Se não houver certeza razoável de que o arrendatário virá a obter a propriedade no fim do prazo do arrendamento mercantil, o ativo deve ser totalmente depreciado durante o prazo do arrendamento mercantil ou da sua vida útil, o que for menor. Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil segundo um arrendamento mercantil operacional devem ser reconhecidos como despesa em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil, exceto se outra base sistemática for mais representativa do modelo temporal do benefício do usuário. Os custos diretos iniciais incorridos pelos arrendadores ao negociar e estruturar um arrendamento mercantil operacional devem ser adicionados ao valor contábil do ativo arrendado e reconhecidos como despesa durante o prazo do arrendamento mercantil na mesma base da receita do arrendamento mercantil.

CPC 06.27

CPC 06.33

CPC 06.52

2.19. Custos de empréstimos
CPC 20.08

A entidade deve capitalizar os custos de empréstimo que são diretamente atribuíveis à aquisição, à construção ou à produção de ativo qualificável como parte do custo do ativo. A entidade deve reconhecer os outros custos de empréstimos como despesa no período em que são incorridos. Quando a aplicação deste Pronunciamento constituir uma alteração de política contábil, a entidade deve aplicar o Pronunciamento aos custos de empréstimos relacionados aos ativos qualificáveis para os quais a data de início da capitalização é a mesma ou posterior à data de entrada em vigor do Pronunciamento.

CPC 20.27

2.20. Propriedades para investimento
CPC 28.20 CPC 28.33 CPC 28.35 CPC 28.61

A propriedade para investimento deve ser inicialmente mensurada pelo seu custo. Os custos de transação devem ser incluídos na mensuração inicial. Após o reconhecimento inicial, a entidade que escolhe o método do valor justo deve mensurar todas as suas propriedades para investimento pelo valor justo, exceto nos casos descritos no item 53. O ganho ou a perda proveniente de alteração no valor justo de propriedade para investimento deve ser reconhecido no resultado do período em que ocorra. Se o imóvel ocupado pelo proprietário se tornar propriedade para investimento que seja escriturada pelo valor justo, a entidade deve aplicar o Pronunciamento Técnico CPC 27 até a data da alteração de uso. A entidade deve tratar qualquer diferença nessa data entre o valor contábil do imóvel de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 e o seu valor justo conforme o item 62. A propriedade para investimento deve ser baixada (eliminada do balanço patrimonial) na alienação ou quando

CPC 28.66

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a propriedade para investimento for permanentemente retirada de uso e nenhum benefício econômico for esperado da sua alienação.
CPC 28.69

Ganhos ou perdas provenientes da retirada ou alienação de propriedades para investimento devem ser determinados como a diferença entre os valores líquidos da alienação e o valor contábil do ativo e devem ser reconhecidos no resultado (a menos que o Pronunciamento Técnico CPC 06 – Operações de Arrendamento Mercantil exija outra forma, no caso de venda e leaseback) no período da retirada ou da alienação. A entidade deve divulgar: (a) se aplica o método do valor justo ou o método do custo.

CPC 28.75(a)

2.21. Ativos intangíveis
CPC 04.24 CPC 04.57

Um ativo intangível deve ser reconhecido inicialmente ao custo. Na fase de desenvolvimento de projeto interno, a entidade pode, em alguns casos, identificar um ativo intangível e demonstrar que este gerará prováveis benefícios econômicos futuros, uma vez que a fase de desenvolvimento de um projeto é mais avançada do que a fase de pesquisa. Após o seu reconhecimento inicial, um ativo intangível deve ser apresentado ao custo, menos a eventual amortização acumulada e a perda acumulada (Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos). O fato de já não existir mercado ativo para o ativo intangível reavaliado pode indicar que ele pode ter perdido valor, devendo ser testado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. A entidade deve avaliar se a vida útil do ativo intangível é definida ou indefinida e, no primeiro caso, a duração ou o volume de produção ou unidades semelhantes que formam essa vida útil. A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando, com base na análise de todos os fatores relevantes, não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a entidade. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda ou, ainda, na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro. O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão com segurança, deve ser utilizado o método linear. A despesa de amortização para cada período deve ser reconhecida no resultado, a não ser que outra norma ou Pronunciamento contábil permita ou exija a sua inclusão no valor contábil de outro ativo. O período e o método de amortização de ativo intangível com vida útil definida devem ser revisados pelo menos ao final de cada exercício. Caso a vida útil prevista do ativo seja diferente de estimativas anteriores, o prazo de amortização deve ser devidamente alterado. Se houver alteração no padrão de consumo previsto, o método de amortização deve ser alterado para refletir essa mudança. Tais mudanças devem ser registradas como mudanças nas estimativas contábeis, de acordo com as normas em vigor sobre Práticas Contábeis, Mudanças nas Estimativas Contábeis e Correção de Erros. As entidades frequentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição, o desenvolvimento, a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis como conhecimento científico ou técnico, desenho e implantação de novos processos ou sistemas, licenças, propriedade intelectual, conhecimento mercadológico, nome, reputação, imagem e marcas registradas (incluindo nomes comerciais e títulos de publicações). Exemplos de itens que se enquadram nessas categorias amplas são: softwares, patentes, direitos autorais, direitos sobre filmes cinematográficos, listas de clientes, direitos sobre hipotecas, licenças de pesca, quotas de importação, franquias, relacionamentos com clientes ou fornecedores, fidelidade de clientes, participação no mercado e direitos de comercialização. Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, a entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida comparando o seu valor recuperável com o seu valor contábil: (a) anualmente; e (b) sempre que existam indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor.

CPC 04.74

CPC 04.83

CPC 04.88

CPC 04.97

CPC 04.104

CPC 04.09

CPC 04.107 CPC 04.108

CPC 04.109

A vida útil de ativo intangível que não é amortizado deve ser revisada periodicamente para determinar se eventos e circunstâncias continuam a consubstanciar a avaliação de vida útil indefinida. Caso contrário, a
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mudança na avaliação de vida útil de indefinida para definida deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil.
CPC 04.113

Os ganhos ou perdas decorrentes da baixa de ativo intangível devem ser determinados pela diferença entre o valor líquido da alienação, se houver, e o valor contábil do ativo. Esses ganhos ou perdas devem ser reconhecidos no resultado quando o ativo é baixado (exceto se critério específico estiver previsto em outro pronunciamento contábil), mas os ganhos não devem ser classificados como receitas de venda. A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada classe de ativos intangíveis, fazendo a distinção entre ativos intangíveis gerados internamente e outros ativos intangíveis: (a) com vida útil indefinida ou definida e, se definida, os prazos de vida útil ou as taxas de amortização utilizados; (b) os métodos de amortização utilizados para ativos intangíveis com vida útil definida; (c) o valor contábil bruto e eventual amortização acumulada (mais as perdas acumuladas no valor recuperável) no início e no final do período; (d) a rubrica da demonstração do resultado em que qualquer amortização de ativo intangível for incluída; (e) a conciliação do valor contábil no início e no final do período, demonstrando: (i) adições, indicando separadamente as que foram geradas por desenvolvimento interno e as adquiridas, bem como as adquiridas por meio de uma combinação de negócios; (ii) ativos classificados como mantidos para venda ou incluídos em grupo de ativos classificados como mantidos para venda e outras baixas; (iii) aumentos ou reduções durante o período, decorrentes de reavaliações nos termos dos itens 75, 85 e 86 e perda por desvalorização de ativos reconhecidas ou revertidas diretamente no patrimônio líquido, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (iv) provisões para perdas de ativos, reconhecidas no resultado do período, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se houver); (v) reversão de perda por desvalorização de ativos, apropriada ao resultado do período, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se houver); (vi) qualquer amortização reconhecida no período; (vii) variações cambiais líquidas geradas pela conversão das demonstrações contábeis para a moeda de apresentação e de operações no exterior para a moeda de apresentação da entidade; e (viii) outras alterações no valor contábil durante o período.

CPC 04.118

Custos de pesquisa e desenvolvimento
CPC 04.54

A vida útil de ativo intangível que não é amortizado deve ser revisada periodicamente para determinar se eventos e circunstâncias continuam a consubstanciar a avaliação de vida útil indefinida. Caso contrário, a mudança na avaliação de vida útil de indefinida para definida deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil. Na fase de desenvolvimento de projeto interno, a entidade pode, em alguns casos, identificar um ativo intangível e demonstrar que este gerará prováveis benefícios econômicos futuros, uma vez que a fase de desenvolvimento de um projeto é mais avançada do que a fase de pesquisa.

CPC 04.57

Patentes e licenças
CPC 04.118 (a), (b)

A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada classe de ativos intangíveis, fazendo a distinção entre ativos intangíveis gerados internamente e outros ativos intangíveis: (a) com vida útil indefinida ou definida e, se definida, os prazos de vida útil ou as taxas de amortização utilizados; (b) os métodos de amortização utilizados para ativos intangíveis com vida útil definida. A entidade também deve divulgar:

CPC 04.122(a)

(a) em relação a ativos intangíveis avaliados como tendo vida útil indefinida, o seu valor contábil e os motivos que fundamentam essa avaliação. Ao apresentar essas razões, a entidade deve descrever os fatores mais importantes que levaram à definição de vida útil indefinida do ativo.

2.22. Estoques
CPC 16.06

Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados especificados: Estoques são ativos: (a) mantidos para venda no curso normal dos negócios; (b) em processo de produção para venda; ou (c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no processo de produção ou na prestação de serviços.
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Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. Valor justo é aquele pelo qual um ativo pode ser trocado ou um passivo liquidado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
CPC 16.09

Os estoques objeto deste Pronunciamento devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor. O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. Os custos de transformação de estoques incluem os custos diretamente relacionados com as unidades produzidas ou com as linhas de produção, como pode ser o caso da mão de obra direta. Também incluem a alocação sistemática de custos indiretos de produção, fixos e variáveis, que sejam incorridos para transformar os materiais em produtos acabados. Os custos indiretos de produção fixos são aqueles que permanecem relativamente constantes independentemente do volume de produção, tais como a depreciação e a manutenção de edifícios e instalações fabris, máquinas e equipamentos e os custos de administração da fábrica. Os custos indiretos de produção variáveis são aqueles que variam diretamente, ou quase diretamente, com o volume de produção, tais como materiais indiretos e certos tipos de mão de obra indireta. A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser baseada na capacidade normal de produção. A capacidade normal é a produção média que se espera atingir ao longo de vários períodos em circunstâncias normais; com isso, leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade normal, a parcela da capacidade total não utilizada por causa de manutenção preventiva, de férias coletivas e de outros eventos semelhantes considerados normais para a entidade. O nível real de produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal. Como consequência, o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado por causa de um baixo volume de produção ou ociosidade. Os custos fixos não alocados aos produtos devem ser reconhecidos diretamente como despesa no período em que são incorridos. Em períodos de anormal alto volume de produção, o montante de custo fixo alocado a cada unidade produzida deve ser diminuído, de maneira que os estoques não sejam mensurados acima do custo. Os custos indiretos de produção variáveis devem ser alocados a cada unidade produzida com base no uso real dos insumos variáveis de produção, ou seja, na capacidade real utilizada. O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração. As demonstrações contábeis devem divulgar: (a) as políticas contábeis adotadas na mensuração dos estoques, incluindo formas e critérios de valoração utilizados; (b) o valor total escriturado em estoques e o valor registrado em outras contas apropriadas para a entidade; (c) o valor de estoques escriturados pelo valor justo menos os custos de venda; (d) o valor de estoques reconhecido como despesa durante o período; (e) o valor de qualquer redução de estoques reconhecida no resultado do período de acordo com o item 34; (f) o valor de toda reversão de qualquer redução do valor dos estoques reconhecida no resultado do período de acordo com o item 34; (g) as circunstâncias ou os acontecimentos que conduziram à reversão de redução de estoques de acordo com o item 34; e (h) o montante escriturado de estoques dados como penhor de garantia a passivos.

CPC 16.10

CPC 16.12

CPC 16.13

CPC 16.25

CPC 16.36(a)

CPC 38.98(b)

Se o hedge de transação prevista resultar posteriormente no reconhecimento de ativo ou passivo não financeiro (perda por redução ao valor recuperável de ativos do objeto de hedge futuro), ou se a transação prevista de ativo ou passivo não financeiro se tornar um compromisso firme para o qual se aplica a contabilidade de hedge de valor justo, então a entidade deve adotar (a) ou (b) abaixo: (a) reclassifica ganhos e perdas associados que foram reconhecidos como outros resultados abrangentes de acordo com o item 95 no resultado no mesmo período ou períodos durante os quais o ativo adquirido ou o passivo assumido afeta o resultado (como nos períodos em que a despesa de depreciação ou o custo das vendas é reconhecido). Contudo, se a entidade espera que a totalidade ou parte da perda reconhecida diretamente como outros resultados abrangentes não será recuperada em um ou mais períodos futuros, ela deve reclassificar no resultado a quantia que não espera recuperar; (b) remove ganhos e perdas associados que foram reconhecidos como outros resultados abrangentes de acordo com o item 95 e os inclui no custo inicial ou em outra quantia escriturada do ativo ou passivo.
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CPC 38.98 (a)

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2.23. Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros
CPC 01.05

Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento com os significados específicos que se seguem: Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros estimados, que devem resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa. Valor líquido de venda é o valor a ser obtido pela venda de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, menos as despesas estimadas de venda. Despesas de venda ou de baixa são despesas incrementais diretamente atribuíveis à venda ou à baixa de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa, excluindo as despesas financeiras e de impostos sobre o resultado gerado. Perda por desvalorização é o valor pelo qual o valor contábil de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. Valor contábil é o valor pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e provisão para perdas. Depreciação, amortização e exaustão é a alocação sistemática do valor depreciável, amortizável e exaurível de ativos durante sua vida útil. Valor depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um ativo, ou outra base que substitua o custo nas demonstrações contábeis, menos seu valor residual. Valor residual é o valor estimado que uma entidade obteria pela venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil. Vida útil é: (a) o período de tempo no qual a entidade espera usar um ativo; ou (b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter do ativo. Unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera as entradas de caixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou de grupos de ativos. Ativos corporativos são ativos, exceto ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), que contribuem, mesmo que indiretamente, para os fluxos de caixa futuros, tanto da unidade geradora de caixa sob revisão, quanto de outras unidades geradoras de caixa. Mercado ativo é um mercado onde todas as seguintes condições existem: (a) os itens transacionados no mercado são homogêneos; (b) vendedores e compradores com disposição para negociar são encontrados a qualquer momento para efetuar a transação; e (c) os preços estão disponíveis para o público.

CPC 01.08

A entidade deve avaliar, no mínimo ao fim de cada exercício social, se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo. A melhor evidência de um valor líquido de venda é um preço de um contrato de venda firme em uma transação em bases comutativas, entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas adicionais que seriam diretamente atribuíveis à venda do ativo. Os seguintes elementos devem ser refletidos no cálculo do valor em uso do ativo: (a) (b) (c) (d) (e) estimativa dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com esse ativo; expectativas sobre possíveis variações no montante ou período desses fluxos de caixa futuros; o valor do dinheiro no tempo, representado pela atual taxa de juros livre de risco (ver item 54); o preço decorrente da incerteza inerente ao ativo; e outros fatores, tais como falta de liquidez, que participantes do mercado iriam considerar ao determinar os fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com o ativo.

CPC 01.23

CPC 01.28

CPC 01.31

Ao mensurar o valor em uso, a entidade deve: (a) basear as projeções de fluxo de caixa em premissas razoáveis e fundamentadas que representem a melhor estimativa, por parte da administração, do conjunto de condições econômicas que existirão na vida útil remanescente do ativo; peso maior deve ser dado às evidências externas; (b) basear as projeções de fluxo de caixa nas previsões ou nos orçamentos financeiros mais recentes que foram aprovados pela administração, que, porém, devem excluir qualquer estimativa de fluxo de caixa que se espera surgir das reestruturações futuras ou da melhoria ou aprimoramento do desempenho do ativo; as projeções baseadas nessas previsões ou nos orçamentos devem abranger, como regra geral, um período máximo de cinco anos, a menos que se justifique, fundamentadamente, um período mais longo; e
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(c) estimar as projeções de fluxo de caixa para além do período abrangido pelas previsões ou orçamentos mais recentes pela extrapolação das projeções baseadas em orçamentos ou previsões usando uma taxa de crescimento estável ou decrescente para anos subsequentes, a menos que uma taxa crescente possa ser devidamente justificada; essa taxa de crescimento não deve exceder a taxa de crescimento médio, de longo prazo, para os produtos, setores de indústria ou país ou países nos quais a entidade opera ou para o mercado no qual o ativo é utilizado, a menos que se justifique, fundamentadamente, uma taxa mais elevada.
CPC 01.53

A taxa (ou as taxas) de desconto deve(m) ser a taxa (ou as taxas) antes dos impostos, que reflita(m) as avaliações atuais de mercado: (a) do valor da moeda no tempo; e (b) dos riscos específicos do ativo para os quais as futuras estimativas de fluxos de caixa não foram ajustadas.

CPC 01.57 CPC 01.63

Se, e somente se, o valor recuperável de um ativo for menor do que seu valor contábil, o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável. Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo. Se houver qualquer indicação de que um ativo possa estar desvalorizado, o valor recuperável deve ser estimado individualmente para cada ativo. Se não for possível estimar o valor recuperável individualmente, a entidade deve determinar o valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence (a unidade geradora de caixa do ativo). Independentemente de existir ou não qualquer indicação de redução ao valor recuperável, uma entidade deverá: (a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de um ativo intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível para uso, comparando o seu valor contábil com seu valor recuperável. Esse teste de redução ao valor recuperável poderá ser executado a qualquer momento no período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. Ativos intangíveis diferentes podem ter o valor recuperável testado em períodos diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram inicialmente reconhecidos durante o ano corrente, deverão ter a redução ao valor recuperável testada antes do fim do ano corrente.

CPC 01.09(a)

CPC 01.09(b)

Independentemente de existir ou não qualquer indicação de redução ao valor recuperável, uma entidade deverá: (b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) em uma aquisição de entidades, de acordo com os itens 77 a 95.

CPC 01.58

A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente no resultado do período, a menos que o ativo tenha sido reavaliado. Qualquer desvalorização de um ativo reavaliado deve ser tratada como uma diminuição do saldo da reavaliação. Se houver qualquer indicação de que um ativo possa estar desvalorizado, o valor recuperável deve ser estimado individualmente para cada ativo. Se não for possível estimar o valor recuperável individualmente, a entidade deve determinar o valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence (a unidade geradora de caixa do ativo). A entidade deve avaliar em cada data de reporte se há alguma indicação de que uma perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores para um ativo, exceto o ágio pago por expectativa de resultado futuro (goodwill), não possa mais existir ou ter diminuído. Se existir alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável desse ativo. A perda por desvalorização reconhecida em anos anteriores para um ativo, exceto o ágio decorrente de expectativa de rentabilidade futura (goodwill), somente deve ser revertida se, e somente se, tiver havido uma mudança nas estimativas usadas para determinar o seu valor recuperável desde a data em que a última desvalorização foi reconhecida. Se esse for o caso, o valor contábil do ativo deve ser aumentado, exceto como descrito no item 112, para seu valor recuperável. Esse aumento ocorrerá pela reversão da perda por desvalorização. O aumento do valor contábil de um ativo, exceto o ágio pago por expectativa de resultado futuro (goodwill), atribuível à reversão de perda por desvalorização, não deve exceder o valor contábil que teria sido determinado, líquido de depreciação, amortização ou exaustão, caso nenhuma desvalorização tivesse sido reconhecida em anos anteriores. A reversão da perda por desvalorização de um ativo, exceto o ágio pago por expectativa de resultado futuro (goodwill), deve ser reconhecida imediatamente no resultado do período, a menos que o ativo esteja registrado por valor reavaliado de acordo com outro Pronunciamento. Qualquer reversão de uma perda por desvalorização sobre um ativo reavaliado deve ser tratada como aumento de reavaliação.

CPC 01.63

CPC 01.105

CPC 01.109

CPC 01.112

CPC 01.114

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Ágio pago por expectativa de rentabilidade futura
CPC 01.09(b)

Independentemente de existir ou não qualquer indicação de redução ao valor recuperável, uma entidade deverá: (b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) em uma aquisição de entidades, de acordo com os itens 77 a 95.

Ativos intangíveis
CPC 01.09(a)

Independentemente de existir ou não qualquer indicação de redução ao valor recuperável, uma entidade deverá: (a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de um ativo intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível para uso, comparando o seu valor contábil com seu valor recuperável. Esse teste de redução ao valor recuperável poderá ser executado a qualquer momento no período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. Ativos intangíveis diferentes podem ter o valor recuperável testado em períodos diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram inicialmente reconhecidos durante o ano corrente, deverão ter a redução ao valor recuperável testada antes do fim do ano corrente.

CPC 01.99

Uma desvalorização deve ser reconhecida para uma unidade geradora de caixa (o menor grupo da unidade geradora de caixa para o qual o ágio derivado de expectativa de resultado futuro (goodwill) ou o ativo corporativo tenha sido alocado) se, e somente se, o valor recuperável da unidade (grupo de unidades) for menor do que o valor contábil da unidade (grupo de unidades). A desvalorização deve ser alocada para reduzir o valor contábil dos ativos da unidade (grupo de unidades) na seguinte ordem: (a) primeiramente para reduzir o valor contábil de qualquer ágio alocado à unidade geradora de caixa (grupo de unidades); e (b) a seguir, os outros ativos da unidade (grupo de unidades) proporcionalmente ao valor contábil de cada ativo da unidade (grupo de unidades). Essas reduções nos valores contábeis devem ser tratadas como perda por desvalorização de itens individuais dos ativos e reconhecidas de acordo com o item 58.

CPC 01.119

A desvalorização reconhecida para esse ágio (goodwill) não deve ser revertida em período subsequente.

2.24 Caixa e equivalentes de caixa
CPC 03(R1).7

Os seguintes termos são usados neste Pronunciamento, com os significados abaixo especificados: Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento. Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa. Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional.

CPC 03(R1).8

Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. Para ser considerada equivalente de caixa, uma aplicação financeira deve ter conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e estar sujeita a um insignificante risco de mudança de valor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo, por exemplo, três meses ou menos, a contar da data da contratação. Os investimentos em ações de outras entidades devem ser excluídos dos equivalentes de caixa, a menos que eles sejam, em essência, um equivalente de caixa, como, por exemplo, nos casos de ações preferenciais resgatáveis que tenham prazo definido de resgate e cujo prazo atenda à definição de curto prazo. (NR) (Nova Redação dada pela Revisão CPC nº 1, de 8/01/2010) Em vista da variedade de práticas de gestão de caixa e de produtos bancários, a entidade deve divulgar a política que adota na determinação da composição do caixa e equivalentes de caixa.

CPC 03 (R1).50

2.25. Provisões
ICPC 12.05

Se o respectivo ativo for mensurado utilizando o método de custo: (a) sujeitas ao item; (b) as mudanças no passivo serão adicionadas ao/deduzidas do custo do respectivo ativo no período corrente; (b) o valor deduzido do custo do ativo não excederá o seu valor contábil. Se a redução no passivo exceder o valor contábil do ativo, o excedente é reconhecido imediatamente no resultado;
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(c) se o ajuste resultar na adição ao custo do ativo, a entidade considera se essa é uma indicação de que o novo valor contábil do ativo pode não ser plenamente recuperável. Se houver tal indicação, a entidade testa o ativo quanto à redução no valor recuperável estimando o seu valor recuperável e contabiliza qualquer perda por redução ao valor recuperável, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.
CPC 25.14

Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.

CPC 25.47

A taxa de desconto deve ser a taxa antes dos impostos que reflita as atuais avaliações de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos para o passivo. A taxa de desconto não deve refletir os riscos relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros tenham sido ajustadas. (Veja-se o Pronunciamento Técnico CPC 12 – Ajuste a Valor Presente.) Quando se espera que algum ou todos os desembolsos necessários para liquidar uma provisão sejam reembolsados por outra parte, o reembolso deve ser reconhecido quando, e somente quando, for praticamente certo que o reembolso será recebido se a entidade liquidar a obrigação. O reembolso deve ser tratado como ativo separado. O valor reconhecido para o reembolso não deve ultrapassar o valor da provisão. Na demonstração do resultado, a despesa relativa a uma provisão pode ser apresentada líquida do valor reconhecido de reembolso. As provisões devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas para refletir a melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos futuros para liquidar a obrigação, a provisão deve ser revertida. Quando for utilizado o desconto a valor presente, o valor contábil da provisão aumenta a cada período para refletir a passagem do tempo. Esse aumento deve ser reconhecido como despesa financeira. Para cada classe de provisão, a entidade deve divulgar: (a) (b) (c) (d) (e) o valor contábil no início e no fim do período; provisões adicionais feitas no período, incluindo aumentos nas provisões existentes; valores utilizados (ou seja, incorridos e baixados contra a provisão) durante o período; valores não utilizados revertidos durante o período; e o aumento durante o período no valor descontado a valor presente proveniente da passagem do tempo e o efeito de qualquer mudança na taxa de desconto.

CPC 25.53

CPC 25.54 CPC 25.59

CPC 25.60

CPC 25.84

CPC 25.85

A entidade deve divulgar, para cada classe de provisão: (a) uma breve descrição da natureza da obrigação e o cronograma esperado de quaisquer saídas de benefícios econômicos resultantes; (b) uma indicação das incertezas sobre o valor ou o cronograma dessas saídas. Sempre que necessário para fornecer informações adequadas, a entidade deve divulgar as principais premissas adotadas em relação a eventos futuros, conforme tratado no item 48; e (c) o valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido por conta desse reembolso esperado.

CPC 25.86

A menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição da natureza do passivo contingente e, quando praticável: (a) a estimativa do seu efeito financeiro, mensurada conforme os itens 36 a 52; (b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e (c) a possibilidade de qualquer reembolso.

Obrigação por desativação de ativos
CPC 25.05

Quando outro Pronunciamento Técnico trata de um tipo específico de provisão ou de passivo ou ativo contingente, a entidade aplica esse Pronunciamento Técnico em vez do presente Pronunciamento Técnico. Por exemplo, certos tipos de provisões são tratados nos Pronunciamentos Técnicos relativos a: (a) contratos de construção (ver o Pronunciamento Técnico CPC 17 - Contratos de Construção); (b) tributos sobre o lucro (ver o Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro);

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(c) arrendamento mercantil (ver o Pronunciamento Técnico CPC 06 - Operações de Arrendamento Mercantil). Porém, como esse CPC 06 não contém requisitos específicos para tratar arrendamentos mercantis operacionais que tenham se tornado onerosos, este Pronunciamento Técnico aplica-se a tais casos; (d) benefícios a empregados (ver o Pronunciamento Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados); (e) contratos de seguro (ver o Pronunciamento Técnico CPC 11 - Contratos de Seguro). Contudo, este Pronunciamento Técnico aplica-se a provisões e a passivos e ativos contingentes de seguradora que não sejam os resultantes das suas obrigações e direitos contratuais segundo os contratos de seguro dentro do alcance do CPC; (f) combinação de negócios (ver o Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios); neste Pronunciamento são tratadas as contabilizações de ativos e passivos contingentes adquiridos em combinação de negócios.
CPC 25.45 CPC 25.47

Quando o efeito do valor do dinheiro no tempo é material, o valor da provisão deve ser o valor presente dos desembolsos que se espera que sejam exigidos para liquidar a obrigação. A taxa de desconto deve ser a taxa antes dos impostos que reflita as atuais avaliações de mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e aos riscos específicos para o passivo. A taxa de desconto não deve refletir os riscos relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros tenham sido ajustadas. (Veja-se o Pronunciamento Técnico CPC 12 – Ajuste a Valor Presente.) O custo de um item do ativo imobilizado compreende: (c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse período.

CPC 27.16(c)

ICPC 12.05

Se o respectivo ativo for mensurado utilizando o método de custo: (a) sujeitas ao item (b), as mudanças no passivo serão adicionadas ao/deduzidas do custo do respectivo ativo no período corrente; (b) o valor deduzido do custo do ativo não excederá o seu valor contábil. Se a redução no passivo exceder o valor contábil do ativo, o excedente é reconhecido imediatamente no resultado. Se o ajuste resultar na adição ao custo do ativo, a entidade considera se essa é uma indicação de que o novo valor contábil do ativo pode não ser plenamente recuperável. Se houver tal indicação, a entidade testa o ativo quanto à redução no valor recuperável estimando o seu valor recuperável e contabiliza qualquer perda por redução ao valor recuperável, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

ICPC 12.08

A reversão periódica do desconto deverá ser reconhecida no resultado como custo de financiamento à medida que ocorrer. A capitalização prevista no Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos dos Empréstimos não é permitida.

Provisões para riscos tributários, cíveis, trabalhistas
CPC 15.56

Após o reconhecimento inicial e até que o passivo seja liquidado, cancelado ou extinto, o adquirente deve mensurar qualquer passivo contingente reconhecido em combinação de negócios pelo maior valor entre: (a) o montante pelo qual esse passivo seria reconhecido pelo disposto no Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e (b) o montante pelo qual o passivo foi inicialmente reconhecido, deduzido da amortização acumulada, quando cabível, reconhecida conforme o Pronunciamento Técnico CPC 30 – Receitas. Essa exigência não se aplica aos contratos contabilizados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.

Passivos contingentes reconhecidos em uma combinação de negócios
CPC 25.14

Uma provisão deve ser reconhecida quando: (a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado; (b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e (c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação. Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.

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3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
CPC 26.122

A entidade deve divulgar, no resumo das políticas contábeis significativas ou em outras notas explicativas, os julgamentos realizados, com a exceção dos que envolvem estimativas (ver item 125), que a administração fez no processo de aplicação das políticas contábeis da entidade e que têm efeito mais significativo nos montantes reconhecidos nas demonstrações contábeis.

Operações Descontinuadas
CPC 31.7

Para que esse seja o caso, o ativo, ou o grupo de ativos, mantido para venda deve estar disponível para venda imediata em suas condições atuais, sujeito apenas aos termos que sejam habituais e costumeiros para venda de tais ativos mantidos para venda. Com isso, a sua venda deve ser altamente provável. Para que a venda seja altamente provável, o nível hierárquico de gestão apropriado deve estar comprometido com o plano de venda do ativo, e deve ter sido iniciado um programa firme para localizar um comprador e concluir o plano. Além disso, o ativo mantido para venda deve ser efetivamente colocado à venda por preço que seja razoável em relação ao seu valor justo corrente. Ainda, deve-se esperar que a venda se qualifique como concluída em até um ano a partir da data da classificação, com exceção do que é permitido pelo item 9, e as ações necessárias para concluir o plano devem indicar que é improvável que possa haver alterações significativas no plano ou que o plano possa ser abandonado.

CPC 31.8

Estimativas e Premissas
CPC 26.125

A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço, que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo período. Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca: (a) da sua natureza; e (b) do seu valor contábil à data do balanço.

Impostos
CPC 32.88

A entidade deve divulgar quaisquer passivos contingentes e ativos contingentes relacionados a tributo de acordo com a NBC T 19.7 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Os passivos e os ativos contingentes podem surgir, por exemplo, de disputas não resolvidas com autoridades tributárias. Similarmente, quando as alterações nas alíquotas e leis fiscais são aprovadas ou anunciadas após período que está sendo reportado, a entidade divulga quaisquer efeitos significativos daquelas alterações em seus ativos e passivos fiscais correntes e diferidos (ver a NBC T 19.12 – Evento Subsequente).

4. Combinações de negócios e aquisição de participações de não controladores
CPC 03 (R1).42(a)

A entidade deve divulgar, no total, com respeito tanto à obtenção quanto à perda do controle de controladas ou outros negócios que ocorreram durante o período, cada um dos seguintes itens: (a) o montante total pago para obtenção do controle ou o montante total recebido na perda do controle;

CPC 03 (R1).42(b)

A entidade deve divulgar, no total, com respeito tanto à obtenção quanto à perda do controle de controladas ou outros negócios que ocorreram durante o período, cada um dos seguintes itens: (b) a parcela do montante total de compra ou de venda paga ou recebida em caixa e em equivalentes de caixa;

CPC 03 (R1).42(c)

A entidade deve divulgar, no total, com respeito tanto à obtenção quanto à perda do controle de controladas ou outros negócios que ocorreram durante o período, cada um dos seguintes itens: (c) o saldo de caixa e equivalentes de caixa das controladas ou outros negócios sobre os quais o controle foi obtido ou perdido; e

CPC 03 (R1).42(d)

A entidade deve divulgar, no total, com respeito tanto à obtenção quanto à perda do controle de controladas ou outros negócios que ocorreram durante o período, cada um dos seguintes itens: “... (d) o valor dos ativos e passivos (exceto caixa e equivalentes de caixa) das controladas e outros negócios sobre os quais o controle foi obtido ou perdido, resumido pelas principais classificações.”

CPC 15.56(a)

Após o reconhecimento inicial e até que o passivo seja liquidado, cancelado ou extinto, o adquirente deve mensurar qualquer passivo contingente reconhecido em combinação de negócios pelo maior valor entre:

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CPC 15.58 (b) (i)

(a) o montante pelo qual esse passivo seria reconhecido pelo disposto no Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes; e (b) a contraprestação contingente, classificada como ativo ou passivo, que: (i) for instrumento financeiro e estiver dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração deve ser mensurada ao valor justo, sendo qualquer ganho ou perda resultante reconhecido no resultado do período ou em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido, de acordo com o citado Pronunciamento. Na data da aquisição, o adquirente deve classificar ou designar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos da forma necessária para aplicar subsequentemente outros Pronunciamentos, Interpretações e Orientações. O adquirente deve fazer essas classificações ou designações com base nos termos contratuais, nas condições econômicas, nas políticas contábeis ou operacionais e em outras condições pertinentes que existiam na data da aquisição. Para cumprir os objetivos do item 59, o adquirente deve divulgar as informações abaixo para cada combinação realizada durante o período de reporte: (a) (b) (c) (d) o nome e a descrição da adquirida; a data da aquisição; o percentual votante adquirido, bem como o percentual de participação total adquirido; os principais motivos da combinação de negócios e, também, a descrição de como o controle da adquirida foi obtido pelo adquirente; (e) uma descrição qualitativa dos fatores que compõem o ágio por rentabilidade futura (goodwill) reconhecido, tal como sinergias esperadas pela combinação das operações da adquirida com as do adquirente, ativos intangíveis que não se qualificam para reconhecimento em separado e outros fatores; (f) o valor justo, na data da aquisição, da contraprestação transferida total, bem como dos tipos mais relevantes de contraprestação, tais como: (i) dinheiro; (ii) outros ativos (tangíveis ou intangíveis), inclusive um negócio ou controlada do adquirente; (iii) passivos incorridos, como um passivo por contraprestação contingente, por exemplo; e (iv) participações societárias do adquirente, inclusive o número de ações ou instrumentos emitidos ou que se pode emitir, e o método de determinação do valor justo dessas ações e instrumentos; (h) para os recebíveis adquiridos: (i) o valor justo dos recebíveis; (ii) o valor nominal bruto dos recebíveis; e (iii) a melhor estimativa, na data da aquisição, das perdas de crédito dos recebíveis (parte do fluxo de caixa futuro considerado incobrável); As divulgações devem ser realizadas para as principais classes de recebíveis (como empréstimo, arrendamento financeiro, entre outras).

CPC 15.59

CPC 15.B64 (a) a (d)

CPC 15.B64(e)

CPC 15.B64 (f)(i, ii, iii e iv)

CPC 15.B64(h)

CPC 15.B64(i) CPC 15.B64(j)

CPC 15.B64(k) CPC 15.B64 (m)

(i) o valor reconhecido, na data da aquisição, das principais classes de ativos adquiridos e passivos assumidos (por classe); (j) para cada passivo contingente reconhecido de acordo com o item 23, a informação exigida pelo item 85 do Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Quando um passivo contingente não tiver sido reconhecido porque não foi possível determinar o seu valor justo com confiabilidade, o adquirente deve divulgar: (k) o valor total do ágio por rentabilidade futura (goodwill) que se espera que seja dedutível para fins fiscais; A divulgação das operações reconhecidas separadamente exigida pela alínea (l) deve incluir o valor dos custos de operação e, separadamente, o valor da parte desses custos de operação que foram reconhecidos como despesa, bem como a linha do item (ou itens) da demonstração do resultado abrangente em que tais despesas estão contabilizadas. Devem ser divulgados, também, o valor dos custos de emissão de títulos não reconhecidos como despesa e a informação de como foram reconhecidos; (o) para todas as combinações de negócios em que o adquirente, na data da combinação, possuir menos do que 100% de participação societária da adquirida: (i) o valor da participação de não controladores na adquirida, reconhecido na data da aquisição, e as bases de mensuração desse valor; e “... (ii) para a participação de não controladores mensurada ao valor justo, as técnicas de avaliação e os principais dados de entrada dos modelos utilizados na determinação desse valor justo;”

CPC 15.B64 (o i,ii)

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CPC 15.B64 (q)(i e ii)

(i) os valores das receitas e do resultado do período da adquirida a partir da data da aquisição que foram incluídos na demonstração consolidada do resultado abrangente do período de reporte; e (ii) as receitas e os resultados do período da entidade combinada para o período de reporte corrente, como se a data da aquisição (para todas as combinações ocorridas durante o ano) fosse o início do período de reporte anual. Para combinações de negócios cuja data de aquisição antecede a data de início de vigência deste Pronunciamento, o adquirente deve cumprir prospectivamente as exigências que constam do item 68 do Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro. Isso significa que o adquirente não deve ajustar a contabilização de combinações de negócios anteriores por conta de alterações nos tributos diferidos sobre o lucro reconhecido no ativo. Contudo, a partir da data em que este Pronunciamento for aplicável, o adquirente deve reconhecer como ajuste no resultado do período (ou se o Pronunciamento CPC 32 exigir, fora do resultado do período) as alterações nos tributos diferidos sobre o lucro reconhecidos no ativo.

CPC 15.67

CPC 19.54

5. Participação em Joint Venture
Exceto quando a probabilidade de perda seja remota, o empreendedor deve divulgar o valor total dos passivos contingentes abaixo indicados, separadamente do valor de outros passivos contingentes: (a) quaisquer passivos contingentes que o empreendedor tenha incorrido em relação à sua participação em empreendimentos controlados em conjunto e sua parte em cada passivo contingente que tenha sido incorrido conjuntamente com outros empreendedores; (b) sua parte nos passivos contingentes dos empreendimentos controlados em conjunto para os quais o empreendedor seja contingencialmente responsável; (c) os passivos contingentes que tenham surgido em razão de o empreendedor ser contingencialmente responsável por passivos de outros empreendedores de empreendimento controlado em conjunto.

CPC 19.55

O empreendedor deve divulgar o valor total dos seguintes compromissos relacionados à sua participação em empreendimentos controlados em conjunto, separadamente de outros compromissos: (a) quaisquer compromissos de aporte de capital do empreendedor em relação à sua participação no empreendimento controlado em conjunto e sua parte nos compromissos de aporte de capital incorridos conjuntamente com outros empreendedores; e (b) a parte do empreendedor nos compromissos de aporte de capital dos empreendimentos controlados em conjunto.

CPC 19.56

O empreendedor deve divulgar uma lista e a descrição das participações em empreendimentos controlados em conjunto relevantes e a dimensão da relação de propriedade nas participações mantidas em entidades controladas em conjunto. O empreendedor deve evidenciar a parte que lhe cabe no montante total dos ativos circulantes, ativos não circulantes, passivos circulantes, passivos não circulantes, receitas e despesas do empreendimento controlado em conjunto. O empreendedor deve evidenciar o método utilizado para reconhecer seu investimento nas entidades controladas em conjunto.

CPC 19.57

CPC 18.37(b)

6. Investimento em coligada
As seguintes divulgações devem ser feitas: (a) informações financeiras resumidas das coligadas e controladas, incluindo os valores totais de ativos, passivos, receitas e do lucro ou prejuízo do período;

7. Informações por segmento
CPC 22.22 (a), (b)

A entidade deve divulgar as seguintes informações gerais: (a) os fatores utilizados para identificar os segmentos divulgáveis da entidade, incluindo a base da organização (por exemplo, se a administração optou por organizar a entidade em torno das diferenças entre produtos e serviços, áreas geográficas, ambiente regulatório, ou combinação de fatores, e se os segmentos operacionais foram agregados); e (b) tipos de produtos e serviços a partir dos quais cada segmento divulgável obtém suas receitas. A entidade deve divulgar o valor do lucro ou prejuízo e do ativo total de cada segmento divulgável. A entidade deve divulgar o valor do passivo para cada segmento divulgável se esse valor for apresentado regularmente ao principal gestor das operações. A entidade deve divulgar também as seguintes informações sobre cada segmento se os montantes especificados estiverem incluídos no valor do lucro ou prejuízo do segmento revisado pelo principal gestor das operações, ou for regularmente apresentado a este, ainda que não incluído no valor do lucro ou prejuízo do segmento:
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CPC 22.23

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(a) (b) (c) (d) (e) (f)

receitas provenientes de clientes externos; receitas de transações com outros segmentos operacionais da mesma entidade; receitas financeiras; despesas financeiras; depreciações e amortizações; itens materiais de receita e despesa divulgados de acordo com o item 97 do Pronunciamento Técnico CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis; (g) participação da entidade nos lucros ou prejuízos de coligadas e de empreendimentos sob controle conjunto (joint ventures) contabilizados de acordo com o método da equivalência patrimonial; (h) despesa ou receita com imposto de renda e contribuição social; e (i) itens não caixa considerados materiais, exceto depreciações e amortizações.
CPC 22.24(a)

A entidade deve divulgar as receitas financeiras separadamente das despesas financeiras para cada segmento divulgável, salvo se a maioria das receitas do segmento seja proveniente de juros e o principal gestor das operações se basear principalmente nas receitas financeiras líquidas para avaliar o desempenho do segmento e tomar decisões sobre os recursos a serem alocados ao segmento. Nessa situação, a entidade pode divulgar essas receitas financeiras líquidas separadamente de suas despesas financeiras em relação ao segmento e divulgar que ela tenha feito desse modo. A entidade deve divulgar as seguintes informações sobre cada segmento divulgável se os montantes especificados estiverem incluídos no valor do ativo do segmento revisado pelo principal gestor das operações ou forem apresentados regularmente a este, ainda que não incluídos nesse valor de ativos dos segmentos: (a) o montante do investimento em coligadas e empreendimentos conjuntos (joint ventures) contabilizado pelo método da equivalência patrimonial; (b) o montante de acréscimos ao ativo não circulante, exceto instrumentos financeiros, imposto de renda e contribuição social diferidos ativos, ativos de benefícios pós-emprego (ver Pronunciamento Técnico CPC 33 - Benefícios a Empregados, itens de 54 a 58) e direitos provenientes de contratos de seguro.

CPC 22.27

A entidade deve apresentar explicação das mensurações do lucro ou do prejuízo, dos ativos e dos passivos do segmento para cada segmento divulgável. A entidade deve divulgar, no mínimo, os seguintes elementos: (a) a base de contabilização para quaisquer transações entre os segmentos divulgáveis; (b) a natureza de quaisquer diferenças entre as mensurações do lucro ou do prejuízo dos segmentos divulgáveis e o lucro ou o prejuízo da entidade antes das despesas (receitas) de imposto de renda e contribuição social e das operações descontinuadas (se não decorrerem das conciliações descritas no item 28). Essas diferenças podem decorrer das políticas contábeis e das políticas de alocação de custos comuns incorridos, que são necessárias para a compreensão da informação por segmentos divulgados; (c) a natureza de quaisquer diferenças entre as mensurações dos ativos dos segmentos divulgáveis e dos ativos da entidade (se não decorrer das conciliações descritas no item 28). Essas diferenças podem incluir as decorrentes das políticas contábeis e das políticas de alocação de ativos utilizados conjuntamente, necessárias para a compreensão da informação por segmentos divulgados; (d) a natureza de quaisquer diferenças entre as mensurações dos passivos dos segmentos divulgáveis e dos passivos da entidade (se não decorrer das conciliações descritas no item 28). Essas diferenças podem incluir as decorrentes das políticas contábeis e das políticas de alocação de passivos utilizados conjuntamente, necessárias para a compreensão da informação por segmentos divulgados; (e) a natureza de quaisquer alterações em períodos anteriores, nos métodos de mensuração utilizados para determinar o lucro ou o prejuízo do segmento divulgado e o eventual efeito dessas alterações na avaliação do lucro ou do prejuízo do segmento; (f) a natureza e o efeito de quaisquer alocações assimétricas a segmentos divulgáveis. Por exemplo, a entidade pode alocar despesas de depreciação a um segmento sem lhe alocar os correspondentes ativos depreciáveis.

CPC 22.28

A entidade deve fornecer conciliações dos seguintes elementos: (a) o total das receitas dos segmentos divulgáveis com as receitas da entidade; (b) o total dos valores de lucro ou prejuízo dos segmentos divulgáveis com o lucro ou o prejuízo da entidade antes das despesas (receitas) de imposto de renda e contribuição social e das operações descontinuadas. No entanto, se a entidade alocar a segmentos divulgáveis itens como despesa de imposto de renda e contribuição social, a entidade pode conciliar o total dos valores de lucro ou prejuízo dos segmentos com o lucro ou o prejuízo da entidade depois daqueles itens; (c) o total dos ativos dos segmentos divulgáveis com os ativos da entidade; (d) o total dos passivos dos segmentos divulgáveis com os passivos da entidade, se os passivos dos segmentos forem divulgados de acordo com o item 23;

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(e) o total dos montantes de quaisquer outros itens materiais das informações evidenciadas dos segmentos divulgáveis com os correspondentes montantes da entidade. Todos os itens de conciliação materiais devem ser identificados e descritos separadamente. Por exemplo, o montante de cada ajuste significativo necessário para conciliar lucros ou prejuízos do segmento divulgável com o lucro ou o prejuízo da entidade, decorrente de diferentes políticas contábeis, deve ser identificado e descrito separadamente.
CPC 22.33(a)

33. A entidade deve evidenciar as seguintes informações geográficas, salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo: (a) receitas provenientes de clientes externos: (i) atribuídos ao país-sede da entidade; e (ii) atribuídos a todos os países estrangeiros de onde a entidade obtém receitas. Se as receitas provenientes de clientes externos atribuídas a determinado país estrangeiro forem materiais, devem ser divulgadas separadamente. A entidade deve divulgar a base de atribuição das receitas provenientes de clientes externos aos diferentes países.

CPC 22.33(b)

A entidade deve evidenciar as seguintes informações geográficas, salvo se as informações necessárias não se encontrarem disponíveis e o custo da sua elaboração for excessivo: (b) ativo não circulante, exceto instrumentos financeiros e imposto de renda e contribuição social diferidos ativos, benefícios de pós-emprego e direitos provenientes de contratos de seguro: (i) localizados no país-sede da entidade; e (ii) localizados em todos os países estrangeiros em que a entidade mantém ativos. Se os ativos em determinado país estrangeiro forem materiais, devem ser divulgados separadamente.

CPC 22.34

A entidade deve fornecer informações sobre seu grau de dependência de seus principais clientes. Se as receitas provenientes das transações com um único cliente externo representarem 10% ou mais das receitas totais da entidade, esta deve divulgar tal fato, bem como o montante total das receitas provenientes de cada um desses clientes e a identidade do segmento ou dos segmentos em que as receitas são divulgadas. A entidade não está obrigada a divulgar a identidade de grande cliente nem o montante divulgado de receitas provenientes desse cliente em cada segmento. Para fins deste Pronunciamento, um conjunto de entidades que a entidade divulgadora sabe que está sob controle comum, deve ser considerado um único cliente, assim como o governo (nacional, estadual, provincial, territorial, local ou estrangeiro) e as entidades que a entidade divulgadora sabe que estão sob controle comum desse governo devem ser considerados um único cliente.

8. Outras receitas / despesas e ajustes
8.1 Outras receitas operacionais
CPC 7.43

A entidade deve divulgar as seguintes informações: (d) descumprimento de condições relativas às subvenções ou existência de outras contingências.

8.2 Outras despesas operacionais
CPC 28.75 (f)(ii)

A entidade deve divulgar: (f) as quantias reconhecidas no resultado para: (ii) gastos operacionais diretos (incluindo reparos e manutenção) provenientes de propriedades para investimento que tenham gerado rendas durante o período.

8.3 Despesas financeiras
CPC 25.60 CPC 26.78(a)

Quando for utilizado o desconto a valor presente, o valor contábil da provisão aumenta a cada período para refletir a passagem do tempo. Esse aumento deve ser reconhecido como despesa financeira. O detalhamento proporcionado nas subclassificações depende dos requisitos dos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações, e da dimensão, natureza e função dos montantes envolvidos. Os fatores estabelecidos no item 58 também são usados para decidir as bases a se utilizar para tal subclassificação. As divulgações variam para cada item, por exemplo: (a) os itens do ativo imobilizado são segregados em classes de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado.

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CPC 26.85

A entidade deve divulgar, para cada classe de provisão: (a) uma breve descrição da natureza da obrigação e o cronograma esperado de quaisquer saídas de benefícios econômicos resultantes; (b) uma indicação das incertezas sobre o valor ou o cronograma dessas saídas. Sempre que necessário para fornecer informações adequadas, a entidade deve divulgar as principais premissas adotadas em relação a eventos futuros, conforme tratado no item 48; e (c) o valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido por conta desse reembolso esperado.

CPC 26.92 CPC 26.97

A entidade deve divulgar ajustes de reclassificação relativos a componentes dos outros resultados abrangentes. Quando os itens de receitas e despesas são relevantes, sua natureza e montantes devem ser divulgados separadamente. A entidade deve divulgar o total de gastos com pesquisa e desenvolvimento reconhecidos como despesas no período. As entidades que classifiquem os gastos por função devem divulgar informação adicional sobre a natureza das despesas, incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as despesas com benefícios aos empregados. As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de ativo imobilizado: (d) o valor contábil bruto e a depreciação acumulada (mais as perdas por redução ao valor recuperável acumuladas) no início e no final do período; e (e) a conciliação do valor contábil no início e no final do período, demonstrando: adições; (ii) ativos classificados como mantidos para venda ou incluídos em um grupo classificados como mantidos para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada e outras baixas; (iii) aquisições por meio de combinações de negócios; (iv) aumentos ou reduções decorrentes de reavaliações nos termos dos itens 31, 39 e 40 e perdas por redução ao valor recuperável de ativos reconhecidas ou revertidas diretamente no patrimônio líquido de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (v) provisões para perdas de ativos, reconhecidas no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (vi) reversão de perda por redução ao valor recuperável de ativos, apropriada no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (vii) depreciações; (viii)variações cambiais líquidas geradas pela conversão das demonstrações contábeis da moeda funcional para a moeda de apresentação, incluindo a conversão de uma operação estrangeira para a moeda de apresentação da entidade; e (ix) outras alterações. As demonstrações contábeis também devem divulgar: (a) a existência e os valores contábeis de ativos cuja titularidade é restrita, como os ativos imobilizados formalmente ou na essência oferecidos como garantia de obrigações e os adquiridos mediante operação de leasing conforme o Pronunciamento Técnico CPC 06 – Operações de Arrendamento Mercantil; (b) o valor dos gastos reconhecidos no valor contábil de um item do ativo imobilizado durante a sua construção. A entidade deve divulgar: (d) os métodos e pressupostos significativos aplicados na determinação do valor justo de propriedade para investimento, incluindo declaração afirmando se a determinação do valor justo foi ou não suportada por evidências do mercado ou foi mais ponderada por outros fatores (que a entidade deve divulgar) por força da natureza da propriedade e da falta de dados de mercado comparáveis; (e) a extensão até a qual o valor justo da propriedade para investimento (tal como mensurado ou divulgado nas demonstrações contábeis) se baseia em avaliação de avaliador independente que possua qualificação profissional reconhecida e relevante e que tenha experiência recente no local e na categoria da propriedade para investimento que está sendo avaliada. Se não tiver havido tal avaliação, esse fato deve ser divulgado.

CPC 04.126 CPC 26.104

CPC 27.73 (d), (e)

CPC 27.74 (a) e (b)

CPC 28.75 (d) e (e)

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CPC 40.20 (a), (b) e (e)

A entidade deve divulgar os seguintes itens de receita, despesa, ganho e perda, quer na demonstração do resultado abrangente, na demonstração do resultado ou nas notas explicativas: (a) ganhos líquidos ou perdas líquidas em: (i) ativos financeiros ou passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado, mostrando separadamente aqueles ativos financeiros ou passivos financeiros designados como tais no reconhecimento inicial, e aqueles ativos financeiros ou passivos financeiros que são classificados como mantidos para negociação de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; (ii) ativos financeiros disponíveis para venda, mostrando separadamente a quantia de ganho ou perda reconhecida como outros resultados abrangentes durante o período e a quantia reclassificada de outros resultados abrangentes para a demonstração do resultado do período; (iii) investimentos mantidos até o vencimento; (iv) empréstimos e recebíveis; e (v) passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado; (b) receita e despesa totais de juros (calculados utilizando-se o método da taxa efetiva de juros) para os ativos ou passivos financeiros que não estejam como valor justo por meio do resultado; (e) o montante da perda no valor recuperável para cada classe de ativo financeiro.

CPC 40.20(i) CPC 40.20(b)

8.4 Receitas financeiras 8.5 Depreciação, amortização, variações cambiais e custos de estoques incluídos na demonstração consolidada do resultado
A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada classe de ativos: (a) o valor das perdas por desvalorizações reconhecidas no resultado durante o período, e a(s) linha(s) da demonstração do resultado na(s) qual(is) essas perdas por desvalorizações foram incluídas. Os arrendatários, além de cumprir os requisitos de Divulgação e Apresentação de Instrumentos Financeiros, devem fazer as seguintes divulgações relativas aos arrendamentos mercantis operacionais:

CPC 1.121(a)

CPC 6.35(c)

(b) pagamentos de arrendamento mercantil e de subarrendamento mercantil reconhecidos como despesa do período, com valores separados para pagamentos mínimos de arrendamento mercantil, pagamentos contingentes e pagamentos de subarrendamento mercantil. As demonstrações contábeis devem divulgar: (d) o valor de estoques reconhecido como despesa durante o período.

CPC 16.36(d)

8.6 Despesas com benefícios a funcionários
As entidades que classifiquem os gastos por função devem divulgar informação adicional sobre a natureza das despesas, incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as despesas com benefícios aos empregados.

CPC 26.104

8.7 Custos de pesquisa e desenvolvimento
A entidade deve divulgar o total de gastos com pesquisa e desenvolvimento reconhecidos como despesas no período.
CPC 4.126

A entidade deve divulgar ajustes de reclassificação relativos a componentes dos outros resultados abrangentes. Quando os itens de receitas e despesas são relevantes, sua natureza e montantes devem ser divulgados separadamente. A entidade deve divulgar os seguintes itens de receita, despesa, ganho e perda, quer na demonstração do resultado abrangente, na demonstração do resultado ou nas notas explicativas: (a) ganhos líquidos ou perdas líquidas em: (ii) ativos financeiros disponíveis para venda, mostrando separadamente a quantia de ganho ou perda reconhecida como outros resultados abrangentes durante o período e a quantia reclassificada de outros resultados abrangentes para a demonstração do resultado do período.

CPC 26.92 CPC 26.97 CPC 40.20 (a) (ii)

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8.8 Componentes do resultado abrangente incluído nas mutações do patrimônio líquido
CPC 26.90

A entidade deve divulgar o montante do efeito tributário relativo a cada componente dos outros resultados abrangentes, incluindo os ajustes de reclassificação na demonstração do resultado abrangente ou nas notas explicativas. Os componentes dos outros resultados abrangentes podem ser apresentados: (a) líquidos dos seus respectivos efeitos tributários; ou (b) antes dos seus respectivos efeitos tributários, sendo apresentado em montante único o efeito tributário total relativo a esses componentes. A entidade deve divulgar ajustes de reclassificação relativos a componentes dos outros resultados abrangentes. Para hedges de fluxo de caixa, a entidade deve divulgar: (a) os períodos em que se espera que o fluxo de caixa irá ocorrer e quando se espera que eles afetarão o resultado; (b) uma descrição de qualquer operação prevista em que foi utilizada a contabilidade de hedge, mas que já não se espera que ocorra; (c) o montante que tenha sido reconhecido em outros resultados abrangentes durante o período; (d) a quantia que tenha sido reclassificada do patrimônio líquido para o resultado do período, mostrando o montante incluído em cada item da demonstração do resultado abrangente; e (e) o montante que tenha sido removido do patrimônio líquido durante o período e incluído no custo inicial ou outro valor contábil de ativo não financeiro ou passivo não financeiro cuja aquisição ou incorrência tenha sido um hedge de operação prevista e altamente provável.

CPC 26.91

CPC 26.92 CPC 40.23

9. Lucros
CPC 32.80 (a), (b) e (c)

Os componentes da despesa (receita) tributária podem incluir: (a) despesa (receita) tributária corrente; (b) quaisquer ajustes reconhecidos no período para o tributo corrente de períodos anteriores; (c) valor da despesa (receita) com tributo diferido relacionado com a origem e a reversão de diferenças temporárias. O que está descrito a seguir também deve ser divulgado separadamente: (a) tributos diferido e corrente somados relacionados com os itens que são debitados ou creditados diretamente no patrimônio líquido (ver item 62A).

CPC 32.81(a)

CPC 32.81 (c)(i)

O que está descrito a seguir também deve ser divulgado separadamente: (c) explicação do relacionamento entre a despesa (receita) tributária e o lucro contábil em uma ou em ambas as seguintes formas: (i) conciliação numérica entre despesa (receita) tributária e o produto do lucro contábil multiplicado pelas alíquotas aplicáveis de tributos, evidenciando também as bases sobre as quais as alíquotas aplicáveis de tributos estão sendo computadas. O que está descrito a seguir também deve ser divulgado separadamente: (e) valor (e a data de expiração, se houver) das diferenças temporárias dedutíveis, prejuízos fiscais não utilizados e créditos fiscais não utilizados para os quais nenhum ativo fiscal diferido está sendo reconhecido no balanço patrimonial.

CPC 32.81(e)

CPC 32.81(f)

O que está descrito a seguir também deve ser divulgado separadamente: (f) valor total das diferenças temporárias associadas com investimento em controladas, filiais e coligadas e participações em empreendimentos sob controle conjunto (joint ventures), em relação às quais os passivos fiscais diferidos não foram reconhecidos (ver item 39).

CPC 32.81 (g)(i)(ii)

O que está descrito a seguir também deve ser divulgado separadamente: (g) com relação a cada tipo de diferença temporária e a cada tipo de prejuízos fiscais não utilizados e créditos fiscais não utilizados: (i) valor dos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos no balanço patrimonial para cada período apresentado; (ii) valor da receita ou despesa fiscal diferida reconhecida no resultado, se esta não é evidente a partir das alterações nos valores reconhecidos no balanço.

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CPC 32.82(a)

A entidade deve divulgar o valor do ativo fiscal diferido e a natureza da evidência que comprova o seu reconhecimento, quando: (a) a utilização do ativo fiscal diferido depende de lucros futuros tributáveis superiores aos lucros advindos da reversão de diferenças temporárias tributáveis existentes.

CPC 32.87

Frequentemente é impraticável computar o valor de passivos fiscais diferidos não reconhecidos advindos de investimento em controladas, filiais e coligadas e interesses em empreendimentos sob controle conjunto (ver item 39). Portanto, este Pronunciamento exige que a entidade divulgue o valor total de diferenças temporárias subjacentes, mas não exige a divulgação de passivos fiscais diferidos. Entretanto, onde praticável, as entidades são encorajadas a divulgar os valores dos passivos fiscais diferidos não reconhecidos, porque os usuários da demonstração contábil podem considerar tais informações úteis.

10. Operação descontinuada
CPC 1.124

A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada perda por desvalorização ou reversão relevante reconhecida durante o período para um ativo individual ou para uma unidade geradora de caixa, incluindo ágio (goodwill): (a) os eventos e as circunstâncias que levaram ao reconhecimento ou reversão da perda por desvalorização; (b) o valor da perda por desvalorização reconhecida ou revertida; (c) se o valor recuperável for seu valor líquido de venda ou seu valor em uso; (d) se o valor recuperável for o valor líquido de venda (valor de venda menos despesas diretas e incrementais necessárias à venda), a base usada para determinar o valor líquido de venda (por exemplo: se o valor foi determinado por referência a um mercado ativo); (e) se o valor recuperável for o valor em uso, a(s) taxa (s) de desconto usada(s) na estimativa atual e na estimativa anterior; (f) para um ativo individual, a natureza do ativo; e (g) para uma unidade geradora de caixa: (i) descrição da unidade geradora de caixa, por exemplo, se é uma linha de produção, ou uma unidade operacional, ou uma determinada área geográfica; (ii) o montante da desvalorização reconhecida ou revertida por classe de ativos; e (iii) se o conjunto de ativos para identificar a unidade geradora de caixa mudou desde a estimativa anterior do valor recuperável, uma descrição da maneira atual e anterior da agregação dos ativos envolvidos e as razões que justificaram a mudança na maneira pela qual é identificada a unidade geradora de caixa.

CPC 31.30

A entidade deve apresentar e divulgar informação que permita aos usuários das demonstrações contábeis avaliarem os efeitos financeiros das operações descontinuadas e das baixas de ativos não circulantes mantidos para venda. A entidade deve evidenciar: (b) análise da quantia única referida na alínea (a) com: (i) as receitas, as despesas e o resultado antes dos tributos das operações descontinuadas. A entidade deve evidenciar: (c) os fluxos de caixa líquidos atribuíveis às atividades operacionais, de investimento e de financiamento das operações descontinuadas. Essas evidenciações podem ser apresentadas nas notas explicativas ou nos quadros das demonstrações contábeis. Essas evidenciações não são exigidas para grupos de ativos mantidos para venda que sejam controladas recém-adquiridas que satisfaçam aos critérios de classificação como destinadas à venda no momento da aquisição (ver item 11).

CPC 31.33 (b)(i)

CPC 31.33(c)

CPC 31.38

A entidade deve apresentar o ativo não circulante classificado como mantido para venda separadamente dos outros ativos no balanço patrimonial. Os passivos de grupo de ativos classificado como mantido para venda devem ser apresentados separadamente dos outros passivos no balanço patrimonial. Esses ativos e passivos não devem ser compensados nem apresentados em um único montante. As principais classes de ativos e passivos classificados como mantidos para venda devem ser divulgadas separadamente no balanço patrimonial ou nas notas explicativas, exceto conforme permitido pelo item 39. A entidade deve apresentar separadamente qualquer receita ou despesa acumulada reconhecida diretamente no patrimônio líquido (outros resultados abrangentes) relacionada a um ativo não circulante ou a um grupo de ativos classificado como mantido para venda.

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CPC 31.40

A entidade não deve reclassificar ou reapresentar montantes divulgados de ativos não circulantes ou de ativos e passivos de grupos de ativos classificados como mantidos para venda nos balanços de períodos anteriores para refletir a classificação no balanço do último período apresentado. A entidade deve divulgar a seguinte informação nas notas explicativas do período em que o ativo não circulante tenha sido classificado como mantido para venda ou vendido: (a) descrição do ativo (ou grupo de ativos) não circulante; (b) descrição dos fatos e das circunstâncias da venda, ou que conduziram à alienação esperada, forma e cronograma esperados para essa alienação; (c) ganho ou perda reconhecido(a) de acordo com os itens 20 a 22 e, se não for apresentado(a) separadamente na demonstração do resultado, a linha na demonstração do resultado que inclui esse ganho ou perda; (d) se aplicável, segmento em que o ativo não circulante ou o grupo de ativos mantido para venda está apresentado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 22 - Informações por Segmento.

CPC 31.41

CPC 41.68

A companhia que reportar operação descontinuada deve divulgar os resultados por ação básicos e diluídos relativamente à operação descontinuada, seja na própria demonstração do resultado ou em notas explicativas. (a) Como a companhia apresenta os componentes do lucro ou prejuízo na demonstração à parte (itens 81 e 82 do Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis), ela deve apresentar os resultados por ação básicos e diluídos para a operação descontinuada, como requerido no item 68, naquela demonstração separada ou em notas explicativas.

11. Lucro por ação
CPC 41.7073A

A companhia deve divulgar o seguinte: (a) os valores usados como numeradores no cálculo dos resultados por ação básicos e diluídos, além da conciliação desses valores com o lucro ou o prejuízo atribuível à companhia para o período em questão. A conciliação deve incluir o efeito individual de cada classe de instrumentos que afeta os resultados por ação; (b) o número médio ponderado de ações ordinárias usado como denominador no cálculo dos resultados por ação básicos e diluídos e a conciliação desses denominadores uns com os outros. A conciliação deve incluir o efeito individual de cada classe de instrumentos que afeta o resultado por ação; (c) instrumentos (incluindo ações emissíveis sob condição) que poderiam potencialmente diluir os resultados por ação básicos no futuro, mas que não foram incluídos no cálculo do resultado por ação diluído, porque são antidiluidores para os períodos apresentados; (d) descrição das transações de ações ordinárias ou das transações de ações ordinárias potenciais, que não sejam aquelas contabilizadas em conformidade com o item 64; que ocorram após a data do balanço; e que tenham alterado significativamente o número de ações ordinárias ou de ações ordinárias potenciais totais no final do período caso essas transações tivessem ocorrido antes do final do período de relatório. O item 73 também se aplica a companhias que divulgam, além do resultado por ação básico e diluído, valores por ação usando um componente apresentado na demonstração do resultado (como descrito nos itens 81 e 82 do Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis), que não o requerido por este Pronunciamento.

12. Imobilizado
CPC 26.78(a)

O detalhamento proporcionado nas subclassificações depende dos requisitos dos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações e da dimensão, natureza e função dos montantes envolvidos. Os fatores estabelecidos no item 58 também são usados para decidir as bases a se utilizar para tal subclassificação. As divulgações variam para cada item, por exemplo: (a) os itens do ativo imobilizado são segregados em classes de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado.

CPC 27.73 (d) e (e)

As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de ativo imobilizado: (d) o valor contábil bruto e a depreciação acumulada (mais as perdas por redução ao valor recuperável acumuladas) no início e no final do período; e (e) a conciliação do valor contábil no início e no final do período, demonstrando: (i) adições; (ii) ativos classificados como mantidos para venda ou incluídos em um grupo classificados como
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mantidos para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada e outras baixas; (iii) aquisições por meio de combinações de negócios; (iv) aumentos ou reduções decorrentes de reavaliações nos termos dos itens 31, 39 e 40 e perdas por redução ao valor recuperável de ativos reconhecidas ou revertidas diretamente no patrimônio líquido de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (v) provisões para perdas de ativos, reconhecidas no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (vi) reversão de perda por redução ao valor recuperável de ativos, apropriada no resultado, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (vii)depreciações; (viii)variações cambiais líquidas geradas pela conversão das demonstrações contábeis da moeda funcional para a moeda de apresentação, incluindo a conversão de uma operação estrangeira para a moeda de apresentação da entidade; e (ix) outras alterações.

Custos de empréstimo capitalizados
CPC 20.26 (a) e (b)

A entidade deve divulgar: (a) o total de custos de empréstimos capitalizados durante o período; e (b) a taxa de capitalização usada na determinação do montante dos custos de empréstimo elegível à capitalização.

Arrendamentos mercantis financeiros e ativos em construção
CPC 27.74 (a) e (b)

As demonstrações contábeis também devem divulgar: (a) a existência e os valores contábeis de ativos cuja titularidade é restrita, como os ativos imobilizados formalmente ou na essência oferecidos como garantia de obrigações e os adquiridos mediante operação de leasing conforme o Pronunciamento Técnico CPC 06 – Operações de Arrendamento Mercantil; (b) o valor dos gastos reconhecidos no valor contábil de um item do ativo imobilizado durante a sua construção.

13. Propriedades para investimento
CPC 28.75 (d) e (e)

A entidade deve divulgar: (d) os métodos e pressupostos significativos aplicados na determinação do valor justo de propriedade para investimento, incluindo declaração afirmando se a determinação do valor justo foi ou não suportada por evidências do mercado ou foi mais ponderada por outros fatores (que a entidade deve divulgar) por força da natureza da propriedade e da falta de dados de mercado comparáveis; (e) a extensão até a qual o valor justo da propriedade para investimento (tal como mensurado ou divulgado nas demonstrações contábeis) se baseia em avaliação de avaliador independente que possua qualificação profissional reconhecida e relevante e que tenha experiência recente no local e na categoria da propriedade para investimento que está sendo avaliada. Se não tiver havido tal avaliação, esse fato deve ser divulgado. Além das divulgações exigidas pelo item 75, a entidade que aplique o método do valor justo dos itens 33 a 55 deve divulgar a conciliação entre os valores contábeis da propriedade para investimento no início e no fim do período, que mostre o seguinte: (a) adições, divulgando separadamente as adições resultantes de aquisições e as resultantes de dispêndio subsequente reconhecido no valor contábil do ativo; (b) adições que resultem de aquisições por intermédio de combinação de negócios; (c) ativos classificados como detidos para venda ou incluídos em grupo para alienação classificado como detido para venda de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada e outras alienações; (d) ganhos ou perdas líquidos provenientes de ajustes de valor justo; (e) diferenças cambiais líquidas resultantes da conversão das demonstrações contábeis para outra moeda de apresentação, e da conversão de unidade operacional estrangeira para a moeda de apresentação da entidade que relata; (f) transferências para e de estoque e propriedade ocupada pelo proprietário; e (g) outras alterações.

CPC 28.76

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14. Intangível
CPC 4.118 (c ), (d) e (e)

A entidade deve divulgar as seguintes informações para cada classe de ativos intangíveis, fazendo a distinção entre ativos intangíveis gerados internamente e outros ativos intangíveis: (c) o valor contábil bruto e eventual amortização acumulada (mais as perdas acumuladas no valor recuperável) no início e no final do período; (d) a rubrica da demonstração do resultado em que qualquer amortização de ativo intangível for incluída; (e) a conciliação do valor contábil no início e no final do período, demonstrando: (i) adições, indicando separadamente as que foram geradas por desenvolvimento interno e as adquiridas, bem como as adquiridas por meio de uma combinação de negócios; (ii) ativos classificados como mantidos para venda ou incluídos em grupo de ativos classificados como mantidos para venda e outras baixas; (iii) aumentos ou reduções durante o período, decorrentes de reavaliações nos termos dos itens 75, 85 e 86 e perda por desvalorização de ativos reconhecidas ou revertidas diretamente no patrimônio líquido, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos; (iv) provisões para perdas de ativos, reconhecidas no resultado do período, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se houver); (v) reversão de perda por desvalorização de ativos, apropriada ao resultado do período, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se houver); (vi) qualquer amortização reconhecida no período; (vii) variações cambiais líquidas geradas pela conversão das demonstrações contábeis para a moeda de apresentação e de operações no exterior para a moeda de apresentação da entidade; e (viii)outras alterações no valor contábil durante o período.

15. Outros ativos financeiros e passivos financeiros
15.1 Outros ativos financeiros
CPC 40.8

O valor contábil de cada categoria a seguir, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, deve ser divulgado no balanço patrimonial ou nas notas explicativas: (a) ativos financeiros pelo valor justo por meio do resultado, mostrando separadamente (i) aqueles designados dessa forma no reconhecimento inicial e (ii) os classificados como mantidos para negociação, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; (b) investimentos mantidos até o vencimento; (c) empréstimos e recebíveis; (d) ativos financeiros disponíveis para venda; (e) passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado, mostrando separadamente: (i) aqueles designados dessa forma no reconhecimento inicial; (ii) os classificados como mantidos para negociação de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; e (f) passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado. Ativos financeiros ou passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado

Investimentos disponíveis para venda - ações do capital não negociáveis
CPC 38. AG74-79

AG74 – Se o mercado para um instrumento financeiro não estiver ativo, a entidade estabelece o valor justo usando uma técnica de avaliação. As técnicas de avaliação incluem o uso de recentes transações de mercado com isenção de participação entre partes conhecedoras e dispostas a isso, se estiverem disponíveis, referências ao valor justo corrente de outro instrumento que seja substancialmente o mesmo, análise do fluxo de caixa descontado e modelos de precificação de opção. Se existir uma técnica de avaliação comumente usada por participantes do mercado para determinar o preço do instrumento e se ficou demonstrado que essa técnica proporciona estimativas confiáveis de preços obtidas em transações de mercado reais, a entidade pode usar essa técnica. AG75 – O objetivo de usar uma técnica de avaliação é estabelecer qual teria sido o preço da transação na data de mensuração em troca entre partes independentes motivada por considerações comerciais normais. O valor justo é estimado com base nos resultados de técnica de avaliação que tire o máximo proveito dos inputs do mercado, e se baseie tão pouco quanto possível em inputs específicos da entidade. É de se esperar que uma

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técnica de avaliação chegue a uma estimativa realista do valor justo se (a) a técnica refletir razoavelmente a forma como se poderia esperar que o mercado precificasse o instrumento; e (b) os inputs para a técnica de avaliação representam razoavelmente as expectativas e medições do mercado relativas aos fatores de retorno e risco inerentes ao instrumento financeiro. AG76 – Portanto, uma técnica de avaliação (a) incorpora todos os fatores que os participantes de mercado considerariam ao determinar o preço; e (b) é consistente com metodologias econômicas aceitas para determinar o preço de instrumentos financeiros. Periodicamente, a entidade calibra a técnica de avaliação e testa a sua validade usando preços de quaisquer transações de mercado correntes observáveis relativas ao mesmo instrumento (i.e., sem modificação ou reempacotamento) ou baseadas em quaisquer dados de mercado observáveis disponíveis. A entidade obtém os dados de mercado consistentemente no mesmo mercado onde o instrumento foi originado ou comprado. A melhor evidência do valor justo de instrumento financeiro no reconhecimento inicial é o preço de transação (i.e., o valor justo da retribuição dada ou recebida), a não ser que o valor justo desse instrumento seja tornado evidente por comparação com outras transações de mercado correntes observáveis relativas ao mesmo instrumento (i.e., sem modificação ou reempacotamento) ou baseadas em técnica de avaliação cujas variáveis incluem apenas dados de mercados observáveis. AG76A – A mensuração posterior do ativo financeiro ou do passivo financeiro e o reconhecimento posterior dos ganhos e perdas devem ser consistentes com os requisitos deste Pronunciamento. A aplicação do item AG76 pode resultar no não reconhecimento de qualquer ganho ou perda no reconhecimento inicial de ativo financeiro ou passivo financeiro. Nesse caso, o Pronunciamento Técnico CPC38 exige que o ganho ou a perda seja reconhecido após o reconhecimento inicial apenas até ao ponto em que resultar de alteração em fator (incluindo o tempo) que os participantes do mercado considerassem ao estabelecer o preço. AG77 – A aquisição ou origem inicial de ativo financeiro ou a incorrência de passivo financeiro é uma transação de mercado que proporciona os fundamentos para estimar o valor justo do instrumento financeiro. Em particular, se o instrumento financeiro for instrumento de dívida (tal como empréstimo), o seu valor justo pode ser determinado por referência às condições de mercado que existiam na sua data de aquisição ou de origem e às condições de mercado correntes ou às taxas de juros correntemente cobradas pela entidade ou por outros por instrumentos de dívida semelhantes (i.e., vencimento restante semelhante, padrão de fluxos de caixa, moeda, risco de crédito, garantia e base de juros). Como alternativa, desde que não haja alteração no risco de crédito do devedor e nos spreads de créditos aplicáveis após a origem do instrumento de dívida, é possível derivar a estimativa da taxa de juros de mercado corrente usando a taxa de juros de referência que reflita a melhor qualidade de crédito do que a do instrumento de dívida subjacente, mantendo o spread de crédito constante, e fazendo ajustes na taxa de juros de referência desde a data da origem tendo em conta a alteração. Se as condições tiverem mudado desde a transação de mercado mais recente, a alteração correspondente no valor justo do instrumento financeiro a ser valorizado é determinada por referência aos preços ou taxas correntes para instrumentos financeiros semelhantes, ajustados, conforme apropriado, quanto a quaisquer diferenças em relação ao instrumento a ser valorizado. AG78 – A mesma informação pode não estar disponível em cada data de mensuração. Por exemplo, à data em que a entidade efetuar um empréstimo ou adquirir um instrumento de dívida que não seja ativamente negociado, a entidade tem preço de transação que é também preço de mercado. Contudo, pode não haver qualquer nova informação sobre transações na próxima data de mensuração e, embora a entidade possa determinar o nível geral das taxas de juros do mercado, ela pode não saber o nível de crédito ou outro risco que os participantes do mercado considerariam ao fixar o preço do instrumento nessa data. A entidade pode não ter informação de transações recentes para determinar o spread de crédito apropriado sobre a taxa de juros básica a usar ao determinar uma taxa de desconto para o cálculo de valor presente. Seria razoável presumir, na ausência de evidência em contrário, que não ocorreram alterações no spread que existia na data em que o empréstimo foi feito. Contudo, se esperaria que a entidade envidasse esforços razoáveis para determinar se existe evidência de que houve alteração em tais fatores. Quando existe evidência de alteração, a entidade deve considerar os efeitos da alteração ao determinar o valor justo do instrumento financeiro. AG79 – Ao aplicar a análise do fluxo de caixa descontado, a entidade usa uma ou mais taxas de desconto iguais às taxas de retorno correntes para instrumentos financeiros que tenham substancialmente as mesmas condições e características, incluindo a qualidade de crédito do instrumento, o prazo restante durante o qual a taxa de juros contratual está fixa, o prazo remanescente para reembolsar o capital e a moeda em que serão feitos os pagamentos. As contas a receber e a pagar no curto prazo sem taxa de juros expressa podem ser medidas pela quantia original da fatura se o efeito do desconto for imaterial.
CPC 40.27

Sem mercado ativo: instrumento patrimonial A entidade deve divulgar para cada classe de instrumentos financeiros os métodos e, quando uma técnica de avaliação for usada, os pressupostos aplicados na determinação do valor justo de cada classe de ativo

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financeiro ou passivo financeiro. Por exemplo, se for o caso, a entidade divulga informações sobre os pressupostos relativos a taxas de pagamento antecipado, estimativas de percentuais de perda com créditos e taxas de juros ou taxas de desconto. Se houver mudança na técnica de avaliação, a entidade deve evidenciar essa mudança e a razão para fazê-la. Redução por redução ao valor recuperável de investimentos disponíveis para venda
CPC 38.58

A entidade deve avaliar, na data de cada balanço patrimonial, se existe ou não qualquer evidência objetiva de que um ativo financeiro, ou um grupo de ativos financeiros, esteja sujeito a perda no valor recuperável. Se tal evidência existir, a entidade deve aplicar o item 63 (para ativos financeiros contabilizados pelo custo amortizado), o item 66 (para ativos financeiros contabilizados pelo custo) ou o item 67 (para ativos financeiros disponíveis para venda) para determinar a quantia de qualquer perda no valor recuperável. Quando o declínio no valor justo de ativo financeiro disponível para venda for reconhecido como outros resultados abrangentes e houver evidência objetiva de que o ativo tem perda no valor recuperável (ver item 59), a perda cumulativa que tinha sido reconhecida como outros resultados abrangentes deve ser tratada como ajuste por reclassificação e reconhecida no resultado mesmo que o ativo financeiro não tenha sido desreconhecido. A quantia da perda cumulativa que for reclassificada e reconhecida no resultado segundo o item 67 deve ser a diferença entre o custo de aquisição (líquido de qualquer amortização de juros e pagamento do principal) e o valor justo atual, menos qualquer perda no valor recuperável resultante desse ativo financeiro anteriormente reconhecido no resultado. As perdas no valor recuperável reconhecidas no resultado para investimento em instrumento patrimonial classificado como disponível para venda não devem ser revertidas por meio do resultado.

CPC 38.67

CPC 38.68

CPC 38.69

15.2 Outros passivos financeiros
CPC40.7

O valor contábil de cada categoria a seguir, tal como definido no Pronunciamento Técnico CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, deve ser divulgado no balanço patrimonial ou nas notas explicativas: (a) ativos financeiros pelo valor justo por meio do resultado, mostrando separadamente: (i) aqueles designados dessa forma no reconhecimento inicial; e (ii) os classificados como mantidos para negociação, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; (b) investimentos mantidos até o vencimento; (c) empréstimos e recebíveis; (d) ativos financeiros disponíveis para venda; (e) passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado, mostrando separadamente (i) aqueles designados dessa forma no reconhecimento inicial e (ii) os classificados como mantidos para negociação de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração; e (f) passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado.

Ativos financeiros ou passivos financeiros pelo valor justo por meio do resultado
CPC 40.8 CPC 26.79 (a)(v)

Ações preferenciais conversíveis
A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (v) os direitos, preferências e restrições associados a essa classe de ações, incluindo restrições na distribuição de dividendos e no reembolso de capital.

15.3 Atividades de hedge e derivativos
Derivativos não designados como instrumentos de hedge
CPC 40.22

A entidade deve divulgar separadamente os itens a seguir para cada tipo de hedge descrito no Pronunciamento Técnico CPC 38 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (isto é, hedge de valor justo, hedge de fluxo de caixa e hedge de investimento realizado no exterior): (a) descrição de cada tipo de hedge;

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(b) descrição dos instrumentos financeiros designados como instrumentos de hedge e seus valores justos na data das demonstrações contábeis; e (c) a natureza dos riscos que estão sendo objeto do hedge.

Hedges de fluxo de caixa
CPC 40.23 (a), (c) e (d)

Para hedges de fluxo de caixa, a entidade deve divulgar: (a) os períodos em que se espera que o fluxo de caixa irá ocorrer e quando se espera que eles afetarão o resultado; (c) o montante que tenha sido reconhecido em outros resultados abrangentes durante o período; (d) a quantia que tenha sido reclassificada do patrimônio líquido para o resultado do período, mostrando o montante incluído em cada item da demonstração do resultado abrangente. A entidade deve divulgar separadamente: (b) a ineficácia do hedge reconhecida no resultado que decorre de hedges de fluxo de caixa.

CPC 40.24(b)

CPC 40.22 CPC 40.24(a) CPC 40.24(c)

Hedge de valor justo Hedge de investimentos líquidos em operações estrangeiras
A entidade deve divulgar separadamente: (c) a ineficácia do hedge reconhecida no resultado que decorre de hedges de investimentos líquidos em operações no exterior (Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis).

Derivativos embutidos
CPC 38. AG.33D

As características e riscos econômicos de derivativo embutido estão intimamente relacionados com as características e riscos econômicos do contrato principal nos exemplos seguintes. Nesses exemplos, a entidade não contabiliza o derivativo embutido separadamente do contrato principal: d) Um derivativo embutido em moeda estrangeira de contrato que é um contrato de seguro, e não um instrumento (como contrato de compra e venda de item não financeiro em que o preço seja denominado em moeda estrangeira), está intimamente relacionado com o contrato principal, desde que não esteja alavancado, não contenha característica de opção e exija pagamentos denominados numa das seguintes moedas: (i) a moeda funcional de qualquer uma das partes substanciais desse contrato; (ii) a moeda na qual o preço do bem adquirido ou do serviço prestado está normalmente denominado em transações comerciais em todo o mundo (como, por exemplo, o dólar dos Estados Unidos para transações de petróleo); ou (iii) uma moeda que seja normalmente usada em contratos de compra ou venda de itens não financeiros no ambiente econômico no qual a transação se realiza (por exemplo, moeda relativamente estável e líquida que seja normalmente usada em transações comerciais locais ou em negociações externas).

15.4 Valor justo
CPC 40.25

Exceto o que foi estabelecido no item 29, para cada classe de ativo financeiro e passivo financeiro (ver item 6), a entidade deve divulgar o valor justo daquela classe de ativos e passivos de forma que permita ser comparado com o seu valor contábil. Na divulgação de valores justos, a entidade deve agrupar ativos financeiros e passivos financeiros em classes, mas deve compensá-los somente à medida que seus valores forem compensados no balanço patrimonial. A entidade deve divulgar para cada classe de instrumentos financeiros os métodos e, quando uma técnica de avaliação for usada, os pressupostos aplicados na determinação do valor justo de cada classe de ativo financeiro ou passivo financeiro. Por exemplo, se for o caso, a entidade divulga informações sobre os pressupostos relativos a taxas de pagamento antecipado, estimativas de percentuais de perda com créditos e taxas de juros ou taxas de desconto. Se houver mudança na técnica de avaliação, a entidade deve evidenciar essa mudança e a razão para fazê-la.

CPC 40.26 CPC 40.27

Hierarquia de valor justo
CPC 1.128(c)

A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (c) a base sobre a qual o valor recuperável das unidades (grupo de unidades) foi determinada, ou seja, a utilização do valor em uso ou do valor líquido de venda.

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CP1.128(d)

A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (d) se o valor contábil da unidade (grupo de unidades) foi baseado no valor em uso: (iii) o período sobre o qual a administração projetou o fluxo de caixa, baseada em orçamento ou previsões por ela aprovados e, quando um período superior a cinco anos for utilizado para a unidade geradora de caixa (grupo de unidades), uma explicação do motivo por que um período mais longo é justificável.

CPC 1.128 (d)(iv, v)

Unidade geradora de caixa de Produtos Eletrônicos
A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (d) se o valor contábil da unidade (grupo de unidades) foi baseado no valor em uso: (iv) a taxa de crescimento utilizada para extrapolar as projeções de fluxo de caixa além do período coberto pelo mais recente orçamento ou previsão, e a justificativa para utilização de qualquer taxa de crescimento que exceda o período de longo prazo médio da taxa de crescimento para os produtos, indústrias, ou país ou países no(s) qual(ais) a entidade opera, ou para o mercado para o qual a unidade (grupo de unidades) é utilizada; e (v) a taxa de desconto aplicada à projeção de fluxo de caixa.

16. Teste de perda por redução ao valor recuperável do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura e intangíveis com vida útil indefinida
CPC 1.128 (a), (b)

A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (a) o valor contábil do ágio (goodwill) alocado à unidade (grupo de unidades); (b) o valor contábil dos ativos intangíveis com vida útil indefinida alocado à unidade (grupo de unidades).

CPC 1.128(c) CPC 1.128 (d)(iii, v) CPC 1.128 (d) (i,ii)

Unidade geradora de caixa de Equipamentos de Prevenção contra incêndio Principais premissas utilizadas em cálculos com base no valor em uso
A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (d) se o valor contábil da unidade (grupo de unidades) foi baseado no valor em uso: (i) descrição de cada premissa-chave na qual a administração baseou a projeção do fluxo de caixa para o período coberto pelo mais recente orçamento ou previsão. Premissas-chave são aquelas para as quais o valor recuperável da unidade (grupo de unidades) é mais sensível; (ii) descrição da abordagem da administração para determinar os valores alocados para cada premissachave; se esses valores representam os históricos ou, se apropriado, são consistentes com fontes externas de informações, e, caso contrário, como e por que esses valores diferem dos históricos ou de fontes externas de informações.

Sensibilidade a mudanças nas premissas
CPC 1.128 (f)(i, ii, iii)

A entidade deve divulgar as informações exigidas nas alíneas abaixo para cada unidade geradora de caixa (grupo de unidades) para as quais o valor contábil do ágio (goodwill) ou do ativo intangível, com vida útil indefinida, alocado à unidade (grupo de unidades) é significativo em comparação com o valor contábil total do ágio (goodwill) ou do ativo intangível com vida útil indefinida da entidade: (f) se uma possível razoável mudança em uma premissa-chave na qual a administração baseou sua determinação de valor recuperável da unidade (grupo de unidade) poderia resultar em um valor contábil superior ao seu valor recuperável: (i) o montante pelo qual o valor recuperável da unidade (grupo de unidades)excede seu valor contábil; (ii) o valor alocado para a premissa-chave; e

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(iii) o novo valor a ser alocado para a premissa-chave, depois de o valor anterior incorporar todo e qualquer efeito em consequência dessa mudança sobre as outras variáveis utilizadas para mensurar o valor recuperável, com o propósito de o valor recuperável da unidade (grupo de unidades) ser igual ao seu valor contábil.

17. Estoques
CPC 16.36 (b), (e)

As demonstrações contábeis devem divulgar: (b) o valor total escriturado em estoques e o valor registrado em outras contas apropriadas para a entidade; (e) o valor de qualquer redução de estoques reconhecida no resultado do período de acordo com o item 34. O detalhamento proporcionado nas subclassificações depende dos requisitos dos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações e da dimensão, natureza e função dos montantes envolvidos. Os fatores estabelecidos no item 58 também são usados para decidir as bases a se utilizar para tal subclassificação. As divulgações variam para cada item, por exemplo: (b) as contas a receber são segregadas em montantes a receber de clientes comerciais, contas a receber de partes relacionadas, pagamentos antecipados e outros montantes; (c) os estoques são subclassificados, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, em classificações tais como mercadorias para revenda, insumos, materiais, produtos em processo e produtos acabados.

CPC 26.78 (b), (c)

CPC 40.6

Quando este Pronunciamento exige divulgação por classe de instrumento financeiro, a entidade deve agrupar instrumentos financeiros em classes apropriadas de acordo com a natureza da informação divulgada e levando em conta as características desses instrumentos financeiros. A entidade deve fornecer informação suficiente para permitir conciliação com os itens apresentados no balanço patrimonial.

18. Clientes e outros contas a receber (circulante)
CPC 40.16

Quando ativos financeiros sofrem redução no valor recuperável por perdas com crédito e a entidade registra a perda no valor recuperável em conta separada (por exemplo, em conta de provisão usada para registrar perdas individuais ou conta similar usada para registrar perdas de forma coletiva), em vez de reduzir diretamente o montante do valor contábil do ativo, deve ser divulgada a conciliação das movimentações dessa conta durante o período para cada classe de ativos financeiros. Para cada tipo de risco decorrente de instrumentos financeiros, a entidade deve divulgar: (a) sumário de dados quantitativos sobre sua exposição aos riscos no fim do período. Essa divulgação deve ser baseada nas informações fornecidas internamente ao pessoal–chave da administração da entidade (como definido no Pronunciamento Técnico CPC 05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas), por exemplo, o conselho de administração ou o presidente.

CPC 40.34(a)

CPC 40.37

A entidade deve divulgar por classe de ativo financeiro: (a) uma análise da idade dos ativos financeiros que estão vencidos ao final do período para os quais não foi considerada perda por recuperabilidade; (b) uma análise dos instrumentos financeiros que estão individualmente incluídos na determinação da provisão para perda por recuperabilidade, incluindo os fatores que a entidade considera determinantes no estabelecimento dessa provisão; e (c) para as quantias divulgadas em (a) e (b), uma descrição da garantia mantida pela entidade e outros instrumentos que visem melhorar o nível de recuperação do crédito e, salvo se impraticável, uma estimativa de seus valores justos.

19. Depósito à vista e de curto prazo
CPC 3.R1.49

A entidade deve divulgar os componentes de caixa e equivalentes de caixa e deve apresentar uma conciliação dos valores em sua demonstração dos fluxos de caixa com os respectivos itens divulgados no balanço patrimonial. Informações adicionais podem ser importantes para que os usuários entendam a posição financeira e a liquidez da entidade. A divulgação de tais informações em nota explicativa é recomendada e pode incluir: (a) o valor de linhas de crédito obtidas, mas não utilizadas, que podem estar disponíveis para futuras atividades operacionais e para satisfazer compromissos de capital, indicando restrições, se houver, sobre o uso de tais linhas de crédito.

CPC 3. R1.54(a)

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20. Capital social e reservas
CPC 26.78

O detalhamento proporcionado nas subclassificações depende dos requisitos dos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações e da dimensão, natureza e função dos montantes envolvidos. Os fatores estabelecidos no item 58 também são usados para decidir as bases a se utilizar para tal subclassificação. As divulgações variam para cada item, por exemplo: (a) os itens do ativo imobilizado são segregados em classes de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado; (b) as contas a receber são segregadas em montantes a receber de clientes comerciais, contas a receber de partes relacionadas, pagamentos antecipados e outros montantes; (c) os estoques são subclassificados, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques, em classificações tais como mercadorias para revenda, insumos, materiais, produtos em processo e produtos acabados; (d) as provisões são segregadas em provisões para benefícios dos empregados e outros itens; e (e) o capital e as reservas são segregados em várias classes, tais como capital subscrito e integralizado, prêmios na emissão de ações e reservas.

CPC 26.79 (a)(i)

A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (a) para cada classe de ações do capital: (i) a quantidade de ações autorizadas.

CPC 26.79 (a)(iii)

A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (a) para cada classe de ações do capital: (iii) o valor nominal por ação, ou informar que as ações não têm valor nominal.

CPC 26.79 (a)(iv)

A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (a) para cada classe de ações do capital: (iv) a conciliação da quantidade de ações em circulação no início e no fim do período.

CPC 26.79 (a)(vi)

A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (a) para cada classe de ações do capital: (vi) ações ou quotas da entidade mantidas pela própria entidade (ações ou quotas em tesouraria) ou por controladas ou coligadas.

CPC 26.79(b)

A entidade deve divulgar o seguinte no balanço patrimonial, na demonstração das mutações do patrimônio líquido ou nas notas explicativas: (b) uma descrição da natureza e da finalidade de cada reserva dentro do patrimônio líquido.

21. Dividendos pagos e propostos
ICPC 08.9

Devido a essas características especiais de nossa legislação, considera-se que o dividendo mínimo obrigatório deva ser consignado como uma obrigação na data do encerramento do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis. Essa já vem sendo a prática adotada pelas empresas brasileiras que têm apresentado demonstrações contábeis de acordo com a prática contábil norte-americana, notadamente as que têm registro na Comissão de Valores Mobiliários daquela jurisdição (SEC), bem como aquelas empresas brasileiras que já vêm elaborando e divulgando demonstrações contábeis de acordo com as normas internacionais emitidas pelo IASB. Visando atender à conceituação de obrigação presente que consta do item 8 desta Interpretação, a parcela do dividendo mínimo obrigatório, que se caracterize efetivamente como uma obrigação legal, deve figurar no passivo da entidade. Mas a parcela da proposta dos órgãos da administração à assembleia de sócios que

ICPC 08.11

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exceder a esse mínimo obrigatório deve ser mantida no patrimônio líquido, em conta específica, do tipo “dividendo adicional proposto”, até a deliberação definitiva que vier a ser tomada pelos sócios. Afinal, esse dividendo adicional ao mínimo obrigatório não se caracteriza como obrigação presente na data do balanço, já que a assembleia dos sócios ou outro órgão competente poderá, não havendo qualquer restrição estatutária ou contratual, deliberar ou não pelo seu pagamento ou por pagamento por valor diferente do proposto.

22. Provisões
Garantias de manutenção
CPC 25.85

A entidade deve divulgar, para cada classe de provisão: (a) uma breve descrição da natureza da obrigação e o cronograma esperado de quaisquer saídas de benefícios econômicos resultantes; (b) uma indicação das incertezas sobre o valor ou o cronograma dessas saídas. Sempre que necessário para fornecer informações adequadas, a entidade deve divulgar as principais premissas adotadas em relação a eventos futuros, conforme tratado no item 48; e (c) o valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido por conta desse reembolso esperado.

Provisão
CPC 15.56(a)

Após o reconhecimento inicial e até que o passivo seja liquidado, cancelado ou extinto, o adquirente deve mensurar qualquer passivo contingente reconhecido em combinação de negócios pelo maior valor entre: (a) o montante pelo qual esse passivo seria reconhecido pelo disposto no Pronunciamento Técnico CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes.

23. Subvenções governamentais
CPC 7.43 (b), (c)

A entidade deve divulgar as seguintes informações: (b) a natureza e os montantes reconhecidos das subvenções governamentais ou das assistências governamentais, bem como a indicação de outras formas de assistência governamental de que a entidade tenha diretamente se beneficiado; (c) condições a serem regularmente satisfeitas ligadas à assistência governamental que tenha sido reconhecida.

24. Receita diferida
CPC 30.36

A entidade deve divulgar quaisquer ativos e passivos contingentes de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Os passivos e os ativos contingentes podem surgir de itens tais como custos de garantia, indenizações, multas ou perdas possíveis.

25. Planos de previdência e outros benefícios pós-emprego
CPC 26.125

A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da incerteza das estimativas à data do balanço, que tenham risco significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo período. Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem incluir detalhes informativos acerca: (a) da sua natureza; e (b) do seu valor contábil à data do balanço.

CPC 33.120

A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações contábeis avaliar a natureza dos seus planos de benefício definido e os efeitos financeiros de alterações nesses planos durante o período. A entidade deve divulgar as seguintes informações sobre planos de benefícios definidos: (a) política contábil de reconhecimento de ganhos e perdas atuariais; (b) descrição geral das características do plano; (c) conciliação dos saldos de abertura e de fechamento do valor presente da obrigação de benefício definido, demonstrando separadamente, se aplicável, os efeitos durante o período atribuíveis a cada um dos seguintes itens: (i) custo do serviço corrente; (ii) custo dos juros;

CPC 33.120A

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(iii) contribuições de participantes do plano; (iv) ganhos e perdas atuariais; (v) alterações cambiais nos planos mensurados em moeda diferente daquela utilizada na apresentação dos resultados da entidade; (vi) benefícios pagos; (vii) custo do serviço passado; (viii)combinação de negócios; (ix) reduções; e (x) liquidações. (d) análise da obrigação atuarial de benefício definido, identificando os montantes relativos a planos de benefícios sem cobertura e a planos de benefícios parcial ou totalmente cobertos; (e) conciliação dos saldos de abertura e de fechamento do valor justo dos ativos do plano e de quaisquer direitos de reembolso reconhecidos, de acordo com o item 104A, demonstrando separadamente, se aplicável, os efeitos durante o período atribuíveis a cada um dos seguintes itens: (i) retorno esperado dos ativos do plano; (ii) ganhos e perdas atuariais; (iii) alterações cambiais nos planos mensurados em moeda diferente daquela utilizada na apresentação dos resultados da entidade; (iv) contribuições do empregador; (v) contribuições dos participantes do plano; (vi) benefícios pagos; (vii) combinação de negócios; e (viii)liquidações. (f) conciliação do valor presente da obrigação de benefício definido em (c) e do valor justo dos ativos do plano em (e), com os ativos e os passivos reconhecidos no balanço patrimonial, demonstrando pelo menos: (i) os ganhos ou as perdas atuariais líquidos não reconhecidos no balanço patrimonial (ver item 92); (ii) o custo do serviço passado não reconhecido no balanço patrimonial (ver item 96); (iii) qualquer montante não reconhecido como ativo por causa do limite do item 58(b); (iv) o valor justo, na data a que se referem as demonstrações contábeis, de qualquer direito de reembolso reconhecido como ativo, de acordo com o item 104A (com uma breve descrição da relação entre o direito de reembolso e a respectiva obrigação); e (v) demais montantes reconhecidos no balanço patrimonial. (g) despesa total reconhecida no resultado para cada um dos seguintes itens, e a linha do balanço patrimonial na qual os mesmos foram registrados: (i) custo do serviço corrente; (ii) custo dos juros; (iii) retorno esperado dos ativos do plano; (iv) o retorno esperado de qualquer direito de reembolso reconhecido como ativo, de acordo com o item 104A; (v) ganhos e perdas atuariais; (vi) custo do serviço passado; (vii) efeito de qualquer redução ou liquidação; e (viii)efeito do limite do item 58(b). (h) montante total reconhecido como outros resultados abrangentes para cada um dos seguintes itens: (i) ganhos e perdas atuariais; e (ii) efeito do limite do item 58(b). (i) para entidades que reconhecem ganhos e perdas atuariais em outros resultados abrangentes, de acordo com o item 93A, o montante acumulado de ganhos e perdas atuariais reconhecidos como outros resultados abrangentes; (j) para cada categoria principal de ativos do plano, que devem incluir, entre outros, os instrumentos patrimoniais, instrumentos de dívida, propriedade e todos os outros ativos, a percentagem ou o montante que cada categoria representa do valor justo do total de ativos do plano; (k) os montantes incluídos no valor justo dos ativos do plano para: (i) cada categoria dos instrumentos financeiros próprios da entidade; e (ii) qualquer propriedade ocupada pela entidade ou outros ativos por ela utilizados. (l) descrição da base utilizada para determinar a taxa esperada do retorno dos ativos, incluindo o efeito das principais categorias de ativos; (m) retorno real dos ativos do plano, bem como o retorno real sobre qualquer direito de reembolso reconhecido como ativo, de acordo com o item 104A;
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(n) as principais premissas atuariais adotadas na data a que se referem as demonstrações contábeis, incluindo, quando aplicável: (i) as taxas de desconto; (ii) as taxas esperadas de retorno dos ativos do plano para os períodos apresentados nas demonstrações contábeis; (iii) as taxas esperadas de retorno dos direitos de reembolso reconhecidos, de acordo com o item 104A, relativos aos períodos apresentados nas demonstrações contábeis; (iv) as taxas esperadas dos aumentos salariais (e de alterações nos índices ou em outra variável especificada no plano formal ou construtivo, bem como a base para futuros aumentos de benefícios); (v) as taxas de tendência dos custos médicos; e (vi) as demais premissas atuariais relevantes. A entidade deve divulgar cada premissa atuarial em termos absolutos (por exemplo, como uma porcentagem absoluta), e não apenas como um intervalo entre diferentes porcentagens ou outras variáveis. (o) o efeito do aumento de um ponto percentual e o efeito do decréscimo de um ponto percentual nas taxas de tendência dos custos médicos assumidos: (i) o total do custo do serviço corrente e do custo dos juros que compõem a despesa médica pósemprego; e (ii) a obrigação acumulada de benefícios pós-emprego relativa a custos médicos. Para a finalidade dessa divulgação, todas as outras premissas devem permanecer constantes. Nos casos de planos que operam em ambiente de inflação elevada, a divulgação deve ser o efeito do aumento ou o decréscimo na taxa de tendência dos custos médicos assumidos, equivalente à variação de um ponto percentual em ambiente de baixa inflação. (p) os montantes para o exercício corrente e para os quatro exercícios anteriores do: (i) valor presente da obrigação de benefícios definidos; o valor justo dos ativos do plano; e o superávit ou déficit do plano; e (ii) os ajustes de experiência resultantes de: (1) passivos do plano (valor presente da obrigação de benefícios pós-emprego do plano) expressos como (1) um montante; ou (2) um percentual dos passivos do plano na data a que se referem as demonstrações contábeis; e (2) os ativos do plano expressos como (1) um montante; ou (2) um percentual dos ativos do plano na data a que se referem as demonstrações contábeis.

(q) a melhor estimativa do empregador, assim que se possa razoavelmente determinar, sobre as contribuições que se espera pagar ao plano durante o exercício que se inicia, após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis.

26. Planos de remuneração baseados em ações
CPC 10.45(a)

Plano para a alta administração
Para tornar efetivo o cumprimento do disposto no item anterior, a entidade deve divulgar, no mínimo, o que segue: (a) A descrição de cada tipo de acordo de pagamento baseado em ações que vigorou em algum momento do exercício social, incluindo, para cada acordo, os termos e condições gerais, tais como as condições de aquisição, o prazo máximo das opções outorgadas e a forma de liquidação (em dinheiro ou em ações). Quando a entidade tem substancialmente tipos similares de acordos de pagamento baseados em ações, ela pode agregar essa informação, a menos que a divulgação separada para cada acordo seja necessária para atender ao princípio contido no item 44.

CPC 10.46

A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações contábeis entender como foi determinado o valor justo dos produtos ou serviços recebidos ou o valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados durante o período.

Plano de opção de ações a funcionários
CPC 10.45

Para tornar efetivo o cumprimento do disposto no item anterior, a entidade deve divulgar, no mínimo, o que segue: (a) A descrição de cada tipo de acordo de pagamento baseado em ações que vigorou em algum momento do exercício social, incluindo, para cada acordo, os termos e condições gerais, tais como as condições de

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aquisição, o prazo máximo das opções outorgadas e a forma de liquidação (em dinheiro ou em ações). Quando a entidade tem substancialmente tipos similares de acordos de pagamento baseados em ações, ela pode agregar essa informação, a menos que a divulgação separada para cada acordo seja necessária para atender ao princípio contido no item 44; (b) A quantidade e o preço médio ponderado de exercício das opções de ação para cada um dos seguintes grupos de opções: (i) em aberto no início do período; (ii) outorgada durante o período; (iii) perdida durante o período; (iv) exercida durante o período; (v) expirada durante o período; (vi) em aberto no final do período; e (vii)exercível ao final do período. (c) Para as opções de ação exercidas durante o período, o preço médio ponderado das ações na data do exercício. Se opções forem exercidas em base regular durante o período, a entidade pode, em vez disso, divulgar o preço médio ponderado das ações durante o período; (d) Para as opções em aberto ao final do período, deve-se divulgar o valor máximo e mínimo de preço de exercício e a média ponderada do prazo contratual remanescente. Se a diferença entre o preço de exercício mínimo e máximo (intervalo) for muito ampla, as opções em aberto devem ser divididas em grupos que sejam significativos para avaliar a quantidade e o prazo em que ações adicionais possam ser emitidas e o numerário que possa ser recebido quando do exercício dessas opções.
CPC 10.47 (a)(iii)

Se a entidade tiver mensurado o valor justo dos produtos ou serviços recebidos indiretamente, baseando-se no valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados, para tornar efetivo o disposto no item anterior, a entidade deve divulgar no mínimo o seguinte: (a) Para opções de ação outorgadas durante o período, o valor justo médio ponderado dessas opções, na data da mensuração, e informações de como esse valor justo foi mensurado, incluindo: (iii) se e como alguma outra característica da opção outorgada foi incorporada na mensuração de seu valor justo, tal como uma condição de mercado.

Direito de valorização de ações
CPC 10.45 CPC 10.47(a)

Se a entidade tiver mensurado o valor justo dos produtos ou serviços recebidos indiretamente, baseando-se no valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados, para tornar efetivo o disposto no item anterior, a entidade deve divulgar no mínimo o seguinte: (a) Para opções de ação outorgadas durante o período, o valor justo médio ponderado dessas opções, na data da mensuração, e informações de como esse valor justo foi mensurado, incluindo: (i) o modelo de precificação de opções utilizado e os dados usados na aplicação do modelo, incluindo o preço médio ponderado das ações, preço de exercício, volatilidade esperada, prazo de vida da opção, dividendos esperados, a taxa de juros livre de risco e quaisquer outros dados de entrada do modelo, incluindo o método utilizado e as premissas assumidas para incorporar os efeitos esperados de exercício antecipado; (ii) a forma de determinação da volatilidade esperada, incluindo uma explicação da extensão na qual a volatilidade esperada foi suportada pela volatilidade histórica; e (iii) se e como alguma outra característica da opção outorgada foi incorporada na mensuração de seu valor justo, tal como uma condição de mercado.

CPC 10.51 (a), (b)

Para tornar efetivo o disposto no item anterior, a entidade deve divulgar no mínimo o seguinte: (a) o total da despesa reconhecida no período decorrente de transações de pagamento baseadas em ações nas quais os produtos ou os serviços não tenham sido qualificados como ativos no seu reconhecimento e, por isso, foram reconhecidos como despesa, incluindo divulgação em separado da parte do total de despesas que decorreram de transações contabilizadas como transações de pagamento baseadas em ações liquidadas pela entrega de instrumentos patrimoniais; (b) para os passivos decorrentes de transações de pagamento baseadas em ações: (i) saldo contábil no final do período; e (ii) valor intrínseco total no final do período das exigibilidades para as quais os direitos da contraparte ao recebimento de dinheiro ou outros ativos foram concedidos até o final do período (como por exemplo os direitos sobre a valorização das ações concedidas).

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CPC 40.39

27. Fornecedores e outras contas a pagar (circulante)
A entidade deve divulgar: (a) uma análise dos vencimentos para passivos financeiros não derivativos (incluindo contratos de garantia financeira) que demonstre os vencimentos contratuais remanescentes; e (b) uma análise dos vencimentos para os instrumentos financeiros derivativos passivos. A análise dos vencimentos deve incluir os vencimentos contratuais remanescentes para aqueles passivos financeiros derivativos para os quais o vencimento contratual é essencial para o entendimento do momento de recebimento dos fluxos de caixa (ver item B11B). (c) uma descrição de como ela administra o risco de liquidez inerente a (a) e (b).

28. Informações sobre partes relacionadas
CPC 5.12

Os relacionamentos entre controladora e controladas ou coligadas devem ser divulgados independentemente de ter havido ou não transações entre essas partes relacionadas. Numa estrutura societária com múltiplos níveis de participações, a entidade deve divulgar o nome da entidade controladora direta e, se for diferente, da parte controladora final. Se a entidade controladora direta e a parte controladora final não elaborarem demonstrações contábeis disponíveis para uso público, o nome da controladora do nível seguinte, se houver, deve também ser divulgado. Se tiver havido transações entre partes relacionadas, a entidade deve divulgar a natureza do relacionamento com as partes relacionadas, assim como informações sobre as transações e saldos existentes necessárias para a compreensão do potencial efeito desse relacionamento nas demonstrações contábeis. Esses requisitos de divulgação são adicionais aos referidos no item 16 para divulgar a remuneração do pessoal-chave da administração. No mínimo, as divulgações devem incluir: (a) montante das transações; (b) montante dos saldos existentes e: (i) seus termos e condições, incluindo se estão ou não com cobertura de seguro, e a natureza da remuneração a ser paga; e (ii) informações de quaisquer garantias dadas ou recebidas; (c) provisão para créditos de liquidação duvidosa relacionada com o montante dos saldos existentes; e (d) despesa reconhecida durante o período a respeito de dívidas incobráveis ou de liquidação duvidosa de partes relacionadas.

CPC 5.17

CPC 22.21

As divulgações de que as transações com partes relacionadas foram realizadas em termos equivalentes aos que prevalecem nas transações com partes independentes são feitas apenas se esses termos puderem ser efetivamente comprovados. Para quaisquer transações entre partes relacionadas, faz-se necessária a divulgação das condições em que as mesmas transações foram efetuadas. Transações atípicas com partes relacionadas após o encerramento do exercício ou período também devem ser divulgadas. Definir os montantes de alguns ativos e passivos exige a estimativa dos efeitos de eventos futuros incertos nesses ativos e passivos à data do balanço. Por exemplo, na ausência de preços de mercado recentemente observados, passam a ser necessárias estimativas orientadas para o futuro para mensurar o valor recuperável de ativos do imobilizado, o efeito da obsolescência tecnológica nos estoques, provisões sujeitas ao futuro resultado de litígio em curso e passivos de longo prazo de benefícios a empregados, tais como obrigações de pensão. Essas estimativas requerem pressupostos sobre esses assuntos, como o risco associado aos fluxos de caixa ou taxas de desconto, futuras alterações em salários e futuras alterações nos preços que afetam outros custos.

CPC 22.22

CPC 26. 126(c)

Transações com outras partes relacionadas
CPC 5.16 (a), (b), (d), (e)

A entidade deve divulgar a remuneração do pessoal-chave da administração no total e para cada uma das seguintes categorias: (a) benefícios de curto prazo a empregados e administradores; (b) benefícios pós-emprego; (e) remuneração baseada em ações.

CPC 5.17(b)

29. Compromissos e contingências
Compromissos de arrendamento mercantil operacional – Grupo como arrendatário
Os arrendatários, além de cumprir os requisitos de Divulgação e Apresentação de Instrumentos Financeiros, devem fazer as seguintes divulgações relativas aos arrendamentos mercantis operacionais: (a) total dos pagamentos mínimos futuros dos arrendamentos mercantis operacionais não canceláveis para cada um dos seguintes períodos:

CPC 6.35 (a), (d)

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(i) até um ano; (ii) mais de um ano e até cinco anos; (iii) mais de cinco anos. (d) descrição geral dos acordos de arrendamento mercantil significativos do arrendatário, incluindo, mas não se limitando, o seguinte: (i) base pela qual é determinado o pagamento contingente; (ii) existência e termos de renovação ou de opções de compra e cláusulas de reajustamento; e (iii) restrições impostas por acordos de arrendamento mercantil, tais como as relativas a dividendos e juros sobre o capital próprio, dívida adicional e posterior arrendamento mercantil.

Compromissos de arrendamento mercantil operacional – Grupo como arrendador
CPC 6.31(e)

Os arrendatários, além de cumprir os requisitos de Divulgação e Apresentação de Instrumentos Financeiros, devem fazer as seguintes divulgações para os arrendamentos mercantis financeiros: (e) descrição geral dos acordos relevantes de arrendamento mercantil do arrendatário, incluindo, mas não se limitando, o seguinte: (i) base pela qual é determinado o pagamento contingente a efetuar; (ii) existência e condições de opção de renovação ou de compra e cláusulas de reajustamento; e (iii) restrições impostas por acordos de arrendamento mercantil, tais como as relativas a dividendos e juros sobre o capital próprio, dívida adicional e posterior arrendamento mercantil.

CPC 6.56(c)

Os arrendadores, além de cumprir os requisitos de Divulgação e Apresentação de Instrumentos Financeiros, devem fazer as seguintes divulgações para os arrendamentos mercantis operacionais: (c) descrição geral dos acordos de arrendamento mercantil do arrendador.

Arrendamento mercantil financeiro e compromissos de arrendamento
CPC 6.31(b)

Os arrendatários, além de cumprir os requisitos de Divulgação e Apresentação de Instrumentos Financeiros, devem fazer as seguintes divulgações para os arrendamentos mercantis financeiros: (b) conciliação entre o total dos futuros pagamentos mínimos do arrendamento mercantil ao final do período e o seu valor presente. Além disso, a entidade deve divulgar o total dos futuros pagamentos mínimos do arrendamento mercantil ao final do período, e o seu valor presente, para cada um dos seguintes períodos: (i) até um ano; (ii) mais de um ano e até cinco anos; (iii) mais de cinco anos.

Compromissos de capital
CPC 19.55

O empreendedor deve divulgar o valor total dos seguintes compromissos relacionados à sua participação em empreendimentos controlados em conjunto, separadamente de outros compromissos: (a) quaisquer compromissos de aporte de capital do empreendedor em relação à sua participação no empreendimento controlado em conjunto e sua parte nos compromissos de aporte de capital incorridos conjuntamente com outros empreendedores; e (b) a parte do empreendedor nos compromissos de aporte de capital dos empreendimentos controlados em conjunto.

CPC 27.74(c)

As demonstrações contábeis também devem divulgar: (c) o valor dos compromissos contratuais advindos da aquisição de ativos imobilizados.

Processo judicial
CPC 25.86

A menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição da natureza do passivo contingente e, quando praticável: (a) a estimativa do seu efeito financeiro, mensurada conforme os itens 36 a 52; (b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e (c) a possibilidade de qualquer reembolso.

Garantias
CPC 5.20(h)

Seguem exemplos de transações que devem ser divulgadas, se feitas com parte relacionada: (h) fornecimento de garantias, avais ou fianças.

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CPC 18.40

Em conformidade com os requisitos de divulgação do Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, o investidor deve evidenciar: (a) sua parte nos passivos contingentes da coligada, compartilhados conjuntamente com outros investidores; (b) os passivos contingentes que surgiram em razão de o investidor ser solidariamente responsável por todos os, ou parte dos, passivos da coligada; e (c) no balanço individual da controladora, o total dos passivos contingentes das controladas.

CPC 19.54 (a),(b)

Exceto quando a probabilidade de perda seja remota, o empreendedor deve divulgar o valor total dos passivos contingentes abaixo indicados, separadamente do valor de outros passivos contingentes: (a) quaisquer passivos contingentes que o empreendedor tenha incorrido em relação à sua participação em empreendimentos controlados em conjunto e sua parte em cada passivo contingente que tenha sido incorrido conjuntamente com outros empreendedores; (b) sua parte nos passivos contingentes dos empreendimentos controlados em conjunto para os quais o empreendedor seja contingencialmente responsável.

CPC 25.86

A menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição da natureza do passivo contingente e, quando praticável: (a) a estimativa do seu efeito financeiro, mensurada conforme os itens 36 a 52; (b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e (c) a possibilidade de qualquer reembolso.

30. Objetivos e políticas para gestão de risco financeiro
CPC 40.33

Para cada tipo de risco decorrente de instrumentos financeiros, a entidade deve divulgar: (a) a exposição ao risco e como ele surge; (b) seus objetivos, políticas e processos para gerenciar os riscos e os métodos utilizados para mensurar o risco; e (c) quaisquer alterações em (a) ou (b) do período anterior.

CPC 40.40

A menos que a entidade cumpra o item 41, ela deve divulgar: (a) uma análise de sensibilidade para cada tipo de risco de mercado aos quais a entidade está exposta ao fim do período contábil, mostrando como o resultado e o patrimônio líquido seriam afetados pelas mudanças no risco relevante variável que sejam razoavelmente possíveis naquela data; (b) os métodos e os pressupostos utilizados na elaboração da análise de sensibilidade; e (c) alterações do período anterior nos métodos e pressupostos utilizados, e a razão para tais alterações. Sensibilidade a taxas de juros

CPC 40.40 CPC 40.33 CPC 40.40(b) CPC 40.40(a)

Risco de câmbio Sensibilidade à taxa de câmbio Sensibilidade a preços de commodities Risco do preço das ações Contas a receber A entidade deve divulgar por classe de instrumento financeiro: (a) o montante que melhor representa sua exposição máxima ao risco de crédito no fim do período contábil sem considerar quaisquer garantias detidas, ou outros instrumentos que visem melhorar o nível de recuperação do crédito (por exemplo, contratos que permitam a compensação pelo valor líquido, mas que não se qualificam para compensação segundo o Pronunciamento Técnico CPC 39 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação); (b) em respeito ao montante divulgado em (a), uma descrição das garantias possuídas ou outros instrumentos que visem melhorar o nível de recuperação do crédito; (c) informações sobre a qualidade do crédito de ativos financeiros que não estão nem vencidos nem com evidências de perdas; e (d) o valor contábil de instrumentos financeiros que, de outra forma, estariam vencidos ou perdidos e cujos termos foram renegociados.

CPC 40.40(a) CPC 40.33 (a), (b) CPC 40.40 CPC 40.33 CPC 40.36

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Risco de liquidez
CPC 40.33 CPC40.39(a), (b)

A entidade deve divulgar: (a) uma análise dos vencimentos para passivos financeiros não derivativos (incluindo contratos de garantia financeira) que demonstre os vencimentos contratuais remanescentes; e (b) uma análise dos vencimentos para os instrumentos financeiros derivativos passivos. A análise dos vencimentos deve incluir os vencimentos contratuais remanescentes para aqueles passivos financeiros derivativos para os quais o vencimento contratual é essencial para o entendimento do momento de recebimento dos fluxos de caixa (ver item B11B).

Gestão do capital social
CPC 26.124

Algumas divulgações feitas de acordo com o item 122 são requeridas por outros Pronunciamentos, Orientações e Interpretações. Por exemplo, o Pronunciamento Técnico CPC 36 – Demonstrações Consolidadas requer que a entidade divulgue as razões pelas quais determinada participação societária em sociedade investida não constitui controle, ainda que mais de metade do poder de voto ou potencial poder de voto seja de sua propriedade, direta ou indiretamente. O Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento requer a divulgação dos critérios utilizados pela entidade para distinguir a propriedade de investimento da propriedade ocupada pelo dono e da propriedade mantida para venda no curso ordinário da atividade empresarial, nas situações em que a classificação das propriedades é difícil. As entidades devem divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de gestão de capital.

CPC 26.134

Garantia
CPC 3.R1.52

A entidade deve divulgar, em nota explicativa, acompanhada de um comentário da administração, os saldos de caixa e equivalentes de caixa que não estejam disponíveis para uso pelo grupo (ver item seguinte). Quando a entidade possui garantias (de ativos financeiros ou não financeiros) e está autorizada a vender ou reapresentar a garantia na ausência de descumprimento por parte do detentor da garantia, a entidade deve divulgar: (a) o valor justo da garantia possuída; (b) o valor justo de qualquer garantia vendida ou renovada, e se a entidade tem obrigação de devolvê-la; e (c) os termos e as condições associados ao uso da garantia.

CPC 40.15

Provisão para perda com crédito
CPC 40.38

Quando a entidade obtém ativos financeiros ou não financeiros durante o período, tomando posse de ativos dados em garantia, e tais ativos satisfazem o critério de reconhecimento previsto em outros pronunciamentos do CPC, a entidade deve divulgar: (a) a natureza e o valor contábil do ativo obtido; e (b) quando os ativos não são prontamente conversíveis em dinheiro, a política para venda de tais ativos ou para utilizá-los em suas operações.

31. Eventos subsequentes
CPC 24.10

A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes que são indicadores de condições que surgiram após o período contábil a que se referem as demonstrações. Se os eventos subsequentes ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis são significativos, mas não originam ajustes, sua não divulgação pode influenciar as decisões econômicas a serem tomadas pelos usuários com base nessas demonstrações. Consequentemente, a entidade deve divulgar as seguintes informações para cada categoria significativa de eventos subsequentes ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que não originam ajustes: (a) a natureza do evento; (b) a estimativa de seu efeito financeiro ou uma declaração de que tal estimativa não pode ser feita.

CPC 24.21

Grupo Modelo | Ernst & Young Terco

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Anotações