Parecer n.

º 1/2008

CONSELHO DAS ESCOLAS PARECER N.º 1/2008
Projecto de Decreto-Lei do Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário

PREÂMBULO

Por solicitação do Governo, através da Senhora Ministra da Educação, e nos termos do disposto no n.º 2 do Decreto Regulamentar n.º 32/2007, de 29 de Março, o Conselho das Escolas, em reunião plenária do dia 21 de Janeiro de 2008, elaborou e aprovou parecer sobre o Projecto de Decreto-Lei do Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, constituindo este o seu primeiro parecer emitido no decurso do ano de 2008.

1. INTRODUÇÃO
O regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos de ensino público, consagrado no Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio, afirma a intenção da autonomia das escolas e a descentralização como pilares de uma organização de política educativa, que tem por base a democratização e o desenvolvimento de condições promotoras da igualdade de oportunidades e da qualidade do serviço público de educação. Tal modelo pressupõe a construção da autonomia de cada escola a partir da comunidade em que se insere, a ser outorgada de forma gradual e contratualizada, com a finalidade de promover a equidade educativa e social. A escola pública teve de ajustar-se a novas formas organizativas,

incorporando configurações que deixaram de se circunscrever à escola não agrupada ou isolada, para dar lugar à integração vertical e horizontal de
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outras unidades, em nome da articulação curricular e da racionalização de recursos. Não obstante o esforço das escolas, constata-se, por um lado, que a integração da comunidade educativa nos órgãos e projectos da escola nem

sempre teve, como resposta, o empenho e o dinamismo suficientes para que a autonomia tivesse conhecido níveis de desenvolvimento mais avançados, em

consequência da débil participação identificada no modelo preconizado pelo Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio, que se inscreve numa deficitária cultura de participação comunitária e de implicação na defesa do interesse público que caracteriza a sociedade portuguesa; por outro, a administração central e as suas estruturas desconcentradas, sedeadas nas direcções

regionais, raramente disponibilizaram condições ou estimularam as escolas e agrupamentos para que viesse a ser concretizada a sua autonomia. Apenas em Setembro de 2007, foram assinados contratos de autonomia com vinte e duas das vinte e quatro escolas e agrupamentos que tinham sido submetidos a avaliação externa, no âmbito do “projecto-piloto” a cargo do Grupo de Trabalho de Avaliação das Escolas. A escola pública evoluiu de uma entidade cuja preocupação se limitava ao cumprimentos de programas curriculares, em turmas homogéneas, para uma nova escola que tem como dever acolher, socializar e ensinar as crianças e jovens com expectativas diversas, num construto permanente de soluções que permitam acomodar todas as diferenças para o desenvolvimento integral do aluno nas suas múltiplas dimensões: pessoal, social, cultural e desportiva. Tem, também, a de acorrer aos adultos de que não anos, tiveram bem a oportunidade àqueles que de não

completar

escolaridade

básica

nove

como

completaram o nível secundário de educação. A escola pública sabe, deseja e reconhece a importância da participação das famílias e das comunidades na direcção estratégica das escolas e no desenvolvimento de um ensino de qualidade, exigente e promotor de sucesso educativo para todos: crianças, jovens e adultos. O modelo de governança proposto no Projecto de Decreto-Lei em análise estabelece uma profunda que alteração o dos pressupostos passando de organizacionais um modelo de 2

relativamente

àqueles

antecederam,

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administração e gestão escolar com a direcção centrada, maioritariamente, nos funcionários coexistência e com agentes (especialmente os professores) e das escolas, parte em da

práticas

centralizadoras

burocráticas

por

administração (Barroso, 2005) para um modelo de micro-regulação, em que as comunidades educativas constituem “locus” de definição da política educativa, inscrito numa matriz em que a partilha de decisões e a autonomia de acção da comunidade se tornam princípios orientadores da acção das escolas. Apesar dos aspectos enunciados, devemos assinalar que o modelo

actualmente em vigor permitiu a emergência de lideranças fortes e eficazes, com verdadeiro espírito de dedicação à causa pública, conforme é publicamente reconhecido e comprovável na generalidade dos resultados das avaliações

externas conhecidos.

2. PARECER
O projecto de Decreto-Lei do Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos de Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, em consulta pública, merece, na generalidade, uma

apreciação favorável do Conselho das Escolas, não obstante existam algumas matérias que requerem clarificação quanto ao seu sentido e alcance. Os conselheiros concordam com os princípios e objectivos enunciados na proposta quanto ao reforço da participação das famílias e das comunidades na direcção autonomia. Anotam, porém, que a intenção de reforçar o papel das famílias e da comunidade parece não ter total correspondência no articulado, porquanto o Director deverá cumprir as orientações emanadas da Administração Educativa, conforme podemos verificar pelas disposições do art.º 29.º (deveres estratégica das escolas, reforço da liderança e reforço da

específicos do Director), que se sobrepõem às do Conselho Geral. Tal poderá significar que o poder das famílias e das comunidades no Conselho Geral, pese embora este órgão detenha competências para a aprovação de instrumentos

relevantes para a vida da escola e para o acompanhamento da sua execução, se consubstancia no aumento da sua influência para a eleição do Director. Em
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nosso

entender,

este

reforço e

não

se

traduz da

numa

transferência para

de as

competências,

poderes

responsabilidades

Administração

comunidades educativas. No que se refere à autonomia, a análise do documento permite verificar a ausência de correspondência entre os objectivos

enunciados e o articulado do projecto de diploma. No que ao Conselho Geral diz respeito, entende o Conselho das Escolas que não se compreende o afastamento dos docentes do exercício do cargo de presidente, caso fosse essa a decisão sufragada dos eleitores do Conselho Geral. Discordamos da justificação de que não devem ser os subordinados do Director (professores, funcionários não docentes e alunos, quando maiores) a presidir a esse órgão, uma vez que ao presidente não estão outorgadas funções externas ou especiais. Dirige as reuniões do Conselho Geral e tem voto de qualidade. Presidente funcionários Entendemos do que a subordinação como alunos a hierárquica todos o os tanto se coloca ao

Conselho

Geral e

restantes

professores, sentido,

não

docentes

que

constituem.

Nesse

consideramos que não deverão existir impedimentos à eleição como presidente do Conselho Geral de quaisquer membros que constituam esse órgão. Entendemos que não deverá estar incluída, entre as competências do Conselho Geral, a de “pronunciar-se sobre os critérios de organização dos horários”, constituindo competência do Conselho Pedagógico. O estabelecimento de quotas para os representantes dos professores (25% de professores titulares), tanto a membros efectivos como a membros

suplentes, poderá inviabilizar, em alguns casos, a constituição de listas de pessoal docente a este órgão. Os requisitos para os candidatos a

representantes do pessoal docente no Conselho Geral residiriam na exigência de que fossem professores dos quadros, em exercício efectivo de funções na escola/agrupamento, salvaguardando que, nos agrupamentos em que funciona a educação pré-escolar ou o 1.º ciclo, conjuntamente com outros ciclos do

ensino básico, as listas de pessoal docente devam integrar docentes de todos os níveis de ensino. O Conselho das Escolas concorda com o facto de ser consagrada no

projecto de Decreto-Lei a obrigatoriedade de o Director ser professor, tendo

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em conta a especificidade da organização escolar quanto às finalidades e meios da sua acção. Afigura-se, porém, que seria de alterar para quatro o número de anos de cada mandato, de forma a salvaguardar os ciclos de avaliação, o período de vigência dos contratos de autonomia, a avaliação de ciclos de gestão e de resultados e os concursos de professores. Tratando-se do exercício de um cargo de carácter profissional, o Conselho das Escolas considera que não deve haver limitação de mandatos do Director, mantendo-se a possibilidade de duas reconduções nos termos da proposta, abrindo-se, obrigatoriamente,

procedimento concursal no final da segunda recondução. A redacção do n.º2 do art.º 19.º (adjuntos do Director) deveria

acautelar realidades educativas que a escola pública tem vindo a ser chamada a desempenhar, designadamente os Centros Novas Oportunidades, assim como a tutela decorrente do acompanhamento de paralelismo pedagógico concedido a outras entidades. O Conselho das Escolas discorda do disposto no n.º 3 do art.º 21.º do projecto em análise. De facto, não se compreende a possibilidade de

candidatura de docentes do ensino particular e cooperativo, cuja organização difere totalmente da realidade das escolas públicas. A possibilidade de a direcção pedagógica de um estabelecimento particular e cooperativo conferir qualificação para o exercício do cargo de Director parece-nos despropositada, considerando que essa experiência tem paralelismo com a dos Presidentes dos Conselhos Pedagógicos das escolas públicas, o que não confere preparação para o desempenho do cargo de Director. O disposto no n.º 5 do art.º 21.º reduz as escolhas e formação da equipa que apoiará o Director. Não se compreende, nem se justifica, a

exigência do perfil dos adjuntos e a obrigatoriedade de escolha de equipa entre os professores o do quadro se de nomeação estiver da escola. a Como de se pode

responsabilizar

Director

lhe

vedada

escolha

equipa?

Entendemos que os adjuntos deveriam poder ser escolhidos pelo Director de entre professores dos quadros, de qualquer escola pública e de qualquer nível de ensino, de entre aqueles que detêm, pelo menos, cinco anos de exercício efectivo de funções.
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O procedimento concursal, a que se refere o art.º 22.º da proposta em análise, será objecto de portaria do membro do Governo responsável pela área da educação. Entende o Conselho das Escolas que nele deverão estar

salvaguardados os princípios e garantias contidos no art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 204/98, designadamente dos quanto de à neutralidade selecção a da composição e do do júri, de

divulgação

atempada

métodos

utilizar

sistema

classificação final, bem como da aplicação de métodos e critérios objectivos de selecção. Este Conselho defende, ainda, que à eleição sejam submetidos apenas os candidatos melhor classificados e que a entrevista seja realizada a todos os candidatos seleccionados e perante o Conselho Geral. O Conselho Pedagógico deveria ser um órgão de aconselhamento pedagógico e de orientação educativa e não de supervisão. Dado o seu carácter

eminentemente técnico, o Conselho das Escolas considera que nele não deverá haver lugar à representação dos pais e encarregados de educação e dos alunos. A existência de sobreposição de competências, algumas das quais deveriam ser da exclusividade do Director (como as de contratação de pessoal docente e não docente), o qual, de entre os órgãos e estruturas previstos no diploma, é o único responsável e responsabilizável, constitui uma área potencialmente

geradora de conflitos. O coordenador de cada estabelecimento de educação pré-escolar ou de escola integrada num agrupamento é, de acordo com o n.º 3 do art.º 39.º, assegurada por um coordenador designado pelo Director. Não se compreende a obrigatoriedade de designação de um professor titular, quando muitas das escolas não o têm. A imposição às escolas de uma estrutura limitada na configuração dos departamentos curriculares, até quatro nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário, podendo atingir seis no caso dos agrupamentos que integrem também a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico, como previsto no n.º 3 do art.º 42.º, para além de contradizer um dos princípios enunciados para proceder à revisão do actual regime de autonomia,

administração e gestão constitui, em nosso entender, um claro retrocesso no processo de autonomia das escolas.

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3. RECOMENDAÇÕES
Em congruência com o exposto, o Conselho das Escolas, reconhecendo como positivo o documento na sua generalidade, considera que o Regime Jurídico em análise deverá sofrer as seguintes alterações: o ponto 1 da alínea a) do art.º 13.º passar a ter a seguinte

redacção: Eleger o respectivo presidente de entre os seus membros; suprimir a alínea l) do art.º 13.º;

- no n.º 3 do art.º 16.º deve ser retirada obrigatoriedade de 25% dos professores candidatos tanto a membros efectivos como a membros suplentes serem titulares, salvaguardando, apenas, que sejam professores dos quadros em exercício de funções na escola; - no n.º 4 do mesmo artigo, consideramos que não deverá constar a obrigatoriedade de, nos agrupamentos de escolas em que funciona a educação pré-escolar e o 1.º ciclo, as listas para o Conselho Geral integrarem

docentes de todos os níveis de ensino; - o mandato do Conselho Geral (n.º 1 do art.º 17.º) deveria ter a duração de quatro anos, em consonância com a duração do mandato do Director, conforme proposta no presente parecer; - no n.º 2 do art.º 19.º devem estar salvaguardadas, quanto ao número de adjuntos do os Director, Centros novas realidades e educativas a tutela das escolas, do

designadamente

Novas

Oportunidades

decorrente

acompanhamento do paralelismo pedagógico concedido a outras entidades; - no n.º 3 do art.º 21.º deve ser retirada a possibilidade de docentes do ensino particular e cooperativo poderem ser opositores ao procedimento concursal para Director; - a alínea c) do n.º 5 do art.º 22.º deve ser suprimida; à eleição deverão ser, apenas, submetidos os candidatos melhor

classificados e a entrevista deve ser realizada perante o Conselho Geral. Assim, o n.º 2 do art.º 23.º deverá adoptar a seguinte redacção: Após a apreciação do relatório e a audição dos candidatos seleccionados, o Conselho Geral (…);
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- o mandato do Director deverá ter a duração de quatro anos (alteração ao n.º 1 do art.º 25.º); - o n.º 3 do art.º 25.º deverá passar a ter a seguinte redacção: A decisão de recondução do Director é tomada por maioria absoluta dos membros do Conselho Geral em efectividade de funções, não sendo permitida a sua recondução eleição para o um quarto mandato, procedendo-se ao do obrigatoriamente do terceiro a nova

para

quadriénio

subsequente

termo

mandato

consecutivo; - a alínea c) do art.º 3.º deve incidir apenas sobre a aplicação de pena disciplinar superior a multa; - deverão ser eliminados a alínea c) do n.º 1 e, na totalidade, os nºs 3, 4 e 5 do art.º 32.º; deverá ser permitido a cada escola definir e desenhar os seus

departamentos curriculares, pelo que será de proceder à alteração do n.º 3 do art.º 42.º; - no n.º 1 do art.º 49.º deveria ser suprimida do texto a referência a “pena de multa”; - ao Presidente do Conselho Executivo deveria ser permitida a presença, sem direito a voto, no Conselho Geral transitório; - a composição do Conselho Geral transitório deveria salvaguardar a paridade entre o conjunto de representantes de pessoal docente e não docente e os representantes da comunidade e das famílias; - no n.º 5 do art.º 59.º dever-se-ia suprimir a obrigação da existência de professores titulares na candidatura ao Conselho Geral por parte dos

docentes; - o n.º 8 do art.º 59.º deve ter a seguinte redacção: O Conselho Geral pode reunir em qualquer dia útil. - o n.º 3 do art.º 63.º deveria ser revisto, de forma a permitir a conclusão do mandato dos membros eleitos, quer estes se concluam em 2009 quer em 2010.

O Conselho das Escolas considera que carece de clarificação o ponto 5 do art.º 12.º, designadamente quanto ao conceito de “estudantes do ensino básico recorrente”. Estão nele contidos os alunos que frequentam Cursos de
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Educação e Formação de Adultos ou adultos em processo de reconhecimento e validação de competências?

Carece, igualmente, de explicitação o preceituado no art.º 26.º, quanto ao regime de exclusividade das funções dos Directores. Poderão desempenhar funções sociais e/ou políticas, ser membros dos órgãos sociais de associações culturais, desportivas ou humanitárias? O Conselho das Escolas defende que a redacção deste artigo deveria ser reformulada de forma a possibilitar que os Directores possam desempenhar funções sociais e outras não remuneradas.

Entendemos que deverá ser, também, clarificado o conceito de mandato, designadamente quanto à sua abrangência. Integra o conceito o exercício de funções em comissão instaladora, se realizado durante o período de um ano lectivo, quando o Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio, prescreve que os mandatos têm a duração de três anos?

4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Barroso, J. (2005), O Estado e a Educação: a Regulação Transnacional, a Regulação Nacional e a Micro-regulação local. Actas do 2.º Congresso Nacional do Fórum Português de Administração Educacional, Lisboa, 53-78.

Caparide, 21 de Janeiro de 2008

O Presidente do Conselho das Escolas

(Álvaro Almeida dos Santos)

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Declaração de Voto. – Votei contra a aprovação, na generalidade, do documento uma vez que, independentemente do Preâmbulo e da Introdução, das 20 recomendações integrantes da proposta de parecer, não concordo com nove, concordo com quatro e sete concordo parcialmente. Acresce que considero existirem aspectos fundamentais, imprescindíveis que me pareceria serem inegociáveis, e que não se encontram plasmados no documento a identificar: a) Obrigatoriedade da realização de formação durante o período de mandato dos gestores (Director e Adjuntos) com efeito na recondução; b) Indeterminação da criação de uma carreira de gestor e respectivo pacote de remunerações para a equipa; c) Existência de uma decisão fundamentada ao contrário de eleição para indicação do Director, necessária num processo de responsabilização; d) Existência de uma maior responsabilidade dos Adjuntos que teria que estar associada a uma maior redução da Componente Lectiva. Acresce que: Não concordo com os seguintes pontos e com as seguintes fundamentações: 1-O presidente do Conselho Geral não deve ser professor tal como preconizado no diploma. 2-A integração de Professores Titulares 25% parece-me bem mas não compaginável com a utilização do método de Hondt. 3-A limitação de candidatos oriundos do Ensino Privado não é aceitável uma vez que impede uma maior diversidade de possibilidades de escolha. 4-O número de elementos do Conselho Pedagógico deveria ser de responsabilidade da escola. 5-O conceito de “paridade” entre o conjunto de representantes no Conselho Geral, deve ser clarificado uma vez que não existe paridade quando um dos pares possui 50% e os restantes dividem entre si os restantes 50%. O Conselheiro do Distrito do Porto – José Ramos

Declaração de voto. – “Votei contra o Parecer nº 1/2008 do CE por, sobretudo:
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1-Não concordar com o texto “…uma apreciação favorável do Conselho das Escolas,...” (pág. 3,ls. 15 e 16); 2-Por duvidar da legalidade do texto ”...à eleição deverão ser, apenas, submetidos os candidatos melhor classificados...” (pág.7, ls.27 e 28); 3-Não concordar com o texto integral do Artº. 7º do Projecto de Decreto-Lei. O Conselheiro Jorge Minhós Farias Barata Declaração de voto. – Votamos contra pelos seguintes motivos: 1-A metodologia proposta para a apreciação do Parecer não permitiu um debate mais alargado de forma a garantir os pontos de vista debatidos em sede da vossa Comissão Regional. 2-Não concordámos com o primeiro parágrafo do ponto 2.Parecer, página 3, designadamente “uma apreciação favorável”. 3-Não concordamos com o primeiro parágrafo do ponto 3. Recomendações, página 7, designadamente “reconhecendo como positivo”. 4-Não consta no Parecer a ideia que bastaria proceder à revisão do actual diploma em vigor sem justificar a sua total revogação. Para tal, bastaria que fossem introduzidas as principais alterações ao actual modelo, designadamente em sede da Assembleia. 5-Não se alude neste Parecer à questão da “Autonomia das Escolas” que surge aqui sem uma clara definição de medidas de reforço de autonomia. 6-Não concordamos com o teor do artigo 7º da Proposta do Novo Regime Jurídico de Administração e Gestão das Escolas. 7-Não concordamos com o facto de não se acautelar neste Parecer, a possibilidade da Direcção da Escola poder ser, por opção da própria escola, ou um Director Executivo ou um Conselho Executivo, tal como se prevê no actual diploma de gestão em vigor. O Conselheiro Fernando Elias.

Declaração de voto. – Votei contra o Parecer nº 1/2008 do Plenário do Conselho das Escolas, relativo ao projecto de Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, por discordar de duas das teses que este Conselho adoptou para sustentar as suas recomendações, a saber: 1. Defendo que aos candidatos a Director de escola seja exigido, apenas, a qualidade de docente, o tempo de serviço e as qualificações previstas no projecto de diploma, independentemente do vínculo laboral dos candidatos ao sector público ou ao sector privado. Discordo, pois, que se pretenda limitar as candidaturas
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ao cargo de Director apenas aos docentes do sector público de ensino. 2. Discordo, desde sempre discordei, das disposições relativas ao recrutamento do director, previstas no artº 21º do projecto de diploma, nomeadamente do processo híbrido de designação do Director – uma parte assente num “procedimento concursal” e a outra parte assente em processo eleitoral. O Parecer nº 1/2008, aponta para a manutenção deste processo híbrido de que discordo. Defendo que a designação do Director deve ser feita ou por concurso apenas ou por eleição apenas e não através de uma fórmula rebuscada, assente em supostos critérios objectivos, coroada por um processo eleitoral que, por definição, não tem de atender a qualquer objectividade ou fundamento. José Eduardo Lemos - Conselheiro do Distrito do Porto

Declaração de voto. – Votei contra: 1-O parágrafo do ponto 2. Parecer – “ O projecto de Decreto-Lei do regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos de Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, em consulta pública, merece, na generalidade, uma apreciação favorável do Conselho das Escolas, não obstante existam algumas matérias que requerem clarificação quanto ao seu sentido de alcance”. 2-Relativamente ao ponto 3. Recomendações – “Em consequência com o exposto, o Conselho das Escolas, reconhecendo como positivo o documento na sua generalidade, considera que o Regime Jurídico em análise deverá sofrer as seguintes alterações”: O Conselheiro da Figueira da Foz – Adelino Matos.

Declaração de voto. – Votei contra porque: 1-Considero que o parecer não devia inserir no 1º parágrafo do ponto 2 que o projecto de Decreto-Lei “merece a apreciação de favorável”. 2-Considero que o parecer não devia inserir o reconhecimento de que o documento é positivo (pg.7 – 1º parágrafo das recomendações). 3-Considero que não devia incluir a alteração que reduz a eleição aos candidatos melhor classificados (alteração ao nº 2, do artigo 23º). A Conselheira Maria Cecília Oliveira

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Declaração de Voto. – Votei contra por não ter sido permitida a apreciação e discussão em Plenário e pelas razões aduzidas pelos colegas Fernando Elias e Cecília. O Conselheiro de Coimbra – Sidónio Costa

Declarações de voto. – Razões do voto contra: 1-Não se cumprir o articulado na ordem de trabalhos pois não se procedeu à “Apreciação” antes de se passar à votação, votando-se o parecer na generalidade e globalmente; 2-Não concordo com o articulado na 4ª linha do nº2 – Parecer pág.3 ”...uma apreciação favorável do Conselho de Escolas...”; 3-Não concordo com o articulado no final da 1ª linha início da 2ª linha da pág.7. Deveria ser retirado “...reconhecendo como positivo...” 4-Não concordo com articulado no artigo 7º”Agregação de Agrupamentos” pelo perigo que é de transformar organizações educativas, que devem pugnar pela Qualidade Pedagógica, por empresas instrucionais e economicamente rentáveis, contradizendo o significado de “Comunidade Educativa” que é a apologia do Projecto de Regime Jurídico...” em debate. Concluindo, lamento que não nos tenha sido dada a possibilidade de debater na especialidade alguns pontos polémicos e que, com alguma troca de opiniões, poderia enriquecer e optimizar o próprio Parecer. Não me parece que seja com este tipo de regras na “discussão(?)” de um parecer com esta responsabilidade não seja possível debater em Plenário. Para quê virmos de tão longe para “levantar o braço” passemos à democracia representativa, tal como o sugere para o Regime Jurídico o Projecto Ministerial. O Conselheiro de Viseu - Fernando Luís Monteiro Bexiga

Declaração de voto. – Votei não, por estar de acordo com os argumentos explicitados pelos Conselheiros Pedro Araújo, Fernando Elias e José Sousa. O Conselheiro de Santarém - António Pina Braz.

Declaração de voto. – Declaro que votei contra apresentados pelo Conselheiro Fernando Elias. O Conselheiro de Coimbra - Jorge José Jerónimo

pelos

motivos

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Parecer n.º 1/2008

Declaração de Voto. - Votei a favor do parecer apesar de não concordar com o tom demasiado crítico que adopta no que respeita à questão da autonomia. Entendo que a autonomia deve privilegiar o combate a dois extremos: a unicidade e a anarquia. – O Conselheiro: Fernando. F. Sampaio.

Declaração de Voto. – Apesar de ter votado favoravelmente na generalidade, e em virtude de não haver discussão na especialidade, apresento a minha discordância de alguns pontos do documento: 1 – A estrutura do parecer deveria, formalmente, incluir o Preâmbulo e a Introdução. De facto, a nossa discordância com a filosofia do documento, a afirmação de alternativas e a chamada de atenção para alguns pontos fulcrais do parecer perdem a visibilidade se formalmente estiverem fora do parecer. 2 – O documento não traduz as preocupações que temos com as questões da autonomia: os pressupostos, as áreas, as competências a delegar (sem estas condições, a discussão ficará esvaziada de conteúdo, reduzindo-se à questão do Director). Por outro lado, deveria estar traduzido no documento a possibilidade de serem as Escolas e as Comunidades Locais a decidir o modelo a adoptar, Director ou Órgão Colegial. Por último, o parecer deveria traduzir também as dúvidas que temos relativamente ao art.º nº 7 – que não clarifica o que se entende por “unidades administrativas”: Relativamente à metodologia, discordo com a impossibilidade de os pontos que geram discordância não serem objecto de discussão em plenário e ser apresentada numa proposta única e fechada. - O Conselheiro: José Pereira de Sousa.

Declaração de Voto. – Votamos favoravelmente, na generalidade, o presente parecer porque este representa uma evolução relativamente ao documento aprovado na reunião realizada pela secção do Norte, no passado dia 10 de Janeiro, em Amarante, mesmo tendo em consideração as discordâncias profundas que manifestamos, em documento apresentado e subscrito por: Luísa Rodrigues, Carlos Alberto Pereira e Miguel Garcia, nessa reunião. Contudo a permanência de algumas questões impedem a nossa adesão total ao presente parecer, a saber; 1. A problemática da deslocalização do centro estratégica para fora da comunidade escolar; de decisão
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A metáfora da escola, o mito do neoliberalismo, não privilegia o acto educativo mas os “pseudo resultados” do processo em si – ora a escola não é uma empresa, nem os alunos são “matériaprima inerte”, têm vontade, aspirações e personalidade; A construção de uma escola de forma vertical no sentido descendente, de cima para baixo, limitado de forma drástica a participação democrática de base na construção do “edifício” educativo, aos intervenientes no acto educativo; O processo misto “concursal” versus “eleitoral” para a selecção/eleição do director; A manutenção da possibilidade de recondução automática do director; E a indefinição das competências conselho pedagógico, que se pretende “técnico” e que continua “politico”. Acresce ainda que esta aprovação tem que ser entendida como uma votação na generalidade e não com a totalidade do seu conteúdo, como poderá ser entendido, numa leitura superficial do primeiro parágrafo do ponto: “(…) merece, na generalidade, uma apreciação favorável do Conselho das Escolas (…)”, esta tem que ser enquadrada no restante texto do parecer e das recomendações. – Os Conselheiros: Luísa Rodrigues, Carlos Alberto Pereira.

Declaração de Voto. – Votei a favor, mas quero declarar o seguinte: o projecto do Decreto-Lei em análise apresenta uma grande fragilidade, a saber, faz do Director um líder forte, mas “obrigao” a prestar contas, pela prática que temos das Assembleias de Escola, a um órgão que não vai funcionar ou vai funcionar com uma liderança frágil e volátil, O Conselho Geral – O Conselheiro: Domingos Santos.

Declaração de voto. – Apesar de ter votado favoravelmente o Parecer, cumpre-me apresentar a minha declaração de voto, que não se compagine com o estipulado no Parecer nas páginas: Página 3 – Retirar o concordar com o mesmo; primeiro parágrafo do ponto 2, por não

Página 7 – Deverá ser retirada a penúltima alínea presente nesta página que reze “ – à eleição deverão ser, apenas, submetidos os candidatos melhor classificados e a entrevista (…) até o Conselho Geral (…);” Parece-me ainda, pertinente, relembrar todos da importância de se pedir esclarecimentos sobre os Contratos de Autonomia, sobre a
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Agregação de Agrupamentos, sobre os mandatos dos Conselhos Executivos que terminam no presente ano de 2008 e, por último, quanto à redução, ou melhor, quanto ao aumento de redução da componente lectiva dos adjuntos do Director. – O Conselheiro: Maria Glória Neto Leite.

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