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(Parte 1 de 8) APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.cristianedupret.com.br DOS CRIMES CONTRA A VIDA HOMICÍDIO – ART.

121, CP 1 – Homicídio simples caput do art. 121 2 - Homicídio privilegiado Impelido por motivo de relevante valor social – é o motivo que é de interesse coletivo. Valor moral é aquele adequado aos princípios éticos dominantes, de acordo com a moral média. O valor deve ser considerável. A intensidade da emoção deve ser de tal ordem que o sujeito seja dominado por ela. O agente age sob choque emocional. Se o agente age apenas sob a influencia da emoção, é causa atenuante (art. 65,c). Ressalte-se que deve haver imediatidade entre a provocação e a reação. 3 - Homicídio qualificado privilegiado O homicídio pode ser ao mesmo tempo qualificado e privilegiado. Matar alguém mediante veneno é qualificadora objetiva e por emboscada também, poderá se conciliar um pai que mata o estuprador da filha por emboscada. Logo, as qualificadoras devem ser objetivas. 4 - Homicídio Qualificado – 121, § 2o., Cp I – mediante paga ou promessa de recompensa ou outro motivo torpe Respondem pelo crime quem pagou e quem recebeu. Na paga, o agente recebe previamente. Na recompensa, recebe após o cometimento do crime. Motivo torpe: é o motivo abjeto, vil, repugnante. A vingança nem sempre qualifica o crime por motivo torpe. I – por motivo fútil Motivo insignificante, banal. Vingança não é motivo fútil, embora, eventualmente, possa significar motivo torpe. I – com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura, ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum. O veneno só qualifica o crime quando for utilizado com estratagema, dissimulação, cilada. Sua administração forçada, com violência, sendo do conhecimento da vítima, não caracteriza homicídio com emprego de veneno, mas pode qualificar por motivo cruel. Nem todo o veneno é cruel, pois, pode morrer na hora sem sofrimento. Asfixia é impossibilitar a pessoa de respirar, seja de forma mecânica (sufocamento) ou não (ex.: trancar uma pessoa em um local com gás). Tortura – É importante diferenciar o homicídio qualificado pela tortura da tortura seguida de morte. No primeiro, o dolo está em matar, sendo a tortura apenas meio. No segundo (crime previsto na lei 9455/97), o dolo está em torturar, mas culposamente a pessoa acaba causando a morte. Não pode haver dolo na morte, trata-se de crime preterdoloso. A tortura é o fim almejado pelo sujeito e não o meio. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.cristianedupret.com.br Everaldo pretendendo obter a confissão de Alexander acerca da prática de determinada conduta delituosa queima-o por meio de choques com um fio desencapado. Entretanto, sem prestar atenção a corrente elétrica utilizada vem a causar a morte de Alexander. Diante do fato narrado é correto afirmar-se que: a. Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso formal de crimes; b. Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso material de crimes; c. Everaldo praticou o delito de homicídio qualificado pela tortura; d. Everaldo praticou o delito de tortura qualificada pelo resultado morte. Meio insidioso é o utilizado com estratagema, perfídia. Meio cruel é a forma brutal de perpetrar o crime, é meio bárbaro, martirizante, que revela ausência de piedade.

De que possa resultar perigo comum – nada impede que o agente responda por homicídio e por crime de perigo comum, desde que haja desígnios autônomos. IV – à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. Traição é o ataque sorrateiro, inesperado, como, por exemplo, o tiro pelas costas. Não há traição quando a vítima percebe a presença da vítima, ou se há tempo para fugir. Traição é a ocultação da intenção, seja física ou moral, violando a confiança da vítima, é a deslealdade. Não se caracteriza só pelo fato de o golpe letal ter sido desferido pelas costas. Emboscada é a tocaia, a espreita, quando o agente se esconde para surpreender a vítima com um ataque indefensável. A vítima não tem nenhuma possibilidade de defesa. Mediante dissimulação é uma modalidade de surpresa, ocultação do projeto criminoso para surpreender a vítima. O agente se faz passar por amigo, mostra o que não é, ilude a vítima, que é apanhada desatenta e indefesa. Exemplo típico de recurso que dificulta ou impossibilita a defesa é a surpresa, que por vezes pode se confundir com a traição. Ex.: matar alguém que está dormindo – se a pessoa mora sob o mesmo teto, se há uma confiança, é traição. Se procura alguém para matar e a encontra dormindo e mata, é surpresa (recurso que dificulta ou impossibilita a defesa). Ressalte-se que o recurso tem que ter a mesma potencialidade das demais qualificadoras deste inciso. V – para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime O outro crime pode ter sido praticado por outra pessoa. Fala-se em qualificadora por conexão. Obs.: a premeditação não qualifica o crime. Majorantes no homicídio doloso: Se o crime é praticado contra menor de 14 anos 5 - Homicídio culposo majorantes no homicídio culposo: - pena aumentada de um terço se: o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima o agente não procura diminuir as conseqüências do seu ato foge para evitar prisão em flagrante Perdão judicial: Apenas para o homicídio culposo, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.cristianedupret.com.br Atenção: Na lei 9503/97 – o homicídio culposo na direção de veículo automotor e punido de maneira mais severa. Ressalte-se que há controvérsia acerca da possibilidade de perdão judicial nos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo de automotor: 1a. corrente – o perdão judicial só é causa extintiva da punibilidade nos casos previstos em lei. Na lei 9503/97, o artigo que tratava do perdão judicial foi vetado. 2a. corrente – o artigo foi vetado por ser desnecessário, consoante as razoes do veto, uma vez que os crimes de homicídio e lesão corporal culposos previstos na referida lei são crimes remetidos, aplicando-se a eles os institutos previstos para as modalidades previstas no CP. Sérvulo, perigoso assaltante, vendo-se cercado por vários policiais, dispara sua arma de fogo contra um deles. Entretanto, esse policial, em um dos bolsos da camisa, porta o seu distintivo da polícia, em conseqüência do que não sofre qualquer lesão. Restringindo-se, exclusivamente, à conduta descrita, o marginal deverá responder:

a) Por periclitação de vida; b) Pela contravenção de disparo de arma de fogo; c) Por crime impossível; d) Por tentativa de homicídio; “A” desejando matar “B”, vai a sua casa e, pela madrugada penetra no quarto onde “B” dormia, descarregando o revólver que portava. Em seguida se retira. Submetido a exame cadavérico os legistas concluem que “B” morrera em razão de um enfarto horas antes de ser atingido por “A”. a) Houve Homicídio doloso com a qualificadora do meio que tornou e impossibilitou a defesa da vítima; b) Houve Homicídio tentado; c) Deu-se o crime impossível por impropriedade do objeto material; d) Deu-se violação a cadáver; Pedro, aborrecido com sua esposa Luana, que estava grávida de outro homem, logo após o parto mata o recémnascido, sem o consentimento dela, com a intenção de evitar sua desonra. a. Pedro praticou o crime de aborto provocado por terceiro (art. 125, CP); b. Pedro praticou o crime de homicídio (art. 121, CP); c. Pedro praticou o crime de infanticídio (art. 123, CP); d. Pedro praticou o crime de abandono de incapaz (art. 133 § 2, CP). 32 - Sobre o crime de homicídio, é correto afirmar-se que: a. No Direito Penal Brasileiro, o momento da morte da pessoa natural dá-se com a cessação irreversível das funções cerebrais b. No Direito Penal Brasileiro, o momento da morte da pessoa natural dá-se com a cessação irreversível das funções cardio-respiratórias c. No Direito Penal Brasileiro, o momento da morte da pessoa natural dá-se com a falência nos órgãos internos de maneira que a vítima fique impedida de comunicar-se com o mundo exterior d. Nenhuma das alternativas acima análise do artigo 122 Art.122, CP É um crime comum. Pode ser praticado por qualquer pessoa. Diferencia-se do homicídio de autoria mediata, pois neste último a vítima não tem discernimento. É como se a vítima não tivesse manifestação de vontade, e o agente instiga, induz ou auxilia. Nesse caso o agente estará praticando homicídio e não instigação, induzimento ou auxílio do suicídio. vítima menor de idade APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.cristianedupret.com.br No caso da vítima ser menor de idade o agente poderá estar praticando homicídio, ou praticando instigação, induzimento ou auxílio ao suicídio. O art.122, p.un. I, CP prevê uma majoração da pena. A natureza jurídica desse aumento é causa de aumento de pena, pois a sanção não tem um limite mínimo nem máximo distinto da pena do caput como ocorre na qualificadora. Mas a qual menor se refere o nosso legislador? Quanto aos menores de 14 nos de idade, em virtude da desconsideração de seu consentimento para os atos sexuais (art. 217 A), também não podemos considerar seu consentimento em tirar a própria vida. Logo, aquele que induz, instiga ou auxilia esse menor, responderá por homicídio. Nos demais casos, ou seja, quando o menor tiver mais de 14 anos aplica-se o art.122, p.un. I, CP. induzimento, instigação e auxílio Instigar significa fortalecer o desejo já existente da vítima querer se matar. Induzir significa fazer nascer a idéia da pessoa querer tirar a própria vida. Na participação, há um concurso de agentes e uma relação de causalidade entre as suas condutas. Se inexistir a eficácia causal não há participação. A conduta do autor tem que ter nexo de causalidade com o comportamento do suicida. Se o suicida não precisa de reforço, pois já decidiu que vai se matar, não há instigação, ou melhor, a instigação não é punível.

ambos responderão por tentativa de homicídio um do outro. ou 5 meses e sem possibilidade de vida extrauterina e morre. ela não vai responder por infanticídio culposo. responderá por tentativa de homicídio. A e B. entre si. O que abrir a torneira estará se matando e matando o outro. pois logo após ou durante o parto é elementar do crime. há homicídio. FIRMAM UM PACTO DE MORTE. É entendimento minoritário. O auxílio nunca poderá ser ato de execução. responde por homicídio duplo em concurso formal. C)Tentativa de homicídio recíproco. Uma outra questão é a seguinte: Admite a modalidade culposa? Não. Não pode restringir o que a lei não restringiu. este responderá pelo art. a pessoa vem de encontro e morre. 4. NÃO SUPORTANDO O INFORTÚNIO. Ela tem que estar sob a influência do estado puerperal (transformações físicas e emocionais psicológicas de seu metabolismo). Mas se a mãe estiver sob a influência do estado puerperal e culposamente causar a morte do seu filho. Porém há quem entenda que pela míngua expressão literal não se poderia restringir. haverá homicídio e não auxílio.. um em relação ao outro. de um privilégio. porque ela está debilitada. Entretanto. Ex: Vamos nos matar. de mão própria. porque a mãe o mata sob a influência daquele estado puerperal. ambos sobrevivem.br “Próprio filho” .com.Auxílio: É arrumar o veneno para que a vítima tome. CP. Se terceiro impede que os dois juntos abram a torneira e se matem. entregar a corda etc. Se o agente ajuda a vítima a ingerir o veneno. EM VIRTUDE DA SUA RELAÇÃO AMOROSA. responderá por homicídio. . através da ingestão de veneno. Tanto é verdade que nos códigos anteriores havia essa previsão de recém-nascido como do CP de 1830. Suicídio a dois: Pacto de morte. ambos. Só pode ser praticado pela mãe.. No dia e hora aprazados. Temos algumas dificuldades: 1)Elemento normativo temporal/cronológico: Durante ou logo após o parto.Levando-se em consideração a mens legis seria o filho nascente ou recém-nascido.. D)Lesões corporais. De acordo com o que foi dito acima. nos trancando num quarto e abrindo a torneira de gás. A conduta de ambos pode ser tida como: A)Indiferente para o Direito Penal. é dar a arma. Se quem abre a torneira morre e o outro sobrevive. Se a mãe não está sob a influência do estado puerperal e culposamente mata o filho. Se empunha a faca. Por isso a pena é menor que no homicídio. responde por homicídio culposo. É uma modalidade privilegiada de homicídio. Se o terceiro abre a torneira e os dois morrem. O legislador preferiu colocar como crime autônomo. Aqui não há problema. O entendimento majoritário é o que é o de que nessa situação seria crime de homicídio e não privilegiado como o infanticídio. praticam atos de execução para a morte do outro. O infanticídio era praticado para ocultar desonra própria. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. porque não existe esta previsão legal.cristianedupret. Para alguns. Não poderá ser considerado infanticídio. No caso ora abordado não houve parto.. 2) Elemento normativo: Estado puerperal O crime é próprio. Se sobreviverem. porque pratica ato de execução. E se ela matar o outro filho dela. há homicídio. Seria qualquer filho para a configuração do infanticídio. que não seja o recém nascido? Não há crime de infanticídio. o legislador se refere ao recém-nascido ou nascente. O CP de 1940 não diz respeito a recém-nascido e sim ao próprio filho. isto é. A mulher teve o filho expelido naturalmente com 3. “Sob a influência do estado puerperal” – Se a mulher nunca quis o bebê e independentemente do estado puerperal mata o filho. por se tratar de um benefício.122. Se só o outro morrer. B)Tentativa de suicídio.

porque a expulsão do feto foi espontânea. Agora com relação à morte da gestante. A partir de que momento se pode falar de infanticídio? A partir do momento em que há parto com o rompimento do saco amniótico com a expulsão do feto já preparado para sair. porém prevista na parte geral do CP – estado de necessidade – art. porque não houve as alterações e procedimentos capazes de identificar o evento como um parto. CP. Só a mãe responderia por infanticídio.125 e 126. Ressalte-se que o consentimento da gestante é desnecessário. As circunstâncias pessoais. matando o feto e pede para que alguém vá comprar o remédio abortivo.124. É de competência do Tribunal do Júri assim como os demais crimes relacionados acima. A nossa lei não faz distinção entre condição pessoal e personalíssima. 21 . mas se ajuda a mãe a matar o próprio filho responde por infanticídio onde a pena é mais branda. 128. diferente do que ocorre quando o aborto é resultante de estupro. nós não podemos distinguir. porque se um terceiro sozinho mata uma criança responde por homicídio. CP Aborto: É também crime doloso contra a vida. Portanto se o estado puerperal é elementar deveria se comunicar. salvo se elementares não se comunicam. Abrange o embrião e o feto. 24. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.cristianedupret. errou no momento em que colocou o infanticídio como crime autônomo e não como modalidade de homicídio privilegiado. A mãe toma o remédio e o feto e mãe morrem. O sujeito passivo é o embrião e o feto. mas para Hungria não se comunica. CPC sobre concurso de agentes. Essa é a posição mais técnica e amplamente majoritária. CP.127 aos arts. se um terceiro ajuda outrem a matar uma criança comete homicídio.30. Nas demais modalidades. Se o legislador errou. porque ser mãe e estado puerperal são elementares e condições pessoais e conseqüentemente se comunicam.127. O feto não tinha como sobreviver. É possível que um terceiro pratique crime de auto-aborto junto com a mãe. mas com o intuito de salvar a vida da gestante. Sujeito ativo: no artigo 124.126 se caracterizam como exceções pluralísticas à teoria monista do concurso de agentes.124. Hungria falava em condição personalíssima do estado puerperal. Só posso aplicar o art. qualquer pessoa. Portanto onde a lei não faz distinção. é o ser humano não formado. CP sempre que o terceiro auxilia ou junto com a mãe pratica a conduta nuclear do tipo penal: matar o recém-nascido.Considerando-se o crime de Aborto no Código Penal Brasileiro. embora em formação. A mãe não interrompeu a gravidez. Por isso não se estenderia a terceiro e não poderia ser aplicado o art. Art. Ex: A mãe quer interromper a gestação. No auto-aborto não se admite co-autoria. Diante do art. também se aplica uma excludente da ilicitude. Ele faz uma distinção entre circunstância pessoal e personalíssima. é participe do auto-aborto. O art. Se este aborto é praticado por alguém que não seja médica. esse terceiro responderá por infanticídio também junto com a mãe. art. O bem jurídico tutelado é a vida. mas se admite participação.Também não houve parto prematuro. Como fica a situação desse terceiro? Houve aborto seguido de morte da gestante. não desejada pela pessoa? Não se aplica o art.com. Contudo é injusta. Só o Capez trata dessa matéria.br Aborto praticado pelo médico para salvar a vida da gestante: Causa excludente da ilicitude prevista na parte especial do CP – art.30. I. Só pode ser praticado este com o consentimento da gestante. é correto afirmar que: . a gestante. Se alguém dá o instrumento para que uma pessoa pratique autoaborto.124 e o art.Não há aborto. Poderá ser também a gestante se o aborto é praticado sem o seu consentimento.

A pessoa verbaliza ou não. CP. A consumação ocorre toda vez que o fato chega ao conhecimento de outra pessoa que não a vítima.br Divulgar é levar a conhecimento de outra forma que não seja por meio da imprensa. Seria punível por culpa. Não cabe dúvida nem assunção do resultado. levando em consideração que ele não pratica crime. devendo existir autorização da gestante ou. cartazes. de seu representante legal c. caso em que algum delito terá ocorrido. No art. art. É preciso que esse fato seja falso e determinado. 2) Propalar. o inimputável poderia ser sujeito passivo desse crime. desde que a imputação seja de crime ambiental. p. Apenas só não é crime. Sujeito ativo: Qualquer pessoa imputável. O Código Penal Brasileiro somente permite o Aborto nos casos de gravidez resultante de estupro Os arts. Pode ser direito ou eventual. Realiza-se por um único gesto. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Já no p.1o.com. Se praticado por um escrito. Como na calúnia se imputa fato previsto como crime.140. devendo existir autorização do médico d. a sua conduta é típica. há erro de tipo. A diferença entre propalar e divulgar é quanto ao alcance da imputação. Quando a pessoa faz a calúnia acreditando que a vítima tenha praticado o crime. Em regra. não cabe tentativa. Até mesmo se a pessoa já sabia.1o.cristianedupret. se incapaz. Pode ser sujeito passivo? Até pode. ou seja. 3) Divulgar. através de filmes. CP Calúnia.1o as figuras propalar e divulgar só admitem o dolo direito: “sabendo falsa a imputação”. contra a ordem econômica ou contra a economia popular. CP.138. A acusação é realizada. mesmo que em segredo. p. Ex: Se imputo um homicídio à Petrobrás. CP se refere à honra subjetiva.138. Não admite fracionamento. É comum. mas como não há na calúnia a previsão de punição á título de culpa.a. As noções de erro são contrárias a de dolo. porque ele não é culpado. Na calúnia pessoa jurídica não pode ser sujeito ativo. O Aborto é permitido nos casos em que não haja outra maneira de salvar a vida da gestante ou a gravidez tenha sido resultado de estupro. está reforçando uma informação equivocada do sujeito passivo e por isso há crime. Se for falsa essa falsidade pode dizer respeito à existência do crime ou à sua autoria. 1) Imputar alguém fato definido como crime. art. CP. No crime de calúnia o que importa é que outra pessoa saiba. Art. há tentativa. O menor de 18 anos pode ser vítima. folhetos etc. O Aborto é permitido nos casos em que não haja outra maneira de salvar a vida da gestante ou a gravidez tenha sido resultado de estupro. A conduta é atípica. CP dizem respeito à honra objetiva enquanto que o art. O Aborto é permitido somente nos casos em que não haja outra maneira de salvar a vida da gestante b. .138. mas sim ato infracional? A doutrina vem admitindo a possibilidade do inimputável ser vítima. como através de uma carta e se o indivíduo acaba interceptando a carta ou se a carta é extraviada. Sempre exclui o dolo. Tutela-se a honra objetiva. A pessoa tem certeza da falsidade da imputação. Propalar é levar ao conhecimento de outra pessoa verbalmente. o tipo subjetivo é doloso.138. não há crime. porque ele pratica a conduta descrita no tipo. 138 e 139. não há calúnia. Pode haver divulgação por discos. escritos em vias públicas. Admite tentativa? O verbo caluniar de regra é unisubsistente.

Consumação: Basta o conhecimento pela vítima. Dependendo da vítima pode até ser crime impossível. Sair quando a outra pessoa chega. c) Injúria real. Tem reputação e bom nome na praça a zelar. Ex: Louco por completo. Se o próprio funcionário do correio fica sabendo como ocorre no telegrama fonado. CP Afeta a honra subjetiva. Diz respeito à reputação da vítima na sociedade. a.140. 140 § 2. Pessoa jurídica não pode ser sujeito passivo de injúria. d. CP). Admite tanto na forma comissiva quanto na omissiva. CP). no curso da qual B. o crime fica consumado. d) Vias de fato.. dá-lhe uma bofetada na face esquerda. A pessoa jurídica não tem existência material nem como ter sentimento. justificando sua resposta: . Obviamente por via reflexa dos outros. b. Analise a situação jurídico-penal de Pedro. Pedro. dizendo que não fica mais naquele lugar. Ex: Falta de apertão de mão pode configurar uma injúria. Pedro praticou a contravenção vias de fato (art. Tem honra objetiva. A prova fica quase impossível.. marque a única alternativa correta. Art. há injúria. Qual a infração penal praticada por Roberta? a) Contravenção penal de vias de fato.Decreto-lei 3. com o propósito de humilhar e denegrir a imagem de João. O fato pode até ser verdadeiro. c. 21. O que se tutela não é a reputação nem a boa fama que a pessoa goza. por motivo irrelevante. A e B. c) Crime de injúria real em concurso material com a contravenção penal de vias de fato.br a) Indiferente ao Direito Penal. Então dependerá do inimputável. deparando-se com uma pilha de estrume.cristianedupret. A injúria exige esse juízo negativo. apesar do funcionário ter o dever de guardar em sigilo. b) Crime de injúria real. Sobre os crimes contra a honra. Pedro não praticou nenhuma conduta típica. Na difamação. apossa-se de uma pequena quantidade do mesmo e o arremessa contra A. Inimputável pode ser sujeito passivo. após longa discussão com seu noivo Cláudio. Pedro praticou o crime de lesão corporal (art.. 129. iniciam violenta discussão. não há divergência. mas há a difamação. ofensa ao sentimento. LCP .688/1941). Roberta. Tem que ter capacidade de entendimento para se sentir desprestigiado. Afeta o juízo pessoal que a vítima tem de si. Por isso é necessário que terceiro saiba. O louco de todo o gênero não poderá ser sujeito passivo. desfere uma bofetada no rosto de seu desafeto. não há imputação de crime e sim de fato desonroso que não é criminoso. bebê. A conduta de B pode ser tida como: APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.Se o agente imputa o fato à própria pessoa e nenhum terceiro fica sabendo. Inimputável pode ser vítima? A injúria exige capacidade de entendimento da ofensa. b) Lesão corporal culposa.com. mas não há necessidade de que terceiro tome conhecimento. Com relação aos mortos não há possibilidade de difamação. Pessoa jurídica também pode ser sujeito passivo e diferentemente da calúnia. mas sim o juízo positivo que a pessoa tem de si. d) Crime de injúria real em concurso formal com a contravenção penal de vias de fato. Pedro praticou o crime de injúria real (art.

PAR. PERDÃO JUDICIAL. para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.fraude. e do ministério público.br . que não o próprio ofendido. A legitimidade concorrente é posicionamento sumulado pelo STF “É concorrente a legitimidade do ofendido.res nullius. d. A ação penal privada subsidiária da pública está sujeita à perempção. eventualmente. A res desperdicta. I – abuso de confiança. Pode se configurar até pelo escavação de um túnel. Obs. 23 . Escalada – meio de ingresso anormal. Há quem sustente a res desperdctae como objeto do crime de furto. . Se adulterado o medidor. Se subtraída antes do medidor.energia elétrica x estelionato Energia – conceito amplo – energia genética estaria incluída. 155 – FURTO APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. b.” IMPORTANTE: LER OS ARTIGOS 138 ATÉ 145 PARA VERIFICAR OS INSTITUTOS DE EXCEÇÃO DA VERDADE. que exige esforço fora do comum do sujeito ativo. 140. d. Se não houver efetiva relação de confiança. há estelionato. pela configuração da fraude. pode ser objeto do crime de apropriação indébita. . O arrombamento pode ser externo ou interno. A difamação volta-se contra a honra subjetiva. pelo Juízo. escalada ou destreza O famulato não significa necessariamente furto qualificado. Não é obstáculo o que se considera para o regular uso da coisa. Causa de diminuição Direito subjetivo do acusado Conceito de pequeno valor – um salário mínimo Não se confunde com princípio da insignificância . O acolhimento. mediante queixa. ele mesmo. EXCLUSÃO DO CRIME E AÇÃO PENAL. animus rem sibi habendi. c. é correto afirmar-se que: a. tem o condão de afastar a tipicidade da conduta. b. Nenhuma das alternativas acima está correta. no crime de Calúnia. O funcionário público que se sinta ofendido por outrem na sua honra tem legitimidade concorrente para representar ao Ministério Público ou deflagrar. res derelictae e “res desperdicta” Não podem ser objeto do crime de furto. a ação penal privada (Queixa-Crime). A calúnia não admite forma tentada.cristianedupret. quando ainda não saiu da esfera de disponibilidade da vítima. ALÉM DAS CAUSAS DE AUMENTO DE PENA. condicionada à representação do ofendido. . VERIFICAR QUE A INJÚRIA PODE SER REAL E PRECONCEITUOSA (ARTS. A retratação é causa excludente da culpabilidade. há furto simples. O crime de injúria está consumado quando a ofensa chega ao conhecimento de terceira pessoa.com. c.a. da exceptio veritatis. há furto.Sobre os crimes contra a honra. FURTO QUALIFICADO I – destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa Obstáculo é todo objeto empregado pela pessoa para proteger a coisa.parágrafo 2º. 2º E 3º) DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO ART.Tipo subjetivo Dolo Especial fim de agir (delito de intenção) – obter a coisa para si ou para outrem – animus furandi.

3 .tentativa Caso o bem não esteja em bolso nenhum – há crime impossível .A DISTINÇÃO ENTRE O FURTO MEDIANTE FRAUDE E O ESTELIONATO. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. É QUE NO FURTO TEM QUE HAVER SUBTRAÇÃO. IV – mediante concurso de duas ou mais pessoas Posição dominante – não é necessária a presença de todos praticando o verbo núcleo do tipo . Se qualquer ato é praticado após a consumação. . pode configurar o crime do art. Caso contrário. desde que a coisa seja devolvida sem que o titular do direito provoque. mas lícito. . Ex. pois não há modalidade culposa do furto. No estelionato. . Chave verdadeira subtraída não é chave falsa. não há furto. o sujeito não responde. 180 ou 349. Este não é o entendimento de Magalhães Noronha. CP. Ex.cadáver Pode ser objeto material do furto quando tenha valor econômico.furto de uso Fato atípico por ausência de ânimo de assenhoramento definitivo da coisa. não há a qualificadora. o crime praticado será o de subtração de cadáver. que equipara a chave furtada à chave verdadeira. mas o agente não subtrai nada. etc) Cópia de chave verdadeira não é chave falsa. É a subtração praticada para saciar a fome do agente e/ou de sua família. A FRAUDE É UTILIZADA PARA SUBTRAIR O BEM.cristianedupret.subtração em túmulo ou sepulturas Em regra. que não haja dano a coisa. pois as coisas ali deixadas pelos familiares foram abandonadas.participação posterior à consumação Inadmissível. podendo configurar o furto mediante fraude. Se alguém percebe.parágrafo 5º. a fraude é utilizada para obter vantagem.br Posicionamento majoritário – só se aplica o referido parágrafo se o veículo for efetivamente transposto. . haverá furto simples.: cadáver pertencente a uma universidade. . Sendo assim. Destreza – com grande habilidade.abigeato Furto de gado.crime impossível ou tentativa de furto? Loja com sistema antifurto ou com fiscalização de segurança – tentativa. que esta não pereça. pela excludente da ilicitude estado de necessidade. Furto de animais que não se pode tomar nos braços. Caso contrário. tenha ou não formato de chave. Automóvel com dispositivo antifurto ou defeitos mecânicos.Sobre o crime de furto.: gazua (arame. é corrente na doutrina penal que: . não admite tentativa.com. .erro de tipo Exclui o dolo .furto famélico Fato típico. grampo. . para a doutrina majoritária.tentativa Punguista que enfia a mão no bolso errado das vestes da vítima. I – chave falsa Qualquer coisa.

“Logo após a subtração” – A doutrina diz que o CP não fixa o limite. Fingir que está armado é grave ameaça. Há extorsão. Nesse. 157. A arma de brinquedo só serve para configurar a grave ameaça. pública incondicionada em relação a ambos os crimes É praticado com violência ou grave ameaça contra a vítima ou terceira pessoa. Quando for indispensável. não precisa ser arma de fogo.com. não há de se falar em roubo impróprio. 2º. liberdade individual. Não é necessária perícia. Se após a consumação desse. Atenção: Quando o sujeito ativo reduz a vítima à impossibilidade de resistência após a subtração.Osteobaldo subtrai de seu pai a quantia de R$ 65. A violência é própria quando realizada através de força física ou imprópria se impedir de outro meio diferente a resistência da vítima. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. integridade física. Do art. se por outro meio de prova é possível atestar o emprego da arma. (Parte 3 de 8) Violência moral é a grave ameaça. 157 só contempla a violência e a grave ameaça. É impróprio quando a violência é empregada antes da consumação do furto. é um furto que se transforma em roubo. Será nesse caso ameaça mediata. Art. posse.1o. Diante do fato acima narrado. foi cancelada. haverá roubo.157. Protege vários bens jurídicos: Propriedade. há crime de ameaça ou lesão corporal. podendo ser deslocada no tempo e no espaço b. Ex: Trombadinha. Ex: “PERDEU!” É grave ameaça. A súmula 174 do STJ. A vítima se sente amedrontada. I – com emprego de arma – qualquer arma.158.cristianedupret.br O roubo é um delito complexo. a pessoa se sente constrangida e sem condições de reagir. art. Pode ser executado com violência ou grave ameaça. A importância de se classificar é porque a maioria da doutrina entende que o impróprio se consuma com a violência ou grave ameaça. Coisa móvel é aquela passiva de apreensão por ação humana. Já a violência caracterizadora do roubo seria desde um empurrão até a grave. Como diferenciar da extorsão. pois o parágrafo 1º. Impede a resistência da vítima. A grave ameaça pode ser exercida contra o lesado ou pode ser contra outra pessoa. Ressalte-se que o entendimento atual é pacífico no sentido de que a arma de brinquedo não majora o crime de roubo. utilizando-se para tanto de uma arma de brinquedo.a. caput.0. Essa conduta é indispensável para a consumação do crime. Quando for dispensável para a consumação do crime. Claro que a vítima não sabe que a arma é de brinquedo e por este motivo o crime é de roubo. CP? Ex: Se eu coloco a arma na cabeça da vítima peço o relógio? E se eu tiro o relógio do pulso da vítima? a diferença está no comportamento da vítima. Do art. Coisa móvel é tudo o que não se agregar ao solo ou subsolo de maneira funcional d. que permitia o aumento. apenas para garantila. p. Arma de brinquedo não é arma e não gera potencial ofensivo. 20 . Coisa móvel é aquela assim ditada pela Lei Civil c. haverá extorsão. No impróprio a violência ou grave ameaça é praticada após a subtração. CP é roubo impróprio. No caput é praticado antes ou durante a execução. CP – roubo próprio. marque a alternativa INCORRETA: . Ex: o agente quer sacar o dinheiro e a vítima não dá o número da senha. 3 – roubo majorado Par. 3 – roubo próprio e impróprio Art.157. É qualquer comportamento do agente que deixe a vítima aterrorizada e a impeça de resistir.

A culpabilidade pela teoria finalista não tem nada a ver com dolo ou culpa. como também o par. na aplicação da pena base fixa a pena no mínimo ou próximo do mínimo. em que o dolo existe na conduta como na culpabilidade. e não o roubo com lesão corporal grave. é a título de culpa a morte no latrocínio. seja roubo impróprio. logo não se aplica a causa de aumento do par 2º ao par 3º. Osteobaldo praticou o crime de roubo. 1º. 1º e 2º do art 129. em virtude do emprego de grave ameaça exercida pelo uso da arma de brinquedo Obs. embora não sirva para majorar. STF. I. já é majorado. abrange o roubo próprio e o impróprio. não devendo haver aplicação da majorante pelo emprego da arma de brinquedo c. já que a vítima não tem ciência de que a arma não é de verdade. caso a violência seja praticada depois ou logo após a subtração no par 1º é roubo impróprio. 3º? Cidadão armado praticou um roubo que causou a lesão corporal grave você tipificaria assim : 157. é pacífico.1º do 157. se resulta morte é de 20 a 30 anos. tendo em vista haver a prática de crime contra o patrimônio contra ascendente b. 3º do 157. Seja roubo próprio. 610 STF O que diferencia o roubo próprio do impróprio: . Deverá ser concedida a Osteobaldo a escusa absolutória. segunda parte é o latrocínio. é crime hediondo ou não ? na lei 8072/90. se da violência resulta lesão grave a pena é de reclusão de 7 a 15 anos. A lesão grave pode ser a do par. 4 – Roubo com lesão corporal grave e latrocínio APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. pois o bandido se assusta na hora do assalto. 3º. é porque para examinar a maior ou menor probabilidade da reprovação da conduta você examina dolo ou culpa. I e 3º. Aplica-se no caso em questão a circunstância agravante em se tratando de crime praticado contra ascendente d. 157. é crime hediondo. Roubo com lesão corporal grave. 3º. Acabamos de ver que a arma de brinquedo. a competência do latrocínio é da Justiça comum. mas os que sustentam uma dupla posição do dolo. no art. abrange assim o caput do artigo 157. se aplica a regra do par 3º.br Vamos começar com o artigo 157. primeira parte? É pacífico o entendimento que a causa de aumento do par 2º. o roubo do par 3º. se resultar lesão corporal grave se aplica o par 3º. não se aplica ao par 3º. pois é caso de crime contra o patrimônio. súmula 610. serve para caracterizar o roubo. é caso de roubo próprio. já na primeira parte é lesão grave. 2º se aplica ao par. O art. Competência Súmula 603. 2º . 181 e 182 do CP são excepcionadas pelo art. O par. Se a violência for praticada antes ou durante a subtração. Geralmente.cristianedupret. 183 do CP. pelo emprego de grave ameaça. que prevê expressamente que não se aplica o disposto nos artigos anteriores se o crime é de roubo. A causa de aumento do par. a competência do Tribunal do Júri é apenas em crimes dolosos contra a vida.com. Sendo latrocínio.a. O juiz não deverá reconhecer o princípio da insignificância. par. e a lesão leve fica absorvida pelo crime de roubo. Quando o latrocínio resulta de culpa. STF Subtração e morte tentada = tentativa de latrocínio Subtração e morte consumada = latrocínio consumado Subtração consumada e morte tentada = tentativa de latrocínio Subtração tentada e morte consumada = latrocínio pela Súm. observa-se que apenas o latrocínio que é crime hediondo. As escusas absolutórias previstas nos arts.

o crime não será hediondo. permanente. Se eu o prendo.Fulana. o chamado “seqüestro-relâmpago” será caso de extorsão e não de roubo. ao bebê-la cai desmaiado. Já se eu fico uma hora com a vítima para obter de outrem vantagem econômica indevida é caso de extorsão mediante seqüestro. o inciso do art. admitiu a subtração demonstrando estar arrependido. Furto simples. já na extorsão no caso do caixa eletrônico. O nomem iuris do delito confunde muita gente. Roubo próprio d. no 148 é de forma permanente. retornando em seguida para o primeiro piso. d) O objeto ou pessoa visada pela violência ou grave ameaça. comissivo. a meretriz despeja algumas gotas de uma substância sedativa na bebida do jovem que. A colaboração da vítima é essencial para a consumação da extorsão. consumado com o constrangimento – súmula 96 do STJ. Deve ser feita uma interpretação declarativa. não consegue sacar o dinheiro.br b. b) O momento em que a violência ou grave ameaça é empregada. o que impedirá que a pena seja majorada. Se essa modalidade específica de extorsão for seguida de morte. ante a inexistência da mesma majorante no delito de extorsão. A diferença de seqüestro para cárcere privado é que nesse há uma restrição mais intensa que no primeiro. ao passar por um dos cômodos. Trata-se de crime formal. Arrependimento posterior. o seqüestro é a finalidade para a vantagem. priva a liberdade por um ato transitório. há uma controvérsia até hoje na lei de crimes hediondos.. Para a hipótese temos: a.cristianedupret. de ação. A caminho do toalete a moça. a privação é o meio de eu forçar o indivíduo a dizer a senha do cartão. foi detido por policiais chamados por seu pai.. pois a lei 11923/09 não alterou a lei 8072/90. Na extorsão mediante seqüestro o resultado pode ser a título de dolo ou culpa. ele respoderá por extorsão.0. subtraiu. Furto qualificado pelo abuso de confiança. para incluir este parágrafo no rol de crimes hediondos. é de concurso eventual. Uma escusa absolutória. Extorsão mediante seqüestro é um crime comum. deve ser lido seqüestro ou cárcere privado.com. Enquanto no 146. há extorsão. formal. da casa de seu pai (50 anos) uma televisão portátil e um aparelho de DVD. Se não assinar. Cria-se um constrangimento para forçar a dizer algo. sem qualquer violência. Ao deixar a casa na posse desses bens. Sendo assim. rodar com o indivíduo em três caixas para tentar retirar dinheiro.a) O meio utilizado para a prática da violência ou grave ameaça. b. não é seqüestro. Furto em concurso (material ou formal) com lesão corporal APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. como saques em caixa eletrônicos. d.Jorge (21 anos). Roubo impróprio c. Se o sujeito ativo sabe que a vítima tem R$ 50. mas é controvertido. . onde Beltrano a aguardava ansioso e com duas taças de vinho. foi incluído o par. c. Para retirar a senha do cartão deve-se levar o indivíduo junto. tendo sido informada que o mesmo ficava localizado no segundo andar da casa. se o agente priva a vítima momentaneamente de sua liberdade para conseguir a obtenção da vantagem. Extorsão é um crime de constrangimento ilegal com intuito de obter vantagem ou proveito econômico. Nenhuma das alternativas acima 21 . Ressalte-se que a extorsão não tem como causa de aumento de pena a privação da liberdade da vítima. 31 . a conduta de Fulana pode ser capitulada como: a.. logo. Conduzido a Delegacia de Polícia onde aguardava o desfecho do caso. Uma vez na residência do rapaz. 157 (roubo majorado). um viciado em drogas e com dívidas contraídas junto a diversos credores.0 e a ameaçando. Após alguns minutos de conversa. Voltando do sanitário. é convidada por Beltrano para ir a seu apartamento para um “programa”. Com esse quadro fático. a messalina pede a Beltrano para ir ao banheiro. que tipifica como extorsão o sequestro relâmpago. ordena que ela assine um cheque. No art. já que na maioria dos casos. repara que há em cima de uma cama um relógio caríssimo e raro. Fulana apanha o relógio e põe dentro de sua bolsa. cabe tentativa.. c) O elemento subjetivo com que atua o agente incriminado. Ou seja. 3º. tenho já a vantagem e prendo a vítima apenas para me dar a senha do cartão. 158. que foi incluído pelo legislador com o intuito de punir de maneira mais grave o chamado “seqüestro-relâmpago” acaba não obedecendo a sua finalidade. prostituta.

) ou das majorantes do roubo (art.br Art. aí já é extorsão mediante sequestro. etc. sob pena de configurar outro delito com a entrega viciada.com. É primordial que haja uma anterior entrega da coisa. tratase de estelionato. Ressalte-se que as causas de aumento de pena da apropriação indébita são: . como sujeitos ativos.cristianedupret. 155. inventariante. a legislação penal considera: a) O filho isento de pena e o estranho só punível se houver representação da vítima. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Adelaide praticou o delito de apropriação indébita. Adelaide praticou o delito de furto qualificado pelo abuso de confiança. No crime de extorsão que envolve. a liberdade dele é a moeda de troca. empregada doméstica. como o de estelionato. no dia combinado. após efetuar o pagamento de Rodrigo pela limpeza da piscina. pois as causas de aumento de pena desse crime são distintas das qualificadoras do furto (art. curador. . b) Ambos os agentes isentos de pena.cristianedupret. emprego ou profissão. síndico. resolve furtar um carro para viabilizar a fuga. Adelaide. um filho e um estranho da vítima. respectivamente por: a) Extorsão mediante seqüestro e tentativa de furto. Tudo acertado. 2º. na qualidade de tutor.quando o agente recebeu a coisa: Em depósito necessário. O problema é saber quando a fraude terá repercussão no direito penal. para alcançar a vantagem econômica. 2 – caracterização da fraude A 1.com.privo da liberdade para obter alguma vantagem. d) Ambos os agentes puníveis. Esta posse ou detenção devem ser legítimas. Juca. d. sem avisar Téo. par. 171 1 – origem do termo O termo vem de stelio (camaleão que muda de cor p/ enganar a presa). Se desde o início o agente tem má fé quando pede emprestado. no momento em que adentrava o veículo. par. pois o sujeito já tem a posse ou a detenção da coisa. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. c) O filho isento de pena e o estranho punível. testamenteiro ou depositário judicial ou em razão de ofício. não há apropriação indébita majorada ou qualificada pelo abuso de confiança. pois o delito só estará consumado com a inversão em posse ou detenção ilegítima. entrega essa que deve ser livre de qualquer vício. b) Tentativa de extorsão mediante seqüestro e furto. resolve auxiliar fornecendo o local para o cativeiro. o qual havia descoberto toda a empreitada criminosa e observava de longe o movimento dos rapazes. Considerando o fato de Adelaide trabalhar para Lucinda assinale a opção correta acerca da tipificação dada à sua conduta: a. fica com o troco destinado a sua patroa Lucinda. desafeto do patrão de Juca. Contudo.). pelo concurso de agentes. c. Artigo 168 do CP Neste delito não há subtração. Téo. b. d) Nada e tentativa de furto. 157. Sendo assim. 4º. por exemplo. ª questão é a tentativa da doutrina em tentar estabelecer uma diferença segura entre fraude penal e fraude civil. Juca resolve seqüestrar o filho de seu patrão de modo a obter vantagem econômica com o pagamento do resgate. foi pego pelos seguranças de seu patrão. c) Nada por conta do flagrante preparado. Adelaide praticou o delito de furto simples. Presos Téo e Juca poderão ser denunciados.br Em dificuldades financeiras. Adelaide praticou o delito de apropriação indébita majorado pelo abuso de confiança.

A grande dificuldade da doutrina é a seguinte: quando a fraude tem relevância penal e quando ela é uma malicia necessária à arte de negociar. e sim o prejuízo. Se mandar sustar o cheque. Já se sabe que vai ter prejuízo. vai tirar da conta. A fez desaparecer o risco: o prejuízo é certo e a vantagem ilícita é certa. Hungria diz que a natureza nem a dimensão do dano não podem ser critério. mesmo estando desempregado. porque está sendo enganada. porque o prejuízo é certo. Manter é quando a pessoa já está e você a impede de sair. que o agente falsificou ou está usando? APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Embora tenha obtido a vantagem. faz-se desaparecer o risco do negócio. Toda transação comercial envolve uma certa malicia. que é inerente a todo negócio que envolva patrimônio. º elemento é o verbo “obter”. 171: O 1. o agente ilude a pessoa. fazendo-a perceber equivocadamente a realidade fática em torno dela. Ex: A deu um golpe e obteve um cheque da vítima. Através de um ardil. Às vezes o comerciante “quebra” e não paga ninguém. Normalmente. Todo negócio envolve um certo risco. Ex: A passa um cheque pré p/ daqui a 6 meses. o silêncio também pode ser um instrumento para manter a pessoa em erro. 3 – análise das elementares do art. retira-se a possibilidade de ganho da vitima. Ë estelionato? Não Se algum lojista não paga ninguém de propósito. O artifício pressupõe a encenação. O que caracteriza o estelionato é o dolo de fraudar e de obter vantagem indevida em prejuízo alheio. Não há mais malicia do negócio em que a outra parte possa se defender e rebater com mais malicia. não conseguiu causar prejuízo. º elemento é: “induzindo ou mantendo alguém em erro”: induzir é colocar a pessoa na situação de erro. E se tiver. Segundo Luiz Regis Prado. foi enganada. A obtenção da vantagem sem o prejuízo não é suficiente para configurar o crime.º elemento: “qualquer outro meio fraudulento” Aqui vem a discussão: se o meio for um documento falso. o inadimplemento pré-concebido. Não precisa se patrimonial a vantagem. Quando o agente faz desaparecer o risco. é estelionato. O agente sabe que o cheque está sem fundos. aparato. Esse é o macete para identificar o estelionato. A fraude retirou da vitima a possibilidade de fazer negócio arriscado. A vitima não corre risco nenhum. mas a vítima não.cristianedupret. é estelionato. as duas coisas coincidem. (Parte 4 de 8) Momento consumativo é o da obtenção da vantagem ilícita com prejuízo alheio. Ambos correm risco (lojista e A). 3. disfarce. É crime material ou formal? Material. Mas isso é o obvio. fecha a loja e some.br 4 – súmula 17 . O problema é quando se pode ter um dado que comprove que houve dolo de fraudar? A expressão chave que Hungria usa é “inadimplemento pré – concebido” quando se tem isso na mente. O que é erro? Falsa ou nenhuma representação da verdade da situação fática.com. num desafio para ver quem leva mais vantagem. A passa o cheque mesmo sabendo que não vai ter dinheiro na conta daqui a 6 meses. O 2. mas a vítima descobre a tempo e susta o cheque. Consuma-se com a efetiva obtenção da vantagem (prejuízo alheio). teatralizaçao.

Art. porque se não fizer isso. há alguns requisitos: (1. 340 CP. porque o agente faz desaparecer o risco. Um problema que a Sumula 17 não resolve: se for falso de documento público. não e estelionato. em que se deu a coisa em garantia. A lei também fala do imóvel que prometeu vender a terceiro. É formal. º) o falso tem que se exaurir no estelionato. 2. Art. Ou seja. o seguro não paga. O que acontece? O cheque se desprende da causa que deu origem. 5 – fraude à incapaz Atenção: ver art. (Hungria). I – defraudação de penhor – defraudar significa ludibriar. A teve que ir à delegacia e comunicar falsamente a ocorrência do furto. . se esgotou ali. é estelionato. Basta não tomar o remédio necessário. São as hipóteses de penhor agrícola. o crime é impossível.. há receptação.é meio necessário. Ex: p/ receber o seguro. Quem compra a coisa enganado não pratica crime.Aí reside o trambique. par. há abuso de incapaz. º. a titularidade não foi transferida porque o comprador está pagando as prestações e você vende o mesmo imóvel para terceiro. não há estelionato. par. I – o objeto material já não é coisa alheia. que registrou antes e não pratica estelionato. é própria. O critério de aferição do meio é subjetivo. Art.º. já tinha vida própria. I . se houve fraude. é vitima. porque se baseiam no estelionato como crime material.A Súmula 17 diz que: “quando o falso se exaure no estelionato sem mais potencialidade lesiva será por esse absorvido”. A doutrina diz que é o único exemplo de autolesão punível. se faz olhando para a vítima. 171. Ocorre absorção. 6 – Estelionato especial Art. Há absorção? APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. 2 º IV –Todos dizem que é material. par 2. Para aplicar a Sumula. par. Só se engana quem tem capacidade de discernir. Se o patrimônio não corre risco. fora do comércio.º. industrial. No caso do cheque dado a prostituta. basta agir com a intenção. A doutrina diz que o direito não ampara a prostituição. 173 Se você engana um incapaz.cristianedupret. 171. A jurisprudência cita a hipótese de coisa alienada (carro com alienação fiduciária que se vende ocultando essa informação). Qual o crime. 171. A tese do Hungria de que o falso absorve o estelionato é admitida pela doutrina quando se tratar de documento público.br 1. 2. mediante pagamento em prestações. Art.ª corrente . também há crime porque o cheque se desprende da sua causa.com. Se já existia antes e foi usado para o estelionato. Só se pode falar em absorção se o falso existiu com uma única finalidade: praticar estelionato. par 2O. No jogo. Pode ser por omissão a lesão do corpo. com pena de 1 a 5 anos possa absorver o falso de documento público . Se você dispõe de coisa alheia dizendo que é alheia. o que acontece? Admitir que o estelionato. não tem mais como usar para outro golpe. 171. Divida de jogo e de prostituição: passar cheque sem fundo. Se o meio é inidôneo: o crime é impossível. senão e crime impossível. ou seja. V – tem que haver contrato de seguro válido. senão seria criada a monstruosidade de se trabalhar com pena de 2 a 6 e depois chegar a 1 a 5. Art. 171. que tem pena de 2 a 6 anos? Se não quiser admitir o concurso. tem – se que admitir que o falso absorva o estelionato.

O cheque do caput não está alcançado por esse entendimento. O STF construiu uma tese de que quem paga o cheque antes de recebida a denúncia. Qualquer outro tipo de cheque vai para o caput. D) Estelionato. demonstra que não agiu com dolo e faz cessar a justa causa para a ação penal. 69. notícia de que aquilo foi objeto de crime). porque o agente subtraiu o dinheiro dela. resolve alterar o seu relógio marcador de luz e.com.2. João cometeu: A) Furto de energia. Como o crime anterior é tratado na ação penal? Bastam indícios (n. em conseqüência.. João.. de ação penal. Por ser delito autônomo. o agente saca o dinheiro É furto. vai ser o local da obtenção da vantagem com conseqüente prejuízo alheio. 16 se demonstrar que apesar do pagamento. A súmula 554 do STF é contra legem. quem adquire a coisa não pratica receptação. Fraude no estelionato induz a vítima em erro e ela disponibiliza o bem. (a competência é do local da recusa do banco sacado) (a regra de competência é o lugar da consumação – art. A receptação própria admite tentativa. I e 70. mas pagou. VI – emitir cheque sem provisão de fundos. 16. n. Se a coisa for produto de contravenção. a imprópria não admite porque é crime formal e unissubisistente.Estelionato e furto mediante fraude Qual a diferença? A fraude é elementar do estelionato e qualificadora do furto. trocando o cartão sem que a pessoa perceba e vendo a senha da pessoa. Cabe tentativa? Damásio tem uma hipótese interessante para essa primeira conduta: e se o banco paga para te agradar? O gerente do banco não devia ter pago. Nessa modalidade a consumação se dá com a recusa pelo banco sacado. 7 . Só é furto quando há subtração. CPP). Depois que a pessoa sai. Só tutela o cheque dado como ordem de pagamento à vista. aplica-se o art. C) Apropriação indébita. o agente agiu com dolo. B) Ilícito meramente civil.br . ela não disponibilizou nada Ex: ajudar alguém em caixa eletrônico. Art. inconformado com o valor que vinha pagando. o máximo que pode acontecer é aplicar o art.. A receptação própria (caput) é material. mas o STF insiste que só aplica o art. A primeira conduta é emitir cheque sem fundos. Na modalidade de cheque sem fundo prédatado. SUMULA 521 STF. pois se tornaria garantia de dívida. não precisa estar comprovada a prática do crime. É também acessório e autônomo. 171. E na modalidade frustrar o pagamento? Quando se consuma? Na hora em que você deu a contra ordem de pagamento sem justa causa. que ilude a vitima para que ela pare de vigiar o bem e permita a subtração.cristianedupret..dois bens jurídicos diversos (Administração da justiça e patrimônio da seguradora) – concurso. passa a pagar metade da energia que efetivamente consumia. Há presunção legal de que todo cheque é dado como ordem à vista. A pessoa passou o cheque e não conseguiu obter a vantagem por circunstâncias alheias a minha vontade. porque precisa de crime anterior. é punido independente da punição do crime anterior. É o cheque do Inciso VI. Sumula 246 STF: diz o óbvio: só há crime se houver dolo de fraudar. do RO. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. 16. O MP diz que se pagar antes de recebida a denúncia. ª corrente . A fraude que qualifica o furto é o ardil que permite a subtração. Se for o do caput.

Podemos usar analogia em direito penal? Existe uma categoria de normas que permitiria o uso? As normas permissivas sim Se uma pessoa recebe jóias que foram furtadas. condição de quem oferece. º . Não há óbice. E o dolo direto está incluído? Por lógica. O art. porque só tem três indícios reveladores da culpa aqui: a natureza do objeto material. Par. “Coisa que deve saber ser produto de crime” . Par. Sujeito passivo – é aquele que foi vitima do crime anterior.é a receptação culposa. roubo. que foi penhorado ou há alienação fiduciária. desde que a posse esteja com outra pessoa. • Imprópria – caput. Foi introduzida no CP pela lei 9429/96. Quem adquire os objetos pode responder por receptação? Sim. a adquira. conduzir e ocultar fica difícil imaginar o bem imóvel. exige uma habitualidade. Os tipos culposos são abertos. Na modalidade adquirir. O mais grave. conduzir ou ocultar a conduta é atípica. para transportar. in fine ( influir para que terceiro. 4. seria punido só o dolo eventual. Hungria entende que o bem imóvel não pode ser objeto de receptação. 2. e depois foram fundidas em objetos. não se pune. Diz coisa que pode ser produto do crime. º . 3. feriria a reserva legal. Damásio diz que a receptação é punível ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime. º . Questão objeto de duvida na doutrina: o bem imóvel pode ser objeto do crime? É controvertido. Par. posse do bem. Quando se fala transportar. O legislador não distinguiu entre bens moveis e imóveis. Assim. desproporção entre o valor real da coisa o e o preço pago. não nos cabe distinguir.serve de lacuna para Damásio ter entendimento diverso no que tange ao conceito de crime. Fica determinado que C ficasse na É possível receptação de receptação? Sim.Espécies: • Própria – caput. ele pode ser sujeito ativo.faz equiparação: as pessoas que têm comércio em casa ou são ambulantes. não necessariamente contra o patrimônio. . receba ou oculte) • Qualificada – está no parágrafo 1. O tipo culposo é apenas para adquirir ou receber. mas esse não. Tem entendimento contrário: não podemos usar analogia aqui. Se for o proprietário do bem? O proprietário do bem pode ser sujeito ativo. D subtrai o carro e vende para A Assim.o que significa? Dolo eventual. desde que quem receba esteja ciente de que o produto é oriundo de crime. A conduta de quem sabe acaba sendo englobada pela conduta de quem deve saber. O normal é que o crime antecedente seja furto. seja direto (as jóias) ou indireto. porque essa pressupõe o deslocamento da coisa. A pode responder pelo crime Ex: A tem um carro. se é punido o dolo eventual. Sujeitos do crime: Sujeito ativo é qualquer um. Só quem está no exercício de atividade comercial ou industrial pode praticar. com muito mais razão o direto. Pena de 1 ano – competência do JECrim. que é o direto. É crime próprio. O crime anterior pode ser qualquer um. E não é o industrial ou comerciante esporádico. não há problema. de boa fé.

p/ doutrina. Fazer remissão ao par. . nem a ação penal.br Par. O crime está caracterizado. por isso ele diz que crime é fato típico e antijurídico. para fins penais. a honra objetiva da administração e seu perfeito funcionamento dentro da célula social. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. O filho pode subtrair o bem do pai e é isento de pena. O que significa a expressão? Refere-se à culpabilidade (Mirabete. mesmo que o direito civil seja diverso. Inciso I – imagine que o filho com auxilio de um vizinho subtrai o carro de um deles. – acrescentado pela lei 96429/96 – é outra hipótese de receptação qualificada.Quando fala em isenção de pena. naturais ou adotivos. O estranho responde por furto e o filho é isento.com. Estamos diante de causa pessoal de exclusão da pena. DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Ler adendo do livro “manual de Direito Penal”. Judicialmente separados? 182 O art. 6/º CR. diante da qual se pode aplicar a analogia. 6O. Inc I . mas não se pode sequer instaurar inquérito. 349: O elemento subjetivo na receptação há o fim de lucro. A interpretação deve ser sempre a mais favorável ao réu: estão casados legalmente? 181. º do 155. Seria uma escusa absolutória. 5. é norma permissiva. Art 182 – há quem diga que é imunidade relativa. a doutrina diz que não é aplicável à receptação qualificada. A importância de tipificar tais condutas está em manter a integridade do erário público.cristianedupret. Sociedade conjugal – e o companheiro? É possível estender? Há autores que dizem que não. para estender ao companheiro essa norma. Par. liga a culpabilidade O legislador teria colocado de forma separada a culpabilidade do conceito de crime. por conta desse parágrafo. sem culpabilidade. porque são critérios pessoais de exclusão da pena. Só o cônjuge poderia ingressar aqui. é condição negativa de punibilidade. I – cônjuges: Se estão casados de direito e separados de fato-aplica o 181 ou 182? A sociedade conjugal persiste. Diferenças entre receptação e favorecimento real – art. disponível no site O nosso Código Penal apresenta um título exclusivo para os chamados crimes contra a Administração Pública (Título XI – DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) e dentro desse rol de delitos encontramos aqueles praticados por funcionários públicos contra a Administração em geral (Capítulo I). No favorecimento não. par. 181 e 182 Art. º . 181 – é isento de pena. Ex. 2.para a parte final. Delmanto). Arts. Há dois argumentos fortes contra isso: art 226. Para outros. 183 limita a aplicação dos artigos anteriores. O que outros dizem e que é fator que muda a natureza da ação penal do crime. com algumas exceções. Essas disposições são aplicadas a todos os crimes contra o patrimônio. o fato é praticado com o fim de proteger o autor do delito anterior. A escusa absolutória é a imunidade absoluta: não pode sequer ser instaurado inquérito.não há mais distinção entre os filhos.

emprego ou função pública. tutor. sob normas e controle do estado”.com. jurados). Ex.Todos esses delitos tem um funcionário público como autor. mas os administrativistas consideram que o legislador as quis incluir como entidades paraestatais). que se dividem em: Próprio – aquele que só existe nesse capítulo. é toda pessoa que exerça cargo. Todos os crimes são praticados por funcionários públicos. emprego ou função em entidade paraestatal”. as entidades de apoio (fundações. não considerando essa pessoa como funcionário público (ex. ainda que de maneira transitória e sem remuneração (exs. como leciona Fragoso porque: “realizando . obras ou serviços de interesse coletivo. No rigor. mas a atividade tem caráter privada. com patrimônio público ou misto. para realização de atividades. Mas há séria resistência doutrinária em se abranger os exercentes de cargo.br Impróprio ou mistos – aquele em que a qualidade de funcionário público não é essencial. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Se ele não for funcionário público.: peculato – é uma apropriação indébita praticada por funcionário público. A interpretação do dispositivo aparece ampliada nos termos do parágrafo 1º. associações e cooperativas). Esse conceito abrange as entidades que compõem o terceiro setor. cuja criação é autorizada por lei específica. O funcionário público é denominado de intraneus e o particular de extraneus. exercendo atividade exclusivamente pública.: mesários. seja por exclusão da tipicidade. com vistas a promover as metas constitucionalmente estabelecidas. curador. sua conduta será um indiferente penal. de gerenciamento. que dá o conceito de funcionário público. abrangendo empresas públicas. 30 do CP. São também aqueles que integrem os entes paraestatais (empresas públicas e sociedades de economia mista. Todo esse pessoal estão sujeitos à imputação dos chamados delitos funcionais. São delitos funcionais. 1o trata de uma norma de ampliação. inventariante.: síndico da massa falida. muito maior que no direito administrativo. 327. O delito existe como crime comum e como delito funcional. para considerar funcionário público os funcionários de empresas conveniadas ou contratadas.cristianedupret. A lei penal protege essas entidades justamente pela importante função social na repartição das competências do Estado. as chamadas organizações sociais e aquelas organizações da sociedade civil de interesse público. que para Hely Lopes Meirelles: “são pessoas jurídicas de direito privado. Tecnicamente falando. Ex. Aqui notamos a existência do termo entidade paraestatal. são as ONGS que exercem atividade de interesse público. da ilicitude ou da culpabilidade e ainda em complementares (informadas por princípios) O CP diz que funcionário público. os serviços sociais autônomos. que exercem atividade para os entes públicos. A sociedade de economia mista tem capital público e privado. não deveriam ser consideradas como entes paraestatais.) Funcionário público por equiparação: O Par. função ou emprego nessas entidades. as fundações e autarquias públicas compõem a administração descentralizada. A qualidade de funcionário público é essencial à existência do crime. Há ainda os serviços sociais autônomos e o terceiro setor. (Parte 5 de 8) Há situações em que as pessoas exercem função de interesse público. do artigo 327 do Código Penal que estabelece: “Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Conceito de Funcionário público para fins penais O ideal é que se vá até o art.: um funcionário de uma empresa conveniada não é considerado funcionário público para fins de direito administrativo. desde que o particular tenha a ciência da qualidade de funcionário público. que seriam entidades da sociedade civil que cooperam com os estados realizando atividades públicas. são delitos funcionais (delicta in officio). É um conceito ampliativo. podendo ter o particular como co-autor ou partícipe. As normas não incriminadoras se dividem em : normas explicativas (para explicar o conteúdo de uma conceituação jurídica) e permissivas ou autorizativas. em virtude do que dispõe o art. regra geral. é norma não incriminadora. Não são só as pessoas que exerçam cargos de direção. que são PJ criadas pela administração para desempenho de atividades na área econômica. sociedades de economia mista.

§ 2º. para os efeitos penais. Então dessa sorte tanto aqueles que ocupem cargos por comissão. e se submetem às normas e controle do Estado. empresa pública ou fundação estatuida pelo poder público. visam à realização de vários fins de interesses coletivo. senão dessa sorte. Em interessante lição que coaduna com nosso pensar Júlio Fabbrini Mirabete explica: “Não se pode concluir que a equiparação se refere somente aos dirigentes. porque se assim. mas como o próprio autor revela. Observa-se pela análise do tipo que houve a exclusão da autarquia revelando manifesto erro legislativo como elucida Luiz Régis Prado por proibição da analogia in malam partem.874). p. reservamos a discordar dos doutrinadores supra elencados. 7. Para esta corrente. permitiriamos a punição no cível e administrativamente e dando imunidade na esfera penal.08. No entanto. a expressão autoria abarca a autoria tanto material quanto mental. Damásio filia-se a essa corrente ao discorrer: “a equiparação só alcança as autarquias (pessoas jurídicas que exerçam atividades públicas típicas). A norma penal assimila a proteção ao erário público que legitima o particular na Ação Popular e o Ministério Público na Ação Civil Pública. tendo incidência restrita aos casos de que trata”.essas entidades serviços industriais ou comerciais que não constituem fins próprios do Estado e que não configuram função pública para os efeitos da lei. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público”. aos agentes e nunca como sujeito passivo do crime porque estaremos face a aplicação de outro tipo penal que não os desse capítulo. a ampliação é inadmissível” e Ana Maria Babette Bajer Fernandes: “na elaboração do Código Penal não se previa o desenvolvimento ‘desenfreado’ da estrutura burocrática do Estado. A tutela conferida é ofertada ao erário público e em permitir lesões as empresas de economia mista. não se aplicando às sociedades de economia mista ou àquelas em que o poder público figura como acionista majoritário. Celso Delmanto assim ensina ao manifestar: “Ao nosso ver. O desenvolvimento da administração pública não pode obstar a incidência da norma penal. como na participação ou na cumplicidade. Luiz Régis Prado ministra a seguite lição: “Contudo. o novo § 2º. já no § 1º. A própria posição APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. o disposto no § 2º. repele a solução normal da interpretação progressiva. devem ficar limitadas ao sujeito ativo do crime”. abrange todas as entidades citadas. do Código Penal prevê que: “A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. ao funcionário público” (STF.RE – Rel. demonstrando que tanto a equiparação do § 1º como a do § 2º. Mas. com patrimônio público. sociedade de economia mista. conforme equivocadamente desejam alguns” . há necessidade de se restringir o alcance do texto normativo tãosomente às hipóteses em que os funcionários de tais entidades figurem como sujeito ativo dos delitos considerados funcionais. referindo-se a lei à entidade paraestatal. E no caso da autoria mediata. servindo-a com o respeito ao princípio da eficiência.com.cristianedupret. Ainda. irão estar na aplicação da referida qualificadora. ao menos em parte.1992. função de direção e função de assenhoramento em sociedades de economia mista. seria possível tal enquadramento? No caso entendemos possível a existência do planejamento criminoso.br topológica do artigo 327 denota a intenção do legislador de restringir tal equiparação aos moldes aqui explicitados. o que fica confirmado no § 2º. Alfredo Buzaid – DJU 20. justificando-se a maior proteção que a lei vai-lhes emprestando”. pois limitou a causa de aumento ‘aos autores dos crimes previstos neste capítulo’. “O empregado de empresa pública está equiparado. a atividade conferida ao particular sempre coliga-se com o objetivo estatal. Embora possam não ter elas fins próprios do Estado. fosse. O artigo 327. para permitir a aplicação extensiva quanto ao sujeito ativo somente. justamente pela amplitude e abrangência do termo autor. mas excluiu logicamente estes se a atuação no evento for de menor importância. não ampliou o rol do § 1º. o ente público autárquico é parte integrante da administração direta também para fins penais. insta compreendermos que a eqüiparação se dá somente para com os crimes desse delito. deixou claro que a primeira corrente é a certa. não podendo esta disposição ser enfocada como norma geral. pois. recomendando que se restrinja o conceito”. são constituídas. que abre ao particular envolver-se na atividade pública. ou empresas públicas estariamos afastando o espírito da lei em manter a salvaguarda ao dinheiro público. . estaríamos até hoje consagrando a permissão de lesões onde há a difícil reparação as células administrativas. inclusive no que tange à legislação penal extravagante. mas que não encontra fundamento legal no direito administrativo que é a principal fonte desse capítulo. para atender melhor a sociedade.

Observações Não è Funcionário Público: APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. desde que a coisa pertencesse ao Estado. Para alguém ser responsabilizado por qualquer delito. 2o. no direito romano. inicialmente. Prefeito. Vereador -Estagiário do MP. as moedas. O sujeito passivo só pode ser o funcionário dos termos do caput. de confiança e de assessoramento. ela deve conhecer todos os elementos do . já com a mesma denominação é de origem antiga. 327 só serve para funcionário público como sujeito ativo. Posteriormente. com a imagem de um boi. o peculato. só seria considerado funcionário público nas empresas previstas no par. O nome peculatus ou depeculatus está sedimentado no fato de que o gado (pecus) constituía o patrimônio mobiliário mais importante da coletividade àquela época. 1o aquele que exercesse função de direção. tendo seu nascedouro no direito Romano.) A atividade deve ser da A. eram confeccionadas com pele dos animais. Tanto o Código de Hamurabi quanto o Código de Manu já previam a subtração de bens pertencentes ao Rei. 327 serve no caso de funcionário público como sujeito passivo? A doutrina majoritária diz que o conceito ampliativo do art. A qualidade de funcionário público. Portanto. Da Republica. A doutrina majoritária diz que o par. porque se aplica a norma do art. PECULATO – ART. trata de uma causa de aumento de pena que é aplicável a todos os delitos. Mirabete é o único que entende em sentido contrário. apenando o agente com a morte. -empresas portadoras de serviço. para se comunicar. Damásio interpreta esse dispositivo dizendo que em razão dessa redação. serve para aumentar a pena do funcionário. a serviço do Juiz È considerado Funcionário Pub. 1o. Prevê que o crime terá agravamento se o funcionário público (estrito senso ou por equiparação) cometer o crime exercendo função de confiança. porque o dolo deve cobrir todos os elementos do tipo. Exige-se que o autor seja funcionário público.com.cristianedupret. mas até mesmo pelo particular. calunia ou difamação contra funcionário público. o que não impede que um particular seja coautor ou partícipe. não era praticado apenas por aquele ligado ao estado. foram fabricadas em metal. 2o. funcional.P. por equiparação (327 §1°.P. de direção ou de assessoramento. Aliás. Perito Judicial -Depositário nomeado pelo Juiz -Leiloeiro oficial. O conceito do art. 312 O referido delito. se alguém comete um crime de injuria. O crime é próprio. tendo sido erigido em meio de pagamento ou moeda primitiva. A elementar se comunica a coautores ou partícipes. e não para a A. desde que Contratadas ou Conveniadas -coleta de lixo -telefone -transporte -segurança -serviço médico e hospitalar F. Inicialmente. esse funcionário público deve se enquadrar nos termos do caput. deve estar coberta pelo dolo. 30.P. PFN -Militar.O par.br -curador dativo -síndico da massa falida -tutor e curador -inventariante -Pres. seja nos moldes do caput ou do par.

o particular arromba e eles entram. A ressalva é o decreto lei 201/67. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. no peculato. I.tipo (subjetivos. tipificando. A concussão é outro exemplo. PECULATO: AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADA. Peculato desvio – o funcionário público também recebeu em razão do cargo determinado objeto. há um sujeito passivo particular. do Código Penal Pátrio. decorre de sua função. É um desvio de função. I. facilidade essa que não teria o particular. No caso de bens fungíveis. restou demonstrada a participação no desvio de remédios ocorrido na Secretaria de Estado da Saúde . Na verdade. só que o fato de ser funcionário público dá a ele uma facilidade de alcançar aquele objeto. pelo verbo “utilizar-se” – art. ele será responsabilizado pelo crime comum. A conduta do funcionário. O funcionário público não tem a posse do bem (detenção material e detenção jurídica. O peculato é um exemplo disso. é furto. Peculato furto – as duas modalidades acima são chamadas de peculato propriamente dito. Deve-se aplicar o art. a doutrina dá o nome de peculato malversação. normativos).90.JUÍZO DE VITÓRIA Acórdão: APELAÇÃO CRIMINAL. Tipo objetivo – o peculato contém 3 modalidades típicas: Peculato apropriação – assenhoramento de coisa havida pelo funcionário público em razão da sua função. O funcionário público que simplesmente usa um objeto (peculato de uso) que está a disposição dele e o restitui. O que o agente faz é subtrair. O sujeito passivo é primariamente o Estado. O objeto material é qualquer bem corpóreo ou suscetível de avaliação.009597-7 APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w.com. Essa conduta é peculato? Não. que prevê o peculato de uso. mas ele desvia (dá destinação diversa daquela que a administração pública determinava para ele). 1º. I. objetivos. ele não está com o objeto sob seus cuidados. 29. inclusive de serviços públicos. par.cristianedupret. negar provimento ao recurso. poderá ser outro delito funcional ou crime comum de apropriação indébita. porque o fato de ser funcionário público não deu maior facilidade de acesso ao bem.br Ação: Apelação Criminal Órgão Julgador : PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL Data de Julgamento : 09/04/2003 Data de Leitura : 23/04/2003 Data da Publicação no Diário : 06/05/2003 Relator : SÉRGIO LUIZ TEIXEIRA GAMA Vara de Origem : COMARCA DA CAPITAL . Se a qualidade de funcionário público era desconhecida. O peculato apropriação e o peculato desvio são chamados de peculato próprio. ao passo que o peculato furto e o peculato mediante erro de outrem são chamados de peculato impróprio. há o crime. que é a possibilidade de exercer a posse por meio de requisição) ou a detenção. Recurso a que se nega provimento. Ex. tratando-se os apelantes de funcionários públicos diretamente responsáveis pela distribuição e controle de medicamentos. esse argumento não vale.SESA.: funcionário público que se alia a um particular. em prejuízo da Administração Pública e de toda coletividade. destarte o crime definido no artigo 312. A energia elétrica pode ser objeto material do crime de peculato. secundariamente. Ele combina com o particular e vai à noite até o local. tendo em vista que. A modalidade peculato furto é imprópria. . Sabe que no prédio em que trabalha está acautelada uma jóia valiosa. Conclusão: à unanimidade. o funcionário público pratica uma conduta muito mais assemelhada ao furto. 2o. dinheiro ou valor. Autoria e materialidade devidamente comprovadas. Em alguns deles.(cooperação dolosamente distinta – aquele que quis participar de delito menos grave). a conduta não é típica. Se a apropriação na decorre do exercício da função. Número do processo: 024. Quando esse peculato recai sobre bem particular. para Prefeitos (ver informativo 274 do STF – autonomia da condenação e da inabilitação para cargo público) .

Qualquer decisão em esfera administrativa não influi na esfera penal. 2o. em virtude de sua conduta descuidada. ligadas por um nexo objetivo. Se por erro. que deve atender aos requisitos de configuração do tipo culposo: Conduta violadora do dever de cuidado Ocorrência de resultado lesivo involuntário Nexo causal entre a ação e o resultado Previsibilidade (o delito deve ser previsível) Tipicidade. A entrega não pode ser viciada. ART. A possibilidade de tentativa não tem relação com ser o crime material. 313 . 16 é para os crimes que tratam apenas de lesão de cunho patrimonial. Das condutas típicas do art. desde que o juiz as valide.br É a conduta do funcionário público que viola o dever de cuidado. sustentando que o crime é contra a administração pública. ações). extorsão. admitindo tentativa. 65.com. . pela proibição de mutatio libelli em segunda instância O par.: títulos de crédito. 312. Os bens que chegaram a ele foram regularmente apreendidos pela administração pública. pode ser roubo. elas são independentes. podem ser emprestadas ao processo penal. Só responde por peculato culposo aquele funcionário público que facilita a conduta dolosa de terceiro. prevê hipótese de extinção de punibilidade no peculato culposo. Se mediante violência. em especial no que diz respeito ao objeto material (pessoa ou coisa sob a qual recai a conduta) – é qualquer valor (qualquer título. Pode-se utilizar das provas utilizadas na esfera administrativa. não se tratando apenas de lesão de cunho patrimonial e o art. restitui a coisa ou promove indenização) ou art. Se o sujeito se apropria de um objeto que não está diretamente sob seu poder em exercício de suas funções. para condenar? Sim. 2o está previsto o peculato culposo. Conflito aparente de normas: existem outros tipos penais que podem se assemelhar ao peculato. 3o. (ver RT 736/679). 2o.b (se a restituição ou indenização ocorrer após o recebimento da indenização). Aquele que é indevidamente denunciado por peculato doloso.Esse dispositivo contempla alguns elementos normativos. toda vez que o agente pague o dano até o trânsito em julgado. resultando em crime doloso de outra pessoa. se a atitude dolosa do terceiro for de peculato. O que vai identificar é ser ele pluri ou unissubsistente (composto de um único ato). O peculato é para bens suscetíveis de deslocamento. impõe-se a absolvição.cristianedupret. Esse crime é material. O peculato exige que a entrega do objeto material seja feita espontaneamente. No par. No par. havendo recurso sustentando a tese de peculato culposo. O funcionário público que pratica a conduta na forma dolosa tem beneficio semelhante? Art. ou documento conversível em dinheiro ou mercadoria – ex. o funcionário público vai responder pela conduta dolosa agregada a do terceiro. dinheiro (moeda corrente) ou qualquer objeto corpóreo suscetível de apreensão. essa prova tem que ser repetida no processo penal. formal ou de mera conduta. antes do recebimento da denúncia. as condutas são paralelas. o delito será estelionato. não será peculato.I. são todas plurissubsistentes. Em geral. mas a doutrina majoritária aceita qualquer conduta típica de terceiro. O imóvel não é objeto material do peculato. porque o crime culposo é excepcional. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Não há um liame subjetivo entre o funcionário público e o terceiro que pratica a ação dolosa. Isso significa que se o objeto chega as mãos do sujeito por fraude. porque se há liame subjetivo.PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM . Mirabete diz que só existe o crime do par. formal ou de mera conduta? Material. Há julgados que recusam o arrependimento posterior ao peculato doloso.Peculato e princípio da insignificância Há controvérsia em admitir ou não tal princípio nos crimes contra a administração pública. papel. ele terá direito à redução de pena. Se ocorrer depois. 16 (arrependimento posterior. será o peculato mediante erro.

cassação dos Senadores. é praticado pelo funcionário público a quem incumba a guarda do livro ou documento (mesmo fora da repartição). pelo princípio da especialidade. que prevê conduta assemelhada no art. 314 Esse crime é de violação de dever funcional. do art. que é de supressão de documento. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. há uma excludente de tipicidade. Se quem erra é funcionário público. porque o delito consiste em inserir. 72. 314 e havendo dano à fé pública. Banco de dados é sistema de armazenagem de informações. que é aquele em que apesar do legislador contemplar mais de uma forma . Esse artigo diz que pratica o delito aquele que modifica ou altera sem autorização da autoridade. Se o funcionário provoca o erro. I e I. a conduta se adequa ao tipo penal do art. Alteração foi utilizada para caracterizar conduta do funcionário público que não realiza modificações que alterem sua natureza. Trata-se de delito de mera atividade e de perigo. o delito é o do art.2000 com período de vacatio legis de 90 dias. Ela quebrou uma vedação de acesso ao conteúdo do voto de cada Senador. Qual a diferença entre alteração e modificação? Em tese. ele comete estelionato. Necessariamente. Facilitar pode ser o fornecimento da senha de segurança. pode cometer peculato culposo.07. ART. É misto alternativo. será a conduta do art. 313 A . contempla um par. mediante alguma manobra. alterar. Ela pegou o sistema e o alterou de maneira a poder ver o voto de cada Senador. ele não pratica o delito do art. Se o sujeito ativo é advogado. O objeto chegou ao funcionário público em virtude de erro. 313 A – Peculato eletrônico. bastando que ele altere o conteúdo.cristianedupret. 305. 313 B não exige que o agente possua acesso irrestrito ao banco de dados ou sistema informatizado. Se esse funcionário não for o incumbido da guarda. 337. porque contempla diversas modalidades típicas. O erro pode ser de particular ou de outro funcionário. 72 prevalece. Refere-se à apuração ou contagem de votos. há mais de uma forma de execução. 313 B Foram editados após a violação do painel do Senado. O peculato é sempre noção de apropriação. 313 A quanto ao 313 B.br ART. excluir dados verdadeiros ou facilitar a conduta de terceiro. foi o que fez a pessoa que violou o sigilo das votações. O sujeito ativo é o funcionário público que possua acesso irrestrito (privilégio de acesso – aquele Funcionário que acessa áreas do sistema ou do banco de dados que outras pessoas não acessam livremente) a determinados sistemas informatizados ou ao banco de dados da Administração Pública. único para quando haja dano à administração pública. tanto em relação ao art. É um tipo misto. Se a conduta tiver sido praticada antes da entrada em vigor da lei 9983. assim denominado pela própria exposição de motivos da Lei 9983 de 14. ART. O tipo penal tem mais de um verbo. 356 do CP. o art. Visa a preservação dos bancos de dados de informações públicas.Conduta em que o sujeito se apropria. 325 – Violação de sigilo funcional – ver parágrafo 1º. Mas a distinção tem uma finalidade: modificar é conduta do sujeito que faz transformações radicais. os autores dizem que os dicionários tratam como sinônimos. 313 B O art. ART. é crime de subtração ou inutilização de documento. Se a autoridade determina essa alteração. O erro deve ser espontâneo. Se o agente é particular. Há conflito aparente com a Lei 9504/97. incs. Ao contrário do 313 A. Atenção: Deve-se ter cuidado com a data do fato.com.

315. Eventualmente. à moralidade. que trata dos crimes de responsabilidade de prefeitos. 315 é norma penal em branco.: governador que aplique verba destinada ao esporte no socorro a vítimas de calamidades. A condenação dos sujeitos ativos na lei 1079 acarretam a destituição do cargo e não impedem a condenação na esfera penal. Não precisa ser promessa de mal grave.: art. Renda são todos os valores auferidos pela administração para incluir em suas receitas. Ou o agente sonega ou ele não sonega. A concussão se assemelha à extorsão. A norma do art.com. 244. Ex. ART. para que possamos identificar que o agente praticou a conduta típica. Implica em o funcionário sugerir a alguém que poderá prejudicá-lo se a vantagem não for concedida. são de natureza política. o crime é de extorsão. pois no art.: o agente desvio o dinheiro da educação para o esporte. 316. Ver art. Este crime se diferencia do peculato desvio. que tenha atribuição de aplicar verbas públicas e designar para onde vão as receitas públicas.típica.br Em relação à lei 1079. Ex. Ex. Ex. Não é possível imputar concomitantemente com o art. 3o. é concussão. é uma conduta semelhante à extorsão praticada pelo funcionário público. Atenção: quando há exigência. não é necessário que o funcionário público receba a vantagem. o agente pode praticar o crime do art. Quando a represália não se liga à função. é . isso é exaurimento. Quando há acordo de vontades. o dinheiro não sai da Administração. Prevalece as sanções do decreto lei 201/67 (art. a prática de cada forma típica implica em uma sanção penal. Esse delito é formal. 1. Ex. faz referencia a uma lei. no entanto. ART. O sujeito ativo é o funcionário público incumbido da gestão dos recursos orçamentários. Essa vantagem deve decorrer do exercício da função. 1º. ao ordenamento. 315. porque o art. portanto.: policial que promete causar lesão à integridade física se a vantagem não for concedida. I). há o Decreto lei 201/67. deve se recorrer a lei orçamentária. Apenas “sonegar” não admite tentativa. porque é conduta omissiva. 315 Verba pública é aquela dotação orçamentária com destinação específica. Portanto. Esses crimes.: delegado que exige vantagem para não lavrar o auto de prisão em flagrante.. Cada um desses verbos admite tentativa? A maioria é plurissubsistente. É exigência de vantagem contrária ao direito. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. 316 – CONCUSSÃO A lei 8137 trata dos crimes praticados contra a ordem tributária. Ao empregar violência. Há a lei para prefeitos e vereadores. ela prevê como crime de responsabilidade fatos assemelhados a esse. restando induvidoso que ele pretende aquela vantagem). há corrupção ativa e corrupção passiva. a conduta configura um crime. O legislador abriu uma possibilidade de responsabilização de funcionário público que ainda não tenha cumprido as exigências para ingressar no cargo e também para o que já tenha se afastado do cargo. mas trata de condutas penais. especialmente no art. 316 não contempla a violência. contrária as leis. Se o funcionário público vier a receber a vantagem. O crime consiste em impor vantagem indevida. No tipo misto cumulativo. 315 e ser beneficiado pelo Estado de necessidade. A exigência da vantagem pode ser direta (o funcionário verbaliza o tipo de proveito que deseja) ou indireta (quando o funcionário público deixa sugerido que ele deseja aquele proveito. ele se afasta do art. A consumação se dá com a realização do verbo do tipo “exigir”.cristianedupret. I.

O terceiro será co-autor ou partícipe do crime de concussão? Nenhum dos dois. por comunicação de elementar.com. ainda no par. O acordo é um prêmio em relação à violação funcional do servidor). porque não se pode imputar a co-autoria a crime já consumado. 317. E quando o funcionário público recolhe o dinheiro aos cofres públicos e depois os desvia? Há crime de peculato – art. Pune-se a conduta do funcionário público. vexatória. 316. O terceiro que vai buscar o dinheiro responde pelo crime de favorecimento. com terceiro para que o terceiro vá a casa da pessoa para receber o dinheiro. 299 da Lei 4737.br parágrafo 2º. Se ele não destinar. posteriormente. . Art. Se o funcionário público exige de alguém uma vantagem indevida e acorda. 312 A pena mínima da figura qualificada é menor que da figura típica básica. A não destinação.: a injuria discriminatória tem pena mais grave que a do homicídio. ne há de se falar em flagrante esperado ou preparado. Obs. 438) estendeu ao jurado à imputação dos crimes de concussão. Se ele recebe para influir na atitude de outro funcionário.CORRUPÇÃO PASSIVA É crime que atenta contra a moralidade da administração pública. Quando a corrupção é dirigida ao eleitor ou oferecida pelo eleitor.cristianedupret. A 2a. A corrupção consiste em solicitar. a apropriação desse dinheiro deve se dar antes do recolhimento aos cofres públicos. porque o crime se consuma com a exigência. 2o. aplica-se o art. consoante o art. O corruptor responde pelo art.nulo o flagrante esperado ou preparado quando o funcionário público é preso no momento do recebimento. que vai responder por autoria e participação desse crime. 308. 317 . Há alguns dispositivos que afastam a regra geral do art.. mas não há acordo. A nota essencial do par. 30 do CP. Mas para haver o crime do par. o que significa uma exceção à teoria monista do concurso de agentes. Essa exigência feita pelo funcionário público poder também ser feita por interposta pessoa. o dinheiro vai para os cofres públicos. desde que ele tenha ciência da prática do crime anterior. 1o consiste em que. 2o. O CPP (art. par.: muitos dispositivos legais ferem o princípio da proporcionalidade. que é forma qualificada. par. o delito será o do art. que é o excesso de exação qualificado. Esse termo significa cobrança rigorosa de um tributo. par. o que fere o princípio da proporcionalidade. respondem pelo mesmo crime. apesar da cobrança gravosa. que só surge depois.1o. quando o tributo seja devido. Ressalte-se que ele passa pelo parágrafo primeiro para praticar o APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Ocorre quando o funcionário público a realiza de forma gravosa para a vítima. essa cobrança deve ser feita de maneira gravosa. 3. corrupção e prevaricação. O funcionário corrompido responde pelo art. modalidade de exação consiste em cobrança de tributo indevido. ele responderá por tráfico de influência ou co-autor ou partícipe de corrupção ativa. 1o. Se é dirigida a testemunha. 1o. 309 do CPM. que diz que todos que intervém numa prática delituosa. 1o. A corrupção envolvendo PMs estará no art. Ex.. muda-se para a figura do par. porque sequer há flagrante. 342. EXCESSO DE EXAÇÃO – art. e art. A corrupção se divide em antecedente (quando a vantagem é acordada pelas partes antes que o agente realiza o ato inerente a sua função) e subseqüente (o funcionário público pratica ou deixa de praticar algum ato com violação do dever funcional. Aliás. 3.. receber ou aceitar vantagem indevida inerente ao seu cargo.

porque ele deixou de praticar ato de oficio. e responde ainda pelo falso (art. já o PM é apenas corruptor. há acordo de vontades. quando o funcionário público não aufere benefício. porque em razão dessa vantagem. não há nenhum tipo de mal grave a ser infringido. 3 Na corrupção ativa (crime praticado por particular contra a Administração. dará a ele uma gratificação. a pena passou a ser de 3 a 12. materiais ou de mera conduta? “Solicitar” é formal “recebimento” é material “aceitação” é formal Essas modalidades típicas admitem tentativa? Na solicitação. o funcionário público age desprovido de qualquer intenção econômica.: funcionário público de vara que recebe vantagem para abrir vista de autos ao juiz. esses verbos típicos da corrupção são formais. do art. Alguns autores (Luiz Regis Prado) não admitem tentativa nem por escrito. Qual delito ele teria praticado. o ato realizado ou omitido pelo agente é lícito. pela lei 10763. Outra situação: o menor conhece um policial e pergunta para ele se o policial conhece uma forma de emissão de carteira falsa. Ex. 297. há uma bilateralidade. (Parte 7 de 8) O par. O que o policial quer do funcionário público é que ele realize uma conduta proibida.com. ele libera o menor e o veículo. O menor diz que se ele conseguir. Esses delitos. Mesmo que terceiro o tenha influenciado.: o corruptor oferece por meio escrito. a solicitação já estaria perfeita.). Esse funcionário do DETRAN. haveria tentativa. chega ao conhecimento do funcionário público. vai responder por corrupção passiva qualificada. então? Digamos que ele vá a alguém do DETRAN e solicita a carteira falsa. 317. O funcionário público faz algo violando o que a administração espera dele) ele está agindo como particular. 1o. que aceita. porque se a carta é interceptada. mas simplesmente atende a pedido. Qual a conduta típica do policial até esse momento? O tráfico de influencia é quando ele promete intervir com outro funcionário público. Nesse caso. par. Cabe tentativa. Fazem o negocio e a carteira é emitida. que responde por escrito. salvo se for por meio escrito. que alterou o preceito secundário da corrupção ativa e passiva. Este delito deve ser sempre estudado em comparação com a corrupção ativa ART. não necessariamente exige-se um corruptor. É imprópria quando apesar da vantagem. ele não vai aferir nenhum tipo de vantagem. porque já haveria violação dos deveres funcionais. houve alteração. passando para 2 a 12 anos.A corrupção é própria quando o agente realiza ato ilícito. É uma qualificadora. ele realizou ato violando dever de ofício. o PM pratica corrupção ativa. a vitima atua em razão da ameaça realizada pelo funcionário. O policial toma as medidas para a carteira de habilitação falsa. Ele age para atender sentimento pessoal. par. (os delitos são de violação de função. Imaginemos: um menor de idade parado na rua (o delito de capacidade passiva não depende de capacidade do corruptor) surpreendido quando APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. O tráfico de influencia demanda que o funcionário público influenciado realize um ato adequado à sua função. não há ameaça. O tráfico de influencias se limita a exigir ou pedir que faça algo que se insere nas atribuições dele. O par. 317 contempla a corrupção privilegiada.. 2o. A aceitação de promessa só admitiria tentativa por meio escrito. No recebimento. 1o.br dirigia um veiculo sem habilitação. o menor oferece uma vantagem ao policial. A diferença desse delito de corrupção para os demais: Na concussão. Ex. Na prevaricação. 1o. Não se admite tentativa. Já na corrupção. O policial deve responder pelo art. Quando ele acordou com o menor de conseguir a carteira falsa. Se for interceptada essa resposta. A emissão de habilitação nem se insere no rol de atribuições do PM. O delito está consumado. Em razão dessa vantagem . Esse delito de corrupção foi alterado em novembro. . o delito já estaria consumado desde a escrita da solicitação. alguém está entregando a vantagem. é a hipótese da corrupção passiva exaurida. O terceiro pode recusar o fornecimento da vantagem.cristianedupret.

Pode-se oferecer. prometer e o funcionário público não aceitar. no somente “receber” ou “aceitar promessa”. O particular alcoolizado responde pela corrupção ativa? ART. 318 e o particular que realiza a conduta de contrabando ou descaminho. Nesses crimes. São crimes formais. 334. as condutas não são dependentes. É ingresso ou saída dessas mercadorias. 319 .: mulher quando viaja traz perfumes. 3. 317. está no art. há encontro bilateral. 317.PREVARICAÇÃO Consiste na conduta do funcionário público que retarda ou deixa de pratica ato de oficio ou o pratica com violação de dever funcional. Contrabando diz respeito à mercadoria proibida (armas. não admitindo tentativa. 318 sem que o particular tenha conseguido praticar a conduta ensejadora do art. etc. ART. No descaminho.Se alguém precisa de uma certidão. porque não ofereceu nem prometeu. Comum é só o “exportar” e “importar”. O produto é permitido. As duas primeiras modalidades são omissivas. 3. é muito comum ocorrer a bagatela ou insignificância. mas o funcionário público diz que só fornece se obtiver vantagem e o administrado cede e paga. Pode o funcionário ser responsabilizado pelo art. 3 é oferecer. 3 para o art. 3. sempre vai haver alguém no art. Ex. mas do 317 (nas modalidades de receber ou aceitar) para o 3. Quem pagou não responde por nada. alguém tem que necessariamente oferecer. é da justiça federal sempre. prometer. porque I e IE é da justiça federal. essas coisas de pequena monta. cremes. que é crime de sonegação fiscal (I e IE). Contrabando nada tem a ver com descaminho. Há vários acórdãos nesse sentido. .br É outra exceção à teoria monista do concurso de pessoas. ele vai responder pelo art. O funcionário público que facilita responde pelo art.cristianedupret. ART. O art. A conduta do art. Se no “solicitar” nunca se está no art. 334 Há 4 anotacoes essenciais: É norma penal em branco. Se recebeu. drogas). entram na bagatela. porque terá que haver alguém oferecendo ou prometendo. Estes crimes devem ser estudados em conjunto. 318 – FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. mesmo quando proibidas. Do art. A competência. 334. Para somente receber. no descaminho. que não ultrapassa a cota. incumbido da fiscalização alfandegária. o encontro não é bilateral. atinge ainda ordem tributaria. Somente quando o administrado fizer uma contra proposta.com. 318 e do funcionário público que trabalhe na alfândega. Descaminho diz respeito à sonegação de tributos. pode haver o 3 sem o 317. Contrabando é importar ou exportar mercadoria que é proibida. mas o agente tenta burlar o pagamento de impostos. responde pelo art.

br ART. O tipo de patrocínio. ele a realiza? O funcionário público não tem a obrigação de cumprir essa lei. Se o crime é relacionado a arrecadação de impostos – Lei 8137/90. quando se fala em “patrocínio” significa que ele vai intervir em ato de outro funcionário.cristianedupret. art. 6 a 68 Essas leis especiais prevalecem em virtude do princípio da especialidade. 3o. Já no art.: ele erra não em relação a conduta. o funcionário público se vale de vantagem acordada com terceiro.I Se relacionado a contratos licitatórios – Lei 8666/93.para acumular as penas basta a regra do concurso de crimes Alguns defendem que ele não estaria revogado. pois ele não teria potencial consciência da ilicitude. É excludente da culpabilidade. Qual a diferença para o tráfico de influência? No tráfico de influencia. mesmo em outras repartições que não a dele. 91 ART.com. Hipótese: o particular revela que é indiciado em um inquérito de atribuição de A. – qualquer atentado inclui a violência arbitrária 3º . 284 e 292 do CPP – emprego de força física necessária à prisão. Ex. 321 . às situações fáticas. A acorda que vai arquivar o inquérito. o delito será de prevaricação ou de corrupção passiva. ele patrocina perante à administração pública. Há o crime? Não. acordando que vai resolver. 209 da Lei 4737 Praticada por funcionário incumbido da fiscalização ambiental – lei 9605 – art. no tráfico de influencia quanto na advocacia criminosa. Ele só pratica prevaricação se havia um mandamento contido em lei para que ele agisse. E se a conduta do mandamento ilegal é manifestamente ilegal e ainda assim. o agente atua para atender a sentimento pessoal. fazendo o arquivamento do inquérito. Se ele tem essa discricionariedade. pois deveria ser um ilícito funcional. porque: . Ex. I. Se diz respeito as próprias atribuições. Existem alguns crimes de prevaricação previstos em várias leis especiais. Pode até ter havido uma solicitação. 322 – VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Quando a violência é autorizada? Art. Não há crime do art. pois a Advocacia criminosa. não há o delito de prevaricação. mas sim sobre a licitude ou não do que ele deve fazer. quando não tenha atribuição para responsabilizar o seu subalterno. segundo doutrina majoritária. Não há acordo de vantagens. mas o agente atua por convicção própria. Atenção: deve ser em lei o mandamento. porque acima da lei está a CF. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. importa em intervir em ato de outrem. no exercício do cargo. em especial pelo art. 321 – ADVOCACIA ADMINISTRATIVA OU CRIMINOSA Consiste em patrocinar o interesse de particular perante à administração. O funcionário público. ART.A diferença é que na prevaricação. muitas vezes. 3o.: art. O funcionário público pode atuar em erro de proibição. Hipótese: alguém descobre que seu funcionário realizou um homicídio e não comunica ao superior hierárquico (Procuradoria Geral). bastando que se valha da qualidade de funcionário público. 320. tem discricionariedade de praticar ou não determinado ato.a lei 4898 regulou inteiramente a matéria – revogação tácita 2º. art. na interpretação do mandamento legal.. sem que tenha havido acordo para isso. Está revogado pelo crime de abuso de autoridade. 320 – CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Consiste na conduta do funcionário que deixa de responsabilizar o seu subalterno ou deixa de comunicar o fato ao seu superior hierárquico. Fundamentos: 1º .

1º.cristianedupret.se houve autorização superior . Se o funcionário completou 70 anos. 323 . O crime do art. porque mantém vínculos com a administração. porque sua aposentadoria independe de comunicação prévia. desde que haja pelo menos perigo. Devese complementar essa regra com a legislação que preveja o afastamento autorizado (ex. 2º. tratando de qualquer ofensa à integridade física. Só há o crime. Regis Prado. o órgão fica acéfalo. seca. – se praticado em lugar na faixa de fronteira 2a – porque o crime é formal. O funcionário aposentado pode ser sujeito desse crime. – a lei 4898 não previu inteiramente a matéria Qualquer ofensa real à integridade física deve ser imputada em concurso material.caso fortuito – doença .Estado de necessidade – guerra. doenças) exclui-se a tipicidade do art. ART. 201 do CP Conduta atípica: . inundação ART. Admite tentativa? “abandonar” tem núcleo omissivo. 323. Se o agente é beneficiado por uma excludente de tipicidade (coação física irresistível. 322 não estaria revogado é do STF e de alguns tribunais. coação irresistível .com. Mirabete dizia que não se inclui. Está consumado independente do resultado. Mas se houver dano. 325 – VIOLACAO DO SIGILO FUNCIONAL O delito consiste em revelação pelo funcionário público de segredo da administração pública. 324 – EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Quando o funcionário público ainda não cumpriu as exigências para tomar posse ou quando ele já foi afastado. só ocorre se o agente se distancia do local. Não há esse crime se na repartição há outros funcionários que podem exercer aquela função. Pode acontecer também de o funcionário público exercer depois de afastado e ser beneficiado pelo Estado de necessidade.: férias). Imagine-se o funcionário que pediu exoneração.: não há outro para o substituir e ele pratica a conduta em prol da supremacia do interesse público. 322 trata exclusivamente da violência física. Há duas qualificadoras: 1a. quando em virtude do abandono do funcionário público. A lei 4898 não faz referência ao acúmulo de pena com a correspondente à violência 3º.br “abandonar” também inclui inércia absoluta em realizar qualquer função de sua atribuição. A lei 4898 é mais ampla.força maior: prisão. deve esperar notificação da administração pública para abandonar o seu posto. Magalhães Noronha e maioria da doutrina entendem que deve haver a responsabilização. Para Mirabete. ele incorre nessa pena? A aposentadoria não está incluída na discrição do tipo. A tentativa é incabível. ART. A conduta consiste na revelação de dado sigiloso.ABANDONO DE FUNÇÃO APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. O entendimento de que o art. . Ex. é automática. Atenção: se o abandono for coletivo e referente à obra pública ou serviço público – art. Ele está autorizado a abandonar seu cargo? Não. a figura será qualificada.

como é o caso desse artigo e de outros (ex. que trata da devassa de qualquer informação em processo licitatório. basta que a pessoa se oponha ao ato. 149. Se o ato não for praticado em razão da resistência. Não obstante se trate de particular. Se ocorre um furto. A resistência é crime formal. é dada voz de prisão e o agente atira contra o policial para matar e erra. 330 . No art. Obs. Não se revestindo dessa legalidade. se substituir a . é conduta de quem usa roupa. Quando se trata de usurpação com aumento de pena. a o agente aufere vantagem. Se ele queria lesionar. ART. Ex. pois integra a própria tipicidade do crime que está sendo cometido. APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. A lei manda acumular a resistência com as penas da violência. 328. ART. 46 da LCP. ART.com. Usurpar importa em prática de ato. a oposição ao ato configura regular legítima defesa. está se praticando um ato de ofício. é art.cristianedupret. Isso se dá. Os que estão subtraindo. 94 da lei 8666. a lesão leve está no tipo. a pena é maior.: nos crimes que tem violência. 326 tratava do crime de violação de proposta de concorrência. quando proposta inserida em processo licitatório era desvendada. 328 da mera contravenção do 45. é ato executório do crime de roubo. atiram na polícia – não é resistência.A figura do par. É razoável que ele utilize essa informação? Poderia haver Estado de necessidade. Se for passiva.Pressupõe ato praticado por alguém em lugar do servidor. vai ser resistência e tentativa de lesão. Os delitos cometidos por funcionário público terminam aqui. porque o art. A resistência não se configura quando a violência é empregada como ato executório de consumação do crime.DESOBEDIÊNCIA . Nao basta afirmar que e funcionario publico. O ato da autoridade tem que ser formal e materialmente legal. No parágrafo está: se do fato. 2o.RESISTÊNCIA Resistência passiva – não existe. O crime passa a ser material no parágrafo. porque resistência exige o verbo “opor-se”. para conseguirem sair com o carro. Hipótese: se alguém vai ao hospital publico e sem ser médico daquele hospital. exceto quando a lei manda acumular. vai haver resistência e tentativa de homicídio.: Se está sendo cometido um roubo e a polícia chega. 328 – USURPAÇÃO Usurpar é tomar o lugar de. par.br A objetividade jurídica é a administração pública e todos os seus princípios: moralidade. consiste no fornecimento de meios para que terceiro revele o segredo ou no uso indevido dessas informações sigilosas. E se o funcionário está respondendo a procedimento administrativo por falha funcional e ele descobre que determinada informação retira a ilicitude da falta por ele praticada. pois o artigo coloca “se do fato”. ele não esteja exercendo a função. a violência é elementar.etc. exerce a função de médico. desde que no momento do crime. 329 . distintivo de alguém que exerça função pública. 1o e 2o.: art. Deve se distinguir o art. tomando lugar do funcionário. um ato do cargo. Foi revogada pelo art. é desobediência. porque no crime que está ocorrendo.). pode haver prática por funcionário. mesmo que o ato chegue a ser praticado.

pois este precisa da presença in loco do funcionário. 332 – TRÁFICO DE INFLUÊNCIA APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. 3 para o art. foi alterado pela lei 9127. 336 É um crime de dano especializado ART. aí dão aplica o art. ART. É um estelionato especializado. haverá aumento de pena. etc. 337 Subtrair é ao mesmo tempo subsidiário e especial. Logo. 4o. No descaminho. ART. Pode-se oferecer.Na desobediência . desde que a ofensa se dê na presença do funcionário. no descaminho.cristianedupret. essas coisas de pequena monta. alguém tem que necessariamente oferecer. está na posse de um particular e ele mesmo inutiliza. mas jamais desacato. mas do 317 (nas modalidades de receber ou aceitar) para o 3. par. entram na bagatela. ele vai responder pelo art. 3. que só é aplicado a furto simples. ART. o delito será de injúria e caso seja em razão da função. ART. cremes. Alguém profere uma ordem que não é atendida. porque terá que haver alguém oferecendo ou prometendo. como no art. a pena é de 2 a 8. pode haver o 3 sem o 317. e-mail. Caso seja por carta. no somente “receber” ou “aceitar promessa”. Do art. 3 Houve alteração. prometer e o funcionário público não aceitar. 3.br É semelhante ao crime de exploração de prestígio. 3. 317. Isso causa um dano a administração. mas o funcionário público diz que só fornece se obtiver vantagem e o administrado cede e paga. Se subtrair mediante escalada. a pena passou a ser de 3 a 12. se um funcionário é ofendido em um fim de semana. Está de posse do . Ex. ART. 317. porque I e IE é da justiça federal. 331 – DESACATO O desacato pode ser praticado no exercício da função ou em razão dela. “inutilizar” – deve colocar em cima desse verbo: #305. Se recebeu. que não ultrapassa a cota. ao seu regular funcionamento. porque a lei fala: pena 2 a 5 se o fato não constitui crime mais grave. Contrabando é importar ou exportar mercadoria que é proibida. mesmo quando proibidas. o encontro não é bilateral. está no art. Quem pagou não responde por nada. É crime fraudulento. Se alguém precisa de uma certidão. etc.com. mas cobra vantagem dizendo que vai convencê-lo a emitir um alvará. O art. Colocar a seguinte anotação: Ou 155. Para somente receber. Tem que haver pretexto de influir. Isto é. será desacato. desatende-se a uma ordem da administração. sempre vai haver alguém no art. na praia. 3 é oferecer. mas em razão dela. é muito comum ocorrer a bagatela ou insignificância. prometer. 305. há encontro bilateral. que é crime de sonegação fiscal (I e IE). A competência. Há vários acórdãos nesse sentido. Nesses crimes. atinge ainda ordem tributaria. Comum é só o “exportar” e “importar”. é crime contra a fé pública. é da justiça federal sempre. porque não ofereceu nem prometeu. 337.: mulher quando viaja traz perfumes. pode ser furto qualificado. Ex. Somente quando o administrado fizer uma contra proposta. A fraude é elementar do tipo. 334 Há 4 anotacoes essenciais: É norma penal em branco. Contrabando nada tem a ver com descaminho.: o agente nem conhece o funcionário. 357. 335 está revogado pela lei 8666. 314 e 356. O documento é público. Se no “solicitar” nunca se está no art. Quais seriam as diferenças? No art.

Sendo assim. não há contravenção no caput. Já no art. Não se diminui pena de fato atípico e não existe a palavra contravenção no caput do art. Hipótese: Digamos que o presidente dê um banquete em seu avião. porque se ele for testemunha. 339. ART. 340. 339 tem 4 detalhes: Nele. não pode praticar 339. é irrelevante. A alteração inclui no tipo procedimentos que antes não estavam: inquérito civil. 339 não merece aplicação.ou seja. pois menciona imputação de contravenção para diminuir a pena. PROMETE OU DÁ QUALQUER VANTAGEM A TESTEMUNHA. Ocorre que não se pode diminuir a pena de um fato atípico. O sujeito que foi expulso comparece ao banquete. e parágrafos). Essa é a posição majoritária. Como o juiz iria aplicar a pena base se falta elementar do tipo? ATENÇÃO: OS ARTIGOS 342 E 343 QUEBRAM A TEORIA MONISTA. ação de improbidade. QUEM OFERECE. 342. mas foi outra pessoa que praticou.cristianedupret. Já no art. No art. MAS SIM PELO ARTIGO 343. é o mesmo 339 e 340. Vai variar de quem pratica e de com quem está o documento. Ele pratica o art. BOA SORTE!!!! cristianedupret@yahoo. independente de se influenciar na verdade dos fatos. na função. está no art. subsiste algum crime? Crime contra a honra. A causa de diminuição esta na terceira fase de aplicação da pena. o fato não existe. Na denunciação. que antes não estavam no tipo. Há quem entenda que abrange também o território jurídico (art. Há quem entenda que o conceito de território abrange apenas o território propriamente dito. e ele mesmo.funcionário. 5o. Basta que haja movimentação da máquina judiciária ou do poder judiciário. Se existiu. o delegado não pode averiguar e remeteu O art. se o sujeito movimenta a maquina administrativa imputando a outrem uma contravenção. 339. processo judicial. CRIMES PRATICADOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA ART. investigação administrativa. Se tiver pessoa.com. Se a contravenção inexistiu. O CRIME DO ARTIGO 342 NÃO ADMITE CO-AUTORIA MAS ADMITE PARTICIPAÇÃO.br É o crime do estrangeiro que foi expulso e quer voltar. para a corregedoria – o crime só se consumou na corregedoria. Já no art. caput). só se consuma quando é instaurado o investigação policial. 339. ele sai do art. Esses 3 crimes são formais. mas avião é extensão do território nacional. mas não há crime. 339. 341. 339. imputa-se a alguém um fato criminoso que ela não cometeu. não pode haver art. pratica 340. os parágrafos sempre são ligados ao caput. inutiliza. Esse crime é “dar causa a”. 5o. NÃO RESPONDE EM CONCURSO DE PESSOAS. 338? É controvertido. em relação a um fato que não cometeu ou a fato que não existiu. do art. é crime próprio do advogado. alguém noticiou em Campos. 338 APOSTILA – OAB – Professora Cristiane Dupret w. Só admite dolo direto: “de que o sabe inocente”. para que o crime esteja configurado. geográfico (art. E quando a pessoa mentiu quanto ao fato e quanto a pessoa? Art.br . Atenção: O par. 337. Tem um detalhe: se alguém é testemunha e faz uma auto acusação falsa. 2o. com uma nuance: a pessoa faz auto acusação falsa. fora do território nacional. E se nesse interregno a pessoa desistir. Qual o crime? 342 ou 341? 342.com. 341 e vai para o art. 356. O dolo eventual pode gerar uma indenização no cível. é bastante que provoque. nao se pode fazer interpretacao extensiva contraria ao reu. está na posse do servidor e o particular inutiliza. o fato existiu e imputa-se a quem não praticou. 340 E 341 (importante) tem pontos em comum: referem-se a falsa imputação em face de alguém que não é autor do crime e provocar a justiça de um fato que nem ocorreu.