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Rev Saúde Pública 2012;46(1):128-37

Artigos Originais

Deborah Carvalho MaltaI Marta Maria Alves da SilvaI Márcio Dênis Medeiros MascarenhasII Naíza Nayla Bandeira de SáI Otaliba Libânio de Morais NetoI Regina Tomie Ivata BernalIII Rosane Aparecida MonteiroIV Silvânia Suely Caribé de Araújo AndradeI Vilma Pinheiro GawryszewskiV,VI

Características e fatores associados às quedas atendidas em serviços de emergência
The characteristics and factors of emergency service visits for falls

RESUMO
OBJETIVO: Analisar as características dos atendimentos decorrentes de quedas em serviços de urgência e emergência e identificar fatores associados. MÉTODOS: Estudo transversal com 12.617 atendimentos decorrentes de quedas registrados no Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes, coletados em 23 capitais e Distrito Federal, de setembro a novembro de 2009, por meio de uma amostra por conglomerado. Foi utilizada a técnica de análise de correspondência, por permitir a observação conjunta de um grande número de variáveis qualitativas.

I

Departamento de Análise de Situação de Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Brasília, DF, Brasil Hospital Universitário. Universidade Federal do Piauí. Teresina, PI, Brasil Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil Departamento de Medicina Social. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil Centro de Vigilância Epidemiológica. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil Health Analysis & Information. Pan American Health Organization. Washington, DC, United States

II

III

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RESULTADOS: A maior parte das vítimas foi do sexo masculino (56,5%), faixa etária de 0 a 19 anos (45,7%) e declarados não brancos (62,2%). A maioria das quedas ocorreu na residência (54,6%) e via pública (17,4%); 14,3% foram relacionadas ao trabalho. Os tipos predominantes foram “queda no mesmo nível” (57,0%) e “queda de escada/degrau” (15,6%). A maioria das lesões foi classificada como entorse, luxação, contusão, corte e laceração (68,3%). Quedas dentre as crianças associaram-se à ocorrência na residência; com os adolescentes na escola; e jovens na prática esportiva. Quedas em adultos estiveram associadas ao local de trabalho, queda de andaimes, telhados, escada/ degrau e buracos e uso de álcool. As quedas no mesmo nível resultaram em lesões de menor gravidade, em membros inferiores e superiores, e as quedas de andaime e telhado se associaram com lesões de maior gravidade e internações. CONCLUSÕES: Os resultados mostram que estratégias para a prevenção das quedas devem ser implantadas particularmente em residências, escolas e ambientes de trabalho. DESCRITORES: Causas externas. Acidentes por Quedas. Serviços Médicos de Emergência. Fatores de Risco. Estudos Transversais.

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VI

Correspondência | Correspondence: Vilma Pinheiro Gawryszewski Pan American Health Organization 525 23rd St, NW 20037 Washington, DC, United States E-mail: gawry@uol.com.br Recebido: 28/3/2011 Aprovado: 23/8/2011 Artigo disponível em português e inglês em: www.scielo.br/rsp

cerca de 2.3.gov. Falls among children occurred mostly at home. was carried out. 14.8 milhões de criançasa e 1. Most of the injuries were classified as sprains. mobilidade. Os dados para o ano de 2009. No Brasil. representando 6.5%). como residência. among adolescents at school.Departamento de Informática do SUS. Estimativas dos Estados Unidos mostram que as quedas são a causa principal de lesões não fatais para crianças e adolescentes até 19 anos e que. roofs. [citado 2010 jun 27]. [citado 2011 nov 15]. or lacerations (68. and among young people at sports facilities. stairs/steps. incapacidade. cuts. Atlanta. as quedas têm impacto no perfil da mortalidade da população.617 visits that resulted from falls. Falls on the same level resulted in less serious injuries. idade. Accidental Falls.html b Ministério da Saúde/ DATASUS .6%) and in the street (17.171 vítimas fatais por essa causa. The majority of the falls occurred at home (54.4%). As quedas atingem qualquer sexo.3.cdc. INTRODUÇÃO Todas as pessoas sofrem quedas não intencionais em algum momento de sua vida. A sua repercussão na saúde individual é bastante variável. isolamento social e depressão. porém têm maior relevância ainda na morbidade. anualmente. as quedas merecem destaque por figurarem entre as a principais causas de morbimortalidade em todo o mundo. RESULTS: Most of the victims were male (56. estudos mostram que esses eventos podem afetar seriamente a qualidade de vida de idosos. local de trabalho ou lazer. condição socioeconômica ou quaisquer outros atributos. como crianças. dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) para o ano de 2009 mostram que ocorreram mais de 320 mil internações no sistema público de saúde brasileiro Centers for Disease Control and Prevention.3% were work-related. and falls from scaffolding and roofs were associated with more severe injuries and hospitalization.2%).Rev Saúde Pública 2012. escola. devido a sua alta freqüência.6%). Disponível em: http://www.13 trabalhadores15 e esportistas. Tabulador na Web. Protect the ones you love: falls. Risk Factors.a idosos. afastamento do trabalho e até morte. de acordo com as fontes oficiais de informação de saúde. dislocations.0%) and “falls from a ladder/step” (15.3%). DESCRIPTORS: External Causes.46(1):128-37 129 ABSTRACT OBJECTIVE: To analyze the characteristics of visits to the emergency services that result from falls and to identify the factors associated with these visits. Falls among adults were associated with the work place. Por exemplo. which allowed for the joint observation of a large number of qualitative variables. disponibilizados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). The predominant types were “falls on the same level” (57.b Em relação às vítimas não fatais. schools. lesões de graus variados de gravidade. CONCLUSIONS: The results show that strategies to prevent falls should target residences. and holes and were linked to alcohol use. METHOD: A cross-sectional study of 12. including falls from scaffolding.13 Para a saúde pública. levar ao medo de cair com conseqüente restrição de atividades. bruises.7%). Correspondence analysis was used. The data were collected in 23 Brazilian capitals and the Federal District between September and November 2009 using cluster sampling. aged 0 to 19 years (45. Cross-Sectional Studies. Alguns grupos têm maiores probabilidades de sofrer uma queda. Disponível em: www. datasus. mostraram que houve 9. recorded in the National Injury Surveillance System. Emergency Medical Services. diminuição da atividade física.6 As quedas ocorrem em locais diversos. National Center for Injury Prevention and Control. and identified as non-white skin color (62. mostly on the upper and lower limbs.gov/safechild/Falls/index. Uma queda pode determinar nenhuma lesão.6% do total de mortes decorrentes de causas externas.7 milhão de idosos com 65 anos ou mais1 são atendidos em serviços de emergência naquele país. via pública. and work environments.br .

Os dados coletados foram registrados em formulário próprio. 2009. O presente estudo teve como objetivo descrever as características dos atendimentos decorrentes de quedas em serviços de urgência e emergência e identificar fatores associados. optamos por realizar uma amostra do total de casos. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Para o cálculo do tamanho da amostra foram considerados como estimativas de volume de atendimentos por causas externas nos serviços o número de internações registradas no Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) e a proporção de atendimentos realizados na pesquisa VIVA de 2006-2007. A padronização dos procedimentos de coleta foi assegurada por meio de treinamentos aos técnicos das secretarias estaduais e municipais de saúde envolvidas. número de atendimentos realizados. considerou-se o critério de precisão para as estimativas de prevalências fixadas para o estudo. extraídos do banco de dados de causas externas do VIVA. Além disso. conseqüências e fatores de risco. O componente inquérito 2009 do VIVA é um estudo transversal. Os serviços foram selecionados segundo critérios de referência para atendimento às causas externas. A amostragem foi realizada por conglomerado7. em turnos de 12 horas. sob a supervisão de técnicos das secretarias c de saúde. componente inquérito) foi implantado em 2006 pelo Ministério da Saúde visando conhecer o perfil dos acidentes e violências que demandam as emergências.9.5 O Sistema Nacional de Serviços Sentinelas de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA. suas características. 2010. no mínimo. de forma não intencional. A unidade primária de amostragem foi composta por turnos de 12 horas em estabelecimentos intencionalmente selecionados em cada município. no Setor de Vigilância Epidemiológica de cada município participante da pesquisa.1. as circuntâncias e o local de ocorrência.500 nas capitais de estado. Devido ao grande volume de casos atendidos nesses serviços e experiência dos inquéritos anteriores.0. sendo difícil restringir um evento de queda a um único fator de risco ou a um agente causal. o tamanho da amostra foi de. Desse modo. . Secretaria de Vigilância em Saúde. considera-se essencial aumentar o conhecimento sobre o problema. cujos dados foram coletados durante 30 dias consecutivos. A equipe técnica do Ministério da Saúde conferiu a consistência e duplicidades dos dados utilizando o programa Link Plus. versão 2. atendendo a esse critério (coeficiente de variação inferior a 30% e o erro-padrão menor que 3). Os estudos com dados provenientes de serviços de urgência e emergência são particularmente adequados para isso. o que representou quase 40% do total de internações do grupo das causas externas. uma proporção considerável dessas quedas é passível de ser reduzida por meio da adoção de programas e medidas de prevenção. Assim. A população de estudo foi composta pelas vítimas de violências e acidentes (causas externas) que procuraram atendimento nos serviços de urgência e emergência dos municípios selecionados.16 em único estágio de seleção. O número de turnos a ser sorteado em cada estabelecimento foi obtido pela razão entre o tamanho mínimo da amostra de atendimentos (2009) por causas externas e a média de atendimentos por causas externas realizada no mesmo estabelecimento em anos anteriores. A pesquisa incluiu 74 serviços de urgência e emergência situados no Distrito Federal e 23 capitais de estados. Os dados dos formulários foram digitados no programa EpiInfo 3. As entrevistas foram realizadas por acadêmicos dos cursos de enfermagem e medicina e por profissionais de saúde. MÉTODOS Os dados analisados referem-se a 12. Ministério da Saúde. inquérito 2009. Brasília (DF): Editora do Ministério da Saúde. nas capitais.5. Para sorteio de turnos considerou-se o período de coleta de 30 dias dividido em dois turnos.c Para a definição de caso considerou-se que uma queda ocorre quando uma pessoa cai no chão ou a outro nível mais baixo. complexidade e resolutividade do serviço. controlados pela equipe da Coordenação de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). conforme registro dos Serviços credenciados de Urgência e Emergência no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).130 Atendimentos a quedas em serviços de emergência Malta DC et al por lesões decorrentes de quedas no ano de 2009. foram sorteados dois turnos reserva. Ministério da Saúde.5. Estudos realizados com dados coletados nos atendimentos por causas externas em serviços públicos de urgência e emergências hospitalares que fazem parte do VIVA apontam que essas causas representaram a maior proporção dos atendimentos. 750 atendimentos por causas externas no Distrito Federal e 1. que foram selecionados mediante sorteio probabilístico em serviços habilitados para o atendimento de urgência e emergência no âmbito do SUS. sendo considerada ainda a percepção da equipe técnica de cada secretaria de saúde sobre a importância do serviço na área de urgência e emergência. Por outro lado.617 atendimentos decorrentes de quedas. totalizando 60 turnos. Para garantir o tamanho mínimo da amostra. de setembro a novembro de 2009. não conhecidas a partir dos dados oficiais de mortalidade e morbidade hospitalar. cuja metodologia está detalhada em outras publicações. Viva: Vigilância de Violências e Acidentes.10 As quedas não intencionais ocorrem devido a um somatório de fatores de risco. pois permitem obter informações mais detalhadas sobre a vítima.

a partir delas.5% do total de atendimentos foram referidos como quedas relacionadas ao trabalho. visual.7%) e os de 4 a 8 anos (23. sem prejuízo de qualquer natureza para si próprio ou familiares.Rev Saúde Pública 2012.9% e 2. O algoritmo da técnica de análise de correspondência disponível nos softwares estatísticos supõe que os dados provêm de plano de amostragem aleatória simples. pois permite análise conjunta e exploratória. No entanto.3% das ocorrências atendidas em um período de 30 dias. i-ésima UPA (turno) e j-ésimo número de elementos do h-ésimo estrato da í-ésima UPA yhij o valor observado da variável (1 se possui e 0 em caso contrário) no h-ésimo estrato.3% (3. seguindo-se os adultos jovens e idosos. Essas faixas etárias foram as mais importantes tanto para o sexo feminino quanto para o masculino.9% entre os homens. 16. RESULTADOS Os dados apresentados a seguir referem-se aos 12. 11.3%).5% dos atendimentos. nos 74 serviços de emergências.5%. profissionais e gestores dos serviços incluídos. A maior proporção dos entrevistados com idade igual ou superior a seis anos e sem deficiência mental grave declarada revelou ter até quatro anos de estudo (36. durante o inquérito realizado em 2009. sendo 4. seguindo-se aqueles com nove ou mais anos de estudo (23.7% e 32. Também se torna útil quando existe um grande número de variáveis. assim como a liberdade em desistir de participar da entrevista a qualquer momento.767/7. faixa etária. Por se tratar de ação de vigilância epidemiológica de âmbito nacional.100/12. Na Tabela 1 é possível observar predominância do sexo masculino. utilizamos a técnica de análise de correspondência. e 3) encaminhamentos a rede de atendimento (encaminhamentos para outras instituições fora do setor saúde). a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido foi substituída por consentimento verbal. relação vítima/agressor. na qual se obtém a tabela expandida. . A Tabela 2 apresenta as características desses eventos: 13.2% das quedas ocorridas entre indivíduos do sexo masculino ocorreram entre os homens não brancos (4. em que há dependência entre as linhas e colunas da tabela.8%.14 A análise de correspondência11 se aplica principalmente às tabelas de contingência. sendo: whij o peso da amostra no h-ésimo estrato (CNES). que concentrou 56. o gráfico resultante manterá a mesma proporção da população. sem considerar o plano de amostragem. local de ocorrência. A distribuição dessa variável segundo sexo não apresentou diferenças marcantes. Quanto à raça/cor declarada pelo entrevistado. Observou-se que cerca de 65.2% das vítimas (8.0.617 atendimentos decorrentes de quedas que foram registrados no Sistema VIVA.1 vezes maior entre os homens do que entre as mulheres (8. raça e escolaridade). as maiores proporções foram observadas entre crianças e adolescentes. Foi garantido total anonimato e privacidade aos pacientes. o que representou entre 30. na qual as menores distâncias entre as categorias linha e coluna representam as mais fortes associações.125) e 58.492) das quedas em mulheres ocorreram em não brancas.1%. variando de 4.0%). Essa análise foi realizada utilizando o programa SPSS versão 13. A presença de algum tipo de deficiência (física. os indivíduos não brancos representaram 64. Para auxiliar a interpretação dos resultados. na amostra do conjunto das 23 capitais e Distrito Federal.46(1):128-37 131 As seguintes variáveis de interesse foram descritas: 1) demográficas (sexo. os de dez a 19 anos. considerada mais adequada devido à natureza qualitativa das variáveis. afeta a qualidade dos resultados. A faixa etária de zero a nove anos concentrou 29.617). A análise de correspondência equivale à análise fatorial e os resultados são apresentados de forma gráfica. que foi registrado em um campo na ficha de coleta. i-ésima UPA e j-ésimo número de elementos do h-ésimo estrato da i-ésima UPA O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Parecer nº 439/2009.3% dos entrevistados.0% para o sexo feminino. O uso de álcool nas seis horas anteriores ao evento foi declarado por 6. e os de 60 anos e mais. O estimador18 do total de atendimentos por acidentes e violências em serviços sentinelas de urgência e emergência no período de 30 dias é dado pela expressão: 21/07/2011). violência de repetição). auditiva e/ou outras deficiências) foi relatada por 4.9% entre as mulheres e 3. Souza et al17 alertam que o uso dessa técnica em dados de planos complexos de amostragem (PCA). 2) características do evento (tipo de violência. 13. em conformidade com as recomendações da Resolução 196/1996. ao considerarem os pesos amostrais no cálculo das proporções de cada célula da tabela.333/5. sintetizando a estrutura de variabilidade dos dados em menos dimensões. Em relação aos ciclos de vida.3% dos indivíduos. Desse modo.2%.3% do total de atendimentos.2% para o sexo masculino e 10. o gráfico de correspondência. mental. aqueles com 20 a 29 anos. enquanto as maiores distâncias representam dissociações entre elas. tomou-se o cuidado em primeiro obter as tabelas de contingência expandidas (total de atendimentos) e. Os autores esperam que. 18. obtido pelo paciente ou por seu responsável.

0 13.6 7.1 11. essa proporção chega a 11.1%). A dimensão 1 foi composta pelas categorias idade de zero a nove anos (35%).1 24.9 1. cuja soma das contribuições corresponde a 61%. 29%.741 1.2 6. contusões (23. A Figura 1 mostra . auditiva e/ou outras deficiências.5 14.2 6.574 951 287 b Feminino (n = 5.3 34.125) n 2.581 2.2 11.9 547 4.617) n 3. O tipo de queda mais freqüente foi queda no mesmo nível (55.9 36. Essas associações podem ser mais bem observadas quando representadas graficamente. comércio/serviço (15%).0 Sem informação Possui algum tipo de deficiência Sim a 278 3.414 729 180 % 27.0%) e na região da cabeça/face (26. 15 a 19 anos e 60 anos ou mais.9 269 4.572 1.767 79 2.009 1. membros inferiores (27.188 1.418 868 1.7 % 30. Brasil. respectivamente).4 60.6%). 16.3 23. A dimensão 2 foi composta pelas categorias idade de dez a 14 anos.8 16.132 Atendimentos a quedas em serviços de emergência Malta DC et al Tabela 1. mental. Variável Faixa etária (anos) 0a9 10 a 19 10 a 14 15 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 e mais Sem informação Raça/Cor Branca Não branca Sem informação Escolaridade (anos) 0a4 5a8 9 e mais Não se aplica a Masculino (n = 7.286 1. O total de casos sem informação para essa variável foi 208 (1. e pelas categorias álcool (16%).4 0.4 9.1%. seguindo-se a via pública (16. Porém.9 13.0 7.1 12.4%).498 967 531 1.390 8.8 13.4 22. Cabe assinalar que. b Deficiência física.4 14.100 127 4.0 66.692 2.1% foram encaminhados para internação hospitalar. visual.7 0. Quanto à evolução do caso após o atendimento de emergência inicial.3 Na categoria não se aplica estão incluídas as crianças com idades iguais ou menores que 6 anos.5 0.8% dos atendimentos tiveram diagnóstico de fraturas e 3.7 13.8 64.7%) e cortes/lacerações (19.447 40 4. e pelas categorias escola e local de prática esportiva (67%). 79.680 467 % 29. se forem incluídos os atendimentos em que o uso do álcool por parte do entrevistado foi suspeito pelo entrevistador.2 11.3 Total (n = 12.2 11.7 21.2%). seguindo-se a queda de escada ou degrau (14. A proporção de mulheres que sofreram quedas na residência é maior que a de homens (64.504 788 451 337 658 593 531 482 920 16 2.3 38.2 1. respectivamente).009 812 641 426 527 24 2.279 4.160 1.7% do total).492) N 1. Essas lesões se localizaram principalmente nos membros superiores (29. Atendimentos em serviços de urgência e emergência decorrentes de quedas segundo características demográficas.4 8.333 48 2.8% e 49.3 32.988 1. Mais da metade das quedas (55.6 21.0%).4% (dados não apresentados).3 3.111 3.667 1. A análise de correspondência realizada mostrou que duas dimensões (conjuntos de variáveis associadas) explicam 81% da variância total: a primeira explica 52% e a segunda.0 36.3 18.0 108 9.3 7.2%).0 6.7 8. As categorias de natureza da lesão e local do corpo atingido mais freqüentes foram as mesmas para homens e mulheres. 20 a 39 anos (21%) e escolaridade com nove anos ou mais (11%).1 13.1 9.0 23.172 908 1.3 4.9% de traumatismo crânio-encefálico. Isso possibilitou concluir que existe associação entre determinadas variáveis demográficas e algumas características relacionadas à ocorrência de vítimas de queda.1 25.405 1.1 36.8 0.4% dos pacientes receberam alta e 7. setembro a novembro de 2009.2%). residência (12%) e indústria/ construção (6%).901 2. As lesões consideradas mais leves foram maioria: entorses e luxações (26.3 3.9%) ocorreram na residência.

8 8.4 1.1 8.7 2.8 14.7 2.4 9.9 28.2 3.2 338 1472 818 1580 870 184 59 97 74 6.9 7.9 1.0 13.6 27.0 4.5 2. Brasil.1 4.2 a Masculino (n=7125) n 1157 % 16.5 1.6 3495 596 649 1182 495 247 356 105 49.6 4.4 1257 157 364 1500 1712 151 241 110 22.3 3744 206 266 353 211 943 239 301 708 154 52.0 1.1 16.7 1.7 23.7 14. Atendimentos em serviços de urgência e emergência decorrentes de quedas segundo determinadas características dos eventos.5 1.3 21.7 380 1521 1578 1726 1253 303 124 152 88 5.4 2.9 2.2 1.3 6.1 2.9 7054 965 767 2073 758 258 589 153 55.1 24.2 27.2 3222 162 334 303 9 905 64 49 358 86 58.8 5.9 6.3 29.9 2.3 31.7 3.9 6.4 2.5 2.9 3.7 2.2 2.3 22.2 2.0 3.3 1.7 5.1 30.1 1.6 6.0 3.2 0.5 2.46(1):128-37 133 Tabela 2.9 6.7 1.6 6.0 Total (n=12617) n 1708 % 13.5 635 8.2 26.4 3. Variável Evento relacionado ao trabalho Sim Uso de bebida alcoólica Sim Local de ocorrência Residência Escola Local de prática esportiva Via pública Comércio/serviços Indústria/construção Outro Sem informação Tipo de queda Mesmo nível Buraco Leito Outra mobília Andaime Escada/Degrau Árvore Telhado/Laje Outros níveis Sem informação Natureza da lesão Sem lesão Contusão Corte/Laceração Entorse/Luxação Fratura Traumatismo crânio-endefálico Politraumatismo Outra Sem informação Parte do corpo atingida Cabeça.1 16.9 155 2. face e pescoço Coluna/medula Tronco Membros superiores Membros inferiores Múltiplos órgãos/regiões Outros e não se aplica Sem informação Continua 2033 165 437 2187 1691 245 264 103 28.7 23.1 16.5 0.1 1.8 3.0 26. setembro a novembro de 2009.6 6.4 0.2 0.6 6966 368 600 656 220 1848 303 350 1066 240 55.2 16.9 4.8 15.4 4.8 790 6.0 3290 322 801 3687 3403 396 505 213 26.2 4.9 3.1 5.4 6.0 2.7 4.3 .0 1.6 2.3 718 2993 2396 3306 2123 487 183 249 162 5.5 3559 369 118 891 263 11 233 48 64.2 16.2 9.Rev Saúde Pública 2012.8 3.2 17.8 6.8 0.2 Feminino (n=5492) n 551 % 10.0 1.5 5.2 4.7 19.8 1.

0 7.50 1. O primeiro deles mostrou que as quedas entre adolescentes e jovens. Brasil.8 Feminino (n=5492) n 4425 373 336 209 47 4 98 % 80.00 Múltiplos orgãos -1.9 0.50 -1.9 0. Gráfico bi-plot das características demográficas e tipo de ocorrência das vítimas de quedas não intencionais atendidas em serviços de urgência e emergência.8 0.50 Fratura 0.8 Uso de álcool declarado pelo entrevistado Evolução na emergência nas primeiras 24 horas a associação (proximidade entre os pontos) entre as variáveis demográficas (faixa etária. uso de álcool declarado pela vítima.1 3. presença de algum tipo de deficiência. setembro a novembro de 2009.1 1.50 Politraumatismo -2.9 0.1 1.9 0. pela visualização das associações entre variáveis com pequena freqüência que podem não ser adequadamente percebidas na utilização de outras técnicas descritivas. telhados.00 Dimensão 2 Ambulatorial Outro serviço Internação Traum.00 0.00 Figura 1.00 -2. O segundo grupo mostra associação entre quedas em crianças de 10 a 14 anos com quedas de árvores e escola como local de ocorrência.8 6. sexo e escolaridade). O quinto grupo revelou associações 1.8 3. As figuras geométricas reúnem o conjunto de categoria de variáveis para as quais se identificou associação.9 0. queda de andaimes.1 3.134 Atendimentos a quedas em serviços de emergência Malta DC et al Tabela 2 continuação Variável Evolução na emergência Alta Encaminhamento ambulatorial Internação hospitalar Encaminhamento para outro serviço Evasão/fuga Óbito Sem informação a b b Masculino (n=7125) n 5594 502 559 278 62 4 126 % 78.00 0.5 7. O terceiro mostrou que os acidentes com adultos na faixa etária de 20 e 59 anos associaram-se a local de trabalho (indústria/construção e comércio/serviço). . na faixa etária entre 15 e 19 anos.1 1. O quarto mostrou associação de presença de alguma deficiência declarada com quedas em idades de 60 anos ou mais. Essa técnica contribuiu para traçar melhor o perfil dessas ocorrências.8 Total (n=12617) n 10019 875 895 487 109 8 224 % 79.50 Tórax -1.6 6. estão associadas com locais de prática esportiva.9 7. local de ocorrência e tipo de queda. É possível observar cinco grupos na Figura 1.4 6.50 Dimensão 1 Legendas: Parte do corpo atingida Natureza da Lesão Evolução na emergência Tipo de queda 0. escada/degrau e buracos e uso de álcool.00 Telhado Andaime -0. crâniano Membro superior Mesmo nível Membro inferior Entorse Contusão Alta -0.00 -1.

50 Legendas: Idade Tipo de queda Sexo Escolaridade Local de ocorrência Uso de bebida alcoólica Deficiência Figura 2. com alta da emergência nas primeiras 24 horas. lesões em múltiplos órgãos. e seus resultados apontam prioridades para programas de prevenção ou futuros estudos. alterações cognitivas e da marcha. Gráfico bi-plot das características relacionadas à evolução na emergência e à natureza da lesão e parte do corpo atingida das vítimas de quedas não intencionais atendidas em serviços de urgência e emergência. como entorses e contusões.50 Outros Andaime 0. parte do corpo e evolução na emergência.50 0. O grupo à direita mostra que as quedas no mesmo nível se associaram com lesões de menor gravidade. tendo sido internadas ou encaminhadas a ambulatórios ou outros serviços.Rev Saúde Pública 2012.13 . Apesar de os resultados fornecerem uma gama considerável de informações sobre a vítima. circuntâncias e o local de ocorrência. por exemplo.50 Prática esportiva 1. entre quedas em crianças de zero a nove anos de idade com residência como local de ocorrência.46(1):128-37 135 2. uma vez que os grupos estão posicionados de maneira oposta. deficiência visual. É possível observar dois grupos que englobam as associações observadas entre as varáveis. um achado usual nos estudos de causas externas. As ocorrências que levaram à alta ou internação são diferentes. optamos por discutir os aspectos que consideramos mais relevantes ou mais originais. as quedas que demandam os serviços de urgência e emergência parecem atingir mais equilibradamente homens e mulheres.00 Dimensão 1 0. entre outros.50 -1. sendo a diferença proporcional entre os sexos mais marcante nos dados de mortalidade e morbidade hospitalar no sistema público por causas externas. traumatismos intracranianos e fraturas.00 Dimensão 2 10a14 Escola 15a19 Árvore 0. DISCUSSÃO Este trabalho apresenta um panorama mais geral das vítimas não fatais de quedas que procuram atendimento em serviços de urgência e emergência. setembro a novembro de 2009.00 1.00 -0. O sexo masculino representou a maioria das vítimas de quedas nesses atendimentos.00 Indústria/Construção Álcool Comércio/Serviço Telhado 9+ 20a39 Buraco Escada/Degrau 40a59 Masculino 0a4 Residência Feminino 0a9 Outra Mobília Leito -0. sendo mais alta para o masculino nos homicídios.5 A associação entre quedas entre os indivíduos com 60 anos ou mais de idade e o relato de deficiência (física ou mental) declarada pela vítima é consistente com os dados de literatura em que o comprometimento da capacidade funcional.5 Entretanto.50 1. escolaridade de zero a quatro anos e sexo feminino. de lesões de maior gravidade. leitos e outras mobílias como tipo de queda.00 1.50 Deficiência 60+ -1. A Figura 2 apresenta o estudo de associação entre o tipo de queda. são fatores de risco para a ocorrência de quedas nesse grupo3. Porém. a razão masculino/ feminino depende do tipo de causa externa. tais como politraumatismos. cujo local do corpo atingido foram os membros inferiores e superiores. natureza da lesão.00 -1. Brasil. O grupo à esquerda mostra as associações entre as quedas de andaime e telhado.

ou seja. uma proporção considerável (80. traumatismos crânio-encefálicos e lesões de múltiplos órgãos. o achado de quedas associadas com práticas esportivas é compatível com dados de outros países. que se encontram sob alto risco de cair de leitos. é preocupante.gov. Os dados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social. Seção 4.4% das vítimas declararam uso de álcool previamente à queda.2 mas pouco se sabe sobre seu papel em relação às quedas. adolescentes e jovens com idades até 19 anos representarem mais da metade (56. As análises de correspondência revelam a ocorrência de quedas de andaimes e telhado. leitos hospitalares e de UTI. Estudo conduzido em hospital de Minas Gerais mostrou que um terço dos pacientes admitidos por trauma havia ingerido bebidas alcoólicas. Décima Revisão – CID 10). mostraram que. do total de 545. esse percentual chega a quase 30%.4% se incluída a suspeita de uso de álcool pelo entrevistador.15 Empregadores que são incapazes de proteger seus trabalhadores dentro do próprio local de trabalho ignoram uma de suas responsabilidades básicas. Ministério da Previdência Social.br/conteudoDinamico.3% para a variável faixa etária a 4. e não da causa do acidente (Capítulo 20 da CID 10). Ações para promover mudanças de comportamento e mudanças no ambiente das escolas. e para as quedas essa proporção alcançou 19. nem tampouco permitem a construção de taxas. Além disso. é necessário conscientizar as famílias quanto à supervisão dessas crianças. uma vez que foi observada baixa proporção de variáveis “sem informação”. Além disso.12 Adicionalmente. Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social. a alcoolemia positiva foi mais freqüente entre pacientes vítimas de violência. fazendo com que o ambiente domiciliar seja um local freqüente de acidentes domésticos e quedas.d A faixa etária da maior parte dessas vítimas foi de 20 a 29 anos. ocorreram no local de trabalho. cerca de 15% do total de quedas.3%. variando de 0. Anuário estatístico da previdência social. não podendo ser generalizadas para o Brasil. Os autores também verificaram que a maioria dos pacientes vítimas de causas externas após ingestão etílica não era alcoolista ocasional. mas provável usuário crônico ou dependente de álcool. Esses resultados também são compatíveis com o estágio de desenvolvimento esperado das crianças. pois desempenham um papel-chave no cuidado e promoção da saúde na infância.8%) do total dos atendimentos. queda de leitos e outras mobílias. E para aqueles com 15 a 19 anos. estudos mostram que simples intervenções no ambiente doméstico podem ter bons resultados na prevenção dessas quedas. Disponível em: http://www.12.mps. referentes ao ano de 2008.2 O presente trabalho apresenta algumas limitações e pontos fortes. não há informações sobre a gravidade desses acidentes. encontrou elevada taxa de acidentes de trabalho com gravidade. As informações sobre a gravidade desses acidentes representam uma lacuna de d conhecimento nessa área. atingindo indivíduos adultos jovens e adultos. sobretudo o fato de as crianças.0% para a escolaridade.8 e internacional. a residência foi o local mais freqüente de ocorrência desses eventos. A associação encontrada entre quedas em crianças e adolescentes de dez a 14 anos no ambiente escolar aponta que particularmente a residência e as escolas devem ser consideradas no desenho de estratégias voltadas para a redução dessas ocorrências entre esses grupos de maior risco. Estudo conduzido em Salvador. cadeiras. não é possível saber quantos desses acidentes foram decorrentes de quedas. proporção que sobe para 11. o que é sugestivo de acidentes de maior gravidade. em especial aqueles ocorridos entre trabalhadores do ramo de transporte e comércio.136 Atendimentos a quedas em serviços de emergência Malta DC et al Os achados do estudo descritivo e da análise de correspondência foram complementares. php?id=865 . levando em conta que um número crescente de mulheres estão no mercado de trabalho. o que é consistente com a literatura nacional4. uma vez que os dados disponíveis continham informações acerca da natureza da lesão (Capítulo 19 da Classificação Internacional de Doenças. BA.19 Nesse contexto. na maioria homens.Naturalmente. tais como politraumatismos. Se essa proporção for calculada para as vítimas na faixa etária economicamente ativa (15 a 59 anos). sofás e outras mobílias.2 Proporcionalmente. as crianças passam a maior parte do tempo em casa. ressalta-se a boa qualidade dos dados coletados quanto à completitude. determinando repercussões mais graves na saúde.4%) foi classificada como acidentes típicos. a análise de correspondência mostrou associação entre crianças de até nove anos. ocorridas provavelmente no local de trabalho.268 de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas. Porém. Entre as limitações está o fato de os dados serem provenientes de uma amostra de conveniência. 2008. o que é consistente com os achados do presente trabalho. A alta freqüência de eventos relacionados ao trabalho. o que repercutia nos serviços de emergência. comparativamente à população adulta. Nossos resultados revelaram que 6. O uso do álcool como fator de risco para ocorrência de causas externas é amplamente reconhecido. Os profissionais de saúde também devem estar envolvidos nesses programas. Por outro lado. Os dados provenientes dessas CATs mostraram que 75% dos acidentes classificados como típicos determinaram afastamento do trabalho por mais de 15 dias. clubes e outros locais em que essas atividades acontecem podem auxiliar na redução dessas lesões. Brasília (DF). Acidentes do trabalho [citado 2010 nov 01]. Entre os pontos fortes.6 Certamente que a participação dos jovens em esportes e atividade física deve ser incentivada como parte importante da adoção de um estilo de vida saudável.

Macário EM. Dannenberg AL. aumentando assim a compreensão acerca dos acidentes de trabalho. bem como associações que poderiam não ser observadas no estudo descritivo. DOI:10. Rev Saude Publica. Moura MCP. College Station. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. DOI:10. Frumpkin H. .14(5):1669-79. Os autores declaram não haver conflito de interesses. Silva NN.Rev Saúde Pública 2012. 2008. Fatores associados a quedas em uma coorte de idosos residentes na comunidade. 2 ed. DOI:10.ime. Estado de São Paulo. Kish L. escolas e ambientes de trabalho.57(9):225-9. 2006. DOI:10. Mingoti SA. Ramos EMLS. Moura L. Gómez-Conesa A. p. Saluja G. Atendimentos de emergência por acidentes na Rede de Vigilância de Violências e Acidentes: Brasil. Zhang X. Gawryszewski VP. Mascarenhas MDM. 2002. Sleet D. Macário EM. 2006 a 2007. Handbook of injury and violence prevention. Araújo G. Disponível em: http://www. Perfil dos atendimentos de emergência por acidentes envolvendo crianças menores de dez anos: Brasil. REFERÊNCIAS 1. Changing the built environment to prevent injury. Morita M. 19. 2009. In: Ministério da Saúde (BR). Ingestão alcoólica em vítimas de causas externas atendidas em um hospital geral universitário. A informação sobre as quedas é subestimada quando se consultam os dados provenientes de SIM e SIH/SUS. 6. Costa VC.2004-1415 13. Gama ZAS. Segurança pública: uma abordagem estatística e computacional. 2005. Acidentes e violências no Brasil: um panorama atual das mortes. Oliveira R. organizadores.14(5):1657-68. (Wiley Classics Library). É fundamental conhecer essas associações para o entendimento do agravo e seus fatores contribuintes. Silva MMA. 2008. Mercy JA. Rev Saude Publica. assim como os dados relativos à Previdência. Mercy JA. Haas EN. DOI:10. DOI:10. et al. Nagaraja J. Ashley P. editors.1590/S141381232009000500007 11. sobretudo estratégias para redução de fatores de risco a serem implantadas particularmente nas residências. Sleet D. Brasil. Mascarenhas MDM. p. Scarpellini S. Belém: EDUFPA.42(5):946-56. Rev Saude Publica. DOI:10. 2010 [citado 2010 ago 18]. 17.1590/S003489102008000500005 3.1542/peds. 1965.Bernal R. 2005. Gawryszewski VP. Oliveira LCM. Haas EN. Mendes ID.137-173. 2006.24(5):1121-9. Gravidade dos acidentes de trabalho atendidos em serviços de emergência. 2006. Mello Jorge MHP. Araújo AR. 2009. DOI:10.1590/S0102311X2008000500019 5. Bastos RR. Bandeira de Sá NN. Silva MMA. restritos somente aos trabalhadores do setor formal. 1985-1997. Xavier C. Souza AC. Mascarenhas MDM. Secretaria de Vigilância em Saúde. 2007. Silva MMA.257-275.36(6):709-16. New York: John Wiley & Sons.Brasil. Dib JA. Cien Saude Coletiva. Análise de dados através de métodos estatísticos multivariados: uma abordagem aplicada. Cienc Saude Coletiva. Mascarenhas MDM.42(5):813-21. internações hospitalares e atendimentos em serviços de urgência. 2008.unicamp. 2009. Bonzo SE. Gawryszewski VP. Brasília (DF). DOI:10. Espírito-Santo JS. Gawryszewski VP. 2005. Amostragem probabilística: um curso introdutório. Bonzo SE.43(5):750-60. Saúde Brasil 2009. editors. p. considera-se que os achados aqui apresentados podem auxiliar a direcionar a prevenção de quedas. Silva MMA. 2009. Ramos LR.1590/ S0034-89102009005000061 16. 7.116(2):454-61. New York: Springer. 2007.br/sinape/ sites/default/files/Artigo%20Sinape%20v2. Menkedick J. 2008. 2003. Lanphear BP. Handbook of injury and violence prevention. Perfil epidemiológico dos atendimentos de emergência por violência no Sistema de Serviços Sentinelas de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) .46(1):128-37 137 Os resultados deste estudo mostram o panorama geral dos atendimentos decorrentes de quedas realizados em serviços de urgência e emergência. Perracini MR. 2010. Malta DC. Malta DC. Interventions to prevent sports and recreation-related injuries. Análise de correspondência simples e múltipla para dados amostrais complexos. et al. New York: Springer. Epidemiol Serv Saúde.1590/ S0034-89102002000700008 14. Selfreported falls and fall-related injuries among persons aged >65 years: United States. Freitas EAM. Monteiro RA. Survey sampling. Santana VS. 2008. Gilchrist J. Cad Saude Publica. Phelan KJ. 8.18(1):17-28. São Paulo: EDUSP. 2001. 2. Pediatrics. Portanto. STATACORP. Almeida SS. Factores de riesgo de caídas en ancianos: revisión sistemática. Atendimentos de emergência por lesões decorrentes de causas externas: características das vítimas e local de ocorrência. Deaths from residential injuries in US children and adolescents.117-35. In: Doll LS. Malta DC. Staunton CE. Belo Horizonte: UFMG. Marshall SW.pdf 18. In: Doll LS.1590/S003489102008000500022 4. Centers for Disease Control and Prevention. Stata survey data reference manual. et al. Pereira Junior GA. Rev Saude Publica.5123/S1679-49742009000100003 10. 15. 12.1590/S141381232009000500008 9. Moura L. Vieira MT.