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DÍZIMO OU TRIBUTO?

Sinceramente, no momento, não tinha mais a intenção de escrever sobre dízimo, uma vez que achava que já havia escrito demais sobre o assunto, mas diante da mensagem de autoria do estimado irmão Ricardo Nicotra, divulgada no Adventistas.com, sob o titulo: “A Lei do Dízimo no Novo Testamento” , senti-me impulsionado a falar mais um pouquinho sobre o tema. Sei que o ser humano pode e deve, sempre que necessário, mudar de opinião, mas o que, infelizmente, nos surpreende é a atitude de alguns em não declarar claramente sua nova posição sobre determinado assunto que no passado tão enfaticamente se opôs, mas que, de repente, passa a admiti-lo, embora com argumentos e inteligência capaz de disfarçar seu atual conceito de forma a que creiamos que nada mudou de sua antiga para a nova compreensão. Sei de alguém que escreveu e veiculou na internet mensagem que demonstrava claramente que no Novo Testamento não há ensinamento sobre dízimo, mas sim um novo modelo de mordomia, no entanto, hoje, apela para a TRADIÇÃO, a fim de defender a vigência do dízimo, alegando que assim como por tradição apresentamos, na igreja, nossas crianças recém nascidas, sem que haja mandamento no Novo Testamento, assim também podemos continuar devolvendo o “dízimo”, a despeito de não haver nenhuma instrução neotestámentaria favorável a este procedimento. No caso de nosso estimado irmão Nicotra sua base de sustentação do dizimar neotestamentário é a atitude voluntária do dizimista, e o exemplo dos patriarcas. Para aceitarmos tais conclusões teríamos de considerar que se voluntariamente quisermos, também poderemos praticar a circuncisão, a páscoa, etc. tudo a exemplo dos Patriarcas, ou teríamos de esquecer que dízimo é constituído por produto agrícola ou da pecuária, e exigido dos proprietários de terras ou pecuaristas (Levítico 27:30-34; Números 18:2132; Deuteronômio 14:22-28 e Deuteronômio 26;12-14), JAMAIS DINHEIRO. Será que o Patriarca Abraão realmente devolveu dízimo? É claro que não! Embora na bíblia a tradução tenha usado a palavra dízimo, e o mesmo tenha sido destinado ao Sacerdote do Altíssimo, Melquisedeque, aqueles bens que Abraão entregou, não eram produto de suas terras, mas despojos conquistados pela força e violência da guerra, e sendo que a Bíblia nos informa que o próprio Deus estabeleceu um TRIBUTO sobre despojos de guerra, o qual equivaleria a 0,2% sobre a parte pertencente aos que lutavam no campo de batalha a ser entregue aos sacerdotes, e 2% sobre a parte pertencente aos que não participassem da batalha a ser entregue aos levitas (Números 31:26-31), e, embora essa instrução haja sido dada muitos anos depois da experiência do capitulo 14 de Gênesis, nada impede que a mesma já fosse do conhecimento do Patriarca. Não entendo, realmente, a disposição dessa insistência em uma doutrina que segundo Hebreus 7:18-19 foi REVOGADA, se realmente a intenção é arrecadar muito dinheiro, mesmo que para uma causa justa, a pregação do evangelho, com certeza, não foi entendida, ainda, a mordomia do Novo Testamento, nem tão pouco do que o poder de Deus é capaz de realizar na vida daqueles que desejam ardentemente fazer a Sua vontade. Espero não haver magoado a nenhum de meus irmãos, mas se alguém assim se sentir, queira, pela misericórdia de Deus, perdoar-me. Que Deus continue abençoando-nos, Heráclito Fernandes da Mota, heraclitomota@superig.com.br