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8 Andy Warhol (1928-1987)criou várias versões do retrato de lackelíne Kennedy junto ao fér etro do marido, o presidente

norte-americano lohn F.Kennedy, assassinado em nove mbro de 1963. lackie, uma mulher jovem, irradiando felicidade, de repente vê-se tr ansformada numa viúva enlutada. Esta serigrafia invoca o contraste da alegria e da tristeza, da plenitude e da perda, polos inseparáveis da vida humana. D A morte como enigma Por que o título do capítulo é "Aprender a morrer .."? Parece contrassenso dizer que a morte, essa desconhecida, pode ser objeto de aprendizagem. No entanto, é assim qu e Sócrates se refere ao filósofo, cuja única ocupação consistiria em preparar-se para morr er. Na mesma linha, Michel de Montaigne (1533-1592) cita o filósofo e orador roman o: "Diz Cícero que filosofar não é outra coisa senão se preparar para a morte". Evidente mente, não se trata de estar sempre pensando na morte de maneira mórbida, mas sim qu e, diante da sua inevitabilidade, possamos aceitá-Ia com serenidade, revendo os va lores e a maneira pela qual vivemos, distinguindo o fútil do prioritário. 95

Há pessoas que só reavaliam sua maneira de viver em situações-limite, como doença grave, s equestro ou uma ameaça qualquer que revele de modo contundente a fragilidade da vi da. Outros preferem não pensar na morte porque a veem como aniquilamento, ao admit ir que nada existe depois dela. Como viveríamos a partir dessa hipótese? Segundo alg uns, levando em conta que a vida talvez devesse ser aproveitada gozando o moment o presente, conforme a exaltação do carp.e diem romano. Como passagem para outra vid a, como aniquilamento ou de acordo com inúmeras outras interpretações possíveis, a morte é um enigma que nos assombra desde sempre. Estudos a respeito dos primórdios da nos sa civilização relacionam o registro dos sinais de culto aos mortos ao aparecimento das primeiras angústias metafísicas. Sob esse aspecto, a morte é a fronteira que não rep resentaria apenas o fim da vida, mas o limiar de outra realidade. A morte daquel es que amamos e a iminência da nossa morte estimulam a crença a respeito da imortali dade ou de algum tipo de continuidade da vida, como a reencarnação. Por isso o recur so à fé religiosa aplaca o temor diante do desconhecido, oferece um conjunto de conv icções que orienta o comportamento humano diante do mistério e prescreve maneiras de v iver para garantir melhor destino à alma. Desse modo, a angústia da morte leva à crença no sobrenatural, no sagrado, na vida depois da morte. Com o amparo da fé, a morte representa a passagem para a vida eterna no Paraíso, para um outro tipo de vida hu mana ou animal, ou para o Nirvana, Ainda que a fé continue como um farol para muit os, o que discutimos neste capítulo são as reflexões filosóficas sobre a morte. Se a fil osofia é uma das expressões da transcendência humana, pela qual buscamos o sentido de nossa existência, a morte não lhe pode ser estranha. fJ Os filósofos e a morte Em todos os tempos, portanto, a morte nos aparece como enigma. Admiti-Ia como um acontecimento inevitável pode nos levar à reflexão ética sobre "como devemos viver". Ve jamos como a pensaram alguns filósofos. • Sócrates e Platão O diálogo de Platão Fédon ou Da imortalidade da alma relata os momentos finais da vida de Sócrates, enquanto aguarda que lhe tragam a taça de cicuta. Em meio à emoção de todos, contrasta a serenidade do mestre, a tal ponto que Fédon, um dos discípulos presente s, afirma não poder sentir compaixão, já que tem diante dos olhos um homem feliz. Expl ica o estado de espírito de Sócrates como uma questão de coerência, pois, como filósofo, " não poderia irritar-se com a presença daquilo [a morte] que até então tivera presente no pensamento e de que fizera sua ocupação!" (Fédon, 64a). Como Sócrates preparou-se para a morte? Rejeitando os excessos do comer, do beber e do sexo, sem se deslumbrar com riqueza e honras, e buscando sempre a sabedoria. Sabemos que Sócrates nada esc reveu e que portanto é Platão que fala pela boca do mestre. Nesse relato, compreende mos o caráter moral de sua exposição pela qual se esforça para superar as limitações do mund o sensível em direção ao suprassensível. Sua libertação pela morte seria o sinal de outra vi da, quando a alma se purificaria ao se separar do corpo. É bem verdade, Sócrates não t em tanta certeza sobre o que diz a respeito do que viria após a morte, mas afirma a vantagem de aceitar as crenças vigentes e permanecer confiante sobre o destino d a alma quando se vive conforme os valores da temperança, da justiça, da coragem, da liberdade e da verdade. Em outro diálogo de Platão, a Defesa de Sócrates, a última frase do filósofo é a seguinte: é chegada a hora de partirmos, eu para a morte, vós para a vida. Quem segue melhor r umo, se eu, se vós, é segredo para todos, menos para a ~ PARA SABER MAIS A teologia é diferente da filosofia. A teologia (do grego theos, "deus", e lagos, "estudo") trata dos entes sobrenaturais que conhecemos pela fé, pela revelação divina. A filosofia, como vimos no capítulo 1, "A experiência filosófica", trabalha com conce itos explicitados por argumentos, portanto ela é uma reflexão dessacralizada, mesmo

(Coleção Os Pensadores). divindade.quando o próprio filósofo é uma pessoa religiosa.' 1 PLATÃO. p. 1972. São Paulo: Abril Cultural. Unidade 2 Antropologia filosófica . Defesa de Sócrates. 33.

E completa: nem desdenha viver. • Montaigne: aprender a viver No início do capítulo vimos que Montaigne cita Cícero. Do grego hedoné. De fato. portanto. confie o mínimo no amanhã". por identificar a felicidade com a satisfação imediata dos prazeres. para ele. o bem encontra-se no prazer. Assim como opta pela comida mais saborosa e não pela mais abundante. E assegura: "Avida em si não é um bem nem um mal. 1503No entanto. • Epicuro: não temer a morte Para Epicuro (341-270 a. seja uma simples dor de cabeça ou o enfrentamento das doenças e da morte. 2 EPICURO. ou seja. do mesmo modo ele colhe os doces frutos de um tempo bem vivido. Segundo a ética epicurista. portanto. a extremada sensualidade. Mementa moti é u ma advertência para que não nos esqueçamos da brevidade da vida. vale a maneira pela qual escolhemos viver. para quem "filosofar é aprender a morrer". não é esse o sentido do hedonismo grego. podemos nos imaginar mortos. Viver bem. viver não é um fardo e não viv er não é um mal. Essa atitude levou Epic uro ao cultivo dos prazeres espirituais. a submeter-se. quando pensamos em no ssa própria morte. meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade. Termo sânscrito que significa literalmente " perda do sopro". a morte nada significa porque ela não existe para os vivos. É preciso ter em vista o esforço para co nhecer-se melhor e aprender a não ter medo da morte. porque quem aprendeu a morrer recusa-se a servir. mas não sabemos o que é a experiência do morrer.C). o amor s agrado e o profano serão ambos inevitavelmente vencidos pela morte. aproveite o momento. mas um estado da mente de"supremo apaziguamento": cessam os de sejos e sofrimentos e liberta-se das transmigrações da alma. E. representado pela extinção do eu no Ser (em Buda ou em Brama). Para ele . Para ele. para que a alma permaneça imperturbável é preciso aprender a gozá-los com moderação. expressão latina que significa "lembrate de que vais morrer". Expressão usada pelo poeta latino Horácio (I a. Livro I. s obretudo pelo consumismo: ter uma bela casa. muitas roupas. mas não o objetivo da vida. O renascentista Dürer compõe um casal de figuras contrastant es: uma jovem com a coroa e o vestido típicos de uma noiva no dia do seu casamento . O filósofo lamenta que a maioria das pessoas fuja da morte como se fosse o maior dos males. pela incapacidade de tolerar qualquer desconforto. Que tipo de prazer? Hoje em dia costuma-se dizer que a civilização contemporân ea é hedonista. Mas o tema da morte reaparece várias vezes em sua obra Ensaios. li)ETIMOLOGIA Hedonismo. também. morrer é apenas o fim de todos nós. Essas consid erações fazem sentido na concepção hedonista de Epicuro. Nesse sentido. "prazer". Mais do que ter a alma imortal. ainda que breve. é preparar-se para morrer bem. Nirvana.boa comida. Torna-se bem ou mal segundo o que dela faz eis" (Ensaios. .). os pr azeres do corpo são causa de ansiedade e de sofrimento. capítulo XX). mementa o sábio. ao lado de um personagem mítico das florestas impenetráveis dos Alpes que simboliz a a lascívia. Mementa mario Alberto Dürer. Carta sobre afelicidade: a Meneceu. Carpe diem. O Ni rvana não é um lugar.C. um carro possante. Assim ele começa o poema:"Colha o dia. mas para ele não há vantagem alguma em viver eternamente. nem teme deixar de viver. À frente deles. ' Esta gravura expressa o que se chama moti. e os mortos não estão mais aqui para explicá-Ia. porém. a caveira: ou seja. Literalmente quer diz er "colha o dia". com destaque para a amizade e os prazer es refinados.

. 2002. p... Aprender a morrer. 31.São Paulo: Editora Unesp.

ou seja. É e sa conduta que nos orienta para um olhar crítico sobre o cotidiano e nos leva a as sumir a construção da vida. ao mesmo tempo que transcende o passado.•• Heidegger: o "ser-para-a-morte" Para Heidegger.. 1959. a morte está sempre na terceira pessoa. entre as quais justamente a situação-limite da morte. O existir humano consist e no lançar-se contínuo às possibilidades. a personagem principal do romance. •• Sartre: O absurdo O filósofo francês jean-Paul Sartre (1905-1980). tem a impressão de existir à maneira de uma cois a. de um objeto. que não constitui obstáculo para o agir livre. nossa vida carece de sentido. gratuitamente. isso não significa para Sartre a perda da liberdade para construir nossos projetos. a que Sartre recorre no romance de mesmo nome. que é uma "pa ixão inútil". Introdução à metafísica. embora influenciado por Heidegger. con fortavelmente instalado em um uni. Ser e tempo. desprovido de razão de ser. Tudo lhe surge como pura contingência. Esse fato inescapável do "ser-para-a-morte" provoca angústia por lançar-nos dia nte do nada. Em sua obra principal. nega a transcendência e repete os gestos de "tod o o mundo" nos atos cotidianos. suprime da vida toda significação. afirma que a morte é a certeza de que um nada nos espera e que por esse motivo ret ira todo o sentido da vida. Suas principais obras: Ser e tempo. que examina a consciência que as pessoas têm do seu lugar no mundo e o significado que o mundo tem para elas. cujo principal represe nta nte foi Sartre. porque estes são independentes da morte . sofreu a influência da fenomenologia de Husserl. o ser humano inautêntico foge da angústia da mor te. recusando-se a refletir sob . é aquilo que. No entanto. sem sentido. Se temos d e morrer. verso sem indagações.' IJ'OUEMÉ? Martin Heidegger (1889-1976). do não sentido da existência. Numa célebre passagem. (em alemão. Assim explica: . Ao contrário. Embora rejeitasse para si a classificação de existencial ista. é a morte dos outros. como projeto.a morte jamais é aquilo que dá à vida seu sentido: pelo contrário.filósofo alemão. exprime justa mente o sentimento quando se toma consciência de que o real é absurdo. por princípio. nos introduz na temporal idade. Sobre a essência da verdad e. ao olhar as raízes de um castanheiro. Para Heidegger. Isso não significa apenas ter um passado e um futuro em que os momentos se sucedem passivamente uns aos outros. mas sim que a existência é este ato de se proje tar no futuro. Mas. a existência autêntica supõe a aceitação da angústia e o reconhecimento de sua finitude. Para esse tipo de indivíduo. como as coisas são. busca o sentido profundo da exi stência Martin humana pelo conceito de Dasein Heidegger. tornando-se um dos grandes pensadores do século XX. difere ntemente de Heidegger. refugia-se na impessoalidade. conclui pelo absurdo da morte e também da vida. por ser a "nadificação' dos nossos projetos. o ser como possibilidade. o "ser-aí") . porque seus problemas não recebem qualquer solução e a própria significação dos problemas permanece indeterrninada. influenciou com suas ideias essa tendência fi losófica. mas desenvolveu pensamento próprio.. de ser-aí. O conceito de náusea. A impessoalidade tranquiliza o indivíduo. ~ ur O conceito de angústia diante da morte não deve ser confundido com o medo de morrer: trata-se do sentimento de um ser que sabe existir para seu fim. Roquentin.

« ~ ~ 8 Gustav Klimt (1862-1918). s a' :o o :'i o .pintor austríaco. 3 o ser e o nada.]ean-Paul.mostra-nos as três idades da vida e a morte à espreita. p. 1997. 652. Petrópolis: Vozes. 1916. Unidade 2 Antropologia filosófica .re a morte como um acontecimento que nos atinge pessoalmente. em Morte e vida. SARTRE.

nas quais as pessoas encontram-se inseridas numa t otalidade que lhes dá apoio. É comum os parentes.! O meu dia foi bom. sua agonia era acompanhada por parentes. acelerando o processo do individualismo. para se referir à morte como tabu. Se vivemos bem. Espécie de pequena refeição noturna.Umpoeta Já que falamos no enigma da morte. cercada de sortilégios. são iniciadas desde a mais tenra idade na fisiologia do amor. podemos recebê-Ia com temor ou sorrindo. mas elas assist iam à grande cena das despedidas. inclusive com a presença de crianças. . Magia para prever o futuro. que "tomam conta do mor to" e o preparam para o velório com serviço de maquiagem. Caroável. substituindo o sexo como principal interdito: Antigamente dizia-se às crianças que se nascia dentro de um repolho. Distingue as reações possíveis de temor e de aceitação (ou seriam ambas possíveis ao mesmo tempo?).O ti égLo5) Encontrará lavrado o campo. A mesa posta. A morte. 2009.). às vezes com a cumplicidade de médicos. A tentativa de ocultar a morte iminente talvez explique o requinte de funerárias norte-americanas. Philippe. Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou camá e. não importa se tenhamos vivido bem ou mal. 4 5 BANDEIRA. A "obscenidade" em falar da morte é mais grave com doentes terminais. Citado em: ARtES. porque nada lhe era ocultado. O luto dos parentes próximos era indicado pela r oupa: entre nós. . Manuel. à cabeceira do moribundo. uma tarja preta no braço.' o poeta compara o dia e a noite à vida e à morte. A única certeza é a inevitabil idade da morte. casar e morrer.a". Com o chegar da noit e. Esses costumes mudaram a partir de meados do século XX. alguém Ihes diz que ele repousa num belo jardim por entre as flores. esconderem do paciente sua doença letal e o fim próximo.. são sociedades relacionais. Consoada. de Manuel Bandeira. Talvez eu tenha medo. quando não veem mais o avô e se surpr eendem. Não se pense que seria fácil morrer. meiga. Consequentemente. só nos resta dizer: "omeu dia foi bom" e. port anto. em que uma série de cerimônias e rituais cercam os aconte cimentos do nascer. a viúva usava roupas pretas por um ano inteiro. Neste livro cita o sociólogo Geoffrey Gorer. O historiador francês Philippe Ariês abord a essas questões no clássico História da morte no Ocidente. p. a casa limpa. Amável. a mesa posta (a última refeição: o último alento da vida) prenuncia os enigmas do fut uro que nos espera. e. (A noite com seus S. Manuel Bandeira: poesia completa e prosa. pode aproximar-se de nós de modo rude ou suave. mesmo que enigmática. por que não ouvir também um poeta? Leia então "CODSQa . como parte do cotidiano das pessoas.' B O tabu da morte As sociedades tradicionais. História da morte no Ocidente. Após o desenlace. Talvez sorria. Sortilégio.Alô. É interessa nte lembrar que ainda na primeira metade do século XX o moribundo permanecia em ca sa.. ou diga: . Com cada coisa no seu lugar. mudou o sentido da morte.como resultad o do processo de urbanização e de industrialização.. Que não a mite dúvidas.208. nem um cemitério. pode a noite desce r. fotos dele jovem e até gravações de sua voz. que escreveu um estudo com o título provocativo de ''Apornografia da morte". e sim no necrotér io. a "indesejada das gentes". o morto er a velado na própria casa. No mund o urbano contemporâneo. amigos e vizinhos e ele tinha consc iência de estar morrendo.d. fortemente marcadas pela predominância da vida comunitár ia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. porém a morte era aceita de modo mais natural. quando alguém morre. mas. Hoje. posso morrer: "lavrei o campo e limpei a casa' . feitiço. para onde não se costuma levar crianças. e o viúvo. Iniludível. que crescem à margem dessa realidade da v ida: nunca veem um morto. o velório não é mais em casa. . A grande cidade cosmopolita destruiu os antigos laçose fragmentou a comunidade em núcleos cada vez menores.

p. 1977.Rio de Janeiro: Francisco Alves... . Aprender a morrer. 56.

dos desde o final do século XIXpara servi. tanto para p revenir doenças como para tratá-Ias.lagfJ. alimentação ina dequada. 2002. o que faz sentido qua ndo nos deparamos hoje com movimentos neonazistas atuando de modo violento contr a imigrantes de países pobres que invadem a Europa. cada vez m ais especializada. Prisão de Guantánamo. A história. no Iraque.dade. Instituições penais detrabalhos forçados da então União Soviética que serviam de cam pos de concentração para os dissidentes do poder. Geralmen te são pobres e negros. não nos dei xa esquecer as pessoas que perderam a vida precocemente. Essas pessoas. nas Atividades).ma sobrevi.são e abri. até ser reduzi. foi. pelo poder politico. o u da base de Guantánamo.g a centenas de detentos de vári. Trata-se da renúncia de qualquer r eflexão ética. . o que não é o caso de assassinatos. a base transformou-se em pri. Além disso. sobretudo i. sob a alegação de estarem cumprindo ordens. porque a extrema po breza atinge grande parte da população mundial.raqui. Ou quando vemos estarrecidos a s fotos das sessões de tortura na prisão norte-americana de Abu Ghraib. com suas guerras e massacres.gni.vência bi. em hospitais. o que dificulta o a tendimento a idosos e doentes. Cuba. suicídios. onde usufruem dos avanços da medicina. ou.ca. diante do horror indizível do genocídio. muitas vezes marginalizadas por te rem sido reduzidas à improdutividade. r:J É legitimo morrer? deixar ou fazer O ritmo acelerado imprimido pelo sistema de produção e serviços nas últimas décadas do sécul o xx: obrigou as pessoas ao trabalho intenso. em um país como o rasil. tem provocado disputas por terras.da à mini. em represália aos ataques terrori. nos casos mais graves. algumas por ideais. crianças.liAqueles que morrem mais cedo Costuma-se dizer que a morte é democrática por ser um acontecimento que atinge a tod os: velhos. E esse último exemplo que merece nossa atenção. seria democrática se decorres se de morte natural. falta de saneamento básico e precariedade do sistema de saúde. a concentração fundiária.ológi. Estatísticas indicam o crescimen to dos índices de homicídio de jovens de até 19 anos por causa do narcotráfico. os grandes chefões encontram-se em lo cais confortáveis e bem protegidos (observe a charge de Angeli sobre o tema no fin al do capítulo. embora muitos não a percebam como resu ltado da violência social. moços. que resultam em violência e assassinatos no campo. apesar das denúncias de violação dos direitos humanos. A filósofa Hannah Arendt usou a expressão "banalidade do mal" para referir-se à violênci a levada a efeito por funcionários que matavam milhões de pessoas sem se sentirem cu lpados. longe de casa. enquanto. Trata-se da situação em que se encontra a população mais pobre de países com má distribuição de renda. soviéticos e dos campos de extermínio nazistas.as nacionalidades. ~esastres devido à i mprudência ou à penúria.r de base naval.ão de Cuba cedi. são recolhidas em "casas de repouso". o filósofo italiano Giorgio Agamben define como "vi. bem sabemos.da aos Estados Uni.anos e afegãos.stas. ricos e pobres. No entanto. Mas nada foi similar à experiência dos fJ!:. em que os detentos ficam em celas que mais parecem "gaiol as". Em 200 2. Gulags.cas e roubada em toda di. A filósofa temia que as práticas típi as de governos totalitários se estendessem além daquele período. que ainda não finalizou a reforma agrária. out ras obrigadas a lutar por causas que desconheciam ou nas quais nem acreditavam. Guantánamo é uma regi. exclui da das proteções juridi. altas taxas de mortalidade infantil.da nua" aquela que.

.rei. sem acusação formal nem di. Unidade 2 Antropologia filosófica .toa advogado ou a qua lquer proteção juridi.dente violação das lei.ca.s.que vi.vem em condições deplorávei.s intemacionais. em evi.

que após um acidente ao mergulhar ficou tetraplégico durante 29 anos. quando mantém artificialment e a vida. Alega-se que. Por exemplo. da atenção sem pressa nem profissionalismo. porque o tema é complexo e exige a p articipação multidisciplinar de biólogos. caso essas sejam de sofrimento e d ores insuportáveis. técnicas avançadas e ambientes assépticos prolongam a vida. literalmente "boa morte". E mesmo quando é aceita. o que não vale para a maioria da população de baixa ren da. passiv a. sem adiá-Ia inutilmente por me ios artificiais. aliados aos conhecimentos médicos. médicos. unanimidade em acatar essa orientação por parte de méd icos e familiares. Vejamos algumas delas. • A eutanásia Diferentemente dos cuidados paliativos.e muit as vezes colocadas em prática . cidadãos. no século XVII. Religiosos e a família era m contra a solução extrema.têm despertado discussões apaixonadas e exigido reflexõe s éticas. a ~ ~ é uma maneira de provocar a morte de liberadamente. "morte". filósofos. evitando a terapêutica invasiva. Não existe. • Os argumentos mais difíce is de contraditar são os de caráter religioso. seja de um doente terminal. prolongando o sofrimento dos doentes terminais. O ter mo foi introduzido pelo filósofo inglês Francis Bacon. "bom". feito pelo marido. dar o conforto possível ao doente. • Prós e contras A eutanásia tem suscitado questões éticas radicais. porém.Se. Do prim eiro tipo lembramos o caso real do espanhol Ramón Sampedro . Finalmen te. a justiça concedeu a autorização. sem sucesso. por outro . Às vezes. ligada a sondas que a mantinham viva. A luta judicial foi conturbada. A eutanásia pode ser ativa ou passiva: ativa. • O cuidado paliativo Geralmente a assistência médica pode tornar-se excessiva. intelectua is. juristas. seja de alguém que deseja morrer devido . sem que se possa desligar os aparelhos que as mantêm vivas. teólogos. um tipo de atendimento aos pacientes incuráv eis que não apressa nem retarda a morte.relatado no filme Mar adentro -. pelos critérios de justiça e benevolência. quando uma ação provoca' a morte. por um lado. Ela tinha 41 anos e havia 15 encontrava-se em coma vegetativo. mas visa a aliviar a dor. O grande problema encontra-se no período em que a vida tornou-se insuportável pela dor e pelo sofrimento ou pela irreversibilidade da doença. esperar por um milagre ou dizer que a vida é sagrada são teses evitadas pelos que reivindicam o direito de avaliar moralmente as perspectivas de futuro do doente terminal. sobretudo devido a antagonismos muitas vezes inconciliáveis. As soluções propostas . É bem verdade que esse quadro é real para os que têm acesso a bo ns hospitais e medicação adequada. a tecnologia é capaz de adiar a morte de quem não teria chance de sobrev iver. tinha a discordância dos pais dela. mas sobretudo dos protagonistas dessas situações dramáticas. desligando-se os aparelhos. e thanatos. Vamos ci tar apenas alguns dos argumentos mais comum ente usados. Como exemplo de eutanásia passiva. m ETIMOLOGIA Eutanásia. Do grego eús. não se escapa à solidão e à impessoalidade do atendimento. Não faltam exemplos de pessoas que ficam meses ou anos em estado de vida pre cário e até vegetativo. seria possível reconhecer o m omento para esperar que a morte venha naturalmente. o caso da norteamericana Terry Schindler Schiavo foi vastamente divulgado pela mídia em 2005. quando a eles se opõem os que recorrem apenas a critérios laicos. parentes e o doente. Por isso já existem inst ituições que adotam a medicina paliativa. mas Ramón foi ajudado por uma amiga a consumar o que ele p róprio chamava de "morte digna". resulta de um debate ético entre médicos. Lu tou judicialmente pela autorização da eutanásia. mas o moribundo encontra-se afastado da mão amiga. O debate é semp re acirrado. quando este ainda se mantém lúcido. ao serem interrompidos os cuidados médicos. porque o pedido para desligame nto dos aparelhos. Os enfermeiros e os médicos são eficientes.

quando o sofrimento é ex cessivo. Que atenua ou alivia um mal temporariamente. Capítulo 8 . o não deixar sofrer.a uma doença crônica.. a motivação aleg ada para realizar a eutanásia é a compaixão. Em ambos os casos. . Paliativo.. que tornou a vida insuportável.Aprender a morrer.

Em que pesem esses confrontos. os revolucionários são os que enfrentam o desafio da morte. atualmen te. há países em que existe legislação para regular a prática de eutanásia.a fim de que os recursos da alta tecnologia médic a sejam usados para o bem dos pacientes e não em seu prejuízo. na maioria dos países. "frio". seu código de ética. teme abandonar o conforto e a segu rança da estrutura antiga a que já se habituou. oportunismo e má-fé. ao afirmar que se a morte é um mal. caso a vida tenha se tornado um mal. A oposição entre o velho e o novo repete indef inidamente a primeira ruptura e explica a angústia humana diante de sua própria ambi guidade: ao mesmo tempo que anseia pelo novo. é antecedida por diversos tipos de "morte" que permeiam o tempo todo a vida humana. por isso não se pode escolher mat ar. i númeras perdas e separações marcam nossa vida: à medida que cresce. a eutanásia. por ser um ato que não se orienta pelo ódio. a criança vê modificar-s e sua relação com os pais . seja passiva ou ativa. No entanto. Do grego kryos. Depois disso. argumenta-se que a opção pela eutanásia requer avaliações médicas rigorosas e resp eis que descartariam essa hipótese. Há os que distinguem a eutanásia do homicídio. desvios de intenção. O próprio nascimento é a primeira morte. Outros discordam. "gerar": aquilo que gera o frio. a gestação segue se u curso natural.e vice-versa. • Mesmo se houvesse aprovação da eut násia. além de outros que a restringem a casos específicos. vale lembrar que os valores não são dado s de uma vez por todas e merecem ser discutidos de modo desapaixonado . como clímax de um processo. Os critérios para essa discriminação são bastante rigorosos. que sugere a ideia de "dever" diante de uma prática. Muitas pessoas. entre eles Holanda e Bélgica. há risco de ser errada a previsão de irreversibilidade da situação do paciente quan do. Depois de descongelados e implantados no útero.• Alguns dizem que a morte é um mal e a vida é um bem. ID ETIMOLOGIA Deontologia. Em cont raposição. sobretudo em medicina. a fim de evitar abusos. Pensando do ponto devista antropológico: que mundo uma pessoa congela da em 1980 encontraria em 2040. para alguns. • Resta lembrar que.J PARA REFLETIR Sabe-se hoje que ainda está distante a técnica para "ressuscita r" o morto submetido à criogen ia. passa a ser um bem. ele poderia voltar de um coma profundo. na medicina brasileira está veta da pelo seu código deontológico. Do grego. os santos. Trata-se do conjunto de deveres ligados ao exercício de uma profissão. Nos Estados Unidos o congelamento de seres humanos começou a ser conhecido na década de 1960. é preciso lembrar que. mas pela compaixão. Sobre esse argumento. tanto no sentido literal co . ou seja. Criogenia. sujeito a julgamento. quando foram fundadas instituições de grande porte para desenvolver técnicas de preservação criogênica. D As mortes simbólicas A morte. ontos. por não oferecer condições de atividades elementares que fazem a vida boa. a eutanásia é de fato crime. no sen tido de primeira perda: rompido o cordão umbilical. os artistas. • Para outros. por exemplo. após longo tempo. é sempre um c rime. "o que fazer". Os heróis. cada pessoa de veria ter o direito de decidir sobre sua morte. e qeneia. e a mais conhecida do público é o congelamento de embriões em c línicas de fertilização. diante de circunstâncias adversas irreversíveis. a fim de evitar o prolongamento da dor em situações irreversíveis.se isso for possível em casos como esses . deon. sobretudo aquelas que iam morrer de doença i ncurável. (. pagaram preço alto para se submeter ao processo e garantir sua manutenção pelo tempo necessário. caso o procedimento fosse um sucesso?Façacom seu g rupo um exercício de imaginação e descreva os primeiros dias dessa criatura "ressuscit ada". a antiga e cálida simbiose do fe to no útero materno é substituída pelo enfrentamento do novo ambiente.

quando os seres humanos se mostram insolentes e presunçosos. São inúmer as as suas aplicações Unidade 2 Antropologia filosófica . há aqueles que desejam driblar a doença e a m orte e pagam fortunas para congelar o corpo. com o avanço da ciência. Pois hoje em dia.mo no simbólico. na esperança de ser encontrada a cura para sua doença letal e eles possam "renascer". processo de alta tecnologia usado para resfriar materiais a baixíssim a temperatura. Z]J A negação da morte Os gregos antigos usavam o termo hybris para designar tudo o que ultrapassa a me dida. Recorrem então à criogenia. que é excessivo.

Uma característica dos in divíduos maduros é saber integrar a possibilidade da morte no cotidiano da sua vida. seja pela separação. m 6 ETIMOLOGIA . marcada por intervenções cirúrgicas nem sempre bem-sucedidas. é adulto quem se conforma em viver m enos para não ter que morrer tanto. seja pela morte de um dos parceiros. Vamos dar o exemplo do amor: por que temos ~? Porque tememos perder quem amamos. Se esse alg uém dá densidade à nossa emoção e nos enriquece a existência. Aos benefícios do progresso acelerado contrapôs-se uma realidade sombria: os efeitos de uma lenta mas progressiva destruição da natureza. Frida Kahlo. orgulhosos de dominar a natureza pela sua inteligência e saber. porque a relação "perde" a expressão anterior do amor para criar novas configurações. ela pode representar transformação." A coluna partida. porque o tecido do seu ser passa inevitavelmente pelo ser do outr o. Há um período de "lutá'. exacerbou-se o processo de exploração dos recursos naturais. ~ O sofrimento da natureza Durante muito tempo os recursos naturais foram explorados visando às necessidades dos seres humanos. Talvezpor i sso haja os que evitam o aprofundamento das relações: preferem não viver a experiência a morosa para não ter de viver com a morte. nem toda perda é um mal. K . ainda. quando nos separarmos d evido a circunstâncias incontornáveis. É nesse sentido que o pensador francês Edgar Morin afirma: Nas sociedades burocratizadas e aburguesadas. A artista plástica mexicana Frida Kahlo sofreu um acidente com dolorosas repercussõe s em sua vida. . sofremos até mesmo com a ideia a perda. pintar e viver intensamente. Quando a perda é sentida de forma intensa. e fúria de viver quer dizer viver a dificuldade. Com o desenvolvimento das ciências e da industrialização.por serem capazes de construir o novo a partir da superação da velha ordem. Portanto . E sta última é dolorosa e difícil. para só depois buscar novo equilíbrio. qu ando deixamos de amar ou não mais somos amados.v~ o risco do amor é a perda. Nas relações duradouras. crescime nto. ou. Porém. Apesar da dor. Nesta tel a. a coluna grega partida. estudos que se concretizaram na década • Amor e perda As relações humanas oferecem um campo fértil para a reflexão sobre a morte. o colete. os pregos no corpo e as lágrimas expõem o profu ndo sofrimento que não a impedia de amar. apesar de o amor recíproco permanecer ainda viv o. por ser a vivência da morte numa situação vital: a morte do outro em minha consciência e a minha morte na consciência do outro. Os sinais mais evidentes alarmaram os cientistas e estimularam as discussões sobre ecologia e eco ética. o segredo da juventude é este: vida quer di zer arriscar-se à morte. a pessoa precisa de um tempo para se reestruturar. °v <V ~~~ •. Por exemplo. '944.. diversas "mortes" ou perdas permeiam nossas vidas.t"l.

significa o medo de perder o afeto de alguém. Trataremos do assunto na Unidade 4 . Capítulo 81 I ~J . n. Ecoética. Aprender a morrer •. 13. Olgária. Reflexões sobre o amor e a mercadoria. Do grego zelos.1983. cu ida l". São Paulo: Polis/Departamento de Filosofia da FFLCH da USP. Citado em: MATOS. Já o termo "zelo" é o cuidado que dedicamos a alguém por quem temos afeição. 209.Ciúme. p. Ou ética ambiental. Por isso costu ma-se dizer: "Quem ama. Revista Discurso.Ética. é o ramo da recente reflexão filosófic a denominada ética aplicada que discute os aspectos éticos das relações humanas com a na tureza..

inund ações e outros desastres estão ocorrendo com mais intensidade e frequência nos últimos tem pos. a degr adação ecológica.de 1970 inicialmente na Europa. O que é isso senão a morte lenta da natureza? Outra questão muito discutida é a dos direitos dos animais. Ao contrário. ao reconhecer a finitude da vida. D Pensar na morte: refletir sobre a vida A tentativa de recuperar. Mas não só. Essa mesma reflexão pode nos orientar em casos extremos. Não que as pessoas não saibam dos riscos de um desastre nuclear ou dos prejuízos ao ambiente causados pela poluição. chuvas ácidas. a reflexão sobre a mortalidade torna menos importantes esses anseias diante de outros valores que nos proporci onam mais dignidade. continu am agindo como se essas questões não lhes dissessem respeito. lixo atômico e eletrônic o. sem dúvida não goza de uma boa qual dade de vida. no lazer. atitude qu e seria pessimista e paralisante. tantas pequenas mortes também nos aflig em: o indivíduo urbano. Unidade 2 Antropologia filosófica . espécies de fauna e flora em extinção. aumento do efe ito estufa. muitas vezes letais. diminuição da diversidade biológica. como luxo ou prazer. pelo desmatamento ou pelo desperdício de água potável. acúmulo de materiais não biodegradáveis. A ins ensibilidade com relação à morte individual tem paralelo com a inconsciência referente a o destino do planeta. reavaliamos nosso comportamento e escolhas. no mundo atual. São evidentes os prejuízos para os seres humanos e animais. condena o abate de animais com a finalidade de nos servir de alimento. a fama e o poder. Independentemente do progresso técnico atingido por nossa civilização. os rodeios. a consciência da morte nos ajuda a questionar os falsos objetivos do progresso a qu alquer custo e a nos perguntar sobre o legado para as gerações futuras. Além de que furacões. América do Norte e Austrália. Mas. O filósofo Peter Singer. poluição das águas e do ar. Placas de circuitos e carcaças de aparelhos eletrônicos para descarte (2009). entre outros. a consciência da morte não deve ser entend ida como interesse doentio de quem vive obcecado pela morte inevitável. Em termos planetários. Pela primeira vez na história da humanidade a morte ultrapas sa a dimensão do indivíduo e ameaça a sobrevivência de todos. o esporte da caça. p ermanecem altos os níveis de alienação humana no trabalho. que já sofrem as consequências funestas como doenças. as touradas. se tomamos como v alores absolutos o acúmulo de bens. segundo um ritmo que não é o seu. Enfim. obrigado a desempenhar fu nções que não escolheu. o que f az com o lixo eletrônico gerado pelos habitantes e pelas empresas? Escreva um text o explicando por que a conscientízação das pessoas a respeito da preservação arnbiental im plica a resolução ética de mudar hábitos. tal como a morte. Diversos pensadores debruçam-se sobre os meios de coibir os maus-tratos e a matança deles por motivo fútil. no consumo. como a eutanásia ou o aborto. o que você faz com seus aparelhos em desuso? E a prefeitura de sua cidade. massacrado pelo sistema de produção. Nesse rol estão o comércio de casacos de pele. O grande perigo que at emorizava tinha muitas faces: erosão do solo. Na vida cotidiana. Por exemplo.

a) b) De que maneira.Você fica se perguntando o que vai ser quando crescer? .. Bom dia. livro I. Justifique. e se encerra vivo no nada que o obceca.) Com base nesta citação. podemos passar pelo luto ou correr o risco de permanecer na melancolia? Explique e dê exemplos. a alegria prevalece. Explique em que elas se distinguem. L . D Qual é a diferença entre cuidados paliativos e euta11 Explique as "mortes" simbólicas que enfrentamos durante nossa vida.. a desejar ~lhures.]A vida preva lece. Há quem viveu muito e não viveu. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. 93-95. [. b) Posicione-se pessoalmente a respeito dessas • Localize na citação de Montaigne a seguir a frase com a qual podemos interpretar a t ira do Minduim. e é isso que distingue o luto da melancolia. como diz Freud. o luto (a aceitação da morte) pende para o lado da vida. > Aplicando os conceitos 11Durante a Idade Média. Imagináveís então nunca chegardes ao ponto par a o qual vos dírigíeis? Haverá caminho que não tenha fim?" (Montaigne." (André Comte -Sponville.p.'o objeto já não existe' -.. é esse processo psíquico pelo qual a realidade prevalece. Discuta com seu grupo: como poderíamos relacionar esse sonho com as expectativas d aqueles que optaram pela criogenia ou então dos que têm esperança de clonar pessoas ou mesmo animais de estimação? expectativas . responda às questões. capítulo XX. Atenda às questões.Se liga. terdes vivido bastante. Num caso.. ele se identifica com aquilo mesmo que perdeu. explica Freud. do luto. o indivíduo aceita o veredicto do real. mano! Não racioc . e escolha dois filósofos cujas concepções sobre a mor te sejam distintas.l.J Alguma coisa se inverte aqui. násia? Posicíone-se a respei to. ela é completa . pois depende de vós. os alquimistas procuravam descobrir a fórmula do "elixir da longa vid a" ou da "eterna juventude". quando a melancolia nos encerra na mesma morte que ela recusa. ensinando-nos a viver apesar de tudo. e não d o número de anos. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer. angústia!. No outro.11 "O trabalho > Revendo o capitulo D Releia o tópico 1. antes do desenlace fina l. Ensaios. há tanto tempo [.) . São Paulo: Martins Fontes. a) Explique qual é a diferença entre luto e melancolia. 1997. "A morte como enigma". "Qualquer que seja a duração de vossa vida. e a prende a amar alhures. diante dessas "mortes". e cumpre que ela prevaleça.

2008. o você "VIDAS VAZIAS" Tira do Minduim. Charles Schulz PEANUTS 8/20/07 MATERIAL ESTÁ AQUI . .ln: O Estado de S. 27 ago. apresente sua interpretação da charge. de Charles Schulz. explicitando os elementos verbais e não verbais que fundamentam as relações que você estabeleceu. Pau/o.ino sobre hipóteses! Em um texto de 6 a 8 linhas... TUDO QUE PRECISA É UM BOM TÍTULO. Caderno D.

141 Capitulo 13 A busca da verdade . 130 Capitulo 12 Lógica simbólica.Capitulo 9 O que podemos conhecer? 108 Capitulo 10 Ideologias. 179 Capitulo 16 A crise da razão. 194 106 . 167 Capitulo 15 A critica à metafísic a. 119 Capitulo 11 Lóg ica aristotélica. 149 Capitulo 14 A metafisica da modernidade.