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Conceção de Estruturas II

(Professor Marques Pinho)


Cálculo de Estruturas: Método dos Deslocamentos

Análise de um Pórtico













Trabalho elaborado por:

António Pinto Pereira nº 5548

Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica

Universidade do Minho

Guimarães, Abril 2013
2

Sumário

Pretende se com este trabalho efetuar a análise estrutural de um pórtico plano
utilizando o algoritmo do Método dos Deslocamentos e ao mesmo tempo
recorrer a meios computacionais, nomeadamente ao software CYPE, de modo
a comparar os resultados obtidos nas diferentes etapas.

Ao longo do método serão determinados os seguintes elementos:

- As matriz de rigidez de cada uma das barras,

- A matriz de rigidez da estrutura,

- O vetor das solicitações exteriores,

- Os deslocamentos dos nós,

- Os esforços nas extremidades nas barras,

- As reações nos apoios,

- Os diagramas de esforços axiais, esforços transversos e momentos fletores.


Finalmente, proceder-se-á à análise global dos resultados obtidos de forma a
comparar o método analítico face aos determinados pelo software.











3

Índice


1-Introdução………………………………………………………………………
2-Caraterização da Estrutura…………………………………………………..
2.1-Nós e extremidades……………………………………………………….
2.2-Perfil das barras……………………………………………………………
3-Formulação Matricial……………………………………………………….....
3.1-Matrizes de rigidez de cada uma das barras
no sistema de eixos global………………………………………………….
3.2-Matriz de rigidez da estrutura, no sistema de eixos global……………
3.3-Vetor das solicitações exteriores X
0
……………………………………..

4-Equação Fundamental do Método dos Deslocamentos……………….....
4.1-Comparação de resultados, cálculo analítico/software………………..
5-Esforços nas barras…………………………………………………………..
5.1-Reações nó 1………………………………………………………………
5.2-Reações nó 4………………………………………………………………
6-Diagramas de esforços – sistema de eixos local………………………....
6.1-Convenção de sinais para os esforços………………………………….
7-Conclusões……………………………………………………………………...
Bibliografia…………………………………………………………………………
Anexos………………………………………………………………………….....


4
5
5
6
7

9
11
11
15
17
18
20
23
24
24
32
33
34








4

1-Introdução

A informação que se pretende obter de uma análise estrutural é o valor e a
distribuição das grandezas que caracterizam a resposta da estrutura a uma
dada ação, designadamente os esforços, as deformações e os deslocamentos
nas secções das peças lineares, tipicamente vigas e pilares, e as reações nos
apoios que simulam a ligação da estrutura à fundação.

Para obter essa informação, os problemas de análise estrutural devem ser
formulados e resolvidos usando os métodos que assegurem a máxima
eficácia dos meios disponíveis.

Um método de resolução usado é o Método dos Deslocamentos que consiste
basicamente em exprimir a condição de equilíbrio estático de todos os nós de
uma estrutura, em função dos seus deslocamentos e do carregamento
exterior aplicado.

No Método dos Deslocamentos as incógnitas são os deslocamentos (lineares
e rotação).

O Método dos Deslocamentos tem como vantagens o facto de não ser
necessário calcular o grau de hiperestaticidade da estrutura bem como
apresentar um algoritmo único e de fácil resolução.

Desta forma é método mais utilizado pelos programas de cálculo automático
de estruturas reticuladas.














5

2-Caraterização da Estrutura

A estrutura (Pórtico plano) representada na figura seguinte é constituída por 3
barras com ligações rígidas entre as barras 1 e 2 e entre as barras 2 e 3.

A estrutura tem duas ligações ao exterior, um encastramento (A) e um apoio
duplo (B).

Cada barra está submetida a uma ação aplicada a meio do seu comprimento.



















2.1-Nós e extremidades












3

1
4

1
1
2
ext.1
ext.2 ext.1
ext.2
ext.2
ext.1
1
2
3
3m
4m
m
6m
33kN
18kN.m
3m
m
3m
15 kN
A
B
2
3
1
6

2.2-Perfil das barras

As três barras apresentam o mesmo perfil: oco de secção retangular com
dimensões 300x200x8.0 em Aço Fe (360) como é descrito na imagem
seguinte retirada do software CYPE.





Os esforços nas barras da estrutura devem-se à ação combinada das ações
externas e dos alongamentos Δ
k
representados na figura seguinte:
















Δ
12

Δ
4


Δ
1


Δ
6

Δ
8

Δ
2

Δ
3

Δ
7


Δ5
Δ
11

Δ
9

Δ
10
00

7

Na estrutura representada, cada nó apresenta 3 deslocamentos como
incógnitas, excetuando o nó encastrado, em que os deslocamentos são nulos,
e o nó em apoio fixo onde são apenas permitidos deslocamentos angulares.

Neste caso teremos 7 incógnitas (2 nós com 3 incógnitas e um nó com uma
incógnita).

Os sentidos indicados na figura anterior consideram-se os sentidos positivos.


3-Formulação Matricial

Determinação dos elementos das matrizes de rigidez das barras sabendo que
o módulo de elasticidade é E=2,06E8 KN/m
2
.
.
Barra ext. 1 ext. 2 ℓ(m) A(m
2
) I(m
4
) λ=cosα μ=sinα
1 1 2 5 0,0075753 0,00009497713 -0,6 0,8
2 2 3 6 0,0075753 0,00009497713 1 0
3 3 4 5 0,0075753 0,00009497713 0,6 -0,8

H=4EI/ℓ B=H/2 C=(H+B)/ℓ D=2C/ℓ N=EA/ℓ
15652,23102 7826,115512 4695,669307 1878,267723 312102,36
13043,52585 6521,762927 3260,881463 1086,960488 260085,3
15652,23102 7826,115512 4695,669307 1878,267723 312102,36


Matrizes de rigidez de cada uma das barras no sistema de eixos
local

A matriz rigidez de cada barra no sistema de eixos local é representada na
seguinte forma:



8

A matriz de projeção no sistema de eixos global para cada barra é dada por,




Para a barra 1 temos,






1 0 0 0 0 0
0 -0,6 -0,8 0 0 0
0
0,8 -0,6 0 0 0
0 0 0 1 0 0
0 0 0 0 -0,6 -0,8
0 0 0 0 0,8 -0,6




Para a barra 2 temos,


13043,53 3260,881 0 6521,763 -3260,88 0
3260,881 1086,96 0 3260,881 -1086,96 0
0
0 260085,3 0 0 -260085
6521,763 3260,881 0 13043,53 -3260,88 0
-3260,88 -1086,96 0 -3260,88 1086,96 0
0 0 -260085 0 0 260085,3
15652,231 4695,6693 0 7826,1155 -4695,67 0
4695,6693 1878,2677 0 4695,6693 -1878,27 0
0 0 312102,36 0 0 -312102
7826,1155 4695,6693 0 15652,231 -4695,67 0
-4695,669 -1878,268 0 -4695,669 1878,268 0
0 0 -312102,4 0 0 312102,4
K
1
=
K
2
=
T
s
=
T
1
=
9


1 0 0 0 0 0
0 1 0 0 0 0
0
0 1 0 0 0
0 0 0 1 0 0
0 0 0 0 1 0
0 0 0 0 0 1



Para a barra 3 temos,


15652,23 4695,669 0 7826,116 -4695,67 0
4695,669 1878,268 0 4695,669 -1878,27 0
0
0 312102,4 0 0 -312102
7826,116 4695,669 0 15652,23 -4695,67 0
-4695,67 -1878,27 0 -4695,67 1878,268 0
0 0 -312102 0 0 312102,4



1 0 0 0 0 0
0 0,6 0,8 0 0 0
0
-0,8 0,6 0 0 0
0 0 0 1 0 0
0 0 0 0 0,6 0,8
0 0 0 0 -0,8 0,6




3.1-Matrizes de rigidez de cada uma das barras no sistema
de eixos global

A matriz de rigidez no sistema de eixos global é dada pela seguinte relação:



Onde T* representa a matriz transposta (ou inversa) de T, sendo a operação
de multiplicação entre a matriz K
s
.T* efetuada em primeiro lugar.

K
3
=
T
2
=
χ = T
s
.K
s
.T*

T
3
=
10

Para a barra 1 vem,



15652,23 -2817,402 3756,535 7826,116 2817,4016 -3756,54
-2817,4 200421,69 148907,6 -2817,4 -200421,7 -148908
3756,535 148907,56 113558,9 3756,535 -148907,6 -113559
7826,116 -2817,402 3756,535 15652,23 2817,4016 -3756,54
2817,402 -200421,7 -148908 2817,402 200421,69 148907,6
-3756,54 -148907,6 -113559 -3756,54 148907,56 113558,9



Para a barra 2 vem,



13043,53 3260,881 0 6521,763 -3260,88 0
3260,881 1086,96 0 3260,881 -1086,96 0
0 0 260085,3 0 0 -260085,3
6521,763 3260,881 0 13043,53 -3260,88 0
-3260,88 -1086,96 0 -3260,88 1086,96 0
0 0 -260085,3 0 0 260085,3



Para a barra 3 vem,



15652,23 2817,4016 -3756,54 7826,116 -2817,402 3756,535
2817,402 200421,69 148907,6 2817,402 -200421,7 -148908
-3756,54 148907,56 113558,9 -3756,54 -148907,6 -113559
7826,116 2817,4016 -3756,54 15652,23 -2817,402 3756,535
-2817,4 -200421,7 -148908 -2817,4 200421,69 148907,6
3756,535 -148907,6 -113559 3756,535 148907,56 113558,9





χ
1
=
χ
2
=
χ
3
=
11

3.2-Matriz de rigidez da estrutura, no sistema de eixos global

A matriz de rigidez da estrutura no sistema de eixos global (χ) é
representada pela seguinte matriz,




3.3-Vetor das solicitações exteriores X
0

As reações nos nós das barras provocadas pelos carregamentos exteriores
determinam-se considerando os deslocamentos dos nós nulos (Δi=0) e com a
solicitação exterior a atuar.

As reações nos nós devido às solicitações exteriores sobre as barras obtêm-
se recorrendo às tabelas.

Convém notar que as forças exteriores indicadas representam as ações dos
nós sobre extremidades da barra e não a ação das extremidades da barra
sobre os nós.


Barra 1







1
2
3
F
1

F
2

F
4

F
5

F
3
F
6

9KN
12KN
12

A força exterior de 15 KN aplicada na barra 1 é projetada segunda as suas
componentes, horizontal (9KN) e vertical (12KN), no sistema de eixos local.


Solicitação F
1
F
2
F
3
F
4
F
5
F
6










7,5 KN.m 6,0 KN -4,5 KN -7,5 KN.m 6 KN -4,5 KN


Obtemos o vetor das forças de fixação no nó 1 e 2 da barra 1 no sistema de
eixos local,

{

}

{

}

[

]

Para projetar no sistema de eixos global fazemos T
1
. F=u,

{

}

{

}

[

]

13

Barra 2









Solicitação F
7
F
8
F
9
F
10
F
11
F
12





-24,75 KN.m -16,5 KN 0,0 KN 24,75 KN.m -16,5 KN 0,0 KN


Obtemos o vetor das forças de fixação no nó 2 e 3 da barra 2 no sistema de
eixos local,

{

}

{

}

[

]

Como o sistema de eixos local coincide com o sistema de eixos global na
barra 2 temos,

{

}

{

}

[

]

F
7

F
8

F
10

F
11

F
9
F
12

33 KN
1
2
3
14

Barra 3









Solicitação F
13
F
14
F
15
F
16
F
17
F
18






-4,5 KN -5,4 KN 0,0 KN -4,5 KN 5,4 KN 0,0 KN


Obtemos o vetor das forças de fixação no nó 3 e 4 da barra 1 no sistema de
eixos local,

{

}

{

}

[

]

Para projetar no sistema de eixos global fazemos T
3
. F=u

{

}

{

}

[

]

1
2
3
F
18

F
13

F
14

F
16

F
17

F
15

18 KN.m
15

Portanto o vetor das solicitações exteriores, referente ao pórtico plano é o
seguinte:

{

}

{

}

[

]

Sendo Δ
1

2

3=
Δ
11

12
=0, as incógnitas realmente existentes
(deslocamentos) são:

Δ
4
, Δ
5
, Δ
6
, Δ
7
, Δ
8
, Δ
9
, Δ
10


A matriz de rigidez da estrutura fica assim definida,









4-Equação Fundamental do Método dos Deslocamentos

O sistema de equações a usar na determinação dos deslocamentos (equação
fundamental do método dos deslocamentos) é dado pela expressão:

χ.Δ=X
0

χ
=

16

Onde:

- X
0
, representa o vetor das solicitações exteriores (soma algébrica das ações
sobre os nós resultante dos esforços exteriores atuantes sobre a barra e
obtidos pelas tabelas, e dos esforços exteriores que atuem diretamente sobre
os nós. Estes últimos não se verificam neste caso de estudo),

- χ , representa a matriz de rigidez da estrutura e,

- Δ , os deslocamentos nos nós (incógnitas ainda nesta fase)

Aplicando a equação fundamental do método dos deslocamentos e
analisando apenas as equações referentes às incógnitas hipergeométricas
vem,







Resolvendo este sistema de equações obtém-se,


{

}

{

}

[

]

28695,75688 6078,28305 -3756,535446 6521,762927 -3260,881463 0 0
6078,283048 201508,647 148907,5643 3260,881463 -1086,960488 0 0
-3756,535446 148907,564 373644,2409 0 0 -260085,3 0
6521,762927 3260,88146 0 28695,75688 -443,479879 -3756,535446 7826,115512
-3260,881463 -1086,9605 0 -443,479879 201508,6473 148907,5643 2817,401584
0 0 -260085,3 -3756,535446 148907,5643 373644,2409 -3756,535446
0 0 0 7826,115512 2817,401584 -3756,535446 15652,23102
32,5
16,5
-7,5
-20,25
19,74
-4,32
4,5
Δ4
Δ5
Δ6
Δ7
Δ8
Δ9
Δ10

x =
17

Os resultados obtidos através do software Cype foram os seguintes,


















4.1-Comparação de resultados, cálculo analítico/software

{

}

{

}

[

]

{

}

[

]

Os resultados analíticos e do software apresentam sinais contrários nos
deslocamentos angulares e verticais devido ao facto do sistema de eixos
adotado em cada uma das situações ter sentidos contrários.




18

5-Esforços nas barras

Os esforços nas barras são obtidos pela seguinte expressão:

F=K
s
.o+F
0


Sendo os deslocamentos no sistema de eixos local obtidos por,

o=T
*
. Δ

Barra 1








Com encastramento no nó 1, temos o
1

=o
2
=o
3
=0













1 0 0 0 0 0
0 -0,6 0,8 0 0 0
0 -0,8 -0,6 0 0 0
0 0 0 1 0 0
0 0 0 0 -0,6 0,8
0 0 0 0 -0,8 -0,6
0
0
0
-0,0012
0,0105
-0,0139
0,0000
0,0000
0,0000
-0,0012
-0,0174
0,0000
o
1

o
2

o
3

o
4

o
5

o
6




=
x
=
o
1

o
2

o
3

o
4

o
5

o
6




o
1

o
2

o
4

o
5

o
3
o
6

9KN
12KN
rad
m
m
rad
m
m

19

0,0000
0,0000
0,0000
-0,0012
-0,0174
0,0000
7,5
6
-4,5
-7,5
6
-4,5
79,595
-27,734
20,375
55,109
27,734
-5,375
Os esforços nas extremidade da barra 1 (reações) no eixo local são dados
por,

F
1
=K
1
.o
1
+F
0
1

















Passando para o eixo global, temos,

u=T
1
.F














15652,231 4695,6693 0 7826,1155 -4695,67 0
4695,6693 1878,2677 0 4695,6693 -1878,27 0
0 0 312102,36 0 0 -312102
7826,1155 4695,6693 0 15652,231 -4695,67 0
-4695,669 -1878,268 0 -4695,669 1878,268 0
0 0 -312102,4 0 0 312102,4
79,5945
32,9407
9,9622
55,1092
-20,9407
-18,9622
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
F
1

F
2

F
3

F
4

F
5

F
6




=
x
+
F
1

F
2

F
3

F
4

F
5

F
6




=
u
1

u
2

u
3

u
4

u
5

u
6




=
20

5.1-Reações nó 1

As reações no apoio encastrado correspondem aos esforços atuantes sobre a
barra que está ligada ao nó 1, no sistema de eixos global.

Assim, u
1
, u
2
e u
3
correspondem às reações no nó encastrado:
u
1
=Mz=79,595 KNm, momento de reação na direção 1 (momento fletor)

u
2
=Ry=-27,734 KN , força de reação na direção 2 (esforço transverso)

u
3
=Rx=20,375 KN , força de reação na direção 3 (esforço axial)

Os resultados obtidos pelo software (figura seguinte) vão de encontro aos
resultados analíticos, apenas com valores simétricos no sentido de rotação e
no eixo vertical, devido às convenções utilizadas.












Barra 2









o
7

o
8

o
10

o
11

o
9
o
12

33KN
21

-0,0012
0,0105
-0,0139
-0,0022
0,0104
-0,0139
-24,75
-16,5
0
24,75
-16,5
0
-55,109
-27,734
5,375
-12,296
-5,266
-5,375
Na barra 2 o sistema de eixos global coincide com o sistema de eixos local
então os deslocamentos da barra 2 são iguais nos dois referenciais.








Os esforços nas extremidade da barra 2 (reações) no eixo local são dados
por,

F
2
=K
2
.o
2
+F
0
2
















Barra 3








-0,0012
0,0105
-0,0139
-0,0022
0,0104
-0,0139
rad
m
m
rad
m
m
13043,53 3260,881 0 6521,763 -3260,88 0
3260,881 1086,96 0 3260,881 -1086,96 0
0 0 260085,3 0 0 -260085
6521,763 3260,881 0 13043,53 -3260,88 0
-3260,88 -1086,96 0 -3260,88 1086,96 0
0 0 -260085 0 0 260085,3
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
o
7

o
8

o
9

o
10

o
11

o
12




Δ
4

Δ
5

Δ
6

Δ
7

Δ
8

Δ
9




= =
F
7

F
8

F
9

F
10

F
11

F
12






=
=
x +
F
7

F
8

F
9

F
10

F
11

F
12




u
7

u
8

u
9

u
10

u
11

u
12




=
o
18


o
13


o
14


o
16


o
17


o
15


18 KN.m
22

1 0 0 0 0 0
0 0,6 -0,8 0 0 0
0 0,8 0,6 0 0 0
0 0 0 1 0 0
0 0 0 0 0,6 -0,8
0 0 0 0 0,8 0,6
-0,00224
0,010448
-0,01389
-0,00381
0
0
-0,00224
0,017382
2,38E-05
-0,00381
0
0
rad
m
m
rad
m
m
15652,23 4695,669 0 7826,116 -4695,67 0
4695,669 1878,268 0 4695,669 -1878,27 0
0 0 312102,4 0 0 -312102
7826,116 4695,669 0 15652,23 -4695,67 0
-4695,67 -1878,27 0 -4695,67 1878,268 0
0 0 -312102 0 0 312102,4
-0,00224
0,017382
2,38E-05
-0,00381
0
0
-4,5
-5,4
0
-4,5
5,4
0
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
Com o apoio fixo no nó 4, temos o
17

=o
18
=0

















Os esforços nas extremidade da barra 3 (reações) no eixo local são dados
por,

F
3
=K
3
.o
3
+F
0
3









12,29626
-1,14075
7,437757
0
1,140749
-7,43776
o
13

o
14

o
15

o
16

o
17

o
18




=
x
=
o
13

o
14

o
15

o
16

o
17

o
18




x +
F
13

F
14
F
15

F
16

F
17

F
18




F
13

F
14
F
15

F
16

F
17

F
18




=
=
23

12,29626
5,265757
5,375253
0
-5,26576
-5,37525
KNm
KN
KN
KNm
KN
KN
Passando para o eixo global, temos,

u=T
3
.F









5.2-Reações nó 4

As reações no apoio duplo correspondem aos esforços atuantes sobre a barra
que está ligada ao nó 4, no sistema de eixos global.

Assim, u
2
e u
3
correspondem às reações no nó 4:

u
17
=Ry=-5,26576 KN, força de reação na direção 2 (esforço transverso)

u
18
=Rx=-5,37525 KN, força de reação na direção 3 (esforço axial)

Valores também confirmados pelo software (Ry com valor simétrico devido à
convenção dos referenciais):


=
u
13

u
14

u
15

u
16

u
17

u
18




24

6-Diagramas de esforços – sistema de eixos local


Os esforços sobre as barras no sistema de eixos local encontram-se na
seguinte tabela,


Barra

Extremidade



Força Normal (KN)

Momento fletor (KNm)

Força axial (KN)



1
1 1 32,941 79,595 9,962
2 2 -20,941 55,109 -18,962

2
1 2 -27,734 -55,109 5,375
2 3 -5,266 -12,296 -5,375



3
1 3 -1,141 12,296 7,438
2 4 1,141 0,000 -7,438


6.1-Convenção de sinais para os esforços

Será considerado o seguinte diagrama de sentidos positivos:





Barra 1

Diagrama de Esforços Axiais

1
2
3
9,962 KN 18,962 KN
9KN
+
25
















Diagrama de Esforços Transversos




-35
-30
-25
-20
-15
-10
-5
0
0 1 2 3 4 5 6
E
s
f
o
r
ç
o

T
r
a
n
s
v
e
r
s
o

(
K
N
)

Comprimento da barra (m)
Diagrama de Esforços Transversos-Barra 1
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
F2 F5
12KN
32,941 KN 20,941 KN
26

Diagrama de Momentos Fletores



Por integração dos esforços transversos e considerando os momentos
presentes na barra obtêm-se as seguintes expressões para os momentos
fletores:

M=-32,941x+79,595 , para a distância compreendida entre 0 e 2,5 m e,

M=-20,941x+49,595 , para a distância compreendida entre 2,5 e 5 m.









-80
-60
-40
-20
0
20
40
60
80
100
0 1 2 3 4 5 6
M
o
m
e
n
t
o

F
l
e
t
o
r

(
K
N
.
m
)

Comprimento da barra (m)
Diagrama de Momentos Fletores-Barra1
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
79,595 KN
55,109
KN
27

Barra 2


Diagrama de Esforços Axiais





Diagrama de Esforços Transversos




-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
0 1 2 3 4 5 6 7
E
s
f
o
r
ç
o

A
x
i
a
l

(
K
N
)

Comprimento da Barra
Diagrama de ESforços Axiais-Barra 2
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
27,734 KN
5,266 KN
33 KN
1
2
3
5,375 KN
5,375 KN
28





Diagrama de Momentos Fletores



Por integração dos esforços transversos e considerando os momentos
presentes na barra obtêm-se as seguintes expressões para os momentos
fletores:

M=27,734x-55,109 para a distância compreendida entre 0 e 3 m e,

M=-5,266x+43,891 para a distância compreendida entre 3 e 6 m.


-10
-5
0
5
10
15
20
25
30
0 1 2 3 4 5 6 7
E
S
f
o
r
ç
o

T
r
a
n
s
v
e
r
s
o

(
K
N
)

Comprimento da Barra
Diagrama de Esforços Transversos-Barra 2
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
55,109 KN.m
12,296 KN.m
29






Barra 3

Diagrama de Esforços Axiais





-60
-40
-20
0
20
40
0 1 2 3 4 5 6 7
M
o
m
e
n
t
o

F
l
e
t
o
r

(
K
N
.
m
)

Comprimento da barra (m)
Diagrama de Momentos Fletores-Barra 2
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
7,438 KN 7,438 KN
30




Diagrama de Esforços Transversos






-8
-7
-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
0 1 2 3 4 5 6
E
s
f
o
r
ç
o

A
x
i
a
l

(
K
N
)

Comprimento da barra (m)
Diagrama de Esforços Axiais-Barra 3
Resultados do Software
Resultados analíticos
0
0.2
0.4
0.6
0.8
1
1.2
0 1 2 3 4 5 6
E
s
f
o
r
ç
o

T
r
a
n
s
v
e
r
s
o

(
K
N
)

Comprimento da barra (m)
Esforços Transversos-Barra3
Resultados do Software
Resultados analíticos
1
2
3
1,1408 KN
1,1408 KN
31

Diagrama de Momentos Fletores

Utilizando as seguintes expressões para os momentos fletores:

M=1,1408x+12,296 para a distância compreendida entre 0 e 2,5 m e,

M=1,1408x-5,704 para a distância compreendida entre 2,5 e 5 m.





















1
2
3
12,296 KN.m
0,0 KN.m
18 KN.m
32

7-Conclusões

Podemos verificar que os resultados determinados de forma analítica
coincidem com os valores apresentados através do software de cálculo
automático.

Era um resultado esperado uma vez que o método de resolução utilizado em
ambas as situações segue a mesma metodologia. Embora se verifiquem
pequenas diferenças entre os valores obtidos manualmente e o software, tal
facto deverá ser atribuído à quantidade dos algarismos significativos utilizados
divergir do cálculo automático para o cálculo analítico.

A grande vantagem da utilização do software é sem duvida o ganho em tempo
uma vez que permite efetuar a análise estrutural de forma bastante rápida
face ao método desenvolvido manualmente.


















33

Bibliografia

PINHO, A. C. Marques - Apontamentos de MECÂNICA ESTRUTURAL.
Universidade do Minho, 2010

ESTRUTURAS RETICULADAS HIPERSTÁTICAS PLANAS [on line].
[Consultado em Abril 2013].Disponível em:
http://www.dem.isep.ipp.pt/docentes/jsd/Teoria%20de%20Estruturas/Textos%
20de%20Apoio/023_Cap%C3%ADtulo2_met_deslocamentos_part1.pdf


MÉTODO DOS DESLOCAMENTOS [on line]. [Consultado em Abril
2013].Disponível em: http://www.dec.uc.pt/labest/MD.pdf

























34

Anexos


- Dados CYPE