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DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.

CEJ - 2005

Direito Comercial Ronald Sharp Júnior
12/01/2005 - Aula 01 O curso será marcado por duas novidades: a primeira é que saiu ontem, uma medida provisória, a número 234, que prorroga por mais um ano aquele prazo que as sociedades tinham para se adaptar ao novo código civil. Existe um prazo previsto no novo código civil para que as sociedades empresárias e associações se adaptem ao novo código (art. 2031). Esse artigo 2031, que previne o prazo de um ano a partir da vigência do código, foi prorrogado uma vez. E quando ninguém mais esperava isso, ontem, saiu a medida provisória, a número 234, prorrogando por mais um ano, ou seja, até 11 de janeiro de 2006, o prazo para adaptação. Até porque a doutrina ainda discute muito quais são as conseqüências daquelas sociedades que ainda não se adaptaram ao novo código civil. Elas ficaram irregulares, que agora o código chama de sociedades incomuns; aquelas desprovidas de personalidade jurídica por falta de registro ou apenas teriam conseqüências de proibir. Seriam proibidas de participar de licitações, atividades de acesso a crédito, operação de contratos bancários, etc. A proibição de registro de novos atos quer na junta comercial, quer no registro civil, seria promovida mais dependeria de adaptação. As opiniões são as mais diversas. Então, talvez para evitar que a sociedade ficasse sobre essas conseqüências, então mais uma vez, ninguém esperava que fosse editada essa medida provisória, prorrogando o prazo do art. 2031 do novo código. A segunda novidade é a lei de falência, que foi aprovada no ano passado e que voltou ontem para a câmara. Ela já tinha sido encaminhada para sanção e promulgação e parece que houve alguns erros de grafia, digitação e a falta de assinatura do projeto que saiu do congresso. Então, o Poder Executivo devolveu para a câmara para sanar essas irregularidades, e com isso vamos esperar mais um mês até que as coisas se resolvam, até que engrene novamente e depois volte para sanção presidencial e aí, temos mais 120 dias de vacatio. Ou seja, então estamos em janeiro; janeiro, fevereiro, março, abril, maio ou junho, é que teremos a vigência efetivamente da lei de falência. Direito Comercial (ou empresarial) ? Vamos começar com o nosso direito comercial. Coloquei já na própria nomenclatura do direito comercial esse interrogante. Seria direito comercial ou direito empresarial? Notamos que os livros depois do novo código civil vem se inclinando com essa nomenclatura: direito empresarial, direito empresarial moderno, ou direito da empresa, mais na realidade quer dizer a mesma coisa, ou seja, que dizer a matéria que é tratada no direito comercial. Então, eu prefiro a expressão direito comercial a direito empresarial, porque mesmo quando o código civil agora adota a teoria da empresa, como categoria fundamental do direito comercial partindo da definição de empresa, como categoria fundamental do direito comercial partindo da definição de empresa, empresário, se espalhando a partir daí o movimento do direito comercial, mesmo falando em empresa, alguns atos ficam fora desse conceito de empresa. A própria sociedade simples que é o novo tipo societário, além de ser típica, ela também é uma sociedade por não ter natureza empresária. Então, a própria sociedade simples é regulada no direito de empresa do novo código civil, mais ela não é empresa. Os títulos de crédito, também são matéria de direito comercial e não estão ligados necessariamente ao exercício da atividade empresarial. Então, a própria nomenclatura empresa ou direito empresarial, também não resolvem os problemas que já existiam porque antes era direito comercial, mais o direito comercial também

antes regulava atos que não eram praticados por comerciantes, e aí nós tínhamos os chamados atos de comércio; os objetivos, aqueles que a lei considerava mercantis, independentemente do sujeito que os praticassem serem comerciantes ou não. Portanto, quando falamos em direito de empresa, apenas estamos enfocando que houve uma mudança. Porque antes o direito comercial enfocava o conceito de comerciante e ato de comércio e agora é baseado em empresa, mais nem por isso a mudança da nomenclatura resolve os problemas do título ou da definição da matéria (disciplina) a marcar todo o seu conteúdo. Continua ou não abrangendo. Mas eu tenho um argumento muito forte que sustenta o direito comercial, que é a Constituição no seu art. 21 ou 22. É um argumento forte, pois advém da autonomia legislativa, que a própria constituição reconhece como direito comercial e esta própria matéria cabe na competência privativa da união, ou seja, legislar sobre o direito comercial. Então, qual é o conceito de direito comercial? Como era antes do novo código civil? Dizíamos que o direito comercial era o ramo do direito privado que disciplina a atividade dos comerciantes e atos de comércio, ainda que estes atos de comércio fossem exercidos por comerciantes, porque tínhamos como falei, os atos de comércio por força de lei, chamados atos de comércio objetivos, que não estavam ligados ao comerciante. E qual seria o novo conceito com o novo código civil? É o ramo do direito privado que disciplina o empresário e os atos de empresa, ainda que não ligados necessariamente ao exercício da atividade empresarial (Fran Martin). Então, realmente estuda o empresário, começa o código de empresa dizendo o que é o empresário e a partir dali vai estruturando as sociedades empresárias, os registros dos empresários, os auxiliares dos empresários, o nome da empresa, tudo a partir do elemento fundamental, o empresário. Mais também regula atos que são regidos pelo direito comercial, que eu chamaria de atos de empresa, em contraposição aos atos de comércio, embora alguns atos de empresa não sejam praticados por empresários nem por sociedades empresárias. São praticados por aqueles que estão no exercício da atividade empresarial, como acontece então com os títulos de créditos. Os títulos de créditos são matéria de direito comercial, mais não esta ligada ao empresário, ao exercício da atividade empresarial necessariamente. Então, podemos definir dessa maneira, dizendo que é o ramo de direito privado que disciplina o empresário e as sociedades empresárias, ainda que não ligados necessariamente ao exercício da atividade empresarial. Uma observação importante é que o código civil nesse direito de empresa, nesse livro 2, da parte especial, vem inserido logo após o direito obrigacional, porque as atividades empresariais fundamentalmente se desenvolvem através do ambiente negocial de obrigações. O próprio contrato de sociedade, a própria sociedade é um contrato. O art. 981 define sociedade. A atividade empresarial é um desdobramento do direito obrigacional, por isso é que veio logo em seguida ao livro das obrigações, numa especialização das obrigações. Mais esse direito de empresa, que é o livro 2, ele não tinha esse nome. Quando o ante-projeto foi encaminhado ao Congresso, foi elaborado por uma comissão nomeada pelo Poder Executivo e encaminhada ao Congresso; quando chegou no Congresso, não chamava direito de empresa, e sim, da atividade negocial. E por que atividade negocial? Porque o código trata na parte geral do negócio jurídico. Mais o negócio jurídico que o código disciplina na parte geral, é um negócio isolado. Não está ligado ao regime jurídico funcional e unificado de uma série de atos. Então, Silvio Marcondes foi quem redigiu o direito de empresa. Ele identificou como a série de atos ou negócios que os empresários praticam não como um negócio jurídico isolado,
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mas sim, como um conjunto de atos, e todos esses atos unificados em torno de um fim, que é exercer uma atividade produtiva com a apropriação dos resultados econômicos advindos desta atividade. Então, invés de chamar de negócio jurídico, chamou de um conjunto de atos de um negócio jurídico, ou uma atividade. Então, Silvio Marcondes chamou o livro 2, da atividade negocial, e nessa atividade negocial, compreendendo os empresários, as sociedades empresárias e também a sociedade simples, que não se caracterizam por serem empresas. Por isso, ele resolveu chamar atividade negocial. Só que ai, no Congresso foi trocado isso aqui para direito de empresa, só que o direito de empresa, regula atos que também não são de direito de empresa, como acontece com as sociedades simples. Mais aqui, o elemento principal, maior parte desse livro, trata de empresa, embora nem tudo seja empresa. Existe autonomia no direito comercial? Já que houve essa unificação parcial do direito civil com o direito comercial, existe sim autonomia do direito comercial. Miguel Reali, na exposição de motivos do código, diz que a unificação foi legislativa e não doutrinária. Agora, a mesma base legislativa para o direito obrigacional, porque antes tínhamos obrigações civis e obrigações mercantis, mora mercantil regulada no código comercial e mora civil regulada no código civil; fiança mercantil regulada no código comercial e fiança civil regulada no código civil. Eram na verdade institutos idênticos, embora com uma disciplina legislativa diferente mais fundamentalmente a categoria jurídica era a mesma, embora tratar de dois diplomas distintos. Então, o que o novo código civil faz é unificar essas matérias do ponto de vista legislativo. Passamos a ter a mesma base legal de normas para os dois ramos do direito, ou seja, direito civil e direito comercial. A mesma base legislativa, mas essa base legislativa não altera, por exemplo, aspectos doutrinários. Essa unificação ocorreu apenas no plano legislativo e não no plano doutrinário, como esta na exposição de motivos do código civil. Então, existe ainda autonomia do direito comercial? Existe. Temos uma autonomia legislativa, porque a Constituição prevê; uma autonomia didática, porque os cursos de graduação e doutorado prevêem uma matéria separada do direito civil; e a autonomia cientifica, porque tem princípios próprios, método de investigação e ainda tem critérios próprios de interpretação do direito comercial. OBS.: Pegar os enunciados na página www.cjf.gov.br Um enunciado importante é o 75 da primeira jornada de direito civil do conselho da justiça federal. O enunciado 75, diz que a unificação legislativa não afetou a autonomia do direito comercial. Quais são as fontes do direito comercial? Bom, aqui tivemos uma novidade também. Porque ainda o direito civil só era fonte do direito comercial como fonte indireta ou secundária. Não era a primeira fonte, porque tinha que esgotar o direito comercial e se não houve norma própria do direito comercial, é que recorreríamos ao direito civil como fonte direta. Só que agora existe uma mudança. Porque o código civil passa a ter norma sobre o direito comercial, tanto lá no direito de empresa quanto no próprio tratamento unificado do direito obrigacional. Então, agora o código civil passa a ser fonte direta do direito comercial. Então quais são as fontes? 1 – Constituição Federal – que fala sobre empresa, nome de empresa, marcas, patentes; 2 – Código Civil; 3 – Código Comercial – porque ele não foi totalmente revogado. Tinha três partes. A primeira e a segunda foram revogadas,

mais a terceira parte de comércio marítimo não foi revogada, continuando desta forma, ainda em vigor; 4 – demais leis que tratam de matéria mercantil; 5 – tratados (está no mesmo plano) e convenções, como a Lei de Genebra, o Pacto de Varsóvia, Tratado de Paris, etc. Essas cinco fontes acima traçadas, são conhecidas como fontes primárias. E as fontes secundárias, quais são? O art. 4º da LICC, diz que quando a lei for omissa, própria do direito comercial for omissa, incide o art. 4º da LICC. E o que a LICC diz? Quando a lei for omissa, o juiz julgará de acordo com a analogia, costumes e os princípios gerais de direito. Então qual a importância disso? Foi de ser indagado sobre qual alteração que houve no sistema das fontes comerciais, do direito comercial. E que alteração foi essa? É que as leis civis eram fontes secundárias indiretas que atuavam apenas quando houvesse norma escrita de direito comercial. E agora? Agora o código civil contém uma matéria de direito civil. Então, a lei civil passa a ser fonte primária de direito comercial. O costume é importante no direito comercial e existe até lei mercantil que fala da prova do costume, porque no processo pode surgir a discussão de qual a norma aplicada quando não tem norma escrita. Qual a regra aplicada? E pode ser que a regra advenha do costume. E como eu vou provar esse costume? Então, existe uma lei mercantil que é a lei das juntas comerciais, que é a lei nº 8934/94, e essa lei diz que compete as juntas comerciais proceder ao assentamento dos costumes mercantis. Então, se surgir alguma dúvida sobre costumes, eu posso ir à junta comercial e pedir uma certidão da junta em que ela vai atestar se existe aquele costume ou não. A empresa e a teoria dos atos de comércio: Qual era o sistema adotado nos países? O sistema adotado em todos os países era o sistema de ato de comércio. O código comercial de 1850 era baseado no conceito de ato de comércio porque diz que quem pratica atos de comércio com profissionalidade lucrativa, passava a ter a qualidade de comerciante ( art. 4º do código comercial de 1850 ). O art. 19 do Regulamento 737/1850, define a competência dos tribunais de comércio. E assim o sistema caminhou até o código civil de 2002. Resumidamente: tínhamos um sistema de ato de comércio que estruturava o direito comercial, a partir de determinados atos de intermediação, a partir dos atos de comércio (regulamento 737/1850, em seu art. 19). O que o novo código civil faz? Ele rompe com o sistema de ato de comércio do comerciante, e no seu lugar a nos institui pelo exercício de uma atividade empresarial. Mais isso é a mesma coisa? Não, não é a mesma coisa. Porque o conceito de empresa, afastando-se do conceito de ato de comércio e comerciante, agora voltando para o conceito de empresa, o código também traz para o conceito de empresa algumas atividades, alguns atos que antes eram considerados civis. Por exemplo: compra e venda de imóvel. Antes do código civil de 2002, era atividade civil, porque só era mercantil se estivesse no regulamento 737 em seu art. 19, ou então, se na lei viesse escrito “isso passa a ser mercantil”. Então não dizendo, o direito civil tinha que ter caráter residual. Tudo aquilo que a lei não considera mercantil, por exclusão cai na vala comum. E essa vala comum, é a do direito civil. Então, em momento nenhum a lei mercantil dizia que a compra e venda de imóveis era mercantil. Então, se dizia, ficava na vala comum que era do direito civil. Então, antes do código civil de 2002, a compra e venda de imóveis era de natureza civil. Então, se alguém comprasse e montasse um negócio para comprar e vender imóveis, esse negócio era de natureza civil, ou seja, era uma atividade civil. E como atividade civil, não estava sujeito a falência, não tinha as
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obrigações típicas dos comerciantes, não cometia crime falimentar porque não tinha natureza mercantil; estava fora do regime jurídico empresarial. E agora o que faz o novo código? O novo código diz: vamos acabar com o sistema de intermediação e vamos entender a empresa como o exercício de uma atividade econômica organizada. Tanto faz se essa atividade antes era classificada como civil ou se mercantil. Então, acaba trazendo um conceito de empresa também para o seu âmago, atividade que antes eram consideradas atividades civis e que agora são consideradas empresariais, regidas pelo direito comercial. Então, essa compra e venda de imóveis, se feita hoje em dia com o caráter organizado, estável, permanente, através de uma estrutura de empregado, essa atividade de compra e venda de imóveis com o novo código civil passa a ser uma atividade empresarial, porque não se preocupa mais com o código civil de 2002, com a intermediação. O que importa, não é mais a intermediação, mais sim aqueles atos, ou seja, determinados atos que importa. O que importa agora é estruturalmente o modo pelo qual uma atividade econômica é desenvolvida. Se essa atividade econômica é desenvolvida de um modo permanente, estável, impessoal, através de uma rede de empregados, então vamos ter o exercício de uma atividade empresarial. Então, o que antes era considerado civil, agora pode ser considerado empresarial. Na definição do que é empresário (art. 966), o código exige atividade econômica organizada. Ai eu tenho que trabalhar dentro de um conceito de organização. E ai vem dizendo que organização significa uma atividade que estava de caráter permanente e que esta atividade é desenvolvida por uma rede ou uma teia de colaboradores do empresário. OBS: O camelo ou ambulante, não é considerado empresário de acordo com o novo código civil, pois não tem estabelecimentos próprios, fixos. Para ser empresa tem que haver uma estrutura impessoal em que o empresário, ele coordena, dirige e comanda o sistema de organização do trabalho que ele criou. BIBLIOGRAFIA INDICADA: 1 – Direito de Empresa-Sérgio Campinho 2 – Manual de Direito Comercial- Fábio Ulhoa 3 – Direito Societário- José Edwaldo Tavares Borba 19/01/2005 – Aula 02 O professor recomenda a leitura do livro "Questões de Direito Mercantil" do Sílvio Marcondes. Faz alusão tb aos pareceres que estão na xerox. A Empresa e a Teoria dos Atos de Comércio Primeiramente são apresentadas questões de concursos: 1) A emissão de uma letra de câmbio é um ato de comércio? (MP-RJ) 2) Quais as Teorias que embasavam o Código Civil anterior, e a atual na distinção entre a matéria civil e a comercial? (TRF) 3) O empresário individual que adota o regime de micro empresa é pessoa jurídica? (MP-SP) O empresário individual (art. 966 CC) não é pessoa jurídica. 4) O registro na Junta Comercial é Constitutivo ou Declaratório da qualidade de comerciante (empresário)? (MP-SP) 5) Pode o menor de 18 anos de idade, excluída a hipótese de sua emancipação, exercer independentemente atos de comércio e sujeitar-se à falência? (MP-RJ)

Fora a hipótese de o menor estar emancipado (artigo 16 CC). O menor não pode iniciar, mas pode prosseguir, para não extinguir a unidade produtiva o CC prevê esta hipótese. Mas se o menor for emancipado ele já teria capacidade. O sistema anterior do Código Civil era baseado nos Atos de Comércio. Estes Atos de Comércio encontravam-se regulados no Regulamento 737/1850, em seu artigo 19. Este sistema era por inclusão.O que a lei mercantil dissesse que era comercial, então passava a ser disciplinado pelo direito comercial.Toda a relação privada que não estivesse especificamente incluída no direito comercial, era matéria civil, por exclusão, pelo critério residual. O direito comercial relacionava-se somente com os atos incluídos no Regulamento como mercantis. Havia três tipos de atos de comércio:(i)subjetivo, (ii) objetivo e (iii) por conexão. (i) aqueles praticados exclusivamente por comerciantes (ii) a lei definia como mercantil (sociedades anônimas, títulos de crédito) (iii) Exemplo: comerciante que vendesse gêneros alimentícios. O ato de comércio dele é comprar para revender. Mas esse comerciante que revendia gêneros alimentícios precisava comprar máquinas, freezers, prateleiras, etc, embora não fosse revender esses produtos. Mas como a compra desses equipamentos visava subsidiar, visava complementar a sua atividade fim, então eles eram atraídos pela comercialidade do ato.Daí passou-se a chamar de atos de comércio por conexão. São atos que em princípio não seriam de comércio. Então era um sistema baseado na intermediação do ato, que vinham expressamente definidos em lei. Esse era o sistema dos atos de Comércio. E aquele que fizesse desses Atos uma prática habitual, tornava-se comerciante, de acordo com o artigo 4º do Código Comercial. O Novo Código Civil por sua vez rompe com o sistema de Atos de Comércio ( o professor faz alusão à questão do TRF supra) e introduz no seu lugar a empresa. A partir daí, o Código Civil não se importa mais com o objeto, não tem mais relevância alguma e a matéria é civil ou se a matéria é mercantil. Isso não mais importa. Isso não tem mais relevância alguma para o direito comercial identificar se se está comprando ou vendendo ou prestando um serviço, desde que essa compra e venda seja organizada de caráter habitual e impessoal ou os serviços prestados sejam também, impessoal e permanente. O Código Civil diz que tanto faz se é bem ou serviço. Basta que haja atividade econômica organizada. Leitura do artigo 966 do código Civil. "... para a produção ou circulação de bens ou serviços..." Antes o serviço era matéria civil, pois a lei comercial não incluía serviço como matéria de direito comercial. No novo sistema pouco importa a natureza do objeto. O que importa pelo novo sistema é que haja a prática habitual de uma atividade impessoal de um conjunto de atos interligados e coordenados entre si com a mesma finalidade, objetivando resultados econômicos produtivos; daí tem-se a empresa. Parecer do Fábio Ulhoa: Fábio Ulhoa colocou em seu parecer "atividades econômicas civis" Após conselho do professor, passou a chamá-las de "atividades econômicas nãoempresariais", pois não há mais sentido em se falar em atividade civil ou mercantil. Ou é empresarial ou nãoempresarial. O empresário comanda, controla, dirige a sociedade empresarial.Se a atividade é precária, se ela não conta com um
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Objetivo: várias vezes o direitos de refere a empresa como estabelecimento ou um conjunto de bens.ao contrário da Itália. quando a CRB/88 fala da função social da empresa. ambiente favorável à compra. Aí se estaria discutindo o perfil subjetivo da empresa. EMPRESÁRIO O Código Civil empresário. MP. Porém. O CC trata do negócio jurídico. Então para ser empresário também é necessário um conjunto de bens que vão constituir o instrumento da atividade do empresário. os dois sócios. sem alcance de mercados. Controlar o sistema consiste em verificar se esse sistema esta agindo de acordo com as normas estabelecidas para ele. 1179 e ss. Aqui no Brasil passou-se a verificar o modo pelo qual é organizada a atividade dizer se há empresa ou não. que o autor denominou perfis poliédricos da empresa. ele apenas diz que é empresário quem exerce uma atividade econômica organizada. São os atos negociais. Está se referindo à atividade exercida com seus múltiplos interesses envolvidos que devem ser preservados. Refere-se à empresa sob 4 aspectos: Subjetivo: é o estudo da empresa sob o angulo do seu titular. Então o Sílvio Marcondes chamou essa parte da empresa no Código de: "Da Atividade Negocial". uma vez que o direito considera o critério econômico. A micro empresa ou a empresa de pequeno porte também não são submetidas ao rigorismo do sistema empresarial. Se fosse considerado como empresa e não houvesse registro. Essas atividades sim merecem se sujeitar a todo o sistema empresarial. Empresa do ponto de vista jurídico é difícil de definir. à venda e è exportação. por isso o ambulante que era considerado antigamente comerciante. Então que o Sílvio Marcondes (autor da parte de empresa do NCC) fez? Tratou do estabelecimento no artigo 1142 do CC. CEJ . mas sob o ponto de vista jurídico a empresa pode ser analisada sob ângulos diversos. É avaliar. geração de negócios. por exemplo. A atividade pressupõe negócios jurídicos não-isolados. Esta lei também define o que é o pequeno empresário. para a circulação econômica de bens ou serviços. uma sociedade simples. etc) para o tamanho da dívida do pequeno açougue. Não se justifica atrelar o sistema complexo da falência e da concordata às atividades pequenas. Mesmo que haja organização. não pode ser mais considerado empresário. Neste perfil analisa-se o empresário individual e a sociedade empresária. Mas não podemos transpor para o direito dizendo que o traficante é empresário. Para ser empresa há de haver uma estrutura administrativa que dê suporte para o exercício da atividade organizada. sem grande capital. Deduz-se que a partir das normas que ele impôs a esse sistema de que este sistema trabalhe sozinho. O CC também trata deste aspecto. teriam que responder ação penal por crime falimentar. basta que nos baseemos pela estruturação da atividade para saber se se trata de uma atividade empresária ou não-empresária. etc) não fossem submetidos a exigências que a lei determina que as empresas cumpram. interligados entre si. mas também pelo conjunto de empregados. Por exemplo: o açougue da esquina não tinha registro e faliu.). Falando com André Pontes: estes negócios jurídicos não são como crianças correndo no pátio". pela denominação do novo código civil. O aspecto corporativo vê a empresa como uma instituição formada não só pelo conjunto de negócios jurídicos.é empresa-) Para afirmar se é empresa ou não sempre vai ter de se observar o modo pelo qual é organizada a atividade. Então no Brasil . Não há mais essa distinção no Brasil em virtude do NCC. segundo o professor. Quando a CRB/88 fala em função social da empresa está se referindo ao perfil funcional. etc. é estudar o fenômeno empresa pelo lado de quem exerce essa atividade. sem estruturação de empresa. 966 do CC (considerando-se a pessoa física) 4 . mas que ele apenas controle. Não se justifica que haja uma mobilização intensa de todo o aparelho estatal (juiz. os autores ficaram debatendo o que seria empresa. Não significa que eles não terão um sistema de insolvência. Para ser empresa não pode a estrutura depender da atuação pessoal do sócio. através da divisão do trabalho. de acumular riquezas. em 1943 (O CC Italiano é de 1942).2005 suporte. Essa distinção (empresa ou não) no Brasil foi feita pelo legislador para evitar que o negócio familiar (botequim. Deduz-se também que sem empregado não há empresa. se não houver isso. mas somente aquelas atividades econômicas expressivas. apesar de não transpor o critério econômico na sua totalidade. esse modo de produção indica que não há empresa. profissionalmente. haveria. ele também diz que eles deveriam se registrados no registro civil de pessoas jurídicas e não na Junta Comercial. Então esqueçam a distinção entre civil e mercantil. mas nesse caos seria aplicado o sistema da insolvência civil. No negócio jurídico os efeitos do negócio são atribuídos por vontade das partes. não definiu empresa. (Bar de esquina . Há necessidade de um certo grau de "sofisticação" que possa gerar novos investimentos. (Arts. Quem sustenta esta tese é o professor Tavares Borba. com uma estruturação hierárquica piramidal. Para a aula. seria um ônus muito demasiado para eles. Funcional: significa atividade. seja empresa. inclusive para efeito de registro na Junta Comercial italiana. O CC trata disso quando fala dos prepostos ou colaboradores do empresário. sem tecnologia. Então. é investigar. de que exerce essa atividade. à reinvestimentos. exígua. interligados entre si e dirigidos a uma mesma finalidade. quando a lei fala de "conjuntos de atos praticados" refere-se a atos jurídicos válidos. empregados. Deve haver uma divisão interna do trabalho para caracterizar a empresa. quando a nova lei de falências fala da recuperação judicial e extrajudicial da empresa está se falando da recuperação da atividade socialmente relevante que é desenvolvida pela empresa. papelaria de família. são negócio jurídicos coordenados. O nosso legislador não fez isso. armarinho. Por exemplo: não há dúvida de que do ponto de vista econômico o tráfico de drogas seja atividade empresária. não se olha mais o objeto. definiu somente Art. Então.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.não é empresa. O artigo 2195 do Código italiano arrola as atividades empresárias. da especialização das atividades. A lei 9841 trata da micro empresa. um autor italiano (Alberto Arquini) em 1943 escreveu um tratado muito interessante sobre os perfis da empresa. Corporativo ou Hierárquico: Alfredo Rocco "empresa é a organização do trabalho alheio". Então o Código Civil foi inteligente: quando quis caracterizar empresa ele não incluiu uma atividade pequena. na Itália o legislador especificou quais eram as atividades empresárias. Arquini diz que o conceito econômico de empresa é unitário. Na Itália. Então se perguntou: "quem é empresário?".x Casa Sendas . Então sem empregado não há atividade econômica. A base do nosso NCC é da Itália. Na Itália olha-se o objeto. Não é qualquer atividade econômica.

982 do CC (leitura do artigo) A sociedade será empresária se tiver por objeto aquela atividade que é tipicamente exercida pelo empresário individual. Isso que diferencia a associação da sociedade. 4º do Código Comercial diz que comerciante é quem faz da mercancia profissão habitual.. Sociedade .Reunião e pessoas que se propõem a uma atividade comum não econômica. O Green Peace é uma associação civil que não visa distribuir entre seus associados o resultado desta atividade de preservação do meio ambiente. Neste caso excepcional não seria natureza declaratória.. mas exerce uma atividade de compra e venda de imóveis. Neste caso a sociedade estaria irregular. passará a ser sociedade empresária. Se comerciante individual era aquele que fazia da prática do ato de comércio profissão habitual. Ela está registrada? se estiver será empresária. O que vale é a declaração que os próprios sócios afirmam no contrato social. Se for organizada será empresário. (o professor faz alusão à questão do MP-SP). No entanto existem atividades econômicas sazonais. Se não é elemento caracterizador. como ela viajava nas férias ou feriado prolongado não era atividade habitual e sim esporádica. que definia em seu artigo 4º quem era comerciante. seria uma sociedade empresária irregular.... A partir da definição de empresário." Então. aquilo que a lei determina. O 1º é o funcional ou estrutural. Então primeiro o CC define o empresário para deduzir-se a definição de empresa. Na regra geral (efeito declaratório) o registro não define se a pessoa é empresário ou não. O registro é importante para o empresário individual. 26/01/05 – Aula 03 Atividade .efeito constitutivo. SISTEMAS DE QUALIFICAÇAO DE UMA EMPRESA Funcional ou Estrutural: qualifica o empresário tomando como critério o modo pelo qual o empresário organiza a sua atividade. Uma sociedade que está registrada como empresarial. Este sistema de definição assemelha-se com o do antigo Código Comercial.). Por exemplo: sociedades anônimas. Para a SA não prevalece o sistema estrutural. com 5000 cabeças de gado. Apesar de não estar registrado pode ir à falência. Requisitos do empresário (art. por exemplo: uma sociedade rural de médio porte. O registro na junta comercial não é caracterizador da qualidade de empresário. então sociedade empresária era aquela organizada para exercer aqueles mesmos atos que dariam ao comerciante a qualidade de "empresário". (art.C). pois o registro não é elemento caracterizador.Arts 971 e 984 do CC . o juiz deverá não decretar a falência. Então o registro não é para saber se alguém é ou não é empresário. com 2 empregados sem registro. vale aquilo que é declarado no contrato social. Se não for organizada não será empresário. Se não estiver registrada na junta comercial. Então são 2 os efeitos importantes do registro: 1º relacionado com a qualidade de empresário . Assim também vale o contrário. 5 ." Art 984 ". que só funcionam em uma época do ano. ela é sociedade empresária ou simples? A resposta é depende..DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. O Green Peace vende camisas cadernos etc. porque o art. 53 C. 966 C.) Profissionalidade .depois de inscrita. caso em que depois de inscrito. 2º relacionado com a personalidade jurídica .C. O 2º é o legal ou objetivo e o 3º é pelo registro quando se tratar de sociedades rurais. Agora é que há esta exceção em relação às sociedades rurais. Questão da magistratura: Uma funcionária pública que traz mercadorias do exterior para revender é comerciante? R: Não. Então nos temos três critérios no Brasil para saber se alguém é empresário ou não.Toda sociedade visa atividade econômica (art. por exemplo..efeito declaratório. mas na verdade não exerce atividade empresária. O registro funciona apenas para saber se esse empresário está regular ou irregular.2005 Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços. Na prática significa que a pessoa não se registra. O registro é constitutivo para adquirir personalidade jurídica. mesmo sem registro a pessoa pode ser considerada empresária e nesse caso estar sujeita aos rigores da sistemática empresarial. Na regra geral o registro é declaratório para adquirir a qualidade de empresário. A empresa então é o próprio exercício da atividade econômica organizada. mas nesse caso o registro na junta comercial tem apenas natureza declaratória da qualidade de empresário. mas não pratica atividade lucrativa. aquela sociedade que se organizar nos mesmos moldes do empresário individual. Pelo registro . essa é a regra. pois seus membros não ficam com o lucro desta atividade. ou seja.é o conjunto de atos coordenados e interligados entre si tendo em vista uma finalidade Atividade econômica no Código Civil significa a atividade que visa a obtenção de resultados positivos e visa a apropriação do resultado econômico produzido. CEJ . em sede de juízo isto provado. mas sim constitutiva. O critério utilizado para a definição de sociedade empresária neste caso é o legal ou objetivo.O Código exige para o empresário a profissionalidade. O artigo 966 não fala em registro. Associação . com vários empregados. (artigo 982 parágrafo único).. 981 C.Caso em que o empresário passa sê-lo após o registro (só vale para sociedade rural). O Estatuto da Terra define o que é sociedade rural. Legal ou Objetivo: Leva em conta aquilo que a lei determina. O registro no passado tinha somente natureza declaratória. Não distribui lucro entre os sócios. Art 971 ". mas sim no registro civil de pessoas jurídicas ela será simples. mas é importante para saber se a pessoa é pessoa jurídica. (conceito de empresário individual) Como se sabe que há uma sociedade empresária? Art. sem levar em consideração a estrutura da atividade que é exercida. vale a teoria da asserção.C. mas apenas delineador da qualidade de empresário.

177 – Contabilista. O Código Novo chama de estabelecimento (art. mas o preposto tem uma limitação quanto à prática de atos. Tanto faz se a circulação é de bens ou de serviços. Isto era importante dentro da teoria dos Atos de Comércio para distinguir o ato civil do ato mercantil mas agora o Código Civil não se importa mais com a natureza do ato em si. – Quando houver autorização não há problema algum § 4º . uma 6 .O preposto não pode sem autorização escrita fazerse substituir no desempenho da preposição sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraída. Preposto não é um mandatário.C. CEJ . se está ligado a mercadoria ou se esta ligado a prestação de serviços.. Estação de esqui. quem é que pode ser empresário. Art. Alfredo Rocco diz que empresa necessariamente conta com a organização. Ele só comanda a atividade. pouco importa se é de venda de bens ou de prestação de serviços. Antes era de responsabilidade apenas do dono do Livro. (art. Para caracterizar a preposição basta que alguém esteja praticando atos sobre o comando do interesse de outra pessoa. bem estruturada uma atividade econômica e para exercer essa atividade econômica reúne fatores de produção sobre a sua responsabilidade e coordenação tem-se a organização que é necessária para integrar o conceito de empresário.. requisitos para ser empresário. mas com o Novo Código Civil não existe mais a importância com o objeto. mesmo as atividades que não são permanentes. colaborar com ele na falsificação da escrita contábil. falsificar. 1. matéria prima.142 C. O Código prevê o perfil subjetivo. pode Ter vários clientes.. Circulação de Bens ou Serviços – Antigamente comerciante era só aquele que fazia circular bens. estando os atos dos prepostos interligados. O Código trata do gerente e esse gerente é o gerente do supermercado. se ele é civil. de operação de mesmo gênero da que lhe foi cometida sob pena de responder por perdas e danos e . Perfil Corporativo . metódica. O mandato pode ser substabelecido. Organização é o elemento principal para caracterizar o empresário ou não empresário. supervisão. se importa com a maneira que é exercida a atividade econômica. A expressão “gerente” ficou reservada para apenas ao preposto do órgão qualificado que fica no estabelecimento. Esse gerente que o Código agora trata é o preposto e não o gerente órgão.. 1169 C. A preposição impõe regras mais severas. 1170 . Ex.2005 Atividades Econômicas Sazonais . O vínculo de preposição não exige necessariamente uma relação de trabalho.) Trata dos prepostos dos empresários. Se for uma atividade economicamente bem estruturada para prestar serviços então será considerada atividade econômica.Significa a reunião de fatores da produção. 1. por exemplo. embora indiretamente. mas para ser empresário é necessário haver prepostos empregados. Perfil objetivo – é um conjunto de bens com o qual o empresário exerce a atividade. tendo em vista a finalidade exercida por este empresário. Presume-se que ele recebeu.Estão sujeitas a determinadas épocas do ano. Essa preposição não se confunde com mandato. quais são as atividades que são empresárias. O N. Estas atividades são permanentes. coisa que não acontece no mandato. se ele é mercantil. Um advogado.). Até na sociedade de contrato social não se deve dizer exerce a gerência o sócio Fulano e sim exerce a administração da sociedade o sócio Fulano. O elemento chave para distinguir o empresário do não empresário é esse elemento específico da organização. Neste caso ele pode ser um empresário individual. só que sujeitas a um ciclo.) Art. mas são periódicas obedecendo a um ciclo certo passam a ser profissional. mas agora não é mais sócio gerente e sim Administrador da Sociedade. Ainda que não sejam ininterruptas elas obedecem a um ciclo periódico certo desta atividade. O contabilista que instruído pelo seu proponente adulterar. quando não houver empregado não tem empresa. A idéia é que ninguém pode ser empresário de si mesmo. existem vários empregados. não tem limitação mínima. o perfil funcional que é o que caracteriza a atividade do empresário como é que ela se identifica. diferente da preposição. Os empregados formam o perfil corporativo. sobre a supervisão. tecnologia e empregados.. Ex. No mandato pode haver o substabelecimento a não ser que haja proibição e mesmo havendo proibição há a regra de responsabilidade do substabelecente. Isto não existe no mandato. sobre o controle do empresário de elementos humanos e elementos materiais como capital.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.C. Na sociedade simples pode haver o exercício profissional permanente mas não se qualifica pela existência de uma organização qualificada a ponto de reunir esses fatores de produção da coordenação. Quando se fala em preservação da atividade de empresa estamos falando do perfil funcional. Já na preposição não pode sem autorização expressa do preponente o preposto ser substituído. pois existe uma estrutura bem montada de suporte.Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento o procurador será responsável se o substabelecido proceder culposamente.C. Art. é a reunião sobre a coordenação. (art. que é o que acabamos de tratar. vai responder pessoalmente. 1. 1172) Art. Assim. Art. um contato mais próximo com o preponente.C. 667 C. A preposição é mais para a prática de atos materiais enquanto o mandato se refere a prática de atos jurídicos. pois o preposto não pode ser substituído a não ser com autorização expressa do preponente. Organização . E outros empregados prepostos também. 1169 .171 – Diante do princípio da aparência e da Boa-fé presume-se autorizado pelo empresário o porteiro a receber os documentos e notificações. responsável pela escrituração. Onde não se encontrar esses perfis não haverá a caracterização de empresa. Se alguém exerce de maneira sistemática. Perfil corporativo – que vê na empresa uma instituição formada não só pelo titular do negócio mas também pelos vínculos que ele mantém com seus prepostos. Essa expressão era utilizada para Sócio Gerente em uma limitada. O Jurista Jorge Ripert diz que ninguém pode dirigir-se a si mesmo. controle e comando do empresário.. Um corretor de seguros individual que possui várias pessoa que trabalham para ele. Então o preposto sofre uma restrição porque não pode praticar nem diretamente ou indiretamente uma atividade igual aquela que ele exerce como preposto. se esta atividade empresária está sujeita a algum sistema específico de execução patrimonial em caso de falência. se é organizada ou não.C.O preposto salvo autorização expressa não pode negociar por conta própria ou de terceiro nem participar.C. até porque as relações entre o preposto e o preponente são mais próximas e mais severas do que o mandato. 1169 C.. da filial.( A partir do art. por exemplo. Esse preposto deve prioritariamente ser empregado.

DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. refere-se ao empresário individual e não sócio. Se alguém menor de 18 anos fosse considerado empresário poderia Ter as vantagens de ser empresário como. mas se começou a atividade quando era capaz mas foi interditado por qualquer motivo. refere-se a anos apenas. O mandato. Podem ser casos legais de emancipação ou nos casos que os pais concedem a emancipação. Advém da lei Civil. 974. 1972 exige para ser empresário individual o requisito capacidade? Existem duas correntes: 1º .C. 1647 do C. Mas o empresário neste caso não é como sócio. Tendo em vista que o menor de 18 anos não pode ser responsabilizado penalmente e não está sujeito a falência ele não pode ser empresário. Assim ele poderia dar um cano na praça. Como ficam as sociedades constituídas anteriormente ao Código Civil formadas por marido e mulher casados no Regime da Separação Legal Obrigatória ou Comunhão Universal? O entendimento formado e consolidado de que pode permanecer assim porque estariam ao abrigo do direito adquirido do ato jurídico perfeito. Se o pai era sócio e morre não existe problema do filho menor assumir a parte que era do pai na sociedade. afetados ao negócio pode vender sem a necessidade de outorga do cônjuge. inclusive 18 anos coincide com a idade mínima para ser responsabilizado penalmente. Estamos falando do empresário pessoa física. na medida em que o art. como acontece com a venda de imóveis. procuração se refere a um ato praticado em nome e interesse de outra pessoa. Por acaso o empresário individual era também advogado.O professor entende que não pode. 978 – O empresário casado pode sem necessidade de outorga do cônjuge. Pode ser menor de 18 anos. 2º Corrente do Campinho e da Mônica Gusmão . não tem ligação com sociedade. em caso de casamento regulado pelo regime que não seja o da separação total de bens deve ser pedido autorização do cônjuge para alienar ou hipotecar bens imóveis.: Cessa a incapacidade porque menoridade é um conceito etário. por exemplo. o sócio não passa a Ter a qualidade de empresário pelo fato da sociedade da qual ele é sócio se dedique a uma atividade empresária. O professor não concorda com esta tese. Neste caso estamos falando do empresário individual. Art. No entanto existe essa exceção do art. Identificar no C. Então. Marido e mulher não podem ser sócios entre si. plenamente capaz na vida civil. Mas o Código Civil Novo diz que o empresário individual com bens móveis aplicados ao negócio. a antiga firma individual. Pergunta: Cessa a incapacidade ou cessa a menoridade por emancipação? R. daquele que em nome próprio exerce atividade econômica organizada. O Código no art. Então ele deu uma procuração da firma individual para ele. Trata da liberdade do sócio. outra que exerce os poderes recebidos. Então neste caso marido e mulher não podem ser sócios entre si ou com terceiros se o Regime da Comunhão for da Comunhão Universal ou Separação Legal Obrigatória. porque são a mesma pessoa. Porque estaria este titular da firma empresária exercendo em nome próprio e não em nome de outrem os atos. se o Regime for da Comunhão Universal ou da Separação obrigatória.Pode ser que mesmo sendo capaz eu não possa praticar certos atos. Outra questão de legitimação também está no direito de empresa no art. O STJ diz que é impossível juridicamente a firma individual através de seu titular dar procuração ao próprio titular que é advogado. mas não pode praticar certos atos que é um requisito de legislação. 1972. constituídas por marido e mulher podem permanecer assim sem risco de se tornarem irregulares porque estariam sobre a proteção do ato jurídico perfeito já constituído o direito adquirido de permanecer nesta situação. daquele que não é sócio de ninguém. essas qualidades não se estendem a pessoa do sócio. alguém pode ser maior. as hipóteses que cessa a incapacidade.2005 vez que existe um preposto para fazer esta função. Se são a mesma pessoa é impossível juridicamente a firma individual dar procuração para ela mesma. Existe um parecer do Departamento Nacional do Registro de Comércio (DNRC) dirigido às juntas comerciais dizendo que as sociedades anteriores ao C. 978. é aquele que exerce em nome próprio e não debaixo de uma sociedade. mas ele pode continuar a atividade se ele começou a atividade quando era capaz ou quando ele herda essa firma individual do pai ou de outra pessoa. Então foi dispensado em relação ao empresário individual o requisito legitimação que é exigido como regra no art. porém sem ser sócio de ninguém.C. CEJ . No entanto. Ter recuperação porém sem Ter a desvantagem que é ser submetido a falência. Acórdão do STJ – Uma firma individual precisou defender os interesses em juízo. Essa é a corrente do Márcio? Saiu um enunciado da terceira Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal aprovado por maioria que a partir de 16 anos emancipado já pode ser empresário. uma que outorga. Mesmo que ele possua a capacidade não basta só a capacidade é necessário examinar outras regras que também tratam de empresário e que impõe certas restrições como o caso da lei de falências que exige idade mínima de 18 anos. inclusive.C. mas não se sujeitar a falência. A pessoa menor de 18 anos legalmente emancipada poderia Ter a qualidade do empresário. 977. Legitimação . Mandato pressupõe necessariamente duas pessoas distintas. Capacidade exigida no art. Da mesma maneira quando ele era incapaz e herda a empresa individual do pai ou de quem quer que seja ele também autorizado por um juiz e nomeado um representante pode continuar esta atividade empresária. È importante mencionar isso porque alguns artigos subseqüentes ao 972. (art. a possibilidade de concordata. empresário pessoa física. esta atividade pode continuar a ser exercida mas agora com a autorização de um Juiz sendo nomeado um representante para isso. 1647. inc. I). Quando tivermos uma sociedade quem será empresária será a sociedade. qualquer que seja o regime alienar os imóveis que integre o patrimônio da empresa ou gravá-los em ônus real. este artigo trata do empresário individual. Neste caso estaria atuando em causa própria. Em regra geral. Essa empresa está tomada no sentido de empresário individual. Maior ou menor de 18 anos. Isto é importante nos casos de duplicata. daquele que não mantém sociedade com qualquer pessoa. diz que o incapaz não pode começar esta atividade. Porque tendo em vista que ele não tem 18 anos ele não pode falir. Em relação a Incapacidade importante citar um Enunciado do Conselho da Justiça Federal que diz que o menor não pode iniciar a atividade empresária como menor ou como incapaz. mas já teve cessado a incapacidade pela causas de emancipação que o Código prevê. 7 . A nova lei não prevê idade para falir.Entende que pode o menor de 18 anos emancipado ser empresário. É uma exceção ao direito de família. mas é a tese que possui um entendimento consolidado.

O patrimônio é algo que tem um conteúdo mutável. 970 tem que ser conjugado com o art. na loja de outra pessoa comparece um preposto só prevalece os atos que ele praticar se autorizados por escrito.C.C. Então quem é o pequeno empresário do art. Quais seriam as exigências. O balanço é algo de extrema necessidade para se verificar a evolução patrimonial e em se tratando de sociedade é o balanço que determina se houve lucro ou não a ser distribuído. 1177 fixa a responsabilidade do contador por atos procedidos de má-fé.O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é valido ainda provado depois que não era credor. No ponto de vista da personalidade o registro é constitutivo. e esta contabilidade diz respeito não só a gestão interna da sociedade ou da atividade empresária. 1176 – O gerente pode estar em juízo em nome do proponente pelas obrigações resultantes do exercício de sua função. Então tem interesse esta contabilidade para a gestão interna e tem interesse esta contabilidade para aqueles que contratam com o empresário que podem se valer do livro deste empresário como elemento de prova das obrigações que ele tiver assumido. Então se eu pago alguém que não era o verdadeiro credor.. Vale lembrar que o art. Visa garantir a continuidade da atividade produtiva. O pequeno empresário do art. há interesse do Estado. basta que seja comparado o balanço de um ano com o do ano seguinte que pode-se constatar se houve uma evolução ou uma involução patrimonial. Prepostos: Agora com o Novo C. ou ônus a serem observados pelos empresários? R: 1 . 8 . Este é o pequeno empresário que se refere o art. está dispensado desta contabilidade. pois presume-se que aquela pessoa estava autorizada a praticar aquela ato. 2 .1179 porque o Código diz que o pequeno empresário gozará de certas facilidades. 970 do C. Por isso que o balanço aprovado. Se em viagem. O balanço inclusive tem a natureza de declaração unilateral de vontades. O novo código Civil distribui estas exigências em artigos distintos. se entrega para alguém que está aparentemente encarregado para receber mercadorias e correspondências. Teoria da aparência – Se eu entro em um estabelecimento compro e pago no caixa. ela deve corresponder a sua contabilidade e a sua realidade patrimonial. existe uma multiplicidade de interesses que convergem para as unidades produtivas. O Código também trata do credor putativo art. Um dos enunciados da Jornada de Direito Civil do Conselho da Justiça Federal aprovou que o pequeno empresário estaria dispensado destas exigências de contabilidade. e este pequeno empresário de acordo com o 1179 § 2º e de acordo com o 1180 ficaria dispensado o empresário de pequeno porte bem como é definido pelo Estatuto da Microempresa. 02/02/2005 – Aula 04 Obrigações comuns dos empresários Essas 04 exigências são específicas do empresário e constavam do art. Fiz um contrato com o Bradesco no RJ.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. 10 do velho Código Comercial. mas pode prosseguir como incapaz? O princípio da Preservação da empresa. Como toda declaração unilateral de vontade aquele que declarou sua vontade fica vinculado a esta declaração de vontade. Art.. da boa condução. Veio chancelar algo que já ocorria na Jurisprudência. CEJ . da boa transparência. se a ação diz respeito ao ato praticado ou sob a supervisão de um gerente daquela agência pode citar o banco na pessoa do gerente empregado.C. 1178 – Os preponentes (empresários) são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos praticados em seus estabelecimentos e relativos a atividade de empresa. que o empresário tenha acesso a dados precisos relativos a condução de seu negócio. dono do negócio não sabia. 970 do C.A segunda obrigação seria levantar um balanço anual. Diante disto conclui-se que é importante ter um sistema de contabilidade e de escrituração.2005 Qual o princípio que inspira esta solução do Código de que não pode iniciar como incapaz. O art. Quem vai retratar isto é o balanço. Eu não terei responsabilidade alguma. Isso deve ser bem compreendido e bem aplicado. 970? A doutrina se posicionou que este pequeno empresário seria aquele considerado como tal pelo Estatuto da Microempresa. Mas depois se descobre que o caixa não era o caixa e embolsou o dinheiro e o empresário. assinado pode ser usado pelo credor como meio de prova pois é o próprio devedor que afirma qual a sua situação patrimonial. Se houver entre o contador e o empresário conluio e atos de má-fé terá por parte do contador a responsabilidade civil por ato próprio. No contrato diz que a Comarca de Osasco é competente para Julgar ações contra o Bradesco. para tornar relativa a rigidez deste artigo. O Código veda que o contador esteja participando de conluios com o empresário ou de atos de má-fé. Não pode ser levado ao pé da letra senão causará uma certa insegurança jurídica. 3 . quando se entra com uma ação contra um banco com várias filiais. há interesse do comércio exterior. O professor diz que deve ser compatível com a teoria da aparência. então pode ser que em determinado ano o empresário retrate uma situação patrimonial e em função de perdas ao longo do ano ele não tenha mais esta mesma situação patrimonial. Empresa de Pequeno Porte da contabilidade.A terceira obrigação seria o registro. mas que tinha toda a aparência de que era o credor aplica-se o 309.Em primeiro lugar seria o sistema de contabilidade de escrituração como diz o art. O terceiro que mantém relações diretas com o preposto está salvaguardado. No ponto de vista de atribuir a qualidade de empresário o registro em regra é declaratório.C. Será constitutivo apenas no caso rural que já foi discutido. 309 . não precisa ir pessoalmente o empresário nem o diretor. porque convergem para a empresa alguns dos interesses. 1179 C. um balanço de ativo e passivo. exposição.841). Então se eu quiser acionar uma sociedade empresária eu poço desde que seja relativa àquelas funções de exercício daquele gerente preposto recair a citação do empresário na pessoa do gerente ele pode estar em juízo. O registro tem a função delineadora da qualidade de empresário. Empresa de Pequeno Porte (Lei. Na hora de citar o Bradesco vai Ter que citar em Osasco? Não. Deve haver uma contabilidade. Art. há interesse da comunidade local. Possui também uma função externa porque através dos livros do empresário credores podem se valer desses livros como elemento de prova para as obrigações assumidas pelo empresário. § único – Se refere a atos praticados fora do estabelecimento. Outra função do registro é de atribuir personalidade jurídica às sociedades. 9. o empresário afirma unilateralmente qual é a sua situação patrimonial esta afirmação não pode ser aleatória. A contabilidade tem a função interna de atender a necessidade de gestão do próprio negócio.

155 C. O nome Manuel Joaquim Companhia é denominação ou é razão? È razão. 986). Então a expressão junta comercial permanece.155 já aparece as espécies de nome empresarial que são firma ou razão social e denominação. é algo que é comum a formação da pessoa jurídica. 1. A razão e a denominação têm funções distintas. (Define o que é nome empresarial) – Considerase nome empresarial a firma ou a denominação adotada. O Código destacou muito bem porque não existem pessoas jurídicas nulas existe pessoa jurídica anulável. § 2º . o empresário e a sociedade empresária vai se identificar nessas relações. se relacionando com terceiros e sujeitar a pessoa jurídica a regime de nulidade absoluta geraria uma inquietação social. não sendo portanto uma obrigação e sim um ônus. Então permanece a nomenclatura Juntas Comerciais como Registro Próprio do empresário. porque é o nome dos sócios. Na prática isso não acontece. Esse elemento externo caracterizador da personalidade da pessoa natural também está presente no empresário.Diz que se esse documento for levado a registro dentro do prazo de 30 dias o registro terá efeito retroativo. para os efeitos da proteção da lei. 1194) Art. Ela pode ser empresária pois pratica atividade organizada mas ela não se registrou. não é o que ele faz. os documentos que ela assina. 4 – A quarta obrigação é a conservação de documentos (art. na sociedade empresária que se chama de nome empresarial. Não é propriamente um dever. 45 não é específico de empresário mas é uma referência porque é citado no direito de empresa no art. 967 só fala de Registro Público de Empresas Mercantis. Então mesmo para associação vai ser usado este artigo. 967 – É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de empresas mercantis da respectiva sede antes do início de sua atividade. uma intranqüilidade. Na prática tudo é chamado de razão social. que significa um nome inventado para compor a denominação. Tem função de identificação porque a partir da firma eu sei quem é que está praticando o ato. O nome empresarial não se confunde com marca porque a marca não serve para identificar a pessoa. 9 .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. contraindo obrigações. 45 § único prevê o prazo de decadência para anular a constituição de pessoa jurídica. O nome empresarial tem a ver com a própria personalidade do empresário e da sociedade empresária. Art. associações e fundações. A função de assinatura é totalmente desprezada na prática. a denominação das sociedades simples. Art. 1150 – O empresário e a sociedade empresária vinculamse ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais. O art. pois se eu não tiver a prova de que eu paguei vou ter que pagar novamente. Existe um prazo de 30 dias a partir da data lançada no contrato social ou no estatuto para levar a registro na junta comercial ou até mesmo que não seja empresário o prazo também é de 30 dias. Art. Porque a partir do registro começa a produzir uma série de efeitos que a pessoa jurídica começa a atuar adquirindo diretos. Nome Empresarial Assim como as pessoas naturais têm um nome civil e esse nome civil é o sinal externo que identifica a pessoa no seio da sociedade. nestes atos que ela pratica vai se identificar por intermédio desse nome empresarial. A função de assinatura é que por exemplo. c/c art. Esse efeito retroativo é importante porque é incomum a sociedade.155 § único – Equipara-se ao nome empresarial. CEJ . Art. não serve para distinguir o sujeito de direito. O Código no art. não chegou a adquirir personalidade jurídica. Razão social é uma espécie de domínio empresarial que é formada pelo nome dos sócios e a denominação é aquela que utiliza uma expressão fantasia. mas está errado.150 o código diz que esse registro Público fica incumbido às Juntas Comerciais. uma insegurança. até porque para a lei de falências o que vale não é a sede do Estatuto Social. 985 – A sociedade que não se registrar será uma que antigamente era chamada de sociedade irregular e que agora o Código chama de sociedade em comum (art. Firma ou Razão A firma ou razão tem função de identificação e função de assinatura. para integrar a denominação social. Então o Código entendeu que se a pessoa jurídica está registrada nunca haverá nulidade absoluta de sua constituição e sim haverá um prazo de decadência para a anulação da pessoa jurídica. correspondência e demais papéis conseqüentes de sua atividade enquanto não houver prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados. o que ele produz ou o que ele comercializa. Nome empresarial não tem ligação com nome fantasia nem com marca. Então se houver algum defeito no ato relativo a constituição de pessoa jurídica a anulação da constituição de pessoa jurídica está sujeito a um prazo decadencial. na hora de o Manuel ( um dos sócios) assinar pela sociedade ele vai ter que assinar “Manuel Joaquim Companhia” e não seu nome civil. 1194 – O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa guarda toda a escrituração.1150 e art. Art. 986 C. de conformidade com este capítulo. 967. 1. Quando não se cumpre um dever incide ato ilícito e não conservar os documentos não é propriamente um ato ilícito. comércio ou serviço. Será uma sociedade em comum do art. 1151. O nome empresarial identifica o sujeito de direito e a marca identifica o produto. É importante porque os atos em que o empresário individual com a sociedade intervém. Então há o prazo de três anos para anular a constituição de pessoas jurídicas de direito privado por defeito do ato contado o prazo da publicação de inscrição no Registro. mas deveria acontecer. o que vale é a sede real da pessoa jurídica. para o exercício de empresa. os efeitos jurídicos retroagirão a data mencionada no documento levado a registro. No próprio artigo 1.C. é mais um ônus jurídico. não corresponde às pessoas do sócio. A marca serve para assinalar e distinguir produtos e serviços. Nome empresarial é um sinal distintivo e revelador que caracteriza a personalidade do empresário individual ou da sociedade empresária.2005 O art. Neste caso nome ou expressão de fantasia é apenas o elemento nominal utilizado para compor. o chamado domicílio real da pessoa jurídica. não fala Junta Comercial mas quando chega no art. já que a denominação social não reflete. os contratos que celebra. O nome fantasia não tem correspondência nenhuma no Direito Comercial. A sede aqui é tanto a sede estatutária quanto a sede administrativa.. Não há como ignorar a existência do direito de empresa.1034. Art. os atos que ela pratica com terceiros.C. 1. se eu paguei uma conta eu tenho o ônus de pagar aquela conta.

O nacional que se registrasse no Rio de Janeiro não teria a proteção em Minas Gerais.C. 1160 C.2005 Denominação A denominação só tem a função de identificação. Uma exceção a este artigo é a sociedade e advogados. as ações para proteger o nome empresarial não são feitas a prazo. 1161 C. inciso XXIX da C. Os membros dessa companhia queriam que os lucros fossem distribuídos e a Administração dessa companhia dizia que como ela tinha como objeto atividade beneficente ela não tinha que distribuir lucros. Art. pode ser tanto firma quanto denominação. 1. Art. bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão “ e companhia” ou sua abreviatura. Em questão de concurso cai o nome empresarial e através do nome pedem para você identificar que tipo de sociedade que é. é opcional.C. e toda Sociedade Anônima é de cunho empresário e toda sociedade empresária visa lucro. – O nome do sócio que vier a falecer. Conforme a revisão em seu art. O nome empresarial é equiparado aos direitos da personalidade em função do art. for excluído ou se retirar não pode ser conservado na firma social.C. 1165 C. O problema é que se for admitido a revogação do Tratado o estrangeiro estaria tendo um tipo de proteção e o nacional um outro tipo de proteção. 8º é dito que o nome empresarial tem proteção em todos os países que fazem parte desta convenção. Porque o Código vacilou? 1º . e os direitos da personalidade.no nome da firma só pode constar o nome de quem é sócio. – A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social. _ Neste caso enquadra-se o exemplo dado do “Manoel Joaquim Companhia”. Em nome coletivo) Companhia na frente ou Sociedade Anônima atrás ou na frente é indicativo de S/A. apuração de resultados e portanto obrigada a distribuir lucros. Resposta: A resposta da questão está na primeira palavra da questão.O nome empresarial é direito fundamental conforme art.O Brasil assinou o tratado da Convenção de Paris de marcas e patentes do nome empresarial. Pediu-se ao candidato para dizer quem tinha razão se eram os membros que queriam os lucros ou se era a Administração. Princípios Temos dois princípios relativos ao nome empresarial. Então se um empresário registrou-se na França ele tem direito de utilização exclusiva do seu nome não só na França mas em todos os países que fazem parte desta convenção. 1164.A natureza da sociedade a ser constituída Se for sociedade de nome coletivo será firma ou denominação e não prevalece a vontade dos sócios Art.C. Se for Sociedade em Comandita Simples também é firma e essa firma composta apenas pelo nome dos sócios comanditados. pode ser um ou outro. Ele diz que a sociedade empresária ao se registrar adquire automaticamente a proteção do seu nome empresarial. Se for por exemplo sociedade em comandita por ações. Proteção Em relação a proteção o Código vacilou. Neste caso. (Ex. da pessoa natural são extensivos no que couber a pessoa jurídica e entre os direitos da personalidade está o nome da pessoa física. e a última revisão foi promulgada pelo decreto 635 de 1992. Se tiver companhia na frente. 2º . Art..C. 1º Princípio é o da nulidade relativa que significa alguém usar pela primeira vez uma expressão para se referir ao nome empresarial.157 C. Se for limitada é optativo. A Constituição menciona que a lei garantirá a proteção aos nomes de empresas. por extenso ou abreviadamente. Esta autorização encontra-se no Estatuto da OAB. Então se o nome da pessoa física é elemento da personalidade isso se estende 10 . Porque o sócio que assina vai aparecer na denominação e embaixo o sócio vai assinar seu nome de pessoa física. enquanto a Convenção de Paris assegura a proteção do nome no âmbito de todos os países que fazem parte da convenção. Essa convenção sofreu várias revisões. O sócio que faz uso da denominação vai colocar a sua assinatura de pessoa física. Se um dos sócios sair da sociedade será necessário fazer a alteração do nome. Para não confundir os consumidores e credores é importante que o nome possa distinguir que trata-se de sujeitos diferentes. A exceção a isso é sociedade por cotas de responsabilidade limitada. O Código também diz que é imprescritível. na qual somente o nome daqueles poderão figurar. Companhia atrás é indicativo de companhia com sócios de responsabilidade ilimitada. 5º. mesmo na hipótese em que o sócio fundador falecer pode-se continuar utilizando o seu nome. é Sociedade Anônima. A função de assinatura não tem.A vontade dos sócios 2º . Fere a isonomia. Então esta nulidade significa que não pode surgir um nome empresarial que se confunda com outro nome já existente. Art. Via de regra quando se trata de firma é porque tem-se sócios de responsabilidade ilimitada e são justamente estes sócios que constam na firma ou na razão social. CEJ .158 C.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. o que é o caso. Na magistratura estadual caiu a seguinte questão: A Companhia Beneficente Casa do Idoso.C. 52 C. O Código vacilou porque restringiu esta proteção ao âmbito do Estado em que está situado a Junta Comercial.Princípio da veracidade . 1º . porque está ligado a personalidade. A Convenção tem natureza de lei ordinária e como lei ordinária de acordo com a teoria do monismo moderado o tratado se incorpora ao ordenamento Jurídico interno na mesma hierarquia das leis ordinárias. Então é criada uma situação de desigualdade em detrimento do nacional. Neste caso o Código mandou mal porque restringe o âmbito de proteção em apenas um Estado. A conclusão de que a proteção circunscreve ao Estado não é compatível com as premissas que o Código estabelece e afirma porque em primeiro lugar tem status constitucional e em segundo lugar o Código diz que o nome empresarial é inalienável conforme art. Como se forma o nome? Como é que se sabe se é razão ou denominação? São dois os critérios que determinam.C. .A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma. 1157 C. integrado pelas expressões “sociedade anônima” ou “companhia”. Então fica valendo aquilo que foi posterior se a lei foi posterior ao tratado fica valendo a lei. 1. mas o estrangeiro que se registrasse em Paris gozaria da proteção não só na França mas em todos os países inclusive Brasil e em todos os estados do Brasil. 2º . decorre como efeito automático do registro. Art.R.

Se o objeto social se identificasse com os atos de comércio mencionados no art. Mas se é o componente principal então esse caráter principal da atividade intelectual afasta a empresarialidade Se a atividade intelectual for atividade fim. Em várias questões de concurso cai a descrição. Tavares Borba – A palavra elemento inclusive no sentido (?). E em terceiro lugar tem que haver a utilização da expressão “ sucessor de”. usar o nome do alienante. imprescritíveis. Se três sócios se reúnem para comprar um negócio e eles mesmos que constituem o elemento principal. pode. Elemento tudo que entra na composição de outra coisa que serve para formá-la. não há nenhum critério rígido que possa identificar aprioristicamente o que é e o que não é. a atividade era empresária. (?) O trabalho intelectual somente se reduziria ao elemento de empresa quando considerada a sociedade seu objeto. por outro lado. O Código Civil não é coerente e fere o princípio da razoabilidade. mas antecipadamente não podemos dizer o que é e o que não é empresa. E os direitos da personalidade têm a característica de que são inalienáveis. como por exemplo uma empresa de engenharia que constrói o apartamento e entrega o apartamento pronto e acabado o que o cliente está comprando é o produto final materializado. A atividade intelectual é apenas um componente. porém. onde ele esclarece o que é elemento de empresa. Inalienabilidade Quando há inalienabilidade no nome empresarial? O Código em regra prevê a inalienabilidade do nome empresarial e essa inalienabilidade está muito em sintonia com a idéia de elemento da personalidade. A intelectualidade afasta a empresarialidade. permite a caracterização de empresa. Se as montadoras vendessem o produto intelectual. Antes era simples.C. Fere o princípio da razoabilidade e da Isonomia. Então se o elemento principal é a intelectualidade afasta-se a empresarialidade. Essa sociedade é simples ou é empresária? Resposta: Vai ser empresária ou simples conforme opção no Registro. jamais o próprio produto oferecido. 1164. O nome empresarial está ligado à personalidade pois identifica a pessoa. é simples. entre vários outros organizados pelas montadoras para que elas coloquem então seu produto pronto e acabado para ser comercializado e oferecido para o consumidor. CEJ . O que o código quis foi não amarrar a atividade empresarial apenas em certos objetos. a intelectualidade afasta a empresarialidade. antes era só ver o objeto. se a atividade intelectual for apenas um componente. Então o entendimento do professor é de que se o registro é feito no Rio de Janeiro o nome empresarial terá proteção em todos os estados brasileiros e em todos os países que fazem parte da Convenção de Paris. se uma empresa de engenharia que apenas desenvolve projetos.2005 por força do art. 52 C. Mas agora o critério é o da organização e mesmo quando tem organização se atividade for predominantemente intelectual essa intelectualidade afasta a empresarialidade. Em primeiro lugar só em caso de venda. não elemento principal. O Código não é coerente com ele mesmo.C. 1164 C. Ex.: Uma sociedade que desenvolvia atividade pecuária. Elemento é algo constitutivo. se o contrato o permitir. como exceção o parágrafo único do art. para se identificar se é empresa ou não é. Art. ou seja. Então como regra não pode mas como exceção em caso de venda pode. os empresários possuem um nome que é um sinal distintivo e revelador da personalidade do empresário com que se identifica nas sus relações com terceiros. quando o núcleo principal da sociedade estiver focado no próprio sócio essa sociedade não é empresária. Ex. Em segundo lugar o contrato tem que permitir. 16/02/05 – Aula 05 Ler o parecer do Tavares Borba. temos algumas premissas. O síndico poderia ter feito essa arrecadação? 11 .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. não prevalece esta orientação em função da Convenção de Paris. : O supermercado Zona Sul compra o Farinha Pura. Outro Ex.: Três médicos se reuniram. a criação científica literária ou artística apenas representasse o componente desse objeto. Mas se for ao contrário. em função do tratamento constitucional da matéria e em função da incoerência de premissas outras que falam o Código. caracteriza o exercício da sociedade simples. Se o objeto é mercantil não se tem dúvida. é apenas um componente. O professor tem sustentado que apesar dessa restrição que o Código impõe de que essa proteção é circunscrita ao âmbito do Estado em que foi emitido o registro. Parágrafo único – O adquirente de estabelecimento. só que essa atividade intelectual está situada na atividade meio. não basta só a venda do estabelecimento. alguns pressupostos que podemos nos basear para identificar. se o objeto era mercantil ou civil. As palavras são os elementos do discurso. Ex. É um critério impírico. por ato entre vivos. Essa sociedade é simples ou é empresária? É simples. Podemos ter sociedades empresárias com objeto que antes no Código Civil seriam sociedades civis.: Todas as montadoras têm um departamento de tecnologia. Alguns enunciados dizem isso que a atividade predominantemente intelectual afasta o caráter empresarial e ao contrário. Quando a atividade intelectual é integrante. com a qualificação de sucessor. Em princípio o nome empresarial é inalienável. é necessário analisar cada caso concreto. 19 do regulamento 737 de 1850 a sociedade era mercantil. as pessoas jurídicas. a pessoa jurídica. indisponíveis. A Lei de Falências não inclui a sociedade simples. com cinco mil cabeças de gado em uma extensão de muitos equitares. precedido do seu próprio. de pesquisa. Assim como as pessoas naturais têm um nome civil. integrante de alguma coisa. um mero elemento inserido diante de tantas coisas que são desenvolvidas. você esta contratando atividade intelectual e não o produto pronto e acabado. Pergunta feita no concurso do MP. mas é integrante como outros elementos de uma atividade econômica organizada então passa a ser empresária. como também podemos ter sociedades simples mas que antes no Código Civil seriam consideradas sociedades mercantis pelo critério do objeto. um síndico arrecadou a marca e o nome empresarial da sociedade limitada. uma parcela do produto ou serviço oferecido pela empresa no mercado. – Decretada a falência de uma sociedade limitada. uma área altamente sofisticada de engenharia. montaram uma sociedade para que eles mesmos realizassem a atividade médica dentro de suas especializações. O nome pode ficar “Supermercado Zona Sul sucessor de Farinha Pura”.

pois trata-se do mesmo ramo de atividade. Quem foi o primeiro que registrou. patente. por acordo de vontades. Não existe uma cadastro único onde um possa consultar o outro. se estiverem em um mercado diferente. deve-se buscar a Justiça 12 . ou seja. É diferente da propriedade autoral porque ela nasce com essa vocação. mas se essa limitada adotasse denominação ela poderia ser arrecada e vendida na falência para pagar os credores. se o contrato permitir. não pode ser registrado como marca bandeiras.150 C. As Juntas Comerciais têm caráter híbrido. Isso acontece porque não há um sistema de comunicação entre o registro público das empresas mercantis e o regime da propriedade Industrial. Existe o biscoito globo e existe a rede globo). marca só para livros. não pode registrar como marca o nome comum das coisas (Ex.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Então não prescreve. São elementos de criação da concepção humana. Então utilizamos o Princípio da Anterioridade. Por isso que se a marca não for utilizada ocorre a caducidade da marca. já o nome é registrado de uma pessoa e depois alguém ou uma outra pessoa registra como marca o nome alheio. Às vezes acontece o contrário. Não é penhorável. ela nasce para propriedade industrial. estão sujeitas ao controle e fiscalização orçamentária pela Assembléia Legislativa e Tribunal de Contas. O registro no direito autoral tem caráter declaratório.150 C. Chocolate). deve se dirigir a Justiça Estadual. Conflito entre Marca e Nome A marca é registrada no INPI e o nome é registrado na Junta Comercial. O nome não o nome é genérico. Se alguém quiser entrar com um Mandado de Segurança contra o Presidente da Junta Comercial porque foi preterido em um concurso público. Senna). Registro Público de Empresas Mercantis – Art. Alguma pessoas acham que a expressão Junta Comercial não existe mais.) Como é uma limitada. se quiser buscar a justiça. A Lei 8. O art. Imprescritibilidade Art. Se na acarretar confusão pode conviver. 1º . Registros Registro da Propriedade Industrial – Registro de marcas. podem conviver. Então o registro da marca se dá em uma Autarquia Federal e o registro do nome se dá em uma entidade estadualizada e os dois não se comunicam. Essa expressão propriedade industrial.Princípio da especialidade . ou seja semelhante. Então mesmo que alguém tenha surgido com o nome igual a cem anos. são elementos de criação que vão ser utilizados em uma atividade produtiva. a qualquer tempo. Isto seria o princípio da especialidade. e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 1.) A marca pode ser arrecadada mas o nome empresarial quer firma. sobrenome conhecido de outra pessoa (ex. 1.C. O Código no artigo 1. O Parágrafo primeiro diz respeito tanto a firma como a denominação. mesmo que alguém registre a autoria de uma música.A marca é registrada para determinados seguimentos (marca só para alimentos. O Autor pode registrar a obra.934/94 é a lei que regula as juntas comerciais. o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro. marca só para vestuário). Ausência de prazo. Só que o DNRC é Órgão da União e as Juntas Comerciais são órgãos ou entidades estaduais. ligado ao trabalho que está sendo desenvolvido. mas existe. cada um fiica com o seu específico. pois ele tem direito de mérito. se for comprovado que você é que foi o autor vai valer a autoria e não o registro. obras utilitárias. mas que vão ser utilizados em uma atividade produtiva. o direito de não publicar a obra. Se a marca for registrada por um seguimento e o nome empresarial de acordo com o objeto que aquela sociedade exerce não houver conivência. conserva ainda o prejudicado uma ação para anular aquele nome empresarial que foi registrado em desacordo com as regras legais ou contratadas. O direito autoral não é necessariamente ligado a uma atividade produtiva. Não tem um entrosamento. A marca é seguimentada por classe de produtos. se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. 967 – É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. permanece a marca. porque é para registrar e ser usada. 1. marca. Foi reconhecida e incorporada no art. – O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais. Mas a indenização pela violação do nome só cabe de três anos para cá. ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. ele não é predestinado a comercialização. nesse caso o critério da especialidade não vai resolver. Não se pode registrar também como marca nome empresarial que acarrete confusão. embora ele possa ser comercializado. por isso tem esse nome propriedade industrial.C. uma exigência. então se for um mercado diferente embora com a mesma expressão. só por ato negocial. Art. quer denominação não pode ser mais arrecadado. Quem executa e implementa as normas baixadas pelo DNRC são as juntas comerciais. Apesar de as juntas serem órgãos ou entidades estaduais seus dirigentes são nomeados pelo (?). antes do início de sua atividade. Pode acontecer que a marca e o nome sejam do mesmo ramo de atividade. essa firma não poderia ser arrecadada e vendida. Por exemplo. O direito autoral. modelos (?). não há decadência para anular a inscrição do nome empresarial feita com relação da lei ou do contrato. O DNRC tem a função normatizadora e regulamentadora do registro das empresas e as juntas têm a função executória nesse sistema. sem prejudicar a clientela (Ex. esse industrial significa na verdade trabalho. Por isso esse caráter híbrido das juntas comerciais.C. mas não publicá-la. Essa lei diz que as juntas comerciais compõem um sistema nacional de registro das empresas e esse sistema é composto pelo DNRC e pelas Juntas Comerciais.. Então se aquela limitada tiver firma. 124 da Lei de Propriedade Industrial prevê várias coisas que não podem ser registradas como marca. a limitada pode ter firma ou pode ter denominação. Difere do regime da propriedade autoral. CEJ . O registro feito no INPI tem caráter predominantemente constitutivo. patentes. Então o que acontece é que alguém vai no INPI e registra uma marca e uma outra pessoa registra essa mesma marca como nome. ou seja. mas se alguém tiver levado um contrato social à junta comercial e a junta indeferir o registro alegando um certo vício. ( Resposta de acordo com o novo C.164 prevê a regra da inalienabilidade.C. A marca é totalmente alienável e tudo que é alienável é penhorável e arrecadável. Se primeiro foi registrada uma marca e após outra pessoa registrou um nome com essa marca alheia. não pode ser arrecadável na falência. não é objeto de apreensão judicial bens que não sejam alienáveis. (Resposta antes do Novo C.2005 Resposta: A questão é saber se a marca e o nome empresarial são penhoráveis.167 – Cabe ao prejudicado. são arrecadáveis. Resolve-se o conflito entre marca e nome através de dois princípios. se são objetos de apreensão judicial e expropriação forçada.

para ser oponível a terceiros. 2) Perfil profissional – que era a atividade empresária. temos também o ponto. a função dela é executora e nessa função executora está exercendo uma competência federal delegada. quem exerce o controle final desse dado de registro da Junta Comercial é o DNRC. Requião não considera o imóvel como pertencente ao estabelecimento. Discute-se se o site seria considerado esteblecimento para fins de aplicação do CDC. porque o conceito de empresa já foi se espalhando pelo ordenamento através de leis esparsas (ex. tirando o caso do rural. porque. Mas se podia pedir a renovação de seu contrato. Equiparando-se ao estabelecimento físico.05 Perfis do Asquini para o vacábulo empresa: 1) Perfil subjetivo – empresário ou sociedade empresária. as sociedade civis sem fins lucrativo também passaram a dele gozar). não tinha fiundo de comercio. é como se fosse um órgão federal. em “fundo de empresa”. cada bem que integra esse conjunto conserva a sua identidade própria. que exerce a atividade em nome próprio. Por isso que quando a Junta está cumprindo determinações do DNRC ela está agindo dentro de uma competência Federal delegada e nesses casos sujeita a controle judicial. então quando a junta está cumprindo. a doutrina diz que embora o direito ao fundo tenha natureza jurídica de bem móvel. o que é extramemanete importante para fins de direito do consumidor. eu faria um recurso para o Governador do Estado. O sirte é considerado estabelecimtno virtula. A definição fala em complexo ou conjunto de bens. OBS: Dinheiro do banco – é incorpóreo.idor como se estivesse na própria loja. não fazia sentido falar em “fundo de comercio”. Mas a capacidade que ele tem de multiplicá-lo através de empréstimos. pois para questões relacionadas a gestão financeira. e quando for tranferido. Ainda que o direito que resulta do fundo tenha uma natureza móvel. por escritura pública. Se houver no estabelcimento um imóvel.) 2) Elementos incorpóreos – são os elementos virtuais. contado da lavratura dos atos respectivos. intregara o estabelecimento como instrumento do exercício da atividade economicamente organizada. está no exercício desta competência executora ela apesar de ser Estadual. Art. Artigo 1142 do CC definição de estabelecimento – considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizados para o exercício da empresa por empresário ou sociedade empresaria. que a época eram civis com fins luicrativos udessem ter dirteito a renovação de seu contrato de locação não residencialç. que esteja no exercício da mesma aitividade. É o complexo de bens ligados entre si por uma destinação unitária dada pelo empresário ou pela sociedade empresária. Vc deverá fazer dois registros. como ele é uma universalidade de fato. tangíveis (ex. Tirando essa matéria. Mas Requião excluía o bem imóvel porque dizia que o fundo tinha uma natureza imóvel. Por isso essa competência híbrida. e mais outro imóvel que ele destina o exercício da atividade. que é o letreiro. Ainda como elemento incorpóreo. ainda que o drireito ao fundo tenha natureza móvel. se ela está fazendo a licitação. Essa doutrina entende que cada elemento do estabelecimento possui a sua individualidade própria. Empresário individual é aquele que não tem sócios. OBS: Há uma duvida em torno do imóvel. para o cumprimento de uma determinada atividade economia organizada. O banco recebe dinheiro do cliente. Então a doutrina rebatizou essa expressão para “fundo de empresa”. caso o site enha uma gama suficiente de informações que equivalha às informações que seriam prestadas ao consum. seria incorpóreo. E por ela estar no exercício de uma competência federal delegada inúmeros acórdãos do Supremo e do STJ (alguns com divergências) sustentam este posicionamento de que aos atos relativos ao registro são na Justiça Federal e para questionar concurso público. Mas se eu quiser fazer um recurso porque a junta criou uma exigência e não deferiu o registro do contrato social. 1) elementos corpóreos – são elementos físicos. podendo ser tranferido pelo modo que lhe é peculiar. O registro tem caráter predominantemente declaratório da qualidade do empresário. No caso do imóvel. Corresponde ao que o NCC chama de estabelecimento. que é aquele obtido através de contrato de locação nção residencial que prefaza aqueles requisitos: mínimo de contrato de 5 anos. o consumidor tem o prazo de 7 dias pra se arrepender. máquinas. quando for ele tranferido. patentes. moveis. A sociedade civil não era mercantil. que esteja 13 . utensílios. porque a venda do estabelecimento.02. lei do inquilinato. Em contrapartidfa. 2) Elementos incorpóreos. Mas quais são os elementos desse estabelecimento? 1) Elementos corpóreos. cada bem que compõe essa universalidade possui a sua idividualidade própria. endereço eletrônico. e se não o era. não poderá ser tranferido através de escritura partícula.151 § 1º . pouco antes de entrar em vigor o novo código. especialmente a venda feita em domicilio ou por telefone. que para Fabio Ulhoa já se referia. que é de 91 – perite que sociedades. Por que federal delegada? Porque o DNRC é um órgão federal ele baixa a norma para a junta cumprir. um na Junta Comercial e outro no Registro de imóveis. o recurso vai para o DNRC. que não podem ser tangíveis (crédito.2005 Federal. se a ajuda de ninguém. materiais. podendo ser objeto autônomo de direito. FUC entende que sim. contrato. sendo fiscalizada pelo Tribunal de Contas ela é totalmente estadual. Mas aquele outro imóvel que ele aplicou. nomeação de dirigentes é submetido à autoridade judiciária Estadual. Mas a maioria da doutrina entende que o imóvel integra sim o estabelecimento se ele for utilizado como instrumento da atividade do empresário. Estabelecimento era o que se chamava de FUNDO DE COMERCIO. etc. patrimonial e pessoal. que não era compatível com o bem imóvel. marcas. que ele destinou a atividade produtiva dele. CEJ .deverá ser obedecido o modo próprio de tranferencia desse bem. O DNRC tem função normatizadora e a Junta apenas executa. Estabelecimento constitui o instrumento da atividade do empresário ou sociedade empresária. Na realidade quem controla. Direito Empresarial Dia 23.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. O artigo 49 do CDC diz que quando a venda não for feita no estabelecimento. São aqueles nação dotados de existência física. se o fundo é uma universalidade de fato. este imóvel em que ele mora não integra o estabelecimento. não há possibilidade de arrependimento. O dinheiro que foi depositado é corpóreo. Se eu fizer um concurso para a Junta Comercial e houver algum problema e eu quiser fazer um recurso administrativo. equipamentos. 4) Perfil objetivo – corresponde ao instrumento da atividade empresário. em relação a competência executora das normas baixadas pelo DNRC ela está no exercício de uma competência federal delegada.Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo de 30 (trinta) dias. site). assim como os antigos comerciantes que já desfrutavam desse direito.. depende de averbação no regiastro de empresa. 1. titulo de estabelecimento ou símbolo. Se esse empresário individual tiver a casa onde mora. em separado. Isso é um caso excepcional porque via de regra recursos contra entidades estaduais vão para o Governador do Estado. só que ele empresta 11 vezes mais aquele dinheiro. Porem a transmissão da prorpriedade imobiliária depende do registro de imóveis. licitação tem que buscar a Justiça Estadual. segundo diz o código. 3) Perfil corporativo – os empregados .

NOME EMPRESARIAL seria elemento do estabelecimento? Para ser objeto do estabelecimento. que é um patriminio de afetação. imóvel em construção. Nesse caso. sendo o vinvulo mais frágil.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. até que veio a lei do inqiuilinato em 91 e disse que o lojista tem dsirieot a renovação do contrato de locação e do ponto. em seu artigo 195. mas responsabilidade subsidiária do adquirente 9artigo 1146). que tem a bandeira. porque é a lei que diz que havenbdo sucessão. não se comunica com o casamento. já que não pode ser sujeito de direitos e obrigações. Como isso seria possível? Na verdade. o nome. prevê o crime de d34svio de cleintela. É a lei que cria essa unidade. Na verdade. A universalidade de fato. Clientela é mais permanente. que não possui características paenas econômicas. normas deizendo que é imprescritível. já que ela não ontegra o estabelecimento. já que o empreendedor do shoping contribui para atrair a clientela com segurança. erc. com base nos artigos 90 e 91 do CC. já que eneste conceito so entram elemtos ativos. Mas pelo NCC. E aí se discurte se esses locatários teriam direito a renovação a contrato. q eu não é dono da loja. de universalidade de fato: biblioterca. não é trasnferencia do debito. Significa que a lei dá uma discipliona autônoma a essa parcela patrimonial especifica. não havendo prazo para propor uma ação para anular um nome empresarial igual ao meu. tem que ser possível a propriedade. fica separado dos demais bens da construtora para que possa ser entregue aos que compraram na planta. limpeza. A clientela não é direito coporeo. mas também pelo atendimento. É o conjunto de relações economicamente titularizadas por uma pessoa. e não sujeito de direito. que permite o lojista a obter a renocvação do seu contrato de locação. nem mesmo para pagar empregados. O patrimônio em separado seria uma exceção ao principio da unidade patrimonial. Então a doutri9na enxergou um duplo estabelecimento. direito à exclusividade. que possui um fundo de garantia destinado a indenização de danos que a especulação possa causar a investidores. não pode ser usado para nada que não seja a sua destinação espcifica. por sua vontade. O que corresponde a cessão de clientelasão os elementos que atarem a clientela. os bens ficam indvisíveis até o final do inventário. Conceitualmente. De forma que a doutreina entendia que se houvesse algum direito pela clientela. as sociedades e as fundações. mas tem capacidade de direito. Para a doutrina. pelo crediot que concede. Esse direito de renovação locatária também é estendido a shopping-centers. ou então a lei deve atribuir capacidade para ele. Ambos os estabelecimentos são capazes de atair a clientela. como a marca. e isso é que integra o establecimenrto (ex: direito de não sofrer cocorrencia desleal. esse direito pertenceiria ao shopping. Logo a cliente não integra o fundo de estabelecimento. A herança. direito a proteção a marca. O parágrafo único do artigo 90 diz que os bens da universalidade de fato isoladamente considerados podem ser objeto de negociação própria. O rol de pessoas jurídicas de direito privado previsto no CC é taxativo. Ex. Agora. O que beneficia o lojista é o direito de proteção contra o desvio de clientela. devido ao principio da unidade patrimonial. Surgiu com o caso Encol. o estabelcimento seria uma universalidade de fato. pela quliadedade daquele posto de gassolina especifico. só para pagar dividas alimentícias. etc. O condomínio. que também pode negocia-los isoladamente. Mas o estabelecimento não. O mesmo acncete com a Bolsa de Valores. a massa falida são exemplos de universalidade de direito. A universalidade de fato não só não é despersonalizada como também não é capaz de direitos e obrigações. com a alienação do estabelecimento. porque este é composto de parcela com caráter econômico. que aluga aquelas lojas para o lojista. Nesse contrto se fala em alienação de clientela. prevista no artigo 90. no estabelecimento. O lojista do shopping teria um ponto a ser protegido. Ex. porque seria um conjunto de bens destinados a uma finalidade por vontade do empresário. quem dá essa unidade é a própria vontade do titular. o dinheiro o subsituti. A doutrina era dividida. é uma universalidade de direto. O estabelecimento é apenas objeto de direito. não há como ceder a clientela. é a pluralidade de bens singulares que pertence a mesma pessoa que. não havendo o costume de comprar naquele estabelecimentio. A dícida não faz parte do estabelecimento. quando diversos apartamentos que ainda não tinham sido entregues foram penhorados pela divida da empresa. somente enquadrando as associações. e por isso que é uma universalidade de fato. se repassam os débitos referentes ao estebelecimento. NATUREZA JURIDICA DO ESTABELECIMENTO: O estabelecimento não é pessoa jurídica. o nome empresarial não integra o conceito de estabelciemtno. Poderia ser considerado um patrimônio em separado ou de afetação? O patrimônio é uno. reúne bens. estacionamento etc. como já vimos nas aulas passadas. pois mesmo que um imóvel seja vendido durante o inventário. por exemplo. a lei deve atribuir personalidade. Vejam que isso não acontece no espólio. etc. E o lojista também contribui pessoalmente. o que não ocorre com o estabelecimento. porque o lojista não tem direito de proriedade sobre a pessoa. o dono das lojas é o empreenderdor. se achava que o lojista não tinha direito a essa ação. CEJ . podendo estar em juízo. Para o professor. Esse fundo. havendo uma relação contihnuada de procurad pelos bens ou serviços naquele estebelcimento. om locatário pode ingressar com uma ação para renovação do contrato de locação. Já o universalidade de direito é o complexo de relações jurídicas de uma pessoa dotada de valor econômico. e uma ação renovatória a prorrogar o rpazo de locação? Antes da lei do inquilinato. pela qualidade do produto. por exemplo. Para ser sujeito de direito. É o mesmo racicinio do posto de gasolina. Já a freguesia é mais passageiro. etc)ao nome empresarial. diz tb o CC que às pessoas jurídicas são atribuídos também direito da 14 . ele institui. A lei nº 10931/04 cria o patrimônio de afetação. a massa falida.) Tanrto que o artigo 195 da Lei de Propriedade Industrial. rebanho. Há uma outra corrente que entende que o estabelecimento seria uma universalidade. o espolio. senão naquelas hipótese prevista em lei (aposentadoria ou demissão). O FGTS também pé um patromino de afetação. Isso porque a herança. O estabelecimento não é um patrimônio em separado ou de afetação. já que lê possui o mix. passando a integrar o inventário em seu lugar. O nome empresarial não pode ser livremente alienado. O cliente é atarido pela bandeira. Não pdoe ser sdacado a qq tempo. O conceito de clientela é diverso do de freguesia. pelo atendimento ao cleinte. O debito não passa a ser do adquirente. mas ele passa a responder solidariamente pelo debito. ao nome etc. porque o pp shopping concorria para formar a atratividade do shopping.2005 adimplente com as suas obrigações. CONTRATO DE TRESPASSE é a alienção dôo estabelecimento. Há normas dizendo que o nome empresarial não pode ser alienável. tem uma finalidade especifica. Por sua vontade. não pode ser penhorável. não tem personalidade. O NCC dá características personalíssimas (direito à proteção contra terceiros de má-fé. então.. que é a distribuição das atividades dentro do shopping que ele comanda. por exemplo. a doutrina entedned que e há um duplo estabelecimento.

mas a utilização limitada do nome é passível de apreciação econômica. O elemento patrimonial mais importante para o empresário é o estabelecimento. Eu não posso ceder a minha voz totalmente. já que é resultado da combinação dos elementos constitutivos dop estabelecimento. Ou seja. Não o nome. qualidade) do estabelecimento. A parte final do art. há o art. A cláusula de não-restabelecimento possui um princípio muito badalado que é o da boa-fé contratual. ou seja. que é o contrato de alienação. Além do trespasse. ou seja. essa características personalíssimas tb estão agora presentes no nome empresarial. pneus Fitipaldi. seria ele incorpóreo. e não mais e venda isolada de cada bem. não podendo ser vendido em separado. versa que se considera estabelecimento o conjunto de bens organizados pelo empresário ou pela atividade empresária. o contrato de trespasse responde pelos débitos oriundos daquele estabelecimento. Os arts. . Então. Basta que a mulher comunique ao locador que automaticamente haverá a sub-rogação do contrato. o empresário poderá vender normalmente. VII. presume-se a concordância em relação à referida venda. na venda do mesmo haverá uma sub-rogação automática destes contratos. ou até mesmo após. Discute-se se seria elemtno ou atributo do estabelciemnto empresarial. Ex: no curso CEJ. não podendo ser alienado separadamente. Logo. 50. arrendamento. A boa-fé e a lealdade seriam aqueles padrões normativos da maneira das partes se comportarem. e a mulher permanece no imóvel. terão maior valor econômico do que se cada um desses objetos fossem vendidos separadamente. compra de matéria prima. que são atos constitutivos. Com a ressalva de que tais débitos estejam contabilizados. 1144 – o contrato que tenha por objeto alienação (que são esses contratos de trespasse).: 421.2005 personalidade atribuídas as pessoas naturais. esse adquirente do estabelecimento não ter idoneidade financeira e econômica. já a segunda refereÀse a transferência dos bens afetados pelo empresário. como por exemplo. A segunda é o consentimento tácito. a pessoa tem todo o direito de não querer continuar o contrato. a mulher. Arts.113. O valor do todo é maior do que a soma dos bens individualmente considerados. Diz. AVIAMENTO – denota a capacidade os bens do estabelecimento têm de. Isoladamente. ainda. e não translatícios de direito). ou seja. de transferência onerosa do estabelecimento. mas não o aviamento separadamente. O avaiamento é algo que resulta do letreiro. que sejam compatíveis com a sua natureza. A primeira consiste em obter a concordância expressa de todos os credores do empresário individual ou da sociedade empresária. dentre os quais o direito ao nome. vc vende a marca. falam da boa-fé. ao contrário se fossem vendidos juntos. todos os contratos celebrados para exercer o estabelecimento. Há. isto é. porém mesmo vendendo parte dos bens. ele não notificou. QUESTÃO DA FRANQUIA – pela franqui.422. mas é constitutivo. deixando de ser dono dela. o art. 1143 e 1144 – Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e negócio translatícios (transferência onerosa pelo trespasse) ou constitutivos (constituir hipoteca. Os elementos da universalidade de fato podem ser objeto de relações autônomas. locação. pois ninguém se manifestou de forma diversa. O Código Civil procura cercar a alienação do estabelecimento de certas cautelas. O CC impõe três alternativas. 15 . porém não é elemento do estabelecimento. façam parte do negócio. naquelas hipóteses excepcionais. que os credores podem reclamar no prazo de 90 dias. gerarem lucro. o usofruto. da forma como a atividade é oferecida. Se não for com este intuito o bem pertence ao patrimônio. O aviamento depende desses ouitros elementos que vão lhe dar valor. É importante dizer que o artigo 1146. Desse modo. Empresário aqui considerado o individual. todos do CC. Se estes não se manifestarem no prazo de 30 dias. do CC. mas terceiro se sente prejudicado com ela. embora não esteja aqui. o marido celebra um contrato de locação em seu nome.Vc até pode ceder a utililzação parcial e restrita do nome.187.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. também. a responsabilidade por débitos. O CC prevê. ainda. O que seria isto? Seria. A Nova Lei de Falências prioriza a venda do estabelecimento como um todo. dos produtos utilizados do treinamento. A terceira alternativa consiste em permanecer com bens suficientes. hipoteca. 12 da Lei do inquilinato. a massa ou o conjunto que resta ainda é suficiente para atender a todos. não se aplica ao artigo 448 da CLT e ao artigo 133 do CTN. O artigo 1142 do CC. não obteve a concordância expressa. de 09 de fevereiro de 2005 (Nova Lei de Falências). ou arrendamento do estabelecimento só produzirá efeitos contra terceiros depois de averbado no registro da junta comercial. Aqui refereÀse a justa causa. VII da Nova Lei de Falências – meios de tentar recuperar a empresa – um deles é através do contrato de trespasse. Mas para Oscar Barreto Filho e para a maioria da doutrina. como também a voz. Todos os contratos de prestação de serviço. usofruto.112. vc deve utilizar a expressão “sucessor de”. Sabe-se que o estabelecimento é o complexo de bens utilizado pelo empresário para o exercício da atividade econômica produtiva. CEJ . outros contratos também podem ter por objeto o estabelecimento. tendo como locatária. Logo. Essas cautelas são alternativas que deverão ser observadas na venda do estabelecimento.1148 até admite a sub-rogação. ela prioriza o aviamento. Meios de recuperação judicial – o trespasse ou arrendamento do estabelecimento. a tecnologia. as cadeiras. 02/03/05 – Aula 06 A cessão de quotas não se refere à cessão de transferência do estabelecimento. durante a execução do contrato. da marca. Isso tudo reúne é que tem um valor. da Lei 11101. quando o empresário deseja vender o seu estabelecimento ele notifica todos os credores. o ponto eletrônico do professor. O casal se separa. Artigo 140. Por exemplo. Nos contratos personalíssimo não há sub-rogação. uma vez vendidos em conjunto. Para quem o considera elemento. Seria possível a venda separada do aviamento? Para Oscar Barreto Filho o valor do aviamento depende da boa organização. por inexistência de idoneidade financeira. Por isso é que é considerado atributo do estabelecimento. mas posso fazer negocio jurídico limitado de utilização temporária. A boa-fé pode ser antes do contrato. 1148. se vendido conjuntamente. é atributo (característica. não gerariam lucro. Artigo 50. Assim. por exemplo. não tem como ser elemento do estabelecimento. Art. Esta sub-rogação não é estranha ao direito. Na primeira se transfere a titularidade de quotas de uma mesma sociedade. o quadro. da boa pré-disposição dos elementos dos elementos do estabelecimento. É esse valor maior que é o aviamento. em relação ao estabelecimento a sub-rogação em contratos. que tb é direito personalíssimo mas que eu possoceder de forma temporária para uma finalidade liitada. I – venda do estabelecimento em bloco. Tanto é que qdo vc aliena o nome empresarial. CONTRATO DE TRESPASSE E OUTROS QUE ENVOLVEM O ESTABELECIMENTO: Art. que é direito personalíssimo.

Pois. O devedor entra com a petição oferecendo um plano ao juiz de salvamento da empresa. b. A cláusula que prevê a boa-fé não precisa ser expressa. (art. ___________ NATUREZA E IMPORTÂNCIA DOS LIVROS: Através dos livros o empresário vai documentando. exceto ações de alienação fiduciária. A nova lei de falências estabelece uma regras quanto ao estabelecimento. porém. atos de falência (arts. Na recuperação judicial o devedor entra em juízo com seu plano. Quanto ao momento: Súmulas STF 439 e 260. perderia-se mais tempo e se judicializa mais o procedimento. ou seja. porque diz que arrecadados os bens. Natureza e Importância dos Livros. então. isto é. e o juiz dá um prazo para os credores concordarem ou impugnarem. A recuperação pode ser judicial e extrajudicial. assim. Exibição Judicial: a. publica edital. O Código Penal no seu artigo 297 § 2° do Código Penal pune com as mesmas penas aquele que falsifica documento público e aquele que falsifica o livro empresarial. os credores não poderão fazer a retirada. b. b. No entanto. Se não for venda do estabelecimento. tem-se os enunciados 233 e 234 da III Jornada de Conselho da Justiça Federal. a venda dos bens será feita após todo o processo da falência. lógica. Extrínsecos – 1181. 5. 2. Outra importância na falência se refere ao ato de falência. art. Para aquele estabelecimento que já foi vendido vai caber ação revocatória. 4. a. legitimidade quanto ao seu conteúdo. apesar destas ações não paralisaram. do leasing. e eles dirão se concordam ou não. não houve comunicação com os credores. Incidental. Autônoma. CTN art. consentimento tácito ou a preservação de bens suficientes. nem consentimento. Eficácia Probatória: a. Sigilo dos Livros – 1190. O 233 diz que o contrato de trespasse aplica-se somente ao conjunto de bens transferidos e importar a prevenção da funcionalidade do estabelecimento comercial. ou seja. 105 LSA e NCC art. O artigo 1147 cria uma obrigação negativa. o contrato de locação. Aqui na falência não precisa demonstrar o elemento subjetivo. CEJ . Obrigatoriedade – 1179. Por último.1021. de compra e venda com reserva de domínio. O 234 cancela o enunciado 64. 6. Assim. de não fazer. Assim como o documento público por força da característica ou atributos do ato administrativo goza de presunção de legalidade. Aula 07 LIVROS DO EMPRESÁRIO 1. se for usufruto. decretada a falência o bem será arrecadado imediatamente. O juiz. Cautelar. Ou seja. pode-se pedir sua decretação. está configurado. Ou seja. Comuns (Diário) – 1180 e Enunciado da III Jornada do Conselho da Justiça Federal. Já foram vistos as cautelas: concordância expressa. que na venda do estabelecimento. não se transmite automaticamente ao requerente. Pode-se pedir a falência com base neste ato. nesta exige a demonstração do conluio fraudatório.2005 O professor Maurício. arrendamento. Especiais – 1179. na falência e na recuperação judicial. ter idéia do seu negócio quando os livros são consultados. b. É uma forma de documentar de maneira racional. nem restaram bens suficientes. da Uerj. 7. tanto na lei atual quanto na que entrará em vigor. É uma maneira de o empresário acompanhar. A referida lei diz. Porque o estabelecimento foi vendido. Plena – 370 CPC. a venda será feita imediatamente. 99) Fica derrogado o Código da Aeronáutica. em 180 dias os credores quirografários terão a noção de suspense. o vendedor do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente do mesmo. Por isso que há uma eficácia 16 . no prazo de 180 dias. é possível poder propor ação revocatória. Esta ação existe também na fraude contra credores. Parcial – demais casos 1191 § 1°. só vai haver as conseqüências se a presunção for à funcionalidade do estabelecimento. o princípio da boa-fé indica que celebrado o contrato as partes têm direito às legítimas expectativas de fruição das vantagens adquiridas do negócio. dos bens essenciais da empresa. Formalidades: Intrínsecos – 1183 a 1184. além de ser ato de falência. continua utilizando o prazo de cinco anos conforme diz o Código. Porém. Como caracteriza ato de falência. 33 §1°. então convoca os credores. Houve uma polêmica quanto às empresas aéreas não estavam sujeitas a falência. de veracidade. aqueles fatos e acontecimentos que tem repercussão na sua atividade econômica. os livros do empresário também gozam da presunção de legitimidade quanto ao seu conteúdo. podendo-se caracterizar a sub-rogação do contrato a sucessão . controlar. Livros Obrigatórios: a.195. só intervenção. Quanto à extensão: Total (exceção) – artigo 1191. ato de falência. Quando do trespasse do estabelecimento empresarial. segundo o CTN. Outra reprodução da lei de falência é a proibição de retirada de bens essenciais no aguardo da recuperação judicial. A partir do momento que o devedor entra com o plano. Relativa – 378. c.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. pois. será vendido tudo junto. Isto se mostrou muito prejudicial. pois consiste em um meio processual para tornar ineficaz a venda do estabelecimento e fazer com que o estabelecimento retorne a massa falida. denomina este último como póseficácia das obrigações. locação. informada pelos Princípios da ciência contábil. reduzindo a escrito os acontecimentos da vida econômica de seu negócio. A lei desestimula a recuperação extrajudicial. Antes. Se o empresário não observar tais cautelas. Pela nova lei. pois já está implícita. Lei 8212/91 art. transferência de estabelecimento. criando uma restrição. A nova lei de falências é algo muito inteligente. também. 3. Neste prazo as ações ficam paralisada. ação de busca em apreensão de posse. Com a nova lei a Varig quer entrar com o pedido de recuperação. A falência pode ocorrer pela impontualidade das obrigações e por certos comportamentos que denotam a situação financeira precária. Esta venda será feita em bloco do estabelecimento. esta última significa que o devedor já entra em juízo com um plano aprovado pelos credores. Não pode. na falência e na recuperação judicial não haverá sucessão do adquirente em relação à sucessão tributária e trabalhista. 1º e 2º da lei de falência). se o juiz vai deferir ou não. prejudicar as vantagens econômicas do negócio.

se pegou fogo no armazém (para calcular o prejuízo). não podendo ser acrescentado mais nada. 2) Tem que ter um termo de abertura e um termo de encerramento. se obedece à ordem cronológica). salários pagos no mês de fevereiro (tem que ser discriminado um por um os empregados que receberam e os valores totalizados). De acordo com o artigo 970 e 1179 § 2° o microempresário ou de pequeno porte estão dispensados da obrigatoriedade do livro diário. Então cada espécie de empresário terá de acordo com a lei de regência terá seus livros específicos. O livro é de interesse do credor também. Os livros são obrigatórios. FACULTATIVOS: o artigo 1179 & 1° diz que os empresários. tirar mercadorias. Quem não possuir livros ou aqueles que possuem os livros de maneira irregular. por exemplo. livro de transferência de ações. Ou seja. Não há sigilo em relação às autoridades fazendárias (artigo 1190 do NCC e artigo 195 CTN e na lei da previdência em seu artigo 33 §1°). vai lançando o livro de acordo com a ordem cronológica. Ex: o empresário comprou mercadoria. O livro é suficiente para lastrear uma condenação contra o empresário ou até mesmo a favor do empresário se ele estiver litigando com outra pessoa que também seja empresária. como também para as pessoas jurídicas. É uma maneira. o Caixa só vai registra entrada e saída de dinheiro. NOTA: Essa abordagem diz respeito exclusivamente ao Direito Comercial. quem são os fornecedores. metodologia específica pelo qual são feitos os lançamentos. Há interesse da sociedade em verificar se o empresário está pagando tributos. só poderá 17 . eletrônico ou qualquer outro que garanta o lançamento do dia a dia com organização e clareza de todos os fatos que interessam a vida econômica. OBRIGATÓRIOS:  COMUNS: No passado existiam vários. por exemplo. EXTRÍNSECAS: são relativas a segurança dos livros. portanto vai ser registrado o gasto do dinheiro. porque há uma presunção de legitimidade quanto ao seu conteúdo. encaderna e submete a autenticação. O termo de abertura diz quando o livro foi aberto. se as folhas estão numeradas. Em suma. O credor propõe ação contra o empresário. Se for S/A terá os livros específicos que estão no artigo 100 da Lei da S/A. livro que registre atas e outros.Ex: aluguel pago no mês de fevereiro. Hoje em dia só passa a ser um único livro obrigatório comum: LIVRO DIÁRIO = é aonde o empresário vai lançando um por um de maneira individualizada todos os passos do negócio. para preservar a integridade dos livros. se comprou o estoque de alguém. livro para registrar o volume de vendas de uma filial. e sim aquele que preencha as formalidades intrínsecas e extrínsecas. Durante a semana um preposto retira as mercadorias e lança neste livro somente essas operações. qualquer contexto. O empresário pode estabelecer. Portanto a primeira formalidade intrínseca é uma ordem cronológica. O termo de encerramento encerra o livro. mas também para os credores que têm interesse de examinar os livros do empresário para colher provas a seu favor. A ciência contábil. qualquer prioridade. O agente da fiscalização terá que manter sigilo. um livro sobre o volume de produção de uma máquina industrial. Se ele vendeu mercadoria para alguém. Funciona como simplificador das informações lançadas no livro diário. Claro que não é qualquer livro. A terceira formalidade é que os livros não podem ter rasuras e sem intervalos grandes. O livro é um sistema que pode ser livro físico. Os livros se dividem em obrigatórios e facultativos. qual é a margem de lucro obtido. Natureza: Então os livros têm natureza de documento público. O bem jurídico protegido é a confiança que se deposita no documento público. A falência é caso de exibição judicial total do livro. tentar identificar as causas da falência. os livros facultativos servem para atender qualquer situação. O autor da ação pode ir a Juízo pedir a exibição dos livros do réu. quem é o dono do livro. O direito ao sigilo não é absoluto. A lei cerca o livro de um certo sigilo como uma proteção ao direito à privacidade que a Constituição reserva para as pessoas naturais.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. SIGILO DOS LIVROS: É inegável que os livros representam uma fonte de segredo porque através dele se descobre quanto é o pagamento dos empregados. As medidas para preservar a segurança dos livros são: 1) O livro tem que ter folhas seqüencialmente numeradas. É levado em consideração quem é microempresário o faturamento. FORMALIDADES: As formalidades podem ser intrínsecas e extrínsecas: INTRÍNSECAS: São relativas a boa técnica da contabilidade. Existem os OBRIGATÓRIOS comuns e os especiais e os FACULTATIVOS. quantas folhas ele tem. se está furtando ao pagamento de uma obrigação específica. OBRIGATORIEDADE DOS LIVROS: Um dos deveres do empresário é ter um sistema de contabilidade e escrituração. As Juntas Comerciais fazem um exame formal dos livros (se está escrito em idioma do país. que não preencha as formalidades intrínsecas e extrínsecas não poderão se valer da prova a seu favor.2005 probatória nos livros empresariais que são provas plenas. finalidade do livro. há uma eficácia probatória que atribui aos livros uma presunção iuris tantum da veracidade de seu conteúdo. além do livro diário obrigatório. além dos livros obrigatórios poderão adotar qualquer livro que for de seu interesse. o Conta corrente: eu estou fazendo obra na minha casa e fui numa loja de material de construção e abri uma conta corrente para pagar um mestre de obras. para saber quem tem condição de recuperação.As informações são lançadas de acordo com a sucessão dos fatos no tempo. 3) Requer a autenticação dos livros pelas Juntas Comerciais. A segunda formalidade é o livro ser escriturado na moeda e idioma do país. Se tiver ido a falência. mas não possui a prova do crédito. portanto tem que ser feito de maneira legível. Os livros facultativos de acordo com o Direito Comercial que são adotados pelo empresário são: o Razão que consta os valores globalizados. Da mesma forma não poderão pedir a recuperação judicial porque um dos requisitos da recuperação judicial é conhecer os fatos dos livros. que fica a disposição para verificar quais são os credores do falido. Para constituir uma formalidade extrínseca (que é a autenticação dos livros pelas Juntas Comerciais) por meio eletrônico ele imprime o livro. Se for banco terá o livro de balancete diário. porque o Código Penal tutela da mesma maneira. Se for S/A tem que ter livros de registro de ações. estará cometendo um crime falimentar. Há importância nos livros não só para quem controla a sua atividade. Não examina conteúdo.  ESPECIAIS: depende do tipo de empresário. se está rabiscado. CEJ . É um livro para essas operações de renda.

O STJ tem entendido que a duplicata junto com o livro funcione como TÍTULO MONITÓRIO. 986 – sociedade em comum. incidental e autônoma: CAUTELAR: É muito comum a cautelar preparatória quando a diretoria está com uma má gestão e os acionistas estão desconfiados que há irregularidades. 18 . O empresário está se valendo de seu próprio livro como meio de prova. O primeiro caso é uma lide de um empresário contra um outro empresário. Nem a autoridade fazendária podia examinar os livros. Será plena também contra o nome do livro. quando é acompanhada com o recibo da entrega da mercadoria e o instrumento do protesto será TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL.co-participação nos lucros e perdas 9art. A exibição só pode ser pedida por quem for parte da lide (Súmula 260 STF). O CC traz como regra: são pessoas jurídicas as associações. . INCIDENTAL: Se houver necessidade de meio de prova na fase probatória. Terão que ter outros meios de prova: documental. Ás vezes o credor não pega o canhoto. 1008).Enquadramento da sociedade empresária: exercício de atividade própria de empresa (art. testemunhal. liquidação de sociedade. por ausência de vedação legal (art. sem que originem pessoas jurídicas. . mas o lucro é revertido para a própria associação. Até porque a vida da pessoa física. Esse dispositivo vale também para a sociedade limitada se o contrato social não tiver regulando época própria para o exame de livros. essa pessoa pode me acionar e eu não tenho como dizer que não devo. Artigos 53 e 981 do NCC. § único). era admissível que uma pessoa sozinha coordenasse os negócioas. 16/03/05 – Aula 08 SOCIEDADES . pode praticar compra e venda. as sociedades. 44. é menor do que a da pessoa jurídica. Se o Juiz determinar a exibição do livro e o requerido não exibir = artigo 1192 NCC (terá efeito de confissão). daí porque são o elemento mais importante de acumulação de riquezas. os acionistas pedem em Juízo cautelarmente a exibição do livro da companhia. a qualquer momento ele pode examinar o livro. CEJ . Os empresários são obrigados a ter os livros. 982). § único e art.entidade social (art. é mais difícil de a pessoa física mantê-los sozinho. os acionistas que representem no mínimo 5% do capital podem ir a Juízo pedir a exibição dos livros. intenção permanente de perseguir fins econômicos.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.2005 extrair do livro elementos que digam respeito à matéria fiscalizada. Ex: art. de falência e outros. Se eu mesmo coloquei no livro que devo a alguém. Importância da sociedade – no passado. Súmula 439 do STF editada antes do NCC. Isso graças à eficácia probatória do livro empresarial. podendo ser quebrado pelo interesse da sociedade. O sócio pede a exibição do livro e o sócio majoritário não permite. 966. além de quer. O termo ‘sociedade’ tem uma dupla acepção: 1) Pode significar contrato.Sociedade e empresa. Ex: Um empregado alegando ter direito a receber comissões entrou com uma reclamação trabalhista e pediu a exibição total do livro do empregador para verificar as vendas efetuadas. . com o aumento da produção e dos mercados. via de regra. § único) e Estatuto da Ordem. Hoje em dia esse sigilo é relativo. EFICÁCIA RELATIVA: Quando só o livro não basta.contrato (art. PARCIAL: São os outros casos que não se enquadrem na exibição total. II). . O livro funciona como um início de prova. A exibição total só acontece nos casos específicos previstos na lei. nem má gestão. AUTÔNOMA: Quando se discute o próprio direito de exame de livro. Não está argüindo irregularidades. Além disso. O juiz indeferiu porque não está prevista na lei a exibição total nessa hipótese. Isso acontece na lide entre o empresário e o não empresário. o que não ocorre com a associação (onde não há partilha do lucro entre os membros. pericial. Há hipóteses de sociedade que são apenas contratos. . . quanto mais velha a pessoa física. as fundações. (artigo 379 do CPC).Conceitos e Importância. 982. maior a sua confiança no mercado. . O Código Comercial antigo no artigo 18 prevê um sigilo total do livro.Dupla acepção: . Se o contrato social não disser a época própria de exame de livro. 981. quando se quer usar o livro a favor de seu dono. Outro dispositivo que prevê a exibição total é o artigo 105 da lei da S/A que diz que se os acionistas estiverem desconfiados de irregularidades praticadas pela administração. Então os livros serão comparados. Os casos estão no artigo 1191 que são questões relativas à sucessão. EXIBIÇÃO JUDICIAL: 1) A exibição quanto à extensão pode ser: TOTAL: É exceção porque o próprio sigilo é a regra.Elementos das Relações Societárias: . 2) Quanto ao momento a exibição pode ser cautelar. 982. administração de sociedade. sem que se fale em pessoa jurídica – art. Ninguém pode agir contrariamente a própria conduta. o dispositivo previsto no artigo 1021 do NCC prevê que o sócio a qualquer momento pode verificar os livros. As sociedades são a mola propulsora do capitalismo. enquanto que com a empresa essa regra é diferente: quanto mais velha. O CC distingue a associação da sociedade _ associação é o agrupamento de pessoas sem fim econômico. mesmo sem o aceite expresso. malversação do patrimônio das sociedades anônimas. por opção de registro. determinação legal (art. OBS: A duplicata. 981). menor a sua credibilidade. enquanto que a sociedade é aquela que busca esse fim. contribuição individual dos sócios. Não precisa de outro meio de prova. Conceito de Sociedade – forma associativa(ou corporativa) de produzis bens econômicos para a sua oferta no mercado. O sócio pode entrar com uma ação para que garanta esse direito. Atividade econômica – é aquela que visa o lucro que será apropriado pelo sócio. Hoje.A exibição judicial é restrita a lide entre as próprias partes. . O título monitório não é necessário propor a ação de conhecimento. Pode propor uma ação monitória baseada no livro empresarial. os partidos políticos e as entidades religiosas. EFICÁCIA PROBATÓRIA: EFICÁCIA PLENA: Quando o livro é suficiente por ele mesmo para fundamentar uma condenação. .

Enunciados 193. características pessoais de cada sócio. A holding pura. O que se buscou foi excluí-las da obrigatoriedade de procederem a adaptação prevista no artigo 2031 do NCC. . preço e consentimento – res. § único – SA. a ele não se aplicariam algumas regras aplicáveis ao contrato bilateral (ex: exceção do contrato não cumprido). Não é instantâneo como ocorre no contrato de compra e venda. salvo quando constituir elemento da empresa. a holding seria empresária. Sociedade simples – art.ELEMENTOS DAS RELAÇÕES SOCIETÁRIAS: Art. 991 – sociedade em conta de participação.SOCIEDADE E EMPRESA: São conceitos diversos. ENQUADRAMENTO EMPRESÁRIA: DA SOCIEDADE COMO Pode se dar das seguintes formas: 1) Exercício de atividade própria do empresário (art. acções. 23/03/05 – Aula 09 Primeiramente iremos analisar algumas questões. os partidos políticos e as entidades religiosas. 1008 – socidade leonina – será nula a cláusula que disser que o lucro ficará todo com apenas um sócio. 966. Natureza do contrato societário – contrato plurilateral (segundo Túlio Ascarilli) – não há interesses contrapostos. 2) Pode a sociedade assumir. OBS: Partidos políticos e entidades religiosas já estariam abarcados mno conceito de associação. Porém. Curiosidade: o termo cláusula leonina surgiu através de uma fábula de Freddo: o leão havia combinado uma caça com a vaca e com o bode. Empresa é o exercício da atividade econômica (art. há vedação. V. Um agente publicitário tem as suas atividades em uma loja da qual é inquilino. será socieade empresária por força de lei. E a mulher dele seria comerciante? Primeiramente ela é funcionária pública. II). Para George Ripert. Essa segunda acepção de sociedade seria a pessoa jurídica que surge desse contrato. a sociedade é o somatório de vontades em um mesmo sentido (qual seja. Só que na sociedade. será empresária. Sócio de serviço – recebe pela média do que foi distribuído para cada um dos sócios de capital. Artigo 982. Eunápio Borges entende que o “affectio societatis” é o mesmo consentimento que estaria presente em todos os contratos (ex: artigo 482 – contrato de compra e venda – os requisitos desse contrato são coisa. Art. com grande produtividade. 1008). 984). sendo essa a origem da cláusula leonina. Ele é comerciante? Não. Esta questão foi da prova específica da magistratura do RJ de 1994. . Art. as fundações. se for SA. V. É o exemplo do empresário individual. o objetivo de gerar lucros para os sócios). em contrapartida a holding mista. § único – cooperativa – ainda que seja uma CCPL. porque esta não exerce atividade econômica). não há esse lemento personalíssimo. 966). houve uma manobro legislativa ao incluir expressamente essas duas últimas espécies. funcionária pública. e as dividas ficaram todas com o outro.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. 194 e 195. Porém. § único – exercício de atividade intelectual. Quando da distribuição do alimento. 44. Mas na sociedade de capital. também o Estatuto da OAB – art. que não estavam incluídas na redação original do artigo. 1) contribuição individual dos sócios – através de bens ou de serviços. são pessoas jurídicas: as associações. aproveita o mesmo espaço para revender artigos de beleza que trouxe do exterior. 3) Por opção de registro – é o caso da sociedade rural (art. 16. as fundações. Enunciado 201 e 202 da Jornada do Conselho de Justiça Federal. sem exercer qualquer outra atividade. Eles são uma sociedade? Não. a holding seria simples também). Silenciado o contrato. 3) co-participação nos lucros e nas perdas (art. não há partilha de lucros. 981. na sociedade de pessoas a “affectio societatis” está baseado em predicados. Atenção!!! Esta questão é de 19 . independente da qualidade dos sócios. será sempre sociedade simples. Segundo Tavares Borba. Na verdade. 1007). Já Tavares Borba entende que a holding seria contaminada pela sociedade que controla ( se fosse empresária. 981 c/c art. as sociedades. Sociedade de capital e indústria não mais existem pelo NCC. ainda. o fato de a lei vedar a pratica do comércio por funcionário público não a impende de ser. se fosse simples. 997. CEJ . dentre outros. Basta que o capital esteja totalmente integralizado. V. A firma individual tem personalidade jurídica? Não possui personalidade jurídica própria. Sua mulher. ainda que não tenha os requisitos da empresalidade. mas era comum ter sócios de participação exclusiva de serviloes. enquanto que no contrato bilateral. Também seria um exmplo de sociedade sem empresa. Os sócios também podem contribuir com bens – dinheiro. Ela se confunde com a própria pessoa do seu titular. o vicio de um não contamina as demais vontades. será sempre sociedade simples. Holding Pura – é aquela que só controla outras sociedades. pretium et consensus). 982) – sociedade empresária é definida a partir da definição de empresário individual dada pelo CC. 1055 – sociedades limitadas – não pode haver sócio cuja participação seja exclusiva de serviço (o mesmo em relação as sociedades anônimas). pois o que definia era a prática do ato de comércio. E: art. não tem sede. o vicio e vontade de um dos sócios contamina todo o contrato. 2) Determinação legal – art. será feito de acordo com a participação no capital de cada um (art. Uma outra diferenciação é quanto ao vicio de vontade: no contrato bilateral. como no caso. mantém o affectio em razão da credibilidade daquela sociedade no mercado (elementos capitalistas não pessoais “affectio pecúnia”). Pode haver sociedade sem empresa? Sim: a sociedade simples e a cooperativa (não se enquadra a associação. São aquelas que não produz nada para oferecer no mercado. 4) Ausência de vedação legal – a lei pode afastar a empresalidade em determinadas hipóteses. ficando esses encarregados de distrair a caça enquanto o leão atacava. antagônicos. pois as atividades são diferentes. 997. uma comerciante irregular. Mas hoje. É elemento de qualquer sociedade. III) 2) intenção permanente de perseguir fim econômico – é o chamado “affectio societatis”. 982. Pode haver empresa sem sociedade? Sim. esse consentimento é continuamente renovado. Pose haver participação nos lucros desproporcional. as holdings puras seriam sempre sociedade simples. essa participação exclusiva de serviço só é possível nas sociedades simples. o leão quis ficar com tudo para si. V – podem ter sócios com colaboração exclusiva de serviço. etc (art. ou até mesmo imóveis.2005 Ex: art. uma acepção de pessoa jurídica (art. sendo um contrato plurilateral. Pelo artigo 44.

O autor executa e verifica que o único bem do cara é uma quota na sociedade. (sociedade em comum e a soc. (acórdão – REsp. também é regra para S/A. Veja o art. 1º e 36 LSA). C) Quanto à pluralidade dos sócios – a sociedade pode ser plurisubjetiva ou multisubjetiva. Questão de Procurador do Estado RJ. É exemplo a sociedade simples. tornando-se assim uma sociedade de capitais.c. Mas atenção. DOCENAVE e Banco Itaú S/A.c. Se a DOCENAVE falir a Vale não será atingida. 1026 c. Firma individual = empresário individual etc. Por outro lado temos sociedades em que não interessa a pessoa do sócio. podemos adotar? A resposta é prevista no art. A S/A mesmo ainda não tendo o seu registro definitivo já possui uma personalidade jurídica prévia. 1088 c. São sociedades que se formam em função da capacidade econômica do sócio. Um de natureza permanente e outra de natureza temporária.c.c. esta do MP/SP 76º concurso. exceto se todos os sócios autorizem. isto é em caso de contrato omisso. como Tavares Borba.) ou sociedades de capital (intuito pecuniae. onde um sócio não pode ser substituído por outra pessoa. Prova de Procurador do Município.( “. I.c. 206. já possui uma personalidade jurídica prévia. A sociedade por cotas de responsabilidade limitada tem apenas 3 sócios e de acordo com seu contrato social elas são intransferíveis. Há um projeto de Lei para criação da sociedade limitada unipessoal. anterior ao seu registro definitivo.).DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. as ações são livremente negociáveis. Os efeitos da penhora devem levar em conta os princípios societários. aquelas que adquirem uma personalidade jurídica própria (art. Isto em nosso direito irá acontecer em dois casos.c. O artigo 986 excetuou a S/A que está se formando desta classificação. Atenção a LTDA. O c. Pergunta de aluno. De um outro lado temos as sociedades unipessoais. Não interessa a pessoa do sócio. C) Que outras providencias. devemos entender que a classificação consiste em estabelecer certas características para definir critérios que irão servir para agrupar as partes. com exceções para a subsidiária integral que veremos adiante. A permanente é o caso da subsidiária integral (251 LSA). Classificação das sociedades A) Quanto à personalidade jurídica – este critério se divide em sociedades personificadas e sociedades despersonificadas. Bom. sociedade de pessoas. 997 c. A doutrina.c. pois pode assumir características de capitais como de pessoas. não haverá responsabilidade nenhuma. 991 e 986 c. Esta possibilidade caracteriza a sociedade como sendo de pessoas. Uma coisa é a sociedade outra coisa é o sócio. utilizava-se o 206 da LSA de forma analógica para todas as sociedades.: falecimento do sócio. 1033. direito de retirada etc.. Como podem ser classificadas as sociedades empresarias quanto a sua estrutura econômica? Podem ser de pessoas ou de capitais. porém não pode impedir a compra ou a venda (art. e arts. art. Para isso decidiu que é possível a penhora de quotas de sócios das sociedades LTDAs. A existência da pessoa jurídica se inicia com o registro dos seus atos constitutivos. 6º concurso. 1077 e 1029 c.c. 999. Depois de muitas discussões nos tribunais. D) Quanto ao regime de Constituição e dissolução – nós temos sociedades contratuais (arts. No caso de não poderem ser transferidas as ações. nesta hipótese seria uma sociedade de capitais. I. As sociedades contratuais são aquelas que se regem com os princípios da teoria geral dos contratos. Iremos iniciar nosso estudo com relação as classificações. 391. Isola-se a responsabilidade. Há importância quanto a presença daquele sócio especificamente. o referente ao direito do credor e o de não atrapalhar no andamento das sociedades. arts. 1026 c.) há uma possibilidade de vedar a entrada de um novo sócio.c. As sociedades sem personalidade jurídica estão previstas no c. O c. A existência desta possibilidade se dá em observação ao princípio da preservação da empresa. De outro lado temos as sociedades personificadas. 137 LSA). também tem o principio da responsabilidade patrimonial. motivo o qual seus credores consultam você sobre: A) podem requerer a falência da limitada? Não. características pessoais dos sócios. a DOCENAVE tem relação com a Vale do Rio Doce. Temos também o art.c. É irrelevante a pessoa do sócio para qualificar a sociedade. O que importa são as aptidões do sócio. O CNPJ é mais uma questão fazendária. Ex. 221625). A de natureza temporária ocorre conforme o art. LSA. 1003 e 1057 c. em conta de participação. Outra questão. arts. isolando as personalidades. afirma que a S/A mesmo sem o registro definitivo dos seus atos constitutivos. pois o que caracteriza a personalidade jurídica é o registro. Um assunto muito importante é com relação a penhorabilidade das cotas dos sócios (arts. arts. B) Podem pedir a penhora das cotas do sócio? Sim.”). Por dívida particular deste em razão de inexistir vedação legal. IV c.) e temos as sociedades institucionais (art. o cara passaria a ser sócio da sociedade. Sociedade de pessoas são aquelas que se formam em atenção as qualidades. importante referente a penhorabilidade de quotas é o art. Isto já existe em alguns lugares do mundo.c.. O contrato pode prever a alienação de quotas a terceiros sem o consentimento dos sócios. mas primeiramente. B) Quanto à estrutura econômica – podem ser sociedades de pessoas (intuito personae. A sociedade irregular/ em comum possui personalidade jurídica? Não. o STJ resolveu os dois problemas. Trata-se de unipessoalidade incidental.c.). BNDEspar. Só na companhia fechada pode se estabelecer algumas restrições . Isto responde inclusive uma questão do 32º concurso da magistratura aqui do RJ. 36 LSA). Alguns doutrinadores fazem uma equiparação entre a S/A em constituição com o nascituro. conforme disposto no art. 591 e 391 c.c. d. A pergunta era: em qual momento a sociedade passa a existir legalmente? Ela passa a existir desde o seu contrato. Antes do c. não haverá penhora.c. Um outro art. art. Na limitada (art. Por exemplo o sócio sofre uma ação de responsabilidade civil e é condenado. pois com ele o empresário diminui a carga tributária referente as suas atividades empresariais. 1002. Cria-se a subsidiária integral para separar as pessoas jurídicas. Comerciante = empresário. Ela já possui uma capacidade para alguns atos referentes a sua constituição definitiva. pois ela é híbrida. 1033. CEJ . Por exemplo. as pessoas. Admite a lei brasileira a existência de sociedade unipessoal? A subsidiária integral é uma sociedade unipessoal? Pode a S/A existir com um único sócio? Comente as questões.). aquelas com apenas um sócio.c. 1057 c. embora o contrato de sociedade já pode existir mesmo antes do registro. 80. É a partir do acordo entre as partes (art. São exemplos a BBTVM. Não podemos cobrar da sociedade uma dívida exclusivamente do sócio. 591 do CPC. intuito pecuniae. Tal possibilidade tem sustentação inclusive no art. 981 c. além da penhora das quotas. Seria a penhora dos dividendos. essa é a regra no nosso direito.c.2005 1994. Caso sejam. apresenta toda a 20 ..) por dívida particular dele.. São aglutinações de capitais. não podendo haver impedimentos. pois a sociedade corresponde a uma pessoa diferente da do sócio. Qual a relação entre CNPJ e a qualidade de empresário? A falta de CNPJ não gera a impossibilidade de ser empresário. mas observados os casos previstos anteriormente. conforme o art. Ocorre que um dos sócios passou a ser devedor perante terceiros. como podemos verificar a classificação das sociedades é matéria muito importante nos concursos.. 997 e 985 c. Com relação a S/A. A qualidade de empresário vem com o registro. anteriormente citado. A primeira coisa que o exeqüente tem que fazer é verificar se estas quotas são ou não alienáveis.

F.F. dos sócios de responsabilidade ilimitada. Sociedades onde os sócios respondem de forma solidária limitada. 1039 e art.C. Sociedade em comandita Simples. Estas disposições é que regulam as sociedades contratuais. se estabelece que o banco participa com capital nessas sociedades e que o pagamento dos empréstimos será feito na medida do fluxo de caixa. o acionista comum e o acionista diretor. Então achava-se que pelo menos aqueles sócios que fossem comerciantes deveriam responder ilimitadamente com seus bens. Então daí esse sócio comanditado. 990 C. .Todas as vezes que esta lei se referir ao devedor falido compreender-se-á que a disposição também se aplica aos sócios ilimitadamente responsáveis. Só terá eficácia dependendo do tipo de sociedade que falir.L. 21 . agora se houver a falência de uma sociedade em comum ou de uma sociedade em nome coletivo então aqui se aplica o artigo. Sociedades que prevêem uma responsabilidade diferenciada entre os sócios. Então toda vez que aparecer na Lei de Falências. 473 c.S/A). Essas sociedades são: As Sociedades Anônimas (art. nunca da sociedade.C. Quem poderá ter uma responsabilidade limitada serão dos sócios. 6º da Nova Lei de Falência – A decretação da falência ou deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição de todas ações e execuções em face do devedor inclusive aquelas dos credores particulares dos sócios solidários. O acionista comum responde igual na S/A e o acionista diretor que é nomeado pelo estatuto responde ilimitadamente pelas obrigações. O comanditário responde limitadamente e o comanditado ilimitadamente.088 C. 1. 990 C. Quanto à responsabilidade dos sócios as sociedades podem ser ilimitadas. 1.052 ao 1. Por exemplo. no art. 190 N. a denúncia.C. não conseguese resolver se o sócio será ou não atingido. Um sócio respondendo de maneira solidária e ilimitada e outros respondendo de maneira limitada. – Sociedade em Comum e Sociedade em Nome Coletivo são as sociedades onde os sócios respondem solidária e ilimitadamente. Caso a sociedade não tenha bens para responder por suas obrigações. 81 N. São as sociedades que como matriz. pelas obrigações sociais. 1.c. Alguns empreendimentos estão começando a utilizar a sociedade em comandita por ações porque são investimentos de longo prazo em que por exemplo um Banco se associa com uma grande empresa e participa do projeto financiado. Por exemplo. ou na parte que lhe tocar em liquidação. CEJ . Na sua própria regulamentação já é prevista que todos os sócios responderão de maneira ilimitada por suas obrigações. Então se não souber quais são as sociedades que prevêem a responsabilidade solidária ilimitada dos sócios. o direito de retirada somente pode ocorrer nos casos previstos. Porém os outros sócios não precisavam ser comerciantes e podiam ter uma responsabilidade contida. do fluxo de vencimento da operação desse projeto financiado e com uma forma de responsabilizar mais ainda o controlador. Art. – O credor particular de sócio pode. São: a Sociedade em Comum. 77 N. Em princípio o que passar da responsabilidade o sócio não responde por coisa alguma. como substrato do seu tipo societário já prevê de partida uma responsabilidade ilimitada de todos os sócios. – A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos sócios ilimitada e solidariamente responsáveis. Art.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. de uma maneira contingenciada. Pois como alguém pode ser sócio de uma sociedade e ele não é comerciante e não responde com seus bens pessoais. 30/03/05 – Aula 10 Classificação das Sociedades Em relação à responsabilidade dos sócios: Qualquer que seja a sociedade. não pertencem a uma sociedade jurídica. Essa sociedade tem origem histórica porque isto vem da época em que não se tinha uma idéia de que a sociedade.C. fazer recair a execução sobre o que a este couber nos lucros da sociedade.L. – Primeiro os credores vão ter que executar o patrimônio dos sócios que eles aplicaram na sociedade. Art. Denúncia vem a ser a possibilidade de um contratante comunicar ao outro que não quer mais continuar com o contrato.L. dos sócios de responsabilidade solidária.2005 teoria contratual. a Sociedade em Comandita por Ações que tem duas espécies de acionistas. 6º acima se falir uma sociedade anônima não tem sócio solidário.C. como os investimentos são de longa duração. Antigamente os bancos só davam o dinheiro e esperavam o dinheiro de volta.026 C.F. Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada (arts. Os bens dessa sociedade em comum pertencem aos próprios sócios.) ( No C.). disposições gerais dos contratos.C. e art..C. Então esta classificação leva em conta a responsabilidade dos sócios nas diferentes sociedades. para que depois sejam executados outros bens dos sócios. Na Sociedade em Comandita Simples existem o sócio comanditário e o sócio comanditado. o banco exige uma forma de comandita por ações. se as dívidas particulares dele serão consideradas vencidas ou não. Art. é chamada de Sociedade Limitada). se o sócio pode optar por uma sociedade com responsabilidade limitada claro que eles não vão optar pelo tipo de sociedade que a responsabilidade é ilimitada. Agora não. Art.A decisão que decreta a falência da sociedade ou dos sócios ilimitadamente responsáveis acarreta também a falência destes. a pessoa jurídica pudesse ser algo distinto dos sócios. Art. na insuficiência de outros bens do devedor. seus bens particulares responderão.045 C. Temos a Sociedade em Comandita Simples (art. Um dos princípios da teoria geral dos contratos aplicáveis às sociedades contratuais é o previsto no art. 1º da L. 1. deve se conhecer que tipo de sociedade é esta que está falindo pois dependendo do tipo de sociedade que esteja falindo terá ou não responsabilidade pessoal solidária dos sócios. para depois penhorar outros bens dos sócios. Os credores terão primeiro que penhorar o bem dos sócios que eles tiverem destinado a essa sociedade. que não tem personalidade jurídica e por isso não há separa cão entre o sócio e a sociedade. O mesmo sentido no art. . Trata-se de direito potestativo. Esse tipo de sociedade quase não é mais utilizado porque a partir do instante que se concede ampla autonomia de vontade para constituir sociedade. Temos também as sociedades institucionais. Há um limite na responsabilidade dos sócios. Mas elas ainda existem. Há uma limitação da autonomia de vontade. Existe um enunciado que diz que a sociedade em comum não tem personalidade jurídica e os sócios respondem de forma ilimitada por suas obrigações.087 C. Nestas predominam as normas de ordem pública em detrimento de algumas vontades dos sócios. a sociedade responderá sempre de forma ilimitada pela suas obrigações. limitada. que necessariamente era um comerciante tinha responsabilidade ilimitada em relação às obrigações assumidas pela sociedade.

Porque quando muda a nacionalidade está mudando a lei de vigência. I onde é admitido como sócia pessoa jurídica. NCC e art. Verificar o art 997. 50 do NCC . pouco importa a origem do capital.023 diz que os sócios respondem proporcionalmente às suas cotas pelas obrigações sociais em caso de ausência de bens da sociedade.Domicílio (75. 1105 §ú e 1.É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País sede de sua Administração.023. 997.023 dependerá do que os sócios estiverem previsto no contrato social. . Mas no Brasil é diferente. Alguns autores que sem fazer a interpretação sistemática. Sociedade em Conta de Participação também é mista. E na sociedade em nome coletivo somente podem ser partes pessoas físicas. Mas não há. para o professor não deveria aplicar neste caso o art. De acordo com Nova Lei de Falências as empresas de Economia Mista e Empresas Públicas estão excluídas da lei de Falências. art.Os Diretores serão nomeados no ato constitutivo da sociedade. O art. Quanto a origem do capital elas podem ser públicas (lato sensu). constituída conforme as leis da Argentina que ao cumprir estes requisitos será nacional. 69 da lei Fal. origem pública é que se estabelece o regime da exclusão da falência e da recuperação. A doutrina está dividida mas o professor acha que esta posição não é a dominante. pelo critério funcional. sem limitação de tempo. pelo critério da estrutura. Para sociedade estrangeira ter uma filial no Brasil e atuar aqui é necessário ter uma autorização do Poder Executivo. Acabou o ato de comércio como delimitação da matéria mercantil.Nome empresarial (1155) . Convenção Interamericana sobre conflitos de Leis em matéria de sociedade mercantil. Art. 52 NCC) – Súmula 227 (dano objetivo e dano subjetivo). diz que o contrato social da sociedade simples estipulará se os sócios respondem ou se não respondem pelas obrigações na sociedade. O art.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. uma empresa pode ser ao mesmo tempo do Brasil e da Argentina se cumprir com alguns dos requisitos deste decreto. O 1. Art. mas na Itália a sociedade simples não está sujeita a registro e não é pessoa jurídica.Plano em que atua . Então se considera que apenas se o sócio tiver pactuado essa responsabilidade é que incidiria o art. proporcional. Dentre esses requisitos tem que ter sede no Brasil ou na Argentina. São privadas mas em função da origem do capital. Art. chamado de sócio participante responde apenas pelas obrigações que tiver assumido no contrato com o sócio ostensivo. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA .023. 1. Vários autores como Márcio Guimarães dizem que a responsabilidade na sociedade simples pura seria ilimitada. O Brasil tem um tratado com a Argentina de empresas binacionais.1.Direito da personalidade (art. a não ser que entre eles ajustem que responderão solidariamente. Fábio Ulhôa. 1. partindo-se do princípio de que a sociedade é separada dos sócios e pelo princípio de que o direito societário moderno se baseia na separação da pessoa do sócio da sociedade. 1.023 prevê a responsabilidade subsidiária proporcional e o 997 permite que os sócios estipularem no contrato esta responsabilidade. NCC. O problema é na compatibilização entre o art. 1. Sergio Campinho sustentam que há uma aparente antinonímia.023. a sociedade simples é a primeira sociedade personificada do Código.) . VIII. Se o contrato silenciar há uma polêmica.Na sociedade em conta de participação. se ao contrário os sócios tiverem previsto que não respondem pelas obrigações da sociedade simples então não incide o 1. O Borba ensina que na verdade a incidência do art. art.023. IV. Ela terá dupla nacionalidade.126. a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo. Estrangeiras são as sociedades que não obedecem a esses requisitos. Esse tratado incorpora ensinamento doutrinário sobre direito internacional privado. não é mais pelo critério do objeto. Critério da nacionalidade A sociedade é nacional de acordo com os requisitos de sede e constituição. Não se submetem à falência. VIII com o art. lançam seus olhos apenas sobre o 1. não solidária. e somente poderão ser destituídos por deliberação de acionistas que representem no mínimo 2/3 (dois terços) do capital social.Falência) . 1023 é mais ou menos a cópia do Código Civil Italiano. 1. estando incluídas as Sociedades de Economia Mista e Empresas Públicas como empresas públicas e privadas as demais. Na sociedade simples como se pode regular se responde ou não responde nada impede que se coloque como sócio uma pessoa jurídica. 06/04/2005 – Aula 11 ESQUEMA ATRIBUTOS DAS SOCIEDADES PERSONIFICADAS . Se não houver a organização qualificada no art. Então pode existir uma sociedade com sede na Argentina. Se houver mudança de nacionalidade a mudança dependerá da unanimidade dos sócios ou acionistas. Responsabilidade na sociedade Simples.Conceito . CEJ . 207.Requisitos do art. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. 991 . 966 a sociedade será simples e ao contrário se houver essa organização ou se for S/A a sociedade será sempre empresária.2005 Os diretores têm uma maior responsabilidade mas em compensação têm uma maior estabilidade. Tavares Borba. E como pessoa jurídica pode pegar uma pessoa jurídica com limitação de responsabilidade. Então se os sócios tiverem pactuado que respondem pelas obrigações da sociedade então incide o 1.023 com o 997. 91. 3º L.C. 1126 C.023.Teoria Maior e Teoria Menor 22 .091 § 2º . Se tiverem sede no exterior ou se a constituição não está de acordo com as leis brasileiras. È necessário sede no Brasil e constituição de acordo com as leis brasileiras. Empresarialidade Quanto a empresarialiade elas podem ser simples.023. Só haverá empresa de acordo com o modo pelo qual é exercida a atividade econômica organizada. participando os demais dos resultados correspondentes. Esse é o raciocínio mais concreto. O sócio ostensivo também chamado de sócio operador responde ilimitadamente perante terceiros e o sócio oculto.Estado (LSA. mas ilimitada. O art. mas não tem certeza. 997 inciso VIII. Desde que ela cumpra com estes requisitos ela passará a ser nacional do Brasil e da Argentina ao mesmo tempo. art. Na sociedade simples tanto os sócios podem regular se respondem ou não respondem e na sociedade simples se admite que o sócio seja pessoa jurídica. Só que se esqueceram de compatibilizar o 1.

sendo que. 1. que ela não se encontra em seu estado normal. e mesmo registrada não possui nome empresarial. já que comerciante ambulante não é empresário. 44 – “são pessoas jurídicas de direito privado”: entes personalizados de direito privado. Art. estando disposto no art. Na sede da administração também se faz a contabilidade geral das operações. ato constitutivo ou no contrato. 1055. 44. todavia. Vale ressaltar que a competência ressaltada no art 3º da nova lei de falência é absoluta. A sociedade em conta de participação pode ser até registrada. então. não tem personalidade jurídica ainda que registrada. que pode se dar pela decretação da falência. funcionar no País. em estado patológico e conseqüentemente haver a proteção de terceiros. não havendo estabelecimento. Art. enunciados 204. dizendo que a sociedade em conta de participação não pode ter nem firma nem denominação e porque que não pode? Porque a sociedade em conta de participação ainda que venha a ser registrada. a Lei de falência está se referindo a que espécie de domicílio? O real ou o especial? Neste caso a hipótese é de domicílio real. não possuindo personalidade jurídica. visto que pelo novo conceito de empresa. podendo ser reconhecida de oficio. tiver vários estabelecimentos em jurisdição diferente. 3º da nova lei de falência que corresponde ao art. O código teve o cuidado de insistir que a sociedade em conta de participação mesmo registrada não possui personalidade e. apesar disso. contratos e documento firmados pelo devedor sujeito ao procedimento de recuperação judicial deverá ser acrescida após no nome empresarial a expressão em recuperação judicial”.Limitação de Responsabilidade (1052. não estando sujeita a prorrogação de competência. Domicílio O código civil trata do domicílio das pessoas jurídicas. Só pode ter nome empresarial e a sua proteção àquele que está registrado. os quais mais que o valor pecuniário ou importância do estabelecimento produtor o que interessa na falência ou concordata é o local da sede administrativa da empresa. que imprimem e regularizam o movimento econômico do estabelecimento produtor: as relações externas com fornecedor. não pode ter o nome empresarial. O domicilio real encontra-se na primeira parte do art. razão pela qual é improrrogável por vontade das partes. 1. o artigo terceiro. tem haver com as funções desempenhadas pelo juiz. perante o juízo cuja jurisdição se localiza. 4º) SOCIEDADE LIMITADA .Desconsideração Inversa . mas ela não possui personalidade JURÍDICA. Em virtude disso a nova lei de falência deixou de disciplinar a hipótese de comerciante ambulante. o comerciante ambulante não existe mais. Ou seja.Leis (CDC. será o local da abertura da falência. ser acionistas de sociedade anônima brasileira. A proteção do nome empresarial se obtém a partir do registro do ATO CONSTITUTIO ou da operação do ATO CONSTITUTIVO que modificou o nome empresarial.” O art. Esta fase consiste em vender bens para o 1 A sede administrativa é o ponto central do negócio de onde se parte todas as ordens. diferentemente do artigo sétimo parágrafo único. na nova lei de falência. Lei antitruste. assim sendo. alegada em preliminar de contestação. bancos. mesmo que a pessoa jurídica tenha em seu estatuto elegido outro domicílio. sendo das pessoas jurídicas personificadas. pessoa natural ou jurídica.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. definir recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor”. Lei crimes ambientais. 7º da lei atual.Conceito .S. dissertando sobre o tema domicílio.” Art. A pessoa natural tem o estado de nacional ou estrangeira. para fins de falência. ou. não obstante isso. visto que não apresenta os efeitos da personificação. 993 que diz que o contrato social da sociedade em conta de participação só produz efeitos entre os sócios e a eventual inscrição de seus instrumentos em qualquer registro não confere a esta sociedade personalidade jurídica. é competência absoluta. O art 207 da L. 28.126 “É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração. qualquer que seja o seu objeto. art.Regência (1055) . não está sujeito a falência. 75. não se configurará o empresário. Art 75. disse: se o comerciante. No entanto. art. 75. art. fase posterior da dissolução da sociedade. O artigo terceiro da nova lei de falência é igual ao artigo 7 da lei vigente.2005 . ou se é empresário e conseqüentemente ter-se-á um estabelecimento. ressalvados os casos expressos em lei. IV. autor da atual lei de falência. valendo apenas o domicílio real. está em crise. que diz: Art.Desconsideração a favor . o seu domicílio para os efeitos da lei de falência será o local onde se encontra a sede administrativa1 do negócio. ainda vem o art. Desse art. o próprio código diz que mesmo que ela venha ser registrada não possui PERSONALIDADE JURIDICA. o mesmo ocorrendo com a pessoa jurídica que também tem nacionalidade.134 “A sociedade estrangeira. O autor Miranda Malverde. não trata da falência do comerciante ambulante.A -diz que a sociedade está em estado de liquidação. 69 da Lei de Falência – se a sociedade está em estado de recuperação. pouco importando o que foi estipulado no estatuto. Este não valerá para o caso de falência.Sociedade entre Marido e Mulher e sócio menor (977. estando este mais próximos das causas da falência. Temos ainda o art. realizam-se por seu intermédio. deve aparecer em todos seus atos que ela encontra-se em recuperação judicial. da administração dos livros. Em virtude disso. clientes etc.162. 18. CEJ . não pode. defesa. podendo. §2º) . “ É competente para homologar o plano de recuperação extra-judicial. por força de lei2 ou a pedido dos sócios. Estado das sociedades A classificação das sociedades quanto a nacionalidade é na realidade uma questão do estado político ou estado nacional. 69 da Lei de Falência “Em todos os atos. enquanto que o domicílio especial na parte subseqüente. IV diz que o domicílio das pessoas jurídicas de direito privado será o lugar onde funcionar as respectivas diretorias e administrações ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. Referida exigência se deve principalmente para demonstrar o estado da sociedade. IV extrai-se as duas espécies de domicilio: a real e a especial ou de eleição. sem autorização o Poder Executivo. devese observar o que dispões no art. devem estar nos livros legais de escriturações. 23 . Ou seja. ela não possui personalidade jurídica e. 205 e 221) ATRIBUTOS DA SOCIEDADE PERSONIFICADA Efeitos e conseqüências da Personificação 1) Nome empresarial: nome empresarial surge do registro. ainda que por estabelecimentos subordinados. para assim determinar o foro competente. 1.

O STJ 3 estendeu esta proteção da impenhorabilidade a uma pessoa jurídica. ou seja. visto que não cabe a qualquer dano moral. Dois acórdãos do STJ reconhecem a impenhorabilidade do bem imóvel pertencente a sociedade. 3 A decisão do STJ está calcada nas lições Luis Edson Fakin – “estatuto jurídico do patrimônio mínimo” 24 . mesmo que essenciais. não sendo possível ás pessoas jurídicas. na fase de recuperação é o de companhias aéreas. e caso não seja feita a recomposição no prazo determinado em lei e sob suas exigências. o decoro. pessoa jurídica. transigir. na medida em que eles utilizavam o próprio bem da sociedade e residiam nesse próprio bem. porque a pessoa jurídica na fase de liquidação não pode praticar novos negócios. O Dano objetivo significa um dano as repercussões externas da pessoa jurídica. cumpre aos administradores providenciar imediatamente a investidura do liquidante. que são atribuídos as pessoas naturais. que é nome. os contratos pendentes. visto que a grande facilidade de Se a sociedade ficar reduzida a um sócio. que atualmente pode-se dizer que são as sociedades simples e somente estas. no que couber. o credor de alienação fiduciária retire os equipamentos essenciais ao exercício da atividade. A súmula 227 do STJ vislumbra a hipótese de indenização por danos morais a pessoa jurídica.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Isso se estende aos equipamentos. permanecendo apenas para que o processo de encerramento se conclua. não milita a pessoa jurídica a mesma presunção que ocorre em relação á pessoa natural. O dano subjetivo atinge a auto estima. e a isso a pessoa jurídica é capaz de sofrer dano.” Art 1105 – fala dos liquidantes e demonstra o estado da pessoa jurídica e da restrição da capacidade ativa. esta não é perdida no primeiro instante da dissolução. Mesmo aqueles que defendem a possibilidade de indenização por danos morais a pessoa jurídica. não tem honra etc. mas esta súmula não faz a distinção entre dano subjetivo e objetivo. O STJ alterou sua jurisprudência baseado nesse livro – Estatuto jurÍdico do patrimônio mínimo. uma vez que é direito fundamental e é decorrente da própria condição do sujeito de 2 direito para poder ter acesso ao judiciário. Dentro disso pode-se falar em dano moral a pessoa jurídica. Quando se tratar de pessoa jurídica sem fins econômicos.. no que for compatível com sua natureza. aos patrimônios das próprias pessoas dos sócios. negócios. Esta distinção é importante para o caso de indenização por danos morais a pessoa jurídica. Isso se deu porque houve a equiparação do patrimônio dessas pessoas jurídicas pequenas. receber e dar quitação. a continuação do exercício da atividade. Em casos extremos pode-se vislumbrar esta hipótese. a pessoa jurídica para se beneficiar da gratuidade de justiça. a imagem reputação. A nova lei de falência inclusive proíbe que durante a tramitação da recuperação judicial. que não tem uma estrutura qualificada para se converter em empresa.. valorativa. isto é. 198 dessa lei. Com relação à gratuidade de justiça. 187 do Código aeronáutico. o credor não está impedido de retirar desde logo os equipamentos (aeronaves) mesmo que sejam essenciais. porque assim há a paralisação da atividade.” Este artigo diz que pode haver falência e recuperação das empresas aéreas. sem. O único credor que pode retirar bens. Vale ressaltar que sociedade em estado de liquidação continua com a personalidade. verificar esta distinção. inclusive alienar bens móveis ou imóveis. deve-se. e é própria da pessoa natural. desde que o imóvel seja destinado também a moradia.se-á protegendo o bem de família de pessoa natural. sem poder se enveredar pelo caminho de novas obrigações.” Direito à personalidade O código expressamente prevê que as pessoas jurídicas terão também os direitos da personalidade. Leasing de aeronave ou de suas partes. visto que na verdade estar. a exigência é a mesma das pessoas naturais. Impenhorabilidade do bem de família Aqui tem uma situação muito interessante. vedadas novas operações. porque a esfera íntima. esta sociedade será dissolvida por força de lei. sempre. dos livros de contabilidade. CEJ . sendo o imóvel também utilizado para fins de moradia. as sociedades que se referem o art. isto determinara sua dissolução. o STJ tem entendido que a pessoa jurídica faz jus a ela.. Art 1036 do Código Civil – tem a ver com o estado e a restrição a capacidade ativa da pessoa jurídica. no caso de sociedade com fins econômicos. assim. contratos. as projeções externas da PJ no meio social. ou seja. a mera afirmação de impossibilidade de arcar com as custas judiciais. sua capacidade ativa está restringida. Trata dos administradores e diz: “Ocorrida a dissolução. contudo. só pode concluir as negociações. não se submetem assim à restrição elucidada acima. proteger além da moradia dos sócios. associações e fundações. não cabendo assim indenização por danos morais subjetivos. e não houver recomposição do quadro social. que defende a igualdade de tratamento a essas formas corporativas de sociedade de exploração econômica. sociedade uni familiar. não basta apenas á afirmação de pobreza. visando. (ver art.2005 pagamento de credores. merecendo o mesmo tratamento dado as pessoas naturais.. embora a lei restrinja a consecução desse beneficio as pessoas naturais. Na recuperação judicial e na falência da sociedades que trato o caput desse artigo em nenhuma hipótese ficará suspenso o exercício do direito privado do contrato de arrendamento mercantil. visto que esta não fica doente. é necessário prova prévia de sua incapacidade econômica que pode se dar através de uma falência. Enquanto para a pessoa natural basta a afirmação de pobreza. pelas quais responderão solidária e ilimitadamente. e restringir a gestão própria aos negócios inadiáveis. composta por membros de uma mesma família. declaração de imposto de renda etc. imagem integram direitos extra patrimoniais e a violação a estes direitos extra patrimoniais configura direito da personalidade e conseqüentemente direito a indenização por dano moral. que impedia que as empresas aéreas se submetessem a concordata. Há entendimento de desconsideração da personalidade jurídica a favor. conseqüentemente. própria. a falta de pluralidade de sócios. poder praticar novos atos. diferentemente do que dispõe o código aeronáutico. “Compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os atos necessários à sua liquidação. não pode perseverar na prática o objeto social. dignidade. 199 da Lei de Falência) “ Não se aplica o disposto no art. Além disso.

a fim de alcançar pessoas e coisas que estão dentro dela e que se escondem com o objetivo de cometimento de atos ilícitos.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.” 25 . “Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo. apenas para aquele caso concreto em julgamento. Não foi a ordem jurídica que criou as pessoas naturais. porque não vai dali para frente. podendo em alguns casos afastar-se a existência da pessoa jurídica. Com relação a PN não é possível afastar os efeitos da personalidade. permitindo. contudo. Pontes de Miranda diz que a PJ é o direito de existir separadamente de seus membros. não são absolutas. Também não é caso de desconsideração da personalidade quando a própria lei prevê uma responsabilidade direta dos próprios sócios ou de seus administradores. mesmo antes dessa positivação. assim. A desconsideração é o afastamento dos efeitos da personificação para alcançar pessoas e coisas que nelas se escondem para fins não admitidos pela ordem jurídica. respondendo todos os sócios. os efeitos da personificação que levam a uma autonomia patrimonial e jurídica são relativos. Se não há os efeitos da personificação. mas a pessoa jurídica não existe por si só. que só deve ocorrer quando a existência da pessoa jurídica for obstáculo para a responsabilização dos sócios ou devedores. ineficácia (o ato é válido. lei anti -truste e do código do consumidor. para todos os casos permanentemente. mas. Para atender certas aspirações. atribui-se a responsabilidade direta do ato àquele que tenha o praticado pela pessoa jurídica. anulabilidade). e a ordem jurídica reconhecendo certos efeitos válidos e certas finalidades que serão cumpridas por esta PJ é que vai atribuir a esta pessoa jurídica efeitos próprios de PJ. mas contém vícios. não pode vir a prejudicar o credor naquele processo. abuso de direito. mas. Quais são os requisitos do artigo 50? O Código Civil vem disciplinar a desconsideração da personalidade. ressaltando que por ser lei geral não derroca as estipulações contidas na lei de crime ambiental. que foi utilizada em larga escala. porque o ato é existente. são. A autonomia é relativa. separação patrimonial e jurídica. O art. CEJ . porque ela é a união de diversos fundamentos: significa o combate a má -fé. interesses que transcendem a esfera individual. Este será aplicado quando não houver legislação especifica regulamentando o assunto. O Fabio Ulhoa diz que a personificação das pessoas jurídicas é uma técnica de segregação. em relação a este credor a venda não produziu efeito. estão presentes os elementos constitutivos do ato. ser sujeito de direito significa ser capaz de direitos e obrigações. e é isto que faz a desconsideração da personalidade. Assim sendo. O juiz da execução pode pegar aquele bem vendido no curso do processo. a consecução de objetivos humanos que não podem ser feitos por uma única pessoa natural. visto que a lei já prevê a responsabilização dos sócios. assim. ou seja. Ex art. mesmo que o bem já esteja em nome de outrem. Em que plano vai atuar a desconsideração? A desconsideração atua no plano da ineficácia relativa.2005 locomoção das aeronaves possibilitaria ao devedor esquivar-se do pagamento de suas dívidas. Desconsideração A pessoa jurídica é sujeito de direito. contudo. visto que é inerente a própria condição humana. para os demais casos prevalece os efeitos da personificação.ineficácia relativa a certas pessoas. Caio Mario chama isso de ineficácia episódica (momentânea) da PJ. Sociedade em comum – art 990 . e ser pessoa jurídica significa ser capaz de direitos e obrigações separadamente de seus sócios. Essa autonomia da pessoa jurídica é absoluta ou relativa? A PN é um valor em si. ou seja. não produz efeitos) e ineficácia relativa . e. Na Invalidade. esta é retirada. não há autonomia a ser afastada. Não havia até o Código do Consumidor a positivação da desconsideração da personalidade jurídica dentro de nosso ordenamento jurídico. Já para as PJ a personalidade não existe no plano real. A ineficácia momentânea é mais ou menos o que ocorre no caso de fraude a execução em que o devedor aliena bens capazes de acarretar a sua insolvência. faltam os elementos essenciais a sua configuração. Pressupostos: 1) existência de uma pessoa jurídica. não há se quer a configuração do ato. Distinguindo-se então as individualidades dos sócios e da pessoa jurídica. demonstrando assim que a idéia é de autonomia relativa. e que naquele caso concreto não prevalece os efeitos da personificação. No ato Inexistência. podendo o juiz mandar penhorá-lo. e se forem irremediáveis e caso de nulidade. a partir do momento que o direito concede a estas pessoas a personalidade. Não há porque falar em desconsideração de personalidade jurídica. invalidade (nulidade. A venda é válida. 1039 – sociedade em nome coletivo. só se justifica a criação da pessoa jurídica enquanto ela estiver cumprindo as finalidades admitidas pela própria ordem jurídica. esta era retirada. e estas não se comportam ou não é utilizada para os fins da ordem jurídica. Então. ela é uma técnica que foi elaborada no direito para atribuir capacidade a certos entes que não são propriamente PN. Qual o plano que ela atua? Se pensarmos que existem aqueles planos do negocio jurídico. podemos falar em inexistência. de anulabilidade. de entes capazes de direitos e obrigações. isto é. Mas. caso contrário. solidariamente e ilimitadamente pelas obrigações sociais. a desconsideração da personalidade jurídica era utilizada. distinta de seus membros. Contudo. É o próprio fundamento do direito.todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais – neste caso não há o que desconsiderar. não se respeitando os fins colimados pela personificação. a ordem jurídica apenas se limita a declarar a existência da personalidade jurídica. tendo em vista que a personalidade humana é um valor em si. não havendo como privar a PN da personalidade. a pessoa natural tem personalidade jurídica pelo simples fato de ser PN. 28 CDC veio regulamentar a hipótese de desconsideração. não há o que afastar. enriquecimento sem causa. duas realidades distintas. A ordem jurídica se encarrega de atribuir a este grupo de pessoas uma personalidade própria. válido. não produz efeitos em relação a determinadas pessoas.

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Art. 1016 –“ O s administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas funções.” Art. 1080- “As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as aprovaram”. ( Ver tb Enunciados 229 do Conselho da Justiça Federal.) A Teoria da desconsideração é utilizada naqueles casos em que a não desconsideração da personalidade inviabiliza a responsabilização dos sócios, não se consegue atingir os sócios ou dirigentes Ex: Um comerciante vendeu seu estabelecimento (este comerciante não pode fazer concorrência ao estabelecimento que acabou de vender, deve aguardar o prazo de 5 anos – art. 1147). O Comerciante (pessoa física), por não poder fazer concorrência ao estabelecimento que ele vendeu, constitui uma pessoa jurídica, esta veio a concorrer com o estabelecimento que ele vendeu. O ato da pessoa jurídica que foi constituída pode explorar determinado ramo de comércio, isto é licito, desde que o objeto não seja contrario ao direito. O ilícito não foi dela, da pessoa jurídica, mas sim do sócio que se valendo dos efeitos da personificação queria contornar a proibição de fazer concorrência. Caso não se valesse da desconsideração da personalidade não se teria como atingir o sócio, visto que o ato da pessoa jurídica é licito, ou seja, a exploração de determinada atividade econômica. O professor entende que a teoria da desconsideração da personalidade jurídica é muito mais aplicada às associações e fundações do que às sociedades, e isso se justifica pelo fato do artigo 50 estar inserido na parte geral (parte que trata das associações e fundação), já no direito de empresa é que se trata das sociedades. E nas sociedades verificam-se inúmeras regras que dispõem sobre a responsabilidade dos sócios e administradores, não havendo dessa forma a necessidade de desconsideração da personalidade jurídica, o mesmo não ocorrendo nas hipóteses de fundações e associações, visto que não a disposição a cerca da responsabilização de seus administradores por atos ilícitos por eles praticados. (ver art 1105 e 1016) 2) Abuso da personalidade – caracteriza-se pelo desvio de finalidade (natureza subjetiva teleológica) e por confusão patrimonial (natureza objetiva). No desvia de finalidade os administradores ou sócios desviamse da finalidade juridicamente permitida, já o abuso configurado na confusão patrimonial não há, em tese, finalidade ilícita, há um estado de confusão patrimonial em o sócio usa os bens da pessoa jurídica ou vice-versa, não se podendo na prática vislumbrar a separação dos bens. Materialmente falando não houve a separação entre a sociedade e os sócios. Isso pode ocorrer, também, entre as sociedades, pessoas jurídicas. (Resp 332763) Ementa Processual Civil. Recurso especial. Ação de embargos do devedor à execução. Acórdão. Revelia. Efeitos. Grupo de sociedades. Estrutura meramente formal. Administração sob unidade gerencial, laboral e patrimonial. Gestão fraudulenta. Desconsideração da personalidade jurídica da pessoa jurídica devedora. Extensão dos efeitos ao sócio majoritário e às demais sociedades do grupo. Possibilidade.

- A presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em face à revelia do réu é relativa, podendo ceder a outras circunstâncias constantes dos autos, de acordo com o princípio do livre convencimento do Juiz. Precedentes. - Havendo gestão fraudulenta e pertencendo a pessoa jurídica devedora a grupo de sociedades sob o mesmo controle e com estrutura meramente formal, o que ocorre quando as diversas pessoas jurídicas do grupo exercem suas atividades sob unidade gerencial, laboral e patrimonial, é legitima a desconsideração da personalidade jurídica da devedora para que os efeitos da execução alcancem as demais sociedades do grupo e os bens do sócio majoritário. - Impedir a desconsideração da personalidade jurídica nesta hipótese implicaria prestigiar a fraude à lei ou contra credores. - A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica dispensa a propositura de ação autônoma para tal. Verificados os pressupostos de sua incidência, poderá o Juiz, incidentemente no próprio processo de execução (singular ou coletivo), levantar o véu da personalidade jurídica para que o ato de expropriação atinja os bens particulares de seus sócios, de forma a impedir a concretização de fraude à lei ou contra terceiros. 3) Insuficiência patrimonial da pessoa jurídica; 4) O requerimento, ao juiz, da parte ou do MP. Está descartada a possibilidade de desconsideração da personalidade de ofício nos casos regidos pelo Código Civil. Aula 13 Teoria Maior Fabio Ulhoa Coelho vem dizendo que a Teoria Maior é aquela que é aplicada com cautela na Teoria da desconsideração e que exige um elemento subjetivo, o dolo, culpa para aplicação da Teoria da desconsideração. Adotado o princípio da limitação de responsabilidade que seria a princípio a regra, que representa um fomento, um incentivo a aglutinação de capitais e isola a necessidade da exploração de atividade econômica e não atrai qualquer tipo de gravame. Aquilo que ultrapassa, aquilo que eu investi na sociedade, o que ultrapassa meu patrimônio pessoal não responde, eu só perco aquilo que eu entrei, recursos com os quais eu me obriguei com a sociedade. O que exceder haverá uma espécie de solidariedade do risco, de todas as pessoas, toda a coletividade, só o que supera esse limite de responsabilidade do sócio que é repartida entre toda a coletividade. A partir do século XIX, que passou a adotar como regra para a sociedade. Passou a se identificar uma autonomia da sociedade própria separada de seus membros nada impedindo que a sociedade tivesse uma responsabilidade própria diferente da de seus membros. O membro só respondendo, o risco máximo vai até a importância que tenha assumido para essa sociedade. No caso da sociedade falir, quem responde pela sociedade não será ninguém caso não haja desconsideração, sendo os prejuízos suportados por toda a coletividade, principalmente os credores na sociedade, na qual se buscará a decretação da falência já que não há bens a serem arrecadados. Nem sendo o Estado o provedor universal. O prejuízo será repartido em solidariedade social pelo risco advindo da exploração da atividade econômica, parece ser injusta tal situação mas se não for assim não há atrativo para investimentos. A autonomia do risco patrimonial a limitação da responsabilidade do sócio é a regra. A desconsideração é a exceção. Se não fosse assim porque haveria Limitada ou S.A. uma limitação dos sócios pois não
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haveria lógica, negaria toda a construção em torno da limitação da responsabilidade. Não basta, segundo a Teoria Maior não ter bem a sociedade, não basta o credor tentar executar o sócio por não encontrar bens na sociedade é preciso raciocinar por exceção, e identificar que estão presentes nesse pedido do artigo 50 do NCC. A desconsideração traz fundamentos da responsabilidade subjetiva que vai ser dolo ou culpa, a não ser no caso de confusão patrimonial que é de índole objetiva. No caso de desvio de finalidade e abuso de direito vai reger a prova do elemento subjetivo. Basicamente a Teoria Maior é de índole subjetiva, só atinge aqueles que praticaram atos ilícitos. Aquele que não praticou não será responsabilizado, não havendo solidariedade. Por exemplo: os sócios deliberam sem que outro sócio soubesse que praticasse um ato ilícito qualquer. Nesse caso só responderá os sócios que violaram a lei, que contribuíram com votos. Na Teoria Maior a responsabilidade é subjetiva e pessoal daqueles sócios que agiram de forma contrária à lei causando prejuízo a terceiros. Esse é o problema da Teoria Maior pois, deve apurar a participação de cada pessoa contra quem quer desconsiderar. Devendo analisar em que medida essa pessoa é sócio ou administrador, e que colaborou no índice da conduta ilícita contra os credores pelo desvio de finalidade, se não houver prova dessa participação será inviável a desconsideração. O Código Civil aplica a Teoria Maior. Teoria Menor A Teoria Menor se baseia apenas na falta de bens da sociedade, na insuficiência de bens desta sociedade, para que assim haja uma responsabilidade solidária dos sócios e administradores. Não é necessário conduta subjetiva ou pessoal bastando apenas a falta de bens da sociedade. A Teoria Menor é aplicada no CDC, na Lei Antitruste e na Lei de Crimes Ambientais. O CDC no art.28, §3º, incorpora a Teoria Menor, não vinculou a qualquer conduta subjetiva, “o juiz poderá desconsiderar a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados ao consumidor.” Bastando isso para que haja a desconsideração. (vide REsp. 279.273/SP – Shopping Osasco – no âmbito das relações de consumo aplica-se a Teoria Menor basta não ter bens para responsabilizar todos os administradores e sócios.) Primeiro deve-se constatar que não há bens. A responsabilidade é objetiva mas, vinculado ao fato de não haver bens na sociedade daí poderá ir solidariamente em cima dos administradores e sócios. A Lei Antitruste, o art.4º da Lei de Crimes Ambientais (parecidos com o §5º, art. 28 do CDC), são outras hipóteses de desconsideração. Desconsideração a favor Quando se fala em desconsideração sempre se tem a idéia de responsabilizar o sócio. Mas tem a desconsideração que beneficia, embora seja o ato da sociedade eu não vou responsabilizar o sócio, eu vou favorecer, acarretando um benefício para a sociedade. Desconsideração significa eliminar as fronteiras que existem entre sócio e sociedade. Se a pessoa jurídica existe separadamente do sócio. A desconsideração significa apagar essa separação entre sócio e a sociedade quer para responsabilizar, quer para favorecer o sócio ou a sociedade. Ex.1: sociedade unifamiliar embora protegida pela impenhorabilidade do bem de família é exemplo de desconsideração a favor. O imóvel registrado no nome da

sociedade e esta sociedade formada por membros da mesma família, na qual moram no próprio imóvel da sociedade, o imóvel pertence a sociedade mas acaba beneficiando os próprios sócios. Ex.2: art.51 e 52 da Lei do Inquilinato, Lei 8.245/90 – existia até Súmula antes da LI – “se a pessoa física, assina o contrato como locatário e este contrato permite que passe a funcionar no imóvel, pessoa jurídica da qual o locatário é sócio. Na hora de propor ação renovatória quem proporá serão os dois, sendo portanto legitimados concorrentes, tanto o sócio (pessoa física, inquilino) ou pessoa jurídica que passou a explorar o imóvel. Isso também é um ato praticado na pessoa do sócio que vai acarretar num benefício e até mesmo um direito potestativo em favor da pessoa jurídica. Teoricamente quem teria que propor a Ação Renovatória seria a pessoa física mas abre-se a exceção para que tanto um como outro possam. No art.52 da Lei 8.245/90, é diferente, nesse caso o locatário propõe ação renovatória e o locador se opõe alegando direito de retomar o imóvel para que ele ou em favor da sociedade do qual é sócio principal faça uso. O direito de renovar passa a ser inferior ao direito de favorecer a sociedade do qual o locador faz parte. Ex.3: Penhora das cotas na sociedade de pessoas. Numa sociedade de pessoas pode haver penhora das cotas. Permitese que outro sócio pague o valor da execução ou até a mesmo a sociedade arremate as cotas que foram a leilão. Tendo estes, preferência no arremate das cotas em relação a terceiros estranhos a sociedade. Esse direito de preferência é chamado de remição de bens na execução. Remição é a preferência que o Código Civil dá aos cônjuges, aos ascendentes e descendentes para fazer a arrematação de bens na execução, pagando o valor e ficando em poder da família. O STJ entende que o sócio tem esse direito de remição e a sociedade também, desde que pague o valor, isso evita que o bem saia da sociedade. Desconsideração inversa ou invertida A gente encontra várias situações que o sócio utiliza bens da sociedade, por exemplo, cartão de crédito da pessoa jurídica, carro, apartamento, o empregado da empresa,... Embora o ato danoso seja da pessoa física, e este não tem nada em seu nome, tudo está no nome da sociedade. Embora a dívida seja particular do sócio há um estado de confusão patrimonial. Ao invés de ser a dívida da sociedade e quebrar a concha jurídica para atingir a pessoa física do sócio. Nesse caso é ao contrário, a dívida é originariamente particular do sócio, e transcende a existência da pessoa jurídica para acarretar uma responsabilidade a pessoa jurídica por uma dívida particular do sócio. Isso não pode ocorrer a torto e a direita, somente no caso de confusão patrimonial porque não há distinção do patrimônio da pessoa jurídica e da pessoa física no plano prático. Justificando estar no mesmo caso de desconsideração. (vide caso de Luis Estevão – onde este dava dinheiro para o empregado para participar em leilões, e seu empregado não tinha nenhum dinheiro para se responsabilizar. Podendo ter desconsideração pois se não houvesse geraria uma fraude absurda. Algumas leis tratam de desconsideração Além do Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) também trata de desconsideração. Outras leis que tratam também é a Lei Antitruste (Lei 8.884/94), art.18, bem como, a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), art.1º, estas duas leis tratam de forma específica da desconsideração da personalidade jurídica. Muitos autores falam no art.135, inciso II, do CTN, quando diz que se admite a responsabilidade do bem dos administradores. Entretanto a jurisprudência já consolidada do STJ, não considera que o mero inadimplemento tributário gere desconsideração em relação ao administrador. O mero
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inadimplemento de tributos não justifica a responsabilidade tributária do dirigente. O STJ acredita que só se responsabiliza o dirigente quando a obrigação tributária resultar de ato praticado em usurpação da lei ou estatuto. Deve-se diferenciar o que é mero inadimplemento tributário que é a pessoa não pagar por não ter condições financeiras para tal, não concorrendo como mero crime financeiro, com aperto de liquidez, crédito escasso. Ex: As lojas do Fashion Mall, que quando tiveram a Rocinha invadida gerou insegurança, afastando os clientes de irem lá. Conseqüentemente a sua arrecadação ficou reduzida não tendo como pagar os tributos, pois não tinha receita para tal. Para responsabilizar precisa ser na obrigação tributária, principal ou acessória, resultante de ato ilícito praticado, objetivando não pagar o tributo, diferente de não ter condições para pagar. Neste caso o inciso II, do art.135 do CTN, segundo o STJ não é caso de desconsideração é responsabilidade do ato direto e pessoal do administrador, que viola a lei. Deve-se examinar o ato praticado para se falar em má gestão. Má gestão seria no caso da empresa estar quebrada a muito tempo e não ser pedido a falência, seria a sociedade se dissolver de boca, fazendo com que ela passe a ser irregular. Isso sim é um ato ilegal. No caso do administrador deixa de pagar tributo, faltando com uma obrigação tributária, sendo desta maneira ilegal, cabe ao administrador convocar uma reunião entre os sócios, para legalizar mas se nada faz para resolver. O STJ diz que neste caso ele viola a lei sendo responsabilizado neste caso. A gestão por falta de competência é complicado porque a Lei 6.404 no art.159, §6º prevê o “business judgement rule” – julgamento de acordo com o homem de negócio. O juiz pode deixar de responsabilizar o administrador quando estiver convencido de que embora o administrador agiu culposamente e que visava o benefício da sociedade, agiu de boa-fé. A gestão diária, técnica, financeira e operacional da sociedade é preciso analisar que embora tenha havido prejuízo, este administrador agiu de boa-fé. Ex: Empresa Ilion – empresa de telefonia por satélite. 70 satélites foram enviados, entretanto não deu certo por ser muito caro as tarifas e o mercado não aceitou. Não houve gestão temerária pois havia estudos técnicos que respaldassem. Em que momento do processo o juiz pode decretar a desconsideração? Na execução ou no processo de conhecimento? - Professor entende que no processo de conhecimento se for caso de Teoria Maior, caso da teoria subjetiva, haja vista a garantia processual, defesa através de processo prévio. - Quando for caso da Teoria Menor, onde basta não ter bens automaticamente é no processo de execução pois, não é preciso investigar a conduta, apurar a responsabilidade basta não ter bens. Entretanto, isso ainda está dividido. (vide REsp 230.135; ROMS 4566-8 até porque o art.592 II do CPC permite). Sociedade Limitada É um tipo de sociedade mais novo que existe. Antigamente não tinha essa divisão que a sociedade era uma coisa e o sócio outra. Surgiu com as grandes companhias, separando o sócio da sociedade. Surgindo as sociedade por cotas com responsabilidade limitada. É uma sociedade contratual por pessoas como as comanditas simples com a estrutura de responsabilidade semelhante com uma S.A. Surgiu na Alemanha em 1892, em Portugal (1901) e na França (1926). O Novo Código Civil reestruturou a Limitada revogou o Decreto 3708/1919 pelos arts.1.052 a 1087. É uma sociedade contratual em que o interesse particular dos sócios prevaleceu sobre o interesse público, apesar de seguir ordens públicas em regra irrevogáveis, mais regras congentes pelo qual cada sócio fica obrigado pela integralização (pagamento) das suas próprias cotas e responde

solidariamente com os demais pela parte ainda não integralizada do capital. Vamos primeiramente falar sobre o estudo da teoria obrigacional. Shuld e Hafting – essas expressões significam débito (shuld) e responsabilidade (hafting), ela se encontram presentes no conceito acima pois cada sócio é obrigado pelas suas próprias cotas a pagar, a integralizar suas próprias cotas que ele comprou (shuld) mas ele tem uma responsabilidade pela cota dos outros sócios que ainda não integralizados (hafting). Ele tem shuld com suas próprias cotas que é uma obrigação, dever jurídico originário de prestação de pagar suas cotas (débito). O hafting é a responsabilidade que é igual a um dever sucessivo ou derivado de garantir o pagamento das outras cotas ainda não integralizada pelos outros sócios. Cada sócio tem shuld de suas próprias cotas e hafting enquanto o capital ainda não estiver totalmente integralizado. (vide livro “Programa de Responsabilidade Civil” – Sergio Cavalieri Filho”) O art.1055, §1º, CC, o sócio pode utilizar bens para integralizar o capital. Não necessariamente tem que ser em dinheiro, pode acontecer dos sócios darem um valor para esses bens que não corresponda com o valor do capital. Todos eles ficaram solidariamente responsáveis para completar a integralização durante o prazo de 5 anos. Porque na verdade o capital não chegou a ser integralizado. O Enunciado 224 CJF, diz que essa responsabilidade embora o Código mencione na constituição da sociedade numa interpretação construtiva também abrange caso de aumento do capital social e que vá integralizar esse aumento. Prevalece o 5 anos da data do aumento e na constituição, 5 anos da data da constituição do registro. Aula 14 – Dia. 20.04.2005 Responsabilidade Solidária dos Sócios diante da integralização do capital social na sociedade limitada Observa-se que o art. 1052 do Código Civil, que trata sobre a responsabilidade dos sócios pela integralização do capital, revogou tacitamente o art. 9º do Decreto 3708/ 1919, o qual regulava as limitadas antes do novo código civil e, dizia que, somente em caso de falência os sócios respondiam solidariamente pela parte que faltasse para preencher o pagamento das cotas não integralizadas; ou seja, com o advento do art.1052 do CC, os sócios passam a responder solidariamente pela integralização do capital social em qualquer ato, não apenas na falência, inclusive na execução individual proposta por qualquer credor, bastando que não exista bens na sociedade, esse é o entendimento majoritário da doutrina. Divergindo Fabio Ulhôa Coelho sobre o tema, achando que, apenas, ocorre isso na falência, tendo o administrador judicial da falência, chamado antigamente de síndico, legitimação, em nome da massa falida, para propor ação de integralização, art.50 do antigo código comercial, e, para exigir dos sócios a integralização do capital social, porém, o professor não concorda com aquele, pois, a restrição que a lei fazia em relação a ser somente na falência, não existe mais. Contudo, quando se tratar de hipótese de falência quem deverá propor ação de integralização de capital continua sendo, o agora chamado, administrador judicial, art.1016 CC, e, nos outros casos, qualquer um dos credores poderá propô-la. Um ponto importante que deve ser analisado, é que para a integralização solidária do capital social só será exigida, haja vista, quando a sociedade não possuir bens o suficiente e, somente, a responsabilidade dos sócios perante a integralização do capital, é que será solidária, enquanto que, a responsabilidade dos sócios perante a sociedade é subsidiária, em qualquer tipo societário, inclusive na sociedade em nome coletivo.
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o sócio só responde por perdas e danos. facultativa. aplica-se subsidiariamente. bastando que haja enriquecimento de alguém as custas de outrem. E. prevejam a atuação da autonomia da 29 . essa subsidiariedade decorre da lei. que esta. esse artigo fala do enriquecimento sem causa. sendo o seu tipo jurídico societário. a responsabilidade solidária é uma maneira de garantir que a sociedade receba os recursos necessários para se desenvolver. tem a mesma natureza do art. devemos observar as regras da sociedade simples. de fonte subsidiária para os outros tipos societários. Dessa forma. na medida em que. ao Alemão. Por exemplo. por exemplo. se não puder cobrar dos demais sócios. Questão: A sociedade só pode cobrar do sócio que ainda não integralizou. porém. o administrador tem o cargo. na regra de sociedade simples. simplesmente aplicar o parágrafo único e isolar a sociedade simples causa problemas interpretativos e alguns atos ficam sem regulação. o art. Contudo.1052 ao art. sem a autorização dos sócios. Além disso. porém. determine época própria. se esta. da sociedade limitada ficar prejudicada. e. segundo Silvio Marconde e Tavares Borba. a qualquer tempo. se o sócio não integralizar pode ser excluído da sociedade. e.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. se o voto tiver sido decisivo para aprovar o ato que tenha causado prejuízo à sociedade. os administradores podem praticar todos os atos pertinentes à gestão da sociedade. este determina a aplicação subsidiária das regras da simples.1074. Já. Por exemplo. então. 1080 e 1016 CC. Então. incluindo-se na Sociedade Anônima. Segunda corrente: Jorge Lobo e professor sustentam que a responsabilidade dos sócios é solidária perante os credores e a sociedade. não tem responsabilidade de integralizar o capital. tome parte na correspondente deliberação”. Um exemplo de artigo da sociedade simples que dá espaço para a atuação da autonomia da vontade. 1052. o proveito econômico que teve ao utilizar-se de bens da sociedade. Exemplo: a sociedade limitada se rege no seu capítulo próprio indo do art. não há necessidade de se invocar a teoria da desconsideração da pessoa jurídica para chegar até os sócios. neste caso. CEJ .1053 CC.1021CC – “Salvo estipulação que. é aquela que pode ter o seu conteúdo modificado por vontade das partes e quando houver previsão legal. E. e o estado da caixa e da carteira da sociedade”. devolve os caminhões abastecidos para serem utilizados pela sociedade. se os sócios se obrigaram a integralizar o capital. “nenhum sócio por si ou na condição de mandatário. se tomarem deliberações infringentes a lei ou ao contrato. qualquer interpretação que vise a pular as regras da sociedade simples gera inconvenientes porque a regulação da limitada fica capenga. a responsabilidade extraordinária encontra-se no art. nas omissões de seu capítulo. por exemplo. não constituindo objeto social. não integralizar o capital significa privar a sociedade dos recursos necessários para se desenvolver. nota-se que. a responsabilidade dos sócios do art. durante o fim de semana e. a responsabilidade. dos sócios. na segunda de manhã. utiliza-se dos caminhões da sociedade para proveito próprio. se violar este. e. onde estas. com isso. a sociedade passou a ser credora de um direito a receber a integralização. 1052 CC é ordinária sempre que. há uma integração no código civil. vai começar a realizar os seus atos. mesmo que o contrato social preveja que se aplica a lei da sociedade anônima. Dessa forma. tendo em qualquer operação interesse contrário ao da sociedade. as regras da sociedade anônima nem sempre serão compatíveis com ela. a oneração ou a venda de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir”. essa obrigação passa a ser um crédito da sociedade. só respondendo pela sua própria integralização perante a sociedade. e. que diz: “O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima”. o administrador vai ter que repor à sociedade. fazendo referência aos outros tipos societários apenas.1052 CC. a doutrina diz que não há necessidade da sociedade ter prejuízo. “Fica sujeito às sanções o administrador que. participar da deliberação que a aprove graças ao seu voto”.2005 Além disso. Dessa forma. gerando o mesmo. para que o administrador responda por esse enriquecimento. no seu art. ao Espanhol e ao Francês. na limitada. nem regras de dissolução do contrato social. que diz que. examinar os livros e documentos. ou seja. nestes países. ainda. norma supletiva.1017. subsidiária decorre da lei. a responsabilidade dos sócios pela integralização do capital social. a posição do Tavares Borba cria uma restrição que a lei não traz.1074. o sócio pode. mas. uma vez que. a sociedade é credora dessa integralização. Exemplo: o administrador que. de dirigir o capital. Isso significa dizer que. quando o parágrafo único fala em supletivo. porém. da sociedade simples com as demais sociedades. Segunda corrente: Tavares Borba e Jorge Lobo – o caput fala em regência subsidiária e o parágrafo único fala em regência supletiva. se esta. é solidária também perante a sociedade. estando ambas presentes. a sociedade ficará prejudicada. estando essas normas dentro da sociedade simples. isto é. pois é. se a sociedade é algo distinto dos sócios. primeiro tem que atender ao comando do caput. três correntes doutrinárias: Primeira corrente: Sergio Campinho . de maneira objetiva. responderá subjetiva e individualmente. durante a tramitação legislativa foi incluído o parágrafo único ao art. mesmo a sociedade não tendo prejuízo. a técnica do código civil foi criar normas detalhadas e operacionais aplicadas a todos os tipos de sociedade. posto que. no que tange ás suas peculiaridades. parágrafo 3º CC. essa aplicação supletiva depende da autonomia da vontade. pode acontecer do sócio principal não ter capital para integralizar. não tem regra sobre a responsabilidade e impedimento dos administradores. Observa-se que. parágrafo 2º CC. com essa importância. “responde por perdas e danos o sócio que. é o art. perante a sociedade cada sócio tem uma responsabilidade não solidária e individual. Enquanto que. mas não é empresária. Outro exemplo é o art. respondendo pelos arts. a integralização passa a ser um direito da sociedade. tiver tido prejuízo também responderá por esse. conforme observado art. podendo cobrar esta integralização. Por exemplo. Cabe ressaltar que. separa-se dos sócios. só poderá ser efetivada quando houver espaço para a atuação da autonomia de vontade dentro da regra da simples. rege-se pelas normas da sociedade simples. o sócio declara no contrato social o valor do capital social. sendo um mandamento imperativo. no caso do art. quando a lei diz que. aquela importância é necessária para que a sociedade receba os valores. nota-se que. pode votar matéria que lhe diga respeito diretamente”. porque a lei já atribuiu a responsabilidade direta aos mesmos. Ressalta-se também que. e. parágrafo único CC. nota-se que. Além disso. quando os sócios no contrato social se obrigam a integralizar o capital social.se no contrato social vier prevendo a adoção das regras da Sociedade Anônima. e. comparando o Direito Brasileiro ao Português.1053CC prevê que. inclusive. Então. Podendo isso ocorrer em todas as sociedades. Fabio Ulhôa Coelho completa dizendo que.1080 CC.1087 CC.1010. Outro exemplo é o art. não houver integralização do capital. por força desse parágrafo único. a norma é cogente.1015 CC – “No silêncio do contrato. Assim. tendo em alguma operação interesse contrário ao da sociedade. parágrafo único. a sociedade simples tem natureza de sociedade. os sócios respondem ilimitadamente de forma subjetiva e individual. parágrafo 2º CC. ou pode cobrar solidariamente de qualquer sócio a parte que falta integralizar? Primeira corrente: Tavares Borba defende que esta responsabilidade solidária só existe perante credores. e. Na realidade. esquece as regras da sociedade simples e aplicam-se aquelas.

O administrador pode ser sócio ou não sócio – art. haja vista que. O admistrador pode ser nomeado no contrato ou em ato separado. Terceira corrente: Fabio Ulhôa Coelho. Então.Art. através da aplicação analógica.Quanto à administração social: O CC inovou bastante no que diz respeito à administração.A. ainda assim o conselho fiscal responde tal qual a administração. 1013. aplica-se esta última. 1169 – preposto. Agora o CC criou uma grande restrição: proibiu que marido e mulher sejam sócios entre si.Art. 1028. Sendo a pessoa jurídica sujeito de direitos e obrigações. 308 do CCom.18 Decreto 3708/1919. também ocorrendo o mesmo. Lei de Falências – art. CC. não trazendo nenhuma regulamentação adequada a este.Sobre as cotas: . (Art. quando a lei não oferecer uma solução. norma o suficiente.: CC = Código Civil. todos os sócios eram considerados sócios-gerentes – art. regulada pelo CC. somente. é equivaler-se da analogia. antes era sócio-gerente. então a doutrina entendia que era possível o menor ser sócio na sociedade limitada. Esse entendimento não se aplica às sociedades simples. Nota-se que. ou restringir tal transferência. não possuindo este. ai. a alteração estava valendo. CC). O CCom entendia assim. VI. Além disso. As deliberações dos sócios devem ser tomadas em assembléia ou reunião. porque na sociedade simples o CC diz diretamente que o administrador deve ser pessoa natural (art. 13. mas para o caso de ser o administrador pessoa natural. porque o Decreto 3708 das sociedades limitadas dizia que se o contrato fosse omisso. 1172 – gerente preposto. antes do CC a regência da S.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. . como a pessoa natural. se não houver oposição dos titulares (sócios) de mais de ¼ do capital social. então o conselho fiscal tem os mesmos direitos e deveres que a administração. regula muito bem quase tudo. sim. 997. 130 – eventus damni – consilium fraudis. agora fala-se em administrador. aplicar a lei de sociedade anônima. 1077: Mesmo antes do atual CC a doutrina já dizia que marido e mulher podiam ser sócios entre si e com terceiros. prevê assembléia e reunião. aplica-se toda a Lei da S. A nomenclatura mudou. mas no art. por isso aplicamos as regras das sociedades simples. complementa dizendo que. Hoje só se fala em gerente preposto. tendo sido combatida com enunciado do Conselho Nacional de Justiça. 1060 – administração social. ou o da separação legal obrigatória. § 2º. junto com o Tavares Borba. a matéria relativa a fusão de sociedades está pessimamente.Deliberações sociais: O CC agora também apresenta regras sobre o modo pelo qual os sócios decidirão os assuntos sociais. independentemente do regime de bens. poderá ter eventualmente a aplicação da Lei da S. essa é a posição mais coerente ao ver do professor. § único reforça a exigência da nomeação do adminstrador. mesmo que o contrato social não preveja a aplicação supletiva. Não há mais o sócio-gerente. era automática. 1070. III. já que. Isso porque a preocupação das regras de Direito Societário é no sentido de que o conselho fiscal responda tal qual a administração. a vedação do art. Ccom = Código Comercial. 1061. 1016 do CC. E um sócio pode ceder suas cotas a outro sócio sem precisar consultar os demais sócios. somente ele a defende. 1057 – as cotas podem ser transferidas a terceiros. Agora o CC exige um conclave. Pode o menor ser sócio numa limitada? O entendimento que existia era o do art. A administração da sociedade limitada pode ter uma estrutura unitária ou dualista – semelhante à Lei das S/A. Direito societário – sociedade entre marido e mulher – art. Esse entendimento se mantém até hoje na vigência do atual CC. e se nessa alteração houvesse maioria dos sócios representando a maioria absoluta do capital social. e desde que o menor não exercesse a administração da sociedade. sem poder escolher quais dispositivos se aplicariam ou não. Ele defende que.2005 vontade. mesmo que o contrato social da limitada preveja a aplicação supletiva da Lei das S/A.Art. do ato jurídico perfeito e do direito adquirido. . 27/04/2005 – Aula 15 Obs.Outro problema é o sócio menor. A nova Lei de Falências no art. 30 . Dec. desde que não houvesse fraude no regime de bens adotado no casamento. ou sócios com terceiros numa sociedade. Tem que haver a nomeação do administrador. CC). isso por causa de uma interpretação que fizeram do art. A administração da limitada fica a cargo do administrador. O contrato social também pode dispor de forma diferente. Essa é a tônica. A responsabilidade do administrador está no art. aplica-se o art. Por exemplo. em bloco. . mas nada impede que o contrato social diga que a administração será exercedida por um conselho de administração e uma diretoria . 1060. isto é. com a cisão. De acordo com Fábio Ulhoa Coelho.4º da Lei de Introdução ao Código Civil.. do Manual das Juntas Comerciais e de um Enunciado da 1º Jornada do do CJF. pode até dizer que é livre a transferência das cotas. mas a sociedade limitada prevê a limitação da responsabilidade do sócio. CEJ . nos deparamos com um problema de lacuna da lei. No capítulo das limitadas não há regras quanto a isso. E. se o regime de bens for o da comunhão universal. Há um entendimento majoritário (o prof. Isso é uma novidade. de acordo com o o parecer do DNRC e o Enunciado do CJF. não se deve fazer essa restrição à capacidade de atuação da pessoa jurídica como administradora. 3708/19. o contrato social não preveja. sofrivelmente. sendo previsto pelo art. discorda desse entendimento. o art. O art. Também há um Enunciado do CJF que diz que essa vedação do art. inclusive da Lei das S/A – art. As sociedades que já existiam entre marido e mulher. 1062 fala em elementos identificadores da pessoa natural. Antes bastava assinar uma alteração contratual. ou destes com terceiros. Há um enunciado do CJF que diz que mesmo que o contrato social preveja a aplicação supletiva da Lei das S/A. e está de acordo com o Enunciado do CJF do Sérgio Noronha. O prof. se o contrato social da sociedade limitada prevê a regência supletiva da lei de sociedade anônima. Neste caso. sem o contrato social precisar prever. . mesmo que. as sociedades simples podem ser constituídas por marido e mulher. 1016 c/c 1070. 1077 se aplica às novas sociedades que vierem a ser constituídas na vigência do atual CC. porque o menor tinha o problema da responsabilidade solidária. . desde que o capital estivesse totalmente integralizado. ou seja.A. 1060 o CC não criou essa restrição para a sociedade limitada. só há um recurso. 1062. que inclusive se reporta ao art. 1077 só se aplicaria as sociedades empresárias. O antigo sócio-gerente só podia ser nomeado no contrato.. a Lei da S.A.A. devem ser preservadas em nome da segurança jurídica. separando apenas as regras incompatíveis. . o CC não falou se deve ser pessoa física ou jurídica. Na sociedade simples pode haver essa omissão – art. .Art. Então. aplicando-se a analogia. ainda assim a responsabilidade é regida pelo 1016 do CC. é contra) no sentido de que somente pessoa física pode ser administradora. mencionando o instituto. mas também se aplica às sociedades que já existiam e que agora queira entrar na sociedade o marido ou a mulher. 21 fala em administrador oficial que pode ser pessoa jurídica também. Isso criou um questionamento sobre o que aconteceria com as sociedades que já existiam com essa configuração.

qual o quórum. Então este é o mecanismo no Direito de Preferência. ele pode ceder esse direito. que se divide em: Passivo exigível e uma outra parte também na coluna do passivo. é o que sobrou se eu vender todos os bens da sociedade e pagar todos os credores. não existem regras que restrinjam o aumento ou a redução de Capital Social. vendido todos os bens. basta que ¾ que é a maior parte esteja integralizado para que a S/A possa promover um novo aumento de Capital. A assembléia também tem regra de instalação – tem que haver quórum em 1ª convocação de ¾ do capital e a 2ª convocação pode ter qualquer quórum para deliberação. eu tenho Direito à Preferência nas novas quotas criadas. temos regrinhas para aumentar o Capital e também regrinhas para que a Sociedade possa diminuir o seu Capital. Tanto é que nós já fizemos essa conta aqui. um dos direitos individuais dos acionistas é o Direito a Preferência. É aquilo que em última instância tocaria aos sócios na hora em que a sociedade fosse liquidada. então na cessão da preferência. ou seja. diferente da LTDA. aleais na LSA se nós pegarmos o art 109. mas na LTDA tem restrições. em 1º lugar: perdas irreparáveis e em 2º lugar perdas excessivas. na LTDA é o contrário. A 1º restrição que o código criou. ou seja. visto na aula passada. Na S/A se já tiver integralizado ¾ do Capital. ao invés da LTDA estão preferindo S/As fechadas porque dá até em certos casos uma mobilidade maior. então na cessão de Direito de Preferência para tomar novas quotas. pode. 10 quotas. com esses recursos novos. por isso muitos escritórios de advocacia especializados em Direito Societário. lembra? “sendo omisso o contrato. A reunião é feita se tiver até 10 sócios na sociedade. Basicamente na LTDA o Capital Social pode ser reduzido por 2 motivos que correspondem ao art 173 e 174 da LSA. para tomarem para si as novas quotas emitidas em decorrência do aumento de Capital. 1072. o que sobra? – R: Sobra o Patrimônio Líquido. Essas regras são: Em 1º lugar: Pode a LTDA aumentar o seu Capital. o que sobra. é o resultado da subtração do ativo menos o passivo exigível. os antigos sócios tem direito a comprar ( subscrever ) essas quotas. titularizados pelos sócios. então se eu tenho 10% a cada novo aumento. as regras da assembléia serão aplicadas. o patrimônio líquido. contabilidade. 31 . o lucro que houve em determinado momento. Essa convocação para assembléia tem que ser publicada três vezes em jornal de grande circulação e três vezes no Diário Oficial – art. é possível não ter assembléia nem reunião. Art. Então pode ser reduzido o Capital por esses 2 motivos. como será convocada. Isso é uma conta diferencial. E cedendo esse direito vai incidir nessa cessão. §2º . após isso pode haver um novo aumento de Capital. Então. patrimônio líquido. vai ocorrer um aumento. se o contrato não dispuser nada. também vai acontecer a mesma coisa. não precisa estar tudo integralizado. também o código determina que se aplique a solução adotada para a transferência. eu vou assegurar a minha participação no Capital Social. Eu sou sócio. é a maneira de assegurar que o acionista mantenha a sua participação no Capital Social. Na LSA tem o direito a preferência e também a cessão do Direito de Preferência. eles resolvem incorporálo ao Capital Social elevando o Capital Social. do lado do Ativo eu coloco bens e direitos e do lado do passivo eu tenho o passivo exigível e ainda dentro da coluna do passivo nós temos o Patrimônio Liquido. se houver emissão de novas quotas.Arts (1081 ao 1084 NCC ) As regras na LTDA são muito mais complicadas e tornam a LTDA muito mais complexa.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. 1072.a reunião e a assembléia serão dispensadas quando todos sócios decidirem por escrito sobre a matéria que seria objeto delas. diz o NCC que os antigos sócios tem preferência para subscreverem. ou seja. ou dividem entre eles. porque na Sociedade Simples. Também há regras sobre a documentação da assembléia. 1152. se eu tenho um Capital de R$ 100. ou seja. Então. e pelo art 1082 inc I e II. E o contrato social pode estipular como vai funcionar essa reunião. ou seja. ou então. um dos direitos essênciais. Na verdade.00 eu crio novas 100 quotas. na hora em que forem criadas 100 novas quotas. que pode haver cessão no Direito de Preferência. eles decidem acordar na Sociedade. se previamente integralizado. aquela mesma solução que o NCC adotou no art 1057 para a cessão de quotas. já pode haver aumento.2005 Assembléia é obrigatória sempre que houver mais de 10 sócios. se eu tinha 10 quotas.00 e tenho 100 quotas. é muito simples explicar isso. etc. E nesse aumento de Capital. para a cessão de quotas. feita num livro de atas da assembléia dos sócios – art. nós temos aqui falando no balanço. então o Capital Social da LTDA só poderá ser aumentado. é um direito disponível. ativo e o passivo. significa: Ai eu estou falando um pouco de balanço. fosse dissolvida. então há uma restrição na LTDA que não há na Sociedade Simples e que não há nem mesmo na S/A que seria o modelo societário mais complexo. Então numa coluna bens e direito. do NCC. então já vimos a hipótese de aumento. então o patrimônio líquido é o que sobra. Isso existe porque é um direito do sócio manter a sua participação no Capital Social. como vimos. na outra coluna o passivo. do art 1057. eu tenho direito a comprar na mesma proporção. ou seja. Art. §§1º e 3º. é só nós compararmos isso no art 170 LSA com o art 1081 NCC. é igual ao ativo menos o passivo exigível. o sócio pode ceder suas quotas a outro sócio e pode ceder também a quem não seja sócio desde que não haja oposição dos outros sócios representando mais que ¼ do Capital Social. os sócios decidem num determinado momento aumentar o Capital Social e nesse momento em que eles aumentam o Capital Social. isso é uma grande restrição na LTDA. Perdas irreparáveis. o remanescente líquido da sociedade e que deve ser atribuído aos sócios. Inclusive eu lembrei a vocês à época que o contrato social pode regular pelo art 1057 NCC. mas diz o NCC que o sócio pode ceder. E na redução. 1079 – se o contrato não disciplinar detalhadamente sobre como vai funcionar a reunião. novos recursos entram para a Sociedade. O contrato social também pode dispensar o livro de atas de assembléia dos sócios. eu tenho direito a concorrer a também 10% desse novo aumento e com isso desde que eu tenha dinheiro para bancar. mantenha a sua posição proporcionalmente no Capital Social. é que só pode haver aumento do Capital Social da LTDA depois de totalmente integralizado o Capital.convocação pode ser dispensada. corresponde então ao patrimônio líquido. 1072. O problema é que a assembléia só ocorre por convocação. Art. e eles podem deliberar nessas reuniões. atendido todos os credores. então os sócios podem regular” e não regulando prevalece a redação do art 1057 NCC. Aula 16 04/05/2005 Aumento e Redução de Capital : . na mesma proporção que eles tinham no Capital Social. é um direito transmissível. se comparadas com a Sociedade Simples. levam para casa o dinheiro do lucro ou então decidem manter na própria Sociedade e elevar o Capital. se eu aumento esse Capital Social para R$ 200. pode o Capital ser reduzido? – R: Na Sociedade Simples não tem problema. CEJ . porque não há essa restrição na Sociedade Simples e nem mesmo na S/A. §3º . para assegurar que o sócio mantenha a sua participação. com uma estrutura de maior porte em que deveríamos observar maiores formalidades. maiores cautelas. Deve ser lavrada ata. Diz também o art 1081 NCC.

vão ser imputadas ao capital para diminuí-lo.2005 Só que esse patrimônio líquido. são restituídos do valor do capital. na realidade os prejuízos são imputados ao capital. menciona o prazo de 60 dias. Então o capital social em si não é tão importante. então internamente ele é composto por esses pontos. isso é que é importante. prejuízo de R$ 20. quando vocês olharem o balanço da sociedade. onde esta a orientação legal do dispositivo. “puxa mais que capital elevado em. comprei um balcão. porque é pelo patrimônio líquido que agente verifica a efetiva solvência da sociedade porque podem não ter promovido esse ajuste contábil diminuindo ou aumentando o capital em função das perdas. Então a lei é mais severa com isso. se o candidato sabe manusear a legislação comercial. ele tem um desdobramento interno.00. Capital ? R: R$ 100. a situação patrimonial da sociedade não mudou em nada. Perdas e Reservas. Lucros. tanto é que o código abre um prazo para impugnação. foi tendo prejuízo e por exemplo esses prejuízos chegaram a R$ 90.00. Comercial são muito mais para testar se o candidato sabe se posicionar. várias questões em D. então constituíram uma sociedade com uma sede grande. aqui é uma apropriação de recursos ou um retorno de recursos que tinham saído dos sócios. ai não é um mero ajuste contábil. CEJ .00. 2º tem que publicar num jornal de grande circulação e no DO a ata da reunião da Assembléia que tiver deliberado reduzir. na 2º hipótese se altera porque os sócios vão pegar de volta dinheiro ou patrimônio líquido que haviam se transferido para a sociedade que agora vão ser devolvidos para eles. no 2º ano prejuízo de R$ 20. o que significa que ela esta em situação falimentar. o novo capital social passa a ser de R$ 10. mais cheio de solenidades do que a própria LSA no art 174. você tem 1 bilhão de capital social. no 3º ano prejuízo de mais R$ 10. Pode cair uma questão desta: “Os sócios resolveram reduzir o capital. então esse é o capital que consta no patrimônio líquido. 2º e 3º Então é bem mais complicado.00 só que esses lucros ou perdas. basicamente são os sócios é que trabalham. dentro do universo comercial. O que é o capital ? – R: Exemplo – vai constituir com R$ 100. sabe qual é o assunto que a questão se refere. podem ficar impressionados. de prejuízos acumulados. “zero” de lucro e ao contrário. não é um mero ajuste contábil. não há necessidade daquele capital todo. a sociedade não usa aquele capital todo. É bem complicado. mais cauteloso. 1 bilhão de reais.00. devolvidos mesmos em dinheiro para os sócios. ele se subdivide da seguinte maneira: Capital. um estoque de bebidas e de comida e embora tenha constituído com um capital de 1 milhão de reais. apenas foi uma troca de posições para fazer uma mera adequação ou ajuste. imaginaram que eles iriam com um sistema de distribuição bom. E no 1º ano. sai de um lugar e vai para o outro ninguém teve prejuízo. Eu posso fazer um ajuste de números. porque ao invés de eu figurar aqui 100 e 90 reais que vai consumindo na realidade o capital. corresponde ao valor total. então está lá R$ 100. então vamos reduzir esse capital de 1 milhão para 100 mil e ai o novo capital passa a ser 100 mil e os 900 mil vão ser restituídos. o mais importante é o patrimônio líquido. eles aumentam ou diminuem o capital na verdade.00. reduz-se o capital e os sócios então pegam de volta. no estado do patrimônio e ai nesse caso a lei é mais severa. Na LSA existem as mesmas duas hipóteses. é que é possível registrar essa redução do capital social. então foi tendo seguidamente perdas. 32 . no caso do NCC o prazo é de 90 dias. compraram muitas máquinas botaram muito dinheiro aplicado. eu zero as perdas e essas perdas então consomem. então é possível fazer uma adequação meramente contábil. num determinado momento. Para simplificar a conta. Então foi constituída com 1 milhão.00. então constituíram uma sociedade com capital muito elevado! em função das necessidades daquela sociedade. e dizer o seguinte: Eu vou zerar as perdas e com isso.00. como os lucros também aumentam o capital. acaba o NCC sendo mais formalista. só que o prazo é de 60 dias. uma produção intensa. foi acumulando perdas sucessivas. porque pode haver com essa redução eventual prejuízo ao credor. que providencias poderão tomar se entenderem que o capital era excessivo em relação as necessidades da sociedades? ” – esta ali a resposta no art 1082 / 1083. porque é menos 90 de perdas. esgotam o capital social. é mais o candidato saber se situar do que ter grandes conhecimentos sobre capital social. Eu todo mês só tiro 10 mil e fica lá sobrando dinheiro numa conta bancária ou numa aplicação financeira. isto é o que significa perdas irreparáveis.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. ou seja. Patrimônio Líquido. no NCC. o prazo é de 90 dias que tem que aguardar para saber se nenhum credor vai querer impugnar. por isso é que eu tenho sugerido nesses pequenos negócios. se nenhum credor impugnar durante esse prazo de 90 dias a sociedade pode pagar ou consignar. então nesse caso é possível reduzir o capital quando ele é excessivo. a melhor coisa é a sociedade simples porque foge dessas complexidades. então “zero” de lucro. esta com o patrimônio líquido negativo. Essa é a situação de perdas irreparáveis. maravilha” agora olha lá. no 2º ano também não houve necessidade de contar com todos os investimentos feitos. com poucos sócios. Por isso é que é importante. quando o capital social é excessivo? – R: Os sócios constituíram uma sociedade com capital muito elevado. isso indica que o capital social é excessivo. mas tem 1 trilhão de perdas acumuladas.00 inicialmente. Só que nesse caso. nessa 1º hipótese de perdas irreparáveis a situação patrimonial não se altera. Para haver uma redução de capital nessa 2º hipótese de excessivo. não vou colocar nenhuma reserva. pequenas estruturas societárias. desta maneira. art 1084 parágrafos 1º. comprei uma geladeira. é só um ajuste contábil. A sociedade não tem lucro. então é um mero ajuste contábil. depositar em juízo o valor que esse credor esta reclamando e com a prova desse depósito. por exemplo : é como se eu fosse montar uma cantina aqui no CEJ e constituísse uma sociedade e vou colocar 1 milhão de reais no capital social. outra situação que permite a redução é de quando for excessivo. no próprio balanço quanto ela tem de perdas acumuladas. se é na LSA. poucos recursos foram utilizados. foram para a sociedade e que agora com essa nova realidade de se mostrar excessivo e ser devolvido aos sócios. 1º o sócio tem que deliberar o que vão reduzir. não teve lucro. um mercado consumidor absolutamente demandante. então se a sociedade hora com um capital social muito elevado com perdas. chegaram a conclusão que 100 mil é o suficiente. essas perdas vão consumir na realidade o capital. então aqueles recursos vão sair da sociedade e vão ser devolvidos aos sócios. E passados 90 dias se não houver oposição de credores é que então eles podem fazer a alteração contratual e registrarem na junta comercial. é uma situação que envolve uma efetiva mudança patrimonial. ai com esse 1 milhão. no 1º ano teve perda de R$ 20. eu posso fazer ajustes para que esse capital social não fique tão defasado em função das perdas sucessivas que a sociedade foi experimentando. se é no NCC. é bem mais complicado. Então o que aconteceu? – R: O patrimônio líquido.

E quem não tiver esse cuidado na falência. Isto está no Modesto Carvalhosa naquela coleção dele de Comentários ao Código Civil da Saraiva. quem pode entrar com a ação pauliana no NCC é o credor quirografário. este vai ser obrigatório não tem jeito. então estão doidos para processar por crime falimentar. vocês vão ver que incisos pequenos. o Livro de Atas da Assembléia dos Sócios pode ser afastado se houver reunião. Então quais são esses livros? Aparece aqui uma referencia meio perdida. Mas o NCC quando trata da LTDA. é sempre a preocupação com o quirografário. o Livro de Atas do Conselho Fiscal. com privilégio. no pressuposto que o credor com preferência. CEJ . os contratos entre exportadores. muito nos moldes da velha concordata. Aliás. então esse livro é mesmo obrigatório. a nova lei de falências criou um sistema novo. então ele não teria interesse em impugnar certos atos. as alterações do Contrato Social podem ser feitas por maioria. tendo em vista discordar da alteração contratual feita por decisão dos sócios que representem ¾ do Capital Social e com isso ele exerce o seu direito de retirada ou direito de recesso. porque os outros credores. além dos livros que seriam comuns a todo empresário. DIREITO DE RECESSO: Na LTDA. nesse caso. maioria são ¾. a LTDA que não tiver os livros o MP está doido para oferecer denúncia por crime falimentar. Então por isso é que esse livro é importante. que não deseja continuar na sociedade. parágrafos meio escondidinhos a referência que o código faz aos livros da LTDA. o credor quirografário é que fica numa posição inferiorizada na falência. que é o Livro de Atas da Administração. estão trocando seis por meia dúzia. Esse sócio da LTDA pode discordar e em discordando pode pedir para sair da sociedade. conforme previsto no contrato. o próprio título legal de preferência já asseguraria uma posição privilegiada a ele no caso da falência. porque o livro não é só para o atual administrador. para que possa acompanhar o fio da meada da administração. força representativa do Capital suficiente para promover alterações no ato constitutivo da LTDA. ele já vai ter assegurado a titularidade na falência. se não. são livros societários e esses vão ter que ter para estar dentro de um contexto de regularidades. Eu trouxe aqui um trecho muito pequeno do Modesto Carvalhosa. não haveria referência do próprio capítulo da LTDA aos livros. basta só o Livro Caixa. na página 117. Na aula passada. inclusive podendo dispensar o livro. é a mesma solução. um é administrador ou os dois são administradores” . registrados. repare que não é tão estranha. para os administradores novos que entrarem posteriormente. é a mesma solução que o código civil dá para a ação pauliana. imagina a LTDA com dois sócios esse livro é mais do que uma formalidade de procedimento. nós falamos aqui de fraude contra credores. o qual deverá registrar nesse livro as decisões por ele tomadas individualmente” .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. que tem vinte e poucos volumes do Comentário ao Novo Código Civil. é crime falimentar. 33 . é possível afastar a existência desse livro. Ele pode exercer um direito potestativo de comunicar a sociedade. inclusive optando por reunião até 10 sócios. porque se der uma zebra qualquer. quem não tiver com os livros obrigatórios ou mantê-los de maneira inadequada e incorrer numa falência. o que aconteceu na sociedade. em que ele diz o seguinte: “Ressalte-se a obrigatoriedade desse livro de Atas da Administração mesmo para o caso de LTDA com apenas um administrador. pressupõe-se que os livros sejam necessários. tem força suficiente. onde diz quais são os livros das S/As. mesmo assim vai ser obrigatório ter o livro. é o direito do sócio de se retirar da sociedade quando ele discorda de alterações do Contrato Social aprovado pela maioria dos sócios. esse livro somente se faz necessário caso exista o Conselho Fiscal na LTDA. vão saber que tipo de decisões foram tomadas. falamos do diário na época. podem alterar o Contrato Social. o que aconteceu na sociedade. não é obrigatório ter e o Contrato Social é que cria isso. mas isso ai se houver Conselho Fiscal na LTDA. quais foram as soluções adotadas. “mas são dois sócios apenas. não pode pedir a recuperação. estruturas societárias pequenas fujam de LTDA. se não houver. E se tiver só um administrador? – R: Também será obrigatório ter. porque a LSA é muito clara no art 100. que nos seus comentários ao novo Código Civil da Saraiva. como nós vimos na aula passada. mesmo que só tenha um administrador. O outro livro que aparece também é o livro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal. crédito de privilégio. LIVROS SOCIETÁRIOS: Além dos livros dos empresários. levados a termo os trabalhos dessa reunião. que tinha crédito fazendário. art 1084 parágrafo 1º. esse art lista de maneira sistematizada quais são os livros da S/A . outros administradores que entrarem possam consultar o livro e identificar nesse livro quais foram as decisões. que é autor também dos seis volumes do Comentários a LSA é um ótimo autor societário. por isso é que eu tenho feito bastante esse negócio. esse livro passa a ser realmente obrigatório.2005 Só o credor quirografário teria legitimidade para opor-se ao deliberado. Eles acham que tem poucas condenações por crime falimentar. se tiver que orientar alguém fujam da LTDA. esse credor que tinha garantia real. ponto não dizendo mais nada. a recuperação também tem que ter os livros. Porque. mas ela se libera do Livro Diário. não tem jeito. E esses livros que agora são próprios da LTDA são: Livros de Atas das Assembléias art 1075 CC. era assim na antiga lei e na nova lei também é crime falimentar. então essa parte de LTDA quem comenta é o Modesto Carvalhosa. o código agora cria novos livros específicos para a LTDA. significa que a Empresa inscrita no Sic Tributário Federal. serão documentados. é possível pela reunião dos sócios. os sócios. A Pequena e Micro – Empresa. E aparece finalmente um outro livro. então é como nós brincamos na aula passada. Ai eles podem regular como lhes aprouver a reunião e dizer inclusive como será documentada a reunião. dizendo que os sócios decidirão na reunião. Então o comentário acima em negrito esta no volume 13 do Comentários ao Novo Código Civil da Saraiva. se essa sociedade cujo o capital for a falência em seguida. ele já tenha uma posição favorecida que o beneficia na hipótese de uma falência. só se houver Conselho Fiscal. mas falência tem que ter os livros também que tem a Micro – Empresa. pela reunião e reunião só é possível até 10 sócios e desde que no contrato social. que é uma recuperação simplificada. porque vão ter que ter o livro de atas da assembléia. eles afastem as regras sobre as assembléias. mas são livros da contabilidade. vai a falência. mas como ele faz referência aos livros. mas o Livro de Atas da Administração terá que existir. onde cada autor comenta uma parte do código. se não houver Conselho Fiscal e para isso é preciso previsão no contrato. então não há Conselho Fiscal e não há que ter esse livro. porque o código permite os sócios que representem ¾ do Capital. o livro é feito para que a própria sociedade.

tem que ser refutada. de dispor. E isto aqui tem tudo haver com o direito de recesso. na S/A está longe de permitir o recesso. em qualquer grupamento. de maior proximidade em que a participação dos sócios é mais ativa. ele pode ser multado num valor de até 10 vezes o valor do condomínio e se persistir essa situação. não existe essa possibilidade. é especifico para LTDA. eles tem a condições de influir mais diretamente sobre a vida da Sociedade. eu diria até mais intimista no relacionamento do dia a dia da Sociedade. ciência da acusação. são só as situações fundamentalmente previstas no art 137 da LSA . eu discordo” e essa discordância. é mais ou menos imunizada para que a S/A tenha um ar mais perene para que os grandes empreendimentos não fiquem ao sabor de oscilações de temperamentos ou mudanças de opinião dos sócios como na LTDA que os sócios ficam mais próximos. há um contraditório e há o princípio do Devido Processo Legal. a pessoa saiba que há essa possibilidade de exclusão extra judicial. Então essa sociedade pode refletir mais intensamente os anseios. Todo aquele sujeito que não esta se comportando bem pode ser excluído. também no condomínio de apartamento. aqui não é toda alteração estatutária. Não é que ele fique com perda da propriedade. são duas hipóteses de exclusão extrajudicial. nós identificamos as sociedades contratuais. eu acho que não deve abrir filial nenhuma em Friburgo. mas ele perde o direito de habitar a propriedade. Essa aula não é de condomínio e nem de associação mas só para mostrar para vocês que essa idéia de exclusão do sócio. por exemplo numa associação de moradores onde o morador fica tumultuando. que comete faltas graves. não é qualquer deliberação das assembléias que provoca esse direito de recesso. os sócios tem a opção de discordar de qualquer alteração de contrato que ele não concorde e diante dessa alteração que ele não concorde. justas causas pode ser afastado pela sociedade. tem que estar no contrato. recesso também do sócio. porque a LTDA pressupõe um circulo mais restrito. Na Sociedade Simples não tem a possibilidade de extrajudicial. Esse direito de recesso é para deliberações que altomodificão o Contrato Social. senão ele prejudica. mais atuante. Mas na S/A não. então mesmo que o sócio tenha vontade de exercer o seu recesso. são apenas aquelas situações especificamente elencadas na LSA. na S/A como há um modelo institucional. isso pode ocorrer em clube. mais na verdade não é nenhum absurdo. há um maior predomino da autonomia de vontade. Já na LTDA. desde que o contrato tenha essa cláusula prevendo a possibilidade de exclusão extrajudicial. a expulsam do condômino. ao contrário há uma predominância de um órgão de ordem pública sobre a vontade particular dos sócios. faculdade da defesa e a deliberação dos sócios a ser tomada em reunião ou assembléia realizada especialmente convocada para essa finalidade apreciar a expulsão do sócio. não é qualquer uma. porque a S/A um modelo mais institucional. dos sócios entre si e nas suas relações com a sociedade. na S/A eu tenho algumas deliberações que mesmo não alterando o estatuto. a lei procura isolar a S/A contra capricho. ele tem que ter ciência da acusação que é feita a ele em tempo hábio para apresentara e exercer o seu direito de defesa. de segurança. aleais já caiu isso em prova “ DISCORRA O CANDIDATO SOBRE A EXCLUSÃO DO SÓCIO DE SOCIEDADE” . esse artigo. é uma novidade do NCC. ele tem o direito de exercer esse recesso. o desenvolvimento das atividades desse grupo. expulsão ou exclusão. prejudicando o aprimoramento. qualquer alteração que o sócio não concorde. é só um mecanismo de autopreservação de qualquer grupo onde haja um indivíduo que esteja comprometendo as atividades desse grupo. é que não pode mais habitar a propriedade. O código inclusive na parte geral do código. então é possível excluir. ele pode sempre exercer o seu direito potestativo ao recesso. por exemplo: “Faz uma alteração no Contrato Social para abrir uma filial em Friburgo e um dos sócios diz: não Friburgo eu acho que não é mercado novo. então na LTDA. esse art é de Sociedade Simples e o art 1085 NCC. a vontade particular dos sócios. algumas deliberações permitem o recesso. inclusive pode fazer segundo a doutrina. pressupõe uma estrutura menos complexa. EXCLUSÃO DOS SÓCIOS: O sócio pode ser excluído. desejos ou qualquer manifestação dos sócios. ele pode ser excluído da associação. só cria caso.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. pode parecer um absurdo. isso é possível no NCC.2005 Como nós falamos da classificação de sociedades. o contrato tem que ter a previsão de que o sócio poderá vir a ser excluído por justa causa tem que ter uma cláusula nesse sentido. por uma questão de garantia. mais imune ou mais indiferente à vontade dos sócios do que na LTDA. Essa defesa para cumprir o Contraditório e o Devido Processo Legal. Então aquele sócio que prejudica o grupo. exclusão promovida pelos próprios sócios e judicial. na S/A não. CEJ . não é desapropriação. permite o recesso na LTDA. um só esta prejudicando o próprio grupo. nas sociedades institucionais. esse direito de exclusão do sócio é um mecanismo de autopreservação de qualquer grupamento social. Nas contratuais. Tem um procedimento que deve ser cumprido: Previsão contratual. embora existam outros casos. a LSA não dá espaço para a vontade privada ao sócio para que ele possa exercer esse recesso. 34 . a assembléia decide o que fazer. sociedades institucionais. só que na S/A não é qualquer alteração no estatuto que provoca o recesso. tem que ser considerada adequadamente e isso vai ser deliberado em assembléia “deliberação tem que ser em assembléia é a reunião dos sócios” para o qual ele tem o direito de ser convocado e apresentar a sua defesa na assembléia. então não é algo tão fácil assim. ele tenta sistematizar os casos de recesso na S/A. agora há também abertura para a expulsão do condômino que pratique ato ante-social. há previsão expressa de expulsão ou exclusão do associado de associações no art 57 NCC. o que é preciso? – R: é preciso 1º que haja previsão no Contrato Social. esse indivíduo tem que ser afastado. ou seja. Para ser promovida a exclusão extrajudicial e ai agente consultando o art 1085 NCC . como até uma forma de preservar esse grupo social há essa hipótese de exclusão. afastado do grupo. de se retirar da sociedade. porque na LTDA como a autonomia de vontade é maior. ele não perde o seu direito de propriedade. mais fechados em relação a ela. só tem a possibilidade de judicial que é o art 1030 do NCC. tem que ser cientificado e essa cientificação tem que ser em tempo hábil para que ele apresente a sua defesa. o Código Civil não. continua com o poder de gozar. ele aponta quais são esses casos. Em 2º lugar. mas não pode mais habitar. pode ocorrer nas associações. é a expulsão do convívio e não da perda da propriedade e sim a expulsão do convívio do ambiente condominial. ser ouvido na assembléia. E quais são essas hipóteses? – R: Nós temos a hipótese de afastamento ou exclusão extrajudicial e a hipótese judicial.

O art 1031 NCC parágrafos 1º e 2º. o sócio teria que recorrer a via judicial. que a sentença tenha transitado em julgado. tem que ter metade do capital mais um e o D aqui sozinho não tem 2º lugar. os sócios que se em contrato social previam pró – labore referente ao pagamento mensal do sócio. não tem solução unânime. “o professor” entende que é apartir. porque A e B juntos tem 60% e 60% são ambos majoritários. que é quando o minoritário que não tem nem a maioria absoluta. ou seja. se a sociedade tiver reservas. Acho que dificilmente vai cair isso em concurso. o Controle Judicial é a posteriore. a partir do momento que a assembléia decide. o C não quer e D se absteve do voto. se ela não tiver dinheiro. Já na exclusão judicial. E tem jurisprudência ainda aqui do RJ que diz que até que receba o valor das quotas dele. (não só nesse art como também no sócio remisso) a solução esta basicamente aqui no art 1031 NCC.é o seguinte. porque na hipótese judicial. quando não houver previsão no contrato. quer dizer nada impede que durante o procedimento ele ingresse em juízo pedindo liminares. é muito polêmico tem um livro só para isso. “B” com 30% também. não vale transito em julgado. a exclusão passa 1º pela apreciação judicial. lucros disponíveis. em função das atitudes que ele vem tomando. Porque. só ocorreria. repõe o valor. enquanto não houver sentença. ele vai receber o valor correspondente as quotas dele e ai o código dá diversas possibilidades. que é quando o sócio minoritário se sente prejudicado por atitudes do sócio majoritário e esse minoritário não possuindo córum em assembléia. ou seja. o que também não impede nessa ação de exclusão do sócio que são originadas pelo sócios. vale ao final o pagamento que a sociedade for fazer para ele do valor das quotas. mas enquanto se esta discutindo na execução o valor da quota dele. é muito dividido. Agora vamos imaginar aqui a 3º hipótese de exclusão do majoritário. Mas 1º pode ser que não tenha previsão contratual. ou a última alternativa. antecipação de tutela. o controle será à posteriore. não é hipótese de exclusão do majoritário. A 3º hipótese. já que você tocou nesse ponto e é um assunto que eu gosto também. tem que liquidar o valor da quota. 2º hipótese: É quando não conseguirem o córum que é a maioria absoluta. porque para fazer a exclusão extrajudicial. o caminho será ingresso em juízo. então como não tem córum ele terá que recorrer em juízo para poder pedir esse afastamento. mesmo que já haja sentença. na verdade aqui. ele tem direito a ficar ganhando pró – labore até o final do processo. tem jurisprudência aqui no RJ que enquanto tramitação. quotas em tesouraria. será então uma exclusão do majoritário. se for sentença. só para discutir os casos de exclusão e toda discussão dela é centrada basicamente em que momento se verifica efetivamente o desligamento do sócio da sociedade? – é uma 35 . ele ainda não se desvinculou da sociedade totalmente. 3º hipótese: Que a doutrina gosta muito de debater. quando ele recebesse finalmente o valor correspondente as quotas dele. Então. Então o controle judicial ocorre posteriormente a saída dele. quando já for afastado. não vale a sentença. a pedido dos minoritários. esse sócio não tem córum na assembléia. impedindo de participar de assembléias. retroage a data da citação para o processo. então para isso não vale a citação. da Priscila. o rompimento do vínculo societário. é a apartir da citação. se for da exclusão extrajudicial. a própria sociedade pode ficar com as quotas. é o dia que em que o juiz dá a sentença? – é o transito em julgado da sentença? – é da citação inicial desse processo de exclusão? – é no pagamento da liquidação da quota? – em que momento isso acorre? R: Gente não tem solução doutrinária unânime. mas ele esta prejudicando uma e favorecendo a outra e o sócio daquela sociedade que esta sendo prejudicada quer o afastamento dele. impor uma multa cominatória para ele em função. é qual o momento em que o sócio é expulso? – isso é uma discussão muito grande na doutrina. não há como promover a exclusão extrajudicial.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. ocorrido o afastamento é que o sócio excluído poderá entrar em juízo questionando procedimento ou questionando as razões mas na verdade ele exercerá o seu questionamento já fora da sociedade. no sentido de que ele perdeu o direito de receber aquilo que era devido. então será uma hipótese de exclusão dos majoritários. quer para forçá-lo de fazer algo ou para inibi-lo de fazer outras coisas que venham se mostrando prejudiciais a sociedade. o sócio não quiser e nem o terceiro quiser tem que reduzir o Capital Social. identifico 3 hipóteses: 1º mais clara. que postule também liminares para afastar o sócio. O sócio é expulso da sociedade. pagam para ele a quota dele. 2º que detenha a sociedade o seguinte: “A” tenha 30% do capital . E o Controle Judicial como é que fica? – R: Na exclusão extrajudicial. CEJ . já foi excluído e agora vai tentar voltar e ser reintegrado na sua posição de sócio. que são minoritários tem 40% apenas querem a expulsão de A e de B juntos. compram essas quotas dele. é a exclusão judicial. Então qual é a hipótese que B teria para promover a expulsão de A? – R: Seria entrar em juízo e não é hipótese de minoritário aqui. Então o caminho que ele terá que tomar será ingressar em juízo. Ai o B quer afastar A da sociedade.2005 Outro caso. porque o sócio majoritário é sócio de 2 sociedades. é uma hipótese bem interessante. o córum exigido é de maioria absoluta do Capital. E ai ela fica numa situação de sócia dela mesma. O que se discute. o “C” com 30% e o “D” com 10% . o sócio esta lá na sociedade. ou seja. que inclusive não esta contemplada nos arts 1081 e 1084 NCC é uma hipótese de redução não prevista expressamente nesses arts. os 3 tem participação até iguais. então nesse caso. de acordo com essa última corrente. até ele receber o valor da quota . Dá para fazer exclusão extrajudicial? – R: Não dá porque tem que ter maioria absoluta. depende de sentença. metade mais um e se não conseguirem metade mais um. mesmo que haja previsão contratual. ai o sócios minoritários da que estava sendo prejudicada queriam afastar da sociedade. qual é o momento que o sócio escolhido esta realmente fora da sociedade? – é o dia em que a assembléia delibera? – se não for assembléia. então se não conseguirem esse córum. mas já na qualidade de excluído da sociedade. o controle é apriore. ou podem ser vendidas as quotas dele para um terceiro que queira ficar com as quotas dele. Mas o fato é que na 1º hipótese de exclusão extrajudicial. o controle é à posteriore e na judicial claro como depende de sentença. ou os outros sócios repõe o valor da quota dele. Então ele estava prejudicando uma em favor da outra. cautelares. mas isso gente. o majoritário tinha 2 distribuidoras de água ( água mineral ) e numa ele tratava muito bem e a outra ele queria que quebrasse para que a que ele preferia assumisse o mercado. Já tem um caso desses. que não tem como fazer a exclusão extrajudicial e ele (minoritário) quer excluir o majoritário. se for por sentença judicial. só que C e D. vamos imaginar que C e D querem expulsar A e B juntos. ele continua ainda vinculado a sociedade. se não houver previsão no contrato. é uma hipótese de redução.

cessibilidade. ainda que escolha o nome do fundador. o sócio excluído. não é intuito personae. característica básica geral. então pouco importa se o Fernandinho Beiramar vai comprar ações. ou seja. Isso ocorre porque ele tem intuito pecúnia. então eu ( o professor ) diria que uma das características da S/A é a circulabilidade ou livre cessibilidade das ações. desde que seja possível materialmente o retorno dele. ai tem que examinar os planos da existência. terá sempre natureza empresária e isso significa dizer que esta sujeito a falência e agora com a recuperação e também haverá o direito a participação do lucro. O que pode cair é o seguinte: Qual é a data base de calculo do valor das quotas do sócio? – até que dia para calcularmos o que o sócio tem a receber? – isto é importante. o código civil diz que é anulável. porque não há mais como voltar a situação original. mas a administração responde que é de fins filantrópicos e portanto não teria lucro a ser dividido. de ser cessível. ninguém pode barrar a entrada dele. mas poderia ser decretada essa expulsão? – R: O professor particularmente acha que sim. se for extrajudicial é a assembléia. não há previsão. a ação anulatória terminará em mera indenização. e ai diz o código civil no art 1031. Então qualquer que seja o objeto da S/A. da data em que ocorre ou a sentença. provavelmente vão pedir não teria como. depende muito do exame das circunstâncias no caso. porque a razão social. em que momento se dá o desligamento do sócio é aquela outra polêmica anterior que eu mencionei. na S/A aberta não e agente identifica isso pelo art 1089 do NCC. mas a regra geral. mas os sócios reclamam. os demais sócios e a própria sociedade. Em 2º lugar.404/76 e no que esta lei for omissa e claro no que for incompatível aplica-se o NCC. de fim econômico. desde que haja por exemplo interferência de direito de terceiro. a S/A possui sempre uma denominação social. Ou seja. nem obriga-los. Podem ficar tranqüilos que não vai cair isso em concurso não. mas a anulação gera efeito interpartes. que é Doutor professor da Universidade Federal de MG e ele sustenta essa solução. as soluções não tem uma lógica formal. é sempre empresária. de repartição dos lucros. É assim que a doutrina identifica. que é da data da resolução. é possível dar a característica da sociedade de pessoas. possibilitando então a expulsão por via judicial. apenas a Fechada pode haver restrições a venda das ações mas nunca impedimento total a circulação. ela é sempre uma sociedade de capitais. é que a S/A é uma sociedade de capitais e nessa sociedade de capitais. o ato retorna ao espaço da situação original. A essa data base. é como se não tivesse havido aquela reiteração. na data do fato que ensejou a saída do sócio. dizendo que tem que haver repartição de lucros. livre circulação ou cessibilidade das ações. esse dinheiro tem que ser distribuído entre os acionistas. então tem lucro e se houver lucro tem que ser dividido entre os sócios. “A Companhia beneficente casa do idoso não distribui lucros. Temos visto. a venda das ações. vamos imaginar por exemplo que o sócio tenha sido excluído. ainda que escolha o nome de alguém que tenha contribuído para o sucesso da sociedade. como também a LSA no artigo 2º . então se a própria sociedade não for a autora e os sócios estejam pedindo. ela na verdade produz efeitos na sociedade como pessoa jurídica e produz efeitos nas relações dos sócios entre si. ou a exclusão extrajudicial. então eu posso aplicar o art 1089 NCC e ai chegar ao art 1030 NCC. validade e eficácia do negócio jurídico SOCIEDADE ANÔNIMA: Características Gerais: Em 1º lugar. porque a nulidade absoluta é erga ominis. É interessante o livro dele porque é o estudo de casos concretos. mesmo que seja um objeto filantrópico se no exercício desse objeto filantrópico. de que em Cia Fechada através do art 1089 e do art 1030 do NCC é possível decretar a expulsão do sócio. nós classificamos a sociedade. os sócios que permaneceram venderam todas as suas quotas para terceiro. Respondendo a pergunta de um aluno: A legitimidade. desde que seja possível. os sócios estavam certos. o fato dela ser S/A. passível de cessão. S/A. não há previsão na LSA de exclusão de acionista. porque sendo S/A tem todo esse ar de caráter empresarial. que elimina esse intuito lucrativo dela. 36 . A S/A prevê o direito de exclusão? – R: na S/A. ainda assim será denominação social. então deverão fazer parte dessa ação. o administrador da sociedade entrar em juízo. ai eu ( o professor ) acho que depende também um pouco de cada sociedade. se for judicial será a sentença. como também o art 36 da LSA diz que o estatuto da Cia Fechada. é livre a entrada e saída de sócios. lembrando que um dos atributos das sociedades personificadas é o nome e esse nome pode ser tanto a firma ou razão social. Os efeitos são retroativos porque vai ser anulado. Enquanto na LTDA pode haver impedimento a entrada de novo sócio. Apenas uma homenagem. ou do outro lado pode ser a denominação social. Nulidade sim. e aquele 1º sócio que foi excluído ingressa em juízo. porque se ela adotar a forma de S/A o art. uma lógica prévia. porque essa exclusão do sócio. na verdade ai é tudo problema dos efeitos da anulação dos atos. que determina esse caráter lucrativo. na S/A não pode haver impedimento a entrada do novo sócio e isso esta garantido no art 1º da LSA que prevê o capital dividido em ações a possibilidade dessas partes representativas do capital serem objeto de negociação autônoma. para que os efeitos da coisa julgada possam se produzir em relação a todos. não sendo possível retornar a situação original. mas que no final do ano teve alguma sobra. não há como ele retornar a qualidade de sócio. só na S/A fechada ele entende que sim. Em 3º lugar e agente encerra aqui nesse ponto. Caíram 2 questões disto na magistratura aqui do RJ.2005 questão bastante complexa. agora. porque ai entra um problema sério de efeito subjetivo da coisa julgada. mas não é razão social. só pode ser adotada quando houver algum sócio que a razão social espelhe o nome desse sócio.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. porque este art supõe que a S/A é regida por lei especial que é a Lei 6. é o fato de não poder ter obstáculos que empeçam em definitivo a livre circulação do comércio jurídico das ações. ou seja. esqueci o primeiro nome dele. é um problema ai de efeito subjetivo da coisa julgada . mas se houver uma S/A fechada com característica de sociedade de pessoas. não pode haver anulação que afete a esfera jurídica de terceiro. mas como os sócios são minoritários. que em alguns casos. no caso da S/A tem sempre denominação. eu entendo que seria da sociedade. CEJ . senão ele prejudicaria aquelas pessoas que compraram as quotas dos sócios que saíram e não pode haver anulação em prejuízo de terceiro. não pode ter uma razão social com o nome de alguém que não seja sócio. esse é o meu entendimento e é também o que esta no livro de título: “Sociedade Anônima” da Editora Del Rey que é do Correia Brima. há previsão no art 120 da LSA de suspensão do direito do acionista. tanto 982 parágrafo único. ele pega a doutrina e vai destrinchando esses casos. vão ter que incluir essa sociedade no pólo passivo. embora. converte-se a anulação em indenização.

Pela cartularidade tudo aquilo que não está no título não vincula cambialmente. A companhia vai cobrar como título extrajudicial ou até mesmo vender as ações em leilão. Consiste no elemento necessário para exercer o direito. um garante. A compra e venda considerar-se-á perfeita desde que as partes acordem no preço da coisa. E se a coisa transferida apresentar defeitos que as torne imprestáveis? Vício redibitório (também art. colocar prepostos. quando se endossa um título de crédito torna-se um co-responsável pelo título. há uma série de circunstâncias que também incidem sobre o título e que não estão contidos no próprio título. Comparar o art. cartularidade e autonomia. pessoas para negociar os papéis. e sua vida útil se extingue. É possível também negociar ações antes mesmo de completar a integralização (ver art. é negociado como valor imobiliário. Resumindo. Este ato de integralizar ações transferindo bens para a companhia tem natureza de alienação. por exemplo: a de votar nas assembléias. de co-responsabilidade na transferência. Os valores imobiliários só podem ser emitidos por sociedades anônimas ou outras entidades autorizadas. A ação não é um título de resgate. só que em caráter pro solvendo. tem um status soci. os títulos de crédito são títulos de resgate de uma prestação pecuniária. o alienante responde pelos vícios da evicção. isto é. Outra característica consiste no fato de que os valores imobiliários são emitidos em série. (vide art. 106. Assim. As ações possuem valor imobiliário. ou seja. é pago no vencimento. direito de participar das assembléias. não se aplica o princípio da cartularidade como se identifica nos próprios títulos. (art. Essa garantia cambial típica de título de crédito. Já os títulos de crédito podem ser emitidos por qualquer pessoa. Além disso.2005 Aula 17 dia 18/05/05 Ações As ações são unidades representativas do capital. E também. Agora é chamada mora ex persona no CC. os valores imobiliários não se identificam com os princípios cartulares da legislação do título de crédito. 10). da Lei 6385/76. inciso I).DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. nos valores imobiliários. o antigo e o novo acionista pelo prazo de dois anos. vai até o valor das próprias ações que ele tomou diretamente da companhia ou adquiriu no mercado de revendas de ações. Já a literalidade significa que não há obrigação cambial assumida fora do título.§2º. O art. São as ações que atribuem ao seu titular a condição de acionista ou de sócio. todo direito tem que está contido no título. nem inoponibilidade das exceções como é típica dos títulos de crédito. O laudo do bem é submetido à assembléia. as ações pertencem aos valores imobiliários. Nos valores imobiliários o papel é elemento probatório e nos títulos de crédito é elemento constitutivo do direito. No título de crédito há um vencimento. É possível comprar ações ainda não integralizadas.: receber os dividendos. o papel do título é meramente elemento probatório. O capital é dividido em frações. posso fazer prospecto. não há autonomia. ou seja. A entrega é elemento de execução. de decisões da CVN. não é elemento constitutivo do direito. CEJ . 10 da Lei S/A). Na sua totalidade. o endossante responde pelo pagamento do título caso ele não seja pago pelo principal devedor. somente aquele que for titular da companhia terá a condição pessoal do sócio. A obrigação de integralizar está no art. 107. para investimentos produtivos. Os bens passam por uma avaliação por três peritos ou empresa especializada. Alguns autores o equipara ao título de crédito (Ex: Luis Emigdio defende tal postura no que tange aos títulos impróprios. uma questão pessoal envolvida nos valores imobiliários que não se esgota numa mera prestação pecuniária. As companhias podem ser abertas ou fechadas. já na lei é ex ré. Outro ponto é que a responsabilidade dos acionistas é restrita ao preço da emissão das ações. Temos a nota comercial (comercial paper) que é um título de crédito negociado mercado de capital. Quando a companhia é aberta esses típicos investimentos que ela emite podem ser negociados num ambiente público em que haja apelo a economia popular.) Falando stricto sensu. A menor divisão é a unidade. Quando falamos em valores imobiliários nos referimos a títulos de investimento coletivo que são emitidos para a captação de recursos para fins de atender as necessidades coletivas. O art. 146 CC diz que somente acionista pode exercer o cargo de conselheiro na companhia. a poupança popular. da Lei S/A com o 1004 do CC. um devedor solidário. Quem transfere as ações não responde pelo pagamento dos dividendos que a companhia tem que fazer. 2º. não ocorre nos valores imobiliários. Portanto. mas um título de permanência. Lato sensu falando são documentos que contém obrigações que consagram o direito. Já nos títulos de créditos quando a prestação pecuniária é satisfeita. De modo algum. Uma ação não pode render mais que um voto. 110 informa que cada ação ordinária corresponde um voto em Assembléia Geral. Os direitos e as obrigações decorrentes dos valores imobiliários decorrem de decisões da assembléia. ou seja. Este artigo prevê também os contratos de parceria pecuária. 106. individualmente. se refere aos casos em que a companhia pode ter um ou mais valores imobiliários que estariam sendo negociados neste 37 . etc. Cada ação vale um voto. Os valores imobiliários consagram outras prestações. Nos negócios onerosos os quais se transferem bens. 108). E os títulos são emitidos singularmente. cada transferência do título gera condições autônomas. A assinatura no boletim de subscrição tem força de título executivo extrajudicial garantido pela lei S/A. Os títulos de crédito gozam de literalidade. como: direito de voto. participar do acervo da companhia) e pessoal (ou status soci). Enfim. Ou seja. Não havendo a idéia de uma prestação pecuniária pré-determinada como acontece nos títulos de crédito. termina a vida útil do título. Não é apenas um direito de crédito. Respondem. por este artigo. corretores. Por fim. A primeira consiste naquela que tem os valores imobiliários de sua emissão admitidos a negociação no mercado de capitais ou de valores imobiliários. O §2 º versa que é vedado o voto plural. ou seja. Isto não existe nas ações. A ação conduz direitos de dupla natureza: patrimonial (ex. ou seja. O capital pode ser tomado por um dos sócios em dinheiro ou em bens suscetíveis de avaliação pecuniária e transferência para a companhia. depende de interpelação. anúncios. O art. direito de fiscalização. Trata-se de um único exemplo de título tratado como valor imobiliário. não podemos comparar os títulos de créditos aos valores imobiliários em sentido estrito. Assim. traça uma lista exaustiva dos valores imobiliários no Brasil. Crédito também pode ser utilizado para integralizar o capital. podem ser negociados na bolsa no mercado aberto. as ações compõem o capital social. isto é.

As cotas não possuem proporcionalidade. ver a solução apresentada pelo mesmo artigo. das partes O art. As debêntures não conferem a participação acionária. Por exemplo: pode haver um sócio com uma cota que corresponde a 50% do capital e social. É possível dentro da mesma espécie de ação preferencial criar subcategorias destas ações criando vantagens e direitos diferenciados em relação às demais ações preferenciais. das debêntures. Isto. § 5º. as ações ordinárias não auferem qualquer vantagem especial aos acionistas que as detém. Vamos aos valores imobiliários emitidos por sociedades anônimas ou comandita por ações. o máximo que podemos ter são 50% do capital composto por ações preferenciais (art. 36. Só que a redação deste artigo foi modificada pela lei nº 10603/01. Conforme visto. que dividem o capital social.( art. criar outros valores imobiliários. econômica aos seus detentores. 44. pagar a empresa de auditoria externa. O artigo 17 menciona esta questão. que é obrigatória na companhia aberta). conforme a vantagem oferecida as ações serão ordinárias. como acontece com as S/A. porque não há na LTDA. não podendo fazer apelo ao público. A lei 6385 prevê a partir do artigo 24 crimes contra o mercado de capitais. ou então uma prioridade no reembolso. além de traçar os valores imobiliários dizia que o Conselho Monetário Nacional poderia. 177. que aparecem nas provas jurídicas. Cada registro de emissão pagava taxa na CVM. O capital social não precisa ser dividido em partes iguais conforme ocorre nas S/A. As espécies referem-se ao direito de vantagens atribuídos às ações. mas se esta não se configura. Para concurso de analista na CVM tem que estudar tudo. 17. além disso. sem privilégios ou restrições. CEJ . estabelecendo penas restritivas de direito. tem que fazer demonstração financeira. Precisam ter registros de companhias abertas na CVM. Aula 18 25/05/2005 Ações espécies (15) classes (art. pode ser retirado o direito de voto das ações preferenciais.. LSA) fruição (art. cuja emissão é obrigatória pelas Companhias. Na prática. preferenciais ou de fruição. Em uma LTDA o capital social não precisa ser dividido em frações iguais. De um lado atribuem vantagens patrimoniais e de outro cortam direitos políticos. . (art. Isso pode ocorrer. Então. só para se manter em dia com os pagamentos. As ações preferenciais por seu turno oferecem vantagens de natureza patrimonial. 15. 111 fala que PODE privar o direito de voto.2005 mercado público aberto e que qualquer um pode a ele dirigir-se e efetuar negócios jurídicos relativos aos títulos. são as ações. pagar taxas da CVM. penas pecuniárias . 15. aí a lei diz: Ação preferencial sem direito a voto ou com restrição a este exercício ficará até três anos seguidos sem pagar o dividendo preferencial e automaticamente os acionistas adquirem o direito de voto até que eles ganhem o seu dividendo preferencial. tem que negociar com o mesmo ciclo de pessoas que se conhecem. Tem que possuir publicações obrigatórias determinadas pela CVM. O art. 254-A (só p/ companhia aberta). É a CVM que fiscalizará as companhias abertas. Porque a redação originária deste artigo. na sua competência normativa. inciso I. e outro sócio com também uma cota. para suprir suas necessidades de investimento. São elas que representam a unidade do capital e quem detém a titularidade dessas ações passa a possuir o status de sócio ou de acionista na S/A. são eles: 4. 78-§2º. Na LTDA cada sócio pode ter apenas uma cota. O único valor mobiliário que obrigatoriamente tem que ser emitido são as ações. 17) O artigo 111 diz que por causa desta vantagem. virando um elenco exaustivo e fechado. Tem um apelo ao público investidor. LSA) Debênture consiste em título executivo extrajudicial – art. O que move alguém a comprar ações preferenciais sem direito ao voto? A expectativa de rentabilidade. As ações são aquelas unidades que fracionam. §2º). no contrato social de uma LTDA. O que são espécies de ações? A própria lei esclarece que significam uma divisão das ações em relação aos direitos e vantagens que são atribuídas as ações. a obrigatoriedade do capital social ser dividido em partes iguais. A companhia fechada é aquela que não tem tal característica. No caso das debêntures. do CC. e ocorre por mera opção prática. 2º da lei 6385 há vários valores imobiliários. 17. mas que corresponde a somente 15% do capital social. As ações ordinárias são aquelas que prevêem direitos e deveres comuns dos sócios. 16. Quais são os valores imobiliários? O rol do art. 15) São as ordinárias. Vamos tratar das ações. então há uma quebra desta expectativa. 585. para se manter como companhia aberta. alguns autores fizeram uma estimação de quanto custaria o funcionamento de uma companhia aberta.. estas não são obrigatórias. LSA) nominativa Forma escritural ------------Os valores mobiliários. Existem uma série de obrigações financeiras na companhia aberta que foram estimadas em cem mil dólares anuais. não sendo automático.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Porque elas têm esta compensação que as colocam patrimonialmente em uma situação superior as das ações ordinárias. ou seja. Tais vantagens podem ser um dividendo maior do que das ações ordinárias. O estatuto tem que informar explicitamente. Nas companhias em que as ações preferenciais possuem restrições ao direito de voto. 141. Há um tempo atrás. § 3º (trata da empresa de auditoria externa. Há artigos que diferenciam a companhia aberta da fechada. E cada valor imobiliário também necessitará de registro. apenas. As ações preferenciais são as que possuem vantagem de natureza patrimonial. relatórios enviados periodicamente a CVM. 38 ordinárias preferenciais (art. as preferenciais e as de fruição. 47. especifica-se que o capital social é dividido em tantas cotas de iguais valor assim distribuídas entre os sócios.2º era exemplificativo. beneficiárias e do bônus de subscrição. Se a vantagem patrimonial não ocorre como deveria ser. A Cia somente as vai emitir se quiser obter um empréstimo. mas agora é exaustivo. ao contrário do que ocorre com as S/A. Essa divisão não é prevista em lei.

onde o estatuto ou a Assembléia Geral que promoverem essa substituição. após serem vendidos os bens e pagos os credores. quando tem $$ em caixa sobrando. pelo qual a ação é negociada. O valor nominal se elevando. Então. Através deste extrato comprava-se a titularidade das ações. a última reforma da LSA encarregou-se de explicitar melhor ainda em que consistem essas vantagens econômicas da ações preferenciais. §§ 2º e 5º) Com a amortização de algumas ações. mas não elemento constitutivo. Isso existe na EMBRAER. FORMA A Forma é o mecanismo. Então. Por seu turno há as ações escriturais. Há vários tipos de valores das ações: há o i) valor de mercado. O art. Podem-se acompanhar as ações escriturais através de um extrato. Elas somente existem eletronicamente. Com relação aos outros 75%. que estão no art. Desde 1990. Por seu turno. embora haja o mero registro contábil. lucro não distribuído entre os acionistas. as ações endossadas e as ações escriturais. O novo acionista só o é de fato após o registro no Livro da Cia. mas mais à frente. o acionista de ações de fruição poderá participar desse rateio. uma vez que estas representam um papel importante de participação da vida acionária. portanto. CEJ . têm o seu valor nominal aumentado automaticamente. as que não o foram. CLASSES Classes são subespécies de ações. não terão direito a concorrer a esta sobra. Contudo. embora eletrônico. § 7º esclarece um pouco sobre as classes nas ações preferenciais. Então as ações amortizadas. Essa amortização também terá reflexos se no futuro a Cia venha a ser extinta. uma vez que não há negociação na Bolsa de Valores. 44. onde a variação é conjunta. Também pode haver classes de ações preferenciais. ou seja. a transferência só se perfaz com a alteração do registro eletrônico do nome do acionista. houve a amortização. uma vez que elas também trazem o registro. Aí sim. esta ação em verdade uma variante das ações nominativas. quanto as ações de fruição não representam o capital social. por exemplo. as ações ao portador.2005 Em se tratando de Cia aberta. ou se vai permanecer na própria Cia para investimentos futuros. Por seu turno. que para transferirem direitos e obrigações não dependem dessa formalidade. Essa ações amortizadas deixam de representar o capital social. os acionistas que tiveram as suas ações amortizadas. e que por isso não representam o capital social. Decide se esse lucro vai ser divido entre os acionistas. Esses valores são interdependentes. (art. pagar ao acionista o valor que ele hipoteticamente receberia caso a Cia fosse dissolvida. Conforme ocorre com as ações nominativas. não podem haver classes de ações ordinárias. iii) valor patrimonial. principalmente em provas de múltipla escolha. ditarão os direitos inerentes a essas ações. Numa Cia aberta. Então atualmente só há as ações nominativas. um retorno integral do investimento que o acionista fez. são dadas em troca também ações de fruição. o que sobra constituiu direito dos acionistas. Tem-se que ir na Cia e no Livro de Transferências de Ações realizar a modificação nominal. O que a doutrina diz é que deverão ser respeitados pelo menos os direitos mínimos individuais de cada acionista. com o nome do acionista. são dadas aos acionistas ações de fruição. quando ações preferenciais são pagas. Isso dificultaria a negociação de ações no mercado da Bolsa de Valores. valor de Bolsa. Neste caso. há uma certa liberdade sobre o que será feito. As ações de fruição podem ser. a Cia foi realmente dissolvida. acabaram as ações ao portador e as ações endossadas. a Assembléia Geral Ordinária decide o que vai fazer com esse lucro. Seria difícil identificar entre as ações ordinárias aquelas que possuiriam um direito ou uma restrição. é posível utilizar esse mecanismo de amortização para que as ações se elevem. as ações de fruição. Por exemplo: não se podem emitir novas ações abaixo do valor nominal. A lei só permite esta operação se houver $$ em caixa. 109 da LSA. o acionista recebeu a quantia referente ao valor hipotético que deveria receber pelas ações que possuía. Então haver variantes de ações ordinárias em uma Cia aberta. pois elas representam um retorno completo. iv) valor de emissão. com as devidas correções monetárias. as ações pagas aos acionistas. Ocorre automaticamente a valorização das ações que continuaram a representar o capital social. As ações nominativas são transferidas por um termo de registro. a não ser que os acionistas atuais. isto é. as ações de substituição não possuem automaticamente os mesmos direitos das ações que substituíram (ações amortizadas). Da mesma forma. a Cia pode amortizar. já tenham recebido a mesma quantia que foi paga anteriormente. Então as ações ordinárias são pagas e em substituição. E aí vem o art. O capital social continua normal. Então. 44. Aí se tem uma diferença para os Títulos de Crédito.reais 39 . Por isso a doutrina mais moderna não considera as ações como título de crédito. Como o próprio nome diz. isto é. pois as ações pagas deixam de representar o capital social. A ação por si só não é nem elemento constitutivo da qualidade de acionista. podem trazer prejuízos para os acionistas que compram e vendem ações na Bolsa. ou seja. § 5º da LSA e diz que essas ações pagas. Essas novas ações de substituição são chamadas de ações de fruição. ii) valor nominal. se se quiser valorizar as ações e tiver dinheiro sobrando em caixa. O Collor acabou com o título ao portador através de uma Medida Provisória. 17. ele tende a puxar para cima o valor de mercado das ações. meio. pode haver classes de ações preferenciais na Cia aberta. A cártula é mera prova da qualidade de acionista. não existe papel. Quando a Cia tem $$ sobrando em caixa. v) valor econômico. O que a lei determina é que no mínimo 25% do lucro tem que ser dividido entre os acionistas. Isso que cai em concurso público. São variantes de uma mesma espécie. uma vez que para o acionista é vantajoso ter suas ações amortizadas. no ato de amortização das ações. que são as ações com certificado (uma cártula) que traz o nome do acionista. Havendo essa diferenciação. mas as ações representativas desse capital social diminuem. não existe cártula da ação. A lei determina que a escolha de uma espécie ou de uma classe para ser amortizada depende de sorteio. haveria problemas na fungibilidade das ações negociadas na Bolsa. as ações amortizadas ao acionista. Pergunta-se ao candidato se as ações amortizadas deixam de integrar. Tanto as ações amortizadas. ações ordinárias amortizadas ou podem ser ações preferenciais amortizadas. Tavares Borba diz muito bem que embora não se tenha o papel. embora não se tenha o certificado da ação. ou seja. poderão ser substituídas por outras. na Cia fechada pode haver classes de ações ordinárias. deixam de refletir o capital social. pois não pode haver prejuízo no capital social. o valor de negociação. Contudo. Antigamente havia as ações nominativas. DEBÊNTURES Debêntures – classificação .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. pois houve redução do número de ações sem redução do capital social.

Mas a Nova Lei de Falências tratou a sub-quirografária como intermediária entre a quirografária e a subordinada. sobre o crédito de honorários advocatícios. 58. E como credor. O agente fiduciário é quem vai 40 . Foi perguntado qual era a posição geral dos debenturistas no quadro geral de credores da Cia. O debenturista é fundamentalmente um credor. A própria lei garante essa oponibilidade a terceiros. a debênture pode ter garantias. Credor quirografário é aquele que fica na mão. ou seja. (art. O primeiro deles é através do empréstimo convencional. A resposta deveria abordar que dependeria das garantias oferecidas. principalmente as que têm as obrigações em dólar. Debênture – conceito É o título de dívida. CEJ . Comprou hoje um equipamento que só vai pagar no final do ano. Debênture com garantia subordinada É aquela que vai exercer seu direito de crédito depois dos quirografários. a PJ se protege das variações cambiais. Art. O segundo é através da emissão de debêntures. Posteriormente o status social remetia-se a existência de um título ou um documento que representaria essas terras. Com é empréstimo. ele tem a opção de receber seu crédito em ações da Cia. Na recuperação da empresa pode surgir como alternativa viável um acordo em que fica acertado que os sócios colocarão $$. os acionistas não disputarão com os outros credores. Para Borba. no vencimento ele exige o pagamento. No seu conjunto eles compõem uma unidade. Antes dessa Lei. a assinatura do devedor. Verifica-se que as debêntures são extremamente valiosas para as empresas. sem nenhuma garantia que lastreie esse crédito. que constituem um crédito privilegiado da falência. ela oferece debêntures aos possíveis compradores e através da venda dessas debêntures adquire o $$ que estava precisando.2005 . Um outro caso de privilégio geral é no caso do advogado. que em caso a pagando no vencimento o valor das debêntures. adquirir debêntures que serão pagas em moeda estrangeira se eu tiver obrigações a vencer também em moeda estrangeira.garantias . é obrigatória a figura do agente fiduciário. Questão – MP-RJ. tem que ser levada a registro. Essa oponibilidade. mas não têm um teto (pois o valor das ações que correspondem a uma debênture pode estar valorizado no mercado). e cada fatia desse grande empréstimo chama-se debênture. É um título de renda fixa porque que assegura o crédito a receber. Historicamente. Trata-se de um privilégio geral. adquirido em bancos. ou seja. Nesses casos. 71 LSA) Embora cada debenturista seja um credor. pois ele pode ganhar mais do que ganharia se investisse seu $$ em um banco. as debêntures conversíveis têm um piso (o crédito a receber). há cláusula proibindo a alienação de bens da Cia enquanto não forem pagas as debêntures. A Petrobrás. a debênture conversível é um tipo de renda fixa e um título de renda variável. Ainda conforme Borba. (Art. como exemplos a hipoteca. por exemplo. só há efeito inter partes. Conversibilidade As debêntures podem ser ou não ser conversíveis em ações da Cia. Isso é o que se chama de Hedge (proteção). A Cia é a mutuaria e o debenturista é o mutuante do empréstimo. Debênture com garantia quirografária É aquela debênture que não possui garantia alguma. e esse $$ terá como garantia de pagamento debêntures subordinadas. Relembra-se que o privilégio pode ser geral ou especial. Não se deve confundir com o sub-quirografário da nova Lei de Falências.flutuantes . A PJ não sabe quanto vai estar a moeda estrangeira no final do ano. que confere ao seu titular. A lei determina que tem de estar previsto. Pelo Hedge.conversível . Por exemplo: uma pessoa jurídica (PJ) que uma grande importadora. o ser humano passou a dar maior atenção a títulos que representassem a certeza de um retorno financeiro.subordinadas . 24 do Estatuto da OAB.comunhão de interesses As Cias são o instrumento por excelência que permitem o apelo público para a captação de recursos que a Cia necessita para exercer suas atividades. debenturista promover a execução. Isso é chamado de negative pledge. ou seja. A Cia divide esse empréstimo em fatias. VI. a Petrobrás pega $$ emprestado com debenturista e ela promete devolver esse $$ atrelado ao câmbio. A debênture nada mais é do que um grande empréstimo que a Cia faz com o investidor. Para o debenturista também é bom. As Cias têm duas opções de obterem empréstimos. Quiros – mão. o penhor. Mas é possível que a Cia ao emitir debêntures.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. num primeiro momento. a debênture com garantia subordinada era chamada de sub-quirografária. Mais adiante. grafos – grafia = grafado à mão. 58 LSA) efeito é Têm-se Cia não pode o Garantia flutuante é aquela que assegura um privilégio geral sobre os bens da Cia. 83. pois se trata de um mesmo empréstimo captado pela Cia. Basicamente as debêntures são títulos da Cia que representam uma dívida da mesma para com o debenturista que emprestou $$ para a Cia. 58 da LSA. Comunhão de Interesses dos Debenturistas (Art. Nesse caso.conversibilidade . Essa PJ então adquire debêntures de uma Cia que atrela o pagamento da debênture ao dólar. Note-se que em qualquer outro contrato. o direito de crédito a ser exercido contra a Cia. É uma fração de um grande empréstimo. A resposta está no art. Debênture com garantia flutuante (art.simples . a mensurabilidade da riqueza de uma pessoa passava pelas suas posses relativas a terras. se a empresa vier realmente a falir. Ademais. esse erga omnes. Então esse mesmo $$ que a Cia iria adquirir no banco a juros altíssimos. é livre escolha do debenturista. Garantias Debênture com garantia real Ocorre quando da emissão de debêntures. No caso das debêntures.quirografárias . Nas emissões de debêntures pelas Cias abertas. Há apenas o comprometimento. em verdade todos eles compõem um conjunto de credores de um grande empréstimo. vende muitas debêntures com variação cambial. da nova Lei de Falências) Uma hipótese de ocorrência de debêntures com garantia subordinada é quando há a recuperação judicial no processo de falência de acordo com a nova lei. emita algumas que possam ser convertidas em ações. o debenturista ao invés de receber no vencimento o valor do crédito. Por seu turno é um título de renda variável porque pode ser convertida em ações. está acima do quirografário. para ter eficácia. § 5º LSA).

2005 representar os interesses dessa comunhão e zelar pelos mesmos. como. Ele funciona como um substituo processual. O que é capital autorizado? Se o estatuto diz que o capital é de 150 reais. emitem-se novas ações. Caso não dê lucro. só terá direito a receber se a cia der lucro. Na realidade. o montante subscrito pelos acionistas. que não integra o capital social. Em segundo lugar. Primeiro. tanto é que a lei sinaliza que a parte beneficiária. pois em nome próprio pleiteia direitos alheios. o que da um trabalho de custo. não se trata de pessoas. Nessa hipótese. Então. mas sim. e um quorum qualificado de deliberação da assembléia. é inferior. onde se estipulou um benéfico adicional para os fundadores: caso a companhia desse lucro. CEJ . porque esse credito esta condicionado companhia dar lucro. e mesmo assim. O outro titulo também previsto de maneira sistemática é o bônus de subscrição. eleva-se o capital. Esse procedimento é ágil: reúne-se rapidamente o conselho. de 100 reais. também. até o limite do capital autorizado no estatuo. eles não podem ser responsabilizados. empregados. eventual. assim como nós temos as ações. para deliberar um novo limite de autorização do capital. Neste caso. porem. Artigo 47 – É vedado as cias abertas emitir parte beneficiárias. Ele não zela por interesses individuais dos debenturistas. se for dada a fundação de empregados não estará sujeita a prazos. se a cia não colocou a quantidade total de ações que ela 41 . foi apenas 100 reais. já dá a definição: a cia pode criar a qualquer tempo títulos negociáveis. quem subscreve esses bônus. parte desse lucro ia ser destinada a pagar as partes beneficiarias. partes beneficiárias. somente com a assembléia para se alterar o estatuto. porque o que integra o capital social são apenas as ações. o que diminuía o montante do lucro a ser partilhado entre os acioniostas que investem nesse mercado de capitais. Então. com preço pré-estabelecido. Seria uma espécie de reserva. para que um grupamento de pessoas seja beneficiado por alguma coisa. e está sujeito ao prazo de 10 anos (artigo 48). sem valor nominal e estranho ao capital social.05 Ficou faltando apenas falar sobre as partes beneficiárias. no montante subscrito. Algumas legislações chamam também de parte de fundador. que a cia funcione com o capital declarado no estatuto. o valor declarado no estatuto é 150. Portando a parte beneficiária é um valor imobiliário. o dinheiro entra na cia. e já tem no bônus o valor pelo qual ele comprará as ações futuras. e se for emitida a parte beneficiária a outras pessoas que não sejam os empregados. A idéia desse títulos é que sirvam para remunerar um custo interno da cia: administradores. Muito melhor do que convocar assembléia. passa a ter o direito de comprar as ações que serão criadas dentro desse limite de capital. de preenchimento de quorum. Mas somente com relação a direitos que estejam relacionados à comunhão de interesses. este lucro adicional iria render para os fundadores que investiram no projeto de construção do canal de Suez. é muito fácil elevar o capital social. na realidade. O agente fiduciário vai agir na hipótese de. no máximo 10% do lucro da cia pode ser dirigida a essas parte beneficiárias. e mesmo assim. por exemplo. o titular desse valor mobiliário não recebe nada. é o capital autorizado no estatuto. o bônus de subscrição? A cia é de capital autorizado. Só o agente fiduciário pode agir pelo conjunto dos debenturistas. um crédito com exigibilidade condicionada a cia apresentar lucros. ele pode colocar em risco a comunhão de interesses. é um valor mobiliário. E qual é a vantagem para quem adquire? Ele já compra o bônus. o agente fiduciário pode executar as debêntures e pode inclusive requerer a decretação da falência da Cia. até o próprio conselho de administração pode deliberar o aumento de capital. alguém compra essas ações. Ele vai zelar pelos direitos em seu conjunto. Quem adquire esses bônus. as debêntures. terá um prazo máximo de 10 anos. Então. Se a cia tem o capital autorizado. que ai. significa que o conselho pode elevar o capital. mas ele pode ser destituído por deliberação da Assembléia de Debenturistas. Então. §1º. então. já garante o preço para comprar as ações futuras. como a própria lei diz que a responsabilidade não é pela totalidade do capital. Porém. dentro desse limite de aumento de capital. Então. não só porque a lei permite essa circunstância. Tem prazo máximo de 10 anos. porque se a cia desse lucro. é um valor mobiliário. ou um credito eventual porque só haverá direito ao credito se a companhia der lucros. O artigo 46. E a grande novidade presente é que a última lei que reformou a Lei das Sociedades Anônimas proibiu que as cias abertas emitissem partes beneficiárias. Esses bônus de subscrição funcionam como uma espécie de reserva de preferência.06. porque aquele que adquire o bônus de subscrição passa a ter o direito de preferência a comprar ações que serão emitidas dentro desse limite de capital autorizado. É um titulo que confere um credito. pelo capital que não foi integralizado.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. a não ser que seja dado para associação ou fundação de empregados. ou seja. Quando já se tem o capital autorizado. porque a LSA é muito clara. As partes beneficiárias compreenderão os seus titulares e o direito de crédito eventual. 66. a companhia pode emitir bônus de subscrição. pela ação que cada um tem. o montante que a cia ofereceu para que os acionistas comprassem. sobre qual é a responsabilidade do acionista: será sempre pela ação que ele tiver adquirido. no artigo 68. 10% dos lucros da cia é que podem ser alocadas para pagar essas partes beneficiárias. Então. dentro do limite do aumento do capital autorizado no estatuto social títulos negociáveis denominados bônus de subscrição. porém. disciplinado a partir do artigo 75 da lei: a cia poderá emitir. mas aquilo que ela disponibiliza para ser adquirido tenha uma quantia inferior. não ocorre responsabilidade subsidiária dos sócios. consistente na participação dos lucros. porém um crédito eventual. em seu artigo 1º. Se qualquer um dos debenturistas puder requerer a falência. que consagra um crédito. deve haver um quorum qualificado de instalação da assembléia. A própria Cia elege o agente fiduciário. A origem das partes beneficiárias se deu com a construção do canal de Suez. além de sofrer fiscalização da CVM. O que acontece com essa diferença de 50 reais? Essa diferença de 50 reais pode ser levada ao capital social sem necessidade de haver um quorum de reforma do estatuto. Depois que iguala. O importante é saber que é um crédito. porque não precisa ter uma assembléia para a reforma do estatuo e elevação do capital social. que contém um crédito. um credito condicional. a Cia deixar de pagar no vencimento as debêntures. pode não estar sujeita a prazo. O que é. e o valor que foi oportunizado e oferecido aos acionistas. pelo art. a própria lei prevê. porque a assembléia geral extraordinária pode ser invocada para reforma do estatuto. isso tudo em 24 horas. prestadores de serviços. ou sinal. Aula 19 Dia 08. e para a reforma do estatuto.

como diz Pontes de Miranda. e essas ações foram posteriormente colocadas e adquiridas. CEJ . pode resolver sobre todos os assuntos da cia. Saber se eles aplicaram mal ou aplicaram bem. pois não tem soberania e nem território. Nenhum acionista pode decidir sozinho. E há também o órgão de fiscalização e controle. Estão previstas no artigo 132 que trata das matérias relativas a assembléia geral ordinária. que não tem legitimação pra receber mandato. Esse grupamento copia a forma do Estado Democrático. Pode acontecer de um dia todos os acionistas se encontrarem num bar. o órgão não é representante da pessoa jurídica. ela se realiza em um recinto privado. e discutir muita coisa sobre a cia. convocada e instalada de acordo com a lei e o estatuto. Mas é concebida sob o modelo de Estado. Portanto. e é essa pessoa natural que exprime a vontade do próprio órgão. vem daquela linha de Montesquieu se faz presente em uma cia. E quais são esses assuntos? Todo ano tem que aprovar ou rejeitar as contas dos administradores. Esse órgãos. são questões que estão ligadas a assembléia. baterem papo. Uma sociedade anônima é legalmente um tipo perfeito de democracia com governo popular. CONCEITO DE ÓRGÃOS SOCIAIS: são as unidades de ação da pessoa jurídica destinadas à formação e expressão de sua vontade. É um agrupamento de forças destinado a reunir e utilizar capitais. são por essas ações adquiridas que eles serão responsáveis. A assembléia geral é o órgão deliberativo máximo na estrutura da cia. muito embora o comum nos casos é a cia prever mandato de até 1 ano. Só se anula a própria assembléia se há se a anulação daquele voto implicar em alteração do resultado das votações. e delibera de acordo com o rito previsto na própria lei. o voto que é proferido por alguém que não pode ser procurador. a ponto de Jorge ______ fazer a afirmativa de que a sociedade não é um estado dentro do Estado. Neste caso.’ Então. e extraordinária nos demais casos. porque a assembléia não é publica. que é composto pela administração da cia. corriqueiras. cujo funcionamento esteja previsto na própria lei. O artigo 131 traz as espécies de assembléias: ordinária ou extraordinária. pode ser que o voto de um acionista seja anulado e que esse voto não afete o resultado da assembléia. e decide de maneira deliberativa. que seria a assembléia geral. anula-se apenas o voto dado. O poder máximo é exercido pela Assembléia Geral da sociedade. Eles têm que se encontrar nesse conclave (conclave significa ‘com chave’. Também compete a assembléia geral saber sobre o lucro. Vamos distribuir esse lucro entre os acionistas.A. instalada. que seria dentro da estrutura do estado democrático o Parlamento (Poder Legislativo). Tanto que existem regras de representação dos acionistas na assembléia: na assembléia. ela delibera sobre o destino do lucro. Não será um encontro casual de acionistas sem essas características. O órgão é a própria pessoa jurídica. exerce o poder supremo da cia.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. fechado. ou esse lucro vai ficar na própria cia. e corresponde à reunião de todos os acionistas convocados e instalados. do voto que é proferido por alguém que não é acionista. administradores e procuradores de acionistas e seus advogados. nós temos o parlamento. ÓRGÃOS OFICIAIS: A cia é uma pessoa jurídica. de acordo com o estatuto. A S. direito de subscrição ações de capital que será exercido mediante a apresentação do título perante a cia. Então. Artigo 131 – a assembléia geral é ordinária quando tem por objeto as matérias previstas no artigo 132. 42 . A manifestação da vontade da pessoa jurídica é realizada por intermédio de órgãos da pessoa jurídica. de maneira colegiada. a teoria que explica a atuação das pessoas que expressam a atuação das pessoas jurídicas é a Teoria do Órgão e não a Teoria da Representação. porque a Assembléia tem que ser convocada. Portanto. E as vezes surge o problema do voto nulo. É nesse contexto que surge o problema do voto. muito semelhante ao Poder Judiciário. que não é aberto ao público. ou ocupa o órgão. encontro fechado). pelo neologismo criado por Pontes de Miranda. A pessoa natural é titular. Tem também o Poder Executivo. também. somente podem participar acionistas. fazer o que com esse lucro. Então. na estrutura da cia. Ela será ordinária quando decide assuntos rotineiros. Então. que se sucedem periodicamente. é a assembléia que vai aprovar as contas. até mesmo com as de direito publico. de tal maneira que a atuação de um representasse a forma de contenção da atividade de outro. Pode acontecer também que seja caso de renovação do mandato dos administradores e membros do conselho fiscal. “presentam” a pessoa jurídica.2005 poderia colocar em função do valor do capital social. age. ou seja. só poderá haver assembléia. Isso acontece com todas as pessoas jurídicas. por intermédio de órgãos próprios. e não pelo valor total que pode ser adquirido pelo aumento de capital. do presidente. nas condições constantes nos certificados. não é um órgão singular. porque cada acionista vota na assembléia. tem o órgão que exerce o poder maximo de uma cia: um órgão deliberativo. também para resolver os conflitos internos. o órgão seria. então. § único – os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares. que explica a origem daqueles que expressam a vontade da pessoa jurídica. Artigo 75. com o apoio do parecer do Tribunal de Contas. aquela reunião de acionistas. o mandato máximo é de 3 anos. o que vai ser feito com o lucro. que decidem na forma da lei. e em algumas cias existe até uma arbitragem. Já que a pessoa jurídica não tem capacidade psíquica. O voto é uma manifestação de vontade tendente à formação de uma vontade coletiva. ele representa o órgão máximo. Assim como é o Congresso Nacional que aprova as contas. o órgão será titularizado por uma pessoa natural. Essa idéia de cometer essas funções a órgãos distintos. ela é órgão supremo. tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da companhia e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento. o “presentante” da pessoa jurídica. Se nó entendermos que os acionistas decidem como colegiado. E nesse caso não há porque se anular a assembléia. porque a pessoa jurídica se torna presente. Mas isso não será assembléia de acionistas. Então. o que significa dizer que é a vontade da própria pessoa jurídica. Nós temos também o artigo 121 que diz que ‘a assembléiageral. Então. Então. Como toda a pessoa jurídica. Já que ele copia essa forma de estado democrático. ela não tem capacidade física de manifestação da vontade. acaba tendo uma estrutura muito semelhante ao Estado. superior. aqui que a gente começa a entender que a estrutura da cia copia a estrutura do Estado Democrático. É a Teoria Organicista e não a representativa.

como ele é órgão intermediário. não teria ninguém para aprovas as contas. Por exemplo: eleição de diretoria é feita pelo conselho. tomas as contas. quem elege a diretoria é a assembléia geral. é aprovado pelo conselho de administração.s exigindo o conselho. nem em quaisquer outras que puderem beneficiá-lo de modo particular. O mesmo caso se ele recebe procuração para votar uma prestação de contas: ele tem esse impedimento. onde são proferidos os votos dos conselheiros. porque algumas das outras matérias não podem ser decididas pelo Conselho de Administração. devido ao conflito de interesses. ou ele pode dá procuração. Em primeiro lugar. essas são as matérias do artigo 132. eleger o Conselho de Administração. mas apenas decide. CEJ . Reparem que essa competência é privativa. A estrutura típica de uma S. por outra parte da doutrina. que é algo que também se sucede com uma certa freqüência e dentro de uma certa periodicidade. 43 . em três membros. ADMINISTRAÇÃO: Seria o poder executivo. ou em que tiver interesse conflitante com o da companhia. porque. enfim. se o administrador agiu ou não em beneficio próprio ou em interesse da cia. O conselho de administração é órgão administrativo de deliberação colegiada. E porque ele é intermediário entre a assembléia e a diretoria? Porque ele funciona como se fosse um posto avançado da assembléia geral. o conselho ajuda a eliminar um pouco o excesso de tarefas. Só pode estar presente o próprio acionista. E por isso. ou seja. Se tiver com capital autorizado: a lei diz que compete elevar o capital dentro do limite estatutário. temos a obrigatoriedade do conselho: as companhias abertas e as de capital autorizado terão. conselho de administração. Somente a assembléia geral pode deliberar sobre esses assuntos. Tecnicamente falando. Nas outras matérias. no concurso da magistratura estadual aqui do RJ. é órgão da administração. Então. Prevê que os termos da licitação na sociedade de economia mista é aprovado pelo órgão administrativo superior. é um problema de legitimação. e quanto a qualquer outra matéria que tiver interesses não seria o impedimento de voto. obrigatoriamente. Composição: O Conselho de Administração é composto por acionistas. Se todos os administradores forem também acionistas. que é o que a lei procura impedir. OBS: Artigo 26 da Lei nº. não haverá impedimento.A. não era administrador e não era advogado. então. São esses dois órgãos distintos que compõem a administração. O que é muito comum também é aproveitar o mesmo dia para a assembléia decidir assuntos da assembléia ordinária e da extraordinária. ou se o impedimento de voto é apenas para o laudo de avaliação e aprovação de contas. não podem votar sobre quaisquer desses assuntos do artigo 115. É o Conselho de Administração e a Diretoria. §1º. por exemplo. §1º . Quais matérias teriam interesses conflitantes? Para uma parte da doutrina. que não precisão de ser residentes no Brasil. Artigo 138. Na assembléia geral é complicado ficar reunindo todo mundo. No próprio artigo 138. situado em uma posição intermediária ente a Assembléia Geral e a Diretoria. não age. cisão e incorporação. §1º. A lei diz que não pode. um administrador da cia e advogado. os administradores não podem votar. OBS: Artigo 115 – se o administrador também for acionista. deliberação sobre a emissão de partes beneficiárias. mas aqueles do artigo 122 somente ela pode. nesse caso. será assembléia geral extraordinária (AGE. as sociedades de economia mista também terão obrigatoriamente conselhos de administração (artigo 239). Então.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. a assembléia geral ou o conselho. Várias as funções que normalmente seriam exercidas pela assembléia. É preciso haver uma reunião. Então a discussão é: todas essas hipóteses são de impedimento absoluto de voto. é órgão colegiado: as decisões do conselho também são tomadas em reunião. A idéia é existir um órgão intermediário entre a assembléia e a diretoria que exerça também uma função semelhante à assembléia. Como fica a questão da representação do acionista na assembléia? Já caiu. dependeria de verificação concreta e a posteriori ao voto para saber se houve ou não um conflito de interesses. decidir sobre qualquer outro assunto que não constem no rol do artigo 132. O conselheiro não delibera sozinho. só tem um impedimento real de voto no laudo de avaliação e na aprovação de contas. a transformação. reformar o estatuto. seria preciso verificar em cada caso concreto para saber se houve a quebra da lealdade em relação à cia e se alguém agiu em beneficio próprio. haverá outras a serem decididas. de acordo com o artigo 115. Mas. não altera a transformação da realidade. Quem tem legitimação para receber o mandato do acionista e comparecer a assembléia? Diz o artigo 126. Então.somente um outro acionista. Então. dizendo que é o conselho que aprova os termos das licitações dessas estatais. temos a Lei das S. § 1º . só tem mínimo. em contraposição da AGO). e. E a questão queria saber se era válida a presença desse procurador que não era nem acionista. Somente a assembléia pode. A lei restringiu a legitimação das pessoas que podem receber procuração de acionistas para representá-lo nas assembléias. Aí. inclusive. Houve uma assembléia. Ou seja. 8666 – Lei de Licitações e Contratos. somente pode ser membro do conselho aqueles que forem acionistas (artigo 146). Não tem máximo. atribuições. §1º. Mas em principio. e temos também a Lei de Licitações e Contratos. na hora da prestação de contas. Em segundo lugar. A lei diz que somente quando todos os administradores forem acionistas é que eles poderão votar. Por exemplo. Quando não tiver conselho. É o que alguns chamam de conflito substancial de interesse. que acabam sendo exercidas pelo conselho. O que é o Conselho de Administração? Está previsto no artigo 138. não era administrador e nem era advogado. além das matérias ordinárias. eleitos pela assembléia geral. a lei autoriza que eles votem. O artigo 122 trata da competência privativa da assembléia.2005 Tem também a questao da eleição dos cargos da cia. nesse caso. sendo a decisão tomada pela maioria dos votos. ele não pode votar. Além dessas. e nessa assembléia o acionista estava representado por alguém que não era acionista. no mínimo. Mas o artigo 121 disse que ela pode deliberar sobre qualquer assunto. da assembléia.A. só a assembléia pode deliberar. e não unitária. delibera. Se a assembléia se reunir para tratar de qualquer outro assunto. reforma do estatuto. §2º. Essa é a interpretação que se deve fazer. deverá constar no jornal a data da realização da assembléia geral ordinária E extraordinária. é dualista. E ainda é deliberativo: porque não executa.o acionista não poderá votar nas deliberações da assembléia-geral relativas ao laudo de avaliação de bens com que concorrer para a formação do capital social e à aprovação de suas contas como administrador.

Inciso VIII também: autorizar a alienação de bens do ativo permanente. onde os acionistas se reúnem para aprovar ou rejeitar as contas dos administradores. se reunindo de mês em mês. quem autoriza é a assembléia. Exemplos de funções de gestão superior: artigo 142. No artigo 143. porque os poderes são de administração. administrativo. hipótese de substituição processual ou legitimação extraordinária. operacional da cia. II e parágrafo único). mas em beneficio da Cia. é típica da diretoria. simulação. Se forem aprovadas as contas.2005 Pra ser diretor. Não precisam ser acionistas. Quando não existir conselho. Não precisa ficar tomando conta do dia á dia da cia. administrativo. O conselho apenas fixa a orientação geral. A regra é que cada diretor aja por si. técnico. CEJ . por exemplo. Data: 15/06/2005. de forma independente. vai dando alguns rumos para a diretoria agir. na ação imediata da cia. 2) Garantir o funcionamento normal da cia. Quais os exemplos de orientação geral? ‘Vamos destinar metade da nossa produção ao mercado internacional’. que juntos ou separadamente. §1º. é possível haver uma acumulação parcial de cargos. Outro exemplo de funções institucionais: eleger e destituir os diretores da cia. A diretoria é órgão singular. singularmente Apenas por exceção é que a diretoria age por colegiado. essa atuação imediata. Essa gestão cotidiana. não sendo poderes de disposição. dois diretores. Funções: 1) Representação legal da cia. Os poderes da administração são poderes de gestão ordinária. fiscalizar os diretores. quer a Assembléia não aprove os acionistas.). pois cada diretor age individualmente. etc. a não ser que o estatuto comporte isso. apesar da Assembléia Geral ter aprovado sem reservas as contas do administrador? A Assembléia Geral Ordinária. §1º. fazer renuncia a direitos etc. a lei permite que no máximo 1/3 dos membros do conselho sejam também diretores. Funções institucionais significam. se a Assembléia aprova as contas à propositura desta ação vai depender de uma previa anulação desta Assembléia em juízo. Sendo que a representação é privativa dos diretores. ele é deliberativo. Como o conselho não atua diariamente. É por isso que falei que os diretores atuam no cotidiano. u a cada dois meses. Esta ação a qual o problema esta se 44 . somente é possível a ação de responsabilidade se antes for proposta uma ação anulatória de Assembléia (art. A lei determina no art. horário de abertura e enceramento dos trabalhos. mas esta ação é proposta por apenas um acionista. Diretoria não tem poder de disposição: abrir mão de receita. com que ela vá cumprindo as suas operações. e a diretoria é órgão executivo. e não executiva. competirão a qualquer diretor a representação da companhia e a prática dos atos necessários ao seu funcionamento regular. 134 §3º que se a Assembléia aprova sem reservas exonera a responsabilidade dos administradores. 159. 144. sejam tomadas em reunião da diretoria.O estatuto pode estabelecer que determinadas decisões. se houver. sem ressalvas. É eleita pelo conselho. sem qualquer observação. ocorre sempre uma vez por ano. como diz o artigo 138. representando a cia em negócios jurídicos. § único) Art. não tem problema: ele vem pra cá episodicamente. 20. As grandes orientações estratégicas são feitas pelo conselho de administração. os acionistas que representem mais de 5% do capital social poderão propor. tenham um percentual mínimo de 5% podem entrar com ação em nome deles acionistas. Apenas por exceção é que ele pode agir de maneira colegiada 9artigo 143. seu membro não precisa ter visto permanente no Brasil. Outro exemplo de gestão superior: fiscalizar a cia. e não tiver visto permanente. é a assembléia geral que escolhe. É obrigatório porque toda a cia tem que ter diretores. Fazer com que a cia vá cumprindo o seu objeto. O próprio artigo 146 diz isso. tem que ser residente no Brasil. do dia à dia. no mínimo. A função dele é deliberativa. Se for estrangeiro. como já vimos.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Ou seja. No silêncio do estatuto e inexistindo deliberação do conselho de administração (artigo 142. No problema a Assembléia não só aprovou as contas como o fez sem reservas. Neste caso é possível o ajuizamento de ação de responsabilidade civil contra as contas dos administradores? 1º tem que se distinguir a ação social de responsabilidade civil que é uma ação uti universi quando a ação é proposta pela própria Cia ou pelos seus administradores da ação social uti singuli que é uma ação também social (que visa indenizar a cia). §2º). Quando não há. será ele quem convocará as assembléias (artigo 123). pois se a Assembléia apoiar que vai se proposta esta ação então qualquer acionista pode fazer se a Cia retardar em mais de 90 dias para a propositura desta ação. Aula n°. quer a Assembléia aprove mais demore a entrar com a ação. transacionar créditos. fraude. Não há impedimento nisso porque o conselho é órgão deliberativo. ou esteja autorizado pela assembléia. no cotidiano. Funções: Podemos dividir em duas grandes funções o conselho: 1) Funções institucionais. mas para ser membro do conselho. Exemplo: contratação de pessoal. já que a lei prevê que pode o acionista em nome próprio propor uma ação cujo resultado se reverterá em benefício da Cia). no dia à dia. porque os poderes da diretoria são poderes de gestão. operacional. Questão do concurso da OAB : Thiago Gomes diretor da Cia Paulista de tecido procura seu advogado indagando o seguinte: é possível ajuizar ação de responsabilidade civil contra os administradores da Cia. Ou então ‘proibir a diretoria de fazer empréstimo de curto prazo’ Ele baliza. Esta ação pode ter ou não um caráter subsidiário. E aí sim. de competência dos diretores. aprovou integralmente as constas. e também fazendo com eu a cia possa funcionar normalmente (artigo 144. não sendo poderes de disposição de bens e de interesses. 2) Funções de gestão superior. técnico. anulando-se a Assembléia convoca-se uma nova Assembléia para saber se vai ser proposta uma ação ou não. depende. ________________________________ E a Diretoria? Diretoria é um órgão singular encarregado da execução das operações sociais. Não pode. não. o conselho convocar as assembléias. Portanto. 2º . ou seja. atuam na ação imediata. proposta individualmente pelo acionista (previsão no art. Se existir o conselho de administração. Mas se a Assembléia aprovar NÃO ingressar com esta ação. inciso I fixar a orientação geral dos negócios da companhia. operacional. para propor ação de responsabilidade civil só por meio de uma outra ação judicial (ação anulatória). 286) e esta ação servirá para comprovar a existência de vícios do consentimento (erro. n. dolo.

não se aplica a lei geral. responde pessoalmente pelos danos causados e aí a doutrina majoritária (Borba e Fábio Ulhoa entre outros) sustenta que esta é uma hipótese de culpa presumida. pois há muitas decisões que o administrador tem que tomar sozinho no dia-a-dia e às vezes algumas delas pode ser errada. dolo. E os 3º podem propor a ação independente da prestação de contas. por que houve uma penhora sobre todos os bens da Cia. 927 § único? Não por que há regra própria. à responsabilidade será do administrador. a própria lei já estabelece a conduta que tem que ser praticada e se esta conduta não é praticada há uma presunção de culpa do administrador por não atendimento daquele dever previamente fixado. só se aplica ao chamado “publico interno da Cia”. ele estava agindo no interesse da Cia. há regra própria que regula a responsabilidade do administrador. 1016 do Código Civil. Mas o art. precipitada. por que se deve verificar em cada caso concreto as condutas que seriam esperadas e qual a foram a conduta praticada pelo administrador. II: quando o administrador viola a lei ou o estatuto. mesmo dentro das atribuições. 297 “g” III aumentou para três o prazo para o acionista entrar contra a Cia nas hipóteses em que ele tenha prejuízo. e que embora seja feito de uma avaliação apressada. claro que esta questão da legitimação.303) acrescentou no art. O fundamento desta afirmação legal é que o administrador não age em nome próprio. ou seja. previamente estabelecido. pagava ou débito trabalhista ou tributo e o administrador optou por pagar os débitos trabalhistas. mesmo que não conste na ordem do dia (constar do edital). 159 §7º ele não inclui a possibilidade de um 3º propor esta ação. não se aplica neste caso. 159 § 6º? Não por que ele vai dizer não paguei o tributo por que não tinha dinheiro para pagar tudo. Ação Social de Responsabilidade O art. comprovando que houve erro. 45 . Mas essa ação é da própria Cia ou proposta pelo acionista em favor da Cia. 927 § único 2ª parte do Código Civil que diz que a responsabilidade civil é objetiva. 158 que o administrador começa com a afirmativa de que o administrador não é pessoalmente responsável. é o autor da lesão (lesante) que deve comprovar que não agiu com culpa. mesmo dentro das suas atribuições. Para os 3º. da anulação da assembléia. da assembléia. então eu poderia aplicar o art.2005 referindo é ação proposta em benefício da Cia seja por meio da própria Cia ou de acionistas. ele não tem que aguardar o final de uma ação anulatória de assembléia. Finalizando este ponto demonstrou-se que a responsabilidade do administrador de sociedade anônima é subjetiva. ele se afasta. Como se define a responsabilidade do administrador internamente? Diz o art. que não deixou de pagar por culpa dele. Exemplo: Diretor Comercial que identificou uma grande oportunidade de mercado e realizou uma campanha de marketing para lançar um determinado produto. ele vai responder por culpa ou se for o caso por dolo perante a Cia pelos danos causados a Cia. por isso a lei já trás esta hipótese de exclusão de responsabilidade. gerar fracasso por que o diretor não avaliou bem a situação. 159 § 6º. É na assembléia ordinária que se aprovam as contas logo se durante a assembléia as contas não forem aprovadas já se aprova a propositura da ação. exemplo: um credor da Cia que tenha sido lesado por um comportamento praticado pelo diretor. se ela prova que não tinha condições de pagar. 159 § 6º da Lei S/A. simulação. 158. qual é a conduta exigida para aquele caso. A culpa presumida excluiria a aplicação do art. 158 é chamada de culpa provada. há uma presunção de culpa sobre aquele que deveria ter observado a pratica de um determinado comportamento. Neste caso. é uma culpa préfixada na própria lei. vamos repara o art. Mesmo dentro das suas atribuições agindo de maneira negligente. se exime desta responsabilidade. negligencia ou imprudência do administrador”). no confronto entre lei geral e lei especial prevalece à lei especial. por que quando se fala no art. p. OBS: Qual a diferença entre culpa presumida e culpa comprovada? É o ônus da prova. há uma excludente de responsabilidade. Sendo que o juiz poderá aliviar esta responsabilidade quando estiver convencido de que agiu no interesse da Cia e estava de boa-fé. Pergunta de um aluno. resposta: você levantou um aspecto interessante. A última lei de reforma (Lei n°. da aprovação. neste caso o juiz pode deixar de impor a responsabilidade. a 1ª hipótese do art. O administrador está o tempo todo expondo a Cia a risco. em dolo ou culpa responderá pelos danos causados. não fez uma avaliação critica satisfatória da situação para deflagrar esta campanha de marketing. externamente temos a ação indenizatória comum. afoita.ex: se o administrador tomou uma decisão sob pressão pois soube que um concorrente ia lançar uma campanha publicitária também aí ele foi lá e lançou a dele na frente para tentar conquistar o mercado. a lei e o estatuto já estão dizendo como o administrador tem que agir. Portanto. foi precipitado. mas se agiu com culpa ou dolo. como já ensinava o prof. ele é um Órgão da Cia e o órgão quando age é como se a própria pessoa jurídica estivesse agindo. 1089 do Código Civil. 158 I “culpa ou dolo” não se estabelece qual o ato em si ele praticou ou deveria ter praticado o que a doutrina chama de conceito jurídico indeterminado. pois a lei define o tributo. Ma ele consegue provar que só não pagou o tributo por que não tinha dinheiro. Se esta campanha for um fracasso e gerar prejuízo a Cia. Então neste caso. Também é subjetiva pelo disposto no art. agindo com extrema boa-fé por que garantiu o pagamento das verbas necessarium vitae que são os salários dos empregados. a ação da própria Cia com pretensão indenizatória se antes for proposta uma ação anulatória da Assembléia. Aprovado sem reservas. nessa assembléia. A pessoa física é meramente a titular deste órgão. 159 prevê a ação que será proposta pela própria Cia que deve ser aprova da em assembléia ordinária ou extraordinária. não participa da vida da Cia. mas seja decorrente da deliberação do dia. aplica-se os prazos do Código Civil que conseqüentemente também é de 3 anos para as ações indenizatórias. se ele não é acionista. Art. o seu vencimento e ele não paga na data certa a Cia vai incorrer em juros de mora gerando prejuízo para Cia. A propositura desta ação depende de deliberação da assembléia. OBS: Cabe culpa presumida na hipótese prevista no art. 10. toda vez que se fala em culpa presumida há uma inversão do ônus da prova. será responsabilizado pelos danos causados à Cia. Exemplo: vamos imaginar que a Cia não pagou o tributo no prazo. essa culpa (não pode ser dolo pois. Mas na hipótese do inciso II fala quando o administrador violar a lei ou o estatuto. só pode a ação social. Tavares Borba “ quando o juiz estiver convencido que o administrador agiu de boa-fé e quem está em dolo não pode alegar boa-fé. CEJ . OBS: Combinar com art. Presume-se que o administrador seja o responsável pois não atendeu a este ditame legal de pagar o tributo no prazo estipulado pela lei. ver art. O administrador quando incorrer. Esta afirmativa deriva da Teoria Organicista dos poderes da administração. o seu fato gerador. por isso o juiz pode excluir esta responsabilidade em caso de culpa . etc.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.

942 c/c 932 do Código Civil. administrador e Cia. 1. pode ser que a própria Cia seja responsabilizada juntamente com o autor do fato. Os art. Mas na S. B. ele pode deixar de aplicar a sanção. Opinativa: a Assembléia pode realizar consultas ao conselho. ou na chamada de aumento de capital. Conselho Fiscal O Conselho Fiscal é eleito pela assembléia Geral entre os membros que possuam curso superior. arts 106 e 107 da Lei. O art. 153 que determina que o administrador deva agir de forma diligente.2005 Após a aprovação da assembléia a Cia tem que contratar um advogado e propor a ação (ação social uti universi) no prazo de 90 dias. aplicar-se-á regra de responsabilidade civil geral. caput do CC em que a mora é EX PERSONA. exemplo: preposto (autor imediato) e preponente (autor mediato). O 107 também prevê que o Boletim ou Lista de Subscrição que é o documento em que o acionista diz que quer comprar as ações . 165 da lei S/A. 158 § 1º da Lei S/A: a responsabilidade é pessoal e subjetiva. se o dano for causado a 3º ou a um sócio específico (atos regulares de gestão. ela traz na Lei um modelo institucional de organização e funcionamento indicando que o primeiro dever do acionista é integralizar as ações que ele teria subscrito. que depende de interpelação. art. só será obrigatório se o contrato social expressamente prever. Aula 21 22.1 Funções: A. Vale lembrar que no Código Civil a mora pode ser ex re ou ex persona. danos pessoais (ação em nome próprio e em interesse próprio). 1. Apuração de regularidade: pode fiscalizar através de qualquer um de seus membros. Esse é um dever de lealdade. Ver art. pode o juiz dispensar a Cia do preenchimento deste requisito. 159 §4º) Se a assembléia deliberar contra a propositura da ação. que é. salvo se for conivente. Ronald Sharp DEVER DO ACIONISTA Considerando que a S.108 diz que aquele que adquire ações de terceiro que ainda não integralizou as ações. C/c o art. mesmo que o estatuto seja omisso. o acionista deve exercer o direito de voto visando não um interesse próprio. Nas duas hipóteses. conforme entendimento do art.06. 158 e 159 regulam a responsabilidade pelos danos causados a própria Cia.A é uma sociedade de capital. O art. Realiza um controle de legalidade em relação ao controle formal dos atos examina o ato em relação ao disposto no estatuto e na lei. elimina-se a responsabilidade. Pode ter comprado diretamente da companhia ou pode ter adquirido quando ele compra ações de uma outra pessoa. CEJ . 159 § 6º: se o juiz verificar ter o administrador agido de boa-fé e no interesse da Cia. se houver pedido de acionista é obrigatório que este seja instalado pela Assembléia Geral (ver art.A.2005 1º tempo – 1h 10`57`` Prof. Art. após este prazo qualquer acionista pode propô-la em nome próprio. 161 §1º determina que o Conselho Fiscal poderá ser composto por no mínimo 3 e no máximo 5 membros. (art. Nesses artigos tem uma enorme discussão da mora. quer através da aquisição de ações (compra feita de um outro acionista). dele ou de um grupo. dever ético para com a companhia. ele tem o dever de integralizar as ações. 163. OBS: Art. é a mesma dos administradores. 115 trata do voto. 106 prevê que a mora se configura de forma automática (de pleno direito) quando fixado o prazo no Boletim de Subscrição ou quando a companhia faz anúncio informando os acionistas de quando deverão fazer a subscrição. uma aglomeração de recursos para fins produtivos. O segundo dever é votar no interesse da companhia. Na S/A.é título executivo extrajudicial. III.2 Composição: . C. 155 que determina o dever de lealdade do administrador e com art. mas no interesse da Cia (o que se denomina de ação social uti singuli). 40: responsabilidade dos administradores de instituição financeira: responsabilidade solidária e objetiva. OBS: Lei 6024/74. Convocatória: o Conselho poderá convocar Assembléia. um grupo de acionistas com no mínimo 5% do capital social pode propô-la em nome próprio em interesse da Cia “ação social uti singuli”. Não examina o mérito. O nosso CC optou pela mora EX PERSONA. D. Art. Mora EX RE é aquela que independe de interpelação. na verdade. salvo se demonstrar já possuir experiência na administração de Cia (fazer leitura do art. OBS: Lei 8620/93: a responsabilidade do administrador em relação as contribuições previdenciárias é objetiva. Se não tiver ninguém com curso superior ou comprovar a experiência. Se as ações tiverem sido compradas de terceiros e ainda não tiverem sido integralizadas o art. 163 da Lei S/A.159 § 7º: lembrando que todas estas ações não excluem as ações de terceiros e/ou acionistas por danos causados por atos praticados diretamente pelo administrador. só examina a legalidade. 161§2º) não há como se evitar o funcionamento do Conselho Fiscal. Se a ofensa tiver mais de um autor todos responderam solidariamente. A responsabilidade dos conselheiros esta disposta no art. Diferentemente do art. isto é. 46 É o órgão da Cia encarregado de fiscalizar os atos e operações sociais. etc. 944 § único do Código Civil. o que comprou fica obrigado a integralizar estas ações e aquele que vendeu permanece solidariamente responsável pelo prazo de 2 anos. Está ligado ao art. 1004. 162). A companhia teria que ingressar com ação de execução para cobrar o acionista as parcelas relativas a integralização de suas ações. negligente ou deixar de agir. Denunciar: havendo irregularidades ele deve comunicar a Assembléia Geral para que esta tome as providenciais que entender cabível. quer quando ele compra diretamente da companhia (subscrição de ações). o art.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. OBS: o Conselho é obrigatório em todas as S/As. mas que causam danos à 3º). na Ltda. ou seja. conforme art.

tem o direito de participar do acervo líquido no caso de liquidação da companhia. Depois. ele coloca o interesse dele acima do interesse da companhia. Na associação (art. quando eles podem. Na revista da Emerj. mas as outras 2 hipóteses. Pode ser por outro acionista. no final da falência. isto é. art. Pagos os credores na extinção da associação. pois caberia a ele decidir se há ou não conflito de interesses. mas o lucro não poderá retornar aos sócios. Porque dessas discussões todas? Quem pensa que as hipóteses são de conflito formal. Este é mais um argumento a favor da 2ª corrente que é mais liberal quanto ao direito de voto. ou por advogado. o remanescente irá para uma outra associação de finalidade similar. temos que verificar na hipótese específica se está ou se não está havendo um conflito de interesses. È o que acontece. que é o lucro da companhia. logo. este não foi excluído. Neste caso se afasta a regra de proibição de voto. mesmo nos casos que não têm direito a voto. 105). pois diz que é sujeita a indenização. não indicam qual o caso específico. o direito da Minoria Qualificada vai exigir certos quantitativos mínimos de ações para se ter acesso. Vamos ao art. Art. Na verdade toda essa discussão está na última revista da EMERJ em artigo assinado pelo Pedro Batista Martins em que ele fala da responsabilidade do acionista controlador e comenta esses casos do conflito de interesses. A nova Lei de falências.a decisão é anulável. mesmo aquele que não tem direito a voto. Um dos direitos essenciais é o de participar das assembléias (art. E dizem que a 3ª hipótese também seria de conflito formal. Esta regra vale para evitar que um pequeno acionista minoritário crie problemas para a maioria acionária. Este lucro apurado e partilhado entre os acionistas é chamado de dividendo. diz que a Lei é clara e que não se pode votar. se a lei diz que não pode votar? A lei faz uma ressalva: art. Esta foi a posição adotada na CVM recentemente em que o voto vencedor foi do Luis Sampaio. que foi diretor da CVM e saiu agora. através da obrigatoriedade de certos documentos estarem à disposição dos acionistas antes das assembléias. Ele não pode exercer o direito de voto nessas hipóteses elencadas no parágrafo primeiro do 115. no 109.115 veda o voto abusivo e também o chamado voto conflitante.115. Os acionistas têm voz na assembléia. § primeiro de conflito de interesses. deveríamos verificar empiricamente. Outro exemplo é o pedido de instalação do Conselho Fiscal. Enquanto os direitos individuais dizem respeito a cada acionista individualmente. ou que tenha ação preferencial. pedir a exibição de livros da companhia (art. Estão excluindo a votação pela simples suposição de que o voto contrariará interesse da companhia. 105 é um bom exemplo. Existem 4 hipóteses no art. Diante dessas hipóteses está proibido o direito de voto dele.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. III: fiscalizar a companhia. por exemplo. então esta fiscalização é feita por meio de mecanismos indiretos. as outras duas hipóteses não dizem qual é a matéria. 109.115. como o Modesto Carvalhosa. 109). o art. nas duas primeiras hipóteses está excluído o direito de voto ANTE e essas duas últimas hipóteses seriam conflito substancial. como o Modesto Carvalhosa. Quais acionistas minoritários? Tem vários. seriam “Conflito Substancial”. 109: O primeiro direito essencial é o direito ao dividendo. Esta 3ª corrente também entende que o presidente da Assembléia ficaria com um poder muito grande. mas os acionistas têm esse direito. § 4º . Os direitos individuais estão espalhados pela Lei. ou para poder exercer esses direitos. § 6º. Pedro Batista Martins ressalva que esta regra vale quando todos os acionistas forem administradores ou quase todos. ou seja. Voto abusivo – aquele que visa causar prejuízo à companhia ou a outros acionistas Voto conflitante – aquele em que o acionista está envolvido por seus interesses. isto é. Outro direito individual é o de ser representado nas assembléias. são direitos da minoria qualificada. só que as outras correntes que dizem que nem todas as hipóteses são de conflito formal justificam que o voto é um direito e que o dever de votar no interesse da companhia é um dever jurídico primário e que não se pode presumir antecipadamente que o voto será abusivo. teria que se verificar em cada caso concreto. Pode acontecer também de todos os administradores serem acionistas e como se faz. em juízo. Não são direitos individuais. Se é anulável houve o direito de voto. as duas últimas. Ao lado desses direitos individuais existe também o direito chamado da Minoria Qualificada. através da eleição do Conselho Fiscal. O art. seriam hipóteses perante as quais os acionistas não podem votar de forma alguma. 61 do CC) isto não ocorre. por administrador. Por exemplo. 1ª Corrente: Há autores. art. em quaisquer outras matérias que possam beneficiar o acionista quando tiver interesse conflitante com a companhia 2ª Corrente Há uma outra corrente que sustenta que essas duas primeiras hipóteses são chamadas Conflito Formal. Para esta corrente. Esta fiscalização é feita de maneira institucionalizada. que dizem que todos os conflitos de interesses são “Conflito Formal”. Quais são essas hipóteses: votação relativa ao laudo de avaliação.2005 mas visando ao interesse da companhia de forma a beneficiar o interesse social.161 § 2º. 109 procurou traçar esses direitos que são denominados de direitos individuais. Reparem que a lei parte do pressuposto de que houve o exercício do direito de voto. A Lei não diz expressamente isto. 3ª Corrente Há uma outra posição intermediária que diz que os 2 primeiros casos são de conflito formal. CEJ . Nas primeiras duas hipóteses a matéria é clara. DIREITOS DOS ACIONISTAS A lei no art. 116. Verifica-se EX POST se houve voto conflitante ou de interesse particular. Este lucro é apurado e partilhado entre os acionistas. 47 . art. então se deve permitir o direito de voto e após é que será verificado se houve ou não houve o conflito de interesses. Porque individuais? Porque diz respeito a cada um dos acionistas. O estatuto pode estabelecer que poderá ser devolvido aos sócios o valor da integralização (ou o valor das contribuições) (corrigido). mas a 4ª seria de Conflito Substancial. II impede que durante a falência o acionista receba qualquer parcela do patrimônio da companhia falida. Aliás esses dois primeiros casos ninguém contesta. Isso gera o chamado conflito de interesses. Pagos os credores se sobrarem bens eles serão divididos entre os acionistas. também não pode votar se além de acionista também for administrador e a matéria for relativa a uma prestação de contas (NEMO IUDES em causa própria – ninguém pode ser juiz em causa própria). Esta é a posição de Luis Antonio Sampaio. não se pode excluir o direito de voto antecipadamente.134. isto pode.

Para harmonizar esses interesses é importante que haja um órgão relativamente coeso que possa imprimir a sua orientação na condução da companhia e que. eu posso usar o art. há também um selo de qualidade dado pela Bolsa de São Paulo. Poder Público controlador. inclusive em relação aos seus direitos. saúde. a companhia emitiria novas ações e eu não pudesse compra-las. Aprovação. Então se eu sou acionista e votei a favor da arbitragem. por ex. 243. núcleos. e até sugerida pela Constituição. Ocorre.2005 Art. ou novos valores mobiliários que possam ser convertidos em ações. Então a alteração da participação pode prejudicar a condição que o acionista tem na companhia. antes eu que tinha 5% agora cairia para 4%. se eu for acionista com 5% do capital. é uma palestra do Marcos Juruena. Na verdade isto é um selo de qualidade. por ex. O assunto é polêmico e não tem decisão judicial. da transformação da companhia de S. Então. existem duas correntes: 1) uma diz que quando ele ingressa na companhia. Não há previsão de que esta mudança estatutária provoque o recesso. por ex. É o que acontece na Lei das concessões e na Lei das PPPs. depois foi à AGU que admitiu que essas sociedades de economia mista tenham previsão de arbitragem em seus estatutos. então. é o acionista controlador. Poderia pedir exibição de livros em juízo? Não.A para Ltda. porque a arbitragem em si não significa renúncia a direitos. se já estava no estatuto ele fica automaticamente vinculado. De outro lado temos o acionista ordinário. através de uma sociedade que controla outra sociedade. nos termos em que especificar. responderá pelos abusos cometidos na condução da orientação da companhia. Direito de retirada da companhia: Também denominado direito de recesso. Em relação àqueles que ingressam na companhia depois da arbitragem. 116 e no 143. Um dos requisitos para tal selo é de que a companhia tem que ter no seu estatuto a previsão de arbitragem. Tem um artigo que está na minha pasta. pelo estatuto não exerce direito de voto e que só quer o dinheiro no bolso. 105 e pedir a exibição dos livros da companhia? Posso. CEJ . A Bolsa de Valores de São Paulo para avaliar bem uma companhia. Quem resume bem esses entendimentos é o Luiz Eduardo Cantidiano. ex presidente da CVM. a submissão desse acionista depende de manifestação individual dele no sentido de se submeter à arbitragem. Há várias discussões: Se há mudança no estatuto e o acionista ingressa na companhia depois dessa modificação. Porque a Lei previu isso? Para garantir que o acionista possa manter a sua participação no capital social.109. Inclusive a Petrobrás e o Banco do Brasil para merecerem este selo tiveram os seus estatutos alterados para incluir a arbitragem societária e com isso trouxeram a reboque outra discussão: Por serem a Petrobrás e o Banco do Brasil sociedades de economia mista poderiam incluir nos seus estatutos a previsão de arbitragem? E o Estado. Houve parecer da PFN contrário. É importante que em uma companhia exista um centro de interesses que seja capaz de orientar a companhia e seja capaz de lhe dar uma certa estabilidade. Nas questões que envolvam interesse público secundário. claro que a ela me submeto.A. inclusive. relações de poder distintas dentro de uma companhia. Existem os acionistas controladores diretos e os indiretos através de uma Holding. os antigos acionistas têm direito de preferência para comprar essas novas ações. para ver se uma companhia tem mecanismos interessantes capazes de atrair investidores criou o que se chama de “ níveis de governança corporativa”. (art. Além disso nós temos algumas leis que prevêem a arbitragem. ACIONISTA CONTROLADOR Definição no art. como uma das alternativas de solução de litígio. estas podem ser colocados em arbitragem. 109. Se não houvesse esse direito essencial à subscrição. Sou acionista. Ele sustenta que as sociedades de economia mista e Empresas Públicas se sujeitem à arbitragem. como se tem a ISO 9000. A doutrina se encarrega de dizer que o que o Poder Público não pode é interferir no interesse Público Primário. esse. influencia na política de investimentos da companhia. etc). está submetido à regra da arbitragem? E aí vem toda a discussão se a arbitragem pode ou não ser adotada no âmbito da administração pública. ou entre os acionistas controladores e os acionistas minoritários poderão ser solucionados mediante a arbitragem. § 2) Na definição do 116 nós extraímos dois requisitos: 1) 2) permanência: letra a) efetividade: letra b) 48 . que comenta este dispositivo e diz que não se pode automaticamente submeter alguém à arbitragem. Então há diversos focos.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. que elege. inclusive vinculativa aos órgãos do setor público. círculos. §3: arbitragem societária – A Lei foi modificada em 2001 e passou a permitir que o estatuto da companhia pode estabelecer que as divergências entre os acionistas e a companhia. quando um acionista discordar de decisões tomadas pela companhia. Toda vez que a companhia for emitir novas ações. Art. no livro dele de reformas da Lei das S. IV: preferência para a subscrição de ações. significa a opção por uma das alternativas. 2) a posição do Cantidiano é que mesmo para esse novo acionista. que são as questões meramente patrimoniais da Administração. por ex. Esta hipótese não é prevista na lei. que vota. As matérias que permitem a retirada do acionista estão elencadas na Lei. mas não votei a favor da arbitragem. Temos o acionista preferencial. preenche os cargos. deverá ser feito um termo individual em que ele manifeste sua concordância de se submeter à arbitragem. Quais foram os argumentos. que. Celso Antônio Bandeira de Mello e Helly Lopes Meirelles definem que o Interesse Público Primário é o interesse geral da coletividade (segurança pública.

Sociedade controladora art. caso decida votar de forma contrária ao que estava disposto no acordo. Na teoria geral dos contratos estudamos os efeitos dos contratos. ou melhor. Devemos lembrar também. Ex: um acionista que tenha 51% das ações mas que nunca vai nas assembléias e o outro grupo é que acaba decidindo tudo.arrola as modalidades abusivas do poder de controle que gera a responsabilidade. é um contrato típico. 117. Quando estudamos Direito Administrativo. caput. mas a companhia pode ser orientada pelo Estado a atender aos fins que justificaram a criação da companhia. Tem que pegar as três últimas assembléias e verificar quem compareceu e o voto de quem foi o preponderante nessas assembléias. A 1ª é a oponibilidade do acordo.: LSA=Lei das S. mas em favor da coletividade ou do próprio sujeito passivo do poder jurídico. O poder de controle é. O conceito de acionista controlador e acionista majoritário. 117. não se equivalem. se um acionista entender que o acordo pode prejudicar a companhia ele pode se negar a cumpri-lo. Atos de verdade são proibidos. Então. deve fazer com que a companhia progrida. Então o poder jurídico é para ser exercido não em favor daquele que exerce o poder jurídico. para sê-lo ele tem que ter esse poder permanente. Os requisitos são cumulativos. percebemos que a companhia deve acatar o que ficou disposto no acordo entre acionistas. O que a LSA regula é o controle interno. Art. mesmo aquele acionista que possui uma única ação também é considerado co-proprietário da companhia. por exemplo. de uma fração dela. Acionista investidor é aquele que está interessado nos dividendos que as ações podem trazer. ele não integra os atos constitutivos da companhia. A idéia antiga era a de que quem tinha a propriedade dos bens também tinha a sua administração. Art. 06/07/2005 – Aula 22 Obs. por ser um instrumento de persecução e realização do Direito Público. por esses poderes a Administração pode impor condutas e exigir condutas de pessoas sujeitas ao seu império. 117§ 1º . Por isso existe a figura do controle minoritário. não integra o estatuto (por isso parasocial). que tem por objeto disciplinar os direitos decorrentes da qualidade de acionista. ainda que exista as responsabilidades do acionista controlador. 238. LSA se refere a companhia de economia mista. Da leitura. realize seu objeto social. Há uma antiga resolução do Conselho Monetário Nacional que é válida até hoje: Resolução 401/76 (não completou a informação). ou seja. É por isso que há esse separação entre propriedade e administração. g – o objeto do acordo deve ser lícito. Podem haver divergências. 49 Artigo 116 LSA – acionista controlador. ou seja. É um acordo parasocial. § 2º LSA – a definição de sociedade controladora. não tem também a administração da companhia. um pacto parasocial. determinando que os dois deverão comparecer à assembléia. O acordo é oponível à companhia? Devemos ler o § 8º do art. é aquele que deseja participar da companhia. que é igual a definição de acionista controlador. A companhia é de todos os acionistas. Esses atos são atos de mera constatação. é um ajuste “ao lado” da companhia. Acionista empreendedor é o que deseja participar das assembléias anuais. é o controle que se dá através de participações societárias. Durante a votação. vemos os poderes da Administração Pública. que se refere as fluências de poder dentro da companhia.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. O art. e como ele deve exercê-lo. não está interessado em participar da companhia. Existe também uma responsabilidade administrativa. 117§ 1º. e um desses efeitos é dar relatividade em relação as partes. Imagine que dois acionistas tenham feito um acordo de acionistas. Como é que a gente identifica o acionista controlador? Não é só pelo número de ações. é um contrato de eficácia real – art. CEJ . Para dar maior estabilidade a essas relações de poder que existem na companhia. Pode ser que um dos acionistas assinantes do acordo não concorde com o que ficou decidido na reunião. Na companhia. Contudo. Através dos acordos entre acionistas pode-se obter o controle da companhia. porque a CVM pode aplicar penalidades. O art. É uma rol exemplificativo. os contratos além de produzirem efeitos para as partes é também oponível. 116. O professor acredita que o poder da sociedade controladora sobre a controlada se confunde um pouco com o poder jurídico que detém. que os acionistas que fizerem parte de um acordo de acionistas costumam fazer reuniões antes de uma assembléia. para decidirem como eles irão votar. assim. e a Administração o faz . 116 e 118 – falam também em acordo entre acionistas. A LSA não cuida do controle externo. porque o contrato não prejudica nem beneficia terceiros. não podem ser objetos de acordo entre os acionistas. e que deverão votar no mesmo candidato à presidência do conselho de administração. 243. os administradores públicos. mas que não basta. assim o acionista que fez o acordo terá seu voto anulado. Ele não é acionista controlador. 117 da LSA prevê a responsabilidade do acionista controlador. o Estado deve obedecer ao art. mas como ele não tem poder de controle. o titular do poder familiar.A. na verdade. e não em benéfio próprio. E nesse caso. portanto. mas a admininstração é exercida pelo acionista controlador. relações societárias. a lei previu os acordos entre acionistas. §1º e §8º. O acionista que tem esse poder deve exercê-lo em favor da própria companhia. que a maioria dos votos lhe assegura. Devemos lembrar que um acordo de acionistas não deve prejudicar a companhia. 118. 118. há a . Art. mesmo contrariando alguns dispositivos do art. um dos acionistas que assinaram o acordo decide votar em outro candidato. interesses conflitantes entre aqueles acionistas que desejam participar ativamente da companhia. também produz efeitos perante a companhia e perante terceiros. A doutrina discute sobre a separação entre propriedade e administração. O Estado exerce o controle sobre as sociedades de economia mista. § único LSA – disciplina o poder do acionista controlador. Art. não haverá responsabilidade do acionista controlador. um poder dever. Este acordo está previsto em lei. ele tem que exercer efetivamente o seu poder na orientação da companhia. A responsabilidade do controlador interno está prevista na própria LSA. Acionista especulador é aquele cujo objetivo é apenas ganhar com o movimento especulativo. fazer alianças com outros acionistas. Esses acordos tem algumas peculiariedades.2005 responsabilidade penal por crimes contra o mercado de capitais. E é assim também que vamos identificar o poder de controle da companhia. com o sobe e desce da bolsa.

50.07. Entende-se que mesmo pactuações verbais podem gerar acordos de acionistas. 1. os 50 TRANSFORMAÇÃO (LSA. 220. onde havia uma previsão legislativa de responsabilidade pessoal do sócio. melhor o conceito que temos dela. Obs. Na verdade a LSA regula esse instituto com muito maior propriedade que o CC. 118) pode ser onponível a terceiros. LSA. pedindo a execução específica da obrigação (art. O acionista que se sentir prujudicado quando um outro acionista se recusa a cumprir o acordo de acionistas pode recorrer ao Poder Judiciário. Como antes a transformação só era prevista na LSA. Quando for uma S. assim como a LSA também prevê. segue a regra da teoria geral dos contratos. A LSA define melhor. podem ser objeto de execução específica. ver se caberia na LTDA. não tem as limitações biológicas das pessoas naturais. Aquele que era credor de uma sociedade em nome coletivo. Deve-se respeitar o princípio da legalidade. O elenco não é números clausos. Quando o CC diz que o capítulo é relativo à cisão e não traça regras sobre a cisão. Também tem uma larga aplicação diante de situação de crise econômico-financeira das empresas a ponto da nova Lei de Falências considerar que a reorganização societária é uma das alternativas postas à disposição das empresas como meio de recuperação destas (v. A única vez nesse capítulo que vai aparecer a cisão é no direito dos credores.2005 REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA Esse assunto não fica só adstrito ao fim de normalidade das empresas.A. A LSA é mais técnica e mais minuciosa. em princípio. Não é matéria típica. pois os institutos serem idênticos. 639. O que significa isso? Ela não vai se extinguir e seu patrimônio não vai ser vendido para pagamentos aos credores. Não havia previsão . Execução específica da obrigação – é prestação jurisdicional em entregar ao credor ou a quem tem direito exatamente a prestação que foi prometida – art 118. O Marcondes quando redigiu. sem limitações. solidária e ilimitadamente. § 9º . Objeto típico do acordo de acionistas – art. De que maneira vamos aplicar a LSA? Supletivamente. Isso é importante. que trata da LTDA). 1053 permite que as partes escolham a aplicação supletiva na LSA. ou seja.053. Tando a matéria atípica quanto a típica. § 3º. a incorporação. é exemplificativo. as regras são um pouco diferentes. esqueceu de incluir a Cisão. se a sociedade não tivesse patrimônio. É muito comum acordos de acionistas onde os acionistas controladores se obrigam a dar garantia pessoal caso a companhia precise de recursos. desde que sejam materialmente possívesi. CC. CEJ . pode virar LTDA e viceversa. parágrafo único). a responsabilidade dos sócios fica diferente. 118. na incorporação e na cisão.: art. ou comparecendo se abstém. não responde por nada. por causa do art.: O Capítulo do CC que trata a transformação. II da Lei 11. até que no Congresso Nacional lembraram de incluir a Cisão. não há dispositivo nesse sentido. Além disso. art. Tanto o CC quanto a LSA dizem que a sociedade se transforma independentemente de dissolução e liquidação. mesmo agora. 1. empréstimos. apesar do nome do nome do capítulo incluir a cisão. por exemplo. Um S. 118. A sociedade tem a capacidade de sofrer mudança na sua estrutura. nós não temos regras específicas sobre a cisão no CC por causa de um cochilo do legislador. art. porque na limitada.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. a lei obriga que o operador jurídico aplique o outro sistema de normas.053.2005 então esse acionistas tem direito à justa recusa. É o que chamamos de mandato tácito. Então se essa sociedade era em nome coletivo. tem a capacidade de se consorciarem com outras sociedades. Aplicação supletiva de outra norma é fruto da autonomia da vontade das partes (art. Este artigo trata genericamente dos direitos dos credores na transformação. a sociedade pode produzir descendência à vontade. Agora o CC prevê regras específicas sobre essas figuras. em Nome Coletivo.113): É a mudança de tipo societário.101/05). Aula 23 13. subsidiariamente ou analogicamente? Aplicação subsidiaria é quando a própria norma se encarrega de remeter a outro repositório legislativo (ex. mas se não for LTDA e for uma sociedade simples que queira sofrer uma cisão? Se for uma sociedade em nome coletivo? Se for uma sociedade em comandita simples? Então. condições da venda das ações. para esta vamos aplicar o CC e para aquela vamos aplicar a LSA. ele está automaticamente investindo os outros acionstas para em nome dele proferir o voto. mas apenas alteram o nome do capítulo. 1. mas antes aquele indivíduo era credor de uma sociedade em nome coletivo e a transformação dela para limitada poderia prejudicar o direito desse credor que antes da transformação.: De Limitada para Anônima. A analogia é quando falta a norma e não há previsão de aplicação de outra. Temos que nos socorrer de um dispositivo que trate de assunto semelhante e que essa semelhança justifique o seu emprego (ubi eadem ratio ibi eadem dispositio = onde há mesma razão deve haver o mesmo dispositivo legal). se o capital já estiver integralizado. A duração do acordo pode ser por tempo indeterminiado (art. Código Civil). o operador jurídico tinha que utilizar a integração analógica para operar com essas figuras.quando o acionista não comparece à assembléia. Então o que o CC e a LSA dizem? A transformação não prejudica os direitos dos credores anteriores à transformação. temos que aplicar a LSA. Quando ela se transforma em limitada. a fusão e a cisão. Eu poderia. Embora a sociedade seja construída à imagem e semelhança das pessoas naturais. 639 do CPC. Tipo é a vestimenta societária. quanto mais antigas. 473.A. incorporando uma LTDA. será com aplicação analógica. a aplicação da LSA para resolver o caso de cisão. mas o CC também trata agora da transformação. em regra. não tendo regras específicas sobre a cisão. art. ao contrário. de transformação da LTDA ou de Soc. por exemplo. na fusão. quando muito. porque o art. Esse artigo prevê 16 meios exemplificativos de recuperação. Não há dispositivo no CC dizendo que as partes podem escolher a LSA ou na falta de regra do CC se aplica a LSA. Ex. Quaisquer outras matérias podem constar no acordo. poder de controle. Não será nem subsidiária nem supletiva. CPC). Matéria atípica só produz efeitos entre as partes. o fato de ela transformar-se em limitada não prejudica os direitos dos credores anteriores à transformação e. por isso não está protegida pela regra da oponibilidade. ou determinado. A aplicação subsidiária decorre da lei. Tudo que for matéria típica do acordo (art. § único. A diferença agora é que vamos aplicar a LSA quando se tratar de Sociedade Anônima e o CC quando se tratar de sociedades por ele regidas. então nós utilizávamos como paradigma legislativo a LSA. caput – o foco das assembléias – preferência para vender ações. Art. desde que entenda que a companhia pode ser prejudicada pela decisão da reunião. atingiria o patrimônio do sócio e agora que ela já está integralizada esse patrimônio não pode ser atingido.

1. por exemplo.076 c/c art. mas está de olho na recuperação da VARIG. arts. Eu acho que não. as sociedades que surgiram respondem solidariamente em relação às dívidas anteriores à cisão. Só é obrigatório para a S. com dissolução da(s) sociedade(s) incorporada(s). nesse caso não precisaria da unanimidade. O CC não previu esse documento. onde se tem pelo menos duas sociedades envolvidas. Ocorre que esse dispositivo não é previsto no CC. 2) CISÃO (LSA. Nós vimos que a transformação atinge o direito do sócio. 1. No CC. 229): É o fracionamento da sociedade. deixando com a sociedade que já existia a concessão da Dutra e criando uma nova companhia que vai ser a titular do direito de concessão da Rio-Petrópolis. mas não previu essa regra de renúncia no contrato social. poderá ser estipulado no ato da cisão que não haverá solidariedade entre a sociedade que ficou e a nova que surgiu e. Mas essa dissolução é sem haver liquidação. é facultativa a elaboração de protocolo firmado pelos sócios ou administradores das sociedades. ART. que era credor da TAP posso impugnar isso com uma ação anulatória.116): É um processo pelo qual uma sociedade incorpora. 1) FUSÃO (LSA.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. 1. CEJ . 2º) O CC previu ¾ para a fusão e para a incorporação. No entanto. a mesma regra de que poderá haver direito de retirada. Para exercer isso tem que ser no prazo decadencial de 90 dias. Mas a LSA contem um parágrafo único que não vamos encontrar no CC que diz que no contrato social poderia haver uma cláusula em que o sócio renunciava justificadamente ao direito de se retirar caso a sociedade resolvesse se transformar. Enunciado nº 227 – Art. INCORPORAÇÃO (LSA. O art.: o CC não tem regra sobre a cisão. Pode se fazer uma cisão.2005 credores da limitada poderão ir em cima do patrimônio pessoal dos sócios. 232 e 235. A regra é a unanimidade. art. 228. poderia acontecer o inverso. dentro do quadro geral da reorganização societária. 1. É importante saber se a cisão é total ou parcial. ART. Acontece que para haver transformação a lei vai exigir a unanimidade da concordância dos sócios ou acionistas. Parcela do seu patrimônio passa a compor uma nova sociedade. Reparem que previu a mesma regra de unanimidade. Vamos imaginar que eu sou credor da TAP e a ela está numa situação bem saudável. CC). no caso de cisão parcial. Como não há regra. 221 admite que o estatuto já possua uma regra sobre a transformação. 222. LSA). CC. dizendo que querem preservar os seus direitos de poder cobrar tanto de uma. INCORPORAÇÃO. Aí fica a dúvida! Poderia ser aplicado ao CC. extinguindo-se as fusionadas. quanto da outra. 1. Na Jornada do CJF entendeu-se que o quorum seria de ¾ por dois motivos: 1º) A cisão não deixa de ser uma alteração contratual. CC).119): É a união de duas ou mais sociedades que se fusionam para surgir uma nova sociedade. na sociedade em nome coletivo. 1. inclusive fala de contrato social ou estatuto. Esse prazo é decadencial. O 51 . Obs. 1. 222. elas deixam de existir. 1115. todas elas se extinguem e surge uma nova sociedade que será sucessora das que se extinguiram. Então a transformação afeta substancialmente as relações dos sócios entre si e dele em relação a terceiros. Enunciado nº 232 – Arts. absorve uma ou mais sociedades. Na fusão e na incorporação os credores podem se opor. FUSÃO E CISÃO A transformação não implica em dissolução da sociedade anterior. que é o ponto relativo ao quorum. Vamos imaginar que uma companhia de concessões rodoviária tenha concessão da Dutra e da Rio-Petrópolis na mesma sociedade. 233 – No caso de cisão total. Na incorporação há extinção das sociedades incorporadas e há sucessão. 227. Como poderia ser o credor prejudicado? Simples. nesse caso.116. Na transformação não há prejuízo para os credores. porque um conjunto de direitos e obrigações é substancialmente afetado com a transformação (art. mas não vão ter que pagar os seus credores.117 e 1.071: O quorum mínimo para a deliberação da cisão da sociedade limitada é de três quartos do capital social. 221. porque a totalidade do seu patrimônio migrou para duas novas sociedades que surgiram no momento que foi feita a cisão.076 c/c 1. 1.071). Mas lembrem-se. Nas sociedades regidas pelo CC o protocolo não é obrigatório. havendo sociedade anônima ou comandita por ações envolvida na operação. respondem solidariamente. Eu. O CC regulou totalmente a transformação para as sociedades regidas por ele e não previu essa hipótese. A LSA. mas aquele que discordar da transformação poderia pedir o direito de recesso e receber os direitos inerentes às suas ações. só os credores anteriores ao ato de transformação (art.122. Qual é o quorum relativo a cisão numa Sociedade Limitada? (v. dizendo que meu pleito foi prejudicado. Não há sucessão na transformação. • Cisão parcial – Apenas uma parcela do patrimônio da sociedade vai sair para construir uma nova sociedade. também o art. CC. A incorporadora vai tomar o lugar das incorporadas e continua a sua subsistência. prejudicou outro ponto do CC. A sociedade pode pagar a esses credores que estejam reclamando e esses processos prosseguem. 1114. E se o estatuto contem essa regra. a obrigatoriedade do protocolo e da justificação somente a ela se aplica. • Cisão total – A sociedade cindida deixa de existir. ou seja. Há um documento prévio e indispensável na fusão e na incorporação. e agora se transforma numa sociedade limitada. ART. Esse documento se chama protocolo. em princípio. Na fusão.120: Nas fusões e incorporações entre sociedades reguladas pelo Código Civil. Poderia tê-lo feito. porque antes ele estava numa sociedade que tinha responsabilidade ilimitada. pois antes eu era credor de uma empresa absolutamente saudável e esta empresa saudável está incorporando uma empresa que não é saudável e agora vai ter que responder pela dívida da outra. LSA). Na cisão – Art. Tanto aquela que ficou como aquelas que surgiram. É um documento que é assinado pelas administrações das sociedades envolvidas e será apresentado na assembléia de acionistas para que eles saibam exatamente o que vai ocorrer depois da fusão e da incorporação. Eles têm o direito de manifestarem oposição e com prazo de 60 dias para isso (art. Todos são processos de reestruturação. art. Pode ficar combinado que a TAP absorverá a VARIG. conforme a cisão seja total ou parcial. Ninguém pode ser sucessor de si mesmo (Tavares Borba). 1. No entanto. Existem regras de proteção aos credores (v.A. Na cisão pode haver a extinção completa da sociedade cindida com surgimento de novas sociedades ou na hipótese de cisão parcial a sociedade cindida continua a existir e a parcela dela que sofreu o corte vai compor uma nova sociedade. A LTDA se transformar em sociedade em nome coletivo.122 que tratou genericamente desses direitos dos credores na cisão. Houve uma revogação tácita. porque a regra é diferenciada na LSA e nos direitos dos credores. os credores anteriores podem notificar as sociedades. porque ela se aplicava aos outros tipos societários (v. ART. Ocorre do fenômeno da cissiparidade da célula (biologia). nós tivéssemos um quorum diferente para a cisão. CC). LSA e art. então não teria sentido que. temos o art. LSA e art. 232. DIFERENÇAS ENTRE TRANSFORMAÇÃO. A sociedade cindida continua existindo. Na cisão parcial também. prevendo que poderá ocorrer a transformação. Direito dos Credores: A incorporadora passa a ser responsável pelas obrigações que antes pertenciam às incorporadas.

o grupo WEG. É possível ter convenção de grupo. Estas formas de relacionamento é o que se chama de concentração empresarial. participem de empreendimento comum. isolada. Em grupos de direito. Vale dizer. tem que ser nos mesmos moldes como se fosse com terceiros. 5 Só existe um grupo de direito no Brasil. se permite que as sociedades integrantes do grupo de direito passem a ter atuação coordenada. Podemos perceber isso através do art. 245: uma sociedade não pode atuar em benefício da outra.Planos 1) Intersocietário a) Controlada: LSA. como a sociedade não pode atuar em benefício da outra ainda que seja controladora ou controlada. tem direito de se retirar da sociedade sendo pago o valor de suas ações. Ex: uma sociedade tem bom canal de distribuição de cerveja e outra tem bom canal de distribuição de refrigerante. que controla a Bombril. art. É o que ocorre no consórcio – societário – em que não é requisito que as sociedades pertençam ou tenham relações de natureza societária. mas o funcionamento é independente. mas no consórcio não tem por essência que uma sociedade tenha cunho de participação societária com outra sociedade. embora haja interpenetração societária. cada sociedade tem seu direito próprio à vida. logo.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Porque todas as sociedades têm o seu sócio.Semelhanças e diferenças entre o grupo de direito e o consórcio. Uma é sócia da outra. As sociedades têm que sobreviver como se fossem sociedades separadas. 1098 b) Controladora: idem c) Coligadas ou filiadas: LSA NCC d) Simples participação: NCC. art. mesmo que tenha um diretor para cada sociedade. tem que haver constituição formal do grupo de direito. 1. porque a lei diz que quando as sociedades vão fazer parte do grupo de direito. para que uma possa produzir e a outra distribuir a produção. No plano intersocietário. Houve abuso de poder de controle e o controlador foi penalizado com multa e a não exercer durante 10 anos nenhum cargo em companhias abertas. conjunta e podendo estabelecer vínculos de subordinação de uma sociedade à outra. Se houver relacionamento entre a controlada e a controladora. estaria prejudicando os acionistas minoritários desta que tem uma atuação em favor de outra sociedade. cada sociedade tem personalidade jurídica. Com isso. É possível prever diretor e conselho de direção geral para todas as sociedades. Uma participa da outra. diferentes sociedades que tem certa complementariedade entre suas atividades se propõem a realizar atividades de forma conjugada. Então o plano intersocietário é aquela em que há vínculos de natureza societária entre as sociedades que participam desta atividade conjunta. perde característica de independência. em vez de cada uma ter um. Qual a diferença entre grupos de fato e grupos de direito? No Brasil o caso clássico foi o da Sírio (italiana) com a Bombril. que no caso das sociedades é buscar o seu lucro. 278 LSA) . Relações de participação societária. atingindo o mesmo mercado. Ex: uma sociedade tem um bom produto e a outra sociedade tem boa logística. acidental. a praticar os atos de seu objeto e apresentar resultados satisfatórios aos seus acionistas. Aula 24 20. embora desempenhem atividades conjuntas. aplica a LSA. Um conselho só geral para todas. CEJ . elas perdem regime de atuação isolada e uma passa a viver em função da outra. art. o que não pode ocorrer é a venda a preço subsidiário. coordenada e subordinada: LSA. buscar suas finalidades. Para pertencer ao grupo de direito e se libertar da regra que impede que uma sociedade favoreça à outra. Ainda que uma sociedade participe da outra. Elas se unem em parceria para utilizar mesmo sistema de transporte da cereja e do refrigerante. Então. Uma consorciada não é sócia da outra consorciada. distribuição de produtos. secundário. mas isso é meramente contingente. estes vínculos de natureza societária podem ocorrer dentro dos chamados grupos de fato e grupos de direito. É extremamente comum que sociedades se unam para o exercício de atividades econômicas conjugadas. Então cada sociedade deve ter uma atuação isolada.07. Então estas sociedades se unem. sendo por esta razão que se exige aprovação de assembléia com o quorum e o direito de recesso. 4 Este assunto é de suma importância. que regula disciplina como uma sociedade viva em função da outra.2005 Código Civil não trata de cisão total ou parcial. Grupo Sendas. tem que ser aprovado e assembléia geral. atendam finalidade comum. A LSA trata dos grupos de fato e grupos de direito. Uma sociedade pode vender mais barato para outra. Plano extra-societário. em se tratando de cisão parcial. e quem não concordar tem direito de recesso (de se retirar da sociedade). art. ao contrário do grupo de fato. prejudicando a Bombril. Grupo Pão de Açúcar são grupos de fato. pois cada sociedade tem acionistas minoritários distintos. Então não é proibido que a controlada venda para a controladora. O grupo de fato tem a normalidade obedece ao regime das sociedades isoladas (ou seja.2005 CONCENTRAÇÃO EMPRESARIAL . porque ocorre muito na prática. para a Sírio. 243 §2º NCC. Então uma sociedade não pode ser utilizada para beneficiar outra4. Vale dizer. E caso fosse permitido. a aprovação tem o mesmo quorum qualificação de aprovação do estatuto. 265). é como se uma sociedade não participasse da outra. e o acionista que não concordar que sua sociedade participe do grupo de direito. fabricante de motores elétricos. Essa convenção pode prever cargo geral para as sociedades. Toda pessoa jurídica é sujeito de direitos e. uma não é sócia da outra. há sempre um liame de participação societária.100 e) Grupos de fato (regime jurídico das sociedades isoladas: artigo 245 LSA) e grupos de direito (atuação conjunta. 2) Extra-societária Consórcio (art. fez com que a Bombril fizesse empréstimos a juros abaixo do mercado. este relacionamento com base de mercado. existir separadamente. a exercer suas finalidades. Isso é possível. Ou seja. Uma sociedade participa da outra. Ou uma sociedade controla ou tem mera participação na outra. Pode se dar em dois planos: plano intersocietário e extra-societário. que precisa de aprovação em Assembléia Geral com quorum qualificado. ou seja. 52 . todo sujeito de direitos tem direito de ter sua vida própria. A Sírio. No grupo de direito5. Sociedades distintas configuram como consorciadas. seu quadro social. e neste quadro existem os sócios minoritários.

a sociedade coligada. salvo em casos temporários e limitados. que é sociedade de controle. Além disso. este resulta de redação antiga. eis que pode ter uma limitada fazendo parte de um grupo em que figuram outras S. e a LSA. Então é vedada a participação recíproca.capital . São cargos de deliberação colegiada.. E. as sociedades passam a ter atuação independente de suas atividades. Já foi questão da prova da Magistratura. O grupo não tem personalidade jurídica (aliás. As exceções são no montante que exceda ao das reservas. a LSA tem dispositivos muito mais aprimorados que o CC/02. mas só regula grupo de fato. Ou seja. É o que se chama de reserva (reserva não tem destinação específica). Isso anularia as participações patrimoniais e a participação seria de papel. e na CLT: art 2º §2º. perante terceiros. a partir da ata da Assembléia. CEJ . define quem é o acionista controlador. Essa regra desaparece para o grupo de direito e é por isso que a lei permite o direito de recesso).2005 Vale dizer a lei prevê que um grupo de direito de cargos de deliberação colegiada é um único conselho que delibera para todas as sociedades.00)___ ________________Passivo___________ _________ .Holding pura: quando a sociedade controladora apenas exerce controle sem ter atividade operacional própria. controladora. pois o grupo funciona de maneira interna. Então. esta subordinação de uma sociedade à outra.100 CC/02). tipos diferentes. Mas se quiser fazer grupo de só de limitadas. ___Ativo___ _____________Passivo_____________ _ Patrimônio Exigível: . É preciso entender que a CC/02 tem redação de 1969 e apresentado ao Congresso em 1975. Não há presunção de solidariedade 6: veja o artigo 266 da LSA. E temos a definição de Holding.prejuízos. somente do montante relativo às reservas. O Código Civil o que é controlada. ___Ativo (R$ 100. que trata de grupo de fato. nem distribuída aos sócios.Holding mista: quando além de exercer controle de outra sociedade e exerce atividade própria. O grupo pode ter sociedades de estruturas. Vejamos o artigo 243 §2º LSA. Prevê também. sem ter que obedecer a esta estrutura de convenção de grupo.longo prazo Bens Patrimônio Líquido: . . A lei diz expressamente que a sociedade integrante do grupo continua com a sua personalidade jurídica própria. extraímos a noção de sociedade controladora 7 através destes dois dispositivos. em se tratando de emissão de debêntures. em vez de cada uma ter o seu conselho único que trace diretrizes para todas as sociedades. Com estas regras de grupo de fato e grupo de direito aparecem algumas definições. vai ter que obedecer a LSA. Portanto. Direitos A LSA obriga que 5% tem que se destinada à reserva. É possível que nas sociedades se estabeleça que certas verbas. lucros . também. sem exercer controle efetivo. enquanto que a LSA trata num mesmo § das duas hipóteses. o acionista controlador. quem responde é aquela sociedade que contraiu a obrigação. Corresponde com o artigo 216 LSA.Controladora: é aquela que exerce direta ou indiretamente controle sobre outra sociedade. que trata do poder de controle. vejamos o artigo 1. A LSA regula grupo de fato e grupo de direito.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. . Não precisa dar em garantia apenas a da sociedade que está emitindo as debêntures. Então. quirografárias e subordinadas. a definição de sociedade coligada no artigo 243 §1º LSA: .circulável . que traz as seguintes definições: sociedade. O CC e a LSA proíbem a participação recíproca de uma sociedade na outra (ver artigos 244 LSA e 1.Coligada: quando sociedade tem mais de 10% da capital da outra. é para assuntos internos (entre as sociedades). Isto só é possível no grupo de direito.098: o CC/02 trata de controle direto e indireto nos dois incisos. é possível que a companhia que esteja emitindo debêntures dê em garantia o patrimônio de todas as sociedades do grupo: artigo 58 §6º da LSA. é possível prever garantia flutuante sobre todo o patrimônio ou uma parte do patrimônio de duas ou mais sociedades integrantes do grupo. No consórcio também não há solidariedade e também não há personalidade jurídica. A Holding pode ser: . O CC/02 também traz estas definições. 53 . vimos que podem ser com garantia real. digamos que no ativo tenha 100 reais. O CC/02 proíbe que exista participação recíproca de uma sociedade à outra naquilo que se pertine às reservas. para não haver a confusão. em que devia o candidato identificar qual era a Holding. Todo o capital de uma sociedade não pode ficar igual à totalidade do capital da outra. é de 1976. fica com o CC/02. Então. diretamente. flutuantes.Controlada: é aquela sociedade na qual a controladora exerce o poder de controle. uma sociedade limitada quiser fazer parte do grupo de direito. que parte do lucro não seja nem incorporada ao capital. Em se tratando de grupos de sociedades. se p. embora a LSA seja cronologicamente anterior ao CC/02. vão poder divulgar demonstrações financeiras consolidadas no grupo. como vimos. A reserva aparece no passivo. de acordo com o que tiver sido aprovado nas convenções de grupo.884/94).As. esta é uma semelhança entre grupo e consórcio). Igualar ativo e passivo de uma e de outra não pode. ex. na qual não se aplica a regra do artigo 245 da LSA (que proíbe que o administrador de uma das sociedades do grupo de fato atue em favor de uma das sociedades integrantes. de poder de eleger maioria de administradores e tem preponderância nas deliberações da 7 6 Somente na lei do CADE (Lei 8. por isso. Então.reserva: -legal -estatutár ia Temos.

Vejamos os artigo 278 LSA: pode estar sob o mesmo grupo ou não. consórcio tem natureza específica. são contratos bilaterais. enquanto que outra sociedade tem o maquinário. No grupo. quer de direito. em razão da idéia de empreendimento específico. leilão de privatização. a LSA prevê situação especial: artigo 278 §2º. Em relação ao consórcio. por não ter affectio. As sociedades. que irá. Mas o consórcio “privado” (para obra privada. É por isso que na LL não faz diferença se uma contratou e outra não contratou. Ou seja. diz que cada consorciado continua a exercer a sua atividade individual.2005 Bens Patrimônio Exigível: . Então essas empresas se unem para poderem participar da licitação (a Lei 8. com o nome específico de convenção de grupo. mas na Lei de Licitações. e Banco Real em consórcio que irão fazer esta oferta pública de valores mobiliários. o dispositivo pertinente é a LSA. em sociedade de simples participação. ou seja. então. como tem affectio. pois pode ser para uma gama de atividades que inserem no objeto do grupo. cria a figura da sociedade de simples participação: quando uma sociedade participa da outra (não é reciprocamente) e menos de 10%. fala-se em corporação. Consórcio societário: não é tratada no Código Civil. É o caso que consorciadas que se unem para participar de uma licitação. O consórcio também se alicerça em contrato. p. ainda que tenham várias partes. O CC/02 disciplinou os grupos de direito? Vimos que não. quem contrata são as próprias consorciadas. É apenas identificação de estabelecimento. Tanto grupo quanto consórcio tem mesmo fundamento. ex. Geralmente quando isso ocorre. uma é especialista em elaborar e a outra em executar a obra. Diferenças entre grupo de direito e consórcio: A primeira diferença está na finalidade. lucros . Bulgarelli. somente os grupo de fato.capital (R$ 25. pressupõe que a simples participação seja em caso em que a sociedade participe da outra com menos de 10%. III que tem que constar a duração. quer de fato. que também não são pessoas jurídicas. os sócios se reúnem para realização das atividades. diz o artigo 279. p. Ter CNPJ não significa ter personalidade jurídica8. o contrato de sociedade tem natureza plurilateral. o dispositivo pertinente é o artigo 1. É por isso que a lei diz que na falência o consórcio não se extingue. A falência de uma consorciada não desfaz o consórcio. Tanto a convenção de grupo de sociedades. Duração: o artigo 269.reserva: -legal (R$ 10. portanto. Basta compararmos o artigo 278 com o artigo 265. é aprovado por Assembléia de todas as sociedades integrantes do grupo que vão assinar este contrato. o cuidado a ser tomado é que: pode uma sociedade com menos de 10%. tem natureza específica. 9 Então somente poderá haver participação recíproca no montante equivalente a 15 reais. da essência. Regula as atividades das sociedades para o exercício de atividade econômica comum. inclusive. Se houver controle. Ou seja. Mas quem contrata é cada uma das consorciadas através da corporação que cada uma delas dão para a sociedade líder. No intra-societário.longo prazo Direitos Patrimônio Líquido: . Também não é pessoa jurídica. há. ex9) não há solidariedade.ainda que despersonalizada . temos o relacionamento entre as empresas no plano extra-societário. os contratos bilaterais não se extinguem. (em obra pública. agir. CEJ . O CC/02 quando fala no artigo 1. Cada uma das sociedades responde por suas obrigações e. O CC/02. não há affectio societatis. Ambas. de local para fins tributários: artigo 278 e §1º LSA. subsiste o consórcio no que tange às demais.prejuízos. ex.que vai exercer a atividade.098 do CC/02. eis que na affectio cada uma entrega para uma entidade . Digamos que uma sociedade 8 Por exemplo: os tribunais têm CNPJ e. necessariamente. exercer o controle da outra? Vimos que não é o mesmo conceito de acionista majoritário e de acionista controlador (controlador é aquele que exerce efetivamente o seu poder). em nome delas. Ou seja. na falência. Mas os contrato de consórcios. Portanto. que vai envolver a duplicação da Ponte Rio-Niterói. se formam a partir de contrato. 54 . mas pressupondo ausência de controle.circulável (R$ 50. Da mesma forma os condomínios. Então se trata de união entre empresas para o exercício de atividade econômica comum. por isso não a sociedade (que significa a estruturação de um organismo que vai coordenar as atividades). Por outro lado. que irá contratar. E. quanto o consórcio são contratos. Não há personalidade jurídica porque não é o consórcio que vai executar a atividade. O consórcio funciona muito bem na seguinte situação: pretende-se participar de uma licitação. contratar. mas também têm CNPJ. Se a Rede Globo quiser fazer obra de ampliação de sua sede. e grupo tem natureza indeterminada. porque não entra na configuração. representar estas consorciadas. O consócio apenas disciplina a atividade individual de cada uma das sociedades. ou seja. Enquanto o artigo 265 diz que as sociedades podem participar de atividades ou empreendimentos comuns – dando idéia de pluralidade – o artigo 278 fala em “determinado empreendimento”. isso é necessário. mas não tem a tecnologia. Mas e se uma sociedade tiver menos de 10% e exercer o controle? Será de simples participação? Não. p. porque segue a disciplina dos contratos bilaterais (artigo 117).666/93 prevê o consórcio).00) -estatutária (R$ 15. em que não há participação de uma sociedade no capital de outra. responde uma perante a outra limitado apenas naquilo que se comprometeram. para a participação de emissão de títulos de uma S.A. Até pode eventualmente. Quando dois bancos se unem. Em termos de falência.00) seja especializada em projeção. Se uma sociedade participasse do capital da outra.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. porque a finalidade do consórcio é regular a atividade de cada consorciado.00) . IV diz o grupo pode ser constituído para prazo determinado ou indeterminado. Semelhanças entre grupo de direito e consórcio. Quem exerce as atividades são os próprios consorciados. A outra semelhança é que os dois não têm personalidade jurídica. No consórcio não há organismo comum que vai deliberar. e sim entes formais. Na sociedade do CC (artigo 981).00) . não será de simples participação. mas não é inerente. A LSA diz que não há solidariedade. O Poder Público quer fazer licitação para projeto e execução da obra. Quando o consórcio contrata. pois cada uma responde por suas obrigações. mas tem máquinas e equipamentos. nem por isso têm personalidade jurídica. Não é relevante. Já o grupo não. origem: contratual.. que prevê o controle. E as sociedades consorciadas estabelecem uma espécie de líder do consórcio. há). Caixa Econômica Federal. No primeiro caso. Quem vai oferecer? Suponhamos que Banco do Brasil.100CC/02. uma sociedade tem que ser sócia da outra.

Insolvência Civil Falência . pode ser presumida (em razão da impontualidade que não há bens suficientes injustificada – art. Artigo 1015 do CC/02. mas sempre dentro do critério proporcional).00 Patrimônio – R$ 50. se este fosse omisso.00 . Os credores encontram no patrimônio do devedor a garantia para o pagamento de seus créditos. mas quando não existem bens suficientes não é justo premiar um credor e deixar o outro credor sem receber nada.00 Devedor B – R$ 30. se o patrimônio do devedor basta para atender os credores. Ou seja. É uma execução coletiva porque são vários credores atuando no processo. ao contrário de outros países em que a falência é administrativa. 94. não precisa esta participação: artigo 278. as execuções individuais são abandonadas porque uns credores podem receber e outros não (na execução individual correm em varas separadas).não há estas restrições na insolvência civil.não havia e não há inquérito 55 . O devedor não vai mais atuar no mercado.instituto privativo do empresário. o artigo 140 da Lei 11.há a possibilidade do meio preventivo da recuperação (antiga concordata). Aula 25 – 27/07/2005 – 2º Tempo Falências A falência é. 158) . sendo 2 quirografários. porque não é ato de mera gestão. nas mãos de outras pessoas que vão operar esses ativos.101/05 (nova Lei de Falências) prevê uma ordem preferencial de venda desses bens. A finalidade da antiga lei era somente vender os bens para solver os débitos (solutória liquidatória) e cumprir com a obrigação. preferencialmente. mas sim de forma igualitária dentro da mesma categoria.tem de ser comprovada. Como a lei visa preservar esses ativos produtivos? Através da venda dos bens em bloco. quando o devedor é solvente. será abandonada a execução individual e haverá uma “execução” única para que haja igualdade de tratamento entre os credores (o pagamento não será mais feito de acordo com a ordem de penhora. 2 trabalhistas. A venda dos bens desse devedor não deve ser feita de maneira assistemática. Segundo o artigo 108. Artigo 270 diz que deve haver Assembléia Extraordinária (de alteração de estatuto). 76 . quem aprova é o órgão da sociedade que aprova a alienação de bens do ativo permanente. Diante do devedor insolvente. porque a liquidação extra judicial segue os mesmos princípios da falência.insolvência do devedor não empresário.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. primeiro no direito). Quando o devedor é insolvente. O próprio artigo 34 da Lei de Liquidação Extra Judicial das Instituições Financeiras (Lei nº 6024/74) diz que o Banco Central fica equiparado ao juiz e o liquidante fica equiparado ao antigo síndico da falência. independentemente a sua execução).2005 A terceira diferença tange aos órgãos de aprovação. VIII: o Conselho de Administração10. classe de créditos. igualitário? Porque não é justo que o devedor não tenha bens. para que se possa atender a todos igualitariamente. Ou seja. Os credores têm nos bens do devedor a garantia genérica do recebimento dos seus créditos. é preservar a utilização produtiva dos bens do devedor falido. Ver artigo 142. O §Ú diz que os sócios dissidentes têm direito de recesso. E cada credor vai recebendo de acordo com a anterioridade da penhora é o que se chama de prior temporis potior iuris – o credor que primeiro penhorou os bens do devedor terá prioridade para receber na hipótese de alienação judicial do bem (primeiro no tempo. Mas a assembléia de credores pode deliberar sobre forma distinta de alienação (art. Quando o devedor é solvente (quando ele tem bens suficientes para atender os credores) há a execução individual (cada credor ajuíza separadamente. de forma proporcional.. um processo judicial de execução coletiva. a lei previu um critério capaz de preservar e otimizar os ativos produtivos. pronta para operar. latu sensu. então. os bens serão arrecadados pelo administrador judicial para que se proceda a venda dos mesmos. NLF) para o pagamento - Porque esse tratamento qualificado. Integração societária: o grupo só tem como integrantes sociedades com nexo de participação. No consórcio. pessoa física física ou jurídica (ex. até porque é com o produto dessa venda que os credores serão pagos.A falência somente ocorre em juízo (processo judicial) onde há um concurso de credores que concorrem com o patrimônio do devedor. com quorum qualificado. A nova Lei de Falências. 10 do débito. homologando o juiz essa outra forma. no processo judicial.não há possibilidade de o devedor pagar menos do que deve. onde são arrecadados os bens do devedor empresário insolvente para a distribuição de seu produto de modo igualitário e proporcional entre os credores de uma mesma classe. 145). É razoável que quando haja patrimônio suficiente cada um receba de acordo com um critério cronológico. Ver o artigo 75 da Lei de Falências. Somente corre essa ação a atração do juízo falimentar mais intensa que na insolvência civil (art. o pagamento tem de ser integral facilmente a extinção de suas obrigações (art. além de pagar e liquidar. visando ao afastamento do devedor e a preservação dos ativos produtivos. pessoa . vai depender da aprovação em reunião dos sócios. e não da empresa.00 – cada um receberá na proporção de se crédito – A terá 50% de R$50.: associação ou jurídica sociedade simples) de moradores.não há crimes próprios ou que dependam de crimes falimentares e a imposição de deveres uma sentença de insolvência pessoal do falido (crimes que exigem uma sentença de falência porque ela é condição objetiva de punibilidade). 102 a 104).na vara onde tramita a insolvência civil prevê uma universalidade subjetiva (credores) e Se for uma limitada. Por isso. só pode fazer parte sociedades que estejam sob o mesmo controle acionário. – deveres do falido (arts. e o credor que chegou primeiro tenha levado todo o montante quando o crédito é o mesmo. A falência visa a preservação dos ativos produtivos. Exemplo: Devedor A – R$ 50.vis atrativa do juízo falimentar). em decisão por maioria. No momento da venda dos bens desse devedor. No consórcio (artigo 279). A liquidação extra judicial segue os princípios da falência. teria que se consultar o contrato social e. visa vender os bens do falido e tira-lo do mercado. preocupa-se também em que os bens possam continuar com sua função produtiva. Os credores vão recebendo na ordem da expedida das respectivas penhoras. CEJ . Então a falência é um processo judicial.não há meio preventivo . as execuções serão individualizadas.00 Devedor C – R$ 20.

94. 94.A foi revogado expressamente em 2001 pela Lei 10303/01. pode ser presumida.Legitimação Ativa (art. 104) bens da Falido (art. não paga. a obrigação deve permitir a deflagração do processo de execução. como a empresa pública. da Lei de Falências. à situação econômico-financeira. A nova Lei de Falências não prevê limite etário. Está sob a forma de S.antigamente se dizia que havia o inquérito insolvência policial falimentar para apurar provas para ocrime falimentar. sendo os crimes . Resta apreciar o caráter objetivo e o caráter formal. CEJ .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. 97. que é o protesto e o valor deve ser superior à 40 salários-mínimos. 126) O artigo 1º já define o campo de abrangência. prevendo a recuperação. 115 e 77) Contratos do Falido (117 e 119) O caráter subjetivo dos pressupostos da falência já foi discutido em sala de aula. se houver ainda obrigações do tempo em que era. Este inquérito acabou com a Nova Lei de Falências. preocupados com a segurança do tráfego aéreo. Então: o contrato de locação é título hábil ao requerimento de falência? Sim. I. podendo inclusive. O contrato de honorários advocatícios que o advogado tenha celebrado com o empresário também é. da nova lei (Lei 11. 2º exclui aqueles que. Obrigação que constitua título executivo. VIII fala da sociedade que deixou de ser empresária. O contrato de abertura de 56 Subjetivo . obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na data do pedido de falência. no vencimento. 108) (art. A antiga lei de falências previa a idade mínima de 18 anos para sofrer a falência. 108) . 5º) . 76 e art. a Lei de Falências será aplicada subsidiariamente a essas leis especiais. O artigo 96. Para este entendimento o menor empresário está sujeito somente à insolvência civil.94) . Essa obrigação deve ter o não pagamento comprovado através de ato solene. porque geralmente perguntam: a duplicata tal pode ensejar pedido de falência ? o contrato tal pode ensejar pedido de falência ? Nesse momento vocês serão chamados a dizer qual deles é título executivo. no caso de empresário individual. Então esse estado de desequilíbrio patrimonial que se refere ao dado objetivo da falência se dá através da caracterização da mesma: Considera em primeiro lugar está o não pagamento injustificado de uma obrigação líquida constante de um título executivo. enquanto o subjetivo se refere à pessoa do falido. I) Para falir tem de ser empresário individual (antiga firma individual) ou sociedade empresária. em seu art.A. 197. o art. mesmo deixando de ser empresária. 97) Falido (art. Nós temos uma enormidade de questões que perguntam sobre falência.Falimentares apurados pelo inquérito policial comum Âmbito de abrangência da Nova Lei de Falências Formal Execução frustrada Atos de Falência Igualdade ou Paes Conditio Creditorum (art. também seriam incluídos. e se a lei não quis incluir. no Brasil.03/08/05 . e com isso foi afastada a possibilidade de falência das empresas públicas e sociedades de economia mista. também pode ter a falência decretada.” Portanto. Essa primeira hipótese corresponde ao artigo 1º da Lei de Falências anterior. 242 da Lei das S. 94. Então nesse caso a lei caracteriza objetivamente a falência de três modos. mas na verdade são sobre processo civil. O caráter objetivo se refere à situação de desequilíbrio patrimonial. mas mesmo assim não sofrerá a falência.101/05): “Será decretada a falência do devedor que: I – sem relevante razão de direito. Há o entendimento (para o Ronald Sharp e Márcio Guimarães) que se aplica a idade mínima da antiga lei porque a maioridade penal é adquirida aos 18 anos e só a partir desta idade que o menor empresário poderá responder pelos crimes falimentares. porque aquilo que for título executivo será um título hábil a ao requerimento de falência com base no art. 187 do Código Brasileiro de Aeronáutica proibia que as empresas aéreas e as prestadoras de serviços aeroportuários tivessem concordata. Também pelo artigo 1º estão excluídos as associações. a corrente majoritária e os Enunciados da III Jornada do CJF entendem que o menor empresário pode sofrer a falência. e que. Não se pode usar integração da norma quando a intenção da própria norma limitar quais são os casos. do não pagamento de encargos e obrigações.Efeitos da Sentença de Falência Credores do Falido (art. pois conserva a obrigação por até 2 anos. se não tivesses dispostos aqui. porque é título executivo. fundações. que diz que quando não houver lei nova sobre alguns assuntos dispostos nesse artigo. Aula 26 1º Tempo . porque a lei diz que o contrato de honorários constitui título executivo. expressa no art. de incidência da lei de falências – essa lei se aplica ao empresário individual e a sociedade empresária (o texto originário incluía a sociedade simples.77) e Subjetiva Unidade ou Indivisibilidade – exceções (art. I. Pressupostos da Falência: 1) Pressuposto subjetivo (art. Tem também a falência do espólio do empresário individual.Princípios Universalidade Objetiva (art. é silente quanto a isto. O art. sociedade de economia mista e instituição financeira propriamente dita ou equiparada. 94. partidos políticos e organizações religiosas. embutido agora no art. não cabe ao intérprete dela incluir. como diz o parágrafo 1º do art.Pressupostos da Falência Impontualidade injustificada Objetivo (art. Esse afastamento deve ser conjugado com o art. mas foi retirada da lei porque ela não é sociedade empresária). O caráter objetivo requer uma situação onde o montante do passivo é maior do que o montante do ativo.2005 policial de . O art. Quando nós estudamos aquela distinção entre a insolvência e a falência nós vimos que a falência. os credores se juntarem para atingir o patamar superior a esses 40 SM. através de atos de falência. Além disso. Restou-se então uma omissão intencional da lei. II. Contudo. A Nova Lei de Falências. 107 alterou este entendimento.

Se estiver com o patrimônio líquido negativo (que é o caso da VARIG). não legitimam o pedido de falência os créditos que nela não se possam reclamar. 15 da Lei de Duplicatas. O protesto especial se refere à títulos que não são protestáveis no protesto cambiário. Só que a nova lei permite a recuperação extra-judicial. sustenta que continua existindo. inclusive a jurisprudência diz que basta o protesto comum. a sentença judicial que decreta a falência. no caso de depósito elisivo. Há alguns créditos que não podem ser requeridos na falência. o credor deposita o valor correspondente à obrigação vencida ou a execução frustrada que deram motivo ao pedido de falência impedindo a decretação da mesma (art. A falência é decretada. prazo este que foi resultante de ampliação do previsto pela lei anterior. então começa a tomar atitudes que não são compatíveis com uma boa saúde financeira.. A nova lei não prevê essa situação. entretanto. não usa mais a expressão “declaratória ”. Único). o juiz ordenará o levantamento do depósito realizado. E esses atos já admitem o requerimento e a decretação de falência. Então alguém só é tecnicamente falido se houver uma sentença de falência. ou seja uma ação de conhecimento pelo rito comum. uma vez citado. Aval de favor é aquele que se dá sem requerer nada em troca. certos expedientes que o devedor vai adotando que são incompatíveis com uma situação de saúde financeira. por si só. O professor considera que em virtude da ausência de previsão legal. o credor poderia requerer a falência do devedor utilizando-se de um protesto feito por um outro credor. por pura liberalidade. A grande novidade que se dá é que. o devedor não paga. O art. ”. sem aceite. também responde.PRINCÍPIOS DA FALÊNCIA 57 . 99 da Nova Lei). não deposita e não nomeia bens suficientes à penhora. A duplicata mercantil.. Ex: o aval que o marido dá em obrigações da mulher e vice-versa. o cheque levado a protesto regular. O protesto é uma condição da Ação Falimentar. Assim. só está economicamente falido. Ex: o contrato de locação e o de honorários. Estaria onerando onerando a massa e por conseqüência prejudicando o rendimento dos credores da falência por conta de atos de benevolência praticados pelo falido. e. Essa obrigação não pode ser cobrada na falência porque não há contrapartida para a massa falida. economicamente falando. É doutrina pacificada no STJ. porque embora se pronunciasse sobre um estado econômico que é a insolvência. que é uma sentença. A lei anterior usava a expressão “sentença declaratória de falência”. A lei anterior se referia ao protesto por empréstimo. art. caput). O depósito deve ser feito no prazo da contestação (10 dias. porque é dessa sociedade que o marido retira os meios de subsistência da própria família.2005 crédito em conta corrente não será hábil ao requerimento de falência porque a Súmula 233 do STJ diz textualmente que este tipo de contrato não é título executivo. ou seja. comodato. Fábio Ulhoa Coelho. Alguns autores sustentam que seja um protesto especial. cabendo ao autor pleitear também esses valores. Além disso não tem cabimento que o credor se utilize do título já protestado por terceiro para requerer a falência com base em título não vencido. embora sem o aceite expresso. A nova lei. caso em que inclusive a meação da mulher. parág. . O protesto cambiário devidamente feito já preenche o requisito para o requerimento de falência. Existem acórdãos do STJ nesse sentido (RE 203791): “. Os valores referentes às despesas realizadas pelos credores que habilitarem seus créditos na falência já decretada não poderão ser cobrados (art. Atos de falência são comportamentos. 94 diz ainda que mesmo que estejam líquidos. ou ainda a sentença judicial condenatória transitada em julgado. É a utilização de protesto feito por terceiro para o pedido de falência do devedor.: doação. 23. Quanto ao inciso II do artigo 94. como está no art. fianças e avais de favor. situação onde mesmo não vencido o título. 94. Este protesto especial está inserido na Lei de Protestos (Lei 9492/97) no art. através do seu artigo 161: “ O devedor que preencher os requisitos do art. Nessa hipótese a defesa do devedor era baseada no crédito do terceiro que não foi o que pediu a falência. São os créditos previstos no artigo 5º da Lei de Falências: as obrigações a título gratuito. mas na verdade não é esse o entendimento correto. sem nenhum interesse direto ou indireto. CEJ .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. que o pai dá em obrigações do filho. atitudes. agora é incentivado pela nova lei.. não subsiste mais essa forma de se requerer a falência. começa a favorecer uns credores em relação a outros. no caso de procedência do pedido do autor. É o único que continua sustentando essa possibilidade. esteja protestada e venha acompanhada do recibo de entrega de mercadorias. sem essa providência a ser tomada pelo autor (protestar anteriormente o título) não haverá interesse do Estado na ação. Isso porque a doutrina em peso reconhece que a carga preponderante na sentença de falência é a constitutiva.. protestada. Ex. 98. O patrimônio líquido negativo representa uma situação de desequilíbrio patrimonial. na forma da legislação de títulos de crédito. porque não são títulos de crédito. um estado de insolvência. porque a duplicata só passa a ter força executiva quando. de título de crédito. este inciso fala da execução frustrada. Portanto não há necessidade de um segundo protesto. isso também caracterizava um ato de falência. pela lei anterior quando o devedor convocava credores para tentar acertar suas dívidas com os mesmos. Então aquilo que antes era considerado ato de falência. mas ainda não está juridicamente falido. Para que isto vire falência é preciso preencher um requisito formal. que é exatamente essa providência que o credor toma de procurar os credores para buscar um equacionamento das dívidas e levar o plano assinado a juízo para homologar essa renegociação das dívidas. 5º. a ação de falência converte-se em ação de cobrança. São indicativos que sugerem um desequilíbrio patrimonial. São vários atos: quando o devedor se ausenta. Isso gera uma presunção do estado de falência. Nessas duas hipóteses (incisos I e II do art 94) de pedido de falência. por pura benevolência. III. II). Poderá ser qualquer valor. Então o aval de favor é aquele concedido por pura amizade mesmo. que não atuou como avalista. quando. Nessa hipótese o pedido de falência não dependerá de valor. 48 desta Lei poderá propor e negociar com credores plano de recuperação extrajudicial”. O parágrafo 2º do art. quando ele vende seu patrimônio e não deixa bens pra pagar os credores. é hábil a instruir pedido de falência ? pode constituir título executivo ? Não. 98. Presume-se o caráter oneroso em aval dado pelo marido à sociedade da qual ele faça parte. no entanto. a lei autoriza o devedor a elidir a falência com o depósito elisivo. que não faz parte de um conjunto de negócios em que alguém vá indiretamente auferir algum proveito econômico. se refere aos chamados atos de falência. uma vez que tal providência impedirá o concurso universal de credores. suprindo a exigência de protesto especial . Então é preciso identificar quando estamos diante de um título executivo que pode ser judicial ou extrajudicial. que era de 24 horas apenas. É a partir da sentença de falência que se vai ter a irradiação de uma série de efeitos que antes não existiam (vide art. Porém. é título hábil para instruir o pedido de falência. criava uma situação jurídica nova.

Art. Essa regra de fixação de competência. porque se refere às funções do juiz. recursos e penhoras.créditos trabalhistas. Ao mesmo tempo. Finalmente. 5º e 29 da Lei 6. 3) PP da Unidade e Indivisibilidade Falimentar Trata-se da conseqüência lógica da aplicação dos princípios anteriores. É mais um exemplo de patrimônio de afetação que não sofre arrecadação. não estão sujeitas ao pp da unidade e indivisibilidade as ações não previstas na lei de falências. parág. embora mencione o critério territorial. No que tange a SA. é de natureza absoluta e improrrogável. O dinheiro resultante da alienação dos bens penhorados deve ser entregue ao juízo da falência. 122. há dívidas contraídas e não-pagas. Então essa igualdade de armas ou igualdade de tratamento entre os credores está mencionada no art. a falência constitui um conjunto. é chamada pela doutrina de competência territorial funcional. devendo o mesmo ser habilitado no concurso de credores. convocação de assembléia. O próprio devedor também está legitimado a requerer a sua autofalência. a autofalência também se perfaz pela reunião de Assembléia Geral de cotistas e somente deste modo. 108. para o juízo falimentar. em se tratando da falência do espólio. Quando a execução fiscal for ajuizada após a falência. e somente em 3º os créditos tributários (Resp 188. a autofalência deve ser obra de deliberação em Assembléia Geral Extraordinária. em função da facilidade na arrecadação de bens. portanto. Porque é atraído. A súmula 44 do Tribunal Federal de Recursos. Só não serão arrecadados os bens impenhoráveis. porque a Recuperação é um Negócio Jurídico. 122. poder controlar melhor os atos dos administradores. um universo de credores.. Por ex.148). propondo normalmente a execução fiscal. Ocorre no caso de falecimento de empresário e quando deste evento.830 – Lei de Execuções Fiscais). A falência promove a arrecadação do universo dos bens e direitos. a lei 10. como toda competência funcional. não serão arrecadados na falência. e como tal pode estabelecer livremente suas condições. Apenas o pagamento é que será feito no juízo falimentar. portanto.931 (trata do patrimônio de afetação imobiliário.2005 1) PP da Igualdade de Armas ou Igualdade Entre os Credores ou Paes Conditio Creditorum ( art. a disputa.. na medida do possível. aqui não se exige esse requisito do tratamento igualitário. distinto. Exceções: O art. de satisfação coletiva do crédito. 2) PP da Universalidade Objetiva e Subjetiva que tenha sede fora do Brasil ).914 (Sistema Brasileiro de Pagamentos) reserva uma parte do patrimônio das entidades que prestam serviços de compensação financeira com títulos e valores. Somente a execução do crédito apurado é que se faz na falência. 58 Significa que a Falência abrange a totalidade de bens e direitos que o devedor tem. (art. os embargos. etc. A lei 10. será feito no juízo falimentar uma penhora no rosto dos autos. Esse não é um princípio necessário na Recuperação. I. correm no juízo próprio para a execução do crédito fazendário (Varas de Fazenda Pública ou Varas Federais de Execução Fiscal).DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. A execução. 3º: “É competente para . Então. A determinação da competência para o juízo falimentar se faz por um critério absoluto (art. decretar a falência o juízo do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de empresa . os bens penhorados não são levados ao juízo da falência. Embora a Recuperação também seja uma forma de execução coletiva do crédito. IV e Art. O juízo da falência. na fase de conhecimento (reclamação trabalhista). na verdade é uma mera reserva de bens.03/08/05 Falência Legitimados ativos Primeiramente deve-se considerar q a própria lei de falências prevê q o devedor pode requerer a falência. par. O juízo da execução depreca ao juízo da falência a constrição aos bens. Aula 27 . 126. Para requerer a falência há também como legitimado passivo o cônjuge sobrevivente ou herdeiros e o inventariante. Também não correm na falência as execuções fiscais (art. Deve permitir. Então há uma universalidade de bens e de credores que são atraídos para o juízo falimentar. Arrecadam-se os bens e sujeitam-se os credores ao procedimento coletivo concursal que é a falência. 2º créditos com garantia real. A Fazenda. para que se incorpore ao monte e seja distribuído observadas as preferências: 1º . o conjunto de credores. Constituem um patrimônio à parte. que todos recebam alguma coisa. dentre outras coisas) diz que o patrimônio das construtoras que for afetado à comercialização. 97. onde o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo. único. CEJ . continua sendo aplicada e diz o seguinte: se a execução fiscal for proposta com penhora realizada antes da falência. Não há autor falando sobre isso. á entrega a compradores. da Lei de Falências) Neste caso. por isso também é subjetiva. porque ainda deverá respeitar a hierarquia.. Em se tratando de Limitada. mas que envolvam a massa o tratamento tem que ser qualificado (igualitário). ou então aprovada pelo acionista controlador. isonômico. do restante do patrimônio que é arrecadado na falência. passa a ser único para julgar as ações que envolvam marca e as questões de outros bens dos credores. É a criação de uma unidade e indivisibilidade que possa garantir a igualdade entres os credores e a arrecadação e submissão de todos os bens ao juízo falimentar. A própria lei já diz isso (art. deve-se averiguar quem é q está legitimado a requerer a falência. não tem que habilitar o seu crédito. que diz que mesmo nas relações não previstas na Lei de Falências. para evitar que alguns credores recebam tudo e outros não recebam nada. a ordem dos pagamentos. embora tendo como parâmetro o critério territorial. portanto. como regra. LSA. Então na Recuperação forçosamente não há observação desse princípio. A própria lei admite que o credor concorde em abrir mão do tratamento isonômico na Recuperação. Do tratamento igualitário. 126) Também chamado de PP da Paridade entre Credores. Também os bens do patrimônio de afetação não serão arrecadados. em se tratando de AS ou de Limitada. 76 diz que não são da competência do juízo falimentar as causas trabalhistas. 4º). Nesse momento ainda será competente a Justiça do Trabalho. têm uma parte do patrimônio que é separada e não vai para a falência.

Há ainda um outro argumento que não está no RESP. Este Acórdão prevê: 1) A Nova Lei de Falências não contempla a Fazenda Pública para requerer a falência. 97. Ele é um investidor que participa do esforço empreendedor da CIA. sendo o primeiro deles os créditos trabalhistas de até 150 salários-mínimos. 75 a excluir do mercado o devedor empresário insolvente. e o CPC reconheça a debênture como título executivo extrajudicial. o que não ocorre na ordem de pagamento. A Fazenda não pode em hipótese alguma colocar os eu interesse secundário à frente de seu interesse primário. Ver RESP 138868. Esse artigo não foi reproduzido na nova lei. uma vez que esta visa a afastar o devedor empresário insolvente do mercado. 3) A própria lei de execução fiscal limita a discussão da dívida da Fazenda Pública. Esta lei diz que a dívida para com a Fazenda Pública é discutida em Mandado de Segurança. o credor com garantia real não teria interesse porque em primeiro lugar ele tem a possibilidade de fazer valer seu crédito independentemente de qualquer ação. OBS: ordem de pagamento é diferente de ordem de crédito. § 3º. Embargos. c. sob pena de violação do princípio da legalidade. Só podem fazê-lo o interventor ou o liquidante da mesma. ou então. Por exemplo. Art. Nesse caso o interesse primário visaria a continuidade da atividade do devedor. Ação Anulatória. 97 – A Fazenda Pública pode requerer a falência? Há discussão doutrinária. Após vêm os credores extraconcursais (que são basicamente a remuneração do administrador. a Fazenda Pública possui interesses primários e secundários. 38 da Lei 6830/80). que é o representante da comunhão de interesses dos debenturistas. Somente o liquidante ou o interventor é que podem requerer a falência da instituição financeira. todas as dívidas constituídas durante o processo de falência). levando à descrença no mesmo. cobrar o crédito e ainda requerer a falência. mas que não está registrado como empresário (ou não tem registro na Junta Comercial. Tudo isso é para se chamar a atenção ao art. A Lei de Falências diz que para ser credor na qualidade de empresário. IV. OBS: até mesmo a banca atual da PGE é a favor dessa proibição. A lei anterior dizia que este tipo de credor somente poderia requerer a falência se abrisse mão da garantia real. Isso tem levado à doutrina de forma majoritária a entender que o credor com garantia real não mais necessite ou de abrir mão da garantia real. se provasse que a garantia real não mais era suficiente para garantir o crédito. 2) A cobrança da dívida ativa não está sujeita a habilitação. conforme o art. que vai de encontro à falência. uma vez que o credor para promover a ação de falência deve comprovar o interesse de agir. CEJ . A nova lei também é omissa. Com relação à falência. A primeira é sobre o credor com garantia real. onde verifica-se o todo. Ainda com relação ao art. Celso Marcelo de Oliveira compartilha da visão do professor. não se deve esquecer que a decretação de falência visa. 68.. A doutrina entende que a Fazenda Pública não tem interesse em requere a falência do empresário insolvente. Este inciso tem recebido diversas críticas. Se a Fazenda colocasse o interesse secundário à frente do interesse 59 . mas são observadas. ela está determinando de que modo a Fazenda poderá intervir na esfera dos administrados de forma numerus clausus. qualquer credor “legitimado”. se na emissão das debêntures houver a figura do agente fiduciário. Posteriormente vêm os credores concursais.2005 Art. Então quando a lei de execução fiscal traça um rito de cobrança para a Fazenda Pública. 97. Não há o binômio necessidade-utilidade. Embora o debenturista seja um credor.. Soaria como coação ilegal a Fazenda Pública apresentar-se unilateralmente como credor. (Art. Ou seja. a situação dele piora. uma vez que a lei anterior não falava se a Fazenda Pública poderia ou não requerer a falência. uma vez que o interesse secundário é um meio de se alcançar o interesse primário. O interesse secundário seria o interesse da arrecadação. III – o cotista ou acionista q também é credor da sociedade. Outro ponto: credor de instituição financeira. 83 (crédito concursal) e 84 (crédito extraconcursal) da Nova Lei de Falências. Depois vêm os titulares por restituição. não há interesse algum no credor com garantia real em requerer a falência do empresário insolvente. que trata sobre a questão. em seus comentários à nova lei de falências. Só se houver a figura do agente fiduciário. e se seu crédito está penhorado por outro credor? Nesse caso não terá como receber seu crédito. somente este agente fiduciário tem legitimidade para requerer a falência. O credor de instituição financeira não pode requerer a falência desta. deve-se acrescentar um requisito. e sendo credor. tem crédito com relação à sociedade. LSA). Ainda com relação ao art. onde não é somente ser credor. Até nesse ponto a Fazenda não tem interesse. (Art. Ademais. Então a Lei 6830 não prevê a falência. porque será o quarto da listagem geral a receber o pagamento. O debenturista é um credor. Essas duas modalidades para que o credor com garantia real possa requerer a falência funcionariam como verdadeiras condições da ação de falência. mas não se pode cobrar seus créditos. 97. para evitar a contaminação desse mercado. Então se u debenturista com uma debênture vencida pudesse requerer a falência. tal fato prejudicaria o resto da coletividade. porque ela goza de presunção de solvência. Retornando. IV: havia duas situações na lei anterior que eram muito discutidas. ou provar a insuficiência da garantia para que possa requerer a falência. Sem segundo lugar porque se ele requerer a falência e esta for decretada. deve-se fazer prova de sua regularidade na Junta Comercial (Art 97. Isto porque há casos em que se é credor. que é do Mauro Rocha Lopes. Na ordem de crédito verifica-se os créditos habilitados antes e depois da falência. e conseqüente quebra de outros empresários. § 1º) Há também de se falar da situação do debenturista. qual seja. ou seja. Primeiro serão pagos os credores trabalhistas até 5 salários mínimos de créditos vencidos no trimestre anterior à decretação da falência. Os arts.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. e depois então os credores com garantia real. O professor entende que quando a lei fala “qualquer credor”. O interesse primário da Fazenda é o interesse geral da coletividade. Ademais. ou esse registro está completamente defasado). não podendo haver o requerimento de falência por parte da Fazenda Pública. que não estão na lei de falências. 149 e 151 da Nova lei de falências prevêem que o credor com garantia real é o quarto a receber na ordem de hierarquia geral de pagamento. a prestação de serviços da massa. Nós já vimos em SA que a debênture representa um contrato de mútuo. 97. por diversos motivos. A idéia é que o debenturista não é um credor comum. há as situações do credor na condição de empresário. após receber autorização do BACEN. IV – qualquer credor. devendo ser um credor legitimado. pode requerer a falência. (arts. O professor discorda. Ação de Ilegitimidade e Ação de Repetição de Indébito. onde ele explica que para a Administração Pública o princípio da legalidade determina que a Administração Pública somente pode fazer o que a lei prevê. O professor entende que seria igual às condições da ação. Rubens Requião ainda sustenta que a fazenda Pública já possui um privilégio muito grande porque ela é o único credor que pode constituir unilateralmente seus créditos. inclusive com restituição em dinheiro.

mesmo antes da decretação judicial da mesma. juridicamente falando. Art 119. há as regras de contratos específicos previstos na lei de falência. há com a decretação da falência a antecipação do vencimento. que vai à sede da empresa e lavra o auto de arrematação. 119. Então os atos que o falido pratica. uma vez que o objetivo primário é pagar o principal. leasing Do ponto de vista formal. R: Primeiramente deveria-se identificar se o contrato de mútuo é bilateral ou unilateral. e nessa providência arrecadatória são arrecadados bens que não são do falido. 117). de locação. Há o vencimento antecipado das dívidas do falido. (Ex: prova específica do XXVIII da Magistratura do RJ) EFEITOS DURANTE O PROCESSO DE FALÊNCIA Efeitos para o falido: não pode se ausentar do juízo da falência. Ex. não correm juros após a decretação da falência. Dentro desses 90 dias anteriores. Concurso MP XXV concurso: Esclareça o candidato qual o tratamento a ser dado pelo “síndico” (agora chamado de administrador pela nova lei) aos contratos de mútuo em que o falido é devedor. Atualmente. que também é um contrato Art. ou devolver a mesma coisa acrescida de juros. 121 – trata das contas correntes do falido que são encerradas com a decretação da falência. Como o administrador não tem poder para verificar o que é e o que não é do falido. onde este deve devolver a mesma coisa. Esta reivindicação dar-se-á através do pedido de restituição. ou até mesmo de forma incidental no processo. Há sempre sujeições de caráter pessoal. A massa pode pegar esses bens para que estes se destinem ao pagamento dos credores. o falido perde a administração dos bens. quando o mutuante entrega para o mutuário o bem mutuado. Antigamente a propositura da ação revocatória tinha prazo decadencial. Esse entendimento deriva de uma interpretação a contrario sensu deste artigo. Observe que há contratos unilaterais que são onerosos. arrolando todos os bens e direitos do falido (é mais ou menos como no auto de penhora). ou se a massa tiver condições de pagar esses juros. durante o processo de falência não há prescrição pois esta encontra-se suspensa. VI – trata do contrato de promessa de compra e venda de imóveis Art. Há como regra geral que os contratos bilaterais (ou sinalagmáticos) não se resolvem pela falência (art. Aula 28 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO 1 – Pedido de Restituição Comum Art. isso sempre cabe em concurso. Quando o falido é credor o administrador arrecada esse crédito e no momento oportuno vai cobrá-lo para que este possa fazer parte da massa falida. A massa é o acervo de bens e direitos do falido que são arrecadados no processo falimentar. 120 – trata do mandato. detenção judiciária. qualquer ato praticado pelo falido em detrimento da futura massa é considerado como ineficaz em relação a esta. Há também efeitos sobre os contratos do falido. Quando o falido é devedor ocorre o vencimento antecipado. et cetera. Art 119 – “estopad in transitu” (não sei como se escreve) no caso de venda à crédito àquele que vem a ser declarado falido no transporte da mercadoria vendida à crédito. quando na verdade ela já tem um meio próprio de cobrança que é a execução fiscal. 85 da NLF – “o proprietário de bem arrecadado no processo de falência ou que se encontre em poder do devedor na data da decretação da falência poderá pedir sua restituição. que também pode ser gratuito. Estes bens não têm de fazer parte da massa falida. Efeitos quanto aos credores do falido: (arts 77 e 101 da Nova Lei de Falências). colaborar com a administrador. como é o caso do contrato de mútuo. Os contratos bilaterais são aqueles que comportam obrigações recíprocas. de parar a entrega da mercadoria ao falido quando a venda foi feita à crédito.1 Natureza Jurídica do Pedido de Restituição O pedido de restituição tem natureza de ação que contém uma pretensão reivindicatória porque ele tem processo de conhecimento e termina com uma sentença. OBS: Segundo o professor. verifica-se que a declaração de ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz. CEJ . e nos contratos de mútuo em que o falido é credor. 119 – trata do contrato de locação Art. uma vez que o meio empregado não justifica o fim que a Fazenda Pública quer alcançar. ele arrecadará tudo. 1. Verifica-se que as restrições de caráter pessoal sobre o empresário falido são muito maiores do que as existentes na insolvência civil. Há também a suspensão da prescrição para os credores.” Quando o juiz decreta a falência ele nomeia um administrador. perde o poder de dispor sobre esses bens. em que o falido seja devedor desse contrato de mútuo. que recaem sobre a pessoa do falido. O titular destes bens reivindicar-los-á para que eles saiam da arrecadação do processo falimentar e lhes sejam entregues. que é previsto dentro da própria sentença de falência como pressuposto formal desta. 1. Aqui há uma inovação em relação à lei anterior. Na verdade a criação da massa falida objetiva a constituição de um acervo de bens para satisfazer os créditos dos respectivos credores. Aqui aparece a figura do “Termo Legal”. Nesse diapasão também há efeitos sobre os bens do falido. pois os mesmos são arrecadados. Paralelamente à regra geral de que os contratos bilaterais não se resolvem com a falência. em relação aos credores são em verdade ineficazes. mas que estavam em sua posse. É o direito de sustar. (art. et cetera.2 Pedido de Restituição em Dinheiro O pedido de restituição abrange também valores pecuniários (dinheiro) que estejam em poder do falido. Isto é um meio para que haja a integração da massa. XII – trata do patrimônio de afetação Art. 129 da Lei de Falências. a não ser que a massa comporte a administração de debêntures(sempre haverá incidência de juros). Na lei anterior havia a necessidade de propositura de uma ação revocatória para que nessa ação o juiz declarasse a ineficácia. mas que não seja de sua titularidade (Súmula 437 do STF) 60 . Contrato de compra e venda de imóveis. com a declaração de ineficácia. é obrigado a comparecer em juízo sempre que determinado. esses atos não comprometem a massa. Nesse caso credor pode ordenar que a transportadora retorne com o bem para o credor. A decretação de falência também faz com que os atos do devedor se tornem ineficazes. 99 da Lei de falências) O “termo legal” seria o período que o estado econômico de falência já estaria configurado. Então se houver um contrato de mútuo. de compra e venda). 129 parágrafo único. a propriedade do bem objeto de alienação fiduciária é do credor da alienação e o devedor somente tem a posse. O “termo legal” retroage até 90 dias em relação à data do pedido de falência. (ex: contrato de trabalho. donde somente o mutuário possui obrigações a cumprir. pela leitura do art. Já vimos que é unilateral. ou seja. O contrato de mútuo somente surge.: bens objeto de alienação fiduciária.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.2005 primário haveria violação do princípio da proporcionalidade. Esses atos ineficazes estão no art.

e consolidado o quadro-geral de credores. O fundamento deste dispositivo é a boa-fé de quem vendeu as vésperas da falência.. observada a legislação processual civil. 53 da Lei 8212/91). Esta classificação diz respeito ao crédito em si. ou. visa trazer bens para a massa falida. as importâncias recebidas com a realização do ativo serão destinadas ao pagamento dos credores. e os decorrentes de acidentes de trabalho. hipótese em que o requerente receberá o valor da avaliação do bem.” O pedido de restituição se refere aos bens de 3º arrecadados no processo judicial. 93 da NLF – “nos casos em que não couber pedido de restituição fica resguardado o direito dos credores de propor embargos de terceiros.. porque o crédito do INSS é a contribuição patronal.” Para os créditos trabalhistas vencidos no trimestre anterior à falência.. Cabe a restituição em dinheiro se a coisa não existir mais ao tempo do pedido de restituição. Este bem. 1046 do CPC). Quando o pedido de restituição for proposto quando a coisa não mais existir. Esta quem recolhe é o empregador mediante desconto no salário do empregado. 85 da NLF – .. a devida por ele e a devida pelo empregado. Ex. em ambos os casos no valor atualizado” Pedido de Restituição Excepcional “Art.” Há na lei de falências um caráter subsidiário de sua utilização quanto ao pedido de restituição. 86 da NLF – “proceder-se-á a restituição em dinheiro: I – se a coisa não mais existir ao tempo do pedido de restituição. A antiga Lei de Falências não dava aos embargos de terceiro este caráter subsidiário porque falava que poderia ser pelo pedido de restituição ou embargos de terceiros. É uma ação de desintegração de bens da massa. mas há um caso excepcional que ele é admitido mesmo que a coisa já tenha sido transmitida para o patrimônio do falido (já pertença ao falido).. 83 – . Ineficácia do ato – traz bens para a massa falida Pedido de restituição – tira bens da massa. credere. A ação revocatória. Art.. anticrese) 61 . O empregador repassará para o INSS como se fosse um agente arrecadador. A NLF em seu artigo 93 diz que quem não puder fazer uso do pedido de restituição pode opor embargos de terceiros (art. serão créditos quirografários. “Art. serão pagos tão logo haja disponibilidade em caixa. 151 da NLF – “os créditos trabalhistas de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 meses anteriores à decretação da falência. Credor é quem crê na promessa de pagamento que o devedor lhe fará (credor vem de crédito. O usufrutuário pode alugar. respeitados os demais dispositivos desta Lei e as decisões judiciais que determinem reserva de importâncias. Art. Os créditos trabalhistas que tiverem valor superior a 150 salários mínimos. Esta pessoa tem de ser protegida para que seja protegido o fluxo de negócio porque sempre que houver uma desconfiança no mercado econômico sobre as situações econômicas das empresas suas vendas a crédito serão diminuídas. Neste caso corre-se o risco de não ter um somatório suficiente para todos os credores e por isso far-se-á um rateio. atendendo á classificação prevista no artigo 83 desta Lei. ocasionando uma queda no fluxo de negócio. na parte que ultrapassar este valor. serão pagos na frente da restituição (art. se ainda não alienada. I – os créditos derivados da legislação do trabalho. I da NLF. na forma do artigo 84 desta Lei. 83 – a classificação dos créditos na falência obedece a seguinte ordem:” Credores Concursais 1 – créditos decorrentes de acidente de trabalho. limitados a 5 salários mínimos. O usufrutuário reaverá este bem através dos embargos de terceiros porque ele não é o proprietário do imóvel (era utilizado por quem tem o direito real de uso e gozo ou por quem era o simples possuidor) Os embargos poderão ser opostos pelo proprietário ou pelo possuidor. diante da ineficácia de atos. distinguindo se ele é anterior à falência (credores concursais) ou se foi originado durante o processo de recuperação ou durante a falência (credores extraconcursais). no caso de ter ocorrido sua venda. 2 – Credores com garantia real (hipoteca. que é quando a coisa foi vendida à crédito nos 15 dias anteriores ao requerimento de sua falência. Se o empregador não repassá-la o INSS entrará com o pedido de restituição. a restituição terá de ser feita em dinheiro. A coisa foi objeto de alienação fiduciária e foi arrecadada na falência. PU – “quando diversos requerentes houverem de ser satisfeitos em dinheiro e não existir saldo suficiente para o pagamento integral.” “Art.. limitados a 150 salários mínimos por credor.: Uma pessoa é usufrutuária de um bem. não importa o valor. A Nova Lei de Falências determinou que somente quando não puder ser utilizado o pedido de restituição que poderão ser utilizados os embargos de terceiros (deixou de ser alternativo e passou a ser subsidiário). pagos os créditos extraconcursais. CEJ .2005 Ex. Todos estes credores mais o pedido de restituição entram na hierarquia de pagamento: 1 – pedido de restituição 2 – credores extraconcursais 3 – credores concursais Art. O não repasse caracteriza apropriação indébita. (art.” CLASSIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS A hierarquia dos pagamentos dos créditos falimentares encontra-se no artigo 141 da NLF. Esta contribuição do empregado arrecadada pelo empregador é dinheiro do INSS e não crédito. 91 da NLF – ..”) O que ultrapassar o valor de 5 salários mínimos será crédito recursal e o que ultrapassar o valor de 150 salários mínimos será crédito quirografário. (este dinheiro é do INSS que está em poder do empregador). O empregador recolhe para os cofres da previdência duas contribuições. O usufrutuário empresta este bem para quem faliu. o respectivo preço. far-se-á rateio proporcional entre eles. e os créditos trabalhistas limitados a 150 salários mínimos por trabalhador. objeto de usufruto poderá ser alugado por ela porque o usufruto envolve uso e gozo.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.: contribuições do INSS descontadas do salário. até o limite de 5 salários mínimos por trabalhador. PU – também pode ser pedida a restituição de coisa vendida a crédito e entregue ao devedor nos 15 dias anteriores ao requerimento de sua falência. Art. é aquele que crê) A pessoa que vende a crédito vende na confiança do pagamento as vésperas da falência. porque o fez confiando que ia receber do devedor falido. emprestar. 149 da NLF – “realizadas as restituições. Um tempo depois o proprietário verifica isso e ao entrar com o pedido de restituição este bem não mais existe (foi alienada) – artigo 86.

que é a revogação. O crédito como debênture não é crédito que dependa da qualidade de sócio porque qualquer pessoa pode tornar-se debenturista. que não se presume. III – créditos tributários. Os credores extraconcursais são os decorrentes de despesas feitas pelo administrador durante a recuperação ou o processo de falência. como seria desde o começo. Credores Extraconcursais Art. VI. e 3º estar presumida a fraude.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. de forma intencional. inclusive as multas administrativas) passaram a ser exigíveis na falência. onde o juiz. os relativos a:” São credores extraconcursais porque não estão sujeitos á habilitação. Objetiva desestimular a cessão do crédito trabalhista) Já com relação aos créditos dos sócios das empresas a lei não criou esta restrição. porque a habilitação visa tornar o credor apto para participar do rateio (cada credor concursal tem de habilitar o seu crédito). pode fazer. Não faz sentido a lei basear-se em critérios objetivos para estabelecer a ordem de hierarquia dos créditos para quando chegar no sócio ela abandonar este critério e adotar uma . IV – créditos com privilégio especial. a NLF prevê a venda imediata do bem. Na NLF a Fazenda ocupa o 3º lugar na classificação dos créditos e com restrição porque naquela era qualquer crédito fazendário (tributário ou não tributário) e nesta é somente crédito tributário. 83 – ... CEJ .. Hodiernamente os produtos se defasam de forma rápida e. A cessão do crédito trabalhista conserva a sua natureza. por isso.. é crédito decorrente de relação de trabalho e não pela sua condição subjetiva. “c”). VI. 7 – Créditos subquirografários Com a NLF as multas contratuais e penas pecuniárias (cláusulas penais dos contratos. Elas são as que asseguram um privilégio geral sobre o ativo da SA emissora “Art.. inclusive as tributárias na falência. coisa que qualquer pessoa.debêntures com garantia flutuante. Esta venda tem de 62 Créditos quirografários são os que a lei não prevê nenhum tipo de garantia. é mais vantajoso ceder. já que a lei não faz ressalva quanto a esta cessão. 84 da NLF – “Serão considerados créditos extraconcursais e serão pagos com precedência sobre os mencionados no artigo 83 desta lei. II – créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado” 3 – Crédito tributário “Art. 4 – Credores com privilégio especial “Art. independentemente da sua natureza e tempo de constituição. . tornando o ato em ineficaz. será crédito subordinado. VII – as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas. Se por ser sócio o crédito é subquirografário. a saber:” 6 – Créditos Quirografários condição subjetiva (observar somente sua condição de sócio. “Art. ou seja. 83 – .. a condição pessoal do agente). inclusive as multas tributárias.débito de R$ 80 mil ultrapassar o valor deste bem dado em garantia será classificado como crédito quirografário (art. 83. que proibia a cobrança de multas administrativas. Ocorre que somente o crédito decorrente da qualidade de sócio que é considerado subordinado. Este crédito. fazer empréstimos para disputar. 83 – . Com a NLF houve um prejuízo desta sumula. Neste caso basta que se utilize o mecanismo do artigo 130 da NLF.” O crédito de que o sócio é titular 1º baseia-se no sistema objetivo. que será pago depois que é feito o quadro geral de credores. O que . Isto não é uma condição de sócio). Debênture não é um crédito do sócio (o sócio empresta recurso para a sociedade.2005 “Art. A cessão de crédito importa em transferência. Pode ocorrer de o sócio não querer mais integralizar o seu capital. 130 da NLF – “são revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores. na bolsa.” Na antiga lei de Falências a Fazenda Pública ocupava a 2ª posição na classificação dos créditos. debênture com garantia real e depois a companhia vêm a falir. Realização do Ativo Na lei anterior o síndico arrecadava o bem e no fim do processo de falência ele os vendia. a saber:” 5 – Credores com privilégio geral . provando-se o conluio fraudulento entre o devedor e o terceiro que com ele contratar e o efetivo prejuízo sofrido pela massa falida. Já o credor concursal tem de habilitar seu crédito perante o juízo falimentar.crédito de R$ 100 mil Até R$ 80 mil o valor do bem é garantido. 83 – . V – créditos com privilégio geral..” 8 – Créditos Subordinados a) Debêntures subordinadas b) Crédito do sócio e administrador A maioria da doutrina entende que qualquer crédito do sócio é considerado subordinado (qualquer crédito que ele tenha a receber). entrando na ordem objetiva.. para Campinho. excetuadas as multas tributárias. Art. O que exceder a 150 salários mínimos (art. 2º basta que o sócio ceda seu crédito a três pessoas não sócias que ficariam livre de receber no último lugar.. uma condição melhor que a dos outros credores e ao invés de receber como sócio receber como credor. despesas estas que são pagas a medida que são feitas (são pagas antes dos créditos concursais e não precisa esperar o quadro geral de credores). com todos os seus direitos e ações. Porém este entendimento está equivocado porque a ordem do crédito é de natureza objetiva. administrador e outros credores opinarão para saber se este crédito será incluído ou não na falência. Sócio compra. banco. logo após sua arrecadação o administrador o vende. 83. 83 – . mas na própria lei de falências há uma determinação que se ela for cedida a um terceiro virará crédito quirografário (isto é para evitar que o crédito seja cedido e que o cessionário ocupe a mesma posição que o crédito trabalhista.. “b”) Também é classificado como crédito quirografário o saldo de crédito derivado da legislação do trabalho. Este entendimento dá margem para que o sócio ceda o seu crédito a uma outra pessoa que não seja sócia. Na vigência da antiga lei havia a sumula 567 do STF. na ordem a seguir.

Essa decisão não pode ficar na mão do administrador para ver se é o caso. o valor da alienação.2005 ser feita em bloco. ou seja. com a venda de seus estabelecimentos em bloco” Primeiramente é vendida a empresa em sua universalidade. 129.. como havia antes. 130). tinham que passar por uma ação revocatória quer por ineficácia. mas a lei previa a possibilidade de o devedor entrar 63 . Ronald Sharp entende que a trabalhista também tem de ser incluída no PU do artigo 60 da NLF. 60 – . mas na falência a lei diz que não há sucessão trabalhista e tributária. porque na insolvência tem que se pagar tudo e na Falência a lei flexibiliza. inclusive as de natureza tributária.. 448). chamada de ação de integração da Massa. Não essa possibilidade de pagar menos e se livrar de dívidas. 132 – Aqui também há uma novidade. “Artigo 141 . Há uma corrente que entende que os honorários advocatícios têm natureza trabalhista. Está vinculado a origem do trabalho. O STJ entende que se forem honorários a preço fixo sua natureza será de crédito alimentar. 136 – Se há um pronunciamento judicial em relação à ação revocatória ou a declaração de ineficácia então seria desnecessária uma segunda ação.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. compensação etc. para criar direitos novos) Aula 29 17. Na antiga lei de falências quando o bem era vendido o adquirente suportava toda a sua sucessão tributária e trabalhista. nem mesmo tributária. Agora é contado a partir da data da decretação da falência. há a menção de forma genérica ao dizer que não há sucessão de qualquer natureza. porque apesar de não haver uma menção específica. porém não fala em sucessão trabalhista. desde que aprovada pela assembléia-geral de credores ou dos empregados do próprio devedor. Agora o sistema mudou. PU – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. Ademais. Isso coloca a falência numa situação mais favorável que a insolvência civil.08. uma legitimação originária. porque o prazo para entrar com a ação revocatória era um prazo decadencial de um ano e contado a partir do segundo aviso do síndico. 140 da NLF – “a alienação dos bens será realizada de uma das seguintes formas.05 FALÊNCIA Antes da nova lei. A antiga ação revocatória era. Art. É um fundamento para a desconsideração da personalidade jurídica porque verba alimentar é para pessoa física (desconsideração a favor. se quisessem ter uma declaração de ineficácia destes. onde não há essa possibilidade. Formas: 1º) pagamento de todos os créditos. prevê a ausência de sucessão tributária e trabalhista na venda dos bens. relativiza os pagamentos. Significa qualquer forma de pagamento. a lei diz que não haverá sucessão de qualquer natureza. onde havia a modalidade de concordata à vista. retirando o seu passado.” Uma das modalidades de recuperação é a venda dos bens. Art.. Seu objetivo é otimizar. Art. 145 da NLF – “O juiz homologará qualquer outra modalidade de realização do ativo. CEJ . exclusiva e depois concorrente. Tem que pagar tudo. Art. já deu pra pagar mais de 50% dos credores quirografários. parágrafo único). 2º) Se depois de vendidos todos os bens. observadaa a seguinte ordem de preferência: I – a alienação da empresa. Mesmo que o contrato de honorários a peço fixo seja firmado com sociedade de advogados a sua natureza alimentar persiste porque o trabalho será realizado pelo advogado e não pela pessoa jurídica. inclusive as de natureza tributária. O artigo 140 da Lei prevê a hierarquia de como a venda tem de ser realizada. com a participação. sem eu artigo 142 inciso II. como é o caso da sucessão tributária. Para se exigir a ação revocatória tem que haver dois elementos: fraude contra a massa e prejuízo sofrido pela massa (art. extinguem-se as obrigações do devedor. para obter uma ineficácia.. É para trazer de volta bens que deveriam fazer parte do processo de falência para pagamento aos credores. Sendo a venda uma medida de recuperação. inclusive. Este dispositivo gera conflito com a CLT (art. mas não esclarece sua natureza. Na Falência as obrigações se extinguem mais facilmente do que na insolvência civil. as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho. Nesse caso tendo que provar aqueles elementos típicos da fraude contra credores do Direito Civil. que por ser uma lei geral será afastada pelo art. Agora todos são legitimados originários. a ação revocatória por ineficácia era admitida e tínhamos a ação revocatória por fraude contra credores. por dação em pagamento. Só que a nova lei introduz grande modificação: se antes todos os atos dependiam. Não era uma modalidade muito utilizada na prática. matiza. II – O objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arremantante nas obrigações do devedor. como um todo. Outra corrente entende que possuem natureza de crédito privilegiado geral. Pode ser por novação. é a prestação do serviço do advogado. Extinção das Obrigações – Alei prevê os casos em que se extinguem as obrigações.. também não há. Isso lembra a antiga concordata. Créditos Advocatícios O Estatuto da OAB diz que o crédito advocatício será crédito privilegiado falência. dos atuais sócios ou de terceiros. Art. se necessária. A declaração de ineficácia não precisa estar mais sujeita necessariamente a ação revocatória (art. valorizar os bens no momento da venda judicial. pela própria lógica da lei. porém se forem honorários de contrato de êxito não haverá esta natureza. com isso. observado o disposto no § 1º do artigo 141. de uma ação judicial específica.” A NLF. que visa otimizar o ativo a fim de possibilitar uma maior arrecadação com a venda para poder pagar os seus credores. quer por fraude contra credores. e a última hipótese de venda é o bem isolado. A assembléia geral de credores pode prever uma forma diversa de venda. 142 da NLF quando a venda se der na falência (princípio da especialidade). Agora. diminuindo.

47). (v. Se houver impugnação de qualquer credor o juiz convoca a Assembléia de credores. podendo. a Concordata dependia única e exclusivamente o devedor. devendo ser motivadamente declarados na sentença. 16 (dezesseis) alternativas para o soerguimento do devedor (art. passados 10 anos do encerramento do processo de falência as obrigações também são consideradas extintas. 58. cessar antes pela reabilitação penal. a Concordata tinha prazo máximo de 2 anos e a Recuperação não tem prazo máximo. o juiz publica o edital para saber se qualquer credor vai se opor ou não à Recuperação. A Recuperação é proposta pelo devedor. primeiro o devedor entra com um pedido de Recuperação. pode homologar ou não. Reune-se com os credores e negociam. São duas as espécies de Recuperação – Judicial e Extrajudicial. Obs. inclusive. Aqui a lei está dizendo que não pode ser empresário individual. Verificar também os requisitos cumulativos do art. um credor com garantia real. Obs. A Recuperação envolve. assinam o plano de Recuperação e submetem ao juiz para homologar esse plano. havendo condenação por crime falimentar. Eu não vou falar de crime falimentar até porque não é objeto do nosso programa. a critério das partes. art. no mínimo. tem que ser convocada a assembléia (art. Cada classe tem que votar pela aprovação do plano. 55). O sócio não é empresário. A figura do administrador não se confunde nem com empresário individual nem com sócio. e os demais credores (art. O falido não foi condenado por crime falimentar. Não tem mais nada para vender. a Concordata só abrangia os credores quirografários. Por vezes. O interesse imediato do credor é tirar o dele. esses que não assinaram ficam vinculados. na sua estrutura. Tem a classe trabalhista. contudo. esta vai produzir efeitos em relação a um credor que não tenha assinado o plano. Na Extrajudicial. 41). A lei nova não faz distinção entre crime doloso e culposo. Não podemos confundir a interdição para ser administrador com a interdição para ser sócio. primeiramente o devedor procura os devedores. Em segundo lugar. as obrigações previstas nesse plano passam a ter a natureza de título executivo judicial. que chama de obrigatória). tem que levar à homologação judicial. não tinha esse percurso do prazo. 4º) Inciso IV – Admitindo-se que o falido só conseguiu pagar uma parte ínfima dos credores.: No caso de empresário individual. o art. Entra no lugar da antiga concordata a recuperação. Qual o objetivo da recuperação? A Recuperação é uma medida preventiva para evitar a falência.Se não está homologado é de natureza extrajudicial. ---------------------------------------------------------------------§1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos. Eu posso ser administrador da LTDA se eu for sócio. 181. sócio e empresário individual. Nesse caso passado 5 anos da data em que se encerrou o processo de falência as obrigações estão encerradas. se quiser vincular os outros credores (2/5) que não assinaram. A Recuperação não envolve apenas a questão do prazo. Art. Se o credor se opuser. A Recuperação vai depender da concordância dos credores. Por exemplo. São efeitos da condenação por crime previsto nesta Lei: I – a inabilitação para o exercício de atividade empresarial. ele pode voltar a ser empresário individual novamente. §1º. Em segundo. o juiz recebe o pedido e abre prazo de 60 dias para este devedor apresentar o plano de Recuperação (art. A Recuperação se mostra muito mais profunda na sua substância.2005 com o pedido de que em todo pagamento obtivesse desconto de 50%. não está na Falência. Para que esse plano seja eficaz em relação a esses credores. Assim que se extinguirem as obrigações pelo crime. Essa assembléia é dividida por classes. não dependendo de concordância dos credores. Em terceiro lugar. por exemplo. Se concordarem. ele poderá levar à homologação judicial. Os credores que vão decidir se vai ter ou não Recuperação. É o que está acontecendo neste momento com o caso da Varig.011. da Parmalat. RECUPERAÇÃO A maior novidade na lei é a Recuperação. o juiz então convoca a Assembléia dos Credores para saber se tem um quorum específico de concordâncias. mas que o crédito dele esteja previsto no plano. Apresentado esse plano. Qual a diferença entre a Recuperação e a Concordata? Em primeiro lugar. se o crime fosse doloso. A vantagem de quando se tem um título executivo judicial é que as alegações que o devedor pode tecer nos embargos são muito mais restritas. mesmo contra a vontade deles. Em quarto lugar. por exemplo. por exemplo. qualquer credor poderá se opor ao plano (art.: O credor não pode aparecer nessa assembléia de credores apenas para tirar o dele. Era um direito potestativo do devedor. A Judicial é o caso da Varig. Aula nº 30 – Ronald Sharp Aspectos Transitórios da Nova Lei de Falências 64 . 56). Assim.: Na lei anterior. Obs. 102). A diferença é que na Judicial. e perdurarão até 5 (cinco) anos após a extinção da punibilidade. pelo prazo de 10 anos. 3º) O Devedor só conseguiu pagar 10% dos créditos. Há a possibilidade de anulação da assembléia se provar que há o abuso de direito do credor. Na homologação necessária (discordando de Fábio Ulhoa. dos credores de créditos com garantia real. Se nenhum devedor se opuser aprovase o plano. 50). É um negócio jurídico processual. Se o devedor quiser que o plano também produza efeitos em relação àquele credor que não assinou o plano. A Homologação facultativa é aquela que só abrange os credores que assinaram o plano. É recomendável que se homologue para não ficar num estado de incertezas. 1. mais de 3/5 dos credores com garantia real assinaram o plano (art. CEJ . Pode ser estabelecida. 163). Mas a lei é clara e diz que o credor tem que participar dessa assembléia para resolver a situação dos credores como um todo. São três coisas distintas: administrador. 53). a lei vai criar impedimento para ser administrador. A figura do sócio não se confunde com a figura do empresário. a lei diz que quando o juiz homologa esse plano assinado por todos. o que facilita depois a exigibilidade. mais nada para arrecadar. A Recuperação abrange todos os credores menos os tributários. Pode ser condenado por perdas e danos. sob pena de conflito de interesses e de responsabilização do credor que de má-fé estiver colocando o seu interesse acima desses outros interesses igualmente tutelado na própria lei. INABILITAÇÃO DO FALIDO Um dos efeitos da sentença de falência por crime falimentar é a inabilitação para o exercício da atividade empresarial (art.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. ele pode ser sócio! A proibição aqui é de ser empresário individual. CC. antes de qualquer ingresso no judiciário. Teria que esperar a prescrição de cada obrigação. mas se algum se opuser. os demais votam pelo valor do crédito. a concordata só previa a dilatação do prazo como medida para evitar a fraude. sendo que os credores trabalhistas votam por cabeça. porque depende do devedor e de concordância dos credores.

o equacionamento dos créditos trabalhistas estes devem estar resolvidos e solucionados no prazo de 1 ano. o estado jurídico da recuperação tem prazo máximo de 2 anos. É o caso da Varig. Informativo COAD.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. não é o descumprimento do plano nos 10 anos. após o nome empresarial. Não havia acesso a concordata se houvesse indícios de crime falimentar. A Nova Lei de Falências prevê que essa recuperação pode ter prazo maior do que 2 anos. Está lá no finalzinho da Nova Lei de Falências. Ainda que o plano de recuperação não tenha prazo. utilizar em seu nome empresarial a expressão “em recuperação”. Porque é importante esse estado de recuperação? Porque nós vimos aqui que é considerado crédito extraconcursal aqueles créditos que se tornaram devidos pelo plano de recuperação durante o estado de recuperação.83. A Nova Lei de Falências limita que o estado de recuperação exista durante o prazo de 2 anos. Nisso ganhava-se um mês. três meses nessa brincadeira aí porque durante o pedido de concordata. Diz a Nova Lei de Falências que o devedor em recuperação deverá no seu nome empresarial. O art. eu estou frisando não é automático o descumprimento do plano após os 2 anos não é automático o pedido de falência. NLF. se refere ao estado de recuperação. O art. fala que após o período previsto no art. o juiz decretará a falência durante o processo de recuperação. NLF. Na verdade. 65 . Se por algum acaso a recuperação for convertida em falência. atem-se por diferença com a concordata. CEJ . com o pedido de concordata.61. ou seja. não satisfatória porque o credor não recebe de imediato.61. serão considerados créditos extraconcursais (art. NLF (que é o que prevê o prazo).69 NLF – Em todos os atos. novação. Porque isso é uma forma de dizer para os credores. O que gera a conversão automática é o descumprimento de obrigação dentro desse prazo de 2 anos. com o descumprimento de qualquer obrigação assumida no plano na forma do §1º do art.. com quem ele está contratando. NLF. inciso IV. refere-se apenas aos créditos tabalhistas. é o descumprimento dentro destes 2 anos. Se não cumprir nesse prazo de 1 ano. ao passo que as obrigações contraídas durante esses 2 anos. O importante aqui é entender o que é pagamento (art. por exemplo. Esse prazo de 2 anos. já que falamos aqui antes. aquelas obrigações assumidas durante o estado de recuperação. que não se extingue no prazo de 2 anos depois da concessão da recuperação. “Art.54. e quem contratar com o devedor nesse período se tiver crédito. não é automático. NLF diz. Então. o estado de recuperação tenha um limite máximo de 2 anos. não poderia integrar a concordata preventiva se houvesse crime falimentar. o estado de recuperação só se refere a esses 2 anos. É que na concordata tinha um limitativo temporal. Porque a antiga Lei de Falências dizia que o credor não podia desistir. até que ele fosse apreciado não se podia decretar a falência. Eu vou deixar um texto que saiu essa semana na revista. Embora o plano possa conter obrigações a serem cumpridas após esse prazo mas. a aditar ao nome empresarial a expressão “em recuperação”. o não cumprimento do plano pode ensejar a falência. o devedor em estado de recuperação tem que aditar. que ele prevê o cumprimento das obrigações é o descumprimento do plano durante esses 2 anos. Não pode haver condição diferente dessa. a recuperação tem preocupação com os créditos trabalhistas.54. Embora o prazo possa ser maior do que 2 anos. NLF) e quais seriam as formas de pagamento? Seria direto (pagamento exato da obrigação) ou indireto como dação em pagamento. Porque as obrigações que se vencerem depois dos 2 anos é como se fossem um crédito comum que tanto pode ensejar a instalação de processo de execução para ser exigir a obrigação ou então como qualquer credor faria. não é que se cumpram é que o próprio plano só é aceito se preencher essa condição.161. ao cumprimento da recuperação o art. Só na fase de transição de aplicação de uma lei para outra. Bom vamos. Se o crédito é novado indica extinção mediante pagamento. Além disso.62 NLF. quando ele pressentia que ia ser convertida essa concordata em falência ele ia e pedia a desistência. Uma coisa é o tempo do plano de recuperação outra coisa é o estado de recuperação. como na concordata. compensação e qualquer outro previsto como modalidade de pagamento pelo Código Civil. esses créditos na falência... a recuperação em cima do plano de recuperação não tem prazo. Uma grande questão que era comum na antiga lei é da desistência da concordata. Ou seja. se houver falência depois serão considerados extraconcursais. É distinto de forma satisfatória e não satisfatória de pagamento. que é um devedor que está passando por uma fase difícil econômico-financeira.2005 Os aspectos transitórios da Nova Lei de Falências atinge os processos em curso tem portanto importância limitada. Extingue-se a obrigação pelo pagamento indireto. Assim ganhava-se um tempo.73. qualquer credor poderá requerer a execução específica ou a falência. entrava mesmo sem poder. como se nunca houvesse existido a recuperação poderá também requerer a falência. aditar no seu nome a expressão “em recuperação” (art.61. contratos e documentos firmados pelo devedor sujeito ao procedimento de recuperação judicial deverá ser acrescida.69. . diz que proferida decisão concessiva de recuperação o devedor permanecerá em recuperação judicial até que se cumpra todas as obrigações previstas no plano de recuperação. Logo. §4º. Mas. a expressão “em Recuperação Judicial”. durante esses 2 anos na falência são considerados créditos extraconcursais. Essa forma de pagamento é indireta mas. Ainda que como vistos. um caso concreto. que é os 2 anos no caso de descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano. havia uma razão para 2 anos. NLF).69. NLF fala dos 2 anos. O art. o que acontecia é que o devedor ganhava tempo. O art. O art. O plano de recuperação da Varig não poderá conter prazo de pagamento dos créditos trabalhistas superior a um ano. NLF) e o que caracteriza a falência automática.

estes não são títulos de crédito por não conter uma obrigação de crédito. e ela só é aplicada quando não houver divergência. O Código Civil só trata da Teoria Geral.) §4º . CEJ . Esse tipo de título representa a propriedade de mercadoria. o que vai se aplicar é a lei especial. existe a recuperação extrajudicial com homologação facultativa. salvo se obtiver aprovação da desistência na Assembléia Geral dos Credores. §5º NLF. representam direito sobre coisas.161.” Então. se assinou não pode voltar atrás. a desistência da recuperação extrajudicial..” E se não assinar o plano? Bom se ele não assinar. a lei também prevê que mesmo um determinado credor ainda que ele não tenha assinado mas. Nesse caso o credor que já’tenha assinado o plano e o devedor leva o plano para ser homologado. Vamos agora falar nos títulos de créditos.) (. porque a homologação necessária vincula querendo ou não querendo fazer parte do plano. Por isso tem o art.. E essa categoria de credores. Nós temos uma legislação especial sobre duplicatas. “Art.52 – (. Vivante dizia que o título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele condicionado (art.. Título de crédito gozará do estatuto de título de crédito. ninguém cai fora. Na primeira a homologação vai alcançar fisicamente aqueles credores que tiverem assinado o plano. Se despachou a petição para ele desistir. parágrafo único do CC). como por exemplo. Então. Então só poderá desistir do plano facultativo. §5º. A lei não fala não nos demais credores porque se fosse dos demais credores poderia se entender que seriam da mesma classe. pode inclusive a qualquer momento decidir da decretação da falência. o caso do aval.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. menciona esse tipo de título. os credores não poderão desistir da adesão ao plano. Além desse caráter subsidiário. diz que não se aplica o Código Civil se a legislação especial dispuser diferentemente.) §5º . a lei de protestos. 66 . cheque.894 – o portador de título representativo de mercadorias (..) (. o Código Civil a função de dar uma visão geral. o Código Civil passa a tratar da Teoria Geral dos Títulos de Crédito.52. mas são títulos que atraem a incidência da legislação cambial embora não tenha uma obrigação de crédito propriamente dita. O credor também encontra dificuldades para sair do plano. que contenha a obrigação líquida e autônoma ali mencionada. se ele entra com o pedido o juiz recebe a petição desse instante até o juiz despachar a petição. como exemplo os de garantia real. o plano vincula esse se for levado a homologação. etc. ela é mais razoável e prevê especificamente prazo para desistência art. é o que diz o art. É a mesma Assembléia que pode aprovar o plano. não está mais na mão dele. se a categoria aprovou por mais de 3/5.)” Um título representativo de mercadorias não é um título de crédito propriamente dito. E aí um credor que assinou o plano. imagine que o plano venha a prever que os credores com garantia real tenham um prazo de 4 anos para receber seus créditos. Lembrando a vocês que a recuperação extrajudicial. Para desistir ele deverá ter anuência de todos os credores. até esse momento ele pode desistir.903 do CC. com o voto de 3/5 tiverem assinado o plano.. disciplinar os títulos de crédito atípicos.. O Código Civil trata especificamente de nenhum título de crédito. mesmo assim o art. sobre a Lei Uniforme.887. retirar o pedido precisa ir a Assembléia de Credores e este vai decidir se aceita ou não a desistência. o Código Civil diz que não se admite o aval parcial quando a Lei Uniforme admite o aval parcial (art. E aí um dos credores quer roer a corda e sair do plano.o devedor não poderá desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimento de seu processamento.. do NCC). ele trata de regras gerais sobre título de crédito. apenas a Teoria Geral de Títulos de Crédito.161. ele pertence a uma categoria de credores. o devedor primeiro procura os credores acerta com eles o parcelamento de suas dívidas e submete então esse plano já assinado por todos a uma relação judicial. com os títulos representativos de mercadorias. Então. Aqueles títulos que não tinham obrigação pecuniária mas constituíam títulos que circulavam como mecanismos de títulos de crédito como acontece por exemplo. de depósito. O título de crédito é aquele que contém uma obrigação pecuniária. E aí.161 – (. O Código Civil além da sua função subsidiária teve a função de regular esses títulos atípicos. “Art. será aplicada em caráter subsidiário. ele não está submetido ao plano.897.” Então. “Art.903 CC. o documento reconhecido por lei. §4º.após a distribuição do pedido de homologação. pode propor um plano alternativo. E aí ele pensa em desistir do plano para tentar correr atrás para receber primeiro. E aí houve uma adesão grande de credores para esse plano. como acontece fornecimento de transporte. Nós temos vários casos do art. “todo mundo concorda. O que a Nova Lei de Falências diz..894 NCC. e homologação necessária.. rejeitar o plano. No art. a lei interna. TÍTULOS DE CRÉDITO Aquele conceito dos títulos de créditos que nós conhecemos de Vivante esse conceito agora está exposto no NCC. salvo com a anuência expressa dos demais signatários.. Causa duas situações.2005 Então a jurisprudência formou o conceito de que se houvesse crime falimentar ele não podia pedir a desistência porque ele está agindo de má-fé. Isso pode acontecer. todos eles vão receber em 4 anos. Então a Nova Lei de Falências também procurou impedir que aquele credor que assinou o plano pudesse adquirir de forma independente o valor.. A lei diz com a anuência expressa dos demais signatários. O art.903 do CC que diz que não se aplica o Código Civil quando houver previsão de lei especial diversa dele. Mas.. há portanto uma contradição. ficou um mecanismo mais difícil para o devedor.

ele responde apenas pela existência de que o documento seja autêntico.. O título quando é causal. O art.076/04 que prevê o warrant pecuário e o certificado de depósito agropecuário (CDA). A Lei 11. essa compra e venda de carro permanece entre as partes originárias mas. este pode ser endossável. completa nele para sua compreensão. Cada indivíduo que intervêm. Outra exceção é a Súmula 26 do STJ. E o contrato diz que incidirá multa. E nesse título de crédito tem uma dívida. . no art.18. não são completados os requisitos do título de crédito. é o título de crédito em branco.. negociar sem que no título todos os seus campos estejam preenchidos. que permite a estipulação de juros nas letras de cambio com rendimento a dia certo ou a certo tempo de vista. Aquele que contratou o transporte e que endossou ele não responde pela obrigação do transportador de entregar a mercadoria. A debêntures (art. art. originário. além da dívida a não ser que tenha assinado o título de crédito e também assinou o contrato. Alguns casos em que a lei permite no CC. Literalidade é vale o que está escrito. não responde o endossante pelo cumprimento da prestação constante do título. ressalvadas cláusula expressa em contrário. partes em branco. eu tenho um contrato.2005 Outro exemplo. só responde pelo crédito da dívida. O avalista que só assinou o título e não o contrato.. PRINCÍPIOS DA CARTULARIDADE – O título de crédito é um documento.. A Lei Uniforme não proíbe. Por exemplo.52 da Lei das SA’s) pode também ser virtual. que alguns chamam de características. 67 . Por exemplo. instrumento. a não ser que tenha além do título de crédito assumido a obrigação no próprio contrato.. O Código Civil como visto permite que ele seja virtual para os títulos de créditos de uma forma geral quando não for incompatível. §3º do CC e art. . que são criados por sistemas informatizados. o art. constante do endosso. até uma pedra.232 do Código de Processo Penal que diz o que é documento. Essa condição que está atrelada ao endosso será considerada cláusula não escrita porque afronta a literalidade. a segurança. §3º. atributos. com ou sem garantia. Agora com a modernidade muito comum agora os títulos de crédito virtuais que chegam a ser 98% dos títulos. Mas. Autonomia significa que o que tem efeito ambulatório é apenas o crédito e não a relação jurídica inicialmente formada pelas partes. Isso é o oposto da Lei Uniforme. Veja também o art. Título de crédito é qualquer documento que consagre a obrigação literal. juros. o avalista não responde as obrigações do contrato. o pagamento que é a prazo e se as partes convencionaram a emissão de título de crédito. também a forma escritural. Na verdade o papel é apenas um meio de inserir característica. real ou fidejussória. o que contém nele. que resulta de uma Convenção da década de 30. Esse crédito constituído no título ele circula separadamente da obrigação oriunda da compra e venda. prevê a Cédula de Crédito Imobiliário. A Lei Uniforme diz que se houver algum endosso e este ocorrer sobre a forma de condição. aí estão alguns princípios cartulares. Isso prejudicaria a certa.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. A Súmula 387 do STF permitia que o título de crédito mesmo tendo omissões. Bom. paperizado. Está muito ligado a matéria física.. a pedra. é que o endossante do título quando ele transfere não responde da prestação constate do título. que tem um título de crédito vinculado a esse contrato. o surgimento de uma relação jurídica de compra e venda de carro e pagamento a prazo. não preenchidas que podia ser objeto de circulação. 891 do CC. autônomo em relação aos demais. o art. Mas tem exceções a esse princípio.890 do CC. não é que a causa vá acompanhando sempre o título significa que mesmo sendo o título causal ele só pode ser criado diante de uma causa específica. §3º. procura uma empresa de transporte. a proibitiva de endosso. Ex: fotografia. Mesmo quando o título é causal. Por exemplo. época em que não existia computador. alguém vai contratar um fornecimento de transporte de mercadoria.890 do CC. sob a forma escritural ou cartular. que dispõe que a CCI poderá ser emitida. Finalmente. veja a Lei de Protestos. Também no art. ele independe da causa que foi criado. como é o caso da duplicata. aqueles que não são preenchidos. A Lei Uniforme foi promulgada em 1966. existe situações que poderiam ser aplicadas desde já que não são incompatíveis. . eu dei exemplos de situações que não tem como se aplicar porque é o inverso. outra incompatibilidade com relação a Lei Uniforme. ele tem que conter suficientemente a obrigação a ser satisfeita. Tem mais. diz que não pode haver estipulação de juros. mas quando ele é endossado. que permite que os pedidos de protestos de duplicata seja feita por via eletrônico. A obrigação do título tem que ser suficiente. (. cada endossante é considerado um devedor novo. a liquidez e certeza da obrigação.931/04.889. e não o que está fora do título.914 do CC. escreveu um artigo muito interessante sobre títulos de crédito virtuais. é típico dos títulos representativos de mercadorias.891 do CC fala dos títulos de créditos incompletos. eletrônico.. Veio o CC é permitiu essa circulação. Outro detalhe interessante. Quando o título é endossado a obrigação fica entre as partes originárias.889. O Gustavo Borba. A regra então pelo art. contendo assinatura tanto no contrato como no título de crédito. o aceite pode se dar fora do título. O transportador transmite um documento que se chama Conhecimento de Transporte. ela simplesmente não prevê. §3º do CC fala dos chamados títulos de crédito virtuais.889. o papel é apenas o meio. Documento é qualquer meio que permita a fixação de caracteres pode ser eletromagnético.914 do CC. LITERALIDADE – significa que vale o que está escrito.15. É possível circular. art. é o caso do art.) ao contrário da Lei Uniforme que diz que em princípio o título é endossável mas é possível incluir uma cláusula restringindo a circulação do título. depois que ele é criado ele anda separadamente da causa. Temos a Lei 10. Só será adicionado a multa . físico.. Lei 5474/68. uma camisa.. pela existência do contrato de transporte e pela entrega da mercadoria ao transportador. que o Código Civil está oposto da Lei Uniforme. ela diz que se tiver um contrato e houver um título de crédito vinculado a esse contrato. consideram-se não escritas no título a cláusula de juros. pois o que é importante é a escrita. O art.... CEJ . Ele cita que um papel não é tão importante. a compreensão do título. qualquer meio de fixação de caracteres.

e . nominativos (artigos. 921 e 922 do NCC) – PORTADOR (artigos. eu risco no cheque “ou a sua ordem” e acrescento ali. quando é dado o aval e se o título pode ser garantido em todo ou em parte por aval. não se pode dar aval parcial. . .extensão. assinada por Collor. e ficou faltando abordar um pouquinho quanto à causa. a primeira corrente diz: não pode ser substituído por outro título. conhecidos como ao portador.: em uma prova de múltipla escolha fiquem com a primeira corrente. A duplicata emitida por ele credor. Ou seja. a proibição está sendo imposta ao credor.Classificação: 4. Na verdade. se for uma prova discursiva não tem problema mencionar a segunda corrente. quanto à estrutura interna. E diz o código civil ao criar o título ao portador que depende de lei que venha a permitir. Então. a cédula de crédito bancário. que fala sobre o aval. A duplicata é título causal e está ligada a uma causa específica. 1. causa . Obs. Mas se a questão não se refere a que regramento a questão se reporta.Intrínsecos. e . é a operação de crédito praticada junto ao banco. o aval. e diante desta causa o credor poderá emitir a duplicata. Quer dizer é um negócio meio bobo. Enquanto que pela lei uniforme. da lei especial de título de crédito. direitos incorporados 2. a questão da causa perde importância. Agora. materialização – físicos ou papelizados . é lei uniforme.Aval: . se a questão do concurso não indica qual o sistema está se referindo. . como técnica de resolução de questão pra vocês. Então. Perguntando se o título de crédito pode ou não ser garantido por aval. Começa no artigo 904 e 907. Com a lei 8021/90. Nós vimos aqui alguns casos. Então. porque está ligada a uma situação específica prevista a uma lei que autoriza a sua criação. Como acontece com promissória e como acontece também com o cheque (prédatado ou pós-datado). Porque pelo código civil que já vi aqui com vocês. porque a origem. Qual é o problema que essa questão suscita? É que depende.. Quanto à circulação. uma pessoa física pode criar uma cédula de crédito industrial. Mais nada impede que essa operação de crédito seja representada por um título de crédito emitido pelo devedor. é vedado.Endosso: . não há a menor aplicabilidade. em que o título vai ser criado. no silêncio. O código também se refere aos títulos nominativos que se diferenciam um pouco dos endossáveis. a duplicata é ordem de pagamento. então ficamos com o sistema da lei uniforme e pela lei uniforme. e ainda tem um detalhe muito interessante. Por isso. ele diz que a duplicata pode ser emitida pelo credor contra o devedor. CEJ . Então. A segunda corrente diz que não pode ser emitida a nota promissória. Só que o novo código civil introduziu os títulos ao portador. E podem ser também não-endossáveis também chamados de não à ordem. De acordo com o novo código civil.não-essenciais (artigo 2º da LUG) – vencimento. é importante que a questão traga se está se referindo ao código civil ou não. emita outro título. Então. Na dica de ordem prática. não à ordem. . se é o sistema geral do código civil ou se é da lei uniforme. Ele credor não pode criar outro título para a substituição. pois assim eu estaria proibindo o cheque de circular por endosso. fiquem com a lei especial.No ato de emissão da fatura (é o documento que comprova o contrato de compra e venda ou o contrato de prestação de serviços) poderá ser extraída uma duplicata para a circulação como efeito comercial (objeto comercial) não sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador. . mais que também para transferir esse título não basta só o 68 . . eu até prefiro esta segunda corrente. Mas colocar o cheque nominativo é a mesma coisa? Não. é permitido o aval parcial. da Lei de Duplicatas. Mais nada impede que o devedor. Porque o banco não é obrigado a verificar a autenticidade da assinatura do endossante.próprio. A duplicata é ordem. Artigo 2º . e para não correr o risco desse cheque extraviar. É só isso. O banco só é obrigado de verificar a assinatura de quem faz o pagamento e não a de quem faz o endosso. diferenciando aqui um pouquinho da ordem. Até porque já caiu uma questão dessa para a prova da AGU. O artigo 2º da Lei de Duplicatas. . Já a nota promissória. é um título causal. Então.impróprio – mandato.2005 Aula 31 31/08/2005. e cria ainda os títulos nominativos. Quanto à causa significa que alguns títulos somente podem ser criados diante de situação específica. é promessa porque quem emite é o devedor. mas se quiser emitir um título.virtuais ou estruturais. Então. Por que a duplicata é ordem? Porque quem saca é dirige a ordem de pagamento ao devedor é o credor.lugar de emissão. E a resposta tida como correta é de que é vedado o aval parcial. Prova do ano passado..conceito. não poderá substituí-lo por outro. estrutura interna 3. que é o que agente observa no cheque. . Hoje em dia não existe nenhum tipo de título ao portador. é que a resposta deverá ser dada de acordo com o código civil. . que envolve essa questão causal. 904 e 907) 6. por exemplo.lugar de pagamento. Vimos aqui. ficando somente ativos os títulos nominativos à ordem ou não à ordem. O que é o título nominativo? É um título que indica um beneficiário.Títulos incompletos: Súmula 387 do STF e artigo 891 do NCC. Só quando houver referência ao código civil. . Olha só. Por que? Porque quanto à estrutura interna vimos que os títulos podem ser ordem. o destinatário da norma.diferença entre aval e fiança. Uma diz que não pode porque a lei está dizendo que não pode ser substituída por outra espécie de título de crédito. o aval quanto a sua extensão pode ser em todo ou em parte. 2004.extrínsecos – essenciais (artigo 1º da LUG). acabaram os títulos normativos. depois que uma cédula de crédito é emitida e entra em circulação. cédula de crédito bancário. essa segunda corrente que admite não emitir a duplicata trocando pela promissória é que diz o seguinte: a lei está dizendo que não pode o credor emitir outro título em substituição a duplicata. que é emitida por pessoa física em favor de instituição financeira para operação de crédito. prova para juiz do trabalho do TRT da 20ª região. nós temos tradicionalmente os títulos endossáveis também chamados à ordem. A pergunta que caiu na magistratura foi: Poderia no ato da compra e venda a prazo ser emitida uma nota promissória no lugar da duplicata? Duas correntes. Correto? Bom.abstratos . circulação – endossáveis ou à ordem (lei 8021/90) não-endossáveis ou não à ordem (lei 8021/90) 5. ou seja.causais (artigo 2º da Lei 5472/68 . Quando eu dou um cheque para alguém pagar alguma coisa pra mim. da seguinte forma: De acordo com o novo código civil. Os títulos nominativos encontram-se nos artigos 921 e 922 do novo código civil. Até porque o código só se aplica quando houver contradição com a lei especial. portanto na vigência do novo código civil. A causa aqui é no momento inicial. E a segunda corrente diz: que como a duplicata é emitida pelo credor. no momento zero. Uma questão que caiu na magistratura aqui do Rio foi em relação ao artigo 2º. a causa debendi da cédula de crédito bancário.Requisitos: .DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR.caução. então nós já tínhamos visto a classificação quanto aos direitos incorporados.

Penhor da Caixa Econômica. Aval. No silencia o endossante é co-responsável. As garantias só para lembrar vocês. Extensão. Eles estão no artigo 1º da Lei Uniforme (LUG). mas tem que pelo menos preencher os seus requisitos essenciais. pode ser emitido em branco? Pode. Nós temos como exemplo o endosso caução. Aval é garantia prestada em título de crédito e fiança garantia prestada em contrato. ele se torna um co-obrigado pelo título. pois se o título não trouxer o local de emissão. temos que saber indicar que no código civil é o artigo 897 § único (que proíbe). os títulos podem ser físicos ou papelizados ou ainda virtuais ou estruturais. do código civil. Então. § 3º. Por isso o endosso é denominado próprio ou endosso translatício ou translativo que é aquele endosso que envolve a titularidade do crédito. O código civil em seu artigo 889. Os requisitos podem ser intrínsecos. No endosso impróprio há apenas a transferência da posse do título. O aval é dado em título de crédito porque não há aval em contrato. Isso agora acabou. que na verdade é. Aval é uma garantia autônoma prestada a um título de crédito. No endosso translativo há a transferência da posse e da titularidade do título. nos valores mobiliários (que são títulos impróprios). É uma espécie de procuração inserida no próprio título. vai responder por aquele crédito. paramos por aqui e vamos precisar de mais umas duas aulas pelo menos. por exemplo. neste caso não será parte legítima para figurar na ação. No endosso mandato. mas a lei uniforme admite. Então. quanto ao suporte físico. Essencial é aquele que não pode faltar. da validade das demais. como falei pra vocês. Isto está presente na Lei Uniforme. Os títulos de créditos têm requisitos próprios que podem ser essenciais e não essenciais. Se for entrar com a ação contra o banco via levar uma sucumbência! Porque no endosso mandato o banco é um mero mandatário e como tal age em nome do mandante. Quanto à materialização. da sua disponibilidade ou não. Outra é o título já ter sido pago e ser enviado ao banco para ser cobrado em nome e por conta do mandante. Vejam: uma coisa é o pagamento ser realizado no banco e o banco cobrar duas vezes. É mais fácil sabermos quais são os não essenciais. Direito real de garantia. agora acabou. Outro exemplo de endosso impróprio é o endosso mandato. Então. nós também já falamos quando abordamos a questão da cartularidade (que pode ser física ou virtual). o aval é autônomo e a fiança é acessório. efeitos práticos. O endossatário passa a ser o novo titular do crédito. Se não houver a posse do título o devedor não vai pagar. O código trata. CEJ . E como negócio jurídico. 1451 – penhor de direitos e títulos de crédito. Bom. E por que autônomo? Porque toda obrigação cambial independe para a sua validade. significa dizer em primeiro lugar que o aval é autônomo e isso já o diferencia da fiança. Para transferir esse título. admite de maneira ampla todos esses tipos de materialização. Está certo gente? Então. E agora o novo código civil. A cédula de crédito é emitida em favor do banco e quando este banco o endossa ele não será coresponsável pelo título. Uma última diferença que era apontada e hoje não é mais. pois antigamente se dizia que o aval não precisava da outorga conjugal e que a fiança precisava da outorga conjugal. Só se aplicará o CC se não houver conflito com a Lei especial. porque se o título não trouxer vencimento. Temos ainda o endosso impróprio que não transfere a propriedade. qual é a diferença? Primeiro. Art. O que não acontece com a fiança. Significa que o endossatário não é o titular do crédito. Endossase o título apenas para fins de cobrança. ele tem apenas uma procuração inserida no próprio título para efetuar a cobrança do título.2005 ENDOSSO É a transferência do título que pode envolver a transmissão da sua titularidade. isto tem haver com a autonomia. Temos uma súmula do STF que diz que o título de crédito preenchido com omissões ou com lacunas. eis que no endosso mandato. em seu artigo 891. Tanto o aval quanto à fiança são garantias. a súmula 387 do STF já admitia isso. Mas há co-responsabilidade do endossante. Quando agente fala que o aval é uma garantia autônoma prestada a um título de crédito. Já o fiador pode alegar exceções pessoais ao credor (art. por exemplo. No código civil isto é diferente. que são o aval e a fiança. O que acontece com os títulos que foram incompletos? Pode haver emissão de um título incompleto? Ele pode ser incompleto. ele pode ter essas lacunas preenchidas até o momento de sua cobrança ou no momento do protesto desse título. Essa transferência pode envolver a própria titularidade do título ou pode envolver a transferência para fins de cobrança ou para fins de garantia.931). cédula de crédito bancário (lei 10. temos que pegar o artigo 104 do código civil. com toda a razão de ser. III. então o banco não é parte legítima para participar de uma ação onde se discute a exigibilidade de um título em que é procurador. presume-se o lugar de emissão aquele em que o título foi emitido. o seu vencimento será à vista). Se o devedor não paga o credor executa o título. Exemplo: conhecimento de transporte. do emissor do título). por vezes a pessoa pode estar sendo demandada a pagar novamente e tal e não adianta entrar com ação contra o banco. 69 . Quando há pagamento do título este é devolvido ao devedor. porque a fiança é também uma garantia. Aula 32 15. 837 do código civil). mas apenas a posse do título. do penhor do título de crédito. também permite que esse título seja emitido. Isso tem. graças ao artigo 1647. o lugar de emissão (que não é essencial. inclusive. para terminar o endosso e falar de protestos. Só que o aval é autônomo. Quanto aos requisitos. podem ser reais e ou ? (não dá para entender). São eles: o vencimento (que não é essencial. Por que é importante saber o lugar onde o título foi emitido? Porque é a lei daquele país que vai reger o título. pois se o título não trouxer o local de pagamento. não pode deixar de ter no título. Então.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. e sim declaração unilateral de vontade. o devedor só está obrigado a pagar a quem emitiu o título. 2º) Casos em que tal responsabilidade do endossante não existe. E o lugar de pagamento (que não é essencial. o avalista não pode alegar exceções pessoais próprias do avalizado. Muita gente leva sucumbência de bobeira.2005 endosso. A fiança só é válida se a obrigação afiançada for válida também. o código civil proíbe o aval parcial. Sem os requisitos essenciais não se pode validamente cobrar os títulos de crédito. Por isso em concurso público. que são os requisitos de todo negócio jurídico.09. tem que ir lá onde ele foi emitido e fazer a transferência nos livros da entidade que emitiu esse título. Por isso que o aval pode ser válido independentemente da validade da obrigação realizada. em princípio o endossante não é responsável (art. Basicamente é o que acontece nos títulos de participação. Depois que a dívida é paga o título volta para as mãos do endossante. Transfere a posse do título para o credor enquanto a dívida não é paga. presume-se o lugar de pagamento como sendo o do domicílio do devedor). Existem exceções: 1º) a própria lei cambial admite que o título seja endossado com uma cláusula chamada cláusula sem despesas ou outra expressão equivalente que vale como dispensa uma isenção a essa responsabilidade. Qual é a diferença entre aval e fiança? Essa questão sempre cai em concurso público.914). a fiança é um contrato (contrato de fiança). Até porque uma das diferenças existentes. È possível uma cláusula em que o endossante não responde pelo pagamento. Pode ser feita apenas a título de garantia. e o aval não é contrato.

o autêntico factoring é aquele em que alguém transfere esse crédito. extrajudicial. para que subsista essa responsabilidade de pagar o título o credor tem que fazer este protesto. do avalista do segundo endossante. É bem verdade que o Código Civil permite flexibilizar isso um pouquinho. do primeiro endossante. o credor tem que protestar o título. Se o aluguel for pago. isto é. Se o cessionário for cobrar o aluguel inteiro do locatário. Nulidade absoluta não produz efeitos. O que prevalece é o CC. O inquilino em uma ação de despejo purgou a mora com um cheque e este cheque voltou sem fundos. O 1º entrega o título e assume a obrigação de pagar pelo título. Na verdade.23 fala que hoje existe só um livro no cartório para registrar ambos os tipos de protesto. via de regra. 2) Falência – Se o credor quiser. A doutrina se refere a obrigatoriedade do protesto. Se o credor tiver cobrado o título só do devedor principal. lei 9492/97 – definição de protesto. Vale o princípio da inoponibilidade das exceções. Ato cartorário. devedor. 202. Isto acontece não só no endosso. Não se pode cobrar o valor total da obrigação. este pode se opor e requerer a redução ao cessionário. Locador tem direito a receber os aluguéis. Pro-solvendo e Pro-soluto: pro-solvendo é aquele que transfere e continua devendo e o pro-soluto é aquele que vendeu e não deve mais nada. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO Súmula. parágrafo único – protesto especial para fins falimentares Uma sentença judicial transitada em julgado também é título executivo e se o devedor for empresário ou sociedade empresária também poderá seguir o protesto especial.153 STF: O simples protesto cambiário não interrompe a prescrição do título. CANCELAMENTO 70 . 294 CC. Agora nós temos o art. 1º. A súmula interpreta o direito da época e se o direito mudou a súmula não deve prevalecer. a mera entrega do título importa em extinção da dívida ou só quando a dívida for paga haverá extinção do crédito? Não. 296/297 CC. se para falência ou não Art. utilizando-se dos mesmos argumentos que seriam oponíveis ao cedente. O que muda é a finalidade. aquele que não recebeu o crédito pode cobrar do locador? Não. para o credor conservar seus direitos contra os co-obrigados. Prevê que na cessão de crédito o cedente não responde pelo pagamento do título. O caráter pro-soluto é a regra na cessão civil de crédito. I da Lei de Falências – título executivo tanto pode ser título de crédito como outros contratos. da Lei de Falências) O art. Na cessão o devedor pode opor ao cessionário os argumentos de defesa que ele. Isto ocorre em função do princípio da cartularidade.2005 DIFERENÇAS ENTRE ENDOSSO E CESSÃO DE CRÉDITO Estou me referindo ao endosso pleno. não há caso de protesto obrigatório e sim.94. Não se pode cobrar do cedente do crédito porque a cessão de crédito se dá em caráter pro-soluto. O locador pode ceder estes créditos? Pode. de todos que tiverem figurado no título. Se o inquilino celebra o contrato de locação e cede este contrato. Legislação de cédulas de crédito. Se cobrarem do cedente. § 3º do CC dizendo que a realização do protesto cambial interrompe a fluência do prazo prescricional do título.94. 3º lugar – endosso. mas também com pagamentos feitos mediante títulos de crédito. que se o crédito não for pago o cedente vai devolver o que ele cedente recebeu para transferir o crédito. mas eu prefiro chamar de necessidade. A forma como ele se dá hoje é até ilegal. O endosso não exige notificação do devedor. No final quem será demandado? O locador. Ex: contrato de locação. pois esta lei é posterior. Aquele que ao solver uma obrigação o faz através de título de crédito. No endosso o devedor não opor ao endossatário de boa-fé os argumentos de defesa as exceções pessoais. mas não se responsabiliza por pagá-los. Notificação está prevista no CC art.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. do avalista do primeiro endossante. Factoring não pode ser feito através de endosso. Será válido mas não será eficaz em relação ao devedor. Poderia o juiz decretar o despejo? Sim. Mas se quiser requerer sua falência tem que ter o protesto. gera co-responsabilidade para o endossante. Eficácia é aptidão para produzir efeitos. mas o imóvel precisou de reparações urgentes por mais de 10 dias e neste caso o locatário pode pedir a redução do aluguel. PROTESTO Art. o pagamento mediante título de crédito é prosolvendo. Um contrato de locação é título executivo e poderá ser protestado para fins de falência desde que o inquilino seja empresário ou sociedade empresária. 1º lugar – endosso é regido pelos títulos de crédito e a cessão é regida pelos contratos. tinha contra o cedente. 2º lugar – endosso é declaração unilateral de vontade e a cessão é negócio jurídico bilateral ou contrato. não se tem responsabilidade para com a obrigação constante do título. I. Ex. Quais são esses casos: 1) direito de regresso cambial – Para que um credor disponha de ação contra o endossante. não precisa de protesto. 23. CEJ . Porque? O devedor só está obrigado a pagar a quem tiver o título.é o protesto de título de crédito Art. Existem dois tipos de protesto: Comum e cambial ou cambiário . pode executar o título mesmo contra o devedor principal. eu que transferi o crédito não devo nada. Pode fazer a cessão sem notificação? Pode. Mas se ele quiser cobrar o título do devedor principal. do segundo endossante. na verdade integralmente o valor cedido estarão fazendo um financiamento e isto é operação permitida somente às instituições financeiras. Art. de protesto necessário. Mas o locatário deverá ser notificado da cessão. o endosso tem caráter pro-solvendo. porque não houve purga da mora. vale dizer.290. Art. Ex: Protesto especial da Lei de Falências (art. A cessão de crédito ocorre em caráter pro-soluto. Na verdade. pelo qual se comprova a mora do título de crédito ou de outros documentos de dívida. Algumas vezes a legislação dispensa o protesto para se ter o direito de regresso cambial. Em regra. solene. sem o protesto. o factoring deveria ser feito através da cessão de crédito. Porque quando se fala em obrigatório e quando não se cumpre algo que seja obrigatório. incorre-se em algo contrário ao direito. Na cessão de crédito é o contrário. Ex: o locador cedeu o crédito. isto é.23 – Refere-se ao protesto especial. Art. mas apenas o valor cobrado pela transferência. mas pode ficar acordado no contrato de cessão. Contrato de honorários também. Esta súmula é antiga.

reconhecendo que a dívida está paga.“ Faz uma declaração com a anuência de quem protestou. Independência interna . porque vincula as partes. Se eu tenho R$100 para pagar de IR. o franquiador tem que preparar um instrumento chamado Circular de Franquia. LEASING (Arrendamento Mercantil) Foi introduzido no Brasil através de uma legislação tributária. eventualmente. que é o que mais acontece.2005 O protesto pode ser cancelado pelo pagamento do título e também judicialmente.325 do CC. Ele veio como uma vantagem fiscal introduzida no Brasil através de uma lei tributária (L. em Copacabana em 1979. com identificação e firma reconhecida. ou seja. introduz os produtos. Quem tem o ônus de ir ao cartório providenciar a baixa? Cabe ao devedor mediante a prova do pagamento requerer a baixa. Circular de Franquia – Todo aquele que se propõe a realizar uma franquia. então meu IR será sobre R$90. sob pena de descaracterizar o crédito. Não pode o faturizado. Pergunta Inaudível: Resposta: ai não sabe com quem está. Tem recurso especial do STJ. 71 . fique caracterizado vínculo empregatício. A Mc Donald americana deve prestar assistência técnica ao franquiado. 425 CC). pura e simplesmente de numerários com garantia a ser cobrada daquela própria pessoa sob o fim de antecipação da receita. sem que. 8955/94). mediante remuneração direta ou indireta. 6099/74). As empresas passam a cobrar responsabilidade do faturizado. ou seja.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. Para executar essa tecnologia de serviços o franquiado tem autonomia. Nesses termos o faturizado não responde pelo pagamento do crédito transferido. 2º Franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente. se tornar um co-responsável pelo pagamento dos créditos transferidos. aquilo que se paga mensalmente à título de leasing é abatido na base de cálculo de incidência de IR. instrumentalizada mediante uma cessão civil de crédito. Com a circular. porque se isso ocorrer deixa de haver uma efetiva operação de factoring e se transforma numa operação bancária. 4º que a não entrega da circular possibilita ao franquiado argüir a anulabilidade do contrato e exigir a devolução de todas as quantias que houver do franquiador. coloca campanhas promocionais novas. a cessão de título de crédito se dá em caráter pro soluto. As próprias partes delimitam o espaço geográfico em que pode o franquiado exercer a atividade exclusivamente. Não havia previsão legal para regular esse contrato. responsabilidade da Mc Donald norte-americana por dívidas trabalhistas do franquiado Mc Donald no Brasil. Bem. R: Elas não integram. porque o objetivo foi fazer com que o aluguel pago pelo leasing fosse deduzido da base de cálculo do Imposto de Renda. temos o parágrafo primeiro do art. 26: “na impossibilidade de apresentação do original do título ou documento de dívida protestado. inclusive. nesse sentido. todo um conjunto de informações que o franquiado precisa saber para decidir se vai ou se não vai contratar (art. Treina os seus funcionários. Com o cancelamento pode ser feita a prova de que o título foi pago. Caiu uma questão dessa na Magistratura do Rio: Se as empresas de Factoring integravam o Sistema Financeiro Nacional. O juiz determina ao cartório que providencie o cancelamento. licenciamento de marca etc. Portanto. será exigida a declaração de anuência. Pergunta inaudível: aí só por ação judicial. Art. Aplicação também do art. o endossante se torna um co-responsável pelo pagamento (já vimos isso na aula passada). associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços e. Outra característica da franquia é a exclusividade. Não precisa de autorização do BC. no caso o Mc Donald norte-americano. de financiamento ou de adiantamento. CEJ . Questão de magistratura: O título foi protestado. venda de produtos. O CC permite expressamente a possibilidade de celebrar contratos atípicos (art. Essa circular vai expor as condições da franquia. aí passa a ser uma operação de financiamento de antecipação bancária com desconto. Isso acaba descaracterizando o factoring e a cobrança que o faturizado faz passa a ser ilegal até porque isto significaria a invasão de uma área financeira que é privativa de instituição financeira. É isso que acontece no Factorig o Fatorização: há um contrato pelo qual uma pessoa (faturizado) transfere os créditos decorrentes do seu faturamento a uma outra pessoa chamada faturizador que assume por sua conta e risco o crédito decorrente desses fornecimentos. Tem natureza de proposta. Esse franquiado está amparado num contrato eu lhe permite usar a logomarca. É típico da franquia que o franquiado fique situado numa zona geográfica em que só ele pode explorar o objeto da franquia. A Lei 8955/94. Isso dispensa o original do título. Mesmo sem lei específica podia e podem ser celebrados contratos sem previsão legal. O Princípio que justifica isso é a “Autonomia de Vontade”. invadindo uma ceara própria de instituição financeira. Era tratado como um contrato atípico. mas paguei R$10 à título de leasing naquele mês. Agora. se começarem a exigir que o cedente se torne um garante dos créditos transferidos. Explica a o sistema de operacionalização pra prestar o serviço. Há uma transferência da marca para uso temporário (licenciamento da marca). porque o cedente do crédito não se responsabiliza pelo pagamento da obrigação constante do crédito transferido. originário ou por endosso translativo. Só que o protesto continuou constando. Art. O devedor procura o credor e paga. porque a operação de factoring não é privativa de instituição financeira. no art. no entanto. L. ou seja. A operação de factoring tem como natureza fundamental transferência de crédito operacionalizada. com a firma reconhecida. Agora.Cabe ao franquiado contratar e demitir o seu pessoal. Aula 33 FACTORING Diferença entre endosso e cessão de crédito: Pelo endosso. Na prática não é o que acontece. 26 da Lei. Exemplo de operações de franquia: Mc Donald e O Boticário. Se você verificar na notinha do Mc Donald não vem escrito Mc Donald vem o nome do franquiado. os elementos de identificação do seu franquiador. Os valores pagos à titulo de leasing são dedutíveis da base de cálculo do IR. Ou se falsifica a assinatura do credor. Nessa época não havia a lei de franquia. 3º. o franquiado pode usar a marca do franquiador. A lei procura cercar essa circular de maneira bem rigorosa a ponto de dizer no art. a lei quer preservar o franquiado de entrar num negócio que possa acarretar um prejuízo enorme. Em 1994 surgiu a lei da franquia no Brasil. daquele que figurou no registro de protesto como credor. FRANQUIA (Franchising) A 1ª loja do Mc Donald no Brasil foi na Rua Hilário de Gouveia. é um contrato de natureza mista que envolve prestação de serviços. ou então tem que propor judicialmente uma ação declaratória de quitação. por isso não há. os produtos. também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador. por exemplo. 2º contém a definição de contrato de franquia empresarial.

Leasing Operacional – é o caso de leasing de equipamento de informática. esse valor fosse diluído com as prestações mensais do aluguel. de venda de avião. Súmula 263 STJ – A cobrança antecipada do valor residual (VRG) descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil. que vai acontecer no chamado leasing operacional. O leasing também é um contrato misto ou complexo. Celebrado por instituição financeira. L. assim como o credor da alienação fiduciária também tem a propriedade. São equipamentos que ficam depreciados muito rápido. descaracterizaria o leasing. Esse é o leasing tradicional. Isso porque o leasing tem que ser contratado por empresas distintas para fomentar o crédito e não para estimular simulações. só que não goza daquela vantagem de deduzir da base de cálculo do IR. objeto de leasing. Durante o contrato. Se eu já paguei 50% do bem. L. típico. A opção de compra é ao final. mas o Estado não paga precatório. desde que esse bem não seja um bem de produção essencial à atividade da empresa que pediu a recuperação (art. O STJ cancelou essa súmula 263 e editou a Súmula 293 em sentido oposto. da Bombardier através de leasing. §3º. Tem empresas que tem precatório a receber.Se o arrendatário deixa de cumprir a prestação do leasing a ação processual para o arrendador é a reintegração de posse. Esse tipo de leasing não goza de vantagem tributária. de mútuo. o antigo vendedor pode adquirir o bem de volta. Diferenças entre o leasing financeiro e a alienação fiduciária: 1ª) Na alienação fiduciária. que vai passar ser a proprietária desse bem. aqueles valores já pagos passam a entrar no meu patrimônio. Já enquanto eu estiver pagando o leasing é deduzido como despesa. da Embraer. CEJ . O arrendatário tem a opção de adquirir o bem. a toda uma preocupação da nova Lei de Falência de evitar que os bens de alienação fiduciária. funcionam como parte do pagamento do preço ao final do contrato. vou a uma loja que tem leasing daquele bem que eu estou querendo comprar. 3ª) Quanto às medidas processuais . tendo por objeto o arrendamento de bens adquiridos pelo arrendador. porque o arrendador se obriga a fazer a permanente substituição desses equipamentos por outros mais novos e ao mesmo tempo o arrendador presta serviços de assistência técnica. de fotocopiadora. não entra no meu patrimônio. É uma técnica de garantia instrumentalizada através de um regime de propriedade. dinheiro em curto prazo. sendo que uma alugaria o bem para outra para receber a vantagem de deduzir da base de cálculo do IR. combino o preço. por isso é interessante manter esses contratos. Na alienação fiduciária é busca e apreensão que pode ser convertida. Esse leasing também não goza de vantagem tributária. mas o Banco Central autorizou que os Bancos diluíssem esse pagamento junto com o valor do aluguel mensal do leasing. No leasing há a opção de compra ao final. O art. Self-leasing – Também está no art. 6099/74): É um contrato pelo qual uma pessoa jurídica na qualidade de arrendadora celebra com uma pessoa física ou jurídica (arrendatária). Uma coisa é a situação econômica que leva em conta o patrimônio. em ação de depósito. Senão a empresa poderia se dividir em duas. porque não deixa de ser uma forma de compra mediante o oferecimento de crédito. máquinas fotocopiadoras. Essa propriedade do credor termina quando há o pagamento do financiamento ou quando há o inadimplemento. Inclusive. A sua característica é 72 . Aqueles aluguéis que haviam sendo pagos mensalmente. objeto da alienação fiduciária. mas quem vai pagar esse bem é a instituição financeira. quando eu acabo de pagar. tem-se uma locação. 2º. porque isso prejudica as atividades. Lease-back – é o leasing de retorno (ou retro-leasing) – também é restrita à instituição financeira e muito aplicável naqueles casos em que o devedor está precisando de capital de giro. Ela vende a fábrica ao banco que em seguida aluga ao vendedor através do sistema de leasing. o leasing funciona como uma compra e venda. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA Há a venda do bem para o credor fiduciário e esse credor tem a propriedade do bem durante o prazo do financiamento. Eu não tenho dinheiro. 49. por exemplo. Ele pode recuperar o bem. o leasing e uma locação com opção de compra ao final. Economicamente pode ter muito a receber. como acontece com compras de equipamentos de informática. L. É por isso que a Varing consegui aquela liminar para as companhias aéreas não tomarem de volta os equipamentos. 6099/74 . 1º. esse já pertence ao meu patrimônio. Também combina prestação de serviço. nos próprios autos.é o leasing contratado entre empresas do mesmo grupo (coligadas ou interdependentes). No Brasil temos dois sistemas de alienação fiduciária (não se encontra em livro): 1) Sistema da lei de mercado de capitais (L. 11101/05). Ao final do contrato. Resumidamente falando. da Aer Bus. que combina elementos de outros contratos típicos. o arrendador tem a propriedade. enquanto eu vou pagando mensalmente pela aquisição do bem. No leasing operacional há também prestação de serviços. A companhia aérea compra o avião da Boeing. mas financeiramente pode não ter dinheiro disponível no momento. de leasing que sejam essenciais à atividade do devedor em recuperação sejam retirados. Nesse caso aparecem três pessoas: o vendedor do bem. Diz a nova Lei de Falência que o credor de leasing e de alienação fiduciária não é afetado pelo pedido de recuperação judicial da empresa. Ao final do pagamento do leasing. A semelhança é que no leasing. O contrato pode ser feito. Eu escolho o bem. Modalidades de Leasing Leasing Financeiro – é o mais comum. transformando-o em compra e venda a prestação. por isso que se chama leasing de retorno. A empresa que está com dificuldade econômica pode procurar uma instituição financeira. tem uma fábrica enorme em Jacarepaguá. vende para esta um bem do seu patrimônio e em seguida a instituição financeira faz um leasing para essa empresa que. O objeto do leasing deveria ser pago ao final. 4728/65) que é complementado pelo Decreto-Lei 911/69. automaticamente me torno proprietário do bem. outra é a situação financeira que leva em conta a capacidade de honrar pagamentos. 2ª) Na alienação fiduciária.2005 Conceito (art. a empresa financeira e o arrendatário do bem. 2º da L.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. segundo especificações do arrendatário e para o uso próprio do deste ao qual se confere a opção de compra do bem ao final do contrato. Ela compra e em seguida me aluga esse bem. 6099 diz que para os efeitos tributários não é considerado leasing aquele contratado diretamente pelo fabricante ou pelo exportador do bem. A Súmula 263 dizia que se ao invés de pagar o valor residual ao final. (CANCELADA) Sumula 293 STJ – A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil. caso o arrendatário resolva comprar o bem.

Além disso. 66-B só pode ser credor instituição financeira ou a Fazenda Pública para garantias de débitos fiscais e previdenciários.728. Ele agora passa a ser mero detentor. Art. Qualquer um pode ser agora credor de alienação fiduciária. 66B. Esse artigo teve sua redação alterada pela Lei 10931/04 que também alterou a Lei 4728 e o Código Civil. Essa Lei 10931 também alterou o Decreto-Lei 911/69 que diz que. não sendo privativo nem de instituição financeira nem do Fisco. o credor entra com uma ação de busca e apreensão autônoma e o juiz tem que dar a liminar para pegar o bem. pelo CC o credor tem a propriedade e a posse indireta e o devedor terá a posse direta. (Incluído pela Lei nº 10.368-A. de 2004) 2) Sistema do Código Civil – O CC não exige a qualidade de credor.931. nesse sistema. pode ser objeto de alienação fiduciária. a posse (art. A conseqüência é que o detentor não pode argüir indenização por retenção de benfeitorias. Além disso. se o devedor fica em mora. somente se aplicando as disposições deste Código naquilo que não for incompatível com a legislação especial. de 2004) O próprio CC reconhece que tem esses dois sistemas diferenciados de alienação fiduciária. porque o devedor não tem posse. O devedor passa a ter a mera detenção.DIREITO EMPRESARIAL – RONALD SHARP JR. As demais espécies de propriedade fiduciária ou de titularidade fiduciária submetem-se à disciplina específica das respectivas leis especiais.(Incluído pela Lei 10. Então essa redação tornou mais frágil o vínculo entre o devedor e a qualidade do seu direito em relação a coisa. ou melhor. só detenção. 73 . 1. O procedimento judicial disposto neste Decreto-Lei aplica-se exclusivamente às hipóteses da Seção XIV da Lei n o 4. CEJ . Só que pelo CC. Art. E 5 dias depois de cumprir a liminar. As ações que o credor pode propor para recuperar o bem são as previstas no CPC e não a regida pelo Decreto-Lei 911/69. de 14 de julho de 1965. o que não pode no outro sistema. É flâmulo da posse.2005 que no regime da Lei 4728. só pode ser objeto de alienação fiduciária bens móveis infungíveis. bem móveis (fungíveis ou infungíveis) ou imóveis. §3º). Este poderá argüir indenizações e retenção de benfeitorias.931. art. O credor tem a propriedade do bem e a posse indireta e a posse direta. 8o-A. termina o gravame sobre o bem e o credor pode vender o bem para quem ele quiser. ou quando o ônus da propriedade fiduciária tiver sido constituído para fins de garantia de débito fiscal ou previdenciário.