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Kaivalya Darsanam

A CIÊNCIA SAGRADA
Por Jnanavatar Swami Sri Yukteswar Giri

SELF-REALIZATION FELLOWSHIP Fundada por Paramahansa Yogananda Presidente Sri Daya Mata

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PRÓLOGO
Profetas de todas as terras e épocas se sucederam em sua busca por Deus. Entretanto num estado de verdadeira iluminação, nirbikalpa samadhi, estes santos perceberam a Realidade Suprema que está por trás de todos os nomes e formas. Suas sabedorias e seus conselhos espirituais tornaram-se escrituras do mundo. Estas escrituras, embora divergindo externamente em razão dos variados mantos das palavras, são todas elas expressões - algumas de modo visível e claro, outras de modo oculto ou simbólico - das mesmas verdades básicas do espírito. Meu gurudeva, Jnanavatar1 Swami Sri Yukteswar (1855-1936) de Serampore, era notavelmente capaz de discernir a unidade fundamental existente entre as escrituras do Cristianismo e do Sanatan Dharma. Colocando os textos sagrados na mesa imaculada de sua mente, ele podia dissecá-los com o bisturi do raciocínio intuitivo, e separar as errôneas interpolações e interpretações dos eruditos das verdades originalmente transmitidas pelos profetas. Em virtude do infalível discernimento espiritual do Jnanavatar Swami Sri Yukteswar é que agora tornou-se possível, através deste livro, estabelecer a harmonia fundamental entre o difícil livro bíblico Apocalipse, e a filosofia Sankhya da Índia. Como explicou meu Gurudeva em sua introdução, estas páginas foram escritas por ele em obediência à um pedido de Babaji, o santo gurudeva de Lahiri Mahasaya, que por sua vez foi o gurudeva de Sri Yukteswar. Escrevi sobre as vidas crísticas destes três grandes mestres em meu livro Autobiografia de um Iogue. Os sutras em sânscrito apresentados neste livro espalharão muita luz sobre o Bhagavad-Gita, assim como sobre outras grandes escrituras da Índia. Paramahansa Yogananda 249 Dwapara (1949 D.C.)

1“Encarnação da Sabedora”; do sânscrito jnana, “sabedoria”, e avatara, “encarnação divina.” (Nota do Editor) 2

PREFÁCIO
Por W.Y.Evans-Wentz, M.A.,D.Litt.,D.Sc. Autor de O Livro Tibetano dos Mortos Milarepa, História de um Yogi Tibetano A Ioga Tibetana e as Doutrinas Secretas, etc. “Foi um privilégio encontrar... Sri Yukteswar Giri. Um retrato deste venerável santo encontrase no frontispício do meu livro A Ioga Tibetana e as Doutrinas Secretas. Foi em Puri, Orissa, na Baía de Bengala, que eu encontrei Sri Yukteswar. Na ocasião, ele estava dirigindo um tranqüilo ashrama próximo à costa e estava muito ocupado orientando o treinamento espiritual de um grupo de jovens discípulos... Sri Yukteswar tinha um aspecto amável e autoritário, de presença agradável, digno da veneração que seus seguidores espontaneamente lhe dedicavam. Cada pessoa que o conheceu, quer de sua própria comunidade ou não, tem por ele uma imensurável estima. Eu vividamente me lembro - de sua altura, postura ereta, aparência ascética, envolto nas vestes de açafrão dos que tem renunciado às buscas mundanas - quando ele estava à postos na entrada do ermitério para me dar as boas vindas. Ele escolheu para morar a sagrada cidade de Puri, para onde multidões de devotos Hindus, representantes de todas as província da Índia, chegam diariamente em peregrinação ao afamado Templo de Jagannath, “Senhor do Mundo.” Foi em Puri, que Sri Yukteswar fechou seus olhos mortais em 1936, transpondo este cenário transitório da existência, sabendo que sua encarnação foi triunfalmente cumprida.” “Realmente fico muito gratificado em poder registrar meu testemunho do elevado caráter e santidade de Sri Yukteswar.”

A CIÊNCIA SAGRADA
(The Holy Science)

Copyright 1949, 1963 Self-Realization Fellowship (Yogoda Satsanga Society of India) © 1990 Self-Realization Fellowship
Tradução não autorizada e não revisada pelo Conselho Internacional de Publicações de S.R.F. Mantenha apenas para seu estudo individual.

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nem podem os devotos espirituais. Na verdade. tanto externo quanto interno.INTRODUÇÃO [Este Kaivalya Darsanam (exposição da verdade final) foi escrito por Priya Nath Swami2. Allahabad. tornam quase impossível levantar o véu e vislumbrar esta grande verdade. indicar a harmonia subjacente às várias religiões. que não há diferença nas verdades incutidas pelas várias crenças. mas em Allahabad. 2Em 1894. Também tem como objetivo. que há apenas um método pelo qual o mundo. vêem no Kumbha Mela um lugar ideal para transmitir instrução àqueles que dela necessitam. já que renunciaram ao mundo. Babaji concedeu ao autor o título de “Swami. quando foi escrito este livro. santificado Prayaga Tirtha. deve haver um ponto de união possível entre os dois grupos. Jamuna e Saraswati.” Foi mais tarde iniciado formalmente na Ordem dos Swamis pelo Mahanta (abade do mosteiro) de Buddha Gaya. esta exposição foi publicada em benefício do mundo] O objetivo deste livro é mostrar tão claramente quanto possível. é uma tarefa hercúlea. no final do 194º ano do atual Dwapara Yuga. é o lugar onde se congregam homens e devotos espirituais do mundo inteiro na época do Kumbha Mela. À pedido do grande Preceptor (Mahavatar Babaji) em Allahabad. tempestades e açoites não o atingem. da família Karada. eu fui incumbido com uma missão dada por comando divino. e que há uma só meta admitida por todas as escrituras. evolui. filho de Kshetranath e Kadambini. Só algumas pessoas especialmente dotadas podem sobrepor-se à influência de suas crenças declaradas e perceber a absoluta unanimidade existente nas verdades propagadas por todas as grandes religiões. dignar-se a descer e se misturarem à esse tumulto. em Allahabad. os homens que estão totalmente absorvidos nos negócios terrenos tem uma evidente necessidade da ajuda e orientação daqueles seres sagrados que trazem a luz para a raça humana. Tirtha assegura esse ponto de união. Entretanto. Os homens do mundo não podem transcender o limite mundano no qual se confinaram. que há uma unidade essencial em todas as religiões. e recebeu o nome monástico de Sri Yukteswar. Bihar. Situado como é na praia do mundo. com um mensagem em benefício da humanidade. (Nota do Editor) . Ele pertencia ao ramo Giri (“montanha”) da Ordem dos Swamis. Assim. Os credos alimentam um espírito de hostilidade e dissensão. A discórdia existente entre as diversas religiões e a ignorância dos homens. a ignorância alarga o abismo que separa um credo do outro. e ajudar a unir todas elas. os sadhus (ascetas). ponto de confluência dos rios Ganges. Mas esta verdade básica não é compreendida tão facilmente.

e depois tive a honra de encontrar um ser sagrado.que professavam diferentes credos e que ignoravam o verdadeiro significado do Kumbha Mela. literalmente. Auto-conhecimento. “grande rei.Europa e América . esses intelectuais das terras estrangeiras estavam espontaneamente em muitos casos. Os credos professados constituem barreiras quase insuperáveis que ameaçam para sempre a humanidade. anseiam por realizar três coisas: Existência. Por isso. e procura estabelecer as verdades fundamentais da criação e descrever a evolução e a involução do mundo. vinculados às fileiras do materialismo. é necessário conhecer o mundo externo. O método que adotei no livro é. Enquanto caminhava pelas margens do Ganges. A quarta seção discute as revelações que tiveram aqueles cuja longa jornada os levou a realizar os três ideais da vida e que estão muito próximos do seu destino. Estes propósitos ou metas constituem o tema de discussão na segunda seção do livro. a primeira seção do livro aborda o evangelho (Veda). O sufixo ji denota respeito. Alguns deles. em janeiro de 1894. de Benares. fiz o máximo para mostrar que não existe nenhuma real divergência. Este venerável personagem do Kumbha Mela era meu próprio paramguruji maharaj.3 embora fosse esse nosso primeiro encontro. o gurudeva do meu guru. Lahiri Mahasaya. e depois explicá-la pela referência às sagradas escrituras do ocidente. para atingi-lo. Meu paramguruji maharaj Babaji sorriu e me agraciou com o título de Swami. Consciência e Bem-Aventurança. Este livro se divide em quatro seções. Mas. impondo-me a tarefa de escrever este livro e a ajudar a estabelecer a verdade básica de todas as religiões. falamos da classe particular de homens que freqüentam esses lugares de peregrinação. não reconhecem a unidade essencial na religião. e numa Era 3Paramguru.” guru de um guru.Foi uma mensagem desta natureza que pretendia propagar quando visitei o Kumbha Mela realizado em Allahabad. no que se referia à inteligência. Eram homens aptos para a comunhão com os devotos espirituais. A terceira seção trata do método de realização dos três objetivos da vida. Maharaj. embora famosos por suas investigações nos reinos da ciência e da filosofia. (Notas do editor) . Escrito como foi sob a inspiração do meu paramgurudeva. “além do guru.” é um título acrescentado aos nomes de excepcionais personagens espirituais. Durante a minha conversa com Babaji. todavia. do mais elevado ao mais baixo elo da criação. O objetivo mais elevado da religião é o Atmajnanam. e muito menos qualquer conflito real entre os ensinamentos do Oriente e do Ocidente. Todas as escrituras. homens que viviam em distantes partes do mundo . primeiro enunciar a proposição dos sábios orientais em termos sânscritos. fui chamado por um homem. Babaji. Humildemente sugeri que havia homens de bem maior inteligência do que a maioria dos que se achavam ali presentes. Deste modo. de acordo com as quatro fases no desenvolvimento do conhecimento.

Quando o sol. Brahma. com seus planetas e suas luas. Novamente. a virtude mental. que é a sede do poder criativo. trazendo um rápido desenvolvimento do conhecimento humano. o sol completa o movimento de revolução em torno de sua estrela dupla e termina um ciclo elétrico que consiste de 12. 12. quando o sol em seu curso de revolução começa a avançar para o lugar mais próximo do seu grande centro.000 anos depois. O tempo de 1200 anos durante o qual o sol transpõe uma porção de 1/20 de sua Órbita (ver diagrama) chama-se Kali Yuga. dharma.000 anos.C. Assim. o grande centro (um evento que ocorre quando o Equinócio de Outono está no primeiro ponto de Libra). O desenvolvimento do dharma. até mesmo os mistérios do Espírito.000.Dwapara de rápido desenvolvimento em todas as esferas de conhecimento. e é chamado um dos Daiva Yugas ou Par Elétrico. é apenas gradual e divide-se em quatro diferentes fases num período de 12. num período de 24. a virtude mental. e o sol. já se passaram. toma alguma estrela como sua dupla e gira em torno dela por cerca de 24. no começo do século XX. dharma. este desenvolvimento é gradativamente completado em outros 12. atinge o ponto mais próximo deste grande centro.um fenômeno celeste que causa um movimento retrógrado dos pontos equinociais ao redor do zodíaco. torna-se tão desenvolvido que o homem pode facilmente compreender tudo.000 anos. a virtude mental.). quando o sol atinge em sua órbita o lugar mais distante de Brahma. o magnetismo universal. e os planetas rodando sobre seus eixos circulam com suas luas ao redor do sol. tanto externamente no mundo material quanto internamente no mundo intelectual ou elétrico.000 anos traz uma completa transformação.000 num arco ascendente e 12. a sede de Brahma (um evento que ocorre quando o Equinócio de Outono chega ao primeiro ponto de Áries). agora (1894 D. O Equinócio de Outono cairá. chega a um estado tão reduzido que o homem não pode entender nada além da grosseira criação material. da mesma maneira. virtude mental do mundo interno. a virtude mental. Uma breve discussão sobre o cálculo matemático dos yugas ou eras explicará o fato de que a era atual do mundo é o Dwapara Yuga. O sol também tem outro movimento pelo qual ele gira em torno de um grande centro chamado Vishnunabhi. e que 194 dessa Yuga.000 anos de nossa terra . Dharma. na sua revolução em torno de sua estrela dupla. Brahma regula dharma.000 num arco descendente. Aprendemos com a astronomia Oriental que as luas giram em torno de seus planetas. entre as estrelas fixas da constelação de Virgem e na primeira parte do Ascendente Dwapara Yuga4. a virtude mental. Cada um desses períodos de 12. Dharma. espero que a importância do livro seja percebida por aqueles a quem ele é destinado. está então em sua primeira fase e está desenvolvido somente 4Ver diagrama na página 9 do original em inglês “The Holy Science” . começa a se desenvolver.

ou seja. 24. a fonte de todas as forças elétricas das quais a criação depende para sua existência. a soma total de todos os períodos dessas quatro Yugas. que perfazem um total de 3600 Desse modo. a era de Dwapara Yuga tem 2000 anos. descreve esses Yugas mais claramente na seguinte passagem de seu Samhita: [Quatro mil anos. 1000 anos é a duração do Kali Yuga. O período de 4800 anos durante o qual o sol atravessa os restantes 4/20 de sua órbita chama-se Satya Yuga. 4800 anos. Dharma. Dharma. 300 + 3000 + 300 = 3600. perfazem o ciclo elétrico completo. até mesmo Deus. daí. Finalmente. os milênios e os séculos decrescem um à um (isto é. o mundo externo. que são os princípios criativos do mundo externo. com 100 anos antes e depois como seus sandhis. a virtude mental. constituem a era exata de Satya Yuga.uma quarta parte.] O período de Satya Yuga tem 4000 anos de duração. num total de 2400 anos.000 anos. apenas completo pela metade. dois dos quais. e a mesma duração a sua noite. Seu crepúsculo matinal abrange muitos séculos e o período de seu crepúsculo vesperal tem a mesma duração (isto é. 400 anos antes e depois do Satya Yuga propriamente dito estão seus sandhis ou períodos de mutação. 12. . os períodos de mutação. O período de 3600 durante o qual o sol atravessa a fração de 3/20 de sua órbita chama-se Treta Yuga. está então na segunda fase de desenvolvimento. o intelecto humano torna-se capaz de compreender o magnetismo divino. Dharma. afigura-se que 3000 é a duração do Tetra Yuga. um grande rishi (sábio iluminado) do Satya Yuga. que contém 12. com os precedentes e os subseqüentes Yugas.000 anos. A soma de mil eras divinas constitui um dia de Brahma. Segundo esta regra. respectivamente. o intelecto humano não pode compreender nada além da matéria densa desta sempre mutante criação. constituem o período de um dos Daiva Yugas ou Par Elétrico. com 200 anos antes e depois como seus sandhis. Manu. o Espírito que se encontra além deste mundo visível. a virtude mental. ao todo. o intelecto humano pode compreender tudo. dizem. etc).000 anos. é estabelecido que o numeral um deve ser deduzido dos números de ambos os milhares e centenas de anos que indicam os períodos dos Yugas e sandhis anteriores. No cálculo do período de outros Yugasandhis. O período de 2400 anos durante o qual o sol atravessa a porção de 2/20 de sua órbita chama-se Dwapara Yuga. Nas outras três eras. Este ciclo quádruplo. 400 + 4000 + 400 = 4800). Assim. chama-se uma Era dos Deuses. com seus crepúsculos matinal e vesperal. o intelecto humano pode então compreender as matérias sutis ou eletricidades e seus atributos. e 300 anos antes e depois estão seus sandhis. tem o Krita Yuga (Satya Yuga ou a “Idade de Ouro” do mundo). a virtude mental está então na terceira fase. está então na quarta fase e completa seu pleno desenvolvimento. num total de 1200 anos.

Do ano de 499 D.. portanto. ou os atributos das eletricidades. O período situado em torno do ano 500 D.C. Sukshamabhuta. Durante os 3600 anos seguintes. e registra a vasta ignorância e o sofrimento de todas as nações neste período. em diante. fase de ligação com o seguinte Dwapara Yuga. o sol atravessou o Kali Yuga Descendente e atingiu o ponto de sua órbita mais distante do grande centro. as matérias sutis da criação. empregando água fervente como força motriz. constituiu. Napoleão Bonaparte apresentou seu novo código jurídico no sul da . Em 1609 Kepler descobriu importantes leis de astronomia.501 A. o intelecto humano perdeu seu conhecimento de captar o conhecimento das eletricidades e seus atributos. a parte mais sombria do Kali Yuga e de todo o ciclo de 24. e que nos levam até o ano de 1599 D. Durante os seguintes 2400 anos. o intelecto gradativamente perdeu todo o poder de captar o conhecimento do magnetismo divino. conseqüentemente. e a paz política começou a se estabelecer Por volta do ano de 1600 D.C. as pessoas começaram a ter respeito por si mesmas. não houve paz em nenhum reino.. enquanto o sol atravessava o Dwapara Yuga Descendente. Durante 4800 anos em que o sol atravessou um dos pares de Satya ou uma 4/20ª parte de sua órbita. e o intelecto do homem foi. Cerca de 1670 Newton descobriu a lei da gravitação. e a civilização avançou de muitos modos. Em 1700 Thomas Savery fez uso da máquina de vapor. panchatanmatra. e.A partir de 11. Seguindo-se a este período. no início dos 100 anos sandhi intermediários do Kali Yuga. quando o Equinócio de Outono estava no primeiro ponto de Áries. falando de um modo geral. Nos subseqüentes 1200. realmente evidencia a exatidão desses antigos cálculos do rishis indianos. o sol começou a avançar em direção ao grande centro.C. em que o sol atravessou o Tetra Yuga Descendente.C. Em 1621 Drebbel de Hollanda inventou o microscópio. A Inglaterra uniu-se com a Escócia e se tornou um poderoso reino. o Equinócio de Outono estava no primeiro ponto de libra. aos poucos se desenvolvendo. o intelecto do homem perdeu totalmente o poder de captar o conhecimento espiritual. Vinte anos depois Stephen Gray descobriu a ação da eletricidade no corpo humano. o poder intelectual do homem começou a diminuir. A história. Durante os 1100 anos do Kali Yuga Ascendente. o sol começou a se afastar do ponto de sua órbita mais próximo do grande centro em direção ao ponto mais distante dele. os homens começaram a notar a existência das matérias sutis. No mundo político. e Galileu produziu um telescópio. No mundo político também. o intelecto humano estava tão denso que não podia compreender as eletricidades.000 anos. O poder intelectual do homem estava em tão acentuado declínio que ele já não podia compreender nada além do denso material da criação. Willian Golbert descobriu as forças magnéticas e observou a presença da eletricidade em todas as substâncias materiais.C..

Os astrônomos e astrólogos que calculam os almanaques se deixaram guiar por anotações errôneas de certos eruditos sânscritos (tais como Kulluka Bhatta) da era obscura do Kali Yuga. restando ainda 427. Nenhum homem pode vencer esta influência. Portanto. com o término dos 2400 anos do então corrente Dwapara Yuga. não havia ninguém na corte do Rajá Parikshit que pudesse compreender o princípio que ensinava a calcular corretamente as eras dos vários Yugas. começando a fazer o cálculo a partir do primeiro ano e anulando o número de anos do Dwapara. durante o reinado do Rajá Parikshit. Com o início do Ascendente Kali Yuga. retirou-se para as montanhas dos Himalaias. que felizmente não é verdadeira! O equívoco apareceu nos almanaques pela primeira vez por volta do ano de 700 A. A posição do mundo na era atual de Dwapara Sandhi (1894 D. embora não se compreendesse claramente a sua natureza. e o sol atingira o ponto de sua órbita mais distante do grande centro (quando o Equinócio de Outono estava no primeiro ponto de Libra nos céus).C. A América conquistou sua independência. simultaneamente com a era do Dwapara Yuga. Assim.) não é corretamente mostrada nos almanaques Hindus. e reinava a paz em muitas partes da Europa. logo após o final do último Dwapara Yuga Descendente.C.000 anos. compreendendo o Reino de Deus. Eis a grande influência do tempo que governa o universo. foi calculada em 3600 anos. em 499 D. Uma negra perspectiva. Por conseguinte. tempo de duração do verdadeiro Kali Yuga. vendo o aparecimento do negro Kali Yuga. com a dádiva celestial da natureza. Com o progresso da ciência.006 anos. Em 1899. e em conseqüência o poder intelectual do . a era de Kali. ao invés de 1200.. das máquinas elétricas e de muitos instrumentos. o primeiro ano de Kali Yuga foi computado em 2401.Europa. no tocante à sua duração. o verdadeiro Dwapara Yuga de 2000 anos começará e dará à humanidade em geral uma total compreensão das eletricidades e seus atributos. transmitiu o trono ao seu neto. de acordo com o método errado de cálculo. Nesta época o Maharaja Yudhisthira. se completaram. e agora afirmam que a duração do Kali Yuga é de 432. ninguém ousou modificar o negro Kali Yuga. as matérias sutis tiveram utilização prática. torna-se divino.. exceto aquele que. aproximando-se do grande centro. o paraíso do mundo.. com todos os sábios de sua corte.C. ao completar-se o período de 200 anos do Dwapara Sandhi. batizando-se na sagrada corrente de Pranava (a sagrada vibração de Aum). quando os 1200 anos.C. em seu período mais negro. Maharaja Yudhisthira. Com o auxilio das máquinas a vapor.).C. o tempo de mutação. dos quais 4994 já se passaram (em 1894 D. abençoado com o puro amor. Em 499 D. começaram a se espalhar pelo mundo as ferrovias e os fios telegráficos. o sol começou a avançar em sua órbita. o citado Rajá Parikshit.

mas incluíram outros tantos anos do ciclo daiva (“anos dos deuses”). que consistiam de 12 meses daiva de 30 dias daiva cada um. eles só puderam reconhecer o próprio erro. tais como aquelas sobre as propriedades do magnetismo. suas auras. chegando a uma conclusão correta. o equívoco dos almanaques passou a ser notado pelos sábios da época. que são de natureza puramente elétrica. No que se refere às propriedades magnéticas. Entretanto. sem desempenhar as funções de quaisquer outros nervos. o poder de compreensão do intelecto humano é atualmente tão limitado que seria inteiramente inútil tentar fazer com que o público em geral entendesse o que é a matéria.) incidindo entre as estrelas da constelação de Virgem e no Ascendente Dwapara Yuga. que verificaram que os cálculos dos antigos rishis fixaram o período de um Kali Yuga em apenas 1200 anos. o leitor verá que o Equinócio de Outono está agora (1894 D.homem se desenvolveu. Com referência ao Diagrama apresentado neste livro. Entretanto. embora a ciência moderna ainda não as descobriu totalmente. o nervo auditivo por sua vez.000 anos de nossa terra. temos 194 para indicar o presente ano da entrada do mundo no Ascendente Dwapara Yuga. Cada um dos cinco nervos sensoriais tem sua característica e uma função singular a desempenhar. a real duração do Kali.C. representam o ano atual (1894 D. segundo esses homens. de acordo com a equivocada teoria predominante. os diferentes tipos de eletricidade. O intelecto do homem no Tetra Yuga compreenderá os atributos do magnetismo divino (o próximo Tetra Yuga começará . Daí. eles imaginaram que 1200 anos. O nervo ótico leva a luz e não desempenha as funções do auditivo e de outros nervos. e assim por diante.) nos almanaques hindus. Por coerência. Podemos compreender facilmente os cinco tipos de eletricidades se dirigirmos a atenção para as propriedades dos nervos. O equívoco dos antigos almanaques será claramente explicado se acrescentarmos 3600 anos a este período de 1394 anos e obtivermos 4994 anos . e não a sua razão. 1200 anos do Kali Yuga devem equivaler a 432. correspondendo às cinco propriedades da eletricidade cósmica. sendo cada dia daiva igual a um ano solar de nossa terra.que. etc. Portanto está claro que há cinco tipos de eletricidades. como o intelecto desses sábios ainda não estava adequadamente desenvolvido. não eram os anos comuns de nossa terra. Os livros de Astronomia mostram que o Equinócio da Primavera está agora a 20°54'36'' de distância do primeiro ponto de Áries (a estrela fixa Revati).. e pelos cálculos parecerá que 1394 anos se passaram desde a época em que o Equinócio da Primavera começou a se afastar do primeiro ponto de Áries. Deduzindo 1200 anos (a duração do último Ascendente Kali Yuga) de 1394 anos. Neste livro foram mencionadas certas verdades. leva somente o som. Portanto.C. devemos levar em consideração a posição do Equinócio da Primavera do ano de 1894.

e os homens precisam de mútua e afetuosa ajuda. Este método de cálculo prevaleceu na Índia até o reinado do Rajá Vikramaditya. podem entender agora o que as pessoas comuns não podem. e não com os fenômenos celestes das estrelas fixas. que exercem sua influência sobre os vários dias da semana. e recomendamos que seja seguido pelo público em geral. aos invés de 1894 D. dever-se-ia indicar a que Yuga eles pertencem. já tendo há muito se passado a negra era de Kali.). Concluindo esta introdução. mas este livro não é para esses seres sublimes. influenciando os vários meses.. a pedido do meu venerável paramguru maharaj Babaji. o mundo está alcançando o conhecimento espiritual. assim espero. as diversas constelações de estrelas. que não precisam dele. Na verdade. Por isso proponho denominar e numerar o ano em que escrevi este prefácio como 194 do Dwapara. Agora. de igual modo. Bengala Ocidental 26º Falgum. 194º Dwapara (1894 D. Swami Sri Yukteswar Giri Serampore.em 4099 D. Por esse motivo. assim. para mostrar o tempo exato do Yuga ora em curso.C. quando se iniciou a era Samvat. nós o seguimos. ao designar os anos. o método de numeração dos anos com referência ao seu respectivo Yuga baseia-se num princípio científico. emprestaram seus nomes aos seus respectivos dias. Cada um dos grandes Yugas também tem muita influência sobre o período de tempo que abrange. A publicação deste livro. neste 194º ano do Dwapara Yuga. existem hoje personagens excepcionais que. prestará. podemos observar que os diversos planetas.C. seu uso evitará muita inconveniência surgida no passado devido à associação de várias eras com pessoas eminentes. emprestaram seus nomes aos meses hindus. um serviço espiritual.C.) . Como os Yugas são calculados pela posição do equinócio. tendo superado a influência do Tempo.

são apenas propriedades. “A fé nos leva a possuir aquilo que ainda esperamos. Chit. Ver Hebreus 11:1 e João 8:28. Por que Deus não é compreensível. o Pai. a menos que ele se torne divino.5 O Pai Eterno. de Deus. com prazer. completo. e não a Substância à qual elas pertencem. Vasana. tato. ele é capaz de compreender por meio desses órgãos imperfeitos somente estas propriedades. ou em outras palavras. partes componentes deste mundo visível . a Eterna Alegria. A tradução literal foi providenciada pela SelfRealization Fellowship. visão.audição.a Força Onipotente como sua vontade. da qual os objetos dos sentidos .” 5Swami Sri Yukteswarji fixou estes sutras (preceitos) apenas em sânscrito. paladar e olfato. Como o homem é semelhante à Deus. Como Deus é compreendido. a Substância única no universo. e o Sentimento Onisciente como sua Consciência. dá-nos a certeza daquilo que ainda não vemos. Bhoga. então sabereis que Eu Sou. Prakriti ou Natureza de Deus. a raiz de todo poder e alegria. compreensível para o homem do mundo material.” Jesus afirmou: “Quando tiverdes levantado o Filho do homem.CAPÍTULO 1 O EVANGELHO SUTRA 1 Parambrahma (Espírito ou Deus) é eterno. sem princípio nem fim. não é. interiorizando sua atenção ele pode compreender dentro de si mesmo a Força e o Sentimento. O homem tem fé eterna e crê intuitivamente na existência de uma substância. Swami Parambrahma. é a única Substância Real. composto destas propriedades. A força onipotente Shakti. que tem prazer. “E Deus criou o homem à sua imagem. O Pai Eterno. à imagem de Deus o criou. É uno. homem e mulher os criou. Prakriti. que torna este mundo consciente. demostram a Natureza. únicas propriedades de seu Ser . Ser indivisível. Sat.” SUTRA 2 Nele (Parambrahma) está a origem de todo conhecimento e amor. que produziu o mundo. Bhokta. Como o homem se identifica com seu corpo material. e é tudo em tudo no universo. (Nota do Editor) . elevando seu ser acima desta criação de Trevas ou Maya. Chetana. Ananda. portanto. Ver Gênesis 1:27. Deus. Deus. e o Sentimento Onisciente.

é inseparável de nada mais do que o próprio Deus. No conjunto. pois tornam incompreensível a Luz Espiritual. Amen (Aum). surge Kala. interna e externamente.. Desa. não pode compreendê-lo. a matéria externa) criou este mundo visível. Em seus diferentes aspectos Aum apresenta a idéia de mudança. Por isso. o Sentimento Onisciente ou Amor. Tudo foi feito por ele. a testemunha fiel e verdadeira.o Verbo. estas quatro idéias que dão origem a todas essas confusões são referidas na Bíblia como muitos animais. o Criador. “por diante e por trás”). portanto. João 1:1. Amen. a Atração) é vibração. Desa. que aparece como um som peculiar: o Verbo. o Tempo. De Aum (Pranava. A manifestação da Força Onipotente (a Repulsão e sua expressão complementar.” SUTRA 5 . bem como ao redor do trono. que representam interna e externamente. Aum. mas também toda a criação imanifestada e manifestada (isto é. 3. E no meio. quatro seres vivos. a manifestação da Força Onipotente).. quando se eleva ao nível dele. Estes quatro . O Verbo. sendo a manifestação da Eterna Natureza do Pai Onipotente ou Seu próprio Ser. Ver Apocalipse 3:14. Aum. patra ou anu. O efeito resultante é a idéia de partículas . são o trono do Espírito.SUTRA 3 Parambrahma faz emergir a criação. o trono do Espírito. Ignorância. o tempo. A manifestação do Verbo (tornando-se carne. que é o Espaço. necessariamente. O homem. Ver Apocalipse 4:6. Assim. cheios de olhos na frente e por detrás. o princípio da criação de Deus. individualmente Anu se chama Avidya. o espaço. as Trevas. enquanto se identifica com seu corpo material denso. coloca-se numa posição bem inferior à do quádruplo Átomo primordial e. Estes átomos. Átomos. o Criador.os inumeráveis átomos.. as quatro idéias acima mencionadas. é o começo da Criação. e a idéia de divisão. diante do trono. a inerte Natureza ( Prakriti). não apenas compreende este Átomo. o Verbo estava com Deus.. que é o tempo Kala. “Eis o que diz o Amém.são. o Verbo. Mas. “. no Eterno-Imutável.. e sem ele nada se fez de tudo o que foi criado. o Átomo (a estrutura vibratória da criação). 14. e substancialmente nada mais que simples idéias. a Ignorância. pois torna o homem ignorante até do seu próprio Ser.” “No princípio existia o Verbo. E o Verbo se fez carne e viveu entre nós. eles se denominam Maya.. tal como o poder calcinante é inseparável de nada mais do que o próprio fogo. e cada um deles separadamente denomina-se Avidya.. o tempo. unos e idênticos. Coletivamente eles se chamam Maya ou o poder ilusório do Senhor. o Espaço e o Átomo .” SUTRA 4 A causa da criação é Anu ou os Átomos. no Eterno-Indivísivel. que brilhando sobre eles cria este universo. e Anu. e o Verbo era Deus. As Quatro Idéias: o Verbo. o Verbo Amen.. o Espaço e o Átomo.

e se chama o Espírito Santo. Gunas. sua presença em cada homem. sendo Sua manifestação.” “A luz brilha na escuridão e a escuridão não a pôde ofuscar. a Mente. SUTRAS 7 . a espiritualizada Força Onipotente como já foi dito.Sattva (positivo). a idéia da existência isolada aparece nele. espiritualiza-se como limalhas de ferro em uma aura magnética. Chitta. o Átomo espiritualizado.Abhasa Chaitanya ou Purusha. o Coração.10 Chitta. o Onipresente Espírito. sendo uma partícula da Repulsão. estando sob a influência do Amor Universal. e o último. estes reflexos dos raios espirituais são denominados os Filhos de Deus . que passa a se chamar Ahamkara. não pode receber ou compreender a Luz Espiritual. produz o mundo ideal do prazer ( ananda) e se chama Anandatwa ou Manas. que brilha nas trevas. um dos quais o atrai para a Substância Real. Kutastha Chaitanya. Este Átomo. o Espírito Santo. Chit. a Inteligência. Kutastha Chaitanya ou Purushottama. Seu oposto é Manas. o Ego. O primeiro é chamado Sattva ou Buddhi. Buddhi. Chitta. Deus.O aspecto de Amor Onisciente de Parambrahma é Kutastha Chaitanya.produzem Jnanendriyas (órgãos dos sentidos). Manas. na qual vive o Jiva: o ser com Ahamkara. a idéia da existência isolada. a Inteligência. Pancha Tattwa.” SUTRA 6 O Átomo. Assim magnetizado. e por isso. O Ser individual. no qual Ahamkara (a idéia da existência isolada do Ser) aparece. o Ego. A manifestação de Premabijam Chit (Atração. . o Espírito Santo. não é outra substância senão o próprio Deus. (órgãos da ação) e Tanmatras (objetos dos sentidos). a Mente. o Amor Onisciente) é Vida. para atrair cada respectiva porção em direção à Divindade. Elas (as cinco auras elétricas) constituem o corpo causal de Purusha. a Ignorância. sob a influência de Chit (conhecimento universal) forma Chitta ou o calmo estado da mente. 6Isto é. Maya. e o outro o repele da mesma. o Ego. “Nele estava a vida. 5. a Mente. Ver João 1:4. tem cinco manifestações (auras elétricas). é uno com Ele. e como tal. Karmendriyas. o poder do sentimento. Avidya. o filho do homem. ou suas partes individuais 6. Este Espírito Santo. 11. que quando espiritualizado chama-se buddhi. sendo a manifestação da Natureza Onisciente do Pai Eterno. o filho do homem. Ahamkara. As cinco eletricidades. os Filhos de Deus. Mas as trevas. Purushottama. tem dois pólos. então se chama Mahat.” “Ele veio até a sua própria terra e a sua gente não a acolheu. sendo por si mesma repulsão. Avidya. Rajas (neutralizante) e Tamas (negativo) . que determina o que é a Verdade. e a vida era a luz dos homens. Maya. o Coração. a Ignorância. Sat. e toma consciência. mas pode refleti-la. de seus três atributos. a Inteligência. . Abhasa Chaitanya ou Purusha.

sendo as manifestações da energia neutralizante do Átomo espiritualizado. Estes cinco tipos de eletricidades sendo atraídos sob a influência do Amor Universal (o Espírito Santo) para a Substância Real. Lingasarira. movimento (pés). Sat. Estes cinco objetos. procriação. os órgãos da ação . as Causas-Originais da Criação. o negativo. Buddhi. o pólo oposto deste Átomo espiritualizado. e Akasha. produzem a idéia da matéria densa que nos parece ter cinco variedades diferentes: Kshiti. Este Átomo espiritualizado. Estes órgãos. o Filho de Deus.Estes quinze atributos. habilidade manual (mãos) e fala. Chitta.do Átomo espiritualizado constituem Lingasarira ou Sukshmasarira. Ap. produzem um campo magnético chamado corpo de Sattva Buddhi. Tejas. Marut. os atributos elétricos. Tamas. O Corpo Material Denso. o sutil corpo material de Purusha. . juntamente com Manas. e Rajas. paladar. o filho de Deus. Os atributos positivos das cinco eletricidades são os Jnanendriyas. constituem os vinte e quatro princípios básicos da criação. produz cinco tipos de auras elétricas provenientes das suas cinco diferentes partes: uma do meio. Os atributos negativos das cinco eletricidades são os cinco Tanmatras ou objetos dos sentidos do olfato. os cinco objetos dos sentidos. Jnanendriyas. o corpo causal. Chitta (o Coração). os órgãos dos sentidos . 12 Os citados cinco objetos. Estes quinze atributos de dois pólos . o gasoso. constituem os dezessete “membros puros” do corpo sutil. constituem um corpo energético chamado corpo de energia. Estas cinco eletricidades. a Mente. o ígneo. estão também num estado polarizado e são dotadas de três atributos ou Gunas: Sattva. o Filho de Deus. consciência sensória. visão. sólidos. produzem a idéia da matéria densa em suas cinco formas: Kshiti. Os três Gunas. e as outras duas dos espaços intermediários entre o meio e cada uma das extremidades. tato e audição. os cinco órgãos dos sentidos.olfato. Ap. paladar. os cinco órgãos da ação. acrescidos da Mente e da Inteligência.Mente e Inteligência . Chitta (o Coração) sendo manifestação da Repulsão. Os atributos neutralizantes das cinco eletricidades são os Karmendriyas. o corpo material denso de Purusha. e Vyoma ou Akasha. substâncias gasosas. Karmendriyas. tato. Vishaya ou Tanmatras. o sólido. a Inteligência. o etéreo. que são os atributos negativos das cinco eletricidades. o Ego. As eletricidades. Tejas. que. Estas cinco formas de matéria densa e os citados quinze atributos. duas das duas extremidades. denominam-se Pancha Tattwa. e audição . sendo as causas de todas as outras criações. Inteligência discriminativa. sendo envolvidas pela polarizada Chitta. líquidos.e sendo atraídos sob a influência de Manas. Pacha Tattwa. o Coração ou poder do sentimento. fogo. Mente. e Ahamkara. visão. e são consideradas o corpo causal de Purusha. o líquido. que são os atributos negativos das cinco eletricidades. conjuntamente combinados. o positivo. Marut. satisfazem os desejos do coração. SUTRAS 11. o neutralizante. as cinco Causas-Originais. constituem um corpo da mesma. o Lingasarira. o sutil corpo material. Estes constituem o envoltório externo chamado Sthulasarira. éter. a força vital ou Prana. combinando-se.excreção. unidos aos órgãos dos sentidos através do poder neutralizante dos órgão da ação.

chama-se Sunya. O corpo material do homem tem igualmente dentro de si.” Os citados vinte e quatro princípios. a esfera dos atributos elétricos. Chitta. Esta esfera. Sapta Patalas. e por ser ela notável pela presença apenas de matérias sutis. Nenhum nome pode descrevê-la. na ordem. chama-se Agama. denomina-se Anama. Swarloka. Segue-se Janaloka. 7ª Esfera. Dasamadwara. Como esta esfera está acima da compreensão de qualquer pessoa na criação de Trevas. conforme já mencionamos. 6ª Esfera. sete pontos vitais chamados Patalas. a esfera do Átomo. a Mente. “Ao redor do trono havia vinte e quatro anciãos. na realidade. o Pai. Janaloka. o princípio da criação de trevas. Maya. Satyaloka.a única Substância Real. 16. e Ahamkara. a criação não tem. nem palavra alguma na criação de Trevas ou Luz pode qualificá-la. Deus. existência substancial. Maya. portanto. O universo assim descrito. . as coisas materiais sutis). principiando com a Eterna Substância. 2ª Esfera. de onde se origina a idéia da existência isolada do Ser. A última e a mais baixa esfera é Bhuloka. Maharloka. Vem então Maharloka. as eletricidades. a Inominada. a esfera da criação material densa. nada mais são do que o desenvolvimento da Ignorância. a Inteligência. as luzes ali percebidas como estrelas assemelham-se à muitos anjos. sempre visível a todos. o Ego. A primeira delas é Satyaloka. SUTRA 13 Este universo se divide em quatorze esferas. vestidos de vestes brancas e com coroas de ouro nas cabeças. a esfera do reflexo espiritual. que completavam a criação das Trevas. que é a Paciência Eterna. mas é um simples jogo de idéias da Substância Eterna. A seguinte é Bhuvarloka. Tapoloka. que são descritos na Bíblia como as muitas igrejas. a esfera da aura magnética. assim também o corpo do homem assemelha-se à imagem deste universo. Assim como Deus criou o homem à Sua própria imagem. como é mencionado na Bíblia. Como as matérias densas da criação estão inteiramente ausentes nesta esfera. juntamente com Manas. o Vazio Comum. Em torno deste Átomo está Swarloka. a Incompreensível. Sat. Estas cinco matérias densas e os citados quinze atributos. os Filhos de Deus.Os Vinte e Quatro Anciãos. Bhuvarloka. Esta esfera é o elo de ligação e o único caminho entre a criação espiritual e material. chama-se Alakshya. Voltando-se para seu próprio Ser e seguindo o caminho certo. A próxima. Por ser inabordável até mesmo pelos Filhos de Deus. pois permanece para sempre impassível diante de qualquer idéia limitada. Swargas ou Lokas. sobre a qual o Espírito se reflete. e se denomina a Porta. Caracterizando-se pela ausência de toda a criação (até mesmo dos órgãos e seus objetos. Sete Esferas ou Swargas. 5ª Esfera. o Grande Vazio. desce ao plano da criação material densa e se divide em sete diferentes esferas. 1ª Esfera. Buddhi. constituem os vinte e quatro princípios ou Anciãos. 20. Ver Apocalipse 1:12-13. Bhuloka. a Inacessível. o homem percebe a Luz Espiritual nestes pontos. Maya. Deus. e como esta Ignorância se compões somente de idéias. 3ª Esfera. 4ª Esfera. no universo. o Coração. as sete igrejas. Avidya. é Tapoloka. esta esfera se chama Mahasunya. sete Swargas e sete Patalas. Ver Apocalipse 4:4. a esfera de Deus . a esfera do Espírito Santo.

Ao completar-se a ação da Repulsão. O reino animal. alguém semelhante a um Filho de homem. composto dos órgãos da ação antes descritos e são chamados de Pranamaya Kosha. e os sete candelabros. Quando Pranamaya Kosha se retrai. Prana. o revestimento externo do Átomo. o revestimento externo de matéria densa do Átomo conseqüentemente retrai-se. o qual chamamos de reino inanimado da criação. planetas e luas. o primeiro Kosha. as sete igrejas.. Ignorância (a partícula de Trevas. sendo a sede do conhecimento. atraindo-se mutualmente.. Buddhi. os órgãos da ação) começa a operar. chama-se Anandamaya Kosha.. O quarto é o corpo de energia.” “Segurava na mão direita sete estrelas. gasosas. está protegido por cinco envoltórios chamados koshas. a Onipotente Energia manifestada). manifestação da Energia Onipotente. os órgãos dos sentidos). este mundo visível torna-se adornado com sóis. E tendo-me voltado. o quinto Kosha. vi sete candelabros de ouro. fazem surgir o reino vegetal na criação. quando a ação do Amor Divino torna-se bem desenvolvida. as etapas da criação.. ananda. o qual tornando-se Anna. líquidas e sólidas. as sete estrelas são os anjos das sete Igrejas. assumindo formas etéreas. Cinco Koshas ou Envoltórios. começa a se retrair. abraçando-se mais estreitamente em seus corações. a ação da Atração (O Amor Onipotente no âmago do coração) começa a se manifestar. vem à luz o Manomaya Kosha (o envoltório composto de Jnanendriyas.. e. O terceiro é o corpo de Manas. o qual sente ou aprecia. Maya. Chitta.“. os Átomos. o quarto Kosha. o segundo Kosha. Matéria densa. Assim. composto de quatro idéias. e. Este Purusha.. denomina-se Jnanamaya Kosha. aproximam-se cada vez mais. SUTRA 14 Purusha é dotado de cinco koshas ou envoltórios. o terceiro Kosha. a evolução de Avidya. O segundo é a eletricidade magnética da aura. a Mente. jnana. o Filho de Deus. o alimento. As sete esferas ou Swargas acima mencionadas e os sete Patalas constituem quatorze Bhuvanas.. ígneas. A Ação do Amor. composto pelos órgãos dos sentidos.” Quatorze Bhuvanas. Desta maneira. a Inteligência que determina o que é a verdade. O primeiro destes cinco envoltórios é o Coração. a Atração. Sob a influência deste Amor Onisciente. a força vital ou Prana. O quinto e último desses envoltórios é a matéria densa. Os Átomos percebem então a natureza . por ser a sede da bem-aventurança. Neste estado orgânico os Átomos. manifestação de Buddhi. como já mencionamos. o Átomo. Manas. O reino vegetal. Assim. Coração. sustenta este mundo visível e por isso se chama Annamaya Kosha. como já mencionamos e é chamado de Manomaya Kosha.” “. O reino inanimado. no meio dos candelabros. Pranamaya Kosha (o envoltório composto de Karmendriyas. Annamaya Kosha. as quatorze diferenciáveis etapas da criação..

que desperte em nós Bhakti (devoção) e as percepções da Verdade. a porta do mundo interior . O homem é então chamado Devata ou Anjo na criação. Quando o homem compreende por seu Parokshajnana (verdadeira compreensão) o nada que é o mundo externo.uma questão de compreensão.onde percebe a Voz. um Salvador. Seguindo afetuosamente os sagrados preceitos desses divinos personagens. Sannyasi. Ao buscar outra explicação. Adquirindo o poder de determinar o certo e o errado. trikuti ou Sushumnadwara. SUTRA 17 O que é necessário é um Guru. também nossas percepções em estado de vigília são igualmente irreais . Chitta. o Verbo. O gênero humano. o divino personagem que presenciou a Luz e testemunhou Cristo. depois de expandir o amor.do mundo externo. Quando o Coração ou o envoltório mais profundo é também descartado. verifica que todas as suas concepções em estado de vigília são substancialmente nada mais que meras idéias. o homem torna-se capaz de dirigir todos os órgãos dos sentidos para o seu centro interno comum . Parokshajnana . surge o reino animal na criação. que tinha desenvolvido em seu coração. Amen. já nada mais existe que possa manter o homem preso a esta criação de Trevas. Está claro. Então ele se torna livre. como o som peculiar de uma “batida” [a Vibração Cósmica que é]. causadas pela união dos cinco objetos dos sentidos (os atributos negativos das cinco eletricidades internas) com os cinco órgãos dos sentidos (seus atributos positivos). com a sua concepção das idéias obtidas em sonho. e assim. Quando o homem. Qualquer buscador evoluído e sincero pode ter a sorte de encontrar um desses personagens divinos. e entra na criação da Luz. a semelhança existente entre elas leva-o à conclusão de que o mundo externo também não é o que parece ser. SUTRAS 15. Quando o homem encontra seu Sat-Guru ou Salvador. formam corpos necessários para o prazer. e atraindo outros Átomos de natureza diferente. consideramos os objetos vistos em nossos sonhos insubstanciais. o filho de Deus. o ser racional na criação. então se manifesta o envoltório mais profundo. ele aprecia a posição de João Batista. Quando Manomaya Kosha se retrai. Esta união é efetuada por meio da Mente (Manas) e é concebida ou entendida pela Inteligência (Buddhi). cultivando o Espírito Divino ou o Amor Onisciente em seu coração. que todas as concepções que o homem forma em seu estado de vigília são simples deduções. é capaz de rejeitar este Jnanamaya Kosha. ao acordarmos. Sat-Guru. Maya. através dos cinco órgãos de ação (os atributos neutralizantes das eletricidades). o luminoso corpo . portanto. Quando o homem compara suas idéias relativas às matérias densas concebidas no estado de vigília. Jnanamaya Kosha (o corpo da Inteligência composto de eletricidades) torna-se perceptível. enviado por Deus. Sannyasi. o Ser livre. Devata ou Anjo. 16 Assim como. o Átomo torna-se homem.o sensório. Aum. o Coração (composto de quatro idéias). e vê. Estados de sono e de vigília. dom celestial da Natureza. que generosamente pode dispor-se como seu Preceptor Espiritual.apenas uma questão de compreensão. o Salvador.

(Nota do Editor) . a ilusão da separatividade do Pai. Seu nome era João. a Realidade Suprema. repelindo a densa criação material. não poderá ver o Reino de Deus. consagrado e ungido torna-se Sannyasi. o filho do homem começa a se arrepender e. eis o que diz o Amém. 23. a Substância Eterna. e bato! Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta. o Ganges pelos hindus. vindo ao mundo. perdendo-se na densa criação material. o Jamuna pelos Vaishnavas7. a vibração Cósmica. Deus como Conservador.. como foi o caso do Senhor 7Adoradores de Vishnu. “. Por sua peculiar natureza..de Radha.. arrasta-se em direção à sua Divindade. 8. “O verbo era a luz. Portanto. já não reflete apenas a Luz Espiritual. 10Isto é. Maya. acreditando na existência da verdadeira Luz . ele se unifica com a Consciência Crística.. Quando ocorre a total extinção da Ignorância. este é que batiza o Espírito Santo.” Ganges. a verdadeira luz que..” Aparokshajnana.. Ele não era a luz.. (Nota do Editor). o filho de Deus. mas a manifesta ativamente. o Salvador 10.. ou Cristo.. “. eu com ele e ele comigo. por exemplo. Deus. estando perfeitamente limpo e purificado. a Atração que está constantemente atraindo o homem para o reino de Deus. sobrepondo-se à criação de Trevas. o coração. Mediante este Salvador. a única Substância Real. mas a testemunha da luz. sem o qual o homem jamais poderá compreender o verdadeiro mundo interno.. Este batismo é por assim dizer. ilumina todo homem. este som. 20 e João 1:6. o segundo nascimento do homem e é chamado de Bhakti Yoga9. Esta verdadeira compreensão é chamada Aparokshajnana. Ver João 1:33. 8Mateus 3:13-17. Ver João 1:9 e 3:3. Maya. Neste estado. e assim.. Através de seu corpo luminoso. simbolizado na Bíblia como o Precursor ou João Batista. a testemunha fiel e verdadeira.. e o Jordão8 pelos cristãos.” Batizado na torrente de Luz... a verdadeira compreensão.” “Surgiu um homem enviado por Deus.a Vida deste universo . os rios sagrados. Eis que estou em pé à porta. livre. Eu te afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer de novo.. ele está livre ou salvo das trevas de Maya. é figurativamente designado por várias seitas pelos nomes dos diferentes rios que elas consideram sagrados. ou Jordão. que é um simples jogo de idéias da Suprema Natureza sobre Seu próprio Ser.” “. o homem gradativamente compreende o verdadeiro caráter desta criação de Trevas. SUTRA 18 Obtém-se a Emancipação (Kaivalya) quando se realiza a unificação do próprio Ser com o Ser Universal. o princípio da criação de Deus.é batizado e absorvido na torrente sagrada do som. o Salvador ungido. que flui como um rio vindo de uma região superior desconhecida. Ver Apocalipse 3:14. o homem. entra no mundo espiritual e se unifica com Abhasa Chaitanya ou Purusha. o reflexo da consciência do Pai Eterno na criação.. entrarei em sua casa e cearemos. o filho do homem é novamente batizado ou absorvido na torrente de Luz Espiritual e.. Jamuna. o reino de Deus. 9União com Deus através do amor. Sannyasi ou Cristo. imanente no Verbo ou Aum. O Segundo nascimento. Com a extinção da Ignorância. Ele respondeu: Sou uma voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor. Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito.

Esta unificação do Ser com a Eterna Substância. o Pai. e assento-me com meu Pai no seu trono. tornando-se uno com o universal Espírito Santo de Deus. “O vencedor. denomina-se Kaivalya11. abandona a vã idéia de sua existência isolada e se torna uma totalidade integral. “Mas alguns a acolheram e creram no seu nome. Deus. Assim.Jesus de Nazaré.como uma totalidade perfeita. Deus. Maya. a unificação.” 11Literalmente. Ver João 1:12 e 3:5. (Nota do Editor) . fá-lo-ei assentar-se comigo no meu trono. e seu Ser como nada mais que uma simples idéia pairando num fragmento da Luz de Aum. não poderá entrar no Reino de Deus. Então ele se sacrifica ao Espírito Santo no altar de Deus.” O Sacrifício da personalidade. assim como também eu venci. Quando o homem estiver entrando no mundo espiritual. ou seja. compreendendo a Luz universal .” “Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer da água e do Espírito. Kaivalya. o homem se salva para sempre da servidão das Trevas. “isolamento”. Deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Neste estado. independência absoluta ou emancipação através da união com Deus.o Espírito Santo . ele se unifica com a Substância Real. torna-se um filho de Deus. Ver Apocalipse 3:21.

o homem é salvo de todos os seus dissabores. ele se liberta da servidão e fixa-se no seu Ser real. . Quando o homem compreende por meio da dedução. SUTRA 4 Caso contrário. e tem de sofrer todos os dissabores da vida e da morte. sujeito à influência das Trevas. a verdadeira natureza desta criação. o objetivo principal. Maya. ele naturalmente desejará livrar-se de todos esses males. compreende que está completamente cego pela influência das Trevas. alma) no seu Ser real. SUTRA 2 Libertação é estabilização de Purusha (jiva. vem a ser o objetivo principal de sua vida. ele sente que as necessidades compatíveis com o desejo de seu coração não são satisfeitas. nascimento após nascimento. e escapa completamente de sua influência. a realização de Deus). Libertação. SUTRA 3 Então cessa toda a dor.CAPÍTULO 2 A META SUTRA 1 Por isso há o desejo de emancipação. o homem experimenta o sofrimento dos desejos insatisfeitos. Quando o homem transcende a idéia da criação destas trevas. Maya. mas também no futuro. e quando. e satisfaz todos os desejos de seu coração. ou liberação da servidão de Maya. enquanto o homem se identifica com seu corpo material e não consegue repousar no seu verdadeiro Ser. Libertação é Salvação. não apenas no presente. e ele atinge o objetivo supremo (a verdadeira realização. Por que o homem sofre. Ao atingir esta libertação. tem ele de aparecer muitas vezes em carne e sangue no palco da vida. Para satisfazê-las. Viver no Ser é libertação. além disso. Todavia. o Eterno Espírito. e que é unicamente a escravidão das Trevas que lhe faz esquecer seu Ser real e lhe causa todo o sofrimento. Esta libertação do mal. realizando assim o objetivo supremo de sua vida. a verdadeira relação existente entre esta criação e ele mesmo. Maya.

o poder polarizador de Maya gera apego (atração) e aversão (repulsão). a Ignorância. a Ignorância. Em virtude da segunda das propriedades de Maya. A primeira é seu poder tenebroso. produz atração por certos objetos e repulsão por outros. para os quais é formada uma Aversão. é a falsa interpretação ou errônea concepção da existência daquilo que não existe. Maya. Avidya. O que é a ignorância? Ignorância. esquecendo que esta criação é substancialmente nada. Para compreender por que a Ignorância é a causa de todos os outros males. Dwesha. aversão e (cega) tenacidade. O apego significa sede pelos objetos que dão felicidade.SUTRAS 5. . na suprema importância da criação material. e. Ignorância ou Avidya em seu estado polarizado. e Abhinivesa ou a tenacidade cega. as quais (baseadas nas ilusões). cuja influência impede o homem de não entender nada além da criação material. A Ignorância é a causa de todas as dificuldades. Através de Avidya o homem acredita que esta criação material é a única coisa que substancialmente existe. apego. nada havendo além dela. Ignorância é a percepção inexistente. Raga. que é apenas o desenvolvimento do Átomo. levam ao sofrimento. devemos lembrar (como já foi explicado no capítulo anterior) que a Ignorância. e a não percepção do Existente. nada mais é que uma partícula das Trevas. 6 Os dissabores nascem de Avidya. SUTRA 13 A raiz da dor são as ações egoístas. Os objetos assim atraídos são os objetos de prazer. a identificação do Ser com o corpo material. ao invés da crença nos poderes todo-causativos da Alma). como tal. A aversão significa o desejo de afastar os objetos que causam infelicidade. Este tenebroso poder produz Asmita ou Egoísmo. possui as duas propriedades de Maya. SUTRAS 7 . mais além da compreensão da criação material. Esta Ignorância não é apenas um mal em si próprio. O egoísmo resulta de uma falta de discernimento entre o corpo físico e o Ser real. tendo duplo poder de polaridade.12 Avidya. a única Substância Real. manifesta-se como egoísmo. para os quais um Apego. A tenacidade é um resultado do condicionamento natural (a crença na Natureza e suas leis como finalidade. mas é também a origem de todos os outros males do homem. Os objetos repelidos são os objetos que produzem dor. partículas da energia universal. O obscuro poder de Maya gera egoísmo e (cega) tenacidade. Avidya. é formado. relativa à crença daquilo que é válido. é um mero jogo de idéias no Espírito Eterno.

e afetuosamente. O último desejo do coração. consciência e bem-aventurança são as três aspirações (do coração humano).. Sat. Com a satisfação de todos os desejos e a extinção de todo sofrimento. efetua a completa destruição de todos os males e origina todas as virtudes. o homem está apto a fixar a atenção em tudo que quiser. Ver Apocalipse 2:5. pois. Existência.o homem é induzido a se envolver em ações egoístas e em conseqüência ele sofre. a meta suprema. Chit.” . a realização de Paramartha (a meta suprema) é atingida.Ignorância. Estas três são as verdadeiras necessidades do coração humano e nada tem a ver com qualquer coisa externa à seu Ser.. seguindo seus sagrados preceitos. arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. e compreender todos os aspectos. Sat-Guru. existência. SUTRA 16 -21 Existência. ele pode satisfazer plenamente as necessidades de seu coração e desse modo alcançar o contentamento. verdadeira consciência. Como surge a Consciência. São propriedades essenciais de sua própria natureza. é capaz de interiorizar toda sua atenção. o Verbo (Amém. ele atinge a meta suprema. Chit. a Consciência de todas as modificações da Natureza desde sua primeira e primordial manifestação. Apego. é alcançada pela realização da perpetuidade da alma. Aum). Como o homem alcança a Bem-Aventurança. o Pai Eterno. As verdadeiras necessidades. o Sat-Guru. e Ananda. Aversão e a Tenacidade relativa à criação material . 15 O propósito do homem é a completa libertação da infelicidade. (o Salvador). e o seu Ser Real gradativamente aparecerão. de que altura caíste. Com o coração contente. Uma vez que ele tenha eliminado toda a dor sem possibilidade de retorno.Por que o homem esta acorrentado. A completa extirpação de todos esses sofrimentos. o desejo imediato do coração. Bem-Aventurança. SUTRAS 14. a cessação de todo sofrimento é Artha. Quando o homem tem a sorte de obter o favor de um personagem divino. de modo a tornar impossível sua ocorrência. de onde caiu. o homem é batizado e começa a se arrepender retornando à Divindade. Assim Chit. Consciência. E absorvido nessa corrente. Egoísmo. Pela influência destes cinco males. Ananda. Estas três qualidades constituem a natureza real do homem. Para o homem. O homem naturalmente sente grande necessidade de Sat. “Lembra-te. a Verdadeira Bem-Aventurança. Ananda. é Paramartha. é a satisfação do coração alcançada pelos métodos e meios sugeridos pelo Salvador. como já foi explicado no capítulo anterior. bem-aventurança.

Neste estado. vem à luz. o homem compreende que seu Ser é um fragmento do Espírito Santo Universal. Como atingir o principal objetivo do coração. Consciência.a Ignorância..Como a Existência é concebida. ele compreende que seu próprio Ser é a Indestrutível e Sempre-Existente Substância Real. a Existência do Ser. é alcançado o objetivo supremo do coração. torna-se Cristo. ao invés de tão somente refletir a luz espiritual. atendidas todas as necessidades e atingido o objetivo supremo.” . Este estado é Kaivalya. e Ananda. Neste estado. Bem-Aventurança . o Salvador ungido. vai definhando. a unicidade. o Pai. Existência.. manifesta-a ativamente. Sat. o Supremo Objetivo de todas as coisas criadas. Atendidas todas as necessidades do coração Sat. O homem sendo assim consagrado ou ungido pelo Espírito Santo. Maya. o homem não apenas reflete a luz divina. Deste modo. que eram a causa de todos os tipos de sofrimento. SUTRA 22 Alcançadas todas as realizações de sua natureza. livre do controle da criação de Trevas. Assim. Chit. unifica-se com o Espírito Santo. Então. torna-se uno e igual com Deus. Ver João 14:11 “Crede-me: eu estou no Pai o Pai está em mim. ou seja. e conseqüentemente cessam para sempre os dissabores deste mundo material. Consciente de sua verdadeira posição e da natureza desta criação de Trevas. mãe de todos os males. e pouco a pouco descarta-se de todos os estágios da Ignorância. e abandonando a vã idéia de sua existência isolada. mas unifica-se ativamente com o Espírito. o homem passa a ter absoluto poder sobre ela. Como o homem encontra a Salvação. Entrando no reino da Luz Espiritual. converte-se no filho de Deus. Esta unificação do Ser com Deus é Kaivalya. o coração está perfeitamente purificado e.

ele elimina todas as causas de excitação do sistema e o acalma.” SUTRA 5. torna o homem perfeitamente saudável de corpo e de mente. Como se manifesta o Som Sagrado. sacrifício. uma propensão energética do amor natural do coração. Virya (coragem moral). O amor natural do coração é o principal requisito para se atingir uma vida santa. para onde irei. o que eu sou. refletir e formar uma concepção definida sobre ela. dom celestial da Natureza. 6 Ouve-se Aum pelo cultivo de Sraddha (amor natural do coração). tua fidelidade. frio e calor. A virtude do Amor. a salvação. Sraddha é a intensificação do amor natural do coração. coragem moral. tua generosidade. Este Som Sagrado. Swadhyaya é sravana. Tapas é a mortificação religiosa ou a paciência tanto no prazer quanto no sofrimento. induzindo-o ao estado perfeito e normal. estudo profundo (Swadhyaya). que é o sagrado trabalho realizado para alcançar a salvação e a única via pela qual pode o homem retornar à sua Divindade. e outras questões concernentes ao Ser. (Meditação sobre) Pranava. “conheço tuas obras.CAPÍTULO 3 O MÉTODO SUTRA 1 -4 Yajna. significa penitência (Tapas). formam uma idéia da verdadeira fé sobre o Ser.os germes das doenças . Smriti (memória da divindade individual). fé e trabalho sagrado. Virya. Quando este amor se desenvolve no homem. Ver Apocalipse 2:19. Pranava Sabda. profunda atenção. de onde vim. mais nididhyasana. e tonificando os poderes vitais. tua paciência e persistência. . e Samadhi. e a prática de meditação sobre Aum (Brahmanidhana). para que vim. Penitência é paciência ou serenidade sob todas as condições (equanimidade em meio às essenciais dualidades de Maya.por meios naturais (transpiração etc. o som divino de Aum. surge no coração. Deste modo. isto é. verdadeira concentração. verdadeira concepção. mas também a dos outros que o cercam. e tuas últimas obras. Quando este amor. de onde caiu. se manifesta espontaneamente pelo cultivo de Sraddha. Paciência.) Swadhyaya consiste em ler ou ouvir a verdade espiritual. teu amor. etc. Aum). o Pai Eterno. dor e prazer. Smriti. é o único caminho que leva a Brahman (Espírito). com manana. que excedem as primeiras. estudo. Brahmanidhana é o batismo ou a fusão do Ser na torrente do Som Sagrado (Pranava.). permite à ele compreender não só a real posição de seu próprio Ser. e Samadhi (verdadeira concentração). expele todas as matérias estranhas . e o habilita a compreender corretamente a orientação da Natureza.

” SUTRA 7. deve ser considerado Asat. esta criação. o Pai Eterno. Os sábios indianos citam o seguinte: [Alguns julgam que as divindades existem na água (os elementos naturais). o objeto que alivia nossos sofrimentos e nossas dúvidas. as pessoas pensam que a doença é uma terrível calamidade. sem ele. o próprio Deus. a água. tende a eliminar essa doença.] Para alcançar a salvação os homens escolhem como Salvador os objetos que eles podem compreender. percebido na pluralidade pelos múltiplos aspectos da recreação da Natureza. de modo algum. sem o serem. nasce de Sraddha. Aquilo que produz resultados opostos. é o principal requisito para se obter a salvação. que destroi nossa paz. dispersam nossas dúvidas e conferem a paz. e. Assim. Todas as coisas da criação não são outra substância senão este Guru. quando administrada adequadamente. devemos aceitá-lo como Sat (Salvador) e aceitar como divina sua companhia. Ver Apocalipse 2:2-4. os néscios buscam-nas na madeira e nas pedras (as imagens ou símbolos). o cultivo deste amor. por mais insignificante que possa ser. e como tal deve-se evitá-lo. de modo geral. é impossível para o homem avançar um passo neste sentido. e sofreste pelo meu nome.o Supremo . que é o Guru . que direciona nosso amor para o guru. e não desanimaste. Sem este amor. teu trabalho e tua paciência. o Pai Supremo.neste universo. podem então os ignorantes eleger a própria água como sua Divindade. e tens perseverança. . Como já foi explicado no capítulo anterior. merece nosso máximo respeito. torna-se muitas vezes excitado pelas matérias estranhas introduzidas em seu sistema através dos equívocos que o impedem de compreender a orientação da Natureza. puseste à prova os que se dão como apóstolos. 8 A coragem moral (Virya). Uma vez que não pode. ele sofre no corpo e na mente. encontrar a paz. e todos vós são filhos do Altíssimo.” Fora desta criação. seja ele animado ou inanimado. enquanto que os eruditos acham que elas existem no céu (mundo astral). lançando-nos em dúvidas e criando sofrimentos. ele não pode viver de modo natural. a ruína de tudo que é bom. “Conheço as tuas obras. e os achaste mentirosos. Seus adversários (aqueles que aumentam nossas dúvidas e dificuldades) são perniciosos e devem ser evitados como veneno. e da afetuosa observância de suas instruções. mas o Iogue realiza Deus no santuário de seu próprio Ser. Ver João 10:34 e Salmos 82:6. “Jesus respondeu: Não está escrito na Lei: Eu disse vós sois deuses?” “Eu tenho dito: Vós sois deuses. substancialmente nada mais é do que uma idéia lúdica da Natureza na única Substância Real. são os verdadeiros mestres. o homem tem a felicidade de conseguir a Sublime companhia de personagens divinos e é salvo para sempre. Por conseguinte. nem pode viver na companhia de uma pessoa conveniente à seu próprio bem-estar. e sei que não podes suportar os maus. Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor. de acordo com seu próprio estágio de evolução. Aqueles que afastam os nossos males. Mesmo que outros o considerem como objeto do mais abominável desprezo. sua vida se torna um fardo.Com a ajuda deste amor desenvolvido. Eles realizam uma obra divina. e nos dá paz. como conseqüência. Deus. o dom celestial.

Este pensamento foi expresso por Bacon: “Uma multidão não é companhia. tornar-se-á o homem capaz de conceber o sublime status de seus irmãos divinos. contentamento em todas as circunstancias e obediência (observância às instruções do Guru). os verdadeiros adeptos. da desonestidade.limpando o corpo externa e internamente de todas as matérias estranhas. que tira o pecado do mundo!” Agindo assim. Sat-Guru. da vida anti-natural e das posses desnecessárias. As pessoas ignorantes. integridade. ou seja. pela consagração do amor natural do discípulo ao seu Preceptor. obtendo seguramente a ajuda de qualquer um deles. tonificando os seus poderes vitais. o Salvador. Respeitar o Guru com profundo amor. sendo capazes de compreender a Luz elétrica que brilha dentro deles. tendo pleno controle sobre o mundo material. Ver João 1:29. a crença de que este objeto atenuará todas as causas de agitação. afortunadamente ficando em suas companhias.” Portanto.. mansamente. as abstenções religiosas: abstenção da crueldade. Logo. Eis o Cordeiro de Deus. da cobiça. Por outro lado. e limpando a mente de todos os preconceitos e dogmas que tornam o homem mesquinho contentamento em todas as circunstâncias. Niyama significa pureza de corpo e mente. e obediência aos sagrados preceitos dos personagens divinos. acalmará e normalizará o seus sistemas e tonificará seus poderes vitais. . mas significa principalmente guardá-lo em nossos corações. mantendo na sua mente. Yama consiste em não fazer mal aos outros. SUTRA 9 -11 A coragem moral é fortalecida pela observância de Yama (moralidade ou autocontrole) e Niyana (regras religiosas). “. na sua fé cega. estar na companhia de um objeto Divino é associá-lo com Sraddha. e não no mundo externo. que ao fermentarem. Em resumo. criam diversos tipos de doenças no sistema. não cobiçar e observar a castidade. o amor intenso do coração. e de Niyama. encontram sua Divindade ou Salvador no Ser. a quem irá eleger como seu Preceptor Espiritual. as quais lhes são dadas de modo livre e espontâneo. eles aceitam esta Luz como sua Divindade ou seu Salvador. não roubar. constatam que o amor que flui energeticamente de seus corações em direção à essa Luz. nos unificar e sintonizar com ele.. aceitam um pedaço de madeira ou uma pedra como Salvador ou Divindade para esta criação externa. e pela reflexão seguir afetuosamente suas instruções. alivia-lhes de todas as causas de excitação. Pode-se atingir a firmeza da coragem moral pelo cultivo de Yama. fazendo-os perfeitamente saudáveis de corpo e mente. no sentido acima explicado. pode-se alcançar Virya ou coragem moral pelo cultivo de Sraddha. pelos quais o amor natural de seus corações desenvolverão. é uma simples galeria de rostos. através da propensão magnética. seu semblante e seus atributos. as observâncias religiosas: pureza de corpo e mente . com toda plenitude. Estar na companhia do Guru não significa estar em sua presença física (pois isto às vezes é impossível).Os filósofos. acalmando e normalizando os seus sistemas. que está sempre com ele (no sentido interno já explicado) e pelo afetuoso seguimento de suas sagradas instruções.

Porém. verificamos que os intestinos dos animais carnívoros são de três à cinco vezes mais longos que seu corpo. notamos que nos animais carnívoros os incisivos são pouco desenvolvidos. os animais inferiores escolhem para si mesmo esses elementos com a ajuda de seus instintos e das sentinelas naturais colocadas nas entradas sensoriais . os caninos são como os dos carnívoros. mas para exercer força). podemos novamente inferir que o homem é com toda probabilidade um animal frugívoro. Nos animais herbívoros os incisivos são notavelmente desenvolvidos. em vez de partir da boca ao ânus. experiência e razão. para escolher o alimento natural. embora a anatomia diga que os intestinos humanos tem de três a cinco vezes a extensão do corpo humano . é de que o homem é um frugívoro ou um animal comedor de frutas12. os caninos reduzidos (embora algumas vezes sejam longos. para apanhar a presa. Pela observação dos dentes. Observação dos dentes. e seu estômago é mais estendido e de estrutura composta. os molares são largos na parte superior e revestidos de esmalte só nas faces laterais. nos homens em geral estes órgãos estão desde a infância de tal forma pervertidos pela vida anti-natural. Nos frugívoros todos os dentes tem quase a mesma altura. A dedução razoável portanto. quando medidos da boca ao ânus. nozes e cereais (Nota do Editor). os caninos são pouco projetados. Por outro lado. Observação dos órgãos dos sentidos. mas se ajustam estreitamente lado à lado para separar as fibras musculares.os órgãos da visão. legumes.cometendo-se um equívoco ao se medir o corpo da parte superior da cabeça até a sola dos pés. Agora. estas pontas entretanto. inapropriados para mastigar carne.indicadores que determinam o que é nutritivo . Para ter uma vida natural.os quais direcionam todos os animais para o seu alimento. será necessário distinguí-la do que é anti-natural. que pouca confiança se pode ter em seus julgamentos. nem com os dos herbívoros ou dos onívoros. e os molares não só são pontudos mas também largos na parte superior. devemos observar a formação dos órgãos que cooperam na digestão e na nutrição. e (3) companhia. mas os caninos bastante longos. . tato. da audição. Assim. cônicos e rombudos (obviamente não planejados para agarrar a presa. devemos depender de observação. se observarmos a formação dos dentes no homem. Observação do canal digestivo. Eles se parecem exatamente como os dos animais frugívoros. como os ursos. Portanto. não são pontudos. para compreender quais são nossas necessidades naturais. Pela observação do canal digestivo. os intestinos dos animais frugívoros têm de dez a doze vezes a extensão de seu corpo. os dentes e o canal digestivo. e seu estômago é quase esférico. A vida depende da seleção de (1) alimento.O que é a vida natural? Para entender o que é a vida natural. lisos e pontiagudos. não se unem. olfato e paladar. para servir a um duplo propósito. Entretanto. seu estômago é um pouco mais largo do que o dos carnívoros e tem um prolongamento no duodeno. sente tanto prazer que seus 12Como fruta compreendemos qualquer produto da vida vegetal útil ao homem. Os molares tem coroa larga revestida na parte superior de pregas esmaltadas para evitar o desgaste causado pelo seu movimento lateral. os incisivos se assemelham aos dos herbívoros. a tendência natural dos órgãos dos sentidos que guiam os animais para o seu alimento. e a nutrição da prole. como as presas dos elefantes). hortaliças. O que é alimento natural para o homem? Primeiro. verificamos que quando o animal carnívoro encontra a presa. A dieta frugivorista à que se refere Sri Yukteswarji abrange os vegetais. (2) moradia. Os molares também são pontudos. Não é exatamente a formação que encontramos nos seres humanos. que funciona como um segundo estômago. nos animais onívoros. Pela observação da tendência natural dos órgãos dos sentidos . veremos que eles não se parecem com os dentes dos carnívoros. Os intestinos dos herbívoros são vinte e oito vezes mais longos que seu corpo.

tais como jejum excessivo. não são adequadamente assimilados. o arqüiinimigo da moralidade. Este desejo ultrapassa seu estado normal devido à irritação nervosa resultante da pressão da matéria estranha acumulada no sistema. pela vida natural baseada numa dieta não irritante. os homens com freqüência. manifestada primeiro por um exacerbado desejo sexual. mesmo quando não estão preparados. Pode-se então considerar a carne um alimento natural do homem. depositam-se nas fendas dos tecidos pela lei da gravidade. e . produzem doenças mentais e físicas. quando seus olhos e seu nariz positivamente a rejeitam. mentes. 13Disse ainda Deus: “Dou-vos por alimento toda planta que contém semente sobre a terra. acumulam-se nos órgãos excretórios e em órgãos não adaptados adequadamente à eles. e água pura exposta ao ar e ao sol. pressão esta exercida sobre o aparelho sexual. Nos homens de todas as raças verificamos que os seus sentidos de olfato.olhos começam a brilhar. audição e visão nunca os levam à matança de animais. como já mencionamos. e. cuja visão nos deixa muitas vezes com água na boca. Por serem adequados ao nosso sistema. eles não podem sequer suportar a visão dessas chacinas. Desejo sexual. vemos que o leite é sem dúvida o alimento do recém-nascido. cereais e vegetais como seu alimento natural. serão facilmente assimilados. degustando-as com prazer. se nele houver o menor vestígio de sangue. Misturados com o sangue. Verificamos que quando se empregam meios incomuns. com a finalidade de suprimir as paixões sexuais. vontades. que o homem pode facilmente dominar estas paixões. a menos que venha disfarçada com o sabor de temperos. Ao contrário. para que vos sirvam de alimento. É sempre recomendável que os matadouros sejam mantidos bem longe das cidades. raízes. como todos os outros desejos. com animais frugívoros percebemos que seus sentidos sempre os dirigem para os frutos das árvores do campo. sal e açúcar? Por outro lado. os herbívoros recusam até mesmo seu alimento natural. acima referida. mais uma vez. depois por uma gradual redução da potência. deste modo. deixando-o intacto. do vegetarianismo é quase sem exceções admiravelmente apropriada para o desenvolvimento das crianças. tem um estado normal e outro anormal ou doentio. Outros alimentos não são naturais para o homem. raras vezes consegue-se o efeito desejado. cada um tem um termômetro muito preciso para indicar a condição de sua saúde. expedem rigorosos regulamentos proibindo o transporte de carnes descobertas. Similarmente. A Causa das doenças. a única conclusão razoável à que se pode chegar a partir destas observações é a de que os vários cereais. à uma compreensão lúcida.” . somos levados a deduzir por estas observações de que o homem tende à ser um animal frugívoro. que os psicólogos sabem ser extremamente favorável à atividade mental. discernimentos. são de modo indiscutível o melhor alimento natural para o homem. flagelação ou clausura monástica.Gênesis 1:29. bem como à uma judiciosa maneira de pensar. embora fracos. A mãe não terá leite o bastante se não comer frutas. frutas. A experiência também prova que a dieta natural. os homens obtém a tranqüilidade da mente. não irritante.como bebida . tanto físico como mental. No desejo sexual.13 Observação da alimentação das crianças. e sendo incompatíveis com o sistema são necessariamente estranhos à ele. como achamos deliciosa a fragrância das frutas. o mais forte no corpo animal. O desejo sexual. Portanto. ao fermentarem. Podese também notar que vários cereais e raízes tem odor e sabor gradáveis. ao contrário. levando à uma morte prematura. O desenvolvimento das crianças. ( Nota do Editor) . audaciosamente ataca a vítima e sorve com sofreguidão os jatos de sangue. Seus sentidos do olfato e visão induzem-os a escolher a grama e outras ervas como alimento. Se não são eliminados. A experiência mostra entretanto. Suas principais faculdades. quando entram no estômago. Portanto. este último resultante unicamente da matéria estranha acumulada pela vida anti-natural. Algo mais deve ser dito aqui sobre o instinto natural de procriação. e todas as árvores frutíferas que contém semente segundo sua espécie. quando ingeridos de acordo com a capacidade dos órgãos digestivos.leite. estes alimentos bem mastigados e misturados com a saliva. que é depois do instinto de auto-conservação. A vida natural acalma as Paixões. Observando a alimentação das crianças. temperamentos e disposição geral serão também harmoniosamente desenvolvidos.

física e mental. ou armadilhas. A moradia do homem. produz-se um efeito oposto. é claro que o homem. Por conseguinte.junção de importantes extremidades nervosas. a humanidade tem a presunção de lançar um véu sobre a Natureza. Asana significa uma postura equilibrada e agradável do corpo. Assim. tonificam internamente nossa vitalidade. jardim ou de um lugar seco e arborizado situado num espaçoso terreno. desenvolvem nosso amor natural.18 Conseqüentemente extingue-se a servidão. vem a casa onde moramos. verificaremos que preferimos as pessoas cujo magnetismo nos afeta harmoniosamente. esquecendo que ela é sempre imaculada e que tudo que existe de impuro e indecoroso está na mente do homem e não na natureza. Aqui também. porque ela lhe parece impura. . portanto livrando-se deles). SUTRAS 12 . e nossa vida é prolongada. e para desfrutar a vida de chefe de família (satisfazendo todos os seus desejos. tornando-se uma vítima de morte prematura. em certo sentido. como já mencionamos. não seguimos o conselho da Mãe Natureza. de um campo. mantendo a companhia de tudo que foi designado como Asat. A atmosfera revigorante do alto de uma montanha. que acalmam nosso organismo. Sendo a pureza da mente e do corpo igualmente importante na prática de Niyama. sofrerá perturbadoras moléstias na vida. A raiz da árvore da vida. a pessoa torna-se apta para a prática do Asana. prejudicando a saúde e encurtando a vida. a raiz da árvore da vida. os quais através de sua conexão com o cérebro.é. a experiência demonstra que este desejo. e como já aludimos antes. Em terceiro lugar está a companhia que devemos ter. o preconceito racial. Os princípios práticos da saúde sexual não são ensinados porque o povo considera o assunto impuro e obsceno. ignorando a verdade sobre os perigos do abuso da força sexual. é a moradia apropriada para o homem em harmonia com a natureza. Isto quer dizer que devemos estar na companhia de Sat ou Salvador. devemos evitar a companhia de Asat. as abstenções ascéticas. a censura. aliviando nossos sofrimentos. O órgão sexual . Por conseguinte. que a atmosfera da cidade ou de qualquer aglomerado urbano é anti-natural para se morar. se ouvirmos os ditames de nossa consciência e consultarmos nossa inclinação natural. como todos os outros. A companhia que devemos ter. o medo. são capazes de estimular todo o sistema . nem ouvimos os ditames de nossa consciência pura. a desonra. quando nos sentimos mal ao entramos numa sala abarrotada depois de respirarmos o ar fresco do alto de uma montanha ou de um vasto campo ou jardim. particularmente dos nervos simpáticos e espinhais (nervos principais do abdômen). o pesar.O desejo sexual em seu estado normal deixa o homem completamente livre de todas as perturbações lascivas. Necessidade de Vida Natural e Pureza. e só atua no organismo (despertando um desejo de saciedade) raramente. por outro lado. em sua cegueira. Podemos facilmente compreender. Se. são: o ódio. e do Pratyahara. Na companhia de Sat temos a possibilidade de gozar uma saúde perfeita. a vida natural favorece a prática de Yama. Assim. (A extinção das oito servidões) leva a magnanimidade do coração. Em segundo lugar. é sempre normal em indivíduos que vivem uma vida natural. as observâncias ascéticas. bem ventilado com ar fresco. As oito servidões. sendo compelido à práticas errôneas através da irritação nervosa resultante de uma vida anti-natural. Aqui. devem-se fazer todas as tentativas para atingir essa pureza. O homem bem instruído no uso adequado do sexo pode manter seu corpo e sua mente saudáveis e viver uma vida inteiramente agradável. Pranayama. nos transmitindo paz. o orgulho de família e a presunção. outra vez.

o homem desperta naturalmente para a vida num novo corpo na terra. O despertar da magnanimidade do coração. ele pode deter a declínio natural do corpo material e proporcionar aos nervos involuntários (do coração. Quando atingida a solidez da coragem moral. deixando de alcançar a salvação final. que torna o homem apto para a prática do Asana (permanência numa postura equilibrada e agradável). e Apocalipse 2:10. não pode interferir de modo algum em sua atividade. ou seja. pesar. Os nervos involuntários entretanto.as quais constituem as torpezas do coração humano. Depois deste descanso resultante de Pranayama. censura. Quando estes nervos ficam fatigados. o vencedor não sofrerá dano algum da segunda morte. O valor de Pranayama. Se o homem pode “morrer”.. repousar a cada dia pela prática de Pranayama. e eu te darei a coroa da vida. também depois da morte. voltam a funcionar novamente em pleno vigor.ódio. Mas. O homem pode por em atividade os nervos voluntários sempre que desejar e dar-lhes repouso quando estiverem cansados. e renasce em um novo corpo físico para satisfazer estes vários anseios. e o corpo material naturalmente começa a se deteriorar.São Paulo. o homem naturalmente adormece. preconceito racial. Algum tempo depois. “. . Este sono dos nervos involuntários denomina-se Mahanidra. voluntário e involuntário. medo. atinge-se Viratwam ou Mahattwam (magnanimidade do coração). o seu organismo funcionará com grande vigor. e uma percepção limitada de respeitabilidade . afastam-se todos os obstáculos do caminho da salvação. a circulação. “Dia por dia me exponho à morte. o homem desperta com todos os seus desejos. Pratyahara significa abstração dos sentidos dos objetos externos. desonra. pulmões e outros órgãos vitais) um descanso periódico. Pranayama (controle de prana. ou sofrer a “segunda morte. Finalmente purificado. o homem não precisa de ajuda para despertar naturalmente.. tendo assim a oportunidade de esgotar seu carma em um só corpo e satisfazer (portanto. Trevas. Assim como depois do sono.” Ver I Coríntios 15:31. irmãos. funcionam constantemente por si mesmos desde o seu nascimento. Como o homem não tem controle sobre eles. e com o sono os nervos.. eletricidades nervosas involuntárias) e Pratyahara (mudança de direção das correntes nervosas voluntárias internas). também querem repousar e naturalmente adormecem. Vida e morte estão sob o controle do iogue que persevera na prática de Pranayama. ou morte. e pode permanecer o tempo que quiser na sua presente forma física. Dessa maneira. como faz com os nervos voluntários durante o sono. ele salva seu corpo do declínio prematuro que acomete a maioria dos homens. Com a remoção destes oito obstáculos. o homem ata-se à vida e à morte. livrar-se dele) todos os vários desejos de seu coração. após um completo repouso. Deste modo. o grande sono.11. após o repouso dos nervos voluntários.. Quando estes nervos exigem repouso. . a respiração e outras funções vitais param. orgulho da genealogia. vo-lo juro. independente da vontade do homem. Sê fiel até á morte. As oito torpezas do coração. se pode conscientemente fazer todo o seu sistema nervoso. quando o grande sono Mahanidra termina. Estas práticas habilitam o homem a satisfazer seu coração. Controle sobre a morte. a energia vital.Pranayama significa controle do prana. pelo orgulho que sinto por vós em Jesus Cristo nosso Senhor. reanimados. Quando isto ocorre. desfrutando os objetos dos sentidos segundo Garhasthyasrama (a vida doméstica). se o homem pode controlar os nervos involuntários por meio de Pranayama. Estes obstáculos são de oito classes . os nervos involuntários se revigoram e passam a funcionar com uma nova plenitude vital.” . já não precisa vir de novo a este mundo sob influência de Maya.

Por isso. para sentir uma coisa com clareza.” “. ele atinge o estado de Samadhi ou verdadeira concentração. ou seja. ele percebe seu corpo de Radha luminoso. Pranava Sabda.22 Smriti.. para compreender uma coisa. Por meio deste Samyama ou concentração do ser no sensório. se uma qualquer delas. Ao contrário. Bhakti Yoga ou batismo.Necessidade de Pratyahara. e as diversas partes do corpo humano são tão harmoniosamente organizadas que. se ele dirige os órgãos dos sentidos. e seus desejos aumentarão duplamente. no momento do prazer. nesse momento ele pode satisfazer imediatamente os anseios de seu coração. a verdadeira concentração. o homem naturalmente crê na existência da verdadeira Luz Espiritual. Esta verdadeira concepção chama-se Smriti. se ele dirigir os órgãos dos sentidos para dentro de seu Ser. “Surgiu um homem enviado por Deus. através dos quais obtém essa satisfação. ou João Batista. Fixando firmemente a atenção em qualquer objeto assim concebido. a prática de Pratyahara. para o objeto de seu desejo. Esta concentração do ser chama-se Samyama. Seu nome era João. a concentração do ser. para que todos cressem por meio dele. para falar a respeito da luz. Pranava Sabda. e ouve o som peculiar de uma “batida”.” Samyama. apartando-se da . Assim percebendo. nem mesmo pensar bem. todo o organismo é perturbado. Este batismo é chamado Bhakti Yoga. Assim. 23. Quando o homem dirige todos os seus órgãos dos sentidos para o seu centro universal. ele nunca ficará satisfeito. Sou uma voz que clama no deserto. “Ele veio como testemunha. quando sua mente não está num estado agradável. a ponto de privar-se de sua natureza individual. por mais diminuta que seja. 7. Necessidade de Asana. ou seja. se machucar. Smriti. o sensório ou Sushumnadwara. o Verbo de Deus. concentra-se no sensório. Ver João 1:6. a porta do mundo interno. O homem não pode sentir. a verdadeira concepção.. é necessária a prática de Asana. o Verbo de Deus. a mudança de direção das correntes nervosas voluntárias internas. Entretanto. Neste estado o homem se arrepende. a verdadeira concepção. Quando versado nas práticas acima mencionadas. Samadhi. é um modo aconselhável para a satisfação dos desejos terrenos. Conseqüentemente surge Samyama (“controle” ou domínio da individualidade egocêntrica). Este é o estado de Divindade. O homem desfruta algo quando assim o deseja. O homem tem de reencarnar muitas vezes até esgotar todos os seus anseios terrenos e libertar-se de todos os desejos. e retraindo seu ser do mundo externo. a alma (é batizada) em Bhakti Yoga (devoção). o homem é batizado ou absorvido na corrente sagrada do som divino. por meio do qual se experimenta a vibração de Aum que revela Deus. Assim. permite-nos abandonar a individualidade e atingir a universalidade. o segundo nascimento do homem. SUTRAS 19 . a postura equilibrada e agradável. leva ao conhecimento de toda a criação.. quando o homem se identificar de tal modo com ele. a verdadeira concentração.. Samadhi. o homem torna-se capaz de conceber ou sentir no coração todas as coisas da criação.

SUTRA 24 No estado sombrio do coração. Ele só pode entender idéias do mundo físico. Seu coração então é impelido a aprender tudo que se relaciona com a natureza real do universo. entra em uma esfera interna. e seu estado evolutivo é determinado. não podendo vence-lo. Este estado decorre de Avidya. como já foi explicado. Avidya. o ciclo negro. Ele é impelido (pelas forças evolutivas) a lutar (pela verdade). Ignorância. Bhuvarloka. o homem está sujeito à equívocos. SUTRA 23 Tradução da Sutra idêntica ao comentário seguinte. um ser divino. com suas experiências oníricas adquiridas no sonho. um Kshatriya torna-se apto para viver nos mundos de compreensão mais elevada. devocional e puro. de onde caiu. o homem compara suas experiências relativas à criação material acumuladas no estado de vigília. compreendendo que as últimas são meras idéias. Há cinco estados do coração humano: sombrio. evolutivo. porque seu dever natural é servir às pessoas da classe superior. começa a ter dúvidas sobre a existência substancial das primeiras. A evolução do coração. o homem nutre falsos conceitos (a respeito de tudo). e transpondo o sensório. ele eleva-se e retorna à sua Divindade. a Era Negra de um ciclo. Neste estado o homem chama-se Sudra. o homem de modo em geral se encontrar neste estado. em qualquer sistema solar. ele crê que esta parte densa e material da criação é a única substância real da existência. isto não é verdade. e. Busca um guru e aprecia seu conselho divino. Entretanto. o homem é classificado. e produz um Sudra (homem de casta inferior). Este estado mental prevalece no Kali Yuga. ele se torna Devata.densa criação material das Trevas. o homem se esforça para alcançar a iluminação entra na casta natural dos Kshatriya (soldados). e por conseguinte. . Este estado do homem denomina-se Kali. Por estes diversos estados. Sudra ou classe servidora. Assim. Os cinco estados do coração humano. busca encontrar evidências para determinar o que é verdade. e que nada mais existe além dela. No estado sombrio do coração. a porta. a fim de viver na companhia delas. SUTRAS 25. Maya. Neste estado. 26 Transpondo o primeiro estágio do plano de Brahma. nada mais é que um efeito da Ignorância. ou integrante da classe servidora. O coração sombrio. o Pai Eterno. estável. e esforçando-se para esclarecer suas dúvidas. preparar o coração para atingir um estágio mais elevado. Ao tornar-se um pouco iluminado. o ciclo negro. Kali Yuga. Esta entrada no mundo interno é o segundo nascimento do homem. diz-se que todo sistema está no Kali Yuga. e sempre que.

os átomos. e compreende a posição real dos divinos personagens. Tapoloka e Satyaloka) abrangem a criação espiritual. Bhuvarloka e Swarloka) abrangem a criação material. a segunda porção material sutil da criação. torna-se seu dever natural. Maharloka ou a esfera do Átomo. que bondosamente o acolhe como seu Preceptor Espiritual. Janaloka. a décima porta ou Brahmarandhra. ele estuda também cientificamente as escrituras dos personagens divinos. Destes sete planos. Mahar. pertencerá à classe dos Dvija ou dos nascidos duas vezes. o homem afetuosamente busca a companhia daqueles que destroem os males. por meio do qual ele pode ter um vislumbre da natureza da criação e alcançar o verdadeiro conhecimento dela. ele compreende suas eletricidades internas. a porta da esfera interna. Swar. tudo que produz o resultado contrário. evitando. dirigindo os órgãos dos sentidos para o seu centro comum ou sensório. e absorvendo-se ou sendo batizado nele. e Satyaloka. a esfera das matérias densas. começa a arrepender-se e retorna ao Pai Eterno. aprende a concentrar sua mente. o Pai Eterno. portanto. Bhuvarloka. os Filhos de Deus. encontrando-se no meio. Bhuvarloka. esclarecem as dúvidas e lhe asseguram a paz. e compreende que a existência no mundo externo não passa substancialmente de mera fusão ou união de seus objetos dos sentidos internos sutis (os atributos negativos das eletricidades) com seus cinco órgãos dos sentidos (os .e se chama Dasamadwara. daí o amor mútuo. é considerada a “porta” de comunicação entre estas duas esferas . através dos diversos Lokas ou esferas da criação. da maneira já mencionado. Bhuloka.a da criação material e a da criação espiritual . o Espírito Universal. a esfera do Espírito Santo. Este estado Kshatriya do homem denomina-se Sandhisthala. o reino das Trevas.Kshatriya. Neste estado. ansiando pelo verdadeiro conhecimento. sendo batizado. o ponto entre o estado superior e o inferior. São eles: Bhuloka. ou Salvador. começa a retornar à sua Divindade. a esfera dos imãs. (Esta terra e o estágio “terreno” da consciência humana denominam-se Bhuloka.” Ele compreende a segunda parte da criação material . a esfera dos Reflexos Espirituais. SUTRA 28 Entrando no Bhuvarloka (“ar” ou “o mundo do vir-à-ser”) o homem torna-se Dvija ou “nascido duas vezes. denominados pelos sábios orientais como Swargas ou Lokas. Seguindo afetuosamente seus sagrados preceitos. Este estado mental predomina no Dwapara Yuga. Sat. Bhuvar.) Os Sete Lokas. a classe militar. quando tem a sorte de conseguir a companhia sublime de algum deles. a esfera das matérias sutis ou atributos elétricos. os três primeiros (Bhuloka. a Substância Eterna. o reino da luz. Tapo e Satya. e entrar no mundo da matéria sutil. os homens. Motivado pela tendência energética deste amor. Sandhisthala . Neste estado. Quando o homem.o ponto entre o estado superior e inferior. SatGuru. Tapoloka. Aum) como uma torrente ou um rio. e o esforço.a das forças mais refinadas. o caminho para a Divindade. Deste modo. ****** SUTRA 27 Os mundos da criação ou Lokas são sete: Bhu. a esfera de Deus. Dvija ou nascido duas vezes. conforme descrevemos no capítulo 1:13. a esfera dos pólos magnéticos e das auras ou eletricidades. Maharloka. e os três últimos (Janaloka. Quando o homem encontra Sat-Guru. Sushumnadwara. Swarloka. mais sutis. retirando seu ser do mundo material denso. precisam ajudar-se uns aos outros. o Salvador. Aí ele percebe o corpo luminoso de João Batista ou Radha. No caminho para a Divindade há sete esferas ou estágios da criação. Neste estado o homem chama-se Kshatriya ou membro da classe militar. e ouve o Som sagrado (Amém. Jana. Maya. o homem torna-se capaz de apreciar a verdadeira fé. a principal necessidade para alcançar a salvação surge no coração.

Entra na casta natural dos Brahmanas (“conhecedores de Brahma”). a Substância Real do universo. ou à classe quase perfeita. a região do magneto. Este estágio denomina-se Satya. eliminados todos os produtos da Ignorância. Já não estando sujeito à influência da ignorância. O coração constante. Este estado dos seres humanos chama-se Treta. ele consegue um coração puro. o homem chega a Maharloka (o “grande mundo”). das eletricidades e pólos. Brahma. Continuando no estado iniciático do batismo. SUTRAS 31. Ele se torna Vipra (um ser quase perfeito). o homem está apto a compreender a totalidade das trevas. e quando naturalmente se torna o estado geral do homem em qualquer sistema solar. como foi explicado no capítulo I. assim como a criação inteira. O Coração Puro. SUTRA 30 Pelo arrependimento sincero. o homem torna-se capaz de compreender a Luz Espiritual.atributos positivos) através de seus cinco órgãos de ação (os atributos neutralizantes dos mesmos). o homem é chamado Brahmana ou integrante da classe espiritual. o Coração. a esfera de Kutastha Chaitanya. então. o mundo dos atributos elétricos. Neste estado de Dwapara o coração se torna constante. Neste estado de devoção. Chitta. uma parte das Trevas. é o Átomo espiritualizado e Avidya ou Ignorância. Este estado mental predomina no Satya Yuga. . diz-se que todo este sistema está no Treta Yuga. o Átomo. o mundo dos atributos magnéticos. da qual Chitta é uma parte. torna-se então capaz de compreender Chitta. SUTRA 29 Em Swarloka (“céu”) o homem está apto a compreender os mistérios de Chitta. Neste estágio. o reino de Deus. o homem retirando seu ser de Bhuvarloka. e quando este se torna naturalmente o estado geral dos seres humanos em qualquer sistema solar. o homem eleva o seu ser à Maharloka. Entra depois em Tapoloka. seu coração atinge um estado de pureza isento de todas as idéias externas. a terceira porção magnética da criação material. dedicando-se ao mundo interno. Maya em si mesma. Maya. Então diz-se que o homem pertence à classe Vipra. causada pela ação de sua mente e de sua consciência. Compreendendo Chitta. imerso na torrente sagrada. mas manifestando a Luz Espiritual. Este estado do homem é Dwapara. o homem ascende à Janaloka. diz-se que a totalidade desse sistema está no Dwapara Yuga. que é a última e eterna porção espiritual na criação. Assim. O coração constante. Continuando a ascensão para Deus. diz-se que a totalidade desse sistema está no Satya Yuga. o homem chega gradualmente a um agradável estado em que seu coração abandona totalmente as idéias do mundo externo. chega à Swarloka. quando naturalmente este se torna o estado geral dos seres humanos em qualquer sistema solar. 32 Não somente refletindo. Este estado mental predomina no Tetra Yuga. a terceira porção magnética da criação. Maya.

sendo novamente batizado e absorvido no Espírito. e entendendo o sentido real da adoração.” “Saí de meu Pai e vim ao mundo: outra vez deixo o mundo e vou para o Pai. Ninguém vai ao Pai senão por mim. a região do Espírito Santo.. Este é o único meio pelo qual o homem. o reino de Deus. o homem se unifica com próprio Pai Eterno e assim chega a Satyaloka. sacrifica o seu ser ao Espírito Santo. o Pai Eterno. torna-se Cristo. Neste estado o homem se chama Jivanmukta Sannyasi. ele entra em Satyaloka. o Ser Único. Ver João 3:5 e 14:6. o Salvador. como o Senhor Jesus de Nazaré.. pode elevar-se acima da criação das Trevas e entrar em Janaloka. sendo consagrado ou o ungido pelo Espírito.” “Jesus respondeu: Eu sou o Caminho. a criação de Luz. Deste modo. o altar de Deus. e que nada existe no universo além do seu Próprio Ser. deste modo. Este estado de unificação é chamado Kaivalya. o Filho de Deus. onde compreende que toda esta criação substancialmente não passa de uma simples idéia lúdica de sua própria natureza. ele “morre” ou se dissolve no Espírito Santo universal.. e então chega a Tapoloka. ou seja. mas manifesta a Luz Espiritual. a Verdade e a Vida. onde atinge o estado de libertação final ou Kaivalya. o coração purificado já não reflete apenas. o homem compreende que nada mais é senão uma simples idéia efêmera pairando num fragmento do Espírito Santo universal de Deus. unificado com o Espírito Santo universal de Deus e idêntico à Ele.Abandonando a vã idéia de sua existência isolada. Desta maneira. Ver Apocalipse 14:13 e João 16:28 “. não poderá entrar no Reino de Deus. ou seja.. renunciando a vã idéia de sua existência isolada.” Neste estado. união com o Espírito. “Eu vos afirmo e esta é a verdade: se alguém não nascer da água e do Espírito.” . Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor.

pela penitência. Coração) ocorre por meio da regulação da respiração. e inicia seu sadhana (caminho da disciplina espiritual). Pela prática de regulação da respiração. de acordo com a purificação do coração (Chitta). em todas as circunstâncias. Este Pranava se manifesta em diferentes formas nos diferentes estágios de desenvolvimento. o purificador da mente. um iniciado.CAPÍTULO 4 O APOCALIPSE SUTRA 1 -3 O adeptado é alcançado pela purificação dos três corpos do homem. Pranava) se manifesta. da penitência e dos mantras. e a do corpo magnético ( chitta. o Pranava ou som de Aum torna-se audível. O adeptado é atingível pela purificação do corpo em todos os aspectos. a purificação da matéria refinada (o corpo sutil). Quando este mantra (Verbo. o homem tende naturalmente a evitar a companhia do que é Asat e . A Natureza promove a purificação da matéria densa (o corpo físico). Átomo espiritualizado. A purificação do corpo material pode ser realizada pelas coisas produzidas juntamente com ele pela Natureza. que se chama mantra. O processo para efetuar essas purificações pode ser aprendido aos pés dos divinos personagens que evidenciam a Luz e dão testemunho da Consciência Crística. Quando dotado do dom celestial de um amor puro. Torna-se um Pravartaka. 5 Pelo sagrado efeito do mantra. SUTRA 6 Aquele que cultiva o amor natural do coração obtém a orientação de um guru. SUTRA 4. o Verbo sagrado (Pranava ou Sabda) soa espontaneamente e se torna audível. a respiração se regulariza e impede a decadência do corpo material. Já se explicou o que é Sat-Guru e como permanecer em sua companhia. A purificação ocorre através da Natureza. a purificação da mente. É também atingível mediante a graça do guru. pelos mantras. de acordo com o estágio de desenvolvimento do devoto (na purificação de seu coração). O som sagrado é ouvido de vários modos. a purificação do corpo elétrico depende da paciência. conforme orientada pelo Preceptor Espiritual ( SatGuru).

nasce uma inclinação. Estas estrelas. SUTRA 7 Pela prática de Yama e Niyama. Pranava ou Sabda. dando continuidade em praticar os processos à ele indicados por seu Sat-Guru. as oito torpezas do coração desaparecem e nasce a virtude. Na companhia divina de seu preceptor. absorção do Ego no Som sagrado) o homem se arrepende e afasta o seu ser do mundo externo das matérias densas. vishuddha. Ahamkara. o ajna chakra. Bhuloka. passando por diversos estágios. no coração do discípulo que o faz livrar-se das trevas.cervical. a verdadeira Luz. percebe o som característico. . É neste estágio que o homem se torna apto para a prática da postura ascética e de outros processos indicados por seu Sat-Guru para alcançar a salvação. No Capítulo 3. Devemos lembrar que pelo cultivo de Yama e Niyama. um verdadeiro discípulo. ou seja. Pravritti. as quais são comparadas com sete candelabros de ouro. nascendo a magnanimidade. No estado de batismo (Bhakti Yoga ou Surat Sabda Yoga. apto à alcançar a salvação. e torna-se um Siddha. as quais aparecem uma após a outra na mão direita do filho do homem. o Verbo sagrado. Mantendo afetuosamente a companhia de Sat. tornando-se um Pravartaka. e atravessa os sete Patala Lokas (ou centros da espinha). o sahasrara. e entra no mundo interno da matéria sutil. denominam-se anjos ou rishis. Maya. medula oblongada. um Sadhaka. tornando-se o discípulo em Siddha. e como. como sete estrelas em sete centros ou regiões de luz astral. o Espírito. torna-se capaz de conceber os diversos objetos da criação em seu coração. SUTRA 9 Então ele percebe as manifestações do Espírito. contemplando os sete rishis. SUTRA 8 Ele avança no caminho divino. Os sete castiçais de ouro são as sete regiões de luz no corpo. as oito torpezas desaparecem do coração humano. e como. as abstenções ascéticas e observâncias necessárias para a obtenção da salvação. conhecidas como cérebro. um iniciado nas práticas de Yama e Niyama.buscar a companhia do que foi descrito como Sat. finalmente. um personagem divino. Lá ele percebe a manifestação do Espírito. vimos como um discípulo. dorsal. ele pode ter sorte o bastante para agradar àquele que bondosamente o aceitará como seu Sat-Guru ou Preceptor Espiritual. ouve o sagrado som de Aum. ou o filho do homem funde-se ou é batizado nessa torrente. concentrando a atenção no sensório. sendo a verdadeira manifestação da verdadeira Luz. um adepto. gradualmente ele avança nos estados de meditação. torna-se Sadhaka ou discípulo. O homem torna-se assim. Bhuvarloka. e os cinco centro espinhais . quando então o coração se torna divino e o Ego. personagem divino. no seu caminho direto para a Divindade.

vi sete candelabros de ouro. Segurava na mão direita sete estrelas.” SUTRA 10 Então. 16. selado com sete selos. e. Mente e Inteligência. muladhara. o homem tem a perfeita satisfação de estar de posse de todos os objetos de seus desejos e adquire um completo conhecimento deles. origens ou fontes do homem. alguém semelhante a um Filho de homem. .. Desse modo. o Ego ou o filho do homem chega à Divindade. swadhishthana. um livro escrito por dentro e por fora. a Ignorância. o filho do homem. que produz a idéia de uma existência isolada do ser e é a origem do Ego. as sete Igrejas. quando completa a jornada por todas essas regiões. e então. 20 e 2:1. Afastando seu ser de Bhuvarloka... Ver Apocalipse 1:12. o homem unifica-se com Deus.” “Quanto ao mistério das sete estrelas que vês na minha mão direita e aos sete candelabros de ouro. lombar. manipura. Espaço e Partícula (Átomo) são as quatro partes componentes. com dois pólos. adquire o conhecimento. vitorioso sobre os poderes das Trevas e da Ignorância.. ele compreende a verdadeira natureza do universo. e coccígeo.. e o arco-íris rodeava o trono. um livro com sete selos. do qual as idéias de manifestação (Verbo). no meio dos candelabros.” “E vi também na mão direita do que estava assentado no trono. e sendo a Ignorância representada pelas quatro idéias já referidas. aquele que anda pelo meio dos sete candelabros de ouro. Através desses sete centros ou igrejas. estas denominam-se os quatro manus. “. 13.anahata. tendo-me voltado. Ver Apocalipse 4:3 e 5:1. o filho do homem. de sete cores diferentes.. percebe a luminosa forma astral em torno de seu Coração. Nesta esfera de eletricidades. a fonte de todas as matérias. Transpondo este Swarloka. ele entra em Swarloka.” Neste estado de batismo (Bhakti Yoga ou Surat Sabda Yoga). este Maharloka representa Avidya. tem sido descritas como um cofre selado de conhecimento. eis o que diz aquele que segura as sete estrelas na sua mão direita. origem de todos os objetos dos sentidos e dos órgãos de seu prazer. “E. sacro.. dissolvendo as quatro idéias originais (os “quatro manus” ou pensamentos primordiais que causam a existência da criação). SUTRA 11 Deste modo. Surat. provido de sete eletricidades.. Lá. sendo o homem (manava) fruto da Ignorância. Tempo. a região do magneto (o Átomo). a referida forma astral com suas sete partes.” “. passando gradualmente através das sete mencionadas regiões. o Átomo. o trono do Espírito Criador. onde o Espírito se manifesta. eletricidades e pólos. como no arco-íris.. o Ego. devido ao conhecimento e ao poder do yoga. Como se mencionou no Capítulo 1. a criação material sutil.. as sete estrelas são os anjos das sete Igrejas. Ele alcança a salvação. sutis e densas. e os sete candelabros. Mente e Inteligência. Assim. o filho do homem chega ao Maharloka.. o homem obtém supremacia sobre os sete Swargas (céus).

o homem alcança a liberdade eterna. o homem de posse de aiswaryas. “O vencedor. Maya. Ver Apocalipse 3:21. Pois o amor é o céu e o céu é o amor. da vida e da dissolução. a ilusão. o poder de vasa. o poder de tornar-se Isa. e passa a possuir todos os aiswaryas. o poder de fazer o corpo ou qualquer outra coisa guru. Deste modo. Prapti. Contemplando o ser no Ser Supremo. assim como também eu venci. compreende a Luz Espiritual e nela é batizado. até mesmo tão minúsculo como um Átomo. Os homens embaixo e os santos em cima. chega à porta. Ver João 14:12. as majestades ascéticas. o Pai. Prakamya.” . Transpondo esta porta. fá-lo-ei assentar-se comigo no meu trono. porque vou ao Pai. Esta unificação com Deus é Kaivalya. Assim. Vasitwa.Maharloka. a região do magneto (Átomo). a Totalidade Perfeita. como o Filho de Deus. as referidas majestades ascéticas. a meta suprema do homem. “Eu vos afirmo e esta é a verdade: quem crê em mim fará as obras que faço. ele abandona completamente a vã idéia da existência isolada de seu próprio ser e se unifica com Ele. tão grande quanto se queira. Senhor de todas as coisas. E fará até maiores.” CONCLUSÃO “O Amor reina na corte. leva à completa emancipação das ligaduras de Maya. anu. transcende a criação ideacional das Trevas. o homem vence toda a servidão das Trevas. Quando o ego. a porta entre as duas criações material e espiritual. Garima. o filho do homem. que faz com que se tenha tudo sob controle. Assim. o Pai. no campo. Isitwa. a única Substância Real como Unidade. é Brahmarandhra ou Dasamadwara. Deus. o Espírito Eterno. pela irresistível força de vontade. kama. compreende plenamente o Espírito Eterno. o poder de satisfazer todos os desejos. que faz com que se obtenha tudo o que se queira. o poder de fazer o corpo ou qualquer outra coisa laghu. Laghima. e assento-me com meu Pai no seu trono. Maya.” SUTRA 12 O conhecimento da evolução. e o seu Ser como nada mais que uma simples idéia pairando num fragmento dessa Luz Espiritual. o poder de apti. já explicada neste tratado. no bosque. o poder de aumentar ou fazer o corpo ou qualquer outra coisa mahat. tão pesado quanto se queira. Estes aiswaryas são de oito classes: Anima. o poder de fazer com que o corpo ou qualquer outra coisa fique tão pequeno quanto se queira. tão leve quanto se queira. Mahima. recebe a verdadeira Luz e torna-se o Filho de Deus. e entrando no mundo espiritual.

ele decerto seguirá o caminho reto e não ficará vagando nesta criação de Trevas. implantado naturalmente em seu coração. A companhia de um personagem divino. Nas palavras do iluminado sábio Shankaracharya: [“A vida é sempre insegura e instável. Mostramos nas páginas precedentes como se pode cultivar o amor. e somente por esse meio. mas um aforismo da verdade eterna.O poder do amor foi lindamente descrito pelo poeta na estrofe acima citada 14. Maya.”] 14Estrofe 2 do canto terceiro de The Lay of the Last Minstrel (A Balada do Último Menestrel). Seja qual for a crença religiosa e a posição do homem na sociedade. . se ele cultivar este princípio predominante. uma vez alcançado este desenvolvimento. Demonstrou-se com clareza nas páginas precedentes que “o Amor é Deus”. como uma gota d'água numa folha de lótus. de Sir Walter Scott. que lhe concede a graça de novamente batizar-se na torrente sagrada. pode nos salvar e redimir. este pequeno livro foi concluído exortando fervorosamente ao leitor que não esqueça jamais a grande finalidade da vida. sacrificar seu Ser diante do altar de Deus. o homem pode encontrar seu Preceptor Espiritual. cultivando-o. se alcança o desenvolvimento e. unificando-se com o Pai Eterno para todo o sempre. mesmo por um momento. não apenas o mais nobre sentimento de um poeta. Portanto.