You are on page 1of 76

- MANCAIS

-
.
• Definição :.
Mancal é um suporte que serve de apoio para eixos e rolamentos
que são elementos girantes em máquinas.
• Os mancais classificam-se emduas categorias :
• Mancais de Deslizamentos ou Escorregamento (Fricção)
• Mancais de Rolamentos (Anti-Fricção)
1
• Mancais de Rolamentos (Anti-Fricção)
• Qual é o melhor!!!!!
Mancais de Fricção :
São concavidades nas quais as pontas de eixo se
apoiam. A construção dos mancais e o material usado,
asseguram o suporte do eixo, sua flutuação numa camada de
lubrificante, temperatura adequada, adaptabilidade e proteção
contra as partículas que podem danificá-lo.
- MANCAIS -
Mancais de Anti Fricção :.
São aqueles que comportam esferas, rolos ou agulhas
(corpos rolantes), nos quais o eixo se apoia.
Quando o eixo gira, os corpos rolantes respectivamen-
te também giram, confinados dentro do mancal.
Notas :
2
Notas :
1 - 2 - Devido a maior área de contato e a conformabilidade do material.
3 - Devido a incrustabilidade 4 - Por não haver corpos rolantes
5 - Menor número de peças 6 - Por ser o atrito de rolamento e não de deslizamento
7 - 8 - Pois o carregamento é cte. no mancal de fricção e sempre cíclico no mancal de
antifricção
9 - Lubrificação não precisa ser “cuidadosa”
10 - No mancal de anti fricção atrito é de rolamento e no mancal de fricção
poderá ocorrer o atrito semi-fluido.
11 - O atrito é fluido 12 - Menor área a ser lubrificada
13 - Há os que suportam facilmente carregamentos combinados
14 - 15 - Para as mesmas condições de carregamento
- MANCAIS -
• Ambos possuem suas particularidades.
• A decisão está voltada para as propriedades de maior importância para cada caso em particular.
Análise Comparativa
Características do Mancal : Fricção Antifricção
• 1 - Amortecimento - vibração melhor (*)
• 2 - Amortecimento - choque melhor (*)
• 3 - Sensibilidade à poeira menor
• 4 - Nível de ruído menor
• 5 - Custos para grandes mancais menor
3
• 5 - Custos para grandes mancais menor
• 6 - Atrito de partida menor (+)
• 7 - Vida com carga constante Sem fadiga
• 8 - Vida com carga variável eqüivale
• 9 - Manutenção menor (+)
• 10 - Utilização em velocidade baixa melhor
• 11 - Utilização em velocidade alta melhor
• 12 - Consumo de lubrificantes menor
• 13 - Combinação de carga melhor (+)
• 14 - Dimensão radial melhor
• 15 - Dimensão axial menor
(*) Principais vantagens do mancal de Fricção Legenda :
(+) Principais vantagens do mancal de Antifricção
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
PROPRIEDADES :
- Em comparação aos mancais de fricção, cabe destacar um atrito muito menor de partida.
- O coeficiente de atrito de partida (cerca de 0,02 em fricção 0,12 em anti-fricção) e a menor
influência da rotação sobre o atrito.
- A lubrificação continua mais fácil e quase sem necessidade de manutenção, com um
consumo muito menor de lubrificante.
- Amesma produção de calor para o mesmo regime de carga.
- Maior capacidade de carga por maior largura do mancal.
4
CONSTRUÇÃO :
Um mancal de Antifricção completo é composto por :
- Dois anéis - Corpos rolantes - Gaiola
- Maior capacidade de carga por maior largura do mancal.
- Amaciamento desnecessário e a maior liberdade na escolha do material do eixo.
- Padronização e normalização das dimensões, da qualidade, das cargas permissíveis e da
vida, ligadas à fabricação seriada em fábricas especializadas, e as consequentes
vantagens disto.
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Distribuição entre carga Rotativa e carga Fixa
÷ ESQUEMA : Tipo de Carga:
÷ Carga rotativa no anel interno
Anel interno = gira
Anel externo = parado
Direção de carga = constante
Exemplo :
5
Eixo carregado com um peso
Ajuste :
Anel interno: Ajuste firme necessário
Anel externo: Ajuste solto admissível
¬ ESQUEMA:
Tipo de Carga:
Carga fixa no anel interno Exemplo :
Anel interno = parado 1) Roda dianteira de automóvel
Anel externo = gira 2) Roldana de correia transpor-
Direção da Carga = constante tadora (apoio do cubo)
Ajuste :
Anel interno: Ajuste solto admissível
Anel externo: Ajuste firme necessário
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Distribuição entre carga Rotativa e carga Fixa
.
Tipo de Carga: ESQUEMA
Carga rotativa no anel externo Exemplo :
Anel interno = gira Centrífuga
Anel externo = parado Peneira Vibratória
Carga gira com anel interno (desbalanceamento)
Ajuste :
Anel interno: Ajuste solto admissível
6
Anel externo: Ajuste firme necessário
_ ESQUEMA
Tipo de Carga :
Carga fixa no anel externo Exemplo :
Anel interno = parado Cubo de roda com
Anel externo = gira (acentuado desbalanceamento)
Carga gira com anel externo
Ajuste :
Anel interno: Ajuste firme necessário
Anel externo: Ajuste solto admissível
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
.
Tipos de Mancais
Quanto à aplicação podem estar divididos em :
Radiais Axiais
- Rígido de esferas - Escora de esferas
- Rolos cilíndricos - Rolos auto compensadores
- Agulhas
Mistos
- Rolos cônicos -Radial de esferas
7
.
L Mancal Radial de uma carreira de Esferas
Rígido de Esferas :
Não suportam nenhuma carga axial. Usado em eixos robustos e
cargas maiores. O rasgo permite a colocação de maior
quantidade de esferas, com aumento da capacidade de sustentação.
- Rolos cônicos -Radial de esferas
- Auto compensador de esferas - Contato angular de esferas
- Auto compensador de rolos
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Mancal Radial de Rolos Cilíndricos :
É caracterizado por um jogo de rolos cilíndricos. Envoltos numa cesta: apresenta um
anel com flanges, que guiam os rolos, e um anel sem flange,
que permite o deslocamento no sentido longitudinal.
Oscilação em torno de 0,1º.
Esta mancal é usado em máquinas onde existe grandes dila-
tações dos eixos e necessidade de grande rigidez.
8
tações dos eixos e necessidade de grande rigidez.
g Mancal Radial de Agulhas :
É semelhante ao descrito anteriormente, mas os rolos são bem mais
compridos, em relação ao seu diâmetro. É usado em lugares, onde
existe problema de espaço. É recomendado para mecanismos oscilan-
tes e outros, onde a carga não é constante.
É freqüentemente usado sem anéis, que são substituídos pela pista no
eixo ou na peça que gira sobre o eixo.
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Mancal Axial de Escora :
Simples ou dupla carreira de esferas :
É caracterizado por dois anéis colocados na direção
horizontal, sendo o diâmetro do anel do eixo ligei-
ramente menor, a fimde não tocar na caixa.
O anel da caixa possui, às vezes, a face inferior abaulada para compensar
as flexões do eixo ou desalinhamento. Quando for necessária a capacidade de carga
radial, emconjunto coma axial, deve ser acrescentado um mancal radial. Com um
9
radial, emconjunto coma axial, deve ser acrescentado um mancal radial. Com um
terceiro anel no meio e dois jogos de esferas, transforma-se em“escora dupla”.
´ Mancal Axial de Rolos : (autocompensadores)
É semelhante ao mancal de rolos cônicos, mas sua
geratriz do rolos é abaulada. Pode suportarccargas
radiais e trabalhar sob condições de desalinhamento.
Com exceção dos casos especiais de velocidades muito
baixas, (até 500 rpm) usa-se graxa; caso contrário este
mancal deve ser lubrificado com óleo. Sua capacidade de carga é alta.
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Mancal Misto - Rolos Cônicos:
Sua característica é possuir uma “capa” externa
cônica levemente abaulada na parte interna, e uma carreira
de rolos cônicos, envoltos por uma “cesta”, alojados num
“cone” providos de guias. Acapacidade de carga axial e radial
depende do ângulo, que varia, varia, geralmente, entre 12 e
20º .
Os mancais deste tipo são aplicados, usualmente, em
10
Os mancais deste tipo são aplicados, usualmente, em
pares virados um contra o outro. Devido a dilatações e folgas
internas não devem ser instalados emgrandes distâncias.
- Mancal Misto - Autocompensador de Esferas :
É caracterizado por possuir uma pista esférica no anel externo e
duas carreiras de esferas envoltos numa cesta, podendo oscilar em
volta do centro. É usado onde não for possível alinhamento perfeito
e onde o eixo possa fletir. A oscilação pode chegar a 3º, ou pouco me-
nos, dependendo da largura do mancal. Devida à forma da pista externa, a capacidade
de carga é menor do que em mancais radiais comuns e a capacidade da carga axial é
pequena.
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Mancal Misto - Autocompensador de Rolos :
É semelhante ao anterior indicado, mas no lugar de esferas
existemaqui rolos abaulados ( bariletes). Aoscilação pode
variar entre 1,5 e 2,5º, dependendo da sua largura.
É usado para cargas pesadas.
Sua capacidade de carga axial é alta.
.
11
g Mancal Misto - Radial de uma
carreira de esferas
É parecido com o mancal rígido de esferas, mas não pos-
sui rasgo nos anéis. Assim, a quantidade de esferas e,
conseqüentemente a capacidade de carga radial é menor
Em compensação, as canaletas nos anéis envolvem bem
as esferas, assegurando uma boa capacidade de carga
axial.
- MANCAIS DE ANTI - FRICÇÃO -
Mancal Misto - Esferas de contato angular :
É caracterizado por anéis providos de flanges mais altas de um
lado da canaleta de cada um dos anéis. Este rolamento não po-
de trabalhar semcarga axial e por isso deve ser pre-carregado.
Quando existemduas carreiras de esferas, sustenta carga axial
emduas direções. Pode ser fornecido com diferentes ângulos
de contato.
12
de contato.
_ Para o eixo e o alojamento
Tolerâncias recomendadas
quando o anel interno gira em relação à direção da carga
Capacidade de carga Eixo Alojamento
Não inteiramente aproveitada j6 J7
Regularmente aproveitada k5 H7
Inteiramente aproveitada m5 H7
Cargas de impacto elevadas n5 H7
Rolamento com bucha de fixação h9 H8
- FIXAÇÃO -
Montagem com bucha de fixação Montagem com bucha de
desmontagem
13
- ANTI-FRICÇÃO - DESMONTAR
Desmontagem:(Com bucha de fixação)
80% das aplicações em rolamentos utilizam bucha de fixação.
Apresentam diversas vantagens :
1 - Facilidade de desmontagem e montagem rápida.
2 - Eixo sem necessidade de acabamento superficial.
3 - Posicionamento do mancal a qualquer momento no
eixo.
4 - Ajuste e tolerância poderá ser realizado no
Bucha Bucha rolamento dependendo de sua vida útil.
14
Bucha Bucha rolamento dependendo de sua vida útil.
Porca Arruela Porca Arruela 5 - Sequência ilustrada na figura da
esquerda para direita.
- ANTI-FRICÇÃO - DESMONTAR
± Desmontagem: (com bucha de fixação)
Na desmontagem, primeiramente a orelha da arruela de trava, dobrada, no rasgo da
porca de fixação, deve ser endireitada, e a porca deverá ser solta com algumas voltas.
O rolamento deverá ser solto da bucha de fixação por meio de martelagem no tubo
metálico, conforme explicado anteriormente.
15
- FIXAÇÃO -
Montagem com porca Montagem com porca de fixação
16
Montagem com arruela
Montagem a temperatura
de 80º C
Montagem por rebordamento
Montagem com anel trava
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• Deve-se certificar de que as dimensões do eixo e do cubo estão
dentro das tolerâncias.
• Em caso de não se possuir desenho nem medidas, deve-se verifi-
car qual é o tipo de carga e consultar a tabela do fabricante do
rolamento.
Instalação de rolamentos
17
• Deve-se notar que, via de regra, a parte que sustenta a carga (por
exemplo, o anel interno) tem o ajuste com aperto e outra tem
ajuste deslizante. Em caso de dúvida, devesse consultar o fabri-
cante do rolamento. As tolerâncias de aperto são, na maioria dos
casos, da ordem 0.01 mm por centímetro de diâmetro, mas deve-
se verificar isso antes da montagem.
• Deve-se certificar de que não há ovalização, degrau ou conifica-
ção.
• As rebarbas devemser removidas. Deve-se medir o raio no
encosto que deve ser menor do que o raio do canto do rolamento.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• A face de encosto não deve ter mossas (vestígio de marcação) e
deve estar em esquadro.
• As roscas de aperto devem ser examinadas quanto às amassadu-
ras ou engripamentos.
Verificação de rolamento
18
• Verificação do rolamento.
• O rolamento deve ser examinado. Deve-se certificar de que é o
correto. Se for o caso de reaproveitamento de um rolamento
usado, deve-se examinar cuidadosamente as pistas rodantes e
esferas ou roletes no que se refere aos defeitos.
• Não se deve remover o lubrificante protetor do rolamento novo.
• Nunca se deve adaptar outro rolamento. Furos e rasgos mudam
tensões, torneamento baixa a resistência e cavacos provocam
machucaduras.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• As peças e o rolamento devemser lavados (isto só emcaso de
reaproveitamento), com lubrificação imediata do mesmo após a
lavagem e cobertura, a seguir, com papel de seda. Se o rolamento
for deixado seco, descoberto durante alguns minutos, vai conden-
sar sobre ele um pouco de água do ar, suficiente para provocar
Limpeza e lubrificação
19
sar sobre ele um pouco de água do ar, suficiente para provocar
início de ferrugem. (Oxidação)
• Não se deve girar o rolamento com ar comprimido, enquanto
estiver seco. Isso poderia provocar início de engripamento.
• Deve-se cobrir as superfícies que vão estar em contato na mon-
tagem, comlubrificante resistente a alta pressão, como por ex.
utilizar "molykote". Isso vai facilitar a montagem e proteger as
peças contra corrosão de esfregamento.
• Nunca se deve usar estopa, pois esta solta fiapos.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• Deve-se trabalhar emambiente livre de pó e umidade, e emban-
cada revestida de chapa e limpa.
• Para colocar um rolamento ou cone com ajuste de aperto (inter-
ferência) num eixo, considere-se que o prensando, sempreocupa-
ções, provocar-se-á trefilação do eixo pelo rolamento (se este for
mais duro; caso contrário, o próprio rolamento será trefilado).
• Montagem
20
mais duro; caso contrário, o próprio rolamento será trefilado).
• O resultado será que o aperto não será aquele previsto pelo pro-
jetista. O anel poderá girar.
• Existemduas maneiras de proceder.
• A primeira é aquecer o rolamento em banho de
óleo, na temperatura entre 100°C e 130º C e
colocá-lo no eixo rapidamente antes de esfriar,
Porque acima desta temperatura, afetará as
propriedades metalúrgicas do aço.
• Ver o dispositivo ao lado.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• A segunda comaquecedor de indução (Correntes de Foucalt)
• Quando se tratar de rolamento com lubrificação permanente,
isso não será possível, porque o lubrificante será removido.
• Neste caso deve-se esfriar o eixo, que assim se contrairá e
permitirá uma colocação mais fácil. Não se deve usar
temperatura mais baixa do que - 55°C, porque abaixo desta
Montagem
21
temperatura mais baixa do que - 55°C, porque abaixo desta
temperatura o aço torna-se muito quebradiço.
• Note-se que alguns dos aços, assim esfriados, sofrerão modifica-
ções metalúrgicas permanentes.
• Quando se montar um rolamento ou anel num cubo, deve-se
esfriar o rolamento ou anel, ou aquecer o cubo.
• Nunca se deve aplicar pressão através de rolos ou esferas, caso
contrário, haverá brinelamento.
• Não se deve usar punção, que provoca inclinação durante a mon-
tageme solta rebarbas.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• Deve-se usar uma bucha ou anel, que se apóia sobre o elemento
prensado.
Esta recomendação deve ser aplicada, também, na desmontagem.
• Deve-se certificar de que o rolamento encostou, em toda volta, no
encosto e que não se inclinou. Isso provocaria ovalização.
• Quando for montada a outra parte, deve-se certificar de que o
Montagem
22
• Quando for montada a outra parte, deve-se certificar de que o
rolamento de esferas ou bariletes não está sendo forçado na dire-
ção lateral.
• Nos rolamentos de rolos cônicos, deve-se verificar se e exigida
uma folga ou um aperto entre o anel e os rolos. A folga, quando
especificada, deve ser medida entre o rolo e o anel externo, com
apalpador na parte oposta à carga.
• O aperto (precarga), deve ser medido com torquímetro ou
balança de mola, aplicada no diâmetro indicado pelo fabricante
do equipamento.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
• A folga que varia geralmente de 0,008 mm nos rolamentos
menores, até 0,25 mm, ou mais, nos maiores, é especificada,
freqüentemente, emrodas, laminadores e maquinas pesadas.
• A precarga, que varia conforme o tamanho do rolamento, por
exemplo 11 a 13,5 Kg/cm² nos diferenciais usuais é, geralmente,
Montagem
23
exemplo 11 a 13,5 Kg/cm² nos diferenciais usuais é, geralmente,
especificada para eixos-árvores das máquinas operatrizes,
transmissões, diferenciais e mecanismos semelhantes.
• A precarga deve ser aplicada, girando-se o rolamento durante a
aplicação, caso contrário será provocado brinelamento.
• Note-se que a precarga é sempre indicada em adição à carga
provocada pelo peso dos componentes da máquina.
• Deve-se executar a precarga commáxima atenção.
- SELEÇÃO DE ROLAMENTOS -
Montagem
• Ela assegura um funcionamento mais preciso do eixo, reduz
a deflexão do mesmo sob carga, aumenta a resistência do
rolamento à fadiga, diminui o ruído e assegura a elasticidade
do conjunto.
24
do conjunto.
• A precarga excessiva é prejudicial.
- DANOS TÍPICOS - DESGASTE
- Desgaste por deficiência em lubrificação
Além de aparecimento de folga exagerada, é cara-
cterizado pelo aspecto das superfícies rolantes, que
ficam opacas, sedosas, ou reluzentes.
25
] Desgaste por partículas abrasivas
• Além da remoção do material nas pistas rolantes,
será notado desgaste mais pronunciado das pon-
tas do corpo rolante. As partes rolantes têm depressões nos lugares
de passagem.
- DANOS TÍPICOS - DESGASTE
C Desgaste por patinação
É caracterizado por sulcos no exterior do
rolamento. É provocado por patinação do anel
externo no seu alojamento, ou patinação do anel interno ou cone
sobre o eixo. Quando o ajuste é deslizante, a patinação resulta
26
sobre o eixo. Quando o ajuste é deslizante, a patinação resulta
dos pequenos engripamentos de rolos e esferas causado por par-
tículas estranhas ou falta de lubrificação.
Quando o ajuste é de “interferência”, a patinação pode ser pro-
vocada :
- Por destruição do ajuste devido a vibração.
- Por corrosão de fretagem
- Por destruição do ajuste durante a montagem a frio, quando o
eixo ou alojamento foi trefilado pelo rolamento.
- DANOS TÍPICOS - DESGASTE
¢ Desgaste por falso brinelamento
É Caracterizado na fase inicial pelo aparecimento de canaletas,
Cortesia da Torrington Company
27
É Caracterizado na fase inicial pelo aparecimento de canaletas,
rebordos levantados, na pista rolante. É provocado por vibra-
ção durante o transporte da máquina provida de rolamentos.
A presença de óxido de ferro agrava a situação, provocando
o desgaste rápido do rolamento. A imperfeição da pista rolante
provoca, inicialmente, ruído e vibração e em seguida, ocorre
desgaste rápido, devido às batidas sobre as quinas e depressões
que agem como concentradores de tensão.
·
- DANOS TÍPICOS - DESGASTE
·Desgaste por ataque de superfície
Na fase inicial é
caracterizado pelo
aparecimento de nódoas
regularmente espaçadas. (1)
28
Na fase final por áreas descascadas, igualmente espaçadas. (3)
É provocado pela condensação de umidade sobre as áreas
desprotegidas, onde a graxa, dura demais, foi espremida para fora
pela ação dos roletes ou esferas.
Efeito semelhante, é notado com lubrificação por óleo fino de-
mais e, ainda, pelo estocamento de rolamentos, mesmo protegidos,
emembalagemimprópria, que permite a condensação de umidade.
- DANOS TÍPICOS - FADIGA
Descascamento (“Spalling”)
• É o resultado de fadiga superficial (“Pitting”), fadiga de contato.
Aparecem minúsculas trincas abaixo da superfície do material la-
minado, pela ação das esferas ou roletes; o material levanta ligeira-
mente e, na fase inicial, aparecemmicro trincas.
29
• Com o decorrer do tempo, as trincas atingem a superfície e des-
prendem-se em pequenos flocos, que se assemelham em pequenas
esferas de 3 a 10 µm. - (Questionamento) Por que esféricos ????
• Com a progressão chegama nacos de até 45 µ m
• Com o desenvolvimento progressivo do dano, os flocos unem-se,
aparecendo a área descascada, que em certas circunstâncias pode
abranger a pista rolante, totalmente ou emparte. (craterização)
- DANOS TÍPICOS - FADIGA
Descascamento (“Spalling”)
30
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Oxidação
31
- DANOS TÍPICOS - FADIGA
p Descascamento parcial
Fadiga aparência de geada
Esta área pode ter aparência de geada e ser re-
lativamente lisa ou apresentar uma espécie de cra-
tera, de pendendo de sua origem.
Pode ser provocada por carga excessiva, material inadequado,
ou tratamento térmico mal executado; material fraco demais.
32
p Descascamento parcial
A forma do descascamento
revelará sua origem.
pPor desalinhamento
Como pode-se notar, todos estes danos originam-se de montagem
deficiente.
Por ovalização que submete o rolamento a cargas parasitárias.
Por conificação do alojamento
- DANOS TÍPICOS - FADIGA
¨ Goivagem(“gouging”)
Descascamento devido à goivagem ou depressões
causadas por materiais macios. Os fiapos de estopa,
33
causadas por materiais macios. Os fiapos de estopa,
papel, partículas de tinta, asa de inseto, cavaco de
usinagem proveniente do desgaste, grão de areia, etc.; partículas
estranhas que ficaram prensadas pelos roletes e esferas sobre as
pistas, deixando marcas de formas mais variadas, são suficientes
para provocar depressão, cujos rebordos, sobrecarregados, darão
início ao descascamento.
- DANOS TÍPICOS - FADIGA
Observe que o brinelamento verdadeiro é
uma endentação causada pelo escoamento
plástico do metal e que as marcas da
retificação permanecem claramente
evidentes
Cortesia de SKF Industries Inc.
Imagem elevada em 100x
34
Brinelamento
• É caracterizado por depressões correspondentes aos
roletes ou esferas, nas pistas rolantes. Resulta da aplicação de pre-
carga, sem girar o rolamento, ou da prensagem do rolamento com
excesso de interferência. Por exemplo: máquina reserva
Imagem elevada em 100x
- DANOS TÍPICOS - MECÂNICOS
Sulcamento
Um operador desastrado, que bate com punção
sobre a pista rolante ??? (“grooving”)
¬ Queima por corrente elétrica.
35
¬ Queima por corrente elétrica.
É caracterizada por crateras, pontos ou estrias sobre as pistas
rolantes e roletes ou esferas. É, geralmente, provocada pela passa-
gemda corrente na ocasião da solda quando o fio
terra está colocado longe do lugar de solda.
• Formam-se pequenas áreas queimadas ou até
soldadas entre os roletes ou esferas e as pistas que
dão origem inicialmente, a ruídos e, posteriormente a
descascamento.
- DANOS TÍPICOS - MECÂNICOS
¬ Queima por corrente elétrica.
¬ Crateração elétrica na superfície de um
rolo esférico e pista esférica externa,
causada pela passagem de corrente elétrica
¬ Estriamento de
Cortesia da SKF Industries Inc.
36
¬ Estriamento de
um rolo esférico e do
anel interno de um
rolamento de rolos
cilíndricos ...o resulta-
do de prolongada pas-
sagem de corrente
elétrica.
- DANOS TÍPICOS - MECÂNICOS
L Rachaduras e fraturas
• Resultamgeralmente, de aperto excessivo do anel ou cone
sobre o eixo. Podem,tambémaparecer emresultado do giro do anel
ou cone sobre o eixo, acompanhado de sobrecarga. Os rolos ou esferas podem trincar
com golpes de montagem ou desmontagem. (martelada)
Cortesia da SKF Industries Inc.
37
Estágio avançado de desgaste e
fratura devido à corrosão por
atrito oscilante – resultado de
ajustagem com insuficiente
aperto.
- DANOS TÍPICOS - MECÂNICOS
× Engripamento
Pode ocorrer devido a lubrificante muito
espesso ou viscoso demais, que impede o livre giro
dos roletes e esferas com cargas leves e rotações
altas. Pode acontecer, também, com a eliminação
de folga nos roletes e esferas comaperto excessivo.
} Efeitos em serviço.
Um rolamento, montado de
acordo com especificações e reco-
mendações de instalação e lubrifi-
ado corretamente vai funcionar
38
de folga nos roletes e esferas comaperto excessivo.
ado corretamente vai funcionar
sem ruídos, vibrações e aqueci-
mento excessivo. Quando um des-
tes fatores não for obedecido, ou
quando surgir um defeito,
aparecerão os seguintes sintomas:
☺ Superaquecimento.
Quando a temperatura do rolamento ou funcio-
namento exceder a 50°C, acima da temperatura
ambiente, em máquinas que não trabalham com materiais quentes (por exemplo,
laminadora), considera-se o elemento superaquecido. Estas últimas, têm
instruções especiais, podendo em algum caso chegar à temperatura de 120°C.
- DANOS TÍPICOS -MECÂNICOS
Quando a temperatura exceder estes limites, as origens podem ser :
1. Folga insuficiente ou precarga excessiva.
Este defeito aparecerá logo no início do trabalho da máquina, que deve ser parada,
verificando-se a folga ou precarga se está dentro das especificações. Caso se tratar de
defeito de montagem, o defeito deve ser corrigido.
Avaria resultante da instalação :
Uma martelada durante a instalação, lascou o anel interno e
produziu marcas de roçadura no anel externo.
39
produziu marcas de roçadura no anel externo.
2. Lubrificação deficiente:
Aqui, pode tratar-se do seguinte:
a) Excesso de lubrificante : (acima do nível exigido, quando líquido).
Pode ocorrer um aumento de temperatura durante uma meia hora após a lubrificação,
o que não será prejudicial se desaparecer em seguida. Aqui, o excesso é momentâneo e
será removido pelo próprio rolamento expulsando a graxa excedente pelo labirinto ou
pelo retentor. Se o aquecimento persistir trata-se de obstrução da saída de graxa, cujo
excesso deverá ser removido.
- DANOS TÍPICOS -MECÂNICOS
b) Viscosidade excessiva :
Este defeito é mais pronunciado em velocidades maiores, se for usado óleo grosso de-
mais. Deve ser verificada a especificação e medida a viscosidade, e, caso necessário,
usar um lubrificante mais fino.
40
c) Lubrificação insuficiente:
Ocorre ou por falta de lubrificante, por nível baixo demais, ou obstrução da
passagemde óleo ou ainda por viscosidade baixa demais.
3. Rolamento inadequado.
O rolamento especificado para a máquina considera uma certa rotação e carga. Se, por
alguma razão, as mesmas forem aumentadas e for notado superaquecimento dos
rolamentos, deverá ser feito um reestudo da capacidade dos rolamentos usados.
Caso constatamos insuficiência de capacidade de carga, o rolamento deve ser substituído.
Às vezes, a simples substituição por um rolamento com folgas maiores resolve o
problema. Em outros casos pode ser necessário aplicar um rolamento com maior
capacidade de carga ou gaiola especial.
- RUÍDOS - MECÂNICOS
[ Ruídos :
Um rolamento apresenta em serviço um zumbido suave, porém, em casos de
defeito aparecerão ruídos diferentes. Para ouvir melhor o som do rolamento,
pode-se usar um estetoscópio, um pedaço de madeira ou uma chave de fenda com
a parte metálica encostada no alojamento do rolamento e o cabo no ouvido.
Todo o rolamento possui um ruído uníssono.
41
Todo o rolamento possui um ruído uníssono.
“Chiado leve”. Aparece quando o rolamento trabalha a seco e, geralmente, é
acompanhado de superaquecimento, seguido de engripamento ou descascamento e
inutilização prematura do rolamento.
“Som metálico”. E uma indicação de precarga excessiva ou falta de folga no
sentido axial, com aperto lateral excessivo, ou falta de folga no sentido radial,
quando existir uma interferência excessiva no alojamento. Isso pode ocorrer,
também, em rolamento de furo cônico, que tenha sido encaixado com
profundidade demasiada.
- RUÍDOS - MECÂNICOS
“Batidas uniformes”. podem surgir no caso de brinelamento durante a montagem ou
falso brinelamento durante o transporte ou vibrações da máquina.

“Metálico”. Ruído, cuja intensidade varia de modo regular em cada volta, pode ser pro-
vocado por machucaduras ou sulcos feitos nos rolamentos durante uma
montagem deficiente, acompanhada de batidas.
42
“Intermitente”. Ruído, que aparece e desaparece, pode ser provocado por falha numa
das esferas, quando esta entrar em contato com a pista.
“Ronco”. Pode ser provocado por impurezas como: fiapos ou limalha que penetraram
no rolamento; neste caso, convém removê-las, antes que causem dano mais grave.

“Metálico forte”. Um ruído metálico uniforme mais forte indica que o rolamento já está
estragado e deve ser substituído. Sem lubrificação.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Ferramentas de qualidade inferior, bancada tosca, muita sujeira, limalhas de metal, etc...
Uma boa maneira de reduzir a vida dos rolamentos e aumentar os custos de manutenção
43
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Mãos e panos limpos significam
rolamentos mais limpos e menos
possibilidade de corrosão devido ao
suor humano
Nunca usar um martelo diretamente
Sobre qualquer rolamento;
Isto resultará em avaria.
30% menos vida útil
Nunca faça isto
44
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
• Limpar as superfícies externas e anotar a seqüência de remoção dos
componentes da máquina.
• Verificar o lubrificante.
Vários tipos de impurezas podem ser sentidas pelo tato, bastando
esfregar uma amostra do lubrificante entre os dedos.
• Impedir que a sujeira e umidade penetram na máquina. Em caso
de interrupção do trabalho, proteger a máquina com papel parafinado.
O uso de estopa é condenável.
45
O uso de estopa é condenável.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Certificar-se de que os blocos não raspem nas
roscas, antes de forçar o eixo no rolamento
46
É recomendado um bloco de madeira dura e
resistente como este; ele protege a ponta do tubo
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
ERRADO – Blocos em contato
somente com anel externo
do rolamento
CERTO – Blocos em contato
com anel interno – ou com
ambos os anéis, se o rolamento
for de faces planas
47
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
Não transmitir forças através dos
elementos rolantes. Isso causaria
endentação (brinelamento) nas pistas
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Tarugo de latão ou outro
material macio, menor que o
Fita ou travessão para evitar
que os apoios fujam ao sofrer o
efeito da percussão
Não transmitir forças através dos
elementos rolantes. Isso causaria
endentação (brinelamento) nas pistas
48
material macio, menor que o
diâmetro interno do rolamento
O torno deve deixar o eixo livre
Para extrair o eixo do rolamento,
usar uma peça de metal macio, a
qual não danificará o eixo
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Nunca deixe bater num rolamento ou
anel.
Isso danificaria tanto o eixo como o
rolamento.
Podemos reconhecer uma perda de vida
útil, em torno de 50%
Ajustar as ferramentas para sacar os
rolamentos sem movimento angular e
sempre perpendicular ao eixo
49
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
4- Lavar o rolamento exposto, onde é possível fazer uma inspeção sem desmontá-lo.
A lavagem deve ser efetuada com pincel umedecido em óleo diesel aquecido à 70ºC.
5- Secar o rolamento lavado com pano
sem fiapos. Rolamentos lubrificados para
a vida, nunca devem ser lavados.
Desmontagem :A desmontagem com interferência no eixo
é feita com auxílio de um saca-polia.
50
é feita com auxílio de um saca-polia.
As garras desta ferramenta deverão ficar apoiadas diretamente na
face do anel interno. (Com interferência no eixo)
Na falta de um saca-polias, pode-se usar um punção de ferro
ou de metal relativamente, com ponta arredondada, ou
outra ferramenta similar.
O punção deverá ser aplicado na face do anel interno.
O rolamento não deverá, em hipótese alguma, receber golpes
diretos de martelo
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Desmontagem: (Com interferência na caixa)
Por exemplo: Como emuma roda, ele poderá ser desmontado como
auxílio de um pedaço de tubo metálico (caneca) com faces planas e
livres de rebarbas. Uma das extremidades do tubo é apoiada no anel
externo, enquanto a extremidade livre recebe golpes de martelo.
¤ Um exemplo:
51
Conforme figura anexa há ressaltos entre os rolamentos, de-
ve-se usar um punção de ferro ou de metal relativamente mole
com ponta arredondada, ou ferramenta similar.
Os esforços deverão ser aplicados sempre no a nel externo.
¤ Outro exemplo:
O conjunto do anel interno de um
rolamento autocompensador de rolos ou
de esfera pode ser desalinhado.
O desalinhamento permite o uso de
umsaca-polias no anel externo.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
52
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
Não girar os rolamentos antes de limpá-
los. A sujeira pode causar arranhamento
grave
Enxaguá-los em
solvente, óleo ou
querosene limpos
Embeber os
rolamentos
completamente em
solvente
Melhor do que balde é uma cesta.
Colocar somente uma camada de
rolamentos. Evitar que a cesta toque no
fundo do tanque
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Aceitável – Mas não deixar girar
pela força do ar. Segurar ambos os
anéis. Usar ar limpo e seco.
53
Segurar assim o rolamento
limpo, quando girando a
pista externa durante a
inspeção
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
É aconselhável borrifar óleo com um bom
equipamento. Usar filtro na tubulação de ar.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Após a limpeza , colocar os
Para guardar durante mis tempo,
revestir todas as superfícies com uma
graxa protetora fina.
Não manuseie mais do que o
necessário antes de engraxar.
54
Cortesia de Anti-Friction Bearing Manufacturers Asociation, Inc.
Após a limpeza , colocar os
rolamentos saturados de óleo em
caixa tampada, se os mesmos vão ser
usados em breve.
Qualquer bandeja ou caixa servirá,
se fechar bem.
Caso contrário os que são enviados
ao lixo, cortá-los ao maçarico.
- ANTI-FRICÇÃO - MONTAR
Montagem com interferência no eixo :
A montagem com interferência no eixo, segue os seguintes
passos : Lubrificar o assento do mancal.
Posicionar o mancal sobre o eixo com auxílio do martelo.
Os golpes não devem ser aplicados diretamente no mancal e
sim no tubo metálico adaptado ao anel interno.
55
- Montagem com interferência no eixo :
A montagem com interferência no eixo, segue os seguintes passos :
Usar as roscas internas ou externas, porventura existentes no
~ eixo, para a montagem. Usar
prensas mecânicas ou hidráu-
licas para montar mancais
pequenos e médios
- ANTI-FRICÇÃO - MONTAR
1 Montagem com interferência no eixo :
Aquecer os rolamentos grandes em banho de óleo numa tempera
tura entre 100ºC e 130ºC e colocá-los rapidamente no eixo antes de es-
friarem. Se o mancal for de construção lubrificado para vida, ele não
deverá ser aquecido. Neste caso esfria-se o eixo. Contudo, convém sa-
lientar que há aços que sofrem modificações estruturais permanentes
56
lientar que há aços que sofrem modificações estruturais permanentes
quando esfriados; portanto cuidado.
C Montagem com interferência na caixa :
Usar um pedaço de tubo metálico contra a face do anel
externo após a lubrificação das partes a serem montadas.
Cuidar para que o mancal de anti-fricção não fique desalinha-
do em ralação à caixa.
Utilizar uma prensa hidráulica ou mecânica.
Aquecer a caixa para a montagem de mancais de
anti-fricção grandes.
- MANUTENÇÃO -
Armazenamento :
A manutenção se inicia no armazenamento. Devemos protegê-lo contra corrosão; que é
um processo de ataque a superfície do aço carbono quando exposta a atmosfera, reagem
com o oxigênio, formando uma película de óxido de ferro. Fatores acelerado-res :-
umidade relativa do meio (U.R.) - cloro - enxofre - ácidos - etc..
Normalmente, quando a umidade relativa do ar se mantém abaixo de 50% U.R. a
20ºC, não acontece a corrosão. Quando a temperatura do meio diminue, a (U.R.)
aumenta.
57
Regras simples de estocagem.
A) Não armazene rolamentos diretamente no chão(a U.R. é bem maior)
B) As embalagens recebidas estão semdanificações. Recupere-as.
C) Obedeça a regra - “1º ENTRAR 1º ASAIR”
D) Não armazene rolamentos ao lado de zonas insalubres (enxôfre, ácidos, etc.)
E) Rolamentos de baixa movimentação, devem ser estocados separadamente, em uma
área à parte. Instale na mesma um barômetro e lâmpadas elétricas para controle da U.R.
F) Não estoque próximo a enxofre, cloro, ácidos, tubulação de água ou vapor e ar
comprimido. Também próximo a janelas, pois, a luz solar incidente acarretará
escoamento do fluido protetor, mesmo dentro das embalagens.
- MANUTENÇÃO -
Uso :
G) Armazene-os deitados, em pilhas, c/ altura permitida pela resistência das embalagens
dos rolamentos inferiores.
H) Mantenha sempre as prateleiras isentas de pó, pois com a umidade o pó age
hicroscopicamente oxidando-os.
58
Durante o uso devemos manter lubrificante livre de contaminações, diluição, impurezas e
partículas estranhas.
Obedecer os períodos de relubrificação, rolamento s/ lubrificação significa desgaste
excessivo e vida útil menor.
Deve-se operar a máquina semcausar choques ou vibrações.
Estes transmitidos ao rolamento, podem dar como resultado trincas da esfera, do anel
ou depressões, inutilizando o rolamento.
Quando se conserta uma máquina por solda, deve-se assegurar que ela esteja bem
aterrada. Isto poderá soldá-los ou deixar marcas de queimadura localizada.
- MANUTENÇÃO -
g Amaciamento :
Antes de colocar em funcionamento, lubrifica-se o rolamento. Nunca remova a
proteção do rolamento, deixe que a lubrificação circule e retire esta película jun-
tamente com alguns resíduos de impureza que ficam durante a montagem.
59
.
tamente com alguns resíduos de impureza que ficam durante a montagem.
Deve-se deixar circular o lubrificante durante algum tempo, para que possa
atingir todos os pontos, antes do rolamento receber a carga.
Em circuitos com lubrificação centralizada, o fluido demora para chegar do
cárter até ao rolamento; por isso recomendamos, não ligar a máquina de “chofre”
com carga.
Observe inicialmente a elevação de temperatura dos rolamentos com a má-
quina em funcionamento com carga. Acompanhe a curva de temperatura.
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
60
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
61
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Impactos na Instalação
62
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Entrada de fluido de corte
63
Instalação inadequada
Desalinhamento na Instalação
Lubrificação deficiente
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
64
Carga axial excessiva
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Ampliação 500 x
Lubrificação deficiente
65
Lubrificação deficiente
Próximo a borda
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Escorregamento do rolo por acelerações e
desacelerações repentinas
66
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Rompimento do filme devido a carga excessiva
67
Impurezas arrastadas
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Excesso de graxa nos rolos
68
Lubrificação deficiente
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Lubrificação deficiente
69
Lubrificação deficiente
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Excesso de carga
Choques durante a instalação
70
Cargas repetidas
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Desalinhamento da instalação
71
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Choques durante
o manuseio
Choque intenso
72
Choque intenso
durante a instalação
Deformação e desgaste
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Calor anormal devido ao atrito
73
Calor anormal devido a
lubrificação deficiente
Escamamamento carga ou choque
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
Calor anormal devido a não rotação anel externo
74
Grande tensão gerada pelo atrito do anel externo e
o eixo
- ANTI-FRICÇÃO - INSPEÇÃO
E
R
R
O
R
:

s
t
a
c
k
u
n
d
e
r
f
l
o
w
O
F
F
E
N
D
I
N
G

C
O
M
M
A
N
D
:

~
S
T
A
C
K
: