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Características Técnicas dos Condutores de Energia e Cabos Eléctricos

C

apítulo

V

Cabos nus para Transporte de Energia Eléctrica

C

apítulo

V .I

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AL5/ST1A. AL1/ST2B. AL4 e AL5. Da nossa gama de fabrico salientam-se as seguintes construções: . — Economia: o baixo preço associado à sua estabilidade no tempo fazem com que o alumínio seja o metal eleito por excelência para a aplicação nas linhas aéreas. 205 GUIA TÉCNICO . AL1/AL4 e AL1/AL5 A preferência do alumínio. dado que são reduzidos o número de apoios e de materiais acessórios necessários à montagem.Condutores de alumínio AAC (all aluminium conductors) – designados por AL1 . cuja aplicação está hoje generalizada.Condutores de alumínio com alma de aço ACSR (aluminium conductors steel reinforced) – designados por AL1/ST1A.1. a razão entre as suas secções será igual a 1. Este facto conduz a uma instalação mais económica.designados por AL2. . AL4/ST1A. quer do ponto de vista técnico quer económico. para um condutor de alumínio apresentar uma resistência eléctrica (ou condutividade) idêntica a outro de cobre.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5. ou suas ligas. AL3/ST1A.Condutores de liga de alumínio AAAC (all aluminium alloy conductors) . — Relação resistência mecânica / peso: o quadro 67 contém os valores da tensão limite de ruptura para os condutores de alumínio trefilado duro e cobre trefilado duro. com igual resistência eléctrica. nas linhas aéreas de transporte de energia. em detrimento do cobre.Introdução A Solidal e Quintas Condutores fabricam actualmente condutores nus de cobre e alumínio associado ou não a outros metais tais como liga de alumínio. AL3.Condutores de cobre . Como a secção do condutor de alumínio tem um valor 1. AL1/ST4A e AL1/ST5E . Salientamos as seguintes considerações: — Relação condutividade eléctrica / peso: da análise do quadro abaixo podemos concluir que.1 . quando utilizado nos condutores das linhas aéreas nuas. além de permitir menores flechas para os condutores. e quase em exclusivo. Desde que seja necessária uma resistência à ruptura elevada são incluídos fios de aço na composição do cabo.1.Condutores de liga de alumínio com alma de aço AACSR (aluminium alloy conductors steel reinforced) – designados por AL2/ST1A.Condutores de alumínio com alma de liga ACAR (aluminium conductors alloy reinforced) designados por AL1/AL2. AL1/AL3.6 vezes superior à do condutor de cobre.6 e como consequência dos seus pesos específicos o condutor de alumínio terá 48% do peso do condutor de cobre. obtemos uma tensão limite de ruptura idêntica para ambos os condutores nesta situação. deve-se às vantagens que o primeiro oferece. .Cabos nus para Transporte de Energia Eléctrica 5. AL1/ST3D. proporcionando-lhe assim uma relação resistência mecânica / peso com valores superiores. aço galvanizado e aço coberto a alumínio do tipo ACS (aluminium clad steel).

Características físicas. 206 GUIA TÉCNICO . de acordo com o indicado no quadro 68. No quadro 68 são descritos os quatro casos.2 . A aplicação da massa protectora pode ser efectuada através de quatro casos distintos. eléctricas e mecânicas 5.1.CAPÍTULO V Quadro 67 .Protecção dos condutores contra a corrosão Quando sujeitos a ambientes desfavoráveis e quando solicitado. os condutores poderão ser protegidos contra a corrosão através da aplicação de uma massa neutra protectora.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 68 .Aplicação de Massa Protectora nos cabos GUIA TÉCNICO 207 .

25 π (D02 – nada2 .(na – n0) da2 – ns ds2 ) Caso 3: Vg = 0. o diâmetro externo do condutor. o número de fios de aço no condutor. o número de fios da última camada do condutor.25 π nsds2 Sendo: Vg Do Ds da ds na n0 ns o volume de massa no condutor. Mg K o factor que depende do tipo de condutor. o diâmetro do núcleo de aço. 208 GUIA TÉCNICO . o volume de massa para cada caso atrás referido é dado pelas seguintes equações: Caso 1: Vg = 0. é possível expressar a quantidade total de massa protectora num condutor através da relação seguinte: Mg = kda2 Sendo: a quantidade de massa protectora (kg/km).125 n0 (D0 – da )2 sin (360/n0) – 0. Dado que existe uma relação geométrica entre os parâmetros destas equações.CAPÍTULO V Cálculo da quantidade de Massa Protectora Assumindo que a massa protectora preenche na totalidade os espaços entre os fios do condutor. por unidade de comprimento. o diâmetro dos fios de aço. o número de fios de alumínio no condutor. da densidade da massa protectora e do preenchimento (relação de volume teórico).ns ds2 ) Caso 4: Vg = 0.25 π (Ds2 – nsds2) Caso 2: Vg = 0.125 π (2na – n0 – 2)da2 – 0.25 π (D0 – 2da2) . o diâmetro dos fios de alumínio da última camada.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 69 .87 g/cm3 e um factor de preenchimento de 0. GUIA TÉCNICO 209 .Coeficientes k para quantidade de massa protectora nos cabos Nota: os valores de k indicados na tabela para os 4 casos de aplicação de massa protectora baseiam-se numa densidade de 0.8.

3 .Cabos de Alumínio do tipo AAC Aplicações: Os cabos de alumínio são normalmente usados em linhas aéreas. Normas de referência: EN 50889 EN 50182 Construção: Os cabos de alumínio são condutores cableados concêntricos.1. compostos de uma ou mais camadas de fios de alumínio do tipo AL1.CAPÍTULO V 5.Composições dos condutores de alumínio 210 GUIA TÉCNICO . Quadro 70 .

AL1 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 211 .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio usados em Inglaterra .Quadro 71 .

Características Técnicas dos Cabos de Alumínio usados em Espanha .212 Quadro 72 .AL1 GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .

AL1 GUIA TÉCNICO 213 .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio usados em Alemanha .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 73 .

4 .CAPÍTULO V 5.1. AL3. São usados normalmente em substituição dos cabos AAC quando se pretende uma maior resistência mecânica. Quadro 74 .Cabos de Liga de Alumínio do tipo AAAC Aplicações: Os cabos de liga de alumínio são normalmente usados em linhas aéreas. Normas de referência: EN 50183 EN 50182 Construção: Os cabos de liga de alumínio são condutores cableados concêntricos. e dos cabos ACSR quando se pretende igualmente uma maior resistência à corrosão. AL4 ou AL5. compostos de uma ou mais camadas de fios de liga de alumínio do tipo AL2.Composições dos cabos de liga de alumínio 214 GUIA TÉCNICO .

AL3 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 215 .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados em Inglaterra .Quadro 75 .

216 Quadro 76 .AL5 GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados em Inglaterra .

Quadro 77 .AL2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 217 .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados em Espanha .

218 Quadro 78 .AL3 GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados na Alemanha .

Quadro 79 .AL4 Quadro 80 .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados em França .Características Técnicas dos Cabos de Liga de Alumínio usados em Portugal .AL4 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 219 .

Cabos de Alumínio com Alma de Aço do tipo ACSR Cabos de Alumínio com Alma de ACS do tipo ACSR/AW Aplicações: Os cabos de alumínio com alma de aço são normalmente usados em linhas aéreas. Quadro 81 . Normas de referência: EN 50189. ST4A.CAPÍTULO V 5. ST5E ou de ACS (aço coberto a alumínio) do tipo 20 SA. Devido às numerosas combinações possíveis de fios de alumínio e aço. ST3D. EN 61232. pode-se variar a proporção dos mesmos. e um núcleo (alma) de aço galvanizado de alta resistência do tipo ST1A. EN 50889. a fim de se obter a melhor relação entre capacidade de transporte de corrente e resistência mecânica para cada aplicação.5 . EN 50182 Construção: Os cabos de alumínio com alma de aço ou ACS são condutores cableados concêntricos.1. compostos de uma ou mais camadas de fios de alumínio do tipo AL1.Composições dos cabos de alumínio com alma de aço ou ACS 220 GUIA TÉCNICO . ST2B.

Quadro 82 .AL1/ST1A Quadro 83 .AL1/20SA CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 221 .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados em Portugal .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de ACS usados em Portugal .

222 Quadro 84 .AL1/ST1A GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados em Inglaterra .

Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados em Espanha .Quadro 85 .AL1/ST1A CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 223 .

Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados na Alemanha .224 Quadro 86 .AL1/ST1A GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .

AL1/ST6C CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 225 .AL1/ST1A Quadro 88 .Quadro 87 .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados em França .Características Técnicas dos Cabos de Alumínio com Alma de Aço usados em França .

AL3.1. AL4 ou AL5. ST3D.CAPÍTULO V 5. com a substituição dos fios de alumínio AL1 por fios de liga de alumínio AL2. ST2B. São normalmente indicados para grandes vãos onde é impraticável a utilização de torres intermediárias. a fim de se obter a melhor relação entre capacidade de transporte de corrente e resistência mecânica para cada aplicação. Normas de referência: EN 50183. Quadro 89 .6 .Cabos de Liga de Alumínio com Alma de Aço do tipo AACSR Aplicações: Os cabos de alumínio com alma de aço são normalmente usados em linhas aéreas.Composições dos cabos de liga de alumínio com alma de aço 226 GUIA TÉCNICO . ST4A ou ST5E. EN 50189. pode-se variar a proporção dos mesmos. Devido às numerosas combinações possíveis de fios de liga de alumínio e aço. São cabos semelhantes aos ACSR. EN 50182 Construção: Os cabos de liga de alumínio com alma de aço são condutores cableados concêntricos. AL4 ou AL5. e um núcleo (alma) de aço galvanizado de alta resistência do tipo ST1A. existindo por isso a necessidade de utilização de cabos com maior resistência mecânica. compostos de uma ou mais camadas de fios de liga de alumínio do tipo AL2. AL3.

Quadro 90 .Características Técnicas dos Cabos de Liga Alumínio com Alma de Aço usados em Inglaterra .AL5/ST1A Quadro 91 .Características Técnicas dos Cabos de Liga Alumínio com Alma de Aço usados em Espanha .AL2/ST1A CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 227 .

228 Quadro 92 .AL3/ST1A GUIA TÉCNICO CAPÍTULO V .Características Técnicas dos Cabos de Liga Alumínio com Alma de Aço usados na Alemanha .

Características Técnicas dos Cabos de Liga Alumínio com Alma de Aço usados em França .AL4/ST6C CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 229 .Quadro 93 .

7 . Um cabo AAC em serviço permanente e a uma temperatura de 100 °C sofrerá. sq.) 230 GUIA TÉCNICO Intensidade de Corrente Admissível (a) . ao fim de alguns meses. Gráfico 19.in. As curvas de elevação da temperatura que apresentamos nos gráficos 19 a 21. Nenhuma acção de recozimento é notada nos fios de alumínio até uma temperatura de 75 °C. nomeadamente a resistência à tracção e o alongamento. AWG ou MCM.61 m/s.Curvas de Elevação da Temperatura A intensidade de corrente máxima admissível num cabo aéreo nu está limitada pela elevação da temperatura desse cabo (até ao valor máximo permitido pelo metal constituinte) provocada pela passagem dessa corrente. Já num cabo ACSR essa redução não será superior a 5% devido à presença do aço na composição do mesmo. uma redução até 10% do seu limite de ruptura provocada pelo recozimento.61 m/s perpendicularmente ao cabo) Elevação da Temperatura (0C acima de 400C ambiente) Secção do Cabo (mm2.Curvas de Elevação da Temperatura dos Cabos AAC (Velocidade do vento 0.CAPÍTULO V 5. A temperatura máxima admissível num condutor nu não deve provocar alterações das propriedades mecânicas exigíveis para os metais constituintes.1. mesmo ao fim de um tempo em serviço prolongado. considerando o vento a incidir transversalmente sobre o cabo e com uma velocidade de 0. e até 100 °C o recozimento produzido é fraco. fornecem a intensidade de corrente admissível nos cabos AAC e ACSR em função da elevação da temperatura desses acima de 40 °C (temperatura ambiente).

61 m/s perpendicularmente ao cabo) Intensidade de Corrente Admissível (A) Elevação da Temperatura (oC acima de 40oC ambiente) Secção Total do Cabo (mm2) GUIA TÉCNICO 231 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Gráfico 20 .Curvas de Elevação da Temperatura dos Cabos ACSR (Medidas Canadianas) (Velocidade do vento 0.

Curvas de Elevação da Temperatura dos Cabos ACSR (Medidas Inglesas) (Velocidade do vento 0.Gráfico 21 .61 m/s perpendicularmente ao cabo) Intensidade de Corrente Admissível (A) Elevação da Temperatura (oC acima de 40oC ambiente) Secção Total do Cabo (mm2) .

II .Cabos de Guarda com Fibra Óptica Incorporada C apítulo V .

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transparência protocolar e fiabilidade. estimulou o desenvolvimento de infraestruturas suportadas por fibra óptica.1 .Fibra óptica: Conceitos básicos e perspectivas de evolução 5. rodeado por um tubo do mesmo material base (bainha –índice de refracção n2) mas com um índice de refracção ligeiramente inferior .2.2. * Também designado por O.1 . optimizaram a exploração das capacidades intrínsecas a esta tecnologia: largura de banda.Cabos de Guarda com Fibra Óptica Incorporada* 5. o desenvolvimento de equipamentos activos (amplificadores em fibra.P.2.Introdução A crescente procura de serviços multimédia verificada na última década. Figura 27 .. 5. GUIA TÉCNICO 235 . multiplexadores.2. resulta de grosso modo de um processo de confinamento da mesma ao longo de guia de onda constituído por um cilindro de vidro central (núcleo – índice de refracção n1).W.) associado a uma evolução da própria fibra óptica. (optical power ground wire). O confinamento é assegurado por um processo de reflexões internas totais na interface do núcleo com a baínha da fibra óptica (Figura 28). Em paralelo.1..1.2.2..2 .G.1.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5.Propagação do raio luminoso – análise geométrica A transmissão de luz nas fibras ópticas.1 .Conceitos básicos 5. lasers DFB.Figura 27.Estrutura base de uma fibra óptica com um perfil de índice de refracção em degrau.

Para um raio luminoso que se propaga de uma região de índice de refracção n1 para uma outra região com um menor índice de refracção (n2).2. Assim a condição de propagação de um raio luminoso que incide na interface núcleo/bainha com um angulo θ é: sin (θ ) > sin (θ c ) ⇒ θ >θ c 5. quer a absorção associada à presença de água (iões OH.Reflexão interna na interface núcleo/bainha.CAPÍTULO V Figura 28 . O limite da reflexão interna total ocorre quando θt=90º: (1) sin (θ i ) = n2 n1 (2) Para esta situação limite o ângulo de incidência é designado por ângulo crítico θc. (iii) Espalhamento (“Scattering”) Quer a absorção devida aos materiais intrínsecos à própria fibra.2. a relação entre os ângulos apresentados na Figura 28 é dada pela Lei de Snell: n1 sin (θ i ) = n 2 sin (θ t ) onde θi: ângulo de incidência θt: ângulo de transmissão.) e de outras impurezas 236 GUIA TÉCNICO . (ii) Absorção pelas impurezas.Atenuação (3) Os mecanismos físicos básicos que contribuem para a atenuação da potência óptica transmitida ao longo da fibra são de grosso modo: (i) Absorção intrínseca.2 .1.

Comportamento espectral do coeficiente de atenuação de uma fibra óptica standard.. O fenómeno de espalhamento de Rayleigh resulta de variações microscópicas (numa escala muito inferior ao comprimento de onda da luz) da densidade dos vários compostos utilizados na fabricação da fibra óptica. O comportamento espectral do coeficiente de atenuação associado a este fenómeno é dado por: α Rayleigh = C λ4 λ (4) onde C: constante intrínseca à fibra λ: comprimento de onda O coeficiente de atenuação total (α) para uma determinada fibra óptica é definido como: P = P0 exp[−α L ] (5) onde P0: potência óptica injectada na fibra P: potência óptica no final de um percurso óptico de comprimento L O comportamento espectral de uma fibra óptica é apresentado na Figura 29. Ni.. GUIA TÉCNICO 237 . Cu.). têm um comportamento espectral definido quer pela vibração atómica quer pela condição de ressonância electrónica associada a esse elemento..CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS inerentes ao processo de fabricação das fibras ópticas (tais como metais de transição – Fe. Figura 29.

4 . provocando o alargamento temporal do mesmo.1. A dispersão total para uma fibra monomodo é dada pelo somatório destes dois tipos de dispersão (Figura 30).2. No caso particular da propagação de um único modo – fibras monomodo. Figura 30 .2. Assim cada componente espectral deste sinal demora um determinado tempo a percorrer a via óptica. A dispersão do guia de onda é determinada pela fracção de luz propagada através da bainha. a velocidade de propagação não é constante para a gama de comprimentos de onda em questão. 238 GUIA TÉCNICO . Como cada componente espectral deste sinal “vê” a fibra com um índice de refracção específico. 5. A dispersão material está associada à natureza multi-cromática de um determinado sinal óptico que se propaga ao longo de uma fibra.Dispersão modal de polarização (PMD) Uma fibra óptica concebida para a propagação de um único modo (modo fundamental) não é verdadeiramente monomodo. já que na realidade esta fibra suporta dois modos degenerados polarizados num plano ortogonal ao eixo da fibra (Figura 31).CAPÍTULO V 5.3 .2.1. e como o índice de refracção da bainha é diferente do índice de refracção do núcleo.2. então os modos propagadores nestas duas regiões viajam com velocidade distintas.Comportamento espectral das componentes da dispersão cromática.Dispersão cromática As várias componentes espectrais de um sinal óptico percorrem a mesma distância ao longo de uma fibra óptica em intervalos de tempo distintos. Numa fibra óptica multimodo este fenómeno é explicado pela propagação em diferentes modos com geometria de propagação distinta: dispersão inter-modal. a dispersão do sinal resulta de aspectos intra-modais: Dispersão material e dispersão do guia de onda.

) presentes ao longo do tempo de vida do cabo de fibra óptica. bem como vários aspectos físicos (temperatura.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Numa situação ideal a fibra óptica seria um guia de onda com uma simetria perfeitamente circular e com um perfil de índices de refracção uniforme ao longo de toda a sua extensão. Esta diferença é conhecida por birrefringência: B =n x −n y (6) ni representa o índice de refracção efectivo no plano i. determinadas pela diferença entre os índices de refracção efectivos nestes dois planos. Figura 31 . tensões mecânicas. Assim os dois modos polarizados em planos ortogonais propagam-se com velocidades distintas. determinam um comportamento aleatório destas assimetrias... GUIA TÉCNICO 239 ..A perspectiva de uma fibra óptica como uma sequência aleatória de vários elementoscom uma determinada birrefringência. Na realidade as imperfeições inerentes ao processo de fabrico. determina um atraso temporal ∆τ entre os dois ao fim de um percurso óptico com uma extensão L: ∆τ = L L − = L ∆β vgx vg y (7) onde vgi: velocidade de grupo no eixo i ∆β: variação da constante de propagação associada à birrefringência. A diferença entre as velocidades de propagação dos dois modos.

CAPÍTULO V Como uma fibra óptica real pode ser considerada uma sequência aleatória de elementos com um birrefringência específica (Figura 31). a dispersão dos modos de polarização (PMD) resulta de uma análise estatística do comportamento de ∆τ. e embora a janela de 1550 nm permita reduzir o número de amplificadores de sinal em relação à janela de 1310 nm. Assim a unidade indicada para o valor do PMD é dada em ps/√km. enquanto que os níveis de dispersão cromática são mínimos na janela de 1310 nm. o atraso entre os dois modos de polarização não tem um comportamento linear relativamente ao comprimento da fibra. Assim. Uma boa regra para evitar este tipo de situações consiste em manter o valor de ∆τ em níveis inferiores a 10% do período do bit.652) os valores mais baixo de atenuação encontram-se na janela de 1550 nm. esta última garante um maior débito (maior 240 GUIA TÉCNICO . 5.2. Os efeitos mais nefastos do PMD resultam do alargamento dos impulsos ópticos num sistema de telecomunicações digitais por fibra óptica. desencadeou nos operadores de telecomunicações uma procura de soluções que permitissem optimizar a capacidade das fibras e a redução do número de conversores óptico/eléctrico/óptico nas rotas implementadas.3 . O gráfico 22 apresenta os níveis máximos de dispersão para vários tributários de uma arquitectura SDH (“Synchronous Digital Hierarchy”).Evolução da fibra óptica A explosão do número de utilizadores da Internet em meados nos anos 90. Numa fibra monomodo standard (ITU-T G.Dispersão máxima para várias taxas de débito.1. resultando num aumento significativo do BER (“Bit-error-rate”). Este fenómeno pode provocar interferências inter-digitais. Devido ao seu carácter estatístico. Gráfico 22 .

respectivamente.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS número de canais) para uma mesma distância entre regeneradores de sinal. permitiu aumentar significativamente a distância entre os conversores óptico/eléctrico. Este fenómeno é responsável pelo aparecimento de réplicas da sequência dos canais originais deslocadas em comprimento de onda (Figura 33). O advento da tecnologia de amplificadores em fibra dopada com Érbio (EDFA) e a utilização de arquitecturas com multiplexagem em comprimento de onda (WDM). cuja construção permitia deslocar para a janela de 1550 nm os comprimentos de onda com dispersão cromática nula (Figura 32). revelaram-se incompatíveis com a utilização de arquitecturas WDM e particularmente DWDM (“Dense Wavelength Division Multiplexing”). A situação ideal seria conciliar numa mesma janela estas duas valências.Curvas de dispersão – fibra monomodo standard e com dispersão deslocada. o fenómeno conhecido como “Four Wave Mixing” (FWM) é o mais prejudicial para arquitecturas DWDM com canais equiespaçados. A primeira abordagem surgiu com a fibra monomodo com dispersão deslocada (ITU-T G. revelou-se incompatível com a utilização das fibras ópticas monomodo com dispersão deslocada. Os efeitos são particularmente acentuados quando os novos canais se propagam à mesma velocidade dos canais originais. GUIA TÉCNICO 241 . situação natural quando a distribuição espectral destes canais coincide com a janela de dispersão cromática nula. Figura 32 . e um melhor aproveitamento da largura de banda. De todos os efeitos não lineares.653). Isto porque os efeitos não lineares associados aos elevados níveis de potência óptica gerados pelos EDFAs. No entanto o resultado da conjugação destas duas tecnologias.

permitiu uma redução adicional dos efeitos não lineares através da diminuição da densidade de potência no núcleo das fibras. surgiu em meados dos anos 90 uma nova fibra monomodo com dispersão deslocada. Mais recentemente o desenvolvimento de uma nova versão da NZDSF com um maior núcleo LCF (“Large Core Fibers”). de forma a introduzir uma ligeira dispersão suficiente para limitar fenómenos como o FWM (Figura 34). Com o intuito de minimizar estes efeitos. Figura 34: Dispersão cromática deslocada para a janela de 1550 nm.CAPÍTULO V Figura 33 . Neste tipo de fibra óptica o comprimento de onda de corte de dispersão cromática nula é desviado da gama de funcionamento dos EDFA.Sistema de 6 canais DWDM a 100 GHz.6 nm estão a tracejado de forma a visualizar os sinais parasitas gerados por FWM (mais claro). Os canais a 1530 nm e 1531. 242 GUIA TÉCNICO . mas com o comprimento de onda de dispersão nula deslocado da zona de operação – NZDSF (“Non-Zero Dispersion Shifted Fiber”).

2 .2. e do valor da velocidade de propagação da luz na fibra (determinada pelo conhecimento do índice de refracção do núcleo da fibra): (1) onde: t – tempo de vôo do impulso óptico. o OTDR (“Optical Time Domain Reflectometer”) tornou-se um dos instrumentos mais versáteis na caracterização de fibras e redes ópticas.2.2.1 . para depois recolher informação de uma pequena fracção dessa luz que é reflectida na sua direcção. e n – índice de refracção da fibra. Diagrama de blocos genérico de um OTDR.2. ou “assinatura” do percurso óptico.2. O OTDR determina a posição do acontecimento reflectivo a partir tempo de vôo dos impulsos de luz (OTDR→acontecimento→OTDR).CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5.2 . GUIA TÉCNICO 243 . A informação obtida desta forma permite elaborar um diagrama da potência óptica reflectida em função da distância. Figura 35.Introdução Desde o seu aparecimento na década de 70. para a fibra óptica a testar. O seu funcionamento pode ser entendido como um “radar” óptico que envia impulsos de luz para uma fibra óptica. c – velocidade da luz no vazio ( ≅ 3 × 10 8 m s ). Uma fracção muito pequena desta radiação é reflectida na direcção do OTDR onde é captada por um detector de elevada sensibilidade (Figura 35).Fundamentos de reflectometria óptica temporal (OTDR) 5.Princípio de funcionamento Uma fonte de luz (LASER) envia impulsos de luz de alta potência e curta duração (10 ns – 10 µs). L= ct 2n 5. O diagrama da distribuição espacial de potência óptica é frequentemente denominado por padrão de “backscatter”.

etc). A diferença entre os níveis de potência destes patamares imediatamente antes e depois de um dado acontecimento determina o valor da perda introduzida (Figura 37). interfaces fibra-ar. e os não-reflectivos – acontecimentos responsáveis pela introdução de perdas num percurso óptico sem descontinuidades (micro-curvaturas. provocados por um fenómeno de dispersão de luz que está na base do princípio de funcionamento do próprio OTDR. e respectivas assinaturas no padrão de “backscatter”. Figura 36 .CAPÍTULO V O monitor do OTDR mostra a curva da potência reflectida em função da distância. no qual podemos distinguir dois tipos de acontecimentos: os reflectivos . A ligação entre estes acontecimentos é feita por patamares de decaimento uniforme de potência óptica. etc). juntas por fusão. A Figura 36 mostra um padrão de “backscatter” genérico. e o valor do coeficiente de atenuação (obtido pela razão: perda de potência/distância). A partir desta distribuição espacial de potência é possivel calcular a perda introduzida entre dois pontos. 244 GUIA TÉCNICO .associados a descontinuidades do índice de refracção que provocam reflexões de Fresnel (conectores.Alguns dos acontecimentos mais vulgares numa fibra óptica.

Uma banda dinâmica superior permite monitorar troços de fibra mais longos.e.Parâmetros que condicionam a medição 5.2.2. Por definição a banda dinâmica para um dado comprimento de onda de funcionamento e largura dos impulsos ópticos. e consequentemente detectar acontecimentos normalmente ocultados pelo ruído electrónico.2. Esta diferença pode ser especificada em relação ao valor RMS (“root-mean-square”) do patamar de ruído ou em relação ao seu valor de pico (Figura 38). corresponde à diferença (em décibeis) entre o nível inicial da potência óptica reflectida e o patamar de ruído.3 . “Assinatura” característica de um acontecimento não reflectivo (p.Padrão de “backscatter” registado num OTDR sem banda dinâmica suficiente. 5. Banda dinâmica A banda dinâmica é uma espécie de figura de mérito utilizada para indicar a capacidade de medida de um OTDR.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Figura 37. junta por fusão). GUIA TÉCNICO 245 . Figura 38 .2.1.3.

5. obtendo um padrão de “backscatter” de melhor qualidade (Figura 39).2 . No caso do operador do OTDR optar pela primeira solução deverá aumentar a duração do tempo de aquisição. O processador de sinal do OTDR realiza então uma média dos valores correspontes a uma determinada posição enquanto calcula a respectiva localização na fibra.O padrão de “backscatter” em função do tempo de aquisição. é de tal maneira reduzida que não permite tirar conclusões fundamentadas em relação a possíveis acontecimentos nessa zona (por exemplo a junta por fusão situada a 8400 metros do OTDR não é visível).2. aproveitando desta forma a natureza aleatória do ruído.1 .Duração do tempo de aquisição A sequência de impulsos reflectidos permite ao OTDR recolher durante um intervalo de tempo pré-determinado um certo número de valores de potência relativos a várias posições ao longo da fibra. Figura 39 . 5.3. Para optimizar a banda dinâmica de um OTDR é necessário reduzir o patamar de ruído. e/ou aumentar a potência do sinal injectado de forma a melhorar a relação sinal-ruído. Na segunda opção o operador deverá aumentar a largura do impulso óptico injectado pelo OTDR na fibra. Uma forma alternativa de obter 246 GUIA TÉCNICO .1.Largura do impulso óptico No ponto anterior foi discutido como a duração do tempo de aquisição pode influenciar a relação sinal-ruído da medição. o operador optimiza a relação sinal-ruído. Desta forma.2.2.2. no qual a diferença entre o nível do sinal reflectido pela extremidade da fibra mais afastada do OTDR e o patamar de ruído.CAPÍTULO V A figura 38 mostra um padrão de “backscatter”.3. Devido ao seu comportamento aleatório o ruído pode ser atenuado realizando várias médias sobre os vários valores de potência reflectida em função da distância.1. ao aumentar o tempo de aquisição do OTDR.

que esta solução impõe (este problema é discutido no ponto 5. aumentando a potência injectada na fibra.2).2.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS resultados semelhantes.Distribuição espacial de diferentes impulsos ópticos na fibra. GUIA TÉCNICO 247 .2.2. No entanto o operador deverá ter em conta a relação de compromisso entre a melhoria da banda dinâmica e a perda de resolução. Assim qualquer acontecimento associado a fortes reflexões (por exemplo.3. cortes perfeitos da fibra. Depois deste procedimento (efectuado para cada medição) o operador pode ainda selecionar impulsos ópticos de maior duração (Figura 40). Após a saturação o detector demora ainda um certo tempo para recuperar. Para tal. zona morta Enquanto que a banda dinâmica determina a extensão máxima da fibra a testar. 5. etc) provoca um súbito pico de potência que é suficiente para saturar o detector. o operador deve optimizar as condições de injecção da luz na fibra. consiste em melhorar o nível da potência óptica que chega ao detector do OTDR. prestando particular atenção à qualidade das juntas por conectores ou outros dispositivos que estabelecem a ligação óptica entre o OTDR e a fibra a testar.5 dB em relação ao patamar de “backscatter”. As zonas mortas representam intervalos de tempo (posteriormente convertidos em distâncias) em que o detector do OTDR permanece saturado. Este é o ponto a partir do qual o OTDR recupera a capacidade de medir a atenuação e as perdas.2. reflexões de Fresnel em juntas por conectores. Existem duas definições para zona morta (Figura 41): (i) zona morta de atenuação: distância entre o ínicio da reflexão e o ponto onde o detector recupera até 0. O sistema de detecção óptica do OTDR é concebido para um regime de funcionamento com níveis de potência muito baixos. a zona morta define a capacidade do OTDR distinguir dois acontecimentos sucessivos.Resolução espacial.3.2 . o que aumenta a extensão da zona morta. Esta opção permite melhorar a relação sinal-ruído sem dispender o tempo exigido pela solução discutida no ponto anterior. Figura 40 .

nos quais a largura determina a resolução máxima.Zona morta de um acontecimento reflectivo.CAPÍTULO V (ii) zona morta de um acontecimento: distância entre o início da reflexão e o ponto onde o detector recupera 1. 8 c – velocidade da luz no vazio ( ≅ 3 × 10 m s ). Para determinar o valor exacto da resolução é necessário ter em conta a largura de banda do detector e os intervalos de amostragem. A zona morta determina a capacidade do OTDR em distinguir dois acontecimentos sucessivos. Assim para melhorar a resolução do OTDR o operador pode selecionar impulsos mais estreitos. Tal como indica a expressão (2) a resolução espacial é de grosso modo definida pela largura dos impulsos ópticos. na condição da 248 GUIA TÉCNICO . A resolução espacial de dois pontos consecutivos é definida como: ∆z = τc 2n (2) onde: t – largura do impulso óptico. Figura 41 . definindo desta forma a sua resolução espacial.5 dB em relação ao pico de reflexão. n – índice de refracção da fibra. A partir deste ponto o OTDR ainda não consegue medir atenuação mas já é possivel identificar uma segunda reflexão. No entanto esta expressão só é válida para impulsos ópticos com uma forma rectangular.

4 . com impulsos ópticos de larguras distintas.b. 5. sensibilizado para o facto da intensidade da luz reflectida diminuir em função da distância. enquanto que os impulsos mais largos optimizam a banda dinâmica mas não permitem ao OTDR distinguir dois acontecimentos vizinhos. no entanto na última metade da extensão de fibra a relação sinal-ruído degradase consideravelmente. 1980): GUIA TÉCNICO 249 . e admitindo um comportamento linear na transmissão de potência óptica. Figura 42 . é vulgar surgirem no monitor do OTDR juntas por fusão que apresentam um “ganho” e não perda! O que não deixa de ser estranho para um operador de OTDR desprevenido.Impulsos mais estreitos (a) garantem melhor resolução mas prejudicam a banda dinâmica. ao utilizar impulsos mais largos o operador consegue ver a totalidade da fibra. Para um fibra com um perfil de índices de refracção em degrau.Análise bi-direccional O OTDR apresenta frequentemente valores de atenuação distintos em medicões realizadas nas duas extremidades da mesma fibra. Os impulsos mais estreitos (Figura 42.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS potência óptica associada permitir ainda uma banda dinâmica suficiente para uma medição correcta. na Figura 42. Os impulsos ópticos mais largos provocam o aumento das zonas mortas limitando desta forma a capacidade do OTDR distinguir dois acontecimentos muito próximos. Ao contrário.a) permitem ao operador distinguir dois acontecimentos próximos. mas os dois acontecimentos vizinhos deixam de ser perceptíveis. a intensidade (S) da luz recolhida pelo OTDR por “Rayleigh scattering” é dada pela seguinte expressão (Brinkmeyer.2. Na Figura 42 está representado o resultado da monitorização de uma fibra.2. Da mesma forma.

o padrão resultante apresentará neste ponto uma perda exagerada (Figura 43). n1: índice de refracção do núcleo da fibra. as condições de reflexão a montante da mesma serão diferentes das condições encontradas a jusante. l: comprimento de onda. então o padrão do OTDR apresentará um “ganho”. No caso particular de uma junta entre duas fibras com diâmetros modais ligeiramente diferentes. Quando o factor S da fibra a jusante da junta for superior ao da fibra a montante. e w a largura do campo modal.038 ⎜ 2 ⎟ ⎝ n1ω ⎠ 2 (3) em que. Outro tipo de fenómeno vulgar nos testes realizados com um OTDR. é conhecido como acontecimento “0 dB”. Assim a intensidade do sinal recolhido pelo OTDR depende de factores sujeitos a variações impostas pelas condições ambientais.A influência de diferentes propriedades de “backscattering” no cálculo das perdas em juntas por fusão.CAPÍTULO V ⎛ λ ⎞ S = 0. ao colocar o OTDR na outra extremidade da fibra. 250 GUIA TÉCNICO . colocando o OTDR nas duas extremidades da fibra óptica a testar. um teste bi-direccional permite revelar a localização da junta por fusão. Figura 43 . fica temporariamente “cego” e não consegue detectar os acontecimentos imediatamente a jusante. o que justifica o facto da mesma fibra apresentar valores de coeficiente de atenuação distintos. Estes acontecimentos são basicamente um “ganho” aparente em que o acréscimo de potência compensa as perdas reais. O valor correcto das perdas na junta por fusão é obtido pela média dos valores obtidos em cada medição. O detector satura com o pico de Fresnel desse acontecimento. Da mesma forma. fazendo desaparecer a junta do padrão de “backscatter” apresentado pelo OTDR. Para eliminar este problema o operador deverá realizar um teste bi-direccional. A análise bi-direccional permite ainda detectar acontecimentos até aí ocultados na zona morta de um acontecimento reflectivo. Novamente.

Figura 44 . e injectados de novo na fibra a testar.5 . obtidas por um teste bi-direccional. uma análise bi-direccional permite ainda testar extensões de fibra superiores às permitidas pela banda dinâmica do OTDR disponível. localizado numa distância múltipla ao acontecimento reflectivo que a provocou (Figura 45).2. nas juntas com descontinuidades físicas responsáveis por reflexões de Fresnel. Regra geral estes impulsos são de baixa intensidade sendo eliminados depois de percorridos alguns metros de fibra. com energia suficiente para serem reflectidas no conector de entrada do OTDR e provocar o aparecimento no padrão de “backscatter” de uma repetição ou eco. Na sequência desta operação.2.As duas curvas do padrão de “backscatter” de uma fibra. 5. Regra geral o próprio OTDR permite o alinhamento dos acontecimentos registados numa determinada direcção com os obtidos na direcção oposta. e respectiva localização.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Para além de garantir medições de atenuação mais rigorosas. GUIA TÉCNICO 251 . podem ser colocados topo-a-topo de forma a caracterizar a totalidade do troço de fibra óptica (Figura 44). os padrões obtidos das duas extremidades da fibra. Estas imagens “fantasma” podem ser eliminadas colocando um gel com índice de refracção semelhante ao do núcleo da fibra (“index matching gel”). Existem no entanto situações que implicam o aparecimento de fortes reflexões de Fresnel.Ecos Todos os impulsos ópticos que regressam ao OTDR são parcialmente reflectidos no seu conector de entrada. é elaborada uma tabela com os valores médios da atenuação para cada acontecimento. De facto.

CAPÍTULO V Figura 45 .Uma forte reflexão no ponto A (junta por conectores) provoca o aparecimento de uma imagem “fantasma” no ponto B (situado no dobro da distância de A). 252 GUIA TÉCNICO .

Cabo OPGW com tubo de aço-inox com fibras ópticas incorporadas.3 . em substituição de um dos fios da(s) camada(s) interior(s) do cabo (p.e. Para um dos mais populares modelos de cabo OPGW. A cablagem do tubo de aço-inox impõe uma trajectória em hélice para as fibras ópticas.2. o desenho da Figura 46). a deformação imposta pelo raio de curvatura é dado pela seguinte equação: (1) na qual d representa o diâmetro da fibra de vidro (mm) e P o passo da hélice (mm). Assim a sua concepção deverá minimizar a tensão mecânica nas fibras resultante de fenómenos mecânicos/térmicos. A tensão mecânica resultante é: (2) GUIA TÉCNICO 253 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5.O desenho de cabos OPGW e a sua influência no desempenho mecânico das fibras ópticas A componente eléctrica/mecânica dos cabos OPGW deverá prever a salvaguarda do desempenho da componente óptica dos mesmos. a unidade óptica resulta da introdução no processo de cablagem de um tubo de aço-inox com fibras ópticas. Para uma espiral com um diâmetro D. já que a componente eléctrica/mecânica é normalmente assegurada por uma combinação de fios de liga de alumínio e fios de aço cobertos por uma película de alumínio (ACS). Figura 46. Esta hélice determina a presença de um nível residual de tensão mecânica resultado da curvatura. A especificidade do desenho de um cabo OPGW é determinada pela unidade óptica.

É prática corrente considerar um nível de segurança correspondente a 1/5 do valor do proof-test das fibras. A redução do passo da hélice dos tubos ópticos permite optimizar o valor do excesso de fibra relativamente ao comprimento linear de cabo. dotando a unidade óptica com um excesso de fibra relativamente ao comprimento linear do cabo suficiente para absorver as deformações temporárias e permanentes do mesmo. A equação 2 permite avaliar o comportamento da tensão na fibra em função do passo de cablagem dos tubos e do diâmetro da respectiva hélice.65 mm < D < 8. o nível de tensão nas fibras durante o seu tempo de vida deverá ser mantido abaixo de 140 MPa. o valor da tensão mecânica introduzida nas fibras ópticas devido à hélice imposta pelos passos de cablagem mais curtos é bastante inferior ao limite de segurança (140 MPa) 254 GUIA TÉCNICO . Assim para um passo de cablagem entre 90 mm e 130 mm. Gráfico 23 . a tensão mecânica por curvatura nas fibras é representada pelo gráfico 23.CAPÍTULO V Em que E0 representa o módulo de elasticidade inicial da fibra (72 GPa) e α um factor de correcção relativo ao comportamento não-linear da relação tensão/deformação (tipicamente α = 6). Tal como indica o Gráfico 23. A tensão mecânica nas fibras deve ser mantida abaixo de um nível de segurança definido pelo proof-test das fibras e por processos de fadiga resultantes da propagação de micro-fissuras no vidro. enquadram-se dentro das práticas industriais correntes para este tipo de cabo OPGW.Nível de tensão nas fibras em função do passo de cablagem do tubo de aço-inox e diâmetro da hélice. assim como na perspectiva da obtenção de um excesso de fibra relativamente ao comprimento linear do cabo compatível com a margem de alongamento/contracção perspectivado para o cabo durante a sua vida útil. Para fibras submetidas a uma tensão de proof-test de 700 MPa. O diâmetro da hélice descrita pelas fibras no interior do tubo de aço-inox na solução representada na Figura 1 estará dentro do intervalo: 3. O eventual alongamento/deformação das fibras durante o tempo de vida do cabo poderá ser minimizado. para o cabo OPGW descrito na Figura 46 As gamas de passos de hélice sugeridas.25 mm.

Características Técnicas dos Cabos OPGW (núcleo óptico em ACS) Quadro 95 .Diversas composições dos Cabos OPGW 255 .Quadro 94 .Características Técnicas dos Cabos OPGW (núcleo óptico em ST) CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO Figura 47 .

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III .Cabos Isolados de Baixa Tensão C apítulo V .

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Cabos Isolados de Baixa Tensão 5. circulares ou sectoriais.Fita cintagem (Poliester) 4 . Os cabos LSVV monocondutores encontram grande aplicação nas canalizações de baixa tensão. cableados entre si (ex. as almas multisectoriais constituídas por 4 perfis sectoriais maciços de 90°. HD 603 S1 Tensão estipulada: 0. de secções superiores a 35 mm2 devem ser circulares para cabos monocondutores e circulares ou sectoriais para multicondutores. GUIA TÉCNICO 259 . 4x95=380 mm2 1 .LSXV) 3 .3 .LXV) ou da classe 1 (LSVV. A forma sectorial só pode ser utilizada nas secções nominais de pelo menos 25 mm2.Cabos isolados de baixa tensão com alma de Alumínio não armados Descrição: 1. LSVV) ou a PEX (LXV.Isolamento a PVC (LVV. B – Condutores maciços (Classe 1) As almas maciças. LSVV. de secções entre 10 e 35 mm2 devem ser circulares.Cabos não Armados do Tipo LVV. LSXV Normas de fabrico: CEI 60502 .Cabos com Alma Condutora de Alumínio A – Condutores Cableados (Classe 2) As almas condutoras.3.1 .Bainha exterior em PVC Utilização: Transporte e distribuição de energia. LSXV) 2 . são normalmente compactadas.6 /lkV Figura 48 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5. LXV. Há ainda. no caso dos monocondutores.Alma condutora da classe 2 (LVV. entre os terminais do transformadores e os quadros gerais de B T.1.

2 14.1 — 41.5 21.0 31.4 1.2 1.5 20.8 18.6 20.4 1.5 38.0 69.1 39.8 2.8 2.0 — 57.8 19.2 — — 420 560 600 800 1050 1350 1600 2000 2400 3100 3800 4900 — — 21.4 21.1 11.0 22.6 1.6 49.2 24.7 16.1 13.4 1.2 1.2 2.CAPÍTULO V Quadro 96 .4 2.6 25.7 14.4 37.0 17.8 2.4 39.7 16.4 34.0 24.8 36.6 2.2 2.4 23.8 2.6 20.Condutores Sólidos (LSVV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 480 600 740 do Isolamento (mm) 1.0 — 49.6 1.8 Ø (mm) 1 Condutor Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 10.5 44.2 49.2 42.0 23.7 26.8 52.6 — — — — 240 340 420 550 710 930 1100 1250 1660 2100 — 2600 — — — — 15.2 30.8 34.4 18.5 23.2 21.4 42.4 27.4 1.4 — — — — 330 470 580 780 1000 1320 1600 1950 2350 3100 — 3750 — — — — 17.0 23.7 38.2 1.4 — 28.5 25.0 2.9 37.6 44.4 37.0 1.1 34.2 41.0 18.6 1.4 15.4 42.8 36.9 45.6 2.0 140 190 230 300 380 470 570 690 850 — 1250 — 1580 2000 2350 2850 13.5 — — 500 600 700 950 1200 1650 2000 2350 2900 3800 4600 5800 — — Quadro 97 .8 Ø (mm) 1 Condutor Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 10.1 47.Características Dimensionais Condutores Multifilares (LVV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 do Isolamento (mm) 1.3 — 31.4 2.6 45.0 21.6 — — 340 450 440 560 750 970 1150 1400 1700 2150 2700 3300 — — 19.5 61.6 1.9 35.9 17.6 27.3 28.2 1.9 23.5 140 190 230 290 380 480 570 660 850 1050 1300 1650 2000 2500 18.6 2.4 30.7 52.8 2.1 33.9 35.5 31.0 55.7 12.4 24.6 60.0 32.1 — — — — 420 600 770 1000 1300 1750 2100 2600 3200 4100 — 5000 — — — — 260 GUIA TÉCNICO .2 22.0 27.4 27.5 12.7 39.0 29.1 27.4 30.0 1.0 29.6 20.0 2.9 31.

161 0. GUIA TÉCNICO 261 .149 110 145 180 210 275 330 390 440 505 590 640 685 780 810 910 935 1050 1080 1190 80 102 129 151 196 236 276 311 360 423 463 490 561 583 650 668 748 774 854 Quadro 98 .1 Condutor (1) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0.530 1.As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.110 1.760 2.300 2.288 0.424 0.558 0.687 0.296 0.236 365 0.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.253 0.273 0. No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0. LSVV CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS (1) .8 (4) Intensidade Intensidade Cosϕ=0.387 0.8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0.834 0.169 0. (2) .354 0.190 0. (4) .As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica. (6) .363 0.Temperatura do solo de 20°C. (5) .Características Eléctricas dos Cabos: LVV.80.263 470 560 334 401 67 89 107 129 160 191 218 249 276 325 3. (3) .432 0.185 0.204 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 400 480 500 600 630 740 3.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.927 0.750 0.090 1.821 0.280 2.312 90 110 130 150 195 235 270 310 355 410 62 80 93 107 138 169 191 222 254 294 3.614 0.Temperatura do ambiente de 30°C.150 0.626 0.390 1.219 0.550 1.310 0.467 0.502 0.180 0.8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 2 Condutores (5) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar mm2 (2) (3) Intensidade Intensidade 95 125 150 175 225 270 305 350 390 455 510 610 436 0.245 0.215 0.512 0.

4 1.4 53.2 23.6 1.7 0.4 19.4 25.9 0.4 21.3 21.8 1.Condutores Sólidos (LSXV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 480 600 740 do Isolamento (mm) 0.9 1.0 — — — — 288 410 511 681 895 1261 1438 1752 2113 2794 — 3375 — — — — 16.8 50.1 1.3 16.1 — — 485 582 665 906 1147 1590 1916 2254 2764 3652 4372 5472 — — Quadro 100 .1 — 30.4 28.4 23.9 15.3 19.0 43.7 38.4 Ø (mm) 1 Condutor Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 9.1 25.7 29.6 Ø (mm) 1 Condutor Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 9.9 1.0 1.2 19.8 18.0 2.3 23.Características Dimensionais Condutores Multifilares (LXV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 do Isolamento (mm) 0.6 67.3 37.8 17.6 17.3 44.7 22.7 0.8 26.6 34.8 — — 409 547 574 767 1010 1305 1537 1928 2298 2989 3629 4654 — — 19.0 35.8 2.6 41.5 58.7 125 169 206 256 343 425 513 592 768 943 1166 1490 1806 2302 17.1 12.2 1.3 18.4 30.8 17.9 11.1 26.2 1.2 28.8 25.7 1.5 45.0 — 47.4 35.8 47.2 34.0 31.6 28.5 12.6 — 27.5 14.9 0.3 33.4 30.7 — — — — 364 520 678 868 1160 1538 1884 2336 2884 3692 — 4500 — — — — 262 GUIA TÉCNICO .2 — — 333 441 423 538 723 940 1108 1352 1632 2076 2586 3136 — — 18.CAPÍTULO V Quadro 99 .1 1.1 50.5 26.8 2.4 1.5 38.4 20.8 16.1 — 39.1 36.2 126 170 207 267 345 417 516 624 771 — 1125 — 1427 1820 2170 2626 12.2 25.0 47.2 22.9 30.1 1.4 28.6 1.2 13.6 40.2 23.8 22.8 20.5 11.2 22.7 36.4 21.5 32.0 1.6 19.0 — 54.4 19.0 43.8 37.6 15.0 41.2 — — — — 212 300 374 484 640 824 992 1118 1502 1896 — 2350 — — — — 14.2 2.7 34.9 32.7 1.1 1.6 22.4 2.6 13.0 27.5 41.8 40.2 2.6 32.0 2.2 57.

883 0.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica.285 0.494 0.8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0.860 1.290 0. GUIA TÉCNICO 263 . (6) .372 0.630 1.303 0.224 0.Temperatura do solo de 20°C. (5) .As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.80.Temperatura do ambiente de 30°C.328 87 110 134 160 197 234 266 300 337 388 79 98 122 149 192 235 273 316 363 430 3.315 0.220 0.197 0.651 0.8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 2 Condutores (5) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar mm2 (2) (3) Intensidade Intensidade 104 133 160 188 233 275 314 359 398 458 520 543 0.500 2.371 0.984 0. (4) .870 0.455 0.490 2. LSXV CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS (1) .As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.Características Eléctricas dos Cabos: LXV.530 0.191 0.174 0.230 1.228 0.447 0.662 0.540 0.248 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 400 480 500 600 630 740 3. (3) . No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0.728 0.590 0.381 0.650 1.271 0.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.390 0.293 440 497 91 108 135 164 211 257 300 346 397 470 4.1 Condutor (1) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0. (2) .000 2.160 0.138 180 215 257 315 377 430 482 545 640 690 725 820 835 922 950 1005 1035 1150 105 135 166 205 260 321 375 432 500 603 658 697 810 829 936 963 1015 1050 1175 Quadro 101 .8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0.550 1.240 1.

LSVAV.Bainha interior de PVC 5 . Próprias para canalização enterrada.6 / lkV Figura 49 . 264 GUIA TÉCNICO .1. LXAV) ou da classe 1 (LSVAV.Isolamento a PVC (LVAV. LSVAV) ou a PEX (LXAV. LSXAV) 3 .Cabos isolados de baixa tensão com alma de Alumínio armados Descrição: 1 . LXAV. HD 603 S1 Tensão estipulada: 0. LSXAV Norma de fabrico: CEI 60502 .CAPÍTULO V 2 .Fita de cintagem (Poliester) 4 .Armadura de fitas de aço 6 .Cabos Armados do Tipo LVAV.Bainha exterior de PVC Utilização: Transporte e distribuição de energia. LSXAV) 2 .Alma condutora da classe 2 (LVAV.

6 18.8 — — — — 540 690 870 1050 1250 1550 1850 2500 3000 3600 — 4300 — — — — 21.4 49.1 36. Quadro 103 .Características Dimensionais Condutores Multifiliares (LVAV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 do Isolamento (mm) 1.2 14.8 53.6 — 66.6 64.8 Ø (mm) 1 Condutor* Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 12.6 20.0 57.8 37.8 39.8 47.9 — — 880 1200 1150 1450 1700 2600 3000 3500 4200 5100 6000 7400 — — 25.5 — — 940 1200 1300 1650 2400 3000 3600 4050 5000 6100 7200 8700 — — *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.8 61.3 54.5 23.6 30.4 1.2 45.1 27.8 52.6 58.4 1.2 — 58.6 1.0 1.7 24.8 2.2 50.8 17.6 19.8 2.3 24.1 — — — — 880 1150 1350 1650 2500 3050 3650 4200 5100 6300 — 7400 — — — — *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.0 28.4 2.4 1.0 2.3 32.1 70.4 1.4 1.9 27.3 45.8 22.1 18.6 2.2 2.1 28.3 19. GUIA TÉCNICO 265 .4 33.0 — — — — 780 1000 1100 1350 1650 2500 2850 3400 4000 4900 — 5900 — — — — 22.3 28.6 31.2 39.4 2.8 41.8 52.0 — 39.6 16.5 44.2 2.3 29.8 14.4 29.2 1.5 33.0 45.0 50.2 30.7 26.8 250 310 500 610 720 900 1050 1200 1400 — 1900 — 2800 3300 3800 4500 17.2 1.2 1.8 2.5 56.1 31.5 26.6 32.0 1.2 27.8 2.5 60.7 46.8 Ø (mm) 1 Condutor* Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 13.3 23.3 — 49.6 2.8 22.9 41.3 43.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 102 .3 24.1 34.5 23.8 2.2 39.3 250 320 500 620 730 900 1050 1250 1450 1700 2100 2900 3400 4200 21.6 25.4 2.2 47.4 47.6 1.1 26.0 2.1 42.1 36.2 78.8 38.6 25.1 37.0 43.9 26.2 1.6 43.2 49.Condutores Sólidos (LSVAV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 480 600 740 do Isolamento (mm) 1.6 1.4 40.5 28.4 68.4 — — 650 980 920 1100 1300 1650 1900 2600 3100 3800 4500 5400 — — 23.1 29.1 41.0 32.2 — 33.

(3) .245 0.090 1.530 1.834 0.288 0.296 0.687 0.266 2 Condutores (5) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0. LSVAV 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 400 480 500 600 630 740 3.558 0.149 110 145 180 210 275 330 390 440 505 590 640 685 780 810 910 935 1050 1080 1190 80 102 129 151 196 236 276 311 360 423 463 490 561 583 650 668 748 774 854 (1) .821 0.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.280 2.626 0.927 0.750 0.219 0.310 0. .215 0.424 0.8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0. (4) .As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica.Temperatura do solo de 20°C.Temperatura do ambiente de 30°C.432 0.253 0.387 0. (2) .550 1.161 0.390 1. (5) .8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 1 Condutor (1) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar GUIA TÉCNICO 95 125 150 175 225 270 305 350 390 455 510 610 436 0.169 0.204 mm2 (2) (3) CAPÍTULO V Intensidade Intensidade Quadro 104 . (6) .354 0.760 2.110 1.273 0.185 0.180 0.312 90 110 130 150 195 235 270 310 355 410 62 80 93 107 138 169 191 222 254 294 3.512 0.150 0.190 0.300 2.Características Eléctricas dos Cabos: LVAV.614 0.467 0.8 (4) Intensidade Intensidade Cosϕ=0.236 365 0.80.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.263 470 560 334 401 67 89 107 129 160 191 218 249 276 325 3.363 0.502 0. No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0.As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.

2 2.1 23.1 35.9 1.8 2.Condutores Sólidos (LSXAV) 1 Condutor* Ø (mm) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 480 600 740 do Isolamento (mm) 0.7 1.9 1.0 2.4 23.1 1.8 2.7 22.4 24.4 18.6 37.8 50.2 46.6 1.5 24.5 23.2 16.2 39.4 28.7 41.9 41.1 26.9 30.5 31.7 24.4 31.Características Dimensionais Condutores Multifilares (LXAV) Espessura Nominal Secção (mm2) 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 do Isolamento (mm) 0.1 1.4 31.0 17.9 58.2 55.0 29.0 29.9 33.8 42.2 35.9 40.4 48.3 24.3 27.6 63. Quadro 106 .5 35.1 25.0 38.2 56.2 31.6 738 940 1031 1251 1545 2341 2688 3202 3763 4594 5225 21.3 27.2 1.4 43.9 31.1 1.8 59.0 42.0 43.6 40.4 2.2 56.8 26.5 835 1137 1078 1348 1589 2435 2829 3296 3954 4779 5598 6920 24.8 76.0 66.8 19.4 16.6 21.6 45.7 0.8 47.3 47.7 824 1070 1258 1518 2360 2838 3434 3936 4784 5892 6900 2647 3120 3620 4276 *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.6 14.0 25.2 21.9 25.9 0.8 49.4 49.2 51.5 17.3 42.5 26.1 880 1116 1204 1514 2252 2780 3372 3778 4672 5672 6664 8060 *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.9 0.0 620 938 872 1032 1226 1540 1786 2464 2936 3586 4232 5080 22.2 37.2 46.4 1.7 1.3 22.1 28.8 1.2 13.5 235 299 476 586 693 845 993 1182 1368 1593 1966 2740 3206 3804 20.6 51.1 45.2 2.7 27.2 27. GUIA TÉCNICO 267 .0 62.0 1.3 39.4 1.2 1.0 1.6 37.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 105 .9 23.4 20.7 52.4 512 650 824 984 1180 1444 1742 2368 2842 3396 4050 20.5 18.4 Ø (mm) 1 Condutor* Peso (Kg/Km) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 12.9 54.1 1.1 67.3 28.7 0.4 236 290 477 577 685 847 996 1134 1321 1775 16.9 36.0 2.1 44.6 1.8 37.6 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 12.

271 0.230 1.630 1.883 0.160 0.651 0.650 1.494 0.303 0.191 0.381 0.293 440 497 91 108 135 164 211 257 300 346 397 470 4. (2) .530 0.662 0.174 0.138 mm2 (2) (3) CAPÍTULO V Intensidade Intensidade 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 280 300 380 400 480 500 600 630 740 180 215 257 315 377 430 482 545 640 690 725 820 835 922 950 1005 1035 1150 105 135 166 205 260 321 375 432 500 603 658 697 810 829 936 963 1015 1050 1175 Quadro 107 .As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.550 1. LSXAV (1) .Temperatura do solo de 20°C. No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0.371 0.Temperatura do ambiente de 30°C.540 0.268 2 Condutores (5) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0.315 0.390 0.728 0.8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0.860 1.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.240 1.500 2.290 0.447 0.870 0.328 87 110 134 160 197 234 266 300 337 388 79 98 122 149 192 235 273 316 363 430 3.224 0.248 3.8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 1 Condutor (1) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar GUIA TÉCNICO 104 133 160 188 233 275 314 359 398 458 520 543 0.80.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.590 0.8 (4) Intensidade Intensidade Cosϕ=0.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica. (3) .Características Eléctricas dos Cabos: LXAV.984 0.228 0.490 2.372 0.000 2.220 0.197 0. (4) .455 0. (5) . (6) .285 0. .

Armadura 5 .Bainha exterior de PVC Figura 50 .Isolamento a PVC (VAV) ou PEX (XAV) 3 . B – Condutores maciços (Classe 1) As almas condutoras de cobre devem utilizar cobre recozido.Isolamento a PVC (VV) ou PEX (XV) 3 .Cabos não armados Utilização: Transporte e distribuição de energia.3. circulares ou sectoriais.Bainha interior de PVC 4 .2 . nu ou revestido de camada metálica (ex.Alma condutora da classe 2 2 . A forma sectorial só pode ser utilizada nas secções nominais de pelo menos 25 mm2. GUIA TÉCNICO 269 . Próprios para canalização enterrada.Bainha exterior de PVC Figura 51 .Alma condutora da classe 2 2 . são normalmente compactadas. estanho). HD 603 S1 Tensão estipulada: 0.1.Cabos com Alma Condutora de Cobre A – Condutores Cableados (Classe 2) As almas condutoras.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5. e Armados do Tipo VAV.Cabos não Armados Tipo VV.Cabos armado Utilização: Transporte e distribuição de energia. As almas de cobre maciço devem ser circulares 1 . XAV Normas de fabrico: CEI 60502 . Descrição: 1 . XV.6/ lkV Descrição: 1 .Fita de cintagem (Poliester) 4 .

4 1.5 21.0 1.6 16.0 24.5 44.6 1.5 25.8 0.8 41.8 37.0 24.1 — 180 245 340 440 700 900 1320 1450 1960 2650 3660 4550 5150 7000 8900 11100 14450 — Quadro 109 .8 25.8 6.2 37.9 27.2 23.4 1.4 31.6 19.3 48.3 31.4 53.9 27.6 16.1 23.0 1.5 19.8 1.2 12.0 — 290 340 450 540 750 1000 1410 1550 2000 2660 3950 4750 5700 6980 8900 10900 14200 — 14.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Espessura Nominal do Isolamento (mm) 0.8 14.6 39.2 1.0 67.6 — 130 170 230 300 450 620 900 850 1150 1550 2100 2600 3200 4000 5100 6400 8450 — 10.2 61.6 21.4 1.2 1.6 13.4 20.6 — 330 390 520 640 900 1080 1530 1800 2390 3150 4600 5720 6700 8270 9750 12850 16500 — *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.3 14.2 7.3 46.7 27.7 41.7 49.9 19.9 48.9 27.8 36.2 2.9 22.5 56.2 53.2 2.2 35.9 9.5 2.7 — 260 310 390 470 630 820 1160 960 1430 1880 2800 3340 4050 4900 6200 7650 9800 — 13.4 21.2 1.9 27.8 1.0 1.3 13.8 28.8 33.9 44.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Espessura Nominal do Isolamento (mm) 0.6 24.4 2.7 38.2 28.2 16.7 20.0 1.3 41.8 30.5 17.1 15.6 17.9 11.8 2.9 33.1 25.0 55.8 19.0 40.5 22.6 2.6 1. 270 GUIA TÉCNICO .9 15.4 17.9 34.7 38.7 18.8 42.1 23.8 50 60 85 105 155 220 340 420 550 770 1050 1300 1580 1830 2550 3200 4050 5000 10 10.0 22.0 32.0 1.2 14.3 28.0 29.3 32.8 0.2 49.2 40.9 31.7 17.6 1.3 13.6 16.5 36.6 50.2 1.8 23.0 75.2 44.8 2.9 34.8 1 Condutor Ø (mm) 2 Condutores Peso (Kg/Km) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 5.8 18.2 69.1 22.7 46.7 61.6 8.6 2.Cabos Armados (VAV) Secção (mm2) 1.4 60.6 12.0 29.8 18.4 2.9 16.6 26.9 — — — — 310 380 520 620 780 1000 1310 1580 1900 2300 2950 3600 4900 6000 13.8 31.5 11.5 2.4 15.5 — 155 200 290 360 560 780 1150 1240 1650 2250 3120 3850 4720 5900 7600 9450 12400 — 11.8 12.3 14.3 21.6 54.1 7.4 1.8 1 Condutor* Ø (mm) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) — — — — 13.2 36.0 50.7 21.0 2.6 1.0 1.9 59.5 27.2 18.Características Dimensionais Cabos Não Armados (VV) Secção (mm2) 1.4 14.4 23.8 22.0 1.0 2.5 25.3 67.CAPÍTULO V Quadro 108 .6 15.0 1.

718 0.734 0.279 0.Características Eléctricas dos Cabos: VV.299 0.220 3.200 12.190 3. GUIA TÉCNICO 271 .340 0.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica.188 0.300 8.Temperatura do ambiente de 30°C.183 0.589 0.5 2.172 0.480 1.80. (4) .150 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS (1) .250 0.160 0.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.520 0.940 6.000 3.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 20.946 0.8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 2 Condutores (5) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar mm2 (2) (3) Intensidade Intensidade A A Quadro 110 .198 0.210 0.8 (4) A A A A Intensidade Intensidade Cosϕ=0.310 0.100 20.533 0.443 0. No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0.313 0.300 14.300 1.140 30 40 50 65 90 120 155 185 220 280 335 380 435 490 570 640 760 14.822 0.400 7.740 5.Temperatura do solo de 20°C.393 0.140 2.770 5.080 0.600 2.238 0. (3) .As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.020 1.406 0.218 0.280 0.164 13 17 24 31 42 57 79 96 114 132 171 206 237 272 312 360 413 492 34 45 60 75 105 135 180 225 260 345 410 485 550 630 740 855 1015 1170 23 31 42 52 74 96 127 158 184 242 290 343 387 444 523 602 721 822 30.400 7.5 19 26 35 44 61 83 110 132 158 198 237 268 308 343 400 448 536 25 35 45 60 80 110 135 165 190 245 295 340 390 445 515 590 700 34.1 Condutor (1) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0.326 0.368 0. (5) .200 12.963 0.265 0.990 1. (6) .120 1.800 23. (2) .8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0. VAV 1 1.As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.

4 43.5 2.0 66.3 16.6 1.9 1.8 2.9 32.3 8.8 18.8 50.1 165 227 305 396 647 840 1236 1354 1824 2502 3440 4332 4878 6672 8472 10564 13810 Quadro 112 .4 31.6 16.7 0.7 0.6 9.8 12.0 18.8 17.9 21.0 19.0 31.8 144 187 264 327 520 735 1087 1168 1548 2139 2955 3675 4516 5654 7279 9048 11920 11.8 7.9 33.2 39.3 17.8 53.7 0.4 30.5 26.8 26.2 1.0 2.2 36.9 15.1 14.6 13.4 30.5 253 301 373 448 603 790 918 888 1362 1806 2690 3226 3914 4736 5986 7382 9480 13.5 12.5 58.4 1.4 28.0 43.4 53.7 0.1 27.1 1.1 1.5 65.8 22.8 2.2 23.1 26.8 279 327 424 507 710 955 1347 1478 1898 2549 3785 4579 5496 6734 8579 10498 13720 14.5 18.2 74.7 6. 272 GUIA TÉCNICO .7 0.7 27.9 11.7 13.6 123 170 230 300 450 620 900 850 1150 1550 2100 2600 3200 4000 5100 6400 8450 10.6 50.7 29.3 11.5 45.4 1.3 22.1 1.0 2.6 19.7 1.Características Dimensionais Cabos Não Armados (XV) Secção (mm2) 1.6 67.0 25.3 25.9 58.7 0.3 297 365 499 596 746 963 1255 1523 1832 2218 2843 3466 4740 5806 1 Condutor* Ø (mm) 2 Condutores Ø (mm) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 13.9 48.2 1 Condutor Ø (mm) 2 Condutores Peso (Kg/Km) 3 Condutores Ø (mm) 4 Condutores Ø (mm) Ø (mm) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) Peso (Kg/Km) 5.2 1.6 34.0 1.2 18.2 23.7 0.7 45.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Espessura Nominal do Isolamento (mm) 0.1 40.4 24.5 36.4 25.1 18.4 37.9 22.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Espessura Nominal do Isolamento (mm) 0.9 60.4 23.3 18.7 0.CAPÍTULO V Quadro 111 .2 57.8 40.2 21.6 1.0 40.8 23.0 29.1 12.9 15.7 0.4 21.8 10.3 16.9 20.9 1.Cabos Armados (XAV) Secção (mm2) 1.7 36.9 30.1 1.7 38.7 21.0 1.0 47 56 77 94 142 205 319 396 516 733 995 1243 1512 1830 2550 3200 4050 5000 9.1 26.6 52.0 13.4 315 372 485 596 847 1020 1446 1704 2254 3002 4380 5492 6428 7942 9332 12314 15860 *Cabo com armadura amagnética em caso de tensão alternada.9 24.1 13.6 13.5 44.0 49.3 26.1 16.4 221.0 28.4 15.1 6.8 30.6 23.0 47.5 2.7 19.0 12.8 17.9 0.1 36.2 18.7 0.1 19.5 45.7 41.6 27.4 20.4 16.7 0.8 23.7 0.4 33.8 15.6 14.4 35.2 13.5 23.0 17.7 55.3 37.0 40.9 0.5 47.3 32.7 1.

510 6.10 8.259 0. (3) .As intensidades de corrente são indicadas para um cabo monopolar sem influências térmicas exteriores.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização monofásica.360 1.380 3.140 1.218 0. No caso de associações de cabos monopolares (ternos juntivos por exemplo) multiplicar os valores indicados por 0.8 (4) A A A A Intensidade Intensidade Cosϕ=0.261 0.387 0.010 0. (5) .20 -8.469 0.00 24.427 0.310 2.Temperatura do solo de 20°C.020 0.50 13. (2) . GUIA TÉCNICO 273 .240 5. XAV 1 1.189 0.60 3.774 0.165 0.20 9.350 1.530 3.353 0.110 1.40 13.80.00 21.562 0.306 0.870 0.570 1.270 5.776 0.As quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.228 21 24 32 42 53 73 96 130 160 195 247 305 355 407 469 551 48 63 82 103 137 177 229 275 327 402 482 550 618 701 819 931 1073 1223 24 32 43 57 72 99 131 177 218 266 338 416 487 559 648 779 902 1100 1246 32.227 0.356 0.623 0.329 0.8 (2) (3) ∆U=V/A Km (2) (3) ∆U=V/A Km 2 Condutores (5) Instalação Subterrânea Ao Ar Tensão Subterrânea Ao Ar Tensão Instalação Queda de Instalação Instalação Queda de 3 e 4 Condutores (6) Secção Instalação Instalação Nominal Subterrânea Ao Ar mm2 (2) (3) Intensidade Intensidade A A Quadro 113 . (6) .Temperatura do ambiente de 30°C.425 0.215 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS (1) .1 Condutor (1) Queda de Tensão ∆U=V/A Km Cosϕ=0.559 0.340 2. (4) .5 2.440 1.150 0.830 2.As intensidades e quedas de tensão são indicadas para uma canalização trifásica.303 0.Características Eléctricas dos Cabos: XV.80 15.10 21.8 Intensidade Intensidade Cosϕ=0.144 32 43 55 68 90 115 149 178 211 259 310 352 396 449 521 30 40 52 64 86 111 143 173 205 252 303 346 390 441 511 24 26 35 45 58 80 105 143 176 215 270 335 390 447 514 610 37.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 32.

U (R) Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente. Quadro 114 .U (R) (Antiga designação: V H V) Norma de fabrico: NP .Características dos cabos PT. — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C.N07 VA7 V .Cabo do Tipo PT.U (R) Descrição: 1) Alma condutora rígida de Cobre 2) Isolamento de PVC 3) Bainha interior de PVC 4) Fios de continuidade em Cobre estanhado S) Blindagem em fita da Alumínio 6) Bainha exterior de PVC Utilização: Transporte e distribuição de energia em edifícios e instalações industriais. Montados ao ar livre ou em interiores em caleiras ou condutas.3325 Tensão estipulada: 450 / 750 V Figura 52 .Cabo do Tipo PT. 274 GUIA TÉCNICO . comando e sinalização.N07 VA7 V .CAPÍTULO V 2 .N07 VA7 V .

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 3 .Cabo do Tipo PT-N05 VV H2-U Descrição: 1) Alma condutora rígida de Cobre 2) Isolamento de PVC 3) Bainha exterior de PVC Utilização: Utiliza-se em instalações fixas à vista. Quadro 115 .3325 Tensão estipulada: 300/500 V Figura 53 . — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C. GUIA TÉCNICO 275 . no interior de edifícios.Cabo do Tipo PT-N05 VV H2-U (Antiga designação: V V D) Norma de fabrico: NP .Características dos cabos PT-N05 VV H2-U Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente.

R Secção ≤ 400 mm2 H 0 7 V .2356 Tensão estipulada: 450 / 750 V Figura 54 . — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C.Condutores do Tipo H 0 7 V .CAPÍTULO V 4 .Condutores Tipo H 0 7 V . A . da classe 2 (R) ou da classe 5 (K) 2) Isolamento de PVC Utilização: Aplicado na montagem de quadros eléctricos e em interiores de edifícios em instalações embebidas. Quadro 116 . até ao máximo de 3.Caso de condutores.U Secção ≤10 mm2 H 0 7 V .U (R ou K) Norma de fabrico: NP .U (R ou K) Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente.K Secção ≤ 240 mm2 276 GUIA TÉCNICO . Nota: H 0 7 V .Caso de condutores instalados ao ar com uma distância entre si igual ou superior ao seu diâmetro exterior. C . enfiados no mesmo tubo.Caso de condutores instalados ao ar com uma distância entre si inferior ao seu diâmetro exterior. B .Características dos condutores H 0 7 V .U (R ou K) Descrição: 1) Alma condutora da classe 1 (U).

Caso de condutores instalados ao ar com uma distância entre si inferior ao seu diâmetro exterior.U (K) Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente.Características dos condutores H 0 5 V . A .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5 . B .U (K) Norma de fabrico: NP . enfiados no mesmo tubo.Caso de condutores. estabelecidas no interior de aparelhos de utilização. 277 GUIA TÉCNICO .Caso de condutores instalados ao ar com uma distância entre si igual ou superior ao seu diâmetro exterior.Condutores do Tipo H 0 5 V . Apropriados para canalizações à vista ou embebidos (protegidos por tubos) para circuitos de sinalização ou controlo.2356 Tensão estipulada: 300/500 V Figura 55 . até ao máximo de 3.U (K) Descrição: 1) Alma condutora da classe 1 (U) ou da classe 5 (K) 2) Isolamento a PVC Utilização: Em instalações fixas protegidas. C . Quadro 117 .Condutores do Tipo H 0 5 V . — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C.

CAPÍTULO V
6 - Cabo do Tipo H05 VV - F Norma de fabrico: NP - 2356 Tensão estipulada: 300/500 V

Figura 56 - Cabos do Tipo H05VV - F

Descrição: 1) Alma condutora flexível de Cobre 2) Isolamento de PVC 3) Bainha exterior de PVC Utilização: Utilizado nas ligações dos aparelhos domésticos, em sinalização e comando.
Quadro 118 - Características dos cabos H05 VV - F

Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente; — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C .

278

GUIA TÉCNICO

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS

7 - Cabo do Tipo H03VH - H Norma de fabrico: NP - 2356 Tensão estipulada: 300/300 V

Figura 57 - Cabos do Tipo H03VH - H

Descrição: 1) Alma condutora da classe 6 2) Isolamento de PVC Utilização: Utilizado nas ligações dos aparelhos domésticos móveis.
Quadro 119 - Características dos cabos H03VH - H

GUIA TÉCNICO

279

CAPÍTULO V
8 - Cabo do Tipo H03 VV H2 - F Norma de fabrico: NP - 2356 Tensão estipulada: 300/300 V

Figura 58 - Cabos do Tipo H03 VV H2 - F

Descrição: 1) Alma condutora da classe 5 2) Isolamento a PVC 3) Bainha exterior de PVC Utilização: Em instalações semi-fixas ou móveis em exteriores ou interiores. Utilizado para comando e sinalização.
Quadro 120 - Características dos cabos H03 VV H2 - F

Os valores de intensidades máximas admissíveis referem-se às condições seguintes: — Regime permanente; — Temperatura ambiente de 30 °C e temperatura máxima junto à alma condutora de 70 °C.
280

GUIA TÉCNICO

Cabo do Tipo H03VV .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 9 .Cabos do Tipo H03VV .F Norma de fabrico: NP .F GUIA TÉCNICO 281 .F Descrição: 1) Alma condutora flexível de cobre 2) Isolamento de PVC 3) Bainha exterior de PVC Utilização: Utilizado nas ligações dos aparelhos domésticos em sinalização e comando. Quadro 121 .2356 Tensão estipulada: 300/300 V Figura 59 .Características dos cabos H03VV .

.

IV .Cabos Isolados Agrupados em Feixe (Torçada) C apítulo V .

.

Figura 60 . nas secções normalizadas. cableados à volta do condutor neutro. O sistema sem neutro tensor (figura 60) consiste num feixe de condutores de igual secção. O esforço de tracção aplicado sobre o cabo é suportado pelos condutores principais. Este sistema «cabo torçada LXS e XS» foi adoptado em Portugal pela EDP/EP (DMA C33-209/N . também multifilar. que eram constituídas em condutores nus de cobre. Este sistema é aplicado. serve de fio tensor do conjunto. principalmente. A alma condutora é em alumínio multifilar compactado.Cabos Isolados para Redes de Energia). tanto para o neutro. apoiadas em isoladores. que além da função eléctrica. Os condutores de fase são em alumínio multifilar nas diversas secções normalizadas e o neutro tensor.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5. como para as fases. 285 GUIA TÉCNICO . foram praticamente substituídas por redes aéreas isoladas.Sistema com neutro tensor Campo de aplicação dos cabos torçada: os cabos torçada aplicam-se. sendo igual para todos os condutores. Há dois sistemas com grande aplicação: «sistema sem neutro tensor» e «sistema com neutro tensor». do tipo LXS e XS». em França e em Espanha.4 . principalmente. comercialmente designado por Almelec.6 mm2 ou 80 mm2 de secção. alumínio ou liga de alumínio. é em liga de Al + Si + Mg normalmente de 54.Introdução As redes de distribuição aérea de baixa tensão.Sistema sem neutro tensor O sistema com neutro tensor (figura 61) consiste num feixe de condutores de fase. constituídas por «condutores isolados agrupados em feixe (torçadas). Figura 61 . nas redes rurais de distribuição pública.

mais notado no caso de redes em fachada. originado por sobreintensidade ou queda de condutores nas proximidades da rede. ocorridas durante a exploração das redes.CAPÍTULO V Vantagens das Redes Aéreas Isoladas A utilização. das redes aéreas isoladas veio proporcionar as seguintes vantagens. — redução da probabilidade de incêndio. sem necessidade de interrupção do fornecimento de energia. em Portugal. Na segurança: — maior facilidade e segurança na execução dos trabalhos de conservação e exploração (possibilidade de efectuar trabalhos em tensão). — diminuição do número de avarias. — diminuição dos riscos de contactos acidentais com peças em tensão ou entre condutores. — possibilidade de montagem. em zonas arborizadas. relativamente às redes aéreas nuas: Na qualidade de serviço: — diminuição do tempo de interrupção do fornecimento eléctrico. quer de novos circuitos. — melhor integração na paisagem rural e facilidade de integração nos meios urbanos (montagem nas fachadas dos edifícios). — redução do custo da montagem da rede. — redução do número de árvores a abater. em relação às redes nuas. 286 GUIA TÉCNICO . Na economia: — redução da altura dos postes e apoios. quer na derivação de circuitos já existentes. nomeadamente. Na estética: — diminui o espaço visual ocupado. pela redução da quantidade de árvores a abater na instalação da rede. por necessitarem de menor distância ao solo e entre condutores. — redução do impacto ambiental. durante a eventual substituição dos troços de rede danificados.

o tipo de isolante e o tipo de aplicação. o ano de fabrico e a marca do cliente.4. 5.4. Às referidas letras. poderá levar. em: • alumínio duro ou 3/4 duro. 6 e 10 mm2. 25. Pode. • em polietileno reticulado (PEX).1 .1. de secção recta circular. Marcação dos Condutores: A marcação de identificação de cada um é feita com tinta de cor branca: • as fases são marcadas com «um». além da indicação do número. magnésio e silício normalmente nas secções de 54. GUIA TÉCNICO 287 . ser indicada a tensão nominal dos condutores (0.Cabos — Alma condutora das fases e neutro (não tensor) A alma condutora é multifilar cableada. para as secções de 16. consoante se trate de condutores com almas em alumínio ou em cobre.6/1 kV). 35. • os condutores de iluminação pública são marcados com «IPl» e «IP2». no máximo. de 50 mm. As marcações referidas são espaçadas.6 e 80 mm2 — Isolamento: O isolamento de cada um dos condutores constituintes do feixe é: • obtido por extrusão.1. 70 e 95 mm2.Características Gerais das Redes em Torçada 5. — Neutro tensor • liga de alumínio. • o neutro leva a identificação do fabricante. «dois» e «três» e comportam os algarismos 1. ainda. seguem-se o número de condutores constituintes da torçada e a secção nominal. 2 e 3. 50. • o condutor de fase « um» é marcado com «X».CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Designação: As torçadas são designadas pelas letras LXS ou XS. eventualmente. • cobre macio. para as secções de 4. Além das marcações indicadas.

Quadro 122 .Características Dimensionais dos Condutores Utilizados nos Cabos Torçada LIGA DE ALUMÍNIO 288 GUIA TÉCNICO .CAPÍTULO V — Agrupamento dos condutores: Os condutores são agrupados em feixe. 2 • almas condutoras em cobre: XS 2x4 XS 2x6 XS 2x10 XS 4x6 XS 4x10 LXS 4x16+Kx16 LXS 4x25+Kx16 LXS 4x35+Kx16 LXS 4x50+Kx16 LXS 4x70+Kx16 LXS 4x95+Kx16 LXS 4x95+Kx25 As características dimensionais e eléctricas estão mencionadas nos quadros 122 e 123. 1. com as seguintes designações: • almas condutoras em alumínio: LXS 2x16 LXS 3x16 LXS 3x25 LXS 3x35 LXS 3x50 K = 0.

sem os quais não poderá ser garantido um funcionamento seguro. com cabo torçada. GUIA TÉCNICO 289 .Acessórios de Montagem de uma Rede em Torçada A execução de uma rede aérea.2 .Características Dimensionais e Eléctricas dos Cabos Torçada 5.1.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 123 . quer para as ligações dos mesmos no plano eléctrico. exige a utilização de acessórios próprios. quer para a fixação dos condutores.4.

sob tensão mecânica. — berços de guiamento. Não é necessário o recurso a postes. — redes pousadas em fachada: o cabo está sem tensão mecânica. com outro tipo de canalizações. Os principais acessórios que equipam uma rede são enumerados a seguir: — pinças de amarração. Devem ser aplicadas nos casos em que a forma dos edifícios permita vencer vãos superiores a 10 m.Tipo de Montagem Uma das principais razões do sucesso das redes em cabo torçada é a possibilidade de adaptação destas a percursos de difícil execução. Devem ser aplicadas quando não houver possibilidade de aplicar outros tipos de montagem. nas fachadas dos edifícios. 5. 5. Os apoios correntemente usados são os postes de madeira ou de betão.Postes Dos tipos de montagem atrás descritos. no entanto. para satisfazer todas as solicitações geralmente encontradas.). assim como a regulamentação em vigor: 290 GUIA TÉCNICO . suficientemente versátil. a gama de acessórios disponível é. — ligadores bimetálicos. — seccionadores. postaletes ou consolas). os quais enumeraremos a seguir. quer à secção dos cabos que utilizam. — pinças de suspensão. etc.1. — ganchos. as que mais se utilizam. Descrevemos. são as redes tensas em apoios. — redes tensas em apoios: o cabo está montado.4 . com ou sem caixa de fusíveis.1. em apoios (postes.3 . — uniões de cravação.CAPÍTULO V Com a grande variedade de execuções possíveis para uma rede em torçada (redes montadas em postes.4. atendendo. quer à sua extensão. a seguir. os principais tipos de montagem utilizados: — redes tensas em fachada: o cabo fica sob tensão mecânica. — mangas termoretrácteis. Devem ser aplicadas nos casos em que a forma dos edifícios não permita alinhamento ou as fachadas não suportem os esforços resultantes das tensões mecânicas.4.

Dimensões dos postes de betão Figura 62 . Dimensões Principais Figura 63 .Esquema dos postes de madeira GUIA TÉCNICO 291 . com 25 mm2 de secção. Dimensões Principais Quadro 124 .Esquema dos postes de betão — postes de madeira: o fabrico dos postes de madeira deve respeitar o disposto na norma NP-267. Estas são constituídas por condutores de cobre nu.5 m acima do solo e 0. As ligações à terra dos postes de betão devem respeitar o disposto na norma P-628. Estes são os mais indicados para as redes em torçada (aspecto económico.45 m abaixo deste. paisagístico e maior facilidade de transporte.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS — postes de betão: o fabrico dos postes de betão deve respeitar o disposto nas normas NP-261 e P-628. em zonas rurais de difícil acesso). protegidos por tubos isolantes até 2.

8 n GUIA TÉCNICO .Dimensões dos postes de betão Na secção seguinte (5.CAPÍTULO V Quadro 125 .2.2) iremos abordar.2.Determinação da Intensidade a Transmitir em Regime Normal O cálculo da intensidade a transmitir é igual ao efectuado na secção 2. 2 + C = coeficiente de simultaneidade n = número de instalações a alimentar 292 0. o uso de cabos torçada já se estendeu até ao domínio da média tensão. 5. aquele relacionado com o cálculo de postes. 1 . é aconselhável a consulta do capítulo II deste guia técnico. os factores de correcção são obtidos pela fórmula: C = 0.4. Os coeficientes de simultaneidade.1. que condicionam o valor da potência instalada a considerar. são os seguintes: — para as canalizações principais.2 . estando em preparação a documentação. estabelecidas em locais residenciais ou de uso profissional.4.1. Actualmente. sob o ponto de vista eléctrico e térmico. que trata a utilização deste tipo de redes.6/1 kV. Para uma melhor compreensão do método a seguir. que corresponde à tensão que define o limite de uma rede BT. a aplicar nas instalações de utilização.4. 5.Dimensionamento das Redes em Torçada A tensão estipulada das redes em torçada é 0. entre vários aspectos do dimensionamento das redes.Escolha da Secção da Alma Condutora A escolha da secção da alma condutora dos cabos torçada é feita nas páginas seguintes.

Secção Necessária para a Queda de Tensão Com a extensão. que permita um funcionamento 293 GUIA TÉCNICO . 3 .Secção Necessária para o Aquecimento em Regime Variável O cálculo da secção das almas condutoras. é o valor da intensidade que provoca. Os cabos torçada terão que ser protegidos contra eventuais sobrecargas não consideradas no dimensionamento dos mesmos.Secção Necessária para o Aquecimento em Regime Permanente A intensidade máxima admissível ou capacidade de transporte.2.4 apresenta-se o método de cálculo que relaciona o tempo de duração do curto-circuito. a secção e composição da alma condutora com o valor da intensidade de curto-circuito. no estado de equilíbrio térmico. é apresentado na secção 2.2) e Quadro 123 obteremos a secção mais aconselhável. na secção 2. o aquecimento da alma dos condutores até ao valor máximo permitido e que para os cabos torçada é igual a 90 °C.3. em regime permanente.2.Factores de correcção 2 . estão indicadas as correntes de curto-circuito máximas admissíveis. No quadro 123.Secção Necessária para o Aquecimento em Caso de Curto-Circuito Em caso de curto-circuito. geralmente grande. quando forem previstos regimes de carga variáveis. os cabos terão que suportar a passagem de intensidades de corrente muito superiores às consideradas em regime permanente.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS — para os ramais. os factores de correcção estão indicados no quadro seguinte: Quadro 126 . Caso seja necessário um estudo mais aprofundado. teremos que garantir uma tensão em qualquer ponto de utilização. As características dos aparelhos de protecção deverão satisfazer as condições que figuram na secção 3. durante um segundo.2.2 . 5 . para as secções normalizadas dos cabos torçada. rede de redes em torçada. 4 . Através do cálculo da intensidade fictícia (secção 2.

A secção necessária do ponto de vista económico é calculada segundo o método descrito em 2. que constituem as principais solicitações mecânicas às quais o cabo é sujeito. Gráfico 24 . acção do vento.2 . para a secção do cabo torçada. nomeadamente. é apresentado o método de cálculo da secção da alma condutora que permite não ultrapassar a queda de tensão máxima admissível.2.Cálculo Mecânico e Condições de Montagem 1 . escolhemos a secção normalizada. imediatamente superior a esta. 5. aquando da montagem do cabo entre dois apoios (vão). um método simplificado.2.Instalação dos Cabos A instalação de uma rede aérea tensa em apoios é condicionada por vários factores. em função das piores situações encontradas. 5.7.Secção Necessária do Ponto de Vista Eléctrico Das secções para as almas condutoras. 294 GUIA TÉCNICO . 2. escolhemos aquela de maior valor e.4. a seguir. peso dos condutores. Apresentamos. distância entre apoios. etc. através de um ábaco (gráfico 24) que nos dá as secções das almas condutoras.Ábaco para Determinação da Secção 6 . anteriormente calculadas. A figura 64 especifica os parâmetros a considerar.CAPÍTULO V satisfatório por parte dos receptores a alimentar. Na secção 2.

5. m H = altura dos apoios (não considerando a altura da fundação). aplicado ao cabo. Quadro 127 .) a aplicar aos feixes das diferentes secções utilizadas.Tensões Máximas nos Cabos O quadro 127 fornece os valores da tensão máxima (σ máx. m d = flecha a meio vão. m L= vão.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS h = altura mínima ao solo. em função da temperatura ambiente no momento da montagem. 2 . obtemos a tensão máxima atrás referida. dos vãos (a) e dos vários tipos de cabo torçada. Estes valores são designados por tabelas de regulação e estão calculados. Partindo da força mínima de ruptura (N) da alma de cada condutor (ver quadro 122) e considerando um coeficiente de segurança igual a 2. para que não seja ultrapassado o esforço de tracção máximo (T).Montagem do cabo entre dois apoios Nos quadros 129 a 132 estão indicados os valores das flechas (f) na montagem.Tensão máxima nos cabos (1) almas condutoras em alumínio (2) almas condutoras em cobre GUIA TÉCNICO 295 . m Figura 64 .

a partir da equação de mudança de estado.A. q = pressão dinâmica do vento. 10-3 296 GUIA TÉCNICO . m2 então Fv = 439 . o que os torna preferíveis aos postes de betão. N. Apoios de Alinhamento Nos apoios de alinhamento. am = semi-soma dos vãos adjacentes. aplica-se a seguinte simbologia: T = tracção máxima do feixe da linha principal. α = coeficiente de redução. d . Há. o seu símbolo será afectado de um apóstrofo (exemplo: d’= diâmetro aparente do feixe da linha derivada).6 c = 1. havendo igualdade de tensão mecânica e de secções.3 q = 0. a . N. Os valores das flechas indicados nos quadros 129 a 132 foram calculados para os valores que figuram no quadro 127 anterior.S. mm. considera que a força aplicada é igual em todos os condutores do feixe ( é necessário que os quatro condutores estejam bem fixos e de maneira igual para todos. como apoios das redes aéreas isoladas. obtida para um feixe de quatro condutores. Para o cálculo da estabilidade dos apoios de betão. c . am . em casos em que o aspecto paisagístico é importante (por exemplo. redes em zonas florestais ou parques naturais). 10-3 Sempre que exista desigualdade de tracções. devido ao seu peso inferior. pela cunha da pinça). a fim de reduzir os esforços sobre os apoios nos ângulos.Verificação da Estabilidade dos Apoios de Betão O emprego dos postes de betão. Os valores de T foram calculados por forma a não se exceder uma força máxima de 6 kN. resulta um esforço longitudinal que deve ser considerado na escolha dos apoios. s a = 0. o esforço sobre os apoios resume-se ao esforço devido ao vento: Fv = α . Observações: — sempre que as grandezas se refiram a linhas derivadas.75 x 750 = 563 N/m2 (75% do valor fixado no R. m. 3 . TD = tracção máxima do feixe da linha derivada. é hoje em dia a solução encontrada na grande maioria dos casos. s= d . N/m2. q . derivações e fins de linha. c = coeficiente de forma. — as forças resultantes da aplicação das fórmulas seguintes são expressas em Newton (N).L. d = diâmetro aparente do feixe. ainda.T. sendo os postes de madeira reservados para aplicação em locais de difícil acesso.CAPÍTULO V A tracção máxima (T).) s = área da superfície batida pelo vento. a salientar o emprego dos postes de madeira.

10−3 N + ⎝ ⎠ 2 2 N + 2Tsen θ T D senβN 2 onde a’ é o comprimento do vão da linha derivada adjacente. Esforço na direcção da linha: Fx = T GUIA TÉCNICO 297 .am cos 2 d' cos 2 β ⎟ . d. a m cos 2 . consideramos o vento a actuar normalmente à direcção da linha principal (se o poste for de alinhamento). — esforço no sentido normal à bissectriz do ângulo da linha principal: Fx = Td cos β Apoios de Fim de Linha Para o cálculo dos apoios de fim de linha deve-se considerar o vento a actuar perpendicularmente à linha. m Fy = 439 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Apoios de ângulo Nos apoios de ângulo o esforço é determinado pela expressão: θ θ + 439. 10 −3 2 a = comprimento do vão adjacente ao poste. ou segundo a bissectriz do ângulo da linha principal: — esforço no sentido da bissectriz do ângulo da linha principal: ⎛ ⎞ θ a' F = 439 ⎜ d.10 −3 2 2 F = 2Tsen onde θ é o ângulo de desvio do traçado. Apoios de Derivação Para o cálculo dos apoios de derivação. Esforço no sentido perpendicular à linha: a . d .

Esforços do vento (Fv) nos apoios de alinhamento 4 . nomeadamente. — apoios de alinhamento ou de ângulo em que se faça uma derivação. — apoios terminais de rede. Na parte enterrada das espias e numa extensão de 0. é aconselhável a aplicação de espias. Os arames ou fios constituintes dos cabos não devem ter um diâmetro inferior a 3 mm. 298 GUIA TÉCNICO . nos casos seguintes: — apoios de ângulo. com esforço à cabeça elevado.Aplicação das Espias Sempre que a estabilidade de um poste necessite de um reforço.50 m fora do solo. de aço galvanizado. O espiamento dos postes é uma técnica que pode ser conveniente. As espias devem ser fixadas aos apoios. Na parte enterrada é utilizada uma ancora ou maciço que assegure uma conveniente amarração da espia. possuindo uma força de rotura mínima de 600 daN. em que a ampliação desta possa transformá-los em apoios de ângulo ou de alinhamento. devidamente protegido contra a corrosão. no furo imediatamente abaixo do das ferragens de fixação das pinças. Quadro 128 . Estas são constituídas por cabos ou varetas com elos de ligação robustos.CAPÍTULO V No quadro 128 indicam-se os esforços do vento (Fv) nos apoios de alinhamento (valores expressos em newton). deve ser utilizado varão de aço de diâmetro não inferior a 12 mm.

o esforço devido à acção dos condutores (que sem espia seria inteiramente suportado pelo apoio) é totalmente suportado pela espia.N tg α Figura 65 . 6 ⎜ ⎟ ⎝ h⎠ O valor da força Fe a suportar pela espia.N sen α Fa h F = resultante das forças de tracção dos condutores O valor da força vertical descendente Fa a suportar pelos apoios é calculado pela expressão: Fa = F . ou seja.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Dimensionamento das Espias No dimensionamento das espias deve atender-se a que o ângulo que a espia faz com a vertical não seja inferior a 30°C. o valor a suportar pela espia é: Fe = 6 000 = 9 334 N sen 40º 6 000 = 7 151N tg 40º e o valor da força vertical a suportar pelo apoio é: Fa = Como se verifica. GUIA TÉCNICO 299 . O apoio apenas está sujeito ao esforço vertical.Dimensionamento das espias Exemplo: Considerando que o esforço a suportar pelo apoio é de 6 000 N (sem espia) e que o ângulo α é de 40°. é calculado pela expressão: Fe = F . de acordo com a figura 65: ⎛d⎞ arc tgα ≥ 0.

4.vão (m) f .CAPÍTULO V 5.2. 2) a . 1.Tabelas de Regulação Quadro 129 .3 .flecha (cm) T .Cabo Torçada LXS 4 x 16 + K x 16 (K = 0.tracção (n) 300 GUIA TÉCNICO .

Cabo Torçada LXS 4 x 25 + K x 16 (K = 0. 1. 2) GUIA TÉCNICO 301 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 130 .

CAPÍTULO V Quadro 131 .Cabo Torçada LXS 4 x 50 + K x 16 (K = 0. 1. 2) 302 GUIA TÉCNICO .

2) GUIA TÉCNICO 303 .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS Quadro 132 .Cabo Torçada LXS 4 x 70 + K x 16 (K = 0. 1.

.

Cabos Isolados de Média e Alta Tensão C apítulo V .V .

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS

5.5 - Cabos Isolados de Média e Alta Tensão
5.5.1 - Descrição do processo de fabrico A SOLIDAL, após vultuoso investimento industrial realizado, adquiriu capacidade para a partir de agora, incluir os cabos isolados de ALTA TENSÂO na sua gama de fabrico. Efectivamente com o investimento realizado durante o ano de 1998, a SOLIDAL adquiriu a mais recente tecnologia de fabrico e equipamento que lhe permitem fabricar cabos acima dos 45 kV pela 1ª vez em Portugal. A linha de fabrico agora instalada, linha de Vulcanização em Catenária de Azoto (CCVL - Continuous Catenary Vulcanization Line), está preparada para o fabrico de cabos isolados até aos 225 kV. As isolações destes cabos são constituídas pela extrusão de compostos quer de Polietileno Reticulado (PEX), quer de Borracha de Etileno-Propileno de alto módulo de elasticidade (HEPR), satisfazendo ambos as necessidades da globalidade do mercado. A tecnologia referida mantém a utilização do processo de tripla extrusão simultânea, introduzindo no entanto inovações importantes entre as quais se destacam: — A operação de reticulação, efectuada em contínuo durante a extrusão, é processada em atmosfera seca e sobreaquecida de azoto. Refira-se a este propósito que os valores normais do conteúdo residual de água neste processo é da ordem dos 30 a 80 ppm, enquanto que no processo de reticulação em água ou vapor se situam acima de 1000 ppm. — A movimentação/transferência de matérias primas para a alimentação das extrusoras da linha de produção é efectuada em circuito fechado a partir de salas limpas respeitando as exigências da “classe 1000”, assegurando deste modo a impossibilidade de contaminação das mesmas antes do seu processamento, minimizando as possibilidades de formação de inclusões ou vacúolos. — O controlo dimensional dos cabos é efectuado por intermédio de câmaras “Raios X”, mediante as quais é possível controlar, em curso do processo de fabrico, os diâmetros, as espessuras e as excentridades das várias camadas extrudidas. Em função deste controlo, é realizada permanentemente e com elevada precisão a regulação automática dos parâmetros de fabrico, de modo a que sejam respeitadas os valores pré-estabelecidos. — A utilização das gerações mais recentes de matérias primas com características melhoradas. Todo este conjunto de inovações propiciam à SOLIDAL: • a melhoria da qualidade “standard” dos cabos produzidos, promovendo uma maior segurança e longevidade das instalações eléctricas que incorporem estes cabos; • o alargamento da sua gama para fabricos do mais elevado nível tecnológico; • a satisfação das exigências técnicas do mercado nacional e internacional, neste sector.

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CAPÍTULO V
5.5.2 - Cabos de Média Tensão Normas de referência: CEI 60502 - 2; HD 620 51 Características Principais: Alma condutora: Alumínio ou cobre multifilar compactado Semicondutor interior: Composto semicondutor extrudido Isolante: PEX - Polietileno reticulado ou HEPR - Borracha de etileno propileno de alto módulo de elasticidade Semicondutor interior: Composto semicondutor extrudido Blindagem: Fios e fita de cobre ou fita de cobre Bainha exterior: PVC ou PE (de baixa, média ou alta densidade) Características de bloqueio á penetraçao de humidade: Estanquidade: longitudinal No condutor e/ou na blindagem, conforme defenido no Capitulo I, parágrafo 1.2.6 Colocada apenas sob encomenda Estanquidade: transversal Sob a bainha exterior, por aplicação de fitas metálicas aderentes á bainha exterior Colocada apenas sob encomenda Protecção mecanica: Armadura em fitas de aço ou alumínio colocadas apenas sob encomenda Tipos de Cabo: Figura 66 — Cabo monopolar

Figura 67 — Cabo tripolar armado

Figura 68 — Torçada aérea

Figura 69 — Trimonopolar
Nota: 1 - Os quadros 133 ao 136, apresentam as características dimensionais e eléctricas dos cabos monopolares de 6/10kV, 8,7/15kV, 12/20kV e 18/30kV. As intensidades admissíveis estão indicadas no ponto 5.5.2.1 (quadro 137), nas condições de instalação indicadas. 2 - Nos quadros 138 a 140 estão indicadas as características dos cabos tripolares, torçada aérea e trimonopolares de média tensão.

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GUIA TÉCNICO

037 4380 0.0 34.378 0.8 1.9 2.164 0. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO Descrição: 1 .109 0.246 0.100 0.443 0.127 0.5 600 810 0.Isolação em PEX 4 .095 0.68 0.9 32.0 150 3.5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.23 0.100 0.195 1460 0.36 0.113 0.16 0.276 6 0.387 0.11 0.19 0.58 0.5 95 19.9 2.099 0.158 1720 0.36 0.43 0.568 0.14 0.036 2010 0.093 0.51 0.83 0.060 0.5 300 29.264 0.Quadro 133 .0 400 31.16 0.342 0.0 630 38.524 1.153 0. 309 .9 2.124 0.22 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Cu Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Al Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .346 0.060 0.047 0.206 0.126 0.11 1 0.102 0.061 0.295 0.5 70 18.253 0.4 22.087 5 4 3 2 1.6 22.34 0.410 0.4 1.098 0.078 0.14 0.8 29.58 0.26 15.6/10 kV Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 35 660 760 880 980 1100 1250 1460 1730 2020 2400 2870 6810 0.7 23.33 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .160 2380 0.1 37.3 43. considerando uma instalação em trevo juntivo.113 0.7 25.10 0.12 0. sob encomenda).Baínha semicondutora interior 3 .403 0.8 27.2 1.4 1.075 0.047 0.193 0.078 0.119 0.4 47.337 0.5 240 26.668 0.12 0.5 185 24.324 0.419 0.28 0.72 1180 0.39 0.7 1.090 0.8 1.822 0.096 0.12 0.9 2.2 2.30 950 0.106 0.313 0.286 0.48 0.27 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .64 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.324 0.43 0.493 0.24 0.077 0.210 0.047 0.09 50 16.268 0.125 0.641 0.361 0.2 40.132 0.060 3570 0.4 1.52 0.0 120 21.19 0.Camada semicondutora exterior 5 .320 0.868 0.028 5490 0.0 500 34.304 0.9 30.128 2950 0.

327 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Cu Al Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .8 28.7/15 kV GUIA TÉCNICO 680 740 860 970 1100 1200 1380 1600 1850 2160 2540 3030 6970 0.12 0.036 2500 0.296 0.24 0.19 0.17 0.093 0.Camada semicondutora exterior 5 .0 1. Descrição: 1 .377 0.1 37.668 0.4 49.305 0. sob encomenda).10 50 18.6 1.410 0.31 0.118 0.4 2.128 3080 0.29 0.0 2.324 0.34 0.5 630 41.26 1280 0.0 240 29.206 0.14 0.41 0.50 0.396 0.1 39.83 0.2 42.268 0.10 0.047 0.061 0.421 17.Baínha semicondutora interior 3 .028 5630 0.5 120 23.11 1 0.0 35.19 0.124 0.45 0.29 0.8 29.100 0.138 0.Isolação em PEX 4 .36 0.14 0.641 0.493 0.158 1830 0.4 1.153 0.106 0.253 0.075 0.443 0.868 0.124 0.1 2.387 0.090 5 4 3 2 1.6 1.246 0.0 900 0.8.047 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.110 0.5 185 27.440 0.568 0.24 0.16 0.164 0.7 26.1 2.6 1.342 0.114 0.285 6 CAPÍTULO V Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 35 1030 0.125 0.060 0.096 0.5 24. .0 150 4.56 1550 0.5 400 34.037 0.38 0.68 0.524 1.12 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .822 0.21 0.264 0.58 0.315 0.310 Quadro 134 .047 0.13 0.113 0.7 25.1 2.11 0.126 2110 0.352 0.077 0.9 32.362 0.060 0.060 4510 0.27 0.338 0.099 0.100 3690 0.320 0.43 0.078 0.0 70 20.9 31.51 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.23 0.160 0.195 0.5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.132 0.096 0.193 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .5 500 37.078 0.1 2.0 95 22.0 300 31.3 45.103 0.19 0.210 0.34 0.9 1.099 0.

23 0.12 0.037 4660 0.524 1.568 0.0 2.1 39.096 0.6 1.246 0.13 0.43 0.324 0.099 0.0 300 33.12 0.138 0.32 0.144 0.29 0.868 0.342 0.12/20 kV Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 35 830 960 1080 1210 1320 1500 1710 1990 2310 2710 3210 7150 0.294 6 0.5 185 29.11 0.11 1 0.29 0.12 0.Camada semicondutora exterior 5 .42 0.113 0.Baínha semicondutora interior 3 .128 3200 0.060 0.060 3830 0.24 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Cu Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Al Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .365 0.668 0.5 500 39.264 0. sob encomenda).493 0.106 0.Quadro 135 .126 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .35 0.123 0.164 0.153 0.Isolação em PEX 4 .822 0.103 0.641 0.0 70 22.438 0.0 95 24.125 0.096 0.036 2220 0.315 0.305 0.1 2.14 0.047 0.17 0.1 2.26 0.20 0.21 1130 0.457 0.37 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.115 0.110 0.100 0.158 1940 0.077 0.092 5 4 3 2 1.268 0.0 33.320 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.51 0.118 0.47 1380 0.099 0.1 2.35 0.0 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.047 0.28 0.443 0.1 37.193 0.25 0.061 0.253 0.19 0.160 2630 0.195 1660 0.83 0.1 2.387 0.411 0.391 0.5 120 25. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO Descrição: 1 .23 0.5 150 5.376 0.0 1.5 52.8 28.028 5800 0.410 0.2 41.58 0. 311 .0 770 980 0.350 0.4 1.124 0.0 240 31.5 630 43.337 0.129 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .5 400 36.17 0.3 44.6 1.206 0.38 0.4 47.047 0.6 2.100 0.4 2.9 2.326 0.9 31.078 0.18 19.078 0.210 0.5 26.075 0.9 30.14 0.060 0.16 0.0 34.8 27.10 50 20.68 0.

113 0.047 0.1 37.493 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Cu Al Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .125 0.19 0.149 0.423 0.5 70 27.0 33.0 150 8.12 0.387 0.118 0.868 0.126 2540 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.9 2.077 0.35 0.1 39.0 95 29.264 0.410 0.028 6220 0.210 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .155 0.2 40.060 0.351 0.0 35.061 0.0 2.29 0.16 0.036 2940 0.103 0.37 0.060 0.18/30 kV GUIA TÉCNICO 1010 1090 1220 1360 1490 1630 1810 2060 2360 2700 3130 3670 7610 0.324 0.1 2.114 0.6 2. .312 Quadro 136 .12 0.099 0.31 0. Descrição: 1 .493 0.0 500 44.246 0.6 1.28 0.14 0.5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.0 1220 0.110 0.3 44.0 2.524 1. sob encomenda).24 0.28 0.099 5 4 3 2 1.52 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .26 0.314 6 CAPÍTULO V Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 35 1380 0.5 300 38. considerando uma instalação em trevo juntivo.128 3550 0.20 0.17 0.17 1640 0.43 0.1 2.078 0.Isolação em PEX 4 .13 0.58 0.037 0.133 0.4 2.13 0.338 0.363 0.047 0.668 0.164 0.047 0.268 0.23 0.327 0.15 0.443 0.124 0.11 0.69 0.0 630 48.34 1940 0.394 0.320 0.15 0.0 185 34.4 2.22 0.096 0.106 0.127 0.2 42.822 0.568 0.193 0.253 0.9 32.6 53.1 2.13 0.075 0.377 0.405 0.641 0.153 0.7 57.11 50 25.158 2220 0.17 0.124 0.6 2.195 0.1 2.0 120 30.100 0.20 0.0 400 41.443 0.078 0.Baínha semicondutora interior 3 .206 0.160 0.4 47.060 5060 0.20 0.5 50.84 0.100 4200 0.12 1 0.Camada semicondutora exterior 5 .342 0.24 0.0 31.0 240 36.139 0.473 24.

97 127 154 184 230 280 324 368 424 502 577 673 Cu 125 163 198 238 296 361 417 473 543 641 735 845 Al.2K.6/6 kV a 18/30 kV Cabos enterrados directamente no solo Secção Nominal condutor Trevo Juntivo Esteira horizontal Cabos entubados Trevo juntivo Esteira horizontal Trevo Juntivo Instalação ao ar Esteira horizontal Esteira horizontal mm2 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 Al. 99 130 157 189 236 287 332 376 432 511 586 676 Cu 128 167 203 243 303 369 426 481 550 647 739 837 Al. 107 141 171 207 259 317 368 419 484 575 659 770 Cu 138 181 221 266 334 409 474 540 621 736 843 977 Temperatura máxima do condutor 90°C Temperatura máxima ao ar livre 30°C Temperatura máxima do solo 20°C Profundidade de instalação 0. 82 105 126 149 182 217 247 277 314 364 411 471 Cu 106 136 162 192 234 280 319 357 403 467 526 597 Al.Intensidade em regime permanente para cabos monopolares Quadro 137.Ligação á terra em ambas as extremidade GUIA TÉCNICO 313 . 90 119 144 174 218 266 309 352 406 483 556 651 Cu 116 153 186 224 280 343 398 454 522 619 712 825 Al. 88 112 134 157 192 229 260 288 324 373 419 466 Cu 113 144 172 203 246 293 332 366 410 470 524 572 Al. 92 121 147 178 223 273 317 361 417 495 570 667 Cu 119 156 190 229 287 352 407 465 534 634 728 843 Al.5. 84 109 130 153 188 224 256 287 325 377 426 487 Cu 109 140 167 198 242 289 329 369 417 484 545 618 Al. 84 108 129 152 186 221 252 281 317 367 414 470 Cu 109 140 166 196 239 285 323 361 406 469 526 590 Al.6/6 kV a 18/30 kV Cabos enterrados directamente no solo Secção Nominal condutor Trevo Juntivo Esteira horizontal Cabos entubados Trevo juntivo Esteira horizontal Trevo Juntivo Instalação ao ar Esteira horizontal Esteira horizontal mm2 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 Al. 116 153 185 222 278 338 391 440 504 593 677 769 Cu 150 196 238 286 356 434 500 559 637 745 846 938 Quadro 137A .1 .2.m/W Resistência térmica nos tubos 1.m/W Modo de ligação das blindagens . 81 103 123 146 178 213 242 271 307 356 402 457 Cu 104 133 159 188 229 274 311 347 391 453 510 571 Al.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5.5K. 80 102 122 144 176 210 240 267 303 351 397 451 Cu 103 132 157 186 227 271 308 343 387 447 504 564 Al. 77 99 118 140 172 206 235 264 300 350 397 456 Cu 99 128 153 181 222 266 303 341 386 449 509 580 Al.8m Resistência térmica do solo 1.Cabos monopolares isolados a XLPE Tensão 3.Cabos monopolares isolados a EPR/HEPR Tensão 3. 78 100 120 142 174 208 238 267 303 354 401 462 Cu 100 129 154 183 224 269 306 344 390 454 515 588 Al.

Bainha semi-condutora extrudida 5 .Bainha semi-condutora extrudida 3 .Fita semi-condutora 6 .5. 12/20 kV. 7/15 kV.Características Dimensionais 314 GUIA TÉCNICO .Écran metálico em cobre 7 .Armadura em fita de aço 9 .2 .Cabo tripolar Quadro 138 .Cabo Tripolar LXHIAV / LXHIOAV / XHIAV / XHIOAV Tensões: 6/10 kV.Bainha exterior Figura 70 .Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .CAPÍTULO V 5.2. 8.Camada isolante em PEX 4 . 18/30 kV Descrição: 1.Bainha de enchimento 8 .

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS

5.5.2.3 - Cabos Auto-suportados (S) trimonopolares cableados subterrâneos e torçadas aéreas
(isolamento em PEX)
1

Tensões: 6/10 kV, 8,7/15 kV, 12/20 kV, 18/30 kV
7 6 5 4 3 2 7 6 5 4 3 2 1

Figura 71a - Torçada Aérea (TA)

8

9

Figura 71b - Cabo trimonopolar Cableado Subeterrâneo (T)

Descrição: Torçada aérea 1 - Alma rígida em alumínio 2 - Camada semi-condutora extrudida 3 - Camada isolante em PEX 4 - Camada semi-condutora extrudida 5 - Écran metálico em cobre 6 - Fita hidroexpansiva (opcional) 7 - Bainha em PVC, PEX ou PE 8 - Bainha em PVC, PEX ou PE 9 - Tensor em aço Trimonopolar 1 - Alma rígida em alumínio 2 - Camada semi-condutora extrudida 3 - Camada isolante em PEX 4 - Camada semi-condutora extrudida 5 - Écran metálico em cobre 6 - Fita hidroexpansiva (opcional) 7 - Bainha em PVC, PEX ou PE

Quadro 139 - Características Dimensionais / Intensidade em Regime Permanente

(*) Fabrico para 18/30 kV sob encomenda. (**) Com cabo portador de 50 mm2 de aço. Outras secções do cabo portador podem ser fornecidas, sob pedido.

GUIA TÉCNICO

315

CAPÍTULO V
5.5.2.4 - Intensidade em regime permanente para cabos tripolares

Quadro 140 - Cabos tripolares isolados a XLPE Tensão 3,6/6 kV a 18/30 kV
Cabos não armados
Secção Nominal condutor Enterrado directamente no solo Enterrado em tubo Ao ar Enterrado directamente no solo

Cabos armados
Enterrado em tubo Ao ar

mm2 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400

Al. 78 100 119 140 171 203 232 260 294 340 384 438

Cu 101 129 153 181 221 262 298 334 377 434 489 553

Al. 67 87 103 122 150 179 205 231 262 305 346 398

Cu 87 112 133 158 193 231 264 297 336 390 441 501

Al. 84 110 132 158 196 236 273 309 355 415 475 552

Cu 109 142 170 204 253 304 351 398 455 531 606 696

Al. 78 100 119 140 171 204 232 259 293 338 380 432

Cu 101 129 154 181 220 263 298 332 374 431 482 541

Al. 68 87 104 123 150 180 206 231 262 304 343 393

Cu 88 112 134 158 194 232 264 296 335 387 435 492

Al. 85 111 133 159 196 238 274 309 354 415 472 545

Cu 110 143 172 205 253 307 352 397 453 529 599 683

Quadro 140A - Cabos tripolares isolados a EPR/HEPR Tensão 3,6/6 kV a 18/30 kV
Cabos não armados
Secção Nominal condutor Enterrado directamente no solo Enterrado em tubo Ao ar Enterrado directamente no solo

Cabos armados
Enterrado em tubo Ao ar

mm2 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400

Al. 76 97 116 137 167 200 227 255 289 335 378 432

Cu 98 125 150 176 216 258 292 328 371 429 482 545

Al. 65 84 101 119 147 176 201 226 257 300 340 392

Cu 84 109 130 154 189 227 258 291 330 384 434 494

Al. 80 105 127 151 189 229 263 299 343 406 462 538

Cu 104 135 164 195 243 296 339 385 441 519 590 678

Al. 76 97 116 137 168 200 227 254 288 332 374 426

Cu 98 125 150 177 216 257 292 327 368 424 475 534

Al. 66 85 101 120 147 176 201 226 257 299 338 387

Cu 85 109 131 155 190 227 259 291 328 381 429 485

Al. 81 105 127 153 190 230 264 300 343 402 459 530

Cu 104 136 164 197 244 296 339 385 439 513 583 666

Temperatura máxima do condutor 90°C Temperatura máxima ao ar livre 30°C Temperatura máxima do solo 20°C Profundidade de instalação 0,8m Resistência térmica do solo 1,5K.m/W Resistência térmica nos tubos 1,2K.m/W Modo de ligação das blindagens - Ligação á terra em ambas as extremidade

316

GUIA TÉCNICO

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS

5.5.3 - Cabos de Alta Tensão Normas de referência: CEI 60840; HD 632 S1 Características Principais: Alma condutora: Alumínio ou cobre multifilar compactado Semicondutor interior: Composto semicondutor extrudido Isolante: PEX - Polietileno reticulado ou HEPR - Borracha de etileno propileno de alto módulo de elasticidade Semicondutor interior: Composto semicondutor extrudido Blindagem: Fios e fita de cobre ou fita de cobre Bainha exterior: PVC ou PE (de baixa, média ou alta densidade) Características de bloqueio á penetraçao de humidade: Estanquidade: longitudinal No condutor e/ou na blindagem, conforme defenido no Capitulo I, parágrafo 1.2.6 Colocada apenas sob encomenda Sob a bainha exterior, por aplicação de fitas metálicas aderentes á bainha exterior Colocada apenas sob encomenda Tipos de Cabo:

Estanquidade: transversal

Figura 72 — Cabo monopolar

Nota: 1 - Os quadros 141 ao 145, apresentam as características dimensionais e eléctricas das composições mais simples dos cabos 26/45kV, 36/60kV, 64/110kV, 76/138kV, e 87/150kV. Dadas as particularidades das instalações de Alta Tensão, as intensidades admissíveis não estão indicadas, mas poderão ser fornecidas mediante indicação das condições de instalação. 2 - Nos pontos 5.5.3.1 são apresentados os cabos de 36/60kV adoptados pela EDP - Electricidade de Portugal, incluindo capacidade de transporte nas condições de instalação indicadas MS DMA C33 - 281/N, caractrísticas dimensionais e eléctricas.

GUIA TÉCNICO

317

18 0.036 0.060 4370 0.210 0.5 2.347 0.113 0.047 0.037 7820 0.8 2.0 500 45.047 0.028 0.2 41.15 0.24 0.126 0.27 0.10 1 0.311 0.100 0.047 0.Isolação em PEX 4 .11 0.098 0.3 44.0 300 8. Descrição: 1 .4 47.0 400 42.17 0.8 3.24 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) (µF/km) Cu (mH/km) (Ω/km) Al Al Cu Al Cu Al 20°C (Ω/Km) (Ω/Km) C L XL eléctrica DC a AC a 90°C Capacidade Indutância Reatância Resistência Resistência eléctrica Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .099 0.4 49.095 5 4 3 2 0.117 0.061 0.124 0.060 6410 0.40 3120 0.101 0.405 0.29 0.19 0.0 1000 57.9 64.33 0.30 0.21 2680 0.15 0.301 6 CAPÍTULO V Características Dimensionais Secção Espessura Diâmetro Nominal Isolação sobre Espessura Diâmetro (mm) (mm) Isolação Baínha exterior (mm) (mm) (mm) 120 32.5 2.318 Quadro 141 .26/45 kV GUIA TÉCNICO 1650 1770 1990 2250 2540 2890 3320 3880 4640 5400 11590 0.12 0.5 2.3 2.206 0.128 0.335 0.158 0.105 0.047 0.018 9590 0.6 55. considerando uma instalação em trevo juntivo.12 0.029 0.Camada semicondutora exterior 5 .2 42.253 0.160 0.7 59.12 0.Baínha semicondutora interior 3 .Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .5 2.25 0. .374 0.5 240 37.13 0.131 0.153 0. sob encomenda).5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.028 0.037 0.195 0.7 2.037 0.5 39.360 0.388 0.0 2380 0.10 150 33.060 0.417 0.35 0.096 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.14 0.022 0.5 52.078 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .5 630 49.20 0.0 68.127 0.10 0.322 0.5 185 35.125 0.36 0.4 2.100 0.109 0.264 0.23 0.078 0.0 2.11 0.5 800 53.075 0.164 0.18 0.122 0.324 0.022 5240 0.20 0.077 3730 0.

0 67.5 2.0 300 10. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO Descrição: 1 . 319 .22 0.3 44.402 0.12 0.321 0.32 0.5 630 52.24 0.128 0.18 0.096 3340 0.432 0.Isolação em PEX 4 .373 0.028 0.Quadro 142 .Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .098 5 4 3 2 0.5 2.117 0.210 0.332 0.24 0.0 240 40.14 0.028 0.35 2900 0.3 45.078 5510 0.160 0.5 2.Baínha semicondutora interior 3 .30 0.122 0. sob encomenda).136 0.164 0.16 0.0 2.113 0.10 150 36.17 0.5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.153 0.060 0.7 3.35 0.195 0.124 0.36/66 kV Características Dimensionais Secção Espessura Diâmetro Nominal Isolação sobre Espessura Diâmetro (mm) (mm) Isolação Baínha exterior (mm) (mm) (mm) 120 1990 2220 2490 2790 3150 3610 4180 4970 5750 11940 0.19 0.13 0.11 0.8 3.253 0.387 0.022 4630 0.060 0.324 0.5 400 45.15 0.101 0.5 52.10 1 0.4 2.206 0.8 2.12 0.17 35.125 0.20 0.264 0.126 0.047 0.419 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.022 8120 0.5 500 48.100 0.075 0.311 6 0.5 2.26 0.0 42.078 0.037 6700 0.25 0.21 0.109 0.126 0.10 0.20 0.5 1000 60.5 50.5 800 56.4 48.Camada semicondutora exterior 5 .018 9920 0.0 1860 2590 0.3 2.13 0.036 0.047 0.8 62.132 0.1 71.359 0.077 3970 0.346 0.6 55.060 0.158 0.037 0.7 58.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .104 0.099 0.037 0.29 0.5 185 38.061 0.029 0.16 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) (µF/km) Cu (mH/km) Al Cu Al Cu Al 20°C (Ω/Km) (Ω/Km) C L XL (Ω/km) Al eléctrica DC a AC a 90°C Capacidade Indutância Reatância Resistência Resistência eléctrica Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .100 0.047 0.11 0.047 0.

028 0.018 0.5 75.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Al Cu Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .0 84.5 68.047 0.Baínha semicondutora interior 3 .5 60.24 0.16 0.9 2.Camada semicondutora exterior 5 .401 0.036 0.047 0.037 0.100 0.5 80.125 0.128 0.Isolação em PEX 4 .075 0.077 0.022 0.17 0.5 54.13 0.1 3.7 72.9 63.5 68.12 0.037 0.370 0.11 0.0 57.417 0.22 0. sob encomenda).078 0.029 0.0 65.4 3.15 0.112 0.096 0.126 0.5 64.12 0.16 0.160 0.061 0.5 71.100 0.060 0.21 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .108 0. Descrição: 1 .355 0.20 0.5 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.11 6 5 4 3 2 1 CAPÍTULO V Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 240 300 52.1 3.13 0.344 5100 5790 0.047 0.18 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 . .121 0.14 0.18 0.047 0.15 0.028 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.022 0.8 3.386 0.14 0.320 Quadro 143 .060 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.131 0.12 0.060 0.433 0.037 0.136 0.078 0.17 0.0 400 500 630 800 1000 16.3 3.64/110 kV GUIA TÉCNICO 3610 3960 4410 4900 5590 6430 7300 6770 7990 9530 11380 13490 0.8 2.116 0.

22 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.19 0.5 80.047 0.096 0.Isolação em PEX 4 .8 3.15 0.5 58.028 0.5 72.2 3.12 0.022 0.047 0.037 0.76/138 kV Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 240 300 400 500 630 800 1000 18.120 0.381 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Cu Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Al Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .16 0.0 3.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.366 0.0 56.140 0.060 0.13 0.128 0.5 89.111 0.036 0.061 0.075 0.7 67.018 0.14 0.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .060 0.135 0.13 0.0 69.078 0.115 0.17 0.5 72. sob encomenda).16 0.028 0.Baínha semicondutora interior 3 .20 0.354 0.14 0.125 0. Descrição: 6 5 4 3 2 1 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS GUIA TÉCNICO 1 .446 0.029 0.430 0.100 0.125 0.1 3.3 3.022 0.12 0.17 0.413 0.12 0.060 0.16 0.077 0.100 0.078 0.0 4030 4420 4870 5410 6090 6970 7900 5520 6260 7220 8500 10030 11920 14090 0.037 0.12 0.5 68. 321 .7 76.4 3.0 84.15 0.160 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .037 0.21 0.047 0.047 0.19 0.5 75.130 0.Camada semicondutora exterior 5 .Quadro 144 .5 64.398 0.11 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.8 61.5 3.

15 0.Baínha semicondutora interior 3 .128 0.409 0.018 0.15 0.Baínha exterior em PVC (poderá ser em PE.100 0.133 0. considerando uma instalação em trevo juntivo.376 0.12 0.022 0.2 3.0 Nota: Os valores da tabela são fornecidos a título indicativo.14 0.037 0.0 84.060 0.Camada semicondutora exterior 5 .078 0.100 0.123 0.13 0.144 0.2 3.037 0. .7 80.0 88. Descrição: 1 .13 0.15 0.87/150 kV GUIA TÉCNICO 4510 4890 5350 5910 6630 7570 8490 6000 6730 7710 9000 10570 12520 14680 0.Características Técnicas Características Eléctricas Peso Aproximado (kg/km) Resistência eléctrica DC a 20°C (Ω/Km) Capacidade Indutância C L (µF/km) (mH/km) Reatância XL (Ω/km) Al Cu Al Cu Al Al Cu Resistência eléctrica AC a 90°C (Ω/Km) Impedância Z90°C (Ω/km) Cu Cabo Monopolar LXHIV / LXHIOV / XHIV / XHIOV Tensão .363 0.029 0.13 0.8 3.5 76.17 0.19 0.114 0.458 0.0 60.047 0.Alma rígida em alumínio ou cobre 2 .022 0.5 74.5 68.5 3.17 0.0 76.139 0.17 0.425 0.4 3.077 0.16 0.047 0.047 0.5 93.037 0.5 72.441 0.12 0.3 3.075 0.8 65.20 0.5 80.Isolação em PEX 4 .096 0.047 0.12 6 5 4 3 2 1 CAPÍTULO V Características Dimensionais Secção Nominal (mm) Espessura Isolação (mm) Diâmetro sobre Isolação (mm) Espessura Baínha (mm) Diâmetro exterior (mm) 240 300 400 500 630 800 1000 20.Écran metálico em cobre (fita ou fios e fita) 6 .16 0. sob encomenda).14 0.061 0.322 Quadro 145 .060 0.391 0.19 0.14 0.125 0.7 3.036 0.060 0.028 0.22 0.8 71.128 0.028 0.5 62.078 0.118 0.160 0.

58) de Julho de 2006 define que a aplicação do símbolo “(cbe)” a seguir à designação do cabo. identifica cabos com condutor e blindagem estanque.6 da pág.1 . com bloqueio transversal á penetração de água por aplicação de uma fita de alumínio em co-polimero com a bainha exterior Figura 73 . a CEI 60840 e o HD 632 S1.As características e composição dos cabos .As secções normalizadas adoptadas .Os ensaios a que devem ser submetidos em fábrica .CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS 5.3.Cabos Isolados de 60kV As características dos cabos de Alta Tensão são definidas de forma a garantir o cumprimento dos ensaios prescritos na normalização europeia de referência.Os ensaios a realizar após instalação A título de exemplo.5. possuindo bloqueio à propagação longitudinal da água Bainha exterior em polietileno de média densidade (ST7). A NP 665 (Sistema de designação de cabos eléctricos isolados . definindo: . sintetizando-as em especificações próprias. ou seja.Cabo Isolado de Alta Tensão As características de algumas das secções normalizadas são indicadas nos quadros 147 a 149. As empresas distribuidoras de energia definem as características dos produtos que incorporam as suas redes.As condições de instalação . indicamos as características tipo dos cabos isolados de 60kV que a SOLIDAL produz designados por LXHIOLE: Composição dos cabos LXHIOLE Condutor de alumínio multifilar compactado.ver ponto 1. que possuem bloqueio á propagação longitudinal da água no condutor e blindagem. possuindo bloqueio à propagação longitudinal da água Camada semicondutora sobre o condutor Isolação em polietileno reticulado Camada semicondutora sobre o condutor Blindagem em fios de cobre. GUIA TÉCNICO 323 .

1.2 ºC x m / W 20ºC 3 cabos em trevo juntivo 40 cm .secção de 1000 mm2 Ligação á terra em ambas as extremidades da linha Afastamento a outros circuitos superior a 1.2 – Capacidade de transporte A intensidade máxima em regime permanente é condicionada por todos os parâmetros da instalação. são definidas as secções de blindagem de 60mm2 e 135mm2.5m �� � � ���� 90ºC Cabos ao ar livre Tipo de instalação Temperatura ambiente máxima (ao nível do mar) Modo de ligação das blindagens ������ �� ����� Temperatura de serviço no condutor Cabos protegidos da exposição solar directa fixados directamente a uma parede 30ºC Ligação á terra em ambas as extremidades da linha �� � � ���� 90ºC 5. para as seguintes correntes de defeito monofásico: 60mm2.6s. a título indicativo.5.secções de 185 e 400m2 50 cm .3. 324 GUIA TÉCNICO .CAPÍTULO V Podem ser utilizadas várias secções de blindagem adequadas à correntes de defeito prevista na instalação.1. 135mm2.6s.secção de 630 mm2 70 cm .1. apresentamos no quadro 147 as intensidades nas seguintes condições de instalação: Cabos directamente enterrados Tipo de instalação Profundidade de instalação Resistividade térmica do solo Temperatura máxima do solo á profundidade de instalação Arranjo de cada circuito na vala Distância entre centros de circuitos (no caso de dois circuitos trifásicos em operação simultânea) Modo de ligação das blindagens Sem proximidade com outros cabos e sem travessias Regime de carga Temperatura de serviço no condutor Cabos enterrados directamente no solo 1.1 – Condições de instalação Dada a variedade de combinações possíveis.1. pelo que qualquer alteração ás condições de instalação indicadas deverá ser cuidadosamente analisada para verificar o seu efeito na capacidade de transporte dos cabos. 5. para corrente de curto-circuito de 11 kA/0.3. Por exemplo.3 m (ao centro do trevo juntivo) 1.5. para a corrente de curto-circuito de 25 kA/0.3. Os valores indicados no quadro 147 baseiam-se nas condições de instalação definidas em 5.5.

.Realizar os ensaios finais 325 GUIA TÉCNICO .Efectuar o apoio na execução do projecto .O espaçamento entre ternos de cabos seja superior a 4 x d (sendo do diâmetro exterior do cabo). Quadro 147 – Capacidade de transporte em regime permanente Cabos directamente enterrados Cabo 1 circuito 2 circuitos em operação simultânea 1 circuito 2 circuitos em operação Simultânea Cabos ao ar livre �� LXHIOLE (cbe) 1x185/60 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x400/60 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x630/60 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x1000/60 36/60kV 335 494 636 789 285 417 541 685 428 661 878 1115 LXHIOLE (cbe) 1x185/135 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x400/135 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x630/135 36/60kV LXHIOLE (cbe) 1x1000/135 36/60kV 331 481 609 742 281 404 516 642 427 652 852 1059 a) Para utilização de dois circuitos em operação simultânea a capacidade de transporte ao ar livre não é reduzida desde que: . Dependendo dos cabos e das exigências da instalação poderão ser utilizados casos especiais de ligação de blindagens: permutação de blindagens (“CrossBonding”) e ligação á terra num dos extremos da linha (“Single Point”). . No âmbito do fornecimento de cabos de Alta Tensão a SOLIDAL está disponível para: . …) .O espaçamento entre cabos seja superior a 2 x d (sendo d o diâmetro exterior do cabo) ou ternos de cabos.O volume de ar e a ventilação natural sejam suficientes para dissipar as perdas térmicas.Garantir a execução dos acessórios .Fornecer os materiais necessários á execução da obra (cabos.CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS CONDUTORES DE ENERGIA E CABOS ELÉCTRICOS As intensidades no quadro 147 são indicadas apenas para o caso da ligação das blindagens á terra nos dois extremos da linha (“Both Ends”). acessórios.Realizar a supervisão do desenrolamento .

0 19.25 0.13 0.0469 / 0.13 0.0778 / 0.11 0.0s / 0.0291 / 0. máxima no condutor kA / 1s 17.0625 0.2108 0.4 37.11 0.1 59.25 0.8 44.0469 / 0.28 Resistência máxima do condutor 20ºC/90ºC a 50Hz �/Km 0.2 94.326 GUIA TÉCNICO Quadro 148 – Características dimensionais Espessura nominal isolação (mm) 13 Diâmetro exterior Peso Aproximado Raio de curvatura minimo durante o desenrolamento CAPÍTULO V Secção nominal blindagem (mm) 60 Secção nominal condutor (mm) 185 400 630 1000 185 400 630 1000 13 (mm) 60 67 74 82 62 70 77 85 (Kg/Km) 3180 4140 5180 6700 3920 4880 5920 7440 1500 1680 1850 2050 1550 1750 1930 2130 135 Diâmetro sobre isolação (mm) 44.c.16 0.0413 Reactância indutiva (trevo juntivo) �/Km 0.1010 0.0 17. �/Km 0.23 0.16 0.9 52.1 67.2 Resistência máxima da blindagem 20ºC c.0625 0.6 59.13 0.0778 / 0.4 37.9 52.4 / 25.11 0.14 0.16 0.10 �/Km 0.28 0.20 0.164 / 0.11 Intensidade de c.1 .0413 0.33 Secção nominal condutor/blindagem (mm2) 185/60 400/60 630/60 1000/60 185/135 400/135 630/135 1000/135 0.2 94.10 0.23 0.c.164 / 0.14 µF/Km 0.8 Esforço de tracção máximo no condutor da N 1110 2400 3780 6000 1110 2400 3780 6000 Quadro 149 – Características eléctricas Capacidade Impedância a 90ºC Intensidade de c.0291 / 0.12 0.6 / 11.20 0.16 0.c.1010 0. máxima na blindagem 1.1 67.12 0.1 59.2108 0.6 59.6s kA 8.